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UNIVERSIDADE DO ESTADO DO AMAZONAS

ESCOLA SUPERIOR DE TECNOLOGIA


Laboratório de Circuitos Elétricos I

Relatório 04

CIRCUITO SÉRIE-PARALELO

Darlisson Marinho de Jesus


Fábio Rosas Araújo
Lucas Caldeira Cruz
Walderi Moraes Willy Filho

Manaus,7 de abril de 2010


1. INTRODUÇÃO
Nesta experiência será montado sobre uma placa Protoboard um circuito
constituído de uma fonte de tensão de 12V e 06 resistores associados em série -
paralelo. Também serão realizadas as medidas da resistência equivalente do
circuito, medidas das correntes em alguns pontos e por fim será medida a tensão em
cada elemento do circuito. Esses dados serão apresentados em tabelas. Por fim
será proporcionada a solução das questões propostas. Utilizaremos Multímetro
Digital Minipa ET-2500.

2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Em série e em paralelo descrevem dois tipos de disposição de circuitos. Cada
disposição proporciona uma forma diferente para que a corrente elétrica flua através
de um circuito.
Dois ou mais resistores estão associados em série quando eles são
percorridos pela mesma corrente elétrica, a corrente só tem um caminho por onde
passar. No exemplo abaixo temos um circuito em série, a corrente corre da fonte
para cada resistor, um por vez, na ordem em que eles estão conectados ao circuito.
Neste caso, como a corrente só pode fluir através de um caminho, se um dos
resistores não estiver funcionando, o outro não recebe corrente, porque o fluxo de
corrente elétrica foi interrompido no resistor quebrado.

Em um circuito em paralelo, a corrente tem mais de um caminho por onde


passar. No exemplo abaixo temos um circuito em paralelo, neste caso, como a
corrente pode fluir através de mais de um caminho, se um dos resistores não
funcionar, o outro ainda pode receber corrente, porque o fluxo de corrente elétrica
para o resistor quebrado não interrompe o fluxo de corrente para o resistor bom.

O fluxo de corrente depende de quanta resistência há no circuito. Nos


exemplos a cima, os resistores oferecem uma resistência.
Em um circuito em série, a resistência do circuito é igual à soma da
resistência dos resistores:

Req=R2+R2+ …+Rn
Em um circuito em paralelo, existem múltiplos caminhos através do qual a
corrente pode fluir e, por isso, a resistência do circuito como um todo é menor do
que seria se apenas um caminho estivesse disponível para a passagem da corrente.
A resistência equivalente pode ser calculada por:

1Req=1R1+1R2+…+1Rn

3. OBJETIVOS
• Identificar em um circuito as associações série-paralelo.
• Determinar a resistência equivalente de um circuito série-paralelo.

4. MATERIAL UTILIZADO
• Multímetro Digital Minipa ET-2500
• Resistores de: 1kΩ, 330Ω, 470Ω, 390Ω, 120Ω, 820Ω
• Fonte Variável Minipa Power Suply MPC-3003d
• Placa Protoboard de 2420 pontos, Modelo MP-2420
• Cabos

5. PROCEDIMENTOS EXPERIMENTAIS e RESULTADOS

Primeiramente montamos o circuito conforme a figura 1.0, onde temos: 06


resistores associados em série-paralelo. Por enquanto nenhuma fonte de tensão no
circuito. Temos também dois pontos A e D.
Esquema do circuito montado:

Figura 1.0

Para a montagem desse circuito necessitamos do uso de uma placa


Protoboard, usamos a Protoboad 2420 pontos, Modelo MP-2420. Os resistores
foram dispostos sobre a placa Protoboard formando uma associação em série-
paralelo. Partirmos então para o cálculo da Resistência equivalente entre os pontos
A e D, chamamos de Req AD calculada: (||- Notação para resistores em paralelo.)

Req AD calculada=(1000+((330+470)||(120+820))+390)
=1390+800||(940)
=1390+(800-1 +940-1)-1
=1390+432,18=1822,18 Ω
O próximo passo foi medir com o auxílio do Multímetro Digital Minipa ET-
2500, na função de ohmímetro, a Resistência equivalente do circuito entre os pontos
A e D, chamamos de Req AD Medida.
Essa medida se fez tocando as pontas de prova do multímetro entre esses
pontos (A e D) do circuito. O valor dessa Resistência equivalente medida é
apresentada na Tabela 1.0, juntamente com o valor da Resistência equivalente
calculada.
Tabela 1.0 – Resistência Equivalente do Circuito
Req AD Medida 1808Ω

Req AD Calculada 1822,18Ω A


Fonte
Variável Minipa Power Suply MPC-3003d foi preparada para fornecer uma tensão de
12 V e alimentamos o circuito da Figura 1.0, conectando os cabos da fonte aos fios
que estavam conectados ao circuito, atentos à polaridade da fonte e respeitando o
esquema da figura. Sendo assim o circuito assumiu uma nova formação, indicada
pela Figura 2.0.

Figura 2.0

Na Figura 2.0 temos o circuito agora sendo alimentado por uma tensão de
12V. Iniciou-se então a medição das correntes nos pontos marcados na Figura 2.0,
A, B,C e D, que chamamos, respectivamente, de IA , IB , IC e ID
Para medirmos IA interrompeu-se, então, o circuito no trecho entre o ponto A e
a Fonte, conectou-se o amperímetro em série nesse trecho interrompido, atentos
para que a ponta de prova positiva estivesse ligada ao cabo positivo da fonte, e a
ponta de prova negativa ligada ao resistor de 1.0kΩ.
Já para medirmos IB, interrompeu-se o circuito no ponto B, entre os resistores
de 330Ω e 470Ω, seguindo o sentido da polaridade, conectou-se o amperímetro em
série nesse trecho, onde a ponta de prova positiva ficou ligada ao resistor de 330Ω e
a ponta de prova negativa ligada ao resistor de 470Ω.
No caso de IC, interrompeu-se o circuito no ponto C, entre o Nó 1 e o resistor
de 120Ω, mas diferente dos outros foi necessário a utilização de um pequeno fio
elétrico para auxiliar na medição, esse fio foi conectado ao Nó 1, e a ele conectou-se
a ponta de prova positiva, e ao resistor de 120Ω conectou-se a ponta de prova
negativa, ficando o amperímetro em série nesse trecho antes interrompido.
Para medirmos ID interrompeu-se, o circuito no ponto D, entre o resistor de
390Ω e o cabo negativo da Fonte de tensão, o amperímetro foi conectado em série
nesse ponto D, de tal forma que a prova positiva ficou ligada ao resistor de 390Ω, e
a ponta de prova negativa ligada ao cabo negativo da fonte.
Após essas medidas obteve-se a Tabela 2.0:
Tabela 2.0 – Corrente Medida nos pontos A, B, C e D.

I IA IB IC ID

mA 6,64 mA 3,59 mA 3,04 mA 6,64 mA

A partir daí foi realizada a segunda parte do experimento que consistia em


determinar a tensão em cada resistor.
A medição da tensão ocorre ao conectar o voltímetro em paralelo ao elemento
que se deseja determinar a tensão. Sabendo disso, determinamos a tensão em cada
resistor do circuito, mantendo o sentido correto das polaridades. Dessas medidas

Tabela 3.0 – Tensão Medida em cada Resistor

R(Ω) 1000 330 470 120 820 390

V(Volt) 6,62 1,18 1,682 0,362 2,501 2,521

obteve-se a Tabela 3.0.


RESPOSTA DAS QUESTÕES PROPOSTAS
1 - Calcule a
Req AD Medida 1808Ω resistência
Req AD Calculada 1822,18Ω equivalente
do circuito
da Fig. 4.1, anote o valor na tabela 4.1 e compare com o valor medido explicando a
eventual discrepância.
Resposta:

Comparando os dois valores encontrados para o a resistência equivalente do circuito


observamos que elas não são iguais, porém, os valores são bem próximos um do outro,
expressando um erro de:

1822,18 - 18081808×100%=0,78%

Como vimos os valores encontrados não possuem exatamente o mesmo valor isso
pode ter ocorrido devido a falta de precisão dos equipamentos utilizados e/ou dos
operadores do experimento, assim como, a influência da resistência interna do amperímetro.
Isso justifica o erro encontrado no cálculo acima, esse erro é muito importante, pois, é
através dele que podemos comparar com uma tolerância previamente fornecida para assim
podermos validar o experimento ou não. Sendo que o erro dos resistores era de ± 5%, logo
o esses valores de resistências são equivalentes.
2 - Para o circuito da figura 4.2, verifique se a corrente no ponto A é igual à soma da
corrente no ponto B com a corrente no ponto C. Comente o resultado.
Resposta:
A corrente medida no ponto A foi de 6.64 mA e as medidas no ponto B e C,
respectivamente, foram 3.59 mA e 3.04 mA. Na figura abaixo o esquema do circuito e
corrente. A soma das correntes nos pontos B e C então é:
3.59 + 3.04 = 6.63 mA
Esse valor é quase idêntico ao resultado encontrado no ponto A (IT =6.64 mA) que é
o que deveria acontecer já que a corrente no ponto A está se dividindo em I1 e I2 , por causa
de uma associação em paralelo entre duas associações de dois resistores em série, aonde
parte da corrente vai para uma das associações (onde está localizado o ponto B) e a outra
parte da corrente vai para o outra associação (onde está localizado o ponto C), desse jeito,
quando somadas essas duas correntes (I1 e I2) terá que ser igual a corrente no ponto A.
Essa diferença mínima que ocorre nas somas das correntes nos pontos B e C em
relação a corrente no ponto A, na prática é possivelmente devido às perdas do sistema.

3 - Para o circuito da figura 4.2, compare a soma das tensões dos resistores de
330Ω e 470 com a dos resistores de 120 Ω e 820 Ω. Comente os resultados.
Resposta:
A soma das tensões medidas nos resistores de 330Ω e 470Ω foi:
VR1 +VR2 =1.18 + 1.682 = 2.862 V
E a soma das tensões medidas nos resistores de 120Ω e 820Ω foi:
VR1 +VR2= 0.362 + 2.501 = 2.863 V.

Os resultados entre as somas de tensões foram quase iguais, o que é para


acontecer, já que a tensão é a mesma numa associação em paralelo de resistores. Essa
diferença mínima que ocorre entre as somas das tensões na prática é possivelmente devido
às perdas do sistema.
4 - Determine a tensão e a corrente em cada componente do circuito da figura 4.3.

Figura 4.3
Resposta:
No circuito visto da Figura 4.3 foi primeiramente calculado a resistência equivalente,
e que para isso começamos a fazer uma associação série nos resistores R4 e R5 e no R6,
R7 e R8 calculando seus equivalentes (Figura 4.5).

Figura 4.5

1.2+ 5.6 + 1.2 = 8kΩ


Em seguida uma associação em paralelo entre os resistores de 8kΩ resultando no
resistor de 4kΩ (Figura 4.6)

Figura 4.6

8||8=((8-1+ 8-1)-1) = 4kΩ

Depois uma associação em série entre os resistores de 3.3kΩ, 4kΩ e 4kΩ onde
resulta no resistor de 12kΩ (Figura 4.7)

Figura 4.7 3.3+4+4.7 = 12kΩ


E finalmente uma associação em paralelo entre os dois resistores restantes que vai
resultar na resistência equivalente de 6K ohms (Figura 4.8).

12||12=((12-1+ 12-1)-1) = 6kΩ

Figura 4.8

Tendo a resistência equivalente, calcula-se a corrente total do circuito dividindo a


tensão pela resistência.

IT=VTotalReq

IT=6V6kΩ=1×10-3A

E logo em seguida, aplica se o divisor de corrente para descobrir a devida corrente


que passa pelos componentes do circuito original (figura 4.3), e com isso, descobrir a sua
tensão.
Porém IT se divide em duas outras correntes (I1 e I2) no circuito, vamos calcular essas
correntes:

IT=i1+i2

i1=IT×R1R1×Req=1.10-3×12.10312.103+12.103=500.10-6 A

IT=i1+i2
i2=IT-i2
i2=1.10-3-500.10-6
=500.10-6 A

I1=i3+i4
i3=500.10-6 ×8.1038.103+8.103=250.10-6 A

i4=i3=250.10-6 A

VR1=12kΩ×5.10-4=6V

VR2=3,3kΩ×5.10-4=1,65V

VR3=4,7kΩ×5.10-4=2,35V

VR4=1,2kΩ×2,5.10-4=0,3V

VR5=6,8kΩ×2,5.10-4=1,7V

VR6=1,2kΩ×2,5.10-4=0,3V

VR7=1,2kΩ×2,5.10-4=0,3V

VR8=5,6kΩ×2,5.10-4=1,4V

5 - No circuito da figura 8.4, sabendo-se que a leitura do miliamperímetro é 6mA e a


do voltímetro é 3,51V, calcule o valor da fonte E e do resistor R.

Resposta:
Calculando a corrente total do circuito, por meio da Divisão de Corrente:
ImA=15001500+750×IT
Isolando IT:
IT=1500+750×6.10-31500=9.10-3 A
Onde: ImA= corrente no miliamperímetro
Resolvendo a associação em paralelo:
750||1500=((750-1+ 1500-1)-1) = 500Ω

R=VI=3,519.10-3=390Ω

Calculando E:
E=V1+V2+V3

E=910×9.10-3+ 750×6.10-3+3,51=16,2V

6. CONCLUSÕES

Ao término dessa experiência conseguimos montar o circuito e identificar as


associações série – paralelo, medir a resistência equivalente do circuito, medir as
correntes e tensões desejadas, além de solucionar as questões propostas. Além
disso, concluímos que a montagem de um circuito depende de sua finalidade e que
cada um possui uma particularidade. Em um circuito em série obtemos um único
valor de corrente ao longo do circuito e que os valores da diferença de potencial e da
resistência são inversamente proporcionais entre si. Já em um circuito em paralelo o
valor da diferença de potencial é constante em todo o circuito e que os valores da
corrente e da resistência são proporcionais entre si. Finalizamos também que para
realizarmos uma correta medição do valor da corrente, em circuito em série,
utilizando o amperímetro devemos utilizá-lo em série e devemos utilizar o voltímetro
em paralelo para registrarmos um correto valor da voltagem em um circuito em
paralelo.
7. BIBLIOGRAFIA

WALKER,Halliday Resnick. Fundamentos de Física, Volume3, Eletromagnetismo, 6°


edição. Rio de Janeiro: Livros Técnicos e Científicos Editora S.A. 2003.

Internet:

http://www.efeitojoule.com/2008/07/associacao-de-resistores.html
acessado em 3/04/2010 às 16h00min

http://www.lei.ucl.ac.be/multimedia/eLEE/PO/realisations/CircuitsElectriques/CircuitsLineaire
s/Resistivos/2_aula.htm
acessado em 4/04/2010 às 14h02min.

http://www.infoescola.com/fisica/associacao-de-resistores/
acessado em 4/04/2010 às 15h10min.