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Texto I:

No exercício de exploração daquilo que falta existe, porém, um perigo:

esquecer o que temos. Os déficits, as lacunas, as ciladas que se lançam sobre nossas democracias não deveriam levar-nos a esquecer que deixamos para trás a longa noite do autoritarismo. Foram-se as histórias dos temores, dos assassinatos, dos desaparecimentos, das torturas e do silêncio esmagador que tem a falta de liberdade. A história, em que uns poucos se apoderaram do direito de interpretar e decidir o destino de todos, ficou para trás. Temos problemas, numerosos e alguns muito graves, mas guardamos a memória desse passado, e desejaríamos que ele não se esgotasse em nós, para que nossos filhos saibam que a liberdade não nasceu espontaneamente; que protestar, falar, pensar e decidir, com a dignidade de mulheres e homens livres, foi uma conquista árdua e demorada. Precisamos ser críticos com a nossa democracia, porque essas lembranças nos obrigam a custodiá-la e aperfeiçoá-la. Democracia se faz com política, única atividade capaz de reunir a árdua e maravilhosa tarefa de lidar com a condição humana para construir uma sociedade mais digna.

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De acordo com o Relatório do Desenvolvimento Humano 2002, a democracia não é apenas um valor em si mesmo, como também um meio necessário para o desenvolvimento. Para o PNUD, a governabilidade democrática é um elemento central do desenvolvimento humano, porque por meio da política, e não só da economia, é possível gerar condições mais eqüitativas e aumentar as opções das pessoas. Na medida em que a democracia possibilita o diálogo que inclui os diferentes grupos sociais e, paralelamente, desde que as instituições públicas se fortaleçam e sejam mais eficientes, será possível alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, principalmente, no que se refere a reduzir a pobreza. Nesse sentido, a democracia é o marco propício para abrir espaços de participação política e social, principalmente para os que mais sofrem: os pobres e as minorias étnicas e culturais.

Referência

UNESCO. A Democracia na América Latina rumo a uma democracia de cidadãs e cidadãos. Programa das Nações Unidas Para o Desenvolvimento, Santana do Parnaíba, SP, 2004.

Texto II:

A democracia no mundo de hoje é uma ilusão. Sempre foi. As pessoas pensam que podem "escolher" em nosso atual sistema porque elas podem apertar

um botão numa urna eletrônica para por alguém pré-selecionado no poder. Uma vez que esse alguém está no poder, o povo então não tem poder algum. Você votou no programa espacial? Você votou no gabinete do novo presidente? Você votou no corte nos impostos? Você votou em até aonde vão as rodovias e a rede elétrica? Você votou na guerra no Iraque? Não, você não votou.

O conceito tradicional de "democracia participativa" é uma brincadeira cruel.

O jogo foi usado para dar ao público a ilusão de controle por incontáveis gerações, enquanto os poderes monetários corrompidos no topo continuam a fazer o que lhes agradam. Nunca na história houve uma democracia real em qualquer país e nunca existirá enquanto o sistema monetário estiver em operação e a escassez for perpetuada.

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Os governos do mundo inteiro são hoje controlados por comerciantes,

advogados e militares

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provavelmente três das especializações mais

inúteis existentes. Ao entendemos que nossos problemas neste planeta são técnicos, nós então percebemos que qualquer grupo de pessoas que for considerado qualificado

para tomar quaisquer decisões, deve naturalmente ser focado técnica e, por

conseguinte,

objetivamente...

Não politicamente motivado.

A política é uma criação monetária.

Referência:

Guia do ativista do movimento zeitgeist

Texto III :

A plutocracia (do grego ploutos: riqueza; kratos: poder) é um sistema político no qual o poder é exercido pelo grupo mais rico. Do ponto de vista social, esta concentração de poder nas mãos de uma classe é acompanhada de uma grande desigualdade e de uma pequena mobilidade.

Texto IV :

Proposta: Com base na leitura dos seguintes textos motivadores e nos conhecimentos construídos ao longo de

Proposta:

Com base na leitura dos seguintes textos motivadores e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo- argumentativo em norma culta escrita da língua portuguesa sobre o tema, Como deve ser feita uma democracia?, apresentando