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Faculdade de Tecnologia e Ciências Sociais Aplicadas – FATECS – Arquitetura e Urbanismo Professora Arquiteta

Faculdade de Tecnologia e Ciências Sociais Aplicadas – FATECS – Arquitetura e Urbanismo Professora Arquiteta Dra. Eliete de Pinho Araujo eliete.araujo@uniceub.br

Reitor: Getúlio Lopes Diretor da FATECS: José Pereira da Luz Filho Coordenador: José Galbinski Curso: Arquitetura e Urbanismo Disciplina: Instalações I Professora: Dra. Eliete de Pinho Araujo

Apostila de Hidráulica

2006

Faculdade de Tecnologia e Ciências Sociais Aplicadas – FATECS – Arquitetura e Urbanismo Professora Arquiteta

Faculdade de Tecnologia e Ciências Sociais Aplicadas – FATECS – Arquitetura e Urbanismo Professora Arquiteta Eliete de Pinho Araujo eliete.araujo@uniceub.br

Índice

1. Hidrômetros

1.1. Tipos de Hidrômetros

1.2. Características dos Hidrômetros

1.3. Prescrição sobre a Instalação dos Hidrômetros

2. Elevação de Água

2.1. Carneiro Hidráulico

2.2. Bombas

3. Água Quente

3.1. Generalidades

4. Aquecimento Solar

4.1. Generalidades

5. Altura Manométrica

5.1. H de Recalque e Sucção

5.2. Solução

5.2.1. Cálculo de Débito (Descarga e Vazão) Q

5.2.2. Diâmetros Pedidos

5.2.3. Perdas de Recalque (Jr)

5.2.4. Perdas de Sucção (Js)

5.2.5. Altura Manométrica (Hm)

6. Bibliografia

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Legenda e especificações:

– eliete.araujo@uniceub.br Legenda e especificações: 1. Hidrômetros   Precisão: erro máximo de 3%

1. Hidrômetros

 

Precisão: erro máximo de 3%

Durabilidade

Fácil mecânica

Índice de Qualidade do Hidrômetro

Sensibilidade: registra o menor movimento de água

1.1.

Tipos de Hidrômetros

Volumétricos - volume de água. Se baseiam na medida do número de vezes que uma câmara de volumes conhecidos se enche e esvazia;

Taquimétricos - corrente de água. Se baseiam na medida da velocidade do fluxo d'água através de uma seção de área conhecida. Obs: Os hidrômetros volumétricos são indicados nas instalações de pequenas vazões e os taquimétricos para as grandes vazões (Louis J. Day - Instalações Hidráulico- sanitárias).

1.2.

Características dos Hidrômetros

Os volumétricos são de maior sensibilidade e precisão, podendo ser:

De êmbolo alternativo: pouco usado, ocasiona grande perda de carga;

De êmbolo rotativo: muito usado pelas vantagens de precisão, leveza e durabilidade;

De disco oscilante: muito usado, porém de menor precisão que o de êmbolo rotativo.

Os taquimétricos são de fabricação mais simples e de menor custo e podem ser:

De rodas de palhetas;

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De molinete horizontal: indicado para grandes vazões;

De molinete vertical: é mais sensível e menos sujeito ao desgaste por atrito.

1.3.

Prescrições sobre a Instalação de Hidrômetros:

Qualquer ramificação só pode ser feita depois do hidrômetro;

Devem ser providos de filtro para evitar a entrada de objetos sólidos capazes de danificar o mecanismo. Estes filtros devem ter grelha removível para limpeza;

Quando a pressão de rede pública é muito elevada, pode ser instalada entre o filtro e o hidrômetro uma válvula redutora de pressão adequada ao tipo de hidrômetro escolhido. (Fig. 1.1)

adequada ao tipo de hidrômetro escolhido. (Fig. 1.1) Fig. 1.1. Válvula redutora de pressão Fig.1.2. Hidrômetro

Fig. 1.1. Válvula redutora de pressão

(Fig. 1.1) Fig. 1.1. Válvula redutora de pressão Fig.1.2. Hidrômetro tipo “KL” (tampa de Plexiglass) -

Fig.1.2. Hidrômetro tipo “KL” (tampa de Plexiglass) - LAO

2. Elevação de Água

“KL” (tampa de Plexiglass) - LAO 2. Elevação de Água Fig. 1.3. Hidrômetro vertical tipo WV

Fig. 1.3. Hidrômetro vertical tipo WV - LAO

 

Carneiro

   

hidráulico

Elevação

 

Alternativas

 

Bombas

 

Rotativas

 

Rotativas

 
   

Centrífugas

2.1. Carneiro Hidráulico

É um meio mecânico de elevação d'água usado desde a antigüidade, não necessitando energia externa para se conseguir o recalque. Usa somente o "golpe de ariete",

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que é uma onda de pressão resultante de uma súbita interrupção do escoamento de um fluido. Por ter um rendimento baixíssimo (de 4 a 35%) e por exigir água em abundância, o seu emprego só se justifica em fazendas e localidades rurais onde não se dispõe de eletricidade ou outro motor capaz de acionar a bomba.

de eletricidade ou outro motor capaz de acionar a bomba. Fig. 1.4 Perspectiva de instalação de

Fig. 1.4 Perspectiva de instalação de carneiro hidráulico.

2.2. Bombas

As bombas utilizadas no recalque da água ou outro fluido podem ser classificadas nos seguintes tipos:

Volumétricas

De êmbolo ou pistão (alternativas);

Rotativas: de engrenagem e de palheta

De escoamento

Centrífugas;

Axiais.

Diversas

Injetoras;

Ar comprimido;

Carneiro hidráulico

3. Água Quente

3.1. Generalidades

As instalações de água quente destinam-se a banhos, higiene, utilização em cozinha (na lavagem e confecção de refeições), lavagem de roupas, finalidades médicas ou industriais. Segundo a norma P-NB-128, as instalações de água quente devem proporcionar:

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Garantia de funcionamento de água suficiente, sem ruído, com temperatura adequada e, sob pressão, necessária ao perfeito funcionamento das peças de utilização.

Preservação rigorosa da qualidade da água.

As temperaturas mais usuais são:

uso pessoal em banhos ou higiene

35

a 50°C

em cozinhas (dissolução de gorduras)

60

a 70°C

em lavanderias

75

a 85°C

em finalidades médicas( esterilização)

100°C ou mais

O abastecimento de água quente é feito em encanamentos separados dos de água fria e pode ser de três sistemas:

Aquecimento individual ou local;

Aquecimento central privado (domiciliar);

Aquecimento central do edifício.

No aquecimento individual ou local, a água fria é retirada das colunas normais de abastecimento e em contato com uma fonte de produção de calor (gás, óleo, eletricidade etc.) aumenta sua temperatura, ficando em condições de utilização. Localizam-se em geral nos banheiros ou cozinhas e atendem a poucos aparelhos.

No aquecimento central privado há uma instalação central para a unidade residencial de onde partem as tubulações para diversos pontos de utilização (banheiros, cozinhas, toaletes, etc.)

No aquecimento central do edifício há uma instalação geral, normalmente no térreo ou subsolo, de onde partem as ligações de água quente para as diversas unidades do edifício.

de água quente para as diversas unidades do edifício. Fig. 1.5. Rede d'água de um conjunto

Fig. 1.5. Rede d'água de um conjunto de edifício

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Estimativa de consumo

Prédio

Consumo litros/dia

Alojamento provisório

24

por pessoa

Casa popular ou rural

36

por pessoa

Residência

45

por pessoa

Apartamento

60

por pessoa

Quartel

45

por pessoa

Escola internato

45

por pessoa

Hotel (sem cozinha e sem lavanderia)

36 por hóspede

Hospital

 

125 por leito

Restaurante e similar

12

por refeição

Lavanderia

15 por kg de roupa

Tab. 1. Consumo de água quente nos edifícios em função do número de aparelhos em litros por hora a 60°C

Aparelho

Apartamento

Clube

Ginási

Hospital

Hotel

Fábric

Escritório

Residênci

Escola

o

a

a

Lavatório

                 

privado

2,6

2,6

2,6

2,6

2,6

2,6

2,6

2,6

2,6

Lavatório

                 

público

5,2

7,8

10,4

7,8

10,4

15,6

7,8

-

19,6

Banheiras

26

26

39

26

26

39

-

26

-

Lavador de

                 

pratos

19,6

65

-

65

65

26

-

19,5

26

Lava-pés

3,9

3,9

15,6

3,9

3,9

15,6

-

3,9

3,9

Pia de

                 

cozinha

13

26

-

26

26

26

-

13

13

Tanque de

26

36,4

 

36,4

36,4

36,4

 

26

 

lavagem

-

-

-

Pia de copa

6,5

13

-

13

13

-

-

6,5

13

Chuveiros

97,5

195

292

97,5

97,5

292

-

97,5

292

Consumo

                 

máximo

30

30

10

25

25

40

30

30

40

provável %

Capacidade

                 

reservatório

125

90

100

60

80

100

200

70

100

%

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Tab. 2. Consumo de água quente nos edifícios, em função do número de pessoas

Tipo de

edifício

Água quente

Consumo nas ocasiões de "peak" em l/h

Duração do

Capacidade

Capacidade horária de aquecimento/ uso diário

necessária a

60°C

"peak" horas

de carga

do

reservatório

   

consumo

diário

 

Residência

         

Apartamento

50 l por pessoa /dia

1/7

4

1/5

1/7

Hotel

Edifício de

2,5 l por pessoa/dia

       

escritórios

1/5

2

1/5

1/6

Fábrica

6,3 l por pessoa/dia

1/3

1

2/5

1/8

Restaurante

1,9 l /refeição

       

3ªclasse

3,2l/refeição

1/10

1/10

2ªclasse

5,6l/refeição

1ªclasse

Restaurante 3

         

refeições por

1/10

8

1/5

1/10

dia

Restaurante 1

         

refeição por

1/5

2

2/5

1/6

dia

4. Aquecimento Solar

4.1. Generalidades

Dentre as fontes alternativas de energia calorífera de que podemos dispor sem maiores problemas, destaca-se a de origem solar.

Além de se tratar de uma fonte inesgotável de energia, ela ainda apresenta algumas vantagens em relação aos processos tradicionalmente empregados para aquecimento de água.

Economicamente, em certos locais, a substituição de energia elétrica pela solar chega a atingir 80 a 90%.

É um sistema que pode ser largamente difundido porque é tecnicamente viável e não apresenta nenhuma possibilidade de poluição.

Oferece total segurança, tanto para as pessoas como para os equipamentos.

Quanto a manutenção, não apresenta maiores gastos, a não ser quando o processo se torna mais complexo e sofisticado. Neste caso, há o emprego de equipamentos auxiliares, como eletrobombas, resistências elétricas, termostatos e válvula unidirecional.

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5. Altura Manométrica

Calcular a altura manométrica e os diâmetros de recalque e sucção para duas bombas instaladas no pilotis de um edifício de 8 pavimentos com 4 apartamentos por andar, sendo dados:

5.1.

Altura de Recalque e Sucção:

6 pessoas por apartamento;

Entrada de água no reservatório superior a 3m acima da laje de cobertura;

Altura de sucção 1,5 m;

Pé direito do andar tipo 3,15m;

Comprimento da canalização de recalque 35m com as seguintes peças:

1 VR tipo leve;

3 registros de gaveta (aberto);

4 curvas de 90°(rosca externa) - raio longo;

1 T de passagem direta.

Comprimento de canalização de sucção de 3,5m com as seguintes peças:

1 válvula de pé;

1 registro de gaveta (aberto);

2 curvas de 90°(rosca aberta) - raio longo.

A velocidade é de 1,5 m/seg

5.2.

Solução:

5.2.1. Cálculo de Débito (Descarga, Vazão) Q:

Q =

8 pav. x 4 aptos/andar = 32 aptos 32aptos x 6 pessoas = 192 pessoas 192 pessoas x 200 l/dia = 38.400 l/dia

Q = _38.400_

_volume_

Q = _38.400_

Q = 1,7 l/seg

tempo 1h = 60 minutos 1h = 3.600segundos 1h = 21.600 segundos

6h

21.600Seg

5.2.2.

Diâmetros Pedidos:

Q = 1,7l/seg Dr = 1 1/2"

e

V = 1,5m/seg Jr = 0,12 m

(ÁBACO) (com Q e V)

Ds = 2”

Js

= 0,03 m ( com Q e Ds)

Ds sempre um ponto acima de Dr

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5.2.3. Perdas de Recalque (Jr):

Perdas: Resistência que se opõe ao movimento da água. TAB: 9

1

válvula de retenção

3,2

3

registros de gaveta

3 x 0,3 = 0,9 4 x 0,5 = 2,0

4

curvas de 90°

1T

0,9

7,0 m 35,00 + 7,00 = 42,00 m (total do comprimento acrescido) Jr = 42,00 x 0,12 = 5,04m

5.2.4. Perdas de Sucção (Js):

1 válvula de pé

14

1 registro de gaveta

0,4

2 curvas de 90°

0,6

= 1,2

15,6 m 3,5 + 15,6 = 19,1m (total do comprimento da sucção) Js = 19,1 x 0,03 = 0,573m

5.2.5. Altura manométrica (Hm):

Altura do prédio Altura do pilotis Entrada na caixa superior Attura de sucção Jr Js

8pav. x 3,15 = 25,20m

4,35m

3,00m

1,50m

5,04m

0,57m

NOTAS:

39,66

Hm = 39,66m

1. Em altura manométrica as curvas são sempre de raio longo;

2. Para problema de altura manométrica usar sempre velocidade de 1,5 m/seg.

6.

Bibliografia:

6.1.

Hélio Creder: Instalações Hidráulicas e Sanitárias (Livros Técnicos e Científicos Editora

S.A – Grupo GEN), 6.a Edição, 2006.

6.2. Archibald Joseph Macintyre: Instalações Hidráulicas (Editora Guanabara S.A).

6.3. Juan Luís Mascaró: Manual de Loteamentos e Urbanização (Sagra – DC Luzzatto

Editores).