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II Semana do Conhecimento da Universidade Federal de Minas Gerais Belo Horizonte, 21 a 23 de fevereiro de 2002 Anais do 4º Encontro de Extensão

II Semana do Conhecimento da UFMG

Belo Horizonte, 21 a 23 de fevereiro de 2002

4º Encontro de Extensão

ANAIS

PROEX - 2002

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II Semana do Conhecimento da Universidade Federal de Minas Gerais

II Semana do Conhecimento da Universidade Federal de Minas Gerais

Belo Horizonte, 21 a 23 de fevereiro de 2002

Belo Horizonte, 21 a 23 de fevereiro de 2002

Anais do 4º Encontro de Extensão

Anais do 4º Encontro de Extensão

Reitor da UFMG: Prof. Francisco César de Sá Barreto

Vice-Reitora: Profª Ana Lúcia de Almeida Gazzola

Pró-Reitor de Extensão: Prof. Edison José Corrêa

Coordenador da II Semana do Conhecimento: Prof. Marcos Roberto Moreira Ribeiro

Pró-Reitoria de Extensão da UFMG Website: www.ufmg.br/proex E-mail: proex@reitoria.ufmg.br Fone: (31) 3499-4070

Edição: Otávio Ramos Coordenadoria de Comunicação Extensionista

FICHA CATALOGRÁFICA

U58a

Universidade Federal de Minas Gerais. Semana do Conhecimento da UFMG (4. : 2002 : Belo Horizonte, MG). Anais: 4º Encontro de Extensão . – Belo Horizonte, MG). – Belo Horizonte: PROEX, 2002.

148p.

Realizados simultaneamente: II Semana do Conhecimento da UFMG e 4º Encontro de Extensão de 21 a 23 de fevereiro.

I. Semana do Conhecimento(2. : 2002 :

Belo Horizonte, MG) II. Encontro de Extensão (4. : 2002 : Belo Horizonte, MG) III. Título

1. Ensino superior – Congressos

CDD: 378

CDU: 378

Elaborada pela Divisão de Planejamento e Divulgação da Biblioteca Universitária da UFMG

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II Semana do Conhecimento da Universidade Federal de Minas Gerais Belo Horizonte, 21 a 23 de fevereiro de 2002 Anais do 4º Encontro de Extensão

APRESENTAÇÃO

Esses Anais reúnem os trabalhos selecionados para apresentação de pôster e publicação de resumos, relativos à II Semana do Conhecimento, da qual faz parte o 4º Encontro de Extensão da UFMG. São resultados do desenvolvimento de programas e projetos de extensão por professores, alunos e funcionários técnicos-administrativos.

Os trabalhos estão classificados em áreas temáticas: Cultura, Direitos Humanos, Educação, Meio Ambiente, Saúde, Tecnologia, e Trabalho, de acordo com o Plano Nacional de Extensão, do Fórum Nacional de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras e MEC/SESu. Dessa vez, não houve projetos inscritos na área temática de Comunicação.

Para a produção dos Anais e da Mostra de Pôsteres, os Centros de Extensão das Unidades tiveram papel primordial, organizando e recebendo as inscrições e atuando como consultoria. Os trabalhos foram recebidos até o dia 16.08.2000, para que a Semana do Conhecimento pudesse ser realizada na data originalmente aprovada, de 18 a 23 de setembro. Entretanto, com a greve dos funcionários técnicos e administrativos e dos docentes, decidiu-se pelo adiamento do evento, realizado agora em fevereiro de 2002.

A publicação e a mostra dos trabalhos é uma oportunidade, não só de divulgação, mas também de avaliação pela comunidade acadêmica e pela Câmara de Extensão dos resultados obtidos pelos programas e projetos.

Os Anais do 4º Encontro de Extensão da UFMG são também oportunidade de resguardar a memória da extensão na nossa universidade, constituindo material valioso de análises e pesquisas futuras.

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Prof. Edison José Corrêa Pró-Reitor de Extensão

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Área Temática: Cultura

Índice

Festival de Inverno da UFMG

008

33º Festival de Inverno da UFMG

009

Formação/preservação de acervos: proposta de ação para mudanças em práticas culturais

010

Memória e cultura médica em MG

011

Música e representação no mundo barroco

012

Grupo de percussão da Escola de Música

013

Escola de dança e ritmo Sarandeiros

014

Programa de dança moderna experimental

015

A

letra e a cena: encenação do texto não dramático

016

Desvelando a obra de arte: relato de experiência

017

Contos de mitologia

018

Banco de dados sobre educação indígena

019

Área Temática: Direitos Humanos

NEP-Núcleo de Estudos Participativos

020

Projeto cidadania e emancipação: a universidade vai às ruas

021

Projeto vertente teatral trupe A Torto e a Direito

022

Organização popular em vilas e favelas - Região Norte

023

Organização popular em vilas e favelas - Aglomerado Santa Lúcia

024

Capacitação de gestores e conselheiros de assistência social

025

Divisão de Assistência Judiciária: 43 anos

026

Área Temática: Educação

Carro-biblioteca - Frente de leitura

027

Carro-biblioteca - Boletim bairro a bairro

028

Museu de Ciências Morfológicas - 2001 029

Avaliação do trabalho desenvolvido no MCM junto à comunidade escolar

030

Ensino de ciências para deficientes visuais

031

Informática para alunos do projeto de educação de jovens e adultos - 2º segmento

032

Projeto de prestação de serviço, assessoria e treinamento especializado em informática 033

Informática para os menores da Cruz Vermelha 034

Projeto de ensino fundamental de jovens e adultos 2º segmento (Proef2) - Construção da proposta curricular como espaço de pesquisa, ensino e extensão 035

Oficina: falando de sexo na escola

036

Inglês através da leitura: uma abordagem cultural

037

A importância da água no planeta Terra: relato de experiência interdisciplinar

038

A água no organismo: relato de experiência interdisciplinar

039

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Fórum UFMG de Educação Infantil

Desenvolvimento da linguagem através de histórias infantis 041

040

Projeto Creche das Rosinhas: subprojeto prevenção de acidentes domésticos

042

Projeto Creche das Rosinhas: subprojeto contribuindo para a melhoria da relação creche-família-universidade

043

Mala de Leitura

044

Pandalelê - laboratório de brincadeiras

045

A

educação física presente na educação infantil - intervenção e formação de professores

046

Cuidar de crianças em creches na perspectiva do profissional educador

047

Creche são Bernardo e creches

048

Promoção de saúde bucal em creches

049

Área Temática: Meio Ambiente

Potencial de uso de áreas verdes da região metropolitana de Belo Horizonte como campo

de

prática para as ciências ambientais

050

Coleta seletiva no campus Pampulha: o uso dos Lev’s

051

Levantamento qualiquantitativo do lixo na UFMG

052

Educação ambiental para a comunidade universitária em relação ao lixo

053

Educação ambiental em Caparaó

054

Mapeando a realidade da educação ambiental em MG: aspectos da percepção ambiental e

de

projetos desenvolvidos nos municípios mineiros

055

Projeto Onça

056

O

lixo e suas implicações sociais

057

Moderno inferno de Dante

058

Os carroceiros e o meio ambiente

059

Programa de correção ambiental e reciclagem com carroceiros de BH

060

Meio ambiente e qualidade de vida

061

Degradação do meio ambiente e do ser humano

062

Estudo da vegetação do Jequitinhonha em processo de ensino, pesquisa e extensão

063

Projeto Manuelzão

064

Comitês Manuelzão pela qualidade de vida 065

066

SOS Rio das Velhas

Área Temática: Saúde

Projeto Guanabara: educação e esporte, ação complementar à escola 067

068

Esporte aplicado à reabilitação de deficientes físicos 069

Ginástica aeróbica esportiva

Esporte universitário

070

Hidroginástica geral

071

Educação física para a terceira idade

072

Educação física para a 3ª idade - Perfil dos idosos que freqüentam o projeto 073 Projeto vale a pena viver: efeitos deletérios da interrupção de programa de condicionamento físico e atividades terapêuticas em adultos maduros e idosos 074 Assistência multiprofissional aos idosos da casa ancião da cidade de Ozanan - identificação

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075

Idosos que freqüentam o Projeto Maioridade e suas demandas de conhecimento 076

Núcleo de consultoria e educação a distância da Faculdade de Medicina 077

Sala de espera - estimulação e recreação com crianças de alto risco e orientação a pais 078 Projeto Brincar sala de espera - o papel do psicólogo e o brincar no Hospital 079 Vigilância e controle das infecções hospitalares no Hospital das Clinicas 080

de perdas funcionais em atividades básicas

Controle de egressos em infecção de sítio cirúrgico no Hospital das Clinicas

081

Cuidar

cuidando-se:

em busca da qualidade de vida na área da saúde

082

Assistência sistematizada à criança de risco do Hospital Sofia Feldman 083 Trabalhando com adolescentes grávidas: proposta de integração docente assistencial no

084

Atendimento ao recém-nascido no ambulatório do Hospital Sofia Feldman 085 Curso teórico-prático de suporte básico e avançado de vida em pediatria 086 Curso introdutório para as equipes do Programa de Saúde da Família 087 Consultoria a distância: apoio para as atividades do Programa de Saúde da Família 088

Hospital Sofia Feldman

Pólo de capacitação, formação e educação permanente de pessoal para saúde da família de MG: uma experiência extensionista

089

Atendimento primário de pacientes com doenças endócrinas: proposta de aproximação 090

Profissionais de saúde na prática educativa dos grupos de pessoa diabética 091

Fibrose cística: implicações para intervenção fisioterápica 092 Abordagem interdisciplinar no tratamento da doença de Parkinson 093 Atendimento grupal de indivíduos reumáticos: experiência integrativa entre ensino

de graduação de Terapia Ocupacional e extensão

094

Assistência interdisciplinar ao usuário do serviço de saúde mental do Centro de Convivência São Paulo

095

Assistência ambulatorial em terapia ocupacional na saúde mental 096

Ambulatório da criança de risco: crescimento e desenvolvimento do recém-nascido 097 Ações preventivas e de promoção da saúde da mulher 098 Acompanhamento de crescimento e desenvolvimento da criança de 0 a 5 anos de idade

099

Assistência sistematizada à adolescente e seu filho no Centro de Saúde São Paulo 100 Assistência às crianças e adolescentes portadores de disfunção vesical 101 Programa interdisciplinar de prevenção e assistência na insuficiência renal crônica

102

Assistência de enfermagem aos pacientes hipertensos do Ambulatório Bias Fortes 103 Grupo de orientação em Hanseníase 104 Consulta de enfermagem realizada no anexo dermatologia do Hospital das Clínicas

em crianças e adolescentes

no Centro de Saúde São Paulo, através da consulta de enfermagem

no processo educativo para controle da hanseníase em Belo Horizonte

105

Prevenção de incapacidades

106

Educação, pesquisa e prática em HIV/AIDS 107 Internato rural de enfermagem em Pirapora 108

Internato rural de enfermagem em Várzea da Palma

109

Estudo da desnutrição entre as crianças inscritas no programa de combate às carências nutricionais - Pirapora

110

Projeto Morada Nova

111

Drogas: o que você deve saber!

112

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Projeto lar dos idosos

Atividades educativas com idosos em instituição asilar de longa permanência 114 Concordância entre o teste do relógio e o mini exame do estado mental na avaliação

115

Esquizofrenia: entre o asilo e o hospital psiquiátrico 116 Perfil do idoso em uma unidade de atendimento de urgência em Belo Horizonte 117 Prevalência de dependência funcional, déficit cognitivo e distúrbios psíquicos

em idosos institucionalizados

118

de déficit cognitivo em idosos institucionalizados

113

Avaliação comparativa de idosos atendidos na disciplina de Geriatria 119

O

adulto, o idoso e o meio ambiente

120

Plataforma de percurso inclinado para transporte de pessoas portadoras de

deficiênciafísica

121

Cadeira de rodas com variação de posição 122

123

Projeto para portadores de artrite reumatóide 124 Andador com assento e rodinhas inteligentes 125 Promoção de saúde bucal em escolas 126 Promoção de saúde bucal para adolescentes 127

A saúde chegou

128

Cadeira de posicionamento reclinável para crianças e adolescentes

Sistema de referência para escolares (SIRES) 129

Traumatismo dentários

130

Terapia periondontal de suporte Atenção odontológica integral às crianças/alunos do Centro Pedagógico e Centro

131

de

Desenvolvimento da Criança da UFMG

132

Cirurgia em odontopediatria - orientação e terapêutica 133

Estomatologia clínica hospitalar

Atendimento clinico a pacientes fissurados 135

Cirurgia e traumatologia buco-maxilo-facial 136

Implantodontia

137

Avaliação dos tratamentos realizados nas clínicas de endodontia da Fac. de Odontologia 138

134

Grupos de adolescentes

139

A

consulta individual no processo de ensino-aprendizagem da pessoa diabética

140

Área Temática: Tecnologia

Monitoramento da qualidade de combustíveis dos postos revendedores de MG

141

Programa de internato curricular da Esc. de Engenharia: plano diretor de Padre Paraíso

142

Programa de internato curricular da Esc.de Engenharia: plano diretor de Ladainha

143

Programa CETEPS/comunidades carentes 144

Área Temática: Trabalho

CIPMOI

145

Fase de complementação do ensino fundamental dos profissionais de enfermagem

146

Núcleo de estudos sobre o trabalho humano

147

Anexo: Saúde

Programa educativo através de jogos para grupo de diabéticos

148

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FESTIVAL DE INVERNO DA UFMG – PANORAMA DE EXCELÊNCIA CULTURAL E AÇÃO CRIATIVA: EIXO CURATORIAL E DIRECIONAMENTO CONCEITUAL

Pró-Reitoria de Extensão Professor Fabrício José Fernandino (coordenador) Informações: Fabrício Fernandino - Fone: (31) 3499-5293 - fabricio@eba.ufmg.br

Criado em 1967 por professores da Escola de Belas Artes da UFMG e Fundação de Educação Artística de Belo Horizonte, o Festival de Inverno da UFMG consolidou-se como o maior programa de extensão universitária da área artístico-cultural do País. Em 33 edições, esteve presente em Ouro Preto, Diamantina, São João Del-Rei, Poços de Caldas e Belo Horizonte. É realizado anualmente, no mês de julho, mantendo a proposta inicial de espaço para aprofundamento, experimentação e pesquisa de novas linguagens artísticas, inclusive as que trabalham com os últimos recursos da tecnologia em seus vínculos com a arte. Suas atividades são destinadas a profissionais liberais das áreas de Artes e Letras, professores, estudantes e crianças e adolescentes. O programa contempla as

áreas de Artes Cênicas (dança e música), Artes Plásticas, Artes Visuais (cinema, fotografia e vídeo), Literatura, Música e Projetos Especiais. Cada uma das áreas é composta por oficinas de iniciação e de atualização. Paralelamente, é oferecida ao público agenda de eventos. O Festival de Inverno tem-se caracterizado como espaço formador e multiplicador de ações no campo das artes tendo em vista que o fomento à experimentação artística e à formação de recursos humanos desencadeie inovações substantivas à cultura e, especificamente em Minas Gerais, à economia da cultura. Conceitos e realidades tão caros a nosso tempo, como centro e periferia, erudito e popular, global e regional, aparecem no Festival, em vigorosos debates ou são identificáveis no dia-a-dia do evento. Desde sua criação, com a proposta inicial de levar a arte e o artista a uma maior proximidade com

a população, o Festival de Inverno vem evoluindo em suas programações, atendendo demandas de

público sempre crescente e cada vez mais qualificado, o que possibilitou direcionar seus cursos e oficinas ao maior aprofundamento nas questões da prática e da reflexão artísticas, além de maior internacionalização em sua programação. O evento tem apresentado programação que prioriza abordagem ambiciosa, no que diz respeito a conceitos e pesquisas no campo das artes. Tanto na área de Projetos Especiais como na de conhecimentos específicos, estabelecem-se novas relações para a linguagem e o pensamento artísticos. Essa proposta possibilitou ampliar o espaço de troca das idéias e dos conhecimentos práticos, promovendo pesquisa, experimentação e inventividade. O Festival tem cumprido seu papel de fomentador cultural e agente de desenvolvimento social. Certamente, alargam-se os horizontes na continuidade de sua ação: para o futuro. Nos últimos quatro anos, o Festival de Inverno passou por ampla avaliação, norteada pelo tripé arte/educação/ cidadania. E, ao longo de sua história, mais de 61 mil pessoas já participaram de suas oficinas e cursos. Ao somarem-se espectadores de eventos, como shows e exposições, o público, em suas 33 edições, chega a quase um milhão de pessoas. A cada ano, é definido um eixo temático, abordado na área de Projetos Especiais, em simpósios e cursos. A escolha do tema é casada com a função social do evento, que promove o desenvolvimento regional e a formação de recursos humanos na área cultural. O Festival é viabilizado financeiramente graças às parcerias mantidas entre a UFMG

e instituições públicas e privadas. Os alunos do Festival de Inverno originam-se da área metropolitana de Belo Horizonte (44%), interior de Minas Gerais (23,5%), outros Estados (28,2%) e outros países (2,3%). A maioria tem curso superior e procura no Festival seu aprimoramento profissional.

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33º FESTIVAL DE INVERNO DA UFMG – PROJETO INSTITUCIONAL

Pró-Reitoria de Extensão Professor Fabrício Fernandino (coordenador) Informações: Fabrício Fernandino - Fone: (31) 3499-5293 - fabricio@eba.ufmg.br

Ao tomar consciência da demolição da casa onde viveram seus pais, o poeta Carlos Argentino Daneri sentiu escapar-lhe entre os dedos o carrilhão do tempo. Vacilante, lembrou que junto às ruínas do velho casarão morreria algo muito importante para o poema de sua vida: o Aleph. Sim, no porão da sala de jantar, havia o Aleph, um dos pontos do espaço que abarca todos os outros pontos. “Se todos os lugares da terra estão no Aleph, aí estarão todas as luminárias, todas as lâmpadas, todas as fontes de luz” dizia, antevendo o embate que travaria ao tentar recuperá-lo. Essa metáfora, descrita magistralmente por um dos grandes escritores do século 20, Jorge Luis Borges, talvez seja mais eficiente para explicar Diamantina, Patrimônio Histórico e Cultural da Humanidade, como sede das duas últimas edições do Festival de Inverno do que qualquer dado, número ou argumento estatístico. Cidade de vasta beleza poética e intensidade lírica, Diamantina é como o Aleph, o cerne capaz de concentrar, não o mundo, mas a essência de que a arte necessita para se fazer infinita, um indício de que as expressões artísticas encontraram na cidade o local ideal para se desenvolver com força e harmonia. O 33º Festival de Inverno da UFMG, realizado em Diamantina, de 8 a 28 de julho de 2001, marcou-se por série de dicussões relacionadas à arte contemporânea, com enfoque para o aprofundamento, experimentalismo e reflexão. O evento contou com 65 atividades, entre cursos, oficinas, simpósios, mostras e palestras, divididas em seis diferentes áreas (Artes Cênicas; Artes Visuais; Artes Plásticas; Música; Literatura e Cultura; e Projetos Especiais). A cada ano, a incessante busca por linguagens inovadoras e originais torna o Festival um dos grandes incentivadores da prática da produção e da história da arte em Minas Gerais. As reflexões e atividades proporcionadas pelo setor de Projetos Especiais, nas duas últimas edições, têm possibilitado a simbiose temática entre arte e outras áreas do conhecimento. A 33ª edição do Festival propôs a integração entre Arte, Meio Ambiente e Turismo Cultural. Arte, por se tratar de linguagem de trabalho dos artistas; Meio Ambiente, como forma de cuidar da sobrevivência e da preservação das riquezas naturais e Turismo Cultural, vocação econômica de Diamantina. Como pôde ser comprovado, o Festival de Inverno continua fiel a seu projeto original, de revolucionar a arte, de forma continuada e multiplicadora. A atração de encerramento do 33º Festival de Inverno consolidou a proposta inicial, que elegeu como principal meta a busca por experimentação, aprofundamento e reflexão de questões relativas à arte. A montagem de grande espetáculo multimídia, encenado no último dia do evento, reuniu dezenas estudantes e professores de diversas oficinas do Festival, integrando áreas díspares de expressão artística, como Música, Artes Cênicas, Artes Visuais e Artes Plásticas. A atividade mostrou-se importante por viabilizar produção interativa e transdisplinar. De genuíno caráter experimental, a atração de encerramento marcou-se por ter sido inteiramente construída ao longo do Festival. O resultado possibilitou experiências inovadoras em relação ao trato das expressões artísticas. O espetáculo multimídia representou o verdadeiro salto em busca da criação de novas linguagens e da interrelação de áreas do conhecimento.

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FORMAÇÃO EM PRESERVAÇÃO DE ACERVOS: PROPOSTA DE AÇÃO PARA MUDAN- ÇA NAS PRÁTICAS CULTURAIS

Departamento de Teoria e Gestão da Informação/Escola de Ciência da Informação Professoras Maria da Conceição Carvalho (coordenadora) e Alcenir Soares dos Reis (subcoordenadora); Rosemary T. Motta (bibliotecária); Aurélio de Alvarenga Soares (bolsista). Informações: Rosemary T. Mota - Fone: (31) 3499-5217 - mccar@eb.ufmg.br

A

área de preservação de acervos na Escola de Ciência da Informação constitui aspecto de crescen-

te

interesse por parte de grupo de professores e funcionários ligados ao oferecimento de disciplinas

específicas, ao desenvolvimento de pesquisas sobre o assunto e à manutenção do Laboratório de Preservação de Acervos (LPA). Assim, neste ano encontra-se em desenvolvimento um programa de extensão, que tem como objetivos atuar de forma sistemática no campo da preservação através de ações/atividades que possibilitem a formação, treinamento e a conscientização de diferentes públicos, visando a ampliar a compreensão e a atuação em termos de manutenção/conservação dos bens culturais. O projeto é parte de um programa geral e refere-se às atividades de orientação voltadas para escolares de primeiro e segundo graus de escolas públicas de Belo Horizonte, através de cronograma de visitas monitoradas ao LPA. A atenção a esse tipo de público é uma resposta à preocupação da equipe para com a questão da educação para a preservação na sua totalidade, vista como uma questão estratégica no processo histórico de transmissão da cultura. Tem-se como obje- tivos conscientizar a criança e o adolescente sobre a relação desejável entre preservação e uso dos bens culturais; discutir a noção de memória cultural da humanidade como um recurso sustentável, que pode se (re)apresentar sob diferentes suportes mas que somente continuará a fazer parte do patrimônio cultural se aprenderem-se as formas corretas de conservá-los. Os recursos metodológicos utilizados são: apresentação oral, com recursos audiovisuais, quando se discorre sobre a evolução histórica das formas de registro do pensamento humano, da tableta cuneiforme e do papiro à infor- mação virtual e oficina de pequenos reparos em livros, de preferência livros da própria escola dos participantes, de forma a estimular a discussão sobre a conservação preventiva e o respeito ao patrimônio público. Já se realizou uma primeira visita, dos alunos da sexta série do Centro Pedagó- gico da UFMG que integrou essa atividade na ECI a um projeto próprio intitulado “Projeto de Conservação e Preservação do Acervo da Biblioteca e de Preservação do Patrimônio”. As ativida- des se realizarão até o final de 2001 com visitas de cinco escolas, atingindo um público de 15 alunos/mês, limite decorrente da capacidade física do LPA. A resposta a essa primeira visita foi altamente positiva por parte dos professores, bibliotecários e bolsistas do Centro Pedagógico que acompanharam os alunos e avaliaram os objetivos do projeto, o desenvolvimento das atividades em laboratório e a qualidade do roteiro audiovisual (Power-point), produzido como suporte para a palestra. A essa avaliação deverá se integrar a dos discentes. Tais informações deverão subsidiar reorientações/reformulações para aprimorar a atividade.

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MEMÓRIA E CULTURA MÉDICA EM MINAS GERAIS

Centro de Memória da Medicina Professores Sebastião Nataniel Silva Gusmão (coordenador), Rita de Cássia Marques e Anny Jackeline Torres Silveira (subcoordenadoras); Mônica Patrícia da Silva (bolsista); Renata Paula Coutinho e Sérgio Mitre (estagiários). Informações: Rita de Cássia Marques - Fone: (31) 3484-4174 - cmarques@dedalus.lcc.ufmg.br

O projeto está sendo desenvolvido junto ao Centro de Memória da Medicina da Universidade Fede- ral de Minas Gerais - CEMEMOR - desde março de 1998. Os objetivos do projeto são a organiza- ção, preservação e divulgação da cultura e do patrimônio da história médica em Minas Gerais. A primeira etapa do trabalho foi centrada na identificação, separação, higienização e acondiciona- mento do acervo segundo a tipologia de material (bibliográfico, iconográfico, audiovisual, arquivístico e tridimensional). Atualmente, o trabalho tem privilegiado a organização da biblioteca histórica, composta por obras raras e de referência, teses, textos literários produzidos por médicos, periódicos, biografias, além de outras obras sobre os diversos assuntos da medicina. Os arquivos pessoais de médicos, compostos por fotografias, correspondências, cópias de aulas e outros tipos de documentos, correspondem a outro material que está sendo objeto de organização para ser disponibilizado para a consulta dos usuários. O público atingido por este projeto é composto, basi- camente, por pesquisadores, estudantes e interessados em história da medicina, sendo oferecidos empréstimos domiciliares e consultas internas. Um dos próximos passos do projeto é a elaboração de uma base de dados que possibilite a busca e recuperação mais eficientes de obras do acervo para os consulentes. Outro trabalho realizado foi a seleção e montagem do material em exposição nas vitrines do CEMEMOR, que privilegia temas e figuras importantes da medicina em Minas Gerais. Após a organização da biblioteca histórica, novos projetos deverão ser elaborados contemplando a identificação, tombamento e guarda do acervo fotográfico e tridimensional, além da elaboração e montagem de uma nova exposição para a sala de objetos.

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MÚSICA E REPRESENTAÇÃO NO MUNDO BARROCO

Departamento de Teoria Geral da Música/Escola de Música Professores Rosângela Pereira de Tugny (coordenadora), Michelina Barra Rocha, Carlos Gohn e José Américo de Miranda Barros; Rodrigo Teodoro e Suely Louzada (bolsistas). Informações: Laboratório de Musicologia - Fone: (31) 3499-4719 - labmus@musica.ufmg.br

Projeto oriundo de trabalho de ensino, pesquisa e extensão realizado no quadro da matéria “Música Barroca e Representação,” oferecida na Escola de Música como disciplina optativa e eletiva. O grupo é constituído de cantores e instrumentistas envolvidos na pesquisa dos recursos técnicos próprios ao contexto barroco, que subsidiem a criação, representação e performace vocal e instru- mental do musical dos séculos XVII e XVIII. Além da interdisciplinaridade do trabalho, envolven- do estudos da Literatura, da História e do Teatro, a experiência apresenta uma dimensão inovadora que consiste no enfoque dos aspectos cênicos e retóricos do repertório dramático-musical. O refle- xo dessa nova concepção operística se mostra, de forma sensível, no resultado dinâmico oferecido e compartilhado com o público. Dessa forma, o trabalho busca o envolvimento dos alunos dentro da arte da representação, para a qual a música passa a ser um elemento constitutivo. O grupo realizou estudos sobre a estética do teatro barroco, a gestualidade cênica, a retórica, a arte declamatória. O trabalho culminou em diversas montagens, cada uma explorando uma temática ou uma obra relevante na literatura musical dessa época, sendo elas: Psychè e as Alegorias das Pai- xões - espetáculo sobre a ópera francesa Psychè de J. B. Lully; Amores e Pastores - realização de madrigais italianos representativos, bailados e cenas de óperas de Monteverdi (colaboração da pro- fessora Michelina Barra/FALE/); Árias de Corte Inglesas e Francesas dos séc. XVII e XVIII (cola- boração do professor Carlos Gohn/Fale); Lágrimas, temor e desespero - espetáculo que tem como tema central a representação da lágrima, objeto retórico bastante explorado por artistas e pensado- res da época do chamado barroco (colaboração do professor José Américo Miranda/FALE); Orfeu - ópera italiana do compositor Monteverdi. Além das apresentações didáticas direcionada aos alu- nos de 1 o e 2 o graus, a realização desses espetáculos procura utilizar o potencial dos espaços teatrais das cidades históricas de Minas Gerais onde tradicionalmente eram realizados espetáculos dessa natureza nos séc. XVIII e XIX.

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GRUPO DE PERCUSSÃO DA ESCOLA DE MÚSICA

Departamento de Instrumentos e Canto/Escola de Música Professor Fernando de Oliveira Rocha (coordenador); Sérgio F. B. Aluotto e Werner Silveira (bolsistas); Alice Belém, Emília Chamone, Guilherme Faria, Mateus Oliveira, Júlio César Ponzo, Marilene Trotta, André Queirós e Giuliano Ribas (voluntários). Informações: Fernando Rocha Fone: (31) 3499-4744 - fernando@musica.ufmg.br

O Grupo de Percussão nasceu em 1998, no mesmo ano em que foi criado o curso de bacharelado

em percussão na UFMG. Desde então, tem participado de vários eventos promovidos pela Univer- sidade. Já se apresentou também no projeto Concertos do Século XX, da Fundação Clóvis Salgado,

na Fundação de Educação Artística, na UEMG e promoveu duas edições da mostra A Percussão na

Música do Século XX, realizada na Escola de Música da UFMG, reunindo vários profissionais de Minas Gerais e também convidados de outros estados. Em maio de 2000, participou de dois impor- tantes eventos internacionais: I Encontro Internacional de Instrumentistas de Sopro e Percussão, em Belo Horizonte e o II Encontro Pan-americano de Percussão, em Campinas, promovido pela UNICAMP. O repertório do grupo reúne música contemporânea, escrita originalmente para percus- são e também arranjos, especialmente de música brasileira, para uma gama muito grande de instru- mentos, que incluem marimba, vibrafone, xilofone, tímpanos, bateria, pandeiro, gongos e até obje- tos como latas, panelas de freio e o próprio corpo dos músicos. O grupo tem realizado inúmeras primeiras audições, em Belo Horizonte, de obras importantes da Música Contemporânea, como Credo in Us e Segunda Construção, de John Cage, Music for Pieces of Wood, de Steve Reich e Marimba Spiritual, de Minoru Miki. Também tem recebido e estreado obras de compositores e estudantes de composição de Belo Horizonte. Outra atividade do grupo é a realização de concertos- didáticos, nos quais acontecem explanações sobre os instrumentos de percussão, suas técnicas e seu repertório. Em 2001, o grupo realizou vários concertos na UFMG, com destaque para apresen- tação no XIII Encontro da Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Música. Para 2002, está prevista participação na III Mostra de Percussão da UFMG, II Mostra Internacional Ritmos da Terra/UNICAMP e a realização da primeira audição em Belo Horizonte da peça Ionisation, de Edgar Varèse, uma das obras mais importantes da história da música no século XX.

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ESCOLA DE DANÇA E RITMO – SARANDEIROS

Departamento de Educação Física/Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional Professores Gustavo P. Cortes (coordenador) e Maria A. S. Geiken; Alex F. Magalhães, Gilce F. Chaves, Gustavo F. Costa, Leticia B. Soares, Marco A. Souza, Marcos A. A. Campos, Neyder E. M. Souza, Paulo N. Elias, Rodrigo O. M. Lopes e Sarah N. Lage (bolsistas). Informações: Gustavo Pereira Côrtes - Fone: (31) 9976–0787 - gustavo@sarandeiros.com.br

O projeto atua na Escola de Educação Física e no Cólegio Técnico, por meio de aulas práticas e teóricas sobre danças e manifestações típicas da cultura popular brasileira, assim como em diversas modalidades de danças de salão, oferecidas gratuitamente para a população em geral. Importantes atividades se realizam desde o início da atuação do projeto, corroborando não só o seu caráter pedagógico mas também seu caráter artístico, através da organização e participação dos alunos envolvidos, com elaboração de coreografias e figurinos. Trata-se de um projeto social, gratuito, que atua através do estudo, ensino e pesquisa da Cultura Popular Brasileira, por meio de diferentes modalidades artísticas, como a dança, música, jogos, brincadeiras e demais atividades referentes ao folclore brasileiro e às danças de salão. O projeto tem como objetivo possibilitar uma experiência teórica e estimular a prática corporal através do ritmo, da música e da dança brasileira e danças de salão, desenvolvendo, assim, o sentimento de cidadania e valorização da cultura do Brasil, além de possibilitar futuras formações de grupos artísticos representativos do folclore brasileiro. Dessa for- ma, o desenvolvimento de atividades pedagógicas em torno do folclore brasileiro é importante para contribuir na formação da identidade e nacionalidade dos alunos, através do reconhecimento de suas raízes, grupos sociais, linguagem e representações de sua cultura. Vale ressaltar que as ativida- des propostas pela Escola de Dança e Ritmo Sarandeiros são excelentes maneiras de se trabalhar com a cultura popular brasileira de forma lúdica e prazerosa, além de estimular a prática docente dos alunos monitores do projeto, enriquecendo sua formação.

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PROGRAMA DE DANÇA MODERNA EXPERIMENTAL

Departamento de Educação Física/Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional

Professora Isabel Cristina Vieira Coimbra Diniz (coordenadora); Lorenza Riggio, Renata Rodrigues

e Renata Luiza (monitoras); Luciana Santos, Daniel Araújo, Daniele Arantes, Geise Pinto, Letícia Marques, Erica Fernanda e Magno Silva (voluntários). Informações: Isabel Cristina Vieira Coimbra Diniz - Fone: (31) 3499-2333 - isabel@eef.ufmg.br

O programa foi criado em 2000 para produzir conhecimento e propiciar aos alunos da graduação

em Educação Física, bem como à comunidade interessada, experiência com os conteúdos da dança moderna, compreendendo-a como prática social e corporal na educação do ser humano. Os traba- lhos foram iniciados com grupo de estudos utilizando metodologia baseada na discussão de textos

escritos e dançados, buscando a leitura dos subtextos. Para a escrita corporal, são desenvolvidas vivências em que todos os participantes são autores e leitores que constróem uma proposta de dança. Assim, como fruto das reflexões geradas, a primeira proposta é ampliada para uma aborda- gem mais abrangente e comprometida com a extensão extramuros da UFMG, principalmente aque-

la voltada para escolas públicas interessadas no desenvolvimento do Programa em suas dependên-

cias. Nesse momento, o Programa é composto por três projetos: O Grupo de Estudos em Dança- GEDAE; A Dança na Escola, que vem atuando na Escola Municipal São Cristóvão e na Escola Estadual Milton Campos, somando 100 alunos de ensino fundamental e médio, e O Grupo de Dança Experimental, que é composto por uma equipe de 10 alunos entre três unidades da UFMG.

Atualmente, também existe parceria com o Núcleo de Estudos em Letras e Artes Performáticas- NELAP, da FALE, que está gerando outros projetos a serem desenvolvidos e grandes expectativa no para o trabalho. Como resultado, a coordenação do Programa publicou e apresentou, em 2000, o artigo “O Corpo Lúdico e a Dança”, no ENAREL em Camboriú. Já em 2001, “A Dança na Escola”, no GT Escola do CBCE e “Dança: Uma Possibilidade Lúdica”, no II Seminário O Lazer em Deba- te, ambos em Belo Horizonte. Participou também da I Semana do Conhecimento e 3 o . Encontro de Extensão da UFMG com pôster; promoveu o XIII Festival de Dança e I Seminário de Dança da Escola de Educação Física, realizados em dezembro de 2000 com oficinas de dança, mesa redonda

e mostras de dança. Finalmente, em 27 de junho de 2001, promoveu em parceria com a disciplina

Dança I da graduação em Artes Cênicas e Educação Física o “II Dança Sarau” na Escola de Educa- ção Física, com a participação do Grupo de Dança Experimental e do NELAP.

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A LETRA E A CENA: ENCENAÇÃO DO TEXTO NÃO-DRAMÁTICO

Departamento de Fotografia, Teatro e Cinema/Escola de Belas Artes/Departamento de Letras Clás- sicas/Faculdade de Letras Professores Antonio B. Hildebrando (coordenador) e Tereza Virgínia R. Barbosa (subcoordenadora); José Maria Lopes Júnior, Cecília Bizzotto Pinto, Solange de Cássia Paula, Laura Barreto e Amaury de Paula (bolsistas); Geraldo Roberto, Fabrício Garelli e Letícia Castilho (voluntários). Informações: Antonio Barreto Hildebrando - Fone: (31) 3222-5474 - hbrando@terra.com.br

Depois de séculos de predomínio do texto dramático no teatro, o que muitas vezes resultou na desvalorização da cena frente à letra, a encenação, na esteira de artistas-teóricos como Baty e Antonin Artaud, entre outros, afirmou-se como arte autônoma. Perdendo muito do seu privilégio, a letra, entretanto, não foi expulsa do teatro e é, cada vez mais, incorporada a partir de textos não-dramáti- cos. Explodindo a separação entre os gêneros, o teatro contemporâneo traz para a cena textos que, em sua gênese, não pressupunham atualização cênica. O estudo do drama e de sua atualização cênica produziu, ao longo dos séculos, vasto e profundo material teórico e crítico. Por outro lado, a adaptação cênica de textos que originalmente não se destinavam ao teatro permanece território pouco explorado, embora cada vez mais freqüente no teatro contemporâneo. Dessa forma, tornam-

se imprescindíveis as pesquisas que possam produzir material teórico-crítico sobre o assunto. São

muitas questões que envolvem o processo e os resultados da utilização dos textos não-dramáticos como estopim ou suporte de espetáculos teatrais. Procurar levantar e responder a essas questões é o objetivo desse projeto, que já teve oportunidade de apresentar performance baseada em textos de jornais no seminário sobre performance realizado na Faculdade de Letras. A apresentação, registra- da em vídeo e fotografia, serve de base, juntamente com a pesquisa bibliográfica, para discussões do grupo. No momento, o grupo inicia trabalho com textos poéticos que deverá gerar, além de material teórico-crítico, apresentação de espetáculo dentro e fora da Universidade. Estão em pro- cesso, ainda, entrevistas com profissionais das artes cênicas que têm produzido espetáculos a partir de textos não-dramáticos.

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DESVELANDO A OBRA DE ARTE: RELATO DE EXPERIÊNCIA

Escola Fundamental do Centro Pedagógico Professoras Edna Maria Santana Magalhães (coordenadora); Geruza Cristina M. Volpe (monitora) Informações: Cenex - Fone: (31) 3499-5175 - cenex@jupiter.cp.ufmg.br

O trabalho compreende relato de experiência em que tenta-se traduzir em palavras algumas das

reflexões e momentos singulares vivenciados por turma de “trabalhadores-alunos”, a partir de visi-

ta a mostra de arte contemporânea. Pode ser dividido em dois momentos distintos. No primeiro,

apresenta-se uma contextualização histórica do PROFAE, projeto que inspirou a realização da ex- periência, identificando um pouco de sua estrutura de organização, do perfil do alunos que o fre- qüentam e dos principais pressupostos teórico-metodológicos que orientam sua proposta político-

pedagógica. Na segunda fase, relata-se todo o processo de criação com base no Parâmetro Curricular

de Arte para o Ensino Fundamental e na obra de Ana Mae Barbosa (1997) que culminou na visita,

e procede-se a análise de algumas relações e de alguns momentos significativos decorrentes da experiência vivida. Por fim, realiza-se breve conclusão de todo o processo.

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CONTOS DE MITOLOGIA

Departamento de Letras Clássicas/Faculdade de Letras/Departamento de Filosofia/Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas/Centro Pedagógico Professores Tereza Virgínia R. Barbosa, Marcelo Pimenta e Clenice Girffo; Andreza Júnia Ferreira e Tereza Pereira do Carmo (bolsistas); Elma Rocha Vieira e Frederico N. de Almeida (voluntários). Informações: Cenex - Fone: (31) 3499-6002 - cenex@letras.ufmg.br

O trabalho é fruto do projeto Contos de Mitologia, apoiado pela Pró-Reitoria de Extensão desde

1998. Coordenado pelo Departamento de Letras Clássicas da FALE e pelo Departamento de Filo- sofia da FAFICH o projeto conta atualmente com dois monitores bolsistas e dois monitores volun- tários e com a participação de turmas do terceiro e quarto ciclo do Centro Pedagógico, com o apoio mensal do carro-biblioteca e, eventualmente, com alunos de nível secundário de escolas particula- res como colaboradores. A pesquisa é conjugada a um trabalho prático que vem sendo desenvolvi- do junto a escolas de ensino fundamental e médio na região metropolitana de Belo Horizonte. O

objetivo é proporcionar a crianças e adolescentes uma reflexão e uma propedêutica acerca da filo- sofia e mitologia gregas através da contação de histórias. O vínculo com o Centro Pedagógico surgiu em 1999, com o objetivo de confeccionar um material didático e testá-lo em sala de aula. A parceria com o carro-biblioteca também data de 1999, tendo como objetivo atingir a comunidade

em geral. Para se ilustrar a prática do projeto, abordar-se-á o texto de um poeta canônico, Carlos Drumond de Andrade. Escolheu-se seu poema O Mito por ser um terreno fértil para reflexão teóri- co-filosófica. Para a análise do poema utilizar-se-ão várias definições de diferentes autores em geral. O poema de Drummond tem como eixo central à figura de Fulana. Em todo o poema pode- mos perceber uma busca pelo poeta para compreender essa Fulana misteriosa e multifacetada. Seu caráter ambíguo e enigmático já é designado pela forma como o poeta a nomeia. O que vem a ser Fulana? Se olharmos no dicionário veremos que o termo fulana significa: “uma idéia vaga de alguma pessoa, alguém que não se quer nomear ou depreciação de uma pessoa qualquer”. Tomada com letra maiúscula, como o poeta nos apresenta, a palavra se transforma em um substantivo pró- prio, individualizado Fulana. Assim, Fulana para o poeta não é uma fulana qualquer, mas a Fulana.

A nossa associação de Fulana com o título do poema é uma leitura de Fulana como metáfora de

mito. No decorrer do trabalho mostra-se esta leitura bem como vários conceitos de mito.

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BANCO DE DADOS SOBRE EDUCAÇÃO INDÍGENA

Departamento de Administração Escolar/Departamento de Ciências Aplicadas à Educação/Facul- dade de Educação Professores Rogério Cunha Campos (coordenador) e Ana Maria R. Gomes (subcoordenadora); Adriana Cristina Salgado (bolsista). Informações: Rogério Cunha Campos - Fone: (31) 3499-5323 - roge@dedalus.lcc.ufmg.br

O projeto tem como objetivo a disponibilização de materiais relativos a educação intercultural, formação de professores em situações caracterizadas pela diversidade, educação escolar indígena, culturas e condições atuais dos diferentes povos indígenas de Minas Gerais. Quando estiver em condições de acesso, o acervo poderá ser consultado por professores das redes de ensino de Belo Horizonte e do Estado, por alunos da graduação e da pós-graduação da UFMG, por professores e pesquisadores, por formadores no âmbito da educação intercultural e pelos próprios professores indígenas. O acervo inicial é originário do programa de Implantação de Escolas Indígenas de Minas Gerais que foi criado em 1995, por iniciativa da Secretaria de Estado da Educação/MG em convênio com a Universidade Federal de Minas Gerais, Fundação Nacional do Índio, Instituto Nacional de Florestas e a Comunidade dos Povos Indígenas de Minas Gerais, envolvendo os povos Krenak, Maxacali, Pataxó e Xacriabá. Nos cinco anos de atuação do programa grande volume de informações sobre a educação indígena e sobre os povos indígenas de Minas foi produzido. Boa parte desse acervo se encontra na Faculdade de Educação/UFMG e a outra parte na SEE/MG. A organização do Banco de Dados implica na classificação do material bibliográfico e institucional existente na FaE e SEE/MG. Esses materiais (textos e imagens em diversos suportes) estão sendo objeto de tratamento especializado na biblioteca da FaE visando à sua disponibilização para a comunidade. O material é identificado segundo suas culturas de origem, de acordo com categorias produzidas no processo de manuseio do acervo. Também estão sendo identificados os materiais segundo suas potencialidades documentais e como elementos de memória de programas educacionais. A maioria do material bibliográfico já foi classificado e recebeu número de identificação de acordo com o sistema de bibliotecas da UFMG e já se encontra disponível aos interessados para consulta e empréstimo. A comunidade receberá também como produtos gerados pelo projeto os materiais de pesquisa didática, institucional e audiovisual relacionados à educação indígena. As perspectivas do projeto, além da conclusão e disponibilização do banco de dados, será a ampliação do seu alcance visando à sua inserção numa rede ampliada de Educação Indígena, envolvendo outras universidades e instituições detentoras de acervos semelhantes.

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NEP – NÚCLEO DE ESTUDOS PARTICIPATIVOS

Centro de Extensão/Faculdade de Direito Professores Lúcia Massara (coordenadora), Silma Mendes Berti, Márcio Túlio Viana, Jackson Rocha Guimarães e Antonio Augusto Anastasia; Raul Felipe Borelli, Cristiane N. de Carvalho Ribeiro, Rogério Rocha, Luciano Brustolini Guerra, Mônica Silveira Vieira, Roberto Novaes e Leozílio França (monitores). Informações: Lúcia Massara - Fone: (31) 3217-4633 - cenex@direito.ufmg.br

O projeto, antigamente denominado Núcleo de Estágio na Periferia, é uma atividade de extensão da Faculdade de Direito da UFMG, criado e desenvolvido pelo Centro Acadêmico Afonso Pena, ten- do por objetivo a orientação sobre questões jurídicas de uso cotidiano para comunidades que nor- malmente não teriam acesso a esse tipo de informação. Enquadra-se, assim, na área temática cor- respondente à educação. Outro objetivo do projeto é a integração e atuação conjunta com progra- mas da Universidade na publicização do conhecimento produzido internamente, promovendo a implementação de um verdadeiro caráter público ao ensino universitário. Ademais, o ensino jurídi- co se insere cada vez mais em um crescente processo de abstração, bem como se verifica uma prevalência dada à “técnica” jurídica em detrimento do “raciocínio” jurídico. Essa prevalência faz com que os operadores do Direito se esqueçam de que seu objeto de estudo nasce da sociedade e a ela se dirige. O NEP. visa, portanto, à construção de um Direito inteligível a todos e a um real aumento do acesso à justiça, entendido não só como possibilidade de litigar, mas também como o alcance à informações básicas capazes de prevenir uma infinidade de problemas. As propostas do projeto são realizadas através de palestras dadas a comunidades de diversos bairros de Belo Hori- zonte e região metropolitana, utilizando a estrutura de qualquer tipo de organização social, que é responsável pela divulgação da data do evento, assim como pela cessão do espaço a ser utilizado. Curtas e acessíveis, as explanações versam sobre temas de importância cotidiana, tais como noções de Direito do Trabalho, Família, Consumidor, Penal, Posse e Propriedade e Direito Ambiental, sendo ministradas por estudantes da Faculdade de Direito preparados através de grupos de estudo e orientados por professores, especialistas nas respectivas áreas. As palestras são reforçadas pela distribuição de textos sobre os temas abordados, formulados em linguagem simples e elaborados pelos participantes do projeto, ressaltando sempre a constante supervisão docente nos trabalhos.

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PROJETO CIDADANIA E EMANCIPAÇÃO: A UNIVERSIDADE VAI ÀS RUAS

Centro de Extensão/Faculdade de Direito Professores Menelick de Carvalho Netto, Miracy Barbosa de S. Gustin e Fernando Antonio de Melo (coordenadores); Onésio S. Amaral, Mariana P. Assis, Sielen Caldas, Deborah Marra, Roberta Azambuja, Flaviane R. Araújo, Fátima Nitzsche, Renata V. S. Varella, Marianna V. R. Maciel, Daniel Fonseca, Flávia T. Oliveira e Lucas A. L. Seabra (pesquisadores). Informações: Menelick de Carvalho Netto - Fone: (31) 3217-4638 - cenex@direito.ufmg.br

Entendendo-se que o Direito só se efetiva a partir de lutas político-sociais cotidianas, acredita- seque o fomento às organizações de catadores de materiais recicláveis de Minas Gerais, bem como

o estímulo à participação de catadores individuais em grupos organizados, é o meio mais efetivo

para modificar a situação de completa exclusão social em que essa parcela da população se encon- tra, caracterizada por sucessivas perdas de direitos fundamentais e restrição da autonomia. O proje- to, que integra o Programa Pólos Reprodutores de Cidadania, utiliza-se da metodologia da pesqui- sa-ação, segundo Michel Thiollent, considerando os catadores sujeitos da pesquisa e não como mero objeto da mesma. Em parceria com a Associação de Catadores de Papel, Papelão e Materiais Reaproveitáveis e com a Coordenadoria de Direitos Humanos e Cidadania/Prefeitura de Belo Ho- rizonte, o projeto passou a atuar junto aos catadores de cidades de diversas regiões de Minas Ge- rais, além dos da Capital, que recolhem seus materiais desde lixões e ruas até galpões específicos e usinas de compostagem/reciclagem. Percebeu-se que os catadores do interior do Estado, em geral, catam junto com membros da família, nasceram na cidade em que catam ou nela residem há vários anos. Já os catadores de Belo Horizonte são moradores ou ex-moradores de rua, a maior parte deles catam sozinhos e vieram para Belo Horizonte em busca de emprego ou fugindo de problemas com

a família. Constatou-se que as condições adversas em que vivem os catadores de materiais recicláveis são reflexo do modelo sócio-político-econômico vigente, que não só gera como também aprofunda

a marginalização, sobretudo o desemprego. Isso pode ser observado na medida em que grande parte

dos catadores tinha empregos formais de baixa qualificação ou atuava no mercado informal. Pre- tende-se, com a análise da situação em que se encontram esses trabalhadores, sensibilizar a socie- dade civil e o Estado, que freqüentemente ignoram os que se encontram nessa realidade.

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VERTENTE TEATRAL TRUPE A TORTO E A DIREITO

Centro de Extensão/Faculdade de Direito/Teatro Universitário Professores Fernando Antonio de Melo, Menelick de Carvalho Neto e Miracy Barbosa de Sousa Gustin (coordenadores); Antônio Eduardo Silva Nicácio, André Maurício Campos de Sá, Carolina Pereira Lyon, Elizângela Fátima de Souza, Mariana Prandini Fraga Assis e Ronaldo Araújo Pedron (bolsistas); André Gomes Bandeira, Daniel Fonseca Motta, Flávia Tavares de Oliveira, Guilherme Scotti Rodrigues, Laura Torres Martins, Luciana de Melo Dumont, Ludmilla Marques Carabetti Gontijo e Rafael de Oliveira Alves (voluntários). Informações: Menelick de Carvalho Netto - Fone: (31) 3217-4638 - cenex@direito.ufmg.br

O projeto da vertente teatral Trupe “A torto e a Direito” insere-se como estratégia central de fomen-

to da discussão sobre a cidadania que, ao se integrar à concepção, objetivos e metodologia do

Programa Pólos Reprodutores de Cidadania, possibilita a inserção inicial deste nas comunidades e

o desenvolvimento das ação propostas. Formada em 1997, a vertente teatral Trupe “A torto e a

Direito” encontra-se hoje na sua terceira fase. Seu primeiro espetáculo foi a peça “Frango com quiabo e angu de caroço”, que abordava temas constatados nos diagnósticos feitos pelos pesquisa- dores-extensionistas do Programa Pólos, tais como a violência em vilas e favelas, a questão do sofrimento mental e a dificuldade de mobilização da população. A peça seguinte, “Ele é ruim, mais

é bom”, abordou principalmente a violência contra a mulher e algumas questões referentes à popu- lação de rua. O atual trabaho, “Em terra de urubu, quem cuida do lixo é rei”, aborda a importância da organização social dos catadores de materiais recicláveis e as diferentes origens desse segmento crescente da sociedade. O projeto “A Torto e a Direito” tem como principais objetivos possibilitar

a inserção inicial do Programa Pólos e contribuir para o desenvolvimento da ação deste junto às

comunidades parceiras, através da desobstrução da comunicação, além de estimular a organização popular pela reflexão acerca da cidadania e dos direitos fundamentais, de forma lúdica e criativa. A abordagem teatralizada permite maior interação e compreensão entre pesquisadores e comunidade, uma vez que a linguagem cotidiana das comunidades-parceiras orienta a criação dos textos e perso- nagens. Também, as situações de que falam as esquetes representam o cotidiano vivido nessas comunidades que sofrem reiteradamente violações de seus direitos fundamentais. O processo com- põe-se de quatro etapas: discussões em equipe de propostas de texto teatral a ser elaborado, a partir das percepções e demandas do trabalho de campo; criação de dramaturgia específica para teatro de rua sobre tais temas; ensaios/montagem das esquetes e formação/treinamento dos atores; apresen- tações das esquetes nas comunidades seguidas de debates que fomentem a reflexão. Cabe ressaltar que os textos sofrem revisão permanente baseada nas críticas e sugestões recebidas.

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ORGANIZAÇÃO POPULAR EM VILAS E FAVELAS – REGIÃO NORTE.

Centro de Extensão/Faculdade de Direito Professores Menelick de Carvalho Neto, Miracy Barbosa de Sousa Gustin e Fernando Antonio de Melo (coordenadores); Leonardo Augusto de Andrade Barbosa, José Eduardo Elias Romão e Antô- nio Eduardo Silva Nicácio (orientadores); Felipe Leitão V. Roquete, Larissa Guimarães Batista, Lívia Vilas Boas e Silva, Ludmilla M. Carabetti Gontijo e Ronaldo Araújo Pedron (pesquisadores). Informações: Menelick de Carvalho Netto - Fone: (31) 3217-4638 - cenex@direito.ufmg.br

O Programa Pólos Reprodutores de Cidadania trabalha na promoção de ações diversificadas junto

à comunidades de Belo Horizonte, historicamente marcadas por carências e violações de seus direi- tos fundamentais, atuando no fomento à organização comunitária e defesa dos direitos fundamen- tais das comunidades-parceiras, através da metodologia proposta por Michel Thiollent. O projeto, em consonância com tal diretriz, tem como proposta verificar o desenvolvimento de ações comuni- cativas que proporcionem aos seus interlocutores uma compreensão crítica autônoma, emancipatória

e cidadã de suas ações. Os marcos teóricos que orientam o projeto são obras de autores como

Boaventura de Sousa Santos e Jurgen Habermas. A partir da identificação de situações-problema apresentadas como demandas no Núcleo de Atendimento Sócio-Jurídico implantado na região nor-

te de Belo Horizonte, em parceria com a CDHC-PBH, busca-se constituir um processo pedagógico

de acesso à justiça adequado aos anseios da comunidade. Ressalte-se que acesso à justiça não se confunde com acesso ao judiciário. O desenvolvimento do trabalho está calcado em dois momen- tos: o de atendimento jurídico-social quando se estabelece o primeiro contato com a situação pro- blema; e a expansão, em que, conforme as peculiaridades das situações, enfatiza-se o processo de compreensão e resolução coletiva da demanda. Esse segundo momento é que o diferencia o proje- to, para a população, dos serviços de atendimento jurídicos (assistência jurdiciária) hoje existentes. Os resultados obtidos até o momento indicam o envolvimento e a participação da comunidade organizada, como sujeitos nos processos de resolução de situações-problema. Em três meses, fo- ram realizados cerca de 70 atendimentos referentes à violações de direitos fundamentais. Em al- guns deles, além do atendimento ao indivíduo, sujeito de direitos, foi possível implicar outros sujeitos (grupos e/ou órgãos públicos/privados), diretamente relacionados à situação-problema, permitindo a coletivização da demanda apresentada. A partir dos resultados obtidos pode-se perce- ber que a metodologia adotada amplia o caráter democrático das discussões e confere aos sujeitos implicados participação efetiva nas decisões. No âmbito da esfera pública verifica-se a constituição de uma rede de associações e entidades legítimas, aptas a influenciar de forma participativa a admi- nistração pública municipal, centro das decisões políticas.

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ORGANIZAÇÃO POPULAR EM VILAS E FAVELAS – AGLOMERADO SANTA LÚCIA

Centro de Extensão/Faculdade de Direito Professores Menelick de Carvalho Netto, Miracy Barbosa de S. Gustin, Fernando Antonio de Melo (coordenadores); Claúdia Aguiar e Giselle Pinho (orientadoras de campo); Ana Paula Nacif, Caro- lina Lyon, Graziella Lucindo, Guilherme Scotti, José Marcelo Silva, Patrícia Napoleão, Rafael Alves e Tiago Braga (pesquisadores). Informações: Menelick de Carvalho Netto - Fone: (31) 3217-4638 - cenex@direito.ufmg.br

O projeto integra o Programa Pólos Reprodutores de Cidadania e tem por objetivo realizar pesquisa-

ação junto às entidades comunitárias do Aglomerado Santa Lúcia, setor de ocupação irregular em

Belo Horizonte, com vistas a verificar os níveis de cidadania, subjetividade e emancipação, conforme

o marco teórico de Boaventura de Sousa Santos. A partir da identificação de tais níveis, procura-se fomentar ações que visem a fortalecer a participação popular nas organizações e incrementar o efetivo exercício da cidadania. Utiliza-se da pesquisa-ação, método desenvolvido por Michel Thiollent, em que comunidades ou grupos de indivíduos são investigados em processo em que não há distinção entre sujeito e objeto, o que possibilita que a comunidade pesquisada tenha papel fundamental na construção do conhecimento e na determinação dos rumos da pesquisa. A partir de situações concretas vivenciadas, inferem-se problemas e demandas da comunidade, partindo-se

para a busca conjunta de possíveis soluções. Verifica-se, assim, o estímulo permanente a participação

e mobilização popular. O projeto tem desenvolvido ações como realização de programa semanal

em rádio comunitária promovendo a discussão, conscientização e interação com a população local; reconhecimento da equipe como parceira da comunidade na solução de seus problemas de âmbito jurídico-social-organizativo (coordenação de processos eleitorais na Creche Madre Garcia e na Associação Comunitária da Barragem Santa Lúcia) e identificação de novos sujeitos coletivos. Nessa comunidade urbana periférica de Belo Horizonte consta-se que a participação popular nos movimentos organizados vincula-se principalmente à solução de problemas imediatos. A violência desencadeada pelo tráfico de drogas e pela exclusão social da população de vilas e favelas é fator que dificulta a construção de um espaço retórico que favoreceria a participação democrática dos moradores no processo de tomada de decisões quanto às suas principais demandas. Tem-se

identificado, no entanto, a presença de grupos bastante conscientes do processo, que orientam suas ações no sentido de envolver a comunidade e também o poder público na discussão, compreensão

e procura de solução para problemas comuns. Ressalta-se que o Programa Pólos Reprodutores de Cidadania tem caráter permanente em virtude da natureza da sua metodologia.

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CAPACITAÇÃO DE GESTORES E CONSELHEIROS DE ASSISTÊNCIA SOCIAL

Núcleo de Apoio ao Desenvolvimento da Política de Assistência Social/Departamento de Ciência Política/Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas Professora Maria de Fátima Junho Anastasia (coordenadora); assistente social Eleonora Schettini Martins Cunha (subcoordenadora); Edite da Penha Cunha e Maria Elisa Neves Pena (funcionárias). Informações: Eleonora Schettini Martins Cunha - Fone: (31) 3499-5004 - nupass@fafich.ufmg.br

As atividades desenvolvidas pelo NUPASS no Vale do Jequitinhonha decorrem de demanda apre- sentada à UFMG pela Associação dos Municípios do Médio Jequitinhonha-AMEJE no sentido de capacitar gestores e conselheiros da área de assistência social. Tendo como parâmetros os resulta- dos da pesquisa realizada pelo DCP e NUPASS acerca do efetivo funcionamento dos Conselhos Municipais de Assistência Social do Estado de Minas Gerais, construiu-se, em conjunto com a AMEJE, a proposta de realização de cursos de formação e qualificação de profissionais que atuam nos sistemas locais de assistência social, ou seja, nos conselhos, órgãos gestores e entidades soci- ais, com objetivo de apoiar o desenvolvimento da capacidade gestora dos municípios na área da assistência social. Essas atividades vêm sendo desenvolvidas desde 2000, sendo que em 2001 fo- ram realizados dois cursos, em fevereiro e junho, em Araçuaí, organizados a partir da seguinte temática: aspectos relacionados ao processo de elaboração de políticas públicas; a implementação e a gestão local da política de assistência social: funções do gestor e do conselho, normas para o seu financiamento; instrumentos de planejamento. Participaram dos cursos 38 pessoas, representando onze municípios pertencentes à Associação. A metodologia utilizada nessas atividades envolve exposições dialogadas, intercaladas por trabalhos em grupos, quando os participantes realizam estudos de casos e elaboração de documentos síntese relacionados ao tema apresentado. Essa metodologia tem propiciado aos participantes não só a aproximação com conceitos básicos sobre a gestão do sistema municipal de assistência social, mas também a troca de experiências e a análise de situações concretas do cotidiano sob a perspectiva das informações técnicas e teóricas apreendi- das durante o curso. Ao final da atividade, têm como produto documentos que podem auxiliá-los na execução das ações pelas quais são responsáveis, sejam pré-projetos, sejam planos de trabalho. Os resultados positivos dessa experiência podem ser medidos não só pelo interesse da AMEJE na continuação do projeto, como pela demanda crescente apresentada por outras associações tanto do próprio Vale do Jequitinhonha como de outras regiões do Estado. Os custos do projeto foram arca- dos pela AMEJE e pelo Programa Pólo de Integração da UFMG no Vale do Jequitinhonha.

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DIVISÃO DE ASSISTÊNCIA JUDICIÁRIA: 43 ANOS

Divisão de Assistência Judiciária/Faculdade de Direito Paulo Rezende e Raphael Luiz Corrêa de Melo (estagiários/coordenadores) Informações: Raphael Luiz Corrêa de Melo - Fone: (31) 3217-4666 - raphael.luiz@bol.com.br

A Divisão de Assistência Judiciária da Faculdade de Direito da UFMG (DAJ) foi fundada em

agosto de 1958, por iniciativa do Centro Acadêmico Afonso Pena (CAAP) e do professor José Olímpio de Castro Filho, com duas finalidades principais: proporcionar aos alunos do curso de graduação a oportunidade de exercer na prática a advocacia, com a supervisão de professores, e permitir a efetivação dos direitos da população carente, através da prestação de assistência jurídica gratuita, consistente na orientação e propositura de ações judiciais para solução de conflitos. A atividade de orientação jurídica é realizada em plantões diários e visa à prevenção de litígios, mi- nistrando à população que procura o órgão informações sobre seus direitos e deveres. No caso da propositura de ações judiciais, em que já existe litígio, é necessário invocar a intervenção do Poder

Judiciário, o que é feito pelo estagiário (aluno matriculado a partir do 7 º período, aprovado em concurso e inscrito na Ordem dos Advogados), com a assistência de um professor orientador. Após a aceitação do caso pelo órgão e distribuição do mesmo a um dos estagiários, cabe a este entrar em contato com o cliente, reunir informações e documentos, estudar as normas jurídicas aplicáveis ao caso, propor a ação e acompanhá-la até a decisão final, comparecendo em audiências e redigindo as peças processuais. Atualmente, existem cerca de 1.000 casos em andamento na Divisão, sendo recebidos novos casos à medida que outros são solucionados. Após 43 anos de existência, o novo desafio da DAJ é encontrar seu espaço dentro da Universidade e ser reconhecido como programa

de extensão, o que já começa a ser discutido com a Pró-Reitoria de Extensão e o Centro de Exten-

são da Faculdade de Direito.

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CARRO BIBLIOTECA/FRENTE DE LEITURA

Departamento de Teoria e Gestão da Informação/Escola de Ciência da Informação Professoras Alcenir Soares dos Reis (coordenadora) e Ana Maria Rezende Cabral (subcoordenadora); Ceuzimar Barbosa do Carmo, João Amâncio dos Reis, Rosália M. R. F. Maia e Rúbia Ribeiro Menezes (funcionários técnicos-administrativos); Juliana Luzia Duarte, Nilcemar Faria Silva e Reginaldo César Vital dos Santos (bolsitas). Informações: Alcenir Soares dos Reis - Fone: (31) 3499-5202 - cenex@eci.ufmg.br

O programa Carro-Biblioteca, que existe desde 1973 na Escola de Ciência da Informação, atende

comunidades da periferia de Belo Horizonte tendo como objetivo incentivar a leitura, bem como garantir o acesso e a democratização da informação. Paralelamente, atua no sentido de formação dos estudantes do curso de Bibliotecomia através da realização de estágios e de atividades que permitam a vivência da relação teoria-prática. Constitui também espaço para a realização de pes- quisa, haja vista o importante acervo de informações obtido no que se refere às comunidades e aos usuários das mesmas. Em termos metodológicos, norteia suas atividades no sentido de garantir

tanto a difusão da leitura quanto orientação à pesquisa escolar, respondendo às diferentes necessi- dades dos usuários. Realiza palestras relativas aos assuntos de interesse das comunidades atendidas (Barragem Santa Lúcia, Conjunto Jardim Felicidade/Guanabara, São Benedito, Lindéia e Santa Luzia–Frimisa) e presta, de forma mais ampla, assessoria à instituições/comunidades interessadas na montagem/implantação de Carro-Biblioteca e/ou bibliotecas. Em termos de resultados, desta- cam-se 335 novos leitores , 7.950 usuários atendidos e 13.119 empréstimos, no período de feverei-

ro a junho de 2000. É relevante, ainda, apontar a visita do Carro-Biblioteca, no segundo ano conse-

cutivo, à Escola de Sargento das Armas em Três Corações, MG, não só difundindo as atividades do Carro-Biblioteca, mas possibilitando também a visita dos estudantes do curso de Biblioteconomia da UNINCOR. Efetivou-se assessoria referente à criação e montagem de carro-biblioteca para a Biblioteca Municipal de Araraquara, SP e a Biblioteca Municipal “Viriato Correia”, de Araxá, MG. Em termos de perspectiva coloca-se como desafio a busca de alternativas para a incorporação de novas tecnologias no âmbito do Carro-Biblioteca, maior dinamização da relação educação-infor- mação, e a constituição de parcerias, de forma a realizar uma efetiva ação multidisciplinar.

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CARRO-BIBLIOTECA/FRENTE DE LEITURA: BOLETIM BAIRRO A BAIRRO

Departamento de Organização e Tratamento da Informação/Escola de Ciência da Informação Professoras Mônica Cardoso Pitella (coordenadora) e Márcia Milton Vianna (subcoordenadora); Juliana Luzia Duarte (bolsista). Informações: Márcia Milton Vianna - Fone: (31) 3499-6132 - marcia@eci.ufmg.br

O Boletim Bairro a Bairro é uma publicação mensal, editada como parte do programa Carro-Bibli- oteca/Frente de Leitura. Sua publicação foi iniciada a partir de projeto elaborado por aluna do curso de graduação em Biblioteconomia que, ao cursar a disciplina Estágio Supervisionado B e conhecer as comunidades atendidas pelo Carro-Biblioteca, decidiu desenvolver uma publicação de caráter utilitário que circulasse entre as comunidades atendidas. O Boletim tem como objetivo propiciar o intercâmbio de comunicação/informação entre as comunidades atendidas pelo programa Carro- Biblioteca/Frente de Leitura. Está sendo publicado desde 1997, visando a atender as necessidades informacionais e promover a interação entre os usuários das comunidades atendidas pelo Carro- Biblioteca. São inseridas no contexto do Boletim informações úteis e de leitura fácil visando à comunicação de assuntos do cotidiano das comunidades. Esses assuntos são de caráter geral, enfatizando datas comemorativas, campanhas, receitas culinárias, poemas e humor, entre outros. A receptividade da publicação nas comunidades é altamente positiva. A publicação é nitidamente demandada, valorizando e incentivando sua permanência. Mensalmente, são distribuídos cerca de quatrocentos exemplares. Além da receptividade comprovada, o trabalho possibilita o envolvimento discente através do contato com a realidade social, da prática de ensinamentos teóricos e a proximi- dade com o trabalho interdisciplinar.

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MUSEU DE CIÊNCIAS MORFOLÓGICAS – PROGRAMA MCM 2001

Departamento de Morfologia/Instituto de Ciências Biológicas Professoras Maria das Graças Ribeiro (coordenadora), Maria Eloiza de Oliveira Teles, Roseli Deolinda Ribeiro, Vânia Lúcia Bicalho Cruz e Lucília Maria de Souza Teixeira; Ana Maria Gantois (museóloga); Maria Goretti T. de Castro e Sandra Resende Lima (biólogas); Mônica dos Santos, Reinaldo Moreira da Silva, Clarissa Terenzi Seixas, Graciela Frucchi, Marinelle Lara Mendes, Jane Mara Queiroz Alves, Michelle da Penha Ferreira Nunes e Evandro de Souza Ribeiro (bolsistas). Informações: Maria das Graças Ribeiro - Fone: (31) 3499-2817 - mgracas@mono.icb.ufmg.br

Ao contrário da maioria dos museus, cuja origem se relaciona à necessidade de preservação de bens culturais e/ou de coleções didáticas já existentes, a criação do Museu de Ciências Morfológicas resultou de projeto experimental visando objetivamente à montagem de coleções que tivessem seu principal enfoque no homem. Essas coleções são apresentadas em exposições didático-científicas e

interdisciplinares sobre o organismo humano, permitindo ao visitante a percepção de que a nature- za a ser preservada não se encontra apenas “lá fora”, mas é parte de cada cidadão. Esse trabalho de incentivo ao despertar de uma nova consciência sobre a vida humana e ambiental vem sendo desen- volvido pelo MCM desde sua inauguração e abertura ao público, em 1997, iniciando a segunda etapa do projeto: a implantação de diferentes propostas de trabalho. Implementadas as metodologias de atendimento à comunidade escolar (seu maior público) e à comunidade em geral, o desenvolvi- mento de outros programas, contemplando vários projetos/ano, tem sido a meta perseguida pela equipe que vem trabalhando no MCM ao longo desses anos, ajudando a construir a sua história. O programa MCM 2001 compreende vários projetos, voltados para a ciência e a educação para a saúde, destacando-se “Leve Ciência para a vida”, difusão científica de caráter educativo, projeto através do qual se tem procurado mostrar que divulgação científica não é apenas falar sobre o que os cientistas fazem, mas sobretudo informar o que pode ser transformado a partir do que fazem.

não o estrague” corresponde a um curso oferecido a usuários de drogas, bem

como a grupos que lutam pela reabilitação dessa significativa parcela de nossa população. “Quali- dade de vida não tem idade” corresponde a um curso que atenderá à demanda de cidadãos de diferentes faixas etárias, que buscam embasar sua luta por melhor qualidade de vida, considerando aspectos como estrutura biológica, intelectual, emocional, e também alimentação, lazer e inserção social. Dentre os projetos em continuidade destacam-se o “Curso de formação de monitores”, as “Oficinas de Ciências/Biologia” para professores e a “Produção de material didático para deficien- tes visuais”. O Museu de Ciências Morfológicas, embora apresente acervo e características pouco convencionais, vem desenvolvendo seu projeto museográfico integrado a outros museus e centros de ciências, visando à troca de experiências e a solução de problemas comuns, principalmente relacionados ao seu papel social. O MCM é uma unidade museal de pequeno porte, mas com entusiasmo, sonhos e objetivos de grande porte.

Conheça seu corpo

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AVALIAÇÃO DO TRABALHO DESENVOLVIDO NO MCM JUNTO À COMUNIDADE ES- COLAR DE MINAS GERAIS

Departamento de Morfologia/Instituto de Ciências Biológicas Professora Maria das Graças Ribeiro (coordenadora); Marina M. Silva Murta e Denise de Souza (bolsistas). Informações: Maria das Graças Ribeiro - Fone: (31) 3499-2817 - mgracas@mono.icb.ufmg.br

Desde o início de suas atividades, o Museu de Ciências Morfológicas (MCM) tem como principal público-alvo as escolas de ensino fundamental, médio e de 3 o grau, tanto da área metropolitana da capital, quanto do interior do Estado. Após a implantação e experimentação de diferentes metodologias no atendimento da comunidade escolar, dentro da proposta de museu como centro complementar de estudo, e não como escola formal, iniciou-se coleta de dados para avaliação quantitativa e qualitativa do trabalho realizado, com vistas a estudos mais profundos sobre a conti- nuidade da atuação do museu e até mesmo sobre o ensino de ciências e biologia ministrado em nossas escolas. Resultados destas pesquisas mostram, em análise parcial dos dados, a ampliação do atendimento a visitantes no MCM entre 1997 e 2000, mesmo com pequeno investimento na área física. Mostra, ainda, dentro da comunidade escolar atendida, a imensa demanda de escolas públi- cas, apesar das dificuldades enfrentadas por elas na operacionalização de atividades com custos adicionais, como transporte e taxa de visita. Em resposta a questões sobre os motivos da visita ao Museu, são predominantes os dados que apontam para a complementação de estudos, ressaltando a importância do material didático do MCM, reforçando o ensino de ciências/biologia, essencial- mente teórico nas escolas, quando abordam esta área da ciência. A análise de dados sobre o estudo do organismo humano mostra aspectos relevantes; por exemplo: como é vista, pelos alunos, a abordagem do conteúdo de ciências por série. Questionados se já estudaram o organismo humano, há picos de respostas afirmativas na 4 a e 7 a série, quando tal conteúdo é estudado; e crescimento de respostas negativas na 5 a , 6 a e 8 a séries. No 2 o grau, com o conteúdo de biologia já fragmentado (Citologia/Histologia, Anatomia, Embriologia), as respostas mostram que os estudantes não consi- deram esses conteúdos como abordagem do organismo humano como um todo. Sobre as atividades desenvolvidas no MCM, são abordados pontos considerados positivos no trabalho, como as expo- sições didáticas do acervo (com média acima de 8.5) e a atuação dos monitores nas visitas (80% de aprovação nas amostras analisadas); aparece também, com destaque, a insuficiência de espaço para as atividades desenvolvidas no MCM. O prosseguimento das análises trará ainda inúmeras leituras dos dados obtidos, que beneficiarão não só o trabalho do MCM, mas certamente contribuirão para a melhoria do ensino formal de Ciências, uma de suas metas.

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ENSINO DE CIÊNCIAS PARA DEFICIENTES VISUAIS

Departamento de Morfologia/Instituto de Ciências Biológicas Maria das Graças Ribeiro (coordenadora); Júnea Mara Gonçalves Moraes, Daniele Sirineu Pereira, Christiane de Fátima Tavares e Tatiana Pessoa da Silva Pinto (monitoras). Informações: Maria das Graças Ribeiro - Fone: (31) 3499-2817 - mgracas@mono.icb.ufmg.br

A deficiência visual é uma realidade para muitos cidadãos brasileiros. Mesmo possuindo suporte

legal, que garante aos portadores dessa deficiência usufruto de todos os direitos de um cidadão comum, os deficientes têm encontrado pouco apoio, mesmo em se tratando de sua educação for- mal. No ensino fundamental e médio, contam com alguns poucos centros especializados, além de outras instituições que, apesar da luta para implementar uma boa qualidade de ensino na área, não possuem recursos nem instrumentos didáticos especializados para atender às exigências de tantos cidadãos com necessidades especiais. No ensino superior esse quadro é mais grave, pois apesar de seu democrático processo seletivo, é surpreendente que os portadores de deficiência visual, ao ingressarem nas universidades, não encontrem quase nenhum aparato à sua formação acadêmica e profissional, como livros em braile, material didático para aulas práticas, laboratórios e oficinas adequados e professores especializados. Na UFMG, iniciativas isoladas mostram a sensibilização para o problema, assim como algumas propostas de solução. O presente trabalho vem atendendo tanto a estudantes portadores de deficiência visual matriculados na UFMG, como a alunos de ou-

tras instituições, principalmente de ensino fundamental e médio, que passam a ter acesso a material didático especializado, tornando mais vivas e interessantes as suas aulas de ciências e biologia. O trabalho consiste na confecção de modelos utilizando vários materiais, reproduzindo a estrutura interna e externa de células, tecidos, órgãos e ainda fases do desenvolvimento embrionário, o mais próximo possível do padrão morfológico normal. Os modelos pedagógicos criados visam a facilitar

a associação dos conhecimentos teóricos à percepção da forma, dimensão, topografia,

proporcionalidade e inter-relações das estruturas biológicas em estudo. Tais modelos também são apresentados em cores, tornando mais fácil a sua identificação por indivíduos que perderam parci- almente a capacidade visual. Além de facilitar as aulas práticas de ciências e biologia, o projeto tem permitido a participação desses cidadãos em atividades oferecidas no Museu de Ciências Morfológicas/UFMG, cuja equipe de trabalho buscava alternativas para tal inclusão.

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INFORMÁTICA PARA ALUNOS DO PROJETO DE EDUCAÇÃO DE JOVENS E ADULTOS (PROEF-II)-SEGUNDO SEGMENTO DA ESCOLA FUNDAMENTAL DO CENTRO PEDAGÓGICO

Escola Fundamental do Centro Pedagógico Professor Geraldo Vitor Marques (coordenador); Antônio Sérgio Pires e Alessandro Athouguia Rocha (instrutores). Informações: Geraldo Vitor Marques - Fone: (31) 3499-5198 - gvitor@cp.ufmg.br

O projeto foi idealizado no segundo semestre de 2000, para atender os alunos matriculados no

Projeto de Educação de Jovens e Adultos do Centro Pedagógico. Busca-se atender a uma demanda

desses alunos e ao mesmo tempo possibilitar-lhes formação na área de informática, atualizando-os em relação às necessidades dos seus setores de trabalho ou dando-lhes a oportunidade de participar

da evolução tecnológica, assim procurando inseri-los como sujeitos ativos de seu tempo. Como o

PROEF-II atende também à comunidade externa, o projeto visa a instrumentalizar aqueles alunos desempregados para inserção competitiva no mercado de trabalho. Para isso, foi feita uma reorga- nização dos horários do Laboratório de Educação e Informática, passando o curso de extensão PC no CP a ser ministrado apenas de 2ª a 5ª feira, ficando a 6ª feira reservada, no horário de 17h30 às 21h30, para a realização do projeto. A primeira turma foi formada com quinze alunos que conclu- íram o Ensino Fundamental em 2001. A alta freqüência dos alunos às aulas tem demonstrado o grande sucesso da iniciativa. Com a grande motivação dos alunos jovens e adultos, os instrutores e o coordenador do projeto pretendem dar continuidade ao mesmo. Mas novos cursos deverão ser melhor organizados, tendo em vista que a idade avançada desse público e o grande tempo em que estiveram afastados da escola exigem uma adaptação da metodologia e do material didático até então utilizado. São oferecidos aos alunos os módulos de Introdução à informática, Digitação, Windows, Editor de textos e Internet, com apostilas financiadas pela Pró-Reitoria de Recursos Humanos. O curso completo tem a duração de um semestre letivo por turma, com três horas sema- nais. Novas turmas serão formadas, usando-se como critério o atendimento à demanda dos alunos que estão prestes a concluir o Ensino Fundamental. A seleção é feita pela equipe de coordenação do PROEF-II.

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PROJETO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇO, ASSESSORIA E TREINAMENTO ESPECIALIZA- DO EM INFORMÁTICA – PC no CP-EXTENSÃO

Escola Fundamental do Centro Pedagógico Professores Geraldo Vitor Marques, Antônio Sérgio Pires e Alessandro Athouguia Rocha (coor- denadores); Terezinha Nascimento, Alessandro Athouguia Rocha, Geraldo Vitor Marques, Antô- nio Sérgio Pires, José Ricoy de Carvalho e Gleberson Marques Humia (instrutores) Informações: Geraldo Vitor Marques - Fone: (31) 3499-5198 - gvitor@cp.ufmg.br

O projeto está em curso desde março de 1995. Foi idealizado pelos seus coordenadores e surgiu diante da grande necessidade das pessoas operarem microcomputadores tendo em vista a crescente informatização dos serviços na sociedade. Primeiramente, foram capacitados todos os servidores da Escola Fundamental, contemplados com bolsas integrais em todos os módulos do curso de introdução, visando a um melhor desempenho das atividades internas do Centro Pedagógico, já que essa escola começava a receber microcomputadores. Gerenciado pela FUNDEP, atende a toda co- munidade da UFMG e comunidade externa, oferecendo os módulos de Introdução à informática, Windows, Editor de textos, Planilha eletrônica e Internet para usuários iniciantes. Oferece, ainda, módulos avançados como HTML e Flash 5 para usuários intermediários. O curso para iniciantes tem a duração de 44 horas por turma de 16 alunos e o curso para usuários intermediários a de 30 horas. As turmas são constituídas de acordo com a demanda, e os módulos são oferecidos de 2ª a 5ª feira no Laboratório de Educação e Informática da Escola Fundamental do Centro Pedagógico, nos horários de 17h30 às 19h30 e 19h30 às 21h30. São atendidos em média 200 alunos anualmente em todos os cursos e módulos. O projeto é totalmente financiado pela comunidade, constando de sua planilha de custos os percentuais devidos à Unidade, fundos de bolsas de pesquisas da UFMG e gerenciamento

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INFORMÁTICA PARA OS MENORES DA CRUZ VERMELHA

Escola Fundamental do Centro Pedagógico Professor Geraldo Vitor Marques (coordenador); Antônio Sérgio Pires e Alessandro Athouguia Rocha (instrutores). Informações: Geraldo Vitor Marques - Fone: (31) 3499-5198 - gvitor@cp.ufmg.br

O projeto foi idealizado no segundo semestre de 1999 para atender menores que trabalhavam na Escola Fundamental do Centro Pedagógico. Busca-se atingir o objetivo de propiciar a esse público condições de disputar o mercado de trabalho extra-Universidade. Para isso, buscou-se otimizar o horário de funcionamento do Laboratório de Educação e Informática que estava ocioso no período de 14 às 16h das quartas-feiras. A primeira turma foi formada com dez alunos da Escola Funda- mental e seis do Colégio Técnico. Devido ao grande sucesso de aprendizado e melhoria da qualida- de do trabalho desenvolvido por essa primeira turma, decidiu-se que as próximas seriam criadas dando oportunidade a todos os menores da Cruz Vermelha da UFMG. Assim, durante o ano de 2000, o curso foi oferecido para mais 62 menores. Em 2001, o projeto atendeu três turmas, totalizando mais de 40 alunos. São oferecidos aos alunos os módulos de Introdução à informática, Windows, Editor de textos, Planilha eletrônica e Internet. O curso completo tem a duração de 30 horas por turma de 16 alunos. Diante do crescimento da demanda passou-se a trabalhar todas as quartas e quintas-feiras, de 14 às 16h. A forma de atração dos menores é simples. Na abertura de novas turmas, o projeto é anunciado pelo site do CP e pelo Boletim da UFMG. Os menores interessados procuram a escola para uma entrevista e fazem sua inscrição, portando a autorização da sua chefia imediata. A forma de seleção é feita observando-se a data do desligamento dos menores junto à UFMG, já que isso acontece sempre que esses completam 18 anos. Com o curso de informática concluído e o certificado emitido pela UFMG no seu currículo, acredita-se que o menor obtenha melhor oportunidade no mercado de trabalho. Pensando na impossibilidade e dificuldade desses menores em pagar um curso completo de informática, já que o mercado exige esse conhecimento, a iniciativa do coordenador e dos instrutores foi oferecer um curso que fosse inteiramente gratuito, incluindo o material didático, criado pelos instrutores e oferecido pelo Centro Pedagógico.

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PROJETO DE ENSINO FUNDAMENTAL DE JOVENS E ADULTOS 2 O . SEGMENTO – PROEF II: CONSTRUÇÃO DA PROPOSTA CURRICULAR COMO ESPAÇO DE PESQUISA, ENSI- NO E EXTENSÃO

Escola Fundamental do Centro Pedagógico Professores Ana Maria Simões Coelho (coordenadora), Maria da Conceição Ferreira Reis Fonseca, Júlio Emílio Diniz Pereira, Geraldo Pereira Leão, Leôncio José Gomes Soares, Edna Maria Santana Magalhães, Elânia de Oliveira, Adair Carvalhais Jr e Ana Cristina Ribeiro Vaz Rezende; Leonardo da Costa Diskim, Adenilson Brito Ferreira, Rildo César de Oliveira, Érika Fernandes Cipreste, Mônica Garcia Pontes, Adriana Gotschalg Maia S. Novaes, Maria Luiza N. de Menezes, Helaine Cristian Nunes, Andréa Lúcia Ferreira, Norma Parreiras, Geisa Aparecida Mendes, Marta da Silva Pereira, Marcelo Abichara Santos, Ismael Krishna de Andrade Neiva, Fernanda Raquel de Olivei- ra, Flávia Zauli Fernandes, Adriana Costa e Silva, Renata Alves da Conceição, Édila Caetano da Silva, Paula Cristina de Almeida, Maria Luiza Reis Almeida, Beatriz G. de Souza Barbosa, Natália Guerra Oliveira, Paula Carolina B. da Silva, Giselli Mara da Silva e Raquel Castro de Oliveira, Andréia Aparecida Barbosa Sena e Tatiane Alves (estudantes). Informações: Ana Maria Simões Coelho - Fone: (31) 3499-5190 - pefii@jupiter.cp.ufmg.br

Criado em 1986, como Projeto Supletivo do Centro Pedagógico, oferece a funcionários da Univer- sidade e à comunidade a oportunidade de conclusão da escolarização fundamental com avaliação no processo e certificado expedido pelo Centro Pedagógico. A conquista da autonomia na avalia- ção dos alunos permitiu (e demandou) a flexibilização da organização curricular, a reflexão sobre princípios dessa organização no contexto da EJA e a pesquisa de metodologias e conteúdos, assu- midas como espaço de formação docente e de produção de conhecimento. A iniciação à docência

não se restringe à regência de classe, mas diversifica e (re)descobre sentidos das atividades próprias do fazer docente, porque as insere em dinâmica de reflexão sistemática e as remete à perspectiva de ações e decisões coletivas. Monitores-professores e coordenadores participam semanalmente das atividades dos fóruns especializados nas discussões pedagógicas próprias de um trabalho na EJA:

as “Reuniões de Área”, as “Reuniões de Turma” e as “Reuniões do Programa Especial de Forma- ção de Educadores de Jovens e Adultos”, às quais se acrescem e com as quais interagem as ativida- des vinculadas de modo mais estrito às ações docentes em classe: preparação, registro e avaliação das aulas ministradas; elaboração, seleção e confecção de material didático e avaliação da produ- ção e do desenvolvimento dos alunos. Tais condições, aliadas ao exercício sistemático de registro e

à disposição dos atores envolvidos (os quase 200 alunos jovens e adultos da Educação Básica, os

26 estudantes-bolsistas e os cerca de 50 não-bolsistas entre estagiários ou em iniciação à pesquisa,

e os professores universitários coordenadores e/ou pesquisadores) favorecem o desenvolvimento

de propostas pedagógicas alternativas e permitem aos alunos vivenciar experiência de escolarização cujo dimensionamento considera as necessidades e desejos próprios desse público. A introdução da avaliação no processo foi passo decisivo para consolidação do PROEF-2 na abrangência das três dimensões do trabalho universitário: formação de profissionais (ensino), produção de conhecimen-

to (pesquisa) e prestação de serviço à comunidade (extensão). Essa autonomia possibilita (e requer)

o comprometimento com a proposição de trabalho pedagógico que procura situar o aluno adulto

como sujeito no processo de ensino-aprendizagem, ao onsiderar, confrontar e (re)significar suas

experiências e conhecimentos, idéias e opiniões, resistências e desejos.

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OFICINA: FALANDO DE SEXO NA ESCOLA

Departamento de Ciências Aplicadas à Educação/Faculdade de Educação Professora Sonia Roedel (coordenadora), Daniela Silva Bergo e Janaína dos Santos Barbosa; Silvânia de Oliveira e Silva, Vanessa Cristina Oliveira e Sônia Eleóterio Cesáreo (Grupo de Estudo Sobre Sexualidade Humana); Michele Lopes (bolsista). Informações: Sonia Roedel - Fone: (31) 3499-6170 - sroedel@gold.com.br

O projeto iniciou-se em setembro de 1999, visando parceria com o CAPE-Centro de Aperfeiçoa-

mento do Profissional de Educação, da Prefeitura de Belo Horizonte. No entanto, essa parceria não

se efetuou, o que levou a reorientar o projeto para dar continuidade aos objetivos: preencher uma

lacuna na formação dos professores; melhorar a capacidade dos docentes em lidar com os aspectos da sexualidade humana na escola e estabelecer rede de contato entre os educadores interessados no tema, que possa dar sustentação às atividades na área. Para isso, a metodologia de trabalho tem sido organização de oficinas onde os participantes se capacitam e desenvolver projetos voltados para as

escolas, e a implantação e atualização de um site na Internet que disponibiliza estudos, projetos e links sobre sexualidade humana. O público alvo são professores do ensino fundamental, ensino médio e estudantes do curso de Pedagogia e Licenciatura. Atualmente, estão sendo desenvolvidas

as seguintes atividades: reorganização da Categoria Afetivo-Sexual, do Projeto INTEGRA, no site:

www.integra.fae.ufmg.br, orientação GRESH, e supervisão de trabalhos de alunos da FaE junto a escolas municipais. Em 2001, foram ofertadas três oficinas. A primeira, “Sexualidade e Docência”, na FaE, cujo público variou entre docentes e futuros discentes. A mesma oficina foi aplicada tam- bém na Escola Municipal Tabajara Pedroso, para os professores do noturno. A referida escola solicitou que fosse aplicado um painel sobre a diferença entre Sexo e Sexualidade e, que se deba- tesse a questão da gravidez na adolescência com pais e alunos. A segunda oficina, “Relação de gênero e suas diferenças”, teve como público alvo os discentes do 6º período do curso de Pedagogia da FaE. Em paralelo às oficinas, foram ministradas duas palestras aos estudantes de licenciatura:

“Educação Sexual uma discussão e necessidade que vêm desde outros tempos” e “Orientação Se- xual nos PCNs: aspectos positivos e negativos”. A bolsista elaborou ainda dois artigos: “Sexualida- de da Mulher Negra: revisão bibliográfica”, apresentado na Semana da FaE, e: “Docentes atuando na prevenção do abuso sexual na infância”, publicado na revista Presença Pedagógica de junho/ julho/2001. Além disso, a disciplina optativa vinculada a esse projeto, “Sexualidade e Escola”, gerou projetos de oficinas sobre sexualidade que, disponibilizados no site mencionado, poderão ser executados por escolas interessadas. Outras atividades e outros trabalhos (oficinas, painéis, pales- tras) foram solicitados por escolas de Belo Horizonte e municípios próximos para 2002.

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INGLÊS ATRAVÉS DA LITERATURA: ABORDAGEM CULTURAL

Departamento de Letras Anglo-Germânicas/Faculdade de Letras Professoras Kaciana Alonso e Vivian Margutti Informações: Kaciana Fernandes Alonso - Fone: (31) 3441-8903 - kaciana@altavista.com

O projeto expõe abordagem que abrange o uso da literatura no ensino de uma segunda língua, de

modo a, além de desenvolver as quatro habilidades lingüísticas, tornar possível também adquirir uma visão crítica do contexto histórico-cultural no qual a língua se insere. Segundo Collie & Slater, por meio de textos literários obtém-se enriquecimento cultural e lingüístico e maior envolvimento pessoal entre os alunos, por causa do caráter universal da literatura. Desse modo, pretende-se unir a abordagem comunicativa, tendo como base as funções e noções lingüísticas, ao uso de textos literários adaptados ao nível dos alunos. Esses textos não serão usados como material complementar, mas sim como material do qual se possam extrair os elementos lingüísticos e culturais a serem trabalhados com os alunos. Com isso, o aprendizado se torna significativo e motivador, já que a literatura possibilita ao aluno-leitor interagir com o texto estudado em diversos níveis: o pessoal, o

social, o político e o histórico, entre outros. Juntar lingüística e literatura pode fazer avançar a área

da lingüística aplicada ao ensino de línguas, de modo a fornecer aos alunos aprendizado maximizado

da língua estrangeira.

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IMPORTÂNCIA DA ÁGUA NO PLANETA TERRA: RELATO DE EXPERIÊNCIA INTERDISCIPLINAR DE ENSINO

Escola Fundamental do Centro Pedagógico Professoras Edna Maria Santana Magalhães, Beatriz Graveli de Sousa Barbosa, Andréa Lúcia Ferreira e Geisa Aparecida Mendes. Informações: Edna Maria Santana Magalhães - Fone: (31) 3499-5182 - edna@cp.ufmg.br

O trabalho é relato de experiência com projetos para educação de jovens e adultos numa perspecti- va interdisciplinar de ensino, desenvolvido no Projeto de Educação de Jovens e Adultos-II Seg- mento da Escola Fundamental do Pedagógico. Esse projeto oferece a cada semestre programação de atividades diferenciadas, intitulada Cinco Semanas no Balão, em que os alunos desenvolvem projetos a respeito de temas de seu interesse. O trabalho surgiu em decorrência da escolha de duas turmas por subtema dentro do tema Água, proposto como tema geral pela coordenação do PROEF- II. A partir disso, os alunos se organizaram e, sob orientação dos monitores das turmas, através de pesquisas para exploração do tema, propuseram apresentar peça teatral, enfatizando como o poder público, a mídia e as indústrias manipulam a opinião pública. A dramatização buscou, também, ilustrar o descaso do poder público e setor industrial com a preservação, tratamento e recuperação das água no Planeta Terra. O resultado do trabalho foi a percepção dos alunos a respeito da neces- sidade de se preservar os recursos hídricos e de que o homem deve adotar nova postura em relação ao uso racional desse recurso para que a vida no planeta possa ser garantida.

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A ÁGUA NO ORGANISMO: RELATO DE EXPERIÊNCIA INTERDISCIPLINAR DE ENSINO

Escola Fundamental do Centro Pedagógico Professoras Edna Maria Santana Magalhães, Adriana Gotschalg, Natália Guerra Oliveira e Fernanda Raquel Oliveira. Informações: Edna Maria Santana Magalhães - Fone: (31) 3499-5182 - edna@cp.ufmg.br

O trabalho é um relato de experiência com projetos para educação de jovens e adultos numa pers-

pectiva interdisciplinar de ensino, desenvolvido no Projeto de Educação de Jovens e Adultos - II Segmento da Escola Fundamental do Pedagógico. Esse projeto oferece a cada semestre uma pro- gramação de atividades diferenciadas, intitulada Cinco Semanas no Balão em que os alunos desen- volvem projetos à respeito de temas de seu interesse. O trabalho surgiu em decorrência da escolha das turmas 24 e 29 por um subtema dentro do tema Água que foi proposto como tema geral pela coordenação do PROEF-II. A partir disso, os alunos se organizaram e, sob orientação dos monitores das turmas, através de pesquisas para exploração do tema, propuseram a construção de uma maquete. Tal maquete buscou ilustrar a importância da água nos organismos e quais as conseqüências de sua falta nas plantas e nos animais. O resultado desse trabalho foi a percepção dos alunos a respeito da necessidade de se ter água potável e de o homem adotar uma nova postura em relação a um uso racional desse recurso para que a vida no planeta possa ser garantida.

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FÓRUM UFMG DE EDUCAÇÃO INFANTIL

Coordenadoria de Programas de Ação Social Comunitária (PROEX)/Faculdade de Educação/Cen- tro Pedagógico/Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional/Faculdade de Medi- cina/Faculdade de Direito/Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas/Creche UFMG/Escola de Enfermagem/Faculdade de Odontologia/Escola de Arquitetura/Faculdade de Ciências Econômicas Professoras Maria de Lourdes Rocha Lima e Lívia Maria Fraga Vieira; funcionárias Fátima Regina Teixeira de Salles Dias e Marília G. Mata Machado (coordenadoras) Informações: Copasc/PROEX - Fone: (31) 3499-4065 - copasc@reitoria.ufmg.br e NEI/FaE - Fones:

(31) 3499-6203/6157 - livia@fae.ufmg.br

O Fórum UFMG de Educação Infantil começou a ser articulado no segundo semestre/2000 pela

Coordenadoria de Programas de Ação Social Comunitária-COPASC em parceria com o Núcleo de Educação Infantil da Faculdade de Educação, com objetivo principal de reunir grupo referência em Educação Infantil na UFMG que pudesse discutir questões relacionadas com o tema, tendo em

vista subsidiar o Fórum Mineiro de Educação Infantil em suas ações, legitimando a representação

da Universidade junto a esse movimento. Paralelamente, pretendia-se articular e discutir projetos,

estratégias e ações da UFMG na área, tendo como perspectiva a interdisciplinaridade, a integração do ensino, pesquisa e extensão e a otimização do atendimento à demanda social/comunitária. Par- tindo de levantamento inicial de docentes, técnicos e discentes que desenvolvem ações na área da Educação Infantil, formou-se grupo que se reuniu mensalmente em 2001 e está operacionalizando seminário para levantar e articular trabalhos de ensino, pesquisa e extensão da UFMG na área da Educação Infantil, avaliando-os e analisando criticamente a extensão e a representatividade do conhecimento e ação produzidos. O seminário objetiva também apontar questões convergentes e divergentes na área, tendo em vista o levantamento de demandas de atuação da UFMG e definir princípios e diretrizes comuns para essa atuação, avaliando perspectivas de flexibilização curricular na Universidade. Além disso, pretende-se fortalecer o Fórum UFMG de Educação Infantil, dando visibilidade a essa área, tendo em vista sua institucionalização. Trata-se de seminário institucional, que tem como público alvo os vários segmentos da comunidade universitária envolvidos na área. Os resultados desse evento serão divulgados em publicação da Faculdade de Educação. Pretende- se, ainda, estender as discussões às demais instituições de ensino superior de Minas Gerais que integram o Fórum Mineiro de Educação Infantil, contribuindo para que cumpram, de forma mais eficaz, seu papel junto à política de atendimento às crianças de zero a seis anos. Os membros do grupo já instalado desenvolvem os seguintes projetos de extensão: Programa Emergencial para Habilitação Profissional em Nível Médio-Modalidade Normal-do Professor de Educação Infantil em Exercício/PROEX e Faculdade de Educação; A Educação Infantil na Creche/Escola de Educa- ção Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional; Laboratório do Brincar/Departamento de Psicolo- gia/Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas; Projeto Pandalelê, Mala de Leitura e Oficinas sobre o Brincar, os três do Centro Pedagógico; Projeto Creche das Rosinhas /Departamento de Pediatria/Faculdade de Medicina e os projetos de pesquisa A emergência do Profissional de Educa- ção Infantil como Profissional de uma Área Específica no Campo da Educação/Faculdade de Edu- cação e O Impacto da Regulamentação da Educação Infantil pelo Conselho Municipal de Educação de Belo Horizonte/Faculdade de Educação. O grupo também ministra as seguintes disciplinas na graduação: Educação Física na Educação Infantil/Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional e Habilitação em Educação Infantil/Faculdade de Educação.

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DESENVOLVIMENTO DA LINGUAGEM ATRAVÉS DE HISTÓRIAS INFANTIS

Departamento de Pediatria/Faculdade de Medicina José Augusto Malheiros dos Santos Filho e Juliana Magalhães Reis (estagiários-bolsistas) Informações: Juliana Reis - Fone: (31) 3296-8186 - julianamreis@hotmail.com

O trabalho com a linguagem é um dos eixos básicos na educação infantil, dada a sua importância

para a formação da pessoa e para interação com a sociedade. O desenvolvimento e aquisição de bons padrões de comunicação dependem muito de circunstâncias externas à criança, já que a for- mação da linguagem ocorre por aproximações sucessivas com a fala do outro e por participação em atos de linguagem. Assim, intervêm nesse processo de aprendizagem de linguagem os estímulos ambientais adequados, permitindo desenvolver todo o potencial que cada criança possui. Durante trabalho na creche Madre Garcia com 16 crianças entre 2 e 3 anos, matriculadas no maternal II, foi observado um déficit no desenvolvimento da linguagem, provavelmente por falta de estímulos. Por esse motivo, foi realizado projeto, num período de três semanas, para desenvolver a linguagem verbal. Nessa idade, através de uma estimulação adequada, é possível melhorar a capacidade de

expressão e vocabulário das crianças. Foram utilizadas as histórias infantis contadas por meio de fantoches para a estimulação e desenvolvimento da linguagem. Essa escolha é embasada no fato de o meio de expressão das crianças entre 2 e 3 anos se fazer através das atividades lúdicas associadas

às brincadeiras. O uso de fantoches ajuda as crianças a visualizar a história, permitindo o contato

físico com as personagens. As crianças dessa idade se prendem ao movimento, ao tom de voz, e não tanto ao conteúdo do que é contado. Por isso, as histórias contadas foram rápidas e curtas, com pouco texto. Os fantoches conversavam diretamente com as crianças, através de uma linguagem simples e correta, estimulando respostas e participação. Durante as histórias, foi observado que todas as crianças, inclusive aquelas mais tímidas, queriam interagir com os fantoches e conversar com eles. Foi possível perceber que todas elas aprenderam novos vocábulos, não somente os que foram utilizados nas histórias, mas também os que seus colegas usavam para se expressar. Após três semanas de aplicação do projeto, as crianças estavam mais interessadas em conversar e partici- par das histórias. Assim, o projeto teve grande desempenho em estimular a fala das crianças. Con- tudo, o desenvolvimento da linguagem requer mais tempo de estimulação e os resultados não po- dem ser avaliados em tão curto prazo. As histórias tiveram muito êxito, mas é necessário que continue havendo estimulação adequada para que os objetivos sejam atingidos em sua plenitude.

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PROJETO CRECHE DAS ROSINHAS – SUBPROJETO PREVENÇÃO DE ACIDENTES DOMÉSTICOS

Departamento de Pediatria/Faculdade de Medicina Professoras Maria Elizabeth Neves Magalhães e Egléa Maria da Cunha Melo (coordenadoras); Milhem Jameledien Morais Kansaon e Laniele Cristina Muniz (monitores); Patrícia Rodrigues da Silva e Michelle Barbosa (voluntárias). Informações: Patrícia Rodrigues da Silv a - Fone: (31) 3493-4355 - silva@africanet.com.br

A demanda por trabalhar o tema surgiu dentro do Projeto Creche das Rosinhas devido à observação de acidentes entre crianças da creche e ao alto índice dos mesmos registrados no hospital João XXIII, assim como a evidência de objetos de risco na comunidade e na creche. O objetivo desse subprojeto foi trabalhar junto aos pais, às crianças, às educadoras e toda a comunidade do bairro São Marcos a necessidade de se tomararem medidas para evitar a ocorrência de acidentes pela identificação das situações de risco, promovendo, assim, a prevenção de acidentes em um nível primário. O subprojeto foi desenvolvido por meio de simulação de situações de risco (demonstra- ções), gincanas, palestras para os pais e músicas do CD “Criança é vida”, que abordam o autocuidado e a prevenção de acidentes. As queimaduras e intoxicações foram os acidentes mais trabalhados. Para tal, utilizaram-se embalagens vazias de produtos de limpeza e de medicamentos, assim como amostras de algumas plantas venenosas. O subprojeto foi bem aceito por todas as crianças e educa- doras da creche “Jesus e as Crianças” e comunidade do bairro São Marcos. As crianças demonstra- ram rápida assimilação do conteúdo transmitido, as educadoras foram muito colaborativas e a co- munidade demonstrou grande interesse e preocupação em relação à prevenção de acidentes. A perspectiva é de que tenha-se promovido melhora na conscientização das pessoas e de que o traba- lho tenha despertado a necessidade de medidas preventivas contra os acidentes, especialmente os acidentes domésticos. Espera-se que haja continuidade do subprojeto por meio dos acadêmicos e dos monitores integrantes do Projeto Creche das Rosinhas. Ao findar-se a aplicação do subprojeto foram feitas duas cópias do CD “Criança é vida” em fita cassete, deixadas à disposição da creche “Jesus e as Crianças” e do Projeto Creche das Rosinhas.

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PROJETO CRECHE DAS ROSINHAS – SUBPROJETO CONTRIBUINDO PARA A MELHORIA DA RELAÇÃO CRECHE-FAMÍLIA-UNIVERSIDADE

Departamento de Pediatria/Faculdade de Medicina Professoras Maria Elizabeth Neves Magalhães e Egléa Maria da Cunha Melo (coordenadoras); Milhem Jameledien Morais Kansaon e Laniele Cristina Muniz (monitores). Informações: Milhem Jameledien M. Kansaon - Fone: (31) 3388-3956 - milhem@medicina.ufmg.br

A melhoria na interação creche-família-universidade tem sido demanda freqüente nas creches onde

atuam os alunos da disciplina Educação e Saúde. Freqüentemente, os estudantes proferiam pales- tras para os pais, mas sem planejamento anterior e sem objetivos definidos, o que fazia com que os resultados fossem precários. A partir do 2 o semestre de 2000, na Creche Jesus e as Crianças, no bairro São Marcos, os alunos - juntamente com a direção da creche e com os pais - elegeram temas para serem tratados em palestras trimestrais, que atualmente ocorrem uma vez ao mês. Inicialmen- te, os objetivos eram de ensinar sobre temas relacionados à saúde e educação como saúde da mu- lher e planejamento familiar, prevenção de acidentes, asma, agressividade e parasitoses, entre ou- tras. Contudo, à medida que o projeto foi sendo aplicado, os objetivos se ampliaram. Hoje, o subprojeto contribui para o esclarecimento de dúvidas individuais e comunitárias, desmistificação de temas, estreitamento da relação entre pais e acadêmicos. Em relação aos alunos da disciplina, o subprojeto objetiva a oportunidade de conhecer o perfil sócio-econômico da comunidade, a atua- ção de maneira mais próxima com a criança e com sua família, a maior aceitação do seu trabalho e das suas orientações, além do contato pessoal com uma realidade que muitas vezes é diferente da sua. A metodologia aplicada inclui uma reunião mensal, quando é feita palestra escolhida previa- mente por votação por parte dos pais, entre vários temas. O material usado inclui folders, figuras, objetos de exemplificação como uma pasta sobre planejamento familiar, exemplos de produtos nocivos e cartazes que são colocados na creche. A palestra geralmente ocorre no final da tarde, próximo ao horário das crianças serem dispensadas. À medida que o tema vai sendo desenvolvido, os presentes expõem suas dúvidas, que vão sendo esclarecidas e discutidas. Com as crianças, são

feitas brincadeiras, peças teatrais e músicas, no sentido da compreensão por parte delas dos temas.

O público alvo vai desde as crianças, professoras e funcionárias da creche até a comunidade, inclu-

indo os pais, irmãos, avós, vizinhos e conhecidos. Atualmente, o projeto está consolidado e obser- va-se aceitação crescente e um pedido por parte de todos para que ele continue. As perspectivas são de que ele possa se estender e com o apoio do Centro de Saúde do bairro e das Escolas da região atingir um número ainda maior de pessoas.

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MALA DE LEITURA

Escola Fundamental do Centro Pedagógico Professoras Mônica Dayrell (coordenadora) Narriman Conde, Míriam Chaves e Clenice Griffo (subcoordenadoras); Andreza Félix, Kátia Gonçalves e Mariana Costa (monitoras). Informações: Monica Dayrell - Fone: (31) 3499- 5172 - katiags@zipmail.com.br

O projeto, de ensino, pesquisa e extensão, é desenvolvido desde de 1997 pela Escola Fundamental

do Centro Pedagógico. Leva livros à crianças das escolas de rede municipal, estadual e creches, além de participar de feiras e eventos culturais. O projeto teve início após curso ministrado pelo artista plástico Maurício Leite, do qual participou a professora Narriman Conde. No curso, o artista apresentou uma mala repleta de livros, jogos, papel e lápis de cor, entre outras coisas. Essa mala tinha o intuito de viajar por várias cidades, inciando o percursso na ilha do Bananal. De volta ao CP, a professora implantou o projeto com algumas modificações, juntamente com outras professoras. Na mala do CP, entretanto, só haveria livros adquiridos através de doações. Partindo do pressupos-

to

de que é responsabilidade da escola promover experiências com a leitura e valorizar a literatura,

o

projeto objetiva promover o acesso ao livro como um bem cultural, direito de todo cidadão;

contribuir para a melhoria das práticas de leitura no contexto escolar; capacitar o docentes e discen-

tes (monitores) envolvidos no projeto como agentes multiplicadores; possibilitar experiências de leitura prazerosa na sala de aula e sensibilizar as comunidades escolares e creches para a organiza- ção de uma biblioteca na escola. A metodologia consiste em encontros semanais com as institui- ções envolvidas no projeto; encontros quinzenais e/ou mensais com os professores visando sua capacitação sistemática; organizar a memória do projeto através de fotos, registros e filmagens e realizar avaliações semestrais e anuais do projeto. Crianças e adultos de diferentes idades são con- templados. Atualmente, o projeto, além da atuação nas instituições, vem ampliando suas atividades através de contatos com editoras, criação e atualização mensal do site, oferecimento de cursos que visam à formação de multiplicadores do incentivo à leitura literária e principalmente vem-se dedi- cando à coleta de dados para a pesquisa “A história do Mala de Leitura através do contar histórias”. As perspectivas do projeto se fundamentam na ampliação da formação de professores; parceria com o carro-biblioteca e o projeto Contos Mitológicos da FALE/UFMG, participação em eventos relacionados à leitura/literatura; publicação e divulgação de sua experiência.

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PANDALELÊ – LABORATÓRIO DE BRINCADEIRAS

Escola Fundamental do Centro Pedagógico/Núcleo de Artes Professor Eugenio Tadeu Pereira (coordenador); Cristiane da Silveira Lima (bolsista); Sammer de O. Procópio, Rômulo Costa Vianna, Nathália de Carvalho Tolentino, Fabrício Ferreira Apolinário, Isadora Teixeira Vilela, Sarah Coeli do Espírito Santo, Raphael Augusto da S. Costa, Bernard Fellipe Viriato Pinto, Octávio Marques L. Lopes, Django Mendonça da Silva, Philipe Ávila Teixeira dos Santos, Brayner Paulo Reis, Lívia Caroline de Souza Silva e Ronan Cruz Almeida (voluntários). Informações: Eugenio Tadeu - Fone: (31) 3499-5180/5199 - etadeu@cp.ufmg.br

O Pandalelê é um projeto de ensino/extensão, apoiado pela Pró-Reitoria de Extensão e presente no

Centro Pedagógico (CP) desde março de 1993. A proposta tem como objetivo formar grupos de

brincantes adolescentes, dos ciclos finais do ensino fundamental, que brincam entre si e comparti- lham brincadeiras com a comunidade da escola e de outras instituições. A participação no projeto é por livre adesão e interesse dos alunos que se reúnem semanalmente com a coordenação, em ofici- nas de duas horas, realizadas em horário extra-classe. Nessas oficinas, as brincadeiras, criadas pelos grupos e/ou recolhidas no acervo da memória popular, são trazidas pelos envolvidos no grupo

e por brincantes que periodicamente são convidados a participar dos encontros. A presença do

Pandalelê no CP e em outras instituições tem sido efetivamente reconhecida como fruto de uma conquista de seus integrantes e de uma valorização da escola como espaço social de encontro de pessoas e da cultura. Desde o início do projeto, foram estabelecidos contatos com mais de 10.000 pessoas, ligadas a instituições públicas e privadas e público em geral. Além dessas atividades, o Pandalelê, produziu, com dois distintos grupos de integrantes, a cartilha: “Pandalelê: arquivo lúdico”, n.º 11, da coleção Quem sabe faz da Pró-reitoria de Extensão da UFMG, e o CD “Pandalelê! Brin- quedos Cantados”, em parceria com o Rodapião e o selo Palavra Cantada; participou de importan- tes eventos nacionais e internacionais como os II, III e IV Encontros da Canção Infantil Latinoamericana e do Caribe (Venezuela, México e Argentina), SPBC Jovem, UFMG Jovem, ECO BH, IX ENAREL e Semana de Iniciação Científica. Atualmente, está no prelo um segundo volume da cartilha “Arquivo Lúdico” e, já no ar, um site na Internet (www.cp.ufmg.br/pandalele.htm). A experiência que o projeto vem adquirindo tem possibilitado aos integrantes do Pandalelê uma ini- ciação à investigação cultural. Nesse trabalho, os adolescentes participam da observação, análise, registro e discussão da prática lúdica, tornando-se brincantes multiplicadores da proposta. Nessa perspectiva, a escola aponta para caminhos que devem ser de sua função: fomentar a relação ‘cul- tura-adolescente-criança-estudo-brincar-arte-ciência’; dar oportunidade aos alunos de se envolve- rem na produção cultural, educativa e lúdica, compartilhando bens culturais; e oferecer atividades em que os alunos possam aderir por livre escolha.

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A EDUCAÇÃO FÍSICA PRESENTE NA EDUCAÇÃO INFANTIL: INTERVENÇÃO E FOR- MAÇÃO DE PROFESSORES

Departamento de Educação Física/Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional Professora Meily Assbú Linhales (coordenadora); Amanda Fonseca Soares e Cristiano Brandão F. de Souza (bolsistas), Rosilene Batista Moreira e Amanda Tadeu de Almeida Matos (voluntárias) Informações: Meily Assbú Linhales - Fone: (31) 3499-2340 - meily@eef.ufmg.br

Em seus cinco anos de efetivo desenvolvimento, o projeto vem sofrendo mudanças no diálogo que estabelece entre a Educação Física e as creches. Atualmente, em parceria com o Centro de Desen- volvimento da Criança busca organizar a prática docente da Educação Física na Educação Infantil, estabelecendo relação entre ensino, pesquisa e extensão. Aproximadamente 200 crianças de dois a seis anos participam das aulas oferecidas pelo projeto. Essas aulas contam com a participação das educadoras e o planejamento pedagógico é permanentemente discutido com a equipe da creche. Além do trabalho de campo, os coordenadores, bolsistas e monitores estão também envolvidos com o estudo e a sistematização do conhecimento acerca da presença da Educação Física na Educa- ção Infantil. O projeto se inclui em campo de produção de conhecimento de profunda relevância social e científica. A consolidação de quaisquer propostas envolve o enfrentamento de questões e desafios como a expansão do número de crianças atendidas e a promoção da melhoria da qualidade do atendimento na Educação Infantil, entendida como direito fundamental das crianças. Em 2001, o projeto ampliou ações no que diz respeito à sistematização e socialização do conhecimento pro- duzido. Assim, foram organizadas linhas de trabalho: continuidade e ampliação do processo de pesquisa-ação; desenvolvimento de atividades sistemáticas semanais; organização diferenciada de programas de ensino da Educação Física, a partir da realidade do contexto envolvido; registro, publicação e divulgação do trabalho realizado em periódicos e eventos científicos; organização e realização do II Seminário “A Educação Física na Educação Infantil” e produção de uma cartilha capaz de subsidiar educadores/as de creches na implantação curricular da Educação Física.

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CUIDAR DE CRIANÇAS EM CRECHES – PERSPECTIVA DO PROFISSIONAL EDUCADOR

Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública/Escola de Enfermagem Professoras Matilde Meire Miranda Cadete (coordenadora), Suelene Coelho, Lindalva Carvalho Armond, Iêda M. Andrade Paulo, e Roseni Rosângela de Sena; Ana Paula Moreira Antunes e Flávia Lúcia Rocha Pereira (bolsistas). Informações: Matilde Meire Miranda Cadete - Fone: (31) 3248-9860 - matilde@enf.ufmg.br

A pesquisa integra o projeto Enfermagem no Vale do Jequitinhonha: Educar fazendo e fazendo educando, iniciado em outubro de 1998. Fundamentada em abordagem qualitativa com base na fenomenologia, teve como objetivo compreender a percepção dos professores de creches no que tange o cuidar de crianças. A questão norteadora “O que significa para você cuidar de crianças?” gerou coleta de discursos que, após leituras, releituras e análise compreensiva, possibilitaram a construção de quatro categorias: do afetivo-social à realização pessoal; perspectivas educacionais para as creches do Vale, a presença de vínculos com a prática concreta e, finalmente, a prática educativa a partir do desenvolvimento infantil. Numa primeira análise, a compreensão dos discur- sos sinaliza para a elaboração de estratégias que permitam a discussão e a construção de projeto político-pedagógico de acordo com as necessidades de cada creche, com o ritmo e o tempo próprios das pessoas nelas inseridas. O estudo foi implementado com cinco docentes da Escola de Enferma- gem e duas bolsistas de extensão. Os dados foram coletados por meio de visitas in loco nas creches situadas na cidade de Diamantina e seu entorno. Assim, realizaram-se vinte entrevistas com cuidadores dessas creches. A pesquisa está mostrando a carência de recursos humanos capacitados para o cuidar/educar em creches, além de uma infra-estrutura que responda às necessidades bio- psico-sociais e educativas para o desenvolvimento da criança.

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CRECHE SÃO BERNARDO E CRECHES

Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública/Escola de Enfermagem Professoras Adélia Maria Silva (coordenadora) e Celina Camilo de Oliveira (subcoordenadora); Carolina Heluy de Castro (bolsista). Informações: Carolina Heluy de Castro - Fone: (31) 3498-4877 - cenex@enf.ufmg.br

A parceria entre a UFMG e a Creche São Bernardo deu-se desde a fundação da creche, no início dos

anos 80. O compromisso institucional da Escola de Enfermagem no Distrito Sanitário Norte envol-

ve trabalho crescente com os serviços de saúde, associações de bairro e comunidade. A creche está incluída no processo de trabalho da Escola de Enfermagem e da comunidade do bairro São Bernardo.

O projeto visa, através de consultas de enfermagem, a ações de promoção à saúde e prevenção de

doenças, atuar na construção da cidadania das crianças e seus familiares, desenvolver a vigilância em saúde e prestar assistência de saúde às crianças de 0 a 6 anos. Além disso, também são objetivos proporcionar aos alunos experiência em trabalho comunitário, desenvolvendo a capacidade de tra-

balhar em equipe, possibilitar a integração de ensino, pesquisa e extensão, ampliar o campo de pesquisa em crescimento/desenvolvimento e proporcionar a integração interinstitucional entre o órgão formador, os órgão prestadores de serviço e a comunidade. Atualmente a Universidade, atra- vés da Escola de Enfermagem, participa da assistência à saúde e do projeto psicopedagógico pro- posto pela coordenação da creche. A proposta de trabalho para 2002 é expandir a experiência e os conhecimentos adquiridos e ampliar o trabalho para outras creches do distrito sanitário Norte. Pú- blico alvo: 500 pessoas, aproximadamente, sendo 120 crianças de 0 a 6 anos da creche São Bernardo, 400 crianças de outras creches do distrito, familiares das crianças, funcionários das creches.

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PROMOÇÃO DE SAÚDE BUCAL EM CRECHES

Departamento de Odontologia Restauradora/Departamento de Odontologia Social e Preventiva/ Cenex/Faculdade de Odontologia Professores Ricardo Rodrigues Vaz (coordenador) e Efigênia Ferreira (coordenadora); Alfa Maria Batista Claudino,(funcionária); Camilla Rossi Perácio e Luciano Marques da Silva (monitores). Informações: Ricardo Rodrigues Vaz - Fone: (31) 3499-2450 - cenex@mail.odonto.ufmg.br

O projeto faz parte de programa de assistência odontológica desenvolvido na Faculdade de Odon- tologia desde 1990, em convênio com o Sistema Ünico de Saúde, que visa a atender público mater- no-infantil e escolar. O objetivo do trabalho é realizar planejamento com a participação da institui- ção beneficiada, promovendo o treinamento das educadoras para promoção de saúde bucal, avali- ando as condições bucais das crianças através do Levantamento Epidemiológico de Saúde Bucal, implementando um programa educativo centrado em atividades lúdicas adequadas às diferentes faixas etárias e implantando programa de higiene bucal integrada à rotina da instituição. A equipe de trabalho conta com dois coordenadores, dois bolsistas monitores e 24 voluntários, que assistem, aproximadamente, 1.000 crianças de diferentes faixas etárias. As entidades beneficiadas em 2001 foram o CEPEP, com 696 crianças, sendo atendidas 360 (4 a 6 anos); Creche São José, com 60 crianças atendidas; Associação do Pequeno Cristo, com 80 adolescentes; Projeto Menino do Par- que, com 120 crianças. A execução dessas atividades proporciona ao graduando a oportunidade de enriquecer seu currículo, aumentar seu conhecimento no que diz respeito à saúde bucal do público alvo, dando maior ênfase à prevenção e diagnóstico precoce da doença cárie. O Levantamento Epidemiológico realizado em abril e maio/2001 permitiu aos alunos o treino desse instrumento adotado universalmente, dentro da técnica exigida, com calibração (Kappa=0,60), informação aos pais e posterior autorização, e a responsabilidade ética de organizar o atendimento necessário.

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POTENCIAL DE USO DE ÁREAS VERDES DA REGIÃO METROPOLITANA DE BELO HORIZONTE COMO CAMPO DE PRÁTICAS PARA AS CIÊNCIAS AMBIENTAIS

Departamento de Biologia Geral/Instituto de Ciências Biológicas Professora Claudia Maria Jacobi (coordenadora); Gilmara Célia Lana Rodarte Lopes (bolsista); Juliana Michele de Santana e Mariana Ramos Coelho Pimentel (voluntárias). Informações: Claudia Maria Jacobi - Fone: (31) 2499-2601- jacobi@icb.ufmg.br

Os conceitos ecológicos são muito abstratos se restritos à sala de aula, mas facilmente compreensí- veis quando o aluno interage com a natureza. Nesse sentido, objetivou-se elaborar documentos informativos (cartilha e site) visando a estimular a visita de professores e alunos às áreas verdes metropolitanas. Esses documentos conterão informações pertinentes sobre infra-estrutura e funcio- namento das áreas verdes, bem como sobre aspectos ecológicos que possam ser melhor discutidos fora da sala de aula, explorando melhor as peculiaridades de cada área. O trabalho prévio envolveu questionários a professores de Ciências e Biologia do ensino fundamental e médio para avaliar os aspectos que considerariam no planejamento de visita às áreas verdes com seus alunos, o que os faria optar por uma ou outra, qual seu conhecimento prévio das áreas verdes de Belo Horizonte e os aspectos que motivam ou desmotivam essas visitas. Além disso, pesquisaram-se ementas curriculares

de Ciências e Biologia, focalizando os conteúdos de Botânica, Zoologia e Ecologia, buscando ade-

quar o conteúdo didático à pesquisa de campo. A partir dessas informações, pretende-se avaliar

vinte áreas verdes, classificadas de acordo com a presença de vegetação representativa de algum bioma (parques) ou não (praças). A seleção das áreas se deu considerando os diferentes graus de infra-estrutura, tamanho e representatividade de habitats, buscando cobrir todo o mapa da cidade.

A avaliação consistiu em visitas aos parques e praças para pesquisar seu potencial biológico e

entrevistar os responsáveis pelos mesmos. Os guias (cartilha e site) serão elaborados considerando-

se as informações obtidas nas visitas e as fotos tiradas no local, sendo essas da paisagem local ou de

destaque para algumas interações ecológicas que passariam despercebidas sem uma orientação correta. Além disso, esses documentos fornecerão dicas de como se vestir para uma saída de cam- po, o que levar, como se comportar para preservar o ambiente e diminuir os riscos de acidentes e um mapa de localização dos parques nas regiões da cidade. Acredita-se que um guia contendo essas informações certamente estimulará a visita aos parques, ao facilitar o trabalho do professor, e bene- ficiará os alunos permitindo a apreciação dos fenômenos naturais e a fixação dos conceitos biológi- cos discutidos em sala de aula.

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COLETA SELETIVA NO CAMPUS PAMPULHA DA UFMG: O USO DOS LEV’S

Programa de Administração e Gerenciamento de Resíduos Sólidos-GERESOL Professoras Ilka Soares Cintra (coordenadora) e Eliane Pawlowski Oliveira Araújo (subcoordenadora); Fabrício Eduardo Amador dos Santos (bolsita) Informações: Geresol - Fone: (31) 3499-4635 - pagers@reitoria.ufmg.br

Instalados no campus da Pampulha desde março de 2001, em parceria com a Superintendência Municipal de Limpeza Pública e Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Material Reaproveitável e monitorados pelo GERESOL, os vinte Locais de Entrega Voluntária de resíduos domiciliares recicláveis (LEV’s) estão localizados em vinte pontos, estrategicamente apontados pela administração relacionada a essa questão. Com o objetivo técnico de acompanhar o recebi- mento dos resíduos separados pela comunidade universitária, o trabalho levantou, também, discus- sões sobre a responsabilidade do produtor frente à destinação do lixo que ele produz e a eficácia de equipamentos para recebimento desses resíduos, tanto na Universidade quanto em outras institui- ções de ensino. Portanto, constitui-se num trabalho de interesse para ser disponibilizado ao público interno e externo da universidade. O acompanhamento da utilização dos LEV’S se dá por meio de visitas periódicas aos equipamentos, com registro da situação através de apontamentos e fotos, pelo bolsista do GERESOL. A tabulação das quantidades e da qualidade dos resíduos descartados acon- tece em parceria com a Superintendência Municipal de Limpeza Pública e mostra o perfil atual de desenvolvimento do projeto. A análise dos dados provoca uma avaliação dos locais de instalação, da utilização desse tipo de equipamento, do engajamento da comunidade universitária e da utiliza- ção pela comunidade externa apontada em entrevista do bolsista.

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LEVANTAMENTO QUALIQUANTITATIVO DO LIXO DA UFMG

Programa de Administração e Gerenciamento de Resíduos Sólidos-GERESOL Professoras Ilka Soares Cintra (coordenadora) e Eliane P. Oliveira Araújo (subcoordenadora); Fabrício Eduardo A. dos Santos, Ana Paula A. Costa, Tatiana C. Barboza e Alex S. Ribas de Souza (bolsistas) Informações: Geresol - Fone: (31) 3499-4635 - pagers@reitoria.ufmg.br

Quando se propõe a disciplinar o tratamento e a disposição final de resíduos sólidos em instituições de ensino superior emergem problemas, como a falta de planejamento integrado e articulado entre os diversos agentes envolvidos e a dificuldade de se encontrar a melhor estratégia de trabalho para levantamento dos resíduos produzidos. A conseqüência imediata desse horizonte é a destinação inadequada dos resíduos. Nesse contexto, o trabalho desenvolvido pela Comissão Técnica de Resí- duos, recurso humano instituído para desenvolvimento do Programa de Administração e Gerenciamento de Resíduos Sólidos-GERESOL, pretendeu criar estratégias que pudessem nortear as ações da instituição no tocante ao seu lixo gerado e pudesse se constituir em instrumento para trabalhos sobre resíduos sólidos para outras instituições de ensino. Um representante de cada tipo de resíduo (biológico ou infectante, químico, radioativo e comum) com experiência cotidiana no descarte, além de um representante de projetos de sensibilização e educação ambiental da institui- ção, reuniram-se com objetivos de formatação, aplicação, tabulação e análise estatística dos dados que subsidiassem tais ações. O levantamento qualiquantitativo dos resíduos da UFMG, através de questionários, permitiu o encontro de referências estratégicas como ponto de partida para a elabo- ração de diretrizes capazes de orientar a organização das ações necessárias ao manejo diferenciado dos resíduos, apesar da trabalhosa tabulação de seus dados. Ademais, a participação de alunos da graduação na aplicação dos questionários propiciou discussão do papel de cada segmento da comu- nidade universitária no gerenciamento de resíduos. É importante ressaltar que, além das informa- ções técnicas obtidas, houve apontamento de diversas questões relevantes relacionadas às práticas costumeiras do comportamento da comunidade quanto à geração e descarte do lixo. Dentre essas, a demonstração da falta de conhecimento dos responsáveis pela geração do resíduo na instituição constitui falha técnicoa e educacional. Isto leva à necessidade de redirecionar trabalhos de orienta- ção e sensibilização de toda a comunidade. Não basta colocar equipamentos à disposição dos usu- ários, pois sua utilização pode demonstrar despreocupação com o resíduo gerado pelos produtores, conforme apontado nos questionários e registrado em fotos. As várias categorias dos resíduos e as condições de armazenamento específicas puderam ser visualizados em diversos gráficos.

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EDUCAÇÃO AMBIENTAL À COMUNIDADE UNIVERSITÁRIA EM RELAÇÃO AO LIXO

Programa de Administração e Gerenciamento de Resíduos Sólidos-GERESOL Professoras Ilka Soares Cintra (coordenadora), Eliane Pawlowski Oliveira Araújo (subcoordenadora) e Lúcia Gouvea Pimentel; Rodrigo Leite de Oliveira (bolsista); Ana Flávia Costa, Daniel Dutra, Gabriela Guerra, Giordano Cornélio, Juliana Rosental e Michele Macedo (voluntários). Informações: Geresol - Fone: (31) 3499-4635 - pagers@reitoria.ufmg.br

A formatação de programa de Educação Ambiental voltado para a comunidade universitária se

torna um dos desdobramentos do GERESOL-Programa de Gerenciamento de Resíduos Sólidos da UFMG, com o objetivo de levar a comunidade universitária a refletir sobre a produção de lixo da

sociedade e suas conseqüências para o meio-ambiente, com vistas a encontrar soluções para a falta

de informação e sensibilização em relação ao lixo. A arte, como veículo de produção de conheci-

mento e sensibilização, foi utilizada no projeto, através de intervenções que usaram o lixo como matéria-prima e suporte na confecção de objetos. A arte ocupa, assim, função audaciosa de colocar em evidência questões contemporâneas como a do lixo, trabalhando suas propriedades físicas e seus conceitos. São realizadas oficinas com a comunidade universitária, quando a manipulação e transformação dos “restos” da Universidade promovem momentos de discussão e reflexão. Bone- cos-personagens do suposto lixo foram confeccionados como símbolos para o projeto, através do trabalho de bolsista do GERESOL. Destaca-se, ainda, a criação de logomarca impressa em cane- cas, cartazes e adesivos, que serão utilizados dentro da Universidade, mas que podem também servir de referencia para a comunidade externa. O crescimento da demanda de propostas de traba- lho com o lixo, dentro da parceria entre educação e arte, aponta para a receptividade do projeto.

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PROJETO DE EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM CAPARAÓ: PROPOSTA DE CONSTRUÇÃO DE COMUNIDADE DE APRENDIZAGEM

Colégio Técnico Professores José Eduardo B. Moreira, Gisele B. M Oliveira. Marcos A. Nicácio; Paulo Oliveira, Ricardo N. Alves e Adson E. Resende Informações: José Eduardo B. Moreira - Fone: (31) 3499-4943 - proj-caparao@coltec.ufmg.br

O projeto, financiado pela Fundação W. K. Kellogg, é fruto de ações desenvolvidas desde 1985 na

região do Parque Nacional do Caparaó, MG, a cerca de 350 km de Belo Horizonte. Incluído na iniciativa Comunidade de Aprendizagem da Fundação Kellogg, em 1999, o projeto conta atual- mente com participação direta de 60 pessoas: seis coordenadores; 17 bolsistas da graduação, emsino Médio ou técnico (das áreas de Arquitetura, Biologia, História, Farmácia e Jornalismo); 15 colabo-

radores, professores participantes ou consultores e 22 alunos voluntários do Colégio Técnico. Entre

as atividades desenvolvidas ou em desenvolvimento nos últimos dois anos, podem-se destacar: na

área de cultura e memória histórica, a realização das Jornadas Culturais em Caparaó e em Alto Caparaó, quando foram oferecidos cursos e oficinas destinados a professores, jovens e crianças, nas mais diversas áreas; a implantação de bibliotecas públicas municipais nas duas localidades, através de apoio técnico (projeto arquitetônico dos prédios e orientação pedagógica) e logístico (acervo bibliográfico e equipamentos) e a continuidade das pesquisas em arquivos, bibliotecas, instituições públicas e privadas para o resgate da memória histórica local. Na área da Educação, está em andamento curso de Aperfeiçoamento em Educação, Saúde e Meio Ambiente, com partici- pação de 250 alunos nas duas comunidades e, na de Saúde, o projeto de pesquisa Estudo Epidemiológico da Leishmaniose Tegumentar Americana, executado nos dois municípios por alu- nos do Colégio e membros das comunidades locais. Essas ações têm contribuído de maneira efetiva para formação de lideranças locais capazes de perceber e responder às demandas da comunidade, bem como a de um Grupo de Estudos Multidisciplinares em Educação Ambiental na UFMG.

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MAPEANDO A REALIDADE DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL: ASPECTOS DA PERCEPÇÃO AMBIENTAL E DE PROJETOS DESENVOLVIDOS NOS MUNICÍPIOS MINEIROS

Colégio Técnico

Professores Gisele Brandão Machado de Oliveira, Adriano Tostes de Macedo e Ricardo Augusto

da Costa Vieira; Alexandre Brasileiro Alves, Daniele Gomes Ferreira, Fernanda de Souza Braga,

Filipe Dornas Munhoz, Jerônimo Carvalho Martins, Luciana Costa Gontijo de Oliveira, Lúcio Luiz Tolentino, Paula Neves Pinto Amaral e Régis Fernandes Gontijo (bolsistas) Informações: Fernanda Braga - Fone: (31) 3298-6318 - fernandabraga@mailbr.com.br

O projeto iniciou-se em janeiro de 2000 com o intuito de subsidiar a elaboração do Programa

Estadual de Educação Ambiental de MG demandado pelo Ministério do Meio Ambiente, no 1º

Fórum Estadual de Educação Ambiental, realizado em setembro de 1999. Seu objetivo é levantar informações sobre a percepção e as ações dos diversos atores sociais na área ambiental, em Minas.

A abrangência dos dados permitirá a construção de um programa que considere a realidade sócio-

ambiental do Estado, valorizando sua pluralidade, as potencialidades locais e a diversidade cultural.

No âmbito municipal, estadual e federal, o universo da pesquisa abrange instituições privadas, órgãos públicos, instituições de ensino e ONG’s e, dentro da perspectiva de extensão universitária, conta, atualmente, com 10 bolsistas graduandos de diferentes áreas do conhecimento da UFMG. Foram distribuídos de forma direta aproximadamente 5.000 questionários específicos para cada segmento da sociedade (Ong’s, empresas, órgãos públicos e instituições de ensino) dos 853 municípios mineiros. Os dados dos 2.769 questionários retornados (55,38%) foram lançados em banco de dados estruturado em SPSS, em que estão sendo cruzadas informações obtidas das diferentes instituições, tais como estrutura geral, atuação na área sócio-ambiental, natureza dos projetos e

programas, conhecimento e percepção da realidade ambiental. Apresentam-se aqui as análises já realizadas nos blocos de projetos e percepção ambiental. Assim, no universo dos 2.769 questionários, 35,4% das instituições pesquisadas citaram pelo menos um projeto em desenvolvimento, com objetivos que perpassam pela sensibilização do público alvo (55%), educação ambiental (26,4%) e capacitação de pessoal para questões ambientais (3,4%). Quanto à percepção, as respostas espontâneas se referiam aos principais problemas percebidos para o Estado e o município. Os mais citados, respectivamente para o Estado e município, foram: desmatamento (10,4% e 9,0%), poluição das águas (6,9% e 9,5%), queimadas (5,5% e 4,7%) e falta de destinação adequada para o lixo (2,9% e 6,5%). Fóruns regionais de educação ambiental também foram realizados com o objetivo

de sensibilizar lideranças à participação na pesquisa e no 2º Fórum de E.A, quando os resultados da

pesquisa subsidiarão discussões e diretrizes para o escopo do Programa Estadual de Educação Ambiental em Minas Gerais.

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PROJETO ONÇA: MEIO AMBIENTE, SAÚDE E CIDADANIA JUNTO À POPULAÇÃO DO CÓRREGO DO ONÇA (VILA AEROPORTO, BAIRROS SÃO BERNARDO E SÃO TOMÁS)

Departamento Materno Infantil e Saúde Pública/Escola de Enfermagem Professoras Celina Camilo de Oliveira (coordenadora), Adélia M. Silva, Clara J. Marques Andrade

e Maria Virgínia A. Pastor; Letícia S.Azevedo e Vivian Dornellas dos Santos (bolsistas). Informações: Celina Camilo de Oliveira - Fone: (31) 3248-9861 - celina@enf.ufmg.br

O Projeto Onça vem sendo desenvolvido desde de março de 2000. Surgiu por iniciativa de profes- sores e alunos da Escola de Enfermagem que elaboraram estratégia de trabalhar em parceria com a comunidade, definindo problemas e buscando soluções. A área de trabalho situa-se na Regional Norte de BH, onde a população sobrevive em precárias condições de moradia, alimentação, saúde, saneamento e educação. Trata-se de projeto comunitário que optou por trabalhar com a recuperação da integridade estrutural e hídrica do córrego do Onça e com a formação da cidadania. Devido a amplitude de ações a serem realizadas, o Projeto faz parcerias com setores variados integrando

saberes e vontades na busca de metas comuns. Objetivos: buscar a melhoria da qualidade de vida da população ribeirinha do córrego do Onça; contribuir com a recuperação do Rio das Velhas; desenvolver nos alunos habilidade para trabalho comunitário e em equipe; criar espaço para traba- lho de pesquisa e trabalhar com educação ambiental. Metodologia: reuniões periódicas com mem- bros da comunidade em que decidem as diretrizes do trabalho, bem como avaliam constantemente

o processo. Contempla duas vertentes: primeiro, a busca das autoridades públicas envolvidas na

problemática e em segundo lugar, o trabalho educativo junto à população, incluindo também a educação ambiental em cinco escolas da região. Público atingido: foram atingidas mais de 2.000 pessoas. O trabalho expandiu-se mais que o previsto, com demanda de atividades muito grande. Membros da comunidade avaliam surpresos a participação da UFMG em projetos dessa natureza. Situação atual: o projeto conta com a participação ativa da população que vem direcionando as ações desempenhadas nas escolas, seminários e mobilizando mais pessoas para a causa meio ambi- ente. Há apenas uma bolsa de extensão, mas conta-se com o trabalho voluntário de aproximada- mente 40 pessoas, incluindo alunos graduação em Enfermagem. Resultado: o impacto do trabalho nas escolas torna visível o desejo de grande número de crianças em construir um melhor espaço para viver .As reuniões com os Carroceiros atingiu êxito ao conseguir junto à SLU local para depósito dos entulhos.O ponto alto do projeto nesse momento foi a decisão da comunidade em fundar uma Associação dos Vigilantes do Meio Ambiente, que vai possibilitar uma esfera de auto- nomia da comunidade na condução dos seus problemas ambientais e de saúde A partir da consoli- dação dessa associação, a Universidade poderá trabalhar apenas como apoio junto à comunidade. Essa associação também prevê dar suporte comunitário ao Projeto Manuelzão. Parcerias: Centro de Saúde S. Bernardo, Centro Cultural S. Bernardo, Controle de Zoonoses, Associação de Moradores da Vila Aeroporto, Bairros S. Bernardo e S. Tomás, escolas, creches e igrejas da região, Projeto Manuelzão, Escola de Engenharia/UFMG, Escola de Veterinária/UFMG, Secretaria de Justiça/Di- reitos Humanos, Serviço de Limpeza Urbana.

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O LIXO E SUAS IMPLICAÇÕES SOCIAIS

Departamento de Enfermagem Materno Infantil e Saúde Pública/Escola de Enfermagem Professoras Celina Camilo de Oliveira (coordenadora), Simone A. A Celestino, Patrícia G. Dias, Renata G. Franco, Ana Corina P. Miranda, Luciana Monteiro, Marisa C. Neves, Daniela O. Santos, Tatiana T. B. Sarsur e Lorena Carvalho Silva. Informações: Celina Camilo de Oliveira - Fone: (31) 3248-9861 - celina@enf.ufmg.br

O trabalho integra atividade desenvolvida pela disciplina Saúde Coletiva do 4 o período/2001 do

curso de Enfermagem. O estudo foi realizado na vila Aeroporto, em Belo Horizonte. O córrego do Onça é formado pelo desaguadouro da lagoa da Pampulha e faz parte da bacia do rio das Velhas. Apresenta-se poluído, atingindo com odor fétido, entre outros aspectos negativos, a população que vive às suas margens. O objetivo do projeto é identificar a percepção dos moradores sobre o proble- ma do lixo nas margens do córrego. Utiliza-se revisão bibliográfica sobre o tema meio ambiente, visita à região para observar o lixo depositado nas margens do córrego, fotografias focando a con- vivência dos moradores com o lixo, conversas com a população e aplicação de questionários. Cons- tata-se grande quantidade de lixo e entulhos “empilhados” à beira do córrego, o que, em épocas de chuva, provoca enchentes que inundam as casas dos moradores e trazem várias doenças. Causas apontadas pelas entrevistas: descaso doas autoridades, falta de cooperação dos moradores e presen- ça constante de carroceiros que fazem despejo de entulho no local. A população aponta algumas soluções, como tratamento do córrego, instalação de caçambas, aplicação de multas e aumento do período de coleta para evitar que os moradores acumulem lixo em casa.

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MODERNO INFERNO DE DANTE

Departamento de Enfermagem Materno Infantil e Saúde Publica/Escola de Enfermagem Professoras Celina Camilo de Oliveira, Eliana M. L. Silva, Fernanda S. Abreu, Janice O. Santos, Kênia L. Silva, Letícia S. Azevedo, Luciana O. Dias, Roseli L. Souza, Roziane S. de Souza, Rúbia C. L. Castro e Valéria Nhome Meireles Informações: Celina Camilo de Oliveira - Fone: (31) 3248-9861 - celina@enf.ufmg.br

O córrego do Onça, na região da Vila Aeroporto e São Tomás, em Belo Horizonte, apresenta-se como uma cena dantesca. Há um rio verde que circula em meio às vilas. A cor verde, tão usada para exemplificar a natureza e qualidade de vida, na região significa enorme concentração de fezes em decomposição nas águas do córrego, um esgoto a céu aberto. Após detectar o problema, foram coletados dados para avaliar sua dimensão social e optou-se por conversas com os carroceiros, com a população e com as autoridades ligadas à saúde, educação e meio ambiente para buscarem-se soluções. Priorizou-se estudar o que a população pensa sobre a transmissibilidade de doenças hídricas provocadas pela poluição de córrego localizado próximo às suas moradias. A população manifes- tou-se sobre os tipos de doença transmitidas pela poluição das águas e apresentou sugestões para solucionar o problema. O resultado do estudo foi encaminhado para o Projeto Meio Ambiente Saúde e Cidadania, para que os membros possam buscar respostas para o grave problema.

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CARROCEIROS E O MEIO AMBIENTE

Departamento de Enfermagem Materno Infantil e Saúde Publica/Escola de Enfermagem Professoras Celina Camilo de Oliveira, Clara de Jesus Marques Andrade, Eliana M. L. Silva, Fernanda S. Abreu, Janice O. Santos, Kênia L. Silva, Letícia S. Azevedo, Luciana O. Dias, Roseli L. Souza, Roziane S. de Souza, Rúbia C. L. Castro e Valéria Nhome Meireles Informações: Celina Camilo de Oliveira - Fone: (31) 3248-9861 - celina@enf.ufmg.br

A Vila Aeroporto, região pobre de Belo Horizonte, localizada atrás do Aeroporto Pampulha, abri- ga, além de uma população carente, o córrego do Onça. Essa região enfrenta vários problemas de meio ambiente e saúde, dentre eles, o trabalho dos carroceiros. Esses são moradores da própria região que recolhem resíduos de construções de bairros vizinhos, depositando-os às margens do córrego. Apesar da coleta de lixo ser realizada pela Prefeitura, a população ribeirinha, ao ver o córrego com suas margens já poluídas pelo trabalho dos carroceiros, sente-se influenciada a jogar também o lixo doméstico. O projeto da Escola de Enfermagem procurou estudar com a comunida- de a situação do lixo, construindo junto à mesma projetos voltados para a preservação do meio ambiente, promoção da saúde coletiva e conscientização da cidadania. Buscaram-se contatos com a Associação de Carroceiros, com os carroceiros e com o Serviço de Limpeza Urbana da prefeitura municipal na tentativa de se encotrar uma solução. Como resultado, o Serviço de Limpeza Urbana- SLU, juntamente com a população e a Administração da Regional Norte, disponibilizou local espe- cífico na Infraero, denominado agora Unidade de Recebimento de Pequenos Volumes, onde os carroceiros poderão depositar os entulhos.

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PROGRAMA DE CORREÇÃO AMBIENTAL E RECICLAGEM COM CARROCEIROS

Departamento de Clínica e Cirurgia Veterinárias/Escola de Veterinária Professores Maristela Silveira Palhares (coordenadora), José Monteiro da Silva Filho e Vera Nunes Alvarenga; Maria Stella Neves Pereira (Superintendência de Limpeza Urbana (SLU-PBH); Luciana A. V. Oliveira, Miriam Pinto Cavalcante e Matheus D. Bittencourt (bolsistas); Fernanda Guimarães Cardoso de Mello, Francisco B. Moraes e João Heleno M. Pimentel (voluntários). Informações: Maristela Palhares - Fone: (31) 3499-2251 - palhares@vet.ufmg.br

Os carroceiros constituem uma classe especial de trabalhadores, responsáveis pelo transporte de

grande parte do entulho originário de obras, limpeza de jardins e utensílios domésticos descartados.

O trabalho com esse grupo visa a buscar a recuperação da qualidade do meio ambiente urbano,

tornando o carroceiro agente de ações comunitárias. A metodologia do trabalho contempla ações

de

integração social, programa de vacinação e levantamento sorológico dos animais que conduzem

as

carroças, levantamento do perfil sócio-econônico dos carroceiros e conscientização de seu papel

social. Questionários são aplicados e analisados a cada ano. Dentre os dados dos proprietários destacam-se: idade – 38,6 + 13,9 anos; número médio de filhos: 3,6 + 5,7; grau de instrução:

17,61% possuem 1 o e 2 o ano do ensino primário incompleto, 33,18% - 3 o e 4 o ano primário, 27,54% freqüentaram da 5 a a 8 a série do ensino fundamental, 2,55% - ensino médio e 15,12% são analfabe- tos. Tempo médio que trabalha como carroceiro: 13,8 + 18,7 anos, sendo que 43,11% dos carroceiros nasceram na região da grande Belo Horizonte. Cerca de 87,35% dos carroceiros são proprietários das carroças e 62,68% não possuem ponto fixo de trabalho. Dentre as profissões anteriores, foram registradas 36, sendo 28,44% na construção civil, 6,52% carpintaria, 6,29% indústria, 6,76% vigia e 41,27% em outras profissões, entre elas funcionário público e enfermeiros. A renda semanal dessa categoria de trabalhadores apresentou os seguintes dados: 41,0% de R$ 50 a 100, 27% até R$ 50,00, 13% de R$ 100 a 200,00 e 2% mais que R$200,00, 7% não sabem e 2% não responderam. Em relação ao cuidado com os animais observou-se que programas profiláticos, como vacinações

ou vermifugações, tipo de alimentação e fornecimento de sal mineral são utilizados de forma incor- reta. O mesmo foi observado em relação ao tratamentos de feridas ou cólicas. Apenas 2% dos

carroceiros procuram o veterinário, quando o animal apresenta qualquer alteração clínica. Dentre

as

ações do ano 2000 foram emplacadas 600 carroças, sendo emitidas 250 carteiras de condutores

de

veículos de tração animal. Em relação a 2001, até o mês de julho, foram cadastrados e vacinados

221 novos eqüinos e 58 revacinados. No segundo semestre, novas carteiras de condutores foram emitidas após a realização de cursos, bem como o emplacamento de novas carroças. Além disso, o ecoturismo será implantado no Museu de História Natural da UFMG, propiciando uma fonte a mais de lazer para população e melhoria da renda para os carroceiros envolvidos no projeto.

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MEIO AMBIENTE E QUALIDADE DE VIDA

Departamento de Enfermagem Materno Infantil e Saúde Publica/Escola de Enfermagem Professoras Celina Camilo de Oliveira (coordenadora), Renata Araújo, Patrícia Braga, Marta G. Cáfaro, Camila Campos, Ana Paula P. R. Costa, Cristina B. Ferreira, Thays de Magalhães, Vanina Pires, Clarissa Seixas e Cínara S. Souza. Informações: Celina Camilo de Oliveira - Fone: (31) 3248-9861 - celina@enf.ufmg.br

A população da Vila Aeroporto tem convivido com um estilo de vida insustentável. Os meios

utilizados pelo sistema capitalista para elevação das taxas de acumulação de capital têm-se mostra-

do muito profundamente agressivos para o ser humano, para o meio ambiente, enfim, para o plane-

ta. A superação dos baixos níveis de miséria,da falta de informação, da falta de nutrição são metas urgentes e indispensáveis para o resgate da população que habita as Vilas Aeroporto e São Tomás para a cidadania é urgente e indispensável. Entretanto, somente quando a população alvo das metas torna-se sujeito de sua própria história, será possível encarar os aspectos dialéticos presentes na forma e vida e nas interações sociais estabelecidas pela comunidade em foco. São objetivos doprojeto estudar a qualidade de vida na Vila Aeroporto; envolver a população na busca da solução dos seus problemas ambientais. Conversou-se com grupo da população sobre a qualidade de vida na Vila Aeroporto e, nesse processo de trabalho, tentou-se descortinar possibilidades de ação coletiva. Situação atual: continuidade do trabalho na tentativa de promover ação coletiva para melhorar as condições de vida da população que vive nas duas vilas. O resultado dessa etapa de trabalho foi levada para os ACS-Agentes Comunitários de Saúde que, juntamente com outras organizações populares, promovem discussões.

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DEGRADAÇÃO DO MEIO AMBIENTE E DO SER HUMANO

Departamento de Enfermagem Materno Infantil e Saúde Pública/Escola de Enfermagem Professores Adélia Maria Silva e Celina Camilo de Oliveira (coordenadoras), Ana Paula N. Farias, Anderson L. Silva, Cibele S. N. Araújo, Flávia R. Freitas, João L. Neto, Katiúcia M. Barros, Leide Márcia A. C. Moura, Maria B. da Silva, Marina C. V. do Nascimento e Sandra A. S. Pardinho. Informações: Celina Camilo de Oliveira - Fone: (31) 3248-9861 - celina@enf.ufmg.br

A

realização deste trabalho iniciou-se no curso de graduação, através da disciplina Saúde Coletiva

I,

ministrada aos alunos do 4º período da Escola de Enfermagem. A proposta, junto à população

ribeirinha do córrego do Onça, é desenvolver estudo de caso do meio ambiente, uma vez que a Escola de Enfermagem implantou, no local, projeto de meio ambiente e cidadania com diversos parceiros. Deve-se analisar de forma crítica o que as desigualdades socio-econômicas têm produzi- do à população de baixa renda, excluída de participação na sociedade e dos plenos direitos para exercer a cidadania. Para tal, utilizar-se-ão estudo de textos, discussão, visitas e entrevistas com a

população ribeirinha abordando as doenças, violência local, presença de drogas e fotografias para mostrar a realidade local: moradias, pessoas, bares, etc. Situação atual: ao conhecer melhor a rela- ção que existe entre a degradação do meio ambiente e do ser humano, poder-se-ão traçar melhores estratégias de atuação. O homem, quando modifica o ambiente em que vive, provoca desequilíbrios ecológicos, agride sua saúde física e mental, ameaça de forma desenfreada a sua sobrevivência. Na medida em que não há qualidade de vida, descortina-se o caminho do uso de drogas, seguido de violência. O projeto pretende dar continuidade às questões sociais, desenvolvendo atividades que promovam a qualidade de vida do ser humano.

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ESTUDO DA VEGETAÇÃO DO JEQUITINHONHA EM PROCESSO DE PESQUISA, ENSI- NO E EXTENSÃO INTEGRADOS

Departamento de Botânica/Instituto de Ciências Biológicas Professoras Rosy Mary dos Santos Isaías (coordenadora) e Marilene M. Nogueira (subcoordenadora); Anete Teixeira Formiga, Samuel José de Melo Reis Gonçalves e Bruno Gusmão Silva (bolsistas); Marcelo V. Oliveira e Ana Silvia Franco Moreira (voluntários). Informações: Rosy Mary dos Santos Isaías - Fone: (31) 3499-2691 - rosymary@dedalus.lcc.ufmg.br

O projeto teve início em 1998, dentro do Pólo de Integração da UFMG no Vale do Jequitinhonha, e começou a ser efetivamente desenvolvido na cidade de Gouveia. Atualmente, as atividades esten- dem-se aos municípios do Serro e Diamantina e têm-se concentrado nos estudos de nascentes, atendendo a demanda das comunidades atingidas. O mapeamento teve início com a caracterização da flora de nascentes localizadas em áreas preservadas, de modo a criar modelos para a recuperação de nascentes em áreas degradadas. Face ao crescente problema da manutenção dos recursos hídricos, as atividades do projeto visam a orientar a população local para a produção do conhecimento a respeito das plantas importantes para a manutenção das matas ciliares, para a criação de bancos de semente, de viveiros de mudas, e de plantio das áreas no entorno das nascentes com vegetação nativa. Pretende-se, pois, que a Universidade não se mantenha simplesmente como instituição ge- radora de conhecimento e capacitação, mas interaja com as comunidades, compartilhando experi- ências, qualificando profissionais através da pesquisa e transformando pessoas comuns em multiplicadoras do saber. A equipe do projeto tem procurado desenvolver o potencial das professo- ras, criando agentes multiplicadores do conhecimento, os quais promovem a continuidade das ati- vidades sob orientação dos professores e alunos do curso de Ciências Biológicas da UFMG. Desse modo, aliando a pesquisa ao ensino e contextualizando o conhecimento de acordo com a realidade das comunidades, pode-se atender à necessidade de requalificação e reciclagem de profissionais da educação, integrar pessoas comuns em atividades de conscientização e conservação e divulgar propostas de preservação e recomposição das regiões de mata ciliar associadas a nascentes. O projeto em si, como estratégia de pesquisa, ensino e extensão, é avaliado constantemente, utilizan- do como instrumentos a geração do conhecimento e da informação; a integração universidade- realidade social; o despertar do interesse acadêmico e/ou ecológico; o grau de envolvimento dos professores, alunos e outros membros da comunidade local; os dados obtidos por levantamento e pesquisa; o crescimento e enriquecimento pessoal de cada um dos participantes do projeto; o mate- rial produzido ao longo do mesmo (vídeos, cartilhas, CD-rom, roteiros) e a repercussão de cada uma das atividades. O projeto favorece, ainda, a interdisciplinaridade, melhoria na qualidade do ensino em graduação e a qualificação e reciclagem de professores do ensino fundamental e médio.

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PROJETO MANUELZÃO

Departamento de Medicina Preventiva e Social/Faculdade de Medicina Professores Apolo Heringer Lisboa (coordenador), Marcus Vinícius Polignano, Antônio Thomaz da Mata Machado, Antônio Leite Alves e Tarcísio Márcio Magalhães Pinheiro. Informações: Projeto Manuelzão - Fone: (31) 3248-9818 - manuelzao@manuelzao.ufmg.br

A proposta do Projeto Manuelzão é de mobilização da população e lideranças políticas e empresa-

riais pela revitalização da região da bacia hidrográfica do rio das Velhas. Enquadra-se na concepção mais ampla de saúde, correlacionada com o meio ambiente, a cidadania e o desenvolvimento eco- nômico e social sustentável. A opção por trabalhar com bacia hidrográfica deve-se a que ela repre- senta unidade de diagnóstico, planejamento, organização, ação e avaliação de resultados. Permite integrar natureza e história, ambiente e relações sociais, delimitando uma área e possibilitando que complexo sistema social seja referenciado na biodiversidade dos corpos d’água. O eixo temático saúde, ambiente e cidadania abre espaço para questionar o conceito hegemônico de saúde como

produto da indústria e dos serviços de atenção aos doentes. Tal hegemonia ideológica da “indústria da doença” perpetua modelo social excludente, incompatível com a saúde coletiva e associado com

a

alta lucratividade de setores da economia. Saúde está correlacionada com qualidade de vida, com

o

ambiente e o caráter das relações sociais. O objetivo pontual comum definido pelo Projeto é a

volta dos peixes às águas da bacia. Fundamental, por ser simples, complexo, mobilizador, científi- co e popular ao mesmo tempo; correlaciona todo o complexo sistema natural e social na área da bacia. Permite, exige e assegura a possibilidade de êxito de ação transdiciplinar e interinstitucional em espaço definido. Foi fundamental coroar a escolha do território de uma bacia hidrográfica e do eixo temático, com a definição clara do objetivo pontual comum. Enumeram-se, a seguir, pontos importantes na recuperação econômica dos municípios da bacia que viriam através da recuperação dos corpos d’água, qualitativa e quantitativamente: combate à fome, pela restituição da fonte de proteínas conseqüente ao retorno à produção natural de peixes; pequenas atividades comerciais relacionadas à pesca, envolvendo a população ribeirinha; fonte abundante de água para consumo humano; fonte de água para animais silvestres e para produção animal; fonte de água para irrigação agrícola; espaço de lazer para populações desses municípios; hidrovia, pelo menos para o comércio

e transporte de pessoas nas pequenas e médias distâncias e turismo. Tudo isto incide na determina-

ção da saúde e desenvolvimento da região. Hoje, praticamente em toda extensão da bacia, o rio não

é capaz de atender a nenhum desses quesitos. Calcula-se que, a se implementarem obras de sanea-

mento nos municípios, plantio da mata ciliar e reflorestamento geral, fiscalização junto às indústri- as, construção de estações de tratamento de esgoto e usinas de reciclagem de lixo, em esforço conjunto de mobilização social e política, em alguns anos o rio das Velhas estará saindo da agonia.

O acompanhamento da despoluição se daria por controle laboratorial da água e pelo retorno gradual

da piscicocidade do rio (um dos indicadores biológicos). Ver site www.manuelzao.ufmg.br/

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COMITÊS MANUELZÃO PELA QUALIDADE DE VIDA

Departamento de Medicina Preventiva e Social/Faculdade de Medicina Professores Apolo Heringer Lisboa (coordenador), Marcus Vinícius Polignano, Antônio Thomaz da Mata Machado, Antônio Leite Alves e Tarcísio Márcio Magalhães Pinheiro. Informações: Projeto Manuelzão - Fone: (31) 3248-9818 - manuelzao@manuelzao.ufmg.br

Um dos fundamentos do Projeto Manuelzão - a mobilização social - é alcançada sobretudo através das ações de comitês, instâncias intersetoriais que expressam a organização da sociedade para ten- tar solucionar autonomamente os problemas locais que afetam a bacia do rio das Velhas. A revitalização do rio precisa não só de um trabalho de pesquisa e de intervenção técnica, mas tam- bém de mudança de valores e atitudes das pessoas diante do meio ambiente. A mobilização social que acontece através dos comitês é uma das formas de desencadear o desenvolvimento dessa nova consciência. Nos comitês, as pessoas se unem para, através de ações comuns estabelecidas consensualmente, mudarem a realidade. O comitê é um lugar para organizar essa vontade de mu- dança. Compartilhar informações, discutir, definir ações. Os comitês produzem a mobilização so- cial de forma participativa, descentralizada e diversa. Produzem, enfim, cidadania. Essa forma de organização “em rede”, característica de diferentes movimentos sociais, consegue gerar formas associativas múltiplas e diferenciadas, lugares de interação que produzem valores e um sentimento de pertencimento para os grupos e indivíduos. Não há formato típico para os comitês. Podem pos- suir hierarquias diferentes, lideranças diversas, finalidades e estatutos específicos. Mas todos eles mantêm a referência básica, a identidade simbólica, política, social com o Projeto Manuelzão. Tal situação tem-se tornado possível através do entendimento de que a participação das pessoas não pode ser excludente ou discriminatória. O ponto de vista individual não conflita necessariamente com a identidade coletiva, que não é também mera soma de vontades particulares. Como afirma o historiadores inglês Thompson, “a identidade coletiva é o sentido que cada um tem de si mesmo como membro de um grupo social ou coletividade; é um sentido de pertença, de ser parte de um grupo que tem uma história própria e um destino coletivo”. Os comitês Manuelzão são lugares que ajudam na produção desse sentido. Ver site www.manuelzao.ufmg.br/

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SOS RIO DAS VELHAS

Departamento de Medicina Preventiva e Social/Faculdade de Medicina Professores Apolo Heringer Lisboa (coordenador-geral), Marcus Vinícius Polignano, Antônio Thomaz da Mata Machado, Antônio Leite Alves e Tarcísio Márcio Magalhães Pinheiro (coordena- dores); Carlos Bernardo Mascarenhas Alves e Paulo S. Pompeu (subcoordenadores). Informações: Projeto Manuelzão - Fone: (31) 3248-9818 - manuelzao@manuelzao.ufmg.br

O subprojeto SOS Rio das Velhas desenvolve pesquisas e ações referentes ao monitoramento da

qualidade da água e de mortandade de peixes que contribuem para a preservação da fauna aquática

da

bacia do rio das Velhas. Conta com a participação fundamental dos Amigos do Rio, pescadores

da

região ribeirinha que comunicam o Projeto Manuelzão dos acidentes envolvendo mortandade de

peixes. Investe em métodos de análise de água pouco ortodoxos, medindo a qualidade da água não só a partir de critérios físico-químicos, mas sobretudo através de seu indicador biológico mais visível: o peixe. A importância do peixe como bioindicador é incontestável, pois ele ocupa posição

de destaque na cadeia alimentar, é facilmente visível e pode ser controlado pela população. O subprojeto SOS Rio das Velhas, um dos catorze subprojetos que o Projeto Manuelzão desenvolve, trabalha em três frentes: levantamento das espécies de peixes da bacia; investigação das causas mais freqüentes de mortandade e resgate das informações históricas sobre a fauna do rio. Essas pesquisas fundamentaram a elaboração de um Inventário da Fauna de Peixes do Rio das Velhas -

2000, que indica a existência de 93 espécies registradas, 15 espécies raras e/ou ameaçadas de extinção, 12 espécies de importância comercial, dois novos registros para a bacia do rio São Francisco (como

a espécie Bunocephalus sp.), duas espécies novas, ainda não descritas e seis espécies não-nativas

(exóticas) da bacia. Em condições naturais, a riqueza da fauna de peixes aumenta da cabeceira para

a foz, uma vez que nesse trajeto o rio vai ganhando tributários, volume d’água e diversidade de

ambientes. Mas os dados coletados pelos biólogos apontam para uma inversão dessa tendência. No trecho do rio situado após a entrada dos tributários Arrudas e Onça, que carreiam o esgoto da região

metropolitana de Belo Horizonte, há expressiva redução das espécies registradas. No período chu- voso, que coincide com a época de reprodução dos peixes, o aumento do volume das águas revolve

o fundo dos rios, onde o esgoto não tratado se deposita. O revolvimento dessa matéria orgânica

possibilita a proliferação de organismos que consomem oxigênio dissolvido na água e provoca a morte dos peixes, que são coletados e até consumidos pelas populações ribeirinhas. Outro resultado inesperado foi a constatação de maior riqueza e diversidade de espécies em um afluente, quando o mais provável é que isso ocorra na calha principal. Tal fato foi evidente no rio Cipó, afluente do curso médio do rio das Velhas. Ver site www.manuelzao.ufmg.br/

Apoio: Programa de Bolsas de Extensão da UFMG, Prefeitura de Belo Horizonte, Copasa, Unicentro Newton Paiva, Ministério do Meio Ambiente, Secretaria de Educação/MG, Emater, Secretaria de Meio

Ambiente e Desenvolvimento Sustentável/MG, Ministério Público de Minas Gerais, Conselho Regional

de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas, Comitê de

Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco e conjunto de 51 municípios da bacia do rio das Velhas.

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PROJETO GUANABARA: EDUCAÇÃO E ESPORTE, AÇÃO COMPLEMENTAR À ESCOLA

Departamento de Esportes/Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional Professores Ana Cláudia P. Couto (coordenadora), Ivana M. Soares Aleixo, Maurício de Azevedo Couto, Humberto Rosa Freitas, Marcos Henrique Palmeira, Mabel Rocha Couto, Regina Augusta de C. Andrade, Maria Thelma Lage e Clarice Pinheiro; Josiane Zarattini, Simone Pereira, Patrícia de Paula Pereira, Waldir da Silva Cruz, Edilene J. Esteves Lima e Patrícia Penido (bolsistas). Informações: Ana Cláudia Porfírio Couto - Fone: (31) 3499-2314 - acouto@eef.ufmg.br

O

projeto Guanabara, desenvolvido há cinco anos em duas comunidades de Betim e Belo Horizon-

te

e que conta com o apoio do Instituto Ayrton Senna, prioriza em suas ações a educação comple-

mentar, visando a possibilitar aos alunos, crianças e adolescentes de 7 a 14 anos, sua formação

enquanto cidadão ativo, crítico e consciente do seu papel na sociedade. Objetiva oportunizar aos alunos a prática esportiva, artística, pedagógica e voltada para a manutenção da saúde, possibilitan- do um olhar crítico do meio em que vivem, gerando ações protagonistas, voltadas para a melhoria da qualidade de vida da sua comunidade. As ações são desenvolvidas através da inter-relação das seguintes áreas: Educação Física, Pedagogia, Arte-Educação, Saúde (medicina e odontologia) e avaliação. A Educação Física, utilizada como ferramenta aglutinadora das ações do projeto, prioriza

o trabalho com base na iniciação esportiva universal, respeitando as limitações e os processos de

desenvolvimento dos alunos. As outras áreas, numa ação interdisciplinar visam, além da formação geral dos alunos, a impactar a educação formal, atuando diretamente no ingresso, regresso, perma- nência e sucesso na escola. Tendo como base a pedagogia de projetos, cada área utiliza o mesmo tema - Protagonismo Infanto Juvenil - para possibilitar aos alunos um encontro com o seu eu e sua comunidade. Implementar a parceria entre educação e esporte e fazer valer os princípios e concep- ções sustentadoras dessa ação é o grande desafio. Incluir crianças e adolescentes, social e emocio- nalmente desfavorecidas, retomar os seus valores de vida, do cidadão, da importância do seu papel na sociedade e o quanto eles podem contribuir para a melhoria da sua escola, família e comunidade em que vivem, é o papel do Projeto Guanabara. As metas vão de encontro à proposta inicial, de impactar o rendimento escolar do aluno, formá-lo para assumir seu papel na sociedade e, principal- mente, comprovar que, através do esporte, o processo educacional dos alunos é marcado por grande diferencial, pois as aprendizagens fundamentais: aprender a ser, fazer, conhecer e conviver passam a integrar seu cotidiano, contribuindo de maneira efetiva para a formação de sua personalidade.

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GINÁSTICA AERÓBICA ESPORTIVA

Departamento de Esportes/Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional Professora Kátia Lúcia Moreira Lemos (coordenadora); Sheylazarth Presciliana Ribeiro (bolsista); Marcos Campos e Juliana Castro Bergamini (voluntários). Informações: Kátia Lúcia Moreira Lemos - Fone: (31) 3499 2341 - katialemos@ig.com.br

O projeto já vem sendo oferecido há cerca de cinco anos. Trata-se de parceria entre a Escola Educa- ção Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional e o curso de Educação Física da Unileste, de Ipatinga, MG. A atividade visa a atender jovens na faixa etária a partir de onze anos, integrantes da comuni- dade interna e externa das duas instituições envolvidas. Objetiva oportunizar o aprendizado de técnicas especificas da GAE, voltados para a manutenção da saúde, além de favorecer a vivência de movimentos. O projeto cria também a possibilidade de integrar equipe de competição com atendi- mento especializado de alto nível abrangendo aspectos pedagógicos, biológicos, psicológicos e sociais. As ações são desenvolvidas através da inter-relação e atuação das diferentes áreas da Ciên- cia do Esporte: fisiologia, biomecânica, pedagogia e prevenção de lesões. A metodologia utilizada consiste no desenvolvimento e aperfeiçoamento da técnica especifica da GAE, respeitando-se os princípios pedagógicos, considerando as fases de desenvolvimento físico, psicológico e cognitivo de cada faixa etária atendida. Em uma ação interdisciplinar estão ligados vários projetos de inicia- ção cientifica desenvolvidos nos laboratórios das duas instituições, visando, além da atuação e formação dos alunos, a atingir os acadêmicos de Educação Física. Fazendo parte de uma equipe de Competição, esses jovens têm a oportunidade de participar de competições, festivais e eventos esportivos a nível regional, nacional e internacional. Muito mais que a formação de atletas, acredi- ta-se estar contribuindo para a formação de cidadãos críticos, integrados à sociedade, à família e à comunidade, mas que são também capazes de acreditar e lutar por seus sonhos. As metas vêm sendo alcançadas: são excelentes os resultados conquistados nas competições nacionais e interna- cionais. As perspectivas são de ampliar o atendimento, garantindo a constante renovação da equi- pe.

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ESPORTE APLICADO À REABILITAÇÃO DE DEFICIENTES FÍSICOS

Departamento de Esportes/Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional Professor Pedro Américo de Souza (coordenador); Gabriela A.de S. Dias, Gisele M. Saporetti e Stefane M. do A. Araújo (bolsistas); Elaine Aparecida Alves e Renata Costa Caixeta (voluntárias). Informações: Pedro Américo de Souza - Fone: (31) 3499-2314 - pedro@eef.ufmg.br

O projeto foi criado em 1979, sendo ofertado à época em três formas de atuação: lazer ativo, treinamento esportivo e reabilitação. Com o tempo, o projeto passou a atuar exclusivamente no esporte de reabilitação. Ele objetiva capacitar acadêmicos de Educação Física a atuar no âmbito do esporte aplicado à reabilitação, bem como a possibilitar a pessoas portadoras de deficiência física o acesso a metodologias do esporte terapêutico e esporte de reabilitação. Procura-se melhorar a condição física e motivacional dessa clientela e, quando for o caso, fomentar a estruturação de padrões motores desejados e inibir padrões motores não desejados. Entende-se por esporte terapêutico um meio de terapia pelo movimento, que se utiliza de recursos adequados do esporte, visando a compensar ou regenerar distúrbios funcionais de ordem física, psíquica e social, prevenir contra distúrbios secundários e promover um comportamento orientado para a saúde. As metodologias se orientam pela psicologia da reabilitação, dando-se ênfase à detecção e desenvolvimento dos potenciais remanescentes, utilizando para tanto de seleção criteriosa de ações compatíveis com o quadro clínico, dinâmicas de cargas (crescentes, decrescentes ou mistas), atividades em meio ambiente diversificado (água, solo, cama elástica, cadeira de rodas etc), em que o participante é estimulado a atuar como agente causal de seu processo de reabilitação. Público alvo: pessoas dos dois aos setenta anos de idade, portadoras de seqüelas de lesões cerebrais, lesões medulares, distrofia muscular, esclerose múltipla, entre outras. Desdobramentos advindos do: publicação de livros e artigos científicos e promoção de cursos de qualificação de profissionais para o atendimento a portadores de deficiência.

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ESPORTE UNIVERSITÁRIO

Departamento de Esportes/Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional Professor Jurandy Guimarães Gama Filho (coordenador); Cristiano Modenesi Moreira e Gustavo Hoffmann Leão Coelho (bolsistas). Informações: Jurandy Guimarães Gama Filho - Fone: (31) 3499-2376

O projeto surgiu em 1996 através de idéias de professores e alunos da Escola de Educação Física. Os objetivos são: integração entre as unidades da UFMG através do esporte e realização do traba- lho interdisciplinar com pesquisas entre alunos e professores das unidades envolvidas, elaboração, condução e regulamentação de treinamentos das equipes universitárias, proporcionando à comuni- dade em geral a opção da prática de atividades físicas. Os recursos financeiros são obtidos através de convênios com empresas e clubes e subprojetos como cursos de formação básica e escolas de iniciação esportiva. O projeto incorpora em sua implementação dois bolsistas, cinco funcionários e um voluntário, envolvidos em todo o trabalho desenvolvido. Atualmente, atende à comunidade em geral, com a Escola de Iniciação em Futebol para alunos de 6 a 15 anos de idade e com o Curso de Capacitação Básica em Futebol para ex-jogadores e pessoas que atuam na área do futebol.

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HIDROGINÁSTICA GERAL

Departamento de Esportes/Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional Professora Ana Cláudia Porfírio Couto (coordenadora); Josiane Alexandre Zarattini, Thomáz Fran- cisco de Oliveira Filho e Cristiane Salum Machado (bolsistas). Informações: Ana Cláudia Porfírio Couto - Fone: (31) 3499-2314 - acouto@eef.ufmg.br

A Hidroginástica surgiu inicialmente como tratamento de lesões, ou seja, na área de reabilitação

física, mas passou-se a perceber sua importância em outros aspectos, como o emagrecimento e a

diminuição das medidas, fazendo com que passasse também a ser utilizada como atividade estética e utilitária. A Hidroginástica surgiu a partir de atividades isoladas em diferentes partes do mundo, mas só obteve sucesso e fama na década de 70, quando começou a despontar nos Estados Unidos da América. No Brasil, tomou seu espaço a partir da década de 70, mas foi na década de 90 que atingiu

o auge. Entendemos por Hidroginástica a soma de exercícios com movimentos precisos e bem

orientados, realizados dentro da água, possibilitando menor incidência de traumatismos. Seus obje- tivos são muitos, variando desde melhoria do estado geral e saúde, aumento do tônus muscular e desenvolvimento e manutenção das qualidades físicas até a melhoria dos aspectos emocionais. As aulas devem ser bastante dinâmicas, motivando os alunos a atingirem seus objetivos, mas os níveis em que os alunos se encontram deve ser respeitado. Ou seja, podem-se considerar dois níveis:

básico e avançado, nos quais enquadram-se os alunos novatos e os mais experientes sucessivamen-

te, fazendo com que a aula seja acompanhada por todo o grupo. A metodologia de trabalho deve ser

variada, os estímulos devem ser contínuos, deve haver constantemente incentivo à progressão de níveis. Para tanto, o programa da hidro deve conter aspectos importantes como objetivos, estratégi-

as diferenciadas, materiais variados e ritmos inovadores. Os recursos materiais têm visam a inten-

sificar a aula, motivar os alunos, aumentar a resistência e podem ser utilizados nas aulas aeróbicas ou não, possibilitando aumento no tônus muscular, flexibilidade e relaxamento. Possibilita também diversificação das atividades, fazendo com que não haja monotonia e que se dê segurança aos alunos. Ficar molhado faz parte dos planos atuais das pessoas que queiram melhorar o seu nível de condicionamento físico. A água, com todas as suas propriedades terapêuticas, possibilita condicio- namento com muita eficiência, conforto, segurança e diversão, com níveis de intensidade variados.

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EDUCAÇÃO FÍSICA PARA TERCEIRA IDADE

Departamento de Educação Física/Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional Professores Maria Lígia M. de Camargo (coordenadora) e João Marcos D. Dias; Heben Silva, Juliana Nunes, Joyce Wanderley de Souza e Maria Stella S. Costa (bolsistas); Caroline Sophie, Cristiano Queiroz Guimarães, George Salmo, Rômulo Vieira Gomes, Luciano Coelho e Karine Moreira de Faria (monitores). Informações: Maria Lígia Marcondes de Camargo - Fone: (31) 3499-2333 - lcamargo@eef.ufmg.br

Implantado na Escola de Educação Física em 1993 e sensível aos avanços das áreas Geriátrica e Gerontológica, o projeto vem-se comprometendo com necessidades e interesses de comunidade idosa, através de ações físicas programadas para desenvolver atividades que visem a diminuir ou retardar os efeitos do envelhecimento sobre as capacidades físicas ou psíquicas dos idosos; forne- cer informações ou conhecimentos que os conscientizem da importância na manutenção periódica da atividade física; possibilitar a interdisciplinaridade com outros programas, em especial, da área geriátrica; contribuir para a formação pessoal do aluno, oferecendo treinamento profissional preco- ce ao acadêmico de Educação Física. Foi realizado levantamento preliminar de propostas, seguido da sistematização que atendam às metas do programa; avaliação qualitativa e periódica dos resulta- dos obtidos, através de questionários, entrevistas ou de atividades moderadas, em progressivos graus de dificuldade. Público alvo: indivíduos numa faixa etária superior a 55 anos e com autono- mia motora. O projeto, que não recebe financiamento e é franqueado aos interessados, envolve no momento 10 discentes (entre bolsistas e monitores) e atende a 200 idosos, distribuídos entre os turnos da manhã e da tarde. Impacto social: o projeto vem obtendo significativa ressonância social, especialmente em decorrência dos resultados positivos que apresenta e que podem ser medidos em termos de aumento da capacidade individual na execução de tarefas diárias e das atividades do programa; maior interação social; condições de saúde favoráveis; alegria e boa disposição para os idosos. Perspectivas: encontram-se nas inúmeras possibilidades que o projeto oferece nas áreas Geriátrica e Gerontológica. A esse respeito, trabalho de pesquisa vem sendo realizado pela coorde- nação, juntamente com a equipe de bolsistas e monitores. Visando a identificar o perfil do idoso, o estudo reverter-se-á em desdobramentos e novas abordagens nas ações do projeto.

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EDUCAÇÃO FÍSICA PARA A TERCEIRA IDADE: PERFIL DOS IDOSOS QUE FREQUENTAM

O PROJETO

Departamento de Educação Física e Departamento de Fisioterapia/Escola de Educação Física, Fisi- oterapia e Terapia Ocupacional Professores João Marcos Domingues Dias e Maria Lígia Marcondes de Camargo (coordenadores); Heben Silva, Maria Stela S. Costa, Juliana N. V. de Almeida e Joyce W. de Souza (bolsistas); Caroline Sophie Leão, Rômulo V. Gomes, George S. Sabino, Christiano Q. Guimarães, Luciano Coelho e Karine M. de Faria (monitores). Informações: João Marcos Domingues Dias - Fone: (31) 3499-4783 - jmdd@metalink.com.br

Objetivos: identificar os idosos que participam do projeto Educação Física para a 3 a. Idade para

caracterizá-los dentro de contexto bio-psico-social e de saúde. Foi feito estudo transversal, através de inquérito com alunos idosos voluntários, que foram amplamente esclarecidos dos objetivos do mesmo. O inquérito foi aplicado pelos alunos bolsistas e voluntários do projeto de extensão e constou de perguntas sobre o programa, auto-avaliação da saúde, informações sócio-demográficas, e clínicas dos participantes. Foram também coletados dados antropométricos. As informações obtidas no inquérito foram transferidas para planilha em que foram categorizadas e ordenadas, constituindo banco de dados. Posteriormente, esses dados foram importados pelo programa estatístico SPSS que calculou as médias e desvios-padrão e as freqüências de ocorrência dos eventos estudados. Resultados: Oitenta e três voluntários responderam ao inquérito. A análise dos dados mostrou que, do ponto de vista sócio-demográfico, a média de idade dos idosos foi de 62,7±7,1 anos, a grande maioria (91,6%) era do sexo feminino, 60,2% da raça branca, 55,4% casados, 39,8% moram com o cônjuge, uma grande parte (38,0%) é aposentada e 16,9% têm renda pessoal de um salário mínimo.

O índice de massa corporal (IMC) teve média de 27,1±6,0 kg/cm 2 . A hipertensão arterial sistêmica

(HAS) estava presente em 39,8% dos idosos, 24,1% apresentavam doenças reumáticas e 18,1% tinham osteoporose. O tempo médio de freqüência ao programa foi de 3,0±1,9 anos (2 meses - 7 anos). Ao serem perguntados se o programa causou mudanças em sua vida 97,6% responderam afirmativamente, sendo que as mais significativas foram mais alegria e disposição para a vida, melhora da auto-estima, autonomia e vitalidade. A auto-avaliação de saúde demonstrou que a maioria (57,8%) acha que sua saúde está melhor após participar do programa e tem uma percepção positiva de sua saúde (69,9%). Conclusão: o estudo demonstrou que o projeto tem impacto positivo na vida dos alunos. Foi identificado que as atividades desenvolvidas trazem bem-estar, melhora na saúde e maior engajamento social dos participantes.

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PROJETO VALE A PENA VIVER: EFEITOS DELETÉRIOS DA INTERRUPÇÃO DE PRO- GRAMA DE CONDICIONAMENTO FISÍCO E ATIVIDADES TERAPÊUTICAS EM ADUL- TOS MADUROS E IDOSOS

Departamento de Fisioterapia/Departamento de Terapia Ocupacional/Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional Professoras Luci Fuscaldi Teixeira-Salmela, Janine Gomes Cassiano e Tânia Lúcia Hirochi (coordenadoras); Flávia Fernandes Oliveira Camargo, Luciana Santiago, Márcia Coelho Pagliaminuta, Tatiana Barcelos, Tatiana Gomes e Luciana de Freitas Bechtlufft (colaboradores); Daniela Murta Lana e Jaqueline Ferreira Franco (bolsistas) Informações: Luci Fuscaldi Teixeira-Salmela - Fone: (31) 3491-1336 - lfts@dedalus.lcc.ufmg.br

A atividade física regular tem sido recomendada para a população idosa com o intuito de minimizar

as alterações fisiológicas provocadas pelo envelhecimento. Dados prévios do projeto Vale a Pena Viver demonstraram melhoras significativas nas medidas de performance funcional (PF) e de qua- lidade de vida (QV) após programa de atividades físicas e terapêuticas com adultos maduros e idosos. O objetivo do estudo foi avaliar o impacto da interrupção do programa de condicionamento físico e atividades terapêuticas na manutenção da PF e QV desses indivíduos. Participaram do estudo 16 indivíduos saudáveis com média de idade de 64,5 ± 6,8 anos. A PF foi investigada

através do Perfil de Atividade Humana, da velocidade natural da marcha e da habilidade para subir escadas, enquanto que a QV foi investigada pelo Perfil de Saúde de Nottingham. O nível de aptidão física foi obtido a partir do Índice de Custo Fisiológico durante o teste de caminhada de seis minu- tos. Os voluntários realizaram média de 22 sessões do programa proposto. As variáveis previamen-

te citadas foram avaliadas antes (fase 1) e imediatamente após o programa proposto (fase 2) e

depois de três meses de interrupção do mesmo (fase 3). Estatísticas descritivas e testes de normali- dade (Shapiro-wilk) foram calculadas para todas as variáveis investigadas. Os resultados, utilizan-

do ANOVA One-way com o teste post-hoc Scheffe, demonstraram que todos os ganhos obtidos na fase dois foram perdidos após três meses de interrupção (p< 0,01). Os achados indicam que apesar dos benefícios com esse tipo de programa serem evidentes, os ganhos são perdidos com interrup- ção de três meses e os escores de PF e QV retornam a níveis basais. Baseado nesses achados, recomenda-se, portanto, que programas desse tipo devem ser aplicados de forma ininterrupta para que se mantenham os benefícios obtidos.

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ASSISTÊNCIA MULTIPROFISSIONAL AOS IDOSOS DA CASA DO ANCIÃO DA CIDADE DE OZANAN – IDENTIFICAÇÃO DE PERDAS FUNCIONAIS EM ATIVIDADES BÁSICAS

Núcleo de Geriatria e Gerontologia Professores Raquel R. Britto e Rosângela C. Dias e Anielo R. dos Santos (coordenadores); Katiany T. Madureira e Ana Cristina C. Borges (bolsistas); Ariane Fadul de Carvalho (voluntária). Informações: Raquel Britto - Fone: (31) 3499-4784 - rbrito@eef.ufmg.br

Projeto de assistência multiprofissional a 93 idosos institucionalizados da Casa do Ancião da Cida- de de Ozanan desenvolvido desde 1997 por professores e alunos de Fisioterapia e Medicina. Tem como objetivo avaliar e efetuar condutas terapêuticas individuais e em grupo, nos três níveis de atenção à saúde, e propiciar aos alunos da graduação e pós-graduação oportunidade de estudar, vivenciar e desenvolver trabalhos científicos relacionados à abordagem multiprofissional geral e específica de idosos institucionalizados. Situação atual: semanalmente, alunos e professores efetu- am avaliações gerontológicas, avaliações fisioterápicas e médicas especificas dos idosos institucionalizados. Realizam intervenções terapêuticas individuais e em grupo, encaminham os idosos a serviços especializados e discutem os casos sob um prisma multiprofissional. Em 2001, foram apresentados três trabalhos referentes ao projeto no Congresso da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia-Seção Minas Gerais. Foi desenvolvido projeto de pesquisa intitulado “Efei- tos de um Programa de Treinamento Aeróbico e Muscular sobre a Capacidade Funcional de Idosos Institucionalizados” já finalizado e em fase de redação. Nesse trabalho, realizou-se avaliação com objetivo de identificar perdas funcionais em algumas atividades básicas e definir objetivos de inter- venção fisioterápica. Foram coletados dados dos 93 idosos institucionalizados, por meio de entre- vista direta com a enfermagem da instituição. A maioria dos idosos era do sexo feminino, de baixa escolaridade, com média de idade de 74 ± 14 anos e tempo de institucionalização entre 1 mês a 41 anos (média = 7,75 ± 8,5 anos) . Observou-se que, nas atividades de higiene, locomoção, vestuário e alimentação, que são importantes marcadores de declínio funcional de idosos, existe perda de independência (parcial ou total) de 39,75%, 36,55%, 30,11% e 9,68%, respectivamente. Conclu- são: conforme esperado, existem perdas funcionais nas atividades básicas de locomoção, higiene, vestuário e alimentação, sugerindo que a atuação da fisioterapia deve ser direcionada para a melhoria da capacidade funcional dos idosos, focalizando principalmente as limitações funcionais e não somente o conjunto de diagnósticos.

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IDOSOS QUE FREQÜENTAM O PROJETO MAIORIDADE E SUAS DEMANDAS DE CO- NHECIMENTO

Departamento de Terapia Ocupacional e de Fisioterapia/Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional/Núcleo de Geriatria e Gerontologia Professoras Marcella Guimarães A. Tirado e Rosângela Corrêa Dias (coordenadoras); Adnaldo Paulo Cardoso (bolsista). Informações: Marcella Guimarães de A. Tirado - dto@eef.ufmg.br

O acelerado processo de envelhecimento populacional no Brasil tem criado demanda crescente por projetos para idosos. Esse crescimento dos projetos introduz a questão do trabalho que vem sendo desenvolvido nesses grupos. Quem são os freqüentados dos projetos? Quais as suas demandas? Qual a metodologia utilizada? O Projeto Maioridade-Universidade Aberta para a Terceira Idade, da UFMG, que vem sendo oferecido desde 1993, tem procurado pesquisar sobre os sujeitos desse processo de ensino, sobre suas demandas de conhecimento e sobre a metodologia mais adequada para o trabalho. Objetivos: esse trabalho visa a discutir as demandas de conhecimento dos idosos que freqüentam o Projeto Maioridade. O estudo foi realizado com 21 idosos que freqüentaram o Projeto no 2º semestre de 2000. Foi aplicado questionário que aborda, entre outros aspectos, os dados sócio-demográfico e o nível de satisfação dos alunos com o conteúdo oferecido. Os questio- nários foram auto-administrados sob a supervisão de acadêmico bolsista. Resultados e conclusões:

a análise dos dados sócio-demográficos aponta que 43% dos idosos entrevistados têm idade supe- rior a 70 anos, 86% são do sexo feminino, 48% são viúvos, 71% são aposentados e 43% tem o grau de escolaridade secundária. Em relação aos conteúdos abordados no Projeto predomina o interesse dos alunos pelos temas relacionadas à área da saúde. Eles desejam ter informações atualizadas e balizadas por especialistas no assunto para compreenderem as doenças e saberem como se preve- nir. Outros temas também demandados foram dança, literatura, artes e informática. Os alunos enfatizaram a necessidade das aulas serem práticas e dinâmicas visando a reforçar e motivar o aprendizado. A diversidade de temas demandados pelos alunos reforça a necessidade de atualiza- ção constante do conteúdo oferecido nos Projetos para idosos. Esse trabalho traz ainda uma refle- xão sobre a importância de se desenvolver um processo de ensino que seja construído com a parti- cipação efetiva dos alunos.

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NUCLEO DE CONSULTORIA E EDUCAÇÃO A DISTANCIA DA FACULDADE DE MEDI- CINA – NUCLEAD

Departamento de Clínica Médica/Faculdade de Medicina Professores Sílvio de Almeida Basques e Ari de Pinho Tavares. Informações: Ari de Pinho Tavares - Fone: (31) 3248-9642 - atavares@medicina.ufmg.br

A informação na área médica vem crescendo de maneira exponencial tornando seu acompanha-

mento praticamente impossível para os profissionais médicos de qualquer especialidade. Por outro

lado, a democratização da informação médica pelas diversas mídias - escrita falada e eletrônica -, principalmente a Internet, vem trazendo facilidades de acesso aos mais diversos tipos de conheci- mento. As pessoas têm a seu dispor cada vez mais quantidade e qualidade de informações, o que vem permitindo a pacientes e seus familiares dialogar com seu médico de uma maneira cada vez mais exigente, tornando a atualização dos profissionais uma necessidade de quase sobrevivência. Nesse contexto, a educação permanente e continuada torna-se imperativa no processo de auto- aprendizagem e atualização dos profissionais médicos. A informação via eletrônica, principalmen-

te através da Internet, pela sua facilidade, conforto e baixo custo, mostra-se importante ferramenta

para difusão de conteúdos atualizados e de boa qualidade que têm-se tornado cada vez mais neces- sários, preferencialmente quando elaborados com a chancela da Faculdade de Medicina e de seus docentes. Os objetivos do NUCLEAD são a produção de conteúdos na área da informação médica,

na forma de cursos, em formatos convencionais e/ou eletrônicos, para veiculação através da Internet

e de outros meios de divulgação, usando o portal da Faculdade ou portais comerciais ou de outras instituições públicas ou privadas (também poderão ser utilizados outros meios como vídeo-conferênci-

as, correio convencional e fax) e a criação e manutenção de uma estrutura de consultoria a distância, via e-mail, para as equipes de saúde da família, alunos dos internatos rurais e de ambulatórios periféricos e

da comunidade de saúde em geral. Atualmente, já foram produzidos, em parceria com a Bibliomed, os

cursos “Dengue” e “Febre Amarela”, disponíveis gratuitamente no site www.bibliomed.com.br. A consultoria a distancia se encontra disponível no site www.polopsf.ufmg.br - em parceria com o Pólo de Saúde da Família da UFMG.

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SALA DE ESPERA – ESTIMULAÇÃO E RECREAÇÃO COM CRIANÇAS DE ALTO RISCO E ORIENTAÇÃO A SEUS PAIS

Departamento de Terapia Ocupacional/Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional Professora Zélia de Araújo Cotta Coelho (coordenadora); Roberta Perret Fantaguzzi (bolsista); Sabrina Luíza Ribeiro (voluntária). Informações: Zélia Araújo Cotta Coelho - Fone: (31) 3285-4292 - negri@gold.com.br

A utilização do brincar tem sido amplamente reconhecida como meio para promover o

desenvolvimento de habilidades infantis em diversas áreas, como também um fim a ser alcançado quando se busca a participação ativa da criança em atividades lúdicas, livres e espontâneas. A

literatura também tem apontado resultados favoráveis nos programas de orientação a pais, destacando

a família como importante agente de mudança capaz de promover ambiente facilitador do

desenvolvimento infantil. Dessa forma, a participação dos pais em programas de acompanhamento

para crianças em risco de atraso no desenvolvimento tem sido incentivada. Buscando articulação entre o brincar-criança-família, o projeto Sala de Espera foi criado em agosto/97 no Ambulatório

da

Criança de Alto Risco (ACRIAR) do Hospital das Clínicas, quando foi constatada necessidade

de

maior atenção e orientação aos pais. O ACRIAR é um serviço interdisciplinar que avalia e

acompanha, do nascimento aos sete anos de idade, o crescimento e desenvolvimento de crianças

prematuras e de baixo peso, nascidas no Hospital. O trabalho visa a facilitar, estimular, orientar e acompanhar o desenvolvimento neuropsicomotor e lúdico de crianças através do brincar entre pais

e fillhos. A sala de espera é um espaço que dispõe de brinquedos variados para crianças de 0 a 7

anos, proporcionando descontração e informalidade para pais e filhos brincarem enquanto aguardam

as consultas. O trabalho é realizado por bolsistas e apoiado por cartilha informativa (Hora de Brincar), destinada aos pais e educadores. Na cartilha são fornecidas informações sobre desenvolvimento do brincar da criança em cada faixa etária, indicados brinquedos apropriados e dadas sugestões de como confeccioná-los com materiais de baixo custo. A partir dessa proposta, grupos de mães e/ou acompanhantes se reúnem periodicamente para confeccionar brinquedos alternativos. O projeto vem contribuindo para que as crianças fiquem mais motivadas em comparecer às consultas agendadas, menos ansiosas e agitadas, respondendo melhor às avaliações. As orientações dadas também promovem mudanças no comportamento dos pais, com participação mais ativa e maior envolvimento

no brincar e na interação com os filhos. Também constatou-se discreta diminuição nos índices de

evasão do ACRIAR. A confecção de brinquedos alternativos vem-se desenvolvendo com boa adesão e participação do grupo de mães. Até o momento foram acompanhadas 334 crianças.

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PROJETO BRINCAR SALA DE ESPERA – O PAPEL DO PSICÓLOGO E O BRINCAR NO HOSPITAL

Departamento de Psicologia/Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas Professoras Márcia Sartorello Carneiro e Terezinha Vieira; Karina Cunha C. de Castro (estagiária) Informações: Karina Cunha Carneiro de Castro - Fone: (31) 9956-0809 - karinacarneiro@yahoo.com

O trabalho tem como objetivo principal analisar a construção do papel do psicólogo em uma situa- ção de internação pediátrica, comparando-a a uma situação ambulatorial, já descrita anteriormente, sendo em ambas utilizado o brincar como mediador da interação criança-doença-ambiente hospita- lar. São participantes crianças, pais e equipe técnica da enfermaria pediátrica do Hospital São Se- bastião. Utilizou-se da enfermaria e de um local com uma casinha de brinquedos de vários tipos. Procedimento: durante visitas semanais a estagiária funcionava como observadora participante, interagindo com adultos e crianças e mostrando-se atenta aos aspectos relacionados ao adoecer da criança. Resultados: os resultados apontam para semelhanças no papel do psicólogo para os dois ambientes hospitalares diferenciados - a escuta de pais e crianças, a orientação de pais e a parceria no brincar com as crianças e grupos de crianças - e para especificidades na internação ligadas às demandas de médicos e enfermeiras. Perceberam-se ainda algumas diferenças quanto à temática das brincadeiras: no ambulatório, temas relativos à consulta e a tratamentos de doenças crônicas; na internação, temas ligados à representação de eventos traumáticos e inesperados; em ambos, temas da vida cotidiana. Além disso, o ambiente construído permite trocas entre os sujeitos envol- vidos. O papel que vem sendo construído tem semelhanças com outros já definidos para o psicólo- go hospitalar: a escuta, orientação/aconselhamento de pais, uso do brincar com a criança, mas apresenta uma novidade: está permitindo a organização de espaço interativo para além das interações psicólogo-família e psicólogo-criança, onde se privilegia a promoção da saúde e prevenção.

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VIGILÂNCIA E CONTROLE DE INFECÇÕES HOSPITALARES: HOSPITAL DAS CLÍNICAS

Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública/Escola de Enfermagem Professores Edna Maria Rezende, Maria Aparecida Martins, Gláucia Helena Martinho, Guilherme Augusto Armond, Marilza Rodrigues Ribeiro, Luciana Maria de Moraes, Shirlene da Silva Xavier; Marco Aurélio Barbosa, Dirciana Batista Cangussú e Lenize Adriana de Jesus Informações: Luciana Maria de Moraes - Fone: (31) 3473-.2209 - moraes20@yahoo.com

As infecções hospitalares (IH) constituem grave problema de saúde pública. Nos hospitais univer- sitários os índices de IH são mais elevados devido, principalmente, à complexidade do paciente e às características inerentes a um hospital de ensino. Por esse motivo e pelo fato de no curso de graduação em Enfermagem não existir disciplina específica sobre o tema, o projeto foi criado em 1997, em ação conjunta entre a Escola de Enfermagem e a Comissão de Controle de Infecção Hospitalar do Hospital das Clínicas, visando à maior integração entre os docentes, técnicos e aca- dêmicos. O projeto é parte integrante do Programa de Controle de IH e congrega dois docentes, três enfermeiros e cinco acadêmicos de enfermagem. Além de possibilitar expansão das atividades desenvolvidas pela Comissão de Controle, permite aos acadêmicos de Enfermagem vivenciar ex- periências na área de controle de infecção, viabilizando a flexibilização curricular e integralização de créditos na área. As infecções são detectadas através de busca ativa em prontuários dos pacien- tes, verificação de exames laboratoriais e exame físico dirigido, quando necessário. São notifica- das, com base na metodologia NNISS (National Nosocomial Infection Surveillance) e nas normas do Ministério da Saúde. Os dados são digitados, analisados e discutidos em equipe visando à ado- ção de medidas preventivas. O projeto vem sendo desenvolvido buscando manter sob vigilância todos os pacientes hospitalizados no HC (cirúrgicos, transplantados, em terapia intensiva, recém- nascidos etc), pacientes dialisados e ambulatoriais (pediátricos e egressos cirúrgicos da ginecologia e obstetrícia). Além da monitorização dos pacientes citados, são feitas orientações à equipe multidisciplinar, acompanhantes e visitantes sobre as formas de prevenção e controle das infec- ções. No período de janeiro a maio de 2001, foram acompanhadas aproximadamente 8.027 pacien- tes, notificadas 654 infecções hospitalares, sendo que dessas 409 (62,54%) foram notificadas pelos acadêmicos de Enfermagem. Está em andamento criação de banco de dados específico para pacien- tes da hemodiálise e elaboração de formulários para acompanhamento de pacientes egressos da ginecologia e obstetrícia.

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CONTROLE DE EGRESSOS EM INFECÇÃO DE SÍTIO CIRÚRGICO NO HOSPITAL DAS

CLÍNICAS

Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública/Escola de Enfermagem Professoras Lindalva Carvalho Armond, Gláucia Helena Martinho, Geisiany Marques da Silva, Stella Safar Campos, Ivana Neves e Carina Celi Inácio. Informações: Stella Safar Campos - Fone: (31) 3223-7210 - ssafar@bol.com.br

A infecção hospitalar é um dos principais problemas dos serviços de saúde devido à sua alta inci-

dência, letalidade significativa, aumento do tempo de internação e consumo de medicamentos. Os procedimentos invasivos, especialmente os cirúrgicos, são os mais relacionados com a elevada incidência dessas infecções e, consequentemente, com a mortalidade. Grande número dessas infec-

ções ocorrem após a alta hospitalar não sendo, portanto, registradas, gerando taxas subnotificadas.

O projeto foi criado em 1998, em ação conjunta da Escola de Enfermagem e Comissão de Controle

de Infecção Hospitalar do Hospital das Clínicas, possibilitando a obtenção de dados mais reais. O objetivo principal é identificar e notificar as infecções pós-operatórias nos pacientes cirúrgicos, elevando a confiabilidade das taxas de infecções obtidas. Promove também a integração entre do- centes, enfermeiros e acadêmicos, viabilizando a flexibilização curricular e possibilitando ao aca- dêmico de enfermagem a obtenção de créditos nessa área específica. O público alvo são pacientes adultos submetidos à cirurgia do aparelho digestivo (CAD) que, após a alta hospitalar, retornam para a retirada dos pontos. Caso o paciente não retorne ao serviço ele é contactado por telefone para verificar a ocorrência ou não de infecção. Os dados obtidos na avaliação/consulta são registrados em formulário próprio, bem como a ocorrência de infecção e, posteriormente, são digitados e ana- lisados para a adoção de medidas de caráter preventivo. Atualmente, o projeto vem sendo desen- volvido conforme a metodologia proposta, tendo sido acompanhados 301 pacientes e notificadas 49 infecções cirúrgicas, no primeiro semestre de 2001. Com esse trabalho tem-se a perspectiva de melhorar a assistência aos pacientes da CAD e reduzir e controlar os níveis de infecção hospitalar.

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CUIDAR

CUIDANDO-SE:

EM BUSCA DA QUALIDADE DE VIDA NA ÁREA DA SAÚDE

Departamento de Enfermagem Aplicada/Departamento de Enfermagem Materno- Infantil e Saúde

Pública/Departamento de Enfermagem Básica/Escola de Enfermagem Professoras Maria Édila A. Freitas, Maria Lígia M. Carneiro, Sônia Maria Soares (coordenadoras)

e Maria Lígia Dias Barbosa; Danielle Sandra de Jesus e Luciana Oliveira de Souza (bolsistas). Informações: Sônia Maria Soares - Fone: (31) 3248-9853 - smsoares.bhz@terra.com.br

No cotidiano de profissionais da área da saúde observa-se que muitos cuidadores negligenciam a sua saúde e o seu autocuidado, conforme revelam alguns trabalhos de pesquisa. Diante disso, ques- tiona-se: como cuidar do outro se não cuidamos de nós mesmos? Assim, a partir dessa temática, foi

criado em 1998, na Escola de Enfermagem, o projeto “Cuidar

área de desenvolvimento humano. O projeto engloba três subprojetos: Humanização do Processo de Trabalho; Educação Holística; e Linhas de Investigação em Práticas Terapêuticas Holísticas. Constituem objetivos do mesmo: contribuir para o aprimoramento das relações interpessoais, vi-

sando à humanização do processo de trabalho; incentivar a sinergia entre a pessoa, a organização e

o meio ambiente; e divulgar as práticas terapêuticas complementares e integrativas no meio acadê-

mico e nas instituições de saúde. No contexto de uma abordagem sistêmica do ser humano, o projeto buscou algo inovador, que foi a integração das áreas de ensino, pesquisa e extensão, reali-

zando parcerias com a Escola de Educação Física e com o projeto de extensão da Escola de Enfer- magem, intitulado “Ações Preventivas e de Promoção da Saúde da Mulher”. Ao propor ações para discutir e refletir sobre o processo de trabalho nas instituições de saúde e os seus efeitos na qualida- de de vida dos profissionais, o projeto desenvolveu as seguintes atividades: sessões de Reiki, com

a participação de voluntárias, no Laboratório do Movimento/Campus Saúde; acompanhamento de

oito gestantes diabéticas no período de fevereiro a março/2001; oficinas enfocando o tema “Estresse

e Qualidade de Vida” em instituições de saúde; e palestras sobre a Massagem Ayurvédica e o

Método Resseguiér. Além disso, o projeto desenvolve pesquisa denominada “Cuidar de si e do

outro: a compreensão de uma equipe de enfermagem ambulatorial” no Hospital Eduardo de Menezes/ FHEMIG. Em decorrência da pesquisa, foi elaborada proposta de intervenção sobre a humanização do processo de trabalho no ambulatório e na unidade de internação. As atividades realizadas pelo projeto envolveram, aproximadamente, 100 participantes, entre estudantes de diversos cursos da graduação, profissionais de várias áreas e aposentados. No que toca a programação para o segundo

semestre do ano letivo de 2001, o projeto “Cuidar

implementa a disciplina optativa

“Estresse e Qualidade de Vida”, dentro do curso de graduação da Escola de Enfermagem, além de criar banco de dados sobre o assunto em pauta.

que vem atuando na

Cuidando-se!”,

Cuidando-se!”

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ASSISTÊNCIA SISTEMATIZADA À CRIANÇA DE RISCO DO HOSPITAL SOFIA FELDMAN

Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública/Escola de Enfermagem. Professora Elizabeth Perez Galastro (coordenadora); Luciana V. Pascini e Maria Cristina Garcia (bolsistas). Informações: Elizabeth Perez Galastro - Fone: (31) 3248-9867 - galastro@enf.ufmg.br

O serviço de assistência ao Grupo Especial (GE), da Fundação de Assistência a Saúde (FAIS)-

Hospital Sofia Feldman (HSF), foi criado em março de 1990 com a proposta de sistematizar a

assistência à criança a nível institucional e domiciliar. O GE tinha como finalidade acompanhar as crianças por um período mínimo de dois anos e máximo de cinco anos de idade, através da consulta médica, consulta de enfermagem e visita domiciliar, até que as mesmas adquirissem um padrão adequado de crescimento e desenvolvimento com mínimas intercorrências no seu processo de saú-

de doença. Objetivo: avaliar a assistência prestada às crianças de risco do Hospital Sofia Feldman,

nos últimos quatro anos. Metodologia: Trata-se de um estudo exploratório, descritivo, a partir de dados colhidos em prontuários de 1996 a 2000, de 114 crianças inscritas e freqüentes no GE. Nestes prontuários foram pesquisadas variáveis sócio-econômicas, obstétricas, do recém nascido, bem como a freqüência às consultas de enfermagem e intercorrências no acompanhamento. Resultados:

A partir dos dados coletados observamos que a grande maioria das crianças pertence ao Distrito

Sanitário Norte onde está localizado o Hospital e ao Distrito Sanitário Nordeste. As crianças

introduzidas no GE foram aquelas que nasceram prematuras (61%), principalmente com menos de 2500g (65%), condições sociais desfavoráveis, além de patologias relacionadas ao nascimento, que faziam parte dos critérios de inclusão estabelecidos inicialmente ao projeto. Das crianças estudadas 50% compareceram entre 11 a 35 consultas de enfermagem e 40% não apresentaram nenhum tipo

de

intercorrências durante o período de acompanhamento, sugerindo uma resolutividade satisfatória

ao

grupo. Perspectiva: O resultado desse estudo subsidiará a implementação do projeto “Atendi-

mento ao Recém-nascido no Ambulatório do Hospital Sofia Feldman, proposto pela equipe de

enfermagem do HSF juntamente com a Escola de Enfermagem.

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TRABALHANDO COM ADOLESCENTES GRÁVIDAS: PROPOSTA DE INTEGRAÇÃO DOCENTE ASSISTENCIAL NO HOSPITAL SOFIA FELDMAN

Departamento Materno-Infantil e Saúde Pública/Escola de Enfermagem

Professoras Corina Costa Guedes (coordenadora), Claúdia V. Chagas das Neves (subcoordenadora)

e Torcata Amorim; Karla Adriana Caldeira (enfermeira); Ewerton Costa Siqueira Magalhães (psi- cólogo); Alan Roberto de Oliveira Miranda e Leila Araújo Gonçalves Araújo (bolsistas). Informações: Corina Costa Guedes - Fone: (31) 3248-9831 - cenex@enf.ufmg.br

O projeto foi implantado no Hospital Sofia Feldman FAIS/HSF na década de 90 , pelos professores

da Disciplina “Enfermagem da Mulher e do Recém Nascido” da Escola de Enfermagem, direcionado

às adolescentes grávidas que procuravam o serviço de pré-natal da FAIS/HSF. As professoras esta-

vam preocupadas com a saúde dessa população, que adolesciam grávidas e com o futuro de seu bebê. Assim, foi direcionado trabalho a fim de atender ao pré-natal da gestante e informar quanto aos cuidados com seu filho. Além disso, objetiva-se fortalecer e manter a integração docente da

disciplina, favorecendo o ensino da graduação; contribuir para o processo de formação do estudan-

te e sua participação no desenvolvimento social, tecnológico e cultural. As consultas são realizadas

todas as quartas feiras no período da tarde, quando as gestantes participam de grupos operativos com palestras informativas sobre pré-natal, parto, puerpério, amamentação, métodos contraceptivos

e cuidados com o recém-nascido. É discutido um tema por mês. Após a palestra segue a consulta de

pré natal com a enfermeira do serviço e com as docentes da UFMG acompanhadas dos bolsistas. Através dos grupos operativos, as adolescentes podem expressar suas experiências de adolescerem grávidas, se informar e trocar experiências com seus pares. Acompanha-se a gravidez das adoles- centes de 10 a 19 anos de risco habitual através da consulta de enfermagem. O projeto encontra-se em andamento e envolve um bolsista de Extensão, um bolsista do PAD, até dois alunos integrados no processo de flexibilização curricular, três docentes e uma enfermeira e um psicólogo, ambos de campo. Tal trabalho tem contribuído para a redução dos índices de morbi-mortalidade feminina e infantil; para o aumento do conhecimento das adolescentes no entendimento, compreensão e acei- tação da gestação e posteriormente do recém nascido; aderência das adolescentes ao serviço ofere- cido e integração ensino-pesquisa-extensão. Para o futuro, é preciso captar as gestantes adolescen- tes que ainda não estão cadastradas no referido serviço, estimular a participação de um número maior de estudantes, incentivando a participação de alunos voluntários com vistas à flexibilização curricular; desenvolver projetos de pesquisa em áreas de interesse mútuo.

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ATENDIMENTO AO RECÉM-NASCIDO NO HOSPITAL SOFIA FELDMAN

Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública/Escola de Enfermagem. Professora Elizabeth Perez Galastro (coordenadora); Verônica Resende Ferreira (enfermeira); Ma- ria Cristina Garcia (bolsista). Informações: Elizabeth Perez Galastro - Fone: (31) 3248-9860 - galastro@enf.ufmg.br

O Hospital Sofia Feldman é uma entidade filantrópica e exerce suas atividades na área da assistên-

cia à mulher, à criança e ao adolescente. Nos últimos anos, como a Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte vem implementando a puericultura em seus centros de saúde, o Hospital redirecionou suas ações de atenção à criança. Diante disso, propõe um projeto cuja finalidade prin- cipal é de prestar assistência às crianças que nasceram na instituição e necessitarem de um acompa- nhamento multidisciplinar (follow up), no primeiro mês de vida. O projeto visa a acompanhar, nas primeiras semanas de vida, o processo de crescimento e desenvolvimento da criança, bem como sua adaptação ao ambiente familiar; promover ações educativas, orientando a mãe e familiares acerca dos cuidados com a criança nas primeiras semanas de vida; referenciar a criança para o centro de saúde de seu bairro/distrito sanitário, a fim de continuar o acompanhamento do processo de crescimento e desenvolvimento. O atendimento ambulatorial às crianças será feito através de consultas de rotina com o enfermeiro e com o pediatra, segundo o protocolo já estabelecido pela instituição e, quando necessário, as crianças serão encaminhadas para os seguintes profissionais:

Fonoaudiólogo, Terapeuta Ocupacional, Fisioterapeuta, Assistente Social, Psicólogo e Nutricionista que participam da proposta assistencial para o atendimento à criança e à família. Clientela: crianças nascidas no Hospital que possam ser incluídas nos seguintes grupos: grupo A - recém-nascidos submetidos ao método canguru; grupo B - recém-nascidos com intercorrência, hospitalizados após

o nascimento; grupo C - recém-nascidos, de risco habitual, até 30 dias. O projeto servirá como

campo de atuação para atividades de ensino e pesquisa, dos alunos de graduação e pós-graduação da Escola de Enfermagem.

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CURSO DE SUPORTE BÁSICO E AVANÇADO DE VIDA EM PEDIATRIA

Centro de Extensão/Hospital das Clínicas/Departamento de Pediatria/Faculdade de Medicina.

Professores Maria do Carmo B. de Melo, Marcos C. Vasconcellos (coordenadores), Ana Cristina S.

e Silva, Eduardo Carlos Tavares, Guilherme B. da Silveira, José Sabino de Oliveira, Marcelo E.

Miranda, Marina T. G. Guerzoni e Reynaldo G. de Oliveira; Adrianne Mary L. Sette e Aniella P. Abbas, Claudia D. Drummond, Fábio Augusto Guerra, Henrique Tonelli, Lêni Márcia Anchieta,

Levi C. Cerqueira Filho, Yerkes P. e Silva, Wandilza Fátima dos Santos, Sônia Matoso C. Hermont

e Márcia G. Penido Machado (médicos); Monalisa Maria Gresta (enfermeira); Helena Hollanda Santos e Fernando Toledo da Cunha (voluntários). Informações: Maria do Carmo Barros de Melo - Fone: (31) 3482-1881 - cenex@hc.ufmg.br

O programa é realizado desde 1989 pelo Grupo de Estudos em Reanimação Cárdio-Respiratória em Pediatria do Hospital das Clínicas. O objetivo é oferecer treinamento, através de manequins e simuladores, da situação de parada cárdio-respiratória e situações clínicas graves como choque, trauma, insuficiência respiratória, distúrbios do ritmo cardíaco o que, com certeza, refletir-se-á em melhor atendimento dos pacientes gravemente enfermos e vítimas de acidentes. Em 2001, come- çou-se a trabalhar em parceria com a Sociedade Mineira e Brasileira de Pediatria/FUNCOR. São utilizados os protocolos da American Heart Association para os programas de Suporte Básico de Vida (BLS) e de Suporte Avançado de Vida em Pediatria (PALS). Consta de atividades práticas e teóricas, com carga horária de 27 horas, que são realizadas por professores do Departamento de Pediatria e do Departamento de Cirurgia Pediátrica, plantonistas e uma enfermeira intensivista do Hospital das Clínicas. Foram realizados total de 29 cursos do BLS/PALS e 10 do PALS, com divulgação a nível nacional, abrangendo profissionais da área médica (médicos, fisioterapeutas e enfermeiros) de Minas Gerais e também de outros Estados. Está sendo firmada parceria com a Secretaria de Saúde/MG para realização de cursos em todo o Estado. Cursos menores, abordando o BLS, têm também sido realizados em simpósios, jornadas, cursos da Faculdade de Medicina e da administração da UFMG, hospitais, centros de saúde, escolas e colégios. A sua realização de forma rotineira a nível de graduação seria desejável. A meta é a de preparar profissionais de saúde e leigos para identificar pacientes graves, saber tratá-los ou encaminhá-los, diminuindo a mortalidade e as seqüelas neurológicas ou físicas.

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CURSO INTRODUTÓRIO PARA EQUIPES DO PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA

Faculdade de Medicina/Escola de Enfermagem/Pólo de Capacitação, Formação e Educação Permanente de Pessoal para Saúde da Família/UFMG/SESMG/MS Professores Carlos Haroldo Piancastelli, Edison José Corrêa, Elza Machado Melo, Maria José Cabral Grillo Caldeira Brant, Maria Rizoneide Negreiros e Marília Rezende da Silveira Informações: Marília Rezende da Silveira - Fone: (31) 3213-8281 - marilia@polopsf.ufmg.br

O

curso visa a proporcionar informação, reflexão e instrumentalização do profissional iniciante, ou

atuante em Saúde da Família, tendo como propósito contribuir com a consolidação do Sistema

Único de Saúde no âmbito da atenção básica. A clientela constitui-se, preferencialmente, de enfermeiros e médicos do PSF e odontólogos, inseridos na rede básica. O curso, com carga horária de 96 horas é ofertado simultaneamente por várias instituições de ensino superior do Estado de Minas Gerais, sob coordenação do Pólo, que optou pela estratégia de descentralização. Tendo como base a integração ensino-serviço, o curso se integra em processo de educação permanente para essa clientela. Sua gestão é partilhada com a Coordenação Estadual (Secretaria de Estado da Saúde de Minas Gerais) do PSF e com as Diretorias Regionais de Saúde. Sua oferta em 1999 e 2000 resultou em 846 profissionais capacitados e, em 2001, com 25 turmas, outros 800 profissionais, dos quais cerca de 450 foram certificados no primeiro semestre. Essas certificações são como curso de extensão, nível Qualificação Profissional. A experiência de estruturação e oferta do curso está consolidada no documento “Manual para Professor e Aluno do Curso Introdutório de Saúde da Família”. O conteúdo do curso abrange os tópicos: modelos explicativos do processo saúde-doença, modelos assistenciais, organização e situação do PSF em Minas Gerais, princípios do PSF, introdução ao planejamento estratégico-situacional, diagnóstico de saúde, cadastramento familiar e capacitação pedagógica da equipe para a qualificação dos agentes comunitários de saúde. O curso tem sido avaliado como instrumento importante para a abordagem inicial dos profissionais que ingressam no PSF e considerado pelos alunos e coordenadores como espaço de troca de experiências entre as equipes e de reflexão dessas sobre os problemas enfrentados no cotidiano.

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CONSULTORIA A DISTÂNCIA: APOIO PARA AS ATIVIDADES DO PROGRAMA DE SAÚDE DA FAMÍLIA

Faculdade de Medicina/Escola de Enfermagem Professores Sílvio de Almeida Basques, Ari Pinho Tavares e Salete M.F. Siqueira Informações: Sílvio de Almeida Basques - secretaria@polopsf.ufmg.br

Buscando forma de integrar e dar apoio aos profissionais de saúde da família, foi desenvolvido

projeto que utiliza a internet, um dos mais fabulosos meios para a educação a distância. Esse projeto encontrou aí a forma de estabelecer sistema de apoio por meio de consultorias a distância para equipes de saúde da família, na área de abrangência do Pólo de Capacitação e Formação de Pessoal em Saúde da Família da UFMG. O sistema foi criado com os componentes: estabelecimento de seis áreas da saúde - saúde da criança, saúde do adulto e do idoso, saúde da mulher, cirurgia, saúde coletiva e saúde mental; consultores: docentes da Faculdade de Medicina, da Escola de Enfermagem

e da Escola de Odontologia distribuídos por seis áreas; páginas internet, instaladas em servidor do

PóloPSF/UFMG (www.polopsf.ufmg.br) com formulários em que o usuário preenche campos de identificação sumária e sua pergunta dirigida aos consultores; dois docentes (de medicina e de enfermagem), que cuidam da administração e fluxo de perguntas e respostas com os consultores, por meio de e-mail; logística de divulgação do sistema através de cursos e palestras, de divulgação do modo de usar por meio da produção do “Guia para Utilização”; e de relacionamento com os

clientes consultantes por meio do correio eletrônico. As consultas realizadas de junho de a setembro de 2001, nas seis áreas, totalizaram 53, sendo 71,7% originadas em Minas Gerais e 28,3% de outros Estados. Por categoria profissional, os enfermeiros foram 16 (30%), médicos 14 (26%), auxiliares de enfermagem 4 (7,5%), alunos do internato rural de medicina 4 (7,5%) e outras não especificadas 15 (28,3%). O sistema utiliza mídia que tem-se mostrado eficiente, de baixo custo de implantação

e operação, com facilidades para expansão e alterações do modelo. Apesar de não estar bastante

difundida, a internet é foco de atenção de políticas governamentais para instrumentalizar equipes

de saúde da família, até outubro de 2001, com computadores e acesso internet. Muitos dos profissionais utilizam hoje a partir de suas casas e reclamam de aspectos de comunicação com provedores de acesso internet. Os resultados apresentam números que não podem ser ainda julgados, porque o sistema é novo, mas já sinalizam bom aproveitamento. Com maior difusão da internet e do sistema de consultorias, o número de consultas tende a aumentar.

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PÓLO DE CAPACITAÇÃO, FORMAÇÃO E EDUCAÇÃO PERMANENTE DE PESSOAL PARA SAÚDE DA FAMÍLIA DE MINAS GERAIS: UMA EXPERIÊNCIA EXTENSIONISTA

Faculdade de Medicina/Escola de Enfermagem/Faculdade de Odontologia/Pólo de Capacitação, Formação e Educação Permanente de Pessoal para Saúde da Família/UFMG/SESMG/MS Professores Carlos Haroldo Piancastelli, Edison José Corrêa, Elza M. Melo, Maria José C. G. Caldeira Brant, Marcos Furquim Werneck, Maria Rizoneide Negreiros e Marília Rezende da Silveira Informações: Maria José Grillo Caldeira Brant - secretaria@polopsf.ufmg.br

O Pólo de Capacitação, Formação e Educação Permanente de Pessoal para Saúde da Família, em parceria com a Secretaria de Estado da Saúde/Coordenação Estadual do Programa de Saúde da Família (PSF), implantado com apoio do Ministério da Saúde, vem buscando implementar concepção de Pólo como instância articuladora e fomentadora de ações. Toma como diretriz o envolvimento de Diretoria Regional de Saúde (DRS), de Instituição de Ensino Superior (IES) da área de saúde e de organizações locais (associações regionais de municípios, ONGs, coordenações de políticas públicas regionais e municipais - educação, assistência social etc) e a articulação com programas de base regional da própria UFMG. O Pólo definiu áreas de abrangência que pudessem estar coordenadas pelos diferentes atores que compõem sua base operacional a distância: os núcleos regionais. A área sobre a qual se dá esse recorte representa 81% (do Estado), totalizando um contingente populacional de 12.672.321 (71% do Estado), abrangido por 14 das 25 DRS do Estado. Essa área concentra, no momento, cerca de 67% das equipes do Estado (100% = 1274 equipes), implicando em 27% de cobertura. O processo de regionalização, dentro da área de abrangência encontra-se a cargo dos núcleos de Belo Horizonte, Diamantina, Montes Claros, Uberaba, Uberlândia e, em fase de estruturação, Divinópolis e Governador Valadares. São instituições parceiras a Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais, Escola de Saúde de Minas Gerais, Faculdade Federal de Odontologia de Diamantina, Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro, Universidade Federal de Uberlândia, Universidade Estadual de Montes Claros, Universidade do Triângulo e Fundação Educacional de Divinópolis. O processo de regionalização tem permitido ao Pólo estabelecimento de plano de trabalho mais coordenado, planejamento mais sistemático, dentro das necessidades apontadas pelas bases regionais, além de possibilitar o desenvolvimento de ações conjuntas com a Coordenação Estadual do PSF. A regionalização vem permitindo que se promovam articulações interinstitucionais - ensino/serviço, intercâmbio de experiências e implementação de plano de trabalho que integre componentes de formação, capacitação e educação permanente para pessoal de saúde da família. Pode-se mencionar a descentralização do introdutório e de algumas capacitações, a realização de seminários conjuntos e a própria disponibilização da consultoria a distância (www.polopsf.ufmg.br) como produtos desse processo.

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ATENDIMENTO PRIMÁRIO DE PACIENTES COM DOENÇAS ENDÓCRINAS: PROPOSTA DE APROXIMAÇÃO

Departamento de Clínica Médica/Faculdade de Medicina Professor Lucas J. de Campos Machado (coordenador); Juliana D’Almeida e Pinho (bolsista); Ale- xandre A. Canestri, Luciana Charchar Vilas Boas Cruz, Gustavo Rocha de Oliveira, Adelino de Melo Freire Jr., Cláudia Maria da Silva, Cristiane Vasconcelos Caetano, Guilherme Borim Mirachi, Luiz Gustavo Santos Portela, Aline de Oliveira Mano, Ana Letícia Antunes Dib, Flávia Bigonha Gazolla, Ana Carolina Perez Rabelo, Vivian Peixoto Antunes, Rafael Oliveira Caiafa, Isabel Cristina Castro Guimarães, Marcela Souza Nascimento, Janaína Gomes Netto, Ioury Aládia Guimarães Cardoso e Kilce Gonçalves Chaves (voluntários). Informações: Lucas José de Campos Machado - Fone: (31) 3285-4325 - lucasjcm@mkm.com.br

Em abril de 1999, iniciou-se o projeto, com objetivo de criar sistema simples e eficaz de suporte aos profissionais de saúde no atendimento primário de pacientes com endocrinopatias. A proposta foi idealizada devido à incapacidade dos serviços de especialidades, particularmente o Serviço de Endocrinologia do Hospital das Clínicas (SEEM), em atender à demanda. A insuficiência pode ser atribuída em parte à baixa resolução no nível primário de atendimento acoplado e certamente refor- çada pela forma equivocada de atuação das especialidades - praticamente como um centro de aten- dimento primário modificado. O público alvo é composto por pacientes, adolescentes e adultos, e profissionais de saúde da região metropolitana de Belo Horizonte. A equipe é constituída de profes- sores endocrinologistas e outros profissionais do SEEM e acadêmicos de Medicina. O suporte aos profissionais do atendimento primário é feito mediante interconsultas físicas e não-físicas, através de telefones fixo e celular, e-mail e fax. Também são realizadas visitas mensais aos centros de saúde, elaboração de manuais de orientação, estágios dos médicos da Prefeitura de Belo Horizonte no SEEM e reuniões clínicas. Durante o ano de 2000, priorizou-se o suporte ao Distrito Sanitário da Regional Nordeste da capital. Em 2001, devido ao desempenho do projeto e à procura de médicos e pacientes de outras regionais, o trabalho foi estendido a toda a Região Metropolitana de Belo Horizonte. O projeto encontra-se atualmente em fase de consolidação. Sua implementação melho- rou a dinâmica do ambulatório, priorizando a sua atuação como centro de referência, fortalecendo sua interface com os profissionais nos cuidados primários, permitindo seu aprimoramento. Adicio- nalmente, observou-se ampliação do número de primeiras consultas (interconsultas) e modificação do perfil da clientela (aumento de complexidade e diversidade), que resultou numa melhora da qualidade dos atendimentos. Desde outubro de 2000, o projeto se integra ao “Programa educativo através de jogos para o grupo operativo de diabéticos”, coordenado pela Escola de Enfermagem da UFMG. Vertentes e perspectivas: desenvolvimento de projetos de pesquisa pelos acadêmicos; uti- lização do projeto como instrumento adicional para o Comitê Assessor do Plano de Reorganização da Atenção à Hipertensão Arterial e Diabetes Mellitus de MG; ampliação da participação em traba- lhos operativos e aproximação ao Pólo de Capacitação, Formação e Educação Permanente de Pes- soal para Saúde da Família do Campus da Saúde da UFMG.

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PARTICIPAÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE NA PRÁTICA EDUCATIVA DOS GRU- POS DE PESSOA DIABÉTICA

Departamento de Enfermagem Aplicada/Escola de Enfermagem Professora Heloísa de Carvalho Torres (coordenadora); enfermeira Ivone M.M. Salomon (subcoordenadora); Marcilene Keller (bolsista). Informações: Heloísa de Carvalho Torres - Fone: (31) 3467-5585 - ntjr.bhz@zaz.com.br

O estudo, que integra o Programa Educativo Através de Jogos para o Grupo de Diabéticos, se

originou da necessidade da participação dos profissionais de saúde no processo ensino-aprendiza- gem, durante curso de orientação em Diabetes Mellitus, realizado em serviço de saúde da rede

pública de Belo Horizonte. O curso tem sido ministrado pela equipe de saúde composta por profis- sionais da área médica (Enfermagem, Nutrição, Farmácia, Fisioterapia e Terapia Ocupacional) bus- cando a transmissão de conhecimentos básicos sobre a doença e, ao mesmo tempo, tentando des- pertar a consciência da pessoa diabética para a necessidade de mudança de comportamento, através

da introdução de temas a serem trabalhados posteriormente nos grupos operativos. O enfoque dado

por cada profissional aos temas é pertinente à sua área de atuação. Os temas são apresentados de forma esclarecedora, procurando responder às indagações dos pacientes, tendo como objetivo co- mum a prevenção das complicações agudas e crônicas do diabetes. Para tanto, são utilizados recur-

sos áudio-visuais, preleções e o relato de experiências pelas próprias pessoas diabéticas, que geram discussões construtivas sobre o tema abordado. A interdependência entre as áreas temáticas faz com que cada profissional se refira às exposições realizadas pelos colegas, facilitando a compreen- são e assimilação dos conteúdos teóricos. Assim, os profissionais de saúde têm somado à sua pra- tica um novo aprendizado, melhorando seu desempenho como educadores, possibilitando uma troca entre as áreas de conhecimento de cada profissional e estimulando o trabalho em equipe. Tem-se como perspectiva a busca de uma integração entre os profissionais, introduzindo os aspec- tos de complementariedade e interdependência entre as áreas especializadas e afins no atendimento

ao diabético, incluindo a participação desses nos grupos operativos.

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FIBROSE CÍSTICA: IMPLICAÇÕES PARA INTERVENÇÃO FISIOTERÁPICA

Departamento de Fisioterapia/Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional Professores Hilda Iturriaga Jimenez, Francisco Reis (coordenadores), Kátia Regina Saiki e Patrícia Tolentino G. da Silva. Informações: Kátia Regina Saiki - Fone: (31) 9652-4584

A fibrose cística (FC) é doença autossômica recessiva que causa defeito no transporte de cloro e sódio nas glândulas exócrinas do organismo (pulmões, pâncreas, fígado e glândulas sudoríparas), acometendo crianças, adolescentes e adultos jovens. Sua incidência na população caucasiana é de 1:5.000 nascidos, sendo rara entre negros (1:30.000) e amarelos (1:90.000). Cerca de duas mil pessoas sofrem com a doença, no Brasil. A infecção respiratória é o problema mais importante da FC, responsável pelas complicações e internações da criança. O muco apresenta-se com viscosida- de anormal, acumulando-se e obstruindo as vias aéreas, facilitando a ocorrência de colonização bacteriana. O projeto desenvolve trabalho educativo e assistencial a pacientes portadores de FC, atendidos no Ambulatório Bias Fortes do Hospital das Clínicas, considerado como referência em Minas Gerais. Tem como objetivo orientar os pais e cuidadores sobre a patologia e suas complica- ções, ensinando manobras e exercícios respiratórios, posições de drenagem postural, através de aulas educativas e cartilhas informativas, incentivando a participação dos pais e dos pacientes no auto-cuidado dos pulmões. Além disso, os pacientes são estimulados a praticarem regularmente atividade física e são ensinadas várias atividades lúdicas de acordo com a faixa etária, com a fina- lidade de melhorar o estado físico e a higienização brônquica. No projeto também são realizadas indução e coleta de escarro para exame bacteriológico. O uso de antibióticos, fisioterapia respirató- ria e a valorização do papel da família vêm melhorando as condições de vida dos pacientes. A abordagem fisioterápica mostra-se efetiva na melhora da qualidade de vida dos pacientes portado- res de FC, favorecendo bom desenvolvimento físico e maior participação nas atividades diárias.

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ABORDAGEM INTERDISCIPLINAR NO TRATAMENTO DA DOENÇA DE PARKINSON

Departamento de Fisioterapia/Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional Professores Fátima Goulart (coordenadora), Luciana Ulhôa Guedes, Cristina Hiromi Ogiwara e Kátia Regina Saiki. Informações: Cristina Hiromi Ogiwara - ogiwara@bol.com.br

A Doença de Parkinson (DP), degenerativa do sistema nervoso central, tem sua prevalência aumen- tando com a idade. Ela afeta diferentes funções do indivíduo e os sintomas motores como tremor, rigidez, bradicinesia e as alterações da postura, do equilíbrio e da marcha são evidentes. Além disso, acarreta diminuição no volume da voz, déficit articulatório na fala, disfagia e redução da mímica facial. Essas alterações resultam em limitações funcionais, menor independência e tendên- cia ao isolamento social, levando ao declínio da qualidade de vida dos pacientes. Assim, faz-se necessário a atuação de equipe interdisciplinar. O Projeto “Convivendo bem com a Doença de Parkinson” conta com a participação de profissionais da área de neurologia, fisioterapia e fonoaudiologia desenvolvendo intervenção prioritariamente educativa destinada aos indivíduos aten- didos no Ambulatório de Distúrbio do Movimento da UFMG, referência no atendimento de pacien- tes parkinsonianos no estado de Minas Gerais. A fisioterapia e a fonoaudiologia atuam como trata- mento coadjuvante ao tratamento medicamentoso. A intervenção fisioterápica aborda principal- mente aspectos motores e funcionais e a fonoaudiologia atua junto às dificuldades de comunicação e alimentação através de programa de exercícios e orientações que facilitem as atividades de vida diária dos indivíduos. Os participantes do projeto. acompanhados de seus familiares ou cuidadores, são atendidos em grupo semanalmente e são estimulados a dar continuidade ao programa de exer- cícios em casa. Diante da necessidade, é formulado programa individual que inclui visita domicili- ar, exercícios, orientações e adaptações específicas. Observa-se na literatura que poucos estudos enfocam a atuação da fisioterapia e da fonoaudiologia em pacientes parkinsonianos. Abordagem educativa, em grupo e de baixo custo, pode-se mostrar efetiva na melhora da função e da qualidade de vida desses pacientes. Tal abordagem necessita ser cientificamente avaliada a fim de solidificar sua utilização.

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ATENDIMENTO GRUPAL DE INDIVÍDUOS REUMÁTICOS: EXPERIÊNCIA INTEGRATIVA ENTRE ENSINO DE GRADUAÇÃO DE TERAPIA OCUPACIONAL E EXTENSÃO

Departamento de Terapia Ocupacional/Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional Professoras Maria Cristina de Oliveira e Johanna Noordhoek (coordenadoras); Adnaldo Paulo Car- doso (voluntário). Informações: Johanna Noordhoek - Fone: (31) 3499-4790 - johahoek@eef.ufmg.br

O projeto vem ocorrendo, desde o primeiro semestre de 2000, entre acadêmicos da disciplina de

Recursos Terapêuticos (RT), do 4 o período de graduação de Terapia Ocupacional da UFMG e grupo de participantes do projeto de extensão: “Programa de Orientação aos indivíduos acometidos por doenças reumáticas”. Os objetivos principais do trabalho são proporcionar experiências precoces de atendimento aos acadêmicos de Terapia Ocupacional e promover a saúde dos indivíduos com patologias crônicas. Os atendimentos são semanais, tem duração de 90 minutos e o grupo é consti-

tuído por 10 alunos, 10 participantes e 2 professoras. As atividades são programadas tendo em vista

os interesses dos participantes do projeto e o conteúdo estudado na disciplina de RT. A experiência

intergrativa entre graduação e extensão tem contribuído para aumentar o interesse dos acadêmicos pela disciplina de RT e os participantes do projeto de extensão estão mais integrado e participativo.

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ASSISTÊNCIA INTERDISCIPLINAR AO USUÁRIO DO SERVIÇO DE SAÚDE MENTAL DO CENTRO DE CONVIVÊNCIA SÃO PAULO

Departamento de Esportes/Departamento de Terapia Ocupacional/Escola de Educação Física, Fisi- oterapia e Terapia Ocupacional Professoras Simone Costa de Almeida e Kátia Euclydes Borges (coordenadoras); Kenya Paula Moreira Oliveira (bolsista). Informações: Simone Costa de Almeida - Fone: (31) 3499-4799

O projeto encontra-se no terceiro ano de realização de suas atividades, sediado no Centro de Con-

vivência São Paulo que é vinculado à Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte. Localiza-

do no Distrito Regional Nordeste, tem como finalidade prestar assistência a psicóticos e neuróticos graves ao nível secundário de atenção à saúde, assim como oferecer atividades físicas de lazer e recreação. São ofertadas também oficinas artísticas que visam à promoção da expressão, socializa- ção e reinserção social e familiar do portador de sofrimento mental. Objetivos: prestar assistência interdisciplinar ao portador de sofrimento mental; produzir metodologias na área de educação físi-

ca e saúde mental e desenvolver trabalho interdisciplinar. Para isso, utilizam-se atendimentos grupais

através de oficinas de atividades; orientação aos familiares; acompanhamento dos usuários em atividades externas ao serviço; supervisões teórico-clínicas e reuniões de equipe. Além das ativida-

des de caráter assistencial, tem-se dado continuidade à pesquisa referente à avaliação do serviço.

No momento, é possível esboçar os motivos pelos quais os usuários que frequentaram o serviço nos três últimos anos não permaneceram no mesmo. Tais constatações mostram-se relevantes para reajustes no próprio serviço, assim como possibilitam vislumbrar a atual situação dos portadores de transtorno mental (se estão engajados em alguma atividade remunerada, se mantêm vínculo com outro serviço de saúde mental etc). Tem-se como perspectivas a possibilidade de expandir a pesqui-

sa a outros centros de convivência e também apresentá-la em eventos científicos.

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ASSISTÊNCIA AMBULATORIAL EM TERAPIA OCUPACIONAL NA SAÚDE MENTAL

Departamento de Terapia Ocupacional/Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional Professora Valéria Santos Brasil (coordenadora); Aurélia Bueno Fonseca (bolsista). Informações: Valéria Santos Brasil - Fone: (31) 3499-4785 - colegto@eef.ufmg.br

O projeto presta atendimento de Terapia Ocupacional na área de saúde mental no Ambulatório Bias

Fortes, anexo do Hospital das Cínicas, desde agosto de 1993. A clientela varia de crianças a idosos, priorizando os pacientes psicóticos e neuróticos graves, encaminhados pelos serviços da área de saúde mental, reabilitação física, neurologia e outras clínicas médicas. Dentre os objetivos desta- cam-se: ampliar as modalidades de tratamento ambulatorial no campo da saúde mental e psiquia- tria pela oferta de atendimentos de Terapia Ocupacional à clientela usuária desses serviços; ofere- cer abordagem terapêutica que privilegie o uso de atividades como recurso complementar às abor- dagens medicamentosas e verbais; auxiliar o paciente na construção de cotidiano mais produtivo e possibilitar sua reintegração familiar e social, promovendo a quebra do ciclo de inatividade e isola-

mento. Inicialmente, realizam-se entrevistas para avaliação dos encaminhamentos e adequação da demanda do paciente ao tratamento oferecido. Os atendimentos são individuais, com frequência semanal variável, enfatizando a produção de atividades que favoreçam a ordenação das experiênci-

as subjetivas e as possibilidades de novos laços sociais. A orientação familiar acontece sempre que necessário, uma vez que a inclusão da família no processo terapêutico é uma forma de potencializar

o alcance dos objetivos propostos. As supervisões clínicas e estudos de caso também fazem parte

da rotina semanal, para discussão e avaliação dos tratamentos. São atendidos em média 20 pacien- tes por semana, divididos entre os turnos da manhã e tarde, procurando-se estabelecer, ainda, con- tato familiar e/ou com os demais especialistas que assistem a esses. Os pacientes, há mais de seis meses em tratamento (80% do total), apresentam quadro sintomático estabilizado, sem reinternações psiquiátricas e melhor adaptação familiar, fruto de reposicionamento desses indivíduos frente à sua doença e perspectiva de vida. Como meta, assinala-se maior investimento no trabalho interdisciplinar, através do planejamento de projetos e metas comuns que beneficiem o paciente, bem como encaminhá-los para outros serviços substitutivos ou a espaços da comunidade, possibilitando ou- tras saídas que não a institucionalização desses indivíduos portadores de sofrimento mental. Dessa forma pretende-se ampliar o espaço vital dos pacientes e favorecer interação mais efetiva com o meio social e cultural no qual se inserem.

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AMBULATÓRIO DA CRIANÇA DE RISCO – CRESCIMENTO E DESENVOLVIMENTO DO RECÉM-NASCIDO PRÉ-TERMO

Departamento de Terapia Ocupacional/Departamento de Fisioterapia/Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional/Departamento de Pediatria/Faculdade de Medicina/Hospital Bias Fortes Professoras Lívia de Castro Magalhães (coordenadora), Marisa C. Mancini, Maria Lúcia Paixão, Regina H. C. Amorim, Maria Cândida F. B. Vianna, Marise F. Russo, Luciana Drummond F. Rossi e Cláudia G. Barros (curso de Fonoaudiologia/Faculdades Metodistas Integradas Izabela Hendrix). Informações: Lívia de Castro Magalhães - Fone: (31) 3499-4799 - liviam@gcsnet.com.br

O Ambulatório da Criança de Risco-ACRIAR funciona no Hospital Bias Fortes, anexo do Hospital das Clínicas, desde 1988, e conta com equipe interdisciplinar constituída por professores dos De- partamentos de Pediatria (pediatras e uma neuropediatra), de Fisioterapia, de Terapia Ocupacional da UFMG, uma professora do curso de fonoaudiologia das Faculdades Metodistas Integradas Izabela Hendrix, uma fisioterapeuta e uma pediatra do Hospital das Clínicas, além de bolsistas e estagiári- os. O ACRIAR tem como objetivos detectar precocemente desvios do crescimento e desenvolvi- mento, indicar tratamentos especializados e orientar os pais sobre os cuidados com a criança, em cada etapa do desenvolvimento. No início do projeto eram atendidos recém-nascidos do Hospital que apresentassem qualquer fator biológico de risco para distúrbios de crescimento e desenvolvi- mento, tais como prematuridade, intercorrências neurológicas neonatais, malformações e longa permanência na UTI neonatal. A partir de 1994, o ACRIAR passou a acompanhar apenas recém- nascidos com idade gestacional (IG) £ 34 semanas ou peso ao nascer £ 1500 g. Os recém-nascidos pré-termo são encaminhados ao ACRIAR, na alta neonatal, e são acompanhados periodicamente, até a idade de sete anos, pela equipe interdisciplinar. Situação atual e perspectivas: além do traba- lho assistencial, o ACRIAR desenvolve pesquisa sobre desenvolvimento de crianças que nasceram prematuras e com baixo peso. Mais de 500 crianças já foram atendidas ou estão em acompanha- mento no ACRIAR. A expansão do serviço resultou na confecção de cartilhas de orientação para os pais e no projeto Sala de Espera, dirigido por terapeutas ocupacionais, local de recreação para as crianças e de orientação dos pais sobre o brincar e desenvolvimento infantil. É meta da equipe ampliar o número de atendimentos e estabelecer conexões externas mais eficientes para agilizar o atendimento das crianças que necessitam de tratamentos especializados.

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AÇÕES PREVENTIVAS E DE PROMOÇÃO DA SAÚDE DA MULHER

Departamento de Enfermagem Básica/Escola de Enfermagem Professoras Elizabeth Mendes das Graças (coordenadora) e Tânia Maria Picardi Faria Costa (subcoordenadora); Cristiane Altinis de Souza Leite (bolsista). Informações: Elizabeth Mendes das Graças - Fone: (31) 33731794 - bethmges@dourado.enf.ufmg.br

O projeto foi elaborado pelos docentes e discentes do Núcleo de Estudos e Orientações Sobre a Saúde da Mulher da Escola de Enfermagem, em 1998. Dentre as atividades normalmente desenvol- vidas junto à comunidade, procurou-se, no corrente ano, integrar-se às propostas do projeto Cuidar Cuidando-se!, no ambulatório Borges da Costa, e ao Programa de Integração Docente Assistencial da Maternidade Otto Cirne, do Hospital das Clínicas. Tem como objetivos desenvolver ações educativas nas áreas de ensino, pesquisa e extensão, visando à prevenção e à promoção da saúde; elaborar material didático para as participantes das atividades promovidas pelo núcleo; atuar na capacitação de recursos humanos para trabalhar com mulheres em unidades básicas de saúde; pro- mover integração com outros projetos afins e desenvolver pesquisas. As atividades são desenvolvi- das semanalmente junto ao grupo de gestantes portadoras de diabetes Mellitus do ambulatório Borges da Costa e às mulheres no pós-parto da Maternidade do Hospital das Clínicas. Além das

orientações específicas para essa clientela, continua-se a proposta inicial de discutir com a popula- ção feminina em geral os cuidados preventivos e de promoção da saúde. Nesse sentido, conta ainda com mulheres que freqüentam as unidades de saúde, centros comunitários, igrejas e escolas. Nes- sas instituições as atividades têm buscado levar também à população jovem, o mais cedo possível,

a discussão da prevenção das doenças, especialmente aquelas relacionadas à saúde da mulher. São

utilizados como recursos didáticos palestras, dinâmicas de grupo, simulações em manequins e ori-

entações individuais. Participam do projeto docentes, discentes, enfermeiros, bolsistas de extensão

e pesquisa e, eventualmente, discentes voluntários. Os componentes da proposta em questão têm

como perspectivas futuras fortalecer a integração iniciada entre os projetos mencionados, dar con- tinuidade à elaboração de materiais didáticos, concluir pesquisa em andamento, participar de even- tos científicos para a divulgação dos trabalhos já realizados e publicá-los. Espera-se que as ações educativas, mais do que repassar informações, possam ajudar as mulheres a refletir sobre o “cuidar da saúde” e, quem sabe, re-significar esse conceito em seu cotidiano.

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ACOMPANHAMENTO DO CRESCIMENTO DA CRIANÇA DE 0 A 5 ANOS DE IDADE NO CENTRO DE SAÚDE SÃO PAULO ATRAVÉS DA CONSULTA DE ENFERMAGEM

Departamento de Enfermagem Materno Infantil e Saúde Pública/Escola de Enfermagem Professoras Iêda M. Andrade Paulo (coordenadora) e Anézia M. F. Madeira (subcoordenadora); Silvana de A. Félix; Reinaldo V. Belo, Débora C. S. de Meira e Flávia N. Machado (bolsistas); Tatiana D. Paulucci e Taís E. de Faria (voluntárias). Informações: Iêda Maria Andrade Paulo - Fone: (31) 3225-77-55 - ieda@enf.ufmg.br

Em 1984, a Escola de Enfermagem e enfermei:ras do Centro de Saúde São Paulo implantaram e implementaram a consulta de enfermagem com objetivo de acompanhar o crescimento e desenvol- vimento da criança de 0 a 5 anos de idade, em atendimento às exigências do Ministério da Saúde. A consulta de enfermagem é estratégia de assistência à saúde da criança, com utilização de metodologia simplificada, de baixo custo, e que permite, através de orientações educativas, prevenir a ocorrên- cia de morbidades em crianças menores de cinco anos. O projeto é desenvolvido de fevereiro a dezembro e objetiva acompanhar o crescimento e desenvolvimento da criança de 0 a 5 anos de idade; promover a integração entre Escola de Enfermagem e serviço de saúde; tentar reduzir os índices de morbidades na população infantil atendida no serviço e possibilitar a participação de alunos voluntários (flexibilização curricular) e de bolsistas no projeto. O projeto encontra-se em andamento e envolve dois bolsistas do PID, uma bolsista do PAD, um bolsista de Extensão e dois alunos voluntários, integrados no processo de flexibilização curricular, enfermeiros e pediatras do campo. São atendidas cerca de 1052 crianças/ano, através da consulta de enfermagem. Com a implementação do projeto houve diminuição da morbimortalidade na faixa etária de 0 a 5 anos na área de abrangência do centro de saúde. Até a presente data, foram realizadas oito pesquisas, inclu- indo tese de doutorado e dissertação de mestrado acerca da saúde da criança, além da publicação de vários artigos científicos. As perspectivas são de maior integração entre ensino-pesquisa-extensão, com a participação de um número maior de alunos voluntários e bolsistas no projeto.

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ASSISTÊNCIA SISTEMATIZADA À ADOLESCENTE E SEU FILHO NO CENTRO DE SAÚ- DE SÃO PAULO

Departamento de Enfermagem Materno Infantil e Saúde Pública/Escola de Enfermagem Professoras Anézia M. F. Madeira (coordenadora) e Iêda M. A. Paulo; Débora C. S. de Meira, Érica

R.

Santiago, Silvana de A. Félix, Reinaldo B. Vasconcelos e Flávia N. Machado (bolsistas); Tatiana

D.

Paulucci e Taís E. de Faria (voluntárias).

Informações: Débora Carla Soares de Meira - Fone: (31) 3482-1822 - debynews@ig.com.br

Projeto implantado no Centro de Saúde São Paulo em junho de 1997, pelos professores da discipli- na Enfermagem da Criança e do Adolescente. Está direcionado às mães adolescentes e seus filhos.

O

projeto é desenvolvido de fevereiro a dezembro, e tem como objetivos acompanhar o crescimen-

to

e desenvolvimento do filho da mãe adolescente, na idade de 0 a 5 anos; estimular a prática do

aleitamento materno; discutir com as adolescentes questões relacionadas à adolescência, ao proces- so de adolescer-mãe e à saúde do filho; desenvolver ações educativas direcionadas à saúde da criança e da adolescente; trabalhar o planejamento familiar e intervir nas intercorrências de saúde. Essas ações são implementadas através da consulta de enfermagem, de visitas domiciliares e de reuniões de grupo. O projeto encontra-se em andamento e envolve um bolsista de Extensão, dois bolsistas do PID, um bolsista do PAD, um bolsista de Iniciação Científica, dois alunos voluntários, integrados no processo de flexibilização curricular, dois docentes, dois enfermeiros e três pediatras do campo. Com a implantação do projeto percebeu-se que houve diminuição das morbidades que acometem os filhos das adolescentes, talvez pela própria aderência delas ao a esse tipo de assistên- cia. Além de ter possibilitado a integração ensino-serviço, o projeto gerou oito pesquisas e três artigos publicados. Atualmente, existem cerca de duzentas adolescentes integradas, o que reforça o compromisso com essa clientela. Como perspectivas, procura-se o aumento da cobertura em rela- ção às adolescentes que procuram o serviço para consultas de pré-natal, vacinação, teste do pezinho e consultas pediátricas; inserção de mais bolsistas e alunos voluntários no projeto; maior integração entre ensino-pesquisa-extensão; aumento da produção científica e pesquisas relacionadas à temática.

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ASSISTÊNCIA ÀS CRIANÇAS E ADOLESCENTES PORTADORES DE DISFUNÇÃO VESICAL

Departamento de Enfermagem Básica/Escola de Enfermagem Professora Roberta Vasconcellos Menezes de Azevedo (coordenadora); Ludmila Rocha Dorella (bolsista); Carlos Henrique Campos Castanheira e Cristiane Rabelo de Oliveira (voluntários). Informações: Roberta Vasconcellos M. Azevedo - Fone: (31) 3248-9858 - roberta@enf.ufmg.br

O projeto vem desenvolvendo suas atividades desde 1996 no Ambulatório Bias Fortes, do Hospital das Clínicas, com a participação de docentes/discentes das Escolas de Enfermagem, Fisioterapia, Medicina e outros profissionais do Hospital das Clínicas como psicólogo e assistente social. A assistência de enfermagem tem por objetivo prestar atendimento às crianças e adolescentes porta- dores de disfunção vesical, manifestada pela incontinência ou pela retenção urinária. Prevalece a disfunção vesical de origem neurológica, secundária principalmente à meningomielocele. Estão inseridos 83 pacientes, cuja faixa etária varia de 1 a 18 anos, com maior incidência do sexo femini- no (57%). A consulta de enfermagem consta de entrevista, exame físico voltado para a queixa do paciente, análise de exames complementares, levantamento de problemas de enfermagem, defini- ção de condutas e reavaliação trimestral do paciente ou sempre que necessário. As condutas de enfermagem se fundamentam na reeducação vesical, realizada principalmente através do cateterismo vesical intermitente limpo (CIL). O CIL é uma técnica inovadora que pode ser realizada a nível domiciliar pelo próprio paciente ou familiar previamente treinado durante as consultas. É um pro- cedimento de baixo custo, uma vez que o cateter utilizado para drenar a urina é reutilizado após a lavagem com água e sabão. A freqüência da cateterização pode variar de três a seis vezes ao dia e o seu uso pode ser temporário ou até por toda a vida. Outras condutas compreendem a realização de manobras de esvaziamento da bexiga, a reeducação intestinal e a educação para a saúde, abordando hábitos de higiene, alimentares, de hidratação oral, lazer e outros. Ë importante destacar que o objetivo principal da assistência é preservar a função renal através da prevenção de infecções urinárias recorrentes e de difícil controle. Outras metas a serem atingidas são a promoção da continência urinária e fecal, o esvaziamento completo da bexiga, o incentivo ao autocuidado e a melhora da auto-estima do paciente, favorecendo-o, desse modo, na reinserção social. Ao longo de 2001 o projeto contemplou a flexibilização curricular. Os grandes desafios para o próximo ano são a reali- zação de visitas domiciliares; a integração com o projeto de assistência de enfermagem ao insufici- ente renal crônico, através da parceria no grupo de suporte à família do doente crônico e a realiza- ção de palestra em serviço de saúde sobre o cateterismo vesical intermitente limpo, visando a desmistificar tal procedimento.

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PROGRAMA INTERDISCIPLINAR DE PREVENÇÃO E ASSISTÊNCIA NA INSUFICIÊNCIA RENAL CRÔNICA EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES

Departamento de Pediatria/Faculdade de Medicina/Departamento de Enfermagem Básica/Esccola

de Enfermagem/Hospital das Clínicas

Professores José Silvério S. Diniz (coordenador), Eleonora Moreira Lima (subcoordenadora), Eduar- do Araújo de Oliveira e Mônica Ribeiro Canhestro; Ana Paula Pacífico Homem (nutricionista); Cristina B.Soares (nefrologista pediátrica); Mônica Maria de A. Vasconcelos (pediatra); Elizabeth das Graças Silva (enfermeira); Mônica Assunção Costa (psicóloga); Marilene Moreira (assistente social); Tatiana Nogueira, Flávia B. da Silveira, Aline Viviane Lima, Patrícia B.Vieira e Flávia M. G. Soares (bolsistas); Gilce Moura R. Oliveira (voluntária) Informações: Mônica Ribeiro Canhestro - Fone: (31) 3248-9853 - vivigu@enf.ufmg.br

O programa foi criado em 1990, como programa diferenciado dentro da Unidade de Nefrologia

Pediátrica da Faculdade de Medicina, que vem desenvolvendo suas atividades deste 1968. Sua meta é identificar as possíveis causas da IRC e atuar preventivamente, no sentido de se evitar a queda da função renal e promover a assistência integral e interdisciplinar às crianças e adolescentes portadores de qualquer nível de IRC, bem como a seus familiares, procurando auxiliá-los na compreensão e aceitação da doença, na adesão ao tratamento e no melhor preparo para entrada nos programas de diálise e transplante quando estes forem inevitáveis. Como metodologia, utiliza-se reunião semanal para discussão dos casos a serem atendidos; atendimento ambulatorial semanal com avaliação dos pacientes pelos vários profissionais; reuniões científicas mensais; visita domiciliar semanal; Grupo de Suporte realizado mensalmente com o objetivo de promover troca de experiências entre pacientes e familiares; materiais didáticos elaborados pela equipe. Por ser uma unidade de referência, recebe pacientes de todo o Sistema Único de Saúde, não só de Belo Horizonte, como também de toda Minas Gerais e dos Estados circunvizinhos. Estão inseridos no Programa 90 pacientes com idades entre menores de 2 anos (8%), de 2 a 6 anos (23%), de 7 a 12 anos (36%) e maiores de 13 anos(33%). Em relação à procedência, 59% da população atendida é de Belo Horizonte, 32% do interior e 9% da Grande BH. Os diagnósticos de doenças básicas são as Uropatias (47%), Doenças Congênitas Hereditárias (23%), Glomerulopatias (22%) e outros (8%). Perpectivas: realização de seminário intitulado “Abordagem da IRC em crianças e adolescentes: aspectos éticos e sociais”; elaboração de material didático sobre a confecção de fístula arterio-venosa e Diálise Peritoneal; desenvolvimento de projetos de pesquisas pelos profissionais do Programa; treinamento dos profissionais para utilização dos seguintes recursos de diagnósticos: MAPA (Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial) e Bioimpedância, elaboração de um site apresentando o Programa para o conhecimento de outros profissionais da área (recurso financeiro já disponibilizado para tal).

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ASSISTÊNCIA DE ENFERMAGEM AOS PACIENTES HIPERTENSOS DO AMBULATÓRIO BIAS FORTES

Departamento de Enfermagem Básica/Escola de Enfermagem Professoras Salete Silqueira Resende (coordenadora) e Vânia Azevedo Travassos (subcoordenadora); Taís Efigenia de Faria (bolsista); Danielle Vioreti dos Santos, Luciana Paola Santos Magalhães e Renata Figueiredo Cristelli (voluntárias). Informações: Salete Silqueira Resende - Fone: (31) 248-9858 - salete@enf.ufmg.br

O projeto é experiência docente assistencial desenvolvida pela Escola de Enfermagem no Ambula-

tório Bias Fortes do Hospital das Clínicas desde a década de 70. Está fundamentalmente direcionado

à prevenção e controle das doenças cardiovasculares e visa, através da educação, a promover o

cliente como agente do processo, incentivando-o ao autocuidado. Visa também a analisar o impac-

to da educação em saúde na mudança de hábitos de vida do paciente hipertenso. O serviço recebe

aproximadamente 500 pacientes por semestre, atendidos em grupo ou individualmente, no ambula- tório referido. A clientela é de hipertensos previamente diagnosticados, na maioria das vezes em tratamento farmacológico, encaminhados pelas diversas clínicas do HC. São pessoas residentes na Região Metropolitana de Belo Horizonte, de ambos os sexos, com idade variada e de baixo nível sócio econômico. Durante a consulta de enfermagem as abordagens buscam identificar os fatores

que facilitam ou dificultam a educação e a adesão ao autocuidado: problemáticas de vida, fatores de risco, dados clínicos, laboratoriais e uso de medicação. As ações procuram construir o conhecimen-

to a partir da educação do cliente, buscando estratégias viáveis e adequadas a mudanças de hábitos

de vida do cliente e seus familiares, para controle e prevenção primária da doença vascular arterial.

Observa-se que o trabalho educativo que vem sendo desenvolvido com esses clientes hipertensos tem colaborado para conscientizá-los da importância da mudança dos hábitos de vida, refletindo positivamente no controle de seus níveis pressóricos e prevenindo complicações.

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GRUPO DE ORIENTAÇÃO EM HANSENÍASE

Ambulatório de Dermatologia/Hospital das Clínicas Nidia Bambirra (asssistente social) e Vanúzia Maria Lima (enfermeira) Informações: Nídia Bambirra - Fone: (31) 3248-9560

A educação em saúde é reconhecida como um dos aspectos primordiais no controle da hanseníase,

devendo se levar em consideração não apenas o volume de informações mas a verificação de qual foi a percepção do paciente, familiar ou comunidade com relação ao conteúdo recebido. Dentro dessa perspectiva, foi implantado em 2000 pelo Serviço Social e pela Enfermagem o atendimento de grupo, dentro do programa de atendimento aos portadores de hanseníase no Ambulatório de Dermatologia. São objetivos do grupo proporcionar aos pacientes, familiares e comunidade espaço no qual possam estar construindo novos conceitos da doença, favorecendo o entendimento e maior participação no processo de cura, observar se as informações recebidas acarretam mudanças em relação à aceitação do diagnóstico e orientar sobre a necessidade do exame de contatos

intradomiciliares. O grupo se reúne uma vez por semana, às quartas-feiras, em período de uma hora

e meia. Para sensibilização inicial são utilizados filmes fornecidos pela Secretaria Estadual de

Saúde de Minas Gerais e pelo Ministério da Saúde. Logo após, o grupo comenta o filme e as dúvidas que surgiram, além de expressar seus sentimentos relacionados ao diagnóstico e ao trata- mento. Os participantes recebem folhetos informativos. O público alvo é formado por: todas as pessoas que aguardam atendimento: pacientes de hanseníase, em propedêutica, com outros diag- nósticos, contatos, acompanhantes, alunos e profissionais da área de saúde. Até 2001 o público atingido foi de 340 participantes, sendo que 149 são portadores de hanseníase, 65 com outras dermatoses, 21 em propedêutica, 67 acompanhantes e 38 alunos e profissionais em treinamento, num total de 32 reuniões. O grupo possibilita melhoria no nível de entendimento dos participantes sobre a doença e seu processo e responsabiliza o paciente como multiplicador de conhecimento.

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CONSULTA DE ENFERMAGEM REALIZADA NA DERMATOLOGIA DO HOSPITAL DAS CLÍNICAS NO PROCESSO PARA CONTROLE DA HANSENÍASE EM BELO HORIZONTE

Hospital das Clínicas Vanúzia Maria Lima (enfermeira) Informações: Vanúzia Maria Lima - Fone: (31) 3248-9560

A Hanseníase é uma doença transmissível de evolução crônica cujo agente etiológico, Micobacterium

leprae, tem especial predileção pela pele e pelo sistema nervoso periférico. O contágio é feito

através das vias aéreas superiores e da convivência do indivíduo suscetível com a fonte de infecção que é o doente contagiante. O Serviço de Dermatologia desenvolve o Programa de Controle da Hanseníase desde 1974. Em 1989, após a elaboração de proposta conjunta com a Escola de Enfer- magem e Faculdade de Medicina da UFMG, o serviço implantou a Poliquimioterapia. As consultas de enfermagem são realizados por enfermeiro capacitado pela Secretaria Estadual de Saúde em Ações de Controle da Hanseníase. São objetivos do programa: manter as consultas de enfermagem

a todos pacientes portadores de Hanseníase e de seus contatos domiciliares e capacitar recursos

humanos. No desenvolvimento do trabalho são realizadas entrevistas, visitas domiciliares, busca ativa de faltosos, palestras educativas, prescrição de medicamentos e doses supervisionadas dentro do Programa de Hanseníase, aplicação do teste de Mitsuda, orientação e encaminhamento para vacinação de BCG, se necessário. O trabalho é realizado com a participação efetiva dos técnicos de enfermagem. Total de consultas de enfermagem:

Ano

Pacientes

Contatos

Total

1999

524

191

715

2000

424

149

573

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PREVENÇÃO DE INCAPACIDADES

Departamento de Fisioterapia/Escola de Educação Física, Fisioterapia e Terapia Ocupacional Professoras Ana Maria Chagas Sette Câmara (coordenadora) e Nadja Maria Paulino Rocha (subcoordenadora); fisioterapeuta Luciana Miranda Barbosa Mello; terapeuta ocupacional Cynthia Rossetti; Jacqueline Farnese Rezende, Ana Cristina Costa Augusto, Ana Paula Azeredo Teixeira e Fernando Flávio Fernandes de Souza (bolsistas). Informações: Cenex - Fone: (31) 3499-2314 - cenex@eef.ufmg.br

A Hanseníase é uma doença crônica que pode levar a graves incapacidades físicas. Essas constitu-

em a grande causa do estigma e isolamento do paciente na sociedade. Tal doença apresenta-se como um dos principais problemas de saúde pública no Brasil. O projeto desenvolve atividades no programa de Controle da Hanseníase no Anexo Dermatologia do Hospital das Clínicas e no Centro de Saúde Jardim Montanhês, promovendo assistência à comunidade e treinamento em serviço aos funcionários e agentes comunitários de saúde. A assistência é oferecida por equipe de saúde multidisciplinar. O trabalho desenvolvido pela equipe de saúde tem como objetivo atuar sobre a prevenção, controle e tratamento das incapacidades. Com a participação dos estudantes do curso de Fisioterapia busca-se o acesso desses às ações de avaliação e controle da hanseníase, visto que o curso não possui atuação específica nessa área, e a melhoria de assistência e busca ativa de casos novos na área de abrangência do DISANO, especificamente do Centro de Saúde do Jardim Monta- nhês. A Fisioterapia exerce papel indispensável na execução da avaliação neurológica do paciente hanseniano. Tal procedimento tem como objetivo primordial monitorar o estado do nervo e da função neural. Além disso, procura identificar neurites precocemente; monitorar a resposta ao tra-

tamento dessas e identificar a possibilidade de intervenção cirúrgica. A avaliação consta da anamnese

e exame físico e neurológico. No Anexo Dermatologia do Hospital a avaliação é executada ao

início do tratamento, de três em três meses e, na ocasião da alta, sendo, mais freqüente, durante a

manifestação de neurites e reações. Além disso, fazem parte do programa a orientação quanto ao auto cuidado e uso do calçado adequado, orientação e execução de exercícios passivos ou ativos e confecção de adaptações para membros superiores e inferiores. No Centro de Saúde Jardim Monta- nhês são realizadas avaliações e treinamentos em serviço dos funcionários e agentes comunitários de saúde, sensibilizando-os para busca ativa de casos novos e acompanhamento dos pacientes em tratamento e pós-alta. O serviço presta atendimento a pacientes encaminhados do Hospital das Clínicas ou de outras unidades de saúde, incluindo as de outros Estados e a comunidade da área de abrangência do Centro de Saúde Jardim Montanhês. Com a ação integrada da equipe de saúde do programa de controle da Hanseníase e dos participantes do projeto, espera-se promover melhoria dos indicadores do controle de hanseníase no serviço do Hospital e na área de abrangência do centro de Saúde Jardim Montanhês, o que contribui com o Programa Nacional de Controle da Hanseníase, do Ministério da Saúde, na tentativa de erradicação da doença.

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EDUCAÇÃO, PESQUISA E PRÁTICA EM HIV/AIDS

Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública/Escola de Enfermagem/Departa- mento de Clínica, Patologia e Cirurgia/Faculdade de Odontologia/Departamento de Clínica Médi- ca/Faculdade de Medicina Professores Francisco Carlos Félix Lana (coordenador), Maria Inês Barreiros Senna (coordenado- ra), Dirceu Bartolomeu Greco (coordenador); enfermeira Maria do Carmo Teatini Tavares (subcoordenadora); Fernanda Gonçalves Rodrigues, Lucas Marques de Alencar e Lucilene Maria da Lima (bolsistas); Letícia Abreu Pessoa de Mendonça (monitora). Informações: Francisco Carlos Félix Lana- Fone: (31) 3248-9859 - xicolana@enf.ufmg.br

Até dezembro de 2000 somavam-se aproximadamete 203 mil casos de Aids notificados no Brasil. Esse número não se refere a todas as pessoas infectadas pelo HIV, mas aquelas que desenvolveram

a doença . O efeito desse vírus em todo o mundo não tem precedentes e respostas efetivas requerem novas abordagens e cooperação. Para a abordagem desse problema é imprescindível a atuação de uma equipe multidisciplinar que vise à melhoria dos cuidados dispensados às pessoas que convi-

vem com o HIV e a Aids. Ao combinararem-se os recursos, conhecimento de especialistas de várias disciplinas e instituições é possível obter melhoras sustentáveis e reais no cuidado à saúde. O programa de extensão Educação, Pesquisa e Prática em HIV/Aids, que envolve os cursos de Odon- tologia, Enfermagem e Medicina, foi criado em 2000 a partir da articulação dos projetos já existen- tes no CTR - ”Horizonte”, “Organização de Atenção à Saúde” e “Assistência Odontológica”- tendo por objetivos organização, estruturação e articulação do conjunto de atividades de ensino, pesquisa

e prática em HIV/Aids. O programa é desenvolvido no Centro de Treinamento e Referência em

Doença Infecciosa e Parasitária Orestes Diniz, da Secretaria Municiap de Saúde de Belo Horizonte, ambulatório de referência municipal para atenção em HIV/Aids, conveniado com a UFMG/HC. O programa prevê a integralidade das ações de saúde com o intuito de promover a qualidade da atenção à saúde prestada aos pacientes com Aids. Para isso, desenvolve as seguintes atividades:

pesquisa que avalia o impacto de programas de prevenção na incidência da infecção pelo HIV,

através de uma coorte de homo/bissexuais que apresentam o risco de se infectarem pelo HIV e a possibilidade de realização futura de ensaios clínicos com vacinas candidatas (preventivas) anti- HIV com voluntários dessa coorte; assistência odontológica aos portadores do HIV; consultas de enfermagem aos pacientes portadores de tuberculose, gestantes e adultos soropositivos para o HIV; organização de um boletim intitulado BHIV com periodicidade bimestral e promoção do Ciclo de Debates, que é um evento semestral para discussão multiprofissional de temas atuais relacionados

à infecção HIV/Aids. O programa proporciona a participação e contribuição de outros profissio-

nais, instituições e organizações interessadas no desenvolvimento de seus projetos, articulação de

novas pesquisas e criação de grupo de estudos e pesquisas em HIV/Aids.

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INTERNATO RURAL DE ENFERMAGEM EM PIRAPORA

Departamento de Enfermagem Materno Infantil e Saúde Publica/Escola de Enfermagem Professoras Celina Camilo de Oliveira (coordenadora), Graziella Neiva Aranha, Mariângela F. Pato, Sara Silva Abrahão e Yara Cristina Wykret Duarte. Informações: Celina Camilo de Oliveira - Fone: (31) 3248-9861- celina@enf.ufmg.br

O trabalho é composto de diagnóstico do município de Pirapora em que estão contemplados as características da comunidade, dados demográficos, organização política-social e administrativa, sistema sanitário, educação, cultura e lazer, meio ambiente e economia. Contém, ainda, o diagnós- tico administrativo dos serviços de saúde, constando capacidade instalada, recursos humanos, re- cursos materiais e atividades desenvolvidas pelas alunas de enfermagem no Internato Rural. Seu objetivo é o de apresentar parte do trabalho desenvolvido em nível básico no sistema de saúde pública do município de Pirapora, por coleta dos dados através de pesquisa documental, entrevistas e observações. Situação atual: realização de várias atividades em parceria com a Secretaria Munici- pal de Saúde de Pirapora com atendimento a 2.000 famílias da área de abrangência de três equipes do Programa de Saúde da Família.

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INTERNATO RURAL DE ENFERMAGEM EM VÁRZEA DA PALMA

Departamento de Enfermagem Materno Infantil e Saúde Publica/Escola de Enfermagem Professoras Celina Camilo de Oliveira (coordenadora), Joyce Carla Teodoro e Mônica das Graças Azevedo. Informações: Celina Camilo de Oliveira - Fone: (31) 3248-9861 - celina@enf.ufmg.br

O trabalho apresenta aspectos importantes da experiência dos alunos do curso de graduação em Enfermagem, no Internato Rural do Município de Várzea da Palma. Constitui mostra de experiên- cia de quatro meses de trabalho, morando e vivendo no norte de Minas. Seu objetivo é apresentar o diagnóstico de saúde do município com apresentação de propostas e o relato de trabalhos desenvol- vidos com várias parcerias. Trata-se de trabalho baseado na metodologia problematizadora, com a participação de vários atores envolvidos na busca de soluções. Público atingido: clientela dos ser- viços de saúde pública do Município de Várzea da Palma. Situação atual: atendimento de um gran- de número de clientes tanto da área urbana quanto da rural, implantação de várias propostas de trabalho. Resultado: foram feitos vários treinamentos e cursos para auxiliares de enfermagem e agentes comunitários de saúde, campanha Nacional de Multivacinação, participação na implanta- ção de Programas Respiratórios.

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ESTUDO DA DESNUTRIÇÃO ENTRE CRIANÇAS INSCRITAS NO PROGRAMA DE COM- BATE ÀS CARÊNCIAS NUTRICIONAIS: MUNICÍPIO DE PIRAPORA

Departamento Materno Infantil e Saúde Pública/Escola de Enfermagem Professoras Celina Camilo de Oliveira, Graziella N. Aranha, M. Aparecida Alvim, Mariângela F. Pato, Rosana Bretas Viana, Sara S. Abrahão e Yara C. Duarte. Informações: Celina Camilo de Oliveira - Fone: (31) 3248-9861- celina@enf.ufmg.br

Segundo a Organização Mundial de Saúde, nutrição é o processo pelo qual os seres vivos recebem

e utilizam as substância necessárias para a manutenção da vida, ao crescimento, ao funcionamento

normal dos órgãos e à produção de energia. Já o termo desnutrição inclui todas as deficiências nutricionais. O projeto trabalhou grupo de crianças que pertencem ao Programa de Combate às Carências nutricionais (PCCN) e que continuam com baixo peso e com sinais de desnutrição. Ele objetiva identificar as causas da ineficácia do Programa e propor ações específicas para melhorar o quadro de desnutrição. Identificado o problema, realizaram-se reuniões com coordenadores dos

Programas de Nutrição e da Saúde da Família. Elaborou-se questionário que foi aplicado em 56%

dos cadastrados. Foi preenchido durante as visitas domiciliares, através de observações e perguntas feitas às pessoas responsáveis pela criança. Foi feito tratamento estatístico e análise dos resultados. Público atingido: 104 crianças cadastradas no Programa de Combate às Carências Nutricionais (PCCN), no município de Pirapora. Como resultado, obsevou-se baixa renda familiar, associada com diversas internações, falta de óleo na preparação do alimento, erro na diluição fracionada do leite, erro no armazenamento e na preparação do alimento. As equipes de saúde da família devem ampliar o acompanhamento das criança desnutridas, não restringindo-se apenas à medidas de peso

e estatura. É necessária a avaliação do médico e da enfermeira, incentivo ao aleitamento materno,

padronização da preparação do leite fracionado, elaborar cardápio de alimentação de acordo com a faixa etária e uso de suplemento alimentar.

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PROJETO MORADA NOVA

Departamento de Medicina Preventiva e Social/Faculdade de Medicina Professores Elza Machado de Melo (coordenadora), Horácio Pereira Faria e Alysson Massote de Carvalho (subcoordenadores); Marconi Soares Moura (bolsista); Adriana M. Soares de Matos, Artur de Oliveira Mendes, Carolina Ferreira Nogueira, Carolina Ferreira D. Rady, Cintia Rodrigues de Almeida, Erico Douglas Vieira, Fabrício Augusto Marques Barbosa, Fabrício Guimarães Santos Resende, Fernanda Paula da Costa, Fernando Henrique Silveira Amorim, Gustavo Augusto Ribei- ro, Gustavo K. Guimarães, Juliana dos Santos Soares e Júlio César M. Vieira (voluntários). Informações: Elza Machado de Melo - Fone: (31) 3248-9805 - elzamelo@medicina.ufmg.br

O projeto é realizado por estudantes de Medicina e Psicologia, em Morada Nova de Minas. Atual- mente, a região do Traçadal é piloto no desenvolvimento de metodologia que busca a melhoria da qualidade de vida da população através da associação de conhecimentos adquiridos no curso uni-

versitário, da prática multidisciplinar/transdisciplinar e do saber da população, buscando aprendi- zados e transformações que permitam melhor organização dessa comunidade, com aumento da autonomia e maturidade na gestão de sua saúde. A execução do projeto teve início com a realização de diagnóstico sócio-econômico, cultural e de saúde do Traçadal, que teve objetivo de elucidar problemas locais e seus fatores. Esses, por sua vez, foram abordados segundo metodologia problematizadora, de forma que os vários atores envolvidos (comunidade, gestores, equipe de saú- de e alunos e professores do projeto) fizessem juntos análise, planejamento e execução de ações para abordar as prioridades por eles definidas. Em reunião comunitária, criou-se espaço de constru- ção coletiva do projeto, a partir das duas fontes de conhecimento: a acadêmica (multidisciplinar) e

a vivência da população. Foram definidas, dessa forma, como prioridades no Traçadal: dificuldade

de acesso aos serviços de saúde, demanda por serviço oftalmológico, atenção à criança e ao adoles- cente e melhoria da infra-estrutura local. A própria população optou por abordagem mais imediata da infância e adolescência, julgando atingir assim vários outros temas importantes. Foi promovido seminário comunitário para o planejamento das ações, que já começam a ser implementadas, como

a criação de um grupo de jovens, como espaço de discussão e elaboração de atividades entre os

adolescentes, e a construção coletiva de uma brinquedoteca, em que o desenvolvimento neuropsicomotor da criança é abordado junto a professores e pais. O projeto cumpriu uma primeira fase de sua construção com sucesso, tanto pelos resultados obtidos com o envolvimento da popula- ção, quanto pelo interesse dos estudantes em intervir na realidade de forma responsável e coletiva, além de trabalharem em equipe com colegas de outras áreas.

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DROGAS: O QUE VOCÊ DEVE SABER!

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Departamento de Análises Clínicas e Toxicológicas/Faculdade de Farmácia. Professores Carlos Alberto Tagliati (coordenador) e Zelaine Lima Silva (subcoordenadora); Alisson Brandão Ferreira (bolsista) Informações: Cenex - Fone: (31) 3339-7654 - dir@farmacia.ufmg.br

Uma das maiores preocupações da atualidade é o abuso de drogas, ilícitas e lícitas, sendo suplanta- da apenas pelo desemprego e pela violência que, sob certos aspectos, têm também íntima relação com o abuso de drogas. O problema não se restringe somente aos aspectos ligados à saúde pública (Drogas ¾ AIDS), mas também a outras áreas como segurança pública, economia e relações traba- lhistas. Quando se utiliza a Qualidade de Vida como abordagem principal, ou seja, a melhoria na qualidade de vida da comunidade, implementa-se processo, que é contínuo, de interação social, adaptação e ajustes constantes pois, nesse contexto, há valores e atitudes social, cultural, ética, política e econômica. Utilizando essa proposta para abordar as lideranças locais, instrumentaliza- se-as para que possam construir um projeto de melhoria na qualidade de vida de sua comunidade, valendo-se da prevenção (abordagem familiar, instrumentalização dos educadores, consciência coletiva etc), que deve ser cotidiana sobre todos os aspectos, e também despertando uma visão geral do contexto social em que a comunidade está inserida para se estabelecer as estratégias ade- quadas. Foi feito, e está sendo atualizado, cadastro e cópias de textos e reportagens (de jornais e revistas de circulação nacional) a respeito de: Política, Saúde, Violência, Legislação, Drogas, Sexu- alidade, Uso Correto de Medicamentos, DST, dentre outros, que servem como ferramenta de infor- mação e discussão. Assim como levantamento dos problemas enfrentados pela comunidade e pro- postas para resolvê-los e, também, confecção de pôsteres resultantes das atividades desenvolvidas. Todas as atividades e dinâmicas de grupo utilizadas estão sendo avaliadas pelos participantes, as- sim como os participantes estão sendo avaliados pelo seu desempenho nas atividades e trabalhos desenvolvidos. Utiliza-se plano intermediário entre o Planejamento Estratégico Situacional e o Planejamento de Projetos Orientado por Objetivos, como ferramenta de organização e planejamen- to das propostas que integrarão o projeto final dos participantes.

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PROJETO LAR DOS IDOSOS

Departamento de Psiquiatria e Neurologia/Faculdade de Medicina Professor Almir Tavares Ribeiro Júnior (coordenador); Guilherme Assumpção Dias (residente); Andréia Cristina de Melo, Camilo Augusto de Azeredo Coutinho Júnior e Fabiana Lage Tolentino (bolsistas); Breno Sattler de Oliveira Diniz (monitor); Bárbara Corrêia de Oliveira; Brunno de Amério Ney; Carolina Abrahão Coelho Fantauzzi; Fancine Guilherme Côrrea; Heigler Vinícius

Franco Zacarias Leite; Natália Pimenta Resende; Rafael Machado Ferreira; Rodrigo Vieira Teixeira

e Valesca Costa Guedes (voluntários).

Informações: Almir Tavares Ribeiro Jr. - Fone: (31) 3273-0606 - almirtav@medicina.ufmg.br

O projeto iniciou-se em 1987, com visitas ao Lar dos Idosos São José, localizado no bairro Olhos

D’Água, município de Nova Lima, na Grande Belo Horizonte. Alunos da disciplina de Saúde Men- tal I, do 5 º período do curso de graduação de Medicina, participavam, examinando o estado mental

e a situação social dos idosos. Treze estudantes de Medicina do quinto ao décimo período e um

residente de Psiquiatria participam do projeto, atualmente. O objetivo da atividade é buscar maior interação entre instituições asilares e Faculdade de Medicina e procurar aprimorar o cuidado residencial de idosos, assim como humanizar o ensino da Medicina através da introdução ao estudo das áreas de Geriatria, Gerontologia e Psiquiatria. Os alunos realizam visitas semanais aos asilos, sendo estimulados a desenvolverem projetos condizentes com a realidade e disponibilidade de cada instituição asilar, bem como com a maturidade e conhecimento científico do acadêmico nela inserido. As propostas de trabalho incluem entrevistas com os idosos, organização de prontuários, testes rápidos para avaliação neuropsicológica, entre outras. Dentre as instituições asilares visita- das estão o Asilo Afonso Pena; Asilo Nossa Vivenda; Lar dos Idosos Santa Tereza/Santa Terezinha:

Lar Cristo Rei e República da Maioridade. Os participantes se reúnem semanalmente com seu coordenador, para supervisão clínica em grupo. Em cada reunião, um dos alunos faz apresentação acerca de um tema clínico de interesse. Temas afeitos a problemas cognitivos encontrados nos asilos são enfatizados, além de aspectos conceituais e administrativos ligados à filosofia desse tipo de trabalho. Às quartas-feiras, entre 11h30 e 13h30, no contexto do projeto, realiza-se o curso de Neuropsiquiatria Geriátrica, que visa a atender tanto a comunidade acadêmica quanto profissionais da área de Saúde interessados em temas relacionados ao envelhecimento do cérebro. Ainda vincu- lado ao projeto teve início, no 2º semestre de 2001, o ambulatório de Alzheimer, que conta com a presença do residente em Psiquiatria e dos alunos participantes. O projeto tentará integrar a comu- nidade asilar assistida com a Faculdade de Medicina, visando à melhoria da qualidade de vida dos idosos no campo da saúde, da assistência social e do resgate do valor humano.

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ATIVIDADES EDUCATIVAS COM IDOSOS EM INSTITUIÇÃO ASILAR DE LONGA PER-

MANÊNCIA

Departamento de Enfermagem Aplicada/Escola de Enfermagem Professoras Eulita Maria Barcelos Ladeia (coordenadora) e Anadias Trajano Camargos

(subcoordenadora); Luciana de Oliveira Dias (bolsista); Anita Aquino Fernandes, Juliane Guarnieri

de Araújo, Rosiane Sávia de Souza e Evany Moreira de Almeida Aguiar (voluntárias).

Informações: Cenex - Fone: (31) 3248-9831 - cenex@enf.ufmg.br

A população idosa no Brasil tem demonstrado crescente aumento, com estimativas que indicam

elevação desses índices para as próximas décadas. Diante da realidade social que as famílias vivenciam, o número de idosos nas instituições asilares tem aumentado, e em contra partida não percebe-se aumento no número e na qualificação de pessoas que prestam assistência aos idosos, ficando muitas vezes os cuidados e as atividades reacrecionais a cargo do grupo de voluntários. Percebe-se que a ociosidade é um dos fatores que pode contribuir para o aparecimento de doenças físicas e mentais. Pensando neste aspecto, cresceu o interesse em desenvolver programa de ativida-

des educativas para pessoas idosas que moram em asilos, visando à prevenção de doenças, a interação

e integração do grupo e a melhoria da qualidade de vida. É necessário, também, que se invista na

formação de acadêmicos de enfermagem, bem como na capacitação dos profissionais que desen- volvem atividades cuidativas junto aos idosos. Os objetivos do trabalho são desenvolver atividades de ações educativas para as pessoas idosas; contribuir para o processo de ensino-aprendizagem de acadêmicos inseridos no projeto; integrar as atividades de ensino, pesquisa e extensão. O projeto está sendo desenvolvido na Casa do Ancião Cidade Ozanan por ser um campo de prática dos alunos

do curso de graduação em Enfermagem. Nessa instituição, residem 93 idosos (5 homens e 88 mu- lheres). Inicialmente, foi feito estudo das condições físicas e emocionais dos idosos independentes, com objetivo de caracterizar a população a ser atendida. Constitui-se em grupo composto por 17 idosos que são atendidos semanalmente pelos acadêmicos supervisionados pelas docentes. Foram realizadas oficinas trabalhando os cuidados com o corpo através de salão de beleza, jogos e exercí- cios físicos, procurando conscientizá-los da importância da adoção das práticas de higiene pessoal

e auto-cuidado no seu dia-a-dia, promovendo assim sua saúde. As atividades são avaliadas pelos

participantes e registradas. O projeto está em andamento, desenvolvendo as atividades propostas que envolvem as práticas educativas, destacando a saúde e a qualidade de vida na terceira idade. A perspectiva é ampliação do projeto e divulgação dos resultados em eventos científicos.

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CONCORDÂNCIA ENTRE O TESTE DO RELÓGIO E O MINI EXAME DO ESTADO MENTAL NA AVALIAÇÃO DE DÉFICIT COGNITIVO EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS

Departamento de Clínica Médica/Departamento de Geriatria/Faculdade de Medicina Professores Anielo Greco Rodrigues dos Santos (coordenador), Irene M. R. Thorun, Valéria M. A. Passos, Marlise A. Vidon, Alexandre M. Souza, Marília C. A. Marino e Edgar Nunes de Moraes. Informações: Cenex - Fone: (31) 3248-9642 - cenex@medicina.ufmg.br

Amplamente utilizado por geriatras e gerontólogos, o Teste do Relógio (TR) tem valor comprovado como teste de triagem para déficit cognitivo. É um teste barato, de rápida aplicabilidade e fácil interpretação, e é bem aceito pelos pacientes. O projeto tem como objetivo investigar a concordância entre o TR e o Mini Exame do Estado Mental (MEEM) e avaliar a associação desses testes com a idade e a escolaridade em idosos internados em um asilo de Belo Horizonte (Asilo Cidade de Ozanan). Após consentimento verbal, 84 idosos (80 mulheres e 4 homens) com idades ente 60 e 96 anos (mediana=77) foram submetidos ao TR e ao MEEM. O TR foi feito conforme método e escala de Wolf-klein. Os idosos receberam o desenho de um círculo e foi-lhes solicitado que desenhassem um relógio. Não houve limitação de tempo para o teste. O MEEM foi realizado conforme padronizado. Foram comparados os resultados de ambos os testes, utilizando-se como ponto de corte para presença de déficit cognitivo padrões ao TR menores ou iguais a 6 e valores ao MEEM menores ou iguais a 23 e a 19. Resultados: 72 (85,7%) idosos conseguiram fazer o MEEM e 67 (79,8%) o TR. Encontraram-se 37 (55,2%) idosos com déficit cognitivo ao TR e 47 (65,3%) ou 37 (51,4%) ao MEEM quando usados os pontos de corte 23/24 ou 19/20, respectivamente. A presença de déficit cognitivo ao TR e ao MEEM foi associada ao aumento da idade (p<0,05) e à menor escolaridade (p-0,00). Houve boa concordância entre o TR e o MEEM com ponto de corte 23/24 (kappa=66%), sendo que a concordância aumentou quando utilizado o ponto de corte 19/20 (Kappa=79%). A demência avançada e a deficiência física visual ou motora foram os principais obstáculos à realização dos testes. Assim como já demonstrado na literatura os dois testes sofreram influência da idade e do grau de escolaridade. A concordância entre o TR e o MEEM aumentou quando se levou em conta a baixa escolaridade da amostra estudada ao MEEM. Tanto o TR como o MEEM podem ser usados com exames de triagem de demência.

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ESQUIZOFRENIA: ENTRE O ASILO E O HOSPITAL PSIQUIÁTRICO

Departamento de Psiquiatria e Neurologia/Faculdade de Medicina Professores Almir Tavares Ribeiro Júnior e Andréia Cristina de Melo Informações: Almir Tavares Ribeiro Jr. - Fone: (31) 3273-0606 - almirtav@medicina.ufmg.br

A presença do psiquiatra italiano Franco Baságlia em Belo Horizonte marca, em 1979, o início de

movimento de desinstitucionalização em hospitais psiquiátricos públicos de Minas Gerais. Consi- derados velhos para se beneficiararem de tratamento interno nessas instituições, pacientes com idade superior a 50 anos eram sempre eleitos para alta hospitalar, sendo devolvidos ao seio da comunidade. Contudo, estudos realizados em populações de asilos não descrevem diagnóstico psi- quiátrico. Dessa forma, não se sabe se há portadores de esquizofrenia, oriundos da desinstitucionalização, residindo em asilos. O projeto visa a se obter um perfil dos internos de um asilo, identificando idade, sexo, estado civil, escolaridade e presença de diagnóstico prévio de esquizofrenia, bem como determinar se o interno é oriundo de instituição psiquiátrica. Em junho e

julho de 2000, em visitas a instituição residencial de longa permanência para idosos, localizada na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi feita revisão de prontuários e realizadas entrevistas com cuidadores, enfermeiros, auxiliares de enfermagem e médicos. A amostra obtida é composta de 64 residentes. A esquizofrenia crônica é uma patologia comum na instituição, presente em 18,75

% da amostra (12 indivíduos), sendo três homens e nove mulheres. Na população geral, está pre-

sente em 1% dos indivíduos. A média de idade entre os homens é de 49,3 anos (±7,09) e entre as mulheres é de 59,2 anos (±16,2). Embora não sejam idosos, esses indivíduos portadores de esquizofrenia foram albergados em instituição residencial especializada na velhice. É possível pen- sar que também em outros asilos a presença da esquizofrenia seja significativa. É interessante que o diagnóstico de esquizofrenia seja considerado em futuros inventários de asilos nacionais. Possi- velmente, a forte desestruturação social presente na esquizofrenia apresenta semelhança com a problemática social do idoso residente em asilo. As casas para idosos, movidas pelo ideal da cari- dade, acabam acolhendo não só os idosos propriamente ditos, como também os carentes, os exclu- ídos e doentes mentais portadores de esquizofrenia.

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PERFIL: IDOSOS EM UNIDADE DE ATENDIMENTO DE URGÊNCIA EM BELO HORIZONTE

Departamento de Clínica Médica/Departamento de Geriatria/Núcleo de Geriatria e Gerontologia/ Faculdade de Medicina Professores Anielo Greco Rodrigues dos Santos (coordenador), Maria Campos Abreu Marino e Edgar Nunes de Morais (subcoordenadores); André Luis de Menezes (bolsista); Marlise Alvarenga Vidon (estagiária). Informações: Cenex - Fone: (31) 3248-9642 - andre@taz.medicina.ufmg.br

Nos próximos 20 anos estima-se que a população de idosos no Brasil represente 15% da população total. O impacto dessa mudança demográfica no uso de serviços de urgência, que já trabalham em regime de dificuldades, preocupam os envolvidos no cuidado com o idoso, principalmente a comunidade médica. Para descrever o perfil do paciente atendido numa unidade de emergência do município de Belo Horizonte caracterizando a demanda no atendimento, foram avaliados 200 idosos,

que procuraram, por livre demanda, a unidade de emergência do Hospital Júlia Kubistchek, durante período de seis meses. Foram analisados: idade, sexo, grau de alfabetização, estado civil, controle ambulatorial, consulta com geriatra, queixa principal, doenças prévias, medicações utilizadas, capacidade funcional (Katz) e condutas após atendimento (internação e alta com orientação para acompanhamento ambulatorial). Os idosos atendidos nessa unidade de emergência são na sua maioria mulheres (57,3%) com média de idade 71 anos. Aproximadamente 45,2% destes idosos são solteiros

e

o grau de analfabetismo é de 40.8%. A grande maioria (94%) nunca fez uma consulta com geriatra

e

55.3% fazem controle ambulatorial. Quanto à capacidade funcional (Katz) há 8,5% de idosos

dependentes e 76% de idosos independentes. As principais queixas referem ao aparelho cardiovascular. Cerca de 91% dos pacientes tinham diagnóstico anterior de alguma doença. Os diagnósticos no atendimento de urgência foram relacionados ao aparelho cardiovascular (50,5%) principalmente a Hipertensão arterial sistêmica (29%) e ICC (12%); aparelho respiratório (39%) e doenças endocrinológicas e distúrbios do metabolismo (15%) principalmente o Diabete melito (12%). A média de medicações, utilizadas previamente foi de 2 medicamentos, e, os mais usados os antihipertensivos (35,5%) e diuréticos (35,5%) seguido dos antiagregantes plaquetários (15%). Na sua maioria os idosos não necessitaram de internação (64,3%) ou foram encaminhados a outros serviços (6,6%). Conclusão: o idoso atendido nessa unidade de urgência assemelha-se àquele do cuidado primário com relação à prevalência de doenças crônicas degenerativas, co-morbidade e maior utilização de medicamentos. A maioria desses idosos não necessitou de internação o que sugere a possível descaracterização do atendimento de urgência no serviço.

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PREVALÊNCIA DE DEPENDÊNCIA FUNCIONAL, DÉFICIT COGNITIVO E DISTÚRBIOS PSÍQUICOS EM IDOSOS INSTITUCIONALIZADOS

Departamento de Clínica Médica/Departamento de Geriatria/Núcleo de Geriatria e Gerontologia/ Faculdade de Medicina Professores Anielo Greco Rodrigues (coordenador), María Campos Abreu Marino e Edgar Nunes de Morais (subcoordenadores); André Luis de Menezes (bolsista); Marlise Alvarenga Vidon (estagiária); Adriana Nunes (voluntária). Informações: Cenex - Fone: (31) 3248-9642 - andre@taz.medicina.ufmg.br

Na avaliação global do paciente idoso, a presença de dependência funcional, de déficit cognitivo e de distúrbios psíquicos devem ser itens investigados em primeiro lugar e com maior atenção, já que refletem sua expectativa de vida, tanto em quantidade como em qualidade. Também são modificadores de condutas médicas na rotina da clínica geriátrica. O projeto objetiva conhecer a prevalência de dependência funcional, de déficit cognitivo e de distúrbios psíquicos em idosos de

uma instituição asilar de Belo Horizonte (Asilo Cidade de Ozanan). Estudaram-se os itens acima em 84 idosos (80 mulheres e 4 homens), com idades entre 60 e 96 anos ( mediana = 77 ). A dependência funcional foi estudada conforme escalas de Katz et al., e Lawton et al. O déficit cognitivo foi triado pelo Mini Exame do Estado Mental de Fölstein et al., utilizando-se o ponto de corte 19/20 (casos/não casos), que se adapta melhor a populações com escolaridade baixa. Utilizou-se na triagem de déficit cognitivo também Teste do Relógio, conforme método e escala de Wolf-Klein, que define como sem déficit os padrões 10, 9 e 7, como inconclusivo o padrão 8 e com déficit os padrões de 6

a 1, e A escala CDR (Clinical Dementia Rating) de Hughes CP et al. Foi utilizada para graduar o

déficit cognitivo. No estudo de distúrbios psíquicos usaram-se critérios clínicos e a escala de depressão de Yesavage. A prevalência de independência funcional foi 50%, de dependência parcial foi 36,9% e de dependência total foi 13,1%. A ausência de déficit cognitivo foi 33.3%%, de déficit questionável foi 16.7% %, de déficit leve foi 23.8%%, de déficit moderado foi 9.5%% e de déficit

grave foi 16.7%%. Foi alta a prevalência de dependência funcional parcial e total, déficit cognitivo

e depressão nos idosos do estudo. A demência, o déficit motor e a afasia por sequela de AVC, a

sequela de fraturas, a amputação de membros e a cegueira foram as principais causas de dependência

funcional. As causas da institucionalização foram o despreparo dos familiares em cuidar de idosos com problemas tão complexos e também, em alguns casos, a ausência de familiares.

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