FERREIRA, Juca - Discurso de Posse

Discurso de posse de Juca Ferreira

12.01.2015
Brasília, 12 de janeiro de 2015
Bom dia a todos e a todas!
Quero agradecer este carinho, esta manifestação de expectativa positiva no meu
trabalho como ministro. É evidente que isso é um reconhecimento do que já foi feito
como ministro no governo Lula, tenho muito carinho por isso, por esse apoio. Então
queria, em primeiro lugar, agradecer a presença de vocês, agradecer a presença de
representantes do corpo diplomático, dizer que tenho a intenção de fortalecer as
relações culturais do Brasil, como parte da nossa diplomacia, com os nossos irmãos da
América Latina, da América do Sul, com países africanos, árabes, com a Europa, os
Estados Unidos. Um país que tem a importância que o Brasil tem no mundo não pode
descuidar das relações culturais com os outros países.
Então, queria saudar e reconhecer na presença de vocês aqui o início de um trabalho
conjunto para que a gente de fato ultrapasse os limites atuais e constitua uma
diplomacia cultural que não é só apresentar a cultura brasileira no exterior, mas é
também receber com muito carinho o que é produzido pelos outros povos.
Queria saudar os ministros aqui presentes, o apoio que significa esse conjunto de
representação do governo. Queria agradecer, em nome de todos, na figura do
ministro Mercadante, que tem manifestado todo apoio para que eu possa fazer o
trabalho da melhor maneira possível. Então essa presença dos ministros aqui me é
cara, principalmente porque a cultura tem interface com praticamente todas as
dimensões da vida humana, e como ele representa outras políticas públicas, outras
realizações de direitos. Em parte, o que vou fazer depende da relação institucional
com os outros ministérios. Queria então ressaltar isso e dizer que vamos trabalhar
juntos e procurar fazer o melhor possível.
Eu queria agradecer à minha mulher Celina, a meu filho Vicente, à minha filha
Dandara, só não está aqui o pequenininho que fez ontem quatro anos, que um evento
desse tipo é muito maçante para ele e ele iria quebrar o protocolo excessivamente.
Queria também saudar a secretária-executiva do Ministério da Cultura, Ana Cristina,
que acaba de se manifestar; Carlos Gabas, que já é meu amigo e está me convidando
para dar um passeio de moto; Tereza Campello, ministra do Desenvolvimento Social e
Combate à Fome; Arthur Chioro, ministro da Saúde, com quem temos também
possibilidades de trabalho. Quando era ministro, fortalecemos muito a relação do
Ministério da Saúde com o atendimento a pessoas portadoras de distúrbio mental. Foi
muito importante a experiência da cultura e da arte como um instrumento de
recomposição e reestruturação da subjetividade de algumas pessoas.

com quem já combinamos de ter parcerias. mas é com enorme alegria e profundo senso de responsabilidade que chego para este reencontro. que trabalha comigo e que vai ser um apoio importante. não há possibilidade de sucesso de políticas publicas de cultura se nós não tivermos de fato uma valorização dos que trabalham no Ministério. Vinícius Lages.O ministro do Turismo. autor de uma das letras mais bonitas da nova canção baiana. os presidentes das vinculadas da secretaria. Como Dilma. não sei se ela notou como foi bem aplaudida pela área cultural. A reeleição da presidenta Dilma Rousseff é a confirmação de que este desejo permanece vivo. Não precisaria dizer porque é visível. Queria saudar os secretários estaduais e municipais na figura do secretário Jorge Portugal. o senador Donizeti Nogueira. poeta. todos os secretários do Ministério. que é um bastião da cultura dentro do parlamento. ministra das Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República. Queria saudar também todos os funcionários e trabalhadores do Ministério da Cultura. que tantas paixões alimenta em seus filhos. uma dimensão importante no nosso tempo e temos garantia de trabalho juntos. Miguel Rosseto. A relação é intrínseca porque a contribuição dos africanos que vieram escravizados para o Brasil foi e é fundamental para a singularidade cultural brasileira. É preciso. decidido a promover mais mudanças e a avançar criativamente na agenda de suas reformas estruturais. também queria saudá-lo. Garantir o desenvolvimento cultural para todo o povo brasileiro é fundamental. fiz oposição à ditadura e a ela sobrevivi. o convite que me foi feito pela presidenta da República. Eleonora. O Brasil foi o grande sonho de nossa geração e continua nos inspirando a não fugir da luta. Queria em nome dele saudar toda a equipe que está possibilitando que a transição seja a melhor possível e que eu tenha a possibilidade de já hoje mesmo começar a trabalhar. fé em nosso povo e esperança em nosso futuro comum. da Secretaria de Cultura da Bahia. Como Dilma. tenho profundo amor pelo Brasil. que é Alegria da Cidade. com quem construímos uma amizade durante a campanha e por quem tenho muito respeito e admiração. Queria saudar também a deputada Jandira Feghali. o povo brasileiro soube soberanamente fazer suas escolhas. pulsando no coração dos brasileiros. recompor e possibilitar construir de fato um país de iguais dentro das suas singularidades. com quem também desenvolvemos uma amizade grande na reflexão sobre as questões estratégicas do brasil e eu defendo que a cultura é uma dimensão estratégica do Brasil. Aceitei. demais autoridades. Mais uma vez. honrado e orgulhoso. De um país que hoje é muito mais orgulhoso de si. numa parceria entre nós. também me comove pensar que uma geração de sobreviventes venceu e permanece na luta pela construção desta democracia popular. ministra da Secretaria da Política para as Mulheres. mestiça e tropical. o presidente Lula convidou Gil para um reencontro do Brasil consigo mesmo. Nilma Gomes. a imprensa presente. . o embaixador Samuel Pinheiro. Como Dilma. o secretario Guilherme Varela. Em 2003.

ao estabelecer os laços da vida social. banalizamos a violência. recebemos a sinalização da presidenta da República de que a educação é a grande prioridade deste seu novo mandato. É muito bom! E é melhor ainda fazê-lo olhando pra frente. mudança de comportamento.Nosso projeto coletivo de nação já superou barreiras históricas. como algo inerente ao próprio ser humano. É a cultura que dá liga à cidadania. a homofobia. É ela que nos torna brasileiros. No momento em que o mundo assiste a uma situação dramática de radicalização de extremismos. sensibilidade e visão de mundo. de norte a sul deste país. todas as áreas do conhecimento. . A cultura deve ser parte central do país democrático e plural que queremos. Uma grande nação precisa ter um desenvolvimento cultural à altura de sua grandeza. Mas a redução das desigualdades econômicas não basta! É preciso avançar com firmeza e determinação também na redistribuição do poder simbólico e político no Brasil com a democratização da produção e do acesso ao conhecimento e à cultura. A cultura se afirma como um dos elementos constitutivos da própria democracia. reduzimos drasticamente a extrema pobreza e reconquistamos o direito de sonhar. É ela quem qualifica e dá sentido à experiência humana. a xenofobia e todas as demais formas de segregação cultural. Estamos vencendo a fome. Entendida deste modo. Promovemos uma das maiores mobilidades sociais que se tem notícia na história. Nos tornamos referência mundial na redução das desigualdades. o machismo. o preconceito social e regional. a cultura se coloca na centralidade da agenda pública contemporânea. A pluralidade é nossa singularidade. Que contemple a igualdade de oportunidades para todos e que seja pautada no mais amplo respeito às diferenças e singularidades. Também queremos uma democracia vigorosa. Presentes não apenas na vida material. É muito bom estar de volta. São muitos os fantasmas culturais que ainda assombram as nações democráticas. ampla e profunda no Brasil. A produção e fruição cultural se qualificam a partir de práticas educacionais abrangentes e inovadoras. Todos eles estão a nos exigir uma revolução cultural. O Brasil já é uma das maiores economias do mundo. o racismo. mas também na experiência sensível. Somente a cultura pode agregar valor ao desenvolvimento e abrir caminho para a inovação no seio da sociedade. nossa magnitude populacional e a gigantesca diversidade da nossa produção cultural e artística são verdadeiros tesouros nacionais. é preciso enfrentar também aqui discursos de ódio. Com entusiasmo. Não existe educação democrática e libertadora sem o que a cultura pode oferecer. Na verdade. permeando todos os campos da vida social.

o Vale Cultura começou a se tornar realidade! Estamos comprometidos com a aceleração de seu processo de implantação. tenho certeza que a nova equipe econômica. uma disputa de sentido. será sensível a essa necessidade. As escolhas que o século XXI exige de nós não são as mais fáceis. que se forma uma cultura política. Além do apoio de nossa presidenta. de antemão. Reassumo revigorado. devotei minha vida à cultura e ao meio ambiente. Nas últimas décadas. que a superação de um modelo de civilização que estabelece relação predatória e insustentável com o planeta exige engajamento de todos nós. Sem orçamento público e gestão qualificada não conseguiremos realizar nossos anseios. Será um grande passo conquistar a aprovação da PEC da Cultura. tornando-o um importante instrumento de ampliação do acesso à cultura e de dinamização do mercado cultural interno. definidores de um novo momento para as políticas culturais de nosso país. libertário e inovador. tema que me é muito caro. uma disputa simbólica e de valores. E é por via da cultura política que o exercício da vida pública se qualifica de modo republicano e democrático. Reafirmamos nossos compromissos com as três dimensões das políticas culturais: cultura como dimensão simbólica. de todos os artistas. Que passou a reconhecer a nossa diversidade cultural como elemento estratégico da construção do Brasil no século XXI.O entendimento da cultura como elemento central do desenvolvimento me aproximou do prefeito de São Paulo: Fernando Haddad. Conto com a ajuda dos criadores. não por acaso. Nos últimos dois anos. ex-ministro da Educação do Brasil. . cultura como direito de todos e a cultura como uma economia importante. sobretudo no Brasil. Como disse o rapper Gog: o pré-sal é o nosso pré-sol. Recursos do pré-sal poderão ser. Convencido de que foi o fôlego e a resistência de um projeto coletivo que me trouxeram de volta para levar adiante a política cultural que iniciamos em 2003. de uma mudança de mentalidades e comportamento que a cultura pode promover. ativistas e fazedores de cultura para ampliarmos a capacidade de realização do Ministério. As políticas culturais que nasceram com o presidente Lula passaram a ser reconhecidas nacional e internacionalmente pelo seu aspecto inclusivo. precisamos. Neste momento da história da humanidade. A experiência da política é. Por isso afirmo. É precisamente através dela que se atribui dimensão ética e estética à vida pública. num futuro breve. nas sociedades democráticas. Há doze anos iniciamos uma jornada que colocou a cultura no centro do projeto de nação. É este entendimento da cultura como elemento central da própria experiência democrática que me traz novamente ao posto de ministro da Cultura do Brasil. ainda que desafiada a promover um ajuste fiscal em nosso país.

O ambiente digital se desenvolve e se transforma rapidamente. Implementaremos a Lei que prevê a supervisão do Estado sobre as atividades de gestão coletiva de direitos autorais. muitas vezes. produtores e grupos culturais. oferecendo toda a liberdade criativa para as novas mídias.O audiovisual brasileiro já tem hoje uma das políticas setoriais mais robustas do mundo. que mesmo nos ambientes mais vulneráveis. têm proporcionado a estas populações. a comunicação deve ser entendida como um direito essencial para a realização plena dos direitos culturais. só poderia se dar causando prejuízos para os criadores. Essa lei foi uma conquista da mobilização de autores e artistas. a única oportunidade de deleite estético e de acesso à cultura. e nossas leis devem acompanhar as novas práticas sociais que surgiram com as novas tecnologias para termos condições de garantir. Retomaremos a agenda de modernização da legislação de direito autoral. que entenderam que o Estado pode e deve auxiliar os criadores na garantia de seus direitos. A modernização da legislação pode beneficiar tanto aos criadores quanto atender às demandas dos cidadãos de acessar e compartilhar cultura e conhecimento. Reafirmamos o compromisso com o Plano Nacional de Cultura. reafirmo nosso compromisso com dezenas de milhares de artistas. O próximo mito a cair será aquele que duvida que a ampliação do acesso aos bens culturais. . os direitos dos autores no Brasil. de fato. e nos possibilita criar fluxos muitos mais horizontais e transparentes de gestão da política pública em rede. O ambiente digital pode sim ser regulado de forma que os criadores tenham novas formas de remuneração pelo seu trabalho criativo. respondendo à tarefa imposta pelo Marco Civil da Internet. proporcionada pelo ambiente digital. garantindo o melhor aproveitamento público do ambiente digital. Acredito na complementariedade de papéis e na colaboração institucional entre a Secretaria do Audiovisual e a Agência Nacional do Cinema. O audiovisual que o Brasil financia precisa estar acessível a todos os cidadãos. Reassumindo como ministro da Cultura do Brasil. Assim caiu um primeiro mito. O grande desafio deste novo período que se abre é justamente vencer o gargalo da exibição e da circulação dos conteúdos. instrumento central de planejamento de médio e longo prazo das políticas culturais. linguagens e estéticas que emergiram nos últimos anos. Esta lei abre o horizonte para uma maior segurança jurídica no relacionamento entre organizações da sociedade e o Estado. em meio à pobreza e à violência. Volto ao MinC com a Lei Cultura Viva vitoriosamente aprovada por força de mobilização da sociedade. redefinindo a própria cultura. Neste contexto. e que surgirão nos próximos.

Esses movimentos representam um novo impulso democrático inspirado naquele esforço de participação . de todas as regiões. Precisaremos de um esforço de planejamento capaz de dotar o Ministério da Cultura das condições de realização de sua missão institucional. do fomento à realização das Conferências de Cultura. Em São Paulo. Não tenham dúvidas disso. Eu acredito em um Estado eficiente e eficaz. a cultura digital. Faremos um esforço conjunto com o Congresso Nacional nos próximos meses para aprovação do ProCultura. Nada. O momento é de construir um pacto que una amplos setores da cultura brasileira. é um pressuposto de nossa gestão. da orgulhosa mestiçagem das culturas que aqui coexistem e que mutuamente se transformam neste nosso país do remix. Trago da experiência anterior a convicção de que o Brasil precisa de uma vigorosa para as artes. com a ativação de um Gabinete Digital cujo intuito será o de dar transparência absoluta a nossos atos e de ser uma interface de cogestão. mas também lançando mão dos muitos mecanismos contemporâneos de construção e deliberação on-line. dos valores à economia da cultura. e foi. o design. Isso também nos coloca na dianteira de uma interlocução que queremos estreitar na nova gestão: o nosso diálogo com as redes políticos-culturais e os movimentos de novo tipo que emergiram no país durante os últimos 12 anos. bem como a moda. Essa abertura será exercida não apenas por meio de uma reativação vigorosa do Conselho Nacional de Políticas Culturais. Queremos mais investimento na cultura e esta também deve ser uma das responsabilidades sociais da iniciativa privada.Precisamos aprimorar o sistema de financiamento da cultura. das demandas por melhoria nas condições de trabalho e remuneração. surgida do encontro entre todas as humanidades. portanto. É por via deste caminho que afirmaremos definitivamente o Brasil como uma potência estética global. tanto no nível da produção. Diálogo. com os cidadãos. Estou a par de muitas das dificuldades enfrentadas pelos servidores. aos conhecimentos. pela presença constante no diálogo com o parlamento. a cultura alimentar. antes da posse. aberta e colaborativa. a arquitetura. articulados em torno de um projeto de desenvolvimento e democratização de todas as artes. às expressões identitárias. diálogo". nada deve ficar de fora de nossa atenção: da literatura às artes visuais. diálogo. E o realizaremos por meio de um amplo programa de participação social. à memória. assim que cheguei para assumir a Secretaria de Cultura do prefeito Fernando Haddad. qualificando e modernizando a gestão. Sempre fui um defensor do diálogo como tecnologia de construção democrática. Mas queremos que essa conta seja paga com responsabilidades partilhadas. lançamos um programa chamado #ExisteDialogoemSP. A cultura brasileira não pode ficar dependente dos departamentos de marketing das grandes corporações. disse que minha marca seria "diálogo. Da primeira vez que fui ministro. quanto da fruição. em escala nacional e com efetiva capacidade de penetração em todos os territórios e rincões do país. Essa será uma luta que teremos que enfrentar juntos.

e onde se realizam as principais disputas de modos de vida do Brasil contemporâneo. preservação e livre circulação. reconvocadas a colaborar com o Brasil. unindo estes esplendorosos Brasis. exclusões e ações predatórias. do futebol de várzea e do carnaval de rua. dos mestres da tradição e dos intelectuais. Quero agora poder contar com o apoio e a parceria desse universo renovador na construção de soluções e alternativas para a efetivação de nosso projeto republicano de cultura. juventude e na interlocução com os povos indígenas. Agora. de Yemanjá e d'Oxum. de Tupã e de Iara. de Aparecida do Norte e do Ilê Axé Opó Afonjá. A arte é aquilo que nos permite ver além. Reafirmo o lugar do Ministério na interlocução atenta com os demais movimentos sociais. O MinC volta a ser o espaço da experimentação de novos rumos! O MinC está de volta para o futuro. das raízes tradicionais e da nova ousadia criativa. fazer e definir obras. dos cientistas e das tribos urbanas. O Brasil de Jesus e de Oxalá. produção. ouvir e sentir é papel do cidadão. difusão. dos pescadores e dos industriais. criar condições de acesso. O Brasil dos grandes artistas e das pequenas trupes de circo. das orquestras sinfônicas e das folias de reis. Escolher o que ver. Estou caminhando para o fim dessa fala inaugural. estudantes. dos artesãos e dos hackers. saúde. onde se concentra a maioria de nossa população. da imaginação e da invenção. com os que lutam por moradia. da juventude negra e do baile funk. Principalmente frente aos desafios próprios das cidades de médio e grande porte do nosso país. O lugar da memória e da inovação. sabendo que ela é só o começo de uma longa jornada. é o meio pelo qual acessamos a essência e a transcendência do humano. temas e estilos é papel dos artistas e de quem produz cultura. O Brasil democrático precisa garantir o lugar da nossa população indígena. suas culturas e modo de vida. Criar. democratizar o acesso aos bens e serviços culturais: essa é a responsabilidade do Estado democrático. de Serra Pelada e do Cariri. regular as economias da cultura para evitar monopólios. Também espero construir uma relação virtuosa com os artistas e os criadores culturais. do Céu do Mapiá. direitos humanos. O Brasil do Xingu e de Vila Mimosa. de Brasília Teimosa e de Xapuri. com os camponeses. educação.que realizamos durante nossa gestão anterior. E isso que vou dizer é o manifesto como entendo isso. do acarajé e do tucupi. O Brasil das aldeias indígenas e das lan houses. de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos. Volto pedindo licença para andarilhar entre nosso povo. Nada mais equivocado do que acreditar que a ampliação do conceito de cultura reduz o lugar da arte no projeto estratégico que vamos empreender. Viva o povo e a cultura brasileira! Assessoria de Comunicação Ministério da Cultura .

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