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Este documento foi assinado digitalmente por Tribunal de Justica de Sao Paulo e MYLENA QUEIROZ DE OLIVEIRA. Protocolado em 06/03/2015 às 15:42:39.

Se impresso, para conferência acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/esaj, informe o processo 1002178-18.2015.8.26.0344 e o código 240EBF.

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EXCELENTÍSSIMO(a) SENHOR(a) DOUTOR(a) JUIZ(a) DE DIREITO DA __

VARA CÍVEL DA COMARCA DE MARÍLIA, ESTADO DE SÃO PAULO.

CLAUDIO ROGÉRIO DE OLIVEIRA, brasileiro, casado, educador social,

portador do RG n°. 25.133.694 e inscrito no CPF/MF sob o n°. 250.693.448-03, residente

e domiciliado a Rua Abraão Pedro Badiz, n°. 250, Jardim Continental, nesta cidade de

Marília/SP - CEP: 17524-115, por intermédio de sua advogada infra-assinada, mandato

procuratório em anexo, vem com o devido respeito e acatamento a presença de Vossa

Excelência, ajuizar a presente

AÇÃO REVISIONAL DE CONTRATO BANCÁRIO

Em face de BANCO BRADESCO FINANCIAMENTOS S.A., inscrito no

CNPJ sob o n˚ 07.207.996/0001-50, com sede na Cidade de Deus - Prédio Prata- 4˚ andar

- Vila Yara - na cidade de Osasco - Estado de São Paulo, CEP 06029-000, em

decorrência das justificativas de ordem fática e de direito abaixo delineadas.

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I – DOS FATOS

O Requerente celebrou com o Requerido, na data de 31/10/2011, o denominado

CONTRATO DE FINANCIAMENTO DE BENS E/OU SERVIÇOS COM

GARANTIA DE ALIENAÇÃO FIDUCIÁRIA DE BENS MÓVEIS.

O contrato denominado acima e sob o n˚4296494018, é referente a aquisição de

um veículo marca FIAT, modelo: PÁLIO (FLEX), Versão: Fire Economy (celebr. 11) 1.0

8V A/G 2, Ano Modelo: 2011 e Ano fabricação: 2010, Chassi 9BD17106LB5689760,

Combustível: Flex-Gasolina.

O requerente no ato da contratação efetuou o pagamento de R$ 1.850,00 (um mil

oitocentos e cinquenta reais), parcelando em 60 (sessenta) parcelas de R$ 652,46

(seiscentos e cinquenta e dois reais e quarenta e seis centavos), o restante do

financiamento no valor total de R$ 23.751,33 (vinte e três mil, setecentos e cinquenta e

um reais e trinta e três centavos).

Todavia, em desrespeito à falta de conhecimento técnico do requerente, foi

introduzida no contrato, cláusula de cobrança de TAC (tarifa de cadastro) no importe de

R$ 695,00 (seiscentos e noventa e cinco reais) bem como Tarifa de Avaliação de Bens

no valor de R$ 210,00 (duzentos e dez reais) despesas abusivas e indevidas pregadas no

contrato anexo, as quais variam de instituição para instituição, contudo os valores sempre

são excessivamente onerosos ao consumidor, que em face da sua falta de experiência e

técnica, acaba por ser ludibriado pelos fornecedores.

No ato da contratação ficou estipulada cobrança de juros de 1,78% (um, setenta e

oito por cento) a.m. (ao mês) para pagamento nos seus respectivos vencimentos, e juros

de 23,64% (vinte e três e sessenta e quatro por cento) a.a (ao ano)

Excelência, o referido contrato de financiamento alcançou o valor de R$

39.147,60 (trinta e nove mil, cento e quarenta e sete reais e sessenta centavos) sendo que

R$ 15.396,27 (quinze mil, trezentos e noventa e seis reais e vinte e sete centavos) é só

de ENCARGOS não informados com a devida clareza no CET (custo efetivo total)

que o Código de Defesa do Consumidor impõe.

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Assim, o requerente se sentindo lesado em pagar tão elevados encargos não

informados com a devida clareza com que o Código de Defesa do Consumidor impõe

vem o requerente pedir a revisão contratual do contrato em anexo ao Poder Judiciário a

vista do esposados a seguir.

II - DO DIREITO

Em matéria de contratos bancários, os juros remuneratórios são essenciais e

preponderantes na decisão de contratar. São justamente essas taxas de juros que

viabilizam a saudável concorrência e que levam o consumidor a optar por uma ou outra

instituição financeira.

Entretanto, apesar de sua irrefutável importância, nota-se que a maioria da

população brasileira ainda não compreende o cálculo dos juros bancários. Vê-se que

não há qualquer esclarecimento prévio, tampouco se concretizou o ideal de educação do

consumidor, previsto no art. 4˚, IV, do CDC.

Nesse contexto, a capitalização de juros está longe de ser um instituto conhecido,

compreendido e facilmente identificado pelo consumidor médio comum. A realidade

cotidiana é a de que os contratos bancários, muito embora estejam cada vez mais

difundidos na nossa sociedade, ainda são incompreensíveis à maioria dos

consumidores, que são levados a contratar e aos poucos vão aprendendo

empiricamente com suas próprias experiências.

A partir dessas premissas, obtém-se o padrão de comportamento a ser esperado do

homem médio, que aceita a contratação do financiamento a partir do confronto

entre taxas nominais ofertadas no mercado.

Deve-se ainda ter em consideração, como medida da atitude objetivamente

esperada de cada contratante, o padrão de conhecimento e comportamento do

homem médio da sociedade de massa brasileira. Isso porque vivemos numa

sociedade de profundas disparidades sociais, com relativamente baixo grau de

instrução.

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Por outro lado, atribui-se à instituição financeira – detentora de elevado

conhecimento a respeito dos valores envolvidos, dos métodos de cálculo e ainda do

perfil de seu cliente e dos riscos operacionais envolvidos o dever de prestar as

informações de forma clara e evidente, no intuito de dar concretude ao equilíbrio

entre as partes das relações de consumo.

Desse modo, o CDC impõe expressamente a prestação de esclarecimentos

detalhados, claros, precisos, corretos e ostensivos, de todas as cláusulas que compõem

os contratos de consumo, sob pena de abusividade.

Cumpre-nos, então, definir se a constância expressa das taxas de juros anual e

mensal é, por si só, clara o bastante aos olhos do consumidor, a ponto de se antever a

existência da capitalização e seus elementos essenciais, como a periodicidade. Isso

porque o consentimento informado do consumidor às cláusulas contratuais que lhe são

impostas é deduzido do entendimento de que a previsão das referidas taxas permitem ao

consumidor conhecer os exatos termos contratados.

DA APLICAÇÃO DO CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR

Afastando quaisquer dúvidas sobre a aplicação do código protetivo do consumidor

aos contratos de empréstimos, consolidou o Superior Tribunal de Justiça tal

entendimento:

Súmula 297. O Código de Defesa do Consumidor é aplicável às instituições

financeiras.

Os consumidores, forçados pela necessidade de aquisição de um produto ou

serviço, aceitam integrar uma relação contratual com o fornecedor que finda por subjugá-

lo, seja em face do poder econômico ou das informações técnicas que dispõe.

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Com o objetivo de resguardar a justiça social, a dignidade da pessoa e a equidade

nas relações econômicas, especialmente, nas relações de consumo, o Estado se afirma na

prática do dirigismo contratual a fim de equilibrar os pólos da relação contratual.

Tem-se no artigo 6º do CDC a expressa disposição de que quando forem

constatadas cláusulas abusivas, estas poderão ser revisadas, a fim de que o consumidor

não saia prejudicado da relação jurídica contratual já imposta pela instituição bancária,

como também a proteção contra cláusulas contratuais abusivas e a facilitação da defesa

de seus direitos, com a inversão do ônus da prova a seu favor. Senão vejamos:

Art. 6º. São direitos básicos do consumidor: (…)

IV – a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais

coercitivos ou desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no

fornecimento de produtos ou serviços;

V – a modificação de cláusulas contratuais que estabeleçam prestações

desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem

excessivamente onerosas;(…)

VIII – a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus

da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a

alegação ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências;

É imperiosa, destarte, a aplicação das normas protetivas do Código de Defesa do

Consumidor aos contratos em apreço, adequando-se a execução dos mesmos aos ditames

do diploma legal, de forma a expurgar as cláusulas abusivas e ilegais, eis que se trata de

matéria de ordem pública, garantido pelo art. 170 da própria Constituição Federal, o qual

explicita em seu inciso V a garantia da defesa do consumidor.

DOS VÍCIOS DE INFORMAÇÃO

O Código de Defesa do Consumidor, orientado pelo princípio da boa-fé

contratual, estabelece de forma clara, em seu art.6°, III, ser direito básico do

consumidor “a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços,

com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade e

preço, bem como sobre os riscos que apresentem”.

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A boa fé objetiva, enquanto regra de comportamento orientado por padrões sociais

de lisura, honestidade e correção, impõe novos paradigmas para a análise judicial de

cláusulas contratuais. Passa-se a exigir das partes contratantes uma atuação refletida, com

cooperação e em colaboração para que o contrato firmado atinja seu objetivo e realize,

por fim, o interesse de ambas as partes.

De outro lado, se impõe à atuação judicial a necessidade de, primeiramente,

delimitar qual seja a conduta esperada em cada situação concreta, para posteriormente

confrontá-la àquela efetivamente praticada.

Na hipótese dos autos, convém olhar o contrato revisado sob as lentes da

cláusula geral de boa-fé objetiva, adotada no âmbito contratual e aplicável tanto às

relações contratuais em geral, como às relações de consumo. Nesse diapasão,

sobressaem os deveres anexos, entre os quais se ressalta o dever de informação.

No mercado de consumo, do qual o mercado financeiro é espécie, a informação

ao consumidor tem-se que é oferecida em dois momentos principais: a que antecede a

contratação, v.g., a publicidade, e aquela prestada no exato momento da contratação. E é

precisamente esse dever de informação, prestado formalmente no ato da contratação, que

circunda a hipótese dos autos.

Decorrente deste direito à informação encontra-se a obrigação legal do

contratado de fornecer todo esclarecimento e informações ao consumidor, possibilitando

sua compreensão plena e real acerca dos termos acordados.

O direito à informação, considerado absoluto por Rizzato Nunes (Comentários ao

Código de Defesa do Consumidor. 5a ed. São Paulo : Saraiva, 2010. p. 708), nos termos

delineados pelo Código de Defesa do Consumidor: "decorre especialmente do princípio

da transparência, consectário, por sua vez, da adoção da boa-fé objetiva e do dever

anexo de prestar as informações necessárias à formação, desenvolvimento e

conclusão do negócio jurídico entabulado entre as partes".

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Ressalta ainda que a obrigatoriedade da transparência nas relações jurídicas não

precisa estar explicitada no contrato, porquanto o comportamento probo dos contratantes

na execução das obrigações pactuadas constitui premissa maior inserida no padrão

genérico exigível de conduta. Neste sentido, vejamos:

Art. 46. Os contratos que regulam as relações de consumo não obrigarão os

consumidores, se não lhes for dada a oportunidade de tomar conhecimento prévio de seu

conteúdo, ou se os respectivos instrumentos forem redigidos de modo a dificultar a

compreensão de seu sentido e alcance.

O consumidor, ora requerente, sequer tive acesso aos contratos. O Banco

requerido através de seus funcionários, apresenta simplesmente extratos da operação

em termo de adesão no qual não constam diversas das cláusulas contratuais.

Ademais, o termo apresentado é de difícil compreensão para aqueles que não

possuem conhecimento técnico na área, vez que traz consigo siglas do mundo econômico

para indicar taxas abusivas, cobrança de juros sobre juros em taxas acima do mercado,

além de, às vezes, prever a cobrança ilegal de taxa de cadastro e serviços de terceiro sem

maiores explicações ou destaques a estas cláusulas.

O SJT já se posicionou diversas vezes sobre o tema, decidindo que informação

adequada, nos termos do art. 6º, III, CDC, é aquela que se apresenta simultaneamente

completa, gratuita, útil, vedada, neste último caso, a diluição da comunicação

efetivamente relevante pelo uso de informações soltas, redundantes ou destituídas de

qualquer serventia para o consumidor (STJ, Resp 586.316, Rel. Min. Herman Benjamin,

2ª T., DJ 19/03/2009).

Pode-se avaliar facilmente através de uma análise rápida dos Termos de adesão

anexos disponibilizados ao requerente no momento da contratação que estes não trazem

informações completas sobre as condições nas quais o mútuo é realizado, misturando-se

informações úteis, no meio de informações inúteis.

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Esvaziando o direito subjetivo do consumidor de ser informado com clareza e

exatidão.

O requerente, não detém (nem deveria deter) conhecimento técnico apto a

compreender todas as vicissitudes do contrato. Dever do requerido, pela sua

incomparável estrutura técnica e econômica, esclarecer aos consumidores.

Por oportuno, diga-se, que o requerente teria o direito de estar esclarecido sobre

todas as cláusulas.Vejamos o que diz o Código do Consumidor sobre o assunto:

Art. 54. Contrato de adesão é aquele cujas cláusulas tenham sido aprovadas pela

autoridade competente ou estabelecidas unilateralmente pelo fornecedor de produtos ou

serviços, sem que o consumidor possa discutir ou modificar substancialmente seu

conteúdo.

§ 3° Os contratos de adesão escritos serão redigidos em termos claros e com

caracteres ostensivos e legíveis, cujo tamanho da fonte não será inferior ao corpo doze, de

modo a facilitar sua compreensão pelo consumidor;

§ 4° As cláusulas que implicarem limitação de direito do consumidor deverão ser

redigidas com destaque, permitindo sua imediata e fácil compreensão.”

Por fim, veja-se da abusividade da prática elencada:

Art. 39. É vedado ao fornecedor de produtos ou serviços, dentre outras práticas

abusivas: (

)

IV - prevalecer-se da fraqueza ou ignorância do consumidor, tendo em

vista sua idade, saúde, conhecimento ou condição social, para impingir-lhe seus produtos

ou serviços;

Art. 51. São nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas contratuais relativas

ao fornecimento de produtos e serviços que: (

...

)

IV - estabeleçam obrigações

consideradas iníquas, abusivas, que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada,

ou sejam incompatíveis com a boa-fé ou a equidade;

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Como já afirmado, o não esclarecimento enseja vício insanável destas cláusulas

que não obedecem às regras legais de dever de informação, podendo ser revistas, sem

prejuízos de multa a ser cominada para empresa descumpridora de suas obrigações.

Assim, a interpretação sistemática dos arts. 4˚, 6˚, 31˚, 46˚ e 54˚ do CDC leva-nos

à conclusão de que, para se desincumbir de seus deveres mútuos de informação, os

contratantes devem prestar todos os esclarecimentos, de forma correta, clara, precisa e

ostensiva, a respeito dos elementos essenciais ao início da relação contratual. E mais,

o cumprimento desse dever, até mesmo em consequência da objetividade da boa-fé, não

toma em consideração a intenção do agente em ludibriar, omitir ou lesionar a parte

contrária; o que se busca efetivamente é proteção dos contratantes.

Com efeito, sendo aplicado o Código de Defesa do Consumidor ao presente

contrato, também passa a ser possível a modificação ou revisão das cláusulas contratuais

onerosas, com base no art. 6º, inc. V, do mesmo codex, que estabelece:

Art. 6º. São direitos básicos do consumidor: ( ) ...

V. A modificação das cláusulas contratuais que estabeleçam prestações

desproporcionais ou sua revisão em razão de fatos supervenientes que as tornem

excessivamente onerosas.

Acerca das possibilidades de modificação dos contratos excessivamente onerosos

no âmbito das relações de consumo, NELSON NERY JUNIOR e ROSA MARIA

ANDRADE NERY, p. 1352, anotam:

"Modificação das cláusulas contratuais. A norma garante o direito de modificação

das cláusulas contratuais ou de sua revisão, configurando hipótese de aplicação do

princípio da conservação dos contratos de consumo. O direito de modificação das

cláusulas existirá quando o contrato estabelecer prestações desproporcionais em

detrimento do consumidor. Quando houver onerosidade excessiva por fatos

supervenientes à data da celebração do contrato, o consumidor tem o direito de revisão do

contrato, que pode ser feita por aditivo contratual, administrativamente ou pela via

judicial".

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"Manutenção do contrato. O CDC garante ao consumidor a manutenção do

contrato, alterando as regras pretorianas e doutrinárias do direito civil tradicional, que

prevêem a resolução do contrato quando houver onerosidade excessiva ou prestações

desproporcionais".

"Onerosidade excessiva. Para que o consumidor tenha direito à revisão do

contrato, basta que haja onerosidade excessiva para ele, em decorrência de fato

superveniente. Não há necessidade de que esses fatos sejam extraordinários nem que

sejam imprevisíveis. A teoria da imprevisão, com o perfil que a ela é dado pelo CC

italiano 1467 e pelo Projeto n. 634-B/75 de CC brasileiro 477, não se aplica às relações

de consumo. Pela teoria da imprevisão, somente os fatos extraordinários e imprevisíveis

pelas partes por ocasião da formação do contrato é que autorizariam, não sua revisão, mas

sua resolução. A norma sob comentário não exige nem a extraordinariedade nem a

imprevisibilidade dos fatos supervenientes para conferir, ao consumidor, o direito de

revisão efetiva do contrato; não sua resolução".

Portanto, admite-se a revisão das cláusulas do contrato em discussão com a

conseqüente nulidade daquelas tidas como abusivas, a teor do disposto no art. 6º,

inc. V, do Código de Defesa do Consumidor, não se cogitando de prevalência do

princípio do pacta sunt servanda.

DAS OUTRAS IRREGULARIDADES NO CONTRATO DE EMPRESTIMO

A seguir, demonstrar-se-á a ilegalidade das cobranças abusivas pelo banco

requerido, assim, vejamos:

a) Anatocismo

A abominável prática da capitalização mensal de juros, também conhecida como

anatocismo, pelas instituições financeiras, já foi regulada pelo STF, através da Súmula

121, ainda em pleno vigor, que assevera:

É vedada a capitalização de juros, ainda que expressamente convencionada”.

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Houve, no entanto, a edição da Medida Provisória nº 1.963-17/2000, reeditada sob

o nº 2.170-36/2001, autorizando a cobrança de juros sobre juros. Tal Medida Provisória,

porém, é objeto da Ação Direta de Inconstitucionalidade nº 2.316-1. Sua

constitucionalidade é questionada porque, além de tratar de matéria reservada à lei

complementar, não apresenta o requisito de urgência necessário à edição de qualquer

medida provisória.

Em seus contratos, o requerido utiliza-se de práticas de anatocismo através da

utilização do Sistema Price, ou seja, cobrança de juros sobre juros, aferindo, ao final,

montante de juros desproporcional ao serviço prestado. Os juros seriam justos se

calculados da forma simples, através da tabela Sac.

De qualquer modo, os consumidores na maioria das vezes não sabem a quais

condições de juros se submetem, pois não está EXPLICITO claramente no termo de

adesão fornecido no momento da contratação.

A seguir foram transcritas algumas jurisprudências a fim de relatar a este órgão

ministerial sobre a abusividade sofrida pelos consumidores quando da capitalização de

juros no contrato, sem sequer terem sido pactuados no contrato. O que não é permitido

legalmente! Senão vejamos:

EMBARGOS INFRINGENTES. ANATOCISMO. MP 2170-

36/01. INAPLICABILIDADE. RECURSO IMPROVIDO.

1. Incabível a capitalização dos juros, sendo inaplicável a MP

2170-36, sob pena de violar o disposto no art. 62, § 1º, III, da

Carta Magna. Precedentes do c. STJ e do e. TJDF. (TJDF, EIC

2007.01.1.137093-6, Des. Rel. Carmelita Brasil, 2ª Câmara Cível,

julgado em 19/10/2009, DJ 26/11/2009, p. 43)Apelação. Ação

Revisional. Contratos Bancários. (

...

).

Capitalização mensal de

juros afastada. Não aplicabilidade da Medida Provisória n. 2.170-

36. Apelos conhecidos e desprovidos. ( ) ...

2. É vedada a capitalização mensal dos juros, mesmo em favor

das instituições financeiras, de acordo com a Súmula 121 do

Supremo Tribunal Federal. 3. Recursos conhecidos e desprovidos.

(TJPR, 19ª Câmara Cível, Processo 0294161-5, Apelação Cível,

Relator Cláudio de Andrade, julgado em 16/06/2005).

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Ad argumentandum tantum, mesmo na remota hipótese de aplicação da

capitalização de juros, é vedada a aplicação de anatocismo no contrato celebrado entre o

consumidor e o requerido.

Isso porque não há expressa previsão contratual permitindo a incidência de juros

sobre juros no valor financiado. Tal aplicação de juros é, pois, totalmente abusiva.

Afora

o

tamanho

desrespeito

ao

consumidor

pelo

insuportável,

imoral

e

inconstitucional sistema de capitalização usado pelo banco requerido (SISTEMA

PRICE), deixa a cargo do consumidor despesas de cobrança, senão vejamos:

b) Do Custo Efetivo Total do Financiamento (CET/MÊS)

O CET representa o custo total de uma operação de crédito para as pessoas físicas,

expressão em forma de taxa percentual anual, segundo as determinações da Resolução nº.

3.518/07 do Banco Central do Brasil.

De acordo com tal resolução, as instituições financeiras são obrigadas a informar

o CET antes de cada contratação, objetivando ajudar o consumidor a comparar e assim,

escolher qual a melhor taxa a contratar.

Contudo, a transferência que deveria ajudar o consumidor não existe. Ao

contrario! Agindo de forma ilegal, as instituições financeiras embutem no CET tarifas

consideradas ilegais pela Resolução 3.518/07 e pelo Código de Defesa Do Consumidor,

entre elas destacam-se a Taxa de Abertura de Cadastro (TAC), Tarifa de Avaliacao de

Bem.

Art. 1º da Resolução 3.518/07 “A cobrança de tarifas pela prestação de serviços

por parte de instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo

Banco Central do Brasil deve estar prevista no contrato firmado entre a instituição e o

cliente ou ter sido o respectivo serviço previamente autorizado ou solicitado pelo cliente

ou pelo usuário”.

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fls. 13 Este documento foi assinado digitalmente por Tribunal de Justica de Sao Paulo e MYLENA

Ocorre que os contratos não trazem, de forma descriminada, as tarifas que

compõem o CET, como no caso, mascarando as ilegalidades cometidas pelas instituições

financeiras, o que configura total incompatibilidade com a boa-fé, tornando-se, assim,

nulas as cobranças de tais taxas. Corroborando com tal raciocínio, o Tribunal de Justiça

de Goiás já se manifestou, decidindo da seguinte forma:

APELAÇÃO CÍVEL. AÇÃO CONSIGNATÓRIA C/C

REVISIONAL. CONTRATO DE FINANCIAMENTO DE

VEÍCULO. RITO ORDINÁRIO. POSSIBILIDADE. I (

...

).

II –

revisão contratual. Cláusulas abusivas. Consumidor em

desvantagem. Princípio ‘pacta sund servanda’ afastado. CDC.

Instituições financeiras e bancárias. (

...

).

As cláusulas contratuais

abusivas devem ser revistas pelo poder judiciário, uma vez que

estas impostas de forma unilateral pela instituição financeira,

colocando o consumidor em desvantagem na relação contratual

(

...

).

Tribunal de Justiça de Goiás: Órgão Julgador; CÂMARA

CÍVEL; Publicação: DJ 14685 de 25/01/2006: Relator: DES.

LUIZ EDUARDO DE SOUSA: Recurso: 87403-9/188:

Excelência, sabe-se que a prática dos bancos, rotineiramente, atingem cidadãos

trabalhadores. No caso do demandante não fora diferente. Aproveitando-se das

necessidades e fragilidades deste, a demandada visando seu lucro, retirou covardemente

do autor quantia que para aquele pode até parecer insignificante, mas que para o autor

torna-se de fundamental importância, pois através do bem, ora sob litígio, esta não apenas

cumpre com suas obrigações perante o próprio banco, como também retira deste o

sustento alimentar. Educacional e médico de sua família. Direitos essenciais, garantidos

no artigo 5º da Constituição Federal.

Assim, faz-se necessário a revisão contratual a fim de evitar o enriquecimento

ilícito por parte da demandada e, conseqüentemente, o empobrecimento do demandante,

gerando desequilíbrio na relação de consumo ora apresentada.

b) Juros cobrados sobre IOF

Sabe-se que o consumidor deve pagar esse imposto, NÃO É ISSO QUE SE

QUESTIONA. O que ocorre é que o requerente esta tendo que pagar o IOF embutido nas

prestações, assim, além do valor realmente devido pelo imposto, o consumidor esta tendo

que arcar com o pagamento dos juros incidentes em cada uma das parcelas nas quais o

imposto foi INDEVIDAMENTE embutido.

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O tributo é realmente devido. Isso é incontestável. O que é ilegal, entretanto, é a

cobrança de juros sobre o imposto. Ora, o banco requerido está cobrando juros sobre o

imposto que o requerente paga ao Estado! Trata-se de tamanho absurdo, que merece

atenção deste juízo.

c) Da cobrança de abertura de cadastro (TAC)

A taxa de Abertura de Cadastro foi extinta em abril, por meio da Resolução do

Banco Central que padronizou a nomenclatura de todas as tarifas bancárias existentes.

Art. 3°, Resolução n° 3.518/07, BACEN – Os serviços prioritários para pessoas

físicas, assim considerados aqueles relacionamentos ás contas de depósito, transferências

de recursos, operações de crédito e confecção de cadastro, serão definidos pelo Banco

Central do Brasil. Que estabelecerá a padronização de nomes e canais de entrega, a

identificação por siglas e a descrição dos respectivos fatos geradores.

Cumpre informar que essa prática ofende a todos os princípios e direitos do

Sistema de Proteção ao consumidor, sendo incompatível com a boa-fé e a equidade,

quanto mais por se demonstrar excessivamente onerosa.

No entanto, o consumidor, dificilmente, conseguirá deixar de pagar a taxa no ato

da compra do carro, pois, se este negar a efetuar o pagamento, provavelmente não

conseguirá fechar o negócio.

Perceba-se ainda, que o consumidor não tem condições nem experiência

suficientes para distinguir se está ou não sendo lesado, pois, são incontáveis as estratégias

e métodos adotados pelos fornecedores para alcançarem seus objetivos de lucro, aumento

de vendas e conquista de cada vez maior clientela deixando de lado o respeito e a

proteção do consumidor.

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Em qualquer financiamento, a remuneração do banco ou da instituição financeira

é proveniente do pagamento dos juros remuneratórios, que já estão embutidos nas

prestações, de modo que qualquer outra cobrança, que realize ganho de lucro, seja a que

título for, constitui bis in idem, ilegal, ilícito e abusivo, constituindo vantagem exagerada

para o fornecedor, que já está sendo adequadamente remunerado pela totalidade de seu

serviço.

É de se reconhecer a abusividade desta cobrança, na esteira do que já decidiu o

douto e culto Desembargador MELO COLOMBI, no julgamento da Apel. 0007259-

75.2011, no qual assim se expressou:

“Na tentativa de moralizar as operações de crédito que englobam os financiamentos de

veículos, o Banco Central editou a resolução 3517 de dezembro de 2007, que passou a

valer em 03 de março de 2008, e dispõe sobre a informação e a divulgação do custo

efetivo total correspondente a todos os encargos e despesas de operações de crédito e de

arrendamento mercantil financeiro, contratadas ou ofertadas a pessoas físicas.

A resolução determina que as instituições financeiras entreguem aos clientes um

documento, chamado Custo Efetivo Total (CET), com descrição em detalhes de tudo o

que se paga: o valor financiado, os juros, impostos, taxas, seguros, entre outros, incluindo

até os chamados "serviços de terceiros", onde deverá estar mencionada a taxa de retorno.

As tarifas ora analisadas estão devidamente previstas no documento de fls. 25.

Apesar da previsão contratual e ausência de proibição de sua exigência pelo Bacen,

não cabe a sua cobrança. Isso porque, de acordo com o artigo 51, inciso IV, do Código

de Defesa do Consumidor, "são nulas de pleno direito, entre outras, as cláusulas

contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que estabeleçam obrigações

consideradas iníquas, abusivas, que coloquem o consumidor em desvantagem exagerada,

ou seja incompatíveis com a boa-fé e a equidade". Outrossim, o inciso XII de referido

artigo, dispõe serem nulas as cláusulas que obriguem o consumidor a ressarcir os

custos de cobrança que são de obrigação do réu. Extrai-se daí serem abusivas as

cobranças das despesas com serviços de terceiros, tarifa de avaliação de bem, tarifa de

cadastro e de gravame eletrônico, ressarcimento de despesa de promotora de venda,

porquanto ilegal a prática de cobrar do cliente os custos inerentes à própria atividade do

fornecedor. Afinal, essas despesas não representam prestação de serviço ao cliente, uma

vez que não passam de estratagemas para diminuir os riscos da atividade do fornecedor.

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Nulas, portanto, as cláusulas que possibilitam a cobrança das referidas tarifas

jurisprudenciais:

CARÊNCIA DA AÇÃO - Impossibilidade jurídica do pedido -

Fundamentos e os documentos que a acompanham demonstram a

possibilidade jurídica do pedido e o interesse na demanda -

Preliminar afastada. CONTRATO BANCÁRIO - Financiamento

de veículo - Ação revisional - Taxa de abertura de

cadastro/crédito, tarifa de avaliação de bem, tarifa de inserção

de gravame e serviços de terceiros - Cláusulas abusiva -

inteligência do artigo 51, XII do Código de Defesa do

Consumidor (Lei n° 8.078/90) - Recurso desprovido - Sentença

mantida.

(TJSP - 21a Câmara de Direito Privado, APEL. No

0012296.55.2011, rel. Des. Ademir Benedito, j. 26.10.2011,

registro em 22.11.2011)

"REVISIONAL REPETIÇÃO DO INDÉBITO Contrato de

financiamento de veículo. Aplicabilidade do Código de Defesa do

Consumidor. Nulidade das tarifas de cadastro, de ressarcimento

de despesas de gravame eletrônico, de serviços de terceiros e de

promotora de venda. Necessidade de devolução das quantias já

pagas - Recurso provido"

(TJSP - APEL N° 0139681- 30.2010.8.26.0100, São Paulo, Rei.

Des. Silveira Paulilo, 21a Câm.Direito Privado, j . 30/03/2011).

"CONTRATO - Financiamento - Relação de consumo

caracterizada - Possibilidade de discussão das cláusulas

contratuais  Princípio do 'pacta sunt servanda' que não é

absoluto - Integração da relação contratual pelo Judiciário para

restabelecer o equilíbrio contratual - Recurso provido.

(

...

)

CONTRATO - Financiamento - Pretensão à devolução dos

valores cobrados a título de Taxa de Abertura de Crédito (TAC),

Tarifa de Emissão de Carnê (TEC) e honorários advocatícios na

fase de cobrança extrajudicial - Admissibilidade - Hipótese em

que tais cobranças contrariam o disposto no art. 51, IV e XII do

CDC - Recurso provido"

(TJSP - APEL N° 0070301- 94.2010.8.26.0000, São José do Rio

Preto, Rei. Des. J.B. Franco de Godói, 23a Câm. Direito Privado

25/05/2011).

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Destarte, não cabendo o repasse de obrigações do fornecedor ao consumidor,

configurou-se como abusiva a cobrança das TARIFAS DE CADASTRO E

AVALIACAO DE BEM, ainda que expressamente previstas, SENDO sua devolução,

nesse passo, medida que se impõe.

Com a vigência da Resolução CMN 3.518/2007, em 30.4.2008, não tem mais

respaldo a contratação de tais tarifas, ou outra denominação para o mesmo fato gerador.

Note-se que o contrato em questão foi firmado em 31/10/2011, por isso, a previsão das

tarifas era mesmo indevida.

É

de se reconhecer, portanto,

a

abusividade das

tarifas

bancárias,

de

conformidade com o que restou acima assentado, em dobro.

DA ABUSIVIDADE DA TAXA DE JUROS

Somente é possível descobrir a taxa de juros utilizada no contrato ora discutido

com uma calculadora financeira nas mãos e com o conhecimento prévio do valor inicial

da dívida, da quantidade de parcelas e do valor das parcelas.

Entretanto, é obvio que os consumidores em geral, inclusive o requerente não tem

como hábito o transporte de calculadoras financeiras consigo, e muito menos o

conhecimento prévio da operação de tal equipamento, o que certamente prejudica o

conhecimento da taxa utilizada.

Além do mais, na prática se verifica que os contratos de financiamento, como o

presente, são assinados em branco e posteriormente encaminhados para o preenchimento

dos valores.

Com efeito, a Lei 8.078/90 é clara ao desobrigar o requerente ao cumprimento de

contratos confusos, e principalmente se expressa previsão das obrigações, sempre

interpretando as disposições de forma mais favorável ao consumidor, neste sentido:

Rua 17.519 --- Tel. -2072 3454 2072 2072 CEP CEP -020 Fragata, Rua 020, 619, 619,
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Art.

46.

Os

contratos

que regulam as relações de consumo não

obrigam os

consumidores, se não lhe for dada à oportunidade de conhecimento prévio de seu

conteúdo, ou se os respectivos instrumentos forem redigidos de modo a dificultar a

compreensão de seu sentido e alcance.

Art.

47.

As

cláusulas

contratuais

favorável ao consumidor.

serão

interpretadas

de

maneira

mais

Em que pese a inexistência de limitação da taxa de juros a 12% a.a., compete

observar que a taxa anual de juros é superior a taxa mensal de juros.

Assinale-se, antes de mais nada, que a capitalização pode se dar em diversas

periodicidades: anual, mensal e, até mesmo, diária. Isso porque, legalmente, permitiu-se a

capitalização com periodicidade inferior a um ano, nos termos do art. 5º da MP 2170-

36/00.

Por mero cálculo aritmético, deduz-se que a taxa média anual, constante

expressamente do contrato, mesmo nos casos de capitalização anual de juros, não

corresponderá ao duodécuplo da taxa de juros mensal, pois, após o decurso de cada

ano, incidirá a capitalização dos juros do período, elevando, por consequência, a taxa

média anual.

Assim, mesmo para aqueles dotados de profundo conhecimento acerca da

matéria, a simples visualização das taxas de juros não é suficiente para compreensão

adequada de qual periodicidade de capitalização está sendo ofertada ou imposta ao

consumidor.

A periodicidade da capitalização, por sua vez, é dado relevante para a apuração da

taxa de juros real incidente no contrato, bem como para o acompanhamento da evolução

do saldo devedor.

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Ademais, nota-se que as taxas de juros mensais usualmente contratadas

correspondem a números fracionários (1,50% no contrato revisado). Assim, mesmo a

apuração dos valores anuais, calculados por método simples, demandaria a utilização

de meios eletrônicos para a maioria da população brasileira, dificultando

sobremaneira a identificação visível à primeira vista da própria divergência da taxa

de juros anual e o duodécuplo da taxa mensal.

Por esses fundamentos, concluo que a menção numérica às taxas de juros

incidentes no contrato, conquanto colabore para a compreensão dos termos contratados,

não é, por si só, suficiente ao efetivo cumprimento do dever legal de prestação da

adequada e transparente informação, que deve se encontrar escrita de forma

compreensível ao consumidor, o que não ocorre nos autos.

Assim, por violação da cláusula geral de boa-fé objetiva, é de se entender não

pactuada expressamente a incidência de capitalização de juros, devendo ser afastada

qualquer que seja a periodicidade.

DOS JUROS CAPITALIZADOS E DA COMISSÃO DE PERMANÊNCIA

A Súmula n. 121 do STF, estabelece que: "É vedada à capitalização de juros,

ainda que expressamente convencionada".

Infelizmente a Medida Provisória 1.963 trouxe algumas considerações acerca da

capitalização de juros, a saber:

Art.

5º.

Nas

operações realizadas pelas instituições integrantes

do

Sistema

Financeiro Nacional, é admissível a capitalização de juros com periodicidade inferior a 1

ano;

Todavia, o eminente jurista PAULO BROSSARD em artigo intitulado Juros com

Arroz, dá uma verdadeira aula do que efetivamente vem ocorrendo com esta atitude

adotada pelo governo, abaixo:

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"Enquanto isso, a generosidade oficial para com as instituições

financeiras continua sem limite. Ao serem divulgados os

resultados dos bancos no ano passado, quando a nação inteira

sofreu duros efeitos da recessão, viu-se que atingiram índices

jamais vistos, chegando a mais de 500% em certos casos. Pois

exatamente agora, o impagável governo do reeleito, invocando

‘relevância e urgência’, editou mais uma medida provisória

oficializando o anatocismo, que o velho Código Comercial, o

código de 1850, já vedava de maneira exemplar, e que a nossa

tradição jurídica condenou ao longo de gerações. Aliás, na linha

da lei de usura, de 1933, é a jurisprudência do Supremo Tribunal

Federal, cristalizada na Súmula 121, segundo a qual ‘é vedada a

capitalização de juros, ainda que expressamente convencionada’.

Sabe o leitor a fundamentação da medida ‘urgente e relevante’? É

que a cobrança de juros sobre juros vinha sendo praticada pelos

bancos. Em vez de condenar o abuso, pressurosamente, o governo

homologou o abuso mediante medida provisória. É um escárnio.

A medida apareceu na 17ª edição da MP nº 1.963; na calada da

noite foi gerada."

Esta "generosidade oficial para com as instituições financeiras" vem de há muito

tempo, desde a edição da Medida Provisória nº 1.367 reeditada sob o nº 1.410 (isto já em

1996) que pretendia aniquilar com as regras legais já consagradas pela doutrina e pelo

Poder Judiciário, liberando a capitalização de juros ao mês, semestre ou ano, além de

outras barbaridades.

Ocorre que esta Medida Provisória, que só vem a “ajudar” as instituições

financeiras, afronta diretamente os ditames da Lei de Usura e a Súmula 121 do STF,

agredindo moral e economicamente uma sociedade que vem durante anos tentando se

recuperar de problemas financeiros, tais como: inflação, desvalorização de moeda,

estagnação econômica, entre outras coisas;

Apesar

desta

atitude

adotada

pelo

governo

num

primeiro

momento

vir

a

prejudicar e muito a sociedade, deve-se levar em consideração os comentários e a

hermenêutica que deve envolver o Código de Defesa do Consumidor;

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Conforme já exposto o art. 46 do CDC disciplina, os contratos de adesão, aonde

a capitalização de juros é informada, devem explicitar O PRÉVIO CONHECIMENTO

DE SEU CONTEÚDO;

Fácil é de entender o que ocorre nos contratos firmados com as instituições

financeiras. Em uma simples olhadela em qualquer contrato de adesão observa-se uma

cláusula dizendo: capitalização de juros, MENSAL;

No entanto, as cláusulas contratuais neste tipo de obrigação devem, facilmente,

explicar ao Aderente o que significa a capitalização de juros, pois a legislação prevê que

qualquer homem médio deveria ter como entender esta situação;

Ocorre que apesar de a lei ser bastante objetiva, as instituições financeiras não se

dão ao luxo de adequar seus contratos a esta situação;

Neste momento é oportuno questionar: “Quantos sabem o que é capitalizar

juros”?

Poucos atualmente sabem o que significa capitalizar juros mensalmente, pois a

única coisa a que lhe é dado conhecimento no momento da contratação é a quantidade de

parcelas e o valor de cada prestação;

Neste enfoque, é claro e cristalino que empresas como a Requerida não tentam de

forma alguma esclarecer aos seus clientes as reais situações de seus contratos, o que

garante um enriquecimento ainda maior por parte deste tipo de empresa, que se aproveita

da diferença na relação de consumo para a cada dia obter mais e mais valores econômicos

aos seus cofres;

Razões pelas quais, não pode o requerente ser obrigado a arcar com um valor

calculado de forma ilegal, devendo ser recalculado os valores, mediante a aplicação da

taxa de juros contratada de forma simples.

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DA INCONSTITUCIONALIDADE DA MEDIDA PROVISÓRIA N. 1.963/2000 E

DA MEDIDA PROVISÓRIA N. 2.170-36/2001

A Medida Provisória n. 1.963, de 30 de março de 2000, inovou ao autorizar a

capitalização de juros em periodicidade inferior a um ano, bem como a edição da nova

Medida Provisória, de n. 2.170-36, de 23 de agosto de 2001, cujo artigo 5º manteve a

possibilidade de capitalização de juros em período inferior a um ano, dispositivo esse que

ainda estaria em vigor em razão do disposto na Emenda Constitucional n. 32/01.

No entanto, o MINISTRO SYDNEI SANCHES proferiu voto favorável à

suspensão dos efeitos do artigo 5º da Medida Provisória nº 2.170-36/01 nos autos da

ADIN 2316-1, em trâmite perante o EGRÉGIO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.

Basta uma rápida consulta à página do SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL, no

endereço http://www.stf.gov.br, para que se observe na íntegra a decisão que transcrevo

abaixo, grifando a parte que entendo mais importante, senão vejamos:

ADIN 2316-1, DECISÃO DA LIMINAR:

“Após o voto do Senhor Ministro Sydney Sanches, Relator, suspendendo a

eficácia do artigo 5º, cabeça e parágrafo único da Medida Provisória nº 2170 – 36, de 23

de agosto de 2001, pediu vista o Senhor Ministro Carlos Velloso. Ausente,

justificadamente, neste julgamento, o Senhor Ministro Maurício Corrêa. Presidência do

Senhor Ministro Marco Aurélio.” Plenário, 03.04.2002.

E realmente, são várias as inconstitucionalidades em torno do dispositivo.

Primeiro porque não atendem aos requisitos de urgência e relevância descritos no artigo

62, "caput", da Constituição Federal.

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Com efeito, não se pode reputar urgente uma disposição que trate de matéria há

muito discutida na jurisprudência nacional que, por sua vez, manifesta entendimento

francamente contrário a essa possibilidade.

Logo, deveria haver a análise do Poder Legislativo e a implementação dos debates

necessários em razão dos reflexos que a medida leva à sociedade como um todo.

Ademais, a inexistência de urgência e relevância também se reflete no fato de que

a capitalização de juros mencionada no dispositivo está restrita às instituições financeiras.

Quer dizer que a urgência só se verifica para os próprios beneficiados da norma

(Bancos), já que, para todos os demais, representa verdadeiro descompasso entre a

prestação e a contraprestação, além de onerar um contrato que por natureza desiguala os

contratantes (de adesão).

Num segundo momento também temos a inconstitucionalidade da referida

Medida Provisória, porque a matéria tratada é de competência do Congresso Nacional,

segundo o inciso XII, do artigo 48 da Constituição Federal, que se refere a “matéria

financeira, cambial e monetária, instituições financeiras e suas operações”.

Não sendo possível o Presidente da República, como se fosse um Ditador, baixar

seu Decreto, estabelecendo a sua vontade, como quer e de qualquer matéria, ao menos

num Estado Democrático de Direito como o nosso, onde o ordenamento jurídico e a

Constituição devem ser respeitados.

Neste sentido os Tribunais vem declarando a inconstitucionalidade do artigo 5º da

Medida Provisória 2.170/01, que teria autorizado à capitalização de juros em períodos

inferiores a um ano, a exemplo do primeiro caso (líder case) julgado pela 3ª TURMA DO

TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4ª REGIÃO, nos autos da APELAÇÃO

CÍVEL n.º 2001.71.00.004856-0, com Relatório do DESEMBARGADOR FEDERAL

LUIZ CARLOS DE CASTRO LUGON, publicado do DJU 11 de fevereiro de 2004, às

páginas 386/387. No mesmo sentido líder case acompanham outros julgados:

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1600127567 - EMBARGOS DE DECLARAÇÃO - AUSÊNCIA

DE OMISSÃO - MP 2170/90 - A decisão afastou a capitalização

dos juros em período inferior a um ano, autorizando a

capitalização anual. Especificamente quanto à Medida Provisória

nº 1.963, houve manifestação expressa já que "a Corte Especial

do TRF da 4ª Região acolheu, por maioria, o incidente de

inconstitucionalidade da MP nº 2.170-63, de 23/08/2001 (última

edição da MP nº 1.963-17, publicada em 31/03/2000)". (TRF 4ª

R. - EDcl 2002.71.04.008019-6 - 3ª T. - Relª Juíza Fed. Vânia

Hack de Almeida - DJU 03.08.2005 - p. 635).

Seguindo o mesmo entendimento: (TRF 4ª R. – EDcl 2002.71.00.028168-3 – 3ª T.

– Relª Juíza Fed. Vânia Hack de Almeida – DJU 15.06.2005 – p. 725) E inúmeros outros

julgados da mesma Corte Federal.

Razão pela qual, mesmo após a publicação as fatídicas Medidas Provisórias, ainda

não é possível à aplicação da forma capitalizada de juros no presente contrato, devendo

ser declarada a inconstitucionalidade do artigo 5º do citado Remédio Provisório, sendo

mantido o entendimento clássico dos Tribunais brasileiros, no sentido de continuar

proibindo os abusos das instituições financeiras, em capitalizar os juros cobrados.

Sob a ótica do Código de Defesa do Consumidor, os contratos com a natureza

adesiva são contratos pré-formulados, aonde a única manifestação de vontade do agente

adquirente é a assinatura, sob forma de coação, haja vista o mesmo só tem duas

possibilidades: ou assina, e sai com o bem; ou não assina, e sai sem o bem.

Desta forma, a abusividade do contrato fica claramente demonstrada, pois o

consumidor que pretende adquirir determinada coisa ou valor tem como única e exclusiva

atribuição a fazer a assinatura do contrato.

Neste sentido, deve-se entender que mesmo convencionada, a aplicabilidade da

capitalização de juros também faz parte das cláusulas contratuais abusivas, e deve se

operar sua nulidade de pleno direito, pois o consumidor de forma alguma pode optar ou

discutir a incidência deste encargo dentro da relação fornecedor/consumidor.

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É por demais oneroso garantir a instituição financeira o direito de efetuar a

cobrança dos valores referentes à capitalização de juros, pois o consumidor conforme já

narrado acima, somente tem a obrigação de duas coisas quando contrata com um banco.

Assinar e pagar o que lá está inserido.

Não

é

preciso nem

analisar o

contrato realizado para saber que ocorreu

a

aplicação dos juros de forma capitalizada, prática esta reiterada pelas instituições

financeiras, apesar da constante proibição da legislação e dos Tribunais brasileiros.

Além da prática de juros abusivos, existe ainda a cumulação de comissão de

permanência juntamente com outros encargos, o que é sabido ser proibido inclusive com

decisões pacificadas a respeito desta matéria.

DA INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA

É direito do devedor que ingressa com ação revisional de contrato requerer a

exibição dos documentos necessários ao julgamento da causa, os quais estão na posse da

instituição financeira que tem, inclusive, o dever legal de conservá-los.

Assim, a instituição financeira não deve se eximir de apresentar os contratos,

documentos comuns às partes e que estão sob sua guarda, bem como planilhas que

demonstrem de forma pormenorizada os valores que entende devidos e a progressão do

débito, tendo em vista o disposto nos arts. 844, II e 355, ambos do CPC, o QUE NAO

OCORRE AQUI.

Nesse sentido, colaciono as seguintes jurisprudências:

Rua Comendador Fragata, Comendador Fragata, CEP 17.519- Comendador Fragata, 020,,, Marília/SP --- Marília/SP --- Tel. Rua
Rua Comendador Fragata,
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Este documento foi assinado digitalmente por Tribunal de Justica de Sao Paulo e MYLENA QUEIROZ DE OLIVEIRA. Protocolado em 06/03/2015 às 15:42:39.

Se impresso, para conferência acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/esaj, informe o processo 1002178-18.2015.8.26.0344 e o código 240EBF.

fls. 26 Este documento foi assinado digitalmente por Tribunal de Justica de Sao Paulo e MYLENA

“PROCESSO DE EXECUÇÃO, ENCARGOS DO

DEVEDOR, DISCIPLINA JURÍDICA DAS OBRIGAÇÕES

DE PAGAR EM DINHEIRO, CERCEAMENTO DE

DEFESA, POSTULAÇÃO REVISIONAL DE NEGÓCIOS

SUCESSIVOS, RELAÇÃO JURÍDICA CONTINUADA,

EXIBIÇÃO DE DOCUMENTOS.

Quando a guarda dos documentos necessários à elucidação da

causa incumbe ao estabelecimento de crédito demandado em face

da sistemática de desenvolvimento das suas operações registrárias

impõe-se deferida, de ofício (art. 130 do CPC) ou a requerimento

da parte (art. 355 do CPC), a exibição de documentos pleiteada

pelo demandante, que, não os tendo acessíveis, deles depende

para deduzir a sua pretensão em juízo. Cerceamento de defesa

configurado. ( )” ...

(AC nº 197582882, 5ª Câmara Cível TARGS, Rel. Des. Aymoré

Roque Pottes de Mello, 07.05.98)

“AGRAVO DE INSTRUMENTO CONTRATO BANCÁRIO,

REVISÃO JUDICIAL , ÔNUS DA PROVA, INVERSÃO,

Exibição dos documentos por força do que dispõe o art. 355 do

CPC. Os contratos são essenciais para averiguar a abusividade de

suas cláusulas objeto da ação promovida pelo consumidor , sendo

notória a instituição financeira, encontrando respaldo a aplicação

da inversão do ônus da prova.

(art- 6, inc.- VIII, segunda parte, da lei nº 8078/90) AGRAVO

IMPROVIDO.” ( AGI nº 598432235, 14º Câmara Cível TJRS,

Rel, Des.)

“AGRAVO DE INSTRUMENTO, AÇÃO DE REVISÃO DE

CONTRATO EXIBIÇÃO DE DOCUMENTOS.

Cabe a instituição financeira o dever de exibir o documento

comprobatório da relação jurídico-contratual existente entre as

partes, não em decorrência de inversão do ônus da prova, mas por

força do disposto no art. 355, do CPC, Agravo provido,”

(AGI nº 70000014109, 14º Câmara Cível TJRS, Rel. Des. Marco

Antonio Bandeira Scapini, 16.09.99).

Rua 17.519 --- Tel. -2072 3454 2072 2072 CEP CEP -020 Fragata, Rua 020, 619, 619,
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Este documento foi assinado digitalmente por Tribunal de Justica de Sao Paulo e MYLENA QUEIROZ DE OLIVEIRA. Protocolado em 06/03/2015 às 15:42:39.

Se impresso, para conferência acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/esaj, informe o processo 1002178-18.2015.8.26.0344 e o código 240EBF.

fls. 27 Este documento foi assinado digitalmente por Tribunal de Justica de Sao Paulo e MYLENA

É direito dessa forma que esse Juízo a exibição dos documentos objeto da

presente ação revisional, diga-se de passagem, que estes JAMAIS FORAM

ENTREGUES AO REQUERENTE, como medida justa de aplicação do Código de

Defesa do Consumidor e evidente reconhecimento de parte hipossuficiente , no caso a

demandante, na relação jurídica mantida.

SÃO INDEVIDAS CLARAMENTE A TAXA DE CADASTRO (ITEM 09), A

TARIFA DE AVALIAÇÃO DO BEM (INTEM 10), BEM COMO DEVE SER

REVISTA A TAXA DE JUROS (1,78% AO MÊS, 23,64% AO ANO –ITEM 23) E O

CUSTO FINAL EFETIVO (2,10% AO MÊS E 28,26% AO ANO – ITEM 24).

III - DOS PEDIDOS

Diante do exposto, o requerente requer a Vossa Excelência:

  • a) A citação da Requerida, na pessoa de seu representante legal, por via postal

com aviso de recebimento, para querendo, contestar a presente, dentro do prazo

processual permitido, sob pena de confesso quanto a matéria de fato e de direito;

  • b) Seja JULGADA TOTALMENTE PROCEDENTE a presente demanda, para a

revisão integral da relação contratual, e após pericia contratual, declarar a nulidade

das cláusulas abusivas, bem como a consignação, com o consequente expurgo dos

encargos que se considerarem onerosos, tudo calculado na forma simples e sem

capitalização mensal; QUE SEJA DEVOLVIDO AO AUTOR A TAXA DE

CADASTRO (INDEVIDA), A TARIFA DE AVALIAÇÃO DO BEM (INDENVIDA),

BEM COMO REVISTA A TAXA DE JUROS (1,78% AO MÊS, 23,64% AO ANO) E O

CUSTO FINAL EFETIVO (2,10% AO MÊS E 28,26% AO ANO).

  • c) Seja aplicado a inversão do ônus da prova, consoante art. 6º, VIII do CDC,

obrigando a Requerida a exibir o original do financiamento, assinado pelo requerente

no prazo de contestação, sob pena de preclusão, contendo as planilhas que demonstrem a

forma de incidência dos juros aplicados, sua fórmula de aplicação e a progressão dos

débitos e indicação da taxa de juros aplicada, para pericia contábil a ser deferida por este

juízo;

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Este documento foi assinado digitalmente por Tribunal de Justica de Sao Paulo e MYLENA QUEIROZ DE OLIVEIRA. Protocolado em 06/03/2015 às 15:42:39.

Se impresso, para conferência acesse o site https://esaj.tjsp.jus.br/esaj, informe o processo 1002178-18.2015.8.26.0344 e o código 240EBF.

fls. 28 Este documento foi assinado digitalmente por Tribunal de Justica de Sao Paulo e MYLENA
  • d) Na hipótese de verificação de cobrança em excesso, e ou mesmo existência de

saldo credor, que seja aplicada a regra do art. 940, do Código Civil, combinada com a

mesma regra do Código de Defesa do Consumidor (art. 42), devendo, pois, a parte

adversa vir a ser condenada à pagar em dobro o que cobrou indevidamente, para a

indenização dos danos patrimoniais diretos;

  • e) Protesta pela prova documental que acompanha e as demais que se fizerem

necessárias no decorrer da instrução processual; todas em direito admitidas, sem a

exclusão de nenhuma, pericial caso houver necessidade devendo ser esta arcada pela

instituição Requerida.

  • f) Seja concedido o benefício da justiça gratuita em favor do requerente, por se

tratar de pessoa sem condições de arcar com custas processuais, sem prejuízo de seu

sustento e de sua família;

  • g) Seja condenado o Requerido ao pagamento das custas processuais e honorários

advocatícios, de acordo com o disposto no artigo 20, § 3° do Código de Processo Civil.

Dá-se a causa o valor de R$ 15.396,27 (quinze mil, trezentos e noventa e seis

reais e vinte e sete centavos) para fins fiscais;

Termos em que,

Pede Deferimento.

Marília, 03 de Março de 2015

Mylena Queiroz de Oliveira

OAB/SP n°. 196.085

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