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Forte movimento no comércio em épocas como o “Dia

das Mães” exige maior atenção contra assaltos


Locais de grande concentração popular, como a rua 25 de
março e até mesmo os shopping centers, são alvos de
marginais que se aproveitam do forte movimento para agir
com mais freqüência em datas comemorativas
Não são apenas os comerciantes que agradecem datas como o “Dia das
Mães”, que ocorre no próximo domingo, 9 de maio. Assaltantes também
preferem os dias de grande movimento para cometer seus crimes, já que
além de existir mais opções de vítimas em potencial, a concentração
popular pode auxiliar na fuga do bandido, misturando-se à multidão.

Impedir que essas ações continuem ocorrendo é o grande desafio para os


responsáveis pela segurança nos locais onde o comércio tem forte atuação.
Para especialistas no assunto, o combate inicial deve partir do próprio
cidadão, que precisa estar atento a todos à sua volta. “As pessoas
costumam se distrair muito facilmente olhando vitrines ou falando ao
celular, é neste momento em que o marginal irá atacar. O bandido não está
ali para assaltar especificamente uma pessoa, mas qualquer um que
demonstrar maior facilidade”, alerta o consultor em segurança, Nilton
Migdal.

Dentre as modalidades mais comuns de crimes em vias públicas, o


consultor enumera os assaltos, os oportunistas, os batedores de carteiras e
os seqüestradores. “É comum as pessoas conversarem com estranhos; faz
parte da simpatia e carisma do nosso povo. Porém, devemos tomar muito
cuidado no contato com pessoas desconhecidas que, muitas vezes, se
fazem passar por simpáticos e inofensivos transeuntes para descobrir
detalhes sobre nossa vida e nos distrair para cometerem o ato violento”,
afirma.

Outro local onde até pouco tempo as pessoas se sentiam seguras são os
Shopping Centers, porém, recentemente, vários casos de assalto nestes
estabelecimentos foram registrados, sendo a capacitação profissional a
principal dificuldade apresentada como justificativa. “Com orçamentos cada
vez mais enxutos, empresas de todos os tipos vêm diminuindo a verba
destinada à segurança e, com isso, aumentam sobremaneira os riscos. Um
dos principais problemas é a escolha dos profissionais para atuar na área.
Ao se economizar nos salários, certamente compromete-se o seu grau de
formação, que é menor do que o mínimo que um vigilante deve ter”, revela
Migdal.

O consultor também fala a respeito do investimento que as empresas


realizam em equipamentos. “Um dos maiores equívocos é a idéia de que o
investimento somente em tecnologia seja suficiente. As pessoas se
esquecem de que quem manuseia o equipamento são seres humanos. Toda
a parafernália tecnológica, como câmeras e catracas eletrônicas, de nada
adianta se o recurso humano não estiver alerta”, finaliza.
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