Vendas diretas se aprimoram e ganham

cada vez mais adeptos em Caxias
Lojas formais também têm apostado na modalidade para proporcionar conforto aos
clientes
Caxias do Sul - 13/03/2013

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Sara e Daniela atualmente contam, juntas, com cerca de 700 clientes. Foto: Daniela Xu | Agência RBS

Não precisar cumprir horários determinados, ter resultados financeiros diretamente
proporcionais ao esforço e sentir-se dono do próprio negócio. Normalmente é em função de
algumas destas vontades (ou de todas elas) que cada vez mais pessoas optam por largar
empregos convencionais e aderem ao segmento das vendas diretas. No Brasil, segundo
estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) encomendado pela Associação Brasileira de
Empresas de Venda Direta (Abevd), o mercado emprega cerca de 4,2 milhões de revendedores
distribuídos
em
pelo
menos
100
empresas.
Esse contingente de profissionais, conforme o levantamento, movimenta em média R$ 50
bilhões anuais e transformou o país no terceiro maior mercado do mundo, atrás apenas dos
Estados
Unidos
e
do
Japão.
Embora o setor esteja em ascensão, esse tipo de venda está longe de ser uma novidade. Ivanir
Gasparin, presidente do Sindicato do Comércio Varejista (Sindilojas) e professor da disciplina
Administração de Vendas pela Universidade de Caxias do Sul (UCS), lembra que a modalidade
foi
percursora
do
comércio:
"As vendas diretas tiveram início ainda na época mercantilista, quando se comercializavam
produtos apenas de porta em porta. Depois disso elas sempre seguiram existindo".
Gasparin destaca que, nos últimos tempos, o setor tem crescido em função do pouco tempo
que
as
pessoas
possuem
para
irem
às
compras.

largou o trabalho em uma agência de comunicação sem "testar" a função. Já Daniela. juntas. por exemplo. "A Mary Kay oferece plano de carreira. Sara passou cerca de um ano tendo nas vendas diretas uma renda extra. Não que esse método tradicional não exista mais. E se antigamente bastava fornecer uma revistinha para garantir vendedoras e lucro. diretora em qualificação. possui um atendimento personalizado e trabalha com pós-venda para saber o que o cliente achou da venda e do produto" explica Sara. [Fonte: Pioneiro. Além disso. formada em Relações Públicas. largaram seus empregos na metade de 2011 para serem consultoras da marca de cosméticos Mary Kay. As amigas Sara Schmith Alves e Daniela Davila Deves. com cerca de 700 clientes. reconhecimento pelos resultados e uma comissão maior em relação a outras marcas. atualmente o processo nem sempre é tão simples.Além disso. mas as empresas em ascensão já perceberam que precisam ir além disso para ter mais clientes (e revendedoras). Antes de deixar de ser auxiliar administrativo. Sara é hoje diretora de vendas e Daniela. Seguindo o plano de carreira da marca. Atualmente as duas contam.com] . Mas elas não fariam isso se não sentissem plena confiança na marca. ambas com 27 anos. a comodidade é um fator citado por ele para justificar a expansão.

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