Você está na página 1de 5

Fidalgos, galgos e pardais são três espécies de animais.

CAVALO

A boa mão, do Rocim faz cavalo; e a ruim, do Cavalo faz Rocim.

A cavalo dado não se olha o dente.

Antes quero Asno que me leve, que Cavalo que me derrube. Besta grande, Cavalo de pau. Cavalo amarrado também pasta. Cavalo fouveiro, deixa o dono no terreiro. Cavalo que voa não quer espora. Filho de burro não pode ser cavalo.

Mais vale um cavalo com uma cela, do que três celas sem cavalo.

O

olho do dono, engorda o cavalo.

O

que anda a cavalo vive pouco; e o que anda a pé, contam-no por morto.

BURRO

Albarda-se o burro à vontade do dono. Às vezes não se respeita o burro, mas a argola a que ele está amarrado. Burro com fome, cardos come. Burro que geme, carga não teme. Burro velho não toma andadura; e se a toma, pouco dura. Burro velho, mais vale matá-lo que ensiná-lo. Burro velho, não aprende línguas. Criado que faz o seu dever, orelhas de burro deve ter. Depois do burro morto, cevada ao rabo. Filho de burro não pode ser cavalo. Mais vale burro vivo do que sábio morto. Não é por grandes orelhas que o burro vai à feira. Quando o burro é jeitoso, qualquer albarda lhe fica bem. Quando um burro zurra, os outros abaixam as orelhas. Queira ou não queira, o burro há-de ir à feira. Quem come carne na véspera de Natal, ou é burro ou animal. Todo o burro come palha, é preciso é saber dar-lha. Um burro carregado de livros é um doutor. Um olho no burro, outro no cigano. Zurros de burro não chegam aos céus.

CÃO

A ambição cerra o coração.

A pressa é inimiga da perfeição. Bolsa leve, coração pesado.

Cama no chão, cama de cão.

Cão de raça não usa coleira. Cão que ladra não morde. Cu de Cão e nariz de gente, nunca está quente. Guarda-te do homem que não fala e do cão que não ladra. Livra-te do homem que não fala e do cão que não ladra. Longe da vista, longe do coração. Mais vale cão vivo, que leão morto. Mãos frias, coração quente, amor para sempre. Não há regra sem excepção. O cão com raiva, do seu dono trava. Olhos que não vêm, coração que não sente. Orelha de homem, nariz de mulher e focinho de cão, nunca viram o Verão. Palavras de mel, coração de fel. Preso por ter cão e preso por não ter. Presunção e água benta cada qual toma a que quer. Quando é velho o cão, se ladra é porque tem razão. Quanto mais barato estiver o pão, melhor canta o coração. Quem ama a Beltrão, ama o seu cão. Quem caça de coração é o dono do furão. Quem conhece o seu Coração, desconfia dos seus olhos. Quem dá o pão, dá a educação. Quem não tem cão caça com gato. Quem quiser fazer uma viagem em paz, não leve mulher, nem cão, nem rapaz.

GATO

De noite todos os gatos são pardos. Gato escaldado, de água fria tem medo. Não acordes o gato que dorme. Quando está fora o gato folga o rato. Quem não tem cão caça com gato. Um olho no prato, outro no gato.

PÁSSARO

Mais vale um pássaro na mão, que dois a voar. Pássaro do campo cedo madruga. Quem pássaros receia, milho não semeia. Todos os pássaros comem trigo e quem paga é o pardal.

PERDIZ

Fevereiro recouveiro, afaz a perdiz ao poleiro. Quando em Março arrulha a perdiz, ano feliz.

PATO

Galo que acompanha pato morre afogado.

GALO

Como canta o galo velho, assim cantará o novo. Em casa de Gonçalo, pode mais a galinha que o galo. Galo cantador é pouco galador. Galo que acompanha pato morre afogado. Um galo não canta no ovo.

GALINHA

A galinha da vizinha é sempre melhor que a minha.

Chove, chove, galinha foge. Cuidados e caldos de Galinha, nunca fizeram mal a ninguém. Em casa de Gonçalo, pode mais a galinha que o galo. Galinha cantadeira é pouco poedeira. Galinha do mato, não quer capoeira. Galinha gorda ao maltês, ou podre, ou choca de um mês. Galinha que canta, faca na garganta. Galinhas de S. João, no Natal ovos dão. Grão a grão, enche a galinha o papo. Não medram as galinhas onde a raposa mora. Não se deve contar com um ovo quando ainda está dentro da galinha. Quando o pobre come galinha, um dos dois está doente.

Não contes os pintos senão depois de nascidos.

OVO

Como canta o galo velho, assim cantará o novo. Galinhas de S. João, no Natal ovos dão.

Lá vai o mal, onde comem o ovo sem sal.

Não se deve contar com um ovo quando ainda está dentro da galinha.

Não se fazem omeletes sem partir ovos. Nunca de corvo bom ovo.

O novo por não saber e o velho por não poder deitam tudo a perder.

Para ovos frigir, temos de os partir. Pau deitado não chama trovoada. Primeiros trovões e relâmpagos, fertilidade de frutos e esterilidade de campos. Quem em novo não trabalha, em velho come palha. Quem estraga velho, paga novo. Se o velho pudesse e o novo quisesse, nada havia que não se fizesse. Um galo não canta no ovo.

Voz do povo, voz de Deus.

RAPOSA

Ainda que mude a pele a Raposa, seu natural desponja. Não medram as galinhas onde a raposa mora.

LOBO

A fome faz sair o lobo do mato.

Em princípio de Maio, corre o Lobo e o Veado. Quem não quer ser lobo, não lhe vista a pele.

Quem só uma ovelha tem, mil lobos a comem.

PORCO

Em Janeiro, um Porco ao sol e outro ao fumeiro. Morto por morto, antes a velha que o porco. Mulher que assobia, ou capa porcos ou atraiçoa o marido. No dia de S. Martinho (11/11), mata o teu porco e prova o teu vinho. Porcos com frio e homens com vinho fazem grande ruído. Quem com farelos se mistura, porcos o comem. Quem com porcos sonha, até o mato lhe ronca. Se queres ver o teu corpo, abre o teu porco. Tem o porco meão pelo S João (24/06). Um sabor tem cada caça, mas o porco cento alcança.

PEIXE

Filho de peixe sabe nadar. Nem tudo o que vem à rede é peixe. Peixe não puxa carroça. Pela boca morre o peixe.

SARDINHA

Cada um puxa a brasa para a sua sardinha. Cevada loira, sardinha como toira. Em Agosto, Sardinhas e mosto. Mulher e sardinha querem-se da pequenina. No S. João, a sardinha pinga no pão. Quem em Março come sardinha, em Agosto lhe pica a espinha.

LEBRE

A chuva e o frio, metem a Lebre a caminho.

Em Janeiro, nem Galgo lebreiro, nem Açor perdigueiro.

CARNEIRO

A Pescada de Janeiro, vale um carneiro.

De manhã a manhã, perde o Carneiro a lã.

Em Janeiro saltinho de carneiro.

CABRA E CABRITO

Mulher que assobia, ou é cabra ou é vadia. Quem cabritos vende e cabras não tem, dalgum lado lhe vem. Cabrito de um mês, queijo de três.

OVELHA

Em Janeiro, cada Ovelha com seu Cordeiro. Em Janeiro, seca a Ovelha no fumeiro. Ovelha que berra, bocado que perde. Por S. Mateus faz conta das ovelhas que os borregos são teus. Quem só uma ovelha tem, mil lobos a comem.

BORREGO

Por S. Mateus faz conta das ovelhas que os borregos são teus.

CAÇA

Pedir a avarento, é caçar no mar. Quem caça de coração é o dono do furão. Quem dá o pão, dá a educação. Quem não tem cão caça com gato. Quem porfia, mata caça. Um sabor tem cada caça, mas o porco cento alcança.

PESCA

A Pescada de Janeiro, vale um carneiro. Não se pescam trutas a bragas enxutas.

MOSCAS

Apanham-se mais moscas com mel do que com fel. Não é com vinagre que se apanham moscas.

ABELHAS

Tanta chuva pelas candeias, tantas abelhas pelas colmeias.

Interesses relacionados