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Área de Projecto

Relatório da Visita de
Estudo ao Património
Histórico de Lisboa

Professora:
Maria dos Anjos

Trabalho realizado por:


Bárbara Patrão
Cristina Lopes
João Garcia
João Seabra
12ºD
Relatório da Visita de Estudo ao Património
Histórico da cidade de Lisboa

Para: Orientadora de Área de Projecto do 12ºD e organizadora da viagem


(Prof. Maria dos Anjos Poeira)
De: Grupo I de Área de Projecto do 12ºD (Bárbara Patrão, Cristina Lopes, João
Garcia, João Seabra)

Seia, 11 de Maio de 2010

Relatório da visita de Estudo ao Património Histórico


da cidade de Lisboa, no dia 30 de Abril de 2010, das
6:30 às 21:30horas.

O presente relatório descreve os principais momentos e acontecimentos


dos alunos do 12ºD e 12ºK, na visita de estudo ao Património Histórico da
cidade de Lisboa, inseridas nas Disciplinas de Área de Projecto, Geografia C e
História A. Os professores que acompanharam esta viagem foram Conceição
Saraiva e Manuela Silva. A visita consiste no Palácio da Palhavã, a Zona de
Belém e o Museu do Oriente no dia 30 de Abril de 2010, pelas 6:30 às 21:30
horas.
Os objectivos desta viagem foram os seguintes: Proporcionar aos alunos
o conhecimento de uma região com características diferentes daquela em que
estão integrados; Fomentar o espírito crítico, aprender e observar e a ler
diferentes paisagens; Contactar com novas realidades; Motivar os alunos para
a realização do seu projecto “Ser Português… Portugal no mundo”; Apreciar o
urbanismo da cidade de Lisboa; Descobrir as funções e actividades
desenvolvidas por um embaixador; Apreciar a beleza arquitectónica de um dos
Palácios mais imponentes da capital portuguesa; Conhecer locais onde se
escreveram páginas da História de Portugal; Visitar alguns dos monumentos
lisbonenses considerados como Património Cultural pela UNESCO;
Reconhecer alguns vestígios da presença portuguesa no Oriente; Apoiar o
desenvolvimento curricular; Promover a transversalidade nas aprendizagens e
a interdisciplinaridade; Contribuir para o enriquecimento cultural dos
participantes; Promover um horizonte escolar amplo; Desenvolver o espírito de
grupo e fomentar a cooperação; Reforçar a relação aluno/aluno e
aluno/professores.
O Itinerário da Visita:
• Escola Secundária de Seia – 6h30m
• Palácio da Palhavã (Residência do Sr. Embaixador de Espanha) - 11h00
• Zona de Belém – Almoço
• Museu da Fundação Oriente – 15h30m
• Partida em direcção a Seia – 17h00m
• Escola Secundária de Seia – 21h30m

Saímos da Escola Secundária de Seia por volta da 6:30, como estava


previsto, rumo a Lisboa.
A viagem decorreu normalmente, sem grande impasse. Paramos na
primeira paragem de Serviço em Pombal por volta das 8:30, onde os alunos
puderam descontrair um pouco e tomar o pequeno-almoço. De seguida
prosseguimos viagem com destino a Lisboa.
Chegamos por volta das 10:45 ao Palácio da Palhavã situado na Praça de
Espanha, perto da Fundação Calouste Gulbenkian. O grupo teve de esperar
um pouco, no Portal do Terreiro, até poder entrar na entrada nobre. De seguida
fomos recebidos pela historiadora que fez uma visita guiada por dentro e por
fora da embaixada. O Palácio é uma casa privada que não entra qualquer
pessoa, portanto os alunos tiveram o cuidado de não tocar ou mexer nos
objectos que se encontravam dentro e fora da propriedade. A historiadora
levou-nos para o vestíbulo ou wall (entrada) da casa, que falou um pouco da
história do Palácio. Afirma a própria, que o Palácio de Palhavã, foi
anteriormente designado de Palácio de Azambuja. Este fora edificado no
século XVII, situado na Freguesia de S. Sebastião da Pedreira que pertenceu
ao 2ºConde de Sarzedas, dos “meninos de Palhavã” – D. António, D. Gaspar e
D. José, filhos ilegítimos do Rei D. João V – que ali viveram até 1760 e a ele
regressaram 18 anos passados, depois do desterro no Buçaco ordenado pelo
Marquês de Pombal, a partir de 1860 dos condes de Azambuja, e mais tarde,
do Estado Espanhol. Os denominados “meninos de Palhavã” eram os filhos
bastardos do rei D. João V, aquando tinha relações com as freiras no convento.
Este palácio foi adquirido em 1918 para residência do embaixador
espanhol. Actualmente, exerce processos burocráticos de imigrantes espanhóis
que estão alojados no País e também tem a função de representar o governo
Espanhol em território Português. Alberto Navarro é o embaixador da
embaixada. Ela ainda refere, que esta é uma das poucas embaixadas mais
luxuosas do mundo devido a sua diversidade de arte Barroca e Neo-Clássica
na generalidade do edifício.
Ao fim de falar um pouco sobre a história e a função da embaixada em
Portugal, o grupo foi visitar o interior da casa onde pudemos vislumbrar a
riqueza, o recheio que esta albergava e sobretudo a arte que nela incluía,
embora grande parte dos objectos de arte (quadros, tapeçarias, cómodas de
estilo espanhol) que continha, foram na grande maioria destruídas ou
roubadas, devido ao assalto que a população fez no período de grande
instabilidade que se mantinha no País em 1975. Depois fomos ver as restantes
salas: a Sala do Despacho, o Salão Vermelho, a Sala de Jantar Diário, a Sala
de Banquetes, o Grande Salão e a Capela Palatina. Estas Salas eram para os
convidados de Honra e para os grandes líderes mundiais como o Príncipe de
Espanha e o Presidente da República. Por fim acabamos a visita no exterior da
casa aonde observamos a Fonte do Jardim e donde pudemos tirar fotos no
maravilhoso jardim.
De seguida fomos para a Zona de Belém por volta das 12:10 onde iríamos
almoçar. Como tínhamos tempo até as 15:00 (hora estabelecida para estarmos
no autocarro) almoçamos rápido, para podermos ter tempo de visitar os
monumentos: Padrão dos Descobrimentos, Mosteiro dos Jerónimos, Torre de
Belém e CCB (Centro Cultural de Belém).
Visitamos em primeiro lugar o CCB designado Centro Cultural de Belém,
localizado na praça do império tem como objectivo de desenvolver a actividade
cultural, o Centro dá especial destaque à música, artes teatrais e fotografia,
acarretando, desde 2007, o Museu Colecção Berardo. É, ainda, palco de
exposições temporárias, nomeadamente a exposição “Sem Rede”, da artista
Joana Vasconcelos. Vimos a exposição que nos cativou imenso, para não dizer
que esta é a primeira exposição antológica feita em Portugal.
De seguida continuamos e passamos, ao lado, pelo monumento Mosteiro
dos Jerónimos que fora mandado construído após Vasco da Gama ter
regressado da sua viagem à Índia, sendo financiado pelos lucros do comércio
de especiarias. É considerado Património Cultural da UNESCO, destacando-se
pela sua decoração remontante aos Descobrimentos, característica do estilo
manuelino. Alguns dos nomes mais conhecidos da nossa História, como Vasco
da Gama ou o poeta Luís Vaz de Camões, estão aqui sepultados. O grupo
decidiu não entrar por razões de não haver tempo para visitar. Fomos comer
um dos famosos pastéis de Belém que são considerados uma das melhores
sobremesas a nível internacional. Ao fim de saborearmos esta apetitosa
sobremesa caminhamos para o outro lado, para ver os monumentos que
restavam o Padrão dos Descobrimentos e a Torre de Belém. O Padrão dos
Descobrimentos foi um monumento deixado no período do regime Estado
Novo, liderado pelo Doutor António Oliveira de Salazar, este foi inaugurado em
1960, no contexto das comemorações dos quinhentos anos da morte do Infante
D. Henrique, o Navegador. A Torre de Belém é actualmente classificada como
Património Cultural pela UNESCO. A sua construção deu-se ao longo do
século XVI, sendo a primeira torre de mensagem construída com o estilo
manuelino. A decoração é alusiva aos Descobrimentos, rica em esferas
armilares, cruzes da Ordem de Cristo e elementos naturais. Conseguimos ver
os monumentos todos, o que ainda tivemos tempo para tirar umas fotos e
observar a magnânima paisagem do Tejo. Já estava na hora e prosseguimos
para o autocarro para irmos em direcção ao Museu Oriente e também
Fundação.
Chegamos ao museu por volta das 15:30, aguardando a guia que iria
fazer a explicação da presença portuguesa nos diferentes continentes (África e
Ásia). Subimos para o Primeiro piso onde iríamos observar e apreciar a
exposição referente aos Descobrimentos Portugueses. A guia começou por
referir que os Portugueses estiveram em todo o Mundo desde a Índia, Goa,
Japão, China e entre outros países. Deixamos marcas na cultura deles e na
nossa. Os portugueses tiveram um papel importante na economia e na
transição de bens para outros países, como a porcelana e os biombos que
provinham da China. Durante a explicação pudemos ver peças de porcelana,
quadros, biombos, objectos religiosos e entre outros. O museu dividia-se em
sectores, o sector da Índia, China, Timor, Sri Lanka, Nagazaki, Goa e Japão.
Ao fim de observarmos a exposição e da explicação dada pela guia, esta deixo-
nos a vontade para vermos o resto das montras, informou-nos que havia uma
exposição que retratava os “Deuses na Ásia” que se encontrava no segundo
piso. Como já não tínhamos muito tempo para ver tivemos de observar muito
rápido, o que não deu para apreciar as obras de arte.
Acabada a nossa visita, fomos para o autocarro às 17:00. A viagem para
Seia correu muito bem, divertimo-nos bastante e sabem sempre bem este
género de visitas, já que enriquecem-nos quer intelectual e social.
Chegamos a Seia por volta das 21H00, tal como estava previsto no plano
de viagem.
Consideramos que esta visita foi bastante produtiva e que contribuiu para a
nossa formação e para o nosso enriquecimento pessoal. O contacto de perto
com o património histórico, a roca de impressões com os restantes grupos e
professores, ajudaram a compreender melhor o tema que estamos a
desenvolver e trouxe uma melhor colaboração e motivação ao nosso trabalho
de Área de Projecto.
Imagens Anexadas:

Fig.1 Entrada Nobre da Fig.2 Candeeiro Feito de Fig.3 Mosteiro dos


Embaixada de Espanha tampões, CCB Jerónimos
Fig.4 Padrão dos Fig.5 Torre de Belém Fig.6 Fundação e
Descobrimentos Museu do Oriente