Pós-Graduação em Ciência da Computação

O SISTEMA DE INSTRUMENTOS DE PROFESSORES DE ENSINO
MÉDIO EM ESCOLAS PÚBLICAS ESTADUAIS

POR

CLAUDETE FERREIRA DOS SANTOS
Dissertação de Mestrado Profissional

Universidade Federal de Pernambuco
posgraduacao@cin.ufpe.br
www.cin.ufpe.br/~posgraduacao

RECIFE, FEVEREIRO/2016

I

UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO
CENTRO DE INFORMÁTICA
PÓS-GRADUAÇÃO EM CIÊNCIAS DA COMPUTAÇÃO

CLAUDETE FERREIRA DOS SANTOS

O SISTEMA DE INSTRUMENTOS DE PROFESSORES DE
ENSINO MÉDIO EM ESCOLAS PÚBLICAS ESTADUAIS

Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pósgraduação em Ciência da Computação do Centro de
Informática da Universidade Federal de Pernambuco,
como requisito para obtenção do título de Mestre em
Ciência da Computação.

Orientador: Prof. Dr. Alex Sandro Gomes

RECIFE, FEVEREIRO/2016

II

Dissertação de Mestrado Profissional apresentada por Claudete Ferreira dos Santos à PósGraduação em Ciência da Computação do Centro de Informática da Universidade Federal de
Pernambuco, sob o título, “O sistema de instrumentos de professores de ensino médio em
escolas públicas estaduais”, orientada pelo Professor Alex Sandro Gomes e aprovada pela
Banca Examinadora formada pelos professores:

Prof. Giordano Cabral, Doutor – CIn/UFPE

Prof. Sérgio Paulino Abranches, Doutor – CE/UFPE

Prof. Alex Sandro Gomes, Doutor – CIn/UFPE

Visto e permitida a impressão.
Recife, XX de xxxx de XXXX.

___________________________________________________
Profª. EDNA NATIVIDADE DA SILVA BARROS
Coordenadora da Pós-Graduação em Ciência da Computação do
Centro de Informática da Universidade Federal de Pernambuco.

III

DEDICATÓRIA

Dedico este trabalho à minha mãe,
Josefa Domingos Oliveira, que compartilhou
comigo sua vida. Um exemplo de mãe,
mulher guerreira e amiga, um exemplo de
amor.

IV

AGRADECIMENTOS
Ao meu Deus, que me possibilitou vivenciar esse momento especial; por Ele ser capaz de
aperfeiçoar tudo o que me diz respeito em meio à sua misericórdia que se renova a cada dia.
À minha família, pelo apoio e incentivo; pelo encorajamento que motivou a caminhada.
Ao meu noivo, por ter protelado o enlace matrimonial para minha dedicação à finalização do
Mestrado; pela dedicação e apoio.
À amiga Luciana da Silveira Gomes e Cleonice Ferreira dos Santos, pela colaboração na
pesquisa de campo.
À turma, cuja interação propiciou momentos ricos na construção do saber.
Em especial, à Karina da Silva Correia, pelo acolhimento durante todo o curso, o qual foi
imprescindível para vencer cada etapa do processo. E, por generosamente, ter compartilhado
seu lar.
Aos professores que, da educação infantil ao Mestrado compartilharam mais que conteúdo,
compartilhando o incentivo à vida.
Ao orientador, Prof. Dr. Alex Sandro Gomes, por gentilmente ter mostrado o caminho para a
construção de um saber elaborado. Pelo incentivo, em meio às adversidades, traduzido nas
palavras: “Eu acredito em você.”. Palavras internalizadas que, em meio a apagões, funcionam
como gerador de energia.
Aos avaliadores, cuja participação enriquece o trabalho.
Ao CCTE, pela acolhida, compartilhamentos e palavras de incentivo.
Às escolas que participaram da pesquisa de campo, permitindo-nos adentrar em seu espaço e
coletar dados.
Ao Nilson Júnior, pela tradução em Língua Inglesa e a Mitia Risi, pela revisão do texto.
Aos amigos, irmãos e colegas de trabalho, que compreenderam a ausência física nos
momentos em que o estudo tornou-se prioridade.
A todos que, direta ou indiretamente, contribuíram com minha formação acadêmica e vida,
com carinho, o meu agradecimento.

V

Resumo
O presente estudo consiste em uma pesquisa exploratória (LAKATOS e MARCONI, 2000),
de caráter etnográfico (CRESWELL, 2014). Com o objetivo de modelar o fluxo de
informação e o sistema de instrumentos presentes nas atividades de professores no contexto
do ensino médio em escolas públicas estaduais para identificar reais necessidades
computacionais e de informação. Dentre as cinco escolas selecionadas, participaram do
estudo: 02 (dois) diretores, 03 (três) coordenadores; 15 (quinze) professores das disciplinas de
Língua Portuguesa, Matemática, Química, Geografia, Filosofia, História, Arte, Banco de
Dados, Etiqueta, Cerimonial e Protocolo; e, 05 (cinco) turmas do primeiro, segundo e terceiro
ano totalizando 170 alunos. A coleta de dados utilizou três instrumentos: observação de aulas
em cinco turmas; registro de imagens de artefatos em uso e dispostos no ambiente; e
entrevista semiestruturada com dois diretores, três coordenadoras, cinco turmas e quinze
professores. Os dados foram analisados à luz da Teoria da Atividade e Sistema de
Instrumentos, combinando análise qualitativa e quantitativa. O uso do Maxqda, software de
análise de dados qualitativos, possibilitou uma visão panorâmica e aprofundar nodus. Fez-se
necessária a busca por respostas pontuais para entender, por meio da análise de contexto de
uso, a relação dos professores com o uso do sistema de instrumentos. Os resultados
apresentam o que uma etnografia rápida foi capaz de identificar quanto ao uso de artefatos,
suas funções e o sistema de instrumentos, contribuindo para a elicitação de requisitos com
base nas necessidades computacionais e de informação presentes em escolas públicas.

Palavras-Chave: Sistema de Instrumentos, Professores do Ensino Médio, Escola Pública,
Design de Artefatos, Elicitação de Requisitos.

VI

ABSTRACT
The present study consists of exploratory research (LAKATOS and MARCONI, 2000) with
an ethnographic perspective (CRESWELL, 2014). The objective is to model the information
flow and the system of instruments that exist in teacher`s activities in the context of public
high schools in order to identify real computational and informational needs. Participants
were from five selected schools and include: 02 (two) principals, 03 (three) coordinators, 15
(fifteen) content teachers from subjects including Portuguese, Math, Chemistry, Geography,
Philosophy, History, Arts, Database, Etiquettes, Ceremonial and Protocol, and 05 (five) high
school classrooms from the tenth, eleventh, and twelfth grades totaling 170 students. The data
was collected by utilizing three instruments: classroom observations in five classrooms; a
register of images from artifacts in usage and placed in the environment; and, semi structured
interviews with two principals, three coordinators, five classrooms and fifteen teachers. The
data were analyzed in light of the Theory of Activity and System of Instruments, combining
qualitative and quantitative analysis. The usage of Maxqda, software to analyze qualitative
data, provided a broadened view and deepened nodus. The study, through the analysis of the
context of the artifact usage, seeks to understand the relationship between teachers and the
usage of the system of instruments. The outcomes presented what a cursory ethnographic
examination was able to identify regarding the usage of artifacts, their functions, and the
system of instruments. This study makes a contribution for requirements’ elicitation based on
the computational and informational needs exist in public schools.

Keywords: System of Instruments, High School Teachers, Public School, Artifact Design,
Requirement`s Elicitation.

VII

SUMÁRIO

1

INTRODUÇÃO ....................................................................................................................................10
1.1.
1.2.
1.3.
1.3.1.
1.3.2.
1.3.3.
1.4.

2

USO DE ARTEFATOS NA PRÁTICA DOCENTE ............................................................................17
2.1.
2.2.
2.2.1.
2.2.2.
2.2.3.
2.3.
DOCENTE

2.3.1.
2.4.
3

A NOÇÃO DE INSTRUMENTO NA TEORIA DA ATIVIDADE ................................................................ 40
SISTEMA DE INSTRUMENTOS ......................................................................................................... 43

MÉTODO .............................................................................................................................................46
4.1.
4.2.
4.3.
4.4.
4.4.1.
4.4.2.
4.4.3.
4.4.4.
4.5.
4.5.1.
4.5.2.
4.5.3.
4.6.

5

OS “MEIOS” E SUA RELAÇÃO COM A VIDA ..................................................................................... 19
O SISTEMA DE INSTRUMENTOS NO CONTEXTO ESCOLAR ............................................................... 23
Artefatos no planejamento do ensino............................................................................................. 23
Artefatos para execução do ensino ................................................................................................ 24
Artefatos na avaliação, acompanhamento e orientação ao aluno ................................................. 32
CONSIDERAÇÕES PARA DESIGN DE ARTEFATOS COM BASE EM INVESTIGAÇÕES DA PRÁTICA
33
O sistema de instrumentos e a exacerbação capitalista ................................................................ 36
PROBLEMA DE PESQUISA ............................................................................................................... 38

REFERENCIAL TEÓRICO: INSTRUMENTO E SISTEMAS DE INSTRUMENTOS ...................40
3.1.
3.2.

4

JUSTIFICATIVA .............................................................................................................................. 11
OBJETIVOS .................................................................................................................................... 13
MÉTODO ....................................................................................................................................... 14
Participantes.................................................................................................................................. 14
Coleta ............................................................................................................................................ 15
Análise de dados ............................................................................................................................ 15
ESTRUTURA .................................................................................................................................. 15

OBJETIVOS .................................................................................................................................... 46
CONTEXTO .................................................................................................................................... 47
AMOSTRA ..................................................................................................................................... 48
PROCEDIMENTOS .......................................................................................................................... 51
Análise da literatura .................................................................................................................... XLII
Pesquisa etnográfica ................................................................................................................... XLII
Análise dos dados .......................................................................................................................... 51
Resultados...................................................................................................................................... 51
COLETA DE DADOS ........................................................................................................................ 52
Observação na vida real................................................................................................................ 52
Entrevista semiestruturada ............................................................................................................ 52
Registro de imagens....................................................................................................................... 52
ANÁLISE DE DADOS....................................................................................................................... 52

RESULTADOS.....................................................................................................................................58
5.1.
5.1.1.
5.1.1.1.
5.1.1.2.

FUNÇÕES E SENTIDOS DOS ARTEFATOS PARA OS PARTICIPANTES DA PESQUISA ............................. 58
Os artefatos sob a ótica da equipe gestora.................................................................................... 58
Necessidades computacional e informacional à motivação em sala de aula ................................ 60
Necessidade de exemplificação do uso de instrumentos na prática docente ................................. 62

VIII

5.1.1.3. Necessidade de otimização da sala de aula com instrumentos computacionais ........................... 63
5.1.1.4. Necessidade computacional em instrumentos que possibilitem o fluxo de informações ............... 64
5.1.2. Artefatos sob a ótica dos professores ............................................................................................ 66
5.1.2.1. Necessidades computacional e informacional de disponibilização de instrumentos em sala de
aula, sem demanda financeira com elementos físicos. ................................................................................. 75
5.1.2.2. Necessidades computacional e informacional de artefatos para facilitação do ensino
aprendizagem ............................................................................................................................................... 80
5.1.2.3. Necessidade de mediações computacional e informacional nas atividades manuais.................... 86
5.1.3. Artefatos sob a ótica das turmas de alunos ................................................................................... 87
5.1.3.1. Necessidade computacional e informacional no auxílio ao ensino aprendizado .......................... 87
5.2.
SISTEMA DE INSTRUMENTOS E NECESSIDADES COMPUTACIONAIS E DE INFORMAÇÕES.................. 92
5.2.1. Sistema de instrumentos da prática didática predominantemente tradicional ....................... LXXXIII
5.2.2. Sistema de instrumentos de notas misto ........................................................................................ 93
5.2.3. Sistema de instrumentos de reserva dos artefatos usados na prática docente .............................. 95
5.3.
NECESSIDADES COMPUTACIONAL E INFORMACIONAL. .................................................................. 96
5.3.1. Necessidades para o ensino e aprendizagem................................................................................. 97
5.3.2. Necessidades de apropriação das novas tecnologias .................................................................... 98
5.3.3. Necessidades do sistema de instrumento de notas/frequência ....................................................... 99
5.4.
REQUISITOS DECORRENTES DAS NECESSIDADES ......................................................................... 100
6

DISCUSSÃO CRÍTICA .....................................................................................................................103

7

CONCLUSÃO ....................................................................................................................................110
7.1.
7.2.
7.3.

CONTRIBUIÇÕES ......................................................................................................................... 110
DIFICULDADES ENCONTRADAS ................................................................................................... 110
TRABALHOS FUTUROS ................................................................................................................. 111

REFERÊNCIAS ..........................................................................................................................................113
APÊNDICE A – CONSENTIMENTO DE PARTICIPAÇÃO ...................................................................119
APÊNDICE B – APRESENTAÇÃO DA PROPOSTA DE PESQUISA DE PARTICIPAÇÃO ................120
APÊNDICE C – ROTEIRO DE ENTREVISTA COM EQUIPE GESTORA ...........................................121
APÊNDICE D – ROTEIRO DE ENTREVISTA COM PROFESSORES AO TÉRMINO DA AULA ......122
APÊNDICE E – DADOS DA FICHA DE OBSERVAÇÃO........................................................................123
APÊNDICE F – ROTEIRO DE ENTREVISTA COM A TURMA ............................................................124
APÊNCICE G – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM A EQUIPE GESTORA E1 ........................125
APÊNDICE H – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM EQUIPE GESTORA E2 ...........................131
APÊNDICE I – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM EQUIPE GESTORA E3 .............................135
APÊNDICE J – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM EQUIPE GESTORA E4 ............................139
APÊNDICE K – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM EQUIPE GESTORA E5 ...........................141
APÊNDICE L – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM PROFESSOR E1P1 ...................................142
APÊNDICE M – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM PROFESSOR E1P2 ..................................144
APÊNDICE N – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM PROFESSOR E2P1 ...................................146
APÊNDICE O – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM PROFESSOR E2P2 ..................................148
APÊNDICE P – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA DOM PROFESSOR E2P3 ...................................150

IX

APÊNDICE Q – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM PROFESSOR E3P1 ..................................152
APÊNDICE R – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM PROFESSOR E3P2 ...................................154
APÊNDICE S – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM PROFESSOR E3P3 ...................................156
APÊNDICE T – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM PROFESSOR E3P4 ...................................158
APÊNDICE U – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM PROFESSOR E4P1 ...................................160
APÊNDICE V – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM PROFESSOR E4P2 ...................................163
APÊNDICE W – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM PROFESSOR E4P3..................................165
APÊNDICE X – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM PROFESSOR E5P1 ...................................168
APÊNDICE Y – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM PROFESSOR E5P2 ...................................171
APÊNDICE Z – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM PROFESSOR E5P3 ...................................174
APÊNDICE AA – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM TURMA E1T ..........................................179
APÊNDICE BB – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM TURMA E2T ..........................................182
APÊNDICE CC – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM TURMA E3T ..........................................184
APÊNDICE DD – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM TURMA E4T ..........................................187
APÊNDICE EE – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM TURMA E5T ..........................................188

101

1

INTRODUÇÃO
O nascimento do pensamento é igual ao nascimento de
uma criança: tudo começa com um ato de amor. Uma
semente há de ser depositada no ventre vazio. E a
semente do pensamento é o sonho. Por isso os
educadores, antes de serem especialistas em ferramentas
do saber, deveriam ser especialistas em amor;
intérpretes de sonhos.
(RUBEM ALVES)

O processo do ensino e aprendizagem é marcado pelo uso de diversos instrumentos
para aproximar o conteúdo do educando. Por vezes, instrumentos que não foram inicialmente
produzidos para esse fim passam a sê-lo incorporado (FREITAS, 2009). Diferentemente,
outros que, apesar de terem esse objetivo em sua gênese, não obtiveram consideráveis
resultados ou acolhimento no uso pedagógico (RAMOS, J. L.; TEODORO, V. D.;
FERREIRA, F. M., 2011).
Fato é que, na atualidade, a educação continua a se servir de diversos instrumentos
para promover o processo ensino e aprendizagem. Para entender a complexidade do
fenômeno, é essencial considerar investigações realizadas nas mais diversas áreas e níveis de
ensino quanto ao uso de artefatos por professores na prática docente, e averiguar, junto aos
atores diretamente envolvidos no processo, suas reais necessidades (SILVA; AVENDAÑO,
2012).
Na literatura, foram identificados estudos nos quais os autores relatam experiências
sobre uso de artefatos na prática docente (ALVES, 2003; OW; BIELACZYC, 2007; SILVA;
NETO, 2013; QUINONES, 2014; JAHNKE; et al, 2014; JUUSTILA; et al, 2014).
A revisão mostrou que as investigações na área estão sendo conduzidas por técnicas
etnográficas consideradas eficazes para análise do trabalho em sala de aula ao passo que a
análise do cotidiano escolar é capaz de disponibilizar informações importantes sobre o uso do
sistema de instrumentos. A informação real é essencial para inserção e/ou inovação de
instrumentos necessários ao processo ensino e aprendizagem na atualidade. Não foi possível
identificar, na literatura brasileira, um levantamento do sistema de instrumentos em torno da
prática docente. As pesquisas constituem análise da prática em torno de um ou outro artefato
específico, visto que não se encontram muitas informações acerca da teoria de sistemas de
instrumentos por aporte às investigações.

2
11

Para orientar o design de novos sistemas de informação, é importante saber quais são
os instrumentos usados por professores do ensino médio e quais as suas funções.
Diante dessa necessidade, buscamos respostas à questão: Quais as reais necessidades
computacionais e de informação experimentadas por professores e equipe gestora no
cotidiano escolar das escolas públicas brasileiras?
Considerando por hipótese: Há um fluxo de informação e necessidades
computacionais presente entre distintos atores no ambiente escolar e essas necessidades
são supridas por um sistema de instrumentos específico.
Espera-se que uma observação in lócus possibilite-nos criar precisas identificações,
essenciais à prototipação de modelos.
Na tentativa de levantar subsídios para responder à problemática, foi realizada uma
pesquisa exploratória (LAKATOS; MARCONI, 2000), de caráter etnográfico (CRESWELL,
2014). Os dados foram analisados à luz da Teoria da Atividade (ENGESTROM, 2001;
BOURMAUD, 2006) e de Sistemas de Instrumentos (VYGOTSKY, 1991; RABARDEL,
2003; GOMES, 2000; MUNOZ; VIDAL-GOMEL; BOURMAUD, 2015).

1.1. JUSTIFICATIVA

Ao mergulharmos na história dos instrumentos de ensino, em sua gênese,
percebemos que o “[...] processo de transmissão oral, a memorização era o único recurso de
aprendizagem que os alunos possuíam para guardar as informações recebidas.” (FREITAS,
2009, p. 20); recurso que poderia ganhar certa ludicidade pela dramatização e, posteriormente,
pela inserção de brinquedos, pois “[...] ainda antes do surgimento das escolas, os primeiros
brinquedos inventados tinham função educativa.” (p. 21).
Na atualidade, ainda é possível perceber a predominância do processo de transmissão
oral e memorização na prática docente, a qual continua, em maioria, mergulhada no repasse
de informação por meio da memorização, resistindo às mais diversas opções inovadoras. Em
geral, recai sobre o professor o peso do insucesso mediante a sua não adequação aos novos
paradigmas propostos.

123

Diferentemente, ao invés de imputar o insucesso ao professor, Freitas aponta o
processo histórico brasileiro repleto de reformas educacionais tendo por ênfase a inclusão de
materiais didáticos inovadores, exigências de novas filosofias e/ou metodologias de ensino
para reformular a prática docente, como sendo “[...] tentativas, de cima para baixo, e, muitas
vezes, frustradas, de se modernizar os processos, sem levar em conta todos os elementos
envolvidos.” Ao que atribui a recorrente “[...] subutilização dos recursos disponíveis nas
escolas, na comunidade, na natureza”. Isso porque “A produção de materiais e equipamentos
didáticos deriva mais dos interesses dos fabricantes e dos fornecedores do que da necessidade
dos educandos.” (2009, p. 27-28).
Essa constatação facilmente nos remete ao fato da resistência da adoção das
tecnologias por parte dos professores na atualidade, na medida em que o cenário atual sugere
que há dimensões técnicas e pedagógicas intrínsecas ao uso do sistema de instrumentos no
contexto educacional que ainda não foram, suficientemente, contempladas no arsenal
tecnológico existente. Logo, é necessário, o quanto antes, voltar à atenção para as reais
necessidades computacionais e de informação presentes no cotidiano escolar das escolas
públicas brasileiras visando supri tais necessidades. Tal preocupação deve anteceder a
reivindicação do uso adequado e qualitativo dos recursos meramente impostos, pois diversos
artefatos digitais, produzidos e disponibilizados, não são utilizados conforme o idealizado.
Esse fator nos leva a questionar até que ponto eles têm correspondido às reais necessidades
dos atores envolvidos no processo ensino e aprendizagem.
O desestímulo de alunos para aprender e, de professores para ensinar em face da
desmotivação dos alunos (MOREIRA, 2011), é uma preocupação por ser impeditivo da
construção do conhecimento. De acordo com Cavenaghi e Bzuneck (2009, p. 1479)

[...] há um claro declínio na motivação dos alunos quando atingem as séries
finais do ensino fundamental e/ou quando chegam ao ensino médio. Os pais

4
13

e os professores ficam surpresos quando seus filhos e alunos perdem a
curiosidade e energia a ponto de se tornarem apáticos e mal-humorados.

Segundo resultado de pesquisa realizada por Ramos e Goeten (2015), nas vozes dos
alunos participantes, a baixa motivação resulta de fatores como metodologias de trabalho
pedagógico que não os motivam a aprender, e a problemas na relação professor-aluno. Desse
modo, é possível extrair a carência de elementos no sistema de instrumentos em atuar
precisamente, como meio de veiculação da informação, capaz de promover um diálogo
promissor entre professores e alunos. Isso se deve ao fato de que os instrumentos a serem
utilizados por professores nas escolas são de extrema importância para a mediação do ensino
e aprendizagem.
Mas, se de um lado há a figura do professor ainda distante, resistente à adoção das
tecnologias – quer seja por não estar familiarizado com as tecnologias, por fechar-se ao que
configure qualquer tipo de trabalho extra, por não dispor de independência de aparatos da
infraestrutura e/ou do apoio institucional; quer seja, como sugere esse trabalho, pelas
tecnologias não corresponderem às reais necessidades computacionais e de informação,
próprias à dinâmica escolar – do outro lado, há o aluno, por vezes amplamente conectado às
TICs.
É preciso corresponder à realidade educacional, e não insistir em moldar o professor às
novas ferramentas, mas as produzir para se moldar à prática docente. Isso sim pode ser um
caminho promissor. É essencial conhecer, mais profundamente, a relação do uso dos materiais
e equipamentos didáticos para prototipar modelos computacionais e de informação que
correspondam a real necessidade da atividade de professores e alunos no ambiente escolar.

1.2. OBJETIVOS
O estudo tem por objetivo geral identificar necessidades computacionais e de
informação de professores do ensino médio em cinco escolas públicas estaduais de
Maceió/AL. Tendo-se por objetivos específicos:

Identificar os atores envolvidos;

Identificar o fluxo de informações e necessidades em escolas públicas;

Mapear o sistema de instrumentos;

Levantar necessidades e requisitos para futuras prototipação de modelos de
ambientes e sistemas de informação mais eficientes para a prática do ensino no
contexto atual.

5
14

1.3. MÉTODO
Parar atingir os objetivos da pesquisa exploratória fez-se necessário mergulhar no
universo escolar, por meio da pesquisa etnográfica do tipo realista (Creswell, 2014).
1.3.1. PARTICIPANTES
Das cinco escolas selecionadas, participaram do estudo: 02 (dois) diretores, 03 (três)
coordenadores; 15 (quinze) professores; e, 05 (cinco) turmas do primeiro, segundo e terceiro
ano, totalizando 170 alunos.
Professores das disciplinas de Língua Portuguesa, Matemática, Química, Geografia,
Filosofia, História, Arte, Banco de Dados, Etiqueta, Cerimonial e Protocolo compuseram o
estudo. Esses e demais dados são apresentados no Quadro 01, que especifica os dados dos
professores participantes quanto à escola correspondente por sexo, idade, experiências e
formação.
Quadro 01 – Informações dos Professores Participantes
PROF

Sexo

Idade
25
38
37
55
36

Experiência em
Docência
01 ano e 6m
20 anos
01 ano e 6m
29 anos
06 anos

Experiência na
Escola
01 ano e 6m
07 meses
01 ano e 6m
01 semana
02 anos

E1P1
E1P2
E2P1
E2P2
E2P3

F
F
F
F
M

E3P1
E3P2

M
F

40
36

10 anos
05 anos

03 meses
10 meses

E3P3

M

27

01 ano e 6m

01 ano

E3P4
E4P1
E4P2

F
F
M

29
37
36

02 anos
18 anos
20 anos

01 ano
01 ano
01 ano

E4P3
E5P1
E5P2
E5P3

M
F
F
F

52
25
38
37

02 anos
01 ano e 6m
20 anos
01 ano e 6m

02 anos
01 ano e 6m
07 meses
01 ano e 6m

Formação
Lic. Química
Lic. Português
Lic. Geografia
Lic. Português
Lic.
Matemática
Lic. Arte
Tec. Etiqueta,
cerimonial e
protocolo
Bac. Banco de
dados
Lic. Química
Lic. História
Lic.
Matemática
Lic. Arte
Lic. Química
Lic. Português
Lic. Geografia

LEGENDA DE PROFESSORES POR ESCOLA*:
E1P1 = 1º Professor; E1P2 = 2º Professor;
E2P1 = 1º Professor; E2P2 = 2º Professor; E2P3 = 3º Professor;
E3P1 = 1º Professor; E3P2 = 2º Professor; E3P3 = 3º Professor; E3P4 = 4º Professor;
E4P1= 1º Professor; E4P2 = 2º Professor; E4P2 = 2º Professor; E4P3 = 3º Professor;
E5P1 = 1º Professor; E5P2 = 2º Professor; E5P3 = 3º Professor.
Lic. = Licenciatura; Bac. = Bacharel; Tec. = Tecnólogo
*ESCOLA 1 = E1; ESCOLA 2 = E2; ESCOLA 3 = E3; ESCOLA 4 =E4; ESCOLA 5 = E5

Fonte: Dados da pesquisa

156

1.3.2. COLETA
A investigação ocorreu no espaço físico de cinco escolas públicas estaduais, do estado
de Alagoas, localizadas na zona urbana, durante 75 horas, distribuídas 15h (três turnos/aulas)
por escolas, totalizando 04 semanas. Para a coleta de dados que atendesse aos objetivos
propostos na pesquisa, foram utilizados três instrumentos: observação de aulas em cinco
turmas; registro de imagens de artefatos em uso e dispostos no ambiente; e entrevista
semiestruturada, as quais ocorreram com dois diretores, três coordenadoras e, após a
observação da (s) aula (s), com cinco turmas e quinze professores. Para a gestão/coordenação,
as considerações foram quanto a: funções, limitações e recomendações dos instrumentos
utilizados pelos professores; e instrumentos usados para o fluxo de informação entre a equipe
gestora, professores, alunos, pais e secretaria e suas limitações. Para os professores, a
entrevista visou a informações gerais, da aula ministrada, da prática docente e soluções em
artefatos. E, para a turma, houve levantamento dos recursos utilizados pelos professores
averiguando se cumpria o papel de auxiliar no entendimento dos assuntos, quais mais
agradavam à turma e qual recurso seria ideal par ser utilizado em sala de aula.

1.3.3. ANÁLISE DE DADOS
Os dados qualitativos foram analisados à luz da Teoria da Atividade e Sistema de
Instrumentos por meio de um software de análise de dados qualitativos que possibilitou uma
visão panorâmica dos dados coletados, sendo possível visualizar pontos de conexões e
aprofundar nodus (unidades de busca) específicos.
Fez-se necessário buscar respostas pontuais para entender, por meio da análise de
contexto de uso, a relação dos professores com o uso do sistema de instrumentos, com o
intuito de identificar reais necessidades computacionais e de informação presentes no
cotidiano escolar das escolas públicas brasileiras.

1.4. ESTRUTURA
Quanto à estrutura, o texto está organizado em sete capítulos, sendo este, a Introdução,
o primeiro deles. O segundo Capítulo faz uma revisão do objeto de estudo, o uso de artefatos
na prática docente, apresentando: os “meios” e sua relação com a vida; o sistema de
instrumentos no contexto escolar quanto ao uso de artefatos no planejamento, execução,
avaliação e acompanhamento do ensino e aprendizagem; considerações para design de
artefatos com base em investigações da prática docente; implicações da presença do
capitalismo; e o problema de pesquisa ao final do Capítulo.

167

No terceiro Capítulo, é descrita a noção de instrumentos na Teoria da Atividade e de
Sistemas de Instrumentos que serão de extrema importância para a compreensão das ações de
professores e alunos no uso dos artefatos, embasando a análise da ação mediada. No quarto
Capítulo, é apresentado o método e procedimentos utilizados durante a coleta e análise dos
dados. No quinto Capítulo, os resultados obtidos são descritos por seções com base nos
seguintes critérios: segmentos da gestão, professores e turmas observadas e entrevistadas;
artefatos e suas funções; sistemas de instrumentos; e requisitos gerados a partir das técnicas
etnográficas. No sexto Capítulo, serão discutidos os resultados obtidos. E, finalmente, as
conclusões e recomendações da pesquisa, bem como as proposições para futuros trabalhos, as
quais são apresentadas no sétimo Capítulo.

178

2

USO DE ARTEFATOS NA PRÁTICA DOCENTE
Inicialmente, para uma melhor compreensão do tema, foi tomado por base todo o

conjunto que Libâneo (2013, p. 173) usa para especificar os meios de ensino, como “todos os
meios e recursos materiais utilizados pelo professor e pelos alunos para a organização e
condução metódica do processo de ensino e aprendizagem.”, em que representa, por “meios
de ensino gerais”, os diversos equipamentos “[...] necessários para todas as matérias, cuja
relação com o ensino é indireta.” Fazem parte desse rol,

[...] carteiras ou mesas, quadro-negro, projetor de slides ou filmes, tocadisco, gravador e toca-fitas, flanelógrafo etc. Cada disciplina exige também
seu material específico, como ilustrações e gravuras, filmes, mapas e globo
terrestre, discos e fitas, livros, enciclopédias, dicionários, revistas, álbum
seriado, cartazes, gráficos etc. (LIBÂNEO, 2013, p. 173)

Ademais, considera a classificação de outros autores quanto aos “[...] manuais e livros
didáticos; rádio, cinema, televisão; recursos naturais [...]; recursos da localidade (biblioteca,
museus, indústrias etc); excursões escolares; modelos de objetos e situações (amostras,
aquários, dramatizações etc.).” (LIBÂNEO, 2013, p. 173). Fato é que, a cada dia, vão
surgindo novos artefatos. Isso é compreensível devido ao devir em torno do uso dos
instrumentos, pois eles podem ser tomados do uso geral para o uso pedagógico, e terem sido
criados, especificamente, para o uso pedagógico; em ambos os casos, serão acrescidos ao
sistema.
Diante do exposto, podemos ter a noção de um sistema, o qual é aberto ao contexto da
vida real. Por isso, chamamos atenção à veiculação da informação que transita nesses
artefatos por ocasião de seu uso no processo ensino e aprendizagem, o condicionando a
instrumentos, ou, mais especificamente, sistema de instrumentos. Isso se dá porque é ela que
faz a distinção ou, melhor dizendo, a unificação de termos como sistema de instrumentos,
instrumentos de ensino, artefatos e/ou meios os quais usaremos para nos referir a nosso objeto
de estudo. Mas não em uma concepção popular do objeto material por ele mesmo; mas
decorrente do conteúdo de ensino que incide nos artefatos na prática docente, dotado de
informações presentes nas pessoas e entre elas, no conteúdo, no ambiente escolar e no objeto
cuja ação é capaz de constituir o artefato em instrumento conforme concepções de Rabardel
(1995) o instrumento psicológico de acordo com a teoria vigotskiana, devido ao plano interno
de suas operações.

9
18

Para explicar as formas mais elevadas do comportamento humano, temos
que pôr a nu os meios através dos quais o homem aprende a organizar e
dirigir o seu comportamento. Todas as funções psíquicas de grau mais
elevado são processos mediados e os signos são os meios fundamentais
utilizados para os dominar e orientar. O signo mediador é incorporado na sua
estrutura como parte indispensável a bem dizer fulcral do processo total.
(VIGOTSKY, 1934/2001)

Fazendo-se uma revisão de literatura quanto ao uso dos artefatos na prática docente,
entende-se que essa constitui apenas uma parcela, pois há, até mesmo, aspectos relevantes em
torno da temática, ainda submersos e, por consequência, relegados na história. Temos nas
seções a seguir, o que uma breve revisão de literatura conseguiu identificar.
2.1. OS “MEIOS” E SUA RELAÇÃO COM A VIDA
Quão íntima é a relação do ser humano com o uso de diversos “meios” para favorecer
a vida nas práticas cotidianas e, dentre elas, o ensino.
Optamos por mergulhar na história a partir do trabalho de Nilda Alves (2003) sobre
cultura e cotidiano escolar, por trazer imagens e fotografias que demonstram “[...] a
importância do uso de ‘artefatos culturais’ para caracterizar o cotidiano [...]” (p. 68) em
diversas épocas e com cabíveis reflexões.
Uma sutil, mas não imperceptível, imagem (Fig. 01), retrata Jesus ainda menino indo à
escola.

Figura 01 - Imagem Jesus Cristo vai à escola

Fonte: Anônimo, meados do século XVI apud Alves, 2003.

10
19

A ida à escola foi caracterizada por uma lousa que compõem o cenário, talvez para
reforçar o ato de ensino por sagrado na visão do artista. Mas nos concentraremos no artefato
que, independente da forma, suas funções, já deveriam estar presentes antes mesmo do
calendário da humanidade ter sido mudado (a.C.). O mesmo artefato é visto na fotografia,
após três séculos, compondo o contexto cultural da escola (Fig. 02).
Figura 02 – Imagem Buscando inspiração

Fonte: Robert Doisneau, meados do século XX apud Alves, 2003.

Voltando a atenção para as imagens a seguir, podemos ver sua presença também em
diferentes épocas e partes do globo, sofrendo algumas mudanças. Sendo possível percebemos
uma infinidade de artefatos presentes nas salas de aula, mas nos ateremos ainda ao que Alves
(2003) denominou por lousa e suas características.
As Figuras 03 e 04 apresentam realidades socioeconômicas bem distintas, mas o
artefato dispõe a mesma característica de uso (registrar e visualizar conteúdo), assim como as
Figuras 05 e 06. No entanto, estas últimas ampliam possibilidades de uso por permitir uma
manipulação física (Fig. 05) ou virtual (Fig. 06), enriquecendo o processo ensino e
aprendizagem.

11
20

Figura 03 – Imagem Meninos de azul,

Fonte: Artista francês, fins do século XIX apud Alves, 2003

Figura 04 – Imagem Acampamento do MST

Fonte: Alves, 2003.
.

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21

Figura 05 – Imagem da Escola na Baixada Fluminense

Fonte: Fotografia da professora, início do século XX apud
Alves, 2003.

Figura 06 – Imagem Usando o computador: Diferença

Fonte: Fotógrafo francês, fins do século XX apud Alves,
2003.

Independente da forma ou classe social, o ensino mediado por artefato permanece
presente na atualidade, sendo caracterizado por fenômeno.

13
22

Abaixo, chama à atenção a capacidade humana na relação com o artefato, no utilizar a
agulha de tricor como extensão do dedo, extensão de seu ser (Fig. 08) e em adequações que
permitem sua aplicação de formas mais distintas (Fig. 07 e 08) a qual foi idealizada.

Figura 07 – Imagem Duas irmãs [ensinando tricô]

Fonte: Artista belga, inícios do século XX apude Alves, 2003.

Figura 08 – Imagem A irmãzinha [alfabetizando]

Fonte: Artista francês, meados do século XVIII apud Alves, 2003.

As imagens acima já dão indícios da amplitude do uso dos artefatos no contexto
escolar. Veremos alguns de seus usos nas seções a seguir.

14
23

2.2. O SISTEMA DE INSTRUMENTOS NO CONTEXTO ESCOLAR
Na seção anterior, pudemos perceber a presença de diversos artefatos na sala de aula.
Artefatos como mesas, cadeiras, ventiladores, entre outros, que se apresentam como não
dispondo de relação direta com a veiculação do conteúdo. Mas vale salientar que, apesar de
sua produção inicial não se ter destinado a tal fim, nem por isso estão isentos de, em algum
momento, serem tomados por empréstimo para o ensino de conteúdo específico em alguma
disciplina. A estes, cabem também investigações inclusive para contribuições de melhorias. A
esse respeito, afirmam, professores e alunos, o quanto o mau funcionamento ou ausência de
algum destes e outros elementos interferem em todo o processo. Seções a seguir exibem
artefatos usados na prática docente no tocante ao planejamento, execução, avaliação e
acompanhamento.

2.2.1. ARTEFATOS NO PLANEJAMENTO DO ENSINO
Segundo Tardif e Lessard (2008), o planejamento do ensino corresponde à primeira
das três etapas da prática docente. Dentre os diferentes tipos de planejamento, temos:
planejamento do sistema educacional; o geral das atividades da escola; o do currículo; e o
didático ou de ensino. Quanto a esse último, está subdividido em planejamento de curso, de
unidade didática/de ensinos e de aula. Dessa subdivisão, iremos nos ater a esse último,
também conhecido como plano de aula.
A produção e apresentação do plano de aula já passaram por diferentes tipos de
artefatos no decorrer da história da prática docente. Sendo inicialmente uma ficha com cerca
de 15x20cm de largura, com uma textura um pouco mais grossa que o papel sulfite; sendo
também substituída pelo sulfite A4 ou cadernos. Assim, sua constituição passou pelo uso do
papel e caneta ao uso de editores de texto, que, por vezes, voltam a serem impressos em
sulfite. Em geral, são constituídos pelos seguintes componentes: identificação da escola,
professor, disciplina, série, turma, data, tema, duração da (s) aula (s), objetivo, conteúdo,
procedimento, avaliação, data da entrega e assinaturas do professor e do coordenador. Sua
composição não deve ser uma mera burocratização, pois segundo Haydt (2006. p. 99), o
planejamento é “[...] um processo, que envolve operações mentais como: analisar, refletir,
definir, selecionar, estruturar, distribuir ao longo do tempo, prever formas de agir e
organizar.” O quadro a seguir detalha o que o professor deve considerar ao planejar uma aula.

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24

Quadro 02 – Aspectos didáticos do planejamento

Fonte: Adaptado de Haydt (2006, p.102-103).

Cabe aqui, brevemente, citar o uso de livros, filmes, mapas, jogos e sites, dentre
outros, como base de consulta do que poderá ser utilizado em aula (s), que serão mais
detalhados na seção seguinte.

2.2.2. ARTEFATOS PARA EXECUÇÃO DO ENSINO
O ensino, propriamente dito, corresponde à segunda etapa do planejamento de aula
(TARDIF; LESSARD 2008). É nessa etapa que o professor utiliza artefatos como meios para
aproximar conceitos, dinamizar as aulas, dentre outros.
Dada à variedade de recursos, observamos pela classificação abaixo que, o Quadro 03,
não contempla todos. E, também, a esses recursos somam-se os recursos multimídias.
Diariamente, podem ser acrescidos diversos softwares, novos aplicativos, muitos
criados especificamente para compor o cenário educacional cujo uso, como nos demais
recursos, requer planejamento didático.
A seguir, o Quadro 03 retrata a classificação dos recursos.

16
25

Quadro 03 – Classificação Brasileira de Recursos Audiovisuais

Fonte: Maria Rosângela Mello – CRTE Telêmaco Borba apud Freitas (2009).

Devido à diversidade, iremos detalhar alguns recursos a seguir, quer pela prevalência
do uso, inovação tecnológica ou identificação na literatura.

2.2.2.1.

O quadro branco e a lousa digital

Também identificada por diversos outros nomes, de forma mais tradicional, nomeado
como quadro de giz, quadro-negro e quadro de escrever, a lousa é facilmente encontrada nas
escolas. Possivelmente por ser um recurso de baixo custo (FREITAS, 2009; HAYDT, 2006).
Mesmo sua função visual sendo facilmente substituída por outros recursos, podemos dizer que
a lousa tem ocupado lugar central nas salas de aula na atualidade. Quer pelo amplo espaço
físico que utiliza ou por seu uso recorrente. Tendo seu companheiro de escrita o giz,
substituído por pincéis próprios para a escrita no novo material, que passou a ser constituído
com placas de plástico, vidro ou metal (FREITAS, 2009).
Bastos (2005) ao referir-se a matéria intitulada por “O sucessor do quadro-negro”
descreve as características da lousa digital que funciona como um grande monitor exibindo
tudo o que foi preparado pelo professor com os arquivos de fotos e vídeos e ainda permitindo

17
26

escrever diretamente na tela sensível ao toque, estando conectada em rede aos terminais de
computadores dos alunos nas carteiras. Segundo a matéria exibida na Revista Época de 08 de
junho de 2002, o dispositivo agradou por não ter que copiar, substituindo a prática histórica da
cópia, mas não o quadro branco em si. De fato, a lousa digital não é vista nas salas
substituindo o quadro branco, a tal evidência, cabem investigações para conhecer o que lhe
esteja implicado.

2.2.2.2.

O livro didático

O livro didático constitui outro elemento bastante utilizado em salas de aula
desprovida de recursos para a promoção da aprendizagem. Mas ainda é possível perceber
imprecisões em seu uso na prática docente (SILVA; NETO, 2013). As críticas também
recaem sobre sua produção não contemplar o contexto do alunado, pois, ao ser produzido em
grande escala, em âmbito nacional, não consegue atingir a diversidade regional
(YAMAZAKI; DELIZOICOV, 2015). Com isso acaba, por vezes, relegado ao segundo plano
ou, fielmente adotado, ele segue ganhando destaque nas escolas públicas.

Mas,

“Indubitavelmente, por melhor que seja um livro didático, é um erro considerá-lo como única
fonte de pesquisa para o planejamento [...].” (YAMAZAKI; DELIZOICOV, 2015, p. 218). O
ensino precisa dispor de diversos meios para a promoção da aprendizagem.

2.2.2.3.

Cartazes, quadros e murais didáticos

Na tríade, cartazes, quadros e murais didáticos, os cartazes constituem-se em um
recurso visual muito utilizado na escola. Em geral, são solicitados pelos professores e
produzidos pelos próprios alunos, segundo recomendação didática, podendo ser apresentado
de forma oral. Professores também os utilizam para ministrar aulas. Tendo por base de
confecção um papel grosso, cartolina, papelão, isopor ou madeira como materiais mais
utilizados. Sendo assim, cada cartaz deve ter um único tema, cujas palavras não ultrapassem a
vinte. Sendo preciso considerar texto, ilustração, cor e o layout. (FREITAS, 2009; HAYDT,
2006).
Considerado instrumento didático bastante acessível (FREITAS, 2009), mas que
requer alguns cuidados, dentre eles, a disposição estética, o conteúdo da mensagem que será
exposta, e a seu destino final. Quanto à sua exposição nos corredores, cabe à gestão sua
retirada e devolução aos alunos.
Os quadros didáticos distinguem-se dos cartazes desde sua gênese, pois surgem
especificamente para o uso didático. Podem assim conter o processo de crescimento de uma

18
27

planta, metamorfose de um inseto, identificação de aparelhos reprodutores, tudo, enfim, que
possa ser mais bem ilustrado. Assim como os murais que geram um mais amplo espaço para
as ilustrações, o que requer uma elaboração mais precisa. Tanto nos murais no interior das
salas quanto nos externos, além dos conteúdos e produções dos alunos, podem ser expostos
demais assuntos de interesse da comunidade escolar (FREITAS, 2009).

2.2.2.4.

Filmes, Tv e Dvd

Fornecem possibilidades inúmeras de mediar o conhecimento em várias áreas. Sua
contribuição para o ensino aprendizagem é grande, desde que faça parte como elemento
constituinte de um planejamento. Bem interessante é que ele anteceda a um debate. Isso
porque é preciso dar especial atenção à forma como será avaliado, para perceber se o objetivo
proposto foi atingido. A exibição de filme também pode acontecer por meio de data show e
amplificação sonora.

2.2.2.5.

Computador, internet, celular, games, redes sociais e educacionais,

dentre outros.
Sem indícios de existência fixa nas salas de aula das escolas públicas, o acesso dos
professores ao computador para planejar, elaborar materiais de aula e exibir fica, por vezes,
condicionado ao material pessoal do professor, em casa, ou através de notebooks levados para
o trabalho. Segundo Nogueira, Gomes e Soares (2012) a entrada dos computadores nas
escolas foram condicionados a estarem em sala dedicada, trancada a sete chaves, cuja
mensagem simbólica traduzia que seu acesso era exclusivo de poucos. Sua falta ou número
insuficiente para professores e alunos teve também destaque no estudo de Gillespie A. e et al
(2013) ao fazer um levantamento com o objetivo de saber como os professores nos Estados
Unidos (EUA) usam a escrita para apoiar a aprendizagem. As práticas com uso de
computadores, nas vozes dos professores ficam em segundo plano, pela insuficiência dos
recursos. Além do computador, isto inclui “applications of writing via technology or the
internet […]” (p. 1067).
A internet é sempre requerida por professores e alunos. Ela potencializa o uso do
computador, promovendo à ampliação do acesso à informação disponibilizada em diferentes
formatos. Sua disponibilização em rede sem fio no ambiente escolar é capaz de atingir os
celulares de alunos que, em geral, já dominam essa tecnologia. Por apresentar facilidade de
mobilidade e um considerável número de alunos já dispondo de aparelho celular ele pode vir a
ser uma solução para a ausência ou número insuficiente de computadores em sala. A

19
28

apropriação individual da tecnologia constitui um importante meio que, de forma planejada,
permite-lhe fazer parte do ensino e aprendizagem como um instrumento em potencial.
(GOMES, A. S.; et al, 2015).

Assim, smartphone e tablet por meio de rede sem fio

constituem-se em artefatos da aprendizagem móvel que, dentre diversas possibilidades, aliada
aos games, aplicativos que dispõem de todos os tipos de mídias, mediam e avaliam o
aprendizado (GOMES, A. S.; et al, 2015). Cabe ao professor o planejamento do uso, pois,
“Mobile Technologies have the potential to become productive learning tool inintegrating
contestes into the social lerning environmente [...].” (NGUYEN, L; BARTON, S. M.;
NGUYEN, L.T. 2015. p. 197).
Propiciar ao aluno a apropriação individual da tecnologia nos atuais moldes não é
fácil. Gomes, A. S. e et al (2015) chamam atenção ao fato do uso dos laptops não estar sendo
empregado a contento, pois não se considera suas vantagens em sala de aula quanto à “ [...]
mobilidade dos equipamentos e a possibilidade de os alunos poderem utilizá-los de forma
individual no espaço da escola e em seus lares.” (GOMES, A. S.; et al, 2015 p. 107). Essa
mudança na prática docente está atrelada a diversos fatores, dentre eles, formação e educação
continuada, pois já há uma diversidade de novos recursos voltados ao ensino e aprendizagem.
Estudos de diversas experiências do uso de redes sociais como meio à aprendizagem
demonstram sua efetividade à medida que promove engajamento e colaboração resultantes da
interação entre os pares (LAAT, M. de; et al. 2007; SO, H.; BRUSH, T. A. 2008; MILLS, N.
2011).
De olho nessa possibilidade, surgem as redes sociais educativas, algumas com maior
semelhança ao facebook e outras em diferentes apresentações, conforme a adaptação de
imagens (Fig. 09), dispostas no site veja.com.
“A interação com as redes sociais, softwares de comunicação instantânea e games tem
crescido significativamente durante as atividades escolares, por parte dos alunos […]”
(COUTINHO, I.; RODRIGUES, P.; ALVES, L., 2015).

Mas, segurança e privacidade

também são aspectos relevantes. Evitando-se conflitos de papéis e assegurando
compartilhamento de materiais multimídias, comunicação, avaliação e gerenciamento, surge o
software social Redu “[...] desenvolvido com a finalidade de preencher a necessidade de um
ambiente virtual e aprendizado, permitir envolver pais, alunos, professores e demais
participantes do ambiente de ensino" (GOMES, A. S.; et al, 2015. p. 101).

20
29

Figura 09 – Agrupamento de imagens de redes sociais educativas

Fonte: Adaptado da Veja, 20121

2.2.2.6.

Do projetor multimídia à lousa interativa

O projetor de multimídia, também conhecido como data show, diferentemente das
escolas particulares que, em geral, fixa-os suspenso pelo teto das salas, nas escolas públicas,
torna-se móvel. As escolas públicas trabalham mais sob a forma de agendamento de uso, por
não haver número suficiente de data show para todas as salas de aula.
Não tendo sido produzido especificamente para a sala de aula, o data show ganha
destaque no cenário educacional. Para avaliar sua contribuição no ensino Nogueira, Gomes e
Soares (2012) o investigam quanto a ser ou não um fetiche tecnológico na escola. Tendo sido
considerado por fetiche no tocante ao uso feito pelo professor conforme o exposto no Quadro
04 – Categoria de análise: Crítica ao trabalho docente e opiniões sobre uso adequado do data
show – comentário dos alunos.
Ao observar os comentários dos alunos, vem o questionamento sobre o que impele
professores a essa falta de prática na produção dos slides? Talvez a resposta esteja atrelada à
formação e/ou a ausência de manuais que acompanhem o instrumento tendo em vista não ter
sido produzido para o uso didático.

1

Disponível em <http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/parece-o-facebook-mas-nao-e/ > Acesso em 19 Dez
2015

21
30

Quadro 04 – Categoria de análise: Crítica ao trabalho docente e opiniões sobre uso adequado
do data show – comentários dos alunos

Fonte: Adaptado de Nogueira, Gomes e Soares (2012. p. 30-31)

A fala dos universitários denotam suas percepções quanto à forma do uso adotado.
Isso poderia ser superado por meio de um feedback junto aos alunos, pois isso perpassa pelo
planejamento e a autoavaliação da prática docente. No entanto, a ausência de interação entre
professor e aluno fica também evidente nos resultados obtidos, tendo em vista que “Outro
resquício das aulas expositivas tradicionais e que os slides no data show parecem reviver de
forma mais intensificada é a ausência de interação entre professor-aluno, é a ausência de
interação.” (NOGUEIRA; GOMES; SOARES, 2012. p. 31).
De forma positiva, o uso do data show foi evidenciado quanto à facilidade de anotar
durante as aulas, revisar as aulas, aprofundar o conhecimento por meio das referencias, assim
como ordenar os estudos e, na impossibilidade de assistir à aula, poder valer-se do estudo do
slide e ter um enriquecimento do assunto por meio das imagens. Tendo esse último ganho
evidência, pois “[...] nos chamou a atenção à quantidade de respostas que faziam referencia ao
uso de imagens e sua importância para a apreensão dos conteúdos.” (NOGUEIRA; GOMES;
SOARES, 2012).
Várias inovações vêm permitindo melhorias no projetor multimídia (Fig. 10). Ele
passa a ser mais leve cabendo na palma da mão, ou, até mesmo, vindo a ser um computador
interativo.

22
31

O projetor multimídia e a lousa interativa denotam a interação de diversas mídias,
sendo que essa última possibilita o comando em tela, pelo sistema touch screen, além do uso
de uma caneta para escrever diretamente na tela. Ela interconecta características de vários
sistemas e media o relacionamento entre vários indivíduos (OLIVEIRA, K. E.de J.; LIMA,
D. de J. ; CONCEIÇÃO, S. S. da, 2015). Isso nos faz concluir que a lousa interativa engloba
as características do próprio projetor de multimídia potencializando-as. Mesmo com a mais
nova funcionalidade do Projetor Proinfo, a lousa eletrônica (GOMES, A. S.; et al, 2015).
Figura 10 – Novas funcionalidades do projetor de mídias.

Fonte: Adaptado de Gomes, A. S. e et al (2015, p. 80 e 81).

Ambos os artefatos são objeto de desejo de muitos professores. A permanência da
lousa digital em sala de aula possibilita um maior uso por parte dos professores e traz à tona
essa necessidade de professores e alunos terem a disposição diversos objetos para a promoção
da aprendizagem. Ideia que ganha uma melhor compreensão por meio da sala temática,
abordada a seguir, que se constitui também por objeto de desejo, mas, que se sobrepõe aos
demais, afinal nela, eles já estariam inclusos.

2.2.2.7.

Salas temáticas

Freitas (2009, p.61, 63), enfatiza que “O livre acesso aos materiais da sala ajuda os
estudantes a desenvolver autonomia para lidar com os materiais utilizados na escola [...]” ao
apresentar a sala ambiente em materiais básicos (Fig. 11) em uma alternativa simples, viável
em que “A intenção é convidar o aluno a entrar na sala e querer ficar lá, fazendo coisas que o
divertem e, ao mesmo tempo, agregam conhecimentos.”.
Nessa concepção mais dialógica de ensino, vemos o favorecimento da autonomia.

23
32

Figura 11- Materiais e equipamentos didáticos básicos para sala ambiente

Fonte: Adaptado de Freitas (2009, p. 67 e 68).

2.2.3. ARTEFATOS NA AVALIAÇÃO, ACOMPANHAMENTO E ORIENTAÇÃO AO ALUNO
É preciso começar dizendo que, na verdade, acompanhamento e orientação deve ser a
função da avaliação. Faz-se mister superar a mera classificação do aluno de forma tradicional.
Assim como os diversos recursos, usados na execução do ensino, os instrumentos de
avaliação devem ser também selecionados a partir do planejamento.

Sendo também

importante haver uma diversidade de instrumentos (Fig. 12), para avaliar se o objetivo da aula
foi alcançado. Acompanhar o aluno no processo e orientar de forma a superar as dificuldades.
A exemplo do estudo realizado por Gillespie A. e et al (2013), que demonstra uma
diversidade de artefatos usados pelos professores para trabalharem e avaliarem a escrita.
Realizado nos Estados Unidos, o estudo evidenciou a prática de diversos professores, por
área, mostrou que a escrita pôde estar presente na produção do relatório de um filme, em
mapas conceituais, textos teatrais, dentre outros. Seminários, debates, apresentações teatrais,
produção de material concreto ou digital são outros instrumentos, além das tradicionais
avaliações classificatórias. Os portfólios possuem características importantes para o
acompanhamento e orientação do aluno.

24
33

Figura 12 – Instrumentos de Avaliação.

Fonte: Adaptado (BOTH, I. J. 2012, p. 170 e 171)

Assim como as tradicionais, as novas tecnologias educacionais precisam ser objeto do
currículo, para o estudo teórico e prático na formação inicial e continuada de professores Isso
é necessário para que haja efetiva apropriação dos recursos digitais por professores, em sala
de aula (MARTINS, O. B.; MASCHIO, E. C. F., 2014). Pois no cenário atual, além das
tradicionais provas escritas e/ou oral surgem as avaliações digitais, algumas heranças
tradicionais, mas já despontando uma avaliação mais dialógica com base em produções
colaborativas.

2.3. CONSIDERAÇÕES

PARA DESIGN DE ARTEFATOS COM BASE EM INVESTIGAÇÕES DA

PRÁTICA DOCENTE

A literatura revela fatores em torno do uso de artefatos na prática docente, pertinentes
ao design de artefatos no contexto escolar. É válido lançar um olhar nos trabalhos a seguir.
John Ow e Katerine Bielaczyc (2007), em Singapura, investigaram o uso de artefatos
materiais e práticas off-line no fornecimento do mecanismo de transição das salas de aula
tradicionais para salas de aula com uma cultura de construção do conhecimento. A pesquisa
teve por interesse conhecer como a prática no uso dos artefatos pode levar a ‘epistemological
perturbations’ (OW; BIELACZYC, 2007, p. 584). Os resultados advindos das concepções do
professor quanto ao ensino e aprendizagem pelo uso dos artefatos apontaram que:

25
34

Ferramentas baseadas na tecnologia, muitas vezes, exigem uma mudança na epistemologia e
práticas da educação a qual alunos e professores estão acostumados. Logo, é fundamental que
os caminhos de implementação de ferramentas tecnológicas sejam melhores compreendidos e
mais plenamente apoiados. Apoiar professores ao longo do caminho da implementação é
necessário para que, quando confrontados com o desequilíbrio, os professores não revertam
para as práticas de ensino tradicionais. Pois, “[...] analyzing the types of epistemological
perturbations that surface can be the starting point for the design of more robust support
structures for teachers in transition.” (OW; BIELACZYC, 2007, p. 585). O quanto antes, os
aspectos que causam o desequilíbrio sejam minimizados e/ou sanados no processo da
produção, menos será gasto na tardia e infeliz tentativa de moldar os professores a artefatos.
Quanto ao apoio às práticas docentes com novos instrumentos, o trabalho de Pablo-Alejandro
Quinones (2014) revela que ele parte, até mesmo, de pares envolvidos no processo.
Abordando trabalhos anteriores, Pablo-Alejandro Quinones (2014) constata que o
sucesso da prática em tecnologia depende fortemente do entendimento das narrativas em
torno do uso por parte dos próprios usuários. Ao realizar um estudo de caso em uma
universidade, faz uso da técnica de entrevistas para compreender as práticas no uso da
tecnologia na narrativa dos usuários em seu contexto de trabalho. Os resultados da pesquisa
levam a descoberta que a colaboração por parte do trabalho invisível realizado por pessoas
dentro dos grupos que, formal ou informalmente, ajudam os colegas no ‘cultivo’ bem
sucedido de práticas e construção de sentido em torno da tecnologia. Ele traça paralelos para
outros trabalhos que sugerem a necessidade de tipos semelhantes de agentes no processo de
apropriação do sucesso em TI, e denomina essas pessoas por pastores concluindo com um
diálogo a respeito do desafio de estabelecer práticas de pastoreio dentro de grandes
organizações. Ficando em incógnita: O que condiciona alguns a exercerem práticas de
pastoreio e, outros, a serem pastoreados?
No artigo de Isa Jahnke e et all (2014), a apresentação de três casos de integração de
tecnologia, com tablets habilitados para a web em escolas escandinavas, constatou-se que,
para os professores, é um desafio diário coordenar seu grupo de alunos à aprendizagem
colaborativa. Isso porque julgam que suas experiências com os tablets ainda não
corresponderam ao que almejam devido à complexidade no uso do artefato. Os professores
relatam a presença de lacunas entre os sonhos e a prática que não estabeleceu a
interconectividade desejada. Considerou-se, primeiramente, ser necessário avançar para que
os professores aprendam a navegar nos tablets, reduzindo a complexidade, a fim de alcançar
um estado em que façam parte na ecologia da sala de aula como órgãos funcionais. Podemos

26
35

observar que, mesmo sendo uma tentativa em segundo plano, ao avaliarem a possibilidade de
redução da complexidade do artefato, há um avanço quanto buscar sair do vicioso ciclo de
apenas tentar moldar o sujeito aos artefatos.
A recorrência docente à prática tradicional tem recebido destaque em estudos, mas ao
avaliar artefatos educacionais para o ensino médio, Santos, Campello e Coutinho (2015, p.
242) constatam que
[...] grande parte dos infográficos se apresentam como slides de aula
utilizados pelo professor, onde a interação acontece pela troca de slides,
oferecendo pouca oportunidade para o aluno participar da construção e
modificação das informações.

Logo, é preciso considerar a produção dos artefatos privilegiando interações que
resultem na construção do conhecimento extrapolando ações mecânicas, cuja interação
contribua para uma educação promissora.
O interesse de avaliar novas tecnologias de informação em condições reais "in the
wild" tem recentemente aumentando. Para esta nova direção Juustila e et all (2014), pontuam
que pesquisadores e desenvolvedores de tecnologia precisam encontrar necessidades no
contexto da vida real e que nelas visem intervir tendo usuários dispostos a testar as protótipo
de tecnologias em suas práticas cotidianas. O artigo apresenta a análise de uma complexa
experiência com um conjunto de três protótipos de pesquisa testados na vida real. Com base
nos resultados, os usuários são competentes ao avaliar protótipos individuais. Porém, há
menos adequação para a integração de protótipos que prevê significativa transição da maneira
tradicional de se trabalhar. Evidenciando que, para esta tarefa, é necessário que os usuários
tenham uma visão do novo e que reconheçam os problemas e as tensões entre o velho e o
novo. Isso é imprescindível para que o novo artefato não venha a ser veículo em uma prática
bancária, o que é recorrente na educação como também proposto por Pablo-Alejandro
Quinones (2014).
Fica evidente a importância da observação do uso dos artefatos dada à teia de questões
que os envolve. Nessa perspectiva, Silva e Neto (2013), ao apresentarem algumas reflexões
sobre o lugar da língua como conteúdo de ensino na aula de língua portuguesa decorrente da
observação em situações concretas, analisam como o professor utiliza o livro didático. Com
uma pesquisa situada na Linguística Aplicada, adotando procedimentos qualitativos e
etnográficos, verificaram-se as relações entre a abordagem oficial e a prática pedagógica. A
pesquisa se constitui de informações colhidas no desenvolvimento da aula, numa escola
pública estadual do ensino médio. Os resultados indicaram a necessidade de intervenções na

27
36

formação docente, com aprofundamento dos componentes curriculares sobre língua e sua
didatização. A conclusão aponta para a necessidade de pesquisas e ações efetivas sobre a
formação docente, no sentido de que se estabeleçam relações funcionais entre conteúdos
teóricos e práticos. Nesse contexto, é possível perceber o quanto ainda se faz necessário o uso
consciente do livro didático como instrumento de ensino, assim como o de todo o sistema de
instrumentos. Assim como, de uma formação de caráter teórico prático quanto à produção e
uso de materiais didáticos.
Na pesquisa de Machado e Lousada (2010), sobre “A apropriação de gêneros textuais
pelo professor: Em direção ao desenvolvimento pessoal e à evolução do ‘métier’”, constatouse que a forma
[…] como os gêneros textuais foram sendo utilizados nos contextos
educacionais brasileiros, eles acabaram se tornando um artefato imposto aos
que trabalham no âmbito da educação, e não um instrumento que permita a
ação dos professores e a apropriação dos alunos. (p. 628).

A citação revela a distinção feita para artefato e instrumento decorrente da apropriação
do uso. Evidencia-se que há deficiências na incorporação de diversos artefatos ao sistema de
instrumentos, cuja transformação tem relação diretamente ligada ao próprio desenvolvimento
humano.
Até aqui, percebemos quão importante é focar nas reais necessidades presentes na
prática de ensino, para de obter contribuições que correspondam à realidade posta. Além da
presença da prática de uma educação bancária, há outro aspecto, também antigo, em torno dos
artefatos no âmbito educacional ainda não superado, que são as amarras da produção
capitalista e toda a ideologia que a embasa. Com base nessa preocupação, a seção a seguir
apresenta alguns indícios de sua danosa ação.

2.3.1. O SISTEMA DE INSTRUMENTOS E A EXACERBAÇÃO CAPITALISTA
Ao apresentar a cultura material das escolas, no registro da etno-história, Benito
(2010) refere-se aos objetos por parte do que os antropólogos denominam de “ergológica”,
mais especificamente o enxoval do comércio. É possível perceber, na literatura, que o sistema
de instrumentos em relação à exacerbação capitalista sofre por ter aspectos relevantes de sua
constituição relegados ao segundo plano (FREITAS, 2009; MEDA, 2015).
Ao analisar os meios na historiografia da Itália, Meda (2015) trata de aspectos
historiográficos fazendo alusão à Espanha devido à ausência de referencias em seu país. Com

28
37

um teor crítico, capaz de ampliar as contribuições para a temática tão pouco investigada,
apresenta um comparativo de textos italiano e espanhol.
Organizados em dois possíveis enfoques de uma categoria historiográfica tão
complexa como a da cultura material da escola: o primeiro, parte exclusivamente do material
da categoria, com o objetivo de definir as relações originárias com as práticas educativas reais
realizadas em sala de aula; e, o segundo entende tal componente não tanto como o requisito
prévio das práticas educativas em si, mas como o epílogo de um processo de produção
originado precisamente pela crescente demanda educativa.
O artigo aguça a reflexão, pois o estudo apresenta um interessante comparativo entre
dois textos isso porque no primeiro, o material escolar “[...] é, essencialmente, um objeto
material, com uma forte inclinação didática e um destino e uso bem preciso; [...]” já no
segundo especifica que ele vai bem além de ser um objeto material, pois “[...] é, antes de tudo,
um produto industrial e um objeto de consumo, cuja natureza pedagógica passa quase ao
segundo plano.”. Nessa corrente de estudo, a literatura crítica espanhola utiliza o termo “etnohistória” da escola diferente da Itália que usa o termo “história material da escola”,
[...] Entendida – parafraseando a famosa definição de cultura material
formulada pelo historiador polonês Witold Kula6 – como a história dos
meios e métodos empregados na produção e no consumo de objetos
didáticos e instrumentos educativos7. (MEDA, 2015, p. 09-10)

Ao considerar o objeto material por produto industrial em que a natureza pedagógica
recai para um segundo plano, por fator negativo, ainda apresenta uma série de fatores que
comprometem o material propriamente dito em seu real objetivo.
A análise comparativa apresentou realidades bem distintas entre Itália e Espanha.
Distintas em materiais didáticos, instrumentos de escrita e outros artigos de papelaria, o
próprio mobiliário escolar, que nunca foi objeto de estudos sistemáticos na Itália, ao contrário
do que sucedeu na Espanha e em outros países como na Alemanha, Inglaterra e Bélgica. Os
tradicionais bancos escolares, cuja construção ficava por conta de pequenas carpintarias locais
(MEDA, 2015). Assim,

[...] com a crescente atenção prestada pela propaganda higienista em
princípios do século XX ao flagelo social das patologias do sistema
músculo-esquelético (como a escoliose), provocadas nas gerações mais
jovens – entre outras – pelos graves defeitos posturais adquiridos
precisamente na rede escolar, a questão da reforma do mobiliário escolar
sobre a base de certos requisitos higiênicos e sanitários se converteu em uma

29
38

prioridade, e um número cada vez maior de empresas decidiu especializar-se
na produção e distribuição em grande escala de bancos, como o Opificio
(Fábrica) Pezzarossa de Bari e a empresa Palini de Pisogne, na província de
Brescia. (MEDA, 2015, p. 24-25)

Devido à escassez de pesquisas na área, considerando as poucas submissões de
trabalhos na temática em anais na Itália, o autor conclui serem necessários, assim como o
método comparativo que utilizou lançando uma olhar na Espanha, para novos estudos da
história material da escola, visando assim sanar os males causados pelo business em primeiro
plano na produção dos artefatos utilizados por professores. O que é salutar, afinal,

Do mesmo modo, por outro lado, e paralelamente a isso, se dá uma
transformação substancial da figura de outro ator do processo de
aprendizagem, a do aluno, que de simples destinatário do saber transmitido
pelo mestre, se converte, ao mesmo tempo, em cliente das indústrias
escolares ou, melhor dizendo, em consumidor dos objetos produzidos em
grande escala por essas com fins de lucro, para fazer negócio no próspero
mercado escolar. (MEDA, 2015, p. 22).

Traços da exacerbação capitalista, a exemplo das mazelas citadas pelo uso dos
tradicionais bancos escolares, permeiam diversos instrumentos. Segundo uma interessante
abordagem materialista na educação, cujo estudo da tecnologia recai sobre a materialidade do
corpo, ao investigar a aprendizagem assistida por tecnologias e letramento digital, Gibson
(2015) enfatiza que o corpo tem sido abordado e analisado como uma construção não
corpórea, principalmente em um nível abstrato, teórico ou textual. Seu trabalho propõe um
movimento físico que promulga uma etnografia da corporeidade. Entendemos que a
etnografia da corporeidade poderá, em muito, contribuir para a prototipação de artefato e
modelos no contexto do uso do sistema de instrumentos por professores.
Embora seja crescente o uso da etnografia na educação, podemos perceber que as
pesquisas não abordam todo o sistema de instrumentos de ensino, mas questões em geral, em
especial no Brasil. O que também ocorre quanto à identificação em design, um artefato por
vez.

2.4. PROBLEMA DE PESQUISA
Ao olharmos o cenário escolar, entendemos que a tão sonhada solução para mazelas
educacionais não foram de todo supridas pelo advento das TICs. Compreender a realidade
presente na prática de professores no uso dos artefatos é importante para o desenvolvimento
de um sistema de instrumentos capaz de suprir necessidades e superar dificuldades que

30
39

compõem o ambiente escolar, minimizando a rejeição de artefatos. A questão que norteou a
pesquisa

foi:

Quais

as

reais

necessidades

computacionais

e

de

informação

experimentadas por professores e equipe gestora no cotidiano escolar das escolas
públicas brasileiras? Buscou-se, então, por meio da observação in lócus, fazer precisas
identificações, essenciais à prototipação de modelos, que estivessem presentes no fluxo de
informação e necessidades computacionais presente entre pessoas e nos ambientes escolares
investigados.
Investigações no contexto real podem trazer à tona respostas submersas e que,
aparentemente, constituem o nó impeditivo de maiores sucessos de artefatos tecnológicos na
prática docente. No capítulo seis, retornaremos à questão em discussão a partir dos resultados
obtidos na realização da pesquisa.

31
40

3

REFERENCIAL TEÓRICO: INSTRUMENTO E SISTEMAS DE INSTRUMENTOS
O aporte teórico que embasou o estudo para reflexão da análise de dados proveio da

integração de saberes constituído por vários teóricos: Vygotsk (1991), face às suas
contribuições no estudo dos sistemas de instrumentos e sistemas de signos; Engestrom (1991)
que, mesmo tendo baseado seu trabalho em Vygotsk, vai além, ao apresentar a relevância de
fatores como inovação e ruptura, os quais constituem elementos necessários no atual cenário
da educação; Rabadel (1995; 2003) por considerar que tanto o artefato quanto o método de
utilização constituem dimensões que são, fundamentalmente, inseparáveis; Bourmaud (2006;
2011) e Munoz (2011), que especificam o sistema de instrumento não só composto por um
conjunto de instrumentos, mas também constituído por um todo coerente para o sujeito que
constrói este sistema durante a sua experiência em uso; e Gomes (2000) no que diz respeito à
evolução do conhecimento por meio do conteúdo veiculado pelo instrumento, dispostos nas
sessões a seguir.

3.1. A NOÇÃO DE INSTRUMENTO NA TEORIA DA ATIVIDADE
A TA – Teoria da Atividade – tem origem na teoria da atividade psicológica soviética,
iniciada por Leontiev e Rubinstein. Logo, surgiu num contexto revolucionário de luta social,
político e ideológico para superação do capitalismo e pela construção do socialismo como
uma sociedade de transição ao comunismo2. Assim, podemos entender porque uma pedagogia
marxista é compatível com a TA, por situar a educação escolar numa perspectiva da
pedagogia histórico crítica. Na seção sobre o sistema de instrumento e a exarcebação
capitalista pudemos conhecer algumas das mazelas advindas da herança capitalista.
A TA inicia propriamente a partir dos trabalhos de Vygotsky visando à ação do sujeito
sendo mediada por uma ferramenta para obter-se um dado objetivo. Ela procura compreender
as atividades dos seres humanos considerando todo o seu sistema de trabalho, o sistema de
atividade. A atividade (o assunto) em meio ao ambiente (regras), os sujeitos
direta/indiretamente envolvido (comunidade e divisão do trabalho), sua herança históricosócio-econômica, sua cultura, as motivações e desmotivações no desenvolvimento da
atividade, o artefato (sinais e ferramentas) e sua função na ação para corroborar no resultado
do objeto (ou objetivo). Para tal, suas investigações visam à atividade da vida real. Sua análise
privilegia o momento em que o (s) sujeito (s) realiza (m) a(s) ação (ões). Quando se adota ou
2

Disponível em <https://pt.wikipedia.org/wiki/Teoria_da_atividade>. Acesso em 29 Mar 2016.

32
41

rejeita o uso de determinado artefato. Visa à atividade humana culturalmente mediada por
artefatos (Fig. 13).
É facilmente percebível que a Teoria da Atividade possui relação intrínseca à
concepção de instrumento. Disposta em três gerações, a primeira geração da Teoria da
Atividade evidencia a ideia de Vygotsky, cuja mediação cultural das ações, geralmente
expressa na tríade sujeito, objeto e artefato mediador, centram-se na individualidade. A
segunda geração foca na coletividade com Leont'ev (Fig 14). E a terceira geração (Fig. 13),
com Engestrom, considera que a inserção de artefatos culturais nas ações humanas obtém um
caráter revolucionário em que a unidade básica de análise supera a divisão entre o indivíduo e
cartesiana estrutura social intocável.

Figura 13 – Two intercting activity systems as minimal model for the third
generation of activity theory.

Fonte: Engestrom, 2001.

Para a noção de instrumento na Teoria da atividade, a presente pesquisa privilegia a
contribuição de Engestrom (2001), que representa a Terceira geração da teoria da atividade
(Fig. 13). Nesse contexto, o indivíduo já não pode ser entendido sem os seus meios culturais,
nem a sociedade pode ser entendida sem a ação de indivíduos que utilizam e produzem
artefatos.
A Terceira geração se referir ao instrumento trazendo à tona a diversidade cultural,
ruptura e inovação (Fig. 14) a ele atrelada.
Quanto à produção dos artefatos mediadores, Bourmaud (2006) evidencia que, para
propor artefatos com base nos sistemas de instrumentos, é preciso verificar as características
dos instrumentos, já postos em sistemas, em uma perspectiva antropocêntrica. Isso porque sua
função está atrelada à atividade instrumentada (Fig 13).

42
33

Figura 14 – Strategic learning actions and corresponding contradictions
in the cycle of expansive learning.

Fonte: Engestrom, 2001.

Estudos mostram que “A ergonomia, aplicada aos estudos no campo da educação,
interessa-se pela investigação da dinâmica que considera o sujeito, a atividade e o contexto
como um todo [...].” (LOIOLA; THERRIEN, 2001. p. 150). Porque o ponto de vista está
“centrado no desenvolvimento dos conhecimentos em contexto.” O que pode também ser
facilmente aplicado ao contexto do uso de artefatos para mediar o conhecimento. Segundo
Gomes (2000) a aprendizagem decorre da apropriação dos artefatos. Em pesquisa, averiguouse que o desenvolvimento conceitual decorre da “ação instrumental”, fazendo uma “[…]
análise da aprendizagem a partir da análise de ações dos alunos com artefatos computacionais
escolares.” Gomes (2000, p. 4), constatou que “[...] os indivíduos aprendem matemática à
medida em que aprendem a usar um sistema de artefatos.”.
Partindo do exposto, a presente pesquisa observou ações de professores e alunos com
artefatos identificados nos ambientes escolares considerando na Teoria da Atividade a análise
da ação mediada.

34
43

3.2. SISTEMA DE INSTRUMENTOS
Para entendermos a dimensão em torno do sistema de instrumentos, veremos a seguir
contribuições teóricas que denotam a necessidade de atenção por parte de designers à
produção de artefatos e um aporte à análise de discussão da pesquisa.
Para Vygotsky (1991), o homem relaciona-se com o mundo por meio de uma relação
mediada. É possível fazer uma analogia, uma derivação do conceito de mediação na interação
homem-ambiente pelo uso de instrumentos do uso de signos.
Pois, “Os sistemas de signos (a linguagem, a escrita, o sistema de números), assim
como o sistema de instrumentos, são criados pelas sociedades ao longo do curso da história
humana e mudam a forma social e o nível de seu desenvolvimento cultural.” (VYGOTSKY,
1991, p. 11). Isso porque, “A relação entre o uso de instrumentos e a fala afeta várias funções
psicológicas, em particular, a percepção, as operações sensório-motoras e a atenção, cada uma
das quais é parte de um sistema dinâmico de comportamento.” (VYGOTSKY, 1991, p. 24).
Considerando os sistemas de signos por parte constituinte do sistema de instrumentos,
é possível constatar que “As distinções entre os instrumentos como um meio de trabalho para
dominar a natureza e a linguagem como um meio de interação social dissolvem-se no
conceito geral de artefatos, ou adaptações artificiais.” (VYGOTSKY, 1991, p. 39). Seu uso
constitui parte relevante na promoção do desenvolvimento cognitivo, sendo ambos inacabados
e passíveis de mudanças.
Rabardel (2003), ao considerar a humanização dos instrumentos no tocante a eles
apresentarem duplo caráter: conter componentes de artefatos; e componentes de sistemas de
utilização dos usuários, apresenta assim a existência da gênese instrumental, a qual não é uma
falha, no design, mas, sim, decorrente do ciclo de uso em atividade pelo usuário. Isso porque
o artefato é, de toda maneira, instanciado pela ação do usuário. Assim, a concepção de
instrumentos aparece como uma atividade repartida, que vai ser, em parte, produzida por
designers e, em parte, por usuários. É possível perceber indícios desse processo na Fig. 13,
que representa a estrutura do sistema da atividade humana.
A tarefa de designers é a elaboração de uma proposta instrumental em forma de
artefatos fazendo uma previsão (concepção para uso), cujas proposições (totalmente,
parcialmente, ou não em todos) podem ser tomadas pelo usuário, a fim de desenvolver os
instrumentos de forma a preencher as suas próprias necessidades, caracterizadas pela
organização e situações afins, ou seja, dependendo de onde e como serão utilizados. Afinal,
um artefato não é um instrumento concluído (Rabardel, 1995).

35
44

Além de considerar que um artefato não é um instrumento concluído, é preciso
considerar o todo do qual ele faça ou venha a fazer parte, o sistema que ele compõe.
Munoz; Vidal-gomel e Bourmaud (2015) investigaram as relações desenvolvidas entre os
diferentes instrumentos, que compõem um sistema idêntico. Para eles, os instrumentos não
estão isolados um do outro, pois não são independentes. Eles formam um sistema, uma
organização em um conjunto coerentemente construído pela experiência do uso.

Isso

corrobora para a constatação de que não há apenas um sistema, mas distintos Sistemas de
Instrumentos, constituídos por artefatos, que são internalizados nos usuários pela
instrumentalização (GOMES, 2000).
A estrutura triangular do diagrama de Engestrom possibilita a análise de diferentes
relações em torno do artefato e usuário que, em conjunto, colaboram para o entendimento em
torno sistema de instrumentos (Fig. 15). Por exemplo, relações quanto à divisão de trabalho,
às regras etc, devido à motivação, podem convergir ou divergir, gerando rupturas e busca por
inovação.
Figura 15 – The structure of a human activity system

Fonte: Engestrom 1987, p.78 apud Engestrom, 2001.

O estudo das relações entre os diferentes componentes envolvidos na mediação do uso
de artefatos serviu de base para modelar o sistema de instrumentos investigado.
Considerando-se as ferramentas educacionais por recursos capazes de transformar o objeto,
chega-se ao resultado almejado. Uma ruptura, por vezes, se faz necessária. Nem sempre é
preciso encarar um resultado marcado pela divergência ou contradição por negativo ou finito,

36
45

pois ele representa também alavanca capaz de impulsionar às inovações (ENGESTROM,
2001).

37
46

4

MÉTODO
Para tecer considerações quanto ao método adotado, iniciamos por explicar a escolha

do método de procedimento de pesquisa etnográfica realista (Creswell, 2014). A escolha se
deu ao considerar a existência de características intrínsecas ao sistema de instrumentos de
ensino ainda em incógnita, tornando passíveis de vir à tona, serem descobertas por ocasião da
observação in lócus no desenvolvimento da pesquisa. O que é evidenciado pelo design
thinking, que conta, dentre outras técnicas, com as técnicas etnográficas como métodos de
pesquisa e coleta de dados centrados em aspectos humanos. Pois, para Silva e Avendaño
(2012, p. 09), a meta dos designers thinkers é “[…] ajudar as pessoas a articularem as
necessidades latentes que podem nem saber que têm. É sentir o mundo através das emoções
dos outros.”. Cuja metodologia se baseia em
[…] observar o ser humano em seu habitat enquanto interagem com
seus produtos, seus serviços e seus espaços, para que através da troca
de experiências desenvolvam ideias e novas soluções que sejam
financeiramente atrativas e tecnicamente viáveis e tragam benefícios a
todos. (SILVA; AVENDAÑO, 2012, p.10).
Logo, quanto à abordagem, o método se caracteriza por dedutivo, pois, conforme
Lakatos e Marconi (2000, p. 75), nele “a observação é precedida de um problema, de uma
hipótese, enfim, de algo teórico”.
Este capítulo está dividido em seis seções. A primeira apresenta os objetivos da
pesquisa. Na seguinte, será feita a caracterização dos dados através da contextualização do
campo (escolas investigadas). Na terceira, a seleção e definição da amostra com uma
descrição do perfil dos professores e alunos das escolas. Na quarta, serão descritos os
procedimentos adotados, mostrando as ferramentas utilizadas, durante a coleta de dados
descritos na quinta seção, relacionando-os aos objetivos da pesquisa. Na sexta seção,
descreve-se a forma como foi realizada a análise dos dados.

4.1. OBJETIVOS
O estudo teve como objetivo geral identificar necessidades computacionais e de
informação de professores do ensino médio em cinco escolas públicas estaduais de
Maceió/AL. Com a finalidade de se atingir este objetivo, foi estabelecido os seguintes
objetivos específicos:

38
47

Identificar os atores envolvidos;

Identificar o fluxo de informações e necessidades em escolas públicas;

Mapear o sistema de instrumentos; e

Levantar necessidades e requisitos para futuras prototipação de modelos de
ambientes e sistemas de informação mais eficientes para a prática do ensino no
contexto atual.

4.2. CONTEXTO
A realização da pesquisa de campo ocorreu em cinco escolas públicas estaduais do
estado de Alagoas, localizadas na zona urbanas, durante 75 horas, distribuídas em 15h (três
turnos aulas) por escolas. Para que a coleta de dados fornecesse elementos suficientes à
análise, foram adotados três instrumentos, a saber, observação de aulas em cinco turmas;
registro de imagens de artefatos em uso e dispostos no ambiente; e entrevista semiestruturada.
As escolas foram relacionadas pela letra E, de escola, seguida de numeral de 1 a 5,
correspondentes à ordem estabelecida por ocasião da primeira visita à escola.
A escola E1 possui alunos do Ensino Fundamental e Médio, todos estudam nos turnos
matutino, vespertino e noturno. A escola possui uma ampla estrutura, mas a maior
concentração de alunos é no pátio e áreas de convivência. Nessa escola, as observações
ocorreram no turno vespertino.
A E2 possui uma grande estrutura, funcionando nos três turnos com um bom número
de alunos, inclusive no noturno, que foi o turno em que ocorreram as observações.
A escola E3, com ampla estrutura, tem um diferencial das demais por ser a primeira
escola do Estado a ter a implantação do sistema de Escolas de Tempo Integral. Tendo sido
recentemente inaugurada, em março de 2015, funciona exclusivamente com o Ensino Médio,
tendo o ensino médio profissionalizante nos cursos de Informática, Turismo e Análises
Químicas. Os alunos chegam pela manhã, período em que foram realizadas as observações, e
saem ao fim da tarde. Os professores não possuem carga horária dividida com outra (s) escola
(s), como habitualmente ocorre em demais escolas. Atuam somente nessa escola, com uma
carga horária mínima de 40 horas semanais.
A E4 é uma escola que possui uma tradição histórica na estrutura e ensino, fazendo
parte do complexo educacional Estado. É uma escola de grande porte, funcionando nos três
turnos com mais de vinte salas de aulas em cada turno. Sendo uma escola de grande porte,

39
48

voltadas exclusivamente ao Ensino Médio, nela, as observações ocorreram nos turnos
matutino e noturno.
Na E5, as observações ocorreram no turno vespertino, pois a escola oferta o Ensino
Fundamental pela manhã, o Médio à tarde e a EJA – Educação de Jovens e Adultos – à noite.
Apenas duas escolas disponibilizaram o PPP – Projeto Político Pedagógico – a saber, as
escolas E2 e E4.
As entrevistas com a equipe gestora foram direcionadas a dois diretores e três
coordenadoras considerando questões concernentes aos seguintes fatores: funções, limitações
e recomendações dos instrumentos utilizados pelos professores; e, instrumentos usados para o
fluxo de informação entre a equipe gestora, professores, alunos, pais e secretaria e suas
limitações.
Após a observação da (s) aula (s), foram realizadas as entrevistas com as turmas e os
professores. Cinco turmas participaram de um bate-papo, tendo quatro questões norteadoras,
sobre quais recursos eram utilizados pelos professores, se eles cumpriam o papel de auxiliar
no entendimento dos assuntos, quais deles mais agradavam à turma e qual recurso seria ideal
par ser utilizado em sala de aula. Para quinze professores, a entrevista visou a informações de
dados gerais, dados sobre a aula ministrada, sobre a prática docente com artefatos e possíveis
soluções em artefatos. O registro em áudio e imagem ficou condicionado à aceitação do
Termo de Consentimento. Em algumas entrevistas, não ocorreu a gravação do áudio, e alguns
professores preferiram responder por escrito às questões norteadoras.
Os dados foram coletados para análise do contexto de uso de artefatos com base na
Teoria da Atividade e Sistema de Instrumentos.

4.3. AMOSTRA
A escolha de duas, das cinco escolas pesquisadas, foi, em um dos casos, devido ao
prestígio histórico em que ela se sobressai às demais escolas de um mesmo complexo
educacional do Estado. E, o outro caso, em ser a escola modelo na implantação da educação
de Tempo Integral. Elas e as demais passaram a compor a amostra pela aceitação da
realização da pesquisa apresentada por ocasião da primeira visita.
Participaram da pesquisa 15 (quinze) professores, cuja seleção foi aleatória, na
dependência da turma com ausência ou menor número de aulas vagas, consequentemente, um
maior número de professores de diferentes disciplinas. Assim, as turmas que se aproximavam
ou se enquadravam nessa proposta foram indicadas pelos coordenadores. Mesmo sem
interferência do pesquisador, turmas dos 1º, 2º e 3º anos do Ensino Médio, foram

40
49

contemplados. As cinco turmas totalizaram um número de 170 alunos. Nas Figuras abaixo, é
possível visualizar a disposição por número de participantes na pesquisa.
Figura 16 – Participantes da pesquisa

Fonte: Dados da pesquisa

No geral, participaram do estudo 190 sujeitos, sendo: 02 (dois) diretores, 03 (três)
coordenadores; 15 (quinze) professores, sendo licenciados, bacharéis ou tecnólogos; e, 170
(cento e setenta). As disciplinas de Língua Portuguesa, Matemática, Química, Geografia,
Filosofia, História, Arte, Banco de Dados, Etiqueta, Cerimonial e Protocolo compuseram o
cenário, conforme figura a seguir.
Figura 17 – Distribuição dos professores por disciplinas

DISCIPLINAS
02 ARTE
02 PORTUGUÊS
02 GEOGRAFIA
01 HISTÓRIA
01FILOSOFIA
01 QUÍMICA
01 MATEMÁTICA
01 BANCO DE DADOS
01 ETIQUETA, CERIMONIAL
E PROTOCOLO

Fonte: Dados da pesquisa

A seguir, o Quadro 05 contém dados gerais dos professores por escolas.

41
50

Quadro 05 – Dados gerais dos participantes
Escola

Professor

Sexo

Idade

E1 P1

F

25

E1 P2
E2 P1

F
F

38
37

E2 P2
E2 P3
E3 P1
E3 P2

F
M
M
F

55
36
40
36

E3 P3

M

27

F
F
M
M
F
M
M

29
37
36
52
41
46
59

E1

E2

E3

E3 P4
E4 P1
E4
E4 P2
E4 P3
E5 P1
E5
E5 P2
E5 P3
Fonte: Dados da pesquisa

Tempo de
docência
01 ano e
6m
20 anos
01 ano e
6m
29 anos
06 anos
10 anos
05 anos

Tempo na
escola
01 ano e
6m
07 meses
01 ano e
6m
01 semana
02 anos
03 meses
10 meses

01 ano e
6m
02 anos
18 anos
20 anos
02 anos
15 anos
10 anos
25 anos

01 ano
01 ano
01 ano
01 ano
02 anos
09 anos
10 anos
01 ano

Disciplina
Química
Português
Geografia
Português
Matemática
Arte
Etiqueta,
cerimonial e
protocolo
Banco de
dados
Química
História
Matemática
Arte
Geografia
Filosofia
Português

Deve-se considerar a codificação para professores quanto a E1, E2, E3, E4 e E5 por
código referente escola, P para o professor seguido de número para a identificação do
professor na referida escola.
A tabela acima dá uma visão geral dos participantes. Quanto ao gênero, 46,7%
masculino e 53,3% feminino, com idade de 25 a 59 anos.
Vinte por cento dos professores possuem um ano e seis meses de tempo de docência.
Outros 13,3% possuem dois anos, 6,7% cinco anos, 6,7% seis, 13,3% dez anos, 6,7% quinze,
6,7% dezoito anos, 13,3 com vinte anos, 6,7% vinte e cinco e, 6,7% com vinte e nove anos de
docência. Quatro dos professores possuem, na escola, o mesmo tempo que na docência. A
professora E2P2 chegou recentemente para compor o quadro da escola. Tem, na escola,
apenas uma semana, isso faltando pouco mais de um mês para o encerramento do ano letivo.
Havendo outros professores em situação semelhante como E3P1 com três meses, E1P2, com
sete meses e E3P2, com dez meses. Cinco professores com um ano de tempo na escola, outros
três com um ano e meio e dois professores tendo dois anos. Dentre os professor com maior
tempo na escola, há a professora E5P, com nove, e o professor E5P2 com dez anos.

42
51

4.4. PROCEDIMENTOS
O procedimento para a realização do estudo constituiu-se das etapas dispostas a seguir.

4.4.1. ANÁLISE DA LITERATURA
A análise da literatura consistiu-se em dois aspectos. Levantar elementos sobre
trabalhos ligados ao objeto de estudo – o uso de artefatos na prática docente. E, sobre a
fundamentação teórica que embasará a análise do estudo– Teoria da Atividade, considerando
a atividade por dinâmica que evolui pela inovação estando intrinsecamente ligada à cultura
(ENGESTROM, 1991) e Sistema de Instrumentos entende que o instrumento contém
componentes de sistemas de utilização dos usuários (RABARDEL, 2003).

4.4.2. PESQUISA ETNOGRÁFICA
Foi realizada uma pesquisa etnográfica para fazer o levantamento de dados junto a
cinco escolas públicas estaduais compreendendo 75 horas para aplicação das técnicas de
observações, entrevistas e registro de imagens a serem mais definidas na seção de coleta de
dados. Houve a necessidade de visitar os ambientes para apresentar a proposta, entrevistar
equipe gestora, registro de imagens de artefatos dispostos no ambiente, observação de aulas
seguidas por entrevista com as turmas e professores, sendo reservadas 15 horas para cada
escola.
Por ocasião da observação de aulas, foi também feito o registro de imagens dos
artefatos em uso, assim como, dos áudios permitidos.

4.4.3. ANÁLISE DOS DADOS
A análise dos dados obtidos na pesquisa de campo foi feita a partir das contribuições
dos teóricos da Teoria da Atividade e Sistema de Instrumentos, estando melhor descrita na
seção própria de análise de dados, seção 4.6.

4.4.4. RESULTADOS
Para corresponder ao objetivo inicialmente proposto no estudo, o capítulo dos resultados
faz a descrição dos artefatos e suas funções, do sistema de instrumentos e da elicitação de
requisitos, com base na identificação das necessidades computacionais e de informação, para
suporte às atividades dos atores envolvidos.

43
52

4.5. COLETA DE DADOS
As técnicas de observação, entrevista semiestruturada e registro de imagens foram
utilizados por possibilitarem descrever a prática do uso de artefatos nas escolas.

4.5.1. OBSERVAÇÃO NA VIDA REAL
A observação em sala de aula e demais ambientes das escolas possibilitam constatar o
comportamento dos sujeitos em meio ao desenvolvimento de suas práticas habituais.
Podendo, assim, fornecer elementos que, em conjunto com o discurso posteriormente
desenvolvido por ocasião da entrevista, poderão traçar um melhor perfil desses no fenômeno
estudado. Segundo Lakatos e Marconi (2002), os dados são coletados sem uma devida
preparação. O registro é realizado mediante sua ocorrência minimizando possibilidades de
mudança do cotidiano.

4.5.2. ENTREVISTA SEMIESTRUTURADA
A entrevista semiestruturada oferece mais liberdade ao entrevistador, que pode
ampliar qualquer situação para destinos que julgue necessário, enriquecendo, assim, a análise
de uma dada questão. Aproximou mais o contato do pesquisador com os sujeitos (LAKATOS;
MARCONI, 2003). No caso dessa pesquisa junto a professores, equipe gestora e alunos, a
entrevista desprendeu-se de um caráter mais formal para assumir um caráter mais livre do
formalismo sob a forma de bate-papo.

4.5.3. REGISTRO DE IMAGENS
O registro de imagens assume um papel muito importante ao trazer à memória
aspectos do cenário estudado, sendo capaz de retratar detalhes que a descrição, por mais
minuciosa que seja, não poderia traduzir. Produzir um documento da época, por meio do
registro de imagens, permite cruzar tudo o que foi retratado na imagem com demais dados em
análise (KITAHARA, 2007). Para a presente pesquisa, optou-se por fotografias dos artefatos
em uso e/ou dispostos no ambiente.

4.6. ANÁLISE DE DADOS
Em busca de respostas pontuais para entender, com base na relação de professores e
alunos com artefatos dispostos no uso do sistema de instrumentos, as reais necessidades
computacionais e de informação presentes no cotidiano escolar das escolas públicas
brasileiras, foi utilizada a Teoria da Atividade e o Sistema de Instrumentos para análise dos

44
53

dados em síntese. Combinou-se a análise qualitativa e quantitativa. O uso do Maxqda3,
software de análise de dados qualitativos possibilitou uma visão panorâmica dos dados
coletados, sendo possível visualizar pontos de conexões e aprofundar nodus (unidades de
busca) específicos.
Quanto à codificação para assegurar o sigilo dos atores e escolas envolvidas, foi usada
uma combinação de letras e números conforme apresentadas por atores nos quadros a seguir.
Quadro 06 – Codificação das escolas
ESCOLA

POR ORDEM DA
1ª VISITA
E
1
E
2
E
3
E
4
E
5
Fonte: Dados da pesquisa

CÓDIGO
DEFINIDO
E1
E2
E3
E4
E5

A codificação das escolas definidas pela letra inicial da palavra Escola (Quadro 06)
decorreu da primeira visita realizada, traduzida pelo número da ordem da visitação para
apresentação da proposta de pesquisa. Já a da equipe gestora– diretores e coordenadores –
ficou atrelada ao código da respectiva escola acrescido da letra inicial da palavra Diretor (a)
ou Coordenador (a) a qual o sujeito fazia parte (Quadro 07).
Quadro 07 – Codificação da equipe gestora
ESCOLA

POR ORDEM DIRETOR (A)
DA 1ª
VISITA
E
1
D
E
2
E
3
D
E
4
E
5
Fonte: Dados da pesquisa

3

COORDENADOR (A)

C
C
C

CÓDIGO
DEFINIDO
E1D
E2C
E3D
E4C
E5C

Lançado pela primeira vez em 1989. Atualmente disponível como uma aplicação universal para sistemas
operativos Windows e Mac OS X. Permite trabalho colaborativo com licença gratuita de 30 dias. Disponível em
< http://www.maxqda.com/products/maxqda> Acesso em 20 Nov 2015.

45
54

A codificação dos professores também recebeu parte do código de suas respectivas
escolas (Quadro 08), mas, além da letra, foi acrescido o número por ordem de professores
entrevistados.
Quadro 08 – Codificação dos professores
ESCOLA
E

ORDEM DA
1ª VISITA
1

E

2

E

3

E

4

E

5

PROFESSORES
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P
P

CÓDIGO
DEFINIDO
E1P1
E1P2
E2P1
E2P2
E2P3
E3P1
E3P2
E3P3
E3P4
E4P1
E4P2
E4P3
E5P1
E5P2
E5P3

Fonte: Dados da pesquisa

Já a codificação das turmas, (Quadro 09), seguiu o mesmo padrão adotado para a
definição de código do diretor (a) e coordenador (a). A codificação correspondente à escola
seguida da inicial porque as contribuições dos alunos foram consideradas por turma-escola.
Optou-se, então, por usar apenas a inicial da palavra Turma.
Quadro 09 – Codificação das turmas
ESCOLA
E
E
E
E
E

POR ORDEM
DA 1ª VISITA
1
2
3
4
5

Fonte: Dados da pesquisa

TURMAS
T
T
T
T
T

CÓDIGO
DEFINIDO
E1T
E2 T
E3 T
E4 T
E5 T

46
55

O processo de tratamento e apresentação de dados referentes às questões gerais dos
participantes foi tratado quantitativamente, sendo mensurada a formação acadêmica, sexo,
idade, disciplina, tempo de docência e na escola estudada.
O áudio permitido das entrevistas foi transcrito, eliminando-se interferências, sem a
edição do áudio na ocasião. As questões que nortearam a entrevista com a equipe gestora
constam no Quadro 10.

Quadro 10 – Roteiro de Entrevista com Equipe Gestora
1. Quais os instrumentos usados por professores no ensino médio?
2. Quais as funções desses instrumentos?
3. A equipe gestora recomenda o uso de algum instrumento? Qual?
Por quê?
4. Quais as limitações dos instrumentos quanto ao processo ensino
aprendizagem?
5. Quais informações e tipos de instrumentos são usados para o
fluxo de informação entre gestores e:
5.1. Coordenação
5.2. Professores
5.3. Alunos
5.4. Pais
5.5. Secretaria
6. Quais limitações do uso no atual sistema de instrumentos?
Fonte: Dados da pesquisa

A transcrição dos áudios somou-se às demais entrevistas escritas tendo sua análise por
categorias advindas das perguntas norteadoras da pesquisa como: objetos utilizados na prática
docente; funcionalidade e sentido atribuídos; ferramenta desejada; atributos desejados em
uma ferramenta; atividades a serem superadas; atributos de um artefato, que seriam um sonho
se existissem; e limitações do sistema de informação e instrumentos, dentre outros.
Os dados apresentados resultaram também da observação de aulas (Fig 18) nas cinco
turmas participantes.

47
56

Figura 18 – Ficha para observação de aulas

Fonte: Dados da pesquisa

O Quadro a seguir apresenta questões norteadoras propostas aos professores.
Quadro 11 – Roteiro de Entrevista com Professores
Faz uso de quais recursos para o ensino aprendizagem?
Recursos mais usados?
Usa recurso tecnológico? Por quê?
Tema da aula:
Qual o objetivo da aula?
Quais recursos foram considerados? Por quê?
Quais recursos foram utilizados? Por quê?
Quais as limitações do(s) recurso(s)?
Como analisa se o objetivo da aula foi alcançado?
Que tipo de recurso seria ideal para que os alunos dominassem o que foi trabalhado na
aula?
Defina atividade (s) da prática docente que julgue enfadonha (s) e que precisa ser
superada (s)
O que resolveria a (s) questão (s)?
Quais atributos de um recurso seria um sonho, se existisse?
Fonte: Dados da pesquisa

Além das questões dirigidas aos professores, foram feitas quatro questões em um batepapo com alunos/turmas conforme questões vistas no Quadro 12.
Quadro 12 – Roteiro de entrevista com a Turma
1. Quais recursos são utilizados pelos professores para ministrar aulas
2. Eles auxiliam no entendimento do que os professores estão passando? Por
quê?
3. Quais recursos mais agradam a Tuma? Por quê?
4. Qual recurso seria ideal para ser utilizado em sala de aula? Por quê?
Fonte: Dados da pesquisa

48
57

A seção de Apêndice traz as entrevistas transcritas e parte das imagens coletadas, pois,
para o registro de imagens, foi realizada uma triagem para identificar elementos a serem
considerados por documento real dos espaços investigados.
No capítulo seguinte, serão apresentados os resultados da pesquisa de campo.

49
58

5

RESULTADOS
No capítulo anterior, foram apresentados os dados gerais dos participantes da

pesquisa. Agora, apresentamos os resultados obtidos na pesquisa feita, com base em técnicas
etnográficas, para buscar informações da prática docente no uso de artefatos, de forma a
possibilitar orientação a design de novos sistemas de informação. Deteremo-nos aos dados
diretamente ligados ao objeto de estudo, resultantes das observações das aulas, registro de
imagens e entrevistas realizadas com professores do Ensino Médio, nas cinco escolas, quanto
à apropriação dos instrumentos existentes.
Dentre os instrumentos citados por gestores, professores e alunos, foi constatado que a
maioria dos recursos é utilizada de forma esporádica. Os instrumentos mais utilizados
correspondem ao quadro branco (quadro negro, lousa), o livro didático e texto (xerox, cópia,
material impresso). Data show, sala de vídeo, laboratório de informática e de ciências
compõem o cenário de forma menos presente.
A seguir, sentidos e funções dos instrumentos mais usados do sistema de instrumentos,
necessidades computacional e informacional e, finalizando o capítulo, requisitos inicialmente
identificados.

5.1. FUNÇÕES E SENTIDOS DOS ARTEFATOS PARA OS PARTICIPANTES DA PESQUISA
A observação do cotidiano em sala de aula permitiu identificar aspectos do que
acontece no processo educativo como um todo. O uso de diversos artefatos é tomado para o
cumprimento das diversas atividades que compõem a prática docente, a qual está interligada a
outras atividades, junto ao aluno e equipe gestora que, por vezes, apresenta entraves e tensões,
revelando necessidades computacional e informacional a serem codificadas por N de
Necessidade, acrescida do número (1, 2, 3...), que aparecem no decorrer do texto e em resumo
em nota de rodapé.
A seguir, encontram-se os resultados de acordo com o sentido ou função que os
instrumentos representam para os participantes.

5.1.1. OS ARTEFATOS SOB A ÓTICA DA EQUIPE GESTORA.
Quanto aos instrumentos usados pelos professores no ensino médio, diretores e
coordenadores citaram vários, conforme o Quadro 13.

50
59

Quadro 13 – Uso de Artefatos na ótica da Equipe Gestora
“Projetor, vídeo, notebook. Tem um professor que já usa o material dele. O
professor de história mesmo.
Livro didático, quadro branco, pincel, mapas, cartazes o que mais…
esqueleto”
“Data show, sala de vídeo e computador.”
E2C
“Sim. Então, eles utilizam tanto o quadro branco, piloto. Eles utilizam o data
E3D
show. Eles utilizam a caixa amplificadora quando eles querem trabalhar mais
essa questão do áudio, né? No caso como os professores de Linguagem. E eles
também tem o espaço da biblioteca. Eles utilizam bastante a biblioteca da
escola e o laboratório de informática. São os recursos mais utilizados.”
“Porque... porque... Graças a Deus a gente tem muitos... a gente tem muitos
E4C
espaços. Então nós temos aqui, ó... É... Nós temos auditório, nós temos sala de
leitura, nós temos biblioteca, temos a sala de informática, temos o laboratório
de ciências funcionando, sala de vídeo que tá com problema a TV, deu
problema na TV, temos salas... temos duas salas com TV, né? TV led, tá lá...
A gente tá até precisando tirar uma delas pra colocar na sala de vídeo.
Porque... Tem a sala de vídeo. Só que a sala de vídeo agora não tá
funcionando. Mas tem data show. Tem três data show. Temos notebook...”
“Laboratório de informática usado apenas pelo PRONATEC, som, caixas de
E5C
som, microfone, TV com pen drive, pen drive, data show. O professor de Artes
usa som, violão, notebook, microfone4. Temos laboratórios para fazer
experiências, wi-fi só para gestores não para alunos, facebook e whatsapp e
biblioteca.”
Fonte: Dados da pesquisa
E1D

Nela é possível perceber que a escola E4, de fato, possui muitos ambientes, no entanto,
não foi possível visitar, interiormente, a todos, por estarem fechados, além de não haver a
disponibilidade da pessoa a quem foi encarregada à função de abrir os espaços. Assim, apenas
alguns ambientes foram visualizados, evidenciando a necessidade de acessibilidade codificada
por N15, que também é sentida pelos professores.
A equipe gestora não apresentou maior consciência de nenhuma tensão no
estabelecimento da atividade docente mediada pelos diferentes meios quanto ao acesso a
instrumentos, ambiente e a preparação dos mesmos para o uso em aula. No entanto, a
dificuldade de acesso aos recursos faz parte do cotidiano dos professores no uso dos
ambientes e materiais.
Das funções apresentadas abaixo (Quadro 14), ganham destaques a E3D e E4C por
fazerem referência aos artefatos que dão retorno audiovisual.
Na concepção da equipe gestora, a função dos artefatos utilizados pelos professores
está relacionada à:

4
5

Promoção de prazer, significância (E1D);

Equipamento pessoal
Necessidade de acesso a ambiente/material

51
60

Aproximação da realidade por meio dos vídeos e imagens, auxílio de professor
e aluno nos seminários (E3D);

Promoção do avanço da aprendizagem sendo um apoio pedagógico (E2C,
E5C); e,

Utilização por recurso (E4C).

No Quadro 14 – Função dos Artefatos na ótica da Equipe Gestora é possível ter uma
visão geral, no discurso dos participantes.
Quadro 14 – Função dos Artefatos na ótica da Equipe Gestora
“Aula mais prazerosa, mais significante.”
“Avançar na aprendizagem, né? Ensino-aprendizagem.
Como apoio, né? Ele é um apoio pedagógico.“
“Bom, no caso do professor quer passar algum vídeo interessante então eles
E3D
usam, utilizam o data show. Ele quer mostrar mais imagens... utiliza também
através do power point, né. O seminário que o aluno mesmo vai apresentar.
Então ele pede o auxílio desse recurso. É, com relação à sala de informática às
vezes o professor já tem o programa, não é? Que a gente tem um... foi
desenvolvido, até em Pernambuco, e trouxeram pra cá um aplicativo muito
interessante. Eles utilizam porque tem imagem 3D. Então o professor de
geografia usa muito esse recurso. Química e biologia também…”
“Constantemente os professores utilizam data show. Utilizam o data show,
E4C
utilizam o laboratório de ciências, a sala de informática de vez em quando eles
vão, porque é aquela coisa, a rede, não é? Mas de vez em quando os
professores levam.”
“Aprendizagem. Porque a prática aperfeiçoa a teoria.”
E5C
Fonte: Dados da pesquisa
E1D
E2C

Da categoria apresentada no Quadro 14 – Função dos Artefatos na ótica da Equipe
Gestora foi gerada subcategorias, agrupando os resultados pelo sentido ou função que os
artefatos possuem para os participantes, que podem ser contemplados a seguir, de acordo com
necessidades específicas.

5.1.1.1.

NECESSIDADES

COMPUTACIONAL E INFORMACIONAL À MOTIVAÇÃO EM

SALA DE AULA

Considerando a postura do aluno ante a construção do saber, é essencial para que o
processo do ensino e aprendizagem ocorra de forma satisfatória, visto que o pensamento é
gerado pela motivação (VYGOTSKY, L. S., 1934/ 2001). As narrativas dos gestores

52
61

expressam a percepção do uso dos artefatos como meios que favorecem a motivação dos
alunos, os quais têm necessidades de:

5.1.1.1.1.

Prazer em sala de aula (N26)

O aspecto lúdico parece se perder ao longo dos anos vivenciados pelos alunos, na
escola. O ensino, por vezes, considerado chato e enfadonho, pode encontrar no uso dos
artefatos elementos a tornar a descoberta e associação do conteúdo algo prazeroso. O
sentimento de cultivo do prazer atrelado aos artefatos foi evidenciado na fala da equipe
gestora. No entanto, é possível perceber que, por vezes, manifestações prazerosas são, em
geral, contidas na sala de aula. Abrem-se parênteses para algum gracejo, logo se retomando o
ensino, mas sem uma real significância. Isso sem se considerar o prazer por primeiro motor do
desenvolvimento psíquico (VYGOTSKY, L. S., 1934/ 2001).

5.1.1.1.2.

Significância em sala de aula (N37)

A contextualização dos conteúdos, de forma a dar sentido ao que é tratado em aula, é
capaz de gerar a apreensão do ensino a partir do metacognitivo, sendo possível adquirir e
construir novos conhecimentos a partir do contexto. Isso ocorre porque, quando o contexto é
claro, “[...] torna-se realmente possível transmitir todos os pensamentos, todos os sentimentos
e até toda uma cadeia de raciocínios com uma só palavra.” (VYGOTSKY, L. S., 1934/ 2001.
p. 142). Para a equipe gestora, essa é uma das funções possível pelo uso dos artefatos.

5.1.1.1.3.

Promoção da aprendizagem

Considerando a promoção da aprendizagem por diversos meios, os artefatos ganham
destaque na concepção dos gestores por possibilitar variadas formas de apresentações de um
mesmo conteúdo (N48), cuja escolha fica, em geral, a encargo do professor. Nessa
perspectiva, diversos artefatos tradicionais e os que marcam a atualidade foram citados
(Quadro 13).

5.1.1.1.4.

Aproximações da realidade (N4)

Chega a ser impossível falar de aproximações sem retomar Vygotsky. Na percepção
dos gestores, as aproximações são possíveis, por meio de slides, imagens, vídeo, áudio e
6

Necessidade de um ensino prazeroso tendo o lúdico por primeiro motor no desenvolvimento psíquico.
Necessidade de contextualização do conteúdo para dar significância ao conhecimento a ser produzido.
8
Necessidade de diferenciados meios para a aproximação da realidade e promoção da aprendizagem.
7

62
53

imagens 3D. Nesse quesito, o data show ganhou destaque tendo sido citado por todos os
entrevistados.

5.1.1.1.5.

Disponibilidade da informação (N59)

A indisponibilidade do ambiente/instrumento nas escolas traduz-se por bloqueio da
informação. A internet, que possibilita um mar de informação, ainda não é uma realidade
disponível em sala de aula de todas as escolas do Brasil, devido a carências e inexistência dos
instrumentos. Mas muitos dos alunos dispõem de internet nos aparelhos celulares. No entanto,
o celular não é bem visto pela equipe gestora nem pelos professores em sua maioria.

5.1.1.1.5.1.

O celular tido por vilão em sala de aula

A veiculação por meio do aparelho celular não é considerada em sala de aula. O
sentido que o artefato traz para a equipe gestora é de distração. Seu uso é proibido em sala de
aula, nas cinco escolas visitadas, inclusive não havendo nenhuma possível relação com o uso
pedagógico, por parte da equipe gestora e por muitos professores. Existe a necessidade de
mudança de paradigma (N610), pois há uma diversidade de necessidades que podem ser
supridas por esse recurso. Mas é preciso desmistificar as implicações negativas de sua
presença em sala de aula.

5.1.1.2.

NECESSIDADE

DE EXEMPLIFICAÇÃO DO USO DE INSTRUMENTOS NA

PRÁTICA DOCENTE

A equipe gestora é ciente de que há uma real necessidade de instrumentos na prática
docente uma vez que tendem a motivar a aprendizagem. Quanto à recomendação do uso dos
artefatos pela equipe gestora, apenas E1D afirmou utilizar tal instrumento, inclusive
recomendando o uso “tecnológico”, que parece traduzir pelo áudio visual. E3D afirmou que
não, mas vemos no discurso presente no Quadro 15 que ele ocorre.
Pois no Quadro, em E3D, mesmo com a negativa, fica evidente a recomendação. O
discurso de E4C, de que o uso dos recursos já seja uma rotina, diverge, em muito, do discurso
dos professores da escola, a saber, E4P1, E4P2 e E4P3; inclusive os artefatos utilizados por
E4P3 é de uso pessoal. Há uma generalização pelo fato de alguns professores fazerem
agendamentos de data show, considerando-se que a questão esteja sanada.
9

Necessidade de aplicativos com adequação de conteúdos as diferentes disciplinas.
Necessidade adotar nova postura ao uso pedagógico do celular em sala de aula para aceitação dos novos
recursos.
10

54
63

Quadro 15 – Recomendação do uso de instrumentos por gestores
E1D
E2C
E3D

E4C
E5C

“Recomenda fazer o uso tecnológico.”
“Ela deixa... Ela deixa o professor à vontade pra se planejar e agendar esses
instrumentos, né?”
“Não.
O
professor ele tem que trazer pra gente o planejamento que é a sequência didática.
Uma sequência de mais ou menos 10 aulas de como ele vai utilizar. Então a gente
faz a orientação não é?... do professor que de repente. Hã, porque a gente está
sempre avaliando né. Como está sendo feito desenvolvimento daquela disciplina.
Então a gente vai sugerindo, vai mostrando outras opções pra dinamizar né as salas,
que a gente está sempre acompanhando. É mais ou menos 10 aulas de como ele vai
utilizar.”
“Não... Não. Em especial, não. Porque todos são utilizados, né? Aí a gente já... já
virou... já é uma rotina...”
“Fica a cargo do professor.”

Fonte: Dados da pesquisa

Quanto a deixar à vontade (E2C), fica ao cargo do professor fazer o uso E5C,
possivelmente essa postura esteja ligada às limitações em número de artefatos por escola, que
serão representadas nas falas na Tabela 9. Tal postura não é menos agravante que achar que
todos os artefatos são rotineiramente utilizados em sala de aula por todos os professores
(E4C).
Considerando ser bem vaga a forma de recomendação apresentada, há a necessidade
de exemplificar, estabelecer modelos de casos de uso aos professores (N711).

5.1.1.3.

NECESSIDADE

DE OTIMIZAÇÃO DA SALA DE AULA COM INSTRUMENTOS

COMPUTACIONAIS

A fala e expressão dos gestores quanto às limitações dos instrumentos (Quadro 16) é
mais leve em relação ao posicionamento dos professores, pois os gestores se referem apenas
ao número de recursos disponíveis. Já os professores ampliam o discurso.
Conforme a observação, a limitação deve-se a insuficiências que vão desde o número
pequeno de artefatos aos espaços físicos inexistentes, ou sem estrutura, à ausência de recurso
humano nas escolas, para viabilizar abertura dos espaços, instalação de equipamentos
mediante o agendamento por salas, organização de fiações, limpeza e manutenção de
equipamentos e outros.

11

Necessidade de tutoriais, oficinas, oficinas com modelos, ações práticas para recomendação de uso dos
artefatos junto a professores.

55
64

Quadro 16 – Limitações dos instrumentos por gestores
“Auditório, não tem. Um retroprojetor, televisão, tem que transportar, como não tem
auditório, tem carrinho mais fica ruim de transportar.”
E2C
“A limitação, né? É o agendamento...”
E3D
Só que a gente não conseguiu ainda. Nós conseguimos até agora quatro. O objetivo
é esse que cada sala tem o seu instrumento. Mas enquanto isso a gente vai
agendando vai organizando com os professores.”
E4C
“Tem... Tem que fazer o agendamento. Nós temos o livro de agendamento que eu
posso mostrar pra vocês. Vocês querem ir, lá na minha sala?”
E5C
“Só tem um data show que é muito usado pelo PRONATEC, impedindo o professor
de agendar para suas aulas.”
Fonte: Dados da pesquisa
E1D

Ao falarem sobre as limitações, os gestores se reportaram às características exclusivas
do data show e, no discurso de E5C, podemos entender que o uso do data show é preferencial
ao Pronatec. Isso demonstra quão necessário é o estabelecimento da fala da diretora E3D
“[...] cada sala tivesse todo seu instrumento [...]” (N812). Apesar da escola E1 ser grande, não
conta com um auditório, há apenas 01 projetor, 01 Tv e 01 vídeo (Dvd). Ficou constatado que,
mesmo havendo um carrinho com rodas, o transporte é difícil.

5.1.1.4.

NECESSIDADE COMPUTACIONAL EM INSTRUMENTOS QUE POSSIBILITEM O

FLUXO DE INFORMAÇÕES

Em relação ao fluxo de informações, as cinco escolas apresentam alguns pontos
comuns, sendo possível ter uma visão geral do fluxo da informação em relação a Notas e
Frequência dos alunos, na Figura 19, do Diagrama, adaptado do modelo de Engestrom (1987;
2001).
As regras dispostas no Diagrama revelam restrições ao uso do meio disposto no centro
do triangulo. Apenas o facebook e messenger é liberado para todos, mas não veicula as
informações de notas e faltas, ao menos oficialmente.
Quanto à divisão do trabalho, podemos perceber um desgaste físico dos professores e
equipe gestora (coordenação, secretaria e direção) em repetições orais e/ou escritas para a
apresentação de um mesmo resultado – a inserção de dados no sistema Sageal, no qual,
professores e orientadores não possuem acesso. Diante dessa restrição, é necessário averiguar
a possibilidade de um sistema paralelo (N913), amigável com o Sageal em meio a mediações
computacionais.
12

Necessidade de cada sala tendo seus instrumentos.
Necessidade de um sistema amigável, integrador das diversas atividades estabelecidas na divisão de trabalho
em torno do fluxo de informações e instrumentos presente no atual sistema de notas e faltas.
13

56
65

Figura 19 – Diagrama do fluxo de informações e instrumentos do sistema de notas e faltas.

Fonte: Adaptado de Engestrom (1987, p.78 apud ENGESTROM, 2001)

Diferentes meios são usados para o fluxo da informação; dentre eles, o whatsApp tem
sido o principal instrumento entre direção, coordenação, secretaria e professores. Apenas o
diretor E1D afirmou que alunos têm o seu whatsApp. Então, o modelo em torno do whatsApp
é predominantemente entre direção, secretaria, coordenação e professores, dando indícios de
que seria viável viabilizar um sistema integrador nesse modelo. Mas, no atual modelo, ficam
de fora alunos e pais. A retenção de notas e resultados funciona como mecanismo
condicionante para manter os alunos em sala de aula, em cumprimentos aos dias letivos.
Para cerca de 80% dos pais, a transmissão da informação, as comunicações, em geral,
ficam por conta de ligações para telefone convencional, celular, material impresso ou repasse

57
66

verbal por meio dos alunos. Isso porque não houve ainda a apropriação (N10 14) do uso de
demais tecnologias pela grande maioria dos pais em todas as escolas.
Na escola E5, há a figura do grêmio, que faz toda a tramitação das informações como
ponte entre direção e demais alunos, por meio do whatsApp. Esse modelo poderia ser
replicado em demais escolas que possuam grêmio ou junto aos representantes de turma. Notase a necessidade do instrumento filtrar e emitir alertas (N1115) para os repasses de avisos da
equipe gestora, tendo em vista que os grupos por vezes falam de assuntos afins e, o repasse do
informe da equipe gestora pode passar despercebido em meio ao mar de informações
recebidas pelos grupos.

5.1.2. ARTEFATOS SOB A ÓTICA DOS PROFESSORES
Para o cotidiano da prática dos professores, há o sentimento e o desejo em ter diversos
materiais em sala de aula, com o intuito de ser utilizado por meios no processo de ensino e
aprendizagem, conforme apresentado também na concepção da equipe gestora em N4. A cada
planejamento de aula, os professores consideram diversos elementos a compor o cenário para
a execução da aula em meio ao tema escolhido. Mas, conforme visto, nos Quadros a seguir,
nem sempre é possível utilizar a maioria dos recursos considerados. Isso é percebível ao
analisar, comparando as categorias das colunas Uso de recursos e Recursos mais usados,
também evidenciados em montagem de imagens que os retratam.
Quadro 17 – Professores e recursos citados na escola 1
Professor
Código
E1 P1

Disciplina

E1 P2

Português

Química

Uso de
recursos
Quadro, sala
de
informática.
Jogos de
madeira,
dinâmicas,
jogos de
palavras.

Recursos
mais
usados
Quadro e
livro

Recurso
tecnológico
Sim

Textos

Sim

Por quê?
Facilita a
aprendizagem
Laboratório de
informática
para digitar
textos, frases
dentro de
textos.

Fonte: Dados da pesquisa

14

Necessidade de apropriação das novas tecnologias e/ou potencialização das já apropriadas pelos pais de
alunos.
15
Necessidade de avisos específicos receberem alerta próprio em grupos do whatsapp.

58
67

Na escola E1, as observações e entrevistas ocorreram com duas professoras, que, além
de livro, quadro, textos, jogos e dinâmicas, afirmaram usar o laboratório de informática. O
que não deve ocorrer com frequência, pois o laboratório de informática (Fig. 21) da escola,
em E1P1 foi considerado sem um maior uso e aparece da mesma forma em E1P2, apenas na
justificativa ao uso de recurso tecnológico. Na Figura 20, há outro fator que corrobora para
essa concepção (Fig. 20), a saber, o fato de as planilhas de reserva não terem registros de
agendamentos, nem realizados e nem a realizar em todo um trimestre.
Figura 20 – Planilha de reserva do laboratório na escola E1

Fonte: Dados da pesquisa

Conforme montagem de imagens abaixo (Fig. 21), o laboratório de informática dispõe
de regras para uso, fixada em armários e paredes, e demais materiais como Tv, Dvd, Data
show, armário do laboratório de matemática, caixa de som, equipamentos quebrados e outros.
Figura 21 – Laboratório na escola E1

Fonte: Dados da pesquisa

59
68

Sendo os instrumentos mais usados o texto em livro, impresso ou xerocado em sulfite
(Fig.22) e transcrito para o quadro (Fig. 23), conforme o observado nas aulas, cujas gravações
de áudios nos foram restritas.
Figura 22 – Entrega e aplicação de material impresso - E1

Fonte: Dados da pesquisa

Figura 23 – Aplicação de texto em quadro branco - E1

Fonte: Dados da pesquisa

Na escola E2, a maior recorrência quanto ao uso foi a do quadro negro/branco,
conforme Figuras a seguir.

60
69

Figura 24 – Aplicação de texto em quadro branco – E2P1

Fonte: Dados da pesquisa

Figura 25 – Aplicação de texto em quadro branco – E2 P2

Fonte: Dados da pesquisa

Figura 26 – Aplicação de texto em quadro branco – E2 P3

Fonte: Dados da pesquisa

61
70

No Quadro 18, temos a citação de recursos tradicionais usados nas disciplinas de
Geografia (Fig. 24), Português (Fig. 25) e Matemática (Fig. 26), estando o quadro de escrever
em evidencia. Mesmo tendo sido citados outros instrumentos como vídeos/filmes, data show,
mapas, globos, imagens, pesquisa e internet por recursos usados, nas aulas observadas, só foi
possível constatar o uso quadro e oralidade.
Quadro 18 – Professores e recursos citados na escola 2
Professor Disciplina
Código
E2 P1
Geografia

E2 P2

Português

E2 P3

Matemática

Uso de recursos
Vídeos, filmes, data
show, mapas e globo,
imagens, quadronegro.
Livro didático,
pesquisa, internet

Quadro branco, pincel
e vídeo.

Recursos
mais usados
Quadro-negro

Recurso
tecnológico
Sim, mas não
nas aulas

Pesquisa

Sim, uso
pessoal

Quadro branco
e pincel

Vídeo,
projeção de
slide.

Por quê?
Para auxílio
pessoal.
a escola não
disponibiliza
Receio de
roubo por
estar chegando
na escola
Visualização

Fonte: Dados da pesquisa

A professora E3P4 citou o uso de inúmeros recursos para a aula prática de Química
(Quadro 19), quanto a variadas vidrarias, reagentes e alimentos (Fig. 27).
Figura 27 – Recursos usados na prática de química

Fonte: Dados da pesquisa

71
62

Dentre outros, que pudemos ver durante a observação da aula prática no laboratório de
Ciências. No entanto, livro, textos e quadro branco ainda continuam sendo os mais usados.
Inclusive a aula prática observada na ocasião correspondeu à primeira aula da turma no
laboratório de Ciências, estando já próximo o encerramento do ano letivo.
A turma observada na escola E3 permitiu atingir um maior número de professores
(Quadro 19). Em geral, as turmas nunca tinham todas as aulas do dia; no entanto, como a
escola possui um horário diferente das demais, pois funciona em Tempo Integral, o aluno fica
na escola das 07:00 e passa o dia todo, até as 18:00. Assim, foi possível acompanhar quatro
professores, que constituíram o maior número de professor por escola.
Quadro 19 – Professores e recursos citados na escola 3
Recursos
mais
usados
Livros e
textos

Professor
Código
E3 P1

Disciplina

Uso de recursos

Recurso
tecnológico
Sim

Arte

Livros, slides,
internet,
instrumentos
musicais, etc.

E3 P2

Etiqueta,
cerimonial
e protocolo

Vídeo, fotos,
aulas práticas
externas.

Projetor
multimídi
a
(Data
Show)

Sim

E3 P3

Banco de
dados

Quadro
branco

Sim, data
show.

E3 P4

Química

Quadro branco,
já fica implícito
pincel e
apagador.
Inúmeros na
aula prática. Na
aula teórica:
Livro didático,
Xerox, quadro,
pincel, data
show.

Livro
didático,
Xerox
(texto),
quadro,
pincel,
data
show.

Sim, data
show.

Por quê?
O recurso
tecnológico
atende de forma
imediata ao
interesse e
necessidade do
aluno e sua
realidade.
Para
visualização e
maior alcance,
explorando o
conteúdo através
de vídeos e
imagens.

Fonte: Dados da pesquisa

Quanto ao uso dos recursos, somaram-se aos demais citados nas outras duas escolas o
slide, instrumentos musicais, fotos, aula de campo, data show (Fig. 28).

72
63

Figura 28 – Recursos citado-usados em aula

Fonte: Dados da pesquisa

Na observação da aula foi constatada pouca interação no uso do data show. Inclusive
os slides anteriormente disponibilizados no facebook para os alunos, ofereciam pouca
interação e exercício do raciocínio, pois já continham as respostas dos exercícios a serem
desenvolvidos na sala de aula.
Nessa escola, foi identificado o uso pedagógico do aparelho celular (Fig. 29) por
E3P1, tendo possivelmente sido citado como “etc” no Quadro 19.
Figura 29 – Uso pedagógico do celular

Fonte: Dados da pesquisa

Apesar de ter sido uma ação acanhada, ao uso do celular não foi cotada nenhuma
limitação do recurso sendo utilizado em sala de aula.

64
73

No Quadro 20, observamos que os professores da escola E4 mantiveram um padrão
semelhante às demais escolas quanto aos recursos usados. Já em relação aos recursos mais
usados, em E4P3 houve a citação única do data show para a Categoria Uso de recursos, assim
como, para os Recursos mais usados. Isso acontece porque E4P3 é o professor que leva
recursos próprios à sala de aula.
Quadro 20 – Professores e recursos citados na escola 4
Professor
Código
E4 P1

Disciplina

E4 P2

Matemática

E4 P3

Arte

História

Uso de
recursos
Vídeo, slide
e música.
Aula
expositiva,
livro
didático.
Jogos, vídeo,
data show,
quadro e giz.
Data show

Recursos
mais
usados
Quadro e
slide
(Data
show)

Recurso
tecnológico
Slide (Data
show)

Jogos

Video, data
show,

Data
show

Sim.

Por quê?

Visualizações
e áudio

Fonte: Dados da pesquisa

A ênfase foi dada ao data show, mas há outros recursos que o professor utiliza,
levando à sala de aula como por exemplo o notebook e caixa de som conforme constatado na
observação da aula. O que nos leva a considerar que deva ter se limitado ao data show, em
meio à sua função de visualização, conforme a justificativa que apresentou ao uso do recurso
tecnológico no Quadro 20 e na entrevista (Apêndice W).
Apesar de citado por todos, apenas em E4P3 foi possível identificar o uso do data
show em sala.
A escola possui três datas shows, mas, considerando as vinte e três salas em
funcionamento, o uso fica restringido aos poucos que se aventuram a fazer a reserva. Segundo
planilha de reservas, houve apenas sessenta reservas no decorrer de dois meses nos três
turnos, para três datas show, sendo somente duas para o turno noturno. O laboratório de
ciências também é pouco utilizado por demandar toda uma preparação do ambiente que, nem
sempre, a dinâmica do horário dos professores permitem. Assim, para o laboratório de
Ciências, houve doze reservas apenas para o turno matutino.
Na escola E5, por uso de recursos é possível ver a indicação de elementos até então
não citados, como: Seminário, debate, peças tetrais, aula tradicional e biblioteca (Quadro 21).

65
74

Quadro 21 – Professores e recursos citados na escola 5
Professor
Código
E5 P1

Disciplina

E5 P2

Filosofia

Geografia

Português
E5 P3

Uso de recursos

Recursos
mais
usados
Lousa e
marcador

Quadro e marcador
para quadro branco,
livro didático,
Xerox e raramente
vídeo e som.
Livro, texto,
Livro e
seminário, debate, seminário
peças teatrais.
.
Livro, data show,
O livro
slide, pesquisa, aula didático.
tradicional,
biblioteca.

Recurso
tecnológico
Raramente

Não.

Por quê?
Dificuldade
ao acesso.

A escola
não dispõe.

Livro, data
show, slide,

Fonte: Dados da pesquisa

Quanto ao uso de recurso tecnológico, apenas o professor E5P2 afirmou não utilizar
porque a escola não dispõe. Provavelmente o professor estava referindo-se ao data show, isso
porque, na escola, o uso desse material é de prioridade do Pronatec (Fig 30).
Figura 30 – Data show na escola E5 dedicado ao Pronatec.

Fonte: Dados da pesquisa

De igual modo existe a prioridade ao Pronatec do uso do laboratório de informática
(Fig. 31).

66
75

Figura 31 – Laboratório de informática E5 dedicado ao Pronatec.

Fonte: Dados da pesquisa

A professora E5P1 deixou claro que a recorrência ao quadro e marcador deve-se a
dificuldade ao acesso, conforme registro na última coluna do Quadro 21.
A limitação dos recursos em sala de aula aponta para necessidades computacional e
informacional que possibilite o acesso a recursos disponíveis em sala. Essa necessidade será
mais aprofundada na seção a seguir.

5.1.2.1.

NECESSIDADES

COMPUTACIONAL

E

INFORMACIONAL

DE

DISPONIBILIZAÇÃO DE INSTRUMENTOS EM SALA DE AULA, SEM DEMANDA
FINANCEIRA COM ELEMENTOS FÍSICOS.

Em geral, os recursos utilizados correspondem aos mesmos que foram considerados,
pois, ao planejar a aula, os professores já se limitam a recursos que sabem poder contar (N8).
Por isso, ampliando ainda mais a análise, podemos comparar a escassez de materiais, nas
colunas que tratam dos recursos considerados e o utilizado na prática docente, que constam
nos Quadros 22, 23, 24, 25 e 26 quanto ao Panorama das Aulas Observadas.
Os dados abaixo também servem para validar as respostas apresentadas pelos
professores nos Quadros 17, 18, 19, 20 e 21.

76
67

Quadro 22 – Panorama da Aula Observada na Escola 1
Prof

Tema

E1P1

Tabela
Periódica

Objetivo

Recursos
considerados
as Livro didático

Reconhecer
principais
famílias da Tabela
Periódica
e
ligações
Redigir texto Ter um bom Papel impresso
sobre
a aprendizado
família
desenvolvendo
textos

E1P2

Recursos
utilizados
Livro
didático

Avaliação da
aula
Através
de
exercícios

Xérox, prova

Correção em
sala de aula

Fonte: Dados da pesquisa

Para ambas as professoras, E1P1 e E1P2, outros recursos seriam possíveis considerar,
caso existissem ou estivessem disponíveis em sala, na escola.

Tanto que, as professoras

apontam por recurso ideal para a aula em Química, uma tabela interativa (N12 16), material de
laboratório (N1317) e, em Língua Portuguesa, um recurso que promova a contextualização
(N3).
No Quadro 23, percebemos o uso exclusivo do quadro, o qual foi, na prática, seguido
pela exposição oral.

Quadro 23– Panorama da Aula Observada na Escola 2
Prof

Tema

E2P1

Sistemas
produção

E2P2

Gêneros
textuais

E2P3

Probabilidade

Objetivo

Recursos
considerados
de Tornar conhecidos Quadro-negro,
os sistemas de oralidade
produção e suas
divisões
Mostrar e fazer Quadro
identificar gêneros
textuais

Fazer entender o Exercício
conceito
básico quadro
para utilizar em
concurso

Recursos
utilizados
Quadronegro,
oralidade
Quadro

no Quadro

Avaliação da
aula
Avaliações e
questionários.
Correção em
cadernos
Aprendizado
dentro
do
contexto.
Correção em
cadernos
Atividades
propostas

Fonte: Dados da pesquisa

16
17

Necessidade de uma Tabela interativa para a disciplina de Química.
Necessidade de laboratórios de Ciências, de Alimentos, Informática, Matemática, de Geometria virtual.

68
77

Para apoio, era comum ver o uso de roteiro em papel para à transcrição ao quadro
(Fig. 24 e 25). E, bem recorrente a repetição de um recurso já presente em sala de aula, o
quadro negro. Mas foram considerados por recursos ideais: data show, aula de campo (N1418),
computadores, xérox e laboratório (N13) de Matemática (Quadro 28).
Na escola E2, as observações das aulas ocorreram no turno noturno, em que a maioria
do alunado vinha à escola após o cumprimento da jornada de trabalho. Sendo cabível uma
maior diferenciação na abordagem do conteúdo. No entanto, todos seguiram o mesmo padrão
do uso do quadro e oralidade. A correção das atividades ocorreu no quadro para a aula de
Matemática, e os vistos (N1519) nos cadernos, em Geografia e Língua Portuguesa, não pode
atingir todos os alunos.
O Quadro 24 apresenta diferencial nos recursos considerados e utilizados, pois, na
escola E3, identificamos o uso pedagógico do aparelho celular, uso de slide impresso, data
show, aplicação de dados anteriores de uma aula de campo e aula prática no laboratório de
ciências.

Quadro 24 – Panorama da Aula Observada na Escola 3
Prof
E3P1

E3P2

E3P3

E3P4

Tema

Recursos
Recursos
considerados
utilizados
Teoria
Ofertar conceitos Audições
de Youtube,
musical
musicais
e instrumentos no Ampla
aprimorar
a Youtube
plataforma de
percepção
audição
musical e rítmica
gratuita
Etiqueta
Revisar
o Quadro, projetor 1ª aula o
cerimonial e conteúdo
multimídia
Quadro
e,
protocolo
projetor
multimídia na
segunda.
SQL
Prova, consulta Redigir a prova Redigir
a
SQL
prova
Aula prática

Objetivo

Mostrar,
pela
análise, a acidez
de
algumas
substâncias.

Fonte: Dados da pesquisa

18
19

Necessidade de simulação de realidades.
Necessidade de banco de questões autocorrigidas.

Vidrarias,
reagentes,
frutas,
hortaliças.

Vidrarias,
reagentes,
frutas,
hortaliças.

Avaliação da
aula
Através
da
participação e
êxito
dos
alunos
Colocando
exemplos
práticos
e
verificando o
feedback
Através
do
resultado da
prova
Questionário

69
78

Mesmo o uso do celular para acesso a plataforma Youtube não tendo apresentado
limitações, para a aula de Arte, o professor apresentou por recurso ideal uma lousa interativa
para visualização, possibilitando toque e escuta de instrumentos musicais, com naipes, timbre
e tessituras (N1620). Já em Etiqueta, cerimonial e protocolo, a interatividade seria ideal para
simular eventos e os jogos (N1721) promoveriam a ludicidade. De forma convencional, a
prática da disciplina BD – Banco de Dados – é apontada por ideal sendo no formato de prova.
Materiais e o quadro branco completando o cenário do laboratório de Ciências.
As aulas na escola E4 (Quadro 25) ocorreram com o uso dos recursos considerados.
Mas a professora E4P1 pode compartilhar todo o desgaste para possibilitar uma aula com
exibição de filme em sala de aula. Pois, mesmo a escola possuindo muitos espaços, não havia
TVs nas respectivas salas de vídeo.

Quadro 25 – Panorama da Aula Observada na Escola 4
Recursos
considerados
Fazer com que Filmes, textos,
E4P1 Grécia
Antiga
os
alunos livro didático,
compreendam a slides.
importância das
antigas
civilizações para
a vida atual
das Identificar
o Aula expositiva,
E4P2 Área
figuras
perímetro e a giz, apagador,
planas
área de uma fábula.
figura plana
Dar uma visão Slides, áudios,
E4P3 Vanguardas
europeias,
da
Arte vídeos,
música
Moderna
nos apresentações,
moderna.
séculos XIX e explanações.
XX
Fonte: Dados da pesquisa
Prof

Tema

Objetivo

Recursos
utilizados
Filmes, textos,
livro didático,
slides.

Avaliação da
aula
Debate
avaliativo,
produção
textual,
questões do
ENEM,
simulado.
Aula expositiva, Através de
giz, apagador, exercícios
fábula.
Slides, áudios, Feedback da
vídeos,
turma.
apresentações,
explanações.

A professora revelou que recursos audiovisuais (N1822) são ideais para trabalhar a
disciplina de História. E, para a avaliação da aula, a professora possibilitou variadas formas de
sondagem do objetivo gerando maior interação junto à turma.

20

Necessidade de lousa interativa para visualização, toque e escuta de instrumentos musicais com naipes, timbre
e tessituras.
21
Necessidade de tela interativa para simulação de eventos e jogos.
22
Necessidade de recursos audiovisuais para conteúdo/disciplina específica.

79
70

Mesmo com a utilização da aula expositiva por meio do quadro, o professor de
Matemática, E4P2, tenta dinamizar ao máximo a aula promovendo um ambiente de grande
troca entre os pares. Ao término de cada aula, utiliza um livro de fábulas envolvendo a todos.
Inclusive a fábula lida por ocasião da aula, tirou lágrimas de alguns alunos devido à
profundidade do assunto abordado. Ele considera por recurso ideal para trabalhar sua
disciplina, um que venha a dispor de jogos e quebra-cabeças (N1923). A sala do laboratório
de Matemática não está em uso na escola, e não tivemos acesso a esse ambiente.
O professor de Arte especificou melhor a categoria Recursos considerado, indicando
os recursos envolvidos, diferentemente da indicação única para data show que havia feito no
Quadro 20. Para a aula, utilizou todos os recursos indicados. E apontou por recurso ideal uma
sala própria (N2024) para a aula de Artes. O que certamente o isentaria de transportar, montar
e desmontar todo seu equipamento pessoal em todas as turmas que iria lecionar.
No Quadro 26, temos uma maior compreensão do que poderia ser utilizado por meios
em sala de aula.

Quadro 26 – Panorama da Aula Observada na Escola 5
Recursos
considerados
show,
E5P1 Agropecuária Fazer com que os Data
mundial
alunos
tomem globo terrestre,
conhecimento das mapas,
livro
tecnologias
didático.
agropecuárias
utilizadas ao redor
do mundo, nos
diferentes
continentes.
E5P2 Maceió, 200 Que as pessoas Pesquisa
Anos
conheçam
a
história
de
Maceió
Conhecer
Livro didático e
E5P3 Substantivo
profundamente
exercício
sobre
o
substantivo,
estudar
isoladamente
e
aprofundar.
Fonte: Dados da pesquisa
Prof

23
24

Tema

Objetivo

Necessidade de Games para Matemática (quebra-cabeça), Gincana.
Necessidade de Sala temática.

Recursos
utilizados
Quadro
branco,
pincel, livro
didático.

Avaliação da
aula
Através
de
avaliação
escrita

Pesquisa

Observação

Livro
didático
exercício

Avaliação
e oral

80
71

Pois, a professora E5P1, diferente dos demais professores, apresenta distintos recursos
(N4) considerados para a aula, em meio ao que esteve, de fato, disponível para uso, os quais
ela também apontou por recursos ideais.
Já para E5P2 projeto, seminário, teatro e mine outdoor são considerados por recursos
ideais para mediar conteúdos em sala de aula. E5P3 atribui às oficinas mesmo constatando
que não seria possível haver oficinas (N5) em todas as aulas.
O uso recorrente dos mesmos recursos revela a necessidade de os artefatos estarem à
mão (N10) para a execução do ensino.
Das categorias geradas em resposta ao “Por quê?” do Quadro 17 – Professores e
recursos citados foram gerados subcategorias, agrupando os resultados pelo sentido ou função
que os artefatos possuem para os participantes, dispostos em seção a seguir.

5.1.2.2.

NECESSIDADES

COMPUTACIONAL E INFORMACIONAL DE ARTEFATOS

PARA FACILITAÇÃO DO ENSINO E APRENDIZAGEM

Os artefatos assumem a função de intermediar a relação entre Professor X Aluno e
Aluno X Conteúdo. Para que o conhecimento gerado a partir da interação com o outro e com
o meio seja internalizado. A seguir subfunções e sentidos dos artefatos para a prática docente,
gerando necessidades de:

5.1.2.2.1.

Auxílio e suporte pessoal (N2125)

Mesmo professores que habitualmente não utilizam recursos tecnológicos em sala de
aula, por receio de roubo (Quadro 18) ou dificuldade de transporte, afirmaram que os utilizam
no uso pessoal como apoio e auxílio na preparação das aulas, havendo assim a necessidade de
potencializar esse uso (N21), que atualmente ocorre de forma desarticulada quanto a
consultas, elaborações e adaptações por meio do computador, notebook e internet, facilitando
a atividade docente. Como visto o uso pessoal é também incentivado pelos professores E2P2 e
E5P2 aos alunos quanto a realizarem pesquisas e produção de trabalhos.

5.1.2.2.2.

Promoção do visual em sala de aula (N18)

A necessidade de trazer a realidade (N3) para dentro da sala de aula parece encontrar
no recurso audiovisual um melhor suporte. Esse estilo de aprendizagem é a mais almejada
pelos professores. Essa é a função que impregna o discurso dos professores que parecem
25

Necessidade de criação de instrumento para preparação das aulas

72
81

enxergar na apresentação dos slides, filmes e áudio, por meio do data show que, dentre outros,
ganha maior evidencia, o suprimento dessa expectativa.

5.1.2.2.3.

Necessidade de modelos de uso do celular na promoção da

aprendizagem em sala de aula (N7)
Aparelho celular – Vilão ou aliado? Veementemente combatido nos discursos da
equipe gestora, sendo proibido em sala de aula, o celular marca esse cenário em
descumprimento a regra estabelecida, por parte dos alunos (Fig. 32).
Figura 32 – Uso não pedagógico do celular em sala de aula

Fonte: Dados da pesquisa

Possivelmente, as regras estabelecidas contribuem para o não uso pedagógico desse
instrumento, pois, acanhadamente, seu uso foi identificado. Ele aparece, subentendido, no uso
do Youtube em uso pedagógico na aula de Arte, E3P1, conforme Quadro 24.
O sentimento da maioria dos professores em relação ao aparelho celular é de que ele
tira a atenção do aluno, em especial, durante as explicações na aula e pode facilmente
transmitir informações por ocasião das provas. Através do WhatsApp, Bluetootch, e demais
mensagens instantâneas. Sendo considerado um vilão! Mas, tem sido um instrumento muito
usado para apoio a maioria dos alunos.

73
82

Figura 33 – Uso do celular por suporte ao aluno

Fonte: Dados da pesquisa

Apesar de muito criticada (conforme será visto em Quadro 27), tido até mesmo por
prática enfadonha que já devia ter sido superada (também visto no Quadro 30), foi constatado
que a aula expositiva, por meio de quadro, textos impressos e oralidade, continuam imperando
no cenário escolar.

5.1.2.2.4.

Necessidades computacionais para maior exploração e prática

do conteúdo trabalhado em sala (N14)
Quanto à limitação dos recursos na concepção dos professores, o Quadro 27 traz, além
do número insuficiente ou inexistência dos instrumentos, características de seu efeito no
ensino e aprendizagem, que revelam necessidades computacionais quanto à exploração e
prática em sala de aula (N14). É preciso fazer conexões entre conteúdo/disciplinas em sala de
aula e o cotidiano dos alunos possibilitando-os experimentar por meio de simulação prática
(N2226).
As escolas E3 e E4, que, na fala da equipe gestora, aparentemente possuíam maiores
estruturas e uma melhor condição de trabalho quanto ao uso dos artefatos. Mas o cruzamento
de dados, em relação à prática e fala dos professores revelou divergência. Tanto que, na
escola E4, encontramos o professor que carrega (Quadro 27) todo o arsenal pessoal que
necessita para a sala de aula. Pois a escola, mesmo tendo mais que um ambiente para sala de

26

Necessidade de simulações da prática.

83
74

vídeo, o funcionamento, segundo professores, não ocorre de forma plena devido à existência
de TVs quebradas.

Quadro 27 – Professores: Recursos e limitações

Quadro negro – não há maior exploração do conteúdo e limita o tempo para a escrita; e,
todas as limitações.

Oralidade – não há maior exploração do conteúdo

Quadro - Sem uso do Laboratório de Matemática

Youtube – não houve limitação para o proposto

Quadro na 1ª aula – sem projetores suficientes, adaptar aula

Prova - Não poder exigir a prática de SQL

Vidrarias e reagentes – materiais insuficientes; não tem quadro branco no laboratório de
ciências.

Filmes e textos – poucos projetores (03) para muitos professores, não tem caixa de som
para todos e sala de vídeo não tem TV

Quadro – TV quebrada

Todo Material de uso pessoal – carregar tudo é preciso ser portátil

Quadro – dificuldade de acesso aos materiais.

Quadro – livros didáticos são muito pesados e todos os professores pedem

Fonte: Dados da pesquisa

Na escola E3, há a insuficiência de diversos materiais. Por ser em tempo integral, a
escola possui vários cursos técnicos para a formação do Ensino Médio. Mesmo tendo um
curso técnico em informática, segundo o professor de BD, não se pode exigir a prova prática.
Sem a prática de SQL (N22), a formação dos alunos limita-se à teoria, mesmo a escola
dispondo de laboratório de informática com laptops instalados, pois a preocupação do
professor restringe-se à aplicação de provas e não ao estabelecimento do ensino mediante a
junção teórico-prática.
As limitações e/ou inexistência de demais recursos recaem no uso dos quadros e
textos, os quais não permitem uma maior exploração dos conteúdos (N2327) e limitam o
tempo que passa a ser dedicado à escrita para o repasse da informação ao aluno.

27

Necessidade de dispor todos os conteúdos passíveis de reformulações por meio de interação entre alunos e
professores, em vista da produção do conhecimento.

84
75

O Quadro 27 também demonstra que muitos professores, ao citar o recurso quadro
apresentaram justificativas de seu uso, em meio à limitação de não poderem usar outros
recursos (N2428), como o fato de o laboratório de matemática não estar em uso; Tv quebrada;
dificuldade de acesso a demais materiais; o peso do livro didático para ser transportado com
demais livros solicitados por outros professores, indisponibilidade para reserva de data show,
dentre outros.
O uso do Youtube por meio do celular foi o único recurso que não apresentou
limitações para o que foi proposto. O que revela o potencial do uso do aparelho celular para o
fluxo de informações que promovam o ensino e aprendizagem (N2529).

5.1.2.2.5.

Novos artefatos em meio às necessidades computacionais e de

informação para disciplinas específicas (N21)
Novos artefatos para o ensino é ideal porque além do evidenciado por E3D,
professores e alunos revelam querer fugir da rotina. Diante da necessidade de novos artefatos
anteriormente dispostos, o Quadro 28 os concentra por recurso que, segundo os professores,
seria ideal para a aula observada.
Quadro 28 – Recurso que seria ideal para a aula observada
Tabela interativa, material de laboratório (N12).
Contextualização (N3).
Data show, computadores, aula de campo (N14).
Xérox
Laboratório de Matemática (N13).
Lousa interativa a qual se pudesse visualizar, tocar e ouvir os instrumentos
musicais, sua disposição, naipes, variações, timbres e tessituras (N16).
Tela interativa que permita simular eventos, jogos para acertos (N17).
E3P2
Prova prática (N22).
E3P3
Materiais e Quadro branco no laboratório de ciências (N22 e N24).
E3P4
Recursos audiovisuais (N18)
E4P1
Jogos, quebra-cabeças (N19)
E4P2
Sala própria para aula de Artes (N20)
E4P3
Data show, atlas geográfico, globo terrestre (N24).
E5P1
Projeto, seminário, teatro, outdoor, mini outdoor. (N24)
E5P2
Oficinas (N24)
E5P3
Fonte: Dados da pesquisa
E1P1
E1P2
E2P1
E2P2
E2P3
E3P1

Podemos perceber que, ao responder a questão, os professores puderam se ater à aula
que ministraram. Suas respostas perpassam por artefatos de uso habitual a exemplo de:
28
29

Necessidade de características dos instrumentos cotados por professores.
Necessidade em potencializar o artefato com soluções educacionais específicas a conteúdos/disciplinas.

76
85

material impresso (xérox), quadro branco no laboratório de ciências, material de laboratório e
a prova prática na disciplina de BD, ao que indica nos moldes tradicionais, pois os alunos
poderiam realizar a prática sem o caráter da tradicional de avaliação classificatória. No
entanto, sua ênfase recaiu sobre a avaliação e não sobre a prática.
As respostas também consideraram novos artefatos (N24) em meio às necessidades
computacionais e de informação, como tabela interativa para a aula de Química; lousa
interativa com instrumentos musicais, naipes (classificação de grupos de vozes no canto),
variações, timbres e tessituras para visualizar, tocar e ouvir específica para aula de Arte e
Música; tela interativa para simulação de eventos e com jogos para acertos específicos para a
disciplina de Etiqueta cerimonial e protocolo; recursos audiovisuais para história, jogos para
matemática e outros.
Diversas necessidades foram apontadas para disciplinas específicas, mas podem ser
adequadas às demais disciplinas. No Quadro 29, atributos e necessidades são especificados.

Quadro 29 – Atributos de um recurso que seria um sonho se existisse
Facilitar a aprendizagem; aliviar a prática docente, condições de trabalho;
salário; todos os recursos em sala de aula. (N1 a N8.)
Aulas através de TIC’s (N5 a N8)
E1P2
Aulas pré-planejadas (N21), recursos necessários disponíveis sem limites e no
E2P1
momento das aulas (N8 e N20)
Tirar os alunos de sala de aula, ser tudo online (N2630)
E2P2
Impressora em 3D (N14 e 24)
E2P3
Aplicativo de museus virtuais (N2731)
E3P1
Interdisciplinaridade aplicada na íntegra (N2832), mais equipamentos de
E3P2
multimídia (N24)
Laboratório de informática (N13 e 24)
E3P3
Laboratório na área de alimentos (N13 e 24)
E3P4
Lousa eletrônica, wi-fi (N24)
E4P1
Sala personalizada (N8 e 20)
E4P2
Tela digital, lousa digital (N24)
E4P3
Um recurso que aguce o lado crítico do aluno (N1 a 5; 23 e 24)
E5P1
Recurso financeiro, aula de campo (N14) e sistema tecnológico (N24)
E5P2
Cada aluno ter um computador, Internet (N24)
E5P3
Fonte: Dados da pesquisa
E1P1

Para a Categoria Atributos de recursos, cujo sentido para os professores se traduz por
um sonho, com exceção do salário citado pela professora E1P1 e de recurso financeiro ditado
30

Necessidade de certa independência do tutor quanto a acompanhamento online, frequência, correção de prova,
redações.
31
Necessidade de um museu virtual
32
Necessidade de Modelos de projetos interdisciplinares para uma educação holística, passíveis de adequações.

86
77

pelo professor E5P2, todos os 15 professores participantes responderam em 100% atributo (s)
que corresponde (m), direta ou indiretamente, a necessidades computacional e informacional.
Fator curioso é que a escola E3 dispõe de Laboratório de informática, mas o professor
de BD fez sua indicação, por isso a necessidade, a priori, seria dele em sala de aula.

5.1.2.3.

NECESSIDADE

DE MEDIAÇÕES COMPUTACIONAL E INFORMACIONAL NAS

ATIVIDADES MANUAIS

Quadro 30 – Soluções indicadas para superar práticas docentes enfadonhas
Prof.
E1P1
E1P2

Prática a ser superada
Quadro
Todos os fins de semana corrigir
atividades e provas/trabalhos para nota
Uso de cadernetas
Correção de provas
Correção de redações, brincadeiras,
gincanas de competição, cadernetas,
chamada de frequência
Aula expositiva

Solução
Recursos (N4); Laboratório de Ciências (N13).
(N26).

Sistema informatizado (N9).
Sistema informatizado (N26).
Ter recreadores para as gincanas (N19),
E2P2
frequência e redação (N26) no sistema
eletrônico (N9).
Matemática para o mundo tecnológico (n13 e
E2P3
19).
Método holístico (N28).
E3P1 Ensino por disciplina isolada
Diários de classe digitais (N9).
E3P2 Preenchimento de diários
(Para aulas), Mais equipamentos (N4 e N8),
melhor organização e planejamento dos
projetos (N28).
Sistema acadêmico (N9).
E3P3 Cadernetas
Teoria e prática (N7, 13,14 e N22).
E3P4 Poucas aulas práticas
E4P1 Leitura em sala de aula com aluno, Capacitação com certeza (N21, 26 e 28).
para ele ouvir.
Laboratório de Geometria (N13).
E4P2 Aula expositiva, giz, apagador
Diário digital (N9).
E4P3 Caderneta
Recursos tecnológicos, audiovisuais (N4, 14 e
E5P1 Aula expositiva
18).
Caderneta,
as
aulas
apenas
escritas,
Mudar usando novas técnicas docentes e o
E5P2
aulas que fazem só copiar
próprio professor (N4, 9, 21, 26, 28).
Ter alguma coisa que registre (N2933)
E5P3 Aula expositiva
(N4, 14 e 18).
Fonte: Dados da pesquisa
E2P1

Como visto no Quadro 30, ao apresentar atividades enfadonhas e soluções almejadas,
fica claro que professores têm ciência de que ações que desenvolvem manualmente, a

33

Necessidade de criação

de material que registre conteúdo e aplicações da informação de
forma a superar a aula expositiva.

78
87

exemplo dos diários de classes, os quais ganham maior destaque em reclamações, pode ser
mediada pelo computador de forma a otimizar sua ação.
Quanto a um sistema informatizado, o sistema Sageal34 já é uma realidade nas escolas.
Mas a previsão de ampliação do acesso e disponibilização do Diário de classe eletrônico para
os professores no ano de 2014 não foi concluído em nenhuma escola da rede. Até o momento
da pesquisa, nenhum professor tem acesso ao sistema (Quadro 30). Não há acesso sequer para
a inclusão de nota e frequência, ações já implementadas e realizadas pelo (a) secretário (a)
escolar e, em algumas escolas, pela direção (Figura 19).
Dentre as soluções apontadas, cerca de 70%, indicam diretamente necessidades
computacional e informacional quanto a: Sistema informatizado (N8) para diários de classe e
correções de atividades e provas (E2P1, E2P2, E3P2, E3P3, E4P3 e E5P2); propostas
tecnológicas para o ensino da matemática (E2P3); superar a aula expositiva e cópias (E5P1,
E5P2 e E5P3) com recursos tecnológicos, novas técnicas que façam também o registro e
repasse da informação.
Nas demais soluções apontadas, em cerca de 30%, há indicativo de respostas às
necessidades computacional e informacional que os professores participantes não sabem que a
CC – Ciência da Computação – poderá contribuir na busca por soluções.

5.1.3. ARTEFATOS SOB A ÓTICA DAS TURMAS DE ALUNOS
Considerando que os alunos constituem-se em elemento chave no processo do ensino e
aprendizagem, foi realizado um bate-papo com a turma após as aulas observadas. A seguir,
das considerações das turmas sobre o uso dos artefatos por professores para o ensino e
aprendizagem, serão apresentados resultados em subfunções e sentidos dos artefatos para os
alunos, dos quais extraímos necessidades computacional e informacional.

5.1.3.1.

NECESSIDADE

COMPUTACIONAL E INFORMACIONAL NO AUXÍLIO AO

ENSINO E APRENDIZADO

Para entender as necessidades dos alunos, é preciso considerar suas experiências em
relação aos instrumentos já dispostos no sistema, em meio ao sentido e função que os alunos
lhes atribuem.
34

Software desenvolvido pela Secretaria de Estado da Educação e do Esporte (SEE) em parceria com o Centro
de Políticas Públicas de Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (Caed). Disponível em
<http://www.educacao.al.gov.br/comunicacao/sala-de-imprensa/noticias/2013-1/agosto/sistema-de-gestaoescolar-e-implantado-em-289-escolas-da-rede-estadual> Acesso 20 Dez 2015.

79
88

Na a categoria Instrumentos auxiliam o aprendizado, o Gráfico 02 organiza os dados a
partir das vezes em que o instrumento foi citado por turmas, conforme o disposto a seguir.
Gráfico 01 – Instrumentos Auxiliam o aprendizado

Número de indicações feitas pelos alunos
para tipo de recursos usados por
professores
4
4
3
3
2

2

2

2

2
1

1

1

1

1

1

1

1

1

1
0
Tv

Piloto/Giz

Quadro branco

Projetor/D.S.

Apagador

Texto impresso

Trabalho/pesquisa

Vídeo

Livros

Apostila

Facebook

WhatsApp

Computador

Celular

Aula de campo

Slides

Fonte: Dados da pesquisa

Quanto ao auxílio à aprendizagem, o data show ocupou o primeiro lugar recebendo 04
indicações por recurso usado quanto a auxiliar no aprendizado; em segundo, o quadro branco
com 03 indicações; na terceira posição, com 02 indicações, a TV, vídeo, Piloto/giz, livros e
texto impresso; e, em último lugar, receberam 01 indicação, o apagador, computador, apostila,
celular, facebook, aula de campo, whatsapp e slides. Vale salientar que os recursos indicados
pelos alunos são decorrentes da prática dos professores em sala de aula.
No Quadro 31, há a indicação dos recursos, por turmas, em suas respectivas escolas.

Quadro 31 – Recursos utilizados pelo professor na ótica dos alunos da turma
E1T
E2T
E3T
E4T
E5T

TV, piloto, quadro branco, elaboração de projeto, data show, apagador e slide
Xérox, trabalho de pesquisa, vídeo, livro didático, apostila
Data show, Facebook, Whatsapp, computador, celular, material impresso, aula
de campo
Data show, slides, livro didático
Quadro, livro didático, giz

Fonte: Dados da pesquisa

80
89

A entrevista com os alunos possibilitou ampliar os dados da observação porque as
turmas puderam citar recursos utilizados pelos professores em demais aulas/disciplinas.
A turma da escola E5 não citou maiores recursos devido ao uso do único data show
ser, preferencialmente, para o Pronatec, o que o condiciona a, praticamente, inexistir nas salas
de aulas do ensino médio. Outro fator é que, apenas por ocasião da realização dessa pesquisa,
mapas e demais objetos da disciplina Geografia, por exemplo, foram encontrados no
almoxarifado escolar, pois a escola desconhecia a existência do material (N1).
Houve, apenas, uma indicação para alguns recursos como o celular e wathsapp, que,
conforme visto no Quadro 31, corresponde à escola E3, escola do professor E3P1, que fez uso
do aparelho celular em sala de aula para que os alunos pudessem pesquisar ouvir e identificar
músicas clássicas no youtube, estando o discurso dos alunos em harmonia com os dados
coletados e observados junto ao segmento professor.
O sentimento dos alunos em relação ao aparelho celular, por aliado ao ensino, diverge
da concepção da equipe gestora que o traduz por vilão, assim como, para a maioria dos
professores (N6).
A observação e registro das aulas também possibilitaram constatar a veracidade do
discurso dos alunos, a exemplo das observações na sala de aula da disciplina Etiqueta,
cerimonial e protocolo, pois foi possível identificar o uso de vários elementos por eles citados.
E, até mesmo, um mural com a demarcação da área visitada por meio do recurso de aula de
campo (N14).
O Quadro 32 revela que, além de auxiliar o ensino e aprendizagem, possibilita uma
aula melhor e favorece a dinâmica do conhecimento, além de integrar a concepção dos alunos,
a facilitação, assim como percebível nos professores (N5).

Quadro 32 – Função dos recursos na ótica dos alunos das turmas









Ajuda
Fica mais fácil
Sai do monótono
Aula fica melhor
Entra na dinâmica do conhecimento
Dá para entender
Fica diferente
Atrai o interesse
Depende da explicação
Não, depende mais do professor

Fonte: Dados da pesquisa

81
90

Além da facilitação, está também em acordo com o manifesto pela ótica da equipe
gestora, a promoção da motivação, por atrair o interesse ao que será realizado na aula.
Da Categoria Função dos recursos na ótica das turmas, além das diversas subfunções,
decorrentes do auxílio que os recursos possibilitam, dispõe ainda de aspectos relevantes,
contidos na percepção dos alunos das turmas, que serão tratados na próxima seção.

5.1.3.2.

O recurso pelo recurso

No Quadro 14, houve dois indicativos de auxílio dos instrumentos não estarem
diretamente ligado ao objeto, mas sim, ao uso, à explicação que advém da interação entre
professores e alunos por meio do recurso. Essa necessidade de internalização manifesta pela
apropriação do recurso revela que ele, por si só, não é completo (GOMES, 2000).
Esse aspecto merece atenção, quando cruzado com a observação de atividades
aplicadas sem a presença do professor, uso do recurso sem a devida preparação e adequação à
aula, a exemplo do data show que, no estudo de Nogueira, Gomes e Soares (2012),
apresentaram resultados negativos em meio ao uso dos slides apenas para a leitura do
professor, exibição de textos, ou seja, sem a interação professor e turma de universitários.
De acordo com a Categoria Recursos que mais agradam os alunos da turma, há uma
diversidade de recursos abaixo representados (Quadro 33), por respectivas escolas.

Quadro 33 – Recursos que mais agradam os alunos da turma
E1T

Aula dinâmica

E2T

Pesquisas, vídeo

E3T

Aula de campo

E4T

Slides, dinâmicas

E5T

Jogar bola

Fonte: Dados da pesquisa

Os recursos apontados estão relacionados com características próprias dos alunos,
dando indícios de sua forma de aprender. Características que podem ser potencializadas em
sala de aula pelo uso adequado dos recursos, pois todos, no Quadro 28, sugerem necessidades
de aprendizagem cinestésica35 (N3036).

35

Aprende melhor por meio do movimento, tocando, manipulando, mexendo nas coisas, no contato com o outro
e com o meio, com a execução prática. (Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre)

82
91

5.1.3.3.

A relação entre artefatos, aprendizagem e inovação.

Para a Categoria Recurso ideal para a sala de aula na ótica dos alunos da turma, na
Quadro 34, podemos perceber a presença de um desejo por recursos que correspondam ao
contexto atual da tecnologia.

Quadro 34– Recurso ideal para a sala de aula na ótica dos alunos da turma
E1T

Jogos, aplicativo com jogos.

E2T

Livros na forma digital porque facilita a pesquisa

E3T

Data show porque não escreve, é vídeo, ajuda a aprender mais.

E4T

Celular, tecnologia

E5T

Data show, Internet, passeio, slides, dinâmicas.

Fonte: Dados da pesquisa

Nela, também percebemos a inovação. Os livros passaram do físico ao digital, ao qual
E2T agrega a função de facilitar a pesquisa.
A minimização da escrita manual (N29), para muitos, favorece a aprendizagem. Em
especial, daqueles que se identificam com o estilo de aprendizagem auditiva. Possibilita ainda
um maior tempo para a interação entre os envolvidos no processo. Sendo acrescido da
exibição de vídeos, o que é ideal aos que aprendem mais por meio do visual. O estilo visual é
somado ao lúdico (N18 e 19) por meio dos jogos, aplicativos com jogos idealizados pela
turma E1T.
O aparelho celular aliado à tecnologia é apontado por ideal pela turma E4T. Vale
salientar que a turma não teve nenhuma experiência com o uso do celular por suporte ao
ensino em sala de aula. Inclusive, isso sequer foi cogitado pela escola E4.
Na turma E5T, podemos perceber que os três estilos de aprendizagem, auditivo, visual
e cinestésico, foram contemplados, na medida em que dificilmente a aprendizagem se dará
por um único meio (N30), o que justifica a necessidade de novos e diversos instrumentos para
mediar o ensino e aprendizagem (N4 e N3137).
As seções a seguir descrevem o mapeamento do sistema utilizado pela equipe gestora
e professores.

36

Necessidade de artefato que possibilitem aprendizagem cinestésica (movimento, toque, manipulação, interação
com o outro e com o meio).
37
Necessidade de interesse na criação de novos materiais.

83
92

5.2. SISTEMA

DE

INSTRUMENTOS

E

NECESSIDADES

COMPUTACIONAIS

E

DE

INFORMAÇÕES

Para modelar sistemas de instrumentos identificados nos resultados da pesquisa, foram
utilizadas adaptações do modelo de sistema de atividades de Engestrom.
Mesmo ciente de que há uma rede de sistemas de instrumentos, em que cada sistema
dispõe de suas próprias regras, divisão do trabalho, atividade humana, mediada por
instrumentos, dentre outros, nos ateremos aos três sistemas de instrumentos concentrando, por
hora, a análise neles.
Dentre diversos sistemas, o mapeamento do sistema de instrumentos considerou 03
(três) sistemas de instrumentos modelados a seguir.

5.2.1. SISTEMA

DE INSTRUMENTOS DA PRÁTICA DIDÁTICA PREDOMINANTEMENTE

TRADICIONAL

Os dados referentes à observação e entrevistas demonstram serem predominantemente
tradicionais as aulas nas escolas (N28 a 31), conforme Figura 27.
Figura 34 – Diagrama dos Instrumentos e prática didática tradicional

Fonte: Adaptado de Engestrom (1987, p.78 apud ENGESTROM, 2001).

84
93

Devido tensões geradas pelo atual sistema de instrumentos para reserva (N3238) de
ambientes e instrumentos, os professores fazem a opção pelos recursos que sabem já dispor
em sala de aula (N8 e N20).
Escolas que possuem 03 ou 04 instrumentos também apresentam tensões pela
demanda de professores e turmas. Um exemplo é a escola E4 com mais de 20 turmas
contando apenas com 04 projetores.
São diversas as necessidades percebíveis no discurso dos professores e também na
concepção dos alunos ao evocar por sonho atributos de recursos que indicam inovação e
junção dos diversos estilos de aprendizagem.

5.2.2. SISTEMA DE INSTRUMENTOS DE NOTAS MISTO
Os dados revelam que o modelo do sistema de instrumento de notas é misto. O fluxo
de informação das escolas esbarra em diversos aspectos, criando até mesmo algumas tensões,
devido a:

Limitação dos pais para tecnologias mais recentes (N10);

Transmissão das notas pelo processo manual, em especial porque não há na
rede Estadual a liberação do sistema existente, SAGEAL, para os professores.
Apenas Secretaria e Direção possuem o acesso (N9); e

Proibição do uso de qualquer outro tipo de diário eletrônico. Mesmo não
havendo diários suficientes, impressos pela gráfica do estado (Fig. 35), para
todos os professores/turmas (N9).
Figura 35 – Confecção de diário de classe na escola

Fonte: Dados da pesquisa
38

Necessidade de um sistema de reserva de ambientes e instrumentos.

85
94

Um fator bem recorrente é a ausência de diários de classe nas escolas, pois a gráfica do
estado não atende a demanda de todas as escolas.
Por ocasião da segunda visita à escola, a coordenadora E2C estava confeccionando
cópias de diários (Fig.35) para serem repassados aos professores, faltando pouco mais que um
mês para o encerramento do ano letivo.
O atraso gera, consequentemente, o acúmulo da tarefa mecânica a ser realizada pelos
professores, tornando comum a experiência negativa dos professores quanto ao
preenchimento da caderneta (diário de classe).
A imagem da Figura 19 revela um conjunto de regras (base esquerda da pirâmide) e
divisão do trabalho (base direita da pirâmide), que comprometem diretamente a atividade
docente quanto à finalização, divulgação e repasse de notas.
Por isso, retornamos à Figura 19 – Diagrama do Fluxo de informações e instrumentos,
tendo à caderneta uma análise mais precisa quanto à atividade de professores e demais
membros da comunidade escolar em relação ao fluxo da informação, pois uma mesma
informação, o registro de notas e frequência não é replicado para todos. Para tal, nos ateremos
aos artefatos dispostos no centro da pirâmide, às regras e divisão do trabalho.
Figura 19 – Diagrama do Fluxo de informações e instrumentos

Fonte: Adaptado de Engestrom (1987, p.78 apud ENGESTROM, 2001).

86
95

Ao observarmos todos os artefatos dispostos no centro da pirâmide para o fluxo da
informação do sistema de notas dos alunos das escolas, percebemos o uso de diversos meios
utilizados. Mas, para entender toda a trama de repasse e uso da informação, é preciso atentar
às regras e à divisão do trabalho que irá gerar por resultado final a inserção das notas no
sistema Sageal. Porém isso não ocorre de forma plena para todos os atores envolvidos.
Há entraves quanto a não apropriação do uso de tecnologias mais recentes por parte
dos pais, sendo o celular ou telefone convencional o meio utilizado para os pais
comparecerem à escola, em especial, para receber o boletim de notas. Mas também quanto a
avisos para participar de reuniões, renovação de matrícula, dentre outros. Todo esse processo
demanda serviço e custo com impressão de informes, aviso de sala em sala para os alunos
repassarem aos pais, ligações telefônicas e outros.
O atual sistema não atende às necessidades, em especial, dos professores. Pois em
meio às dificuldades já apresentadas em torno do preenchimento do diário de classe de forma
manual ou, em rascunho para posterior repasse quando do recebimento do diário “oficial”, os
professores questionam, sem respostas, a impossibilidade de acesso ao sistema Sageal ou de
outro diário digital para suporte a essa atividade.

5.2.3. SISTEMA DE INSTRUMENTOS DE RESERVA DOS ARTEFATOS USADOS NA PRÁTICA
DOCENTE

O fluxo da informação (Fig. 36) ocorre conforme a concepção abaixo.
Figura 36 – Diagrama do Modelo do sistema de agendamento de instrumentos

Fonte: Adaptado de Engestrom (1987, p.78 apud ENGESTROM, 2001).

87
96

O sistema de reservas apresenta, no formulário de reserva físico, o registro para
reservas de ambientes e equipamentos para as aulas. Todo processo é manual (N32).
Ao observar as regras da atividade e a divisão do trabalho, percebemos causas que
corroboram a ocorrência de algumas tensões, entendidas aqui como necessidades, quanto à
(ao):

Busca de informação e/ou agendamento ser presencial, pois nem sempre,
devido a horários, os atores envolvidos se encontram no ambiente escolar ou,
estão no ambiente, mas em outras funções (N32);

Indisponibilidade do recurso (N1 e N8) devido a número insuficiente por
professores/turmas;

Indisponibilidade do recurso humano para o agendamento, pois como na
ideologia do sistema educacional essa seria uma função do técnico (FREITAS,
2009), coordenação e direção à soma às suas demais funções (N32);

O espaço de tempo entre as aulas não são suficientes para busca de chaves e/ou
materiais para preparação do artefato ou ambiente, assim como de sua
devolução, função (N8) que também corresponde à equipe técnica que inexiste
nas escolas públicas;

Alocação/relocação dos recursos, pois em mais de 50% das escolas foi
constatado o desconhecimento de onde estavam alguns instrumentos (N8).

Os modelos e demais considerações, até o momento apresentados, serviram de base a
compor as necessidades computacional e informacional e os requisitos, melhor especificados
a seguir.

5.3. NECESSIDADES COMPUTACIONAL E INFORMACIONAL.
Observação, entrevista e análise foram técnicas etnográficas utilizadas para identificar
necessidades computacional, informacional e requisitos, em meio ao contexto de uso dos
artefatos pelos professores, na perspectiva do observador (a), equipe gestora, turma de alunos
e do próprio professor.
A partir das necessidades que foram pontuadas ao longo do texto desse capítulo, para
uma melhor compreensão da análise, tendo em vista o considerável número de necessidades
identificadas, houve um agrupamento a partir da Necessidade 1 – Acesso a ambiente/material,
que constitui base nos três grupos de Necessidades, por ser entendida como a mais

88
97

importante, dentre as necessidades levantadas. Pois as Necessidades são decorrentes dos
problemas que surgem no processo ensino e aprendizagem. Sendo o problema da
dificuldade/impossibilidade de acesso aos ambientes e materiais o maior deles. Os grupos são
dispostos nas subseções a seguir.

5.3.1. NECESSIDADES PARA O ENSINO E APRENDIZAGEM
A recorrência aos mesmos recursos em sala de aula advém do problema de acesso.

Quadro 35: Especificações das necessidades para o ensino e aprendizagem
N1 - Acesso a ambiente/material
N2-Ensino prazeroso tendo o lúdico por primeiro motor no
desenvolvimento psíquico.
N3-Contextualização do conteúdo para dar significância ao conhecimento a
ser produzido.
N4- Diferenciados meios para a aproximação da realidade e promoção da
aprendizagem.
N5-Aplicativos com adequação de conteúdos às diferentes disciplinas.
N6- Adoção de nova postura ao uso pedagógico do celular em sala de aula.
N8-Cada sala tendo seus instrumentos.
N12- Tabela interativa para a disciplina de Química
N13- Laboratórios de Ciências, de Alimentos, Informática, Matemática, de
Geometria virtual.
N14- Simulação da realidade (aula de campo, prática em sala de aula
N16- Lousa interativa para visualização, toque e escuta de instrumentos
musicais com naipes, timbre e tessituras.
N17-Tela interativa para simulação de eventos e jogos.
N18 - Recursos audiovisuais para conteúdo/disciplina específica.
N19-Games para Matemática (quebra-cabeça), Gincana.
N20 - Sala temática.
N22- Simulações da prática.
N23- Disposição de todos os conteúdos passíveis de reformulações por
meio de interação entre alunos e professores, em vista da produção do
conhecimento.
N24- Disposição das características dos instrumentos cotados por
professores em novos artefatos.
N25- Potencializar o uso do celular para que o artefato disponha de
soluções educacionais específicas a conteúdos/disciplinas.
N26-Certa independência do tutor quanto a acompanhamento online,
frequência, correção de prova, redações.
N27- Aplicativo de um museu virtual
N28- Modelos de projetos interdisciplinares para uma educação holística,
passíveis de adequações.
N29- Criação de material que registre conteúdo e aplicações da informação
de forma a superar a aula expositiva.
N30- Criação de artefato que possibilitem aprendizagem cinestésica
(movimento, toque, manipulação, interação com o outro e com o meio).
N31- Interesse na criação de novos materiais.
Fonte: Dados da pesquisa

89
98

Dessa necessidade (N1), surgem outras dela decorrentes, como relacionadas no
Quadro 35. Necessidades de ensino prazeroso (N2), significante e que contextualize (N3) o
conteúdo, por facilitar o processo, são percebíveis junto à equipe gestora, professores e
alunos. Assim como diferentes meios (N4) a serem usados para também superar o uso
rotineiro, que revela a necessidade e interesse na criação de novos materiais (N31) e/ou
funções. A exemplo de aplicativos com adequações dos conteúdos às diferentes disciplinas
(N6), apontando também para: tabela interativa para a disciplina de Química (N12);
Laboratórios virtuais de Ciências de Alimentos; Informática; Matemática e Geometria (N13);
simulação da realidade que integrem aula de campo, prática em sala de aula (N14); lousa
interativa para visualização, toque e escuta de instrumentos musicais com naipes, timbre e
tessituras (N16); tela interativa para simulação de eventos e jogos para o conteúdo da
disciplina

Cerimonial,

etiqueta

e

protocolo

(N17);

recursos

audiovisuais

para

conteúdo/disciplina específica (N18); games para Matemática com quebra-cabeça, gincana
(N19); sala temática (N20); e, um museu virtual (N27).
Nesse contexto, ganha destaque a Necessidade 30 (N30), pois as necessidades recaem
na criação de artefatos que possibilitem aprendizagem cinestésica (movimento, toque,
manipulação, interação com o outro e com o meio), como simulações da prática (N22);
disposição de todos os conteúdos passíveis de reformulações por meio de interação entre
alunos e professores, em vista da produção do conhecimento (N23);
Para que as introduções dos novos materiais ocorram de forma promissora, é
necessário haver a disposição das características dos instrumentos ora cotados por professores
em novos artefatos (N24). Isso pode ocorrer na criação de um novo artefato ou
potencializando um já existente, a exemplo do celular, para que o uso desse artefato disponha
de soluções educacionais específicas a conteúdos/disciplinas (N25). Ficou evidente a
necessidade de criação de material que registre conteúdo e aplicações da informação de forma
a superar a aula expositiva (N29).

5.3.2. NECESSIDADES DE APROPRIAÇÃO DAS NOVAS TECNOLOGIAS
Há diversos entraves que sobrecarregam o cotidiano dos professores que podem ser
minimizado/superados com a apropriação de novas tecnologias. É fundamental atentar para
introdução delas em sala de aula e as necessidades a elas inerentes. Para uma melhor
compreensão, o Quadro 36 revela algumas necessidades que vão de encontro à capacitação ao
uso de novos artefatos.

90
99

Analisemos que, ao considerar o Acesso a ambiente/material (N1) para que seu uso
seja incorporado em totalidade na prática dos professores e demais atores envolvidos no
processo.

Quadro 36: Especificações das necessidades para apropriação das
novas tecnologias
N1 - Acesso a ambiente/material
N7-Tutoriais, oficinas, com modelos, ações práticas, para recomendação
de uso dos artefatos junto a professores.
N15- Banco de questões autocorrigidas.
N21-Criação de instrumento para preparação das aulas (concentrar em
um aplicativo modelos adaptáveis, diversas fontes e recursos para
disciplina/conteúdos específicos)
N28- Modelos de projetos interdisciplinares para uma educação
holística, passíveis de adequações.
Fonte: Dados da pesquisa

É preciso dar atenção a necessidades, como:

Tutoriais e oficinas com modelos de ações práticas do uso dos artefatos (N7);

Instrumentos para preparação das aulas com modelos adaptáveis (N15); e,

Modelos de projetos interdisciplinares passíveis de adequações, por parte do
professor para uso em sala de aula. Tendo em vista que grande é a dificuldade
apresentada para relacionar conteúdos específicos a determinados temas de
diversos projetos interdisciplinares trabalhados pela escola ao longo do ano.

As dificuldades quanto a uma grande demanda de correções de provas e exercícios
podem ser minimizadas com a existência de um banco de questões autocorrigidas (N15).

5.3.3. NECESSIDADES DO SISTEMA DE INSTRUMENTO DE NOTAS/FREQUÊNCIA
Quanto ao sistema de instrumentos de notas e frequência, o Quadro 37, apresenta
diversas necessidades. A impossibilidade de acesso (N1), para professores, ao sistema Sageal
não é único entrave constatado. Todo o registro manual realizado nos Diários de Classe
precisa ser individualmente passado, turma por turma, aluno por aluno, professor por
professor, na ocasião dos Conselhos de Classe realizados ao longo do ano. Então, o tempo em
que os professores estão juntos para verem questões mais específicas das turmas fica limitado
ao repasse individual do grupo para a coordenação (N9).

91
100

Quadro 37: Especificações das necessidades para sistema de notas/
frequência
N1 - Acesso a ambiente/material
N9-Um sistema amigável, integrador das diversas atividades
estabelecidas na divisão de trabalho em torno do fluxo de informações e
instrumentos presente no atual sistema de notas e faltas.
N10-Apropriação das novas tecnologias e/ou potencialização das já
apropriadas pelos pais de alunos.
N11- Filtragem e emissão de alerta, para avisos advindos dos repasses
da equipe gestora, para a informação não passar despercebida nos
grupos de whatsaap.
N32- Sistema de reserva de ambientes e instrumentos.
Fonte: Dados da pesquisa

O fluxo da informação quanto a mapa de notas dos alunos, chamada para reuniões,
assim como demais participações dos pais na escola, esbarra na barreira do uso das novas
tecnologias evidenciando-se uma necessidade de apropriação das novas tecnologias ou, de
potencialização das que já foram assimiladas pelos pais que, em geral, usam, por exemplo, o
aparelho celular para mensagens de texto e de voz (N10). Pode-se assim utilizar comunicados
e demais informações da vida escolar dos alunos por esse viés junto aos respectivos pais.
Os comunicados e demais informações que circulam nos grupos de whatsapp podem
passar despercebido por muitos devido à demanda de informações diárias que os grupos
repassam com mensagens afins. Há, com isso, a necessidade de filtrar e emitir alertas (N11)
próprios a assuntos específicos.
O sistema de reserva de ambientes e instrumentos além do insuficiente número de
recursos esbarra no próprio processo de realização das reservas, que, por vezes, gera dias
ociosos, sendo ideal suprir sua necessidade com um sistema computacional (N32) em que as
informações sejam disponibilizadas usando o próprio sistema dos grupos de whatsapp para
inclusão de reservas tendo-se um panorama de dia, aula e instrumento.
Há requistos iniciais decorrentes dessas necessidades que já ficam claro nessa primeira
análise e serão indicados na seção a seguir.

5.4. REQUISITOS DECORRENTES DAS NECESSIDADES

Dentre as etapas de elicitação de requisitos, o trabalho irá abordar aqueles inicialmente
identificados por meio das técnicas etnográficas utilizadas, os quais correspondem ao que
consideramos por primeiro estágio da elicitação.

92
101

Os requisitos não foram agrupados por necessidades pelo fato de algum deles caber a
necessidades diversas. Para a listagem, o termo requisito foi precedido da letra R, acrescido de
número para quantificação. A seguir, requisitos preliminares a compor novos artefatos para a
prática docente:

R1 – Disponibilidade dos instrumentos em sala de aula;

R2 – Flexibilidade para criação de atividades;

R3 - Diversidade de representações e uso de diversas mídias;

R4 – Estímulo ao raciocínio;

R5 – Adequação dos artefatos aos conteúdos;

R6 – Uso colaborativo;

R7 – Baixo custo;

R8 – Interface simples;

R9 – Nível de áudio de qualidade para ajustes satisfatórios em ambiente
barulhento;

R10 – Certa independência do tutor;

R11 – Considerar o prazer, o lúdico por 1º motor do desenvolvimento
psíquico;

R12 - Modelos de simulação de realidades;

R13 – Possibilidade de para professores e alunos criar simulações de realidades
(Ex. Hq, 3D,Games, reações químicas...);

R14 – Artefatos com apelo visual e disponibilizado para diferentes
plataformas;

R15 - Incorporar características cinestésicas;

R16 – Se em material físico ser portátil e de fácil transporte;

R17 – Dispor todos os conteúdos passíveis de reformulações por meio de
interações entre alunos e professores;

R18 – Potencializar artefato (s) com soluções educacionais específicas a
conteúdos/disciplinas;

R19 – Permitir replicações e reuso

R20 – Englobar características de instrumentos previamente cotados por
professores

R21 – Fornecer ajuda em nível variado, de acordo com a necessidade do
usuário;

93
102

R22 – Ligação teoria-prática;

R23 – Mediação computacional para atividades manuais;

R24 – Inclusão de tutoriais com modelos, experiências da vida real e
possibilidade de simulações do uso do celular para o ensino e aprendizado;

R25 – Modelos, a serem também ditados, com exemplos adaptáveis em temas
transversais;

R26 – Potencializar o uso do celular para os pais, preservando características
às quais já estejam habituados (ex. alerta em mensagem de texto e voz);

R27 – Identificador de alocação de instrumentos

R 28 – Primar por características de mediações amigáveis para um sistema de
conselho de classe devido restrição de um diário eletrônico para professores.

R 29 – Funcionamento técnico correto;

R30 – Disponibilidade do instrumento mesmo sem conexão com a internet.

R31 – Criação de novos materiais a serem utilizados no whatsapp ou em
similar criação.

R32 – Disponibilização de reserva de ambiente/instrumentos por grupo no
whatsapp ou em instrumento similar.

Os requisitos listados foram decorrentes das necessidades para o ensino e
aprendizagem, apropriação das tecnologias e do sistema de notas e frequência. Podem ser
considerados para diferentes soluções que serão tratadas no capítulo seguinte.

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103

6

DISCUSSÃO CRÍTICA
Limitações, tensões e entraves foram identificados no resultado da pesquisa com

equipe gestora, professores e turmas de alunos. A seguir, discutiremos possibilidades de
rupturas, restrições, adequação e desafios ao estabelecimento de novos modelos. Para tal,
retomamos a literatura e teorias, no sentido de avaliar se os resultados corroboram ou
desafiam o identificado em trabalhos anteriores.
A prática diária do ensino e aprendizagem exige de professores e alunos uma
disciplina que, por vezes, torna pesado todo o processo em sala de aula. Por isso, comumente,
muitos ficam condicionados a uma prática por uma assimilação rotineira, sem maior
perspectiva de inovação e avanço. O objetivo principal do ensino e aprendizado é possibilitar
a alunos e professores a produção do conhecimento e, a CC pode contribuir na busca por
soluções em artefatos à mediação do conhecimento face necessidades existentes. Os três
grupos de necessidades anteriormente cotados nos conduzirá nessa discussão.
O primeiro grupo, do processo ensino e aprendizado, revela que a aula tradicional
aparece como recurso em resposta à ausência ou dificuldade do acesso dos instrumentos em
sala de aula, pois, como evidenciado no trabalho de Nogueira, Gomes e Soares (2012), em
geral, os instrumentos e ambientes estão guardados a sete chaves. De fato, a dificuldade do
acesso a instrumentos e ambientes foi sentida em experiência própria por ocasião do registro
de imagem dos instrumentos e espaços.
Foram identificados dois professores, um que participou da pesquisa (E4P3) e outro
apenas citado pela equipe gestora (E1D), que carregam recursos próprios para a sala de aula.
Outros não o fazem por receio de roubo, dificuldades de transporte dos equipamentos, dentre
outros. Isso denota que há demanda por novos recursos, que atendam às necessidades dos
professores quanto a serem: móvel, leve, baixo custo, adequação a conteúdo específico, que
alcance a todos os alunos, dentre outros.
Um sentimento de plena adequação é percebível em relação ao professor E4P3 e a
coordenadora E4C. Sendo constatado que cabem reflexões quanto à ideia de que a
incorporação de novas tecnologias no processo de ensino e aprendizagem já é uma rotina,
porque assim como visto no trabalho de Nogueira, Gomes e Soares (2012), é fácil o uso de
novos recursos sob uma prática tradicional, sem interação.
Professores participantes que não dispõem de maiores recursos, como laboratório de
ciências, por exemplo, têm a crença de que esse recurso possa ser a solução (Quadro 30). Mas

95
104

aqueles que dispõem do recurso enfrentam adversidades quanto à reserva ou preparação do
ambiente para a aula. Outra crença por solução à problemática é a sala temática. Mas a
experiência já vivenciada pela escola em Tempo Integral revela que os exames institucionais,
Enem, Areal e outros, exigem a descaracterização das salas temáticas, o que compromete todo
o processo. Para esse caso, o ideal seriam painéis móveis ou virtuais que pudessem facilmente
caracterizar, descaracterizar e recaracterizar o ambiente.
Mesmo tendo sido identificado o uso pedagógico do celular apenas por um professor
(E3P1), apostar na necessidade de potencializar seu uso no sentido do artefato dispor de
soluções educacionais específicas a conteúdos/disciplinas (N25) é considerável, pois ele
facilmente vai ao encontro da Necessidade 1 – Acesso a ambiente/material e de todas as
demais que são dela decorrentes por oportunizar cada sala tendo seus instrumentos (N8), em
meio a aplicativos específicos nos aparelhos de cada professor e aluno.
A disseminação do celular no ambiente escolar é considerável, pois facilmente o
vemos presente junto aos alunos. O que nos leva a acreditar ser mais propício estabelecer
práticas pedagógicas, por meio da aprendizagem móvel, mediadas pelo aparelho celular
(NGUYEN, L; BARTON, S. M.; NGUYEN, L.T. 2015; GOMES, A. S.; Et Al, 2015).

Para

que haja rupturas e estabelecimento desse novo modelo (Engestrom, 1991), ainda não
vivenciado pela maioria das escolas brasileiras, é preciso estar atento ao proposto por
Bourmaud (2006; 2011) e Munoz (2011) quanto ao fato de que, para ocorrer o
estabelecimento de um sistema de instrumentos, sua internalização, é preciso, além do
conjunto de instrumentos constituinte, que ele esteja coerente para o sujeito que o constrói
durante a sua experiência em uso.
Isso quer dizer que o celular apresenta características coerentes junto aos alunos.
Sendo preciso ter, modelos prontos e adaptáveis para conteúdos/disciplinas específicas, já
dispostas ao professor, considerando requisitos como:

(R29) Funcionamento técnico correto;

(R30) disponibilidade do instrumento mesmo sem conexão com a internet;

(R24) inclusão de tutoriais com modelos, experiências da vida real e
possibilidade de simulações do uso do celular para o ensino e aprendizado;

(R19) permitir replicações e reuso;

(R22) ligação teoria-prática;

(R20) englobar características de instrumentos previamente cotados por
professores;

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105

(R21) fornecer ajuda em nível variado, de acordo com a necessidade do
usuário;

(R25) modelos, a serem também ditados, com exemplos adaptáveis em temas
transversais; e,

(R8) inteface simples, dentre outros.

É necessário, para a adoção de uma nova postura, que se considere o uso pedagógico
do celular em sala de aula (N6) a fim de lançar mão do potencial desse artefato. E, para que
isso ocorra de forma plena, deve-se, conforme Rabadel (1995; 2003), considerar que o
método de utilização que constitui uma dimensão fundamentalmente inseparável do artefato.
Pois, é pela veiculação do conteúdo por meio do instrumento que a evolução do conhecimento
é propiciada (GOMES, 2000). Logo, o teste de novos artefatos na introdução em sala de aula
deve constituir parte do processo. Cabe chamar a atenção para R7, a necessidade de baixo
custo, porque a ausência de todos os instrumentos em sala de aula, na rede estadual, reside no
custo.
Das características de instrumentos previamente cotados por professores (R20),
destacamos algumas que compuseram o resultado da pesquisa quanto a promover:

Ensino prazeroso tendo o lúdico por primeiro motor no desenvolvimento
psíquico (N2);

Contextualização do conteúdo para dar significância ao conhecimento a ser
produzido (N3);

Diferenciados meios para a aproximação da realidade e promoção da
aprendizagem (N4);

Aplicativos com adequação de conteúdos às diferentes disciplinas (N5);

Simulação da realidade – aula de campo, prática em sala de aula – (N14).

Cujo conjunto de materiais criados englobem:

Tabela interativa para a disciplina de Química (N12);

Laboratórios de Ciências, de Alimentos, Informática, Matemática, de
Geometria virtual (N13);

Lousa interativa para visualização, toque, escuta de instrumentos musicais com
naipes, timbre e tessituras (N16);

Tela interativa para simulação de eventos e jogos (N17);

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106

Recursos audiovisuais para conteúdo/disciplina específica (N18);

Games para Matemática (quebra-cabeça), Gincana;

Sala temática (N20); simulações da prática (N22); e,

Disposição de todos os conteúdos passíveis de reformulações por meio de
interação entre alunos e professores, em vista da produção do conhecimento
(N23).

Há, pois, indicativo para a criação de diversos materiais, os quais podem vir a compor
um inicial conjunto a ter seu uso experimentado no próprio celular. Propor soluções às
necessidades computacional e informacional apontada ao longo do texto demanda esforços
conjuntos. Assim como estudos específicos no âmbito dos conteúdos a serem tratados nas
aulas que deverão integrar esses artefatos, aspectos não abordados nesse trabalho.
Nas necessidades apresentadas, percebemos que, para dispor instrumentos em sala de
aula, o aparelho celular pode ser um eficiente meio.
Há, então, a necessidade de disseminação, no ambiente escolar, de práticas
pedagógicas mediadas pelo aparelho celular. Face ao potencial desse artefato para a
aprendizagem móvel (NGUYEN, L; BARTON, S. M.; NGUYEN, L.T. 2015; GOMES, A. S.;
Et Al, 2015). Ainda que o caminho não seja fácil, mas é preciso avançar em propiciar ao
aluno a apropriação individual da tecnologia, e a escola deveria ser o centro gerador dessa
ação.
Uma das vantagens do acesso à plataforma Youtube pelo celular, em sala de aula, é
que, em geral, no laboratório de informática, o acesso à plataforma estaria bloqueado. Solução
que poderia contribuir com o maior uso dos recursos que, por desconhecimento acerca de sua
disponibilidade, chegam, por vezes, a ficar sem uso devido à busca de informação e/ou
agendamento ser presencial, pois nem sempre, devido a horários, os atores envolvidos se
encontram no ambiente escolar ou estão no ambiente, mas em outras funções (N32). Assim
como o rastreamento dos instrumentos, tendo sido constatado em mais de duas escolas destino
ignorado para diversos instrumentos, que foram posteriormente identificados quando do
registro de imagem nas escolas.
Ao segundo grupo, que corresponde ao processo de apropriação das tecnologias por
professores, considerando Rabadel (1995; 2003), quanto ao método de utilização, é preciso
estruturar artefatos criados com os habituais planos de uso quanto aos modelos de ensino,
atividades e experiência. A exemplo dos que acompanham os livros didáticos mais bem

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107

cotados pelos professores, por apresentarem questões sugeridas e uma diversidade de
aplicações, os quais são requeridos por desempenharem um importante papel no atual sistema
de instrumentos a que os professores estão habituados, por já o ter internalizado. (GOMES,
2002).
Há certa carência na formação para a docência, que pode ser entendida na ausência da
licenciatura em que tecnólogos e bacharéis assumem a sala de aula e, na própria formação dos
licenciados, com pouca prática na elaboração e uso de materiais didáticos. Conforme tratado
no trabalho de Martins e Maschio (2014) é necessário para que haja a efetiva apropriação dos
recursos digitais por professores para que, mesmo não dominando as novas tecnologias, como
a maioria do alunado, os professores estejam cônscios de seu papel no processo.
A carência, além da dificuldade do acesso a ambiente/material (N1), também colabora
para o estabelecimento de uma prática tradicional.

Por isso, há a necessidade do

estabelecimento dos tutoriais, oficinas, com modelos, ações práticas, para recomendação de
uso dos artefatos junto a professores (N7), que tenham por objetivo o professor usar os
instrumentos oportunizando o aluno a participar na construção, modificação e validação do
conhecimento presente nas informações. Pois, como constatado por Santos, Campello e
Coutinho (2015), a interação em sala, por trocas de slides, oferecendo pouca oportunidade
para o aluno participar, é bem recorrente. Identificamos. por exemplo, slides que foram
disponibilizados aos alunos pela professora E3P2 por meio do facebook, o fato de já conterem
as respostas impossibilitou o exercício pessoal por parte dos alunos. Servindo então como
uma reafirmação ou síntese do que já foi abordado, ficando evidente a importância do
Requisito 4, estímulo ao raciocínio.
Há professores que ainda estão amalgamados às práticas tradicionais. Isso é visto na
disciplina de Banco de Dados em que o professor E3P3 não consegue vislumbrar as
possibilidades da prática da disciplina sem que esteja atrelada à prova prática.
É imprescindível a criação de instrumento para preparação das aulas – de forma a
concentrar em um aplicativo modelos adaptáveis, diversas fontes e recursos para
disciplina/conteúdos específicos – (N21), e modelos de projetos interdisciplinares para uma
educação holística, passíveis de adequações (N28), pois os professores revelam dificuldades
em aplicar os conteúdos com diversas temáticas para o ensino interdisciplinar, que, inclusive,
disponham de formas para acompanhar os alunos e avaliar se os objetivos foram alcançados.
Precisa-se buscar solução para correção da grande demanda de provas e atividades
próprias da prática docente, tendo aqui uma solução a priori identificada pela criação de um

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108

banco de questões autocorrigidas (N15). Há um considerável desafio para a correção de
redações devido à subjetividade.
Outro desafio é em relação fluxo da informação, pois o sistema Sageal pretende que os
pais acessem diretamente à vida escolar dos filhos, inclusive gerando declarações, entre
outros. Mas atualmente, já é percebida a existência de entrave quanto à apropriação do uso de
tecnologias mais recentes por parte dos pais. Sendo o celular ou telefone o meio utilizado para
os pais comparecerem a escola, receber boletim de notas ou participar de reuniões, renovação
de matrícula, dentre outros. Para o atual entrave, seria necessário estabelecer um modelo a
potencializar seu uso, mais com uma apresentação que preserve as características que o
usuário pai está habituado (mensagem de texto e voz).
Para o terceiro grupo, do processo de instrumento de notas e frequência, observamos
que a atual restrição dos professores ao sistema Sageal traz vários transtornos. Segundo nota
divulgada pelo governo, em 2013, com previsão máxima para 2014, o acesso dos professores
já deveria ser realidade. Mas não se tem previsão de quando isso possa vir a ocorrer. O que
perdura é o impeditivo da adoção de qualquer outro tipo de registro em diário eletrônico.
Por ocasião das observações, pudemos perceber, pelo acesso do diretor E1D, que o
programa é similar ao da rede municipal de Maceió, sendo comuns às demais escolas
brasileiras. O sistema não atende especificamente as necessidades do Conselho de Classe.
Pensar em uma solução, um sistema paralelo de Nota e Frequência, amigável com o
Sageal, que beneficie as escolas quanto ao Conselho de Classe é necessário, pois o modelo de
sistema de notas oficial não é articulado com a prática nacional de conselhos de classe, em
todo o País. Vale salientar que, devido ao grande número de salas para compor carga horária e
um grande número de alunos por sala, os professores da Educação Básica necessitam de um
retorno visual dos alunos para que não fiquem limitados e sujeitos à confusão e falha de
memória.
O ideal seria que, à medida que notas e frequências dos alunos fossem lançados pelos
professores, os dados migrassem para tabela do conselho de classe permitindo maior interação
por parte dos professores que, mesmo antes dos momentos estanques das reuniões do
Conselho de Classe, poderiam trocar informações especificas sobre alunos/turmas. Vale
ressaltar que resultados parciais e finais seriam facilmente gerados, o que poderia ser
articulado pelo whatsapp ou um aplicativo similar criado especificamente para a prática
docente.
Se, para orientar o design de novos sistemas de informação, é importante saber quais
são os instrumentos usados por professores do ensino médio e sua função pode-se dizer que

100
109

isso não deva acabar por aí. Sendo preciso o estabelecimento do diálogo e da participação do
usuário em todas as etapas do produto.
É necessário criar novos artefatos a compor o cenário pedagógico de forma adequada.
Assim, as necessidades, requisitos para possíveis soluções aqui apresentadas correspondem
apenas a uma fase inicial nesse processo, para o qual, o caminho aqui percorrido, ainda que,
não sendo o único, mostrou-se eficaz.
A seguir, será apresentada a conclusão deste estudo com considerações quanto à sua
contribuição, dificuldades encontradas e sugestões para estudos futuros.

101
110

7

CONCLUSÃO
A pesquisa qualitativa realizada e apresentada neste trabalho permitiu vivenciar, pela

técnica de observação, o cotidiano de professores no uso de instrumentos no processo ensino e
aprendizagem. Ouvir os professores, equipe gestora e turmas de alunos e fazer um banco de
registro em imagens também foram essenciais para uma melhor análise dos dados obtidos. A
noção e conceitos de instrumento e sistema de instrumento na Teoria da Atividade e Sistema
de Instrumentos somados à revisão de literatura do objeto possibilitou A análise dos dados
obtidos salientando caminhos possíveis à superação de antigas mazelas da educação bancária.
O método adotado quanto à abordagem, procedimento e finalidade obteve resultado
satisfatório no contexto da investigação junto às 05 (cinco) escolas públicas observadas.
Entretanto os resultados da pesquisa não são exaustivos, por isso apresentamos sugestões para
trabalhos futuros.
A seguir, são apresentadas as contribuições, seguidas das dificuldades encontradas e
sugestões para trabalhos futuros.

7.1. CONTRIBUIÇÕES
 Descrição de necessidades computacional e informacional para a prática
docente e da comunidade escolar;
 Levantamento de necessidades e requisitos que devem ser atendidos para
construção de novos artefatos com soluções computacional e informacional a
serem disponibilizados diretamente a professores e alunos para serem usados
em sala de aula e locais afins;
 Indicativos de caminhos para a promoção da apropriação das novas tecnologias
para professores e comunidade escolar; e,
 De informatizar o sistema de Conselho de Classe que pode ser generalizado às
demais escolas, devidas às similaridades e dificuldades nos modelos
encontrados.

7.2. DIFICULDADES ENCONTRADAS
O acesso a ambientes e materiais foi uma das dificuldades mais sentidas. Compõem,
especificamente, esse grupo de dificuldades o fato de:

Ambientes estarem trancados a chaves e cadeados;

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111

Inexistência, indisponibilidade, insatisfação ou recusa de pessoas para
possibilitar o acesso aos ambientes;

Desconhecimento do destino de instrumentos.

Como não foi possível contatar anteriormente os professores envolvidos, a não
permissão da gravação em áudio de entrevistas e aulas dificultaram registros mais detalhados
dos dados.
Assim como o fato de não haver salas reservadas também comprometeu as gravações
devido a excesso de barulho nos ambientes e frequentes intervenções.
Devido à limitação de tempo de alguns professores, alguns procuraram brevemente
responder as questões dirigidas, nas quais dois entrevistados solicitaram-nas respondendo a
próprio punho. Dando respostas vagas e não respondendo algumas questões. Até mesmo, após
assinar termo de consentimento e ler o objetivo da pesquisa, alguns que, satisfatoriamente
participaram de todo o processo, questionaram a razão da pesquisa, havendo a necessidade de
um novo esclarecimento. Isso revelou certa distração, mas, conforme analisado, não
comprometeu os resultados.
Como as entrevistas foram feitas pelos grupos de alunos por turmas, nem sempre eles
obedeceram a uma ordem para fala. Muitos respondiam baixo, então a fala desses foi repetida
pelo entrevistador, no ato da entrevista, pelo fato de o gravador de áudio estar mais próximo
deste, para assegurar o registro da informação.
Mesmo havendo o registro de áudio, as observações e entrevistas foram de forma
breve, considerando os aspectos mais relevantes, feitos registros por escrito. O que se tornou
viável, pois alguns dados foram também corrompidos, e pudemos utilizar esse recurso.

7.3. TRABALHOS FUTUROS
Tendo sido atendido os objetivos com o levantamento de necessidades e requisitos
com indicativos para estudos futuros quanto a:

Refinar os requisitos com validação, técnica de cenários e prototipação;

Gerar protótipos que correspondas às necessidades e requisitos demandados da
sala de aula e comunidade escolar;

Utilizar metodologia de design centrada no usuário para identificar situações
concretas das ações executadas por meio da criação de novos artefatos;

Utilizar a metodologia adotada nesse estudo para investigar o fenômeno na
rede particular de ensino;

103
112

Aferir os graus de importância das necessidades/problemas, sugestões e
soluções;

Investigar conteúdos específicos por disciplina a compor as soluções para as
necessidades apresentadas; e,

Investigar mais profundamente o sistema de instrumento e informação junto a
gestores, coordenadores, pais, bibliotecários, secretários e demais atores
envolvidos direta e indiretamente no processo ensino e aprendizagem.

É pertinente que pesquisas futuras considerem o que ficou evidenciando, pois as
técnicas utilizadas permitiram realizar o levantamento de dados para modelar o fluxo de
informação e o sistema de instrumentos presentes nas atividades humanas no contexto do
ensino médio em cinco escolas públicas estaduais, bem como perceber necessidade
computacional e informacional para suporte às atividades dos atores envolvidos.
Em sala de aula, os artefatos e a ação didática precisam estar voltados a uma
construção colaborativa do conhecimento por meio de uma participação ativa do aluno. Nesse
aspecto, a CC poderá contribuir com modelos de ambientes e sistemas de informação mais
eficientes para a prática do ensino no contexto atual. Com a criação de meios capazes de
construir, desconstruir, elaborar, produzir e reproduzir um saber mais elaborado.

104
113

REFERÊNCIAS

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118
109

APÊNDICES

110
119

APÊNDICE A – CONSENTIMENTO DE PARTICIPAÇÃO

Pós-Graduação em Ciência da Computação

CONSENTIMENTO DE PARTICIPAÇÃO DA PESSOA COMO SUJEITO

Eu ____________________________________________________________ , declaro que
fui

devidamente

informado

pela

pesquisadora

_______________________________________________________________, dos objetivos
e procedimentos do estudo. Sendo-me assegurada a confidencialidade da pesquisa sobre o
uso de artefatos na prática docente. Declaro ainda que recebi uma cópia desse termo de
consentimento.
Sei que meu nome não será exposto nos resultados e divulgação da pesquisa.

_________________________________________________
(Assinatura)

111
120

APÊNDICE B – APRESENTAÇÃO DA PROPOSTA DE PESQUISA DE PARTICIPAÇÃO

Pós-Graduação em Ciência da Computação

APRESENTAÇÃO DA PROPOSTA DE PESQUISA DE OBSERVAÇÃO

A pesquisa de mestrado “O Sistema de instrumentos no contexto do ensino médio em
escolas públicas estaduais”, tem por objetivo geral Identificar necessidades computacionais
e de informação de professores do ensino médio em cinco escolas públicas estaduais de
Maceió/AL. Para tal, o procedimento do estudo requer a observação in lócus para conhecer o
usuário e a sua cultura de uso de artefatos que contribuirá para modelar artefatos conforme as
suas reais necessidades.
Diante do exposto, asseguro a confidencialidade da pesquisa sobre o uso de artefatos
na prática docente.

_________________________________________________
(Assinatura do Pesquisador (a))

121
112

APÊNDICE C – ROTEIRO DE ENTREVISTA COM EQUIPE GESTORA

ROTEIRO ENTREVISTA COM A EQUIPE GESTORA
Para orientar o design de novos sistemas de informação, é importante saber quais são
os instrumentos usados por professores do ensino médio e quais as suas funções. Diante dessa
necessidade buscamos respostas à questão: Quais as reais necessidades computacionais e
de informação experimentadas por professores e equipe gestora no cotidiano escolar das
escolas públicas brasileiras?

QUESTÕES NORTADORAS

1. Quais os instrumentos usados por professores no ensino médio?
2. Quais as funções desses instrumentos?
3. A equipe gestora recomenda o uso de algum instrumento? Qual? Por quê?
4. Quais as limitações dos instrumentos quanto ao processo ensino e aprendizagem?
5. Quais informações e tipos de instrumentos são usados para o fluxo de informação
entre gestores e:
5.1. Coordenação
5.2. Professores
5.3. Alunos
5.4. Pais
5.5. Secretaria
6. Quais limitações do uso no atual sistema de instrumentos?

113
122

APÊNDICE D – ROTEIRO DE ENTREVISTA COM PROFESSORES AO TÉRMINO DA
AULA

ROTEIRO ENTREVISTA AO TÉRMINO DA AULA
1. Apresentação pessoal, proposta, objetivo e codificação de entrevistados na pesquisa e
consentimento para sua realização.
2.

Perguntas orientadoras

2.1.

Formação acadêmica:

2.2.

Sexo (

2.3.

Idade:

2.4.

Tempo de docência:

2.5.

Há quanto tempo trabalha na escola:

2.6.

Faz uso de quais recursos para o ensino e aprendizagem?

2.7.

Recurso (s) mais usado (s):

2.8.

Usa recurso tecnológico? Por quê?

)F

(

)M

3. Na Aula observada
Qual o objetivo da aula?

3.1.
3.2.

Quais recursos foram considerados? Por quê?

3.3.

Quais recursos foram utilizados? Por quê?

3.4.

Quais as limitações do(s) recurso(s)?

3.5.

Como analisa se o objetivo da aula foi alcançado?

3.6.

Que tipo de recurso seria ideal para que os alunos dominassem o que foi
trabalhado na aula?

4. Prática docente e artefatos
4.1.

Defina atividade (s) da prática docente que julgue enfadonha (s) e que precisa ser
superada (s):

4.2.

O que resolveria a (s) questão (s)?

4.3.

Quais atributos de um recurso seria um sonho, se existisse?

114
123

APÊNDICE E – DADOS DA FICHA DE OBSERVAÇÃO
FICHA DE OBSERVAÇÃO
DIA:
SUJEITO:

QTD AULA:

SÉRIE:

ÁUDIO:

DISCIPLINA:

TEMA:
INÍCIO

OBSERVAÇÃO

TÉRMINO

115
124

APÊNDICE F – ROTEIRO DE ENTREVISTA COM A TURMA
ROTEIRO ENTREVISTA COM A TURMA

1. Quais recursos são utilizados pelos professores para ministrar aulas
2. Eles auxiliam no entendimento do que os professores estão passando? Por quê?
3. Quais recursos mais agradam a Tuma? Por quê?
4. Qual recurso seria ideal para ser utilizado em sala de aula? Por quê?

116
125

APÊNCICE G – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM A EQUIPE GESTORA E1
TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM DIRETOR DA ESCOLA 139
1

E1D

2

Diretor: Ah meu Deus!

3

QUAIS OS INSTRUMENTOS, NO GERAL, QUE OS PROFESSORES USAM PARA
DÁ AULA?

4

Diretor: Para dá aula? Projetor, vídeo, notebook. Tem um professor que já usa o
material dele. O professor de história mesmo

5

TODOS TÊM LIVROS?

6

Diretor: Todos tem livro didáticos, alunos tem.

7

TODOS PROFESSORES TEM?

8

Diretor: Tem. Embora que alguns alunos perdem, dizem que são roubados.

9

O USO É QUADRO BRANCO?

10 Diretor: É quadro branco.
11 É PINCEL?
12 Diretor: É pincel.
13 TEM ALGUÉM QUE USE MAPA, PROFESSOR DE GEOGRAFIA?
14 Diretor: Mapas, cartazes o que mais esqueleto, esqueleto não é?
15 NÃO SEI, EU ACHO QUE É, MAS VOU PESQUISAR PARA ANOTAR.
16 PARTE DAS CIÊNCIAS BIOLÓGICAS NÃO É?
17 Diretor: É eu digo assim. Esqueleto, o corpo humano.

39

Muito barulho e interferências.

126
117

18 Diretor: Eu digo assim...
19 CELULAR O ALUNO?
20 Diretor: É proibido.
21 SERÁ QUE TU TENS COMO ME VÊ UMA CÓPIA DO REGIMENTO?
22 Diretor: Está com a Telma.
23 Diretor: Tem blog. Mas eu não sei nem como está.
24 EU COLOQUEI O BLOG NA PESQUISA, MAS O PROFESSOR TIROU.
25 Diretor: Fazer a aula mais prazerosa, mais significante.
26 Diretor: Colocar eles para dentro viu?
27 Diretor: Fique à vontade.
28 Diretor: Recomenda fazer o uso tecnológico.
29 OLHA SÓ! A SUA CLASSIFICAÇÃO A SUA ESCOLA É E15G1, ISSO QUER
DIZER QUE VOCÊ É GESTOR É NÚMERO 1. ISSO FICA FÁCIL O SIGILO.
QUERO DIZER QUE O IRENE GARRIDO É A ESCOLA NÚMERO 1.
30 Diretor: São 5 escolas pela frente? Né?
31 ISSO, PARA GENTE DÁ TODA GARANTIA DO ANONIMATO. CERTO?
32 Diretor: Tudo bem.
33 Diretor: Auditório, não tem. Um retroprojetor, televisão, tem que transportar, como não
tem auditório, tem carrinho mais fica ruim de transportar.
34 ÀS VEZES O PROFESSOR TEM FALTA DE DOMÍNIO.
35 Diretor: Falta de domínio.
36 NA REDE PÚBLICA NÃO, MAS NA PARTICULAR, OS ALUNOS TROCA O
CABO. E QUANDO O PROFESSOR ENTRA E COLOCA O CABO ESTÁ
TROCADO. FAZ ISSO PARA NÃO TER AULA.

118
127

37 Diretor; Mas falta mesmo o domínio.
38 QUAIS SÃO OS INSTRUMENTOS PARA FLUIR O FLUXO DE INFORMAÇÃO
ENTRE COORDENAÇÃO , PROFESSO E GESTOR?
39 Diretor: O whatsApp
40 BOM
41 Diretor: Nós temos um grupo, facebook, email e o próprio telefone? Né? Falta de
comunicação não falta não.
42 E COM OS ALUNOS?
43 Diretor: Com os alunos a gente utiliza o facebook, a gente coloca no facebok é para
todo mundo, o messeger, o celular.
44 MAIS A LINGUAGEM.
45 Diretor: Com os alunos? ok whatsApp tem aluno que tem o meu whatsApp Facebook,
46 E COM OS PAIS DO ALUNO?
47 Diretor: Facebook alguns pais não tem conhecimento da tecnologia, não tem watsap, só
80 ou 90 por cento não tem como passar através disso, aí é através dorecado aos pais.
Uma pequena parcela é através do watsap, facebook... Tem que ser o recaodo que dá
para o aluno.
48 Diretor: E também passa nas salas e avisa
49 E AÍ VOCÊS ENTREGAM O BOLETIM?
50 Diretor: Fica aqui e o pai vem buscar. Aqui é por semestre.
51 NO MUNICÍPIO CONTINUA.
52 Diretor: Aqui é no fim do semestre. São dois semestre. 1º semestre, ao término do
semestre o pai vem buscar, recebe o boletim.
53 É UMA DEMANDA MUITO GRANDE, MUITA INFORMAÇÃO E ALUNO POR
ALUNO.
54 HUMRUM...

119
128

55 Diretor: A gente faz um conselho de classe no meio do semestre, para saber como vai.
Aluno por aluno, no 1º semestre? O pai pergunta quando vai o meu filho? E a nota
como vai está péssima?
56 E ESTAMOS JÁ ACABANDO...
57 Diretor: E é?
58 É. E A SECRETARIA?
59 Diretor: A Secretaria?
60 COM A SECRETARIA A COMUNICAÇÃO?
61 Diretor: Com a secretaria? É o mesmo processo, celular,whatsApp, facebook,
messeger... É o mesmo processo.
62 E O ATUAL SISTEMA DE AVALIAÇÃO, COMO VOCÊ AVALIA?
63 Diretor: O professor faz o contato com a coordenação, depois da coordenação, já
encaminha para a secretaria, tudo é feito através das cadernetas...
64 MANUAL NÉ?
65 Diretor: Manual.
66 DEIXA EU PEGAR SÓ O PASSO A PASSO? O ATUAL SISTEMA DA ESCOLA
NÃO É SUFICIENTE NÃO É?
67 Diretor: Tem o sistema da SAGEAL, do governo esse a gente passa todas as notas.
68 POSSO TIRAR UMA FOTO DA TELA?
69 Diretor: Pode. A gente digita nota por nota, o ano passado fui eu que digitei todas as
cadernetas, imagina! Manhã, tarde e noite.
70 SE CADA PROFESSOR JÁ TIVESSE UMA SENHA DE ACESSO DIRETO...
71 Diretor mas aí o professor não pode, só a secretária e a direção. Esses dados do censo
faz de todo mundo para levar. O governo federal, manda a verba do Fundeb , pede para
levar, sabe?
72 HUMRUM...

120
129

73 Diretor: Vai influenciar também no IDEB da escola...
74 DEIXA EU PEGAR SÓ O PASSO A PASSO? VOCÊ JÁ ESTA FAMILIARIZADO...
75 Diretor: É aqui olhe!
76 ELA PARECE COM A ESTRUTURA DO MUNICÍPIO!
77 Diretor: Em toda esfera desse país deve ser assim...
78 SERÁ?
79 Diretor: É não... Não.
80 O MUNICÍPIO É O SISLAME. TEM ESSA MESMA
81 Diretor: Também tem que fazer. Cadastro, município... Vê avaliação... Frequência olhe!
São muitas informações... 2014, diurno, 2015... é manhã... Pode passar...
82 É, MAS, JÁ DÁ PARA SABER.
83 Diretor: Aí a gente manda todos os dados viu? Uma declaração do aluno, relatório quer
uma declaração...
84 ENTENDI. É PROPÍCIO NÃO É PARA A SECRETARIA NÃO É?
85 Diretor: É sim... Eu coloco aqui a observação, os dados atuais...
86 E APAGA O NOME DELA?
87 Diretor: Aqui eu imprimo.
88 É BEM PROPÍCIO PARA A SECRETARIA NÃÉ?
89 Diretor: Ah é... Bolsa Família...
90 COM CERTEZA.
91 Diretor: Tem o que mais?
92 ACABAMOS! FOI UM PRAZER. AÍ EU FALO COM A... TEM ESSA
INFORMAÇÃO, DA DEMANDA, VOCÊ PASSAR TODAS AS CADERNETAS...

121
130

93 Diretor: Ah sim...
94 AINDA NÃO MUDOU!
95 Diretor: As questões das notas por exemplo, Sistema tradicional, tem que colocar as
cadernetas.
96 SIM...
97 Diretor: Boa sorte viu? Vou chamar a Inês.
98

CERTO, OBRIGADA.

99 Diretor: Prazer!
10 OLHA ELA, TCHAU.
0
10 Diretor: Desculpe aí qualquer coisa.
1
10 Nada...
2

131
122

APÊNDICE H – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM EQUIPE GESTORA E2
TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM COODENADORA DA ESCOLA 2
1

Data show, sala de vídeo e computador.

2

E AS FUNÇÕES DESSES INSTRUMENTOS?

3

As funções?

4

É...ELES SÃO UTILIZADOS COM QUAL INTUITO?

5

De... de avançar na aprendizagem, né? Ensino-aprendizagem. Como apoio, né? Ele é
um apoio pedagógico. A equipe...

6

A EQUIPE GESTORA RECOMENDA O USO DE ALGUM INSTRUMENTO?

7

Ela deixa... ela deixa o professor à vontade pra se planejar e agendar
instrumentos, né?

8

HUM RUM...

9

Só que a gente tem um agendamento pra não... pra não chocar.

esses

10 COM OUTRO, NÉ?
11 Com outro, é. Aqui ela disse a outra quarta, né? Porque aqui...
12 MAS ESSA LIMITAÇÃO É O AGENDAMENTO, NÉ?
13 A limitação, né? É o agendamento...
14 É...
15 QUAIS INFORMAÇÕES E TIPOS DE INSTRUMENTOS É USADO PARA O
FLUXO? PELOS GESTORES?
16 É...QUAIS SÃO OS INSTRUMENTOS QUE USAM ASSIM PRA SE COMUNICAR,
PRA DAR ALGUM AVISO ENTRE A GESTÃO E A COORDENAÇÃO?
17 Aqui da gestão e coordenação o zap, né? Tá sendo muito útil, o zap.

123
132

18 É...E A GESTÃO COM OS PROFESSORES?
19 Professores também, o zap. Agora de aluno, não.
20 E COORDENAÇÃO E PROFESSOR TAMBÉM, NÉ?
21 E aluno, não.
22 ENTÃO CINCO UM, CINCO DOIS...
23 Tira... Tira o aluno e tira pais.
É Secretaria, professores e coordenação.
24 SECRETARIA... NÉ ISSO?
25 Hoje em dia é muito útil o zap.
26 O CINCO... PRONTO.
27 Agora, aluno... Tem face aqui no Margarês dos alunos?
28 (Outro professor) Não sei, viu.
29 Tem não. As únicas limitações é que não tem sala de computador. Tem o computador,
mas não tá utilizando.
30 (Outro professor) É o laboratório que não funciona, na verdade.
31 É o laboratório que não funciona. Pronto...
32 CERTO...
33 O laboratório de informática que não funciona. Tem os instrumentos...
34 (Outro professor) É inoperante há anos.
35 É...Pronto.
36 (Outro professor) Décadas, acho.
37 (Outra professora) Qual o motivo?
38 (Outro professor) O motivo ... O motivo que é pertinente à toda escola do estado. Tem

124
133

mas não funciona. Eles colocam as máquinas. Quando eles pretendem colocar pra
funcionar elas já estão inoperantes. Já estão obsoletas. Entendeu? Assim... Não tem...
Tá lá... Tá a maior segurança do mundo se você for lá agora, só que não funciona.
39 Uma sala linda, com ar condicionado, tudo...
40 (Outro professor) Pois é... com ar condicionado...
41 Com vários computadores... Acho que é internet que não tem, é?
42 (Outro professor) Não tem internet, não tem... é... ninguém qualificado pra trabalhar.
A internet que tem na escola é uma internet que não... não... é... uma internet que dê
suporte pra... pra pesquisa.
43 ATÉ ALGUMAS DO ESTADO QUE A GENTE ENCONTRA, CHEGA A
ENCONTRAR ALGUMAS QUE TEM O ACESSO MAS ELES SÓ LIBERAM NA
HORA DO INTERVALO. ENTÃO NEM O PROFESSOR CONSEGUE USAR...
44 Porque não tem formador, né?
45 É...NA SALA DE AULA. SÓ PRA ENTRETER MESMO.
46 O estado ainda vai ter que fazer um projeto pra sanar esse problema, né? Que até agora
não chegou.
47 E COMO QUE OS PAIS ELES RECEBEM AS INFORMAÇÕES?
48 Através de comunicado. Um ofício.
49 VAI PELOS ALUNOS, NÉ?
50 É...
51 E OS ALUNOS É AVISANDO? OU COLOCA ALGUMA FAIXA, ALGUMA
COISA NO MURAL?
52 Como?
53 OS ALUNOS TEM QUE AVISAR DE SALA EM SALA?
54 Pra quê?
55 ALGUMA INFORMAÇÃO, ALGUM AVISO...

125
134

56 Quando é que é pra largar mais cedo ou amanhã não tem aula a gente vai de sala em
sala, né? Mas se for um... À noite não precisa de muito ofício porque geralmente é
jovens e adultos, né? Aí não precisa, mas é mais no diurno que usa ofício da escola.
57 E QUANDO PASSA ASSIM AS NOTAS
COORDENAÇÃO E PRA SECRETARIA?

DOS

PROFESSORES

PRA

58 Através do Conselho de Classe. A gente se reúne todo... todo final de período. Aí tem
dois dias de conselho. A coordenação organiza na internet, tudo direitinho o formulário
que você fez. Já resolve todas as notinhas no Conselho.
59 TURMA POR TURMA, ALUNO POR ALUNO.
60 Aluno por aluno, nota por nota.
61 TÁ JÓIA.
62 Vê quem pode ser ajudado e quem não pode, né, o Conselho.
63 (Alunos interrompem a entrevista em busca de informações sobre horários de aulas)
64 EU VOU PRECISAR QUE VOCÊ PONHA SÓ O SEU NOME E ASSINE AQUI EM
BAIXO.
65 Assino aqui em baixo?
66 É...AQUI PODE SER RUBRICA. AQUI O SEU NOME.
67 Aqui pode ser...
68 PODE SER RUBRICA. OBRIGADA! AGORA EU SÓ TENHO MAIS UMA AULA
PRA ASSISTIR.

135
126

APÊNDICE I – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM EQUIPE GESTORA E3
TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM DIRETORA DA ESCOLA 3
1

Entrevista com Diretora - Escola 3 - E3

2

BOM A GENTA AGORA VAI CONVERSAR UM POUQUINHO EM RELAÇÃO
AOS INSTRUMENTOS QUE OS PROFESSORES USAM PRA ENSINAR NO
ENSINO MÉDIO. QUE ERA AQUILO QUE VOCÊ ESTAVA FALANDO.

3

Sim. Então, eles utilizam tanto o quadro branco, piloto. Eles utilizam o data show. Eles
utilizam a caixa amplificadora quando eles querem trabalhar mais essa questão do
áudio, né? No caso como os professores de Linguagem. E eles também tem o espaço da
biblioteca. Eles utilizam bastante a biblioteca da escola e o laboratório de informática.
São os recursos mais utilizados.

4

NO CASO AQUI, A ESCOLA É DE TEMPO INTEGRAL, COMO É QUE
FUNCIONA?

5

(TEMPO INTEGRAL) O aluno chega a partir das 7:00, ele passa o dia inteiro na escola
saindo as 18:00.

6

Então durante o período eles tem aula dos cursos profissionalizantes como também do
ensino médio, né. Das matérias comuns. E aí eles tem o horário do intervalo, do
primeiro intervalo da manhã. Tem horário do almoço, banho. Tem o horário da tarde,
com o lanche da tarde. E tem diversas atividades como desportivas, na aula de educação
física, como as atividades de uma forma geral. Biblioteca, sala de informática. Ou,
precisa utilizar o pátio pra alguma atividade de aula prática, de medição, uma coisa ou
outra. Assim eles passam o dia inteiro aqui na escola.

7

EM RELAÇÃO AO TÉCNICO, ESSA FORMAÇÃO PROFISSIONAL QUE ELES
SAEM. QUAIS QUE SÃO ASSIM, AS ÁREAS?

8

( TÉCNICO) Nós temos a área de informática. Nós temos a área de análises químicas e
turismo. Os três eixos que a gente possui na escola.

9

AS FUNÇÕES DOS INSTRUMENTOS COMO QUADRO BRANCO DATASHOW
O QUE VOCÊ CITOU QUAL QUE É A FUNÇÃO DELE NA AULA?

10

Bom, no caso do professor quer passar algum vídeo interessante então eles usam,
utilizam o data show. Ele quer mostrar mais imagens... utiliza também através do power
point, né. O seminário que o aluno mesmo vai apresentar. Então ele pede o auxílio
desse recurso. É, com relação à sala de informática às vezes o professor já tem o
programa, não é? Que a gente tem um... foi desenvolvido, até em Pernambuco, e
trouxeram pra cá um aplicativo muito interessante. Eles utilizam porque tem imagem
3D. Então o professor de geografia usar muito esse recurso. Química e biologia
também. Então eles utilizam né, na aula de informática. Eles tem também o curso de
lógica que é oferecido pela Secretaria de Educação então eles fazem também esse curso
no laboratório de informática. Então, é dessa forma que eles utilizam.

11

(ÓTIMO)

127
136

12

ASSIM, EM RELAÇÃO AO USO DOS
ORIENTAÇÃO?

13

(Toque de celular) desculpe deixa colocar no silencioso.

14

PODE AGUARDAR?

15

Pode. Vou colocar no silencioso.

16

SE HÁ RECOMENDAÇÃO POR PARTE DA GESTÃO, DA COORDENAÇÃO DE
ALGUM (S) INSTRUMENTO(S) EM ESPECÍFICO (S)?

17

Não. O professor ele tem que trazer pra gente o planejamento que é a sequência
didática. Uma sequência deO professor ele tem que trazer pra gente o planejamento que
é a sequência didática. Uma sequência de mais ou menos 10 aulas de como ele vai
utilizar. Então a gente faz a orientação não é?... do professor que de repente. Hã, porque
a gente está sempre avaliando né como está sendo feito desenvolvimento daquela
disciplina. Então a gente vai sugerindo, vai mostrando outras opções pra dinamizar né
as salas, que a gente está sempre acompanhando e mais ou menos 10 aulas de como ele
vai utilizar. Então a gente faz a orientação não é?... do professor que de repente. Hã,
porque a gente está sempre avaliando né como está sendo feito desenvolvimento
daquela disciplina. Então a gente vai sugerindo, vai mostrando outras opções pra
dinamizar né as salas, que a gente está sempre acompanhando e...

18

ESSES INSTRUMENTOS ELES SÃO AGENDADOS, OU AS SALAS TEM?

19

São porque nós não temos... na verdade nós queríamos que cada sala tivesse todo seu
instrumento. Só que a gente não conseguiu ainda. Nós conseguimos até agora quatro. O
objetivo é esse que cada sala tem o seu instrumento. Mas enquanto isso a gente vai
agendando vai organizando com os professores.

20

E, EM RELAÇÃO AOS INSTRUMENTOS QUAL A LIMITAÇÃO DELES? DO
INSTRUMENTO OU DESSE AGENDAMENTO MESMO, NESSE PROCESSO DO
ENSINO E APRENDIZAGEM?

21

Como assim?

22

EM RELAÇÃO AO INSTRUMENTO EM SE... ELE VAI APROXIMAR O ALUNO
DAQUELE ASSUNTO, SE ELE CONSEGUE COMPLETAR OU SE TEM ALGUMA
LIMITAÇÃO.

23

Ele é mais uma ferramenta para facilitar a aprendizagem. Só que é aquela coisa assim,
que você tem que diversificar porque se você não faz essa questão de é... mudar a
rotina, não ser sempre aquele instrumento que você vai utilizar. Então o aluno fica já
cansadinho né?

24

DESMOTIVA?

25

Sim, por mais interessante que seja mas sempre, por exemplo, sempre o datashow,
então chega um momento que o aluno, poxa vida não aguento mais (risos), só o data
show. Então a gente tem que estar sempre realmente dinamizando né trazendo novas
experiências.

26

(INTERRUPÇÃO)

27

AGORA EM RELAÇÃO, SAINDO UM POUQUINHO DESSE CONTEXTO DA

INSTRUMENTOS, HÁ ALGUMA

128
137

SALA DE AULA, AO FLUXO MESMO DA INFORMAÇÃO, QUAIS SÃO OS
INSTRUMENTOS UTILIZADOS ASSIM, NA COMUNICAÇÃO DA GESTÃO
COM A COORDENAÇÃO, DA GESTÃO COM OS PROFESSORES...
28

Ah nós... A gente utiliza mesmo, a questão oral mesmo de sentar, de se reunir, de
planejar, de ouvir, de debater né...

29

MAS QUANDO VAI COMUNICAR? DIA TAL VAI TER UMA REUNIÃO, É
VERBALIZADO TAMBÉM?

30

É verbalizado também, mas também a gente coloca o aviso impresso. Nós utilizamos as
redes sociais, não é? Onde a gente já tem uma página, onde todo mundo acessa, todo
mundo ver. Então a gente vai utilizando de várias formas. A gente faz tanto oral como
escrita como a gente colocar no mural na sala dos professores, como também na
internet. A gente usa dessa forma.

31

AÍ ESSA, É UTILIZADA PARA COORDENAÇÃO, PARA OS PROFESSORES (Isso
aluno também) CONTATO COM ALUNO TAMBÉM ( quando a gente precisa). COM
OS PAIS, DOS ALUNOS?

32

Com os pais geralmente a gente utiliza mais o telefone mesmo. É preciso realmente
ligar.

33

(Interrupção)

34

AÍ, E COM A SECRETARIA?

35

De educação?

36

NÃO A SECRETARIA LOCAL MESMO.

37

Da escola?

38

DA ESCOLA.

39

POR EXEMPLO, A INFORMAÇÃO REFERENTE A NOTA DE ALUNOS, COMO
ESSE PROCESSO?

40

Alunos... Porque assim a escola é nova...

41

EXISTE O SERGEAL, NÃO É?

42

Sageal.

43

SAGEAL?

44

(SAGEAL). É, mas ainda está se aprimorando. A gente tem uma certa dificuldade. Nós
temos também uma certa dificuldade com a internet local. Então isso atrapalha bastante.

45

ÉATÉ NA MATÉRIA PARECIA QUE TERIA UMA MAIOR ABRANGÊNCIA NÃO
É? NA QUESTÃO DA DISPONIBILIDADE...

46

Nós temos muita dificuldade primeiro a limitação de Gigas da internet. Mas também
assim... O sistema cai muito, travar, essa coisa né. Mas é assim como, Como por
exemplo, com relação a emissão de notas para alunos... A gente, semestralmente, a
gente a organiza boletim. Aí o pai vem. A gente liga. Informa... o pai vem buscar.
Entendeu? Então tem que... A gente procura sempre ter uma harmonia entre direção,

129
138

coordenação, secretaria. Para viabilizar os trabalhos. É dessa forma.
47

ENTÃO ELES AINDA SÃO, NO CASO, MANUAIS, TEM CONSELHO?

48

Ainda! A gente quer muito, lógico né, disponibilizar em tudo. Mas assim... nosso pais
também, ainda não tem essa questão da informatização. Então ainda é o papelzinho,
essa forma, por conta disso também.

49

E O CONSELHO DE CLASSE, TAMBÉM É FEITO UM LEVANTAMENTO DA
FICHA ALUNO POR ALUNO...

50

Isso é...desse, ainda

51

DISCIPLINA POR DISCIPLINA. NÃO É ISSO?

52

É ainda

53

AÍ ACONTECEM DOIS...? AQUI TAMBÉM É SEMESTRAL, COMO NAS
OUTRAS ESCOLAS?

54

É,Isso. Também acontece dessa mesma forma semestral.

55

BOM, QUAL QUE É A PÁGINA DO FACE, DO...

56

Nós temos na verdade é um grupo fechado.

57

HUM, HUM. AÍ NO CASO... ALUNO...

58

Que é Escola Estadual Marcos Antônio. Isso.

59

UMA DIFICULDADE QUE EU TIVE FOI O ENDEREÇO PORQUE AS NAS
MATÉRIAS QUANDO EU FIZ LEVANTAMENTO NÃO APARECIA O
ENDEREÇO DA ESCOLA.

60

Ah, sim.

61

AI PAREI AQUI, EM FRENTE AO CAIC. AÍ LÁ EU RECEBIA ORIENTAÇÃO,
NÃO DELES, QUE APESAR DE SER PRÓXIMO, MAS ELE (PORTARIA) FICOU
EM DÚVIDA...

62

Se era aqui ou a outra?

63

ISSO. POR QUE TINHAM DUAS, NÃO É?

64

Isso.

65

TÁ BOM. ENTÃO, OBRIGADA ROSÂNGELA. TEM UMA PERGUNTA, ALGO
QUE VOCÊ QUEIRA QUESTIONAR?

66

Não, não, nada não. Só, A gente organiza, agenda, né? Eu acho que é melhor realmente
um dia que está tÍpico de aula (OBS: FOI PROVA DA AREAL).

67

Também você faz uma observação do dia todo.

68

ISSO. ENTÃO, PODE SER AMANHÃ, QUINTA-FEIRA, PELA MANHÃ, PODE?

69

Pode amanhã ou sexta...

70

TE ENCONTRO AQUI?

130
139

APÊNDICE J – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM EQUIPE GESTORA E4
TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM COORDENAÇÃO DA ESCOLA 4
1

BOM... QUAIS OS INSTRUMENTOS QUE SÃO USADOS? QUAIS SÃO OS
INSTRUMENTOS USADOS PELOS PROFESSORES

2

NO ENSINO MÉDIO?

3

Olhe, nós temos aqui... Nós temos muitos espaços. É importante que vocês viessem
olhar de dia.

4

É...EU VENHO OLHAR.

5

Porque... porque... Graças a Deus a gente tem muitos... a gente tem muitos espaços.
Então nós temos aqui, ó... É... Nós temos auditório, nós temos sala de leitura, nós temos
biblioteca, temos a sala de informática, temos o laboratório de ciências funcionando,
sala de vídeo que tá com problema a TV, deu problema na TV, temos salas... temos
duas salas com TV, né? TV led, tá lá... A gente tá até precisando tirar uma delas pra
colocar na sala de vídeo. Porque...

6

ALÉM DESSA SALA TEM A SALA DE VÍDEO TAMBÉM?

7

Tem a sala de vídeo. Só que a sala de vídeo agora não tá funcionando. Mas tem data
show. Tem três data show. Temos notebook...

8

E AS FUNÇÕES DESSES INSTRUMENTOS? ELES SÃO USADOS?

9

São. Constantemente os professores utilizam data show. Utilizam o data show, utilizam
o laboratório de ciências, a sala de informática de vez em quando eles vão, porque é
aquela coisa, a rede, não é? Mas de vez em quando os professores levam.

10

QUAL A MÉDIA DE QUANTOS ALUNOS POR TURMA?

11

De manhã os terceiros anos são topados! Tem turma que passa de cinquenta, entendeu?
Enquanto isso tem outras turmas de segunda ano que pela lista de presença, aí,chega...
dá quarenta e poucos alunos. Você chega na sala, você encontra vinte, trinta. E tem
outras que são lotadas. Aí tá assim, sabe. Diverge muito de turma pra turma.

12

A EQUIPE GESTORA, A COORDENAÇÃO, FAZ ALGUMA RESSALVA DO USO
DE ALGUM INSTRUMENTO EM ESPECIAL?

13

Não... Não. Em especial, não. Porque todos são utilizados, né? Aí a gente já... já virou...
já é uma rotina...

14

TÁ ÓTIMO. QUAIS AS LIMITAÇÕES? TEM ALGUMA LIMITAÇÃO NO USO
DOS INSTRUMENTOS PRA PASSAR O CONTEÚDO?

15

Tem... Tem que fazer o agendamento. Nós temos o livro de agendamento que eu posso
mostrar pra vocês. Vocês querem ir lá na minha sala?

16

E AGORA, A ÚLTIMA QUESTÃO!

17

Sim. Eu já respondi tudo, foi?

131
140

18

FOI, OLHA AÍ!
EM RELAÇÃO AOS INSTRUMENTOS QUE SÃO USADOS PRA O FLUXO DE
INFORMAÇÃO, COMO É QUE SE COMUNICA A GESTÃO COM A
COORDENAÇÃO? A GESTÃO COM O PROFESSOR?

19

Celular, a gente vai pra lá, ela vem pra cá. Tem e-mail pra coordenação, e-mail pra
direção. A gente se comunica com a Coordenadoria Regional por e-mail. E agora a
moda do whatsapp, né?

20

E COM OS ALUNOS?

21

Com os alunos também. Eles também... é... Tem muitos professores que se comunicam
também pelo whatsapp.

22

E OS PAIS DOS ALUNOS?

23

Os pais dos alunos tem... tem muitos pais que chegam junto, vem aqui saber.
Ultimamente, no dia 14 desse mês a gente teve o plantão pedagógico. Como a escola do
estado funciona por semestre, no final do primeiro semestre, depois da greve, aí a gente
se apertou um pouquinho com eles pra pegar as notas e a gente fez o primeiro plantão
pedagógico, foi no dia 14 de novembro. A gente reuniu as informações todinhas e
chamamos os pais. Mas assim, pra vista da quantidade de alunos, não foi lá o esperado,
mas até que veio uma boa quantidade, entendeu?

24

DE PAIS, NÉ?

25

É. E os outros que não puderam vir no dia aí ficaram... Até hoje a gente tá atendendo
pai que tá chegando pra ver nota de aluno, ver como eles estão...

26

ELES RECEBEM ALGUM MATERIAL COM AS NOTAS DOS ALUNOS?

27

Recebem.

28

É...IMPRESSO, NÉ?

29

A gente já tem impresso um modelinho com todas as disciplinas. Aí a gente vai
pegando pelo resultado que a gente tem dos professores aqui, ó. Aí a gente já passa pra
eles. Só que isso aqui a gente já... A gente já mandou pra secretaria porque a gente fica
muito sobrecarregado, entendeu? Aí a gente já passou aqui, tá vendo? Nota do noturno,
do vespertino. Aqui, do matutino...

30

QUAL A LIMITAÇÃO QUE VOCÊ VÊ ASSIM NO USO ATUAL DO SISTEMA DE
INSTRUMENTOS? DESSA INFORMAÇÃO? DESSA COLETA DE DADOS? QUE
PEGA DE TODOS OS PROFESSORES, PASSA PRA SECRETARIA? É AINDA
UMA DEMANDA MUITO...

31

Morosa demais, entendeu? Porque você observa que a maioria é manual. A gente quer
agilizar, entendeu? A gente... é... Porque a gente já quis transportar todas as
informações do papel para o computador... E assim mesmo já conseguimos. Tem muitas
informações que já passamos pra lá.

132
141

APÊNDICE K – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM EQUIPE GESTORA E5
TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM COORDENAÇÃO DA ESCOLA 5
1

QUAIS OS INSTRUMENTOS USADOS POR PROFESSORES NO ENSINO
MÉDIO?

2

Laboratório de informática usado apenas pelo PRONATEC, som ,caixas de som,
microfone, TV com pen drive, pen drive, data show. O professor de Artes usa som,
violão, notebook, microfone. Temos laboratórios para fazer experiências, wi-fi só para
gestores não para alunos, facebook e whatsapp e biblioteca.

3

QUAIS AS FUNÇÕES DESSES INSTRUMENTOS?

4

Aprendizagem. Porque a prática aperfeiçoa a teoria.

5

A EQUIPE GESTORA RECOMENDA O USO DE ALGUM INSTRUMENTO?
QUAL? POR QUÊ?

6

Fica a cargo do professor.

7

QUAIS AS LIMITAÇÕES DOS INSTRUMENTOS QUANTO AO PROCESSO
ENSINO E APRENDIZAGEM?

8

Só tem um data show que é muito usado pelo PRONATEC, impedindo o professor de
agendar para suas aulas.

9

QUAIS INFORMAÇÕES E TIPOS DE INSTRUMENTOS SÃO USADOS PARA O
FLUXO
DE
INFORMAÇÃO ENTRE GESTORES, COORDENAÇÃO,
PROFESSORES, ALUNOS, PAIS E SECRETARIA?

10 Com os professores é a caderneta. Com a coordenação, direção e professores é verbal e
pelo whatsapp. Já com os alunos, a informação é passada pelo grupo do Grêmio, em
contato pessoal, tem um aluno que intermedia com os demais e com a direção pelo
whatsapp. Com os pais, através de reuniões e comunicados, avisos e boletins. Com
secretaria e com a Gere é o whatsapp e contato pessoal. Quanto às notas de alunos, se
não tiver, a secretária solicita no grupo para entregar a caderneta. Não é entragada nota
pelo whatsapp.
11 QUAIS LIMITAÇÕES DO USO NO ATUAL SISTEMA DE INSTRUMENTOS?
12 Sageal, porque o acesso é só pela secretária.

142
133

APÊNDICE L – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM PROFESSOR E1P1
1

E1P1

2

FORMAÇÃO ACADÊMICA?

3

Licenciatura em Química.

4

SEXO?

5

Feminino.

6

IDADE?

7

25.

8

TEMPO DE DOCÊNCIA?

9

Um ano e seis meses.

10

HÁ QUANTO TEMPO TRABALHA NA ESCOLA?

11

Um ano e seis meses.

12

FAZ USO DE QUAIS RECURSOS PARA O ENSINO E APRENDIZAGEM?

13

Quadro, sala de informática.

14

RECURSOS MAIS USADOS?

15

Quadro e livro.

16

USA RECURSO TECNOLÓGICO? POR QUÊ?

17

Sim. Facilita a aprendizagem.

18

QUAL O OBJETIVO DA AULA?

19

Reconhecer as principais famílias da Tabela Periódica e ligações.

20

QUAIS RECURSOS FORAM CONSIDERADOS? POR QUÊ?

21

Livro.

22

QUAIS RECURSOS FORAM UTILIZADOS? POR QUÊ?

23

Livro.

24

QUAIS AS LIMITAÇÕES DO RECURSO?

25

...

26

COMO ANALISA SE O OBJETIVO DA AULA FOI ALCANÇADO?

27

Através de exercícios.

28

QUE TIPO DE RECURSO SERIA IDEAL PARA
DOMINASSEM O QUE FOI TRABALHADO NA AULA?

29

Tabela interativa, material de laboratório.

QUE

OS

ALUNOS

134
143

30

DEFINA ATIVIDADES DA PRÁTICA DOCENTE QUE JULGUE ENFADONHAS E
QUE PRECISAM SER SUPERADAS?

31

Quadro.

32

O QUE RESOLVERIA A QUESTÃO?

33

Recursos. Laboratório de Ciências.

34

QUAIS ATRIBUTOS DE UM RECURSO SERIA UM SONHO, SE EXISTISSE?

35

Para facilitar a aprendizagem quanto a aliviar a prática docente, condições de trabalho,
salário, mas todos os recursos em sala.

135
144

APÊNDICE M – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM PROFESSOR E1P2
1

FORMAÇÃO ACADÊMICA?

2

Letras.

3

SEXO?

4

Feminino.

5

IDADE?

6

38.

7

TEMPO DE DOCÊNCIA?

8

20 anos.

9

HÁ QUANTO TEMPO TRABALHA NA ESCOLA?

10

Sete meses.

11

FAZ USO DE QUAIS RECURSOS PARA O ENSINO EAPRENDIZAGEM?

12

Jogos de madeira, dinâmica, jogos de palavras.

13

RECURSOS MAIS USADOS?

14

...

15

USA RECURSO TECNOLÓGICO? POR QUÊ?

16

Sim. Laboratório de informática para digitar (frases dentro de textos).

17

TEMA DA AULA DE HOJE?

18

Redigir texto sobre a família.

19

QUAL O OBJETIVO DA AULA?

20

Ter um bom aprendizado desenvolvendo textos.

21

QUAIS RECURSOS FORAM CONSIDERADOS? POR QUÊ?

22

Papel impresso.

23

QUAIS RECURSOS FORAM UTILIZADOS? POR QUÊ?

24

Xerox, prova.

25

QUAIS AS LIMITAÇÕES DOS RECURSOS?

26

Ter um bom aprendizado dentro do contexto.

27

COMO ANALISA SE O OBJETIVO DA AULA FOI ALCANÇADO?

28

Correção em sala.

29

QUE TIPO DE RECURSO SERIA IDEAL PARA
DOMINASSEM O QUE FOI TRABALHADO NA AULA?

QUE

OS

ALUNOS

136
145

30

Através do conhecimento deles, contextualizar.

31

DEFINA ATIVIDADES DA PRÁTICA DOCENTE QUE JULGUE ENFADONHAS E
QUE PRECISAM SER SUPERADAS.

32

Todos os fins de semana, para nota.

33

O QUE RESOLVERIA A QUESTÃO?

34

...

35

QUAIS ATRIBUTOS DE UM RECURSO SERIA UM SONHO, SE EXISTISSE?

36

As aulas através de Tic's. Porque o aluno cansa muito do quadro. Por isso faço um
círculo para acabar com a mesmice.

137
146

APÊNDICE N – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM PROFESSOR E2P1
1

SEXO?

2

Feminino.

3

IDADE?

4

37.

5

TEMPO DE DOCÊNCIA?

6

1,5 anos.

7

HÁ QUANTO TEMPO TRABALHA NA ESCOLA?

8

1,5 anos.

9

FAZ USO DE QUAIS RECURSOS PARA O ENSINO E APRENDIZAGEM?

10

Vídeos, filmes, data-show, mapas e globos, imagens, quadro-negro.

11

RECURSOS MAIS USADOS?

12

Quadro-negro.

13

USA RECURSO TECNOLÓGICO? POR QUÊ?

14

Não nas aulas, apenas para auxílio pessoal. A escola não disponibiliza.

15

QUAL O OBJETIVO DA AULA?

16

Tornar conhecido os sistemas de produção e suas divisões.

17

QUAIS RECURSOS FORAM CONSIDERADOS? POR QUÊ?

18

Quadro-negro e oralidade. Por ser um dos recursos disponíveis no momento.

19

QUAIS RECURSOS FORAM UTILIZADOS? POR QUÊ?

20

Quadro-negro e oralidade.

21

QUAIS AS LIMITAÇÕES DOS RECURSOS?

22

Limita uma maior exploração do conteúdo e tempo.

23

COMO ANALISA SE O OBJETIVO DA AULA FOI ALCANÇADO?

24

Ao término dos conjuntos de aulas serão feitas avaliações e questionários.

25

QUE TIPO DE RECURSO SERIA IDEAL PARA
DOMINASSEM O QUE FOI TRABALHADO NA AULA?

26

Data-show, aula de campo, acesso a computadores.

27

DEFINA ATIVIDADES DA PRÁTICA DOCENTE QUE JULGUE ENFADONHAS E
QUE PRECISAM SER SUPERADAS.

28

uso de cadernetas e correção de provas.

29

O QUE RESOLVERIA A QUESTÃO?

QUE

OS

ALUNOS

147
138

30

Um sistema informatizado.

31

QUAIS ATRIBUTOS DE UM RECURSO SERIA UM SONHO, SE EXISTISSE?

32

Aulas pré-planejadas e recursos necessários já disponíveis sem limites e no momento
das aulas.

33

(OBS.: FORMAÇÃO: GEOGRAFIA)

139
148

APÊNDICE O – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM PROFESSOR E2P2
1

SEXO?

2

Feminino.

3

IDADE?

4

53.

5

TEMPO DE DOCÊNCIA?

6

29.

7

HÁ QUANTO TEMPO TRABALHA NA ESCOLA?

8

8 dias.

9

FAZ USO DE QUAIS RECURSOS PARA O ENSINO E APRENDIZAGEM?

10

Livros didáticos, pesquisa na internet.

11

RECURSOS MAIS USADOS?

12

Pesquisa.

13

USA RECURSO TECNOLÓGICO? POR QUÊ?

14

Notebook.

15

QUAL O OBJETIVO DA AULA?

16

Mostrar e fazer identificar gêneros textuais.

17

QUAIS RECURSOS FORAM CONSIDERADOS? POR QUÊ?

18

...

19

QUAIS RECURSOS FORAM UTILIZADOS? POR QUÊ?

20

...

21

QUAIS AS LIMITAÇÕES DOS RECURSOS?

22

Todos.

23

COMO ANALISA SE O OBJETIVO DA AULA FOI ALCANÇADO?

24

...

25

QUE TIPO DE RECURSO SERIA IDEAL PARA
DOMINASSEM O QUE FOI TRABALHADO NA AULA?

26

Xérox.

27

DEFINA ATIVIDADES DA PRÁTICA DOCENTE QUE JULGUE ENFADONHAS E
QUE PRECISAM SER SUPERADAS.

QUE

OS

ALUNOS

140
149

28

Correção de redações, é muita coisa, brincadeiras, gincanas de competição e caderneta,
chamada de frequência.

29

O QUE RESOLVERIA A QUESTÃO?

30

Para a gincana, ter recreadores para trabalhar com os alunos. Para caderneta, colocar no
sistema, chamada no sistema e redação.

31

QUAIS ATARIBUTOS DE UM RECURSO SERIA UM SONHO, SE EXISTISSE?

32

Tirar os alunos de sala de aula e a partir dos sextos anos tudo ser on line, sem contato
com drogas. Porque é muito estressante você em sala de aula com alunos usando drogas
e você não puder fazer nada.

33

(OBS.: FORMAÇÃO: LETRAS)

141
150

APÊNDICE P – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA DOM PROFESSOR E2P3
1

SEXO?

2

Masculino.

3

IDADE?

4

36.

5

TEMPO DE DOCÊNCIA?

6

06 anos.

7

HÁ QUANTO TEMPO TRABALHA NA ESCOLA?

8

02 anos.

9

FAZ USO DE QUAIS RECURSOS PARA O ENSINO E APRENDIZAGEM?

10

Quadro branco, pincel e vídeo.

11

RECURSOS MAIS USADOS?

12

Quadro branco e pincel.

13

USA RECURSO TECNOLÓGICO? POR QUÊ?

14

Vídeo, projeção de slides.

15

TEMA DA AULA DE HOJE?

16

Probabilidade?

17

QUAL O OBJETIVO DA AULA?

18

Fazer entender o conceito básico para utilizar em concurso.

19

QUAIS RECURSOS FORAM CONSIDERADOS? POR QUÊ?

20

Exercício.

21

QUAIS RECURSOS FORAM UTILIZADOS? POR QUÊ?

22

...

23

QUAIS AS LIMITAÇÕES DOS RECCURSOS?

24

Laboratório de Matemática.

25

COMO ANALISA SE O OBJETIVO DA AULA FOI ALCANÇADO?

26

Atividades propostas.

27

QUE TIPO DE RECURSO SERIA IDEAL PARA
DOMINASSEM O QUE FOI TRABALHADO NA AULA?

28

Laboratório de Matemática.

29

DEFINA ATIVIDADES DA PRÁTICA DOCENTE QUE JULGUE ENFADONHAS E
QUE PRECISAM SER SUPERADAS.

QUE

OS

ALUNOS

142
151

30

A aula expositiva.

31

O QUE RESOLVERIA A QUESTÃO?

32

Tinha que ter a matemática para o mundo tecnológico. Todos terem acesso e o
professor saber usar.

33

QUAIS ATRIBUTOS DE UM RECURSO SERIA UM SONHO, SE EXISTISSE?

34

Se tivesse uma Impressora em 3D, os alunos conseguiriam visualizar.

35

(OBS.: FORMAÇÃO: MATEMÁTICA.)

143
152

APÊNDICE Q – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM PROFESSOR E3P1
1

FORMAÇÃO ACADÊMICA?

2

Licenciatura em Música/Bacharel Jornalismo

3

SEXO?

4

Masculino.

5

IDADE?

6

40.

7

TEMPO DE DOCÊNCIA?

8

10 anos.

9

HÁ QUANTO TEMPO TRABALHA NA ESCOLA?

10

3 meses.

11

FAZ USO DE QUAIS RECURSOS PARA O ENSINO E APRENDIZAGEM?

12

Livros, slides, internet, instrumentos, etc.

13

RECURSOS MAIS USADOS?

14

Livros e textos.

15

USA RECURSO TECNOLÓGICO? POR QUÊ?

16

Uso; o recurso tecnológico é um facilitador no meio comunicacional, atende de forma
imediata ao interesse e necessidade do aluno e sua realidade.

17

QUAL O TEMA DA AULA DE HOJE?

18

Aula de teoria musical.

19

QUAL O OBJETIVO DA AULA?

20

Ofertar conceitos musicais e aprimorar a percepção musical e rítmica.

21

QUAIS RECURSOS FORAM CONSIDERADOS? POR QUÊ?

22

Foram utilizadas audições de instrumentos no youtube.

23

QUAIS RECURSOS FORAM UTILIZADOS? POR QUÊ?

24

Uma ampla plataforma de audição gratuita.

25

QUAIS AS LIMITAÇÕES DOS RECURSOS?

26

Não houve.

27

COMO ANALISA SE O OBJETIVO DA AULA FOI ALCANÇADO?

28

Sim. A participação e êxito foram suficientes.

29

QUE TIPO DE RECURSO SERIA IDEAL PARA
DOMINASSEM O QUE FOI TRABALHADO NA AULA?

QUE

OS

ALUNOS

144
153

30

Uma lousa interativa na qual se pudesse visualizar, tocar e ouvir os instrumentos
musicais, sua disposição, nipes, variações, timbres e tessituras.

31

DEFINA ATIVIDADES DA PRÁTICA DOCENTE QUE JULGUE ENFADONHAS E
QUE PRECISAM SER SUPERADAS.

32

A prática de ensino por disciplina isolada.

33

O QUE RESOLVERIA A QUESTÃO?

34

O uso de método holístico.

35

QUAIS ATRIBUTOS DE UM RECURSO SERIA UM SONHO, SE EXISTISSE?

36

Um aplicatiivo de museus virtuais.

145
154

APÊNDICE R – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM PROFESSOR E3P2
1

FORMAÇÃO ACADÊMICA?

2

Tecnóloga em Turismo.

3

SEXO?

4

Feminino.

5

IDADE?

6

36.

7

TEMPO DE DOCÊNCIA?

8

5 anos.

9

HÁ QUANTO TEMPO TRABALHA NA ESCOLA?

10

10 meses.

11

FAZ USO DE QUAIS RECURSOS PARA O ENSINO E APRENDIZAGEM?

12

Vídeos, fotos, aulas práticas externas.

13

RECURSOS MAIS USADOS?

14

Projetor multimídia.

15

USA RECURSO TECNOLÓGICO? POR QUÊ?

16

Projetor multimídia. Para uma visualização e maior alcance explorando o conteúdo
através de vídeos e imagens.

17

QUAL O OBJETIVO DA AULA?

18

Revisar o conteúdo.

19

QUAIS RECURSOS FORAM CONSIDERADOS? POR QUÊ?

20

Quadro/projetor.

21

QUAIS RECURSOS FORAM UTILIZADOS? POR QUÊ?

22

...

23

QUAIS AS LIMITAÇÕES DOS RECURSOS?

24

Não existe projetores suficientes e as vezes a aula precisa de adaptações.

25

COMO ANALISA SE O OBJETIVO DA AULA FOI ALCANÇADO?

26

Colocando exemplos práticos e verificando o feedback.

27

QUE TIPO DE RECURSO SERIA IDEAL PARA
DOMINASSEM O QUE FOI TRABALHADO NA AULA?

QUE

OS

ALUNOS

146
155

28

Tela interativa.

29

DEFINA ATIVIDADES DA PRÁTICA DOCENTE QUE JULGUE ENFADONHAS E
QUE PRECISAM SER SUPERADAS.

30

Preenchimento do diário.

31

O QUE RESOLVERIA A QUESTÃO?

32

Mais equipamentos e uma melhor organização e planejamento dos projetos. Diários de
classe digitais.

33

QUAIS ATRIBUTOS DE UM RECURSO SERIA UM SONHO, SE EXISTISSE?

34

A interdisciplinaridade aplicada na íntegra e mais equipamentos de multimídia.

147
156

APÊNDICE S – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM PROFESSOR E3P3
1

E3 P3 BANCO DE DADOS

2

SEXO:

3

Masculino.

4

IDADE?

5

27.

6

TEMPO DE DOCÊNCIA?

7

Um ano e seis meses.

8

HÁ QUANTO TEMPO TRABALHA NA ESCOLA?

9

Um ano.

10

FAZ USO DE QUAIS RECURSOS PARA O ENSINO E APRENDIZAGEM?

11

Quadro branco.

12

RECURSOS MAIS USADOS?

13

Quadro branco.

14

USA RECURSO TECNOLÓGICO? POR QUÊ?

15

Data show.

16

QUAL O OBJETIVO DA AULA?

17

Prova. Consulta SQL.

18

QUAIS RECURSOS FORAM CONSIDERADOS? POR QUÊ?

19

Redigir a prova.

20

QUAIS RECURSOS FORAM UTILIZADOS? POR QUÊ?

21

Redigiram a prova.

22

QUAIS AS LIMITAÇÕES DOS RECURSOS?

23

Não posso exigir a prática da disciplina.

24

COMO ANALISA SE O OBJETIVO DA AULA FOI ALCANÇADO?

25

O resultado da prova.

26

QUE TIPO DE RECURSO SERIA IDEAL PARA
DOMINASSEM O QUE FOI TRABALHADO NA AULA?

27

Por meio de uma prova prática.

28

DEFINA ATIVIDADES DA PRÁTICA DOCENTE QUE JULGUE ENFADONHAS E
QUE PRECISAM SER SUPERADAS.

29

Caderneta.

QUE

OS

ALUNOS

148
157

30

O QUE RESOLVERIA A QUESTÃO?

31

Um sistema acadêmico.

32

QUAIS ATRIBUTOS DE UM RECURSO SERIA UM SONHO, SE EXISTISSE?

33

Um laboratório de informática.

34

(OBS.: FORMAÇÃO: SISTEMA DA INFORMAÇÃO)

149
158

APÊNDICE T – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM PROFESSOR E3P4
1

FORMAÇÃO ACADÊMICA?

2

Curso de Química.

3

SEXO?

4

Feminino.

5

IDADE?

6

29.

7

TEMPO DE DOCÊNCIA?

8

2 anos.

9

HÁ QUANTO TEMPO TRABALHA NA ESCOLA?

10

Cerca de um ano.

11

FAZ USO DE QUAIS RECURSOS PARA O E APRENDIZAGEM?

12

Inúmeros, na prática. Teóricos, livro didático, xérox, quadro, pincel, data show.

13

RECURSOS MAIS USADOS?

14

Livro didático, xérox, quadro, pincel e data show.

15

USA RECURSO TECNOLÓGICO? POR QUÊ?

16

Data show. Para visualizar.

17

SOBRE A AULA OBSERVADA.

18

Aula prática.

19

QUAL O OBJETIVO DA AULA?

20

Mostrar pela análise a acidez de algumas substâncias.

21

QUAIS RECURSOS FORAM CONSIDERADOS? POR QUÊ?

22

Vidrarias, reagentes, frutas e hortaliças ...

23

QUAIS RECURSOS FORAM UTILIZADOS? POR QUÊ?

24

Vidrarias, reagentes, frutas e hortaliças... Para aula prática.

25

QUAIS AS LIMITAÇÕES DOS RECURSOS?

26

Quantidade não suficiente, tem que comprar frutas e hortaliças.

27

COMO ANALISA SE O OBJETIVO DA AULA FOI ALCANÇADO?

28

Questionário respondido sem recorrer muito a ajuda.

29

QUE TIPO DE RECURSO SERIA IDEAL PARA
DOMINASSEM O QUE FOI TRABALHADO NA AULA?

QUE

OS

ALUNOS

150
159

30

Quadro branco no laboratório. Queria mostrar a reação do repolho roxo com outro
método e não teve material.

31

DEFINA ATIVIDADES DA PRÁTICA DOCENTE QUE JULGUE ENFADONHAS E
QUE PRECISAM SER SUPERADAS.

32

falta de mais aulas práticas porque a Química requer mais recursos para aula prática
ocorrendo simultaneamente.

33

O QUE RESOLVERIA A QUESTÃO?

34

Teoria e prática.

35

QUAIS ATRIBUTOS DE UM RECURSO SERIA UM SONHO, SE EXISTISSE?

36

Laboratório na área de alimentos. Todo no azulejo pra garantir a higiene dos alimentos.

151
160

APÊNDICE U – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM PROFESSOR E4P1
1

OBRIGADA, S...! AH... A ENTREVISTA QUE A GENTE VAI FAZER É SOBRE O
USO DE ARTEFATOS QUE O PROFESSOR USA PRA SALA DE AULA.

2

Eita, meu Deus!

3

ENTÃO... GOSTARIA DE SABER... QUAL A TUA FORMAÇÃO ACADÊMICA?

4

História. Licenciatura Plena em História.

5

QUAL A IDADE?

6

Trinta e sete.

7

QUANTO TEMPO QUE TU JÁ TENS DE DOCÊNCIA?

8

Dezoito.

9

DEZOITO ANOS, NÉ?

10

NESSA ESCOLA?

11

Um.

12

FAZ USO DE QUAIS RECURSOS PRA O ENSINO?

13

Aqui ou fora daqui?

14

AQUI.

15

Tudo aqui, né isso?

16

PODE SER AQUI. E DAQUI A POUCO A GENTE ABRE UM PARÊNTESE PRA
FORA.

17

Aqui... Vídeo, slide e música. Fora do... do normal, né? Mesmo assim, a gente encontra
muita dificuldade.

18

E, NO HABITUAL, FAZ USO DA... DO QUADRO BRANCO...

19

Da exposição... É... Aula expositiva normal com o quadro...

20

ELES TÊM LIVRO DIDÁTICO?

21

Têm, sim.

22

ELES TRAZEM?

23

Trazem. Porque senão não fica na sala.

24

AH, ENTÃO TEM QUE TRAZER MESMO!

25

Tem que ter essa... esse jogo de cintura, né?

26

E, DESSES RECURSOS, QUAIS OS MAIS UTILIZADOS?

27

O quadro e o slide.

28

E EM OUTRO LOCAL?

152
161

29

Aí... Como eu estou nas três redes. Eu estou... Eu estou no Estado, no Município e na
rede privada. Então na rede privada eu uso tudo o que você imaginar e mais um pouco,
né? Primeiro que os projetores cada sala tem um. Você tem o projetor já acoplado a
computador e a caixa de som. Você tem auditório disponível. Todo material que você
pedir. Eu dou aula numa escola muito boa aqui... É a Monteiro Lobato. Então, o padrão,
né? O nível... Então eu uso de tudo. Faço... Gosto muito de trabalhar intercalando teatro
junto com as minhas aulas. Então a gente sempre introduz... é... peças teatrais. Eu
trabalho todo fim de semestre com resenha dos livros que eles lêem. Então, tudo que
você imaginar que um professor possa usar e mais eu uso lá. Desde montagem de peça
a gincana, jogos pra História, que é muito comum... não é muito comum,né? Mas eu
uso de tudo!

30

ÓTIMO! É... O TEMA DE UMA AULA TRABALHADA... PRA GENTE FALAR
UM POUQUINHO SOBRE ESSA AULA ESPECÍFICA.

31

Aqui?

32

AHAM.

33

Grécia... Grécia Antiga.

34

PRA QUAL TURMA?

35

1º ano.

36

QUAL QUE SERIA O OBJETIVO DA AULA?

37

Sempre é fazer com que o aluno compreenda... no meu caso... da minha ciência, né?
Fazer com que ele compreenda a importância das antigas civilizações para... para a vida
atual, né? Não deixar no passado, né?

38

E QUAIS RECURSOS SERIAM CONSIDERADOS PRA USAR NESSA AULA?
INDEPENDENTE DOS QUE VOCÊ SE REFERIU.

39

Filmes. A gente usou filmes. É... Eu usei muito texto em anexo, com relação à
mitologia, né? Eu trouxe alguns mitos. E...

40

ESSE MATERIAL IMPRESSO ELES RECEBEM?

41

Recebem. E também no livro deles também veio a... O panteão de deuses. Deu pra dar
uma explanada bem legal em cima disso. É... Então foi filme, o quadro em si, slide e o
texto. Esse é nosso último assunto. Já entramos em Roma.

42

E TODOS ELES QUE FORAM CONSIDERADOS FORAM UTILIZADOS?

43

Foram, sim.

44

QUAIS AS LIMITAÇÕES DOS RECURSOS AQUI NA REDE?

45

Poucos projetores pra muito professor. Dificuldades porque não tem caixa de som pra
todo mundo, né? E a sala de vídeo não tem TV, ou seja, como é que a sala de vídeo...

46

SEM TV. NÉ? É...

47

COMO ANALISA SE O OBJETIVO DA AULA FOI ALCANÇADO PELOS
ALUNOS?

153
162

48

Avaliação é um leque, né? Você quer saber a que eu fiz?

49

HAM HAM...

50

Ou... A gente fez um debate avaliativo, fizemos uma produção textual e fizemos...
questões do ENEM, um simulado... um pequeno simulado.

51

QUE TIPO DE RECURSO SERIA IDEAL PRA QUE OS ALUNOS DOMINASSSEM
O CONTEÚDO QUE FOI TRABALHADO?

52

Todo tipo de recurso audiovisual. Porque pra minha disciplina é importantíssimo o
audiovisual. Eu trabalho com História, então você só falar... Quando você visualiza é
outra coisa, né? Então pra mim todo recurso que puder envolver audiovisual vai me
beneficiar muito. Tecnologia mesmo. Que ela vem pra somar, né? Que apesar do que
todo mundo acha não é uma disciplina apenas teórica.

53

HISTÓRIA, NÉ?

54

Né? Não é.

55

A GENTE VAI FALAR UM POUQUINHO SOBRE ARTEFATOS DOCENTES. A
PRÁTICA DOCENTE... UMA PRÁTICA OU ALGUMAS PRÁTICAS QUE VOCÊ
JULQUE QUE É UMA PRÁTICA ENFADONHA, QUE É ALGO QUE JÁ DEVERIA
TER SIDO SUPERADO.

56

Leitura em sala de aula com o aluno. Aquela leitura que o professor faz a leitura. Sabe
como é? Que o aluno fica ouvindo. Você imagina isso numa disciplina de História. A
morte.

57

E O QUE PODERIA RESOLVER ESSA QUESTÃO?

58

A capacitação. Com certeza.

59

QUAIS ATRIBUTOS DE UM RECURSO, SE ELE EXISTISSE, QUE TRADUZIRIA
UM SONHO? SERIA DEZ SE ISSO TIVESSE, SE ISSO EXISTISSE PRA AULA DE
HISTÓRIA.

60

A lousa eletrônica porque ela tem tudo. Já trabalhei com ela e aí você tem tudo ao
mesmo tempo. Claro que ela completa, né? Com wi-fi, com tudo que você tenha direito.

61

TEM ALGO MAIS, PROFESSORA?

62

Isso, que o resto eu já falei antes, né? Que seriam esses recursos aqui todos os dias em
sala de aula, né?

63

SERIA O IDEAL, NÉ?

64

Oh... Sonho...

65

OK, OBRIGADA, PROFESSORA.

66

De nada!

67

UMA BOA AULA!

68

163
154

APÊNDICE V – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM PROFESSOR E4P2
1

E4P2

2

SUA IDADE?

3

36 anos.

4

TEMPO DE DOCÊNCIA?

5

20 anos.

6

HÁ QUANTO TEMPO TRABALHA NA ESCOLA?

7

Um ano.

8

FAZ USO DE QUAIS RECURSOS PARA O ENSINO E APRENDIZAGEM?

9

Jogos, vídeo, data show e giz e quadro.

10

RECURSOS MAIS USADOS?

11

Jogos.

12

QUAL O TEMA DA AULA DE HOJE?

13

Área das figuras planas.

14

QUAL O OBJETIVO DA AULA?

15

Identificar o perímetro e a área de uma figura plana.

16

QUAIS RECURSOS FORAM CONSIDERADOS? POR QUÊ?

17

Hoje foi só... foi aula expositiva. Foi giz, apagador e utilizei essa fábula também pra
incrementar.

18

QUAIS AS LIMITAÇÕES DO RECURSO?

19

A televisão tá quebrada.

20

COMO ANALISA SE O OBJETIVO DA AULA FOI ALCANÇADO?

21

Todos resolviam sós, os exercícios que eu fazia. Então eles aprenderam.

22

QUE TIPO DE RECURSO SERIA IDEAL PARA
DOMINASSEM O QUE FOI TRABALHADO NA AULA?

23

Jogos, quebra-cabeças. Porque geometria tem que ser com jogos e quebra-cabeças.

24

DOS RECURSOS QUE SÃO UTILIZADOS NA PRÁTICA DOCENTE O QUE É
QUE VOCÊ JULGA ENFADONHO, QUE JÁ DEVIA TER SIDO SUPERADO?

25

Aula expositiva, giz e apagador, que é o que a gente mais usa, mas nem sempre é
possível nem tem sala suficiente pra gente tá fazendo oficina.

26

E O QUE PODERIA RESOLVER ESSA QUESTÃO?

27

Um laboratório de Geometria, um lugar que desse... Uma sala... Uma sala... Como tem
algumas escolas... Não sei se você já ouviu falar. Tem sala personalizada, que o aluno

QUE

OS

ALUNOS

155
164

que vai pra ela. A sala de Matemática.
28

EU FUI À ESCOLA. É A ESCOLA DO TEMPO INTEGRAL.

29

Teria que ter salas personalizadas.

30

QUE ATRIBUTOS DE UM RECURSO SERIA UM SONHO, SE EXISTISSE?

31

É a sala personalizada. Que é o que a escola modelo faz.

156
165

APÊNDICE W – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM PROFESSOR E4P3
1

PROFESSOR

2

QUAL A SUA FORMAÇÃO PROFESSOR?

3

Tenho Graduação em Música, Licenciatura em Música.

4

QUAL A DISCIPLINA?

5

Arte.

6

QUAL A SUA IDADE?

7

52 anos.

8

TEMPO DE DOCÊNCIA?

9

2 anos.

10

NESTA ESCOLA?

11

Também, 2 anos.

12

(HUM, INICIOU AQUI MESMO.)

13

FAZ USO DE QUAIS RECURSOS PARA O E APRENDIZAGEM?

14

Data Show. O uso do datashow.

15

É O MAIS UTILIZADO?

16

Sim (Data Show).

17

UM RECURSO TECNOLOGICO, O PORQUÊ VOCE FAZ A UTILIZAÇÃO DESTE
RECURSO?

18

(Data Show). Você dar uma aula de artes, sem apresentar imagens, foto, ficaria muito,
muito vago... visão, limitação. É preciso usar. Por que também essa é uma geração
muito visual, não é? Então, sempre procuro usar o data show. Como áudio, vídeos, pra
eles, para eles poder, mapa também, eu falo muito também e faço explicação sobre
política e geográfica. Sempre gosto de ter uma coisa para eles verem. Primeiro também
que eles são dispersos e você evita também dispersão, do que ficar só falando, falando,
falando... eles se cansam e não prestam muita atenção.

19

O TEMA ABORDADO NO 3º ANO?

20

Hãn, falei tanto no 1º como no 2º quanto no 3º foi sobre as vanguardas europeias,
música moderna.

21

QUAL O OBJETIVO?

22

Hãn. No caso aí foi dar uma visão é da a arte, né no uso do que a gente chamaria aí da
idade moderna, da música moderna, da arte moderna que foi no final do século XIX e
XX, e tanto a visão artística, literária. Artística de um modo geral como também
política, geográfica, como falei. Congregar conhecimento em várias áreas não apenas a
arte pela arte. Essa tem sido a nossa intenção.

157
166

23

QUAIS OS RECURSOS FORAM CONSIDERADOS PARA ESSA AULA, EM MEIO
AO QUE PODERIA, OU NÃO, SER USADO?

24

Certo. Tanto slides, áudios, vídeos e a própria apresentação, explanação..

25

QUAIS OS RECURSOS FORAM UTILIZADOS DENTRE OS QUE FORAM
IDEALIZADOS?

26

Todos.

27

QUAIS AS LIMITAÇÕES DOS RECURSOS? QUE PRECISAVA NUMA AULA
PRA, NESSA AULA ESPECÍFICA, E QUE O RECURSO POR SI SÓ NÃO PÔDE,
NÃO CONSEGUIU FAZER?

28

No caso as limitações... Eu trago tudo, meu material eu trago. Eu trago data show, eu
trago som. Normalmente eu trago. Normalmente é a questão do horário (EU VI VOCÊ
TERMINANDO A AULA E CARREGANDO TODO O APARATO). É... se fosse uma
caixa móvel pra o som, pra o áudio... Mas estou me equipando o caminho pra isso. Vou
comprar um data show. Um sonzinho mais portátil. Tenho tentado isso.

29

QUE TIPO DE RECURSO SERIA IDEAL PARA VOCÊ...

30

Uma sala... Porque veja, na...na... pra aula de Arte como outras né? Outras disciplinas o
ideal seria uma sala apropriada, montada mesmo. Esse é um sonho nosso. É ter uma
sala montada. Você não ter que ficar trazendo data show, som. E também que às vezes
você possa ter um Quadro. Como é uma sala comum para todas as matérias aí não tem
como ter uma decoração específica. O ideal seria ter uma sala para Arte. O aluno deve
ir pra sala. O aluno, aluno vai a sala. Esse é um sonho meu... Em outras matérias
acredito também. Química, por exemplo, um laboratório.

31

NA PRÁTICA DOCENTE, QUAL SERIA UMA PRÁTICA QUE VOCÊ JULGUE
ENFADONHA, QUE JÁ DEVIA SER SUPERADA...

32

Caderneta. Isso não existe mais! Estou aqui perdendo o meu tempo com caderneta. Isso
é abominável... Isso é muito retrógrado.

33

O QUE RESOLVERIA ESSA QUESTÃO?

34

É o diário digital. Que já existe inclusive. Mas que não tem sido colocado em prática.

35

(EU PUDE VISUALIZAR. SÓ A DIREÇÃO TEM ACESSO E SECRETARIA.
INCLUSIVE EM UMA ESCOLA O DIRETOR, QUANDO TODOS OS
PROFESSORES ENTREGARAM, ELE TEVE QUE TRANSCREVER, DIGITAR
TUDO QUE ESTAVA NAS CADERNETAS)
Isso é um absurdo
(POR TODAS AS DISCIPLINAS).

36

QUAIS ATRIBUTOS DE UM RECURSO, SE ELE EXISTISSE, SERIA UM SONHO,
PRA VOCÊ? ... UM QUE CONTIVESSE O QUE, PARA SUPRIR AS
NECESSIDADES ATUAIS?

37

O que a gente já falou, não é. E acho que uma tela digital, a lousa digital seria um
grande sonho. E que também a gente sabe que existe, mas não é cotado.

38

PRONTO. MUITO OBRIGADA (De nada) POR TER CEDIDO MOMENTO DO
INTERVALO. SÓ VOU... ESTÁ FALTANDO QUE O SENHOR ASSINE PRA MIM,

158
167

COM O NOME, E FAZER ASSINATURA OU RUBRICA AQUI.
39

Isso faz parte de quê?

40

MESTRADO EM CIÊNCIAS DA COMPUTAÇÃO.

41

(OBS: SEXO = MASCULINO)

159
168

APÊNDICE X – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM PROFESSOR E5P1
1

E5P1

2

BEM PROFESSORA LUCIANA, OBRIGADA POR TER ACEITO FAZER ESTA
ENTREVISTA, E PERMITIDO ESSA GRAVAÇÃO DO ÁUDIO. ESTA PROPOSTA
SOBRE O SISTEMA DE INSTRUMENTO DO CONTEXTO DO ENSINO MÉDIO.
É E ESSA ESCOLA FOI UMA ESCOLA QUE A GENTE PODE ESTÁ VISITANDO.
EM RELAÇÃO A SUA FORMAÇÃO ACADÊMICA?

3

Professora: Bom eu tenho o mestrado, o mestrado acadêmico. Eu conclui em 2013.

4

EM 2013? CERTO. E A SUA IDADE?

5

Professora: Tenho 41 anos?

6

E A QUANTO TEMPO NA DOCÊNCIA?

7

Professora É no estado eu tenho 15 anos. Antes disso eu trabalhei uns 2 anos
independente,

8

REDE PRIVADA?

9

Professora: Não privada. Mas é, eu ministrava assim em casa, reforço.

10 AH TÁ ÓTIMO. CERTO, E A QUANTO TEMPO AQUI NA ESCOLA?
11 Professora: Na escola são 9 anos já.
12 BOM TEMPO JÁ NÉ? FAZ USO DE QUAIS RECURSOS PARA O ENSINO E
APRENDIZAGEM?
13 Professora: Eu costumo utilizar o quadro, o marcador para quadro branco, livro
didático, utilizo xerox, e uma vez ou outra vídeo, e de som. Às vezes quando eu
trabalho música. Mas esses dois últimos o vídeo e o som raramente.
14 ENTÃO QUAIS SÃO OS MAIS UTILIZADOS?
15 Professora: O quadro e o marcador.
16 Professora: E o livro didático também.
17 TODOS OS ALUNOS TÊM O LIVRO DIDÁTICO?
18 Professora: Sim.
19 ELES TRAZEM SEMPRE?
20 Professora: Sempre, o fundamental, é mais difícil a gente fazer com que eles tragam,
eles esquecem, mas o Ensino Médio eles costumam levar sim com frequência.
21 BOM VOCÊ JÁ CITOU ALGUNS RECURSOS TECNOLÓGICOS. VAMOS
ENTRAR UM POUQUINHO NA AULA DE HOJE, QUAL O TEMA ABORDADO?
22 Professora: Minha aula de hoje foi sobre a agropecuária mundial.
23 QUAL O OBJETIVO DA AULA?
24 Professora: O objetivo é fazer com que os alunos tomem conhecimentos, das

169
160

tecnologias agropecuárias utilizadas ao redor do mundo, né? Nos diferentes continentes.
25 É EU OBSERVEI LÁ OS CONTINENTES SENDO TRABALHADOS E VI
TAMBÉM A PARTICIPAÇÃO DOS ALUNOS. QUAIS OS RECURSOS QUE
VOCÊ, A SENHORA CONSIDEROU NESSE MOMENTO QUANDO FOI
ELABORAR A SUA AULA, PARA FAZER PLANEJAMENTO QUAIS RECURSOS
PODERIAM SER UTILIZADOS?
26 Professora: É a aula teria sido fantástica ter sido ministrada com o data show, porque é
assim é um conteúdo que envolve muito o visual, globo terrestre, mapas para eles
poderem visualizar porque nas aulas de geografia o visual é muito importante.
27 EU OBSERVEI QUE NO FIM DA AULA, A PROFESSORA FOI FAZER A
INDICAÇÃO DA PESQUISA PARA ELES.
28 Professora: É que é o tipo ideal de recursos seria...
29 COMO ANALISA
ALCANÇADO?

PROFESSORA

QUE

O

OBJETIVO

DA

AULA

FOI

30 Professora: É geralmente através de avaliação escrita.
31 E QUE TIPO DE RECURSO SERIA IDEAL NO CASO DE QUE PARA QUE O
ALUNO DOMINASSEM OS CONTEÚDOS MINISTRADOS EM SALA DE AULA?
32 Professora: É, atlas geográficos, globo terrestre, data show, né?
33 A ESCOLA, ELA DISPÕE ESSES MATERIAIS?
34 Professora: Não. Na escola não tem, nem globo terrestre, nem atlas geográfico, nem
mapas, mapas individuais e temáticos, a escola disponibiliza o data show tem. O único
desses recursos que é ideal para trabalhar nessa aula, que a escola disponibiliza é o data
show.
35 QUAIS AS LIMITAÇÕES DESSES RECURSOS? NO CASO QUAL
A
LIMITAÇÃO PELO O USO DO DATA SHOW, QUAL A IMPOSSIBILIDADE DE
USO?
36 Professora: A impossibilidade de uso, é a dificuldade mas assim em ter acesso há um
pouco de dificuldade e em determinadas turmas é a colaboração dos alunos eles não
colaboram muito para que a gente possa fazer um bom trabalho na utilização
determinados recursos.
37 CERTO E QUAL A ATIVIDADE DA PRÁTICA DOCENTE QUE A PROFESSORA
JULGA ENFADONHA E QUE PRECISA SER SUPERADA?
38 Professora: É justamente a realização de aulas que dependem somente da voz do
professor, do diálogo tal, deixa muito a desejar né o q torna hj enfadonha é isso a gente
tivesse mais recurso trabalhar de maneira mais visual, mais prática seria melhor.
39 CERTO BASICAMENTE O QUE RESOLVERIA ISSO?
40 Professora: Justamente a utilização maior desses recursos tecnológicos e audiovisuais.
41 NO CASO DA ESCOLA ELA DISPÕE DE QUANTOS DA DATA SHOW?
42

Professora: Pelo que eu sei,acho que é um.

170
161

43 Um, um só. Tem um número muito grande de salas.
44

Professora: É muita sala, pouco recurso e o local onde a gente vai trabalhar com o
recurso não colabora.

45 EM RELAÇÃO NA EXISTÊNCIA Q SERIA UM SONHO QUAIS OS ATRIBUTO
46 (OBS.: FORMAÇÃO: GEOGRAFIA)

171
162

APÊNDICE Y – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM PROFESSOR E5P2
1

PROFESSOR

2

... (Conversas)

3

Sim, como é que vai fazer aqui?

4

EU VOU FAZER A ENTREVISTA. EU ACHO QUE É MELHOR EU LHE
PERGUNTAR...

5

Tá!

6

IDADE?

7

Quatro e meia - 46.

8

QUANTO TEMPO DE DOCÊNCIA?

9

10 anos.

10

QUANTO TEMPO NA ESCOLA?

11

10 anos.

12

FAZ USO DE QUAIS RECURSOS DO ENSINO-APRENDIZAGEM?

13

Quais os recursos ... Como assim que você quer?

14

QUAIS OS ARTEFATOS QUE VOCÊ USA PARA DAR AULA?

15

A gente usa o livro, né? É texto, seminários, debates, peças teatrais.

16

DESSES RECURSOS, QUAIS OS MAIS USADOS?

17

Mais usados, seminários e os livros.

18

USA ALGUM RECURSO TECNOLÓGICO?

19

Não, o tempo que estou nessa escola, não.

20

NO CASO, HOJE A SUA AULA FOI BASEADA NA PREPARAÇÃO DO
PROJETO?

21

Na preparação do projeto.

22

QUAL QUE FOI O TEMA?

23

Maceió 200 anos.

24

QUAL O OBJETIVO DO PROJETO?

25

O objetivo é que as pessoas conheçam a história de Maceió.

26

QUAIS OS RECURSOS QUE VOCÊ ACHA QUE IRIA CONSEGUIR PARA
DESENVOLVER ESSE PROJETO?

27

Quais os recursos? Na verdade, eles não sabem de nada da história da cidade.

28

E AÍ USOU A PESQUISA?

163
172

29

Ah, sim, usei, eles estão fazendo a pesquisa e conhecendo a história de Maceió, como
um todo. A gente está trazendo a cidade para dentro da escola, todos os pontos
turísticos, tudo.

30

E AÍ COMO VOCÊ VAI AVALIAR SE O OBJETIVO DO CONHECIMENTO QUE
ELES TIVERAM FOI ALCANÇADO?

31

Como eu vou observar? É porque... É cada um vai falar para as pessoas que vão chegar
e eu vou ouvir grupo por grupo, a história que vai expor sobre o projeto.

32

(Aluna interrompe - Aí, professor, vai valer pontos mesmo, né?)

33

Boa sorte, viu?

34

(Aluna - Vê os meus pontos, viu?)

35

Oh, menina! Boa sorte viu, pelo futuro casamento.
(PARA UMA ALUNA QUE RECEBEU BUQUÊ DE FLORES NA AULA DE
GEOGRAFIA).

36

(Aluna - Muito obrigada!)

37

QUAL O TIPO DE RECURSO SERIA IDEAL PARA OS ALUNOS DOMINAREM
OS CONTEÚDOS?

38

Qual o recurso ideal ...

39

O IDEAL ... AQUELE SONHADO ... DESEJADO?

40

Na verdade, é vai depender muito de cada escola, né? Cada escola, cada realidade. A
nossa aqui é ... A gente está desenvolvendo o projeto ... que está fazendo com que eles
tenham amor à Filosofia, que é o seminário, o teatro, é outdoor, a gente está utilizando
mini outdoor, vai expor amanhã é todos projetos que realizaram ao longo do ano. Tá!
O teatro, o seminário, tá sendo assim algo que eles ... que a gente tá descobrindo que
eles amam que não tinha atrás. São recursos novos não é, não são tecnológicos, mas ...
que a possibilidade ...

41

(Aluno interrompe - Professor, o nosso assunto...)

42

Deixe eu conversar logo.

43

E AÍ? NA PRÁTICA DOCENTE, NAS ATIVIDADES DO PROJETO, QUAL
ATIVIDADE É... JÁ DEVERIA TER SIDO SUPERADA, QUE JÁ VEM DE MUITO
TEMPO E QUE AINDA NÃO MUDOU?

44

E agora, José? Qual prática? Eu acho que quase todas, né? É... É... Né... seja a
caderneta, e muitas vezes as aulas é... que é... apenas escritas, né, aquelas aulas que fica
só fazendo eles copiar, né? Essas coisas, né?

45

E O QUÊ... O QUÊ RESOLVERIA ESSA QUESTÃO OU ESSAS QUESTÕES, NO
CASO?

46

O que resolveria? Sabe dessa, né? O que resolveria as novas técnicas profissionais é...
docente né? As novas técnicas docentes. E... o professor pode desenvolver, né?

47

QUAIS OS RECURSOS DOS ATRIBUTOS, SE ELE EXISTISSE, POSSIBILITARIA

173
164

ISSO AÍ?
48

São tantos! É... no caso, se a gente tivesse um sistema é... tecnológico na escola, que a
gente pudesse utilizar a hora que a gente quisesse, se escola se dispusesse de recurso
financeiro para que a gente pudesse locar um transporte... Uma aula fora da escola,
como eu queria dá uma aula levando esses meninos para fazer uma aula... Uma aula de
campo, né? Que ele aprende mais do que aqui dentro, a gente não consegue.

49

OBRIGADO, PROFESSOR COLABOROU MUITO, AQUI O SEU NOME...

50

O meu nome, só? E aqui é o quê?

51

ISSO! AQUI SOU EU.

52

Eu, né? Aqui é o meu nome? Está fazendo o mestrado em que área?

53

CIÊNCIAS DA COMPUTAÇÃO.

165
174

APÊNDICE Z – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM PROFESSOR E5P3
1

QUAL A SUA IDADE, PROFESSOR?

2

Oi?

3

A IDADE?

4

A idade? Nossa! Cinquenta e nove e seis meses.

5

TEMPO DE DOCÊNCIA?

6

Mas eu sou do primeiro ano, viu?

7

HAM HAM.

8

TEMPO DE DOCÊNCIA?

9

Ah! Rapaz, eu já tenho um bom tempo. Tenho mais de vinte e... Mais de vinte e cinco
anos. Mais de vinte e cinco anos. Ou uns vinte e cinco mesmo. Vinte e cinco, vinte e
seis anos, por aí.

10

E NESSA ESCOLA, HÁ QUANTO TEMPO?

11

Ah, aqui eu só tenho... Tenho menos de um ano. Tenho menos de um ano.

12

FAZ USO DE QUAIS RECURSOS? PRA O ENSINO?

13

Olhe! Livro didático, data show, slide.

14

HUM RUM...

15

É...Pesquisa na Internet, mais tradicional, né? Recursos técnicos você sabe, né?

16

HUM RUM... E DOS RECURSOS QUAL O MAIS UTILIZADO?

17

Ah! Eu uso mais o livro didático.

18

HOJE O SENHOR DEU AULA QUE TEMA?

19

Hoje foi... É... Substantivo. O ponto de vista ontológico.

20

QUAL O OBJETIVO DA AULA?

21

O objetivo foi conhecer profundamente sobre o substantivo, estudar ele isoladamente,
aprofundar, entende?

22

HUM RUM... QUAIS OS RECURSOS O SENHOR UTILIZOU NESSA AULA?

23

Livro.

24

HUM RUM...

25

Livro e exercício.

26

QUAIS AS LIMITAÇÕES DO RECURSO? TEM PRAZO ASSIM PARA
AGENDAR? TEM O LIVRO DIDÁTICO?

27

Tem.

175
166

28

MAS ELES TRAZEM?

29

Todos, não. Pois tem os livros dos outros professores. Cada professor pede livro, viu?
São cada livros pesados! Eu concordo com eles, viu? Imagine a disciplina! Três, quatro
disciplinas por dia.

30

ALÉM DO MAIS O CADERNO, NÉ?

31

É, mais caderno, né? Não devendo deixar o livro, que é importante, mas um mecanismo
diferente, que eles tivessem o livro todos os dias na sala. A pesquisa pela internet. A
internet é tudo, né?

32

É... COMO O SENHOR ANALISOU O OBJETIVO DESSA AULA, COMO ELE FOI
ALCANÇADO?

33

Foi.

34

ANALISOU PELO EXERCÍCIO?

35

Foi oral, né? A oral a gente percebe se ele está ou não compreendendo.

36

NA SUA OPINIÃO, QUAL SERIA
COMPREENDEREM O CONTEÚDO?

37

Olha, seria oficina, mas oficina aquela que não pode ser constante trabalhar, porque é
importante, né? Pois há um desenvolvimento. Mas qualquer curso a gente não pode
ficar só aquilo dali, pois o aluno fica saturado. Vamos dizer assim o interesse deles.

38

HAM RAM... DESMOTIVA. CAI NA ROTINA.

39

Tem que mudar.

40

QUANTO AO USO DESSES ARTEFATOS, DESSES INSTRUMENTOS? É... QUAL
DELES QUE O SENHOR USA ASSIM QUE É UMA PRÁTICA DOCENTE
ENFADONHA, QUE JÁ DEVIA SER SUPERADA? QUAL É O INSTRUMENTO
QUE O PROFESSOR USA?

41

É exatamente aula expositiva. Aula expositiva. A gente sabe que muitos não...

42

MUITOS DISSERAM DIÁRIO DE CLASSE!

43

Ah, sim!...

44

NÃO. NO GERAL. MUITOS DISSERAM O DIÁRIO DE CLASSE.

45

Ah! Sim, sobre isso.

46

ALGUNS PROFESSORES TAMBÉM FALARAM SOBRE O DIÁRIO DE CLASSE.

47

Ah, sim. Isso aqui é um pesadelo, isso é outra maneira ultrapassada.

48

HUM RUM...

49

Isso aqui é um pesadelo. Isso aqui é um pesadelo na vida do professor. Isso é geral.

50

É MESMO.

51

Isso aqui, eu nunca, eu nunca... me acostumei com isso aqui, é ultrapassado, isso aqui é
um pesadelo na vida de um professor. Era para ser sistema eletrônico.

O

RECURSO

IDEAL

DELES

176
167

52

(Aluna pergunta: Licença, a professora de Física está?)

53

NÃO CONHEÇO.

54

Não está. Hoje eu não a vi.

55

A OUTRA PERGUNTA SERIA COMO O SENHOR RESOLVERIA A QUESTÃO
DO SISTEMA ELETRÔNICO, NÉ?

56

Isso aqui é complicado, sabe, tem que ser alguma coisa que registre.

57

O MUNICÍPIO JÁ ADOTOU.

58

Já adotou?

59

ADOTOU O SISTEMA. LÁ É O SISLAME. PARA COLOCAR A NOTA DO
ALUNO POR BIMESTRE, E O NÚMERO DE FALTAS QUE ELE TEVE. NÃO É
POR DIA, NÃO. VAMOS SUPOR: ELE TEM TRÊS FALTAS NO BIMESTRE E AÍ
ELE LANÇA LÁ TRÊS. EU ATÉ QUESTIONEI A PESSOA QUE ESTAVA, O QUE
FAZIA COMO REGISTRO. PORQUE ELES NEM DERAM CADERNETA. CADA
PROFESSOR REGISTRAVA DA FORMA QUE QUERIA. AÍ ELA DISSE, PODE
JOGAR FORA. PORQUE O QUE VALE É O SISTEMA.

60

E o registro? Conteúdo?

61

(Alunos interrompem: Professor! A redação como eu faço?)

62

Tem que ser a sua proposta. Olha fizeram. Eu vou já pra lá.

63

(Aluno: Não tem mais ninguém.)

64

Resolveram o questionário?

65

(Alunos: Já.)

66

Mas eu tenho que ir pra lá, tá o apagador. Tem aluno?

67

(Aluno: Só o 1º D. No quadro.)

68

Aluno no quadro, tem que ir lá. Fizeram o questionário direitinho? Quantos tem?

69

(Aluno: Trinta e cinco.)

70

TRINTA E QUATRO E TRINTA E CINCO?

71

Olha aqui o negócio. Olha essa letra.

72

(Aluno: De que jeito professor melhorar?)

73

SÓ TEM UM JEITO DE MELHORAR! FAZER LETRA CURSIVA...

74

Chego já lá!

75

QUAIS OS ATRIBUTOS SERIAM UM SONHO?

76

Chego já lá!

77

QUAIS ATRIBUTOS SERIAM UM SONHO QUE ELE EXISTISSE?

78

Qual deles?

177
168

79

O QUE ELE PROMOVIA PARA O PROFESSOR QUE, SE ELE EXISTTISSE
SERIA UM SONHO?

80

Um sonho. Certo que o município avançou, o sonho seria que cada aluno tivesse um
computador, na escola, acompanhado pelo professor, não só na minha matéria, mas em
cada matéria. Ficasse na internet seria mais produtivo. O professor faria o planejamento
e iria acompanhar. Imagine! Todos os alunos com seu computador, acompanhando o
assunto pela internet. Imagine! O aluno às vezes sai da sala porque está cansado. Por
que essa dispersão de alunos? Esses recursos são...

81

HUM RUM! E AMA VISÃO FUTURISTA.

82

E a minha aula, modéstia à parte, não é eu querendo puxar para minha parte não...
Geralmente ele sai, esses recursos tradicionais... Agora eu duvido computador, pode ter
o ano todo. Porque é a era da tecnologia, essa geração é da tecnologia.
É, a evasão, a reprovação, já não digo tanto na escola pública, os instrumentos.

83

JÁ FACILITA DEMAIS PARA O ALUNO?

84

É o aluno não estuda e já está aprovado. Hoje em dia já é um conflito da tecnologia o
aluno usando celular.

85

NÃO TEM MATERIAL, NÃO TEM RECURSO. FICA DIFÍCIL PARA
PROFESSORES!
E A MAIORIA SÃO MONITORES, SABE? PODE EXPLICAR?
TANTA INCOERÊNCIA.
VOU PRECISAR DO SEU NOME NA LINHA, AQUI É O SEU NOME.

86

Eu assino aqui?

87

HUM RUM! SIM.

88

Aqui pode ser que letra?

89

PODE SER CURSIVA, PODE RUBRICAR... PODE ASSINAR.

90

Pernambuco?

91

SIM, PERNAMBUCO. É.

92

Falou com a Sandra?

93

SIM.

94

A diretora?

95

LOGO CEDO CHEGUEI E NÃO ENCONTREI ELA. CONVERSEI COM A
COORDENADORA PELA MANHÃ, COMO A PESQUISA É SÓ ENSINO MÉDIO,
CONVERSEI COM A COORDENADORA MANHÃ E COORDENADORA DA
TARDE. A DIRETORA CHEGOU?

96

Não... não!

97

É...

98

Bom... Eu vou lá!

99

OBRIGADA, PROFESSOR, CONTRIBUIU MUITO.

169
178

10
0

E foi?

10
1

FOI... FOI... MUITO E MUITO OBRIGADA.

10
2

Tem a questão dos alunos que são muito indisciplinados em se dá aula.
Teria que isolar eles, não digo na forma radical...

10
3

SEI... SEI...

10
4

Isso tiraria disso a ideia que tem de ponto negativo.

10
5

É POR AÍ, BOA AULA, TCHAU, TCHAU.

179
170

APÊNDICE AA – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM TURMA E1T
1

E4P1

2

3º Ano

3

BOM DIA, PROFESSOR, OBRIGADA! BOM DIA!

4

Bom dia!

5

OK, GENTE! A AULA ACABOU, MAS EU GOSTARIA DE TER UM
MOMENTINHO DA ATENÇÃO DE VOCÊS, NÉ? OBRIGADA PELA ACOLHIDA,
NÉ? O RECEPCIONAMENTO. NÓS ESTAMOS AQUI POR CONTA DE UMA
PESQUISA ... A PESQUISA DE MESTRADO. E A GENTE TÁ AGORA NESSA
ETAPA FINAL. E AÍ PRA TURMA, A GENTE TEM QUATRO QUESTÕEZINHAS
PRA BATER UM PAPO. PODE SER?

6

Não é aula vaga! (Risos dos alunos)

7

DAQUI A POUCO!

8

AH... PRA QUEM DESEJAVA FUGIR DA PRÓXIMA AULA, NÃO VAI TER.

9

É?

10

É... ACABOU A AULA. NÃO VAI TER. DEPOIS QUE A GENTE CONCLUIR
AQUI. A GENTE VAI LIBERAR A TURMA, CERTO?
BOM, VAMOS LÁ... VAMOS LÁ. PRIMEIRA QUESTÃO.

11

Silêncio!

12

QUAIS RECURSOS QUE OS PROFESSORES USAM PRA MINISTRAR AULAS
PRA VOCÊS? QUAL RECURSO?

13

TV, piloto e quadro branco.

14

TV, PILOTO E QUADRO BRANCO. MAS HOJE EU PRESENCIEI AÍ NA AULA
DATA SHOW E SLIDE.

15

Elaboração de projeto.

16

AH... ELABORAÇÃO DE PROJETO. OK. GENTE, ATENÇÃO! ENTÃO DOS
RECURSOS TODOS, QUADRO BRANCO, PILOTO, PROJETOR, É O DATA
SHOW...

17

Apagador...

18

APAGADOR, QUE É PRA APAGAR E ESCREVER NOVAMENTE, NÉ?
ELABORAÇÃO DE PROJETOS... POIS É... ENTÃO O HABITUAL É O QUÊ?

19

O habitual...

20

O MAIS UTILIZADO?

21

O piloto e o quadro branco.

22

O PILOTO E O QUADRO BRANCO. CERTO! OUTRA COISA... VOCÊS ACHAM
QUE ESSES RECURSOS ELES AUXILIAM, AJUDA A ATENDER O

171
180

CONTEÚDO?
23

Não!

24

Não!

25

Ajuda!

26

PORQUE ALGUÉM JÁ PASSOU ANTES. ENTÃO VOCÊS TEM.

27

Silêncio!

28

ELES NÃO FALAM. JÁ ESTÁ LÁ NO DEBATE?

29

Não!

30

AÍ VEM A EXPLICAÇÃO QUE É ESSENCIAL, NÉ? OK! PRA VOCÊS QUAIS
SÃO OS RECURSOS QUE MAIS AGRADA? QUAL A MELHOR FORMA DE
APRENDER?

31

Aula dinâmica sempre é melhor. É, aula dinâmica sempre é melhor.

32

AULA PRÁTICA. OK! GENTE!! AULA PRÁTICA DE QUÊ?

33

Educação Física!

34

EDUCAÇÃO FÍSICA.

35

Geografia.

36

Inglês.

37

INGLÊS. AGORA, VAMOS PENSAR AQUI UM POUQUINHO... SE EXISTISSE
UM RECURSO TOP, QUE FOSSE O IDEAL PRA TRANSMITIR TODAS AS
AULAS, VOCÊS ACHAM QUE ESSE RECURSO DEVIA SER O QUÊ? QUE TIPO
DE RECURSO SERIA ESSE?

38

Férias!

39

FÉRIAS! TIRANDO AS FÉRIAS... UM RECURSO QUE FOSSE CRIADO PRA SER
USADO EM SALA DE AULA, ELE DEVERIA TER QUAIS CARACTERÍSTICAS?

40

Jogos.

41

TÁ OK. JOGOS... SERIA MUITO LEGAL. ENTÃO ESSE SERIA O RECURSO
IDEAL?

42

Na minha opinião, é.

43

UM APLICATIVO QUE VOCÊ NÃO PRECISASSE MAIS COPIAR, ONDE
HOUVESSE JOGOS RELACIONADOS AO CONTEÚDO QUE IA SER
APRENDIDO... O QUE MAIS? QUE ESSE RECURSO DEVERIA FAZER?
RELACIONADO À MATEMÁTICA...

44

À Física também!

45

MATEMÁTICA, FÍSICA... OK, GENTE! TEM ALGUMA DÚVIDA, ALGUMA
PERGUNTA QUE VOCÊS QUEIRAM ME FAZER?

172
181

46

Não!

47

ALÉM DE SABER SE A TURMA ESTÁ LIBERADA?
OBRIGADA A VOCÊS E A TURMA ESTÁ LIBERADA!

48

(Alunos = aplausos)

173
182

APÊNDICE BB – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM TURMA E2T
1

BOM, GENTE VOU QUERER A ATENÇÃO DE VCOÊS SÓ UM MINUTINHO
PARA RESPONDERMOS QUATRO QUESTÕES. CONVERSANDO MESMO,
NUM BATE-PAPO. PODE SER?

2

Pode.

3

ÓTIMO! QUAIS SÃO OS RECURSOS MATERIAIS QUE OS PROFESSORES
NORMALMENTE USAM EM SALA DE AULA PRA PASSAR ALGUM
CONTEÚDO PRA VOCÊS?

4

Xérox.

5

XÉROX.

6

Trabalhos.

7

TRABALHO DE PESQUISA. SÓ TEM UM ALUNO, É, NESSA TURMA?

8

Vídeos.

9

VÍDEOS.

10

Livros.

11

LIVROS. TODOS TEM O LIVRO DIDÁTICO? TODOS TEM O LIVRO
DIDÁTICO? ENTÃO, É UM LIVRO SÓ QUE FICA COM O PROFESSOR, É?

12

Apostila.

13

APOSTILA.

14

Os assuntos.

15

OS ASSUNTOS NO QUADRO.
SE ESSES MATERIAIS ELES AUXILIAM PARA ENTENDER O CONTEÚDO OU
AINDA FICA ALGUMA COISA QUE NÃO DÁ PRA COMPREENDER CEM POR
CENTO?

16

Alguns assuntos ainda ficam sem compreender....

17

E DOS RECURSOS QUE ELES USAM QUAIS SÃO OS QUE MAIS AGRADAM
VOCÊS? QUE VOCÊS MAIS GOSTAM?

18

As pesquisas.

19

PESQUISAS. NO CASO...

20

No meu caso, né?

21

Vídeo.

22

DO VÍDEO... QUE MAIS? SÓ PESQUISA E VÍDEO? E O PESSOAL DE LÁ,
HEIM?

183
174

23

A conversa...

24

A CONVERSA? BOM...
QUAL RECURSO QUE VOCÊS ACHAM QUE SERIA IDEAL PRA SER
UTILIZADO EM SALA DE AULA? QUE DEVERIA TER NA SALA DE AULA?
QUAL É? QUAL FOI?

25

Os livros tudo já pronto na forma digital.

26

TUDO JÁ PRONTO NA FORMA DIGITAL, NÉ? NÃO IA DÁ NEM SAUDADE DO
CHEIRINHO DO LIVRO NOVO? DO CADERNO NOVO? PRONTO, GENTE!
TODOS CONCORDAM QUE ESSE SERIA O INSTRUMENTO IDEAL? QUE JÁ
TIVESSE TUDO PRONTO. DEVIA VIR COM NOTEBOOK COMPLETO, COM A
BIBLIOTECA, NÉ?

27

É...Quando a pessoa precisasse... Pesquise isso e isso. A pessoa já ia lá...

28

ÓTIMO! OBRIGADA! VOCÊS TEM ALGUMA PERGUNTA A FAZER? ALGUMA
DÚVIDA? VOU FICAR AQUI AINDA UM TEMPINHO COM VOCÊS PRA AULA
DE PORTUGUÊS, CERTO? OBRIGADA! OBRIGADA, PROFESSORA!

184
175

APÊNDICE CC – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM TURMA E3T

1

ENTREVISTA COM TURMA ESC 3

2

BOM... BOA TARDE À TURMA!

3

Bom dia!

4

Bom dia, Claudete!

5

ÉTÃO TARDE NO HORÁRIO VOCÊS É ASSIM, SUPER CORRIDO .. . PRA MIM
É PRATICAMENTE TARDE. OLHA SÓ... DE QUANTO QUE É O PERÍODO DE
INTERVALO?

6

Vinte minutos.

7

Dois de vinte e um de uma hora e meia.

8

JÁ SE HABITUARAM A ESSE HORÁRIO?

9

Um pouquinho...

10

UM POUQUINHO, NÉ? TÁ JÓIA. A GENTE VAI COMEÇAR UM BATE-PAPO
AGORA SOBRE ALGUNS RECURSOS QUE OS PROFESSORES UTILIZAM PRA
MINISTRAR AULA. VOCÊS PODEM DIZER QUAIS SÃO ESSES RECURSOS?

11

Data show.

12

Briga. Facebook. Facebook.

13

Facebook, com certeza!

14

WhatsApp.

15

QUÊ MAIS?

16

Computador.

17

CELULAR EM SALA DE AULA?

18

Depende... Só se for pra usar Whatzapp. Vem material impresso também... muito.

19

TEM AULA DE CAMPO TAMBÉM, NÉ?

20

Tem.

21

PRA VOCÊS ESSES INSTRUMENTOS QUE OS PROFESSORES UTILIZAM ELES
AUXILIAM NO QUE É PASSADO, NO QUE É TRANSMITIDO, OU NÃO DÁ PRA
ENTENDER... AINDA ALGUMAS QUESTÕES?

22

Não...
Dá pra entender.
Melhora.

23

E DE TODOS ESSES RECURSOS QUAIS SÃO OS QUE MAIS AGRADAM
VOCÊS?

176
185

24

Aula de campo.

25

MAS SÓ O LADO DE CÁ? O LADO DE CÁ TAMBÉM CONCORDA?

26

É mudo!

27

QUAL RECURSO SERIA IDEAL PARA SER UTILIZADO EM SALA DE AULA E
POR QUÊ?

28

Data show.

29

DATA SHOW... POR QUE QUE ELE É O IDEAL?

30

Porque a gente não escreve. E porque é vídeo também. Ajuda a gente a aprender mais.

31

SE VOCÊS... VOCÊS SONHASSEM COM A EXISTÊNCIA DE UM NOVO
INSTRUMENTO ALÉM DESSES QUE JÁ EXISTEM O QUE ERA QUE ELE
DEVERIA FAZER? ELE DEVERIA...

32

Copiar pra mim.

33

Implantar os assuntos...

34

ESTUDARIAM MESMO EM CASA?

35

Não.

36

OU DORMIA?

37

Dormia.

38

ENTÃO O TABLET SERIA PRATICAMENTE O CADERNO, NÉ?

39

É...Com todos os assuntos.

40

TEM ALGUMA PERGUNTA QUE VOCÊS QUEREM FAZER?

41

Isso daí vai servir pra quê?

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ISSO DAQUI SERVE PRA GENTE FAZER UM LEVANTAMENTO DOS
ARTEFATOS QUE SÃO USADOS NO PROCESSO DE ENSINOAPRENDIZAGEM.
PRA GENTE TRAZER UMA PROPOSTA DE INOVAÇÃO. DE REPENTE NÃO
VAI MUDAR OS INSTRUMENTOS, MAS VAI INOVAR NO SENTIDO DO QUE
PRECISA SER MUDADO. OU DE REPENTE ATÉ VER OUTROS
INSTRUMENTOS.
ENTÃO A GENTE TEM QUE IDENTIFICAR ALGUNS PROBLEMAS NA
COMUNICAÇÃO, NA INFORMAÇÃO, NESSE TRANSITAR DE INFORMAÇÃO
PRA PODER TA TRAZENDO ISSO PRA ESCOLA. POR EXEMPLO, VOCÊS
DEVERIAM TER A SALA TEMATIZADA, NÃO É ISSO? NÃO TEM.
A GENTE JÁ TEVE UM RETORNO DO PESSOAL, QUE É POR CAUSA DE
EXAMES, COMO ENEM, QUE NÃO PODE TER.
DESSA FORMA A GENTE PODERIA TRAZER PARA QUE A SALA TIVESSE
UM AMBIENTE TEMATIZADO E EM OUTROS MOMENTOS NÃO.
BUSCAR MAIS SOLUÇÕES. PORQUE O MUNDO ELE FEITO DE PROBLEMAS,
MAS A GENTE PODE DAR ALGUMAS CONTRIBUIÇÕES, NÃO É VERDADE?

177
186

43

Éverdade!

44

GENTE, OBRIGADA PELA ACOLHIDA! BOA PROVA, HEIM! OBRIGADA
PROFESSORES TAMBÉM!

45

Obrigada você!

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187

APÊNDICE DD – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM TURMA E4T

1

E4T

2

TERCEIRO ANO! PODERIA FAZER QUATRO PERGUNTINHAS BÁSICAS A
VOCÊS? QUAIS SÃO OS RECURSOS UTILIZADOS PELOS PROFESSORES
PARA MINISTRAR AULAS?

3

Data show, slides, livro didático.

4

TODOS TÊM LIVROS DIDÁTICOS?

5

Temos.

6

MAS TRAZEM? OU TRAZEM QUANDO ELES PEDEM?

7

Quando eles pedem.

8

ESSES RECURSOS AUXILIAM VOCÊS NO ENTENDIMENTO DO QUE OS
PROFESSORES ESTÃO PASSANDO?

9

Sim.

10

POR QUÊ? POR QUÊ?

11

Porque fica mais fácil a gente sair daquele negócio... Tipo... É... monótono. Tipo entrar
na dinâmica do conhecimento. Fica melhor a aula. Fica diferenciada. E atrai o interesse
do aluno.

12

PRA VOCÊS QUAL É O RECURSO QUE MAIS AGRADA?

13

Slides e as dinâmicas.

14

SLIDES E AS DINÂMICAS. E QUAL... E QUAL O RECURSO SERIA O IDEAL
PARA SER UTILIZADO NA SALA DE AULA? VAMOS CRIAR UM RECURSO
IMAGINÁRIO!

15

Celular, telefone. A tecnologia.

16

ÓTIMO!OBRIGADA!!

179
188

APÊNDICE EE – TRANSCRIÇÃO DE ENTREVISTA COM TURMA E5T

1

ENTREVISTA COM ALUNOS

2

Professora: É o seguinte, ela quer dá uma palavrinha com vocês, está certo?

3

BOA TARDE! AQUELES QUE CHEGARAM DEPOIS DO INÍCIO DA AULA, A
GENTE ESTÁ EM SALA DE AULA POR OBSERVAÇÃO, POR CONTA DO
MESTRADO DA CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO. PARA A GENTE CONCLUIR O
CURSO A GENTE FAZ UMA DEFESA DE UMA DISSERTAÇÃO. E, NO CASO
DA MINHA PESQUISA, ELA EXIGE A OBSERVAÇÃO DE CAMPO.
EU ESTOU AQUI PARA OBSERVAR O USO QUE OS PROFESSORES DE
ALGUNS ARTEFATOS PARA PODER PROMOVER O ENSINO E O
APRENDIZADO. AÍ, EU QUERO SABER DA TURMA, NA OPINIÃO DE VOCÊS
O QUE VOCÊS VISUALIZAM NOS PROFESSORES...

4

QUAIS SÃO OS RECURSOS QUE ELES UTILIZAM PARA MINISTRAR AS
AULAS?

5

Quadro.

6

QUADRO.

7

Só o quadro.

8

SÓ O QUADRO?

9

E o livro.

10

LIVRO DIDÁTICO.

11

Só.

12

E o giz.

13

E a paciência.

14

PACIÊNCIA?

15

É.

16

E, ESSES INSTRUMENTOS AUXILIAM EM QUÊ? DÁ PARA ENTENDER O
CONTEÚDO QUE ELES ESTÃO PASSANDO ATRAVÉS DESSES
INSTRUMENTOS?

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Sim e não.

18

ALGUNS SIM E OUTROS NÃO. QUAIS NÃO?

19

Depende da explicação.

20

DEPENDE DA EXPLICAÇÃO. ENTÃO NÃO DEPENDE DA DISCIPLINA?

21

Não, depende mais do professor.

22

DEPENDE DO PROFESSOR

180
189

23

CERTO. E DE TODOS OS RECURSOS QUE A ESCOLA DISPÕE E OS
PROFESSORES UTILIZAM, QUAL É O QUE MAIS AGRADA, OU QUE MAIS
AGRADARIA A TURMA?

24

Jogar bola, e aqui no pátioo...

25

SERIA SÓ AULA DE EDUCAÇÃO FÍSICA?

26

O lanche.

27

O LANCHE AGORA?

28

(Risos dos alunos e conversas paralelas)

29

PIOR SERIA QUE O LANCHE FOSSE RUIM, VAMOS COMBINAR, NÃO É?

30

Mas é bolacha todo dia.

31

NA OPINIÃO DE VOCÊS, QUAL SERIA O RECURSO IDEAL PARA QUE OS
PROFESSORES ESTIVESSEM USANDO EM SALA DE AULA?

32

Data show, internet, passeio.

33

DATA SHOW, INTERNET, PASSEIO,...

34

QUAL SERIA A FORMA?

35

Passar slide.

36

Já falou!

37

Dinâmica durante a aula e tal...

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MAIS ALGUMA COISA?

39

MAIS ALGUMA CONTRIBUIÇÃO?

40

Não.

41

ESTÁ OK! TEM ALGUMA DÚVIDA?

42

ENTÃO, EU AGRADEÇO A ACOLHIDA, ACHO QUE DAQUI A POUCO
TERMINA A AULA DA PROFESSORA. EU VOU CONTINUAR COM VOCÊS.
VOCÊS VÃO TER TODAS AS AULAS HOJE?

43

Tomara que não.

44

Só é nessa turma, é?

45

SÓ NESSA.

46

Por que o "C" foi premido?

47

2º C FOI O ESCOLHIDO PORQUE SE EU FICASSE SÓ COM A PROFESSORA, AÍ
EU SÓ IA VISUALIZAR A AULA DELA. E EU FICANDO COM VOCÊS, EU VOU
VISUALIZAR A AULA DE OUTROS PROFESSORES.

48

Mas só essa sala.

49

PORQUE FOI PREMIADA.

181
190

50

Porque nós é desses...

51

OBRIGADA. E GENTE CONTINUA...