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Conceitos de Umbanda

A Umbanda é uma das mais lindas expressões religiosas existentes. Religião que tem por
base a prática da caridade e tem em uma de suas funções a elevação espiritual do médium e
das entidades que governam o próprio médium.
É um culto popular aceito em todas as camadas sociais e de fácil acesso.
A Umbanda, embora tenha origens em diversas raças e nações, torna-se simples à medida
que o médium entra em seus conhecimentos.
Dentre muitas entidades que baixam nos inúmeros terreiros de Umbanda existentes, cito
como exemplo: Caboclos e Preto-Velhos, que são considerados como tendo muita luz
espiritual, força e sabedoria. Em verdade, o ritual de Umbanda é uma variação de outros
cultos, baseada no espiritismo.
A essência, os conceitos básicos da Lei de Umbanda fundamentam-se no seguinte:
- Existência de um Deus único
- Crença de entidades espirituais em evolução
- Crença em orixás e santos chefiando falanges que formam a hierarquia espiritual
- Crença em guias mensageiros
- Na existência da alma
- Na prática da mediunidade sob forma de desenvolvimento espiritual do médium
Essas são as principais características fundamentais das Leis de Umbanda, uma religião que
prega a Paz, a União e a Caridade.

A Dedicação do Médium de Umbanda

A Umbanda apresenta como mensagem religiosa a prática da caridade pura, o amor


fraternal, a paz e a humildade. Ela também se propõe a produzir, pela magia, modificações
existenciais que permitam a melhoria de vida do ser humano.
Através do ato da caridade e dedicação espiritual é que o médium de Umbanda vai
adquirindo elevação e consciência do valor de seu compromisso mediúnico, que na verdade
foi lhe dado por Zambi para que se aprimorasse aqui na terra.
As incorporações, os passes e descarrego feitos pelo médium de Umbanda é todo o
conjunto de afazeres espirituais que dia a dia fazem parte da vida do médium. Portanto, o
médium é patrimônio maior desta maravilhosa religião de Umbanda.
Ponto Riscado na Umbanda
O ponto riscado possui grande significado e valor mágico no culto de Umbanda. É através
do ponto riscado que os guias contam toda sua história, sua origem e passagem do mundo
material e astral.
O ponto riscado é um emblema-símbolo. Os símbolos são sinais expressos de forma que
dão a entender uma intenção ou trajetória humana. No caso do ponto riscado, os guias usam
a pemba para poder riscar os seus pontos ou símbolos espirituais.
Uma das grandes provas de incorporação na Umbanda é o ponto riscado, pois acredita-se
que se uma entidade não estiver realmente bem incorporada ela não saberá riscar o ponto
que a identificará das demais.

Gongá
A palavra gongá é de origem banto e é utilizada no ritual de Umbanda para denominar o
"altar sagrado" existente dentro do terreiro. Este altar ou gongá, como é chamado, é
composto de imagens de santos católicos, caboclos, preto-velhos e outras. Ainda no gongá
tem em destaque a imagem da entidade espiritual que comanda o terreiro que de modo
geral, em se tratando de Umbanda, poderá ser: um caboclo, um preto-velho ou ainda a
imagem do orixá que governa a cabeça do médium, chefe do terreiro.
O gongá, como expliquei, é o altar sagrado. Daí ele ter sempre uma cortina que poderá ser
fechada sempre que o terreiro tiver funções que lidem com entidades como Exus e também
em giras de correntes e descarrego. Essa atitude de se fechar a cortina do gongá é para se
separar e isolar as diferentes faixas vibratórias espirituais que se vai trabalhar e ainda em
respeito às entidades que se encontram estabelecidas no gongá.
Como se pode observar, o gongá representa para os médiuns umbandistas o lugar de mais
alto respeito dentro de um terreiro de Umbanda.

COM O ESPÍRITO INCORPORADO

Sempre digo que o kardecismo é muito mais tolerante que a Umbanda. Na mesa um
espírito incorpora, deixa uma linda mensagem de amor ou de advertência para os perigos
mundanos sem a necessidade de dizer seu nome. Na umbanda ele tem que incorporar no
ponto de chamada, com a tipicidade da linha (caboclo, preto-velho ou criança), cumprir
todas as ordens da hierarquia do terreiro, riscar o seu ponto individual, beber, fumar e dar
seu nome, correndo o risco de, se não cumprir tudo, ser chamada a sua atenção. Claro que
tudo será feito com cautela e tempo de treinamento. Para chegar a isso, o médium passa
uma dificuldade de saber o que fazer dentro do terreiro. Ele está incorporado com o orixá,
sentindo toda sua energia, mas ainda falta muito para dar o passo certo como cavalo bem
domado, chegando mesmo em alguns momentos achar que o espírito se afastou fato
explicado pelo impulso mental do médium. Nessa parte quero chamar a atenção de um
fato de grande importância. Dificilmente um médium é sonâmbulo (ou inconsciente, como
alguns dizem), sendo o mais comum o médium consciente, aquele que sabe o que está
acontecendo, mas não tem o controle das palavras e dos gestos. É o que chamamos de
terceira energia. Vejam como funciona: existe uma fusão do espírito do médium com o
espírito comunicante, criando-se uma terceira energia. Gosto de dar exemplos. O café e o
leite, separados, são puros. Misturados criam uma terceira bebida, podendo ser mais preto
ou mais branco, conforme a quantidade das bebidas. Mas sempre, a união de ambos, terá
uma terceira qualidade. É impossível a comunicação pura do espírito. O importante é a
presença do espírito, com maior ou menor intensidade. Voltando ao médium perdido no
terreiro, o seu impulso inicial é procurar alguém para lhe dar um passe ou tocar em sua
testa. Muitos dirigentes não gostam desse procedimento e inibe o espírito de fazer isso, o
que é um erro porque, talvez até mais que o próprio dirigente, é o espírito quem quer o
desenvolvimento de seu cavalo escolhido. Recomendo para minha hierarquia deixar que
isso aconteça, sem exageros, é claro. Com o decorrer do tempo essa médium ganha um
charuto, cachimbo ou cigarro de palha, conforme a entidade, e é quando ele começa a se
acalmar, até procurar um lugar para sentar. Daí para riscar o ponto é bem mais rápido.
Quero anotar aqui, para conhecimento dos médiuns em desenvolvimento, alguns erros que
atrapalham bastante a evolução da mediunidade:
• Não procurar, sob nenhuma hipótese, tentar adivinhar o nome do espírito;
• Não querer riscar o ponto sem antes estar bem assentado com a entidade;
• Não tentar dar avisos e recomendações a ninguém;
• Não ter ciúmes do espírito e não pensar que ele é seu, porque espírito não tem dono.
• 1 - É comum o médium incorporado procurar um amigo seu para lhe dar um passe
ou falar com ele, e isso não invalida a incorporação e não quer dizer que foi o
médium que procurou e não o espírito, principalmente porque a entidade sabendo
das dificuldades de seu cavalo tenta de todas as formas facilitarem a incorporação.
Alguém já me perguntou como o espírito sabe que a pessoa é amiga do médium.
Respondi convicto: mais do que o guia ninguém conhece tanto os amigos de seu
protegido.
• 2 - É fundamental ao médium confiar nos dirigentes do terreiro. Incorporem que as
pessoas responsáveis estão lhe cuidando. Eu na primeira vez que fui ao terreiro da
Umbanda senti a incorporação e saí dando passes para o ar e quase caí dentro do
Congá. Meu pai-de-santo carinhosamente ajudou-me a levantar e disse: você não
está na mesa kardecista, e sim em um Terreiro de Umbanda. Com o tempo você
aprende. E eu tinha vinte e cinco anos de experiência, o que me fez responder ao
pai-de-santo: estou em suas mãos, vou esquecer momentaneamente tudo que sei do
espiritismo. E foi o que fiz, sem nenhum arrependimento.
VEJO TUDO! SERÁ QUE ESTOU INCORPORADO?
Esse é o Medo e a Pergunta de Todo Médium que Inicia
Sua Caminhada na Umbanda é o Fator da Incorporação
Consciente. A Cada10 Médium nove Tem essa Duvida e
Insegurança no inicio de suas Incorporações.
Isso é Muito Comum de Ouvirmos, Esse Tipo de Duvida
Sobre o Transe, Quem Não Teve Está Duvida? Ou quem
Nunca Ouviu Esta Pergunta?
Essa Dúvida Que Assola a Maioria dos Terreiros a Culpa
É de Grande Parte dos Dirigentes Espirituais
- Podemos nos Acalmar! Há Muito Tempo Sabemos Que as
Entidades Deixaram de Usar a Inconsciência Como fator
Preponderante Para um Bom Trabalho Exercido Através de
Seus Médiuns, Muito Pelo Contrario, Hoje Sabemos que 60%
Dos Médiuns São Totalmente Conscientes, E 35% Semi Consciente.
A Inconsciência Completa Hoje é Rara nos Médiuns, A Minoria
Cerca de 5% dos Médiuns a Traz Pelo compromisso mediúnico
Não Por Necessidade Espiritual Dos Guias,
E Raramente Irá Ser Revelada, Justamente Para não Causar
Insegurança Tão Presente em Nossa Religião.
PENSEMOS EM UM EXEMPLO:
Você Tem um Copo de Água, Adicione uma ou Duas Colheres
de Açúcar , Dá ainda Para Identificar os Dois Elementos, Se
Agitarmos Esses Dois Elementos Eles se Misturaram, Dando
Assim Um Terceiro Elemento Inteiramente Modificado, Más
Ainda Contendo os Outros Dois Elementos. – Assim Se
Processa a Incorporação, A Mente do Médium Aliada a Energia
Gerada Pela Entidade que se Aproxima, Unindo-se em Perfeita
Harmonia e Com o Conhecimento de Ambos Fazem um Trabalho
Mais Compacto e Correto. -Nunca Se Acanhe Em dizer que é
Consciente

MAIS UMA PROVA:


Os Médiuns Quando Incorporado Suas Entidades Possuem
Alguns Trejeitos Vamos Usar o Caboclo Como Exemplo:
Caboclos Levam Uma Das Mãos para Traz Ou Fecham suas
Mãos Estirando Um Dos Dedos Como se Fosse Uma Lança
Ou Espada, Outros Mancam de uma Perna e Outros Gostam
De Dançar, VOCÊ Médium Tente Impedir Um Desses
Movimentos ou Vontades, Você estará Cometendo uma Falha
Muito Grande de Intervenção, Más Terá a Prova da Reação da
Entidade Não o Permitindo Corrigir a Postura ou Movimento.
FINALIZANDO
Antigamente no Inicio Da Umbanda Havia a Necessidade
Da inconsciência dos Médiuns, Muito era o Numero de Leigos
E Descrentes, Muitos Curiosos de outras Seitas Testavam Nossos
Médiuns de Forma Inconveniente, A Umbanda Sentia a Necessidade
De Provar a que Veio, E Também por Causa De seus Médiuns que
Sentiam Vergonha na Pronuncia, Nos Trejeitos e na Postura Das
Entidades se Assustavam Com Estas Condições e que Por Conseqüência
Poderiam os Levar ao Afastamento de Suas Entidades e
Obrigações Religiosas.

Hoje Graças ao Nosso Pai Oxalá, Nossos Orixás e Guias, E Com


A Evolução Constante da Lei Todos nos Conhecemos as Capas
Fluídicas que Nossas Entidades Faz de Uso, Não Havendo
Assim Mais a Necessidade de Esconderem de seus Médiuns a
Forma que se Apresentam.
Conduta Moral, Espiritual e Física dos Médiuns dentro da Corrente Astral de
Umbanda.
1 - Manter dentro e fora da Tenda, isto é, na sua vida espiritual
Ou religiosa particular, conduta irrepreensível, de modo a não
Suscitar críticas, pois qualquer deslize neste sentido irá refletir
Na sua Tenda e mesmo na Umbanda, de modo geral.

2 - Procurar instruírem-se nos assuntos espirituais elevados, lendo


Livros indicados pela Direção Espiritual do Terreiro, bem como
Assistindo palestras nesse sentido.

3 - Conservar sua saúde psíquica, vigiando constantemente o


Aspecto moral.

4 - Não julgar que seu protetor ou sua entidade é o mais forte,


o mais sabido, muito mais "tudo" que o dos seus irmãos, médium também.

5 - Não viva querendo impor seus dons mediúnicos, contando,


Com insistência, os feitos de seus guias ou protetores.
Lembre-se de que tudo isso pode ser problemático e transitório
e não esqueça de que você pode ser testado por outrem e toda
Essa conversa vaidosa ruir fragorosamente.

6 - Dêem paz a seu protetor no astral, deixando de falar tanto no


Seu nome, isto é, vibrando constantemente nele. Assim, você
Está se fanatizando e "aborrecendo" a entidade. Fique certo de
Que, se ele, o seu protetor, tiver "ordens e direitos de trabalho"
Sobre você, poderá até discipliná-lo, cassando-lhe as ligações
Mediúnicas e mesmo infringindo-lhe castigos materiais,
Orgânicos, financeiros, etc. Se você for desses que, além de
Tudo isso, ainda comete erros em nome de sua entidade protetora...

7 - Quando for para a sua sessão, não vá aborrecido e quando


Chegar lá, não procure conversas fúteis. Recolha-se a seus
Pensamentos de paz, fé e caridade pura para com o próximo.

8 - Lembrem-se sempre de que sendo você um médium considerado


"pronto" ou em desenvolvimento, é de sua conveniência tomar
Banhos de descargas ou propiciatório determinados por seu guia ou
Protetor, Seu for médium em desenvolvimento, procure saber quais
os banhos e defumadores mais indicados, que poderá ser dado pela
Direção do terreiro.

9 - Não usem guias ou colares de qualquer natureza sem ordens


Comprovada de sua entidade protetora responsável direta e
Testadas no terreiro.
10 - Não se preocupem em saber o nome do seu guia ou protetor antes
que ele julgue necessário e por seu próprio intermédio. É de toda
Conveniência também para você, não tentar reproduzir, de maneira
Alguma qualquer ponto riscado que tenha impressionado dessa ou
Daquela forma.

11 - Não mantenha convivência com pessoas más, viciosas, maldizentes etc...


Isto é importante para o equilíbrio de sua aura e dos seus próprios
Pensamentos. Tolerar a ignorância não é compartilhar delas...

12 - Acostume-se a fazer todo o bem que puder, sem visar às recompensas.

13 - Tenha ânimo forte através de qualquer prova ou sofrimento.


Aprenda a esperar e confiar...

14 - Não temam a ninguém, pois o medo é prova de que você está


Em débito com sua consciência.

15 - Lembrem-se sempre de que todos nós erramos, pois o erro é da


Condição humana e, portanto ligado a dor, a sofrimentos vários e,
Conseqüentemente, às lições, com suas experiências... Sem dor,
Sofrimento, lições e experiências não há Karma, não há humanização
Nem polimento íntimo. O importante é que não se erre mais.
Ou não cometer os mesmos erros.

16 - Zele por sua saúde física, com uma alimentação racional e equilibrada

17 - Não abusem de carnes, fumo e outros excitantes, principalmente o álcool.

18 - Nos dias de trabalhos regulem a sua alimentação e faça tudo


Para se encaminhar a sessão espiritual, limpo de corpo e espírito.

19 - Não se esqueça hipótese alguma, de que não se deve ter


Relações ou contatos carnais na véspera e no dia dos trabalhos.

20 - Tenham sempre em mente que, para qualquer pessoa,


Especialmente o médium, os bons espíritos somente assistem
Com precisão, se verificarem uma boa dose de humildade ou de
Simplicidade no coração. A vaidade, o orgulho e o egoísmo cavam o
Túmulo do médium.

21 - Aprendam lentamente a orar confiando em Jesus, o Regente do


Planeta Terra. Cumpra as ordens ou conselhos de seu Guia ou Protetor.
Ele é seu grande amigo e somente trabalha para a sua felicidade.
DEVERES DO MÉDIUM
1) Dar de graça o que de graça recebeu, Sendo o
Médium apenas um instrumento adstrito aos Guias,
Para que estes por seu intermédio orientem,
Aconselhem os irmãos encarnados na trajetória da
Vida terrena, quando isso merecerem, é dever do
Médium dar passes para amenizar sofrimentos, etc.,

2) Estar sempre a postos, no terreiro, nos dias e horas


predeterminados pelos Guias Espirituais, que exigem
Assiduidade responsabilidade e pontualidade.

3) Abster-se de preocupações laboriosas ou de outra


Ordem, Que possam ligar à matéria nos dias de
Trabalhos espirituais, E conservar o firme propósito
De que vai para o terreiro Cumprir a sublime missão
De médium. Deve o médium Guardar preceito nos
Dias destinados as sessões.

4) Pensar sempre que é um soldado a serviço de Jesus,


E como tal, esforçar-se por cumprir a Lei do Mestre:
Perdão, renúncia, humildade, caridade e amor ao próximo.

5) Ser resignado diante do sofrimento para dar exemplo


De coragem para lutar e vencer; não transferir seus
Problemas terrenos para os Guias Espirituais,
Lembrando-se que estes podem orientar e ajudar o
Médium no plano espiritual, dependendo tão somente
Do esforço de cada um, segundo nos disse Jesus:
Faze a tua parte que o céu te ajudará!

6) * Abster se de Sexo Pelo Menos 24 hrs Antes Das Giras.

* PROCURAR EVITAR AGITAÇÕES E FICAR O MAIS CALMO POSSÍVEL.

* TOMAR BANHO DE DEFESA ANTES DOS TRABALHOS.

* EVITAR BEBIDAS ALCÓOLICAS E FUMAR O MENOS POSSIVÉL.

* PROCURAR DECORAR E CANTAR OS PONTOS DURANTE O RITUAL.

* ESTAR SEMPRE EM SINTONIA E ATENTO AO RITUAL.

* AUXILIAR SEMPRE NO QUE FOR NECESSÁRIO.


* PROCURAR PARTICIPAR E COMPREENDER O RITUAL.

* SER SEMPRE PONTUAL E NÃO FALTAR SEM NECESSIDADE.

* SEMPRE MANTER UM BOM RELACIONAMENTO COM SEUS IRMÃOS DE FÉ.

* EVITAR FOFOCAS, E COMENTÁRIOS DESNECESSÁRIOS E CONVERSAS


IMPRODUTIVAS.

*RESPEITANDO E TRATANDO COM CARINHO A TODOS PARA RECEBER O


MESMO TRATAMENTO DOS IRMÃOS DE FÉ.

1 - As causas materiais das doenças


O recorte em doenças materiais e doenças espirituais não separa as doenças em função da
parte da pessoa que é atingida – seu corpo (« parte material») ou seu espírito (« parte
espirtual ») – nem segundo suas manifestações . Nenhuma classificação nosográfica se
perfila atrás dessa distinção que, também, não remete à uma oposição entre doenças físicas
e mentais.
Na umbanda, o corpo e o espírito estão numa relação demais simbiótica para que a doença
atinja um, sem atingir o outro. Interagindo e se interpenetrando, esses dois componentes da
pessoa estão implicados em toda doença, quer seja classificada como material ou espiritual.
O recorte é de ordem etiológica. Qualificar uma doença de material ou de espiritual é
remetê-la as suas causas. Materiais ou espirituais, essas causas compõem os dois grandes
registros do repertório etiológico geral no qual os médiuns se servem para explicar os males
de seus pacientes. A doença é abordada como um acontecimento: importa, primeiro,
determinar de que causas ele é o efeito, para poder, depois, recorrer ao tratamento e aos
terapeutas apropriados.
Na umbanda, a doença é geralmente provocada pela penetração, no corpo, de agentes
nefastos que, dotados ou não de intencionalidade, representam o que os fiéis designam com
o termo global de « energias negativas ». Esses agentes são materiais ou espirituais
(segundo sua proveniência, mundo material ou espiritual) como as razões e os mecanismos
que explicam o porque e o como de sua intromissão. A cura de todas as doenças
passa, fundamentalmente, pela expulsão das energias negativas que invadiram o doente, e
pela sua alimentação em energias positivas que o reforçam e o protegem contra o perigo
permanente, que representa para o seu bem-estar e o seu bem-viver, a ação das energias
ruins que o cercam. Obviamente, não é sobre as causas espirituais das doenças que os
médicos podem fazer valer suas competências, pois neste domínio, a umbanda lhes denega
qualquer habilidade : as doenças espirituais não lhes dizem respeito, e não nos interessa
aqui examinar suas causas. Bem mais interessante para o nosso propósito é o exame das
causas que provocam as doenças materiais, pois é aí que a biomedicina se enxerta na
medicina umbandista e contribui à sua explicação das doenças.
Com efeito, é nesse registro de seu repertório etiológico que a umbanda incorpora as causas
biológicas, fisiológicas e físicas das doenças. Os males, que a exemplo da biomedicina, são
considerados como efeito de um determinismo biofísico, são materiais.
Entre seus agentes mais comuns encontram-se os “micróbios, vírus e bactérias”
considerados responsáveis por uma grande variedade de afecções. A umbanda
privilegiando, no domínio da causalidade, as representações que conferem uma prioridade à
exterioridade patogênica, não é de surpreender que ela conceda a esses agentes os primeiros
lugares na explicação das doenças materiais. Eles são, aliás, integrados na categoria mais
ampla de « sujeiras » ou « porcarias » que reúne o conjunto dos agentes exógenos
identificados a energias negativas do mundo material: os agentes biológicos acima
evocados; outros agentes mal definidos contidos no meio ambiente (no ar e na água); e as
energias negativas transmitidas pelos seres humanos (geralmente produzidas pelos
sentimentos « ruins » que eles sentem circunstancialmente em relação a terceiros).
Entretanto, todas essas sujeiras só provocam a doença na medida em que conseguem
penetrar num corpo vulnerável, isto é, enfraquecido. Os problemas que provocam remetem
diretamente à relação do corpo com o meio físico e social.

III. MÉDICOS DO ASTRAL E CIRURGIAS ESPIRITUAIS


Antes de terminar, um exemplo merece ser dado da incorporação pela umbanda de
elementos significativos do universo biomédico, um exemplo bem significativo da «
umbandização » á qual é submetido o biomédico ingerido: trata-se da figura dos próprios
médicos que a umbanda integra à lista cumprida de suas entidades, e de uma atividade bem
representativa de sua prática, a cirurgia. A umbanda possui uma categoria de espíritos, os «
médicos do Astral » ou « médicos espirituais », cujos caráteres estereotipados são
manifestadamente emprestados de seus colegas terrenos. Chamados de « Doutores » pelos
fiéis, eles são sobretudo presentes, assim como suas cirurgias, nos terreiros marcados pela
influência do Kardecismo.
Especialistas em « medicina astral », esses desencarnados eram, em vida, médicos e muitas
vezes seus médiuns exercem uma profissão médica ou paramédica. Como os outros
espíritos da umbanda, eles descem para « trabalhar » e suas consultas, ditas « médicas »,
são explicitamente ligadas às dos « médicos da Terra » que geralmente completam. Uma de
suas importantes tarefas, é de ajudar os doentes a entender o que lhes dizem os médicos. Os
consulentes repetem as suas falas, levam receitas e resultados de exame no intuito de obter
esclarecimentos. Querem seu palpite sobre os diagnósticos enunciados e os tratamentos
prescritos. Os doutores espirituais às vezes receitam « remédios da farmácia », e geralmente
instigam seus pacientes, e até com bastante firmeza, a ir nos médicos da Terra e a seguir
seus tratamentos. A ação e o papel desses espíritos são, então, geralmente encarados como
complementares aos dos médicos: depois de terem visto os primeiros, os doentes podem ir
(ou voltar) nos segundos que saberão curá- los.
Já não se pode dizer o mesmo desses médicos do Astral que, especialistas em
cirurgia,realizam « cirurgias espirituais » ou « mediúnicas » consideradas como superiores
e substituíveis às operações ditas «de hospital ». Adeptos ou simples freqüentadores,
numerosas são as pessoas que contam ter sido operadas espiritualmente com sucesso « da
vesícula », « de úlceras », « da coluna », « da garganta », « do joelho », « de hérnias », «
dos olhos », « de pedras no rins », de « tumores no cérebro », « no seio », etc. Se dar
ouvido a eles, nada é impossível a esses cirurgiões que se libertaram das limitações da
matéria.Aonde se manifestam, esses espíritos muitas vezes têm como atributo um material
de trabalho composto de algodão, de éter (para « anestesiar » o lugar a ser operado), de
álcool (para « desinfetar » antes e depois da intervenção) e de instrumentos cortantes e
pontudos,facas de cozinha, punhais, tesouras, pregos. Usam também, às vezes, de um
lençol branco com o qual recobrem o corpo do futuro operado ou, ainda, de panos brancos
com os quais delimitam a área a ser operada, como um campo operatório. « É como se
fosse no médico, mas é diferente », dizem os que passaram por essa experiência. De fato,
com seus instrumentos, ou simplesmente com suas mãos, os médicos do Espaço praticam
incisões que não são visíveis: simulando o ato de cortar, recortar, picar, eles dão leves
pancadas com as lâminas e pontas nas regiões a serem operadas. Como o algodão, o álcool
e o éter, seus objetos cortantes fazem o papel de acessórios numa representação inspirada
no modelo da cirurgia biomédica.
Segundo os operados e os médiuns que recebem esses espíritos, o que os cirurgiões do
Astral executam na superfície do corpo é o que lhe fazem dentro. Sim, eles cortam mas seus
« cortes » são como a cirurgia que praticam: são espirituais e não apresentam, então, a
materialidade das incisões da cirurgia terrestre. É nisso, aliás, que se expressa sua
superioridade. É também o que garante seu sucesso com os consulentes pois suas operações
são isentas de tudo que eles temem no ato cirúrgico médico : « não tem sangue », « não sai
sangue », « não abre », « não tem risco », « não dói », « depois, a gente se sente bem »,
insistem os operados. Os cirurgiões espirituais operam com sua « força », muitas vezes
comparada com um « raio laser » que sai de suas mãos e penetra nos corpos. Uma vez a
intervenção terminada, os doentes voltam para a casa com a recomendação de descansar e
de parar de trabalhar durante um período variável. Às vezes, o Doutor pede para eles
tomarem chás e também medicamentos, geralmente anti-inflamatórios e antibióticos. Os
operados associam intimamente a cura do mal com a desaparição física do elemento do
corpo no qual ele se alojou, tirado pelo espírito. O que a cirurgia espiritual guarda da
cirurgia biomédica e lhe empresta, é a idéia e o ato de ablação, isto é, um tipo peculiar de
intervenção sobre o mal que engaja as mesmas representações da cura que as outras práticas
subtrativas do capital terapêutica umbandista. Aqui também a ação terapêutica consiste em
tirar alguma coisa. No entanto, os cirurgiões espirituais nunca mostram o que dizem ter
tirado, mesmo sob a forma de um objeto simbólico. A realidade da subtração é admitida
mesmo que o elemento físico, tido como « tirado », não tenha sido concretamente dado a
ver. O que, na cirurgia espiritual, aparece como a prova tangível da verdade das
representações subtrativas, são as cicatrizes internas, pretendidamente constatadas pelos
médicos, e as marcas externas que, às vezes, deixam momentaneamente, e que são vistas
como os sinais manifestos da intervenção. A metáfora cirúrgica também comanda as
sensações dos operados que dizem perceber que « alguma coisa está acontecendo », que «
se corta por dentro » como « com uma navalha ».

IV. CONCLUSÃO
Doenças materiais e doenças espirituais, micróbios e energias negativas, homens de branco
e casais médiuns /espíritos curandeiros, médicos da terra e doutores do além, remédios da
farmácia e remédios de ervas, cirurgias de hospital e cirurgias mediúnicas, os pontos de
encontro da umbanda com a biomedicina são numerosos tanto dentro de seu universo – no
que diz respeito aos materiais biomédicos (ou de inspiração biomédica) que ela importa e
umbandiza de maneira durável – quanto fora, através das condutas de recursos plurais que
sua medicina - pouco
exclusiva - permite e até incentiva. Os terreiros de umbanda são um viveiro fecundo para a
edificação de uma pluralidade – das etiologias, dos terapeutas, das práticas e condutas
terapêuticas – que se declina sob figuras múltiplas. Esta pluralidade é, aliás, especialmente
ativada frente as doenças materiais, para a cura das quais o que prevalece não é a atribuição
de um sentido ao mal (diferentemente das doenças espirituais) mas uma resposta
pragmática de cuidados que autoriza o recurso a tudo que é suscetível de aumentar a
eficiência da ação contra o mal, até o que oferecem outras medicinas e notadamente a dos
homens de branco, cujo monopólio é contestado mas a eficácia altamente reconhecida.
Os grandes arquitetos dessa pluralidade são os donos de terreiros e seus médiuns que
fecundam a medicina umbandista com suas respectivas contribuições. Fornecedores de
diagnósticos e de tratamentos, conselheiros espirituais tanto quanto terapêuticos guiando
seus consulentes na busca de um melhor-estar e um melhor-viver, eles mobilizam e
combinam conhecimentos, práticas e possibilidades de recursos oriundos dos universos
médicos, profanos e religiosos, aos quais têm (tiveram) acesso e dos quais foram
acumulando e incorporarando, elementos explicativos e terapêuticos. Os terapeutas
umbandistas representam a máxima expressão do que Jean Benoist chama de « passeur
culturel », designando por esse termo os terapeutas que « construidores de um pluralismo
que abrange o que parece a outros contradições », « vão-e-vem entre as várias fontes de
conhecimentos dos quais dispõem » e « pulam, sem tomar cuidado, a s fronteiras entre
técnicas ou entre teorias e elaboram no dia-a-dia as práticas híbridas » (1996: 12-13. A
tradução é minha). O próprio percurso que leva esses indivíduos a se tornar médiuns-
terapeutas os prepara, muito bem, para o papel de « passeur culturel ». Pois eles são
geralmente antigos doentes que se tornaram médiuns no final de buscas pela cura
geralmente longas e penosas, nas quais exploraram e combinaram com esperanças e
pragmatismo numerosos recursos, transpassando primeiro por sua conta própria - e não sem
reticências - muitas barreiras intelectuais, sociais e culturais colocadas entre as medicinas.
PRECE AOS ORIXÁS

Que a irreverência e o desprendimento de Exu me animem a não


encarar as coisas de forma como elas parecem à primeira vista e
sim que eu aprenda que tudo na vida, por pior que seja, terá
sempre o seu lado bom e proveitoso! Laro Yê Exu! Que a
tenacidade de Ogum me inspire a viver com determinação, sem
que eu me intimide com pedras, espinhos e trevas. Sua espada e
sua lança desobstruam meu caminho e seu escudo me defenda.
Ogun Yê meu Pai! Que o labor de Oxossi me estimule a
conquistar sucesso e fartura à custa de meu próprio esforço.
Suas flechas caiam à minha frente, às minhas costas, à minha
direita e à minha esquerda, cercando-me para que nenhum mal
me atinja. Okê Aro Ode!!!! Que as folhas de Ossain forneçam o
bálsamo revitalizante que restaure minhas energias, mantendo
minha mente e meu corpo são. Ewe Ossain!!!! Que Oxum me dê
serenidade para agir de forma consciente e equilibrada. Tal
como suas águas doces – que seguem desbravadoras no curso
de um rio, entrecortando pedras e se precipitando numa
cachoeira, sem parar nem ter como voltar atrás, apenas
seguindo para encontrar o mar – assim seja que eu possa lutar
por um objetivo sem arrependimentos. Ora Ye Yêo Oxum!!!! Que
os raios de Iansã alumiem meu caminho e o turbilhão de seus
ventos levem para longe aqueles que de mim se aproximam com
o intuito de se aproveitarem de minhas fraquezas. Êpa Hey
Oyá!!!! Que as pedreiras de Xangô sejam a consolidação da Lei
Divina em meu coração. Seu machado pese sobre minha cabeça
agindo na consciência e sua balança me incuta o bom senso. Caô
Caô Cabecilê!!!! Que as ondas de Iemanjá me descarreguem
levando para as profundezas do mar sagrado as aflições do dia-
a-dia dando-me a oportunidade de sepultar definitivamente
aquilo que me causa dor e que seu seio materno me acolha e me
console. Odoyá Iemanjá!!!! Que aswcabaças de Obaluayê tragam
não a cura de minhas mazelas corporais, como também ajudem
meu espírito a se despojar das vicissitudes. Atotô Obaluayê!!!!
Que a vitalidade dos Ibejis me estimule a enfrentar os
dissabores como aprendizado; que eu não perca a pureza
mesmo que, ao meu redor, a tentação me envolva. Que a
inocência não signifique fraqueza, mas sim refinamento moral.
Onibeijada!! Que o arco-íris de Oxumarê transporte para o
infinito minhas orações, sonhos e anseios e que me traga as
respostas divinas, de acordo com o meu merecimento. Arrobobo
Oxumarê!!!! Que a paz de Oxalá renove minhas esperanças de
que, depois de erros e acertos; tristezas e alegrias; derrotas e
vitórias; chegarei ao meu objetivo mais nobre; aos pés de Zambi
maior! Êpa Babá Oxalá!!!!

Alface: É empregada nas obrigações de Egun, e em sacudimentos. O povo a indica para os


casos de insônia, usando as folhas ou o pendão floral. Além de chamar o sono, pacifica os
nervos.
Altéia – Malvarisco: Muito empregada nos banhos de descarrego e na purificação das
pedras dos orixás Nanã, Oxum, Oxumarê, Yansã Yemanjá. Muito prestigiada nos
bochechos e gargarejos, nas inflamações da boca e garganta.

Angico-da-folha-miúda – Cambuí: Só possui aplicação na medicina caseira a casca ou os


frutos em infusão no vinho do porto ou otin (cachaça), age como estimulador do apetite. Os
frutos em infusão, também fornecem um licor saboroso, do mesmo modo combate a
dispepsia.
Bambu: É um poderoso defumador contra Kiumbas. O banho também é excelente contra
perseguidores. Na medicina popular é benéfico contra as doenças ou perturbações nervosas,
nas disenterias, diarréias e males do estômago.
Cambuí amarelo: Só é utilizado em banhos de descarrego. A medicina caseira indica
como indica como adstringente, e usa o chá nas diarréias ou disenterias.
Catinga-de-mulata – Cordão-de-Frade – Cordão-de-São-Francisco: Seu uso ritualístico
se restringe aos banhos de limpeza e descarrego dos filhos de Oyá. O povo a indica para
curar asma, histerismo e como pacificadora dos nervos
Cordão-de-Frade verdadeiro: Essa planta é aplicada em banhos tonificantes da aura e
limpezas em geral. O povo afirma que hastes e folhas, em cozimento ou chá, combate a
asma, melhora o funcionamento dos rins e beneficia no caso de reumatismo.
Cravo-da Índia – Cravo-de- Doce: Entra em quaisquer obrigações de cabeça e nos abô.
Participa dos banhos de purificação dos filhos dos orixás a que pertence. O povo indica
suas folhas e cascas em banhos de assento para debelar a fadiga das pernas. Ótimo nos
banhos aromáticos.

Dormideira sensitiva: Não conhecemos seu uso ritualístico. A medicina caseira indica esta
planta como emoliente, mais especificamente para bochechos e gargarejos, nas inflamações
de boca. Indicada como hipnótico, pondo fim a insônia. É utilizado o cozimento de toda a
planta.
Espirradeira – Flor-de-São-José: Participa de todas as obrigações nos cultos afro-
brasileiros. Esta planta é utilizada nas obrigações de cabeça, nos abô e nos abô de ori.
Pertence aos orixás Xangô e Yansã, porém há, ainda, um outro tipo branco que pertence a
Oxalá. O povo indica o suco das folhas desta contra a sarna e pôr fim aos piolhos. Em uso
externo.

Eucalipto-limão: de grande aplicação nas obrigações de cabeça e nos banhos de descarrego


ou limpeza dos filhos de orixá. A medicina caseira indica-o nas febres e para suavizar
dores. usado em banhos de assento, é também emoliente.
Flamboiant: Não é utilizado em obrigações de cabeça, sendo usado somente em algumas
casas de banhos de purificação dos filhos dos orixás. Porém suas flores tem vasto uso,
como ornamento, enfeite de obrigação ou de mesas em que estejam arriadas as obrigações.
Sem uso na medicina popular.
Gengibre-zingiber: São aplicados os rizomas, a raiz, que se adiciona ao aluá e a outras
bebidas. O povo costuma dizer que é também ingrediente no amalá de Xangô. A medicina
caseira a usa nos casos de hemorragia de senhoras e contra as perturbações do estômago,
em chá.

Gitó-carrapeta – bilreiro: É de hábito ritualístico empregá-la em banhos de limpeza e


purificação dos filhos do orixá a que se destina. O povo indica na cura de moléstia dos
olhos. Não aconselhamos o uso interno.

Hortelã-da-horta – Hortelã-verde: Muito usada na culinária sagrada. Entra nas


obrigações de cabeça alusivas a qualquer orixá. Participa do abô dos filhos-de-santo. A
medicina caseira o aponta como eficiente debelador de tosses rebeldes; de bons efeitos nas
bronquites é muito útil no tratamento da asma.
Inhame: Seu único emprego ritualístico é o uso das folhas grandes como toalha nas
obrigações de Exu. O inhame é tido como depurativo do sangue na medicina caseira.
Jenipapo: As folhas servem para banhos de descarrego e limpeza. A medicina caseira
aplica o cozimento das cascas no tratamento das úlceras, o caldo dos frutos é combatente de
hidropsia.
Lírio do Brejo: São usados folhas e flores nas obrigações de ori, nos abô e nos banhos de
limpeza ou descarrego. O povo emprega o chá das raízes, rizomas, como estomacal e
expectorante.
Louro – Loureiro: Planta que simboliza a vitória, por isso pertence a Oyá. Não tem
aplicação nas obrigações de cabeça, mas é usada nas defumações caseiras para atrair
recursos financeiros. Suas folhas também são utilizadas para ornamentar a orla das
travessas em que se coloca o acarajé para arriar em oferenda a Iansã.

Mãe-boa: Seu uso se restringe somente aos banhos de limpeza. Muito usada pelo povo
contra o reumatismo, em chá ou banho.
Manjericão-roxo: Empregado nas obrigações de ori dos filhos pertencentes ao orixá do
trovão. Colhido e seco, previne contra raios e coriscos em dias de tempestades, usando o
defumador. Não possui uso na medicina popular.
Maravilha bonina: Utilizada nas obrigações de ori relativas a Oyá ebori, lavagem de
contas e feitura de santo. Não entra nos abô a serem tomados por via oral. O povo a indica
para eliminar leucorréia (corrimentos), hidropsia, males do fígado, afecções hepáticas e
cólicas abdominais.
Amado Irmão, lembre-se que seu Pai ou Mãe no Santo, que devem confirmar estas
ervas, com as ervas não devemos brincar, nem mesmo fazer uso das mesmas, sem
termos conhecimento..

ERVAS DE OXUM

Abiu-abieiro: Sem uso na liturgia, tem folhas curativas; a parte inferior destas, colocadas
nas feridas, ajudam a superar; se inverter a posição da folhas, a cura será apressada. A casca
da árvore cozida tem efeito cicatrizante.

Agrião-do-Pará – Jambuaçu: É usado nas obrigações de cabeça e nos abô, para


purificação de filhos; como axé nos assentamentos da deusa de água doce. A medicina
caseira usa-o para combater tosses e corrigir escorbuto (carência de vitamina C). É,
também, excitante.

Alfavaca-de-cobra: É usada em todas as obrigações de cabeça. No abô também é usada, o


filho dorme com a cabeça coberta. Antes das doze horas do dia seguinte o emplastro é
retirado, e torna-se um banho de purificação. A medicina caseira a indica como combatente
ao mau-hálito.
Arapoca-branca: Suas folhas são utilizadas nas obrigações de cabeça e nos abô; no
Candomblé são usadas em sacudimentos pessoais. As casacas desta servem para matar
peixes. A medicina caseira utiliza as folhas como antitérmico, contra febres. Age também
como excitante.
Arnica-montana: Tem pouca aplicação na Umbanda e no Candomblé. Já na medicina
popular ;e muito usada, após alguns dias de infusão no otin (cachaça). Age como
cicatrizante, recompondo o tecido lesado nas escoriações.

Azedinha - Treco-azedo – Três corações: É popularmente conhecida como três-corações,


sem função ritualística, é apenas empregada na medicina popular como: combatente da
disenteria, eliminador de gases e febrífugo.
Bananeira: Muito empregada na culinária dos Orixás. Suas folhas forram o casco da
tartaruga, para arriar-se o ocaséo a Oxum. A medicina caseira prepara de sua seiva um
xarope de grande eficácia nos males das vias respiratórias ou doenças do peito.
Brio-de-estudante – Barbas-de-baratas: Desta erva apenas a raiz é utilizada. Ela fornece
um bom corante que é usado nas pinturas das yawo, de mistura com pemba raspada. A
medicina popular utiliza o chá, meia hora antes de dormir, para ter sono tranqüilo.
Caferana-alumã: São utilizadas nas aplicações de cabeça e nos abô. Usado na medicina
popular como: laxante, fazendo uma limpeza geral no estômago e intestinos, sem causar
danos; é ótima combatentes; poderoso vermífugo e energético tônico.
Camará-cambará: Utilizada em quaisquer obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de
purificação. A medicina caseira a emprega muito em xarope, contra a tosse e rouquidão e
ainda põe fim às afecções catarrais.
Camomila-marcela: Tem restrita aplicação nas obrigações litúrgicas. Entretanto, é usada
nos banhos de descarrego e nos abô. No uso popular é de grande finalidade em lavagens
intestinais das crianças, contra cólicas e regularizadora das funções dos intestinos. O chá
das flores é tônico e estimulante, combate as dispepsias e estimula o apetite.
Cana-fístila – Chuva-de-ouro: Aplicada nos abô e nas obrigações de cabeça, usada
também nos banhos de descarrego dos filhos de Oxum. Seu uso popular é contra os males
dos rins, areias e ardores. O sumo das folhas misturado com clara de ovo e sal mata
impigens.
Chamana-nove-horas – Manjericona: Usada em obrigações de cabeça, nos abô e nos
banhos de purificação dos filhos de Oxum. O povo a utiliza em disenterias.
Cipó-chumbo: Sem uso na liturgia, porém muito prestigiada na medicina popular, como
xarope debela tosses e bronquites; seu chá é muito eficaz no combate a diarréias
sanguinolentas e à icterícia; seco e reduzido a pó, cicatriza feridas rebeldes.
Erva-cidreira – Melissa: Sem uso na liturgia, sua aplicação se restringe ao âmbito da
medicina caseira, que a usa como excitante e antiespasmódico, enérgico tônico do sistema
nervoso. O chá feito das folhas adocicado ou puro combate as agitações nervosas,
histerismos e insônia.

Erva-de-Santa-Maria: São empregadas em obrigações de cabeça e em banhos de


descarrego. Como remédio caseiro é utilizada para combater lombrigas (ascárides) das
crianças, também é ótimo remédio para os brônquios.
Ervilha-de-Angola – Guando: É empregada em quaisquer obrigações. O povo usa as
pontas dos ramos contra hemorragias e as flores contra as moléstias dos brônquios e
pulmões.
Fava-pichuri: No ritual da Umbanda e do Candomblé, usa-se a fava reduzida a pó, o
defumações que trazem bons fluidos e afugenta Eguns. O povo usa o pó na preparação de
chá, que é eficaz nas dispepsias e diarréias.
Flamboiant: Não é utilizado em obrigações de cabeça, sendo usado somente em algumas
casas, em banhos de purificação dos filhos dos orixás. Porém suas flores tem vasto uso,
como ornamento, enfeite de obrigação ou de mesas em que estejam arriadas as obrigações.
Sem uso na medicina comercial.
Gengibre-zingiber: São aplicados os rizomas, a raiz, que se adiciona ao aluá e a outras
bebidas. O povo a usa nos casos de hemorragia de senhoras e contra as perturbações do
estômago, em chá.
Gigoga-amarela – Aguapê: Usado nos abô, nos ebori e banhos de limpeza, pois purifica o
aura e afugenta ou anula Eguns. A medicina popular manda que as folhas sejam usadas
como adstringente e, em gargarejos, fortalecem as cordas vocais.
Ipê-amarelo: Aplicada somente em defumações de ambientes. Na medicina popular é
usada em gargarejos, contra inflamações da boca, das amígdalas e estomatite. O que vai a
cozimento são a casca e a entrecasca.
Lúca-Árvore-da-pureza: Seu pendão floral é usado plena e absolutamente, em obrigações
de ori dos filhos de Oxum. Não possui uso na medicina popular.
Macaçá: Aplicação litúrgica total, entra em todas as obrigações de ori nos abô e
purificação dos filhos dos orixás. O povo a usa para debelar tosses e catarros brônquios; é
usada ainda contra gases intestinais.
Mãe-boa: É erva sagrada de Oxum. Só é usada nas obrigações ritualísticas, que se restringe
aos banhos de limpeza. Muito usada pelo povo contra o reumatismo, em chá ou banho.

Malmequer – Calêndula: É usada em todas as obrigações de ori e nos abô, e nos banhos
de purificação dos filhos de Oxum. As flores são excitantes, reguladoras do fluxo
menstrual. As folhas são aplicadas em fricções ou fumigações para facilitar a regra
feminina.
Malmequer-do-campo: Não é aplicada nas obrigações do ritual. Na medicina popular tem
função cicatrizante de feridas e úlceras, colocando o sumo de flores e folhas sobre a ferida.
Malmequer-miúdo: Aplicado em quaisquer obrigações de ori, nos abô e nos banhos de
limpeza dos filhos que se encontram recolhidos para feitura do santo. Como remédio
caseiro, é cicatrizante e excitante.
Orriri-de-Oxum: Entra em todas as obrigações de ori, nos banhos de limpeza. O povo a
indica como diurético e estimulador das funções hepáticas.
Vassourinha-de-botão: Muito usado nos sacudimentos pessoais. Não possui qualquer uso
na medicina popular.
Amado Irmão, lembre-se que seu Pai ou Mãe no Santo, que devem confirmar estas
ervas, com as ervas não devemos brincar, nem mesmo fazer uso das mesmas, sem
termos conhecimento..

ERVAS DE YEMANJÁ

Alcaparreira – Galeata: Muito usada nos terreiros do Rio Grande do Sul. Entra nas mais
variadas obrigações do ritual, sendo utilizadas para isso folhas e cascas. Também é muito
prestigiada nos abô de preparação dos filhos, para obrigação de cabeça e nos banhos de
limpeza. As cascas e raízes popularmente vem sendo usadas como diuréticos. Seus frutos
são comestíveis e deles é preparada uma geléia eficaz contra picadas de cobras e insetos
venenoso.

Altéia – Malvarisco: Muito empregada nos banhos de descarrego e na purificação das


pedras dos orixás Nanã, Oxum, Oxumarê, Yansã e Yemanjá. Muito prestigiada nos
bochechos e gargarejos, nas inflamações da boca e garganta.
Aracá-da-praia: Planta arbórea pertencente a Yemanjá e a Oxóssi. É empregada nas
obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos dos orixás a que
pertence. No uso popular cura hemorragias, usando-se o cozimento. Do mesmo modo
também é utilizado para fazer lavagens genitais.
Araticum-de-areia – Malolô: Liturgicamente, os bantos a usam nos banhos de descarrego,
sem mistura de outra erva. A medicina caseira indica a polpa dos frutos para resolver
tumores e o cozimento das folhas no tratamento do reumatismo.
Coco-de-iri: Sua aplicação se restringe aos banhos de descarrego, empregando-se as folhas.
A medicina caseira indica as suas raízes cozidas para por fim aos males do aparelho genital
feminino. É usado em banhos semicúpios e lavagens.
Erva de Santa Luzia: Muito usada nas obrigações de cabeça, ebori, lavagem de contas,
feitura de santo e tiragem de zumbi. De igual maneira, também se emprega nos abô, banhos
de descarrego ou limpeza dos filhos dos orixás. A medicina popular a consagrou como um
grande remédio, por ser de grande eficácia contra o vício da bebida. O cozimento de suas
folhas é empregado contra doenças dos olhos e para desenvolver a vidência.

Fruta-da-Condessa: Tem aplicação nas obrigações de cabeça, nos banhos de descarrego e


nos abô. É de grande importância na medicina popular, pois suas raízes em decocto são um
grande remédio para a epilepsia. Toma-se meio copo três vezes ao dia. Apesar da
irreversibilidade da doença.
Graviola – Corosol: Tem plena aplicação nos abô dos orixás, nos banhos de abô e nos de
limpeza e descarrego. É indispensável aos filhos recolhidos para obrigações de cabeça
beberem uma dose do suco pela manhã. O povo usa a graviola nos casos de diabete,
aplicando o chá.
Guabiraba anis: Aplicada em todas as obrigações de cabeça, nos abô de uso geral e nos
banhos de purificação e limpeza dos filhos dos orixás. Utilizadas do mesmo modo nos abô
de ori. A medicina popular a utiliza para pôr fim nas doenças dos olhos (conjuntivites).
Banhos demorados favorecem aos sofredores de reumatismo.
Jequitibá rosa: Sem uso ritualístico. Para a medicina caseira ele é um poderoso
adstringente. Milagroso no tratamento das leucorréias (corrimento); o cozimento das cascas
é eficaz nas hemorragias internas, cura angina e inflamações das amígdalas.
Maçã-de-cobra: Usada nas obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de descarrego e
limpeza. Não possui uso na medicina popular.
Musgo marinho: Esta planta vive submersa nas águas do mar. É planta que entra nas
obrigações de ori e nos banhos de limpeza dos filhos de Yemanjá. Os musgos são utilizados
pela medicina caseira nas perturbações das vias respiratórias.
Pata de vaca : empregada nos banhos de descarrego e nos abô, para limpeza dos filhos dos
orixás a que pertence. A pata de vaca, na medicina popular, é indicada para exterminar
diabetes, e por essa razão, é tida como insulina vegetal. Também cura leucorréia em
lavagens vaginais.

Trapoeraba azul – Marianinha: Esta planta é aplicada em todas as obrigações de cabeça,


nos abô e nos banhos de limpeza e purificação. Também é axé integrante dos
assentamentos do orixá a que pertence. No uso popular a erva é utilizada contra os efeitos
de picadas de cobras. É também diurética e age contra o reumatismo. Os filhos da deusa das
águas salgadas banham-se periodicamente com esse tipo de vegetal.
Unha de vaca: Aplicada em banhos de descarrego dos filhos da deusa. Na medicina caseira
é utilizado como adstringente. Aplicado em lavagens locais e banhos semicúpios para
combater males ou doenças do aparelho genital feminino.
Amado Irmão, lembre-se que seu Pai ou Mãe no Santo, que devem confirmar estas
ervas, com as ervas não devemos brincar, nem mesmo fazer uso das mesmas, sem
termos conhecimento..

ERVAS DE XANGÔ

Alevante – Levante: Usada em todas as obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de
limpeza de filhos de santo. Não possui uso na medicina popular.
Alfavaca-roxa: Empregada em todas as obrigações de cabeça e nos abô dos filhos deste
orixá. Muito usada em banhos de limpeza ou descarrego. A medicina caseira usa seu chá
em cozimento, para emagrecer.
Angelicó
Mil-homens: Tem grande aplicação na magia de amor, em banhos de mistura com manacá
(folhas e flores), para propiciar ligações amorosas, aproximando os sexo masculino. A
medicina caseira aplica-o como estomacal, combatendo a dispepsia. As gestantes não a
devem usar.
Aperta-ruão: Os babalorixás a utilizam nas obrigações de cabeça; no caso dos filhos do
trovão é usada a nega-mina. Tem grande prestígio na medicina popular como adstringente.
As senhoras a empregam em banhos semicúpios, de assento, e em lavagens vaginais para
dar fim à leucorréia.
Azedinha – Trevo-azedo – Três-corações: É popularmente conhecida como três corações,
sem função ritualística. É empregada na medicina popular como combatente da disenteria,
eliminador de gases e febrífugo.
Caferana-Alumã: São utilizadas nas aplicações de cabeça e nos abô. Usado na medicina
popular como: laxante, fazendo uma limpeza geral no estômago e intestinos, sem causar
danos; é ótima combatente de febres palustres ou intermitentes; poderoso vermífugo e
energético tônico.
Cavalinha – Milho-de-cobra: Aplicada nas obrigações de cabeça, nos abô e como axé nos
assentamentos dos dois orixás. Não possui uso na medicina popular.
Eritrina – Mulungu: Tem plena aplicação nas obrigações de cabeça e nos banhos de
limpeza dos filhos de Xangô. Na medicina caseira é aplicada como ótimo pacificador do
sistema nervoso e, também, contra a bronquite.
Erva-das-lavadeiras – melão-de-São-Caetano: Não possui utilização nas obrigações do
ritual. O uso popular o indica como sendo de grande eficácia no combate ao reumatismo. É
vigoroso antifebril, debela ainda, doenças das senhoras, em banhos de assento.
Erva-de-São-João: Utilizada nas obrigações de cabeça e nos banhos de descarrego. A
medicina caseira, indica-a como tônico para combater as disenterias. Aplicam-se no
tratamento do reumatismo. Usa-se o chá em banhos.
Erva-grossa – Fumo-bravo: Empregada nas obrigações de cabeça, particularmente nos
ebori e como axé do orixá. A medicina caseira indica as raízes em cozimento, como
antifebril, as mesmas em cataplasmas debelam tumores. As folhas agem como tônico
combatendo o catarro dos brônquios e pulmões.
Mimo-de-vênus – Amor-agarradinho: Aplica-se folhas, ramos e flores, em banhos de
purificação dos filhos de Oyá. Muito usada na magia amorosa, circundando um prato e
metade para dentro do prato e metade para fora; regue a erva com mel de abelhas e arrie em
uma moita de bambu. Não possui uso na medicina caseira.
Morangueiro: Aplicação restrita, já que se torna difícil encontrá-la em qualquer lugar. O
povo a indica como remédio diurético, pondo fim aos males dos rins. É usada para curar
disenterias e também recuperar pessoas que carecem de vitamina C no organismo.
Mulungu: Empregada em obrigações de cabeça, em banhos de descarrego e nos abô. O
povo indica como pacificador dos nervos, propiciando sono tranqüilo. Tem ação eficaz no
tratamento do fígado, das hepatites e obstruções. Usa-se o chá.
Musgo-da-pedreira: Tem aplicação nos banhos de descarrego e nas defumações pessoais,
que são feitas após o banho. A defumação se destina a aproximar o paciente do bem.
Nega-mina: Inteiramente aplicada nas obrigações de ori, e nos banhos de descarrego ou
limpeza e nos abô. O povo a aplica como debeladora dos males do fígado, das cólicas
hepáticas e das nevralgias.
Noz-moscada: Seu uso ritualístico se limita a utilização do pó que, espalhado ao ambiente,
exerce atividade para melhoria das condições financeiras. É também usado como
defumador. Este pó, usado nos braços e mãos ao sair à rua, atrai fluidos benéficos. Não
possui uso na medicina popular.
Panacéia – Azougue-de-pobre: Entra nas obrigações de ori e nos banhos de descarrego ou
limpeza. O povo a aponta como poderoso diurético e de grande eficácia no combate à
sífilis, usando-se o chá. É indicada também no tratamento das doenças de pele, e ainda
debelar o reumatismo, em banhos.
Pau-de-colher – Leiteira: Usada em banhos de purificação de mistura com outras espécies
dos mesmos orixás. A medicina caseira a recusa por tóxica, porém pode perfeitamente ser
usada externamente em banhos.
Pau-pereira: Não é aplicada nas obrigações de ori, mas é usada em banhos de descarrego
ou limpeza. O povo a aplica nas perturbações do estômago e põe fim a falta de apetite. É
fortificante e combate febres interminentes, e ainda tem fama de afrodisíaco.
Pessegueiro: É utilizado flores e folhas, em quaisquer obrigações de ori. Pois esta propicia
melhores condições mediúnicas, destruindo fluidos negativos e Eguns. O povo a indica em
cozimento para debelar males do estômago e banhar os olhos, no caso de conjuntivite.
Pixirica – Tapixirica: Aplica-se somente o uso das folhas, de forma benéfica. O povo a
indica nas palpitações do coração, na melhoria do aparelho genital feminino e nas doenças
das vias urinárias.
Romã: Usada em banhos de limpeza dos filhos do orixá dos ventos. O povo emprega as
cascas dos frutos no combate a vermes intestinais e o mesmo cozimento em gargarejos para
debelar inflamações da garganta e da boca.
Sensitiva – Dormideira: Somente é utilizada em banhos de descarrego. O povo diz possui
extraordinários efeitos nas inflamações da boca e garganta. Utiliza-se o cozimento de toda a
planta para gargarejos e bochechos.
Taioba: Sem aplicação nas obrigações de cabeça. Porém muito utilizada na cozinha
sagrada de Xangô. Dela prepara-se um esparregado de erê (muito conhecido como caruru)
esse alimento leva qualidades de verduras mas sempre tem a complementá-lo a taioba. O
povo utiliza suas folhas em cozimento como emoliente; a raiz é poderoso mata-bicheiras
dos animais e, além de matá-las, destrói as carnes podres, promovendo a cicatrização.
Taquaruçu – Bambu-amarelo – Bambu-dourado: Os galhos finos, com folhas, servem
para realizar sacudimentos pessoais ou domiciliares. É empregado ainda para enfeitar o
local onde se tem Egun assentado. Não possui uso na medicina popular.
Tiririca : Sem aplicação ritualística, a não ser as batatas aromáticas, essas batatinhas que o
povo apelidou de dandá-da-costa, levadas ao calor do fogo e depois reduzidas a pó que,
misturado com outros, ou mesmo sozinho, funciona como pó de dança. Para desocupação
de casas. Colocados em baixo da língua, afasta eguns e desodoriza o hálito. Não possui uso
na medicina popular.
Umbaúba: Somente é usada nos ebori a espécie prateada. As outras espécies são usadas
nos sacudimentos domiciliares ou de trabalho. O povo a prestigia como excelente diurético.
É aconselhado não usar constantemente esta erva, pois o uso constante acelera as
contrações do coração.
Urucu: Desta planta somente são utilizadas as sementes, que socadas e misturadas com um
pouquinho de água e pó de pemba branca, resulta numa pasta que se utiliza para pintar a
Yawô. O povo indica as sementes verdes para os males do coração e para debelar
hemorragias.
Amado Irmão, lembre-se que seu Pai ou Mãe no Santo, que devem confirmar estas
ervas, com as ervas não devemos brincar, nem mesmo fazer uso das mesmas, sem
termos conhecimento..

ERVAS DE OXÓSSI

Acácia-jurema: Usada em banhos de limpeza, principalmente dos filhos de Oxóssi. É


também utilizada em defumações. A medicina popular a utiliza em banhos ou compressas
sobre úlceras, cancros, fleimão e nas erisipela.
Alecrim de Caboclo: Erva de Oxalá, porém mais exigido nas obrigações de Oxóssi. Não
possui uso na medicina popular.
Alfavaca-do-campo: Emprega-se nas obrigações de cabeça, nos banhos de descarrego e
nos abô dos filhos do orixá a que pertence. A medicina caseira aplica esta planta para
combater as doenças do aparelho respiratório, combate principalmente as tosses e o catarro
dos brônquios; preparado como xarope é eficaz contra a coqueluche. Usada em chá ou
cozimento das folhas.
Alfazema-de-caboclo: Conhecida popularmente como jureminha, a Alfazema é usada em
todas as obrigações de cabeça, nos banhos de limpeza ou abô e nas defumações pessoais ou
de ambientes. A medicina caseira usa os pendões florais, contra as tosses e bronquites,
aplicando o chá.
Araçá – Araçá-de-coroa: Suas folhas são aplicadas em quaisquer obrigações de cabeça,
nos abô e banhos de purificação. A medicina popular considera essa espécie como um
energético adstringente. Cura desarranjos intestinais e põe fim às cólicas.
Araçá-da-praia: Planta arbórea pertencente a Yemanjá e a Oxóssi. É empregada nas
obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos de purificação dos filhos dos orixás a que
pertence. No uso popular cura hemorragias, usando-se o cozimento. Do mesmo modo
também é utilizado para fazer lavagens genitais.
Araçá-do-campo: É utilizada em banhos de limpeza ou descarrego e em defumações de
locais de trabalho. A medicina popular emprega o chá contra a diarréia ou disenteria e
como corretivo das vias urinárias.
Caapeba-pariparoba: Muito usada nas obrigações de cabeça e nos abô para as obrigações
dos filhos recolhidos. Folha de muito prestígio nos Candomblés Ketu, pois serve para tirar
mão de zumbi. A medicina popular utiliza seu chá para debelar males do fígado, e o
cozimento das raízes para extinguir as doenças do útero. Surte efeito diurético.
Cabelo-de-milho: Somente o pé do milho pertence a Oxóssi; as espigas de milho em casa
propicia despensa farta. Quando secar troque-a por outra verdinha. O cabelo-de-milho é
muito usado pela medicina do povo como diurético e dissolvente dos cálculos renais. É
usado em chá.
Capim-limão : Erva sagrada de uso constante nas defumações periódicas que se fazem nos
terreiros. Propicia a aproximação de espíritos protetores. A medicina caseira a aplica em
vários casos: para resfriados, tosses, bronquites, também nas perturbações da digestão,
facilitando o trabalho do estômago.
Cipó-caboclo: Muito utilizada em banhos de descarrego. O povo lhe dá grande prestígio ao
linfantismo, por meio de banhos. Usada do mesmo modo combate inflamações das pernas e
dos testículos.
Cipó-camarão: Usada apenas em banhos de limpeza e defumações. O povo indica que, em
cozimento é de grande eficácia no trato das feridas e contusões.
Cipó-cravo: Não possui uso ritualístico. Na medicina caseira atua como debelador das
dispepsias e dificuldade de digestão. Usa-se o chá ao deitar. É pacificador dos nervos e
propicia um sono tranqüilo. A dose a ser usada é uma xícara das de café ao deitar.
Coco-de-iri: Sua aplicação se restringe aos banhos de descarrego, empregando-se as folhas.
A medicina caseira indica as suas raízes cozidas para por fim aos males do aparelho genital
feminino. É usado em banhos semicúpios e lavagens.
Erva-curraleira: Aplicada em todas as obrigações de cabeça e nos abô dos filhos do orixá
da caça. Na medicina popular é aplicada como diurético e sudorífico, sendo muito
prestigiada no tratamento da sífilis. Usa-se o cozimento das folhas.
Goiaba – Goiabeira: É utilizada em quaisquer obrigações de cabeça, nos abô e nos banhos
de purificação dos filhos de Oxóssi. A medicina caseira usa a goiabeira como adstringente.
Cura cólicas e disenterias. Excelente nas diarréias infantis.
Groselha – Groselha-branca: Suas folhas e frutos são utilizados nos banhos de limpeza e
purificação. A medicina popular diz que se fabrica com o fruto um saboroso xarope que se
aplica nas tosses rebeldes que ameaçam os brônquios.
Guaco cheiroso: Aplica-se nas obrigações de cabeça e em banhos de limpeza.
Popularmente, esta erva é conhecida como coração-de-Jesus. Medicinalmente, combate as
tosse rebeldes e alivia bronquites agudas, usando-se o xarope. Como antiofídico (contra o
veneno de cobra), usam-se as folhas socadas no local e, internamente, o chá forte.
Guaxima-cor-de rosa: Usada em quaisquer obrigações de cabeça e nos abô dos filhos do
orixá da caça. É de costume usar galhos de guaxima em sacudimentos pessoais e
domiciliares. Muito útil o banho das pontas. A medicina popular usa as flores contra a
tosse; as folhas são emolientes; as pontas, sementes e frutos são antifebris.
Guiné-caboclo: Utilizado em todas as obrigações de cabeça, nos abô, para quaisquer filhos,
nos banhos de descarrego ou limpeza, etc. Indispensável na Umbanda e no Candomblé. O
povo usa para debelar os males dos intestinos, beneficia o estômago na má digestão. Usa-se
o chá.
Hissopo – Alfazema-de caboclo: Aplicada nos ebori e nas lavagens de contas, do mesmo
modo é empregado nos abô para limpeza dos iniciados. É muito usado nas afecções
respiratórias, elimina o catarro dos brônquios. Usa-se o chá.
Incenso-de-caboclo – Capim-limão: Usada nas defumações de ambientes e nos banhos de
descarrego. O povo a utiliza para exterminar resfriados, minorar as bronquites e, também,
nas perturbações da digestão.
Jaborandi: De grande aplicação nas várias obrigações. A medicina popular adotou esta
planta como essencial na lavagem dos cabelos, tornando-os sedosos e brilhantes. Tem
grande eficácia nas pleurisias, nas bronquites e febres que tragam erupções. Usa-se o chá
internamente.
Jacatirão: Pleno uso em quaisquer obrigações. O seu pé, e cepa são lugares apropriados
para arriar obrigações. Não possui uso na medicina caseira.
Jurema branca: Aplicada em todas as obrigações de ori, em banhos de limpeza ou
descarrego e entra nos abô. É de grande importância nas defumações ambientais. A
medicina caseira indica as cascas em banhos e lavagens como adstringente. Em chá tem
efeito narcótico, corrigindo a insônia.
Malva-do-campo – Malvarisco: Seu uso se restringe aos banhos descarrego e limpeza. O
povo a indica como desinflamadora nas afecções da boca e garganta. É emoliente,
propiciando vir a furo os tumores da gengiva. Usa-se em bochechos e gargarejos.

Piperegum-verde – Iperegum-verde: Erva de extraordinários efeitos nas várias


obrigações do ritual. A medicina aponta-a como debeladora de reumatismo, usando-se
banhos e compressas.
Piperegum-verde-e-amarelo: Tem o mesmo uso ritualístico prescrito para o piperegum de
Oxóssi. Na medicina popular é o mesmo que piperegum-verde.
Pitangatuba: Usado em quaisquer obrigações de ori, ebori, lavagem de contas e dar de
comer à cabeça. A farmácia do povo indica em chá, nos casos de febres e também para
desobstruir os brônquios.
Medicina Indígena: da Magia à Cura

Criado por Roberto Engelmann & Vilmar Rodrigues Cubas © 2009 Todos os direitos
reservados.

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Ervas Quentes:
Angico, aroeira, arruda, jurema preta, urucum, garra do diabo,
folha do fogo, pára-raio, urtiga (lenho)

Verbos atuantes nas ervas quentes:


Purificar, sacudir, tremer, arder, endurecer, derreter, dissolver.

Ervas Mornas:
Barba de Velho, Barbatimão, Café Folha, Carapiá Raiz, Cipó
Cravo, Cipó São João, Hibisco Flor, Ipê Roxo, Manjericão Roxo,
Noz de Cola – Obi Seco, Pau Pereira, Quebra Pedra, Romã
Casca do Fruto, Beterraba folhas, Girassol flor, Lantana.

Verbos atuantes nas ervas mornas:


Equilibrar, racionalizar, reforçar, proteger, energizar..
As definições de ervas quentes, mornas e frias tem origem em
nosso trabalho e estão disponíveis em outras matérias do JUS.

Vale lembrar que as definições de Orixás, Tronos, fatores, verbos atuantes,


enfim, a Teogonia usada para esse trabalho, tem origem no fantástico
trabalho de Pai Benedito de Aruanda, entre outros mestres do astral, que
através da psicografia de Rubens Saraceni – que sem dúvida nenhuma é o
grande percussor e incentivador do nosso trabalho e de muito outros irmãos
- pôde nos abençoar com esse conhecimento, e servir de base para tudo isso.
O PODEROSO MEL.

Receitas
Vale ressaltar aqui que toda receita alternativa tem o poder de
acalmar e amenizar o problema. É importante sempre lembrar de
anotar os seus sintomas e procurar ajuda médica. Não nos
responsabilizamos pela ingestão das ervas, sem o devido
acompanhamento terapêutico.

Indicações:

FALTA DE APETITE

Receita: Limão Infusão

Preparo: Deixar em infusão em 300g de água fervente 15g de folhas


de limão, 20g de raiz de aipo,15g de tomilho e 50g de folha de
alcachofra. Quando o líquido ficar morno filtrá-lo e beber uma
xícara antes das refeições.
Referências: Plantas Medicinais - Editora Três

COMBATER A CASPA I
Receita: Máscara anti-caspas = Tomates

Preparo: Lave bem dois tomates bem maduros, retire as sementes e


bata no liquidificador ou na centrífuga com duas colheres de sopa
de vinagre de vinho branco. Espalhe nos cabelos e deixe por cerca
de vinte minutos, depois lave a cabeça normalmente. É indicado
para casos de caspa fina, se forem placas de caspa maiores, melhor
procurar um médico.
Referências: Sabedoria popular

COMBATER A CASPA II

Receita: Juá

Preparo: Raspe uma quantidade do entrecasco do "Juá", coloque


dentro de um recipiente com água fria e mexa até fazer espuma.
Lavar o cabelo 2 vezes por semana.
Referências: Sabedoria Popular

LIMPEZA E HIDRATAÇÃO DA PELE


Receita: Mel e Aveia

Preparo: Ponha em recipiente 3 colheres (sopa) de mel e 1 1/2


colher (sopa) de aveia em flocos, misture e passe no rosto fazendo
leves fricções durante 3 minutos, depois lave-o bem com sabonete
neutro. Repetir 1 vez por semana
Referências: Sabedoria popular

CÓLICAS MENSTRUAIS
Receita: Infusão de Calêndula

Preparo: Em 1 xícara de chá de água fervente, coloque 1 colher de


sobremesa das flores de calêndula. Abafe por 10 min. e coe. Tomar
2 xícaras do preparo diariamente nos 10 dias anteriores à
menstruação.
Referências: Revista Saúde é vital, especial. Nº 12

DOR DE BARRIGA, MAL-ESTAR, RIM, AZIA, FÍGADO E


ESTÔMAGO
Receita: Boldo
Preparo: Colher algumas folhas de boldo (5), lavar bem e amassá-
las, acrescentar água fervendo imediatamente para que a fusão não
destrua suas propriedades. Atenção: As pessoas deveriam tomar o
chá verificando a temperatura da xícara, se a sua mão não agüenta
segura-lá, não deveria tomá-lo. Por este motivo, no Oriente as
xícaras não tem cabo e fica mais fácil saber se o chá esta pronto
para ser ingerido sem danificar as propriedades da língua que nos
permite degustação.
Referências: Receita Caseira

AZIA, GASTRITE e ÚLCERAS ESTOMACAIS

Receita: Batatas
Preparo: Ralar 4 batatas cruas em um ralador comum, deve-se usar
a parte mais fina do ralo. Ao obter a massa da batata, esprema em
um pano limpo e coe. Deve-se tomar o suco da batata
imediatamente. Tomar uma xícara 3 vezes ao dia. O efeito será
melhor se for tomado 30 minutos antes das refeições, ou sempre
que sentir a queimação. O alívio é imediato.
Referências: Medicina Alternativa de A a Z.

ROUQUIDÃO e TOSSE

Receita: Xarope de Caraguatá e Guaco

Preparo: 1 kg de açúcar, 1 litro de água, 10 frutos de caraguatá


(planta de cerrado) e 5 folhas de guaco. Misture a água e o açúcar
até ferver. Coloque o caraguatá e as folhas de guaco e deixe ferver
por aproximadamente 1 minuto. Deixe esfriar e guarde num frasco
de vidro em local fresco.
Referências: Receita Caseira

RESFRIADO e GRIPE
Receita: Limão
Preparo: 01 limão galego (conhecido como laranjinha) cortar em
04 colocar em meio copo de água e ferver por 05minutos (tomar
morno).
Referências: Receita Caseira

INFLAMAÇÃO DA AMÍDALAS e FARINGITE


Receita: Chá Preto

Preparo: Um copo de chá preto morno com uma colher(sopa) rasa


de sal. Faça gargarejo de uma a três vezes ao dia.
Referências: Receita Caseira

INFECÇÕES NA GARGANTA, BOCA e VIAS


RESPIRATÓRIAS
Receita: Chá de Feijão Guandu

Preparo: Colher de 5 a 10 folhas do pé de feijão guandu e fazer um


chá. Tomar e fazer gargarejo à vontade. Alívio quase que imediato
da garganta e em dois dias as infecções saram.
Referências: Receita Caseira

ÚLCERA e GASTRITE
Receita: Folha de Couve com leite

Preparo: Triturar, no liquidificador, 1(uma) folha grande de couve


ou duas folhas pequenas junto com 1(um) copo de leite e, em
seguida coar. Tomar um copo do preparo, em jejum, pela manhã ao
acordar. Dependendo do estágio da doença, após duas semanas
estará cicatrizada ou em processo de cicatrização.
Referências: Receita Caseira

INSÔNIA

Receita: Alface e cascas de maçã

Preparo: Pegue 01 folha de alface e algumas cascas de maçã.


Coloque mais um ou menos um copo com água para ferver. Na
água fervente, coloque a folha de alface e as cascas de
maçã,deixando a infusão repousar por alguns minutos numa vasilha
com tampa. Se quiser pode adoçar, devendo-se tomar o chá morno.
Referências: Sabedoria Popular

RUGAS, MANCHAS e SARDAS


Receita: Aplicação alimentar e cataplasma

Preparo: Incluir na alimentação frutas e hortaliças que contenham


vitamina A (brócolis, abóbora, mamão, manga, pêssego, melão,
etc.) Aplicar na superfície da pele a parte interna da casca de
mamão, durante uma hora por dia (cataplasma). Tomar uma xícara
de chá de suco de cenoura com pimentão-vermelho, uma hora antes
do almoço, num prazo máximo de 15 dias. Fazer cataplasma de
creme caseiro do pepino durante uma hora por dia.
Referências: Extraída do livro "Viva Melhor" de Luis C Costa

ROUQUIDÃO e AFONIA
Receita: Gargarejo = Tomate verde

Preparo: Fazer 3 vezes ao dia gargarejo com suco de tomate verde


(liquidificar um tomate verde com um copo de água e uma pitada
de sal). Coar o suco e fazer imediatamente o gargarejo. Alimentar-
se de 300 a 500 g de abacaxi no desjejum ou tomar o suco. Não
comer nenhum alimento no prazo mínimo de 3 horas.
Referências: Extraída do livro "Viva Melhor"

HEMATOMAS
Receita: Cataplasma = Tomate maduro

Preparo: Aplicar cataplasma de tomate maduro no local de 2 horas


cada, quantas vezes forem necessárias. Ao deitar colocar sobre o
hematoma a parte interna da casca da banana deixando-a um tempo
médio de 2 a 3 horas.
Referências: Sabedoria Popular

GASTRITE

Receita: Mamão, caqui, melão ou pinha


Preparo: Usar no desjejum de 300 a 500g de mamão, caqui, pinha
ou melão(não misturar, mas alternar diariamente), de 15 a 20 dias.
Tomar nos intervalos das refeições uma xícara de suco de batata
inglesa (manhã) e uma xícara de suco de couve(tarde). Tomar chá
de camomila ao deitar. Não se alimentar com alimentos oleaginosos
nem ácidos como: abacaxi, caju, tangerina, laranja, romã, ameixa,
acerola, abacate, castanha, coco, azeitona, etc. Não comer carnes,
pescados e frituras.
Referências: Sabedoria Popular

ARTRITE e REUMATISMO
Receita: Pimenta Vermelha

Preparo: Pega-se 100ml de álcool a 60º e coloca-se em infusão


com 6 pimentas vermelhas por cerca de 2 dias. Filtra-se e pincela-se
com o líquido as regiões atingidas. O resultado será excelente.
Referências: Sabedoria Popular

VERMES INTESTINAIS
Receita: Semente de Abóbora

Preparo: Deixa-se de molho 50 a 80g de semente de Abóboras


moídas durante 12hs. Mistura-se um ovo, mexe-se bem e toma-se
em seguida em jejum, durante 2 dias. Não tomar café da manhã .
Referências: As plantas curam

TOSSE, ROUQUIDÃO, BRONQUITE e ULCERAÇÕES NA


PELE
Receita: Couve

Preparo: Ferva uma folha de couve em uma xícara de leite adoçado


com mel. Depois é só coar e tomar.
Para aliviar ULCERAÇÕES NA PELE: Prepare uma compressa
com a folha macerada com 1 colherinha (café) de ácido bórico.
Referências: Sabedoria Popular

ANTI-INFLAMATÓRIO AMÍDALAS e FARINGITE


Receita: Chá de casca de romã