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DIF. ENTRE HARMONIZAÇÃO E PADRONIZAÇÃO?

Com a internacionalização da contabilidade, hoje considerada a profissão mais


internacionalizada, surge à harmonização das práticas contábeis, uma forma de se chegar o
mais perto possível de um padrão, a nível mundial, consolidando assim a Contabilidade como
linguagem universal dos negócios.
Diante dessa realidade, as empresas necessitam de novos modelos administrativos, para suprir
as exigências que surgem em decorrência das grandes movimentações nos campos
econômicos, social, político, tecnológico e financeiro.
A padronização dos procedimentos contábeis a nível internacional vem sendo defendida como
um instrumento necessário, para facilitar o ingresso de capitais e contribuir para a expansão
dos negócios das empresas.
Portanto, a harmonização dos procedimentos e das normas de Contabilidade frente à
globalização da Economia é uma realidade e os profissionais deste segmento terão uma
oportunidade de contribuir para a construção do conhecimento universal do pensamento
contábil sem fronteiras.
A importância da padronização das normas, segundo o Comitê de Pronunciamento Contábil, é
de reduzir custos nos Investimentos internacionais, facilitar a comunicação internacional com
uma linguagem contábil mais homogênea e reduzir custos do capital.
Entendemos que harmonização é uma forma de se moldar a ponto de se chegar o mais perto
possível de um modelo único de comportamento.
E padronização vem a ser é um modelo único de comportamento.
Por que harmonizar? A Contabilidade é a principal linguagem dos negócios e se não houver
harmonização de padrões contábeis essa comunicação não será possível (difícil) já que não
permite a comparabilidade das informações.
Harmonização Vantagens
a) países sem padrão próprio, uma estrutura legal ou profissão contábil forte;
b) países emergentes que buscam oportunidade seus negócios;
c) para multinacionais: redução de custos;
d) facilitar trabalhos de auditoria
f) ensino da contabilidade
e) comparabilidade na avaliação de empresas

Harmonização Desvantagens
a) discutir harmonização de currículos básicos de cursos de ciências contábeis;
b) credenciamento de contadores em nível global: discussão com áreas trabalhistas;
c) países com forte vinculação da legislação tributária à contabilidade: como fazer?
d) ausência de organismos profissionais fortes capazes de influenciar o processo de
harmonização contábil.

Desenvolvimento recente (Dec. 70)


a) obrigatoriedade de Auditoria Independente para companhias abertas;
b)padronização da estrutura das demonstrações contábeis – Instituições Financeiras;
c) Elaboração da Lei no 6.404/76 - influência da escola norte-americana.
d) Criação da CMV (Comissão de Valores Imobiliários)/ SEC (Securities and
Exchange Comission)
Auditoria Externa Histórico
 1º - por exigências estatutárias, multinacionais e obtenção de crédito
 2º - a partir da década de 70
 sociedades anônimas de capital aberto.
 atividades regulamentadas pelo Governo Federal: instituições financeiras;
seguradoras; empresas de previdência privada; telefonia; energia elétrica e
entre outras.

Lei 11.638/07
Obrigatoriedade de Auditoria Independente as Sociedades de Grande Porte
 No exercício social anterior
 Ativo total superior a R$ 240 milhões
 Receita bruta superior a R$ 300 milhões

EDUCAÇÃO CONTABIL
A qualidade da educação na área contábil tem correlação com o nível de desenvolvimento
econômico de um País. SAUDAGAHRAN afirma que a qualidade da educação é impactada
também pelo grau de vinculação política e econômica com outros países e o status da
profissão.

No Brasil, há predominância dos técnicos em contabilidade em relação a contadores; há


pouquíssimos cursos de mestrado e doutorado em contabilidade, bem como a maior parte dos
cursos de graduação são oferecidos à noite para os que trabalham. Os professores também
são profissionais durante o dia e dedicam-se ao magistério à noite até para melhorar seu
rendimento mensal. Sendo assim a dificuldade de se formar contadores de nível elevado é
mais difícil do que em outros países, onde a educação tem um nível mais elevado e o acesso é
mais facilitado.
Aqui no Brasil os contadores ainda são enxergados como responsáveis pela escrituração. Se
realmente a qualidade da educação na área contábil tem correlação com o nível de
desenvolvimento econômico de um País, ainda nos falta algo para alcançar um nível cultural
nessa área. No Brasil temos um único curso de doutorado em contabilidade no País (USP) e
10 de mestrado; muito pouco para o número de contadores e alunos matriculados (147.000 em
todo o país em 2003).

AUDITORIA - NORMAS
O IASB - Conselho das Normas Internacionais de Contabilidade, que substituiu a IASC -
Fundação Comitê das Normas Internacionais de Contabilidade, vem tentando unificar as
normas para que as Demonstrações Contábeis e a escrituração contábil obedeçam a padrões
uniformizados mundialmente.
O desenvolvimento da auditoria ilustra como as características de cada país reflectem práticas
contabilísticas diferentes, mesmo que a cultura seja semelhante. Uma das diferenças mais
importantes diz respeito ao objetivo fundamental da contabilidade, pois depende da
importância das diversas formas jurídicas da empresa, dos meios de financiamento
privilegiados e da atitude empresarial face às noções de transparência e de confidencialidade
em determinado país. As sociedades familiares são geralmente financiadas por bancos e
representam uma parte importante das economias dos países da Europa continental.
No Brasil, as normas internacionais de contabilidade estão sob processo de adaptação e
tradução, realizado por instituições como o Instituto dos Auditores Independentes do Brasil
(Ibracon) e o Conselho Federal de Contabilidade (CFC).

5 ORGANISMOs INTERNACIONAL Q ESTUDAM MANEIRAS PARA DIMINUR AS


DIFERENÇAS DAS NORMAS CONTABEIS EM NIVEL INTERNACIONAL E
FUNÇÕES.

1. IASB – Colegiado de Padrões Contábeis Internacionais; Sucessor do IASC (1973-2001)


criado em 1973 por ocasião do Congresso Internacional de Contadores de 1973.
Órgão independente do setor privado que se destina ao estudo de padrões contábeis. O Brasil
é representado pelo CFC e IBRACON.

2. Comitês do IFAC:
a) Comitê de Padrões de Auditoria;
b) Comitê de Educação;
c) Comitê de Ética;
d) Comitê do Setor Público;
e) Comitê de Contadores Profissionais para o Gerenciamento de Negócios;
f) Comitê de Auditores Transnacionais.
3. ISAR / Nações Unidas
Grupo Intergovernamental de Especialistas em Padrões Internacionais de Contabilidade e
Relatórios.
� Criado em 1976, tendo por preocupação daONU em analisar o impacto das empresas
multinacionais em países emergentes.
� Principal objetivo – examinar práticas de financial reporting e recomendar conjunto
mínimo de informações a serem evidenciadas.
4. IOSCO
Organização Mundial das Comissões de Valores Mobiliários.
� Conta com participação de mais de 115 órgãos reguladores semelhantes à nossa CVM e
tem com principal objetivo promover a regulamentação do mercado de capitais em nível
global,de modo a refletir um mercado justo, eficiente e sadio.

5. O E C D
Organização para Desenvolvimento e Cooperação Econômica.
� Criado em 1960 com adesão de 20 países membros (atualmente são 30). Possui um Grupo
de Trabalho de Padrões Contábeis que atua como um fórum de debates para troca de opiniões
com as Nações Unidas no que diz respeito à matéria contábil e relatórios financeiros.
� É mais conhecida na área de tributação que contábil.
Principais diferenças para as normas brasileiras são que as práticas contábeis adotadas no
Brasil requerem o uso da consolidação proporcional no caso de entidades controladas em
conjunto. Não há opção para aplicar o método de equivalência.

Discorra sobre as principais divergências contábeis que defere a harmonização das


normas.

As divergências contábeis existentes entre as Normas Internacionais e Brasileiras de


Contabilidade, e evidenciar a necessidade de se conciliar às práticas contábeis em beneficio
do desenvolvimento econômico e financeiro das empresas.
As Normas Internacionais de Contabilidade estão mais focadas em demonstrar a situação real
e atual da empresa com relação ao ambiente econômico, demonstrando o valor do seu
patrimônio.
Já no Brasil, as normas estão mais voltadas para atender a legislação tributária, fazendo com
que o papel da Contabilidade que é o de registrar, mensurar dados e informações, com o
objetivo de demonstrar as mutações no patrimônio de uma empresa e principalmente prestar
auxílio à tomada de decisão, seja colocado em segundo plano.
Chega-se a conclusão de que é necessária uma harmonização das normas contábeis em função
da globalização e constante evolução dos mercados, a criação de uma norma única facilitaria
o entendimento e a aplicabilidade das práticas contábeis, deixando de lado as resistências
regionais de cada país e instituindo uma neutralidade das normas contábeis.
Desenvolvimento da auditoria
no Brasil
� Importância maior a partir da década de 70,
com a obrigatoriedade imposta às sociedades
anônimas de capital aberto. Atualmente,
empresas que exercem atividades
regulamentadas pelo Governo Federal são
também obrigadas. (exemplos: instituições
financeiras, seguradoras, empresas de previdência privada, telefonia, energia elétrica, entre
outras).
Órgão profissional responsável: IBRACON.
� Credenciamento como auditor independente
segue a Instrução CVM 308, requerendo
aprovação no Exame de Qualificação Técnica
aplicado pelo CFC/IBRACON.
� Exigências específicas da CVM e BC: rodízio e
peer-review.
� Padrões de auditoria no Brasil seguem os
internacionais (IFAC e AICPA).
� Vedação de consultoria (lembrar caso ENRON).