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Física e Química A – Ano 2

Curso Científico - Humanístico de Ciências e Tecnologias


Da Atmosfera ao Oceano: soluções na Terra e para a Terra
ESCOLA SECUNDÁRIA DA QUINTA DAS FLORES

AL 2.3 - Chuva “normal” e chuva ácida

NOME: ________________________________________________________ 11.º Ano Turma ____ N.º _____

Questões - Problema:
Porque é que a chuva pode ter diferente acidez?
Os efeitos provocados, em diferentes águas, pelas chuvas ácidas serão sempre os mesmos?

Objectivos de Aprendizagem

• Reconhecer o laboratório como um local de trabalho onde a segurança é fundamental na manipulação de


material, de reagentes e de equipamento.
• Interpretar, qualitativamente, a acidificação de uma água, ou de uma solução aquosa, provocada pela
reacção do dióxido de carbono.
• Interpretar a formação de chuvas ácidas a partir da reacção com óxidos de enxofre, explicitando as
correspondentes equações químicas.
 Inferir que águas em contacto com óxidos de azoto e de enxofre podem originar soluções com pH inferior
a 5,6 (temperatura de 25ºC e pressão de uma atmosfera)
• Interpretar o efeito de quantidades iguais de ácidos fortes e fracos num mesmo meio.
• Distinguir, operacionalmente, um ácido forte de um fraco conhecidas as concentrações iniciais em ácido.
• Interpretar a diminuição do pH de um meio aquático por adição de uma solução de ácido e relacionar essa
variação com a composição do meio.
• Prever a força relativa de um ácido monoprótico a partir do valor de Ka.

Material Necessário: Reagentes:

- Balão de tubuladura com rolha - Água destilada


- Borracha de ligação - Água do mar/lago/rio/chuva
- Tubo de vidro para ligação - Solução aquosa de HC 2 mol dm-3
- Esguicho
- Solução aquosa de ácido sulfúrico 2 mol dm-3
- Funil de carga
- Solução aquosa de HC 0,1 mol dm-3
- Cronómetro
- Gobelés de 150 mL - Solução de ácido acético 0,1 mol dm-3
- Gobelés de 50 mL - Carbonato de cálcio (calcário)
- Medidor de pH - Sulfito de sódio
- Vareta de vidro
- Pipetas
- Cronómetro
- Pompete

Procedimento:
1ª Parte – Pretende-se que os alunos verifiquem a variação do pH quando se faz borbulhar dióxido de
carbono/dióxido de enxofre numa água em intervalos de tempo sucessivos.
Será que a dissolução do dióxido de carbono/ dióxido de enxofre na água altera o seu pH?
Porque é que a água da chuva tem o pH menor do que 7?

Experiência A
Efectuar a seguinte montagem:

1. Colocar 20 g de carbonato de cálcio num balão ou frasco com tubuladura lateral


e adicionar água até cobrir.
2. Fazer a montagem para a preparação do dióxido de carbono de acordo com o
esquema.
3. Colocar ácido clorídrico (2 mol dm-3) num funil de carga de 50 mL.
4. Abrir cuidadosamente, a torneira do funil de carga e verter, lentamente, ácido
clorídrico sobre o carbonato de cálcio.
5. Assim que se começar a libertar o gás, trocar o copo por outro que contenha
uma amostra de água destilada, duas a três gotas de indicador universal e um
aparelho medidor de pH, ao mesmo tempo que liga o cronómetro.
6. Preencher a tabela seguinte.
Ano Lectivo 2009/2010 Almira Moura/ Catarina Santos
Física e Química A – Ano 2
Curso Científico - Humanístico de Ciências e Tecnologias
Da Atmosfera ao Oceano: soluções na Terra e para a Terra
Tempo de contacto de CO2 (s)
30 60 90 120 150 180 210 240
pH

Experiência B

A montagem para a preparação do dióxido de enxofre é idêntica à da preparação do dióxido de carbono.


No entanto, a preparação do dióxido de enxofre deve ser feita numa hotte, pois este gás é bastante tóxico.

1. Colocar 20 g de sulfito de sódio num balão ou frasco com tubuladura lateral e adicionar água até cobrir.
2. Fazer a montagem para a preparação do dióxido de enxofre de acordo com o esquema.
3. Colocar ácido sulfúrico (2 mol dm-3) num funil de carga de 50 mL.
4. Abrir cuidadosamente, a torneira do funil de carga e adicionar gota a gota o ácido sulfúrico sobre o sulfito de
sódio.
5. Assim que se começar a libertar o gás, trocar o copo por outro que contenha uma amostra de água destilada,
duas a três gotas de indicador universal e um aparelho medidor de pH, ao mesmo tempo que liga o cronómetro.
6. Preencher a tabela seguinte.

Tempo de contacto de SO2 (s)


30 60 90 120 150 180 210 240
pH

2ª Parte – Pretende-se que os alunos dêem resposta às seguintes questões:


Qual será o efeito da chuva ácida em águas com diferentes composições?
Como investigar se um ácido é forte ou fraco conhecendo as concentrações iniciais do ácido?

1. Colocar 25 mL de água destilada num gobelé.


2. Medir o pH da água do gobelé e registar o seu valor na tabela.
3. Colocar o gobelé sobre uma placa com agitador magnético e adicionar 0,5 cm 3 do ácido clorídrico.
4. Desligar o agitador magnético e medir o pH.
5. Repetir os procedimentos 3 e 4 registando os valores do pH na respectiva tabela.
6. Repetir os procedimentos anteriores com água da torneira.
7. Tornar a realizar todas as experiências anteriormente descritas, mas adicionando às amostras de água cujo pH
se pretende medir ácido acético.

REGISTO DAS OBSERVAÇÕES

pH da solução após a adição do ácido clorídrico


Volume total de ácido
adicionado (cm3) 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0
Água

pH da solução após a adição do ácido acético


Volume total de ácido
adicionado (cm3) 0,0 0,5 1,0 1,5 2,0 2,5 3,0
Água

BOM TRABALHO!

Ano Lectivo 2009/2010 Almira Moura/ Catarina Santos