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Deontologia As teorias deontológicas da ética (do grego deon, que significa «dever») defendem que as

Deontologia

As teorias deontológicas da ética (do grego deon, que significa «dever») defendem que as ações são corretas ou incorretas não apenas em virtude das suas consequências positivas ou negativas, benéficas ou prejudiciais mas também de outros fatores. Além da promoção do bem, interessa conhecer o tipo de ação em causa para determinar o seu valor moral.

Tipicamente, os deontologistas pensam que uma ação pode não ser permissível, embora as suas consequências sejam mais benéficas do que prejudiciais. Não seria permissível tirar a vida a uma pessoa inocente mesmo que essa fosse a única forma de salvar cem pessoas inocentes.

essa fosse a única forma de salvar cem pessoas inocentes. O filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804)

O filósofo alemão Immanuel Kant (1724-1804) foi um defensor desta perspetiva.

Para Kant, tal como para as teorias deontológicas em geral, agir moralmente consiste em seguir um sistema de regras que determinam o que é correto ou incorreto fazer e, portanto, o que é permissível, obrigatório ou proibido. As normas morais são consideradas restrições que os agentes devem respeitar na prossecução dos seus interesses pessoais e definem os limites do que é legítimo fazer para promover o bem comum.

Não é moralmente permissível promover o bem recorrendo a meios errados. Os fins, por melhores que sejam, não justificam todos os meios. Não é legítimo violar os direitos de algumas pessoas mesmo que isso trouxesse mais benefícios do que prejuízos para a maioria. Os direitos como o direito à vida, por exemplo estabelecem, quando interpretados deontologicamente, barreiras morais ao que é legítimo fazer a uma pessoa. O respeito pelos direitos individuais, sejam quais forem as circunstâncias, tem tipicamente prioridade sobre a promoção de boas consequências. Não é permissível, por exemplo, raptar uma pessoa para lhe extrair o coração, os rins ou quaisquer outros órgãos com o objetivo de os utilizar em transplantes que permitiriam salvar a vida a várias outras pessoas. Um objetivo, por mais louvável que seja, nunca justifica recorrer a ações que, em si mesmas, são moralmente incorretas.

Diálogos de filosofia || 10º ano || Paulo Ruas

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Alguns deontologistas têm defendido que violar um direito é sempre errado, sejam quais forem as

Alguns deontologistas têm defendido que violar um direito é sempre errado, sejam quais forem as consequências Kant é um caso típico. Kant pensava que a proibição de mentir é absoluta, não sendo permissível fazê-lo quaisquer que sejam as circunstâncias.

Mas as teorias deontológicas podem ser desenvolvidas numa direção menos radical. As normas deontológicas podem não ser interpretadas em sentido absoluto. Não parece plausível defender que mentir é sempre errado. Podemos admitir que existe um limiar a partir do qual mentir não só é permissível como obrigatório: por exemplo, para salvar uma vida inocente. A ideia de que existem limites ao que é permissível fazer para promover o bem não obriga a considerar que esses limites são absolutos.

não obriga a considerar que esses limites são absolutos. Imaginemos a seguinte situação. O Rui decide

Imaginemos a seguinte situação. O Rui decide esconder em sua casa durante uns dias um opositor ao regime de Salazar que se prepara para fugir clandestinamente do país por estar a ser perseguido pela PIDE (a polícia política do Estado Novo). O Rui sabe que a pessoa está em risco de ser torturada e, para o evitar, decide ajudá-la. Imaginemos agora que, durante a noite, os agentes da PIDE vão a casa do Rui e lhe perguntam pelo fugitivo. Qual é a ação moralmente obrigatória neste caso? Deverá o Rui dizer a verdade ou mentir? Para um deontologista que admita que a proibição de mentir é absoluta, a resposta é: dizer a verdade. Mentir é sempre incorreto. As ações incorretas não se tornam permissíveis em virtude das consequências benéficas que por vezes possam ter.

A obrigação dos agentes morais consiste primeiramente em não praticarem o mal. Quando não praticar o mal é interpretado como uma restrição absoluta, abster-se de o fazer (por exemplo, não mentir) tem prioridade sobre a promoção de boas consequências (incluindo salvar alguém da tortura). Em consequência, a ação moralmente obrigatória é sempre a que preserva o agente de praticar o mal. Não praticar o mal é obrigatório.

Se, ao mentir, o Rui conseguisse evitar que os agentes da PIDE torturassem o fugitivo, estaria a evitar-lhe um mal considerável; mas estaria também a impedir os agentes da PIDE de praticarem uma má ação. Ainda assim, o seu dever consistiria em dizer a verdade. Para um deontologista absoluto, não praticar o mal tem prioridade

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sobre evitar que outros o façam. A obrigação que o agente tem de não praticar

sobre evitar que outros o façam. A obrigação que o agente tem de não praticar ele próprio uma má ação importa mais do que evitar que um determinado mal ocorra.

Uma consequência significativa desta perspetiva é que, para um agente, levar uma vida virtuosa (não praticar o mal, cumprir os seus deveres) tem prioridade sobre promover o bem ou prevenir que o mal aconteça. Agir moralmente implicaria respeitar um certo número de proibições como não mentir e não cometer homicídio. Desde que estas proibições sejam respeitadas pelos agentes, pode-se dizer que as suas obrigações morais, no essencial, acabaram. O agente poderá usufruir da sua vida pessoal sem estar sujeito à obrigação de escolher sempre as ações que mais contribuam para promover o bem comum. Ocupar o tempo livre com tarefas de voluntariado social, por exemplo, em vez de o gastar em benefício próprio com a sua coleção de selos, não pode ser obrigatório.

com a sua coleção de selos, não pode ser obrigatório. É característico das teorias deontológicas da

É característico das teorias deontológicas da moral defender o seguinte:

O correto é independente do bom (das boas consequências) e tem prioridade sobre o que é bom.

Contudo, afirmar que aquilo que é correto fazer tem prioridade sobre a promoção do bem não implica defender que as consequências de uma ação não contam para a determinação do seu valor moral. É seguro que contam. Daí que, numa situação tão extrema com a que se encontra o Rui, mentir possa ser uma opção moralmente permissível ou até obrigatória.

Um deontologista moderado poderá considerar que a restrição de não mentir não é absoluta. Dado que as consequências contam para determinar o valor moral das ações (embora não sejam a única coisa que conta), pode-se admitir a existência de um limiar a partir do qual o bem decorrente de uma ação torne permissível a sua realização, ainda que fazê-lo seja em geral proibido. Um deontologista moderado pode admitir que a obrigação de não mentir fica suspensa quando mentir é a única maneira de salvar uma vida, ou de impedir que uma pessoa seja torturada. E pode até admitir que a restrição pura e simplesmente não se aplica sempre que esteja em causa iludir ou escapar a um agressor malevolente.

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De facto, a proibição de mentir decorre de a mentira ser uma forma de limitar

De facto, a proibição de mentir decorre de a mentira ser uma forma de limitar a autonomia dos agentes. Ao negar deliberadamente a alguém o acesso à verdade, diminuímos o seu poder de decisão. Mas por que haveria o respeito pela autonomia dos agentes da PIDE ser mais importante (ou ter prioridade) sobre o respeito devido ao opositor ao regime de Salazar e aos seus direitos entre outros, o de não ser torturado?

Para um deontologista moderado, a quantidade de bem que se promove e de ma l que se evita (a tortura de um inocente), pode ser suficiente para que as barreiras morais que geralmente se interpõem entre um agente e uma ação (como mentir) sejam levantadas e a ação se justifique.

(como mentir) sejam levantadas e a ação se justifique. Atividades 1. Explique o que genericamente caracteriza

Atividades

1. Explique o que genericamente caracteriza as teorias deontológicas da moral.

2. Um deontologista aceita a existência de restrições que limitam o que é permissível fazer para promover o bem, mas estas restrições não têm de ser absolutas. Esclareça o que distingue um deontologista absoluto de um moderado.

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Consequencialismo As teorias consequencialistas da ética caracterizam-se não por defenderem que os resultados de uma

Consequencialismo

As teorias consequencialistas da ética caracterizam-se não por defenderem que os

resultados de uma ação têm de ser considerados de modo a determinar o seu valor moral, mas por defenderem algo muito mais forte: que apenas os resultados contam (sejam eles benéficos ou prejudiciais). O consequencialismo considera que é a obrigação moral dos agentes optar invariavelmente pelo curso de ação cujos resultados sejam os melhores.

O filósofo inglês John Stuart Mill (1806-1873) foi um dos mais influentes

defensores do utilitarismo, talvez a versão mais conhecida de consequencialismo. Uma outra versão de consequencialismo é o egoísmo ético de Thomas Hobbes. O utilitarismo defende que a nossa obrigação enquanto agentes morais consiste em optar pelas ações que melhores resultados tenham para todos aqueles que por elas possam ser afetados.

para todos aqueles que por elas possam ser afetados. O egoísmo ético, por sua vez, defende

O egoísmo ético, por sua vez, defende que os agentes devem optar sempre pelo

curso de ação que melhores resultados tenha para si próprios, independentemente do modo como os outros sejam afetados.

Contudo, o utilitarismo e o egoísmo ético rejeitam a ideia de que existem restrições que limitam o que é permissível fazer para promover o bem independentemente dos resultados (bons ou maus) das ações.

A teoria consequencialista da ética oferece-nos, portanto, uma definição bastante

simples e direta do que é agir de forma moralmente correta:

Uma ação é moralmente correta quando ao praticá-la um agente produz os melhores resultados.

Ter bons resultados e ter os melhores resultados são exigências muito diferentes.

Para o consequencialismo, não basta uma ação provocar bons resultados para ter valor moral. Para que isso suceda é necessário que os resultados sejam os melhores consideradas as alternativas ao dispor dos agentes. Deixando de lado as questões de interesse pessoal, se um agente decidir, por exemplo, doar dez por cento dos seus

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rendimentos a uma instituição de combate à fome estando em seu poder doar cerca de

rendimentos a uma instituição de combate à fome estando em seu poder doar cerca de quinze por cento, um consequencialista dirá que a obrigação moral do agente para com a promoção do bem-estar geral não foi realmente cumprida. Uma doação de quinze por cento causa melhores resultados no combate à fome que uma doação (por louvável que seja) de dez por cento. Logo, a ação moralmente obrigatória é a que produz melhores resultados.

A tese consequencialista de que apenas as ações que produzem os melhores resultados são moralmente corretas coloca uma enorme pressão sobre a teoria. As principais críticas que o consequencialismo enfrenta são:

É uma teoria moral demasiado exigente, que não deixa margem para a vida privada dos agentes.

, que não deixa margem para a vida privada dos agentes.  É uma teoria moral

É uma teoria moral demasiado permissiva, que admite como aceitáveis atos que são imorais.

É uma teoria moral inútil, visto que o cálculo dos melhores resultados não é exequível.

A obrigação de optar sempre pela ação que melhores resultados produza impossibilita os agentes de desenvolverem projetos pessoais e de usufruírem do tempo que tenham livre para se dedicarem à sua vida privada.

Se o resultado de doar a uma instituição de solidariedade social o dinheiro que um agente se prepara para gastar nos dois novos selos que deseja comprar para a sua coleção é o melhor, o seu dever é doar esse dinheiro à instituição de solidariedade social em vez de comprar os selos. E este exemplo pode alargar-se facilmente. Dado que existem milhões de pessoas carenciadas no mundo (com fome, sem assistência médica adequada, sem água potável, sem habitação, etc.), a obrigação moral do agente consistiria em contribuir na máxima medida das suas possibilidades para a melhoria do seu bem-estar e das suas condições de vida. Dar alguma ajuda e contribuir com algum dinheiro produz bons resultados, mas não chega. A ação moralmente obrigatória seria, para um consequencialista, o agente guardar para si próprio apenas a parte dos seus rendimentos indispensável à sua sobrevivência, e doar tudo o resto aos mais necessitados. Qualquer decisão que implicasse o agente não empobrecer drasticamente estaria, portanto, moralmente errada. Esta consequência parece, no entanto, inaceitável.

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Talvez uma atitude deste género pudesse ser admirada. Mas dificilmente poderia ser obrigatória. Também o

Talvez uma atitude deste género pudesse ser admirada. Mas dificilmente poderia ser obrigatória.

Também o tempo que um agente pode dedicar aos seus projetos pessoais parece seriamente comprometido se adotarmos a teoria moral consequencialista. Um agente pode produzir melhores resultados ao dedicar o seu tempo livre ao voluntariado social, em vez de o gastar a aperfeiçoar a sua técnica de violoncelista na garagem. No entanto, não parece existir nada de moralmente errado em tocar violoncelo. Se o consequencialismo defende o contrário, algo de errado se passará com esta teoria.

o contrário, algo de errado se passará com esta teoria. Além de excessivamente exigente, a doutrina

Além de excessivamente exigente, a doutrina consequencialista é acusada de ser demasiado permissiva ao considerar aceitáveis, e até obrigatórios, atos que o senso comum tende geralmente a considerar imorais.

Imaginemos que num hospital se encontram cinco doentes em risco de vida. Para se salvarem teriam de beneficiar rapidamente de um transplante de um órgão vital. Imaginemos também que o João foi visitar um familiar ao hospital e que os médicos decidem utilizar os seus rins, coração, fígado e pulmões para efetuar os transplantes de que necessitam urgentemente os cinco doentes internados em risco de vida. Como salvar a vida a cinco pessoas produz claramente melhores resultados do que respeitar a vida de uma só pessoa, o ato moralmente obrigatório consistiria em tirar a vida ao João para usar os seus órgãos nos transplantes.

Esta consequência, no entanto, parece inaceitável. Mesmo que o resultado de tirar a vida ao João seja melhor do que o resultado de não o fazer, parece moralmente errado fazê-lo. A teoria consequencialista parece estar em desacordo profundo com as nossas crenças morais mais básicas.

Um consequencialista poderá responder a esta objeção dizendo que no cálculo dos melhores resultados não podemos ter em conta apenas os efeitos de curto prazo. É verdade que tirar a vida ao João teria, no curto prazo, melhores resultados do que não o fazer. Mas se este tipo de prática se generalizasse, a médio e longo prazo as pessoas deixariam de confiar nas instituições e a sua vida pioraria de diversas maneiras.

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Portanto, tirar a vida ao João não é moralmente permissível, porque os resultados globais (sobretudo

Portanto, tirar a vida ao João não é moralmente permissível, porque os resultados globais (sobretudo a longo prazo) estariam longe de ser os melhores.

Será que o apelo às consequências a longo prazo das ações pode resolver o problema a favor do consequencialismo? Imaginemos que os médicos atuavam em segredo e que a sua decisão de tirar a vida ao João nunca chegaria a ser conhecida. Neste caso, os efeitos negativos a longo prazo deixariam de existir. Restariam apenas os benefícios de curto prazo. Mas, sendo assim, um consequencialista não teria nada a objetar à decisão dos médicos. Tirar a vida ao João com o objetivo de promover os melhores resultados tornar-se-ia não só permissível como obrigatório. Mas tirar a vida a uma pessoa para salvar as vidas a cinco outras pessoas não deixa de ser imoral apenas porque o ato é praticado em segredo.

de ser imoral apenas porque o ato é praticado em segredo. A necessidade de ter em

A necessidade de ter em conta os resultados das ações também a longo prazo não só não favorece a teoria consequencialista, como teria a desvantagem adicional de lhe colocar uma dificuldade de natureza prática. Se um agente, ao tentar decidir o curso de ação que produzirá os melhores resultados (entre as várias opções ao seu dispor), tiver de calcular os efeitos a curto e a longo prazo de cada uma delas de modo a compará-los, terá diante de si uma tarefa impossível. Os cálculos tornar-se-ão inevitavelmente demasiado complexos para poderem ser realizados. Dir-se-ia, portanto, que qualquer tentativa para aplicar a teoria consequencialista conduziria os agentes à paralisia. Entendida como um guia prático para orientar a ação, a teoria consequencialista parece inútil.

Imagine a seguinte situação. Após um acidente, dois rapazes de cinco e quinze anos, chamados Adolf Hitler e Albert Einstein, correm risco de vida. Os médicos podem salvar apenas um deles e precisam de decidir rapidamente qual. Escolher um ou outro sabemos nós um século depois teria consequências imensamente diversas. Mas como poderiam os médicos chegar à decisão correta? Parece claro que não poderiam. Contudo, é isto que a teoria consequencialista propõe, ao fazer depender a correção moral das ações de optarmos sempre pela que melhores resultados tenha (entre as várias alternativas ao dispor dos agentes).

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Uma forma de tentar escapar a esta dificuldade consiste, para o consequencialista, em defender que

Uma forma de tentar escapar a esta dificuldade consiste, para o consequencialista, em defender que a opção pelos melhores resultados não é um método para escolher entre diferentes cursos individuais de ação, ou entre ações particulares, mas para escolher regras gerais de conduta.

Esta diferença é importante. Aplicado às ações individuais, o princípio consequencialista obriga a calcular os melhores resultados de cada uma das opções que o agente tem ao seu dispor e a determinar em função dos seus efeitos (a curto e a longo prazo) o valor moral das diferentes alternativas. Por exemplo: tirar ou não a vida a uma pessoa para salvar cinco, mentir de modo a salvar alguém da tortura ou dizer a verdade, etc. Esta versão de consequencialismo, proposta por Jeremy Bentham e John Stuart Mill, é hoje designada por consequencialismo dos atos. Foi esta versão de consequencialismo que as críticas acima puseram em causa.

consequencialismo que as críticas acima puseram em causa. Mas agir moralmente não implica, para um consequencialista,

Mas agir moralmente não implica, para um consequencialista, fazer este tipo de cálculos caso a caso. Aplicado a regras morais, e não a ações particulares, o princípio consequencialista permite pôr de lado os cálculos, exceto quando temos de escolher o sistema de regras sob o qual queremos viver. Preocupamo-nos em escolher o sistema de regras que queremos tendo em consideração os benefícios que esse sistema ofereça quando comparado com outros sistemas alternativos; depois, basta seguir o sistema de regras mais vantajoso e os cálculos passam a ser desnecessários. Sabendo-se que um sistema de regras que proíba o homicídio e a mentira, que exija o cumprimento da palavra dada, etc., é mais vantajoso para a vida social do que um sistema de regras onde tais obrigações não existam, a escolha decorre diretamente do princípio consequencialista. Esta versão da teoria chama-se consequencialismo das regras.

Nesta versão da teoria não seria permissível, por exemplo, tirar a vida a uma pessoa para salvar a vida de cinco pessoas, porque a regra que proíbe matar um inocente é, em geral, mais vantajosa do que a regra inversa. O consequencialismo das regras parece estar imune ao tipo de críticas que comprometem a versão de Jeremy Bentham e John Stuart Mill (embora enfrente outras).

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Atividades 1. 2. 3. Explique o que, em geral, caracteriza as teorias consequencialistas da moral.

Atividades

1.

2.

3.

Explique o que, em geral, caracteriza as teorias consequencialistas da moral.

Explique em que consistem as três objeções ao consequencialismo referidas acima.

Distinga consequencialismo dos atos e consequencialismo das regras.

Distinga consequencialismo dos atos e consequencialismo das regras. Diálogos de filosofia || 10º ano || Paulo

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