Você está na página 1de 164

ORDINÁRIO E DEVOCIONÁRIO DA SANTA MISSA

ORDINÁRIO E DEVOCIONÁRIO DA SANTA MISSA

2

INDICE

POR QUE IR À MISSA AOS DOMINGOS?

3

RITO DA MISSA CELEBRADA COM O POVO

6

ORAÇÃO

EUCARÍSTICA

I ........................................................................................

20

ORAÇÃO EUCARÍSTICA II

30

37

ORAÇÃO

EUCARISTICA

45

DEVOCIONÁRIO DA SANTA MISSA

61

  • 1. ORAÇÃO PARA ANTES DA COMUNHÃO

61

  • 2. ORAÇÃO PARA DEPOIS DA COMUNHÃO

75

  • 3. AS MAIS BELAS PALAVRAS ESCRITAS SOBRE A SANTA MISSA

84

  • 4. CATECISMO DA SANTA MISSA

88

  • 5. MILAGRES EUCARÍSTICOS

104

MILAGRES EUCARÍSTICOS

104

  • 6. ORAÇÕES E TEXTOS EUCARÍSTICOS

123

  • 7. HISTÓRIAS RELACIONADAS COM A SANTA MISSA E A EUCARISTIA 141

  • 8. EXAME PARA A CONFISSÃO

............................................................................

148

3

POR QUE IR À MISSA AOS DOMINGOS?

Nunca me esqueço a primeira vez que li estas palavras de S. Leonardo que me gravaram profundamente no meu coração:

“Vale mais assistir devotamente uma Missa do que jejuar o ano inteiro de pão e água!”.

Na altura era um sacerdote recém ordenado e por graça deste sacramento tinha um imenso respeito pela Santa Missa e um grande desejo de aprofundar no seu mistério. Essas palavras de S. Leonardo reverberaram na minha alma como que dizendo:

“É isso mesmo! A Missa tem um valor extraordinário, indizível. Pena que poucas pessoas o saibam. Eu mesmo ainda tenho muito que aprofundar. Imagine só passar trezentos e sessenta e cinco dias num ano se alimentando apenas de pão e água. Deve ser ter- rível! E assistir devotamente uma Missa vale mais do que isto! Quanto deve valer uma Missa!”

De fato a Missa é um grande mistério. O que ocorre a partir do momento em que se inicia o Sacrifício da Missa é indescritível. Imaginem que por algum poder sobre humano pudéssemos ao cruzar uma porta ou um túnel entrar numa outra dimensão. Co- mo o túnel do tempo naquele famoso seriado dos anos oitenta que transportava os que entravam dentro dele para uma outra época histórica. Ou aquele arco num filme, também dos anos oitenta, que transportava os que passavam por ele para uma outra galáxia habitada por seres extraterrenos. Pois, o que ocorre na Santa Missa, apoiados na fé, na doutrina da Igreja e nos ensinamentos dos santos, é exatamente isso 1 . A Missa é um túnel que nos transporta não só para dois mil anos atrás, para o momento em que Cristo morreu na Cruz, como nos faz estar em presença da Santíssima Trindade, de Nossa Senhora, de S. José e todos os santos que estão no Céu; assim como de todos os anjos, queru-

bins, serafins, miríades e potestades, etc; assim como de todas as almas que estão no Purgatório que a assistem devotamente espe- rando pelos frutos de cada Missa para serem purificadas dos seus pecados e assim irem o quanto antes à glória eterna. As almas que estão no Céu, por outro lado, alegram-se imensamente quan- do começa uma Santa Missa, pois ainda estão pasmas de verem que por ela nos veio a salvação e a salvação de cada ser humano que passou por esta terra e vêem nela o grande momento de lou- var a Deus e de pedir por cada um de nós que está a caminho da pátria definitiva.

Justamente por isso, S. João Maria Vianney, o famoso Cu- ra d’Ars, dizia que o Céu se abre quando se inicia cada Missa. Os anjos se alegram. Para a Santa Missa pode-se aplicar perfeita- mente aquelas palavras que S. Paulo utilizava na Carta aos He- breus: “Vós não vos aproximastes de uma realidade palpável ( ) ... mas vos aproximastes do Monte de Sião, e da cidade do Deus vi- vo, da Jerusalém celeste, de milhões de anjos reunidos em festa e da assembléia dos primogênitos, cujos nomes estão inscritos nos

Céus, e de Deus, o Juiz de todos, e dos espíritos dos justos que chegaram à perfeição, e de Jesus, Mediador de uma Nova Aliança,

e do sangue da aspersão mais eloqüente que o de Abel” (Heb 12,

18-24).

Agora podemos nos perguntar: por que Deus nos transpor- ta para o momento da sua morte junto com os eleitos do Céu e as almas do Purgatório? A resposta é simples. A Missa é como um grande tesouro. Todos nós precisamos dele para sobreviver, para ter forças para alcançar o Céu. Cada vez que vamos à Missa po- demos pegar quantos lingotes de ouro quisermos, sem pagar na- da, para nós e para todas as pessoas que desejarmos. Sem esses lingotes de ouro, fica muito difícil viver e salvar-nos. Quem não se aproximaria de uma praça pública todo domingo sabendo que lá estão sendo distribuídos gratuitamente lingotes de ouro? A dife- rença, no caso da Missa, é que o que é distribuído é infinitamente maior do que uma barra de ouro. São os dons divinos. Os dons dAquele que criou o ouro, nós, e tudo o mais.

4

A Missa é um grande, um enorme tesouro, um tesouro in- calculável. Além disso, a Missa é um momento em que Deus conta de modo especialíssimo para salvarmos o mundo. O que significa isto? Imaginem que agora mesmo estivéssemos ao lado de Nossa Senhora, há dois mil anos atrás, presenciando a morte de Cristo. Imaginem que Deus olhasse para nós e dissesse do alto da Cruz:

“Meu filho, minha filha, chegue mais perto. Fique ao lado da mi- nha mãe, da tua mãe, como você já ficará sabendo daqui a pou- co 2 . Acompanhe a mim e à minha mãe a salvar o mundo. Veja só, são tantos que não me adoram, apesar de Eu tê-los criado. São tantos que não agradecem, apesar de Eu sustentá-los na vida e dar a cada um todos os dons que tenho. São tantos que estão que me expulsaram da sua alma e ainda estão me ofendendo diaria- mente, apesar de não fazer nenhum mal a eles. Apesar de mostrar por muitos modos que eu sou o seu Pai e Criador. Ajuda-me a pedir perdão por eles. São tantos que precisam dos meus dons e não há ninguém que pede por eles. Ajuda-me a pedir por eles e por aqueles que já me pedem, mas precisam de mais graças, de mais súplicas. Ajuda-me a pedir pela saúde daqueles que estão enfermos, ajuda-me a pedir por aqueles que estão abandonados e não têm amor na terra, ajuda-me a pedir por aqueles que perde- ram a família, por aqueles que estão obstinados na incredulidade, que não querem abrir o seu coração a Mim que sou Água viva 3 , que sou a Luz do mundo 4 , que dou cem vezes mais do que o mundo dá 5 . Ajuda-me a pedir por aqueles que estão há tantos anos sem se confessarem; se afastaram de Mim e já se esquece- ram de quanto a minha presença traz felicidade. Como eu gosta- ria que pedissem perdão através do sacramento da confissão para lhes poder comunicar novamente os meus dons. Ajuda-me a pedir por tantos e tantos dons que os meus filhos precisam e, sobretu- do, a salvação”.

É isso que Deus quer que façamos em cada Missa! De um modo misterioso nos transportamos ao Calvário para “morrer” junto com Cristo. Para oferecer as nossas obras da semana e co- locá-las na patena junto com a Hóstia de Nosso Senhor. Oferecer a nossa vida, a nossa alma, o nosso coração nos momentos que dura a Missa para ajudar Cristo a rezar pelas almas, obter o auxí- lio que necessitam, conduzi-las à salvação. Devemos fazer isso

não só porque Cristo nos pede, mas porque como nos ensina S. Paulo, pertencemos a um Corpo Místico, o Corpo Místico de Cris- to. Onde Cristo é a cabeça e nós somos os membros. E tudo que Cristo faz, nós fazemos junto. Por isso, o sacerdote, depois do Ofertório, quando se volta para o povo, diz: “Orai irmãos e irmãs para que o nosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo podero- so”. Assim, não é só Cristo que se oferece na Cruz, mas somos, devem ser, todos nós.

Só pelo que dissemos até agora, a Missa já teria um valor incalculável. Mas é ainda maior. Nela, no final, recebemos o pró- prio Deus como alimento. Receber os dons divinos já é uma graça superior a todos os bens terrenos. Mas receber a Hóstia consa- grada é a maior graça que existe. Pois nela recebemos o autor da graça, o Criador do Céu e da terra, a fonte de todos os dons divi- nos. Por isso que a Missa tem também esse aspecto festivo e é celebrada com cânticos, com imensa alegria. A alegria de entrar- mos na Casa de Deus, a alegria de passarmos uns momentos, de modo especialíssimo, junto com a Santíssima Trindade, a alegria de receber o próprio Deus na nossa alma.

Tendo presente tudo o que dissemos acima, se entende que os primeiros cristãos dissessem que não podiam viver sem a Mis- sa. Vale a pena que lembremos esta história.

No século III o imperador Galério, numa perseguição desfe- rida contra à Igreja, proibiu todas as manifestações de culto e or- denou que se fechassem todos os templos. Os soldados do impe- rador prenderam 34 homens e 19 mulheres porque foram pegos assistindo à Santa Missa. Compareceram todos à presença do imperador, e este, ao saber do "crime", mandou açoitar um deles. Nisso, uma jovem cristã se aproximou do imperador e lhe disse:

- Por que você só açoitou um de nós. Todos nós somos cris- tãos. Todos nós estávamos assistindo à Missa. O imperador in- dignou-se e mandou açoitá-la também.

Em seguida, um senhor mais velho também se aproximou do imperador e lhe com dignidade:

5

  • - Por que você nos pune? Não somos ladrões nem assassi- nos. Nós cumprimos a lei de Deus.

  • - Não existe outra lei além da minha -disse o imperador-, perturbado com o domínio e segurança daqueles cristãos.

As torturas a que foi sujeitando uns e outros não só não os intimidavam, mas os acendiam mais e mais no zelo e no desejo de serem testemunhas de Cristo.

Aproximou-se ainda outro e lhe disse:

  • - Eu também sou discípulo de Cristo. Era na minha casa que a Missa estava sendo celebrada.

  • - E por que você deixou que isto acontecesse, conhecendo a minha proibição?

    • - Porque nós acreditamos que acima da autoridade de Cé-

sar, está a autoridade de Deus. E, além disso, nós, cristãos, não podemos viver sem a Missa.

Esgotado e com a sensação de fracasso, o imperador orde- nou que os encarcerassem no calabouço e os deixassem morrer

de fome. E assim aconteceu; tudo porque “não podiam viver sem a Missa”. Que bom seria que também pudéssemos dizer o mesmo,

fruto de um aprofundamento no seu mistério, e como todo misté- rio, nunca o abarcaremos totalmente. Essa é a sensação que te- mos, aos olhos da fé, quando estamos diante da Missa: estamos diante de um grande mistério que se confunde com o mistério de Deus, do seu amor, das suas obras. Não podemos entendê-lo completamente, mas sim podemos admirá-lo e compreendê-lo ca- da vez mais. Que este livro seja uma ajuda neste sentido.

Convido agora a todos a entrar neste mistério. Acompanha- remos cada passo da Santa Missa imaginando o que estaria acon- tecendo naquele momento. Serviremos para isso de palavras e imagens. Que estas palavras e imagens sejam apenas um empur-

rão para se mistério.

alcançar, com a ajuda da graça, a plenitude deste

6

RITO DA MISSA CELEBRADA COM O POVO

RITOS INICIAIS

Terminado o canto da entrada, toda a assembléia, de pé, faz o sinal da cruz, enquanto o sacerdote diz:

Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. T: Amém* .

Daqui em diante a letra S significa sacerdote e a letra T, todo o povo.

O sacerdote saúda o povo:

  • a) A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do

Espírito Santo estejam convosco.

  • b) A graça e a paz de Deus, nosso Pai, e de Jesus Cristo, nosso Senhor,

estejam convosco. T: Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

  • c) O Senhor esteja convosco.

T: Ele está no meio de nós.

O bispo em vez de O Senhor esteja convosco, diz:

A paz esteja convosco. T: O amor de Cristo nos uniu. –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

Quando o sacerdote faz o sinal da Cruz nos diz que estamos na

igreja em “Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. Em nome da

Santíssima Trindade estamos aqui para participarmos da Santa Missa. Estou aqui, Senhor, porque me chamaste! Que alegria poder estar conti- go! Sonho com o dia em que poderei estar te vendo cara a cara! Estamos aqui em nome da Santíssima Trindade e, agora, depois que o sacerdote fez o sinal da Cruz, com a Santíssima Trindade. Sabendo que estaremos diante de tal presença, como não nos preocuparemos em preparar-nos! Os santos nos ensinaram a preparar este momento com todo o carinho 6 . É o momento de estarmos recolhi- dos, deixando de lado todas as preocupações da nossa vida ou confian- do-as a Deus. S. João Maria Vianney dava um grande conselho para assistir- mos esta Santa Celebração: colocar-nos ao lado de Nossa Senhora. Ela era o apoio de Jesus no Calvário. Ela é quem mais se identificou com os sentimentos de Cristo nesta hora, quem melhor compreendeu o mistério

da morte de Cristo. Peçamos a ela que nos acompanhe a partir de agora e que junto com o Espírito Santo nos vá inspirando tudo o que devemos fazer em cada momento.

FIGURA 1

(famílias em atitude de recolhimento aproximando-se da igreja, do lado de dentro da igreja, junto da porta de entrada: a Santíssima Trindade, Nossa Senhora e os anjos à nossa espera; dar um tom bem celestial à igreja, contrastando com o lado de fora da igreja; como se as pessoas estivessem entrando no Céu)

7

Ato Penitencial

O sacerdote convida os fiéis ao ato penitencial.

Fórmula 1

Irmãos e irmãs, reconheçamos as nossas culpas

para celebrarmos dignamente os santos mistérios.

Após um momento de silêncio, usa-se a seguinte fórmula:

S: Confessemos os nossos pecados:

T: Confesso a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos e irmãs, que pe- quei muitas vezes por pensamentos e palavras, atos e omissões,

e, batendo no peito, dizem:

por minha culpa, minha tão grande culpa.

Em seguida, continuam:

E peço à Virgem Maria, aos anjos e santos e a vós, irmãos e irmãs, que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.

S: Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos peca- dos e nos conduza à vida eterna.

O povo responde:

T: Amém. –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

Estamos entrando na Casa de Deus. Quem de nós não sente o desejo de pedir perdão para poder estar junto deste Deus tão puro, que é suma Bondade. Já na época de Cristo, quando alguém era convidado para um banquete, assim que entrava na casa do anfitrião, um criado se encarregava de lavar-lhe as mãos e até os pés e de derramar-lhe perfu- me. Depois desta purificação, o convidado se sentia à vontade para par- ticipar do banquete tão delicadamente preparado. Peçamos perdão agora dos nossos pecados. Dentro de pouco o pediremos novamente para nós e para todos os homens quando estiver- mos diante do Calvário. Procuremos tirar toda a mancha do nosso cora- ção. Mais ainda: se estamos em pecado grave 7 , procuremos nos confes- sar agora mesmo.

FIGURA 2

(as famílias estão entrando na igreja; mostrar que elas se sentem indig- nas de estar diante da Santíssima Trindade, na sua casa, e por isso pe-

dem perdão dos seus pecados; Deus-Pai as acolhe com imenso carinho; mostrar as pessoas passando por Deus-Pai e tornando-se mais brancas; outras dirigindo-se ao confessionário e tornando-se brancas ao saírem; mostrar pessoas fazendo genuflexão antes de dirigirem-se ao bancos; nos bancos: pessoas sentadas e ajoelhadas em profundo recolhimento e piedade)

8

Fórmula 2

S: No início desta celebração eucarística, peçamos a conversão do cora- ção, fonte de reconciliação e comunhão com Deus e com os irmãos e irmãs.

Após um momento de silêncio, usa-se a seguinte fórmula:

S: Tende compaixão de nós, Senhor. T: Porque somos pecadores. S: Manifestai, Senhor, a vossa misericórdia. T: E dai-nos a vossa salvação. S: Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos peca- dos e nos conduza à vida eterna. T: Amém. –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

A Igreja nos ensina que não devemos permanecer um dia em pe- cado mortal 8 . Se não há meios de confessar-nos agora, façamos o propó- sito de que seja o quanto antes. Não deixemos para depois este bem infi- nito que é tê-lo dentro da nossa alma, conviver com o Amor dos amores. Sem Ele só há trevas, escuridão. São justamente os nossos pecados a causa da Paixão de Cristo. Daí se entende quão importante é o Ato Penitencial na Santa Missa. Pro- curemos olhar para a Cruz de Cristo agora, adiantando-nos ao Sacrifício que será realizado daqui a pouco. Talvez ouçamos as palavras de Cristo do alto da Cruz: “Ó meu povo! Que te fiz eu, em que te contristei? Res- ponde-me! Fiz-te sair do Egito, livrei-te da escravidão, e mandei diante de ti Moisés, Aarão e Maria(Miq 6,3-4). Que duras são estas palavras para quem quer amar a Deus. Co- mo cortam o nosso coração. Ele que nada merece e que nos deu tudo: a existência, a saúde, a inteligência, a vontade, os talentos (facilidade para falar, capacidade de iniciativa, compreensão mais fácil das coisas, de- terminação, etc), e nós o ofendemos. Deixamos de dar a glória que lhe é devida. Deixamos de colocá-lo em primeiro lugar. Desprezamos os seus mandamentos, que na verdade são caminhos para alcançarmos a pleni- tude, a felicidade que tanto sonhamos. Ofendemos o próximo que são suas obras primas. A verdade é que somos uns pobres pecadores. Como diz a Sagra- da Escritura o justo peca sete vezes por dia 9 . Não se deve tomar esta frase ao pé da letra quanto ao número, mas sim quanto à nossa debili- dade. Somos pecadores, mas nem por isso deixamos de ser amados por Deus. Como Nosso Senhor disse, muito se ama aquele a quem mais se perdoa 10 . Foi o que aconteceu com Maria Madalena a quem Jesus expul- sou sete demônios e depois se converteu da sua má vida e tornou-se

uma das santas mulheres que o seguiram até o fim, acompanhando-o nas horas amargas.

FIGURA 3

(mostrar Cristo na Cruz com gesto sereno, todo cheio de sangue, como seria a realidade, com ar de acolhimento; diante da Cruz uma pessoa chorando ao ver que seus pecados levaram Cristo a estar na Cruz)

9

Fórmula 3 S: Em Jesus Cristo, o Justo, que intercede por nós e nos reconcilia com o Pai, abramos o nosso espírito ao arrependimento para sermos menos indignos de aproximar-nos da mesa do Senhor.

Após um momento de silêncio:

S: Senhor, que viestes salvar os corações arrependidos, tende piedade de nós. T: Senhor, tende piedade de nós. S: Cristo, que viestes chamar os pecadores, tende piedade de nós. T: Cristo, tende piedade de nós. S: Senhor, que intercedeis por nós junto do Pai, tende piedade de nós. T: Senhor, tende piedade de nós.

S: Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos peca- dos e nos conduza à vida eterna. T: Amém.

Seguem-se as invocações Senhor, tende piedade de nós, caso já não tenham ocorrido no ato penitencial:

S: Senhor, tende piedade de nós. T: Senhor, tende piedade de nós. S: Cristo, tende piedade de nós. T: Cristo, tende piedade de nós. S: Senhor, tende piedade de nós. T: Senhor, tende piedade de nós.

––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– Somos pecadores, Deus não deixa de amar pelos nossos pecados, por maiores que sejam, mas temos que fazer o propósito sempre de re- começar. O propósito de lutar com todas as forças para não ofendê-lo, como dizia S. Paulo: “ainda não resististes até o sangue na vossa luta contra o pecado” 11 . Talvez possa nos ajudar ter um pouco mais de cons- ciência da gravidade do pecado mortal e do pecado venial, lendo algum livro que fale da sua gravidade 12 . Talvez possa nos ajudar ter muita devoção ao crucifixo. Foi olhando para um crucifixo piedoso que Santa Teresa se converteu depois de passar vinte anos dentro do convento tentando, como ela mesma di- zia, servir a dois senhores 13 .

FIGURA 4

(mostrar uma pessoa pedindo perdão dos seus pecados, batendo no pei- to, vendo Cristo na Cruz mostrando alegria por este gesto)

10

Quando for prescrito, canta-se ou recita-se o hino Glória:

Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens por Ele ama- dos. Senhor Deus, rei dos céus, Deus Pai todo-poderoso: nós vos louvamos, nós vos bendizemos, nós vos adoramos, nós vos glorificamos, nós vos damos graças por vossa imensa glória. Senhor Jesus Cristo, Fi- lho Unigênito, Senhor Deus, Cordeiro de Deus, Filho de Deus Pai. Vós que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. Vós que

tirais o pecado do mundo, acolhei a nossa súplica. Vós que estais à direita do Pai, tende piedade de nós. Só vós sois o Santo, só vós, o Senhor, só vós, o Altíssimo, Jesus Cristo, com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. Amém.

–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

Uma vez que pedimos perdão a Deus e Ele nos perdoa, a alegria é tanta que nosso coração irrompe a glorificá-lo. Glória a Deus nas altu-

ras ...

nós vos louvamos, nós vos bendizemos, nós vos adoramos, nós vos

glorificamos, nós vos damos graças por vossa imensa glória. Nessa hora olhamos para Nossa Senhora, ela não teve necessida- de de pedir perdão a Deus pelos seus pecados, mas agora a vemos glori- ficar a Deus com um olhar que nos faz experimentar o Céu. Ao vê-la, vem também à nossa memória o seu Magnificat 14 . “Minha alma glorifica

o Senhor e meu espírito exulta de alegria em Deus meu Salvador” (Lc 1,

46-47).

Quantos e quantos santos sentiam o desejo de dar glória a Deus. No Céu, os que alcançaram a glória, não cessam de louvá-lo. Que esta seja uma oração que saia inúmeras vezes da nossa boca. “Habitua-te a elevar o coração a Deus em ação de graças, muitas vezes ao dia. - Por- que te dá isto e aquilo. - Porque te desprezaram. - Porque não tens o que precisas, ou porque o tens. Porque fez tão formosa a sua Mãe, que é também tua Mãe. - Porque criou o Sol e a Lua e este animal e aquela planta. - Porque fez aquele homem eloqüente e a ti te fez difícil de pala-

vra ...

Dá-Lhe graças por tudo, porque tudo é bom15 .Que Deus não pos-

sa dizer, no dia em que o encontrarmos face a face, que nós não lhe de- mos toda a glória que podíamos dar. Logicamente Ele não pedirá que lhe demos toda a glória que merece, pois somos incapazes de lhe dar. Ele só pede o que somos capazes. Peçamos perdão agora por toda a glória que não lhe demos, por toda a glória que lhe roubamos ao envaidecer-nos das nossas qualida- des, ao não referir a Ele um elogio recebido. Que este Glória da Missa seja um recomeço. Prestemos atenção nas suas palavras e as digamos sinceramente. “Só vós sois o Santo, só vós o Senhor, só vós, o Altíssimo, Jesus Cristo, com o Espírito Santo, na glória de Deus Pai. Amém”.

FIGURA 5

(mostrar a glorificação de todas as criaturas a Deus, à Santíssima Trin- dade: a multidão dos anjos e dos santos, as almas do purgatório, as pes- soas da terra)

11

S: Oremos.

E todos oram em silêncio, por algum tempo. Então o sacerdote, abrindo os braços, reza a oração do dia; ao terminar, o povo aclama:

T: Amém. –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

Ao estarmos um bom tempo conversando com Deus, é normal

que em algumas ocasiões lhe dirijamos alguma súplica: Senhor, não se esqueça de mim! Senhor, gostaria tanto que os meus, os que me são ca-

ros, alcancem o Céu!

O “Oremos” que agora rezamos tem este sentido. É uma súplica

pedindo por alguma intenção normalmente relacionada com a Missa a qual assistimos e relacionada ao Sacrifício de Cristo que vamos tomar parte dentro de alguns instantes. Senhor, que sejamos dignos de assistir ao teu Sacrifício; que ele nos conceda a salvação; que ele nos seja uma fonte de graças. Na Missa de Nossa Senhora: Mãe que experimentemos o poder da tua intercessão. Na Missa dos Anjos da Guarda: que eles nos protejam dos perigos que nos assaltam no caminho. Na Missa de defun- tos: que eles alcancem o quanto antes a glória celestial. A presença desta oração na Missa, conhecida como “Oração Cole- ta”, remonta ao séc. V. “Com ela se pretende que os fiéis percebam que

agora a sua oração deve ser mais intensa, pois a celebração alcança um dos seus cumes. O silêncio serve para que os fiéis tomem mais consciên- cia de estarem diante de Deus e formulem suas petições interiormente. A oração do sacerdote reúne as petições da comunidade e as apresenta a Deus em sua qualidade de ministro de Cristo” 16 . Esta oração também nos prepara para ouvir a Palavra de Deus. De certo modo, até este momento, fomos nós quem falamos. Agora é Deus quem vai nos falar. Como nos sentiríamos ao estarmos prestes a ouvir a sua voz? Um profundo silêncio invadiria a nossa alma. Teríamos a sensação de estarmos entrando, agora mais do que nunca, na Casa de

Deus

Tudo a partir deste instante nos parecerá sagrado. Estejamos

... recolhidos em união com toda a pátria celestial, com Nossa Senhora, os

anjos, os santos e as almas do Purgatório.

FIGURA 6

(mostrar as pessoas todas na Igreja olhando para o altar e no altar o sacerdote e junto dele a Santíssima Trindade acolhendo a oração que lhe dirigimos)

12

LITURGIA DA PALAVRA

O leitor faz a primeira leitura, que todos ouvem sentados. Ao final acrescenta:

Palavra do Senhor.

Todos aclamam:

T: Graças a Deus.

(Após as leituras, é aconselhável um momento de silêncio para meditação). O salmista ou cantor recita o salmo responsorial e o povo diz o estribilho. Se houver segunda leitura, o leitor a fará como acima. Ao final acrescenta:

Palavra do Senhor. T: Graças a Deus. ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– Deus olha para nós, felicíssimo por estarmos aqui, e dirige-nos as suas palavras. O que Ele quererá nos dizer neste momento? Na verdade, Deus nos fala sempre, nos fala durante toda a Santa Missa, nos fala em todas as circunstâncias e momentos da nossa vida. Por isso, é preciso estar- mos sempre atentos às suas inspirações. Nesta hora, as palavras que quer transmitir-nos são aquelas que estão na Sagrada Escritura. Por que quer servir-se delas agora? Por dois motivos: porque na Sagrada Escritura estão contidos seus principais ensinamentos e quer que os conheçamos profundamente e porque sua leitura nos ajuda a preparar- nos para o Santo Sacrifício. O que seria de nós se não fossem as palavras de Deus! Quais são as palavras que nos consolam nos momentos de aflição? Quais são as palavras que iluminam o nosso caminho, que enchem de esperança a nossa alma? Quais são as palavras que dão sentido à nossa vida: que dão sentido ao amor, ao sofrimento, aos nossos esforços? “Quão saborosas são para mim vossas palavras! São mais doces que o mel à minha boca(Sl 118, 103). Obrigado, Senhor, por tua palavra! Façamos o propósito de ouvi- la com toda a reverência 17 . Façamos o propósito de ouvi-la, como diziam os santos, com o sabor da primeira vez, saboreando, se possível, cada uma delas. Façamos o propósito de ouvi-la ciente de que Deus quererá hoje dizer-nos algo. Quantas vezes já teremos percebido isto. Era isso o que eu precisava ouvir! Agora encontrei a resposta para aquela inquietação! Agora já sei o que Ele quer que eu faça! A Igreja nos ensina que a Liturgia da Palavra se une ao sacrifício de Cristo que vamos presenciar dentro de alguns instantes, formando uma unidade na Santa Missa 18 . De fato, há uma unidade entre a Palavra

e a Redenção. Ambas conduzem à salvação. A Palavra anuncia, predispõe, mostra os caminhos, faz entender a salvação; a Redenção a realiza. A Redenção sem a Palavra fica manca, ininteligível. Amemos cada uma destas partes da Missa sem separá-las nem na Liturgia, nem no nosso coração.

FIGURA 5

(mostrar Cristo pregando a sua palavra a céu aberto a uma multidão,

atenta, como na Palestina)

13

Segue-se o Aleluia ou outro canto. O diácono ou o sacerdote lê ou canta o Evangelho:

S: O Senhor esteja convosco. T: Ele está no meio de nós.

O diácono ou sacerdote, fazendo o sinal da cruz no livro e, depois, na fronte, na boca e no peito, diz:

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo, escrito por N. T: Glória a vós, Senhor.

No final diz:

Palavra da Salvação. T: Glória a vós, Senhor. ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– Preparemo-nos agora para ouvir o Santo Evangelho. Com que alegria a multidão ouvia as palavras de Nosso Senhor! Essa palavra que é mais penetrante que uma espada de dois gumes 19 . Das palavras contidas na Sagrada Escritura, nenhuma se com- para às que estão nos Santos Evangelhos. Pois, “Deus, tendo falado ou- trora muitas vezes e de muitos modos aos nossos pais pelos profetas, ultimamente, nestes dias, falou-nos por meio do seu Filho” 20 . No Evangelho encontra-se toda a sabedoria que necessitamos pa- ra alcançarmos a plenitude de vida, a santidade 21 , a felicidade na terra e

no Céu. “Aquele que beber da água que eu lhe der jamais terá sede”. É Nosso Senhor mesmo quem atesta o poder das suas palavras naquele diálogo maravilhoso com a samaritana no poço de Sicar. Jesus, cansado do caminho, se aproxima daquela mulher e lhe pede um pouco d’água:

Aquela samaritana lhe disse: Sendo tu judeu, como pedes de beber a

mim, que sou samaritana!

...

Respondeu-lhe Jesus: Se conhecesses o

dom de Deus, e quem é que te diz: Dá-me de beber, certamente lhe pedi- rias tu mesma e ele te daria uma água viva. A mulher lhe replicou: Se-

nhor, não tens com que tirá-la, e o poço é fundo

donde tens, pois, essa

... água viva? És, porventura, maior do que o nosso pai Jacó, que nos deu este poço, do qual ele mesmo bebeu e também os seus filhos e os seus rebanhos? Respondeu-lhe Jesus: Todo aquele que beber desta água tor- nará a ter sede, mas o que beber da água que eu lhe der jamais terá se-

de. Mas a água que eu lhe der virá a ser nele fonte de água, que jorrará até a vida eterna. A mulher suplicou: Senhor, dá-me desta água, para eu já não ter sede nem vir aqui tirá-la!” 22 . Peçamos ao Senhor também: dá-me desta água, dá-me a tua pa- lavra que é fonte de vida e nos obtém a vida eterna! Que o Evangelho

seja o nosso companheiro de caminho, o nosso livro de cabeceira. Que nunca nos cansemos de meditá-lo.

FIGURA 6

(mostrar o sacerdote fazendo a homilia e Cristo por trás dEle, a Santís-

sima Trindade ao fundo, mostrar também o Céu e a terra)

14

Nos domingos e festas de preceito, faça-se a Homilia, também recomendável nos outros dias. Segue, quando prescrita, uma das profissões de fé:

–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

Quantas vezes vemos os apóstolos dirigirem-se a Jesus e pedir- lhe que lhes ensine o significado de uma parábola ou dos seus ensina- mentos. O sacerdote, que é outro Cristo, realiza esta tarefa, tão impor- tante para nós, cada vez que faz a Homilia na Santa Missa. Precisamos não só das explicações da Palavra de Deus que é para nós, não poucas vezes, obscura, como também do testemunho vivo de um representante de Cristo que nos anima a pô-la em prática, que nos ajuda a tornar-nos pouco a pouco parecidos com Cristo. “Não basta ter uma idéia geral do espírito de Jesus, mas é preciso aprender dEle por- menores e atitudes. E sobretudo é preciso contemplar a sua passagem pela terra, as suas pisadas, para extrair daí força, luz, serenidade, paz. Quando amamos uma pessoa, desejamos conhecer até os menores deta- lhes da sua existência, do seu caráter, para assim nos identificarmos com ela23 . É por isso que precisamos que nos falem de Cristo uma e mil ve- zes: para descobrir as suas virtudes, para descobrir como trabalhava, como realizava as tarefas do dia-a-dia, com que amor, com que abnega- ção, com que ordem, com que intensidade; precisamos que nos falem de Cristo para descobrir como se comportava como filho, como tratava a sua mãe, o seu pai, com que respeito, com que amor, com que venera- ção; precisamos que nos falem de Cristo para descobrir como lidava com o sofrimento, e muitas coisas mais: como sorria, como tratava os ami- gos, etc. Como seríamos cristãos se não imitássemos a Cristo? Como imi- taríamos a Cristo se não o conhecêssemos até nos mínimos detalhes? Como cresceria o nosso amor por Ele se não fôssemos descobrindo, en- cantando-nos com a sua Pessoa. Não é assim que cresce o amor huma- no? E como o amaremos também se não vamos colocando em prática os seus ensinamentos, comportando-nos como Ele gostaria que nos com- portássemos? Não é assim também que se manifesta o amor humano, com obras, procurando agradar a pessoa amada? Agradeçamos desde já esta ajuda que o sacerdote nos presta fa- lando-nos de Deus na homilia da Missa. Agradeçamos a Deus que confe- riu a todo sacerdote o dom da palavra que torna vivo os ensinamentos de Cristo e nos faz conhecê-lo cada vez mais a fundo e amá-lo com todo o nosso coração. Procurando estarmos unidos à Santíssima Trindade durante este Santo Sacrifício, peçamos a Deus-Pai que abra o nosso coração para ouvir as palavras do sacerdote, a Deus-Filho que as escutemos como se

Ele estivesse aqui presente e a Deus-Espírito Santo que elas firam a nossa alma.

FIGURA 7

(mostrar algumas pessoas na Missa sendo tocadas pelas palavras de

Cristo)

15

a) Símbolo Niceno-constantinopolitano: Creio em um só Deus, Pai to- do-poderoso, criador do céu e da terra, de todas as coisas visíveis e invisíveis. Creio em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho Unigênito de Deus, nascido do Pai antes de todos os séculos Deus de Deus, luz da luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, con- substancial ao Pai. Por ele todas as coisas foram feitas. E por nós, homens, e para nossa salvação, desceu dos céus: e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria, e se fez homem. Também por nós foi crucificado sob Pôncio Pilatos; padeceu e foi sepultado. Ressuscitou ao terceiro dia, conforme as Escrituras, e subiu aos céus, onde está sentado à direita do Pai. E de novo há de vir, em sua glória, para julgar os vivos e os mortos; e o seu reino não terá fim. Creio no Espírito Santo, Senhor que dá a vida, e procede do Pai e do Filho; e com o Pai e o Filho é adorado e glorificado: Ele que falou pelos profetas. Creio na Igreja, una, santa, católica e apostólica. Professo um só batismo para remissão dos pecados. E espero a res- surreição dos mortos e a vida do mundo que há de vir. Amém.

b) Símbolo apostólico: Creio em Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria; padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepulta- do. Desceu à mansão dos mortos; ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus; está sentado à direita de Deus Pai todo-poderoso, donde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo; na Santa Igreja católica; na comunhão dos santos; na remissão dos pe- cados; na ressurreição da carne; na vida eterna. Amém.

Em seguida, faz-se a oração universal ou dos fiéis.

T: Senhor, escutai a nossa prece. –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

Logo nos primeiros séculos foi introduzido na Missa o Credo e a Oração dos fiéis. Estas orações estão reservadas de modo especial para os domingos e dias de festa. Com o Credo damos o vivo assentimento às principais verdades da nossa fé. A fé, para que cresça, é preciso manifes- tá-la e pedi-la. Dentre de alguns instantes estaremos diante de um dos principais mistérios da nossa fé: a transubstanciação e o mistério da Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo que se tor- nará atual a partir do momento da consagração. Senhor, aumenta a

nossa fé! Unamo-nos ao sacerdote começando a pedir, na Oração dos fiéis, pelas necessidades da Igreja e do mundo. Daqui a pouco nossas petições serão mais intensas.

FIGURA 8

(mostrar as pessoas da igreja, o céu e a terra fazendo essa profissão de fé à Santíssima Trindade)

16

LITURGIA EUCARÍSTICA

Preparação das oferendas

Durante o canto do ofertório, convém que os fiéis manifestem a sua participação, trazendo o pão e o vinho para a Eucaristia, ou outros dons para auxilio à comunidade e aos pobres. E o sacerdote toma a patena com o pão e, elevando-a um pouco sobre o altar, reza em silêncio:

S: Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo pão que recebemos de vossa bondade, fruto da terra e do trabalho humano, que agora vos apresentamos, e para nós se vai tornar pão da vida.

Senão houver canto ao ofertório, poderá o sacerdote recitarem voz alta as palavras acima, e o povo acrescenta:

T: Bendito seja Deus para sempre!

0 diácono ou o sacerdote derrama vinho e um pouco d'água no cálice, rezando em silêncio:

Pelo mistério desta água e deste vinho possamos participar da divindade do vosso Filho, que se dignou assumir a nossa humanidade. ––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––– A partir de agora começa a preparação do Sacrifício de Cristo. “Trazem-se, então, ao altar, por vezes em procissão, o pão e o vinho que serão oferecidos pelo sacerdote em nome de Cristo no Sacrifício Eucarís- tico, e ali se tornarão o Corpo e o Sangue de Cristo” 24 . O sacerdote toma o pão em suas mãos e o eleva um pouco apre- sentando a Deus esta oferenda. Nessa hora o sacerdote procura seguir aquela indicação que fazia um cardeal: “Quando tomares a patena com a hóstia nas tuas mãos, põe nela o teu coração e os de todos os presentes e de todos os fiéis, para os ofereceres a Deus com a intenção de que, assim como o pão, que depressa se vai converter no Corpo de Cristo, assim o teu coração e o de todos os fiéis se transformem, por amor e imitação, no próprio Cristo, de tal maneira que todos possam dizer: «Já não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim» (Gal 2, 20)” 25 . Como a Igreja nos ensina, quem realiza o sacrifício do Calvário não é somente Cristo, mas o Corpo Místico de Cristo, onde Cristo é a cabeça deste Corpo e nós somos os membros. Cristo veio à terra para nos salvar, oferecer-se em sacrifício pelos nossos pecados. Nós, como membros deste Corpo, estamos chamados a fazer o mesmo 26 , oferecer a nossa vida pela salvação de todos os homens. Por isso, na hora em que o sacerdote eleva o pão no Ofertório, recomenda-se que coloquemos na patena 27 nós e todas as nossas boas obras que realizamos desde a últi-

ma Missa. Essa será a nossa parte no sacrifício que está prestes a se efetuar. Se não temos muitas coisas boas para serem oferecidas a Deus, façamos o propósito de que na próxima Missa tenhamos mais coisas para dar.

FIGURA 9

(mostrar o sacerdote no altar, Cristo atrás dele, segurando a hóstia em suas mãos, na altura dos seus olhos, oferecendo-a a Deus Pai e Deus Espírito Santo)

17

Em seguida, o sacerdote toma o cálice e, elevando-o um pouco sobre o altar, reza em silên- cio:

S: Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo vinho que recebemos de vossa bondade, fruto da videira e do trabalho humano, que agora vos apresentamos e para nós se vai tornar vinho da salvação.

Coloca o cálice sobre o corporal. Se não houver canto ao ofertório, poderá o sacerdote reci- tar em voz alta as palavras acima, e o povo acrescenta:

T: Bendito seja Deus para sempre!

O sacerdote, inclinado, reza em silêncio:

De coração contrito e humilde, sejamos, Senhor, acolhidos por vós; e seja o nosso sacrifício de tal modo oferecido que vos agrade, Senhor, nosso Deus. 0 sacerdote lava as mãos, dizendo em silêncio:

Lavai-me, Senhor, de minhas faltas e purificai-me de meus pecados.

No meio do altar, estendendo e unindo as mãos, o sacerdote diz:

S: Orai, irmãos e irmãs, para que o nosso sacrifício seja aceito por Deus Pai todo-poderoso. T: Receba o Senhor por tuas mãos este sacrifício, para glória do seu nome, para nosso bem e de toda a santa Igreja.

Em seguida, abrindo os braços, o sacerdote reza a Oração sobre as Oferendas; ao terminar, o povo aclama:

T: Amém. –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

Logo a seguir o sacerdote eleva o cálice e oferece também a Deus esta oferenda. Nele foi colocado um pouco de vinho e uma pequena quantidade de água. O costume de colocar água junto com o vinho vem desde os primeiros séculos. Na ceia pascal, os judeus temperavam o vi- nho com um pouco de água, e assim o deve ter feito Jesus na Última Ceia. Simboliza mais uma vez, a nossa união no sacrifício de Cristo, on- de Ele o realiza de modo iminente. O vinho recebe um pouquinho de água, mas não deixa de ser vinho. A seguir, o sacerdote se inclina e pede em silêncio a Deus, de modo contrito, que estas oferendas sejam do seu agrado. Lava as mãos em sinal de purificação interior, pedindo perdão dos seus pecados. En- tende-se este gesto sendo iminente o sacrifício. É o desejo de purificar-se um pouco mais ao aproximar-se de tão grande mistério. Unamo-nos a esta petição do sacerdote. Logo em seguida volta-se para o povo e lhe

pede que reze a Deus para que este sacrifício que “ambos” estão ofere- cendo ( sacerdote e fiéis) seja aceito por Deus Pai todo-poderoso. Termi- na o Ofertório com a Oração sobre as Oferendas fazendo referência aos dons oferecidos e ao desejo que deles, em troca, depois do sacrifício do Calvário, nos venham muitos bens.

FIGURA 10

(mostrar o sacerdote no altar, Cristo atrás dele, segurando o cálice em suas mãos, na altura dos seus olhos, oferecendo-a a Deus Pai e Deus

Espírito Santo)

18

Oração Eucarística

Começando a Oração Eucarística, o sacerdote abre os braços e diz:

S: O Senhor esteja convosco. T: Ele está no meio de nós. S: Corações ao alto. T: O nosso coração está em Deus. S: Demos graças ao Senhor, nosso Deus. T: É nosso dever e nossa salvação. –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

Estamos às portas de presenciar um grande mistério e do mo- mento mais importante da Missa. Tudo o que veio até agora foi um pre- paração para esse momento tão sublime. O que ocorrerá agora? Dentro de alguns instantes, no momento da consagração, seremos transporta- dos misteriosamente para o Calvário e presenciaremos a morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. Um filme consegue representar esta cena, mas é apenas uma representação. Na Missa, por querer de Deus, cada vez que Cristo se torna presente no altar, esta cena se torna real, realíssima, como se vivêssemos em Jerusalém quando Cristo morreu na Cruz. É um mistério, um grande mistério, mas é assim. Deus o quis assim. É como se quisesse que todos nós, todas as gerações dos homens, pudéssemos vê-lo morrer na Cruz. Mas não somente vê-lo: estar lá para ajudá-lo a salvar o mundo, como o fez e faz Nossa Mãe, a Virgem Santíssima. Estar lá também para poder pegar todas as graças de que necessitamos, para nós e para nossos familiares e amigos, na fonte das graças que é a sua Cruz. Da Cruz brotam sete veios de graças que são os sete sacramentos. Mas a Cruz é a fonte. E nesse momento, na Missa, vamos até a fonte. Diante de tal acontecimento que está prestes a ocorrer, é natural

que o sacerdote comece esta parte central da Missa preparando-nos para tão grande mistério, ao mesmo tempo que eleva a Deus um hino de ação de graças por tudo o que Jesus nos obteve morrendo na Cruz. Este é o objetivo desta oração tão antiga da Igreja chamada Prefácio. Profundamente recolhidos, procuremos agora acompanhar o sa-

cerdote que vai na frente nos guiando: “O Senhor esteja convosco”

...

sa-

boreando as palavras e quase que fechando os olhos, respondamos: “Ele

está no meio de nós”

“Corações ao alto”

dirigindo o olhar da alma

“Demos gra-

... para o Céu, respondamos: “Nosso coração está em Deus”

...

...

ças ao Senhor, nosso Deus”

to”

ras”

“É nosso dever e nossa salvação”

... O Prefácio termina com um louvor a Deus

... “Santo, Santo, San- “Hosana nas altu-

...

...

... “O Céu e a terra proclamam a vossa glória”

... Quem de nós não sente o desejo de adorá-lo muitas vezes ao con-

templar a sua bondade infinita, seu amor indescritível por nós, a gran-

deza das suas obras. Preparando-nos para contemplar a maior de todas as suas obras feita aos

FIGURA 11

(mostrar Cristo se dirigindo para o Horto das Oliveiras, a uma boa dis- tância, olhando para o Pai e o Espírito Santo, agradecendo por tudo)

19

O sacerdote, de braços abertos, continua o prefácio. Ao final, une as mãos e, com o povo, canta ou diz em voz alta:

T: Santo, Santo, Santo, Senhor, Deus do universo! O céu e a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas!

–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

homens, sua morte na Cruz, é natural que queiramos louvá-lo neste momento e muitas outras vezes durante a Missa. Ao mesmo tempo em que vamos terminando de dizer as palavras do Santo, as cortinas da sua Paixão começassem a se abrir. Nesse mo- mento é como se Jesus estivesse prestes a começá-la. O que fez nessa hora Nosso Senhor? Pôs-se a rezar mais inten- samente por todos nós. Que orações seriam essas? Tentando expressá- las, foram sendo compostas ao longo da história e aprovadas pela Igreja

umas orações que foram denominadas Orações Eucarísticas. Elas come- çam depois do Prefácio e vão até o Rito da Comunhão e são importantís- simas, pois giram em torno do sacrifício de Cristo. No meio destas ora-

ções há as palavras da consagração, Tomai e comei todos vós

...

Tomai e

bebei todos vós

que foram ditas por Cristo na última Ceia, é o momen-

..., to em que se dá início o seu sacrifício. Ele durará enquanto Cristo esti- ver presente 28 no altar, ou seja, até a comunhão do sacerdote. É nesse intervalo de tempo, da consagração até a comunhão do sacerdote que estaremos presente misteriosamente no Calvário. Procurando unir as orações da Oração Eucarística em conjuntos, podemos reduzi-las a quatro 29 e coincide, por sua vez, com os quatro fins da Missa: orações de adoração (ou louvor), de agradecimento, de petição e de reparação (ou desagravo). Assim Cristo, ao subir o Calvário e no alto da Cruz, rezando mais intensamente, adoraria o Pai por todos nós que não o adoramos (adoração), agradeceria ao Pai os benefícios e graças que recebemos e não sabemos agradecê-los (ação de Graças), pediria ao Pai inúmeros dons para cada um de nós (petição) e lhe pediria perdão por todos os nossos pecados (reparação). Essas orações são co- nhecidas também como orações sacerdotais. Todo sacerdote, de modo eminente, e também todo batizado, está chamado a estabelecer uma ponte entre Deus e os homens. A ponte seria adorar e agradecer por to- dos aqueles que não adoram e não agradecem (ascendente) e pedir gra- ças e perdão por todos aqueles que não pedem perdão e não pedem o que realmente precisam como, por exemplo, a salvação (descendente). Além dessas quatro há aquelas em que Cristo pede ao Pai que abençoe e aceite o seu sacrifício. Tendo presente essas orações, acompanhemos a partir de agora os passos de Cristo 30 em direção ao Calvário, estreitamente unidos ao seu coração. Não esqueçamos que o que Jesus mais deseja é que o aju-

demos a salvar o mundo. Para facilitar esta tarefa, centremo-nos apenas numa oração sacerdotal em cada Oração Eucarística. Na adoração, na Oração Eucarística I; na ação de graças, na II; na petição, na III; e na reparação, na IV.

FIGURA 12

(mostrar Cristo se dirigindo para o Horto das Oliveiras, agora mais perto,

olhando para o Pai e o Espírito Santo, agradecendo por tudo)

20

Em todas as missas, o sacerdote deverá proferir com voz inteligível a Oração Eucarística. Na primeira Oração Eucarística ou Cânon Romano, pode-se omitir o que estiver entre parênteses.

ORAÇÃO EUCARÍSTICA I

ou Cânon Romano

  • 0 sacerdote, de braços abertos, diz:

Pai de misericórdia, a quem sobem nossos louvores, nós vos pedimos por Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso,

Une as mãos e traça o sinal da cruz sobre o pão e o cálice ao mesmo tempo, dizendo:

que abençoeis estas oferendas apresentadas ao vosso altar. (T: Abençoai nossa oferenda, ó Senhor!)

  • 0 sacerdote, de braços abertos, prossegue:

Nós as oferecemos pela vossa Igreja santa e católica:

concedei-lhe paz e proteção, unindo-a num só corpo e governando-a por toda a terra. Nós as oferecemos também pelo vosso

servo o Papa N., por nosso Bispo N., e por todos os que guardam a fé que receberam dos apóstolos. (T: Conservai a vossa Igreja sempre unida) –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

JESUS PEDE AO PAI QUE ABENÇOE O SEU SACRIFÍCIO

Pai de misericórdia, a quem sobem nossos louvores, nós vos pe-

dimos por Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso que abençoes

Nos-

... so Senhor vai se dirigindo para o Horto das Oliveiras pedindo ao Pai que aceite e abençoe o seu sacrifício. Já o teria feito tantas vezes, mas agora o faria mais intensamente. Estas palavras de Jesus nos cortam o cora- ção. Sentimos vontade de dizer: “Senhor, não faças isto! É muito duro o que pretendes: morrer na Cruz, transformar o teu Corpo santo numa chaga da cabeça aos pés! Não faças isto”! Mas Jesus não daria ouvidos às nossas palavras, apesar de ver a boa intenção da nossa parte. E, vol- tando-se para nós, nos diria: “é chegada a hora de perdoar-vos e de mos-

trar o meu grande amor por vós

aquele que dá a vida pelos seus”

...

ninguém tem maior amor do que Ao ouvirmos estas palavras, não con-

...

seguimos conter as lágrimas. Maior amor

dar a vida

O único que nos

... resta é acudir à nossa Mãe e pedir forças para acompanhar o seu Filho até o alto da Cruz.

...

JESUS PEDE PELO PAPA E PELA IGREJA

Enquanto isto, Nosso Senhor já voltaria ao diálogo com o seu Pai

pe-

FIGURA 13

(mostrar Cristo se dirigindo para o Horto das Oliveiras, agora mais perto,

olhando para o Pai, vendo a Igreja)

21

Memento dos vivos.

Lembrai-vos, ó pai , dos vossos filhos e filhas N.N.

Une as mãos e reza em silêncio. De braços abertos, Prossegue:

e de todos os que circundam este altar, dos quais conheceis a fidelidade e a dedicação em vos servir. Eles vos oferecem conosco este sacrifício de louvor por si e por todos os seus, e elevam a vós as suas preces para alcançar o perdão de suas faltas, a segurança em suas vidas e a salva- ção que esperam. (T: Lembrai-vos, ó Pai, de vossos filhos)

–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

dindo pela sua Igreja

“Nós 31 as oferecemos pela vossa Igreja santa e

... católica: concedei-lhe paz e proteção, unindo-a num só corpo”

“Nós as

... oferecemos também pelo vosso servo o Papa N., por nosso Bispo N., e por todos os que guardam a fé que receberam dos apóstolos”. Unamo- nos à oração de Cristo por sua Igreja. “Que as portas do Céu não preva- leçam sobre ela!” Sabemos que não prevalecerão pela promessa que

Cristo nos fez. Mas Deus conta com nossas orações por ela. Como é o nosso amor pela Igreja? Como é o nosso amor pelo Pa- pa, o Vice-Cristo na terra? Como é o nosso amor pelos sacerdotes? Cris- to disse a Santa Catarina de Sena: “não toqueis nos meus Cristos” 32 , fazendo referência a uma frase do Salmo 33 . O sacerdote, seja quem for, é um ungido de Deus. Se não são mais santos é porque rezamos pouco por eles! Que bom é pensarmos assim! Que certo é pensarmos assim! O que falta é mais oração da nossa parte. Não deixemos de pedir, de supli- car, pelo Papa, pelos Bispos e pelos sacerdotes. Mantenhamo-nos todos unidos, unidíssimos. A grande artimanha do demônio é semear a divisão dentro da própria Igreja: falar mal deste ou daquele padre, deste ou daquele bispo. Estejamos todos unidos: “a multidão dos que acreditam em Deus formam um só coração e uma só alma34 . Amemos e rezemos como Cristo pelo Papa, por seus represen- tantes e por todas as instituições que fazem parte da Igreja, seja qual for.

JESUS INTERCEDE POR TODOS NÓS

“Lembrai-vos, ó pai, dos vossos filhos e filhas N.N”

...

A seguir,

Cristo pede por todos os seus filhos que estão na terra e de modo espe- cial por aqueles que circundam o seu altar, isto é, por aqueles que estão

sempre presentes na Missa. “É bem conhecida de vós, ó Pai, a fidelidade

destes e a dedicação em vos servir. E estão aqui para oferecer conosco este sacrifício de louvor, por si e por todos os seus, e elevam a vós, ó Pai,

as suas preces para alcançar o perdão de suas faltas, a segurança em suas vidas e a salvação que esperam”. Por estas palavras, vê-se como Jesus fica contente ao contemplar estes seus filhos que circundam o seu altar. São o seu consolo e a sua alegria, junto com Nossa Senhora. Aproveitemos esta ocasião para pedir a Deus que sejam muitos os que assistam a Missa, que sintam esta ale- gria que experimentamos ao estarmos aqui. Peçamos por estes parentes e amigos que tanto queremos, mas que ainda não entendem o valor do Sacrifício do Altar. Se rezarmos com fé por eles, não tardará o dia em que estarão entre nós.

FIGURA 14

(mostrar Cristo se dirigindo para o Horto das Oliveiras, agora mais perto,

olhando para o Pai, vendo a nós)

22

"Infra actionem"

Em comunhão com toda a Igreja, veneramos a sempre Virgem Maria, Mãe de nosso Deus e Senhor Jesus Cristo; e também São José, esposo de Maria, * os santos Apóstolos e Mártires Pedro e Paulo, André, (Tiago e João, Tomé, Tiago e Filipe, Bartolomeu e Mateus, Simão e Tadeu, Lino, Cleto, Clemente, Sisto, Cornélio e Cipriano, Lourenço e Crisólogo, João e Paulo, Cosme e Damião), e todos os vossos Santos. Por seus méritos e preces, concedei-nos sem cessar a vossa proteção. (Por Cristo, Senhor nosso. Amém). (T: Em comunhão com toda a Igreja aqui estamos!) –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

JESUS AGRADECE AO PAI OS SANTOS

É natural que Nosso Senhor, na subida do Calvário, pensasse com alegria no exército de santos que surgiriam acolhendo as graças que viriam da sua morte na Cruz. Era pensar que valia a pena todo aquele

sacrifício. Era pensar em tantos e tantos que ouvirão a voz do bom pas- tor, que abrirão o seu coração para torná-lo a sua morada. “Aquele que me ama, nós viremos a ele e nele faremos morada”. Em comunhão com toda a Igreja, veneramos a sempre Virgem

Maria ...

Olhando para nós, nos diz: veneremos os meus santos, e, em

primeiríssimo lugar, a minha santíssima Mãe. Ela que foi a primeira em acolher a graça da Redenção. Ela que, como bem disse o Arcanjo Gabri- el, é a cheia de graça. Ou como diz o livro dos Cânticos, “és toda bela, ó minha amiga, e não há mancha em ti” (Cant 4, 7). “És um jardim fecha- do, minha irmã, minha esposa, uma nascente fechada, uma fonte sela- da” (Cant 4, 12). Veneremos também o meu pai adotivo, S. José, o mais

santo depois de Nossa Senhora 35 . Os meus queridos apóstolos, Pedro,

Paulo, João, etc

E todos os santos.

... Por que os veneramos? Porque seguiram fielmente os ensinamen- tos de Cristo. Porque, levando uma vida semelhante à nossa, cheios de misérias, com exceção da Virgem Maria que foi concebida sem pecado, alcançaram o heroísmo nas virtudes: na caridade, na paciência, na pu- reza do coração, na santificação do trabalho, etc. Por isso, que bem nos faz ler a vida dos santos! Quantas pessoas se converteram lendo as suas vidas! Quantas encontraram nelas a força para seguir adiante! Não deixemos também de acudir à intercessão destes poderosos aliados. Desde que chegaram ao Céu, continuando o que já faziam aqui, não cessam de interceder por nós. Sua maior alegria é ver-nos no Céu junto de Deus. Tenhamos devoção por alguns deles

FIGURA 15

(mostrar Cristo se dirigindo para o Horto das Oliveiras, agora mais perto,

olhando para o Pai, vendo os Nossa Senhora, São José)

23

__________________________________________

"Comunicantes" próprios No Natal e Oitava

Em comunhão com toda a igreja celebramos o dia santo (a noite santa) em que a Virgem Maria deu ao mundo o Salvador. Veneramos também a mesma Virgem Maria e seu esposo São José,*

Na Epifania do Senhor

Em comunhão com toda a Igreja celebramos o dia santo em que vosso Filho único, convosco eterno em vossa glória, manifestou-se visivelmente em nossa carne. Veneramos também a Virgem Maria e seu esposo São José.*

Da Vigília pascal até o 2° Domingo da Páscoa

Em comunhão com toda a Igreja, celebramos o dia santo (a noite santa) da ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo. Veneramos também a Virgem Maria e seu esposo São José.*

Na Ascensão do Senhor

Em comunhão com toda a Igreja, celebramos o dia santo em que o vosso Filho único elevou à glória da vossa direita a fragilidade de nossa carne. Veneramos também a Virgem Maria e seu esposo São José.*

Em Pentecostes

Em comunhão com toda a Igreja, celebramos o dia santo de Pentecostes, em que o Espírito Santo em línguas de fogo manifestou-se aos Apóstolos. Veneramos também a Virgem Maria e seu esposo São José,* __________________________________________

e veremos como nos fará um bem muito grande. Em especial, não es- queçamos de Nossa Senhora, de São José e do nosso Anjo da Guarda 36 . Como dissemos anteriormente, na hora da Missa o Céu se abre. Agora, portanto, eles estão junto de nós. O Céu inteiro contempla admi- rado a morte de Cristo na Cruz. Se olharmos para eles, retribuirão o olhar, mas com um gesto delicado nos apontarão para Jesus. Veremos todos em silêncio, em profunda adoração. Ora agradecendo a Deus por essa loucura de amor que teve por nós, ora adorando, “Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus do universo, o Céu e a terra proclamam a vossa glória”, ora pedindo a Deus que tenha misericórdia dos nossos pecados e ora pedindo e pedindo graças para cada um de nós.

FIGURA 16

(mostrar Cristo se dirigindo para o Horto das Oliveiras, agora mais perto,

olhando para o Pai, vendo os santos)

24

O sacerdote, com os braços abertos, continua:

Recebei, ó Pai, com bondade, a oferenda dos vossos servos e de toda a vossa família; dai-nos sempre a vossa paz, livrai-nos da condenação eterna e acolhei-nos entre os vossos eleitos.

__________________________________________

Da Vigília Pascal ao 2Domingo da Páscoa

Recebei, ó Pai, com bondade, a oferenda dos vossos servos e de toda a vossa família. Nós a oferecemos também por aqueles que fizestes renas- cer pela água e pelo Espírito Santo, dando-lhes o perdão de todos os pecados. Dai-nos sempre a vossa paz, livrai-nos da condenação eterna e acolhei-nos entre os vossos eleitos.

Une as mãos.

(Por Cristo, Senhor nosso. Amém).

__________________________________________

Une as mãos.

(Por Cristo, Senhor nosso. Amém).

Estendendo as mãos sobre as oferendas, diz:

Dignai-vos, ó Pai, aceitar e santificar estas oferendas, a fim de que se tornem para nós o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso. (T: Santificai nossa oferenda, ó Senhor!)

O sacerdote une as mãos.

–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

JESUS PEDE AO PAI PARA RECEBER O NOSSO SACRIFÍCIO

Jesus volta-se novamente ao Pai e pede agora para que aceite o sacrifício que iremos oferecer. Não é nada o que podemos oferecer ao lado do seu sacrifício, mas para Deus esse pouco vale muito. Faz lem- brar aquela história de uma menina de cinco anos que fez com todo amor uma carteira de dinheiro e deu de presente para o seu pai. Apesar de feia e grande, o pai a usava cheio de orgulho, sem escapar da gozação de muitos. Dizia para si de boca cheia: foi minha filha quem a fez! Em seguida, Jesus pede ao Pai para aceitar e santificar essas ofe- rendas e que elas se tornem o seu Corpo e o seu Sangue que será der- ramado por nós.

FIGURA 17

(mostrar Cristo se dirigindo para o Horto das Oliveiras, agora mais perto, olhando para o Pai)

25

Nas fórmulas que se seguem, as palavras do Senhor sejam proferidas de modo claro e audível, como requer sua natureza.

Na noite em que ia ser entregue,

Toma o pão, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar, e prossegue:

ele tomou o pão em suas mãos,

eleva os olhos,

elevou os olhos a vós, ó pai, deu graças e o partiu e deu a seus discípu- los, dizendo:

Inclina-se levemente.

TOMAI, TODOS, E COMEI: ISTO É O MEU CORPO QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS.

Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a na patena, fazendo genuflexão para adorá-la.

–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

A HÓSTIA SE TORNA O CORPO E SANGUE DE CRISTO

Acompanhemos as palavras do sacerdote, ou melhor, de Cristo com a voz emprestada do sacerdote, em profundo silêncio ... As palavras que seguem são aquelas pronunciadas na Última

Ceia. Ao mesmo tempo em que oferece seu Corpo e seu Sangue como

alimento, TOMAI E COMEI

TOMAI E BEBEI

anuncia a sua morte na

... Cruz dizendo QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS E POR TODOS PARA REMISSÃO DOS PECADOS. Por oferecer o seu Corpo e seu Sangue como alimento, a Missa torna-se banquete. Por oferecer a sua vida na Cruz, a Missa torna-se sacrifício. Banquete e sacrifício estão em estreita união na Santa Missa. A Missa não é só banquete, nem só sacrifício, mas é Cristo que dá a sua vida por nós para perdoar os nossos pecados e, ao mesmo tempo, dá o seu Corpo como alimento. Recupera a nossa vida da graça morrendo na Cruz e alimenta essa nova vida dando-nos em Co- munhão. Estando o Corpo de Cristo elevado, façamos um ato de profunda adoração: “Meu Senhor e meu Deus”, “Senhor, creio firmemente que estás aí com seu Corpo com seu Sangue, sua Alma e sua Divindade”, “Senhor: te amo, te amo!” ... Estando o Sangue de Cristo elevado, façamos o mesmo, adorando em silêncio.

...

FIGURA 18

(mostrar o sacerdote, Jesus atrás, com a hóstia elevada, vendo nela Je- sus, os anjos ao redor em adoração, o povo olhando em profunda admi- ração, Deus Pai e Deus Espírito Santo ao fundo, o céu, o purgatório)

26

Então prossegue:

Do mesmo modo, ao fim da ceia,

Toma o cálice nas mãos, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar, e prossegue:

ele tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente e o deu a seus discípulos, dizendo:

TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS PARA REMISSÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.

Mostra o cálice ao povo, coloca-o sobre o corporal e faz genuflexão para adorá-lo. Em se- guida, diz:

Eis o mistério da fé!

T: Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa res- surreição. Vinde, Senhor Jesus! Ou: Salvador do mundo, salvai-nos, vós que nos libertastes pela cruz e ressurreição.

Ou:

Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice,

anunciamos, Senhor, a vossa morte, enquanto esperamos a vossa vinda!

–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

O VINHO SE TORNA O CORPO E O SANGUE DE CRISTO

A Missa é um grande mistério e um grande milagre. A Igreja nos ensina que no Calvário houve o sacrifício de Cristo na Cruz, mas em cada Missa que é celebrada, Cristo não faz um novo sacrifício. Ao mesmo tempo nos ensina que apesar de não haver um novo sacrifício, realiza-se em cada Missa o seu sacrifício. O que ocorre, então, em cada Missa pode ser entendido assim: A morte de Cristo na Calvário é uma morte que se perpetua no tempo. Em cada Missa temos acesso de um modo misterio- so ao Calvário. Quando se dá início ao seu sacrifício, que é quando a hóstia se torna o Corpo e o Sangue de Cristo, Deus nos coloca diante do Calvário. E estaremos diante do Calvário até que Cristo deixe de estar presente no altar, isto é, quando o sacerdote recebê-lo em Comunhão. É como se Deus quisesse que participássemos e colhêssemos todos os fru- tos da sua morte na Cruz todos os homens de todos os tempos. Estamos agora no Calvário! O que Jesus quer de nós? Que nos unamos ao seu sacrifício, colocando-nos ao lado de Nossa Senhora.

FIGURA 19

(mostrar o sacerdote, Jesus atrás, com o cálice elevado, os anjos ao redor em adoração, o povo olhando em profunda admiração, Deus Pai e Deus Espírito Santo ao fundo, o céu, o purgatório)

27

O sacerdote, de braços abertos, diz:

Celebrando, pois, a memória da paixão do vosso Filho, da sua ressurreição dentre os mortos e gloriosa ascensão aos céus, nós, vossos servos, e também vosso povo santo, vos oferecemos, ó Pai, dentre os bens que nos destes, o sacrifício perfeito e santo, pão da vida eterna e cálice da salvação. (T: Recebei, ó Senhor, a nossa oferta!)

Recebei, ó Pai, esta oferenda, como recebestes a oferta de Abel, o sacrifí- cio de Abraão e os dons de Melquisedeque.

Une as mãos e inclina-se, dizendo:

Nós vos suplicamos que ela seja levada à vossa presença, para que, ao participarmos deste altar, recebendo o Corpo e o Sangue de vosso Filho,

Ergue-se e faz sobre si o sinal da cruz, dizendo:

sejamos repletos de todas as graças e bênçãos do céu.

Une as mãos.

(Por Cristo, Senhor nosso. Amém).

(T: Recebei, ó Senhor, a nossa oferta!) –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

JESUS OFERECE E PEDE AO PAI QUE ACEITE O NOSSO SACRIFÍCIO

Jesus já está no alto da Cruz. É natural que o seu primeiro pen- sando se dirija ao Pai. Foi pelo Pai que veio a terra, é pelo Pai, antes de mais nada, que está morrendo por nós. Dirigindo-se ao Pai pede que aceite o seu sacrifício, que o aceite como aceitou o sacrifício de Abel ao ser morto por Caim, o sacrifício de Abraão ao oferecer o seu filho Isaac, mas detido pelo Anjo antes de que se realizasse e o sacrifício de Melqui- sedeque que era um sacerdote do Antigo Testamento. Podemos imaginar a alegria do Pai ao ver este pedido de Jesus! Como dissemos anteriormente, procuremos nessa Oração Euca- rística unir-nos à oração de adoração ao Pai de Cristo no alto da Cruz. Cristo oferecendo esse sacrifício ao Pai já está fazendo um ato de adora- ção. Nosso Senhor, enquanto sofria por nós, passou grande parte do tempo fazendo atos de adoração ao Pai por todos os seus filhos que não o adoram.

FIGURA 20

(mostrar Jesus sendo flagelado, os anjos ao redor, olhando para o Pai)

28

Memento dos defuntos

o sacerdote, de braços abertos, diz:

Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos e filhas N. N., que partiram desta vida, marcados com o sinal da fé.

Une as mãos e reza em silêncio. De braços abertos, Prossegue :

A eles, e a todos os que adormeceram no Cristo, concedei a felicidade, a luz e a paz.

Une as mãos.

(Por Cristo, Senhor nosso. Amém).

(T: Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos!) –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

JESUS PEDE AO PAI POR TODOS OS FALECIDOS

Nosso Senhor pede agora por todos os falecidos. É a hora de lem- brar de todos os nossos parentes e conhecidos e pedir pela salvação de cada um deles. Como nos alegra pensar que um dia poderemos nos en- contrar todos lá no Céu e vivermos com Deus, juntos, para sempre, sem qualquer dor ou sofrimento. As almas do purgatório se alegram especialmente neste momen- to. Sabem que a cada Missa são aliviadas e abreviadas as suas penas e muitas almas que já estavam às portas do Céu entrarão exultantes na Glória. Com que alegria e ansiedade esperam cada Missa que é celebra- da no mundo! Graças incontáveis serão dadas a elas!

Continuando a nossa adoração:

Quantos não o reconhecem como Senhor! Quantos não querem colocá-lo em primeiro lugar na sua vida, não querem reconhecer que são criaturas e que dependem totalmente do Criador! Como Deus, que é Pai, o melhor dos pais, deve sofrer vendo que suas pobres criaturas dizem:

“eu não preciso de Ti”, da mesma forma como um personagem de um livro diz ao autor que pode viver sem ele. Peçamos perdão ao Pai, junto com Jesus e Maria e todo o exército celestial pelos que vão por este ca- minho. Reconheçamos agora em nome de todos os que não o adoram que Deus é o nosso Senhor. Que dEle provém o céu, a terra, a água, o sol, as montanhas e tudo o que nos cerca. Dele provém a nossa vida, a nossa saúde, o termos acordado hoje, nossos parentes e familiares e todo o amor que recebemos.

FIGURA 21

(mostrar Jesus sendo coroado de espinhos, os anjos ao redor, olhando para o purgatório)

29

Bate no peito, dizendo:

E a todos nós pecadores,

De buços abertos, prossegue:

que confiamos na vossa imensa misericórdia, concedei, não por nossos méritos, mas por vossa bondade, o convívio dos Apóstolos e Mártires:

João Batista e Estêvão, Matias e Barnabé, (Inácio, Alexandre, Marcelino e Pedro; Felicidade e Perpétua, Agueda e Luzia, Inês, Cecília, Anastácia) e todos os vossos santos.

Une as mãos:

Por Cristo, Senhor nosso. (T: Concedei-nos o convívio dos eleitos!)

E prossegue:

Por ele não cessais de criar e santificar estes bens e distribuí-los entre nós.

Ergue o cálice e a patena com a hóstia, dizendo:

Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre. T: Amém!

Segue-se o rito da comunhão,

–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

JESUS PEDE AO PAI A SALVAÇÃO PARA TODOS

E agora Jesus estende o seu pedido a todos nós, pecadores. Ele se inclui entre eles, não por ter pecados, mas por ter assumido livremen- te a condição de pecador, representando a todos nós. Dirige ao Pai o pedido confiando na sua imensa misericórdia e pede para que conceda a graça da salvação, o convívio dos apóstolos e mártires, não por nossos méritos que são poucos, mas por sua bondade, que é infinita. Como esse pedido de Jesus nos enche de paz! É certo que não temos assegurada a nossa salvação, que teremos que lutar até o fim contra os nossos defei- tos, mas Jesus a cada Missa pede por nós, intercede por nós. Obrigado, meu Deus, por seres tão bom!

Continuemos nossa adoração. Pode nos servir nesse sentido o início da oração Te Deum: A Vós Oh! Deus!, vos glorificamos, A vós, Se- nhor, vos reconhecemos. A Vós, Eterno Pai, venera toda a criação. Os

Anjos todos, os céus, todas as Potestades vos honram. Os Querubins e Serafins cantam sem cessar; Santo, Santo, Santo é o Senhor, Deus do universo.

FIGURA 22

(mostrar Jesus na Cruz, olhando para o Pai)

30

ORAÇÃO EUCARÍSTICA II

S: O Senhor esteja convosco. T: Ele está no meio de nós. S: Corações ao alto. T: O nosso coração está em Deus. S: Demos graças ao Senhor, nosso Deus. T: É nosso dever e nossa salvação.

O sacerdote, de braços abertos, diz:

Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos gra- ças, sempre e em todo o lugar, Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo- poderoso, por Cristo, Senhor nosso. Ele é a vossa Palavra viva, pela qual tudo criastes. Ele é o nosso Salvador e Redentor, verdadeiro homem,

concebido do Espírito Santo e nascido da Virgem Maria. Ele, para cum- prir a vossa vontade, e reunir um povo santo em vosso louvor, estendeu os braços na hora da sua paixão a fim de vencer a morte e manifestar a ressurreição. Por ele os anjos celebram vossa grandeza e os santos pro- clamam vossa glória. Concedei-nos também a nós associar-nos a seus louvores, cantando (dizendo) a uma só voz:

T: Santo, Santo, Santo, Senhor, Deus do universo! O céu e a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas! Ben- dito o que vem em nome do Senhor. Hosana nas alturas!

–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

JESUS ELEVA O CORAÇÃO AO PAI

Começa a Oração Eucarística onde vivemos a Paixão de Cristo. E esta se deu início quando Jesus foi ao Horto das Oliveiras para rezar por nós na noite da Quinta-Feira Santa. Podemos pensar que a primeira coisa que Jesus faria nessa hora seria elevar ao Pai o seu coração em agradecimento por toda a sua bon- dade e em especial por ter querido perdoar os homens dos seus pecados. E agora é chegado este momento tão importante, depois de séculos e séculos de espera. Por isso a Oração Eucarística começa com um cântico de Ação de Graças: “Na verdade, é justo e necessário, é nosso dever e salvação dar-vos graças, sempre e em todo lugar, Senhor, Pai Santo, Deus eterno e todo-poderoso”. Estando às portas do Calvário, ao começar a Oração Eucarística, é natural que nosso recolhimento aumente ainda mais. Daí essas invo- cações que aparecem no início onde renovamos a fé de que Deus está junto de nós na Missa e renovamos o propósito de manter o nosso cora- ção elevado, olhando só para Deus.

FIGURA 17

(mostrar Cristo se dirigindo para o Horto das Oliveiras, agora mais perto,

olhando para o Pai)

31

O sacerdote, de braços abertos, diz:

Na verdade, ó Pai, vós sois santo e fonte de toda santidade.

Une as mãos e as estende sobre as oferendas, dizendo:

Santificai, pois, estas oferendas, derramando sobre elas o vosso Espírito,

Une as mãos e traça o sinal da cruz sobre o pão e o cálice ao mesmo tempo, dizendo:

a fim de que se tornem para nós o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso. (T: Santificai nossa oferenda, ó Senhor!) –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

JESUS PEDE AO PAI QUE SANTIFIQUE AS OFERENDAS

Vai começar a sua Paixão. A oração de Jesus se concentra no sa- crifício que vai oferecer por nós. Olha para o Pai e pede que santifique a oferenda que vai oferecer, que é a sua própria vida, e que derrame sobre ela o seu Espírito. Nessa oração tão simples percebemos a ação das três Pessoas da Santíssima Trindade na realização do sacrifício redentor. Jesus, que será o cordeiro redentor, o Pai a quem é oferecido o sacrifício e o Espírito Santo que abençoa a oferenda. Os santos se alegravam muito ao perce- ber a presença da Santíssima Trindade na Santa Missa. E procuravam ter essa consciência desde o início da Missa para poder tratar nesse momento cada uma das três Pessoas: Deus-Pai, Deus-Filho e Deus- Espírito Santo. E por que tanta alegria? Porque a Santíssima Trindade é a principal de todas as devoções. Está certo que tenhamos muita devo- ção a Nossa Senhora, a São José, ao nosso Anjo da Guarda, a um santo em especial, mas nenhuma delas deveria ser mais intensa do que o amor por Deus, pela Trindade Santíssima. Se as outras devoções já nos dão tanta alegria, quanto mais a devoção a Deus Uno e Trino, que foi quem criou todas as criaturas que existem no Céu e na Terra. Se experimentar o amor de Maria Santíssima já é extraordinário e consola tanto o nosso coração, imaginemos o que será experimentar o amor do próprio Deus. E nós podemos experimentá-lo de modo especial na Santa Missa. O amor ao Santo Sacrifício nos levará a perceber os momentos em que atuam cada uma das três Pessoas e a estabelecer um diálogo amoroso com ca- da uma delas. A ajuda de Nossa Senhora que é filha de Deus-Pai, mãe de Deus-Filho e esposa de Deus-Espírito Santo será um caminho seguro para alcançarmos essa grande graça.

FIGURA 23

(mostrar Cristo se dirigindo para o Horto das Oliveiras, agora mais perto, olhando para Ele na Cruz, sendo contemplado pelo Pai e o Espírito San- to)

32

Nas fórmulas que se seguem, as palavras do Senhor sejam proferidas de modo claro e audível, como requer a sua natureza:

Estando para ser entregue e abraçando livremente a paixão,

Toma o pão, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar, e prossegue:

ele tomou o pão, deu graças e o partiu e deu a seus discípulos, dizendo:

Inclina-se levemente

TOMAI, TODOS, E COMEI: ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS.

Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a na patena, fazendo genuflexão para adorá-la.

–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

A HÓSTIA SE TORNA O CORPO E SANGUE DE CRISTO

Acompanhemos as palavras do sacerdote, ou melhor, de Cristo com a voz emprestada do sacerdote, em profundo silêncio ... As palavras que seguem são aquelas pronunciadas na Última Ceia: “Tomai e comei todos vós” ... No momento em que Jesus pronunciar estas palavras, de um modo misterioso a Hóstia se converterá no seu Corpo e o Vinho se con- verterá no seu Sangue. É um verdadeiro milagre que ocorre nessa hora diante dos nossos olhos, mais ainda, um milagre enorme, portentoso. Aquele pedaço de pão já não é mais pão e sim Jesus Cristo. Aquele vinho que está no cálice já não é mais vinho e sim Jesus Cristo. Os anjos con- templam extasiados esse milagre e fazem a corte em torno do altar. Po- demos imaginar que Nossa Senhora também faz a corte olhando de joe- lhos o seu Filho. Qual é o nosso desejo nessa hora: adorar Jesus e pedir a Deus que aumente a nossa fé. Estando o Corpo de Cristo elevado, façamos atos de profunda adoração:

“Meu Senhor e meu Deus” (palavras de São Tomé). “Senhor, creio firmemente que estás aí com seu Corpo com seu Sangue, com sua Alma e sua Divindade”. “Senhor: te amo, te amo”! “Senhor, creio, mas ajuda a minha incredulidade”. “Meu Deus e meu tudo”! “Adoro-vos com devoção Deus escondido”!

FIGURA 18

(mostrar o sacerdote, Jesus atrás, com a hóstia elevada, vendo nela Je- sus, os anjos ao redor em adoração, o povo olhando em profunda admi- ração, Deus Pai e Deus Espírito Santo ao fundo, o céu, o purgatório)

33

Então prossegue:

Do mesmo modo, ao fim da ceia,

Toma o cálice nas mãos, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar, e prossegue:

ele tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente e o deu a seus discípulos, dizendo:

Inclina-se levemente.

TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS PARA REMISSÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.

Mostra o cálice ao povo, coloca-o sobre o corporal, e faz genuflexão para adorá-lo. Em seguida, diz:

Eis o mistério da fé! T: Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa res- surreição. Vinde, Senhor Jesus!

Ou:

T: Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos, Senhor, a vossa morte, enquanto esperamos a vossa vinda!

Ou:

T: Salvador do mundo, salvai-nos, vós que nos libertastes pela cruz e ressurreição.

–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

O VINHO SE TORNA O CORPO E O SANGUE DE CRISTO

Estando o Sangue de Cristo elevado, façamos atos de profunda adoração:

“Meu Senhor e meu Deus” (palavras de São Tomé). “Senhor, creio firmemente que estás aí com seu Corpo com seu Sangue, com sua Alma e sua Divindade”. “Senhor: te amo, te amo”! “Senhor, creio, mas ajuda a minha incredulidade”. “Meu Deus e meu tudo”! “Adoro-vos com devoção Deus escondido”!

De um modo misterioso estamos agora diante do Calvário.

FIGURA 19

(mostrar o sacerdote, Jesus atrás, com o cálice elevado, os anjos ao re- dor em adoração, o povo olhando em profunda admiração, Deus Pai e Deus Espírito Santo ao fundo, o céu, o purgatório)

34

O sacerdote, de braços abertos, diz:

Celebrando, pois, a memória da morte e ressurreição do vosso Filho, nós vos oferecemos, ó Pai, o pão da vida e o cálice da salvação; e vos agrade- cemos porque nos tornastes dignos de estar aqui na vossa presença e vos servir. (T: Recebei, ó Senhor, a nossa oferta!)

E nós vos suplicamos que, participando do Corpo e Sangue de Cristo, sejamos reunidos pelo Espírito Santo num só corpo. (T: Fazei de nós um só corpo e um só espírito!)

Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja que se faz presente pelo mundo intei- ro: que ela cresça na caridade, com o Papa N., com o nosso Bispo N. e todos os ministros do vosso povo. (T: Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja!) –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

NÓS OFERECEMOS JESUS AO PAI E AGRADECEMOS POR ESTARMOS AQUI PRESENTE

Nós que estamos diante de Jesus e ao lado de Nossa Senhora, somos movidos a oferecer Nosso Senhor e nós mesmos ao Pai em oferen- da de sacrifício. Ao mesmo tempo sentimos o desejo de agradecer ao Pai pelo fato de podermos estar aqui presente, rezando e alimentando-nos de tão grande mistério.

JESUS PEDE AO PAI PELA UNIDADE ENTRE TODOS NÓS E A SEGUIR PELA IGREJA, PELO PAPA, E POR TODOS OS MINISTROS

São muitas as coisas que Jesus está pedindo ao Pai estando no alto da Cruz. Dentre essas, não se esquece de pedir pela unidade que é um bem importantíssimo. Se uma família não está unida, não é uma família, é um agregado de pessoas, e certamente nesse ambiente não haverá alegria, não haverá amor. Peçamos com Nosso Senhor pela uni- dade entre todos os homens. Peçamos também pela Igreja, pelo Papa e por todos os ministros que necessitam muito da nossa oração. Como dissemos anteriormente, procuremos nessa Oração Euca- rística unir-nos à oração de agradecimento de Cristo ao Pai no alto da Cruz. No Prefácio dizemos que é nosso dever e salvação dar graças a Deus. Para nos salvar, Jesus agradece ao Pai todos os dons que recebe- mos e não agradecemos.

FIGURA 24

(mostrar Jesus sendo flagelado, os anjos ao redor, olhando para a sua

Igreja, o Papa, os bispos, os sacerdotes)

35

__________________________________________

Nas missas pelos fiéis defuntos pode-se acrescentar:

Lembrai-vos do vosso filho (da vossa filha) N. que (hoje) chamastes deste mundo à vossa presença. Concedei-lhe que, tendo participado da morte de Cristo pelo batismo, participe igualmente da sua ressurreição. (T: Concedei-lhe contemplar a vossa face!) ___________________________________________

Lembrai-vos também dos (outros) nossos irmãos e irmãs que morreram na esperança da ressurreição e de todos os que partiram desta vida:

acolhei-os junto a vós na luz da vossa face. (T: Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos!) –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

JESUS PEDE PELOS NOSSOS PARENTES FALECIDOS

Nosso Senhor pede agora por todos os falecidos. É a hora de lem- brar de todos os nossos parentes e conhecidos e pedir pela salvação de cada um deles. Como nos alegra pensar que um dia poderemos nos en- contrar todos lá no Céu e vivermos com Deus, juntos, para sempre, sem qualquer dor ou sofrimento. As almas do purgatório se alegram especialmente neste momen- to. Sabem que a cada Missa são aliviadas e abreviadas as suas penas e muitas almas que já estavam às portas do Céu entrarão exultantes na Glória. Com que alegria e ansiedade esperam cada Missa que é celebra- da no mundo! Graças incontáveis serão dadas a elas!.

Continuando o nosso agradecimento:

Quantas coisas devemos agradecer a Deus! Simplesmente tudo, tudo!

Pensando lá atrás: ter-nos criado, junto com toda a

criação...

ter-nos

elevado à ordem sobrenatural (poder conviver intimamente com Ele) ... depois do pecado dos nossos primeiros pais, estabelecer novamente a

Aliança com os homens prometendo o

perdão...

enviar os profetas para

anunciar a salvação

ter vindo à terra para nos salvar, nascendo no

assumindo a natureza humana, ser modelo

... seio da Virgem Santíssima

para nós em tudo

...

... ter-nos transmitido seus ensinamentos maravilho-

sos

...

ter-nos deixado esses canais extraordinários da graça que são os

sacramentos

...

ter-nos aberto as portas do Céu morrendo na Cruz

...

FIGURA 21

(mostrar Jesus sendo coroado de espinhos, os anjos ao redor, olhando para o purgatório)

36

Enfim, nós vos pedimos, tende piedade de todos nós e dai-nos participar da vida eterna, com a Virgem Maria, Mãe de Deus, com os santos Apóstolos e todos os que neste mundo vos serviram, a fim de vos louvarmos e glorificarmos

Une as mãos.

por Jesus Cristo, vosso Filho. (T: Concedei-nos o convívio dos eleitos!)

Ergue o cálice e a patena com a hóstia, dizendo:

Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na

unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre. T: Amém! –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

JESUS PEDE AO PAI A GRAÇA DA SALVAÇÃO PARA TODOS NÓS

E agora Jesus estende o seu pedido a todos nós. Dirige ao Pai o pedido e pede tenha piedade de nós e nos conceda o convívio de Nossa Senhora, dos apóstolos e de todos que neste mundo vos serviram. Como esse pedido de Jesus nos enche de paz! É certo que não temos assegu- rada a nossa salvação, que teremos que lutar até o fim contra os nossos defeitos, mas Jesus a cada Missa pede por nós, intercede por nós. Obri- gado, meu Deus, por seres tão bom!

Continuando o nosso agradecimento:

Podemos agradecer agora, em nome de todos, por todos os dons

que se referem a cada vida humana: ter nascido

...

ter nascido nessa fa-

mília, com esse pai e essa mãe tão bons

vida

estar vivendo até agora

ter uma razoável condição de

não ter

po-

... não ter nenhuma doença grave

... sofrido nenhum acidente sério até agora que comprometa a saúde

...

...

...

der estudar

estudar em determinada escola

...

ter uma família muito

poder

... unida: irmãos, parentes

ter tido uma boa educação em casa

...

...

... abrigar-nos do frio e do calor

não ter experimentado o drama da guer-

ra ou uma grande catástrofe

...

etc

...

etc

...

Como são importantes esses dons que Deus não cessa de dar- nos! Basta não termos um ou outro para a nossa vida tornar-se muito difícil. Quem sabe já estamos experimentando a ausência de alguns de- les. Saber que Deus permite isso para tirar um bem maior. Talvez ainda não o estamos vendo, mas virá, mais dia ou menos dia. Deus é Pai, mui- to pai, e nunca nos abandona.

FIGURA 25

(mostrar Jesus na Cruz, olhando para nós)

37

ORAÇÃO EUCARISTICA III

O sacerdote, de braços abertos, diz:

Na verdade, vós sois santo, ó Deus do universo, e tudo o que criastes

proclama a vosso louvor, porque, por Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso, e pela força do Espírito Santo, dais vida e santidade a todas as coisas e não cessais de reunir o vosso povo para que vos ofereça em toda parte, do nascer ao pôr-do-sol, um sacrifício perfeito. (T: Santificai e reuni o vosso povo!) –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

JESUS LOUVA A BONDADE DO PAI

“Na verdade, vós sois santo, ó Deus do universo, e tudo o que

criastes proclama o vosso louvor”

...

Jesus começa a subida ao Calvário.

Sente, em primeiro lugar, o desejo de dirigir o seu olhar ao Pai e louvá-lo junto com toda a criação por sua imensa bondade, por dar vida e santi- dade a todas as coisas e agora que voltará a dar a verdadeira vida a cada um dos homens salvando-os dos seus pecados.

JESUS LOUVA O PAI POR REUNIR CONTINUAMENTE O SEU POVO PARA REALIZAR O SEU SACRÍFIO

Jesus louva também o Pai por não cessar de reunir o seu povo, do nascer ao pôr-do-sol, para que lhe ofereça em toda parte um sacrifício perfeito, que é o sacrifício da Missa. Jesus mostra aqui o desejo de que este sacrifício não cesse, de que estejamos nos reunindo continuamente para celebrá-lo, que é o que fazemos cada domingo. Por que Jesus louva o Pai por não cessar de reunir o seu povo? Porque nós e o mundo necessitamos da Missa. Cada Missa obtém graças infinitas para nós e para todos os homens. Quantas graças nós precisa- mos, quem sabe agora mesmo, para melhorarmos o relacionamento com determinada pessoa, para suportarmos com alegria uma contrariedade que estejamos passando, para obter um emprego, para conseguirmos resolver um problema econômico, etc. E nem se diga com relação ao mundo: a paz, a concórdia, as pessoas que passam fome, solidão, não têm uma casa onde morar, etc. E a principal graça que é a salvação eterna.

Deus sabe que precisamos de tudo isso e por isso se alegra de que participemos sem cessar da Santa Missa que é de onde brotam to- das as graças.

FIGURA 13

(mostrar Cristo se dirigindo para o Horto das Oliveiras, agora mais perto,

olhando para o Pai, vendo a Igreja)

38

Une as mãos e as estende sobre as oferendas, dizendo:

Por isso, nós vos suplicamos: santificai pelo Espírito Santo as oferendas que vos apresentamos para serem consagradas,

Une as mãos e traça o sinal da cruz sobre o pão e o cálice ao mesmo tempo, dizendo:

a fim de que se tornem o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, vosso Fi- lho e Senhor nosso,

Une as mãos.

que nos mandou celebrar este mistério. (T: Santificai nossa oferenda, ó Senhor!) –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

JESUS PEDE AO ESPÍRITO SANTO PARA CONSAGRAR AS OFERENDAS

Na Missa, o sacerdote pede ao Espírito Santo que santifique as oferendas, que são a hóstia e o vinho, para que se tornem o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo. Como a Missa nos leva a viver o mistério da Paixão de Cristo, nessa hora podemos ver Jesus que se dirige para o Horto das Oliveiras. Volta-se, então, para a Terceira Pessoa da Santíssima Trindade, o Espíri- to Santo, e pede que santifique o seu Corpo e o seu Sangue que serão apresentados para o sacrifício. Dentro de pouco será flagelado e a sua vida ficará por um fio. A flagelação será tremenda. Uma alma santa a descreve como teria sido:

Os primeiros açoites ou varas que usaram, pareciam ser de madeira branca e dura; talvez fossem também feixes de tendões secos de boi ou tiras duras de couro branco. Nosso Senhor e Salvador, o Filho de Deus, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, contraía-se e torcia-se, como um verme, sob os açoites criminosos; ouviam-se os gemidos e lamentos, do- ces e claros, como uma prece afetuosa no meio das dores dilacerantes,

entre o sibilar e o estalar dos açoites dos carrascos (

quarto de hora deixaram os dois carrascos (

)

) Ao cabo de um

... O segundo par de carras-

... cos caiu então com novo furor sobre Jesus; tinham outra espécie de açoite; eram como varas de espinheiro, com nós e esporões. Os violentos golpes rasgaram todas as pisaduras do santo corpo de Jesus; o sangue regou o chão, em redor da coluna e salpicou os braços dos carrascos.

Jesus gemia, rezava, torcia-se de dor (

...

)

Os dois seguintes carrascos

bateram em Jesus com flagelos: eram curtas correntes ou correias, fixas num cabo, cujas extremidades estavam munidas de ganchos de ferro,

que arrancavam, a cada golpe, pedaços de pele e carne das costas. Oh!

Quem pode descrever o aspecto horrível e doloroso deste suplício? (

...

)

O

corpo de Nosso Senhor formava uma só chaga, não havia mais lugar

são"37.

FIGURA 26

(mostrar Cristo se dirigindo para o Horto das Oliveiras, agora mais perto,

olhando para o Espírito Santo)

39

Nas fórmulas que se seguem, as palavras do Senhor sejam proferidas de modo claro e audível, como requer a sua natureza.

Na noite em que ia ser entregue,

Toma o pão, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar, e prossegue:

ele tomou o pão, deu graças e o partiu e deu a seus discípulos, dizendo:

Inclina-se levemente.

TOMAI, TODOS, E COMEI: ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS.

Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a na patena, fazendo genuflexão para adorá-la.

–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

A HÓSTIA SE TORNA O CORPO E SANGUE DE CRISTO

Acompanhemos as palavras do sacerdote, ou melhor, de Cristo com a voz emprestada do sacerdote, em profundo silêncio ... As palavras que seguem são aquelas pronunciadas na Última

Ceia: “Tomai e comei todos vós” ...

No momento em que Jesus pronunciar estas palavras, de um modo misterioso a Hóstia se converterá no seu Corpo e o Vinho se con- verterá no seu Sangue. É um verdadeiro milagre que ocorre nessa hora diante dos nossos olhos, mais ainda, um milagre enorme, portentoso. Aquele pedaço de pão já não é mais pão e sim Jesus Cristo. Aquele vinho que está no cálice já não é mais vinho e sim Jesus Cristo. Os anjos con- templam extasiados esse milagre e fazem a corte em torno do altar. Po- demos imaginar que Nossa Senhora também faz a corte olhando de joe-

lhos o seu Filho. Qual é o nosso desejo nessa hora: adorar Jesus e pedir a Deus que aumente a nossa fé. Estando o Corpo de Cristo elevado, façamos atos de profunda adoração:

“Meu Senhor e meu Deus” (palavras de São Tomé). “Senhor, creio firmemente que estás aí com seu Corpo com seu Sangue, com sua Alma e sua Divindade”. “Senhor: te amo, te amo”! “Senhor, creio, mas ajuda a minha incredulidade”. “Meu Deus e meu tudo”! “Adoro-vos com devoção Deus escondido”!

FIGURA 18

(mostrar o sacerdote, Jesus atrás, com a hóstia elevada, vendo nela Je- sus, os anjos ao redor em adoração, o povo olhando em profunda admi- ração, Deus Pai e Deus Espírito Santo ao fundo, o céu, o purgatório)

40

Então prossegue:

Do mesmo modo, ao fim da ceia,

Toma o cálice nas mãos, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar, e prossegue:

ele tomou o cálice em suas mãos, deu graças novamente e o deu a seus discípulos, dizendo:

Inclina-se levemente.

TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS PARA REMISSÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.

Mostra o cálice ao povo, coloca-o sobre o corporal, e faz genuflexão para adorá-lo. Em seguida, diz:

Eis o mistério da fé! T: Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa res- surreição. Vinde, Senhor Jesus!

Ou:

T: Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos, Senhor, a vossa morte, enquanto esperamos a vossa vinda!

Ou:

T: Salvador do mundo, salvai-nos, vós que nos libertastes pela cruz e ressurreição.

–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

O VINHO SE TORNA O CORPO E O SANGUE DE CRISTO

Estando o Sangue de Cristo elevado, façamos atos de profunda adoração:

“Meu Senhor e meu Deus” (palavras de São Tomé). “Senhor, creio firmemente que estás aí com seu Corpo com seu Sangue, com sua Alma e sua Divindade”. “Senhor: te amo, te amo”! “Senhor, creio, mas ajuda a minha incredulidade”. “Meu Deus e meu tudo”! “Adoro-vos com devoção Deus escondido”!

De um modo misterioso estamos agora diante do Calvário.

FIGURA 19

(mostrar o sacerdote, Jesus atrás, com o cálice elevado, os anjos ao re- dor em adoração, o povo olhando em profunda admiração, Deus Pai e Deus Espírito Santo ao fundo, o céu, o purgatório)

41

O sacerdote, de braços abertos, diz:

Celebrando agora, ó Pai, a memória do vosso Filho, da sua paixão que nos salva, da sua gloriosa ressurreição e da sua ascensão ao céu, e en- quanto esperamos a sua nova vinda, nós vos oferecemos em ação de graças este sacrifício de vida e santidade. (T: Recebei, ó Senhor, a nossa oferta!)

Olhai com bondade a oferenda da vossa Igreja, reconhecei o sacrifício

que nos reconcilia convosco e concedei que, alimentando-nos com o Corpo e o Sangue do vosso Filho, sejamos repletos do Espírito Santo e nos tornemos em Cristo um só corpo e um só espírito. (T: Fazei de nós um só corpo e um só espírito!) –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

JESUS OFERECE AO PAI O SEU SACRIFÍCIO EM AÇÃO DE GRAÇAS

Sofrendo a flagelação, a quem Jesus se dirige em primeiro lugar? Como sempre, ao Pai. É por Ele em primeiro lugar que está realizando este sacrifício e depois por nós. E, apesar de toda a dor que está sentin- do, o faz com grande alegria pensando nos frutos que dele virão. É boni- to também que Nosso Senhor diga que oferece esse sacrifício em ação de graças. É a linguagem do amor onde quem ama aceita fazer qualquer sacrifício pela pessoa amada.

JESUS PEDE AO PAI QUE ACEITE O NOSSO SACRIFÍCIO E SEJAMOS REPLETOS DO ESPÍRITO SANTO

Olhai, Pai, com bondade a oferenda da vossa Igreja. Jesus lembra aqui que todos nós, a Igreja, estamos oferecendo esse sacrifício. Na Igre- ja, Cristo é a cabeça e nós somos os membros desse Corpo Místico. Unamo-nos mais uma vez ao sacrifício de Jesus oferecendo tudo o que fizemos de bom nessa semana passou para a remissão dos pecados de todos os homens. Agradeçamos também a Jesus que pede ao Pai que nos tornemos um só corpo e um só espírito com Ele e que sejamos reple- tos do Espírito Santo.

Como dissemos anteriormente, procuremos nessa Oração Euca- rística unir-nos à petição de Cristo ao Pai durante a sua Paixão. Quan- tas coisas teria Jesus para pedir ao Pai por cada um de nós! Como nosso irmão mais velho, pediria tanto por coisas pequenas como por coisas grandes. Pediria, mais ainda, suplicaria ao Pai para nos alcançar todos

os dons. Maria, nossa Mãe, nossa grande intercessora, acompanha Je- sus nessa petição incansável.

FIGURA 20

(mostrar Jesus sendo flagelado, os anjos ao redor, olhando para o Pai)

42

Que ele faça de nós uma oferenda perfeita para alcançarmos a vida eter- na com os vossos santos: a Virgem Maria, Mãe de Deus, os vossos Após- tolos e Mártires, N. (o santo do dia ou o padroeiro) e todos os santos, que não cessam de interceder por nós na vossa presença. (T: Fazei de nós uma perfeita oferenda!)

E agora, nós vos suplicamos, ó Pai, que este sacrifício da nossa reconci- liação estenda a paz e a salvação ao mundo inteiro. Confirmai na fé e na caridade a vossa Igreja, enquanto caminha neste mundo: o vosso servo o Papa N., o nosso Bispo N., com os bispos do mundo inteiro, o clero e todo o povo que conquistastes. (T: Lembrai-vos, ó Pai, da vossa Igreja!) –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

JESUS PEDE AO PAI A NOSSA SALVAÇÃO

Jesus pede ao Pai que sejamos uma oferenda perfeita, isto é, que vivamos em estado de graça, crescendo no amor, e assim sejamos dignos de alcançar a vida eterna, o inefável convívio com os santos: a Virgem Maria, os santos Apóstolos e Mártires e todos os santos que não cessam de interceder por nós.

JESUS PEDE AO PAI QUE ESTE SACRIFÍCIO ESTENDA A PAZ AO MUNDO INTEIRO

“E agora, nós vos suplicamos, ó Pai, que este sacrifício da nossa reconciliação estenda a paz e a salvação ao mundo inteiro” ...

JESUS PEDE AO PAI A NOSSA CONFIRMAÇÃO NA FÉ E NA CARIDADE, DE MODO ESPECIAL PELOS SEUS MINISTROS

“Confirmai na fé e na caridade a vossa Igreja, enquanto caminha neste mundo: o vosso servo o Papa N., o nosso Bispo N., com os bispos do mundo inteiro, o clero e todo o povo que conquistastes”.

Continuemos a nossa petição:

Jesus faz acima dois grandes pedidos: a paz e a salvação do mundo inteiro. Que maior pedido podemos fazer senão este! A salvação em primeiro lugar, pois ainda que não vivamos em paz alguns anos da nossa vida, podemos alcançar a paz eterna na outra vida. Deus, como Pai que é, sabe também que a paz nesta vida é muito importante. Sem

paz não há clima para amar o próximo, para amar a Deus. Senhor, dai- nos a paz!

FIGURA 27

(mostrar Jesus sendo coroado de espinhos, os anjos ao redor, olhando para nós e a igreja)

43

Atendei às preces da vossa família, que está aqui, na vossa presença. Reuni em vós, Pai de misericórdia, todos os vossos filhos e filhas disper- sos pelo mundo inteiro. (T: Lembrai-vos, ó Pai, dos vossos filhos!)

* Acolhei com bondade no vosso reino os nossos irmãos e irmãs que par- tiram desta vida e todos os que morreram na vossa amizade. Unidos a eles, esperamos também nós saciar-nos eternamente da vossa glória,

Une as mãos.

por Cristo, Senhor nosso. (T: A todos saciai com vossa glória!)

Por ele dais ao mundo todo bem e toda graça.

Ergue o cálice e a patena com a hóstia, dizendo:

Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre. T: Amém! –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

JESUS PEDE AO PAI QUE ACEITE TODOS OS NOSSOS PEDIDOS

“Atendei às preces da vossa família, que está aqui, na vossa pre- sença”. Que coração grande tem Nosso Senhor no alto da Cruz! Está sofrendo terrivelmente, mas não pensa em si. Pensa em nós e nos nos- sos pedidos. Pede ao Pai que atenda todos eles. Obrigado, Senhor, por seres tão bom!

JESUS PEDE AO PAI QUE TODOS VIVAMOS REUNIDOS

“Reuni em vós, Pai de misericórdia, todos os vossos filhos e filhas

dispersos pelo mundo inteiro”. A maior alegria do Pai é ver os seus filhos todos reunidos. Quantos são ainda essa ovelha perdida que abandonou

a casa do Pai e ainda não voltou. Quem sabe essa ovelha perdida vive dentro da nossa casa. Peçamos junto com Jesus e Maria por todas elas. Que encontrem a alegria de retornar à casa do Pai.

Continuemos a nossa petição: Peçamos pela salvação de todos os

homens, todos os parentes e conhecidos

mem da nossa fé

...

para que muitos se aproxi-

... para que os católicos amem de verdade a Deus e se-

jam praticantes ...

para que todos se esforcem por viver em estado de

graça e por crescer no amor a Deus mandamentos que Deus nos deixou ...

...

para que todos vivam fielmente os

FIGURA 25

(mostrar Jesus na Cruz, olhando para nós)

44

__________________________________________

Na missa pelos fiéis defuntos, pode-se dizer:

* Lembrai-vos do vosso filho (da vossa filha) N., que (hoje) chamastes deste mundo à vossa presença. Concedei-lhe que, tendo participado da morte de Cristo pelo batismo, participe igualmente da sua ressurreição, no dia em que ele ressuscitar os mortos, tornando o nosso pobre corpo semelhante ao seu corpo glori- oso. (T: Concedei-lhe a graça de contemplar a vossa face!)

Acolhei com bondade no vosso reino os nossos irmãos e irmãs que parti- ram desta vida e todos os que morreram na vossa amizade. Unidos a eles, esperamos também nós saciar-nos eternamente da vossa glória, quando enxugardes toda lágrima dos nossos olhos. Então, contemplan- do-vos como sois, seremos para sempre semelhantes a vós e cantaremos sem cessar os vossos louvores

Une as mãos.

por Cristo, Senhor nosso. (T: A todos saciai com vossa glória!)

Por ele dais ao mundo todo bem e toda graça.

Ergue o cálice e a patena com a hóstia, dizendo:

Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre. T: Amém! __________________________________________

JESUS PEDE PELOS QUE FALECERAM

Agora é o momento de pedir por todos os falecidos. Por estes que partiram o nosso coração quando deixaram esse mundo. Jesus tem um carinho especial por cada um deles.

Continuemos a nossa petição:

Peçamos pela saúde de todos os homens, parentes e amigos

...

pa-

ra que todos tenham um

lugar

onde morar

...

alimentos

...

emprego

...

amor fraterno

...

esperança

...

paciência

...

fortaleza

...

fidelidade

...

cons-

tância

...

responsabilidade

...

alegria

...

bom-humor

...

respeito pelo próxi-

mo ...

FIGURA 28

(mostrar Jesus na Cruz, olhando para o purgatório)

45

ORAÇÃO EUCARISTICA IV

S: O Senhor esteja convosco. T: Ele está no meio de nós. S: Corações ao alto. T: O nosso coração está em Deus. S: Demos graças ao Senhor, nosso Deus. T: É nosso dever e nossa salvação. S: Na verdade, ó Pai, é nosso dever dar-vos graças, é nossa salvação dar-vos glória: só vós sois o Deus vivo e verdadeiro que existis antes de todo o tempo e permaneceis para sempre, habitando em luz inacessível. Mas, porque sois o Deus de bondade e a fonte da vida, fizestes todas as coisas para cobrir de bênçãos as vossas criaturas e a muitos alegrar com a vossa luz. (T: Alegrai-nos, ó Pai, com vossa luz!)

Eis, pois, diante de vós todos os Anjos que vos servem e glorificam sem cessar, contemplando a vossa glória. Com eles, também nós, e, por nos- sa voz, tudo o que criastes, celebramos o vosso nome, cantando (dizen- do) a uma só voz:

T: Santo, Santo, Santo, Senhor, Deus do universo! O céu e a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas! Ben- dito o que vem em nome do Senhor. Hosana nas alturas!

–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

JESUS ELEVA O CORAÇÃO AO PAI

Começa o momento mais importante da Santa Missa: o momento de acompanhar os passos de Cristo na sua Paixão. Por isso o sacerdote volta-se para o povo e pede um recolhimento mais intenso: “O Senhor

esteja convosco. Ele está no meio de nós. Corações ao alto. O nosso co-

ração está em Deus”. A seguir, o sacerdote nos convida a dar graças a Deus: “Demos

graças ao Senhor, nosso Deus. É nosso dever e nossa salvação”. Faz esse convite, pois é o que Jesus faria ao começar o seu Via Crucis 38 em direção ao Calvário. Jesus começa a sua Paixão agradecendo ao Pai por ter estabelecido o dia da salvação que agora está prestes a se realizar. Agradeçamos também a Deus por sua imensa bondade e unamo-nos ao coro dos Anjos, dos santos, das almas que estão no purgatório, empres-

tando nossa voz a toda criação e digamos: “Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo! O céu e a terra proclamam a vossa glória. Hosana nas alturas! Bendito o que vem em nome do Senhor. Hosana nas alturas!”

FIGURA 17

(mostrar Cristo se dirigindo para o Horto das Oliveiras, agora mais perto,

olhando para o Pai, vendo a nós)

46

O sacerdote, de braços abertos, diz:

Nós proclamamos a vossa grandeza, Pai santo, a sabedoria e o amor com que fizestes todas as coisas: criastes o homem e a mulher à vossa ima- gem e lhes confiastes todo o universo, para que, servindo a vós, seu Cri- ador, dominassem toda criatura. E quando pela desobediência perderam a vossa amizade, não os abandonastes ao poder da morte, mas a todos socorrestes com bondade, para que, ao procurar-vos, vos pudessem en- contrar. (T: Socorrei, com bondade, os que vos buscam!)

E, ainda mais, oferecestes muitas vezes aliança aos homens e às mulhe-

res e os instruístes pelos profetas na esperança da salvação. E de tal modo, Pai santo, amastes o mundo que, chegada a plenitude dos tem- pos, nos enviastes vosso próprio Filho para ser o nosso Salvador. (T: Por amor nos enviastes vosso Filho!) –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

JESUS LOUVA A BONDADE DO PAI PARA COM OS HOMENS

Como não pensar que nesse agradecimento Nosso Senhor voltaria lá atrás no tempo e fosse relembrando brevemente toda a história da

salvação estabelecida por seu Pai. Pois é isso o que faz agora.

Começa por lembrar a criação do homem: “criastes o homem e a

mulher à vossa imagem e lhes confiastes todo o universo, para que, ser- vindo a vós, seu Criador, dominassem toda a criatura”. Que maravilha:

termos sido criador à imagem e semelhança de Deus e elevados à ordem sobrenatural. Quem de nós merece isso? Sermos criados com inteligên- cia e vontade e adornados com a graça para podermos participar da vida divina, compartilhá-la, sermos filhos de Deus e vivermos com Ele como se vive numa família! Aproveitemos esse momento para agradecer nova- mente esse imenso dom. A seguir, lembra o triste momento do pecado original e o acolhi- mento do Pai, que veio em seguida, não abandonando os homens sob o poder da morte. Vem, então, a aliança oferecida muitas vezes aos homens e às mulheres. São enviados os profetas a fim de alimentar o povo na espe- rança da salvação. E, agora, tendo chegado a plenitude dos tempos, de tal modo amou o mundo que enviou o seu próprio Filho, Ele mesmo, para ser o nosso Salvador. Que mistério! Um Pai que envia o seu próprio Filho para ser crucificado e assim nos salvar! Só há uma explicação: o muito amor que tem por nós, seus filhos pequenos. Pai: obrigado, muito obrigado por esse amor!

FIGURA 14

(mostrar Cristo se dirigindo para o Horto das Oliveiras, agora mais perto,

olhando para o Pai, vendo a nós)

47

Verdadeiro homem, concebido do Espírito Santo e nascido da Virgem Maria, viveu em tudo a condição humana, menos o pecado, anunciou aos pobres a salvação, aos oprimidos, a liberdade, aos tristes, a alegria. E para realizar o vosso plano de amor, entregou-se à morte e, ressusci- tando dos mortos, venceu a morte e renovou a vida. (T: Jesus Cristo deu-nos vida por sua morte!)

E, a fim de não mais vivermos para nós, mas para ele,

que por nós morreu e ressuscitou, enviou de vós, ó Pai, o Espírito Santo, como primeiro dom aos vossos fiéis para santificar todas as coisas, le- vando à plenitude a sua obra. (T: Santificai-nos pelo dom do vosso Espírito!) –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

JESUS FALA DA SUA MISSÃO E DO ESPÍRITO SANTO ENVIADO PELO PAI

Jesus faz agora uma breve biografia da sua vida. É como se qui- sesse despertar a nossa admiração por Ele; é como nos dissesse: olha só quem sou eu e o que fiz por vós. Quem sou eu? Sou, poderia dizer-nos Jesus, verdadeiro homem concebido do Espírito Santo e nascido da Virgem Maria. Sou verdadeiro homem: até o dia da Anunciação, vivia apenas como Espírito puro, da mesma forma que Deus Pai e Deus Espírito Santo. Depois da Anuncia- ção, sem deixar de ser Deus, assumi uma natureza humana. Vivi em tudo a condição humana. Senti dor, fome, sede, cansaço, como todos os homens. Senti o peso do trabalho, o suor, o calor e o frio. Como já disse, vivi em tudo a condição humana, exceto o pecado. Por isso, posso ser luz e consolo para todos vós. Luz, porque procurei fazer tudo bem feito. Consolo, porque não há dificuldade que não tenha passado. Consolo também com relação aos pecados porque, apensar de não ter cometido nenhum, sei a dor que experimentais com eles e tenho toda a força para vencê-los. Chegada a hora da minha vida pública, andei por toda a Pa- lestina e anunciei aos pobres a salvação, aos oprimidos, a liberdade, aos tristes, a alegria. E para realizar o plano de amor estabelecido por meu Pai, entreguei-me à morte, sofrendo a dolorosa Paixão desde a quinta- feira à noite até às três horas da tarde da sexta-feira santa, quando mor- ri no alto da Cruz. Mas no domingo pela manhã, ressuscitei dos mortos, mostrando meu poder sobre a morte, e sobre tudo aquilo que causa a morte, como o pecado. Voltei assim a abrir as portas do Céu para a feli- cidade vossa. E, antes de subir aos Céus, deixei-vos o Espírito Santo para fazer-vos companhia em todo momento.

Agradeçamos uma vez mais tudo o que Cristo fez por nós e faça- mos o propósito de corresponder generosamente ao seu amor.

FIGURA 29

(mostrar Cristo se dirigindo para o Horto das Oliveiras, agora mais perto,

olhando para o Pai e o Espírito Santo)

48

Une as mãos e as estende sobre as oferendas, dizendo:

Por isso, nós vos pedimos que o mesmo Espírito Santo santifique estas oferendas,

Une as mãos e traça o sinal da cruz sobre o pão e o cálice ao mesmo tempo, dizendo :

a fim de que se tornem o Corpo e o Sangue de Jesus Cristo, vosso Filho e Senhor nosso,

Une as mãos.

para celebrarmos este grande mistério que ele nos deixou em sinal da eterna aliança. (T: Santificai nossa oferenda pelo Espírito!) –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

JESUS PEDE AO ESPÍRITO SANTO QUE SANTIFIQUE AS OFERENDAS

Este é o momento conhecido como Epiclese que significa invoca- ção ao Espírito Santo. Assim como nos outros sacramentos o sacerdote invoca o Espírito Santo antes de comunicar a graça, da mesma forma é invocado na Santa Missa antes da hóstia e do vinho converterem-se no Corpo e Sangue de Cristo. O Espírito Santo é invocado nessas horas, pois Ele é o doador das graças. E agora Ele vai nos dar a maior de todas as graças: Jesus Cristo.

Sabemos que não só o Espírito Santo, mas toda a Santíssima Trindade está presente no Sacrifício do Altar. Que bom seria se assistís- semos a Santa Missa unidos à Santíssima Trindade. Poderíamos, quem sabe, escolher a cada Missa, quem nós iríamos acompanhar especial- mente para participar do sacrifício de Jesus: o Pai ou o Espírito Santo. Sem deixar de lado, é claro, Nossa Senhora e São José.

Se escolhemos o Pai, podemos assistir toda a Santa Missa sob a perspectiva de Deus-Pai. Quem mais do que Ele sofre pelo sacrifício do seu Filho. No entanto, quanto se alegra ao ver que este sacrifício trará o bem para todos os seus outros filhos. Podemos unir-nos na sua dor e nessa alegria. Podemos unir-nos no seu olhar carinhoso por cada um de nós que receberemos uma caudal de graças durante a Santa Missa.

O Espírito Santo, que é o Amor, tentará infundir-nos o Amor na Santa Missa. Se o escolhermos como companhia, Ele nos mostrará como tudo nela é uma prova de amor de Deus pelos homens. Estando ao seu lado, não percamos, nesse sentido, nenhuma luz que Ele nos der e aprenderemos a amar cada vez mais o Santo Sacrifício.

FIGURA 30

(mostrar Cristo se dirigindo para o Horto das Oliveiras, agora mais perto,

olhando para o Espírito Santo)

49

Nas fórmulas que se seguem, as palavras do Senhor sejam proferidas de modo claro e audível, como requer a sua natureza.

Quando, pois, chegou a hora em que por vós, ó Pai, ia ser glorificado, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim. En- quanto ceavam,

Toma o pão, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar, e prossegue:

ele tomou o pão, deu graças e o partiu e deu a seus discípulos, dizendo:

Inclina-se levemente.

TOMAI, TODOS, E COMEI:

ISTO É O MEU CORPO, QUE SERÁ ENTREGUE POR VÓS.

Mostra ao povo a hóstia consagrada, coloca-a na patena, fazendo genuflexão para adorá-la.

–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

A HÓSTIA SE TORNA O CORPO E SANGUE DE CRISTO

Acompanhemos as palavras do sacerdote, ou melhor, de Cristo com a voz emprestada do sacerdote, em profundo silêncio ... As palavras que seguem são aquelas pronunciadas na Última Ceia: “Tomai e comei todos vós” ... No momento em que Jesus pronunciar estas palavras, de um modo misterioso a Hóstia se converterá no seu Corpo e o Vinho se con- verterá no seu Sangue. É um verdadeiro milagre que ocorre nessa hora diante dos nossos olhos, mais ainda, um milagre enorme, portentoso.

Aquele pedaço de pão já não é mais pão e sim Jesus Cristo. Aquele vinho que está no cálice já não é mais vinho e sim Jesus Cristo. Os anjos con- templam extasiados esse milagre e fazem a corte em torno do altar. Po- demos imaginar que Nossa Senhora também faz a corte olhando de joe- lhos o seu Filho. Qual é o nosso desejo nessa hora: adorar Jesus e pedir a Deus que aumente a nossa fé. Estando o Corpo de Cristo elevado, façamos atos de profunda adoração:

“Meu Senhor e meu Deus” (palavras de São Tomé). “Senhor, creio firmemente que estás aí com seu Corpo com seu Sangue, com sua Alma e sua Divindade”. “Senhor: te amo, te amo”! “Senhor, creio, mas ajuda a minha incredulidade”. “Meu Deus e meu tudo”! “Adoro-vos com devoção Deus escondido”!

FIGURA 18

(mostrar o sacerdote, Jesus atrás, com a hóstia elevada, vendo nela Je- sus, os anjos ao redor em adoração, o povo olhando em profunda admi-

ração, Deus Pai e Deus Espírito Santo ao fundo, o céu, o purgatório)

50

Então prossegue:

Do mesmo modo,

Toma o cálice nas mãos, mantendo-o um pouco elevado sobre o altar, e prossegue:

ele tomou em suas mãos o cálice com vinho, deu graças novamente, e o deu a seus discípulos, dizendo:

Inclina-se levemente.

TOMAI, TODOS, E BEBEI: ESTE É O CÁLICE DO MEU SANGUE, O SANGUE DA NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE SERÁ DERRAMADO POR VÓS E POR TODOS PARA REMISSÃO DOS PECADOS. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.

Mostra o cálice ao povo, coloca-o sobre o corporal e faz genuflexão para adorá-lo. Em se- guida, diz:

Eis o mistério da fé! T: Anunciamos, Senhor, a vossa morte e proclamamos a vossa res- surreição. Vinde, Senhor Jesus!

Ou: Todas as vezes que comemos deste pão e bebemos deste cálice, anunciamos, Senhor, a vossa morte, enquanto esperamos a vossa vinda!

Ou: Salvador do mundo, salvai-nos, vós que nos libertastes pela cruz e ressurreição.

–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

O VINHO SE TORNA NO CORPO E SANGUE DE CRISTO

Estando o Sangue de Cristo elevado, façamos atos de profunda ado- ração:

“Meu Senhor e meu Deus” (palavras de São Tomé). “Senhor, creio firmemente que estás aí com seu Corpo com seu San- gue, com sua Alma e sua Divindade”. “Senhor: te amo, te amo”! “Senhor, creio, mas ajuda a minha incredulidade”. “Meu Deus e meu tudo”! “Adoro-vos com devoção Deus escondido”!

De um modo misterioso estamos agora diante do Calvário.

FIGURA 19

(mostrar o sacerdote, Jesus atrás, com o cálice elevado, os anjos ao re- dor em adoração, o povo olhando em profunda admiração, Deus Pai e Deus Espírito Santo ao fundo, o céu, o purgatório)

51

O sacerdote, de braços abertos, diz:

Celebrando, agora, ó Pai, a memória da nossa redenção, anunciamos a morte de Cristo e sua descida entre os mortos, proclamamos a sua res- surreição e ascensão à vossa direita, e, esperando a sua vinda gloriosa, nós vos oferecemos o seu Corpo e Sangue, sacrifício do vosso agrado e salvação do mundo inteiro. (T: Recebei, ó Senhor, a nossa oferta!)

Olhai, com bondade, o sacrifício que destes à vossa Igreja e concedei aos que vamos participar do mesmo pão e do mesmo cálice que, reunidos pelo Espírito Santo num só corpo, nos tornemos em Cristo um sacrifício vivo para o louvor da vossa glória. (T: Fazei de nós um sacrifício de louvor!) –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

JESUS OFERECE O SEU SACRIFÍCIO AO PAI

O sacerdote, em nome de Cristo, oferece ao Pai este sacrifício pa- ra que seja do seu agrado e para a salvação do mundo inteiro. Diz ao Pai que estamos celebrando a memória da nossa redenção, que é a memória da morte de Cristo, sua descida entre os mortos, sua ressurreição e sua ascensão aos Céus. Uma memória, que como sabemos, não é uma lem- brança de algo passado, mas de algo que estamos participando “agora” de modo vivo e real.

JESUS PEDE AO PAI QUE NOS TORNEMOS UM SACRIFÍCIO VIVO PA- RA O LOUVOR DA SUA GLÓRIA

Jesus agora do alto da Cruz pede ao Pai que, junto com Ele, Je- sus, nos tornemos um sacrifício vivo. É o que procuramos fazer dentro e fora da Missa: oferecendo a Deus pequenos sacrifícios para reparação dos pecados; aceitando a cruz que nas suas mais variadas formas vem até nós 39 . Não há dúvida de que, se fazemos isso, sejamos, como Cristo nos diz, um louvor para a glória do Pai.

Como dissemos anteriormente, dediquemos nessa Oração Euca- rística à reparação dos pecados. Que dor causam os pecados em Deus! Basta olharmos agora para o corpo desfigurado de Cristo no alto da Cruz. Não é preciso dizermos mais nada. Sabemos que ninguém irá ao Céu se na hora da morte estiver em pecado mortal e não se arrepender dos seus pecados. Por isso, o que precisamos fazer é reparar, que é o mesmo que pedir perdão, pelos pecados de todos os homens.

FIGURA 20

(mostrar Jesus sendo flagelado, os anjos ao redor, olhando para o Pai)

52

E agora, ó Pai, lembrai-vos de todos pelos quais vos oferecemos este sa- crifício: o vosso servo o Papa N., o nosso Bispo N., os presbíteros e todos os ministros, os fiéis, que, em torno deste altar, vos oferecem este sacri- fício, o povo que vos pertence e todos aqueles que vos procuram de cora- ção sincero. (T: Lembrai-vos, o Pai, dos vossos filhos!)

Lembrai-vos também dos que morreram na paz do vosso Cristo e de to- dos os mortos dos quais só vós conhecestes a fé. (T: A todos saciai com vossa glória!) –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

JESUS PEDE AO PAI POR TODOS NÓS

Que bonito é o gesto de Jesus agora: olha para o Pai e pede por todos nós: pelo Santo Padre o Papa, pelo bispo da nossa diocese, pelos sacerdotes e todos os ministros, pelos fiéis, que, em torno deste altar, oferecem este sacrifício, pelo povo que lhe pertence e todos aqueles que o procuram de coração sincero. Com que amor e familiaridade Jesus faz este pedido ao Pai! Um pedido cheio de delicadeza e de ternura porque se refere a nós que somos a razão de ser da sua vida. Unamo-nos ao cora- ção de Cristo e peçamos agora pelas necessidades de todos os parentes e amigos.

JESUS PEDE PELOS QUE JÁ FALECERAM

Jesus pede agora de modo especial pelos falecidos. Por aqueles que sabemos que morreram na sua paz e por aqueles que só Ele sabe se a encontraram. As almas do Purgatório se alegram enormemente neste momento. Assim como nós, estão assistindo atentamente a Santa Missa porque a cada renovação do Sacrifício de Cristo elas são aliviadas nos seus sofrimentos. Devido as graças que estão sendo alcançadas agora, muitas e muitas estão passando do Purgatório para a Pátria definitiva. Rezemos intensamente por elas.

Continuemos a reparação:

Para pedir perdão dos nossos pecados graves, já sabemos o que temos que fazer: confessá-los no sacramento da confissão. Com relação aos pecados dos homens, podemos pedir perdão em nome deles e assim levá-los à salvação. Muitos se confessam e, portanto, não necessitam desse auxílio. Mas muitos não se confessam e a oração de Cristo, de Nossa Senhora, dos santos e a nossa oração será o grande meio de sal- vá-los.

FIGURA 21

(mostrar Jesus sendo coroado de espinhos, os anjos ao redor, olhando para o purgatório)

53

E a todos nós, vossos filhos e filhas, concedei, ó Pai de bondade, que, com a Virgem Maria, Mãe de Deus, com os Apóstolos e todos os Santos, possamos alcançar a herança eterna no vosso reino, onde, com todas as criaturas, libertas da corrupção do pecado e da morte, vos glorificaremos

Une as mãos.

por Cristo, Senhor nosso. (T: Concedei-nos o convívio dos eleitos!)

Por ele dais ao mundo todo bem e toda graça.

Ergue o cálice e a patena com a hóstia, dizendo:

Por Cristo, com Cristo, em Cristo, a vós, Deus Pai todo-poderoso, na unidade do Espírito Santo, toda a honra e toda a glória, agora e para sempre. T: Amém! –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

JESUS PEDE AO PAI A NOSSA SALVAÇÃO

O sacerdote, Jesus, pede agora por todos nós, de modo especial pela nossa salvação. Que alcancemos a herança eterna com a Virgem Maria, com os Apóstolos e todos os Santos. Só temos a agradecer a Cris- to por ser tão bom para conosco. E tirar o propósito de viver por Cristo, com Cristo e em Cristo, junto com Deus Pai todo-poderoso e na união do Espírito Santo. Assim seja.

Continuemos a nossa reparação:

Olhemos para Cristo crucificado que está diante de nós, percor- ramos pausadamente os dez mandamentos e peçamos perdão por aque- les que não o amam sobre todas as coisas; por aqueles que tomam o seu Santo Nome em vão; por aqueles que não vão à Missa aos domingos e dias de guarda; por aqueles filhos que ofendem os seus pais e pelos pais que maltratam os seus filhos; por aqueles que tiram a vida de pessoas inocentes; por aqueles que pecam contra a castidade, contra o sexto e o nono mandamentos: por pensamentos, palavras, atos e omissões; por aqueles que se apropriam de bens que não lhe pertencem; por aqueles que mentem, caluniam e difamam o próximo; por aqueles que desejam as coisas alheias; por aqueles que recebem a comunhão indignamente.

FIGURA 25

(mostrar Jesus na Cruz, olhando para nós)

54

RITO DA COMUNHÃO

Tendo colocado o cálice e a patena sobre o altar, o sacerdote diz, unindo as mãos:

Obedientes à palavra do Salvador e formados por seu divino ensinamen- to, ousamos dizer:

O sacerdote com o povo abrem os braços e prosseguem:

Pai nosso, que estais nos céus, santificado seja o vosso nome; venha

a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no céu. O pão nosso de cada dia nos dai hoje; perdoai-nos as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido; e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal.

–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

JESUS NOS CONVIDA A REZAR O PAI NOSSO

O Pai nosso é a oração por excelência, a oração cristã fundamen- tal 40 . Por isso, não há melhor oração para preparar-nos para receber o Corpo de Jesus Cristo que depois de ser imolado nos serve agora como alimento. Rezemos o Pai nosso com toda a intensidade e o amor que pu- dermos, saboreando cada uma das palavras, pensando que elas nos ajudarão a receber este divino manjar:

"Pai nosso, que estais nos céus", e agora aqui presente sobre o al- tar; "santificado seja o vosso nome", sempre e principalmente agora; "ve- nha a nós o vosso reino", e virá de verdade recebendo o seu Corpo; "seja feita a vossa vontade", sempre e é por isso que estou recebendo a Hóstia Santa, para ter forças para fazer a tua santa vontade a cada momento; "assim na terra como no céu"; "O pão nosso de cada dia nos dai hoje", e agradeço por receber agora o Pão do Céu, o alimento por excelência da alma, sem o qual não ela cresce, fica raquítica, longe de parecer-se com Jesus Cristo; "perdoai-nos as nossas ofensas", e principalmente agora para receber-vos com o coração puro; "assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido", por isso apressemos-nos em perdoar todos aqueles que nos ofenderam até o presente momento, tirando a menor sombra de alguma mágoa ou rancor; "e não nos deixeis cair em tenta- ção", e isso não acontecerá recebendo o teu Corpo; "mas livrai-nos do mal", e nos livrarás enchendo a nossa alma com os vossos divinos dons.

FIGURA 31

(mostrar Cristo glorioso rezando diante do Pai, os anjos ao redor)

55

O sacerdote prossegue sozinho, de braços abertos:

S: Livrai-nos de todos os males, ó Pai, e dai-nos hoje a vossa paz. Ajuda- dos pela vossa misericórdia, sejamos sempre livres do pecado e protegi- dos de todos os perigos, enquanto, vivendo a esperança, aguardamos a vinda do Cristo Salvador.

O sacerdote une as mãos. O povo conclui a oração, aclamando:

T: Vosso é o reino, o poder e a glória para sempre!

O sacerdote, de braços abertos, diz em voz alta:

Senhor Jesus Cristo, dissestes aos vossos Apóstolos:

Eu vos deixo a paz, eu vos dou a minha paz. Não olheis os nossos peca- dos, mas a fé que anima a vossa Igreja; dai-lhe, segundo o vosso desejo, a paz e a unidade.

O sacerdote une as mãos e conclui:

Vós, que sois Deus, com o Pai e o Espírito Santo. T: Amém.

O sacerdote, estendendo e unindo as mãos, acrescenta:

A paz do Senhor esteja sempre convosco. T: O amor de Cristo nos uniu. –––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

JESUS PEDE AO PAI QUE NOS LIVRE DE TODOS OS MALES

Jesus reitera o que pediu ao Pai no Pai nosso, que nos livre de todos os males, que nos livre do pecado e sejamos protegidos de todos os perigos. Que coração bom tem Nosso Senhor! Como nos ama! Não sendo o Pai, atua como se o fosse. Preocupado em cuidar de nós, em proteger- nos, e que nenhum mal nos atinja. Vê-se claramente que sofre quando nós sofremos. E nessa petição todo o seu olhar volta-se para a Hóstia Santíssima que muitos de nós iremos recebê-la dentro de pouco, se esti- vermos em condições para isso 41 . Volta-se para ela, pois é ela que tem o poder de nos livrar de males e perigos. Todo o poder está na missa, dirá alguém, e é verdade. Mas o primeiro fruto saboroso da missa é o Sacra- mento da Eucaristia.

JESUS PEDE A PAZ PARA TODOS NÓS

Como conclusão, Jesus pede ao Pai a paz que é o coroamento dos dons divinos: a paz e a alegria.

FIGURA 32

(mostrar Cristo glorioso abençoando a todos nós)

56

Em seguida, se for oportuno, o diácono ou o sacerdote acrescenta estas palavras ou seme- lhantes:

Irmãos e irmãs, saudai-vos em Cristo Jesus.

E todos, segundo o costume do lugar, manifestam uns aos outros a paz e a caridade. Em seguida, o sacerdote parte o pão consagrado sobre a patena e coloca um pedaço no cálice, rezando em silêncio:

Esta união do Corpo e do Sangue de Jesus, o Cristo e Senhor nosso, que vamos receber, nos sirva para a vida eterna.

–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

JESUS NOS CONVIDA A SAUDAR UNS AOS OUTROS

Jesus já havia dito que se estamos para fazer a nossa oferta diante do altar e nos lembrarmos de que um irmão tem alguma coisa contra nós, devemos deixar a nossa oferta diante do altar e procurar primeiro reconcilar-nos com nosso irmão e só então fazer a nossa oferta (cfr. Mt 5, 23-24). É possível entender que Jesus diga isto, pois a Eucaristia é o sacramento do Amor, onde nos faremos uma só coisa com Ele. A Eucaristia é o sacramento da "comunhão", pois o amor leva à comunhão, à união. Daí a palavra "comunhão". Sendo o sacramento da comunhão, é oposta a qualquer falta de comunhão com alguém. Que este gesto de paz seja um desejo profundo do nosso coração e que isto se estenda a todos aqueles que já cruzaram no nosso caminho. Que seja reflexo do coração que Cristo pede que tenhamos: um coração grande, capaz de perdoar até setenta vezes sete, onde não há inimigos. Nesse sentido, que impressionante é o gesto de Jesus no alto da Cruz, voltando-se para o povo, para nós, e dizendo: "Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem!" Padecendo este tremendo suplício que o levou à morte, sem culpa nenhuma, volta-se para nós pecadores, e pede ao Pai que nos perdoe. Jesus mostra com estas palavras qual é a grandeza do espírito cristão.

JESUS PEDE AO PAI QUE O SEU CORPO E O SEU SANGUE NOS GUARDE PARA A VIDA ETERNA

É o que pedimos agora: que com este Pão alcancemos a pátria celestial.

FIGURA 33

(mostrar Cristo glorioso e todas as pessoas na Igreja dando a paz)

57

Enquanto isso, canta-se ou recita-se:

T: Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende piedade de nós. Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, tende pie- dade de nós. Cordeiro de Deus, que tirais o pecado do mundo, dai-nos a paz.

O sacerdote, de mãos unidas, reza em silêncio:

Senhor Jesus Cristo, Filho do Deus vivo, que, cumprindo a vontade do Pai e agindo com o Espírito Santo, pela vossa morte destes vida ao mun- do, livrai-me dos meus pecados e de todo mal; pelo vosso Corpo e pelo vosso Sangue, dai-me cumprir sempre a vossa vontade e jamais separar- me de vós.

Ou:

Senhor Jesus Cristo, o vosso Corpo e o vosso Sangue, que vou receber, não se tornem causa de juízo e condenação; mas, por vossa bondade, sejam sustento e remédio para minha vida.

–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

Nessa hora, já a ponto de recebermos a Comunhão, nos dirigimos mais uma vez a Jesus, ao Cordeiro de Deus, para que tenha piedade de nós, que o seu Corpo e o seu Sangue que vamos receber não se tornem causa e juízo de condenação, mas sustento e remédio para a nossa vida. Que bonita é esta expressão "Cordeiro de Deus". Ela é cheia de conteúdo. Deus havia estabelecido no Antigo Testamento que um cordei- ro fosse oferecido a Ele diariamente como expiação dos nossos pecados:

"Eis o que sacrificarás sobre o altar: dois cordeiros de um ano em cada dia, perpetuamente. Oferecerás um desses cordeiros pela manhã e o outro entre as duas tardes" (Ex 29, 38-39). "O animal será sem defeito, macho, de um ano" (Ex 12, 5). "Porá a mão sobre a cabeça da vítima e a imolará" (Lev 3, 8). Durante mais de mil anos foram imolados estes cor- deiros. No entanto, este sacrifício não era suficiente para reparar o peca- do original e os outros pecados cometidos contra Deus. Cristo decide, então, ser este cordeiro, e, em nome de todos os homens, assumir todos os pecados, e oferecer-se como vítima de expiação para obter-nos o per- dão das nossas faltas e abrir-nos de novo as portas do Céu. Obrigado, Senhor, por ser este Cordeiro! Obrigado, Senhor, por ter chegado até este extremo de dar a vida por nós, derramando até a última gota do seu sangue precioso, realizando um verdadeiro holocausto, quando a vítima era inteiramente consumada! Obrigado, Senhor, por tanto amor!

FIGURA 34

(mostrar o sacerdote no altar olhando para a hóstia e vendo um cordeiro e saindo uma grande luz da hóstia, os anjos ao redor adorando)

58

O sacerdote faz genuflexão, toma a hóstia e, elevando-a sobre a patena, diz em voz alta, voltado para o povo:

Felizes os convidados para a Ceia do Senhor. Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo.

E acrescenta, com o povo, uma só vez:

T: Senhor, eu não sou digno(a) de que entreis em minha morada, mas dizei uma palavra e serei salvo(a).

O sacerdote, voltado para o altar, reza em silêncio:

Que o Corpo de Cristo me guarde para a vida eterna.

Começa o Canto de Comunhão enquanto o sacerdote comunga o Corpo de Cristo. Depois, segura o cálice e reza em silêncio:

Que o Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna.

Comunga o Sangue de Cristo. Toma a patena ou o cibório e, mostrando a hóstia um pouco elevada aos que vão comungar, diz a cada um:

O Corpo de Cristo.

O que vai comungar responde:

Amém!

–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

JESUS NOS CONVIDA AO SEU BANQUETE

"Felizes os convidados para a Ceia do Senhor!" Podemos imaginar Nosso Senhor dizendo estas palavras: com que força e intensidade as diria! Não é para menos, pois está nos convidando para entrarmos em comunhão com Ele. Mergulharmos nas labaredas do seu Amor, nas pro- fundezas da sua Bondade, na imensidão do seu Coração, na ternura da sua Paternidade, etc, etc. Não há palavras para exprimir o que é a Comunhão! É, por assim dizer, a ante-sala do Céu, é o momento de maior gozo aqui na terra, é o encontro do Amor com o amado, é o momento da união mais íntima com Deus, é receber todos os seus dons, é receber o alimento por excelência da alma. Como dizia São João Maria Vianney, "se sofremos penas e des- gostos, Ele nos alivia e nos consola. Se ficamos doente, ou será nosso remédio, ou nos dará forças para sofrer, afim de que mereçamos o Céu. Se nos fazem o demônio e as paixões nos fazem a guerra, nos dará ar- mas para lutar, para resistir e para alcançar a vitória. Se somos pobres, nos enriquece com todos

FIGURA 35

(mostrar as pessoas em fila se aproximando do altar para receber a co- munhão, o céu olhando maravilhado, os anjos tocando trombetas, as

pessoas depois de comungarem saindo mais iluminadas)

59

Terminada a comunhão, o sacerdote, o diácono ou acólito purifica a patena e o cálice. Enquanto se faz a purificação, o sacerdote reza em silêncio:

Fazei, Senhor, que conservemos num coração puro o que a nossa boca recebeu. E que esta dádiva temporal se transforme para nós em remédio eterno.

O sacerdote pode voltar à cadeira. É aconselhável guardar um momento de silêncio ou recitar algum salmo ou canto de louvor. De pé, junto à cadeira ou ao altar, o sacerdote diz:

Oremos.

E todos, com o sacerdote, rezam algum tempo em silêncio, se ainda não o fizeram. Em seguida, o sacerdote, abrindo os braços, diz a oração depois da comunhão. Ao terminar, o povo aclama:

T: Amém.

–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

os tipos de bens no tempo e na eternidade" 42 . É tanto o que se recebe na Comunhão que nossa vida já teria sentido se fosse para recebê-la uma única vez. E o que dizer, então das promessas divinas com relação a este sacramento: "quem come a minha carne e bebe o meu sangue terá a vida eterna e eu o ressuscitarei no último dia" (Jo 6, 54); "o que beber da água que eu lhe der (do meu alimento) jamais terá sede. Mas a água que eu lhe der virá a ser nele fonte de água, que jorrará até a vida eterna" (Jo 4, 14).

Que tudo isso nos leve a querer recebê-la pelo menos a cada do- mingo, estando nas devidas condições. Alguém fazia este raciocínio que parece bastante razoável: "se me sinto fraco e pecador, vou a Santa Mis- sa no domingo e recebo a Comunhão. Se me sinto um pouco mais fraco, vou a Santa Missa outro dia na semana, para receber um pouco mais de força. Se me sinto muito fraco, vou a Santa Missa todos os dias e recebo a Comunhão para encontrar as energias que necessitam a minha alma". Não é razoável este raciocínio sabendo que alimentamos o nosso corpo várias vezes por dia! Não é razoável este raciocínio sabendo que muitas pessoas dedicam horas de ginástica semanal para manter em forma o seu corpo? Não é razoável este raciocínio sabendo que na Santa Missa encontramos o Amor dos amores e uma pessoa que está apaixonada faz de tudo para encontrar o seu amor diariamente! Não é razoável este ra- ciocínio sabendo que na Santa Missa se distribui muito mais do que lingotes de ouro, pois é infinito o valor de uma Missa? É questão de fé e de amor! E também da liberdade e da disponibilidade de tempo de cada um.

FIGURA 36

(mostrar as pessoas nos bancos rezando (fazendo a ação de graças), o

céu e as almas do purgatório rezando)

60

RITOS FINAIS

Se necessário, façam-se breves comunicações ao povo. Segue-se o rito de despedida. O sacerdote, abrindo os braços, saúda o povo:

S: O Senhor esteja convosco. T: Ele está no meio de nós.

O sacerdote abençoa o povo, dizendo:

S: Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai e Filho e Espírito Santo. T: Amém.

Esta fórmula de bênção poderá ser substituída por outra mais solene. Depois, o diácono ou o próprio sacerdote diz ao povo:

Ide em paz, e o Senhor vos acompanhe. T: Graças a Deus.

Ou:

A alegria do Senhor seja a vossa força; ide em paz e o Senhor vos acom- panhe. T: Graças a Deus.

Então o sacerdote beija o altar em sinal de veneração, como no início. Feita a devida reve- rência, retira-se com os ministros. Caso ocorra ainda alguma ação litúrgica, omite-se o rito de despedida.

–––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––––

JESUS SE DESPEDE DE NÓS

A maior de Deus aos homens está terminando. O Céu inteiro e as almas do Purgatório pararam para contemplar o fato mais importante que ocorre a cada dia na terra. E nós, por sua vez, nos encontramos repletos de graças e mais graças, renovados, com uma alegria interior que não podemos descrever e que é proporcional ao modo como assisti- mos a Santa Missa. Como diz o velho adágio: "Deus se manifesta na mesma medida em que vamos atrás dEle". Cristo, através do sacerdote, se despede de nós dando a sua bên- ção, desejando a paz e que Ele sempre nos acompanhe. Digamos do fun- do do nosso coração: "graças a Deus". Em silêncio, se ainda não o fizemos, aproveitemos para fazer em breves minutos uma ação de graças por tudo o que acabamos de rece- ber.

FIGURA 37

(mostrar a Santíssima Trindade dando a bênção às pessoas da igreja, o céu e as almas do purgatório contemplando e as pessoas fazendo o sinal

da Cruz)

61

DEVOCIONÁRIO DA SANTA MISSA

1. ORAÇÃO PARA ANTES DA COMUNHÃO

Oração de S. Tomás de Aquino

Ó Deus eterno e todo-poderoso, eis que me aproximo do sacra- mento do vosso Filho único, Nosso Senhor Jesus Cristo. Impuro, venho à fonte da misericórdia; cego, à luz da eterna claridade; pobre e indigente, ao Senhor do céu e da terra. Imploro, pois, a abundância da vossa liberalidade, para que Vos digneis curar a minha fraqueza, lavar as minhas manchas, iluminar a minha ce- gueira, enriquecer a minha pobreza, vestir a minha nudez. Que eu receba o Pão dos Anjos, o Rei dos reis e o Senhor dos senhores, com o respeito e a humildade, a contrição e a devoção, a pureza e a fé, o propósito e a intenção que convém à salvação da minha alma. Dai-me que receba não só o sacramento do Corpo e do San- gue do Senhor, mas também o seu efeito e a sua força. Ó Deus de mansidão, fazei-me acolher com tais disposições o Corpo que o vosso Filho único, Nossos Senhor Jesus Cristo, recebeu da Vir- gem Maria, que seja incorporado ao seu Corpo Místico e contado entre os seus membros. Ó Pai cheio de amor, fazei que, recebendo agora o vosso Filho sob o véu do sacramento, possa na eternidade contemplá-lo face a face. Amém.

Oração de Santo Ambrósio

Senhor Jesus Cristo, eu, pecador não presumindo dos meus pró- prios méritos, mas confiando na vossa bondade e misericórdia, temo entretanto e hesito em aproximar-me da mesa do vosso doce convite. Pois meu corpo e minha alma estão manchados por mui- tas faltas, e não guardei com cuidado o meu espírito e a minha língua. Por isso, ó bondade divina e temível majestade, na minha miséria recorro a Vós, fonte de misericórdia; corro para junto de Vós a fim de ser curado, refugio-me na vossa proteção, e anseio ter como Salvador Aquele que não posso suportar como Juiz. Se- nhor, eu Vos mostro as minhas chagas e Vos revelo a minha ver- gonha. Sei que os meus pecados são muitos e grandes, e temo por causa deles, mas espero na vossa infinita misericórdia. Olhai-me, pois, com os vossos olhos misericordiosos, Senhor Jesus Cristo, Rei eterno, Deus e homem, crucificado por causa do homem. Es-

cutai-me pois espero em Vós; tende piedade de mim, cheio de mi-

sérias e pecados, Vós que jamais deixareis de ser para nós a fonte da compaixão. Salve, Vítima Salvadora, oferecida no patíbulo da Cruz por mim e por todos os homens. Salve, nobre e precioso

Sangue, que brotas das chagas do meu

Senhor Jesus Cristo

crucificado e lavas os pecados do mundo inteiro. Lembrai-Vos, Senhor, da vossa criatura resgatada por vosso Sangue. Arrepen- do-me de ter pecado, desejo reparar o que fiz. Livrai-me, ó Pai Clementíssimo, todas as minhas iniquidades e pecados, para que, inteiramente purificado, mereça saborear dignamente o Santo dos santos. E concedei que o vosso Corpo e o vosso Sangue, que eu, embora indigno, me preparo para receber, sejam perdão para os meus pecados, a completa purificação das minhas faltas. Que eles afastem de mim os meus maus pensamentos e despertem os bons sentimentos; tornem eficazes as obras que Vos agradam, e protejam meu corpo e minha alma contra as ciladas dos meus inimigos. Amém.

Ao Espírito Santo

Ó Deus clementíssimo, escutai com piedade as nossas súplicas e iluminai o nosso coração com a graça do Espírito Santo, para que mereçamos servir com dignidade os vossos mistérios e amar-Vos com caridade eterna. Ó Deus, que conheceis o nosso coração e a nossa vontade, e que não ignorais nenhum segredo: purificai os nossos pensamentos infundindo-nos o Espírito Santo, para que mereçamos amar-Vos com perfeição e louvar-Vos dignamente. Senhor, inflamai as nossas entranhas e o nosso coração com o fogo do Espírito Santo, para que Vos sirvamos com um corpo cas- to e Vos agrademos com um coração limpo. Nós Vos pedimos, Se- nhor, que o Paráclito que procede de Vós ilumine o nosso enten- dimento e nos leve a conhecer a verdade, como o vosso Filho nos prometeu. Nós Vos pedimos, Senhor, que nos assista o poder do Espírito Santo, para que purifique com clemência os nossos cora- ções e nos defenda de todos os perigos. Ó Deus, que instruístes os corações dos fiéis com a luz do Espírito Santo, concedei-nos amar, no mesmo Espírito, o que é reto, e gozar sempre a sua con- solação. Nós Vos pedimos, Senhor, que purifiqueis as nossas consciências para que, ao vir o nosso Senhor Jesus Cristo, vosso

62

Filho, encontre preparada em nós a sua mansão. Ele que vive e reina convosco pelos séculos dos séculos. Amém.

À santíssima virgem

Ó Mãe de bondade e de misericórdia, Santíssima Virgem Maria, eu, miserável e indigno pecador, a Vós recorro de todo o coração e com todo o amor; e Vos suplico que, assim como estivestes de pé junto ao vosso amabilíssimo Filho pendente da Cruz, me assistais também a mim, mísero pecador, e a todos os sacerdotes que hoje na Santa Igreja oferecem o Santo Sacrifício. Auxiliados pela vossa graça, possamos nós apresentar à suprema e indivisível Trindade a Vítima verdadeiramente digna de lhe ser oferecida.

A S. José

São José, varão feliz, que tivestes a dita de ver e ouvir o próprio

Deus, a quem muitos reis quiseram ver e não viram, ouvir e não ouviram; e não só ver e ouvir, mas ainda trazê-lo em vossos bra- ços, beijá-lo, vesti-lo e guardá-lo!

  • - Rogai por nós, bem-aventurado São José.

  • - Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Oremos: Ó Deus, que nos concedestes o sacerdócio real, nós Vos pedimos que, assim como São José mereceu cuidar e trazer em seus braços com carinho o vosso Filho unigênito, nascido da Vir- gem Maria, façais que nós Vos sirvamos com coração limpo e boas obras, de modo que hoje recebamos dignamente o sacrossanto Corpo e Sangue do vosso Filho, e na vida futura mereçamos al-

cançar o prêmio eterno. Amém.

Ato de fé

Ó Jesus, Deus e homem verdadeiro, creio firmemente que, por nosso amor e para ser o alimento da nossa alma, estais no San- tíssimo Sacramento do Altar, tão real e perfeitamente como estais no Céu.

Ato de adoração

Ó Jesus, adoro-Vos profundamente neste diviníssimo Sacramen- to, em que Vos reconheço oculto debaixo das espécies sacramen- tais, como Deus e homem verdadeiro, meu Criador, Senhor, Re- dentor, sumo e único Bem.

Ato de esperança

Ó Jesus, espero que, recebendo-Vos neste diviníssimo Sacramen- to, usareis comigo de misericórdia e me dareis todas as graças necessárias e até abundantes para me santificar e alcançar a mi-

nha eterna salvação.

Ato de amor

Ó Jesus, amo-Vos com todo o coração sobre todas as coisas, por- que sois o meu Deus, infinitamente amável, meu Pai, meu Reden- tor e meu tudo; e por amor de Vós, amo o próximo como a mim mesmo e perdôo de todo o coração os que me têm ofendido.

Outra oração

Ó Deus clementíssimo, escutai com piedade as nossas súplicas e iluminai o nosso cora cão com a graça do Espírito Santo, para que mereçamos servir com dignidade os vossos mistérios e amar-Vos com caridade eterna. Ó Deus, que conheceis o nosso coração e a nossa vontade, e que não ignorais nenhum segredo: purificai os nossos pensamentos infundindo-nos o Espírito Santo, para que mereçamos amar-Vos com perfeição e louvar-Vos dignamente. Senhor, inflamai as nossas entranhas e o nosso coração com o fogo do Espírito Santo, para que Vos sirvamos com um corpo cas- to e Vos agrademos com um coração limpo. Nós Vos pedimos, Senhor, que o Paráclito que procede de Vós ilumine o nosso entendimento e nos leve a conhecer a verdade, como o vosso Filho nos prometeu. Nós Vos pedimos, Senhor, que nos assista o poder do Espírito Santo, para que purifique com clemência os nossos corações e nos defenda de todos os perigos. Ó Deus, que instruístes os co- rações dos fiéis com a luz do Espírito Santo, concedei-nos amar, no mesmo Espírito, o que é reto, e gozar sempre a sua consolação. Nós Vos pedimos, Senhor, que purifiqueis as nossas consciências para que, ao vir o nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, encon- tre preparada em nós a sua mansão. Ele que vive e reina convosco pêlos séculos dos séculos. Amém.

PARA OS SACERDOTES

63

Oração em honra do santo cuja missa se celebra

Ó NN, eu, miserável pecador, confiando nos teus méritos, ofereço agora para a tua honra e glória o santíssimo sacramento do Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo. Rogo-te humilde e devo- tamente que intercedas hoje por mim, para que ofereça digna e aceitavelmente este sacrifício, e possa louvar eternamente Deus contigo e com todos os seus eleitos e reinar junto dEle: Que vive e reina pelos séculos dos séculos. Amém.

Fórmula da intenção da Missa

Quero celebrar o Santo Sacrifício da Missa e consagrar o Corpo e o Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, segundo o rito da Santa Igreja Romana para louvor de Deus onipotente e de toda a Igreja triunfante, para meu bem e o de toda a Igreja militante, por todos os que se encomendaram às minhas orações em geral e em parti- cular e, enfim, pelo feliz estado da Santa Igreja Romana. O Senhor onipotente e misericordioso nos conceda, alegria e paz, emenda de vida, tempo de fazer sincera penitência, graça e consolação do

Espírito Santo, perseverança nas boas obras. Amém.

Santo Alfonso Maria de Ligório

Considerações e afetos para a preparação da santa missa

Introdução

Não pode um homem fazer uma ação mais Santa, maior e mais sublime do que celebrar uma missa (1) Deus mesmo não pode fazer que exista uma ação mais santa e mais grande do que cele- brar-se uma missa. todos os sacrifícios antigos só foram uma sombra uma figura do nosso sacrifício. O sacrifício das vidas de todos os santos, de todos os anjos e da própria divina Mãe certa- mente não daria a Deus a honra que lhe dá uma só missa porque esta somente rende a deus uma honra a infinita. assim a missa é uma ação um que rende a maior honra que pode dar-se a deus o maior sufrágio às almas do purgatório: é a ação que abate a força do inferno, que mais a placa a ira do senhor contra os pecadores e que nos obtém com um maior abundância as as divinas graças. (2) na missa Deus sacrifica o seu próprio filho, e se doa a nós no santíssimo sacramento, que é toda a bontade e a beleza da igreja;

pois, segundo diz santo Tomás, quase todos os outros sacramen- tos tem por fim a Eucaristia:

INTRODUZIONE CONSIDERAZIONI ED AFFETTI - Per L'apparec- chio alla messa.

INTRODUZIONE

Non può un uomo fare un'azione più santa, più grande e più su- blime, che celebrare una messa: Nullum aliud opus (dice il conci- lio di Trento) adeo sanctum a Christi fidelibus tractari posse, quam hoc tremendum mysterium 1. Dio stesso non può fare che vi sia un'azione più santa e più grande, che del celebrarsi una messa. Tutti i sacrifizj antichi non furono che un'ombra, una figu- ra del nostro sacrifizio. Il sacrifizio delle vite di tutt'i santi, di tutti gli angioli, e della stessa divina Madre, certamente non darebbe a Dio l'onore che gli dà una sola messa, perché questa solamente rende a Dio un onore infinito. Sicché la messa è un'azione che rende il maggiore onore che può darsi a Dio, il maggiore suffragio all'anime del purgatorio: è l'azione che più abbatte le forze dell'in- ferno, che più placa l'ira del Signore contra i peccatori, e che ci ottiene con maggiore abbondanza le divine grazie. Quid enim bo- num eius est, et quid pulcrum eius, nisi frumentum electorum, et vinum germinans virgines 2? Nella messa si sacrifica a Dio il suo medesimo Figlio, e si dona a noi nel ss. sagramento, ch'è tutto il buono e bello della chiesa; poiché, secondo dice s. Tommaso, qua- si tutti gli altri sagramenti hanno per fine l'eucaristia: Fere omnia sacramenta in eucharistia consummantur. Ciascuna messa che si celebra apporta al mondo tutto quel gran bene che apportò il sa- grificio della croce: Quicquid est effectus dominicae passionis, est effectus huius sacrificii, così insegna lo stesso s. dottore 1; e ce n'assicura anche la s. chiesa: Quoties huius hostiae commemora- tio recolitur, toties opus nostrae redemptionis exercetur 2. Giac- ché lo stesso Redentore è la vittima sull'altare, ed egli medesimo è l'offerente, che per mezzo de' sacerdoti si sagrifica: Una enim ea- demque est hostia; idem nunc offerens sacerdotis ministerio, qui seipsum in cruce obtulit, sola ratione offerendi diversa 3. Sicché, come dicono i dottori, se mai non vi fosse stato ancora nel mondo

64

Gesù Cristo, il sacerdote ve lo porrebbe con proferire la forma del- la consagrazione, giusta quella celebre sentenza: O veneranda sacerdotum dignitas, in quorum manibus veluti in utero virginis Filius Dei incarnatur 4. Per lo sacrificio dell'altare s'applica a noi il sacrificio della croce. La passione ci rendé capaci della redenzi- one; la messa ce ne mette in possesso, e fa che ci avvaliamo dei meriti di G. Cristo.

Noi non siamo capaci con qualunque opera di ringraziare Dio de' tanti doni che ci ha fatti; ma offerendogli Gesù Cristo nella messa, ben lo ringraziamo abbastanza. Dice s. Ireneo: Divinum sacrifi- cium ideo institutum est, ne nos ingrati simus apud Deum 5. Inoltre per questo sacrificio noi possiamo ottenere tutte le grazie. Se sta promesso, che quanto chiederemo a Dio in nome di Gesù tutto otterremo: Si quid petieritis Patrem in nomine meo, dabit vobis 6; quanto più dobbiamo ciò sperare, offerendogli Gesù me- desimo? Il nostro Redentore continuamente in cielo sta interce- dendo per noi: Qui etiam interpellat pro nobis 7. Ma ciò special- mente lo fa in tempo della messa, nella quale egli, a questo fine ancora di ottenerci le grazie, presenta se stesso al Padre per mano del sacerdote. Se noi sapessimo che tutt'i santi colla beata Vergine pregassero per noi, qual confidenza non concepiremmo de' nostri vantaggi? ma una sola preghiera di Gesù Cristo può infinitamente più che tutte le preghiere de' santi. Poveri noi peccatori, se non vi fosse questo sagrificio che placa il Signore! Huius quippe oblatio- ne placatus Dominus, gratiam et donum poenitentiae concedens, crimina et peccata etiam ingentia dimittit, dice il Tridentino. In somma, siccome la passione di Gesù Cristo bastò a salvare tutt'il mondo, così basta una sola messa; che perciò il sacerdote nell'oblazione del calice dice: Offerimus tibi, Domine, calicem sa-

lutaris ...

pro nostra et totius mundi salute.

Ora da tutto ciò si argomenti, qual conto avranno da dare a Dio i sacerdoti che con poca riverenza celebrano questo gran sacrificio. Il padre maestro Giovanni d'Avila, udendo esser morto un sacer- dote dopo aver celebrata la prima messa, disse: Oh che gran conto avrà dovuto rendere a Dio questo sacerdote, per questa una mes- sa che ha detta! Oh Dio! dov'è la divozione e la riverenza in tanti sacerdoti che dicono messa? Questa, ch'è l'azione (come abbiam

detto) la più eccelsa e sagrosanta, onde dice il concilio di Trento, che dee farsi colla maggior divozione interna ed esterna: Satis eti- am apparet, omnem operam in eo ponendam esse, ut quanta ma- xima fieri potest interiori cordis munditia, atque exteriori devotio- nis ac pietatis specie peragatur 1: quest'azione, dico, è la più strapazzata dalla maggior parte dei sacerdoti. Certamente che maggiore attenzione essi porrebbero in fare una parte in comme- dia, che non mettono in celebrare la messa; giungendo alcuni a dirla in meno spazio d'un quarto d'ora; il che non può scusarsi da colpa mortale, ancorché fosse messa de' morti (come noi abbiamo provato nella nostra opera morale); poiché in tanto breve tempo non può ella celebrarsi senza un grave strapazzo delle parole e delle cerimonie, e senza mancare gravemente alla riverenza e gra- vità richiesta da un tanto sacrificio, ed inoltre senza un grave scandalo de' secolari.

Parlando di questo punto, vi vorrebbero lagrime, ma lagrime di sangue. Poveri sacerdoti nel giorno del giudizio, che celebrano così! E poveri vescovi che li ammettono a celebrare, poich'essi, come avvertono comunemente i dottori, ed è certo dal Concilio Tridentino 2 son tenuti con obbligo stretto a proibire la celebrazi- one a tali sacerdoti che la messa con tale irriverenza, chiamata empietà dal concilio, il quale parlando appunto di questo s. sacri- ficio dice: Decernit s. synodus, ut ordinarii locorum ea omnia prohibere sedulo curent ac teneantur, quae irreverentia (quae ab impietate vix seiuncta esse potest) induxit. Ond'è che i vescovi, per adempire il precetto del concilio (secondo le riferite parole, curent ac teneantur) sono obbligati ad invigilare continuamente, ed informarsi del come si celebrano le messe nelle loro diocesi, e sospendere dalla celebrazione quei che dicono la messa senza la conveniente attenzione e gravità. E questa obbligazione de' vescovi non è solo verso i sacerdoti secolari, ma anche verso i religiosi, poiché nel suddetto decreto del concilio i vescovi in ciò son desti- nati delegati aposlolici: Ipsi, ut delegati sedis apostolicae, prohi- beant, mandent, corrigant, atque ad ea servanda censuris aliisque poenis compellant etc. Ma con tutto ciò è una compassione (dici- am così) il vedere lo strapazzo che fanno ordinariamente i sacer- doti di Gesù Cristo in celebrare questo gran mistero. E quello che fa più meraviglia, è che vedonsi anche religiosi di religioni osser-

65

vanti e riformate celebrare le messe in modo che darebbero scan- dalo anche a' turchi e idolatri.

E vero che 'l sagrificio dell'altare basta a placare Dio per tutt'i peccati del mondo; ma come può placarlo per le ingiurie che gli fanno i sacerdoti nello stesso tempo che glie l'offeriscono? poiché, celebrando essi con tanto poca riverenza, dal canto loro gli recano più di disonore che di onore. Eglino l'offendono allora come ol- traggiatori della stessa divina vittima che offeriscono. È reo l'ereti- co che non crede la presenza reale di Gesù Cristo nella messa; ma è più reo chi la crede e non le usa rispetto; e di più si fa causa, come si fa il sacerdote che celebra con poca riverenza, che gli as- tanti perdano il concetto e la venerazione che si deve alla maestà d'un sì gran sacrificio. Il popolo de' giudei ebbe già prima una gran venerazione a Gesù Cristo; ma quando poi lo vide dispregiato da' sacerdoti, ne perdé in tutto la stima: e così al presente i popoli in veder la messa trattata con tanta negligenza e indivozione da' sacerdoti, ne perdono la venerazione. Siccome una messa celebra- ta con divozione infonde divozione anche agli altri; così all'incon- tro l'irriverenza del sacerdote diminuisce la venerazione ed anche la fede negli astanti. Come mai l'indivozione del sacerdote, ch'è il ministro di questo sagrificio e 'l depositario del corpo di Gesù Cristo, può spirare agli altri sentimenti di divozione e di rispetto? Qual concetto può infondere negli altri della santità e maestà d'un tanto mistero quel sacerdote che ne dimostra più presto disprezzo che venerazione?

Ma i secolari si lamentano di questi sacerdoti, se la messa è lun- ga. Dunque, dico per prima, la poca divozione de' secolari ha da esser la regola del rispetto, con cui dee celebrare il sacerdote? Ma dico per secondo, che se tutt'i sacerdoti celebrassero colla riveren- za e gravità dovuta a questo sagrificio, altra venerazione terrebbe- ro certamente i secolari della messa, e non si lagnerebbero in as- sistere ad una messa che dura mezz'ora. Ma siccome ordinaria- mente non vedono celebrarsi altre messe che quelle che niente conciliano la divozione e 'l rispetto, perciò abituati nella loro indi- vozione e languidezza di fede, se vedono poi un sacerdote che ce- lebra colla riverenza dovuta, per lo mal uso fatto ne sentono rin- crescimento e se ne lagnano, e quelli che non si tediano di starse-

ne per molte ore ad un tavolino di gioco o in un'anticamera a cor- teggiare un uomo di terra, poi si tediano a stare per mezz'ora a sentir una messa. Se tutt'i sacerdoti (dice un autore) celebrassero da sacerdoti, i secolari sentirebbero la messa da cristiani e con divozione.

Gran cosa! Dio comanda a' sacerdoti nell'antica legge che alla sola vista del santuario tremassero per la riverenza: Pavete ad sanctu- arium meum 1: e poi i sacerdoti di Gesù Cristo ardiscono di star sull'altare alla presenza del Verbo incarnalo, di offerirlo, di tenerlo nelle mani e di cibarsi delle sue carni con poca riverenza?

Ma dice taluno: Io non manco alle cose essenziali; mancare alle

cerimonie è poca cosa. Senta, chi dice così, quel che diceva il Sig- nore di chi mancava alle cerimonie degli antichi sagrificj: Quod si

audire nolueris vocem Domini, ut custodias caeremonias

veni-

... ent super te omnes maledictiones istae: maledictus eris in civita- te, maledictus in agro etc. 2. Diceva s. Teresa: Io darei la vita per

una cerimonia della chiesa; e 'l sacerdote farà poco conto delle cerimonie della messa? Insegna il p. Suarez che la mancanza di qualunque cerimonia prescritta circa la messa è peccato; e i dot- tori concordano in dire che un notabile strapazzo delle cerimonie (che senza meno vi ha da essere quando si celebra con troppa fretta) è peccato mortale, così per la grave irriverenza verso del sagrificio, come per lo scandalo che tale strapazzo dà agli astanti, facendo loro perdere la venerazione dovuta alla messa: Ad vos, o sacerdotes, qui despicitis nomen meum et dixistis, in quo despe- ximus nomen tuum? In eo quod dicitis, mensa Domini despecta est 1. Il disprezzo che fanno i sacerdoti dell'altare, è causa che quello sia disprezzato ancora dagli altri.

E questa è la causa poi che si vedono tanti sacerdoti, e tanto po- chi sacerdoti santi. Mosè non uscì dal congresso ch'ebbe con Dio, se non tutto acceso d'amore, sì che portava il volto risplendente di luce; e così ogni sacerdote non dovrebbe partirsi dall'altare se non infiammato di nuovo fervore. Ma la sperienza fa vedere che questi tali sacerdoti che celebrano con poca divozione sempre ricadono negli stessi difetti; si vedono sempre tepidi, sempre impazienti, sempre superbi, gelosi, attaccati all'interesse, alla stima propria,

66

a' piaceri e spassi mondani. E dove è il frutto di tante celebrazioni e di tante comunioni, cibandosi ogni mattina delle carni di Gesù Cristo? Defectus non in cibo est, dice il Cardinal Bona, sed in edentis dispositione. Sicché per venire al mio intento, dico che la prima causa di tanti difetti, e di celebrare i sacerdoti con sì poca divozione e riverenza, è perché si va all'altare senza pensare a quel che si va a fare; si va o per fine di lucro o per uso fatto, senza disposizione e senz'apparecchio. In quanto alla disposizione, affin di ricavare profitto dalla messa, son necessarie due cose; deside- rio d'avanzarsi nel divino amore, e distacco dagli affetti terreni: in un cuore pieno di terra l'amor divino non trova luogo, e perciò non entra. In quanto poi all'apparecchio, bisogna premettere almeno mezz'ora, almeno un quarto d'orazione mentale. Che messa divota vuol dire quel sacerdote, che va a celebrare senza preparazione, passando da faccende e discorsi di mondo immediatamente all'al- tare, e senza pensare neppure a quel che va a fare?

Gran cosa! tanti buoni autori, il cardinal Bona, il p. Molina, il p. Mansi, il p. Sabatini, e tanti altri esortano ed inculcano l'apparec- chio alla messa, e scrivono tante belle considerazioni ed affetti a questo fine; ma quanti sacerdoti poi fanno quest'apparecchio? Per tanto io ho pensato di dare alle stampe le seguenti brevi conside- razioni per ciascun giorno della settimana, cogli affetti per l'appa- recchio alla messa; e consideratamente ho procurato di farle bre- vi, acciocché quei sacerdoti a' quali rincresce di trattenersi più lungo tempo, almeno leggano, prima di celebrare, queste poche riflessioni, e facciano gli atti qui proposti.

Ho soggiunto poi in fine alcuni altri affetti e preghiere per lo rin- graziamento dopo aver celebrato. E questo è l'altro gran disordine, per cui i sacerdoti ritraggono poco profitto dalle loro messe. Che miseria ancora è il vedere tanti sacerdoti, che appena finita la messa se n'escono della chiesa o pure si mettono a discorrere di cose inutili! Si affaticano similmente gli autori ad inculcare il trat- tenersi in orazione dopo la comunione; ma quanti sono questi sa- cerdoti che in ciò si trattengono? Ve ne sono alcuni, ma rari; an- che taluni religiosi che fanno vita solitaria e molta orazione in al- tro tempo, poco poi attendono a stringersi con Dio dopo la messa; quando che insegnano molti gravi autori, che la santa comunione,

finché durano le specie sacramentali, tanto maggior frutto appor- ta all'anima, quanti più sono gli atti con cui ella in quel tempo si dispone a ricever le grazie. Inoltre, dicono che gli atti buoni dopo la comunione hanno molto più valore e merito appresso Dio, che fatti in altro tempo: e con ragione; mentre allora l'anima sta unita con Gesù Cristo, secondo quello che egli disse: Qui manducat meam carnem, in me manet, et ego in eo 1. All'incontro in quel tempo par che il Signore stia più disposto a dispensare le sue gra- zie. Scrive s. Teresa che Gesù Cristo dopo la comunione si colloca nell'anima come in trono di grazia e le dice: Quid vis ut tibi faci- am? Anima, cercami grazie; a posta son venuto per farti bene; cercami ora quel che vuoi e l'otterrai. Perciò il p. Baldassarre Al- varez e tutti i dottori mistici dicono, doversi fare gran conto del tempo dopo la comunione. Il p. maestro Avila, anche in tempo che stava facendo le sue missioni (come si narra nella sua vita) alme- no si tratteneva per due ore in orazione dopo la messa. Almeno per una mezz'ora dovrebbe trattenersi ogni sacerdote dopo che ha celebrato.

Prima di venire alle considerazioni, giova qui soggiungere un sen- timento d'un dotto autore circa coloro che s'astengono per umiltà dal celebrare. Dice taluno: Io m'astengo dal celebrare spesso, per- ché mi conosco indegno. Risponde l'autore che l'astenersi dal ce- lebrare per umiltà è bensì atto buono, ma non il migliore. Gli atti di umiltà e di riverenza danno onore a Dio, ma un onore finito che viene da noi; ma l'onore che diamo a Dio con dire la messa, è un onore infinito, perché vien fatto a Dio da una persona divina. Ond'è che quando procuriamo di apparecchiarci a celebrar con divozione, per quanto possiamo secondo la nostra debolezza, da- remo assai maggior gloria a Dio celebrando, che coll'astenercene per umiltà.

  • 1 Sess. 22. decr. de obs. etc.

  • 2 Zach. 9. 17.

    • 1 In ep. ad Eph. 6.

  • 2 Orat. Dom. post Pent.

  • 3 Trid. sess. 22. c. 2.

  • 4 Gabr. lect 4.

67

  • 5 Lib. 4. c. 32.

Con ragione dunque pretende Dio che ogni sacerdote sia tutto

  • 6 Io. 16.

suo: Homo Dei chiamasi nelle scritture il sacerdote; uomo che

  • 7 Rom. 8.

non è d'altri che di Dio. I sacerdoti antichi stendevano le mani

  • 1 Ses. 22. decr. de observ. in cel. etc.

sulle vittime per significare ch'essi offerivano in sacrificio le loro

  • 2 Cit. decr. de observ. etc.

vite, siccome sacrificavano le vite di quegli animali; e così pari-

  • 1 Lev. 26. 2.

mente lo stender le mani che fanno i sacerdoti della nuova legge

Deut. 28. ex

sopra l'Oblata, significa che essi, in unione della vita di Gesù

  • 1 Mal. 1. 6.

Cristo che offeriscono nel santo sacrificio debbono anche offerire

  • 1 Ioan. 6.

le loro vite, e tutti se stessi a Dio.

CONSIDERAZIONI ED AFFETTI - Per l'apparecchio alla messa.

CONSID. I. PER LA DOMENICA De stercore erigens pauperem, ut collocet eum cum principibus populi sui. (Psal. 112. 7.)

Considerate, sacerdote mio, che Dio non potea farvi più grande nel mondo di quel che vi ha fatto. Ed a qual maggiore altezza po- tea Dio sollevarvi, che a rendervi suo ministro in terra degli affari di sua maggior gloria? Egli vi ha ammesso a salir sull'altare per sacrificargli il suo medesimo Figlio. Quante scelte ha dovuto fare Dio per farvi sacerdote! Egli, fra le innumerabili creature possibili, ha scelto voi e vi ha posto nel mondo. Indi fra tanti milioni d'infe- deli e di eretici vi ha posto nella vera chiesa; e vi ha fatto cristiano e cattolico. Inoltre poi fra tanti milioni di fedeli vi ha fatto sacerdo- te.

Ah! che se Dio tenesse onorato col sacerdozio un solo uomo nel mondo che avesse la potestà di far discendere in terra il Verbo incarnato e di liberare l'anime dall'inferno con assolverle da' pec- cati, quale stima non si farebbe da tutti di un tal sacerdote? e quali ringraziamenti non farebbe questo sacerdote a Dio? che non farebbe egli per suo amore, in vedersi scelto fra tutti gli uomini a quest'onor così grande? Ma qui pensate voi, sacerdote che il nu- mero degli altri non diminuisce punto la vostra dignità ed obbliga- zione.

Ecco come già vi accostate all'altare, dove con poche parole chia- merete il Verbo divino nelle vostre mani ed alla vostra voce la sos- tanza del pane e del vino si cangerà nel corpo e sangue di Gesù Cristo. Andate già all'altare, come ambasciatore di tutto il genere umano, a intercedere appresso Dio per la chiesa e per tutti gli uomini. Apparecchiatevi dunque coi seguenti affetti.

Affetti

Mio Dio, sì che in me più propriamente si avvera quel che dice Davide: De stercore erigens pauperem, ut collocet eum cum prin- cipibus populi sui. Ecco ch'io miserabile peccatore, che per le mie colpe meriterei da tanti anni di star confinato nell'inferno sotto i piedi de' demonj, ed abbandonato per sempre da tutti e da voi, mio caro Signore; ora mi accosto a celebrare, vale a dire ad offe- rirvi in sacrificio il vostro medesimo Figlio. Ecco che fra pochi momenti alle mie parole scenderà sull'altare, e verrà fra le mie mani il Re del cielo, il Verbo eterno per offerirlo, e poi cibarmi delle sue carni sacrosante.

O Dio dell'anima mia, io sacerdote! io che tante volte vi ho voltate le spalle! io che per un fumo o per un gusto breve ed avvelenato ho cambiata la vostra amicizia, rinunziando alla vostra grazia e al vostro amore! e come poi avete potuto voi fra tante anime inno- centi e fedeli eleggermi per vostro sacerdote?

Deh! illuminatemi, Signore, accrescete la mia fede: Noverim me, noverim te. Fatemi conoscere chi siete voi che in questa mattina volete donarvi a me; e chi son io che vi ho da ricevere. Deh! prima

68

ch'io salga sull'altare, per li meriti del vostro sangue lavate l'ani- ma mia da tante sozzure. Gesù mio, prima di venire nelle mie mani e nel mio petto perdonatemi. Io ho offeso e disgustato voi, sommo Bene; me ne dispiace con tutta l'anima mia.

Credo, mio Redentore, che voi siete il Figlio di Dio, che siete morto per me, e vi siete lasciato nel ss. sacramento per esser sacrificato da' sacerdoti, e per farvi nostro cibo. Spero da voi per la vostra passione e promesse di amarvi per sempre in avvenire e di posse- dervi in eterno. V'amo, caro mio Redentore, v'amo più di me stes- so; e perché v'amo, mi pento con tutto il cuore di quante offese vi ho fatte, per aver offeso voi, bontà infinita (Questi quattro atti di fede, speranza, amore e contrizione, conviene replicarli ogni gior- no immediatamente prima di celebrare; e ciò ancorché si fosse fatta già prima l'orazione mentale). V'amo, mio Dio, ma v'amo troppo poco; vorrei amarvi, quanto deve amarvi un sacerdote: vor- rei ricevervi con quell'amore con cui vi ricevono tante anime in- namorate. Deh! infiammatemi voi del vostro s. amore e fatemi tut- to vostro.

Eterno Padre, vi offerisco questo sacrificio in ringraziamento di tutti i beneficj fatti agli uomini, specialmente alla s. umanità di Gesù Cristo, alla beatissima Vergine, all'angelo mio custode, ed a tutti i miei santi avvocati; e per li meriti del vostro Figlio vi cerco la s. perseveranza, il vostro amore, e tutte quelle altre grazie che per me vi domandano Gesù, Maria ed i santi miei avvocati.

In quanto poi a' prossimi, sarà bene che 'l sacerdote raccomandi nella messa coloro che son notati ne' seguenti Memento.

Memento de' vivi.

I. Vi raccomando il sommo Pontefice e tutti i prelati, confessori, predicatori, e sacerdoti; date loro, Signore, zelo e spirito, accioc- ché attendano alla salute delle anime.

II. I miei parenti, amici e nemici; i moribondi che stanno per usci- re da questa vita; l'anime del purgatorio, e tutti i fedeli che stanno

in grazia vostra: date loro, Signore, perseveranza e fervore nel vos- tro amore.

III. Gl'infedeli, eretici e peccatori: date loro luce e forza, acciocché tutti vi conoscano e v'amino.

Memento de' morti.

I. Vi raccomando l'anime de' miei parenti, benefattori, amici e ne- mici; e di coloro che per causa mia stanno in purgatorio.

II. L'anime de' sacerdoti e specialmente di coloro che sono stati operarj.

III. L'anime di coloro che sono stati più divoti della passione di Gesù Cristo, del ss. sacramento e della divina Madre; l'anime più scordate; quelle che più patiscono; e quelle che stanno più vicine ad entrare in paradiso.

Questi Memento possono rinnovarsi in tutti gli altri giorni; almeno intendendo di raccomandare tutti coloro che stanno qui notati.

CONSID. II. PER IL LUNEDÌ Hoc facite in meam commemorationem. (Luc. 22. 19.)

Vogliono buoni teologi, che secondo questo testo i sacerdoti in celebrar la messa son tenuti a ricordarsi della passione e morte di Gesù Cristo. E lo stesso par che richieda l'apostolo da coloro che si comunicano: Quotiescumque manducabitis panem hunc, et calicem bibetis, mortem Domini annuntiabitis 1. Scrive s. Tom- maso che appunto a questo fine il Redentore, acciocché in noi fos- se continua la memoria del bene ch'egli ci ha ottenuto e dell'amo- re che ci ha dimostrato morendo per noi, ci ha lasciato il ss. sa- cramento: Ut autem tanti beneficii iugis in nobis maneret memo- ria, corpus suum in cibum, et sanguinem in potum fidelibus reli-

69

quit 2. Che perciò il sacramento dell'altare vien chiamato dallo stesso s. dottore, Passionis memoriale.

Considera dunque, sacerdote mio, come questa vittima sagrosan- ta che vai a sacrificare, è quel medesimo Signore che per te ha dato il sangue e la vita.

Ma non solo la messa è memoria del sacrificio della croce, ma è lo stesso sacrificio, mentre lo stesso è l'offerente, e la vittima è la stessa, cioè il Verbo incarnato; solamente nel modo differiscono, mentre quello fu con sangue, questo senza sangue: in quello morì Gesù Cristo realmente, in questo muore misticamente: Una ea- demque est hostia, sola offerendi ratione diversa 1. Immaginati perciò in celebrare di trovarti sul Calvario ad offerire a Dio il san- gue e la vita del suo Figlio. Ed in comunicarti immaginati di suc- ciare dalle piaghe del Salvatore il suo sangue prezioso.

Considera di più che in ogni messa si rinnova l'opera della reden- zione, talmente che se Gesù Cristo non fosse morto una volta sul- la croce, con celebrarsi una messa otterrebbe il mondo gli stessi beni che ci ottenne la morte del Redentore: Tantum valet, scrisse il discepolo, celebratio missae, quantum mors Christi in cruce. Sicché per mezzo del sacrificio dell'altare si applicano agli uomini, e più copiosamente a' sacerdoti che l'offeriscono, tutti i meriti del- la passione.

Quindi s. Francesco d'Assisi (che si stimò indegno di ascendere al sacerdozio, e perciò non volle essere sacerdote) avverte i sacerdoti a staccarsi da tutte le cose del mondo, e ad attendere solo ad amare ed onorare il loro Dio, che tanto gli ha amati ed onorati: e soggiunge esser troppo grande l'infelicità di quei sacerdoti, che avendo Gesù così loro vicino sull'altare, tengono il cuore attaccato a qualche cosa di mondo: Videte, sacerdotes (sono parole del san- to), dignitatem vestram et sicut super omnes propter hoc myste- rium honoravit vos Dominus, ita et vos diligite eum et honorate. Magna infirmitas, quando Iesum sic praesentem habetis, et aliud in toto mundo curatis.

Affetti

Signore, io sono indegno di comparirvi avanti; ma animato dalla vostra bontà, che non ostante la mia indegnità mi ha eletto per vostro sacerdote, vengo questa mattina ad offerirvi il vostro Figlio. Vi offerisco dunque, o mio Dio, l'agnello immacolato in soddisfazi- one de' miei peccati e di quelli di tutti gli uomini. Ecce agnus Dei. Ecco l'agnello che vedeste un giorno sagrificato per la gloria vostra e per la nostra salute sull'altare della croce. Per amore di questa vittima a voi sì cara, applicate i suoi meriti all'anima mia e perdo- natemi quanti disgusti v'ho dati per lo passato, gravi e leggieri. Io me ne dolgo con tutto il cuore per aver offeso voi, bontà infinita.

E voi, Gesù mio, venite e lavate col vostro sangue tutte le mie soz- zure prima ch'io vi riceva questa mattina: Domine, non sum dig- nus, ut intres sub tectum meum, sed tantum dic verbo, et sanabi- tur anima mea. Io non son degno di ricevervi; ma voi, medico ce- leste, ben potete sanare con una sola parola tutte le mie piaghe.

Venite e sanatemi.

Erravi sicut ovis quae periit. Io sono la pecorella che volontaria- mente ho voluto perdermi, fuggendo da voi, mio Redentore; ma voi siete quel buon pastore che avete data la vita per salvarmi: Quae- re servum tuum, quia mandata tua non sum oblitus. Cercatemi, Gesù mio, non mi abbandonate. Cercatemi e stringetemi sulle vostre spalle; mentr'io propongo di volervi servire ed amare quan- to posso.

Voi avete detto: Oves meae vocem meam audiunt, et non rapiet eas quisque de manu mea. Voi mi chiamate al vostro amore: ecco io lascio tutto e vengo a voi, mia vita. Voglio in tutto ubbidirvi. Rinunzio a tutti piaceri del mondo, giacché volete degnarvi questa mattina di darmi in cibo le vostre carni sagrosante.

V'amo, o Gesù mio, sopra ogni bene, e desidero di ricevervi per più amarvi. Voi vi donate tutto a me, io tutto a voi mi dono. Voi avete da essere sempre il mio tutto, l'unico mio bene, l'unico mio amore.

70

O Maria, madre mia, ottenetemi parte di quell'umiltà e fervore, con cui voi riceveste Gesù nelle vostre sante comunioni.

1 1. Cor. 11. 2 Opusc. 57. lect. 4. 1 Trident. sess. 22. c. 2.

CONSID. III. PER IL MARTEDÌ Hic est Filius meus dilectus, in quo mihi bene complacui. (Matth. 17. 5.)

Nell'antica legge gli uomini onoravano Dio con tanti sacrificj; ma nella nuova è stato più onorato Dio con una sola messa, che con tutti i sacrificj antichi; i quali non erano che figura ed ombra del sacrificio nostro dell'altare. Colla santa messa si onora Dio quanto merita d'essere onorato; poiché se gli rinnova lo stesso infinito onore che gli diede Gesù C., sacrificandogli se medesimo sulla croce. Una sola messa dà più onore a Dio, che non gli ha dato e non gli daranno tutte le orazioni e penitenze de' santi, tutte le fa- tiche degli apostoli, e tutti gli ardori de' serafini e della divina Ma- dre. Or quest'onore Dio vuol riceverlo, o sacerdote, per mano tua questa mattina.

È giusto ancora che Iddio sia ringraziato per tutti gl'immensi be- neficj che ci ha fatti la sua infinita bontà. Ma qual degno ringrazi- amento possiamo rendergli noi miserabili? Se il Signore non ci avesse dimostrato, che per una sola volta un semplice segno d'af- fetto, anche meriterebbe da noi un ringraziamento infinito, essen- do quell'affetto favore e dono d'un Dio infinito. Ma ecco che egli ci ha dato il modo di non restar confusi in tante nostre obbligazioni, e di ringraziarlo degnamente; e come? con offerirgli Gesù nella messa; così Dio resta pienamente ringraziato e soddisfatto.

Questa gran vittima che se gli offerisce è il suo medesimo Figlio, in cui trova egli le sue compiacenze. Il sacrificio è della vita d'un Dio, che nella consegrazione e nella sunzione gli vien sacrificato

con una mistica morte. Così lo ringraziava Davide per tutte le gra- zie a lui fatte: Quid retribuam Domino pro omnibus quae retribuit mihi? calicem salutaris accipiam 1. E così Gesù medesimo ringra-

ziò il suo divin Padre per li beneficj fatti a tutti gli uomini: Et ac- cepto calice gratias egit, et dixit: Accipite et dividite inter vos 2.

Affetti

Ah mio Dio e Creatore, come mai avete potuto eleggere me ad ono- rarvi per mezzo del sacrificio del vostro Figlio, quand'io per lo pas- sato v'ho tanto disonorato colle ingiurie che vi io fatte? In vece di castigarmi coll'inferno, voi mi avete dato l'onore di farmi sacerdo- te, ministro della vostra gloria.

Giacché dunque vi degnate e vi contentate di ricever questo gran sacrificio per mano mia, io unisco il mio povero cuore al cuore di Gesù Cristo, e in nome suo ve l'offerisco in ricognizione del vostro supremo dominio. Vorrei vedere la vostra maestà infinita adorata ed amata da tutti gli uomini. Supplisca l'onore che vi do questa mattina, sacrificandovi il vostro Figlio, a tutti i disonori che vi han fatti e vi fanno gli uomini coi loro peccati.

Intendo insieme con questa messa di ringraziarvi di tutti i beneficj fatti al mondo e specialmente a me miserabile che per la mia in- gratitudine meritava d'esser abbandonato da voi. Ma io ho accres- ciuti i peccati e voi avete accresciute in me le grazie. Ve ne ringra- zio, o infinita bontà; dirò meglio, vi ringrazii Gesù Cristo per me.

Deh! Signore, per li meriti di Gesù Cristo illuminatemi questa mattina, infiammatemi del vostro amore e staccatemi dalla terra; non permettete ch'io più resista a tante finezze del vostro affetto. Io v'amo, o sommo bene, con tutto il cuore. Io voglio lasciar tutto per dar gusto a voi, o Dio degno d'infinito amore. Deh! scopritemi sempre più le grandezze della vostra bontà, acciocch'io sempre più m'innamori di voi, e mi affatichi a contentarvi in tutto, senza riserva.

Voi vi siete dimostrato innamorato dell'anima mia, ed io potrò amare altro che voi? No, mio Signore, che da oggi avanti solo a voi

71

voglio vivere; solo voi voglio amare, che ben meritate tutto il mio amore. O Padre eterno, io spero nel sangue di Gesù Cristo, che voi colla vostra grazia darete effetto a questo mio desiderio. Voi mi avete tanto favorito quando io vi fuggiva; molto più dunque debbo da voi sperare or che vi cerco, ed altro non desidero che il vostro amore. O madre mia Maria, voi che portaste nel vostro seno quel Dio che stamattina ho da ricevere, voi aiutatemi a riceverlo con umiltà ed amore.

1 Ps. 115. 13. 2 Luc. 22. 17.

CONSID. IV. PER IL MERCOLEDÌ Ipse est propitiatio pro peccatis nostris. (1. Io. 2. 2.)

Considerate come col sacrificio dell'altare si rimettono le pene do- vute de' peccati, e si ottengono immense misericordie a beneficio de' peccatori. Poveri noi, se non vi fosse questo gran sacrificio col quale si trattiene la divina giustizia a non eseguire quei giusti cas- tighi che meritano le nostre colpe! Certamente che tutte le vittime dell'antica legge non potevano placare lo sdegno di Dio contro de' peccatori. Numquid placari potest Dominus in millibus arietum 1? Ancorché si sacrificassero le vite di tutti gli uomini e di tutti gli angeli, non potrebbero soddisfar degnamente la divina giustizia per una sola colpa commessa da una creatura contro del suo Cre- atore. Solo Gesù Cristo ha potuto soddisfare Dio per li nostri pec- cati: Ipse est propitiatio pro peccatis nostris. E perciò il Padre eterno lo mandò al mondo, acciocché facendosi uomo mortale, col sacrificio della sua vita lo placasse verso de' peccatori. E questo sacrificio si rinnova in ogni messa che si celebra.

Considera dunque, o sacerdote, il tuo grande officio, ch'è di essere il mediatore fra i peccatori e Dio, con offerirgli nell'altare la vita ed i meriti di Gesù Cristo, per li quali si muove poi il Signore a dona- re a' peccatori luce e forza di pentirsi, ed indi il perdono de' pecca-

ti: Hac oblatione placatus Deus, gratiam et donum poenitentiae concedens, peccata etiam ingentia dimisit 2. Le voci del sangue innocente del Redentore oh come meglio implorano pietà verso di noi, che non implorava vendetta contro Caino il sangue di Abele! Accessistis ad mediatorem Iesum, et sanguinis aspersionem, melius loquentem quam Abel 1.

Affetti

O sommo Dio, voi siete sdegnato contro de' peccatori, e troppo ne avete ragione, mentre pagano d'ingratitudine tutto il grande amo- re che voi avete loro portato. Ma se sono grandi i peccati del mon- do, è più grande l'offerta e 'l dono che questa mattina io vengo a presentarvi: Non sicut delictum, ita et donum 2. Io vi offerisco questa mattina il sagrificio del vostro medesimo Figlio; questa vit- tima, ch'è a voi sì diletta, questa vi plachi e vi muova ad usare pietà verso tutti i poveri peccatori che o non vi conoscono, o co- noscendovi non vogliono amarvi e vivono privi della vostra grazia. Date loro lume e vigore di uscire dallo stato miserabile in cui vi- vono accecati.

Vi prego per tutti, ma vi prego specialmente, per me che da voi sono stato più degli altri beneficato, e che più degli altri vi sono stato ingrato e vi ho offeso e disprezzato. Per amore di Gesù Cris- to, Dio mio, perdonatemi tutti i peccati miei, mortali e veniali, tut- te le impazienze, le bugie, le intemperanze, le distrazioni e negli- genze nell'officio e nell'orazione; mentre di tutte me ne pento, per- ché sono stati disgusti di voi, bontà infinita, che meritate da tutti, ma specialmente da me sacerdote, un amore infinito.

V'amo, bontà infinita, v'amo sopra ogni cosa; e vi prometto di vo- ler prima morire, che darvi deliberatamente qualunque minimo dispiacere. Ah Gesù mio, la morte vostra, il sangue vostro è la speranza mia! per li meriti vostri vi domando e spero la grazia d'esservi fedele, d'amarvi con tutto il mio cuore, e di non amare altro che voi. Accompagnatemi voi, o Maria santissima, colla vos- tra assistenza, ora che io vado ad offerire a Dio questo gran sagri- ficio.

72

 

in ulla gratia 1. Ma specialmente ciò vale quando il sacerdote sta

  • 1 Mich. 6. 7.

onorando Iddio, e compiacendolo con sacrificargli il suo medesimo

  • 2 Trid. sess. 22. c. 2.

Figlio. E se il Padre, questo stesso Figlio a lui sacrificato, egli poi

  • 1 Hebr. 12. 24.

lo dona a noi nel ss. sacramento, appunto per mezzo della messa;

  • 2 Rom. 5. 15.

come mai, donandoci il Figlio, potrà negarci alcun'altra grazia? Quomodo non etiam cum illo omnia nobis donavit 2?

CONSID. V. PER IL GIOVEDÌ In Omnibus divites facti estis in illo. (1. Cor. 1. 15.)

Considera come per mezzo della santa messa Dio meglio esaudis- ce le preghiere de' sacerdoti. Iddio in tutti i tempi, sempre ch'egli è pregato per li meriti di Gesù Cristo, dispensa le sue grazie, ma dice s. Giovan Grisostomo, che nel tempo della messa le dispensa con più abbondanza alle preghiere del sacerdote; poiché queste vengono allora avvalorate ed accompagnate dalle preghiere dello stesso Gesù, ch'è il principal sacerdote che in questo sagrificio offerisce se stesso, affin di ottenere a noi le grazie.

Secondo parla il concilio di Trento, il tempo in cui si celebra la messa, è appunto quel tempo in cui sta il Signore in trono di gra- zia, a cui ci esorta l'apostolo di andar con confidenza per ottenere la divina misericordia e ritrovare le grazie: Adeamus ergo cum fi- ducia ad thronum gratiae, ut misericordiam consequamur, et gra- tiam inveniamus in auxilio opportuno 3. Dice il Grisostomo 4, che ancora gli angeli aspettano il tempo della messa per intercedere con più efficacia a nostro favore; e soggiunge che quel che non si ottiene nella messa, difficilmente si ottiene in altro tempo.

Oh che tesori di grazie può ottenere un sacerdote per sé e per gli altri, pregando il Signore con fiducia, quando sta celebrando sul- l'altare! Diceva il venerabile p. Antonio de Colellis: Io quando cele- bro e tengo in mano Gesù Cristo mio, ne ottengo quel che voglio.

Dice in somma s. Paolo, che in Gesù Cristo noi otteniamo ogni ricchezza, ogni grazia, se per li meriti suoi la domandiamo al Pa-

dre: In omnibus divites facti estis in illo… ita ut nihil vobis desit

Affetti

O miserabile ch'io sono stato! quante grazie, o mio Dio, io m'ho perdute per la negligenza di non cercarvele nelle messe che ho celebrate! Ma giacché me ne date la luce, non voglio in ciò esser più trascurato. Unisco dunque, o eterno Padre, le mie preghiere con quelle di Gesù Cristo, e per amore di questo vostro Figlio, che questa mattina vengo a sacrificarvi, vi prego per prima a conce- dermi il perdono di tutti i miei peccati, di cui mi pento con tutto il cuore. E poi fatemi conoscere il merito infinito che voi avete d'es- sere amato, e l'obbligo immenso che ho io d'amarvi per la vostra bontà, e per l'amore che voi mi avete portato; e datemi forza a sta- ccarmi da tutti gli affetti di terra, e ad impiegare il mio cuore in amare solamente voi, sommo bene, che tanto mi avete amato. Vi prego ancora a dar luce a chi non vi conosce, ed a chi vive privo della vostra grazia. Date a tutti il dono della vostra grazia. Date a tutti il dono del vostro santo amore. O amore infinito del mio Dio, fatevi conoscere e fatevi amare.

E voi, mio caro Salvatore, fatemi tutto vostro prima che io muoia, e non permettete ch'io m'abbia a separare più da voi. Ah Gesù mio, che sino che vivo io sto in questo pericolo! Io non vi voglio perdere più. Pregate voi il vostro Padre, che mi mandi la morte, prima ch'io vi abbia di nuovo a voltare le spalle. Pregate che coll'amore sempre più mi stringa a voi che tanto mi avete obbliga- to ad amarvi. Gesù mio, voi siete l'amor mio e la speranza mia. Fate che ogni volta ch'io vi miro sull'altare vi dica con tutto il cuo- re quel che vi dicea s. Filippo Neri vedendovi nel ss. sacramento:

Ecco l'amor mio, ecco l'amor mio, ecco tutto il mio amore. Maria ss., pregate voi ancora per me. Son sacerdote. Rendetemi colla vostra intercessione qual dev'essere un sacerdote, tutto di Gesù Cristo.

73

 

cramento vi è tutto il tesoro della bontà di Dio: Dicendo eucharis-

tiam, omnem benignitatis Dei thesaurum aperio. Sicché il sacer-

  • 3 Hebr. 4. 16.

dote, celebrando, par che si faccia in certo modo padrone di Gesù

  • 4 Hom. 3. de incompr. Dei. 1 1. Cor. 1. 5.

sacramentato: De toto Deo dives est.

  • 2 Rom. 8. 32.

Gesù Cristo dunque è tutto de' sacerdoti; ma quanti sacerdoti poi

Affetti

CONSID. VI. PER IL VENERDÌ. Accipite et comedite, hoc est corpus meum. (Matth. 26. 27.)

 

son tutti di Gesù Cristo? Oh Dio! la maggior parte di essi, come amano questo lor Salvatore che tanto gli ha amati e sublimati? Oh Dio! quanti poveri villani, quante povere pastorelle amano più Gesù Cristo che tanti sacerdoti! Ohimè, e qual pena avrà all'infer- no un sacerdote che si danna, allorché si troverà per sempre lon- tano e privo di Gesù Cristo che in questa terra gli è stato così vi-

Considera come per mezzo della santa messa vien santificato con modo speciale il sacerdote, che con divozione la celebra; mentre

Inoltre, allora è ammesso a cibarsi colle proprie mani delle carni

cino e tutto suo!

nella messa egli è ammesso all'udienza della maestà divina, e si pone a trattare familiarmente col Verbo incarnato: allora lo tiene fra le mani, e gli parla con confidenza, alla domestica, senza por- tiera.

sagrosante di Gesù Cristo, ed abbeverarsi del suo sangue; poiché a' sacerdoti propriamente disse il Redentore: Accipite et comedite, hoc est corpus meum. A' secolari anche si dà la comunione, ma non é lecito ad essi di prendere il ss. sacramento, e di comunicar- si sempre che vogliono; debbono essi prender la comunione dalle mani de' sacerdoti, e quando piace ai sacerdoti; ma il sacerdote può prendere Gesù Cristo e comunicarsi quando gli piace.

O caro mio Gesù, voi vi siete fatto vittima sulla croce per essere sacrificato da me su gli altari, per saziarmi del vostro sangue divi- no. In somma, facendomi voi vostro sacerdote, vi siete fatto tutto mio, vi siete tutto a me donato; sicché io posso prendervi quando voglio, e cibarmi di voi quando voglio.

Caro mio Redentore, accrescetemi la fede, fatemi conoscere chi siete voi, quando vi tengo sacramentato nelle mie mani; quando mi state vicino sull'altare; quando pongo nella mia bocca il vostro corpo, ed accosto le labbra al vostro sangue. Come non ardo d'a- more pensando a voi che siete il mio Dio e vi contentate d'essere trattato da me con tanta famigliarità, sino a farvi cibo e bevanda mia?

Parlando il Signore de' sagramenti, e specialmente dell'eucaristia, proibì a' sacerdoti di darla a' peccatori: Nolite dare sanctum cani- bus, neque ponatis margaritas vestras ante porcos 1. Margaritas vestras; per margherite s'intendono le particole consecrate; ma

Voi non siete stato contento di dare tutto il sangue e la vita sulla croce per amor mio; volete che questo medesimo sangue io lo beva per unirmi tutto a voi e farmi una cosa con voi.

notate la parola vestras; questa significa che il sacramento dell'al- tare è come cosa propria del sacerdote, mentre il sacerdote l'es-

Ipsa re nos suum efficit corpus, s. Gio. Grisostomo.

trae dalla custodia quando vuole, egli lo porta dove vuole, egli se ne ciba quando vuole, e lo dà a chi vuole. Viene a dire in somma che il sacerdote tiene le chiavi di tutti i divini tesori, per servirsene a sua voglia; mentre, come dice s. Giovan Grisostomo, nel ss. sa-

Deh! mio Dio, illuminatemi o aiutatemi a non vivere più ingrato a tanto vostro amore. Staccatemi dalla terra. Fate ch'io non metta più impedimento all'abbondanza delle grazie che voi dispensate a

74

chi vi riceve con amore nella s. comunione. V'amo, Gesù mio, morto per me, e fatto cibo mio. Eterno Padre, per li meriti di Gesù Cristo che questa mattina vi offerisco, datemi tutte quelle grazie che mi bisognano per esser tutto vostro. E voi, Maria ss., pregate Gesù per me.

1 Matth. 7. 6.

CONSID. VII. PER IL SABBATO Festinans descende, quia hodie in domo tua oportet me manere. (Luc. 19. 5.)

Immaginati, come Gesù Cristo dica a te stamattina queste istesse parole che già disse a Zaccheo: Presto, vieni all'altare, ch'io voglio entrare oggi nella casa dell'anima tua per conservarle la vita, per guarire le sue piaghe, e per infiammarla del mio amore. Sì tutto ciò fa il divin sagramento. Egli è pane che dà vita all'anima: Panis quem ego dabo, caro mea est pro mundi vita 1. Egli è medicina con cui siamo liberati e preservati da' peccati: Antidotum quo libe- remur a culpis quotidianis, et a peccatis mortalibus praeservemur 2. Egli è fuoco che infiamma l'anima del santo amore; sicché tutti (come dice il Grisostomo), se noi non mettessimo impedimento, partiremmo dall'altare flammam spirantes, terribiles effecti diabo- lo.

Ma, mio Dio, come poi tanti sacerdoti, che ogni settimana si ciba- no di questo pane celeste, invece di ardere di divino amore, si ve- dono sempre più attaccati al mondo? e vanno sempre all'altare cogli stessi peccati veniali deliberati? Tutto nasce, perché vanno a celebrare senza fine e desiderio di farsi santi, ma o per interesse o per uso fatto. E perciò sempre commettono gli stessi difetti; e così s'accostano alla morte, e se ne vanno a render conto a Gesù C. della loro vita menata nel sacerdozio tutta tepida e disordinata.

Sacerdote mio, se tu sei uno di costoro, vedi che questo pane ce- leste non ti gioverà a farti santo, ma ti renderà più reo per tua

colpa avanti al divin tribunale. Emendati; pensa che la morte si avvicina. Rifletti, quali sono quegli attacchi e quei difetti che t'im- pediscono di avanzarti nel divino amore, e toglili. Pensa che sei sacerdote. Pensa che Dio ti ha eletto per suo favorito e non potea farti più grande di quello che t'ha fatto.

Affetti

O Dio d'infinita maestà, voi volete venire questa mattina nell'ani- ma mia ad alloggiare; ma le case dove voi abitate, debbono esser sante: Domum tuam decet sanctitudo, Domine 3. Come potrò ri- cevervi io che sono così imperfetto e pieno di difetti? Domine, non sum dignus, ut intres sub tectum meum.

Ah, mio Redentore, se ora dovessi comparire al vostro giudizio, qual buon conto vi darei di tante messe dette, e degli anni in cui sono stato sacerdote? Signore, aspettatemi, non mi giudicate an- cora: Non intres in iudicium cum servo tuo 4. Aspettatemi un al- tro poco per pietà: Dimitte me, ut plangam paululum dolorem meum, antequam vadam, et non revertar 5. Datemi un altro poco di vita, acciocché io pianga l'ingratitudine, con cui sinora vi ho trattato, o Gesù mio. Voi m'avete fatto sacerdote; ma qual vita di sacerdote io misero ho fatta finora? Con tante messe e comunioni avrei avuto da diventar tutto fuoco del vostro amore, tutto puro e santo. Per voi già non è mancato, tutto è mancato per colpa mia, e per gli impedimenti ch'io ho posti alla vostra grazia. La mia vita non vi ha onorato no, ma vi ha disonorato appresso il cielo e la terra. Voi mi avete cacciato dal mondo, ed io ho amato il mondo più che gli stessi mondani. Mio Dio, pietà, non mi abbandonate ch'io voglio emendarmi. Mi pento con tutto il cuore di quanti dis- gusti vi ho dati. Voglio cominciare ad amarvi da vero, voglio co- minciare da questa mattina, in cui vi ho da tornare a ricevere.

Vi amo, o Dio dell'anima mia, vi amo, mio Salvatore, che per sal- varmi e farmi vostro sacerdote avete data la vita: Domine, non sum dignus, ut intres sub tectum meum, sed tantum dic verbo, et sanabitur anima mea. Perdonatemi, Gesù mio, e sanatemi. Dista- ccatemi dal mondo, e legatemi strettamente a voi; fatemi vivere da sacerdote, quale m'avete fatto. Caro mio Redentore, i meriti vostri

75

sono la speranza mia. Eterno Padre, vi offerisco questa mattina Gesù Cristo, acciocché mi rendiate tutto vostro. Maria ss., pregate Gesù per me.

1 Io. 6. 51.

2

Trid. sess. 13. c. 2.

3

Ps. 72. 5.

4

Ps. 142. 2.

5

Iob. 10. 20.

2. ORAÇÃO PARA DEPOIS DA COMUNHÃO

Anima Christi Alma de Cristo, santificai-me. Corpo de Cristo, salvai-me. Sangue de Cristo, inebriai-me. Água do lado de Cristo, lavai-me. Paixão de Cristo, confortai-me. Ó bom Jesus, ouvi-me. Dentro de vossas chagas, escondei-me. Não permitais que me separe de Vós. Do espírito maligno, defendei-me. Na hora da minha morte, chamai- me. E mandai-me ir para Vós, para que vos louve com os vossos santos, por todos os séculos dos séculos. Amém (Indulgencia par- cial, Ench. indul. n. 10).

Oração do Papa Clemente XI

Senhor, creio em vós, fazei que creia com mais firmeza; espero em

Vós, fazei que espere com mais confiança; amo-vos, aumentai o meu amor; arrependo-me, avivai minha dor. Adoro-vos como pri- meiro princípio; desejo-vos como último fim; exalto-vos como ben- feitor perpétuo; invoco-vos como defensor propício. Dirigi-me com a vossa sabedoria; atai-me com a vossa justiça; consolai-me com a vossa clemência; protegei-me com o vosso poder. Ofereço-vos os meus pensamentos, para que se dirijam a vós; minhas palavras, para que falem de vós; minhas obras, para que sejam vossas; minhas contrariedades, para que as aceite por vós. Quero o que quereis, quero porque o quereis, quero como o quereis, quero enquanto o queirais. Senhor, peço- vos que ilumineis a minha mente, inflameis a minha vontade, limpeis o meu coração, santifiqueis a minha alma. Que me afaste das faltas passadas, rejeite as tentações futuras, corrija as más

inclinações, pratique as virtudes necessárias. Concedei-me, Deus de bondade, amor por vós, ódio por mim, zelo pelo próximo, des- prezo pelo mundano. Que saiba obedecer aos superiores, ajudar os inferiores, acolher os amigos, perdoar os inimigos. Que vença a

sensualidade com a mortificação, a avareza com a generosidade, a ira com a bondade, a tibieza com a piedade. Fazei-me prudente nos conselhos, constante nos perigos, paciente nas contrarieda- des, humilde na prosperidade. Senhor, fazei-me atento na oração, sóbrio na comida, perseverante no trabalho, firme nos propósitos. Que procure ter inocência interior, modéstia exterior, conversa exemplar, vida ordenada. Que lute por dominar a minha nature- za, fomentar a graça, servir a vossa lei e obter a salvação. Que aprenda de vós como é pouco o terreno, como é grande o divino, como é breve o tempo, como é duradouro o eterno. Fazei-me pre- parar a morte, temer o juízo, evitar o inferno, e alcançar o Paraíso. Por Cristo Nosso Senhor. Amém.

Oração de S. Tomás de Aquino

Eu vos dou graças, ó Senhor, Pai santo, Deus eterno e todo- poderoso, porque, sem mérito algum de minha parte, mas somen- te pela condescendência de vossa misericórdia, vos dignastes sa- ciar-me, a mim pecador, vosso indigno servo, com o sagrado Cor- po e o precioso Sangue do vosso Filho, nosso Senhor Jesus Cristo. E peço que esta santa comunhão não me seja motivo de castigo, mas salutar garantia de perdão. Seja para mim armadura da fé, escudo da boa vontade e libertação dos meus vícios. Extinga em mim a concupiscência e os maus desejos, aumente a caridade e a paciência, a humildade e a obediência, e todas as virtudes. De- fenda-me eficazmente contra todas as ciladas dos inimigos, tanto visíveis quanto invisíveis. Pacifique inteiramente todas as minhas paixões, unindo-me firmemente a vós, Deus uno e verdadeiro, feliz consumação de meu destino. E peço que vos digneis condu- zir-me a mim pecador àquele inefável convívio em que vós, com vosso Filho e o Espírito Santo, sois para os vossos Santos a luz verdadeira, a plena saciedade e a eterna alegria, a ventura com- pleta e a felicidade perfeita. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Oração de São Boaventura

76

Trespassai, dulcíssimo Senhor Jesus, a medula de minha alma

com o suave e salutar

dardo

do

vosso amor, com a verdadeira,

pura e santíssima caridade apostólica, a fim de que a minha alma desfaleça e se desfaça sempre só com o amor e o desejo de Vos possuir; que por Vós suspire, e desfaleça por achar--se nos

átrios da vossa casa; deseje separar-se do corpo para se unir a Vós. Fazei que minha alma tenha fome de Vós, Pão dos anjos, A- limento das almas santas, Pão nosso de cada dia, cheio de for-

ça, de toda a doçura e sabor, e de todo o suave deleite. Ó Jesus,

a quem os anjos desejam

contemplar,

tenha sempre o meu

coração fome de Vós, e o interior de minha alma transborde com a

doçura do vosso sabor; tenha sempre sede de Vós, fonte de vida, manancial de sabedoria e de ciência, rio de luz eterna, torrente de delícias, abundância da Casa de Deus. Que Vos deseje, Vos pro-

cure,

Vos encontre; que para Vós caminhe e a Vós chegue; que

em Vós pense, de Vós fale, e todas as minhas ações encaminhe

para a honra e glória do vosso nome, com humildade e discrição,

com amor e deleite, com facilidade e afeto,

com

perseverança

até o fim; para que só Vós sejais sempre minha esperança, meu gozo, meu descanso e minha tranquilidade, minha paz, minha suavidade, meu perfume, minha doçura, minha comida, meu ali- mento, meu refúgio, meu auxílio, minha sabedoria, minha heran- ça, minha posse, meu tesouro, no qual estejam sempre fixos e firme e inabala-velmente arraigados a minha alma e o meu cora- ção. Amém.

Ó Sagrado Banquete

Ó sagrado banquete de que somos os convivas, no qual recebemos Cristo em comunhão! Nele se recorda a sua paixão, o nosso cora- ção se enche de graça e nos é dado o penhor da glória que há de vir. V. Vós sois o Pão que desceu dos Céus. (T.P. Aleluia) R. Para dar vida ao mundo. (T.P. Aleluia) Oremos: Deus, que neste admirável sacramento nos deixastes o

memorial da vossa Paixão, dai-nos venerar com tão grande amor o mistério do vosso Corpo e do vosso Sangue, que possamos colher continuamente os frutos da vossa Redenção. Vós que viveis e rei- nais por todos os séculos dos séculos. R. Amém.

Adoro te devote

Adoro-Vos com devoção, Deus escondido, que sob estas aparên- cias estais presente. A Vós se submete meu coração por inteiro, e ao contemplar-Vos se rende totalmente. A vista, o tato, o gosto enganam-se sobre Vós, mas basta o ouvido para crer com firmeza. Creio em tudo o que disse o Filho de Deus; nada de mais verdadeiro que esta palavra de verdade. Na Cruz estava oculta a divindade, mas aqui se esconde também a humanidade; Creio, porém, e confesso ambas as coisas, e peço o que pediu o ladrão arrependido. Não vejo as chagas, como Tomé, mas confesso que sois o meu Deus. Fazei que eu creia mais e mais em Vós, que em Vós espere, que Vos ame. ó memorial da morte do Senhor! ó Pão vivo que dais a vida ao homem! Que a minha alma sempre de Vós viva, que sempre lhe seja doce o vosso sabor. Bom pelicano, Senhor Jesus! Limpai-me a mim, imundo, com vosso Sangue, com esse Sangue do qual uma só gota pode salvar

do pecado o mundo inteiro. Jesus, a quem agora contemplo escondido, rogo-Vos se cumpra o que tanto desejo: que, ao contemplar-Vos face a face, seja eu feliz vendo a vossa glória. Amém (Indulgencia parcial, Ench. indul. n.

4).

Eis-me aqui (a Jesus crucificado) Eis-me aqui, Senhor, ó bom e dulcíssimo Jesus! De joelhos me prostro em vossa presença e vos suplico com todo o fervor da mi- nha alma que vos digneis gravar no meu coração os mais vivos sentimentos de fé, esperança e caridade, verdadeiro arrependi- mento de meus pecados e firme propósito de emenda, enquanto vou considerando, com vivo afeto e dor, as vossas cinco chagas, tendo diante dos olhos aquilo que o profeta Davi já vos fazia dizer, ó bom Jesus: Trespassaram minhas mãos e meus pés e contaram todos os meus ossos (Sl 21, 17) (Concede-se indulgência plenária, nas sextas-feiras da Quaresma, ao fiel que recitar piedosamente esta oração, diante de uma imagem de crucificado, depois da co- munhão; e indulgência parcial nos outros dias do ano, Ench. In- dul. n. 22).

77

Dominus Iesus Christus

Senhor Jesus Cristo, esteja junto de mim, para que me defenda dentro de mim, para que me conserve diante de mim, para que me conduzas atrás de mim, para que me guardes sobre mim, para que me abençoes e santifique. Amém.

Oferecimento de si mesmo

Tomai, Senhor, e recebei, toda a minha liberdade, a minha memó- ria, o meu entendimento e toda a minha vontade. Tudo quanto tenho e possuo de Vós o recebi. Por isso a Vós, Senhor, o entrego e restituo para que disponhais de tudo segundo a vossa vontade. Concedei-me somente o vosso amor e a vossa graça, que isto me basta, e não desejo outra coisa da vossa misericórdia infinita. Amém.

Oração à Santíssima Virgem Maria

Ó Maria, Virgem e Mãe Santíssima, eis que recebi vosso amadís- simo Filho, a quem concebestes no vosso seio imaculado, criastes e alimentastes em vosso peito, e abraçastes amorosamente. Eis que Vos apresento e ofereço com amor e humildade Aquele que Vos alegrava contemplar e que Vos enchia de delícias, para que o aperteis em vossos braços, o ameis em vosso coração e o ofereçais em supremo culto de adoração à Santíssima Trindade, para vossa honra e glória e pelas minhas necessidades e pelas de todo o

mundo. Suplico-Vos, piedosíssima Mãe, que me alcanceis o per- dão de todos os meus pecados e graça abundante para servir o Senhor desde agora com maior fidelidade; e por último a graça da perseverança final, para que possa louvá-lo convosco pelos sécu- los dos séculos. Amém.

Oração a São José

Ó glorioso São José, Pai e protetor das virgens, guarda fiel a quem Deus confiou Jesus, a própria inocência, e Maria, Virgem das vir- gens! Em nome de Jesus e de Maria, este duplo tesouro que vos foi tão caro, vos suplico que me conserveis livre de toda a impure- za, para que, com alma pura e corpo casto, sirva sempre fielmen- te, a Jesus e a Maria. Amém.

À Sagrada Família

Aos que nutristes com os vossos celestes Sacramentos, Senhor Jesus, fazei que sigam sempre os exemplos de vossa santa Famí- lia para que à hora da morte venham ao encontro a gloriosa Vir-

gem vossa Mãe, com São José, e mereçam ser recebidos por Vós nos tabernáculos eternos. Vós que viveis e reinais com o Pai, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos. A- mém.

Cântico dos três jovens

1. Obras do Senhor, bendizei todas o Senhor; louvai-O e exaltai-O

para sempre.

2.

Céus, bendizei o Senhor; Anjos do Senhor, bendizei o Senhor.

3.

Águas que estais por cima dos céus, bendizei todas o Senhor;

todos os poderes bendigam o Senhor.

4.

Sol e lua, bendizei o Senhor; estrelas dos céus, bendizei o Se-

nhor.

5.

Chuvas e orvalhos, bendizei o Senhor; e vós, todos os ventos,

bendizei o Senhor.

6.

Fogo e calor, bendizei o Senhor; frio e calor, bendizei o Senhor.

7.

Orvalhos e geadas, bendizei o Senhor; gelo e frio, bendizei o

Senhor.

8.

Gelos e neves, bendizei o Senhor; noites e dias, bendizei o Se-

nhor.

9.

Luz e trevas, bendizei o Senhor; relâmpagos e nuvens, bendizei

o Senhor.

10.

Que a terra bendiga o Senhor; louve-O e exalte--O para sem-

pre.

11.

Montes e colinas, bendizei o Senhor; plantas que brotais da

terra, bendizei o Senhor.

12.

Mares e rios, bendizei o Senhor; fontes, bendizei o Senhor.

13.

Cetáceos e animais que viveis nas águas, bendizei o Senhor;

pássaros todos do céu, bendizei o Senhor.

14.

Animais selvagens e rebanhos, bendizei o Senhor; filhos dos

homens, bendizei o Senhor.

15.

Bendiga Israel o Senhor; louve-O e exalte-O para sempre.

16.

Sacerdotes do Senhor, bendizei o Senhor; servos do Senhor,

bendizei o Senhor.

78

  • 17. Espíritos e almas dos justos, bendizei o Senhor; santos e hu-

mildes de coração, bendizei o Senhor.

  • 18. Ananias, Azarias e Misael, bendizei o Senhor; louvai-O e exal-

tai-O para sempre.

  • 19. Bendigamos o Pai, o Filho e o Espírito Santo; louvemo-lO e

exaltemo-1O para sempre. 20. Senhor, Vós sois bendito no firmamento dos céus; sois digno de louvor e glória para sempre.

Oração de São Francisco

Senhor, Fazei de mim um instrumento de vossa paz. Onde houver ódio, que eu leve o amor. Onde houver ofensa, que eu leve o perdão. Onde houver discórdia, que eu leve a união. Onde houver dúvida, que eu leve a fé. Onde houver erro, que eu leve a verdade. Onde houver desespero, que eu leve a esperança. Onde houver tristeza, que eu leve a alegria. Onde houver trevas, que eu leve a luz! Ó Mestre, Fazei que eu procure mais consolar que ser consolado. Compreender que ser compreendido. Amar que ser amado. Pois é dando que se recebe. É perdoando que se é perdoado e é morrendo que se vive para a vida eterna!

Ladainha da humildade

O Jesus, manso e humilde de coração, ouvi-me. Do desejo de ser estimado, livrai-me, ó Jesus. Do desejo de ser amado, livrai-me, ó Jesus. Do desejo de ser conhecido, livrai-me, ó Jesus. Do desejo de ser honrado, livrai-me, ó Jesus. Do desejo de ser louvado, livrai-me, ó Jesus. Do desejo de ser preferido, livrai-me, ó Jesus. Do desejo de ser consultado, livrai-me, ó Jesus. Do desejo de ser aprovado, livrai-me, ó Jesus. Do receio de ser humilhado, livrai-me, ó Jesus.

Do receio de ser desprezado, livrai-me, ó Jesus. Do receio de sofrer repulsas, livrai-me, ó Jesus. Do receio de ser caluniado, livrai-me, ó Jesus. Do receio de ser esquecido, livrai-me, ó Jesus. Do receio de ser ridicularizado, livrai-me, ó Jesus. Do receio de ser difamado, livrai-me, ó Jesus. Do receio de ser objeto de suspeita, livrai-me, ó Jesus. Que os outros sejam mais amados do que eu, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo. Que os outros sejam mais estimados do que eu, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo. Que os outros possam elevar-se na opinião do mundo, e que eu possa ser diminuído, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo. Que os outros possam ser escolhidos e eu posto de lado, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo. Que os outros possam ser louvados e eu desprezado, Jesus, dai- me a graça de desejá-lo. Que os outros possam ser preferidos a mim em todas as coisas, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo. Que os outros possam ser mais santos do que eu, embora me tor- ne o mais santo quanto me for possível, Jesus, dai-me a graça de desejá-lo.

Oração a São Miguel Arcanjo

São Miguel Arcanjo, protegei-nos no combate; cobri-nos com vos- so escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos; e vós, Príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno a Satanás e aos outros espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.

PARA OS SACERDOTES

Que vos seja agradável, Senhor (Pláceat)

Que vos seja agradável, ó Santíssima Trindade, o obséquio da mi- nha servidão; e fazei que o sacrifício, que, sendo indigno, apresen- tei diante dos olhos da vossa Majestade, seja propício, pela vossa Misericórdia, para mim e para todos aqueles por quem o ofereci. Por Cristo, Senhor Nosso. Amém.

79

Oração para levar uma vida santa

Amabilíssimo Jesus, que por especial benevolência me escolhestes entre milhares de homens para que Vos seguisse, e me chamastes à dignidade excelsa do sacerdócio: peço-Vos que me concedais a Vossa ajuda divina para cumprir com fidelidade os meus deveres. Suplico-Vos, Senhor Jesus, que hoje e sempre aviveis em mim a Vossa graça, que recebi pela imposição das mãos episcopais. Ó poderosíssimo Médico das almas, curai-me de modo que não re- caia nos vícios, evite todos os pecados e Vos agrade até à hora da minha morte. Amém.

Santo Alfonso Maria de Ligório

AFFETTI PER LO RINGRAZIAMENTO - dopo la messa.

RINGRAZIAMENTO I. PER LA DOMENICA

Caro mio Gesù, Redentore e Dio, prima di celebrare io v'ho adora- to nel cielo, considerandovi glorioso in trono alla destra del vostro eterno Padre; ora vi adoro venuto nel mio petto nascosto sotto l'umili specie di pane e di vino, e fatto con ciò cibo e bevanda dell'anima mia.

Benvenuto, mio Signore, all'anima mia, ve ne ringrazio con tutto il cuore; vorrei ringraziarvene degnamente. Ma qual degno ringrazi- amento potrebbe fare un povero villano, se vedesse venuto nella sua pagliaia il suo medesimo re a visitarlo, se non buttarsi a' suoi piedi o starsene così in silenzio prostrato ad ammirare e lodare tanta bontà? Mi butto dunque a' vostri piedi, o divino mio Re, o Gesù mio, e vi adoro dall'abisso delle mie miserie. Unisco la mia adorazione con quella che vi fe' Maria ss. quando vi ricevé nel suo utero sacrosanto. E vorrei anche amarvi come ella vi amava.

Ah mio Redentore, voi questa mattina alle mie parole ubbidiente siete sceso dal cielo nelle mie mani; ed io quante volte disubbi- dendo a' vostri precetti ingratamente vi ho voltate le spalle, ed ho rinunziato alla vostra grazia ed al vostro amore? Gesù mio, spero che a quest'ora m'abbiate già perdonato; ma se mai, per mia col-

pa, non mi avete perdonato ancora, perdonatemi questa mattina, mentre con tutt'il cuore mi pento d'avere offeso voi, bontà infinita.

Oh Gesù mio, v'avessi sempre amato! Almeno da che cominciai a dir la prima messa io avrei dovuto ardere d'amore verso di voi. Voi fra tanti milioni d'uomini mi avete eletto per vostro sacerdote, per vostro favorito; che più avevate a fare per farvi da me amare? Ma vi ringrazio, amor mio, che mi date tempo di fare quello che non ho fatto. Io vi voglio amare con tutto il mio cuore. No, non voglio che nel mio cuore vi sia altro affetto che per voi che tanto mi avete obbligato ad amarvi.

Deus meus, et omnia. Dio mio, che ricchezze! che onori! che pia- ceri di mondo! voi siete il mio tutto. Voi avete da essere da oggi avanti l'unico mio bene, l'unico amor mio. Vi dirò con s. Paolino:

Sibi habeant divitias suas divites, regna sua reges; mihi Christus gloria et regnum est: Che si godano pure i re e i ricchi della terra i loro regni, e le loro ricchezze: la mia ricchezza, il regno mio, avete da essere solo voi, o Gesù mio.

Eterno Padre, per amor di questo Figlio che questa mattina vi ho sacrificato ed ho ricevuto nel mio petto, datemi la santa perseve- ranza nella grazia vostra e 'l dono del vostro santo amore. Vi rac- comando ancora tutti i miei parenti, amici e nemici. Vi raccoman- do l'anime del purgatorio, e tutti i poveri peccatori. (Questa pre- ghiera bisogna replicarla ogni mattina dopo la messa). Maria ss., Madre mia, ottenetemi voi la santa perseveranza e l'amore a Gesù Cristo.

È bene ancora ogni mattina replicare le seguenti preghiere, a cui trovo scritto esservi anche concesse molte indulgenze.

Anima Christi sanctissima, sanctifica me. Corpus Christi sacratissimum, custodi me. Sanguis Christi pretiosissime, inebria me. Aqua lateris Christi purissima, lava me. Passio Christi amarissima, conforta me. O bone Iesu, exaudi me. Intra vulnera tua absconde me.

80

Ne permittas me separari a te. (questo verso è bene replicarlo tre volte con fervore). Ab hoste maligno defende me. In hora mortis meae voca me. Et iube me venire ad te. Ut cum sanctis et angelis tuis collaudem te. Per infinita saecula saeculorum. Amen.

RINGRAZIAMENTO II. PER IL LUNEDÌ

O bontà infinita! O amore infinito! Un Dio si è dato tutto a me e si è fatto tutto mio! Anima mia, unisci tutti gli affetti tuoi, e stringiti col tuo Signore ch'è venuto a posta per unirsi con te ed essere amato da te.

Caro mio Redentore, io v'abbraccio: mio tesoro, mia vita a voi mi stringo, non mi sdegnate. Misero! per lo passato io vi ho discac- ciato dall'anima mia e mi son separato da voi; ma per l'avvenire voglio perdere prima mille volte la vita, che perdere voi, sommo mio Bene. Scordatevi, Signore, di quante offese vi ho fatte, e per- donatemi. Io me ne pento con tutta l'anima, vorrei morirne di do- lore.

Ma con tutte le offese ch'io vi ho fatte, sento che voi mi comandate ch'io vi ami: Diliges Dominum Deum tuum ex toto corde tuo. Ah mio Signore, chi son io, che tanto desiderate d'essere amato da me? Ma già che lo desiderate, voglio compiacervi. Voi siete morto per me, mi avete dato in cibo le vostre carni; io lascio tutto, da tutto mi licenzio, e mi abbraccio con voi, amato mio Salvatore:

Quis me separabit a caritate Christi?

Amato mio Redentore, e chi voglio amare, se non amo voi che siete una bellezza infinita, una bontà infinita, degno d'infinito amore? Quid mihi est in coelo? et a te quid volui super terram? Deus cor- dis mei, et pars mea Deus in aeternum. Sì, mio Dio, e dove posso trovare in cielo o in terra mai un bene più grande di quel che siete voi, ed uno che m'abbia amalo più di voi? Adveniat regnum tuum.

Deh! Gesù mio, prendete questa mattina il possesso di tutto il mio cuore; io tutto a voi lo dono. Voi possedetelo sempre e possedetelo tutto; discacciatene ogni amore che non è per voi. Voi solo mi ele- ggo per mia parte e per mia ricchezza. Deus cordis mei et pars mea Deus in aeternum. Lasciate ch'io vi preghi sempre, e vi domandi con s. Ignazio di Loiola: Amorem tui solum cum gratia tua mihi dones, et dives sum satis. Datemi il vostro amore e la grazia vostra, cioè fate che io vi ami e che sia amato da voi, e con ciò sono ricco abbastanza, e niente più desidero né vi domando.

Ma voi sapete la mia debolezza, sapete i tradimenti che vi ho fatti, aiutatemi colla vostra grazia, e non permettete ch'io abbia a sepa- rarmi più dal vostro santo amore: Ne permittas me separari a te. Ve lo dico ora, e voglio dirvelo sempre, e voi datemi la grazia di poterlo sempre replicare: Ne permittas, ne permittas me separari a te. Maria ss., speranza mia, queste due grazie impetratemi da Dio, la santa perseveranza e 'l santo amore; niente più vi doman- do.

RINGRAZIAMENTO III. PER IL MARTEDÌ

Ah mio Signore, come ho potuto tante volte offendervi peccando, sapendo già che col peccato vi dava un gran disgusto? Deh! per- donatemi per i meriti della vostra passione, e stringetemi tutto a voi col vostro amore; non vi allontani da me la puzza de' miei pec- cati. Deh! fatemi conoscere sempre più il gran bene che voi siete, l'amore che meritate, e l'affetto che mi avete portato.

Io desidero, Gesù mio, di sacrificarmi tutto a voi che vi siete tutto sacrificato per me. Voi con tante finezze mi avete con voi legato; non permettete ch'io m'abbia a dividere più da voi. Io vi amo, mio Dio, e voglio sempre amarvi. E come potrò, or che ho conosciuto il vostro amore, vivere più lontano da voi e privo della vostra grazia?

Vi ringrazio che mi avete sopportato quando io stava in disgrazia vostra, e che ora mi date tempo d'amarvi. S'io moriva allora, non

81

vi potrei più amare. Ma giacché posso amarvi, voglio amarvi, o Gesù mio, quanto posso, e voglio far tutto per darvi gusto. V'amo, bontà infinita, v'amo più di me stesso; e perché vi amo, vi dono il mio corpo, l'anima mia, e tutta la mia volontà. Fate di me, Signore, e disponete quel che vi piace; tutto l'abbraccio. Basta che mi concediate l'amarvi sempre, ed altro non vi domando. I beni di questa terra dateli a chi li vuole: altro io non desidero e non vi cerco che la perseveranza nella grazia vostra e 'l vostro santo amore.

O eterno Padre, io, fidato alla promessa fattami dal vostro Figlio, Amen, amen dico vobis, si quid petieritis Patrem in nomine meo, dabit vobis 1, in nome di Gesù Cristo vi cerco la santa perseve- ranza e la grazia d'amarvi con tutto il mio cuore, con adempire perfettamente da oggi avanti la vostra volontà. O Gesù mio, voi vi siete sagrificato tutto per me e mi avete donato voi stesso, acciocché io vi doni me stesso, e vi sagrifichi tutta la mia volontà; mentre mi fate sentire: Praebe, fili mi, cor tuum mihi 2. Ecco, Signore, ecco il mio cuore, la mia volontà, tutta a voi la dono e la sagrifico. Ma voi sapete quanto io son debole: soccorretemi, non permettete ch'io mi ripigli da voi questa mia volontà per offendervi. No, non lo permettete; fate ch'io v'ami sempre, fate che v'ami quanto deve amarvi un sacerdote; e siccome poté dire il vostro Figliuolo spirando, consummatum est, fate che io ancora possa dire nella mia morte, che da ogg'innanzi ho adempiti i vostri santi voleri. Fate che in tutte le tentazioni e pericoli di offendervi io non lasci mai di ricorrere a voi, di pregarvi ad aiutarmi per li meriti di Gesù Cristo. O Maria ss., ottenetemi voi questa grazia, che nelle tentazioni mi raccomandi sempre a Dio, ed a voi che potete tutto appresso Dio.

1 Ioan. 16. 23. 2 Prov. 23. 26.

RINGRAZIAMENTO IV. PER IL MERCOLEDÌ

Ah! Gesù mio, vedo quanto voi avete fatto e patito per mettermi in necessità di amarvi, ed io vi sono stato così ingrato? Quante volte, per un misero gusto e capriccio, ho cambiata la vostra grazia e vi ho perduto, o Dio dell'anima mia? Sono stato abbastanza grato colle creature, solo con voi sono stato un ingrato. Caro mio Dio, perdonatemi; me ne dolgo, me ne addoloro con tutto il cuore, e spero da voi il perdono, perché siete bontà infinita. Se voi non foste bontà infinita perderei la speranza, e non avrei neppure ardire di domandarvi pietà.

Vi ringrazio, amor mio, che non mi avete mandato all'inferno come io meritava; e che per tanto tempo mi avete sopportato. Ah che la sola pazienza che voi avete avuta con me, mio Dio, dovrebbe innamorarmi di voi! E chi mai mi avrebbe sopportato, se non voi, che siete un Dio d'infinita misericordia? Vedo che da tanto tempo mi venite appresso, acciocché io vi ami; non voglio più resistere al vostro amore; ecco tutto a voi mi rendo. Basta quanto vi ho offeso, ora vi voglio amare. Vi amo, mio sommo bene, vi amo, bontà infinita, vi amo, mio Dio, degno d'infinito amore, e voglio sempre replicarvi nel tempo e nell'eternità, io vi amo, io vi amo.

Oh Dio, e quanti anni ho perduti, in cui potea amarvi e fare più acquisti del vostro amore, e gli ho spesi ad offendervi! Ma, Gesù mio, il sangue vostro è la speranza mia. Spero che non avrò mai più a lasciare d'amarvi. Io non so quanto mi resta di vita; ma gli anni che mi restano, o pochi o molti che sieno, tutti a voi li consacro. A questo fine voi mi avete aspettato sinora. Sì, amato mio Signore, voglio contentarvi, vi voglio sempre amare, e solamente voi voglio amare. Che gusti! che ricchezze! che onori! voi solo, mio Dio, voi solo, solo siete ed avrete da essere sempre il mio amore, il mio tutto.

Ma io non posso niente, se voi non m'aiutate colla vostra grazia. Deh feritemi il cuore, infiammatelo tutto del vostro santo amore, e tutto legatelo a voi, ma legatelo tanto, che non possa più dividersi da voi! Voi avete promesso d'amare chi vi ama: Ego diligente, me

diligo 1. Ora io vi amo; perdonate il mio ardire, amatemi ancora voi, e non permettete ch'io abbia a far cosa che vi costringa a lasciare d'amarmi: Qui non diligit, manet in morte 2. Da questa

82

morte liberatemi, di restar privato di potervi amare. Fate ch'io sempre vi ami, affinché sempre voi possiate amarmi; e così il nostro amore sia eterno, e non si sciolga più fra me e voi. Fatelo, eterno Padre, per amore di Gesù Cristo. Fatelo, Gesù mio, per li meriti vostri; in questi confido ch'io sempre vi amerò e voi sempre m'amerete. Maria, madre di Dio e madre mia, pregate ancora voi Gesù per me.

1 Prov. 8 2 1. Io. 3. 14.

RINGRAZIAMENTO V. PER IL GIOVEDÌ

O Dio d'infinita maestà, ecco a' piedi vostri il traditore che tanto vi ha offeso. Voi tante volte mi avete perdonato, ed io, non ostante le grazie e i lumi che mi avete dati, ho tornato ad offendervi. Gli altri han peccato tra le tenebre, io ho peccato in mezzo alla luce. Ma ascoltate questo vostro Figlio che vi ho sacrificato questa mattina, e che ora sta nel mio petto; egli vi cerca pietà e perdono per me. Perdonatemi per amore di Gesù Cristo, mentre io mi pento con tutto il cuore di avere offeso voi, bontà infinita.

Io so che voi per amore di Gesù Cristo vi compiacete di placarvi co' peccatori: Complacuit per eum reconciliare omnia in ipsum 1. Per amore dunque di Gesù Cristo placatevi ancora con me. Ne proiicias me a facie tua: Non mi discacciate dalla vostra faccia come io meriterei; perdonatemi e mutatemi il cuore: Cor mundum crea in me Deus. Fatelo almeno per onor vostro, giacché mi avete fatto sacerdote, vostro ministro, destinato a sacrificarvi il vostro medesimo Figlio. Fatemi vivere da sacerdote. Datemi un cuore che vi ami da sacerdote. Deh! consumate colle fiamme del vostro san- to amore, e distruggete in me tutti gli affetti di terra. Fate ch'io viva grato da oggi innanzi a tante grazie che mi avete fatte, ed a tanto amore che mi avete portato. Se per lo passato io ho disprezzata la vostra amicizia, ora la stimo più che tutti i regni del mondo, ed antepongo il vostro gusto a tutte le ricchezze e piaceri del cielo e della terra.

O Padre mio, per amore di Gesù Cristo staccatemi da tutto. Voi volete che i vostri sacerdoti sieno in tutto separati dal mondo per vivere solamente a voi e all'opera della vostra gloria: Segregate mihi Saulum et Barnabam, in opus ad quod assumpsi eos 2. Lo stesso io so che volete ancora da me: io propongo di farlo; ma voi aiutatemi colla vostra grazia. Tiratemi tutto a voi. Datemi pazienza e rassegnazione ne' travagli e nelle cose contrarie. Datemi spirito

di mortificarmi per amor vostro. Datemi spirito di vera umiltà, con giungere a compiacermi d'essere stimato vile e difettoso. Doce me facere voluntatem tuam: Insegnatemi a fare la vostra volontà, e poi ditemi che volete da me, ch'io tutto voglio farlo. Accettate, o Dio mio, ad amarvi un peccatore che per lo passato vi ha troppo offeso, ma ora vi vuole amare da vero, ed esser tutto vostro. O Dio eterno, io spero d'amarvi in eterno. E perciò anche voglio amarvi assai in questa vita, per amarvi assai nell'eternità.

E perché vi amo, vorrei vedervi da tutti conosciuto ed amato. E perciò, Signore, giacché mi avete fatto vostro sacerdote, datemi la grazia di faticare per voi e di portarvi anime. Tutto spero per i meriti vostri, o Gesù Cristo mio, e per la vostra intercessione, o madre mia Maria.

1 Coloss. 1. 19. 2 Act. 13. 2.

RINGRAZIAMENTO VI. PER IL VENERDÌ

Gesù mio, e come avete potuto tra tanti uomini eleggere me per vostro sacerdote? me che tante volle vi ho voltate le spalle, ed ho disprezzata la vostra grazia per niente? Amato mio Signore, me ne dispiace con tutta l'anima mia. Ditemi, m'avete perdonato? spero che sì. Sì che voi siete stato il mio Redentore, non già per una volta sola, ma per tante volte, per quante mi avete perdonato. Ah mio Salvatore, non vi avessi mai offeso! Deh, fatemi sentire quel che diceste alla Maddalena: Remittuntur tibi peccata tua. Fatemi

83

sentire che già mi avete rimesso in grazia vostra, con donarmi un gran dolore de' miei peccati.

In manus tuas commendo spiritum meum; redemisti me, Domine, Deus veritatis. Ah pastore mio divino, voi siete sceso dal cielo per trovare me pecorella perduta, ed ogni giorno scendete sull'altare per mio bene: voi avete data la vita per salvarmi; non mi abbandonate! Io nelle vostre mani consegno l'anima mia; ricevetela per pietà, e non permettete che s'abbia a dividere mai più da voi.

Voi avete sparso tutto il sangue per me: Te ergo, quaesumus, tuis famulis subveni, quos pretioso sanguine redemisti. Ora siete mio avvocato, non siete già mio giudice; ottenetemi il perdono del vostro Padre: ottenetemi luce e forza di amarvi con tutta l'anima mia. Datemi la grazia di vivere i giorni che mi restano di vita in modo che, quand'io vi vedrò da giudice, vi veda con me placato.

Deh! regnate col vostro amore in tutto il mio cuore, fate ch'io sia tutto vostro; e perciò, caro mio Salvatore, ricordatemi sempre l'amore che mi avete portato, e quanto avete fatto per salvarmi, e per essere amato da me. Voi a questo fine mi avete fatto sacerdote, acciò ch'io non pensi ad amare altro che voi.

Sì, Gesù mio, voglio compiacervi: io vi amo, ed altro che voi non voglio amare. Datemi umiltà, pazienza ne' travagli di questa vita, mansuetudine ne' disprezzi, mortificazione dai piaceri terreni e distacco dalle creature, e fate ch'io discacci dal mio cuore ogni affetto che non tende a voi. Tutto vi domando e spero per i meriti della vostra passione. Caro mio Gesù, amato mio Gesù, o buono mio Gesù, esauditemi. O bone Iesu, exaudi me. Esauditemi ancora voi, madre e speranza mia, Maria, e pregate Gesù per me.

RINGRAZIAMENTO VII. PER IL SABBATO. Loquere Domine, quia audit servus tuus. (1. Reg. 3. 9.)

Caro mio Gesù voi siete venuto di nuovo a visitare questa mattina l'anima mia; ve ne ringrazio con tutto il cuore. Giacché siete venuto, parlate, dite quel che volete da me, che io tutto voglio farlo. Io meriterei che voi non mi parlaste più, mentre tante volte sono stato sordo alle vostre voci con cui mi avete chiamato al vostro amore, ed io ingrato vi ho voltate le spalle. Ma dell'offese che vi ho fatte già mi son pentito; ora di nuovo me ne pento e spero che già mi abbiate perdonato. Ditemi dunque che volete da me, ch'io tutto voglio adempirlo.

Oh vi avessi sempre amato, mio Dio: misero me, e quanti anni ho perduti! Ma il vostro sangue e le vostre promesse mi fanno sperare di compensare per l'avvenire il tempo perduto, con attendere solo ad amarvi e darvi gusto.

Io vi amo, mio Redentore, vi amo, mio Dio, ad altro non anelo, che ad amarvi con tutto il mio cuore, e di morire anche per amore di voi che siete morto per amor mio. Amore amoris tui (vi dirò con s. Francesco) moriar, qui amore amoris mei dignatus es mori. Voi, Gesù mio, vi siete dato tutto a me, mi avete dato tutto il vostro sangue, la vita, tutti i vostri sudori, tutti i vostri meriti, non vi è restato più che darmi; io mi dono tutto a voi, vi dono tutte le mie soddisfazioni, tutti i piaceri della terra, il mio corpo, l'anima, la volontà; non ho più che darvi; se più avessi, più vi darei. Caro mio Gesù, voi mi bastate.

Ma, Signore, fate voi ch'io vi sia fedele; non permettete ch'io mutando volontà vi abbia a lasciare. Spero per la vostra passione, o mio Salvatore, che ciò non abbia mai a succedere. Voi avete detto: Nullus speravit in Domino et confusus est 1. Dunque ben fermamente posso dire anch'io: In te, Domine, speravi, non confundar in aeternum. Io spero e voglio sempre sperare, o Dio dell'anima mia, che non avrò mai più a patir la confusione di vedermi separato da voi e in disgrazia vostra: In te, Domine, speravi, non confundar in aeternum.

Dio mio, voi siete onnipotente, fatemi santo; fate ch'io vi ami assai, fate che io non tralasci cosa che intenda esser di gloria vostra, e vinca tutto per darvi gusto. Beato me, se perdo tutto per

84

fare acquisto di voi, e del vostro amore! Voi a questo fine mi avete data la vita: fate ch'io la spenda tutta per voi. Io non merito grazie, ma castighi; ed io vi dico, castigatemi come volete, ma non mi private del vostro amore. Voi senza riserba avete amato me: io senza riserba voglio amar voi, bene infinito, amore infinito. O volontà di Dio! voi siete l'amor mio. O Gesù mio! voi siete morto per me: oh potessi anch'io morire per voi, e far colla mia morte che tutti vi amassero! O infinito bene, infinitamente amabile! io vi stimo ed amo sopra ogni cosa. O Maria! tiratemi voi tutto a Dio; datemi confidenza in voi, e fate ch'io sempre a voi ricorra; voi mi avete da far santo colla vostra intercessione: così spero. Viva Gesù nostro amore, E Maria nostra speranza.

1 Eccl. 2. 11.

3. AS MAIS BELAS PALAVRAS ESCRITAS SOBRE A SANTA MIS- SA

Se conhecêssemos o valor da Santa Missa, morreríamos de alegria (São João Maria Vianney).

Se soubéssemos o valor do Santo Sacrifício da Missa, que esforço tão grande faríamos para assisti-la (São João Maria Vian- ney).

A Missa é a devoção dos santos (São João Maria Vianney).

Como fica feliz o Anjo da Guarda quando acompanha uma pessoa que vai à Missa (São João Maria Vianney).

Estais na Missa com as mesmas disposições com que a Virgem Santíssima estava no Calvário, tratando-se da presença do mesmo Deus e da consumação do mesmo sacrifício? (São João Maria Vianney, Sermão sobre o pecado).

O santo abade Nilo nos refere que seu mestre São João Cri- sóstomo lhe disse um dia em confidência que, durante a Santa Missa, via uma multidão de anjos descendo do céu para adorar a Jesus sobre o altar, enquanto muitos deles percorriam a igreja para inspirar aos fiéis o respeito e o amor que devemos sentir por Jesus Cristo presente no altar. Momento precioso, momento feliz para nós, aquele em que Jesus está presente sobre os nossos al- tares! Ah, se os pais e as mães compreendessem bem isto e sou- bessem aproveitar esta doutrina, seus filhos não seriam tão mise- ráveis nem se afastariam tanto dos caminhos que ao céu condu- zem. Meu Deus, quantos pobres junto a um tesouro tão grande! (São João Maria Vianney, Sermón sobre la Santa Misa).

Não há momento tão precioso para pedir a Deus nossa

conversão do que na Santa Missa (São João Maria Vianney, Ser- món sobre la Santa Misa).