Lógica Informal

As Falácias

“Uma falácia é um argumento mau que parece bom.

Os argumentos podem ser falaciosos:

1) por serem inválidos e parecerem válidos;
2) por terem premissas falsas que parecem verdadeiras;
3) por não serem cogentes mas o parecerem.”

Fonte:

O argumento seguinte é inválido mas parece válido:

«Todas as coisas têm uma causa;
logo, há uma causa para todas as coisas».




Fonte:

mas não parece: «Ou gostas de Picasso ou odeias Picasso.O argumento seguinte tem uma premissa falsa. odeias.» Fonte: . dado que não gostas.

mas como é óbvio que se pode saber várias coisas. os cépticos não têm razão» Fonte: .O argumento seguinte parece cogente. mas não é: «Se os cépticos tivessem razão. nada se poderia saber.

Os sofismas e os paralogismos .

Dizem respeito à matéria ou conteúdo dos argumentos (não à sua forma). Lógica Informal . Dizem respeito à forma lógica dos argumentos (não ao seu conteúdo). São dificilmente identificáveis. em que são violadas regras formais (por exemplo. Informais Argumentos inválidos que parecem válidos. silogismos em que são violadas regras de validade silogística).Falácias Formais Lógica Formal Argumentos inválidos que parecem válidos.cujos erros são derivados da ambiguidade da linguagem natural. ou argumentos que têm premissas falsas que parecem verdadeiras. São facilmente identificáveis.ou argumentos que parecem cogentes mas não são .

Falácias formais silogísticas: Falácia dos QUATRO TERMOS quando o silogismo apresenta quatro termos ocorre ocorre Falácia do TERMO MÉDIO NÃO DISTRIBUÍDO quando o termo médio não está distribuído pelo menos uma vez ocorre Falácia da ILÍCITA MAIOR quando o termo maior tem maior extensão na conclusão do que na premissa maior Falácia da ILÍCITA MENOR quando o termo menor tem maior extensão na conclusão do que na ocorre premissa menor .

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Max Ernst .

Max Ernst .

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Para saber mais: A Lógica Informal. o domínio da argumentação .

Principais argumentos não dedutivos Argumentos indutivos Argumentos por analogia Argumentos de autoridade Lógica Informal .

Argumentos indutivos Os argumentos indutivos podem ser generalizações ou previsões .

Critérios (regras informais) para avaliar os argumentos indutivos e para criar bons argumentos indutivos .

93 .p.Argumentos por analogia Critérios (regras informais) para avaliar os argumentos indutivos e para criar bons argumentos indutivos Fonte Fonte: Manual Clube das Ideias.

Argumentos de autoridade Critérios (regras informais) para avaliar os argumentos indutivos e para criar bons argumentos indutivos Fonte Fonte: Manual Clube das Ideias.p.94 .

falácias .

a raça ou a religião da pessoa. por ter algo tem algo a ganhar com o argumento. . Em outros casos. A pessoa pode ainda ser atacada por associação ou pelas suas companhias. o carácter. é movida pelo interesse.Ataca-se pessoa que apresentou um argumento e não o argumento que apresentou. A falácia ad hominem assume muitas formas. por exemplo. a falácia sugere que a pessoa. Ataca. a nacionalidade.

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o autor aponta para as circunstâncias em que a pessoa que a fez e as suas circunstâncias. http://criticanarede.Há três formas maiores da falácia ad hominem: •  Ad hominem (abusivo): em vez de atacar uma afirmação. •  Tu quoque: esta forma de ataque à pessoa consiste em fazer notar que a pessoa não pratica o que diz.com/subject. o argumento ataca pessoa que a proferiu. •  Ad hominem (circunstancial): em vez de atacar uma afirmação.htm .

"A falta de prova não é uma prova. ou conclui que algo é falso porque não se provou que é verdadeiro.htm .” http://criticanarede.“Os argumentos desta classe concluem que algo é verdadeiro por não se ter provado que é falso. (Isto é um caso especial do falso dilema. Mas. como Davis escreve.com/welcome. já que presume que todas as proposições têm de ser realmente conhecidas como verdadeiras ou falsas).

Portanto. mas não o provou. .Exemplos: •  Os fantasmas existem! Já provaste que não existem? •  Como os cientistas não podem provar que se vai dar uma guerra global. ela provavelmente não ocorrerá. •  O João disse que sabe muito sobre história de Portugal. isso deve ser falso.

logo causado por isso") é o nome de uma falácia lógica. que consiste na ideia de que dois eventos que ocorram em sequência cronológica estão necessariamente interligados através de uma relação de causa e efeito .A expressão latina post hoc ergo propter hoc ("depois disso. . também conhecida como correlação coincidente.

wikipédia . em vez de tomar em consideração outros fatores que possam excluir. ou confirmar. a falácia está em chegar a uma conclusão baseada unicamente na ordem dos acontecimentos. porque de facto a seqüência temporal parece ser parte integrante de causalidade. Entretanto. tal conexão. Post hoc ergo propter hoc é um erro especialmente tentador.

. a ideia que está em causa é dada como adquirida. Dito por outras palavras: a ideia que precisa de ser justificada é usada como meio de justificação.Uma petição de princípio é um argumento falacioso em que se tenta provar uma conclusão com base em premissas que a pressupõem como verdadeira.

.«Para mostrar que uma proposição. é inaceitável..htm . O argumento é falacioso quando pelo menos um dos seus passos é falso ou duvidoso. então.. Mas a falsidade de uma ou mais premissas é ocultada pelos vários passos "se..com/falacias. http://criticanarede.. extraem-se consequências inaceitáveis de P e consequências das consequências." que constituem o todo do argumento.. P.

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html . http://duvida-metodica. logo matar pessoas é eticamente errado” ou “O boxe é um desporto inseguro e arriscado. mas quando ocorre realmente na argumentação é frequente a conclusão apresentar algumas (por vezes consideráveis) modificações linguísticas relativamente às premissas.blogspot.Podemos exemplificar a petição de princípio com exemplos como “Matar não é certo. o boxe é perigoso”. logo.pt/2012/11/peticao-deprincipio. logo matar não é certo”. de forma a não parecer uma mera repetição – por exemplo: “Matar seres humanos não é moralmente certo.

com/point. Infelizmente é uma das "técnicas" de argumentação mais usadas.“O argumentador.” http://criticanarede. ataca um argumento diferente.htm . mais fraco ou tendenciosamente interpretado. em vez de atacar o melhor argumento do seu opositor.

Líder da oposição: “Mas poderíamos cortar nas despesas com as PPP (Parcerias Público-privadas). nos monopólios da energia e nas despesas de funcionamento do governo…” Primeiro-Ministro: “Meu caro! Não percebo por que razão quer levar este país à falência!” . Líder da oposição: “E o que é que vamos fazer?!” Primeiro-Ministro: “Eu acho que devemos cortar nas despesas com a saúde e a educação”.Exemplo: Primeiro-Ministro: “ A Troika pretende cortar nas despesas do Estado em 5 mil milhões de euros”.

O falso dilema é um uso ilegítimo do operador "ou". esta falácia. . Pôr as questões ou opiniões em termos de "ou sim ou sopas" gera. com frequência (mas nem sempre).É dado um limitado número de opções (na maioria dos casos apenas duas). quando de facto há mais.

(Porque muitas pessoas são apenas parcialmente boas.Exemplos: •  Ou concordas comigo ou não.) •  Reduz-te ao silêncio ou aceita o país que temos.) •  Uma pessoa ou é boa ou é má. (Porque os outros candidatos podem não ser assim tão maus.) •  Ou votas no Silveira ou será a desgraça nacional.) . (Porque uma pessoa tem o direito de denunciar o que entender. (Porque se pode concordar parcialmente.