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oO MITO, DA MASCULINIDADE, Durante os anos 84-86 0 psicslo 20 Socrates Nolasco realizou pes- ‘iss com um Grupo de Homens para sistematizar a manera como fe viam e identifier o que magi nnavam sera expectativa socal em elapao a ess O foco central da Pesquisa fol se deslocanda, no en {ato & medida que ele percebia gerada quando &discus- significado de ser homem, arela- ‘lo com o pal ea maneira como onduziam suas esclbas profi ‘O mito da masculindade, como lira, comegou a ser exbogad, ti, e desde o inicio sepropends Um enfoque que noo lmitasse& rea pscologica, Ampliando seu ‘campo de observasao para que abareasseoesfrgo de homens de diferentes culturas que, nos i tor 15 anos, vém se emmpentan- do pela amplidgo de suas frontei- rasinterioes, O mito da masculi- nidade rompe com modelos Hg dos. Advoga, por exemple, que se hhomem pode'ser se afasta, cada vez mais, do complexo de’ Atl {earregar o mundo) e aprender Se entregar, ato de confianca es Sencil para aitimidade eo amor ’artindo de premissas como es sas acima, Sécrates Nolasco quer Seu livre como estimulo aos inte fessados em abrir mio da visto maniqueista que opde homens ¢ mulheres, estabelecendo uma ét- (de eumpildade para oaprimo- Fameato do modelo sociale pol tico vigente. tsa Braga Nolasco Jorge Paulo emann ¢ Simias A. Nolas SUMARIO Agradecimentos. Introducio, T Masculine: uim dilema contempordneo! 110 trabatho como base para a identidade, LO imaginétio masculine as ideologias de guerra TV Latitude latina, 'V A intimidade masculina, Mule «representa mie VII A paternidade, VIILO nove homer AGRADECIMENTOS GGostaria de agradecer @ Guitamar Nolasco, lacy Alvares No- Jasco, Manoel F,Alvares, Vietéra Nicolau Alves (in memo- ‘iam, Rita de Souza, Maria Helena de Oliveira, Osvaldo © Edna Siqueira. A todos osentrevstados que tornaram poss veleste trabalho. Aos amigos Isc e Soraya Herat Lila Colm: Roberto A. Olvera; Jose Matias de Lima e Rosemary Esp dole; Catherine Vivitse Guilherme da Casta Martins, Anti ne Juszrzak e Rosia Lobato. Gostaria de agradecer a Mara Caballero pela ateardo e encaminhamento dos origina Ed tora Rocea, a Carlos Alberto Messeder Pereira, Circe Navarro Vital Brail e Luiz Fernando Dias Duarte pelas contribuigoes Asminhas anilises. A Tussara Carvalho Soares (in memoriam), Soo Kifper e Maria Sodre Tesara pola cumplicidade navi ‘a0 Governo do Canada, na pessoa do St. Alan Latulippe pelo apoio dado ao projeto Sobre a condicdo masculina no Brasil fe Capes pelo financiamento da pesquisa INTRODUCAO. Este lvrocomecou ase organizado em 1984, quando ingres sel no programa de pés-graduaedo do Departamento de Pa cologia de PUC/RI. Essa etapa foi decisiva para sua labors ‘0 e amadurecimento e fez oom que ele se tornasseo ae & ‘uma refleo sobre a condigdo masclina contempordnea, Para tanto, durante os anos 1984-86 realize! no Rio de a neiro uma pesquisa com um Grupo de Homens com Mades entre 25 ¢ 35 anos. Ees foram convidados a falas sobre suas Vidas e sua forma de percebere sentir 0 mundo, Quando res- lizava ese trabalho, chamou-me a alengd o fato de que oni vel de tensio emocional aumentava consideravelmente duran ‘A tentativa de sistmatiaar a maneira como 0s homens se viam, bem como de identfiear o que els imaginavam ser & ‘xpeciaiva social em relagdo 2 um homem, deixou de ser 0 fco central de minhas andes a partir do registro da eleva ‘Ho do nivel de tens e angistia quando falavamos sobre: 0 significado de ser homer; a relacdo com o pal a mancira co ‘mo desconsideravam suas emogdes quando faiam suas esc. las profssionaiseafeivas. Nos depoimentos hava solidie. Sotrimento-e uma tensfo premente, fel de ser idenificada © assumida no cotidiano, ‘Ao falar sobre suas vidas, esses homens pereciam seu in ‘modo em repesentar,e a0 mesmo tempo aceditat, no pa pel desempenhado pelo macho, Apesar de nao se identifica rem com esse modelo, reconhesiam que 0 reforgo reebida em Familia, na escola e is eagSes socials os levava a adotar mo delos vrs, determinados eagressvos. Ser homem ficou red ido ser macho, acacia an Slee in oo eects ane Cetatachearene feos urns area pc sus pense congas semen ac cn Sain ete ce ie wogsirencatmincemaem sin ae cet ta bomen at yr dongs soca Dot smotempe, Parematzar, de manera orginal, a cinicas0>- Shctee a ee men or neat mweneonamente es nao comenta Mia I testa ao enti dene ea inde mo ie ampouso apres arguments sobre ut Fa dae, Sabemos 9 priate anasaror Foe os come rags orum elinados do modelo de <2 os utc desea para os homens, evan tanto 25M rt ane wo amen aar S {Indo da propris liberdade quando negam seus limites, Da sa eros sonhon para ea foro OPS se emo te peas evmunene ako’ vtRopUGxO : Durante meu curso de graduago.na PUC/RJ, um aspec- to chamou-me atengto. Mina turma era composta de cin- ‘enta alunos, com apenas cinco homens. Aléo ano de 1979, cu eta aluno de engenharia na mesma universidade ¢ a pro- Dorgdo era exatamente inversa. Este contrast, pare mim, [ol epresentativo de todos os outros. Ficavaevidente naquele mo- ‘mento que a valorizacio econtato com s dindmicasubjetiva ram "‘propriedade" das mulheres. Esta mesma proporgto Je ‘omposi¢to de turmas se repetia nos cursos de edcapao, se Vigo social letras. Percebi que, ao chegar neste edi, 0s ho mens ja teriam adotado para si pardmetros de comportamen- to calcados na negagdo de diferentes aspetossubjeivor. ‘Compreendi melhor os eritérios adotadospelas familias para definira trejetoria profisional a ser seguida por um me nino, Passe entender as dficuldades existenes entre um ho- ‘mem ¢ uma mulher, que desejam ser clmmplices na vida e e- to stuados num eontexto social que desqualifica suas indivi dulidades e singularidades. O mesmo pode ser consideredo, se analisarmos os impactos que a auséncia paterna gera not homens, que s40 socalizados tendo em vista um modclo de comportamento que valoriza a violéncia e a competigio co mo aributos de homem, em oposicio & incorporaplo de ma Tinguagem afetiva em sou cotdiana, Por outro lado, a amizades entre homens so como ter de ninguém. Fomos socilizados para clat 0 sofrimento opr ‘et ou fantasia para outro homem, s0b o prego de perder sua "amizade”. Nossasrelagbes so, na maioria das vezes, si Perici e dstants, jusificando nosso fervorso envelvimento om o trabalho, as auerras eo comercio. [As andlises que hoje 0: homens eso fazendo sobre sua condigdo tém na paternidade o fio condutor A revsto do pa pele da atuagao do pal e sua inseredo no sotidiano da casa fazem com que os homens refliam sobre arelago com seus proprios pas, para neladentifiar, na maioria das vezes, uma fexperdncia de abandono,esqussimentoe testo, Por outro lat do, os homens comegam a perceber que este sentimento de abandono também foi experimentado por seu pale seu av Diferenlemeate do que peeebi quando escrevia mine tse de mestrado, a fetura deste livo me colocou frente a minha propria istria, Depos que sua mae falcea, meu av mater- ‘no foi encaminhado por seu pal para o Brasil deixando & Ea no or id ano. Depo dle vleam seus outos fms R= ropa 20s Mgunou 0 Alléntco nun navio ¢chegou a0 Rio de meni go ano de 191, delxando em Portugal suas mls € pal com a morte de minha avé paterna, meu pai — por se 1a nase nos mats velnos — comesow a taba. bomen ie que contr com a sjuda de parentes para 20 Meu 20 fibou Tanto a vide de meu pai quanto a de meu 2v0 as eee completamente depois dessa perda. A exigénca & mularam sumetos os homes nos anos. 30¢ 40 sini: a jen que, mesmo diate de situacies dies, 20 cho va para cle vez com firmeza, desemor ¢ vrlidade om © a ee formel de nu avO materno de me Pal era de tant que percorreram o caminho sosaimente df ots urn homemm haviam conseguidodesempennar ses mid pogo valores ¢mctas nfo eram diferentes das de meus rar A escolha profissional oacimulo de dnbeiro ¢ pa amigo ning o desenvlent otectal, er 3 Pri mn, Ceupecos. Mas, afta porque tudo 80 8 ime porate para mim? ant Pa ua 1 anos era ha ver desir decasa, Mex pai no arcu no antigo cenico do, Coli Jesuit Pa ort sto signeava morat fra de Tes Rios J Panel Esse mesmo camino seria seu dois nos ‘depois por mex irmlo. is Por ree gar, perder ¢ ganar. Bu peretbia ve & par~ sida ra ehopade estavam dsseciadas do deseo dos bomen, Si Sawa significado de amas wma contingéncia de 0 au toro cotdiano, Perder era perce quase como vm medic des hin porcepco sob osgifcado RegaGi ea diferia tm pouco da maneita convencional nota aida do homem, como inimigo,vilso vo Cada ye, Marve passava a nto faze sentido, Para adetit dente sere comportamentes determinados, 08 homens a ware ve smite anivs de wiltnca dentiicados Pe Yea aU tor agresivos e autortsios que adstam no cotdiano inno patho me possbiitou compreender 0 abisme € 9 silémig que ae interpuseram entre geragdes © gerasies de sntRoDUGAO homens ea somearamr. Donen ca sonar anor osmno ap dn n peli sm mance dhol eat ko gs ge calgoe Mastice ans Gocaieeeia tat cea ‘na é mais comy -me a compreender que a trama huma- meas ine seco nus ora) ihrer ri cis na SN. 1 © MASCULINO: | UM DILEMA CONTEMPORANEO? Ante hee rs Osho Imdb of ne canon ops ‘rst sts eet a No Brasil, nos timos cinco anos, a midis tem sido responsi ‘el por levantar varias questoes sobre 0 comporiamento dos homens, veiculando desde trabalhos terapéuticns, workshops «© semindrios até reportagens que apresentam homens trocen do fraldas,levando filhos& escola e indo 20 salao euidar da pele cabelr, Assim, 0 tom co encaminhamento desta discusses na ‘iia braieralevam 0 leitr a conclu que os homens esto mudando, Aqui, o que se denomina mudanga € uma “autor, zagdo social" para que os homens participem de atividades até ento consideradas femininas. Duas devas tras, seas. sim o flessem, seriam Vistos como marcas, Deste mii, mediante uma autorizagao social que gera ‘eeonhiceimentos evalorizaedo, os homens podem entrar em ‘coniato com stuagées cotdianasesensagdes que até ents hes ram interditadas amo categoria senrca, os omens tm resid, age, pcos yarn ae frentiaren do padrfo de viridade deers 2 eo cmacho lating” 0 deseo de mudanga a0- ade Pays clea ao papel sochtmeate Jsempenbado por ees da muners dx isa tem sido or elementos ‘SGloadonpla lia para compar textos de revi, jonas ilar Pesta ina aetaao uo comportmenta ot omens jequeno nimero de honens bras indvidal- nena pear come enstor sts vite} ale rr ete advo co esteetio soil paras “PNB nds burcamenconsar camunos eSprios ete ie, amliando-os pra sen a redug age f Dare etdas poo panna que separa a vida de un Fear eis Nee sen, prociram om oma roses que zee dota um pao 3 byomninnt adc obedsocm rpamente, Come conseqiehi aera reproduzem os valoes de um modo sel due Sifu econla es deja cole mato pel Stes aue fic semester como sano ie una posse comprenstobioldica de sa xs ree os homens tome eels de qu a for ven aca pla tase acl, 8 mantra ce £2 2% ores donno, Ox ens itressados em ep ma ons de ade a vide comer & avait OE ‘a. puce pare mente sta seoriidads, ese pepuntam Seudie penn stent. ‘Ao acompanharmos na mila as raves que estariam le vvando os homens a vverem este processo de reflexdo, encon ‘taremos em algumasabordagens, de forma taxatva, que of. minismo seria © movimento responsivel pela deflagragao des se movimento, mesmo sabendo que na iteraturafeminista 08 ‘homens aparesem como categoria genércs,destituldos de sin sularidades e multas vezes como os apressores das mulheres. “As mulheres ndo descoatiam do quanto 0s homens a ‘odeiam." Desta mancira, Germaine Greer comega a discutir 4 ola a verso que os homens sete! plas mulher, ‘eneralizando um sentimento com o qual alguns jamais se Hdentificaram.* B 0 que pereebemos na andlise de Andrew ‘olson sobre as fronteras da masculinidade na classe média, Dis ele (© pape masculino que ma sociedad eisai a ho rem uma imagem de machining e de iia muta ves ‘lo mutiladore pra ohomen como anagem de feminade ‘para a lr Porto, 4 possibide de um movimento de Hivertagdo dos homens ligase ama tomada de consieaci, or parte dests, das lmitagSes qe Ihe 880 posta ela propria sosedade sea Certamente no € do 0 que um homem sente 20 seiden- tifeare compreender a opresslo socal experimentada pelas mulheres assim reconhecer os nives de opresso a que tam- bbém estéslbmetido, Sdo estes nives de opressdo que Leclere aponta quando fala que nem todos os homens desejam esa Idemiicados com a falocracia. Ha uma tendéncia a transfor- mar o conflitoexistente nas rlagdesenize os sexos em con- fronts e radicalizagdes, quase que bioldgicos, mesmo na ite ‘Simone de Beauvoir, tilizando uma 1a Barre, expbe sua posigio no que concerne a autoridade pa rase falar sobre as mulheres: Tudo o que os homens escreve- ram sobre as mulheres deve sr suspeit, pais eles s80, a Um tempo, juize parte" Poderiamos toma mesma referencia se de Poulain de Toes, masse tomavemosstecarno eariaros reptindoa Set ie sos ee tances ceclonas Sa ePmigcians anetistcon ce aeeeei ater ce os tna reac seedespeeyec pnion eos Sryccaniny clash rem onion cles buscam é uma diferenciagdo, pelo menos em tess, dos mo Aelos sociais autortrio, 'Na origem da crise masculina, analisa Elisabeth Badin tex, encontramos as “precosasfrancesas” O perfil dstas mi heres serve de suport para a consrusio da personage mat ‘quesa de Marteul, do livro As lgaedes prigosas, de Chorde- Tos de Laclos. Estas mulheres problematizam o papel mascul no dos séculos XVII e XVIII, sendo as "mae" tanto das pri Imei feministas quanto dos snovos homens” Pertencents ‘aristocracia ou & burguesia da época, slo independents fi- nanceiramente dos homens, sltiras erm sua maiora, elves para os jogos amorosos. Sobre este aspect, Susan Fala fora nortesamericana do livro Backlash, considera que a m- Theres soteras,independentes Fnanoorament, a melhor sai ddementalefsica do que o homem, evisem comparativamen te mais. Para ela, 0s homens solos tém pior saide mental, tanto em comparagio as mulheres soteras como a homens sados. Segundo Badinter, este tipo de mulher problematira pela primeira vez 0 papel masculino, produzindo eos que podem Ser ouvidos hoje, por nés, por meio da erse da idenidade rmaseulina, ‘Siuaado suas andlises ns sculos XVII e XVII na Fang ¢ Inglaterra, Blisabeth Badintr fala que: So as “prcisss frances” que entveram presents no Iniio do prime quesionameno fo ao papel e Meni de mascalna® Bainter afirma que a crise masculna atual tem prece dentes. Iniialmentestuando-os na Inglaterae na Franga ela ‘omenia qu as crises masculine cujos coos chegam até nds ‘mr pontos em comum. Flas nascerh hos pases Ge ilizaga0 refinada, onde as mulheres gozam de mats berdade que em ‘utros higares. Exprimem necesidade de mudanga dos valo: res dominant esto posteriores as transformacdes ideo eas, econdmicase soca. Tem repereuss20 na organizaso fa niliar, do wabalho ou em ambas. Maso que ditingue as das crises precedente dessa que conhecemos hoje éo seu cariter ‘Socialmentelmitado, Nos ssulos XVIT e XVII ela s6 diz res- Deito as classes dominantes — a aistocracia ea burguesia ur Dana, No final de século XIX esse crise se torna mais extensa profunda. : Se na visto de Badinter as yreciosas francesas estdo na covigem do levantamento da questi masculina, o trabalho de Sacas le Rider® considera 2 modernidade vienense como 0 Inomento em ue se foram densa eexpressias as transfor tages sociaisiniciadas no sécul> XVIL, ancorando na m0 flernidade o cere das questdescontemporfineas que hoje tariam dando ruporte @ uma refleio sobre a identidade dos homens. ‘Analisando a figuras do mistco, do génio e do narciso, Le Rider, comenta que: ses wopis do isin, da genisidade edo nari smc faction om cm © a So da ukrapasager do mies inposts pela ida: sbalem ‘SSvitso maculinfeminin ctendem aun deal andr6no, Slam evodestulgo de un ev que soft por nfo aca Sens quaidades sides ar, sx) ears de im eu fas pert. A fla Grientdade masetina €o tema {ue ncn a eagrtpr os auto Dail Pal Scheer, scons favs tories de Ovo Wenger came alguns tes do Jovem Hoftmannstial, como osrlatos dese msticas ou de rconeurouy nares fgnsbsubversao da dentiade ve inl O deco de femniapto qu se sbiga em Schrber ea ‘to anputiada Ga ended, om Otto Weiner, ns fm est dos loos gona” regusitrios conte & dee Snclacontempordoeseprozumasdereptereeto do mando fmoderno du rovelam catcersion de um tipo de erace [ane funds pa modern nds ds Preach Nias {hea Walir Benjamin eeopoamente no eto venenss de Kins a Robert Mas (© que me proponto «analisir so as conseqentes reper cubes dst proces, mais “vise” para nbs a partir dos ‘movimento de contracultra, nos anos 60, no qual es hippies apreseniam snais desta "mistura confusional’” dos papas © ds identidades de homem e mulher Por sea interme po= demos percber que o movimento Mppie fi uma tentaiva do reparagto do modelo social ede dentidade para os soos, Nes tunis emtadas so boje da contacltars enconumes ce tentos em tora dor qua os homens iro etruturar ccs minhar suas discusses, Ente eles podemos dstacat a ness. ‘dade de ibertasao das amarras ds repesco da socedade ¢ 4a cultura do Oeidente a tentatva de ampla a conscéncia ei a uses de novas formas de comproensio da realidade subjtivae soi Portato, resringir a ransio veda hoje pets homens a partculardades e historia do movimento de mulheres & ‘east que o prdprio movimento de mulheres também decor es ransformapdes soci iia no século XVIL, Dose pone to de vista, 0 feminismo seria uma tentative de “reparaio” a idenidade das mulheres, tal como etd acontesendo com os homens Neste sentido, no ¢ uma guerra entre os sos 0 qu est sendospresentade pelos homens, muito menos uma tenativa de sitar oficio dae transormagdesvivdas por ees nes bor das das conquisasfeministas.Ambos so frst das sce vas ransfrmapoesividas pelos indvios,podendo ser com: Preendidos como uma “radicalizagio do indvivalismo" ‘Tanto o movimeato de mulheres quanto as tansformagBes na ‘dentidade dos homens se expressam como uma das "sis do individualism, vivenciada sb «forma de uma crise do sent ‘mento de identidade™= © eins em suas orisenssoresentao homemn como copresor da mulher, hndindovo a patiaretdo, como se ho. ‘mem e patrarado fosm sindnimos, Por outro lado, a ca ‘acteristic de orgem do Teminismo é de que “o monimento um depois “absoluamente inreconcldveis, de modo a determinar uma linha divis6ria dos fempos e, simultaneameate, dos pensamentos, costumes, is © das prdpras inguas’™ Se obsewarmos atentament, vere ‘mos que um projeto novo toma per basco abrurdo ea angls- tia da vida cotidiana. Uma angista hoje Ja perceptivel por al- guns homens e que passa set ancorada nas reflexGes felts Sobre relagio aetiva do menino com seu pa: o envolvimen {o dos homens com as guerra; ec mergulho ceg0 em direglo 0 acimulo de patriménio e poder. Talson, em um de mine passages robe alberto mae culina, coments ‘Como omens, seaamo-nes encurralads em noss pr ‘ria nlusdo no por sermosexlados dae atvdader ae 2G At est Ac dre, i a do i So mulheres, mas porque para ns ndo havia uma “berac" ‘auialente dls, Uns como os outros 6 poderamos cl na ‘SCamaradagen’” tradicional dos bares, com pamadinhas nas cosas dostnadas a weacar pelo menes tanto como exrese: ‘am. Er impose falarmer entre os homens de eatin essai de faglidade ou cme. Una mascara de slao mas ulna disimulas 0 vario da nowa vide aftva™ Hoje, em diferentes paises, um nimero cada vez maior ‘de homens procuram eaminhos, terapeutics ou comunitrios, ‘que os evem a descobrir outros modelos de subjetividade, em ‘Que as emopbesndo essjam classifcadas segundo um referen Gal seista, ou ainda adjetivadas como algo nosiv que se opO= aro." ta busca fe caracteriza pelo esforcoempreendido pelos homens para se desvincular do esteredtipo do macho, relativ zando esa interferéacia em suas ecolhase na maneira de con ‘duzro cotidiano. Nesses grupos, os individuos comeyam uma teajtéria reflexiva que Ibes pert descobrir os elementos © aspeetos constiutvos da reprsentapBo do macho, ea mane! sma contribu para limita suas vidas 20 vazio 10 que se pretende nests grupos € conhecer, por melo de depoimentos, quais as principas tensBesvividas pelos homens a partir do conflito esabelecido entre suas ne- fessidades afetivas ea capacitagio dos mesmos para compreen Ae-tase diig-las para sua satistasao ‘As questdes em tno das quais se organizam os Grupos de Homens emergem do cotidiano, podendo set sistematia- das em ts pontos prinipais: como esto consruidos os vin culos ea dindmica paterna; as formas de violencia na relapo com ele mesmo, mulher e filbose, por fim, a sewalidade.” 2 Apne de BUA «Cn we so ede ee cond oe cite, Ane aa ot oie imperane ar e i e ane ptatn o pps nae Cle Heme A te ded SS iin gn ts mere ee ‘ule uno Bur Hones Came aspirin Mo Gea aso ‘So anal a relago que os omens estabelecem com seus fio, ahisteia vividaantriarmene entre eles © pao elo Subliminar para que respondan socalinente used & fora Ua violencia quando atacados at agredidos. A vsivel neces Sidade de apresentaremse como ndividuos seaualmente noe, ‘vei produz nos homens, segundo o relato daqueles engaj, dos nestesarupos de trabalho, ensdes que os acompathun ariamente Nos relatos destes homens rercebemos que a tenses vi Vidas por eles decorrem de uma tentativa dese allaharen lum expectativa de desempento vocal com a qual nfo ae ade, {gaam nem suas limiiagbes nem seus desejon. ave coterie, ‘ios 6 que o nivel de tensdo a que eles se referem de espe A dificuldade gerada pelo esforgo para compatbilzarema es, Deciativa de sucesso, implicta no projto de aecneto sos, ‘om os efetivos recursos que dspéem para etd la.> Estes homens tém procurado tomar consciencia sobre {quem ees so, bem como reconecerem como ¢ por que fe ‘em suas escothas, adotando uma etratégia de eutoconspreee ‘fo e responsabildade, para ampliar 0 campo de sua cao. ‘has posibildades, Buscam compreeade sus vides por meio do entendimento de como se olceam diante da patereeac, da Violénciae da setualidade Em meados dos anos 70, nos EUA, os homens comesa- ‘am a se perguntar se 0 comportamento violent, marca da ‘ilidade masculina, nfo €expressio da violincia & que foram submetidos durante a inna e que o tansformiou eat por, ous estereotipadase apéticas & ravaliagto de st form de insetgdo na vida. Esta reflexdo lewou-osa buscar, com 0: balhos dos grupos, uma “humaniagdo’™ do coldiano man: ulino, adequando o projeto de assensio socal eapeificaie, de de cada individuo. Isto significa invir este proseoee toe ‘storia de vida de cada um deles reconhecendo a limita a dindmica do desejo masculino. A medida que camiaham ctentam conguista @ “huma at es epee ssi, es comes a e- ‘lara uma outa, que continuament Os faz erer que seam se bores soberanos, donos do mundo. Verena Kast coment ‘x, o i eae sa guest a enc, sind a atriens mibpris No enn eh Eno gluon fy ate ques nasa ‘eatin Sere am tone Renunclar uma representagio desi carregada de quali- ddades extraordindras, de promestasgrandiosas, que ao longo {dos anos tem servido de modelo e referéncia para os homens congue sscodans nf we arracna como rel ‘Recta a decrepitude ea decadéncia das fantasias infants para ‘enerar no dago da vide — no do aterradora como pare- la, mas também nem to bela — faz parte de um execicio que, ‘dos muitos que um menino experimenta, niio chega a ser valo- ‘izado nem apresentado por pals ou escola. Plo conrério, um ‘ening crea lmentndo sede matpas hse defo ¢ ‘chord pdr dons sore da it $e jamais poder exes temo diva pela ands. {dade que ela compora se comparada onipoteneia ‘Assi fala Kast: ua fanaa ‘gue a desusto nos obiea a reunciat saa onary agunrdva sg de 0 oar NSO amos cipetna decolalums tas cai A {Sas mum acomecinato ares do eal or nendomos So io oor, perdamor ents ona eho a, Ase ‘Regents eden pra non ean sear ote mona qs pect io fost, eer som ona sr sais, Suge ent a mpotante ques como odemos dar com a Sestusto 5 Vara Ea, a oud ERpeaHo mas ua eg de um deus 08 eum her que segue pelos caniahos desenhados por este deus. Eo aue percebemes, por explo, a extra de Ulisse, ontads na Odea de Homero, una Ge Adgorepresentad tos textos biblicos como aquele Seto imagem esemelhanga de Deus, Em algumasrefledes de Stace, encontrames ao {tia de homens determinads, pelo dsting, a “resolve” as {atc nul ffs e complet Como Heteles) cave mes zo se mostrando ""medrosos e sugestiontvss" alo peta sus origensdivinas, al como Claudio. As atibuges de for Ga, poder, cage, asa enliena, eas clades de see tinentos como med invejs era, dininocm as dsnclas stents nea epsmaio du homen ca dudes tomando o herd aguém digno eas premaes dos eéus™ ‘Os homens em dfculdades ure conprender liar com situgbes em ques sintam desidos, apesat de teem sd Socialzads na ust de que nascram para ste Superiore tins aos outros, A este respelo um dos sapetos da mudange se catactrizaexatament pelo fate deus homens poder uci aol avs se nie ua sre ose esposabldades de seus poets, qe podem Ist 2ergunos ou perdas- A vide atune ni sn verdad ca ‘actersin de aventura, mistro + transfoiedade, ‘Os pints pra conespeo nconamente dos Gr os de Homens sto variagdes que iim suas origens na moder "ade vennse, eas dened amen lrizadas pore ‘Uma modernidade funded sore exaagio do indie Atuaismo eda subjetvidads...)Uma moderidade “humiae ‘Sr ets ligne Gee ean «vom ome “hr in ¢ 4s colocars sob sgno da iberdade sbi, saranda 18 onde social pelo deta petvado, no Estado pela vind fe da igualdade politica, na esfers da vida pela autonomia ‘ora. (..)0 esprit subjaive questona as formas de vida le sitimadas pela eligi ou pea wad” Grupos de omens, portant, so herders do in 45 &ideologia “machista pois © modelo do "macho" e 0 ‘Que estd comprometido com a formulaedo de uma outta re- Dresentagdo masculina slo incompatives. Por esta rao, {es homens sero soldarios com a critica social feminist, € vice-versa, bem como € deste principio que Badinter parte pa rm dizer que "em nosso modelo socal oh mais huge para ‘0 machismo".” Por outro lado, se a representagto do “ma ‘eho ¢incompatvel com aquela formulada pelos Grupos de omens, ser toma de one, po parte dest ho meng, do quant incorporaram os valores machistas para con dduzrem suas vidas que propiciard o contato com as resisén- ‘las e contradigbes a serom gerenciadas por eles na condugio deste processo de transformacae, "Assim, a ambivalencia ea idéia de um “eu dividido” sto concepts moderns que nos colocam diante de um outro mo- Selo de sujeito, posterior portant ao modelo de homem dos ‘oulos XVITe XVII. A dierenca se situa no reconheimen to cada vez maior de tributos subjetivos como determinantes ‘de comportamento, eno endosso de caractersticas pslcolda ‘is como relevantey A caracterizaeao de uma outra dindmica ‘ubjetva que se apoia no concelto de inconsciente. Esta con ‘ribuigdo trazda pela paicandlise passa a ser incorporada pe Tos homens qu ent procra dese “noo” mov na me dida em que discutem of aspecos nereates a dor e ao prazer ida em gue dicutem o aspects intents 8 dor ¢ 0 paz duos. ‘A busca de uma compreensio sobre funcionamento,his- téria e organizagdo da subjetvidade masculina far com que ‘elm erados foruns de discus de emogGes, projeto de > ‘censfo socal, sewalidade e pazer, feminino e masculino, E no poderia ser diferente, comas contibuigdes de Freud, re Ierentes it dintmica do inconscient, ede Nietzsche, no qu diz respeito&tradigao racionalstae seu subsdio a nogto de ver~ dade © moral. O impacto geralo pelo uabalho de ambor fax presente nos concstos de conscience e subjetvidade. ‘A nocio que os homens tim de subjetividade esté mals comprometida'com as denies de consciencia Go raciona listo de Descartes, fortalecis por parte das construgbe li ministas, do que propriamente se origina tanto das reflexes Sobre o inconsciente de Freud, como da filosofia da vida da Niewsehe. A rellexdo sobre o modele de subjtividade do contexto teGrio da modemidade ganha sus primeiroscontornas no fim, do séeulo XIX. Atéentao, a subetividade se imitava aos con foros de uma conscigncia modelada pela tradigdo racionals- {a do séeulo XVII efortaleidapelaincorporagio das cont= Dulgdes do iluminisme. O lluninistso, por snal,agrege is- ‘cusses ainda presentes na repesentacdo que os homens fa ‘em dees mesmos. A oposieto entre a definigdes de racional éitracional eos contornos de uma tazdo que se ocula,segun fo José Calazans, sob ( rominagbes gas de “todd tradi” “rove v(t fas concesida como eetia ou fo inte lesa, sé compreenshle pecepttvel atsavs da pte, ito 6 d0 que €capaz de fazare produc" Oshomens, ainda hoje, trazem uma consciacia sobre eles ‘mesmos produzida por conceit vagos de atoridade etradi> ‘eo como referincia para dfinirem @ masculine. ‘A valrizaedo do pensar do humanitarismo racionaisa, ‘gue unia os sieltos reflendo sobre a injustia weil, nae ert Suficiente para os que viviam no século das fuze, Nesta epo- 3, exista um apelo aos sentnentos. Calazans coments Oracionalsmo apareca} maloria como demasadamente fro, recente ou ost aos sextimentose emagbes Ere tito pobre, duo para onimerosada ver mar ds ndvidocr gue Ssatam por uma trata, im ete, ama pinta ma fs (© MASCULING: LM DILEMA CoNTEMFORANO? » 20 que se sete ¢ nfo apes Aguilo que pons. Desa se lum home et, fet de sentimenton, ple, insti, it Este apelo ressoa nas reflexBes de Nietzsche ¢ Bergson. Se. primeiro valoriza a emoodes ea liberagao das foreas ins Uinivas, vitals dos homens, o sequndo buses. por meio de uma nova melafisia, a fonte da evlucao criadora na natreza ¢ na historia O espirito que mais se aproxima do que constitu as bus ‘as maseulinas de hoje pode ser aquele que encara os pinch pos da flsofia da vida. Segundo Heinemann, A Mosofia da vida assenta num protesto da vida contre «fungi, predominate na socledade moderns, do ntendimes to itrpetade como cele, mim protest da sina conta ‘mdquinae conta a coisifiajd,tecalcago e examina do hhomem por ela engeadradas, Die esa osfia aftr ‘fo do centro da pessoa, onde Descartes enone pos ‘wou. Expresso em ttm ontlésisox par cao primum ‘datum nto € a consiecia cosltation mas vida. A fips “a vida consist em colocer no lugar da conslencia © do eat tendimento a vida como sain fundamental «part Cla Serva o itletal¢ erpiital™ ‘As reformulagdes que os homens realizam em si mesmos ‘ncluem diretamentea critica nleteschana sobre 8 mancira de ‘epresentar © homem e o mundo, que provém da tadigdo ra cionalisia. A vida, como esta sendo vivida por eles, passa a Ser 0 eixo das discussdes masclinas, A leita freudiana os ‘urila a compreender como a dindmicainconstienteinterfe re na vida des pessoas; para os homens de hoje, contudoy cia Sica restrta a uma interpretagao elaborada nos modelos cin os, apresenlada por meio das andlises da homossexualidade da voléncia familiar. AS representardes masculinas de hoje ainda esto calea- as na coasirupi cartsiana. Porém, a procura de uma lin- % St Mma. syne eX, Ca Ca -zuagem para expressar suas emogdes, bem como a buses de uma redugdo dos nves de violéncia€ uma intensificasio no ‘envlvimento com a patemidads passam a caractrizar para ‘ohomem a tranigao de um medslo de representagho carie- Slano para umn outro freudlana, Conseqientement,falamos frau © género, lé 0 ponto mais allo de seu espa: ‘da passa wees o carder de una aventura responsivel, onde ‘o rseo, 0 perigo eo mistéro mos fazem humanos, "A este respeito, diz Mariel Bandeir: “A vida com cada ‘coisa em set Ingar/ndo vale a rena/é a dor de ser vivida/os onpos se entendem masa allnas a" ‘As consoqitncias mals direas da reaaliago da represen- tagio masculna, iniciada em mucleospsicobgicos,suplanta- ‘amo lemor desses niles de que a forma de condugdo desta reavalago pudeseeiminar sua limensto police, reuindo-a 4m problema pscologico. He, na Inglaterra e n0s EUA, ‘oshomens comegam a reaallar seu papel nas guerra, na. ado So de polfcas de dominaeto eracism.O processo de anli- Sede quests referentes & maselinidade, portant, possiil- fa sos homens tum acess & estada do desenvolvimento hu ‘ano, Pra isto, precisam pereeber que este camihos6 se faz {partir dos sucesrvos ivestimentosaetvos que etabelecem, Seto estes investimentos que 0: alimentard, mas também os Gllaerarto, resgatando o proproexercicio de vives, que ficou petdido na mort daqucle que vee da tradi do esqucimento flo amor. Os homens conguistzram a autonomia para vives, mas talvez nea team tido, como hoje, una representacao de si caleada em tamanha sold. REPENSANDO 0 MASCULINO 0 iimero de tivros epublicag6s sobre a condiio masculing, not EUA, Canadé, Inglaterra e Franga, aumentou const Sums 8 An Vile Aras mi ca Ca Sostmen' & 2 ag nn Pocono rt ta oe Ai Ro en ‘deravelmente ao longo das décadas de70¢ $0. Estes trabalhos ‘buscam refletr sobre a problemstica masculia procurando a Bes tanto de ordem fenomenoldgica ou psicoligca” como social e politica” para compreender o que acontece com 08 ‘homens hoje. Herb Goldberg analiza também, em seu trabe Th, a condigto da exstincia masculina* Segundo ee cla ex ‘pau por uma otna conta euiforme anaes re 20 trabalio como no que dz respeito aos afetos Esta ui formidade de comportamento para conduzit o cotdieno ter ha representagdo ena ausncia paterna seu expoente maximo. ‘A ene respit, a andlises de Guy Cornea sobre a proble- Indtica do pai s6 confirmam as preocupagées de Vietor Hugo Jevantadas no séeulo passado: "A ausencia paterna ¢ a des. sraga do fiha’"® © mesmo pode ser observed, por explo, na Metamorfose, de Katka," ou ainda nas declaaebes de Rousseau sobre seus flhos. le, que defendeu o dieto a berdade, nfo suportando as limitacdes do ctidiano com os flhos, colocou-os em um asl Conttirios& adorto de atitudes distantes, padronizadas ¢ inexpresivasafetiamente, os homens hoje prociram wm con {ato dir com seus fthos, e entam compreender a que seas. sociam as principals ansiedades eangsigs que seem em se lagdo& paternidade Sea idea de pai no Ocident eseve con: Fite ter eee pies ata eee a ee ‘a om Seat Ma Oceans De i, ‘eats plas Sentco oul de: Fg Lane ¢ Lice. Peco ma ‘Scr, mn is coe nse Peo Eacke oe Peete eer ersig Se ne aati oi ee = Pitas arco tr seca rae Ghose EE fs nation nen mn Semis ee So SERA Se Ta aeot a tet om tinuamente assoiada imagem dvinaea um referencia moral distant, hojeeta imagem perde o sentido para una outra cons trulda sobre a nogso de cumplictiade, raze epratido. ‘Emm meados dos anos 40, L. Rouzic”escreveu um taba tho sobre o pal em que afirma que a casa ea familia tm wm chefe: 0 pal. Diz ee tamente pars 0, pol So Paulo mosta-nos que vee ‘Deus origem dod epateraiade jolio-me dante do Pai As Nowso Senor Jess Coo de quem dvva toga pterids (dana no cov como na ler ‘A importincia que a imagen do pai tem para um filo 6 analisada por Freud em diferantes momentos de su obra, Em Jovem ¢ tabu, por exemplo, afirma que‘ imagem que lum filho faz do pal & habitualmenteinvestida de poderes cx- ‘esivos desta eset edescabrese que a descoafiansa do pai ‘std intimamente iad & adzuiagto por ee" A importan- ia desta representa & comettada pelo proprio Freud et ‘ouzo taal, em que diz= Mais tarde, sb anti dn rlidade do desaponts: mento nn vi el crane somern a esas dos gale ‘eve adoar uma tude cla para com o pal. Os pimeios thos de una srauga sho domisados por urbe enorme supe Jowiagso do pal ‘Apaterndade tem ido um tema sobre o qual um grande simat de canals en fle. Aberstiry & Saas apm. ihm que" infltnca do pi Cambie to nocva qua © Sn anamitindo a nosso quate de ume pssopatolo™ a da pateridade 8G," Geapos de Homens adnitem a imporinsia da com- prsesi da rive polls pres na ans do ‘Inculo paterno, condo ado elinitam als par semal- Jara problematca macula coatemporanea, mesmo por se consideramos a histria humana, veremos, como nos mostra Jacques Dupuis, que a nogto de paternidade é recente” Sim iolicamente ese fato nos posbilia uma reflexao interessante ‘Segundo Dupuis: Hseisou ste milfnios as socieades mais adlantadas des