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Ingrid Madiany da Silva Santos

Rayssa Tenório

Lesão esportiva: estudo de casos por temperatura

MACEIÓ/AL
2010/01
Ingrid Madiany da Silva Santos
Rayssa Tenório

Lesão esportiva: estudo de casos por temperatura


Projeto de pesquisa apresentado como
requisito parcial, para a disciplina de fisiologia do
exercício , da Faculdade de Ciências Biológicas e
da Saúde – FCBS, sob a orientação do professor
Ricardo.

FUNDAÇÃO EDUCACIONAL JAYME DE ALTAVILA – FEJAL


CENTRO DE ESTUDOS SUPERIORES DE MACEIÓ – CESMAC
FACULDADE DE CIÊNCIAS BIOLÓGICAS E DA SAÚDE – FCBS
CURSO DE GRADUAÇÃO DE FISIOTERAPIA

MACEIÓ/AL
2010/01
Ingrid Madiany da Silva Santos
Rayssa Tenório

Lesão esportiva: estudo de casos por temperatura

Projeto de pesquisa apresentado como


requisito parcial, para a disciplina de Recursos
Terapêuticos Mecânicos e Manuais, da Faculdade
de Ciências Biológicas e da Saúde – FCBS, sob a
orientação do professor Ricardo.

APROVADO EM: __/__/__

_______________________________________
Nome do(a) orientador(a)
SUMÁRIO

INTRODUÇÃO....................................................................................

REVISÃO DA LITERATURA..............................................................
TERMOGÊNESE
A taxa de metabolismo corporal depende dos seguintes fatores
1.Extremos da Tolerância Humana
1 regulação da temperatura.........................................
2. Hipetermia,.....................
3.Hipotermia........................
4. Cálculos de calor por temperatura
4.1. Calculo da perda de calor por meio da evaporação................................

4.2 Calculo da perda de calor por meio da evaporação............................

4.3 Ganho de calor do corpo durante o exercício = (calor produzido – perda de


calor)..................

4.4 Calculo do aumento da temperatura corporal durante o exercício.

5. Principais fatores relacionados à lesão

5.1 Aptidão física.........


5 .2 Aclimatação......................
5.3 Hidratação...........................
5.4 Temperatura ambiente
5.5 Vestimenta
5.6 Umidade (pressão de vapor de água )
5.7 Taxa metabólica
6. Diferença de sexo
7.Exercício em um ambiente frio
8.Fadiga muscular
Tratamento fisioterapeutico

DISCUSSÃO......................................................................................
CONCLUSÃO ......................................................................................
REFERÊNCIAS ....................................................................................
APÊNDICES (Se houver)......................................................................
ANEXOS (Se houver)............................................................................
REVISÃO DE LITERATURA

INTRODUÇÃO

O ser humano é um ser homeotérmico, isto é, possui a capacidade de


manter a temperatura corporal dentro de certo intervalo pré
determinado apesar das variações térmicas do meio ambiente
(homeostasia térmica). Temperatura de equilíbrio: 37ºC (98.6ºF1)

[Limites normais: 36.1º - 37.2ºC (97º - 99ºF)]

A variação térmica circadiana é um fenômeno natural e geralmente


não ultrapassa os 0.6ºC (1ºF). A temperatura corporal é menor pela
manhã, aumenta ao longo do dia e é máxima pelo início da noite. O
equilíbrio térmico é conseguido através do balanço entre a perda e a
produção ou aquisição de calor. Seguidamente serão abordados os
mecanismos físicos e fisiológicos que contribuem para este equilíbrio.

TERMOGÊNESE

A termogênese corresponde à energia na forma de calor gerada ao


nível dos tecidos vivos. A quantidade de calor produzida é diretamente
proporcional à taxa de metabolismo corporal (40-60% da energia
(Proveniente da hidrólise do trifosfato de adenosina – ATP, é perdido
sob a forma de calor).

A taxa de metabolismo corporal depende dos seguintes fatores:


1. Taxa de metabolismo basal de todas as células corporais (para
cada aumento da temperatura no valor de 1ºF ou 0.6ºC, esta taxa
aumenta aproximadamente 10%);

2. Taxa de metabolismo adicional decorrente da atividade muscular;

3. Taxa de metabolismo adicional secundário ao efeito da Tiroxina (e


em menor grau por outras hormonais como a hormonal de crescimento
ou a testosterona) a nível celular:

4. Taxa de metabolismo adicional causada pelo efeito da epinefrina,


norepinefrina e pela estimulação simpática a nível celular;

5. Taxa de metabolismo adicional por um aumento intrínseco da


atividade química nas próprias células. A contribuição de cada um
destes fatores para a taxa de metabolismo corporal varia ao longo do
tempo.

Por exemplo, se compararmos uma situação de repouso com uma


situação de exercício físico, verificou que na primeira situação a
termogênese é decorrente essencialmente do metabolismo basal
enquanto que na segunda deriva principalmente da atividade
muscular.

HIPERTERMIA

A normotemperatura humana é aproximadamente 36,5 ºC. Quando a


temperatura se eleva de 37,5ºC a 40ºC não há riscos graves para a
vida do indivíduo. Contudo, se a temperatura ultrapassa os 40ºC
começa a ficar ameaçador à vida podendo inclusive provocar
convulsões. Se excede 43ºC, a vítima pode ser levada à morte devido
à desnaturação da estrutura terciária das proteínas, à instabilidade das
membranas celulares, a alterações das vias metabólicas dependentes
de oxigênio e a uma disfunção mitocondrial. Se a temperatura corporal
conseguir chegar a 51°C, ocorre a rigidez muscular e a morte
instantânea.
A manutenção da temperatura central do organismo é feita através de
mecanismos homeostáticos eficientes que procuram manter as
reações químicas orgânicas compatíveis com a normalidade. Os
órgãos internos (fígado, cérebro, coração e músculos esqueléticos)
são os principais responsáveis pela produção de calor. Este calor é
então transferido para a pele, onde é perdido para o meio ambiente. A
transferência de calor do centro do corpo para a pele é feita através do
fluxo sangüíneo, e a troca de calor se dá principalmente pelas mãos,
pés e orelhas. Quando a temperatura do corpo for maior que a do
ambiente, as perdas se darão principalmente por irradiação e
condução, mas quando a temperatura do meio for maior que a da
pele, estes processos farão com que o corpo ganhe calor, sendo a
evaporação a única maneira de o corpo perder calor.
Os mecanismos que regulam a temperatura do corpo operam por meio
dos centros termorreguladores (que funcionam como termostatos
buscando equilíbrio entre a produção e a perda de calor) localizados
no hipotálamo anterior, o qual contém grande número de neurônios
sensíveis ao calor e ao frio para o controle da temperatura corporal.
Quando a área do hipotálamo anterior é aquecida, verifica-se
imediatamente por todo o corpo uma sudorese intensa na pele
associada a uma vasodilatação cutânea. Uma outra maneira de se
ativar a sudorese é através da adrenalina ou da noradrenalina que
circula no sangue.
Hipertermia é a temperatura corporal central acima de 40°C,
relacionada à ineficiência dos mecanismos de dissipação do calor ou
por produção excessiva de calor associada a uma dissipação
insuficiente. Várias são as causas de hipertermia, dentre elas
destacam-se exposição prolongada ao Sol, a fornos ou a locais de
grande temperatura, prática de exercícios físicos em ambientes
quentes e úmidos e a hipertermia maligna. As duas primeiras são
causada por uma insuficiência dos mecanismos dissipadores de calor
e a terceira é causada por uma variação genética que na maioria dos
casos relaciona-se a uma alteração no gene que codifica os canais de
liberação de cálcio nos retículos sarcoplasmáticos, causando dentre
seus efeitos, o aumento da temperatura corporal.
Alguns sintomas da hipertermia são:

<!--[if !supportLists]-->· <!--[endif]-->A temperatura corpórea central


aumenta para mais de 40° C;
<!--[if !supportLists]-->· <!--[endif]-->A transpiração cessa;
<!--[if !supportLists]-->· <!--[endif]-->A freqüência cardíaca aumenta;
<!--[if !supportLists]-->· <!--[endif]-->A respiração se intensifica;
<!--[if !supportLists]-->· <!--[endif]-->Ocorre confusão mental, tontura,
náusea e dor de cabeça.
A avaliação da temperatura central é a chave dainvestigação
(geralmente verificada através da temperatura retal,pois as
temperaturas oral e axilar não são consideradas confiáveis).
Hipertermia persistente resulta em várias e graves
complicaçõesagudas. Entre elas está a hipovolemia (diminuição do
volume sangüíneo)decorrente da sudorese e da vasodilatação, a qual
diminui o débitocardíaco e impede a termorregulação. Entretanto,
lesão cerebral agudae convulsões são as complicações mais
perigosas que a hipertermiapersistente pode causar. A morte por
hipertermia persistente é normalmenteresultante de arritmia cardíaca.
O tratamento para hipertermia consiste em: · Interromper a
exposição a qualquer fator desencadeante; · Controlar da
hiperatividade muscular; · Aplicar métodos de resfriamento
como compressascom água morna juntamente com ventilador,
cobertorespara resfriamento (cobertores hipotérmicos); · Fazer
lavagem gástrica com soro fisiológico; · Manter o paciente em
ambiente relativamente frio; · Administrar medicamentos
antitérmicos e fazer reposição de líquidos. <!--[if !supportLists]--><!--
[endif]--><!--[if !supportLists]--><!--[endif]--><!--[if !supportLists]--><!--
[endif]--><!--[if !supportLists]--><!--[endif]--><!--[if !supportLists]--><!--
[endif]--><!--[if !supportLists]--><!--[endif]-->As atividades físicas e a
hipertermia; A hipertermia surge no atleta que faz um exercício intenso
e prolongado sem adequada hidratação e/ou boa transpiração.
Surgem inicialmente sede, fadiga e câimbras intensas. A seguir, o
Mecanismo Termorregulador corporal começa a entrar em falência e
surgem sinais como náuseas, vômitos, exaustão, irritabilidade,
confusão mental, falta de autocrítica, incoordenação motora, delírio e
desmaio. Sem cuidados, pode ocorrer o coma e às vezes a morte. A
pele do atleta geralmente torna-se muito quente e vermelha
(parecendo febril), às vezes com calafrios mesmo em ambientes
quentes. É comum o atleta pedir agasalhos, mas estes não devem ser
dados. O suor é profuso, até o momento em que surge a desidratação,
quando então a pele torna-se seca. Essa é uma fase perigosa, pois a
ausência de sudorese não permite adequada perda de calor,
colocando o atleta em risco de vida pela hipertemia grave. Cessa
então a atividade motora, e o atleta deve ser imediatamente tratado.
Diferenças entre febre e hipertermia: O ser humano possui um ponto
fixo de temperatura. Pequenas variações desta estimulam
rapidamente os mecanismos de homeostase que trazem a
temperatura de volta para o ponto fixo. Em ambos os casos (de febre
e de hipertermia) há aumento da temperatura corporal. Entretanto, a
diferença entre elas é que a febre acontece em resposta a uma
alteração no centro termoregulador localizado no hipotálamo
(alteração do ponto fixo). A elevação do ponto de regulação térmica
(ou ponto fixo) dá origem a uma série de mecanismos a fim de elevar a
temperatura corporal central (tremores, vasoconstrição e aumento do
metabolismo celular) visando atingir ao novo equilíbrio. As substâncias
capazes de causar febre são chamadas de pirógenos, podem ser
oriundos do interior ou do exterior do organismo. Os pirógenos
exógenos causam febre por meio da estimulação do corpo para que
ele libere seus próprios pirógenos. Os pirógenos endógenos são
geralmente produzidos pelos monócitos. Após cessar a ação do
agente causador da febre, a temperatura tende a voltar aos valores
normais. Alguns estudos apontam que há menor crescimento
bacteriano e maior ativação do sistema de defesa do organismo
quando vigora a febre. A hipertermia é uma elevação da temperatura
corporal acima do ponto de regulação térmica. Como já foi dito, ela
está associada a uma ineficiência dos mecanismos de dissipação do
calor ou ao excesso de produção de calor com uma dissipação
insuficiente.

Hipertermia maligna: É uma síndrome que pode ocorrer durante ou


logo após a aplicação de uma anestesia e que está diretamente ligada
à genética familiar (origem farmaco-genética). Inicia-se quando a
pessoa recebe determinados tipos de anestésicos inalatórios
(halotano, enflurano, isoflurano, sevoflurano, desflurano) ou o
relaxante muscular succinilcolina. O uso dessas drogas associado à
genética do indivíduo induz um processo de hipermetabolismo da
célula muscular esquelética que consome grande quantidade de
energia, o que provoca rápida e intensa elevação da temperatura com
conseqüentes alterações bioquímicas e hematológicas que podem
evoluir para um choque irreversível e morte. As primeiras
manifestações clínicas da síndrome de hipertermia maligna são o
aumento do gás carbônico no final da expiração causado pelo
aumento do metabolismo da célula muscular esquelética, aumento da
freqüência cardíaca, arritmias diversas, cianose e rigidez muscular. O
aumento da temperatura não é o primeiro sinal a se manifestar, porém
após o início, geralmente tem ascensão rápida. À medida que há
desenvolvimento da síndrome, há progressivas acidoses metabólica e
respiratória, hipercalemia, lactacidemia, mioglobinemia, assim como
elevação da creatinofosfoquinase. A mioglobinúria é responsável pela
insuficiência renal aguda. Assim que a hipertermia maligna é
detectada, deve-se suspender o ato cirúrgico e a administração do
agente desencadeante, hidratar o paciente e iniciar o processo de
resfriamento, lavando cavidades (gástrica, vesical, intestinal, peritonial)
com soluções geladas, usando manta térmica para resfriamento da
superfície corporal e instalando circulação extracorpórea, se
necessário. Porém estas medidas devem ser monitoradas e
observadas rigorosamente, para que o paciente não tenha hipotermia.

HIPOTERMIA

A hipotermia em humanos ocorre quando a temperatura central do


corpo humano, que em situações normais é de aproximadamente
36,5ºC, desce abaixo dos 35ºC. Essa perda excessiva de calor pode
causar danos como hiperglicemia, devido à estimulação simpático-
adrenérgica que aumenta a produção de glicose a partir de glicogênio
hepático e também devido à menor produção de insulina pelo
pâncreas; diminuição da pressão arterial e do débito cardíaco devido a
vasoconstrição periférica (pode inclusive ocasionar necrose das
extremidades por falta de aporte sanguíneo) e arritmias cardíacas;
aumento da afinidade da hemoglobina pelo oxigênio, tornando difícil a
liberação deste para os tecidos, o que ocasiona desaceleração do
metabolismo e aumento do ph sanguíneo pela diminuição da produção
de dióxido de carbono; e uma diminuição na formação de urina, devido
à diminuição do fluxo sanguíneo renal. Para evitá-la é essencial vestir
roupas apropriadas, que isolem e que protejam do vento e da água.
Poderá ser detectada em outras pessoas, já que o auto-diagnóstico é
difícil, através de sintomas como alterações comportamentais, maior
irritabilidade, agressividade e sonolência.
O corpo humano tem um mecanismo próprio de controle da sua
temperatura, chamado Mecanismo Termorregulador. Ele envolve
centros e vias nervosas e químicas no cérebro, na medula espinal e
em nervos por todo o corpo, além de receptores especiais de
temperatura. Abaixo do nosso limite inferior de temperatura (36,5ºC)
vários sintomas surgem, desde pele fria e tremores, até a morte.
Quando as terminações nervosas detectam uma queda na
temperatura, além da sensação de frio e arrepios, surge uma
vasoconstrição (diminuição do calibre) dos vasos sangüíneos da pele.
Por isso a pele fica fria. Essa é a resposta inicial do corpo, no sentido
de diminuir a perda de calor, mantendo constante a temperatura
corporal interna. Quando essa vacoconstrição não é eficiente para
evitar a queda da temperatura, surgem os tremores (contrações
involuntárias dos músculos esqueléticos que geram calor).
Se esse corpo continua exposto ao frio ambiental, os tremores
diminuem ou cessam, surgem alterações mentais e a performance
motora diminui. Progressivamente há um colapso do mecanismo
termorregulador, que não consegue mais responder às necessidades
do organismo, causando inclusive vasodilatação na pele e
conseqüente aumento da perda de calor para o exterior. Assim, o
indivíduo começa a diminuir seu nível de consciência, fica prostrado e
sonolento, as funções vitais se alteram (principalmente freqüência
cardíaca, respiratória e pressão arterial) e esses sintomas vão
evoluindo até a vítima entrar em coma e depois morrer. No decorrer
desses eventos, podem surgir lesões pelo frio, principalmente nas
extremidades (mãos, pés, nariz, orelha e lábios), das quais a mais
grave é o congelamento.
A hipotermia pode ser classificada em leve, moderada ou grave.

•Leve (35 a 33ºC): Sensação de frio, tremor, diminuição da atividade


motora (letargia ou prostração), espasmos musculares, alteração da
marcha (a pessoa parece perder parte do equilíbrio ao caminhar). A
pele fica fria, as extremidades (ponta dos dedos, lábios, nariz, orelhas)
mostram tonalidade cinzenta ou cianótica (levemente arroxeada). A
vítima mostra sinais de confusão mental.
•Moderada (33 a 30ºC): Os tremores tendem a ir desaparecendo. O
indivíduo começa a ficar muito prostrado, sonolento, quase
inconsciente. Há mudança do humor (irritabilidade, agressividade,
depressão). Algumas vezes pode ocorrer inclusive euforia e perda da
auto-crítica. Esses sintomas costumam confundir quem está
examinando o paciente, pois pode parecer que a pessoa melhorou.
Porém, a realidade é que a vitima está piorando gravemente. O
indivíduo fica desorientado, com rigidez muscular e com alterações da
fala e da memória. A freqüência cardíaca fica mais lenta ou irregular.
•Grave (menos de 30ºC): A pessoa fica inconsciente e imóvel. As
pupilas tendem a dilatar e as freqüências cardíaca e respiratória são
quase imperceptíveis. A manipulação dela deve ser muito delicada,
pois do contrário, podem ser desencadeadas arritmias cardíacas
graves. Se não for controlada a situação, a morte é inevitável. Detalhe:
a vítima em hipotermia grave tem uma depressão tão forte da
consciência, da respiração e dos batimentos cardíacos que pode
parecer que ela está morta. Tanto assim que é importante reaquecer o
paciente e tentar manobras de ressuscitação intensas antes de dar o
diagnóstico de morte.Esta enfermidade, não possui tratamento
específico, devendo-se aumentar a temperatura corporal da vítima.

•De início, deixe a pessoa em posição horizontal, pois nesta posição o


coração irá realizar o fluxo de sangue ao cérebro mais facilmente.•Não
massageie ou esfregue a vítima e nem dê álcool ou tabaco, pois estas
ações desviarão a circulação (que já está comprometida) dos órgãos
internos, podendo agravar a situação.•Chamar socorro especializado,
aquecer o indivíduo iniciando da cabeça ao tronco e depois o resto do
corpo (pode ser com bolsas de água quentes, almofadas e
cobertores), monitorar as funções vitais da vítima (respiração,
circulação e temperatura) e remover a roupa molhada se tiver outra
para colocar no lugar.•Avalie o nível de consciência, veja suas pupilas
e sua forma de responder perguntas. Procure manter o paciente
acordado.
•Examine possíveis ferimentos que possam piorar a Hipotermia. Se
houver sangramento, procure controlar de maneira usual.•Se a
hipotermia ficou severa notavelmente e a pessoa está incoerente ou
inconsciente, reaquecimento deve ser feito sob circunstâncias
estritamente controladas em um hospital.•Leigos devem apenas
remover a vítima do ambiente gelado, dar bebida quente (não muito
quente porque poderia ocasionar choque térmico) e levar a pessoa
para o cuidado médico o mais rápido possível.•Na hipotermia o
reaquecimento rápido pode causar arritimia cardíaca.Hipotermia
terapêutica: A hipotermia terapêutica é uma estratégia utilizada para
diminuir a lesão miocárdica decorrente de isquemia durante
intervenções cardíacas. A explicação é que a redução do consumo de
oxigênio induzido pela diminuição da atividade metabólica celular
limita as zonas de isquemia. Nesta técnica, o corpo é resfriado a 32
ºC, que é a temperatura interna mínima em que as células são
preservadas dos danos decorrentes da falta de oxigênio. O aumento
da afinidade do oxigênio à hemoglobina é compensado pelo aumento
da sua solubilidade no sangue, mantendo compatível à oferta de
oxigênio à sua demanda. Contudo, além deste mecanismo mais
conhecido de cardioproteção, foi evidenciado que essa medida limita a
ação de substâncias tóxicas, como os radicais livres, que tendem a
aumentar a extensão do dano. Em modelos animais e em corações
isolados foi observado também que a hipotermia terapêutica preserva
as reservas celulares de ATP durante episódios de isquemia e diminui
o tamanho do infarto, preservando o fluxo microvascular e mantendo o
débito cardíaco. A intensidade e a duração da hipotermia são
determinadas de acordo com o procedimento cirúrgico a ser realizado.
Apesar dos efeitos benéficos da hipotermia sobre a proteção orgânica,
o aumento do tempo de duração da hipotermia parece exercer efeitos
contrários, piorando a lesão miocárdica. O resfriamento está sendo
aplicado em fase experimental no atendimento de pacientes com
infarto e com derrame. No primeiro caso, a idéia é proteger o próprio
músculo cardíaco de possíveis comprometimentos causados pela falta
de sangue e oxigênio. No derrame, como a hipotermia evita a morte
das células cerebrais, acredita-se que ela diminuiria os riscos de
seqüelas. Há ainda estudos sobre o uso da técnica em recém-
nascidos que sofreram falta de oxigenação durante o parto e em
vítimas de esclerose múltipla.
Curiosidades: Muitas pessoas têm a idéia de que o álcool quando
ingerido aquece a pessoa. Mas na verdade essa é ideia é errada, já
que o que o álcool faz é uma vasodilatação periférica, havendo assim
um maior fluxo de sangue nas regiões periféricas do corpo. Desta
forma percebe-se uma maior sensação de calor, por isso que se diz
que o álcool aquece o corpo. Entretanto, essa vasodilatação periférica
diminui a quantidade de sangue dos órgãos internos, e é assim que
morrem vitimas de hipotermia que ingerem álcool para se aquecer.
Há vinte e dois anos, médicos utilizaram a hipotermia terapêutica
como último recurso para tentar salvar o presidente Tancredo Neves.

REGULAÇÃO DA TEMPERATURA

Hipotálamo Anterior e Área Pré-óptica


Contêm neurónios sensíveis ao calor e neurónios sensíveis ao frio (estes em
maior número). São estimulados por variações da temperatura do sangue que
perfunde essa área - rede vascular especializada com função de barreira
hematoencefálica limitada denominada organum vasculosum laminae terminalis.
A estimulação térmica destes neurónios traduz-se por um aumento da frequência
dos impulsos emitidos
por segundo.
Receptores Cutâneos Térmicos
São de dois tipo: sensíveis ao frio (em maior número) ou sensíveis ao calor. A
informação transmitida por
estes receptores é enriquecida pela informação proveniente de receptores da dor
especificamente
estimulados por variações extremas da temperatura, o que explica que estas
possam ser percebidas como
dor.
O grau de estimulação (impulsos/segundos) dos distintos receptores térmicos
permite ao ser humano uma
gradação das sensações térmicas. A rapidez de instalação da temperatura
também modula o grau de
estimulação, verificando-se que a persistência da exposição a uma determinada
temperatura origina
progressivamente uma menor estimulação dos receptores térmicos – fenómeno de
adaptação.
Os receptores térmicos localizam-se imediatamente abaixo da pele e distribuem-
se em diferentes
percentagens consoante a área corporal (por exemplo, no caso dos receptores do
frio – nos lábios 15-
9
25/cm2, nos dedos 3-5/cm2, no tórax <1/cm2). Os receptores do frio são
consistentemente mais
numerosos, contudo a relação entre receptores frio/calor pode variar de 3:1 a 10:1.
A existência de um
maior número de receptores sensíveis ao frio deve-se ao facto de, num meio
ambiente neutro, a taxa
metabólica do ser humano produzir consistentemente mais calor do que é
necessário para manter a
temperatura corporal central a 37ºC.
A informação dos receptores térmicos progride juntamente com a informação dos
receptores dolorosos
cutâneos no interior de fibras C não mielinizadas (velocidade de transmissão 0.4 –
2m/s), e de fibras A
delta pequenas mielinizadas (velocidade de transmissão 20m/s) até à lamina
superficial do corno dorsal
da medula espinal. Seguidamente cruzam a linha média, dirigindo-se então no
sentido ascendente através
do tracto espinotalâmico contralateral até à formação reticular pontina e os
núcleos posterolateral ou
ventrolateral do tálamo. A informação progride posteriormente para o hipotálamo.
Receptores Existentes em Orgãos Corporais Profundos Presentes ao nível da
medula espinal, vísceras abdominais, dentro e à volta dos grandes vasos situados
no tórax e abdómen, apresentando uma sensibilidade mais acentuada para
diminuições da temperatura corporal central.

B) CENTRO INTEGRADOR

Os sinais provenientes de todos os tipos de receptores citados anteriormente são


integrados ao nível do hipotálamo → centro integrador. Após a integração das
diferentes informações aferentes e comparação das mesmas com o ponto de
regulação térmica, são emitidas informações para diversos órgãos ou sistemas
eferentes dependendo do tipo de resposta a estimular – promoção do ganho ou da
perda de calor.

C) SISTEMAS EFERENTES

Sistema Nervoso Central


Ao nível do sistema nervoso central, mais propriamente no córtex cerebral, a
percepção de variações da temperatura leva a alterações comportamentais, isto é,
respostas voluntárias, importantes na prevenção da hipo ou hipertermia. Incluem o
deslocamento para áreas mais quentes ou mais frias, remoção ou adição de
roupas, diminuição ou aumento da atividade, e aumento ou diminuição das áreas
de pele exposta.

Sistema Nervoso Autónomo

È responsável pela regulação de múltiplos mecanismos essenciais para uma


regulação eficiente da temperatura, nomeadamente:

1. Tônus vascular (vasoconstricção vs. vasodilatação) – Mecanismo Cutâneo de


Radiação.
10

2. Sudorese e freqüência respiratória (quanto mais elevada, maiores serão as


perdas insensíveis
através dos pulmões; é um mecanismo de perda de calor pouco ativa no ser
humano contrariamente ao
que ocorre noutros animais) – Mecanismo de Evaporação.

3. Metabolismo celular. O metabolismo celular pode ser uma forma de


termogénese química7, e consiste na produção de energia sob a forma de calor
através da fosforização oxidativa eficiente ou ineficiente (isto é, que não leva a
formação de ATP sendo que toda a energia é libertada sob a forma de
calor) de nutrientes intracelulares.

4. Lipólise da gordura castanha (gordura termogénica). A gordura castanha pode


ser considerada uma fonte de termogénese química dada a existência no interior
deste tipo de adipócitos de mitocôndrias especializadas na oxidação ineficiente
(isto é, que não leva a formação de ATP). Nos recém-nascidos,
onde ela existe em quantidade considerável (essencialmente ao nível do espaço
inter-escapular), é a fonte principal de calor. Nos adultos, dado existir em escassa
quantidade (principalmente à volta dos órgãos internos e Aorta), contribui somente
para 10-15% da quantidade de calor produzida.

5. Piloerecção. É um importante mecanismo de preservação de calor nos animais


e consiste na contracção do músculo erector do pêlo presente nos folículos
pilosos. A contração em bloco daqueles leva à erecção conjunta dos pêlos retendo
junto à pele uma camada de ar mais ou menos constante (camada isolante), o que
permite uma menor perda de calor para o meio externo – Mecanismo inibidor da
condução e convecção. No ser humano, tem como equivalente a chamada “pele
de galinha” (arrepio) mas não é um mecanismo eficiente de conservação de calor.

Sistema Nervoso Somático


Comanda a contração muscular (fonte importante de energia térmica -
termogénese muscular). Pode ser estimulado pelo córtex cerebral ou pode ser
estimulado involuntariamente pelo hipotálamo. Ao nível do hipotálamo posterior
existe um centro motor primário que modula o grau de inibição da atividade dos
neurônios motores anteriores presentes na medula espinal.
A diminuição da inibição dos neurônios anteriores (promovida por diminuição da
temperatura corporal central abaixo do valor de regulação) leva numa fase inicial
ao aumento do tônus muscular e posteriormente, se mantida, ocorrem contrações
repetitivas, isto é, tremores. A contração rápida involuntária da musculatura
esquelética pode resultar num aumento de 4 vezes da produção de calor , de 2
vezes do consumo de oxigênio e de 6 vezes da taxa metabólica.

Hipófise
7 Termogénese química: pode provir da lipólise da gordura castanha ou branca,
da glicogenólise, principalmente à nível muscular e hepático, ou da hidrólise do
ATP. 11
O hipotálamo tem capacidade de estimular determinadas substâncias que
funcionam como hormonal uma das quais é chamada de hormonal neurosecretora
libertadora de Tirotrofina. Esta última é libertada para as veias portais
hipotalámicas sendo transportada até à hipófise onde promove a libertação
da hormonal libertadora da Tiroxina (TSH). A TSH, por sua vez, ao passar para a
corrente sanguínea leva à libertação de Tirotoxina (T4) pela tiróide.
A Tirotoxina estimula o metabolismo celular, pelo que se percebe que uma
diminuição ou aumento da sua produção origina, respectivamente, um aumento ou
diminuição da energia térmica produzida.
A regulação da temperatura central do corpo é crítica, porque as estruturas
celulares e as vias metabólicas são afetadas pela temperatura. Por exemplo, as
enzimas que regulam as vias metabólicas são muito influenciadas por alterações
da temperatura; um aumento temperatura corporal acima de 45ºC (a temperatura
central normal é aproximadamente 37ºC) pode destruir a estrutura protéica de
enzimas, resultando em morte enquanto uma diminuição abaixo de 34ºC pode
causar uma lentidão do metabolismo e função cardíaca anormal (arritmias) (1).
Portanto, os seres humanos e muitos animais passam toda a vida a apenas
alguns graus de seu ponto de morte térmica. Por essa razão, está claro que a
temperatura corporal deve ser cuidadosamente regulada. A produção de calor no
exercício é cerca de 15-20 vezes maior do que no repouso, o que seria suficiente
para aumentar a temperatura corporal em 5ºC por minuto (Nadel et al, 1977).
Quem determina a temperatura corpórea normal, é uma estrutura do sistema
nervoso central denominada hipotálamo, que comanda os ajustes
termorregulatórios. O hipotálamo possui neurônios na sua porção anterior (área
pré-óptica), que desempenham importante papel na termorregulação, o
aquecimento e o resfriamento desta área desencadeiam respostas que vão,
respectivamente, aumentar e diminuir a perda de calor (Boulant, 1998).
Alem do hipotálamo, o organismo também possui receptores periféricos que
contribuem para a termorregulação por enviar informações para hipotálamo, tais
receptores estão localizados na pele, vísceras e medula espinhal. O hipotálamo
consegue estabeleces um equilíbrio entre a produção e a dissipação de calor, a
fim de manter a temperatura corporal constante, condições necessárias para
conservar a conformação estrutural e funcional das proteínas corporais. Este
equilíbrio pode ser afetado por fatores como: temperatura, umidade relativa do ar,
roupas, exposição direta ao sol e ao vento. (artigo termooorr.).
Os animais que mantêm a temperatura corporal central quase constante são
denominados homeotermos. A manutenção de uma temperatura corporal
constante exige que a perda de calor corresponda à taxa de produção de calor.
Para obter a regulação térmica, o corpo está bem equipado com mecanismos
nervosos e hormonais, que regulam tanto a taxa metabólica quanto a quantidade
da perda de calor em respostas às alterações da temperatura corporal. A
estratégia da manutenção da temperatura dos homeotermos utiliza uma ‘’fornalha’’
em vez de um ´´refrigerador´´ para manter a temperatura corporal em um nível
constante. Isto é, a temperatura corporal é ajustada próxima do limite superior da
faixa de sobrevida e é mantida constante pela produção metabólica continua de
calor acoplada com uma pequena, porem continua perda de calor. A base dessa
estratégia parece ser que a regulação da temperatura pela conservação e geração
de calor é muito eficiente, enquanto que nossa capacidade de resfriamento é
muito mais limitada (2).
Como os músculos esqueléticos em contração produzem grandes quantidades de
calor, o exercício prolongado em um ambiente quente/úmido apresenta um sério
desafio para a homeostase da temperatura. De fato, muitos cientistas do exercício
acreditam que o superaquecimento é a única ameaça grave à saúde apresentada
pelo exercício a um individuo saudável (3).
2. CALCULOS DE PERDA DE CALOR

2.1 Calculo da perda de calor por meio da evaporação

A evaporação de 1.000ml de suor resulta em 580 kcal de perda de calor permite


que calculemos a taxa de sudorese e de evaporação necessárias para manter
uma determinada temperatura corporal durante o exercício. Considerando o
exemplo a seguir: John Hothead está se exercitando em uma bicicleta ergométrica
a um VO2 de 2,0 litros/min (consumo energético de 10,0 kcal/min). Se John se
exercitar por 20minutos nessa taxa metabólica e for eficiente, quanta evaporação
deve ser necessária para evitar um aumento da temperatura central? O calor total
produzido pode ser calculado da seguinte forma :
Consumo energético total
=20 min X 10 kcal/min
=200 kcal

Calor total produzido


=200 kcal X 0.80`
=160 kcal
A evaporação total necessária para prevenir qualquer ganho de calor deve ser
calculada como:

160kcal
-------- = 0,276 litros ( evaporação necessária para prevenir ganho de calor)
580 kcal/litro (3).
2.2 Ganho de calor do corpo durante o exercício = (calor produzido – perda
de calor)

A quantidade de energia térmica necessária para elevar a temperatura corporal


depende do tamanho do individuo ( peso corporal) e de uma característica do
tecido corporal chamada calor especifico. O termo calor especifico se refere à
quantidade de energia térmica necessária pra elevar 1 quilograma de tecido
corporal em 1ºC . o calor especifico para o corpo humano é de 0,83
quilocaloria(kcal) por quilograma de massa corporal. Por essa razão, a quantidade
de calor necessário para elevar a temperatura corporal em 1ºC pode ser calculada
da seguinte maneira:
Calor necessário para aumentar a temperatura corporal em 1ºC=(calor
especifico X massa corporal)

2.3 Calculo do aumento da temperatura corporal durante o exercício

O conhecimento do calor especifico do corpo humano, juntamente com


informações sobre a quantidade de calor produzido e perdido do corpo durante o
exercício, permite que o calculo de quanto a temperatura corporal aumentará
durante uma sessão de exercícios. Para compreender melhor como realizar esses
cálculos, consideramos o exemplo a seguir de um atleta realizando uma sessão
de treinamento de endurance. Por exemplo, um corredor de longa distancia bem
treinado realiza uma sessão de treinamento numa pista externa. O tempo nesse
dia é relativamente quente (30ºC) e úmido (60% de umidade relativa). O corredor
pesa 60kg e realiza uma sessão de 40 minutos em um VO2 de 3,0 litros/min
(gasto energético de 15kcal por minuto). Se esse corredor é de 20% eficiente e
pode perder apenas 60% do calor produzido durante o exercício, quanto
aumentará a temperatura corporal dele ou dela durante a sessão de exercícios? O
armazenamento
Total de calor e o aumento da temperatura corporal durante o exercício podem
ser calculados nas seguintes etapas:
1. Gasto energético
=40min x 15 kcal/min
=600 kcal
2. Calor total produzido
=600 kcal x 0.80
=480 kcal
3. Calor total armazenado durante o exercício
=480 kcal x 0.40
=192 kcal
4. Quantidade de calor armazenado necessário para aumentar a temperatura
em 1ºC
=0.83 kcal/kg x 60 kg
=49.8 kcal
O aumento da temperatura corporal resultante dessa sessão de exercício agora
pode ser calculado da seguinte maneira:
5. Aumento da temperatura corporal (ºC) durante o exercício = calor total
armazenado durante o exercício (calor especifico x massa corporal)
=192 kcal/49,8 kcal/ºC
=3,85ºC
No exercício atual, essa sessão de exercícios resultaria em um aumento de
3,85ºC na temperatura

Corporal, isto é, 192 kcal/(0,83 kcal x 60 kg). Por essa razão, se o atleta iniciasse
a sessão de treinamento com uma temperatura corporal de 37ºC, a temperatura
corporal após o exercício aumentaria para 40, 85ºC (37ºC + 3,85ºC) (3).

3. Principais fatores relacionados à lesão

3.1 Aptidão física. Um alto nível de aptidão física esta relacionado a um menor
risco de lesão causada pelo calor. Indivíduos condicionados podem ser mais
tolerantes ao trabalho no calor, aclimatam-se mais rapidamente e transpiram mais.

3.2 Aclimatação. O exercício no calor, seja de baixa intensidade(<50% do VO2


máx) e longa duração (60-100min) ou de intensidade moderada(75% do VO2 máx)
e curta duração (30-35 min), aumenta a capacidade de transpiração e reduz a
perda de sal. A aclimatação acarreta respostas menores da temperatura corporal
e da FC durante o exercício e uma menor chance de depleção de sal.
Curiosamente apesar da aclimatação aumenta a tolerância ao trabalho no calor, a
exaustão ocorre em temperatura centrais similares.

3.3 Hidratação. A hidratação inadequada reduz a taxa de sudorese e aumenta a


chance de lesão caudada pelo calor. Geralmente não existe diferença entre a
água, as bebidas eletrolíticas ou as bebidas com carboidratos e eletrólitos BA
reposição da água corporal durante o exercício.

3.4 Temperatura ambiente. Os mecanismos de perda de calor por convecção e


radiação dependem do gradiente de temperatura entre a pele e o meio ambiente.
Exercitar-se em temperaturas superiores à temperatura cutânea resulta em um
ganho de calor. A evaporação do suor deve então compensar para que a
temperatura corporal permaneça em um valor seguro.

3.5 Vestimenta. Expor o Maximo da superfície cutânea para estimular a


evaporação. Escolher materiais (p.ex., algodão) que ´´drenam´´ o suor à superfície
para ser evaporado. Materiais impermeáveis à água aumentam o risco de lesão
causada pelo calor.

3.6 Umidade (pressão de vapor de água ). A evaporação do suor depende do


gradiente da pressão de vapor de água entre a pele e o meio ambiente. Em
ambientes quentes, a umidade relativa é um bom indicador da pressão de vapor
de água, sendo mais baixa e facilitando a evaporação.
3.7 Taxa metabólica. Como a temperatura central é proporcional à taxa de
trabalho, a produção metabólica de calor tem um importante papel na carga global
de calor que o corpo experimenta durante o exercício. A diminuição da taxa de
trabalho reduz essa carga de calor, assim como a pressão sobre os sistemas
fisiológicos que devem responder a ela. O metabolismo de carboidratos e
gorduras não é afetado quando o exercício moderado é realizado em um ambiente
quente em comparação a um ambiente neutro do ponto de vista térmico.

3.8 Vento. O vento coloca mais moléculas de ar em contato com a pele e pode
influencias a perda de calor de duas maneiras. Se existir um gradiente de
temperatura para a perda de calor entre a pele e o ar, o vento aumenta a taxa de
perda de calor por convecção. De um modo semelhante, ele aumenta a taxa de
evaporação, supondo-se que o ar pode aceitar umidade.

4. Diferença de sexo

Embora existam controvérsias sobre a questão, parece que a maioria das


mulheres é menos tolerante ao calor do que os homens. Os fatores que
contribuem para a tolerância limitada ao calor delas incluem as menores taxas de
sudorese e, geralmente, a maior porcentagem de gordura corporal do que nos
homens (uma alta porcentagem de gordura corporal reduz a perda de calor).
Entretanto, quando a mulheres e homens apresenta o mesmo grau de aclimatação
ao calor e composição corporais similares, as diferenças de sexo nas respostas
fisiológicas ao estresse térmico são pequenas (4). E a explicação é que a
testosterona mantém seu metabolismo mais acelerado. A temperatura atinge o
seu ponto mínimo à noite, durante o sono, e sobe gradualmente até atingir o valor
máximo por volta das 17 horas. Além da flutuação normal dos seus valores, a
temperatura também é influenciada pelo exercício físico, pelas refeições e
emoções, que a fazem subir (12).

5.Exercício em um ambiente frio

O exercício em um ambiente frio aumenta a capacidade de um atleta de perder


calor e, conseqüentemente, reduz bastante a chance de lesão causada por calor.
Em geral, a combinação da produção metabólica de calor e as roupas quentes
impedem o desenvolvimento da hipotermia (grande diminuição da temperatura
central) durante o trabalho de curta duração em um dia frio. Contudo, o exercício
no frio durante longos períodos (um triatlo longo) ou nado em água fria podem
ultrapassar a capacidade do corpo de impedir a perda de calor e, assim, gerar
hipotermia. Nesses casos, a produção de calor durante o exercício não é capaz de
acompanhar a sua perda. Isso é particularmente verdadeiro durante o nado em
água extremamente fria (p.ex., <15ºC). A hipotermia severa pode causar perda da
capacidade de julgamento, o que aumenta o risco de maior de uma lesão causada
pelo frio(3).
Os indivíduos com uma alta porcentagem de gordura corporal apresentam uma
vantagem em relação aos indivíduos magros quando se trata de tolerância ao frio
(5). Grandes quantidades de gordura subcutânea fornecem uma camada maior de
isolamento contra o frio. Esse isolamento adicional reduz a taxa de perda de calor
e, conseqüentemente, aumenta a tolerância ao frio. É por essa razão que as
mulheres geralmente toleram a exposição ao frio leve melhor do que os homens
(4).
A participação em atividades esportivas no frio pode apresentar varias outros tipos
de problemas para o atleta. Por exemplo, as mãos expostas ao tempo frio tornam-
se anestesiadas por causa da redução do fluxo sanguíneo decorrente da
vasoconstricção. Isso acarreta uma perda de destreza e, é claro, afeta habilidades
como arremesso e a recepção. Além disso, o corpo exposto fica suscetível à
geladura, a qual pode representar uma condição clinica grave (3).

6.Fadiga muscular

O exercício no calor acelera a fadiga muscular. Esta bem estabelecido que o


exercício em um ambiente quente acarreta um inicio mais rápido da fadiga
muscular em comparação ao exercício em um ambiente frio (7). Parece que a
fadiga muscular relacionada ao calor não é decorrente de um único fator, mas de
vários fatores combinados. De fato, temperaturas elevadas podem causar varias
alterações corporais a levar a fadiga. Por exemplo, um grande aumento da
temperatura encefálica pode causar diminuição do estimulo neuromuscular,
resultando em uma diminuição do recrutamento de unidades motoras e em fadiga
muscular.
Um segundo contribuinte potencial para a fadiga induzida pelo calor é a
possibilidade de o exercício realizado no calor poder promover hipoglicemia e
acelerar o metabolismo do glicogênio muscular (8). Isso é importante porque a
hipoglicemia e a depleção das reservas musculares de glicogênio estão
associadas à fadiga muscular. Não obstante, essa questão permanece
controversa, porque nem todos os estudos relatam aceleração da hipoglicemia e
da depleção de glicogênio durante o exercício em um ambiente quente (9).
Outra explicação para a fadiga muscular induzida pelo calor e que a produção de
radicais livres aumenta nos músculos esqueléticos durante p exercício no calor
(10). Em que os radicais livres são produzidos nos músculos esqueléticos durante
o metabolismo aeróbio. Radicais livres são moléculas com um elétron não
pareando em sua orbita externa. Isso é importante porque moléculas com elétrons
não pareados são altamente reativas. Isto é, radicais livres ligam-se rapidamente
com outras moléculas e essa combinação causa lesão na molécula que se comina
com o radical. Por essa razão, a produção acelerada de radicais livres durante o
exercício no calor poderia contribuir para a fadiga muscular por causa do dano às
proteínas contrateis do músculo (10). Os dois fatores que contribuem para fadiga
muscular relacionada ao calor são a diminuição do impulso neuromuscular e um
aumento da produção de radicais livres (7).

TRATAMENTO
I. SITUAÇÃO DE ELEVAÇÃO DA TEMPERATURA CORPORAL
Objetivo: Arrefecimento
A agressividade do tratamento depende da gravidade da situação clínica do
doente.
Pessoas que padecem de isquemia miocárdica, predispostas a crises convulsivas
e mulheres grávidas
podem requerer mais precocemente tratamento antipirético dado que a elevação
da temperatura corporal
central acresce o débito cardíaco e a necessidade de oxigénio, o risco de crises
convulsivas e pode ter um
efeito teratogénico.
Temperaturas que excedam 106ºF ou 41ºC são potencialmente letais e devem ser
imediatamente tratadas.
Para a redução da temperatura corporal, dispomos de vários tipos de meios que
são aqui enumerados.
a) Arrefecimento Físico
• Suspender qualquer actividade
• Retirar peças de roupa
• Aplicar toalhetes frios ou gelo
• Emersão em água fria
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• Medidas invasivas (administração de soro fisiológico frio; lavagem gástrica,
colónica e/ou
peritoneal com soro fisiológico frio, etc.)
b) Agentes Anti-inflamatórios Não Esteróides
• Mecanismo: inibição da cicloxigénase com consequente bloqueio da síntese de
prostaglandinas ao nível do endotélio das vasos que irrigam o do hipotálamo.
• Não inibem a produção de pirogéneos endógenos, nem possuem efeito
poiquilotérmico visto
que não diminuem a temperatura corporal abaixo do seu ponto de regulação
normal.
c) Paracetamol (ou Acetaminofeno)
• Fraco inibidor da cicloxigénase ao nível dos tecidos periféricos, mas ao nível do
SNC, o
paracetamol é oxidado e convertido num inibidor activo da cicloxigénase.
d) Corticosteróides
• Impedem directamente a produção de pirogéneos endógenos pelas células
imunológicas
(bloqueiam a transcrição de RNAm para a IL1 e o TNFα, a translação dessas
mesmas
citoquinas e ao inibirem a fosfolípase A2 impedem a síntese de PGE2).
• São potentes antipiréticos, particularmente em situações de carácter inflamatório
ou de
activação do sistema imunológico.
e) Medidas específicas
• Suspender qualquer fármaco que possa estar implicado no aumento da
temperatura corporal.
• No caso da Hipertermia Maligna, existe um fármaco específico para reverter a
situação, o
Dantroleno, trata-se de um relaxante do músculo esquelético que contrapõe os
níveis elevados
de Ca++ intracelular.
II. SITUAÇÃO DE HIPOTERMIA
As medidas terapêuticas num caso de hipotermia visam evitar a perda de calor,
aumentar a temperatura
corporal central para além de antecipar e prevenir possíveis complicações.
1. Evitar perda adicional de calor
− Remoção da pessoa da exposição ao frio.
− Substituição da roupa molhada por seca.
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2. Aumentar a temperatura corporal central
− Aplicação de cobertas ou equivalente.
− Medidas invasivas: aplicação de oxigénio aquecido e humedecido através de
uma máscara ou
tubo endotraqueal, a administração de um soro fisiológico ou glicosado aquecidos,
lavagem
gástrica, colónica e/ou peritoneal com soro fisiológico aquecido, etc.
3. Atitudes de prevenção
− Evitar fármacos com toxicidade hepática, cardíaca e renal.
− Monitorização electrocardiográfica para a detecção precoce de arritmias
cardíacas.
− Estar atento a possíveis infecções secundárias.
Na presença de factores predisponentes identificados, deve-se dirigir a terapêutica
para a correcção dos
mesmos (ex., administrar hormonas de substituição no caso de hipotiroidismo e
hipopituitarismo;
suspensão de fármacos lesivos).

Anexos
Figura1. Keila,2008.

Figura 2, Vinícius Alves, 2009.


BIBLIOGRAFIA

1. Brooks, G., T. Fahey. 1987. Fundamentals of human performance. New


York: Macmillan.
2. Johnson, L. 1987. Biology. New York: McGraw-hill Companies.
3. LIVROOOOO DE FISIOLOGIAAA
4. Nunnely, S. 1978. Physiological responses of women thermal stress: A
review. Medicine and Science in sport and exercise 10:250-55.
5. …….
6. http://www.nosamamosatletismo.net/Sa
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/Default.aspx. EFEITOS DA CRIOTERAPIA NO TREINAMENTO ESPORTIVO
7. Cheung, S., and G. Sleivert. 2004. Multiple trigger for hyperthermic fatigue and
exhaustion. Exercicse and Sport science Reviews 32:100-6.
8. Starkie. R., M. Hargreaves, D. Lambert, J. Proietto, and M. Febbraio. 1999. Effect
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9. ...
10. Zuo, L.et al. 2000. Intra-and extracellular measurement of reactive oxygen
species produced during eat stress in diaphragem muscle. American Journal of
Physiology 279:C1058-66.
11. LIVRO PEQUENO AZUL. !!!!!!!!!!!!
12. http://biobio-unb-extremos1.blogspot.com/2008/06/normotemperatura-humana-
aproximadamente.html .