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Laborat´orio de Comunica¸c˜oes Pr´atica 11 – Modula¸c˜ao PAM

Danilo Caldeira, Matheus Bueno, Renata Alves

Maio/2016

1

Objetivos

O

objetivo desta pr´atica ´e observar as caracter´ısticas da forma de onda e do

espectro de frequˆencia de um sinal gerado pela t´ecnica de modula¸c˜ao em am- plitude de pulso – Pulse Amplitude Modulation (PAM) – em que varia-se a

amplitude de um pulso amostrador proporcionalmente `a mensagem.

2 Parte Pr´atica

A t´ecnica de Modula¸c˜ao da Amplitude de Pulso (Pulse Amplitude Modulation

– PAM) consiste em alterar a amplitude do n´ıvel alto de um sinal amostrador que serve de portadora. Para implementar este esquema de modula¸c˜ao v´arios circuitos foram desenvolvidos ao longo dos anos. Nesta pr´atica, utilizamos o circuito transistorizado mostrado na figura 1.

utilizamos o circuito transistorizado mostrado na figura 1. Figura 1: Circuito modulador PAM. Nele, o sinal

Figura 1: Circuito modulador PAM.

Nele, o sinal amostrador E o (t) – uma onda quadrada – ´e injetado na base

de um transistor, o qual atua como uma chave. Quando esta chave est´a ligada,

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o potencial do ponto B fica pr´oximo de zero. Isso p˜oe o transistor de sa´ıda em corte. Por outro lado, quando o sinal E o (t) est´a em n´ıvel baixo, o transistor de sa´ıda opera em condu¸c˜ao, e um sinal proporcional ao n´ıvel instantˆaneo da mensagem m(t) aparece em sua sa´ıda, e(t). Para adicionar uma componente dc `a mensagem e polarizar o transistor de sa´ıda, ajusta-se o potenciˆometro P 1 para que ele forne¸ca uma tens˜ao cont´ınua de 5V no ponto A. Utilizamos como mensagem um sinal senoidal de 1V pp , 3kHz. Para que esta modula¸c˜ao funcione, deve-se obedecer ao teorema da amos- tragem de Nyquist, segundo o qual a frequˆencia do sinal amostrador deve ser maior ou igual a duas vezes a frequˆencia da mensagem:

f s 2f m .

Escolhemos, portanto, um E o (t) de 5V pp , 20kHz, frequˆencia a qual fornece boa margem de seguran¸ca. O resultado dessa modula¸c˜ao est´a mostrado na figura 2. A forma de onda inferior representa a mensagem, enquanto a onda superior representa o pulso modulado.

(1)

enquanto a onda superior representa o pulso modulado. (1) Figura 2: Circuito modulador PAM. Observe que,

Figura 2: Circuito modulador PAM.

Observe que, assim como no AM comum a mensagem est´a na envolt´oria. Por outro lado, diferente do AM comum, o sinal varia entre 0V e A + A c m(t), onde A ´e o n´ıvel de offset e A c ´e uma constante real. Temos, portanto, que o sinal pode ser escrito na forma:

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e(t) = (A + A c m(t))E o (t).

Como E o (t) ´e um sinal de chaveamento, temos que o espectro deste sinal ´e dado pela convolu¸c˜ao do espectro de uma onda quadrada n˜ao-sim´etrica – uma

raia em f = 0Hz seguido de raias nos harmˆonicos ´ımpares (vide pr´atica 2) – e do de uma senoide com offset – uma raia em f = 0Hz, uma em f = f m e outra em f = f m .

A figura 3 mostra um exemplo de espectro PAM em que a mensagem possui

espectro triangular sim´etrico em torno de f = 0Hz.

espectro triangular sim´etrico em torno de f = 0 Hz . Figura 3: Circuito modulador PAM.

Figura 3: Circuito modulador PAM.

O espectro obtido ao observarmos o sinal na sa´ıda do circuito no analisador

est´a mostrado na figura 4. O formato do envolt´orio sinc(ω) est´a destacado em vermelho. Note-se que os harmˆonicos pares n˜ao tˆem amplitude precisamente zero, e como a escala de intensidade ´e logar´ıtmica, amplitudes distantes parecem pr´oximas.

´e logar´ıtmica, amplitudes distantes parecem pr´oximas. Figura 4: Circuito modulador PAM. Por fim, mudou-se a

Figura 4: Circuito modulador PAM.

Por fim, mudou-se a rela¸c˜ao de aspecto - o duty cycle - do amostrador para

5 , observando os espectros do sinal de sa´ıda que se encontram na figura 5 em compara¸c˜ao com a rela¸c˜ao inicial que era

3 ,

4

e

1

2 .

1

1

1

3

Figura 5: Sinal modulado com duty cycle do sinal amostrado igual a 5 1 ,
Figura 5: Sinal modulado com duty cycle do sinal amostrado igual a 5 1 ,
Figura 5: Sinal modulado com duty cycle do sinal amostrado igual a 5 1 ,
Figura 5: Sinal modulado com duty cycle do sinal amostrado igual a 5 1 ,

Figura 5: Sinal modulado com duty cycle do sinal amostrado igual a

5 1 , respectivamente

1 1

2 ,

3 ,

1 e

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n 1 , a envolv´oria sinc(ω) do sinal modu-

lado atinge seu primeiro zero no n-´esimo harmˆonico, o que significa um aumento da largura de banda, uma desvantagem desse procedimento, pois ser´a necess´aria uma maior amplitude do sinal amostrado para manter a amplitude da mensa- gem. No entanto, a vantagem da diminui¸c˜ao dessa rela¸c˜ao ´e o aumento da

dura¸c˜ao do n´ıvel baixo, possibilitando multiplexa¸c˜ao de sinais.

Nota-se que, com um duty cycle de

3 Conclus˜oes e Sugest˜ao de Pr´atica

Foi poss´ıvel verificar, satisfatoriamente, as influˆencias das altera¸c˜oes propostas sobre o sinal modulado. Durante a prepara¸c˜ao da bancada, deve-se atentar para a montagem do circuito - especialmente polaridades dos capacitores e terminais dos transistores -, al´em do offset a ser acrescentado `a mensagem, visto que o circuito em quest˜ao possui bom chaveamento, mas funciona apenas com sinais positivos. Sugere-se, para pr´aticas futuras, modular um sinal amostrador cuja frequˆencia n˜ao satisfa¸ca a condi¸c˜ao de Nyquist, observando o que acontece com o sinal re- sultante no tempo e na frequˆencia.

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