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MARIANA SILVA

QUEM É HYPATIA??

MARIANA SILVA QUEM É HYPATIA?? Projecto de Investigação 1. Tema geral: História da Filosofia 2. Tema

Projecto de Investigação

1. Tema geral: História da Filosofia

2. Tema específico: Filósofos do Mundo Antigo

3. Título do trabalho: Quem é Hypatia??

4. Pergunta a que o trabalho responde: Quem é Hypatia e o qual o seu papel na sua época?

5. Programa: Para a elaboração deste trabalho vou recorrer à pesquisa de sites na internet.

Mariana Pereira Maia da Silva Nº 13 12º 3 Escola Secundária de São João do Estoril Área De Projecto

Estoril, 2 de Janeiro de 2010

INTRODUÇÃO

Quando numa aula de Área Projecto nos foi perguntado o que/quem era Hypatia, para grande espanto do professor, ninguém soube responder correctamente à questão, pelo que nos foi proposto um desafio de Natal que consistia justamente em responder a essa mesma pergunta com uma pequena pesquisa. Depois de um pequeno “jogo de adivinhação” entre os colegas de turma chegamos à conclusão que Hypatia era uma filósofa. Neste pequeno trabalho pretende-se então descobrir um pouco da história desta mulher tão importante no Mundo Antigo.

QUEM FOI HYPATIA

Hipátia (…), matemática e filósofa neoplatônica, nascida aproximadamente em 370 e assassinada em 415. Hipátia era filha de Theon, um renomado filósofo, astrónomo, matemático, autor de diversas obras e professor em Alexandria. Criada em um ambiente de ideias e filosofia, tinha uma forte ligação com o pai, que lhe transmitiu, além de conhecimentos, a forte paixão pela busca de respostas para o desconhecido. Diz-se que ela,

sob tutela e orientação paternas, submetia-se a uma rigorosa disciplina física, para atingir o ideal helénico de ter a mente sã em um corpo são. Hipátia estudou na Academia de Alexandria, onde devorava conhecimento: matemática, astronomia, filosofia, religião, poesia

e artes. A oratória e a retórica também não foram descuidadas.” Após terminar a sua

formação académica em Atenas, Hypatia regressou a casa para se tornar professora na academia de Alexandria. Por volta dos 30 anos já era directora da academia de Alexandria e foi nesta fase da sua vida que escreveu o maior número de obras, que nunca chegaram até aos nossos dias pois foram destruídas juntamente com a biblioteca de Alexandria. A

tragédia de Hipátia foi ter vivido numa época de luta aguda entre o Paganismo declinante e

o Cristianismo triunfante, que se impunha no mundo greco-romano. Ela era neoplatônica e

defensora intransigente da liberdade de pensamento, o que a tornava má vista por aqueles que pretendiam encarcerar o pensamento nas celas da ortodoxia religiosa.” (Anónimo1, sd).

Dentro de outras áreas tais como a astrologia “atribui-se-lhe a invenção de vários instrumentos, tais como o astrolábio plano, o hidrómetro e o hidroscópio” (Caturo, 2008).

A MORTE DE HYPATIA

O facto de ser mulher independente, cientista, filósofa e ainda para mais pagã, atraiu sobre

si o rancor dos clérigos cristãos dessa cidade. Assim, o bispo de Alexandria, Cirilo (que viria a

ser santificado), que nutria por Hypatia um ódio mortal, acicatou contra ela a populaça

cristã, populaça esta que no 12 de Março do ano de 415, foi, encabeçada por monges, atacar

a carroça de Hypatia. Arrastando-a para fora do seu veículo, despiram-na e assassinaram-na,

arrancando a carne dos seus ossos e espalhando pedaços do seu corpo pelas ruas da cidade, chegando até a queimar o que restava do seu cadáver na biblioteca de Caesarium. A escola neo-platónica dirigida por Hypatia continuou a existir até 642, ano em que as forças do Islão tomaram conta de Alexandria; e nenhum dos livros desta filósofa pagã chegou até aos dias

de hoje dado que os invasores Árabes destruíram o que deles restava quando queimaram a biblioteca de Alexandria.(Caturo, 2008)

HYPATIA AOS OLHOS DE OUTROS

Sócrates, o Escolástico: "Havia em Alexandria uma mulher chamada Hipátia, filha do filósofo Theon, que fez tantas realizações em literatura e ciência que ultrapassou todos os filósofos da época. Tendo progredido na escola de Platão e Plotino, ela explicava os princípios da filosofia a quem a ouvisse, e muitos vinham de longe receber os ensinamentos."

Hesíquio, o hebreu, aluno de Hipátia: "Vestida com o manto dos filósofos, abrindo caminho no meio da cidade, explicava publicamente os escritos de Platão e de Aristóteles, ou de qualquer filósofo a todos os que quisessem ouvi-la… Os magistrados costumavam consultá-la em primeiro lugar para administração dos assuntos da cidade".

(Citações retiradas do Wikipédia)

CONCLUSÃO

Hypatia foi sem dúvida uma mulher influente em muitas áreas do conhecimento, destacando-se por isso das outras mulheres da época pois participava activamente na sociedade. No entanto o seu destino acabou por ser fatal pois foi morta devido às suas crenças religiosas. Esta morte de Hypatia mostra mais uma vez que o fanatismo religioso tem consequências terríveis, neste caso a perda de bens tão preciosos como eram os livros da Biblioteca de Alexandria, e também que é algo que já acontece à muitos séculos e continua a não dar bons frutos.

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BIBLIOGRAFIA

Anónimo 1, (sd), Hypatia. Online in http://pt.wikipedia.org/wiki/Hip%C3%A1tia Consultado em 01-01-2010

Anónimo 2, (sd), Hypatia. Online in http://calculu.sites.uol.com.br/Historia/hypatia.htm Consultado em 02-01-2010

Caturo, 12-03-2008, Honra à memória de Hypatia, filosofa pagã assassinada por cristãos. Online in http://gladio.blogspot.com/2008/03/em-honra-de-hypatia-filsofa-pag.html Consultado em 02-01-2010

Dzielska, Maria, (sd), Hypatia of Alexandria. Online in