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AS REGIÕES PORTUGUESAS E A POLÍTICA

REGIONAL DA UE

 Quais as principais disparidades regionais na UE e em Portugal?


 Como é que se tem procurado resolver essas disparidades?
 Que objectivos e prioridades tem a Política Regional Europeia?

_________

Doc. 1

A persistência de desigualdades entre países da UE levou ao desenvolvimento da Política Regional


Comunitária,, reforçada com a criação do Comité das Regiões,
Comunitária Regiões, que garante a participação dos
representantes regionais na definição das demais políticas comunitárias. As acções da Política Regional,
Regional,
apoiadas pelos fundos estruturais,
estruturais, visam sobretudo as regiões menos favorecidas que, de um modo
geral, são as mais periféricas. O grande objectivo da política regional comunitária é o reforço da coesão
económica e social no território da União e em cada Estado-
Estado-membro (Doc. 1).
DISPARIDADES ECONÓMICAS E SOCIAIS NA UNIÃO EUROPEIA

Após o alargamento a 27 Estados-


Estados-membros,
membros, a União Europeia passou a ter uma população de
aproximadamente 480 milhões de habitantes e as disparidades em termos económicos e sociais,
entre os diferentes países, acentuaram-
acentuaram-se.
se. Ou seja, apesar de a União Europeia ser um espaço de
crescimento económico sustentado, persistem grandes diferenças de nível de desenvolvimento entre
países e regiões e problemas sociais como o desemprego e a pobreza (Doc. 2 a 4).

_________

Doc. 3 – PIB per capita


capita,, em 2006

_________

Doc. 2 – Taxa de desemprego


de longa duração, em 2005

_________

Doc. 4 – PIB por


habitante (PPC), por
região da UE, em 2004
Portugal pertence, portanto, ao grupo de países
com maiores desigualdades de rendimentos e
é também um dos estados com maior proporção
de trabalhadores a auferirem níveis salariais
mais baixos (Doc. 5).
O salário mínimo nos 20 Estados-
Estados-membros da UE
onde é estipulado por lei varia entre os 92 euros
mensais na Bulgária e os 1570 euros no
Luxemburgo.
O aumento das formas de trabalho atípicas e
precárias, associadas a baixas remunerações ou
rendimentos cada vez mais intermitentes, bem
como o desemprego crescente, têm estado na
origem do que pode dominar-
dominar-se por uma "nova
pobreza"..
pobreza"
_________

Doc. 5 – Valores do
salário mínimo na UE-27

Portugal faz parte do grupo de países da UE onde a taxa de risco de pobreza é maior.
maior. De acordo com o
Eurostat,, aproximadamente 1/5 da população portuguesa (19%
Eurostat 19%)) vive em risco de pobreza,
pobreza, ou seja,
tem um rendimento abaixo do limiar de 60% do rendimento médio nacional,
nacional, o que em Portugal
equivalia em 2004, a menos de 360 por mês (Doc. 6).
Na UE eram cerca de 75 milhões de pessoas, aproximadamente 16% do total, que se encontrava nesta
situação.

_________

Doc. 6 – Homens e
mulheres em risco de
pobreza nos Estados-
Estados-
membros, em 2004

A persistência destas e de outras desigualdades levou ao desenvolvimento da Política Regional


Comunitária,, que tem como objectivos fundamentais reduzir as disparidades entre as regiões e
Comunitária
promover a coesão económica e social.
social.
PROMOVER A COESÃO ECONÓMICA E SOCIAL
_________

Doc. 7
A política regional desenvolve
desenvolve--se em três áreas essenciais:
essenciais:
 acompanhamento e apoio das políticas regionais dos FUNDOS ESTRUTURAIS DA UE:
Estados--membros e das regiões;
Estados • Fundo Europeu de Desenvolvimento
 integração da dimensão regional nas restantes políticas Regional (FEDER)
• Fundo Social Europeu (FSE)
comunitárias;;
comunitárias
• Fundo Europeu Agrícola de Garantia
 reforço da coesão económica e social através dos
(FEAGA)
fundos estruturais (Doc. 7), principais instrumentos da
• Fundo Europeu Agrícola para o
solidariedade europeia. Desenvolvimento Rural FEADER)
A criação do Comité das Regiões reforçou a política regional, • Instrumento Financeiro de
aumentando a participação dos poderes regional e local, que Orientação e Pescas (IFOP)
passou a ser obrigatória, nas decisões comunitárias.

Para o período de 2007-2013,


2007-2013, as verbas dos fundos estruturais (cerca de 380 041 mil milhões de €,
o montante afectado à Política Regional) organizam-
organizam-se em torno de três grandes objectivos -
convergência (visa acelerar a convergência das regiões e dos Estados-
Estados-membros menos desenvolvidos,
de um modo geral as mais periféricas, melhorando as condições de crescimento e de emprego),
competitividade (visa reforçar a competitividade, o emprego e a atractividade das regiões que não sejam
regiões menos favorecidas) e cooperação (vai reforçar a cooperação dos níveis transfronteiriço,
transnacional e inter-
inter-regional) -, destinando-
destinando-se quase 80% do total às regiões menos favorecidas,
abrangidas pelo objectivo convergência.

ASSIMETRIAS REGIONAIS EM PORTUGAL

A nível nacional,
nacional, também continuam a persistir desigualdades entre as diferentes regiões,
regiões, o que,
naturalmente, se reflecte no bem-
bem-estar e na qualidade de vida da população (Doc. 8 e 11).

_________ _________

Doc. 8 – Taxa de desemprego por NUTS II, em Doc. 9 – Taxa de desemprego por
2006 e 2007 género e grau de instrução, em 2007
_________ _________
Doc. 10 – Taxa de retenção e abandono no Doc. 10 – Habitantes por hospital e
ensino básico, por NUTS II, em 2004/2005 centro de saúde, por BUTS II, em 2004

Tal como a nível comunitário, também à escala nacional é importante que se reforce a coesão
económica e social, de modo a valorizar todo o território e todos os seus recursos humanos e
naturais..
naturais

O TRATADO DE LISBOA: UM NOVO FUTURO PARA A UE

Após seis anos de debates, os 27 chefes de Estado e de governo dos Estados-


Estados-membros da União Europeia
chegaram a um acordo sobre o Tratado Reformador,
Reformador, na conferência intergovernamental de Outubro de
2007, realizada em Lisboa, facto a que se ficou a dever a designação de Tratado de Lisboa.
Lisboa. Este novo
tratado foi assinado em Dezembro do mesmo ano, no Mosteiro dos Jerónimos e instituiu importantes
alterações.
As principais alterações introduzidas pelo Tratado de Lisboa relacionam
relacionam--se com o funcionamento
das instituições e pretendem, sobretudo, tornar os processos de decisão mais fáceis e rápidos. Assim:
 surge o cargo de presidente da União Europeia,
Europeia, com um mandato de dois anos e meio e possibilidade
de uma reeleição até um máximo de cinco anos, em substituição das presidências semestrais rotativas;
 passa a existir um «alto representante da União Europeia para a Política Externa e de
Segurança»,, que coordena a diplomacia da União e que, ao mesmo tempo, é vice-
Segurança» vice-presidente da Comissão
Europeia;
 a partir de 2014, as decisões no Conselho da União Europeia serão tomadas segundo o princípio da
chamada «dupla maioria» - 55% dos países, representando pelo menos 65% da população, em vez da
divisão de votos por país criada no Tratado de Nice (2001);
 o número de assentos no Parlamento Europeu passa de 785 para 751,
751, sendo a repartição dos
lugares feita pelo princípio da proporcionalidade degressiva,
degressiva, ou seja, países de menor dimensão
estão, proporcionalmente à sua população, mais fortemente representados do que países maiores. O limite
de 751 deputados será mantido mesmo com a adesão de novos países, obrigando a uma nova repartição.

http://geoclick.blogspot.com/
Fonte: Adaptado de ARINDA, Rodrigues [et
[et al
al],
], Geografia A 11.º Ano,
Ano, 1.ª Edição, Texto Editores, 2008. prof.geo.fernando@sapo.pt
AS REGIÕES PORTUGUESAS E A POLÍTICA
REGIONAL DA UE

 Quais as principais disparidades regionais na UE e em Portugal?


 Como é que se tem procurado resolver essas disparidades?
 Que objectivos e prioridades tem a Política Regional Europeia?

_________

Doc. 1

A persistência de desigualdades entre países da UE levou ao desenvolvimento da Política Regional


Comunitária,, reforçada com a criação do Comité das Regiões,
Comunitária Regiões, que garante a participação dos
representantes regionais na definição das demais políticas comunitárias. As acções da Política Regional,
Regional,
apoiadas pelos fundos estruturais,
estruturais, visam sobretudo as regiões menos favorecidas que, de um modo
geral, são as mais periféricas. O grande objectivo da política regional comunitária é o reforço da coesão
económica e social no território da União e em cada Estado-
Estado-membro (Doc. 1).
DISPARIDADES ECONÓMICAS E SOCIAIS NA UNIÃO EUROPEIA

Após o alargamento a 27 Estados-


Estados-membros,
membros, a União Europeia passou a ter uma população de
aproximadamente 480 milhões de habitantes e as disparidades em termos económicos e sociais,
entre os diferentes países, acentuaram-
acentuaram-se.
se. Ou seja, apesar de a União Europeia ser um espaço de
crescimento económico sustentado, persistem grandes diferenças de nível de desenvolvimento entre
países e regiões e problemas sociais como o desemprego e a pobreza (Doc. 2 a 4).

_________

Doc. 3 – PIB per capita


capita,, em 2006

_________

Doc. 2 – Taxa de desemprego


de longa duração, em 2005

_________

Doc. 4 – PIB por


habitante (PPC), por
região da UE, em 2004
Portugal pertence, portanto, ao grupo de países
com maiores desigualdades de rendimentos e
é também um dos estados com maior proporção
de trabalhadores a auferirem níveis salariais
mais baixos (Doc. 5).
O salário mínimo nos 20 Estados-
Estados-membros da UE
onde é estipulado por lei varia entre os 92 euros
mensais na Bulgária e os 1570 euros no
Luxemburgo.
O aumento das formas de trabalho atípicas e
precárias, associadas a baixas remunerações ou
rendimentos cada vez mais intermitentes, bem
como o desemprego crescente, têm estado na
origem do que pode dominar-
dominar-se por uma "nova
pobreza"..
pobreza"
_________

Doc. 5 – Valores do
salário mínimo na UE-27

Portugal faz parte do grupo de países da UE onde a taxa de risco de pobreza é maior.
maior. De acordo com o
Eurostat,, aproximadamente 1/5 da população portuguesa (19%
Eurostat 19%)) vive em risco de pobreza,
pobreza, ou seja,
tem um rendimento abaixo do limiar de 60% do rendimento médio nacional,
nacional, o que em Portugal
equivalia em 2004, a menos de 360 por mês (Doc. 6).
Na UE eram cerca de 75 milhões de pessoas, aproximadamente 16% do total, que se encontrava nesta
situação.

_________

Doc. 6 – Homens e
mulheres em risco de
pobreza nos Estados-
Estados-
membros, em 2004

A persistência destas e de outras desigualdades levou ao desenvolvimento da Política Regional


Comunitária,, que tem como objectivos fundamentais reduzir as disparidades entre as regiões e
Comunitária
promover a coesão económica e social.
social.
PROMOVER A COESÃO ECONÓMICA E SOCIAL
_________

Doc. 7
A política regional desenvolve
desenvolve--se em três áreas essenciais:
essenciais:
 acompanhamento e apoio das políticas regionais dos FUNDOS ESTRUTURAIS DA UE:
Estados--membros e das regiões;
Estados • Fundo Europeu de Desenvolvimento
 integração da dimensão regional nas restantes políticas Regional (FEDER)
• Fundo Social Europeu (FSE)
comunitárias;;
comunitárias
• Fundo Europeu Agrícola de Garantia
 reforço da coesão económica e social através dos
(FEAGA)
fundos estruturais (Doc. 7), principais instrumentos da
• Fundo Europeu Agrícola para o
solidariedade europeia. Desenvolvimento Rural FEADER)
A criação do Comité das Regiões reforçou a política regional, • Instrumento Financeiro de
aumentando a participação dos poderes regional e local, que Orientação e Pescas (IFOP)
passou a ser obrigatória, nas decisões comunitárias.

Para o período de 2007-2013,


2007-2013, as verbas dos fundos estruturais (cerca de 380 041 mil milhões de €,
o montante afectado à Política Regional) organizam-
organizam-se em torno de três grandes objectivos -
convergência (visa acelerar a convergência das regiões e dos Estados-
Estados-membros menos desenvolvidos,
de um modo geral as mais periféricas, melhorando as condições de crescimento e de emprego),
competitividade (visa reforçar a competitividade, o emprego e a atractividade das regiões que não sejam
regiões menos favorecidas) e cooperação (vai reforçar a cooperação dos níveis transfronteiriço,
transnacional e inter-
inter-regional) -, destinando-
destinando-se quase 80% do total às regiões menos favorecidas,
abrangidas pelo objectivo convergência.

ASSIMETRIAS REGIONAIS EM PORTUGAL

A nível nacional,
nacional, também continuam a persistir desigualdades entre as diferentes regiões,
regiões, o que,
naturalmente, se reflecte no bem-
bem-estar e na qualidade de vida da população (Doc. 8 e 11).

_________ _________

Doc. 8 – Taxa de desemprego por NUTS II, em Doc. 9 – Taxa de desemprego por
2006 e 2007 género e grau de instrução, em 2007
_________ _________
Doc. 10 – Taxa de retenção e abandono no Doc. 10 – Habitantes por hospital e
ensino básico, por NUTS II, em 2004/2005 centro de saúde, por BUTS II, em 2004

Tal como a nível comunitário, também à escala nacional é importante que se reforce a coesão
económica e social, de modo a valorizar todo o território e todos os seus recursos humanos e
naturais..
naturais

O TRATADO DE LISBOA: UM NOVO FUTURO PARA A UE

Após seis anos de debates, os 27 chefes de Estado e de governo dos Estados-


Estados-membros da União Europeia
chegaram a um acordo sobre o Tratado Reformador,
Reformador, na conferência intergovernamental de Outubro de
2007, realizada em Lisboa, facto a que se ficou a dever a designação de Tratado de Lisboa.
Lisboa. Este novo
tratado foi assinado em Dezembro do mesmo ano, no Mosteiro dos Jerónimos e instituiu importantes
alterações.
As principais alterações introduzidas pelo Tratado de Lisboa relacionam
relacionam--se com o funcionamento
das instituições e pretendem, sobretudo, tornar os processos de decisão mais fáceis e rápidos. Assim:
 surge o cargo de presidente da União Europeia,
Europeia, com um mandato de dois anos e meio e possibilidade
de uma reeleição até um máximo de cinco anos, em substituição das presidências semestrais rotativas;
 passa a existir um «alto representante da União Europeia para a Política Externa e de
Segurança»,, que coordena a diplomacia da União e que, ao mesmo tempo, é vice-
Segurança» vice-presidente da Comissão
Europeia;
 a partir de 2014, as decisões no Conselho da União Europeia serão tomadas segundo o princípio da
chamada «dupla maioria» - 55% dos países, representando pelo menos 65% da população, em vez da
divisão de votos por país criada no Tratado de Nice (2001);
 o número de assentos no Parlamento Europeu passa de 785 para 751,
751, sendo a repartição dos
lugares feita pelo princípio da proporcionalidade degressiva,
degressiva, ou seja, países de menor dimensão
estão, proporcionalmente à sua população, mais fortemente representados do que países maiores. O limite
de 751 deputados será mantido mesmo com a adesão de novos países, obrigando a uma nova repartição.

http://geoclick.blogspot.com/
Fonte: Adaptado de ARINDA, Rodrigues [et
[et al
al],
], Geografia A 11.º Ano,
Ano, 1.ª Edição, Texto Editores, 2008. prof.geo.fernando@sapo.pt
AS REGIÕES PORTUGUESAS E A POLÍTICA
REGIONAL DA UE

 Quais as principais disparidades regionais na UE e em Portugal?


 Como é que se tem procurado resolver essas disparidades?
 Que objectivos e prioridades tem a Política Regional Europeia?

_________

Doc. 1

A persistência de desigualdades entre países da UE levou ao desenvolvimento da Política Regional


Comunitária,, reforçada com a criação do Comité das Regiões,
Comunitária Regiões, que garante a participação dos
representantes regionais na definição das demais políticas comunitárias. As acções da Política Regional,
Regional,
apoiadas pelos fundos estruturais,
estruturais, visam sobretudo as regiões menos favorecidas que, de um modo
geral, são as mais periféricas. O grande objectivo da política regional comunitária é o reforço da coesão
económica e social no território da União e em cada Estado-
Estado-membro (Doc. 1).
DISPARIDADES ECONÓMICAS E SOCIAIS NA UNIÃO EUROPEIA

Após o alargamento a 27 Estados-


Estados-membros,
membros, a União Europeia passou a ter uma população de
aproximadamente 480 milhões de habitantes e as disparidades em termos económicos e sociais,
entre os diferentes países, acentuaram-
acentuaram-se.
se. Ou seja, apesar de a União Europeia ser um espaço de
crescimento económico sustentado, persistem grandes diferenças de nível de desenvolvimento entre
países e regiões e problemas sociais como o desemprego e a pobreza (Doc. 2 a 4).

_________

Doc. 3 – PIB per capita


capita,, em 2006

_________

Doc. 2 – Taxa de desemprego


de longa duração, em 2005

_________

Doc. 4 – PIB por


habitante (PPC), por
região da UE, em 2004
Portugal pertence, portanto, ao grupo de países
com maiores desigualdades de rendimentos e
é também um dos estados com maior proporção
de trabalhadores a auferirem níveis salariais
mais baixos (Doc. 5).
O salário mínimo nos 20 Estados-
Estados-membros da UE
onde é estipulado por lei varia entre os 92 euros
mensais na Bulgária e os 1570 euros no
Luxemburgo.
O aumento das formas de trabalho atípicas e
precárias, associadas a baixas remunerações ou
rendimentos cada vez mais intermitentes, bem
como o desemprego crescente, têm estado na
origem do que pode dominar-
dominar-se por uma "nova
pobreza"..
pobreza"
_________

Doc. 5 – Valores do
salário mínimo na UE-27

Portugal faz parte do grupo de países da UE onde a taxa de risco de pobreza é maior.
maior. De acordo com o
Eurostat,, aproximadamente 1/5 da população portuguesa (19%
Eurostat 19%)) vive em risco de pobreza,
pobreza, ou seja,
tem um rendimento abaixo do limiar de 60% do rendimento médio nacional,
nacional, o que em Portugal
equivalia em 2004, a menos de 360 por mês (Doc. 6).
Na UE eram cerca de 75 milhões de pessoas, aproximadamente 16% do total, que se encontrava nesta
situação.

_________

Doc. 6 – Homens e
mulheres em risco de
pobreza nos Estados-
Estados-
membros, em 2004

A persistência destas e de outras desigualdades levou ao desenvolvimento da Política Regional


Comunitária,, que tem como objectivos fundamentais reduzir as disparidades entre as regiões e
Comunitária
promover a coesão económica e social.
social.
PROMOVER A COESÃO ECONÓMICA E SOCIAL
_________

Doc. 7
A política regional desenvolve
desenvolve--se em três áreas essenciais:
essenciais:
 acompanhamento e apoio das políticas regionais dos FUNDOS ESTRUTURAIS DA UE:
Estados--membros e das regiões;
Estados • Fundo Europeu de Desenvolvimento
 integração da dimensão regional nas restantes políticas Regional (FEDER)
• Fundo Social Europeu (FSE)
comunitárias;;
comunitárias
• Fundo Europeu Agrícola de Garantia
 reforço da coesão económica e social através dos
(FEAGA)
fundos estruturais (Doc. 7), principais instrumentos da
• Fundo Europeu Agrícola para o
solidariedade europeia. Desenvolvimento Rural FEADER)
A criação do Comité das Regiões reforçou a política regional, • Instrumento Financeiro de
aumentando a participação dos poderes regional e local, que Orientação e Pescas (IFOP)
passou a ser obrigatória, nas decisões comunitárias.

Para o período de 2007-2013,


2007-2013, as verbas dos fundos estruturais (cerca de 380 041 mil milhões de €,
o montante afectado à Política Regional) organizam-
organizam-se em torno de três grandes objectivos -
convergência (visa acelerar a convergência das regiões e dos Estados-
Estados-membros menos desenvolvidos,
de um modo geral as mais periféricas, melhorando as condições de crescimento e de emprego),
competitividade (visa reforçar a competitividade, o emprego e a atractividade das regiões que não sejam
regiões menos favorecidas) e cooperação (vai reforçar a cooperação dos níveis transfronteiriço,
transnacional e inter-
inter-regional) -, destinando-
destinando-se quase 80% do total às regiões menos favorecidas,
abrangidas pelo objectivo convergência.

ASSIMETRIAS REGIONAIS EM PORTUGAL

A nível nacional,
nacional, também continuam a persistir desigualdades entre as diferentes regiões,
regiões, o que,
naturalmente, se reflecte no bem-
bem-estar e na qualidade de vida da população (Doc. 8 e 11).

_________ _________

Doc. 8 – Taxa de desemprego por NUTS II, em Doc. 9 – Taxa de desemprego por
2006 e 2007 género e grau de instrução, em 2007
_________ _________
Doc. 10 – Taxa de retenção e abandono no Doc. 10 – Habitantes por hospital e
ensino básico, por NUTS II, em 2004/2005 centro de saúde, por BUTS II, em 2004

Tal como a nível comunitário, também à escala nacional é importante que se reforce a coesão
económica e social, de modo a valorizar todo o território e todos os seus recursos humanos e
naturais..
naturais

O TRATADO DE LISBOA: UM NOVO FUTURO PARA A UE

Após seis anos de debates, os 27 chefes de Estado e de governo dos Estados-


Estados-membros da União Europeia
chegaram a um acordo sobre o Tratado Reformador,
Reformador, na conferência intergovernamental de Outubro de
2007, realizada em Lisboa, facto a que se ficou a dever a designação de Tratado de Lisboa.
Lisboa. Este novo
tratado foi assinado em Dezembro do mesmo ano, no Mosteiro dos Jerónimos e instituiu importantes
alterações.
As principais alterações introduzidas pelo Tratado de Lisboa relacionam
relacionam--se com o funcionamento
das instituições e pretendem, sobretudo, tornar os processos de decisão mais fáceis e rápidos. Assim:
 surge o cargo de presidente da União Europeia,
Europeia, com um mandato de dois anos e meio e possibilidade
de uma reeleição até um máximo de cinco anos, em substituição das presidências semestrais rotativas;
 passa a existir um «alto representante da União Europeia para a Política Externa e de
Segurança»,, que coordena a diplomacia da União e que, ao mesmo tempo, é vice-
Segurança» vice-presidente da Comissão
Europeia;
 a partir de 2014, as decisões no Conselho da União Europeia serão tomadas segundo o princípio da
chamada «dupla maioria» - 55% dos países, representando pelo menos 65% da população, em vez da
divisão de votos por país criada no Tratado de Nice (2001);
 o número de assentos no Parlamento Europeu passa de 785 para 751,
751, sendo a repartição dos
lugares feita pelo princípio da proporcionalidade degressiva,
degressiva, ou seja, países de menor dimensão
estão, proporcionalmente à sua população, mais fortemente representados do que países maiores. O limite
de 751 deputados será mantido mesmo com a adesão de novos países, obrigando a uma nova repartição.

http://geoclick.blogspot.com/
Fonte: Adaptado de ARINDA, Rodrigues [et
[et al
al],
], Geografia A 11.º Ano,
Ano, 1.ª Edição, Texto Editores, 2008. prof.geo.fernando@sapo.pt
AS REGIÕES PORTUGUESAS E A POLÍTICA
REGIONAL DA UE

 Quais as principais disparidades regionais na UE e em Portugal?


 Como é que se tem procurado resolver essas disparidades?
 Que objectivos e prioridades tem a Política Regional Europeia?

_________

Doc. 1

A persistência de desigualdades entre países da UE levou ao desenvolvimento da Política Regional


Comunitária,, reforçada com a criação do Comité das Regiões,
Comunitária Regiões, que garante a participação dos
representantes regionais na definição das demais políticas comunitárias. As acções da Política Regional,
Regional,
apoiadas pelos fundos estruturais,
estruturais, visam sobretudo as regiões menos favorecidas que, de um modo
geral, são as mais periféricas. O grande objectivo da política regional comunitária é o reforço da coesão
económica e social no território da União e em cada Estado-
Estado-membro (Doc. 1).
DISPARIDADES ECONÓMICAS E SOCIAIS NA UNIÃO EUROPEIA

Após o alargamento a 27 Estados-


Estados-membros,
membros, a União Europeia passou a ter uma população de
aproximadamente 480 milhões de habitantes e as disparidades em termos económicos e sociais,
entre os diferentes países, acentuaram-
acentuaram-se.
se. Ou seja, apesar de a União Europeia ser um espaço de
crescimento económico sustentado, persistem grandes diferenças de nível de desenvolvimento entre
países e regiões e problemas sociais como o desemprego e a pobreza (Doc. 2 a 4).

_________

Doc. 3 – PIB per capita


capita,, em 2006

_________

Doc. 2 – Taxa de desemprego


de longa duração, em 2005

_________

Doc. 4 – PIB por


habitante (PPC), por
região da UE, em 2004
Portugal pertence, portanto, ao grupo de países
com maiores desigualdades de rendimentos e
é também um dos estados com maior proporção
de trabalhadores a auferirem níveis salariais
mais baixos (Doc. 5).
O salário mínimo nos 20 Estados-
Estados-membros da UE
onde é estipulado por lei varia entre os 92 euros
mensais na Bulgária e os 1570 euros no
Luxemburgo.
O aumento das formas de trabalho atípicas e
precárias, associadas a baixas remunerações ou
rendimentos cada vez mais intermitentes, bem
como o desemprego crescente, têm estado na
origem do que pode dominar-
dominar-se por uma "nova
pobreza"..
pobreza"
_________

Doc. 5 – Valores do
salário mínimo na UE-27

Portugal faz parte do grupo de países da UE onde a taxa de risco de pobreza é maior.
maior. De acordo com o
Eurostat,, aproximadamente 1/5 da população portuguesa (19%
Eurostat 19%)) vive em risco de pobreza,
pobreza, ou seja,
tem um rendimento abaixo do limiar de 60% do rendimento médio nacional,
nacional, o que em Portugal
equivalia em 2004, a menos de 360 por mês (Doc. 6).
Na UE eram cerca de 75 milhões de pessoas, aproximadamente 16% do total, que se encontrava nesta
situação.

_________

Doc. 6 – Homens e
mulheres em risco de
pobreza nos Estados-
Estados-
membros, em 2004

A persistência destas e de outras desigualdades levou ao desenvolvimento da Política Regional


Comunitária,, que tem como objectivos fundamentais reduzir as disparidades entre as regiões e
Comunitária
promover a coesão económica e social.
social.
PROMOVER A COESÃO ECONÓMICA E SOCIAL
_________

Doc. 7
A política regional desenvolve
desenvolve--se em três áreas essenciais:
essenciais:
 acompanhamento e apoio das políticas regionais dos FUNDOS ESTRUTURAIS DA UE:
Estados--membros e das regiões;
Estados • Fundo Europeu de Desenvolvimento
 integração da dimensão regional nas restantes políticas Regional (FEDER)
• Fundo Social Europeu (FSE)
comunitárias;;
comunitárias
• Fundo Europeu Agrícola de Garantia
 reforço da coesão económica e social através dos
(FEAGA)
fundos estruturais (Doc. 7), principais instrumentos da
• Fundo Europeu Agrícola para o
solidariedade europeia. Desenvolvimento Rural FEADER)
A criação do Comité das Regiões reforçou a política regional, • Instrumento Financeiro de
aumentando a participação dos poderes regional e local, que Orientação e Pescas (IFOP)
passou a ser obrigatória, nas decisões comunitárias.

Para o período de 2007-2013,


2007-2013, as verbas dos fundos estruturais (cerca de 380 041 mil milhões de €,
o montante afectado à Política Regional) organizam-
organizam-se em torno de três grandes objectivos -
convergência (visa acelerar a convergência das regiões e dos Estados-
Estados-membros menos desenvolvidos,
de um modo geral as mais periféricas, melhorando as condições de crescimento e de emprego),
competitividade (visa reforçar a competitividade, o emprego e a atractividade das regiões que não sejam
regiões menos favorecidas) e cooperação (vai reforçar a cooperação dos níveis transfronteiriço,
transnacional e inter-
inter-regional) -, destinando-
destinando-se quase 80% do total às regiões menos favorecidas,
abrangidas pelo objectivo convergência.

ASSIMETRIAS REGIONAIS EM PORTUGAL

A nível nacional,
nacional, também continuam a persistir desigualdades entre as diferentes regiões,
regiões, o que,
naturalmente, se reflecte no bem-
bem-estar e na qualidade de vida da população (Doc. 8 e 11).

_________ _________

Doc. 8 – Taxa de desemprego por NUTS II, em Doc. 9 – Taxa de desemprego por
2006 e 2007 género e grau de instrução, em 2007
_________ _________
Doc. 10 – Taxa de retenção e abandono no Doc. 10 – Habitantes por hospital e
ensino básico, por NUTS II, em 2004/2005 centro de saúde, por BUTS II, em 2004

Tal como a nível comunitário, também à escala nacional é importante que se reforce a coesão
económica e social, de modo a valorizar todo o território e todos os seus recursos humanos e
naturais..
naturais

O TRATADO DE LISBOA: UM NOVO FUTURO PARA A UE

Após seis anos de debates, os 27 chefes de Estado e de governo dos Estados-


Estados-membros da União Europeia
chegaram a um acordo sobre o Tratado Reformador,
Reformador, na conferência intergovernamental de Outubro de
2007, realizada em Lisboa, facto a que se ficou a dever a designação de Tratado de Lisboa.
Lisboa. Este novo
tratado foi assinado em Dezembro do mesmo ano, no Mosteiro dos Jerónimos e instituiu importantes
alterações.
As principais alterações introduzidas pelo Tratado de Lisboa relacionam
relacionam--se com o funcionamento
das instituições e pretendem, sobretudo, tornar os processos de decisão mais fáceis e rápidos. Assim:
 surge o cargo de presidente da União Europeia,
Europeia, com um mandato de dois anos e meio e possibilidade
de uma reeleição até um máximo de cinco anos, em substituição das presidências semestrais rotativas;
 passa a existir um «alto representante da União Europeia para a Política Externa e de
Segurança»,, que coordena a diplomacia da União e que, ao mesmo tempo, é vice-
Segurança» vice-presidente da Comissão
Europeia;
 a partir de 2014, as decisões no Conselho da União Europeia serão tomadas segundo o princípio da
chamada «dupla maioria» - 55% dos países, representando pelo menos 65% da população, em vez da
divisão de votos por país criada no Tratado de Nice (2001);
 o número de assentos no Parlamento Europeu passa de 785 para 751,
751, sendo a repartição dos
lugares feita pelo princípio da proporcionalidade degressiva,
degressiva, ou seja, países de menor dimensão
estão, proporcionalmente à sua população, mais fortemente representados do que países maiores. O limite
de 751 deputados será mantido mesmo com a adesão de novos países, obrigando a uma nova repartição.

http://geoclick.blogspot.com/
Fonte: Adaptado de ARINDA, Rodrigues [et
[et al
al],
], Geografia A 11.º Ano,
Ano, 1.ª Edição, Texto Editores, 2008. prof.geo.fernando@sapo.pt
AS REGIÕES PORTUGUESAS E A POLÍTICA
REGIONAL DA UE

 Quais as principais disparidades regionais na UE e em Portugal?


 Como é que se tem procurado resolver essas disparidades?
 Que objectivos e prioridades tem a Política Regional Europeia?

_________

Doc. 1

A persistência de desigualdades entre países da UE levou ao desenvolvimento da Política Regional


Comunitária,, reforçada com a criação do Comité das Regiões,
Comunitária Regiões, que garante a participação dos
representantes regionais na definição das demais políticas comunitárias. As acções da Política Regional,
Regional,
apoiadas pelos fundos estruturais,
estruturais, visam sobretudo as regiões menos favorecidas que, de um modo
geral, são as mais periféricas. O grande objectivo da política regional comunitária é o reforço da coesão
económica e social no território da União e em cada Estado-
Estado-membro (Doc. 1).
DISPARIDADES ECONÓMICAS E SOCIAIS NA UNIÃO EUROPEIA

Após o alargamento a 27 Estados-


Estados-membros,
membros, a União Europeia passou a ter uma população de
aproximadamente 480 milhões de habitantes e as disparidades em termos económicos e sociais,
entre os diferentes países, acentuaram-
acentuaram-se.
se. Ou seja, apesar de a União Europeia ser um espaço de
crescimento económico sustentado, persistem grandes diferenças de nível de desenvolvimento entre
países e regiões e problemas sociais como o desemprego e a pobreza (Doc. 2 a 4).

_________

Doc. 3 – PIB per capita


capita,, em 2006

_________

Doc. 2 – Taxa de desemprego


de longa duração, em 2005

_________

Doc. 4 – PIB por


habitante (PPC), por
região da UE, em 2004
Portugal pertence, portanto, ao grupo de países
com maiores desigualdades de rendimentos e
é também um dos estados com maior proporção
de trabalhadores a auferirem níveis salariais
mais baixos (Doc. 5).
O salário mínimo nos 20 Estados-
Estados-membros da UE
onde é estipulado por lei varia entre os 92 euros
mensais na Bulgária e os 1570 euros no
Luxemburgo.
O aumento das formas de trabalho atípicas e
precárias, associadas a baixas remunerações ou
rendimentos cada vez mais intermitentes, bem
como o desemprego crescente, têm estado na
origem do que pode dominar-
dominar-se por uma "nova
pobreza"..
pobreza"
_________

Doc. 5 – Valores do
salário mínimo na UE-27

Portugal faz parte do grupo de países da UE onde a taxa de risco de pobreza é maior.
maior. De acordo com o
Eurostat,, aproximadamente 1/5 da população portuguesa (19%
Eurostat 19%)) vive em risco de pobreza,
pobreza, ou seja,
tem um rendimento abaixo do limiar de 60% do rendimento médio nacional,
nacional, o que em Portugal
equivalia em 2004, a menos de 360 por mês (Doc. 6).
Na UE eram cerca de 75 milhões de pessoas, aproximadamente 16% do total, que se encontrava nesta
situação.

_________

Doc. 6 – Homens e
mulheres em risco de
pobreza nos Estados-
Estados-
membros, em 2004

A persistência destas e de outras desigualdades levou ao desenvolvimento da Política Regional


Comunitária,, que tem como objectivos fundamentais reduzir as disparidades entre as regiões e
Comunitária
promover a coesão económica e social.
social.
PROMOVER A COESÃO ECONÓMICA E SOCIAL
_________

Doc. 7
A política regional desenvolve
desenvolve--se em três áreas essenciais:
essenciais:
 acompanhamento e apoio das políticas regionais dos FUNDOS ESTRUTURAIS DA UE:
Estados--membros e das regiões;
Estados • Fundo Europeu de Desenvolvimento
 integração da dimensão regional nas restantes políticas Regional (FEDER)
• Fundo Social Europeu (FSE)
comunitárias;;
comunitárias
• Fundo Europeu Agrícola de Garantia
 reforço da coesão económica e social através dos
(FEAGA)
fundos estruturais (Doc. 7), principais instrumentos da
• Fundo Europeu Agrícola para o
solidariedade europeia. Desenvolvimento Rural FEADER)
A criação do Comité das Regiões reforçou a política regional, • Instrumento Financeiro de
aumentando a participação dos poderes regional e local, que Orientação e Pescas (IFOP)
passou a ser obrigatória, nas decisões comunitárias.

Para o período de 2007-2013,


2007-2013, as verbas dos fundos estruturais (cerca de 380 041 mil milhões de €,
o montante afectado à Política Regional) organizam-
organizam-se em torno de três grandes objectivos -
convergência (visa acelerar a convergência das regiões e dos Estados-
Estados-membros menos desenvolvidos,
de um modo geral as mais periféricas, melhorando as condições de crescimento e de emprego),
competitividade (visa reforçar a competitividade, o emprego e a atractividade das regiões que não sejam
regiões menos favorecidas) e cooperação (vai reforçar a cooperação dos níveis transfronteiriço,
transnacional e inter-
inter-regional) -, destinando-
destinando-se quase 80% do total às regiões menos favorecidas,
abrangidas pelo objectivo convergência.

ASSIMETRIAS REGIONAIS EM PORTUGAL

A nível nacional,
nacional, também continuam a persistir desigualdades entre as diferentes regiões,
regiões, o que,
naturalmente, se reflecte no bem-
bem-estar e na qualidade de vida da população (Doc. 8 e 11).

_________ _________

Doc. 8 – Taxa de desemprego por NUTS II, em Doc. 9 – Taxa de desemprego por
2006 e 2007 género e grau de instrução, em 2007
_________ _________
Doc. 10 – Taxa de retenção e abandono no Doc. 10 – Habitantes por hospital e
ensino básico, por NUTS II, em 2004/2005 centro de saúde, por BUTS II, em 2004

Tal como a nível comunitário, também à escala nacional é importante que se reforce a coesão
económica e social, de modo a valorizar todo o território e todos os seus recursos humanos e
naturais..
naturais

O TRATADO DE LISBOA: UM NOVO FUTURO PARA A UE

Após seis anos de debates, os 27 chefes de Estado e de governo dos Estados-


Estados-membros da União Europeia
chegaram a um acordo sobre o Tratado Reformador,
Reformador, na conferência intergovernamental de Outubro de
2007, realizada em Lisboa, facto a que se ficou a dever a designação de Tratado de Lisboa.
Lisboa. Este novo
tratado foi assinado em Dezembro do mesmo ano, no Mosteiro dos Jerónimos e instituiu importantes
alterações.
As principais alterações introduzidas pelo Tratado de Lisboa relacionam
relacionam--se com o funcionamento
das instituições e pretendem, sobretudo, tornar os processos de decisão mais fáceis e rápidos. Assim:
 surge o cargo de presidente da União Europeia,
Europeia, com um mandato de dois anos e meio e possibilidade
de uma reeleição até um máximo de cinco anos, em substituição das presidências semestrais rotativas;
 passa a existir um «alto representante da União Europeia para a Política Externa e de
Segurança»,, que coordena a diplomacia da União e que, ao mesmo tempo, é vice-
Segurança» vice-presidente da Comissão
Europeia;
 a partir de 2014, as decisões no Conselho da União Europeia serão tomadas segundo o princípio da
chamada «dupla maioria» - 55% dos países, representando pelo menos 65% da população, em vez da
divisão de votos por país criada no Tratado de Nice (2001);
 o número de assentos no Parlamento Europeu passa de 785 para 751,
751, sendo a repartição dos
lugares feita pelo princípio da proporcionalidade degressiva,
degressiva, ou seja, países de menor dimensão
estão, proporcionalmente à sua população, mais fortemente representados do que países maiores. O limite
de 751 deputados será mantido mesmo com a adesão de novos países, obrigando a uma nova repartição.

http://geoclick.blogspot.com/
Fonte: Adaptado de ARINDA, Rodrigues [et
[et al
al],
], Geografia A 11.º Ano,
Ano, 1.ª Edição, Texto Editores, 2008. prof.geo.fernando@sapo.pt