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1º BLOCO

2

I.

Introdução ao Direito Constitucional

2

Conceitos Iniciais

2

Metodologia de Estudo

3

2º BLOCO

4

I.

Direitos e Garantias Fundamentais: Regras Gerais

4

Conceito

4

Objetivo

4

Classificação

4

Características

5

3º BLOCO

6

I.

Continuação de Direitos e Garantias Fundamentais: Regras Gerais

6

Dimensões

6

Destinatários

7

Cláusulas Pétreas

7

Eficácia

7

4º BLOCO

10

I.

Continuação de Direitos e Garantias Fundamentais: Regras Gerais

10

Força Normativa dos Tratados Internacionais

10

Tribunal Penal Internacional - TPI

10

Poder Vinculante dos Direitos Fundamentais

11

5º BLOCO

12

I.

Exercícios Relativos ao Encontro

12

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução
Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com fins
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I. INTRODUÇÃO AO DIREITO CONSTITUCIONAL • CONCEITOS INICIAIS Para iniciarmos o estudo do Direito Constitucional,

I. INTRODUÇÃO AO DIREITO CONSTITUCIONAL

CONCEITOS INICIAIS

Para iniciarmos o estudo do Direito Constitucional, alguns conceitos precisam ser esclarecidos, principalmente para aqueles que nunca tiveram contato com matéria. Primeiramente, se faz necessário conhecer qual será o objeto de estudo desta disciplina jurídica: Constituição Federal. A Constituição Federal é simplesmente a norma mais importante de todo o ordenamento jurídico brasileiro. Ela é a norma principal, a norma fundamental.

Se pudéssemos posicionar as espécies normativas na forma de uma pirâmide hierárquica, a Constituição Federal apareceria no topo desta pirâmide, enquanto as outras espécies normativas estariam todas abaixo dela, como no desenho abaixo:

estariam todas abaixo dela, como no desenho abaixo: As Emendas Constitucionais são a única forma de

As Emendas Constitucionais são a única forma de alteração do Texto Constitucional. Portanto, jamais uma lei ou outra espécie normativa, hierarquicamente inferior à Constituição, poderá alterar o seu texto. Você pode estar se perguntando: O que torna a Constituição Federal a norma mais importante do Direito Brasileiro? A resposta é muito simples.

A Constituição possui alguns elementos que a distinguem das outras espécies normativas como, por exemplo:

Os Princípios Constitucionais;

Os Direitos Fundamentais;

A Organização do Estado (Organização politico administrativa e funcional).

Mas não é qualquer Constituição que estudamos. Para que sua preparação seja adequada, é necessário que você tenha uma Constituição atualizada. Isso mesmo! A nossa Constituição Federal foi promulgada em 1988, mas já foi alterada várias vezes. Significa dizer, numa linguagem mais jurídica, que ela foi emendada. A Constituição que você deve estudar tem que estar atualizada até a última Emenda Constitucional. Além de Guardião da Constituição, o STF possui outra atribuição Constitucional, qual seja, a de Interprete do texto fundamental. É o Supremo quem define a melhor interpretação para esta ou aquela norma Constitucional. Quando um Tribunal manifesta sua interpretação, dizemos que ele revelou sua JURISPRUDÊNCIA. A Jurisprudência

é o pensamento dos tribunais. E a jurisprudência que mais nos interessa para o estudo do Direito Constitucional é a do STF. E é exatamente neste ponto que encontramos a maior importância do STF para sua prova. É essencial conhecer sua jurisprudência, pois costuma cair em prova. Só para você ter ideia da importância desta matéria, é possível que alguma jurisprudência do STF seja contrária ao próprio texto Constitucional. Desta forma o aluno precisa ter uma dupla percepção: conhecer o texto da Constituição e conhecer a Jurisprudência do STF. Você pode achar que isso é tudo o quem tens que estudar, mas ainda existe outra fonte de conhecimento essencial para seu aprendizado em Direito Constitucional: a Doutrina. A doutrina é o pensamento produzido pelos estudiosos do Direito Constitucional. Conhecer a doutrina também faz parte de sua preparação.

Em suma, para estudar Direito Constitucional é necessário estudar:

A Constituição Federal;

A Jurisprudência do STF;

A Doutrina de Direito Constitucional.

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A Jurisprudência e a doutrina serão passadas em nossas aulas, cabendo a você a responsabilidade

A Jurisprudência e a doutrina serão passadas em nossas aulas, cabendo a você a responsabilidade de estudá-las bem como a de ler o texto constitucional.

METODOLOGIA DE ESTUDO

Aproveito estas considerações iniciais para te passar uma dica de estudo que pode ser útil na sua preparação. Costumo dizer aos alunos que a preparação em Direito Constitucional precisa observar 3 passos:

1)

Leitura da Constituição Federal;

2)

Leitura dos comentários (anotações de aula, apostila, PDF);

3)

Resolução de Exercícios.

Sempre que possível façam três leituras do seu material. Uma primeira de reconhecimento para que sua mente identifique a matéria e se concentre. Em seguida, faça a segunda leitura mapeando os pontos mais importantes, aqueles que você sabe que serão cobrados em prova. Por último, faça a terceira leitura buscando memorizar os pontos mais importantes. Esta é a mais demorada, pois o objetivo de fixar na mente os conceitos que serão questionados em prova. O aluno que seguir estes passos, certamente chegará a um lugar: a aprovação em concurso público. Esta é minha orientação para você que está se preparando pela primeira vez. Com a conjugação destes passos certamente você atingirá seu objetivo.

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I. DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS: REGRAS GERAIS • CONCEITO Os Direitos e garantias fundamentais são

I. DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS: REGRAS GERAIS

CONCEITO

Os Direitos e garantias fundamentais são institutos jurídicos que foram criados no decorrer do desenvolvimento da humanidade e se constituem de normas protetivas que formam um núcleo mínimo de prerrogativas inerentes à condição humana. Eles decorrem da evolução dos chamados direitos humanos. É possível que em prova você encontre o termo “direitos fundamentais” com o mesmo sentido de “direitos humanos”.

OBJETIVO

Possuem como objetivo principal a proteção do indivíduo diante do poder do Estado. Mas não só do Estado. Os direitos e garantias fundamentais também constituem normas de proteção do indivíduo em relação aos outros indivíduos da sociedade. E é exatamente neste ponto que surgem os conceitos de Amplitude Horizontal e Amplitude Vertical. Amplitude vertical é o efeito protetor que as normas definidoras de direitos e garantias fundamentais produzem para um indivíduo diante do Estado. Já a amplitude horizontal é o efeito protetor que as normas definidoras de direitos e garantias fundamentais produzem para um indivíduo diante dos outros indivíduos.

produzem para um indivíduo diante dos outros indivíduos. • CLASSIFICAÇÃO Esta classificação encontra-se

CLASSIFICAÇÃO

Esta classificação encontra-se distribuída entre os artigos 5º e 17 do texto constitucional e é normalmente chamada pela doutrina de Conceito Formal dos Direitos Fundamentais. O Conceito Formal é o que a Constituição Federal resolveu classificar como sendo Direito Fundamental. É o rol de direitos fundamentais previstos expressamente no texto constitucional. A Constituição Federal, quando se refere aos direitos fundamentais, classifica-os em cinco grupos:

Direitos e deveres individuais e coletivos;

Direitos sociais;

Direitos de nacionalidade;

Direitos Políticos;

Partidos políticos.

Costuma-se perguntar nas provas: “O rol de direitos fundamentais é um rol exaustivo? Ou melhor, taxativo?” O que se quer saber é se o rol de direitos fundamentais é só aquele que está expresso na Constituição ou não.

Quem responde esta questão é o parágrafo 2º do artigo 5º que diz:

§2º - Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais em que a República Federativa do Brasil seja parte.

Isto significa que o rol não é taxativo, mas exemplificativo. A doutrina costuma chamar este parágrafo de Cláusula de Abertura Material que é exatamente a possibilidade de existirem outros direitos fundamentais ainda que fora do texto constitucional. Este seria o Conceito Material dos direitos fundamentais, ou seja, todos os direitos fundamentais que possuem a essência fundamental, ainda que não estejam expressos no texto constitucional.

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• CARACTERÍSTICAS O elemento jurídico acima abordado, além de explicar a possibilidade de se inserirem

CARACTERÍSTICAS

O elemento jurídico acima abordado, além de explicar a possibilidade de se inserirem novos direitos fundamentais no rol dos que já existem expressamente na Constituição Federal, também constitui uma das características que serão abordadas a seguir:

Historicidade - esta característica revela que os Direitos Fundamentais são frutos da evolução histórica da humanidade. Significa que eles evoluem com o passar do tempo;

Inalienáveis - os direitos fundamentais não podem alienados, não podem ser negociados, não podem ser transigidos.

Irrenunciável - os direitos fundamentais não podem ser renunciados.

Imprescritíveis - os direitos fundamentais não se sujeitam a prazos prescricionais. Não se perde um direito fundamental pelo decorrer do tempo. Essa é a regra. É possível encontrar uma exceção a esta regra quando se fala do direito á propriedade. Este direito, se não for cuidado, é possível perdê-lo por meio da chamada Ação de Usucapião.

Universalidade - os direitos fundamentais pertencem a todas as pessoas, independente da sua condição.

Máxima efetividade - esta característica é mais uma imposição ao Estado que está coagido a garantir a máxima efetividade dos direitos fundamentais. Estes direitos não podem ser ofertados de qualquer forma. É necessário que eles sejam garantidos da melhor forma possível.

Complementariedade - um direito fundamental não pode ser interpretado sozinho. Cada direito deve ser analisado juntamente com outros direitos fundamentais, bem como com outros institutos jurídicos.

Concorrência - os direitos fundamentais podem ser utilizados em conjunto com outros direitos. Não é necessário abandonar um para usufruir outro direito.

Não-taxatividade - esta característica, já tratada anteriormente, diz que o rol de direitos fundamentais é apenas exemplificativo tendo em vista a possibilidade de inserção de novos direitos.

Proibição do retrocesso - esta característica proíbe que os direitos já conquistados sejam perdidos.

Limitabilidade - não existe direito fundamental absoluto. São direitos relativos.

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I. CONTINUAÇÃO DE DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS: REGRAS GERAIS • DIMENSÕES As Dimensões , também

I. CONTINUAÇÃO DE DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS: REGRAS GERAIS

DIMENSÕES

As Dimensões, também conhecidas por Gerações de direitos fundamentais, são uma classificação adotada pela doutrina que leva em conta a ordem cronológica de reconhecimento destes direitos. São cinco as dimensões atualmente reconhecidas:

1ª Dimensão - foram os primeiros direitos conquistados pela humanidade. São direitos relacionados à liberdade, em todas as suas formas. Possuem um caráter negativo diante do Estado, tendo em vista ser utilizado como uma verdadeira limitação ao poder estatal, ou seja, o Estado, diante dos direitos de primeira dimensão, fica impedido de agir ou interferir na sociedade. São verdadeiros direitos de defesa com caráter individual. Estão entre estes direitos as liberdades públicas, civis e políticas.

2ª Dimensão - estes direitos surgem na tentativa de reduzirem as desigualdades sociais provocadas pela primeira dimensão. Por isso são conhecidos como direitos de igualdade. Agora, para reduzir as diferenças sociais, o Estado precisa interferir na sociedade. E esta interferência reflete a conduta positiva adotada por meio de prestações sociais. São exemplos de direitos de segunda dimensão os direitos sociais, econômicos e culturais.

3ª Dimensão - aqui estão os conhecidos direitos de fraternidade. São direitos que refletem um sentimento de solidariedade entre os povos na tentativa de preservarem os direitos de toda a coletividade. São de terceira geração o direito ao meio ambiente saudável, o direito ao progresso da humanidade, ao patrimônio comum, dentre outros.

4ª Dimensão - estes direitos ainda não possuem um posicionamento pacífico na doutrina, mas costuma-se dizer que nesta dimensão ocorre a chamada globalização dos direitos fundamentais. São direitos que rompem com as fronteiras entre os Estados. São direitos de todos os seres humanos, independente de sua condição como o direito à democracia, ao pluralismo político. São também considerados direitos de 4ª geração os direitos mais novos, que estão em construção, como o direito genético ou espacial.

5ª Dimensão - esta é a mais nova dimensão defendida por alguns doutrinadores. É formado basicamente pelo direito à paz. Este seria o direito mais almejado pelo homem e que consubstancia a reunião de todos os outros direitos.

Para não se esquecer das três primeiras dimensões é só lembrar-se do Lema da Revolução Francesa: liberdade, igualdade e fraternidade.

Revolução Francesa: liberdade, igualdade e fraternidade. Deve-se ressaltar que estes direitos, a medida que foram

Deve-se ressaltar que estes direitos, a medida que foram sendo conquistados, complementavam os direitos anteriores, de forma que não se pode falar em substituição ou superação de uma geração sobre a outra, mas em cumulação, de forma que hoje podemos usufruir de todos os direitos pertencentes a todas as dimensões.

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• DESTINATÁRIOS Quem são os destinatários dos direitos fundamentais? A própria Constituição Federal responde a

DESTINATÁRIOS

Quem são os destinatários dos direitos fundamentais?

A própria Constituição Federal responde a esta pergunta quando diz no caput do artigo 5º que são destinatários “os brasileiros e estrangeiros residentes no país”. Mas será que é necessário residir no país para que o estrangeiro tenha direitos fundamentais? Imaginemos um avião cheio de alemães que está fazendo uma escala no aeroporto internacional de Cascavel- PR. Nenhum dos alemães reside no país. Seria possível entrar no avião e matar todas aquelas pessoas haja vista não serem titulares de direitos fundamentais por não residirem no país? É claro que não. Para melhor se compreender o termo “residente” o STF o tem interpretado de forma mais ampla no sentido de abarcar todos aqueles que estão no país. Ou seja, todos os que estão no território brasileiro, independente de residir no país, são titulares de direitos fundamentais. Mas será que para ser titular de direitos fundamentais é necessário ter a condição humana? Ao contrário do que parece, não é necessário. Tem-se reconhecido como titulares de direitos fundamentais as pessoas jurídicas. Ressalte-se que não só as pessoas jurídicas de direito privado, mas também as pessoas jurídicas de direito público.

CLÁUSULAS PÉTREAS

As Cláusulas Pétreas são núcleos temáticos formados por institutos jurídicos de grande importância, os quais não podem ser retirados da Constituição. Observe que o texto proíbe a abolição destes princípios, mas não impede que os mesmos sejam modificados, no caso, para melhor. Isso já foi cobrado em prova. É importante notar que o texto constitucional prevê no inciso IV como sendo Cláusulas Pétreas apenas os Direitos e garantias individuais. Pela literalidade da Constituição, não são todos os direitos fundamentais que são protegidos por este instituto, mas apenas os de caráter individual. Parte da doutrina e da jurisprudência entende que esta proteção deve ser ampliada, abrangendo os demais direitos fundamentais. Cuidado com este tema em prova, pois já foram cobrados os dois posicionamentos.

O artigo 60, § 4º da Constituição Federal traz o rol das chamadas Cláusulas Pétreas:

§4º - Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir:

I. a forma federativa de Estado;

II. o voto direto, secreto, universal e periódico;

III. a separação dos Poderes;

IV. as direitos e garantias individuais.

EFICÁCIA

Eficácia é a capacidade que uma norma jurídica tem de produzir efeitos.

O parágrafo 1º do artigo 5º da Constituição Federal prevê que:

§1º - As normas definidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação imediata.

Quando a Constituição Federal se refere à aplicação de uma norma, na verdade está falando da sua eficácia.

de uma norma, na verdade está falando da sua eficácia. Lei do Direito Autoral nº 9.610,
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Para que uma norma constitucional seja aplicada é indispensável que a mesma possua eficácia. Mas

Para que uma norma constitucional seja aplicada é indispensável que a mesma possua eficácia. Mas o que é eficácia? Se os efeitos produzidos se restringem ao âmbito normativo temos a chamada eficácia jurídica, enquanto que, se os efeitos são concretos, reais, temos a chamada eficácia social. Eficácia jurídica, portanto, é a capacidade que uma norma constitucional tem de revogar todas as outras normas que com ela apresentem divergência. Já a eficácia social, também conhecida como efetividade, é a aplicabilidade na prática, concreta, da norma. Todas as normas constitucionais possuem eficácia jurídica, mas nem todas possuem eficácia social. Logo, é possível afirmar que todas as normas constitucionais possuem eficácia. O problema surge quando uma norma constitucional não pode ser aplicada na prática, ou seja, não possui eficácia social.

Para explicar este fenômeno, foram desenvolvidas várias classificações acerca do grau de eficácia de uma norma constitucional. A classificação mais adotada pela doutrina e mais cobrada em prova é a adotada pelo professor José Afonso da Silva. Para este estudioso, a eficácia social se classifica em:

Eficácia Plena

Eficácia Contida

Eficácia limitada

As normas de eficácia plena são aquelas autoaplicáveis. São normas que possuem aplicabilidade direta, imediata e integral. Seus efeitos práticos são plenos. É uma norma que não depende de complementação legislativa para produzir efeitos.

Exemplos: art. 1º; art. 5º, caput e incisos XXXV e XXXVI; art. 19; art. 21; art. 53; art. 60, § 1º e 4º; art. 69; art. 128, § 5º, I e II; art. 145, § 2º; entre outros.

As normas de eficácia contida também são autoaplicáveis. Assim como as normas de eficácia plena elas possuem aplicabilidade direta e imediata. Contudo, sua aplicação não é integral. É neste ponto que a eficácia contida se diferencia da eficácia plena. A norma de eficácia contida nasce plena mas pode ser restringida por outra norma. Daí a doutrina chamá-la de norma contível, restringível ou redutível. Estas espécies permitem que outra norma reduza a sua aplicabilidade. São normas que produzem efeitos imediatos, mas estes efeitos podem ser restringidos.

Exemplos: art. 5º, VII, XII, XIII, XV, XXVII, XXXIII; art. 9º; art. 37, I; art. 170, parágrafo único; entre outros.

Já as normas de eficácia limitada são desprovidas de eficácia social. Diz-se que as normas de eficácia limitada não são autoaplicáveis, possuem aplicabilidade indireta, mediata e reduzida ou diferida. São normas que dependem de outra para produzirem efeitos. O que as difere das normas de eficácia contida é a dependência de outra norma para que produza efeitos sociais. Enquanto as de eficácia contida produzem efeitos imediatos, os quais poderão ser restringidos posteriormente, as de eficácia limitada dependem de outra norma para produzirem efeitos. Cuidado para não pensar que estas espécies normativas não possuem eficácia. Como afirmamos anteriormente, elas possuem eficácia jurídica, mas não possuem eficácia social.

As normas de eficácia limitada são classificadas ainda em:

Normas de eficácia limitada de princípio institutivo (organizativo ou organizatório)

Normas de eficácia limitada de princípio programático

As normas de eficácia limitada de princípio programático são aquelas que apresentam verdadeiros objetivos a serem perseguidos pelo Estado, programas a serem implementados. Em regra possuem fins sociais.

Exemplos: art. 7º, XI, XX, XXVII; art. 173, §4º; art. 196; art. 205; art. 215; art. 218; art. 227; dentre outros.

As normas de eficácia limitada de princípio institutivo são aquelas que dependem de outra norma para organizar ou instituir estruturas, entidades ou órgãos.

Exemplos: art. 18, § 2º; art. 22, parágrafo único; art. 25, § 3º; art. 33; art. 88; art. 90, §2º; art. 102, §1º; art. 107, §1º; art. 113; art. 121; art. 125, §3º; 128, §5º; art. 131; dentre outros.

O Supremo Tribunal Federal possui algumas decisões que conferiram o grau de eficácia limitada aos seguintes dispositivos: art. 5º, LI; art. 37, I; art. 37, VII; art. 40, § 4º; art. 18, §4º.

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Feitas as considerações iniciais sobre este tema, resta-nos saber o que o parágrafo 1º do

Feitas as considerações iniciais sobre este tema, resta-nos saber o que o parágrafo 1º do artigo 5º da CF quis dizer com “aplicação imediata”. Para você traduzir esta expressão basta analisar a explicação apresentada acima. Segundo a doutrina, as normas que possuem aplicação imediata ou são de eficácia plena ou contida. Ao que parece, o texto constitucional quis restringir a eficácia dos direitos fundamentais em plena ou contida, não existindo, em regra normas definidoras de direitos fundamentais com eficácia limitada. Entretanto, pelos próprios exemplos aqui apresentados, não é esta a realidade do texto constitucional. Certamente, existem normas de eficácia limitada entre os direitos fundamentais (7º, XI, XX, XXVII). A dúvida que surge então é: como responder na prova? A doutrina e o STF têm entendido que, apesar do texto expresso na Constituição Federal, existem normas definidoras de direitos fundamentais que não possuem aplicabilidade imediata, as quais são de eficácia limitada. Diante desta contradição, a doutrina tem orientado no sentido de se conferir a maior eficácia possível aos direitos fundamentais. Em sua prova pode ser cobrado tanto uma questão abordando o texto puro da Constituição Federal quanto o posicionamento da doutrina. Responda conforme lhe for perguntado. A Constituição previu dois instrumentos para garantir a efetividade das normas de eficácia limitada: Ação Direta de Inconstitucionalidade por omissão e o Mandado de Injunção. Contudo, a análise destes institutos ficará para uma próxima oportunidade.

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I. CONTINUAÇÃO DE DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS: REGRAS GERAIS • FORÇA NORMATIVA DOS TRATADOS INTERNACIONAIS

I. CONTINUAÇÃO DE DIREITOS E GARANTIAS FUNDAMENTAIS: REGRAS GERAIS

FORÇA NORMATIVA DOS TRATADOS INTERNACIONAIS

Uma regra muito importante para sua prova é a que está prevista no parágrafo 3º do artigo 5º:

§3º - Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais.

Este dispositivo constitucional apresenta a chamada Força Normativa dos Tratados Internacionais. Segundo o texto constitucional é possível que um tratado internacional possua força normativa de emenda constitucional, desde que preencha os seguintes requisitos:

Tem que falar de direitos humanos;

Tem que ser aprovado nas duas casas legislativas do Congresso Nacional, ou seja, na Câmara dos Deputados e no Senado Federal;

Tem que ser aprovado em dois turnos em cada casa;

Tem que ser aprovado por 3/5 dos membros em cada turno de votação, em cada casa.

Preenchidos estes requisitos o Tratado Internacional terá força normativa de Emenda à Constituição. Mas surge a seguinte questão: e se o Tratado Internacional for de Direitos Humanos e não preencher os requisitos constitucionais previstos no § 3º do artigo 5º da Constituição? Qual será sua força normativa? Segundo o STF, caso o Tratado Internacional fale de direitos humanos, mas não preencha os requisitos do § 3º do Art. 5º da CF, ele terá força normativa de Norma Supralegal. Ainda temos os tratados internacionais que não falam de direitos humanos. São tratados que falam de outros temas, como por exemplo, comércio. Estes tratados possuem força normativa de Lei Ordinária.

Estes tratados possuem força normativa de Lei Ordinária. • TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL - TPI Temos outra

TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL - TPI

Temos outra regra muito interessante prevista no § 4º do artigo 5º da Constituição:

§4º - O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão.

É o chamado Tribunal Penal Internacional. Mas o que é o Tribunal Penal Internacional? É uma corte permanente, localizada em Haia, na Holanda, com competência de julgamento dos crimes contra a humanidade. É um Tribunal, pois tem função jurisdicional; é Penal porque só julga crimes; é Internacional haja vista sua competência não estar restrita à fronteira de um só Estado. Mas uma coisa deve ser esclarecida. O TPI não julga qualquer tipo de crime. Só os crimes que tenham repercussão para toda a humanidade. Geralmente são crimes de guerra, agressão estrangeira, genocídio, dentre outros. Apesar de ser um tribunal com atribuições jurisdicionais, o TPI não faz parte do Poder Judiciário brasileiro. Sua competência é Complementar à jurisdição nacional, não ofendendo, portanto, a soberania do Estado brasileiro. Isto significa que o TPI só age quando a Justiça Brasileira se omite ou é ineficaz.

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução
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DIREITOS X GARANTIAS Muitos questionam se direitos e garantias são a mesma coisa, mas a

DIREITOS X GARANTIAS

Muitos questionam se direitos e garantias são a mesma coisa, mas a melhor doutrina tem diferenciado estes dois institutos. Os direitos são os próprios direitos previstos na Constituição Federal. Eles representam por si só estes bens. As garantias são instrumentos de proteção dos direitos. São ferramentas disponibilizadas pela Constituição para a fruição dos direitos. Apesar da diferença entre os dois institutos é possível afirmar que toda garantia é um direito.

PODER VINCULANTE DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS

Analisadas estas regras gerais acerca dos Direitos Fundamentais, resta-nos abordar mais uma questão interessante: o poder vinculante dos direitos fundamentais. Como já afirmamos, os direitos fundamentais possuem aplicabilidade tanto nas relações verticais (entre o indivíduo e o Estado) quanto das relações horizontais (entre os particulares). Sua amplitude, em regra, é direcionada a limitar a atuação estatal com o objetivo de evitar o cometimento de arbitrariedades. Neste mesmo sentido, a doutrina, baseada no próprio texto constitucional, ressalta o poder vinculante dos Direitos Fundamentais o qual pode se perceber em relação aos Poderes do Estado: Executivo, Legislativo e Judiciário. No que tange a vinculação do Poder Executivo, os direitos fundamentais devem ser observados durante a atividade administrativa praticada pela Administração pública ainda que seus afazeres estejam no campo da discricionariedade. A atuação discricionária é uma liberdade consentida, vigiada pela Constituição Federal e não uma carta branca para fazer o que se quer. O Legislativo também se encontra vinculado aos Direitos Fundamentais tanto no sentido da criação legislativa, a qual deve respeitar os limites estabelecidos no texto constitucional, quanto no dever que lhe impõe a Constituição Federal de suprir as ausências legislativas completando suas lacunas com normas de proteção aos Direitos Fundamentais. É sabido que muitos direitos fundamentais se sujeitam às normas complementadoras para que possam ser utilizados. É neste momento que a Constituição Federal impõe ao Legislativo o dever de complementar a norma constitucional para lhe garantir a aplicabilidade. Por fim, o Poder judiciário também se encontra vinculado aos Direitos Fundamentais na medida em que impõe a obrigatoriedade de cumprimento dos direitos fundamentais em sua atividade jurisdicional, fiscaliza a atuação inconstitucional dos demais poderes, e interpreta os seus dispositivos revelando a melhor forma de exercício das liberdades públicas. Como se pode perceber, os direitos fundamentais exercem uma função essencial na atuação do poder público que por vezes tem sua limitação externada nestes direitos, mas também é direcionado em sua atuação iluminando seu caminho na execução da atividade pública de satisfação social.

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I. EXERCÍCIOS RELATIVOS AO ENCONTRO 1. Sobre os direitos fundamentais, é correto dizer: a) somente

I.

EXERCÍCIOS RELATIVOS AO ENCONTRO

1.

Sobre os direitos fundamentais, é correto dizer:

a)

somente os brasileiros e os estrangeiros residentes no Brasil são reconhecidos como titulares de direitos fundamentais entre nós.

b)

pessoas jurídicas podem ser titulares de direitos fundamentais.

c)

menores de 18 anos não podem ser titulares de direitos fundamentais.

d)

servidores públicos não podem alegar direitos fundamentais contra a Administração para a qual prestam serviço.

e)

somente por emenda à Constituição podem ser abolidos direitos e garantias individuais previstos na Carta da República.

2.

Em relação aos direitos e garantias individuais e coletivos, assinale a opção correta.

a)

Como regra, uma profissão somente pode ser exercida pelos indivíduos depois de a lei tê-la regulamentado, fixando qualificações profissionais que devem ser necessariamente atendidas.

b)

Aos tratados sobre direitos humanos, em vigor no plano internacional e interno, a Constituição Federal assegura hierarquia de norma constitucional.

c)

A Constituição enumera exaustivamente os direitos e garantias dos indivíduos, sendo inconstitucional o tratado que institua outros, não previstos pelo constituinte.

d)

O estrangeiro naturalizado brasileiro pode exercer todos os direitos previstos constitucionalmente para os brasileiros natos.

e)

Apesar de o art. 5o, caput, da Constituição Federal de 1988 fazer menção apenas aos brasileiros e aos estrangeiros residentes, pode-se afirmar que os estrangeiros não residentes também podem invocar a proteção de direitos fundamentais.

3.

Sobre direitos e garantias fundamentais, na Constituição de 1988, marque a única opção correta.

a)

Os tratados e convenções internacionais sobre direitos fundamentais que forem aprovados, no Congresso Nacional, serão equivalentes às emendas constitucionais.

b)

Os direitos e garantias individuais consagrados na Constituição Federal, como regra, somente geram direitos subjetivos aos indivíduos depois de regulados pelo legislador ordinário.

c)

A Constituição Federal veda a restrição legal ao livre exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão.

d)

Por força de disposição constitucional, todos os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos ratificados pelo Congresso Nacional serão equivalentes às emendas constitucionais.

e)

As violações a direitos fundamentais não ocorrem somente no âmbito das relações entre o cidadão e o Estado, mas igualmente nas relações travadas entre pessoas físicas e jurídicas de direito privado. Assim, os direitos fundamentais assegurados pela Constituição vinculam diretamente não apenas os poderes públicos, estando direcionados também à proteção dos particulares em face dos poderes privados.

4.

Em relação aos direitos e garantias individuais e coletivos, assinale a opção correta.

a)

O Brasil se submete à jurisdição de Tribunal Constitucional Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão.

b)

Pessoas jurídicas de direito público não podem ser titulares de direitos fundamentais.

c)

O disposto no artigo 5º, inciso XIII da Constituição Federal - "é livre o exercício de qualquer trabalho, ofício ou profissão, atendidas as qualificações profissionais que a lei estabelecer", cuida-se de uma norma de eficácia limitada.

d)

O direito fundamental à vida, por ser mais importante que os outros direitos fundamentais, tem caráter absoluto, não se admitindo qualquer restrição.

e)

Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais.

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução
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5. Sobre direitos e garantias fundamentais, na Constituição de 1988, marque a única opção correta.

5.

Sobre direitos e garantias fundamentais, na Constituição de 1988, marque a única opção correta.

a)

Os direitos fundamentais assegurados pela Constituição vinculam diretamente não apenas os poderes públicos, estando direcionados também à proteção dos particulares em face dos poderes privados.

b)

Os direitos sociais previstos na Constituição, por serem normas programáticas, não produzem efeitos jurídicos, senão depois de regulados pelo legislador ordinário.

c)

Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em turno único, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais.

d)

A Constituição Federal de 1988 previu expressamente a garantia de proteção ao núcleo essencial dos direitos fundamentais.

e)

os diversos direitos garantidos pela Constituição aos trabalhadores são elencados de forma taxativa.

6.

Sobre direitos e garantias fundamentais, marque a única opção correta.

a)

Estrangeiros no Brasil, que aqui não residam, não são titulares de direitos fundamentais.

b)

É constitucionalmente vedada toda a distinção por lei entre homens e mulheres.

c)

Os direitos e garantias individuais protegidos por cláusula pétrea são somente aqueles elencados no catálogo de direitos individuais.

d)

Pessoas jurídicas também podem ser titulares de direitos fundamentais.

e)

Somente se pode exercer um trabalho ou profissão depois de a atividade ser regulada por lei específica.

7.

Sobre direitos e garantias fundamentais, marque a única opção incorreta.

a)

Garantias dos direitos fundamentais são instituições jurídicas criadas em favor do indivíduo para que ele possa usufruir dos direitos fundamentais propriamente ditos.

b)

Os direitos fundamentais de primeira, segunda e terceira gerações, como são conhecidos, sucederam-se historicamente, de maneira que os direitos fundamentais de primeira geração hoje não são mais aplicados.

c)

Os direitos fundamentais de primeira geração estão associados à liberdade; os de Segunda, à igualdade; os de terceira, à fraternidade.

d)

O Brasil se submete a jurisdição de tribunal Penal Internacional a cuja criação tenha se manifestado adesão.

e)

Os direitos individuais expressos na Constituição Podem ter seu exercício restringido ou condicionado pela lei, quando a Constituição permitir.

GABARITO

1

- B

2

- E

3

- E

4

- E

5

- A

6

- D

7

- B

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