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Concentração e Centralização Econômica.

Como a estrutura industrial
(numero e tamanho das empresas no setor) se alterou
Introdução
A concentração de capital é explicada pelo crescimento de capitais individuais,
a medida que os meios de produção e subsistência são transformados em
propriedade privada de capitalistas. A centralização do capital resulta na luta da
concorrência em busca do barateamento das mercadorias que, por sua vez,
depende do aumento da escala de produção e da produtividade.
As tendências no Brasil como a expansão industrial, o banco, tendo com
função de mediar o credito, busca concentração progressiva de seu capital
próprio no sentido de maior garantia a seus clientes, pois surge a necessidade
de levantar e centralizar com segurança soma cada vez maiores. Com a
manipulação da taxa Selic o governo consegue ter o controle da linha de
credito e do consumo.
O banco tem a função de receber, concentrar e distribuir o capital monetário,
transformando o capital acumulado em capital centralizado, assim passa de
ocioso para ativo. As sociedades anônimas usam a capitação de recurso
através de investimentos volumosos que requerem a reunião e utilização
conjunta, em um mesmo rendimento, de muitos capitais individuais; deu origem
e rápido desenvolvimento a forma de organização empresarial representadas
pelas sociedades de capital aberto. Tem como características próprias uma
enorme expansão na escala de produção das empresas, que individualmente
não seria possível; o capital torna-se uma forma de capital social em
contraposição ao capital privado, e as empresas assumem a forma de
empresas sociais em contraposição as empresas individuais, o capitalista
industrial transforma-se num simples gerente ou administrador do capital de
outras pessoas e os proprietários do capital tornam-se meros capitalistas
monetários.

Mudança na estrutura industrial
Um brutal aumento de concentração nas mãos de poucas empresas tem
dominado quase todos os setores da economia brasileira nos últimos anos. No
segmento bancário, por exemplo, as cinco maiores instituições financeiras
detinham 45% dos ativos totais do mercado, em 1994. No ano passado, esse
percentual atingiu 60%, segundo dados da consultoria Austin Asis.

possibilitando a realização de novos investimentos. que reflete uma tendência mundial. O acirramento da competição em economias cada vez mais integradas devido à globalização faz da busca por fatias maiores de mercado quase uma questão de sobrevivência. como reajustes de preços acima da inflação. . Esse movimento. entre 1994 e 2002. assim como melhorou o acesso das companhias brasileiras ao mercado de crédito internacional. a participação de mercado das cinco maiores companhias. em sua política industrial. No caso do setor financeiro. por outro traz ameaças de prejuízos ao consumidor. seja por linhas de financiamento para as que desejam atuar em consórcio -notadamente para exportação-. Exatamente visando esse fortalecimento no mercado externo é que o próprio governo prevê.5%. a aprovação para fusões e aquisições e a fiscalização de condutas abusivas continua sendo prerrogativa apenas do Banco Central. Desde 2002. a participação das cinco maiores empresas no faturamento total saltou de 68. segundo analistas. No setor de alimentos. o estímulo ao crescimento das empresas nacionais. Causas da mudança de estrutura O aumento da concentração do mercado brasileiro tem ocorrido por meio de incorporações decorrentes de falências. fusões. aquisições e até aumento de produtividade.9% para 84. tramita no Congresso projeto de lei do governo que pretende estender essas atribuições ao Cade e à SDE. Se por um lado um mercado mais concentrado abriga empresas mais eficientes e financeiramente mais fortes.2% para 94%. passou de 78.Outro ramo que experimentou forte aumento de concentração foi o de fios e tecidos: entre 1994 e 2002. de acordo com dados da consultoria Economática. medida pelo faturamento. foi possibilitado principalmente pela abertura da economia brasileira. seja por meio de fusões e aquisições. Prova dessa preocupação foram recentes embargos do Cade a operações de aquisição. Isso permitiu a entrada de empresas estrangeiras no país.

Normalmente são industrias que exigem pesados investimentos e garante retorno somente no longo prazo.Paulo. papel e celulose. petroquímico. Fonte: Folha de S. não por participação no mercado. segundo o Cade para determinados setores. nem sempre o aumento da participação do mercado é o principal fator no julgamento em processos de fusão e aquisição. mineração). em que a produção também atende o mercado externo (setores siderúrgico. esse tipo de concentração não preocupa porque as commodities podem ser importadas de qualquer grande produtor mundial se os preços que uma empresa pratica no pais forem elevados. 08 de março de 2004. As grandes companhias atuantes nos mercados de commodities so tem condições de competir quando tem uma produção baseada em grande escala que atende diversos países.Participação X eficiência Em alguns casos a analise se pauta pela eficiência. que tem preços cotados no mercado internacional. concentração de empresas aumentam no Brasil . Por exemplo a concentração de empresas em segmentos de commodities.