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O poder da quinoa

Além de nutritivo, o cereal é saboroso e versátil na culinária


Por Redação • 08/10/2009

Ela está na moda, ou seja, nos cardápios, nas lojinhas de artigos naturais e na boca de
quem gosta de comer bem - com qualidade. Mas a quinoa merece o prestígio, é
extremamente nutritiva, possui 16 aminoácidos, além de propriedades cicatrizantes,
anti-inflamatórias e analgésicas. E não é só isso. A quinoa tem gosto parecido com a
avelã, e vai bem com peixes e sopas.
Teste: você sabe se alimentar?
Ao contrário dos outros cereais, a quinoa não contém glúten, sendo indicada para os
doentes celíacos (pessoas que têm intolerância ao glúten). Seu teor de gordura também
é baixo (cerca de 10%), mas é rica em minerais, como o ferro (9,5 mg/100 g), o fósforo
(286 mg/100 g ) e o cálcio (112 mg/100 g).

Sua proteína de alto valor biológico e a ausência de colesterol a


tornaram uma excelente substituta da carne. Uma opção a mais para os
vegetarianos

Sua proteína de alto valor biológico e a ausência de colesterol a tornaram uma excelente
substituta da carne. Uma opção a mais para os vegetarianos. Além de ser rica em
minerais, como zinco, ferro, magnésio, potássio e manganês, a quinoa possui vitaminas
do complexo B, D e E. Outra vantagem é o alto teor de fibras, o que favorece o
funcionamento do intestino, ajudando na perda de peso. Mas, atenção, apesar de
benéfica, a quinoa é bastante calórica: 100 gramas correspondem a 450 calorias.

É um cereal de rápido cozimento, leva cerca de 15 minutos. Só não deixe de lavá-la bem
antes, para remover sua resina natural, de sabor amargo e forte. Depois de tantos
predicados, só resta mesmo experimentar! Aqui vai uma receita especial.

Risoto de Quinoa (Rende 4 porções)


Ingredientes
2 colheres (sopa) de óleo
1 cebola pequena ralada
2 dentes de alho picados
1 xícara (chá) de quinoa
1 cenoura pequena ralada
1 abobrinha pequena ralada
1 cubo de caldo de legumes
4 xícaras (chá) de água quente
Sal e salsa picada a gosto
50 gramas de queijo parmesão ralado

Modo de preparo
Em uma panela, leve ao fogo médio o óleo e refogue a cebola e o alho.
Adicione a quinoa, os legumes e refogue por 5 minutos.
Adicione o caldo de legumes dissolvido na água quente.
Em fogo baixo, tempere com sal, tampe a panela e deixe cozinhar por 20 minutos ou até
secar a água.
Desligue o fogo e deixe descansar por 5 minutos com a panela tampada.
Adicione a salsa, o parmesão, misture e sirva em seguida.
O sal nosso de cada dia
Comida salgada demais é um horror, mas sem sal também é intragável. Em suas diversas aplicações, tanto
nutricionais, como cosméticas e até esotéricas, o sal precisa ser usado na medida certa. Assim, ele é garantia de
saúde.
Por Fernando Puga • 07/06/2005

Desde que o mundo é mundo, o sal desempenha um papel fundamental na vida


humana. Todos nós carregamos cerca de 250 gramas dele - mais ou menos o
equivalente a três saleiros ? em todos os nossos tecidos e fluidos, como o suor e as
lágrimas. Fora isso, ainda nos tempos da Pedra Polida, lá pelo ano 8.000 a.C., entre
uga-ugas e puxões de cabelo, o homem já o utilizava para tornar carnes, sopas e pães
mais saborosos, inaugurando um hábito. No Egito antigo, descobriu-se que o sal ajudava
a conservar os alimentos e esse conhecimento acabou sendo aplicado também às
múmias que, salgadinhas, tinham muito mais resistência. Depois, os gregos e os
romanos passaram a usar o sal como moeda em suas operações de compra e venda,
criando o salário. Já no século XX, ele chegou à industria têxtil e cosmética, mas
recebeu também sérias restrições por parte das pesquisas científicas. Mas mesmo
coroado como o grande vilão das doenças cardiovasculares, ele é parte essencial de
qualquer dieta e, em suas diversas aplicações, pode garantir o bom funcionamento do
organismo ? do cérebro às gordurinhas localizadas ? e ainda prevenir contra uma
eventual inveja alheia para tanta saúde.

É tudo uma questão de mão. Segundo o cardiologista Alexandre Santos, o sal é mesmo
considerado por si só um fator de risco isolado para quem tem tendência a pressão alta
e outros problemas cardíacos. "Quando usado em grandes quantidades no preparo dos
alimentos, o sal leva a um aumento de pressão sangüínea que pode acabar provocando
um infarto", explica o médico. Além disso, por colaborar com a retenção de líquido no
organismo, provocando inchaço nas pernas, braços, mãos e ao redor dos olhos, ele
também pode acentuar um quadro de insuficiência cardíaca. O que não quer dizer que
se deva ser eliminado da dieta, nem mesmo da de quem sofre de doenças do coração.
"O sal é a principal fonte de sódio do organismo, que é responsável, dentre outras
coisas, pela transmissão de impulsos dos neurônios. Por isso, o corpo ficaria com o
funcionamento comprometido com a sua ausência", alerta. Além disso, o outro
componente químico do sal, o cloro, é a base do suco gástrico, ajudando também a
aumentar a capacidade sangüínea de levar gás carbônico das células para o pulmão.

A nutricionista Anita Sachs comenta que o consumo diário ideal de sal é de cerca de 500
mg. Como na dieta brasileira extrapolar essa cota é algo muito comum, uma boa
solução é utilizar alternativas que não comprometam nem o sabor e nem a saúde.
"Existem algumas saídas menos agressivas como a cebola e o alho em pó. Alguns pratos
também podem levar suco de limão, louro e até mesmo o shoyu, em quantidades
menores", recomenda.

O sal não é só freqüentador assíduo das despensas da cozinha. Graças às suas


propriedades de adstringência, limpeza e tonificação, ele também está na prateleiras do
banheiro. "O sal garante, por exemplo, mais viscosidade aos shampoos e ajuda a fazer
espuma", conta a dermatologista Lílian Estefan. Até mesmo nas técnicas para eliminar
as gorduras localizadas, o sal desempenha um papel fundamental. "Na lipoaspiração, as
ondas do ultra-som se propagam pelo soro fisiológico, que é uma solução salina, para
destruir as células de gordura", comenta o cirurgião plástico André Cervantes Rodrigues.
No entanto, quando o assunto é salgado ? não importa qual ? exagerar é sempre um
perigo. "Se ele for utilizado em altas concentrações, pode provocar irritação na pele e
nos olhos. Há inclusive pesquisas que estudam a relação entre o uso de sal na
formulação de produtos para cabelo e a inibição do crescimento dos fios", comenta a
Dra. Lílian Estefan, que costuma indicar o uso de cosméticos sem sal para pacientes com
cabelos muito ressecados.

O sal também é conhecido pelo seu potencial preventivo. Mas aí não estamos falando de
nenhum tratamento medicinal, mas sim de um problema não menos perigoso: o mau
olhado. "O sal grosso transmuta toda energia mal qualificada no ambiente", afirma o
especialista em Feng Shui Eric Lacroze. Segundo ele, basta colocar um copo de vidro,
cheio d'água até a borda, misturada com dois dedos de sal grosso atrás da porta de
entrada para segurar toda a energia negativa que entrar em casa. "De sete em sete
dias, essa água satura e deve ser trocada. O sal grosso puro usado como enfeite em
casa também deve ser substituído de duas em duas semanas. Isso porque, em
determinado momento, ele fica tão pesado que acaba emitindo energia negativa para o
ambiente", orienta Eric, lembrando que o sal que já foi utilizado deve ser jogado fora em
água corrente. Depois, é só aproveitar a vida com o tempero certo. E na medida certa.

Osteoporose
No Dia do Idoso, saiba prevenir e tratar essa doença
Por Laura Jeunon • 27/02/2009

No Dia do Idoso, vamos falar de osteoporose, uma doença que causa redução
significativa da massa óssea, tornando os ossos ocos, porosos e mais suscetíveis a
fraturas. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 20 milhões de brasileiros
sofrem com ela, e anualmente são registrados 200 mil óbitos em decorrência de suas
complicações. A prevenção ainda é o melhor remédio, mas o diagnóstico precoce e o
tratamento correto são fundamentais para a qualidade de vida.
É a rigidez do esqueleto que possibilita ao homem se locomover, sustentando, com a
ajuda dos músculos, os tecidos brandos e maleáveis. Entretanto, diferentemente do que
se costuma pensar, o esqueleto é uma estrutura tão ativa quanto os demais sistemas e
órgãos. O organismo está constantemente fazendo e desfazendo os ossos. Os hormônios
são os responsáveis por equilibrar a perda e o ganho de massa óssea, efetuando, assim,
a renovação. Quando a massa óssea diminui substancialmente, dá-se origem a
osteoporose.
Homens x mulheres
Os homens não estão imunes à osteoporose, mas são atingidos numa proporção quatro
vezes menor. Isso porque, depois da menopausa, as mulheres diminuem bruscamente a
produção de estrógeno, o hormônio sexual feminino. É justamente ele que estimula a
absorção de cálcio - fundamental para a formação dos ossos – e induz as células dessa
região a produzirem o colágeno, substância que gera flexibilidade óssea. Quando a
doença se instala, a densidade de cálcio cai de 65 para 35%, fazendo com que a
formação de massa óssea se torne muito lenta. É assim que começam a surgir espaços
vazios e o esqueleto, caracterizado pela rigidez e consistência, torna-se fraco, podendo
inclusive diminuir de tamanho. Quem é de raça branca também está mais propenso a
ter osteoporose, assim como quem é diabético, não se exercita, fuma, bebe álcool e café
em excesso e tem parentes que apresentam a doença.Embora a perda de massa óssea
faça parte do processo natural de envelhecimento, gente cada vez mais jovem tem
desenvolvido ossos frágeis. Quando essa perda está entre 10 e 15%, chama osteopenia.
Quando a diminuição já atingiu 25%, está estabelecido o quadro da osteoporose. "As
pessoas estão entrando rápido demais no processo da osteoporose, devido ao estilo de
vida que levam. Alimentam-se mal, vivem estressadas, fumam demais e não fazem
atividade física. Hoje em dia, pegamos mulheres com osteopenia, com 35 anos de
idade", alerta o Dr. Marcos Natividade, especialista em medicina ortomolecular. É
mesmo na faixa entre 34 e 39 anos que a velocidade da formação óssea começa a
diminuir, só que o normal é que esse processo seja tão lento e gradual, que o paciente
leva muitos anos para perceber as alterações.
Doença silenciosa

A osteoporose é uma doença silenciosa. É muito comum os pacientes tomarem


conhecimento de que estão doentes somente após a primeira fratura. Quando somos
jovens, fraturar um osso parece coisa pouca. A garotada até sonha em quebrar o braço
ou a perna, só pra desfilar com o gesso e ainda receber um monte de autógrafos dos
amigos. Numa criança, a renovação óssea acontece incessantemente, até porque todo o
esqueleto está em franco crescimento. Mas quando os ossos estão se tornando fracos e
o cálcio é absorvido em pequenas quantidades, a regeneração fica ainda mais debilitada.
É por isso que as fraturas ocasionadas pela osteoporose são extremamente delicadas. As
mais comuns ocorrem nas costelas, fêmur, punhos e quadril, podendo resultar em dores
freqüentes, perda de movimento e inabilidade de desempenhar as atividades diárias. "A
fratura não leva diretamente a morte, mas sempre fica uma restrição", diz o
endocrinologista Ricardo Barreto. Segundo Marcos Natividade, a cada duas pessoas que
sofrem fratura por osteoporose, uma não volta a andar normalmente. "E,
conseqüentemente, esse paciente ficará mais suscetível a outras complicações, como
problemas circulatórios", afirma Dr. Marcos.

Prevenção

A prevenção da osteoporose pode começar desde a infância, proporcionando à criança


uma alimentação rica em cálcio. O leite e seus derivados, como queijos e iogurte – de
preferência, com baixo teor de gordura – são as fontes clássicas desse nutriente. "Todos
pensam em leite, mas os peixes do mar também contêm cálcio em boa quantidade. É
importante incentivar as crianças a comer legumes", recomenda Marcos Natividade.
Vegetais como espinafre, agrião, brócolis e couve-flor devem fazer parte da dieta.
Mesmo assim, excelentes hábitos alimentares durante as primeiras fases da vida não
são garantia de saúde. "Uma criança que ingeriu bastante cálcio durante a infância, se
vier a se tornar sedentária e fumante, pode desenvolver a osteoporose", alerta Ricardo
Barreto.

Portanto, fazer exercícios físicos regularmente é pré-requisito para quem está


começando a perder massa óssea. "A atividade física é um estímulo para que o cálcio
seja agregado no ponto certo. Somos renovados dia-a-dia e, se o corpo está em
atividade, o processo de reestruturação óssea é estimulado mais facilmente", explica
Marcos Natividade. No caso do cigarro, as substâncias absorvidas pelos fumantes, como
a nicotina, estimulam a produção de radicais livres, que precisam ser neutralizados. Para
isso, o organismo retira dos ossos elementos que os fortaleciam, como o cálcio. A
cafeína, presente no café e nos refrigerantes à base de cola, é outra substância que
prejudica a absorção de cálcio. Deve ser ingerida controladamente.

O que não falta é recomendação na hora de informar quais os segredos para manter
ossos fortes por mais tempo. Entretanto, como uma pessoa sabe que sofre de
osteoporose? "Através de um exame chamado densitometria óssea. É um exame
bastante simples, não dói nada. Ele mostra como está a densidade óssea do paciente",
esclarece Dr. Marcos. A prevenção da osteoporose é indicada a todas as pessoas,
principalmente mulheres. "Aos 26 anos de idade já se deve fazer o exame. Existem
estudos que mostram que, com essa idade, a mulher já começa a jogar cálcio para fora
do corpo", alerta ele. Segundo o endocrinologista Ricardo Barreto, após os trinta anos,
deve ser feita uma avaliação por ano. "Apesar de alguns convênios acharem que é cedo
e resistirem um pouco, é sempre bom fazer uma vez por ano, a partir dessa idade",
recomenda o endocrinologista.

Tratamento

Uma vez constatada a tendência de diminuição da massa óssea, ou o paciente se


habitua a novos costumes – administrando uma dieta rica em cálcio, fazendo exercícios
físicos freqüentemente e evitando beber e fumar – ou vai ver seus ossos se tornarem
frágeis muito antes da hora. Em alguns casos, pode ser receitado pelo médico cálcio em
forma de medicamento, dado em dosagens controladas. Para as mulheres, que param
de produzir estrógeno durante a menopausa, a reposição hormonal é, provavelmente, a
terapia mais efetiva. "Os tratamentos são extremamente satisfatórios, reduzindo muito
o risco de fraturas. A reposição hormonal retarda consideravelmente a osteoporose",
garante Ricardo Barreto. Dona Elzi J. Sousa, de 79 anos, é uma prova dos benefícios
desse tipo de tratamento. "Eu faço reposição hormonal desde os 35 anos de idade. O
médico disse que é para tomar até morrer", brinca. Resultado? Dona Elzi manteve-se
dura na queda. "O que eu já tomei de tombo, nossa senhora! E nunca quebrei nada!",
orgulha-se.
Osteoporose
No Dia do Idoso, saiba prevenir e tratar essa doença
Por Laura Jeunon • 27/02/2009

No Dia do Idoso, vamos falar de osteoporose, uma doença que causa redução significativa da massa óssea, tornando os ossos ocos,
porosos e mais suscetíveis a fraturas. De acordo com o Ministério da Saúde, cerca de 20 milhões de brasileiros sofrem com ela, e
anualmente são registrados 200 mil óbitos em decorrência de suas complicações. A prevenção ainda é o melhor remédio, mas o
diagnóstico precoce e o tratamento correto são fundamentais para a qualidade de vida.
É a rigidez do esqueleto que possibilita ao homem se locomover, sustentando, com a ajuda dos músculos, os tecidos brandos e
maleáveis. Entretanto, diferentemente do que se costuma pensar, o esqueleto é uma estrutura tão ativa quanto os demais sistemas e
órgãos. O organismo está constantemente fazendo e desfazendo os ossos. Os hormônios são os responsáveis por equilibrar a perda e o
ganho de massa óssea, efetuando, assim, a renovação. Quando a massa óssea diminui substancialmente, dá-se origem a osteoporose.
Homens x mulheres
Os homens não estão imunes à osteoporose, mas são atingidos numa proporção quatro vezes menor. Isso porque, depois da
menopausa, as mulheres diminuem bruscamente a produção de estrógeno, o hormônio sexual feminino. É justamente ele que estimula
a absorção de cálcio - fundamental para a formação dos ossos – e induz as células dessa região a produzirem o colágeno, substância
que gera flexibilidade óssea. Quando a doença se instala, a densidade de cálcio cai de 65 para 35%, fazendo com que a formação de
massa óssea se torne muito lenta. É assim que começam a surgir espaços vazios e o esqueleto, caracterizado pela rigidez e
consistência, torna-se fraco, podendo inclusive diminuir de tamanho. Quem é de raça branca também está mais propenso a ter
osteoporose, assim como quem é diabético, não se exercita, fuma, bebe álcool e café em excesso e tem parentes que apresentam a
doença.Embora a perda de massa óssea faça parte do processo natural de envelhecimento, gente cada vez mais jovem tem
desenvolvido ossos frágeis. Quando essa perda está entre 10 e 15%, chama osteopenia. Quando a diminuição já atingiu 25%, está
estabelecido o quadro da osteoporose. "As pessoas estão entrando rápido demais no processo da osteoporose, devido ao estilo de vida
que levam. Alimentam-se mal, vivem estressadas, fumam demais e não fazem atividade física. Hoje em dia, pegamos mulheres com
osteopenia, com 35 anos de idade", alerta o Dr. Marcos Natividade, especialista em medicina ortomolecular. É mesmo na faixa entre 34
e 39 anos que a velocidade da formação óssea começa a diminuir, só que o normal é que esse processo seja tão lento e gradual, que o
paciente leva muitos anos para perceber as alterações.
Doença silenciosa

A osteoporose é uma doença silenciosa. É muito comum os pacientes tomarem conhecimento de que estão doentes somente após a
primeira fratura. Quando somos jovens, fraturar um osso parece coisa pouca. A garotada até sonha em quebrar o braço ou a perna, só
pra desfilar com o gesso e ainda receber um monte de autógrafos dos amigos. Numa criança, a renovação óssea acontece
incessantemente, até porque todo o esqueleto está em franco crescimento. Mas quando os ossos estão se tornando fracos e o cálcio é
absorvido em pequenas quantidades, a regeneração fica ainda mais debilitada. É por isso que as fraturas ocasionadas pela osteoporose
são extremamente delicadas. As mais comuns ocorrem nas costelas, fêmur, punhos e quadril, podendo resultar em dores freqüentes,
perda de movimento e inabilidade de desempenhar as atividades diárias. "A fratura não leva diretamente a morte, mas sempre fica uma
restrição", diz o endocrinologista Ricardo Barreto. Segundo Marcos Natividade, a cada duas pessoas que sofrem fratura por osteoporose,
uma não volta a andar normalmente. "E, conseqüentemente, esse paciente ficará mais suscetível a outras complicações, como
problemas circulatórios", afirma Dr. Marcos.

Prevenção

A prevenção da osteoporose pode começar desde a infância, proporcionando à criança uma alimentação rica em cálcio. O leite e seus
derivados, como queijos e iogurte – de preferência, com baixo teor de gordura – são as fontes clássicas desse nutriente. "Todos pensam
em leite, mas os peixes do mar também contêm cálcio em boa quantidade. É importante incentivar as crianças a comer legumes",
recomenda Marcos Natividade. Vegetais como espinafre, agrião, brócolis e couve-flor devem fazer parte da dieta. Mesmo assim,
excelentes hábitos alimentares durante as primeiras fases da vida não são garantia de saúde. "Uma criança que ingeriu bastante cálcio
durante a infância, se vier a se tornar sedentária e fumante, pode desenvolver a osteoporose", alerta Ricardo Barreto.

Portanto, fazer exercícios físicos regularmente é pré-requisito para quem está começando a perder massa óssea. "A atividade física é
um estímulo para que o cálcio seja agregado no ponto certo. Somos renovados dia-a-dia e, se o corpo está em atividade, o processo de
reestruturação óssea é estimulado mais facilmente", explica Marcos Natividade. No caso do cigarro, as substâncias absorvidas pelos
fumantes, como a nicotina, estimulam a produção de radicais livres, que precisam ser neutralizados. Para isso, o organismo retira dos
ossos elementos que os fortaleciam, como o cálcio. A cafeína, presente no café e nos refrigerantes à base de cola, é outra substância
que prejudica a absorção de cálcio. Deve ser ingerida controladamente.

O que não falta é recomendação na hora de informar quais os segredos para manter ossos fortes por mais tempo. Entretanto, como
uma pessoa sabe que sofre de osteoporose? "Através de um exame chamado densitometria óssea. É um exame bastante simples, não
dói nada. Ele mostra como está a densidade óssea do paciente", esclarece Dr. Marcos. A prevenção da osteoporose é indicada a todas
as pessoas, principalmente mulheres. "Aos 26 anos de idade já se deve fazer o exame. Existem estudos que mostram que, com essa
idade, a mulher já começa a jogar cálcio para fora do corpo", alerta ele. Segundo o endocrinologista Ricardo Barreto, após os trinta
anos, deve ser feita uma avaliação por ano. "Apesar de alguns convênios acharem que é cedo e resistirem um pouco, é sempre bom
fazer uma vez por ano, a partir dessa idade", recomenda o endocrinologista.

Tratamento

Uma vez constatada a tendência de diminuição da massa óssea, ou o paciente se habitua a novos costumes – administrando uma dieta
rica em cálcio, fazendo exercícios físicos freqüentemente e evitando beber e fumar – ou vai ver seus ossos se tornarem frágeis muito
antes da hora. Em alguns casos, pode ser receitado pelo médico cálcio em forma de medicamento, dado em dosagens controladas. Para
as mulheres, que param de produzir estrógeno durante a menopausa, a reposição hormonal é, provavelmente, a terapia mais efetiva.
"Os tratamentos são extremamente satisfatórios, reduzindo muito o risco de fraturas. A reposição hormonal retarda consideravelmente
a osteoporose", garante Ricardo Barreto. Dona Elzi J. Sousa, de 79 anos, é uma prova dos benefícios desse tipo de tratamento. "Eu faço
reposição hormonal desde os 35 anos de idade. O médico disse que é para tomar até morrer", brinca. Resultado? Dona Elzi manteve-se
dura na queda. "O que eu já tomei de tombo, nossa senhora! E nunca quebrei nada!", orgulha-se.