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Editoria de Arte

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A campanha UFOs: Liberdade de Infor- mação Já, que desde abril pede aber- tura governamental para a questão

ufológica, ganhou reforço durante a reali- zação do I UFO Minas, em Varginha (MG), de 19 a 22 de agosto passado. O abaixo- assinado que será entregue às autorida- des brasileiras como resultado do movi- mento atingiu 12 mil assinaturas na oca- sião, reflexo de uma maciça adesão popu- lar. Lançada pela Co- missão Brasileira de Ufólogos (CBU) e di- vulgada através da RE- VISTA UFO e de seu site [www.ufo.com.br], a campanha pretende chegar a 20 mil assi- naturas até 22 de dezembro, quando será encerrada. Mas a maior no- vidade do movimento foi adecisão, tomada pela CBU durante o I UFO Minas, de incluir oCasoVarginhaentre as ocorrências que os ufólogos solicitam ao Governo Federal reve- lar por completo. O Manifesto da Ufologia

Brasileira, que até então requeria às autori- dades a abertura de seus arquivos secretos

referentesapenasàOperaçãoPratoeàNoi-

te Oficial dos UFOs no Brasil, agora também solicita ao Governo Federal que apresente à comunidade ufológica e à toda população as informações pertinentes à captura em Var- ginha, em 20 de janeiro de 1996, de dois seres não-terrestres pelo Exército. O Caso Varginha foi amplamente docu- mentado pelos pesquisadores e já é do co-

nhecimento de toda a Nação, ainda que su- perficialmente. Issojustificaorequerimento

dosufólogosparaquevenhaaserdefinitivamente

admitidopeloGovernoepelainstituiçãoquepro-

cedeu às capturas. É inadmissível que um fato dessa envergadura, que diz respeito a todos os brasileiros, permaneça sendo negado e oculta- do pelas autoridades. Especialmente depois dos

depoimentoscomprobatóriosoferecidosespon-

taneamente por integrantes do próprio Exérci- to, que ajudaram nas manobras de captura, tra- tamento e remoção das criaturas.

guai, Chile, Espanha, Itália, China e México – admitindo a existência dos UFOs e sua natu- reza extraterrestre, estabelecendo uma con- duta investigativa com transparência e am- pla participação dos ufólogos civis. Os registros de objetos voadores não iden- tificados em nossos céus, intensificados nas últimas cinco décadas, demonstramque a Ufo- logia é um dos assuntos mais significativos para a humanidade terrestre. As ações des- ses veículos em nossa at- mosfera e os contatos freqüentes que seus tri- pulantes mantêm com seres humanos precisam ser conhecidos e enten- didos com profundidade.

A Comunidade Ufológica

Brasileira se empenha em pesquisar o assunto

e apresentar seus resul- tados à sociedade, mas

é impotente para fazer

frente à avalanche de in- formações que existe e

à dificuldade que sua

pesquisa representa. Apesar de sua obsti- nação e seu evidente talento, os ufólogos bra- sileiros, sozinhos, nãochegarãoaresultadosex- pressivos em seu trabalho sem que o Governo Federal ampare seus esforços através de atitu- dessimpleseconcretas, comooreconhecimen- to da legitimidade da questão e a discussão de uma parceria em procedimentos de investiga- ção e respectiva divulgação do assunto à popu- lação. Paraqueissoocorra, pedem, atravésdes- se movimento, que os militares abram seus ar- quivos oficiais e repartam com os ufólogos civis seu conhecimento sobre o Fenômeno UFO. É direito da sociedade brasileira, garantido na Constituição, saber o que nossas Forças Arma- das possuem sobre o tema.

I UFO Minas
I UFO Minas
A EVOLUÇÃO NO NÚMERO de adesões à cam- panha e seu momento marcante durante o
A EVOLUÇÃO NO NÚMERO de adesões à cam-
panha e seu momento marcante durante o I
UFO Minas, atingindo 12 mil assinaturas
Ao chegar a 12 mil assinaturas, firmadas
pela população através do site da REVISTA UFO
ou através do formulário impresso da página
07 desta edição, o abaixo-assinado do movi-
mento UFOs: Liberdade de Informação Já mos-
tra, inequivocamente, que a sociedade brasi-
leira está cada dia mais informada sobre o
Fenômeno UFO e consciente de suas conse-
qüências e implicações. É imprescindível que
o Governo Federal proceda como nações mais
desenvolvidas do planeta – como França, Uru-

Todos os ufólogos, pesquisadores, estudiosos, interessados, leitores e entu

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Setembro 2004 – Ano 20 – Edição 103

Setembro 2004 – Ano 20 – Edição 103

:: www.ufo.com.br www.ufo.com.br :: :: Setembro 2004 – Ano 20 – Edição 103 Setembro 2004 –
 

MANIFESTO DA UFOLOGIA BRASILEIRA

 
   

Versão ampliada durante o I UFO Minas

A Comunidade Ufológica Brasileira, representada por ufólogos individuais e grupos de pesquisas, investigadores, estudiosos e simpatizantes da Ufologia, que firmam o presente abaixo-assinado, reúne-se através deste documento, sob coor- denação da REVISTA UFO, para se dirigir às autoridades brasileiras, neste ato repre- sentadas pelo excelentíssimo senhor presidente da República e pelo ilustríssimo senhor comandante da Aeronáutica, para apresentar os seguintes fatos:

organismos, a partir desse instante, formule uma política apropriada para se discutir o assunto nos ambientes, formatos e níveis considerados necessários. A Comunidade Ufológica Brasileira, neste ato representada pelos estudiosos naci- onais abaixo-assinados, com total apoio da Comunidade Ufológica Mundial, de- seja oferecer voluntariamente seus conhecimentos, seus esforços e sua dedica- ção para que tal proposta venha a se tornar realidade e que tenhamos o reconhe- cimento imediato do Fenômeno UFO. Como marco inicial desse processo, e que simbolizaria uma ação positiva por parte de nossas autoridades, a Comunidade Ufológica Brasileira respeitosamente solicita que o referido Ministério abra seus arquivos referentes a pelo menos três episódios específicos e marcantes da presença de objetos voadores não identificados em nosso Território:

1.

É de conhecimento geral que o Fenômeno UFO, manifestado através de

constantes visitas de veículos espaciais ao planeta Terra, é genuíno, real e consis-

tente, e assim vem sendo confirmado independentemente por ufólogos civis e autoridades militares de todo o mundo, há mais de 50 anos.

2.

O fenômeno já teve sua origem suficientemente identificada como

 

(a)

A Operação Prato, conduzida pelo I Comando Aéreo Regional (COMAR), de

sendo alheia aos limites de nosso planeta, os veículos espaciais que nos visitam de forma tão insistente são originários de outras civilizações, provavel- mente mais avançadas tecnologicamente que a nossa, e coexistem conosco no universo, ainda que não conheçamos seus mundos de origem.

Belém (PA), entre setembro e dezembro de 1977, que resultou em volumoso com- pêndio que documenta com mais de 500 fotografias e inúmeros filmes a movimen- tação de UFOs sobre a Região Amazônica, da forma como foi confirmado pelo coronel Uyrangê Bolívar Soares de Hollanda Lima.

3.

Tais civilizações encontram-se num visível e inquestionável processo

 

(b)

A maciça onda ufológica ocorrida em maio de 1986, sobre os Estados

de contínua aproximação à Terra e de nossa sociedade planetária e, assim agindo em suas manobras e atividades, na grande maioria das vezes não demonstram hostilidade para conosco.

do Rio de Janeiro e São Paulo, entre outros, em que mais de 20 objetos voado- res não identificados foram observados, radarizados e perseguidos por caças a jato da Força Aérea Brasileira (FAB), segundo afirmou o próprio ministro da Aero- náutica na época, brigadeiro Octávio Moreira Lima.

4.

É notório que as visitas de tais civilizações não-terrestres ao nosso planeta

têm aumentado gradativamente nos últimos anos, segundo comprovam as estatís- ticas nacionais e internacionais, tanto em quantidade quanto em profundidade e intensidade, representando algo que requer legítima atenção.

 

(c)

O Caso Varginha, ocorrido naquela cidade mineira em 20 de janeiro de

1996, durante o qual integrantes do Exército brasileiro, através da Escola de Sargentos das Armas (ESA), e membros da corporação local do Corpo de

Bombeiros capturaram pelos menos dois seres de origem não-terrestre, segundo farta documentação já obtida pelos ufólogos e depoimentos comprobatórios oferecidos espontaneamente por integrantes do próprio Exército, que tomaram parte nas manobras de captura, tratamento e remoção das criaturas.

5.

Em virtude do que se apresenta, é urgente que se estabeleça um programa

oficial de conhecimento, informação, pesquisa e respectiva divulgação pública do assunto, de forma a esclarecer à população brasileira a respeito da inegável e cada vez mais crescente presença extraterrestre na Terra.

 

Absolutamente conscientes de que nossas autoridades civis e milita-

Assim, considerando atitudes assumidas publicamente em vários momen- tos da história, por países que já reconheceram a gravidade do problema, como Chile, Bélgica, Espanha, Uruguai e China, respeitosamente recomendamos que o Ministério da Aeronáutica da República Federativa do Brasil, ou algum de seus

res jamais descuidaram da situação, que tem sido monitorada com cuidado

e

atenção ao longo das últimas décadas, sempre no interesse da segurança

nacional, julgamos que a tomada da providência acima referida solidificará

o

início de uma próspera e proveitosa parceria.

 
 

siastas da Ufologia podem participar desta campanha. Veja como no texto

Ufologia podem participar desta campanha. Veja como no texto Edição 103 – Ano 20 – Setembro

Edição 103 – Ano 20 – Setembro 2004

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Jubran

UMA LUTA IMPORTANTE E LEGÍTIMA

Todos os entusiastas e interessa- dos por Ufologia, diretos ou indiretos, assim como pesquisadores, estudio- sos, autores e conferencistas, de qual- quer linha de pensamento, ligados a qualquer grupo ufológico ou não filia- dos a nenhum, residindo em qualquer parte do Brasil ou do exterior, de qual- quer idade, religião e ideologia, podem participar da campanha UFOs: Liberda- de de Informação Já e ajudá-la a cres- cer. Basta que reconheçam como legí- timos os termos expressos no Mani- festo da Ufologia Brasileira, que ago- ra contém, além do requerimento ofi- cial para liberação dos arquivos da Operação Prato e da Noite Oficial dos

UFOs no Brasil, uma solicitação formal para que o Governo admita e revele na íntegra
UFOs no Brasil, uma solicitação formal para
que o Governo admita e revele na íntegra o
Caso Varginha, de 20 de janeiro de 1996.
Para participar do movimento, o interessa-
do deve firmar o abaixo-assinado publicado no
site da REVISTA UFO [www.ufo.com.br] ou o da
página ao lado (um ou outro). Um convite espe-
cial é feito aos leitores e assinantes da publica-
ção, que conhecem sua seriedade e obstina-
ção para com a verdade, em duas décadas de
história, agora expressas na campanha que a
revista veicula. Entretanto, mais do que simples-
mente firmar o abaixo-assinado, pedimos uma
participação mais efetiva dos leitores e assi-
nantes de UFO, engajando-se diretamente na di-
vulgação desse movimento em seus círculos de
relacionamento. Convide e estimule seus fami-

liares, amigos, colegas de trabalho ou de estudos, vizinhos etc a firmarem junto de você o abaixo-assinado, fazendo-o através do site de UFO ou da página ao lado. Preencher e assinar o abaixo-assina- do eletronicamente, pela internet, é sim- ples e rápido: basta acessar o site e se- guir as instruções nele contidas, após ler a documentação pertinente ao movimen- to. E fazê-lo através do formulário ao lado também é muito fácil: destaque-o ou xe- rografe quantas vezes forem necessárias, preenchendo com cuidado e sem rasuras seu nome e dados, e também daqueles a quem você convencer a juntar-se a esta campanha. Depois, envie os formulários preenchidos para o endereço abaixo:

Campanha UFOs: Liberdade de Informação Já

Endereço: Caixa Postal 2182 — 79008-970 — Campo Grande (MS) Fax: (67) 341-0245 — Site: www.ufo.com.br — E-mail: campanha@ufo.com.br

Por que o Caso Varginha foi incorporado à campanha?

Por uma razão evidente: trata-se do caso melhor pesquisado, documentado e divulgado da Ufologia Brasileira, e talvez da Ufologia Mundial. Sua incorporação à campanha UFOs: Liberdade de Informa- ção Já deu-se por resolução da Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU) durante o I UFO Minas, realizado em Varginha (MG), de 19 a 22 de agosto. Como alicerce da decisão está o fato de que o caso – que compreende a captura e remoção de criaturas não-terrestres na- quela cidade mineira, por equipes do Exército brasileiro e do desta-

camento local do Corpo de Bombeiros – já foi exaustivamente com- provado e tem a seu favor, entre tantas evidências, depoimentos incontestáveis oferecidos espontaneamente por integrantes do próprio Exército, que ajudaram nas manobras de captura, tratamento e remoção das criaturas. O movimento UFOs: Liberdade de Informação Já ganha um significativo reforço com a inclusão

Já ganha um significativo reforço com a inclusão do Caso Varginha no Manifesto da Ufologia Brasileira

do Caso Varginha no Manifesto da Ufologia Brasileira, tão amplamente conhecido da população, embora ainda superficialmente. Essa nova iniciativa da CBU trará ainda mais benefícios a todos os ufólogos do país e à nossa sociedade. É inadmissível que um fato dessa enverga- dura, que diz respeito a todos os brasileiros, permaneça sendo ne- gado e ocultado pelas autoridades. Por isso, o engajamento de cada um é de fundamental importância e só isso poderá garantir o suces- so dos ufólogos. Imprima o conteúdo do manifesto em quantas vias

forem necessárias e as encaminhe a integrantes da imprensa que possam contribuir para a expansão do movimento. Outras informações sobre como se engajar mais efetivamente na campanha estão disponíveis no site da REVISTA UFO [www.ufo.com.br]. Quanto mais expandirmos esse movimento, maio- res as chances dele ser bem sucedido – em benefício de todos.

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Setembro 2004 – Ano 20 – Edição 103

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Destaque este formulário ou xerografe

Ficha para recolhimento de assinaturas para a campanha nacional

UFOs: LIBERDADE DE INFORMAÇÃO JÁ

Petição ao Governo Federal para liberação de documentos sobre Ufologia relativos à manifestação do Fenômeno UFO em nosso país, e à tomada de medidas que permitam aos ufólogos civis brasileiros participarem de suas atividades oficiais na área

Nome completo:

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Estado:

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2004

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UFO102 Simplesmente exuberante a capa da edição 102. Para-

UFO102

Simplesmente exuberante

a capa da edição 102. Para-

béns ao artista Márcio V. Tei- xeira, que já se mostrava um excelente pesquisador de cam- po, e agora, com essa imagem, também esbanjou sua capaci- dade artística.

Meire da Silva Gesser, Lins (SP)

Parabéns à REVISTA UFO pelas novas aquisições em seu Conselho Editorial, divulgadas através da seção Mensagem do Editor da edição 102. É louvá- vel a atitude de convocar o pio- neiro Flávio Pereira para com- por a presidência de honra do referido conselho, ao lado da igualmente valorosa pesquisa- dora Irene Granchi.

Augusto César N. Rocha, Rio de Janeiro (RJ)

É visível a gradativa melho- ria das características gráfica e editorial da REVISTA UFO, prin- cipalmente após a publicaçãoter sido assumida pela Editora My- thos. Da mesma forma, é lou- vável o esforço que a EQUIPE UFO faz para manter-se atuali- zada de tudo o que ocorre no mundo ufológico.

Marinez E. Schümman, Por e-mail

Astronauta Brasileiro

É assim que a Ufologia Bra- sileira vai ganhando espaço e atingindo cada vez maior credi- bilidade! Faço votos de que a adesão do astronauta Marcos Pontes à EQUIPE UFO enriqueça aindamaisseuvitoriosotrabalho.

June Arrigo Sebastiani, Por e-mail

Acompanho a REVISTA UFO

a distância, pelo site ou quando

recebo algum exemplar de meus familiares. Aqui no Texas, onde

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resido desde 1992, a Ufologia não tem, nem de longe, a agita- ção e a qualidade da que se prati- ca no Brasil. Agora, com o in-

gresso do primeiro astronauta brasileiro na publicação, estimo que nossa querida UFO desban- cará rapidamente a arrogância dos céticos de plantão.

William Robert S. Allen, Houston, Texas (EUA)

de plantão. William Robert S. Allen, Houston, Texas (EUA) “ O que mais me impressiona na

O que mais me impressiona na REVISTA UFO équeela sempre encontra um meio de retratar comlindas imagens fatos ufológicos que descreve em textos. Isso dá ao leitor umafamiliaridadecomo temaefacilitasua assimilação

— JUAREZ PITTAR,

Porto Alegre (RS)

Parabenizo a coragem do te- nente-coronel aviador Marcos Pontes em ingressar no Centro Brasileiro de Pesquisas de Dis- cos Voadores (CBPDV), que produz a REVISTA UFO. Não porque isso pode colocar em ris- co sua carreira, mas por sua ati- tude inédita e uma mostra clara de que o cientista não tem pre- conceitos. Parabéns também ao CBPDV, a primeira entidade ufológica do mundo a ter um

astronauta em seus quadros.

Neri Albuquerque Souto, Natal (RN)

Serra do Roncador

Já li muito sobre UFOs e outros fatos misteriosos na re- gião de Barra do Garças e, em especial, na Serra do Roncador. Agora que a REVISTA UFO tra- tou do assunto, gostaria de co- mentar que, após conviver 13 anos com os índios xavantes de várias aldeias daquela área, con- firmo que eles têm inúmeras ex- periênciascommisteriosasbolas de fogo, mas evitam contá-las a estranhos.Aquelas paragens são mesmo místicas.

Izaura Benevides Canuto, Brasília (DF)

Gostaria de sugerir à REVIS- TA UFO que continuasse a publi- car matérias como essa, em que regiões ricas em fenômenos ufo-

lógicospudessemserdescortina-

das aos leitores. Foi acompa- nhando a publicação que decidi

viajar a locais como Analândia (SP) e São Thomé das Letras (MG), em busca de aventuras ufológicas.Agora meu próximo destino é Barra do Garças, moti-

vado pela edição 102.

Antonio Serafim Moura, Salvador (BA)

Buraco Negro

Quero parabenizar o om- budsman Carlos Reis pelo exce- lente artigo Ufologia: Buraco Negro do Incognoscível, e tam- bém o novo consultor Ataíde Ferreira pelo texto Mistérios da Serra do Roncador. Também desejo deixar registrado que as últimas capas da REVISTA UFO estão muito bonitas.

Wagner Borges, São Paulo (SP)

Meus parabéns à REVISTA UFO, que nas últimas edições abandonou o apelo sensaciona- lista e tem abordado o assunto de forma mais séria e profissio- nal. Excelente a reportagem do

ombudsman Carlos Reis, Ufo- logia: Buraco Negro do Incog- noscível, que aborda o caráter paracientífico da Ufologia de forma elegante e despojada de crenças pessoais.

Cláudio Ricardo Cattelan, Por e-mail

Carlos Reis deu a melhor contribuição possível à Ufolo- gia afastando-se dela. Assim, de longe, conseguiu desenvolver um senso crítico aguçado e im- placável, que lhe permite exa- minar o meio ufológico com uma sobriedade que falta com- pletamente à maioria dos ele- mentos dentro dele.

José Mauro Rubens Sotto, Rio de Janeiro (RJ)

Alerta no Nordeste

Sou testemunha de alguns

dos fatos descritos na matéria Alerta no Nordeste, de UFO 102,

e gostaria de confirmar que o que

se passou em inúmeras cidades do Sertão cearense foi realmente assustador.Todo o Estado foi to- mado de uma forte comoção com os avistamentos e as quedas de pedaços de satélites e foguetes. Eoque contribuiupara issofoi o fato de as autoridades não se manifestarem a respeito no mo- mento em que deveriam. Foram os ufólogos nordestinos que tran- qüilizaram a população.

José Raimundo S. Cavalcanti, Fortaleza (CE)

Revelações sobre Varginha

Até quando o Exército bra-

sileiro vai tentar tapar o Sol com

a peneira e esconder da popula-

ção aquilo que já se sabe: que capturou criaturas alienígenas em Varginha, em plena luz do dia? Que vergonha essa atitude de

nossos militares, atendendo aos interesses norte-americanos.

José Muniz Ahad, Campinas (SP)

Setembro 2004 – Ano 20 – Edição 103

atendendo aos interesses norte-americanos. José Muniz Ahad, Campinas (SP) Setembro 2004 – Ano 20 – Edição

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Estou estarrecido com o que vem sendo descoberto re-

Estou estarrecido com o que vem sendo descoberto re- centemente pela EQUIPE UFO sobre o Caso Varginha. Os no- vos fatos apresentados pelo ufólogo Ubirajara F. Rodri- gues na edição 102, no artigo Novas Revelações Agitam Var- ginha, não deixam dúvidas: o Governo tem que assumir a responsabilidade de revelar o que sabe à sociedade.

Wilton M. Araújo Júnior, Belo Horizonte (MG)

Parabéns ao ufólogo e advo-

gado Ubirajara F. Rodrigues por não se deixar abater com as difi- culdades e permanecer no encal- ço de novas informações sobre o

CasoVarginha.Graçasàsuaper-

sistência,estamosacadadiades-

cobrindo um pouco mais dessa espantosa trama que envolve nossas autoridades.

Araceli Bolívar Nogueira, Por e-mail

Depois de ler o texto No- vas Revelações Agitam Vargi- nha, de Ubirajara F. Rodrigues, na edição 102, rezei para que a família do policial militar Mar-

102, rezei para que a família do policial militar Mar- “ A volta da U FO

A volta da UFO ESPECIAL é prova de que o amparo que a Editora Mythos dá ao CBPDV tem gerado os melhores frutos para a Ufologia Brasileira — MARGÔ F. V. SOUSA,

Catalão (GO)

co Eli Chereze, morto ao ter contato com um ser extraterres-

tre, encontre a paz e as respos- tas que nossos militares estão escondendo. A minha família também quer explicações para

a doença de um primo, que era

colega de Chereze e até hoje

não se recuperou.

M. N. P., Varginha (MG)

UFO Especial

Sensacional a volta da UFO ESPECIAL, que acompanhei

quando estava ativa, entre 1988

e 1998. Foram 10 anos de fide-

lidade àquela publicação e, cla-

ro, à nossa querida UFO. Espe- ro que agora a revista tenha vida longa e próspera.

Maria Aparecida Beltrão, Campo Mourão (PR)

A edição 28 de UFO ESPE- CIAL, que trata de contatos com extraterrestres, trouxe matérias muito interessantes e instigan- tes, mas que não são fatos no- vos. Por exemplo, os casos de relação sexual entre humanos e ETs, descritos em várias repor- tagens, têm 20 ou 30 anos de idade. Pergunto se não há casos como esses mais recentes, que sejam do conhecimento da co- munidade ufológica?

Felipe A. S. Aguilhero, Ponta Porã (MS)

Muito interessantes as úl- timas edições da UFO ESPE- CIAL, em particular a que trata dos mistérios de Marte. Gos- taria de sugerir que fosse lan- çada uma edição exclusiva sobre entrantes, os supostos alienígenas que estariam infil- trados na Terra. Se possível, com nomes de alguns. Ufo pode dar uma enorme contri- buição aos leitores se esclare- cer o que é verdade e o que é lenda sobre este assunto.

Raphael I. Costa Júnior, Por e-mail

sobre este assunto. Raphael I. Costa Júnior, Por e-mail Edição 103 – Ano 20 – Setembro

Edição 103 – Ano 20 – Setembro 2004

Os ecos do I UFO Minas A lgumasconstataçõesimediatas surgem como resultado do I um marco
Os ecos do I UFO Minas
A lgumasconstataçõesimediatas
surgem como resultado do I
um marco na Ufologia Brasileira. Es-
pecial empenho tiveram os conferen-
UFO Minas, realizado pela REVISTA
UFO em Varginha, de 19 a 22 de
agosto, ecomentadopelaconsulto-
cistas mineiros presentes na ocasião:
Paulo Baraky Werner, presidente do
Centro de Investigações e Pesquisas
ra
Laura Elias na página 16. Primei-
ro, que vários segmentos da popu-
lação brasileira estão sedentos de in-
formações ufológicas de qualidade
de Fenômenos Aéreos Não Identifi-
cados (CIPFANI), de Contagem; We-
lington Faria, pesquisador de Vargi-
nha; José Estevão M. Lima, da As-
e
não se intimidam se precisarem
viajar a cidades fora do eixo Rio-São
Paulo para participar de eventos na
área. No I UFO Minas, tivemos parti-
cipantesdesdePortoAlegreatéoRe-
cife.Segundo,quesemprequeaCo-
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munidade Ufológica Brasileira faz
algo com seriedade e consistência,
sociação de Pesquisas Extraterres-
tres (ASPET), de Belo Horizonte; e
César Vanucci, advogado, jornalista
e pioneiro da Ufologia Mineira.
Boa parte do sucesso do I UFO
Minas, que ecoará por muitos anos
em nosso país, se deve ao esforço e
brilhantismo desses pesquisadores,
a
imprensa está disposta a apoiar e
que,quaseanônimos,percorremMi-
divulgar tais iniciativas, conferindo-
lhes a devida credibilidade. A cober-
tura que o I UFOMinas teve é prova
incontestável disso. E terceiro, que
nas Gerais de norte a sul, leste a
oeste, descobrindo, investigando e
expondo os mais extraordinários ca-
sos da Ufologia Brasileira. Por es-
os
ufólogos de nosso país, especial-
mente aqueles que trabalham em
silêncio, estãoverdadeiramentedis-
postos a arregaçar as mangas e ba-
talhar por um objetivo comum.
Issoficoupatentedurantearea-
lização do evento, que recebeu auxí-
sas qualidades, todos os amigos
acima foramconvidados a integrar,
com lugar de destaque, o Conse-
lho Editorial da REVISTA UFO a partir
desta edição. Assim, trazempara a
publicação seu talento, sua garra e
suadisposição–característicasque
lio
entusiasmado e sincero de pes-
quisadores dos mais diversos can-
tos do país – todos demonstrando
ter consciência plena de que os re-
sultados do I UFO Minas, se po-
sitivos, como de fato foram, be-
neficiariamatodos por igual, e
que a luta por atingi-los é, por-
tanto, de todos. Com esse es-
pírito, a somatória do esforço
individual de cada um, naque-
les quatro dias de atividades em
Varginha, reverteu para o bem
da coletividade e fez do evento
são as mesmas da revista. Sejam
todos muito bem-vindos!
Comunico que Rafael Cury foi afastado da co-editoria
da REVISTA UFO, não mais representando a publicação.
NOVOS INTEGRANTES da
Equipe Ufo [A partir de
cima, à esquerda]:
Vanucci, Werner,
Estevão e Welington
Nossa vinheta: A imagem que aparece em todas as vinhetas desta edição é de um recente círculo numa plantação polonesa da cidade de Kaczewo, descoberto em 26 de julho. Cortesia de Robert K. Lesniakiewicz
Fotos Daniel Gevaerd

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○○○○○○○○○○○○○○○○○○○○ Jan Val Ellam: Da Ufologia à Espiritualidade E is alguém

Jan Val Ellam: Da Ufologia à Espiritualidade

E is alguém que foge ao trivial, que se põe em risco pelas idéias que apresenta – apesar de afirmar

nãopretenderveicularverdades,apenas“semen-

tes para reflexão”. Esse é Rogério de Almeida Freitas, ou Jan Val Ellam, que já foi ufólogo de investigar casos de ataques de ETs a humanos no sertão nordestino e hoje é uma das vozes mais ouvidas no universo espiri- tualista nacional. Em sua trajetória como escritor e palestrante ressaltam-se duas características princi- pais: a análise de vanguarda em relação a assuntos históricos e sagrados – notadamente vinculados aos aliens – e a prudência que demonstra no campo das conclusões, sem apego aos conceitos que defende.

Ele próprio solicita cautela a quem o lê ou escuta, seja nas palestras ou nos dois programas de rádio que vei- cula semanalmente (nos domingos à noite): o Projeto Orbum, da Rádio Boa Nova [www.radioboanova.com.br], de São Paulo (SP), e Conversas sobre a Espiritualida- de, da Rádio Poty, de Natal (RN). Seumaisrecentelivro, FatorExtraterrestre[Editora Zian, 2004], foi lançado na última Bienal, passando imediatamente a ocupar lugar de destaque na vasta quantidade de obras que tratam do tema ufológico e

seusvariadosaspectos.Sejapelasingularidadedosas-

suntos ali enfocados, ou mesmo pelo modo de exposi- ção das idéias, o que facilita o entendimento de proble- mas complexos ainda carentes de respostas objetivas. O livro tem a capacidade de conduzir o leitor pelos intri-

cados mistérios que unem o ser humano ao contexto ufológico. Nele são apresentadas questões sobre a origem da vida, o en- tendimento do chamado “elo perdido” da gênese humana, o isolamento cósmico da Terra, as abduções, os obstáculos psicológicos e de outros naipes que impedem o estudo transparente da temática extraterrena. Fa- tor Extraterrestre também aborda a necessidade da espécie humana de empreender esforços para conhecer e colonizar outros planetas, vislum- bres quanto ao futuro da Terra e outros assuntos ligados aos alienígenas,

Cortesia Gener Silva
Cortesia Gener Silva

Comecei a publicar meus livros com pseudônimo de Jan Val Ellamporque, pensei, caso eles possam vir a ser úteis a alguém no futuro, pouco importará o nome do autor terreno

— ROGÉRIO A. FREITAS,

ex-ufólogo investigativo, atualmente espiritualista

que sempre marcaram e continuarão a influenciar a nossa existência. Rogério de Almeida Freitas tem um perfil profissional que em nada se assemelha às atividadesliteráriasquedesenvolvecomoJanValEllam. Formado em administração de empresas, ele acu- mula hoje os cargos de diretor executivo da Federa- ção do Comércio do Rio Grande do Norte e de diretor de um grupo português que tem quatro empreendi- mentos turísticos no litoral norte daquele Estado. Se- gundo suas próprias definições, foi por “covardia moral, numa tentativa de preservar minha então pro- fissão de gerente de banco, que passei a publicar os livros com o pseudônimo”. Conforme refletia à época em que se lançou no universo literário, “caso esses livros possam ser úteis a alguém, pouco im- portará o nome do autor terreno”. Freitas, ou Ellam, esteve no Programa do Jô, em 25 de junho passa- do, onde mostrou dominar como ninguém o tema que abraça. O apresentador, notoriamente avesso a assuntos como espiritualidade e Ufologia, tratou o entrevistado com especial deferência. Oentrevistadoaceitouconversar abertamenteso- bre Ufologia e espiritualidade com a REVISTA UFO, que destacou para a missão os consultores Miriam Heder Porto e Reinaldo Prado Mello, sob coordenação do tam- bém consultor Nelson Vilhena Granado. “Ellam tem abordado questões filosóficas, históricas e religiosas polêmicas em seus livros. E sempre encontramos em

suas elucidações a estranha segurança de quem pa- rece tratar desses complexos temas com um toque de simplicidade e de coerência que sensibilizam”, declarou Granado, falando pelos três. Por onde passa, Ellam esforça-se em ajudar a despertar as pessoas para que reflitam sobre a temática ufológica despida de apegos a conceitos e crenças. Para ele, na Ufologia não cabe crença e nem egocentrismo de opiniões pessoais porque, “sejam quais forem as cores do fenômeno ufológico, elas simplesmente representam a verdade que nos rodeia”.

UFO Ellam, como sur- giu esse seu envolvimento com a Ufologia? ELLAM — Comecei a tra- balhar desde cedo e, de certa forma, logo adquiri a indepen- dência financeira para a reali- zação de pequenos projetos. E estudar os estranhos eventos que ocorriam no interior do meu Estado, o Rio Grande do Norte, foi exatamente o pri- meiro projeto de vida. Soltei- ro, com recursos disponíveis e fins de semana para ir a cam-

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po estudar aquela estranha fe- nomenologia, ajudei a fundar o então Centro de Pesquisas e Estudos Ufológicos do Rio Grande do Norte (CEPEU), do qual fui presidente. Como os acontecimentos no Estado tornavam-se crescentes, e as notícias sobre os mesmos logo iam ultrapassando as frontei- ras do Estado, fui procurado, na época, pela professora Ire- ne Granchi, junto a quem dei os primeiros passos no estudo sério e criterioso dos aconte-

cimentos ufológicos. Através dela conheci Bob Pratt, com quem cheguei a me dirigir por diversas vezes ao interior do RN, nas duas oportunidades em que ele veio dos Estados Unidos para estudar os tais fe- nômenos. Por sinal, Bob faz re- ferência a esses estudos de campo em seus livros. Atual- mente, faço parte do grupo Atlan, que de certa forma, dian- te da minha sensibilidade, é uma continuação do que um dia representou o CEPEU.

UFO Por que você aca- bou dando uma guinada para o esoterismo, vindo até a escrever livros sobre espiritualidade? ELLAM — Na verdade, a palavra esoterismo não se en- quadra nos fatos que me envol- veram e que ainda me envol- vem. Mas que seja! Foi um pro- cesso independente da minha vontade, na medida em que sempre pautei meus estudos e pesquisas pela chamada meto- dologia clássica. A bem da ver- dade, devo dizer que não gosta-

Setembro 2004 – Ano 20 – Edição 103

chamada meto- dologia clássica. A bem da ver- dade, devo dizer que não gosta- Setembro 2004

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va quando via a Ufologia ser tra- tada com cores místicas,

va quando via a Ufologia ser tra-

tada com cores místicas, aquilo que hoje é chamado de canali- zação. Pensava, como ainda

penso,queafenomenologiaufo-

lógica já é por demais estranha

aos padrões humanos para que um outro fenômeno – também estranho à verificação humana – fosse à ela associado para explicá-la, como é o caso da canalização. Estava além da condição humana controlar um

ou outro processo, o que me li- mitava às possíveis conclusões quanto aos fatos ao meu redor. Para minha surpresa, uma série de eventos que transcendiam o padrão comum da ótica huma- na começou a ocorrer comigo,

o que me levou a me isolar cada

vez mais, na tentativa de com- preender o que estava ocorren- do. Acho que só não enlouque-

ci porque tenho uma dose sufi-

ciente de bom humor para le- var adiante os fatos da vida.

UFO O que sobrou em sua vida da experiência que você teve com a chamada Ufo- logia Clássica? ELLAM — Uma única cer- teza: a de que realmente um es- tranho processo estava aconte- cendo, só que produzido por um

tipo de inteligência que não me

é dado avaliar. Somente isso.

Qualquer conclusão além desta era, para mim, uma temeridade ser afirmada. Talvez por isso comecei a ser envolto por uma série de eventos que me levou a escrever – como ainda estou fa- zendo – uma quantidade de li- vros que impressiona a mim mesmo. Ainda assim, jamais pretendi ou mesmo me permiti

afirmar que as teses e os possí- veis esclarecimentos que mo- destamente tento apresentar nos livros que me foram encomen- dados – por essas inteligências que se dizem não-terrenas – se- jam verdade. Não tenho como provar a mimmesmo, nemmui-

to menos a ninguém, que o teor

do que escrevo está correto.

Devido a isso, seja nos livros que escrevo ou mesmo em pa- lestras, sempre procuro deixar absolutamente claro a peque- nez que me marca diante das “notícias” que chegam através da minha modesta capacidade de entendimento.

UFO Você também tem uma expressiva audiência entre os segmentos espíritas e espiri- tualistas brasileiros, não? ELLAM — Nos programas de rádio de que participo sema- nalmente também procuro dei- xar registrado que é prudente que os ouvintes não tomem como questão de crença o que ali está sendo veiculado – e sim

que aquela tentativa de esclare- cimento seja tomada apenas como uma oferta de sementes para reflexão. Nada mais. Exer-

ço apenas o direito de apresen- tar as teses com as quais me en- volvi, semque pretenda conven- cer a quem quer que seja a res- peito de coisa alguma. Assim procedo porque julgo não ser apropriadofalar sobreoquedes- conhecemos – em termos de experiência pessoal – ou dar por sabido aquilo que ainda preci- samos descobrir.Agir dessa for- ma é expressar uma crença e não tentar formular teses quanto

ao entendimento da realidade maior que nos envolve. E o “todo da Ufologia”, como cos- tumo dizer, não cabe em nenhu- ma crença e muito menos no egocentrismo das opiniões pes- soais. Porque, sejamquaisforem as cores do fenômeno ufológico, elassimplesmenterepresentama verdade que nos rodeia. É ques- tão a ser descortinada, descober- ta, jamais acreditada, sob pena de continuarmos a estimular o processo de “cretinização” da humanidade que está em curso, com o perdão da palavra.

UFO E como você ob- serva o desenvolvimento da

Ufologia na atualidade, em especial no Brasil?

da Ufologia na atualidade, em especial no Brasil? Edição 103 – Ano 20 – Setembro 2004

Edição 103 – Ano 20 – Setembro 2004

ELLAM — Acho a Ufologia ainda um campo fértil para a pesquisa, para o estudo e semea- dura de teses e de postulados, mas sem que haja a apressada perspectiva de se colher frutos cujo sabor seja o do que consi- deramos como sendo verdade. Por enquanto, creio ser tempo ainda de se colher a casuística apresentada pelos fatos, estudá- la de forma criteriosa, enquan- to cresce a perspectiva de aná- lise em relação às teses que pos- sam ser apresentadas, sejam elas quais forem. Vamos dar ao fenômeno um pouco mais de tempo e talvez o aspecto dos fatos mude – não porque o me- reçamos enquanto comunidade planetária, mas sim porque os indicativos de que o processo ufológico que envolve esta hu-

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Creio ainda ser tempo de colher a casuística ufológica e estudá-la de forma criteriosa. Vamos dar ao Fenômeno UFO um pouco mais de tempo e talvez o aspecto dos fatos mude. Há indicações de que o processo que envolve a humanidade parece estar sendo financiado pela insistência amorosa de alguémespecial quereside alémdas fronteiras terrestres

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manidade, há tanto tempo, le- vam alguns estudiosos a admi- tir a hipótese de que o mesmo, em suas linhas gerais, parece estar sendo financiado pela in- sistência amorosa de alguém especial que reside além das fronteiras terrestres.

UFO Como assim? A quem você está se referindo quando fala em “financiado pela insistência amorosa”?

ELLAM — A Jesus. Refiro-

me a ele e a outros. Talvez este- jamos ofendendo de tal manei-

ra a dignidade da vida, além de

estarmos estragando este belo berço planetário que sustenta a estupidez existencial que, par-

tindo da premissa de que real- mente os ETs existem e já es- tão por aqui desde há muito, se- jam eles quem forem, segura- mente devem ter uma certa reti- cência em nos contatar. Afinal, vivemos como monstros, ma- tando-nos uns aos outros sob as mais enlouquecidas argumenta- ções, abrindo criancinhas vivas para retirar os seus pulmões e vendê-los no mercado negro de órgãos – o que certamente deve espantar a quem quer que nos observe de fora. O interessante

é que muita gente na Terra tem

medo dos ETs quando, na ver- dade, devem ser eles que “mor- rem de medo” da espécie bioló- gica que domina nosso planeta.

Muitos aliens já vieram à Terra

e deram as suas vidas com o

objetivo maior de, mais que en- sinar, testemunhar oúnicomodo que o ser terráqueo tem à sua disposição para evoluir, que é o de construir o comportamento elegante – sob a perspectiva das leis e dos costumes siderais – que marca a conduta de qual- quer cidadão cósmico minima- mente evoluído. Nesse ponto eu falo da postura amorosa para com o próximo e para comtudo mais que o envolve.

UFO Mas o que tem a ver o sentimento de amor e a memória de Jesus com o as- sunto Ufologia? ELLAM — Infelizmente, o

temaamoréencaradocomoalgo

utópico, desfigurado pela hipo- crisia do proselitismo estéril do sentimento religioso pouco evo- luído e, portanto, inadequado para a prática por parte de seres que entronizam a esperteza e a violência como a tônica de suas vidas – apesar de falarem sobre

o amor em todas as suas formas

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○○○○○○○○○○○○○ de cultos. Sob essa perspectiva, da mesma maneira que os

de cultos. Sob essa perspectiva, da mesma maneira que os huma-

nos violentos deste mundoestão presos nas cadeias, pois a socie- dade não suporta conviver com eles, assim os seres violentos dessa parte do Cosmos parecem estar isolados nesse belo plane-

ta – até que expressiva parte das

criaturas que ali residem venha

a se habilitar na arte de expres-

sar ternura pelo seu semelhante, permitindo, assim, que a Terra deixe de ser um mundo isolado

e passe a conviver com as de-

mais humanidades celestes. Isso está prestes a ocorrer, de acordo com os postulados que defendo no livro Reintegração Cósmica [Editora Zian, 2003]. A Ufolo- gia é o elo que nos prende ao fu- turo. Seja ele qual for, apenas um pouco mais de tempo transcorri- do e a Terra deixará de ser um mundo isolado, voltando a con- viver comalgumaspoucasequi- pes de “irmãos de fora”, que já nos preparam para a posterida- de. Isso, repito, conforme as no- tícias que tenho recebido ao lon- go dos anos. Posso, contudo, estar equivocado quanto ao en- tendimento dos fatos e das men- sagens que julgo receber.

UFO Abduções e implan- tes, mortes e traumas psicológi- cos de abduzidos, dentre outros, são aspectos inquietantes da fe- nomenologia ufológica. Como você analisa esses fatos?

ELLAM — Pelo que é dito através das mensagens que rece-

bo, como também pelo que po- demos deduzir, parece existir de tudo no Cosmos. E o livre-arbí- trio, seja o de um ser ou mesmo de uma coletividade, parece ser

a característica comum de todos

os eventos que ocorrem nas mui- tas moradas do atualmente cha-

mado multi-universo ou multi-

verso, seja em que nível existen- cial for. Sob essa perspectiva, na medida em que os seres que vi-

vem na Terra já se comportam como sendo os monstros dessa parte da galáxia, que direitos po- deríamos esperar de uma possí- vel justiça celestial? E ainda, se

o nosso planeta não forma uma

unidade diante de quem nos ob- serva de fora, sendo um mun- do desgarrado e entregue à pró- pria sorte, qual o problema se alguns “piratas siderais” resol- vem praticar alguma forma de extrativismo, seja mineral, ve- getal ou mesmo animal?

UFO Você acha que so- mos uma espécie de cobaias desses seres que chama de pi- ratas siderais? ELLAM — Veja, da mesma forma que a nossa espécie, o Homo sapiens, utiliza ratos e macacos em experimentos labo- ratoriais – com a melhor das in- tenções – para o bem e progres- so da raça humana, por que cer- tas raças de ETs não tomariam

O fator extraterrestre

Um texto de Jan Val Ellam

Uma raça planetária que se- quer sabe ao certo como surgiu, de onde veio, qual o significado da vida ou mesmo o que a espera, deveria ter um mínimo de prudên- cia ao analisar questões concei- tuais no campo da filosofia exis- tencial. Entretanto, movidos por algum tipo de orgulho que nos im- pede de analisar com melhores

critérios o universo que nos cer- ca, muitos de nós costumam afir- mar, com toda pretensão, que so- mos o centro da criação. Esse é o conceito de antropocentrismo, uma herança direta da cultura gre- ga na época em que no seio da- quele povo surgia, pela primeira vez na história ocidental, a toma- da de consciência do homem so-

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um ou outro membro de nossa espécie para realizar experimen- tos, sem que, com isso, exista al- guma maldade por parte deles? Afinal, aos olhos de quem nos observa de fora, nós somos o quê, se não um bando de animais

matando uns aos outros? Creio, portanto, que essas ocorrências fazem parte de uma etapa que já está acabando – se é que já não terminou de vez em 1989 – e o que ainda estamos observando parece ser apenas a repercussão de eventos que ocorreram em grande número até um certo mo- mento do século que findou.

UFO Você não fala muito

de Ufologia Clássica em seus li- vros, mas de outros temas liga- dos à ela. Quais os principais assuntos que enfoca neles? ELLAM —Ateseexpostanas perguntas anteriores é uma das questões analisadas, por exem- plo, no meu último livro, Fator Extraterrestre. Ou seja, a tese de que a Terra está a ponto de dei- xar de ser um mundo isolado, habitado por seres que se encon- tram em débito para com as leis que legislam a vida cósmica, e que por isso, passível de ter no seu cotidiano a prática de loucu- ras de todos os naipes, sejam elas praticadas pelos que aqui vivem como também por alguns que chegam de fora.Além desse, são inúmeros os temas apresentados nos 10 livros que já publiquei,

entre umas duas centenas que escrevi e que aguardam publica- ção. Isso não me permite melhor

abordar tais assuntos com a pro- fundidade que gostaria nessa oportunidade. Diria, porém, que

a reintegração da Terra ao conví-

vio com as demais civilizações dessa parte da galáxia, a análise

do passado sob outra perspecti- va que não a tradicional e o estu- do dos preceitos da revelação es- piritual, que já surgiu através da

codificaçãoespíritaedaquelesre-

ferentes a uma revelação cósmi- ca ainda por vir, são temas cru- ciais que abordo em minhas obras. Isso, além, é claro, de fa-

lar da figura de Jesus, sua vida e os múltiplos painéis – terrenos, extraterrenos e espirituais – que

o cercaram, assim como do amor

como atitude natural do exercí- cio pleno de uma cidadania cós- mica e o vislumbre de um possí- vel futuro que nos espera. Esses assuntos formam, enfim, uma espécie de pano de fundo apre- sentado em meus livros.

UFO Na sua opinião, qual

aintençãodosextraterrenospou-

co evoluídos ao visitarem a Ter-

ra? E a dos evoluídos?

ELLAM—Devemostermui-

to cuidado na utilização do vo- cabulário terrestre quando esta-

mos nos exprimindo em relação aos aspectos extraterrenos que nos envolvem já que, seguramen- te, existem níveis, conceitos e

bre si mesmo. Também acontecia, simultaneamente, a busca de ex- plicações racionais sobre a reali- dade que envolvia a humanidade. Foi o início da ciência, da forma como a conhecemos hoje. Contudo, lá estava uma idéia que terminou contaminando de orgulho a lenta evolução do pen- samento na busca de entender a função do ser humano diante da vida. Em vez de ajudar a com- preender essa função, o ideal an- tropocêntrico foi transformado em pedra angular de uma formu- lação que, apesar de equivoca-

da, tornou-se fundamental para o progresso das idéias, influen- ciando as áreas do conhecimen- to – notadamente as criações artísticas e os postulados religio- sos. Como tudo que se situa na tênue fronteira entre filosofia e religião, o antropocêntrico pas- sou a ser uma crença imposta pelos mecanismos dominantes das elites religiosas de diversas épocas da nossa história. E pior:

tinha que ser aceita, sob pena de, quem a ela não se subme- tesse, sofreria violências de toda ordem. É a crença de que o ho-

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se subme- tesse, sofreria violências de toda ordem. É a crença de que o ho- Setembro

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Nossa homenagem

Ao ufólogo norte-americano Robert Dean, sargento da OTAN durante a Guerra Fria e um dos primeiros militares a revelar segredos ufológicos ao mundo

primeiros militares a revelar segredos ufológicos ao mundo Arquivo UFO situações completamente distin- tas em

Arquivo UFO

situações completamente distin- tas em relação àquelas que esta- mos acostumados a observar através da ótica terrena. Porém, tudo o que temos para nos ex- pressar são as palavras, o que nos remete a um risco calculado de

expressãoquantoaassuntosdes-

se naipe. Mas, tentando formu- lar uma resposta razoável sobre essaquestão,diriaqueoquepode ser chamado de “pouco evoluí- dos” refere-se exatamente a se- res cósmicos cujo psiquismo existencial ainda não está ade- quadamente desperto para o exercício pleno da cidadania cós- mica – ou seja, seres que ainda se comportam como indivíduos pouco elegantes, sob a perspec- tiva do ideal fraterno, que parece ser o grande farol ideológico a iluminar a caminhada ascensio- nal das muitas famílias siderais. Esses são seres que, mesmo sem maldade, ainda tentam a domi- nação produzindo as guerras e os conflitos, praticam o extrati- vismo inconseqüente que se as- semelha ao conceito conhecido na Terra como pirataria. Seriam, enfim, seres que, mesmo podendo dispor de um acentuado nível tecnoló- gico, ainda não descorti- naram o aspecto espiritu- al e os seus corresponden- tes valores no campo da ética cósmica, que regem a evolução de qualquer ci- dadão do universo.

mem é uma espécie gera- da à imagem e semelhan- ça do Criador – sem que, contudo, tenhamos com- preensão do real significa- do desse conceito. Desprovida de qualquer lógica, a arrogância intelec- tual do ser humano terrestre continuou a produzir verdadeiras pérolas de distorção da inteligên- cia, especialmente ao afirmar que em si mesmo está o pretensioso papel de analisar o que está situ- ado um pouco mais além de seu modesto horizonte de percepção.

UFO E dos seres evoluídos? ELLAM — Bem, aqueles a quem chamamos de evoluídos parecem compor uma espécie de organização sideral, que enxer- ga em qualquer ser cósmico um irmão da grande família univer- sal, atuando sempre dentro dos padrões do ideal de fraternidade. São seres muito desenvolvidos, elegantes, amorosos, mas estão longe de serem deuses ou qual- quer coisa que a isso se asseme- lhe. Afinal, como dizia Jesus:

“Perfeito, somente o Pai”.

UFO Causa-lhe descon- forto ser um ufólogo pouco con- vencional? E o fato de ser visto como anunciador ou profeta da chegada de Cristo que, confor- me as idéias apresentadas nos seus livros, parece ser o primei- ro contato oficial com seres de outros planetas? ELLAM —Sim, o desconfor- to é inevitável. Mais expressivo ainda ele se torna na medida em que percebo que sou um homem comum, cheio de fragilidades, sem enxergar em mim mesmo

estatura intelectual e moral sufi- ciente que me permita ser utili- zado por seres de fora nesse pro- cesso. Mas, fazer o quê? Pelo menos tenho o consolo, apesar de a ninguém poder ou desejar provar coisa alguma, de não pre- cisar acreditar em espíritos e em ETs. Simplesmente sei que eles existem, oque é muitodiferente. Tenhomotivosclaroseobjetivos para assim me expressar. No meu caso, o que não consigo aferir e controlar é se o que me é revela- do está correto ou se está sendo convenientemente bem com- preendido de minha parte.

UFO Você não considera muito conhecimento para transmitir a terceiros? ELLAM — O meu problema é esse. Ele refere-se ao fato de, por saber que toda a água do mar não cabe em um simples copo, deduzoobviamente que a minha condição humana não pode ter a pretensão de estar compreenden- do elucidações que a extrapolam por completo. Mais que isso, quandovoutentarregistraroque

A BUSCA DE RESPOSTAS

para nossas origens sempre foi obstruida pela arrogância intelectual do ser humano, que não reconhece o chamado fator extraterrestre e sua enorme influência em nossa existência

postuladoscientíficos.Concei-

tos dogmáticos sobre anjos e inusitadas carruagens voado- ras, deuses e semideuses, pe- cado, paraíso e inferno, e tudo mais que envolvia o dilema ter- reno foram sendo expostos como fatores de crença fanática e, portanto, assimilados como pretensas verdades ao longo das páginas da nossa história. Esbarrando no limite do que não podia compreender, o ser hu- mano terrestre criou todas a suas “verdades”einfelizesaquelesque com elas não se alinhassem. Des-

Zian Editora
Zian Editora

Assim agia o homem de então, mesmo sem poder tra- çar conclusões absolutas diante do que lhe era possível perceber – fosse através de dogmas ou de

era possível perceber – fosse através de dogmas ou de Edição 103 – Ano 20 –

Edição 103 – Ano 20 – Setembro 2004

julguei compreender do que me foi repassado, aí é que verifico quanto eu erro na tarefa de regis- trar, através de escritos, o que imaginei ter entendido. Termino irremediavelmente interferindo num processo de informação que, por sério que seja, terá sempre a fragilidade de estar sendo formulado através de um ser humano com imperfeições. Assim, a angústia e o descon- forto são inevitáveis. Mas é maiorqueissoaboavontadeque tenho de servir ao que julgo ser “um processo” muito sério para toda a raça humana.

UFO O uso do nome de

Jesuséumaconstanteparamui-

tos segmentos da sociedade, e

nemsemprecomboasintenções. Como você vê isso? ELLAM —AfirmarqueJesus

um dia volta, sob certo aspecto,

é cômodo. O meu dilema é que,

a pedido desses seres, estou afir-

mando nos livros – e por isso peçotodaprudênciaporpartedos leitores – que ele está para voltar ao tempo das nossas vidas. Só que virá agora na sua condição natural de autoridade celestial, acompanhado de seus assesso-

res – que eu chamo de hostes an- gelicais – para conduzir o mo- mento em que a Terra lentamen- te reintegrará a convivência com as demais famílias siderais, con- forme ele próprio deixou anun- ciado quando aqui esteve. Não é

sa maneira, adquirimos o estranho hábito de dar como certo aquilo quesomentepodemossupor. Pas- samos a emitir conceitos que nos permitissem julgar a realidade à nossa volta e, nesse processo, tra- çamos um limite conceitual ao que era terrestre e ao que seria consi- derado extraterrestre – qualquer coisa ou entidade que não se en- contrasse na Terra. É assim o pró- prio conceito de Deus, que teria de ser extraterreno, como também qualquer outro que envolva a per- sonalidade de alguém que não esteja vivendo em nosso planeta.

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outro que envolva a per- sonalidade de alguém que não esteja vivendo em nosso planeta. ::

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questão para se acreditar ou não, mas aguardar os fatos

questão para se acreditar ou não, mas aguardar os fatos enquanto se leva a vida adiante, indepen- dente de tudo o mais. Afinal, na- vegar é preciso, sempre.

UFO Ellam, você tem alguma religião? ELLAM — O que me norteia é o conjunto de princípios que elegi como sendo a minha dou- trina de vida ou o meu código de conduta diante da vida. Na for- mação desses princípios, retirei de muitas fontes religiosas as es- sências filosóficas legadas pelos grandes mestres que viveram na Terra. Minha formação foi cató- lica, já que fui aluno marista – formação pela qual tenho muito carinho, pois ajudou a construir meu caráter. Mais tarde fui en- volvido por amigos espirituais e extraterrenos, o que me levou a expandir as fronteiras da minha busca, quando mergulhei nos ensinamentos dos espíritos e nas doutrinas orientais. Assim, vivo conforme me permitem as cir- cunstâncias, sem me arvorar em coisa alguma. Tomando como minhas as palavras de Fernan- do Pessoa, diria que “não sou nada, nunca serei nada, não posso querer ser nada. À parte isso, tenho em mim todos os so- nhos do mundo”. Se tivesse uma religião, diria que é a mes- ma de Jesus, de Ibn Arabi, de Gandhi, de Einstein e de tantos outros: a religião do amor.

Gandhi, de Einstein e de tantos outros: a religião do amor. Nessacategoriatambémestariam os humanos que algum

Nessacategoriatambémestariam os humanos que algum dia habita- rama Terra e que, porventura, ain- da estão “vivos” noutras condições existenciais – como, por exemplo, Jesus.Sua personalidade deveria ser esclarecida como uma indivi- dualidade cósmica que está além da nossa concepção de existên- cia e fora do que se poderia ser classificada como terrestre. Será que não deveríamos nos referir à sua excelsa personalidade como um ser extraterrestre pelo simples fato dele não viver no planeta? Acostumamo-nos a ridicularizar os

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UFO Como você encara a submissão de pessoas a credos massificantes e totalitários? ELLAM — Creio que o ser cósmico é um viajante da eter- nidade, independente de onde possa estar vivendo temporaria- mente. Assim, sendo herdeiro das eras, a vida na Terra, apesar de passageira e rápida, é tam- bém momento de manter a ca- minhada através da estrada da vida terrena. Essa estrada tem muitas fontes com água crista- lina, para matar a sede espiri- tual do caminhante, além de muitas paisagens maravilhosas

e singulares que se renovam a

cada curva da jornada. Quem se detém em uma dessas fontes e ali permanece, sentado ao seu redor, não está fazendo nada de errado, apenas deixa de cami- nhar e assim de observar tantas belas paisagens e outras fontes que ali estão para ajudar os que caminham sempre. Considero

as religiões essas fontes ao lon- go da estrada da vida. Estacio- nar em uma delas, pelo menos da forma como atualmente são professadas, escravizando o fiel ao estrito cumprimento das obri- gações de culto daquela religião, talvez não seja a atitude mais produtiva daqui por diante. Por isso procuro andar sempre, be- bendo de todas fontes ali dispos- tas pela generosidade da provi- dência, sendo eternamente gra-

to por poder observar tantas pai-

aspectos extraterrestres que nos envolvem na vida cotidiana, como se fossem descartáveis ou insigni- ficantes diante do império das “ver- dades” conceituais impostas pelo orgulho intelectual das elites que nos governam. Dessa forma, o fa-

tor extraterrestre em nossa existên-

ciaficousempreàmargemdoses-

tudos ditos sérios, já que foi dis- torcido pela própria ótica de inter- pretar os fatos pelos pobres mode- los pré-estabelecidos. Esses blo-

queiosatéhojemarcamacompre-

ensão que temos sobre a realida- de ao nosso redor.

sagens e firmando, a cada pas- so, o meu ideal de vida no com- portamento amoroso.

UFO Você faz grande divulgação do Projeto Or- bum. Como ele surgiu e a que se propõe? ELLAM — O Projeto Orbum

é apenas um convite à reflexão

sobre um tema adjacente à ques- tão ufológica e que tem tudo a ver com o futuro da Terra, que é

a questão da cidadania planetá-

ria. Seu lema é: “Filie-se espiri-

tualmente a essa idéia”. Ou seja,

filie-se à iniciativa de construir

na Terra o ideal de fraternidade

entre os que aqui vivem, indepen-

dente das fronteiras da geopolí- tica do mundo, como também daquelas de caráter religioso, ra- cial etc. Nada mais.Ao longo dos anos e, em especial, através do programa Projeto Orbum, que temos semanalmente na Rádio Boa Nova, de São Paulo, de vez em quando recebemos perguntas

de alguns ouvintes questionando

o que é preciso para fazer parte,

se é preciso mandar retrato para

carteirinha, pagar anuidade etc.

O projeto não é nada disso. É

apenas um convite para que ve- jamos o amor ao próximo como otemperopolíticodas nossas vi- das. Qualquer extraterrestre que nos vê lá de fora enxerga apenas uma família vivendo na Terra. O projeto convida a que reflitamos

sobre esse assunto.

UFO Na sua opinião, al- guns governos têm conheci- mento da presença dos ETs vi- sitando a Terra? E se sabem, por que não divulgam? ELLAM — Esse é um as- sunto complexo. Não creio que os governos saibam sobre a existência dos ETs, pois isso

modificaria o contexto da as- sertiva. Para mim, e estou se- guro, há grupos de elite que compõem alguns governos da

Terra que sabem sobre os ETs. Assim fica melhor colocado. Precisamos entender que os presidentes das nações estão reféns de certos processos eco- nômicos em curso desde o cha- mado Consenso de Washing- ton. São as macroforças que co- mandam o que hoje ocorre no mundo, e não os governos na- cionais. Estes são eleitos exa- tamente pela influência daque- las. Assim, as elites que se per- petuam em alguns governos sabem a respeito dos ETs, sem

dúvidas. Mas não creio, con-

tudo, que certos presidentes

que mal conseguem dar conta das próprias idéias consigam

lidar com um assunto desse porte. Nesse contexto, infeliz- mente, o continente america- no, tanto o do norte como do sul, parece ser exemplo emble- mático do que ora afirmo. Na verdade, mais que uma opi- nião, é uma constatação dian- te das evidências factuais.

LIMITES TERRESTRES Assim, parecetermosperdidoaquiloque um dia nos uniu a um passado que, por ter sido sempre obser- vado através da ótica viciada do presente, jamais foi verdadeira- mente analisado. Nem muito menos foi convenientemente medida a influência dos fatores extraterrestres na questão do aparecimento e da evolução da humanidade em nosso planeta. Por conseguinte, tudo que era de fora e que se situasse além do limite “terrestre” foi tratado como crença religiosa – e não

como estudo científico. O tema extraterrestre virou, para muitos, sinônimo de loucura, alucinação etc, quando era e é o fator mais importante de nossas vidas. Sim, pois representa 99,999% de tudo que existe, sendo a Terra e tudo o que nela há apenas a modesta complementação matemática da totalidade – o restante 0,001%. Hoje já é sabido pela ciência que existem mais estrelas e pla- netas no universo – somente na- quele que é atualmente “conhe- cido” pelo homem – do que todos os grãos de areia da Terra. O in-

Setembro 2004 – Ano 20 – Edição 103

“conhe- cido” pelo homem – do que todos os grãos de areia da Terra. O in-

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UFO A ciência acadê-

mica está preparada para o contato com extraterrestres?

E as elites religiosas? E o

homem comum? ELLAM — Penso que há dois

componentesfundamentaispara

o contato com seres evoluídos de

outros orbes: lucidez intelectual

e simplicidade no campo das

emoções. O chamado conheci- mento acadêmico do mundo e as elites religiosas me parecem es-

tar distante de possuírem ou de praticarem as duas coisas. Entre- tanto, o homem comum parece ter uma certa dose de simplici- dade. Se observarmos bem, o que estamos aqui denominando

comosendoo“homemcomum”

forma a maioria da população da

Terra. E mais interessante ainda

é perceber que essa maioria ten-

de ao bem. Pena que a mídia não dê notícias desse aspecto da raça

humana. Afinal, o que se vende

é a desgraça sensacionalizada,

daí a sensação terrível de que o

planeta vive um caos, o que na realidade não é bem assim.

UFO Você já teve algum contato direto com seres extra- terrestres ou sua convivência com aqueles que você chama de mentores cósmicos se dá apenas

no campo mediúnico? ELLAM — Como disse an- teriormente, não costumo crer nisso ou naquilo. No caso dos ex- traterrestres, afirmei que sei da

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Engana-se quempensa

que Jesus, os ETs ou seja lá quem for, virá fazer pelo ser humano terrestre o que

ele precisa realizar como

seu próprio esforço evolutivo. Esses seres

apenas ajudarão até o limite do livre-arbítrio e do mérito moral dos que vivem na Terra. Infelizmente, ainda não sabemos conviver com seres mais evoluídos, já que temos a estranha tendência a tratá-los como semideuses

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existência dos mesmos. A con- jugação do verbo saber, nesse caso, implica em conhecimento

direto, ou seja, vivência direta –

e não em experiência mediúnica ou em postura de crença. Come- cei a escrever em 1990, movido por aspectos mediúnicos, o que

atéhojefaço.Emotivadoporcir-

cunstâncias e uma grande dose de hesitação, comecei a publicar os livros em 1996. Por covardia moral e atendendo a outras obri- gações da vida, notadamente as

do campo profissional, publiquei os livros com um pseudônimo,

poispretendiaoanonimato.Pen-

sava que, se o que estou escre- vendo servir para alguém, pou-

teressante é que, mesmo repre- sentando tão pouco, devido à sua

modestíssima participação no to- tal, a apreciada ótica terrestre tem

a pretensão descabida de – mes-

mo sem ainda conhecer o sufi- ciente para poder algo concluir

sobre as questões extraterrestres

–, transformar em coisas sem im-

portância o que de mais importan-

te existe. Conseguimos praticar, através dessa postura, o maior atentado que poderíamos causar ao nosso entendimento e hoje, orgulhosamente, tomamos o menor pelo maior, o acessório

pelo essencial. Enfim, entroniza- mos a Terra como foco criador em detrimento da própria obra da criação universal.

O Fator Extraterrestre [Zian Editora, 2004] é um livro despre- tensioso que deseja apenas abordar diversos aspectos des-

sa distorção da visão universal das coisas e dos seres, produzi- da pelas nossas potencialidades perceptivas e adubadas por nos- so orgulho doentio. Pode ser lido independente de qualquer leitu- ra prévia. Sem ambicionar esta- belecer verdades, desejamos

ra prévia. Sem ambicionar esta- belecer verdades, desejamos Edição 103 – Ano 20 – Setembro 2004

Edição 103 – Ano 20 – Setembro 2004

Nossa homenagem

Ao pioneiro ufólogo mineiro Húlvio B. Aleixo, professor da Universidade Católica de Minas Gerais que estabeleceu elevados critérios de investigação ufológica nos anos 50

elevados critérios de investigação ufológica nos anos 50 Cortesia Bob Pratt co importará o nome do

Cortesia Bob Pratt

co importará o nome do autor. Meu plano, porém, não deu cer- to. Tive que assumir. Para meu conforto, desde 1999, parei de ser alguém angustiado quanto à questão da existência ou não dos ETs nas vizinhanças da Terra. A partir dos fatos, passei a ter cer- teza da existência de tais seres. Resta apenas a dúvida se o que me está sendo informado tem sidodevidamentecompreendido por mim. Sei que, com as minhas imperfeições, estrago muito o que procuro escrever. Torço fir- memente para que pelo menos

as idéias centrais dos livros este- jam corretas. Caso um dia as per-

cebaequivocadas,sereioprimei-

ro a dar notícias disso e a pedir desculpas aos leitores. Até lá, é tudo o que posso fazer. Por en- quanto, é o que posso dizer.

UFO Você anuncia em seus livros que estamos viven- do os últimos tempos antes de uma certa hora oficial, na qual haveria o retorno do Cristo, presidindo uma comitiva cós- mica que visitaria a Terra res- tabelecendo a convivência do nosso planeta com outras civi- lizações. Você chama isso de reintegração cósmica, mas quando ela se dará? ELLAM — Pelo que tenho entendido das informações re- cebidas e dos fatos em curso, isso se dará para a presente ge- ração que se encontra vivendo

ofertar, através da obra, somen- te alguns padrões que possam estimular o surgimento de uma reflexão sadia sobre a questão ou o fator extraterrestre, livre das inclinações impostas pelas óticas desvirtuadas que domi- naram, durante tantos séculos, a penosa evolução da família planetária terrestre.

O FATOR EXTRATERRESTRE pode

ser adquirido nas livrarias, através do fone (11) 3999-0169 ou do e-mail: contato@zianeditora.com.br.

na Terra – ou seja, a qualquer momento. É aguardar para ver. Até lá, que tal treinar os nossos espíritos na arte de expressar ternura uns pelos outros, inde- pendente de tudo mais?

UFO E sobre o futuro, o que devemos esperar? ELLAM Enganam-se os que pensam que Jesus, os extraterres- tres ou seja lá quem for, virá fa- zer pelo ser humano terrestre o queeleprecisarealizarcomoseu próprio esforço evolutivo. Esses seres apenas ajudarão até o limi- te do livre-arbítrio e do mérito moral dos que vivem na Terra. Infelizmente, como ainda não aprendemos a viver uns com os outros,énotórioquetambémnão sabemos conviver com seres mais evoluídos, já que temos a estranhíssima tendência a tratar qualquer pessoa que para nós possa representar algo mais como uma espécie de semideus. Imaginemos o que não poderá ser feito em relação a esses se- res e, em especial, em relação à figura daquele a quem conhece- mos como Jesus, que já foi trans- formado em Deus desde o Con- cílio de Nicéia, no século 4. E o

pior: acostumamo-nos a transfe- rir para esses seres responsabili- dades que nos são próprias. As- sim, creio que os primeiros con- tatos com seres de outros mun-

dosserãorápidos,porémsuficien-

tesparaquenãoexistamdúvidas. Com o suceder das gerações, aí sim, esses contatos se repetirão suavemente, sem atropelos, quando os tempos permitirem. Décadas adiante no tempo atual, a Terra finalmente estará reintegrada ao circuito da con- vivência com as demais civili- zações dessa parte da galáxia. Atélá, muitotrabalhoesperapor todos nós. Mãos à obra!

Atélá, muitotrabalhoesperapor todos nós. Mãos à obra! R OGÉRIO DE A LMEIDA F REITAS pode ser

ROGÉRIO DE ALMEIDA FREITAS

pode ser contatado através do endereço eletrônico:

ellam@digizap.com.br.

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A lgumas cidades nascem com uma aura especial, tornando-se ao longo de sua história centros de grandes aconteci- mentos e palco de momentos históricos decisivos. Como se diz popularmente,

“entram no mapa”. Esse é o caso de Varginha, acolhedora cidade do sul de Minas Gerais, dona de um crescente pólo industrial e uma expres- siva produção cafeeira, com boa parte de sua safra voltada às exportações. Varginha possui ainda um importante projeto experimental na área agronômica, conduzido na Fazenda Ex- perimental Procafé, onde grandes avanços con- tra a ferrugem e pragas cafeeiras foram alcan- çados. Não bastasse tudo isso, a cidade ainda conta com uma população hospitaleira e ale- gre, como se vê nas noites varginhenses. Porém, apesar do orgulho dos habitantes em relação à progressiva cidade, Varginha passou a ser conhecida em todo Território Nacional – e também fora dele – pelos estranhos acontecimen- tos que lá ocorreram, em 1996, quando três me- ninas alegaram ter visto uma estranha criatura num terreno baldio. O caso ganhou repercussão nacional através da imprensa e o termo “ET de Varginha”, então cunhado, é hoje amplamente co- nhecido, tendo feito sucesso inclusive em progra- mas humorísticos. Embora os varginhenses sin- tam um certo desconforto com o fato e não apre- ciem que justamente sua cidade tenha sido brin- dada com esse tipo de ocorrência, foi inevitável que o Caso Varginha ganhasse o mundo e se tor- nasse o maior fato ufológico brasileiro e um dos mais expressivos de todos os tempos. Isso se deve não apenas aos acontecimentos re- cheados de surpreendentes depoimentos, aos avis- tamentos de UFOs na região ou ao acobertamen- to militar em relação aos fatos. Deve-se também, e principalmente, ao sério trabalho de pesquisa e le- vantamento de dados feito pelo pesquisador e ad- vogado Ubirajara Franco Rodrigues, residente na cidade e autor do livro O Caso Varginha [Código LV-08 da coleção BIBLIOTECA UFO], cuja leitura é imprescindível a qualquer pessoa que se interesse por Ufologia. Rodrigues, tão logo descobriu os fa- tos, menos de 24 horas após acontecerem, convo- cou os principais ufólogos do país para auxiliá-lo em sua investigação – entre eles os co-editores de UFO Marco Petit e Claudeir Covo. Decorridos pouco mais de oito anos desses misteriosos acontecimentos, Varginha se vê no- vamente no centro do cenário ufológico, desta vez por causa do encontro que já entrou para a his- tória da Ufologia Brasileira e que foi, sem dúvi- das, motivo de orgulho a todos os que lá se en- contravam: o I Congresso de Ufologia de Var-

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Laura Elias

Setembro 2004 – Ano 20 – Edição 103

Setembro 2004 – Ano 20 – Edição 103

www.ufo.com.br :: :: Laura Elias Setembro 2004 – Ano 20 – Edição 103 Setembro 2004 –

Editoria de Arte

O CASO VARGINHA foi palco de intensas discussões no evento, que reacendeu a polêmica sobre a captura de ETs em Minas pelo Exército brasileiro

sobre a captura de ETs em Minas pelo Exército brasileiro Edição 103 – Ano 20 –

Edição 103 – Ano 20 – Setembro 2004

Edição 103 – Ano 20 – Setembro 2004

Alexandre Jubran
Alexandre Jubran

ginha – I UFO Minas –, que contou com a pre- sença de pesquisadores de todas as partes do Brasil. Novamente, a cidade mais famosa do mun- do ufológico, que atribuiu a si mesma o título de “a mais visitada do universo”, ferveu.

VENCENDO RESISTÊNCIAS Nascido a partir de uma proposta da REVISTA UFO à Secretaria Mu- nicipal de Turismo, Indústria e Comércio de Var-

ginha, dirigida pelo secretário Sebastião Egídio de Mendonça, o I UFO Minas tornou-se realidade após poucos meses de planejamento e trabalho, sendo executado entre 19 e 22 de agosto de 2004.

O evento teve como idealizadores o editor de UFO,

A. J. Gevaerd, e o próprio Rodrigues, e contou com apoio financeiro da Prefeitura Municipal. Tinha logo no início o objetivo de ser um mo- mento marcante para a Ufologia Brasileira e con- tar com a presença de pesquisadores nacionais de renome, autoridades civis e militares, além de forte participação pública – tanto de Varginha e sul de Minas Gerais, como do resto do Brasil e também do exterior. Nas palavras do editor, “o evento pretendeu revigorar a memória em torno do Caso Varginha e expandir os conhecimentos da população quanto à Ufologia em geral, com in- formações de grande envergadura para vencer even-

tuais resistências quanto à aceitação do caso”. O objetivo adicional do evento foi servir de mais uma firme e decisiva etapa da campanha nacional UFOs: Liberdade de Informação Já, organizada e conduzida pela publicação desde abril deste ano, que tem o propósito de pedir ao Governo a aber- tura de seus arquivos sobre o Fenômeno UFO e o reconhecimento de sua legitimidade. Alguns des- ses objetivos foram alcançados e até superados, porém outros não foram atingidos e em novas edi- ções do evento precisarão de melhor planejamen-

to e organização, para que se tornem realidade.

Durante o I UFO Minas o movimento pela li- berdade de informações ganhou um reforço extra

com a decisão, tomada pela Comissão Brasileira de Ufólogos (CBU), de incluir o Caso Varginha entre

as ocorrências que os ufólogos solicitam às autori-

dades revelar por completo. O Manifesto da Ufolo- gia Brasileira [Veja na página 05 desta edição], que até então requeria apenas a abertura dos arquivos

secretos referentes à Operação Prato e à Noite Ofi- cial dos UFOs no Brasil, agora também solicita ao Governo Federal que apresente à comunidade ufo- lógica e à toda a população as informações perti- nentes à captura em Varginha, em 20 de janeiro de 1996, de dois seres não-terrestres pelo Exército. O caso, como se sabe, foi amplamente docu- mentado pelos pesquisadores e já é do conheci- mento de toda a Nação, ainda que superficialmente.

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Gener Silva Arte Ufológica Através da História

O palestrante apresentou um documentário

mostrando o desenvolvimento da arte ufológica através dos tempos. Desde pinturas rupestres retratando naves espaciais discóides – gravadas em paredes de cavernas há mais de 45 mil anos – até quadros a óleo e tapeçarias da Idade Média, retratando objetos voadores não identificados nos céus. Principalmente imagens com motivação religiosa, com ETs registrados por artistas medievais.

Laura Maria Elias Caso México – Fatos e Desdobramentos

Daniel Gevaerd
Daniel Gevaerd

Uma abordagem do incidente mexicano de março deste ano, quando um avião da força aérea do país filmou, através de sensor infravermelho, 11 objetos não identificados – três deles registrados em radar. Os UFOs sobrevoavam o espaço aéreo de Campeche e Ciudad del Carmem, na região do Golfo do México. A palestra incluiu trechos de filmagens inéditas no Brasil, assim como informações fornecidas diretamente pelos militares envolvidos.

Vanderlei D’Agostino:

E Quando Chegar o Fim da Ufologia?

Muitas pessoas estudamo Fenômeno UFO coma firme determinação de entendê-lo e com grande esperança de um dia serem testemunhas de um contato definitivo. Há também aqueles que

analisam o fenômeno com o objetivo de desbancá-

lo de qualquer conotação extraterrestre.

Considerando que a hipótese ET seja verdadeira e que um dia tenhamos o tal contato, quais serão as reações de ambos os lados ante o fato?

Paulo Baraky Werner Serra do Cipó, Laboratório Extraterrestre?

A Serra do Cipó, em Minas Gerais, é um local de

grandes manifestações ufológicas. Abduções, mutilações, agressões físicas e centenas de contatos imediatos na área foram apresentados

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Na interpretação dos inte- grantes da CBU, isso é mais do que suficiente para justi- ficar orequerimentodos ufó- logos para que venha a ser definitivamente admitido pelo Governo e pela instituição que procedeu às capturas. “É inad- missível que um fato dessa enver- gadura, que diz respeito a todos os brasileiros, permaneça sendo negado e ocultado pelas autoridades”, declarou Ge- vaerd. “Especialmente depois dos depoimen- tos comprobatórios oferecidos espontanea- mente por integrantes do próprio Exército, que ajudaram nas manobras de captura, tra- tamento e remoção das criaturas”.

PLATÉIA HETEROGÊNEA O I UFO Minas,

que reuniu pesquisadores de quase todo o país, teve sua abertura oficial no dia 19 de agosto, quinta-feira, com solenidade que contou com a presença do secretário Sebas- tião Egídio de Mendonça, seguida de ex- planações feitas por Gevaerd, Rafael Cury, do Núcleo de Pesquisa Ufológica (NPU), e do co-editor Petit, diretor do jornal Vima- na, do Rio de Janeiro. Suas apresentações trataram dos objetivos e planejamento do evento, assim como de vários aspectos da Ufologia contemporânea, visando nivelar a heterogênea platéia quanto ao assunto. Em seguida, um documentário em vídeo espe- cialmente preparado pelo pesquisador Ro- drigues sobre os melhores momentos do Caso Varginha na imprensa nacional e in- ternacional foi exibido. Desde a abertura, o I UFO Minas contou com um expressivo número de participan- tes, mantido até o último dia do evento. Na noite de sexta-feira, 20 de agosto, realizou- se um painel com os ufólogos mineiros An- tonio Faleiro, Paulo Baraky Werner, César Vanucci, José Estevão de Morais Lima, We- lington Faria e Pepe Chaves. Na ocasião, apresentaram um pouco da intensa casuísti- ca de Minas Gerais, oferecendo uma intro- dução à avalanche de informações que seria passada nos dias seguintes. O ciclo de con- ferências, em verdadeiro regime de marato- na, iniciou-se no sábado, 21 de agosto, às 08h30, com a apresentação do pesquisador Gener Silva, do Instituto Nacional de Pes- quisas Espaciais (INAPE), de Araçatuba (SP). Silva falou sobre Arte Ufológica Atra- vés da História. Após ele, em blocos de 40 minutos cada, mais de 20 conferencistas se revezaram, encerrando a jornada no domin- go, 22 de agosto, às 20h00, com a palestra de Gevaerd intitulada O Contato Definitivo com Seres Extraterrestres. A proposta do evento era apresentar con- ferências que tivessem conteúdo variado so- bre o Fenômeno UFO, abrangendo desde

conteúdo variado so- bre o Fenômeno UFO, abrangendo desde Setembro 2004 – Ano 20 – Edição
conteúdo variado so- bre o Fenômeno UFO, abrangendo desde Setembro 2004 – Ano 20 – Edição

Setembro 2004 – Ano 20 – Edição 103

Setembro 2004 – Ano 20 – Edição 103

bre o Fenômeno UFO, abrangendo desde Setembro 2004 – Ano 20 – Edição 103 Setembro 2004

Arquivo UFO

Daniel Gevaerd

PONTO TURÍSTICO

A caixa d’água no centro de Varginha foi transformada numa nave discóide para celebrar o “caráter ufológico” da cidade

para celebrar o “caráter ufológico” da cidade Edição 103 – Ano 20 – Setembro 2004 Edição
para celebrar o “caráter ufológico” da cidade Edição 103 – Ano 20 – Setembro 2004 Edição

Edição 103 – Ano 20 – Setembro 2004

Edição 103 – Ano 20 – Setembro 2004

aspectos comportamentais – apresentados em duas excelentes palestras por Vanderlei D’Agostino e Nelson Vilhena Granado –, até casos baseados puramente em pesqui- sas científicas, como a onda ufológica do México, de março desse ano, e o próprio Caso Varginha. De maneira contínua, os pes- quisadores se sucediam incansavelmente, com horário rigidamente cumprido e inter- valos apenas para as refeições. Entre outras, chamaram atenção as ex- celentes apresentações do jornalista César Va- nucci, de Belo Horizonte, com o tema Os UFOs na Visão de um Jornalista; do profes- sor Carlos Alberto Machado, de Curitiba, com A Relação sobre o Fenômeno Chupa- cabras e o Caso Varginha; e do pesquisador Reginaldo de Athayde, de Fortaleza, com a palestra Discos Voadores no Nordeste Bra- sileiro – sendo aplaudido de pé pela platéia. Foram tantos os bons trabalhos que, infeliz- mente, nem todos cabem nesse texto. Por isso, escolheu-se os casos citados como amostragem do alto nível do conteúdo apre- sentado no I UFO Minas.

MEMÓRIA VALORIZADA O ponto-alto do

evento ocorreu na noite de sábado, quando foi feita uma homenagem da Comunidade Ufológica Brasileira, representada por mais de 30 integrantes da REVISTA UFO, aos maio- res incentivadores do I UFO Minas: o secre- tário Sebastião Mendonça; o proprietário do Hotel Caminhos do Sul, Sandro Pereira Men- des – cujo apoio foi imprescindível para a realização das atividades –, e o advogado Ubirajara Rodrigues, verdadeiro responsável pela realização do congresso. Rodrigues não somente foi um dos mentores da idéia, como,

com sua postura séria, motivou todos os pre- sentes a superarem as dificuldades técnicas

e a mostrarem o melhor de seus trabalhos. Ainda na noite de sábado ocorreu o mo- mento mais esperado do conclave, quando

o co-editor Marco Petit brindou a todos com

uma apresentação profunda e detalhada so- bre o Caso Varginha, explanando de maneira absolutamente irretocável o assunto, mos- trando as novidades mais recentes e em que ponto estão as investigações hoje. Desse momento em diante, a captura de ETs na cidade passou ao centro de atenções. Até hoje, como mostrou Petit, os pesquisadores se engajam no trabalho sempre difícil de levantar mais dados, buscar novas testemu- nhas e tentar, enfim, desvendar o que real- mente aconteceu naquele 20 de janeiro de 1996. Essa rotina investigativa também foi repetida noutras ocorrências mineiras, apre-

UMA PRESENÇA ALIENÍGENA. Marco Petit,

Nelson Granado e Gevaerd posam ao lado do boneco em forma do ET de Varginha, colocado no local do evento

pelo pesquisador, resultantes de mais de 10 anos de coletas e pesquisas de dezenas de ocorrências dessa natureza. Para ele, a Serra do Cipó seria um laboratório para experiências extraterrestres em nosso planeta.

Wallacy Albino O Mistério dos Círculos Ingleses Continua

Há mais de 20 anos plantações da Inglaterra e de outros países têm sido alvos de um estranho fenômeno: desenhos inexplicáveis e cada vez mais complexos surgem em campos de trigo, cevada, cânola, arroz e outros cereais. Autoridades e militares, perplexos, unem-se a cientistas e

fazendeiros em busca de uma explicação. Para o ufólogo, até hoje, nenhuma resposta foi encontrada

e continuamos sem saber quem são os autores dessas mensagens e o que significam.

Rogério Chola Os UFOs e a Revolução Científica

O palestrante apresentou um

trabalho mostrando o momento evolutivo do ser humano pela análise dos aspectos sociológicos ligados ao Fenômeno UFO, através da história e evidenciando que a realidade do fenômeno não implica necessariamente na atividade de inteligências não-terrestres. Para ele, o fenômeno é uma excelente oportunidade para o avanço da ciência, além da limitada polarização entre o ceticismo e a crença em ETs.

Daniel Gevaerd
Daniel Gevaerd

Wendell Stein Abduções no Interior de São Paulo

O autor apresentou um panorama dos principais

casos de abduções que pesquisou nos últimos 10 anos no interior de São Paulo, dando um destaque

especial ao Caso Marcel e aos procedimentos éticos e morais para a produção de um bom jornalismo ufológico. Para o conferencista, tão importante quanto a pesquisa na Ufologia é a forma como é divulgada à população, sendo este

o tema de seus estudos mais recentes.

Ricardo Varela Corrêa Análise de Evidências Ufológicas em Imagens

O conferencista alega que a

Ufologia Brasileira ainda engatinha no uso de instrumentos científicos. Enquanto nos EUA e na Europa os ufólogos fazem amplo uso da ciência em suas pesquisas, aqui no Brasil ainda caminhamos de forma passional. A maioria das fotos e vídeos são más interpretações de objetos conhecidos. Sua palestra apresentou imagens e vídeos de supostos discos voadores, que foramidentificados.

Daniel Gevaerd
Daniel Gevaerd

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Gevaerd Gener SilvaDaniel

Carlos Alberto Machado Chupacabras e Varginha – Qual a Relação?

A década de 90 ficou marcada por um fenômeno inusitado, o popularmente conhecido Chupacabras, que vemassolando as comunidades até nossos dias. Pulando de país em país, deixa suas vítimas inertes e semvida. Comtécnicas diferenciadas dos predadores naturais, retira sangue das vítimas comperspicácia. Durante o Caso Varginha, em 1996, várias testemunhas avistarama criatura, mas haveria alguma ligação entre os fatos?Machado Chupacabras e Varginha – Qual a Relação? Claudeir Covo A Noite Oficial dos UFOs no

Claudeir Covo A Noite Oficial dos UFOs no Brasil

Avistamentos de objetos nos céus de São Paulo marcaram a noite de 19 de maio de 1986. Foram horas de alerta para as instituições aeronáuticas, tendo os militares emitido absurdas explicações para o caso. O evento apresentou evidências suficientes para as autoridades considerarem seriamente a realidade dos UFOs. A palestra do autor fez uma amostra em detalhes do que aconteceu naquela noite.

Marco A. Petit Novas Revelações sobre o Caso Varginha

O caso mais importante da Ufologia Brasileira é

tambémo mais acobertado pelos militares. Essa foi

a reavaliação do conferencista, que apresentou

novos fatos sobre a ocorrência e os inseriu no imenso quebra-cabeça do Caso Varginha. Foram extraordinárias revelações sobre as manobras comandadas pelo Exército no sul de Minas.

Carlos Airton Albuquerque Nem Todo UFO é Extraterrestre

Longe de ser apenas uma questão aeronáutica, o Fenômeno UFO exige muito mais do que mera paixão daqueles que pretendem desvendá-lo. Muita pesquisa e coleta de informações consistentes são atitudes fundamentais dos estudiosos. Nessa palestra, oCarlos Airton Albuquerque Nem Todo UFO é Extraterrestre 20 2 0 :: :: www.ufo.com.br www.ufo.com.br ::

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sentadas pelos ufólogos do Estado, especialmente con- vidados para a ocasião. “Mineiro trabalha em silên- cio”, lembrou um ufólogo presente, referindo-se à alta qualidade do trabalho e dos expressivos resultados atingidos pelos representantes de Minas Gerais no evento. Além da simpa- tia e coleguismo com que receberam

a todos, estes ufólogos mostraram a farta

casuística local e a seriedade dos estudos que desenvolvem em sua investigação.

AVALIAÇÃO NECESSÁRIA Como acontece

– ou deveria acontecer – com todo projeto

que se idealiza no meio ufológico, o I UFO Minas também está passando pela fase de avaliação de suas conquistas e das dificulda- des encontradas para sua realização. Não se- ria honesto da EQUIPE UFO ressaltar apenas os aspectos positivos do evento, sem apre- sentar suas falhas – pois são elas, mais do que as conquistas, que nos aprimoram e aper- feiçoam. Entre elas, a falta de bons recursos para exposição dos audiovisuais e a precarie- dade das instalações pesaram bastante. Planejado inicialmente para ser realizado no confortável Teatro Capitólio, pertencente à municipalidade, oeventoacabousendotrans- ferido para o ginásio coberto do Varginha Tê- nis Clube (VTC), com controle de ilumina-

ção insatisfatório. O fato se deu devido a obras imprevistas no anfiteatro planejado inicialmen- te. Com a transferência, a forte luminosidade ambiente do ginásio acabou prejudicando al- guns expositores que levaram farto material visual, fazendo com que as palestras noturnas fossem melhor aproveitadas. No VTC, as aco- modações para os participantes tiveram que ser improvisadas com cadeiras na quadra cen- tral, assim como as mesas para venda de ma-

terialufológicodosconferencistas,infelizmen-

Carlos Airton

Merecidas homenag

Durante o I Congresso de Ufo- logia de Varginha, muitos momen- tos ficaram marcados na memó- ria dos participantes e cada um guardará consigo aquilo que mais lhe chamou a atenção em uma pa- lestra ou nas acaloradas conver- sas de bastidores. Porém, o mo- mento que atingiu a todos de ma- neira mais intensa foram as home- nagens feitas pela Comunidade Ufológica Brasileira – representa- da por mais de 30 integrantes da EQUIPE UFO – a pessoas que ajuda- ram de maneira decisiva a realiza- ção do I UFO Minas. A cerimônia aconteceu na noite de sábado, 21 de agosto e foi comandada pelo editor de UFO. Num clima de confraternização e agradecimento, foram entregues placas comemorativas ao secre- tário de Turismo, Indústria e Co- mércio de Varginha, Sebastião Egídio Mendonça, e ao proprietá- rio do Hotel Caminhos do Sul, Sandro Pereira Mendes. Mendon-

ça, que recebeu a homenagem do co-editor Marco Petit, em nome da Prefeitura Municipal, proporcionou a infra-estrutura para realização do evento, abraçando a idéia desde o início e propiciando os recur-

abraçando a idéia desde o início e propiciando os recur- C LAUDEIR C OVO [Aci gem
abraçando a idéia desde o início e propiciando os recur- C LAUDEIR C OVO [Aci gem

CLAUDEIR COVO [Aci

gem a Ubirajara R cursa emocionado empresário Sandr cretário Sebastião

te mal distribuídas. Essas são falhas que de- verãoser reparadas nos próximos congressos. Mas se elas encontram explicação na inade- quação do único ambiente disponível para realização do evento na cidade, o mesmo não aconteceu com a composição da platéia. Em- bora se esperasse maciça participação da po-

Daniel Gevaerd

se esperasse maciça participação da po- Daniel Gevaerd A A BERTURA do I UFO Minas, em
se esperasse maciça participação da po- Daniel Gevaerd A A BERTURA do I UFO Minas, em

A ABERTURA do I UFO Minas, em 19 de agosto. Estava começando um dos maiores eventos de Ufologia

EXPOSIÇÃO UFOLÓGICA nas depe

com belas imagens de Philipe

Setembro 2004 – Ano 20 – Edição 103

Setembro 2004 – Ano 20 – Edição 103

nas depe com belas imagens de Philipe Setembro 2004 – Ano 20 – Edição 103 Setembro

Fotos Wendell Stein

Fotos Daniel Gevaerd

Airton Daniel GevaerdCarlos

varginhense ainda vê o caso que deu fama

cidade e assuntos dessa natureza. Mas essa

ens em Varginha

cidade e assuntos dessa natureza. Mas essa ens em Varginha ma] faz a homena- odrigues, que
cidade e assuntos dessa natureza. Mas essa ens em Varginha ma] faz a homena- odrigues, que

ma] faz a homena- odrigues, que dis- . Nos detalhes, o o Mendes e o se- Mendonça

uma atitude que os ufólogos esperam re- verter nas próximas edições do evento, na medida em que a cultura e conhe- cimento sobre Ufologia forem se instalando na cidade.

sos para que fosse exe- cutado. E Mendes, que recebeu sua placa do

consultor WallacyAlbino, é um caso raro de em-

presárioqueapóiainicia-

tivas na área ufológica. Ele cedeu seu hotel e o Restaurante UFOs – o

primeiro temático no

Brasil – aos ufólogosdu-

ranteolongoplanejamen-

to e a realização do congresso. O momento de maior emoção da festa e que comoveu a todos, porém, foi a entrega da homena- gem, feita pelo co-editor Claudeir Covo, ao pesquisador varginhen- se Ubirajara Franco Rodrigues, descobridor do Caso Varginha e grande motivador do evento. Ele recebeu sua placa comemorativa em nome de toda a comunidade ufológica brasileira, como reco- nhecimento por seus esforços e seriedade em seu trabalho. O ho- menageadotocouatodoscomsua

SERIEDADE Outra ausência senti- da foi a das autoridades municipais, que, afinal, abraçaramdesde oinício a idéia do evento e investiram em sua realização, acreditando que a temá- ticaextraterrestrepudessenovamente colocar a cidade no centro das dis-

cussões pela imprensa – como de fato aconteceu.Arazão expressa por tais autoridades foi o período eleitoral, que impe- de que administradores em campanha de ree- leição tenham certas atividades públicas. De qualquer forma, as ruas de Varginha enfeitadas com placas alusivas aos ETs, pra- ças com monumentos e esculturas de seres e pontos de ônibus em forma de discos voado- res, espalhados pela cidade, demonstram que

administração municipal sabe tirar proveito

da “fama extraterrestre” de Varginha de for- ma lícita e bem-humorada. Isso sem falar na já famosa caixa d’água em forma de nave es- pacial, situada em ponto central do municí- pio e local de romaria de interessados e curi- osos, que não resistem à tentação de tirar fo- tos diante da sugestiva construção. Fazendo um balanço justo dos resulta- dos do evento, avaliamos que tenham sido muito positivos, apesar das falhas apontadas. Foram quatro dias de pura Ufologia, com óti- mos pesquisadores mostrando um excelente nível em seus trabalhos – ainda que limita- dos ao pouco tempo disponível para cada um. Eventos como o I UFO Minas sempre pro- movem confraternização e estreitam laços entre os pesquisadores. Porém, o ponto mais marcante do congresso de Varginha foi real-

reação emocionada e recebeu da platéia merecidos e calorosos aplausos. A. J. Gevaerd tam- bém foi homenageado pelos ufólogos mineiros, numa de- monstração de apreço pela realização do evento.

pulação varginhense no evento, foi curioso notar que menos de 10% dos presentes era da cidade. Muito mais congressistas de outras ci- dades mineiras compareceram ao I UFO Mi- nas, e um expressivo número de pessoas de outros estados marcou presença. Talvez isso se deva à desconfiança com que a população

Talvez isso se deva à desconfiança com que a população Carlos Machado ndências do evento, Kling,

Carlos Machado

deva à desconfiança com que a população Carlos Machado ndências do evento, Kling, da E QUIPE

ndências do evento, Kling, da EQUIPE UFO

O LOCAL DAS PALESTRAS, no ginásio do Varginha Tênis Clube. Amplo, mas inapropriado para um congresso

Tênis Clube. Amplo, mas inapropriado para um congresso Edição 103 – Ano 20 – Setembro 2004

Edição 103 – Ano 20 – Setembro 2004

Edição 103 – Ano 20 – Setembro 2004

autor abordou alguns equívocos que podem confundir e desacreditar a pesquisa ufológica, como forma de prevenir a perda de sua credibilidade.

Welington Faria Ocorrências Ufológicas no Paraná

O palestrante fez análise de cinco casos ufológicos

de grande significado ocorridos naquele Estado, incluindo uma comparação de fotos de UFOs obtidas por universitários. Ele também apresentou um filme de alguns segundos produzido por um fazendeiro na região de Vila Velha, em Ponta Grossa (PR), onde se vêemobjetos voadores não identificados à baixa altitudeeàcurtadistânciados observadores.

Antonio P. S. Faleiro Discos Voadores no Folclore Brasileiro

Para o estudioso, há uma íntima ligação entre as lendas e mitos brasileiros com observações de UFOs e contatos comseus tripulantes. Engenhos ETs estão presentes no Território Nacional desde datas que antecedemo seu descobrimento. Fantasmas ou assombrações seriam, na realidade, frutos de avistamentos de naves tripuladas, de sondas teleguiadas e de seres inteligentes oriundos de outros planetas.

e de seres inteligentes oriundos de outros planetas. José Estevão M. Lima Discos Voadores e ETs

José Estevão M. Lima Discos Voadores e ETs na História Mundial

Uma coletânea de evidências da presença extraterrestre no passado de nosso planeta, através de pinturas rupestres, petroglifos, pinturas renascentistas, tapeçarias medievais, monumentos de civilizações antigas, fósseis, artesanatos milenares etc. O palestrante mostrou que fomos e somos visitados por seres extraterrestres desde os primórdios da humanidade, e apontou as mais importantes evidências científicas dessa afirmação.

Reginaldo de Athayde UFOs no Nordeste

O autor abordou a atuação de

ETs no Nordeste e levantou as questões: por que os ETs vêm a Terra e o que querem aqui? Para ele, talvez ainda estejamos longe de conhecer as respostas, mas algumas conclusões podem ser

obtidas ao analisarmos a casuística brasileira, uma das mais ricas do planeta. E de todas as regiões do Brasil, nenhuma é tão exótica quanto

a do Sertão nordestino.

nenhuma é tão exótica quanto a do Sertão nordestino. César Vanucci Os UFOs na Visão de

César Vanucci Os UFOs na Visão de um Jornalista

O autor fez uma avaliação do Fenômeno UFO à

luz de observações, leituras e depoimentos

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colhidos por ele ao longo de sua atividade profissional como jornalista e, notadamente, em função de informações reunidas num programa de televisão por ele produzido, com abordagem de temas de natureza transcendental, nas quais predominantemente aparece o tema disco voador.

Eustáquio A. Patounas UFOs e Espiritualidade

Para o conferencista, é necessário que pesquisemos a Ufologia de forma holística, usando para tal todos os instrumentos que possam ajudar- nos, sejam eles de ordem científica, espiritual, parapsicológica e até mesmo anímica. Holismo não é sinônimo de misticismo e a Ufologia deve ser encarada de maneira diferenciada

Fernando de Aragão Ramalho A Presença Alienígena na Bíblia

Daniel Gevaerd
Daniel Gevaerd

A Bíblia pode ser considerada

uma fonte confiável para a história da humanidade? Esta palestra tentou responder a isso tendo como conteúdo principal algumas evidências pré- históricas do Velho Testamento.

Foi feito um estudo dos preparativos para o advento de Cristo, sua vinda e partida. E uma análise dos Evangelhos ao Apocalipse. As conclusões sugerem o envolvimento da Terra numa trama galáctica milenar.

Nelson Vilhena Granado:

Discos Voadores, Alienígenas e Física

Luciano Stancka
Luciano Stancka

A partir de conceitos trazidos das ciências acadêmicas, o autor tentou apresentar um modelo

científico que permite compreender

o Fenômeno UFO e relacioná-lo

com diversos campos do conhecimento, como a filosofia, as religiões, a psicologia e ciências sociais. Pretende- se com isso criar condições de se entender a Ufologia como um dos aspectos da experiência humana que sempre esteve vinculada à história terrena, desde os tempos mais remotos de que se tem conhecimento. O autor apresentou uma visão holística da Ufologia.

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mente a extrema seriedade e competência comque a Ufo- logia foi tratada, num esfor- ço conjunto que deixou em todos os presentes – pales- trantes e platéia – um sentimen- to de “quero mais”. Segundo a avaliação do pesquisador Walla- cy Albino, do Grupo de Estudos Ufológicos da Baixada Santista (GEUBS), representando a opinião da maioria dos ufólogos presentes, o I UFO Mi- nas proporcionou uma viagem ao passado aos ufólogos que participaram, oito anos atrás, das investigações do Caso Varginha. “Na época do episódio, eu e os integran- tes do GEUBS nos cotizamos para financiar as despesas de deslocamento até a cidade,

em várias viagens, para tomarmos parte nas pesquisas”, disse Albino, saudoso da união de forças que caracterizou as diligências para

se apurar os fatos nos meses seguintes a ja-

neiro de 1996. “Fomos à Varginha inúme- ras vezes, conforme o caso se tornava mais complexo e emocionante. Hoje, oito anos de- pois, orgulho-me de ter participado daquela investigação, principalmente por comparti- lhar a pesquisa com o ufólogo Ubirajara Ro- drigues. O I UFO Minas proporcionou uma volta ao passado e ao que de melhor a Ufo- logia Brasileira produziu”.

ORDEM CULTURAL E RELIGIOSA Para o

ufólogo Rodrigues, principalmente por ter

sido a primeira promoção sobre Ufologia acontecida em Varginha, o I UFO Minas foi coroado de sucesso. “Isso em virtude do público que compareceu em bom número, de interesses heterogêneos e do comporta- mento maduro dos ufólogos, demonstran- do que o tema torna-se a cada dia mais aceito”, declarou. Rodrigues avaliou a re-

percussão do evento no município como sig- nificativa e destacou o maciço apoio dos veí- culos de comunicação locais,

Carlos Airton

mular novas testemunhas a apresentarem seus depoimentos. “Houve de fato o surgi- mento de pessoas que procuraram os pes- quisadores para confirmar alguns pontos ge- rais – como a movimentação militar na épo- ca – e outros aspectos ainda a serem checa- dos”, acrescentouRodrigues. Ele avalia que, no entanto, as novidades ainda não signi- ficam algo de muito importante. Para ele, foi interessante comprovar que, após oito anos de pesquisas em torno do caso, mui- tos ufólogos e curiosos que na época não tiveram oportunidade de participar das in- vestigações puderam se informar melhor das ocorrências e visitar os principais pal- cos dos acontecimentos – hoje, infelizmen- te, quase todos descaracterizados. Perguntado se a Ufologia Brasileira, atra- vés do evento, estaria redescobrindo o Caso Varginha, UbirajaraRodriguesfoi categórico:

“Sem dúvida, o congresso serviu para reati- var a memória da própria comunidade ufoló- gica em torno do caso”. Ele estimou, no en- tanto, que a grande maioria dos ufólogos do país apenas interessou-se pelos fatos durante a grande repercussão que recebeu na impren- sa nacional mundial, entre 1996 e 1997. “Os ufólogos não se preocuparam em fazer uma crítica mais aprofundada do episódio, por exemplo, com base nas obras que já foram publicadas, dentre elas a minha”.

12 MIL ASSINATURAS Entre os objetivos propostos pelo evento – o fortalecimento da campanha UFOs: Liberdade de Informação Já – o saldo foi ainda mais positivo. O movi- mento ganhou grande divulgação e colheu inúmeras novas adesões, chegando à marca de 12 mil assinaturas. Boa parte desse traba- lho foi coordenado pelo pesquisador brasili- ense Fernando de Aragão Ramalho, consul- tor de UFO e integrante da Comissão Brasi- leira de Ufólogos (CBU). Ramalho levou à Varginha os formulários e reuniu expressiva

que continuaram comentando diariamente as palestras du- rante toda a semana seguinte

à sua realização. “O peque-

no comparecimento do públi-

co varginhense já era de se esperar, pois as opiniões na cidade sobre o Caso Varginha variam entre os que o despre-

zam, poucos verdadeiramen- te interessados e uma maio- ria envergonhada”, disse, complementando que atribui

a isso inúmeros fatores de

ordem cultural e religiosa. O I UFO Minas teve o condão de mostrar à popula- ção que o Caso Varginha está vivo, numa tentativa de esti-

que o Caso Varginha está vivo, numa tentativa de esti- C ELEBRAÇÃO DA U FOLOGIA no

CELEBRAÇÃO DA UFOLOGIA no I UFO Minas, onde estavam presentes ufólogos de várias linhas de pensamento

Setembro 2004 – Ano 20 – Edição 103

Setembro 2004 – Ano 20 – Edição 103

de várias linhas de pensamento Setembro 2004 – Ano 20 – Edição 103 Setembro 2004 –
Wendell Stein
Wendell Stein

Estamos encerrando o I UFO Minas com a sensação de dever cumprido. Mesmo que tenham se passado oito anos do Caso Varginha, o evento foi promovido para que a população varginhense tenha uma idéia melhor do que se passou na cidade

— A. J. GEVAERD,

coordenador do evento

quantidade de assina- turas para a campa- nha. Agora, a EQUI- PE UFO trabalha nos próximos passos do movimento e já pla- neja – para o período de 19 a 23 de janeiro de 2005 – o II UFO Minas. Mas encara o desafio de maneira um tanto diversa. Os ufólogos ava- liam que, para que haja uma mudança de posicionamento ou de ponto-de-vista sobre qualquer as- sunto, e para que se supere preconceitos arraigados e se atin- ja um novo patamar de entendimento so- bre qualquer coisa, é necessário antes de tudo que sementes desse objetivo sejam plantadas. E, claro,

que se cuide para que elas germinem e cresçam. Da mesma forma, para que uma nova idéia seja aceita, há necessidade de se formar uma cultura em torno dela. Esse foi o objetivo básico do I UFO Minas: levar cultura ufológica à re- gião sul de Minas Gerais, palco constante de instigantes acontecimentos. O florescimento ou não de tal cultura de- penderá basicamente de estudos, esforços e dedicação das pessoas diretamente envolvi- das na tarefa, da mesma maneira que depen- derá da sensatez e equilíbrio de seus partici- pantes. O primeiro passo foi dado em agosto passado. Talvez não tenha sido tão firme quanto gostaríamos, porém nos deu seguran-

ça suficiente para continuar caminhan- do na direção esco- lhida. É importante que as pessoas te- nham conhecimento do que acontece à sua volta, é impor- tante que esclareci- mentos sejam dados para que a ignorân- cia sobre algo como o Caso Varginha não se transforme em ris- cos futuros.Assim, é obrigação de quem pratica Ufologia es- clarecer, mostrar e responsavelmente dividir os conheci- mentos que possui. Formar opinião na área ufológica é uma tarefa das mais delicadas e a res- ponsabilidade sobre aquilo que diz e se faz tem que estar

sempre presente nas palavras e nas atitudes de quem abraça essa proposta. Justamente por reconhecer o tama- nho e a importância desse desafio, o II UFO Minas, que já está em fase de planejamento, poderá não ser perfeito, mas concretizará mais um passo decisivo em direção ao objeti- vo maior da Ufologia Brasileira, que é o de- senvolvimento da consciência humana. “De tudo o que ocorreu, deve-se desa- catar o importantíssimo papel da REVISTA

UFO no processo. Este veículo é, sem dúvi- da, o grande arauto da Ufologia em nosso país”, completou o consultor Ubirajara Franco Rodrigues. Para o secretário Sebas- tião Mendonça, a missão foi cumprida – e bem. “Varginha está mos-

trando amadurecimento com relação à Ufologia, e ainda que esse processo seja lento, com a persistência da REVIS- TA UFO, isso deverá aconte- cer. Por isso, a Prefeitura Municipal está satisfeita com o I UFO Minas e pretende apoiar a realização das pró- ximas edições”.

Daniel Gevaerd

a realização das pró- ximas edições”. Daniel Gevaerd P AINEL DA U FOLOGIA M INEIRA ,

PAINEL DA UFOLOGIA MINEIRA, que permitiu aos ufólogos do Estado mostrarem sua rica e diversificada casuística

do Estado mostrarem sua rica e diversificada casuística L AURA M ARIA E LIAS é economis-

LAURAMARIA ELIAS é economis-

ta, estudiosa da interpretação so- ciológica da Ufologia e consulto- ra da REVISTA UFO. Seu endereço é: Rua Manaus 102, 09195-000 Santo André (SP). E-mail: laura. elias@ufo.com.br.

Santo André (SP). E-mail: laura. elias@ufo.com.br. Edição 103 – Ano 20 – Setembro 2004 Edição 103

Edição 103 – Ano 20 – Setembro 2004

Edição 103 – Ano 20 – Setembro 2004

A. J. Gevaerd O Contato Definitivo com ETs

É cada dia mais inegável a realidade de que estamos sendo meticulosamente observados por seres de outras civilizações do universo. Alguns deles, como que seguindo um plano bem traçado, vêm mantendo um processo de gradativa aproximação da Terra. Ao que tudo indica, esses seres já nos observavam há milênios e agora, com o desenvolvimento da humanidade planetária, é quase certo que planejem se dar a conhecer de maneira ampla e aberta.

Ausências e mudanças

Infelizmente, não puderam comparecer os conferencistas Reinaldo Stabolito, que falaria sobre a Tipologia dos Huma- nóides Extraterrestres; Marcos Malvezzi Leal, que faria a palestra Discos Voadores na História Brasileira; e Carlos A. Reis, com o tema Novos Rumos para uma Velha Ufologia. Rafael Cury, que abordaria o tema ETs que Curam e que Matam, teve sua palestra cancelada. No lugar desses oradores tivemos, voluntariamente, o pesquisador português Nuno Silveira [Foto], que tratou das Aparições Marianas na Ilha dos Açores; e o professor da USP Rubens Junqueira Villela, que apresentou Casos de Contatos com Discos Voadores na Antártida.

Carlos Machado
Carlos Machado

Agradecimentos

A comissão organizadora deseja agradecer também às seguintes instituições e pessoas, pela inestimável colaboração oferecida ao I UFO Minas:

Felis Comunicação e Eventos, Faculdade Cenecista de Varginha, Prefeitura Municipal de Varginha, Secretaria de Turismo, Indústria e Comércio, Varginha Tênis Clube (VTC). Hotéis Caminhos do Sul, Affinity, Carajás, Castelar, Fenícia, Jaraguá, Jari e Zanatta. Jornais Correio do Sul, Correio Popular e O Estado de São Paulo. Rádios Vanguarda e Melodia. Televisões EPTV (Globo), Alterosa (SBT) e TV Princesa do Sul (Rede Minas). Distribuidora Espaço Livre, Copasa, Serviço Nacional do Comércio (SENAC), Fotografia Digital Pedro e Caixa Econômica Federal. Século 21 Celulares e Ponto Tim. Restaurantes UFOs, Castelli Romanni, Anonimato, Cantinho do Enio, O Churrascão. Bares Caldo de Feijão e Balacobaco.

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Fernando de Aragão Ramalho

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VÁRIAS IMAGENS da sonda

ufológica registrada em São Thomé, que realizou repetidas manobras

registrada em São Thomé, que realizou repetidas manobras Setembro 2004 – Ano 20 – Edição 103
registrada em São Thomé, que realizou repetidas manobras Setembro 2004 – Ano 20 – Edição 103

Setembro 2004 – Ano 20 – Edição 103

Setembro 2004 – Ano 20 – Edição 103

que realizou repetidas manobras Setembro 2004 – Ano 20 – Edição 103 Setembro 2004 – Ano

Fernando A. Ramalho

D izem os céticos que a cidade de São Thomé das Letras, em Mi- nas Gerais, nada tem de místi- co ou especial. Para eles, o mu- nicípio seria apenas um ponto

de confluência de esotéricos, hippies, bê- bados e drogados de todas as matizes, que

lá se reúnem principalmente em eventos artísticos. Sob essa ótica, seria fácil enten- der as tão comuns histórias de observações de UFOs, sondas e até de seres extraterres-

tresquefreqüentementeestariamrondan-

do a região. Além da fama ufológica de São Thomé, há o fato de que a cidade está ape- nas a uma hora de carro de Varginha. Para tirar isso a limpo, nada melhor do que conduzir investigações in loco e tentar descobrir o que há de real e o que é lenda sobre a comentada casuística de São Thomé das Letras. Assim, finalizados os trabalhos do I UFO Minas, ocorrido en-

tre 19 e 22 de agosto passado, este autor e

o também ufólogo José Raimundo, am-

bos da Entidade Brasileira de Estudos Ex- traterrestres (EBE-ET), conduziram uma vigília noturna em um ponto de grande

lho, que, após o congresso em Varginha, resolveram passar o dia e conhecer a re- gião. De partida para São Paulo, não pu- deram tomar parte da vigília. Os moradores do local já estão habi- tuados a receber pesquisadores e curio- sos em busca de ocorrências ufológicas, e muitos ajudam os visitantes como podem. Esse é o caso de Tomé Fernandes, dono de uma loja de artigos esotéricos, e Ori- ental Luiz Noronha – mais conhecido como Tatá –, proprietário de uma pousa- da e ufólogo ativo da cidade, que fornece- ram todas as informações necessárias para realizarmos nossa vigília.

ASSINATURAS Todos foram taxativos em garantir as qualidades ufológicas da cidade. “Com certeza vocês verão algo”, disseTatá. “Cuidadocomanave-mãe, pois ela às vezes aparece”, advertiu dona Luci- la Silva, proprietária de um restaurante conhecido de São Thomé. Ficamos im- pressionados com a certeza de nossos an- fitriões. Nosso guia no município – um jo- vem chamado Júlio, parente de Tatá – co-

fez supor que poderia ser uma sonda ufo- lógica, tão comumente relatada pelos ha-

bitantes e visitantes do local. No dia se- guinte, uma das moradoras de São Tho- mé relatou que várias pessoas observa- ram essa luz descer. Sua visão fez lem- brar as palavras da dona Lucila. Às 19h30, já tínhamos nosso ponto de observação montado no platô e pronto para o que pudesse ocorrer. Barraca ar- mada, lampiões acesos, madeiras colhidas para a fogueira e os tripés com as máqui- nas fotográficas e filmadoras a postos. Pouco depois começaria um verdadeiro show de inusitadas luzes que brindariam nossa vigília. Em menos de 20 minutos apareceram os primeiros objetos, que, a princípio, piscavam e se deslocavam à baixa velocidade. No entanto, estavam muito longe e não puderam ser captados pelas câmeras. Como alternativa de ex- plicação, supomos que fossem automó- veis trafegando em pequenas estradas sem asfalto que cortam a região. Alguns minutos mais tarde, às 20h15, as luzes aumentaram de tamanho e bri- lho, e seus movimentos passa-

ram a ficar incompatíveis com os de automóveis trafegando. A essa altura, já era possível regis- trar as luzes com as câmeras, e começamos então as gravações. Procuramos filmar todas as ma- nifestações, mas algumas, apesar de terem sido observadas tam- bém a olho nu, estranhamente

não entravam no campo de vi- são da filmadora. Um dos artefatos lu- minosos, por suas características de bri- lho e constante mudança em seu interior, eraoquemaischamavaatenção–porisso foi o mais filmado. Às 20h40, a luz princi- pal se apagou, restando apenas duas, que, pouco depois, terminaramsuas evoluções e desapareceram. Encerramos nossas gravações 10 minutos após.

Encerramos nossas gravações 10 minutos após. Fotos Fernando A. Ramalho incidência da cidade, com
Encerramos nossas gravações 10 minutos após. Fotos Fernando A. Ramalho incidência da cidade, com
Fotos Fernando A. Ramalho
Fotos Fernando A. Ramalho

incidência da cidade, com equipamentos

digitais e óticos capazes de registrar a pre- sença de naves e eventuais sondas. São Thomé, que nos dias de semana possui uma população de pouco mais de dois mil habitantes, sediou nos dias 21 e 22 de agosto uma festa de grandes pro- porções, com show de vários conjuntos e muitas atrações, que levaram quase 30 mil turistas às apertadas ruas do lugarejo. Essa revoada de gente transformou a ci- dade – que tem precária infra-estrutura

–, num verdadeiro caos, com sujeira para

todos os lados – fato que desagrada mui- to os moradores mais antigos. Pelo me- nos, foi o que transpareceram alguns, quando procuramos informações sobre o melhor local para se fazer uma vigília. Na cidade também estavam os consultores da REVISTA UFO Carlos Millan e Atílio Coe-

nhece bem a região e nos levou ao local escolhido, um pequeno platô de areia de- fronte ao que é chamado de Vale do Dis- co, uma região rica em avistamentos ufo- lógicos. É na encosta do Vale do Disco que se encontra o Morro do Areado, onde es- tão pinturas rupestres de mais de 1.000 anos de idade, descrevendo a performan- ce de um disco voador. O local é muito visitado e causa espanto a quem não está familiarizado com a antigüidade da ma- nifestação ufológica em nosso planeta. Quando estávamos nos dirigindo ao local, por volta das 17h30 de 23 de agos- to, de dentro do carro avistamos o que parecia ser um meteoro em trajetória descendente e retilínea, em direção ao vale – só que o bólido não deixava ras- tro algum. Era uma luz compacta e sua velocidade era impressionante, o que nos

DADOS TÉCNICOS As características da observaçãoforamdetidamenteanalisadas eacabaramsendodescartadasexplicações ordinárias que justificassem o fenômeno. Primeiroporque opontoexatoonde mon- tamos o acampamento é bem elevado e deserto, encontrando-se numa altitude de 1.240 m. O platô localiza-se entre as cida- des de São Thomé das Letras e a vizinha Cruzília. As coordenadas geográficas são

e a vizinha Cruzília. As coordenadas geográficas são Edição 103 – Ano 20 – Setembro 2004

Edição 103 – Ano 20 – Setembro 2004

Edição 103 – Ano 20 – Setembro 2004

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21º58’ de latitude sul e 44º52’. A re- gião tem um ân- gulo de visão
21º58’ de latitude
sul e 44º52’. A re-
gião tem um ân-
gulo de visão su-
perior a 180º late-
ral e azimutal ce-
leste de aproxima-
damente 160º. To-
das as medidas fo-
ram tomadas com
um aparelho de
GPS [Global Po-
sitioning System],
mas com sua par-
te inferior semi-
cortada e escura –
mas ainda assim
podia-se notar sua
forma redonda.
Essafiguraau-
mentava e dimi-
nuía de tamanho,
como se estivesse
pulsando. Em al-
guns momentos, a
luzficoutotalmen-
o
qual também re-
te
branca, voltando
gistrou a direção
dos avistamentos
captados pelas
câmeras: 80% se
deram a oeste do
local, enquanto
20% ocorreram a
sudoeste.
Um dado im-
portante a ser des-
tacado é que não
há energia elétrica
na região. Alguns
casebres espalha-
dos na área servem
de retiro ou repou-
depois àsuaforma
celular. Através da
distância, calcula-
mos o tamanho e
a variação dessa
bola entre 2 e 4 m
de diâmetro, mas é
muito difícil afir-
marmos tal dado
com certeza.
CONCLUSÕES—Com
base na interpreta-
ção das imagens,
nãoépossível afir-
mar que os fenô-
Fotos Fernando A. Ramalho. Desenho de Oriental Noronha

so para criadores de gado. A única fonte de luz era a Lua, os lampiões que levamos e a fogueira que montamos, além de

algunscarrosquepassavamdistan-

tes de onde nos encontrávamos,

sendofacilmenteidentificados.Poroutrolado,

a distância entre o ponto de observação e o

local onde estaria a luz principal, estática, era de mais ou menos 1,5 km, podendo chegar a 2 km. Pudemos averiguar, no outro dia, que tal objeto apareceu no meio de uma mata cer- rada. Seria impossível calcular a distância e velocidade das demais luzes que se movimen- tavam próximas à principal. O tempo durante toda a observação era bom, com poucas nuvens e umidade relativa do ar baixa, por volta de 40%. A temperatura

era de cerca de 26º C e a Lua, em quarto crescente, apareceu a pino às 19h00. As ima- gens foram registradas com uma câmera fil- madora digital Sony, modelo DCR-TRV250, com zoom ótico de 20 vezes e digital de 700 vezes, e uma câmera fotográfica digital Ma- vica MVC-FD73, com zoom ótico de 10 ve- zes. A ambas foi acoplada uma lente dupli- cadora, elevando a capacidade de ampliação ótica para 40 vezes e a digital para 1.400 ve- zes, em números máximos.

vezes e a digital para 1.400 ve- zes, em números máximos. O L OCAL DA V

O LOCAL DA VIGÍLIA, onde os ufó-

logos montaram acampamen- to, com bela vista para a re- gião e excelente visibilidade. Acima, à esquerda, paredão com pinturas rupestres, apontadas pelo autor [à direita]. Entre as imagens há a de um UFO discóide, como ao lado, em desenho retirado da própria pedra

nos. Um artefato luminoso foi registrado com formato diferente e assemelhando-se a uma turbina em combustão. Dentre as luzes havia outro objeto que poderíamos chamar de “luz- mãe”, numa alusão ao termo nave-mãe, pois as outras demonstravam comportamento de satélites em relação à ela. A maioria das luzes observadas desceu de uma determinada altura do céu até o pon- to da manifestação. Algumas simplesmente acenderam no meio da mata, enquanto ou- tras faziam evoluções e voavam com grande velocidade em direção à luz principal ou par- tindo dela. Em certa ocasião, o corpo do ob- jeto principal abriu-se e, em sua lateral, viu- se uma cor lilás muito forte. Durante as ma- nobras, a tal luz-mãe era vista a olho nu com um forte brilho. Quando observada através das câmeras, tinha a aparência de uma célu- la viva com um invólucro de cor amarela, mudando constantemente de espessura e bri- lho. No núcleo dessa célula apareciam ra- nhuras, semelhante a um cérebro redondo,

INTENSIDADE DE BRILHO As luzes obser-

vadas, com exceção de uma, apresentavam a mesma forma arredondada, variando apenas na intensidade de brilho e nos desenhos inter-

26 :: www.ufo.com.br ::

menos eram son- das ou naves extraterrestres. Mas, certamen- te, aquelas luzes não eram naturais nem ti- nham origem humana, uma vez que chega- ram a movimentar-se a incríveis velocida- des – algumas desciam do céu ou para lá partiam, demonstrando comportamento in- teligente. Suas aparências eram, no míni- mo, bizarras. Em alguns momentos, pis- camos uma lanterna e uma caneta a laser na direção da tal luz-mãe. Incrivelmente, pudemos notar que seu comportamento mudava com essas piscadas. O vídeo contendo as principais ima- gens dessa vigília está disponível no site da Entidade Brasileira de Estudos Extra- terrestres (EBE-ET), que pode ser acessa- do através do endereço www.ebe-et.com.br. As imagens estão sendo presentemente exa- minadas por especialistas, que deverão se po-

sicionar a respeito dessa incrível manifesta- ção. Enquanto buscamos resposta para o fe- nômeno observado, chamamos atenção para

o fato de que muito daquilo que os visitantes

moradores de São Thomé das Letras afir- mam pode mesmo ser verdade.

e

São Thomé das Letras afir- mam pode mesmo ser verdade. e F ERNANDO DE A RAGÃO

FERNANDO DE ARAGÃO RAMALHO é geógrafo e

funcionário público lotado na Câmara dos Depu- tados, além de ufólogo e consultor da REVISTA UFO. Seu endereço é: SQSW 101, Bloco K, Apto. 105, Sudoeste, 70670-111 Brasília (DF). E-mail: fernando.ramalho@ufo.com.br.

Setembro 2004 – Ano 20 – Edição 103

105, Sudoeste, 70670-111 Brasília (DF). E-mail: fernando.ramalho@ufo.com.br. Setembro 2004 – Ano 20 – Edição 103
Edição 103 – Ano 20 – Setembro 2004 :: www.ufo.com.br :: 2 7

Edição 103 – Ano 20 – Setembro 2004

:: www.ufo.com.br ::

27

Rogério Chola

Colaborou Cláudio Brasil

C om o lançamento e popularização dos dispositivos de captura digital de imagens – principalmente as câ- meras e os celulares –, a quantida- de de objetos voadores não identi-

ficadosregistradostambémtemcrescidoimen-

samente. Se por um lado isso traz novos desa- fios e trabalho para quem estuda e analisa imagens de supostos UFOs, podendo enrique- cer a Ufologia, por outro leva a problemas na hora de se autenticar se as imagens obtidas foram manipuladas, forjadas ou se represen- tam mesmo uma cena real – um legítimo veí- culo de origem não-terrestre. Ao mesmo tem- po, coma crescente capacidade dos computa- dores e softwares existentes no mercado, fica cada dia mais difícil detectar uma fraude digi- tal, já que o perpetrador pode ser um especia- lista em manipulação de imagens e capaz de “fabricar” fotos de UFOs quase perfeitas. Os bons e velhos negativos fotográficos, já entrando em desuso, sempre foram a últi- ma palavra para se autenticar ou descartar uma imagem em que tenha sido registrado um suposto UFO. Durante décadas, vários sistemas de análises de negativos foram cri- ados, alguns empregando computadores e até microscópios, com excelentes resultados. Muitas festejadas fotos de alegadas naves alienígenas foram assim esclarecidas, como as da Barra da Tijuca (RJ), feitas em 1952 pelos repórteres do extinto O Cruzeiro, Ed Keffel e João Martins. Mas se as modernas câmeras digitais e celulares representam um problema para a pesquisa ufológica, a es- perança para ele parece estar numa recente técnica matemática que consiste num algo- ritmo criado pelo professor Hany Farid e pelo estudanteAlin Popescu, ambos do Dartmouth College, de Hanover, Estados Unidos. O al- goritmo é capaz de detectar se uma imagem foi adulterada digitalmente. Embora poucos casos de imagens digi- tais captadas por celulares sejam conhecidas em todo o mundo, até o momento, no Brasil

28 ::

www.ufo.com.br ::

os

ção de uma – que foi agora esclarecida como fraude. No começo de agosto, nas listas de discussão sobre Ufologia da internet, circu- laram rumores de que uma foto desse tipo

ufólogos já se envolveram na investiga-

foto desse tipo ufólogos já se envolveram na investiga- O S UPOSTO U FO de Santa

O SUPOSTO UFO de Santa Rita do Passa Qua- tro, em 03 de agosto: uma mata de eucaliptos

registrados por um celular de baixa resolução

teria sido feita próxima a Santa Rita do Pas-

sa

sultor da REVISTA UFO Cláudio Brasil rece-

Quatro, no interior de São Paulo. O con-

beu por e-mail o relato da testemunha do su- posto avistamento na localidade, que teria ocorrido às margens da Rodovia Anhangüe-

ra,

por volta de 15h00 de 03 de agosto.

COLORAÇÃO AZULADA Segundo Brasil foi informado, três rapazes trafegavam pela es-

trada e pararam o carro para ver melhor algo

na

ram uma cerca para chegar mais perto, sen-

do

com seu celular. O aparelho utilizado foi um

Nokia 3650, lan- çado em feverei-

ro de 2003. Este

celular tem a par- ticularidade de deixar as cenas feitas com uma coloração azula- da. Imediatamen- te quando atingiu

a imprensa, o

caso foi recebido

que um bateu a foto do suposto objeto

lateral da Anhangüera. Dois deles pula-

como legítimo e impactante. Se verdadei-

ro, seria um epi-

sódio raro de um suposto UFO fotografado com um telefone celular. Uma destas testemunhas, que não

quis ter seu nome revelado, procurou, em 04

de agosto, o Jornal da Band, da Rede Ban-

deirantes de Televisão, e deu ao jornalista Ro- berto Cabrini o mesmo depoimento ofereci-

do a Brasil. A produção do programa entrou

em contato com o editor de UFO, A. J. Ge-

vaerd, e pediu para que comentasse por tele- fone, ao vivo, o caso na edição daquela noite

do jornal. Ainda que sem muitos subsídios

para apresentar, o editor aceitou dar uma de-

claração, infor- mando que não havia ainda sido feita qualquer análise da ima- gem em questão, o que impedia uma tomada de

posicionamento naquela hora. Disse Gevaerd que o caso se- ria investigado e, a imagem, analisada por especialistas do Centro Brasileiro de Pesqui- sas de Discos Voadores (CBPDV). Durante o relato da testemunha no pro- grama, em que apareceu com uma camufla- gem para não ter seu rosto identificado – o que viria a repetir em outros programas pos- teriores –, o rapaz estimou que o suposto UFO, de formato cilíndrico, estaria a cerca de 10 km de distância. Esse fato se mostrou equivocado, como se via na imagem apre-

Setembro 2004 – Ano 20 – Edição 103

km de distância. Esse fato se mostrou equivocado, como se via na imagem apre- Setembro 2004

Fotos Arquivo UFO

Fotos Arquivo UFO sentada na tevê, em que o objeto parece estar bem mais próximo, sobre

sentada na tevê, em que o objeto parece estar bem mais próximo, sobre um campo. Co- meçavam aí as contradições a respeito dessa inusitada ocorrência. Atestemunha também fez um vídeo de curta duração – de cerca de 30 segundos – do trajeto que percorreu ao sair do carro e dirigir-se para onde estava o alegado disco voador. Aimagem está dispo- nível no site da REVISTA UFO [www.ufo.- com.br]. Ainda segundo o observador, os ra- pazes observaram o tal UFO por cerca de 30 minutos e depois foram embora. Segundo detalhes oferecidos do inciden- te, a testemunha principal alega que parecia sair uma espécie de nuvem de poeira do solo abaixo do objeto voador não identificado. “Ele ficou parado na maior parte do tempo, e oca- sionalmentefaziapequenosmovimentospara frente e para trás. Fazia barulho como se fos- se de várias máquinas funcionando juntas”, declarou. A partir do momento em que o pes-

juntas” , declarou. A partir do momento em que o pes- Edição 103 – Ano 20

Edição 103 – Ano 20 – Setembro 2004

quisador Cláudio Brasil recebeu a ligação da pessoa que teria feito as imagens, passou a pesquisar o caso. Este autor também se en- volveu na pesquisa e esteve presente, ao vivo, no programa Jogo da Vida, apresentado por Márcia Goldsmith na Rede Bandeirantes, para falar sobre o caso. Na ocasião, tive oportuni- dade de entrevistar por várias horas o autor das imagens – de fato foram 4 ou 5 fotos, das quais apenas uma se popularizou.

IMAGENS DA INTERNET Em nenhum mo-

mento desse diálogo a testemunha passou a impressão de estar falando a verdade, e tam- bém se mostrou muito confuso quanto ao que teria fotografado – se é que teria mesmo es- tado no local. Analisando seu celular, pude constatar a existência de outras estranhas imagens, que haviam sido baixadas da inter- net. Para quem não sabe, outro recurso dessa nova geração de aparelhos celulares é a tro-

O que diz o perpetrador da fraude

Equipe UFO

Essa é a transcrição da breve entrevista realiza- da pelo editor da REVISTA UFO, A. J. Gevaerd, com o autor da polêmica foto feita com o celular [Foto]. No diálogo, a testemunha, que continua pedindo para não ser identificada pela publicação – à qual tentou vender suas imagens –, insiste em apontar detalhes inusitados da ocorrência, como uma even- tual perda de memória dos fatos [Missing time], após ter feito a foto, insinuando uma abdução.

GEVAERD Vocês estavam na Rodovia Anhangüera e viram o objeto num campo aberto, daí pararam o carro e começaram a caminhar na direção daquilo. Mas como puderam observar o objeto por trás da mata? RESPOSTA Começamos a ver as frestas das árvores e dos pinheiros sem nenhum motivo, e, atra- vés delas, vimos uma imagemgrande e negra. Logo que imaginei que se tratava de uma nave, paramos o carro no acostamen- to e fomos em direção à ela.

GEVAERD Você e seu amigo atravessaram a mata e fizeram den-

tro dela um vídeo com o celular, que

tem baixa capacidade de armaze- namento e que logo foi atingida. O UFO estava do outro lado da mata?

E quando vocês chegaram lá,

como fizeram a foto com o celular

se ele já estava com a taxa de ar-

mazenamento exaurida?

RESPOSTA Meu aparelho vem de fábrica com 16 Mb de memória, mas eu comprei um cartão com capacidade de 64 Mb. Poderia ter filmado mais e fotografado mais, mas não sei porque não fiz isso. Fiquei meio confuso.

GEVAERD Quanto tempo o objeto ficou lá parado, o que fez enquanto isso e de que forma aquilo foi embora? RESPOSTA Não sei quanto tempo a nave ficou lá, nem quantos minutos fiquei observando. Só sei que depois disso eu já estava no carro.

GEVAERD Como vocês voltaram ao auto- móvel estacionado? Que horas eram quando vo- cês o pararam no acostamento para entrar na mata e quando retornaram? RESPOSTA Nem eu, nem meu amigo lem- bramos. As fotos foram tiradas mais ou menos às 15h00. Eu tenho o ho-

nós

não lembramos do retorno até o car-

ro. Meu outro amigo, que não quis ir junto e ficou no automóvel, disse de-

poisqueentramosneleenãocomen-

tamos nada. Só depois que paramos

o veículo para abastecer é que co-

meçamos a falar com ele e também

a mostrar as imagens. Quando volta-

mos para o carro, meu amigo que foi comigo deitou no banco de trás e dormiu. Fui dirigindo calado.

rário e a data certa no celular. Mas

Nokia
Nokia

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Fotos Cláudio Brasil ca de imagens através de um clube organiza- do pelo próprio fabricante,
Fotos Cláudio Brasil
Fotos Cláudio Brasil

ca de imagens através de um clube organiza- do pelo próprio fabricante, bastando para isso digitar um código do proprietário. A primei- ra questão a ser determinada, então, era: te- ria ele obtido aquela imagem de alguma ou- tra fonte ou mesmo de outro celular? Informações imprecisas com relação ao local exato da foto, fornecidas pela testemu- nha, deixavam fortes dúvidas quanto ao de- poimento. O que se sabia até então era que a imagem havia sido feita num local próximo à Santa Rita, entre 14h00 e 15h00 de 03 de agosto. Mais nada. Durante a entrevista que fiz com o autor da foto, ofereci a ele a possi- bilidade de se submeter a uma sessão de hip- nose regressiva, para tentar vencer o suposto bloqueio em sua memória quanto ao local e condições do avistamento. Disse-lhe que, mesmo que ele não se lembrasse de algum fato observado na ocasião, este teria sido registrado pelo cérebro e estaria disponível através da técnica sugerida. A testemunha mostrou claro interesse em realizar a expe- riência e, em determinado momento, inda- gou se nesse tipo de terapia uma pessoa po- deria mentir? Confirmei que existia tal pos- sibilidade e que também seria possível de- tectar possíveis mentiras.

HIPNOSE REGRESSIVA Após saber deta-

lhes do funcionamento da hipnose regres- siva, a testemunha deixou transparecer uma reação de dúvida com relação a se subme- ter ou não ao experimento. Até a data de fechamento deste artigo, o rapaz não en- trou em contato com o autor para aceitar ou negar o procedimento. A questão ago- ra seria tentar determinar a natureza do objeto registrado na imagem digital. Vá- rias hipóteses foram levantadas para explicá-la, das mais simples às mais com- plexas. Mas algo ficou claro desde o iní- cio das análises: que não se tratava de nenhuma “nave triangular” e sim de al- gum fenômeno real ou objeto localizado

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A VISITA AO LOCAL do suposto avistamen- to desmascarou definitivamente a ima- gem e a intenção de seu fraudador. Nas fotos pode-se ver claramente que o “UFO” não passa das copas de um gru- po de árvores num descampado

na região. As aspas se justificam porque não era possível afirmar que o objeto fosse uma nave e, muito menos, tivesse forma- to triangular – como se aludiu antes –, devido às características cilíndricas e as bordas recortadas que apresentava. Como sempre ocorre em qualquer pes- quisa, em especial na Ufologia, somente após se realizar um reconhecimento do lo- cal onde o fato se deu e se fazer uma re- constituição dos acontecimentos é que pode-se emitir um parecer preciso. A prin- cípio, pensei na hipótese do fenômeno re- gistrado ser um efeito conhecido como mi- ragem inferior. O local onde a foto foi fei- ta parecia ser amplo e árido, com vegeta- ção baixa e grande quantidade de insola- ção, o que propicia a formação do fenô- meno próximo ao solo. A miragem inferi- or consiste de uma pequena camada quen- te que refrata ou reflete uma faixa de uma camada fria mais acima. A nebulosidade abaixo do objeto – que se imaginou ser uma nuvem de poeira – também reforçava a hipótese. No caso, poderia existir um ob- jeto como um morro, um pouco de vegeta- ção ou mesmo uma construção no local, que estariam sendo distorcidos pela cama- da quente, gerando a miragem que, como todo fenômeno ótico visível, pode ser re- gistrado por uma câmera – digital ou não. Como parte dos procedimentos de inves- tigação, combinei com a testemunha que iria visitar e investigar o local da foto pessoal- mente, para poder emitir um parecer final. Nesse ínterim, uma pessoa de confiança do consultor Brasil, a pedido dele, esteve no lo- cal descrito pelo autor da imagem e conse-

guiu localizar a estranha formação que cau- sou toda a confusão. Tratava-se de um pe- queno grupo de eucaliptos que, visto a dis- tância – calculada entre 4 a 6 km –, gera- vam a errônea interpretação de um obje- to suspenso no ar, com alguma agitação ou uma estrutura mais difusa abaixo. Es- tava solucionado o caso. Basta que se compare as imagens obtidas pelo enviado de Brasil e a anunciada na imprensa, na in- ternet e publicada na REVISTA UFO 102, para que se perceba a semelhança.

INTENÇÃO DE ENGANAR Em minha opi-

nião, este caso seria um exemplo de erro de interpretação, no início dos fatos, mas que se tornou uma fraude com a evolução das pesquisas, pois o comportamento do autor das fotos com relação a várias ques- tões demonstrou sua clara intenção de ilu- dir ou enganar. Entre outras coisas, o ra- paz tratou com vários interlocutores dessa publicação a possibilidade de a mesma com- prar as imagens para seu uso. Em e-mail ao editor, que questionou diversos pontos da ocorrência, a testemunha insistiu em ali- mentar a farsa [Veja box com a entrevista que foi feita com o rapaz]. O aparelho celular em questão possui uma pequena câmera tipo VGA de 3,5 mm com resolução de 640 x 480 pixels, o que representa 300 Kpixels ou Kpix. Isso é o equivalente a 0,3 Megapixels ou Mpix, considerada baixa resolução. Em termos de imagens digitais, pode-se obter algu- mas com boa resolução a partir de 3 Me- gapixels, que é uma taxa recomendada. Ainda, o celular Nokia 3650 possui foco fixo com aumento de duas vezes, e sua me- lhor acuidade se encontra entre 15 e 30 cm. Após essa distância, ocorre uma queda na definição das imagens, o que causa a distor- ção de detalhes e contrastes. Isso é devido ao sensor de captura, que é de tecnologia CMOS. É interessante acrescentar que as câ-

Setembro 2004 – Ano 20 – Edição 103

de captura, que é de tecnologia CMOS. É interessante acrescentar que as câ- Setembro 2004 –

meras digitais acopladas ou embutidas em aparelhos celulares possuem sempre a ca- pacidade de registrar imagens inteiramente de forma eletrônica ou digital. Basicamente, uma imagem digital é uma longa cadeia de números zero e um, que representam pequenos pontos isolados coloridos – chamados pixels – que coleti- vamente formam uma imagem. Como uma câmera convencional, um dispositivo de captura de imagens digitais possui uma sé- rie de lentes que focalizam a luz refletida ou emitida por objetos para recriar a ima- gem de uma cena. Porém, em vez de regis-

trar em filme, a luz é recriada num disposi- tivo sensor que a converte em cargas elétri- cas. Geralmente, são dois os dispositivos utilizados nesse processo: o Charge Cou- pled Device (CCD), que é o mais popular, e

o Complementary Metal-Oxide Semicondu-

tor (CMOS), que possui menor qualidade, porém maior velocidade de operação e me- nor consumo de bateria. Por isso, as câme- ras com dispositivos CCD geram imagens de alta qualidade com milhares de pixels e possuem grande sensibilidade, enquanto os celulares, em sua maioria, são equipados com câmeras de tecnologia CMOS.

COMPARAÇÃO DE PIXELS Fica aqui a dica

a quem estiver pensando em adquirir um

celular com câmera embutida: invista num com tecnologia CCD, que tenha também uma boa relação de lentes e um bom siste- ma de aumento ótico ou zoom. Esse tipo de ampliação é realizado pela relação de lentes internas, em vez do zoom digital, que trabalha por interpolação de imagem – isto é, que “cria” pixels aonde não exis- tem, comparando dois pixels adjacentes. Uma boa câmera convencional ou filma- dora digital ainda são os instrumentos mais adequados para a pesquisa e registros de fenômenos anômalos, aéreos ou não. Vale ainda uma última dica para os leitores que avistarem um UFO e tiverem ao alcance uma máquina digital ou celular com câme- ra: tomem o cuidado de fotografá-lo com a maior resolução disponível. Não se deve utilizar zoom digital, mas sim o ótico, se sua câmera tiver esse recurso.

mas sim o ótico, se sua câmera tiver esse recurso. R OGÉRIO C HOLA é formado

ROGÉRIO CHOLA é formado em eletrônica e tec- nologia da informação. É membro do Instituto de Pesquisas Científico-Militares de OVNIs e Fenô- menos PSI (IPECOM). Seu endereço é: Rua Sete de Outubro 104/74, 03407-040 São Paulo (SP). E-mail: rchola@terra.com.br. CLÁUDIO BRASIL é físico, mestre em tecnologia nuclear e astrôno- mo amador. Seu endereço é: Rua Professor Jú- lio Carvalho 201, 05547-000 São Paulo (SP). E-mail: claudio.brasil@ufo.com.br. Ambos são consultores da REVISTA UFO.

Ambos são consultores da R EVISTA U FO . Edição 103 – Ano 20 – Setembro

Edição 103 – Ano 20 – Setembro 2004

UFO forjado já tem até tripulantes Pepe Chaves, convidado especial Após a desmistificação, há alguns
UFO forjado já tem até tripulantes
Pepe Chaves, convidado especial
Após a desmistificação, há alguns me-
ses, da foto de um suposto ser extraterrestre
passeando livremente entre dois policiais
numparque chileno, constatou-se que o caso
do UFO fotografado com um celular em Santa
Rita do Passa Quatro (SP) também é uma
fraude. Foi o que concluíram os consultores
da REVISTA UFO Cláudio Brasil e Rogério Cho-
la, após pesquisarem o local onde a ima-
gem foi feita. Aquilo que parece um objeto
de formato cilíndrico é, na realidade, a copa
de alguns eucaliptos. Como a câmera do
celular empregado tem pouca definição, os
troncos das árvores desaparecem natural-
mente na fotografia, ficando apenas uma
sombra escura, entre as copas e o solo.
A pessoa que montou a farsa não quis
se identificar em vários programas de tevê
em rede nacional a que compareceu, o que
é indicativo de que alguma coisa precisava
ser escondida, por ela. Seja por maldade ou
má interpretação, o fato é que diversos ca-
sos que a princípio se mostram como sendo
de natureza extraterrestre, não passam de
enganos, erros de interpretação e fraudes.
Talvez por desejarem ter espaço na mídia ou
visarem outros benefícios, algumas pessoas
agem de má-fé, não se importando com os
custos que os ufólogos têm para se desloca-
rem até o local da alegada ocorrência e in-
vestigarem o fato. Estudiosos e grupos de
pesquisas já falam em acionar judicialmen-
te, junto ao Ministério Público, autores de
casos notoriamente forjados.
Com a acentuada popularização das câ-
meras digitais e telefones celulares com tais
dispositivos embutidos, é certo que uma enor-
me quantidade de fotos deve vir a público nos
próximos meses – algumas forjadas, outras,
talvez mais raras, verdadeiras. É preciso mui-
to cuidado para se afirmar com exatidão o
que está sendo fotografado com esses equi-
pamentos, que, na maioria dos casos, apre-
sentam imagens com baixos padrões de defi-
nição, facilitando a fraude ou a falsa interpre-
tação. Além disso, há o componente, diga-
mos, psiquiátrico da questão, oferecido por
pessoas que divagam alucinadamente quan-
to às imagens obtidas de forma digital, antes
mesmo de serem analisadas.
No caso dessa foto de Santa Rita, ago-
ra comprovada como falsa, o ufólogo cea-
rense José Agobar chegou a sustentar a afir-
mação de que viu um ET com um cilindro
nas costas, pouco abaixo do UFO. Agobar
imaginou se tratar de um tripulante do tal
UFO e sua explicação – que incluía o dese-
nho do ser realçado sobre a foto digital –
correu as listas de discussão de Ufologia da
internet. Ele chegou a insistir que havia uma
espécie de gramado abaixo da “nave extra-
terrestre” e que o tripulante observado era
semelhante a um homem, mas tendo ves-
timentas “interespaciais”, segundo o autor
da teoria. Agobar acrescentou que o ser “cor-
ria desenfreadamente na direção da pes-
soa que tirou a foto, talvez com o intuito de
dominá-lo”. Haja imaginação
PEPE CHAVES é ufólogo, colaborador da RE-
VISTA UFO e editor do site Via Fanzine, que
pode ser acessado através do endereço http:/
/viafanzine.yan.com.br.
Editoria de Arte

:: www.ufo.com.br ::

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Girostad

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Girostad ○○○ ○○○ Buraco Negro Brasileiro O artigo Buraco Negro do

Buraco Negro Brasileiro

O artigo Buraco Negro do Incognoscível, do ombudsman

Carlos A. Reis, publicado em UFO 102, representa a Ufologia Brasileira. Ela é isso mesmo que ele escreveu: cheia de dúvidas, de perguntas sem resposta e de pontos de interrogação. O que deu para perceber, também, é que o próprio ombudsman está mais perdido que cachorro em dia de mudança, além de inse- guro e revoltado. Parece que os ufólogos, depois dos aconteci- mentos em Varginha (MG), se desencantaram com as pesqui- sas e os estudos em torno dos UFOs, pois perceberamque não estão progredindo. Nós, observadores de fora, que gostamos de ler e de acom- panhar as ocorrências envolven- do a Ufologia, com seus sinais até agora indesvendáveis e ou- tras ocorrências mais – como aparições de naves e luzes, ab- duções e montagens fictícias –, não estamos estranhando nada disso que vem acontecendo no país.Aqui a corrupção é a mola mestra de toda a sociedade, e sendo assim, não é de se estra- nhar que as autoridades

estejam manipulando, até hoje, escondendo os in- dícios comprobatórios re- ferentes ao Caso Vargi- nha. Quanto devem ter pago pelos ETs raptados e desaparecidos rapida- mente? Quanto os la- drões devem ter recebido dos corrompedores que levaram a bola encontra- da no Sertão cearense, conforme artigo na mes- ma edição de UFO? O que mais intriga e entristece no meio disso

tudoéqueaUfologiaBra-

sileira vem pagando um

alto preço por toda essa bandalheira. Não se conhece aqui, entre nós, nenhum objeto originado em naves espaciais

32 :: www.ufo.com.br ::

acidentadas que tenha sido re- colhido para efeito de estudo e arquivo. Tudo é ligeiramente coletado pelos “preservado- res” da inabalável Segurança Nacional, para reaparecer em países estrangeiros – em espe- cial os Estados Unidos. Quan- to custa uma peça perdida de uma nave alienígena? E um ET, então, deve valer uma ver- dadeira fortuna lá fora, pois hoje existem batalhões de ho- mens nas selvas e redondezas caçando objetos extraterrestres para depois vendê-los. É assim mesmo que fun- cionam as coisas, e não adianta os ombudsmen virem a público enfeitar a situação, pois apenas irão complicá-la ainda mais. Tudo tem caminhado no terre- no dos segredos e dos sigilos, apenas para facilitar o roubo e a corrupção. Com isso, o que te- mos visto é que a Ufologia Bra- sileira não tem conseguido se movimentar, nem evoluir. Tudo está estagnado. E o pior nisso tudo é verificarmos que todos os acontecidos são guardados a sete chaves lá fora. Não há inte- resse de intercâmbio de idéias. Os estrangeiros vêm aqui, rou- bam nossas relíquias e ainda

depois as escondem. Negar esse fato é demonstrar desconheci- mento dentro dessa área. O que a REVISTA UFO está fazendo deve merecer todo nos- so apoio e aplauso. Ao encabe- çar o movimento que pede aber- tura de informações por parte do Governo Federal, a publicação foi fundo na questão. O dedo que a revista colocou nessa fe- rida com certeza a fará sangrar, pois há muita coisa escondida dentro desse império segredis- ta, que, se vier à tona, vai colo- car em evidência um grande nú- mero de bandalheiras e esque- mas de corrupção.

General (reserva) Sidney Louveira, São Paulo (SP)

Varginha, 8 Anos Depois

No momento em que ve- mos aumentarem as discussões sobre o Caso Varginha, culmi- nando num mega-evento ufo- lógico, considero oportunos al- guns comentários. É fato que a procedência extraterrestre das criaturas capturadas é algo ain- da muito discutido entre os pes- quisadores envolvidos no caso. Na minha humilde opinião, penso que os fatos apu-

rados demonstram clara- mente que os seres pro- cederam de um veículo espacial avariado, que caiu nas imediações da cidade. Segundo as in- vestigações, havia uma alta concentração de ob- servações de UFOs no sul de Minas naquela época, que foi detecta- da por satélites norte- americanos. O Governo Brasileiro teria sido aler- tado para a iminência de uma eventual queda de algum deles. Entrando no campo

da especulação, penso que a nave poderia perfeitamente ter sido alvejada por algum siste- ma de defesa espacial. Há, in-

clusive, uma filmagem bastan- te conhecida no meio ufológico que evidencia ações desse tipo. Ela foi obtida em setembro de 1991, enquanto a nave espacial Discovery cumpria a missão Space Shuttle. Ao sobrevoar o

Oceano Índico, com uma traje- tória no sentido da costa da Aus-

trália,váriosUFOsforamflagra-

dos pelos astronautas. Num dado momento, um míssil se- melhante a um feixe de ener- gia foi disparado contra um dos objetos, que bruscamente alte- rou sua trajetória para não ser atingido, saindo da órbita do pla- neta rumo ao espaço exterior, a uma velocidade vertiginosa. Cinco anos mais tarde, esse mesmo sistema pode ter sido acionado e o UFO presente no espaço aéreo de Varginha pode não ter tido a mesma sorte.

Daniel C. Carneiro, por e-mail

Acreditando na Ufologia

A Ufologia não é apenas uma crença pessoal, é um fenô- meno social e pode ser classifi- cado como ciência, pois se ba- seia em fatos e em possibilida- des físicas, biológicas e psicoló- gicas específicas. O sensaciona- lismo que envolve a casuística ufológica embaça a verdade por trás dos fatos, criando uma casta de descrentes que, sem razão plausível, ridicularizam seu es- tudo. Essa situação cria um am- biente desfavorável à condução de análises sérias a respeito da casuística. Basta se declarar in- teressado no assunto para se tor- nar vítima de escárnio por cole- gas de trabalho, amigos e fami- liares. Tenho certeza de que mui- tos já tiveram essa experiência. Essasmesmaspessoasquefazem da Ufologia um tabu social, não percebem a lógica que está im- plícita nas ocorrências ufológi- cas, bem como na possibilidade de que esta lógica não seja sim- plesmente teórica – mesmo por-

lógica não seja sim- plesmente teórica – mesmo por- U M B URACO N EGRO .
lógica não seja sim- plesmente teórica – mesmo por- U M B URACO N EGRO .

UM BURACO NEGRO. Seria essa

a definição para o caos da Ufologia Brasileira?

Setembro 2004 – Ano 20 – Edição 103

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que está apoiada em vários ca- sos que não podemos negar,

que está apoiada em vários ca- sos que não podemos negar, são indicativos de que alguma coisa estranha ao nosso conhecimento está acontecendo. Curiosamente, tais pessoas aceitam abertamente crenças populares que são em sua maioria absurdas – como sim- patias, magia negra, mau-olha- do e tantas outras. Incluo nesta lista a astrologia, que, embora apoiada em cálculos complexos baseados na posição dos astros com o objetivo de definir a per- sonalidade das pessoas através da matemática, nunca provou ser eficaz, enquadrando o com- portamento das pessoas em con- ceitos puramente subjetivos. Julga-se correta, mas não per- cebe que o universo está em ex- pansão, que a posição dos astros que utiliza foi mapeada há mi- lênios e já não condiz com a rea- lidade, e que nossa personalida- de é reflexo do meio. Somos seres vivos inteligentes e não um sistema de microchips que pode ser programado e ter seus resul- tados previstos em fórmulas. Sendo um pouco mais ra- dical, essas mesmas pessoas acreditam em Deus, mas não avaliam que é muito mais difí- cil acreditar num ser supremo, que não se manifesta diretamen- te, do que crer que possa existir vida além dos limites da Terra. Não é meu objetivo provar a existência ou não do Criador – isso é missão da teologia e so- bre Deus temos o testemunho da Bíblia. Mas o que é este li- vro senão um conjunto de per- gaminhos encontrados em ca- vernas, com origem duvidosa, escritos por homens de carne e osso e com claros sinais de ma- nipulação social e política? Será que a Bíblia é um livro a ser le- vado realmente a sério? Poucos sabem que existem capítulos que foram excluídos dela por terem sido considerados “não inspirados por Deus”, segundo critérios definidos por um cle- ro, o mesmo grupo que insti-

tuiu a inquisição, uma entida-

de com atividades comparáveis

aos caprichos da Alemanha na- zista da Segunda Guerra. Os testemunhos descritos na Bíblia são tão ou mais fantásti- cos do que os acontecimentos ufológicos das últimas décadas. Acreditar em anjos, milagres, ressurreições, divisão dos mares etc não é mais absurdo do que crer na casuística ufológica? De qualquerforma, asociedadepre-

fere acreditar em documentos escritos há milhares de anos por uma sociedade primitiva, com pouco acesso ao conhecimento

e com dificuldade de interpre-

tar os mistérios que a cercava. Pior do que não crer nas evi- dências é repudiá-las, não to- mar conhecimento por ter idéi-

as pré-estabelecidas. A Ufolo- gia passa por um período de

caos, pois é amplamente utiliza-

da em função de interesses eco-

nômicos e explorada por méto- dos sensacionalistas. Precisa- mos achar a ordem no caos. Por existirem evidências que indiquem a ação de seres inteligentes não-humanos, a Ufologia também passou a pes-

quisar a vida extraterrestre. O fato é que algum ramo da ciên-

cia precisa tratar do assunto e ele

se

chama Ufologia! Ela não bus-

ca

provar a existência de extra-

terrestres, mas a verdade por trás

dos fenômenos ufológicos, que pode envolver outras formas de vida ou não. Mas a Ufologia é repudiada por medo de se mu-

dar a base de sustentação social

e religiosa que fornece a frágil sensação de segurança e espe-

rança de um paraíso pós-morte.

A existência ou não de aliení-

genas não sobrepõe nenhuma crença, somente exige uma re- visão em alguns conceitos ego- cêntricos da humanidade, uma

reflexão sobre a origem e desti-

no da vida em um Cosmos que

não foi desenhado para servir

somente ao ser humano.

Cláudio R. Cattelan, Curitiba (PR)

somente ao ser humano. Cláudio R. Cattelan, Curitiba (PR) Edição 103 – Ano 20 – Setembro

Edição 103 – Ano 20 – Setembro 2004

PERGUNTA — Gostaria de saber por que os planetas do Sistema Solar são de formato
PERGUNTA — Gostaria de saber por
que os planetas do Sistema Solar
são de formato esférico?
Roberto Rodrigues,
por e-mail
RESPOSTA — Os planetas de nos-
so Sistema e os corpos celestes
em geral são esféricos porque essa
é a melhor configuração energéti-
ca que podem assumir. Uma esfe-
ra é a forma que encerra a maior
quantidade de matéria no menor
perímetro. Sob ação da força da
gravidade, o corpo assume a for-
ma esférica, pois é nessa condi-
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ção que ocorre o equilíbrio de for-
ças que o torna estável. Porém,
nemsempreissoocorre.Outrasfor-
mas são possíveis, dependendo de
sua massa ou composição. Plane-
tas gasosos em alta rotação, como
Júpiter e Saturno, tendem a ser li-
geiramente achatados nos pólos,
apresentando uma pequena ex-
pansão na região do Equador.
Cláudio Brasil,
consultor da REVISTA UFO
pólos – para dar uma explicação
para fenômenos que vão desde o
processo da aurora boreal e da ori-
gem dos meteoros até a aparição
de discos voadores. Entretanto, em
momento algum tais teorias se
mantêm de pé perante uma análi-
se um pouco mais minuciosa e com
embasamentorealmentecientífico.
Comoomodeloébaseadonasleis
conhecidas da física, fica fácil veri-
ficar que um planeta oco, com um
sol em seu interior, não resistiria
muito tempo sem implodir ou ex-
plodir, dependendo da quantida-
de de massa envolvida. Por outro
lado, discute-se muito, não ape-
nas dentro do âmbito ufológico, a
possibilidade de haver bolsões sub-
terrâneos que poderiam abrigar
seres ainda desconhecidos para
nós, inteligentes ou não.
Vanderlei D’Agostino,
consultor da REVISTA UFO
PERGUNTA — Li um livro sobre a
PERGUNTA — Gostaria de saber
se os discos voadores têm algum
tipo de som de naves.
Andréa Silva,
São Paulo (SP)
possibilidade da Terra ser oca, que
diz que nosso planeta tem uma
abertura nos pólos norte e sul. O
que vocês sabem sobre isso?
Samara Lima,
por e-mail
RESPOSTA — A leitora se refere
ao livro A Terra Oca, de Raymond
Bernard. Muito antes de publicar
este livro, já se falava em seres e
territórios no interior do planeta.
Alguns colocavam essa hipótese de
formamaiscientífica,enquantoou-
tros faziamalusãoalocais míticos,
como Agartha, onde viveriam se-
res mais evoluídos espiritualmente
do que nós. Bernard, em seu livro,
faz um apanhado dessas coloca-
ções – em especial duas supostas
expedições do almirante Byrd aos
RESPOSTA — Na casuística exis-
tem muitos sons de UFOs que fo-
ram gravados ao longo da história.
Mas eles divergem totalmente da-
quilo que as testemunhas têm re-
latado sobre o que ouviram. Nor-
malmente tais sons são descritos
como um chiado, como se fosse
um enxame de abelhas. Alguns
são como ruídos de explosão, in-
termitente etc. Estes sons po-
dem ser ruídos dos motores ou
do sistema de sustentação e
propulsão dos UFOs. Mas tam-
bém podem ser sons para indu-
ção na mente humana, gerados
porequipamentosdesconhecidos
em poder dos tripulantes.
Claudeir Covo,
co-editor da REVISTA UFO

:: www.ufo.com.br ::

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Luiz Trancredi

○○○○○ Luiz Trancredi Luzes em Penápolis Em 23 de dezembro de 2003, exatamente

Luzes em Penápolis

Em 23 de dezembro de 2003, exatamente às 20h30, o

sogro de meu irmão me apon- tou no céu, que estava muito es- trelado, alguns objetos lumino- sos que faziam estranhas evo- luções. Sua altitude deveria ser de aproximadamente 3 km. Eram precisamente seis artefa- tos luminosos que não cessa- vam de se movimentar, mas de uma maneira muito leve e sua- ve. Essa foi a primeira vez que

vi algo inexplicável assim. Os

objetos se assemelhavam a al- godão sendo soprado de um

canto para outro, durante cerca

de meia hora, dançando no es-

paço aéreo de Penápolis (SP),

como se quisessem

que todos os morado- res os vissem. Conti- nuei a admirar o céu com aquelas naves, sem tirar meus olhos do ponto aonde esta- vam. Até hoje estou extasiadocomoquevi. Sou militar graduado

da Marinha e conheço

muito bem aviões de combate e comerciais, assim como helicóp- teros civis e militares, balões meteorológi- cos e satélites diver- sos. Por isso estou certo da natureza não- terrestre do que obser- vei. Tenho conheci- mento também de ou-

tros relatos de observações acontecidas na periferia de mi- nha cidade, como a de uma enor- me luz que a mais de 1.000 m

de

muito intensa meu irmão e

ra

altitude focalizou de manei-

Objeto Próximo a Viracopos

Moro em Cosmópolis (SP)

e sou leitor da R