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Língua Portuguesa

Gramática II

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Língua Portuguesa Gramática II 1
Língua Portuguesa Gramática II 1
Língua Portuguesa Gramática II 1
Língua Portuguesa Gramática II 1
Língua Portuguesa Gramática II 1
Língua Portuguesa Gramática II 1

SISTEMA COC DE ENSINO Direção-Geral: Sandro Bonás Direção Pedagógica: Zelci C. de Oliveira Direção Editorial: Roger Trimer Gerência Editorial: Osvaldo Govone Ouvidoria: Regina Gimenes Conselho Editorial: José Tadeu B. Terra, Luiz Fernando Duarte, Osvaldo Govone e Zelci C. de Oliveira

PRODUÇÃO EDITORIAL Autoria: Walter Puccini Editoria: Cristiane R. de Souza, Marília B. A. N. Rotta e Roseli D. Braff Coordenação Editorial:

Luzia H. Fávero F. López Projeto gráfico e direção de arte:

Matheus C. Sisdeli Preparação de originais: Marisa A. dos Santos e Silva e Sebastião S. Rodrigues Neto Iconografia e licenciamento de texto:

Marcela Pelizaro, Paula de Oliveira Quirino e Cristian N. Zaramella Diagramação: BFS bureau digital Correções: Lidiane Alves Ribeiro Ilustração: BFS bureau digital Revisão: Flávia P. Cruz, Flávio R. Santos, José S. Lara, Leda G. de Almeida, Maria Cecília R. D. B. Ribeiro, Milena C. Lotto e Paula G. de Barros Rodrigues Capa: LABCOM comunicação total Conferência e Fechamento:

Edgar Martins de Oliveira

Conferência e Fechamento: Edgar Martins de Oliveira Rua General Celso de Mello Rezende, 301 – Tel.:

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Sumário

Sumário CAPÍTULO 01 PERÍODO COMPOSTO 7 1. Coordenação e subordinação 7 2. Período composto

CAPÍTULO 01

CAPÍTULO 01 PERÍODO COMPOSTO 7

PERÍODO COMPOSTO

7

1.

Coordenação e subordinação

7

2.

Período composto por coordenação e orações coordenadas

8

3.

Período composto por subordinação

9

4.

Orações subordinadas substantivas

10

5.

Orações subordinadas adjetivas

11

6.

Orações subordinadas adverbiais

12

7.

Orações reduzidas

 

13

8.

Conjunções

15

9.

Preposição

20

10.

Elementos coesivos

 

24

CAPÍTULO 02

CAPÍTULO 02 MORFOSSINTAXE 27

MORFOSSINTAXE

27

1.

Pronome pessoal

 

27

2.

Palavras “que” e “se”

 

30

3.

Correlação dos tempos e modos verbais

34

CAPÍTULO 03

CAPÍTULO 03 LINGUAGEM FIGURADA 48

LINGUAGEM FIGURADA

48

1.

Campo morfossintático

48

CAPÍTULO 04

 

CONCORDÂNCIA, REGÊNCIA E CRASE

52

1. Concordância nominal

52

2. Concordância verbal

 

56

3. Sintaxe de regência

 

63

4. Acento grave (crase)

 

67

CAPÍTULO 05

CAPÍTULO 05 SINTAXE DE COLOCAÇÃO, PARALELISMO E

SINTAXE DE COLOCAÇÃO, PARALELISMO E

PONTUAÇÃO

 

70

1.

Sintaxe de colocação

 

70

2.

Paralelismo

73

3.

Pontuação

75

CAPÍTULO 06

CAPÍTULO 06 DIFICULDADES GERAIS DA LÍNGUA E

DIFICULDADES GERAIS DA LÍNGUA E

VÍCIOS DE LINGUAGEM

80

1.

Dificuldades gerais da língua

80

2.

Vícios de linguagem

 

83

EXERCÍCIOS PROPOSTOS

85

Capítulo 01

87

Capítulo 02

121

Capítulo 03

140

Capítulo 04

146

Capítulo 05

177

Capítulo 06

197

GABARITO

201

Teoria
Teoria
Teoria
Teoria
Teoria
Teoria

Gramática II

Português

PV-13-21

CAPÍTULO 01

Gramática II Português PV-13-21 CAPÍTULO 01 PERÍODO COMPOSTO 1. Coordenação e subordinação Chama-se período a

PERÍODO COMPOSTO

II Português PV-13-21 CAPÍTULO 01 PERÍODO COMPOSTO 1. Coordenação e subordinação Chama-se período a

1. Coordenação e subordinação

Chama-se período a frase verbal constituída de uma ou mais orações. Com uma oração, denomi- nada absoluta, o período é simples:

Cigarro é prejudicial à saúde. Pegamos uma estrada na vida. Chegou a casa às 21
Cigarro é prejudicial à saúde.
Pegamos uma estrada na vida.
Chegou a casa às 21 h.
O aluno estudioso é aprovado.

Com mais de uma oração, o período é composto:

Fumar Nós decidimos Chegou a casa É aprovado o aluno é prejudicial à saúde. que
Fumar
Nós decidimos
Chegou a casa
É aprovado o aluno
é prejudicial à saúde.
que estrada pegar na vida.
quando eram 21 h.
que estuda.
Oração 1
Oração 2

Num período composto há, no mínimo, um de dois tipos de relação sintática entre as orações:

coordenação ou subordinação. Observem-se os exemplos a seguir:

Assinei os documentos e remeti-os hoje cedo. (a) Chegaram depois do horário, portanto não puderam entrar. (b) Desejo que você seja aprovada. (c) Conheci o aluno que detém os primeiros lugares nos simulados. (d) Retornaremos à Bahia quando chegar janeiro. (e)

Percebe-se claramente que cada um dos períodos contém duas orações, articuladas em torno de verbo ou locução verbal. Nos dois primeiros casos, cada uma das orações é sintaticamente íntegra, ou seja, possui termos que a tornam independente (em termos sintáticos, mas não se- mânticos) da outra oração:

Assinei os documentos. Remeti-os (os documentos) hoje cedo. Chegaram depois do horário. Não puderam entrar.

A essa relativa autonomia sintática entre elas dá-se o nome de coordenação.

Nos outros casos, porém, o grau de interdependência é flagrante. Em c, o sentido da primeira oração (Desejo) é integralizado pela segunda, que exerce o papel de seu objeto direto:

pela segunda, que exerce o papel de seu objeto direto : Desejo que você seja aprovada.
pela segunda, que exerce o papel de seu objeto direto : Desejo que você seja aprovada.
Desejo que você seja aprovada. VTD OD
Desejo
que você seja aprovada.
VTD
OD

Em d, a segunda oração relaciona-se ao substantivo aluno, da primeira, o qual é retomado pelo pronome relativo que. A segunda oração exerce claramente o papel de adjunto adnominal do termo o aluno.

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pelo pronome relativo que . A segunda oração exerce claramente o papel de adjunto adnominal do

Português

Gramática II

PV-13-21

Conheci o alunoalunoaluno que detém os primeiros lugares nos simulados. Oração 1 Oração 2
Conheci o alunoalunoaluno
que detém os primeiros lugares nos simulados.
Oração 1
Oração 2

Em e, diferentemente do que ocorre em d, a segunda oração, ao determinar o momento quando acontece o processo verbal da primeira, desempenha a função de adjunto adverbial de tempo:

Retornaremos à Bahia quando chegar janeiro. Oração 1 Oração 2
Retornaremos à Bahia quando chegar janeiro.
Oração 1
Oração 2

À dependência sintática entre as orações em c, d e e dá-se o nome de subordinação. Nela, a

oração que modifica ou complementa, exercendo algum papel sintático (objeto, adjunto etc.), é chamada subordinada.

Pode haver ainda, num mesmo período, relações de coordenação e subordinação; é o período misto:

Subordinação Subordinação Desejo que você estude mais e seja aprovada. Coordenação
Subordinação
Subordinação
Desejo que você estude mais e seja aprovada.
Coordenação

Repare que, nesse caso, a segunda e a terceira orações se subordinam à primeira e, ao mesmo tempo, são coordenadas entre si.

Aprofundaremos nossos estudos sobre o período composto, detendo-nos primeiro nas relações de coordenação.

2. Período composto por coordenação e orações coordenadas

Vimos anteriormente que, num período composto por coordenação, as orações mantêm, entre si, autonomia sintática, isto é, não desempenham funções sintáticas umas nas outras, embora estejam semanticamente relacionadas. A essas orações sintaticamente autônomas chamamos coordenadas.

Quando apresenta conectivo, a coordenada é denominada sindética; sem ele, é assindética. A

oração coordenada sindética subclassifica-se como aditiva, adversativa, alternativa, conclusiva

e explicativa.

A. Aditiva

Apenas acresce um fato a outro.

Conjunções e locuções conjuntivas aditivas mais comuns: e, nem, não só

mas (como) também.

Não só estuda como também trabalha meio período. Ele não estuda nem trabalha.

não só mas (como) também . Não só estuda como também trabalha meio período . Ele

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não só mas (como) também . Não só estuda como também trabalha meio período . Ele
não só mas (como) também . Não só estuda como também trabalha meio período . Ele

Gramática II

Português

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B. Adversativa

Acresce um fato que frustra uma expectativa.

Conjunções e locuções conjuntivas adversati- vas mais comuns: mas, porém, todavia, con- tudo, no entanto, entretanto, não obstante, senão etc.

Estudou muito, mas não foi aprovada.

C. Alternativa

Apresenta fatos que, em princípio, são mutua- mente excludentes.

Conjunções e locuções conjuntivas alternati-

vas mais comuns: ou

quer, seja

seja, já

ou, ora

já.

ora, quer

Ou você estuda, ou será reprovado.

D. Conclusiva

Apresenta uma dedução, uma ilação, uma in- ferência.

Conjunções e locuções conjuntivas conclusi- vas mais comuns: logo, pois (posposto ao ver- bo), portanto, por conseguinte, assim, então, por isso etc.

Estudou muito; será, pois, aprovada.

E. Explicativa

Apresenta uma justificativa para a afirmação feita em outra oração.

Conjunções e locuções mais comuns: porque, pois (anteposto ao verbo), porquanto, que.

Deve ter chovido, pois o chão está molhado.

3. Período composto por subordinação

Já vimos que, num período composto por su-

bordinação, as orações desempenham fun- ções sintáticas umas nas outras, mantendo entre si uma relação de dependência e com- plementaridade.

A oração subordinada receberá uma primeira

subclassificação de acordo com a função sintá- tica exercida na oração que vem complemen- tando.

Subordinada substantiva é a que desem- penha, em outra oração, funções sintáticas frequentemente exercidas por substantivos:

sujeito, predicativo, objeto direto, objeto in- direto, complemento nominal e aposto.

A subordinada adjetiva exerce em outra ora-

ção a função de adjunto adnominal, função própria de adjetivo ou locução adjetiva.

Subordinada adverbial é a oração que cumpre

o papel de adjunto adverbial de outra, função

primordialmente exercida por advérbio e locu- ção adverbial.

No período composto por subordinação, a ora- ção que não exerce função sintática em outra, mas apenas é sintaticamente complementada por outra, ou outras, é classificada como ora- ção principal. Suas características mais evi- dentes: não apresenta conectivo e tem o ver- bo (ou locução verbal) conjugado nos modos indicativo ou imperativo.

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

nos modos indicativo ou imperativo. EXERCÍCIOS RESOLVIDOS 01. Classifique as orações em negrito, depois de observar
nos modos indicativo ou imperativo. EXERCÍCIOS RESOLVIDOS 01. Classifique as orações em negrito, depois de observar

01.

Classifique as orações em negrito, depois de observar atentamente a substituição que se fez.

a. O conselho diretivo pede que você re- torne à direção executiva. O conselho diretivo pede seu retorno à direção executiva. b. Essa é uma medida de que não se pode prescindir.

9

Essa é uma medida imprescindível. c. Chegamos quando começava a anoite- cer.

Chegamos no começo da noite.

Resolução

a. Subordinada substantiva

b. Subordinada adjetiva

c. Subordinada adverbial

Chegamos no começo da noite. Resolução a. Subordinada substantiva b. Subordinada adjetiva c. Subordinada adverbial

Português

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PV-13-21

02.

Classifique as orações do período que segue, depois de observar as substituições.

(a)

(b)

(c)

(d)

Quando amanheceu, / pedi aos circunstantes / que abandonassem as mágoas / que motivavam

(e)

aquele litígio / e celebrassem as pazes.

(a)

(b)

(c)

(d)

Pela manhã, / pedi aos circunstantes / o abandono das mágoas / motivadoras daquele

(e)

litígio / e a celebração das pazes.

Resolução

a. Subordinada adverbial (equivale a uma locução adverbial que aponta o tempo da principal.)

b. Oração principal (é completada por outras, não completa nenhuma.)

c. Subordinada substantiva (equivale a um substantivo complemento do verbo da principal.)

d. Subordinada adjetiva (equivale a um adjetivo modificador de um termo da principal.)

e. Coordenada sindética aditiva (equivale a um substantivo de mesmo valor sintático que o subs- tantivo substituto da oração.)

4. Orações subordinadas substantivas

As orações subordinadas substantivas exer- cem funções essenciais (sujeito, predicativo do sujeito), integrantes (objeto direto, objeto indireto, complemento nominal) ou acessórias (aposto). Por isso são subclassificadas, res- pectivamente, como: subjetiva, predicativa, objetiva direta, objetiva indireta, completiva nominal e apositiva.

Repare que, em geral, as orações substantivas têm algumas características inconfundíveis:

são substituíveis por substantivo ou pelo pronome "isso";

ligam-se a outra oração com sentido incompleto;

sua classificação depende da análise da estrutura interna da oração que ela complementa.

A. Subjetiva

Exerce a função de sujeito da oração principal ou de outra subordinada, a qual apresenta uma das seguintes estruturas:

subordinada, a qual apresenta uma das seguintes estruturas: 10 • verbo de ligação e predicativo do

10

verbo de ligação e predicativo do su- jeito (é bom, ficou certo, parece claro, é urgente etc.):

Era imprescindível que ela voltasse. Sua volta era imprescindível.

verbo na voz passiva analítica ou sinté- tica (foi dito, ficará comprovado; infor- mou-se, comenta-se etc.):

Ficou comprovado que as acusações eram falsas. Comprovou-se que as acusações eram falsas.

verbo unipessoal (na 3ª pessoa do sin- gular): acontecer, bastar, convir, cons- tar, cumprir, parecer, suceder, urgir etc.:

Sucedeu que todos voltaram tarde. Urge que nos apressemos.

B. Objetiva direta

Exerce o papel de objeto direto do verbo da principal ou de outra subordinada:

Imaginei que resolveria logo o problema.

Exerce o papel de objeto direto do verbo da principal ou de outra subordinada: Imaginei que
Exerce o papel de objeto direto do verbo da principal ou de outra subordinada: Imaginei que

Gramática II

Português

PV-13-21

Em sentenças interrogativas indiretas, as ora- ções subordinadas substantivas objetivas di- retas podem ser introduzidas pela conjunção integrante se, por advérbios ou por pronomes interrogativos (onde, por que, como, quando, qual, quanto):

Não sei onde procurá-la. Ignoro quanto ele lhe deve. Verifique se eles já voltaram.

C. Objetiva indireta

Exerce o papel de objeto indireto do verbo da oração principal ou de outra subordinada:

Esqueci-me de que o ajudaria.

D. Completiva nominal

Exerce o papel de complemento nominal de um termo de outra oração:

Tínhamos certeza de que você esta- va doente.

E. Predicativa

Exerce o papel de predicativo do sujeito de outra oração:

Nossa vontade é que voltes à escola.

F. Apositiva

Exerce o papel de aposto de um termo de ou- tra oração:

Quero apenas uma coisa: que acer- tes a jogada.

5. Orações subordinadas adjetivas

Chama-se adjetiva a oração subordinada que se refere a um antecedente nominal, em ge- ral representado por substantivo ou pronome, pertencente a outra oração. A oração subordi- nada adjetiva exerce o papel de adjunto ad- nominal desse antecedente e, frequentemen- te, equivale a um adjetivo:

Aquela foi umaumauma cenacenacena que não se podia imaginar. OS adjetiva OS adjetiva (Aquela foi
Aquela foi umaumauma cenacenacena
que não se podia imaginar.
OS adjetiva
OS adjetiva
(Aquela foi uma cena inimaginável.)

As orações subordinadas adjetivas são, ordinariamente, iniciadas por um pronome relativo – que, o(a) qual, os(as) quais, cujo(s), cuja(s), quem, onde, quando, como, quanto.

A oração subordinada adjetiva subclassifica-se em restritiva e explicativa.

A. Restritiva

A adjetiva restritiva, que na fala é proferida sem pausa forte em relação ao antecedente, parti-

culariza-o. A polícia apreendeu os carros cujos motoristas não tinham carteira de habilitação.

Deve-se entender que, talvez, nem todos os carros tenham sido apreendidos; apenas aqueles caracterizados pela oração adjetiva.

apenas aqueles caracterizados pela oração adjetiva . B. Explicativa Ao contrário da restritiva, a oração
apenas aqueles caracterizados pela oração adjetiva . B. Explicativa Ao contrário da restritiva, a oração

B. Explicativa

Ao contrário da restritiva, a oração subordinada adjetiva explicativa separa-se de seu antece- dente por pausa e não o particulariza, limitando-se a atribuir-lhe característica, muitas vezes con- sabida, dispensável ao correto entendimento da frase. A China, que já é o país mais populoso do mundo, quer também ser, em breve, a maior potência mundial.

A oração adjetiva não restringe a abrangência do termo antecedente, apenas acrescenta uma informação que, se retirada, não prejudica o entendimento da frase.

11

do termo antecedente, apenas acrescenta uma informação que, se retirada, não prejudica o entendimento da frase.

Português

Gramática II

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

PV-13-21

a. Classifique as orações dos períodos que seguem.

“Olhou a caatinga amarela,/ que o poente avermelhava.” (Graciliano Ramos)

(a)

(b)

Resposta

a. Oração principal

b. Or. subordinada adjetiva explicativa

b.

“Tem nas faces o branco das areias /que bordam o mar.” (José de Alencar)

(a)

(b)

Resposta

a. Oração principal

b. Or. subordinada adjetiva restritiva

c.

A notícia /de que a guerra havia terminado /trouxe alegria ao recinto /em que nos encon-

trávamos. (a)

Resposta

a. Oração principal

b. Or. subordinada substantiva completiva nominal

c. Or. subordinada adjetiva restritiva

(b)

(a)

(c)

d. (a)

Encaro com simpatia o sujeito /que desde Lisboa vem periodicamente sentar-se na pol-

trona ao lado da minha,/que está vazia.

(b)

(c)

Resposta

a. Oração principal

b. Or. subordinada adjetiva restritiva

c. Or. subordinada adjetiva explicativa

6. Orações subordinadas adverbiais

A oração subordinada adverbial exprime a

circunstância em que ocorre o processo ver- bal de outra oração. Há nove tipos de oração adverbial: causal, comparativa, concessiva, condicional, conformativa, consecutiva, final, proporcional e temporal.

A. Causal

Apresenta o que provoca o acontecimento ex-

presso em outra oração, a causa. Conjunções

e locuções conjuntivas causais mais comuns:

porque, pois, porquanto, como (no início do

mais comuns: porque, pois, porquanto, como (no início do 12 período), pois que, já que, visto

12

período), pois que, já que, visto que, uma vez que, dado que, que etc.

Como estava doente, não foi à aula.

B. Consecutiva

Apresenta o efeito de uma causa expressa em outra oração, a consequência. Conjunções e lo- cuções conjuntivas consecutivas mais comuns:

que (associada a palavras como tão, tal, tanto, tamanho, explícitas ou implícitas em oração an- terior), de modo que, de forma que etc.

Estava tão doente, que não foi à aula.

ou implícitas em oração an- terior), de modo que, de forma que etc. Estava tão doente
ou implícitas em oração an- terior), de modo que, de forma que etc. Estava tão doente

Gramática II

Português

PV-13-21

Gramática II Português PV-13-21 C. Concessiva Apresenta um fato que, contrário ao processo verbal de outra
Gramática II Português PV-13-21 C. Concessiva Apresenta um fato que, contrário ao processo verbal de outra

C.

Concessiva

Apresenta um fato que, contrário ao processo verbal de outra oração, não impede que este ocorra. Conjunções e locuções conjuntivas con- cessivas mais comuns: embora, apesar de que, ainda que, mesmo que, conquanto, pos- to que, se bem que, por mais que, por menos que, nem que etc. Ainda que estivesse doente, foi à

D.

aula.

Condicional

Apresenta uma condição necessária à ocorrência ou a não ocorrência de fato ex- presso em outra oração. Conjunções e locu- ções conjuntivas condicionais mais comuns:

se, caso, desde que, contanto que, salvo se, a não ser que, a menos que etc.

Não irá à aula, se estiver doente.

E. Comparativa

Apresenta um ser, coisa ou fato com o qual se compara o processo expresso em outra ora- ção. Conjunções e locuções conjuntivas com- parativas mais comuns: que, do que, (depois de mais, menos, maior, menor, melhor, pior), qual (depois de tal), quanto (depois de tanto), como, assim como, bem como, como se, que nem etc. Ia à escola como um boi (vai) ao matadouro.

F. Conformativa

Apresenta um fato de acordo com o que se exprime em outra oração. Conjunções con- formativas mais comuns: como, conforme, segundo, consoante etc.

Conforme disse, ele foi à escola.

G. Final

Apresenta a finalidade de um processo verbal expresso em outra oração. Conjunções e locu- ções conjuntivas finais mais comuns: por que (para que), para que, a fim de que, que etc.

Fazia aquilo para que outros não tivessem de fazê-lo.

13

H. Proporcional

Apresenta um fato que ocorre numa relação direta ou inversamente proporcional ao que ocorre em outra oração. Conjunções e locu-

ções conjuntivas proporcionais mais comuns:

à medida que, à proporção que, ao passo

que, enquanto, quanto mais (menos)

(menos) etc. Quanto mais ia à escola, mais ani- mava.

mais

I. Temporal

Apresenta a circunstância de tempo em que ocorre o processo verbal expresso em outra oração. Conjunções e locuções conjuntivas temporais mais comuns: quando, antes que, depois que, até que, logo que, sempre que, assim que, desde que, todas as vezes que, cada vez que, apenas, mal, que, en- quanto etc. Saiu assim que chegamos.

7. Orações reduzidas

Chamamos reduzidas as orações que, tendo o verbo flexionado numa das formas nominais – infinitivo, gerúndio ou particípio – dispensam o uso de conectivos.

a. Mandei-o calar-se. – Reduzida de infi- nitivo

Mandei que se calasse. – Desenvolvida

b. Notando sua ausência, saí em seu en- calço. – Reduzida de gerúndio

Quando notei sua ausência, saí em seu encalço. – Desenvolvida

c. Terminada a reunião, dispersamo-nos. – Reduzida de particípio

Quando a reunião terminou, dispersa- mo-nos. – Desenvolvida

Na maior parte das vezes, é possível reduzir uma oração desenvolvida, bem como desen- volver uma reduzida. Nesse caso, deve-se cui- dar de mudar a forma sem alterar o sentido. Há, no entanto, reduzidas que são fixas. Não me agrada fazer isso. Ele não se dispôs a executar o tra- balho.

no entanto, reduzidas que são fixas . Não me agrada fazer isso . Ele não se

Português

Gramática II

PV-13-21

Outras, principalmente as adverbiais, prestam- -se a interpretações variadas. Para desenvolvê- -las, é indispensável observar cuidadosamente o contexto.

Faltando alguém, avise-me. Quando faltar alguém, avise-me. / Se faltar alguém, avise-me.

O emprego das formas reduzidas pode impri- mir ao texto concisão e elegância, porquanto ajuda a evitar o emprego repetitivo dos conec- tivos mais usados. Verificar a capacidade de operar essas alternâncias no uso prático da lín- gua tem sido a tendência dos vestibulares atu- ais, que, praticamente, vêm abandonando a preocupação com a nomenclatura gramatical. Apesar disso, na sequência, veremos exem- plos das classificações das orações reduzidas.

A. Substantivas

Em geral, com verbo no infinitivo:

Subjetivas É necessário perdoar as mentiras.

Objetivas diretas Deixei-o partir.

Objetivas indiretas Aconselhei o rapaz a tentar aquela universidade.

Predicativas

Meu

casa.

desejo

é

comprarmos

esta

Completivas nominais

o

próximo.

Apositivas Só lhe resta uma esperança: ganhar na loteria.

Tinham

necessidade

de

ajudar

B. Adjetivas

Com verbos no gerúndio, particípio e, rara- mente, no infinitivo:

Restritivas Havia na esquina alguns policiais orientando o trânsito.

Explicativas

O senador, ao contrário, não era um

homem como os outros, de se entregar

facilmente.

C. Adverbiais

Causais Vendo os seus maltratados, man- dou atirar no homem.

Concessivas Não obstante terem ouvido os con- selhos do pai, foram à festa.

Temporais Chegando ali, ficou tranquilo.

Condicionais Perdendo o título, o time ficará em perigo.

Finais Disse isso para manter a ordem.

Proporcionais Dizendo aquilo, fui ficando ver- melho.

Consecutivas Ela é feia de doer.

Condicionais Não saia sem me avisar.

D. Coordenadas

Com verbos no gerúndio:

Aditivas

A louça caiu no chão, espatifando-se.

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

01. Fuvest-SP

Classifique as orações destacadas do período abaixo. Ao analisar o desempenho da economia brasileira, os empresários afirmaram que os resultados eram bastante razoáveis, uma vez que a produção não aumentou, mas também não caiu.

afirmaram que os resultados eram bastante razoáveis , uma vez que a produção não aumentou, mas

14

afirmaram que os resultados eram bastante razoáveis , uma vez que a produção não aumentou, mas
afirmaram que os resultados eram bastante razoáveis , uma vez que a produção não aumentou, mas

Gramática II

Português

PV-13-21

a. Principal e subordinada adverbial final

b. Subordinada adverbial temporal e su- bordinada adjetiva restritiva

c. Subordinada adverbial temporal e su- bordinada substantiva objetiva direta

d. Subordinada adverbial temporal e su- bordinada substantiva subjetiva

e. Principal e subordinada substantiva ob- jetiva direta

Resolução

A primeira oração é temporal reduzida e equi-

vale a Quando analisaram(

tegraliza o verbo transitivo direto afirmaram.

Resposta

C

A segunda in-

).

02. Fuvest-SP era-me preciso enterrar magni- ficamente os meus amores.

a. Qual o sujeito de era-me preciso?

b. Reescreva

a

frase,

desenvolvendo

oração reduzida.

a

Resolução

a. O sujeito é enterrar magnificamente os meus amores.

b.

ficamente os meus amores .

era preciso que eu enterrasse magni-

(

)

8. Conjunções

Conjunção é a palavra invariável que conecta orações ou termos de uma oração:

Ela saiu mas volta logo. Disseram-me que ela saiu. Esforçou-se tanto que obteve a vitória. Cedeu-lhe a casa e a fazenda.

Nos três primeiros exemplos, a conjunção em destaque está ligando duas orações. No último, liga dois termos da oração.

A. Quadro de conjunções

liga dois termos da oração. A. Quadro de conjunções   Coordenativas   Aditivas e, nem, também,
liga dois termos da oração. A. Quadro de conjunções   Coordenativas   Aditivas e, nem, também,
 

Coordenativas

 

Aditivas

e, nem, também, que, não só, mas (como) tanto quanto etc.

como, assim

como, assim

Adversativas

mas, porém, todavia, contudo, no entanto, entretanto, não obstante, senão, ainda assim etc.

Alternativas

ou

ou, ora, quer

quer, seja

seja, já

já, agora

agora, quando

quando etc.

Conclusivas

logo, pois (posposto), então, portanto, assim, por isso, enfim, por fim, por conseguinte

Explicativas

porque, pois (anteposto), porquanto, que etc.

 
 

Subordinativas

 

Causais

porque, que, pois que, porquanto, já que, por isso que, uma vez que, dado que, como, visto que etc.

Comparativas

que (do que), (tal) qual, (tanto) quanto, (tão) quão, (não só) como, (tanto) como, (tão) como etc.

15

Comparativas que (do que), (tal) qual, (tanto) quanto, (tão) quão, (não só) como, (tanto) como, (tão)

Português

Gramática II

PV-13-21

 

Subordinativas

Concessivas

embora, quando, quando mesmo, mesmo que, ainda que, em que (pese), por mais que, por menos que, por muito que, por pouco que, se bem que, posto que, a despeito de que, conquanto etc.

Condicionais

se, salvo se, exceto se, contanto que, com tal que, caso, desde que, a não ser que, a menos que, sem que, suposto que etc.

Conformativas

como, conforme, consoante, segundo, da mesma maneira que, do mesmo modo que etc.

Consecutivas

(tão, tal, tanto, tamanho)

que, de modo que etc.

Finais

para que, a fim de que, por que, que (= para que)

Proporcionais

à medida que, à proporção que, quanto (mais, menor, maior, menor, melhor,

pior)

tanto (mais, menos, menor, melhor, pior)

Temporais

apenas, mal, desde que (quando), logo que, até que, antes que, depois que, assim que, sempre que, senão quando, ao tempo que, ao passo que, quando, enquanto, que

Integrantes

que, se

B. Classificação das conjunções

Vimos anteriormente, no estudo das orações, que existem conjunções coordenativas – as que ligam palavras e orações sem criar depen- dência sintática entre elas – e conjunções su- bordinativas, que estabelecem entre orações ou entre termos da oração uma relação de dependência sintática e complementaridade.

Quanto às conjunções subordinativas, as in- tegrantes introduzem orações substantivas. Todas as demais são próprias de orações ad- verbiais.

C. Conjunção explicativa e causal

Nem sempre é fácil discernir uma conjunção coordenativa explicativa de uma adverbial causal. Há grandes controvérsias sobre o as- sunto, muitas gramáticas se contradizem e a discussão acaba fugindo ao âmbito do Ensino Médio. Podem-se apontar, todavia, algumas

características distintivas entre elas. Confron- te os períodos:

I. Deve ter chovido muito, porque

as ruas estão molhadas. (explicativa)

II. As ruas estão molhadas porque

choveu muito. (causal)

Observe que os fatos que se encerram nos dois períodos são rigorosamente os mesmos.

se encerram nos dois períodos são rigorosamente os mesmos. 16 No entanto, eles se relacionam de

16

No entanto, eles se relacionam de maneiras diversas:

a

coordenada explicativa em I apresen-

ta uma explicação, um motivo para a declaração feita anteriormente; em II, a oração destacada é a causa do fato ex- presso na oração antecedente;

a oração coordenada explicativa tem

vírgula a separá-la da anterior, ao pas- so que a subordinada causal dispensa

a vírgula.

D. Conjunção e semântica

A memorização das “famílias” de conjunções e locuções conjuntivas não é imprescindível na classificação de orações, já que os conec- tivos têm valores semânticos cambiantes, ou seja, muitas vezes dependem essencialmente do contexto e/ou da intenção de quem arti- cula o discurso oral ou escrito. Desse modo, por exemplo, as conjunções e e mas, em geral identificadas como aditiva e adversativa, res- pectivamente, podem ter outros valores além dos usuais. Observe:

Anda que anda, e nunca chega a lu- gar algum. (adversativa) Era rara, mas sobretudo bela. (aditiva)

Observe: Anda que anda, e nunca chega a lu- gar algum. ( adversativa ) Era rara
Observe: Anda que anda, e nunca chega a lu- gar algum. ( adversativa ) Era rara

Gramática II

Português

PV-13-21

E. A conjunção “se”

Como conjunção, sempre subordinativa, a pa- lavra se pode ocorrer em orações substantivas ou adverbiais.

Conjunção integrante (em orações substantivas subjetivas e objetivas di- retas)

Não se sabe se ela virá. (subjetiva) Veja se ele já chegou. (objetiva direta)

Conjunção subordinativa causal (em orações subordinadas adverbiais cau- sais)

Se já não sou útil, como dizem, vou- -me embora. (= já que, como) Se você sabia, por que nada me con- tou? (= já que)

Conjunção subordinativa condicional (em orações subordinadas adverbiais condicionais)

Estude mais se quiser mesmo ser aprovado. (= caso) Se ela sair, também sairei. (= caso, desde que)

F. A conjunção “que”

A conjunção que pode ser coordenativa ou su- bordinativa (integrante ou adverbial):

Anda que anda, e nunca chega. (= e, conj. coord. aditiva) Outra que não ela fará o trabalho. (= mas, conj. coord. adversativa) Que chova, que faça sol, sairei da- qui. (= ou, conj. coord. alternativa) Fique, que você não se arrependerá. (= pois, conj. coord. explicativa) A verdade é que triunfamos. (con- junção integrante) Não sairemos agora que vai chover. (conj. subord. causal) Choveu tanto que não pudemos sair. (conj. subord. consecutiva) Que me esforçasse mais, seria outra a situação? (conj. subord. condicional) A minha vontade era maior que a dela. (conj. subord. comparativa) Que eu saiba, a minha vontade era maior. (conj. subord. conformativa) Indisciplinados que sejam, merecem nova chance. (conj. subord. concessiva) Fazemos votos que você alcance o sucesso. (conj. subord. final) Fizera um ano que ele retornara de Nova York. (conj. subord. temporal)

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

Nova York. (conj. subord. temporal) EXERCÍCIOS RESOLVIDOS FCC-PR As questões de 1 a 19 apresentam um
Nova York. (conj. subord. temporal) EXERCÍCIOS RESOLVIDOS FCC-PR As questões de 1 a 19 apresentam um

FCC-PR

As questões de 1 a 19 apresentam um período que você deve modificar, iniciando-o conforme se sugere, mas sem alterar a ideia contida no primeiro. Como resultado, outras partes da fra- se sofrerão alterações. Assinale a alternativa que contém o elemento adequado ao novo período.

Exemplo: Abraçou-me com tal ímpeto, que não pude evitá-lo.

Comece com: Não pude evitá-lo

a. assim

b. quando

c. à medida que

d. então

e. porque

17

Neste caso, a resposta correta é E, pois

a frase transformada seria: Não pude evitá-lo, porque me abraçou com grande ímpeto.

Resposta

E

01.

Mesmo sendo ricos, não quiseram educar os filhos em colégios particulares.

Comece com: Não quiseram educar os filhos

a.

b.

c. enquanto

contudo

no entanto

Resposta

D

d.

e.

embora

todavia

Comece com : Não quiseram educar os filhos a. b. c. enquanto contudo no entanto Resposta

Português

Gramática II

PV-13-21

02.

 

Não dispondo de capital, procurou um sócio.

Comece com: Procurou um sócio

a. que

d. logo que

b. quem

e. para que

c. porque

Resposta

Resposta

C

C

03.

07.

Faltando-lhe dinheiro para viajar, contentava- -se em ler descrições de viagens alheias.

Comece com: Contentava-se

a. uma vez que

d. conquanto

b. porém

e. por isso

c. embora

Resposta

A

Resposta

04.

C

Obtendo dados mais precisos, telefonarei a você.

08.

Comece com: Telefonarei a você

a. mesmo que obtenha

b. embora obtivesse

c. a não ser que obtivesse

d. caso obtenha

e. à medida que obtiver

Resposta

Resposta

D

C

05.

09.

O pai era excessivamente severo, e o filho tor- nou-se um tímido.

Comece com: O pai era de tal forma severo

a. se

a. mas

d. por isso

b. portanto

e. que

c. embora

Resposta

E

Resposta

06.

D

Ponha um peso sobre a mesa, senão os papéis voarão.

Comece com: Os papéis voarão

a. contanto que

b. porque

c. a não ser que

d. já que

e. visto que

Por mais que se esforçasse, não alcançava bons resultados. Comece com: Esforçava-se muito

a. para alcançar

b. alcançando assim

c. contudo não alcançava

d. porque não alcançasse

e. até que alcançasse

A nos expormos assim, tudo estará perdido. Comece com: Tudo estará perdido

a. porque nos expusemos

b. então nos exporemos

c. se nos expusermos

d. sendo que nos expúnhamos

e. apesar de nos expormos

Ele não me escrevia; fui procurá-lo.

Comece com: Fui procurá-lo

b. então

c. por isso

d. porque

e. por que

Ele não me escrevia; fui procurá-lo. Comece com: Fui procurá-lo b. então c. por isso d.

18

Ele não me escrevia; fui procurá-lo. Comece com: Fui procurá-lo b. então c. por isso d.
Ele não me escrevia; fui procurá-lo. Comece com: Fui procurá-lo b. então c. por isso d.

Gramática II

Português

PV-13-21

Gramática II Português PV-13-21 10. Como não gostava de revelar seus sentimen- tos, passava frequentemente por
Gramática II Português PV-13-21 10. Como não gostava de revelar seus sentimen- tos, passava frequentemente por

10.

Como não gostava de revelar seus sentimen- tos, passava frequentemente por antipático. Comece com: Passava

a.

b.

c.

conquanto à medida que embora

d.

e.

uma vez que conforme

Resposta

D

11.

A audiência fora marcada, mas o secretário

não quis receber os professores.

Comece com: O secretário

a.

b.

c.

d.

e.

por conseguinte, marcou-se mesmo tendo sido marcada então marcaram por isso foi marcada contudo, marcariam

Resposta

B

12.

A ser verdadeira a sua história, nada mais po-

derá ser feito.

Comece com: Nada mais

a.

b.

c.

caso

porque

conforme

d.

e.

embora

enquanto

Resposta

A

13.

Como todos tivessem terminado o trabalho, permiti-lhes que saíssem mais cedo.

Comece com: Todos já tinham terminado o trabalho

a.

b.

c.

visto que

porque

contudo

d.

e.

logo a fim de que

Resposta

D

14.

Teimou em contratar os serviços de uma em- presa, se bem que não houvesse necessidade.

19

Comece com: Não havia necessidade

a.

b.

c.

porém

ainda que

visto que

d.

e.

portanto

porque

Resposta

A

15.

Espere, que ele aparecerá. Comece com: Ele aparecerá

a.

b.

c.

assim que

quando

para que

d.

e.

enquanto

portanto

Resposta

E

16.

Não se preocupe, que breve estarei de volta.

Comece com: Breve estarei

a.

b.

c.

para que

logo que

porém

d.

e.

logo

senão

Resposta

D

17.

Não posso atendê-lo, porque não é lícito o que requereu. Comece com: Requereu o que não é lícito

a.

b.

c.

depois

porém

em que

d.

e.

visto que

portanto

Resposta

E

18.

Insiste em sair sozinho, conquanto mal conhe- ça a cidade. Comece com: Mal conhece a cidade

a.

b.

c.

d.

e.

por isso

então

no entanto

logo

em consequência

Resposta

C

a cidade. Comece com: Mal conhece a cidade a. b. c. d. e. por isso então

Português

Gramática II

PV-13-21

19.

Dada a falta de meios, recorreu à caridade.

Comece com: Faltavam-lhe os meios

a.

b.

c.

mas

nem

quando

Resposta

D

d.

e.

portanto

visto que

9. Preposição

Preposição é a palavra invariável que, posta entre dois termos, funda uma relação de subor- dinação (dependência) entre eles. O termo subordinante, também chamado antecedente ou regente, pode ser substantivo, adjetivo, advérbio, pronome, interjeição ou verbo. O termo su- bordinado (ou consequente ou regido) pode ter como núcleo um substantivo, adjetivo, verbo, pronome ou advérbio:

Regente

Regido

Caderno

de português

Favorável

a elas

Favoravelmente

a elas

Poucos

de nós

Ai

de vós!

Preciso

de você

A. Classificação das preposições

Essenciais são as preposições que se caracterizam como tal desde seu aparecimento na língua. Ser preposição é da sua essência.

Acidentais são as preposições originárias de outras classes de palavras, que se tornaram preposi- ções pelo uso, aquelas que não se caracterizavam como tal quando surgiram na língua.

Preposições essenciais

a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás

Preposições acidentais

como, conforme, durante, exceto, feito, fora, afora, mediante, salvo, tirante, segundo etc.

B. Locuções prepositivas

abaixo de, atrás de, acima de, em cima de, embaixo de, por cima de, em
abaixo de, atrás de, acima de, em cima de, embaixo de, por cima de, em frente a, em
redor de, perto de, por trás de, junto a/de, dentro de, ao lado de, a fim de, em virtude de,
acerca de, a respeito de, apesar de, de acordo com, por causa de, graças a etc.

C. Contrações e combinações

Muitas vezes, as preposições a, de, em e per (por) juntam-se a outros vocábulos e constituem uma única palavra: são as combinações e contrações. Ocorre contração quando há supressão de fonema; na combinação, não há queda de fonema:

 

o

a

os

as

a

ao

à

aos

às

de fonema; na combinação, não há queda de fonema:   o a os as a ao

20

de fonema; na combinação, não há queda de fonema:   o a os as a ao
de fonema; na combinação, não há queda de fonema:   o a os as a ao

Gramática II

Português

PV-13-21

Gramática II Português PV-13-21   aquele aquela aqueles aquelas aquilo a àquele àquela
Gramática II Português PV-13-21   aquele aquela aqueles aquelas aquilo a àquele àquela
 

aquele

aquela

aqueles

aquelas

aquilo

a

àquele

àquela

àqueles

àquelas

àquilo

 

onde

 

a

aonde

 

o

a

os

as

 

de

do

da

dos

das

 

aquele

aquela

aqueles

aquelas

aquilo

de

daquele

daquela

daqueles

daquelas

daquilo

 

onde

 

de

donde

 

ele

ela

eles

elas

 

de

dele

dela

deles

delas

 

este

esta

estes

estas

isto

de

deste

desta

destes

destas

disto

 

esse

essa

esses

essas

isso

de

desse

dessa

desses

dessas

disso

 

aqui

ali

 

de

daqui

daí

dali

 

um

uma

uns

umas

 

de

dum

duma

duns

dumas

 

o

a

os

as

em

no

na

nos

nas

 

aquele

aquela

aqueles

aquelas

aquilo

em

naquele

naquela

naqueles

naquelas

naquilo

 

este

esta

estes

estas

isto

em

neste

nesta

nestes

nestas

nisto

21

naquilo   este esta estes estas isto em neste nesta nestes nestas nisto 21

Português

Gramática II

PV-13-21

 

esse

essa

esses

essas

isso

em

nesse

nessa

nesses

nessas

nisso

 

um

uma

uns

umas

em

num

numa

nuns

numas

 

o

a

os

as

per (por)

pelo

pela

pelos

pelas

Na linguagem oral, são comuns as contrações entre as preposições com e para e os artigos definidos:

 

o

as

 

com

coa

coas

 

o

a

os

as

para

pro

pra

pros

pras

D. Homonímia e paronímia da preposição

Listam-se abaixo alguns empregos de preposição confrontados com seus homônimos e parônimos.

onde

 

pronome relativo

Não sei o lugar onde estão. Não sei onde estão.

advérbio

aonde

combinação (prep. + pron.) combinação (prep. + adv.)

Não sei o lugar aonde foram. Não sei aonde foram.

donde

contração (prep. + pron.) contração (prep. + adv.)

Não sei o lugar donde vieram. Não sei donde vieram.

(de onde)

 

a

fim de (loc. prepositiva; para)

Fizemos de tudo a fim de (para) você saber.

a fim

fim de que (loc. conjuntiva; para que)

a

Fizemos de tudo a fim de que (para que) você soubesse.

afim

adjetivo (= semelhante, similar, parecido)

Tinha uma opinião afim a respeito dela.

ao encontro de

loc. prepositiva (= a favor de)

Minha opinião vai ao encontro da sua. (= minha opinião é afim, semelhante ou convergente.)

de encontro a

loc. prepositiva (= contra)

Minha opinião vai de encontro à sua. (= minha opinião é contrária à sua.)

ao invés de

loc. prepositiva (= ao contrário de)

Ao invés de subir, desceu.

em vez de

loc. prepositiva (= no lugar de)

Em vez de estudar, escreveu uma carta.

invés de subir, desceu. em vez de loc. prepositiva (= no lugar de ) Em vez

22

invés de subir, desceu. em vez de loc. prepositiva (= no lugar de ) Em vez
invés de subir, desceu. em vez de loc. prepositiva (= no lugar de ) Em vez

Gramática II

Português

PV-13-21

 

verbo haver (auxiliar)

Ele de se arrepender.

verbo haver (existir)

Sempre (= existem) possibilidades de sucesso.

verbo haver (= fazer)

Chegamos (= faz) duas horas.

 

artigo

Agora é a minha vez.

substantivo

Não diga um a.

a

pronome oblíquo átono (= ela)

Você sempre a encontra aqui.

pronome demonstrativo (= aquela)

Não é a (= aquela) que você cumprimentou?

preposição

custou demais a todos.

 

contração (preposição + art. def.)

Aludimos à candidata que chegou.

à

contração (preposição + pron. dem.)

Aludimos à (= aquela) que chegou.

contração (preposição + pron. relativo)

A

candidata, à qual aludimos, chegou.

ah!

interjeição

Ah! Que bom que você veio!

EXERCÍCIOS RESOLVIDOS

Ah! Que bom que você veio! EXERCÍCIOS RESOLVIDOS 01. FCC-SP “A difícil situação naquele mo- crise
Ah! Que bom que você veio! EXERCÍCIOS RESOLVIDOS 01. FCC-SP “A difícil situação naquele mo- crise

01. FCC-SP “A difícil situação

naquele mo-

crise

mento se encontravam era análoga de anos atrás.”

a.

b.

c.

d.

e.

que – da onde – na a que – a sob que – com a em que – à

Resolução

Observe: encontrar-se em e análoga a.

Resposta

E

02. FAAP-SP Triste ironia atroz que o senso humano irrita:

Ele que doira a noite e ilumina a cidade Talvez não tenha luz na choupana em que [habita.

A preposição em, logo após choupana, é regi- da (exigida):

pelo substantivo choupana. pelo verbo habitar. pela mesma palavra que rege a prepo- sição em (em + a) antes de choupana. pelo substantivo luz.

a.

b.

c.

d.

23

e.

pelo verbo ter.

Resolução

Observe a regência do verbo: habitar em.

Resposta

B

03. Cesgranrio-RJ

Assinale a opção cuja lacuna não pode ser preenchida pela preposição entre parênteses.

cuja figura

os mais velhos se comoviam. (com)

cuja figura

já nos referimos anteriormente. (a)

Uma companheira desta,

havia um ar de grande dama decaden- te. (em)

cuja figura

a.

b.

c.

Uma companheira desta,

Uma companheira desta,

d.

e.

Uma companheira desta,

andara todo o regimento apaixonado. (por)

Uma companheira desta,

as crianças se assustavam. (de)

cuja figura

cuja figura

Resolução

Assustar - se rege com, não de.

Resposta

E

as crianças se assustavam. (de) cuja figura cuja figura Resolução Assustar - se rege com ,

Português

Gramática II

PV-13-21

04. FSM-SP

Em que alternativa salvo não é preposição?

a. Partiram todos, salvo os doentes.

b. Agora todos estão salvos, exceto o ve- lho barqueiro.

c. No desastre todos se feriram, embora le- vemente, salvo o motorista que morreu.

d. Salvo melhor juízo, julgo que a expres- são é correta.

Resolução

Em B, salvos é adjetivo.

Resposta

B

10. Elementos coesivos

Na língua portuguesa, a operação particular de referenciação realiza-se tanto por meio de substantivos (que referenciam denominando) quanto por termos de valor pronominal:

A esposa permanecia lá enquanto o filho e a sobrinha esperavam a hora da decisão.
A esposa permanecia lá enquanto o filho e a sobrinha esperavam a hora da decisão.
Alexandre é tido como conquistador. É possível que ele tente vários truques.
Jamais negarei meu envolvimento com ela.
O quarto de que lhe falei não é este cubículo.

Tais termos denominam-se fóricos (“levar, tra- zer”, em grego): remetem a algum elemento e constituem um sistema de referenciação em que se fundamentam a remissão textual e a interlocução.

A. Remissão textual

A remissão textual consiste no emprego de

palavras fóricas, que fazem referência aos par- ticipantes dos eventos de que se fala no texto. Desse modo, tem-se uma tessitura marcada pela bipolarização:

referenciador textual: termo que faz referência a outro;

referente textual: termo ao qual o ou- tro se refere.

São referenciadores textuais:

os artigos definidos;

os pronomes pessoais de terceira pes- soa;

os pronomes possessivos;

os pronomes demonstrativos.

Na remissão textual, tais termos são endofó- ricos, já que se relacionam a referentes dentro do texto (todos da terceira pessoa) e não se re- ferem a nenhum interlocutor, isto é, esses re- ferentes não são nem o falante nem o ouvinte.

Se o referente se encontra na porção do texto

o ouvinte. Se o referente se encontra na porção do texto 24 anterior ao referenciador, opera-se

24

anterior ao referenciador, opera-se a referen- ciação anafórica (ou anáfora); de modo distin- to, quando o referente figura posteriormente ao referenciador, ocorre a referenciação cata- fórica (ou catáfora).

Assim, um termo anafórico recupera seman- ticamente um referente já mencionado no texto e acumula todas as informações a ele relacionadas.

Em contrapartida, um termo catafórico apon-

ta para adiante, sinaliza a existência de um re-

ferente que aparecerá mais à frente no texto.

B. Interlocução

A interlocução consiste no emprego de ter-

mos fóricos que se relacionam aos partici- pantes do discurso (o falante e o ouvinte). Na interlocução, um falante (1ª pessoa) introduz no discurso os participantes de um ato de fala:

seu interlocutor (2ª pessoa) e ele próprio.

Tal introdução é feita por meio de:

pronomes pessoais de primeira pessoa (falante);

pronomes pessoais de segunda pessoa (ouvinte/ interlocutor).

Na interlocução, os termos são exofóricos, pois se relacionam a referentes fora do texto, mas insertos na situação de discurso.

, os termos são exofóricos , pois se relacionam a referentes fora do texto, mas insertos
, os termos são exofóricos , pois se relacionam a referentes fora do texto, mas insertos

Gramática II

Português

PV-13-21

Gramática II Português PV-13-21 C. Principais recursos anafóricos e catafóricos C.1. Artigos definidos   o
Gramática II Português PV-13-21 C. Principais recursos anafóricos e catafóricos C.1. Artigos definidos   o

C. Principais recursos anafóricos e catafóricos

C.1. Artigos definidos

 

o

a

os

as

a

ao

à

aos

às

de

do

da

dos

das

em

no

na

nos

nas

por (per)

pelo

pela

pelos

pelas

C.2. Pronomes pessoais

Caso reto

eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas
eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles, elas

Caso oblíquo (átono)

me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, se, os, as, lhes
me, te, se, o, a, lhe, nos, vos, se,
os, as, lhes

Caso oblíquo (tônico)

mim, ti, si, ele, ela, nós, eles, elas vós, si,
mim, ti, si, ele, ela, nós,
eles, elas
vós, si,

De tratamento

Você, senhor, senhora: acom- panhados de Sua (de quem se fala) ou de Vossa (com
Você, senhor, senhora: acom-
panhados de Sua (de quem se fala) ou
de Vossa (com quem se fala); Alteza
(príncipes, duques, arquiduques); Emi-
nência (cardeais), Excelência (auto-
ridades); Magnificência (reitores);
Majestade (reis, imperadores); Reve-
rendíssima (sacerdotes); Santidade
(Papa); Senhoria (pessoas de respeito,
autoridades) etc. É oportuno lembrar
que, acompanhados de Sua ou Vossa,
os pronomes de tratamento sempre car-
regam o verbo para a terceira pessoa.

Excelência

um minuto de atenção?

Vossa

poderia

dar-me

C.3. Pronomes possessivos Os pronomes possessivos fundam uma relação de posse entre, de um lado, as pessoas do dis- curso e, de outro, seres, coisas, fatos, conceitos.

Primeira

pessoa

singular

plural

meu, minha, meus, minhas

nosso, nossa, nossos, nossas

25

Segunda

singular

teu, tua, teus, tuas

pessoa

plural

vosso, vossa, vossos, vossas

Terceira

singular

seu, sua, seus, suas

pessoa

plural

seu, sua, seus, suas

C.4. Pronomes demonstrativos Os pronomes demonstrativos atuam na frase para localizar (no tempo ou no espaço) coisas, pessoas, fatos, em relação às pessoas do discur- so. Podem ter função anafórica ou catafórica, retomando o que já se mencionou ou anun- ciando concisamente o que será mencionado:

Aquilo era impróprio para nós. Então ele disse apenas isto: “Shazam!” “Shazam!”, foi isso o que ele disse en-

tão.

Pronomes

Pessoa

Espaço

Tempo

isto

 

cá, aqui

presente

este, esta,

1 a

(próximo do

real ou

estes, estas

emissor)

histórico

     

passado

isso

esse(s),

essa(s)

2 a

(próximo do

receptor)

ou futuro

pouco

remotos

aquilo

 

lá, ali, acolá

passado

aquele(s),

3 a

(longe dos interlocutores)

vago ou

aquela(s)

distante

Outros

o, a, os, as; semelhantes; tal, tais; mesmo, mesma, mesmos, mesmas próprio, própria, próprios, próprias

pronomes

Exemplos Refiro-me a este documento. (pró- ximo ao emissor) Refiro-me a esse documento. (pró- ximo ao receptor) Refiro-me àquele documento. (distante dos interlocutores) Você já reparou nisto? Desconfio disso. Entregou tudo àquelas que chega- ram ontem. Não acredito no que me dizes. Tenho receio das que entraram aqui. Aludimos à que apresentou o pro-

jeto.
jeto.
ontem. Não acredito no que me dizes. Tenho receio das que entraram aqui . Aludimos à

Português

Gramática II

PV-13-21

D. Outros usos dos demonstrativos

D.1. Quanto aos termos precedentes

Para aludir a termos precedentes, em geral emprega-se este (e variações) para retomar o que foi mencionado por último, e aquele (e variações) para o referido em primeiro lugar:

a. Conheci Bruna e Paula: esta (= Paula) é mais tranquila, ao passo que aquela (= Bruna) é mais ansiosa.

b. Tanto os maus quanto os bons têm por fim seu maior bem; contudo, aqueles (= maus) esperam consegui-lo com

o dano de outrem, enquanto estes (=

bons) agem para atingir o bem comum.

c. Buscava com obsessão o sucesso; para ele, este não existe sem aquela.

Para chamar a atenção sobre o que se acabou de dizer, emprega-se preferencialmente isso (e variações), embora também se use isto (e variações):

a.

Estava na cozinha preparando o seu conhecido bobó de camarão. Nisso ao menos, ele era perfeito.

b.

Esqueçam-me!

Dizendo isso, retirou-se rapidamente.

c. Que tal se você nadasse um pouco?