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Os fenômenos dos raios

Mais que um espetáculo para os olhos, os raios guardam em si a prova


da eletricidade existente em nossa atmosfera. Este fenômeno tem estreita
relação com princípios e conceitos físicos, particularmente de eletricidade. A
atmosfera é uma imensa "fábrica de eletricidade". Ao longo dos tempos, o
homem tem tentado conhecer um pouco mais sobre essas manifestações e
hoje em dia existem centenas de Institutos de Pesquisa espalhados pelo
mundo dedicados a esses estudos.
As principais conseqüências das descargas elétricas atmosféricas (raios)
são a luz (relâmpago) e o som (trovão).

Você já ouviu dizer que os raios podem subir para as nuvens em vez de
descer para a Terra? Existem diversos tipos de raios provocando relâmpagos e
trovões das mais variadas formas. A classificação dos relâmpagos está
baseada no modo como acontecem os raios. Veja também o que os cientistas
têm descoberto sobre os relâmpagos de bola, um tipo raro de relâmpago,
considerado por muito tempo como pura imaginação, mas que agora é motivo
de sérias pesquisas. Os raios entre nuvens
Os raios em nuvens são assim chamados por iniciarem dentro de uma
nuvem. Eles são menos perigosos para nós. Apenas os pilotos de aeronaves
recebem treinamento especial caso enfrentem uma nuvem de tempestade
durante o vôo e sejam atingidos por essa descarga elétrica. Nesse caso, o
avião está protegido com pára-raios. Os relâmpagos que esses raios geram
podem ser vistos por nós e fazem cerca de 70% do total que atingem nosso
planeta. O fato de estarem escondidos pelas nuvens impossibilita que se saiba
detalhes sobre sua formação. Suas descargas podem ocorrer de três maneiras:
no interior das nuvens (chamados de descargas intra-nuvem), entre duas ou
mais nuvens (as descargas nuvem-nuvem) e para fora da nuvem, sem atingir o
solo (denominadas de descargas para o ar).
Os raios entre nuvens e solo
Este tipo de raio inicia na superfície de uma nuvem ou no chão, abaixo
ou próximo de uma nuvem de tempestade. Sua denominação é feita de acordo
com o sentido de movimento da carga que o origina. Dessa maneira, os raios
entre nuvens e solo podem ser do tipo nuvem-solo ou solo-nuvem. Eles
também se classificam quanto ao sinal da carga líder que inicia uma descarga,
podendo ser negativos ou positivos. A maioria das descargas nuvem-solo são
negativas. Esses raios são os que realmente preocupam os homens.
Estimativas indicam que cerca de 100 milhões de raios nuvem-solo
ocorrem no Brasil todo ano e a maior parte deles acontece na Amazônia, talvez
pelo fator climático da região. Nas cidades, já se comprovou que a poluição
aumenta a quantidade de descargas elétricas na atmosfera. A formação de
raios entre nuvens e solo é bem conhecida. Os nuvem-solo correspondem a
quase 99% dessas descargas, enquanto que os solo-nuvem são raros,
ocorrendo geralmente no topo de montanhas ou em estruturas altas (como
torres e edifícios). Um solo-nuvem pode até ser "criado" por foguetes lançados
na direção da nuvem de chuva. Isso, aliás, tem permitido o estudo dos
relâmpagos e melhorado as técnicas de proteção.
Os misteriosos relâmpagos de bola

Existe ainda outra forma de relâmpagos que não está


incluída na classificação tradicional. São os
relâmpagos de bola, também conhecidos como
relâmpagos globulares, bolas de fogo ou relâmpagos
raros. No interior do Brasil, eles são chamados de mãe
do ouro e segundo a lenda, seu aparecimento indicaria
a existência desse metal no subsolo daquela região.
Ainda se sabe muito pouco a respeito dos relâmpagos
de bola.
Existe ainda outra forma de relâmpagos que
não está incluída na classificação tradicional. São os relâmpagos de bola,
também conhecidos como relâmpagos globulares, bolas de fogo ou
relâmpagos raros. No interior do Brasil, eles são chamados de mãe
do ouro e segundo a lenda, seu aparecimento indicaria a existência
desse metal no subsolo daquela região. Ainda se sabe muito pouco a
respeito dos relâmpagos de bola.

Eles têm tempo de duração de aproximadamente 4 segundos (em média),


forma quase sempre esférica (de diâmetros entre 10 e 40 cm) e cores que
variam entre branco, amarelo e azul. Têm brilho semelhante ao de uma
lâmpada fluorescente, emitem um som sibilante (som muito agudo, como um
forte assobio) e desprendem um odor forte (geralmente de enxofre),
terminando numa explosão ou desaparecendo repentinamente.
Dizem que ele é capaz de atravessar as paredes e janelas das casas e a
fuselagem dos aviões. Esses relâmpagos muitas vezes são confundidos com
ÓVNIs ou fantasmas e até meados do século passado eram considerados
ilusão de óptica ou uma interpretação errada de outros fenômenos naturais.
Pesquisadores da Universidade de Canterbury, Nova Zelândia, afirmam que o
intenso calor gerado pela penetração de um relâmpago comum no solo produz
pequenas partículas de Silício e outros compostos. Ao cessar a descarga
elétrica, essas partículas se vaporizam e adquirem a forma de uma esfera. À
medida que se oxidam lentamente no ar, essas partículas perdem a energia
armazenada e emitem luz e calor. Tudo isso em alguns poucos milisegundos.