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“I DEIA DE IDEOGRAMA”: A MONTAGEM INTELECTUAL DE SERGUEI EISENSTEIN E SUA INFLUÊNCIA NA POESIA

“IDEIA DE IDEOGRAMA”: A MONTAGEM INTELECTUAL DE SERGUEI EISENSTEIN E SUA INFLUÊNCIA NA POESIA CONCRETA BRASILEIRA

Priscilla Guimarães Martins / PPGA Universidade Federal do Espírito Santo

RESUMO Este artigo apresenta uma reflexão sobre o método de montagem cinematográfica de Serguei Eisenstein e sua influência na poesia concreta, formulada no Brasil pelos integrantes do grupo Noigandres. Para tanto, retoma-se o princípio da escrita ideogrâmica oriental, que serviu de base tanto para a elaboração da montagem eisensteiniana quanto para a teoria da poesia concreta. Nessa abordagem, serão destacados alguns casos em que a referência do ideograma se evidencia e a questão da montagem emerge como elemento central constituinte do fazer cinematográfico e poético.

PALAVRAS-CHAVE cinema; poesia; linguagem.

ABSTRACT This article presents a reflection on the film montage method of Sergei Eisenstein and its influence on concrete poetry, developed in Brazil by the members of Noigandres group. For this, it reviews the principle of the oriental ideogram writing, which served as basis for both the formulation of Eisenstein montage as to the theory of the concrete poetry. In this approach, it will be presented some examples in which the ideogram reference is evident and the montage issue emerges as central to the film and the poetry making.

KEYWORDS cinema; poetry; language.

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Ideograma e cinema O cineasta russo Serguei Eisenstein destaca-se, em sua produção cinematográfica e teórica,

Ideograma e cinema

O cineasta russo Serguei Eisenstein destaca-se, em sua produção cinematográfica e teórica, pelo uso da montagem como principal elemento articulador do discurso fílmico — “Determinar a natureza da montagem é resolver o problema específico do cinema” (EISENSTEIN, 2002, p. 52). Segundo o autor, o efeito cinemático seria

percebido pela superposição de imagens estáticas, e não pela mera sequencialidade destas, estabelecendo uma tensão que determina o ritmo do filme para além do comprimento dos planos. Dessa forma, confronta os diversos “fragmentos” do filme

montagem é conflito. Tal como a base de

na construção de sentido e afirma: “[

qualquer arte é o conflito” (EISENSTEIN, 2002, p. 43).

]

Segundo o teórico de cinema francês Jacques Aumont, a noção de fragmento seria bastante específica no método eisensteiniano, designando a unidade fílmica não necessariamente como o plano, mas como unidades de discurso que podem variar em três formas distintas: (1) “como elemento da cadeia sintagmática do filme”, ou seja, pela sua proximidade com outros fragmentos; (2) “como imagem fílmica [ ]

(luminosidade,

decomponível em um número enorme de elementos materiais [

contraste, “grão”, “sonoridade gráfica”, cor, duração, tamanho do quadro, etc.)” ou

(3) como “um tipo de relação com o referente” que não remeteria a nada de fora do quadro, “definindo-se apenas como imagem” (AUMONT, 1995, p. 82).

]

Eisenstein sistematiza a noção de conflito desses diversos fragmentos e vai buscar nas escritas orientais, chinesa e japonesa, o princípio para fundamentar seu conceito de montagem intelectual.

Pela combinação de duas “descrições” é obtida a representação de algo graficamente indescritível. Por exemplo: a imagem para água e

uma faca + um coração

= "tristeza", e assim por diante. Mas isto é montagem! Sim. É exatamente o que fazemos no cinema, combinando planos que são descritivos, isolados em significado, neutros em conteúdo em contextos e séries intelectuais. (EISENSTEIN, 2002, p. 36)

a imagem para um olho significa "chorar"; [

]

A ideografia chinesa consiste em um sistema de escrita essencialmente icônico que, ao contrário da escrita alfabética ocidental, de natureza fonética, não representa diretamente conceitos abstratos, mas chega até eles através da relação

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estabelecida pela combinação de símbolos (pictogramas) que denotam objetos, seres ou fenômenos do mundo concreto.

estabelecida pela combinação de símbolos (pictogramas) que denotam objetos, seres ou fenômenos do mundo concreto. Segundo o filósofo norte-americano Ernest Fenollosa, acerca da virtualidade poética dos caracteres chineses, “duas coisas que se somam não produzem uma terceira, mas sugerem uma relação fundamental entre ambas” (FENOLLOSA, 2000, p. 116). E prossegue:

Um nome verdadeiro, uma coisa isolada, não existe na Natureza. As coisas são apenas pontos terminais, ou melhor, ponto de encontro de ações, cortes transversais em ações, instantâneos. Nem um verbo puro, nem um movimento abstrato, seriam possíveis na Natureza. A vista apreende, como uma coisa só, o substantivo e o verbo: as coisas em movimento, o movimento nas coisas, e é desta maneira que a concepção chinesa tende a representá-los. (FENOLLOSA, 2000, p. 116)

Eisenstein buscaria, ainda, referências na poesia haikai e no teatro kabuki japoneses. Do haikai, interessa-lhe o laconismo com o qual esta poesia é resolvida, através de frases curtas justapostas de forma análoga à própria estrutura ideogrâmica: “estas são frases de montagem, listas de planos” (EISENSTEIN, 2002, p. 38). Do kabuki, destaca o método de representação sem transições como “puramente cinematográfico” (EISENSTEIN, 2002, p. 45), porém mais orgânico e expressivo do que no filme, marcado por alterações na iluminação, na maquiagem ou nas expressões corporais e faciais dos atores.

maquiagem ou nas expressões corporais e faciais dos atores. Serguei Eisenstein (1898 – 1948) O Encouraçado

Serguei Eisenstein (18981948) O Encouraçado Potemkin, 1925 Filme

Pode se notar na sequência de leões de mármore em O Encouraçado Potemkin (1925) um exemplo de montagem equivalente ao método ideogrâmico, baseado no conflito entre imagens estáticas que gera, além da impressão de movimento cinemático, uma progressão lógica de significados associativos no contexto geral do

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filme. Composta por três planos de diferentes estátuas de leões em posições variadas — leão

filme. Composta por três planos de diferentes estátuas de leões em posições variadas leão dormindo, leão acordado, leão levantado , a sequência reproduz o efeito do despertar de um leão. Além disso, esse sintagma fílmico expressa um ato simbólico de protesto, sugerido pela sua localização logo após a célebre sequência do massacre civil por militares na escadaria de Odessa. Os conflitos engendrados por Eisenstein dentro do quadro, através da justaposição de diversos fragmentos imagéticos assim como da exploração da plasticidade dos planos, detonam uma cadeia semântica amplificada pela multiplicidade de metáforas visuais — “A dinâmica da montagem serve como impulsos que permitem o funcionamento de todo o filme” (EISENSTEIN, 2002, p. 43).

O cineasta sistematiza a montagem através de cinco métodos interrelacionados: (1) montagem métrica, basicamente definida pelo comprimento dos fragmentos; (2) montagem rítmica, determinada também pelos diversos conteúdos internos dos quadros; (3) montagem tonal, que “engloba todas as sensações do fragmento”; (4) montagem atonal, que se distingue “pelo cálculo coletivo de todos os apelos do fragmento” e (5) montagem intelectual, “conflito-justaposição de sensações intelectuais associativas” (EISENSTEIN, 2002, p. 79-88). É justamente nesse último caso, o da montagem intelectual, que o cineasta sintetiza sua pesquisa acerca da escrita ideogrâmica conjugada ao princípio cinematográfico e, dentre as experimentações com esse método em vários de seus filmes, destaca a “sequência dos deuses de Outubro(EISENSTEIN, 2002, p. 87).

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Serguei Eisenstein (1898 – 1948) Outubro , 1927 Filme Essa sequência denota a desmistificação de
Serguei Eisenstein (1898 – 1948) Outubro , 1927 Filme Essa sequência denota a desmistificação de

Serguei Eisenstein (18981948) Outubro, 1927 Filme

Essa sequência denota a desmistificação de uma marcha militar do general Kornilov sobre Petrogrado — sob o lema “Em nome de Deus”, retratada na cena anterior, pela pluralização da própria noção de “Deus”, através da montagem de imagens de várias divindades presentes em diferentes culturas. Pelo contraste de simbologias religiosas, leva o espectador a tirar “conclusões individuais sobre a verdadeira natureza de todas as divindades” (EISENSTEIN, 2002, p. 69). O princípio ideogrâmico aplica-se na construção de conceitos pelo intermédio de recursos puramente imagéticos, na articulação de uma linguagem específica da montagem e dos planos: “O quadro cinematográfico nunca pode ser uma inflexível letra do alfabeto, mas deve ser sempre um ideograma multissignificativo” (EISENSTEIN, 2002, p. 73).

De modo geral, a teoria da montagem intelectual de Eisenstein consiste no intuito de desenvolver, em sua época, o cinema como uma linguagem autônoma, emancipada de questões do teatro ou da pintura “A linguagem está muito mais próxima do

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cinema do que a pintura ” (EISENSTEIN, 2002, p. 66). Por esse motivo, suas reflexões

cinema do que a pintura(EISENSTEIN, 2002, p. 66). Por esse motivo, suas reflexões abrangem e interessam não somente ao campo do cinema, mas aos da poesia e da arte e seriam retomadas, assim como por tantos outros estudiosos, com entusiasmo pelos poetas do grupo Noigandres no Brasil, na década de 1950.

Cinema e poesia

Em 1958, os poetas Augusto de Campos, Haroldo de Campos e Décio Pignatari, então integrantes do grupo Noigandres, lançaram o Plano-piloto para Poesia Concreta, manifesto no qual sintetizavam as bases teóricas do movimento da poesia concreta no Brasil, que já vinha sendo articulado desde 1952. Já no primeiro parágrafo, indicam a importância do que denominaram de “ideia de ideograma”, como método de composição poética adequado à nova estética que formulavam, e citam como referência o princípio da montagem como conflito de Eisenstein.

poesia concreta: produto de uma evolução crítica de formas dando por encerrado o ciclo histórico do verso (unidade rítmico-formal), a poesia concreta começa por tomar conhecimento do espaço gráfico como agente estrutural. espaço qualificado: estrutura espácio- temporal, em vez de desenvolvimento meramente temporístico- linear, daí a importância da idéia de ideograma, desde o seu sentido geral de sintaxe espacial ou visual, até o seu sentido específico (fenollosa/pound) de método de compor baseado na justaposição direta analógica, não lógico-discursiva de elementos. [ ] eisenstein: ideograma e montagem. (CAMPOS; CAMPOS; PIGNATARI, 2006, p. 215)

Os poetas concretos buscavam ressignificar a poesia através da exploração simultânea das três dimensões materiais da palavra verbal, vocal e visual (verbivocovisual) , utilizando-se de signos verbais e não-verbais. Para tanto, lançavam mão de recursos linguísticos, fonéticos e gráficos como elementos semânticos internos ao poema, cuja sintaxe relacional e fragmentária rompia com a estrutura imóvel do verso na poesia tradicional e, consequentemente, com a narrativa linear-discursiva ocidental. Para além da metáfora, elemento essencialmente poético, a palavra seria potencializada pela atomização de seus recursos sonoros e visuais, ampliando as possibilidades de associações e significados poéticos.

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Décio Pignatari (1927 – 2012) Life , 1957 Livro-poema Dentro do projeto da poesia concreta
Décio Pignatari (1927 – 2012) Life , 1957 Livro-poema Dentro do projeto da poesia concreta

Décio Pignatari (19272012) Life, 1957 Livro-poema

Dentro do projeto da poesia concreta e das diversas soluções apresentadas pelos poetas Noigandres, podem se destacar dois poemas, de autoria de Décio Pignatari, estruturados mais propriamente através de uma sintaxe cinematográfica e análoga ao método ideogrâmico: Life (1957) e Organismo (1960). Em Life, o poema se desdobra ao longo das páginas do livro, a cada qual se adiciona um novo traço, até completar a forma fechada de “ideograma de sol, sinal de infinito, diagrama (o digital de base oito) de todos os caracteres e números” (CAMARA, 2000, p. 127). Multiplicam-se, assim, as possibilidades semânticas da palavra-poema "life, construída ao final da leitura do poema. A lógica da montagem é revelada através da justaposição alternada de elementos verbais e visuais, cuja sobreposição através do folhear das páginas remonta à impressão de movimento cinemático do folioscópio (flip book).

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Décio Pignatari (1927 – 2012) Organism o, 1960 Livro-poema Já em Organismo , a metáfora
Décio Pignatari (1927 – 2012) Organism o, 1960 Livro-poema Já em Organismo , a metáfora

Décio Pignatari (19272012) Organismo, 1960 Livro-poema

Já em Organismo, a metáfora da montagem fica ainda mais evidente. O poema se desdobra também em uma sequência de páginas, mas, neste caso, cada uma funciona como um plano fílmico, cujos enquadramentos promovem uma espécie de zoom sobre a frase “o organismo quer perdurar”. No entanto, esse movimento não apenas dilata o texto como promove efeitos de transição que substituem algumas palavras por outras como nas transições “perdurar/repet” e “organismo/orgasm”. Segundo analisa o artista e teórico Julio Plaza, o processamento radical da passagem do verbal para o não-verbal dá-se, assim, em sequência fragmentada de tomadas curtas, a modo de planos cinematográficos que imprimem movimento ao poema” (PLAZA, 1987, p. 112). Além disso, nas duas últimas páginas do poema, o texto amplia-se ao ponto de tornar-se icônico, sugerindo a fusão de duas células reprodutivas em referência-síntese ao enunciado poético.

Pensamento imagético

Nota-se que não apenas no referencial ideogrâmico se restringe a convergência de interesses dos poetas Noigandres e de Eisenstein. Em ambos os casos, destaca-se o propósito de traçar com clareza e rigor formal as regras de funcionamento de um método inovador de escritura para seus respectivos objetos de trabalho, em suas áreas de atuação específicas cinema e poesia. Eisenstein afirma que seu cinema conheceu uma responsabilidade assim rigorosa com relação a cada plano, colocando-o numa sequência de montagem com o mesmo cuidado usado para colocar uma linha de poesia num poema” (EISENSTEIN, 2002, p. 113). Nessa

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abordagem, a questão da montagem emerge como elemento central constituinte do fazer cinematográfico e poético.

abordagem, a questão da montagem emerge como elemento central constituinte do fazer cinematográfico e poético.

Também em ambos os casos, embora se devam considerar os contextos sociais exclusivos de cada época Eisenstein inserido no fervor da Revolução Russa de 1917, e os poetas concretos na conjuntura desenvolvimentista e industrial dos anos 1950 no Brasil , destaca-se o intuito político de tornar a arte mais acessível através da exploração de meios de comunicação em massa: Eisenstein com o cinema e os poetas Noigandres com a publicação de seus poemas em cartazes, jornais e revistas. Não se pode desconsiderar, já de início, o cunho marxista da expressão “montagem é conflito”.

Nesse sentido, os legados de Eisenstein e dos poetas concretos representam não apenas um esforço de renovação estética, pautado no aprimoramento de um pensamento imagético, mas o propósito de emancipar a comunicação para além da dimensão verbal. Ampliam, desse modo, o acesso à informação e instigam a consciência crítica do espectador/leitor diante do mundo, apresentando-lhes novas possibilidades de expressão. Promovem o resgate de um modo de mediação com o real mais imaginativo e livre, como desde os primórdios conhecem as civilizações orientais, atestado pela própria natureza de sua escrita.

Referências

AUMONT, Jacques. A Estética do Filme. Campinas: Papirus, 1995.

CAMARA, Rogério. Grafo-sintaxe concreta: o projeto Noigandres. Rio de Janeiro: Rios Ambiciosos, 2000.

CAMPOS, Augusto de; CAMPOS, Haroldo de; PIGNATARI Décio. Teoria da Poesia Concreta: textos críticos e manifestos 1950-1960. Cotia, SP: Ateliê Editorial, 2006.

EISENSTEIN, Serguei. A forma do filme. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2002.

FENOLLOSA, Ernest. Os Caracteres da Escrita Chinesa como Instrumento para a Poesia. In: CAMPOS, Haroldo de. (org.). Ideograma: lógica, poesia, linguagem. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2000.

PLAZA, Julio. Tradução Intersemiótica. São Paulo: Perspectiva, 1987.

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Priscilla Guimarães Martins Mestranda no curso de Pós-Graduação em Artes da Universidade Federal do Espírito

Priscilla Guimarães Martins Mestranda no curso de Pós-Graduação em Artes da Universidade Federal do Espírito Santo. Realiza pesquisas sobre a poesia visual brasileira e é organizadora, junto com Rogério Camara, do livro Poesia / poema: Wlademir Dias-Pino, contemplado no Edital Bolsa Funarte de Estímulo a Produção em Artes 2014.

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