Apresentação

Graça e paz a todos.
Venho humildemente vos falar da necessidade da
prática do perdão mútuo e da paciência com as faltas
alheias.
Vivemos em um mundo de provas e expiações no qual
todos que aqui estamos ainda estamos longe de viver
plenamente os ensinamentos de amor do Cristo.
O Mestre Jesus quando esteve entre nós não viveu
entre sábios e sãos. Antes, ele procurou viver entre os
simples e ignorantes a fim de levar luz e alívio para suas
aflições.
Nosso Mestre quando sofreu no duro madeiro da cruz
nos deixou grande lição dizendo: “Pai perdoa-lhes, pois
não sabem o que fazem!”.
Assim amados irmãos, deixemos de lado todas às
criticas e melindres porque a Seara do Mestre Jesus
necessita de trabalhadores dispostos em servir ao próximo.
Lembremo-nos ainda que no momento em que os
discípulos disputavam entre si qual era o maior, Jesus
pegou uma bacia com água e lavou seus pés deixando a
lição de que maior é aquele que serve ao próximo.
Se não podemos ainda viver como Jesus, sejamos ao
menos seus imitadores.
Nesse mesmo diapasão, apresento aos leitores a obra
DA FRANÇA COM ESPERANÇA de nossos amigos César
Hanzi e Rodrigo Felix da Cruz que traz a história de um
irmão que ao invés de aprender o valor do perdão pelo
caminho do amor, optou em aprender sentindo na própria
pele os efeitos de seus atos.

Sejamos sábios para aproveitar os exemplos contidos
nesse livro para que não precisemos incorrer-nos mesmos
erros aprendendo a divina lição do Perdão para que durante
a prece que Jesus nos ensinou possamos dizer de todo
nosso coração: “Senhor, perdoa as nossas ofensas assim
como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”.

Irmã Lia
Colônia Recanto de Irmãos
(Mensagem psicografada pelo médium
Rodrigo Felix da Cruz em 11.06.2012)

Prólogo (fevereiro de 2012).
Era uma noite agradável.
A lua reinava soberana sobre o céu estrelado, o clima estava
fresco depois de um dia lindo e ensolarado, enquanto as pessoas
estavam do lado de fora de suas casas se divertindo em
confraternização.
No entanto, para Ricardo não havia motivo algum para sair de
seu apartamento e se distrair com os vizinhos. Tampouco tinha ânimo
para olhar pela janela e contemplar a beleza daquela noite
refrescante.
Grande angustia assaltava o coração de Ricardo que batia
descompassado em desespero. A ideia do suicídio era cada vez mais
forte em sua mente. Tudo lhe parecia turvo e sem vida, pois perdera a
esperança em dias melhores.
Influências negativas assombravam a mente de Ricardo que
começou a olhar fixamente para a rede de proteção da janela de seu
apartamento situado no último andar do edifício. Uma sugestão
vinha em sua mente:
__ pegue uma tesoura, corte a rede e pule!

Ricardo não se conformava com os últimos acontecimentos de
sua vida. No dia em que completou 35 primaveras, injustamente, sua
esposa Luana disse-lhe que não suportava mais sua presença e seus
defeitos, e exigiu que fosse embora de sua casa depois de quase 11
anos de casamento.
Naquele momento, Ricardo não compreendia os desígnios
divinos que estavam salvando-o de graves problemas que poderiam
afetar seu compromisso na Terra, assim como esses mesmos
desígnios lhe reservavam melhores dias. Antes de reencarnar Ricardo
já sabia que passaria por essa prova, porém, quando reencarnou,
embriagado pela matéria, naquele momento somente pensava nas
perdas de bens materiais e que havia fracassado na vida.
Devido ao sentimento de culpa, Ricardo sentia-se impotente
diante da vida porque era o segundo casamento falido, pois 12 anos
atrás se separou de Sílvia, mãe de sua filha Elisabeth atualmente com
14 anos de idade. Ele não se sentia preparado para isso.
Aqueles instantes terríveis pareciam uma eternidade, Ricardo
não conseguia pensar em mais nada além de suas tristezas e
depressão que o levaram a se isolar dentro de seu apartamento.
Lágrimas escorriam em sua face, a cabeça doía e seus braços
tremiam. Ricardo decidido se dirigiu à cozinha para pegar a tesoura.
O suicídio era eminente.
Naquele fatídico momento, benfeitores do plano espiritual
começaram sua benéfica ação aproximando-se de Ricardo para lhe
confortar o coração, para lembrá-lo de seus compromissos assumidos
perante Deus para a presente existência, para lembrá-lo da beleza da
vida apesar das adversidades, para lembrá-lo dos ensinamentos da
Doutrina dos Espíritos.
Então, Ricardo começou a pensar em tudo isso que os
benfeitores lhe trouxeram em sua mente e assim, sentiu-se mais forte
e animado. Uma pequena brasa de esperança aqueceu seu coração.
Ricardo desistiu da infeliz ideia do suicídio.

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