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A Amazônia de hoje é muito diferente da que sediou a Operação Prato

O país e o mundo acompanham estar- recidos o noticiário internacional, que apresenta uma Amazônia como

nunca se viu antes. Desfigurada por uma seca jamais registrada, a região padece de problemas que nunca sonhou existir. Chega a faltar água potável em muitos municípios amazônicos, que sempre tiveram nos rios ao redor abundante fonte do líquido. É que os mananciais, muitas vezes, se encontram contaminados pelas toxinas dos peixes

que morrem a cada instante, por falta de oxigênio. Nunca se viu isso antes, nesta proporção. Nem perto. Jamais foram apre- sentadas pelos jornais imagens tão chocan- tes quanto as que estampam as edições de setembro e outubro. Queimadas sufocantes, aridez marroquina. Nem especialistas no efeito estufa mais pessimistas, que andam por aí, projetaram uma situação dessas. E quando o fizeram, em tons bem menos graves, estimaram que sua futurologia só se concretizaria entre 2020 e 2030. Que

nada. Em plena seca de 2005, muito antes do esperado, o planeta Terra agoniza e o
nada. Em plena seca de 2005,
muito antes
do esperado, o planeta Terra agoniza e o
Brasil mostra suas chagas. A Amazônia que
vemos hoje certamente não é a mesma
tínhamos há poucos anos atrás.
que
Eventos ufológicos em todo
o mundo discutem uma nova
fase para a Ufologia
Serra da Beleza une o
ufólogo Marco Petit e o
designer Hans Donner
Continuação do espaço
Dossiê Amazônia, com
novas revelações
A doutora Wellaide Cecim
descreve sua experiência
com o chupa-chupa
As condições inusitadas do
suicídio do comandante da
Operação Prato
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Veja a seção Shopping UFO, com edições anteriores, livros, DVDs e vários outros produtos na página
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IBERDADE DDEE IINFORMAÇÃO

NFORMAÇÃO JÁ NOVA FASE

UUFOs:

FOs: LLIBERDADE

A campanha continua até a

Nosso movimento não se encerrou com o encontro entre os ufólogos e militares d autoridades não responderam à petição. Por isso, voltamos a requerer que o Govern

Faça parte deste grande momento da Ufologia Brasileira. Se você também acha que o Governo deve abrir seus arquivos secretos sobre UFOs e assumir uma posição mais democrática quanto às informações que possui, leia com atenção o Manifesto da Ufologia Brasileira (abaixo) e assine a petição que o acompanha (ao lado). Você também pode participar da campanha UFOs: Liberdade de Informação Já através do site da Revista UFO, www.ufo.com.br.

A Comunidade Ufológica Brasileira, repre-

sentada por ufólogos individuais e grupos

de pesquisas, investigadores, estudiosos e

simpatizantes da Ufologia, que firmam o presente

abaixo-assinado, reúne-se através deste documento,

sob coordenação da Revista UFO, para se dirigir às

autoridades brasileiras, neste ato representadas

pelo excelentíssimo senhor presidente da República

e pelo ilustríssimo senhor comandante da Aeronáu-

tica, para apresentar os seguintes fatos:

1 — É de conhecimento geral que o Fenômeno

UFO, manifestado através de constantes visitas de

veículos espaciais à Terra, é genuíno, real e consis-

tente, e assim vem sendo confirmado independen-

temente por ufólogos civis e autoridades militares

de todo o mundo, há mais de 50 anos.

  • 2 — O fenômeno já teve sua origem suficien-

temente identificada como sendo alheia aos limites

de nosso planeta. Os veículos espaciais que nos

visitam de forma tão insistente são originários de

outras civilizações, provavelmente mais avança-

das tecnologicamente que a nossa, e coexistem

conosco no universo, ainda que não conheçamos

seus mundos de origem.

  • 3 — Tais civilizações encontram-se num vi-

sível e inquestionável processo de contínua apro-

ximação à Terra e de nossa sociedade planetária

e, assim agindo em suas manobras e atividades,

na grande maioria das vezes não demonstram

hostilidade para conosco.

  • 4 — É notório que as visitas de tais civi-

lizações não-terrestres ao nosso planeta têm

aumentado gradativamente nos últimos anos,

segundo comprovam as estatísticas nacionais

e internacionais, tanto em quantidade quanto

em profundidade e intensidade, representando

algo que requer legítima atenção.

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MANIFESTO DA UFOLOGIA BRASILEIRA

5 — Em função disso, é urgente que se esta-

beleça um programa oficial de conhecimento, in-

formação, pesquisa e respectiva divulgação pública

do assunto, de forma a esclarecer à população

brasileira a respeito da inegável e cada vez mais

crescente presença extraterrestre na Terra.

Assim, considerando atitudes assumidas pu-

blicamente em vários momentos da história, por

países que já reconheceram a gravidade do pro-

blema, como Chile, Bélgica, Espanha, Uruguai e

China, respeitosamente recomendamos que o

Ministério da Aeronáutica da República Federativa

do Brasil, ou algum de seus organismos, a partir

deste instante, formule uma política apropriada

para se discutir o assunto nos ambientes, formatos

e níveis considerados necessários. A Comunidade

Ufológica Brasileira, neste ato representada pelos

estudiosos nacionais abaixo-assinados, com total

apoio da Comunidade Ufológica Mundial, deseja

oferecer voluntariamente seus conhecimentos, seus

esforços e sua dedicação para que tal proposta

venha a se tornar realidade e que tenhamos o re-

conhecimento imediato do Fenômeno UFO. Como

marco inicial desse processo, e que simbolizaria

uma ação positiva por parte de nossas autoridades,

a Comunidade Ufológica Brasileira respeitosamente

solicita que o referido Ministério abra seus arquivos

referentes a pelo menos três episódios específicos

e marcantes da presença de objetos voadores não

identificados em nosso Território:

  • (a) A Operação Prato, conduzida pelo I Coman-

do Aéreo Regional (COMAR), de Belém (PA), entre

setembro e dezembro de 1977, que resultou em

volumoso compêndio que documenta com mais

de 500 fotografias e inúmeros filmes a movimen-

tação de UFOs sobre a região Amazônica, da forma

como foi confirmado pelo coronel Uyrangê Bolívar

Soares de Hollanda Lima.

  • (b) A maciça onda ufológica ocorrida em

maio de 1986, sobre os estados do Rio de Ja-

neiro e São Paulo, entre outros, em que mais

de 20 objetos voadores não identificados foram

observados, radarizados e perseguidos por caças

a jato da Força Aérea Brasileira (FAB), segundo

afirmou o próprio ministro da Aeronáutica na

época, brigadeiro Octávio Moreira Lima.

  • (c) O Caso Varginha, ocorrido naquela cidade

mineira em 20 de janeiro de 1996, durante o qual

integrantes do Exército brasileiro, através da Escola

de Sargentos das Armas (ESA), e membros da cor-

poração local do Corpo de Bombeiros capturaram

pelo menos dois seres de origem não-terrestre,

segundo farta documentação já obtida pelos ufó-

logos e depoimentos comprobatórios oferecidos

espontaneamente por integrantes do próprio Exér-

cito, que tomaram parte nas manobras de captura,

tratamento e remoção das criaturas.

Absolutamente conscientes de que nossas

autoridades civis e militares jamais descuidaram

da situação, que tem sido monitorada com zelo e

atenção ao longo das últimas décadas, sempre no

interesse da segurança nacional, julgamos que a

tomada da providência acima referida solidificará o

início de uma próspera e proveitosa parceria.

Comissão Brasileira de Ufólogos

Novembro Novembro 2005 2005 – – Ano Ano 21 21 – – Edição Edição 116 116

IBERDADE D DE E I INFORMAÇÃO NFORMAÇÃO J JÁ Á NOVA FASE U UFOs: FOs: L

tingirmos o objetivo

a Aeronáutica, em 20 de maio. Pelo contrário, até hoje nossas o abra seus arquivos secretos sobre UFOs a toda sociedade

tingirmos o objetivo a Aeronáutica, em 20 de maio. Pelo contrário, até hoje nossas o abra
Recorte ou xerografe e envie para: Revista Caixa Postal 2182 — 79008-970 Campo Grande (MS) —
Recorte ou xerografe e envie para: Revista Caixa Postal 2182 — 79008-970 Campo Grande (MS) — Fax (67) 3341-0245
Ficha para recolhimento de assinaturas para a campanha
UFOs: LIBERDADE DE INFORMAÇÃO JÁ
Petição ao Governo Federal para liberação de documentos relativos à manifestação
do Fenômeno UFO em nosso país e à tomada de medidas que permitam aos
ufólogos civis brasileiros participarem de suas atividades oficiais na área
Recorte ou xerografe e envie para: Revista Caixa Postal 2182 — 79008-970 Campo Grande (MS) — Fax (67) 3341-0245
Edição 116 – Ano 21 – Novembro 2005
Edição 116 – Ano 21 – Novembro
2005
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Ponto de Encontro

Falta de Resposta Oficial

Minha opinião é de que os

componentes da Comissão Brasi-

leira de Ufólogos (CBU) precisam

ter mais paciência com a Aeronáu-

tica, pois os militares estão agre-

gados a um emaranhado de leis

e recebendo aperto de todos os

lados para não liberarem infor-

mações. Acho que vocês devem

pressioná-los mas sem expor

os mesmos à opinião pública,

o que poderia causar um certo

mal-estar e todo o trabalho dos

ufólogos pode ir por água abai-

xo. O melhor a fazer é usar a di-

plomacia e a persuasão pa-

ra ir ganhando a confiança

deles. Quem já esperou dé-

cadas pode aguardar mais

alguns anos. Nesse caso, a

paciência e a sabedoria são

os únicos meios de se con-

seguir um acordo.

José Genival Lima Filho,

por e-mail

Concordo com vocês

quando pressionam nossas

autoridades a agirem com

mais rapidez ao aceitar ou

rejeitar o pedido dos ufólo-

gos. É de sua competência

entender se o pleito da Co-

missão Brasileira de Ufó-

logos (CBU) é legítimo ou

não. A decisão, caso nega-

tiva, pode vir a ser objeto de dis-

cussão e repúdio. Mas o que não

pode ocorrer é o protelamento

indeterminado de uma respos-

ta por parte do comandante da

Aeronáutica, do ministro da De-

fesa e do presidente da Repúbli-

ca. Isso é inaceitável.

Maria Antônia J. Cunha,

Brasília (DF)

Os ufólogos são mesmo mui-

to otimistas se esperam que esse

Governo que aí está vai se mexer

para dar-lhes uma resposta quan-

to à abertura ou não de arquivos

oficiais sobre o Fenômeno UFO

no país. Ora, a atual administra-

ção está atolada em corrupção,

seus integrantes são absurdamen-

te incompetentes e nada ali funcio-

na. Ufólogos, desistam!

José A. Neto,

por e-mail

Não gostei de ver a cara do

Lula na capa da minha querida

Revista UFO e em outras páginas

da edição 115. Já não basta vê-lo

viajando pelo Brasil e o mundo

afora, sem um mínimo de res-

peito à sociedade que clama por

uma explicação para a bandalhei-

ra de seus assessores? Por favor,

senhor editor, poupe-nos disso.

Almerita Yule Alves,

Teresina (PI)

Que o presidente Lula não se

interesse em dar atenção ao Mani-

festo da Ufologia Brasileira, con-

forme reclama o editor A. J. Ge-

vaerd no artigo Cadê a Resposta,

Presidente?, de UFO 115, isso é

compreensível. Afinal, não cabem

ao presidente da República essas

questões. Mas é inadmissível que o

comandante da Aeronáutica briga-

deiro Luiz Carlos da Silva Bueno e

o ministro da Defesa José Alencar

não tenham se manifestado a mais

de 5 meses. Apóio integralmente

o protesto dos ufólogos brasileiros

que querem uma resposta.

Youssif Paulo Cunha,

Rio de Janeiro (RJ)

Isso, UFO, bata duro

nessa gente. Eles são pagos

para fazer seu serviço e o de-

sempenham mal ou simples-

mente não fazem. As cartas

entregues às nossas autori-

dades, através do brigadeiro

Telles Ribeiro, têm que ser

respondidas. No mínimo,

precisa ser confirmado seu

recebimento pelo Governo.

Américo Vaz Neto,

por e-mail

Dossiê Amazônia

Gostaria de sugerir que

na próxima edição do Dossiê

Amazônia conste um mapa

geográfico ou semelhante da Ilha

de Colares (PA), indicando os lo-

cais de ocorrências e ataques dos

discos voadores. Também seria útil

se a revista explicasse se a localida-

de possui algum hotel ou pousada

para futuros pesquisadores, turis-

tas e investigadores de campo do

Centro Brasileiro de Pesquisas de

Discos Voadores (CBPDV). Su-

giro ao editor de UFO que pense

com carinho em fazer um con-

gresso de Ufologia na ilha, palco

da Operação Prato. Sou filiado ao

CBPDV com o número 2801 e

admiro muito o trabalho e a de-

dicação da Equipe UFO.

Mário Esteves da Silva Filho,

São Paulo (SP)

Divulgação
Divulgação

Já não basta sermos obrigados a suportar a desfaçatez de nosso presidente na condução do país, junto a assessores envolvidos com alta corrupção, e agora temos que ver a foto do senhor Lula também na Revista UFO? Protesto!

ERNESTO BUCAMINI,

São Paulo (SP)

Fiquei impressionado com

a dedicação do “comunicador

ufológico” Hilberto de Freitas,

radialista e morador de Colares

(PA). Seu trabalho de esclare-

cer o Fenômeno UFO perante a

comunidade local, descrito na

seção Diálogo Aberto Um Co-

municador Ufológico na Ama-

zônia de UFO 115, deveria ser

imitado por muitos profissionais

da área. Parabéns a ele.

Guilherme Assumpção,

Ribeirão Preto (SP)

Marco Petit mais uma vez

nos brindou com um excelente

texto, desta vez em UFO 115:

UFOs no Brasil – É Hora de

Nossos Militares Encararem a

Verdade. Apenas acho que ele

se equivocou numa coisa. Pa-

ra mim, já é passada a hora de

nossos militares encararem a

verdade. Não sei se a repulsa

oficial quanto ao assunto que

leva à política de acobertamen-

to é covardia, pura desinforma-

ção ou mesmo imposição dos

norte-americanos.

Johanna Stella Maris Flores,

por e-mail

A entrevista com o jornalis-

ta paraense Carlos Mendes, Os

Militares Sabiam Tudo Sobre

os Ataques, em UFO 115, é um

exemplo de combinação perfeita

entre as atividades dos ufólogos

e repórteres. Por sorte temos em

nosso país muitos profissionais

de comunicação conscientes

quanto à Ufologia e, tal como

Mendes, dão contribuições de

elevado valor à área. Quero ma-

nifestar minha admiração pelo

repórter Mendes, de O Liberal,

de Belém (PA), especialmente

por sua obstinação em continu-

ar seu trabalho de cobertura dos

casos do chupa-chupa na Ilha de

Colares, mesmo sofrendo pres-

são dos repressores militares do

tempo da ditadura. Excelente

escolha da Revista UFO para

novo consultor.

Luis Carlos Marques Sobrinho,

Itacoatiara (RS)

  • 6 :: www.ufo.com.br ::

Novembro 2005 – Ano 21 – Edição 116

Ponto de Encontro Falta de Resposta Oficial Minha opinião é de que os componentes da Comissão
Divulgação
Divulgação

Carlos Mendes merece nosso

respeito, admiração e agradeci-

mento. Seu esforço para informar

a população da gravidade dos ata-

ques do chupa-chupa, apesar da

perseguição militar que sofreu, é

uma mostra de bom jornalismo

em favor da sociedade.

A. Antunes M. Souza,

por e-mail

A Revista UFO se supera a

cada edição, especialmente de-

pois que adotou o espaço Dos-

siê Amazônia, que apresentou

em sua última edição o jornalis-

ta Carlos Mendes. Mal posso es-

perar para ver a entrevista com a

doutora Wellaide Cecim Carva-

lho, prevista para a UFO 116.

José Neto,

Olinda (PE)

Liberdade de informação

Revendo o programa Fantás-

tico, de 22 de maio, que se falou

sobre a campanha UFOs: Liber-

dade de Informação Já, notei que

ao final do segmento, quando o

ufólogo A. J. Gevaerd explica que

o movimento ainda não acabou,

há algo estranho no ar. O entrevis-

tado aparece contra a Esplanada

dos Ministérios e no céu, ao fundo

e um pouco acima de sua cabe-

ça, aparece uma luz que se mexe

e depois some do quadro. O que

poderia ser aquilo?

Ricardo Alberto T. Santos,

por e-mail

A edição 37 de UFO Especial, sobre o Projeto SETI, há muito tempo era esperada pelos leitores, que, como eu, gostam da relação que a Ufologia tem com a ciência

ALDA PACCI,

Passo Fundo (RS)

Parabéns à toda a Equipe

que produz a Revista UFO pelo

sucesso da campanha pela ofi-

cialização da Ufologia, opor-

tunidade em que a Comissão

Brasileira de Ufólogos foi re-

cebida pela Força Aérea Brasi-

leira (FAB), em Brasília.

Valdivan Barros,

por e-mail

Filiação ao CBPDV

Acabo de enviar minha fi-

cha de inscrição ao CBPDV.

O intuito é contribuir para as

pesquisas sérias que vocês fa-

zem. Tenho lido bastante so-

bre o assunto e minha esposa

também passou a se interessar

pelo tema, pois ela também

já viu um UFO.

Marco A. Federico,

por e-mail

Vi o anúncio sobre filiação

ao CBPDV na própria UFO e

me interessei bastante. Acho

muito importante que a revista

seja produzida por uma entida-

de séria que se dedica ao Fenô-

meno UFO de maneira compro-

missada. Diferentemente das

demais publicações existentes,

que são desenvolvidas por edi-

toras sem qualquer ligação com

as organizações que se dedicam

aos seus temas.

Juarez Martins A. Couto,

Goiânia (GO)

Caros colegas do Centro

Brasileiro de Pesquisas de

Discos Voadores (CBPDV) ,

espero que continuem com o

trabalho de vocês, pois com

certeza não estamos sozinhos

nesse universo tão vasto – e

é bem provável que enquan-

Convocação a todos os grupos de pesquisas A Revista UFO convida todos os grupos brasileiros de
Convocação a todos os
grupos de pesquisas
A Revista UFO convida todos os grupos brasileiros de pesqui-
sas ufológicas a informarem seus dados para a elaboração e
futura publicação de um novo e completo cadastro de todas
as entidades em atividade na Ufologia Brasileira. As informações
serão apresentadas em breve em nosso site e na revista impressa,
para que todos tenham amplo acesso. Além disso, futuramente
será disponibilizado um espaço no site da Revista UFO para que
os grupos de pesquisas cadastrados divulguem seus trabalhos e
eventos. Pedimos que encaminhem o nome e sigla da entidade,
sua data de fundação, endereço completo com CEP, telefones,
site e e-mails atualizados, além do nome dos integrantes da dire-
toria. Todas as informações devem ser remetidas para o endereço
abaixo. Contamos com sua colaboração!
Revista UFO Brasil
Caixa Postal 2182, 79008-970 Campo Grande (MS)
E-mail: redacao@ufo.com.br
Divulgação Carlos Mendes merece nosso respeito, admiração e agradeci- mento. Seu esforço para informar a população

Edição 116 – Ano 21 – Novembro 2005

to tentamos conhecer nossos

visitantes, eles já saibam tudo

sobre a espécie humana.

Jakiciel Pedro da Silva,

por e-mail

Universitários e UFO

Gostaria de me colocar a

inteira disposição da Revista

UFO, seja para o que for, uma

vez que aprecio a publicação e

o crescimento da Ufologia em

nosso país. Estudo Administra-

ção e estou no 3º período, po-

dendo ser revisor de português,

colaborador, comentarista e até

posso dar qualquer ajuda que es-

tiver ao meu alcance.

Lucas Borges Kappel,

por e-mail

Um jovem estudante de

jornalismo tem como contri-

buir com vocês? Se tiver, co-

loco-me a disposição.

Ricardo Martins,

por e-mail

Estudo jornalismo na Uni-

versidade Federal de Minas Ge-

rais (UFMG) e gostaria muito de

participar do projeto da Revista

UFO, que considero muito útil

para o Brasil e para o avanço de

nosso conhecimento sobre um

tema de grande importância.

Ângela Bárbara Jaunuss,

Belo Horizonte (MG)

Site da Revista UFO

Gostaria de parabenizá-los

pelo portal da Revista UFO.

É bem planejado, informati-

vo e atual. Para quem, como

eu, não conhece o assunto,

ele traz informações interes-

santes e grande facilidade em

pesquisas. Parabéns pelo traba-

lho desenvolvido e dedicação

com que tratam esse que é um

dos temas mais polêmicos de

todos os tempos.

Nura Fares,

por e-mail

:: www.ufo.com.br ::

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Ponto de Encontro

É indescritível a importân-

 

querem e qual foi a influência e

 

Sempre me interessei pelos

cia do trabalho que vocês fazem.

 

Contato com ETs

importância de vocês em nosso

discos voadores e acredito que não

Mas como amante da Revista

 

desenvolvimento. Nós, os terrá-

estamos sós no universo. Ainda

UFO, preciso dizer-lhes que seu

 

Já completamos 58 anos

queos, agradeceremos pelas res-

lembro, na década de 50, do livro

site está muito ruim e confuso. A

da chamada Ufologia moderna.

postas, principalmente, a comu-

Discos Voadores de Outros Mun-

busca não funciona, certos ar-

Quase seis décadas de dezenas

nidade ufológica mundial. Do

dos, escrito por Donald Keyhoe.

quivos não podem ser encontra-

de milhares de materiais ufoló-

contrário, daqui uns 200 anos a

No Brasil e no mundo, tanto a

dos etc. Tenho certeza que vocês

gicos colhidos no mundo inteiro

Ufologia ainda estará discutindo

UFO quanto o Centro Brasileiro

podem fazer melhor.

e evidências de que o Fenôme-

sobre o avistamento de um UFO

de Pesquisas de Discos Voadores

Tony Almeida,

no UFO sempre esteve presente

ocorrido lá na década de 60 num

(CBPDV) são as entidades mais

São Paulo (SP)

na humanidade são incontestá-

sertão qualquer do mundo.

sérias sobre o assunto. Assisti

veis. Mas uma pergunta fica ca-

João Marcelo S. Carvalho,

recentemente os novos DVDs

Sou freqüentador assíduo do

da vez mais forte: “Quando os

Porto Alegre (RS)

da Videoteca UFO e achei im-

site da Revista UFO e de mui-

extraterrestres finalmente farão

pressionante! Excelente material.

tas outras páginas de Ufologia

um contato oficial com os ha-

Será maravilhoso o dia que

Valeu a pena comprar.

na internet. Mas nenhum dos si-

bitantes da Terra?” Se eles são,

tivermos contato direito com ex-

Mário Fukimiko,

tes que visito se compara ao de

como se pressupõe, muito mais

traterrestres, que na verdade são

Santa Gertrudes (SP)

UFO, que é visível e feito com

avançados e superiores do que

uma criação de Deus, formam

 

atenção e dedicação. A cada no-

nós podem formalizar o conta-

ou completam toda a plenitude

vo dia sempre encontro algo de

to na hora que quiserem, sem

da criação universal. É lamentá-

 

Ceticismo na Ufologia

interessante para ler e fico saben-

que nada ou ninguém possa im-

vel que o homem tenha declina-

 

do de coisas novas. Vocês estão

pedi-los de fazer isso. Mas por

do ao mais baixo grau da pura

 

“Nem tanto ao mar, nem tanto

de parabéns, mesmo.

que não o fizeram ainda? O que

ignorância que dita a regra do

a terra”. Essa frase representa bem

Ridel Araújo A. Shurr,

eles estão esperando? O mundo

“só acredito vendo”. Que estu-

os pesquisadores em Ufologia, que

Blumenau (SC)

já está farto de avistamento de

pidez! Até quando vamos con-

precisam ficar atentos com relação

UFOs em beiras de estradas, lu-

tinuar com os tapa-olhos dian-

aos companheiros que vivem só

 

gares ermos, desertos ou então

te de tantas evidências? Como

contestando e nunca chegam a

Terra Oca

no meio do mato com apenas

podemos continuar de braços

lugar algum. Esse pormenor de-

meia dúzia de nativos como tes-

cruzados e sendo persuadidos,

ve ser observado cuidadosamente,

No livro Terra, Laborató-

temunhas. Por que esses seres

ou melhor, enganados? Mui-

pois a Ufologia, depois que passou

rio Biológico Extraterrestre,

viajaram distâncias intergalác-

tos crêem que acreditar nessas

a vivenciar fenômenos de grande

do co-editor Marco Petit [Có-

digo LV-02 da coleção Biblio-

ticas para fazer isso? Não têm o

menor sentido. É muita insen-

criaturas é se desviar ou afas-

tar-se da presença do Criador.

envergadura, como o ocorrido em

Varginha (MG), começou a sofrer

teca UFO], o escritor diz ser

satez! É chegada a hora da ver-

Mas o importante é encarar a

assédio desonesto por parte de algu-

um absurdo a Terra ser oca e

dade, senhores extraterrestres,

realidade crua e nua: eles exis-

mas crenças religiosas, que estão se

contesta veementemente o al-

mostrem-se abertamente à hu-

tem e estão entre nós.

sentindo incomodadas com a ava-

mirante Richard E. Byrd, assim

manidade. Revelem finalmente

Jean Carlos G. de Oliveira,

lanche de fatos que vêm ocorrendo

como a credibilidade do autor

o que são, de onde vêm, o que

São Paulo (SP)

no Brasil e no mundo em torno dos

Raymond Bernard. UFOs. Afinal, quem são Sou leitor de artigos esses céticos de plantão? sobre o
Raymond Bernard.
UFOs. Afinal, quem são
Sou leitor de artigos
esses céticos de plantão?
sobre o Fenômeno
Cadê nossa resposta, presidente Lula?
É necessário que tudo
UFO há mais de 30
seja sempre prudente-
anos e acredito sin-
mente analisado antes
ceramente nas apari-
A Comunidade Ufológica Brasileira aguarda com ansiedade a resposta de nos-
de se tentar oficializar
ções contemporâneas
sas autoridades para as correspondências que lhes foram entregues durante
alguma resposta final.
desses objetos, como
o encontro dos ufólogos com os militares da Aeronáutica, em 20 de maio. Elas
Nessa área de pesqui-
nas aparições no li-
contêm um pedido formal para que o Governo crie uma comissão mista de investi-
sa tudo pode acontecer
miar da nossa histó-
gação de UFOs em nosso país. As cartas foram encaminha-
e enquadrar precipita-
ria. Creio que o ufó-
das ao presidente Lula, ao ministro da Defesa José Alencar
damente os aconteci-
logo Petit, ao afirmar
e ao comandante da Aeronáutica Luiz Carlos da Silva Bueno.
mentos como embuste,
que a teoria de Byrd
Lamentavelmente, até a data de fechamento desta edição,
denota uma certa igno-
é absurda, se porta
04 de novembro, nenhuma manifestação digna de nota
rância, uma incerteza
como um cético que
foi esboçada por elas. Os ufólogos do país merecem uma
sobre aquilo que deve-
alega para um leigo
resposta. É obrigação de nossas autoridades considerarem
ria estar sendo analisado
que discos voadores
um pedido que lhes foi feito oficialmente.
e avaliado sob a luz das
não existem.
concordâncias.
Saiba mais em: www.ufo.com.br
Paulo S. Nazareth,
Jádel Borin Santuzzi,
por e-mail
São Paulo (SP)
Presidência da República
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Novembro 2005 – Ano 21 – Edição 116

Ponto de Encontro É indescritível a importân- querem e qual foi a influência e Sempre me
Edição 116 – Ano 21 – Novembro 2005

Edição 116 – Ano 21 – Novembro 2005

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Mensagem do Editor

A. J. Gevaerd editor@ufo.com.br

Calábria, San Francisco e Paris

Eventos em todo o mundo discute

I Simposio Internazionale di Esobiologia, Ufologia ed Esopolitica

O s italianos marcaram

dois importantes pon-

tos no mês de outubro.

O primeiro, ao realiza-

rem um dos maiores

eventos de Ufologia que já se pre-

senciou na Europa, nos últimos 20

anos. O segundo, por mostrarem

ao mundo que seu governo, ainda

na década de 40, bem antes dos

norte-americanos, já pesquisava

secretamente a manifestação do

Fenômeno UFO na Itália e países

vizinhos. Os pontos foram o resul-

tado de muito trabalho do Centro

Ufologico Nazionale (CUN), a

maior entidade italiana de pesqui-

sas de UFOs, que completa neste

ano seu 40º aniversário. À sua fren-

te está o capo di tutti capi da Ufo-

logia na Itália, Roberto Pinotti, seu

mais expressivo veterano e porta-

voz indiscutível. Pinotti conseguiu

convencer a prefeitura da cidade de

Cosenza, na região da Calábria, sul

do país, a patrocinar um congresso

que tivesse representantes de mais

de 15 países. Deu certo.

O I Simposio Internazionale

di Esobiologia, Ufologia ed Eso-

politica [Simpósio Internacional

de Exobiologia, Ufologia e Exo-

política] foi realizado entre os dias

07 e 09 de outubro na Sala Mag-

na da Universidade da Calábria,

a maior instituição de ensino su-

perior e pós-graduação do sul da

Itália, com mais de 50 mil alunos.

Infelizmente, muito pouca gente do

corpo acadêmico da escola – pro-

fessores e alunos – compareceu pa-

ra prestigiar o evento, tratado pela

mídia com bastante empolgação.

“Ufólogos de todo mundo desem-

barcam em Cosenza”, apontou o

La Tribuna Italiana, local. “To-

Arquivo UFO
Arquivo UFO

dos loucos por ETs na Universi-

dade da Calábria”, anunciou o

La Stampa, jornal de maior circu-

lação no país. Entre os diários que

deram cobertura ao evento, este

foi o que mais destaque ofereceu

ao Caso Varginha, apresentado por

este editor no conclave.

Qualidade em pesquisas — Se o

simpósio foi uma oportunidade pa-

ra reunir os mais expressivos ufó-

logos de várias partes do mundo,

aos pesquisadores italianos, que se

apresentaram sempre nas manhãs

do evento – cedendo demais ho-

Momentos marcantes do evento

[A partir da esquerda]: As conferên-

cias do norte-americano Roger Leir,

do italiano Roberto Pinotti e do bel-

ga Auguste Meessen. Acima, vista

parcial do setor de ciências exatas

da Universidade da Calábria

Mensagem do Editor A. J. Gevaerd editor@ufo.com.br Calábria, San Francisco e Paris Eventos em todo o
Mensagem do Editor A. J. Gevaerd editor@ufo.com.br Calábria, San Francisco e Paris Eventos em todo o
Fotos Arquivo UFO
Fotos Arquivo UFO
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Novembro 2005 – Ano 21 – Edição 116

Mensagem do Editor A. J. Gevaerd editor@ufo.com.br Calábria, San Francisco e Paris Eventos em todo o

m uma nova fase para a Ufologia

rários aos internacionais –,

coube mostrar como se faz

uma boa Ufologia. Aquela

praticada na Itália está, cer-

tamente, entre as melhores

do mundo, com o mais am-

plo emprego de técnicas in-

vestigativas, farta e padro-

nizada documentação de

casos e intensa realização

de atividades de aprimora-

mento nos procedimentos. A

metodologia investigativa

dos italianos – em boa parte

fomentada por Pinotti e seu

mais direto assessor, Aldo

Rocchi, ao longo de quatro

décadas de trabalho – é im-

batível, como foi mostrado

em diversas palestras.

Giulio Perrone, Patri-

zio Caini, Enrico Baccari-

ni, Alessandro Sacripanti,

Alfredo Lissone, Fulvio

Terzi e Vladimiro Bibolotti

estão entre os que mostra-

ram que a pesquisa ufoló-

gica sistemática realmente

funciona. E para consagrar

os resultados, Franco Mari

fez uma belíssima exposi-

ção de todas as estatísticas

que compreendem mais de

40 anos de casuística ufo-

lógica italiana.

Mussolini sabia — Ao ca-

po Pinotti – representante

da Revista UFO na Itália –

coube mostrar a parte mais

contundente das revelações

que o evento reservava à

Cortesia CUN
Cortesia CUN
Arquivo UFO
Arquivo UFO

A palestra deste editor sobre

o Caso Varginha, contendo

mais de 100 imagens conhe-

cidas dos leitores, e a do tur-

co Haktan Akdogan, que mos-

trou a quantidade de casos

recentes em seu país

timavam que a origem dos

aparelhos era exógena e ten-

tavam construir uma répli-

ca – felizmente sem sucesso.

Um artigo completo sobre

o assunto será brevemente

publicado em UFO.

Documentos secretos — O

interesse de Mussolini por

discos voadores já não é

surpresa desde 2002, quan-

do o próprio CUN publicou

cópias de documentos obti-

dos secretamente em sua re-

vista, Notiziario UFO. Mas

os detalhes agora apresen-

tados são inéditos. Vários

conferencistas estrangeiros

também levaram para Ca-

lábria muitas informações

reveladoras. É o caso do

médico norte-americano

Roger Leir, especialista em

remoção de implantes alie-

nígenas [Autor do livro ho-

mônimo, código LV-11 da

coleção Biblioteca UFO, no

encarte Shopping UFO des-

ta edição], do ufólogo turco

Haktan Akdogan, presiden-

te de um centro permanente

de exposição ufológica, e

do porta-voz do Ministé-

platéia e até aos ufólogos

estrangeiros presentes. Com far-

ta documentação, Pinotti provou

que o governo de seu país já ti-

nha grande conhecimento sobre o

Fenômeno UFO nos anos 30 e 40,

inclusive com planos de construir

uma máquina voadora discóide.

“Mussolini sabia muito bem que

os discos vistos sobre a Europa

eram máquinas superiores. A prin-

cípio, ele supôs que fossem alemãs,

pois vinham sempre do norte. E

como não nos atacavam, ele enten-

deu que Hitler estava sendo ami-

gável. Em boa parte, tal atitude

levou Mussolini a apoiar o líder

nazista, quando então entendeu

que os UFOs não eram alemães”,

declarou. De fato, o fascista que

governou a Itália até 1943 desco-

briu que os nazistas também es-

rio da Defesa inglês Nick

Pope. Akdogan, representante de

UFO em seu país, mostrou im-

pressionantes casos ufológicos

recentes, registrados pelas For-

ças Armadas da Turquia, inclusi-

ve sobre cidades de grande porte,

como Istambul e Ankara.

m uma nova fase para a Ufologia rários aos internacionais –, coube mostrar como se faz

Edição 116 – Ano 21 – Novembro 2005

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Mensagem do Editor

A. J. Gevaerd editor@ufo.com.br

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Fotos Arquivo UFO
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Mensagem do Editor A. J. Gevaerd editor@ufo.com.br Fotos Arquivo UFO Fotos Arquivo UFO Embora tenha levado

Embora tenha levado ao even-

to muitas informações novas, Po-

pe fez uma declaração no mínimo

discutível: “O governo inglês es-

tá gradualmente liberando todos

os casos de observações de UFO

que tenham sido investigados por

nossas Forças Armadas. Eles logo

estarão disponíveis até mesmo pe-

la internet”. Poucos acreditaram.

Sobre o tema abertura ufológica, o

russo Boris Shurinov, o belga Au-

guste Meessen e o francês Gildas

Bourdais – também representan-

tes de UFO em seus respectivos

países – fizeram longas e interes-

santes apresentações.

Abertura brasileira — Mas a pla-

téia gostou mesmo foi da versão

legendada em inglês do progra-

ma Fantástico da Rede Globo, de

  • 22 de maio passado, que contém

Acima, a platéia do evento. Ao lado

[A partir da foto superior à esquer-

da]: Gildas Bourdais, Budd Hopkins,

Aldo Rocchi, Michael Salla, Alexan-

der Zaitsev e Boris Shurinov

a matéria sobre o histórico encontro

entre os ufólogos brasileiros e os

militares da Força Aérea Brasileira

(FAB). O vídeo foi levado por este

editor e apresentado logo após sua

conferência sobre o Caso Varginha,

considerada um dos momentos

mais importantes do evento.

“Não tinha idéia de que o Ca-

so Varginha fosse tão complexo”,

exclamou a jornalista italiana

Margherita Detomas. “Agora ve-

jo que os ufólogos brasileiros têm

razão ao chamar o fato de O Caso

Roswell Brasileiro. Mas acho que

Varginha é ainda maior”, atestou

Cândida Mammoliti, da Suíça. “O

mundo inteiro precisa tomar co-

nhecimento do que se passou em

Varginha”, disse a jornalista Leslie

Kean, de Nova York. E assim foi

a opinião da maioria dos presen-

tes, que ainda não tinha conheci-

mento da profundidade do caso

e da qualidade de sua investiga-

ção. A conferência sobre o caso

foi, na semana seguinte, repro-

duzida em San Francisco, Esta-

dos Unidos, com semelhantes

resultados [Veja ao lado].

se discute os discos voadores. Sua Monsenhor Balducci mais uma vez surpreende atividade oficial no Vaticano
se discute os discos voadores. Sua
Monsenhor Balducci mais
uma vez surpreende
atividade oficial no Vaticano é o es-
tudo da demonologia, área em baixa
com o novo papa, Bento XVI. Mesmo
assim, o monsenhor continua a ter
papel importante e de destaque na
P ela expressão de espanto
estejamos sendo observados por seres
cúpula da Igreja Católica.
no rosto de Roberto Pinotti,
pertencentes a civilizações mais avança-
Pinotti, amigo há muitos anos
ao lado sentado, presidin-
das, idem. A questão está em entender
do religioso, conhecedor de suas
do a sessão de 09 de outubro, é
o que querem aqui nossos misteriosos
idéias sobre Ufologia, vê em Balducci
possível imaginar o que devia estar
– e curiosos – visitantes”. Balducci, que
uma voz que não se deve ignorar. “O
falando o monsenhor Corrado Bal-
tinha estreita ligação com o falecido papa
monsenhor tem informações oficiais
ducci, ao fundo, em pé, proferin-
João Paulo II, tem sido há muito tempo
da igreja e as oferece em conta-go-
do sua aguardada conferência. “A
porta-voz da igreja em conclaves em que
tas em suas palestras”.
igreja reconhece plenamente que
não estamos sozinhos no univer-
so e defende um procedimento de
investigação dos objetos voadores
não identificados”, declarou o re-
presentante do Vaticano no I Sim-
posio Internazionale di Esobiologia,
Ufologia ed Esopolitica.
Mesmo quem conhece o reli-
gioso e está habituado a vê-lo em
eventos ufológicos, se assustou com
a contundência de suas declarações.
“Que o universo é cheio de vida, não
há nada mais óbvio do que isso. Que
Arquivo UFO
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Novembro 2005 – Ano 21 – Edição 116

Mensagem do Editor A. J. Gevaerd editor@ufo.com.br Fotos Arquivo UFO Fotos Arquivo UFO Embora tenha levado

7th Annual The Bay Area UFO Expo Conference

Outras fontes de descontração dos

eventos norte-americanos estão na

forma como eles são organizados,

sempre com momentos de encon-

tros sociais entre participantes e con-

pessoas, durante o banquete de

confraternização do sábado, dia

16. Quem acompanhou a série e

teve compaixão pelo rapaz franzi-

no e frágil, com espinhas no rosto

U m ambiente totalmente

diverso do de Calábria

marcou a sétima edição

do consagrado The Bay

Area UFO Expo [Exposição Ufo-

lógica da Área da Baía], realizado

nos dias 15 e 16 de outubro. A Área

da Baía em questão é a região sul

da Grande San Francisco, no cen-

tro-norte da Califórnia. E um dos

fatores que torna esse evento verda-

deiramente especial é ser realizado

em Santa Clara, um município que

fica em pleno Vale do Silício, a Me-

ca da indústria de informática dos

Estados Unidos. O conclave teve

como sede o suntuoso Westin Hotel

local, que fica entre mega corpo-

rações como Yahoo, Sun, Google,

McFee, Norton e outras gigantes

da área da computação.

A diferença entre os eventos

europeus e norte-americanos é

flagrante. A formalidade, no caso

dos primeiros, dá lugar à total des-

contração. E o protocolo também

é facilmente rompido, em encon-

tros nos EUA, pela participação

de conferencistas contraditórios e

polêmicos, que mesmo assim têm

seu direito de expressão respeitado.

e muito gosto para junk food , certa- mente se surpreen- deria com o talento dele
e muito gosto para
junk food , certa-
mente se surpreen-
deria com o talento
dele para o humor.
Nos bastidores, ele
também inquietou
o evento durante
toda sua duração.
Mas não foi só
diversão que ani-
mou o The Bay Area
UFO Expo – embora
tenha sido isso o que
tornou o congres-
so diferente –, mas
Ufologia de alta
qualidade apresen-
tada no evento em
Arquivo UFO

É o caso do desacreditado “ufólo-

go” Sean David Morton, um per-

sonagem combatido pela grande

maioria da Comunidade Ufológica

Norte-Americana. No evento de

Santa Clara, Morton teve espaço

para palestra e até workshop. Nu-

ma comparação, é como se dei-

xassem Urandir Oliveira falar de

Ufologia em algum congresso ofi-

cial realizado em nosso país. Esta

é uma hipótese impensável aqui

no Brasil (e também na Europa).

ferencistas. Banquetes e coquetéis

geralmente estão incluídos nas ativi-

dades, e muita gente paga caro para

sentar-se à mesa de alguma celebri-

dade ufológica. Tais reuniões são

animadas por mestres de cerimônias

e humoristas consagrados.

Humor e Ufologia — Neste ano, o

astro Dean Haglund, aquele nerd

da série Arquivo-X, foi o contra-

tado. Haglund levou à loucura

a platéia do evento, mais de mil

ritmo frenético, em palestras de ape-

nas 45 minutos. Neste ano, mais de

30 conferencistas de várias partes

dos Estados Unidos apresentaram

temas que foram desde abduções e

Bons momentos do evento [A partir da

esquerda]: Colin Andrews fala sobre os

círculos ingleses, Ann Druffel aborda

as abduções e Thomas van Flandern

apresenta vestígios de uma civilização

que teria vivido em Marte. Acima, o

Westin, sede do evento

7th Annual The Bay Area UFO Expo Conference Outras fontes de descontração dos eventos norte-americanos estão
7th Annual The Bay Area UFO Expo Conference Outras fontes de descontração dos eventos norte-americanos estão
Fotos cortesia Mike Miley
Fotos cortesia Mike Miley
7th Annual The Bay Area UFO Expo Conference Outras fontes de descontração dos eventos norte-americanos estão

Edição 116 – Ano 21 – Novembro 2005

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Mensagem do Editor

A. J. Gevaerd editor@ufo.com.br

A conferência sobre o Caso Varginha, uma das mais aguardadas do The Bay Area UFO Expo.
A conferência sobre o Caso
Varginha, uma das mais
aguardadas do The Bay
Area UFO Expo. Gevaerd e
Roger Leir se revezam na
apresentação dos fatos. No
detalhe, Robert Perala
Fotos Arquivo UFO

implantes a viagens astrais, de des-

cendência alienígena a casuística pu-

ra, de construções marcianas a uma

curiosa astrologia extraterrestre etc.

O único estrangeiro convidado foi

este editor, que mostrou à imensa

platéia, em conferência conjunta

com o médico Roger Leir, o Caso

Varginha e os detalhes de sua com-

plexa investigação. O objetivo da

Andrews, da pesquisadora de abdu-

ções e escritora Ann Druffel e do as-

trofísico Thomas van Flandern, para

citar alguns. Andrews surpreendeu

a todos ao oferecer informações até

então secretas sobre a ação do go-

verno inglês no caso dos círculos nas

plantações. Especificamente, falou

da Operação Blackbird, conduzida

nos anos 90 com a função de manter

palestra foi quebrar resistências, ainda muito susceptí- veis nos EUA, em se aceitar um caso de
palestra foi quebrar
resistências, ainda
muito susceptí-
veis nos EUA, em
se aceitar um caso
de queda de UFO
e resgate de tripu-
lantes que suplan-
te o notório, po-
rém desgastado,
Caso Roswell.
Revelações — Ufo-
logia de qualidade
pôde ser apreciada
em vários momen-
tos do evento, em
especial nas apre-
sentações do ufó-
logo inglês Colin
Fotos Arquivo UFO

câmeras de vigilância nos campos

plantados, à espreita de objetos voa-

dores não identificados que causas-

sem o surgimento dos aeroglifos.

Novas técnicas “Hoje posso fi-

nalmente admitir que a experiência

deu resultados e foram gravados

em vídeo artefatos realizando os

círculos. Mas o governo ainda re-

luta em admitir essa informação”,

declarou. Druffel, pioneira na área

das abduções – nos EUA ela é com-

parada a David Jacobs e Budd Ho-

pkins –, mostrou novos e antigos

casos de raptos ocorridos em seu

estado, a Califórnia. Apresentou

também como as novas técnicas

podem ajudar na desobstrução de

traumas causados nos abduzidos

por seres extra- terrestres. O dou- tor van Flandern, como de costume, fez uma brilhante exposição
por seres extra-
terrestres. O dou-
tor van Flandern,
como de costume,
fez uma brilhante
exposição de ves-
tígios da ação de
uma civilização
inteligente no so-
lo marciano. Es-
pecialista imba-
tível no assunto,
Haglund [À esquer-
da] com a foto artís-
tica de seus tempos
de Arquivos-X. Ao la-
do, o desacreditado
Sean David Morton:
lados opostos
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Novembro 2005 – Ano 21 – Edição 116

Mensagem do Editor A. J. Gevaerd editor@ufo.com.br A conferência sobre o Caso Varginha, uma das mais

van Flandern argumentou que

“há evidências incontestáveis

de que seres inteligentes habita-

ram Marte e deixaram lá, quan-

do partiram, os restos de suas

construções”. Convidados for-

malmente para compor o Con-

selho Editorial de UFO, os con-

ferencistas Colin Andrews, Ann

Druffel e Thomas van Flandern

aceitaram e passam a ocupar po-

sições em nossa publicação.

Outro destaque digno de no-

ta é de Robert Perala, autor de O

Livro Azul Divino [Editora Ma-

dras, código LT-32 no encarte

Shopping UFO desta edição],

que apresentou uma peculiar

associação entre espiritualidade

e Ufologia. Perala, que também

atuou como mestre de cerimô-

nias, ao lado de Ruben Uriarte,

fez exposições que atraíram a

atenção do público – que no The

Bay Area UFO Expo tem uma

tendência natural para a compre-

ensão metafísica do Fenômeno

UFO. “Desejamos que todas

as linhas de atuação dentro da

Ufologia se completem a partir

do entendimento de que muito

pouco sabemos sobre nossos vi-

sitantes e um universo de cére-

bros pensantes e ferramentas de

conhecimento são necessárias”,

explicou Victoria Jack, organiza-

dora do evento. Mesmo sofrendo

de um câncer que a consome e

precisando urgentemente de um

transplante de rim, Victoria não

desistiu do projeto, que sustenta a

sete anos. Um exemplo notável de

garra e determinação.

van Flandern argumentou que “há evidências incontestáveis de que seres inteligentes habita- ram Marte e deixaram
camente, trata-se de fazer com Ufologia Européia busca novas diretrizes que as pessoas interessadas no tema
camente, trata-se de fazer com
Ufologia Européia busca
novas diretrizes
que as pessoas interessadas no
tema possam ter acesso aos do-
cumentos ufológicos já existen-
tes, visando otimizar o contato e
ser uma fonte de conhecimento
A pequena cidade de
Patrick Ferryn e Auguste Meessen,
sobre as ocorrências européias.
Châlons-en-Champag-
da Société Belge d’Etude des Phé-
A lista EuroUFO é simplesmen-
ne, nos arredores de
nomènes Spatiaux (Sobeps), os pes-
te um espaço virtual que utiliza
Paris, foi palco entre
quisadores Giorgio Abraini, Eduardo
novas tecnologias para discutir
os dias 14 e 16 de outubro de
Russo e Maurizio Verga, todos do
a manifestação extraterrestre no
um colóquio que reuniu pesqui-
Centro Italiano Studi Ufologici (CI-
continente europeu”, afirmou
sadores da França, Suíça, Bélgi-
SU). Vicente-Juan Ballester Olmos da
Ballester Olmos.
ca, Itália, Alemanha e Espanha,
Fundación Anomalia e representante
O espanhol, que foi entre-
consagrando uma união mais
de UFO na Espanha, também compa-
vistado pela Revista UFO na edi-
efetiva da Comunidade Ufológica
receu e foi grande destaque. Isabelle
ção 113, acredita que a Ufologia
Européia. Muitos dos integrantes
Dumas, Patrick Fournel, Gilles Munch,
ainda é um mistério para muitas
são membros da lista de discus-
Raoul Robé e Thierry Rocher, do Comi-
pessoas, entretanto com a troca
são na internet EuroUFO. Cerca
té Nord Est des Groupes Ufologiques
de conhecimento e informações
de 600 pessoas participaram
(CNEGU), e Roland Gerhardt e Talay-
entre os investigadores, cientis-
do Premières Rencontres Ufolo-
han Ferhat, ambos da Rede Central
tas, ufólogos e ufófilos, o tema
giques Européennes [Primeiros
de Pesquisas de Fenômenos Celestes
poderá ampliar seus horizontes.
encontros ufológicos europeus]
Extraordinários (CENAP), marcaram
“Depois de superada a natural
e 10 mil visitaram as exposi-
presença, além de Thierry Pinvidic e
desconfiança das pessoas e en-
ções. Mais de 20 conferencis-
Jacques Scornaux do Repas Ufologi-
tidades que não compartilham
tas discutiram na oportunidade
ques Parisiens (SCEAU).
do mesmo nicho referencial que
os principais temas da Ufologia
o nosso, quanto à natureza do
atual, como abdução, implan-
Intercâmbio cultural — Apesar da di-
Fenômeno UFO, estamos con-
tes alienígenas e o envolvimen-
versidade de posturas pessoais sobre
victos de que essa rede de pes-
to das autoridades.
a natureza do Fenômeno UFO, a pre-
quisadores atingirá uma signi-
Dentre os pesquisadores
paração intelectual e profissional dos
ficativa massa crítica que lhe
estavam o psicólogo belga Jean
conferencistas propiciou o fácil enten-
outorgará um potencial muito
Michel Abrassart, o editor do
dimento de questões fundamentais.
maior do que já possui. Isso
jornal Lumières Dans la Nuit
Dentre os objetivos da reunião estava
será um enorme passo para o
Jöel Mesnard, Didier Gómez, da
estabelecer novas diretrizes quanto
amadurecimento dos concei-
revista Ufomania, o piloto Jean-
ao intercâmbio de informação entre
tos ufológicos atuais”, desta-
Gabriel Greslé, Jean-Luc Rivera,
as organizações européias dedicadas
cou Ballester Olmos.
do jornal A Gazette Fortéenne,
à Ufologia, buscar parcerias com pes-
O estudioso ainda divulgou
Gildas Bourdais, representante
quisadores universitários, bem como
no evento novos dados sobre o
da Revista UFO na França, Budd
do setor privado ou institucional (civil
Projeto Fotocat, desenvolvido
Hopkins, autor do livro Intruders
ou militar), para realizar estudos sobre
pela Anomalia, para manter em
[Intrusos, 1987], Leon Brenig,
os fenômenos aeroespaciais anôma-
um banco de dados acessível a
los e organizar os arquivos relativos às
todos os interessados o maior
investigações realizadas até hoje.
número possível de imagens de
Os integrantes do Premières
discos voadores – filmes, vídeos
Rencontres Ufologiques Européen-
e fotos. Atualmente, existem
nes pretendem ampliar a lista de
mais de 6 mil arquivos dispo-
discussão EuroUFO e criar um site
níveis no site do projeto [http://
específico para difundir as pesquisas
fotocat.blogspot.com]. Balles-
realizadas pela comunidade. “Basi-
ter Olmos apresentou as prin-
cipais atividades, os objetivos
O numeroso grupo de ufólogos de vá-
e o estado atual de sua fun-
rios países da Europa, reunidos duran-
dação, que pretende catalogar
te o evento nos arredores de Paris: em
imagens de casos ufológicos
busca de novas formas de conhecer
ocorridos no mundo.
a presença extraterrestre
— Évelin Gomes, da Equipe UFO
Gérard Lebat
van Flandern argumentou que “há evidências incontestáveis de que seres inteligentes habita- ram Marte e deixaram

Edição 116 – Ano 21 – Novembro 2005

:: www.ufo.com.br :: 15

S ão incontáveis os resultados que

o exaustivo trabalho de Marco

Petit na Serra da Beleza trouxe

à Ufologia Brasileira. Após mais

de duas décadas de vigílias e in-

vestigações de campo no local, na região

oeste do Estado do Rio de Janeiro, Petit

definitivamente situou a serra entre uma

das localidades mais importantes para a

análise da presença extraterrestre em nos-

so planeta. Agora, mais um feito se soma

à longa lista de realizações que tal traba-

lho alcançou: o ufólogo conseguiu atrair a

atenção do famoso designer gráfico Hans

Donner, responsável pela identidade visual

da Rede Globo, e juntos pretendem cons-

truir um centro de observação ufológica e

espacial único no país.

Marco Petit recebeu Donner em Con-

servatória, nos dias 07 a 09 de outubro,

para lançar o projeto à população e de-

monstrar sua viabilidade. Donner, ao co-

nhecer detalhes da maciça atividade alie-

nígena na área, aderiu imediatamente às

atividades do co-editor de UFO. Desde

o ano passado, Petit vinha prometendo

revelar o nome da pessoa que assinaria

o projeto arquitetônico do Centro de Ob-

servação Ufológica e Espacial da Serra

da Beleza, que agora se sabe ser Hans

Donner. O designer acaba de doar o pro-

jeto, de sua autoria, que é inspirado num

relógio à base de luz e sombra, para a

Casa de Cultura de Conservatória, en-

tidade que será legalmente responsá-

vel, através de sua diretoria ufológica,

liderada por Petit, pela construção do

referido centro de observação.

A Serra da Beleza está a apenas 10 km

de Conservatória, a meio caminho da área

urbana do distrito de Santa Isabel do Rio

Preto. Ela foi alvo do mais detalhado e du-

radouro projeto de investigação ufológica

civil de que se tem conhecimento em todo

o mundo, que vem sendo realizado por Pe-

tit há mais de 20 anos. Seus resultados são

espantosos e permitiram o levantamento de

mais de 400 casos de avistamentos e contatos

imediatos de diferentes graus, mantidos pela

população local. Além disso, o co-editor teve

na área inúmeras experiências pessoais com

o Fenômeno UFO, que lhe permitiram docu-

mentar fotograficamente a presença dos ob-

jetos. O resultado de suas investigações será

publicado até o final deste ano num livro in-

teiramente dedicado às atividades na serra.

Será a quinta obra do ufólogo carioca.

Importantes passos — No final do mês de

agosto, Petit já havia conseguido efetivar a

alocação de 2.000 m² de terra numa área

privilegiada da Serra da Beleza, para a

construção do observatório. O terreno foi

doado pelo empresário Arnaldo Gonzaga,

proprietário de uma vasta área no local.

Em seguida, o primeiro encontro de Petit

com Hans Donner ocorreu no início de se-

tembro, quando o ufólogo foi apresentado

ao designer pelo superintendente da Secre-

taria de Desenvolvimento Econômico do

Estado do Rio de Janeiro e coordenador

dos projetos socioculturais de Conservató-

ria, Luiz Carlos Prestes Filho, que já vinha

articulando com Petit, inclusive, o apoio do

governo estadual para os projetos na re-

gião. Ambos contaram com a colaboração

do deputado estadual André Corrêa, hoje

diretamente comprometido com as ativi-

dades ufológicas do co-editor de UFO em

Conservatória e Santa Isabel do Rio Preto.

Juntos, pretendem consagrar o fato de que

a região é um centro de referência para a

Ufologia Brasileira.

O Centro de Observação Ufológica e

Espacial da Serra da Beleza será equipa-

do com material de última geração para

documentação fotográfica e cinematográ-

fica de objetos voadores não identifica-

dos, incluindo uma câmera operando em

infravermelho, um radar portátil criado

pela Panasonic, um equipamento à base

de raios laser para sinalização, telescópios

óticos etc. O projeto prevê ainda um salão

de convenções, um arquivo informatiza-

do com tudo que já foi estudado e docu-

mentado sobre o assunto, não só no que

diz respeito à presença de UFOs na serra

e em todo o Brasil, mas também em termos

mundiais. A estrutura física do centro terá

ainda áreas de exposição onde estarão sen-

do permanentemente mostrados os mais

variados arquivos relacionados à presença

extraterrestre em nosso planeta, incluindo

documentação proveniente da NASA, da

Força Aérea Brasileira (FAB), da Rússia e

de outras nações também.

Movimento pela Ufologia — Desde a che-

gada à Conservatória, no início da noite de

sexta-feira, 07 de outubro, até sua volta para

a cidade do Rio de Janeiro, já no final da tar-

de de domingo, 09, Hans Donner e sua espo-

sa, a globeleza Valéria Valensa, cumpriram

uma intensa agenda que teve como ponto de

INICIATIVA
INICIATIVA

A Serra da Beleza n

folóógico

gico aa sserer cconstruído

onstruído nono local

local rreú

UUmm observatório

observatório uufol

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Novembro 2005 – Ano 21 – Edição 116

Novembro 2005 – Ano 21 – Edição 116

S ão incontáveis os resultados que o exaustivo trabalho de Marco Petit na Serra da Beleza

Arquivo UFO

O projeto arquitetônico do Centro de Observação Ufológica e Espacial da Serra da Beleza, assinado por
O projeto arquitetônico do Centro de
Observação Ufológica e Espacial da Serra
da Beleza, assinado por Hans Donner
O observatório será construído em uma área privilegiada da serra, com visi-
bilidade de quase 360 graus, próximo ao local onde esta foto [Fundo] foi
tirada. O terreno, doado, tem 2.000 m 2 e a construção começará já em
Hans Donner

2006. O centro será equipado com material de última geração para documentação

fotográfica e cinematográfica de objetos voadores não identificados [Ao lado] e

terá ambientes para pesquisa ufológica. Confira os recursos programados:

Arquivo UFO O projeto arquitetônico do Centro de Observação Ufológica e Espacial da Serra da Beleza,

Uma câmera operando em infravermelho

Um radar portátil criado pela Panasonic

Equipamento à base de raios laser para sinalização

Telescópios e lunetas óticas

Um salão de convenções

Arquivo informatizado

Áreas de exposição permanente

Arquivo UFO O projeto arquitetônico do Centro de Observação Ufológica e Espacial da Serra da Beleza,
Arquivo UFO O projeto arquitetônico do Centro de Observação Ufológica e Espacial da Serra da Beleza,
Fotos cortesia Marco Petit
Fotos cortesia Marco Petit

Maria Cecile Azambuja,

convidada

o centro da Ufologia

nnee oo ddesigner

esigner HHans

ans DDononnnerer ee oo uufólogo

fólogo MMarco

arco PPeti

etit

Arquivo UFO O projeto arquitetônico do Centro de Observação Ufológica e Espacial da Serra da Beleza,
Arquivo UFO O projeto arquitetônico do Centro de Observação Ufológica e Espacial da Serra da Beleza,

Edição 116 – Ano 21 – Novembro 2005

Edição 116 – Ano 21 – Novembro 2005

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AFEU

destaque a visita do

Donner e Petit

casal ao local onde

celebram parceria

será construído o

no topo da Serra

centro de observa-

da Beleza. “Estou

ção. “Estou maravi-

tocado pela beleza

lhado e tocado pela

da região”, disse o

beleza da região”,

designer

declarou o designer

austríaco, ao abraçar

a idéia da criação do

centro, enquanto sua

esposa aceitava ser

a “madrinha” do

projeto. Sua visita a

Serra da Beleza foi

acompanhada pelo

empresário Sérvio

Consentino, pro-

prietário do Hotel

Rochedo e presiden-

te da Casa da Cultu-

ra de Conservatória,

Luiz Carlos Prestes

Filho e os deputa-

dos André Corrêa e

Nelson Gonçalves

– que também manifestou apoio ao pro-

jeto –, além de Victor Couto, presidente

da Câmara de Vereadores de Valença, dos

empresários Arnaldo Gonzaga e Paulo Ro-

berto dos Santos, proprietário do Hotel Fa-

zenda Florença, que hospedou Donner. O

designer Nilton Nunes, que trabalha com

Donner na Rede Globo, também esteve

presente, entre outros convidados.

Existência transcendente — A apresentação

do projeto foi feita na tarde de sábado, 08,

na Casa da Cultura de Conservatória. Mar-

co Petit abriu o evento falando dos esforços

empreendidos para a implementação do cen-

tro e apresentou Hans Donner. O designer

fez uma palestra de duas horas sobre sua

vinda ao Brasil e seu despertar para o lado

transcendental da existência humana, muitas

vezes inspirado pelos próprios filhos. Falou

também de seu primeiro encontro com Petit,

apresentado pelo amigo Prestes Filho. De-

pois revelou sua visão atual sobre o que ele

chama de timedimension.

Donner prendeu a atenção de todos com

um vídeo que exibiu em seguida, no qual

mostrou uma regressão temporal do uni-

verso até seus primórdios, quando houve a

grande explosão – o Big Bang –, explicando

a origem metafísica de seu projeto para o

Centro de Observação Ufológica e Espacial

da Serra da Beleza. Por fim, deixou no ar

sua idéia e esperança de que, com a mate-

rialização das propostas de Petit para a Serra

da Beleza, a partici-

pação de seu design

para o projeto e com

a mensagem visual

que ele apresentou,

será possível esta-

belecer finalmente

uma conexão direta

com outras civiliza-

ções do universo.

À Ufologia Bra-

sileira resta agrade-

cer a Petit por sua per-

sistência em manter

seu trabalho na serra

por tantos anos, in-

cansavelmente, sem-

pre buscando aquilo

que todos achavam

impossível. Graças

à sua obstinada tare-

fa, conseguiu mos-

trar que a presença

alienígena naquele

rincão de terra é

inquestionável, do-

brando a resistência de céticos, cientistas

e autoridades. Agora, como consagração

máxima de sua conquista, o mais conhe-

cido e respeitado designer gráfico do país

aderiu de corpo e alma à idéia de se cons-

truir um centro de observação na região,

garantindo ainda maior visibilidade para

a Serra da Beleza como a região ufologi-

camente mais ativa do Brasil.

AFEU destaque a visita do Donner e Petit casal ao local onde celebram parceria será construído

Maria Cecile Azambuja é jornalista e editora

do jornal Vimana [www.marcopetit.com]. Foi

responsável no passado por inúmeras reportagens

envolvendo Ufologia na extinta Rede Manchete,

dentro do programa Mistério. Seu e-mail é

jornalvimana@hotmail.com.

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Novembro 2005 – Ano 21 – Edição 116

AFEU destaque a visita do Donner e Petit casal ao local onde celebram parceria será construído
Edição 116 – Ano 21 – Novembro 2005

Edição 116 – Ano 21 – Novembro 2005

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C ontinua a busca da Re- vista UFO por expli- cações sobre o que de fato
  • C ontinua a busca da Re- vista UFO por expli- cações sobre o que de fato ocorreu nas déca- das de 70 e 80, princi- palmente, nas flores-

tas e ilhas do Estado do Pará. Esta é

a terceira parte do Dossiê Amazônia, criado com o objetivo de mostrar aos leitores situações da maior gravidade registradas em pleno Território Bra- sileiro, que, no entanto, nossas auto- ridades civis e militares solenemente omitem da população. As ocorrências envolvendo veículos não identificados nas ilhas de Mosqueiro e Colares, nos arredores de Belém, associadas aos brutais e inexplicáveis ataques aos seus humildes moradores, compõem um dos cenários mais bizarros da Ufolo- gia Mundial. Nunca, em lugar algum do planeta Terra, houve registro de fatos semelhantes a esses que vive- ram comunidades inteiras de áreas ribeirinhas da Amazônia. Como é do conhecimento dos leito- res, UFO há muito tempo acompanha tudo que se relaciona ao assunto, por considerar que a gravidade e o inu- sitado desse cenário devam ser exa- minados sem limitações. Em grande parte, a profundidade do problema

foi constatada a partir da histórica

entrevista que o comandante da Ope-

ração Prato – criada secretamente pela

Aeronáutica para investigar os fatos,

em 1977, e mantê-los longe do alcan-

ce da sociedade –, coronel Uyrangê

Hollanda, concedeu à esta publicação, anos atrás. Seu depoimento, prestado após ter se afastado do meio militar, foi bombástico e abalou. Na série Dossiê Amazônia, temos apresentado outras entrevistas igual- mente contundentes, feitas com perso- nagens marcantes que tomaram parte direta e indiretamente nos fatos regis- trados no Pará. Todas são surpreen- dentes, mas uma se destaca: trata-se da entrevista que o editor de UFO A. J. Gevaerd fez com a doutora Wellaide Cecim Carvalho, em 15 de agosto, na capital paraense. A médica foi a respon- sável pela Unidade Sanitária de Colares, epicentro dos ataques, justamente no auge da onda chupa-chupa. Recém saída do curso de medicina, Wellaide encontrou um quadro de caos, com pessoas sendo atacadas diariamente por estranhos veículos. Ela própria temia por sua vida na ilha, e acabou tendo contatos com os agressores. Sua impressionante história você vai confe- rir nesta edição de UFO. Prepare-se!

Equipe UFO
Equipe UFO
INVESTIGAÇÃO
INVESTIGAÇÃO

DOSSIÊ AM

C ontinua a busca da Re- vista UFO por expli- cações sobre o que de fato

O impressionante depoimento da méd

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20

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Novembro 2005 – Ano 21 – Edição 116

Novembro 2005 – Ano 21 – Edição 116

C ontinua a busca da Re- vista UFO por expli- cações sobre o que de fato

Linha Direta

AZÔNIA

Esta é uma das cenas mais marcantes do programa Linha Direta, da Rede Globo, que em
Esta é uma das cenas mais
marcantes do programa
Linha Direta, da Rede
Globo, que em 25 de agosto
mostrou o fenômeno
chupa-chupa ao Brasil
[Veja edições anteriores].
Nela, uma reconstituição, o
comandante da Operação
Prato, coronel Uyrangê
Hollanda, tem um contato
na selva com um imenso
UFO, junto de seus
comandados

ica que atendeu as vítimas do chupa-chupa

Linha Direta AZÔNIA Esta é uma das cenas mais marcantes do programa Linha Direta, da Rede

Edição 116 – Ano 21 – Novembro 2005

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21

EEntrevista

ntrevista com

com aa médica

médica Wellaide

Wellaide CCecim

ecim CCarvalho

arvalho,, qqueue ttrato

rato

MILITARES DA FAB T

A. J. Gevaerd, editor

U ma senhora moderna e corajosa,

independente e generosa, deci-

dida e destemida. Esses são ape-

nas alguns adjetivos que eu usaria

para definir a médica psiquiatra

Wellaide Cecim Carvalho, que tive o privilé-

gio de conhecer e o prazer de entrevistar em

Belém, em 15 de agosto. Mas talvez a intro-

dução não seja muito apropriada por causa

de apenas uma palavra: senhora. Wellaide,

apesar de ter um invejável currículo, é uma

pessoa de espírito absolutamente jovem. Co-

meçou a faculdade de medicina aos 16 anos

e a completou aos 21, entre os primeiros co-

locados. Teve inúmeras funções em sua vida

profissional e foi nada menos do que secre-

tária municipal de Saúde em Belém e subse-

cretária estadual de Saúde no Pará.

Wellaide acumula ainda muitos outros

títulos e hoje trabalha simultaneamente em

diversas instituições médicas da capital pa-

raense e noutras cidades. Vive num ritmo

frenético – tem cinco telefones celulares

– e reserva pouquíssimo tempo para si e

para o lazer. Ainda assim, não descuida

de suas funções familiares, nem de sua

paixão, automóveis velozes. “Meu sonho

de adolescente era ser engenheira mecâni-

ca”, disse ao desembarcar de um veículo

japonês conversível e possante, na porta

do hotel em que nos encontramos.

No meio de tanta correria, ela achou tem-

po – logo ao chegar de seu trabalho de fim

te sem violência, tendo várias experiências

pessoais e muito próximas com os agressores.

Sua entrevista, concedida pela primeira vez à

uma publicação ufológica, é um novo marco

da Ufologia Brasileira, comparável à conce-

dida em 1997 pelo coronel Uyrangê Hollanda,

e mostrará duas coisas. Primeiro, a gravidade

semana em Paragominas

(mais de 300 km de Belém)

– para conceder uma longa

entrevista à equipe do ca-

nal The History Channel,

dos Estados Unidos. E na

mesma noite, atendeu a es-

te editor por outras cinco

horas, descrevendo deta-

E Entrevista ntrevista com com a a médica médica Wellaide Wellaide C Cecim ecim C Carvalho

dos fatos que ocorreram no

Pará, que o Governo luta

até hoje para esconder. E

segundo, a imensa gene-

rosidade de uma médica

recém formada em ajudar

a população a suportar seu

sofrimento.

lhadamente suas fantásticas experiências na

Ilha de Colares, quando lá serviu ao sair da

faculdade de medicina, como médica-chefe

da Unidade Sanitária da localidade.

Era seu primeiro emprego e a doutora

Wellaide encontrou pela frente um cenário in-

descritível, jamais imaginado por ela ou mes-

mo por muitos outros profissionais de maior

idade. Ao desembarcar na ilha, os fenômenos

que ficaram conhecidos como chupa-chupa

passaram a acontecer – e não pararam mais.

Ela atendeu a nada menos do que 80 vítimas

dos ataques, vivia num pavor cada dia maior

de ser também atacada e acabou, felizmen-

Quem é Wellaide Cecim Carvalho, a mulher

que espantou o Brasil ao declarar ter sofrido

pressão dos militares para negar os ataques

do chupa-chupa na Amazônia?

Sou amazonense, nascida na cidade

de Nova Olinda do Norte e fui para a ci-

dade de Santarém com 12 anos. Estudei

em colégios norte-americanos, apesar de

até hoje não falar uma palavra em inglês,

e cheguei à capital do Pará muito jovem,

direto para fazer o vestibular de medicina,

pois no Amazonas não existia faculdade

dessa área. Passei aos 16 anos na Universi-

Fotos cortesia Linha Direta
Fotos cortesia Linha Direta
E Entrevista ntrevista com com a a médica médica Wellaide Wellaide C Cecim ecim C Carvalho
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Novembro 2005 – Ano 21 – Edição 116

E Entrevista ntrevista com com a a médica médica Wellaide Wellaide C Cecim ecim C Carvalho

uu ddee mmais

ais ddee 8800 vvítimas

ítimas ddoo ffenômeno

enômeno cchupa-chupa

hupa-chupa

ENTARAM ME CALAR

dade Federal do Pará (UFPA), quando ain- da não tinha título de eleitor, nem carteira de
dade Federal do Pará (UFPA), quando ain-
da não tinha título de eleitor, nem carteira
de identidade. Fui aprovada em oitavo lu-
gar e descobri que não podia fazer a matrí-
cula, porque não tinha nenhum documento,
e fui mandada de volta para casa.
Aos 16 anos?! E o que você fez ao saber que não
podia fazer sua matrícula na universidade?
Bem, quando cheguei em casa e contei aos
“ No começo, eu
achava que as
pessoas estavam
tendo delírios e
ataques de auto-
flagelação. Ah, como
eu estava errada ...
meus familiares o que havia acontecido, meu
pai foi conversar com o coordenador do curso
— WELLAIDE CECIM”
e saber porque eu não poderia estudar, já que
médica
tinha sido aprovada, e em oitavo lugar. Ele fa-
lou que era pelo fato de eu ser menor de idade
e não ter a documentação necessária. Não foi
fácil, mas com a ajuda de um juiz de Belém,
conseguimos realizar a matrícula e eu comple-
tei o curso sem repetir um semestre.
Como foi seu contato com o curso de medici-
na? Era mesmo o que você queria?
Eu tinha muita vontade de ser engenhei-
ra mecânica, pois gosto muito de automóvel.
Mas, por orientação de meu pai, optei pela
medicina, me apaixonando pela psiquiatria
logo no terceiro ano do curso. Eu me for-
mei em 1976, faltando um mês e meio para
A brilhante reconstituição feita pelo programa
Linha Direta, especial Mistério, de 25 de agos-
to, da primeira experiência da doutora Wellaide
Cecim Carvalho, ainda com 21 anos de idade. A
médica [Acima] deu à Revista UFO um detalhado
depoimento sobre o fato, ocorrido na rua central
da Vila de Colares, entre a unidade sanitária em
que trabalhava e o alojamento onde vivia, a não
mais que 200 m de distância. Acompanhada de
outros funcionários do posto, a médica viu um
UFO surgir da área litorânea à frente — onde
estavam os militares da Operação Prato — uma
nave que sobrevoou lentamente o local preciso
onde estava. “Parecia que ‘eles’ queriam dizer al-
go”. Ninguém foi atacado, mas uma senhora idosa
que a acompanhava desmaiou. No último quadro
à esquerda, a jovem médica a ampara
Arquivo UFO
u u d de e m mais ais d de e 8 80 0 v vítimas

Edição 116 – Ano 21 – Novembro 2005

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O mais impressionante é que as ví

completar 21 anos. Logo depois da colação

de grau, eu já tinha sido nomeada diretora

da Unidade Sanitária de Colares, porque na-

quela época a Secretaria Estadual de Saúde

sempre procurava os 10 primeiros alunos do

curso de medicina para ocuparem cargos de

responsabilidade no setor. Eu estava nesse

grupo e ocupava o primeiro lugar entre as

mulheres. Fui então nomeada responsável

pela unidade em 10 de dezembro de 1976,

dois dias depois da minha formatura.

Qual foi sua primeira impressão ao tomar conhe-

cimento de como era a Ilha de Colares?

Cheguei lá de uma maneira meio trági-

ca, pois a maré estava baixa e a balsa não

podia atravessar o rio que separa a ilha do

continente [Rio Guajará-Mirim]. Eu esta-

va acompanhada de um amigo da família,

natural do local, num fusca verde que con-

servei ainda por muito tempo e no qual tive

uma experiência terrível. Não conseguindo

atravessar o rio, tivemos que utilizar uma

canoa. Perto de chegar ao outro lado, bem

na hora de descer, a canoa virou e eu quase

me afoguei, porque não sabia nadar. Quem

me ajudou foi esse meu amigo. Ao chegar-

mos perto da orla da ilha, percebemos que

era um manguezal e ficamos atolados na

lama até acima do joelho. Isso fez com que

eu tivesse impinge, que durou cerca de seis

meses. Então, eu já cheguei naufragando

ao meu local de trabalho ...

Qual foi a especialidade que você teve que

exercer na Unidade Sanitária de Colares?

Clínica geral ou psiquiatria?

Eu era médica sanitarista, porque a saúde

pública é a única especialidade que engloba

todos os programas de atenção e assistência

à saúde, como pediatria, clínica geral, médi-

ca, ginecologia, dermatologia e pneumologia.

Esse foi o meu primeiro emprego. Antes dele,

nunca sequer tinha ouvido falar de Colares.

Não conhecia nada daquela região.

Como até hoje a Ilha de Colares é uma locali-

dade muito pequena, gostaria de saber como

era naquela época?

A ilha toda tinha aproximadamente 6 mil

habitantes e na sede do município existiam 2

mil pessoas [Há números controversos sobre

a quantidade de habitantes de Colares na

época, chegando a 12 mil pessoas. Não há

dados oficiais do Governo do Pará quanto

a isso, em 1977]. Só que da beirada da ilha

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“ O mais impressionante é que as ví completar 21 anos. Logo depois da colação de

até a Vila de Colares, no lado oposto, havia

uma estrada muito precária de chão batido.

E já que meu fusca verde não conseguiu

atravessar o rio, tivemos que pegar um ôni-

bus lá, quando fui apresentada ao prefeito

na época, Alfredo Ribeiro Bastos. Ele me

levou para conhecer a unidade sanitária, que

era um estabelecimento bem básico. Em sua

composição técnica tinha uma enfermeira de

nível superior, uma odontóloga e 12 técnicos

em enfermagem. Eu estava acumulando as

funções de médica e diretora da instituição. A

vila era muito pequena e tinha luz elétrica

proveniente de óleo diesel, que era man-

tida apenas das 18h00 às 21h00. A partir

desse horário, tínhamos que andar com

lamparina, vela ou lampião.

Deveria ser um desafio para você. Quais eram

os casos que você via com mais freqüência

no posto de saúde?

Geralmente, eram acidentes com arraias,

muito comuns na ilha. Por esse motivo, me

tornei especialista nesses animais e seus ata-

ques. As praias em torno de Colares são in-

festadas por esses bichos, causando muitos

ferimentos às pessoas. Atendi gente que tinha

sido atingida até 80 vezes por eles.

Além dos acidentes com as arraias havia outros

problemas de saúde na ilha?

Sim, tínhamos também muita polipara-

sitose, causada pela ingestão de peixes crus,

e alguns casos de desnutrição, talvez pelo

fato das pessoas não saberem se alimentar de

maneira correta. Quase toda a alimentação

era oriunda do mar ou dos rios da região, e

as pessoas comiam muita farinha de man-

dioca. Mas, apesar disso, não havia casos de

anemia. Outras doenças que tínhamos eram

as dermatológicas, como escabiose, conhe-

cida popularmente como sarna, impinges

e reumatismo. Muitas pessoas em Colares

apresentavam problemas de enxaqueca e

pressão arterial elevada. Enfim, o quadro

clínico dos moradores da ilha era normal e

comparável ao de qualquer outra pequena

cidade do interior da Amazônia.

E casos de observação e ataques por su-

postos seres extraterrestres, você atendeu

a muitas vítimas?

Não, antes da chamada onda chupa-chu-

pa, quase ninguém comentava essas coisas

ou procurava auxílio na Unidade Sanitária

de Colares. O que ocorria, geralmente à noi-

te, era eu ter que atender mulheres grávidas

na zona rural, porque a maioria delas gosta-

va de ter seus filhos em sua própria casa, al-

gumas nas redes, no chão, outras na cadeira.

Cansei de fazer isso durante a madrugada.

Parece que as crianças só gostam de nascer

de noite ...

Eu saía nesse horário, muitas ve-

zes sozinha, carregando um lampião pela

estrada de terra e ninguém nunca me contou

história de nada, nem visagem, ataque ou de

assombração. Aquele era um povo pacato e

extremamente católico, mas sem chegar ao

fanatismo. Só que, uns seis meses depois que

cheguei à ilha, já em julho ou agosto de 1977,

começaram a aparecer os casos.

Novembro 2005 – Ano 21 – Edição 116

“ O mais impressionante é que as ví completar 21 anos. Logo depois da colação de

timas tinham sua saúde arruinada

A rudimentar balsa que faz até

hoje a travessia dos pouco mais

de 100 m do Rio Guajará-Mirim,

que separa o continente da Ilha

de Colares. O ponto de partida é

a Vila de Penhalonga, outro local

de grande incidência

mo hoje. Todos me disseram

que não tinham bebido coisa

alguma e nem fizeram qual-

quer festa. Fiquei espantada.

Foi quando a vítima me des-

creveu o que se passou. Ela

disse que estava deitada na re-

de quando sentiu algo pesado,

intensamente pesado, em cima

dela. Descreveu que, ao abrir

os olhos, viu um feixe de luz

grosso que a queimava e ao

mesmo tempo a paralisava.

Assim que viram os raios em cima da moça,

correram apavorados para ver do que se trata-

va. Ela conseguiu pela última vez gritar, pois

depois entrou num estado de catatonia. O fei-

xe incidiu sobre o lado direito de seu tórax, que

chamamos na medicina de hemitórax. Quan-

do fui examiná-la, me disseram para não tocar,

pois estava queimada. Abri sua roupa e vi que

em seu peito havia uma extensa queimadura

negra, que ia do pescoço até o diafragma. Ela

não tinha febre. Perguntei a quantos dias havia

acontecido aquilo e os familiares disseram

que fazia pouco tempo, menos de uma hora.

Ai eu falei: “Mas não pode! Esse ferimento

não pode ter acontecido a tão pouco tempo.

Essa é uma queimadura de 4 a 5 dias”. A

pele já estava necrosada e isso só acontece

no mínimo depois de 96 horas.

Além da queimadura havia pontos ou mesmo

perfurações no corpo da vítima?

Sim, encontrei no lado direito do pes-

coço dois orifícios paralelos elevados e de

cor avermelhada, semelhante as picadas de

insetos. Eram palpáveis e visíveis.

O que você achou daquilo que estava presen-

ciando pela primeira vez?

Bem, aquilo me impressionou muito,

mas não estava acreditando na história

daquela família, principalmente porque

nenhuma queimadura podia ter aquela ca-

racterística em apenas uma hora. Era uma

história surreal. No final da tarde, depois

de tomar algumas medicações energéticas,

a moça começou a melhorar.

Qual o tratamento que você deu a ela?

A única coisa que eu fiz durante o dia

todo foi tentar aumentar a energia da víti-

ma, para que saísse daquele estado de ina-

petência. Usei seringas com altas doses de

complexo B. Quando voltou a falar, ela

disse que o local queimado doía terrivel-

mente. Verifiquei que não era

uma queimadura causada por

qualquer substância química,

efeito térmico ou radiação,

porque os ferimentos prove-

nientes desses elementos são

totalmente diferentes, bem

avermelhados. Os dela es-

tavam em estado de necrose,

ou seja, como se já estives-

se em processo de cicatriza-

ção. Por curiosidade, passei

Fotos Arquivo UFO
Fotos Arquivo UFO

Quando tentou pedir socorro

aos familiares, que estavam próximos, não

conseguiu mais mover a boca e nenhum mús-

culo, nem a mão ou a perna – a única coisa que

ela manteve foram os olhos abertos.

Quanto tempo depois os parentes come-

çaram a perceber o que realmente estava

acontecendo?

Não demorou muito, pois eles estavam

dormindo em redes ao redor dessa moça.

Descreveram que logo no início do ataque

sentiram um calor próximo e intenso. Ela re-

petiu exatamente o que os familiares falaram.

Só que me relatou a sintomatologia do fato e

eles, apenas o que haviam visto. Na ocasião,

a moça estava completamente consciente,

mas não tinha nenhum dos reflexos funcio-

nando. Ela estava inapetente, mas lúcida, tan-

to que seus olhos se mantinham abertos, mas

com poucos movimentos. Uma coisa que eu

percebi é que, apesar de ser dia, quando eu a

examinava, a pupila dela se apresentava di-

latada. Ora, pela lógica médica, ela teria que

estar em miose, com a pupila contraída ou di-

minuída pela presença da luz.

De toda a família, só ela foi

atacada?

Naquele momento, sim.

Mas todos presenciaram o

ataque. Viram que um feixe de

luz tinha incidido sobre a rede

em que ela dormia e, quando

acordaram, perceberam que do

local emanava um forte calor.

Como foi seu primeiro caso?

Aconteceu no segundo semestre de 1977,

no mês de julho. A primeira vítima foi uma

moça jovem que vivia na zona rural. Ela foi

levada à Unidade Sanitária de Colares extre-

mamente apática e com uma grande fraqueza

muscular. Não conseguia falar ou ouvir qual-

quer coisa, além de não ter reflexo algum.

Chegou carregada ao hospital e pensei que

tivesse sido acometida por alguma doença,

como malária ou hepatite. Perguntei a seus

familiares o que havia acontecido e se ela

tinha alguma enfermidade pregressa grave,

e me falaram que não. Disseram que ela

fora atacada por uma “luz” quando estava

deitada na rede na varanda de sua casa. Que

luz poderia ser aquela, me perguntei.

Como o caso aconteceu e de que maneira a fa-

mília reagiu ao ver a luz atacar a moça?

Todos ficaram apavorados, mas não tive-

ram tempo sequer de ajudá-la. Isso aconteceu

de madrugada. Estava quase amanhecendo,

deviam ser 05h00, quando os familiares che-

garam à unidade de saúde e os funcionários de

plantão foram me chamar em casa. No final

da tarde daquele dia em que a recebi, quan-

do voltou a falar, fui perguntar diretamente a

ela o que havia acontecido, pois até então só

tinha informações da família. Eu achava que

os parentes da moça estavam enlouquecidos.

Perguntei até se tinham bebido e se haviam

feito alguma festa, coisa comum naquela re-

gião – mas não perguntei se estavam drogados,

porque naquela época não se usava droga co-

Xilocaína aliviava um pouco a dor das vítimas, mas por pouco tempo. Dipirona injetável não fazia qualquer efeito

WELLAIDE CECIM

timas tinham sua saúde arruinada ” A rudimentar balsa que faz até hoje a travessia dos

Edição 116 – Ano 21 – Novembro 2005

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As queimaduras necrosavam em

uma pomada anestésica em cima

da queimadura, tipo Xilocaína,

para que aliviasse um pouco sua

dor, já que Dipirona injetável não

fazia qualquer efeito. Com uma

pinça cirúrgica, puxei a pele da

área queimada, que se separou do

corpo inteira. Nunca vi nenhum

caso parecido em todos os anos

que trabalho como médica ...

Você voltou a ver essa moça outras

vezes ou acompanhou o caso dela?

“ As queimaduras necrosavam em uma pomada anestésica em cima da queimadura, tipo Xilocaína, para que

Sim, assim como todos os casos que

atendi. Eu fazia questão de visitar as pes-

soas, ver como estavam. Foi assim que des-

cobri que, na região do corpo dela atacada por

essa luz, não cresciam mais pêlos, mesmo

após meses do ocorrido. Mas o problema não

estava em todo seu corpo, apenas na região

acometida pela alopecia [Perda irreversível

dos pêlos]. A luz não apenas queimava, mas

destruía o folículo piloso, a raiz do cabelo,

na primeira camada da pele, a epiderme. En-

tão, não era simplesmente uma queimadura

superficial, mas algo que chegava a atingir

camadas profundas da pele. Além disso, as

vítimas viviam adoentadas e muitas não con-

seguiram sequer recuperar sua saúde. Quan-

to à moça que atendi, pelo que sei, ela não

voltou a ser atacada, mas ficou muito depri-

mida e fraca depois do fato, como se tivesse

perdido sua resistência imunológica.

Doutora, quando saía a pele necrosada da

queimadura, quanto tempo era necessário

para que o local se recuperasse?

A pele ficava como que em carne viva.

Na realidade, ela já estava em processo cica-

tricial imediato. Quando você puxava aqui-

lo, ficava vermelho e ardendo durante dias,

como se tivesse tirado a casca de uma ferida.

As vítimas, por sua própria conta, passavam

de tudo nos ferimentos: manteiga, gordura

de cacau, sebo de carneiro, além de óleo de

copaíba. Algumas substâncias aliviavam

um pouco a dor, já que os analgésicos não

faziam efeito, nem mesmo Dipirona inje-

tável. Eu usava geralmente Xilocaína para

abrandar a dor dos pacientes, que demora-

vam em média de 15 a 30 dias para estarem

curados. Após o fato, a pele ficava com as-

pecto branco, sem pigmentação.

Por favor, descreva como eram as perfurações

que você encontrou nas vítimas?

Essas demoravam meses pa-

ra desaparecer, porque eram não

só visíveis mas palpáveis. Mesmo

depois de cicatrizada a queimadu-

ra, ficavam dois furos na altura do

pescoço das pessoas. Eu passava

a mão e sentia. Todo mundo via.

Na realidade, as perfurações não

cicatrizavam porque não eram fe-

rimentos, mas sim orifícios, que

depois fechavam e ficavam pla-

nos. Daí nada mais se via.

“ As queimaduras necrosavam em uma pomada anestésica em cima da queimadura, tipo Xilocaína, para que

Com que freqüência os casos de pessoas quei-

madas por essas luzes eram registrados?

Inicialmente, recebíamos uma ocorrência

a cada três dias. Depois, os casos passaram

a ser diários – às vezes, atendíamos de três

a quatro pessoas num único dia. Em pouco

mais de um mês, já havíamos atendido mais

de 40 vítimas. Era uma coisa crescente e as

pessoas começaram a abandonar a ilha. O

esvaziamento de Colares chegou a 60-70%

e a população local ficou reduzida a uns 2

mil habitantes. Na Vila de Colares, no centro

da ilha, não restaram mais do que uns 800

habitantes. Muitos fugiram de medo, pois

os ataques não mais se concentravam no pe-

ríodo noturno, como antes. Eles passaram a

acontecer à tarde, também. A situação era tão

terrível que ninguém mais pescava ou caçava.

Tudo fechou: escolas, fórum, cartório e até a

delegacia. A cidade inteira parou.

Onde os ataques eram mais freqüentes, na zona

rural, dentro da ilha ou no litoral?

Geralmente no interior da ilha, mais até

do que nas praias. Os ataques começaram

a se tornar freqüentes e intensos, especial-

mente na zona rural e perto das florestas. Ha-

via uma região chamada Santo Antonio das

Mucuras, lugar de onde vieram à Unidade

Sanitária de Colares muitas pessoas atacadas

pela luz vampira. Segundo o depoimento

das vítimas, os objetos desciam e ficavam

sob a copa das árvores. Talvez fosse essa a

maneira deles se camuflarem.

As autoridades não tomaram nenhuma pro-

vidência diante do que ocorria?

A princípio, não, por mais que os mora-

dores começassem a cobrar providências. De

qualquer forma, eu ainda continuava achando

que aquilo era algum tipo de alucinação vi-

sual, delírios coletivos simultâneos e automu-

tilação. Achava que eram as próprias vítimas

que de alguma forma faziam aquilo, mas não

entendia o por quê. A situação chegava a “dar

um nó” na minha cabeça e eu me perguntava

freqüentemente como é que alguém podia

se mutilar com o mesmo tipo de delírio, com

uma mesma alucinação visual e sinestésica.

O que mais me intrigava era o fato dos ca-

sos serem idênticos, embora ocorressem em

lugares muito distantes entre si. A diferença

no horário dos ataques era muito pequena

e impossibilitava uma ação combinada das

pessoas, sem contar que as vítimas sequer

se conheciam. Isso não existe em literatura

alguma, nem mesmo na psiquiatria. Nin-

guém alucina assim. Não posso ter uma

alucinação assim, igual à sua, eu estando

aqui e você lá em Mato Grosso Sul, por

exemplo. Isso é impossível!

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Novembro 2005 – Ano 21 – Edição 116

“ As queimaduras necrosavam em uma pomada anestésica em cima da queimadura, tipo Xilocaína, para que

Fotos Arquivo UFO

poucas horas, algo impossível

Fotos Arquivo UFO poucas horas, algo impossível ” Nem mesmo durante as procissões reli- giosas, que

Nem mesmo durante as procissões reli-

giosas, que são constantes no Pará, as

pessoas estavam a salvo dos ataques.

Por isso, os eventos passaram a ser

diurnos. Os barracos que servem de

abrigo à população, por serem de barro,

bambu e muito frágeis, não impediam

a ação do agressor

soltasse fogos a cada 10 minutos.

Os moradores que ficavam teriam

que bater latas à noite inteira para

afugentar as luzes.

Qual foi sua opinião sobre esses fatos, naquela

época, e como você lidou com sua conclusão

de que não poderiam ser alucinações?

Na verdade, eu não tinha uma opinião

concreta sobre os casos, mas pensava que

poderiam ser algum tipo de alucinação vi-

sual combinada com autoflagelação. Real-

mente, não sabia o que eram os ataques e

tinha muitas dúvidas. Demorei bastante para

perceber que não poderiam ser delírios, até

por causa do meu ceticismo e eu ser uma

médica recém formada. Se isso acontecesse

agora, jamais teria demorado tanto tempo

para compreender os fatos e não perderia a

oportunidade de colher dados importantes,

que hoje enriqueceriam muito a pesquisa dos

ufólogos. Minha imaturidade e, talvez, falta

de humildade profissional, por ser nova na

profissão, atrapalharam muita coisa.

E você decidiu permanecer na Ilha de Cola-

res mesmo sabendo que a situação piorava a

cada dia e você poderia ser atacada?

Sim, decidi. Mas não foi fácil. Como

todo mundo ia embora, eu também pensei

em deixar a região, mas o prefeito Bastos e

o padre Alfredo de Lá Ó me convenceram

a ficar. As pessoas ficaram em pânico e

não sabiam o que realmente estava acon-

tecendo, nem nós, da unidade de saúde.

Quando percebi, estava traba-

lhando apenas com três secre-

tárias, pois a odontóloga, a en-

fermeira e muitos dos técnicos

tinham ido embora. Ficamos

sozinhas. Foi quando eu jun-

tei minhas coisas para deixar a

ilha e disse ao prefeito que ia

embora. Ele foi correndo bus-

car o padre, um texano e filho

de uma libanesa com espanhol

[Que havia sido xerife no Texas

e também era ufólogo e médico

otorrinolaringologista], e ambos me fize-

ram ver que eu precisava ficar. O prefeito

disse que todos podiam fugir, mas que ele,

o padre e eu teríamos que ter o profissio-

nalismo e permanecer. Tentei até retrucar

e lembro que respondi a ele: “Mas até o

delegado foi embora!” O senhor Bastos

então disse: “Mas o delegado não trata de

pessoas e nem tem o seu estudo”. Aquilo

foi como uma bofetada na minha cara. Eu

saí de dentro do meu fusca verde, com toda

a minha bagagem, e disse: “Vou ficar!” E

fiquei até a coisa piorar muito.

Você tinha plena consciência do risco que

estava correndo ao permanecer ...

Sim, sabia de todos os riscos. Mas o

prefeito fez um trato comigo: ele coloca-

E o método do prefeito funcionava?

Funcionou por algum tempo, mas os ata-

ques continuavam. Descer os objetos não des-

ciam, mas continuavam a vitimar as pessoas do

alto. Depois, nem soltar fogos, nem café forte,

nem nada impedia os ataques, que voltaram

ao normal e com força total. Os acontecimen-

tos tiveram início em julho de 1977 e os cerca

de 40 casos a que me referi foram registrados

principalmente à noite e na madrugada, espe-

cialmente na zona rural. Foi a partir do mês de

outubro daquele ano que as ocorrências come-

çaram a ser também no final da tarde e início

da noite. E já não atingiam apenas a zona rural,

mas chegavam até a sede do município. No

mês seguinte, os casos aconteciam durante toda

à tarde, principalmente a partir das 16h00. Nes-

ta fase do fenômeno chupa-chupa, eu passei

a achar que “eles”, o que quer que fossem os

pilotos daquelas máquinas, estavam tomados

de muito desespero, a ponto de fazerem de tudo

para chegarem às vítimas. Não sei por que, não

acredito que eles estivessem ali com intuito de

maldade pura e simples. Eles precisavam de

alguma coisa que aquela gente tinha ...

Quando você diz “eles”, a quem exatamente

você está se referindo?

“Eles” quer dizer os seres extraterrestres,

que se acredita estarem por trás dos ataques.

ria pessoas vigiando minha