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8) Factores que influenciam a variação do clima

8.1) Causas Antropogénicas

Efeito estufa

O Efeito Estufa acontece quando uma parte da radiação solar é reflectida

pela Terra, e posteriormente é absorvida por certos gases constituintes da

atmosfera.

O Efeito Estufa é um processo essencial à vida na Terra pois conserva a

temperatura no nosso planeta permitindo a existência de vida.

De seguida apresentaremos uma tabela com os gases que contribuem para o

efeito estufa e os seus emissores, ou seja, as causas e o que causa o efeito

estufa.

Gases causadores do efeito estufa Principais causas


Dióxido de carbono Combustão de combustíveis fósseis:
petróleo, gás natural, carvão,
desflorestação (libertam CO2
quando queimadas ou cortadas).
O CO2 é responsável por cerca de
64% do efeito estufa. Diariamente
são enviados cerca de 6 mil milhões
de toneladas de CO2 para a
atmosfera.
Tem um tempo de duração de 50 a
200 anos.
Clorofluorcarbonetos São usados em sprays, motores de
aviões, plásticos e solventes
utilizados na indústria electrónica.
Responsável pela destruição da
camada de ozono. Também é
responsável por cerca de 10% do
efeito estufa.
O tempo de duração é de 50 a 1700
anos.
Metano Produzido por campos de arroz, pelo
gado e pelas lixeiras. É responsável
por cerca de 19 % do efeito estufa.
Tem um tempo de duração de 15
anos.
Ácido nítrico Produzido por campos de arroz, pelo
gado e pelas lixeiras. É responsável
por cerca de 19 % do efeito estufa.
Tem um tempo de duração de 15
anos.
Ozono É originado através da poluição dos
solos provocada pelas fábricas,
refinarias de petróleo e veículos
automóveis.

Existem dois tipos de consequências:

Consequências para o meio ambiente

As consequências do efeito de estufa serão sentidas tanto a nível global

como a nível regional, afectando um pouco por toda parte os vários países.

O aquecimento global poderá levar à ocorrência de variações climáticas tais

como: alteração na precipitação, subida do nível dos oceanos (degelos),

ondas de calor. Assim é natural registar-se um aumento de situações de

cheias que consequentemente irá aumentar os índices de mortalidade no

planeta Terra.

Uma profunda alteração do clima terá uma influência desastrosa nas

sociedades afectando a produção agrícola e as reservas de água, dando

origem a alterações económicas e sociais.


A maior parte dos gases de estufa têm fontes naturais, além das fontes

antropogénicas, contudo existem potentes mecanismos naturais para

removê-los da atmosfera. Porém, o contínuo crescimento das concentrações

destes gases na atmosfera dão origem a que , mais gases sejam emitidos do

que removidos em cada ano.

Tem havido um aumento considerável de 25% de CO2 na atmosfera. Os

níveis de CO2 variam consoante a estação, sendo esta variação mais

pronunciada no hemisfério norte, visto que apresenta uma maior superfície

terrestre, do que no hemisfério sul. Este facto ocorre devido às

interacções que ocorrem entre a vegetação e a atmosfera

Consequências para a Saúde

De acordo com alguns cientistas, um aumento consecutivo da temperatura à

superfície da Terra, provoca uma alteração climática o que leva a um

aumento de ondas de calor, cheias e consequentemente do aumento no

número de doenças infecciosas através da proliferação de pestes.

Um caso bastante actual refere-se ao fenómeno do El Niño, um aumento de

temperatura no sistema oceânico, que deu origem a uma onda quente por

todo o mundo. Como resultado directo, verificou-se uma deslocação dos

mosquitos responsáveis pela propagação da malária e febre amarela para

regiões temperadas a altitudes mais elevadas, atacando os grupos de

pessoas mais vulneráveis da

sociedade.

A variação climática irá

provavelmente aumentar a
frequência de dias de intenso calor, o que representa um aumento do

número de mortes.

Smog
O smog é um fenómeno cada vez mais visível nas grandes áreas urbanas.
O nevoeiro fotoquímico, também conhecido por Smog, consiste numa
mistura de poluentes primários (Monóxido de Carbono, Dióxidos de Enxofre
e Azoto) e poluentes secundários como por exemplo o ozono, formados sob a
influência da luz solar. Uma vez que o Smog está dependente do Sol, este
tipo de poluição torna-se mais evidente nos dias de seca e de maior calor.

Evolução do nevoeiro fotoquímico ao longo do dia

Como se pode verificar através deste gráfico, os níveis de smog não são
constantes ao longo do dia. Durante a manhã, como circula um maior número
de automóveis forma-se mais trânsito, o que faz aumentar os níveis de
óxido de nítrico e ozono na atmosfera. À medida que o dia progride
aumentam os níveis de dióxido de carbono formando cada vez mais nevoeiro
fotoquímico. Este tipo de poluição atinge a sua máxima intensidade durante
a manha, o que pode provocar irritações nos olhos e no sistema respiratório
dos habitantes.
Consequências do smog
• Irritação e danos nos olhos, na pele e nos pulmões;
• Seca as membranas protectoras do nariz e da garganta;
• Provoca alterações no sistema imunitário;
• Agrava também as doenças respiratórias como a asma daí que as
pessoas portadoras deste tipo de doença, e as crianças sejam mais
vulneráveis a este tipo de poluição.

Causas do smog
Nos dias de hoje o smog é provocado pelos grandes complexos industriais,
pela combustão de combustíveis fosseis e também pelos gases provenientes
dos escapes dos veículos motorizados.
Chuvas Ácidas

As chuvas ácidas têm origem na emissão de gases poluentes na


atmosfera. Estes gases são lançados através dos transportes (automóveis,
autocarros, aviões, etc…) e, também, através da poluição feita pelas
fábricas.

A seguinte tabela apresenta os gases poluentes emitidos e alguns


emissores (fábricas).

Tipos de gases emitidos


Emissores Gases emitidos

CO2 (Dióxido de Carbono)


Refinaria de
SO2 (Dióxido de Enxofre)
petróleo
CH4 (Metano)

CO2 (Dióxido de Carbono)

Indústrias químicas SO2 (Dióxido de Enxofre)

H2S (Sulfureto de Hidrogénio)

Incineradores de CO2 (Dióxido de Carbono)

resíduos SO2 (Dióxido de Enxofre)

CH4 (Metano)

CO (Monóxido de Carbono)
NO2 (Dióxido de Nitrogénio)

As chuvas ácidas têm vários impactos têm vários impactos negativos nos
vários subsistemas na Terra, por exemplo, provocam a desflorestação sendo
o Carvalho, o Pinheiro e a Faia as espécies mais prejudicadas (deste meio),
as chuvas ácidas também provocam a alteração do pH da água matando
várias espécies de animais, e plantas sendo as espécies de animais mais
afectadas deste meio a Perca, a Rã e a Truta.

Espécies mais afectadas de ecossistemas terrestres

Faias Carvalho
Árvores afectadas pelas chuvas ácidas
Pinheiro

Espécies mais afectadas de ecossistemas aquáticos

Rã Truta
Perca

Peixes afectados pelas chuvas ácidas


América Central e uma
parte da zona este da

A acidez da água da chuva ácida altera o pH da água no estado líquido matando vá


afectadas pelas chuvas ácidas são a Europa Central,
Neste mapa podemos observar que as zonas mais
A chuva ácida afecta negativamente as plantas pois, estas ficam mais vulneráveis à acção do vento, do fr
, da seca e a doenças e parasitas.

as espécies.
Destruição da camada de ozono

A camada de ozono é essencial para a vida na Terra, pois esta protege

todos os seres vivos dos raios ultra violeta. A camada de ozono tem estado

em constante alteração, isto é, está a ser destruída por substâncias

fabricadas pelo Homem.

À medida que o tempo passa a camada de ozono vai sendo cada vez mais

destruída, principalmente nos pólos embora o pólo sul (Antárctida) seja o

mais afectado.

Buraco de ozono Buraco de ozono


em 2000 em 2001

Buraco de ozono Buraco de ozono


em 2004 em 2005
Os gases CFC’s são um exemplo de causadores da destruição da camada de
ozono.

De seguida mostraremos dois esquemas, um mostra o processo de formação


da camada de ozono e outros a sua destruição a partir dos gases CFC’s.

Esquema de formação da camada de ozono:

Esquema da destruição da camada de ozono:

4
1 5
3
2

Explicação do esquema:

1 – A radiação UV incide sobre uma molécula do gás CFC;

2 – Um átomo de Cloro é extraído da molécula;

3 – O átomo de Cloro extraído da molécula de gás CFC, junta-se a uma molécula de ozono,
acabando por destrui-la e formando uma nova de monóxido de cloro e outra de oxigénio;

4 – Mais tarde, o monóxido de cloro junta-se a um átomo de oxigénio independente e liberta


o átomo de Cloro;

5 – De novo livre, o átomo de cloro volta a juntar-se a uma molécula de ozono, voltando a
repetir o fenómeno anteriormente descrito.
Consequências para os seres vivos da destruição da
camada de ozono

Seres vivos afectados Consequências


- Cancro de pele;

- Danos na visão;

- Enfraquecimento do sistema
Seres humanos
imunológico;

- Queimaduras graves;

- Envelhecimento da pele;

- Destruição do fictoplânton;

- Inibição do processo de
fotossíntese;
Plantas
- Alteração do crescimento;

- Redução da produtividade
agrícola;

- Doenças no gado;

Destruição de elos nas cadeias


Animais alimentares;

- Aumento dos casos de cancro


da pele;
A destruição da camada de ozono tem várias consequências,
principalmente para os seres vivos. A tabela que se segue contém as
consequências e os seres vivos afectados pela destruição da camada de
ozono, uma vez que o buraco na camada de ozono não deixa que a camada de
ozono absorva as radiações ultra violeta.

Desflorestação
O tamanho do buraco da camada de ozono registado em 2000 foi de 280 00

O buraco de ozono é um fenómeno que só se acontece entre Agosto e N


Os gases CFC permanecem na atmosfera durante um período de 50 a 1

desflorestação é um factor que

provoca o aumento da

temperatura na Terra, pois as

plantas produzem

pequenas quantidades

de vapor de água e com a

diminuição das florestas

deixa de haver tanta

humidade e nevoeiro
0 anos.

embro.
000 km2.
permitindo que haja mais raios solares a chegar até à superfície terrestre,

embora o principal problema deste factor seja o aumento de dióxido de

carbono na atmosfera e também a diminuição da realização da fotossíntese.

O aumento de dióxido de carbono provoca o aumento da temperatura da

Terra, ou seja, contribui para o aquecimento global e para o efeito estufa.

Os incêndios são factores que também provocam a desflorestação. Estes

são considerados catástrofes naturais pois é mais provável ocorrerem na

Natureza e pela sua capacidade de propagação, também na Natureza,

embora estes também possam ser causados pelo Homem.

Os incêndios podem ser causados pelo Homem, ou por negligência (por

exemplo por cigarros mal apagados, queimadas, lançamento de foguetes,

entre outros) ou com intenção, embora também possa ser provocado por

factores naturais.

Este factor não só destrói a floresta como também provoca a morte ou

ferimentos de pessoas e seres vivos, destruição de bens pessoais (por

exemplo casas), alterações do ecossistema, corte de vias de comunicação,

reprodução e dispersão de doenças (isto só acontece se a matéria queimada

não é tratada).
Observando estas duas imagens podemos ver uma floresta intacta, e que
ainda não sofreu intervenção humana, e outra completamente devastada
pela desflorestação ou por incêndios, ou por outro factor.

Na imagem que se segue podemos observar uma sucessão ecológica


secundária, uma vez que podemos observar a floresta intacta, e duas
maneiras de ser destruída. A primeira é através de destruição por
máquinas, ou seja, abatem as árvores e o outro é através dos incêndios.

Depois podemos ver a plantação de culturas, e ao fim de 15 anos podemos


ver alguma vegetação arbustiva, ou seja, arbustos e árvores baixas e, só ao
fim de 50 anos, é que a floresta volta a ser como era, mas não na sua
totalidade, pois as árvores da floresta intacta tinham uma altura maior do
que as novas.

Destruição da floresta Floresta intacta Culturas 50 anos após a


destruição da floresta
Floresta cortada e 15 anos após a
queimada destruição da floresta

Esta imagem representa a evolução da floresta do Bornéu. Em 1950, como se pode


ver na figura, existia uma grande área florestal e tem vindo a diminuir ao longo
dos anos e prevê-se que até 2020 continue a diminuir. Esta diminuição deve-se á
destruição de floresta virgem através da acção do homem, essencialmente a
plantação de culturas e também os incêndios.
8.2) Causas Naturais

Alteração das correntes marítimas

Nos oceanos existem correntes marítimas, quentes e frias, que influência

a clima terrestre.

Às vezes estas correntes ficam diferentes, ou seja, pode ocorrer uma

mudança da temperatura ou o percurso altera-se.

Se dermos o exemplo do El Niño, que é um fenómeno que altera a

temperatura das correntes da região inter-tropical do Oceano Pacífico,

afectando o clima da América do Sul e das latitudes baixas, com maior

influência, embora também afecte, mas muito pouco, o clima europeu, e o

norte-americano.
Por exemplo, Lisboa e Nova Iorque têm aproximadamente a mesma

latitude, embora neve em Nova Iorque e em Lisboa não, isto deve-se ao

facto de em Lisboa passar uma corrente quente e em Nova Iorque passar

uma corrente fria

As Correntes
inversõesmarítimas
magnéticas

Consideram-se as inversões magnéticas causadoras de uma glaciação

porque, durante a inversão, o campo magnético da Terra altera-se, ficando

mais fraco.

Como consequência os raios cósmicos formam nuvens na troposfera,

provocando a diminuição da temperatura.

Um campo magnético forte canaliza as radiações solares até aos pólos,

aquecendo as altas camadas da atmosfera, é este fenómeno que se verifica

nas auroras boreais.


Disposição dos continentes

Este factor também influência o clima global da seguinte maneira:

• Quando os continentes se apresentam numa latitude mais baixa a


temperatura tem tendência para subir pois os mares das latitudes
altas, os mares conseguem conservar o calor proveniente do Sol não
permitindo a formação de gelo.

• Quando o contrário acontece, ou seja, quando os continentes se


encontram em latitudes altas, o clima arrefece pois as águas tropicais
deixam de ser amenas propiciando a formação de glaciares.
• Quando duazs placas colidem há a formação de montanhas
propiciando a acumulação de neves até uma determinada altitude.

Influência da posição dos continentes e dos oceanos na radiação


reflectida.

Erupções vulcânicas:

As erupções vulcânicas libertam aerossóis e gases poluentes para a

atmosfera. Em períodos muito prolongados podem causar alterações

climáticas significativas no planeta Terra, pois as grandes erupções ricas em

enxofre libertam pequenas partículas de ácido sulfúrico para a atmosfera.

Este fenómeno não deixa que a maior parte das radiações chegue à

superfície da Terra causando a diminuição da temperatura. Outra

consequência é a destruição da camada de ozono através do cloro e do flúor,

libertados pelas erupções vulcânicas.


De qualquer forma os gases libertados vão enfraquecendo ao longo do

tempo e a camada de ozono será reparada.


Estas três imagens mostram erupções vulcânicas que libertaram, durante

a erupção, grande quantidade de gases para a atmosfera.

Seres vivos

Os seres vivos contribuem para a diminuição de CO2 na atmosfera


quando, por exemplo, fixam o carbono para poderem formar as suas conchas
ou os seus esqueletos. Mais tarde quando morrem são arrastados para o
fundo dos oceanos. Caso os seres vivos vivam em águas pouco profundas,
quando morrem, o carbono que estes seres vivos usaram fica na constituição
de rochas carbonatadas, e quando estas se dissolvem o carbono regressa à
atmosfera.

Restos de seres vivos que usaram o carbono para a sua


sobrevivência
Impactos cósmicos

Por vezes, o planeta Terra é alvo de meteoritos e outros corpos celestes

de grandes dimensões que têm origem no espaço. Quando os meteoritos (por

exemplo) de grandes dimensões colidem com um continente, é levantada uma

grande quantidade de cinzas e poeiras, não permitindo que as radiações

solares atravessem a atmosfera terrestre. É por esta razão que algumas

regiões do globo ficam na obscuridade durante grandes períodos de tempo,

acabando por haver uma diminuição da temperatura.

Podemos dar como exemplo a chuva de meteoritos que ocorreu durante a

extinção de dinossauros pois quando colidiram com a Terra estes causaram

grandes alterações climáticas.

Cratera de um meteorito
Os ciclos de actividade solar
A temperatura da Terra depende, na sua maioria, das radiações emitidas

pelo Sol estando estas dependentes das manchas solares que são regiões do

Sol com uma temperatura menos elevada se compararmos estas regiões com

o resto da superfície solar.

Estas manchas, quando são em maior quantidade têm um efeito a nível

magnético, ou seja, os campos magnéticos gerados pelo Sol e pela Terra

reforçam a magnetosfera da Terra protegendo-a dos raios cósmicos, este

efeito protector provoca a diminuição da ionização da atmosfera da

atmosfera terrestre da parte dos raios cósmicos, acabando por diminuir a

formação de nuvens baixas. Este fenómeno desencadeia o aumento da

quantidade de luz solar absorvida na atmosfera e na superfície terrestre,

provocando o aumento da temperatura. Este processo pode estar na

provocar o aquecimento da Terra.

Manchas Solares

Os ciclos de Milankovitch
O astrónomo Milutin Milankovitch determinou, na terceira década do

século XX, as variações de insolação da Terra, provenientes das mudanças

dos movimentos de translação e rotação da Terra, apresentando um

mecanismo astronómico que explica os ciclos glaciares, sendo formado pela

obliquidade do planeta, da sua excentricidade e pela precessão.

Em relação à obliquidade do nosso planeta, isto é, a inclinação do eixo

terrestre varia entre 21,5o e os 24,5o entre períodos de 41 000 e quanto

maior for a inclinação mais rigorosas serão as estações do ano nos dois

hemisférios.

Obliquidade do eixo da Terra

Mas não só as obliquidade afecta as estações do ano como também a

excentricidade, ou seja, a forma da órbita do planeta. A excentricidade

varia entre 0,5% e quando tem este valor a órbita adquire uma forma

aproximada de um círculo, e 6% adquirindo uma forma elíptica. Quando a

órbita fica com a sua forma elíptica as estações do ano acentuam-se num

dos hemisférios e alteram-se no outro, de qualquer forma este fenómeno

não influencia a intensidade radiação solar pois a sua contribuição para a

alteração da incidência de radiação solar é inferior a 0,1%.


Excentricidade da órbita da Terra

Temos, por último, a precessão também influência as estações do ano.

Este factor tem influência na fase da órbita em que o Verão dos

hemisférios ocorre, ou seja, se o Verão ocorre numa órbita próxima ou

distante do Sol.

Precessão da Terra