1

SEQÜÊNCIA DIDÁTICA
Professora PDE: Marilena Aparecida Piai Zarelli.
Professora Orientadora: Sílvia Regina Emiliano.
IES: UEM – Universidade Estadual de Maringá.
Objeto de estudo e intervenção: Estratégias de leitura.
Gênero principal: Conto.
Gêneros de apoio: canção, filme.
Séries: 2ª e 3ª – Ensino Médio.

As estratégias de leitura no gênero conto: transformando o aluno leitor.

No trabalho que desenvolveremos nesta unidade nosso foco principal é a
leitura. Você, caro aluno, se considera um bom leitor? Quando você lê utiliza
alguma estratégia de leitura para melhor compreender o texto? O que seria ser
um bom estrategista?

Estrategistas somos todos nós que no dia-a-dia procuramos encontrar soluções
para os problemas que nos aparecem pela frente.
Nesta Seqüência de atividades, vamos juntos usar estratégias que possibilitem
fazer do ato de ler uma grande descoberta, buscando todos os caminhos possíveis para
entender o texto partindo de nossas previsões, suposições, levantando hipóteses,
percorrendo as diversas possibilidades de compreensão e chegando a tentativa de
interpretá-lo em toda a sua complexidade. Primeiramente, vamos ativar o nosso
conhecimento prévio sobre o autor e o título do conto que será lido, fazer previsões,
inferências, relacioná-lo a nossa vivência concreta para então ler nas linhas, depois nas
entrelinhas e além delas.

2

Esta primeira etapa tem por finalidade chamar a atenção para o autor e o
titulo do texto, ativar o conhecimento prévio, estabelecer previsões sobre
o tema, criar expectativas, nosso objetivo é que você perceba como as
estratégias de leitura são importantes para facilitar a vida do leitor.

Você conhece alguma obra de Machado de Assis? Vamos conversar, trocar
informações com os colegas da sala sobre o que cada um já sabe sobre a vida e a obra
deste autor que ficou conhecido no final do século XIX, início do século XX e tem
intrigado a todos quantos queiram decifrar a sua obra. A sedução que sua obra exerce
sobre quem procura entendê-la é inegável, por isso é reconhecido, hoje, como o maior
romancista brasileiro de todos os tempos. Pessimista, melancólico, dono de uma ironia
fina conquista cada vez mais leitores em todo o mundo.
Para saber mais sobre Machado de Assis: www.dominiopublico.gov.br
Ao falar sobre as obras de Machado de Assis e selecionar uma para desenvolver
nosso trabalho não podemos nos esquecer que estamos tratando de LITERATURA.

A Literatura, como produção humana, está intrinsecamente ligada à vida social,
assim compreende-se que ela é criada dentro de um contexto; numa determinada
língua, dentro de um determinado país e numa determinada época, onde se pensa de
certa maneira; portanto, ela carrega em si marcas desse contexto. (SILVA, 2003,
p.123 in Diretrizes Curriculares do Estado do Paraná, 2007, p 36).

. P. Nessa perspectiva. mas também o universo da obra a partir da sua experiência cultural. cujo tempo e espaço são reduzidos. É na relação entre o leitor e a obra e nela a representação do mundo do autor que se confronta a representação do mundo do leitor.3 Machado de Assis escreveu contos. O tempo pode ser cronológico ou psicológico e o caráter real ou fantástico. um artigo de opinião. É o relato de uma situação ocorrida na vida dos personagens. Conto é uma narrativa curta. Dentre eles. vamos desenvolver nosso trabalho com o texto CONTO DE ESCOLA de Machado de Assis. uma carta a um amigo. e as poucas personagens existem em função de um núcleo. (Marcuschi. Vamos observar o que é gênero textual..36). Quem lê não amplia apenas o seu universo. romances. .a comunicação verbal só é possível por algum gênero textual. Estes textos apresentam uma estrutura que se repete. 2007.22) O QUÊ. depende da situação e da finalidade para o qual o produzimos.org/wiki/Conto Dissemos anteriormente que Machado de Assis escreveu sua obra em diversos gêneros. (DC. a isso se dá o nome de gêneros textuais. Ao contrário do romance que é mais longo e possui outras características. PARA QUÊ E COMO LER? O ato de ler pressupõe uma interação entre obra/autor/leitor. p. verbais e não verbais utilizamo-nos dos mais diferentes gêneros. têm quase sempre a mesma forma. o escolhido para este trabalho foi o gênero conto.wikipedia. como por exemplo. poesias.. o conto tem uma história breve. uma receita de bolo. http://tp. Toda vez que produzimos textos orais ou escritos.

também podemos fazer a leitura compartilhada. A que nos remete o título do conto? 2. O ano era de 1840. Entretanto. Do seu ponto de vista. cada aluno lê um parágrafo e juntos vamos comentando sobre cada trecho lido.4 Atividade 1. muitas vezes. Vamos fazer previsões: 1.uma segunda-feira. Iniciemos a nossa leitura. 4.deixei-me estar alguns instantes na . vamos fazer a leitura-descoberta. descobrindo sobre o que realmente trata o conto. um ato solitário e para isso faremos uma leitura silenciosa. um sobradinho de grade de pau. qual o assunto tratado por Machado de Assis nesse conto? Justifique a sua resposta fazendo suposições pertinentes. Naquele dia . O título traz informações suficientes para que possamos descobrir. o título deixa entrever do que se trata ou é enigmático? Justifique sua resposta. A leitura é. CONTO DE ESCOLA Machado de Assis A escola era na Rua do Costa. do mês de maio . Agora que já tentamos desvendar o assunto do conto por meio do título. O título cria expectativas sobre o tema? Sobre o que falaríamos num “Conto de Escola”? 3. de imediato.

em chinelas de cordovão. cara doente. mas não tenho outra convicção. Chamava-se Policarpo e tinha perto de cinqüenta anos ou mais. pálida. Raimundo gastava duas horas em reter aquilo que a outros levava apenas trinta ou cinqüenta minutos. começaram os trabalhos. Começou a lição de escrita. Reunia a isso um grande medo ao pai. Hesitava entre o morro de S. O mestre era mais severo com ele do que conosco. construção de gentleman. mais ou menos infinito. Aqui vai a razão. para me meter de caixeiro. Na semana anterior tinha feito dois suetos. E guiei para a escola. extraiu da jaqueta a boceta de rapé e o lenço vermelho. mas um espaço rústico. Era um velho empregado do Arsenal de Guerra. Na lição de escrita. tornaram a sentar-se. escrever e contar. . foi a lembrança do último castigo que me levou naquela manhã para o colégio. que me deu uma sova de vara de marmeleiro. ler. recebi o pagamento das mãos de meu pai. com a jaqueta de brim lavada e desbotada. Tudo estava em ordem.5 Rua da Princesa a ver onde iria brincar a manhã. alastrado de lavadeiras. Ora. Note-se que não era pálido nem mofino: tinha boas cores e músculos de ferro. Custa-me dizer que eu era dos mais adiantados da escola. De repente disse comigo que o melhor era a escola. eu preciso falar com você. Diogo e o Campo de Sant'Ana. . vencia com o tempo o que não podia fazer logo com o cérebro. depois relanceou os olhos pela sala. para não ser ouvido do mestre. . respondeu ele com voz trêmula. e era mole. Citava-me nomes de capitalistas que tinham começado ao balcão. por um escrúpulo fácil de entender e de excelente efeito no estilo. Era uma criança fina. Entrou com o andar manso do costume. Subi a escada com cautela. aplicado. Morro ou campo? Tal era o problema. Chamava-se Raimundo este pequeno. inteligência tarda. Sonhava para mim uma grande posição comercial. que se conservaram de pé durante a entrada dele. raramente estava alegre. disse-me baixinho o filho do mestre. calça branca e tesa e grande colarinho caído. Uma vez sentado. Não era um menino de virtudes. capim e burros soltos. ele entrou na sala três ou quatro minutos depois. As sovas de meu pai doíam por muito tempo.Logo. Os meninos. que não era então esse parque atual. e tinha ânsia de me ver com os elementos mercantis. e. Entrava na escola depois do pai e retirava-se antes. ríspido e intolerante.Seu Pilar.O que é que você quer? . e cheguei a tempo. pô-los na gaveta. Não digo também que era dos mais inteligentes. mas era. descoberto o caso.

. o Chico Telha. Olhei para ele. o Américo. era mais velho que nós. . um papagaio de papel.. Com franqueza.De tarde. e recapitulava o campo e o morro. a admirativa. pernas unidas. o Curvelo. não pode ser de tarde. disse-me que esperasse um pouco. mas deixava-me estar a recortar narizes no papel ou na tábua. tão depressa acabei. pensava nos outros meninos vadios. rápido. acabava sempre antes de todos.Você.6 por exemplo. por cima do morro do Livramento. das quais recordo a interrogativa. não. e vi que parecia atento. ocupação sem nobreza nem espiritualidade. Confesso que começava a arder de curiosidade. Ou então. Tinha onze anos. . murmurou ele. pobre estudante de primeiras letras que era. não tive remédio senão acabar também.Você quê? Ele deitou os olhos ao pai. Para cúmulo de desespero... dando-lhe cinco ou seis atitudes diferentes. estava mais pálido. Um destes. preso de uma corda imensa. e perguntei-lhe o que era.. Raimundo estremeceu de novo. instintivamente. e o Raimundo. falandolhe baixo. disse eu ao Raimundo. no claro azul do céu. vi através das vidraças da escola. era uma coisa particular. . com o livro de leitura e a gramática nos joelhos. que bojava no ar. . Olhei para o Curvelo. o Carlos das Escadinhas. remexendo-me muito. com instância. de tarde. mas. e voltar para o meu lugar.Que é? . desconfiado. natural indiscrição. Os outros foram acabando. mas em todo caso ingênua. dava-lhes essas expressões. estava arrependido de ter vindo. sentado. entregar a escrita.. notando-me essa circunstância. mas podia ser também alguma coisa entre eles. a fina flor do bairro e do gênero humano. pediu alguns minutos mais de espera. murmurou ele daí a alguns minutos. e. Que me quereria o Raimundo? Continuei inquieto. . Esse Curvelo era um pouco levado do diabo. como entrei a reproduzir o nariz do mestre. podia ser uma simples curiosidade vaga. Não lhes punha esses nomes. E eu na escola. olhava para ele. . a dubitativa e a cogitativa. e depois a alguns outros meninos.Seu Pilar. ardia por andar lá fora.. alto e largo. interrompeu-me ele. Naquele dia foi a mesma coisa. que ninguém cuidava dele nem de mim. que me dissesse o que era. Então lembrou-me outra vez que queria pedirme alguma coisa. uma coisa soberba.Não diga isso. Agora que ficava preso.Fui um bobo em vir.

.Mamãe depois me arranja outra. Afinal cansou e tomou as folhas do dia.. com os seus cinco olhos do diabo. com a força do costume. Naquele dia. Policarpo tinha decerto algum partido. quando fiz anos.Papai está olhando. não me lembro. . e lia a valer. pode ser que alguma vez as paixões políticas dominassem nele a ponto de poupar-nos uma ou outra correção. pendurada do portal da janela. e continuamos a ler. cuido que doze vinténs ou dois tostões. algumas são de ouro. mas ele jurou que não.. mas tornava logo aos jornais. ou tomava uma pitada. O pior que ele podia ter. Era só levantar a mão.Não. depois perguntou-me se a queria para mim. no outro dia. mas era uma moeda. Tirou-a vagarosamente.Hoje? . e que era grande a agitação pública.Não. pareceu-me que lia as folhas com muito interesse. que . Raimundo revolveu em mim o olhar pálido. ao menos. despendurá-la e brandi-la. para nós.. E essa lá estava. E daí.Pratinha de verdade? . levantava os olhos de quando em quando. . Mas nós também éramos finos. depois de olhar para a mesa do mestre.Raimundo meteu a mão no bolso das calças e olhou para mim.. Raimundo recuou a mão dele e deu à boca um gesto amarelo.Mas então você fica sem ela? .7 . para trazê-lo mais aperreado. Ela tem muitas que vovô lhe deixou. numa caixinha.De verdade. No fim de algum tempo . metemos o nariz no livro. Era uma moeda do tempo do rei.dez ou doze minutos . mas nunca pude averiguar esse ponto. . mastigando as idéias e as paixões.Uma pratinha que mamãe me deu. três ou quatro.Então agora. que ele lia devagar. Você quer esta? Minha resposta foi estender-lhe a mão disfarçadamente. era a palmatória. . . o mestre fitava-nos. buscava-o muitas vezes com os olhos. e mostrou-me de longe. Como era mais severo para o filho. Não esqueçam que estávamos então no fim da Regência. Na verdade. à direita. que não era pouca. Respondi-lhe que estava caçoando. e tal moeda que me fez pular o sangue no coração.Sabe o que tenho aqui? .

A novidade estava nos termos da proposta. E concluía a proposta esfregando a pratinha nos joelhos. Não queria recebê-la. à toa. nem o fiz mal. com tal interesse. eu meti-a na algibeira das calças. que lhe pingava o rapé do nariz... toma lá. sorrateiramente. tome. grosso. azinhavrado. e não aprender como queria.. Cá estava ela comigo. uma troca de serviços.8 queria sorrir. que continuava a ler. . quando trazia alguma coisa.Dê cá. tome.. à minha vista.Ande. positiva.. e custava-me recusá-la.Tome.parece que tal foi a causa da proposta. com um alvoroço que não posso definir. como de outras vezes. ensinar a lição e não me demorei em fazê-lo. ... Em seguida propôs-me um negócio. . com indignação.. um cobre feio.. como se fora diamante. Então cobrei ânimo. pegou dela e veio esfregá-la nos joelhos. . Realmente. . O pobre-diabo contava com o favor.e pode ser mesmo que em alguma ocasião lhe tivesse ensinado mal....tanto se ilude a vontade! . na troca de lição e dinheiro. muito branca. fina. o medo de achar a minha vontade frouxa ou cansada.. estava agarrado aos jornais. dizia-me baixinho o filho. branca. ele me daria a moeda. dá cá. . . tal foi a causa da sensação. Sabíamos ambos enganar ao mestre. Pareceu-me que o outro nos observava. Olhei para o mestre. Raimundo deu-me a pratinha. não é também que não fosse fácil em empregar uma ou outra mentira de criança. Em verdade. e daí recorreu à moeda que a mãe lhe dera e que ele guardava como relíquia ou brinquedo. Compreende-se que o ponto da lição era difícil. sem poder dizer nada. alcançá-la-ia do mesmo modo. mas parece que era lembrança das outras vezes. e para mim.. Se me tem pedido a coisa por favor. Fiquei a olhar para ele. e estava com medo do pai. e que o Raimundo.mas queria assegurar-lhe a eficácia. Tive uma sensação esquisita. se o mestre não visse nada. Restava prestar o serviço. e . Relancei os olhos pela sala. pegadinha à perna. Não é que eu possuísse da virtude uma idéia antes própria de homem. E a pratinha fuzilava-lhe entre os dedos. que só trazia cobre no bolso. compra franca. mas daí a pouco deitei-lhe outra vez o olho. eu lhe explicaria um ponto da lição de sintaxe. lendo com fogo. então dissimulei. e dei com os do Curvelo em nós.não lhe vi mais nada. como uma tentação. era bonita. Não conseguira reter nada do livro. recorria a um meio que lhe pareceu útil para escapar ao castigo do pai. não o tendo aprendido. disse ao Raimundo que esperasse. que mal havia? E ele não podia ver nada.

com gestos de ombros. tudo iria bem. ia-a apalpando. olhei para o Curvelo e estremeci. . murmurou ele. dizendo a mamãe que a tinha achado na rua. Imaginei-me ali. artigo por artigo. que me pareceu ainda mais inquieto. roçando-lhe os dedos pelo cunho.9 ao menos conscientemente. depois chamou o filho. O coração bateu-me muito. E lá fora. Ele enterrou-me pela consciência dentro um par de olhos pontudos. Sorri para ele e ele não sorriu. e levantei-me às pressas. disse eu ao Raimundo. passava-lhe a explicação em um retalho de papel que ele recebeu com cautela e cheio de atenção. ansioso que a aula acabasse. lembrava-me o contrato feito. Dei com o mestre. disfarçando muito. mas daí a pouco. com um riso que me pareceu mau. cá no bolso. jornais dispersos. com uma grande vontade de espiá-la. com o mesmo ar. o mesmo eterno papagaio. com os livros e a pedra embaixo da mangueira. depois. conquanto não tirasse os olhos do mestre. acheio do mesmo modo. no céu azul. ninguém fazia um só movimento. Toda a escola tinha parado. nem que me serrassem. Para que me não fugisse.Venha cá! bradou o mestre. Pareceu-me adivinhar tudo. e a moeda. . Disfarcei. tinha os olhos em nós. este lia os jornais. com uma ou duas pancadinhas na mesa. e o riso. acrescendo que entrava a remexer-se no banco. e a pratinha no bolso das calças. ninguém mais lia.Diga-me isto só. o Curvelo. sentia no ar a curiosidade e o pavor de todos.Precisamos muito cuidado. como se me chamasse a ir ter com ele. o que lhe deu um aspecto ameaçador. Eu. ao contrário. Fui e parei diante dele. . franziu a testa. nem o mestre fazia caso da escola. estava agora pior. pontuando-os com exclamações. guinando a um lado e outro. por cima do morro. quase lendo pelo tato a inscrição. mas nem o relógio andava como das outras vezes. Não é preciso dizer que também eu ficara em brasas. De repente. dantes mau. e ao pé da mesa. mas contanto que ele escapasse ao castigo. olhando para mim. que eu não daria a ninguém. . em pé.Oh! seu Pilar! bradou o mestre com voz de trovão. cara fechada. Sentia-se que despendia um esforço cinco ou seis vezes maior para aprender um nada. impaciente. Ensinei-lhe o que era. tornei a olhar para o Curvelo. mas ele instava. . guardá-la-ia em casa. voltando-me outra vez para ele. Fiz-lhe sinal que se calasse. Estremeci como se acordasse de um sonho.

10 .Não há perdão! Dê cá a mão! Dê cá! Vamos! Sem-vergonha! Dê cá a mão! . e fui recebendo os bolos uns por cima dos outros. e penso que empalideceu. Começou a variar de atitude. Pode ser até que se arrependesse de nos ter denunciado. Daí a algum tempo olhei para ele. . quatro.Tu me pagas! tão duro como osso! dizia eu comigo.. coçando os joelhos. Recolhi-me ao banco. bufando de raiva. indigna. e jurou que se repetíssemos o negócio apanharíamos tal castigo que nos havia de lembrar para todo o sempre. que me deixaram as palmas vermelhas e inchadas. e na verdade. . baixa. Ele examinou-a de um e outro lado. por que denunciar-nos? Em que é que lhe tirávamos alguma coisa? . Compôs-se e entrou a ler em voz alta.Perdão. e foi a mesma coisa.. Acabou..Mas.. por mim. mas não pude negar nada. mas desviou a cara. meti a mão no bolso. sentia todos os olhos em nós. . saquei-a e entreguei-lha. tinha a cara no chão. seu mestre. Na sala arquejava o terror. Continuei a tremer muito. fustigado pelos impropérios do mestre.Olhe que é pior! Estendi-lhe a mão direita. uma vilania..Eu. que tanto o filho como eu acabávamos de praticar uma ação feia. Chegou a vez do filho. soluçando. . doze bolos. Policarpo bradou de novo que lhe desse a moeda.Então o senhor recebe dinheiro para ensinar as lições aos outros? disse-me o Policarpo. Não ousava fitar ninguém. oito. tão certo como três e dois serem cinco. na rua. . depois a esquerda. Chamou-nos sem-vergonhas. posso dizer que naquele dia ninguém faria igual negócio. Aqui pegou da palmatória. dois. e eu não resisti mais. vagarosamente. e para emenda e exemplo íamos ser castigados. . não lhe poupou nada. ele também olhava para mim. solucei eu. logo que saíssemos. agitando-se à toa. desaforados. E então disse-nos uma porção de coisas duras. o nariz. depois estendeu o braço e atirou-a à rua. pregou-nos outro sermão.Dê cá a moeda que este seu colega lhe deu! clamou. Não obedeci logo. cá dentro de mim jurava quebrar-lhe a cara.. até completar doze. Creio que o próprio Curvelo enfiara de medo. estava com medo. E exclamava: Porcalhões! tratantes! faltos de brio! Eu. Não olhei logo para ele. seu mestre.

disse-lhe que não tinha sabido a lição. e a apanhara. sol magnífico. e acabei a manhã na Praia da Gamboa. sem contar as calças novas que minha mãe me deu. Dormi nessa noite. havia de ser na Rua larga São Joaquim. Não fui à escola. De tarde faltou à escola..11 Veio a hora de sair. a pratinha era bonita e foram eles. E. igual. Raimundo e Curvelo. esquerda.. sem medo nem escrúpulos. Saí de casa. cheguei à esquina.. e depois o tambor. espiei em outras casas. perto do colégio. entrei a marchar também ao som do rufo. um da corrupção.. mas o diabo do tambor. já o não vi. e saímos. Olhei para um e outro lado.. sonhei que. ao som do rufo. Em casa não contei nada. Na rua encontrei uma companhia do batalhão de fuzileiros. rufando. passaram por mim. dera com ela na rua.. ninguém me deu notícia. e tive ímpeto de ir atrás deles. Os soldados vinham batendo o pé rápido. perguntei por ele a algumas pessoas. De manhã. no dia seguinte. depois enfiei pela Saúde. e a pratinha. ao tornar à escola.. Esse texto você pode encontrar em: http://www. por sinal que eram amarelas. ainda assim não andei tão depressa que amarrotasse as calças. que elas eram bonitas! Mirava-as. Piquei o passo para que ninguém chegasse antes de mim à escola. Eu senti uma comichão nos pés..br . afinal. mandando ao diabo os dois meninos. creio que cantarolando alguma coisa: Rato na casaca. fugia aos encontros. apressado. Não podia ouvir isto quieto. entrei numa botica. E sonhei com a moeda.. e eu não queria brigar ali mesmo. A idéia de ir procurar a moeda fez-me vestir depressa. Voltei para casa com as calças enxovalhadas. na Rua do Costa.. acordei cedo. que me deram o primeiro conhecimento. não sei como foi.. menti a minha mãe. um dia de maio. direita. contudo. vinham. Não. O dia estava esplêndido. como se fosse trepar ao trono de Jerusalém. tanto o da denúncia como o da moeda. outro da delação. Quando.. Já lhes disse: o dia estava lindo. acompanhei os fuzileiros. porém. provavelmente escondera-se em algum corredor ou loja. ar brando. Tudo isso.dominiopublico. tambor à frente. ao lixo da rua. ele foi adiante. e foram andando. sem pratinha no bolso nem ressentimento na alma. mas para explicar as mãos inchadas. é claro.gov.

Observe o foco narrativo do Conto de Escola e responda: a) Como o narrador conta o fato? Ele participa das ações ou somente conta a história? Como isso está marcado no texto? Exemplifique. Confirmando ou refutando as hipóteses levantadas anteriormente. Suas expectativas foram confirmadas? Por quê? 2. como o verbo indica a pessoa do narrador? Copie do texto alguns exemplos de verbos indicadores do tipo de narrador. participa ativamente da história. outras. Atividade 4. ele é um narrador onisciente. Buscando novas informações. tudo ouve. tudo vê. aquele que tudo sabe. Atividade 2. . no texto. 2.O foco narrativo é o ponto de vista que o narrador se utiliza para contar um fato. 1. Nesse conto. vamos formar grupos e desenvolver nosso trabalho. Qual a temática desenvolvida por Machado de Assis neste conto? Busque.12 Após a leitura. os lugares onde os fatos acontecem. comparar se os dados que levantamos a respeito do conto apenas com o título realmente têm relação com o assunto tratado por Machado de Assis. o momento. Identifique os personagens. 1. 1. As pessoas do verbo indicam se o narrador é personagem ou onisciente. elementos que comprovem sua resposta. O título do conto é pertinente em relação as idéias (assunto) apresentadas no texto? 3. Refletindo sobre o uso da língua. Atividade 3. o narrador é personagem. o narrador. Algumas vezes.

podem. pelo contexto. por falta de subsídios históricos. Essa escolha está adequada para os personagens dessa história? Explique. essencialmente. provocar “um silêncio” que permite ao leitor inferir no texto e buscar o conteúdo semântico do que não foi dito. relacione-as e pesquise o significado. Retire do texto situações típicas para a corrupção. 5. Entrevê-se um momento histórico no texto. ora outro? Justifique. 3. A delação e a corrupção presentes na história demonstram o caráter dos personagens? 2. Introdução do conflito. de comportamento dos personagens. Os verbos que constituem as ações estão no pretérito perfeito simples e no pretérito imperfeito. O enredo / trama Observando a organização estrutural do texto. etc. no passado. 1. vamos à pesquisa. Atividade 6. identifique trechos onde aparecem: 1. Atividade 5. Nessa perspectiva. qual seria o significado do uso das reticências no desfecho do conto? 4. Há no texto palavras ou expressões que você desconhecia? Caso não consiga apreender seu significado a partir do texto. 2. ora usar um tempo verbal. 3. Faça um levantamento das palavras ou expressões do texto que caracterizam os personagens da história. às vezes. 1884. Você consegue ligar o personagem Pilar a esse momento histórico? Qual é ele? Comente? Se não conseguirmos o objetivo desta questão. Para pensar e buscar as informações no texto.13 2. inveja. Recordando a história do Brasil e tendo como referência o ano em que o texto foi publicado pela primeira vez. delação. Por que Pilar chegou à conclusão de que não era “um menino de virtudes”? 4. São ações narradas. As características de caráter. . Qual a razão para o autor. As reticências.

Delação. sem. 5.caminhosdalingua. Evite copiar frases ou expressões contidas no texto original. presentes no Conto de Escola. A conclusão a que chegou Pilar depois do ocorrido. A Bíblia traz em Mateus 26. Para buscar mais subsídios sobre resumo consulte o site http://www.com/resenha. Resumir para entender melhor o texto. faça o resumo do Conto de Escola. Ele aparecerá sempre nos mais variados gêneros do discurso. isso porque um tema nunca está inserido dentro de um único gênero textual.14 3. . no entanto. Atividade 7. Tendo em mente que resumir é “enxugar” o texto. na perspectiva de outros gêneros.html Ao entrarmos no mundo da leitura há um processo contínuo de texto puxatexto. nos aprofundarmos em cada um deles. vamos enriquecer nosso trabalho desenvolvendo os temas delação e corrupção. O acontecimento notável. 4. Desfecho do conflito. Vamos fazer a leitura e conferir.14-16 a delação de Judas que delata Jesus por trinta moedas. Sendo assim. assunto antigo e sempre atual na história da humanidade. 6. Depois faremos a leitura do resumo em sala de aula para partilharmos. Esse tema não é novo. Introdução de um novo conflito.

o professor Raymundo de Lima trata sobre o tema delação. na Escola de Base. e por ser. O filme “Acusação” conta a história do sofrimento de uma família proprietária de uma escola infantil delatada por uma falsa psicóloga de abuso contra uma criança nos EUA. às vezes. localizada no Bairro da Aclimação. já teve a vida arruinada. Você conhece? Sabe quem foi ele? Relate para os colegas da sala. Você sabe de algum caso recente de delação no Brasil? Comente. Silvério dos Reis passou à história como um infame delator. Mateus 27. enforcou-se.com. Para saber mais sobre o artigo do Professor Raymundo de Lima acesse www. O desfecho da delação pode ser trágico. 3-5. Judas com remorso e culpa pela morte de Cristo. No Brasil. caso semelhante aconteceu em 1994. No texto bíblico. na década de 1980. Mas essa é uma outra história. aquele por carregar a pecha de “dedo-duro”. No Brasil. Tanto quem delata quanto quem é delatado sofre. além de sentir culpa e remorso.espaçoacademico.15 No artigo Delação e escola: o caso da Escola de Base. isolado e rejeitado pela sociedade. ela aparece no Código Penal. . em São Paulo. Este porque se torna alvo da sociedade e mesmo que depois seja considerado inocente.br Você sabe algo ou já ouviu falar sobre delação premiada? No Brasil. Vamos pesquisar para sabermos mais sobre nossas leis a respeito desse assunto? Ele está bem comentado na mídia ultimamente.

autor da letra. no senado Sujeira pra todo lado Ninguém respeita a constituição Mas todos acreditam no futuro da nação Que país é esse? . porém um conto pode aparecer nas mais variadas formas. Será que naquele momento havia corrupção? E hoje? Você encontra essa música no álbum “Que País é este?” do grupo Legião Urbana. utilizou o texto em prosa para dar forma ao seu conto. naquele momento. textos de jornais e/ou revistas com reportagens sobre corrupção para nos inteiramos de como esse assunto continua sempre atual. com os acontecimentos do país. Vamos descontrair com um pouco de música e também observar que Renato Russo. músicas que podem remeter implicitamente ao Conto de Escola. tema recorrente no mundo. Comprovando-se ou não as denúncias. A seguir. na imprensa falada e escrita.16 Corrupção. Vamos trazer para a próxima aula. em letras de música. esse assunto tem sido divulgado com certa freqüência. Legião urbana Nas favelas. Machado de Assis. gravado em 1987. estava preocupado. em versos. no cinema e muitos outros. autor do conto. as notícias estão nos diversos meios de comunicação. No Brasil.

] . gravado em 1998. Na baixada fluminense Mato Grosso.17 Que país é esse? Que país é esse? No amazonas.. o meu país.. Zé Ramalho Tô vendo tudo. com certeza. tô vendo tudo Mas.. [. Gilvan Chaves e Livardo Alves. no araguaia iá. mas o Sangue anda solto [. Letra de Orlando Tejo. iá.. bico calado.] O cantor Zé Ramalho também cantou sua indignação e sua frustração com o seu país na música “Meu País”. faz de conta que sou mudo Um país que crianças elimina Que não ouve o clamor dos esquecidos Onde nunca os humildes são ouvidos E uma elite sem Deus é quem domina Que permite um estupro em cada esquina E a certeza da dúvida infeliz Onde quem tem razão baixa a cerviz E massacram-se o negro e a mulher Pode ser o país de quem quiser Mas não é. Essa música está no álbum Nação Nordestina. minas gerais e no Nordeste tudo em paz Na morte o meu descanso.

Vamos assistir ao filme “quanto vale ou é por quilo?”. dizem respeito à própria mídia dominante. Alguns filmes dão claro exemplo de como a realidade se apresenta e até a denunciam. no fundo. mas. Muitos desses filmes nem alcançam muito sucesso na mídia porque as denúncias que eles fazem. Essa realidade ainda é atual. um filme do produtor Sérgio Bianchi.18 Atividade 8. embalada pela corrupção impune. pela violência e pelas enormes diferenças sociais. O cinema é um campo que propicia um amplo diálogo com a literatura. Vamos analisar essa realidade cantada por Renato Russo e Zé Ramalho nas décadas de 1980 e 1990. O filme “Quanto vale ou é por quilo?” apresenta um painel de duas épocas aparentemente distintas. às vezes. . semelhantes na manutenção de uma perversa dinâmica sócio-econômica. debater sobre o tema. Atividade 9. em círculo. está presente no nosso dia-adia? O que mudou ou não neste novo milênio? Comente citando exemplos recentes de corrupção. 8. 2005. Após o filme vamos. na sala de aula. Brasil.

A produção de um novo texto dá a oportunidade de nos colocarmos criticamente diante de uma determinada realidade e/ou de buscarmos. Narrar é contar . Atividade 10. Ativida de 10 Toda atividade de escrita pressupõe revisão e reescrita do texto produzido. Para isso. na ficção. após a produção da primeira versão. Os infiltrados Corrupção (filme português de 2007). A informante. juntamente com os alunos. produção da segunda versão..construindo o texto.19 Sugestões de filmes sobre corrupção e delação. revisão colaborativa e produção da versão final. o professor. Vamos aproveitar essa “deixa” produzindo um novo conto dando seqüência ou criando um novo enredo ao Conto de Escola. Edison: Poder e corrupção. Dirty: O poder da corrupção. uma forma de extrapolar nossas idéias e concepções sobre o tema em questão. Alta corrupção. Há uma velha crença de que quem conta um conto aumenta um ponto. como sempre. em sala de aula. Algo fica no ar ao terminar o texto com reticências. Machado de Assis deixa. fará a revisão colaborativa do texto. Acusação. muitos caminhos para se chegar a outras conclusões. .

2001. organizaremos uma noite cultural onde as peças serão encenadas para todos os alunos. . DELL’ISOLA. escolher alguns contos para serem encenados. Leitura e Análise Lingüística. ARAÚJO. M. P. U. a fim de solicitar espaço para a publicação dos contos divulgando. In: MAGALHÃES. E.PR. FAFIJAN. CONTO DE ESCOLA: A Vergonha como um Regulador Moral. Para isso.20 Ao fazer a revisão colaborativa do texto os alunos e o professor devem atuar como leitores procurando sempre melhorar o texto produzido. Divulgando o trabalho dos alunos.). Leitura e Análise Lingüística. pais e comunidade convidada a participar do evento. SP: Editora da Universidade de Campinas.br Acesso em: 26. Campinas. Anais. o nosso trabalho. BENITES. vamos. dessa forma. I. junto à comunidade.R. proponho que visitemos a redação do jornal A Gazeta de Altônia.2007. FAFIJ AN. F. As múltiplas facetas da linguagem. V Semana de Letras. Quando produzimos um determinado texto precisamos ter em mente a quem estamos destinando as nossas concepções e idéias. ASSIS. V Semana de Letras. posteriormente. p. (Org. S. Setembro. L. Outra forma de divulgação será a exposição dos contos no mural da escola que fica no pátio de circulação dos alunos.dominopublico. Anais. __________ BERNINI. Feitos os trabalhos de escrita. A Interação sujeito-linguagem em leitura. 2001. p. A.11. Disponível em: http://www. Setembro. São Paulo: Moderna.53-61.39-44. Jandaia do Sul . coletivamente.gov. reescrita e divulgação. L. 1996. 1999. primeiramente para a turma da sala e. Brasília: UNB. A. Jandaia do Sul . Conto de escola.PR. B.

9. (Capítulo 1) __________. n. Maio/2002. SANTOS. Maringá-PR. Oficina de Leitura: teoria e pratica. J. n.uem. O texto na sala de aula – leitura e produção. Gêneros __ Teorias. volume XV. P. São Paulo: LAEL/PUC-SP. A Corrupção em Conto de Escola. A importância do ato de Ler. A. Disponível em: http://www. Campinas. 1994. KLEIMAN. ISSN 1519. R. p.urutagua.br Acesso em: 28. V. (Org. Texto & Leitor: Aspectos Cognitivos da Leitura. debates. BONINI. L. M. FREIRE.) Gêneros discursivos no ensino de leitura e produção de textos. J.) (Orgs.). MACHADO. __________. 2000. Acesso em 26. Porto Alegre: Artes Médicas. LOPES-ROSSI. B. 2002. UMBACH. J.11.54. 2002.A. KLOSS. Portos de Passagem.ed. In: LOPESROSSI. São Paulo: Parábola Editorial. Bauru. SP: Edusc. Revista Intercâmbio.07. 237-259. MOTTA-ROTH. 6178. Revista Espaço Acadêmico. In: MEURER. W. SP: Pontes. P. UEM.espaçoacademico. Delação e Escola: O caso da Escola de Base. Campinas. ISSN 1806-275X.21 ESPEJO-SAAVEDRA. 19-40.com.br. A.11. Taubaté: Cabral. SP : Pontes. A Perspectiva Interacionista Sociodiscursiva de Bronckart. Porto Alegre: Artes Médicas. Disponível em http://www. A. São Paulo: Martins Fontes. métodos. 1984.04. G. 1992. 1987. 2000. A leitura em questão. FERRERO. A. ed. G. P. Procedimentos para estudo de gêneros discursivos da escrita. M. 2006. __________. Cascavel: Assoeste. Novembro/2005. O desenvolvimento de habilidades de leitura e de produção de textos a partir de um gênero discursivo.) Os processos de leitura e escrita: novas perspectivas. 7. I. Revista Urutagua.2007. 2005.de. R. D. A. 2004. São Paulo: Cortez. E. GERALDI. (Org. M. . Estratégias para uma leitura reflexiva. FOUCAMBERT. R. LIMA.

__________. Revista Unimar. 1997. 1998.da. set/dez. L. et al.105-125. Leitura: perspectivas interdisciplinares. Porto Alegre: ArtMed. n. 1995.). I Congresso Nacional de Linguagem em Interação. MENEGASSI. A leitura e compreensão de texto falado e escrito como ato individual de uma prática social. Trad. Outubro/2006. Procedimentos de Leitura e Escrita na Interação em Sala de aula. Gêneros textuais: definição e funcionalidade. Diretrizes Curriculares de Língua Portuguesa para a Educação Básica. L. 2004 __________ S ILVA. __________. Ensino Médio. Oficina de Redação. (Orgs. A. De Educação – v.3. I. Leitura e Pré-leitura na Sala de Aula do Ensino Fundamental. Revista Linguagem em (Dis)curso. PARANÁ.A Construção de Modelos Didáticos de Gêneros: Aportes e Questionamentos para o Ensino de Gêneros. L. Claudia Schilling.2006. P.ed.A. 6. Rio de Janeiro: Lucerna.1 – p. T. M. jan. 2002. Gêneros textuais e ensino.P. Maringá. 2007. L. Curitiba. L. R. SOLÉ. Compreensão e interpretação no processo de leitura: noções básicas ao professor. 2005. Secretaria de Estado da Educação. n. E. MATHES IS – Rev./jun. 2. 1. volume 6.J. Estratégias de Leitura. SARMENTO. V. In DIONIS IO.). Anais.5.22 __________ CR ISTOVÃO. SP: Moderna. MARCUSCHI. UEM. Maringá-PR.ed.ed. SP: Ática. . In: ZILBERMAN. A. GAFFURI. R. S ILVA. da (Org.

Sign up to vote on this title
UsefulNot useful