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Cérebro e Comportamento

1) O cérebro pesa 1,5kg e tem consistência de tofu.


2) É composto por cem bilhões de neurônios.
3) O neurônio é uma célula nervosa. Para produzir intelegência e consciência os
neurônios ligam-se uns oas outros formando vastas redes.
4) Partes do neurônio: dendritos, soma (corpo da célula), axônio e terminais de
axônio.
5) Os dendritos recebem mensagens, impulsos nervosos, que passam pelos
soma, pelos axônios e terminais de axônios. Os terminais de axônios estão
conectados com os dentritos e soma de outros neurônios, o que permite que
os impulsos nervosos sejam passados adiante.
6) Um neurônio tem carga elétrica de aproximadamente 70 milivolts. A carga
elétrica de um neurônio inativo chama-se potencial de repouso. Quando a
carga sobe para cerca de 50 milivolts, o neurônio atinge seu ponto de disparo.
Neste momento, um potencial de ação ou impulso nervoso move o axônio a
uma velocidade de 350 km/h.
7) Durante um potencial de ação, a membrana do axonio é perfurada por
pequenos buracos chamados canais de íons. Geralmente, estas aberturas
são bloqueadas por pequenas moléculas que atuam como portas. Durante o
potencial de ação estas portas se abrem, primeiramente perto dos soma,
depois, portão a portão, vão se abrindo pela extensão do axônio , à medida
que o potencial de ação vai se movendo com velocidade.
8) Axônio em repouso tem carga negativa em seu interior e positiva ao seu
redor. A partir do potencial de ação, sua carga interior fica positiva por um
curto período de tempo e seu exterior fica negativo.
9) Pós potencial negativo é uma queda na carga do neurônio, abaixo do
potencial de repouso.
10) Sinapse é a lacuna existente entre os neurônios. O impulso nervoso é
elétrico, mas a comunicação entre os neronios é quimica. Quando um
potencial de ação atinge a ponta dos terminais do axonio, são liberados
neurotransmissores, substâncias químicas, nas lacunas sinápticas.
11) Os neurotransmissores nem sempre desencadeiam um potencial de ação.
Isso depende do tipo de neurotransmissor, que pode excitar ou inibir um
potencial de ação no neurônio. No cérebro existem vários tipos de
neurotransmissores: dopamina, epinefrina, serotonina.
12) Atividades cerebrais mais sutis, como a dor, fome, emoção, prazer, humores,
são reguladas pelos neuropeptídeos: Endorfina liberada pela glândula
ptuitária.
13) Neurônios são pequenas células. Nervos são feixes de axônios e dendritos.
Alguns nervos são brancos porque são envolvidas por uma camada de
gordura chamada Mielina. Pequenas lacunas na mielina ajudam os impulsos
nervosos a se moverem mais rapidamente: ao invés de passar por toda a
extensão do axônio, o potencial de ação pula de lacuna em lacuna.
14) Sistema Nervoso:
a. Sistema Nervoso Central – Cérebro e Espinha Dorsal;
b. Sistema Nervoso Periférico – Sistema Somático (comportamento
voluntário) e Sistema Autônomo (órgãos internos e glândulas);
i. Sistema Autônomo – Simpático (Emergência) e Parassimpático
(acalma o corpo).
15) Arco reflexo é um estímula que provoca uma resposta automática, controlada
pela espinha dorsal, sem a participação do cérebro.
16) Estudos Clínicos:
a. Ablação – retirada de uma parte do cérebro (córtex);
b. Destruição Profunda – destruição de uma pequena parte do tecido
cerebral;
c. EEC – atuação em partes do cérebro por meio de eletrodos;
d. Eletroencefalograma – medição das ondas do cérebro;
e. Ultrassonografia Computadorizada – Raio X;
f. Ressonância Magnética – campo magnético que permite formação de
imagens 3D;
g. Ultrassonografia de Emissão Positrônica – imagens das áreas ativas
do cérebro a partir do consumo de glicose.
17) Cérebro – recoberto por uma camada dividida em dois grandes hemisférios,
chamada Córtex Cerebral, que contém cerca de 70% dos neurônios do SNC.
18) Hemisférios Cerebrais:
a. Direito – controla a parte esquerda do corpo;
b. Esquerdo – controla o lado direito do corpo;
c. Corpus Callosum – grossa faixa de fibras que liga os dois hemisférios.
19) Lesões do hemisfério direito podem causar problemas chamados negligência
espacial, que faz com que a pessoa ignore o que está ao seu lado esquerdo.
20) Hemisfério Esquerdo – controla a linguagem, matemática, julgar o tempo e
ritmo,ordem de movimentos mais complexos, planejamento. Foca nos
detalhes.
21) Hemisfério Direito – percepções, reconhecer padrões, rostos, melodias,
desenhar, montar quebra-cabeças, expressar emoções. Foca o quadro geral.
22) Lobulos do Córtex Cerebral:
a. Lóbulos Occipitais – fundo do cérebro – visão;
b. Lóbulos Parietais – Tato, temperatura e pressão; região
somatossensorial; acima dos lóbulos occipitais.
c. Lóbulos Temporais – audição e linguagem.
d. Lóbulos Frontais – olfato, controle motor, aptidões mais elevadas como
planejamento e argumentação; afeta a personalidade e a vida
emocional; córtex motor – controla os músculos do corpo.
e. Regiões de Associação:
i. Região de Broca – centro da fala no lóbulo frontal esquerdo;
problemas de linguagem: sabe o que quer dizer, mas não
consegue articular a palavra.
ii. Região de Wernick – lóbulo temporal esquerdo; problemas com
o significado das palavras e não com a sua pronúncia.
23) Subcórtex:
a. Controla o sono, a fome, a atenção, o sexo, a respiração;
b. Dividido em:
i. Cérebro anterior;
ii. Mesencéfalo;
iii. Cérebro posterior.
24) Cérebro posterior – Tronco cerebral e medula + cerebelo (batimentos,
engolir, respirar) e Ponte (liga a medula a outras partes do cérebro (sono,
excitação).
25) Cérebro anterior:
a. Tálamo – estação de baldeação para mensagens sensoriais a caminho
do córtex (visão, audição, paladar e tato). O olfato realiza sinapse
diretamente com o córtex.
b. Hipotálamo – afeta diversos comportamentos: sexo, raiva,
comer,beber, dormir.
26) Sistema Límbico – produção de emoções e motivação do comportamento:
a. Hipotálamo;
b. Tálamo;
c. Amígdala – produção do medo primitivo;
d. Hipocampo – lóbulos temporais, formação das lembranças duradouras.
27) Elo principal entre cérebro e hormônios – hipotálamo, que controla a glândula
ptuitária, que controla a produção de hormônios, entre eles o do crescimento,
ovários e testículos, glândulas adrenais, tireóide. É chamada glândula mestra.
28) Glândula Pineal – ciclos do sono, produz melatonina para isso;
29) Glândula Tireóide – controla o metabolismo;
30) Glândula Adrenal – epinefrina – adrenalina; norepinefrina – raiva;
testosterona.

Cérebro e Comportamento
1) Visão – luz é uma rediação eletromagnética. As ondas de luz variam em
amplitude, comprimento de onda e pureza.
2) Olhos – canalizam a luz para a retina. A luz entra pela córnea, a córnea e a
lente do cristalino forma uma imagem invertida dos objetos na retina. A retina
envia a informação visual ao cérebro.
3) A retina contém células receptoras especializadas que são sensíveis à luz:
cones e bastonetes.
4) Os cones são responsáveis pela visão diurna e em cores, são mais
numerosos. Ficam concentrados no centro da retina (fóvea), fazendo a
acuidade visual ser maior neste ponto.
5) Os bastonetes são responsáveis pela visão noturna e periférica. São mais
numerosos na periferia da retina.
6) A luz que entra na retina é enviada, por meio de impulsos, para o nervo optico
(agrupamento de axonios que liga o olho ao cérebro). O nervo optico conduz
ao quiasma optico, no qual há o cruzamento dos axonios da metade interna
de cada olho, que então se projetam para a metade oposta do cérebro. Esta
organização assegura que os sinais enviados pelos dois olhos sigam para os
dois hemisférios do cérebro. Os axonios da metade esquerda levam
informações para o lado esquerdo do cérebro e os da metade direita para o
lado direito do cérebro. Após alcançar o quiasma, as fibras seguem por dois
caminhos: um que leva ao tálamo e depois ao córtex visual no lobo occipital.
E outro que leva ao colículo superior e a partir daí ao tálamo e ao córtex
visual. No córtex existem células altamente especializadas que identificam as
formas através da junção e interpretação de suas partes.
7) Teorias da Visão em Cores:
a. Teoria Tricromática – células especializadas para ver o vermelho, o
azul e o verde. O próprio olho faz a mistura das cores, proporcionando
a visão de outras cores.
b. Teoria do Processo Oponente – imagens posteriores complementares
(na cor complementar do objeto visto anteriormente). As células seriam
especializadas em ver o vermelho x verde, amarelo x azul e o preto x
branco.
c. O processo da visão usa as duas teorias: em um primeiro estágio, as
células receptoras da retina são especializadas aos 03 tipos de
comprimentos de onda que caracterizam o vermelho, o verde e o azul.
No cérebro, tálamo e córtex visual, as células funcionam a partir da
teoria do processo oponente, respondendo ao vermelho x verde, azul x
amarelo.
8) Formas, padrões e objetos
a. Figura Reversível – com duas interpretações;
b. Análise de Características – detecção de elementos específicos e sua
montagem para obtenção de uma forma mais complexa.
9) Princípios Gestálticos – as características que vemos no todo não estão
presentes em suas partes.
a. Figura e Fundo – figura reversível;
b. Proximidade – objetos próximos parecem fazer parte uns dos outros;
c. Fechamento – completar figuras que possuem lacunas;
d. Semelhança – agrupar o que é semelhante;
e. Simplicidade – agrupar elementos que se combinam para simplificar
uma figura;
f. Continuidade – seguir em qualquer direção a que estejam sendo
guiadas;
g. Região Comum – agrupar elementos que compartilham de uma área
em comum;
h. Conexão – elementos que estão ligados tendem a ser agrupados.
10) Percepção da Profundidade:
a. Pistas Monoculares – são pistas acerca da distância baseadas na
visão de cada olho separadamente.
i. Movimentos Paraláxicos – objetos mais próximos movem-se a
maior velocidade do que os mais distantes.
ii. Profundidade Fotografada:
1. Perspectiva Linear – linhas paralelas que se distanciam
parecem juntar-se;
2. Tamanho Relativo – objetos maiores parecem mais
próximos;
3. Altura em Superfície Plana – objetos distantes parecem
mais altos;
4. Luz e Sombra – efeitos de sombreamento;
5. Textura Aumentada ou Diminuída – objetos mais
próximos têm textura mais grosseira do que objetos
distantes;
6. Interposição – forma dos objetos mais próximos
mascaram os mais distantes.

A percepção visual do mundo é subjetiva porque passamos a vida formulando


hipóteses perceptuais sobre o que existe no mundo real. As ilusões de ótica nos
mostram que são hipóteses e que podem estar erradas.

11)Audição: som é a vibração de moléculas que viajam pelo ar. Estas moléculas
são caracterizadas, como a luz, por sua amplitude, comprimento de onda e
pureza (altura, volume e timbre). Quanto maior a amplitude, mais alto o som é
percebido.
12) Divisão do Ouvido – ouvido externo, médio e interno.
13) Ouvido Externo – depende das vibrações das moléculas no ar.
14) Ouvido Médio – depende das vibrações dos ossos móveis (ossículos).
15) Ouvido Interno – dependa das vibrações das ondas produzidas pelos
ossículos no ouvido médio em um fluido, que são convertidas em uma
corrente de sinais neurais enviados ao cérebro.
16) O ouvido externo consiste basicamente na Pina (cone coletor de sons), que
colhe as ondas sonoras e as encaminham para o tímpano. No ouvido médio,
as vibrações são transmitidas para os ossículos, que forma um sistema de
alavancas para auxiliar na transmissão do som para o ouvido interno. O
ouvido interno consiste em grande parte na Cóclea, que é um túnel enrolado
preenchido com um fluido que contém os receptores para a audição (células
ciliadas que se localizam na extensão da membrana basilar). Ondas no fluido
do ouvido interno estimulam as células ciliadas, que as convertem em
impulsos neurais, que são levados através do tálamo ao córtex auditivo, que
se localiza nos lobos temporais do cérebro.
17) Paladar – sistema gustativo
18) Os estímulos físicos para o paladar são substâncias químicas solúveis. Os
receptores gustativos são aglomerados de células gustativas localizados nos
botões gustativos distribuídos sobre a língua. Estas células, quando
absorvem as substâncias químicas misturadas à saliva, desencadeiam
impulsos neurais que se encaminham através do tálamo ao córtex.
19) Olfato – os estímulos físicos são substâncias químicas voláteis evaporadas e
carregadas pelo ar. Estes estímulos são dissolvidos em fluído (muco do nariz)
que são enviados, pelo receptores, chamados cílios olfativos, diretamente
para as células do bulbo olfativo na base do cérebro.
20) Tato – estímulos físicos (pressão, calor, frio e dor) que são capturados por
receptores sensoriais na pele, são enviados para as fibras nervosas através
do cordão espinhal ao tronco do cérebro. O caminho tátil se projeta através
do tálamo para o córtex somatossensorial no lobo parietal do cérebro.
21) Sistema Cinestésico – monitora a posição das várias partes do corpo.
22) Sistema Vestibular – monitora o equilíbrio.
Atenção e Consciência

1) Atenção é o fenômeno pelo qual processamos uma quantidade limitada de


informações do enorme montante de informações disponíveis através de
nossos sentidos, memórias armazenadas e outros processos cognitivos.
2) Priming é o processamento de informações, estímulos, que não entram em
nosso processamento consciente. Podem ser classificados como um tipo de
processo executado automaticamente.
3) Processos Controlados – exigem nossa atenção consciente.
4) Processos Automáticos – não exigem atenção consciente.
5) Lapsos estão associados a processos automáticos e enganos estão
associados a processos controlados e voluntários.
6) Habituação – é ficar acostumado com um estímulo à medida que ficamos
mais tempo expostos a ele. É um processo consciente.
7) Adaptação – é involuntário. Ex. visão se acostumar á luz.
8) Funções da Atenção:
a. Atenção Seletiva – prestar atenção a um estímulo em detrimento de
outros;
b. Vigilância e Detecção de Sinal – estar atento, em meio a vários
estímulos, ao aparecimento de um específico, esperado. É passivo, ou
seja, aguardamos que determinado estímulo ocorra.
c. Sondagem – procurar ativamente por determinado estímulo. Exemplo:
procurar um cereal no mercado.
d. Atenção Dividida – realizar duas tarefas simultaneamente e distribuir
nossos recursos de atenção com prudência, conforme a necessidade.
9) Teorias da Atenção:
a. Teoria do Filtro e do Gargalo da Garrafa – a informação é bloqueada
ou atenuada seletivamente de um nível de processamento para o
seguinte. Algumas vertentes sugerem que o mecanismo bloqueador do
sinal ocorre logo após a sensação e antes de qualquer processamento
perceptivo; outras propõem um mecanismo tardio, após haver ocorrido
algum processamento perceptivo.
b. Teorias dos Recursos de Atenção – as pessoas tem uma quantidade
fixa de recursos atentivos que elas distribuem de acordo com as
exigências observadas pela tarefa.