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Projecto de Promoção e Educação para a Saúde

“ A Saúde é essencial à felicidade”


A. Schopenhauer

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Projecto de Promoção e Educação para a Saúde

Índice

1. Introdução 03
2. Finalidades e Objectivos Gerais do Projecto 04
3. Áreas de Intervenção 05
4. Estratégias de Implementação 06
5. Metodologia 09
6. Avaliação 10

Introdução

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Projecto de Promoção e Educação para a Saúde

A Organização Mundial de Saúde (OMS) em Health for All define a Escola Promotora
de Saúde (EPS) como aquela que inclui a educação para a saúde no currículo e possui
actividades de saúde escolar.
No contexto nacional, a legislação em vigor obriga à inclusão da Promoção e Educação
para a Saúde no Projecto Educativo das escolas considerando-a um espaço privilegiado de
educação para os valores, gerador de autonomia e participação cívica e capaz de
proporcionar às crianças e jovens o desenvolvimento das suas potencialidades.
Estamos perante um paradigma de educação para a saúde onde se sugere uma
intervenção preferencialmente preventiva e que, mais do que informar, tem como objectivo o
desenvolvimento de jovens esclarecidos, agentes responsáveis e capazes de intervir activa e
responsavelmente na vida comunitária. As práticas de educação para a saúde devem, por
isso, proporcionar situações conducentes à adopção e mudança de atitudes que vão de
encontro a estilos de vida saudáveis.
A educação para a saúde será tanto mais profícua quanto maior for a capacidade de
envolvimento e participação de toda a comunidade educativa, com especial destaque para a
família.

Finalidades e Objectivos Gerais do Projecto

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Projecto de Promoção e Educação para a Saúde

Este projecto destina-se a alunos do Ensino Secundário de uma escola situada no


Concelho da Covilhã e que frequentam Cursos de Prosseguimento de Estudos, CEF ( Curso
de Educação e Formação) e Cursos Técnico-Profissionais.
A implementação deste projecto é de particular importância dado o número de jovens
que pode alcançar e pelo facto de estes se situarem numa faixa etária que os torna mais
permeáveis a desenvolverem comportamentos de risco.
Sendo a escola um local privilegiado no que respeita ao desenvolvimento de
competências sociais, psicológicas e de cidadania capazes de sustentar a aprendizagem ao
longo da vida e de proporcionar a aquisição dos alicerces necessários ao estabelecimento de
hábitos de vida saudável, a criação de estratégias que desenvolvam na comunidade
educativa a capacidade de desempenhar um papel apreciável na redução de
comportamentos de risco e de construção de um projecto de vida saudável favorecedor do
equilíbrio e bem-estar, constitui a finalidade deste projecto. Para tal definimos como
prioritários os seguintes objectivos:

 Promover a formação de valores, atitudes e comportamentos assertivos e com


menores riscos;
 Reforçar os factores de protecção e diminuir os factores de risco;
 Envolver toda a comunidade educativa como elemento fundamental no processo
de construção de cidadãos responsáveis;
 Fomentar hábitos de vida saudável;
 Desenvolver competências nos jovens que permitam escolhas informadas e
seguras no campo da sexualidade;
 Desenvolver mecanismos de atendimento/encaminhamento de casos para os
quais a Escola não consiga, por si só, dar resposta.

Áreas de Intervenção

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Embora não tenhamos efectuado nenhum estudo de base que nos permita fazer um
diagnóstico exaustivo dos problemas existentes na escola, a observação efectuada a partir do
contacto directo com os alunos e a informação fornecida pelos Directores de Turma permitiu-
nos identificar determinados comportamentos/problemas que se nos afiguraram
prioritários, tais como:

 Existência de comportamentos alimentares desajustados;


 Inexistência de actividade física;
 Existência de casos de consumo de substâncias psicoactivas (drogas, álcool e
tabaco);
 Informação deficiente sobre Sexualidade e IST`s;
 Ausência de um espaço que possibilite a criação de um clima de diálogo e
abertura.

Assim, foram definidas como prioritárias três áreas de intervenção:

• Sexualidade e IST´s
• Consumo de Substâncias Psicoactivas
• Alimentação e Actividade Física

Estratégias de Implementação

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SEXUALIDADE E IST
10º ANO

Objectivos Actividades Indicadores de


avaliação

• Sensibilizar para a • Peddy Paper; • Grau de interesse


importância de pelas acções
comportamentos sexuais e desenvolvidas;
afectivos responsáveis; • Formação de pares;

• Taxa de aquisição de
• Capacitar para a expressão • Jogos de dinâmicas de grupo (Histórias conhecimentos;
livre da sexualidade; valorativas, Tempestades de imagens,
Concordo/Discordo, Caça às Assinaturas);
• Nº de alunos que
• Conhecer a morfologia e recorreram ao
fisiologia geral do sistema • Visionamento de curtas metragens, inseridas gabinete de
reprodutor; no filme “Paris, je t´aime” seguidas de debate; atendimento;

• Conhecer métodos • Criação do gabinete de atendimento ao aluno; • Nº de questões


anticoncepcionais; colocadas na caixa
• Ateliers de Educação Sexual desenvolvidos de questões.
• Conhecer doenças pelos técnicos do Centro de Saúde, no átrio da
sexualmente transmissíveis e Escola;
o seu modo de propagação.
• Acção sobre VIH – SIDA pela associação
Abraço;

• Desenvolvimento do jogo: “Esta cena dava um


filme”;

• Criação de caixa de questões.

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CONSUMO DE SUBSTÂNCIAS PSICOACTIVAS


11º ANO

Objectivos Actividades Indicadores de avaliação

• Intervir sobre as variáveis • Peddy Paper; • Grau de interesse pelas acções


de tipo pessoal e desenvolvidas;
contextual das quais os
comportamentos de risco • Sessão de
dependem; esclarecimento/sensibilização pela • Taxa de aquisição de conhecimentos.
Escola Segura;

• Evitar ou retardar a idade


de início de consumos; • Sessão de partilha de experiências
para pais / Encarregados de
Educação sobre “ O medo de dizer
• Evitar a transição da não!!!”;
experimentação para o
uso/abuso e
dependência; • Jogos de dinâmica de grupo
( Concordo/Discordo; Análise de
Preconceitos; Debate Pró e Contra);
• Educar os indivíduos
para que sejam capazes
manter uma relação • Visionamento do filme “Quando um
sensata e responsável homem ama uma mulher.” seguido
com as drogas. de debate;

• Actividades do site www.tu-


alinhas.pt;

ALIMENTAÇÃO E ACTIVIDADE FÍSICA-10º, 11º e 12º ANOS

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Objectivos Actividades Indicadores de avaliação

• Reconhecer erros • Peddy Paper; • Nº de alunos frequentadores da


alimentares; cantina;
• Medição do índice de massa corporal;
• Promover a • Nº de peças de fruta consumidas;
alimentação saudável; • Estabelecimento de programas alimentares
e de actividade física adequados em• Nº de sandes saudáveis
• Promover o bem estar, concordância com a família; consumidas;
o lazer, a prática de
desporto e a actividade • Tempestade de ideias (alimentação• Grau de cumprimento dos
física. saudável); programas estabelecidos;
• Visualização de vídeos de campanhas• Taxa de melhoria do IMC;
publicitárias/distúrbios alimentares seguidos
de discussão; • Grau de interesse pelas acções
desenvolvidas.
• Comemoração do Dia mundial da
Alimentação com refeição saudável (cada
alimento acompanhado de informação sobre
o valor nutricional);
• Criação de sandes especiais para cada dia
da semana ( 2ª- sandes de queijo fresco, 3ª
sandes vegetariana, 4ª sandes do pão
integral, 5ª pão com sementes, 6ª pão com
doce );
• Concurso para criação de logótipo e nome
para a cantina, com posterior impressão nas
toalhas de papel dos tabuleiros;
• Sessões de esclarecimento sobre distúrbios
alimentares.

Metodologia

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Projecto de Promoção e Educação para a Saúde

O projecto será desenvolvido numa perspectiva interdisciplinar, numa lógica de


transversalidade combinada, com a inclusão temática nas áreas curriculares disciplinares e
não disciplinar, nomeadamente na Área de Projecto (de acordo com o previsto no Parecer do
Conselho Nacional de Educação nº. 6/2005 de 24 de Novembro e no Despacho n.º 25
995/2005 de 16 de Dezembro).
As acções do projecto serão dinamizadas pelo Coordenador e pelos professores
colaboradores de forma integrada e articulada, permitindo a participação e envolvimento
activos dos diversos intervenientes da comunidade educativa.
Será promovido o trabalho em equipa e parceria (Centro de Saúde, Núcleo Escola Segura e
outros), de forma coordenada e adaptada a cada momento e área de intervenção.
No início do ano lectivo, será solicitado a cada grupo disciplinar o preenchimento de
um quadro-síntese onde constará o contributo que a disciplina poderá dar para a dinâmica
da Promoção e Educação para a Saúde. Com base neste quadro-síntese, cada Conselho de
Turma procederá à planificação das actividades e preencherá um quadro que constará do
Projecto Curricular de Turma.
Considerando que se torna inviável o tratamento das três áreas definidas como
prioritárias em todos os anos de escolaridade, propomos que a distribuição seja feita do
seguinte modo:

Áreas Temáticas Ano de Escolaridade


Sexualidade e IST 10º Ano

Consumo de Substância Psicoactivas 11º Ano

Alimentação e Actividade Física 10º, 11º e 12º Anos

No que respeita à temática da Alimentação e Actividade Física, dado o carácter das


actividades propostas, sugerimos que abranja todos os níveis de escolaridade. Aos alunos do
12º ano caberá igualmente a tarefa de fazer formação inter-pares.

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Em termos de metodologia de trabalho, potenciaremos a adopção de metodologias


activas e participativas, que estimulem o debate crítico e a construção partilhada de
conhecimentos e atitudes. Destacamos o recurso a Jogos de Apresentação, Caixas de
Perguntas, Brainstorming, Concordo/Discordo, Histórias Valorativas, Tempestades de
Ideias e Imagens, Análise de Preconceitos, Debates, entre outras (em anexo). Serão ainda de
privilegiar todas as actividades que promovam a participação de toda a Comunidade
Educativa.

Avaliação

A avaliação do Projecto será contínua, com observação directa e com o recurso a


questionários (ver anexo). No final de cada período será feita a avaliação da consecução dos
objectivos propostos e, no final do ano lectivo, uma apreciação global com todos os
intervenientes. Esta avaliação final terá como objectivo fomentar as boas práticas decorrentes
da implementação do projecto, assim como a reformulação das metodologias inerentes às
acções que menos impacto tiveram junto dos alunos. Daqui resultará uma reflexão cujas
conclusões servirão de base à elaboração de propostas de trabalho para o ano seguinte.

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