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Universidade de São Paulo Escola de Comunicações e Artes CJE 0649 - Laboratório de Fotojornalismo Prof. Dr. Wagner Souza e Silva Trabalho Final: Fotorreportagem Independente

Leonardo Dáglio Colombani de Sousa

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A “ ‘Natureza’ ‘Humana’ ”

São Paulo, novembro de 2015

Há algumas técnicas: os terços, o movimento e a reflexão. A imagem demonstra a interação

A ideia aqui apresentada é a de que o homem se apodera da natureza, prendendo-a e isolando-a. O cadeado é um dos destaques, e contrasta com a beleza e as cores da vegetação, escondida pelas grades. Houve também tentativa de alinhamento das colunas

com a beleza e as cores da vegetação, escondida pelas grades. Houve também tentativa de alinhamento
A imagem se baseia no contraste: em meio a troncos de árvores, de madeira, amarronzados,

A imagem se baseia no contraste: em meio a troncos de árvores, de madeira, amarronzados, naturais, desponta um poste de luz, metálico, tecnológico, artificial. Ao olharmos as bases, a semelhança é mais evidente. Ao olharmos o topo, as diferenças tomam o lugar principal. A técnica utilizada é a do mergulho invertido

Aqui, a lógica é a mesma da imagem anterior, mas os personagens se invertem: a

Aqui, a lógica é a mesma da imagem anterior, mas os personagens se invertem: a natureza está “invadindo” a sociedade humana. Contudo, tal constatação suscita um questionamento: será mesmo? Ou ela está tentando se preservar, no pouco que lhe resta? A árvore está um pouco deslocada do centro da imagem, ocupando dois pontos áureos

Essa imagem tem um papel agregador no ensaio. Faz referência direta à segunda foto, e amplia a sua ideia. Se no primeiro caso o “aprisionamento” da natureza é evidente, aqui, a perspectiva é um pouco diferente. Esperar-se-ia que um animal como um cachorro se encaixasse melhor “do lado de cá” do que “do lado de lá”, por exemplo. Além disso, as grades “deixam a dúvida se não é você que está nessa prisão”

“do lado de lá”, por exemplo. Além disso, as grades “deixam a dúvida se não é
Minha imagem favorita de todo o ensaio. A ironia é evidente: daquela grade pra lá,

Aqui há, mais uma vez, contraste. Há duas pessoas tomando caminhos diferentes: um traçado pela natureza (terra) e outro, pelo homem (cimento). O ser humano pode se inserir na natureza e se adaptar a ela ou, ao contrário, buscar conformá-la a seus moldes. Há um terço evidente, e o vermelho se torna um elemento de ligação visual entre essa foto, a anterior e a seguinte

Há um terço evidente, e o vermelho se torna um elemento de ligação visual entre essa
O já citado vermelho reaparece. Semanticamente, há uma contradição, por assim dizer. Pode-se circular de

Há, novamente, contraste, entre uma imagem evidentemente doméstica (da TV) e uma paisagem “silvestre”. Sem contar o absurdo de esse tipo de material ter sido descartado no meio das árvores. O ponto áureo da caixa e a divisão entre ela e a natureza fazem a técnica da foto

sido descartado no meio das árvores. O ponto áureo da caixa e a divisão entre ela
Escolhida para encerrar o ensaio por ser, na minha opinião, a mais expressiva levando-se em

Escolhida para encerrar o ensaio por ser, na minha opinião, a mais expressiva levando-se em consideração o tema, esta singela imagem mostra uma borboleta “assistindo” à natureza, de fora dela, excluída dela. Seu desejo de liberdade é quase palpável. A intenção é que nos identifiquemos com essa borboleta e depois de termos visto a todo o ensaio, reflitamos sobre qual seja a nossa posição com relação à natureza. A borboleta colorida está do lado de dentro, onde tudo é cinza, embora combine muito mais com o verde e o colorido da paisagem externa