Você está na página 1de 11

CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM PROCESSOS METALÚRGICOS

MAIO DE 2016
CERES CLER CARDOSO PEREIRA
KATIA CLER CARDOSO DA SILVA
TÚLIO SERGIO NASCIMENTO

TRATAMENTOS TÉRMICOS I
RELATÓRIO METALOGRÁFICO

CAXIAS DO SUL
2016

O estudo metalográfico permite visualizar a microestrutura do material analisado. . bem como definir suas fases e/ou constituintes e identificar os tipos de estruturas encontradas. relacionando-as assim com suas propriedades químicas. físicas e mecânicas.INTRODUÇÃO Este relatório tem como objetivo descrever a preparação e o ensaio metalográfico de uma amostra metálica. de composição desconhecida. fornecida aleatoriamente para análise óptica e assim determinação do material de que se trata.

. Cerca de 20 minutos. Materiais e equipamentos utilizados: Máquina: Cortadora Metalográfica Marca: Teclago Modelo: CM80 Equipada com: Disco de corte e fluído refrigerante 2º PASSO: EMBUTIMENTO O embutimento tem o objetivo de melhorar o manuseio da amostra. bem como evitar o abaulamento durante o procedimento de preparação da superfície a ser analisada. o que poderia alterar as características estruturais da amostra. Método: Foi utilizado corte abrasivo pois é um método que resulta em superfícies planas com baixa rugosidade. permitindo assim uma melhor penetração do líquido refrigerante e evitando o aquecimento excessivo. A amostra foi colocada em uma prensa de embutimento com resina fenólica (baquelite). Sendo posteriormente preparada e analisada utilizando os seguintes passos: 1º PASSO: CORTE O corte é feito para deixar a amostra com formato e dimensões que facilitem o embutimento e assim a preparação da superfície a ser analisada. Foi aplicada uma pressão de 120 kgf/cm². que foi mantida durante todo o procedimento de embutimento.PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL A amostra de metal foi escolhida aleatoriamente entre outros metais. Método: Embutimento a quente. O corte foi feito de forma intermitente.

A cada troca de lixa a amostra era lavada para retirar os resíduos do lixamento anterior.Materiais e equipamentos utilizados: Máquina: Prensa embutidora metalográfica manual Marca: Teclago Modelo: EM30D . rotando 90° a cada troca de lixa. 600 e 1200. Materiais e equipamentos utilizados: Lixadeiras metalográficas manuais Equipadas com: lixas de granas 200.Ø30mm Resina utilizada: baquelite 3º PASSO: LIXAMENTO Essa etapa tem por objetivo eliminar riscos e marcas mais profundas da superfície. . Com irrigação de água constante. proporcionando um acabamento mais fino possível preparando-a para ser polida. 600 e 1200. até restar somente os riscos da última lixa utilizada. 400. Método: No processo de lixamento utilizou-se a sequência de lixas nas seguintes granas: 200. a amostra foi lixada. 400.

. foi feita uma limpeza com álcool em sua superfície. Método: para preparar a amostra para o polimento. a amostra foi lavada abundantemente e então foi realizada sua secagem com ar quente em preparação para ser analisada. Materiais e equipamentos utilizados: Máquinas: Politriz Lixadeira Metalográfica Marca: Fortel Modelo: PLF Equipadas com: pano de polimento Pasta de diamante de granulometrias 1 e ¼ µm 5º PASSO: ATAQUE QUÍMICO O ataque químico é realizado com o propósito de visualizar os contornos de grão e identificar as diferentes fases na microestrutura. mergulhando-a numa cuba contendo reagente químico Nital (2% ácido nítrico e 98% etanol) por alguns segundos. Método: O ataque realizado foi por imersão da amostra.4º PASSO: POLIMENTO Este procedimento é feito com o objetivo de se obter um acabamento superficial polido e isento de marcas. Primeiramente foi realizado polimento utilizando pasta de diamante de granulometria de 1 µm em seguida. Os polimentos foram realizados com movimentos circulares no sentido contrário ao do giro da bandeja da máquina e o pano de polimento foi mantido úmido com álcool 96° durante todo processo. Após o contato com o ácido. com granulometria de ¼ µm.

O microscópio ótico revela a microestrutura da amostra através de reflexão da luz na superfície contrastada quimicamente. 100x. Materiais e equipamentos utilizados: Microscópio óptico Marca: Olympus Modelo: BX41M LED Equipado com câmera digital Marca: Olympus Modelo: SC30 Software utilizado para obtenção das imagens: analySIS getIT! . 500x e 1000x. As análises e registros foram realizados nas seguintes ampliações consecutivamente: 50x. Método: Utilizamos o microscópio óptico de reflexão para observar a amostra e efetuar seu registro fotográfico.6º PASSO: ANÁLISE MICROSCÓPICA A microscopia permite uma análise detalhada e registro fotográfico dos microconstituintes da amostra em tamanho ampliado. 200x.

não tínhamos conhecimento de que material se tratava. com baixa ampliação. é possível identificar uma microestrutura de matriz ferrítica com pequenos traços de perlita no contorno de grão. . O que nos permite concluir que se trata de um aço com um baixo teor de carbono. é recomendado realizar uma espectrometria. procedimento indicado para determinação dos elementos químicos presentes no material e o respectivo percentual. Já nas duas primeiras imagens.ANÁLISE E CONCLUSÕES Micrografia. não sendo possível precisar a sua porcentagem apenas através do ensaio metalográfico.Imagens Registradas Como o material foi distribuído aleatoriamente. Para tal.

o ataque químico foi bem realizado. o que provocou seu abaulamento. permitindo calcular o seu tamanho. . Com o aumento da resolução é possível observar também que houve falhas no processo de preparação da amostra.Também podemos observar que o material da amostra não apresenta níveis consideráveis de inclusões de sulfetos ou silicatos. Para se ter melhor precisão seria necessário analisar o material no sentido longitudinal. característica de um material “macio”. Concluímos que isto se deve a fatores combinados de falta de experiência dos operadores juntamente à dificuldade de preparação da amostra. revelando eficientemente a microestrutura e os contornos de grão. Entretanto.

número nominal de grãos por pol. I6=200/6 = 33.Tamanho de Grão O tamanho do grão é um fator importante para avaliar as propriedades mecânicas de um material policristalino. Dentre os métodos que podem ser utilizados para medir o tamanho de grão.33 µm I4=200/9 = 22.33 µm 7. I9=200/8 = 25 µm 10.² I= LT/NL 1.6 µm 6.57 µm 8. a resistência à corrosão e o limite de escoamento.22 µm 9.33 µm . I1=200/6 = 33.22 µm I5=200/10 = 20 µm Média: I= 27. 3. I7=200/7 = 28. I8=200/9 = 22. escolhemos o método do intercepto linear: Norma ASTM E112 ampliação 100x . 2.33 µm I2=200/8 = 25 µm I3=200/6 = 33. 4. 5. I10=200/6 = 33. em especial a dureza.

uma vez que os microconstituintes variam de acordo com o tipo de liga analisada e de acordo com tratamentos térmicos. pouco foi possível concluir por não conhecermos sua procedência. . processo de fabricação e outros processos a que o material tenha sido submetido. E muitos são os aspectos que podem ser analisados através desse ensaio. entre outros.Observações gerais: Podemos concluir que o estudo metalográfico é de suma importância no que diz respeito a garantia de qualidade dos materiais. No que tange ao material analisado pelo nosso grupo. Com isso. constatamos que para fornecer um resultado mais completo. mecânicos. é necessário informações sobre o histórico do material em questão.

Disponível em: <http://www. Metalografia I.fortel. (Apostila). Acesso em: 23 maio. OLYMPUS. Acesso em: 23 maio.teclago.br/>. Cleber.olympuslatinoamerica. . 2016. Disponível <http://www. TECLAGO – TECNOLOGIA EM MÁQUINAS METALOGRÁFICAS. em: FORTEL.br/>. Disponível em: http://www.com/portuguese/. Acesso em: 23 maio. 2016.REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS LESSA. 2016.com.com.