UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO SEMI-ÁRIDO

DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS AMBIENTAIS E TECNOLÓGICAS
BACHARELADO EM CIÊNCIA E TECNOLOGIA

GREGORY LUID SOUZA SANTIAGO

DIMENSIONAMENTO DE UM SISTEMA FOTOVOLTAICO:
ALIMENTAÇÃO DE UM SISTEMA DE ILUMINAÇÃO A LED PARA O
CORREDOR DO PRÉDIO DE LABORATÓRIOS DE ENGENHARIA DE ENERGIA
E MECÂNICA DA UFERSA - MOSSORÓ/RN

Mossoró - RN
2012

1

GREGORY LUID SOUZA SANTIAGO

DIMENSIONAMENTO DE UM SISTEMA FOTOVOLTAICO:
ALIMENTAÇÃO DE UM SISTEMA DE ILUMINAÇÃO A LED PARA O
CORREDOR DO PRÉDIO DE LABORATÓRIOS DE ENGENHARIA DE ENERGIA
E MECÂNICA DA UFERSA - MOSSORÓ/RN

Monografia

apresentada

à

Universidade

Federal Rural do Semi Árido – UFERSA,
Departamento de Ciências Ambientais e
Tecnológicas para obtenção do título de
Bacharel em Ciência e Tecnologia.

Orientadora: Professora Dsc. Fabiana Karla de
Oliveira Martins Varella – UFERSA

Mossoró - RN
2012

Ficha catalográfica preparada pelo setor de classificação e
catalogação da Biblioteca “Orlando Teixeira” da UFERSA
Bibliotecária:
Vanessa de
Oliveira
Pessoa
CRB15/453

S235d

Santiago, Gregory Luid Souza.
Dimensionamento de um sistema fotovoltaico: iluminação a
LED para o corredor do prédio de laboratórios de engenharia de
energia e mecânica da UFERSA-Mossoró-RN. / Gregory Luid
Souza Santiago. -- Mossoró, 2012.
89 f.: il.
Monografia (Graduação em Ciência e tecnologia) –
Universidade Federal Rural do Semi-Árido.
Orientador: Drª. Fabiana Karla de Oliveira Martins Varella.

1. Energia solar fotovoltaica. 2. Sistemas autônomos. 3.
Sistemas de iluminação. I. Título.
CDD: 621.47

.

Profª. Fabiana Varella. À Maria Josélia e Gregório Luis. críticas e discussões que me ajudaram a “amadurecer”. contribuindo ricamente para a minha formação profissional e pessoal. À minha orientadora. pela paciência. À todos os meus familiares e amigos que me apoiaram em todos os momentos. dois artistas na arte de educar e ensinar como encarar a vida. dedicação. heróis na batalha diária de angariar condições de sustentar a nossa família. . Gleicy Louis e Glenda Luana pelos momentos incríveis que passamos juntos. Bemielison Gletson. Aos colegas de curso. motivação. que me suportaram e ajudaram todo esse tempo. em especial a Francisco Marks. Aos membros da banca examinadora pela disponibilidade de participar da avaliação deste trabalho científico. vontade de colaborar para a realização deste trabalho e pelos momentos de aprendizagem em reuniões. Nem todas as palavras no dicionário são suficientes para expressar o meu agradecimento à vocês por tudo quem me proporcionou. visitas técnicas e aulas. Jéssica Bárbara e Anamaria Sena. pelo apoio. Às minhas queridas irmãs. pelos momentos peculiares de estudo e aprendizado mútuo.3 AGRADECIMENTOS A Deus pelo fôlego de vida concedido e pelo privilégio de viver cada dia as suas maravilhas. disponibilidade.

103:2 .” Salmos. e não te esqueças de nenhum dos teus benefícios.4 “Bendize ó minha alma. ao Senhor.

Em particular. Palavras-chave: Energia solar fotovoltaica. Sistemas de iluminação. o sistema é proposto de forma alternativa para diminuição do consumo de energia e diversificação das fontes de eletricidade. foi realizado uma análise de custos de instalação. alimentadas por um sistema solar fotovoltaico autônomo. Esse sistema será responsável por iluminar o corredor dos laboratórios de Engenharia de Energia e Mecânica da UFERSA. As fontes renováveis são uma dessas formas alternativas que tem ganhado destaque mundial. verificando que a sua implantação causaria a economia anual satisfatória para a instituição. Além disso. O projeto do sistema fotovoltaico proposto fundamentou-se. o dimensionamento e especificação dos componentes necessários à instalação do sistema solar fotovoltaico autônomo. em seguida. Após o dimensionamento de todo o sistema. Sistemas autônomos. basicamente. no levantamento das necessidades das cargas a serem alimentadas pelo sistema fotovoltaico e. Neste trabalho foi realizado o dimensionamento de um sistema fotovoltaico autônomo. Portanto. . com finalidade de gerar energia elétrica para um sistema de iluminação de lâmpadas LED. a energia solar fotovoltaica surge como uma grande candidata a estar entre as principais fontes de geração de energia. após os primeiros quatro anos de funcionamento do sistema.5 RESUMO Uma das principais preocupações atuais é a necessidade de diversificar a forma como se obtém energia do planeta. este trabalho tem como objetivo principal propor um projeto de instalação elétrica de iluminação a lâmpadas tube LED.

............. 19 Figura 6 ............Efeito causado pela temperatura da célula na curva característica IxV ( para 1kW/m²) em um módulo fotovoltaico de silício cristalino....2009........................Controlador série com desconexão da carga (LVD) opcional.Componentes básicos de um sistema fotovoltaico autônomo......................................Capacidade mundial de energia solar fotovoltaica.............. ........... 18 Figura 5 ......................... 31 Figura 20 ...... 1995 ....... 17 Figura 4 ...........Eficiência luminosa e custo da tecnologia LED na última década............................Esquema básico de uma célula eletroquímica........................................ 26 Figura 14 .............................. ............... 25 Figura 13 ................ .... 33 Figura 21 .................................... 15 Figura 3 ........ 27 Figura 15 ................................................................Hierarquia fotovoltaica...Sistema autônomo com armazenamento e cargas CC. 21 Figura 8 .........Controlador shunt com desconexão da carga (LVD) opcional.. ........ ..................................... 35 Figura 24 .............................................Lâmpadas a vapor de sódio............................................................................................ 20 Figura 7 ..........Piranômetro.......Ligação de módulos em série....... .......................... 29 Figura 18 ..........................................Lâmpada Incandescente.......Funcionamento da célula fotovoltaica...................... ........................................................................................ 31 Figura 19 ................................. 34 Figura 22 ...................Formas usuais de instalação de módulos fotovoltaicos....................... . 37 Figura 25 .. .....Efeito causado pela variação de intensidade da luz na curva característica IxV para um módulo fotovoltaico.. .................... ................................................Ligação de módulos em paralelo..............................................Curva característica IxV típica de uma célula de silício monocristalino.. ........................Potencial de energia solar global.......... 27 Figura 16 .............6 LISTA DE FIGURAS Figura 1 ................................................................. HK-T5-1211-X........Curvas típicas do efeito da profundidade de descarga e da temperatura na vida útil da bateria.. 14 Figura 2 ...................... ................................................................................................ 38 Figura 26 .Lâmpada tube LED........... 40 ...... 21 Figura 9 .................................. ................................... 22 Figura 11 .. ........... .......................... .................... 28 Figura 17 .............................. 34 Figura 23 .................. ............................................................ ....... .....................Parâmetros de potência máxima.............. ..................................Diagrama da metodologia adotada no dimensionamento do sistema fotovoltaico...Ligação de módulos em série-paralelo................. ....................... . ............. . 22 Figura 10 . normalizada pela corrente de curto-circuito...............................................Lâmpada fluorescente.....Evolução da eficiência luminosa das lâmpadas............... 23 Figura 12 ..................................................................................

.......... ..................................................................... 65 Figura 43 .... ..Módulo SM ....... 62 Figura 40 ..Média diária da radiação solar.... 52 Figura 32 ......... 73 .... 66 Figura 44 ........Exemplo de ampliação para 12 módulos............63 KSM. .......................... ..................................................................... FRONIUS... ....... média anual...................Energia solar acumulada.................................. ....Instalação de suporte tipo garra........Insolação diária em horas.......................... FRONIUS...Controlador de carga CX20.........Figura 27 .........................Localização de instalação dos módulos fotovoltaicos......... 58 Figura 36 ........ . 57 Figura 34 ....................................Projeção da vida útil em função da temperatura... INSTRUTHERM....... 51 Figura 31 ...................... IZIWALKER.......... 41 Figura 28 ... 70 Figura 46 .. .................................. 63 Figura 41 ................ 71 Figura 49 ...................... 50 Figura 29 .................................................. 51 Figura 30 ......Quadro SIMBOX XF ................................................ .............. 69 Figura 45 .....................Visão interna da caixa de junção CC IG 15/30..............Lâmpada tube LED...................Bateria estacionária DF 4001............ PHOCOS........................................ ............................................. ...................... . HK-T5-1211-X........................................................ ..... ...........Esquema do quadro de controle de cargas e proteção................... 54 Figura 33 .... IZIWALKER......... 59 Figura 37 ............... ..................Caixa de junção CC IG 15/30....Medição de energia solar... 57 Figura 35 ..................................................................................................... .................................Curva de disparo C.Ciclo de vida em função da profundidade de descarga............................... 71 Figura 48 ..........................................36 módulos de disjuntores............................................. ... 61 Figura 38 .......... 70 Figura 47 ...........Diagrama esquemático do sistema solar fotovoltaico autônomo .......Piranômetro MES-100............................................... .........Suporte tipo garra............ ................ 64 Figura 42 ..Dimensões do quadro SIMBOX XF............ .Dimensões do disjuntor utilizado....................... 62 Figura 39 ........... ..........................................

............................................. 64 Tabela 20 ........... 60 Tabela 17 ..... 52 Tabela 5 .... 66 Tabela 21 .......................................8 LISTA DE TABELAS Tabela 1 ..............Características do módulo fotovoltaico SM – 63 KSM................... 55 Tabela 10 ................................................................................................................................. ............ 54 Tabela 8 ................... ................... .. 24 Tabela 2 ...................... 68 Tabela 23 ........................................Potência da iluminação LED.................................Características da lâmpada LED HK-T5-1211-X.. 42 Tabela 4 .... 67 Tabela 22 . ........................Cálculo da economia financeira anual............ ........................Cálculo de consumo de cargas.................Cálculo do custo mensal de energia elétrica.Cálculo do número de módulos necessários....... 60 Tabela 16 ................. .....Especificações do piranômetro fotovoltaico MES-100.............. ... ................... .... 57 Tabela 13 ......Dados técnicos da caixa de junção CC IG 15/30..Características do controlador de carga......Cálculo da corrente de projeto........ 55 Tabela 11 ......Levantamento de material............................Cálculo da energia elétrica consumida por mês........Cálculo da corrente nominal do controlador necessário. 59 Tabela 15 .......Comparação entre lâmpadas................. ............. 77 ........................................................ ....Especificação do disjuntor......................................................................Características das formas usuais de instalação de módulos fotovoltaicos.................Cálculo do consumo de cargas corrigido......................................................... FRONIUS...................................... 60 Tabela 18 .... ..........................................Dimensionamento do banco de baterias........ ...........Cálculo do tempo de retorno de investimento.............. 54 Tabela 7 ............ 76 Tabela 28 ...... ...............................Características da lâmpada florescente tubular TLTRS40W-ELD25................... 56 Tabela 12 ........... .........Características técnicas da bateria DF 4001................Dimensionamento dos condutores e eletrodutos...........Cálculo do número de horas de Sol Pleno..................Potência total da iluminação atual................................ 35 Tabela 3 ..........Cálculo da economia financeira nos primeiros 4 anos.. .................Cálculo do número de baterias necessárias.................... 74 Tabela 25 ........... ....... 69 Tabela 24 .... ...................... ................ .. 58 Tabela 14 ................. 76 Tabela 29 ............... 75 Tabela 26 ................................................ ................................................................ ............... .............. ..... 63 Tabela 19 ..................... ........................ .............. 53 Tabela 6 ...................Dimensionamento dos módulos fotovoltaicos. ................Dimensionamento dos disjuntores........................................... 76 Tabela 27 ....... 55 Tabela 9 ..........................................................

Qualidade e Tecnologia LCD – Liquid Crystal Display (Display de Cristal Líquido) LED – Light Emitting Diode (Diodo Emissor de Luz) LVD – Low Voltage Disconnect (Desconexão à Baixa Voltagem) MME .9 LISTA DE SIGLAS ABNT ― Associação Brasileira de Normas Técnicas ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica CEPEL – Centro de Pesquisas de Energia Elétrica COSERN – Companhia Energética do Rio Grande do Norte CRESESB – Centro de Referência para Energia Solar e Eólica Sérgio de Salvo Brito EMPARN – Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte ENCE – Etiqueta Nacional de Conservação de Energia EUA – Estados Unidos da América EVA – Etil Vinil Acetato INMETRO – Instituto Nacional de Metrologia.Ministério de Minas e Energia NBR – Norma Brasileira PBE – Programa Brasileiro de Etiquetagem PROPLAD – Pró-Reitoria de Planejamento e Administração PVC – Polyvinyl Chloride (Cloreto de Polivinila) PWM – Pulse-Width Modulation (Modulação por largura de pulso) REN21 – Renewable Energy Policy Network for the 21st Century (Rede de Políticas de Energias Renováveis para o Século XXI) SIN – Superintendência de Infraestrutura SP – Sol Pleno UFERSA – Universidade Federal Rural do Semi-Árido .

....... MATERIAIS E MÉTODOS ....7................ 33 2... 28 2.......................... ANÁLISE DE CUSTOS .............. 50 4....... 40 3. OBJETIVOS ESPECÍFICOS ....................................................... 56 4.................... 50 4....... ESTIMATIVA DE CARGA ........4.... 16 2.......................5.... 47 3........................ AVALIAÇÃO DO RECURSO SOLAR ........................... ILUMINAÇÃO LED ...........................3............ 46 3.................. INTRODUÇÃO ......... 30 2......................................................... 53 4..................................................................... DIVISÃO DO SISTEMA FOTOVOLTAICO ............................................................ 36 3............. 44 3.............2....................... O módulo fotovoltaico ........................................ Aplicações da energia solar fotovoltaica ...1.......1................................... 43 3... ORIENTAÇÃO E DO ÂNGULO DE INCLINAÇÃO DOS MÓDULOS .................... DIMENSIONAMENTO DOS MÓDULOS FOTOVOLTAICOS .................. OBJETIVO GERAL .........1........................................................................................................................................... CÁLCULO DA CORRENTE DE PROJETO ...................................................... Controladores de carga .......2............ DIMENSIONAMENTO DO BANCO DE BATERIAS ......................................... SISTEMAS FOTOVOLTAICOS AUTÔNOMOS ....... 42 3.......................................... ESPECIFICAÇÃO DO CONTROLADOR DE CARGA ................. 45 3..............................2.... 13 1.2..............................10 SUMÁRIO 1...... ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA ... Baterias .....1.......................9............... 41 3.....4. CÁLCULO DA CORRENTE DE PROJETO ............2... 20 2............................ 47 3................ PROJETO ELÉTRICO ...................... 56 ...........................8............................................................. 13 2.................................... 18 2................................ ANÁLISE DOS RESULTADOS ..................1..............................................3...... 12 1................................. ESTIMATIVA DE CARGA .....................................................................................................3.....................2.................1.........3....................................................6............................ 17 2.......................... 52 4.................................................5................................. ILUMINAÇÃO DE AMBIENTES .....................2.........1...................1..... 44 3......3..2........... DIMENSIONAMENTO DO BANCO DE BATERIAS .......................4.......................................... DETERMINAÇÃO DA LOCALIZAÇÃO...................................... Tipos de lâmpadas ..... ENERGIA SOLAR ........................................................................ 32 2........................................................................ AVALIAÇÃO DO RECURSO SOLAR .. 14 2...........10........................................................................... 48 4................................ DIVISÃO DO SISTEMA FOTOVOLTAICO .......

.......................... 68 4....................... Perfil de consumo atual e análise de tempo de retorno do investimento75 5.............. 74 4...............7.................................... 78 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ..........10.................. 72 4.11 4....... 70 4.............................................................5.................9............4.....................2. ANÁLISE DE CUSTOS ..................... Especificação do quadro de controle de carga e de proteção ..........................1.............................10.............9....... PROJETO ELÉTRICO .........................1..................... ESPECIFICAÇÃO DO CONTROLADOR DE CARGA .....3................................................. CONCLUSÕES .................................... 65 4......... 65 4.....9................... Aterramento .. ORIENTAÇÃO E DO ÂNGULO DE INCLINAÇÃO DOS MÓDULOS .......... Interconexão dos módulos fotovoltaicos .................... Levantamento de material e orçamento ..............9............................................................. 66 4................8.......................................9...........9............................... 63 4................ 59 4.......... 74 4................ 61 4........................................2.. 84 ........................................... Especificação dos condutores e dos eletrodutos ...6.......10............... DIMENSIONAMENTO DOS MÓDULOS FOTOVOLTAICOS .............................................. DETERMINAÇÃO DA LOCALIZAÇÃO.. Dimensionamento dos dispositivos de proteção e manobra ..... 79 APÊNDICES ..............................

maior tempo de vida útil. redução de impactos ambientais e facilidade para sua incorporação em ambientes domésticos e industriais. sendo muito utilizado em sistemas autônomos. ao ser devidamente polarizada. e também são dispositivos de pequeno porte com alta emissão de luz. uma delas é a partir do aproveitamento direto da radiação solar pelo efeito fotovoltaico. buscando a eficiência energética dos sistemas de iluminação. sensores. a saber. e o avanço da eletrônica têm contribuído para a disseminação e utilização de um sistema de iluminação ainda pouco utilizado no país. Os LEDs apresentam muitas vantagens em relação às lâmpadas convencionais. tem-se buscado intensificar os estudos e a disseminação dessas tecnologias. baixos custos de manutenção e vida útil longa. podem emitir luz visível. A conversão direta da radiação solar em eletricidade é chamada de energia solar fotovoltaica. o sistema de iluminação utilizando o diodo emissor de luz – LED (Light Emitting Diode). INTRODUÇÃO A necessidade de implantação das energias renováveis no cenário mundial de geração de energia elétrica já está confirmada há anos. Os objetivos são divididos em objetivos geral e específicos.12 1. São fontes frias de luz. Diante do exposto. maior resistência a choques mecânicos. Devido à isso. O desenvolvimento dos projetos luminotécnicos. . Dentre as variadas formas de gerar energia elétrica de forma alternativa e sustentável. As principais vantagens de utilizar um sistema fotovoltaico são modularidade. quando submetidos a uma diferença de potencial. o que permite sua utilização em alarmes. Os LEDs são dispositivos optoeletrônicos constituídos por uma junção semicondutora que. mostradores. o presente trabalho tem como objetivo dimensionar um sistema que integre esse tipo de sistema de iluminação com a tecnologia solar fotovoltaica.

no corredor dos Laboratórios de Engenharia de Energia e Engenharia Mecânica do Campus Leste da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA). • Adoção de um método para dimensionamento do sistema fotovoltaico.13 1. Mossoró/RN. . • Análise e estimativa de substituição do sistema de iluminação fluorescente por iluminação a LED. OBJETIVO GERAL Dimensionar um sistema fotovoltaico autônomo para fornecer energia elétrica a um sistema de iluminação utilizando lâmpadas tipo LED.1. • Identificação dos principais equipamentos utilizados em sistemas fotovoltaicos autônomos. • Dimensionamento de todos os equipamentos necessários para o funcionamento do sistema fotovoltaico autônomo. • Análise dos custos de implantação. • Desenvolvimento do projeto elétrico do sistema de geração de energia proposto no trabalho. OBJETIVOS ESPECÍFICOS Para alcançar o objetivo geral foram estabelecidos os seguintes objetivos específicos: • Levantamento bibliográfico sobre temas específicos envolvendo o trabalho em questão. 1.2.

Nesse caso. 2008. Figura 1 . Em um corpo localizado na superfície terrestre. condições meteorológicas. p151). das estações do ano. entre outros fatores (ANEEL. Fonte: Rosa & Filho. p. pode-se concluir que o potencial de aproveitamento da energia do sol será bem diversificado para as diferentes regiões do mundo.14 2. ela pode ser transformada em energia térmica ou energia elétrica (ANEEL. As regiões entre os trópicos.83). altitude. Devido às variações climáticas. por sua vez.Potencial de energia solar global. p. As radiações eletromagnéticas advindas do sol que atingem a atmosfera terrestre manifestam-se sob a forma de luz visível. pois dependem da latitude. as regiões que se encontram acima do Círculo polar ártico e abaixo do Círculo polar antártico possuem um nível de radiação considerado de baixo potencial. dispersões e absorções até incidir no solo. Os níveis de radiação incidente na superfície da Terra não são uniformes. diretas e difusas (REIS. ENERGIA SOLAR A energia solar é a forma de aproveitamento da energia proveniente da radiação solar incidente na superfície terrestre.18. A transmissão dessa forma de energia proveniente do sol para a Terra ocorre por meio de radiações eletromagnéticas. possuem um alto potencial de energia solar. 2007. 2008. p. a radiação total é a soma das radiações refletidas.84). 2003. é necessário utilizar uma forma de captação desta luz através da absorção (normalmente utilizam-se superfícies escuras para essa absorção). Logo. Essa luz pode ser captada e transformada em energia. Como mostra a Figura 1. . Para obter a energia térmica do sol. a radiação incidente na atmosfera sofre reflexões.

O aproveitamento da energia solar para produção de eletricidade pode ocorrer de duas formas distintas. Fonte: Aldabó. Já a intensidade da radiação solar é obtida em W/m² (REIS. são utilizadas as chamadas células fotovoltaicas. mostrado na Figura 2. 2002. Em contrapartida. Figura 2 . 18). dos quais se destaca o piranômetro. onde as principais unidades de medida dessa energia são: Langley/dia (ly/dia). detectando as radiações em todas as direções (ALDABÓ. . Os dados solarimétricos coletados pelos medidores são apresentados em forma de energia ao longo de um dia. A primeira ocorre pela utilização do calor gerado pela irradiação para produção de vapor. utilizado na geração de energia elétrica em usinas termelétricas. p. Diante das formas de aproveitamento da energia solar expostas.dia e Wh/m². Este instrumento. através do efeito fotovoltaico. cal/cm². Esse princípio é bastante utilizado para aquecimento de água e de ambientes e secagem de alimentos. 152). no presente trabalho a energia solar será utilizada para a geração de eletricidade através das células fotovoltaicas. a chamada energia solar fotovoltaica. p.Piranômetro. 2002. A radiação solar total pode ser mensurada por meio de diversos equipamentos.15 Essa luz concentrada é transformada em calor. 18. p. possui o seu sensor de medição localizado no plano horizontal. 2003. é possível a transformação direta da radiação solar em eletricidade. Nesse caso. portanto.

p. Historicamente. A célula de silício é composta de duas camadas: uma delas é dopada com um elemento que tende a perder elétrons (material tipo N) e outra com um elemento (material tipo P) que tende a absorver elétrons (ALDABÓ. e consequentemente. O efeito de conversão fotovoltaica pode ser observado nos semicondutores. 26). p. Para que esse fenômeno ocorra. 29). ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA O processo de conversão direta da energia solar em energia elétrica através das células solares é chamado de energia solar fotovoltaica e ocorre devido ao efeito fotovoltaico. portanto. possuem alta concentração de elétrons no escuro. p. é necessário que o nível de radiação seja suficiente para originar uma diferença de potencial nos terminais da célula fotovoltaica. ilustrado na Figura 3. a circulação de corrente quando uma carga for acoplada (Rosa & Filho. Os metais.1. Esse. 2002. criam uma movimentação de elétrons da camada tipo N para a camada tipo P. as células solares têm sido fabricadas com silício monocristalino. a primeira aplicação prática desse fenômeno ocorreu na década de 1950 pelo Bell Laboratories. Devido à baixa condutividade. No entanto. o que os tornam insensíveis à luz (Palz. esse efeito. ao atingirem a célula solar. Os fótons. Dentre vários materiais semicondutores. nos Estados Unidos da América (EUA). . p. Novos materiais têm sido pesquisados para esta aplicação. 2007.16 2. A radiação solar incide na forma de energia luminosa. foi descoberto em 1839 pelo físico Edmund Becquerel. 26). é o princípio da célula solar fotovoltaica. que é a capacidade de uma célula solar transformar a energia luminosa em energia elétrica. Essa luz é composta por partículas elementares denominadas fótons. os isolantes são inapropriados para este fim. Porém. como por exemplo. arseneto de gálio e sulfeto de cádmio. por sua vez. 240). Segundo Aldabó (2002. 2002. o silício destaca-se como o material de utilização mais importante para a conversão de radiação solar em eletricidade. também existem células comerciais de silício policristalino e amorfo.

c) Sistemas interligados à rede elétrica: como sugere o próprio nome.1. esses sistemas “entregam” à rede convencional de eletricidade toda a energia gerada pelos módulos. fica dispensado o armazenamento de energia. Esse sistema pode ainda ser projetado para ser interligado à rede elétrica nacional. Tal característica possibilita ao sistema a capacidade de fornecer eletricidade à carga quase que continuamente. p. Fonte: Nascimento. os sistemas autônomos utilizam armazenamento de energia. ao Sistema Interligado Nacional (SIN). não sendo interligados à rede convencional de energia elétrica. A energia gerada por esses . 2. p. Aplicações da energia solar fotovoltaica A energia gerada pelos módulos fotovoltaicos (junção de várias células fotovoltaicas) pode ser utilizada diretamente para a alimentação das cargas ou pode ainda ser armazenada e utilizada posteriormente. é possível classificar os sistemas fotovoltaicos em três tipos: a) Sistemas autônomos: funcionam de forma independente. Neste caso.Funcionamento da célula fotovoltaica. No entanto. 31). mesmo quando existir uma falta de energia da rede convencional. Devido à utilização de várias fontes de energia. o mais comum é encontrar sistemas híbridos sem ligação à rede elétrica. Normalmente.1. através de baterias. b) Sistemas híbridos: possuem mais de um tipo fonte de suprimento de energia. torna-se indispensável um sistema de controle rigoroso para que a geração e utilização dessa energia seja otimizada. 2004. 13.17 Figura 3 . ou seja. Sendo assim. de acordo com Rosa & Filho (2007. sendo que a rede convencional de energia pode ser uma destas fontes de suprimento.

Figura 4 . e visa diversificar o sistema elétrico. para o caso do presente trabalho. p. Potência (GW) Total Somente conectado à rede Somente não conectado à rede Ano Fonte: Adaptada de REN21. como mencionado no item 2. os sistemas interligados à rede elétrica são os tipos de sistemas fotovoltaicos com maior crescimento mundial entre 2004 e 2009.18 sistemas funcionam como uma forma complementar. Dos sistemas supracitados. correspondendo a cerca de 60%. SISTEMAS FOTOVOLTAICOS AUTÔNOMOS O sistema autônomo. o foco será o processo de geração de energia elétrica através do sistema solar fotovoltaico autônomo. 2010. principalmente em ambientes rurais e . 19. 2010.1. Dentre os sistemas citados anteriormente. é um sistema que não é interligado à rede de energia elétrica convencional. sendo que boa parte destes empreendimentos tinham sido inicialmente projetados como sistemas autônomos. pois trata-se de um projeto que utiliza a energia fotovoltaica para suprimento de um sistema de pequeno porte. p.2.1. com finalidade de diminuir a dependência de outras fontes de eletricidade. 2.2009. também conhecidos como sistemas isolados. A Figura 4 mostra a capacidade mundial de sistemas fotovoltaicos de 1995 a 2009 com conexão à rede elétrica e não conectados à rede elétrica. 1995 . destinados ao atendimento de regiões isoladas (REN21. Estes sistemas. 19). possuem aplicações diversas.Capacidade mundial de energia solar fotovoltaica.

al. onde. (2004.. Leva et. a depender do local da instalação. 3. é necessária a utilização de um sistema de controle de cargas e descargas das baterias. é mais viável economicamente implantar um sistema fotovoltaico do que disponibilizar linhas de transmissão e distribuição até esses consumidores. esse esquema pode variar. estes tipos de sistemas podem suprir eletricidade para equipamentos elétricos alimentados em corrente contínua independente de haver ou não geração de energia fotovoltaica no período de operação. já que não existem cargas em corrente alternada. . havendo a existência ou não de alguns componentes. sendo esta energia elétrica suprida pelo sistema de armazenamento (baterias). Nesse caso. Figura 5 .19 distantes da área urbana. A Figura 5 demonstra um esquema geral de um sistema autônomo de geração de energia fotovoltaica. A utilização do inversor é dispensável. (2004. No presente trabalho. 3). al. Segundo Leva et.Componentes básicos de um sistema fotovoltaico autônomo. De acordo com a aplicação do sistema. 2004. al. p. 03) classifica os sistemas autônomos de acordo com as características das cargas – se são supridas em corrente alternada (CA) e/ou corrente contínua (CC) – e se existirá armazenamento ou não da energia. será dimensionado um sistema autônomo com cargas CC e armazenamento de energia. Fonte: Adaptada de Leva et. p. objetivando um aumento de sua vida útil. p.

2. Portanto. Dessa forma. Em algumas aplicações. 2007. e Tedlar. as células são encapsuladas para que fiquem protegidas das intempéries. e outras cargas que funcionam em corrente contínua. O módulo fotovoltaico As células solares individuais geram um nível de tensão de valor considerado baixo. por motivos de dimensionamento do sistema. telefone. Esse tipo de conexão das células permite elevar a tensão gerada pelo módulo.20 Dentre as principais aplicações. o encapsulamento das células é feito de E. Segundo CRESESB (2004. O sistema fotovoltaico autônomo no trabalho em questão tem como finalidade suprir um sistema de iluminação em corrente contínua. Figura 6 . 2004. bateria e controlador de cargas. fornecendo proteção permanente.Sistema autônomo com armazenamento e cargas CC.A.5V. p. A parte frontal do módulo é recoberto por vidro temperado . tema que será tratado no item 2. cerca de 0. faz-se necessário.V. rádio.1. da potência nominal.3 deste trabalho. sendo que a tensão nominal do módulo fotovoltaico será aproximadamente o produto entre o número de células e a tensão nominal de cada célula (Rosa & Filho. p. Além disso. 37. Fonte: CRESESB. entender os sistemas de iluminação. p. 30). 45). podem-se citar sistemas de iluminação. O sistema. é constituído basicamente do módulo fotovoltaico. TV. conforme mostra a Figura 6. O número de células e o tipo de conexão entre elas em um módulo fotovoltaico irá depender do tipo de aplicação exigida para o módulo. 2. torna-se necessária a interligação das células em série. consequentemente. formando o módulo fotovoltaico. pode ser necessária a conexão das células em série e/ou paralelo para o aumento da corrente nominal e.

a corrente é aumentada proporcionalmente. 10. em paralelo ou em série-paralelo. Figura 7 . tem-se a interligação de vários módulos fotovoltaicos para o atendimento das necessidades das cargas. Se os módulos forem interligados em paralelo. tendo como desvantagem a interrupção da produção de eletricidade devido ao sombreamento de um dos módulos. protegendo mecanicamente as células fotovoltaicas. os módulos podem ser instalados na configuração série-paralela. os módulos podem ser interligados em série. 2010. plástico Tedlar ou vidro. 4. p. Uma estrutura metálica de alumínio anodizado é utilizada para formar a estrutura do módulo.Ligação de módulos em série. A esse conjunto de módulos é dado o nome de painel fotovoltaico (vide Figura 7). o nível de tensão não é alterado. . Em geral. 2004. ou ainda. A região inferior do módulo é coberta por folhas de alumínio. Fonte: Leva et.Hierarquia fotovoltaica.. 9 e 10 mostram os esquemas de ligação citados. aumentando tanto a tensão quanto a corrente. ocorre o aumento proporcional do nível de tensão sem alterar a corrente. As Figuras 8. Fonte: Serrão. Figura 8 . al. no entanto.21 ou plástico transparentes. resina de silicone. p. Conforme a necessidade do sistema. Por último. Na interligação em série.

conforme as novas tecnologias de células vêm se desenvolvendo. em poste. p.22 Figura 9 . Em sistemas residenciais. 11. janelas solares. Fonte: Serrão. com a utilização de células solares translúcidas (LEVA et. Figura 10 . 144).Ligação de módulos em paralelo. Caso esse tipo de instalação não seja possível. 4). p. p. Cada tipo de instalação possui vantagens e desvantagens associadas. como por exemplo.. p. Fonte: Serrão. al. conforme mostra a Figura 11. o módulo é normalmente instalado em postes. 2010. A Tabela 1 mostra uma comparação entre essas formas de instalar um módulo fotovoltaico. na parede ou no telhado. 2010. . a instalação no telhado é a mais comumente encontrada. 11. 2004. Outras formas de instalação têm sido estudadas.Ligação de módulos em série-paralelo. De acordo com o CRESESB (2004. os módulos podem ser instalados de quatro formas distintas: no solo.

é definida de acordo com a latitude do local onde os módulos serão instalados. o módulo deve ser orientado na direção norte. 2004. refere-se e a inclinação e orientação destes.Formas usuais de instalação de módulos fotovoltaicos. . que deve ser levado em consideração. Fonte: CRESESB. Já a inclinação. 143). No Brasil e em outras regiões do Hemisfério Sul. Figura 11 . p. Com o intuito de obter a máxima geração de eletricidade durante o ano inteiro. p 145. os módulos devem estar inclinados com no máximo 10° de diferença – para mais ou para menos – da latitude do local (CRESESB. 2004.23 Outro aspecto importante na instalação de módulos fotovoltaicos.

Dificuldade de manutenção. Fixação Solo Vantagens Desvantagens Forma mais clássica quando o Montagem muito acessível. evitando construção. danos. Fonte: CRESESB.24 Tabela 1 . Maior possibilidade de ser Mínima influência do vento. Cabos de interconexão longos. p 144. poste. número de módulos é muito facilitando a possibilidade de grande. 2004. . Parede Estrutura muito leve. Montagem fácil e simples. evitando Necessita furtos. Grande facilidade de montagem e Cabos manutenção. Depende da qualidade e do tipo de telhado. atingido por sombras. de a força do vento. Menor resistência e maior exposição ao vento que o anterior. Adequado a sistemas de pequeno tamanho (até 1m²).Características das formas usuais de instalação de módulos fotovoltaicos. furtos. Telhado Difícil acesso aos painéis. Depende da robustez da Difícil acesso aos painéis. Reduz ser fixado adequadamente para suportar problemas sombreamento. Adequado a sistemas de pequeno Necessita de um mastro ou tamanho (até 1m²). Pequena ação do vento. Poste de interconexão longos. Estrutura mais robusta.

aos terminais do módulo for conectado um amperímetro. 2004. Fonte: CRESESB. No entanto. temperatura da célula 25°C e massa de ar 1. ou seja. em seus terminais. nesse caso. temperatura. Características elétricas dos módulos fotovoltaicos Normalmente. 46). radiação solar de 1kW/m². A curva característica está associada a determinadas condições de intensidade de radiação.5. A tensão de circuito aberto (VOC) pode ser medida quando o módulo está sujeito à radiação solar e. variando de acordo com as condições de carga (CRESESB. que são. 46. não flui corrente pelo módulo.1. 2004. p. nenhum equipamento está conectado. 2004. p. dentre eles estão a tensão de circuito aberto e a corrente de curto-circuito (CRESESB.2. Através dos valores de VOC e ISC. os módulos fotovoltaicos são caracterizados por sua potência de pico ou potência máxima expressa da unidade Wp. Assim. plotada em um gráfico que contém valores de tensão e corrente medidos. entre outras. Se. . normalizada pela corrente de curto-circuito. 46). é possível conectar um voltímetro em seus terminais e medir essa tensão. é possível plotar a chamada curva característica IxV (vide Figura 12).Curva característica IxV típica de uma célula de silício monocristalino. por sua vez. que resulta em uma potência gerada neste ponto. Figura 12 .1.25 2. juntamente com valores de corrente e tensão quando uma carga é acoplada ao módulo. haverá uma corrente circulando no módulo. existem outros parâmetros que são extremamente importantes na seleção de um módulo fotovoltaico. Analisando a curva. tem-se um produto tensãocorrente. igual a zero. sendo a tensão. p. denominada corrente de curto-circuito (ISC). percebe-se que para cada ponto na curva. associada às condições padrão de testes.

1. conclui-se que os valores de Pm.1. Dessa forma.2. determinando a melhor inclinação dos módulos para cada região (CRESESB. p. Assim. p. Voc e Isc são os parâmetros que especificam os módulos solares fotovoltaicos (CRESESB. Imp. Figura 13 .Parâmetros de potência máxima. Percebe-se ainda que a tensão não sofre nenhuma variação considerada com a variação da intensidade. os módulos devem ser instalados de forma a obter a melhor intensidade luminosa. Fatores que afetam as características elétricas dos módulos Conforme supracitado no item 2.2. 2004.26 A Figura 13 demonstra que. 47. 50). as condições padrão para levantamento das curvas características dos módulos são 1kW/m² de radiação e temperatura de 25°C na célula. 2004. para um determinado módulo fotovoltaico só existe um ponto onde a potência gerada é máxima (Pm). . 2004. e a corrente aumenta linearmente com a intensidade (vide Figura 14).2. 47). p.1. Este ponto define a tensão de máxima potência (Vmp) e a corrente de máxima potência (Imp). 2. Esses valores de intensidade e temperatura são padronizados devido à influência que eles provocam no desempenho dos módulos fotovoltaicos A intensidade luminosa influencia diretamente na corrente gerada pelo módulo. Vmp. Fonte: CRESESB.

Fonte: CRESESB.Efeito causado pela temperatura da célula na curva característica IxV ( para 1kW/m²) em um módulo fotovoltaico de silício cristalino. 2004. enquanto a corrente sofre uma variação desprezível (CRESESB. Fonte: CRESESB. 50. 2004. Figura 15 . p.27 Figura 14 . Já uma variação na temperatura ambiente provoca também variação de temperatura nas células dos módulos. p.Efeito causado pela variação de intensidade da luz na curva característica IxV para um módulo fotovoltaico. conforme a Figura 15. p. 50. 2004. . 51). Essa variação resulta numa queda de tensão significativa com o aumento da temperatura.

o interessante é que sejam realizadas descargas fracas. os elétrons fluirão no sentido inverso e a reação química se inverte. Baterias As baterias são consideradas como uma das formas mais convenientes e eficientes de armazenamento de energia.28 2. p. 56). maior será o dano causado. Na descarga. ocorre reação química dos eletrodos com o eletrólito. Segundo CRESESB (2004. imersos num meio eletrolítico. a cada descarga ocorre uma pequena redução na vida útil da bateria. a profundidade de descarga é a porcentagem da capacidade nominal retirada a partir do estado de plena carga. Sendo assim.2. Portanto. 14). devido ao fato do nível de tensão e corrente nominais serem baixos. Esses processos de carga e descarga não são completamente reversíveis.Esquema básico de uma célula eletroquímica. 2010. Uma bateria normalmente é constituída de várias células interligadas. p. p. 14. transformando energia química em energia elétrica. Para que ocorra a carga da bateria. Fonte: Serrão. a célula eletroquímica é formada por dois eletrodos isolados. é aplicada uma tensão de valor superior à tensão nominal da bateria (tensão de carga especificada pelo fabricante da bateria). p. resultando na carga da bateria (SERRÃO. 51). Basicamente. liberando eletricidade. Quanto maior a profundidade da descarga da bateria. a fim de prolongar a vida útil da bateria. conforme ilustra a Figura 17. que mostra a relação da vida útil com a profundidade de descarga para três níveis de temperatura distintos. Figura 16 . que transporta os íons entre os eletrodos (vide Figura 16). A menor unidade de operação de uma bateria é chamada de célula eletroquímica (CRESESB. 2010. .2. 2004. Dessa forma.

os tipos que possuem as melhores características para esta aplicação são as baterias de chumboácido e as de níquel-cádmio. Também. as baterias mais utilizadas nos sistemas fotovoltaicos são as de chumbo- ácido. p. Fonte: CRESESB. algumas características são desejáveis no momento de selecionar o tipo de bateria a ser utilizada. que podem ocorrer em épocas do ano com baixa insolação1. 60. p. . as baterias utilizadas visam o suprimento de energia elétrica nos períodos que não há produção pelos módulos fotovoltaicos. No entanto. • Baixa taxa de auto-descarga. 73). • Elevada eficiência no carregamento. São elas: • Elevada vida cíclica para descargas profundas. • Necessidade de pouca manutenção. 2004. 68). Atualmente. Nos sistemas fotovoltaicos.Curvas típicas do efeito da profundidade de descarga e da temperatura na vida útil da bateria. p. • Pouca variação de desempenho fora da temperatura de operação. pelo fato de ter custo inferior a de níquel-cádmio e apresentar boas características para 1 É a radiação solar incidente sobre uma determinada área (CRESESB. Segundo CRESESB (2004.29 Figura 17 . 2004. pois eles ocorrem diariamente no período da noite. as baterias devem suportar grande quantidade de ciclos de carga e descarga. devem suportar descargas profundas. Existem diversos tipos e modelos de baterias disponíveis no mercado. Para essa finalidade.

Esse problema é caracterizado pela formação de cristais de sulfato de chumbo nos eletrodos. 69). facilitar a máxima transferência de energia para as baterias e controlar as cargas e descargas. Existem fatores de diferenciação para os controladores de carga. . Em relação a esse fator.2. o que ressalta ainda mais a vantagem das baterias de níquel. 65). o que não é possível em sistemas fotovoltaicos.30 a aplicação. O outro fator é a forma que o controlador desconecta os módulos fotovoltaicos. Os controladores devem ser dimensionados de forma a desconectar os módulos fotovoltaicos quando a bateria estiver completamente carregada e cessar a alimentação da carga pelas baterias quando o nível de carga estiver no mínimo de segurança (CRESESB. possuem como vantagens em relação à outra o fato de não apresentarem problemas relacionados a ciclos profundos ou de sulfatação. os controladores podem ser classificados em shunt e em série (vide Figuras 18 e 19). As baterias de níquel-cádmio. o que provoca sua menor utilização (CRESESB. A melhor forma de evitar a sulfatação é carregar regularmente a bateria. diminuindo permanentemente a capacidade da bateria. Portanto. Suas funções são monitorar as condições de operação. evidencia-se que as baterias de níquel-cádmio são as que apresentam as características mais próximas das ideais para a aplicação nos sistemas fotovoltaicos. 2004.3. visando maximizar a vida útil das baterias. p. 2. p. Controladores de carga O controlador de carga é um elemento fundamental em sistemas fotovoltaicos autônomos. 2004. as baterias de chumbo-ácido não podem ser descarregadas completamente por longos períodos de tempo (CRESESB. O controlador série consome mais energia que o shunt. Um deles é a grandeza utilizada para o controle da carga. Devido à sulfatação. a tensão e a densidade do eletrólito. por sua vez. 2004. p. As grandezas mais utilizadas são a carga.cádmio. que é um problema que ocorre normalmente nas baterias de chumbo-ácido. 69).

Fonte: CRESESB.Controlador série com desconexão da carga (LVD) opcional. • Desconexão da carga (LVD). 2004. Logo após. • Set points ajustáveis. É interessante também conhecer as características necessárias para a aplicação desejada.Controlador shunt com desconexão da carga (LVD) opcional.70. dentre as quais se destacam (CRESESB. 71): • Controles especiais. • Proteção contra correntes reversas. No dimensionamento e especificação de um controlador de carga. 2004. .31 Figura 18 . • Proteção contra inversão de polaridade. deve-se saber os valores de corrente e tensão de operação do sistema. • Compensação térmica. p.70. pois existem controladores com características adicionais. Fonte: CRESESB. p. p. • Alarmes e indicações visuais. Figura 19 . o primeiro critério que deve ser definido é o tipo de bateria que vai ser utilizada e o regime de operação do sistema. • Terminais exclusivos para modificação de tensão das baterias. 2004.

b) Método dos lumens – baseado na quantidade de iluminância mínima exigida para cada tipo de atividade desempenhada no local. existem quatro métodos para o dimensionamento da iluminação de um ambiente: a) Carga mínima exigida pelas normas – NBR 5410:2004.3. é necessário realizar um estudo luminotécnico. p. Atualmente. definição da potência. em que é exigida maior precisão dos cálculos. 224). A NBR 5413:1999 – Iluminação de interiores trata sobre esses e outros critérios para a elaboração de um projeto de iluminação (NISKIER & MACINTYRE. 2007. 2008. 163). utilização justificada em instalações de alto padrão técnico. p. a iluminação é a principal aplicação dos sistemas fotovoltaicos de pequeno porte. existem diversos tipos de lâmpadas utilizadas nas instalações elétricas. d) Método do ponto por ponto – baseado no fluxo médio de luz numa área. a atividade desenvolvida no ambiente a ser iluminado. Para isso. entre outros. a escolha da modalidade de iluminação. influenciando diretamente na eficiência e rendimento do sistema. distribuição. dentre eles. A escolha entre um tipo ou outro dependerá de diversos fatores. p. c) Método das cavidades zonais – baseia-se na teoria de transferência de fluxo. ILUMINAÇÃO DE AMBIENTES Segundo CRESESB (2004. eficiência do sistema.32 2. 87). O dimensionamento de um sistema de iluminação para atender a um ambiente inclui vários fatores a serem considerados. entre eles. escolha dos tipos de lâmpadas e luminárias apropriadas. . cálculo da quantidade de luz incidente em determinado ponto da área (CREDER. Entre os vários fatores que são considerados no projeto de iluminação. localização. a escolha do tipo de lâmpada utilizada é um aspecto importante. A saber.

onde são estabelecidos níveis mínimos de eficiência energética para as lâmpadas incandescentes nacionais e importadas. A corrente elétrica. b) Lâmpadas de descarga. 2004. p.33 2.007. serão comercializadas apenas lâmpadas com potências de 25W e 40W. Figura 20 . 87).Lâmpada Incandescente.3. 2008. 230. ao circular pelo filamento. As lâmpadas incandescentes são compostas basicamente de um filamento de tungstênio espiralado inserido em um bulbo de vidro. os tipos de lâmpadas utilizadas nas instalações elétricas são: a) Lâmpadas incandescentes. Fonte: Niskier & Macintyre. Tipos de lâmpadas Basicamente. produz uma quantidade enorme de calor e uma quantidade muito pequena de luz visível (cerca de 5% da energia fornecida). Após 30 de junho de 2016. possuindo baixa eficiência (CRESESB. mesmo obedecendo aos critérios de eficiência energética.1. 2007. só poderão ser comercializadas até 30 de junho de 2013. c) Lâmpadas de estado sólido – LED (Light Emitting Diode) ou diodo emissor de luz (CREDER. com eficiências energética . A referida portaria informa que. p. p. 144). Em 31 de dezembro de 2010. foi publicada a Portaria Interministerial Nº 1. as lâmpadas incandescentes com potências de 150W e 200W.

lojas e residências. mista. destacam-se: lâmpadas fluorescentes. Figura 22 . 2010) Nas lâmpadas de descarga. p. 2007. Dentre as lâmpadas de descarga existentes no mercado. As aplicações desses tipos de lâmpadas são bastante variadas. Tais lâmpadas podem ainda ser classificadas em lâmpadas de baixa ou alta pressão (Creder. o princípio de funcionamento é a descarga elétrica em gases inertes. mercúrio e mista. O objetivo é diminuir a quantidade de lâmpadas incandescentes no país. ruas e galpões. 43. p. 2007. (MME.34 mínimas. Fonte: Mamede.Lâmpadas a vapor de sódio. de 15 e 16 lm/W. até a iluminação de escritórios. utilizando mais comumente lâmpadas fluorescentes. p. respectivamente.Lâmpada fluorescente. vapor de mercúrio. 145). Figura 21 . em que são mais utilizadas as lâmpadas de vapor de sódio (vide Figura 21). Essas lâmpadas necessitam da utilização de reatores ou ignitores para gerar tensões de partida elevadas. para 220V. vapor de sódio e vapor metálico. sendo substituídas por lâmpadas mais eficientes. . 39. mostrada na Figura 22. Fonte: Mamede. 2007. desde a iluminação de exteriores.

No Brasil. Tabela 2 . Estes possuem eficiência superior às lâmpadas incandescentes e fluorescentes. 4).Lâmpada tube LED. 2009. Figura 23 . 2012). uma lâmpada LED de apenas 7W possui iluminação equivalente à uma lâmpada incandescente de 40W ou à uma lâmpada fluorescente compacta de 9W (UNILED. em reais) 120.04 Vida útil (em horas) 50. 2012.009 0. p.Comparação entre lâmpadas. LED FLUORESCENTE INCANDESCENTE Potência (por lâmpada. A Tabela 2 mostra uma comparação entre as lâmpadas LED.00 1. HK-T5-1211-X. Fonte: LEDLIGHTSWORLD.007 0.000 Preço (médio. esse valor é de .50 Fonte: Adaptada de UNILED. fluorescentes e incandescentes. em Watts) 7 9 40 Consumo de energia (em kWh) 0.00 10. A comparação entre os tipos de lâmpadas e suas características é extremamente importante devido ao fato da iluminação artificial ser responsável por consumir em torno de 19% da energia elétrica produzida no mundo (PHILIPS.35 Um dos mais recentes tipos de iluminação artificial utilizados é a iluminação através do LED (vide Figura 23). 2012.000 1. Por exemplo.000 10.

Outras vantagens da utilização da lâmpada LED são (UNILED.36 17% de toda eletricidade consumida no país (Mamede. os LEDs apresentam vantagens em relação às lâmpadas convencionais.4. permitindo a sua aplicação em diversos sistemas. etc. que será mostrado em maiores detalhes no item 2. • A iluminação LED não produz calor. 35). Nos materiais silício e germânio. • Não produz materiais de difícil descarte (lâmpadas. em que a energia possuída pelo elétron é liberada na forma de luz ou calor quando se aplica uma fonte de energia elétrica. Já o arsenieto de gálio (GaAs) ou o fosfeto de gálio (GaP) possuem um número de fótons emitidos suficientemente grande para construir fontes de luz eficientes (BOYLESTAD. 2004. Um dos sistemas de iluminação que são implantados visando atingir tais objetivos é a iluminação LED. diminuindo os custos. Para utilização em sistemas de iluminação. sistema de iluminação implantado nesse trabalho. aumentando a sua vida útil. evitando o envelhecimento dos materiais sujeitos a essa temperatura (difusores acrílicos. A luz é produzida pela eletroluminescência. p. tipo de sistema utilizado neste trabalho.) com vantagens ambientais e de gestão de resíduos. balastros. ILUMINAÇÃO LED O Diodo Emissor de Luz (LED – Light Emitting Diode) é um diodo semicondutor que quando energizado emite luz visível. suportes. p. Eles possuem também maior tempo de vida útil e tensão de operação extrabaixa. Investir em sistemas de iluminação mais eficientes ajuda a reduzir o consumo de energia de maneira significativa. o que facilita sua utilização em sistemas fotovoltaicos autônomos.) e materiais envolventes. 2012): • Os LEDs consomem em torno de 80% menos energia na comparação com uma lâmpada incandescente. 2007. esse efeito não é observado porque a quantidade de luz emitida é insignificante – a maior parte da energia é liberada na forma de calor. Vale salientar que grande parte das instalações de iluminação do mundo utilizam tecnologias antigas e pouco eficientes. cablagem. 27). dentre elas está o fato de que os LEDs são fontes frias de luz.4. materiais usualmente utilizados em componentes semicondutores. 2. . etc.

conforme exibe a Figura 24. p. . 09. A Figura 25 mostra que o custo.000 horas.000 horas a 100. • Vida útil variando de 40.37 • Reduz significativamente os custos de lâmpadas de substituição e dos serviços associados. o custo dos LEDs decai (vide Figura 25). Figura 24 . • Retorno do investimento em torno de dois anos. por milhar de lumens caiu de cerca de 350 dólares em 2000 para cerca de 13 dólares em 2010. uma redução substancial. FLUORESCENTE HALÓGENA INCANDESCENTE Fonte: PHILIPS.000 a 3.000 a 5.500K) e Branco Quente (3.Evolução da eficiência luminosa das lâmpadas. em dólares.500K). ao passo que a eficiência luminosa dos LEDs evolui. 2012. percebe-se que a tecnologia LED superou rapidamente a eficiência de outras lâmpadas convencionais. • Diversos modelos. níveis de luminosidade e cores. • Versões em Branco Luz de Dia (5. Com relação à eficiência luminosa. É notável ainda que. • Versões 220Vac e 12Vdc específicas para sistemas solares.

os tipos de sistemas solares fotovoltaicos existentes e as principais aplicações dos sistemas fotovoltaicos autônomos. a iluminação à base de LED. onde foram exibidas as formas de aproveitamento da energia solar. p. de outubro de 2012 ― Lâmpadas LED sem dispositivo de controle incorporado de base única ― Parte 1: Requisitos de segurança. deverá corresponder a 20% da iluminação mundial até 2015. Segundo Creder (2007. de junho de 2012 ― Termos e definições para LEDs e os módulos de LED de iluminação geral. explicitando os tipos de cargas que normalmente são alimentadas por um sistema desse tipo. • Projeto 03:034.01-101/1. em que se destacam os seguintes projetos de normatização da Associação Brasileira de Normas Técnicas ― ABNT: • Projeto 03:034. Fonte: PHILIPS.Eficiência luminosa e custo da tecnologia LED na última década. No caso do trabalho em questão. é importante destacar que o processo de normatização de LEDs está em fase de projeto. foram expostos alguns conceitos básicos para a compreensão dos sistemas solares. p.01-101/1. • Projeto 03:034. 18.01-119. (ABNT. 2012) No presente capítulo. deu-se a ênfase aos sistemas de .38 Figura 25 . de outubro de 2012 ― Lâmpadas LED sem dispositivo de controle incorporado de base única ― Parte 2: Requisitos de desempenho. que possui alto rendimento e vida útil de 100 mil horas. 2012. No Brasil. 157).

o Capítulo 3 tratará sobre a metodologia aplicada para o desenvolvimento do projeto proposto. que serão as cargas alimentadas pelo sistema fotovoltaico dimensionado no presente trabalho. . Diante da exposição do funcionamento e das aplicações dos sistemas solares fotovoltaicos.39 iluminação. que trata-se do dimensionamento de um sistema solar fotovoltaico autônomo para suprir energia de um sistema de iluminação a LED.

2012. Fonte: Autoria própria.Diagrama da metodologia adotada no dimensionamento do sistema fotov fotovoltaico. MATERIAIS E MÉTODOS O presente Capítulo apresenta a metodologia utilizada no dimensionamento do sistema fotovoltaico proposto.10. com algumas adaptações de acordo com a necessidade ne do Projeto ojeto em questão. 101). p. Figura 26 . que podem ser visualizadas esquematicamente através da Figura 26 26. Cada etapa da metodologia será apresentada resentada nos itens de 3.1 a 33. . que utilizou como referência o método de CRESESB (2004.40 3..

marca INSTRUTHERM (vide Figura 27). AVALIAÇÃO DO RECURSO SOLAR O primeiro estudo a ser realizado em um projeto que utiliza energia solar fotovoltaica é a avaliação do recurso solar do local onde será aplicado o Projeto. É expressa em horas/dia (CRESESB. p. das 07:30 às 17:00 horas. Fonte: INSTRUTHERM. 102). foi realizada a medição da radiação solar e da energia solar acumulada diária no local escolhido para a instalação dos módulos fotovoltaicos.1. O equipamento responsável por medir as grandezas de energia solar desejadas foi o piranômetro fotovoltaico. o número de horas de Sol Pleno (SP)2 é um modo conveniente de expressar a quantidade de energia solar acumulada ao longo de um dia.41 3. modelo MES-100. . 102). SP = Energia diária 1 kW/m² (1) Para a realização deste trabalho. p. A medição foi obtida durante quatro dias (12 à 15/06/2012). localização esta mostrada no item 4. As especificações deste instrumento de medida estão dispostas na Tabela 3. 2004. 2 Esta grandeza reflete o número de horas em que a radiação solar permanece constante e igual a 1 kW/m². Figura 27 . INSTRUTHERM. 2012. conforme mostra a Equação 1. Segundo CRESESB (2004.Piranômetro MES-100. com intervalos de verificação da radiação de trinta minutos. Essa grandeza é calculada dividindo-se a energia solar acumulada diária por 1kW/m².7.

634Btu/(ft²xh) Resolução 0. Especificações do MES-100 Fabricante INSTRUTHERM Modelo MES-100 Dimensões (mm) 110 x 64 x 34 Escala de medição 2000W/m². ±3 Btu/(ft²xh) ou 5% Taxa de amostragem Detector 4 vezes por segundo Célula fotovoltaica de silício Capacidade memória de dados manual Temperatura e umidade de operação 99 posições 0 a 50°C e 0 a 80% Rh Fonte: Adaptada de INSTRUTHERM. Dessa forma. têm-se dois subsistemas fotovoltaicos autônomos independentes (RÜTHER. buscou-se na literatura o valor da média de horas de Sol Pleno para a região de Mossoró.2. . do Atlas Solarimétrico do Brasil. Como forma de verificar os dados de radiação medidos.42 Tabela 3 . Este dado foi coletado no mapa da média anual de insolação diária. 0. gráficos foram construídos com o comportamento da radiação solar e da energia solar acumulada durante todo dia e calculou-se a média da energia solar acumulada diária nos quatro dias. A partir dos dados obtidos do medidor de radiação. DIVISÃO DO SISTEMA FOTOVOLTAICO O sistema fotovoltaico autônomo proposto neste trabalho foi subdividido em dois subsistemas (ou circuitos) independentes. no caso. p 49).1 Btu/(ft²xh) Resposta espectral Precisão 400 a 1000nm ±10W/m². elaborado pelo Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (CEPEL) no ano 2000. as lâmpadas LED.1W/m².Especificações do piranômetro fotovoltaico MES-100. desde os módulos fotovoltaicos até as cargas. 2012. 3. 2004.

2008. 225). . Pâ – potência por lâmpada. potência e tensão de operação. adotouse um modelo de lâmpada LED comercial para que seja feito um levantamento de suas características técnicas. é comum utilizar o seu consumo 3 É a potência de radiação total emitida por uma fonte de luz capaz de promover a sensação de luminosidade. em watts. que é obtida através do produto entre a quantidade de lâmpadas LED para cada circuito e a potência de cada lâmpada. foi calculada a potência instalada pelas lâmpadas fluorescentes tubulares (que. no caso. se referem às lâmpadas atualmente instaladas no local) e. calculou-se também a potência da nova carga (no caso.43 3. Nesta etapa. p. a próxima etapa consiste em especificar a carga necessária para o dimensionamento do sistema fotovoltaico. as que se destacam são: fluxo luminoso3. estimulando a retina ocular (Niskier. em seguida. em watts. P – potência total. A estimativa de carga tem como objetivo analisar a demanda de energia solicitada pela carga. P = n ∗ Pâ (2) onde. De posse destes dados. conforme Equação 2. com o intuito de obter um dimensionamento adequado do sistema fotovoltaico. A substituição das lâmpadas fluorescentes por lâmpadas LED ocorrerá da seguinte maneira: cada lâmpada fluorescente será substituída por uma lâmpada LED. Atualmente. Neste trabalho. a iluminação deste ambiente é realizada por lâmpadas fluorescentes tubulares. Após esta etapa. Dentre tais características. as lâmpadas LED).3. a carga a ser alimentada pelo sistema fotovoltaico é um sistema de lâmpadas LEDs que será utilizado para iluminar o corredor dos laboratórios de Engenharia Energia e Engenharia Mecânica do campus Leste da UFERSA. ESTIMATIVA DE CARGA A próxima etapa do trabalho compreende em analisar o comportamento da carga a ser alimentada pelo sistema fotovoltaico. ou seja. n – número de lâmpadas.

4. esta é definida em percentuais da capacidade nominal da bateria. CÁLCULO DA CORRENTE DE PROJETO A corrente de projeto IP trata-se da corrente necessária para cada circuito do sistema fotovoltaico alimentar a carga. Cá = P ∗t V  (3) Por fim. Esses fatores refletem as perdas de energia causadas pela fiação e pela bateria. calcula-se o consumo diário corrigido. Cà #$ = Cá F& ∗ F' (4) 3.3. mais precisamente na Equação 4. como mostrado no item 3. conforme mostra a Equação 3. Com relação à máxima profundidade de descarga.3.1. que depende dos fatores de eficiência da fiação (Ff) e da bateria (Fb).98 para a fiação e 0. 131) sugere valores-padrão de eficiência que são: 0. que é expresso pelo produto entre a corrente da carga (calculada pelo quociente entre a potência e a tensão) e o tempo de utilização diário. I) = Cà #$ SP (5) 3. conforme Equação 4. Os dados necessários para o cálculo da corrente de projeto são o consumo diário corrigido e a quantidade de horas de Sol Pleno por dia (vide Equação 5). DIMENSIONAMENTO DO BANCO DE BATERIAS Os parâmetros mais importantes para o dimensionamento do banco de baterias são a eficiência. p. Existem dois limites que normalmente são estabelecidos: o . O método de calcular o consumo corrigido foi apresentado no item 3.5.44 diário de energia da carga. Já as horas de Sol Pleno foram determinadas de acordo com a metodologia descrita no item 3. CRESESB (2004.95 para a bateria. A eficiência da bateria é necessária para o cálculo do consumo diário corrigido. a máxima profundidade de descarga (MPD) e a autonomia do sistema (AS).

De posse desses dados. DIMENSIONAMENTO DOS MÓDULOS FOTOVOLTAICOS O dimensionamento do número de módulos fotovoltaicos necessários para o Projeto é realizado de acordo com a corrente da carga. Também é necessário considerar o fator de correção do módulo (FCM). é possível calcular a quantidade de baterias necessárias para o sistema. perdas elétricas entre os módulos e degradação temporária. a potência gerada pelo sistema fotovoltaico. principalmente os parâmetros citados anteriormente. onde exista acúmulo de poeira. se o módulo é de silício cristalino ou amorfo. A autonomia do sistema.6. calculada no item 3. De posse do valor da corrente de projeto. A autonomia do sistema é uma previsão do maior período possível de consumo de eletricidade sem que haja geração pelos módulos suficiente para repor a carga das baterias. do fator de correção do módulo que dependerá do tipo de módulo selecionado. acompanhando toda a especificação técnica da mesma. Estes dados foram coletados na Empresa de Pesquisa Agropecuária do Rio Grande do Norte (EMPARN).4. no caso do trabalho em questão. e das características do modelo do módulo a ser utilizado em condições padrão de teste. escolhe-se o modelo da bateria. . calcula-se a quantidade de módulos interconectados em paralelo4 (vide Equação 7). inicialmente. por consequência. foi definida através da média da quantidade de dias seguidos de precipitação substancial média no ano de 2011 na cidade de Mossoró. conforme mostra a Equação 6. Nº'  = Cà #$ ∗ AS MPD ∗ Capacidade nominal da bateria (6) 3. que ajusta a corrente de projeto para condições de campo. Esse fator depende fundamentalmente do tipo de material do módulo. Para realização do dimensionamento do banco de baterias. ou seja.45 limite diário ou cíclico e o esporádico. Nºó5 = I) FCM ∗ I6ó789: (7) 4 Os módulos serão interconectados em paralelo para manter a tensão do sistema e aumentar substancialmente a corrente e.

ORIENTAÇÃO E DO ÂNGULO DE INCLINAÇÃO DOS MÓDULOS Antes da determinação da inclinação dos módulos fotovoltaicos. os módulos necessitam ser instalados em locais onde não haja possibilidade de sombreamento total ou parcial dos módulos. calcula-se a corrente nominal e a corrente de curtocircuito do painel fotovoltaico5. Para as instalações localizadas no território brasileiro.46 Definido o número de módulos. DETERMINAÇÃO DA LOCALIZAÇÃO. Em relação à orientação. Se houver necessidade de maior produção de energia elétrica no verão. árvores. Deve-se ainda tentar localizá-los o mais próximo possível das cargas e baterias. cercas e outros objetos sombreadores. Linha imaginária que divide o planeta nos Hemisférios Sul e Norte. . como calcular a corrente nominal do painel (INpainel) e a corrente de curto-circuito do painel (ISCpainel). o ângulo de inclinação dos módulos deve ser igual à latitude local acrescido de 15°.7. de forma que a produção e operação destes sejam adequadas.<  = Nºó5 ∗ I6ó789: (8) I=><  = Nºó5 ∗ I#6ó789: (9) 3. Caso contrário. Com relação ao ângulo de inclinação dos módulos. que está localizado no Hemisfério Sul. muros. valores estes que são informados pelo fabricante do módulo a ser utilizado. I. os módulos devem ser sempre dispostos em direção ao Equador6. os módulos devem estar orientados em direção ao norte verdadeiro. Esses valores de correntes são calculados multiplicando-se o números de módulos – calculado de acordo com a Equação 7 e ajustados para um número inteiro imediatamente superior – pelas correntes de máxima potência (Imp) e de curto-circuito (Isc) de cada módulo. para uma maior produção no inverno adota-se o ângulo de inclinação dos módulos igual à latitude local menos 5 6 Conjunto de módulos interligados entre si. Portanto é necessário analisar o ambiente de possível instalação com relação à existência de prédios. um arranjo instalado no ângulo igual à latitude local tende a maximizar a energia produzida durante o ano todo. As Equações 8 e 9 demonstram. deve-se determinar a localização e orientação adequada. Com relação à localização. de modo a diminuir a queda de tensão nos fios. respectivamente.

superdimensionando o controlador para condições extremas de radiação solar. a sua vida útil. com o objetivo de facilitar a máxima transferência de energia do arranjo fotovoltaico para a bateria ou banco de baterias e protegê-las contra cargas e descargas excessivas.9. calculada no item 3. como ângulo de inclinação dos módulos fotovoltaicos. aumentando.?:@AB:9C7:B = 1. O controlador de carga é especificado por sua corrente nominal (IN_controlador).25 ∗ I=><  (10) Determinada a corrente nominal do controlador de carga necessária para o sistema. Devido à isso.25 representa o fator de superdimensionamento e ISCpainel é a corrente de curto-circuito do painel fotovoltaico.6. a próxima etapa consiste em fazer a interconexão destes equipamentos. onde 1. não possuem variação significativa durante os diferentes períodos do ano (verão e inverno). 68). adota-se um modelo comercial que possua a corrente nominal calculada. necessitando de geração de energia constante.47 15°. Na especificação do controlador de carga. I. PROJETO ELÉTRICO Dimensionados e especificados os equipamentos básicos para o funcionamento do sistema fotovoltaico autônomo proposto. consequentemente. ESPECIFICAÇÃO DO CONTROLADOR DE CARGA Segundo CRESESB (2004. 3. será adotada a latitude local. calculada como demonstra a Equação 10. p. é recomendado que a capacidade do controlador seja 25% maior do que a corrente de curto-circuito. 3. no caso. Verifica-se que as cargas consumidoras da energia elétrica gerada pelo arranjo fotovoltaico no presente trabalho. o controlador de carga é incluído na maioria dos sistemas fotovoltaicos. Mossoró/RN. .8.

48

Para isso, foi realizado o projeto elétrico do sistema fotovoltaico, que é composto
basicamente pelo dimensionamento dos condutores de interligação dos equipamentos; pela
especificação dos equipamentos de proteção (fusíveis e/ou disjuntores); pela planta baixa do
projeto, contendo a localização dos componentes do sistema; e pelos demais acessórios
necessários. O projeto elétrico foi desenvolvido de forma a assegurar a segurança do sistema
em geral e principalmente dos usuários.

3.10. ANÁLISE DE CUSTOS

Diante do dimensionamento, especificação dos equipamentos e dispositivos, realizados
conforme os itens 3.3 à 3.9, necessários à operação do sistema fotovoltaico autônomo
proposto, verifica-se a importância de elaborar uma estimativa de custos de aquisição dos
equipamentos, dispositivos e acessórios para montagem do sistema.
Ainda é viável realizar uma comparação entre o sistema atual de iluminação e o
sistema proposto, elaborando um perfil de consumo do sistema atual e prevendo qual o tempo
de retorno financeiro do investimento realizado para execução do sistema solar fotovoltaico.
Na elaboração do perfil de consumo da iluminação atual, foi calculada a energia elétrica
mensal consumida pelas lâmpadas (W), no horário de ponta e no horário fora de ponta, que
são dadas pelas Equações 11 e 12.
(11)

W< = P ∗ t <

W& 

<

= P ∗ t & 

<

(12)

onde, tponta – é o tempo de utilização da iluminação no horário de ponta em um mês;
tfora de ponta – é o tempo de utilização da iluminação no horário fora de ponta em um mês.
Em sequência, é possível calcular o custo mensal de funcionamento do sistema de
iluminação fluorescente. Para isso, foi analisada a conta de energia elétrica da UFERSA, da
qual foi identificada a classificação do cliente e as tarifas de consumo ativo na ponta e fora de
ponta. A partir desses dados, calcula-se o custo mensal de acordo com a Equação 13.

49

C = W< ∗ tarifa ponta + W& 

<

∗ tarifa fp

(13)

Após o cálculo do custo mensal da iluminação, comparou-se este valor calculado com
a estimativa de custo dos equipamentos e acessórios de instalação, calculando o tempo de
retorno do investimento, ilustrado na Equação 14.
t 

<

= investimento de instalação⁄C

(14)

50

4. ANÁLISE DOS RESULTADOS

Procedida a metodologia que será aplicada neste trabalho, o presente item apresentará
o dimensionamento do sistema fotovoltaico autônomo proposto. Vale ressaltar que será
realizada também uma análise dos custos de instalação do sistema, em comparação com o
gasto de energia elétrica demandado pelo atual sistema de iluminação.

4.1. AVALIAÇÃO DO RECURSO SOLAR

A avaliação do recurso de energia solar disponível na região de instalação foi realizada
a partir da definição na quantidade de horas de Sol Pleno, conforme foi elucidado no item 3.1.
Para isso, foram realizadas as medições da radiação solar a da energia solar acumulada diária,
sendo que esta última grandeza é a utilizada para a determinação das horas de Sol Pleno. O
piranômetro foi então instalado no local previsto para medição (vide Figura 28),
permanecendo durante todo o dia, a fim de medir a energia solar acumulada.
Figura 28 - Medição de energia solar.

Fonte: Autoria própria, 2012.
Os valores diários obtidos nas medições estão dispostos nos Apêndices A, B e C
através de tabelas e gráficos de dados. A radiação solar média e a energia solar acumulada
para cada dia estão dispostas nas Figuras 29 e 30.

69 681.000 7183 6. mostrada na Tabela 4. umulada.000 4.000 8004 6714 7.51 Figura 29 . Energia solar acumulada 9. calcula-se a média destaa grandeza.93 700 600 500 400 300 200 100 0 12/06/2012 13/06/2012 14/06/2012 15/06/2012 Dia Fonte: Autoria própria. .59 Média diária (W/m²) 900 800 897.Média diária da radiação solar. e consequentemente. Média diária da radiação solar 1. mostrados na Figura 30 30. 2012.26 722. 4. Figura 30 .000 3.000 1.Energia solar acumulada. De posse dos valores diários de energia solar acumulada.000 8301 Energia solar (Wh/m²) 8. de acordo com a Equação 1. 2012.000 2.000 0 12/06/2012 13/06/2012 14/06/2012 Dia 15/06/2012 Fonte: Autoria própria.000 5.000 901. o valor das horas de Sol Pleno.

52

Tabela 4 - Cálculo do número de horas de Sol Pleno.
Dia

Energia solar
(Wh/m²)

12/06/2012
13/06/2012

6714

14/06/2012

7183

15/06/2012

8004

8301

Energia Sol Pleno
solar média
- SP
(Wh/m²)
(h/dia)

7551

7,55

Fonte: Autoria própria, 2012.
Segundo o mapa da média anual de insolação diária do Atlas Solarimétrico do Brasil
(vide Figura 31), existe uma variação entre 7 e 8 horas de sol pleno no Estado do RN,
verificando a compatibilidade destes valores com as medições realizadas in loco. Portanto,
será adotado quando necessário, 7 horas de Sol Pleno.
Figura 31 - Insolação diária em horas, média anual.

Fonte: CEPEL, 2000, p. 89.

4.2. DIVISÃO DO SISTEMA FOTOVOLTAICO

Como informado no item 3.2, o sistema fotovoltaico será subdividido em dois
subsistemas independentes, desde os módulos fotovoltaicos até as cargas, no caso, as
lâmpadas LED.

53

A decisão de subdividir o sistema foi tomada em função de diminuir a possibilidade de
falha e/ou paralisação total do sistema, devido a algum defeito dos componentes ou
necessidade de manutenção. Outro relevante motivo para a subdivisão do sistema fotovoltaico
é a diminuição da corrente de projeto para cada subsistema, já que cada um alimentará metade
das cargas. Sendo assim, nos itens que seguem será especificada a carga a ser alimentada pelo
sistema fotovoltaico autônomo e todos os componentes para um circuito, não havendo a
necessidade de especificar o outro circuito, idêntico ao primeiro.

4.3. ESTIMATIVA DE CARGA

A iluminação atual dos corredores dos laboratórios de Engenharia Mecânica e Energia
da UFERSA é realizada por lâmpadas fluorescentes tubulares da marca PHILIPS, modelo
TLTRS40W-ELD25. O sistema de iluminação é composto por seis luminárias com quatro
lâmpadas cada, totalizando 24 lâmpadas. As características do modelo estão disponíveis na
Tabela 5.
Tabela 5 - Características da lâmpada florescente tubular TLTRS40W-ELD25.
Características
Potência (W)

Valor
40

Base

G13

Temperatura de cor (W)

5.000

Fluxo luminoso (lm)

2.600

Eficiência luminosa (lm/W)

65

Índice de reprodução do cor (IRC)

70

Vida mediana (horas)

7.500

Diâmetro (mm)

33,5

Comprimento (mm)

1.213,6

Fonte: Adaptada de PHILIPS, 2009, p 36.
De posse desses dados, é possível calcular a potência total do sistema de iluminação
atual, de acordo com a Equação 2 (Capítulo 3, p. 43). Os dados calculados estão mostrados na
Tabela 6.

54

Tabela 6 - Potência total da iluminação atual.
Descrição das
cargas

Número de
lâmpadas - n

Plâmpada (W)

Ptotal (W)

24

40

960

Lâmpada
TLTRS40W
Fonte: Autoria própria, 2012.

Será então realizada a substituição das lâmpadas fluorescentes por lâmpadas LED, da
seguinte maneira: cada lâmpada fluorescente será substituída por uma lâmpada LED,
totalizando, assim, 24 lâmpadas LED. A lâmpada LED utilizada para substituição das
lâmpadas fluorescentes tubulares é uma lâmpada do tipo tube LED, marca HUAKE, modelo
HK-T5-1211-X, possuindo o mesmo formato das lâmpadas fluorescentes tubulares (vide
Figura 32). As características técnicas do modelo em questão estão dispostas na Tabela 7.
Figura 32 - Lâmpada tube LED, HK-T5-1211-X.

Fonte: LEDLIGHTSWORLD, 2012.
Tabela 7 - Características da lâmpada LED HK-T5-1211-X.
Características
Potência (W)

Valor
11

Base

G13

Temperatura de cor (W)

6.500

Fluxo luminoso (lm)

760

Eficiência luminosa (lm/W)

69

Vida mediana (horas)
Diâmetro (mm)
Comprimento (mm)
Fonte: Adaptada de LEDSLIGHTSWORLD, 2012.

100.000
17,0
1.149,0

p.t (h/dia) Cdiário (Ah/dia) 11 6 66 11.0 Fonte: Autoria própria. 2012.55 Feito isso. 12 Ptotal (W) 11 132 Conhecida a potência consumida pelas cargas de um circuito. 2012. 2012.9 É importante ressaltar que a lâmpada escolhida será alimentada em corrente contínua. Foi considerado que o sistema de iluminação irá funcionar cerca de 6 horas diárias – das 16:00 às 22:00 horas. . calcula-se. 131) – é calculado o consumo diário corrigido. Tabela 10 . com o objetivo de dispensar a utilização do inversor.Cálculo do consumo de cargas corrigido. Tabela 9 . calculado conforme mostra a Equação 3. ilustrado a Tabela 10. Tabela 8 . Descrição das Número de P (W) cargas lâmpadas . sendo que cada circuito terá 12 lâmpadas.98 0. então a potência de lâmpadas LED necessária para cada circuito. Esses cálculos estão expostos na Tabela 9.Cálculo de consumo de cargas. Esse cálculo será baseado na Equação 2. Descrição das Ptotal Vsistema cargas (W) (V) Lâmpadas 132 12 LED Corrente total das cargas (A) Fonte: Autoria própria.0 Cdiário total (Ah/dia) 66.n lâmpada Lâmpada LED HK-T5-1211-X Fonte: Autoria própria. totalizando 24 lâmpadas para todo o sistema fotovoltaico (vide Tabela 8).Potência da iluminação LED. Icarga (A) Ciclo de serviço diário . com base na Equação 4. de acordo com o consumo diário de energia elétrica. Cdiário (Ah/dia) 66. o próximo passo é especificar a carga. diminuindo substancialmente o custo total do sistema.95 70. Ff Fb Cdiário corrigido (decimal) (decimal) (Ah/dia) 0.0 Considerando ainda os fatores de eficiência da fiação e da bateria – valores-padrão sugeridos por CRESESB (2004.

9 7 10. Vale salientar que esse modelo de bateria.56 4. CÁLCULO DA CORRENTE DE PROJETO Após a especificação do consumo diário da carga alimentada por cada circuito do sistema fotovoltaico. assim como o módulo fotovoltaico e o controlador de carga adotado possuem a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia (ENCE). Tabela 11 . http://www. O cálculo da corrente de projeto está exposto na Tabela 11. mostrada no item 3. Qualidade e Tecnologia. foi escolhida a utilização de baterias estacionárias. Cdiário corrigido (Ah/dia) Sol pleno (h/dia) Ip (A) 70.asp . As principais características técnicas da bateria DF 4001 estão dispostas na Tabela 12. da marca FREEDOM (vide Figura 33).inmetro.4. do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) do INMETRO7. 4. para 4 anos de vida útil. 2012.Cálculo da corrente de projeto. de acordo com a Equação 5. por se tratarem de baterias mais adequadas a esse tipo de aplicação.gov. é possível calcular a corrente que os módulos de um circuito deve gerar para suprir a carga de iluminação LED.5.1 Fonte: Autoria própria. 7 8 Instituto Nacional de Metrologia.br/consumidor/tabelas. DIMENSIONAMENTO DO BANCO DE BATERIAS Para este projeto. considerando temperatura de 25°C.4. de 20%. As tabelas com os produtos aprovados pelo PBE estão disponíveis no site8 do INMETRO. que possui como máxima profundidade de descarga. Foi escolhido o modelo DF 4001. As figuras 34 e 35 mostram a projeção da vida útil em função da temperatura e o ciclo de vida das baterias FREEDOM.

2012. Informações sobre a bateria Fabricante FREEDOM Modelo DF 4001 Tipo Estacionária Tensão nominal (V) 13. Tabela 12 . 2012. 70 80 . Fonte: FREEDOM.Projeção da vida útil em função da temperatura.2 a 13.4 a 15. 2012.5 Capacidade nominal (Ah) Dimensões (mm) 220 525 x 275 x 250 Fonte: Adaptada de FREEDOM.8 Tensão de carga (V) 14. Projeção da vida útil em função da temperatura 120 Vida útil (%) 100 80 60 40 20 0 10 20 30 40 50 60 Temperatura de trabalho (°C) Fonte: Adaptada de FREEDOM.57 Figura 33 .Bateria estacionária DF 4001.Características técnicas da bateria DF 4001. Figura 34 .

durante o período de um ano.2 1.Ciclo de vida em função da profundidade de descarga. Com o número mínimo de baterias necessárias para suprir o sistema.5 220 4. 2012.Cálculo do número de baterias necessárias.9 3 0. Cdiário corrigido (Ah/dia) AS (dias) MPD (decimal) Capacidade necessária para a bateria (Ah) Capacidade nominal da bateria (Ah) Nº baterias 70. sem sucesso. Através desta análise. a autonomia do sistema que foi adotada foi de 3 dias. no período de 01/01/2011 à 31/10/2011.58 Figura 35 . para a determinação da autonomia do sistema. a autonomia do sistema é um fator importante para o dimensionamento do banco de baterias. A tabela 13 mostra o número de baterias necessárias para cada circuito do sistema fotovoltaico.063. verificou-se que o número médio de dias seguidos em que foi detectada uma quantidade substancial de precipitação foi 3. página 44. conforme dados obtidos de EMPARN (2011). verificou-se a possibilidade. é possível dimensionar o banco de baterias (vide Tabela 14). Como mostrado no item 3. foi adotado o seguinte critério: analisar a quantidade de precipitação diária na cidade de Mossoró. Sendo assim. 2012. Inicialmente. Ciclo de vida 2500 2000 Ciclos 1500 1000 500 0 0 10 20 30 40 50 60 70 80 Profundidade de descarga (%) Fonte: FREEDOM. de obter dados em relação ao número médio de dias ininterruptos sem sol. .5. conforme critérios já estabelecidos. Logo. Tabela 13 .83 Fonte: Autoria própria.

9 Comunicação pessoal com o Superintendente de Infraestrutura. Segundo CRESESB (2004. O detalhe da sala citada está apresentado na planta baixa. R$ 4.5 x 2.009. Nº baterias (adotado) Capacidade nominal Capacidade do banco de baterias do sistema (Ah) da bateria (Ah) 5 220 1. . cujas características técnicas estão dispostas na Tabela 15.6m e peitoril de 1. Fonte: KYOCERA. o custo de construção da casa de baterias é.1m) e duas janelas laterais. conforme sugerido por CRESESB (2004. medindo 2. foi escolhido o módulo cristalino SM – 63 KSM da KYOCERA (vide Figura 36).5 x 2. com finalidade de garantir o isolamento com o solo. p.8m. porém de acesso restrito à pessoal autorizado. 4.000. foi previsto no projeto a construção de uma pequena sala. as baterias do sistema devem ser instaladas em um container ou uma sala de fácil acesso para manutenção. p. com medidas de 0.Dimensionamento do banco de baterias. com presença de corrente de ar para eliminar os gases produzidos durante a recarga da bateria. 149). Barros.6 x 0. 148). em média. Figura 36 . em outubro de 2012.Módulo SM .6.63 KSM. 2012. A sala deverá ter ainda. sobre o piso de concreto. com uma porta de acesso (0.59 Tabela 14 . 2012.100 Fonte: Autoria própria. Sendo assim. sobre a qual serão instaladas as baterias. disposta no Apêndice D. o Engenheiro Civil Diego Alessandro de M. Vale salientar que o projeto de arquitetura e a construção desta sala serão feitos diretamente pela Superintendência de Infraestrutura da UFERSA (SIN). De acordo com dados da SIN.5m (dimensões internas). uma camada de madeira de 1. DIMENSIONAMENTO DOS MÓDULOS FOTOVOLTAICOS Neste trabalho.8m cada.7 x 2. A sala deve conter ventilação natural.

Características do módulo fotovoltaico SM – 63 KSM. de acordo com as Equação 7. Tabela 16 . p. De posse desses dados. 135). Ip (A) FCM (decimal) 10.2 3. calcula-se a quantidade de módulos que serão necessários para suprir cada circuito de iluminação proposto no trabalho. mostrada na Tabela 15.82 Fonte: Autoria própria. Conforme foi explanado no item 3.6. 2012.7 Corrente máxima potência -Imp (A) 3. Informações sobre o módulo fotovoltaico Fabricante KYOCERA Modelo SM – 63 KSM Comprimento x largura x espessura (mm) 715 x 680 x 38 Potência máxima . para o dimensionamento dos módulos é necessário conhecer a corrente de projeto da carga e o fator de correção do módulo (FCM). o valor do fator de correção do módulo para módulos fotovoltaicos cristalinos é de 0.60 Tabela 15 .5 Tensão circuito aberto .5 4.1 0.Wp (W) 63 Tensão máxima potência . calcula-se a quantidade de módulos adotados e a corrente nominal e de curto-circuito do painel.Cálculo do número de módulos necessários. segundo as Equações 8 e 9. 2012. De acordo com CRESESB (2004.0 .9. Os valores calculados estão dispostos nas Tabelas 16 e 17.9 Fonte: Autoria própria. INpainel (A) Isc_módulo (A) ISCpainel (A) 11.34 Fonte: Adaptada de KYOCERA.82 2. A corrente de projeto foi calculada em 4.34 13. Em seguida.Voc (V) 19.82 Corrente curto circuito – Isc (A) 4. além da corrente de máxima potência do módulo.Dimensionamento dos módulos fotovoltaicos.Vmp (V) 16. Ip’ (A) Imp_módulo (A) Nºmódulos 11. Nºmódulos (adotado) Imp_módulo (A) 3 3. 2012.4.93 Tabela 17 .

2012.21°. conforme informado no item 3. visando maximizar a produção e tempo diário operação do sistema. sendo este o ângulo de inclinação dos módulos adotado para o sistema. segundo explicado no item 3. . Fonte: Google. ORIENTAÇÃO E DO ÂNGULO DE INCLINAÇÃO DOS MÓDULOS Os módulos fotovoltaicos do sistema autônomo proposto neste trabalho serão instalados na lateral do prédio dos Laboratórios de Engenharia de Energia e Engenharia Mecânica do Campus Leste da Universidade Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) Mossoró/RN.61 4. de forma que não haverá sombreamento dos módulos durante todo o dia.7. DETERMINAÇÃO DA LOCALIZAÇÃO. Vale ainda salientar que os módulos estarão dispostos de forma que fiquem orientados para o norte verdadeiro. O ângulo de inclinação dos módulos fotovoltaicos do trabalho em questão será definido pela latitude local. bem próximo às cargas a serem alimentadas por eles. a latitude aproximada do local previsto para instalação é de 5.7.7. Conforme Google (2012).Localização de instalação dos módulos fotovoltaicos. A Figura 37 mostra o local de instalação dos módulos. Figura 37 .

62 Os módulos serão instalados sobre um suporte garra. 2008. marca IZIWALKER. IZIWALKER. IZIWALKER. Fonte: IZIWALKER.Suporte tipo garra. será feita a ampliação para 6 módulos. tipo B. 12. . No caso deste trabalho. podendo instalar módulos em inclinações de 0 a 50° e módulos de comprimento até 4 metros (vide Figuras 38 e 39).Instalação de suporte tipo garra. podendo ser ampliado conforme necessidade. sendo feita a ampliação para 12 módulos. 03. Figura 39 . Figura 38 . Este possui capacidade inicial para três módulos. p. Um exemplo de ampliação é ilustrado na Figura 40. Fonte: IZIWALKER. p. O suporte possui acabamento anodizado a 15 microns e fixações ao solo em INOX A2. 2009.

2012.Cálculo da corrente nominal do controlador necessário. cujas características técnicas estão mostradas na Tabela 19. será adotado o controlador de carga CX20. da marca PHOCOS. 4. 08.8. Fonte: IZIWALKER.25 16. 2008. O controlador de carga CX20 possui como principais características: . Tabela 18 . p. que foi calculada e está disposta na Tabela 18.Exemplo de ampliação para 12 módulos. A Equação 10 (página 47) mostra como efetuar o cálculo dessa corrente.25 Fonte: Autoria própria. Calculada a corrente nominal do controlador necessário para cada subsistema.63 Figura 40 .0 1. ESPECIFICAÇÃO DO CONTROLADOR DE CARGA A especificação do controlador de carga é feita baseada na corrente nominal do controlador. mostrado na Figura 41. ISCpainel (A) Fator de superdimensionamento INcontrolador (A) 13.

• Indicação de carga e descarga da bateria. ativo por 1 ano. • Alarme acústico antes da desconexão das cargas.64 • Indicação de estado de carga através de display LCD10. • Compensação de temperatura integrada.Controlador de carga CX20. • Função noite/dia programável (PHOCOS. PHOCOS. através de gráficos de barra. Figura 41 . • Controle PWM (Modulação por largura de pulso) a três estágios (regulador série). 2012. 2012). 10 PHOCOS Liquid crystal display (Display de cristal líquido).Características do controlador de carga. • Terminais de conexão cobertos (até 16mm²). • Proteção eletrônica total. 2012. Informações sobre o controlador de carga Fabricante Modelo Dimensões (mm) CX20 92x93x38 Tensão do sistema (V) 12/24V Corrente nominal (A) 20A Fonte: Adaptada de PHOCOS. • Registrador de dados embutido. • Desconexão programável em baixa voltagem. . Fonte: PHOCOS. Tabela 19 .

65 4. Será utilizada a DC junction box IG 15/30.9.Caixa de junção CC IG 15/30. Figura 42 . PROJETO ELÉTRICO 4. da marca FRONIUS. o que torna possível isolar a sua saída (seja para o inversor ou.9. É importante notar que o isolador pode ser acionado sob carga em situações de emergência (vide Figura 43). Este equipamento possibilita a interconexão em paralelo de até 4 módulos (ou conjunto de módulos).1. com divisão de conectores para ligação dos terminais positivo e terminais negativos. A Tabela 20 expõe as principais características da DC Junction box IG 15/30. Interconexão dos módulos fotovoltaicos Os módulos fotovoltaicos de cada circuito do sistema fotovoltaico serão interconectados em paralelo através de uma caixa de junção CC (DC junction box) situada próxima a caixa de controle e proteção. . Fonte: FRONIUS. ilustrada na Figura 42. p. 03. 2012. A junction box possui ainda um isolador CC em sua saída com a capacidade de comutação em carga. no caso do projeto em questão. FRONIUS. para o controlador de carga).

2012. Especificação dos condutores e dos eletrodutos De acordo com CRESESB (2004.Dados técnicos da caixa de junção CC IG 15/30. FRONIUS. 04. p. p. 111). 04. Fonte: Adaptada de FRONIUS.5 Fonte: Adaptada de FRONIUS. Dados técnicos da DC junction box IG 15/30 Fabricante Modelo FRONIUS IG 15/30 Máxima tensão de entrada em circuito aberto (V) 530 Máxima corrente de entrada (A) 20 Máximo número de módulos 4 Seção transversal máxima dos condutores de conexão (6mm²) 6 Faixa de temperatura de operação -25°C a +55°C Dimensões (mm) 220x168x112. 4. Tabela 20 . FRONIUS.Visão interna da caixa de junção CC IG 15/30. 2012. p. no dimensionamento dos condutores utilizados nos sistemas fotovoltaicos é necessário observar além da capacidade de condução de corrente.9.66 Figura 43 . como entre o módulo e controlador ou entre o controlador e a carga. . que são eles: 1% entre o controlador e a bateria e 3% para outros trechos.2. os limites de queda de tensão admissível para os trechos do circuito.

9 3 6 ½ 0. p. p. especificando para cada trecho e a seção do condutor e o diâmetro do eletroduto utilizado.* Adotar ½”. Trecho do circuito Queda de Seção Diâmetro do Corrente Comprimento tensão nominal eletroduto máxima do trecho (m) permitida do fio (polegadas) (A) (%) (mm²) Módulo para painel de 3.0 1 10 ½ 8. 11.1 para lâmpadas Fonte: Autoria própria. Os condutores utilizados nesse projeto devem ser cabos flexíveis de cobre eletrolítico. classe 5 de encordoamento. têmpera mole.64 3 6 ½ Como forma de padronizar o tamanho do eletroduto de todo o sistema. 2012. tipo BWF. baseada na NBR 5410/2004. O dimensionamento dos trechos de eletrodutos utilizados no projeto foi feito de acordo com a tabela para determinar o tamanho nominal de eletroduto rígido de PVC. conforme NBR NM 247-3. sem causar nenhum prejuízo ao sistema. fabricados em PVC antichama.67 CRESESB (2004. 102) A Tabela 21 mostra o dimensionamento dos condutores e dos eletrodutos para um circuito do sistema autônomo. classe térmica de no mínimo 70°C e classe de isolação de 750V.5 para controlador de carga Controlador de carga 11 para baterias Controlador de carga 10. optou-se por substituir o trecho de diâmetro de 3/8” por 1/2”. 123) apresenta planilhas que indicam a seção nominal dos condutores em função do comprimento e da corrente do trecho e da tensão nominal do sistema. com característica de não propagação e auto-extinção do fogo. na cor preta. eletroduto atendendo a NBR 15465. com roscas conforme NBR NM ISO 7-1. isolados em composto termoplástico polivinílico (PVC). no caso dos condutores instalados no trecho possuírem a mesma seção transversal. (CREDER. .7 1 4 3/8* 2.Dimensionamento dos condutores e eletrodutos. Essas planilhas foram consultadas para realizar o dimensionamento dos condutores do sistema fotovoltaico autônomo deste projeto.82 interconexão e proteção Painel de interconexão 11. grau de proteção IP40. Tabela 21 . Já os eletrodutos devem ser do tipo roscável. 2007.

consistiu em analisar a corrente prevista para cada trecho do sistema autônomo e a capacidade de condução de corrente dos condutores utilizados nos trechos (NISKIER.68 4. Tabela 22 . modelo 116-7 da marca SIEMENS. 2012. São necessários então três disjuntores para proteção dos módulos fotovoltaicos.3.5 4 32 16 11 10 57 16 10. Seção Capacidade Corrente nominal de máxima do fio condução (A) (mm²) (A) Disjuntor (A) 11. As Figuras 44 e 45 ilustram a curva de disparo e as dimensões do disjuntor. 150). O dimensionamento do disjuntor. cujas características estão dispostas na Tabela 23. Neste trabalho foi escolhido utilizar o disjuntor. p. .9. Dimensionamento dos dispositivos de proteção e manobra O sistema fotovoltaico autônomo projetado no trabalho. É imprescindível também que o sistema seja composto por dispositivos capazes de conectar ou desconectar eletricamente os componentes do sistema. disposto na Tabela 22. 2008. devido ao fato deste possuir as duas funções citadas anteriormente.Dimensionamento dos disjuntores. respectivamente. do banco de baterias e das cargas consumidoras.1 6 41 16 O modelo de disjuntor escolhido foi o disjuntor da linha 5SX5 (específica para sistemas em corrente contínua). condutores e usuários. Trecho do circuito Painel de interconexão para controlador de carga Controlador de carga para baterias Controlador de carga para lâmpadas Fonte: Autoria própria. assim como qualquer outro sistema elétrico necessita de dispositivos que garantam a proteção elétrica dos equipamentos.

2010.69 Tabela 23 .Especificação do disjuntor. 5 a 10 x IN C .IN (A) 16 Capacidade de interrupção máxima (kA) 30 Disparo em curto-circuito (A) Curva de disparo Fonte: Adaptada de SIEMENS. Informações sobre o disjuntor Fabricante Modelo SIEMENS 116-7 Tensão de operação nominal (V) 24 Corrente nominal . 03. 03.Curva de disparo C. p. Fonte: SIEMENS. 2010. p. Figura 44 .

Quadro SIMBOX XF . linha SIMBOX SIMBOX XF.9.4. Especificação do quadro de controle de carga e de proteção O quadro de controle de carga e de proteção será instalado com o objetivo de comportar os controladores de carga e os equipamentos de proteção e manobra manobra do sistema.36 módulos de disjuntores.. A Figura 48 esquematiza esquema o quadro mencionado. p.Dimensões do disjuntor juntor utilizado. adaptando adaptando-o para a finalidade supracitada. 2012. com capacidade para 36 módulos de disjuntores. dos controladores de carga e terminais de aterramento. mostrado na Figura 46. A escolha da capacidade do quadro resultou basicamente de suas dimensões e da possibilidade de comportar os controladores e os disjuntores (vide ( Figura 47). p 03. Figura 46 . . O quadro escolhido para ser utilizado trata-se se de um quadro de distribuição da SIEMENS. 2010. Fonte: SIEMENS. Foi escolhido utilizar um quadro de distribuição de energia convencional. 02 02. Fonte: SIEMENS.... os disjuntores. no caso. 4. demonstrando as ligações dos disjuntores.70 Figura 45 .

Fonte: Autoria própria. . Figura 48 .Esquema do quadro de controle de cargas e proteção.Dimensões do quadro SIMBOX XF. 2012. 07. 2012.71 Figura 47 . p. Fonte: SIEMENS.

É necessário aterrar as carcaças dos módulos. Além disso. impedindo riscos de choques elétricos e estabilizando a tensão do sistema (CRESESB. A haste de aterramento utilizada será uma haste de aço cobreado.9.400mm. todos os itens necessários para a instalação do sistema fotovoltaico autônomo proposto. Neste. Aterramento O aterramento é uma medida preventiva que deve também ser incluída no projeto de um sistema fotovoltaico. . Além disso. objetivando prevenir condições perigosas para as pessoas e equipamentos. a Figura 49 traz um diagrama esquemático de tal sistema. com dimensões mínimas de 16 x 2. p.72 4. o Apêndice D deste trabalho contém a planta baixa do sistema com a localização dos diversos componentes e equipamentos. portanto. dos módulos e das baterias. baterias. utilizando como base os critérios estabelecidos na Instrução Normativa DA 30:02/2005. será feita a interligação do condutor de aterramento com os condutores de proteção das luminárias. da COSERN (Companhia Energética do rio Grande do Norte). luminárias e outras partes metálicas. Determinados. interliga-se o condutor negativo ao condutor de aterramento. conforme foi mostrado na Figura 48. 2004. o aterramento será realizado através de uma haste de aterramento localizada sob o quadro de controle de carga e proteção. contendo a sequência de interligação dos equipamentos.5. 151). No projeto tratado neste trabalho.

2012. Fonte: Autoria própria.Diagrama esquemático do sistema solar fotovoltaico autônomo Figura 49 – Diagrama esquemático do sistema solar fotovoltaico autônomo. .73 Figura 49 .

und.018.93 R$ 3. 10mm² Cabo verde-amarelo.65 97.63 R$ 24.00 2.00 TOTAL(R$) Fonte: Autoria própria. internet e telefone.00 R$ 915. Tabela 24 .00 4.92* 9. m. m. respectivamente.655. 6mm² Eletroduto 1/2". und. 4mm² Cabo vermelho. 2012.17 R$ 2. und. *Cotação do dólar: R$ 2. dólar americano e euro.80 R$ 7. m.6335.490.45 R$ 1.00 € 159.93** 1. R$ 110. consultados em fornecedores diversos de equipamentos. 10mm² Cabo preto.60 46.1. Levantamento de material e orçamento A Tabela 24 mostra uma lista de equipamentos e acessórios necessários para a montagem e funcionamento do sistema fotovoltaico proposto. Essa lista contém também os preços unitários e total de cada item. m. und.17 R$ 2. m. 36 módulos Cabo vermelho. ANÁLISE DE CUSTOS 4.02 R$ 4.62 R$ 2. 110.93 R$ 3.10. 6mm² Cabo preto.65 97. und. DESCRIÇÃO DO ITEM MARCA QTD UND PREÇO TOTAL(R$) Lâmpada LED HK-T5-1211-X Bateria DF 4001 Construção da casa de baterias Módulo SM .65 90.00 R$ 1.77 200.65 19. vara 3 metros Haste de aterramento 16x2400 Conectores e acessórios HUAKE FREEDOM KYOCERA IZIWALKER PHOCOS FRONIUS SIEMENS 24 10 1 6 1 2 2 6 und. via e-mail.00 420. modelo 116-7 Quadro de distribuição SIMBOX XF.92 SIEMENS SIL SIL SIL SIL SIL SIL SIL SIL TIGRE INCESA DIVERSOS 1 2 2 45 45 45 5 5 30 14 1 1 und. **Cotação do euro: Cotações consultadas em: 11/10/2012.17 R$ 3.45 R$ 2.00 R$ 367.82 825. und.00 735.90 R$ 929.63 KSM Suporte garra para 6 módulos Controlador de carga CX20 DC junction box IG 15/30 Disjuntor 5SX5. m.0363.90 97. 6mm² Cabo branco. und. .Levantamento de material.00 R$ 4. 4mm² Cabo preto. und.000.60 64. Este fato ocorreu devido à dificuldade de encontrar equipamentos semelhantes nacionais. m.84 R$ 509.82 24.90 2. US$ 16.65 19.10.74 4. und. m.00 5.00 22.000. É importante observar que os preços unitários da lâmpada LED e do suporte tipo garra estão em moedas estrangeiras.290. und.77 R$ 200. 6mm² Cabo vermelho.

Verifica-se. Ptotal (W) 960 Ciclo de Tempo de serviço Dias úteis utilização diário na por mês mensal fora ponta e fora (dia/mês) de ponta – t de ponta (h/mês) (h/dia) 3 22 66 Tempo de Energia utilização elétrica fora mensal na de ponta ponta – t Wfora de ponta (h/mês) (kWh/mês) 66 63. Perfil de consumo atual e análise de tempo de retorno do investimento Conforme descrito no item 4.10. que o sistema de iluminação atual funciona 3:00 horas durante o horário fora de ponta e 3:00 horas no horário de ponta. domingos e feriados nacionais. 05). Ainda no item 4.3 foi calculada a potência total do sistema de iluminação e definido o tempo diário que a iluminação fluorescente permanece em operação. exceto sábados. em kWh/mês. o custo mensal de funcionamento das lâmpadas fluorescentes. 01). De posse dos dados citados. Tabela 25 . Calculado o consumo de energia elétrica mensal.3. 22 dias úteis por mês. Segundo PROPLAD (2012. o sistema de iluminação atual é feito por lâmpadas fluorescentes tubulares. bem como. a classificação de consumidor da UFERSA é a A4 Horo-Sazonal Verde (Serviço Público). cinco dias por semana. em média.Cálculo da energia elétrica consumida por mês.75 4.3 (16:00 às 22:00 horas). De acordo com o horário de funcionamento definido no item 4. ou seja. em seguida. as 24 horas dos sábados. Desta forma. pode-se definir qual o tempo de funcionamento no horário de ponta e no horário fora de ponta. Vale lembrar. o horário de ponta é o intervalo de tempo compreendido entre 17:30 e 20:30 horas de cada dia. Conforme a COSERN (2012. 2012. calculou-se. que nesse mesmo item. .36 Fonte: Autoria própria. então. domingos e feriados nacionais. Já o horário fora de ponta é composto pelas 21 horas restantes de cada dia. considerou-se que o sistema de iluminação funcionará apenas de segunda-feira à sexta-feira.2.36 Energia elétrica na ponta Wponta (kWh/mês) 63. p. p. é possível calcular o consumo de energia elétrica mensal (no horário de ponta e fora de ponta). mostrado na Tabela 25. é necessário diferenciar o consumo de eletricidade no horário de ponta e fora de ponta. de acordo com as Equações 11 e 12. nos horários de ponta e fora de ponta. totalizando.

cerca de R$ 9.76 Conforme o item 3. Tabela 28 .C meses (mês) investimento de baterias (R$) (R$/mês) (R$) (R$) 689. verifica-se o retorno do investimento para a implantação do sistema fotovoltaico proposto. será prevista a mudança das baterias. Energia Energia Tarifa Tarifa consumo elétrica fora elétrica na consumo ativo ativo na ponta de ponta ponta . investindo. *Dados: PROPLAD.290.655. para identificar as tarifas na ponta e fora de ponta.62 33 Fonte: Autoria própria. Sendo assim.00. estima-se o tempo de retorno do investimento do sistema. ainda a necessidade da substituição das baterias após o fim da vida útil das mesmas. Pode-se concluir que. p.55 Fonte: Autoria própria.C (R$/mês) 0. mostrada na Tabela 28. pode-se calcular a economia nos primeiros 4 anos após a substituição dos sistemas. A partir dos dados coletados.55 22.Wponta fora de ponta (R$/kWh) Wfora de ponta (kWh/mês) (R$/kWh) (kWh/mês) 63.Cálculo do custo mensal de energia elétrica. 2012. é necessário consultar uma conta de energia da UFERSA. Tabela 26 .13487* 689. que é de cerca de 4 anos. Previsão de Custo mensal Quantidade de Total do substituição Economia de energia .07481* 63.655. Verificou-se.36 1. mostrados na Tabela 26.152. 2012.62 9.78 .Cálculo da economia financeira nos primeiros 4 anos. Tabela 27 . através da Equação 14 (vide Tabela 27).55 Fonte: Autoria própria.36 Custo mensal de energia .Cálculo do tempo de retorno de investimento. 2012. calcula-se o consumo mensal. A partir da comparação entre o cálculo do custo mensal de energia elétrica e o investimento necessário para implantação do sistema solar fotovoltaico autônomo.290. em apenas 2 anos e 9 meses. 48 22. 1. para isso. Dessa forma. Custo mensal de energia .00 1. 2012.10. em 4 anos de funcionamento. cálculo esse baseado na Equação 13.C (R$) Total do investimento (R$) Tempo de retorno (meses) 689.

Previsão de Custo mensal Quantidade de Economia substituição de energia . é possível calcular a economia anual após os primeiros 4 anos. principalmente pelo fato de que o presente trabalho não utilizou inversor (que representa grande parte do investimento em um sistema que o utilize) e houve a redução da potência das cargas consumidoras. considerando a troca de baterias (R$ 9. 2012.50 5. após quatro anos da instalação do sistema.952. É importante resaltar que os valores de retorno de investimento e economia anual foram expressivos.00 a cada 4 anos.10 Fonte: Autoria própria. já prevendo a substituição das baterias a cada 4 anos. com a instalação de lâmpadas LED.952.10 com gastos em energia elétrica na iluminação dos laboratórios de Engenharia de Energia e Mecânica.55 12 2. . verifica-se que a cada ano serão economizados pela UFERSA cerca de R$ 5.C meses anual de baterias (R$/mês) (mês/ano) (R$/ano) (R$/ano) 689.290. o que significa R$ 2.10 por ano. será economizado cerca de R$ 5.77 Além disso. Portanto.322.Cálculo da economia financeira anual. Essa previsão de economia é mostrada na Tabela 29. conclui-se que o retorno do investimento realizado para a implantação do sistema fotovoltaico proposto ocorrerá em 2 anos e 9 meses e.322.952.50 ano). Tabela 29 . Logo.

pois este possui um investimento alto e necessita de manutenção qualificada. Diante desses valores. e que sua aplicação em sistemas autônomos é bastante vasta. a utilização para cargas em corrente contínua é uma saída mais viável do que a utilização de sistemas fotovoltaicos com inversor. recomenda-se o desenvolvimento de um protótipo. . Ainda é proposta a realização de um estudo comparativo para prever a economia anual se o sistema proposto fosse também aplicado nos demais prédios da Universidade. dentre elas. a redução do consumo de energia elétrica e o aumento da vida útil. com o intuito de verificar o funcionamento do sistema e embasar as vantagens de utilização de sistemas fotovoltaicos autônomos como forma de reduzir o custo com a eletricidade. que é possível utilizar um sistema fotovoltaico como forma alternativa de geração de energia elétrica. Ainda é notável o retorno financeiro anual para a Instituição. com consequente análise de operação deste protótipo. é verificada através da redução de um componente de extremo cuidado no sistema: o inversor. valor este que pode ser investido em outras necessidades institucionais. o que resultará em economia financeira bastante relevante e em laboratórios de estudo e pesquisa de energia solar fotovoltaica e tecnologia LED. que é cerca de R$ 6. de menores dimensões. cerca de 2 anos e 9 meses. o que justifica o investimento realizado. Observa-se que o retorno do investimento do sistema proposto é razoável. para iluminação à LED.78 5. Também é possível constatar neste trabalho que a iluminação a LED possui diversas vantagens em relação a outras formas de iluminação.00. nesse caso. onde será possível realizar medições e verificações in loco. CONCLUSÕES Verifica-se. mas sim em outros prédios da Universidade. é interessante sugerir a implantação de sistemas solares fotovoltaicos para suprir sistemas de iluminação à LED não só em um laboratório. Como propostas para continuação do trabalho.000. se comparado a outros sistemas de geração de energia elétrica. em sistemas autônomos instalados em zonas rurais distantes. Dessa forma. A vantagem observada em utilizar o sistema fotovoltaico autônomo para o suprimento de cargas em corrente contínua. através deste trabalho.

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APÊNDICES Apêndice A .12/06/2012 1.84 2.541 1.8 0 Hora Radiação solar .400 1236 1.000 800 600 400 200 193.400 1.Gráficos da radiação solar diária Radiação solar .200 1.200 Radiação solar (W/m²) Radiação solar (W/m²) 1.600 1.13/06/2012 1.1 200 0 Hora .000 800 600 400 289.

15/06/2012 1400 1297 Radiação solar (W/m²) 1200 1000 800 600 400 200 63.85 Radiação solar .14/06/2012 1600 1593 1400 Radiação solar (W/m²) 1200 1000 800 600 400 200 28.3 0 Hora Radiação solar .5 0 Hora .

000 3.000 8.000 0 Hora .000 2.000 4.000 3.13/06/2012 9.000 6.86 Apêndice B .000 5.000 5.000 Energia solar (Wh/m²) 8.Gráfico da energia solar acumulada Energia solar acumulada .000 6714 Energia solar (Wh/m²) 6.301 7.000 1.000 2.12/06/2012 7.000 1.000 4.000 0 Hora Energia solar acumulada .

0 3000.0 5000.0 2000.0 Energia solar (Wh/m²) 7000.0 4000.14/06/2012 8000.0 Hora Energia solar acumulada .15/06/2012 9000 8004 Energia solar (Wh/m²) 8000 7000 6000 5000 4000 3000 2000 1000 0 Hora .87 Energia solar acumulada .0 7183 6000.0 1000.0 0.

8 0 690.6 Energia solar acumulada (Wh/m²) 0.7 7845 75.8 555.4 215.2 730.2 6233 291.8 953.9 7934 63.1 521.3 968 1082 1159 1198 1228 1236 1224 1174 1129 1207 289.7 602.0 1324.0 978.5 7196 854.0 317.0 1011.9 869.8 1484 1770 2186 2552 2758 3403 3781 4264 4795 5294 5730 5986 6191 6426 6605 6714 0.6 4460 1339 4845 257.Aquisição de dados de energia solar 500.1 1105 837.88 Apêndice C .3 462.3 667.6 640.5 685.3 284.9 7141 28.2 867.7 1157 1707 2223 2782 3434 4069 4596 5250 5897 6375 6791 7091 7266 7608 7997 8182 8301 Data 14/06/2012 07:30 08:00 08:30 09:00 09:30 10:00 10:30 11:00 11:30 12:00 12:30 13:00 13:30 14:00 14:30 15:00 15:30 16:00 16:30 17:00 07:30 08:00 08:30 09:00 09:30 10:00 10:30 11:00 11:30 12:00 12:30 13:00 13:30 14:00 14:30 15:00 15:30 16:00 16:30 17:00 Radiação (W/m²) 15/06/2012 13/06/2012 12/06/2012 Data Hora Hora 07:30 08:00 08:30 09:00 09:30 10:00 10:30 11:00 11:30 12:00 12:30 13:00 13:30 14:00 14:30 15:00 15:30 16:00 16:30 17:00 07:30 08:00 08:30 09:00 09:30 10:00 10:30 11:00 11:30 12:00 12:30 13:00 13:30 14:00 14:30 15:00 15:30 16:00 16:30 17:00 Energia solar Radiação acumulada (W/m²) (Wh/m²) 636.6 357.8 744.0 255.4 7740 417.9 371.5 312.3 978.4 1125 1099 1691 1109 2285 1291 2733 1314 3487 1593 4035 492.9 193.0 746.0 1541.0 1202.8 6869 350.5 305.8 6778 330.5 8004 .6 808.3 1499.9 1381.3 7583 206.8 0.0 297.1 5435 163.2 274.7 855 483.7 6430 184 6636 158.5 5876 405.0 254.7 1108 1049 1028 1540 1253 2191 1180 2776 1227 3410 1236 3956 1271 4488 1253 5096 1297 5905 1197 6351 1236 6768 145.3 677.3 7183 516.7 582.0 204.

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