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III Congresso de Pesquisa e Extensão da FSG I Salão de Extensão & I Mostra

III Congresso de Pesquisa e Extensão da FSG

I Salão de Extensão & I Mostra Científica

http://ojs.fsg.br/index.php/pesquisaextensao ISSN 2318-8014

http://ojs.fsg.br/index.php/pesquisaextensao ISSN 2318-8014 RELATO DE EXPERIÊNCIA: ESTÁGIO EM NUTRIÇÃO EM SAÚDE

RELATO DE EXPERIÊNCIA: ESTÁGIO EM NUTRIÇÃO EM SAÚDE COLETIVA EM ESCOLA MUNICIPAL DE CAXIAS DO SUL/RS

Taiara Scopel Poltronieri a , Sabrina Araldi Ziliotto a , Karen Jonson Peixoto a , Roberta Brambatti Moreira a , Rui Audibert a , Natalia Stedile b

a) Graduandos do curso de nutrição da Faculdade da Serra Gaúcha FSG.

b) Professora do curso de graduação de nutrição da Faculdade da Serra Gaúcha FSG.

Informações de Submissão

Palavras-chave:

e Autor Correspondente Taiara Scopel Poltronieri, endereço: Rua Os Dezoito do Forte, 2366 - Caxias do Sul - RS - CEP:

Educação nutricional. Escola. Alimentação saudável.

95020-472.

INTRODUÇÃO: A escola é um local de relações, um espaço que desenvolve

conceitos e hábitos de vida que acabam interferindo de forma direta nos cuidados com a saúde

dos indivíduos (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2009). Portanto, é imprescindível a atuação

combinada entre saúde e educação para alcançar benefícios aos indivíduos (ROCHA, 2008).

No Brasil, os sistemas de saúde e de educação já atuam em conjunto com o objetivo de

aperfeiçoar a formação dos alunos (MINISTÉRIO DA SAÚDE, 2009). O objetivo deste relato

é descrever a atuação do estudante na área de nutrição social, em escolas e entidades

assistenciais no município de Caxias do Sul. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA: As

transformações ocorridas nos últimos anos na alimentação e no estilo de vida dos brasileiros

favorecem o desenvolvimento de doenças crônicas não-transmissíveis e acabam por

desencadear maiores índices de obesidade infantil (INSTITUTO BRASILEIRO DE

GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA, 2006; SCHMITZ et al., 2008). Por outro lado, escolares

desnutridos apresentam déficit na aprendizagem, uma vez que, a fome resulta em dificuldades

de assimilação e menor capacidade de concentração (FROTA et al., 2009). Devido a essas

duas faces da alimentação, e do estado nutricional dos escolares, é possível identificar o quão

importante se faz a atuação do nutricionista na educação nutricional de escolares e na

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alimentação saudável na escola (MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO, 2012). Pode-se desenvolver ali, o conceito da escola como promotora de saúde, incentivando o desenvolvimento humano saudável e as relações construtivas e harmônicas (SCHMITZ et al., 2008; GONÇALVES et al., 2008). MATERIAL E MÉTODOS: Foram desenvolvidas atividades de investigação, avaliação do estado nutricional e educação em nutrição com alunos de uma escola municipal e crianças frequentadoras de uma entidade assistencial do município. Realizaram-se diversas atividades, como por exemplo, pinturas, jogos, adivinhação, vídeos e dinâmicas lúdicas educacionais referentes à nutrição e alimentação em geral. Nestas últimas utilizavam-se materiais como, rótulos de alimentos, tubos de ensaio contendo a quantidade de sódio e açúcar presentes em alimentos industrializados e materiais diferenciados desenvolvidos para abordagem nutricional, como o prato saudável. RESULTADOS E DISCUSSÕES: Em geral os alunos mostraram-se participativos e trouxeram retornos positivos aos estagiários. No entanto, houveram também aqueles que não interagiam e não demonstravam interesse quanto ao assunto. Observou-se que nas atividades práticas como, vídeos, jogos e adivinhação os alunos mostraram maior interesse em participar, enquanto nas atividades teórico-explicativas a atenção deles era desviada com facilidade e por isso a participação e o entendimento eram menores. Ao final do semestre realizaram-se atividades de revisão, e na grande maioria das turmas os alunos trouxeram bons retornos quanto ao aprendizado adquirido no decorrer do estágio. CONCLUSÃO: Concluiu-se que as atividades desenvolvidas trouxeram retorno positivo ao conhecimento dos alunos da escola e dos estagiários. Acrescentando mudanças em relação ao social, pessoal e profissional, uma vez que, conheceram-se novas realidades de vida, criaram-se vínculos e desenvolveram-se novos métodos de trabalhos e abordagens, sendo possível associar o conhecimento teórico adquirido no decorre do curso com a prática de trabalho diária do nutricionista atuante nesta área.

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REFERÊNCIAS

FROTA, A. M. et al. Má alimentação: fator que influencia na aprendizagem de crianças de uma escola pública. Revista APS, v. 12, n. 3, jul.-set. 2009.

GONÇALVES, F. D.; CATRIB, A. M. F.; VIEIRA, N. F. C.; VIEIRA, L. J. E. S. Health promotion in primary school. Interface Comun Saúde Educ, v. 12, p. 181-92, 2008.

INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA (IBGE). Pesquisa de orçamentos familiares 2002/2003. Antropometria e análise do estado nutricional de crianças e adolescentes no Brasil. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, 2006.

MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO. O Papel do Nutricionista no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE): Manual de instruções operacionais para nutricionistas vinculados ao PNAE. 2ª ed. Brasília: 2012

MINISTÉRIO DA SAÚDE. Secretaria de Vigilância em Saúde. VIGITEL Brasil 2008. Vigilância de fatores de risco e proteção para doenças crônicas por inquérito telefônico. Brasília, 2009.

ROCHA, D. G. et al. Revelando a trilha. Diversidade e Equidade no SUS: parceria universidade e educação popular. Goiânia: Cânone Editorial, p. 17-43, 2008.

SCHMITZ, B. A. S.; RECINE, E.; CARDOSO, G. T.; SILVA, J. R. M.; AMORIM, N. F. A.; BERNARDON, R. et al. A escola promovendo hábitos alimentares saudáveis: uma proposta metodológica de capacitação para educadores e donos de cantina escolar. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v. 24 Sup 2:S312-S322, 2008.