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DIREITO AMBIENTAL silviomaciel@lfg.com.

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Lei 9.605/98

Segundo Afonso da Silva é um dos diplomas mais modernos e conceituados e


matéria de Direito Ambiental e de proteção ao meio ambinete;
A CF/88 tem um capítulo inteiro para a proteção ao Direito Ambiental;
Mandato Expresso de Criminalização: ordem expressa da CF para dar proteção
ao meio ambiente;
Parte Geral: artigo 2º ao 28 (disposições gerais)
Parte Especial: artigo 29 e seguintes (especifiica crimes em espécie)
obs.: No que a parte geral da Lei Ambiental for omissa ela será complementada
pelo Código Penal e pelo Código de Processo Penal e pela Lei 9.099/95 (artigo
79,ei 9605/98)
Objetivo principal da Lei 9605/98: reparação do dano ambiental ou ao menos a
sua compensação; Todos os dispositivos da Parte Geral estão voltados para a
reparação ambiental ou sua compensação; ex.: suspensão condicional do
processo; transação penal; sursis especial; (dispositivos condicionados à
reparação do dano ambiental)
Grande parte dos crimes ambientais são crimes de menor potencial ofensivo,
estando por isso sujeitos à aplicação da Lei 9.099/95;

Responsabilidade Penal da Pessoas Físicas:


Art. 2º. 1ª parte: admite a possibilidade de concurso de pessoas nos crimes
ambientais; Teoria Monista ou Unitária, da mesma forma que o artigo 29 do CP;
autores, coautores e partícipes respondem pelo mesmo crime na medida de suas
culpabilidades; 2ª Parte: omissão penalmente relevante; dever jurídico de agir e
evitar os crimes ambientais; responsabilidade por ação ou omissão; a Lei
Ambiental criou para essas pessoas o dever de agir e de evitar o resultado;
Responsabilidade por omissão: Artigo 2º, 2ª parte da Lei 9605/98 c/c artigo do CP;
No entanto, essas pessoas só responderão por omissão se elas tiverem ciência do
crime e se elas podiam evitar o crime; Este dispositivo visa evitar a
responsabilidade penal objetiva por omissão das pessoas referridas neste
dispositivolegal;
A Jurisprudência do STJ e do STF repudia a DENÚNCIA GENÉRICA (é aquela
que não estabelece o mínimo vínculo entre o fato criminoso narrado e o
denunciado; são denúncias que incluem a pessoa no polo passivo apenas por ela
ostentar a condição de diretor, sócio, etc da pessoa juíridica; inviabiliza o
exercício do contraditório e da ampla defesa, sendo, pois, inépcia);
A Jurisprudência deixada pelo professor aplica-se a qualqer pessoa juídica, seja
nos casos de crimes ambientais, tributários, etc;
Parte da doutrina e da jurisprudência diferencia Denúncia Genérica de Denúncia
Geral.
Denúncia Genérica: é aquelaque narra vários fatos típicos ou várias condutas que
compõemo fato típico e os imputa genericamente a todos os acusados, sem que
se possa saber quem agiu de qual ou tal maneira, inviabilizando a ampla defesa; é
inépta;
Denúncia Geral: é aquela que narra o fato criminoso com todas as suas
circuntâncias e o imputa indistintamente a todos os acusados; Imputa de forma
geral a todos os acusados; Não é inépta, mas sim válida; Saber se todos os
acusados cometeram ou não o fato narrado na Denúncia é questão de prova;

Responsabilidade Penal da Pessoa Jurídica:


Art. 225,§ 3º da CF/88 e regulamentada no artigo 3º da Lei 9605/98;
Correntes:
1ª C) A CF não criou a responsabilidade penal da pessoas jurídicas, pois o seu
art. 225, §3º utiliza as expressões conutas, pessoas físicas e sanções penais, e
atividades, pessoas jurídicas e sanções adminstrativas; assim, pessoas físicas
praticam condutas e estão sujeitas a sanções penais, e pessoas jurídicas praticam
atividades e estão sujeitas a sanções administrativas; e ambas estão sujeitas a
sanção civil (obrigação de reparar o dano); Art. 5º, XLV, CF (princípio da
pessoalidade da pena) impede a transferência de reponsabilidade penal, portanto,
impede que pessoa jurídica seja responsabilizada penalmente por ato das
pessoas físicas; Sob a ótica dessa corrente o artigo 3º da Lei 9605/98 é
inconstitucional, pois cria uma responsabilidade penal para as pessoas jurídicas
que não existe; Corrente minoritária: Miguel Reale Júnior, Cesar Bitenncourt, Luiz
Regis Prado;

2ªC) Pessoa Jurídica não pode ser sujeito ativo de crime; (societas delinquere non
potest); Aplicação da Teoria Civilista da Ficção Jurídica de (Savigny e Feuerbach):
pessoas jurídicas não (são entes reais, são puras abstrações, entes fictícios, pura
pura ficção legal; A pessoajurídica é desprovida de vontade, consciência ou de
finalidade, logo, não podem cometer condutas tipicamente humanas, p.ex.: crimes;
Não agem com dolo ou culpa; Punir apessoa jurídica significa revigorar a
responsabilidade penal objetiva; Não possuem capacidade de conduta; não
possuem culpabilidade, sendo desprovida dos seguintes elementos: potencial
capacidade de entender o caráter ilícito daconduta, não temculpabiliudade, não
sepode exigir dela conduta diversa (já que não pratica conduta), imputabilidade,
capacidade de pena (não pode sofrer pena privativa de liberdade que é o objeto
central do DireitoPenal); As penas são inúteis em relação às pessoas jurídicas,
pois não são alcançáveis as finalidades da pena (ressocialização, etc);
O artigo 225, §3º da CF é uma norma não autoaplicável, dependente de
regulamentação infraconstitucional com a criação de uma Teoria do Crime e de
institutos processuais próprios e adequados para pessoas jurídicas (Rogério
Greco); Para punir pessoa jurídica é preciso reformular a Teoria do Crime; O artigo
3º da Lei Ambiental não considera a pessoa jurídica como sujeito ativo de crime,
mas apenas como responsável penal (Fernando Galvão); O artigo 225, §3º da CF
não permite que a pessoa jurídica seja incluída no polo passivo do processo
penal, permitindo apenas que ela sofra os efeitor penais decorrentes da sentença
condenatória aplicada à pessoa física (Vicente Cernicchiaro);

3ªC) A Pessoa Jurídica pode ser sujeito ativo de delitos; societas delinquere
potest; Possui base na Teoria Civilista da Personalidade Real ou da Realidade
(Ottto Gierk); pessoas jurídicas são entes reais, dotadas de capacidade e vontade
própria, nãosão ficções jurídicas,e por isso podem praticar ilícitos penais; Portanto,
possui capacidade de conduta, ou seja, tem capacidade de ação evontade própria,
podendo cometer ilícitos penais; Possui Vontade, mas não no sentido humano, e
simno sentido pragmático-sociológico reconhecido pela sociedade, praticando
ação delituosa institucional que equivaleria a condjuta humana (Sergio Salomão
Schecaira e Nucci); Se é uma realidade, possui culpabilidade, Mas não é a
culpabilidade individual clássica, mas sim Culpabilidade Social (STJ), pois é centro
de emanção de decisões; possui capacidade de pena, mas não de pena priuvativa
de liberdade, mas sim de restririva de direitos e de penas pecuniárias (multas); O
objetivo atual do Direito Penal é a aplicação das penas alternativas e pecuniárias,
e não as privativas de liberdade, dada a falência do sistema prisional;
O artigo 225, §3º da CF indiscutivelemente criou a responsabilidade penal da
pessoa jurídica, admitindo que a pessoa seja sujeito ativo de crime ambiental; e
como norma constitucional não pode ser ignorada;
Não há violação ao princípio da pessoalidade da pena, pois a pena está sendo
aplicada ao sujeito ativo que é a pessoa jurídica, não há, portanto, transfrência de
responsabilidade penal; (Nucci, Capez, Scheccaria, Ministro do STJ , etc); O STJ
já pacificou que pessoa jurídica pode ser sujeito ativo de Crime Ambiental e pode
ser denunciada, desde que seja juntamente com a pessoa física (coautoria); STF,
HC 921 da Bahia: pessoa jurídica pode cometer crime (Ministros da 1ª Turma);
STF admitiu denúncia contra a Sabesp (administração pública indireta) e seu
diretor;

Requisitos para a punição da pessoa jurídica: (artigo 3º da Lei 9605/98)


a) se o crime foi cometido por decisão de seu repretante legal ou contratual, ou de
seu órgão colegiado; (responsabilidade penal indireta, por ricochete, de
empréstimo, subsequente oupor procuração = Sistema Francês de
Responsabilidade da Pessoa Jurídica); sendo por isso que o STJ exige que na
Denúncia esteja o nome do sócio, diretor, etc, juntamente com a pessoa jurídica;
Obs.: se o funcionário da Motosserra resolve derrubar árvore em área de
preservação ambiental sem decisão do representante legal, contratual e etc., não
haverá responsabilização da pessoa jurídica;

b) se o crime foi cometido no interesse ou benefício da pessoa jurídica;


Obs.: gerente que determina a derrubada de árvore em área de preservação
ambiental em prejuízo da pessoa jurídica; nesta hipótese não há
responsabilização da pessoa jurídica, pois o ato criminoso não foi praticado em
benefício da empresa;

obs.: Faltando um desses requisitos não se pode falar em responsabilidade da


pessoa jurídica;

Sistema da Dupla Imputação ou da Imputação Paralela:


art. 3º § u, Lei 9506/98.
Pode ser responsabilizada só a pessoa física ou a pessoa física e a pessoa
jurídica, mas não pode ser responsabilizada só a pessoa jurídica por causa da
responsabilidade por ricocehete prevista no caput em que a responsabilidade da
pessoa jurídica pressupõe a da pessoa física;
Permite responsabilidade da pessoa física e jurídica pelo mesmo crima; não
consitui bis in idem (punição da mesma pessoa duas vezes pelo mesmo fato); No
Sistema de Imputação Paralela estão sendo punidos duas pessoas pelo mesmo
fato;

Responsabilidade Penal das Pessoas Jurídicas de Direito Público:


1ªC) Pessoas Jurídicas de Direito Público (administração direta ou indireta) podem
ser responsabilizadas penalmente pelo crime ambiental; pois o artigo 225, §3º da
CF e o artigo 3º da Lei 9605/97 mencionam apenas pessoas jurídicas, sem fazer
distinção entre pessoas jurídicas de direito público ou privado (Nucci, Pauo Afonso
Machado, LFG (direito judicial sancionador));
2ªC) Pessoa Jurídica de Direito Público não pode ser reponsabilizada penalmente:
a) os entes públicos só podem ser criados pelo legislador para fins lícitos, então ;
b) a pessoa jurídica só pode sofrer multa e restritiva de direitos, sendo que a
primeira recairia sobre os próprios contribuintes e a segunda se configura inútel,
pois a pretação de serviços público é função peculiar do Poder Público (irmãos
Vladimir e Gilberto Passos de Freitas, e Edis Viraller);

Desconsideração da Pessoa Jurídica:


artigo 4º da Lei 9605/98;
A doutrina defende que este é um instituto de Direito Civil; E só permite transferir a
responsabilidade civil da pessoa jurídica para a pessoa física; Não permite
transferir a responsabilidade penal da pessoa física para a jurídica; Princípio da
Incomunicabilidade da Pena ou da Pessoalidade (artigo 5º XLV, CF);
obs.: Condenação da pessoa jurídica em multa administrativa (civil) e multa penal.
Nesta hipótese pode se transferir a multa administrativa (civil) à pessoa física, mas
não se pode transferir a multa penal à pessoa física, sob pena de cometer bis in
idem, jáque a pessoa física já sofreria a pena de multa;

Aplicação da pena nos crimes ambientais:


03 etapas:
a) O juiz fixa a quantidade de pena, utilizando o critério trifásico do 68 do CP;
b) O juiz fixa o regime inicial de cumprimento de pena;
c) O juiz verifica a possibilidade de susbtituir a prisão por restritiva de direitos ou
por multa, ou conceder sursis;
obs.: Nos crimes ambientais o juiz só irá percorrer essas três etapas se o
condenado for pessoa física;
Assim, se o réu for pessoa física: (03 etapas)
1ª etapa: quantidade de pena (artigo 68, CP):
a) pena base (artigo 6º, I a III daLei 9605/98: motivo do crime; saúde pública e
meio ammbiente; antecedentes ambientais, que não refere a crimes ambientais,
mas sim a comportamentos ambientais negativos, como por exemplo o excesso
de autuação ambientais, embora nunca tenha sido aberto inquérito ou processo
criminal contra ele; situação econômica do infrator e prejuízos causados pelocrime
(artigo 19, Lei 9605/98)); b) Atenuantes e Agravantes (artigo 14 e 15 da Lei
9604/98: atenuantes = baixo grau de instrução ou escolaridade (se este fato retirar
a potencial conciência da ilicitude ocorrerá erro deproibição); arrependimento do
infrator (reparação do dano ou limitação significativa da degradação ambiental);
colaboração com os agentes de controle ambiental (delação premiada ambiental);
Agravantes = reincidência; etc; c) Causas Gerais de Aumento ou de Diminuição de
Pena (causas prevista na Lei 9605/98 e no CP) = tentativa, crime continuado, etc;

obs.: No CP a reparação do dano antes do recebimento da Denúncia ou Queixa


configura Arrependimento Posterior, e se for posterior será mera atenuante de
pena. Na Lei 9605/98 a doutrina defende que a reparação do dano, antes ou
depois do recebimento da denúncia ou queixa é atenuante genérica (artigo 14, I e
II), não admitindo o arrependimento posterior;
obs.: Reincidência (artigo 15 da Lei 9605/98): trata-se de reincidência específica
em crimes ambientais, sendo reincidente somente aquele que cometer novo crime
após condenação definitiva de crime ambiental (genericamente fala de crimes
ambientais que estejam previstos em qualquer norma e não apenas os previstos
na Lei 9605/98);
obs.: A condenação definitiva por furto e depois por crime ambiental não gera
reincidência. Mas condenação definitiva por crime ambiental e depois por furto
importará em reincidência;

2ª etapa: regime inicial de cumprimento de pena: aplica-se o CP, pois a Lei


9605/98 não regula sobre regime de cumprimento de pena;

3ª etapa:
a) possibilidade de substituir a prisão por restritiva de direitos ou por multa ou
concessão de sursis;
Penas Restritivas de Direito na Lei 9605/98:
Características: substitutividade da pena de prisão (artigo 7º, caput); autonomia,
ou seja, não são penas acessórias (artigo 7º, caput); conversibilidade em prisão
(aplica-se subsidiariamente o CP);
Duração das penas Restritivas: possuem a mesma duração das penas privativas
de liberdade substituídas (artigo 7, §uº), tal qual como ocorre no CP;

Espécies de Restritivas de Direito na Lei 9605/98: prestação de serviços à


comunidade (artigo 9º) em jardins e etc.; interdição temporária de direitos ( artigo
10); suspensão parcial ou total de atividades (artigo 11), ocorre quando houver
ofensa à legislaçãoambiental = sem correspondência no CP; prestação pecuniária
(artigo 12), que está fixada de forma identica no CP; recolhimento domiciliar (artigo
13);

Espécies de Restritivas de Direito no CP: prestação de serviços à comunidade em


escolas, hospitais, etc.; prestação pecuniária (45, §2º,CP), que permite a
substituição por outra de natureza diversa, sendo por isso chamada de prestação
inominada (aplicado subsidiariamente à Lei 9605/98, ex.: oferecer produtos lícitos
da madereira); limitação de fim de semana (artigo 48, CP);

obs.: o arigo 46, §4º do CP é aplicado subsidiariamente à Lei Ambiental; Pena


superior a um ano, admitindo-se o cumprimento em tempo inferior, desde que não
inferior a metade;
obs.: Duração da interdição de direitos: 7º, § u daLei 9605/98 e 55 do CP
(desconexos); Assim, segundo Delmanto, os prazos do artigo 10 devem ser
desconsiderados por estarem em contradição com o artigo 7º, §u daLei 9605/98;

Requisitos para a Substituição da Penas Privativa de Liberdade (7º, I e II):


a) crime culposo; crime doloso com condenação inferior a 04anos;
b) circunstância judicial favorável;

obs.: o CP exige mais dois requisitos: a) sem violência ou grave ameaça; b) não
reincidente em crime doloso;

Substituição por pena de Multa:


Ocorre se a pena aplicada for inferior a um ano (44, §2º da Lei 9605/98), pois a lei
ambiental silencia a respeito;
A multa no Direito Ambiental é aplicada de acordo com os critérios utilizados no
CP (artigo 49 e §§), é o que preceitua o artigo 18 da Lei 9605/98;
obs.: O artigo 18 da Lei 9605/98 estabelece que se a multa for ineficaz o juiz pode
triplicá-la, levando em consideração o valor da vantagem obtida como crime,
pouco importando a situação econômica do condenado; no CP o juiz também
pode triplicar a multa, mas deve levar em consideração a boa situação do
condenado (60, §1º, CP); obs.: Luiz Paulo Sirvisk defende que o juiz pode triplicar
a multa duas vezes, uma com base na vantegem auferida com o crime e outra
com base na situação econômica do réu (não é o que prevalece);

Possibilidade de concessão de "SURSIS" na Lei 9605/98:


a) cabível sursis simples nas condenaçãoes até 03 anos, desde que previstos os
requisitos do artigo 77 do CP (artigo 16 da Lei 9605/98) ;
b) cabível o sursis especial (artigo 78, §2º do CP) nas condenações até 03 anos,
desde que haja reparação do dano comprovada em Laudo Ambiental de
Reparação; e desde que as condições a que ficam submetidos os condenados
são relacionadas a proteção do meio ambiente; Artigo 78,§2º, "a" e "c" do CP: o
condenado fica sujeito às condições mais benéficas, sendo por isso denominado
especial, no entanto, essas condições especiais não são aplicáveis à Lei
Ambiental, conforme o diposto em seu artigo 17;
c) cabível sursis etário ou humanitário nas condenações até 04 anos (artigo 77,
§2º, CP), mesmo não havendo previsão expressa na Lei 9605/98;

Aplicação da pena nos crimes ambientais para as pessoas jurídicas:


1ª Etapa: fixação da quantidade de pena, seguindo o Sistema Trifásico de
Aplicação da Pena Base (artigo 59, CP);
Penas Cabíveis : multa, que é calculada da mesma forma que é feita para a
pessoa física; restritiva de direitos ou prestação de serviços à comunidade (22, I a
III, Lei 9605/98); liquidação forçada da pessoa jurídica (artigo 24 da Lei 9605/98);

obs.: Para as pessoas físiccas a pena restritiva de direitos dura 03 anos para o
crime culposo e 05 anos para crime doloso; e para as pessoas jurídicas não limite
de duração mínima e maáxima , com execeção da proibição de contratar com o
Poder Público;
obs.: as penas restritivas de direito das pessoas jurídicas não são substitutíveis
pela pena de prisão, uma vez que aquelas são penas principais;
obs.: Artigo 21 da Lei 9605/98 dispõe que as penas palicadas às pessoas jurídicas
podem ser aplicadas isoladas,cumulativamente ou alternadamente;
obs.: Parte da doutrina entende que as penas restritivas de direito e de prestação
de serviços à comunidade previstas para as pessoas jurídicas são
inconstitucionais por violação ao princípio da legalidade porque, com exceção do
artigo 22, §3º da Lei Amboinetal, o legislador não cominou os limites mínimos e
máximo de duração, e elas não podem ter a mesma duração das penas privativas
de liberdade porque são penas principais e não são substituíveis (Luiz Regis
Prado);
obs.: liquidação forçada da pessoa jurídica (artigo 24 da Lei 9605/98): Esta sanção
só pode ser aplicada à pessoa jurídica que tem como atividade principal
(preponderante) a prática de crimes ambientais; Acarreta a extinção da pessoa
jurídica, pois todo o patrimônio dela é confiscado em favor do Fundo...; Trata-se
de verdadeira pena de morte à pessoa jurídica (Luiz Regis Prado);
obs.: Existe divergência quanto à forma de aplicação da liquidação forçada da
pessoa jurídica. Assim, segundo Delmanto, só pode ser aplicada em decisão
penal condenatória devidamente motivada; pois pressupõe a prática de crima;
aplicável somente em ação penal; Segundo Gilberto e Vladimir Passos de Freita,
essa pena é acessória e, portanto, pode ser aplicada na sentença penal, desde
que haja pedido expresso na Denúncia ou na Queixa, ou pode ser aplicada em
ação própria de liquidação proposta no cível pelo Ministério Público, aplicando por
analogia os artigos 761 a 786 do CPC;