Boletim de D.

António Barroso

Director: Amadeu Gomes de Araújo, Vice-Postulador
Propriedade: Associação "Grupo dos Amigos de D. António Barroso". NIPC 508 401 852
Administração e Redacção: Rua Luís de Camões, n.º 632, Arneiro | 2775-518 Carcavelos
Tlm.: 934 285 048 – E-mail: vicepostulador.antoniobarroso@gmail.com
Publicação trimestral | Assinatura anual: 5,00€

III Série  .  Ano VI  .  N.º 17  .  Abril / Setembro de 2016
ASSOCIAÇÃO DOS AMIGOS
DE D. ANTÓNIO BARROSO

Assembleia Geral

NOVAS OPORTUNIDADES
PARA A TERRA DE
D. ANTÓNIO BARROSO

CONVOCATÓRIA

Nos termos do art.º18º dos estatutos da Associação, convoco
os sócios para se reunirem em
Assembleia Geral, no dia 17 de
Setembro, pelas 15 horas, na
sede, no Porto (Casa Diocesana
de Vilar, à Rua do Arcediago Van
Zeller, n.º 50), para discutirem e
deliberarem sobre a seguinte
ORDEM DE TRABALHOS:
1 – Informações;
2 – Centenário: projectos e comissões;
3 – Apreciação e votação de contas;
4 – Outros assuntos de interesse para a
  Associação.
Informamos que, se à hora marcada não houver quorum, a Assembleia funcionará, decorrida
meia hora, com qualquer número de membros.
O Presidente da
Mesa da Assembleia Geral,
Professor Doutor Manuel da Silva Costa

Por Maria Isabel Lobarinhas Limpo Trigueiros *

O turismo é incontestavelmente um vetor de crescimento e de desenvolvimento local,
podendo tornar-se uma alavanca
para o incremento de áreas menos privilegiadas, potenciando os
recursos existentes, sejam de índole natural ou cultural.
A partir dos finais do século
XIX e princípios do século seguinte, a história de Remelhe está
indissociavelmente ligada à figura
de D. António Barroso: o nascimento, o exílio e a deposição

dos restos mortais nesta freguesia, tornaram-na mais conhecida,
consagrando-a como a terra do
Grande Missionário e Bispo do
Porto. Aqui existe património
edificado, capaz de constituir um
atrativo turístico, associado ao
Bispo Barroso, que compreende
a casa onde nasceu, a casa
que mandou construir e
onde se instalou durante um dos
períodos de exílio, o jazigo, em
forma de pirâmide, que mandou
construir em 1899 para os seus
pais, em pedra ançã, com cerca de
6 metros de altura (Nota1), um
monumento erguido para
a comemoração do centenário de nascimento, com o
mapa-múndi, o busto de António
Barroso e o padrão das descobertas (Fig. 1), e a capela-jazigo, construída em 1927, com um
alpendre com colunas em granito,
quatro vitrais que retratam períodos da vida de António Barroso, teto em caixotões de madeira
com as armas episcopais ladeadas
pelos escudos reais e pelas cruzes

Fundador: Pe. António F. Cardoso
Design: Filipa Craveiro | Alberto Craveiro
Impressão: Escola Tipográfica das Missões - Cucujães - tel. 256 899 340 | Depósito legal n.º 92978/95 | Tiragem 2.000 exs. | Registo ICS n.º 116.839

(Continua na pág. 2)

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Boletim de D. António Barroso

Fig. 1 - Monumento comemorativo do centenário de nascimento,
   
Remelhe.

Fig. 2 - Teto no interior da capela-jazigo, Remelhe.

(Fig. 3), com mais de cinco mil anos,
de Cristo (Fig. 2), a urna sobre um que procura turismo religioso.
supedâneo de pedra, resguardada
Considerem-se também a Re- junto à Quinta do Paranho (Nota 6),
por uma redoma de vidro e pare- sidência Paroquial (Nota 5), e é mais um recurso que, se devidades revestidas de azulejo (Nota 2), o Salão Paroquial onde, com a mente explorado, poderá constituir
com motivos alusivos à vida de D. devida remodelação, poderão fun- mais um elemento de atração para
António Barroso.
cionar espaços para acolher ativida- os entusiastas do turismo cultural.
Remelhe tem, ainda, a celebraAlém do património referido, há des religiosas. Num destes edifícios
a considerar a igreja paroquial será de fazer um Auditório de for- ção de uma festividade religiosa
onde se destaca a talha barroca da ma a promover ações de apoio às – Festa do Senhor dos Pastribuna da capela do Santíssimo, Missões (estando D. António Barro- sos – com alguma referência no
com um sacrário em talha exube- so tão ligado à África) e fomentar município de Barcelos, que deverá
rante, teto em caixotões pintados e atividades como conferências, en- beneficiar de uma maior divulgaa pia batismal onde António José de contro de jovens, momentos musi- ção, quiçá associada à figura de D.
Sousa Barroso foi batizado (1854) e cais de cariz mais religioso, retiros, António Barroso, de forma a atrair
cantou Missa Nova (1879) e as ca- confraternizações, reuniões de gru- mais visitantes. Outras iniciativas
devem ser valorizadas, conjugando
pelas de Santa Cruz (Nota 3), pos corais…
do Senhor dos Passos (Nota 4),
Recentemente, a descoberta de religiosidade com natureza: trajeto
e de S. Tiago que também podem uma laje granítica com gravu- percorrido, na cerimónia da Via
ser um ponto de passagem para o ras da Pré-História Recente Sacra, no Sábado de Ramos, entre
a igreja paroquial e a capevisitante. Esta última, de trala de Santa Cruz; percurso
ça românica, pequena e baique, se devidamente planexa, outrora igreja paroquial
ado, poderá ser também
da freguesia de Moldes, tem
muito do agrado dos apreuma imagem deste santo de
ciadores da Natureza e de
iconografia invulgar e uma
percursos pedestres. Para
pia batismal, muito antiga,
além de visitarem a capela
em granito lavrado. Também
supracitada, podem ver, nas
as Alminhas de Remelhe
proximidades, o cruzeiro
– Portela, Paranho e Perdo mesmo nome, desprodigão – merecem ser refevido de valor artístico, mas
renciadas, por terem algum
curioso pela sua singeleza.
valor artístico, mas também
Fig.
3
Laje
granítica,
junto
à
Quinta
do
Paranho.
Outro aspeto que não
por ser um local de visita
Fonte:
Cortesia
da
Professora
Doutora
Ana
M.
S.
Bettencourt.
deve ser descurado é a
muito do agrado do público
P2

Boletim de D. António Barroso
existência de um antigo Caminho de Santiago que atravessava Remelhe e que, se reanimado, permitiria traçar um percurso
alternativo ou um ramal, ao atual
Caminho de Santiago, possibilitando que o culto de D. António Barroso fosse conhecido e usufruído
pelos peregrinos de Santiago, o que
aumentaria o fluxo de visitantes à
freguesia. De salientar a existência
de uma antiga hospedaria associada
ao Caminho de Santiago (na Casa
de Santiago - Nota 7 - onde nasceu
António Barroso) e de uma capela
com o mesmo nome (Capela de S.
Tiago, onde o Bispo do Porto, nos
anos de 1911-14, exilado da sede
episcopal, ordenou muitos sacerdotes da diocese do Porto).
A crença em D. António Barroso
deu origem a um culto que se materializa em diferentes manifestações:
visita aos restos mortais na
capela-jazigo; Romagem anual,
no primeiro domingo de setembro, em recordação da sua morte
(31.08.1918) Nota 8; Caminhada
no mês de maio, desde 2011(Nota
9); comemorações, como a Homenagem e Sessão Solene que se realizam, anualmente, em novembro,
no Auditório da Câmara Municipal
de Barcelos, para assinalarem o aniversário do nascimento (5.11.1854).
A localização geográfica de Remelhe, no que respeita a ligações
com outras regiões, é mais uma
oportunidade que deve ser aproveitada na criação de um novo produto de turismo religioso. A proximidade de Remelhe relativamente a
Barcelos, Braga, Porto e Aeroporto
Francisco Sá Carneiro, facilita a circulação de visitantes. Acresce-se a isto
a qualidade da rede de auto-estradas (A28, A11 e A3) e de acessos
rodoviários que servem a sede do

concelho. Deste modo, é de tentar
articular Remelhe com as restantes
festividades religiosas existentes
no concelho de Barcelos, como a
Peregrinação à Franqueira
(Nota 10), as cerimónias da Semana Santa em freguesias próximas, a
Festa das Cruzes em Barcelos e
as cerimónias religiosas de Braga. A
proximidade com o Porto, cidade
onde D. António foi bispo e onde
faleceu, deve conduzir à renovação
das antigas romagens a Remelhe.

material e imaterial associado à figura de D. António Barroso, se houver empenho e investimento por
parte das entidades religiosas, autoridades políticas locais/regionais e
investidores privados. Este turismo
poderá ser articulado, em rede, com
outros recursos religiosos existentes em Remelhe e noutras freguesias do concelho de Barcelos.
Mas, a afluência a Remelhe está
condicionada pela estrada que estabelece a ligação com Barcelos,

Fig. 4 - Campo da Porta ou Boucinha, Remelhe.

O espaço para parqueamento automóvel (ligeiros e
autocarros) já existe, embora possa e deva ser melhorado (Fig. 4).
Referimo-nos ao Campo da Porta
ou Boucinha, propriedade da Paróquia de Remelhe, desde 2004. Mas,
se no futuro se optar por edificar,
neste terreno, uma igreja a D. António Barroso, após a confirmação da
sua santidade, outro espaço terá de
ser transformado em parque automóvel, com dimensões suscetíveis
de responder às necessidades dos
visitantes.
Indubitavelmente, Remelhe tem
recursos que pode converter em
produto turístico cultural, de modo
a promover atividade turística, promotora de desenvolvimento sustentável, vocacionada para o turismo
religioso, com base no património

que urge ser intervencionada. Da
mesma forma, as debilidades nos
serviços dos transportes públicos
coletivos rodoviários têm de ser
resolvidas, pois o escasso número
de ligações Barcelos-Remelhe, bem
como os horários dos existentes,
não responde às necessidades dos
visitantes.
A sinalética para a freguesia de
Remelhe é insuficiente, para deslocação automóvel ou para um desvio
pedestre a partir do atual Caminho
de Santiago. São ainda ameaças ao
desenvolvimento de Remelhe a inexistente oferta hoteleira local e a
baixa qualidade/quantidade dos serviços de restauração.
Que se pondere a concretização de estratégias a curto e médio prazo para a resolução dos
(Continua na pág. 4)

P3

Boletim de D. António Barroso
problemas supracitados, por parte
de organismos institucionais, em
articulação com a população local.
Que se potencie a favorável recetividade dos residentes e das
instituições locais a visitantes,
conscientes de que Remelhe pode
beneficiar de crescimento económico, em resultado do desenvolvimento do turismo religioso. Que se
valorize a recetividade, patente em
múltiplas iniciativas, das entidades religiosas e instituições
políticas ao desenvolvimento do
turismo religioso associado à figura
de D. António Barroso.
Na expectativa de um bom resul-

tado do processo de beatificação/
canonização em curso, num futuro
próximo, há que promover medidas que potenciem as práticas já
existentes, nomeadamente, divulgar
cada vez mais as atividades associadas à figura de D. António Barroso,
nos jornais locais e regionais,
assegurar a abertura diária da capela-jazigo, atrair maior quantidade
de visitantes no dia da Romagem
(setembro) e da Caminhada (maio),
criando-se condições para a sua
permanência em Remelhe, findos
os atos religiosos. Há que criar sinalética e textos explicativos relativos
aos outros pontos de interesse da

Fig. 5 - Casa mandada construir por D. António Barroso, Remelhe.

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freguesia, bem como incrementar a
abertura de lojas comerciais, quer
de artesanato concelhio, quer de
artigos relacionados com a religiosidade e com a figura de D. António
Barroso. Faça-se uso de todos os
meios que possam contribuir para
divulgar Remelhe e potenciar o seu
número de visitantes.
Relativamente à casa que o próprio D. António mandou construir
em 1904, com altos tetos em gesso,
grande escadaria interior e exterior,
que ainda conserva alguns móveis,
louças e livros do seu tempo (Fig. 5),
será o local ideal (se houver anuência dos proprietários) para a criação
da Casa-Museu de D. António
Barroso, com a exibição do seu
espólio: exposição permanente das
moedas que doou em testamento
ao Município de Barcelos (Nota11);
área reservada aos livros que lhe
pertenceram, aos documentos manuscritos e correspondência que
recebeu e que enviou (nomeadamente a familiares); galeria de retratos seus e dos familiares; exposição
dos seus objetos pessoais e outros
da época.
Propõe-se a criação de um percurso turístico que valorize o
património material e imaterial
associado à figura de D. António
Barroso, funcionando como instrumento de desenvolvimento local,
dinamizando Remelhe do ponto
de vista social, económico e cultural. Preconiza-se um percurso em
forma linear, com um grau de dificuldade fácil, sendo acessível a diferentes públicos-alvo e faixas etárias
e, portanto, ajustável ao visitante
tradicional da capela-jazigo. A visita
teria início nos anexos (varandão)
da Casa de Santiago, local de nascimento de D. António, onde funcionaria um Centro Interpretativo

Boletim de D. António Barroso
para obtenção de informação sobre
a vida e obra de D. António Barroso e sobre o circuito a percorrer.
Seguia-se a visita à Casa de Santiago, à Capela de S. Tiago, ao exterior
da Casa do Barroso (casa dos avós
maternos), Casa de D. António Barroso (se possível, transformada em
Casa-Museu), igreja paroquial, capela-jazigo, jazigo que mandou construir para os pais, monumento de
homenagem a D. António e, por último, uma passagem pelo Salão Paroquial (Fig. 6) onde se podia adquirir objetos de artesanato regional e
artigos de merchandising associados
a D. António Barroso e ao turismo
religioso.
Há que sensibilizar os agentes
económicos para novas oportunidades de negócio e promover o
envolvimento da comunidade na
dinamização do turismo local; que
os cafés e lojas locais se adaptem
à nova realidade e trabalhem em
parceria com o promotor do percurso e que se implemente uma sinalização adequada ao mesmo. Que
o Centro de Interpretação esteja
munido de desdobráveis ou aplicações informáticas com os diferentes
pontos de interesse do itinerário.
A viabilidade de um projecto turístico em Remelhe passa pela implementação de medidas levadas a
cabo por uma equipa interdisciplinar, com a cooperação das autoridades políticas locais e regionais,
as entidades religiosas e os investidores privados, liderada por uma
instituição que tivesse a seu cargo
a implementação e a monitorização
das várias etapas da implementação
do projeto.
O poder político e os investidores particulares devem perspetivar
Remelhe como um local de potencial desenvolvimento turístico sus-

Fig. 6 - Salão Paroquial, Remelhe.

tentável, que assegura retorno ao
capital investido. Os recursos existem, carecem é de medidas que os
tornem um produto turístico atrativo e rentável.
O centenário da morte de
NOTAS:
1 Neste jazigo estiveram os restos mortais de D. António Barroso,
de 1918 a 1927.
2 O azulejo que reveste as paredes exteriores da capela-jazigo foi
confecionado no atelier de Joaquim
Pombal, em Leça do Balio.
3 Na Capela de Santa Cruz, por
cima da fresta aberta ao lado da porta principal, consta a data 1842.
4 Na Capela do Senhor dos Passos, a base de cruz que se ergue sobre o telhado tem a data 1869.
5 A Residência Paroquial, ao poente e em frente à igreja, foi construída em 1752.
6 Estas gravuras são idênticas às
da Laje dos Sinais, no monte da Saia,
em Carvalhas. Os responsáveis municipais pela área da arqueologia já
avançaram com o processo de classificação arqueológica junto da Direção-Geral do Património Local.
7 A Casa de Santiago servia de
estância de acolhimento dos peregrinos que se dirigiam a Compostela.
8 Desde 1942-1943 que, a partir
do Porto, se organizava a Romagem
anual ao túmulo do Bispo Barroso. A
organização da Romagem a partir de
Barcelos surge em 1963, é interrom-

D. António Barroso, que ocorre em
2018, e a esperada conclusão do
processo canónico em curso, com
vista à sua beatificação/canonização,
poderão trazer novos elementos de
valorização turística para a região.
pida em 1972 e retomada em 1980,
decalcando o percurso do cortejo fúnebre de D. António, a pé, desde a
estação ferroviária de Barcelos até à
sua terra natal.
9 A Caminhada é organizada pelo
Grupo dos Amigos de D. António
Barroso do Núcleo de Barcelos, com
a colaboração da Câmara Municipal
de Barcelos, das Juntas de Freguesia
de Remelhe, Barcelos e Arcozelo e
dos Bombeiros Voluntários de Barcelos, entre outros organismos.
10 Que se divulgue que a primeira grande peregrinação à Franqueira aconteceu em 27.09.1908, com o
apoio do Bispo Barroso, que era um
peregrino assíduo deste santuário.
Que se implemente um triângulo
turístico em rede: Barcelos/Franqueira/Remelhe, com reflexos para
o turismo local.
11 Atualmente a coleção de moedas doadas por D. António ao município de Barcelos encontra-se nas
reservas do Museu de Olaria de Barcelos.

—————————* Licenciada em História e
Ciências Sociais, Mestre em Património e Turismo Cultural,
pela Universidade do Minho

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Boletim de D. António Barroso
AMIGOS DE D. ANTÓNIO BARROSO
em acção
Por Amadeu Araújo

A Causa da Canonização de D. António Barroso, tem tido na VP
um generosos aliado para divulgar a vida e a obra do insigne bispo
missionário. Quando tomamos alguma iniciativa, alguém da VP está
connosco: no lançamento de livros, nas romagens, nas sessões públicas de divulgação, sempre prontos, prestáveis, disponíveis. Não estávamos, porém, à espera que a VP nos enviasse uma oferta em
dinheiro, nestes tempos difíceis em que talvez também não abunde lá
na Rua de Sta. Catarina... É o "óbolo da viúva"...
Os 125,48 € com que a VP acaba de brindar D. António Barro-

Muitos dos assinantes deste Boletim e
uma parte significativa da Associação que
congrega os Amigos de D. António Barroso
são antigos alunos da Sociedade Missionária da Boa Nova. Nos anos da juventude,
estudaram no Seminário das Missões de
Cernache do Bonjardim - antigo Colégio

so têm um significado especial, como amavelmente escreveu o Dr.
João Dias, daquele semanário: «Esta verba corresponde à receita do
Ofertório do "Dia da Voz Portucalense" que teve lugar na igreja de
Santo Ildefonso, no passado dia 8, sob a presidência de D. António
Francisco dos Santos. Aí se lembrou que "foi nesta igreja de Santo
Ildefonso que, no dia 2 de agosto de 1899, D. António Barroso se
paramentou para dar início ao cortejo litúrgico que, pelas ruas centrais do Porto, o conduziu até á Sé Catedral onde fez a sua entrada
solene. Que melhor local para invocar a sua memória e rezar pela
sua beatificação? Esta pequena oferta mais não é do que o sinal do
nosso reconhecimento por tudo quanto têm feito pela beatificação
do nosso bem amado"bispo dos pobres"». Palavras para quê, Dr. João
Dias? Um grande abraço de gratidão para a VP, em nome de D. António Barroso...

das Missões Ultramarinas, também conhecido por Real Colégio das Missões, onde
D. António Barroso se formou, entre 1873
e 1879, e donde partiu, em Agosto de 1880,
para as longínquas Missões do Padroado. Tinha 25 anos de idade e um coração enorme para dar. Movidos por este exemplo que
conhecem de perto, muitos ARMISTAS têm
apoiado, de diferentes formas, a Causa da
Canonização do “antigo colega”. Nas pessoas do seu Presidente, Dr. Fernando Silva e
do Secretário, Dr. Sérgio Cabral, saudamos
todos os que têm colaborado com a Postulação. Este Boletim deve muito à generosa
dedicação de colegas como Joaquim Alves

Pereira, José dos Santos Ponciano, Manuel
Vilas Boas, Joaquim Candeias da Silva, José
Gomes Campinho, Manuel da Silva Costa,
José Ribeiro Fernandes, Manuel Ribeiro
Fernandes, Joaquim Martins da Costa e
muitos outros.
O centenário da morte de D. António
Barroso está aí à porta (31 de Agosto de
2018). Apontando para esta data, organizaremos uma Assembleia Geral no próximo
dia 17 de Setembro, como se informa neste
Boletim. D. António Barroso conta com os
Antigos Alunos da Sociedade Missionária.

oportunidade para reunir e dilvulgar muita
informação que anda pelos computadores,
pelas estantes e pelas gavetas. É uma página para o grande público, mas feita a pensar
sobretudo nos Amigos de D. António. Entra-

mos numa fase nova, vamos a caminho do
centenário. Contamos com a colaboração
de todos.

(www.arm-smbn.blogspot.com)

A POSTULAÇÂO
TEM UMA PÁGINA
NA INTERNET
Alguns colaboradores, com destaque
para o Eng. Jorge Domingos Andrade, têm-nos enviado fotos e documentos diversos
sobre a figura extraordinária de D. António
Barroso. O site, em construção, será uma

VER www.domantoniobarroso.pt

ZELADORAS DA
CAPELA - JAZIGO DE
D. ANTÓNIO BARROSO
No Boletim de Setembro de 2013, lembrámos as cinco prestimosas zeladoras que de há muito se disponibilizam para manter a
capela-jazigo aberta e acolhedora aos domingos. Dão parte do seu
descanso semanal, distribuindo simpatia. É, por isso, com pesar que
informamos que a Elvira Lopes Paula (foto da direita) partiu para
o Pai, em 3 de Maio de 2016. Era tia de Laurinda Fonseca do Vale,

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também ela colaboradora da Causa de D. António Barroso, a quem
apresentamos sentidas condolências. Entretanto, a Laurinda acaba de
substituir a Ana Brito de Sousa, impedida, por razões particulares.
Aguarda-se a generosidade de alguém que possa substituir a Elvira
Lopes Paula. Cumpre-nos agradecer-lhe, tia Elvira. Descanse em paz!
Saudações a D. António...

Boletim de D. António Barroso

DIOCESE DO PORTO
TRÊS REFERÊNCIAS DA MISERICÓRDIA
* O BISPO D. ANTÓNIO BARROSO
* O PADRE AMÉRICO (PAI AMÉRICO)
Por Gomes de Araújo

Na Carta Pastoral que o Bispo do Porto dirigiu à Diocese no
início do Ano Santo da Misericórdia, fez referência a três vidas marcadas pelo exercício da mesma. São três exemplos conhecidos dos
portuenses, três modelos que merecem a nossa atenção.
Depois de afirmar que na vasta e antiga diocese do Porto «é,
felizmente, interminável o número das pessoas que gastaram a vida
ao serviço do próximo, mormente dos mais desfavorecidos e marginalizados», D. António Francisco escreveu: «Recordamos apenas

* A VENERÁVEL SÍLVIA CARDOSO
três nomes mais recentes: o Bispo D. António Barroso, o Padre
Américo Monteiro de Aguiar (Pai Américo) e a Venerável Sílvia Cardoso (...) A bondade e a misericórdia sintetizam e definem as suas
vidas». A concluir, lembrou que «o progresso no reconhecimento,
por parte da Igreja, da heroica exemplaridade universal das suas
vidas depende de todas nós. Não se trata de um gesto supérfluo:
seria mais um serviço aos pobres e um apelo à vivência efetiva da
misericórdia».

D. ANTÓNIO JOSÉ DE SOUSA BARROSO, depois de
uma intensa actividade nas Missões do Patroado, foi Bispo do Porto. Dinâmico e reformador, desacomodado e lutador. Foi mssionário em três continentes, projectou a Sociedade Missionária da Boa
Nova, “fundou” o Pontifício Colégio Português em Roma e lançou a
Associação dos Médicos Católicos Portugueses. Porém, o que mais
o notabilizou entre os homens do seu tempo, foi a prática constante das obras de misericórdia. Era conhecido como “Pai dos pobres”.
Sobre ele escreveu o Padre Américo: «A sua grande loucura está no
amor aos pobres». Das várias obras publicadas sobre este notável
bispo missionário, apresentamos duas que estão disponíveis na Livraria da “Voz Portucalense”, Porto.
PADRE AMÉRICO - UMA VIDA AO SERVIÇO DOS
POBRES No dia 16 de Julho de 2016, vão completar-se 60 anos
sobre a morte do Padre Américo Monteiro de Aguiar, fundador da
Obra da Rua - Casa do Gaiato. Já canonizado no coração do povo
como santo dos pobres, tem em curso um processo oficial de
canonização. Para assinalar o aniversário da sua morte, a Universidade Católica - Porto, acaba de realizar um Colóquio, onde foi
lançado um livro de D. António Marcelino: “Padre Américo: Precursor do II Concílio do Vaticano”. Outra referência importante
é o livro do Padre José da Rocha Ramos, Pároco de Alvarelhos:
"Padre Américo - Místico do Nosso Tempo”. Um estudo sobre a
espiritualidade do Pai Américo.
A VENERÁVEL SÍLVIA CARDOSO FERREIRA DA SILVA
nasceu em Paços de Ferreira, no dia 26 de Julho de 1882, numa
família abastada. (É prima do genial pintor Amadeu de Sousa Cardoso). Cristã empenhada na Acção Católica, «deu pão e cultura aos
descartados do seu tempo», como afirmou D. António Francisco. E
o Pe. Moreira das Neves escreveu: «Pelos pobres e pelos arredados
do Evangelho, queimou D. Sílvia a fortuna e a carne». Barcelos é
uma das cidades que muito devem à sua misericórdia. Aqui fundou
a Casa dos Rapazes, onde inúmeros barcelenses pobres encontraram pão, saúde e educação. (Na foto ao lado, a refeição do meio
dia, naquela instituição inaugurada em 19 de Março de 1946). Foi
declarada Venerável em 27 de Março de 2013.

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Boletim de D. António Barroso
D. ANTÓNIO BARROSO
PRESIDIU À PRIMEIRA
GRANDE PEREGRINAÇÃO
À FRANQUEIRA
Em cada ano, no primeiro domingo de Agosto, as freguesias
do concelho de Barcelos organizam uma grande peregrinação ao
Monte da Franqueira, onde se venera, segundo uns, Nossa Senhora das Neves e, segundo outros, Nossa Senhora do Rosário. A
crer na tradição, a primitiva Ermida terá sido mandada construir
naquele monte sobranceiro à cidade, por D. Egas Moniz, em cumprimento de uma promessa. Sabe-se que, em 1415, o Santuário
da Franqueira já era sobejamente conhecido em todo o Norte, e
que foi, nesse ano, agraciado por D. Afonso, 1.º Duque de Bragança. Dois séculos depois, em 1616, o Papa Paulo V emitiu um breve
apoiando as peregrinações ali realizadas.
Os primeiros estatutos da respectiva Confraria, de que há
conhecimento, foram elaborados, em 1869, por um grupo de de-

votos das freguesias de Pereira e de Remelhe. O remelhense António Barroso era então uma criança de 11 anos. Mais tarde, em
27 de Setembro de 1908, já Bispo do Porto, viria a ser convidado
para presidir à primeira grande peregrinação do concelho de Barcelos àquele antigo Santuário. D. António contava, nesta altura, 53
anos e sabia quão difíceis iam ser os tempos que se aproximavam.
Estava iminente a implantação da República. A doença impediu-o
de trilhar o caminho íngreme da Franqueira muitas vezes mais,
como desejaria. Ainda chegou a fazer o trajecto num carro de
bois (a estrada é recente). Foi sempre um devoto confesso de
Nossa Senhora, nos caminhos do vasto mundo que calcorreou.
Um devoto de Maria, que peregrinou pela terra, em espírito de
Missão. A. G. A.

FLORES PARA OS visitantes
DE D. ANTÓNIO BARROSO
VISITAS À CAPELA-JAZIGO. Entre 1 de Março e 31 de Maio de 2016, constam 208 registos no Livro de Visitantes. Destes, 87
são de Remelhe, havendo que referir também que, no mês de Março, 22 remelhenses se deslocaram à igreja paroquial para uma oração
comunitária pela beatificação de D. António. As demais visitas registadas (muitos não deixam o nome) são de Pereira (7), Barcelos (18),
Faria (9), Alvelos (10), Arcozelo (3), Silva (3), Gilmonde (1), S.P.R. (1), Manhente (2), Rio Tinto (5), Airó (1), Vilar do Monte (4), Martim
(1), Póvoa de Varzim (2), Porto (6), Carvalhal (1), Barroselas (1), Fonte Coberta (2), Vieira do Minho (2), Feitos (1), Lousada-Porto (2),
Galegos (2),Vila Nova de Gaia (5),Vilar do Paraíso (1), Areias de S.Vicente (2), , Cristelo (1), Abade de Neiva (2), S.João da Madeira (6),
Forjães (2),Vilar de Figos (1), S.Veríssimo (3), Rio Covo Sta. Eugénia (2),Vila Frescainha, S. Pedro (3), Sta. Eulália de Arnoso (1), Sandiães
(2), Areias (1), Alijó (2) Fornelos (1), Laundos (1), Gamil (1).
Com a colaboração de Goretti Loureiro

CONTAS EM DIA
A última relação de contas (até 29 de Fevereiro de 2016) está disponível no Boletim n.º XVI, III Série. Desde aquela data, até 31
de Maio de 2016, foram efectuadas as seguintes despesas: Escola Tipográfica das Missões. Execução e expedição do Boletim n.º XVI,
III Série: 591.20 €; consumíveis, expediente, correio, comunicações: 55.00 €; registo de domínio do site: 60.00 €. Soma: 706.20 €.
Acresce a esta despesa um depósito de 1.000,00 € no Banco do Vaticano (I.O.R.), por solicitação do Postulador. TOTAL: 1.706,20 €.
Têm aumentado as despesas, e sabemos que outra conta nos chegará em breve, de Roma. É sinal de que o processo está a andar.
Mas contamos só com a generosidade dos amigos e admiradores de D. António. Obrigado a todos os que apoiam a Causa. Perdoem-nos a liberdade de mencionar os S.res Laurinda Fonseca do Vale e Manuel Ribeiro Fernandes, um casal remelhense que, em 2015, ofereceu 500.00 € e, no corrente ano, enviou mais 200.00 €, fruto de muito trabalho, de muita generosidade. Temos recebido, nos últimos
meses, outros donativos que referimos com igual gratidão: Semanário “Voz Portucalense”: 125.48 €; S.res Maria Goretti e António
Araújo São Bento: 100.00 €; Anónimo: 20.00 €; Leontina Monteiro Cabral: 20.00 €; Anónimo: 20.00 €; D.ra Maria Adelaide A. Meireles:
100.00 €; Dres Maria da Conceição e Ambrósio Nunes Ferreira: 200.00 €; Anónimo: 45.00 €;Venda de livro: 10.00 €; Anónimo 10.00 €;
S.res Maria Gabriela e Eng. Frederico Monteiro da Silva: 15.00 €; Dra. Maria Arminda Barroso Ferreira: 220.00 €; Sr. Manuel Vidal: 5.00 €;
Anónimo: 50,00 €; D.res Maria Clara Beleza Ferraz e José Manuel Meira de Matos: 20.00 €; Dr. António Cruz Feliciano: 20.00 €;
Sr. António Moutinha Rodrigues: 20.00 €. TOTAL: 1.190,48 €.
Para transferências bancárias que tenham a bondade de fazer para apoio à Causa da Canonização de
D. António Barroso e para as despesas deste Boletim, informamos que a conta em nome do «Grupo de Amigos
de D. António Barroso», na Caixa Geral de Depósitos, Oeiras, tem as seguintes referências:
NIB: 003505420001108153073. IBAN: PT50003505420001108153073. BIC: CGDIPTPL

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