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TERCEIRA EDIÇÃO

Paul A. Tipler

CEFETCE/BIBUOIECA\ \ \*

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Ex-professor da Oakland University

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Ralph A. Llewellyn

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University of Central Florida

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Tradução

Ronaldo Sérgio de Biasi, Ph. D.
Professor Titular do Departamento de Engenharia Mecânica e de Materiais
do Instituto Militar de Engenharia

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EDITORA

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Sumário

Parte 1
RELATIVIDADE E MECÂNICA QUÂNTICA:
O s FUNDAMENTOS DA FÍSICA MODERNA

I

Capítulo 1

Relatividade I

3

Provas Experimentais da Relatividade

3

•' Q

8

1-1

O Experimento de Michelson-Morley

1-2

Os Postulados de Einstein

1-3

A Transformação de Lorentz
Calibração dos Eixos do Espaço-Tempo

16
22

1-4

Dilatação dos Tempos e Contração das Distâncias

23

1-5

O Efeito Doppler

30

(

32

1-6

Capítulo 2

O Efeito Doppler Transversal

O Paradoxo dos Gêmeos e Outras Surpresas

32

l ã l O Caso dos Gêmeos Identicamente Acelerados

34

Ç ) Velocidades Superluminares

37

Relatividade II

46

2-1

Momento Relativístico

46

2-2

Energia Relativística

49

2-3

Conversão de Massa em Energia e a Energia de Ligação

54

2-4

Massa Invariante

56

2-5

Relatividade Geral

64

Capítulo 3
3-1

Deflexão da Luz em um Campo Gravitacional

65

Desvio Gravitacional para o Vermelho

68

jj^.' O Periélio da Órbita de Mercúrio

69

^

70

O Retardo da Luz em um Campo Gravitacional

Q u a n t i z a ç ã o da Carga, Luz e Energia

77

Quantização da Carga Elétrica

77

3

81

O Experimento de Millikan

O símbolo j j ^ indica Leitura Suplementar cujo texto original está disponível, em inglês, na home page www.whfreeman.com/physics.
O símbolo

12

• . indica um assunto de grande interesse.

viii Sumário 3-2 Radiação de Corpo Negro 83 3-3 O Efeito Fotelétrico 87 3-4 Raios X e o Efeito Compton 91 gj Capítulo 4 Demonstração da Equação de Compton 95 O Átomo Nuclear 101 4-1 Espectros Atômicos 102 4-2 O Modelo Nuclear de Rutherford 103 A Previsão de Rutherford e os Resultados de Geiger e Marsden 4-3 O Modelo de Bohr para o Átomo de Hidrogênio 107 110 Átomos Gigantes 116 4-4 Espectros de Raios X 116 4-5 O Experimento de Franck-Hertz 118 4-6 Crítica da Teoria de Bohr e da "Velha" Mecânica Quântica 121 Propriedades Ondulatórias das Partículas 128 5-1 A Hipótese de de Broglie 128 5-2 Medida do Comprimento de Onda das Ondas de Matéria 129 5-3 Pacotes de Ondas 136 5-4 Interpretação Probabilística da Função de Onda 139 5-5 O Princípio de Indeterminação 140 Capítulo 5 j O Microscópio de Raios Gama 143 5-6 Algumas Conseqüências do Princípio de Indeterminação 144 5-7 O Dualismo Onda-Partícula 145 gj. O Experimento de Duas Fendas Capítulo 6 146 A E q u a ç ã o de Schrõdinger 153 6-1 A Equação de Schrõdinger em Uma Dimensão 153 6-2 O Poço Quadrado Infinito 157 6-3 O Poço Quadrado Finito 162 j j ^ Solução Gráfica do Poço Quadrado Finito 165 Valores Esperados e Operadores 166 j ã l Transições entre Níveis de Energia 168 O Oscilador Harmônico Simples ._ —— 170 Q j Paridade 172 Reflexão e Transmissão de Ondas 172 6-4 6-5 6-6 6-7 Capítulo 7 7-1 Decaimento Alfa 177 Q O Relógio Atômico de NH3 178 ãi O Diodo Túnel 178 A Equação de Schrõdinger para Duas (ou Mais) Partículas 179 Física Atômica 186 A Equação de Schrõdinger em Três Dimensões 186 .

Sumário 7-2 Quantização do Momento Angular e da Energia do Átomo de Hidrogênio 188 7-3 As Funções de Onda do Átomo de Hidrogênio 192 7-4 O Spin do Elétron 195 Ç^Jj O Experimento de Stern-Gerlach 197 7-5 Momento Angular Total e o Efeito Spin-Órbita 199 7-6 Estados Fundamentais dos Átomos dos Elementos: A Tabela Periódica 201 7-7 Estados Excitados e os Espectros dos Elementos 204 J Átomos com Mais de um Elétron Externo 206 ^ O Efeito Zeeman 209 Física Estatística 218 Estatística Clássica 218 jg[ A Teoria Cinética dos Gases: Uma Breve Revisão 218 ' J Ü Demonstração do Teorema da Equipartição para um Caso Particular 227 8-2 Estatística Quântica 230 8-3 A Condensação de Bose-Einstein 234 Ç .j Hélio Líquido 235 8-4 O Gás de Fótons: Uma Aplicação da Estatística de Bose-Einstein 241 8-5 Propriedades de um Gás de Férmions 244 Capítulo 8 8-1 Parte 2 APLICAÇÕES 251 E s t r u t u r a e E s p e c t r o s das M o l é c u l a s 252 9-1 A Ligação Iônica 252 9-2 A Ligação Covalente 255 Capítulo 9 Outras Ligações Covalentes O 259 9-3 9-4 Outros Tipos de Ligação 264 Níveis de Energia e Espectros de Moléculas Diatômicas 266 9-5 Absorção. Emissão Estimulada e Espalhamento 272 9-6 Lasers e Masers 276 Física d o E s t a d o Sólido 287 10-1 A Estrutura dos Sólidos 287 10-2 Teoria Clássica da Condução de Eletricidade 293 JJ 297 Capítulo 10 Condução de Calor — O Modelo Clássico 10-3 O Gás de Elétrons Livres nos Metais 298 10-4 Teoria Quântica da Condução de Eletricidade 300 ^ 303 10-5 Condução de Calor — O Modelo Quântico Bandas de Energia em Sólidos 303 Í 308 Bandas de Energia em Sólidos — Uma Abordagem Alternativa i .

viii Sumário 10-6 Semicondutores Dopados 309 0 311 Efeito Hall 10-7 Junções e Dispositivos Semicondutores 312 10-8 Supercondutividade 317 Quantização do Fluxo Magnético - Junções de Josephson Capítulo 11 320 323 Física N u c l e a r 329 11-1 A Composição do Núcleo 329 11-2 Propriedades dos Núcleos no Estado Fundamental 330 O Modelo da Gota de Líquido e a Equação de Weizsäcker 11-3 Radioatividade 11-4 Decaimentos Alfa. Fusão e Reatores Nucleares 374 Capítulo 12 12-3 Ggf A Segurança dos Reatores de Fissão 382 jj^ü Interações de Partículas com a Matéria 387 Aplicações Q Capítulo 13 Efeitos Biológicos da Radiação 391 396 Física de Partículas 403 13-1 Partículas e Antipartículas 403 13-2 Interações Fundamentais e a Classificação das Partículas 408 Ç ^ Comentários Adicionais a Respeito da Intensidade das Interações 413 Leis de Conservação e Simetrias 415 13-3 t j ' Em que Circunstâncias uma Grandeza Física é Conservada? -j 13-4 Ressonâncias e Estados Excitados O Modelo Padrão De Onde Vem o Spin do Próton? 13-5 Capítulo 14 14-1 417 422 423 428 Para Além do Modelo Padrão 434 Astrofísica e C o s m o l o g i a 441 O Sol 441 . Beta e Gama jj Seqüências de Decaimentos Q .• Níveis de Energia do Decaimento Alfa O Efeito Mössbauer 11-5 A Força Nuclear 11-6 O Modelo de Camadas Densidade de Probabilidade dos Mésons Virtuais 337 340 342 344 346 351 353 356 357 O Modelo de Camadas de Mayer e Jensen 358 R e a ç õ e s Nucleares e Suas Aplicações 367 12-1 Reações Nucleares 369 12-2 Fissão.

Sumánc à 14-2 As Estrelas 446 14-3 A Evolução das Estrelas 450 14-4 Eventos Cataclísmicos 452 14-5 Os Estados Finais das Estrelas 454 14-6 Galáxias 456 14-7 Gravitação e Cosmologia 460 14-8 Cosmogonia 462 Apêndice A Tabela de M a s s a s A t ô m i c a s 471 Apêndice BI Integrais Úteis 485 Apêndice B2 F u n ç õ e s de Distribuição 486 Apêndice B3 D e m o n s t r a ç ã o da Distribuição de B o l t z m a n n 488 Apêndice C C o n f i g u r a ç õ e s Eletrônicas 491 Apêndice D Constantes Físicas F u n d a m e n t a i s 494 Apêndice E F a t o r e s de C o n v e r s ã o 497 Apêndice F G a n h a d o r e s d o P r ê m i o N o b e l de Física 498 Respostas 502 índice 507 « .

O uso de muitos exemplos com cálculos de ordem de grandeza e cálculos com base em modelos simplificados.* Existem mais de 700 problemas nesta edição. é possível omitir este capítulo sem prejudicar a continuidade. Esta edição contém aproximadamente 500 figuras e desenhos. hc e ke2 em eV-nm para simplificar muitos cálculos numéricos. As Seções Exploratórias. 5. Naturalmente. está dividida em duas partes: Parte 1. e citações de muitos cientistas que participaram do desenvolvimento da física moderna. a respeito da relatividade.* Um novo capítulo. à edição em portuguêí . o endereço é www. Como nas edições anteriores. foi dividido em dois capítulos para permitir que os professores abordem apenas os conceitos básicos ou cubram o assunto com maior profundidade. como o paradoxo dos gêmeos e o paradoxo da vara no celeiro.com/ physics. elogiado por alunos e professores.whfreeman. como a anterior. entre elas a estrutura lógica — começando com uma introdução à relatividade e à quantização e continuando com aplicações — e a apresentação qualitativa de ondas de de Broglie no Cap. 600 deles totalmente novos. os detalhes da teoria de espalhamento de * Este material foi incorporado. Alguns destes tópicos foram incluídos na forma de Leituras Suplementares. e Parte 2. Também foram incluídas referências a programas de demonstração e simulação em computador. • • • Características • Muitas características das edições anteriores foram mantidas. 1. Os Caps. entre eles vários ganhadores do prêmio Nobel. lidam com assuntos de grande interesse e estão distribuídas ao longo do texto. que sempre despertaram o interesse dos estudantes. "Aplicações". trata dos aspectos básicos da relatividade restrita e discute vários paradoxos. 3 a 7 foram atualizados e muitos novos exemplos e diagramas foram acrescentados.Prefácio Esta nova edição de Física Moderna reflete as muitas descobertas que ampliaram os horizontes da física moderna no final do século XX e atende às numerosas sugestões oferecidas pelos leitores das edições anteriores. O Cap. Os exercícios para discussão e revisão no final de várias seções. foi mantido. Novidades Várias novidades foram introduzidas. 14. que termina com uma seção qualitativa a respeito da relatividade geral que se concentra principalmente nas verificações experimentais. entre elas as seguintes: • Uma nova home page na Internet está totalmente integrada com o livro. quase o dobro da edição anterior. • • • estão à disposição dos leitores nessa home page. com fotografias e desenhos coloridos. indicadas pelo desenho de um átomo. também está disponível em inglês na home page. Os problemas agora são separados em três níveis de dificuldade (em vez de dois). Como apenas a relação E2 = pV + (me1)1 é usada nos capítulos posteriores. o primeiro dos dois capítulos a respeito da relatividade. apresentadas nas Notas ao final de cada capítulo. usamos grandezas compostas como hc. 3). ao mesmo tempo que aumentamos substancialmente a flexibilidade do texto para que pudesse ser utilizado em vários tipos de cursos. • Os textos originais em inglês das trinta e uma Leituras Suplementares. 2. de acordo com o grau de dificuldade. o formato dos primeiros foi modificado para torná-los mais claros. indicadas pelo desenho de um computador. A energia e o momento relativísticos são discutidos no Cap. os problemas apresentados no final de cada capítulo foram separados em grupos. em papel. na forma de arquivos do Adobe Acrobat. apresentam detalhes fascinantes a respeito da vida e do trabalho de muitos cientistas que contribuíram para o desenvolvimento da física moderna. Continuamos a usar dados reais em figuras. o Cap. O longo capítulo de abertura da edição anterior. aprovados por muitos professores. Estas informações. como cursos de um e dois semestres e cursos com consulta à Internet. "Relatividade e Mecânica Quântica: Os Fundamentos da Física Moderna". como a demonstração da equação ce Compton (Cap. Como nas edições anteriores. Organização e Cobertura Esta edição. Tentamos preservar o sabor histórico e cultural e tivemos o cuidado de manter o nível matemático daquelas edições. juntamente com as notas no final de cada capítulo. fotografias de pesquisadores e instrumentos de pesquisa. foram usados novamente nesta edição. "Astrofísica e Cosmologia". A bibliografia no final de cada capítulo inclui livros e artigos escritos por cientistas de renome. os sumários e listas de referências no final de cada capítulo foram mantidos. de que a física é uma coletânea monótona e impessoal de fatos e fórmulas. com os problemas do Nível I (os mais fáceis) divididos por seção. relativamente comum entre os estudantes de hoje. ilustrada com muitas fotografias de padrões de difração de partículas e de raios X. servem para dar mais vida aos eventos da história da ciência e combater a visão. Numerosas referências.

Caps.4. um novo capítulo. 11. o Cap. Ataur R. O texto a respeito da física de partículas. átomos.Caps. • Parte 1. Purdue University. 4). O Cap. 5 . 11 e 13 Caps. duas possibilidades são as seguintes: • • Parte l. sólidos. San Luis Obispo. núcleos. Finalmente. Agradecimentos Muitas pessoas contribuíram para o sucesso de edições anteriores deste livro e muitas mais contribuíram para a preparação da terceira edição. Texas A&M University. 4. 6 e 7. 4 . poderão ser usados para o primeiro teste direto do princípio de correspondência. o condensado de Bose-Einstein. • Nove novos elementos químicos foram descobertos. "Física Estatística". • O microscópio de tunelamento e o microscópio de força atômica estão sendo usados para observar e manipular átomos isolados. J. que refletem os últimos 20 anos de pesquisa no campo da física. núcleos. Os capítulos da Parte 2 são independentes uns dos outros e podem ser estudados em qualquer ordem. a solução gráfica do poço de potencial quadrado finito (Cap. 10 ("Física do Estado Sólido"). A comparação entre as estatísticas clássica e quântica é ilustrada com vários exemplos. obtidos com o auxílio de lasers sintonizáveis. no todo ou em parte.11 e 12 Há um enorme potencial de recursos para o desenvolvimento de projetos e de atividades extra-classe pelos alunos. de forma qualitativa. 1 0 . 3. • Á t o m o s gigantes. • Grandes detectores de neutrinos estão sendo usados para investigar o problema da massa dos neutrinos. 9 e 10 2. 6 e 7. especialmente do cérebro. 7 e 8. • Aparelhos de tomografia por emissão de pósitrons estão sendo usados para obter imagens de alta resolução do interior do corpo humano.4. 1 2 . A seção que tratava da teoria cinética no segundo capítulo da primeira edição foi transferida para este capítulo na forma de uma Leitura Suplementar. Eis algumas sugestões para cursos de um semestre: • Parte 1. 1. 11. 6 e 7. • Parte 1. Muitas outras descobertas recentes são discutidas em vários capítulos de Física Moderna. que completa a Parte 1. Ron Gautreau. Biritz. Parte 2. 3 . Parte 2. Bill Fadner. Boston College. Tony Buffa. 13. Geórgia Institute of Technology. • Parte 1. contém parte do capítulo sobre estatística quântica da primeira edição. • O efeito Hall quantizado permitiu a adoção de um padrão mais preciso para a resistência elétrica. Terceira Edição. 7). University of Northern Colorado.5.XII Prefácio Rutherford (Cap. Parte 2. Duane Carmony. 4. 6) e os estados excitados e espectros dos átomos de dois elétrons (Cap. University of Alaska-Fairbanks. ao contrário dos capítulos da Parte 1. 12 deve ser precedido pelo Cap. Caps. Briodo. 11 ("Física Nuclear"). 9 Caps. foi consideravelmente modificado de modo a refletir as novas descobertas que ocorreram desde que a última edição foi publicada. 9. partículas e do Universo. 8. 12. não é essencial para a compreensão dos assuntos tratados na Parte 2 e pode ser usado pelo professor como um capítulo de aplicação ou omitido sem perda de continuidade.4. 1. estão Bill Bassichis. 13 e 14 No caso de um curso de dois semestres. Califórnia Polytechnic State University. Caps. discute as propriedades e a estrutura dos núcleos e contém uma nova seção a respeito da força nuclear. • A descoberta do quark top completou a tabela periódica de quarks e léptons. David A. pode ser estudado de forma resumida e qualitativa. • A temperatura crítica dos supercondutores cerâmicos já passou de 130 K. 2. 3. Lehigh University. 1. Seções que tratam do efeito Hall quantizado e da supercondutividade em altas temperaturas foram acrescentadas ao Cap. Aqui estão apenas alguns dos tópicos cobertos em Física Moderna. Entre os que fizeram a revisão desta edição. nossas discussões de mecânica quântica.7 e 8: Parte 2. Parte 2. Cap. Patrick Briggs. 5. Caps. as leis de conservação e o modelo padrão. Chowdhury. • As lentes gravitacionais estão sendo usadas pelos astrônomos para estudar as propriedades do universo primitivo.3. 1. Terceira Edição. como o Cap. Agradecemos a todas essas pessoas. 5. nossa preocupação foi discutir qualitativamente as interações fundamentais entre as partículas. servindo como revisão introdutória da estatística clássica. 3. O Cap. e o Cap. se o professor assim desejar. O Cap. Algumas Sugestões Este livro pode ser usado em cursos de um ou dois semestres. Novos Assuntos As pesquisas realizadas nas últimas duas décadas ampliaram consideravelmente nossos conhecimentos. 6. 5. na Parte 2 as idéias e métodos discutidos na Parte 1 são aplicados ao estudo de moléculas. sugere que lasers atômicos e relógios atômicos mais precisos estarão disponíveis no futuro próximo. 3. reforçaram as ligações da física com outras disciplinas e contribuíram para melhorar a qualidade de vida dos seres humanos. Caps. embora os cientistas ainda não saibam com certeza qual é o mecanismo responsável pela supercondutividade nestes materiais. Mantendo a abordagem adotada na edição anterior. Os fenômenos de fissão e fusão e as aplicações das reações nucleares constituem o assunto predominante do novo Cap. 2. Parte 6 e 7. apresenta uma ampla discussão das ligações moleculares e inclui uma nova seção a respeito dos lasers.6. Caps. New Jersey Institute of Techno- . • A observação experimental de um novo estado da matéria. H. 5. Este capítulo. Caps. que também foi revisto. 8. no qual as interações de partículas e radiação com a matéria e os efeitos biológicos da radiação são tratados em Leituras Suplementares. 9 ("Estrutura e Espectros das Moléculas"). 14 ("Astrofísica e Cosmologia") discute as observações atuais de estrelas e galáxias e integra. Nelas são indicados links para encorajar o leitor a investigar outras fontes de informação na Web.2. 9 . The Citadel. com uma única exceção: o Cap. que foi totalmente revisto.10. que constitui o Cap. Caps. 13 e 14 Parte 1. com base nas Leituras Suplementares. Brent Benson. A discussão do modelo da gota de líquido e da equação de Weizsäcker passou a fazer parte de uma Leitura Suplementar. 1. 1 1 . partículas e um pouco de relatividade para explicar nossa visão atual do Universo.

University of Northern Iowa. Oviedo. compreensão e apoio neste projeto. New Mexico State University. Philip Lippel. Muitas dessas pessoas leram várias versões do original e todas ofereceram valiosas sugestões. The Pennsylvania State University. The Pennsylvania State University. xm Agradecemos o apoio. Freeman por seu trabalho na home page. Ihas. Tipler. Oh. Gustavus Adolphus College. Texas Tech University. Stromberg. Benedict Y. University of Texas at Arlington. nossa editora na W. University of Kentucky. University of Wisconsin-Madison. Roger Hanson. nosso sincero reconhecimento por sua capacidade. o encorajamento e a paciência de nossas famílias durante o projeto. Freeman and Company. Yuichi Kubota. H. David Lamp. E. A. Jesse Weil. Maurice Webb. Flórida Janeiro de 1999 . Paul Sokol. H.Prefáoo logy. The State University of New Jersey. gostaríamos de manifestar a Susan Brennan. Thor F. University of Notre Dame. Somos especialmente gratos a Mark Llewellyn por seus esforços incansáveis e numerosas sugestões desde o início do projeto e a Rob Christie da W. Charles Glashauser Rutgers. Steve Meloma. Califórnia Ralph A. Llewellyn. Gary G. Livingston. Finalmente. Paul A. University of Florida. Berkeley. University of Minnesota.

a mecânica clássica apareceria como o limite para pequenos comprimentos de onda. que governa a propagação das ondas de matéria. Quanto terminou. como energia. está na concordância com os resultados experimentais. i n c l u i n d o as dos e l é t r o n s . Embora seus princípios possam parecer estranhos para aqueles de nós cujas experiências se limitam ao mundo macroscópico. foi uma das teorias mais bem-sucedidas de todos os tempos. como a de qualquer equação fundamental. W e r n e r Heisenberg havia proposto uma teoria aparentemente distinta para explicar os fenômenos atômicos. A teoria de Heisenberg incluía apenas grandezas mensuráveis. isto é. Entretanto.uma aproximação da equação de onda relativística. Inicialmente. a equação de Schrõdinger relaciona as derivadas da função de onda em relação ao tempo e em relação ao espaço. eram representadas por matrizes. 5-11). assim como a ótica geométrica é o limite da teoria ondulatória da luz para pequenos comprimentos de onda. como o leitor bem sabe. E m b o r a as teorias de Schrõdinger e Heisenberg pareçam diferentes. A gênese da teoria correta é descrita da seguinte forma por Felix Bloch. Como a equação de onda clássica. em uma das palestras seguintes. American Institute ofPhysics. A l g u n s m e s e s a n t e s .Capítulo z : v/ A Equação de Schrõdinger O sucesso da hipótese de de Broglie ao prever a difração de elétrons e outras partículas e o fato de que o uso de ondas estacionárias parecia ser uma forma natural de quantizar o momento e a energia das partículas com massa de repouso diferente de zero levaram os físicos a buscar uma teoria ondulatória para o elétron s e m e l h a n t e à teoria o n d u l a t ó r i a da luz. Grandezas dinâmicas. vamos limitar nossa discussão a problemas unidimensionais. N e s t a teoria ondulatória do elétron. posição e momento.. 6-1 A Equação de Schrõdinger em Uma Dimensão E r w i n S c h r õ d i n g e r ... [que para] lidar com ondas de forma adequada.. foi proposta por Schrõdinger no final de 1925 e hoje é conhecida como equação de Schrõdinger. era preciso dispor de uma função de onda. a equação de Schrõdinger não pode ser demonstrada. Sua validade. Schrõdinger apresentou uma explicação muito clara do modo como de Broglie associava uma onda a uma partícula e a forma como ele [de Broglie] podia chegar às regras de quantização. Em 1926.] A equação de onda que governa o movimento de elétrons e outras partículas com massa de repouso diferente de zero. as leis de Newton são perfeitamente satisfató- . De qualquer forma.. o mesmo acontece com a equação de Schrõdinger. O raciocínio seguido por Schrõdinger para chegar à equação que recebeu o seu nome foi algo tortuoso e não há necessidade de reproduzi-lo aqui. A teoria resultante. [Cortesia da Nieis BohrLibrary. que não passa de. Neste livro. impondo que uma órbita estacionária contivesse um número inteiro de ondas. parece não haver alternativa para descrever corretamente os resultados experimentais da física atômica e da física nuclear. o próprio Schrõdinger mais tarde provou que são na verdade equivalentes. vamos limitar nosso estudo à teoria de Schrõdinger porque é mais fácil de aprender e um pouco menos abstrata que a teoria de Heisenberg. que é análoga à equação de onda clássica (Eq. hoje conhecida como mecânica ondulatória ou mecânica quântica. Erwin Schrõdinger 3 publicou sua hoje famosa equação de onda. que uma pode ser demonstrada a partir da outra. Assim como a segunda lei de Newton não é relativisticamente correta. assim como não é possível demonstrar as leis de Newton. e embora a matemática necessária para resolver até mesmo os problemas mais simples seja bastante sofisticada. Debye2 comentou que achava aquela maneira de trabalhar quase infantil. os elementos das diagonais dessas matrizes representavam os resultados possíveis das medidas.. 1 que estava presente na ocasião: .

podemos ter uma idéia do que esperar considerando primeiro a equação de onda para fótons. A energia total de uma partícula (nãorelativística) de massa m é dada por E = — + V 2m 6-4 onde V é a energia potencial. í). Finalmente. temos: d2% — 7 = — tu2©0 cos {kx — cot) = dt r co ê(x. 6-1. Isto assegura que se ^ . t) seja uma solução. temos: E = pc 6-3 que.+ V(x.iüjAe'(k* ""> = . isto é. a forma exponencial da função de onda harmônica satisfaz a equação. Poderemos então usar este resultado para verificar qual deve ser a diferença entre a equação de onda para elétrons e a Eq. molecular e da matéria condensada. Vamos agora aplicar as equações de de Broglie a uma partícula como o elétron e determinar uma relação entre co c k que seja análoga à Eq. que. 6-5. Observe em primeiro lugar que uma função da forma cos (kx — wt) não satisfaz esta equação porque a diferenciação em relação ao tempo transforma o co-seno em seno. Um raciocínio semelhante mostra que a função sen (kx — cot) também não pode ser uma solução. Observe. t) ção de onda yV(x. / ) = ih 2m dx2 dt 6-6 Vamos mostrar que esta equação é satisfeita por uma função de onda harmônica no caso especial de uma partícula livre.k %(x.t) . Em uma dimensão. como podemos ver no caso da fun- . t) e ^V2(x.í) = A é ^ OJ " 6-7 = A [cos (kx — cot) + i sen (kx — wt)] onde A é uma constante. Diferenciando esta função duas vezes. como já vimos. Uma combinação deste tipo é dita linear porque as funções ^ . t). As funções de onda que satisfazem a equação de Schrõdinger não são necessariamente reais. t) dx Substituindo na Eq. uma solução particularmente importante desta equação é a função de onda harmônica ^(x. 6-1. em particular. Embora fosse apropriado simplesmente postular a equação de Schrõdinger. t) + aA'\(x. í)-4 A Equação de Schrõdinger Estamos agora prontos para postular a equação de Schrõdinger para uma partícula de massa m. Uma diferença importante entre a equação de Schrõdinger e a equação de onda clássica está no fato de o número imaginário i = T aparecer explicitamente 5 na equação de Schrõdinger. sobre a qual não age nenhuma força e para a qual. t) e t) aparecem apenas elevadas à primeira potência. Considere a função ^(x.iwty d2V = (ikfAe'"" ú"> = -k2yV dx2 Substituindo estas derivadas na equação de Schrõdinger e fazendo V(x. temos: -k2=-~ou co = kc 6-2 Fazendo co = E/h e p = hk. 6-2: a presença da energia potencial V e o fato de a freqüência a» não variar linearmente com k. que (1) todos os termos da equação de onda devem ser lineares em relação a ^ ( x . Nesse caso. çTV dt . (2) todas as derivadas de ^ ( x .í) 2m (-k2V) + VoV = ih( — iw)V ou h2k2 2m + V0 = ftw que é a Eq. 6-2. í): l ü ü 6-1 dx2 c2 dt2 Como vimos no Cap. (x. o que só foi conseguido por Dirac em 1928. (x. t) ^ (x. t) = a^V. t) substituída pelo campo elétrico %(x. onde al e a2 são constantes arbitrárias. t) forem soluções da equação de onda para a mesma energia potencial. isto é. O mesmo acontece com a equação de Schrõdinger quando é aplicada a problemas não-relativísticos de física atômica. t) = cé0 cos(kx — cot). t) = V0. portanto. temos: 6-5 Existem duas diferenças importantes entre a Eq. Esperamos. como vimos.154 A Equação de Schrõdinger rias para resolver uma imensa quantidade de problemas não-relativísticos. obtemos: hc h2k2 2m + V h2 d2V(x.(x. Usando as equações de de Broglie. t) = V0. T . 6-5 e a Eq. Entretanto.V . A linearidade garante que diferentes funções de onda se somem para produzir interferência construtiva e destrutiva. qualquer combinação linear destas soluções também seja uma solução. Observe que obtemos um fator de oj quando diferenciamos uma função de onda harmônica em relação ao tempo e um fator de k quando diferenciamos a função em relação à posição. mas a segunda derivada em relação a x produz um co-seno. que é a Eq. que ^(x. 5. já que se trata de uma radiação eletromagnética. t) devem ser lineares em relação a ^ ( x . que a função de onda para os elétrons relacione a primeira derivada em relação ao tempo à segunda derivada em relação ao espaço e que também envolva a energia potencial do elétron. Schrõdinger tentou sem sucesso formular uma equação de onda relativística. 5-11 com a velocidade v igual a c e com a função y(x. a equação tem a seguinte forma: - 2 2 . a energia potencial é constante: V(x. é a relação entre a energia e o momento de um fóton. portanto. é uma característica importante das ondas de matéria. também é preciso que a equação de onda para os elétrons seja uma equação diferencial linear em relação à fun- â^(x.

. é esta restrição. vamos nos concentrar em pro- 155 blemas unidimensionais e usar algumas funções de energia potencial pouco realistas. Com isso. 6-9 é conhecida como condição de normalização. t) ou. Isso significa que a função de onda ^(x. 6-10. um número real. apesar dos imediatos e respeitáveis protestos de Einstein e Schrõdinger. 8 Para isso. A probabilidade de um elétron estar no intervalo dx. t) Nos problemas em que a energia potencial não varia com o tempo. o que tem significado real é o produto = ^ 2 . que nos permitirão investigar as várias propriedades das soluções sem nos perdermos em complicações matemáticas. os dois lados da equação devem ser iguais à mesma constante C. já que os resultados de medições são necessariamente números reais. isto é. como por exemplo barreiras infinitas. temos: 7 6-9 A Eq. t) que satisfaz a equação de Schrõdinger não é uma função diretamente mensurável como a função de onda clássica y(x. Eq. em conseqüência. 6-15 não envolve o potencial V(x). o que permite escrever a equação de Schrõdinger em uma forma muito mais simples.f2 r 2 + V(x)4>(xW) = ih>Kx) —jr 2m dx dt onde as derivadas agora são ordinárias e não parciais. No caso particular que estamos considerando. 6-15 pode ser escrita na forma . Assim. a condição de normalização significa que a função de onda t) deve tender a zero com rapidez suficiente para que a integral da Eq. e xx + dx ou no intervalo entre x2 e x2 + dx é a soma das probabilidades individuais. substituímos uma equação diferencial parcial contendo duas variáveis independentes. Nos capítulos que se seguem.A Equação de Schrõdinger ção de onda de uma partícula livre (Eq. Esta condição desempenha um papel importante na mecânica quântica. Esta interpretação probabilística de foi proposta por Max Born e reconhecida.. pode ser medida verificando em que fração do tempo a partícula é encontrada nesta região em uma série muito grande de situações idênticas. possa ser escrita na forma V{x). mas no restante deste capítulo estaremos interessados apenas em apresentar algumas das técnicas usadas para resolver a equação e discutir as propriedades muitas vezes surpreendentes das soluções. 5-26 com sendo igual a -dx. Como o elétron tem que estar necessariamente em algum ponto do espaço. que leva à quantização da energia. òMxmt) — + V(x)iKx)4>(t) = ih 2m dx2 dt - o 6-lHi ou 3 2 2 UJ fi d Hx) „ dé(t) — <t>(t) . t)\2 dx 6-8 onde o complexo conjugado de é obtido substituindo i por — i na função "í7. Assim. 6-6. 6-7). t) pode ser escrita na forma da Eq. de modo que só precisamos fazer este cálculo uma vez.6 A natureza complexa de ^ serve para enfatizar o fato de que é inútil tentar responder às perguntas "O que está oscilando em uma onda de matéria?" e "Em que tipo de meio as ondas de matéria se propagam?" A função de onda não passa de um artifício matemático. 6-10.t)dx = l^(x. a soma das probabilidades para todos os valores possíveis de x deve ser igual a 1. Para manter a analogia com as ondas e funções de onda clássicas. t) como o produto de uma função apenas de x por uma função apenas de t: ^ ( x . t) é às vezes chamada de amplitude de densidade de probabilidade ou simplesmente amplitude de probabilidade. Existem dois motivos para isso: (1) a Eq. 6-9 permaneça finita quando x —» ± Se isso não acontecer. (2) a constante de separação C tem um significado especial que queremos discutir antes de resolvermos a Eq. como também é freqüentemente chamado. na forma geral equação de Schrõdinger. a Eq. contanto que a função potencial não seja uma função explícita do tempo. assim como podemos determinar a probabilidade de o resultado de uma jogada de caraou-coroa ser cara. a probabilidade de encontrarmos um elétron no intervalo entre x e x + dx certamente pode ser determinada. vamos estudar as soluções da equação de Schrõdinger para uma grande variedade de sistemas reais. Como vamos ver na Seção 6-3. dada pela Eq. Substituindo t). a probabilidade não poderá ser definida. pois impõe uma restrição adicional às possíveis soluções da equação de Schrõdinger. t). De acordo com a interpretação de Born. e vemos que a hipótese da Eq. 6-12 por tp(x)(t>(t). 6-14. 6-13 e variações de x não podem afetar o valor do lado direito. Pix^dx + P(x2)dx. Entretanto. temos: uJ h2 duHx)çb(t) . Isto significa que variações de t não podem afetar o valor do lado esquerdo da Eq. A probabilidade P(x) dx de o elétron ser encontrado no intervalo entre x e x + dx foi definida pela Eq. U . . por duas equações diferenciais ordinárias que contêm apenas uma variável independente cada uma: h2 1 d2>p{x) 2m <J/(x) dx2 • > in 1 cKt) + V(x) = C dW) = C dt 6-14 6-15 Vamos resolver primeiro a Eq. A probabilidade de um elétron ser encontrado no intervalo entre x. que representa uma distribuição de probabilidade P(x. combinada com as condições de contorno do problema. como vimos na Seção 5-4. A Eq. ^ ( x . escrevemos a função ^ ( x . 6-13 é função apenas de x e o lado direito é função apenas de t. conhecida como constante de separação. temos: P(x. como a forma mais apropriada de relacionar as soluções da equação de Schrõdinger aos resultados de medições. t)dx = t) V{x. as funções do tempo e do espaço na equação de onda podem ser separadas. V ( . uma densidade de probabilidade. D i v i d i n d o ^ a Eq. 6-6. Com este objetivo. temos: h2 d2tp(x) 1 2 m i/*(x) 1 + V(x) = if dx2 m d m dt 6-13 Observe que o lado esquerdo da Eq. 6-15. a parte dependente do tempo </>{?) de todas as soluções t) da equação de Schrõdinger terá a mesma forma quando o potencial não for uma função explícita do tempo. í ) = iKx)(Kt) 6-10 Vamos mostrar em seguida que a função ^ ( x . 6-10 é válida: as variáveis podem ser separadas. Separação das Funções de Tempo e Espaço de ^ ( x .

e então mais são infinitas ou plurívocas. Explique a relação entre a equação de Schrõdinger e a hipótese de de Broglie. é previsões da mecânica ondulatória com relação aos resultados uma função oscilatória de freqüência / = C/h. que descreve a variação com o tempo de ^ ( x . para futuras consultas. na fronteira de uma região na qual a enerS ( 2 7 T j ) ~ Í S e n ( 2 7 T j ) gia potencial é infinita. <// pode ser descontínua. ifAx) e dipldx devem ser unívocas. vamos discutir alguns problemas simples mas importantes nos quais V(x) é especificada. 2. a freqüência da de onda com essas propriedades não seriam aceitáveis. 6-14 e multiplicando ambos os membros por i)j(x). também deve ser contínua. simplificados para facilitar os cálculos matemáticos. jaseparação C deve ser igual a E. já que x onda representada por V(x. ip{x) e difi/dx devem existir e ser contínuas. Em alguns casos. Entretanto. p = hk = (2mE)"2. Isto significa 3. A Eq. 5-1).] 6-llb Se ip{x) ou difj/dx não for finita ou unívoca. Diferenciando ip(x). a equação de Schrõdinger a forma geral da equação de Schrõdinger (Eq. a função de onda i/^x) deve ser contínua. t) éf= E/h. Não existe nenhum fator i que ifÁx) deve ser real? na Eq. A equação de Schrõdinger independente do tempo em uma Exercícios dimensão é uma equação diferencial ordinária com apenas uma variável independente e portanto é muito mais fácil de lidar que 1. Como veremos daqui a pouco. 6-9 se reduz a iI/*{x)iIj(x) dx = 1 6-20 Condições que Uma Função de Onda Deve Satisfazer A forma da função de onda tp(x) que satisfaz a Eq. Por que isto é importante? d<f>(t) C — = — dt= 4>{t) ih iC . 6-6 que envolvem potenciais inde. V(x) — 0 e portanto a energia total é igual à energia cinética. 9 Como a equação de A solução geral da Eq. A condição é linear. t) deve ser real? A equação de onda clássica pode ser satisfeita por funções complexas? 4. as Assim. <//. Por que o campo elétrico %{x. Como nenhuma partícula pode ter energia potencial infinita. a derivada da energia potencial pode ser descontínua.que uma função de onda ip(x) deve satisfazer: pendentes do tempo. o mesmo acontecerá com t) ou t f í f / d x . seja finita. 5. Fazendo C = E na Eq. 2 m dx2 5. assim. ip(x) deve ser nula nas regiões onde 4>(t) = e~'c"Â = cos V(x) é infinita. temos: JiA — = kA cos kx — kB sen kx dx . Eq.t) = il/*(x)e+iE"A>ji{x)e-iE'"1 = i/f*(x)iA(jt) 6-19 e portanto a Eq. como momento angular e posição.] O método usado nesses casos consiste em resolver separadamente a equação de Schrõdinger para cada região e depois exigir que as soluções sejam idênticas no ponto de descontinuidade. 6-9 pode ser expressa em termos de i/<(x). 2. Qual seria o efeito sobre a equação de Schrõdinger se somássemos a energia de repouso de uma partícula à energia total E que aparece na relação de de Broglie/ = E/hl 6. iIáx) e dip/dx devem ser finitas. quando > ±°°. Assim. 6-16 é Schrõdinger envolve a segunda derivada íPtfz/dx2 = 4>"(x). a pric A 4>(l) = e' " 6-17« meira derivada. Nas próximas seções. temos: 1. Descreva em palavras o que significa a normalização da função de onda. 6-20. que também pode ser escrita na forma [No caso especial em que a energia potencial se torna infinita. t/fdeve tender a zero com suficiente rapidez. portanto. 6-18 é conhecida como equação de Schrõdinger indepenpara que a integral de normalização.— dt h 6-16 (f)-/sen(l) de normalização da Eq. t). 6-6). ft2 d2ip(x) 3. tJAx) deve existir e satisfazer a equação de Schrõdinger. as condições para todas as soluções da Eq. 6-18. como na superfície de um metal. V(x)i(/(x) = E>l/(x) 6-18 4. e portanto funções acordo com a relação de de Broglie (Eq.t)V(x. Como a equação de onda clássica. o gráfico de ip(x) em função de x não deve apresentar variações bruscas. esta restrição pode ser ignorada. Assim. Exemplo 6-1 Uma Solução da Equação de Schrõdinger Mostre que para uma partícula livre de massa m que esteja se movendo em uma dimensão a função ip(x) = A sen kx + B cos kx é uma solução da equação de Schrõdinger independente do tempo para qualquer valor das constantes Ae B. dente do tempo. Vamos resumir. [Esta é uma aproximação válida de situações reais nas quais V{x) varia rapidamente em uma certa região do espaço. 6-18 depende da forma da função energia potencial V(x). a energia total da partícula.156 A Equação de Schrõdinger Como a probabilidade de encontrar uma partícula não pode variar descontinuamente de um ponto para o ponto vizinho. Solução Para uma partícula livre. a constante de grandezas mensuráveis. de de medições envolvem essas duas grandezas. <p(t). isto é. Uma restrição final quando à forma da função de onda ip(x) é que ipix) deve tender a zero quan6-llc <Kt) = e~ do x ± 00 com rapidez suficiente para que a normalização seja preservada. Os potenciais usados nesses exemplos serão aproximações de potenciais encontrados na natureza. já que a variação com o tempo desaparece quando calculamos o quadrado do valor absoluto da função de onda: V*(x. V{x) pode ter uma forma em uma região do espaço e outra forma em uma região adjacente.

isto é. . é infinita. > se intransponíveis quando . CG z: G C x (o) Energia potencial C G G C x Fig. As paredes da caixa são representadas pelos potenciais entre as grades G e os eletrodos C (Figs. 6-1 a. (2) o problema está relacionado de perto ao problema da corda vibrante da física clássica. respectivamente. Eip{x) = Eil>(x) e portanto a função dada é uma solução da Eq..k2) (A sen kx + B cos 11)]= E[A sen kx + B cos kx1 2m Como f f k 2 h2k2 — i[>(x) = E 4. 6-1 (a) Um elétron que se encontre na região entre as duas grades G não experimenta nenhuma força.(x) 2m = 2mE. que é um gráfico da energia potencial de V(x) = 0 0 V(x) = oo x<0 <x<L e x> L 6-21 Embora este tipo de potencial seja claramente artificial.: • nação suave. t o r r .A Equação de Schrõdinger Diferenciando novamente. Para tornar as paredes arbitrariamente altas e íngremes. já que as grades estão aterradas. o gráfico da energia potencial do elétron em função de xapresenta "paredes" pequenas e com uma . como na Fig. 6-2 Energia potencial de um poço quadrado infinito. a energia potencial é da forma 6-2 0 Poço Quadrado Infinito Um problema que pode ser usado para ilustrar várias propriedades das funções de onda e também é um dos problemas mais f á c e i s de r e s o l v e r u s a n d o a e q u a ç ã o de S c h r õ d i n g e r unidimensional independente do tempo é o do poço quadrado infinito. 6-18. Podemos também construir uma "caixa" para elétrons usando eletrodos e grades em um tubo evacuado. Para 0 < x< L. a Elétron (a) (b) Energia potencial IX. temos: 157 m 2 dé —. 6-18. Um exemplo macroscópico seria uma conta pendurada em um fio sem atrito e limitada a mover-se entre dois obstáculos impenetráveis. as paredes são altas e íngremes. a energia potencial tem o aspecto da Fig. Como a energia potencial é infinita do lado de fora do poço. (c) Quando l/é grande. 10). Fora desta região.. basta aumentar o potencial V e diminuir a distância entre os eletrodos e as grades. (3) o problema pode ser usado para ilustrar muitos aspectos importantes de todos os problemas da mecânica quântica. 0 < x < L. No limite. a energia potencial e nula. Para este problema. 6-1 bt c). V . (4) este potencial constitui uma aproximação razoável para algumas situações reais. um poço quadrado infinito.k2A sen kx . A partícula fica confinada na região do poço. como a de um elétron livre no interior de um metal (veja o Cap.k2 \jt(x) Substituindo na Eq.= . a função de onda é necessariamente nula nesta região. (b) Quando Vé pequena. vale a pena analisar o problema a fundo por várias razões: (1) soluções exatas da equação de Schrõdinger podem ser obtidas sem a difícil matemática que em geral envolve a solução no caso de funções potencial mais realistas. Nas regiões entre as grades G e os eletrodos C. porém.— [(.k\A senfcc + B cos fct) = . 6-2.k2B cos kx dx2 . temos: 0 L x Fig. existe um campo elétrico cuja intensidade depende do valor da tensão V. também chamado de problema da partícula em uma caixa.

3 "2 Vamos mostrar em seguida que a mesma condição surge espontaneamente na solução da equação de Schrõdinger para uma partícula em um poço quadrado infinito. Como o comprimento de onda está relacionado ao momento da partícula através da relação de de Broglie p = h/X.10 dada por irW 6-25 2ml? Vamos agora chegar ao mesmo resultado resolvendo a equação de Schrõdinger dependente do tempo (Eq. 6-28b) porque cos 0 = 1. só é necessário calcular a integral de 0 a L. Neste caso. ou autovalores de energia. . P„(x) = if> 'ft „ =>Jf 2. esta condição de quantização do comprimento de onda implica que a energia é quantizada e que os valores permitidos são dados por h2 1 E _= P 2m 2 2/nÀ h2 h2 2m(2L/n)' %mí2 6-23 Como a energia depende do número inteiro n. Os níveis de energia quantizados. t) deve ser nula em x = 0 e x = L. juntamente com a exigência de que i(i(x) —»0 quando x levam à quantização da energia. portanto. Em termos de h = h!2ir. 6-32 Estas funções de onda são idênticas às ondas estacionárias y„(x) de uma corda vibrante. . 6-30. que não depende de n. As funções de onda normalizadas que representam as soluções deste problema. do ponto de vista matemático. usada para calcular os comprimentos de onda das ondas estacionárias em uma corda vibrante.éA„ = (2/ L) m . temos as mesmas condições de contorno que no caso do poço quadrado infinito. Se os pontos fixos da corda são x = 0 e x = L. 3. Observe também que tanto t/>„(x) como P„(x) são definidas para qualquer . As funções de onda e as distribuições de probabilidade P„(x) aparecem na Fig. 6-18). são as condições de contorno que.) Assim. 627 substituindo k pelos valores k„ dados pela Eq. .158 A Equação de Schrõdinger partícula não pode deixar o poço. A Fig. 6-4 que os valores máximos de iJj„(x) e P„(x) são (2/ L)m e 2/L. que para V(x) = 0 é dada por V d24>(x) T T " = E<l>(x) 2m dx2 ou r(x) = .2.3. e para os dois primeiros estados excitados. e a energia total da partícula no interior do poço é igual à energia cinética p2!2m (Fig. 6-24 onde Elé a menor energia permitida. são. 6-4 para o estado de menor energia.] Observe na Fig. 6-3 mostra o diagrama de níveis de energia e a função energia potencial para o poço quadrado infinito. podem ser obtidos a partir da Eq. 6-24. costuma-se usar o símbolo En para representá-la. assim.^ r = -k2t{x) 6-26 onde 2mE 6-27 é o quadrado do número de onda e i//'(x) = d1ilrí. devemos ter necessariamente B = 0. A condição de contorno ip(x) = 0 em x = 0 exclui a solução em co-seno (Eq. 0 < x < L . 626 possui soluções da forma il/(x) = A sen kx 6-28a x) = B cos kx 6-28b onde Ac B são constantes. [Como neste caso as funções de onda são reais. 6-28« é determinada pela condição de normalização: j^y^'K dx = J \ 2 sen 2 dx 1 6-31 Como a função de onda é nula nas regiões do espaço onde a energia potencial é infinita. denominado estado fundamental. n = 2 e n = 3. isto é.2. A condição imposta à função de onda na fronteira entre dois meios (no caso. os valores permitidos de k são dados por K = 7T n-h 6-30 n = 1. dadas por 2 Ux) Z n TTX s e n T~ n = 1. 6-30 é idêntica à Eq. y(x. 6-1). A constante A da função de onda da Eq. 2. (Durante a resolução deste e de outros problemas. Um exemplo clássico é o caso de uma corda vibrante fixa nas duas extremidades. Vamos ver que. a energia é dada por E=n2 ttW 2mL2 n2E1 n = 1. Escrevendo o número de onda k em termos do comprimento de onda À = 2ir/k. = 0 6-29 Para que esta condição seja satisfeita. A condição de contorno ip(x) = 0 em x = L implica em i K L ) = A sen kl. isto é. Estas condições de contorno levam à quantização das freqüências de vibração da corda. Assim. n = 1. t) é o deslocamento da corda.2. kL deve ser igual a um número inteiro multiplicado por v. 3. 6-18 apenas para a região no interior do poço. que motivou Schrõdinger a procurar uma equação de onda para os elétrons. não se esqueça da interpretação de Born: a densidade de probabilidade da posição da partícula é proporcional a ji/f|2. as regiões de — o o a 0 e d e L a + o° não contribuem para a integral. O resultado é o seguinte: ü 2 ir 2 Vkl 2m 2mL2 = n2El que é idêntico ao da Eq. precisamos resolver a Eq. atendendo à condição de que como a função de onda deve ser contínua. A Eq. também conhecidas como autofunções. a função de onda y(x. vemos que a Eq. O resultado. ijAx) deve ser nula em x = Oex = L. para qualquer valor de n. a região em que a energia potencial é nula e a região em que a energia potencial é infinita) é chamada de condição de contorno.x)/dx1. respectivamente. A condição de onda estacionária para ondas clássicas em uma corda de comprimento L fixa nas duas extremidades é que a corda contenha um número inteiro de meio comprimento de onda: A 6-22 n = 1. juntamente com a hipótese de de Broglie. 6-22. Foi esta quantização de freqüências (que sempre ocorre na física clássica nos problemas que envolvem ondas estacionárias).

não existe nenhuma força quando a partícula se encontra na região entre as paredes do poço porque nesta região V = 0. qualquer velocidade. onde v é a velocidade. é muito menor que o momento e também muito menor que o erro experimental. a probabilidade de encontrarmos a partícula em uma certa região dx depende do tempo que a partícula passa na região. a função de distribuição clássica é constante no interior do poço. que é da ordem de fi/L. <p(x) = 0 em x = 0 e i//(x) = 0 em x = L. 6-3 Gráfico da energia em função de x para uma partícula em um poço quadrado infinito. passando a mover-se no senüdo contrário com a mesma velocidade. Classicamente. Vamos ver na Seção 7-1 que nos problemas tridimensionais aparecem três números quânticos. a partícula se move com velocidade constante no interior do poço. Finalmente. podemos determinar a força através da equação Fx = —dVIdx e em seguida a aceleração através da equação ax = cPx/df (segunda lei de Newton). Isso significa que não podemos especificar com precisão as condições iniciais e portanto não podemos atribuir à partícula uma posição e um momento definidos. para o poço quadradc nfipito r • . Dado um valor qualquer de n. e a indeterminação mínima do momento. Como a velocidade é constante. a energia da partícula pode ter qualquer valor. a energia é muito maior que a constante Et da Eq. e portanto qualquer energia. 6-25. Na mecânica clássica. podemos escrever imediatamente a função de onda e a energia do sistema. Nas p a r e d e s do p o ç o . De acordo com a mecânica quântica. Ei V=0 Fig. Assim. O número quântico n aparece por causa das condições de contorno. E„=n2E. se conhecemos a função energia potencial V(x). a energia potencial m u d a descontinuamente de zero para infinito. No problema que estamos considerando. A descrição clássica não é adequada porque. L/2 Vamos também comparar a previsão clássica para a distribuição das medidas de posição com os resultados da mecânica quântica. Podemos interpretar esta variação como a presença de uma força muito grande que age apenas a curta distância e faz a partícula ricochetear na parede. O número n que aparece nas equações acima é chamado de número quântico e especifica tanto a energia como a função de onda. 2 e 3.11 25 E. a diferença entre as energias de estados adjacentes corresponde a uma pequena fração da energia total. Naturalmente.A Equação de Schrõdinger Comparação com os Resultados Clássicos Energia Vamos agora comparar nossa solução do problema usando a mecânica quântica com a solução clássica. Nesse caso. que é proporcional a dx/v. de acordo com o princípio de indeterminação. •^271 2/L ~/*X -j CO U 3\ \ 0 159 A A 1/3 X 0 2L/3 i>c« = l A. 6-4 Funções de onda i/<„(x)e densidades de protabi : a d í = com n = 1. A energia potencial V(x) está indicada por linhas grossas. já que existem condições de contorno para as três coordenadas. no caso de uma partícula macroscópica no interior de uma caixa macroscópica. 9 Ei 4 E. valor de x entre — °° e + mas são diferentes de zero apenas para x < 0 e x > L. Classicamente. é permitida. r/\/\. Classicamente. apenas os valores dados pela Eq. A função de distribuição clássica normalizada é dada por L X L X V? 2/L 0 Fig. 6-24 fornecem soluções bem-comportadas da equação de Schrõdinger. a quantização é imperceptível e a descrição clássica é perfeitamente adequada. podemos calcular a posição x em função do tempo t se conhecermos a posição e velocidade iniciais. não podemos especificar exatamente a posição e o momento (e portanto a velocidade) ao mesmo tempo.

a função de onda correspondente a uma energia En varia no tempo com uma freqüência angular a>„ = EJ fi. sen «r'»»' 2. isto é. qual é o número quântico n do elétron? TT2fl2 A Função de Onda Completa £ -iojl cia e amplitude. temos: Usando a identidade sen knx Ei li 0. (b) Se a energia do elétron é igual à energia cinética média das moléculas em um gás à temperatura T = 300 K. para altas energias. incluindo a variação temporal. 2mL2 t 2 ( 1 . É instrutivo examinar a função de onda completa para um estado n: ^Áx. 6-5 mostra a distribuição para n = 10. O potencial no interior do fio é constante mas aumenta bruscamente nas extremidades. mas a distribuição de probabilidade ^„(x.11 X IO . Uma medição com resolução Axfomecerá o valor clássico se n for tão grande que o intervalo Axcontenha muitas oscilações de ^ ( x ) . Suponha que o fio tem 1.li .03 eV podemos escrever a função de onda na forma 1 [2 t) .. a função de onda completa. (a) Calcule a energia do estado fundamental do elétron. . Explicitando n na Eq. é obtida multiplicando a parte espacial por — Exemplo 6-2 U m Elétron em um Fio U m elétron viajando em um fio fino de metal é uma aproximação razoável para uma partícula em um poço infinito unidimensional. t)2 é independente do tempo. / 2i\J L 3. De acordo com o princípio de correspondência de Bohr.2 m) 2 = 6.81 x 106 - Exatamente como no caso da função de onda estacionária de uma corda vibrante.160 A Equação de Schrõdinger Fig. E portanto. 6-25: Ei = De acordo com a Eq. 6-24: En = n2Ex 3. A energia do estado n é dada pela Eq. Para qualquer estado n. A linha tracejada é a densidade de probabilidade clássica P = ML.k„x wéd L 2 L que é exatamente a distribuição clássica. Esta é a razão pela qual um estado deste tipo é chamado de estado estacionário.80 x 10" 15 eV g-i(Ea/Ájt Como já observamos. os picos estão muito próximos.3 1 k g ) ( 1 0 . toda distribuição quântica deve tender para a distribuição clássica correspondente quando n <». 6.03 V e substituindo El pelo valor calculado anteriormente.I 2 "— sen 2 .03 x IO" 34 J = 3.—. apenas o valor médio é observado. A Fig. cerca de 0. . A Fig. uma se propagando para a direita e outra para a esquerda. que é igual à média da distribuição quântica em uma região \ x c o n t e n d o várias oscilações. 6-5 Distribuição de probabilidade do poço quadrado infinito para /j = 10. Acontece que o valor médio de sen 2 k^c para um ou mais ciclos completos é 1/2. temos: 2- * E " Í. 6-4 mostra que no caso dos estados de baixa energia a função de distribuição quântica está longe de ser uniforme. podemos considerar esta função de onda estacionária como a superposição de duas ondas de mesma freqüên- Observação: O valor de Ex calculado acima não só é pequeno demais para ser medido mas também é menor que a indeterminação da energia de um elétron confinado em uma região com 1 cm de extensão.0 cm de comprimento. se existem muitos picos em uma pequena região Ax. Assim.t) = ^ Solução 1.3 4 J • s) 2 (2)(9. 0 5 5 X 10. 6-24.17c.80 X IO" 15 eV 2. fazendo En = 0. No caso de valores muito grandes de n. a distribuição quântica apresenta n picos.03 eV. A energia do estado fundamental é dada pela Eq.

que é 13. o comprimento de onda do elétron é igual ao comprimento de uma circunferência com 0.01 L em torno do ponto x = 5Í/8.017 Isto significa que a probabilidade de encontrarmos o elétron em uma região com 0 .0529 nm de raio. se medirmos seguidamente a posição do elétron. 632 com n = 1: 2 TTX L L A probabilidade de o elétron ser encontrado na região especificada é fUi 2 .(0. a . enquanto que para o elétron em uma caixa unidimensional com 0.1 nm de comprimento (o tamanho aproximado de um átomo). 6-25.1 nm de i Fig. aproximadamente 9% do tempo. obtemos uma expressão em termos de hc e mc2.511 MeV.A Equação de Schrõdinger Exemplo 6-3 Cálculo de Probabilidades Suponha que a posição do elétron do Exemplo 6-2 possa ser medida enquanto ele se encontra no estado fundamental. ele será encontrado na região 0 < x < 0.l nm)2 Esta energia é da mesma ordem de grandeza que a energia cinética do elétron no estado fundamental do átomo de hidrogênio. 6-6 Densidade de probabilidade ^ ( x ) em função de x para uma partícula no estado fundamentai de um poço quadrado infinito.s e n 2 — Ax Li L 2 2 Fazendo hc = 1. 6-6. A probabilidade de partícula na região 0 < x < i / 4 está representada pela área hachurada mais larga. 0 I L de largura e centro no ponto x = 5LI8 é 1.6 eV. No caso do átomo de hidrogênio. (a) Qual é a probabilidade de encontrá-lo na região 0 <x< L/4? (b) Qual a probabilidade de encontrá-lo em uma região com Ax = 0. (b) Como a região Ax = 0. (ttx\ Fazendo ttx/L = u (e portanto dx = L dulir) e expressando o limite superior da integral em função de u. Esta probabilidade está ilustrada pela região sombreada do lado direito da Fig. 2): (hc) E.091 Exemplo 6-4 Um Elétron em uma Caixa do Tamanho de um Átomo (a) Determine a energia do estado fundamental de um elétron confinado em uma caixa unidimensional com L = 0. (b) Faça um diagrama de níveis de energia e calcule os comprimentos de onda dos fótons emitidos em todas as transições que têm como estado inicial um estado com n = 3 ou menos e como estado final um estado de menor energia. — sen— <h(x) = fUi 161 sen 2 u ir/4 0 { TT 0. = Smc L 2 Assim.0LL) 0.25. Multiplicando o numerador e o denominador por cP-IAií2. a energia equivalente à massa de repouso do elétron (veja o Cap.240 eV-nm e mc = 0. cerca de 0.240 eV-nm)2 = 37.33 nm.6 eV Ei = 8(5. Solução (á) A energia do estado fundamental é dada pela Eq.01L e x = 5L/8. Esta probabilidade está ilustrada pela região sombreada do lado esquerdo da Fig. não precisamos calcular a integral. temos: (1.11 X IO5 eV)(0.01L é muito pequena em comparação com L.01 L de largura e centro em x = 5L/8? Solução (a) A função de onda do estado fundamental é dada pela Eq. temos: . ou seja. 6-6. A área hachurada mais estreita representa a probabilidade de e n c o " ^ ' a no intervalo A x = 0.854) (0.7%. temos: 2 (u 0 — sen' u du = —[ TT 77 \ 2 2 Fazendo Ax = 0. mas podemos determinar o valor aproximado da probabilidade da seguinte forma: 2 TTX P = P(x) Ax = .

como no caso do poço infinito.6eV Fig.2 nm. mas apenas que ifAx) e 1// (x) sejam contínuas nesses pontos. No momento. .8 eV E) > 6-34 O método mais direto para determinar as funções de onda e as energias permitidas consiste em resolver a Eq. este método é descrito com detalhes na Leitura Suplementar intitulada Solução Gráfica do Poço Quadrado Finito. a mesma de um poço infinito: 1l>"(x) = . dependendo de se a energia total E é maior ou menor que V0.240 e V .60 nm = 4. As energias dessas transições são A£3 _ 2 E)i(f{x) = r(x) = hc 1. 6-18) se reduz à Eq. 6-33 do lado de fora do poço e em seguida exigir que 1jj(x) e 4>'(x) sejam contínuas nas fronteiras. 6-7 Diagrama de níveis de energia do Exemplo 6-4. Vamos deixar para discutir o caso em que E> V0 na Seção 6-6. 6-7 mostra estas energias em um diagrama de níveis de energia. Não é difícil resolver a Eq. 6 eV £ 3 = 9 5 . = 9 4 0 eV E 4 = 165. = 150.240 e V .0 nm 112. 6-28).n m 188 eV hc 1.162 A Equação de Schrõdinger 1. mas a aplicação das condições de contorno envolve um método com o qual o leitor talvez não esteja familiarizado.6 eV) = 338.4 eV .8 eV 11. a Eq.4 eV e a do segundo estado excitado é E3 = 9(37.37. limitando-nos no momento a observar que neste caso a partícula não está confinada e qualquer valor de energia é permitido. não existe quantização da energia.8 eV A (a) V(x) 6. vamos explicar em palavras de que forma as exigências de que as funções i/fe i/f' sejam contínuas nas V(x) (b) -a 0 +a Fig.6 eV) = 150. Vamos ilustrar este fato considerando o comportamento qualitativo da função de onda para uma função energia potencial um pouco mais geral. isto é.n m 300. (b) 0 mesmo potencial. 6-3 0 Poço Quadrado Finito A quantização da energia que encontramos para uma partícula em um poço quadrado infinito é um resultado geral associado à solução da equação de Schrõdinger para qualquer partícula confinada em uma certa região do espaço. o comprimento de onda no estado fundamental é 2L = 0. As setas verticais indicam as transições do estado n = 3 para os estados n=2en = 1 e d o estado n = 2 para o estado n = 1. V(x) = 0 e a equação de Schrõdinger independente do tempo (Eq.12 nm a2ij/(x) 6-33 onde 2m ~ = A£3 _ ! = 338.240 e V .4 eV .4 eV E1 = 37. No interior do poço. 4 eV E 2 = 4 £ . As transições possíveis do nível 3 para o nível 2. As soluções da equação de Schrõdinger para este tipo de potencial são muito diferentes. 6-8 (a) Potencial quadrado finito. isto é. A energia do primeiro estado excitado é E2 = 4(37. Do lado de fora do poço.6 eV = 300. £ 5 = 2 5 6 .k' >l>(x) (b) As energias deste sistema são dadas por En = n2El = n\37. para 0 > x > L. 6-8. do nível 3 para o nível 1 e do nível 2 para o nível 1 estão indicadas por setas verticais no diagrama.4 eV = 188 eV A E 2 ^ 1 = 150. 6-18 se torna = 338.8 eV Os comprimentos de onda dos fótons produzidos por essas transições são 2mE k2 A solução geral envolve senos e co-senos (Eq.37. No caso que estamos estudando.n m hc A£. não é necessário que </Xx) seja nula nas fronteiras de região.4 eV . 6-26. = 3 3 8 .150. Em primeiro lugar. = 6 0 1 .6 eV) A Fig. o poço quadrado finito que aparece na Fig. comprimento. vamos supor que E < V0.6 eV = 112. com a origem dos eixos coordenados no centro do poço.4 eV. 6-33 [a solução é da forma iftx) = Ce para x positivo].

Os segmentos verticais acima e abaixo da barra contêm uma série de eletrodos que transferem pacotes de carga da esquerda para a direita ao longo dos poços de potencial até depositá-los em um amplificador localizado à direita do centro da pastilha. que é a função de onda do estado fundamental para o poço finito.um poço quadrado finito podem ser obtidos resolvendo-se mala no interior do poço. (ti) e (c) Panerson Electronics. processamento em computador John Stantord. em outras palavras. correspondente ao comprimento de onda À = Àj. 6-33 é que a segunda derivada ip ". que está e as distribuições de probabilidade para o estado fundamental e associada à curvatura da função de onda. ip " maiores que os comprimentos de onda no interior de um poço (e) (a) Fotografia de um dispositivo semicondutor para capturar imagens conhecido como CCD. A barra horizontal mais escura é a região fotossensível. embora satisfaçam a equação de Schrõdinger. na) Texas Instruments. Graças a este comportamento do lado de fora do poço. onda bem-comportada. A Fig. e o comportamento das funções de onda para duas fronteiras e de que i// —> O quando x —» ± 00 levam à seleção de energias próximas. constituído por arranjos bidimensionais de poços quadrados finitos contendo elétrons. 6-9 (a) Função positiva com curvatura positiva. Este comportamento é diferente do observado no interior do poço. não são funções de onda apropriadas porque não podem ser normalizadas. tem o mesmo sinal os dois primeiros estados excitados. (c) A mesma imagem. se ip é negativa. De acordo com a figura. os que ifj. para a maioria dos valores da energia a função de onda se torna infinita quando x —» ± c°. if/" também é positiva e a função de onda comprimentos de onda no interior do poço são ligeiramente se afasta do eixo dos x. na região 0 <x<L. 6-12 mostra as funções de onda importante da Eq. A Fig.0 aspecto mais tematicamente o problema. (b) Imagem não processada da galáxia espiral Messier 51 e uma galáxia próxima. isto é. é e é " têm sinais opostos e portanto ip sempre se aproxima do eixo dos x. a função ip(x) não é bem-comportada. Se ipé positiva. depois de processada em computador. A Fig. Funções desse tipo. como uma função seno ou co-seno. obtida com o auxílio de um CCD.A Equação de Schrõdinger 163 é negativa e mais uma vez iJj se afasta do eixo dos x. 6-11 mostra uma função de vatura negativa. (b) função negativa com cur2 p l2m = h22mX2 para À = AL. 6-9a. 6-10 mostra a função de onda para uma energia E = Fig. Nesta região.] . Os níveis de energia permitidos no caso de apenas certas funções de onda e cenas energias para a partícu. contanto que 0 < E < V0. como na Fig.

Como 41" tem o mesmo sinal que ip. Compare os gráficos com os do poço quadrado infinito (Fig.1 . A derivada se torna cada vez mais negativa porque sua taxa de variação 1[i" agora é negativa. Os comprimentos de onda são ligeiramente maiores do que os comprimentos de onda correspondentes no poço quadrado infinito e as energias permitidas são ligeiramente menores. Embora em x = L a função esteja se aproximando do eixo dos x (a inclinação seja negativa). portanto é de se esperar que a energia cinética seja negativa. que corresponde à energia F. Supondo que ij/(x) ~ 0 para valores de x maiores que L + a . Assim.E. este número depende do valor de V0. . Esta função tende a para grandes valores de |xj. The Exploratorium. com n = 1. [Este gráfico gerado em computador é cortesia de Paul Doherty. que será discutido na Seção 6-6. a função tende a infinito como na Fig. x Fig. = h2/2m\f. L x 0 L x r-—_ „ L x ví 0 0 \ \ L 1 y ^ " L » —^ _ — ~x 0 x 0 v y L x Fig.] V3. Quando A é ligeiramente maior que A. \ 1/ —0. Quando A é ligeiramente menor que A. 6-11 Funções que satisfazem a equação de Schrõdinger com comprimentos de onda próximos do comprimento de onda crítico A. isto é. a inclinação aumenta sempre e a função aumenta sem limite. 6-4). a função e sua derivada tendem juntas para zero. A existência da função de onda em uma região classicamente proibida é responsável pelo fenômeno do tunelamento. Este tipo de medida introduz uma indeterminação no momento da ordem de Ap ~ h/Ax — ha e uma energia cinética mínima da ordem de (\p)2/2m = h2a2/2m = V„ . podemos recorrer ao princípio de indeterminação para explicar o que acontece sem cair em contradições. 6-10 A função que satisfaz a equação de Schrõdinger com A = 4L no interior do poço não é uma função de onda aceitável porque se torna infinita para grandes valores de x.. r> Observe que. a densidade de probabilidade 1//2 = e~lax é muito pequena a uma distância da barreira da ordem de Ax ~ a . e a função volta a aumentar para maiores valores de |x|. Felizmente. 1 X=4 L / / N. Será que a mecânica quântica prevê que iremos obter um valor negativo para a energia cinética da partícula nestas duas regiões? Se a resposta fosse afirmativa. [Este gráfico gerado em computador é cortesia de Paul Doherty. 6-12 Funções de onda (/<„(x) e distribuições de probabilidade iA„2(x) para o poço quadrado finito. Como a função de onda é proporcional a e o n d e a é dado pela Eq. portanto as energias correspondentes são ligeiramente menores que as energias em um poço infinito.164 A Equação de Schrõdinger v y(x). 6-34. nas regiões x > L e x < 0. 6-10.] infinito de mesma largura. só pode existir um estado ligado. Como uma energia cinética negativa não faz sentido na física.5 i. nos quais as funções de onda são nulas em x = 0 e x = L. A 0 / \ / X . a teoria estaria em sérias dificuldades. Quando o potencial VQ é pequeno. The Exploratorium. isto é. Nestas regiões.. Fig. afunção atravessa o eixo dos x enquanto a derivada ainda é negativa. Considere a região x > L (um raciocínio semelhante se aplica à região x < 0).1 . ao contrário do que acontece no caso clássico. Outra característica do poço finito é que existe apenas um número finito de energias permitidas.5 L . é interessante especular quanto ao significado da existência da função de onda do lado de fora da barreira de potencial. a energia total é menor que a energia potencial. Esta é uma função de onda aceitável.. existe uma probabilidade finita de a partícula ser observada do lado de fora do poço. Este fato está evidente na solução detalhada que apresentamos na Leitura Suplementar. existe apenas um nível permitido de energia. a energia cinética nunca se torna negativa. podemos dizer que encontrar a partícula na região x> L equivale aproximadamente a encontrála em uma região Ax = a^ 1 . a taxa de aumento da inclinação 41" é tão grande que a inclinação se torna positiva antes que a função se anule.. Para o comprimento de onda A. 1 L 0 Nl 1.2 e 3.

ip(x) = A. ip se afasta do eixo dos x. As Eqs. ip{x) e i y ( x ) têm sinais opostos e as soluções são do tipo oscilatório. Considere. um raciocínio semelhante leva à condição a • cot ka = — 6-43 Embora muito trabalhosa do ponto de vista matemático. a solução destas equações transcendentais pode ser obtida graficamente com relativa facilidade. Do lado de fora do poço. a energia potencial V(x) que aparece na Fig. porque o número de onda k = 2tt/á varia com x\ entretanto. a análise detalhada da solução de um problema mais realista será útil para futuras discussões. i/<(x) e <y (x) têm o mesmo sinal e a função não é bem-comportada. contanto que também sejam contínuas em x = —aex = +a. ip sempre se aproxima do eixo dos x e as soluções são do tipo oscilatório. A2 cos ka = B2e~aa 6-39a c. Combinando as Eqs. No interior do poço. Estes gráficos. Como nos casos anteriores. como i//" e ip têm sinais opostos. — kA2 sen (— ka) = = kA2 sen ka = aBle~aa 6-40£ Observamos imediatamente que 5 = B2. e portanto ip(x) = B ili(x) = B2e x < -a x > +a 6-37o 6-37A * O texto original em inglês desta leitura suplementar está disponível na home page whfreeman. Vamos primeiro deslocar os eixos V(x) e jc de modo a tornar o potencial simétrico em relação ao ponto x = 0. temos: md Leitura Suplementar* ae B Solução Gráfica do Poço Quadrado Finito Esta seção pode ser omitida sem prejudicar a continuidade de nosso estudo de mecânica ondulatória.) cos ka k sen ka ou sen ka — = tan kacos ka a — k 6-41 Substituindo k e a por seus valores na equação acima.A Equação de Schrõdinger 165 A Eq. A2 cos (— ka) = A2 cos ka = = 6-40a Para que ip '(x) seja contínua. Como podemos assegurar a continuidade da função de onda nesses dois pontos? Vamos considerar primeiro a solução par. 6 . com as paredes em ±a. 6-8(b). Em jc = +a. . A solução geral. BL = 0 para x > +a. c o m o na Fig. O "ângulo" ka depende tanto da energia E da partícula quanto da largura 2a . p o d e m o s estudá-las separadamente quando o potencial é d e f i n i d o de f o r m a simétrica.a Para que ip \x) seja contínua. 6-39 e 6-40. 6-37 e 6-38 são funções contínuas e suas primeiras derivadas também são contínuas. as funções completas ip(x) e ip'(x) para o poço quadrado finito também são contínuas. A condição de que ip(x) 0 quando x —> — implica em B2 = 0 para x < a. 6-26 é a equação de Schrõdinger para —a < x < +a. O primeiro passo consiste em traçar os gráficos de tan ka e — cot ka em função de ka. As soluções desta equação não são simples combinações de senos e co-senos. Para que ip(x) seja contínua. Entretanto. (N. são a curva de tan 6 em função de 6 e o negativo da curva da cot 6 em função de d que estudamos nos cursos de trigonometria. 6-33 é a equação de Schrõdinger para —a>x> +a.8 b.kA2 sen ka = ~aB7e~ 6-39b Em x = —a. é ip(x) = Al sen kx + A2 cos kx Fig. 6-13 Potencial arbitrário do tipo poço com um possível nível de energia E. Do lado de fora do poço. No interior do poço. A solução gráfica aparece na Fig. como na Fig. exceto para certos valores de £ Boa parte de nossa discussão do problema do poço quadrado finito se aplica a outros problemas nos quais E > V(x) em uma certa região e £ < V(x) do lado de fora desta região. porém. c o m o as duas f u n ções senoidais possuem simetrias diferentes (o co-seno é par e o seno é ímpar). e A2 são constantes. Para que ip(x) seja contínua.V(x)]/h agora é função de x. As soluções são os pontos nos quais os gráficos de tan ka e —cot ka têm valores em comum com alk. do T. não podemos eliminar a f u n ç ã o seno ou a f u n ç ã o co-seno e x i g i n d o que a f u n ç ã o seja nula nas fronteiras do poço porque a p r o f u n d i dade do p o ç o não é infinita. 6-14. naturalmente. A Eq. Da mesma forma. entretanto. a equação de Schrõdinger é da forma ip'\x) = ~ khp(x) 2 6-35 2 onde k = 2m[E . como vimos. a solução geral é ip{x) = B^e™ + B2e~ax 6-36 onde BXzB2 são constantes. assim.com/physics. como é exigido para que sejam funções de onda aceitáveis. temos: . O objeto é facilitar os cálculos. onde V(x) = V0. estamos interessados nas soluções para 0 < E < V0. portanto existem apenas alguns valores de E para os quais as soluções tendem a zero quando x —> 6-38 onde A. 6-13. Ao contrário do que acontece no caso do poço quadrado infinito. sen kx. ip(x) = A2 COS kx. por exemplo.E 6-42 No caso das soluções ímpares.

o valor esperado de qualquer função/(x) é dado por 6-46 O valor esperado de (x1) para um poço quadrado infinito de largura L. O valor esperado de x é definido através da equação (x) í ) x ^ ( x . O máximo que podemos conhecer a respeito da posição de uma partícula é a probabilidade de que uma medida forneça um certo valor de x. Os valores permitidos de E são dados pelos valores de ka nas interseções das curvas de a / k com as curvas de tan ka e . Na curva de cima. por exemplo. Afigura mostra duas curvas diferentes de a/k. por menor que seja a profundidade do poço. a/k = 0 para /ra = (2ml/ 0 ) 1/2 a/ = 2. o valor esperado de x é dado por Assim. No caso geral.75-n-. t) dx 6-44 O valor esperado de x é o valor médio de x que esperamos obter ao medirmos as posições de um grande número de partículas com a mesma função de onda "^Tx. Quando reduzimos gradualmente a profundidade do poço — função da ka. pode ser calculado com o auxílio da Eq. Como vimos. 6-4 Valores Esperados e Operadores 6-45 Valores Esperados O objetivo de uma teoria é explicar um conjunto de observações experimentais. já que a função de probabilidade ip*ipé simétrica em relação ao centro do poço. por exemplo. contanto que V0 # 0. 6-14 Soluções gráficas das Eqs. é fácil mostrar por simetria (ou por cálculo direto) que (x) = L/2.0 valor de V0 em cada caso é dado pelo valor de te para o qual a/k = 0. Mesmo assim. (x) = L/2. Vale a 14 em que a/k = 0 — uma solução e uma energia permitida pena chamar a atenção para algumas propriedades das soluções desaparecem toda vez que o ponto em que a/k = 0 passa por do poço quadrado finito: um múltiplo inteiro de ir/2.166 A Equação de Schrõdinger tg ka -cot ka a/k Fig. não é possível fazer isso no caso dos sistemas microscópicos por causa dos efeitos ondulatórios. quando deslocamos para a esquerda o ponto da Fig. Na mecânica clássica. Como vimos. existe sempre pelo menos uma ener1. por exemplo. — isto é. quadrado finito.c o t ka. para uma partícula em um estado de energia definida a distribuição de probabilidade é independente do tempo. o ponto correspondente ao centro do poço. Entretanto. No caso de n par.T—TT 2 2 6-47 3 2n v Observe que não esperamos necessariamente que o valor de uma medida tenha uma alta probabilidade de ser igual ao valor esperado. Nesse caso. 6-41 e 6-43. t)\2. do poço. 6ka é o ponto E = V. t). O segundo passo consiste em traçar a curva de a/k em 2. . Fica a cargo do leitor mostrar que 12 12 /(x22N ) = — . a probabilidade de que x = L/2 é nula porque a função de onda sen (mrx/L) é nula para x = L/2. 646. que correspondem a diferentes valores de V0. a solução de um problema muitas vezes consiste em determinar a posição de uma ou várias partículas em função do tempo.„ que corresponde à altura do poço. no caso de um poço quadrado infinito. O ponto no qual a curva de a/k intercepta o eixo isto é. quando deslocamos para a direita o ponto da Fig. 614 em que a/k = 0 — uma nova solução e uma nova energia O método gráfico que acabamos de apresentar pode ser usapermitida aparecem toda vez que o ponto em que a/k = 0 do para construir o diagrama de níveis de energia de um poço passa por um múltiplo inteiro de -tt/2. Quando aumentamos gradualmente a profundidade do poço gia permitida. por exemplo. indicado pelas setas. tudo que podemos calcular é a função de onda t) e a função distribuição de probabilidade ^ ( x .

precisamos conhecer a função de distribuição do momento. E possível mostrar que J (p) = Observe que no cálculo do valor esperado o operador que representa a grandeza física cujo valor esperado queremos calcular opera em xV(x. Por outro lado como tLJL(fL±\ - A equação de Schrõdinger independente do tempo (Eq. a energia total expressa em termos das variáveis que representam a posição e o momento é chamada de função hamiltoniana e é representada pelo símbolo H: H = p1/ 2m + V.d2m d x2 d<t> .) Pop 167 Operador Ax) h i h i ti i d dx d dy d dz ÉL + v 2m w dt A. A grandeza (h/i)d/dx. Para calcular (p). (Antes de continuar. tente prever o resultado. a posição correta do operador na expressão é entre W* e Este fato é irrelevante quando o operador é uma constante ou uma função multiplicativa. 6-48. obtemos o operador hamiltoniano. já que. já que. não podemos conhecer p e x a o mesmo tempo com precisão ilimitada. A análise de Fourier permite obter esta função a partir da função de onda i/<jc). Substituindo o momento pelo operador momento. o momento médio é nulo. ov h2ir2 (p2) = — d sen — cos — dx = 0 Como a probabilidade de a partícula estar se movendo no sentido positivo do eixo dos x é igual à probabilidade de estar se movendo no sentido oposto. é impossível expressar p em função de x. de acordo com o princípio de indeterminação. a equação de Schrõdinger independente do tempo pode ser escrita na forma 6-52 Hov4> = E4> A vantagem de escrever a equação de Schrõdinger desta forma é que fica mais fácil generalizá-la para problemas mais complicados. como a posição x ou a energia potencial V(x) Px Componente x do momento Py Componente y do momento Pz Componente z do momento E Hamiltoniano (independente do tempo) E Hamiltoniano (dependente do tempo) Ek Energia cinética Lz Componente z do momento angular 2 Observe que neste caso (p ) = 2mE. A Tabela 6-1 mostra os operadores que representam algumas grandezas físicas já discutidas e outras que discutiremos em breve. Entretanto.) Solução Podemos ignorar a variação de ^ com o tempo e escrever: = Io ( \ / z h 2 TT C L i L L Jo s e n ( t £ ) f ) TTX (\/lsenT) dx TTX i dx Vi dx J L 6-49 i dx pL'Kx) + V(x)<M 6-50 = EiP(x) onde P op"AW -1JL r_-i i dx i i dx - ti2 d2ll> dx2 Na mecânica clássica. pop. poderíamos calcular o valor esperado (p) usando a Eq. 6-18) pode ser escrita em termos de pop: 6-48 E também possível mostrar que (í. é chamada de operador momento e é representada pelo símbolo pop\ Grandeza Ax) TTX temos: . como é o caso do operador momento. 6-46. Exemplo 6-5 Valores esperados d e p ep2 Determine os valores de (p) e (p2) para a função de onda do estado fundamental do poço quadrado infinito. que aparece na Eq. representado pelo símbolo Hop: H„ pA + V(x) 2m 6-51 Nesse caso. E = p2/2m.A Equação de Schrõdinger Operadores h Se conhecêssemos o momento p de uma partícula em função de x. t) e não em t)\ em outras palavras. como o de várias partículas em movimento no espaço tridimensional: para obter o operador hamiltoniano do sistema. L 2 <P = -I- L2 dx2 h2ir2 L2 Tabela 6-1 Alguns operadores da mecânica quântica Símbolo — sen L L ó T h2v2 ÇL h27T2 CL I 4>*4>dx = — I ili*i!)dx = 2 L Qualquer função de x. simplesmente escrevemos a energia total do sistema em termos da posição e do momento e substituímos as variáveis que representam o momento pelos operadores apropriados. e observando que V = V{x). para o poço quadrado infinito. mas pode se tornar extremamente importante quando o operador incluir uma diferenciação.

2n + b2rm + 2 a b M m cos conmt 6-5ld Assim. quando a função de onda está associada a uma única energia a densidade de probabilidade é independente do tempo. 6-52« * O texto original em inglês desta leitura suplementar está disponível na home page whfreeman. como o que apresentamos a seguir. t)¥„(*. no qual a = 0 e b = 1. Uma distribuição estacionária de carga não emite radiação. É razoável. 6-52a com a = 1 e b = 0. (X. a grandeza n representa uma densidade de carga p. Vamos escrever a função de onda de uma partícula que está sofrendo uma transição do estado n para o estado m como uma mistura das funções de onda dos estados ^ e Vnm{x. t) = ^*eiE'"h\\ime-iE"'"h = WM'""""' e V*(x. A causa das transições é a interação do campo eletromagnético com uma partícula carregada. Neste momento. Transições Tipo Dipolo Elétrico O sistema clássico mais simples capaz de irradiar ondas eletromagnéticas é o dipolo elétrico oscilante. do T. (Este argumento. A probabilidade de a partícula ser encontrada no intervalo entre x e x + dx é Vy„dx. isso significa que a densidade de carga neste caso também é independente do tempo. a densidade de probabilidade e a densidade de carga oscilarão com uma freqüência angular &>„.) + b2V*Vm + = + 6-52c Os dois primeiros termos são independentes do tempo. t) é dada por Transições Entre Níveis de Energia Como vimos. a função de onda formada por uma mistura de duas funções de onda correspondentes a dois estados puros leva a uma distribuição de carga que oscila com a freqüência de Bohr. Considere uma partícula de carga q em um estado quântico n descrito pela função de onda Vn(x. ou seja. a diminui e b deixa de ser nulo. Somando esses termos e usando a identidade e<«W + g . é necessário um tratamento detalhado desta interação. t) = 4'n{x)e-'E"'1" onde Ené a energia e i//„(x) é uma solução da equação de Schrõdinger independente do tempo para uma certa energia potencial V(x). t) Não precisamos nos preocupar com os números a t b \ queremos apenas mostrar que s eaeb forem diferentes de zero. podemos aprender muita coisa com um tratamento semiclássico. Em vez disso. como prevê a teoria clássica. a freqüência da radiação emitida é igual à freqüência de oscilação.168 A Equação de Schrõdinger Exercícios 7. (N. Entretanto. vamos examinar alguns aspectos dessas transições em um sistema unidimensional. deixando o sistema no estado m. Por causa da interação do sistema com o campo eletromagnético (que não foi incluído na equação de Schrõdinger). t) = qil>*(x)ikÁx) = q W . a carga média encontrada no m e s m o intervalo será dada por qty*n"Vndx.„ dada pela relação de Bohr hf = hw„m = E„ ~ Em. vamos supor que as funções independentes do tempo <//„(x) e i j j j x ) sejam reais. o valor esperado do momento dipolar será independente do tempo. se a função de onda corresponder a um estado estacionário. Se a carga está oscilando. 6-15 mostra a variação de ^ „ J 2 durante uma transição do primeiro estado excitado para o estado fundamental do poço quadrado infinito. 6-52b. a densidade de carga começa a oscilar com freqüência angular conm. A densidade de probabilidade para a função de onda ^ ( x . observamos que os sistemas sofrem transições de um nível de energia para outro e que as transições são acompanhadas por emissão ou absorção de radiação. . portanto. 8. no caso do átomo de hidrogênio. A Fig. entretanto. 6-52c contém os produtos t)V„(x. t) = onde (o„m é a freqüência angular de Bohr. O terceiro termo da Eq. A emissão do fóton é um processo estatístico. dada pela Eq. em partículas com a mesma função de onda). Como já observamos. que esta distribuição estacionária de carga não emita radiação. Nesta leitura suplementar. os resultados podem ser aplicados facilmente a sistemas mais complicados. t) = cOVn{x. Assim. t)\2 = a2<l. a equação de Schrõdinger leva à quantização da e n e r g i a em s i s t e m a s l i g a d o s . t) + b^Vjx.com/physics. porém. Caso.) Por outro lado. a oscilação na densidade de carga implica na existência de uma probabilidade de que um fóton de energia u>nm = En — Em seja emitido. Podemos descrever a radiação de um sistema da seguinte forma: em um certo instante. Explique (em palavras) por que (p1) não é nulo no Exemplo 6-5. é usado para explicar o primeiro postulado de Bohr. A solução completa é complexa demais para ser analisada neste livro. um sistema se encontra em um estado excitado n descrito pela Eq. O valor esperado do momento dipolar qx de uma partícula cuja função de onda é ^ é dado por De acordo com o que foi discutido anteriormente. 12 pn = q**(x. Na física clássica. A probabilidade de que a posição de uma partícula seja igual a (x) pode ser nula? Leitura Suplementar* Para simplificar a notação. A e x i s t ê n c i a de n í v e i s quantizados de energia é demonstrada experimentalmente através da observação da energia emitida ou absorvida quando o sistema sofre uma transição de um nível para outro. Se fizermos muitas medições em sistemas idênticos (isto é. uma partícula carregada emite radiação sempre que é acelerada. Para calcular as probabilidades de emissão e absorção. a função ^ seja uma mistura como a que é representada pela Eq. o sistema não irradia energia continuamente.w w = 2 cos cunmt vemos que a densidade de probabilidade depende do tempo e é dada por I % J x .

75. Assim. 6 .75 e b = 0.25. antes de começar a transição. 6-15 Densidade de probabilidade i/»J 2 (Eq. De acordo com a Eq. ) . Mostre que se ip\ e ip2 são funções normalizadas. A distribuição de probabilidade que aparece em (a) é a do primeiro estado excitado. Use a Eq. quando estudarmos as transições entre os estados estacionários dos átomos. 6-52d. (e não de 2 . . . Considere um elétron no sexto estado excitado de um poço quadrado infinito. dizemos que as transições do tipo dipolo elétrico são proibidas entre os estados envolvidos.25 e b = 0. o sistema pode sofrer esta transição absorvendo um fóton da ra- 169 diação externa. o sistema pode ser estimulado a sofrer esta transição e emitir um fóton exatamente com a mesma energia que a radiação externa. que ocorre nos masers e nos lasers. . por exemplo) se encontra no estado estacionário e é exposto a uma radiação externa de freqüência <anm correspondente à freqüência de Bohr de uma transição para um estado excitado. Esta emissão estimulada.A Equação de Schrõdinger 6-52a. Em casos como este. Vamos dar outros exemplos de regras de seleção no Cap. (c) para a = 0. onde A é uma constante e i/f. 7. e ip2 são as funções de onda do estado fundamental e do primeiro estado excitado. um cálculo direto mostra que o elemento de matriz da Eq. o que impede que esta transição aconteça. 0) = A(t//. (b) para a = 0. (b) Calcule as energias de todas as transições possíveis em função de 2. Se o sistema está em um estado excitado e é exposto a uma radiação externa de freqüência correspondente à freqüência de Bohr de uma transição para um estado de menor energia. . depois de completada a transição. isto é. 9. a que aparece em (e) é do estado fundamental. A ausência de uma transição entre dois estados devido ao fato de o elemento de matriz ser nulo em geral pode ser expressa através de uma regra de seleção. Problemas 1. Se um sistema (um átomo. 6-52a) foram calculadas (a) para a = 1 e b = 0. Existem muitos casos em que esta integral é nula. uma regra de seleção para o poço quadrado infinito especifica que o número quântico n deve variar de 1 . Por exemplo: se i\>„ e t\>m são funções de onda do poço quadrado infinito. para uma partícula em um poço quadrado infinito xV(x. 6-52d) para uma partícula em um poço quadrado infinito sofrendo uma transição do primeiro estado excitado (n = 2) para o estado fundamental (m = 1). Fig. por exemplo.50 e b = 0. Os lasers serão discutidos com mais detalhes no Cap. todas as transições que o elétron pode sofrer até chegar ao estado fundamental. resultantes da perturbação de um sistema de cargas pelo seu próprio campo eletromagnético. 3 . 4 . a constante de normalização para ^ ( x . 0) é A = 1/V2. (e) para a = 0 e b = 1. 6-52e para mostrar que o elemento de matriz da transição de n = 3 para n = 1 de um poço quadrado infinito é nulo. 6-52e é chamada de elemento de matriz. Como qualquer combinação linear de duas ou mais soluções da equação de Schrõdinger também é uma solução. As transições que estamos discutindo até agora. o estado Ev (a) Faça um diagrama dos níveis de energia do sistema para os níveis de n = I a n = 7 e mostre. é importante porque os fótons emitidos estão em fase com os fótons que estimulam a transição. 5 . a função q(x) terá termos dependentes do tempo que oscilarão com a freqüência de Bohr. o momento dipolar pode ser escrito na forma q{x) = 2qab cos wnm/J dx + termos estacionários 6-52e A integral que aparece na Eq. 6-52e é nulo s e n e m são ambos pares ou ambos ímpares. .50: (d) para a = 0. . As contribuições a e b para a mistura de e (veja a Eq. .(x) + ip2(x)] também é uma solução. 3. através de setas verticais entre os níveis apropriados. são chamadas de transições espontâneas.

Os valores permitidos de E no caso do oscilador harmônico simples devem ser calculados resolvendo a equação de Schrõdinger. 6-17) são: ip0(x) = A0e~m""?l2h -A 0 +/4 x = g 6-16 Função energia potencial do oscilador harmônico simples. Apenas certos valores de E levam a soluções bem-comportadas. ou anti-simétrica. uma partícula sujeita a este tipo de potencial fica em equilíbrio na origem (x = 0). isto é.+ . têm a seguinte forma: <A„(X) = Cne-m^l2h Hn{x) 6-57 onde as constantes C„ são constantes de normalização e as funções H„(x) são polinómios de ordem n denominados polinómios de Hermite. definida por w = (K/m)112 = 2nf. 6-17 mostra as funções de onda do estado fundamental (n = 0) e dos dois primeiros estados excitados (ri = 1 e n = 2) do oscilador harmônico simples. 1. Podemos. ainda neste capítulo. a energia do estado fundamental é ha>/2 e o espaçamento dos níveis de energia é constante. a probabilidade de a partícula ser encontrada no intervalo dx é proporcional ao tempo que a partícula passa nesse intervalo. Para . a energia potencial V(x) é menor que a energia total £ . que tendem a zero quando x —»oo. isto é. A Fig. A distância A está relacionada à energia total E através da equação E = im o/A> 6-53 Classicamente. A função de onda do estado fundamental tem a forma de uma função gaussiana e a energia deste estado.[ E - V«] e portanto a função i/<jt) se aproxima do eixo dos x e tem um comportamento oscilatório. A equação de Schrõdinger para este problema é fi2 d2<Kx) . a partícula passa a oscilar entre x = —A ex = +A. a equação de Schrõdinger assume a forma V(x) k24i(x) = - onde 2m k2 = . que corresponde ao caso em que a partícula se encontra em repouso na origem. que é igual a dxlv. Para x menor que o ponto clássico de retomo A definido pela Eq. v V ( 2 / m ) ( £ . por essa razão. observamos que como o potencial é simétrico em relação à origem (jc = 0). Parax > A. As soluções permitidas da equação de Schrõdinger. simplificar a discussão considerando apenas a região em que x é positivo e determinando as soluções para x negativo por simetria. û u —. vamos discutir o problema qualitativamente. .170 A Equação de Schrõdinger 6-5 0 Oscilador Harmônico Simples Um dos problemas resolvidos por Schrõdinger no segundo dos seus seis famosos artigos foi o de uma partícula sujeita ao potencial do oscilador harmônico simples. . a distância entre dois níveis adjacentes é igual a hw.\mu)2x7 ) 6-54 Qualquer valor da energia E é permitido. 6-16. para x>A. com 4K~x) — — i/<jc). com ilK~x) = + ifrtx). portanto. 1 . 6-56 Assim. E0 = fi w/2. Esses pontos são conhecidos como pontos clássicos de retorno. Na mecânica clássica. onde V(x) é mínima e a força Fx = —dV/dx é nula.) Suponha que a energia total da partícula seja E.H 1 - — ) 6-58 -moix2/2fi . A menor energia é E = 0. portanto. Nossa discussão da Seção 6-3 pode ser aplicada diretamente a este problema. que mostra também um possível valor para a energia total E.„ i/z^x) = A1 ^ / — xe~ma^n 2mcox2\ ( <l>2 (X) . O resultado é o seguinte: En = (n + \)hco n = 0.m oSr ili(x) = Etfiix) 2 m dx2 6-55 As técnicas matemáticas envolvidas na solução deste tipo de equação diferencial são estudadas apenas em cursos avançados. (A simetria de </> será discutida com detalhes na Seção Exploratória "Paridade".também seja simétrica em relação à origem. possua o mesmo valor para — x e +x: ImcoV e portanto a função i/j(x) se afasta do eixo dos x. esperamos que a função distribuição de probabilidade ip(x) . = a está confinada na região entre os "pontos de retorno" -A e + A m (o . a equação de Schrõdinger se torna ifi"(x) = + a2tl/(x) onde 2m JTlVM E] = E A probabilidade clássica é. 2. Em V(x) primeiro lugar. A velocidade da partícula pode ser calculada a partir do princípio de conservação da energia: 2 2 mv + \mM x \il/{-x)\2 = \>fi(x)\2 Isso significa que a função de onda ip(x) deve ser simétrica. Classicamente. V(x) > E. A função energia potencial do oscilador harmônico simples está representada graficamente na Fig. é a menor energia compatível com o princípio de indeterminação. que é dado por V(x) = \Kx2 = \mu>2x2 onde K é a constante de força e w a freqüência angular de vibração.'3 As funções de onda do estado fundamental e dos dois primeiros estados excitados (Fig. dx dx PAx) dx °c — = . as funções de onda do oscilador harmônico simples. os pontos nos quais a energia cinética é nula e a energia total é igual à energia potencial.v < A. 6-53. Quando é afastada da posição de equilíbrio. A solução da equação de Schrõdinger para este potencial é particularmente importante porque pode ser aplicada a problemas como o da vibração de moléculas em gases e sólidos. .

2 . igual à freqüência clássica do oscilador.3 . A freqüência do fóton é portanto excitados do oscilador harmônico simples. para valores ímpares. as linhas verticais indicam os pontos clássicos de retorno. são anti-simétricas. 2. Esta regra de seleção geralmente é escrita na forma 6-60 Como a diferença de energia entre dois estados adjacentes é ha>. em função da variável adimensional u = (mWft) 1/2 x. 6-18 Densidade de probabilidade i/<„z do oscilador harmônico simples. É possível demonstrar que as funções de onda dad~> pela Eq. como imaginou Planck A/Í = ± 1 < \ /\ \ / \ \J \t 1 1 n=0 I I I S .1.3 . 6-18 mostra as distribuições de probabilidade ip Z(x) para n = 0. 6-17 Funções de onda do estado fundamental e dos dois primeiros estados Ç ã o do tipo dipolo elétrico. A Fig. 6-57 apresentam a seguinte propriedade: dx .3 .0 exceto para n= m ± 1 6-59 Esta propriedade leva a uma regra de seleção para a radiação di tipo dipolo elétrico emitida ou absorvida por um oscilador harmônico simples: A diferença entre os números quânticos do estado final e do estado inicial deve ser igual a + 1 ou a —1.2 .3 . As curvas tracejadas são as densidades de probabilidade clássicas para as mesmas energias.4 . para n = 0.2 -1 u L 3 \ / V 2 A / IA A 7\\ l 0 n= 10 \J 3 i 4 5 Fig. * = = A .1 \ 1 1 \f\ I N\ J -5 1 ^ I\J\ .1 0 1 2 Vn 3 r-J n=2 J J .2 . 1. .A Equação de Schrõdinger 171 Observe que para valores pares de n as funções de onda são simétricas em relação à origem.1 _ \J \ J 1 0 1 2 n= 3 ^ 1 1 3 ÍY n i \J i Vy i v y ^ u r W WVA7PC/1 3 1 2 . 3 e 10 e as distribuições clássicas correspondentes. 3 e 10. 2. esta é a energia do fóton emitido ou absorvido em uma transiFig.

6-16). número i/<x) e i/K —jc). ou seja. de estados para os quais E > V(x) quando x —» ± Nesse tipo de problema. por isso é comum normalizá-las em HvK-x) = EiK-x) termos da densidade de partículas do feixe. 6-8b. associadas à mesma energia E. p. em conseqüência. (Pipix^dxr e ifÁx) têm sinais opostos nas regiões em que E > V(x). Quando duas (ou mais) funções de onda são J b liK*)l2 dx = j " pdx= J* dN — N soluções correspondentes ao mesmo valor de energia. As transições que obedecem à regra de seleção An = ±1 estão indicadas por setas (setas apontando para baixo indicam emissão. isto é. Ç • Seção Exploratória Paridade 6-6 Reflexão e Transmissão de Ondas Até agora. 6-20). vamos considerar alguns exemplos simples de estados não-ligados. Como vamos ver. dizemos que o nível de onde dN é o número de partículas14no intervalo dxeNéo de partículas no intervalo (b — a). Para este potencial em particular. mesmo neste energia é duplamente degenerado.(x) 6-52 trários atb. que esteja se movendo da esquerda para a direiquânticos correspondentes sejam pares ou ímpares. basta observar rador P. o fato de as soluções da necessariamente iguais a menos de uma constante multiplicativa C. nos quais a energia potencial era maior que a energia total para grandes valores de x. Examinando as duas equações acima. Assim. Na seção anterior. ta. a freqüência do fóton emitido ou absorvido é igual à freqüência de oscilação. setas apontando para cima indicam absorção). <P(x) é uma função ímpar. para nossos propósitos. Neste caso. tp(—x) = uma função degrau (Fig.Fig. tivemos o cuidado de representar o potencial do oscilador harmônico simples de uma forma que o tornasse simétrico em relação ao ponto x = 0 (veja a Fig. Uma solução completa do problema consiste na combinação de 6-51 é invariante em relação à transformação x —» — x. A paridade é usada na mecânica quântica para descrever as propriedaV(x) = 0 para x < 0 des de simetria das funções de onda em relação a uma troca de sinal das V(x) = V0 para x > 0 coordenadas espaciais na origem. Esta transforma. como existem duas funções. A Fig. latório leva a algumas conseqüências muito interessantes. <Kx) = C M . contanto que h — a < co. Funções de onda desse tipo não são normalizáveis. Se C = — 1. Se C = 1. dizemos que esse nível de energia é degenerado. o que está de acordo com as previsões da teoria clássica. . Entretanto. Isso significa que qualquer valor de E é permitido. para chegar à fórmula da radiação do corpo negro. já que ip(x) não tende a zero quando x tende a + oo ou a — ao ( 0 u a ambos) e. estivemos interessados em problemas de estados ligados. a mesma energia hu> é emitida ou absorvida em todas as transições permitidas. se ip(x) é uma solução da equação de Schrõdinger que a integral acima tem um valor finito entre dois limites arbi//„P<AW = Eü. Nesta seção. vemos que i)Kx) e ip(—x) são caso em que a energia não é quantizada. com as transições permitidas indicadas por setas verticais. isto é. Fizemos o mesmo com o poço quadrado finito da Fig. 6-19 Níveis de energia do oscilador harmônico simples. Isto significa que o operador hamiltoniano definido pela Eq. Funções de onda desse tipo são encontradas com freqüência no espalhamento de feixes a operação de paridade leva a de partículas por potenciais. isto equação de Schrõdinger apresentarem um comportamento ondué.x ) é(~x) = t>(x) Degrau de Potencial ou \p(x) = CiK-x) = C2i[i(x) Considere uma região na qual a energia potencial é descrita por e portanto C = ±1. O objetivo em casos como esses é chamar a atenção para a simetria do problema e simplificar os cálculos. nessas regiões. ip(x) é uma função par. e portanto x) é também uma solução da equação de Schrõdinger. com a mesma energia E. isto é. em relação a uma operação de paridade.um número infinito de ondas planas em um pacote de ondas de ção é conhecida com operação de paridade e é representada pelo opelargura finita. Como o espaçamento dos níveis é uniforme. V(x) — V(—x). 6-19 mostra o diagrama de níveis de energia do oscilador harmônico simples. Assim. definida da seguinte forma: t/<x). </<—x) = — i//(x). e portanto. ip(x) se aproxima do eixo dos x e não se torna infinita para grandes valores de |x|. ObserJ \ip(x)\2 dx ~> <*> ve que quando o potencial V(x) é simétrico em relação à origem. encontra o degrau de potencial. Os termos par e ímpar são usados para descrever a simetria Estamos interessados no que acontece quando uma partícula de das funções de onda e não significam necessariamente que os números energia total E.

1'0) As soluções gerais das equações acima são Região I ifáx) = Aeik>* + (x < 0) Beik" 6-63 Região II A resposta clássica é simples. Classicamente. a bola sobe parcialmente a ladeira e depois rola de volta para a esquerda. a bola chega ao alto da ladeira e continua a rolar para a direita com menor velocidade. a partícula está se movendo com uma velocidade v = (2Elm)112. i = 0. pode ser \ UJ normalizado em termos da densidade de partículas do feixe). 6-21 (a) Degrau de potencial. 6-66 e 6-67 podem ser usadas para calcular as amplitudes relativas da onda refletida e da onda transmitida. A equação de Schrõdinger nas duas regiões do espaço indicadas na figura é dada por Região I (x< 0) dhp(x) dx2 -k]<Kx) ipn(x) = Ceik2X + De'"™ (x > 0) 6-64 Particularizando estas soluções para o problema que estamos examinando. kl = -k22iKx) = dx2 y/2 mE k> = 6-62 V 2 w ( £ . Para que ijj seja contínua em x = 0. chegando à supérfície plana com uma velocidade igual à inicial.k2 II C = —— 1 —A = m ki + k2 E (b) \ / V Y y o J I X 2E112 + (£ - V0)1/2 6-67 As Eqs. um feixe de partículas •et livres) se movendo para a direita. IAI T = n .k2 k. Uma onda proveniente da esquerda é parcialmente transmitida e parcialmente refletida porque o comprimento de onda muda abruptamente em x = 0. 6-64. temos: V(x) = 0 X 0 I _ _ £1/2 . já que multiplicando Ae'k<* pela parte temporal de y\'(x.(b)0 comprimento de onda da onda incidente (região I) é menor do que o da onda transmitida (região II). entretanto. aplicamos a condição de continuidade às funções ip(x) e dip/dx em x = 0. Se a energia cinética inicial é maior que V0. O segundo termo. Be~ik. 7"< 1. Para x < O. O resultado da mecânica quântica é semelhante ao resultado clássico para E < V0. D = 0.UJ >— presenta partículas se movendo para a esquerda na região I. a constante D é nula e os valores de B e C devem ser calculados de tal forma que a solução geral satisfaça as condições de contorno do problema. a constante CO A é conhecida (já que o termo Ae'k<x. Este problema clássico corresponde ao de uma bola de massa m que está rolando em uma superfície plana e encontra uma rampa de altura v0 = VJmg. . já que o segundo termo representa partículas se -J movendo inicialmente da direita para a esquerda na região II e 02 não existe nenhuma partícula nesta situação. no qual as partículas se movem da esquerda para a direita. como na Fig.(E . t). a variação de potencial em x = 0 simplesmente dá origem a uma força impulsiva que reduz a velocidade da partícula. Se a energia total E é menor que V0. mas bem diferente para E > V0. é submetida a uma força impulsiva. 6-63 representa o feixe original. uma partícula proveniente da esquerda com uma energia total Emaior que l/0 é sempre transmitida. e~iM.kxB = k2C V(x) = V0 6 . vemos que o primeiro termo da Eq.\A\2 (*. Na O Eq. a partícula continua a se mover para a direita. + k2)2 6-68 6-69 G .V 0 ) 1/2 . Assim. Para determinar os valores de B e C. mas com uma velocidade menor.(0) = ^„(0) e difa(0)/dx = dipn(0)/dx. exigindo que i/>.A Equação de Schrõdinger V(x) 173 Região II dhji(x) C*>0) onde Fig.(0) = A + B = MO) = c ou A + B = C Energia (a) 6-65a A continuidade de dipldx em x = 0 implica em klA . é preciso que 6-61 0. 6-65 (Problema 6-41) em termos de B e C. E m . 6-21 a. re. como vimos.6 5b Resolvendo o sistema de Eqs. Como k2 < kv C2> |d|2. obtemos uma onda plana (isto é. Também é possível definir os coeficientes de reflexão (R) e transmissão (T) como as intensidades relativas dos feixes refletido e transmitido: 15 n = w = 2 Fig. 6-20 Degrau de potencial.A-A2 \*i + ki) k2\C\2 4 k. As partículas viajam da esquerda para a direita com energia total E>V0. Se a energia cinética inicial da bola é menor que V0. dada por v = [2(E — V0)/m\"2. respectivamente.x.

em outras palavras. 6-64 agora é um número imaginário. Entretanto. como na Fig. Observe que parte do pacote é transmitida e parte é refletida. As partículas viajam da esquerda para a direita com energia total E < l/0. entretanto. (Como foi visto da Seção 6-3. ao contrário do que acontece no caso clássico. para E> V0. A função de onda não se anula para x = 0. 6-66 são complexos conjugados e portanto B1 = |A|2. para E > V0. observamos que k2 na Eq.) 2. esperamos que todas as partículas sejam refletidas em x = 0. O valor de R depende da diferença entre /c. Em concordância com o resultado clássico. mas sua amplitude diminui exponencialmente. onde E é a energia das partículas e V0 a altura do degrau. (Este fenômeno é análogo à reflexão de ondas eletromagnéticas na interface de dois meios com índices de refração diferentes. (Escolhemos a raiz positiva para que </>„ —> 0 quando x —> Isto significa que o numerador e o denominador do lado direito da Eq. o coeficiente de reflexão seria o mesmo se as partículas estivessem se movendo de uma região de potencial maior para uma região de potencial menor. já que £ < V0. R = 1 e T = 0.21b. 6-23 (a) Degrau de potencial. O coeficiente de reflexão R não é nulo para E > V0. o comprimento de onda muda quando as partículas passam pelo degrau. Como </*.174 A Equação de Schrõdinger (a) É fácil mostrar (Problema 6-39) que T + R = 1 Energia. podemos destacar as seguintes: V(x) = \/0 E V(x) = 0 0 X 1. A onda penetra ligeiramente na região classicamente proibida (x > 0). é uma função exponencial decrescente. Vamos agora considerar o caso da Fig. isto não implica em que partí- Fig. il%(x) = Ceik*x = Ce 6-71 é uma função exponencial real. A Fig. (b) A onda que penetra na região II é uma exponencial decrescente. o valor de R neste caso é igual a 1 e nenhuma energia é transmitida. A Fig.. porém.). . a amplitude da onda transmitida deveria ser necessariamente menor que a da onda incidente. como no caso do poço de potencial. Como k = p/h = 2ir/\. onde a = V2 m(V0-E)/h. a densidade de partículas na região II é proporcional a l</>nl2 = I C I 2 í t 2 < " 6-72 A Fig. A primeira vista. e k2. outro resultado interessante da solução quântica é que nem todas as partículas são refletidas no ponto x = 0. 6. algumas partículas são refletidas pelo degrau de potencial mesmo que tenham energia suficiente para ultrapassá-lo. lembre-se. para E/V0 < 1 todas as partículas são refletidas de volta para a região I. Assim. 6-70 Entre as conseqüências do fato de as soluções da equação de Schrõdinger apresentarem um comportamento ondulatório. 6-24 mostra a variação de R e Tcom a rela- Fig. 6-23b mostra a função de onda para o caso em que E < V0. 6-22 Variação com o tempo de um pacote de ondas unidimensional representando uma partícula incidente em um degrau de potencial. de que i/»p é proporcional à densidade de partículas. E < V0. mas não do sinal desta diferença. 6-23a. Os picos estreitos são causados pela descontinuidade de l/(x) em x = 0. Classicamente. Assim. No caso quântico. ipn\2 pode ser maior que W 2 . ção E/V0. 6-22 mostra a variação com o tempo de um pacote de ondas incidente em um degrau de potencial. A posição de uma partícula clássica está indicada por um ponto. Já que as partículas se movem mais lentamente na região II (k2 < fc. mas em seguida é totalmente refletida.

mas é refletida na fronteira entre as regiões I e II e passa a se mover da direita para a esquerda na região I.74 0.' ° clássica. Se a energia da partícula é menor que V0. que pode ser expressa da seguinte forma: V(x) 2 — 2 ax paraO <x< para 0 > x a x> a 6-73 No caso clássico.026 0. cuias com energia cinética negativa sejam observadas nessa Tabela 6-2 Cálculo de região.. com a = [2w(0. 6-26a).0 2.374 2.137 1. 6-67. uma partícula que está se movendo da esquerda para a direita na região I. o equivalente a cinco diâmetros atômicos. recupera a velocidade inicial. Faça um gráfico da probabilidade relativa >J/\2 de os elétrons penetrarem no degrau até uma distância* = 10 . Por analogia com o caso do degrau de potencial.349 0.). tanto para energias menores que Vn quanto para energias maiores que V0! Em primeiro lugar. 6-25 8 10 x (10" 1 0 m) 4>i(x) = Ae'k. mas com menor velocidade.9V0)1/2 2 = 0. que aparece na terceira coluna da Tabela 6-2 e está plotado na Fig.40 0 0.1 x 1 0 . é fácil ver que as soluções gerais da equação de onda são as seguintes: 6 Fig.0 10.869 13. Solução Para x > 0.9 e V„)]"2M. Calculando e'2ax e multiplicando por jcj2 = 0.x + BeikíX i/ín(x) = Ce~°" + De" 4>m(x) = Fe""* + Ge ** x < 0 0 <x<a x> a 6-74 . 6-24 Coeficiente de reflexão R e coeficiente de transmissão 7"de um degrau de potencial V0 em função da energia E(em unidades de l/.4. já que observar uma partícula nessa região introduz x(m) uma indeterminação no momento que corresponde a uma energia cinética mínima maior que V0 — E. 0. Este potencial é da mesma ordem de grandeza que a função de trabalho dos elétrons na superfície dos metais.9 m.A Equação de Schrõdinger 175 5 E/V. De acordo com a Eq.i v 0 y 2 ICI 1. 6-25 em função de x.) Esta situação é semeo lhante à que ocorre no caso da reflexão interna total na ótica 0. temos: 2(0. ou seja.748 6. Exemplo 6-6 Reflexão em um Degrau com V„> E Um feixe de elétrons de energia E = 0. 6-71. viajando da esquerda para a direita (Fig. vamos ver o que acontece quando um feixe de partículas.101 0. continua a se mover para a direita na região II. incide em uma barreira de potencial. a função de onda é dada pela Eq.4 onde tomamos jA: = 1.0 X X X X 1010 10. Calculando —2axpara vários valores de x entre 0 e 10~9 m. todas com a mesma energia E < V0. ao chegar à região III. obtemos. No caso quântico. ela não consegue penetrar na região II. a barreira de potencial (Fig. o comportamento das partículas é muito diferente. com E > V0. as duas primeiras colunas da Tabela 6-2.1V0)1/2 + (— 0.0 Altura d o d e g r a u Fig. 6-26).0 5.1 0 10" 1 0 1010 (0.1 V0 incide em um degrau de potencial V0 = 2 eV. obtemos |i/»)2.001 =0 Barreira de Potencial Vamos agora considerar um dos potenciais mais interessantes da mecânica quântica.

O coeficiente de transmissão T da região I para a região III é dado pela seguinte expressão (veja o Problema 6-62): _ \F\2 _ ~ \A\2 ~ M l - * ) Miniponta 6-75 AV V j 1. C. a partícula não possa entrar na região 0 < x< a. A probabilidade de o tunelamento ocorrer em uma dada situação é expressa através do coeficiente de transmissão. Como as partículas do feixe original estão se movendo da esquerda para a direita. inventado na década de 1980. (b) Penetração da barreira por uma onda com energia menor que a da barreira. 6-28 Diagrama esquemático mostrando a trajetória (linha tracejada) da agulha de um microscópio de tunelamento ao longo da superfície de uma amostra. 6-27). Este efeito pode ser demonstrado com um laser e dois prismas de 45° feitos de vidro ou com um feixe de microondas e dois prismas de 45° feitos de parafina. a amplitude da função de onda não cai bruscamente para zero na fronteira das regiões I e II. parte da onda atravessa o espaço vazio. embora. embora classicamente não tenha energia suficiente para ultrapassá-la. onde kx = Al2mE/h e a = *j2m(V0 . a função de onda volta a apresentar um comportamento senoidal. (N. enquanto os expoentes de e i/>. Como vimos no estudo do degrau de potencial. Parte da onda consegue atravessar a barreira. . Este fenômeno. enquanto sua altura é ajustada para que a corrente de tunelamento se mantenha constante. isto é. 6-26 (a) Barreira de potencial. G = 0. na qual a energia potencial é maior que a energia total. Isto significa que existe uma probabilidade finita de que a partícula representada pela função de onda seja encontrada do outro lado da barreira. Não vamos nos preocupar com os detalhes matemáticos. Como a ponta da agulha é muito larga (linha cheia) em comparação com os átomos. embora o ângulo de incidência no primeiro prisma seja maior que o ângulo crítico.„ são imaginários. mas sofre um decaimento exponencial.) Fig. Microscópio de Tunelamento e Varredura. conhecido como efeito túnel. 6-76 de tu- (STM + ). como mostra a Fig. isto é. limitaremos nossa discussão aos resultados mais interessantes.176 A Equação de Schrõdinger Energia. 6-27 0 fenômeno ótico conhecido como reflexão interna total frustrada. 6-75 assume uma forma um pouco mais \6 — ( \ — — V0\ Vo O MICROSCÓPIO DE TUNELAMENTO N o microscópio nelamento Agulha senh 2 aa 1 + Vo\ Para a a » simples: Fig. D e F podem ser determinadas através das condições de contorno do problema. no caso em que E < V0. é análogo a um fenômeno ótico denominado reflexão interna total frustrada (veja a Fig. ou tunelamento.E)Ih. 6-26b. O valor de A depende da intensidade do feixe original e as constantes B. Observe que os expoentes de </f„ são reais. E 0 1 II a x III Fig. processos de fabricação especiais são usados para criar uma miniponta de dimensões atômicas que permita observar até mesmo átomos isolados. exigindo que i/*e dipldx sejam contínuas em i = 0 e i = a. do T. a Eq. Graças à presença do segundo prisma. o espaço T>: inglês Scanning Tunneling Microscope. classicamente. Ao chegar à fronteira das regiões II e III.

D e s t a f o r m a . e também a sua largura. 6-76. quanto menor a energia da partícula a emitida. Esta repulsão é representada pela energia potencial de Coulomb +kZze2/r. A energia das partículas a emitidas pelos átomos radioativos varia de 4 a 7 MeV. ou seja. Do lado de fora do núcleo. Condon e Gurney em 1928 para explicar a enorme variação da vida média para o decaimento a dos núcleos radioativos e a existência até certo ponto paradoxal do decaimento a. Uma t e n s ã o a p l i c a d a e n t r e a a g u l h a e a a m o s t r a f a z c o m q u e os e l é t r o n s a t r a v e s s e m o e s p a ç o v a z i o p o r t u n e l a m e n t o . onde Zeé a carga residual do núcleo e zeé a carga da partícula a. Gamow representou o núcleo radioativo por um poço de potencial no interior do qual se encontra a partícula a (Fig. a taxa de decaimento.3 _L 0. Se a d i s t â n c i a e n t r e a a g u l h a e a a m o s t r a é a j u s t a d a d e m o d o a q u e a c o r r e n t e de t u n e l a m e n t o p e r m a n e ç a c o n s t a n t e . é dada por Taxa de d e c a i m e n t o = - 6-79 2R A Fig. a interação nuclear forte é insignificante e o potencial pode ser descrito pela lei de Coulomb. a partícula a oscila de um lado para o outro e é refletida repetidamente pela barreira de potencial. enquanto as meias-vidas correspondentes variam de IO10 anos a 10~6 s. 6-29 que o aumento de E reduz a altura da barreira. a partícula a é repelida pela força de Coulomb. é p o s s í v e l e s t u d a r a s u p e r f í c i e de u m a a m o s t r a com resolução atômica. Assim. (6) Taxa de decaimento para a emissão de partículas a por vários núcleos radioativos em função da energia das partículas emitidas. V(i) = +kZzeílr. onde z = 2 para a partícula aeZeé a carga residu- (a) 177 v iV« — 2R 6-78 onde v é a velocidade da partícula no interior do núcleo. 11. • Seção Exploratória „-2^/2míVo-E)a/h Decaimento Alfa 6-77 O valor dado pela Eq. Gamow e colaboradores a representaram por um poço quadrado. é extremamente provável que a partícula a seja refletida. A energia total E é igual à energia cinética da partícula a emitida.5 E~ 1/2 (MeV" 1/2 ) Fig. De acordo com a mecânica quântica.4 0. A partir deste modelo. maior a vida média. p0212 (b) 106 V(r) 10° R r. Como não conheciam praticamente nada a respeito desta força. No interior do núcleo. já que sua energia potencial se reduz praticamente a zero a uma curta distância do núcleo. 6-29 (a) Modelo da função energia potencial para uma partícula a dentro e fora de um núcleo atômico. O número de vezes N por segundo que a partícula a se aproxima da barreira é dado aproximadamente por O efeito túnel foi usado por Gamow. a partícula a é atraída pela força nuclear. Para r menor que o raio atômico R. 6-79). Do lado de fora do núcleo. 10" 10" 10" • U 238 10" 0. A probabilidade de que uma partícula a atravesse a barreira por tunelamento em uma única tentativa é dada pela Eq. No interior do núcleo (isto é. isto é. que também é igual ao inverso da vida média r. que será analisado com mais detalhes no Cap. O raciocínio que eles usaram será apresentado a seguir. os m o v i m e n t o s v e r t i c a i s da a g u l h a r e p r o d u z e m a t o p o g r a f i a da s u p e r f í c i e da a m o s t r a . V — E. 6-29a). Gamow e colaboradores conseguiram chegar a uma expressão para a taxa de decaimento a dos núcleos radioativos em função da energia cinética das partículas emitidas que concordava muito bem com os resultados experimentais. 6-76).A Equação de Schrõdinger al do núcleo. os pontos são resultados experimentais. o valor do produto aa é tão grande que a expressão se reduz a vazio entre uma amostra e uma agulha funciona como uma barreira de potencial para os elétrons da superfície da amostra. 6-266. a probabilidade por unidade de tempo de que o núcleo emita uma partícula a. Como a probabilidade de transmissão varia exponencialmente com a largura e a raiz quadrada da largura da barreira (Eq. A c o r r e n t e de t u n e l a m e n t o v a r i a c o n s i d e r a v e l m e n t e c o m a d i s t â n c i a e n t r e a a g u l h a e a a m o s t r a . . 6-29b ilustra a boa concordância entre os resultados teóricos obtidos a partir do modelo de Gamow e dos dados experimentais. cada vez que a partícula a se choca com a barreira existe uma pequena probabilidade de conseguir atravessá-la e aparecer do lado de fora do núcleo em r= rv A função de onda é semelhante à que aparece na Fig. A reta representa a previsão teórica (Eq. um pequeno aumento de E leva a um grande aumento da probabilidade de transmissão e portanto a uma grande redução da vida média. Podemos ver na Fig. a interação nuclear forte pode ser descrita aproximadamente por um poço de potencial. para r< R). Na maioria dos casos. 16 No decaimento a. 6-77 é um número muito pequeno.

Como o átomo de nitrogênio está ligado à molécula. Algumas energias permitidas.) Micrografia eletrônica de um conjunto de diodos túnel fabricado por Gerhard Sollner e colaboradores no MIT Lincoln Laboratory. operação de dispositivos c o m o o diodo túnel e a junção de Josephson. ficam abaixo da barreira central. fosse usada como padrão nos primeiros relógios atômicos.com/physics. 6-31 Densidade de probabilidade para um pacote de ondas incidindo em duas barreiras. As duas barreiras têm uma altura l/0 e a energia das partículas é F < l/g. Cada vez que a partícula incide em uma das barreiras. um fato que permitiu que a freqüência de tunelamento do átomo de N na molécula de NH. a largura do poço é igual a um múltiplo inteiro de metade do comprimento de onda do elétron: Leitura Suplementar* O Diodo Túnel Uma variação do problema do tunelamento consiste em considerar duas barreiras de potencial separadas por uma distância L. o átomo de nitrogênio oscila entre duas posições de equilíbrio. Classicamente. Como em cada choque parte do pacote é transmitida e parte é refletida. o átomo de N pode estar acima ou abaixo deste plano. ao contrário do que acontece no caso do poço de potencial representado na Fig.3786 X IO10 Hz quando o átomo de nitrogênio se encontra no estado caracterizado pela energia £. MIT Lincoln Laboratory. Como nos casos estudados anteriormente. da Fig. O resultado final é que os átomos de N oscilam lentamente de um lado para o outro do plano formado pelos átomos de H. Isto leva a um resultado muito interessante: se a velocidade v de um elétron que se aproxima do poço é tal que sua energia cinética Ek é igual a um dos níveis de energia permitidos no interior do poço.17 A freqüência de oscilação é igual a 2. Os três átomos de hidrogênio estão no mesmo plano. Cada diodo tem 8 ^m de largura. incidindo periodicamente nas barreiras. incluindo as energias do estado fundamental e do primeiro estado excitado. Uma partícula que se encontre inicialmente na região entre as duas barreiras oscila de um lado para outro. 6-31. Os picos estreitos são causados pelas descontinuidades do potencial. uma parte do pacote fica retida entre as duas barreiras. existe uma probabilidade finita de que ela seja atravessada pelos átomos de N.do T. 6-8. dispositivos que são usados hoje em dia para medir o tempo com extrema precisão. possui duas configurações de equilíbrio (Fig. mas mesmo assim o átomo de N é capaz de atravessá-la por tunelamento. A molécula de NH. Esta freqüência é relativamente baixa em comparação com a da maioria das vibrações moleculares. 6-30è).178 A Equação de Schrõdinger (a) xk (b) (b) V(x) \ \ /E2 t\ ^ 0 m X Fig. de um lado e do outro do plano formado pelos átomos de hidrogênio. graças ao efeito túnel. 1Cortesia de Gerhard Sollner. sua energia é quantizada. existe uma probabilidade pequena mas finita de que consiga atravessá-la por tunelamento.(N. A região entre as barreiras pode ser considerada como um poço de potencial. 6-30i>. como na Fig. Como seria de se esperar. também existe a probabilidade de que um elétron proveniente do exterior consiga atravessar as duas barreiras. 6-30a). Seção Exploratória O Relógio Atômico de NH3 O efeito túnel também desempenha um papel importante na inversão periódica das moléculas de amónia. (b) Energia potencial do átomo de N em função da distância em relação ao plano formado pelos átomos de H. Camadas de semicondutor com uma espessura da ordem de nanômetros formam um poço quântico em cada diodo. o que constitui um recorde para osciladores semicondutores. a diferença está no fato de que. Os diodos foram usados para gerar uma freqüência de 720 GHz. como mostra a Fig. esta barreira seria intransponível. 6-30 (a) A molécula de NH3 oscila entre as duas posições de equilíbrio indicadas na figura. Este comportamento é responsável por vários fenômenos físicos e pela * O texto original em inglês desta leitura suplementar está disponível na home page whfreeman. O máximo central constitui portanto uma barreira para os átomos de N que se encontram nos níveis de menor energia. Fig. os níveis de menor energia estão muito abaixo do máximo central do potencial. as paredes do poço possuem uma largura finita. porém. As três moléculas de H formam um plano. E„. 6-31. A função energia potencial V(x) a que o átomo de N está sujeito possui dois mínimos dispostos simetricamente em relação ao plano (Fig.] . a solução da equação de Schrõdinger leva a uma quantização da energia na região entre as duas barreiras.

6-81 (lembre-se de que se duas f u n ç õ e s são soluções da equação de Schrõdinger. O princípio de exclusão será definido formalmente no próximo capítulo.x2) <l'(x2. por exemplo. entre elas os . O fato de ser impossível distinguir partículas do mesmo tipo tem importantes conseqüências na mecânica quântica. porém.= C['/'„(*i )il'm{x2) + iWxzjiAJxi)] <I>a = C[i>„(Xi)</U*2) ~ 2)<l>m(Xi)] simétrica anti-simétrica Existe uma importante diferença entre as funções simétricas e as funções anti-simétricas: as funções de onda anti-simétricas se anulam para n = m. temos que aplicar os métodos da mecânica quântica a um sistema constituído por dois ou mais elétrons sujeitos ao campo elétrico produzido pelo núcleo. essas funções de onda não são compatíveis com o princípio de que as partículas não podem ser distinguidas. As soluções da Eq. Este problema.1 p ( X i .A Equação de Schrõdinger L = n ^ n h ^ n h 2 2p = = n h 2y[2mÊk 6_80 = 2j2mÊn Isto significa que as ondas refletidas nas paredes do poço interferem construtivamente e em conseqüência a probabilidade de o elétron atravessar as duas barreiras pode chegar a 100%. a energia potencial eletrostática mútua (em uma dimensão) é dada por +ke2/|x. A equação de Schrõdinger para um átomo com dois ou mais elétrons não tem solução analítica e deve ser resolvida por métodos de aproximação. que <AU2. No caso de um poço de potencial quadrado infinito. . mas isso também é comum nos problemas clássicos que envolvem três ou mais partículas. 6-82 e o exemplo da Eq. devemos encontrar uma f u n ç ã o de onda tal que a densidade de probabilidade continue a mesma se intercambiarmos os índices: IiKX1(x2)I2 = ltAU2>*i)l2 6-84 Para que a Eq. 2 TTX2 (An = C sen —— sen —y— Nossas discussões de sistemas quânticos se limitaram até agora a situações nas quais uma única partícula estava sujeita a um campo de força descrito por uma energia potencial V. depois que introduzirmos o conceito de spin. A complicação causada pela identidade dos elétrons. ao intercambiarmos X! e x 2 . Observa-se experimentalmente que as funções de onda dos elétrons (e de muitas outras partículas. e exigir que a função de onda se anule nas paredes do poço. e x2 são as coordenadas das duas partículas. entre elas o princípio de exclusão de Pauli. podemos escrever V na forma V|(x. Assim. e portanto.) e (Jj2(x2) são as soluções para uma partícula isolada em um poço quadrado infinito (Eq. podemos tratá-lo como um problema de u m único corpo supondo que o próton se encontra em repouso e substituindo a massa real do elétron por uma massa reduzida. é na verdade um problema de dois corpos. no qual um elétron está sujeito ao campo elétrico produzido por um próton. que será analisado com detalhes no próximo capítulo. N o caso de partículas idênticas. pois o próton também está sujeito ao campo elétrico produzido pelo elétron. o que constitui um recorde para osciladores semicondutores. isto é. Se as duas partículas não interagem. temos: 6-7 A Equação de Schrõdinger para Duas (ou Mais) Partículas fi2 d ^ x ^ x j ) 179 6-81 6-83 A probabilidade de encontrarmos a partícula 1 no intervalo dxx e a partícula 2 no intervalo dx2 é t j t 2 ) | 2 d x .) Esta transmissão ressonante para certas energias levou à criação do diodo túnel ressonante por Esaki. foram usados para gerar uma freqüência de 720 GHz. 6-84 seja verdadeira. como na mecânica clássica. embora a probabilidade de que ele atravesse uma das barreiras seja menor que 1%! (Um fenômeno ótico análogo é observado no interferômetro de Fabry-Perot. No caso de outros átomos mais complexos. X 2 ) simétrica anti-simetrica Observe que a função de onda genérica da Eq. 6-32). onde V = 0. embora tenhamos rotulado as partículas através dos índices 1 e 2. Entretanto. Assim. existem duas combinações lineares de produtos como os da Eq. Este problema é complicado pela interação dos elétrons entre si e também pelo fato de que todos os elétrons são idênticos. por exemplo.Xj) = +<l/(x1. a energia potencial V contém termos que envolvem x.s. 6-81 podem ser escritas em termos de produtos de soluções que envolvem apenas uma das partículas. Eq.x . e x2 e normalmente não podem ser separados. Se as partículas estão interagindo. não podemos saber qual delas está no intervalo dxl e qual está no intervalo dx2. X2 ) = tA* (*i (*2 ) 6-82 TTX. além de constituírem soluções da equação de Schrõdinger para duas partículas. 6-82 que formam uma função simétrica e uma função anti-simétrica.V2(x2). A interação dos elétrons é de natureza eletromagnética e não difere muito da interação clássica entre partículas dotadas de carga elétrica. portanto. O problema físico mais importante deste tipo é o do átomo de hidrogênio. para n = 1 e m = 2. t a m b é m r e s p e i t a m o p r i n c í p i o de indistinguibilidade: <A. Os diodos túnel que aparecem na micrografia ao lado.x2) ^nm(Xl. Entretanto. por exemp\o. Entretanto. Esses produtos são da forma onde i/z/x. Chang e Tsu. por outro lado. se as duas partículas possuem carga elétrica. d x 2 » que aparentemente seria simplesmente o produto das probabilidades individuais ]ijf(xl)2dxl e IKX2)!2 dx2. é uma peculiaridade da mecânica quântica para a qual não existe equivalente na mecânica clássica. xi) = .) 4. obtemos uma função de onda diferente. fi2 onde x.' 8 Este dispositivo pode ser usado em várias aplicações importantes. o que não acontece com as funções simétricas. vamos ilustrar a origem deste princípio considerando o caso muito simples de duas partículas idênticas em um poço quadrado infinito. . Assim. precisamos resolver a equação de Schrõdinger apenas no interior do poço. 6-83 não são simétricos nem anti-simétricos. Nesta seção. o que equivale a dizer que é possível distinguir as duas partículas. qualquer combinação linear dessas funções tamb é m é u m a s o l u ç ã o ) . A equação de Schrõdinger independente do tempo para duas partículas idênticas de massa m é 2m 2m dxj d2ip(xux2) dxl + V^(xux2) = = Eij/(x1. é preciso que a função i/<x„ x 2 ) seja simétrica ou anti-simétrica em relação à troca das partículas.

Valores esperados e operadores [2 nnx tp„(x) = A / . 6-32 As energias permitidas em um poço finito são menores que as energias correspondentes em um poço quadrado infinito de mesma largura. 2mL> Energias permitidas Funções de onda 3. em uma dimensão Condição de normalização = ih V*(x. 1. como i p j x ^ e i//.tmx.. possuem funções de onda simétricas e não estão sujeitas ao princípio de exclusão de Pauli.t) f : 6-18 dx = 1 6-9 e /: Condições de aceitabilidade 1.. Todo poço finito possui pelo menos um estado ligado. (No caso dos elétrons de um mesmo átomo. um para cada coordenada espacial e um associado ao spin.sen . 2. o estado de cada átomo pode ser descrito por quatro nú- meros quânticos. Uma partícula também pode penetrar em uma região na qual E < V(x).t) 2m dx JW(x. dois elétrons de um m e s m o átomo não podem ter os quatro números quânticos iguais.t) . é dado por ^ dx 5. tjÁx) e dip/dx devem ser finitas. ao qual está associada uma energia permitida. ip(x) e dip/dx devem ser unívocas. que será discutido com maior profundidade no Cap. Outras partículas. 2. . ip —> 0 quando x —» ± 2. a partícula pode ser refletida mesmo que E > V(x). Oscilador harmônico simples E„=(n + {)h(ú n = 0. 7.180 A Equação de Schrõdinger prótons e os nêutrons) são sempre anti-simétricas. 2. Poço quadrado infinito 7r%2 n = 1.v. 2. .t) : " dt 6-6 h2 d2ili(x) + V(x)4i(x) = E4'(X) 2m dx2 Independente do tempo. 3. caso contrário a função de onda total se anularia. os fótons e os mésons. . . 3.y - 6-24 n = 1. Assim. 3. como as partículas a . Este é um exemplo do princípio de exclusão de Pauli. os dêuterons. . Reflexão e transmissão Quando o pontencial varia bruscamente em uma distância pequena em comparação com o comprimento de onda de uma partícula. SUMÁRIO Tópico 1. em uma dimensão Equações e comentários h2 d2yV(x. O valor esperado ou valor médio de uma grandeza física representada por um operador.) De acordo com o princípio de exclusão de Pauli. Equação de Schrõdinger Dependente do tempo. Poço quadrado finito 4. 4. como por exemplo o operador momento p. 6-20 kIi*(x)4i(x) dx = 1 tpix) e dip/dx devem ser contínuas. .„(x2) não podem ter os mesmos números quânticos. 6-48 6-56 Energias permitidas 6. as funções de onda das partículas individuais. .t)V(x.— ~ ~2 + v(x. .

1966.. e E. Dahmen. Kansas State University. a parte imaginária de contribui para esses resultados. Reading. 11. assim. t)/dx2 e a derivada é multiplicada pelo mesmo fator. químico holandês naturalizado americano.. t)/dx2 = Cc^Víx. Em conseqüência.8 MeV por núcleos de 212 PQ obedecia à lei de Coulomb até distâncias menores que 3 X 10 . 8. Norton. Sucedeu a Einstein na cadeira de física teórica da Universidade de Zurique e recebeu o prêmio Nobel de química de 1936 por suas contribuições para o estudo da estrutura das moléculas. 3. Taylor. Park. onde a e b sao números reais e i O módulo ou valor absoluto de z é definido através da expressão |z| = a2 + b2. Assim.A Equação de Schrödinger 181 BIBLIOGRAFIA As referências que se seguem foram escritas em um nível apropriado para os leitores deste livro. Isso queria dizer que a barreira de Coulomb a essa distância tinha uma altura de pelo menos 8. são muitas vezes independentes do tempo. a energia das partículas a emitidas pelo 238U é apenas 4. New York. E preciso observar que existem exceções para esta exigência na teoria das medições. não é fisicamente possível. New York. Brandt. o plano formado pelos átomos de H . dividiu o prêmio Nobel de física de 1933 com P. R. B. 4. 6. Springer-Verlag. Muitos livros de mecânica quântica contêm uma lista dos polinómios de Hermite para vários valores de n. a relação é entre a segunda derivada em relação ao tempo e a segunda derivada em relação ao espaço. R. New York. com Edward Mill Purcell. Wiley.. Todo número complexo pode ser escrito na forma z = a + bi. ou seja. Introduction to Quantum Mechanics. Embora os resultados das medições sejam números reais. já que constituem as soluções de uma importante equação diferencial da física matemática. New York. Este método de solução das equações diferenciais parciais é conhecido como método da separação de variáveis. menos de metade da altura da barreira. A. Feynman. ed. Por este trabalho. é linear em relação a ^(JC. 5 . French. R. Assim. Addison-Wesley. pelo menos em termos microscópicos. Nesse caso. Programa de simulação em computador que permite analisar os efeitos de vários potenciais unidimensionais. Sherwin. 5-11). físico austríaco. 9.) 7.. Estamos usando a convenção da estatística segundo a qual a certeza é representada por uma probabilidade igual a 1. Bloch recebeu. correspondente a n = 0. e R. 15.2 MeV..bi. Rechenberg. Resnick. 14. D. S. Como os potenciais na mecânica quântica. NOTAS 1. 10. Para verificar que isto é verdade. A citação é de um discurso proferido na sede da American Physical Society em 1976. TeR são expressos em unidades de partículas por unidade de tempo. da ordem das dimensões do núcleo. seis artigos que estabeleceram os f u n d a m e n t o s da mecânica ondulatória. ed. incluindo os poços quadrados e o oscilador harmônico discutidos neste capítulo. Sucedeu a Planck na cadeira de física teórica da Universidade de Berlim em 1928. New York. devemos observar que a simulação do comportamento clássico de uma partícula macroscópica em uma caixa macroscópica exige o uso de funções de onda que são uma combinação de muitos estados estacionários. (N. Vol. a exemplo dos da mecânica clássica. Como o centro de massa da molécula deve permanecer fixo em um referencial inercial. e H. No caso da equação de onda clássica (Eq. The Picture Book of Quantum Mechanics. Como o complexo conjugado de z é z* = a . D. Peter Joseph Wilhelm Debye (1884-1966). do T. P. <?OV(x. 1965. enquanto a função y(x.. t)/dx2 de multiplicar ^ ( x .bi)(a + bi) = [zi2. t) é uma função real. isto é. C. o valor de ^ 2 contém uma contribuição da parte imaginária. Felix Bloch (1905-1983). 13. z*z = (a . considere o efeito sobre cf^Vix. a derivada é proporcional à primeira potência da função. Eisberg. 16. 17. Sands. a energia mínima para uma partícula em uma caixa deve ser maior ou igual a h2/2mL2. McGraw-Hill. P. Para simplificar a notação. 1978. 1960. Rinehart & Winston. 12. AM Introduction to Quantum Physics. o método pode ser aplicado à equação de Schrõdinger em uma grande variedade de situações. 1982. 2. 3. vamos às vezes omitir as variáveis independentes e escrever simplesmente i//„ em vez de ipn(x) e em vez de ^„(x. Mehra. Manhattan. em rápida sucessão. dois anos depois de publicar. 1. 0 número imaginário i aparece porque a equação de Schrõdinger relaciona uma primeira derivada em relação ao tempo a uma segunda derivada em relação ao espaço. Lectures on Physics. Erwin Schrõdinger (1887-1961). Leighton e M. o prêmio Nobel de física de 1952 por haver medido o momento magnético do nêutron usando um método que ele mesmo havia desenvolvido e que levou à criação de uma técnica de medida conhecida como ressonância magnética nuclear (NMR f ). The Historical Development of Quantum Theory. Lembrando que combinações lineares das soluções da equação de Schrõdinger também são soluções. Introduction to Quantum Theory. A. Holt. Visual Quantum Mechanics. A solução E = 0. New York. í) por um fator C. t). Mass. Como vimos na Seção 5-6. F. Na maioria dos livros elementares de mecânica quântica. as partículas clássicas também jamais possuem uma energia definida.1 4 m. t). 2. físico suíço naturalizado americano. A física clássica era incapaz de explicar este paradoxo.. 1985. E fácil mostrar que a única diferença entre uma função ip(x) normalizada em termos da densidade de partículas e uma função ip(x) para a qual ip(x)\2 representa a densidade de probabilidade está em uma constante multiplicativa. J. 1992. a função ^ ( x . Entretanto. M. Quantum Physics. Estava estudando na Universidade de Zurique quando assistiu à palestra mencionada no texto. t) é uma função complexa. de acordo com o princípio de indeterminação. Wiley. 1 Do inglês Nuclear Magnetic Äesonance.. e H. 1985. Rutherford havia mostrado que o espalhamento de partículas a de 8. Os polinómios de Hermite são funções conhecidas. Dirac.8 MeV.

A função de onda de um elétron livre. uma partícula possui uma fun. (c) Deterp ço quadrado infinito cujo potencial é dado pela Eq. Uma partícula se encontra no estado fundamental em um um elétron e (b) para um próton no interior do núcleo. Um elétron se encontra no estado n = 5 de um poço unidifunção de x. calcule o valor aproximado do nú(kx M) 6-1. (b) Calcule a probabilidade de encontrar o elétron no "voSeção 6-2 O Poço Quadrado Infinito lume" Ar = 0. Mostre que a função ^ ( x . (c) x = L. 6-9. 6-3. (As diferenças entre os valo Ar = 0. fra choques elásticos com as paredes das extremidades do tubo. tícula do Problema 6-3. é o movimento relativo que é importante. antes que o nêutron fosde largura L.(Sugestão: F = —dEJdL. (b) x = 2L/3. Veja. (c) A energia potencial de um oscilador harmônico 6-14.1 nm. movendo com uma velocidade de 20 nm/ano (isto é. ou seja. t) = Ae' " satisfaz tanto a equaQual é o valor de Ax Ap/hl ção de Schrõdinger dependente do tempo quanto a equação de 6-13.) A é muito pequeno.ma 6-13 no estado fundamental? (b) Qual é o comprimento de lar do oscilador.cot) satisfaz mento de onda esteja associada à transição de um elétron do nía equação de Schrõdinger dependente do tempo.mensional quadrado infinito com L = 10 fm e ignorando efeitos relativísticos. como a massa dos átomos de hidrogênio é muito menor que a dos átomos de nitrogênio. Considerando a caixa como um poço unidimenSeção 6-1 A Equação de Schrõdinger em Uma Dimensão sional quadrado infinito. Uma partícula de massa m está confinada em um tubo de onda clássica (Eq.mine a diferença de energia entre o estado fundamental e o pritermine a probabilidade de a partícula ser encontrada no inter. 6-1).4L é 1/5. de6-6. 0 comprimento de onda da luz emitida por um laser de rubi não satisfaz a equação de Schrõdinger dependente do tempo. Entretanto. 6-21. é dada por ip(x) = A sen(2. o tamanho aproximado de elétrons e prótons. onde L é um comprimento.01L em torno do ponto x = L/2. (Como níveis de energia dos núcleos são da ordem de 1 MeV. (b) a energia total do elétron.01% e A p / p = 0. Um corpo com uma massa de IO"6 g está se movendo com uma velocidade de 10" 1 cm/s em uma caixa de 1 cm de comprimento. 6 . que não está sujeito a nenhuma força. vel « = 2 para o nível n = 1 de um poço quadrado infinito. Calcule a energia do estado fundamental (a) se a se descoberto. (b) ikx M) 6-2.6-19.meiro estado excitado de cada partícula. onde x está em metros. (a) Determine a energia cinética em função de x para a paritem (a). Considerando o núcleo como um poço unidiuma molécula. Mostre que a função de onda t) = Ae ~ não satisfaz mero quântico n do estado em que se encontra a partícula. (a) Determine a energia exista nenhuma força no interior do tubo e que a partícula sopotencial em função de x e faça um gráfico de V em função de x. (a) Mostre que a função de onda t) = A sen(fcc — cot) partícula no estado fundamental é igual a p /2m. por exemplo. 74 (1990). não é necessário executar nenhuma inte.) 6-10. (a) Determine a energia potencial V da partícula em 6-17. Leo Esaki recebeu o prêmio Nobel de física de 1973 (juntamente com Ivar Giaver e Brian D. Calcule a força gração. a amplitude do movimento do plano é maior que a do movimento do átomo de nitrogênio. (a) Use a relação de indeterminação para estição de onda dada por ip(x) = Ae'"2nü e uma energia dada por mar a menor energia possível do sistema. Josephson) pela invenção do diodo túnel. mensional quadrado infinito. De. calcule a energia do estado fundamental (a) para manho aproximado de um núcleo. Nos primórdios da física nuclear. Use a equação de Schrõdinger para determinar a energia do (b) Que tipo de potencial clássico tem esta forma? estado fundamental da partícula. Se a conta estiver se do elétron. (a) Qual é o comprimento de onda da partícula do Problesimples é dada por V(x) = morx2/2. um elétron termine a largura L do poço. Em uma região do espaço.002L em (a) x = L/2. (c) o comprimento de onda 2. Uma partícula se encontra em um poço quadrado infinito 6-18. Supondo que a emissão de um fóton deste compriMostre que ^ ( x . Uma partícula de massa m e energia total zero se encontra cidade extremamente pequena). F. Suponha que uma conta macroscópica com uma massa de elétron.3 nm. onde u> é a freqüência angu.01%. Determine (a) o momento do 6-16.2L e x = 0. Por quê?) Como esta força se compara com o peso de um elétron na superfície da Terra? fiuo Nível I . (a) Determine os valores de Ax e Ap para o corpo do Proa equação de Schrõdinger dependente do tempo.. 2 6-5. acreditava-se que o núcleo fosse constituído por partícula é um próton e L = 0. PROBLEMAS 6-11. 18. uma velo6-7. (b) Mostre que x = L é o ponto de retorno clássico. Na verdade. qual será o valor do seu número em uma região do espaço na qual sua função de onda é ip(x) = quântico? Ce~'2/L. (b) se a partícula é um próton e L = 1 fm. (b) faça um gráfico de V(x) em função de x. (b) é 694. 6-12.comprimento L. Datta.1 5 . Um elétron se encontra no estado fundamental de um poço unidimensional infinito de largura L = 10"10 m. Compare este valor com o encontrado no item onda da partícula no segundo estado excitado (n = 3)? (c) Use a (a) do Problema 6-3 e mostre que a energia total para esta fun. o ta. í) = A cos (kx . "Quantum Electron Devices". Repita o Problema 6-9 para o caso de uma partícula no que o elétron exerce ao se chocar com uma das paredes do poço. 43. Physics Today.182 A Equação de Schrõdinger também oscila no sentido oposto ao do átomo de N.relação de de Broglie para determinar o módulo do momento da partícula no estado fundamental.0 g esteja pendurada em um fio sem atrito no qual existem dois batentes a 10 cm de distância um do outro. Compare a resposta com a do 6-4. Capasso e S. (a) Mostre que a probabilidade de encontrar o elétron na região entre os pontos x = 0. (d) Mostre que a energia da ção de onda pode ser escrita na forma E = hw/2. supondo que Ax/L = 0. 6-8. blema 6-11. (b) Suponha que não h2/2mL2. • d estado excitado (n = 3) em um potencial quadrado in.wt) + iA sen(fct .. .5 X 10'°x).

A Equação de Schrõdinger

Energia,

v2

183

6-31. (a) Usando o valor de A„ dado no Problema 6-29, escreva
a função de onda total ^„(x, t) para o estado fundamental do
oscilador harmônico. (b) Use o operador px da Tabela 6-1 para
calcular (p2).

V2

Seção 6-5 O Oscilador Harmônico Simples

v=o
0

X

Fig. 6-32

Seção 6-3 O Poço Quadrado Finito
6-20. Faça um gráfico (a) da função de onda e (b) da distribuição de probabilidade para o estado n = 4 do poço quadrado finito.
6-21. Repita o Problem 6-20 para o estado n = 5.
6-22. Um elétron está confinado em um poço quadrado finito
cujas paredes têm 8,0 eV de altura. Se a energia do estado fundamental é 0,5 eV, estime a largura do poço.
6-23. Levando em conta características como a curvatura, o comprimento de onda e a amplitude, faça um gráfico da função de
onda associada a uma partícula de energia E no poço de potencial finito que aparece na Fig. 6-32.
6-24. Para um poço quadrado finito de largura a = 10 nm,
com seis níveis de energia permitidos, (a) faça um gráfico
do poço de potencial; (b) faça um gráfico da função de onda
do estado com n = 3, e n t r e x = — 2a a x = + 2a; (c) faça um
gráfico da densidade de probabilidade para o mesmo intervalo do item (b).
Seção 6-4 Valores Esperados e Operadores
6-25. Determine (a) (x); (b) (x2) para o segundo estado excitado
(n = 3) de um poço quadrado infinito.
6-26. (a) Mostre que a distribuição clássica de probabilidade para
uma partícula em um poço unidimensional quadrado infinito de
largura L é dada por P(x) = l/L. (b) Use o resultado do item (a)
para calcular (x) e (x2) para uma partícula clássica neste tipo de
poço.
6-27. Mostre, diretamente a partir da equação de Schrõdinger
dependente do tempo, que (p2) = 2m\E — V(x)] para qualquer
potencial V(x) e que (p2> = 2mE) para o poço quadrado infinito.
Use este resultado para calcular (p2) para o estado fundamental
do poço quadrado infinito.

6-32. Para o estado fundamental do oscilador harmônico (n =
0), o polinómio de Hermite H„{x) da Eq. 6-57 é H0(x) = 1. Determine (a) a constante de normalização C0; (b) x 2 ; (c) {V(x) para
este estado. (Sugestão: Use a Tabela B l - 1 para determinar os
valores das integrais.)
6-33. Para o primeiro estado excitado do oscilador harmônico
(n = l , o polinómio de Hermite da Eq. 6-57 é H,(x) = x. Determine (a) a constante de normalização C,; (b) (x); (c) (x2); (d) (V(x)i
para este estado (veja o Problema 6-32).
6-34. Um oscilador harmônico quântico de massa m se encontra
no estado fundamental com pontos de retorno clássicos em ±A.
(a) Calcule o valor de Ap para este estado, supondo que a massa
está confinada em uma região Ax = 2A; (b) Compare a energia
cinética associada ao valor de Ap obtido no item (a): (1) com a
energia total do estado fundamental; (2) com o valor esperado
da energia cinética.
6-35. Calcule o espaçamento entre níveis de energia adjacentes
por unidade de energia, isto é, o valor de AEJE„, para o oscilador harmônico quântico; em seguida, faça n —»<*= e mostre que o
resultado está de acordo com o princípio de correspondência de
Bohr (veja a Seção 4-3).
6-36. O período de um pêndulo macroscópico constituído por
uma esfera de 10 g suspensa por um fio de massa insignificante
com 50 cm de comprimento é 1,42 s. (a) Calcule a energia do
estado fundamental do sistema (energia de ponto zero). (b) Se o
pêndulo é colocado em um estado no qual a massa atinge uma
altura 0,1 mm acima da altura mínima, qual é o número quântico desse estado? (c) Qual é a freqüência de oscilação do pêndulo quando ele se encontra no estado do item (b)1
Seção 6-6 Reflexão e Transmissão de Ondas

6-37. Uma partícula livre de massa m e número de onda fc, está
viajando para a direita. No ponto JC = 0, o potencial muda bruscamente de 0 para V0 e permanece com este valor para todos os valores positivos de x. (a) Se a energia inicial da partícula é E =
h2 k{ /2m = 2V0, qual é o número de onda k2 na região x > 0?
Expresse a resposta em função de k,. (b) Calcule o coeficiente de
reflexão R do degrau de potencial, (c) Qual é o valor do coeficiente
de transmissão Tl (d) A cada milhão de partículas com número de
onda kt que incidem no degrau de potencial, quantas partículas, em
média, continuam a viajar no sentido positivo do eixo dos x? Como
2
2
este
valor se compara com a previsão clássica?
6-28. Calcule ax = *J(x ) - ( x f , ap = ^'p ) — (pf e crxap para a
função de onda do estado fundamental do poço quadrado infini- 6-38. No Problema 6-37, suponha que o potencial varie bruscato. (Sugestão: por simetria, (p) = 0; de acordo com o Problema mente de 0 para — V0 em x = 0, fazendo a velocidade da partícula aumentar em vez de diminuir. O comprimento de onda da par6-27, <p2) = (2mE).)
2
6-29. Determine os valores de (x) e (JC) para o estado fundamen- tícula incidente continua a ser kí e a energia inicial continua a
ser 2V0. (a) Qual é o comprimento de onda da partícula na retal de um oscilador harmônico (Eq. 6-58). O valor de A0 é (mco/
gião
x > 0? (b) Calcule o coeficiente de reflexão R do degrau de
4
Ã7T)" .
6-30. Use a lei de conservação da energia para obter uma expres- potencial, (c) Qual é o valor do coeficiente de transmissão 77 (d)
são relacionando x2 e p2 no caso do oscilador harmônico. Em A cada milhão de partículas com número de onda k, que incidem
seguida, use esta expressão e o resultado do Problema 6-29 para no degrau de potencial, quantas partículas, em média, continucalcular o valor de (p2) para o estado fundamental do oscilador am a viajar no sentido positivo do eixo dos x? Como este valor
se compara com a previsão clássica?
harmônico.

184

A Equação de Schrõdinger

6-39. Use as Eqs. 6-68 e 6-69 para demonstrar a Eq. 6-70.
6-40. Use a Eq. 6-70 para mostrar que T = 0 no caso de partículas incidentes em um degrau de potencial com E < V0.
6-41. Demonstre as Eqs. 6-66 e 6-67 a partir das Eqs. 6-65a e 665 b.
6-42. Um feixe de elétrons com uma energia cinética E = 2,0
eV incide em uma barreira de potencial de altura V0 = 6,5 eV e
largura L = 5,0 X IO"10 m (veja a Fig. 6-26). Qual a fração dos
elétrons que consegue transpor a barreira?
6-43. Um feixe de prótons com uma energia cinética de 40 MeV
incide em um degrau de potencial de 30 MeV. (a) Que fração do
feixe é refletida? Que fração é transmitida? (b) Responda ao item
(a) supondo que as partículas são elétrons.
Seção 6-7 A Equação de Schrõdinger para Duas (ou Mais)
Partículas
6-44. Mostre que a função de onda da Eq. 6-83 satisfaz a equação de Schrõdinger (Eq. 6-81) com V = 0 e determine a energia
deste estado.
6-45. Dois nêutrons se encontram em um poço quadrado infinito de largura L = 2,0 fm. Qual é a energia mínima permitida para
o sistema? (Os nêutrons, como os elétrons, possuem funções de
onda anti-simétricas. Ignore o spin.)
6-46. Cinco partículas idênticas são colocadas em um poço
quadrado infinito de largura L = 1,0 nm. Supondo que as partículas não interagem entre si, determine a menor energia permitida para o sistema se as partículas forem (a) elétrons; (b)
píons. Os píons têm funções de onda simétricas e massa igual
a 264me.
Nível

II

6-47. Um próton se encontra em um poço quadrado infinito dado
pela Eq. 6-21 com L = 1 fm. (d) Calcule a energia do estado
fundamental em MeV. (b) Faça um diagrama de níveis de energia para este sistema. Calcule os comprimentos de onda dos fótons emitidos nas transições (c) de n = 2 para n = 1; (d) de n =
3 para n = 2; (e) de n = 3 para n = 1.
6-48. Uma partícula se encontra no estado fundamental de um
poço quadrado infinito dado pela Eq. 6-21. Calcule a probabilidade de a partícula ser encontrada na região (a) 0 < x < L/2; (b)
0 < x < L/3; (c) 0 < x < 3L/4.
6-49. (a) Mostre que para grandes valores de n a diferença
fracionária de energia entre o estado n e o estado n + 1 de uma
partícula em um poço quadrado infinito é dada aproximadamente
por
Ln+l ~ L/l __
En
n

ih

f\t) _

ti2

m

2 m tp(x)

r(x)

= - — 7 7 7 + V(x)

(b) Como o lado esquerdo da equação acima não envolve a variável x, o lado direito deve ser independente de x; como o lado
direito da equação não envolve a variável t, o lado esquerdo deve
ser independente de t. Assim, os dois membros devem ser iguais
a uma constante C. Mostre que nesse caso devemos ter J{t) =
e~'ÍCI)'. Use a relação de de Broglie para mostrar que C deve ser
igual à energia total, E. (c) Use o resultado do item (b) para obter a Eq. 6-14.
6-52. De acordo com a mecânica quântica, qualquer partícula
confinada em uma região do espaço tem uma velocidade diferente de zero e portanto jamais pode estar em repouso. Considere uma bola de pingue-pongue de 2 cm de diâmetro e 2 g de massa
que esteja confinada em uma caixa de 2,001 cm de comprimento. Nestas condições, a bola dispõe de um espaço de apenas 0,001
cm para se mover, (a) Qual a menor velocidade possível da bola,
de acordo com a equação de Schrõdinger? (b) Qual o período de
uma oscilação da bola?
6-53. Uma partícula de massa m se encontra em um poço quadrado infinito cujo potencial é dado por
V =

00

V= 0
v =

00

x < - \L
- \L < x <

+\L

+ |L < x

Como este potencial é simétrico em relação à origem, a densidade de probabilidade i/^(x) também deve ser simétrica, (a)
Mostre que a simetria de i/^(x) implica em 1p(—x) = ip(x) ou em
1/<—x) = — 0(x). (b) Mostre que as soluções correspondentes da
equação de Schrõdinger independente do tempo podem ser escritas na forma

<AW

2
nrrx
- cos
L
L

n = 1 , 3 , 5 , 7, . . .

<l'{x)

2
niTx
- sen
L
L

2,4,6,8, .

(c) Mostre que as energias permitidas são as mesmas que
para o poço quadrado infinito cujo potencial é dado pela Eq.
6-24.
6-54. A função de onda do estado fundamental de um oscilador
harmônico é ip0(x) = Ae'"2/2l}. (a) Mostre que tp} = Ld\\)n(x)ldx
também é uma solução da equação de Schrõdinger. (b) Qual é a
energia deste novo estado? (c) Depois de examinar os nós da
função de onda do item (b), como você classificaria este estado
excitado?
6-55. Para as funções de onda

(b) Qual é a diferença percentual aproximada entre as energias
dos estadosw, = 1.000 e n2 = 1.001? (c) Comente a respeito da
relação entre os resultados dos itens (a) e (b) e o princípio de
correspondência de Bohr.
/2 s e nTTX
„ „
=
6-50. Mostre que (x2) = L2/3 para a função de distribuição clás<Pn{x)
\ l
J
»—
« = 1, 2, 3, . . .
sica do poço quadrado infinito.
6-51. Neste problema, o leitor vai obter a equação de Schrõdin- correspondentes a um poço quadrado infinito de largura L, mosger independente do tempo a partir da equação completa usando tre que
o método de separação das variáveis, (a) Faça ^ ( x , t) = ip(x)fit)
na Eq. 6-6 e divida ambos os membros por ip(x)f{t) para obter a
eqviação
3
2n2 772

A Equação de Schrõdinger

6-56. Um elétron com uma energia de 10 eV incide em uma
barreira de potencial de 25 eV de altura e 1 nm de largura, (a)
Use a Eq. 6-76 para calcular a ordem de grandeza da probabilidade de o elétron atravessar a barreira por tunelamento.
(b) Repita o cálculo supondo que a barreira tem 0,1 nm de
largura.
6-57. Uma partícula de massa m se encontra em uma região
na qual a energia potencial tem um valor constante V0. (a)
Mostre que nem ^ ( x , t) = A sen(fct — cot) nem ^Qc, t) = A
cos(kx — cot) satisfaz a equação de Schrõdinger dependente
do tempo. (Sugestão: Se C, sen </> + C 2 cos (f> = 0 para qualquer valor de </>, então C, = C 2 = 0.) (b) Mostre que ^ ( x , t)
= A [cos(fcc - cot) + i sen(fct - (ot)] = Ae'{k* ~ M) satisfaz a
equação de Schrõdinger independente do tempo, contanto que
a relação entre k,V0eco seja dada pela Eq. 6-5.
6-58. A energia potencial de uma partícula de massa m sobre uma
mesa pode ser descrita pelas equações
V = mgz

para

z > 0

V = °°

para

z < 0

Para um valor positivo qualquer da energia total E, indique a
região classicamente permitida em um gráfico de V(z) em função de z. Faça também um gráfico da energia cinética em função de z. A equação de Schrõdinger para este problema é muito
difícil de resolver. Usando argumentos semelhantes aos da Seção 6-3 a respeito da curvatura das funções de onda que representam soluções válidas da equação de Schrõdinger, faça esbo-

185

ços das funções de onda do estado fundamental e dos dois primeiros estados excitados.
6-59. Uma partícula é submetida a um potencial dado por V(x)
= A|JC|. Sem tentar resolver a equação de Schrõdinger, faça um
esboço da função de onda (a) do estado fundamental; (b) do primeiro estado excitado.

Nível III
6-60. Use a equação de Schrõdinger para mostrar que o valor
esperado da energia cinética de uma partícula é dado por

6-61. Um elétron no interior de um poço quadrado infinito de
l a r g u r a L = 10" 1 2 m e s t á se m o v e n d o c o m v e l o c i d a d e
relativística; isso significa que seu momento não é dado por p =
( 2 m E ) m . (a) Use o princípio de indeterminação para confirmar
que a velocidade é relativística. (b) Encontre uma expressão para
os níveis permitidos de energia do elétron, (c) Calcule o valor
de £,. (d) Qual é o valor não-relativístico de £ , ?
6-62. (a) Demonstre a Eq. 6-75. (b) Mostre que a Eq. 6-76 constitui uma aproximação da Eq. 6-75 para aa »
1.
6-63. Um feixe de prótons com uma energia de 20 MeV incide,
no ponto JC = 0, em um degrau de potencial de 40 MeV de altura. Faça um gráfico da probabilidade relativa de os prótons serem observados na região entre x = 0 e x = 5 f m e m função de
x. (Sugestão: Faça |A;2 = 1 e use o resultado do Exemplo 6-6.)

x

.

publicado em 1926. já que os físicos sabem como descrever matematicamente a interação eletromagnética dos elétrons com outros elétrons e com o núcleo atômico. y e z. podem ser calculados. uma função apenas de y e uma função apenas de z: E = T~m 2m 7-1 A Equação de Schrõdinger em Três Dimensões 2m\dx2 0 Poço Quadrado Infinito em Três Dimensões 7-1 N o caso m a i s geral.7 Capítulo Física Atômica Neste capítulo. como os comprimentos de onda e intensidades das linhas espectrais. A função de onda completa ip(x. discutido na Seção 6-2. Assim. resultantes de três condições de contorno. naturalmente. vamos tentar apresentar resultados quantitativos sempre que possível. obteremos uma solução idêntica à do problema da partícula em uma caixa unidimensional. foi no reino da física atômica que a equação de Schrõdinger colheu seus maiores sucessos. em problemas como o do átomo de hidrogênio. p. experimentando a solução ip(x. n2 e n3 são números inteiros. vários aspectos do comportamento de átomos mais complexos que o hidrogênio. k2 = n^rr/L e k3 = M37T/L. o mundo real tem três dimensões. x. mas em outros problemas o valor de um dos números quânticos pode afetar o valor dos outros. Assim. Nesse caso. como por exemplo a coordenada x. é necessário que kx = n] tt/L.z) = A sen kxx sen k2y sen k3z 7-3 constatamos. os três números quânticos são independentes. Para todos os átomos neutros. se considerarmos apenas uma das coordenadas. vamos estudar este problema com uma certa profundidade. 0<y<Le0<z< L. por exemplo. Em outras palavras. dy2 + dz2 + Vip = Eij. Sempre que possível. a variação da função de onda com x será da forma sen kxx. 7-1. Por essa razão. Este problema é muito importante. a equação de Schrõdinger independente do tempo tem a seguinte forma: + Para começar. substituindo esta função na Eq. forneceremos argumentos físicos simples para mostrar que os resultados são razoáveis. como vamos ver daqui a pouco. A energia potencial é infinita do lado de fora desta região de forma cúbica. mas. Apesar disso. Neste caso. não só porque neste caso a equação de Schrõdinger pode ser resolvida exatamente. com exceção do hidrogênio. vamos aplicar a teoria quântica a sistemas atômicos. Embora em muitos casos o estudo do movimento em apenas uma dimensão seja suficiente para revelar todos os aspectos físicos importantes do problema. Observe que a energia e a função de onda são caracterizadas por três números quânticos. a equação de Schrõdinger não pode ser resolvida exatamente. onde kx = n. existem algumas peculiaridades do movimento em três dimensões que precisam ser destacadas. 7-2 onde cada uma das funções i/c„ é uma função seno. a função energia potencial V(x. y. muitas vezes com uma precisão tão alta quanto se deseje. Com o uso de métodos aproximados e de computadores de alta velocidade. consideramos movimentos em apenas uma dimensão. verificamos que a função de onda é nula nas paredes da caixa e é uma função do tipo seno no interior da caixa. Aplicando estas condições de contorno. 6. Neste caso. Embora algumas passagens matemáticas necessárias para resolver a equação de Schrõdinger sejam um pouco difíceis. onde px = hkt. A equação de Schrõdinger para o átomo de hidrogênio foi resolvida no primeiro artigo de Schrõdinger. mas também porque as soluções obtidas servem como ponto de partida para soluções aproximadas no caso de outros átomos. a energia total é dada por: h2TT2 2 mL2 (n\ + n\ + n\) 7-4 onde «[. z) é nula para 0 <x < L. que a energia é dada por + ki + kl) que é equivalente a {pi + pi + pj) 2m No Cap. nos quais o potencial . z) pode ser escrita como um produto de três funções: uma função apenas de x. mostrando alguns resultados sem demonstrá-los e discutindo qualitativamente aspectos importantes destes resultados apenas quando necessário. y. Na verdade. = hk2 e pz = hkv Para que a função de onda seja nula nas paredes. tanto a f u n ç ã o de onda c o m o a energia potencial são f u n ç õ e s das três c o o r d e n a d a s espaciais. Em coordenadas retangulares. por exemplo. y. vamos considerar a versão tridimensional do problema da partícula em uma caixa.ir/L e é um número inteiro. uma para cada coordenada. como no problema unidimensional.

e a energia total será dada por x = r sen 6 cos </> y = r sen 6 sen Essas relações estão ilustradas na Fig. isto é. o estado fundamenta] (estado de rjenor energia) é dado pela Eq. z: . como em (b). Neste caso. Schrõdinger não teve dificuldade para resolvê-la porque é semelhante a outras equações diferenciais parciais associadas a problemas de física clássica. ~-4. Esta degeneração desaparece quando a simetria do poten: i é menor. existem três funções de onda diferentes : : ~i a mesma energia.A cada um desses conjuntos de números quânticos corresponde uma função de onda diferente. tendo o cuidado de indicar a origem do número quântico associado a cada dimensão. y.Física Atômica L. tivermos uma caixa em forma Jc r-iialelepípedo. 187 7-7 Como a energia potencial V(r) depende apenas da distância radial r = (x2 + y2 + z2)1'2. caso em que não existe degeneração. n2 = n3 = 1. muitos níveis de ener: a são triplamente degenerados. é mais fácil resolver o problema em coordenadas esféricas r.c o +«. 0 diagrama é apenas esquemático. onde Ms é a massa do núcleo. pela massa reduzida /x = mj{ 1 + mJMs).. por exemplo. y = r s e n 9 sen A Equação de Schrõdinger em Coordenadas Esféricas Intervalos d a s variáveis Podemos considerar o átomo de hidrogênio como uma partícula isolada. k}L3 = n377. é mais fácil resolver a equação de Schrõdinger em coordenadas esféricas. 7-1 Diagrama de níveis de energia (a) de um poço cúbico infinito. caso em que os estados excitados são degenerados. o elétron. 7-1 com ia em lugar de m: h2/d2 ê d2ib d2é\ •— —^ + —T2 + —T2 + VéV = E\h 2 2fx\dx dy d? ' (b) F g.E21l = £ 1 2 1 ~ E!! 2. n2 = 2. a degenea ç ã o é tripla. <L.< L. = 3Hi (a) Como na teoria de Bohr. Observe também que podemos levar em conta o movimento do núcleo substituindo a massa do elétron. 0 < >• < ío e 0 < < E. 1 Se. para podermos aplicar os resultados a sistemas semelhantes. 7-1 mostra os níveis de energia do estado fundamental r dos dois primeiros estados excitados para uma caixa cúbica L = L2 = L3). nenhum dos níte s de (b) tem necessariamente a mesma energia que um dos níveis de (a). 7-4 com «. A r-ergia correspondente ao primeiro estado excitado pode ser obtida de três formas diferentes: nt = 2. = L2 = L3 E-t?? — : E221 . A degeneração está relacionada à simetria do problema. 6 e 4>.Fig. que é igual a 1 no caso do hidrogênio.: . as condições de contorno levarão às relações klLl = «.iT. (b) de um Doço infinito em forma de paralelepípedo. Por exemplo: a função de onda para nx = 2 e n2 = n3 = 1 é 2 TTX 77-y 7TZ énii =. que já haviam sido exaustivamente investigadas pelos matemáticos. mas é bastante trabalhosa. para o qual Z = 2. No poço cúbico. « = n-. i regeneração. se movendo com energia cinética p2/2me no campo elétrico do núcleo. Os números quânticos associados 1 condições de contorno em coordenadas esféricas são interdependentes. £221 " £212 ' £122 • ' £211 ' £121 ' £112 = ^211 = £i?i =121 £119 = 6E.r2 dr + 1 3 / d4> 1 sen 9 — d6 sen 6dd\ d2ili sen 1 + V{r)ip = Ei// — + — L\ + — L\ 7-5 . e para uma caixa em forma de paralelepípedo (L. incluímos o número atômico Z. de acordo com a Eq. Vamos apresentar a solução desta equação com todos os detalhes. 7-2. Em c o o r d e n a d a s esféricas r: 0 -> +00 6: 0 ó: 0 2ir Fig.4sen sen—sen — Y211 L L L Um nível de energia ao qual estão associadas duas ou mais fúnde onda recebe o nome de degenerado. como o átomo de hélio ionizado He + . h2TT2(n\ 2m \L\ 7-8 E m c o o r d e n a d a s cartesianas x. j á que. já que existem três funções de onda com a mesma pa. = n2 = n3 = 1. A transformação da equação de Schrõdinger em três dimensões para coordenadas esféricas não é difícil. « j = n2 = 1. representado por uma energia potencial V{r)\ V(r) = Zke2 7-6 7-9 Apesar do aspecto assustador desta equação. A equação de Schrõdinger independente do tempo em três dimensões para uma partícula de massa / x é a Eq. na qual V = 0 para 0 < x < L. . 7-2 Relações geométricas entre coordenadas esféncas s r e E . n = n3 = 1. que destrói ou modifica a simetria também destrói ou modifia .9 L. # L2 L3). me. No caso da caixa cúbica. n3 = 2. y e z através da transformação z = r cos :em simetria esférica. que estão relacionadas às coordenadas x.7r. Vamos nos limitar a apresentar o resultado: OIUL 2/1 r2 br 1 2jj.

7-11 por —2/jLr2/ã2Rfg e reagrupar os termos.188 Física Atômica 7-2 Quantização do Momento Angular e da Energia do Átomo de Hidrogênio Nesta seção. Para separar as funções de l. temos: h2 2fir2 dR 2/JL fg r 2 dr\ dr 2 1 Rg . enquanto o lado direito contém apenas termos que dependem de d e de Como as variáveis são independentes. Assim. ± / As limitações indicadas acima para os valores de / e m resuljá que as derivadas em relação a r não afetam/(0) e g((f>). Assim. basta funções f. dR(r)\ 2ar2 lar de ip(r. é) como o produto de funções de uma única variável.m(e)gm(4>) 7-16 Dois pontos importantes podem ser observados com relação à Eq. 7-9. que vamos chamar. 7-13 igual a — m2 e resolvendo a equação diferencial resultante. constitui uma família de funções Ylm(e. e portanto que o número m que aparece na Eq. ± 1 . as tam da exigência de que/(0) seja finita em d = 0 e e = tt. não possuem esta forma. 1 . 7-9. temos: 7-11 m = 0. 3 . 2 fi Rf d g + VRfg = ERfg 2/j.(0) por gjé). enquanto mudanças em 6 e (/> não podem alterar o valor do lado esquerdo. por razões que veremos mais tarde. 7-13 igual a — m2 e resolvendo a equação diferencial resultante. 1 df(6)\ 1 d g«t>)~ | sen 7-12 J(6) sen 6 de de / g(4>) sen2e dd>2 Y. 7-12 igual a 1(1 + 1 ) . 7-9 e executando todas as diferenciações indicadas. A Tabela 7-1 mostra algumas dessas funções. 7-10 for encontrado. Veremos que a quantização da energia e do momento angular são conseqüências naturais das condições de aceitabilidade das funções de onda (Seção 6-1) e discutiremos a origem e o significado físico dos números quânticos n.í)' 7-15 onde d f I( sen d« — sen 6 d 6 d6 V / = 0.m(e) dadas pela Eq. por razões que veremos em seguida. ± 2 . a equação diferencial parcial pode ser transformada em três equações diferenciais ordinárias. entretanto. . </>) é substituída na Eq. porque correspondem a valores definidos (autovalores) da energia e do momento angular. 7-14 seja 0 ou um número inteiro positivo ou negativo. 7-15 são conhecidas como funmultiplicar a Eq. . são permitidos apenas valores de m tais que m ^ l. e. 4>) para qualquer potencial com simetria esférica. se um número suficiente de soluções com a forma da Eq. Quando esta forma de i f j ( r . 9. naturalmente. a solução do lado direito (a parte e que são chamadas de harmônicos esféricos. Fazendo o lado direito da Eq. . os dois lados da equação devem ser iguais à mesma constante. escrevemos: «A(r. . As que dependem de r das funções que dependem de Q e de <t>. 2 . temos: gjct>) = e'""f 7-14 Para que a função de onda total <// seja unívoca. para valores particulares do potencial V(r).dA6) 1 d2g{4>) _ sene d sen i = —/(/+ 1 ) sen2 e d(6) g(d>) dp rn de 7-13 Como o lado esquerdo da Eq. é preciso que g((j) + 2-it) = g(<t>).„. O primeiro passo para resolver uma equação diferencial parcial como a Eq. 4>) = R(r)f{6)g(4>) 7-10 onde R depende apenas da coordenada radial r. ambos devem ser iguais à mesma constante. derivadas em relação a 6 não afetam R(r) e g(cf>) e as derivadas Observe que existe uma relação entre l e m: para cada valor em relação a <t> não afetam R(r) e/(0). 7-12 deve ser a mesma para qualquer potencial que dependa apenas de r? Tendo em vista o segundo ponto. vamos resolver a equação de Schrõdinger independente do tempo para o átomo de hidrogênio e para outros átomos com um elétron. 4>) = f. ções de Legendre associadas. que vamos chamar. de 1(1 + 1). 7-9 consiste em procurar soluções separáveis escrevendo a função de onda ip(r. temos (a solução não é óbvia): flm(8) = (sen 2 >l\ d d(cos e) (cos2 e . Acontece que as soluções com a forma da Eq. As funções de Legendre associadas com m = 0 recebem o nome especial de polinómios O resultado é o seguinte: de Legendre. 7-13 depende apenas de </> e o lado direito depende apenas de 0. <f>) que aparecem com 2 freqüência em problemas de física. . de — m2. vamos resolver primeiro a equação angular para que os resultados estejam disponíveis quando começarmos a examinar as soluções da equação que depende de r. uma para/(0) e uma para g(</>). 7-10 na Eq. Substituindo a Eq./depende apenas de 6 e g depende apenas de </>. 2 todas as soluções da equação poderão ser expressas como combinações lineares destas soluções. Quantização do Momento Angular O momento angular L de um corpo de massa m cuja posição é especificada por um vetor posição r é dado por .r2sen2 6 d cj? angular) da Eq. O produto de/. Muitas das soluções da Eq. Fazendo o lado direito da Eq. multiplicando por sen2 9 e reagrupando os termos. uma para R(r). É fácil obter o valor das funções de Legendre associadas e dos polinómios de Legendre a partir dos harmônicos esféricos. conhecida como equação radial. 7-12: (1) O lado esquerdo contém apenas termos que dependem de r. que descreve a variação angu1 d ( . mudanças em r não podem alterar o valor do lado direito da equação. e. . 7-10 são fisicamente as mais importantes. d.je. . Fazendo o lado esquerdo da Eq. l e m. (2) Como o potencial depende apenas de r.

Para isso. . 4>) = 1(1 + l)h2ip(r. O operador L2 é dado por 1 (L2)ov=-fi- sen 6 d e 1 sen sen 2 6 d 4>2 _ 7-20 que. 477 7n = — 1 2/JL e portanto a energia clássica total E é dada por £ i ^î-i = V f i s e n 13 + 2 a „2i* y. 2. e na direção perpendicular a r (e a L). cf>) 7-21fl ou (. que no caso atual é a Eq. dividido por 2/u e operando em ifi. tf.. vamos usar a expressão da energia total da partícula. é). No caso de p2.html L = r X p 7-17 V(r) Reescrevendo a Eq. e mostrar que a componente r do momento angular é quantizada e seus valores permit:do. para chegar à equação de Schrõdinger.• V i ^ sen e e'* m =0 Yl0 / = 2 P_ Fnn — * / . 7-17.uniovi. 1. usada para demonstrar a equação de Schrõdinger. Se o potencial a que o corpo está submetido é função apenas de r (como acontece com o elétron do átomo de hidrogênio). As componentes do momento p nas direções paralela e perpendicular a r são pr e p(. ± 1. + 1 d2 2 sen 9 d 4>2 rjO. Como fizemos no Cap. 0. portanto. 6-4. ser escrito da seguinte f o r m a . como iJXr. o momento angular L é conservado (veja o Problema 7-15) e o movimento clássico do corpo ocorre em um plano fixo perpendicular a L passando pela origem. 4>) 7-216 ou.. o operador é Nota: Para uma representação tridimensional dos harmônicos esféricos. As componentes do momento p na direção de r. = m = —2 ^2-2 / t 1677 t . 6 o segundo termo da equação de Schrõdinger em coordenadas esféricas (Eq. 7-12. ± 2 . Podemos usar o m e s m o método de substituição para L.) 7-21 c Assim. 7-22 onde l é chamado de número quântico de momento angular. 6. O lado direito da Eq.es/~quimica. dividido por 2/j. depois de multiplicado por â2f(0)g(<f>) e lembrando q u e / J % „ ( < £ ) = F J 0 . respectivamente. 7-9). 6. vamos usar a relação de de Broglie e introduzir os operadores diferenciais apropriados (em coordenadas esféricas) para p2 e L2. / — sen 0 cos 6 e'* m =0 ^20 ^ F.1.fisicaJqeg/harmonics/ charmonics. <j>) = R(r) Y(d.( 3 COS2 0 . pr. a energia cinética pode ser escrita como Tabela 7-1 Harmônicos esféricos / = 0 m =0 l = 1 m =1 Fil = . o momento angular é quantizado c seus módulos permitidos (autovalores) são dados por ILI = V/(/ + 1 )h Órbita Fig. é o primeiro termo (energia cinética) da equação de Schrõdinger em coordenadas esféricas (Eq. pode. para / = 0. temos: TJ 8 7T m =1 m = —1 J L + 2fir2 2/JL 3277 M Pl .-ão dados por L. a componente z de L. 7-3 Quando V= V(r).1 ) / — sen 0 cos d e~'* ^ ' 877 — 3277 p2 TT + 2jl onde p = m(dr/dt).L2)ovYlm(6. L2 2 2 \x 2/JL r PÎ+PÎ 2m = V f 7 7 COS 0 YJJ m = 2 189 (Pr2)o r2 dr \ 7-19 dr que. temos o resultado muito importante de que para qualquer potencial da forma V = V(r). 7-23 . 0 vetor posição r faz um ângulo A com a direção de referência. 7-17 em termos do potencial "efetivo" Veí(r) = L2/2)jLr + V(r). = mh para m = 0. a órbita de uma partícula clássica está em um plano perpendicular a L. 4>) = 1(1 + 1 )fi2Ylm(0.2 . são dadas por /d A p '= '"Y* 7-18 VAr) que é idêntica à Eq. 7-9).Física Atômica Em termos dessas componentes. <«: e o módulo do vetor constante L é dado por 1 a \ sen I — sen 6 d e d 6/ L = rp sen A = rp. (L2)op>{f(r. 3. que é igual a 1(1 + 1 ) . 21 = —.r2 e operando em ip. 4>) = /(/ + 1 )h2Ylm(6. consulte a página da Internet http://www. d.

Os valores de m para l = 2 são: m = 0. não obtemos autovalores. A Fig. a equação radial tem a forma -h2 d dR(r)\ 2ixr2 d kZe2 Solução 1. denominado modelo vetorial do átomo. depende da forma detalhada de V(r).Ih. 7-23: Lz = mh 2. No caso de / = 2. Para o potencial de Coulomb. o ângulo 9 entre L e eixo dos z é dado por: mh cos 0 = — = L V/(/ + l)h m t \ ~ V/(Z + 1) 6. apenas certos valores de E levam a soluções bem-comportadas. Este fato é conseqüência do princípio de indeterminação do momento angular (que não vamos demonstrar). temos: cos 6 — —~ — 0. 6 e <b. este número quântico está relacionado à energia no caso do átomo de hidrogênio. isto é. ou = 35. h. estamos interessados apenas em estados ligados. 7-4.190 Física Atômica L = fi^l(l+1) 2(2 + 1) =fiV6 5. 7-22. por outro lado. Os valores permitidos de E são dados por 4W+T)h = J 6 h = 2. isto é. o elétron não está ligado ao átomo. cujo módulo é quantizado em valores de -I. De acordo com a Fig. Acontece que no caso de sistemas ligados. 7-24. em função da distância radial r. O diagrama que aparece na Fig. O módulo de L é dado pela Eq. yj1(1 + . Neste caso. Operadores para Lx e Ly também podem ser obtidos pelo método de substituição. Se a energia total é positiva. que é obtida igualando o lado esquerdo da Eq. . estados para os quais a energia E é negativa. 7-12 à constante 1(1 + 1 ) . qual é o módulo de L e qual é o menor ângulo possível entre Leo eixo dos z? Quantização da Energia Os resultados discutidos até agora se aplicam a qualquer sistema que seja esfericamente simétrico.1)/S. é sempre menor do que o módulo do vetor. 4 a não ser no caso trivial em que o momento angular é nulo. 2h 4. Observe que o vetor momento angular nunca aponta no sentido do eixo dos z. Observe que para um dado valor de l. dada pela Eq. como mostra a figura. os valores permitidos de Lz são: Lz — — 2 h . segundo o qual é impossível determinar com precisão absoluta duas componentes do momento angular. Esses valores podem ser determinados resolvendo a equação radial. temos: ILI = + h2l(l + 1) 2 pr2 r 7-24 A equação radial pode ser resolvida usando os métodos convencionais de solução de equações diferenciais. os detalhes da solução serão omitidos exceto para observar (1) que esperamos que exista uma ligação entre o número quântico principal n e o número quântico de m o m e n t o angular /. pode apontar apenas em direções no espaço tais que a projeção de L no eixo dos z seja 0 ou um múltiplo inteiro de ft. Para 1 = 2. mh. como já vimos.816 >/6 Fig.45 h R(r) = ER(r) E = (kZe*\* \ h ) M _ 2 n2 Z2Et n2 7-25 . Os valores possíveis de Lz são dados pela Eq. ± 1. O menor ângulo possível entre L e o eixo dos z ocorre para m = ±1. já que o último está presente na Eq. quais são os valores possíveis de Lz. Assim. e (2) que para que as soluções da Eq. que vão de — / a + / em intervalos inteiros. 7-4. L é também espacialmente quantizado. mostra as possíveis orientações do vetor momento angular. Assim. existem 21 + 1 valores possíveis de m. O novo número quântico associado à coordenada r é denominado número quântico principal e é representado pela letra n. 7-4 Modelo vetorial ilustrando as orientações possíveis de L no espaço e os valores possíveis de Lz para o caso em que / = 2. 7-6. Como vamos ver. No momento. A solução da equação radial para R(r). 7-6. ± 2 3. entretanto. 7-24 sejam bem-comportadas apenas certos valores da energia são permitidos. já que a maior componente possível de z. a energia potencial se torna maior que E para grandes valores de r. dado pela Eq. Isto acontece porque para especificar rotações em torno dos eixos dos x e dos y é preciso medir dois ângulos diferentes.3° O significado físico da Eq. 7-5 mostra um gráfico da energia potencial. Exemplo 7-1 Valores Quantizados de L Se um sistema tem um momento angular caracterizado pelo número quântico l = 2. no qual a energia potencial só dependa de r. operando com eles na função de onda (//. 7-23 é que o momento angular L. 0.

G corresponde a l = 4 e assim por diante. 3. já que. Diffuse e Fundamental. Tabela 7-2 Funções radiais do átomo de hidrogênio *io = ~F= e -r/ao V«o n =1 =O n =2 =O R™ — = 1 R-. Como não existe uma direção preferencial para o eixo dos z no caso de uma força central. Difusas e Fundamentais. P para / = 1. 2 e 3. + / 0 fato de a energia do átomo de hidrogênio não depender de 1 está de acordo com a teoria clássica. Nesse caso. o elétron está ligado ao átomo e apenas certos valores discretos da energia total levam a soluções bem-comportadas. . com a restrição adicional de que n deve ser maior que /. onde E1 = jx^e^Hfr ~ 13. conhecido como efeito Zeeman.1) m = . como F . Principais. . Se a energia total é positiva. / = 0. An.0. as letras são usadas em ordem alfabética. l e m associados às variáveis r. 2.) As transições do tipo dipolo elétrico entre os níveis de energia obedecem às regras de seleção A m = 0 ou ± 1 1 _ lL 2 r 2 \ . . 1 . enquanto um valor de I pequeno corresponde a uma órbita altamente excêntrica. a energia depende do momento angular. assim./ + 1).(r/a0) são funções especiais denominadas polinómios de Laguerre c a„ = frlpke2 é o raio de Bohr. O diagrama é semelhante ao da Fig.6 eV e o número quântico principal n pode assumir os valores 1. exceto pelo fato de os estados com o mesmo valor de n mas valores diferentes de / serem indicados separadamente. 2 .N do T . 7-6 mostra o diagrama de níveis de energia do átomo de hidrogênio. 4-16a. . 2. 7-5 Energia potencial de um elétron em um átomo de hidrogênio. quando a força central não varia com o quadrado do inverso da distância. ../ . a energia é função tanto de n como de l.) Tanto na teoria clássica como na teoria quântica. . existe uma direção preferencial no espaço e a energia depende de m. Principal. não existem restrições quanto à variação do número quântico principal. Fig. Quando a energia total é negativa. a energia não pode depender de m. (Quando o momento angular é nulo. 1. de acordo com a mecânica clássica. respectix amec.Energia Resumo dos Números Quânticos Os valores permitidos dos números quânticos n. será discutido no final deste capítulo. a mais próxima de um círculo) está associada ao maior valor possível do momento angular (l = n — 1). como E. D para l = 2 e F p a r a l = 3. A Tabela 7-2 mostra as funções radiais Rn. Essas letras são as iniciais das palavras usadas pelos espectroscopistas para descrever as linhas das quatro primeiras séries espectrais: Sharp. (Este fenômeno.) A Fig. 1 (Para valores de l maiores que 3. . quando l = 0. 7-24 para o caso do átomo de hidrogênio são dadas pela seguinte equação: Rnl(r) = a0e-^"r^J 7-26 - onde !£„. . n = 3 =O = 1 /= 2 - 2 . Esses estados são identificados pelo valor de n e por uma letra maiúscula: S para l = 0. Vamos ver mais tarde que quando o átomo está imerso em um campo magnético externo. Estreitas. o elétron se limita a executar oscilações ao longo de uma linha reta que passa pelo núcleo. Estes valores de energia são idênticos aos encontrados no modelo de Bohr.. ( » .. r2 8 JíÕãiaf ' Ou seja. ( .. isto é. .(r) para n = 1. Oe 4> são os seguintes: n = 1. . A órbita de menor excentricidade (isto é. . o elétron não está ligado ao átomo e a energia não é quantizada. a energia de uma partícula que se move em uma órbita elíptica sob a ação de uma força proporcional ao inverso do quadrado da distância não depende da excentricidade da órbita.e.r6 -a jV 21^601oao\ 4 7-28 M = ±1 r aia Q ( 7-27 O fato de que o número quântico / deve variar de ± 1 quando o átomo emite ou absorve um fóton está relacionado à conservação do momento angular. j á que o fóton possui um momento angular intrínseco igual a 1 h. .2. As funções radiais encontradas resolvendo-se a Eq.O . Por outro lado. . 3 . O número quântico m está relacionado à componente z do momento angular.

7-6 Diagrama de níveis de energia do átomo de hidrogênio. / = 2 para n = 2. 7-26.. 0 Estado Fundamental 1 . os valores para n = 1. 2 e 3 aparecem na Tabela 7-2. 1.. 7-7) dr= (rsen 9 dcf>)(r d8)(dr) 2. Observe que no segundo caso existem três transições distintas com o mesmo comprimento de onda (de n = 3.lem. Quais as semelhanças e as diferenças entre a quantização do momento angular na teoria de Schrõdinger e no modelo de Bohr? 3. 7-26 é igual a 1 e a função de onda é dada por 0100 = C100e-Zr<°<> 7-30 A constante C100 é determinada por normalização: ijj*il/r2 sen d dcj) dd dr = 1 h Exercícios 1. Podemos ver pela forma da Eq. —/ + 1. o polinómio de Laguerre ££„.6 eV. para cada valor de n existem n valores possíveis de 1(1 = 0. 1 e 2 aparecem na Tabela 7-1. os valores dos harmônicos esféricos para l = 0. Os estados com o mesmo valor de ne valores diferentes de / t ê m a mesma energia.1 = 0 e m = 0. 7-14) édada simplesmente por A variação com 0(Eq. de n = 3. a função de onda completa do átomo de hidrogênio é dada por iLm(r.192 Física Atômica Energia. i = 0... = 13. Exceto no caso do estado fundamental (para o qual n = 1 e portanto l = m = 0).2. n— 1) e para cada valor de / existem 21+1 valores possíveis de m (m = —/. Como vimos na seção anterior. começando pelo estado de menor energia. mostrando as transições que obedecem à regra de seleção A/ = ±1. 6 eV Fig. As soluções da equação radial R„. +/). / / ! 2 . existem várias funções de onda correspondentes à mesma energia. ou estado fundamental. 7-15) é dada pelas funções de Legendre associadas/ /m (0). / = 1). 9. <fi). De acordo com a Eq. para o qual n = 1. como na teoria de Bohr. . que por sua vez resultam das condições de contorno impostas às funções R(r).(r) são da forma indicada na Eq. da Eq.. de n = 3.> n = 1) e da linha a da série de Balmer (n = 3 n = 2) estão indicados em nm.f .. a variação com <f> da função de onda (Eq. <f>) = CnlmRln(r)flm(9)gm(4>) 7-29 onde Cnlm é uma constante de normalização. <fi) que satisfazem à equação de Schrõdinger do átomo de hidrogênio são funções complicadas de r. .1 3 . / = 0 para n = 2. Nesta seção. o produto dx= (rsen 9 d$)(rdB) dr = r2 sen 9 dr dB dij> Fig.. 7-16). A energia. vamos escrever por extenso algumas dessas funções e mostrar graficamente algumas de suas propriedades mais importantes. 7-7 Elemento de volume C/T em coordenadas esféricas. Por que a quantização do momento angular não foi observada na física clássica? ^ l í t onde usamos o elemento de volume em coordenadas esféricas (Fig. por outro lado. Vamos examinar mais de perto as funções de onda de alguns estados. a origem desta degeneração está na variação com l/r 2 da força de atração do núcleo e no fato de que não existem orientações privilegiadas no espaço. e V n 1=0 átflm(d) por gJ4>) (Eq. A variação angular completa é dada pelos harmônicos esféricos Ylm(9. 7-10. Nesse caso. Como vimos. 9 e çi>. 7-29 que a função de onda completa depende dos números quânticos n. De acordo com a Eq. Por que a energia do átomo de hidrogênio não depende de /? Por que não depende de m? r sen 0 dij> 7-3 As Funções de Onda do Átomo de Hidrogênio As funções de onda i//„ím(r. flff) e g(4>). l = 1 para n = 2. onde E. depende apenas do valor de n. . Os comprimentos de onda da linha a da série de Lyman [n = 2 . 9. Z = 1. 7-27.

7 Z . Muitas vezes é mais interessante calcular a probabilidade de encontrar o elétron em uma casca esférica entre r e r + dr. A grandeza e ^ i p pode ser encarada como a densidade de carga associada ao elétron. Ao contrário do que ocorre no modelo de ^ Bohr do átomo de hidrogênio. A densidade de probabilidade 0* 0 está ilustrada na Fig. Para gerar este gráfico. sr c o g r a m a de computador realizou centenas de "observações" do elétron no : a r z xz [ou seja. em que o elétron possui uma ór.Física Atômica 193 Como 0 * 0 é esfericamente simétrica para este estado.2a° 7-33 Para l = 1 . No caso do estado fundamental. . 7-9 Densidade de probabilidade radial P(i) em função de r/a0 para o estado fundamental do átomo de hidrogênio. é s> ~ a na origem e diminui exponencialmente com r. conhecida como densidade de probabilidade radial. 0 ou —1. (a) A densidade de probabilidade tem simetria esférica. por exemplo. no modelo de Schrõdinger o elé. P(r) é proporcional a r 2 ^ . a0. o valor de P(r) é máximo quando a distância radial é igual ao raio da segunda órbita de Bohr. m = 0.1 7-31 A probabilidade de encontrar um elétron no volume d r é 0*0Í/T. 7-8. e novamente temos uma função de onda com simetria esférica. l = 1. m = + 1 ."7=1 — ) para .2a° sen 0 a0 7-34 7-35 A Fig. sem esquecer.] r máx = 2 2 a 0 enquanto para n = 2 e / = 0. A Fig. [o gráfico gerado em compu- ser t ::~isis de Paul Doherty. A distância mais provável é igual ao raio de Bohr. dada por 0200 = C 2 0 0 ( 2 - fje-Zr.e-2Zrla° dr 7-32 A Fig. Estados Excitados No primeiro estado excitado.I—• bita bem definida com r = a0. É possível imaginar o elétron como ^ sendo uma nuvem de carga negativa de densidade p = e i/** i/f. Integrando em r. The Exploratorium. Compare os dois gráficos. entre^ tanto. 7-10a mostra P(r) em função de r!an para essas funções de onda. com 0 = 0] e assinalou com um ponto as posições em que o s e n o foi "observado".: 7-8 Densidade de probabilidade <p*ip para o estado fundamental do átomo fe hidrogênio. a distância mais provável é a0. P(r) tem dois máximos. é igual à densidade de probabilidade 0 * 0 multiplicada pelo volume de uma casca esférica de espessura dr: P(r) dr = ip*<p4iTr2 dr = 4irr2Cl<x. Observe que o momento angular do elétron no ^ estado fundamental é zero e não 1 h.2 em função de rla0. e a probabilidade de o elé. J 2 . <r. o maior dos quais ocorre para uma distância um pouco maior que o raio da segunda órbita de Bohr.b í tron pode ser encontrado a qualquer distância do núcleo. porém. temos: 5 _ i / z y » _ i / i v « Cioo . mostra a função P(r) para o segundo . o resultado das integrações em d e 0 é 4TT. a densidade de probabilidade é máxima na origem. Para n — 2. (b) Gráfico mais convencional da densidade de probabitetK j--. Esta probabilidade. A densidade de probabilidade radial para os outros estados excitados do hidrogênio pode ser calculada da mesma forma. Para l = 0. As funções de onda correspondentes (veja as Tabelas 7-1 e 7-2) são Zr 021o = C210 — e-Zrl2a° cos 6 ao 021*1 = C2i*i — e~Zr. que o elétron é sempre observado como uma rj^ carga isolada.— tron ser encontrado a uma distância muito diferente deste valor ^ é extremamente pequena..p i — ) . P(r) dr. como na teoria de Bohr. 7-9 mostra um gráfico de P(r) em função de r/a0.. Fica a cargo do leitor (Problema 7-20) mostrar que o valor de P(r) é Fig. máximo para r = a^Z. 7-10b. n = 2 e / = 0 o u l .

a principal variação radial de P(r) está contida no fator e~Zr'""". {b) em função de r/a0 para os estados n = 3 do átomo de hidrogênio. existe um máximo nas vizinhanças deste valor e um máximo secundário perto da origem. ArthurBeiser. Inc. Os gráficos de densidade de probabilidade da Fig.±2 # • » % « • (77= ±1 777 = ±2 ¥ 4» * m 0 • I » * 777 = ±1 f * 777 = 0 W m= 0 m= ±1 • Wß 777 = 0 Representação da densidade de probabilidade |i>„J 2 para elétrons com vários valores dos números quânticos. Uma propriedade importante destas funções de onda é que as densidades de probabilidade apresentam simetria esférica para / = 0. No caso do estado fundamental do hidrogênio. passando pelo centro de cada figura. 22a0. tl/^ é maior nas proximidades da origem quando / é pequeno. concepts of Modem Physics.] .. 7-10 (a) Densidade de probabilidade radial P(r) em função de r/a0 para os estados n= 2 do átomo de hidrogênio. As marcas no eixo dos x mostram os valores correspondentes de (r/a0). A escala não é a mesma em todos os diagramas. n = 2. P[i) é máxima para o valor de Bohr. Uma análise detalhada dos polinómios de Laguerre mostra que <// —» r1 quando r 0. Distribuições de carga semelhantes para os elétrons de valência de átomos mais complexos desempenham um papel importante na formação de ligações químicas. 216. Essas distribuições angulares de densidade de carga do elétron dependem do valor de /. Copyright 1995 by McGraw-Hill. Os diagramas são simétricos em relação a um eixo vertical no plano do papel. mas dependem de d para 0. assim. para que valor de r a densidade de probabilidade ifr* (// é máxima? Por que o máximo da densidade de probabilidade radial P(r) ocorre para um valor diferente de rl 4f 2P 4» m=O Fig. para um dado n. A não ser nas vizinhanças da origem. No caso de / = O. [Fonte. l\lo caso de l = 1. ed. 7-11 ilustram este fato para o primeiro estado excitado. * * »••» 777 = ±1 • 777 . Exercício 4. 5.194 (b) Física Atômica P(r) I I I I I I I I I O 10 r/a„ 15 P(r) O n= 3 P(r) 1=2 O 10 r/an 15 estado excitado. mas não da parte 1s • 177 = 0 3d t 1 (77= ±1 • « • • m = ±2 m = ±3 * • * radial da função de onda. p. n = 3.

4. ou seja. [Estes gráficos gerados em computador são cortesia de Paul Doherty. que a suposta linha é constituída na verdade por duas ou mais linhas muito próximas. As formas dessas distribuições são típicas para todos os átomos em estados S (I = 0) e P (/ = 1) e desempenham um papel importante nas ligações moleculares. assim como existem 21 + 1 valores possíveis para a componente z do momento angular orbital. Momento Magnético De acordo com o chamado teorema de Larmor. verifica-se que existe uma estrutura fina. a corrcntc é igual à carga multiplicada pela freqüência do movimento: O momento magnético p é portanto dado por 8 <í = iA = « ( ú ) ^ 2 ) = h v r = l A j ò ^ Como podemos ver na Fig.Física Atômica 195 1 . a forma de um haltere para o estado l = 1. A probabilidade tem simetria esférica para. 7 alunos de doutorado em Leiden. = 0. Eles atribuíram ao módulo do vetor spin S a mesma forma que o módulo do vetor momento angular orbital L assume na mecânica ondulatória de Schrõdinger: ISI = Js(s + 7-36 Como este momento angular intrínseco é descrito por um número quântico s semelhante ao número quântico Z usado para descrever o momento angular orbital. A freqüência do movimento da partícula é dada p o r / = v/2 irr e seu momento angular é L — Mvr. Para compreendermos por que o spin do elétron produz o desdobramento dos níveis de energia conhecido como estrutura fina.] 7-4 O Spin do Elétron Como foi dito no Cap. estavam de acordo com os resultados experimentais para a estrutura fina do hidrogênio. precisamos examinar a relação entre o momento angular e o momento magnético de um sistema de partículas carregadas. S. mas esta concordância revelou-se fortuita: o número de linhas observadas em outros átomos era maior que o previsto por Sommerfeld. Uhlenbeck. l e m o elétron possuía um quarto número quântico. Como vimos. Comentamos na ocasião que os cálculos relativísticos de Sommerfeld. O momento magnético de uma espira percorrida por corrente é dado pelo produto da corrente pela área da espira. propuseram que este quarto número quântico era a componente z. se q é positiva. caso em que ms pode ter os valores + 1 / 2 e —1/2. ms. m = ± 1 . o momento magnético tem o mesmo sentido que o momento angular: se q é . The Exploratorium. Pauli 6 sugeriu em 1925 que além dos números quânticos n. Gerlach em 1922 e que será descrito daqui a pouco em uma Seção Exploratória. No mesmo ano. de um momento angular intrínseco do elétron que chamaram de spin. como foi sugerido por Pauli. quando uma linha espectral do hidrogênio ou de outros átomos é observada com alta resolução. Pauli esperava inicialmente que o quarto número quântico estivesse associado à coordenada temporal em uma teoria relativística. é preciso que s seja igual a 1/2. Considere uma partícula de massa M e carga q descrevendo uma circunferência de raio r com velocidade v. m = ± 1 . n=2 /=0 m=0 n= 2 /=1 m=O n= 2 /=1 m = ±1 Fig. que podia assumir apenas dois valores. m = 0 e a forma de um pneu para o estado z = 1. um sistema de partículas carregadas animado de um movimento de rotação apresenta um momento magnético proporciona1 ao seu momento angular. m = 0. a densidade tridimensional de carga tem a forma de uma esfera para o estado / = 0. a hipótese do spin eletrônico também explicou o resultado inesperado de um interessante experimento realizado por O. 7-12. W. mas esta idéia não se revelou frutífera. Como as densidades de probabilidade são simétricas em relação ao eixo dos z. Para explicar a estrutura fina e ao mesmo tempo conciliar a tabela periódica com o princípio de exclusão (veja a Seção 7-6). baseados no modelo de Bohr. Além de explicar a estrutura fina e a tabela periódica. Para que ms tenha apenas dois valores. é proporcional a cos2 0 para / = 1. Goudsmit e G. os números quânticos resultam das condições de fronteira para alguma coordenada. 7-11 Densidade de probabilidade i m p a r a os estados /7 = 2 do hidrogênio. m = 0 e é proporcional a sen2 e para / = 1. esperamos que existam 2s + 1 valores possíveis para a sua componente z. Stern e W. No caso de uma carga em movimento circular.

Para permitir que a mesma expressão matemática seja usada em situações mais complexas. 7-12 Uma partícula que se move em órbita circular tem um momento angular L cujo módulo é dado por L = Mvr.79X IO" eV/gauss = 5. 7-23.79 X IO" eV/tesla Embora a proporcionalidade entre /w e L seja uma propriedade geral de distribuições de carga animadas de um movimento de rotação. de acordo com a Eq. surge um torque r = / t X B que faz com que o eixo do ímã precesse em torno da direção do campo magnético.196 Física Atômica caso do momento angular L do elétron. portanto. O comportamento de um sistema com um momento magnético diferente de zero na presença de um campo magnético pode ser visualizado imaginando o que acontece com um pequeno ímã em forma de barra (Fig. O sinal negativo nas Eqs. é válida para qualquer sistema de partículas e qualquer tipo de movimento.. Quando o ímã é submetido a um campo magnético uniforme B. da mesma forma como o eixo de rotação de um pião ou de um giroscópio precessa em torno da direção do campo gravitacional. o momento magnético /u associado à corrente tem o mesmo sentido que L. 7-40 e 7-41 na forma M= VW+lj&Ms = - Fig. 7-39 se aplica apenas a uma carga isolada q descrevendo um movimento circular. 7-22. (a) Em um campo magnético externo. Aplicando este resultado ao movimento orbital do elétron no átomo de hidrogênio e substituindo o módulo de L pelo seu valor. contanto que a relação q/ M entre a carga e a massa seja a mesma para todas as partículas do sistema. 7-13 Representação de um momento magnético por um ímã em forma de barra. 7-13). cujo valor é eh Ms = 2me = 9. 7-39 pode ser escrita na forma L 7-43 e as Eqs.ético em termos de /JLB e de uma grandeza adimensional denominada razão giromagnética ou fator g. m é a componente z do momento angular e é uma unidade natural de momento angular conhecida como magnéton de Bohr. Os vetores momento magnético e momento angular associados ao movimento orbital do elétron têm. são antiparalelos.— 2m. 7-39 2M A Eq. VW + 1 )PB (a) 7-40 T = JIXB Além disso.42 5 = 5. temos: /JL = mgLfiB 7-44 eh . / í e L têm sentidos opostos. a Eq. As Eqs. . 7-43 e 7-45 se deve ao fato de a carga do elétron ser negativa. dado pela Eq. cujo valor depende da geometria da distribuição de cargas. a componente z do momento é dada por eh 2m m = — 7?7/U b 7-41 (b) onde meé a massa do elétron. representada pela letra . ou seja. Se a carga da partícula é positiva. No Fig. 7-38 como uma equação vetorial: * e . 7-44 e 7-45 mostram que a quantização do momento angular leva à quantização do momento magnético. 7-45 onde gL = 1. sentidos opostos. o momento experimenta um torque t = ix x B. a relação expressa pela Eq. negativa. (b) 0 torque faz com que o eixo do ímã precesse em torno da direção do campo magnético. 7-39.27 X IO" 24 joule/tesla ' 9 7. L = -— V/(7 + 1) 2m. que demonstramos para uma única partícula movendo-se em círculos. costuma-se expressar o momento mag. Isto nos permite escrever a Eq.

Os átomos provenientes de um forno são colimados e passam por um ímã cujos pólos possuem uma forma tal que a componente B. Classicamente. sugere que o modelo clássico do elétron como uma esfera carregada girando em torno de si mesma não deve ser tomado literalmente. usando átomos de hidrogênio. Entretanto. Como o estado fundamental do hidrogênio também é um estado com / = 0. Esperamos. passam por um campo magnético não-homogêneo e incidem em uma placa coletora. O trabalho necessário para que o ângulo varie de d d é dado por dW = rdO = IJLB s e n 6 d8 = d{- fxB c o s 0) = d ( . Seção Exploratória O Experimento de Stern-Gerlach Quando uma partícula de momento magnético fi é submetida a um campo magnético não-homogêneo B. 7-46.|A B Placa coletora 7-46 7 : —ando a direção do campo B como eixo dos z. do T. o valor da deflexão depende dos valores de dB/dz e da componente /u. a mecânica quântica estabelece que pode assumir apenas os 21 + 1 valores correspondentes aos 21+1 valores possíveis de m. que produz apenas uma precessão do momento magnético em torno da direção do campo. Isso acontece porque a força F é igual ao negativo do gradiente da energia potencial. a duas orientações no espaço com ms = ± 1 / 2. O caso em que I = 1 está ilustrado na Fig. temos: fi = + l)fiB= e msfiB= 7-48 Em um átomo. A Fig. a força F. O valor experimental de gt é previsto corretamente pela eletrodinâmica quântica (QED f ). aso do spin do elétron. Esta força desvia os átomos para cima ou para baixo. (N. Embora não faça parte da mecânica ondulatória de Schrõdinger. seria observada uma única linha se não existisse o spin eletrônico. do campo magnético aumenta gradualmente com z. De acordo com a Eq. de acordo com a Eq. para / = 0 deveria ser observada uma linha na placa coletora. pois envolve a simples contagem do número de linhas. seria nula e não haveria nenhuma deflexão. F = -VU = -V(-|x-B) Do inglês çuantum electrodynamics.Física A t ô . é mais um exemplo de quantização espacial. 7-14 No experimento de Stern-Gerlach.c í ' r~ Para mudar a orientação do ímã em relação à direção do campo _rlicado. tanto com átomos de prata como com átomos de hidrogênio. Se o campo magnético B for homogêneo nas direções x e ^ o gradiente estará orientado ao longo da direção z e o módulo da força será dado por fjL. os átomos provenientes de um forno são colimados. dos momentos magnéticos de átomos de prata. e portanto do momento magnético intrínseco do elétron. embora a medida do momento angular seja precisa. foram observadas duas Unhas. os elétrons estão submetidos ao campo magnético resultante do movimento aparente do núcleo. Stern e Gerlach foram os primeiros a observar diretamente o spin eletrônico e a quantização espacial.0 e 1. Assim. U = . e o fato de que s não é um número inteiro como o número quântico de momento angular orbital /. mas duas vezes este valor. 7-14 mostra o arranjo experimental usado por Stern e Gerlach. A Fig. a quantização espacial. correspondentes aos três valores possíveis do número quântico m: — 1. do momento magnético. Como o momento angular orbital é nulo. portanto. por exemplo. temos: U = ~/jlzB 7-47 N : . Este resultado.) 7-50 Forno Fig. Este desdobramento dos níveis de energia é o responsável pela estrutura fina das linhas espectrais. como o elétron possui um spin intrínseco cujo módulo é |s| = + \)ã. portanto. . assim. Entretanto. onde s = 1/2. e portanto. 7-15 ilustra o efeito de dB/dz sobre momentos magnéticos com diferentes orientações. Além do torque. o momento angular total do átomo é igual ao spin10 e são observadas duas linhas. O experimento foi repetido em 1927 (depois da descoberta do spin) por Phipps e Taylor. e para 1 = 1 deveriam ser observadas três linhas. enquanto as componentes Bx e By permanecem constantes. os momentos magnéticos dos átomos poderiam ter qualquer orientação. 21+1 deflexões diferentes (considerando uma deflexão nula como deflexão). A restrição do spin. os átomos incidem em uma placa coletora. O resultado não é /xfi/2. 7-41 com m = m s = 1/2. O módulo do momento magnético associado ao momento angular de spin pode ser determinado a partir da deflexão do feixe de partículas em um experimento de Stern-Gerlach (veja a Seção Exploratória a seguir). 7-15c. 7-47.002319. uma teoria quântica relativística que não cabe discutir aqui. correspondente a uma deflexão nula. é preciso realizar um certo trabalho. 7-15«. Quando usaram átomos neutros de prata. entretanto. a partícula sofre o efeito de uma força proporcional a \x e à divergência de B. Depois de passarem pelo ímã. a interação entre o spin eletrônico e este campo magnético tem valores diferentes para elétrons com ms = + 1 / 2 e para elétrons com m s = —1/2.) Medidas mais precisas revelam que o momento magnético intrínseco do elétron é dado por -msgsfiB 7-49 onde gs = 2.. (Este tipo de experimento não é uma forma precisa de medir momentos magnéticos. como seria de se esperar usando a Eq. o fenômeno do spin está incluído na mecânica ondulatória relativística formulada por Dirac. a componente z pode ter os valores +ã/2 e —h/2. como na Fig.(clB/dz) = —mgLjíB(dBldz) 9 7-51 Este efeito foi usado por Stern e Gerlach em 1922 (antes da descoberta do spin) para investigar as orientações no espaço.|x • B ) A energia potencial do sistema é. Stern e Gerlach esperavam observar uma única linha. que é quantizado. no sentido positivo ou negativo do eixo dos z. quando o experimento foi executado. a linha do meio da Fig. ou seja. já que outras observações indicavam que o estado fundamental dos átomos de prata era um estado com / = 0 e portanto com m = 0 e ^ = 0. existe uma força F. como o momento magnético é proporcional ao momento angular L. dependendo do sinal de fx„ já que a derivada dB/dz é sempre positiva. 7-15è.

j c j 2 = |C2|2 = 1/2. 0 feixe de átomos provenientes de um forno (que não aparece na ilustração) é col . (b) Na presença de um campo magnético não-homogêneo. : em (a). ms.] .1 / 2 . ser escrita na f o r m a (//„. por exemplo. a linha se divide em dL=.198 Física Atômica Fig. [Fonte: 0. onde m. 7-15 (a) Na presença de um campo magnético não-homogêneo. Um sistema tem que possuir uma carga elétrica total diferente de zero para possuir um momento magnético? 6. Zeitschr. que pode ser + 1 / 2 ou . As Funções de Onda Completas do Átomo de Hidrogênio Nossa descrição das funções de onda do átomo de hidrogênio na Seção 7-3 não está completa porque não leva em conta o spin do elétron. Gerlach.. f. por exemplo. portanto. T e m o s agora duas funções de onda para o estado fundamental do átomo de hidrogênio. Exercícios 5.p.„ .: que os átomos tenham sido selecionados previamente de algi_ m forma (fazendo-os passar por um campo magnético não-homogêneo.) A f u n ç ã o de onda genérica pode. As três linhas convergem nas extremidades e têm formas diferentes por causa de pequenas diferenças no gradiente do campo. Qual é a diferença entre as funções de onda dos átomc ? de um dos feixes e as funções de onda dos átomos do outro feixe? Qual é a diferença entre essas funções de onda e a função c . onda dos átomos do feixe original. e portanto as p r o b a b i l i d a de observarmos um átomo com o spin do elétron apontando "par_ cima" e o spin do elétron apontando "para baixo" são iguais. um momento magnético /u experimenta uma força F z cujo sentido depende do sinal d a c o r : ' : nente n z de ^ e cujo módulo depende dos valores absolutos de de dBJdz. (a) Na ausência de campo magnéticc todos os átomos atingem a placa coletora em uma linha localizada na região central. Physik 9.: atravessa a região onde existe o campo magnético não-homogêneo e incide em uma placa coletora.„. por exemplo). «Aioo-i-1/2e •Aioo-ic 1 u e c o r r e s p o n d e m a um á t o m o no qual o spin do elétron está " p a r a l e l o " ou " a n t i p a r a l e l o " ao eixo dos z (definido. (b) Figura observada na placa coletora para o caso / = 1 i l u s : i . A men. (Não é necessário especificar o valor do spin total s porque ele é sempre igual a 1/2. (c) Figura observada na ptaea coletora quando o feixe é constituído por átomos de prata ou hidrogênio. Considere dois feixes de átomos de hidrogênio emergindo c_ região em que existe campo magnético no experimento de Sterr Gerlach. No caso mais geral. representa a componente z do momento angular orbital. antes de passar pela regia em que existe campo magnético? Imagens obtidas por Stern e Gerlach usando um feixe de átomos de prata. As funções de onda do átomo de hidrogênio também dependem do valor da componente z do spin. o estado fundamental do átomo de hidrogênio é uma combinação linear dessas f u n ç õ e s de onda: i/r = C ^ ! 00+1/2 + A probabilidade de observar um átomo com m„ = + 1 / 2 (verificando. 349 (1922). Stern e W. por um campo magnético externo). em que ponto o átomo atinge a placa cc tora no experimento de Stern-Gerlach) é dada por |C.

j. para o caso de um elétron para o qual Z = 1. para combinar dois momentos angulares diferentes. pode ser No caso mais geral.s = 1/2. As regras da mecânica quântica para combinar o momento angular orbital com o spin (ou. Muitos sistemas clássicos também possuem dois tipos de momento angular. no caso de forças centrais. em intervalos inteiros. possui dois elétrons. Classicamente. . Os módulos dos vetores são proporcionais a [1(1 + l)] 1 ' 2 . caracterizado pelo número quântico 5. . . intrínsecos ou uma combinação dos dois). A Eq. de modo que vamos nos limitar a apresentar os resultados. O modelo vetorial simplificado da Fig. IA -j2\ Fig. 7-16fo mostra um modelo mais preciso da soma vetorial. de —j a +j. A Terra.. o módulo do momento angular resultante J = J . o momento angular é igual ao spin e j = s). A Eq. que correspondem a valores definidos de suas componentes z. além de girar em torno de si mesmo. o giroscópio. De acordo com o princípio de indeterminação. (b) Adição vetorial dos momentos angulares orbital e intrínseco. 7-55 também permite concluir que nij = m. e J 2 são dois momentos angulares quaisquer (orbitais. Nos sistemas clássicos. . um elétron em um átomo tem um momento angular orbital. Já vimos que na mecânica quântica a situação é mais complexa: L e S são quantizados e podem assumir apenas algumas orientações relativas. 7-16 (a) Modelo vetorial simplificado ilustrando a adição dos momentos angulares orbital e intrínseco para o caso em que l = 1 e s = 1/2. No caso que estamos examinando. Observe que existem dois modos possíveis de formar os estados j = 3/2. . 7-16a mostra as duas combinações possíveis. um spin e um momento angular total). caracterizado pelo número quântico Z. o número quântico mJ pode assumir 2/ + 1 valores. Existem dois valores possíveis para o número quântico associado ao momento angular total./ = Z + 1/2 = 3/2 ej — l — 1/2 = 1/2. .Física Atômica 199 7-5 Momento Angular Total e o Efeito Spin-Órbita onde o número quântico associado ao momento angular total. além disso. [s(s + l)] 1 ' 2 e [/'(/' + l)] 1 ' 2 . o momento angular total e a componente z de J é dada por J = L + S 7-52 é uma grandeza importante porque em qualquer sistema o torque resultante é igual à taxa de variação do momento angular total. como os associados a duas partículas). ' + 1. . . m . no caso mais geral. y = / + s = 3/2 e / = / .. por exemplo. apresenta um movimento de precessão. o módulo do momento angular total J é dado por IJI = y/Kj + 7-53 j = l + s ou j = \l — s\ J. A regra é a seguinte: Se J . o módulo J do momento angular total pode ter qualquer valor entre L + S e \L — S|. 7-54 é um caso especial de uma regra mais geral para combinar momentos angulares. os vetores podem ser encontrados em qualquer lugar dos respectivos cones. = 1/2. + J 2 é dado por [/'(/' + 1)]1/2Ã. 7-55. De acordo com a Eq. = 1/2 e / = 1/2. . m. ou spin. .ji +A " 1. Dizemos que os vetores associados ao spin e ao momento angular orbital estão "paralelos" quandoj = 1 + se "antiparalelos" quando j = \l — í|. cada um com um momento angular orbital. e um momento angular intrínseco. por exemplo.j ~ h j 7-54 7-55 (Quando Z = 0. apresenta um movimento de rotação em torno do próprio eixo e um movimento de translação em volta do Sol. + m„ já que JZ = L: + Sz... são um pouco complicadas. que pode ser usada no caso de duas ou mais partículas (o átomo de hélio. onde j pode ser qualquer um dos seguintes valores: ji +Ji. A Fig. = rrijh onde m! = . o momento angular total é constante. também para o caso em que / = 1 e s = 1/2.

os valores possíveis de Z são 5. No caso de camadas atômicas com um ou mais elétrons. o momento angular L aponta para cima. O valor de n é escrito como prefixo e o valor do número quântico associado ao momento angular total j.h .. . Assim. usando a mesma convenção que para elétrons isolados. Como o momento magnético do elétron tem o sentitemos: do oposto ao do spin (já que o elétron tem carga negativa). (b) 0 campo magnético B na posição do elétron devido ao movimento aparente (relativo) do próton também aponta para cima. No caso de elétrons isolados. O valor do número quântico associado ao momento angular orbital é representado por uma letra maiúscula. 2 e 1. 3 . uma espécie de código desenvolvi. por exemátomos. no sentido anti-horário. o momento magnético tem a orientação oposta à de L e B e portanto a energia de acoplamento spin-órbita tem o maior valor possivel. fácil de usar. g. P.f. 1 . dizemos que um elétron com n = 3 se encontra na por exemplo.M. p. Quais são os números quânticos possíveis para o mo. d. como o leitor terá oportuniparalelo a B e máxima quando o momento e o campo são antidade de constatar.. 2. 1-lla). corrida por corrente que produz um campo magnético B na posição do elétron. de modo que existem três Fig. 3 . portanto. No caso de outros tam estados com n = 1. De acordo com a regra geral. 6 . (Esta notação é menos usada que a anterior. O desdobramento resultante das linhas espectrais. 3. a energia de acoplamento spin-órbita é máxima quando o spin está 1. 2 .l l b ) . = j2 = 1/2. rencial do elétron (Fig. este desdobramento. A energia potencial de um momento Notação Espectroscópica magnético na presença de um campo magnético depende da A notação espectroscópica.. que represeneV para os estados 2 P m e 2Pm do hidrogênio.B foi mais tarde adotada para uso geral na física atômica. paralelos. no segundo. que os spins estão antiparalelos. -ü-o de um elétron na camada L(n = 2).. As letras s.7-18). por exemplo. 1. plo. o elétron está se movendo em uma órbita circular. Quando o spin do elétron está paralelo a L. que se lê da seguinte forma: "um dubleto S meio".13 2.orientação relativa entre o momento e o campo magnético e é do nos primórdios da espectroscopia para condensar as infor. o desdobramento fino pode ser bem maior.. correspondem a estados com Z = 0.2. molecular.N. 4. j .. No primeiro caso. camada M.. estados possíveis: 1/2. D. é ligeiramente maior que um elétron com Z = 2 se encontra em um estado d. existem dois valores possíveis para j. 7-17 (a) Elétron girando em torno de um próton com o momento angular L apontando para cima. Podemos compreender qualitativamente o efeito spinl2 = 3.. em torno de um próton estacionário. L. A notação parece arA energia potencial é mínima quando o momento magnético é bitrária. Nesta figura. sendo portanto paralelo a L. representados por símbolos cuja forma genérica é (a) P© / v (b) v í \ P °Q 2s+1 n Pj Assim.) Acoplamento Spin-Órbita Estados atômicos com os mesmos valores de n e / mas diferentes valores de j possuem energias ligeiramente diferentes por causa da interação do spin dos elétrons com seu movimento em torno do núcleo. que a do estado 2Pm. nuclear e de partículas elementares. (Alguns autores omitem o número quântico principal e o índice que indica o spin total quando estas informações estão implícitas ou são desnecessárias. como Exemplo 7-3 Adição de Momentos Angulares II Um elétron por exemplo o desdobramento das linhas associadas à transiem um átomo tem um momento angular orbital L j com /. no qual L e S são antiparalelos (Fig.fi. o momento angular orbital / pode ser igual a 0 ou a 1. ou seja. a notação inclui o número quântico principal e os números quânticos de momento angular. o estado fundamental do hidrogênio é o estado l 2 5 I/2 . no qual L e S são paralelos. 7-56 U = . j = 1 e j = 0. com mento angular orbital total L = L l + L2? velocidade v. na forma 2s + 1. 3.órbita a partir do modelo simples de Bohr (Fig. No refeSolução Como Z] + /2 = 5 e |Z. Assim. Os níveis de energia do elétron são chamados de camadas O desdobramento observado é de aproximadamente 4. O campo B também aponta para cima.12 Os estados com Z = 1 são. 4. como índice inferior. são usadas para designar estados paralelo a B e portanto a L.dada por: mações e simplificar a descrição das transições entre estados. F. No sódio.P. as letras S. Assim..0. 1 . por exemplo.) é da ordem de 2 X IO"3 eV. a energia do estado 2P3/2 do com Z = 0. Este fenômeno é conhecido como efeito spinórbita.|x B = . 1. 5 ." mas é fácil de aprender e.. 5.. dizemos que os spins dos elétrons estão paralelos. dizemos hidrogênio.5 X IO"5 e designados pelas letras K. = 2 e ção 2P —> 15 do hidrogênio. como veremos na Seção 7-7. Quais são os números quânticos possíveis para o momento angular total de um sistema formado pelos dois elétrons? Solução Neste caso. comportando-se portanto como uma espira per4 . é o próton que se move em uma órbita circular.. é conhecido como desdobramenum segundo elétron tem um momento angular orbital L 2 com to fino. O valor do spin total aparece como índice superior. à esquerda da letra maiúscula.200 Física Atômica Exemplo 7-2 Adição de Momentos Angulares I Dois elétrons possuem momento angular orbital nulo.

Desprezando as interações entre os elétrons. 7-56: U = .bB 4. de modo que se torna necessário recorrer a métodos aproximados. m. à direita. Como o momento magnético do elétron é /xB. 7-18 Diagrama de níveis de energia mostrando o desdobramento fino. A diferença de energia entre as duas orientações possíveis é dada por A £ = 2U = 2/jl. estime o valor do campo magnético experimentado por um elétron 2p em um átomo de hidrogênio. Exemplo 7-4 Desdobramento Fino O desdobramento fino dos estados 2 P m e 2P V2 do hidrogênio é 4. os estados excitados e os espectros de alguns elementos serão discutidos na próxima seção. p. os mesmos níveis na presença do campo magnético produzido pelo movimento relativo do núcleo. Podemos escrever a função de onda de um átomo complexo em termos das funções de onda de elétrons individuais. esta função de onda pode ser escrita como uma soma de produtos das funções de onda de elétrons individuais. a equação de Schrõdinger não pode ser resolvida exatamente para átomos com mais de um elétron por causa das interações entre esses elétrons. Zeeman (veja a nota 17) e é conhecido como efeito Zeeman.39 T Observação: Trata-se de um campo magnético bastante elevado. e ms. A interação spin-órbita faz com que o nível 2Pse desdobre em dois. Explicitando B e substituindo fjiB e AE por seus valores. À esquerda aparecem os níveis na ausência de um campo magnético.|A B = .» 1S também se desdobra em duas linhas de comprimentos de onda ligeiramente diferentes. A energia U pode ser positiva ou negativa. 7-19 Energias relativas das camadas e s u b c a r =:a. temos: B « _/4p —3 d AE 2 Ms 4.Física Atômica 2 P. Este desdobramento dos níveis de energia dá origem a um desdobramento das linhas do espectro de emissão do átomo. O nível / ' = 3/2 tem uma energia ligeiramente maior que o nível j = 1/2.z = /jlb e portanto A E » 2yu. = : : _ :-=. A energia de um elétron é determinada principalmente pelos números quânticos n (que está relaciona- Energia /6p z£-5d Al 6s _/5 p 3. Essas funções de onda são semelhantes às do átomo de hidrogênio e podem ser caracterizadas pelos números quânticos n. Em conseqüência. Como já dissemos./JL.B Vamos agora examinar qualitativamente as funções de onda e níveis de energia de átomos mais complexos que o de hidrogênio. dependendo da orientação relativa entre /n e B. A partir desta informação. Quando um átomo é submetido a um campo magnético externo B. o momento angular total J é quantizado no espaço em relação à direção de B e o estado atômico caracterizado pelo número quântico de momento angular j é desdobrado em 2j + 1 níveis. Vamos discutir nesta seção as energias e funções de onda dos estados fundamentais dos átomos dos elementos. O desdobramento das linhas espectrais de um átomo quando este é submetido a um campo magnético externo foi descoberto por P. . 7-6 Estados Fundamentais dos Átomos dos Elementos: A Tabela Periódica 1S Fig. a linha espectral associada à transição 2 P .5 X 1Q-5 eV 3p 3s (2)(5. A contribuição do campo magnético para a energia do elétron é dada pela Eq.79 X IO" 5 eV/T) = 0. Suponha que o campo B é paralelo ao eixo z. que correspondem aos 2j + 1 valores possíveis da componente z de J e portanto aos 2j + 1 valores possíveis da com- 2P 2s 1s Fig. Solução 1. AC = 2 |iB H K I» ls 201 ponente z do momento magnético total. l.3/2 |b ~~t 2P +HB -AU K |S t* 2PI.B 2.5 X IO"5 eV.

ocorre para n{ = n 2 = l . = —8E0 ~ —108. l. O 1 significa que n = 1. por exemplo. A notação utilizada é a mesma que foi apresentada na Seção 7-5. é excluir muitos estados possíveis de um sistema de vários elétrons.6 eV.8 eV. ser nulo. no qual desprezamos a interação entre os elétrons para encontrar uma função de onda aproximada e usamos em seguida esta função de onda para calcular a energia de interação. Os Estados Fundamentais dos Átomos dos Elementos HÉLIO (Z = 2) A energia dos dois elétrons do átomo de hélio é a soma das energias cinéticas dos dois elétrons. a energia do estado fundamental é . assim. O efeito desta regra. Z. é conhecido como primeiro potencial de ionização do átomo. O potencial elétrico correspondente. porém. O spin resultante dos dois elétrons deve. isto é.lem. 02» 2) 7-59 Os números quânticos n. Como / só pode . [Cortesia de George Gamow. 7-19). As energias permitidas são portando dadas por E = 0 Princípio de Exclusão A configuração eletrônica dos átomos e moléculas obedece a um princípio fundamental. essas órbitas são usadas para estimar a influência exercida pelos planetas sobre os vizinhos. Neste caso. Em geral. que é simplesmente o valor esperado (Vint). quanto menores os valores de n e de /. podem ser iguais para os dois elétrons apenas se o quarto número quântico. Trata-se de uma condição adicional que deve ser imposta às soluções da equação de Schrõdinger. exceto pelo fato de que Z = 2. E. ms. for diferente. que fornecem resultados muito mais próximos do valor experimental.74. e ms pode ser ocupado por apenas um elétron. a interação dos planetas é ignorada e é calculada a órbita elíptica de cada planeta.Z 2 (13. O processo pode ser estendido a ordens mais elevadas: o passo seguinte. A discrepância entre este valor e o valor calculado de 74.8 eV 7-61 Este método aproximado.6 V.202 Física Atômica do à parte radial da função de onda) e / (que caracteriza o momento angular orbital). consiste em usar a nova energia do estado fundamental para encontrar uma aproximação melhor para a função de onda do estado fundamental. a energia do estado fundamental se torna E = . Em seguida. 7-59 para calcular o valor médio da energia de interação ViIlt. «ÊiMooto. Essas soluções são idênticas às do átomo de hidrogênio.108. que se deve ao fato de as funções de onda dos elétrons serem sempre anti-simétricas.) O íon He + . o s que l = 0 e o 2 que existem dois elétrons neste estado. Desprezando o termo de interação.6) = — 54. O valor experimental da energia necessária para remover os dois elétrons do átomo de hélio é aproximadamente 79 eV. m. = l 2 = 0.6 eV 7-58 A menor energia. A especificação de n e / para cada um dos elétrons de um átomo recebe o nome de configuração eletrônica. que já foi discutido brevemente na Seção 6-7: Um estado atômico especificado por um conjunto de números quânticos n.4 eV G e o r g e G a m o w e W o l f g a n g P a u l i n a S u í ç a . que é dada por onde r ( e r2 são os vetores posição dos dois elétrons. das energias potenciais dos dois elétrons em conseqüência da atração do núcleo. A configuração do estado fundamental do átomo de hélio é representada como li 2 . O resultado deste cálculo é o seguinte: <Vmt> = + 34 eV 7-60 Com esta correção. é idêntico ao átomo de hidrogênio. denominado princípio de exclusão de Pauli. podemos separar a equação de Schrõdinger e obter soluções exatas para os dois elétrons. 01. sem. sua presença na equação de Schrõdinger impede que ela seja separada em duas equações. que contém um elétron. ignorando o spin dos elétrons. = +1/2 para um dos elétrons e ms = —1/2 para o outro elétron. menor a energia do estado (veja a Fig. é da forma <A = fAioo^i.8 eV se deve à imprecisão das aproximações usadas para calcular (VHll). Como o termo de interação Vint envolve as coordenadas dos dois elétrons. Em primeira aproximação. 24. ambas da forma —2fce2/r„ e da energia potencial de interação Vm associada à repulsão mútua dos dois elétrons. Este método de aproximação é semelhante ao que é usado na mecânica clássica para calcular as órbitas dos planetas em torno do Sol. é conhecido como teoria das perturbações de primeira ordem. e m 1 9 3 0 . uma para cada elétron. 4E0 ^ nf 4 £ 02 r«j onde E0 = 13. A função de onda total. (Convém observar que existem métodos melhores para calcular a energia de interação entre os elétrons do átomo de hélio. Podemos obter uma correção em primeira ordem para a energia do estado fundamental usando a função de onda aproximada da Eq. portanto.] A energia necessária para remover o primeiro elétron do átomo de hélio é 24.8 + 34 = . exceto pelo fato de que Z = 2.

como F " e Li + . o resultado é um par de íons. Para Z = Zef e n = 2. Graças ao seu potencial de ionização extremamente elevado. os estados com esses dois valores de l têm a m e s m a energia por causa da degeneração associada às forças que variam com o inverso do quadrado da distância. 7-20 mostra um gráfico da primeira energia de ionização dos átomos em função de Z entre Z = 1 e Z = 90. Podemos interpretar este fato dizendo que o elétron no estado 2p passa quase todo o tempo isolado do núcleo pelos dois elétrons Is da camada K e portanto " e n x e r g a " uma carga central efetiva eZef ~ le. que possui um elétron a mais que o necessário para completar uma camada. o quinto elétron do boro deve ir para a subcamada 2 p . maior que o do lítio por causa do maior valor de Z. está distribuída no espaço em um volume c u j o raio é da ordem de aJZ. Por essa razão. o efeito de blindagem dos primeiros dezoito elétrons é tão grande que a energia do estado As é menor que a do estado 3d. De acordo com o princípio de exclusão. (Veja a Fig. As configurações eletrônicas dos átomos dos elementos no estado fundamental aparecem no Apêndice C2. pode ser c o n s i d e r a d a a p r o x i m a d a m e n t e c o m o uma carga pontual. é quimicamente inerte. apresenta um "buraco" na camada n = 2. Como existe uma grande diferença de energia entre o décimo oitavo e o décimo nono elétrons. Quando passamos para elementos com maiores valores de Z. enquanto o elétron no estado 2s penetra com maior freqüência nesta blindagem e portanto " e n x e r g a " uma carga central um pouco maior.39 eV. Nesses elementos. o potencial de ionização aumenta gradualmente com Z.32 V.Física Atômica ser zero para n = 1. mas a carga negativa dos elétrons da c a m a d a K.6 V para o último elemento do grupo. esta subcamada comporta no máximo seis elétrons. 3 7 e 55 indicam que uma camada ou subcamada foi completada em Z = 2. ÁTOMOS COM Z > 18 O décimo nono elétron do potássio (Z = 19) e o vigésimo elétron do cálcio (Z = 20) vão para a subcamada As e não para a subcamada 3d. com n = 2 e l = 1.) BERÍLIO (Z = 4) O quarto elétron pode ocupar a segunda vaga disponível no estado 2s. chegando a 21. os spins dos dois elétrons 2s devem ser antiparalelos.14 V. devido ao fato de seus elétrons mais externos serem elétrons As. sua configuração eletrônica é ls22s22p6. como se pode ver na Fig. mas a distribuição do estado 2s t a m b é m apresenta u m m á x i m o secundário nas vizinhanças da origem. Podemos usar este dado para calcular a carga central efetiva do ponto de vista do elétron 2s. Como os três elétrons têm momento angular orbital nulo e o spin total dos dois elétrons da camada K também é nulo. O primeiro potencial de ionização é 9. O elemento imediatamente anterior na tabela periódica. As configurações eletrônicas dos 10 elementos seguintes. A configuração eletrônica dos elementos carbono (Z = 6) até neônio (Z = 10) difere da do boro apenas quanto ao número de elétrons na subcamada 2 p . Podemos supor que a densidade de carga de cada um dos elétrons internos é dada por p = —e\ip\2. que será discutida no Cap. 8. 10. A energia do terceiro elétron é portanto m e n o r no estado 2s do que no estado 2p. mas o terceiro não pode ocupar a mesma camada por causa do princípio de exclusão.3 V. A configuração eletrônica do boro é \s22s22p. maior a probabilidade de que o elétron se aproxime do núcleo. 7-19. / = 0. 7-21. os valores possíveis de / são l = 1 e / = 0. O primeiro potencial de ionização do lítio é apenas 5. 1 9 . o spin do terceiro elétron. Seria de se esperar que o décimo nono elétron fosse para a subcamada 3d\ entretanto. V e m o s que nos dois casos a distribuição de probabilidade apresenta um máximo principal do lado de fora da camada K. 36 e 54.) A configuração eletrônica do Na é portanto ls22s22p63sl. Apesar do aumento no valor de Z. Ao mesmo tempo. do escândio (Z = 21) ao zinco (Z = 30). como o hélio. BORO A NEÔNIO (Z = 5 a Z = 10) Como a subcamada 2s está completa. SÓDIO A ARGÔNIO (Z = 11 A Z = 18) O d é c i m o primeiro elé- tron deve ir para a camada n = 3. o sódio se combina facilmente com átomos como o de F. A Fig. e portanto o momento angular total dos quatro elétrons é nulo. a energia do elétron aumenta à medida que I aumenta. 1 1 . O neônio possui o maior número possível de elétrons na camada n = 2. temos: E = Z2E0 n 2 = Z 2 f (13. 9. e a configuração do estado fundamental do átomo de lítio é 1Í 2 2Í.3. isto é. Como existem três valores possíveis de 203 m. o neônio. +Ze. Como este elétron está fracamente ligado ao átomo de Na. — 2e. primeiro a subcamada 2s é completada e em seguida é a vez da subcamada 2p. A configuração eletrônica do berílio é ls 2 2s 2 . o estado 3s tem uma energia menor que os estados 3p e 3d. ( + 1 . 7-10. . tem espaço nesta camada para mais um elétron. Os elementos com Z = 21 a 29 são conhecidos como elementos de transição e apresentam propriedades químicas muito semelhantes. 18. Quanto menor o valor de /. o momento angular total do átomo de lítio é igual a h!2. o neônio. o potencial de ionização do boro. é estável e inerte. para um dado n. O nível de mais baixa energia que este elétron pode ocupar é o nível n = 2. com a subcamada 2p completa. 1 4 A carga positiva do n ú c l e o . Estas duas subcamadas podem acomodar 2 + 6 = 8 elétrons. Este é um exemplo de um tipo de ligação química conhecido como ligação iônica. A distribuição de probabilidade correspondente aos estados 2s e 2p é a que aparece na Fig. o argônio. 1 ou 2. No átomo de hidrogênio. exceto no caso do cromo (Z = 24) e do cobre (Z = 29). As quedai bruscas da energia de ionização para Z = 3 . A configuração do argônio (Z = 18) é ls22s22p63s23p6. 0 e — 1) e dois valores possíveis de ms ( + 1/2 e —1/2).39 eV e portanto Zef —1. Graças ao efeito de blindagem exercido pelos outros 10 elétrons. assim. diferem apenas quanto ao número de elétrons na subcamada 3d.6 eV) 2 2 = 5. O potencial de ionização do sódio é apenas 5. que são mantidos juntos pela atração eletrostática. que possuem apenas um elétron 4s. onde ipé uma f u n ç ã o de onda semelhante à f u n ção de onda Is do hidrogênio (desprezando a interação entre os dois elétrons da camada K). é menor que o do berílio porque um elétron 2 p se aproxima muito menos do núcleo que um elétron 2s. Dois desses elétrons estão na camada K (n = 1). o flúor se combina facilmente com elementos como o lítio. (Para n = 3. os dois elétrons preenchem totalmente a camada K (n = 1). o flúor. O m e s m o não acontece com o á t o m o de lítio e outros átomos porque a carga que o elétron de maior energia " e n x e r g a " não é uma carga pontual. ocorre um aumento brusco do raio atômico. LÍTIO (Z = 3) O lítio possui três elétrons.

36. que pertencem à primeira coluna da tabela periódica. existem muitos casos nos quais este efeito é muito pequeno e os níveis de energia podem ser calculados com boa precisão a partir de um modelo relativamente simples no qual o átomo é composto por um elétron externo e um caroço estável formado pelo núcleo mais os elétrons restantes. cerca de 1. o raio passa a diminuir com Zpor causa da penetração das funções de onda dos elétrons que vão sendo acrescentados à camada incompleta. Sob vários aspectos. Mesmo nos casos em que apenas um elétron é excitado. 7-7 Estados Excitados e os Espectros dos Elementos Metais Alcalinos Para podermos entender os espectros dos elementos.5 eV. Considere o caso do sódio. K. Exercícios 7. 7-20 Primeira energia de ionização em função de Z. que possui um caroço semelhante ao neônio (exceto pelo fato de que Z é 11 em vez de 10) e um elétron externo no nível 3s. 1 0 . 1 8 . A penetração no caroço faz com que o valor de Zef aumente e portanto que o elétron seja atraído mais fortemente pelo núcleo. A energia de ionização seria portanto igual à energia de ionização do nível n = 3 do hidrogênio. Este modelo funciona particularmente bem no caso dos metais alcalinos: Li. muito mais complicada que no caso do hidrogênio. aumenta com Zaté que uma camada ou subcamada é completada em Z = 2 . em geral. o que aumenta a energia de ionização. Quais seriam as propriedades do hélio se houvesse apenas os números quânticos n. Felizmente. O potencial de ionização (em volts) é numericamente igual à energia de ionização (em elétrons-volts). é semelhante ao do hidrogênio. l e ml 03 10 11 20 19 100 Fig. No caso de um átomo com muitos elétrons. o espectro destes elementos. Por que a energia do estado 3s é bem menor que a do estado 3p no caso do sódio. Outra simplificação é possível graças à grande diferença que existe entre a energia de excitação de um elétron do caroço e a energia de excitação do elétron externo. É por causa de padrões repetitivos como os que aparecem nesta figura e na Fig. enquanto no hidrogênio esses estados têm praticamente a mesma energia? 8. 0 elétron seguinte vai para uma camada ou subcamada mais externa e portanto está preso mais fracamente ao núcleo. o . enxergaria uma carga central efetiva Zef = le resultante da soma da carga nuclear + 1 le com a carga — 10e dos elétrons do caroço. Se este elétron não penetrasse no caroço. Esta energia. entre Z = 1 e Z = 90. Rb e Cs. que é a energia de ligação do último elétron do átomo. O estado excitado de um átomo pode envolver a mudança de estado de qualquer dos elétrons ou mesmo mudanças de estado de dois ou mais elétrons. Em seguida. 7-21 0 gráfico do raio atômico em função de Zmostra um aumento brusco depois que cada camada ou subcamada é completada. 7-20 que a tabela dos elementos é chamada de tabela periódica. precisamos primeiro compreender os estados excitados dos átomos. 54 e 86. Na. a situação é. a mudança de estado deste elétron altera as energias de outros estados.204 Física Atômica Fig. Discuta os indícios existentes na tabela periódica de que é necessário um quarto número quântico para especificar os estados possíveis de um elétron em um átomo.

o que ao mesmo tempo ressalta o fato de envolverem estados do tipo dubleto. 7-23. são responsáveis pela cor amarelada das lâmpadas de vapor de sódio.5 a 3 eV. Os comprimentos de onda estão em nanômetros. (Costuma-se representar os estados S como se fossem dubletos. ou seja. As transições que envolvem os elétrons do caroço produzem linhas na região de raios X do espectro eletromagnético. Assim. assim.002 eV. o spin de todos os estados excitados é igual a 1/2. A energia necessária para remover u m dos elétrons externos do caroço. 3/2 2 F 7/2. naturalmente. os estados S. enquanto a energia necessária para remover um dos elétrons l i é aproximadamente 1041 eV. mesmo que. embora. 7-22 mostra o diagrama de níveis de energia para as transições óticas do sódio.14 L 3s Fig. já que duas delas estão sempre muito próximas. Todas as transições que começam ou terminam em um estado S dão origem a linhas duplas porque envolvem um estado dubleto (um estado P) e um estado singleto (o estado S).6 nm 3PÍ2P3n) ^ A = 589. ou seja. Os desdobramentos dos níveis De F. 7-22. A diferença de energia entre os estados Py2 e Pm em conseqüência do efeito spin-órbita é de aproximadamente 0.0 nm 3í( 2 S 1/2 ) É importante distinguir entre os estados dubletos e os dubletos de linhas espectrais. O número que indica o valor de n para o elétron quase sempre é omitido. na verdade. 2P3/2. que se encontra aproximadamente 2. o elétron externo é transferido do nível 3s para o nível 3p. A transição indicada pela linha tracejada é proibida pela regra de seleção S j = ± 1 ou 0. uma energia da ordem de 30 eV. um dos elétrons 2p. os estados foram rotulados de acordo com a notação espectroscópica. com o índice superior 2 indicando que o estado é um dubleto. Uma delas é proibida pela regra de seleção para j.) Existem quatro transições possíveis entre dois estados do tipo dubleto. alguns cientistas as chamam de dubleto composto. Um elétron do caroço não pode ser excitado para nenhum dos níveis n — 2 por causa do princípio de exclusão. a excitação de um elétron com n = 2 exige sua transferência para a camada n = 3. -1 -5 -5. A espessura das linhas mostra sua intensidade relativa. 7-18. Isto é feito porque pertencem ao conjunto de estados com S = 1/2.1 eV acima do estado fundamental. sejam estados duplamente degenerados. não aparecem na figura. o espectro ótico (isto é. as três linhas podem parecer um dubleto. . 7-22. são dubletos. Graças ao efeito spin-órbita. Como as energias dos fótons do espectro visível (com comprimentos de onda de 400 a 800 nm) estão na faixa de 1. 7-22 Diagrama de níveis de energia do átomo de sódio (Na) com algumas transições indicadas.) No primeiro estado excitado. visível) do sódio se deve exclusivamente a transições envolvendo o elétron externo. Este desdobramento é muito pequeno e não é visível na escala de energias usada para construir a Fig. a linha mais fraca na extremidade esquerda do espectro se confunde com a linha vizinha e o dubleto composto (ou tripleto] se parece com um dubleto. Na Fig. Quando a resolução não é muito grande. Como o spin total do caroço é nulo. como mostra a Fig. Todos esses estados. possuam / = 0 e portanto não possam ser desdobrados pelo efeito spin-órbita. mas está representado na Fig. A Fig. exceto. segundo a qual 15 Aj = ± 1 ou 0 (mas não de j = 0 para j = 0) 7-62 As transições entre dois dubletos resultam portanto em três linhas espectrais. ou seja. é cerca de 31 eV. 2 n 5/2. 7-23 Transições entre dois dubletos em um átomo de cálcio monoionizado. portanto. que também são dubletos. o que envolve uma energia apenas ligeiramente menor que a energia necessária para removê-lo totalmente do átomo. os estados com j = / — 1/2 têm uma energia ligeiramente menor que os estados com j = 1+ 1/2. indica um estado no qual I = 1 e j = 3/2. Por esta razão. em um tripleto. e D2. Quando observadas com baixa resolução. particularmente intensas.Física Atômica valor experimental da energia de ionização do sódio é aproximadamente 5 V. f Fig. 5/2 205 que se lê "dubleto P três meios". As linhas espectrais D. ao contrário dos outros. As transições desses estados para o estado fundamental dão origem ao conhecido dubleto amarelo do sódio 3 p ? P m ) — 3Í( 2 S 1/2 ) A = 589. (A regra de seleção Al = ± 1 proíbe transições entre estados S.

/ = 0. Os comprimentos de onda estão em nanômetros.1. podemos ver que os níveis de energia dos singletos são maiores que os dos tripletos com a mesma configuração eletrônica. 5/2 Fig. um para 5 = 0 e outro para 5 = 1 . o magnésio. exceto uma. (N. No modelo usado para calcular os níveis de energia desses elementos. 7-26. com uma das partículas no estado n e ao outra no estado m. Examinando de perto a Fig. já que 5 = 1 e l = 1) teriam a mesma energia. 1 ou 0.)} 7-63 onde o sinal positivo se aplica a uma função simétrica em relação ao intercâmbio das duas partículas e o sinal negativo a uma . Vamos considerar o magnésio (Z = 12) como um exemplo específico. Quando 5 = 1 . Esses átomos são formados por um caroço mais dois elétrons em uma camada externa do tipo s. como veremos no Cap.206 Física Atômica 2 P3/2 2 ^1/2 2 n U5I2. o spin resultante 5 pode ser igual a 1 (spins paralelos) ou a 0 (spins antiparalelos). por exemplo. Alguns dos níveis de energia e transições para o átomo de hélio aparecem na Fig. Graças ao efeito spin-órbita. 7-25). j = /).) ± ^{x^Jx. Considere. = 0). o desdobramento fino dos estados tripleto não pode ser observado. Por essa razão. O mais simples desses átomos é o hélio. um estado com 5 = 1 é conhecido como tripleto. a função de onda de duas partículas em uma dimensão. 7-22. No estado fundamental. A Fig. As transições que envolvem a excitação simultânea dos dois elétrons da camada externa para estados de maior energia são chamadas de transições anômalas e serão discutidas apenas de passagem. existe um desdobramento fino. 3/2 2 p7/2. Estas transições são conhecidas como transições normais. não aparecem na figura. A causa desta diferença de energia é um efeito quântico sutil que tem a ver com a simetria da função de onda total de duas partículas idênticas. Assim. 7-25. após discutirmos a diferença de energia entre os estados do tipo singleto e tripleto. 7-25. A configuração do estado fundamental é (ls22s22p6)3s2. existem três valores possíveis para o momento angular total j. o estado singleto l P\{j = 1. os números quânticos espaciais deixam de ser iguais e portanto os spins dos dois estados podem ser diferentes. a energia de interação eletrostática entre os dois elétrons é muito maior nos estados singleto do que nos estados tripleto. que correspondem às três orientações possíveis do vetor S em relação a L : y = / 4. como o estado 3p. isto é. caso em que existe apenas um valor possível para j. (Compare com a Fig. o cálcio. é dada por >p(x1. o bário e o rádio se comportam de forma muito semelhante. já que 5 = 0 e / = 1) e os estados tripleto 3Pj (com j = 2 . Assim. que é constituído por um caroço semelhante ao átomo de argônio mais um elétron externo. Observe que na ausência de linhas de intercombinação existem certos estados excitados a partir dos quais o átomo não pode decair facilmente. Os desdobramentos dos níveis D e F. neste caso existem dois conjuntos diferentes de níveis de energia e dois conjuntos de linhas espectrais. Os estados 2'5 0 e 2 3 5. como a transição indicada na figura (entre o estado tripleto 3s3p e o estado fundamental) é conhecida como linha de intercombinação. como também na da Fig. Na escala deste diagrama. e sua existência é importante para o funcionamento dos lasers. do T. isto é. e portanto o spin total é nulo. Repare que todas as transições do magnésio. 7-24 mostra o diagrama de níveis de energia do átomo de potássio (Z = 19). os dois elétrons externos têm os mesmos números quânticos espaciais (n = 3. 7-26 mostra o diagrama de níveis de energia do magnésio e as transições principais. Uma transição que viole esta regra.) Os níveis de energia e espectros dos outros metais alcalinos são semelhantes aos do sódio. A Fig. o estrôncio. que também são dubletos. a não ser pelo pequeno desdobramento fino. Leitura Suplementar Átomos com Mais de um Elétron Externo Os níveis de energia e espectros óticos são muito mais complicados no caso de átomos com mais de um elétron na camada externa. Como vimos na Seção 6-7. os estados tripleto e singleto não se misturam. obedecem à regra de seleção AS = 0. Se não fosse pela interação eletrostática entre os dois elétrons. m. 9. o átomo é composto por dois elétrons idênticos e um caroço formado pelo núcleo e os elétrons restantes. 7-24 Diagrama de níveis de energia do átomo de potássio (K) com algumas transições indicadas. os estados que possuem um elétron no estado 3p. Evidentemente. Um estado com 5 = 0 é conhecido como singleto. elementos que pertencem à segunda coluna da tabela periódica.x2) = C m x ^ M * 0 texto original em inglês desta leitura suplementar está disponível na home page whfreemaiLcom/physics. esses três estados possuem energias ligeiramente diferentes. Estados deste tipo são conhecidos como estados metaestáveis. Voltaremos à questão das linhas de intercombinação em um momento. vamos discutir qualitativamente os níveis de energia do hélio e dos metais alcalino-terrosos. Quase todos os espectros observados podem ser explicados em termos da transferência de um dos elétrons externos para um estado de maior energia. do hélio são dois exemplos (veja a Fig. Quando um dos elétrons externos é transferido para um estado de maior energia. j = l ey = / — 1 (exceto para / = 0. mas o berílio. Nesta Leitura Suplementar.

a função de onda 3 sns Singletos 3 snp 3 snd 3 snf espacial anti-simétrica é nula.= :. Isto acontece porque.=mana é maior nos estados tripletos do que nos estados singletos.0 3 snf 3 21 ^4. função anti-simétrica. 7-26 Singletos e tripletos do átomo de magnésio. Assim.1 .4 21 a> -5 . 7-25 Singletos e tripletos do átomo de hélio. 7-63. O desdobramento dos tripletos é pequeno demais para ser visível na escala da figura. Observe na Eq.2 -3 > <1) ÇB . incluindo o spin.2 6 5 -1 -2 -3 -4 -5 -7 -7. é portanto igual a if/X• A parte de spin da função de onda é simétrica para o estado tripleto (5 = 1) e anti-simétrica para o estado singleto (S = 0). Devemos agora incluir o spin na função de onda. A função de onda total. 7-27. 16 A simetria da função de onda também explica a regra de seleção AS = 0 que proíbe transições entre singletos e tripletos. ilustrada na Fig. Este é um exemplo da propriedade geral. = • dos singletos são maiores que as dos tripletos correspondentes. para que a função de onda total seja anti-simétrica. A função de onda total de duas partículas pode ser escrita como o produto da parte espacial ifj(x). Como a energia de interação devida à repulsão eletrostática é positiva e varia inversamente com a distância entre as partículas. pois isto violaria a regra de seleção A S = 0. por uma função x associada ao spin. ou seja. 7-27.6 -24 -25 Fig. . = x2. 0 desdobramento dos tripletos é pequeno demais para ser visível na escala da figura. de que.Física Atômica Singletos 1 snp 1P -4 O 1 snd 1D Tripletos 3snp 3sns —4 3S 207 3snd 3p 3D . muito maior do que o desdobramento fino. dada pela Eq. a distância média entre os elétrons da LT. como mostra a Fig. 7-63 que se x. : « : • : • . é preciso que a parte espacial da função de onda seja anti-simétrica se o estado for um tripleto e que seja simétrica se o estado for um singleto. as partículas tendem a se manter mais afastadas do que no estado simétrico.3. Obser. Dissemos na ocasião que a função de onda de um sistema de elétrons é sempre anti-simétrica.1. Esta diferença é da ordem de 1 eV.e : . 3 sns Tripletos 3 snp 3snd S3 ' 2. no estado anti-simétrico.62 Fig. Observe que não existem transições entre níveis que rão pertencem ao mesmo conjunto. esta energia é maior no estado simétrico (no qual os spins dos dois elétrons estão antiparalelos) do que no estado anti-simétrico (no qual os spins estão paralelos).

O primeiro estado anômalo. a parte espacial <ps da função de onda é simétrica e a parte externos são transferidos simultaneamente para outros níveis. os quais individualmente podem ser simétricas ou anti-simétricas. Como a distância média entre te o magnésio como exemplo. uma transição entre dois estados i/>m e gir este estado é 5 eV. o elemento de equação de Schrõdinger para um único elétron. A densidade de probabilidade é máxima em x = 0. juntamente com as transições observadas entre esses estados. porém. por exemplo. j á que os elétrons são idênticos. 3 P . o acoplamento spin-órbita é relativamente fraco e portanto a regra de seleção AS = 0. como _ . 6 "Transições configuração 3p 2 . (a) No estado singleto. No caso dos elementos leves (pequenos valores de Z). a parte espacial da função de onda total é anti-simétrica para os estados do tipo tripleto e simétrica para os estados do tipo singleto. 7-26). isto é. cussão destes chamados estados anômalos. de spin XA é anti-simétrica. a parte espacial é anti-simétrica e a parte de spin é simétrica. seu valor deve ser nulo.4 eV (Fig. Eq. Toq(x) = 2qab cos conmt i/r„xtl>m dx + das as seis transições (denominadas tripleto anômalo) que ocorrem entre os níveis 3 P ' e 3 P da Fig. que proíbe as linhas de intercombinação. pode ser escrita como o produto 4*X de uma função espacial por uma função de spin. ou seja. (b) Vamos concluir esta Leitura Suplementar com uma breve disNo estado tripleto. A Fig. o momento mal 3 3 P. para o qual a configuração dos elétrons externos é 3s3p. Como vimos. Até agora. que é 2. que AS = 0. são estados anômalos e estão aproximadamente duas vezes mais distantes do estado fundamental que os estados 3 P normais.208 MSíca Atômica deve ser anti-simétrica em relação ao intercâmbio de partículas idênticas. 7-27 Densidade de probabilidade em função da distância entre dois elétrons. Também existem estados nos quais dois ou mais elétrons Fig. pois se trata de um raciocínio sutil!) que se os dois elétrons forem intercambiados. Quando o acoplamento spin-órbita é considerável. esta troca faz ijja mudar de sinal. No caso de tranmatriz í>prr>cipm dx se torna /(//„(x. Observe que as transições entre níveis que não pertencem ao mesmo conjunto. A energia de excitação do átomo para atinEntre Níveis de Energia".j de 457. 7-26). um estado com a Como foi visto na Leitura Suplementar do Cap.1 e>:ü em nossa hipótese de que a função de onda total. em uma transição de um estado tripleto para um estado singleto. A conclusão é que as transições entre estados do tipo singleto e estados do tipo tripleto são proibidas. são observadas experimentalmente. o valor de q(x) não poderá mudar. 7-26. . ilustradas pelo espectro experimental que aparece na parte inferior da figura. a separação entre a parte espacial e a parte de spin da função de onda deixa de constituir uma boa aproximação. e portanto não existe mais uma função espacial i/f cujo elemento de matriz possa se anular. mal é o estado 3 i P (veja a Fig.. + x2)ip. que • sp P f Fig.„ dx. (Esta conclusão pode ser estendida a outros conjuntos de estados e a outros tipos de radiação. maior do que a energia de excitação para atingir o estado norNo caso de uma radiação do tipo dipolo elétrico. a proibição vai se tornando menos rigorosa. o leitor deve -ee perguntando por que as linhas de intercombinação. Os estados de maior energia. violam a regra de seleção M = ±1. 7-25). Assim. À medida que Z aumenta. incluindo o efeito spin-órbita.1 nm do magnésio mencionada no texto e mostra_ Fig ""-26. Como o valor da integral não pode mudar quando os dois elétrons são intercambiados. 7-28 violam a regra de + termos independentes do tempo seleção Al = ± 1 . o primeiro estado excitado noros elétrons é maior no estado tripleto. Esta regra surgiu da solução da No caso de estados envolvendo dois elétrons. é respeitada quase absolutamente. é aquele no qual os dois elétrons externos são transferidos para o nível 3p. aproximadamente duas vezes ipn pode ser atribuída a uma oscilação na distribuição de carga. nesse caso. 7-28 Estados 3 3 Pnormal e anômalo do átomo de magnésio. entretanto. 7-28. no caso do hélio (Fig. Tomando novamenA densidade de probabilidade é mínima em x = 0. iJjm é uma função anti-simétrica ifia e *li„ c uma função • pp 3 P ' simétrica iJ/s. A explica. a parte dependente do tempo do momento dipolar pode se tornar I I q(x) = 7qab cos 0 ) m ( I ik(x1 + x2)^a dx 7-64 Acontece (leia com atenção. a energia do sistema é menor neste estado. estivemos discutindo os estados dos átomos nos quais apenas um dos elétrons externos é transferido para outro nível.) J i que as transições com AS 0 são proibidas. 7-28 mostra os estadipolar de um elétron isolado é dado por dos y p normal e anômalo. ou seja. embora mantenha constantes os valores de i/>s (veja a Seção 6-7) e (x{ + x2). como seria de se esperar. o que explica a existência da linha de intercombinação do M g na Fig. É o que acontece.

eh 2mr B = mifjLBB 7-66 Como m. pode assumir 2/ + 1 valores diferentes.. que é dada por AE = . 3.efi . = 0 ou ± 1 limita as transições às nove indicadas na figura. Eü e Eü — ehB!2mc que correspondem às transições com Am. Os momentos magnéticos também estão representados por vetores. 7-30 mostra um modelo vetorial da combinação de L e S para determinar o valor de J.0 --1 1= 1 • Leitura Suplementar 209 - efi 2 m„ Fig. 745. veja a Eq. Como os desdobramentos do estado inicial e do estado final são iguais. sua energia varia por causa da interação do momento magnético do átomo com o campo magnético. os estados anômalos são numerosos nos elementos pesados. O momento angular total é enquanto o momento magnético total é onde. Nesse caso. o cálculo dos desdobramentos dos níveis de energia é complicado pelo fato de a relação entre o momento magnético associado ao spin e o momento angular intrínseco ser duas vezes maior do que a relação entre o momento magnético associado ao momento angular orbital e o momento angular orbital. Por outro lado. Para os camp: > mag- . As nove transições que respeitam a regra de seleção Am = 0 ou ±1 dão origem a apenas três linhas espectrais porque a diferença de energia entre níveis adjacentes é e AB!1me.(e 12me).18 Como na verdade não existe nenhuma diferença fundamental entre os dois efeitos.. a não ser por uma exceção: como a presença do spin complica um pouco os cálculos no caso do efeito Zeeman anômalo. o efeito Zeeman em transições entre estados do tipo singleto será discutido em primeiro lugar.1 -2/71 ' --2 -+1 . * 0 texto original em inglês desta leitura suplementar está disponível na home page whfreeman. independentemente do valor de 1. As variações de freqüência das três linhas são portanto eB/2me.) Como g.com/physics. = 1 e gs = 2 (aproximadamente. existem apenas três energias de transição diferentes: £e + ehB/2m£. que correspondem aos possíveis valores de m. respectivamente. contanto que as mudanças de nível dos elétrons associados à transição respeitem a regra de seleção Al = ± 1. sejam quais forem os valores de / nos estados inicial e final.0- . 0 e -eB/2me. Por razões históricas. a mudança da freqüência e do comprimento de onda de uma linha espectral indica que houve uma mudança da energia de um dos estados envolvidos na transição ou das energias dos dois estados. B = - nzB 7-65 . enquanto o efeito associado a transições entre estados dos quais pelo menos um tem o spin diferente de zero recebe o nome de efeito Zeeman anômalo. previsto por Lorentz com base na teoria clássica e observado pela primeira vez por Zeeman.Física Atômica sições envolvendo estados excitados de dois ou mais elétrons. Modelos como este podem ser usados para calcular o desdobramento dos níveis. A regra de seleção Am. (N. Na mecânica quântica. cada nível de energia é desdobrado em 21 + 1 níveis. A variação de freqüência das linhas do espectro é igual à variação de energia dividida por h. o efeito Zeeman associado a transições entre estados do tipo singleto é chamado de efeito Zeeman normal. 17 nome pelo qual o efeito é hoje conhecido. Estados anômalos foram observados na maioria dos elementos. o que explica em parte a maior complexidade dos espectros desses elementos. mas são relativamente raros nos elementos leves. temos: /JLz = —m. dado pela Eq. 7-29 mostra o desdobramento dos níveis de energia no caso de uma transição de um estado com l = 2 para um estado com / = 1. como na Eq. 19 Cada nível de energia é desdobrado em 2j — 1 níveis. A/ para o átomo como um todo pode ser zero. Considere um átomo com momento angular orbital L e spin S. Quando o átomo é submetido a um campo magnético externo. Cada nível é desdobrado em 2/ + 1 níveis. Substituindo (JLz pelo seu valor. Energia / +2 -+1 1 = 2 - O Efeito Zeeman Como foi dito no Cap.|j. o spin é zero e o momento angular total J é igual ao momento angular orbital L. É fácil ver que existem sempre três energias diferentes. o desdobramento das linhas espectrais de um átomo por ação de um campo magnético externo foi investigado sem sucesso por Faraday. = + 1 . mas o cálculo é muito trabalhoso e nos limitaremos a discutir : resultados. e portanto A E = + m. Efeito Zeeman Normal No caso de estados do tipo singleto. temos: + 2S) 7-67 A Fig. 7-49).gLixB = —m. a direção z foi definida como sendo a direção de B. pois nesses elementos sua energia de formação é em geral maior que a energia de ionização. 0 e — 1. Efeito Zeeman Anômalo Como já dissemos. não faremos nenhuma distinção entre eles. do T. o que significa que o momento magnético total não é paralelo ao momento angular total. A Fig. o efeito Zeeman anômalo ocorre quando o spin de um dos estados envolvidos na transição (ou de ambos) é igual a zero. 7-29 Desdobramento dos níveis de energia produzido por um campo magnético no caso de uma transição de um estado com l = 2 para um estado com / = 1 (efeito Zeeman normal). 7-56.

New York: McBraw-Hiil Book Company. e o espectro se reduz a três linhas.+1/2 "-1/2 +1/2 -1/2 . isto é. A Fig. Em outras palavras. . os desdobramentos de Zeeman desses níveis dependem de j. £ White. 7-68 e 7-69. cada uma das quais é na realidade um dubleto de linhas muito próximas. Qual é a intensidade do campo magnético solar nesta região se a diferença entre a linha com maior comprimento de onda e a linha com i -+3/2 Sem campo 3/2 C a m p o fraco Fig. 2P1/2 e 2S1. S e J. (Os sentidos de n. o que faz com que o número de linhas seja _ 2 Dr d o que no efeito Zeeman normal. o desdobramento de Zeeman se torna maior que o desdobramento fino..0 desdobra. Este comportamento em campos magnéticos elevados é conhecido como efeito Paschen-Back em homenagem a seus descobridores. Paschen e E. [. Quando B é tão grande que o desdobramento fino pode ser ignorado. 7-32 mostra a transição do desdobramento dos níveis do efeito Zeeman anômalo para o efeito PaschenBack com o aumento de B. A Fig. 7-31 Desdobramento dos níveis de energia produzido por um campo magnetico no caso dos níveis 2P3ll. com permissão da editora. os desdobramentos dos níveis são pequenos em comparação com o desdobramento fino. j = 1. o desdobramento de Zeeman passa a ser dado por A E = (m. as projeções de L se comportam como se S = 0. A razão para a diferença é que um campo magnético elevado desacopla os momentos L e S. m 111 + 2 -+1/2 N. é dado por s /efiB A E = grrij ( — ' \ 2 me gmjHBB 7-68 onde g. 20 é dado por 1 + j{j + 1) + s{s + 1) .. mostrando o efeito Zeeman : m a i o . 0 momento magnético não é paralelo ao momento angular total J porque n J S é duas vezes maior que /*. g = 1 a Eq. As transições envolvidas são as linhas D. Ao contrário do que acontece no efeito Zeeman normal. 1Pin e 2 S 1 / 2 . 7-31).210 Física Atômica Observe que se 5 = O.2 do sódio. lnr x j j c s t r » Atomic Spectra. a variação de energia produzida pelo campo magnético. como está indicado na figura.] ms)nBB Neste caso. F. De acordo com a regra de seleção Am} = 0 ou ± 1. e em geral existem mais de três linhas. fazendo com que passem a precessar em torno de B de forma quase independente. e n foram invertidos para tornar o desenho mais compacto. l e 5. 1934. + Fig.//.) néticos normalmente gerados em laboratório. Back. 2Pm. 7-22. conhecido como fator g de Landé./(/ + 1) 7-69 2 / • ( / + 1) / ehB\ J = (mi Exemplo 7-5 Campo Magnético do Sol Os campos magnéticos do Sol e das estrelas podem ser estimados medindo o desdobramento de Zeeman das linhas espectrais. O desdobramento de cada nível. 7-30 Diagrama vetorial usado para determinar o momento magnético total n quando S # 0 .4s fotografias foram reproduzidas de H. Suponha que a linha D. e D2 da Fig. o desdobramento é semelhante ao que ocorre no efeito Zeeman normal e apenas três linhas são observadas. já que os desdobramentos dos estados inicial e final são diferentes. 7-31 mostra o desdobramento de Zeeman dos níveis responsáveis pelo dubleto amarelo do sódio.T "to dos níveis depende de L. As energias dessas linhas podem ser calculadas em função de eãB/2me a partir das Eqs. existem quatro linhas associadas à transição 2Pm —» 2Sm e seis linhas associadas à transição 2Pm —> 2SV2. do sódio emitida em uma certa região do disco solar apresente um desdobramento em quatro componentes por causa do efeito Zeeman (veja a Fig. 7-68 fornece o desdobramento correto para o efeito Zeeman normal.-1/2 --3/2 . que são pequenos em comparação com o campo magnético interno associado ao efeito spin-órbita. Para valores elevados do campo magnético externo.

7 .79 X IO"9 eV/gauss)fl Para o nível 32S1/2: AE = 2 ( ± l/2)(5.^: r 8 _ . Assim. como no efeito Zeeman normal.79 X 10" 9 5 = . o espaçamento entre os níveis se torna uniforme e apenas três linhas espectrais são observadas. os momentos L e S são desacoplados. = 2/3 +1) Para o nível S 2 ^.9 nm.60 X IO.1.o 2 ( | ) ( | + 1) M Os deslocamentos dos níveis de energia podem ser calculados com o auxílio da Eq.022 nm.51 T = 5.54 X 10~ 8 )(1. AA = -hcAE/[(E+AElXE+AE2)] —hcAE/E2 = 0. . 7 2 X 10.79 X 10. A posição dos níveis foi calculada p a r a x = 2.54 X 10~S-B eV Como A = 1 / / = hc/E. Quando o campo magnético externo é tão intenso que o desdobramento de Zeeman é maior que o desdobramento causado pelo efeito spin-órbita. ::: .1.1. cada uma das três linhas é na realidade um dubleto constituído por duas linhas muito próximas.8 X 10" 9 ) 2 (1. a V2 — = — o menor comprimento de onda é 0.) Solução A linha Dl é emitida na transição 3 2 P m —> 32Sm. 7-69: Para o nível 32P1/2: = 1 + i(i+l)+ + 1) .54 X 10" S S onde E = hd\ B = = hd589.: desdobramento das linhas espectrais causado pel: _Í onal Solar Observatory/Sacramento Peak. As transições são as mesmas que aparecem na Fig.9 )hc (589. 7-31. temos: (0.022 X 10. o campo magnético da Terra é da ordem de 0.Os fatores de g de Landé correspondentes podem ser calculados com o auxílio da Eq.022 nm? (O comprimento de onda da linha Dx é 589. E pos magnéticos associados às manchas solares são ::.100 gauss Para comparação. Finalmente.9 B eV O deslocamento da linha de menor comprimento de onda é dado por 1. fotografado na faixa da IJZ . 211 | !(i + i ) + l ( l + i ) .0. temos: = Grupo de manchas solares.7. 7-32 Efeito Paschen-Back.72 X 10 9 B eV A diferença de energia entre estes dois fótons é A E = .Física Atômica Fig. 7-68: Para o nível 32P1/2: AE = (2/3)(±l/2)(5.93 X 10~9B .93 X 10.022 nm (E2/hc) = .1(1 + 1) 2m AE = .9 B = 7.8 nm.19 ) B = 0.] . Como mostra a ilustração da direita.5.5 gauss.79 X IO"9 eV/gauss)fi O deslocamento da linha de maior comprimento de onda é dado por .9 B + 5.

/. Princípio de exclusão 7-53 s\. e W. Equação de Schrödinger em três dimensões No caso do átomo de hidrogênio. New York. quando fazia o curso de graduação em física em Munique. G. ±1. ed. m. . R„.. G. e H.. ±1 h / lx 2n2 I3 6Z2cV ' n2 7-22 7-23 7-25 C„. New York. os dois tipos de degeneração podem estar presentes no mesmo sistema. então necessariamente Lx = Ly = 0. físico austríaco naturalizado americano. os valores de Cnlm são os produtos das constantes de normalização correspondentes. . Kuhn. A degeneração pode estar associada a uma simetria do sistema. 1982. Mullin. . significa um conjunto completo no sentido matemático da palavra. Wolfgang Pauli (1900-1958). 4.m são constantes de normalização. Spin do elétron O spin eletrônico não está incluído na equação de Schrõdinger. 3. Quando eram alunos de doutorado em Leiden. 1962. J. The Structure of Line Spectra.l em resultam das condições de contorno impostas às soluções destas equações. Se Lz = |L|. outra para a coordenada d e outra para a coordenada <t>.m onde C„. combatendo a "má física". Herzberg. "Suficiente". . expuseram a idéia do spin eletrônico ao seu orientador. são as funções radiais e Ylm são os esféricos harmônicos. Introduction to the Structure of Matter. Brehm J. 1985. McGraw-Hill. A resultante de L e S é o momento aneular total J = L + S. R. Atomic Spectra and Atomic Structure. e R. uma para a coordenada r. Acoplamento spin-órbita s = \ 7-36 ms = ±\ Esta foi a primeira observação direta do spin eletrônico. e ms pode ser ocupado por apenas um elétron.. 1. tornou-se a consciência da física quântica. Rechenberg. 5. BIBLIOGRAFIA As referências que se seguem foram escritas em um nível apropriado para os leitores deste livro. Esta interação leva ao desdobramento fino dos níveis de energia. . ±2. 1989. Uma verdadeira criança-prodígio. a equação pode ser separada em três equações diferenciais ordinárias. Wiley. . . (n . Mehra. Pauling. 4.212 Física Atômica SUMÁRIO Tópico Equações e comentários 1. a função de onda não pode ser descrita como o produto de funções associadas a diferentes números quânticos. escreveu um artigo sobre relatividade geral que foi elogiado pelo próprio Einstein. Eisberg. 1944. New York. 2. 1. 7.1) 0. também pode existir por razões totalmente diversas e certamente pode ocorrer em casos nos quais. L. New York. cujo módulo é dado por IJI = VTCT+TJÂ onde j = l + sou\l6. os exemplos mais comuns são o potencial de Coulomb e o potencial gravitacional. Os números quânticos n. Resnick. Um estado atômico especificado por um conjunto de números quânticos n. Essas últimas degenerações às vezes são chamadas de degenerações acidentais. Samuel Abraham Goudsmit (1902-1978) e George Eugene Uhlenbeck (1900-1988). New York. Atomic Spectra. NewYork. Funções de Onda do Átomo de Hidrogênio 1LI = V C + Lz = mft mE . Academic Press. Vol. . Entretanto. físicos holandeses naturalizados americanos. . 6. 1930. 2. Goudsmit. J. Módulo de S ISI = V«(í + 1 Componente z de S Experimento de Stern-Gerlach sz = msh 5. e S. Teórico brilhante. que aparecem nas Tabelas 7-1 e 7-2 são funções normalizadas. J. The Historical Development of Quantum Theory.- ^nlm — \ l = 0. NOTAS 1. Quantum Physics. Quantização Momento angular Componente z de L Energia 3. H. As funções Ylm e R„. Potenciais deste tipo são conhecidos como conservativos-. 2. Dover. no caso. ao contrário do que acontece no problema da caixa tridimensional. com apenas dezoito anos. Wiley. Paul Ehrenfest. como no caso que estamos discutindo. Springer-Verlag.

juntamente com o desdobramento fino do estado 2P. entretanto. V = (a) Escreva uma expressão para a função de onda desta partícula no estado fundamental. Quando os estudantes voltaram a procurar Ehrenfest com a má notícia. A notação das camadas (K. . por causa da regra de seleção Al = ± 1 . Lorentz pela descoberta. é preciso tomar um certo cuidado para não interpretá-lo erroneamente ao usar as equações ia mecânica quântica. Alguns autores preferem usar o símbolo m para representar momento magnético. O fóton tem um spin s = 1. Lorentz observou que um spin eletrônico com : valor necessário para explicar a estrutura fina era incompatíel com a relatividade restrita. cujo trabalho com Born e Heisenberg levou à interpretação correta do efeito Zeeman anômalo. 15. New York.haften. Podemos pensar nesta regra em termos da conservação do momento angular. Esta diferença. Depois de _guma demora. Otto Stern (1888-1969).000 vezes menor do que o momento magnético do elétron. O experimento de Stern-Gerlach não tinha precisão suficiente para detectar este pequeno efeito.000 vezes maior do que a massa do elétron. em Herzberg. Stern desenvolveu as técnicas de produção de feixes atômicos e moleculares que lhe permitiram demonstrar. Este cálculo pode ser encontrado.. Determine os números quânticos nu n2 e rc3 para os 10 estados de menor energia da partícula. O núcleo atômico também possui um momento angular e portanto um momento magnético. 17.0 < y < L e 0 < z < L. o Be. Na verdade. por exemplo. c/iffuse (difusas) c/undamental (fundamentais). as primeiras letras da notação usada para indicar os valores de momento angular orbital. Em uma transição do tipo dipolo elétrico. " 16. enquanto o efeito sobre as outras transições não podia ser explicado e portanto era "anômalo". produzindo assim um campo elétrico na posição do próton (suposto estacionário). Determine as energias das transições do terceiro. 12. G. 9. que interage com a carga elétrica do próton. (a) Repita o Problema 7-2 supondo que L2 = 2L] e L. 1944. Se jl = 0 . o spin do fóton é somado vetorialmente ao spin do átomo. Em homenagem a Alfred Landé (1888-1975).L / 2 < x < L/2? 7-4. foi praticamente ignorada até que sua importância foi apontada por Lorde Kelvin. Como o símbolo /x é usado para representar tanto a massa reduzida como o momento magnético.) foi usada pela primeira vez por Barkla (veja a nota 17 do Cap. mas nesse caso existe o perigo de confusão com o número quântico m. = AL (b) Quais desses estados são degenerados? 7-6. 8. O deslocamento de Lamb se deve a um efeito relativístico. W. Zeeman compartilhou o prêmio Nobel de física de 1902 com seu professor H.L / 2 < x < L/2. = 3Lj. 4). A descoberta do efeito Zeeman. as linhas são desdobradas. 13. físico holandês. o Mg e o Ca.. (b) Como se comparam as energias permitidas com as de uma partícula em uma caixa na qual V = 0 para 0 < x < L em vez de para . Esta terminologia resultou do fato de que o efeito de um campo magnético sobre as transições entre estados do tipo singleto podia ser explicado pela teoria clássica de Lorentz para o elétron e portanto era "normal".L2 = 2Ll e í . p. quarto e quinto estados excitados para o estado fundamental. como a massa do núcleo é pelo menos 2. y. Determine as energias E3n. esses níveis não são exatamente degenerados nem mesmo no hidrogênio. de acordo com a Eq.. d e / . Uma partícula é submetida a um potencial dado por V(x. decaia para o estado fundamental l2S1/2 através de uma transição para o estado 22Pin. Como já foi dito na Seção 7-2. que de outra forma seria metaestável. Pieter Zeeman (1865-1943). Quais dos estados que aparecem no diagrama são degenerados? 7-2. foram escolhidas porque descreviam a aparência de certos grupos de linhas espectrais: íharp (estreitas). PROBLEMAS Nível I Seção 7-1 A Equação de Schrõdinger em Três Dimensões 7-1. juntamente com Gerlach. contanto que jl + 0. Como o sentido deste campo depende da orientação relativa dos momentos L e S. um excelente físico experimental. 20. 11. faz com que o estado 2 2 P m esteja 4. Isto é verdade para quase todos os átomos com dois elétrons externos. no caso do hidrogênio. principal (principais).ji ou jl — 1. 7-5. 14. L. as regras para a soma vetorial de momentos angulares exigem que j2 = j\ + 1 . Depois de trabalhar como assistente de Einstein durante dois anos. Determine as funções de onda para os 10 estados de menor energia da partícula do Problema 7-2. Este campo varia no tempo em virtude do movimento orbital do elé- 213 tron. Atomic Spectra and Atomic Structure. Fora desses limites. Dover. quarto e quinto estados excitados. físico alemão. Lamb mostrou que existe uma pequena diferença de energia entre os estados 2S e 2P do átomo de hidrogênio. 10. nos quais o desdobramento fino é da mesma ordem que o desdobramento entre os singletos e os tripletos.Física Atômica q JÍ os aconselhou a ouvir a opinião de H. por possuir um spin e portanto um momento magnético intrínseco. 739. z) = 0 para . Se o número quântico de momento angular total do átomo é j i antes da transição e j2 após a transição. a existência da quantização espacial. Suponha que a partícula do Problema 7-1 seja um elétron e L = 0. 7-3.j2 = 1. uma diferença de energia conhecida como deslocamento de Lamb. físico alemão naturalizado americano. Uma partícula é confinada a uma caixa tridimensional de lados LX. é pelo menos 2. descobriram que este já havia enviado o artigo escrito pelos dois à x&vistàNaturwissens. por exemplo.4 X IO"6 eV abaixo do estado 2 2 S m . onde foi publicado. A. o momento magnético do núcleo. Lorentz. . E222 e £ 321 e construa um diagrama de níveis de energia para o poço cúbico tridimensional que inclua as energias do terceiro. 18. físico alemão. assim. Stern recebeu o prêmio Nobel de física de 1943 pelo desenvolvimento do método dos feixes moleculares e a descoberta do momento magnético do próton. A. s. 19. Este deslocamento permite que o estado 2 2 S m . como o He. Uma outra forma de interpretar o fenômeno é dizer que o elétron. Esta forma de representar o spin total foi escolhida porque corresponde ao número de linhas da estrutura fina do espectro. s = 1/2 e as linhas são dubletos. Uma exceção são os estados P do Hg. e Walther Gerlach (1889-1979). produz à sua volta um campo magnético dipolar. que tanto contribuiu para o nosso conhecimento da estrutura atômica.10 nm.

onde C é uma constante. (d) Determine todos os valores possíveis de Lz. O valor da constante C200 na Eq. m = 0 do átomo de hidrogênio. (c) da densidade de probabilidade radial P(r) no ponto r = a0 para o estado n = 2. Seção 7-3 As Funções de Onda do Átomo de Hidrogênio 7-18. dL/dt = 0. A resposta deve ser dada em unidades de a0. 7-33 Esfera maciça com uma distribuição de carga uniforme em um anel estreito localizado no equador. (c) para / = 0? (d) Determine os menores valores possíveis da energia para cada caso. Mostre que a função Y = C s e n 0 ( 5 cos 2 9 . A resposta deve ser dada em unidades de a 0 . (c) a densidade de probabilidade radial P(r) no ponto r = a0. o momento magnético pode ser escrito na (b) Qual é o maior valor possível de Üx + L) ? (c) Qual é o vaforma lor de L\ + L] para m = 1 ? É possível determinar o valor de L. Mostre que a função de onda do hidrogênio ipl00 satisfaz à equação de Schrõdinger.2 8 ) Se a relação entre carga e massa em um sistema clássi7-13. 7-17. ou Ly a partir destes dados? (d) Qual é o maior valor possível M = g m L de n? 7-14. l = 1 do hidrogênio é r = 4a 0 . (O valor da constante C200 é dado no Problema 7-24. 7-24. . O elétron de um átomo de hidrogênio se encontra no estado 6/. (a) quais são os valores possíveis de 11 (b) Quais sao os valores possíveis de m para cada valor de 11 (c) Levando em conta o fato de que existem dois estados quânticos para cada valor delem por causa do spin do elétron.02a 0 com centro (a) em r = a0 e (b) em r = 2a 0 para o estado n = 2. 7-33). Mostre que o valor de P(r) é máximo para r = aJZ.1 = 0. (c) Desenhe em escala que g = 2 para um cilindro maciço (I = MR /2) que gira em um diagrama vetorial mostrando as possíveis orientações de torno do próprio eixo e possui uma distribuição de carga uni(b) Mostre que g = 2. Para / = 2. (a) Mostre lar L. 7-11. (Veja o Problema 7-9. (b) com centro em r = 2a0. 7-19. buição de carga uniforme em um anel estreito localizado no 7-15. determine (a) o valor de ip\ (b) o valor de i/r. (a) Determine o momento angular L = ICJ quando o disco está girando com uma velocidade angular &>/ 2TT = 735 rpm.1* - Atômica Mostre que a função i// = A — e~rriao cos 9 a0 é uma solução da Eq. (b) para l = 4.5 L em relação ao eixo dos z.03a o (a) com centro em r = a0. i camada n = 4. 7-9. mostre que o número de estados degenerados do enésimo nível do hidrogênio é dado por n2. Para 1 = 1 . M é a massa total e g2 # 1. (b) determine o valor aproximado do número quântico /. (d) Repita os itens (a).1 )e. 7-33 é 3/2 C„ =3277 \ (a 0~ •s/32 Determine os valores (a) de ip-. 6 çr2e-izria0. (c) para / = 4. (c) Calcule o módulo de L. Ignorando o spin do elétron. determine a probabilidade de encontrar o elétron em um intervalo Ar = 0.(b) para Seção 7-4 O Spin do Elétron / = 2. 7-27. Determine a probabilidade de encontrar o elétron em um intervalo Ar = 0. Mostre que a densidade de probabilidade radial para o estado n = 2. m = 0 do átomo de hidrogênio. (b) e (c) forme em sua superfície cilíndrica. Seção 7-2 Quantização do Momento Angular e da Energia do Átomo de Hidrogênio (7-9). onde A é uma constante e a0 é o raio de Bohr. Mostre que se V é função apenas de r. 7-9. ( 7 . 7-26. Para o estado fundamental do átomo de hidrogênio. 0 n d e C é uma constante. (b) de i/r. (a) Quais são os valores d e n e / ? (b) Calcule a energia do elétron. m = 0 de um átomo de um elétron pode ser escrita na forma P(r) = A cos 2 9 r 4 <r Zr/a ° onde A é uma constante. (b) os valores possíveis de m. 7-33. Determine o número total de estados (a) na camada n = 2. determine (a) o módulo do momento angu. Z = 1. 7-21. O m o m e n t o de inércia de u m CD é aproximadamente 3 X 10" 5 kg-m 2 . / = 0. Mostre que a distância mais provável entre um elétron e o núcleo no estado n = 2.é é uma solução da Eq. 7-20. 7-8. 7-25. (a) qual é o menor valor possível de L2X + Üyl co não é constante. A densidade de probabilidade radial do átomo de hidrogênio no estado fundamental pode ser escrita na forma P(r) ~ Fig. Calcule a constante de normalização C200 da Eq. determine o número de estados na camada n = 3. 7-12. ou seja.onde Q é a carga total. Desenhe um diagrama vetorial que mostre as possíveis orientações do vetor momento angular L (a) para l = 1 .) 7-23. Inconstante. 2 para uma esfera maciça (/ = 2MR /2) que possui uma distripara / = 3. equador (Fig.) (c) Determine as energias dos estados dos itens (a) e (b) em eV. Quais são os valores possíveis de nem (a) para / = 3. Para o estado fundamental do átomo de hidrogênio. 7-22. Se n = 3.

]S| = [>(.) nhas são 589.? + l)]" 2 = (3/4)1'2 para calcular a velocidade tangencial de um ponto situado no equador do elé^treurCompare esta velocidade com a velocidade da luz. 7-41. Se os átomos de prata em um experimento de SternGerlach percorrem 1 m na região onde existe campo magnético e mais 1 m em uma região onde o campo é zero com uma velocidade de 250 m/s. o valor de j pode ser 5/2 causa da interação entre os dois elétrons.6/n2 = —1. determine os possíveis números quânticos j para a 7-50. E m um certo estado de um elétron. (c) Se o elétron 3p 7-52. 1 e 1/2 no primeiro estado excitado. de tal forma que os elementos em cada 7-38. (a) Calcule as energias em eV 3Sm 4D•3 P 3 P3/2 4 P 3/2 3 Sin 4 S1/2 4S 1 / 2 dos fótons correspondentes a estes comprimentos de onda. Os espectros óticos de átomos com dois elétrons na última j = 3/2. Ba.). Ba. fou gl seguir em dois grupos. K. A força exercida por um campo magnético não-homogêneo sobre um momento magnético cuja componente zép. níquel. (c) de átomos de oxigênio.14 V. O resultado é o n. Ga? (Sugestão: Use o Apêndice C para verificar quais são os elementos para os quais l 0). As transições entre os níveis eletrônicos intern : > de c o do sódio estiver submetido a um campo magnético interno B. Na curva da energia de ionização em função do número atômico (Fig. Ca. 7-43. Estime o valor de B a partir do valor de AE encontrado no item (b). l e j para o elétron externo do combinação J = L + S. He. 4. (c) do germânio. Calcule o valor de AE. Ti. qual deve ser o gradiente de Bz. para calcular o valor de Zef para o elétron 3s do sódio. Quantas linhas serão observadas na placa detectora em um experimento de Stern-Gerlach (veja a Fig. Faça uma tabela com os valores de valores de j a partir da combinação de /.? (b) Quais são os possíveis valores do número quântico 5 semelhante ao do hidrogênio e quais possuem um espectro ótico para o spin total S = Sj + S 2 ? (c) Usando os resultados dos itens semelhante ao do hélio: Li. rnos pesados resultam na emissão de raios X c a r a c t o : : . p. 7-30. entre os estados 3P3I2 e 3 P m . Explique as quedas. Ra? (a) e (/. faça uma lista de todos ÕS estados do átomo de hidrogênio com n = 2 e n = 4.nésio. 7-44. (b) de átomos de cálcio. Hg. Cs. 7-45. césio. Rb. Ca. d. Calcule o módulo de L. 7-36. e j2 para o momento angular total de cada partícu. 0 e 1/2. Determine os valores possíveis da componente z do momento angular orbital (a) de um elétron d. Ra? um certo estado excitado é caracterizado pelo número quântico 7-48.fundamental. ros quânticos para o momento angular orbital total L = + 7-49. cromo. Em quais dos átomos a seguir o estado fundamental é desdobrado pela interação spin-órbita: Li. sua energia seria — 13. AE. Os comprimentos de onda destas duas li. Fr.'Supondo que o elétron se comporte como uma partícula clássica. 7 . (a) O momento angular do átomo de ítrio no estado fundamental é caracterizado pelo número quântico j = 3/2. 1 e 312 la? (e) Use os resultados do item (d) para calcular os possíveis no segundo estado excitado. sódio. no estado quânticos y. . Cu. berílio. Qual é o elemento que possui a configuração eletrônica (a) ls22s22p63s23p2\ (b) ls22s22p63s23p64s2l 7-46. B. (a) Quais são os valores possíveis d e j l (b) Quais são os valores possíveis do módulo do momento angular total? (c) 7-47. (c) do argônio. (d) de átomos de estanho? 7-31. uma esfera homogênea com IO -15 m de raio.3 4 . Considere um sistema de dois elétrons. Quais são os valoiesDossíveis de j e os valores possíveis do módulo de J? 7-35JUm átomo de hidrogênio se encontra no estado 3D (n = Seção 7-7 Estados Excitados e os Espectros dos Elementos 3Tt = 2). dBJdz. Ag. cálcio. mage s = 1/2. 5. quais são os possíveis núme. Os números quânticos n. O conhecido dubleto de linhas amarelas do espectro do 7-51 JQuais das transições do sódio a seguir não são do tipo disódio é causado por transições dos estados 3 P m e 3P V2 para o ^-peio elétrico? (Informe qual a regra de seleção que está sendo estado fundamental. são observadas pequenas quedas em Z = 31 (gálio). Quantas linhas serão observadas em um experimento de Stern-Gerlach com átomos de ítrio? (b) Quantas linhas serão observadas se o feixe for constituído por átomos com spin nulo e l = 1 ? Seção 7-5 Momento Angular Total e o Efeito Spin-Órbita 215 de AE = 2/u b B. para que a deflexão máxima de cada um dos feixes seja de 0. (a) Ignorando o spin.Física Atômica 7-29. mas muito diferentes dos esmoimento angular orbital 11 pectros de átomos com apenas um elétron na última camada. Quais são os valores possíveis do número quântico de camada são semelhantes entre si. Ag. Determine a configuração eletrônica (a) do carbono. Separe os elementos a oir7/2. Determine a configuração eletrônica (a) do cloro. 4.0 nm. respectivamente.que o desdobramento causado pelo efeito spin-órbita será da ordem foram discutidos na Seção 4-4. 7 . bário. Esta diferença se deve ao efeito spin-órbita. Se o elétron 3s do sódio não penetrasse na região interna do átomo. Seção 7-6 Estados Fundamentais dos Átomos dos Elementos: A Tabela Periódica 7-40. 7-20). use o módulo do spin. (b) do oxigênio.é dada pela Eq.51 eV. por 7-37. 0 elétron externo de um átomo de potássio se encontra em um estado com l = 2. (b) de um elétron/. Rb. ambos com / = 1 grupo tenham espectros semelhantes: lítio. Al. Quais dos elementos a seguir apresentam um diagrama de Quais são os valores possíveis da componente z do momento níveis de energia semelhante ao do sódio e quais apresentam um angular total? diagrama semelhante ao do mercúrio: Li. (b) A diferença de energia destes fótons é igual a diferença em ener4 D 3/2 3S 1/2 3 Pm 4 D3/2 gia. (a) Calcule a energia de um elé- .violada. Use o valor experimental do potencial de ionização. 7-15) se for usado um feixe (a) de átomos de potássio. (b) do cálcio. Z = 49 (índio) e Z = 81 (tálio) que não estão assinaladas na figura. e j2. (d) Quais são os possíveis números potássio têm os valores 4. Ti.5 mm em relação ao centro do detector? 7-32. A penetração na região interna faz com que o elétron enxergue uma carga efetiva maior e portanto sua energia seja menor. O momento angular total de um átomo de hidrogênio em Mg. Fr. potássio. depois de examinar as configurações eletrônicas desses átomos no Apêndice C. 7-51. Qual é o valor de 11 Trata-se de um estado s. 7-42. / e j para os 12 primeiros estados do potássio (veja a Fig mesmo do item (c)? 7-39. Quais dos elementos a seguir possuem um espectro ótico L. Cd.3 3 j ü sando a notação espectroscópica. onde pB é o magnéton de Bohr. Na. Cd.6 nm e 589. Ag.

determine a distância máxima entre as duas linhas observadas no detector. Um átomo de hidrogênio no estado fundamental é submetido a um campo magnético B. Mostre que a variação de comprimento de onda AA de uma transição devido a uma pequena variação de energia é dada por AA « A2 hc 4 AE (Sugestão: Calcule o valor de dE/dX. Os comprimentos de onda dos fótons emitidos pelo potássio correspondentes a transições dos estados 4P V 2 e 4P V 2 para o estado fundamental são 766. 1 4 eV como a energia do estado fundamental e use as energias dos fótons associados às transições 3s —> 3p e 3p —¥ 3d para calcular as energias dos outros estados. Mostre que o valor esperado de r para um elétron no estado fundamental de um átomo de um elétron é dado por (r) = 3V2Z.25 m até chegarem ao detector..1. e calcule a a partir do valor experimental da energia. de acordo com a regra de seleção da Eq. 7-62. = 0. assim.5 km/s.39 eV e não 3. Suponha que a carga nuclear efetiva é (Z — cr). 3p e 3d do sódio. onde m7 é a massa do próton e r = 0. A solução da equação de Schrõdinger para este problema leva a níveis de energia quantizados dados por E. (d) Qual é o comprimento de onda da radiação emitida na transição do estado Z = 1 para o estado Z = 0 da molécula de hidrogênio? 7-61. (b) Se a largura da região onde existe campo magnético é Ar = 75 cm e os átomos percorrem uma distância adicional de 1. 9mm ~ 1/V7. A partícula K~ tem spin 0 e portanto não possui momento magnético. Em um experimento de Stern-Gerlach. onde E = hc/A. (SugesNível II tão: Use a aproximação e~2r/<"> ~ 1.4 eV. Se um corpo rígido tem momento de inércia I e está giran7-66. (b) Calcule o fafato para calcular a carga central efetiva Zef do ponto de vista do na presença de um campo magnético 2 elétron externo do lítio. supondo que a carga nuclear efetiva é Z . (a) 2 2 Py e S de um átomo de um elétron e mostre que existem 2 l/2 a energia do elétron seria — 13. Calcule o valor de AE.'isica Atômica tron na camada K do tungsténio. (a) Determine a aceleração máxima dos átomos de hidrogênio. 7-69) para os estados correspondente a n = 2. Nível III "-60. (c) Estime o valor do campo magnético a que está submetido o elétron 2p no átomo de potássio.90 nm. (c) Se a menor variação de comprimento de onda que pode ser medida em um espectrômetro é 0.. 7-53.4 eV. Calcule o valor de P para o estado fundamental do átomo de hidrogênio.01 nm. onde cr é a chamada constante de blindagem. Indique quais são as três transições permitidas e qual é a transição proibida. 3EU 4E\ etc. (b) A diferença entre as energias dos fótons é igual à diferença AE entre os estados 4Pm e 4 P m no átomo de potássio. com diferentes energias. supondo que ela se comporta como um rotor rígido. sua energia cinética é dada por o elétron é substituído por uma partícula K~. Considere um átomo semelhante ao do hidrogênio no qual . (a) Calcule o desdobramento dos estados de spin.5 ke V. Como o estado Pt o estado D do sódio são dubletos.41 e 769. (a) Determine o deslocamento normal de Zeeman AE = ef/. 7-64. O campo magnético é paralelo ao eixo dos z e seu gradiente máximo é dBJdz = 600 T/m. (b) O valor experimental desta energia é 69. já que r « a0 em todo o intervalo de integração. Entretanto.1 3 .) 7-58. campo magnético externo.5 . O raio do próton. Determine o menor ângulo entre o momento angular L e o eixo dos z em função do número quântico Z e mostre que para grandes valores de Z. (Sugestão: Para obter resultados mais precisos. A probabilidade de o elétron ser encontrado no interior do volume ocupado pelo próton é dada por po = P(r) dr Jo J onde P(r) é a densidade de probabilidade radial.B/2me para um campo magnético B = 0. 7. (b) Qual dos estados tem maior energia? (c) Qual a freqüência da radiação necessária para excitar o átomo do estado de spin de menor energia para o de maior energia? Em que região do espectro eletromagnético está esta radiação? 7-56. 7-59. é aproximadamente igual a IO"' 5 m. (c) O momento de inércia da molécula de hidrogênio é dado por I = m/2/!. 7-22 para determinar a energia do elétron externo nos estados 3s. Suponha que o elétron externo se move tor g de Landé para o estado Pm e2 mostre2 que existem seis energias diferentes para as transições Pm Sm na presença de um em uma órbita de raio r = 4a0.74 nm é a distância entre os prótons.54. (b) Use o resultado do item (a) e o resultado do Problema 7-56 para calcular as variações de comprimento de onda da transição singleto do mercúrio que ocorre para À = 579.6In2 eV é razoável para algum desses estados? 7-55. (c) A aproximação E = —13. o úniE = -/ar = = — 2 2/ 21 co momento magnético deste átomo é o momento angular orbi- .) 7-57.) (b) Calcule os valores de Zef para os estados 3p e 3d. 7-62. A penetração relativa da região interna do átomo pelo elétron externo do sódio pode ser levada em consideração através do uso de uma carga central efetiva eZrf > le na equação E = . são usados átomos de hidrogênio no estado fundamental com uma velocidade v t = 14.05 T.07 nm. 7-63. 2E t . 6 Z 2 f /n2 eV (veja o Problema 7-44). qual o menor valor de campo magnético necessário para observar o efeito Zeeman nesta transição? onde L é o m o m e n t o angular. R0. onde = A2/I.6eV/2 = —3. a carga central efetiva seria Zcfe = le e 27-65. a quatro energias diferentes para as transições entre estes níveis energia de ionização do lítio é 5. tome . (a) Use a Fig.: : m velocidade angular co. Use este externo.= 1(1 + \)fi2 21 (a) Faça um diagrama de níveis de energia para esta situação e indique as transições que obedecem à regra de seleção Al = ± 1. existem quatro transições possíveis entre esses estados. (b) Mostre que as energias das transições permitidas são £. Determine a energia do primeiro estado excitado (Z = 1) da molécula de hidrogênio.55 T. Se o elétron externo do lítio se movesse na órbita de Bohr Calcule o fator g de Landé (Eq. (a) Calcule as energias dos fótons em elétrons-volts.

Este desdobramento pode ser imaginado como torno do campo externo. Para determinar o desdobramento dos sendo causado pela interação do momento magnético do elétron níveis de energia. 21 .^ j ( 3 J 2 + S2 -L2) fundamental. 7-68. Ignorando os efeitos relativísticos.7 ~ ( L 2 + 2S2 + 3S • L) n J Determine o valor de fi a uma distância r = a0 do núcleo. Se este átomo for submetido a um cam. que é um dos mais estudados pelos radio= i + astrônomos. tal. p. ilj = . até se convencer de que é válida em to_:omos de um elétron apresenta cinco níveis de energia. (c) Combine os resultados dos itens (a) e AE ~ 2p.0 T. (a) Mostre que fjij = /x-J/J pode ser es. 7-43.gular total varia de I + J a \l — j\.7 Me V/c2. onde p.8/xv.bB. na direção de B.e depois a componen. Se o momento angular do núcleo de um átomo é I e o dos pc magnético Bz= 1. Deter. No efeito Zeeman anômalo. (c) Estime o comprimento de onda (b) para obter a relação da radiação emitida quando um átomo de hidrogênio sofre uma transição do tipo " s p i n f l i p " entre os níveis hiperfinos do estado Pj= .com o momento magnético dos elétrons produz um pequeno mine os desdobramentos causados pelo efeito spin-órbita nos desdobramento das linhas espectrais. repita a demonstração para 7-67. O momento magnético do próton é paralelo te p. 3 P1/2. corres. Mostre que o número de valotre linhas adjacentes? (Veja o Problema 7-56. a camada n = 3 dos vários casos especiais. a.7-70. Os átomos de hidrogênio do espaço interestelar emiJ2 + S2 . o metido devido ao seu movimento orbital. supondo (b) A partir da identidade J2 = (L + S) • (L + S) mostre que S • que /jl = 2. o que reduz o valor de AE.Física Atômica 217 dado pela Eq.Béo magnéton de Bohr zBé o valor do campo magnético obtido no item (a). porque (r~ )é bem menor do que a 0 .1 se J > I.dos os casos. 7-30). mas é da ordem de 2kmpJr\ onde km = 10"7 em unidades do sistema SI. [O valor estimado é maior do que o valor experimen3 3 (d) Multiplique o resultado por JJJ para obter o resultado final.próton ou vice-versa.L2\ J. contagem do número de linhas níveis 3P e 3D do hidrogênio. é preciso calcular primeiro a componente do com o campo magnético produzido pelo momento magnético do momento magnético na direção de J. tem este tipo de radiação. (a) como serão afetados os níveis Is e elétrons é J. onde pN = th! crito na forma 2mp é o chamado magnéton nuclear. o campo magnético externo permite determinar o valor de /.ao spin e tem um valor de aproximadamente 2. (Se não tícula K~ é 493. 3 Pm. Como o próton possui um spin e um momento magnético.res possíveis d e / é 21 + 1 se I < J e 2J 4. (b) Estime a energia de desdobramento hiperfino L = (J2 — L2 — S2)!!.7-69. No modelo vetorial estado fundamental do átomo de hidrogênio apresenta um peque> Fig. os vetores L e S precessam rapidamente em torno no desdobramento. Quando K J . 2p1 (b) Em quantas linhas será desdobrada a linha correspondente portanto o número quântico / correspondente ao momento an_ transição 2p —> ls? (c) Qual será a distância relativa AA/À en. o momento angular total do átomo é F = I + J. 32D3/2 e 3 D5I2.8p N . conhecido como desdobramento hiperfino (veja de J por causa do campo interno e J precessa lentamente em o Problema 7-69). (a) O campo magnético a uma distância r de um momento magnético varia com o ângulo.) A massa da par. conseguir encontrar uma prova geral.) (A interação do momento magnético do núcleo 2 2 2 pondentes aos estados 32S1/2.) é muito menor que o campo interno a que o elétron está sub.] 2J2 ) fi . conhecido como desdobramento hiperfino.22 cm.

O Capítulo 14. Este site apresenta o texto o r i g i n a l em inglês d o C a p í t u l o 14 e das 31 seções "Leituras Suplementares" á disposição dos leitores na home page eni forma de arquivos d o A d o b e Acrobat®. Llewellyn A L T C lança no mercado a 3 a edição de Física Moderna.FÍSICA MODERNA TERCEIRA EDIÇÃO Paul A .whfreenian. discute as últimas descobertas nas estrelas e galáxias e vem a c o m p a n h a d o de impressionantes fotografias em cores e de links para centros de pesquisa em astronomia e astrofísica em t o d o o m u n d o . Tipler Ralph A . que trata de astrofísica e cosmologia. o p r i m e i r o livro d i d á t i c o sobre a disciplina que oferece u m site : * www. e ao longo do texto são identificadas pelo símbolo .coni/physics 4 • s * f t o t a l m e n t e i n t e g r a d o e d i n â m i c o que irá p r o p o r c i o n a r ao leitor u m e n r i q u e c i m e n t o sobre vários assuntos. extensão e p r o f u n d i d a d e a assuntos específicos d o livro. A s Leituras Suplementares dão m a i o r abrangência.