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COMO FORMA CCCC OMOOO MOMOMOMOM OO FORMFORMFORMFORMFORMF OO R M AA DE INOVAÇÃO DED E
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COMO FORMA
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DE INOVAÇÃO
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TUTORIAL
TUTORIALTUTORIAL
MOTION
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Aprenda a fazer um efeito explosivo no
Um pouco da história e o porquê é
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photoshop com um tutorial detalhado
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ELLEN LUPTON
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Conversamos com a autora de vários
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Muito além das pichações de muro, o
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Design é a possibilidade de tornar aquilo que estava em suas ideias em algo real

Design é a possibilidade de tornar aquilo que estava em suas ideias em algo real e tangível, é um projeto com finalidade que teve uma essência em um rascunho (manifestação gráfica e artística). Ser Designer é ir além de trabalhar com ferramentas, é poder contribuir para uma socie- dade que cada vez mais precisa se comunicar de modo claro utilizando recursos visuais evitando ruídos que geram guerras, discussões e divi- sões. Ser Designer é poder atuar no modo social auxiliando comunida- des para seu desenvolvimento sustentável. Designer é simplesmente ser você, aflorar a criatividade que te fazia desenhar nos cadernos e cadeiras da escola.

Nasce agora a DC MAGZ, uma revista que pensa em você, para em cada edição abordar temáticas de nosso dia a dia e auxiliar no desdo- brar de tanta informação deixando sempre cada vez mais clara e sem como diz lá no nordeste "arrodeios". Bah, uai, sô, mah, afinal, trabalhar com design também é entender a cultura local, suas expressões e mais do quê isto, é entender sobre os signos, nossa querida e temida se- miótica. Depois de tudo, parar e simplesmente tomar um café ao som de uma boa música que inspira e nos faz ver exatamente o insight que faltava para começar ou finalizar o job.

Sejam bem-vindos, divirtam-se e claro: viva o Design, afinal de contas, o Design está ao seu redor e ele existe por causa de você.

Iran Pontes Editor-chefe e Fundador

Livros de Design Gramática visual Design editorial. Christian Leborg Jornais e revistas / Mídia impressa
Livros de Design Gramática visual Design editorial. Christian Leborg Jornais e revistas / Mídia impressa

Livros de Design

Livros de Design Gramática visual Design editorial. Christian Leborg Jornais e revistas / Mídia impressa e
Livros de Design Gramática visual Design editorial. Christian Leborg Jornais e revistas / Mídia impressa e

Gramática visual

Design editorial.

Christian Leborg

Jornais e revistas / Mídia impressa e digital

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x 21.5 cm, 96 páginas, Brochura

Yolanda Zappaterra, Cath Caldwell 19 x 23 cm, 240 páginas, Brochura

Zappaterra, Cath Caldwell 19 x 23 cm, 240 páginas, Brochura Intuição, Ação, Criação. Graphic Design Thinking

Intuição, Ação, Criação. Graphic Design Thinking Ellen Lupton (ed.)

18 x 21.5 cm, 184 páginas, Brochura

Ellen Lupton (ed.) 18 x 21.5 cm, 184 páginas, Brochura facebook.com/editoragustavogilibrasil Tipos na tela. Um guia

facebook.com/editoragustavogilibrasil

184 páginas, Brochura facebook.com/editoragustavogilibrasil Tipos na tela. Um guia para designers, editores,
184 páginas, Brochura facebook.com/editoragustavogilibrasil Tipos na tela. Um guia para designers, editores,

Tipos na tela. Um guia para designers, editores, tipógrafos, blogueiros e estudantes Ellen Lupton (ed.) 17.7 x 21.5 cm, 208 páginas, Brochura

twitter.com/editoraggbrasil

BLOG
BLOG

ggili.com.br/pt/posts/categorias/categorias/design

BLOG ggili.com.br/pt/posts/categorias/categorias/design Design é a possibilidade de tornar aquilo que estava em

Design é a possibilidade de tornar aquilo que estava em suas ideias em algo real e tangível, é um projeto com finalidade que teve uma essência em um rascunho (manifestação gráfica e artística). Ser Designer é ir além de trabalhar com ferramentas, é poder contribuir para uma socie- dade que cada vez mais precisa se comunicar de modo claro utilizando recursos visuais evitando ruídos que geram guerras, discussões e divi- sões. Ser Designer é poder atuar no modo social auxiliando comunida- des para seu desenvolvimento sustentável. Designer é simplesmente ser você, aflorar a criatividade que te fazia desenhar nos cadernos e cadeiras da escola.

Nasce agora a DC MAGZ, uma revista que pensa em você, para em cada edição abordar temáticas de nosso dia a dia e auxiliar no desdo- brar de tanta informação deixando sempre cada vez mais clara e sem como diz lá no nordeste "arrodeios". Bah, uai, sô, mah, afinal, trabalhar com design também é entender a cultura local, suas expressões e mais do quê isto, é entender sobre os signos, nossa querida e temida se- miótica. Depois de tudo, parar e simplesmente tomar um café ao som de uma boa música que inspira e nos faz ver exatamente o insight que faltava para começar ou finalizar o job.

Sejam bem-vindos, divirtam-se e claro: viva o Design, afinal de contas, o Design está ao seu redor e ele existe por causa de você.

Iran Pontes Editor-chefe e Fundador

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06 18 20 24 52 56 30 42 48 SHOWCASE BUSINESS PARALELO CRIATIVO ESPECIAL 06 ROCKETERIA:

SHOWCASE

06 18 20 24 52 56 30 42 48 SHOWCASE BUSINESS PARALELO CRIATIVO ESPECIAL 06 ROCKETERIA:

BUSINESS

06 18 20 24 52 56 30 42 48 SHOWCASE BUSINESS PARALELO CRIATIVO ESPECIAL 06 ROCKETERIA:

PARALELO CRIATIVO

18 20 24 52 56 30 42 48 SHOWCASE BUSINESS PARALELO CRIATIVO ESPECIAL 06 ROCKETERIA: um

ESPECIAL

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ROCKETERIA: um projeto criativo e conceitual que mistura e une música, nostalgia, design e pós produção.

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MARKETING E ATIVISMO DIGITAL:

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GRAFFITI: entenda como o grafite é uma arte essencial à história.

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INTERFACE: o que fez com que os smartphones se tornassem uma extensão do nosso corpo?

será que essa relação dá namoro?

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BATMAN VS SUPERMAN: projeto web que conta com uma arrojada experiência de usuário.

14

VOCÊ É A SUA MARCA: as vantagens de posicionar sua identidade.

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MOTION DESIGN: um pouco sobre essa área que está em plena ascensão.

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DICAS: tudo o que você precisa saber no começo da sua carreira.

 
 
 
 

ONE ON ONE

CAPA

48

CRIATIVIDADE DA FÉ: conheça exemplos de trabalhos e profissionais que unem a fé e a criatividade como forma de expressão.

10

POSTERLAB 70's: um poster criado inteiramente com recortes, colagens e sobreposições de papel.

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ENTREVISTA: conversamos com a designer e autora Ellen Lupton.

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DESIGN: descubra a relação do design e sua relevância na inovação.

a relação do design e sua relevância na inovação. WORKSHOP 52 TUTORIAL PHOTOSHOP: aprenda a fazer

WORKSHOP

52 TUTORIAL PHOTOSHOP: aprenda a fazer um efeito tipográfico explosivo nesse super tutorial.
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TUTORIAL PHOTOSHOP: aprenda a
fazer um efeito tipográfico explosivo
nesse super tutorial.

DESTAQUE

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SEANWES: conheça a trajetória e alguns trabalhos do profissional que fez carreira criando e se aperfeiçoando em hand lettering.

fez carreira criando e se aperfeiçoando em hand lettering. JUL/AGO/SET DE 2016 REDAÇÃO Editor-chefe Iran Pontes

JUL/AGO/SET DE 2016

REDAÇÃO

Editor-chefe Iran Pontes iranpontes@hotmail.com

Editora-geral

Raíssa Jappe

rajappe@gmail.com

Revisão e edição de textos Lucas Donatti Schuch donattilucas@gmail.com

Colaboradores Gabriela B. Lima

gabi50@gmail.com

Leonardo Santtos leonardo@leonardosanttos.com Mauri Ribeiro mauri.denes@hotmail.com Lucas Benfica

lucasbenfica12@gmail.com

Victor Maia Mignone victor@elemento.ag Erick Frantto zerosetehome@live.com Flávio Santana flavioasantana@gmail.com Lucas Coutinho contato.lucascoutinho@gmail.com André Rocha andrerochaporto@icloud.com Danilo Cardoso mktaleluia@gmail.com

CRIAÇÃO

Projeto gráfico-editorial Lucas Donatti Schuch donattilucas@gmail.com

Direção de criação Lucas Donatti Schuch donattilucas@gmail.com

Fale conosco:

dcmagz@designculture.com.br

contato@designculture.com.br

comercial@designculture.com.br

/designculturebr
/designculturebr
Fulano
Fulano

Leonardo Santtos

Inspiração

z

Estamos diariamente em busca dela, procurando por referências, aspirando autenticidade. Nós, os criati- vos, temos que nos manter inspirados, mas nos torna- mos bem mais completos quando passamos a inspirar. Prezando por essa troca, por esse compartilhamento, essa cultura, estamos diariamente buscando e nos preocupando em oferecer boas referências assim como buscando ter de você o melhor referencial. Seleciona- mos alguns projetos inspiradores de vocês, leitores. Confira e inspire-se!

SHOWCASE

de vocês, leitores. Confira e inspire-se! SHOWCASE ROCKETERIACONCEPT PÔSTER CONCEITO POR VINICIUS LAURIA

ROCKETERIACONCEPT

leitores. Confira e inspire-se! SHOWCASE ROCKETERIACONCEPT PÔSTER CONCEITO POR VINICIUS LAURIA Rocketeria é o
leitores. Confira e inspire-se! SHOWCASE ROCKETERIACONCEPT PÔSTER CONCEITO POR VINICIUS LAURIA Rocketeria é o

PÔSTER CONCEITO POR VINICIUS LAURIA

Rocketeria é o Estúdio Criativo fundado pelo próprio au- tor, que também é Diretor de arte e Creative Retoucher. A partir de sua necessidade de espelhar o foco na Mul- tidisciplinaridade, o projeto foi desenvolvido para a publi- cidade e posicionamento do estúdio, uma soma de música boa, nostalgia, design e pós-produção. Inspirado pelo clássico comercial da MTV que traz um astronauta segurando uma bandeira com a logo do canal de TV, Vinicius partiu do conceito de que o astronauta vive num mundo a parte de certa forma, com seus dese- jos, seus planos, seus objetivos, num espaço completa- mente diferente de onde ele é acostumado (forçando-se a se adaptar), mas sempre com a vontade de por os pés no chão ao voltar para casa. Na composição, o astronauta é envolto de vários elemen- tos que representam segmentos do estúdio. Para a imagem e criação do ambiente em cgi, foram utili- zados o Cinema 4D, para alguns objetos e modelagem e o Blender, para rendering da cena utilizando o Cycles Rende- ring. A pós-produção e retoques de cor e volumes, foram feitos no Photoshop CC.

DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1

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Fulano
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10 DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1

SHOWCASE

Fulano 10 DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1 SHOWCASE BATMAN VS SUPERMAN INTERFACE WEB E ILUSTRAÇÃO POR

BATMAN VS SUPERMAN

10 DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1 SHOWCASE BATMAN VS SUPERMAN INTERFACE WEB E ILUSTRAÇÃO POR LEO
10 DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1 SHOWCASE BATMAN VS SUPERMAN INTERFACE WEB E ILUSTRAÇÃO POR LEO
10 DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1 SHOWCASE BATMAN VS SUPERMAN INTERFACE WEB E ILUSTRAÇÃO POR LEO

INTERFACE WEB E ILUSTRAÇÃO POR LEO NATSUME

Com uma abordagem conceitual, o projeto de website de- senvolvido para o jornal Zero Hora para promover o filme Batman VS Superman conta com uma arrojada experiência de usuário e ilustrações baseadas nos quadrinhos que nos imer- ge na rivalidade entre Batman e Superman. O projeto foi comandado por Leo Natsume, Bacharel em Design Gráfico pela Universidade Federal de Pelotas. Natsu- me optou por fazer uma divisão no site: do lado esquerdo o conteúdo relacionado ao Superman e o direito para o Batman. O usuário pode escolher o personagem em que mais se iden- tifica e acessar o conteúdo que conta com as ilustrações e in- formações que caracterizam cada um além de contar com um histórico de cada personagem no mundo da TV e do cinema.

DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1

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Fulano
Fulano

12 DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1

POSTERLAB 70’S

SHOWCASE

Fulano 12 DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1 POSTERLAB 70’S SHOWCASE RECRIAÇÃO DO PÔSTER DO FILME TOMMY,
Fulano 12 DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1 POSTERLAB 70’S SHOWCASE RECRIAÇÃO DO PÔSTER DO FILME TOMMY,
Fulano 12 DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1 POSTERLAB 70’S SHOWCASE RECRIAÇÃO DO PÔSTER DO FILME TOMMY,

RECRIAÇÃO DO PÔSTER DO FILME TOMMY, POR RAFAEL MIQUELETO

Rafael Miqueleto Muller é diretor de arte e bacharel em Design Gráfico pela Belas Artes de São Paulo. O trabalho de Rafael tem um atrativo a mais para qualquer designer gráfico, peças feitas completamente em Paper Art. Sua

técnica, recortes, colagens e sobreposições em papel uni- da a pôsteres de filmes, e mais especificamente filmes dos anos 70, é apaixonante e de uma sensibilidade e percep- ção extraordinárias e únicas.

O filme em questão é Tommy, de Ken Russell, baseado

no álbum da banda de rock The Who em contexto com a

II Guerra Mundial. Miqueleto conceituou seu belo traba-

lho no inspirador pano de fundo dos anos 70. Psicodelia, cenários e figurinos altamente expressivos que resultaram numa apurada paleta de cores, formas e elementos.

Depois de elaborar um rascunho do projeto, o desenho é vetorizado, aplicando cores e ajustes de luz, usando Illus- trator e Photoshop. A partir daí todas as formas são sepa- radas para serem impressas individualmente no papel com suas respectivas cores. Usando papel Canson, Color Plus

e Spumapaper. Chegando na parte divertida e que exige

uma técnica ainda mais apurada, as formas são recortadas manualmente e coladas com seus devidos ajustes.

O elemento de destaque é o rosto do personagem prin-

cipal, Tommy (Roger Daltrey), muito expressivo, o que pode ser comprovado pelas inúmeras sequências de clo- se-up do filme. Além de mais elementos da história, fecha- dos na estrutura de um Pinball. Rafael conta com um portfólio cheio de grandes traba- lhos, como a capa da WBeer Magazine, que utiliza a mes- ma técnica e vale a pena conferir.

DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1

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Gabriela Lima BUSINESS Marketinge Ativismoonline: DÁ NAMORO? Em tempos de busca por imagens mais “orgânicas”
Gabriela Lima
Gabriela Lima

BUSINESS

Gabriela Lima BUSINESS Marketinge Ativismoonline: DÁ NAMORO? Em tempos de busca por imagens mais “orgânicas” ou

Marketinge

Ativismoonline: Gabriela Lima BUSINESS Marketinge DÁ NAMORO? Em tempos de busca por imagens mais “orgânicas” ou “humanizadas”,
Ativismoonline:

DÁ NAMORO?

Em tempos de busca por imagens mais “orgânicas” ou “humanizadas”, as marcas recorrem aos argumentos que possam se distinguir dos demais concorrentes no flerte, ultrapassando o “você é lindo(a), já te conheço?, você vem sempre aqui?” ou o inflar de peito e mexer cabelos sugerindo serem perfeitos. Sacaram que é algo que soa superficial. Convidam para papear, oferecem um drink sem soar arrogante e discorrem sobre temas socioambientais em alta para mostrar toda a profundidade da sua personalidade.

O JOGO DA PAQUERA

Fazer marketing é paquerar. Não é uma técnica herdada de extraterres- tres, nem das nossas necessidades fisiológicas. O marketing parece ser

consequência de uma necessidade de socialização de indivíduos e mercados, fruto de uma tentativa de minimizar esforços em prol de maior retorno, e

o principal retorno que nossa espécie

visa é o de ser amado(a) e amparada(o) em sua singularidade.

Estratégia de sobrevivência, conse- quência de modelos socioeconômicos ou técnica gerada por distúrbio social? Provavelmente um pouco de cada fator.

O marketing não surge quando Kotler

escreve em algumas linhas sua defini-

ção, e muito menos morre aí. Costumo planejar o marketing comparando com

o processo de uma paquera: a escolha

do posicionamento (que impressão que-

ro causar), do público alvo (quem quero

conquistar e como ele(a) é), do discurso visando a meta (que papo usarei), da avaliação da concorrência (como me mostrar mais atraente que os demais), do ataque dos descontentes (como evi-

tar vexame ou um fora), etc.

Em tempos de busca por imagens mais “orgânicas” ou “humanizadas”, as marcas recorrem aos argumentos que possam nos distinguir dos demais concorrentes no flerte, ultrapassando o “você é lin- do(a), já te conheço?, você vem sempre aqui?” ou o inflar o peito e mexer cabe- los sugerindo serem perfeitos. Sacaram que é algo que soa superficial. Convidam

para papear, oferecem um drink sem soar arrogante e discorrem sobre temas socioambientais em alta para mostrar a profundidade da sua personalidade. Porém, assim como no flerte, as falsas promessas, tratar de temas de forma fútil ou preconceituosa pode gerar con-

flito. Enquanto a paquera fecha a cara, dá de ombros e solta um “te enxerga”, os usuários de internet tendem a se unir rapidamente em um repúdio coletivo. E quando essa crítica se trata de bandei- ras do marketing socioambiental vemos

o ativismo digital tomar fôlego. É como

imaginar que após ser criticado pela pa- quera, a notícia não fique apenas entre dois ou três amigos, ela chega veloz até a praça pública e lá as pessoas lhe aguar- dam para unidas deixar bem claro seu desgosto sobre sua posição sobre um tema. Tanto o êxito como o fracasso na paquera digital, se espalham rápido e in- tensamente, para o bem ou para o mal. A crise na relação se instaura e as marcas, assim como o(a) sedutor(a) numa balada, recorrem a diversos contra argumentos para preservar sua imagem de bom par- tido, tendo como maior pavor a infideli- dade coletiva.

POSICIONAMENTO

Na atualidade, o clima da comunica-

ção tem tornado difícil estar alheio aos conflitos socioambientais que nos cer- cam e nos exigem um posicionamento.

O cidadão comum vive um processo his-

tórico com mudanças cada vez mais ve- lozes, cuja complexidade e abstração o

alienam da sua capacidade de dar rumo

à sua vida. E ao mesmo tempo, oferecem

grandes possibilidades para realizar no- vas escolhas para o seu futuro, tendo a

tecnologia como importante aliada para conseguir parceiros para os novos an- seios, necessidades e projetos. O fato é que o indivíduo moderno tem

escolhas a fazer e isso inclui quais ban- deiras hastear, de forma que lhe confi- ram uma autoimagem satisfatória e lhe amenize a angústia solitária das possí- veis consequências desastrosas de suas decisões socioambientais. E como as marcas podem de fato con- quistar esses indivíduos, ou ao menos evitar essa briga conjugal e levar um fora? Deixando de fingir ser o que não são. Não tratar de temas e realidades que desconhecem ou de forma deturpa- da. Devem se informar sobre causas so- cioambientais com propriedade, evitan- do a superficialidade em seus discursos

e o falso “bom mocismo” de suas ações. Não há mistério: técnicas de mediação de conflito são valiosas, monitoramen- to de discursos é construtivo, um bom planejamento de SAC é fundamental. Mas a velha máxima do flerte permane-

ce: não finja ser quem você não é, isso pode te garantir até um curto tempo de romance, mas além do pé na bunda você ficará com uma péssima fama. E se errou desculpe-se, corrija-se, aprenda sinceramente escutando o outro. Se sua proposta é pegar carona em causas so- cioambientais, talvez esteja na hora da marca aprender um pouco de civilidade

e bons modos. Ativistas agradecem.

DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1

Fulano Lucas Benfica VOCÊ é a sua MARCA Atualmente, grande parte dos cidadãos busca ter
Fulano
Lucas Benfica
VOCÊ é a sua
MARCA
Atualmente, grande parte dos cidadãos busca ter cada
vez outras alternativas de renda, seja como forma de
conseguir a liberdade financeira e ou de apenas apro-
veitar uma oportunidade momentânea de “levantar
uma grana” para conquistar algo. Empreender é o ter-
mo da moda, e cada vez mais crescem as pessoas que
querem viver dos seus próprios sonhos e levar uma vida
fora dos “padrões normais” de trabalho: preso num es-
critório entre provavelmente 8h e 18h. Mas não pense
que ser freelancer te dará a liberdade de trabalhar me-
nos ou em outros horários. Então, prepare-se para tra-
balhar provavelmente muito mais horas do que estamos
acostumado. Encare essa realidade, ou volte ao padrão.

Eu fui convidado para, nesta primeira edição, falar so- bre a vida de freelancer, mas preferi abordar esse tema de outra forma, falando sobre como ser um profissional com marca própria. Não utilizando o termo “freelancer” porque me remete a um profissional que fará o trabalho (quebrará um galho) e depois sairá de cena. Isso ficará subentendido ao longo do texto, mas eu volto a expli- car sobre porque não quero usar o termo “freelancer”. E mesmo que você seja “freelancer” nas horas vagas ape- nas, você deve lutar para que, em determinado momen- to da sua vida profissional, colocar a sua marca antes de tudo seja o seu objetivo principal, pois só assim o seu investimento (em tempo, em estudo, em computadores, em câmeras, em networking, no estudo e compartilha- mento do assunto que você domina, etc.) se justificará. É claro que é importante a organização financeira, a organização de horários, a importância de um bom port-

fólio, as redes sociais atualizadas, o cartão de visitas, a disciplina, etc. Mas neste texto vamos falar sobre como alavancar a sua marca pessoal, pra que você seja per- cebido como o UNICO E MAIS PRÓXIMO especialista no que faz, a ponto de as pessoas o procurarem para contratar o seu serviço, e não que você tenha que ficar correndo atrás de clientes. Talvez esse texto possa soar difícil e denso, mas quem quer trabalhar a marca própria precisa pensar muito mais em relacionamento e conheci- mento do que quando cobrar pelo job tal e quais os ata- lhos do photoshop para ternar o trabalho mais rápido. Seja por uma necessidade ou por uma oportunidade, criar o seu próprio caminho, explorar a sua marca e colo- car suas habilidades profissionais a serviço da sociedade

é, antes de tudo, a vontade de tentar fazer diferente, de

mostrar que o profissional liberal, o freelancer, e que de-

pois se tornará empreendedor, tem algo mais a oferecer.

POSTURA PROFISSIONAL

Hoje, com o mundo aos nossos pés e onde em poucos cliques podemos estar em contato com qualquer outra

pessoa no mundo, não faz mais sentido separar as ativi- dades profissionais das pessoais. A vida dos profissionais do design, do marketing, da comunicação (e até outras atividades que independem disso) e de todas as outras tantas atividades cuja criatividade, o planejamento, as muitas informações a serem absorvidas diz que não se faz mais necessário estar no escritório para trabalhar. Quantas vezes estamos cozinhando, por exemplo e ideia para aquele projeto vem. E quantas vezes estamos cedi- nho na nossa mesa do trabalho e a ideia não vem!? Só isto já é motivo suficiente para saber que nem todas as pessoas se adaptam a essa rotina que consome muito mais horas do que aquela que está em contrato, não é mesmo? Desde que comecei a melhor formar esse conceito na minha cabeça, e a deixar de dizer que sou “freelancer”, percebi (meio que subjetivamente) que as pessoas que me convidavam para um determinado projeto me tra- tavam como um Designer! Sim, apenas designer - sem

o freelancer (como se estivessem dizendo dentista, ar-

quiteto, motorista, guarda de trânsito, etc), entendem?

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em conversas com amigos. Aqui entra a

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DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1

Pensando nisso, comecei a refletir sobre por que já não investimos na nossa marca visual antes mesmo de sair da faculdade (ou de qualquer curso que dê parte da habilidade necessária para exercer a profissão)? Imagine chegar para uma entrevista de estágio ou emprego já com o seu cartão de visitas e entregá-lo ao contrante naquele momento do:

muito obrigado, faremos a seleção e qualquer coisa entra- mos em contato. Certamente isso já seria um ponto posi- tivo, demonstrando pró-atividade e também que somos a nossa profissão independente de trabalhar em uma empre- sa ou não. Tudo bem você pensar que isto pode soar mal,

e que o entrevistador vai pensar que, pelo fato de você já

ter um cartão de visitas e se apresentar não como alguém que procura um emprego, mas como um novo profissional do mercado, não se “sujeitará” as regras da empresa e etc. Nada disso! Ninguém nasceu preso e nem com a obrigação de trabalhar para um empresário. Todos somos sim uma marca, e exploramos ela da maneira que acharmos melhor, trabalhando COM pessoas e não PARA pessoas. Isso também mudará a sua visão de marcado, e você começará a tratar diferente os seus “jobs”, que chamare- mos de projetos a partir de agora. Jobs passam, projetos vem e voltam. Jobs te dão um pagamento em dinheiro e só. Projetos permitem que você esteja sempre em contato

e trabalhando com diferentes profissionais, onde cada um

tem seus outros projetos e que por um acaso, você pode ser convidado. Jobs aparecem, dão trabalho e vão embora. Projetos aparecem, nos envolvemos neles e, de acordo com o tamanho que ele tomar, cresceremos junto e estaremos com nossa visibilidade sempre garantida, para clientes que entrem em contato com aquele projeto, para outras pes-

soas envolvidas (o que vai gerar, no mínimo, novos conta- tos), para a sua rede social (já que você estará divulgando e marcando todos os envolvidos no Facebook), etc.

NINGUÉM VAI FAZER POR VOCÊ

Perceba que nada que eu falei acima teve a ver com for- ças universais ou que “é dificil se divulgar e conseguir opor- tunidades”. Veja que tudo que escrevi até agora tem a ver com pró-atividade, com segurança, com força de vontade e com “faça você mesmo”. O Emicida, um dos meu empreendedores (cantor, desig- ner, empresário) preferidos diz em uma música que: “Irmão, você não percebeu que você é o único representante do seu sonho na face da terra? Se isso não fizer você correr, chapa, eu não sei o que vai.” E se você não percebeu, o Emicida é um cara que circula por vários círculos musicais, convidando artistas que o inspiraram, misturando seu som com artistas de outros gêneros, descobrindo e ajudando novos cantores (ajudar quem está entrando na área também é importante, pois provavelmente eles pagarão pra vê-lo caso você vire um palestrante ou professor daqui um tempo) dá palpite (e dese- nha) estampas das sua marca de roupas, etc. Ele se envolve nos projetos e faz com que sua marca esteja ligada à vários pontos de contato. Hoje, sua música é vestida, ouvida e sen- tida. Porque não podemos também trabalhar dessa forma, deixando nosso legado por onde passarmos? Pra que isso aconteça, precisamos estar sempre sendo vis- tos. E para ajudar vocês a organizarem-se melhor, deixo algu- mas coisas que estou aprendendo observando a vida de quem quer trabalhar com a marca própria.

Esteja disponível e mostre isso Uma vez li uma frase que mexeu co- migo: “Se o Obama tem tempo e sem- pre o vemos em diversos lugares, você é obrigado a ter tempo também.”. A única verdade universal do mundo é a de que todos nascemos com 24 horas, e saber o que fazer com elas é primordial para nos organizarmos. Acorde cedo, faça um es- porte (isso te dará energia e bom humor para enfrentar o dia) e você se sentirá mais produtivo. Acordando cedo o dia fi- cará maior (obviamente), e você terá tem- po de fazer tudo o que quer.

Dê uma prova do seu trabalho, grátis! Já aconteceu muito comigo de al- guém chegar com um projeto incrível para eu me envolver, mas dizer que o orçamento estava bem curto. Eu busco saber mais sobre o projeto, faço ques- tão de participar e sim, digo que o di- nheiro a gente pode ver depois. Quando as pessoas são gratas ao que você fez por elas, o pagamento virá com certeza, não se preocupe.

DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1

Se você tem um objetivo, trabalhe nele to- dos os dias até completá-lo! Não importa o tempo, você deve fazer de tudo para atingí-lo, um pouquinho todos os dias. É uma marca de roupa e precisa fazer o plano de negócios? Trabalhe nele pelo me- nos de 30 a 60 minutos por dia. Sim! Almoce mais rápido e dedique um tempo legal para construir seu castelo. Você poderá contar para as pessoas sobre essa construção e já ir criando um público, despertando a curio- sidade para quando ficar pronto.

Você deve escolher se vai ser especia- lista ou generalista. Eu prefiro ser especialista, trabalhando, fa- lando e escrevendo sobre design de marcas onde eu tiver oportunidade (seja em casa ou nos grupos de Facebook). Claro que faço outros trabalhos, mas quando optei buscar esse foco, voltei no tempo e percebi que quando criança eu gostava de desenhar marcas de roupa, de carro, de time, etc. Com o tempo, esse discurso vai ser afirmar na cabeça das pessoas e quando elas preci- sarem desse trabalho, misteriosamente elas lembrarão de você.

Esteja sempre atento. Sim, você deve estar sempre ligado no que está acontecendo com os seus amigos e até com os amigos dos deles. Nunca se sabe quando alguém precisará de um profissional com as nossas habilidades e não sabe, né? Então, converse, pergunte sobre os planos profissionais e diga que pode ajudar caso precise. As oportunidades só aparecem pra quem as cria e as aproveita.

Leituras. São dois os livros que vem mudando a mi- nha vida nos últimos tempos. Um deles é o “Segunda-feira nunca mais, do Dan Miller”. Basicamente ele ensina como encontrar o trabalho da sua vida, não sofrer aquela de- pressão do domingo à noite e ficar ansioso pela segunda-feira para trabalhar no seu projeto maior. O segundo (e o terceiro) são os dois livros de Arthur Bender, chamados de “Personal Branding” e “Paixão e Significado da Marca”. Eles ensinam como construir sua ima- gem na cabeça das pessoas e também como trabalhar com um propósito, criando um valor para si e sua profissão, e não trabalhar apenas pela satisfação financeira.

PAIXÃO TAMBÉM

Fulano

SHOWCASE

satisfação financeira. PAIXÃO TAMBÉM Fulano SHOWCASE PODE SER CARREIRA DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1 NOSSAS UNIDADES:

PODE SER CARREIRA

PAIXÃO TAMBÉM Fulano SHOWCASE PODE SER CARREIRA DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1 NOSSAS UNIDADES: RIO DE
PAIXÃO TAMBÉM Fulano SHOWCASE PODE SER CARREIRA DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1 NOSSAS UNIDADES: RIO DE
PAIXÃO TAMBÉM Fulano SHOWCASE PODE SER CARREIRA DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1 NOSSAS UNIDADES: RIO DE
DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1
DC MAGZ |
EDIÇÃO Nº1
Fulano SHOWCASE PODE SER CARREIRA DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1 NOSSAS UNIDADES: RIO DE JANEIRO CAMPO
Fulano SHOWCASE PODE SER CARREIRA DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1 NOSSAS UNIDADES: RIO DE JANEIRO CAMPO
Fulano SHOWCASE PODE SER CARREIRA DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1 NOSSAS UNIDADES: RIO DE JANEIRO CAMPO

NOSSAS UNIDADES:

RIO DE JANEIRO

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LAPA
TATUAPÉ
NOSSAS UNIDADES: RIO DE JANEIRO CAMPO GRANDE COPACABANA DUQUE DE CAXIAS MADUREIRA NITERÓI SÃO PAULO LAPA
NOSSAS UNIDADES: RIO DE JANEIRO CAMPO GRANDE COPACABANA DUQUE DE CAXIAS MADUREIRA NITERÓI SÃO PAULO LAPA
NOSSAS UNIDADES: RIO DE JANEIRO CAMPO GRANDE COPACABANA DUQUE DE CAXIAS MADUREIRA NITERÓI SÃO PAULO LAPA

19

Fulano Fulano
Fulano
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SHOWCASE

Fulano Fulano SHOWCASE André Rocha DC MAGZ entrevista ELLEN LUPTON Acesse o vídeo que Ellen gravou

André Rocha

Fulano Fulano SHOWCASE André Rocha DC MAGZ entrevista ELLEN LUPTON Acesse o vídeo que Ellen gravou

DC MAGZ entrevista

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LUPTON

Acesse o vídeo que Ellen gravou para nossos leitores abaixo!

o vídeo que Ellen gravou para nossos leitores abaixo! DC MAGZ: O que o design representa
DC MAGZ: O que o design representa na sua vida? Ellen Lupton: Para mim, Design
DC
MAGZ:
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representa na sua vida?
Ellen Lupton: Para mim, Design está
em cada parte da vida. Então, é como
você organiza o seu tempo, sua casa,
sua cama, como você arruma o seu
prato, mas também é algo público, eu
diria uma prática, uma profissão, em
que você consegue moldar a forma
de se comunicar ao mundo.
tive boas oportunidades na vida, mas
também sou inspirada por outras mu-
lheres que fizeram sucesso, como Lina
Bobardi, etc. Como um grupo nós preci-
samos apoiar umas as outras, procuran-
do visibilidade, porque ainda há muitos
homens bem reconhecidos e poucas as
que são bem reconhecidas. Desta for-
ma, sim, é importante para mim vir ao
Brasil, sim, é importante para mim falar
sobre Design, e eu faço isso também
para que as jovens vejam uma mulher
fazendo esse tipo de coisa.
DC MAGZ: Sobre ser mulher e de-
signer. Você sofreu ou ainda sofre
algum tipo de preconceito no meio
profissional?
DC

Ellen Lupton: Acredito que nunca tive nenhum tipo de problema, mas é muito importante para mim mos- trar a outras mulheres que é possível ter sucesso na área de Design. Então, quando vou discursar em conferên- cias, eu sei que é importante que as mulheres da plateia vejam alguém que não tem medo de levantar e fa- lar, ou fazer os outros rirem. Isso é muito importante para mim, eu já

DC MAGZ: Hoje em dia, sempre sur- gem aplicativos e softwares novos. Muitos designers profissionais têm certo receio dessas “facilidades” chegando para os “não designers”. A partir disso, o que você pensa sobre o futuro dessa profissão?

Ellen Lupton: Eu não tenho medo, pois quanto mais o público em geral tiver conhecimento de como “tratar uma imagem no Photoshop”, ou “fa- zer um simples site”, mais eles criam um gosto sofisticado sobre o tema

Design. Agora, pessoas conhecem mais sobre fontes, marcas e logoti- pos, se interessam mais como a marca de uma cafeteria foi planejada. Assim, se tornando no fim das contas bom, já que eles se tornam mais exigentes por Design. Desta forma, ter um pou- co de conhecimento não é perigoso para nós. Seria o mesmo em dizer que aprender a tocar um instrumento irá prejudicar o andamento de uma or- questra. Nós nos beneficiamos com mais publicidade, revistas, conheci- mento e atenção ao que designers fazem e produzem.

MAGZ: Essa é uma forma inte-

ressante de olhar para o tema. Além disso, o mundo vai ficar mais bonito e atraente

Ellen Lupton: Talvez

(risos)

DC MAGZ: E além de designer, você

também é educadora e escritora, já

escreveu e publicou vários livros Como faz para conciliar tudo?

Ellen Lupton: Sim, é verdade. Meus li- vros são “apenas as minhas anotações organizadas”. Hoje em dia eu quase não faço mais design. Eu falo sobre design, escrevo sobre design. E esse é um ca- minho por onde muitos designers po- dem seguir. Um dos maiores trabalhos dos designers é educar as pessoas so- bre o valor e representatividade do tra- balho. Escrever também é design, falar também é design.

DC MAGZ: Para a gente encerrar, pode falar um pouco sobre o seu próximo livro?

Ellen Lupton: Estou escrevendo “De- sign is story telling”. É um livro que traz a importância da criação contar uma história. Pois nos centro de cada histó- ria existe a ação. Narrativas estimulam emoção, narrativas resolvem conflitos, narrativas engajam sentidos

Ellen Lupton nasceu na Filadélfia, Pensilvânia. É designer gráfica, professora e curadora de design contemporâneo do Cooper- Hewitt National Design Museum, em Nova York.

Além disso, é diretora do programa de pós-graduação em Design Gráfico do Center for Design Thinking, um núcleo do Maryland Institute College of Art de Baltimore. É autora de uma numerosa coleção de obras de divulgação sobre design, e dentre seus livros mais recentes está Intuição, ação, criação. Graphic Design Thinking e Tipos na tela.

No Brasil para ministrar três palestras (Design for Mind and Body) em universidades do sudeste (Mackenzie - São Paulo) e do Sul (PUC PR - Paraná, UFRGS - Rio Grande do Sul), tivemos a oportunidade de sentar e ter uma breve conversa com ela. Conheça um pouco mais sobre Ellen, um dos grandes expoentes quando o assunto é design.

DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1

DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1

Erick Frantto Erick Frantto
Erick Frantto
Erick Frantto
DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1 DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1
DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1
DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1

ARTE ESSENCIAL À HISTÓRIA

Nº1 DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1 ARTE ESSENCIAL À HISTÓRIA 22 2222 PARALELO CRIATIVO e é

22 2222

PARALELO CRIATIVO

Nº1 ARTE ESSENCIAL À HISTÓRIA 22 2222 PARALELO CRIATIVO e é MUITO ALÉM DA PICHAÇÃO realmente.

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MUITO ALÉM DA PICHAÇÃO

realmente. Nesse contexto de aplicação artística lançando mão do espaço urbano, o artista aproveita os espaços públicos para interagir com a cidade, seja transferindo ideia meramente artística e/ou também

Pouca gente sabe, mas a arte do graffiti (palavra inglesa que deriva de “graphic”, tendo como equiva- lente português, nosso “gráfico”) vai além das picha- ções em muros e muros e paredes do centro ou peri- feria da cidade. Essa arte, que na verdade é milenar, vai além de credo, status, vai até mesmo além do ma- terial utilizado, em sua composição. Além do conhe- cido spray, pode-se desenvolver um graffiti usando materiais diversos, como pincel, canetas especiais, rolinho, pigmentos orgânicos, guache, tinta aquare- lada, tinta comum e diversos outros materiais. Esse formato de escrita muito comum e inerente a nosso cotidiano não existe apenas há poucas déca- das, como a grande maioria imagina. A popularização dessa arte a partir do movimento poético-político de maio de 1968, sob o visual inovador das inscrições nos muros de Paris, faz com que a maior parte de sua história como contribuinte para a Arte como um todo seja ligeiramente apagada. É importante notar que esse tipo de habilidade manual não está ligada apenas à cultura Hip-Hop ou elementos de trans- gressão e protesto meramente fundamentados numa situação especifica e cultural.

O ESTIGMA

reflexiva, na grande maioria das situações, levando o espectador à uma postura não rotineira em relação à vivencia com seu habitat naturalmente projetado

previsível. Certamente o movimento cultural Hi-

p-hop, com sua abordagem inusitada , recheada de MC’s, Deejays, Bboys, skate, poesia urbana e mú- sicas que estabelecem uma mensagem com batidas repetidas seja o grande responsável por trazer à tona também o graffiti para o cenário artístico atual. No entanto, foi através das mãos habilidosas do ar- tista Jean-Michel Basquiat, que a fama estética e técnica dessa arte se apresentou como relevante ao seu meio. Finalizando a década de 1970, Basquiat despertou a atenção dos periódicos e da imprensa novaiorquina, ao estabelecer um conceito inovador de mensagens poéticas, usando como superfície as paredes dos prédios abandonados de Manhattan. Isso contribuiu para o graffiti e para ele, que ficou conhecido como artista neo-expressionista e um dos grandes artistas do século XX. No mundo hoje, Banksi é facilmente reconhecido como um grande artista de intervenção que usa o graffiti como arma poderosa em suas denúncias so- ciais. Já no Brasil, entre os grandes renomes atuais da área estão artistas como Os gêmeos, Bruno Mota, Rodrigo Izolag, JohnyC, Jota ZerOff, Eduardo Kobra, Zezão, Alex Senna, Binho Ribeiro, Nunca (Francisco Rodrigues), Speto e Crânio (na verdade, a lista ainda

Grandes acontecimentos históricos e movimentos cul- turais do século XX, de teor protestante e político con- tribuíram muito para que o Graffiti como conhecemos hoje se tornasse algo ainda marginalizado em algumas situações e locais, mas ao mesmo tempo vangloriado e bem quisto do ponto de vista de quem realmente apre- cia a Arte em sua totalidade. Mas a verdadeira história a respeito vigora desde muitos anos atrás, na época do Império Romano, já que o que se é considerado graffiti, na verdade, é compreendido por inscrições caligrafadas ou desenhos pintados em suportes / superfícies diver- sas e, na maioria, não desenvolvidos para tal ação. O que faz com que essa arte seja tão inusitada e apreciada quando bem desenvolvida. Geralmente, o graffiti é visto como uma mera for- ma de contravenção e protesto, tendo ficado sem receber grande importância por bastante tempo. No entanto, foi justamente com as ativações inconscien- tes envolvendo protestos, denúncias sociais, com- portamento de dadas comunidades e movimentos de clamor popular, como a cultura hip-hop e os manifes- tos artísticos do famoso Basquiat, que se tornou uma forma de expressão também artística e incontestavel- mente relevante para a história do graffiti.

O MEIO URBANO

Apesar de sua existência bastante antiga, datada de quando Roma Imperial ditava as vivencias no pla- neta (e assumindo visual diferente do qual é propa- gado atualmente), foi com a amplitude da conhecida street art ou arte urbana que o graffiti ganhou nome

um pouco mais extensa). Atualmente, o graffiti é visto e apreciado como um tipo de arte direcionado a determinados espa- ços urbanos (embora não seja ainda um pensamen-

to unanime numa sociedade com bem menos teor reflexivo que épocas anteriores ) e muito utilizado na arquitetura moderna e design de interiores. Essa expressão artística que assume papel importante no Design quando remetida às tendências conhecidas e em alta, como os Lettering e Alltype manuais, aca- bam por preencher seu espaço mais que merecido:

o cenário estético a que pertence por essência e al- cançando cada vez mais espaços publicitários e mi- diáticos em geral.

REFERÊNCIAS:

www.eduardokobra.com.br www.osgemeos.com.br www.izolagarmeidah.com www.obrunomota.com

www.instagram.com/jotazer0ff

www.zezaoarts.com.br

www.alexsenna.com.br

www.binhoribeiro.com.br

www.facebook.com/Speto.Art

www.cranioartes.com

https://www.facebook.com/johnycofficial

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24 2424 ZEZÃO Zezão começou na década de 90 a conquistar com os seus grafitti espaços

ZEZÃO

Zezão começou na década de 90 a conquistar com os seus grafitti espaços subterrâneos da cidade de São Paulo. Inspirado e motivado pela arte de Jean-Michel Basquiat, Zezão sentiu- se reforçado no impulso de, com sua arte, abandonar as vias tradicionais e percorrer novos caminhos. Passou a trabalhar em paredes de canais de esgoto e de galerias de águas pluviais, entre dejetos acumulados em casas abandonadas, em becos desertos e em vãos debaixo de viadutos. Desse modo, atraiu a atenção para paisagens urbanas insólitas, das quais muita gente nem quer saber. A seguir, expandiu sua produção artística retirando objetos cotidianos do lixo e da sucata, reformando e montando-os de modo diferente e lhes dando cor, criando-lhes assim uma nova identidade.

OSGEMEOS

Os gêmeos Gustavo e Antônio Pan- dolfo sempre trabalharam juntos. Quando crianças, nas ruas do tradi- cional bairro do Cambuci (SP), desen- volveram um modo distinto de brincar e se comunicar através da arte. Com o apoio da família, e a chegada da cultura Hip Hop no Brasil nos anos 80, OSGE- MEOS encontraram uma conexão dire- ta com seu universo mágico e dinâmi- co e um modo de se comunicar com o público. Exploravam com dedicação e cuidado as diversas técnicas de pintura, desenho e escultura, e tinham as ruas como seu lugar de estudo

e escultura, e tinham as ruas como seu lugar de estudo DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1
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PARALELO CRIATIVO

| EDIÇÃO Nº1 DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1 PARALELO CRIATIVO EDUARDO KOBRA Kobra começou sua carreira
EDUARDO KOBRA Kobra começou sua carreira artística em 1987, com 11 anos de idade. Após
EDUARDO KOBRA
Kobra começou sua carreira artística
em 1987, com 11 anos de idade. Após
o desenvolvimento que a arte urbana
teve em São Paulo, ele convergiu –
com o Studio Kobra, criado na década
de 1990 – para uma forma original de
muralismo, aproveitando suas carac-
terísticas como artista experimental,
bom designer e grande pintor realis-
ta. Ele também desenvolveu o projeto
“Muro de Memórias”, com o objetivo
de transformar a paisagem urbana
através da arte e trazer de volta me-
mórias da cidade em que ele se encon-
tra. Para suas obras, que remontam ao
passado, o artista se utiliza de imagens
históricas e tradicionais para produzir
murais de cores vibrantes, visualmen-
te detalhados, em que ele pinta, mas
também faz sobreposições e interfere
com cenas e personagens das primei-
ras décadas do século XX.
RODRIGO IZOLAG
Nasceu no Rio de Janeiro em 1983
mas se mudou para Itacaré, na Bahia,
aos 7 anos. Estudou artes em Salvador
na Universidade Federal da Bahia e em
2004 começou a definir seu próprio
estilo aprimorando o uso da técnica
de Stencil (uma grande referência no
assunto com aplicações em casas aban-
donadas, prisões, corporações e várias
galerias pelo mundo.) Durante o curso
de Artes, Izolag começou a pintar mu-
rais nas ruas de Salvador e logo tornou
sua produção para o desenvolvimento
do Stencil. Ele se destacou pelo uso
dessa técnica em diversas e variadas
cores, algo que não é visto comumente
no Brasil e ao redor do mundo.
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DESIGN Lucas Coutinho ORIGEM No final do século XIX, com o surgi - mento do
DESIGN Lucas Coutinho ORIGEM No final do século XIX, com o surgi - mento do
DESIGN Lucas Coutinho ORIGEM No final do século XIX, com o surgi - mento do
DESIGN Lucas Coutinho ORIGEM No final do século XIX, com o surgi - mento do

DESIGN

DESIGN Lucas Coutinho ORIGEM No final do século XIX, com o surgi - mento do cinema,

Lucas Coutinho

ORIGEMDESIGN Lucas Coutinho No final do século XIX, com o surgi - mento do cinema, o

No final do século XIX, com o surgi- mento do cinema, o parisiense Georges Méliès, considerado pai dos efeitos es- peciais, já usava técnicas de stop mo- tion, com cortes de câmera criativos que futuramente originaria o motion design. A partir de disso, sentindo a nepai dos efeitos es- peciais, já usava técnicas de stop mo- - cessidade de aprimorar “a - cessidade de aprimorar “a sétima arte”, o motion design. A partir de disso, sentindo a ne - com efeitos, aberturas e créditos, com efeitos, aberturas e créditos, diver- sos outros artistas se esforçaram para produzir movimentos de texto, gráfi- cos, formas e objetos. Naquela época produzir certos tipos de efeitos exigia extrema paciência e um trabalho demo- rado e todo artesanal. Dentre os grandes nomes e pionei- ros, podemos destacar o animador Norman McLaren, considerado por muitos o maior e mais importante cria- dor de animações artísticas de todos os tempos, e o designer industrial Saul Bass. Normam, fez verdadeiras obras de arte, pois desenvolveu suas pró- prias técnicas. Uma delas foi a de fazer animações direto na película de filme, rabiscando ao som de músicas, como Jazz. Algumas criações ficaram muito famosas, como Dots (1940), A Phan- tasy in Colors e Boogie Doodle. Saul Bass fez grandes criações como a introdução de “Deu a Louca no Mun- do” (1963) e Onze Homens e um Se- gredo (1960) - Extremamente moderna para a época. Outras aberturas muito conhecidas, são de Um corpo que Cai (1958), Anatomia de um crime (1959) e Psicose (1960).

Motion design, design de animação, videografismo, mo- tion graphics ou simplesmente motion, é uma vertente do design gráfico que mescla princípios de design e cinema. Esse recurso audiovisual é uma das maiores tendências da atualidade em todo o mundo. Conhecido por ser atrativo e eficaz, está presente em comerciais de tv, youtube, video clipes, cinema, shows, propagandas, treinamentos, vinhe- tas animadas e muito mais! Além do objetivo mercadoló- gico, é também uma forma de expressão artística. Iremos falar um pouco da história e entender porque é algo tão promissor. Então se prepare, porque esse artigo está todo recheado de conteúdo e referências legais!

está todo recheado de conteúdo e referências legais! 11 Homens e um segredo George Méliès Norman
11 Homens e um segredo
11 Homens e um segredo
George Méliès
George Méliès
Norman McLaren
Norman McLaren

PARALELO CRIATIVO

um segredo George Méliès Norman McLaren PARALELO CRIATIVO Saul Bass Norman McLaren Boogie Doogie Deu a
Saul Bass
Saul Bass
Norman McLaren
Norman McLaren
Boogie Doogie
Boogie Doogie
Deu a Louca no Mundo
Deu a Louca no Mundo
Anatomia de um crime
Anatomia de um crime
Vertigo
Vertigo

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Vinheta Jornal Nacional

MOTION E A COMPUTAÇÃO

Com o passar dos anos, o design em movimento foi evoluído juntamente com

a tecnologia e hoje está diretamente li- gado à computação gráfica. Diferente

da animação convencional, feita quadro

a quadro em 2d com diversos desenhos,

como os da Disney, o motion (movimen- to no espaço da tela e no tempo) usa de diagramas, gráficos, formas, textos e co- res, marcados por pontos chaves em in- tervalos específicos, conhecidos como

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Vinheta Globeleza

Hans Donner
Hans Donner

keyframes. Um dos softwares usados no início da década de 2000, era o Flash MX, da Macromedia (responsável também pelo Fireworks e Dreamweaver), antes da Adobe comprá-los. Na época, os banners animados tomaram a internet, e ainda são vistos em alguns sites de notícias, lojas vir- tuais e sites adultos. Houveram criações que viralizaram como o vídeo Xiao Xiao. Atualmente o Flash se chama Animate e despõe de recursos mais avançados. Um dos softwares mais utilizados em anima- ções e motion graphics na atualidade são o Cinema 4D e After Effetcs.

MOTION NA TV

Vinheta MTV

Na TV, podemos ver a forte pre- sença do design em movimento em vinhetas e aberturas de programas, jornais e séries. No Brasil, um gran- de nome foi o alemão Hans Donner, designer da TV Globo responsável pela criação das vinhetas do “Fantás- tico”, “Globeleza”, “Jornal Nacional” décadas de 1970 e 1980 e “Os Tra- palhões”. Se vermos hoje a abertu- ra do Jornal Nacional ou Fantástico, podemos achar estanho e até brega, mas foi um marco para a época. Hoje a Globo se rendeu ao flat design, com vinhetas muito mais leves e limpas. Outra grande referência que não podia faltar nessa coletânea são as vinhetas malucas da MTV. Conheci- da pelo design cambiante, a emissora abria espaço para artistas indepen- dentes, que produziam montagens, lustrações, colagens e formas abstra- tas com o logotipo. Foi um sucesso e fez escola. Canais de música como MultiShow e MixTv possuem vinhe- tas com forte presença do motion na mesma pegada.

Logotipo clássico do Flash
Logotipo clássico do Flash

MOTION E A MÚSICA

O motion graphics é uma solução também usada em video clipes, e existe uma infinidade de exemplos, separei alguns como este de 2003, onde o motion graphics ainda não era for- te como hoje nesse estilo de game (mas é bastante atual).

Esse é um exemplo de design! Com fotomontagens, co- lagens, ângulos que lembram o design vanguardista, grids, efeitos de que simulam o moiré (impressão). Pura inspiração!

Agora um clipe de uma banda que tem fortes influências do design gráfico: Kraftwerk. O grupo alemão, pioneiro na música eletrônica, carrega a tecnologia no sangue. Além das músicas modernas mesmo sendo de 1970 e ainda fazendo turnês mundiais, seus clipes possuem motion graphcis in- críveis. Além disso, os shows são marcados por grafismos 3d animados nos telões, proporcionando uma experiência interativa ao público.

Para fechar a parte de música, um clipe que virou viral recentemente com milhões de acessos e é muito bem produzido. A cantora interage com vários tipos de animação de diversas cores que se misturam com o ambiente e se incorporam de acordo com a movimentação.

PARALELO CRIATIVO

incorporam de acordo com a movimentação. PARALELO CRIATIVO Junior Senior - Move Your Feet Franz Ferdinand

Junior Senior - Move Your Feet

Franz Ferdinand - Take Me Out

Kraftewerk - Tour de France

Anitta - Bang DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1 29
Anitta - Bang
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Fulano
Fulano
Causa impacto visual;

Causa impacto visual;

As pessoas preferem ver/assistir a ler como textos;

As

pessoas preferem ver/assistir a ler como textos;

Usa linguagens lúdicas que conquistam pessoas de todas as idades;

Usa linguagens lúdicas que conquistam pessoas de todas as idades;

Cerca de 90% das pessoas se recordam de vídeos, mesmo depois de terem visto há

Cerca de 90% das pessoas se recordam de vídeos, mesmo depois de terem visto há algum tempo.

Contar histórias é extremamente atrativo e

persuasivo. O homem conta história desde que é homem, e as pessoas se interessam por

persuasivo. O homem conta história desde que é homem, e as pessoas se interessam por isso.

O

custo de produção de um vídeo em motion

graphics é financeiramente viável em relação à outras produções audiovisuais, como filmagens em locações, atores,

graphics é financeiramente viável em relação à outras produções audiovisuais, como filmagens em locações, atores, equipamentos, etc.

Com o motion é possível explicar processos

complexos de forma simples e divertida; É possível mesclar linguagens de cinema, games, quadrinhos, design

complexos de forma simples e divertida; É possível mesclar linguagens de cinema, games, quadrinhos, design gráfico e diversas outras.

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gráfico e diversas outras. 30 DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1 REFERÊNCIAS Para encerrar essa enxurrada de

REFERÊNCIAS

Para encerrar essa enxurrada de informação, deixo algumas referências de belos trabalhos de empresas e profissionais (animadores, ilustradores, estúdios, agências) que sigo e admiro, para você se inspirar de todo o mundo:

Jarbas Agnelli Emanuele Colombo James Curran Ryan Rumbolt Cub Studio

Vincenzo lodigiani

R A D I O

Tony Babel Eran Mendel Markus Magnusson Valentin Kirilov Boutaib Yassine

Estúdios, agências e produtoras:

Ideia Clara Combo Estúdio Bäcker Design & Motion Vetor Zero Março Produções Le Cube Lighght Studio

O PROFISSIONAL

O motion designer possui conhecimentos de design gráfico, cinema e produção multimídia. Ele pensa não somente as composições mas como tudo isso se movi- mentará na tela, de forma estratégica e inteligente, para além de informar, chamar atenção do expectador. É um amador de cinema e artes visuais, pois são as principais formas inspirações.

MERCADO DE TRABALHO

No Brasil, o motion graphics é produzido por empresas de publicidade, estúdios, escritórios de design e também freelancers. É um mercado grande, pois podem ser criadas peças simples como painéis e letreiros à vídeos com quali- dade cinematográfica que contam a história de uma empre- sa e expõe seu negócio.

DIFERENÇA ENTRE ANIMAÇÃO E MOTION

A animação possui personagens e apresenta uma história

de forma linear, assim como vemos os filmes da Pixar, Uni-

Já o motion, mesmo seguindo em alguns casos

storyboard, usa de elementos visuais, grafismos e formas para comunicações diversas. Seja para informar ou contar um história. Tendo sentindo ou não, como animações alea- tórias em clipes, vinhetas, etc.

versal, etc

Por fim, deixo aqui o trabalho de conclusão de curso de Rafael Lima, que explica
Por fim, deixo aqui o trabalho de conclusão de curso de
Rafael Lima, que explica de forma simples o que é Motion
Graphics. Confira no link:
www.vimeo.com/54689225
Espero que tenha gostado e agradeço por chegar até aqui!
O texto é longo, mas é válido conferir cada referência! Peço
que compartilhe com amigos se gostou e deixe seu like! Fo-
ram muitas horas de pesquisa para produzir um artigo legal
pensando em você, leitor, que é nossa inspiração!
Grande abraço! =D

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Fulano
Fulano

SHOWCASE

Fulano SHOWCASE DESIGNDESIGNDESIGNDESIGNDESIGN DESIGN COMO FORMA DE INOVAÇÃO DE INOVAÇÃO 32 DC MAGZ | EDIÇÃO

DESIGNDESIGNDESIGNDESIGNDESIGN DESIGN

COMO FORMA DE INOVAÇÃO DE INOVAÇÃO
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Victor Mignone O design é um disciplina que não é tão antiga assim, na verdade

Victor Mignone

Victor Mignone O design é um disciplina que não é tão antiga assim, na verdade sua

O design é um disciplina que não é tão antiga assim, na

verdade sua primeira escola (Bauhaus) ainda não completou um centenário. Mas nos últimos anos temos visto o quanto essa disciplina vem ganhando espaço, seja no mercado, na academia e até mesmo em conversas aleatórias do dia-a- -dia. Todos querem ser designer de algo. Mas está errado? Bem, digamos que não. Quando pensamos no quanto o design já se envolveu com grandes mudanças e quebras de paradigmas no mun-

do, sem sequer termos um real designer envolvido, chega a ser muito estranho; não é mesmo?! Eu digo que não.

O que para muitos o design se resume em realizar algo

belo, quase estado da arte; para quem tem o entendimen- to que o design é uma ciência social que namora com as ciências exatas, percebe o quanto design se distancia da arte. A forma e a função, o design é sobre projeto, exatidão, solução de problemas; e isso é o que irá nos diferenciar de toda e qualquer ciência: a solução de problemas. Como podemos tornar o mundo um lugar melhor?

de problemas. Como podemos tornar o mundo um lugar melhor? 34 DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1
de problemas. Como podemos tornar o mundo um lugar melhor? 34 DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1

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tornar o mundo um lugar melhor? 34 DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1 SHOWCASE INOVAÇÃO: O ASSUNTO
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tornar o mundo um lugar melhor? 34 DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1 SHOWCASE INOVAÇÃO: O ASSUNTO

SHOWCASE

mundo um lugar melhor? 34 DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1 SHOWCASE INOVAÇÃO: O ASSUNTO DO MOMENTO

INOVAÇÃO: O ASSUNTO DO MOMENTO

Nós designers temos a inovação em nosso DNA. Não acredita? Então vamos analisar: a inovação trata-se de re- solver um problema de alguém de um forma que não havia sido feita antes, então a inovação pode ser incremental - aquela que ajuda a realizar tarefas de forma mais ágil - ou pode ser disruptiva - aquela que transforma totalmente uma cadeia de produção e quebra paradigmas. Por exemplo, quando você trabalha numa empresa que não possui um sistema eficaz de gerenciamento de tare- fas, e você como o designer estudado que é ajuda a imple- mentar um gerenciador de tarefas por equipe e demanda. Ensina todos a utilizarem algum aplicativo como Trello ou Wunderlist; com o tempo a produtividade melhora. Isso è um claro exemplo de inovação incremental. Aplicativos como Easy Taxi e 99Taxis mudaram a forma como chamamos taxis, e mais, ajudaram e melhoraram a

Simultaneamente, vemos um assunto surgir como um trovão num céu nublado: Inovação. A palavra mais quente do momento, surge no vocabulário de empresas e consultores como o grande fator de relevância e diferenciação que podemos explorar. Mas estariam corretos?

forma de taxistas conseguirem passageiros. Mas a inovação não parou por ai. Em São Francisco, um empreendedor teve a ideia de automatizar e sistematizar a busca por carros executivos, criou-se então o Uber. Alem de criar um novo mercado - táxis executivos - o Uber aumentou uma concorrência, que num livre mercado

e uma coisa linda de se ver, criou mais demanda e principal- mente resolveu três problemas:

Pessoas que preferem taxis executivos com atendi- mento VIP agora possuem um recurso;

Oportunidade de diversificação de negócios para taxistas;

• Distribuicão de renda através da possibilidade de ter um carro, e no seu tempo livre ofertar o espaco para corridas fretadas.

Viu o quanto de paradigmas essas inovações quebraram? Sim, se você ainda se pergunta, esses são belos exemplos de inovações disruptivas. Mas então você se pergunta:

esses são belos exemplos de inovações disruptivas. Mas então você se pergunta: DC MAGZ | EDIÇÃO

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A partir do momento que entendemos que para se ter inovação precisa-se entender as carências dos usuários, então temos design envolvido.

Posso lhe mostrar alguns pontos onde o design se envolve, mas uma coisa é clara, esteve presente des- de a concepção inicial do serviço ou produto. A vi- são holística que é desenvolvida pelo designer ajuda desde o início da elaboração do projeto, à entender- mos os possíveis comportamentos de usuários, o que pode agradar e o que não pode, o que pode vir a ser utilizado ou não. A partir do momento que entendemos que para se ter inovação precisa-se entender o que os usuários anseiam assim como suas carências e necessidades, daí então temos design envolvido. Novamente, design é sobre processos bem estabelecidos e projetos bem construídos, o velho lema “Forma & Função” nunca sairá de moda.

velho lema “Forma & Função” nunca sairá de moda. DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1 CAPA Seus
velho lema “Forma & Função” nunca sairá de moda. DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1 CAPA Seus
velho lema “Forma & Função” nunca sairá de moda. DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1 CAPA Seus
velho lema “Forma & Função” nunca sairá de moda. DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1 CAPA Seus
velho lema “Forma & Função” nunca sairá de moda. DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1 CAPA Seus

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CAPA
CAPA
nunca sairá de moda. DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1 CAPA Seus guidelines para cores, símbolos, layout

Seus guidelines para cores, símbolos, layout de interface da plataforma, exigências mínimas de qualidade das fotos dos imóveis e daí em diante tem relação com o design. Outra curiosidade em relação ao Airbnb: quando expandiram para a cidade de Nova Iorque, seus fundadores bancaram fotos profissionais de diversos imóveis, por acreditar que fotos espetaculares fariam uma diferença significativa na experiência de uso da plataforma. Isso também é design, amigos!

Agora faça um esforço e pense em outra startup que se debruçou numa ideia diferenciada e promoveu sua diferen- ciação através do design para alcançar o sucesso. Pensou? Eu ajudo, pense na Airbnb. A história da Airbnb é fantástica, e durante a árdua fase de desenvolvimento do produto, seus fundadores - que possuem background em design - passaram por diversas situações que a visão holística que um estudioso do design desenvolve, ou como gostam de chamar agora: o Design Thinking, fez diferen- ça. Gosto de lembrar da situação quando o site já havia ganha- do algum tração nos Estados Unidos, e então clientes começa- ram a cadastrar seus imóveis na plataforma. Com o intuito de saber como o usuário da Airbnb se sen- tia ao alugar um quarto ou um apartamento, toda a equipe da empresa trabalhava de forma itinerante. Como assim? De tempos em tempos, a equipe da Airbnb alugava um imóvel através da plataforma, para trabalhar e dormir neste imóvel. Viver de verdade como um usuário da plataforma, enfim, realmente ir para as “trincheiras” e entender como o usuário se sentiria. Bem, você entende o que é isso? É o design fazendo seu serviço de forma implacável. Esse tipo de dinâmica ajudou a Airbnb se tornar o que é hoje, e isso seria inevitável e acon- teceria mais cedo ou mais tarde. Mas até agora só falamos da relação do design com a parte projetual, e envolvendo- -se digamos que apenas de forma empírica. Mas o design da Airbnb também tem envolvimento crucial quando pen- samos em sua relação estética.

da Airbnb também tem envolvimento crucial quando pen- samos em sua relação estética. DC MAGZ |

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CAPA
CAPA
CAPA DESIGN TEM COMO RAIZ DE SUA DISCIPLINA A INOVAÇÃO Sabemos que o design bebe direto

DESIGN TEM COMO RAIZ DE SUA DISCIPLINA A INOVAÇÃO

Sabemos que o design bebe direto da fonte da inova- ção. O cerne de todo bom design está uma ótima expe- riência do usuário, durante todo o processo. Vejamos o caso da Apple, quando em 1997 Jobs retor- na a presidência da empresa e algum tempo depois lança os famosos iMacs G. Se você é novo de mais para se lembrar desse modelo, são os famosos iMacs coloridos que ganharam o coração de 98% dos usuários naquela época; afinal quem não iria querer trocar aquele Desk- top de cor Bege, por um computador de formas arredon- dadas e cores vibrantes?! Para Jobs design era tudo, e ele entendia muito bem que o design não era apenas o visual bonito de uma in- terface ou as cores diferenciadas no novo computador. A Apple, foi uma das primeiras empresas a adotar a cha- mada cultura do design.

Você pode lançar produtos e serviços, em que um ou outro tenha um bom design, mas se sua empresa não for focada completamente em design; você já perdeu. Um caso curioso, o da Motorola quando lançou seus celulares Razr V3; foram um tremendo sucesso mundo afora, todos queria aquele modelo. Era diferente, prático, usual ; talvez sua experiência não fosse a melhor, mas o produto em si superava essas falhas. Agora pense, porque não falamos de mais cases de su- cesso da Motorola? Simples, a empresa apostou suas fi- chas em apenas um produto com design de qualidade, e não absorveu esses valores para o dia-a-dia da marca, já a Apple conseguiu embarcar tudo no que diz respeito do processo de design, respeitando o branding da empresa. A experiência fantástica com a Apple não se dá apenas na interface de seus sistemas operacionais; mas também está refletida em seus produtos, logística, atendimento, emba- lagem…bem, se você já adquiriu algum produto da Apple, sabe do que eu estou falando.

DESIGN THINKING NÃO É NOVIDADE

Agora, algo curioso vem acontecendo nos últimos tem- pos. Alguns estudiosos pegaram a forma de pensar e proje- tar dos designers, “empacotaram” e venderam ao mercado no formato conhecido como design thinking. Para nós que somos designers, formados e estudados, não existe tal coisa como Design Thinking. Pode até ser um nome pomposo dado a forma com que projetamos, mas a realidade é que nossa abordagem projetual, garante uma visão holística e relevante para todos os âmbitos de um projeto que, profissionais que também se envolvem em projetos vendo o sucesso de empresas orientadas ao de- sign, resolveram tentar se “apoderar” e tirar algum proveito dessa vantagem. Mas para que o bom design exista, deve antes de mais nada, existir processo, cautela e método. Sem isso, de nada adianta a aplicação da metodologia do design thinking.

OBSERVAR E PROJETAR

No fundo, design é realmente sobre Observar e Proje- tar. Quanto mais observador o designer for, melhor para ele e seus projetos e trabalhos. Seu repertório e conheci- mento aumentam, suas referências se solidificam e assim o seu processo criativo acaba ganhando recursos impor- tantes para o desenvolvimento do partido final adotado. Entender qual o problema, pensar e conjeturar na solu- ção, entender como os usuários se comportariam e rece- beriam tal solução, testar, adaptar, lançar, revisitar. Enfim, em todas essas etapas temos a observação como fator importante e relevante para o que chamamos de Pro- duct Market Fit, ou seja, a adaptação do produto/serviço para o mercado alvo. E é aí que reside a real inovação, at- tender uma demanda real, solucionando um problema de fato existente de um usuário ou grupo de usuários.

de fato existente de um usuário ou grupo de usuários. 38 DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1

38 DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1

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Flávioo SantanaS Fulano
Flávioo SantanaS
Fulano
Flávioo SantanaS Fulano 80% ALÉM DA INTERFACE Com a ascenção dos smartphones no mundo moderno, a
80% ALÉM DA INTERFACE
80%
ALÉM DA
INTERFACE

Com a ascenção dos smartphones no mundo moderno, a soecidade como um todo transformou a forma como ela se comunica. Desde o lançamento do iPhone em 2007, os dispositivos mó- veis assumiram uma importante fun- ção de realizar as tarefas do dia-a-dia, nas redes sociais e nos negócios. Hoje temos escritórios de bolso onde pode- mos trabalhar praticamente de qual- quer lugar através da internet e com ajuda de milhares de apps para uma in- finidade de coisas diferentes. Isso tam- bém muda o comportamento de como nós utilizamos os dispositivos. Segundo uma pesquisa recente da Google, olhamos nossos smartphones cerca de 150 vezes por dia e o seu cres- cente uso, fez com que ultrapassasse o número de computadores. Se olharmos um pouco mais a fundo, cerca de 76 milhões de brasileiros possuem smart- phone. Mas o que faz que este objeto pessoal se torne uma extensão do nosso corpo? Aplicativos como centro de ne- gócio, tornam a vida das pessoas mais prática e organizada. Desde aqueles 144 caracteres do Twitter ou pedir um taxi com o 99Taxis, se focam em como o produto ou serviço aproximem ideias e causas para trazer uma solução para um problema específico da sociedade. Atualmente, os sistemas operacionais como Android, iOS e Windows Phone tem focado seus esforços para cons- truírem bibliotecas de interface para se

Com a ascenção dos smartphones no mundo moderno a sociedade como um todo transformou a
Com a ascenção dos smartphones no mundo moderno a
sociedade como um todo transformou a forma como ela
se comunica. Desde o lançamento do iPhone em 2007,
os dispositivos móveis assumiram uma importante
função de realizar as tarefas do dia-a- dia, nas redes
sociais e nos negócios. Hoje temos escritórios de bolso
onde podemos trabalhar praticamente de qualquer lugar
através da internet e com ajuda de milhares de apps
para uma infinidade de coisas diferentes. Isso também
muda todo o comportamento de como nós utilizamos e
interagimos com esses dispositivos.

tornarem padrões para que os designers criem seus aplicativos com o objetivo de manter uma única linguagem e padrões de interações. O Material Design, por exemplo, popularizou milhares de novos aplicativos com sua interface flat e com percepção de profundidade enquanto o iOS abandonou a partir da versão 7, o design skewmorphic para focar em in- terfaces mais limpas e simples.

O PORÉM

O grande problema é o fato de que os aplicativos começaram a perder auten- ticidade a fim de ter uma certeza maior em suas interações, diminuindo a carga cognitiva dos usuários para se utilizar

a interface. É muito comum ver vários

aplicativos com estruturas parecidas e funcionalidades diferentes, mas é difícil ver um aplicativo que se destaque além de uma interface bonita. O Slack que

é um aplicativo de comunicação entre

times quebrou esse paradigma de se- guir padrões e desenvolveu sua própria interface baseada nas necessidades do usuário e não em questões visuais, onde o valor é percebido em seu uso e não em sua interface. Por outro lado, a padronização se tor- na um fator para garantir a usabilidade com um padrão já existente, fazendo que usuários comuns dessas platafor- mas reconheçam padrões e tenham mais facilidade de uso.

FOCO NO USUÁRIO

ESPECIAL

e tenham mais facilidade de uso. FOCO NO USUÁRIO ESPECIAL Startups são um ótimas fábricas de

Startups são um ótimas fábricas de ideias e conseguem traduzir a necessi- dade do usuário em seus produtos di- gitais. O processo extenso e intenso de UX para entender as necessidades de projeto permite que esses produtos se destaquem mais do que muitos proje- tos já existentes no mercado. Um ótimo exemplo é o Nubank que traduziu a simplicidade de se usar um cartão de crédito utilizando em um apli- cativo como meio de gerenciar a fatura via smartphone. O processo de experiência de uso co- meça desde o cartão que chega na casa do usuário. A linguagem, o envelope apenas com o cartão, o aplicativo para smartwatch e até o uso do aplicativo fazem que não seja apenas um meio de pagamento físico mas também uma inovação na forma que ele é utilizado. Pensar no usuário como centro é essencial para o sucesso de qualquer produto digital. Os processos envolvi- dos de UX possibilitam que problemas sejam identificados antes mesmo de existirem. Sabendo quem é o público e como ele consome determinado servi- ço ou produto faz que as chances de fracasso caiam significativamente.

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o

Fulano

E

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Nº1

|

O UX E OS PROCESSOS

O processo de criação de produtos di- gitais é pensado antes de sua concepção. Vamos imaginar um cenário onde está sendo desenvolvido um aplicativo mobi- le que gerencie cartões de crédito, como uma carteira virtual. Antes de tudo é pre- ciso pensar quem é o público que será atendido e o diferencial deste produto. User Experience ou experiência do usuário em inglês é o termo que defi- ne como um usuário se sente utilizando um serviço ou um produto e ele está di- retamente relacionado à questões fun- cionais e emocionais. Cada processo de UX aborda uma necessidade específica para cada momento de desenvolvimen- to do produto. Temos processos que trabalham diretamente com estratégia, concepção e entrega. Segundo o blog Arquitetura de infor- mação, podemos dividir estes proces- sos em 5 tipos: Estratégias de Design, Métodos de concepção, Planejamento do produto, Pesquisa do usuário e vali- dação e Design de Interface. Alguns são mais utilizados como testes de usabili- dade, personas, teste A/B, entrevistas com stakeholders, wireframes. Todos tem seu papel importante no desen-

volvimento do produto. Nem sempre um processo é usado da mesma forma em diferentes produtos e por isso é ne- cessário conhecer cada um para saber como e em qual momento utilizar para se chegar em um resultado satisfatório.

ONDE TERMINA?

Validar a interface com testes de usa- bilidade é vital para desenhar as intera- ções que existem no produto. Seja um web app ou um app mobile, o projeto nunca termina quando ele está rodan- do. Análise de performance, testes e feedbacks para melhoria são como alimentos para saber para onde está indo produto digital. Manter uma rela- ção saudável com os usuários também fazem parte da experiência do usuá- rio. Não existe receita pronta para ter sucesso, mas boas práticas ajudam a manter as coisas no eixo e explora-las agregará valor a longo prazo para todos os envolvidos com o produto.

SHOWCASE

explora-las agregará valor a longo prazo para todos os envolvidos com o produto. SHOWCASE DC MAGZ

DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1

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André Rocha Você tem em suas Você tem em suas mãos um riquíssimo material. Tenho

André Rocha

André Rocha Você tem em suas Você tem em suas mãos um riquíssimo material. Tenho ple-
André Rocha Você tem em suas Você tem em suas mãos um riquíssimo material. Tenho ple-
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Você tem em suas
Você tem em suas
André Rocha Você tem em suas Você tem em suas mãos um riquíssimo material. Tenho ple-

Você tem em suas mãos um riquíssimo material. Tenho ple-

na na certeza certeza de de que que ao a menos uma matéria nessa revista, vai

ser ser ou ou está está sendo sen – de grande utilidade pra você. Já eu,

estou estou escrevend escrevendo para o blog uma série de posts com

dicas dicas valiosíssi valiosíssimas para quem está começando. É bem

p provável que no inicio de nossa caminha-

da não saibamos os termos técnicos que são usados em nosso dia a dia de criação. Ou mesmo os variados tipos de impressões direcionadas para cada

tiragem, tiragem, material, mater etc. Muitos de nós, infelizmente não

nos nos atentamos atentamos a gramática – que é de suma importân-

cia cia para para o o nosso nosso trabalho. Pois bem, começar nunca é

fácil. fácil. E E nada nada como como uma ajuda extra pra inspirar e informar.

Pensando Pensando nisso, nisso, nessa ne matéria você vai ver um compilado

de de algumas algumas das das dicas dicas que já postei no blog e algumas que es-

das dicas dicas que já postei no blog e algumas que es- crevi crevi exclusivamente exclusivamente

crevi crevi exclusivamente exclusivamente para par a revista. Vamos a elas?

DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1

ESPECIAL

a revista. Vamos a elas? DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1 ESPECIAL A IMPORTÂNCIA DA GRAMÁTICA Desde

A IMPORTÂNCIA DA GRAMÁTICA

Desde sempre eu fui fascinado por leitura. Lembro-me de

quando era bem pequeno ainda e saía com meus pais para al-

gum lugar, eu gostava de ficar lendo as placas dos comércios os

M M a a s s em em um um dado dado pon- pon- fim,
M M a a s s
em em um um
dado dado pon- pon-
fim, fim, vocês vocês entendem entendem o o que que quero quero dizer… dizer… (E (E vejam vejam
onde onde estou: estou: colunista colunista do do maior maior blog blog sobre sobre design design e e

enquanto passávamos pelas ruas. Também tive a felicidade de de

ter uma mãe que sempre lia histórias pra mim (apesar de não ter muita paciência pra me ensinar matemática). Eu fui crescendo e a leitura já era algo natural na minha vida. Não tive dificuldades em “ter que ler” livros para ves- tibulares e nem mesmo na faculdade. Hoje, atuo na área de criação. Como criativo, o hábito da leitura é um parte natu- ral e de extrema importância em meu trabalho. Leio muitos livros, sites, blogs, etc… Entretanto, tenho visto muitos er- ros de gramática que chegam a ser grosseiros. Não tenho uma postura radical e entendo que muitas pessoas não tiveram a oportunidade de estudar, pois no tempo em que tinham que estar na escola, estavam, obri- gatoriamente trabalhando e isso é muito corriqueiro em nosso país. Mas a partir do momento que você precisa se expor com algum texto (seja na internet ou não), a escrita passa a ser uma chave que pode lhe abrir muitas portas. E uma coisa é certa: quanto mais você ler (conteúdos con- fiáveis), menor será a possibilidade de você errar. E como supracitado, não estou falando de uma postura radical, pois só erra quem se arrisca. Estou falando de você estar preparado para uma redação de vestibular ou de alguma entrevista de emprego para que no momento chave, você não escreva coisas do tipo: “con- serteza”, “AGENTE VER você através do vidro”, “ENpresso- ra”, “VOU ESTAR MOSTRANDO” e por aí vai… Talvez alguém fale que a educação do nosso país é uma tristeza, as escolas são cheias de mazelas e… Enfim… Tudo isso tem alguma verdade. Mas isso, sinceramente, não é des- culpa. Sempre estudei em escola pública, morando em bairro de periferia (morei até em lugares com esgoto a céu aberto, sem iluminação “nas ruas”, também conhecido como favela).

to to da da minha minha vida vida eu eu cheguei cheguei ao ao entendimento
to to
da da
minha minha
vida vida
eu eu
cheguei cheguei
ao ao entendimento entendimento de de
que que
o o
único único
caminho caminho
para para que que eu eu crescesse, crescesse, era era o o
caminho caminho dos dos estudos. estudos. Só Só dessa dessa
forma forma eu eu teria teria condições condições de de receber receber
propostas propostas além além das das que que eram eram ofere- ofere-
cidas cidas por por “amigos” “amigos” com com a a intenção intenção de de me me
“ajudar” “ajudar” a a obter obter crescimento crescimento rápido rápido e e fácil. fácil. En- En-
inspiração inspiração do do país!) país!)

Sei Sei que que é é difícil difícil para para mu muitos acompanhar as reformas

gramaticai gramaticais que se renovam de tempos em tempos por

meios oficiais e por nosso jeitinho brasileiro (vide Vossa Mercê -> Vossemecê -> Vosmecê -> você -> cê -> vc – só pra citar um exemplo). Porém, não nos enganemos: em nossa área de atuação, se dispor de uma gramática razoável não é um diferencial. Será apenas um diferencial se “nivelarmos por baixo” a con- versa. Uma gramática boa é uma premissa. Pode muito bem nos abrir ou fechar portas. É bem certo de que o seu entrevistador sabe ler e es- crever muito bem. A galera do RH também e muito pro- vavelmente seu chefe, portanto tire um tempo e dedique um pouco da sua atenção à nossa língua que é tão rica. Com certeza fará toda a diferença tanto na sua vida pessoal quanto profissional.

tão rica. Com certeza fará toda a diferença tanto na sua vida pessoal quanto profissional. DC

DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1

Fulano
Fulano
Fulano TIPOS DE IMPRESSÃO São muitos os tipos de impressões e é sempre importante saber o

TIPOS DE IMPRESSÃO

São muitos os tipos de impressões e é sempre importante saber o tipo adequado de impressão para cada tiragem (alta ou baixa, ou seja, muitas ou poucas unidades), tamanhos, prazos, qualidade, etc. Lembro-me de meu começo na área da criação. Por vezes eu ficava vendo a galera falar sobre as impressões e seus termos técnicos. No começo eu ficava meio que boiando. Mas nada como estudar e praticar pra aprender. Saber sobre as formas adequadas de impressão vai fazer com que você ganhe tempo com o seu cliente e também com a gráfica que não vai precisar te devolver o arquivo ou cobrar de você pra “refazer” o trabalho. Então, sem mais delongas, vamos aos tipos de impressão:

DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1

Impressão Offset Para altas tiragens. Oferece excelente definição e aceita cores especiais. É o tipo
Impressão Offset
Para altas tiragens. Oferece excelente definição e aceita
cores especiais. É o tipo de impressão mais comum na in-
dústria gráfica. Utiliza matriz de chapa de alumínio para re-
produção, tintas pastosas à base de óleo, imprime em todos
os tipos de substratos e demanda algum tempo de secagem.
Aplicações: Revistas, livros, papelaria em geral, materiais
promocionais diversos.
Impressão digital
Baixa tiragem (inclusive uma única cópia). Possui exce-
lente definição e oferece prazos curtos. É um sistema de
impressão moderno reproduzido diretamente a partir de
um arquivo digital. Utiliza tintas ou tonners, imprime em va-
riados tipos de papeis e proporciona secagem rápida. Sim,
também conhecida como a impressora que temos em casa.
Aplicações: Materiais promocionais em geral, impressos
personalizados, bonecos (por exemplo: você precisa impri-
mir 1.000 cardápios/panfletos. Antes de mandar pra grá-
fica, é interessante que você imprima um “boneco” – um
exemplar do arquivo).
Plotagem
Para grandes formatos, adesivos para recorte. A plot-
ter é um tipo de impressora digital destinada a grandes
formatos e diversos tipos de mídias, como tecidos espe-
ciais, lonas, adesivos e plásticos. Também utilizada para
recortes de adesivo vinil e até placas de PVC. Utiliza tin-
tas à base de solvente e látex. Algumas mídias exigem
maior tempo de secagem.
Aplicações: Banners, faixas, placas, decoração de am-
bientes, sinalização, adesivos.
Rotogravura
Para altíssimas tiragens (geralmente editoriais e industriais).
Tem uma boa definição. Sistema de impressão com alta capa-
cidade de reprodução por matriz. Utiliza tinta líquida a base de
água ou solvente. Impressão em papéis e plásticos.
Aplicações: Embalagens, rótulos, revistas editoriais.
Flexografia
Para altas tiragens. Oferece uma definição média. Aceita
suportes flexíveis além de papéis. Sistema de impressão
especializado em embalagens. Matriz de borracha flexí-
vel, tinta fluída a base de água ou solvente. Impressão em
plásticos e papéis.
Aplicações: Sacolas plásticas, rótulos, etiquetas, embala-
gens cartonadas.
Serigrafia ou silkscreen
Geralmente para pequenas e médias tiragens. Oferece
grande variedade de suportes e aplicações bem como em
superfícies irregulares. Possível aplicação de verniz locali-
zado. Matriz gravada em tela a partir de fotolito. Recebe
tintas diversas de acordo com o suporte. Atinge melhores
resultados com traços e vetores, porém baixa definição
para retículas.
Aplicações: Camisetas, substratos diversos.

O QUE FAZER SEM INTERNET

Isso acontece com todos nós: Você está viajando, vendo blogs, compartilhando fotos, quando, de repente, sua conexão com a internet desaparece!!! E aí você se encontra com o olhar perdido sem entender o que fazer com a sua vida sem internet… Eu sei, não é fácil… Porém, good news!!! Existem uma infinidade de coi- sas que você pode fazer sem internet. Vamos a elas:

ESPECIAL

que você pode fazer sem internet. Vamos a elas: ESPECIAL Fotografe Já que você vai fazer

Fotografe

Já que você vai fazer aquela visita ao mundo real, aproveite e

leve uma câmera fotográfica. Mesmo não sendo um fotógrafo, com uma câmera você pode passar a ver o mundo de forma dife-

rente. A fotografia vai lhe permitir perceber representações mais atraentes dos objetos. Faça fotos aleatórias de objetos e paisa- gens e pense em como você pode usar cores naturais e texturas

em seus projetos. Além de inspiração você pode abrir caminho

para um hobby que pode até se tornar uma habilidade comercial.

Trabalhe sem distrações

mesmo que não se torne comercial, você vai ter a satisfação de poder quebrar a rotina do dia a dia sempre que quiser.

E

Acredite ou não, os criativos estavam usando computadores sem internet muito antes do Facebook, Twitter, Instagram e até mesmo e-mail se tornarem onipresentes. Você pode descobrir

Use o Photoshop para diversão ao invés de trabalho

que você é muito mais produtivo sem uma conexão constante.

Lembra quando você descobriu pela primeira vez que você

Muitos de nós criativos que todos os dias nos sentamos em fren-

poderia fazer coisas legais com o Photoshop? Naquela época

te ao computador temos desenvolvido DDA (Distúrbio de Défi-

era

tudo diversão: instalar brushes, patterns, actions, novas fon-

cit de Atenção) grave quando se trata da web. Muitos pensam e

tes,

etc. Bons tempos hein… Mas agora que você é um designer

acham comum a cada quinze minutos de trabalho, merecer pelo menos, 10 minutos de meios de comunicação social e/ou tempo

profissional e abrindo um programa Adobe provavelmente sig- nifica que você está fazendo algo para um cliente (e, portanto,

de blog. A primeira coisa que você pode fazer como um criativo

tem muito menos liberdade para brincar). O Photoshop CS6 e

sem conexão à Internet é voltar ao trabalho.

CC

trouxeram uma tonelada de novas funcionalidades úteis que

Planeje

Muitos freelancers têm um fluxo de trabalho que é tão ligado à Internet que legitimamente não pode continuar sem ela. Nestas circunstâncias, procurar atividades de trabalho secundários que podem ser executados offline. O planejamento é uma necessi- dade enorme para freelancers e colaboradores. Às vezes ficamos tão ocupados fazendo malabarismo com dez projetos que nós não temos o tempo que precisamos para sentar e efetivamente planejar como as etapas de cada projeto vão progredir ou mesmo estabelecer qual projeto tem prioridade sobre os outros. Use o tempo offline para programar adequadamente projetos que você está trabalhando atualmente e os que estão chegando.

Faça esboços

Se você tem algum projeto em andamento ou em mente, co- meçar a esboçar possíveis layouts de site, logotipo, etc. É perfei- tamente possível você ter cinco, dez, vinte ideias para uma única peça. Isto pode soar como muito, mas lembre-se que eles não são feitos para serem desenhos detalhados, mas esboços rápi- dos. Tendo tantas versões exclusivas você se verá “obrigado” a realmente expandir sua bolha criativa e pensar fora de qualquer concepção óbvia.

Visite o mundo real

Ocasionalmente, essa tática vem a calhar quando estou tra- balhando em um projeto de design. O ponto é: não importa o

muitos de nós provavelmente ignoramos simplesmente porque não temos tempo para aprendê-las. Particularmente, eu adoro descobrir novidades do Photoshop e usá-las para me divertir. É uma de minhas terapias. Na próxima vez que você estiver no seu computador ou tablet em um ambiente offline considere fazer

um “absurdo”: abra o Photoshop e brinque um pouco. Faça algo

aleatório com todas as características que você não conhece. Tente reproduzir algumas técnicas que você viu recentemente quando estava online. E o mais importante: pratique as coisas que talvez sejam difíceis pra você (como recortar o cabelo ou a ferramenta caneta). Como criativo, melhorar suas habilidades no Photoshop certamente não será tempo perdido!

Leia

A leitura é uma excelente maneira de investir em tempo offli-

ne de forma produtiva. São tantas e tantas publicações (a Bíblia,

romances, livros sobre design) que fica até difícil indicar títulos. Enfim, leia e seja feliz!

Escreva

Escrever é mais um campo onde os criativos podem florescer.

A expansão de blogs tem levado uma grande quantidade de cria-

tivos para se realizarem escrevendo um tutorial ou artigo sobre design, moda, fotografia, etc. Como o Photoshop, a escrita me proporciona não só uma outra maneira de me realizar, mas tam-

bém uma motivação para que eu aprenda mais, crie mais.

tipo de projeto. Se aventurar fora de seu escritório pode fornecer uma rica experiência inspiradora para complementar a costumei-

Espero sinceramente que essa matéria tenha lhe ajudado de al- guma forma ou lhe inspirado nesse início de jornada. O mundo da

ra

busca por referencias na internet. Por exemplo: se o seu cliente

criação é fascinante na maior parte do tempo. Os percalços são

é

do ramo da moda, experimente visitar algumas lojas correlatas

apenas degraus para subirmos e crescermos cada vez mais. Não

e

mergulhe num mundo de texturas, cores e emoções! Além de

deixe que nada e nem ninguém abale sua criatividade.

visitar uma loja específica para a indústria que você está traba- lhando, existem vários outros locais que você frequentar como museus de arte, livrarias, shoppings, parques, etc.

Grande abraço e bons estudos!

DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1

Danilo Cardoso 48 DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1 E S P E C I A

Danilo Cardoso

Danilo Cardoso 48 DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1 E S P E C I A L

48 DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1

ESPECIAL

Cardoso 48 DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1 E S P E C I A L Q

Q uando falamos de criatividade e design, dificilmente pensamos em religião, principalmente no cristianismo,

afinal, parece ser tudo muito chato e teológico demais, mas partindo do ponto de vista bíblico, a visão criativa deveria ser natural para os cristãos, uma vez que nos primeiros ca- pítulos de gênesis vemos a história do Deus que criou as coisas mais belas e fascinantes do nosso mundo, incluindo

o homem à sua imagem e semelhança. Mesmo que você

não acredite nisso, há de concordar pelo menos que a bí- blia é um belo exemplo de storytelling, sem falar que foi fonte de inspiração para grandes artistas da nossa história. Sabendo disso, não entendo porque tem gente que acha que a fé mata a criatividade quando na verdade alimenta. Te convido a conhecer comigo alguns trabalhos de igrejas,

agências e profissionais que usam a fé como fonte de inspi- ração para os seus trabalhos criativos. Esse não é um texto sobre religião, aliás, talvez até seja um pouco, mas com certeza é bem diferente do que se lê por

aí na maioria das vezes, o objetivo até a última letra desse

artigo é mostrar como a fé pode ser criativa, como ela pode ser pensada fora da caixa e como o seu conteúdo pode ser apresentado de forma muito mais atraente e inteligente do

que estamos acostumados a ver.

DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1

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IGREJA COM IDENTIDADE

Estamos acostumados com o estilo tradicional das igrejas, sejam elas evan- gélicas ou católicas, o padrão de comu- nicação visual é, na maioria das vezes, muito sóbrio por se tratar de algo sa- cro ou, em alguns casos, de muito mal gosto mesmo. É até compreensível que isso aconteça nas igrejas talvez porque o foco é o ensino, mas imagine como seria interessante se pudéssemos manter a teologia e a apresentássemos com uma nova roupagem, mais criativa e contex-

tualizada com a nossa realidade, da iden- tidade visual da igreja ao slide com letras de música durante o período de louvor, design impresso de qualidade e vídeos bem produzidos. Lá fora já conhecemos

o portfólio da Hillsong, mas por aqui nós também já temos algumas igrejas como

a Gravidade Zero de Arujá-SP, a Ponte

em Recife e a Igreja no Cinema em Curi- tiba (INC) que estão fazendo um traba- lho maravilhoso. Essas igrejas exploram com excelência os conceitos de identi- dade, comunicação visual e mídia, sem falar na forte presença em redes sociais como Facebook e Instagram.

EVENTOS

Algumas igrejas também desenvol- vem eventos e conferências que aca- bam ganhando identidade e vida pró- pria. Nesse sentido são criados sites, páginas no facebook, materiais impres- sos e todo tipo de ferramenta de comu- nicação. É o caso da Conferência Oxi- gênio, Dunamis Moviment, Onda Dura, Vocare, Rock no Vale e muitos outros que não me lembro agora.

Rock no Vale e muitos outros que não me lembro agora. 50 DC MAGZ | EDIÇÃO

50 DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1

Fulano
Fulano

ESPECIAL

lembro agora. 50 DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1 Fulano ESPECIAL Já no meio católico, ao fazer
Já no meio católico, ao fazer a pes- quisa para esse artigo, me deparei com
Já no meio católico, ao fazer a pes-
quisa para esse artigo, me deparei com
algo bem inusitado, um padre desig-
ner, quem diria. Cleber Faria Silva, que
atua na paróquia Santo Antônio Ca-
tedral da Diocese de Patos de Minas
em Minas Gerais, desenvolve alguns
trabalhos visuais de muito bom gosto
para comunicar as atividades da igreja
e a fé que prega.
CRIATIVOS DA FÉ
Se as igrejas estão descobrindo o po-
der da criatividade visual na comunica-
ção da fé, é porque tem gente lá dentro
que domina essa área, afinal as igrejas
são feitas de pessoas. É cada vez maior o
número de cristãos se dedicando a áreas
da publicidade como planejamento, re-
dação, marketing digital, criação e tantas
outras posições. Muitos desses profis-
sionais criativos usam a internet para
divulgar o seu portfólio, mas eles vão
um pouco além porque há também um
ideal, uma mensagem sendo transmitida
por trás da arte, texto ou vídeo, basta dar
uma volta pelo Facebook para começar
a descobrir coisas inspiradoras como as
publicações do Bento Design, página
católica que usa principalmente tipo-
grafia 3D, ou então a Holy Creation do
designer Andrey Galloso que investe em
tipografia manual de muito bom gosto,
e o que dizer da Brother Bíblia Arte, do
ilustrador Marcos Nati, que tem um ta-
lento fora do comum para ensinar temas
difíceis da bíblia por meio de desenhos
incríveis feitos a mão ou com ilustrações
feitas com café, isso mesmo, café.

DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1

De olho nas demandas das igrejas, eventos e artistas do meio cristão, al- gumas agências
De olho nas demandas das igrejas, eventos e artistas do meio cristão, al- gumas agências
De olho nas demandas das igrejas,
eventos e artistas do meio cristão, al-
gumas agências passaram a investir
no segmento e oferecem serviços de
criação, identidade visual, produção de
campanhas em vídeo e até gravação de
DVD`s. Um dos melhores exemplos é
a Quartel Design de Belo Horizonte-
-MG, a agência se especializou nesse
segmento e vem apresentando um tra-
balho muito bom. Claro que eles não
atendem só igrejas e artistas do gos-
pel, mas se destacam bastante nisso. A
agência GBA é um pouco mais especí-
fica, atendendo artistas, eventos e igre-
jas católicas.

52 DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1

ESPECIAL

igre- jas católicas. 52 DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1 ESPECIAL VESTINDO A FÉ Se tem uma
igre- jas católicas. 52 DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1 ESPECIAL VESTINDO A FÉ Se tem uma

VESTINDO A FÉ

Se tem uma coisa que fala muito sobre a sua persona- lidade e estilo de vida é como você se veste e o cristão de hoje não precisa mais estar de gravata ou saião até o pé para mostrar que é “crente”, ele pode e deve se vestir como qualquer outra pessoa, sem exageros é claro, mas quem disse que o cristão tem que ficar fora da moda? A criatividade no desenvolvimento de ilustrações, foto e ti- pografia aliados à fé, agora também estão presentes nas roupas e nas estampas, e não me refiro àquelas camisetas de evento ou de baixa qualidade que só se usa uma vez e depois vira pijama, estou falando verdadeiras grifes que foram ou estão sendo construídas com bases na fé cristã. Sou suspeito na hora de tratar dessa parte porque hoje, além de publicitário, sou empresário e designer da marca Aleluya Bells, mas gostaria de citar outras marcas que vão além da moda como a WAD que simplesmente é fantás- tica com seu apelo jovem hipster ou a Vila 316 que é um pouco de empresa e agência missionária ajudando várias

pessoas com o lucro das vendas. Temos também a king- dom, Start, a Louder e muitas outras que estão nessa ten- tativa promissora de mesclar criatividade, fé e negócio.

Gostaria muito de citar vários outros exemplos que ex- ploram a fé criativa, ainda há trabalhos com fotografia, ci- nema, vídeos para Youtube, artes cênicas e tantas outras coisas, mas fica para uma próxima oportunidade. Como eu disse no início do texto, a fé pode e deve ser pensada fora da caixa, dentro e fora das quatro paredes de uma igreja, ela também pode alimentar a nossa criatividade, afinal o que mata são os preconceitos e os dogmas que enchem a nossa mente e não nos deixam ver além do nosso próprio nariz, isso vale para quem não acredita e muito mais para quem acredita. Enquanto cristão, acredito que somos cria- tivos porque temos um Deus criativo, mas toda vez que apresentamos isso de forma chata, preconceituosa, sem conteúdo, pouco atraente, sem relevância e sem conexão com a realidade das pessoas, estamos dizendo nas entre- linhas que não vale a pena, mas vale, vale muito a pena.

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TUTORIAL NO PHOTOSHOP Antes de tudo gostaria de dizer que é um prazer es- tar
TUTORIAL NO PHOTOSHOP Antes de tudo gostaria de dizer que é um prazer es- tar

TUTORIAL

NO

PHOTOSHOP

Antes de tudo gostaria de dizer que é um prazer es- tar escrevendo pra essa nova fase do Design Culture. É realmente uma satisfação enorme poder contribuir de alguma forma para o aprendizado de vocês. Hoje, mostrarei uma técnica bastante simples, mas muito útil para projetos: a técnica EXPLODE. Trata-se da composição de uma imagem a partir de fragmentos/ estilhaços. Essa técnica está sendo muito utilizada na concepção de cartazes de filmes e trabalhos com uma ênfase mais “radical”. Os processos são bastante sim- ples e fáceis. Para as dicas de hoje, serão usados ape- nas tipografia e os famosos brushes.

Vocês podem baixar os brushes utilizados para esse tu- torial através do seguinte link:

www.brusheezy.com/brushes/17364-free-explosion-brushes

Mauri Ribeirolink: www.brusheezy.com/brushes/17364-free-explosion-brushes INSTALANDO BRUSHES Após baixar os brushes, vamos iniciar a

Mauri Ribeiro INSTALANDO BRUSHES Após baixar os brushes, vamos iniciar a

INSTALANDO BRUSHESMauri Ribeiro Após baixar os brushes, vamos iniciar a instalação dos

Após baixar os brushes, vamos iniciar

a instalação dos mesmos. Com o Photoshop aberto, clique no ícone do Brush ou clique no atalho do teclado (Letra “B”). Agora clique com o botão direito do mouse em cima da tela. Localize o ícone de configuração no can-

to superior direito, dê um clique procure

a opção “Load Brush/Carregar Pincéis.

um clique procure a opção “Load Brush/Carregar Pincéis. WORKSHOP CRIANDO E CONFIGURANDO O ARQUIVO Dê um

WORKSHOP

procure a opção “Load Brush/Carregar Pincéis. WORKSHOP CRIANDO E CONFIGURANDO O ARQUIVO Dê um clique no
procure a opção “Load Brush/Carregar Pincéis. WORKSHOP CRIANDO E CONFIGURANDO O ARQUIVO Dê um clique no

CRIANDO E CONFIGURANDO O ARQUIVOprocure a opção “Load Brush/Carregar Pincéis. WORKSHOP Dê um clique no menu File/Arquivo e depois na

Dê um clique no menu File/Arquivo e depois na opção New/Novo ou utilize

o atalho (CTRL + N). Use a configuração acima. Com o arquivo criado, selecio- ne a ferramenta Type/Texto, atalho (Letra “T”). Escreva a palavra “EXPLODE” ou outra de sua preferência. No menu superior, com a ferramenta de texto selecionada, utilize a seguinte configuração para a tipografia:

- Fonte Calibri Bold (já vem instalada no pack de fontes do Photoshop);

- Tamanho 230 pt (mas pode ser maior ou menor, depende do que você está pretendendo atingir com o efeito);

- Cor Branca ou outra, se for sua intenção.

APLICANDO MÁSCARAcom o efeito); - Cor Branca ou outra, se for sua intenção. Após esse processo, adicione

Após esse processo, adicione uma máscara ao texto clicando no ícone “ Add Mask Vector/Adicionar Máscara de Vetor”, no final da paleta flutuante Layer/Camadas (F7). Após a configuração, o resultado será parecido com esse:

flutuante Layer/Camadas (F7). Após a configuração, o resultado será parecido com esse: DC MAGZ | EDIÇÃO

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CONSTRUÇÃO DO EFEITO Agora, selecione os Brushes/Pincéis (B) e clique com o botão direito do
CONSTRUÇÃO DO EFEITO Agora, selecione os Brushes/Pincéis (B) e clique com o botão direito do

CONSTRUÇÃO DO EFEITO

Agora, selecione os Brushes/Pincéis (B) e clique com o botão direito do mouse em cima do documento. Escolha o brush de número 1860 num tamanho de mais ou menos 180. Certifique-se que a máscara esteja selecionada e o fo- reground com a cor preta. Após isso, passe o brush pela parte superior do texto, depois nos lados e parte inferior. Certifi- que-se que passará o brush apenas nas pontas. O resultado será algo parecido com a foto acima. Clique com o botão direito e escolha o Brush 2048 e pas- se-o pelas letras. Utilize tamanhos diferentes para cada letra e como a máscara está ativa, ela vai permitir que você faça a interação do fundo da imagem com o texto. Certifique-se que o foreground esteja na cor preta. Não existe um limite nessa parte, você pode fazer até o ponto que achar melhor.

nessa parte, você pode fazer até o ponto que achar melhor. Não esqueça que a seleção
nessa parte, você pode fazer até o ponto que achar melhor. Não esqueça que a seleção

Não esqueça que a seleção de cor deve estar disposta dessa maneira para que a aplicação na máscara funcione. Aplique com a cor preta no foreground (quadrado à frente) com a más- cara selecionada.

(quadrado à frente) com a más - cara selecionada. 56 DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1 WORKSHOP

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WORKSHOP

- cara selecionada. 56 DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1 WORKSHOP ADICIONANDO ELEMENTOS Agora, escolha outro pincel
- cara selecionada. 56 DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1 WORKSHOP ADICIONANDO ELEMENTOS Agora, escolha outro pincel
- cara selecionada. 56 DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1 WORKSHOP ADICIONANDO ELEMENTOS Agora, escolha outro pincel

ADICIONANDO ELEMENTOS

Agora, escolha outro pincel (recomendo o 2030), pinte a tipografia nas extremidades. Use os colchetes – [] - pró- ximos do Enter para aumentar e diminuir o tamanho do brush. Trabalhe com brushes e tamanhos diferentes para ter um efeito melhor. Encontre uma forma que melhor se ajuste a você, a ideia é fazer a desconstrução do texto, veja os exemplos e detalhes aqui dispostos. Você também pode trabalhar aumentando os brushes de tamanho, e os aplicando ao redor da tipografia, fazendo as- sim com que fique mais realista o resultado final. Mudar de Brush pode ser uma boa ideia também, você pode até usar um brush diferente para cada letra. Fique à vontade.

usar um brush diferente para cada letra. Fique à vontade. TEXTURA E FINALIZAÇÃO Pra finalizar, você
usar um brush diferente para cada letra. Fique à vontade. TEXTURA E FINALIZAÇÃO Pra finalizar, você
usar um brush diferente para cada letra. Fique à vontade. TEXTURA E FINALIZAÇÃO Pra finalizar, você

TEXTURA E FINALIZAÇÃO

Pra finalizar, você ainda pode aplicar uma textura para ser usada como parte do material. Baixe uma textura de sua preferência, clique no menu File/Arquivo, depois em Pla- ce Embedded/Inserir Incorporado. Dessa forma, você co- locará uma imagem no arquivo já existente. Após colocar a textura, clique em ENTER para confirmar. Agora, clique na paleta flutuante de Layer/Camada (F7), faça duas cópias dessa textura clicando em CTRL + J 2 vezes. Coloque uma imagem acima da camada “em branco”, e uma acima da ca- mada com texto. Depois disso, clique em cima das texturas com o botão direito e procure por Create Clipping Mask/Criar Máscara de Corte. Repita o processo com as duas texturas e o resul- tado será como o exposto na capa da matéria. Bem galera, espero que o tutorial possa ter contribuído para a formação de vocês, muito bom estar nesse espaço. Abraços e um suco de maracujá!

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Victor Mignone DESTAQUE HAND LETTERING A TRAJETÓRIA DE SEAN WES Bem, quando fui convidado para

Victor Mignone

DESTAQUE

Victor Mignone DESTAQUE HAND LETTERING A TRAJETÓRIA DE SEAN WES Bem, quando fui convidado para escrever

HAND

LETTERING

A TRAJETÓRIA DE

SEAN WES

Bem, quando fui convidado para escrever um artigo para essa sessão fiquei durante alguns dias matutando sobre quem iria escrever. Pensei em diversos designers já consagrados como Carson, Brody e Sagmeister; mas depois me perguntei: Para que falar desses caras que todo mundo já conhece? Sim, acredito que a intenção dessa sessão seja mais en- volvente, mais interativa e muito, mas muito mais so- bre descoberta. Muitas vezes nós criativos nos sentimos carregando o peso do mundo nas costas, querendo sem- pre inovar, fazer um trabalho diferente, ajudar o cliente alcançar o sucesso e vez ou outra, ganhar um prêmio; mas nesse interim esquecemos que podemos ter em ou- tro lugar do globo alguém desenvolvendo um trabalho primoroso, de qualidade e que vem mudando muitas ro- tinas. Foi assim que conheci o trabalho do designer nor- te-americano, Sean McCabe, a.k.a Seanwes.

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Se você curte hand lettering, esse designer conseguiu viver inteiramente dessa atividade, vendendo produtos, ensinando e também produzindo conteúdo.

A história de Sean é bastante divulgada por ele, in- clusive muito comentada em seu podcast, que hoje já passou dos 200 episódios e que vai ao ar todas as quartas e sextas.

Sean não possui formação em design, ele é um auto-di- data que iniciou sua trajetória com uma empresa de manu- tenção de computadores, em sua cidade natal, San Antonio no estado do Texas. Foram alguns anos focado em prestar manutenção em computadores, até que conheceu um web- -designer que viria a ser seu sócio para-time numa emprei- tada focada em desenvolvimento de websites.

Com o tempo o negócio foi evoluindo, mas seu tempo continuava dividido entre manutenção de computadores e sua em-

web, Sean ainda encontrava tempo para praticar sua grande paixão, lettering. Eram sessões de 6–8h, todas as noites, os 7 dias

a

presa de desenvolvimento web. Como bem

da semana. Uma verdadeira obsessão, reali-

zero,

sabemos, atenção dividida é o mesmo que produtividade dividida. Observando os re- sultados da empresa de desenvolvimento web, Sean e seu sócio abriram mão da em- presa de manutenção de computadores e resolveram focar em desenvolvimento web. Mas Sean é uma mente criativa, e como sabemos, mente criativas raramente conse- gue se sentir “assentados”. Mesmo trabalhando uma média de 10h/ dia na sua empresa de desenvolvimento

zada ininterruptamente durante 2 anos. Em seu processo de crescimento, sempre buscou compartilhar seu trabalho, que era pouco notado. Até que um dia, passou a ser. Por que? Sean acredita ser por conta da consistência. Estar presente criativamente em redes durante dois anos, todos os dias da semana, construiu um grande repositório de trabalhos, que aos poucos sua audiência ia descobrindo seu trabalho. Após essa descoberta seus estoques foram

seu nome ganhou alguma notoriedade e Sean aproveitou para assu- mir 100% do seu tempo com o desen- volvimento de hand lettering. Ele pro- duzia lettering para clientes, grandes e pequenos, locais e globais. Ele chegou a cobrar seis dígitos por um projeto de lettering. Já pensou isso ocorrendo aqui no Brasil? Pois é, qualidade e consistên- cia o levaram a isso.

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Após esse sucesso em projetos para clientes, Sean ainda queria mais, e passou a dedicar mais um pouco do seu tem- po em compartilhar. Criou um podcast ensinando sua audiência a viver do que amam, afinal, designer não se alimenta papel. Além disso ele criou uma série de cursos via web. O primeiro deles, Learn- Lettering.com faturou mais de seis dígi- tos no lançamento; sendo relançado em 2015 e faturando sete dígitos. Além do curso learnlettering.com, Sean transformou sua empresa de design numa empresa de mídia, com podcasts sobre variados temas que podem ajudar os designers e criativos; ensina em cursos de como valorizar seu trabalho e receber valores justos por ele e ainda mostra se- manalmente como o conteúdo pode mu- dar a história da sua carreira. Sean tem se destacado no mercado lá de fora, e isso é bom, pois mostra para nós que com paixão, dedicação e consistência conseguimos alcançar ex- celentes resultados.

RELAÇÃO COM DESIGN

Apesar de não ter uma formação formal na área de Design, Sean nos mostra em seu blog sobre lettering como que a prá- tica o ensinou. Claro, não apenas a práti-

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Fulano logia documentada de um processo que resolve um problema - e me responda se
Fulano
logia documentada de um processo que
resolve um problema - e me responda se
acredita realmente que o trabalho de Sean
não é design.
Espero que tenham gostado do perfil
deste incrível artista, aproveito para lem-
brar à vocês que no blog do Design Cultu-
re você encontrará diversas matérias com
conteúdo complementar a essa.

SHOWCASE

matérias com conteúdo complementar a essa. SHOWCASE ca de mercado, mas a prática deliberada, aquela que

ca de mercado, mas a prática deliberada, aquela que aproveitamos nosso tempo para estudar o que realmente desejamos. Sean aproveitou o sistema americano de ensino, o fácil acesso à informações

e sua determinação diferenciada para

aprender o máximo que pôde sobre de- sign, e pelo jeito, foi muito bem aprendido. Entender sobre tipos não é fácil. Sa- ber termos como olho, altura-x, contra- -forma, peso, pontos, haste…enfim uma infinidade de termos técnicos que mui- tas vezes vemos estudantes de design se confundirem. Seus estudos de caso são riquíssimos

se confundirem. Seus estudos de caso são riquíssimos demonstram passo-a-passo como o processo de design está

demonstram passo-a-passo como o processo de design está intrinseca- mente ligada a cada projeto que ele realiza. Seus artigos ajudam

a entendermos sobre compo-

sição e escolha ideal de esti- lo dos tipos, entendermos o

poder comercial de uma peça que utiliza o lettering, passan-

do pela construção de seu es-

tilo próprio até chegarmos no desenvolvimento estruturado de um processo criativo. Se você ainda se perguntar se isso é design, tire algumas horas para ler o conteúdo de Sean. Compare com o que você sabe que é design - metodo-

e

horas para ler o conteúdo de Sean. Compare com o que você sabe que é design
horas para ler o conteúdo de Sean. Compare com o que você sabe que é design
horas para ler o conteúdo de Sean. Compare com o que você sabe que é design

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Fulano
Fulano

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Fulano 62 DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1 Realização www.designculture.com.br

Realização

Fulano 62 DC MAGZ | EDIÇÃO Nº1 Realização www.designculture.com.br

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