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SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL

CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS


ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

O REGISTRO NA CVM NÃO IMPLICA QUALQUER APRECIAÇÃO SOBRE A COMPANHIA , SENDO OS SEUS
ADMINISTRADORES RESPONSÁVEIS PELA VERACIDADE DAS INFORMAÇÕES PRESTADAS.

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

02033-8 M DIAS BRANCO S.A IND E COM DE ALIMENTOS 07.206.816/0001-15


4 - NIRE

23201000201

01.02 - SEDE

1 - ENDEREÇO COMPLETO 2 - BAIRRO OU DISTRITO

ROD. BR 116 KM 18 JABUTI


3 - CEP 4 - MUNICÍPIO 5 - UF

61760-000 EUSEBIO CE
6 - DDD 7 - TELEFONE 8 - TELEFONE 9 - TELEFONE 10 - TELEX

085 4005-5500 - -
11 - DDD 12 - FAX 13 - FAX 14 - FAX

085 4005-5759 - -
15 - E-MAIL

www.mdiasbranco.com.br

01.03 - DIRETOR DE RELAÇÕES COM INVESTIDORES (Endereço para Correspondência com a Companhia)

1 - NOME

GERALDO LUCIANO MATTOS JÚNIOR


2 - ENDEREÇO COMPLETO 3 - BAIRRO OU DISTRITO

ROD. BR 116 KM 18 JABUTI


4 - CEP 5 - MUNICÍPIO 6 - UF

61760-000 EUSÉBIO CE
7 - DDD 8 - TELEFONE 9 - TELEFONE 10 - TELEFONE 11 - TELEX

85 4005-5667 - -
12 - DDD 13 - FAX 14 - FAX 15 - FAX

85 4005-5598 - -
16 - E-MAIL

geraldo@mdb.com.br

01.04 - REFERÊNCIA / AUDITOR

EXERCÍCIO SOCIAL EM CURSO TRIMESTRE ATUAL TRIMESTRE ANTERIOR

1 - INÍCIO 2 - TÉRMINO 3 - NÚMERO 4 - INÍCIO 5 - TÉRMINO 6 - NÚMERO 7 - INÍCIO 8 - TÉRMINO

01/01/2010 31/12/2010 1 01/01/2010 31/03/2010 4 01/10/2009 31/12/2009


9 - NOME/RAZÃO SOCIAL DO AUDITOR 10 - CÓDIGO CVM

KPMG AUDITORES INDEPENDENTES 00418-9


11 - NOME DO RESPONSÁVEL TÉCNICO 12 - CPF DO RESP. TÉCNICO

JOÃO ALBERTO DA SILVA NETO 551.696.510-15

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ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

02033-8 M DIAS BRANCO S.A IND E COM DE ALIMENTOS 07.206.816/0001-15

01.05 - COMPOSIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL

Número de Ações
1 - TRIMESTRE ATUAL 2 - TRIMESTRE ANTERIOR 3 - IGUAL TRIMESTRE EX. ANTERIOR

(Mil) 31/03/2010 31/12/2009 31/03/2009


Do Capital Integralizado
1 - Ordinárias 113.450 113.450 113.450
2 - Preferenciais 0 0 0
3 - Total 113.450 113.450 113.450
Em Tesouraria
4 - Ordinárias 42 145 0
5 - Preferenciais 0 0 0
6 - Total 42 145 0

01.06 - CARACTERÍSTICAS DA EMPRESA

1 - TIPO DE EMPRESA

Empresa Comercial, Industrial e Outras


2 - TIPO DE SITUAÇÃO

Operacional
3 - NATUREZA DO CONTROLE ACIONÁRIO

Privada Nacional
4 - CÓDIGO ATIVIDADE

1220 - Alimentos
5 - ATIVIDADE PRINCIPAL
PROD E COMERC DE BISCOITOS, MASSAS, FARINHA E GORDURAS

6 - TIPO DE CONSOLIDADO

Total
7 - TIPO DO RELATÓRIO DOS AUDITORES

Sem Ressalva

01.07 - SOCIEDADES NÃO INCLUÍDAS NAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS

1 - ITEM 2 - CNPJ 3 - DENOMINAÇÃO SOCIAL

01.08 - PROVENTOS EM DINHEIRO DELIBERADOS E/OU PAGOS DURANTE E APÓS O TRIMESTRE

1 - ITEM 2 - EVENTO 3 - APROVAÇÃO 4 - PROVENTO 5 - INÍCIO PGTO. 6 - ESPÉCIE E 7 - VALOR DO PROVENTO P/ AÇÃO
CLASSE DE
AÇÃO

01 AGO/E 05/04/2010 Dividendo 16/04/2010 ON 0,6723265610

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01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

02033-8 M DIAS BRANCO S.A IND E COM DE ALIMENTOS 07.206.816/0001-15

01.09 - CAPITAL SOCIAL SUBSCRITO E ALTERAÇÕES NO EXERCÍCIO SOCIAL EM CURSO

1- ITEM 2 - DATA DA 3 - VALOR DO CAPITAL SOCIAL 4 - VALOR DA ALTERAÇÃO 5 - ORIGEM DA ALTERAÇÃO 7 - QUANTIDADE DE AÇÕES EMITIDAS 8 - PREÇO DA AÇÃO NA
ALTERAÇÃO EMISSÃO
(Reais Mil) (Reais Mil) (Mil)
(Reais)
01 30/04/2003 488.404 28.242 Reserva de Capital 0 0,0000000000
02 30/04/2003 520.000 31.596 Reserva de Lucro 0 0,0000000000
03 30/04/2004 565.000 45.000 Reserva de Capital 45.000 1,0000000000
04 29/04/2005 600.000 35.000 Reserva de Capital 35.000 1,0000000000
05 20/09/2005 604.000 4.000 Reserva de Capital 4.000 1,0000000000
06 31/03/2006 677.198 73.198 Reserva de Lucro 73.198 1,0000000000
07 31/03/2006 925.804 248.606 Lucro Acumulados 248.606 1,0000000000
08 31/03/2006 604.000 (321.804) Cisão Parcial -321.804 1,0000000000
09 11/04/2006 632.449 28.449 Reserva de Capital 0 0,0000000000
10 11/04/2006 662.182 29.733 Reserva de Lucro 0 0,0000000000
11 11/04/2006 688.800 26.618 Lucros Acumulados 0 0,0000000000
12 10/08/2007 704.837 16.037 Reserva de Capital 0 0,0000000000
13 09/05/2008 725.608 20.771 Reserva de Capital 0 0,0000000000
14 08/07/2009 728.336 2.728 Reserva de Lucro 0 0,0000000000
15 01/03/2010 744.955 16.619 Reserva de Lucro 0 0,0000000000

01.10 - DIRETOR DE RELAÇÕES COM INVESTIDORES

1 - DATA 2 - ASSINATURA

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EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

02033-8 M DIAS BRANCO S.A IND E COM DE ALIMENTOS 07.206.816/0001-15

02.01 - BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 31/03/2010 4 - 31/12/2009

1 Ativo Total 1.945.591 1.835.876


1.01 Ativo Circulante 488.560 403.427
1.01.01 Disponibilidades 98.666 26.660
1.01.01.01 Caixas e Bancos 15.382 17.079
1.01.01.02 Aplicações 83.284 9.581
1.01.02 Créditos 188.831 191.664
1.01.02.01 Clientes 121.284 114.610
1.01.02.02 Créditos Diversos 67.547 77.054
1.01.02.02.01 Adiantamento a Fornecedor 14.038 8.376
1.01.02.02.02 Impostos a Recuperar 41.445 42.837
1.01.02.02.03 Impostos Diferidos 3.558 6.061
1.01.02.02.04 Partes Relacionadas 0 1.366
1.01.02.02.05 Títulos e Valores Mobiliários 0 12.089
1.01.02.02.06 Outros Créditos 8.506 6.325
1.01.03 Estoques 199.162 184.933
1.01.04 Outros 1.901 170
1.02 Ativo Não Circulante 1.457.031 1.432.449
1.02.01 Ativo Realizável a Longo Prazo 65.842 108.599
1.02.01.01 Créditos Diversos 0 50.097
1.02.01.01.01 Titulos e Valores Mobiliários 0 50.097
1.02.01.02 Créditos com Pessoas Ligadas 0 0
1.02.01.02.01 Com Coligadas e Equiparadas 0 0
1.02.01.02.02 Com Controladas 0 0
1.02.01.02.03 Com Outras Pessoas Ligadas 0 0
1.02.01.03 Outros 65.842 58.502
1.02.01.03.01 Incentivos Fiscais/Outros créditos 5.446 3.636
1.02.01.03.02 Depósitos Judiciais 14.885 12.460
1.02.01.03.03 Impostos a Recuperar 33.069 30.136
1.02.01.03.04 Impostos e Contribuições Diferidas 12.442 12.270
1.02.02 Ativo Permanente 1.391.189 1.323.850
1.02.02.01 Investimentos 792.799 737.607
1.02.02.01.01 Participações Coligadas/Equiparadas 0 0
1.02.02.01.02 Participações Coligadas/Equiparadas-Ágio 0 0
1.02.02.01.03 Participações em Controladas 792.710 737.518
1.02.02.01.04 Participações em Controladas - Ágio 0 0
1.02.02.01.05 Outros Investimentos 89 89
1.02.02.02 Imobilizado 579.947 566.036
1.02.02.03 Intangível 5.733 5.808
1.02.02.04 Diferido 12.710 14.399

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EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

02033-8 M DIAS BRANCO S.A IND E COM DE ALIMENTOS 07.206.816/0001-15

02.02 - BALANÇO PATRIMONIAL PASSIVO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 31/03/2010 4 - 31/12/2009

2 Passivo Total 1.945.591 1.835.876


2.01 Passivo Circulante 299.418 267.046
2.01.01 Empréstimos e Financiamentos 102.548 81.432
2.01.01.01 Financiamentos c/ Instituições Financeir 102.548 81.432
2.01.02 Debêntures 0 0
2.01.03 Fornecedores 35.669 22.795
2.01.04 Impostos, Taxas e Contribuições 22.490 15.116
2.01.05 Dividendos a Pagar 76.275 76.275
2.01.06 Provisões 26.455 31.929
2.01.06.01 Obrigações Sociais e Trabalhistas 26.455 31.929
2.01.07 Dívidas com Pessoas Ligadas 0 0
2.01.08 Outros 35.981 39.499
2.01.08.01 Adiantamento de Clientes 16.192 26.343
2.01.08.02 Outros Passivos 19.789 13.156
2.02 Passivo Não Circulante 101.355 96.493
2.02.01 Passivo Exigível a Longo Prazo 101.355 96.493
2.02.01.01 Empréstimos e Financiamentos 73.829 69.754
2.02.01.01.01 Financiamentos c/ Instituições Financeir 73.829 69.754
2.02.01.02 Debêntures 0 0
2.02.01.03 Provisões 25.412 24.827
2.02.01.03.01 Impostos, Taxas e Contribuições 201 221
2.02.01.03.02 Provisões para Contigências 25.211 24.606
2.02.01.04 Dívidas com Pessoas Ligadas 0 0
2.02.01.05 Adiantamento para Futuro Aumento Capital 0 0
2.02.01.06 Outros 2.114 1.912
2.03 Resultados de Exercícios Futuros 0 0
2.05 Patrimônio Líquido 1.544.818 1.472.337
2.05.01 Capital Social Realizado 744.955 728.336
2.05.02 Reservas de Capital 126.398 126.398
2.05.02.01 Reserva de Incentivos Fiscais 105.456 105.456
2.05.02.02 Reserva Especial 16.529 16.529
2.05.02.03 Opções Outorgadas Reconhecidas 4.413 4.413
2.05.03 Reservas de Reavaliação 0 0
2.05.03.01 Ativos Próprios 0 0
2.05.03.02 Controladas/Coligadas e Equiparadas 0 0
2.05.04 Reservas de Lucro 604.099 618.455
2.05.04.01 Legal 37.949 37.949
2.05.04.02 Estatutária 244.500 242.237
2.05.04.03 Para Contingências 0 0
2.05.04.04 De Lucros a Realizar 0 0
2.05.04.05 Retenção de Lucros 0 0

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01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

02033-8 M DIAS BRANCO S.A IND E COM DE ALIMENTOS 07.206.816/0001-15

02.02 - BALANÇO PATRIMONIAL PASSIVO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 -31/03/2010 4 -31/12/2009

2.05.04.06 Especial p/ Dividendos Não Distribuídos 0 0


2.05.04.07 Outras Reservas de Lucro 321.650 338.269
2.05.04.07.01 Reserva de Incentivos Fiscais 321.650 338.269
2.05.05 Ajustes de Avaliação Patrimonial 103 (852)
2.05.05.01 Ajustes de Títulos e Valores Mobiliários 0 0
2.05.05.02 Ajustes Acumulados de Conversão 103 (852)
2.05.05.03 Ajustes de Combinação de Negócios 0 0
2.05.06 Lucros/Prejuízos Acumulados 69.263 0
2.05.07 Adiantamento para Futuro Aumento Capital 0 0

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01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

02033-8 M DIAS BRANCO S.A IND E COM DE ALIMENTOS 07.206.816/0001-15

03.01 - DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 01/01/2010 a 31/03/2010 4 - 01/01/2010 a 31/03/2010 5 - 01/01/2009 a 31/03/2009 6 - 01/01/2009 a 31/03/2009

3.01 Receita Bruta de Vendas e/ou Serviços 392.046 392.046 437.360 437.360
3.02 Deduções da Receita Bruta (52.331) (52.331) (79.124) (79.124)
3.02.01 Vendas Canceladas/Devolução de Vendas (2.761) (2.761) (4.191) (4.191)
3.02.02 Impostos sobre Vendas (47.953) (47.953) (45.580) (45.580)
3.02.03 Descontos Incondicionais (1.617) (1.617) (29.353) (29.353)
3.03 Receita Líquida de Vendas e/ou Serviços 339.715 339.715 358.236 358.236
3.04 Custo de Bens e/ou Serviços Vendidos (198.556) (198.556) (211.396) (211.396)
3.05 Resultado Bruto 141.159 141.159 146.840 146.840
3.06 Despesas/Receitas Operacionais (61.417) (61.417) (59.300) (59.300)
3.06.01 Com Vendas (51.619) (51.619) (54.834) (54.834)
3.06.01.01 Despesas com vendas (50.846) (50.846) (54.118) (54.118)
3.06.01.02 Depreciações e Amortizações (773) (773) (716) (716)
3.06.02 Gerais e Administrativas (23.056) (23.056) (22.442) (22.442)
3.06.02.01 Despesas Administrativas (15.923) (15.923) (14.967) (14.967)
3.06.02.02 Despesas Tributárias (2.206) (2.206) (2.490) (2.490)
3.06.02.03 Honorários da Administração (1.747) (1.747) (1.628) (1.628)
3.06.02.04 Depreciações e Amortizações (3.180) (3.180) (3.357) (3.357)
3.06.03 Financeiras 2.063 2.063 276 276
3.06.03.01 Receitas Financeiras 11.587 11.587 24.522 24.522
3.06.03.02 Despesas Financeiras (9.524) (9.524) (24.246) (24.246)
3.06.04 Outras Receitas Operacionais 1.357 1.357 1.034 1.034
3.06.05 Outras Despesas Operacionais (3.358) (3.358) (389) (389)
3.06.06 Resultado da Equivalência Patrimonial 13.196 13.196 17.055 17.055
3.07 Resultado Operacional 79.742 79.742 87.540 87.540
3.08 Resultado Não Operacional 0 0 0 0
3.08.01 Receitas 0 0 0 0
3.08.02 Despesas 0 0 0 0

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01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

02033-8 M DIAS BRANCO S.A IND E COM DE ALIMENTOS 07.206.816/0001-15

03.01 - DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 01/01/2010 a 31/03/2010 4 - 01/01/2010 a 31/03/2010 5 - 01/01/2009 a 31/03/2009 6 - 01/01/2009 a 31/03/2009

3.09 Resultado Antes Tributação/Participações 79.742 79.742 87.540 87.540


3.10 Provisão para IR e Contribuição Social (7.675) (7.675) (8.891) (8.891)
3.11 IR Diferido (2.804) (2.804) (706) (706)
3.12 Participações/Contribuições Estatutárias 0 0 0 0
3.12.01 Participações 0 0 0 0
3.12.02 Contribuições 0 0 0 0
3.13 Reversão dos Juros sobre Capital Próprio 0 0 0 0
3.15 Lucro/Prejuízo do Período 69.263 69.263 77.943 77.943
NÚMERO AÇÕES, EX-TESOURARIA (Mil) 113.408 113.408 113.450 113.450
LUCRO POR AÇÃO (Reais) 0,61074 0,61074 0,68703 0,68703
PREJUÍZO POR AÇÃO (Reais)

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CVM - COMISSÃO DE VALORES MOBILIÁRIOS
ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

02033-8 M DIAS BRANCO S.A IND E COM DE ALIMENTOS 07.206.816/0001-15

04.01 - DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA - METODO INDIRETO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 01/01/2010 a 31/03/2010 4 - 01/01/2010 a 31/03/2010 5 - 01/01/2009 a 31/03/2009 6 - 01/01/2009 a 31/03/2009

4.01 Caixa Líquido Atividades Operacionais 45.516 45.516 (2.870) (2.870)

4.01.01 Caixa Gerado nas Operações 78.759 78.759 85.210 85.210

4.01.01.01 Lucro Liquido antes do IR e CSLL 79.742 79.742 87.540 87.540

4.01.01.02 Depreciação e Amortização 11.019 11.019 11.161 11.161

4.01.01.03 Custo na Venda de Ativos Permanentes 46 46 246 246

4.01.01.04 Equivalência Patrimonial (13.196) (13.196) (17.055) (17.055)

4.01.01.05 Atualização Financiamentos/Aplic. Financ 1.148 1.148 3.318 3.318

4.01.01.06 Rendimentos na Operação com Hedge 0 0 0 0

4.01.01.07 Variação Cambial de Controladas no Exter 0 0 0 0

4.01.01.08 Juros e Empréstimos Compulsórios 0 0 0 0

4.01.01.09 Participação de Minoritários 0 0 0 0

4.01.01.10 Incentivos Fiscais-PROADI,PROVIN,DESENVO 0 0 0 0

4.01.02 Variações nos Ativos e Passivos (22.725) (22.725) (50.507) (50.507)

4.01.02.01 (Aumento) Redução Contas a Rec de Client (6.674) (6.674) (5.372) (5.372)

4.01.02.02 (Aumento) Redução nos Estoques (14.229) (14.229) (25.562) (25.562)

4.01.02.03 (Aumento) Redução nos Títulos e Val. Mob 0 0 5.488 5.488

4.01.02.04 (Aumento) nos Impostos a Recuperar (1.542) (1.542) 3.847 3.847

4.01.02.05 (Aumento) Redução em Outras Contas a Rec (12.443) (12.443) (14.806) (14.806)

4.01.02.06 Aumento (Redução) em Fornecedores 12.875 12.875 (5.122) (5.122)

4.01.02.07 Aumento (Redução) nos Imp. e Contrib. 7.471 7.471 7.848 7.848

4.01.02.08 Aumento (Redução) nas Subvenções Govern 947 947 (468) (468)

4.01.02.09 Aumento (Redução) em Contas a Pagar/Prov (9.130) (9.130) (16.360) (16.360)

4.01.03 Outros (10.518) (10.518) (37.573) (37.573)

4.01.03.01 Recebimentos de Juros 0 0 0 0

4.01.03.02 Juros e Variações Cambiais Pagos (2.252) (2.252) (29.169) (29.169)

4.01.03.03 IR e CSLL Pagos (8.266) (8.266) (8.404) (8.404)

4.01.03.04 Liberação de Incentivos p/ Reinvestiment 0 0 0 0

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01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

02033-8 M DIAS BRANCO S.A IND E COM DE ALIMENTOS 07.206.816/0001-15

04.01 - DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA - METODO INDIRETO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 -01/01/2010 a 31/03/2010 4 -01/01/2010 a 31/03/2010 5 - 01/01/2009 a 31/03/200901/01/20096a- 31/03/2009


01/01/2009 a 31/03/200901/01/2009 a 31/03/2009

4.02 Caixa Líquido Atividades de Investimento 3.260 3.260 (48.521) (48.521)

4.02.01 Aquis. Imobilizado,Diferido e Intangível (22.328) (22.328) (8.306) (8.306)

4.02.02 Fluxo de Cx Aquis. de Part. Societária 0 0 0 0

4.02.03 Redução de Investimento 0 0 0 0

4.02.04 Aquisição de Ações de Emissão da Cia 2.263 2.263 0 0

4.02.05 Cisão Parcial 0 0 0 0

4.02.06 Aplicações em Investimentos (42.000) (42.000) (40.215) (40.215)

4.02.07 Venda de Títulos e Valores mobiliários 65.325 65.325 0 0

4.03 Caixa Líquido Atividades Financiamento 23.230 23.230 67.967 67.967

4.03.01 Pagamentos de Lucros Distribuídos 0 0 0 0

4.03.02 Aquisição de Financiamentos 44.018 44.018 95.114 95.114

4.03.03 Pagamento de Financiamentos (20.788) (20.788) (83.491) (83.491)

4.03.04 Receb. de Rendimentos Oper. c/ Hedge 0 0 56.344 56.344

4.03.05 Empréstimos às Empresas Ligadas 0 0 0 0

4.03.06 Constituição de Reserva de Capital-ICMS 0 0 0 0

4.04 Variação Cambial s/ Caixa e Equivalentes 0 0 0 0

4.05 Aumento(Redução) de Caixa e Equivalentes 72.006 72.006 16.576 16.576

4.05.01 Saldo Inicial de Caixa e Equivalentes 26.660 26.660 54.398 54.398

4.05.02 Saldo Final de Caixa e Equivalentes 98.666 98.666 70.974 70.974

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ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

02033-8 M DIAS BRANCO S.A IND E COM DE ALIMENTOS 07.206.816/0001-15

05.01 - DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DE 01/01/2010 a 31/03/2010 (Reais Mil)
1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - CAPITAL SOCIAL 4 - RESERVAS DE 5 - RESERVAS DE 6 - RESERVAS DE 7 - LUCROS/ PREJUÍZOS 8 - AJUSTES DE 9 - TOTAL PATRIMÔNIO
CAPITAL REAVALIAÇÃO LUCRO ACUMULADOS AVALIAÇÃO LÍQUIDO
PATRIMONIAL

5.01 Saldo Inicial 728.336 126.398 0 618.455 0 (852) 1.472.337

5.02 Ajustes de Exercícios Anteriores 0 0 0 0 0 0 0

5.03 Saldo Ajustado 728.336 126.398 0 618.455 0 (852) 1.472.337

5.04 Lucro / Prejuízo do Período 0 0 0 0 69.263 0 69.263

5.05 Destinações 0 0 0 0 0 0 0

5.05.01 Dividendos 0 0 0 0 0 0 0

5.05.02 Juros sobre Capital Próprio 0 0 0 0 0 0 0

5.05.03 Outras Destinações 0 0 0 0 0 0 0

5.06 Realização de Reservas de Lucros 0 0 0 0 0 0 0

5.07 Ajustes de Avaliação Patrimonial 0 0 0 0 0 955 955

5.07.01 Ajustes de Títulos e Valores Mobiliários 0 0 0 0 0 959 959

5.07.02 Ajustes Acumulados de Conversão 0 0 0 0 0 (4) (4)

5.07.03 Ajustes de Combinação de Negócios 0 0 0 0 0 0 0

5.08 Aumento/Redução do Capital Social 16.619 0 0 (16.619) 0 0 0

5.09 Constituição/Realização Reservas Capital 0 0 0 0 0 0 0

5.10 Ações em Tesouraria 0 0 0 2.263 0 0 2.263

5.11 Outras Transações de Capital 0 0 0 0 0 0 0

5.12 Outros 0 0 0 0 0 0 0

5.13 Saldo Final 744.955 126.398 0 604.099 69.263 103 1.544.818

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ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
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01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

02033-8 M DIAS BRANCO S.A IND E COM DE ALIMENTOS 07.206.816/0001-15

05.02 - DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DE 01/01/2010 a 31/03/2010 (Reais Mil)
1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - CAPITAL SOCIAL 4 - RESERVAS DE 5 - RESERVAS DE 6 - RESERVAS DE 7 - LUCROS/ PREJUÍZOS 8 - AJUSTES DE 9 - TOTAL PATRIMÔNIO
CAPITAL REAVALIAÇÃO LUCRO ACUMULADOS AVALIAÇÃO LÍQUIDO
PATRIMONIAL

5.01 Saldo Inicial 728.336 126.398 0 618.455 0 (852) 1.472.337

5.02 Ajustes de Exercícios Anteriores 0 0 0 0 0 0 0

5.03 Saldo Ajustado 728.336 126.398 0 618.455 0 (852) 1.472.337

5.04 Lucro / Prejuízo do Período 0 0 0 0 69.263 0 69.263

5.05 Destinações 0 0 0 0 0 0 0

5.05.01 Dividendos 0 0 0 0 0 0 0

5.05.02 Juros sobre Capital Próprio 0 0 0 0 0 0 0

5.05.03 Outras Destinações 0 0 0 0 0 0 0

5.06 Realização de Reservas de Lucros 0 0 0 0 0 0 0

5.07 Ajustes de Avaliação Patrimonial 0 0 0 0 0 955 955

5.07.01 Ajustes de Títulos e Valores Mobiliários 0 0 0 0 0 959 959

5.07.02 Ajustes Acumulados de Conversão 0 0 0 0 0 (4) (4)

5.07.03 Ajustes de Combinação de Negócios 0 0 0 0 0 0 0

5.08 Aumento/Redução do Capital Social 16.619 0 0 (16.619) 0 0 0

5.09 Constituição/Realização Reservas Capital 0 0 0 0 0 0 0

5.10 Ações em Tesouraria 0 0 0 2.263 0 0 2.263

5.11 Outras Transações de Capital 0 0 0 0 0 0 0

5.12 Outros 0 0 0 0 0 0 0

5.13 Saldo Final 744.955 126.398 0 604.099 69.263 103 1.544.818

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ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

02033-8 M DIAS BRANCO S.A IND E COM DE ALIMENTOS 07.206.816/0001-15

08.01 - BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO CONSOLIDADO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 31/03/2010 4 - 31/12/2009

1 Ativo Total 2.335.139 2.269.155


1.01 Ativo Circulante 738.587 659.281
1.01.01 Disponibilidades 125.939 58.761
1.01.01.01 Caixas e Bancos 22.732 22.519
1.01.01.02 Aplicações 103.207 36.242
1.01.02 Créditos 325.875 331.449
1.01.02.01 Clientes 243.326 239.133
1.01.02.02 Créditos Diversos 82.549 92.316
1.01.02.02.01 Adiantamento a Fornecedores 15.451 10.351
1.01.02.02.02 Impostos a Recuperar 49.949 50.016
1.01.02.02.03 Impostos Diferidos 5.430 9.038
1.01.02.02.04 Partes Relacionadas 0 1.366
1.01.02.02.05 Títulos e Valores Mobiliários 2 12.091
1.01.02.02.06 Outros Créditos 11.717 9.454
1.01.03 Estoques 284.322 268.799
1.01.04 Outros 2.451 272
1.02 Ativo Não Circulante 1.596.552 1.609.874
1.02.01 Ativo Realizável a Longo Prazo 95.297 136.277
1.02.01.01 Créditos Diversos 0 50.097
1.02.01.01.01 Títulos e Valores Mobiliários 0 50.097
1.02.01.02 Créditos com Pessoas Ligadas 0 0
1.02.01.02.01 Com Coligadas e Equiparadas 0 0
1.02.01.02.02 Com Controladas 0 0
1.02.01.02.03 Com Outras Pessoas Ligadas 0 0
1.02.01.03 Outros 95.297 86.180
1.02.01.03.01 Incentivos Fiscais/Outros Créditos 6.140 3.648
1.02.01.03.02 Depósitos Judiciais 28.254 25.115
1.02.01.03.03 Impostos a Recuperar 39.317 36.291
1.02.01.03.04 Impostos e Contribuições Diferidos 15.346 15.008
1.02.01.03.05 Aplicações Financeiras 6.240 6.118
1.02.02 Ativo Permanente 1.501.255 1.473.597
1.02.02.01 Investimentos 127 127
1.02.02.01.01 Participações Coligadas/Equiparadas 0 0
1.02.02.01.02 Participações em Controladas 0 0
1.02.02.01.03 Outros Investimentos 127 127
1.02.02.02 Imobilizado 928.643 899.056
1.02.02.03 Intangível 557.456 557.522
1.02.02.04 Diferido 15.029 16.892

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ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
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01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

02033-8 M DIAS BRANCO S.A IND E COM DE ALIMENTOS 07.206.816/0001-15

08.02 - BALANÇO PATRIMONIAL PASSIVO CONSOLIDADO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 31/03/2010 4 - 31/12/2009

2 Passivo Total 2.335.139 2.269.155


2.01 Passivo Circulante 473.077 492.303
2.01.01 Empréstimos e Financiamentos 196.859 245.007
2.01.01.01 Financiamentos c/ Inst. Financeiras 124.741 103.628
2.01.01.02 Financiamentos Diretos 72.118 141.379
2.01.02 Debêntures 0 0
2.01.03 Fornecedores 79.266 55.218
2.01.04 Impostos, Taxas e Contribuições 41.832 33.624
2.01.05 Dividendos a Pagar 76.275 76.275
2.01.06 Provisões 47.987 61.865
2.01.06.01 Obrigações Sociais e Trabalhistas 47.987 61.865
2.01.07 Dívidas com Pessoas Ligadas 0 0
2.01.08 Outros 30.858 20.314
2.01.08.01 Adiantamento de Clientes 5.824 3.089
2.01.08.02 Outros Passivos 25.034 17.225
2.02 Passivo Não Circulante 319.739 307.010
2.02.01 Passivo Exigível a Longo Prazo 319.739 307.010
2.02.01.01 Empréstimos e Financiamentos 267.473 260.862
2.02.01.01.01 Financiamentos c/ Inst. Financeiras 112.779 109.150
2.02.01.01.02 Financiamentos Direto 154.694 151.712
2.02.01.02 Debêntures 0 0
2.02.01.03 Provisões 50.135 44.219
2.02.01.03.01 Impostos, Taxas e Contribuições 2.462 2.915
2.02.01.03.02 Provisões para Contigências 42.447 39.636
2.02.01.03.03 Impostos e Contribuições Diferidas 5.226 1.668
2.02.01.04 Dívidas com Pessoas Ligadas 0 0
2.02.01.05 Adiantamento para Futuro Aumento Capital 0 0
2.02.01.06 Outros 2.131 1.929
2.03 Resultados de Exercícios Futuros 0 0
2.04 Part. de Acionistas Não Controladores 0 0
2.05 Patrimônio Líquido 1.542.323 1.469.842
2.05.01 Capital Social Realizado 744.955 728.336
2.05.02 Reservas de Capital 126.398 126.398
2.05.02.01 Reservas de Incentivos Fiscais 105.456 105.456
2.05.02.02 Reserva Especial 16.529 16.529
2.05.02.03 Opções Outorgadas Reconhecidas 4.413 4.413
2.05.03 Reservas de Reavaliação 0 0
2.05.03.01 Ativos Próprios 0 0
2.05.03.02 Controladas/Coligadas e Equiparadas 0 0
2.05.04 Reservas de Lucro 601.604 615.960
2.05.04.01 Legal 37.949 37.949

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01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

02033-8 M DIAS BRANCO S.A IND E COM DE ALIMENTOS 07.206.816/0001-15

08.02 - BALANÇO PATRIMONIAL PASSIVO CONSOLIDADO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 -31/03/2010 4 -31/12/2009

2.05.04.02 Estatutária 242.005 239.742


2.05.04.03 Para Contingências 0 0
2.05.04.04 De Lucros a Realizar 0 0
2.05.04.05 Retenção de Lucros 0 0
2.05.04.06 Especial p/ Dividendos Não Distribuídos 0 0
2.05.04.07 Outras Reservas de Lucro 321.650 338.269
2.05.04.07.01 Reservas de Incentivos Fiscais 321.650 338.269
2.05.05 Ajustes de Avaliação Patrimonial 103 (852)
2.05.05.01 Ajustes de Títulos e Valores Mobiliários 0 0
2.05.05.02 Ajustes Acumulados de Conversão 103 (852)
2.05.05.03 Ajustes de Combinação de Negócios 0 0
2.05.06 Lucros/Prejuízos Acumulados 69.263 0
2.05.07 Adiantamento para Futuro Aumento Capital 0 0

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01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

02033-8 M DIAS BRANCO S.A IND E COM DE ALIMENTOS 07.206.816/0001-15

09.01 - DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO CONSOLIDADO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 01/01/2010 a 31/03/2010 4 - 01/01/2010 a 31/03/2010 5 - 01/01/2009 a 31/03/2009 6 - 01/01/2009 a 31/03/2009

3.01 Receita Bruta de Vendas e/ou Serviços 664.550 664.550 695.639 695.639
3.02 Deduções da Receita Bruta (102.598) (102.598) (124.792) (124.792)
3.02.01 Vendas Canceladas/Devolução de Vendas (7.670) (7.670) (10.327) (10.327)
3.02.02 Impostos sobre vendas (91.671) (91.671) (84.637) (84.637)
3.02.03 Descontos Incondicionais (3.257) (3.257) (29.828) (29.828)
3.03 Receita Líquida de Vendas e/ou Serviços 561.952 561.952 570.847 570.847
3.04 Custo de Bens e/ou Serviços Vendidos (328.022) (328.022) (330.127) (330.127)
3.05 Resultado Bruto 233.930 233.930 240.720 240.720
3.06 Despesas/Receitas Operacionais (149.825) (149.825) (148.689) (148.689)
3.06.01 Com Vendas (110.947) (110.947) (105.980) (105.980)
3.06.01.01 Despesas com vendas (109.605) (109.605) (104.642) (104.642)
3.06.01.02 Depreciações e Amortizações (1.342) (1.342) (1.338) (1.338)
3.06.02 Gerais e Administrativas (33.137) (33.137) (31.421) (31.421)
3.06.02.01 Despesas Administrativas (23.941) (23.941) (22.453) (22.453)
3.06.02.02 Despesas tributárias (4.045) (4.045) (3.772) (3.772)
3.06.02.03 Honorários da Administração (1.747) (1.747) (1.628) (1.628)
3.06.02.04 Depreciações e amortizações (3.404) (3.404) (3.568) (3.568)
3.06.03 Financeiras (3.188) (3.188) (12.804) (12.804)
3.06.03.01 Receitas Financeiras 14.811 14.811 27.395 27.395
3.06.03.02 Despesas Financeiras (17.999) (17.999) (40.199) (40.199)
3.06.04 Outras Receitas Operacionais 2.736 2.736 2.308 2.308
3.06.05 Outras Despesas Operacionais (5.289) (5.289) (792) (792)
3.06.06 Resultado da Equivalência Patrimonial 0 0 0 0
3.07 Resultado Operacional 84.105 84.105 92.031 92.031
3.08 Resultado Não Operacional 0 0 0 0
3.08.01 Receitas 0 0 0 0
3.08.02 Despesas 0 0 0 0

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01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

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09.01 - DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO CONSOLIDADO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 01/01/2010 a 31/03/2010 4 - 01/01/2010 a 31/03/2010 5 - 01/01/2009 a 31/03/2009 6 - 01/01/2009 a 31/03/2009

3.09 Resultado Antes Tributação/Participações 84.105 84.105 92.031 92.031


3.10 Provisão para IR e Contribuição Social (7.671) (7.671) (12.223) (12.223)
3.11 IR Diferido (7.171) (7.171) (1.865) (1.865)
3.12 Participações/Contribuições Estatutárias 0 0 0 0
3.12.01 Participações 0 0 0 0
3.12.02 Contribuições 0 0 0 0
3.13 Reversão dos Juros sobre Capital Próprio 0 0 0 0
3.14 Part. de Acionistas Não Controladores 0 0 0 0
3.15 Lucro/Prejuízo do Período 69.263 69.263 77.943 77.943
NÚMERO AÇÕES, EX-TESOURARIA (Mil) 113.408 113.408 113.450 113.450
LUCRO POR AÇÃO (Reais) 0,61074 0,61074 0,68703 0,68703
PREJUÍZO POR AÇÃO (Reais)

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01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

02033-8 M DIAS BRANCO S.A IND E COM DE ALIMENTOS 07.206.816/0001-15

10.01 - DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA CONSOLIDADO - METODO INDIRETO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - 01/01/2010 a 31/03/2010 4 - 01/01/2010 a 31/03/2010 5 - 01/01/2009 a 31/03/2009 6 - 01/01/2009 a 31/03/2009

4.01 Caixa Líquido Atividades Operacionais 72.960 72.960 21.824 21.824

4.01.01 Caixa Gerado nas Operações 101.867 101.867 123.010 123.010

4.01.01.01 Lucro Liquido antes do IR e CSLL 84.105 84.105 92.031 92.031

4.01.01.02 Depreciação e Amortização 10.318 10.318 14.696 14.696

4.01.01.03 Custos nas Vendas de Ativo Permanente 93 93 330 330

4.01.01.04 Equivalência Patrimonial 0 0 0 0

4.01.01.05 Atualização Financiamentos/Aplic. Financ 7.351 7.351 15.953 15.953

4.01.01.06 Rendimentos na Operações com Hedge 0 0 0 0

4.01.01.07 Variação Cambial de Controladas no Exter 0 0 0 0

4.01.01.08 Juros de Emprestimos Compulsórios 0 0 0 0

4.01.01.09 Partes Minoritárias 0 0 0 0

4.01.01.10 Incentivos Fiscais-PROADI,PROVIN,DESENV 0 0 0 0

4.01.02 Variações nos Ativos e Passivos (2.443) (2.443) (51.423) (51.423)

4.01.02.01 (Aumento) Redução Contas a Receber Clien (4.193) (4.193) (30.236) (30.236)

4.01.02.02 (Aumento) Redução nos Estoques (15.524) (15.524) (33.719) (33.719)

4.01.02.03 (Aumento) Redução nos Titulos e Val. Mob 0 0 5.488 5.488

4.01.02.04 (Aumento) Nos Impostos a Recuperar (2.960) (2.960) 4.723 4.723

4.01.02.05 (Aumento) Redução em Outras Contas a Rec (13.807) (13.807) (14.410) (14.410)

4.01.02.06 Aumento (Redução) em Fornecedores 24.048 24.048 5.160 5.160

4.01.02.07 Aumento (Redução) Nos Impostos e Contrib 10.314 10.314 13.434 13.434

4.01.02.08 Aumento (Redução) nas Subvenções Governa 1.786 1.786 203 203

4.01.02.09 Aumento (Redução) em Contas a Pg e Prov. (2.107) (2.107) (2.066) (2.066)

4.01.03 Outros (26.464) (26.464) (49.763) (49.763)

4.01.03.01 Recebimentos de Juros 0 0 0 0

4.01.03.02 Juros e Variações Cambiais Pagas (15.891) (15.891) (37.735) (37.735)

4.01.03.03 IR e CSLL pagos (10.573) (10.573) (12.028) (12.028)

4.01.03.04 Liberação de Incentivos p/ Reinvestiment 0 0 0 0

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01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

02033-8 M DIAS BRANCO S.A IND E COM DE ALIMENTOS 07.206.816/0001-15

10.01 - DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA CONSOLIDADO - METODO INDIRETO (Reais Mil)

1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 -01/01/2010 a 31/03/2010 4 -01/01/2010 a 31/03/2010 5 - 01/01/2009 a 31/03/200901/01/20096a- 31/03/2009


01/01/2009 a 31/03/200901/01/2009 a 31/03/2009

4.02 Caixa Líquido Atividades de Investimento (25.548) (25.548) (85.358) (85.358)

4.02.01 Aquis. Imobilizado,Diferido e Intangível (34.319) (34.319) (26.541) (26.541)

4.02.02 Fluxo de Cx Aquis. de Partic. Societária (58.817) (58.817) (58.817) (58.817)

4.02.03 Redução de Investimento 0 0 0 0

4.02.04 Aquisição de Ações de Emissão da Cia 2.263 2.263 0 0

4.02.05 Cisão Parcial 0 0 0 0

4.02.06 Aplicações em Investimentos 0 0 0 0

4.02.07 Venda de Titulos e Valores Mobiliarios 65.325 65.325 0 0

4.03 Caixa Líquido Atividades Financiamento 19.766 19.766 63.312 63.312

4.03.01 Pagamento de lucros distribuidos 0 0 0 0

4.03.02 Aquisição de Financiamentos 45.142 45.142 98.473 98.473

4.03.03 Pagamento de Financiamentos (25.376) (25.376) (91.505) (91.505)

4.03.04 Receb. de Rendimentos Oper c/ Hedge 0 0 56.344 56.344

4.03.05 Empréstimos às Empresas Ligadas 0 0 0 0

4.03.06 Constituição de Reserva de Capital-ICMS 0 0 0 0

4.04 Variação Cambial s/ Caixa e Equivalentes 0 0 0 0

4.05 Aumento(Redução) de Caixa e Equivalentes 67.178 67.178 (222) (222)

4.05.01 Saldo Inicial de Caixa e Equivalentes 58.761 58.761 92.641 92.641

4.05.02 Saldo Final de Caixa e Equivalentes 125.939 125.939 92.419 92.419

03/05/2010 21:55:28 Pág: 19


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EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

02033-8 M DIAS BRANCO S.A IND E COM DE ALIMENTOS 07.206.816/0001-15

11.01 - DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO CONSOLIDADO DE 01/01/2010 a 31/03/2010 (Reais Mil)
1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - CAPITAL SOCIAL 4 - RESERVAS DE 5 - RESERVAS DE 6 - RESERVAS DE 7 - LUCROS/ PREJUÍZOS 8 - AJUSTES DE 9 - TOTAL PATRIMÔNIO
CAPITAL REAVALIAÇÃO LUCRO ACUMULADOS AVALIAÇÃO LÍQUIDO
PATRIMONIAL

5.01 Saldo Inicial 728.336 126.398 0 615.960 0 (852) 1.469.842

5.02 Ajustes de Exercícios Anteriores 0 0 0 0 0 0 0

5.03 Saldo Ajustado 728.336 126.398 0 615.960 0 (852) 1.469.842

5.04 Lucro / Prejuízo do Período 0 0 0 0 69.263 0 69.263

5.05 Destinações 0 0 0 0 0 0 0

5.05.01 Dividendos 0 0 0 0 0 0 0

5.05.02 Juros sobre Capital Próprio 0 0 0 0 0 0 0

5.05.03 Outras Destinações 0 0 0 0 0 0 0

5.06 Realização de Reservas de Lucros 0 0 0 0 0 0 0

5.07 Ajustes de Avaliação Patrimonial 0 0 0 0 0 955 955

5.07.01 Ajustes de Títulos e Valores Mobiliários 0 0 0 0 0 959 959

5.07.02 Ajustes Acumulados de Conversão 0 0 0 0 0 (4) (4)

5.07.03 Ajustes de Combinação de Negócios 0 0 0 0 0 0 0

5.08 Aumento/Redução do Capital Social 16.619 0 0 (16.619) 0 0 0

5.09 Constituição/Realização Reservas Capital 0 0 0 0 0 0 0

5.10 Ações em Tesouraria 0 0 0 2.263 0 0 2.263

5.11 Outras Transações de Capital 0 0 0 0 0 0 0

5.12 Outros 0 0 0 0 0 0 0

5.13 Saldo Final 744.955 126.398 0 601.604 69.263 103 1.542.323

03/05/2010 21:55:28 Pág: 20


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01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

02033-8 M DIAS BRANCO S.A IND E COM DE ALIMENTOS 07.206.816/0001-15

11.02 - DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO CONSOLIDADO DE 01/01/2010 a 31/03/2010 (Reais Mil)
1 - CÓDIGO 2 - DESCRIÇÃO 3 - CAPITAL SOCIAL 4 - RESERVAS DE 5 - RESERVAS DE 6 - RESERVAS DE 7 - LUCROS/ PREJUÍZOS 8 - AJUSTES DE 9 - TOTAL PATRIMÔNIO
CAPITAL REAVALIAÇÃO LUCRO ACUMULADOS AVALIAÇÃO LÍQUIDO
PATRIMONIAL

5.01 Saldo Inicial 728.336 126.398 0 615.960 0 (852) 1.469.842

5.02 Ajustes de Exercícios Anteriores 0 0 0 0 0 0 0

5.03 Saldo Ajustado 728.336 126.398 0 615.960 0 (852) 1.469.842

5.04 Lucro / Prejuízo do Período 0 0 0 0 69.263 0 69.263

5.05 Destinações 0 0 0 0 0 0 0

5.05.01 Dividendos 0 0 0 0 0 0 0

5.05.02 Juros sobre Capital Próprio 0 0 0 0 0 0 0

5.05.03 Outras Destinações 0 0 0 0 0 0 0

5.06 Realização de Reservas de Lucros 0 0 0 0 0 0 0

5.07 Ajustes de Avaliação Patrimonial 0 0 0 0 0 955 955

5.07.01 Ajustes de Títulos e Valores Mobiliários 0 0 0 0 0 959 959

5.07.02 Ajustes Acumulados de Conversão 0 0 0 0 0 (4) (4)

5.07.03 Ajustes de Combinação de Negócios 0 0 0 0 0 0 0

5.08 Aumento/Redução do Capital Social 16.619 0 0 (16.619) 0 0 0

5.09 Constituição/Realização Reservas Capital 0 0 0 0 0 0 0

5.10 Ações em Tesouraria 0 0 0 2.263 0 0 2.263

5.11 Outras Transações de Capital 0 0 0 0 0 0 0

5.12 Outros 0 0 0 0 0 0 0

5.13 Saldo Final 744.955 126.398 0 601.604 69.263 103 1.542.323

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

1 Contexto operacional
M. Dias Branco S.A. Indústria e Comércio de Alimentos (“Companhia”) é uma sociedade anônima
de capital aberto, com ações listadas na Bolsa de Valores de São Paulo - BOVESPA, no segmento
Novo Mercado (MDIA3). Iniciou suas atividades em 1961 na cidade de Fortaleza, no Estado do
Ceará e tem por objetivo social a industrialização, o comércio e a distribuição de produtos
alimentícios derivados do trigo, especialmente biscoitos, massas alimentícias e farinha de trigo,
atuando, também, na fabricação, comercialização e distribuição de margarinas e gorduras vegetais.

O processo de produção utilizado pela Companhia é integrado e verticalizado, produzindo a maior


parte de duas das principais matérias-primas para a produção de biscoitos e massas: farinha de trigo
e gorduras vegetais, além de três de seus moinhos de trigo estarem fisicamente integrados a
fábricas de biscoitos e massas, eliminando custos de transporte da farinha de trigo utilizada na
produção de biscoitos e massas.

O sistema de comercialização e distribuição adotado pela Companhia é formado por uma


combinação de canais diretos - onde os clientes são atendidos por força de venda própria - e canais
indiretos - onde as vendas são realizadas com a intermediação de atacadistas e distribuidores.

A Companhia possui seis unidades de produção situadas em quatro estados da Região Nordeste do
Brasil (Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba e Bahia), nas quais operam quatro moinhos de trigo,
quatro fábricas de massas alimentícias, duas fábricas de biscoitos e uma fábrica de gorduras e
margarinas vegetais. Em operação integrada a esta estrutura de produção a Companhia também
possui nove unidades destinadas à armazenagem, comercialização e/ou distribuição de seus
produtos, as quais estão localizadas nos Estados do Ceará, Piauí, Maranhão, Rio Grande do Norte,
Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Pará e Brasília.

A atuação nacional da Companhia é também promovida mediante operações integradas com a


estrutura de produção, comercialização e distribuição das seguintes controladas diretas:

a. Adria Alimentos do Brasil Ltda. (“Adria”) - 99,99% de participação no capital total - adquirida
em 22 de setembro de 2003, a qual possui quatro unidades de produção, sendo três no Estado de
São Paulo e uma no Estado do Rio Grande do Sul, nas quais funcionam duas fábricas de
biscoitos e três fábricas de massas alimentícias. Esse complexo é integrado a três outras
unidades destinadas à armazenagem e/ou distribuição de seus produtos, situadas nos Estados do
Paraná, Rio de janeiro e no Distrito Federal; e

b. Indústrias de Alimentos Bomgosto Ltda (“Vitarella”) - 99,99% de participação no capital total -


adquirida em 7 de abril de 2008, que possui uma unidade de produção localizada no Estado de
Pernambuco, onde funciona uma fábrica de biscoitos e uma fábrica de massas alimentícias, que
operam integradas a três unidades destinadas à armazenagem e/ou distribuição de produtos,
situadas no Estado da Bahia, Estado da Paraíba e no Estado do Rio Grande do Norte.

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Inicialmente, a controlada Vitarella foi adquirida pela controlada Adria, mas em 30 de novembro de
2009, a Companhia passou a deter o controle direto do capital da Vitarella, após cisão parcial do
patrimônio da Adria e simultânea incorporação do acervo cindido na Vitarella, o que não
representou qualquer alteração na posição patrimonial consolidada. O patrimônio cindido é
composto por ativos e passivos oriundos da aquisição da própria Vitarella. Essa operação teve como
objetivo aspectos mercadológicos, visando a otimização da aplicação de parâmetros de negociação
comercial independentes para a Vitarella e a Adria, principalmente com as grandes redes.

Os efeitos da cisão acima descrita sobre os elementos patrimoniais da controlada Adria podem ser
assim resumidos:

R$

Valor total dos ativos cindidos 864.755


Valor total dos passivos cindidos (408.555)
Acervo líquido cindido 456.200

A Companhia detém, dentre outras, as seguintes marcas no mercado nacional: Fortaleza, Richester,
Adria, Isabela, Basilar, Zabet, Vitarella e Treloso.

2 Apresentação das informações trimestrais

As informações trimestrais individuais e consolidadas foram elaboradas de acordo com as práticas


contábeis adotadas no Brasil, as quais abrangem a legislação societária, as normas infra-legais
editadas pela Comissão de Valores Mobiliários (“CVM”) - art. 177, §3º, Lei nº 6.404/76 e art. 22, II
e IV, Lei 6.385/76 - e os Pronunciamentos, as Orientações e as Interpretações emitidas pelo Comitê
de Pronunciamentos Contábeis (CPC) - aplicáveis às demonstrações financeiras dos anos de
2008/2009 - que foram aprovados pela CVM, conforme autorização contida no art. 10-A, da Lei nº
6.385/76 e Deliberação CVM nº 520/07 (item V).

Novos pronunciamentos, interpretações e orientações emitidos e não adotados

Dentro do processo de convergência das práticas contábeis adotadas no Brasil para as normas
internacionais de relatórios financeiros (IFRS) diversos pronunciamentos, interpretações e
orientações foram emitidos durante o ano de 2009 pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis
(CPC) e aprovados pela CVM, os quais tem aplicação mandatória para os exercícios encerrados a
partir de dezembro de 2010 e para as demonstrações financeiras de 2009 a serem divulgadas em
conjunto com as demonstrações financeiras de 2010 para fins de comparação.

Conforme facultado pela Deliberação CVM nº 603/2009, de 10 de novembro de 2009, a Companhia


está adotando, na elaboração de suas informações trimestrais, as normas contábeis vigentes até 31
de dezembro de 2009.

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

A Administração está em processo de avaliação dos potenciais efeitos das instruções emitidas por
esses pronunciamentos, interpretações e orientações, em suas informações financeiras relativas aos
períodos findos em 31 de março de 2010 e 2009, a serem apresentadas comparativamente às
informações financeiras relativas ao trimestre findo em 31 de março de 2010, bem como sobre os
próximos períodos.

A seguir apresentamos os pronunciamentos emitidos em 2009 para os quais a Administração da


Companhia espera que produzam efeitos sobre suas demonstrações financeiras e de suas
controladas, mesmo nos casos onde os efeitos são considerados irrelevantes pela Companhia.

CPC 15 Combinação de Negócios, aprovado pela Deliberação CVM nº 580, de 31 de julho de


2009:

A Companhia não efetuou nenhuma combinação de negócios no exercício de 2009. Dessa


forma, a Companhia não espera que o referido Pronunciamento Técnico produza impactos
sobre suas demonstrações financeiras.

CPC 16 Estoques, aprovado pela Deliberação CVM nº 575, de 05 de junho de 2009:

A Companhia não espera que o referido Pronunciamento Técnico produza impactos relevantes
sobre suas demonstrações financeiras, uma vez que sua prática contábil de estoques converge
com a prática contábil requerida por este CPC, exceto quanto a possíveis efeitos decorrentes da
adoção do custo atribuído ao ativo imobilizado (CPC 27) e os correspondentes impactos de sua
depreciação na formação do custo dos estoques.

CPC 18 Investimento em Coligada e em Controlada, aprovado pela Deliberação CVM nº 605, de


26 de novembro de 2009:

A Companhia não espera que o referido Pronunciamento Técnico produza impactos sobre suas
demonstrações financeiras, uma vez que sua prática contábil de avaliação dos investimentos
converge com a prática contábil requerida por este CPC.

CPC 19 Investimento em Empreendimento Controlado em Conjunto (Joint Venture), aprovado pela


Deliberação CVM nº 606, de 26 de novembro de 2009:

A Companhia não espera que o referido Pronunciamento Técnico produza impactos sobre suas
demonstrações financeiras, uma vez que sua prática contábil de avaliação dos investimentos
converge com a prática contábil requerida por este CPC.

CPC 20 Custos de Empréstimos, aprovado pela Deliberação CVM nº 577, de 05 de junho de 2009:

A Companhia já adota a prática de capitalizar custos de empréstimos diretamente atribuíveis à


ativos qualificáveis. Dessa forma, o referido Pronunciamento Técnico não deverá produzir
impactos sobre suas demonstrações financeiras.

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

CPC 21 Demonstração Intermediária, aprovado pela Deliberação CVM nº 581, de 31 de julho de


2009:

A Administração da Companhia espera que essa norma produza alterações sobre o volume de
informações a serem divulgados em suas Informações Trimestrais – ITRs, dado que tais ITRs
serão preparadas em bases sintetizadas e contemplarão todas as informações materiais,
necessárias e suficientes para prover um adequado e completo rol de indicadores financeiros
aos usuários de suas ITRs.

CPC 22 Informações por Segmento, aprovado pela Deliberação CVM nº 582, de 31 de julho de
2009:

Esse CPC determina o requerimento de divulgação de informações segregadas por segmento


operacional da Companhia. “Segmento operacional” é definido como um componente da
entidade: (a) que desenvolve atividades de negócios que geram receitas e incorrem em
despesas; (b) cujos resultados operacionais são regularmente revistos pelo principal gestor das
operações da Companhia para a tomada de decisões; e (c) para a qual haja informação
financeira disponível.

Desta forma, a Administração da Companhia espera prestar informações de um único


segmento de negócios - Alimentos, que conta com quatro linhas de produtos: biscoitos, massas,
farinha e farelo de trigo e margarinas e gorduras vegetais, que são geridas de forma integrada.

CPC 23 Políticas Financeiras, Mudança de Estimativa e Retificação de Erro, aprovado pela


Deliberação CVM nº 592, de 15 de setembro de 2009:

A Companhia não espera que a referida norma produza impactos relevantes sobre suas
demonstrações financeiras, considerando as isenções definidas no CPC 37.

CPC 24 Evento Subsequente, aprovado pela Deliberação CVM nº 593, de 15 de setembro de 2009:

A norma define eventos subsequentes como aqueles que ocorrem no período entre a data-base
das demonstrações financeiras e a data em que é concedida a autorização para emissão das
mesmas. No caso da Companhia, o principal impacto na aplicação dessa norma refere-se
contabilização de dividendos. De acordo com a mesma, ao final do exercício, a Companhia
deverá reconhecer como passivo somente o dividendo mínimo obrigatório estabelecido em seu
Estatuto ou, quando esse for omisso, aquele determinado na Lei 6.404/76. Dividendos
adicionais ao mínimo serão registrados como passivo na medida em que forem aprovados
pelos órgãos competentes da Companhia. Os impactos estão mencionados no tópico “ICPC 08
Contabilização da Proposta de Pagamento de Dividendos”. Quando da apresentação das
demonstrações financeiras relativas ao exercício findo em 31 de dezembro de 2010, os
dividendos lançados como passivo em 2009 serão reapresentados seguindo o mesmo critério
contábil, para fins de comparabilidade.

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CPC 25 Provisões, Passivos Contingentes e Ativos Contingentes, aprovado pela Deliberação CVM
nº 594, de 15 de setembro de 2009:

A Companhia, conforme requerido pela Deliberação CVM n˚ 489, de 03 de outubro de 2005,


já efetuava as contabilizações e divulgações aplicando os conceitos de provisão, passivos e
ativos contingentes inseridos no referido pronunciamento, e por esse motivo não espera
mudanças significativas nas práticas financeiras já adotadas.

CPC 26 Apresentação das Demonstrações financeiras, aprovado pela Deliberação CVM nº 595, de
15 de setembro de 2009:

A Companhia entende que o referido Pronunciamento Técnico produzirá impactos sobre a


apresentação de suas demonstrações financeiras, uma vez que define extensivos requerimentos
de divulgação sobre políticas financeiras e a introdução da demonstração do resultado
abrangente e da divisão do patrimônio líquido entre participação total dos controladores e
participação dos não controladores, prática essa que deverá ser aplicada pela Companhia nas
demonstrações financeiras a serem preparadas em 2010 (incluindo as demonstrações
financeiras do período comparativo).

CPC 27 Ativo Imobilizado, aprovado pela Deliberação CVM nº 583, de 31 de julho de 2009:

A Companhia espera que a referida norma produza impactos sobre suas demonstrações
financeiras principalmente em função do referido CPC introduzir o conceito de adoção do
custo atribuído como custo do imobilizado em 01 de janeiro de 2010, com os referidos efeitos
em 31 de dezembro de 2009. Atualmente a Companhia efetua a depreciação dos ativos pelo
seu custo de formação integral, além de registrar o imobilizado pelo seu custo histórico, com
isso, as despesas de depreciação advindas dos bens existentes em 01 de janeiro de 2010
poderão ser reduzidas ou acrescidas nas próximas demonstrações financeiras.

CPC 28 – Propriedade para Investimento, aprovado pela deliberação CVM n˚ 584 em 31 de julho
de 2009:

A Companhia não espera que a referida norma produza impactos sobre suas demonstrações
financeiras, uma vez que não possui bens imóveis classificados como propriedades para
investimento.

CPC 30 Receitas, aprovado pela Deliberação CVM nº 597, de 15 de setembro de 2009:

A Companhia não espera que o referido Pronunciamento Técnico produza impactos sobre suas
demonstrações financeiras, uma vez que sua prática contábil de reconhecimento de receita
converge com a prática contábil requerida por este CPC.

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

CPC 31 Ativo Não Circulante Mantido para Venda e Operação Descontinuada, aprovado pela
Deliberação CVM nº 598, de 15 de setembro de 2009:

A Companhia não espera que essa norma produza impactos relevantes sobre suas
demonstrações financeiras, uma vez que não possui ativos mantidos para venda não circulantes
relevantes ou operações descontinuadas.

CPC 32 Tributos sobre o Lucro, aprovado pela Deliberação CVM nº 599, de 15 de setembro de
2009:

A adoção desse novo pronunciamento poderá trazer os seguintes efeitos nas demonstrações
consolidadas:

i) A Companhia não reconheceu os efeitos do imposto de renda e da contribuição social


diferidos sobre prejuízos fiscais da controlada Adria Alimentos do Brasil Ltda. em razão da
falta de histórico de base de cálculo positiva de imposto de renda e contribuição social, nos
termos da Instrução CVM nº 371/02. De acordo com o CPC 32, item 34, “um ativo fiscal
diferido deve ser reconhecido para o registro de prejuízos fiscais não utilizados e créditos
fiscais não utilizados na medida em que seja provável que estarão disponíveis lucros
tributáveis futuros contra os quais os prejuízos fiscais não utilizados e créditos fiscais não
utilizados possam ser utilizados.”

A Companhia vem implementando, ao longo dos últimos anos, ações para otimizar o
resultado da controlada Adria. Como resultado destas ações, a Administração estima que é
provável a geração de lucros tributáveis, razão pela qual está avaliando o reconhecimento
do ativo diferido no montante de R$2.954, com base no saldo existente de prejuízo fiscal e
base de cálculo negativa de contribuição social sobre o lucro em 31 de março de 2010.

ii) As controladas Adria Alimentos do Brasil Ltda. e Indústria de Alimentos Bomgosto Ltda.
constituíram obrigações fiscais diferidas decorrentes de diferenças temporárias, relativas à
amortização, apenas para fins fiscais, do ágio pago por rentabilidade futura, nos termos da
Resolução do CFC nº 998 de 21 de maio de 2004. De acordo com o CPC 32, item 39, “a
entidade reconhece passivo fiscal diferido para todas as diferenças temporárias tributáveis
associadas com investimentos em controladas, filiais e coligadas e participações em
empreendimentos sob controle conjunto, exceto quando ambas as seguintes condições
sejam atendidas: (a) a empresa controladora, o investidor ou empreendedor seja capaz
de controlar a periodicidade da reversão da diferença temporária; e (b) seja provável que
a diferença temporária não se reverterá em futuro previsível.”

Em virtude da Companhia reconhecer que não tem interesse na venda dos ativos que deram
causa ao ágio, e que portanto a probabilidade de reversão da diferença temporária é remota, a
Administração esta avaliando a possibilidade de reversão do imposto diferido constituído.
Assim, caso venha a adotar tal procedimento, o resultado do trimestre seria impactado
positivamente em R$5.367.

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

A Companhia, exceto para os casos mencionados acima, não espera que essa norma produza
outros impactos sobre suas demonstrações financeiras, uma vez que sua prática contábil em
relação aos tributos sobre o lucro, na forma do Imposto de Renda e da Contribuição Social
sobre o Lucro Líquido, corrente e diferido, já está alinhada com o disposto no CPC.

CPC 33 Benefícios a Empregados, aprovado pela Deliberação CVM nº 600, de 07 de outubro de


2009:

A Companhia efetua as contabilizações e divulgações conforme requerido pela Instrução


371/00 da CVM, referente à avaliação e registro de benefícios pós-emprego. Os demais
assuntos tratados no referido CPC não impactam de forma significativa suas demonstrações
financeiras.

CPC 36 Demonstrações Consolidadas, aprovado pela Deliberação CVM nº 608, de 26 de


novembro de 2009:

A Companhia não espera que a referida norma produza impactos sobre suas demonstrações
financeiras, uma vez que sua prática contábil de consolidação converge com a prática contábil
requerida por este CPC.

CPC 37 – Adoção Inicial das Normas Internacionais de Contabilidade, aprovado pela Deliberação
CVM n˚ 609 em 22 de dezembro de 2009:

A Companhia estima um maior volume de informações a serem divulgadas no balanço de


abertura na data de transição para o IFRS, de forma que as conciliações incluam detalhes
suficientes para o pleno entendimento dos ajustes efetuados em decorrência da mudança de
política contábil (adoção do IFRS) e de que forma eles afetaram a posição patrimonial (balanço
patrimonial), o desempenho econômico (demonstração do resultado) e o desempenho
financeiro (demonstração dos fluxos de caixa), em relação às práticas que vinha adotando,
embora já divulgue nota de conciliação com as práticas contábeis Internacionais (IFRS), em
atendimento ao regulamento do Novo Mercado.

CPC´s 38, 39 e 40 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e Mensuração, Apresentação,


Evidenciação, aprovados pela Deliberação CVM n˚ 604 em 19 de novembro de 2009:

A Companhia efetua as contabilizações e divulgações conforme requerido pelo


Pronunciamento CPC 14 (OCPC 03) e os novos conceitos englobados por esses novos
pronunciamentos não impactam de forma significativa suas demonstrações contábeis.

ICPC 03 Aspectos Complementares das Operações de Arrendamento Mercantil, aprovado pela


Deliberação CVM nº 613, de 22 de dezembro de 2009:

A Companhia espera que aplicação desta interpretação não deva trazer impactos significativos
nas demonstrações financeiras.

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

ICPC 08 Contabilização da Proposta de Pagamento de Dividendos, aprovado pela Deliberação


CVM nº 601, de 07 de outubro de 2009:

Conforme expressa determinação contida no art. 176, §3º, da Lei nº 6.404/76, as


demonstrações financeiras registrarão a destinação dos lucros segundo a proposta dos órgãos
da administração, no pressuposto de sua aprovação pela assembléia-geral, isto é, assumindo
que a proposta será aprovada. Contudo, o ICPC 08 estabelece que o dividendo mínimo
obrigatório estabelecido pelo Estatuto da Companhia ou, se esse for omisso, pela Lei 6.404/76,
deve ser registrado como um passivo na data do encerramento do exercício social, mas que o
dividendo adicional ao mínimo obrigatório deve ser mantido em conta do patrimônio líquido
denominada “dividendo adicional proposto” e somente registrado como passivo quando
aprovado pela Assembleia de Acionistas ou outro órgão competente. Nos termos dessa
interpretação, a parcela do dividendo que superar o mínimo não goza de idêntico pressuposto
de sua aprovação pela Assembleia para efeito de seu registro nas demonstrações financeiras.

A Administração da Companhia tem como política propor à Assembleia destinação de lucros


para pagamento de dividendos em proporção superior ao mínimo estabelecido em seu Estatuto,
constituindo a obrigação sem a aprovação da Assembleia.

Em 31 de dezembro de 2009, a Companhia, de acordo com as práticas contábeis vigentes e a


expressa determinação contida no art. 176, §3º, da Lei nº 6.404/76, registrou a proposta da
Administração para distribuição de dividendos no valor de R$ 76.275. Essa proposta está
superior ao mínimo obrigatório em R$ 28.603. Portanto, de acordo com essa Interpretação do
CPC, o valor excedente ao mínimo obrigatório deverá ser reclassificado do passivo para conta
específica no patrimônio líquido em 2010 para fins de divulgação de números comparativos do
exercício de 2009.

ICPC 09 Demonstrações financeiras Individuais, Demonstrações Separadas, Demonstrações


Consolidadas e Aplicação do Método de Equivalência Patrimonial, aprovado pela Deliberação
CVM nº 618, de 22 de dezembro de 2009:

A Companhia não espera que a referida Interpretação Técnica produza impactos sobre suas
demonstrações financeiras, uma vez que sua prática contábil converge com a prática contábil
requerida por esta Interpretação.

ICPC 10 Interpretação Sobre a Aplicação Inicial ao Ativo Imobilizado e à Propriedade para


Investimento dos Pronunciamentos Técnicos CPCs 27, 28, 37 e 43, aprovado pela Deliberação
CVM nº 619, de 22 de dezembro de 2009:

Em função da mudança da prática contábil brasileira para plena aderência ao processo de


convergência às práticas internacionais, na adoção inicial dos Pronunciamentos Técnicos CPC
27 e CPC 28, há a opção de proceder a ajustes nos saldos iniciais à semelhança do que é
permitido pelas normas internacionais de contabilidade, com a utilização do conceito de custo
atribuído (deemed cost), conforme previsto nos Pronunciamentos Técnicos CPC 37 e 43.

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

A Companhia acredita que sua adoção, no que diz respeito ao reconhecimento do ativo
imobilizado pelo custo atribuído em detrimento do custo histórico, poderá gerar um impacto
significativo em suas demonstrações financeiras. No entanto, esse processo de avaliação ainda
não está concluído e depende da conclusão de estudos por serviços especializados. Após a
conclusão de tais serviços é que será possível dimensionar o valor do impacto.

As demonstrações financeiras consolidadas do próximo exercício serão elaboradas conforme o CPC


37 - Adoção Inicial das Normas Internacionais de Contabilidade, de acordo com Instrução CVM
457 de 13.07.2007.

A autorização para a conclusão destas informações trimestrais foi dada pela diretoria da Companhia
em 19 de abril de 2010.

3 Resumo das principais práticas contábeis

a. Apuração do resultado
O resultado das operações é apurado em conformidade com o regime contábil de competência
de exercício. A receita de venda de produtos é reconhecida no resultado quando todos os riscos
e benefícios inerentes ao produto são transferidos para o comprador. Uma receita não é
reconhecida se há uma incerteza significativa na sua realização.

b. Estimativas contábeis
A elaboração de demonstrações financeiras de acordo com as práticas contábeis adotadas no
Brasil requer que a Administração da Companhia e controladas use de julgamentos na
determinação e no registro de estimativas contábeis. Ativos e passivos sujeitos a estimativas e
premissas incluem valor residual do ativo imobilizado e diferido, provisão para créditos de
liquidação duvidosa, provisão para desvalorização de estoques, imposto de renda diferido ativo,
provisão para contingências, mensuração de instrumentos financeiros e ativos e passivos
relacionados a benefícios a empregados. A liquidação das transações envolvendo essas
estimativas poderá resultar em valores diferentes dos estimados em razão de imprecisões
inerentes ao processo da sua determinação. A Companhia e controladas revisam as estimativas e
as premissas pelo menos trimestralmente.

c. Instrumentos financeiros
Instrumentos financeiros não-derivativos incluem aplicações financeiras, títulos e valores
mobiliários, contas a receber e outros recebíveis, caixa e equivalentes de caixa, empréstimos e
financiamentos, assim como contas a pagar e outras dívidas. Tais instrumentos podem ser
classificados como instrumentos mantidos até o vencimento, destinados a venda ou
instrumentos financeiros a valor justo através do resultado.

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Se a Companhia e controladas têm a intenção positiva e capacidade de manter até o vencimento


seus instrumentos de dívida, esses são classificados como mantidos até o vencimento e são
mensurados pelo custo amortizado utilizando o método da taxa de juros efetiva, deduzido de
eventuais reduções em seu valor recuperável.

Se a Companhia e controladas mantêm instrumentos financeiros para negociação, ou seja, se a


Companhia gerencia esses investimentos e toma as decisões de compra e venda com base em
seu valor justo, após o reconhecimento inicial, os custos de transação atribuíveis são
reconhecidos no resultado quando incorridos, assim como as flutuações do valor justo.

Se a Companhia mantém instrumentos financeiros destinados a venda para negociação no


futuro, os instrumentos são registrados pelo “custo amortizado” e, após isso, ajustados ao valor
justo. As contrapartidas do ajuste pela curva (encargos e rendimentos financeiros) vão ao
resultado e, após isso, os ajustes ao valor justo ficam na conta de patrimônio líquido - ajustes de
variação patrimonial até que os ativos e passivos sejam reclassificados para o grupo
instrumentos financeiros mensurados a valor justo através do resultado ou efetivamente
negociados, o que ocorrer primeiro.

As operações de instrumentos derivativos são reconhecidas no nosso balanço patrimonial,


inicialmente, pelo valor de custo de aquisição na data em que são contratadas e são,
subsequentemente, remensuradas ao seu valor justo de mercado, com as variações entre este
valor e os apurados conforme os contratos firmados, registradas contra o resultado do exercício.

d. Moeda estrangeira
A Administração da Companhia definiu, para as empresas localizadas no Brasil, que sua moeda
funcional é o real de acordo com as normas descritas no CPC 02 - Efeitos nas Mudanças nas
Taxas de Câmbio e Conversão de Demonstrações Contábeis, aprovado pela Deliberação CVM
n° 534/08. As empresas localizadas no exterior têm o dólar norte-americano como moeda
funcional, exceto M. Dias Branco Argentina S.A, cuja moeda é o peso argentino.

Os ativos e passivos monetários em moedas estrangeiras foram convertidos para reais pela taxa
de câmbio da data de fechamento do balanço e as diferenças decorrentes de conversão de
moeda foram reconhecidas no resultado do período. Para as subsidiárias localizadas no exterior,
os ativos e passivos foram convertidos para reais pela taxa de câmbio no fechamento do
balanço.

Transações em moeda estrangeira, isto é, todas aquelas que não realizadas na moeda funcional,
são convertidas pela taxa de câmbio das datas de cada transação. Ativos e passivos monetários
em moeda estrangeira são convertidos para a moeda funcional pela taxa de câmbio da data do
fechamento. Os ganhos e as perdas de variações nas taxas de câmbio sobre os ativos e os
passivos monetários são reconhecidos na demonstração de resultados. Ativos e passivos não
monetários adquiridos ou contratados em moeda estrangeira são convertidos com base nas taxas

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

de câmbio das datas das transações ou nas datas de avaliação ao valor justo quando este é
utilizado.

Os ganhos e as perdas decorrentes de variações de investimentos no exterior são reconhecidos


diretamente no patrimônio líquido na conta de ajustes de avaliação patrimonial e reconhecidos
no demonstrativo de resultado quando esses investimentos forem alienados, todo ou
parcialmente. As demonstrações financeiras das controladas no exterior são ajustadas as
práticas contábeis do Brasil e, posteriormente, convertidas para a moeda funcional local pela
taxa de câmbio da data do fechamento.

e. Ativos circulante e não circulante

• Contas a receber de clientes

As contas a receber de clientes são registradas pelo valor faturado, ajustado ao valor
presente quando aplicável, incluindo os respectivos impostos diretos de responsabilidade
tributária da Companhia e de suas controladas;

O cálculo do valor presente é efetuado para cada transação com base numa taxa de juros
que reflete o prazo, a moeda e o risco de cada transação. A contrapartida dos ajustes a valor
presente é contabilizada contra a receita bruta no resultado e a diferença entre o valor
presente de uma transação e o valor de face do ativo é considerada receita financeira e será
apropriada ao longo do prazo da transação com base no método do custo amortizado e da
taxa de juros efetiva.

A provisão para créditos de liquidação duvidosa foi constituída em montante considerado


suficiente pela Administração para fazer face às eventuais perdas na realização dos créditos.

• Estoques

Os estoques são avaliados com base no custo histórico de aquisição e produção, acrescido
de gastos relativos a transportes, armazenagem e impostos não recuperáveis. No caso de
produtos industrializados, em processo e acabados, o estoque inclui os gastos gerais de
fabricação com base na capacidade normal de produção. Os valores de estoques
contabilizados não excedem os valores de mercado.

• Investimentos

Os investimentos em controladas e em demais sociedades que fazem parte de um mesmo


grupo ou que estejam sob controle comum são avaliados por equivalência patrimonial.

Os demais investimentos permanentes são avaliados ao custo de aquisição deduzido de


provisão para desvalorização, quando aplicável.

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Variações cambiais de investimento no exterior são reconhecidas na conta de ajustes


acumulados de conversão no patrimônio líquido.

• Ativo imobilizado

Registrado ao custo de aquisição, formação ou construção. A depreciação é calculada pelo


método linear às taxas mencionadas na Nota Explicativa 11 - Imobilizado e leva em
consideração o tempo de vida útil estimado dos bens. Gastos são capitalizados apenas
quando há um aumento nos benefícios econômicos e vida útil do imobilizado. Qualquer
outro tipo de gasto é reconhecido no resultado como despesa.

• Ativos intangíveis

Os ativos intangíveis compreendem: (i) os ativos adquiridos por meio de combinação de


negócios e correspondem a ágio pago por expectativa de rentabilidade futura e marca. Tais
ativos têm vida útil indefinida, não são amortizados e tem o seu valor recuperável testado
anualmente; (ii) os ativos intangíveis com vida útil definida (softwares) são amortizados
por uma prazo de 5 anos, definido com base no tempo de vida útil estimado, cujo registro é
feito da demonstração do resultado do período na rubrica “depreciações e amortizações”.

• Diferido

O ativo diferido refere-se às despesas pré-operacionais e aos gastos de reestruturação da


Companhia. Esses ativos são amortizados linearmente pelo período de 5 anos.

A Companhia e controladas optaram por manter no ativo, sob a classificação de ativo


diferido, o saldo existente em 31.12.2008, até a sua realização total por meio de
amortização ou baixa contra o resultado, sujeito a análise sobre recuperação, nos termos
permitidos pelo art. 299-A, da Lei nº 6.404/76 e Pronunciamento CPC nº 13 (item 20),
aprovado pela Deliberação CVM nº 565/08.

• Arrendamento mercantil operacional

Pagamentos efetuados sob um contrato de arrendamento operacional são reconhecidos


como despesas no demonstrativo de resultados em bases lineares pelo prazo do contrato de
arrendamento.

• Demais ativos circulante e não circulante

São apresentados pelo valor líquido de realização.

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

f. Redução ao valor recuperável


Os ativos do imobilizado, do intangível e do diferido têm o seu valor recuperável testado, no
mínimo, anualmente, caso haja indicadores de perda de valor. O ágio pago por expectativa de
rentabilidade futura e os ativos intangíveis com vida útil indefinida têm a recuperação do seu
valor testada anualmente independentemente de haver indicadores de perda de valor.

g. Passivos circulante e não circulante


Os passivos circulante e não circulante são demonstrados pelos valores conhecidos ou
calculáveis acrescidos, quando aplicável, dos correspondentes encargos, variações monetárias
e/ou cambiais incorridas até a data do balanço patrimonial. Quando aplicável e relevante os
passivos circulante e não circulante são registrados em valor presente, transação a transação,
com base em taxas de juros que refletem o prazo, a moeda e o risco de cada transação. A
contrapartida dos ajustes a valor presente é contabilizada contra as contas de resultado que
deram origem ao referido passivo. A diferença entre o valor presente de uma transação e o
valor de face do passivo é apropriada ao resultado ao longo do prazo da transação com base no
método do custo amortizado e da taxa de juros efetiva.

h. Provisões
Uma provisão é reconhecida no balanço quando a Companhia e suas controladas possuem uma
obrigação legal ou constituída como resultado de um evento passado e é provável que um
recurso econômico seja requerido para saldar a obrigação. As provisões são registradas tendo
como base as melhores estimativas do risco envolvido.

i. Plano de remuneração baseado em ações


Os efeitos do plano de remuneração baseado em ações são calculados com base no valor justo
e reconhecidos no balanço patrimonial e demonstração de resultados conforme as condições
contratuais sejam atendidas dentro do período aquisitivo.

j. Subvenção governamental
Uma subvenção governamental é reconhecida no resultado ao longo do período, quando há
segurança de que as condições estabelecidas para o benefício serão cumpridas pela
Companhia.

Vale ressaltar que as subvenções para investimento, passaram a ser contabilmente reconhecidas
diretamente no resultado a partir do ano 2008, em obediência à alteração que foi introduzida
pela Lei nº 11.638/07, igualmente adotada pelo pronunciamento CPC 07 - Subvenção e
Assistência Governamentais, aprovado pela Deliberação CVM nº 555/08.

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

k. Imposto de renda e contribuição social


O imposto de renda e a contribuição social, do exercício corrente e diferido, são calculados
com base nas alíquotas e condições legais.

Os impostos ativos diferidos decorrentes de diferenças temporárias foram constituídos em


conformidade com a Instrução CVM 371 de 27 de junho de 2002 e levam em consideração o
histórico de rentabilidade e a expectativa de geração de lucros tributáveis futuros
fundamentados em estudo técnico de viabilidade.

As obrigações fiscais diferidas são decorrentes de diferenças temporárias, relativas à


amortização, apenas para fins fiscais, do ágio pago por rentabilidade futura, constituídas de
acordo com a Resolução do CFC nº 998 de 21 de maio de 2004.

Conforme dispunha o artigo 15 da MP nº 449/08 (atual art. 15 da Lei nº 11.941/09), a entidade


optou pelo Regime Tributário de Transição (RTT) para apuração de Imposto de Renda e
Contribuição Social relativo ao exercício findo em 31 de dezembro de 2008 e 2009, de forma
a garantir, na determinação dos valores efetivamente devidos desses tributos, a neutralidade
quanto a eventuais efeitos tributários decorrentes dos novos métodos e critérios contábeis
introduzidos pela Lei nº 11.638/07 e MP nº 449/08, convertida na Lei nº 11.941/09.

4 Informações trimestrais consolidadas

As informações trimestrais consolidadas incluem as demonstrações financeiras da M. Dias Branco


S.A. Indústria e Comércio de Alimentos e suas controladas a seguir relacionadas:

Porcentagem de participação
31/03/10 31/12/09
Direta Indireta Direta Indireta

Tergran - Terminal de Grãos de Fortaleza Ltda. (a) 33,33 - 33,33 -


Adria Alimentos do Brasil Ltda. 99,99 - 99,99 -
M.Dias Branco International Trading LLC (b) 100,00 - 100,00 -
M.Dias Branco International Trading Uruguay S.A (b) - 100,00 - 100,00
M.Dias Branco Argentina S.A. (c) 98,33 1,66 98,33 1,66
Indústria de Alimentos Bomgosto Ltda. 99,99 - 99,99 -

(a) Investimento com controle compartilhado.


(b) Investimentos no exterior.
(c) Investimentos no exterior em fase pré-operacional.

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

As políticas contábeis foram aplicadas de forma uniforme em todas as empresas consolidadas e


consistentes com aquelas utilizadas no exercício anterior.

Características principais das entidades controladas incluídas na consolidação


Adria Alimentos do Brasil Ltda.
A Adria Alimentos do Brasil Ltda. iniciou suas atividades em 08 de agosto de 1957 e tem como
objeto social, dentre outros, a industrialização, a comercialização e a distribuição de produtos
alimentícios derivados do trigo, especialmente biscoitos e massas.

Tergran - Terminais de Grãos de Fortaleza Ltda.

A Tergran foi constituída em 22 de setembro de 1996, com prazo de duração até 30 de setembro de
2026, e tem como objeto social a exploração da atividade de operadora portuária, realizando, em
especial, a importação, exportação e comercialização de grãos e subprodutos. Seus atuais sócios são
J. Macedo S.A. e Grande Moinho Cearense S.A., dois concorrentes no segmento de moagem de
trigo, e a própria Companhia, os quais detêm participações iguais no capital social e nomeiam, de
comum acordo, o diretor operacional encarregado da administração da Tergran. A Empresa se
encarrega da descarga e a armazenagem de trigo no Porto de Fortaleza com o objetivo prioritário de
aumentar a produtividade e reduzir custos na descarga dos navios cargueiros de trigo para os três
sócios.

M. Dias Branco International Trading LLC


A M. Dias Branco International Trading LLC, sediada nos Estados Unidos da América, é
controlada direta, e tem como principal atividade a intermediação de compra de matérias-primas,
principalmente o trigo para moagem e o óleo vegetal que a Companhia utiliza em seu processo
produtivo.

M. Dias Branco International Trading Uruguay S.A.


A M. Dias Branco International Trading Uruguay S.A. é controlada indireta, e tem como principal
atividade a intermediação de compra de matérias-primas, principalmente, o trigo para moagem que
a Companhia utiliza em seu processo produtivo.

M. Dias Branco Argentina S.A.

A Companhia constituiu uma sociedade anônima com sede em Buenos Aires, Argentina, com os
objetivos principais de adquirir, importar e exportar trigo em grão, farinha de trigo e seus derivados.
Criada com o intuito de reduzir o custo da Companhia com a compra do trigo em grão e da farinha
de trigo, a mencionada sociedade ainda não iniciou suas atividades.

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Indústria de Alimentos Bomgosto Ltda. (Vitarella)

A Indústria de Alimentos Bomgosto Ltda. iniciou suas atividades em 1993 e tem como objeto
social, dentre outros, a industrialização, a comercialização e a distribuição de produtos alimentícios
derivados do trigo, especialmente biscoitos e massas.

Descrição dos principais procedimentos de consolidação

Na consolidação da posição patrimonial e dos resultados da Companhia e de suas controladas são


adotados os seguintes procedimentos:

a. Eliminação dos saldos das contas de ativos e passivos entre as empresas consolidadas.

b. Eliminação das participações no capital, reservas e lucros acumulados das empresas


controladas.

c. Eliminação dos saldos de receitas e despesas, bem como de lucros não realizados, decorrentes
de negócios entre as empresas.

d. Eliminação dos encargos de tributos sobre a parcela de lucro não realizado e apresentados como
tributos diferidos no balanço patrimonial consolidado.

e. Destaque do valor da participação dos acionistas não controladores nas demonstrações


financeiras consolidadas.
A Empresa com controle compartilhado (Tergran) foi consolidada proporcionalmente em função do
percentual de participação, razão pela qual não há destaque para participações de não controladores
na consolidação desse investimento.

As conciliações do resultado do período e patrimônio líquido entre Controladora e Consolidado são


assim apresentadas:

Lucro Líquido Patrimônio Líquido

31/03/10 31/03/09 31/03/10 31/12/09

Controladora 69.263 77.943 1.544.818 1.472.337


Lucros não realizados na venda de ativo
imobilizado - - (2.495) (2.495)

Consolidado 69.263 77.943 1.542.323 1.469.842

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

5 Disponibilidades

Controladora Consolidado

31/03/10 31/12/09 31/03/10 31/12/09

Caixa e bancos 15.382 17.079 22.732 22.519


Aplicações financeiras em renda fixa 83.284 9.581 103.207 36.242

98.666 26.660 125.939 58.761

As aplicações financeiras em renda fixa referem-se exclusivamente a CDB - Certificados de


Depósitos Bancários pós-fixados e Operações Compromissadas, remunerados à taxa média de
100,54% do CDI - Certificado de Depósito Interbancário (100,78% em 31 de dezembro de 2009),
com prazo médio de contratação de aproximadamente 974 dias (597 dias em 31 de dezembro de
2009) e estão destinadas a negociação imediata, por esta razão, foram consideradas como
equivalentes de caixa nas demonstrações dos fluxos de caixa.

6 Títulos e valores mobiliários

Em 31 de dezembro de 2009, os títulos e valores mobiliários se referiam a Bonds com emissão


soberana e de empresas privadas com prazo médio de vigência total de aproximadamente 3.300
dias, remunerados à taxa média de 7,45% a.a, mais variação cambial do dólar norte-americano,
classificados como ativos financeiros disponíveis para venda. No decorrer do trimestre findo em 31
de março de 2010, a Companhia resgatou o saldo remanescente e reconheceu como despesa, o
montante de R$958, antes contabilizado como ajuste de avaliação patrimonial no patrimônio
líquido.

7 Contas a receber de clientes

Composição dos saldos


Controladora Consolidado

31/03/10 31/12/09 31/03/10 31/12/09

Circulante:
No país 129.052 122.396 259.128 254.818
No exterior - - 834 770
(-) Provisão para créditos de liquidação duvidosa (7.768) (7.786) (16.636) (16.455)

Total 121.284 114.610 243.326 239.133

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Composição da carteira por idade de vencimento

Controladora Consolidado
31/03/10 31/12/09 31/03/10 31/12/09
Descrição
A vencer 112.943 105.885 226.675 217.780

Vencidas 16.109 16.511 33.287 37.808


1 a 60 dias 5.291 4.789 12.419 15.891
61 a 90 dias 476 347 1.188 830
91 a 180 dias 904 903 1.855 1.905
181 a 360 dias 1.719 2.277 2.943 3.120
mais de 360 dias 7.719 8.195 14.882 16.062
Subtotal 129.052 122.396 259.962 255.588
(-) Provisão para créditos de liquidação duvidosa (7.768) (7.786) (16.636) (16.455)

Contas a receber 121.284 114.610 243.326 239.133

A provisão para créditos de liquidação duvidosa é constituída com base na avaliação global dos
atrasos, ajustada pela análise individual dos principais clientes nessa situação, levando-se em
consideração o conhecimento da Administração do mercado de atuação da Companhia e
controladas, o histórico de recebimentos e as garantias envolvidas em cada hipótese.

As contas a receber de curto prazo foram trazidas a valor presente em 31 de março de 2009 com
base na taxa do Certificado de Depósito Interbancário. Contudo, tal avaliação, assim como a
realizada em 31 de dezembro de 2009, não apresentou diferenças significativas, face ao curto prazo
médio de recebimento, em torno de 39 dias (37 dias em 31/12/2009) da maioria dos créditos da
Companhia e de suas controladas. Por esta razão, tais diferenças não foram levadas a efeito no
resultado, a exemplo do que ocorreu com as contas a pagar de curto prazo.

8 Estoques
Controladora Consolidado

Descrição 31/03/10 31/12/09 31/03/10 31/12/09

Produtos acabados 20.852 18.485 53.184 37.600


Produtos em elaboração 10.790 9.571 10.943 9.849
Matérias-primas 117.049 105.552 151.350 151.537
Materiais de embalagens e almoxarifado 28.872 25.858 45.443 42.703
Materiais auxiliares e de manutenção 4.413 4.121 6.216 5.764
Mercadorias a receber 1.828 86 1.828 86
Importações em andamento 15.358 21.260 15.358 21.260

199.162 184.933 284.322 268.799

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

9 Impostos a recuperar

Controladora Consolidado
31/03/10 31/12/09 31/03/10 31/12/09

ICMS 62.849 62.169 70.766 69.491


Imposto de renda e contribuição social 2.310 1.639 3.997 3.405
COFINS 3.147 3.116 7.060 6.470
PIS 1.794 1.777 2.815 2.594
IOF – Crédito Extemporâneo 3.133 3.115 3.133 3.115
Imposto de renda retido na fonte 324 250 464 304
Outros 957 907 1.031 928
Total 74.514 72.973 89.266 86.307
Circulante (41.445) (42.837) (49.949) (50.016)
Não circulante 33.069 30.136 39.317 36.291

Os impostos a recuperar têm a seguinte origem: (i) ICMS: trata-se substancialmente de (a) créditos
de aquisição de ativo imobilizado; (b) créditos sobre vendas para estados não signatários
disciplinados pelos protocolos ICMS CONFAZ nºs 46/00 e 50/05, e para Zona Franca de Manaus,
cujas operações caracterizam o direito de ressarcimento da parcela paga a título de substituição
tributária, dentre outros; (ii) Imposto de Renda - IRPJ e Contribuição Social - CSLL, decorrente de
pagamento a maior ou indevido; (iii) PIS e COFINS, crédito decorrente de ação judicial transitada
em julgado; (iv) IOF: crédito decorrente de ação judicial também transitada em julgado; (v) Imposto
de Renda Retido na Fonte: crédito decorrente de rendimentos de aplicações financeiras.

10 Investimentos

a. Composição dos saldos

Controladora Consolidado
31/03/10 31/12/09 31/03/10 31/12/09

Participações em companhias controladas 791.710 620.389 - -


Adiantamento para subscrição de capital 1.000 117.129 - -
Outros 89 89 127 127

792.799 737.607 127 127

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b. Movimentação dos investimentos em controladas diretas

Tergran-
M.Dias Terminal M.Dias Indústria de
Branco de Grão de Branco Alimentos
Argentina Fortaleza International Adria Alimentos Bomgosto
S.A. Ltda. Trading LLC do Brasil Ltda. Ltda Total

Saldos em 31 de dezembro de
2009 63 3.374 540 159.341 457.071 620.389

Equivalência patrimonial - - 878 1.665 10.645 13.188


Variação cambial - - 4 - - 4
Aumento de capital - - - - 158.129 158.129

Saldos em 31 de março
de 2010 63 3.374 1.422 161.006 625.845 791.710

c. Informações das investidas

Tergran - Terminal Indústria de M.Dias Branco


de Grãos de Alimentos M. Dias Branco Adria Alimentos do International
Fortaleza Ltda. Bomgosto Ltda Argentina S.A Brasil Ltda. Trading LLC

31/03/10 31/12/09 31/03/10 31/12/09 31/03/10 31/12/09 31/03/10 31/12/09 31/03/10 31/12/09

Capital social 9.204 9.204 496.173 338.043 137 137 50.150 50.150 - -
Quotas (ações)
possuídas 3.038 3.038 496.173 338.043 137 137 50.150 50.150 - -

Patrimônio líquido (a) 10.120 10.120 625.847 457.074 64 64 161.006 159.341 1.422 540
Lucro (prejuízo)
líquido do
período/exercício - 916 10.644 871 - -27 1.666 68.996 886 519

Participação no capital
social, no final do
período - % (b) 33,33% 33,33% 99,99% 99,99% 98,33% 98,33% 99,99% 99,99% 100,00% 100,00%
Participação no
patrimônio líquido (a x
b) 3.374 3.374 625.845 457.071 63 63 161.006 159.341 1.422 540

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

11 Imobilizado
Controladora Consolidado
Taxa de 31/03/2010 31/12/09 31/03/2010 31/12/09
depreciação
% a.a. Custo Depreciação Líquido Líquido Custo Depreciação Líquido Líquido

Edificações 3,33 319.619 (77.976) 241.643 243.959 420.476 (99.065) 321.411 324.509
Máquinas e equipamentos 6,67 479.855 (300.870) 178.985 179.820 703.967 (409.813) 294.154 304.360
Máquinas em montagens 44.110 - 44.110 16.895 108.674 - 108.674 61.282
Móveis e utensílios 10 26.915 (13.769) 13.146 14.816 41.346 (17.754) 23.592 20.788
Veículos 5 a 20 36.246 (31.542) 4.704 4.748 44.887 (38.357) 6.530 6.886
Equipamentos de computação 20 16.275 (13.229) 3.046 3.421 20.745 (16.541) 4.204 4.301
Instalações 6,67 80.594 (40.168) 40.426 43.725 101.749 (43.318) 58.431 58.600
Terrenos 18.682 - 18.682 18.682 44.880 - 44.880 44.695
Benfeitorias 3,33 15.624 (6.849) 8.775 8.893 15.657 (6.851) 8.806 8.944
Obras em andamento 4.132 - 4.132 3.985 27.363 - 27.363 28.903
Peças e materiais de reposição 20 557 (429) 128 121 578 (431) 147 126
Importações em andamento 3.866 - 3.866 11.864 4.461 - 4.461 12.707
Adiantamentos a fornecedores 8.176 - 8.176 13.756 13.930 - 13.930 20.953
Outros 10 a 20 11.570 (1.442) 10.128 1.351 13.570 (1.510) 12.060 2.002
(-) Provisão para desvalorização - - - - - - -

1.066.221 (486.274) 579.947 566.036 1.562.283 (633.640) 928.643 899.056

Movimentação do custo
Controladora Consolidado
31/12/09 Movimentação do período 31/03/10 31/12/09 Movimentação do período 31/03/10

Adiçõe
Custo s Baixas Transf. Custo Custo Adições Baixas Transf. Custo

Edificações 319.483 15 - 121 319.619 418.708 15 - 1.753 420.476


Máquinas e equipamentos 475.649 615 (38) 3.629 479.855 708.926 990 (38) (5.911) 703.967
Máquinas em montagens 16.895 8.671 - 18.544 44.110 61.282 22.413 (209) 25.188 108.674
Móveis e utensílios 28.025 101 (7) (1.204) 26.915 37.720 145 (19) 3.500 41.346
Veículos 36.623 34 (502) 91 36.246 45.289 62 (709) 245 44.887
Equipamentos de
computação 16.287 39 (53) 2 16.275 20.387 40 (53) 371 20.745
Instalações 83.675 23 - (3.104) 80.594 101.546 76 - 127 101.749
Terrenos 18.682 - - - 18.682 44.695 185 - - 44.880
Benfeitorias 15.628 - - (4) 15.624 15.681 - - (24) 15.657
Obras em andamento 3.985 290 - (143) 4.132 28.903 1.752 (44) (3.248) 27.363
Peças e materiais de
reposição 527 19 - 11 557 534 22 - 22 578
Importações em andamento 11.864 1.076 - (9.074) 3.866 12.707 1.680 - (9.926) 4.461
Adiantamentos a -
fornecedores 13.756 2.958 - (8.538) 8.176 20.953 4.386 (11.409) 13.930
Outros 2.737 9.422 (258) (331) 11.570 3.450 11.124 (316) (688) 13.570
1.043.81
6 23.263 (858) - 1.066.221 1.520.781 42.890 (1.388) - 1.562.283

Os grupos de máquinas, equipamentos e edificações na controlada Adria Alimentos do Brasil Ltda.


foram reavaliados em 1998 e tiveram suas taxas de depreciação alteradas com base em laudo de
perito independente, anteriormente à aquisição daquela empresa pela Companhia.

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Em 2009, a Companhia e suas controladas, considerando as disposições contidas no §3º e Inciso II,
do art. 183, da Lei nº 6.404/76, com a redação dada pela Lei nº 11.638/07, revisaram e ajustaram
seus critérios quanto a determinação do tempo de vida útil dos bens do ativo imobilizado, do que
decorreu a alteração nas taxas de depreciação do grupo de máquinas e equipamentos, instalações,
edificações, benfeitorias e veículos, produzindo efeitos contábeis a partir de 1 de janeiro de 2009.

O ativo imobilizado da Companhia e controladas, após análise de fontes externas e internas de


informação, não apresentou qualquer indício de perda, desvalorização, ou dano físico, que
pudessem comprometer o fluxo de caixa futuro da Companhia.

12 Diferido

Controladora Consolidado

31/03/10 31/12/09 31/03/10 31/12/09

Pesquisa, desenvolvimento e gastos pré-operacionais 55.497 55.497 63.722 63.722


(-) Amortização acumulada (42.787) (41.098) (48.693) (46.830)

12.710 14.399 15.029 16.892

Gastos com pesquisa e desenvolvimento referem-se a novos produtos e são amortizados em cinco
anos ou imediatamente, caso não sejam relevantes ou não exista perspectiva de geração de
benefícios futuros. Os gastos pré-operacionais, que incluem principalmente remuneração dos
funcionários, treinamento e aluguel de equipamentos, foram diferidos na fase de construção das
unidades industriais instaladas em Salvador (BA), em Cabedêlo (PB), em Natal (RN) e em
Fortaleza (CE) - neste caso a fábrica de margarinas e gorduras vegetais - até o momento em que
estas unidades passaram a operar normalmente. Esses gastos são amortizados no prazo de cinco
anos e não há, até o presente momento, qualquer indicador de que possa ter havido perda de valor
dos mesmos.

13 Intangível

Controladora Consolidado
31/03/10 31/12/09 31/03/10 31/12/09
Marcas e patentes 1.355 1.251 127.908 127.804
Software 8.629 8.534 9.189 9.082
Ágio pago por rentabilidade futura - - 474.127 474.127
(-) Amortização acumulada (4.252) (3.977) (53.768) (53.491)
5.733 5.808 557.456 557.522

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Controladora
Movimentação
31/12/09 Aquisições Amortizações 31/03/10
Vida útil indefinida
Marcas e patentes 1.251 104 - 1.355
Vida útil definida
Software (tempo de vida útil estimado-
5anos) 4.557 95 (274) 4.378
Total 5.808 199 (274) 5.733

Consolidado
Movimentação
31/12/09 Aquisições Amortizações 31/03/10
Vida útil indefinida
Ágio pago sobre rentabilidade futura
Ágio sobre investimentos incorporados
(*) 9.384 - - 9.384
Na aquisição da Adria 34.037 - - 34.037
Na aquisição da Vitarella 400.710 - - 400.710
Ativo intangível identificável em
combinação de negócios - Marca
Vitarella 107.011 - - 107.011
Marcas e patentes 1.758 104 - 1.862
552.900 104 - 553.004

Vida útil definida


Software (tempo de vida útil estimado-
5anos) 4.622 107 (277) 4.452
Total 557.522 211 (277) 557.456

(*) ágio decorrente de acervo líquido de empresa Craiova Participações Ltda. incorporada à Adria Alimentos
do Brasil Ltda. em 27 de agosto de 2002.

Os ágios incorporados pela controlada Adria, bem como o pago na sua aquisição foram amortizados
até 2008 em função da geração de resultados por tais investimentos, com base em estudos técnicos
de rentabilidade futura. A partir do ano de 2009 o ágio pago por rentabilidade futura não é mais
passível de amortização contábil.

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

O ágio apurado na aquisição da Vitarella foi de R$ 563.289 e, conforme Instrução Normativa


CVM nº 247/96, o ágio foi desmembrado no sentido de segregar a parcela do ágio decorrente da
diferença entre o valor justo e valor contábil:

R$

Valor justo dos ativos e passivos 157.350


(-) Valor do patrimônio líquido contábil (101.782)

Diferença entre o valor justo e o contábil 55.568

Importante ressaltar que no processo de aquisição, a Companhia procedeu à avaliação dos ativos
intangíveis para alocação do preço de compra. Após essa análise, foi identificado o ativo intangível
marca Vitarella. Assim, a alocação do ágio ficou da seguinte forma:
R$

Ágio decorrente da diferença entre o valor justo e contábil dos ativos adquiridos 55.568
Ativo intangível identificado - Marca Vitarella 107.011
Ágio decorrente de expectativa de rentabilidade futura 400.710
Total 563.289

Em razão da vedação à sua amortização contábil a partir janeiro de 2009, tanto esse como os demais
ativos intangíveis com vida útil indefinida passam por teste de recuperabilidade (impairment),
conforme dispõe o CPC 01 - Redução ao Valor Recuperável de Ativos. Tal procedimento não altera
os efeitos fiscais da amortização do ágio que é realizado nos termos do RTT - Regime Tributário de
Transição, previsto na Medida Provisória 449/08 (Lei nº 11.941/09). Vale salientar que, em razão
dos ganhos de sinergia com a aquisição da Vitarella já evidenciados no final de 2009, o ágio pago
passou a ser amortizado fiscalmente por um prazo de 10 anos, sendo, portanto, reconhecido o
imposto de renda e contribuição social diferidos.

A Companhia e suas controladas não possuem nos seus balanços ativos intangíveis identificados
gerados internamente.

A Companhia avaliou parte dos seus ativos intangíveis como de vida útil indefinida levando em
consideração os seguintes aspectos: i) o CPC 13, item 49, que equipara o ágio pago por
rentabilidade futura a ativo intangível de vida útil indefinida; ii) no caso do ativo intangível Marca,
trata-se de ativos com capacidade de geração de resultado que não podem ser pré-definidos no
tempo e é substancialmente decorrente de processo de alocação do preço de compra da controlada
Vitarella (R$ 107.011), conforme já mencionado e que, em essência, é parte integrante do ágio.

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Teste de valor recuperável do ágio

Em 31 de dezembro de 2009, a Companhia aplicou teste de recuperação do valor contábil dos ágios,
baseado no seu valor em uso, com a utilização do modelo de fluxo de caixa descontado das
unidades que lhes deram origem, as controladas Adria e Vitarella, tomando por base o conjunto de
bens utilizados em suas operações.

Importante ressaltar que o processo de estimativa do valor em uso envolve utilização de premissas,
julgamentos e projeções sobre os fluxos de caixa futuros, taxas de crescimento e de desconto.
Assim, as premissas do modelo tomaram por base as expectativas de crescimento do orçamento
anual da Companhia e controladas, aprovado pela Diretoria, seu desempenho histórico, bem como
dados de mercado, representando, assim, a melhor estimativa da Administração acerca das
condições econômicas que poderão prevalecer durante a vida útil econômica dos ativos que são
responsáveis pela geração dos fluxos de caixa.

De acordo com as técnicas de avaliação de empresa, a avaliação do valor em uso foi efetuada por
um período de 5 anos e o modelo foi baseado nas seguintes premissas fundamentais:

• As receitas foram projetadas considerando-se um crescimento médio anual de 6,8% em função


do desempenho histórico e das expectativas quanto ao desempenho futuro;

• Os custos e despesas operacionais foram projetados com base no desempenho histórico da


Companhia e controladas e sua expectativa quanto à evolução dos custos dos insumos no
contexto do crescimento das vendas projetado;

• Os investimentos em bens de capital foram estimados considerando a infra-estrutura necessária


para suportar o crescimento das vendas;

• Os fluxos de caixas futuros estimados foram descontados a uma única taxa de desconto de
11,6%. A taxa de crescimento utilizada para extrapolar as projeções além do período de 5 anos
foi de 4,5%.

Nesse processo de avaliação, o valor das empresas obtidos nos testes de recuperação dos ativos
intangíveis da Companhia não resultou na necessidade de reconhecimento de perdas, visto que o
valor contábil dos ativos não excedeu seu valor estimado de uso na data da avaliação.

14 Transações com partes relacionadas

Os principais saldos de ativos e passivos em 31 de março de 2010 e 31 de dezembro de 2009, bem


como as transações que influenciaram o resultado dos períodos, relativas a operações com partes
relacionadas, decorrem, principalmente, de transações entre a Companhia e suas controladas,
profissionais-chave da administração e transações com outras empresas ligadas direta ou

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

indiretamente ao acionista controlador, as quais foram realizadas em condições usuais de mercado


para os respectivos tipos de operações.

A seguir apresentamos a relação de empresas com as quais a Companhia mantém transação:

Partes Relacionadas Principal natureza das transações


Controladas
Indústria de Alimentos Bomgosto Ltda. Compra e venda de produtos industrializados;
Adria Alimentos do Brasil Ltda. Compra e venda de produtos industrializados;
M. Dias Trading LLC Compra de matéria-prima;
M.Dias Branco Trading Uruguay Compra de matéria-prima;
M.Dias Branco Argentina S.A. Compra de matéria-prima (pré-operacional);

Controlada em conjunto
Tergran Terminal de Grãos de Fortaleza Ltda. Prestação de serviço na descarga de trigo;

Outras partes relacionadas


Dias Branco Administração e Participação Ltda. Ressarcimento de despesas comuns;
Idibra Participações Ltda. Não houve transações nos períodos;
Petroposto Com. de Derivados de Petróleo Ltda. Compra de combustível;
Praia Centro Hotel Viagens e Turismo Ltda. Prestação de serviço de hospedagem de
funcionários e prestadores de serviço;
LDB Transporte de Cargas Ltda. Transporte de cargas;
Terminal Portuário Cotegipe S.A. Prestação de serviço na descarga de trigo e venda de
ativos imobilizados ;
Porto Cotegipe Logística Ltda. Não houve transações nos períodos;
Rowena S.A. Arrendamento de aeronave.

A Companhia é avalista em dois contratos firmados pela sociedade Terminal Portuário Cotegipe
Ltda., antiga controlada, junto ao Banco do Nordeste do Brasil para financiamento das obras físicas
e pela hipoteca do imóvel onde está instalada a unidade industrial no município de Salvador (BA).
A Companhia não tem conhecimento de fatos ou circunstâncias que indiquem situação de
desconformidade com qualquer desses contratos nos quais é avalista.

A Companhia é comodante em alguns contratos de comodato de bens móveis e imóveis com as


controladas Adria e Vitarella, bem como com as partes relacionadas Dias Branco Administração
Participações Ltda. e Idibra Participações Ltda.. Esta última é comodante em alguns contratos de
bens móveis com a controlada Vitarella.

Em 2009, a Companhia efetuou transações de vendas de ativos com o Terminal Portuário Cotegipe
S.A. e Dias Branco Administração de Participação, autorizadas pelo Conselho de Administração em
suas reuniões de 16 de março de 2009 e 7 de agosto de 2009, respectivamente. Tais operações
geraram um resultado positivo para Companhia no montante de R$ 3.416.

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Condições das transações com as principais partes relacionadas


As operações entre as partes relacionadas, conforme já mencionado, são realizadas em condições
semelhantes àquelas praticadas no mercado, vigentes à época de cada transação, onde os preços
praticados podem variar conforme o tipo de produto que é vendido. No caso das transações
realizadas com a controlada Adria, a condição de venda a prazo é de 60 dias, enquanto que para a
controlada Vitarella, o prazo para pagamento é 20 dias após o faturamento. Já as controladas M.
Dias Branco International Trading LLC e M. Dias Branco International Trading Uruguay, fazem o
processo de intermediação da compra de trigo para Companhia, repassando o produto adquirido no
exterior pelo preço de aquisição, o qual segue rigorosamente as condições de preço do mercado
internacional de trigo vigente no momento de cada operação. O pagamento a essas controladas é
feito à vista, com recursos obtidos em financiamento no exterior, com prazo de 360 dias para
pagamento.

Os saldos com as partes relacionadas podem ser identificados conforme segue:

Controladora Consolidado
31/03/10 31/12/09 31/03/10 31/12/09

Ativo Circulante
Contas a receber
Adria Alimentos do Brasil Ltda. 15.698 11.807 - -
Indústria de Alimentos Bomgosto Ltda. 372 463 - -

16.070 12.270 - -

Outras contas a receber/Partes relacionadas


Adria Alimentos do Brasil Ltda. 5 3 - -
Tergran Terminal de Grãos de Fortaleza Ltda. - 34 - -
Dias Branco Administração e Participações Ltda 749 1.366 749 1.366

754 1.403 749 1.366

Ativo não - Circulante


Investimentos
Adria Alimentos do Brasil Ltda. 161.006 159.341 - -
M.Dias Branco Argentina S.A 63 63 - -
M.Dias Branco Tradding LLC 1.422 540 - -
Tergran Terminal de Grãos de Fortaleza 3.374 3.374 - -
Indústria de Alimentos Bomgosto Ltda. 625.845 457.071 - -

791.710 620.389 - -

Adiantamento para subscrição de capital


Indústria de Alimentos Bomgosto Ltda. - 117.129 - -
Adria Alimentos do Brasil Ltda. 1.000 - - -

1.000 117.129 - -

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Controladora Consolidado
31/03/10 31/12/09 31/03/10 31/12/09

Passivo Circulante
Fornecedores
Adria Alimentos do Brasil Ltda. 110 655 - -
Indústria de Alimentos Bomgosto Ltda. 4 185 - -
Tergran Terminal de Grãos de Fortaleza Ltda. - 54 - -
Praia Centro Hoteis, Viagens e Turismo 8 - 8 -
Petroposto Comércio de Derivados de Petróleo
Ltda. - 132 - 132
LDB Transporte de Cargas Ltda. 759 527 759 527

881 1.553 767 659

Contas a pagar
Adria Alimentos do Brasil Ltda. 29 35 - -
Tergran-Terminal de Grãos de Fortaleza Ltda. 1.200 1.200

1.229 1.235 - -

Adiantamento de clientes
Indústria de Alimentos Bomgosto Ltda. 10.820 23.410 - -

Passivo não-circulante
Contas a pagar
Adria Alimentos do Brasil Ltda. 10 10 - -

Controladora Consolidado
31/03/10 31/03/09 31/03/10 31/03/09
Resultado
Receita de venda de produtos
Adria Alimentos do Brasil Ltda. 28.696 33.825
Indústria de Alimentos Bomgosto Ltda. 19.680 13.008 - -
48.376 46.833

Custo dos produtos vendidos


Adria Alimentos do Brasil Ltda. 1.280 1.357 - -
M.Dias Branco Internacional Tradding LLC 34.112 91.190 - -
Indústria de Alimentos Bomgosto Ltda. - - - -
Tergran-Terminal de Grãos de Fortaleza Ltda. - 622 - -

35.392 93.169 - -

Despesas de vendas
Petroposto Coml. De Derivados de Petróleo Ltda. 960 718 960 718
LDB Transporte de Cargas Ltda. 5.788 5.217 5.788 5.217

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Controladora Consolidado
31/03/10 31/03/09 31/03/10 31/03/09
6.748 5.935 6.748 5.935

Despesas administrativas
Dias Branco Administração e Participações Ltda. 2 2 2 2
Rowena S.A(c) 988 652 988 652
Praia Centro Hotéis, Viagens e Turismo Ltda. 9 - 9 -

999 654 999 654

Em 31 de março de 2010 a Companhia registrou o montante de R$ 2.201 (R$ 2.046 em 31 de março


de 2009) relativo a remuneração do pessoal-chave da administração a título de benefícios de curto
prazo.Vale salientar que o valor dos honorários da administração evidenciados na demonstração de
resultado do período contempla apenas a remuneração direta, tais como salários, pró-labore e
gratificações.

A Companhia não concede ao seu pessoal-chave qualquer benefício que não seja de curto prazo,
inclusive e especialmente, licença por anos de serviços e benefícios pós-emprego, tais como
pensões, benefícios de aposentadoria, salvo o plano de concessão de opções (stock options) cuja
única e última outorga se deu apenas no ano de 2006.

15. Financiamentos e empréstimos com Instituições Financeiras

Controladora
Data de
Indexador Juros (a.a.) vencimento 31/03/10 31/12/09
Moeda nacional
2,46%(2,77%
BNDES-FINAME TJLP em 31.12.09) 15/10/2013 6.138 7.453
BNDES- PSI TJLP 4,50% 15/04/2020 7.856 -
Financiamentos de Tributos Estaduais (PROADI) TR - 10/06/2011 18 17
Financiamentos de Tributos Estaduais (PROVIN) TJLP - 10/03/2012 17.222 16.719
Financ. de Tributos Estaduais (DESENVOLVE) TJLP - 20/03/2011 2.817 2.771
BNB – FNE - 10,00% 29/09/2015 52.561 54.950
11,65%(11,70
% em
MODERMAQ - 31.12.09) 16/11/2010 97 163
MODERMAQ (Pós) TJLP 1,03% 15/03/2013 3.690 3.969
BNB- FNE - Capital de Giro - 10,00% 14/08/2011 2.487 2.926
BNDES Automático TJLP 2,49% 15/07/2014 898 461
BNDES Automático Tx.Variável 2,49% 15/07/2014 385 190

94.169 89.619
Moeda estrangeira
Financiamentos de importação de insumos USD 5% 07/02/2011 76.892 56.298

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Data de
Indexador Juros (a.a.) vencimento 31/03/10 31/12/09
Moeda nacional

Financiamentos de máquinas e equipamentos USD - 30/11/2009 - -


Financiamentos de máquinas e equipamentos CHF Libor* + 2,68% 30/10/2014 5.316 5.269
82.208 61.567

176.377 151.186

Parcela a amortizar classificada no passivo circulante (102.548) (81.432)

Passivo não circulante 73.829 69.754

Consolidado
Data de
Indexador Juros (a.a.) vencimento 31/03/10 31/12/09
Moeda nacional
1,98%(2,15%
BNDES-FINAME TJLP em 31.12.09) 15/10/2013 26.404 29.058
BNDES- PSI R$ 4,50% 15/04/2020 14.855 3.000
Financiamentos de Tributos Estaduais
(PROADI) TR - 10/06/2011 18 17
Financiamentos de Tributos Estaduais
(PROVIN) TJLP - 10/03/2012 17.222 16.719
Financ. de Tributos Estaduais
(DESENVOLVE) TJLP - 20/03/2011 2.817 2.771
BNB – FNE - 10,00% 29/09/2015 86.439 91.908
11,65%(11,81%
MODERMAQ - em 31.12.09) 16/11/2010 97 192

MADERMAQ (Pós) TJLP 1,03% 15/03/2013 3.690 3.969


BNB - FNE - Capital de Giro - 10,00% 14/08/2011 2.487 2.926
BNDES Automático TJPL 2,49% 15/07/2014 898 461
BNDES Automático Tx.Variável 2,49% 15/07/2014 385 190

155.312 151.211

Moeda estrangeira
Financiamentos de importação de insumos USD 5% 07/02/2011 76.892 56.298
Financiamentos de máquinas e equipamentos CHF Libor* + 2,68%% 30/10/2014 5.316 5.269
82.208 61.567

237.520 212.778
Parcela a amortizar classificada no passivo
circulante (124.741) (103.628)
Passivo não circulante 112.779 109.150
* Libor semestral
** Eurolibor semestral

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Os contratos do BNDES e FNE têm o período de carência de 12 meses a 36 meses. Os juros são
pagos trimestralmente durante o período de carência e após o período de carência, o vencimento
passa a ser mensal, tanto para o valor principal quanto para os juros. Os financiamentos externos
para capital de giro, importações de máquinas e equipamentos e financiamentos nacionais de
insumos - EGF têm vencimentos semestrais de principal e juros. Os financiamentos de importação
de insumos têm vencimentos anuais de principal e juros. Já os financiamentos de capital de giro em
moeda nacional têm vencimentos mensais de juros e principal. No caso dos financiamentos de
tributos, os vencimentos de principal e juros são trimestrais, por triênio e anual, para o PROADI,
PROVIN e DESENVOLVE, respectivamente.

As parcelas a longo prazo têm o seguinte cronograma de pagamento:

Controladora Consolidado

31/03/10 31/12/09 31/03/10 31/12/09


Ano de vencimento:

2011 13.851 14.362 26.032 26.587


2012 18.210 18.322 29.993 30.315
2013 14.071 12.626 22.580 23.450
2014 10.774 9.673 13.361 12.164
2015 9.238 8.853 10.009 9.461
2016 e 2020 7.685 5.918 10.804 7.173

Total 73.829 69.754 112.779 109.150

Os financiamentos e empréstimos (consolidado) estão garantidos por notas promissórias e alienação


fiduciária dos bens financiados no valor de R$ 237.520 (R$ 212.778 em 31 de dezembro de 2009).

Os contratos de abertura de crédito de importação de mercadorias, financiamentos externos,


financiamentos através das linhas de crédito do BNDES e FNE e capital de giro contêm cláusulas
restritivas, habituais para esse tipo de operação, que caso não sejam atendidas, podem fazer com
que algumas dessas operações tenham seus vencimentos antecipados.

Essas cláusulas contratuais, dentre outras condições, restringem a autonomia da Companhia nos
casos de alteração da estrutura societária, pois não poderá haver alteração ou modificação da
composição do capital social nem incorporação, cisão ou fusão da mesma, transferência ou cessão,
direta ou indireta, de seu controle societário sem a prévia e expressa concordância da instituição
financeira contratada; e exigem que a Companhia não possua (i) protestos legítimos, (ii) ações,
demandas ou processos pendentes ou em vias de serem propostos que, se decididos
desfavoravelmente à Companhia, teriam um efeito prejudicial sobre a condição financeira ou que
prejudicariam sua capacidade de cumprir suas obrigações contratuais; (iii) bem como, a exigência

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

de que a transferência ou cessão de direitos e obrigações decorrentes dos contratos sejam aprovadas
pela instituição financeira contratada e o FINAME.

16. Financiamentos diretos - Aquisição de Empresa

Trata-se de dívida contraída junto ao próprio vendedor para pagamento das quotas da Vitarella. O
valor de aquisição fixou o preço em três partes: (i) a parcela livre do preço de aquisição já
determinado na data do contrato, que em 31 de março de 2010, apresentava um saldo de R$ 144.236
a pagar, tanto os juros quanto o principal, em 2 (duas) parcelas com vencimento em 04/10/2010 e
04/04/2011; (ii) a parcela do preço a determinar, que foi fixada em 30 de abril de 2008, já liquidada
integralmente; e (iii) a parcela retida do preço de aquisição correspondente a R$ 82.576 em 31 de
março de 2010, a qual se presta à garantia das contingências exigidas em discussão judicial ou
administrativa, a ser amortizada em duas parcelas com vencimentos em 04/10/2012 e em
04/04/2013. Todas as parcelas do preço de aquisição são remuneradas à taxa de 100% do CDI.

O pagamento do saldo do instrumento de cessão das quotas da Vitarella está garantido pelo penhor
das próprias quotas objeto da compra e pela hipoteca do imóvel sede da empresa adquirida e por
ações de emissão da Companhia de propriedade do acionista controlador.

17. Programa de reparcelamento de tributos - Lei 11.941/09

Em 25 de novembro de 2009, a controlada Adria Alimentos do Brasil Ltda. aderiu ao programa de


reparcelamento de tributos instituído pela Lei 11.941/09 - Parcelamento Especial (NOVO REFIS),
migrando débitos já objeto de Parcelamento Especial - PAES, de que trata a Lei no 10.684, de 30 de
maio de 2003, para essa nova modalidade.

Essa adesão propiciou um efeito positivo no resultado consolidado, no valor de R$ 1.338,


contabilizado em outras receitas e despesas operacionais, em razão do benefício de redução de
70,0% de multa e 30% dos juros de mora. Além, disso a controlada liquidou a parcela remanescente
de multa e juros de mora com créditos decorrentes de prejuízo fiscal e de base negativa de
contribuição social sobre o lucro líquido, obtendo, assim, o aproveitamento de tributos diferidos no
montante de R$ 2.405.

Dessa forma, após atualização do débito pelos novos critérios estabelecidos bem como a redução
dos benefícios, o novo saldo devedor será amortizado em 30 parcelas (débitos do INSS) e 29
parcelas (débitos de PIS e COFINS), acrescido de atualização monetária.

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Consolidado

Saldo da dívida após a redução do benefício 5.749


(-) Pagamento de multa e juros com prejuízo fiscal e base negativa da CSLL (2.405)
Saldo devedor 3.344

(-) Pagamentos efetuados (249)


Atualização monetária 77

Saldo final em 31.12.2009 3.172

(-) Pagamentos efetuados (334)


Atualização monetária 60
Saldo final em 31.03.2010 2.898

Passivo circulante (1.381)


Passivo não circulante 1.517

18. Provisão para contingências

A Companhia e suas controladas são parte em ações judiciais e processos administrativos perante
vários tribunais e órgãos governamentais, decorrentes do curso normal das operações, envolvendo
questões tributárias, trabalhistas, aspectos cíveis e outros assuntos.

Periodicamente, a Administração avalia os riscos contingentes, tendo como base fundamentos


jurídicos, econômicos e tributários, com o objetivo de classificá-los, segundo suas chances de
ocorrência e de exigibilidade, como prováveis, possíveis ou remotos, levando em consideração,
conforme o caso, as análises dos escritórios de advocacia que patrocinam as causas da Companhia e
sociedades controladas.

Existem processos em discussão nos âmbitos administrativo e judicial, e as interpretações


jurisprudenciais variam e se aplicam caso a caso, conforme as características peculiares de cada
demanda. Em 31 de março de 2010, do total dos processos de naturezas trabalhista e cível 0,65%
estão sendo discutidos em âmbito administrativo e 99,35% estão sendo discutidos em âmbito
judicial, em instâncias inferiores e superiores, conforme o caso. Já em relação aos processos de
natureza tributária 32% estão sendo discutidos em âmbito administrativo e 68% estão sendo
discutidos em âmbito judicial, em instâncias inferiores e superiores, conforme o caso.
Destes, somente as contingências cujos riscos são classificados como prováveis são provisionadas
em valores considerados como suficientes para cobrir as perdas estimadas. As provisões para
contingências registradas representam a melhor estimativa da Administração quanto aos riscos de
perda envolvidos.

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Abaixo, detalhamos as provisões registradas:

Controladora Consolidado
31/03/10 31/12/09 31/03/10 31/12/09
Trabalhistas e cíveis 4.379 3.859 17.820 15.496
Tributárias 19.315 19.230 23.110 22.623
Outros 1.517 1.517 1.517 1.517
25.211 24.606 42.447 39.636

Movimentação dos processos no período

Controladora Consolidado
Movimento Movimento
31/12/09 no período 31/03/10 31/12/09 no período 31/03/10

Cíveis e trabalhistas 3.859 520 4.379 15.496 2.324 17.820


Tributárias 19.230 85 19.315 22.623 487 23.110
Outras 1.517 - 1.517 1.517 - 1.517

24.606 605 25.211 39.636 2.811 42.447

• Natureza dos processos

Cíveis e trabalhistas

A Companhia e suas controladas figuram como rés em aproximadamente 235 processos


judiciais de naturezas trabalhista e cível cuja probabilidade de perda é classificada como
provável no valor de R$ 15.408 e R$ 2.412, respectivamente. A maior parte das ações
envolve problemas usuais e peculiares do negócio, relativos a pedidos de indenização por
acidente de trabalho e por inscrição indevida nos órgãos de proteção ao crédito, ações de
rescisão de cláusulas de contratos de distribuição, ações de reparação de danos, dentre outros.

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Tributárias

A provisão para contingências tributárias está composta da seguinte forma:

Controladora Consolidado

31/03/10 31/12/09 31/03/10 31/12/09


Autos de infração do IRPJ e da CSLL (a) 13.603 13.518 13.603 13.518
CPMF - Depósito judicial (b) 1.925 1.925 1.925 1.925
IPI - Depósito judicial (c) 3.787 3.787 3.787 3.787
PIS - Depósito judicial - - 677 605
COFINS - Depósito judicial - - 3.118 2.788
19.315 19.230 23.110 22.623

a) A Companhia defende-se de autuações fiscais lavradas em 2004 referentes à exclusão da


contribuição social da base de cálculo do imposto de renda da pessoa jurídica cujo risco de
perda é considerado provável pela Administração e seus assessores jurídicos, em função,
principalmente, da jurisprudência desfavorável. As parcelas dos autos de infração
provisionadas estão sendo atualizadas pela a taxa SELIC. O processo encontra-se
atualmente no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais.

b) A Companhia ingressou com Mandado de Segurança e efetuou depósito judicial integral


visando o não recolhimento da CPMF durante o exercício social de 1999. O processo
encontra-se em 1ª instância na 7ª Vara Federal da Seção Judiciária do Estado do Ceará,
após ter sido julgado no TRF da 5ª Região. A Companhia perdeu a causa e aguarda pedido
de conversão do depósito judicial em renda da União.

c) A Companhia ingressou com Mandado de Segurança para afastar a exigência do IPI


incidente sobre aeronaves arrendadas, importadas sob o regime de admissão temporária. A
Companhia efetuou depósito judicial no montante total da ação. O processo encontra-se em
2ª instância, na 6ª turma do TRF da 3ª região.

A Companhia e suas controladas não atualizam as provisões para contingências integralmente


garantidas por depósitos judiciais os quais, da mesma forma, não são atualizados.

Adicionalmente às provisões constituídas, a Companhia e suas controladas possuem diversas


contingências trabalhistas, cíveis e tributárias em andamento, nas quais figuram no pólo passivo
cujas probabilidades de perda, baseadas na opinião de consultores jurídicos internos e externos,
são consideradas possíveis, totalizando aproximadamente R$ 225.250 (R$ 220.158 em
31.12.09).

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

19. Imposto de renda e contribuição social diferidos


O imposto de renda e a contribuição social diferidos ativos são registrados para refletir os efeitos
fiscais futuros atribuíveis às diferenças temporárias entre a base fiscal de ativos e passivos e seu
respectivo valor contábil.

Controladora Consolidado
31/03/10 31/12/09 31/03/10 31/12/09
Provisão para créditos de liquidação duvidosa 1.911 1.884 2.305 2.199
Provisão para perdas - outros créditos 1.176 1.210 1.192 1.226
Provisão para contingências 8.572 8.366 10.190 9.819
Outras provisões 4.341 6.871 7.089 10.802

16.000 18.331 20.776 24.046

Parcela classificada no ativo circulante (3.558) (6.061) (5.430) (9.038)

Parcela classifica no não circulante 12.442 12.270 15.346 15.008

A Companhia e suas controladas estimam recuperar o crédito tributário decorrente de diferenças


temporárias em prazo máximo de dez anos, considerando a expectativa de realização das provisões
que o geraram.

As estimativas de recuperação dos créditos tributários foram baseadas nas expectativas de desfecho
dos processos que originaram as provisões para contingências, bem como nos critérios da legislação
tributária para dedutibilidade das perdas com créditos de liquidação duvidosa. A Companhia não
reconheceu os efeitos do imposto de renda e da contribuição social diferidos sobre diferenças
temporárias e prejuízos fiscais da controlada Adria em razão da falta de histórico de base de cálculo
positiva de imposto de renda e contribuição social, nos termos da Instrução CVM 371/02.

A conciliação da despesa calculada pela aplicação das alíquotas fiscais combinadas e da despesa de
imposto de renda e contribuição social debitada em resultado é demonstrada como segue:

Controladora Consolidado
31/03/10 31/03/09 31/03/10 31/03/09

Lucro contábil antes do imposto de renda e da


contribuição social 79.742 87.540 84.105 92.031
Alíquota fiscal combinada 34% 34% 34% 34%
Imposto de renda e contribuição social pela alíquota fiscal
combinada 27.112 29.764 28.596 31.290

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Controladora Consolidado
31/03/10 31/03/09 31/03/10 31/03/09

Adições permanentes:
Despesas não dedutíveis 850 46 965 224

Exclusões permanentes:
Itens não considerados como Receitas pela legislação
tributária (10.379) (11.905) (6.723) (8.280)
Efeito do não reconhecimento do imposto de renda e
da contribuição social diferidos na Adria - - - -
Outros itens (84) (45) (976) 2.167

Imposto de renda e contribuição social no resultado antes


da isenção 17.499 17.860 21.862 25.401
Receita isenta de imposto de renda (Subvenção
Governamental) (7.020) (8.263) (7.020) (11.313)
Imposto de renda e contribuição social no resultado do
período após isenção 10.479 9.597 14.842 14.088
Alíquota efetiva 13% 11% 18% 15%

A Companhia é beneficiária de incentivos fiscais do imposto de renda, cuja natureza, prazo e


parcela incentivada estão detalhados na Nota Explicativa nº 21 - Subvenções governamentais.

20. Patrimônio líquido (controladora)

a. Capital social

Em 7 de agosto de 2009 foi aprovado pelo Conselho de Administração, o aumento do capital


social com a incorporação de reservas de incentivos fiscais, sem emissão de novas ações, no
montante de R$ 2.728, passando o Capital Social para R$ 728.336.

Em 1 de março de 2010 foi aprovado pelo Conselho de Administração, o aumento do capital


social mediante capitalização de Reserva de Incentivos Fiscais Federais, auferidos durante o
ano de 2008, sem emissão de novas ações, no montante de R$ 16.619, passando o Capital
Social para R$ 744. 955 (728.336 em 31.12.2009).

O capital social autorizado é de 459.200.000 ações, ordinárias nominativas e sem valor nominal
e pode ser aumentado sem reforma estatutária, por deliberação do Conselho de Administração,
mediante a capitalização de reservas, com ou sem a modificação do número de ações.

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

b. Reservas
Reserva legal
É constituída anualmente à razão de 5% do lucro líquido apurado em cada exercício social nos
termos do art. 193 da Lei nº 6.404/76, até o limite de 20% do capital social.

Reservas de incentivos fiscais


É constituída a partir da parcela do lucro decorrente das subvenções para investimento
recebidas pela Companhia e de suas controladas, conforme detalhado em Nota Explicativa nº
21- Subvenções governamentais.

Reservas para plano de investimento

É constituída a partir da parcela remanescente do lucro, ou seja, lucro do exercício líquido das
reservas de incentivos fiscais, da reserva legal e dos dividendos propostos, salvo deliberação
diversa pela Assembleia Geral. Sua finalidade é o fortalecimento do capital de giro da
Companhia e o reinvestimento de recursos gerados internamente. Essa reserva poderá, por
deliberação do Conselho de Administração, ser capitalizada, utilizada na absorção de prejuízos
ou na distribuição de dividendos aos acionistas.

Reserva especial - Lei nº 8.200/1991

A Companhia contabilizou em exercícios anteriores a 1995 a correção monetária especial


prevista no artigo 2º da Lei nº 8.200/1991 sobre bens do ativo permanente.

c. Ações em tesouraria
Em 03 de setembro de 2007 foi aprovada pelo Conselho de Administração, na forma da
legislação aplicável, a aquisição pela Companhia de até 1.000.000 (um milhão) de ações
ordinárias de sua emissão, no prazo máximo de 365 dias a partir da data daquela reunião, sem
redução do capital social. Em 12 de dezembro de 2007, foi aprovado o aumento desse limite
para 3.769.153 (três milhões, setecentas e sessenta e nove mil, cento e cinquenta e três) ações
ordinárias.

Em 11 de setembro de 2008, após encerrado o prazo estabelecido para o primeiro programa de


recompra de ações, foi autorizada a aquisição de até 2.656.413 (dois milhões, seiscentos e
cinquenta e seis mil, quatrocentos e treze) ações que poderiam ser adquiridas, no máximo, até
10 de setembro de 2009.

Desde a primeira autorização concedida pelo Conselho de Administração, a Companhia


adquiriu 1.350.000 ações a preço de mercado na Bolsa de Valores, cujo custo médio foi de R$
22,76 por unidade de ação, sendo os preços mínimos e máximos de R$ 16,80 e R$ 26,15,
respectivamente. O valor total da compra foi R$ 30.731 e os recursos foram oriundos da conta
de lucros acumulados.

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Em Assembleia Geral Ordinária e Extraordinária realizada em 24 de abril de 2009 foi


deliberado o cancelamento das ações mantidas em tesouraria até aquela data.

A partir do segundo trimestre de 2009 até a data limite, a Companhia adquiriu o montante de
322.100 ações, a preço de mercado na Bolsa de Valores, cujo preço médio foi de R$ 31,92 por
unidade de ação, sendo os preços mínimos e máximos de R$ 25,32 e R$ 34,76,
respectivamente. O valor total da compra foi R$ 10.293 e os recursos foram oriundos da conta
de reservas de lucros.

Durante o trimestre findo em 31 de março de 2010, a Companhia em decorrência do exercício


do Plano de Opções de Compra de Ações, conforme mencionado na Nota Explicativa nº 27,
alienou 103.138 ações. Nessa transação foi apurado um resultado líquido negativo na ordem de
R$ 1.086, que foi baixado da conta de reservas de lucros.

Em 31 de março de 2010, as ações mantidas em tesouraria tinham o valor total de mercado de


R$ 1.857 (R$ 44,10 por ação).

d. Remuneração aos acionistas


O Estatuto Social determina a distribuição de um dividendo mínimo de 25% do lucro líquido do
exercício, ajustado na forma do art. 202 da Lei nº 6.404/76.

15 Subvenções governamentais

As subvenções governamentais recebidas pela Companhia e suas controladas têm a natureza de


subvenções para investimentos e se dividem em subvenções estaduais e federais, sendo todas elas
monetárias e registradas pelo seu valor nominal que, no caso, é o valor justo.

O valor das subvenções para investimento recebidas dos Estados é determinado a partir do montante
de ICMS devido e incidente sobre os negócios realizados por unidades industriais incentivadas. Tais
unidades são as construídas e implantadas nos termos de Projetos de Investimento de novos
empreendimentos econômicos apresentados e aprovados pelos respectivos estados, no âmbito de
suas políticas públicas de fomento ao desenvolvimento industrial.

O valor das subvenções para investimento recebidas da União é determinado a partir do montante
de IRPJ devido e incidente sobre o lucro real gerado por unidades industriais incentivadas. Tais
unidades são as construídas e implantadas nos termos de Projetos de Investimento de novos
empreendimentos econômicos apresentados e aprovados pela SUDENE, no âmbito da política
nacional de fomento ao desenvolvimento regional.

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Os recursos recebidos se constituem em fonte de reposição do capital investido nos


empreendimentos econômicos resultantes dos Projetos de investimento implementados pela
Companhia e enquadrados nos respectivos programas públicos de fomento ao desenvolvimento.

Tais subvenções para investimento, não obstante sua inequívoca essência econômica de alocação de
capital para suportar investimentos, passaram a ser contabilmente reconhecidas, a partir de janeiro
de 2008, diretamente no resultado, em obediência à inovação nesse sentido que foi introduzida pela
Lei nº 11.638/07, igualmente adotada pelo pronunciamento CPC 07 - Subvenção e Assistência
Governamentais, aprovado pela Deliberação CVM nº 555/08.

Para atender a esse novo procedimento contábil as subvenções para investimento estão sendo
reconhecidas no resultado como redutoras dos itens que registram os elementos utilizados em sua
base de cálculo. Assim, as subvenções para investimento estaduais, em razão de serem calculadas
com base no ICMS computado no custo de produção, são alocadas ao resultado como dedução dos
custos dos produtos vendidos. Já a subvenção federal, baseada no lucro da exploração, é
apresentada como dedução do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica.

A Companhia reconhece os incentivos fiscais em regime de competência, independente do


momento em que os realiza em termos financeiros, em face dos seguintes fatores: (i) o histórico de
cumprimento dos requisitos legais e contratuais necessários para usufruto desses benefícios; e (ii)
sua capacidade de assegurar o cumprimento dos requisitos necessários para usufruto do benefício.

A parcela de lucro que decorre desse trânsito por resultados das subvenções para investimento é
destinada à constituição de reserva de incentivos fiscais, no Patrimônio Líquido, e é excluída da
base de cálculo dos dividendos, tendo em vista que as subvenções têm a natureza de alocação de
capital para investimentos, devendo ser obrigatoriamente reinvestidas na Companhia.

A Companhia é beneficiária das seguintes subvenções para investimento de origem governamental:

21.1 Incentivos fiscais Estaduais

Em 31 de março de 2010, a Companhia e controladas fizeram jus a R$ 19.773 (R$ 19.948 em 31 de


março de 2009) decorrentes das seguintes subvenções para investimento estaduais:

21.1.1 DESENVOLVE - Estado da Bahia

O Governo do Estado da Bahia, considerando atender aos interesses do desenvolvimento daquele


Estado, decidiu conceder recursos destinados a subvencionar os investimentos necessários à
construção e implantação de uma unidade industrial dotada de um moinho de trigo e uma fábrica de
biscoitos e de massas, no município de Salvador - BA. A transferência dos recursos públicos à
unidade incentivada ocorre mediante a aplicação de um desconto, quando do vencimento do tributo,
de até 81,00% do ICMS devido ao Estado da Bahia, conforme gerado nas operações da unidade
industrial referida. A manutenção desses incentivos é condicionada à comprovação contábil e física
da integral realização do investimento projetado e da geração de empregos prevista no projeto de

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

investimento. Além desses requisitos quanto ao investimento realizado, exige-se que não haja atraso
no pagamento do ICMS devido para não gerar a suspensão do incentivo.

O incentivo é válido até novembro de 2015, podendo ser prorrogado por mais 120 meses.

21.1.2 FDI/PROVIN - Estado do Ceará

O Governo do Estado do Ceará, dentro das políticas públicas estaduais voltadas à promoção do
desenvolvimento industrial do Ceará, decidiu alocar recursos destinados a subvencionar os
investimentos necessários à construção e implantação de duas unidades industriais, sendo (i) um
moinho de trigo; e (ii) uma fábrica de gorduras e margarinas especiais, ambas sediadas na cidade de
Fortaleza - CE. O incentivo consiste, no caso da unidade de moagem de trigo, no diferimento do
pagamento de parte do ICMS devido sobre a aquisição do trigo em grão e, ao final do prazo, na
quitação de 63,75% desse ICMS com recursos do Fundo de Desenvolvimento Industrial - FDI,
correspondentes à subvenção para investimento concedida. No caso da unidade industrial de
Margarinas e Gorduras vegetais, a subvenção consiste na quitação de 56,25% do ICMS devido com
recursos do Fundo de Desenvolvimento Industrial - FDI, correspondentes à subvenção para
investimento concedida.

A legislação atual e os protocolos assinados com o Estado estabelecem parâmetros de pontuação


para obtenção do incentivo, considerando o volume de investimento realizado, a geração de
empregos, a demanda por matérias-primas e insumos, bem como a localização e aspectos sociais e
ambientais. O direito ao recebimento da subvenção está ainda condicionado ao pagamento no
vencimento das parcelas devidas do ICMS.

A concessão da subvenção se estende até dezembro de 2015 para a unidade de moagem de trigo e
março de 2017 para a unidade de gorduras e margarinas especiais.

21.1.3 PROADI - Estado do Rio Grande do Norte

O Governo do Estado do Rio Grande do Norte, considerando atender aos interesses do


desenvolvimento daquele Estado, decidiu conceder recursos destinados a subvencionar os
investimentos necessários à construção e implantação de uma unidade industrial, localizada na
cidade de Natal - RN, na qual foram instalados um moinho de trigo e uma fábrica de massas
alimentícias. O benefício consiste no diferimento do pagamento de parte do ICMS devido sobre a
aquisição do trigo em grão e, ao final do prazo, na quitação de 74,25% desse ICMS com recursos do
PROADI, correspondentes à subvenção para investimento concedida.

O incentivo foi concedido até fevereiro de 2014.

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

21.1.4 FAIN - Estado da Paraíba

O Governo do Estado da Paraíba, considerando atender aos interesses do desenvolvimento daquele


Estado, decidiu conceder recursos destinados a subvencionar os investimentos necessários à
construção e implantação de uma unidade industrial na cidade de Cabedelo - PB, na qual foram
instalados um moinho de trigo e uma fábrica de massas alimentícias. O benefício consiste na
concessão de um desconto de 81% no valor do ICMS incidente nas aquisições do trigo em grão. O
desconto é operado mediante o registro de um crédito presumido na escrita fiscal da unidade
incentivada, em valor correspondente à subvenção pactuada.

A concessão da subvenção se estende até novembro de 2015.

21.1.5 PRODEPE - Estado de Pernambuco

O Governo do Estado de Pernambuco, considerando atender aos interesses do desenvolvimento


daquele Estado, concedeu recursos de forma a subvencionar os investimentos realizados na
construção, implantação e expansão de uma unidade industrial na cidade de Jaboatão dos
Guararapes - PE, na qual foi instalada uma fábrica de biscoitos e de massas alimentícias, operadas
pela controlada Vitarella. Tal subvenção foi concedida no bojo do Programa de Desenvolvimento
do Estado de Pernambuco - PRODEPE, regulado pelo Decreto No. 21.959/99. A subvenção é
calculada mediante a aplicação do percentual de 75% sobre o valor do ICMS incidente sobre o trigo
em grão, consumido pela indústria em equivalente de farinha de trigo. O valor dos recursos
correspondentes à subvenção assim calculada é recebido pela indústria mediante a emissão de Nota
Fiscal de ressarcimento contra o fornecedor da farinha de trigo adquirida, ao qual compete receber
do Estado de Pernambuco o ressarcimento dos valores correspondentes à subvenção entregues às
indústrias de massas e biscoitos incentivadas. Além dos 75% antes mencionados, a subvenção inclui
um valor equivalente a 5% do frete incidente sobre as vendas para fora da Região Nordeste, desde
que o valor total da subvenção não ultrapasse a um montante equivalente a 85% do ICMS sobre o
trigo em grão contido na farinha de trigo consumida.

A concessão da subvenção ocorreu em 8 de janeiro de 2004, produzindo efeitos desde outubro de


2003 até setembro de 2015.

21.1.6 FUNDOPEM - Estado do Rio Grande do Sul

O Governo do Estado do Rio Grande do Sul, considerando atender aos interesses do


desenvolvimento daquele Estado, concedeu recursos de forma subvencionar os investimentos
realizados na construção, implantação e expansão de uma unidade industrial no município de Bento
Gonçalves (RS), onde foi instalada uma fábrica de biscoitos e de massas alimentícias, operadas pela
controlada Adria. Tal subvenção foi concedida no âmbito da estratégia de fomento ao
desenvolvimento industrial definido no FUNDOPEM/RS. A subvenção é calculada mediante a
aplicação do percentual de desconto de 60,0% sobre o valor do ICMS devido. O desconto é operado

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mediante o registro de um crédito presumido na escrita fiscal da unidade incentivada, em valor


correspondente à subvenção pactuada.

A concessão da subvenção se estende até setembro de 2012.

21.2. Incentivo fiscal federal


No âmbito das regras de incentivos fiscais federais, consistentes na redução do imposto de renda
pessoa jurídica devido, cujo valor é destinado à reserva de capital - subvenção para investimentos -
a Companhia é beneficiária atualmente de redução de 12,5% a 75,0% do imposto de renda sobre
lucros operacionais derivados de suas atividades principais (lucro da exploração) em todas as
unidades industriais da controladora e da controlada Vitarella sediadas no Nordeste do Brasil.

Em 6 de outubro de 2009 foi aprovado, pela Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste -


SUDENE, o pleito de incentivo fiscal da controlada Vitarella, tendo em vista ter comprovado a
realização dos investimentos previstos no projeto de modernização total da unidade industrial
sediada em Jaboatão dos Guararapes (PE), nos termos previstos na legislação federal de incentivo
ao desenvolvimento do Nordeste. O incentivo, que antes estava em 75% do valor do imposto de
renda (até dezembro de 2012 e 2013) e 12,5% (de janeiro de 2009 a dezembro de 2013), passou a
ser unicamente de 75% (até dezembro de 2018).

Em 31 de março de 2010, a Companhia e suas controladas fizeram jus a R$ 7.020 (R$ 11.313 em 31
de março 2009) decorrentes dessa subvenção para investimento concedida pela União às referidas
unidades industriais incentivadas.

Os prazos de vigência das subvenções federais concedidas estão detalhados a seguir:

Percentual
de redução
Unidades industriais do IRPJ Período de validade
Fábrica de Biscoitos e de massas (Eusébio -CE) 75,0% Jan de 2007 até Dez de 2016
Moinho de trigo (Fortaleza - CE) 12,5% Jan de 2009 até Dez de 2013
Fábrica de Gorduras e Margarinas Especiais (Fortaleza-CE) 75,0% Jan de 2003 até Dez de 2012
Moinho de Trigo e fábrica de massas (Natal-RN) 75,0% Jan de 2001 até Dez de 2010
Moinho de trigo (Salvador - BA) 75,0% Jan de 2004 até Dez de 2013
Fábrica de Massas e de Biscoitos (Salvador - BA) 75,0% Jan de 2007 até Dez de 2016
Moinho de Trigo e Fábrica de massas (Cabedêlo - PB) 75,0% Jan de 2007 até Dez de 2016
Fábrica de Biscoitos e de Massas (Jaboatão dos Guararapes -
PE) 75,0% Jan de 2009 até Dez de 2018

A Companhia e suas controladas cumprem todas as exigências para obtenção dessas subvenções,
especialmente as relacionadas à comprovação dos investimentos, geração dos empregos, volume de
produção, etc., bem como não distribui na forma de dividendos os valores deles decorrentes.

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16 Resultado financeiro
Controladora Consolidado

31/03/10 31/03/09 31/03/10 31/03/09


Receitas financeiras
Rendimentos de aplicações financeiras 180 4.037 1.085 5.197
Variações monetárias/cambiais ativas 10.681 19.048 11.583 19.821
Outros 726 1.437 2.143 2.377

11.587 24.522 14.811 27.395

Despesas financeiras
Juros sobre financiamentos (3.040) (6.467) (4.666) (7.701)
Variações monetárias/cambiais passivas (5.744) (16.847) (6.292) (17.325)
Outros (740) (932) (7.041) (15.173)

(9.524) (24.246) (17.999) (40.199)

Resultado financeiro líquido 2.063 276 (3.188) (12.804)

17 Instrumentos financeiros

Os valores de mercado estimados de ativos e passivos financeiros da Companhia e de suas


controladas foram determinados por meio de informações disponíveis no mercado e metodologias
apropriadas de avaliações. Entretanto, considerável julgamento foi requerido na interpretação dos
dados de mercado para produzir a estimativa do valor de realização mais adequada. Como
consequência, as estimativas a seguir não indicam, necessariamente, os montantes que poderão ser
realizados no mercado de troca corrente. O uso de diferentes metodologias de mercado pode ter um
efeito material nos valores de realização estimados.

A administração desses instrumentos é efetuada por meio de estratégias operacionais, visando


assegurar liquidez, rentabilidade e segurança. A política de controle consiste em acompanhamento
permanente das taxas contratadas versus as vigentes no mercado.

Atualmente a Companhia não mantém qualquer instrumento financeiro derivativo.

Composição dos saldos

Em atendimento à Instrução CVM 235/95, os saldos contábeis e os valores de mercado dos


instrumentos financeiros inclusos no balanço patrimonial em 31 de março de 2010 e 31 de
dezembro de 2009 estão identificados a seguir:

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Controladora Consolidado

31/03/10 31/12/09 31/03/10 31/12/09

Saldo Valor de Saldo Valor de Saldo Valor de Saldo Valor de


Descrição contábil mercado contábil mercado contábil mercado contábil mercado

Aplicações financeiras 83.284 83.284 9.581 9.581 109.447 109.447 42.360 42.360
Títulos e valores mobiliários - - 62.186 62.186 2 2 62.188 62.188

Financiamentos e empréstimos
Em moeda nacional 74.112 74.112 70.112 70.112 135.256 135.256 131.704 131.704
Em moeda nacional -
Incentivos fiscais 20.057 20.057 19.507 19.507 20.057 20.057 19.507 19.507
Em moeda estrangeira 82.208 82.208 61.567 61.567 82.208 82.208 61.567 61.567
Financiamentos Diretos
Instrumento de Cessão de
Quotas da Vitarella - - - - 226.812 226.812 293.091 293.091

Critérios, premissas e limitações utilizados no cálculo dos valores de mercado

Títulos e valores mobiliários

Os valores de mercado dos títulos e valores mobiliários foram apurados com base nas cotações de
mercado desses títulos e a diferença entre o valor contábil e o de mercado foi reconhecido com
Ajuste de Avaliação Patrimonial diretamente no grupo do Patrimônio Líquido.

Financiamentos e empréstimos
Os valores de mercado dos financiamentos foram calculados com base no seu valor presente
apurado pelos fluxos de caixa futuro e utilizando-se taxas de juros aplicáveis a instrumentos de
natureza, prazos e riscos similares, ou com base nas cotações de mercado desses títulos.

Os valores de mercado para o financiamento de BNDES/FINAME e FNE são idênticos aos saldos
contábeis, uma vez que não existem instrumentos similares, com vencimentos e taxas de juros
comparáveis.

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Limitações
Os valores de mercado foram estimados na data do balanço, baseados em “informações relevantes
de mercado”. As mudanças nas premissas podem afetar significativamente as estimativas
apresentadas.

Gerenciamento de riscos
A Companhia mantém mapeados os principais riscos e seus respectivos controles, definidos os
critérios de impacto e probabilidade e faz o acompanhamento dos riscos considerados estratégicos e
das ações de mitigação dos mesmos e, quanto aos demais riscos operacionais, os planos anuais da
auditoria interna tomam por base as Matrizes de Riscos e Controles e os gestores das áreas
relacionadas são instruídos a fazer o seu próprio gerenciamento permanente. Desta forma,
a Companhia acredita manter identificadas e avaliadas as exposições significativas a riscos, as quais
são gerenciadas continuamente pela auditoria interna e pelos gestores das áreas as quais os riscos
estão relacionados.

a. Risco de crédito
As políticas de vendas da Companhia e de suas controladas estão subordinadas às políticas de
crédito fixadas por sua Administração e visam minimizar eventuais problemas decorrentes da
inadimplência de seus clientes. Este objetivo é alcançado pela Administração por meio da
seleção criteriosa da carteira de clientes que considera a capacidade de pagamento (análise de
crédito) e da diversificação de suas vendas (pulverização do risco). A Companhia e controladas
possuem ainda, a provisão para crédito de liquidação duvidosa, no montante consolidado de R$
16.636 (R$ 16.455 em 31 de dezembro de 2009) representativos de 6,40% (6,44% em 31 de
dezembro de 2009) do saldo de contas a receber em aberto, para fazer face ao risco de crédito.

b. Risco de preço
Os preços das matérias-primas e insumos utilizados no processo produtivo são voláteis. Caso
ocorra uma variação relevante nos preços dos insumos e matérias-primas, a Companhia pode
não ser capaz de repassar tais aumentos aos preços de seus produtos na mesma velocidade dos
aumentos dos custos, o que poderá vir a impactar a margem de lucro. Como política de
prevenção de oscilações de curto prazo, a Companhia tem por prática a manutenção de estoques
das principais matérias-primas para aproximadamente três meses de consumo, geridos através
de análises do mercado futuro das principais matérias-primas. Este procedimento pode
ocasionar algumas variações entre o preço médio dos estoques e o valor de mercado em uma
data específica.

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c. Contratos de compra para entrega futura

A Companhia e controladas acompanham o mercado mundial de commodities, monitorando os


fatores que impactam a formação dos preços tais como períodos de safra, eventos climáticos e
decisões de política econômica, dentre outros, com o apoio de consultorias especializadas e
sistemas de informações on-line com as principais bolsas de mercadorias do mundo. Nessas
condições, a Companhia e controladas avaliam o momento mais oportuno para compra dessas
commodities, podendo estabelecer contratos de compra para entrega futura de matéria-prima.

Em 31 de março de 2010, a Companhia mantinha contratos firmados de compra de trigo para


pagamento e entrega futura no montante de 118.000 toneladas (147.391 toneladas em 31 de
dezembro de 2009).

d. Risco de taxa de câmbio

Os resultados da Companhia e suas controladas estão suscetíveis de sofrer variações


significativas em função dos efeitos da volatilidade da taxa de câmbio sobre os passivos
atrelados a moedas estrangeiras, principalmente do dólar norte-americano, que encerrou em 31
de março de 2010 com variação no período (valorização) em relação ao Real de
aproximadamente 2,29% (0,93% de desvalorização no trimestre findo em 31 de março de
2009).

Como estratégia para prevenção e redução dos efeitos da flutuação da taxa de câmbio, a
Administração tem adotado a política de manter hedge natural com a manutenção de ativos
suscetíveis também à variação cambial. Contudo, em razão de necessidades de caixa
circunstancial, dado os compromissos de pagamentos assumidos em abril de 2010, em especial
os dividendos, a Companhia registrou um descasamento no trimestre findo em 31 de março de
2010, de caráter transitório que será revertido ao logo de 2010.

Controladora Consolidado

31/03/10 31/12/09 31/03/10 31/12/09


Empréstimos/financiamentos em moeda
estrangeira (a) 82.208 61.567 82.208 61.567
Ativos em moeda estrangeira (b) (31) (62.317) (31) (62.317)

Déficit / (superávit) apurado (a-b) 82.177 (750) 82.177 (750)

Para fins de atendimento à Deliberação CVM nº 550 de 17/10/2008, dado a exposição do risco
de oscilação da cotação em decorrência do descasamento cambial, a Companhia
apresenta abaixo três cenários de variação do dólar e os respectivos resultados futuros que
seriam gerados. São eles: (i) cenário provável e que é adotado pela Companhia: cotação do
dólar em R$1,7810, no mesmo patamar de fechamento em 31 de março de 2010; (ii) cenário

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

possível: conforme determina a deliberação da CVM, o cenário é construído considerando um


aumento de 25% na cotação do dólar, passando para R$2,2263; e (iii) cenário remoto: ainda de
acordo com a norma da CVM, neste cenário a cotação do dólar é elevada em 50% da utilizada
no cenário provável, passando a R$2,6715:

Quadro Demonstrativo de Análise de Sensibilidade - Efeito Caixa

Cenário Cenário Cenário


Transação Risco Provável Possível Remoto
Câmbio de Câmbio de Câmbio de
1,7810 2,2263 2,6715

Descasamento
cambial Variação do dólar - (R$20.544) (R$41.088)

18 Cobertura de seguros

A Companhia e suas controladas adotam a política de contratar cobertura de seguros para os


principais bens sujeitos a riscos por montantes considerados suficientes para cobrir eventuais
sinistros. A determinação dos bens a serem cobertos por seguros é feita a partir da análise da
natureza da atividade envolvida, a eficiência dos mecanismos de proteção e segurança adotados na
construção e operação das plantas e instalações da Companhia, a distribuição logística de suas 11
plantas industriais e centros de distribuição, além da relação entre o dano potencial de um eventual
sinistro versus o custo do seguro.

As premissas de riscos adotadas, dada a sua natureza, não fazem parte do escopo de uma auditoria
de demonstrações financeiras e, consequentemente, não foram revisadas pelos nossos auditores
independentes.

Em 31 de março 2010 a cobertura de seguros contra riscos operacionais era composta por R$
50.000 (R$ 50.900 em 31 de dezembro de 2009) para danos materiais e lucros cessantes e R$ 7.970
(R$ 7.942 em 31 de dezembro de 2009) para cobertura de veículos próprios.

A Companhia, dentro de sua política de administração de riscos e da reavaliação permanente quanto


a suficiência dos seguros existentes, decidiu contratar uma análise independente dos riscos
operacionais a que está sujeita, tanto nas plantas e instalações da controladora, como das
controladas, de modo a verificar a qualidade das premissas usadas na determinação de quais bens
segurar e, quanto aos cobertos por apólices de seguros, a suficiência dos montantes segurados. O
referido trabalho encontra-se em andamento na data de encerramento destas demonstrações
financeiras.

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

19 Arrendamento mercantil

A Companhia é locatária junto à empresa Rowena S.A. de uma aeronave para uso comercial, sem
opção de compra prevista, conforme contrato de locação firmado em 27 de fevereiro de 2008. A
posição desse contrato em 31 de março de 2010 é a seguinte:

Aluguel Prazo da Opção de


anual locação compra

Aeronave Challenger 300 US$550 mil 36 meses Não prevista

Em face das condições de contratação, a locação da aeronave não a caracteriza como arrendamento
financeiro para fins das normas contábeis aplicáveis.

Vale salientar que em função de contrato de compartilhamento de despesa celebrado com Dias
Branco Administração e Participações Ltda., metade do encargo é assumido por aquela empresa,
tendo em vista o compartilhamento no uso da aeronave.

20 Prejuízos fiscais a compensar

Em 31 de março de 2010 e 31 de dezembro de 2009, a controlada Adria Alimentos do Brasil Ltda.


possuía prejuízos fiscais a compensar sobre os seguintes valores-base:

31/03/10 31/12/09

Prejuízos fiscais apurados 6.730 6.394


Base negativa de contribuição social 14.124 14.119

Conforme mencionado na Nota explicativa nº 18, a Companhia não reconheceu os efeitos do


imposto de renda e da contribuição social diferidos sobre os prejuízos fiscais da controlada Adria
Alimentos do Brasil Ltda. em razão da falta de histórico de lucros tributáveis, nos termos da
Instrução CVM 371/02.

Conforme mencionado na nota explicativa nº 17, a controlada Adria Alimentos do Brasil Ltda.,
aderiu ao programa de reparcelamento e liquidou multa e juros com prejuízo fiscal e base negativa
de contribuição social sobre o lucro líquido. Além disso, em razão de cisão parcial do capital
realizada em 30 de novembro de 2009, baixou o equivalente a 73,72% dos créditos tributários,
correspondentes a parcela cindida sobre o patrimônio líquido, conforme dispõe o Decreto nº
3.000/99 (RIR), art. 514, parágrafo único e art. 22 da MP nº 2.158-35/2001. Esses dois eventos
representaram uma redução de R$ 21.672 e R$ 40.768 do prejuízo fiscal e base negativa da
contribuição social sobre o lucro, respectivamente.

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

21 Remuneração dos administradores

O Estatuto Social não prevê a participação dos administradores nos resultados da Companhia e,
portanto, não há valor de participação nos períodos findos em 31 de março de 2010 e 2009. Caso
houvesse tal participação, essa seria apresentada separadamente nas demonstrações de resultados
dos respectivos períodos, antes do lucro líquido do período e o seu montante por ação do capital
social, conforme estabelecido pelo art.187 da Lei nº. 6.404/76.

22 Plano de opções de compra de ações

A Companhia possui um plano de opção de compra de ações que tem por objetivos: i) estimular a
expansão, o êxito e a consecução dos objetivos sociais da Companhia e dos interesses de seus
acionistas, permitindo aos administradores e empregados, seus e de suas controladas, adquirir ações
da Companhia, nos termos, nas condições, e no modo previstos no Plano, incentivando desta forma
a integração dos mesmos à Companhia; e ii) possibilitar à Companhia e às suas controladas obter e
manter os serviços de administradores e empregados de alto nível, oferecendo a tais executivos e
empregados, como vantagem adicional, tornarem-se acionistas da Companhia, nos termos e
condições previstos no Plano.

O Plano é executado através de Programas criados por um Comitê nomeado pelo Conselho de
Administração; as opções representarão o máximo de 1% do total de ações do capital da Companhia
existentes na data de lançamento de cada Programa e não podem participar do Plano os diretores
estatutários e/ou empregados ou qualquer outro executivo que já detenha, direta ou indiretamente,
mais de 5% das ações da Companhia.

Em 5 de dezembro de 2006, foi lançado o primeiro e até agora único Programa de Opções da
Companhia, pelo qual foram concedidas 620.000 opções, representando 0,53% do total de ações,
distribuídas entre 36 executivos. Os direitos de outorga estavam condicionados ao alcance de metas
de indicadores de resultados durante o ano de 2007 e previa um alcance mínimo de 80% para
garantir o direito de exercício. O prazo da opção poderá ser exercido total ou parcial durante um
período de quatro anos a contar da data de assinatura do contrato. Após esse prazo caducará o
direito do Outorgado, sem qualquer forma de compensação ou indenização.

Em 8 de fevereiro de 2008, após verificar o percentual de atingimento das metas previamente


estabelecidas, o Comitê deliberou pela redução em 16,67% da quantidade de ações que cada
executivo fazia jus em face do programa e fixou o preço de exercício em R$ 21,94 por ação.

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Em 31 de março de 2010 o total de opções concedidas e não exercidas era de 54.722 (0,05% do
total de ações).

31/03/10 31/12/09

Preço de Preço de
exercício Quantidade exercício Quantidade
R$ /ação de opções R$ /ação de opções

Saldo inicial das ações 21,94 157.860 21,94 351.388


Outorgadas - - - -
Perdidas - - - (16.667)
Opções exercidas - (103.138) - (176.861)
Saldo final das opções 21,94 54.722 21,94 157.860
Exercíveis no final do exercício - 54.722 - 157.860

Tendo em vista que as opções passaram a ser valorizadas com base no valor justo e reconhecidas
como despesas à medida que o período aquisitivo seja cumprido pelo beneficiário, a Companhia
reconheceu, em 2008, o valor justo das opções contra lucros ou prejuízos acumulados, o montante
de R$ 4.413, uma vez que o período aquisitivo de todas as opções concedidas se encerrou em 31 de
dezembro de 2007.

O valor justo das opções foi calculado com base no modelo Black & Scholes, considerando uma
volatilidade baseada no desvio padrão dos retornos mensais da ação no período entre de 31 de
outubro de 2006 e 31 de dezembro de 2007.

As variáveis utilizadas no modelo foram as seguintes:

2007

Data final para exercício da opção 31/12/2010


Preço da ação R$ 24,87
Preço de exercício R$ 21,94
Variância anual 0,062308465
Taxa livre de risco (ano) 13,00%
Prazo remanescente para o exercício 3 anos
Valor justo as opções R$ 10,49
Número de opções 420.834

Total 4.413

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

23 Demonstrações dos fluxos de caixa

O caixa e equivalentes de caixa são constituídos conforme abaixo:

Controladora Consolidado

31/03/10 31/12/09 31/03/10 31/12/09

Caixa e bancos 15.382 17.079 22.732 22.519


Aplicações financeiras em renda fixa 83.284 9.581 103.207 36.242

Caixa e equivalentes de caixa 98.666 26.660 125.939 58.761

Na rubrica Caixa e Bancos registra-se o valor em espécie, cheques à vista e considerados à vista (até
três dias úteis para serem apresentados) e os valores depositados em contas correntes mantidas junto
a instituições financeiras.

As aplicações financeiras em renda fixa referem-se exclusivamente a CDB - Certificados de


Depósitos Bancários pós-fixados e Operações Compromissadas, remunerados à taxa média de
100,54% do CDI - Certificado de Depósito Interbancário (100,78% em 31 de dezembro de 2009),
com prazo médio de contratação de aproximadamente 974 dias (597 dias em 31 de dezembro de
2009) e estão destinadas a negociação imediata.

Não houve nos períodos qualquer mudança na política utilizada para a Companhia para determinar
os componentes do caixa e dos equivalentes de caixa.

Durante o trimestre findo em 31 de março de 2010, a Companhia e suas controladas realizaram


pagamento equivalente a R$ 15.891 (R$37.735 em 31 de março de 2009) relativo a juros e
variações cambiais e R$ 10.573 (R$ 12.028 em 31 de março de 2009) relativo ao imposto de renda
e contribuição social da pessoa jurídica, conforme detalhado na Demonstração do Fluxo de Caixa -
Atividades Operacionais. O pagamento de valores retidos na fonte de terceiros e apenas recolhidos
pela entidade estão classificados na demonstração de fluxo de caixa conforme sua origem.

24 Conciliação com as práticas Contábeis Internacionais – IFRS

Em atendimento ao regulamento do Novo Mercado, a Companhia apresenta a conciliação do


patrimônio líquido e do resultado do período preparados de acordo com as práticas contábeis
adotadas no Brasil e normas internacionais de contabilidade (International Financial Reporting
Standards - IFRS), aprovadas pelo International Accounting Standards Board - IASC:

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Controladora
Patrimônio Demonstração
Líquido do Resultado do Período
31/03/10 31/12/09 31/03/10 31/03/09

BR GAAP 1.544.818 1.472.337 69.262 77.943


Ativo diferido (12.710) (14.399) 1.689 1.772
Complemento de equivalência patrimonial ¹ 14.273 14.099 174 174
Impostos diferidos 5.109 5.742 (633) (662)
Ajustes por diferença de prática contábil
Dividendos 76.275 76.275 - -

IFRS 1.627.765 1.554.054 70.492 79.227

¹ Efeito das diferenças das práticas contábeis brasileiras (BR GAAP) e as práticas contábeis Internacionais (IFRS) nas
controladas

Consolidado
Patrimônio Demonstração
Líquido do Resultado do Período

31/03/10 31/12/09 31/03/10 31/03/09

BR GAAP 1.542.323 1.469.842 69.262 77.943


Ativo diferido (15.029) (16.892) 1.863 1.946
Amortização de ágio (goodwill) 16.592 16.592
Impostos diferidos 5.109 5.742 (633) (662)
Ajustes por diferença de prática contábil
Dividendos 76.275 76.275 - -

IFRS 1.625.270 1.551.559 70.492 79.227

A seguir descrevemos as principais diferenças entre as práticas contábeis brasileiras (BR GAAP) e
as práticas contábeis Internacionais (IFRS), as quais geraram as conciliações acima:

Ativo diferido
Até 31 de dezembro de 2008 a Companhia diferia os gastos pré-operacionais e, em virtude das
mudanças introduzidas pela Lei 11.638/07 e Medida Provisória 449/08 (convertida na Lei nº
11.941/09), a Companhia decidiu manter o saldo de ativo diferido até a sua realização total por
meio de amortização, nos termos permitidos pelo art. 299-A, da Lei nº 6.404/76 e Pronunciamento
CPC nº 13 (item 20), aprovado pela Deliberação CVM nº 565/08.

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Contudo, de acordo com o IFRS os gastos pré-operacionais devem ser reconhecidos como despesa
no período em que forem incorridos (item 69, International Acounting Standars - IAS nº 38).

O saldo em aberto em 31 de dezembro de 2006 foi ajustado contra lucros acumulados.

Ágios pagos por expectativa de rentabilidade futura (Goodwill)


Até 31 de dezembro de 2008 os ágios pagos por expectativa de rentabilidade futura foram
amortizados levantando em consideração estudos técnicos de projeção de resultados. De acordo
com as práticas contábeis no âmbito do IFRS, o goodwill não é amortizado (IFRS3 e IAS 38) e é
submetido ao teste de redução do valor recuperável conforme o IAS 36. A partir de 2009, em
virtude das mudanças introduzidas pela Lei 11.638/07 e Medida Provisória 449/08 (convertida na
Lei nº 11.941/09), essa prática contábil foi harmonizada com as normas internacionais (CPC 13 -
Item 50, aprovado pela Deliberação CVM 565/08).

Impostos diferidos
Tratam-se dos efeitos de imposto de renda da pessoa jurídica e contribuição social sobre o lucro,
resultantes das diferenças entre os saldos contábeis mensurados de acordo com as práticas contábeis
adotas do Brasil e os saldos conforme as práticas do IFRS. Esses impostos foram calculados
especificamente sobre as diferenças no tratamento do ativo diferido.

Dividendos
Em 31 de dezembro de 2009, as demonstrações financeiras da Companhia registram a proposta de
destinação de lucros a título de dividendos, com base na proposta formulada pela Administração, no
pressuposto de sua aprovação pela Assembleia Geral, conforme expressa determinação contida no
art. 176, §3º, da Lei nº 6.404/76. Entretanto, segundo as práticas contábeis internacionais (IAS 1 -
item 137) os dividendos são mantidos no patrimônio até a aprovação do pagamento, devendo a
proposta da administração ser objeto de divulgação em notas explicativas.

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25 Demonstração do Valor Adicionado


Controladora Consolidado

31/03/10 31/03/09 31/03/10 31/03/09


Receitas
Vendas de mercadorias, produtos e serviços 387.668 403.816 653.623 655.484
Outras receitas 1.359 645 8.337 1.516
Receitas relativas à construção de ativos próprios 305 993 1.581 4.673
Provisão para devedores duvidosos - reversão/(constituição) (671) (622) (1.950) (994)
388.661 404.832 661.591 660.679

Insumos adquiridos de terceiros (inclui ICMS, PIS E COFINS)


Custo dos produtos, das mercadorias e dos serviços vendidos (150.523) (165.943) (249.886) (257.855)
Materiais, energia, serviços de terceiros e outros (77.506) (71.771) (154.950) (136.885)
Materiais relativos à construção de ativos próprios (305) (966) (796) (4.644)
(228.334) (238.680) (405.632) (399.384)

Valor adicionado bruto 160.327 166.152 255.959 261.295

Retenções
Depreciação, amortização e exaustão (10.790) (11.244) (14.039) (14.637)

Valor adicionado líquido produzido pela entidade 149.537 154.908 241.920 246.658

Valor adicionado recebido em transferência


Resultado de equivalência patrimonial 13.196 17.055 - -
Receitas financeiras 11.586 24.522 14.811 27.395

Valor adicionado total a distribuir 174.319 196.485 256.731 274.053

Distribuição do valor adicionado


Pessoal e encargos 43.542 47.118 75.835 76.680
Remuneração direta 32.798 35.371 60.589 58.636
Benefícios 7.647 7.826 9.949 12.453
FGTS 3.097 3.921 5.297 5.591
Impostos, taxas e contribuições 50.501 45.073 91.230 76.126
Federais 35.162 34.346 63.908 58.169
Estaduais 14.717 10.152 26.075 16.766
Municipais 622 575 1.247 1.191
Remuneração de capitais de terceiros 11.013 26.351 20.404 43.304
Juros 9.523 24.246 17.999 40.199
Aluguéis 1.490 2.105 2.405 3.105
Remuneração de capitais próprios 69.263 77.943 69.262 77.943
Incentivos fiscais 26.792 31.261 26.792 31.261
Lucros retidos/Prejuízo do período 42.471 46.682 42.470 46.682

174.319 196.485 256.731 274.053

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06.01 - NOTAS EXPLICATIVAS

Francisco Ivens de Sá Dias Branco


Diretor-Presidente

Geraldo Luciano Mattos Júnior


Vice-Presidente de Investimentos e Controladoria

Francisco Ivens de Sá Dias Branco Júnior


Vice-Presidente Industrial - Biscoitos, Massas e Margarinas

Francisco Marcos Saraiva Leão Dias Branco


Vice-Presidente Comercial

Maria Regina Saraiva Leão Dias Branco Ximenes


Vice-Presidente - Administração e Desenvolvimento

Francisco Cláudio Saraiva Leão Dias Branco


Vice-Presidente Industrial - Moinhos

Maria das Graças Dias Branco da Escóssia


Vice-Presidente-Financeira

Magali Carvalho Façanha


Contadora CRC - CE 12410/O-0

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07.01 - COMENTÁRIO DO DESEMPENHO DA COMPANHIA NO TRIMESTRE

Consta no Arquivo dos Comentários de Desempenho Consolidado.

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12.01 - COMENTÁRIO DO DESEMPENHO CONSOLIDADO NO TRIMESTRE

Aos Senhores acionistas e à Sociedade,

A Administração da M. Dias Branco S.A. Indústria e Comércio de Alimentos anuncia e submete


à sua apreciação o resultado do primeiro trimestre do ano de 2010 (1T10). As demonstrações
financeiras consolidadas da Companhia são elaboradas de acordo com as práticas contábeis
adotadas no Brasil, baseadas na Lei das Sociedades por Ações e nas regulamentações da CVM
(“BR GAAP”). Vale ressaltar, que conforme facultado pela Deliberação CVM nº 603/2009, de
10 de novembro de 2009, a Companhia está adotando, na elaboração de suas informações
trimestrais, os Pronunciamentos Técnicos emitidos pelo CPC e aprovados pela CVM,
vigentes até 31 de dezembro de 2009.

COMENTÁRIOS DA ADMINISTRAÇÃO

A M. DIAS BRANCO vem apresentar ao mercado os seus resultados referentes ao primeiro


trimestre de 2010 (1T10), ratificando seu compromisso com as melhores práticas de transparência
e de divulgação, a fim de permitir aos acionistas e à sociedade a mais ampla e correta
interpretação de seu negócio e de seus números.

No 1T10, a M. DIAS BRANCO apresentou um crescimento em volume de vendas em toneladas,


líquido de devoluções, da ordem de 9,3% em relação ao 1T09. Essa evolução no período se deve
principalmente a dois fatores: (i) crescimento das vendas de farinha e farelo (14,4%), dado que o
processo de verticalização da unidade de produção de biscoitos e massas em Pernambuco ainda
não se encontra totalmente concluído (o que aumenta a disponibilidade de farinha para
comercialização); e (ii) crescimento das vendas em biscoitos (6,7%), dando continuidade ao
processo de expansão nas principais regiões do País.

Em massas, na mesma comparação entre trimestres, a Companhia apresentou uma pequena


redução de 0,5% no volume de vendas em toneladas, líquido de devoluções, motivada pela
redução das exportações no 1T10 em relação ao 1T09. Se desconsiderarmos as exportações, o
volume em toneladas vendido no mercado nacional, líquido de devoluções, apresenta um
crescimento de 1,5% no período.

Em margarinas e gorduras, também se verificou uma redução de 5,1% na mesma comparação


trimestral, em função da necessidade de um maior volume de gordura para atender à
verticalização, em função do crescimento das vendas em biscoitos, gerando assim uma menor
disponibilidade de matéria-prima para comercialização de margarinas e gorduras vegetais.

No tocante à evolução dos preços médios dos produtos, verificamos no 1T10 uma redução de
10,2% em relação ao 1T09, motivada, principalmente, pela redução em farinha e farelo (18,1%) e
em massas (10,1%), em função do decréscimo de preço do trigo no período e da intensa dinâmica
competitiva no segmento de massas. Em biscoitos constatamos uma menor redução nos preços

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12.01 - COMENTÁRIO DO DESEMPENHO CONSOLIDADO NO TRIMESTRE

(2,3%), refletindo a combinação entre a dinâmica competitiva, o ajuste decorrente da queda no


custo do trigo e o aumento do custo de outros insumos necessários a sua fabricação, como o
açúcar.

Como resultado do quadro de volumes e preços expostos anteriormente, a M. DIAS BRANCO


apresentou uma Receita Líquida de R$ 562,0 milhões no 1T10, refletindo um decréscimo de 1,5%
na comparação entre os trimestres mencionados.

Com relação aos custos operacionais, obtivemos uma redução no 1T10 de 0,6% em relação ao
1T09, registrando-se como fator relevante na composição desses custos o aumento de preços de
outras matérias primas, tais como o açúcar, este impactado, ainda, pelo aumento no volume de
biscoitos. Como resultante, o Lucro Bruto atingiu R$ 234,0 milhões no 1T10, uma redução de 2,8%
em relação ao igual período do ano anterior.

As despesas operacionais cresceram 7,9% na mesma comparação trimestral, refletindo o impacto


do reajuste normal das despesas fixas, notadamente dos acordos coletivos de pessoal e, no
tocante às despesas variáveis, o efeito decorrente do crescimento no volume de vendas.

Esses itens de resultado contribuíram para que o EBITDA alcançasse R$ 101,4 milhões no 1T10 -
uma redução de 15,2% em relação ao 1T09 – e o Lucro Líquido atingisse R$ 69,3 milhões no
1T10, com Margem Líquida de 12,3%, 1,3 p.p. menor que a obtida no 1T09.

Por outro lado, quando comparamos os dados do 1T10 com o 4T09, embora o Lucro Bruto e o
Lucro Líquido tenham apresentado pequena variação, verificamos acréscimos de 4,5% no EBITDA,
0,7 p.p. na Margem Bruta (41,6% versus 40,9%) e 1,1 p.p. na Margem EBITDA (18,0% versus
16,9%), que demonstra uma melhora no desempenho em relação ao trimestre imediatamente
anterior.

Além disso, a Companhia prossegue expandindo sua liderança nacional nos mercados de biscoitos
e massas, com percentuais de market share em volume da ordem de 22,6% e 24,7%,
respectivamente, de acordo com os dados da pesquisa da A.C. Nielsen referente a janeiro e
fevereiro de 2010.

Com relação à capacidade instalada, a Companhia continua sua preparação para intensificação do
processo de verticalização, lembrando que devido à necessidade de adaptação de algumas
estruturas, os resultados apresentados ainda não contemplam a totalidade das sinergias
esperadas com a aquisição da Vitarella, que deverão contribuir para melhoria de margens
operacionais. Adicionalmente, prosseguimos com a instalação de linhas de biscoitos e massas em
unidades com necessidade de expansão.

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12.01 - COMENTÁRIO DO DESEMPENHO CONSOLIDADO NO TRIMESTRE

A forte geração de caixa também tem contribuído para redução do endividamento, que ao final do
1T10 apresentava uma dívida líquida da ordem de R$ 332,2 milhões e uma dívida líquida por
EBITDA da ordem de 0,7 no período.

A Companhia segue bem posicionada em seus estoques de trigo e de óleo para o primeiro
semestre de 2010, o que se traduz em expectativas realistas de melhorias de margens, que serão
maximizadas pelos esforços na redução da representatividade de despesas e ampliação de
vendas.

A Administração segue otimista para o restante do ano, consciente do compromisso de maximizar


o valor da riqueza dos acionistas e dos desafios de transformar resultados passados em metas a
serem ultrapassadas.

ACOMPANHAMENTO DO MERCADO DE COMMODITIES

A atividade econômica desenvolvida pela Companhia tem forte concentração na produção e


comercialização de linhas de biscoitos e massas. Essas linhas contam em sua matriz de produção
com dois importantes insumos, os quais participam com grande relevância na formação dos custos
variáveis da Companhia. Esses insumos são: (i) o trigo em grão (que representou 34,1% de nosso
CPV e 19,9% da Receita Líquida no 1T10); e (ii) os óleos vegetais (que representaram 6,4% de
nosso CPV e 3,8% da Receita Líquida no 1T10). Isso sem considerarmos os custos com farinha de
trigo e gorduras adquiridos de terceiros para industrialização nas unidades Vitarella e Isabela, que
representaram 10,9% e 5,0% do CPV, respectivamente, no 1T10.

Diante disso, considerando que o acompanhamento do mercado do trigo e dos óleos vegetais
consome importante atenção da gestão da Companhia e se constitui em fator relevante na
determinação de seu desempenho e geração de resultados, apresentamos a seguir algumas
informações e comentários sobre as matérias. Com relação aos óleos vegetais, destacaremos os
óleos de soja e palma por serem os mais representativos, embora também utilizemos outros óleos
(algodão e palmiste).

TRIGO

Durante o primeiro trimestre de 2010, as cotações de trigo no mercado brasileiro seguiram a


tendência de preços estáveis, em função das boas perspectivas da safra 2009/10, com oferta
superior à demanda, o que contribuiu para a redução do preço da commodity em relação ao ano
anterior, mesmo com a desvalorização do Dólar frente outras moedas.

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12.01 - COMENTÁRIO DO DESEMPENHO CONSOLIDADO NO TRIMESTRE

Enquanto isso, no mercado mercosulino, o cereal produzido pela Argentina e pelo Uruguai
apresentou valorização de 9,0% em relação ao mesmo período de 2009. Este comportamento
deveu-se ao recuo na produção no Bloco, onde os tradicionais exportadores (Argentina, Uruguai e
Paraguai) não conseguiram atender a necessidade de importação brasileira.

Neste ano, contudo, a escassez no Mercosul é compensada pelo excesso de trigo no mundo, e
não se vislumbra no curto e médio prazo uma recuperação das cotações no Brasil, a menos que
haja alguma movimentação nas cotações internacionais e/ou no câmbio.

Os dados do Departamento de Agricultura Americano (USDA), publicados em 09/04/2010, estimam


a produção mundial da safra 2009/2010 em 678,4 milhões de toneladas contra um consumo de
647,8 milhões de toneladas. Portanto, estima-se que os estoques mundiais crescerão cerca de 30
milhões de toneladas, alcançando uma relação estoque / consumo de 30,2%, frente aos 19,9% na
safra 2007/08 e 26,2% na safra 2008/09.

Neste cenário, mesmo com os problemas de fornecimento de trigo por parte do Mercosul, os
consumidores brasileiros, mesmo importando o cereal de países de fora do Mercosul, conseguiram
preços competitivos, principalmente se comparados com a política governamental de preços
mínimos praticados no mercado brasileiro. Estima-se que o Brasil produzirá cerca de 4,8 milhões
de toneladas na safra 2009/10 e que a comercialização nesta safra dependerá da atuação do
Governo no mercado.

Durante o primeiro trimestre de 2010, a Companhia manteve seu preço médio de aquisição inferior
ao preço médio de aquisição do mercado, com uma economia média de 4,3%.

TRIGO
Preço Médio Aquisição M.Dias Branco x Preço de Mercado
US$ / TON
US$ Ano 2009 e 2010

300

275
256 250
250 241 240 237
236 236
229
222 219 220
213 218 215 216
225
223 221 219 220
217 213 215 213
200 211 211 215 209
204
193
175 192

150
jan/09 abr/09 jul/09 out/09 jan/10 mar/10
MÊS
Mercado * MDias

* Fonte: www.safras.com.br

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12.01 - COMENTÁRIO DO DESEMPENHO CONSOLIDADO NO TRIMESTRE

ÓLEOS VEGETAIS

O mercado de soja se comportou com uma tendência de queda durante o primeiro trimestre de
2010. As boas notícias sobre a expectativa de colheitas recordes de soja no Brasil e na Argentina,
que irão totalizar uma safra de aproximadamente 120 milhões de toneladas, 35% superior em
relação ao ano passado, segundo o USDA, estimularam essa queda.

Segundo estimativas do Departamento de Agricultura Americano (USDA), publicada em


09/04/2010, a produção brasileira de soja na safra 2009/10 deverá atingir cerca de 67,5 milhões de
toneladas, e na Argentina está prevista uma produção de 54,0 milhões de toneladas, contribuindo
para que a produção mundial chegue a 257,5 milhões de toneladas. O consumo global está
previsto para 235,7 milhões de toneladas, atingindo estoques finais de 63,0 milhões de toneladas.

Com relação ao óleo de palma, as estimativas do USDA indicam uma produção da commodity da
ordem de 45,9 milhões de toneladas no período 2009/2010, indicando um crescimento de 5,7% em
relação à safra global de 2009/2008, devido ao crescimento na produção originária da Indonésia e
Malásia, que em conjunto respondem por 87% da produção global prevista. O consumo previsto
para 2009/2010 é da ordem de 44,6 milhões de toneladas, um crescimento de 7,2% em relação ao
período anterior, sendo que 60% desse total é referente a China, Índia, Indonésia, União Européia
e Malásia. Já os estoques devem se manter em torno de 12% da produção, atingindo 5,5 milhões
de toneladas, um crescimento de 5,7% em relação a 2008/2009.

Assim como no caso do trigo, a Companhia prossegue com seu objetivo de praticar preços médios
de aquisição dos óleos vegetais inferiores aos preços de mercado, tendo obtido uma economia de
12,9% com óleo de palma e 7,6% com óleo de soja no 1T10.

ÓLEO DE PALMA
ÓLEO DE SOJA Preço Médio de Aquisição M. Dias Branco x Preço de Mercado
Preço Médio de Aquisição M. Dias Branco x Preço de Mercado US$ / TON
R$ / TON Ano 2009 e 2010
Ano 2009 e 2010
US$
R$
1.150
1.023
2.400
974
930
2.190 2.190
2.162 2.152 891 903
2.127 860 858
2.054 2.070 822 803
2.040 2.013 2.009 850
2.010 1.990 1.980 792 772
1.961 844
2.000 699
2.016 1.997 1.901 699
668 779 786
1.981 655 744 755
1.921 1.930 1.938 735 736 745
1.897 1.910
1.883 1.876
1.837 1.816 655 649 649 649 649
630 650
1.741 550
1.686 1.686 mar/10
1.600 jan/09 abr/09 jul/09 out/09 jan/10
jan/09 abr/09 jul/09 o ut/09 jan /10 mar/10 MÊS
MÊS
Mercado* MDias
Mercado * MDias

* Fonte: www.safras.com.br * Fonte: Braincorp

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DESTAQUES OPERACIONAIS

A estrutura operacional da Companhia é composta pela M. Dias Branco S.A. Indústria e Comércio
de Alimentos, com sede no Estado do Ceará, e suas controladas, Adria Alimentos do Brasil Ltda. e
Indústria de Alimentos Bomgosto Ltda. (Vitarella), com sede em São Caetano do Sul, Estado de
São Paulo e Jaboatão dos Guararapes, Estado de Pernambuco, respectivamente. A controladora e
as suas controladas Adria e Vitarella, em conjunto, contam com 22 centros de distribuição e 11
unidades industriais, cujas ações de produção, comercialização e distribuição logística são
coordenadas de forma centralizada e integrada. As unidades industriais estão localizadas nos
Estados do Ceará (3), Rio Grande do Norte (1), Bahia (1), Paraíba (1), Pernambuco (1), São Paulo
(3) e Rio Grande do Sul (1).

O processo de produção da Companhia é integrado e verticalizado, permitindo que as duas


principais matérias-primas (farinha de trigo e gordura vegetal) para a fabricação de massas e
biscoitos sejam produzidas internamente. No 1T10, 61,7% de toda a farinha de trigo e 54,0% de
toda gordura vegetal utilizadas foram fabricadas internamente. Destaque-se que esse percentual
caiu, após a aquisição da Vitarella, que utiliza em seu processo produtivo farinha de trigo e
gorduras de terceiros, mas no decorrer do ano de 2010, esperamos intensificar o processo de
retorno aos patamares anteriores à aquisição da Vitarella, em face da expansão do moinho de trigo
de Tambaú, instalado no Estado da Paraíba, e da duplicação da refinaria de óleos da fábrica de
margarinas e gorduras, instalada no Estado do Ceará, prevista para este ano.

Em relação ao nível de utilização da capacidade instalada, a Companhia atingiu 73,6% no 1T10,


um decréscimo de 3,2 pontos percentuais em relação ao 1T09 (76,8%), em virtude do aumento da
capacidade total de produção, decorrente, principalmente, da instalação de um novo diagrama de
moagem de trigo na unidade de Tambaú.

Produçã o Ef etiva / Biscoitos Ma ssas Fa rinha e Farelo Marg. e Gordur as Tota l


Capa cidade de Produçã o * 1 T10 1T09 1T1 0 1T09 1T10 1T09 1T10 1T09 1T10 1 T09
Produção Total 93,4 83,8 64 ,6 6 3,2 22 0,3 21 3,3 17 ,9 17,1 396 ,2 377,4
C apa cidade Total d e Produção 120,5 119,0 95 ,6 9 0,2 30 2,8 26 2,6 19 ,5 19,5 538 ,4 491,3
Nível de Utilização da Capacidade 7 7,5 % 7 0,4% 67,6% 70,1% 72,8% 81 ,2% 91,8% 8 7,7% 73,6% 76,8%

Quanto à estrutura de vendas, a Companhia continua com forte atuação no pequeno varejo, com
80,9% do total das vendas, ocorrendo pela combinação de vendas diretas e vendas indiretas, via
atacadistas e distribuidores. As vendas para o nosso maior cliente representaram apenas 5,1% da

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receita líquida de descontos no 1T10, o que demonstra que possuímos uma base de clientes
bastante pulverizada e pouca dependência das grandes redes.

Mix de Cliente s 1T10 1T09 Va ria çã o


Pequeno Varejo 37,2% 42,8% -5,6 p.p
Atacado / Dis tribuidores 43,7% 39,1% 4,6 p.p
Grandes Redes 15,0% 13,7% 1,3 p.p
Indústria 3,8% 3,9% -0,1 p.p
Outros 0,3% 0,5% -0,2 p.p
TOTAL 100,0% 100, 0%

Participa ção na Receita


Maiore s Clie ntes Ve ndas 1T10
Líquida de De scontos
(R$ Milhõe s)
Seqüê ncia Acumula do Na Faix a Acumula da
Maior Cliente 1 33,9 5,1% 5,1%
49 S ubseqüentes 50 181,7 27,5% 32,6%
50 S ubseqüentes 100 61,3 9,3% 41,9%
900 Subseqüentes 1.000 184,8 27,9% 69,8%
Demais Clientes Todos c lientes 199,6 30,2% 100,0%
TOTAL 661,3

RESULTADOS DO PERÍODO

RECEITA BRUTA

A receita bruta consolidada no 1T10 totalizou R$ 664,6 milhões, um decréscimo de 4,5% em


relação aos R$ 695,6 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. Essa redução
decorre da mudança na política de descontos a partir de fevereiro de 2009, época em que a
Companhia passou a privilegiar o faturamento pelo valor já líquido dos descontos incondicionais.
Tal mudança produziu uma redução tanto na receita bruta quanto nas deduções sobre vendas,
produzindo um efeito nulo sobre a receita líquida.

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RECEITA LÍQUIDA

A Receita Líquida atingiu R$ 562,0 milhões, uma redução de 1,5% frente ao 1T09, em função,
principalmente, dos efeitos da redução nos preços médios de nossos produtos e da redução do
volume de vendas de massas, margarinas e gorduras.

1T10 1T09 Variações


Linhas de Produto Rec. Líquida Peso Preço Méd. Rec. Líquida Peso Preço Méd. Rec. Líquida Peso Preço Méd.
Biscoitos 303,6 87,8 3,46 291,3 82,3 3,54 4,2% 6,7% -2,3%
Massas 128,1 59,8 2,14 143,1 60,1 2,38 -10,5% -0,5% -10,1%
Farinha e Farelo 105,8 144,9 0,73 112,2 126,7 0,89 -5,7% 14,4% -18,0%
Margarinas e Gorduras 22,7 9,3 2,44 24,2 9,8 2,47 -6,2% -5,1% -1,2%
Diversos 1,8 2,9 0,62 - - - - - -
TOTAL 562,0 304,7 1,84 570,8 278,9 2,05 -1,5% 9,3% -10,2%
* Receita Líquida em R$ milhões, Peso Líquido de Devoluções em Toneladas Mil e o Preço Médio Líquido em R$/Kg.

Composição da Receita Operacional Líquida Vendas por Região - 1T10


(% da Receita Líquida de Descontos)
4,0% 4,2%

18,8% 19,7%
Biscoitos
5,1%
7,5%

22,8% Massas
25,1% 17,5%

Farinha e Farelo 69,9%

Margarinas e
54,0% 51,0% Gorduras

Nordeste Sudeste Sul Demais

1T10 1T09

Nota: Os diversos representaram 0,4% da receita operacional líquida do 1T10.

BISCOITOS

A receita líquida de biscoitos atingiu o total de R$ 303,6 milhões no 1T10, um crescimento de


4,2% em comparação ao 1T09, explicado pelo aumento no volume de vendas, que somou 87,8 mil
toneladas no 1T10 em relação às 82,3 mil toneladas do 1T09 (uma evolução de 6,7%). Tal fato
decorreu, principalmente, das vendas das marcas Vitarella, Treloso, Isabela e Adria, e das vendas
nos Estados de Pernambuco, Paraíba e São Paulo.

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O preço médio líquido desta linha de produtos passou de R$ 3,54/Kg no 1T09 para R$ 3,46/Kg
no 1T10, apresentando um decréscimo de 2,3%, influenciado, pela revisão de preços dos biscoitos
face o repasse da queda do custo da farinha de trigo e gordura vegetal nos preços de nossos
concorrentes.

MASSAS

A receita líquida de massas atingiu o total de R$ 128,1 milhões no 1T10, uma redução de 10,5%
em comparação aos R$ 143,1 milhões no 1T09, resultante da queda no preço médio líquido de
massas, que passou de R$ 2,38/Kg no 1T09 para R$ 2,14/Kg no 1T10, um decréscimo de 10,1%,
motivado, principalmente, pelo repasse da queda do custo da farinha de trigo.

O volume de vendas desta linha de produtos somou 59,8 mil toneladas no 1T10 em relação às
60,1 mil toneladas do 1T09, apresentando um diminuição de 0,5%. Tal fato decorreu,
principalmente, em função da redução circunstancial nas vendas para o exterior, face o término de
contrato de fornecimento em 2009, mas que poderá ser recontratado futuramente. Vale ressaltar,
no entanto, que desconsiderando as vendas de massas para o exterior, o volume de vendas dessa
linha de produto passou de 58,9 mil toneladas no 1T09 para 59,8 mil toneladas no 1T10,
apresentando um aumento de 1,5%.

FARINHA E FARELO DE TRIGO

A receita líquida de farinha e farelo de trigo foi de R$ 105,8 milhões no 1T10, uma redução de
5,7% em comparação ao 1T09, explicado pelo decréscimo de 18,0% do preço médio líquido no
trimestre, que passou de R$ 0,89/Kg no 1T09 para R$ 0,73/Kg no 1T10, em função da queda no
preço de mercado do trigo. Em contraponto, o volume vendido de farinha e farelo de trigo
apresentou um acréscimo de 14,4% em relação ao 1T09, atingindo 144,9 mil toneladas.

MARGARINAS E GORDURAS

A receita líquida de Margarinas e Gorduras passou de R$ 24,2 milhões no 1T09 para R$ 22,7
milhões no 1T10, o que representou uma diminuição de 6,2% no período, em virtude da redução
do volume de vendas em 5,1% e do preço médio líquido desta linha de produtos em 1,2%,
decorrente da queda do preço do óleo vegetal no mercado.

A redução no volume de vendas de margarinas e gorduras no 1T10 em relação ao 1T09 foi


influenciada pela necessidade de destinação maior de gordura/margarina para nossas unidades
próprias de biscoitos. Como providência, a Companhia está expandindo a capacidade da refinaria

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de óleo da sua unidade de fabricação de margarinas e gorduras, instalada no Estado do Ceará,


com previsão de conclusão neste ano.

CUSTOS E DESPESAS OPERACIONAIS

Os custos e despesas operacionais totalizaram R$ 477,8 milhões no 1T10, o que representa um


decréscimo de 0,2% em comparação aos R$ 478,8 milhões no 1T09. Os principais itens que
levaram a este resultado estão detalhados nos quadros a seguir.

Custo dos Produtos Vendidos


Custos Operacionais AH%
1T10 % RL 1T09 % RL AH -%RL
(R$ milhões) 1T09-1T10
Matéria Prima 231,7 41,2% 236,5 41,4% -2,0% -0,2 p.p
Trigo 111,8 19,9% 123,9 21,7% -9,8% -1,8 p.p
Óleo 21,1 3,8% 23,7 4,2% -11,0% -0,4 p.p
Açúcar 19,4 3,5% 9,9 1,7% 96,0% 1,8 p.p
Farinha de Terceiros 35,6 6,3% 35,6 6,2% 0,0% 0,1 p.p
Gordura de Terceiros 16,4 2,9% 20,5 3,6% -20,0% -0,7 p.p
Outros insumos 27,4 4,9% 22,9 4,0% 19,7% 0,9 p.p
Embalagens 37,8 6,7% 38,9 6,8% -2,8% -0,1 p.p
Mão-de-obra 38,1 6,8% 35,2 6,2% 8,2% 0,6 p.p
Gastos Gerais de Fabricação 29,0 5,2% 28,9 5,1% 0,3% 0,1 p.p
Depreciação e Amortização 9,3 1,7% 9,9 1,7% -6,1% 0 p.p
Diversos 1,9 0,3% 0,6 0,1% 216,7% 0,2 p.p
Subvenções para investimentos (19,8) -3,5% (19,9) -3,5% -0,5% 0 p.p
TOTAL 328,0 58,4% 330,1 57,8% -0,6% 0,6 p.p

Apesar do aumento do volume de vendas líquido de devoluções em 9,3% no ano 1T10 em relação
ao 1T09, houve uma variação de -0,6%, em valor absoluto, e de +0,6 p.p. sobre a
representatividade dos Custos Operacionais na Receita Líquida, que foi decorrente,
principalmente, das seguintes razões:

A redução do custo médio do trigo em 7,7% e do óleo vegetal em 13,3% no 1T10;


A alta significativa no custo do açúcar, em função do déficit mundial desta commodity,
decorrente da queda na produção da Índia e do aumento no consumo da China,
contribuindo para a elevação da sua cotação no mercado internacional;
O aumento no custo de “outros insumos” decorrente, principalmente, da alta do preço do
cacau em pó no 1T10, utilizado na fabricação de biscoitos da Companhia, em virtude da
produção de cacau ter sido inferior à demanda, ocasionada por fatores naturais que
afetaram negativamente a colheita dos maiores produtores, e também por especulações
no mercado;

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12.01 - COMENTÁRIO DO DESEMPENHO CONSOLIDADO NO TRIMESTRE

O acréscimo no custo da mão-de-obra, em função de acordos coletivos;

O efeito combinado de queda de preços de massas, farinha e farelo, além do aumento


do volume de vendas de farinha e farelo.

Despesas Operacionais
Despesas Operacionais AH%
(R$ milhões) 1T10 % RL 1T09 % RL AH -%RL
1T09-1T10
Vendas 109,6 19,5% 104, 6 18,3% 4,8% 1, 2 p.p
Administrativas e gerais 24,0 4,2% 22, 5 3,9% 6,7% 0, 3 p.p
Honorários da administração 1,7 0,3% 1, 6 0,3% 6,3% 0 p.p
Tributárias 4,0 0,7% 3, 8 0,7% 5,3% 0 p.p
Deprec iaç ão e amortiz aç ão 4,7 0,8% 4, 9 0,9% -4,1% -0, 1 p.p
Outras desp./(rec.) operac. 2,6 0,5% (1, 5) -0,3% N/A 0, 8 p.p
Rec eitas Financeiras (14,8) -2,6% (27, 4) -4,8% -46,0% 2, 2 p.p
Des pesas Financeiras 18,0 3,2% 40, 2 7,0% -55,2% -3, 8 p.p
TOTAL 149,8 26,7% 148, 7 26,1% 0,7% 0,6 p.p

No 1T10, as despesas com vendas apresentaram um crescimento de 4,8% em relação ao 1T09,


influenciado, principalmente, pela elevação de despesas com propaganda e marketing,
provenientes, essencialmente, de mídias realizadas para os produtos da Companhia, bem como
das despesas com fretes e carretos, decorrente do crescimento do volume de vendas. O aumento
na representatividade das despesas com vendas em relação à receita líquida, ocorrida no 1T10,
deve-se especialmente ao fato da redução do preço médio dos produtos da Companhia ter sido
maior do que o crescimento no volume de vendas, impactando a representatividade das despesas
de logística, além do aumento das despesas com propaganda e marketing.
As despesas administrativas aumentaram 6,7% no 1T10 em relação ao 1T09, em virtude,
essencialmente, do aumento das despesas com pessoal referente acordos coletivos e de gastos
com as publicações das demonstrações financeiras do exercício social de 2009 e demais
exigências da CVM, ocorridas no início de março de 2010.

No 1T10, as outras despesas operacionais totalizaram R$ 2,6 milhões, oriundas, basicamente,


da provisão para contingências trabalhistas e cíveis no valor de R$ 2,3 milhões. No 1T09 tivemos
outras receitas operacionais, que totalizaram R$ 1,5 milhão, decorrentes de lucro na venda de
ativos não relacionados com as atividades da Companhia e venda de avarias e sucatas no período.

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12.01 - COMENTÁRIO DO DESEMPENHO CONSOLIDADO NO TRIMESTRE

Para melhor compreensão das variações ocorridas no resultado financeiro, optou-se por evidenciar
e analisar as receitas e despesas financeiras sem o efeito das variações cambiais do período,
como demonstrado no quadro abaixo:

AH%
Resultado Fina nceiro (R$ Milhões) 1T10 1T09
1T09-1T10
Rec eitas Financ eiras 3,2 8,0 -60,0%
Des pes as Financeiras (11,7) (23,0) -49,1%
Variações Cambiais 5,3 2,2 140,9%
TOTAL (3,2) (12,8) -75,0%

A redução de 60,0% observada nas receitas financeiras, na comparação entre o 1T10 e 1T09, foi
consequência de resgates efetuados ao longo de 2009 e da venda de títulos no exterior no 1T10
para pagamento de parcelas do preço de aquisição da Vitarella e de compras à vista de matérias-
primas, repercutindo na redução da rentabilidade das aplicações financeiras e de títulos e valores
mobiliários nesse período. Da mesma forma, a redução verificada nas despesas financeiras nos
períodos sob comentário é explicada, essencialmente, pela redução no endividamento total da
Companhia.

As variações cambiais passaram de uma receita de R$ 2,2 milhões no 1T09 para uma receita de
R$ 5,3 milhões no 1T10, em virtude, principalmente, da valorização do Dólar frente ao Real de
7,7% ocorrida em janeiro de 2010, que rendeu à Companhia receita de variação cambial sobre a
venda de títulos e valores mobiliários no exterior. Tal receita superou a variação cambial negativa,
que incidiu sobre o passivo em dólar da Companhia no 1T10, decorrente da valorização do Dólar
frente ao Real de 2,3%.

IMPOSTO DE RENDA E CONTRIBUIÇÃO SOCIAL

Imposto de Re nda e Contribuição AH%


1T10 1T09
Social (R$ Milhõe s) 1T09-1T10
IRPJ e CSLL 21,9 25,4 -13,8%
Incentivo Fiscal - IRPJ (7,0) (11,3) -38,1%
TOTAL 14,9 14,1 5,7%

O decréscimo de 13,8% no imposto de renda e contribuição social no 1T10 em relação ao


1T09 foi decorrente da redução em 10,7% do lucro antes da tributação no último trimestre,
desconsiderando o efeito do incentivo fiscal do ICMS, pois este não representa receitas tributáveis
(R$19,9 milhões no 1T09 para R$19,8 milhões no 1T10).

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12.01 - COMENTÁRIO DO DESEMPENHO CONSOLIDADO NO TRIMESTRE

Os incentivos fiscais sobre o imposto de renda (IRPJ) tiveram uma diminuição de 38,1% no
1T10 frente ao 1T09, em função da redução da base de cálculo do incentivo. Essa redução na
base de cálculo se deve, principalmente, ao impacto da provisão para participação nos lucros, que
é provisionada ao longo do ano e paga no primeiro trimestre do ano seguinte, reduzindo a base de
cálculo do incentivo somente no momento do pagamento.

LUCRO LÍQUIDO

O lucro líquido da Companhia passou de R$ 77,9 milhões no 1T09 para R$ 69,3 milhões no
1T10, uma redução de 11,0%, em face da dos motivos já apresentados ao longo deste release.

EBITDA

EBITDA A PARTIR DO LUCRO LÍQUIDO:


CONCILIAÇÃO DO EBITDA (em R$ milhões) 1T10 1T09 Variação
Lucro Líquido 69,3 77,9 -11,0%
Imposto de Renda e Contribuição Social 21,9 25,4 -13,8%
Incentivo de IRPJ (7,0) (11,3) -38,1%
Receitas Financeiras (14,8) (27,4) -46,0%
Despesas Financeiras 18,0 40,2 -55,2%
Depreciação e Amortização sobre CPV 9,3 9,9 -6,1%
Depreciação e Amortização Despesas Adm/Com 4,7 4,9 -4,1%
EBITDA 101,4 119,6 -15,2%
Margem EBITDA 18,0% 21,0% -3 p.p

EBITDA A PARTIR DA RECEITA BRUTA:


CONCILIAÇÃO DO EBITDA (em R$ milhões) 1T10 1T09 Variação
Receita Bruta 664,6 695,6 -4,5%
Impostos e deduções sobre vendas (102,6) (124,8) -17,8%
Custos dos produtos vendidos - CPV (328,0) (330,1) -0,6%
Depreciação e Amortização sobre CPV 9,3 9,9 -6,1%
Despesas Operacionais (146,6) (135,9) 7,9%
Depreciação e Amortização Despesas Adm/Com 4,7 4,9 -4,1%
EBITDA 101,4 119,6 -15,2%
Margem EBITDA 18,0% 21,0% -3 p.p

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DÍVIDA, CAPITALIZAÇÃO E CAIXA

Capitalização (em R$ milhões) 31/03/2010 31/12/2009 Variação 31/03/2009 Variação


Curto Prazo 196,8 245,0 -19,7% 468,7 -58,0%
Longo Prazo 267,5 260,9 2,5% 391,2 -31,6%
Endividamento Total 464,3 505,9 -8,2% 859,9 -46,0%
(-) Caixa * (132,1) (127,1) 3,9% (220,0) -40,0%
(=) Dívida Líquida 332,2 378,8 -12,3% 639,9 -48,1%
(+) Patrimônio Líquido 1.542,3 1.469,8 4,9% 1.285,3 20,0%
Capitalização 2.006,6 1.975,7 1,6% 2.145,2 -6,5%
* Inclui Disponibilidades e Títulos e Valores Mobiliários de curto e longo prazo

Indicadores Financeiros 31/03/2010 31/12/2009 Variação 31/03/2009 Variação


Dívida Líquida / EBITDA Ajustado (últ. 12 meses) 0,7 0,8 -12,5% 1,5 -53,3%
Dívida Líquida / PL 21,5% 25,8% -4,3 p.p 49,8% -28,3 p.p
Endividamento / Ativo Total 19,9% 22,3% -2,4 p.p 36,0% -16,1 p.p

A Companhia, em função de sua geração de caixa, deu continuidade à redução de seu


endividamento líquido no 1T10. Com relação ao grau de alavancagem financeira da Companhia,
representado pela relação dívida líquida sobre o patrimônio líquido, o indicador ao final do
1T10 foi de 21,5% contra 49,8% no 1T09.

Endivida mento (Em Milhões) Indexa dor Juros (a.a.)* 31/03/2010 AV% 31/03/2009 AV% AH%
Moeda Nacional 382,1 82,3% 511,9 59,5% -25,4%
BNDES - FINAME TJLP 1,98% (3,13 % em 31/03/09) 26,4 5,7% 24,0 2,8% 10,0%
BNDES - PSI R$ 4,50% 14,9 3,2% - 0,0% N/A
Financ. de Trib. Es tad. (PROVIN) TJLP - 17,2 3,7% 20,2 2,3% -14,9%
Financ. de Trib. Es tad. (DESENVOLVE) TJLP - 2,8 0,6% 3,3 0,4% -15,2%
Financ. B NB-FNE 10,00% 86,4 18,6% 106,3 12 ,4 % -18,7%
MODERMAQ 11,65% (12,06 % em 31/03/09) 0,1 - 0,7 0,1% -85,7%
MODERMAQ (Pós) TJLP 1,03% (1,04 % em 31/03/09) 3,7 0,8% 4,7 0,5% -21,3%
Financ. B NB -FNE-Capital de Giro 10,00% 2,5 0,5% 4,2 0,5% -40,5%
Financ. E GF - Insu mo 6,75% - - 2,7 0,3% -100,0%
Financiam entos – BNDE S AUTOMÁTICO TJLP 2,49% 0,9 0,2% 3,9 0,5% -76,9%
Financiam entos – BNDE S AUTOMÁTICO Tx Variável 2,49% 0,4 0,1% - - 100,0%
Instrumento de Cessão de Quotas da Vitarell a 100% CDI - 226,8 48,8% 341,9 39 ,8 % -33,7%

Moeda Estra ngeira 82,2 17,7% 348,0 40,5% -76,4%


Financ. de importação insum os USD 5,00% (4 ,8 % em 31/03/09) 76,9 16,6% 347,3 40 ,4 % -77,9%
Financ. de Máquinas e Eq uipamentos USD (Libor + 1 ,0 % em 31/03/09) - - 0,7 0,1% -100,0%
Financ. de Máquinas e Eq uipamentos CHF Libor + 2,68% 5,3 1,2% - - 100,0%
TOTAL 464,3 100,0% 859,9 100,0% -46,0%

* Taxa de Juros em 31/03/2010, exceto quando especificada outra data.

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12.01 - COMENTÁRIO DO DESEMPENHO CONSOLIDADO NO TRIMESTRE

A Companhia opta por não realizar o hedge do preço de nossos principais insumos, em função da
nossa capacidade de armazenamento, acompanhamento do mercado e planejamento de compras.
Temos passivos indexados a moeda estrangeira (dólar em sua maior parte), decorrentes
principalmente da importação do trigo e óleo, conforme demonstrado abaixo. A diminuição do
passivo em dólar deve-se à redução de financiamentos das compras de matérias-primas e ao
pagamento antecipado de financiamentos em moeda estrangeira, contribuindo, dessa forma, para
a diminuição da exposição cambial da Companhia.

Descri çã o 31/ 03/2010 31/03/2009


Ativos (em USD milhões) - 52,9
Pas sivos (em USD milhões) 46,2 150,3
SALDO (46,2) (97,4)

INVESTIMENTOS

Os Investimentos totalizaram R$ 45,0 milhões no 1T10 em comparação aos R$ 26,4 milhões no


1T09. Os principais itens que compuseram os gastos com investimentos no 1T10 foram: (i)
montagem de máquinas para novas linhas de produção biscoitos e massas no Grande Moinho de
Aratu, (ii) montagem das linhas de massas em Bento Gonçalves e (iii) ampliação de linhas de
biscoitos para aumento da capacidade de produção na Vitarella.

Inve stime ntos (R$ milhões) 1T10 1T09 Va ria çã o

Instalações 1,5 0,6 150,0%


Máquinas e Equipamentos 40,4 16,6 143,4%
Obras Civis 1,6 4,7 -66,0%
Veículos 0,1 1,3 -92,3%
Computadores e Periféricos 0,0 0,1 -100,0%
Móveis e utensílios 0,3 2,0 -85,0%
Outros 1,1 1,1 0,0%
Tota l 45,0 26,4 70,5%

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12.01 - COMENTÁRIO DO DESEMPENHO CONSOLIDADO NO TRIMESTRE

Durante o primeiro trimestre de 2010 foram investidos R$ 0,7 milhão em Pesquisa e


Desenvolvimento de novos produtos.

A Companhia mantém investimentos nas seguintes sociedades controladas: Adria Alimentos do


Brasil Ltda.; Indústria de Alimentos Bomgosto Ltda. – Vitarella; Tergran - Terminais de Grãos de
Fortaleza Ltda.; M. Dias Branco International Trading LLC; M. Dias Branco International Trading
Uruguay S.A. e M. Dias Branco Argentina S.A.. As movimentações desses investimentos estão
relacionadas nas Notas Explicativas das Demonstrações Financeiras.

MERCADO DE CAPITAIS

O desempenho das ações da Companhia entre o período de 18 de outubro de 2006 (IPO) a 30 de


abril de 2010 é demonstrado no gráfico abaixo. Em 30 de abril de 2010, as ações MDIA3 estavam
cotadas em R$ 41,85, representando um valor de mercado de R$ 4,74 bilhões. A média do
volume diário negociado neste período foi de R$ 2,18 milhões. O Ibovespa fechou aos 67.530
pontos e o IGC em 6.786 pontos.

MDIA3 X IBOV X IGC


18/10/2006 a 30/04/2010

Volume Médio Diário: MDIA3 Rentabilidade (%)


7.500.000 200%
7.000.000
6.500.000
6.000.000 150%
5.500.000
5.000.000
4.500.000 100%
4.000.000
3.500.000
3.000.000 50%
2.500.000
2.000.000
1.500.000 0%
1.000.000
500.000
0 -50%
Out/06 Abr/07 Out/07 Abr/08 Out/08 Abr/09 Out/09 Abr/10

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12.01 - COMENTÁRIO DO DESEMPENHO CONSOLIDADO NO TRIMESTRE

PRINCIPAIS FATOS ADMINISTRATIVOS

Nas Assembleias Gerais Ordinária e Extraordinária, realizadas em 05 de abril de 2010, os


acionistas da Companhia aprovaram: (i) o Relatório da Administração e as Demonstrações
Financeiras referentes ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2009; (ii) a proposta de
destinação do lucro líquido referente ao exercício encerrado em 31 de dezembro de 2009 da
seguinte forma: R$ 17.443.001,87 (dezessete milhões, quatrocentos e quarenta e três mil, um real
e oitenta e sete centavos) para a Reserva Legal, R$ 140.728.414,74 (cento e quarenta milhões,
setecentos e vinte e oito mil, quatrocentos e quatorze reais e setenta e quatro centavos) para a
Reserva de Incentivos Fiscais, R$ 114.413.172,49 (cento e quatorze milhões, quatrocentos e treze
mil, cento e setenta e dois reais e quarenta e nove centavos) à Reserva para Plano de
Investimentos e R$ 76.275.448,32 (setenta e seis milhões, duzentos e setenta e cinco mil,
quatrocentos e quarenta e oito reais e trinta e dois centavos) para a distribuição de dividendos; (iii)
a reeleição, por maioria dos votos, dos membros do Conselho de Administração da Companhia
indicados pelo acionista controlador e a eleição de um novo membro independente, o Sr. Fábio
Alperowitch, por indicação dos acionistas minoritários, ratificada pelo acionista controlador; (iv)
alterações no artigo 22 do Estatuto Social da Companhia; e (v) a remuneração global anual da
administração da Companhia para o exercício de 2010 em R$ 10.000.000,00 (dez milhões de
reais).

A Companhia comunica que os dividendos, no valor de R$ 76.275.448,32 (setenta e seis milhões,


duzentos e setenta e cinco mil, quatrocentos e quarenta e oito reais e trinta e dois centavos),
representando R$ 0,67257615 por ação, foram pagos integralmente no dia 16 de abril de 2010.

AUDITORIA INDEPENDENTE

O auditor independente da Companhia é a KPMG Auditores Independentes, contratada no início de


2006, selecionada pela Diretoria para realizar os trabalhos de auditoria a partir de 2006 e a
auditoria especial retroativa referente aos períodos 2003 a 2005 para estruturação da operação de
abertura de capital. Os referidos auditores não prestaram em 2006 a 2009 e no primeiro trimestre
de 2010, serviços conflitantes conforme disposto na Instrução CVM 308. As informações não
financeiras da Companhia e de suas controladas, assim aquelas referentes às expectativas da
Administração quanto ao desempenho futuro da Companhia e suas controladas não foram
revisadas pelos auditores independentes.

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ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
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01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

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09.01 - PARTICIPAÇÕES EM SOCIEDADES CONTROLADAS E/OU COLIGADAS

1- ITEM 2 - RAZÃO SOCIAL DA CONTROLADA/COLIGADA 3 - CNPJ 4 - CLASSIFICAÇÃO 5 - % PARTICIPAÇÃO 6 - % PATRIMÔNIO


NO CAPITAL DA LÍQUIDO DA
INVESTIDA INVESTIDORA
7 - TIPO DE EMPRESA 8 - NÚMERO DE AÇÕES DETIDAS NO TRIMESTRE ATUAL 9 - NÚMERO DE AÇÕES DETIDAS NO TRIMESTRE ANTERIOR
(Mil) (Mil)

04 ADRIA ALIMENTOS DO BRASIL LTDA 51.423.747/0001-93 FECHADA CONTROLADA 99,99 10,42


EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS 50.150 50.150

09 INDUSTRIA DE ALIMENTOS BOMGOSTO LTDA. 35.603.679/0001-98 FECHADA CONTROLADA 99,99 40,51


EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS 496.173 338.043

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19.01 - PROJETOS DE INVESTIMENTO

Os Investimentos totalizaram R$ 45,0 milhões no 1T10 em comparação aos R$ 26,4 milhões no


1T09. Os principais itens que compuseram os gastos com investimentos no 1T10 foram: (i)
montagem de máquinas para novas linhas de produção biscoitos e massas no Grande Moinho de
Aratu, (ii) montagem das linhas de massas em Bento Gonçalves e (iii) ampliação de linhas de
biscoitos para aumento da capacidade de produção na Vitarella.

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20.01 - OUTRAS INFORMAÇÕES QUE A COMPANHIA ENTENDA RELEVANTES

Titularidade das Ações

Nosso capital social, em 31 de Março de 2010, é de R$745,0 milhões, totalmente subscrito, integralizado e
dividido em 113.450.000 ações, todas ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal.

A tabela abaixo indica o número de ações detidas direta ou indiretamente, nesta data, pelo Acionista
Controlador e pelos membros do nosso Conselho de Administração e Diretores:

POSIÇÃO ACIONÁRIA CONSOLIDADA DOS CONTROLADORES E


ADMINISTRADORES E AÇÕES EM CIRCULAÇÃO
Posição em 31/03/2010
Quantidade de Quantidade
Ações Ordinárias Total de Ações
Acionista (Em unidades) % (Em unidades) %
Controlador 80.750.000 71,2 80.750.000 71,2
Administradores 13.509.704 11,9 13.509.704 11,9
Conselho de Administração 2.846.303 2,5 2.846.303 2,5
Diretoria 10.663.401 9,4 10.663.401 9,4
Ações em Tesouraria 42.101 0,0 42.101 0,0
Outros Acionistas 19.148.195 16,9 19.148.195 16,9
Total 113.450.000 100,00 113.450.000 100,00
Ações em Circulação 19.148.195 16,9 19.148.195 16,9
Nota: Não há membros do conselho de administração e diretoria que detenham diretamente mais de 5% das ações da Companhia.

De acordo com o artigo 20 do nosso Estatuto social, o Conselho Fiscal não tem caráter permanente e não
encontrava-se instalado em 31 de março de 2010, conforme a Assembléia Geral Ordinária e Extraordinária de
24 de Abril de 2009.

POSIÇÃO ACIONÁRIA CONSOLIDADA DOS CONTROLADORES E


ADMINISTRADORES E AÇÕES EM CIRCULAÇÃO
Posição em 31/03/2009
Quantidade de Quantidade Total
Ações Ordinárias de Ações
Acionista (Em unidades) % (Em unidades) %
Controlador 79.410.000 70,0 79.410.000 70,0
Administradores 12.791.205 11,2 12.791.205 11,2
Conselho de Administração 2.296.004 2,0 2.296.004 2,0
Diretoria 10.495.201 9,2 10.495.201 9,2
Conselho Fiscal 6.002 0,1 6.002 0,1
Ações em Tesouraria - -
Outros Acionistas 21.242.793 18,7 21.242.793 18,7
Total 113.450.000 100,0 113.450.000 100,0
Ações em Circulação 21.248.795 18,8 21.248.795 18,8

03/05/2010 21:55:43 Pág: 98


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EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS DATA-BASE - 31/03/2010
02033-8 M DIAS BRANCO S.A IND E COM DE ALIMENTOS 07.206.816/0001-15

20.01 - OUTRAS INFORMAÇÕES QUE A COMPANHIA ENTENDA RELEVANTES

POSIÇÃO ACIONÁRIA DOS DETENTORES DE MAIS DE 5% DAS AÇÕES DE CADA ESPÉCIE E


CLASSE DA COMPANHIA, ATÉ O NÍVEL DE PESSOA FÍSICA
Companhia: M DIAS BRANCO S.A IND E COM DE ALIMENTOS
Posição em 31/03/2010 (Em unidades de Ações)
Ações Ordinárias Total
Acionista Quantidade % Quantidade %
DIBRA Fundo de Investimentos em Participações 80.750.000 71,2 80.750.000 71,2
Membros do Cons. de Administração e Diretoria 13.509.704 11,9 13.509.704 11,9
Ações em Tesouraria 42.101 0,0 42.101 0,0
Outros 19.148.195 16,9 19.148.195 16,9

POSIÇÃO ACIONÁRIA DOS DETENTORES DE MAIS DE 5% DAS AÇÕES DE CADA ESPÉCIE E


CLASSE DA COMPANHIA, ATÉ O NÍVEL DE PESSOA FÍSICA
Companhia: M DIAS BRANCO S.A IND E COM DE ALIMENTOS
Posição em 31/03/2009 (Em unidades de Ações)
Ações Ordinárias Total
Acionista Quantidade % Quantidade %
DIBRA Fundo de Investimentos em Participações 79.410.000 70,0 79.410.000 70,0
Membros do Cons. de Administração e Diretoria 12.791.205 11,2 12.791.205 11,2
Ações em Tesouraria 0 - 0 -
Outros 21.248.795 18,8 21.248.795 18,8
Total 114.800.000 100,0 114.800.000 100,0

DISTRIBUIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL DA PESSOA JURÍDICA (ACIONISTA DA COMPANHIA), ATÉ O


NÍVEL DE PESSOA FÍSICA

Companhia: DIBRA Fundo de Investimentos em Participações


Posição em 31/03/2009 (Em unidades de Ações)
Ações Ordinárias Total
Acionista
Quantidade % Quantidade %
Francisco Ivens de Sá Dias Branco 704 99,82 704 99,82
Dias Branco Adm. e Participações LTDA. 1 0,17 1 0,17
IDIBRA Participações LTDA 1 0,01 1 0,01
Total 706 100,00 706 100,00

03/05/2010 21:55:43 Pág: 99


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20.01 - OUTRAS INFORMAÇÕES QUE A COMPANHIA ENTENDA RELEVANTES

DISTRIBUIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL DA PESSOA JURÍDICA (ACIONISTA DA COMPANHIA), ATÉ O


NÍVEL DE PESSOA FÍSICA
Companhia: DIBRA Fundo de Investimentos em Participações
Posição em 31/03/2010 (Em unidades de Ações)
Ações Ordinárias Total
Acionista Quantidade % Quantidade %
Francisco Ivens de Sá Dias Branco 704 99,82 704 99,82
Dias Branco Adm. e Participações LTDA. 1 0,17 1 0,17
IDIBRA Participações LTDA 1 0,01 1 0,01
Total 706 100,00 706 100,00

DISTRIBUIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL DA PESSOA JURÍDICA (ACIONISTA DA COMPANHIA), ATÉ O


NÍVEL DE PESSOA FÍSICA
Companhia: DIBRA Fundo de Investimentos em Participações
Posição em 31/03/2009 (Em unidades de Ações)
Ações Ordinárias Total
Acionista Quantidade % Quantidade %
Francisco Ivens de Sá Dias Branco 704 99,82 704 99,82
Dias Branco Adm. e Participações LTDA. 1 0,17 1 0,17
IDIBRA Participações LTDA 1 0,01 1 0,01
Total 706 100,00 706 100,00

DISTRIBUIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL DA PESSOA JURÍDICA (ACIONISTA DA COMPANHIA), ATÉ O


NÍVEL DE PESSOA FÍSICA
Companhia: DIAS BRANCO ADM. E PARTICIPAÇÕES LTDA.
Posição em 31/03/2010 (Em unidades de Ações)
Ações Ordinárias Total
Acionista Quantidade % Quantidade %
Francisco Ivens de Sá Dias Branco 17.825.066.613 52,63 17.825.066.613 52,63
IDIBRA PARTICIPAÇÕES LTDA 12.091.749.628 35,70 12.091.749.628 35,70
Francisco Ivens de Sá Dias Branco Júnior 1.000.698.930 2,95 1.000.698.930 2,95
Maria das Graças Dias Branco da Escossia 667.116.935 1,97 667.116.935 1,97
Maria Regina S. L. Dias Branco Ximenes 667.116.935 1,97 667.116.935 1,97
Francisco Marcos Saraiva L. Dias Branco 667.116.935 1,97 667.116.935 1,97
Francisco Claudio Saraiva L. Dias Branco 667.116.935 1,97 667.116.935 1,97
Marcia Maria Silvestre Dias Branco 243.241.536 0,72 243.241.536 0,72
Selma de Sá Vidal Dias Branco 17.890.432 0,05 17.890.432 0,05
Neide Vidal de Sá Dias Branco 17.890.432 0,05 17.890.432 0,05
Maria Consuelo Saraiva Leão Dias Branco 7.012.835 0,02 7.012.835 0,02
Total 33.872.018.146 100,00 33.872.018.146 100,00

03/05/2010 21:55:43 Pág: 100


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20.01 - OUTRAS INFORMAÇÕES QUE A COMPANHIA ENTENDA RELEVANTES

DISTRIBUIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL DA PESSOA JURÍDICA (ACIONISTA DA COMPANHIA), ATÉ O


NÍVEL DE PESSOA FÍSICA
Companhia: DIAS BRANCO ADM. E PARTICIPAÇÕES LTDA.
Posição em 31/03/2009 (Em unidades de Ações)
Ações Ordinárias Total
Acionista Quantidade % Quantidade %
Francisco Ivens de Sá Dias Branco 17.825.066.613 52,63 7.825.066.613 52,63
IDIBRA PARTICIPAÇÕES LTDA 12.091.749.628 35,70 12.091.749.628 35,70
Francisco Ivens de Sá Dias Branco Júnior 1.000.698.930 2,95 1.000.698.930 2,95
Maria das Graças Dias Branco da Escossia 667.116.935 1,97 667.116.935 1,97
Maria Regina S. L. Dias Branco Ximenes 667.116.935 1,97 667.116.935 1,97
Francisco Marcos Saraiva L. Dias Branco 667.116.935 1,97 667.116.935 1,97
Francisco Claudio Saraiva L. Dias Branco 667.116.935 1,97 667.116.935 1,97
Marcia Maria Silvestre Dias Branco 243.241.536 0,72 243.241.536 0,72
Selma de Sá Vidal Dias Branco 17.890.432 0,05 17.890.432 0,05
Neide Vidal de Sá Dias Branco 17.890.432 0,05 17.890.432 0,05
Maria Consuelo Saraiva Leão Dias Branco 7.012.835 0,02 7.012.835 0,02
Total 33.872.018.146 100,00 33.872.018.146 100,00

DISTRIBUIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL DA PESSOA JURÍDICA (ACIONISTA DA COMPANHIA), ATÉ O


NÍVEL DE PESSOA FÍSICA
Companhia: IDIBRA PARTICIPAÇÕES LTDA
Posição em 31/03/2010 (Em unidades de Ações)
Ações Ordinárias Total
Acionista Quantidade % Quantidade %
Francisco Ivens de Sá Dias Branco 14.146.228.359 99,96 14.146.228.359 99,96
Maria Consuelo Saraiva Leão Dias Branco 5.776.265 0,04 5.776.265 0,04
Total 14.152.004.624 100,00 4.152.004.624 100,00

DISTRIBUIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL DA PESSOA JURÍDICA (ACIONISTA DA COMPANHIA), ATÉ O


NÍVEL DE PESSOA FÍSICA
Companhia: IDIBRA PARTICIPAÇÕES LTDA
Posição em 31/03/2009 (Em unidades de Ações)
Ações Ordinárias Total
Acionista Quantidade % Quantidade %
Francisco Ivens de Sá Dias Branco 19.641.247.301 99,91 19.641.247.301 99,91
Maria Consuelo Saraiva Leão Dias Branco 8.023.954 0,04 8.023.954 0,04
Maria Wilma Oliveira Patrício 9.628.745 0,05 9.628.745 0,05
Total 19.658.900.000 100,00 19.658.900.000 100,00

03/05/2010 21:55:43 Pág: 101


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ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
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20.01 - OUTRAS INFORMAÇÕES QUE A COMPANHIA ENTENDA RELEVANTES

Cláusula Compromissória de Arbitragem

Pelo Regulamento do Novo Mercado, e pelo Estatuto Social da Companhia, a Companhia, seus acionistas,
administradores, os membros do Conselho Fiscal e a BOVESPA obrigam-se a resolver, por meio de
arbitragem, toda e qualquer disputa ou controvérsia que possa surgir entre eles, relacionada ou oriunda, em
especial, da aplicação, validade, eficácia, interpretação, violação e seus efeitos, das disposições contidas na
Lei das Sociedades por Ações, no Estatuto Social da Companhia, nas normas editadas pelo CMN, pelo Banco
Central e pela CVM, bem como nas demais normas aplicáveis ao funcionamento do mercado de capitais em
geral, além daquelas constantes do Regulamento do Novo Mercado, do Contrato de Participação do Novo
Mercado e do Regulamento da Câmara de Arbitragem.

03/05/2010 21:55:43 Pág: 102


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ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS DATA-BASE - 31/03/2010
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21.01 - RELATÓRIO DA REVISÃO ESPECIAL - SEM RESSALVA

Relatório dos auditores independentes sobre revisão especial

Ao
Conselho da Administração da
M. Dias Branco S.A. Indústria e Comércio de Alimentos
Fortaleza - CE

1. Revisamos as informações contábeis contidas nas Informações Trimestrais - ITR,


individuais e consolidadas, da M. Dias Branco S.A. Indústria e Comércio de Alimentos,
referentes ao trimestre findo em 31 de março de 2010, compreendendo os balanços
patrimoniais e as demonstrações do resultado, das mutações do patrimônio liquido, dos
fluxos de caixa e dos valores adicionados, o relatório de desempenho e as notas
explicativas, elaborados sob a responsabilidade de sua Administração.

2. Nossa revisão foi efetuada de acordo com as normas específicas estabelecidas pelo
IBRACON - Instituto dos Auditores Independentes do Brasil, em conjunto com o
Conselho Federal de Contabilidade - CFC, e consistiu, principalmente, em: (a)
indagação e discussão com os administradores responsáveis pelas áreas contábil,
financeira e operacional da Companhia e suas controladas quanto aos principais
critérios adotados na elaboração das Informações Trimestrais; e (b) revisão das
informações e dos eventos subseqüentes que tenham, ou possam vir a ter, efeitos
relevantes sobre a posição financeira e as operações da Companhia e suas controladas.

3. Com base em nossa revisão, não temos conhecimento de nenhuma modificação


relevante que deva ser feita nas informações contábeis contidas nas Informações
Trimestrais acima referidas, para que estejam de acordo com as normas expedidas pela
Comissão de Valores Mobiliários (CVM), especificamente aplicáveis à elaboração das
Informações Trimestrais obrigatórias.

4. Conforme mencionado na nota explicativa nº 2, durante o ano de 2009, foram


aprovados pela CVM diversos Pronunciamentos, Interpretações e Orientações Técnicas
emitidos pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) com vigência para 2010,
que alteraram as práticas contábeis adotadas no Brasil. Conforme facultado pela
Deliberação CVM nº 603/09, a Administração da Companhia optou por apresentar suas
Informações Trimestrais (ITR) utilizando as normas contábeis adotadas no Brasil até 31
de dezembro de 2009, ou seja, não aplicou esses normativos com vigência para 2010.
Conforme requerido pela citada Deliberação CVM nº 603/09, a Companhia divulgou
esse fato na nota explicativa nº 2 às ITR e a descrição das principais alterações que
poderão ter impacto sobre as suas demonstrações financeiras do encerramento do

03/05/2010 21:55:44 Pág: 103


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ITR - Informações Trimestrais Legislação Societária
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02033-8 M DIAS BRANCO S.A IND E COM DE ALIMENTOS 07.206.816/0001-15

21.01 - RELATÓRIO DA REVISÃO ESPECIAL - SEM RESSALVA

exercício e a estimativa dos seus possíveis efeitos no patrimônio líquido e no resultado.

5. Nossa revisão foi conduzida com o objetivo de emitirmos um relatório sobre a revisão
especial das Informações Trimestrais referidas no primeiro parágrafo. Na Nota
Explicativa
nº 30 está demonstrada a conciliação entre as práticas contábeis adotadas no Brasil e as
práticas contábeis internacionais - IFRS - referente ao período de três meses findo em
31 de março de 2010 e representam informações complementares àquelas
demonstrações, e está sendo apresentada em cumprimento ao Regulamento do Novo
Mercado. Essa informação complementar foi submetida aos mesmos procedimentos de
revisão aplicados às Informações Trimestrais e não temos conhecimento de nenhuma
modificação relevante que deva ser feita para que esta esteja de acordo com as práticas
contábeis adotadas no Brasil e condizentes com as normas expedidas pela Comissão de
Valores Mobiliários.

26 de abril de 2010

KPMG Auditores Independentes


CRC SP-014428/O-6 S-CE

João Alberto da Silva Neto


Contador CRC RS-048980/O-0 T-CE

03/05/2010 21:55:44 Pág: 104


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ITR - INFORMAÇÕES TRIMESTRAIS Data-Base - 31/03/2010 Legislação Societária
EMPRESA COMERCIAL, INDUSTRIAL E OUTRAS

01.01 - IDENTIFICAÇÃO

1 - CÓDIGO CVM 2 - DENOMINAÇÃO SOCIAL 3 - CNPJ

02033-8 M DIAS BRANCO S.A IND E COM DE ALIMENTOS 07.206.816/0001-15

ÍNDICE
GRUPO QUADRO DESCRIÇÃO PÁGINA

01 01 IDENTIFICAÇÃO 1
01 02 SEDE 1
01 03 DIRETOR DE RELAÇÕES COM INVESTIDORES (Endereço para Correspondência com a Companhia) 1
01 04 REFERÊNCIA DO ITR 1
01 05 COMPOSIÇÃO DO CAPITAL SOCIAL 2
01 06 CARACTERÍSTICAS DA EMPRESA 2
01 07 SOCIEDADES NÃO INCLUÍDAS NAS DEMONSTRAÇÕES FINANCEIRAS CONSOLIDADAS 2
01 08 PROVENTOS EM DINHEIRO 2
01 09 CAPITAL SOCIAL SUBSCRITO E ALTERAÇÕES NO EXERCÍCIO SOCIAL EM CURSO 3
01 10 DIRETOR DE RELAÇÕES COM INVESTIDORES 3
02 01 BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO 4
02 02 BALANÇO PATRIMONIAL PASSIVO 5
03 01 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO 7
04 01 04 - DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA 9
05 01 05 - DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DE 01/01/2010 a 31/03/2010 11
05 02 05 - DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO DE 01/01/2010 a 31/03/2010 12
08 01 BALANÇO PATRIMONIAL ATIVO CONSOLIDADO 13
08 02 BALANÇO PATRIMONIAL PASSIVO CONSOLIDADO 14
09 01 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO CONSOLIDADO 16
10 01 10.01 - DEMONSTRAÇÃO DO FLUXO DE CAIXA CONSOLIDADO 18
11 01 11 - DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO CONSOLIDADO DE 01/01/2010 a 31/03/2010 20
11 02 11 - DEMONSTRAÇÃO DAS MUTAÇÕES DO PATRIMÔNIO LÍQUIDO CONSOLIDADO DE 01/01/2010 a 31/03/2010 21
06 01 NOTAS EXPLICATIVAS 22
07 01 COMENTÁRIO DO DESEMPENHO DA COMPANHIA NO TRIMESTRE 78
12 01 COMENTÁRIO DO DESEMPENHO CONSOLIDADO NO TRIMESTRE 79
13 01 PARTICIPAÇÃO EM SOCIEDADES CONTROLADAS E/OU COLIGADAS 96
19 01 PROJETOS DE INVESTIMENTO 97
20 01 OUTRAS INFORMAÇÕES QUE A COMPANHIA ENTENDA RELEVANTES 98
21 01 RELATÓRIO DA REVISÃO ESPECIAL 103
ADRIA ALIMENTOS DO BRASIL LTDA
INDUSTRIA DE ALIMENTOS BOMGOSTO LTDA. /104

03/05/2010 21:55:45 Pág: 105