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Educação Sexual

Curso de Formação “EDUCAR PARA ESTILOS DE VIDA SAUDÁVEIS – Metodologias de intervenção na escola”

PROJECTO DE EDUCAÇÃO PARA A SAÚDE

TEMA: Educação Sexual

Paula Alexandra A. A. Fonseca Maio de 2008

Paula Fonseca

Educação Sexual

Título
(Con)Viver com a Sexualidade

Introdução
A OMS – Organização Mundial de Saúde – definiu sexualidade como uma energia que encontra a sua expressão física, psicológica e social no desejo de contacto, ternura e às vezes amor. O desenvolvimento da sexualidade acontece durante toda a vida do indivíduo e depende da pessoa, das suas características genéticas, das interacções ambientais, condições sócio-culturais entre outras. Quando se fala em sexualidade, pressupõe-se falar de intimidade, uma vez que ela está estreitamente ligada às relações afectivas. A sexualidade é um atributo de qualquer ser humano. Mas para ser compreendida, não pode ser separada do indivíduo como um todo. A sexualidade é moldada e expressa concretamente nas relações que o sujeito estabelece, desde a mais tenra idade, consigo mesmo e com os outros. Assim, a escola é o lugar eleito para inserir, no processo educacional, a educação preventiva. O projecto de Educação para a Sexualidade deve assumir diversos contornos, derrubando tabus, disponibilizando informação, garantindo privacidade, acautelando a adequação dos conteúdos em função dos alvos, intervindo precocemente na prevenção dos comportamentos de risco, assumindo o papel de intervenção que incumbe ao Estado através das Escolas, criando condições para o estabelecimento de relações afectivas entre os jovens e os adultos, capazes de gerar uma proximidade salutar. Nos termos do Despacho nº 25995/2005 (2ª série) e do SEE de 27 de Setembro e de acordo com os programas em vigor, a área da Educação Sexual é parte integrante e obrigatória da Educação para a Saúde.

Caracterização
Os alunos a quem este projecto se destina têm idades compreendidas entre os doze e os dezasseis anos. A maioria destes alunos tem baixas expectativas num futuro
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melhor, carências ao nível sócio-económico, pais com baixo nível de escolaridade e tradições culturais que dificultam a mudança de mentalidades, particularmente no que respeita ao tema da sexualidade. O concelho de Celorico da Beira, situado na província da Beira Alta, a cerca de 800m de altitude, é um dos 14 Municípios que integram o Distrito da Guarda, banhado pelo Rio Mondego, nos contrafortes da Serra da Estrela. Pode dividir-se em duas zonas absolutamente distintas, quer do ponto de vista geográfico, quer climatérico: a da Serra – parte dela integrada no Parque Natural da Serra da Estrela – de relevo orográfico acentuado e de clima agreste, e a do Vale, de terrenos férteis e clima mais ameno, que abrange uma vasta área ao longo do Rio Mondego. A especificidade do seu clima, que lhe advém da sua localização no Vale do Mondego entre a Cordilheira Central e o Planalto Beirão, bem como a dispersão dos seus aglomerados, fazem de Celorico da Beira um concelho predominantemente rural, em que a silvo pastorícia e a produção de queijo de ovelha são as principais actividades económicas. Dada a qualidade e quantidade do queijo aqui produzido por métodos ancestrais pode dizer-se que Celorico da Beira é a Capital do Queijo da Serra da Estrela.

Destinatários
• Professores que leccionem as Áreas Curriculares Não Disciplinares ou com interesse nesta temática; • Alunos do 3º ciclo da escola (com idades compreendidas entre os 12 e os 15 anos); • Pais e Encarregados de Educação.

Identificação do grupo de problemas
• Insegurança que este tema naturalmente desencadeia • Fraca participação dos pais/E.E • Conceito pouco positivo da sexualidade • Comportamentos discriminatórios entre sexos
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• Desvalorização da afectividade • Fraca auto-estima • Falta de valores • Atitude negativa relativamente ao próprio corpo • Poucos conhecimentos relativos à fisiologia da reprodução e da resposta sexual humana • Gravidez na adolescência

Justificação/Razões da intervenção
Quando se pretende assumir as responsabilidades de lançar uma ampla e permanente campanha de informação em matéria de Educação para a Sexualidade – integrada num processo mais amplo que tem a ver com a Promoção de Hábitos Saudáveis de Vida – não podem ser descurados os vários alvos a quem essa informação se destina: professores, alunos e suas famílias. Professores: Para que a escola, como agente importante no processo de socialização cultural e na construção da personalidade, tenha um contributo válido, não só na transmissão de conhecimentos anatomo-fisiológicos que estão intimamente relacionados com a sexualidade, mas também na vertente psico-afectiva e emocional, no que toca a referências éticas, atitudes, sentimentos e afectos, é essencial que os professores façam eles próprios uma formação que lhes permita vencer a insegurança que este tema naturalmente desencadeia. A formação destes elementos permitirá usar nas suas aulas uma metodologia criativa, estimular os alunos para hábitos de avaliação e de reflexão sobre os seus próprios comportamentos, fomentar a inter-ajuda e o respeito mútuo, criando um clima em que os jovens se sintam responsáveis e felizes. Deste modo, educando para a afectividade, qualquer docente, seja qual for a sua disciplina, pode educar para a sexualidade. Alunos: A educação sexual é uma componente essencial do processo educativo global, devendo contribuir para a capacitação dos jovens no sentido de agirem autonomamente, assumindo opções conscientes e responsáveis nos diferentes contextos da sua vida,

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manifestando respeito por si próprios e pelos outros e estabelecendo um relacionamento positivo e satisfatório com quem interagem. Pais e Encarregados de Educação: Não devem ser apenas os professores os alvos das acções de sensibilização e formação. Os encarregados de educação, enquanto actores centrais no processo de aprendizagem e da formação pessoal dos jovens, são também eles confrontados com situações às quais não sabem, por vezes, como reagir, questionando-se frequentemente de que forma podem ajudar os filhos.

Objectivos

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População alvo

Objectivos gerais

Professores

Objectivos específicos - Sentir preocupação com o bem-estar físico e psicológico dos outros; - Aceitar de forma confortável a sua sexualidade e a dos outros; - Respeitar as opiniões das outras pessoas; - Ser capazes de guardar informações pessoais que possam ser facultadas pelos alunos; - Reconhecer situações que requeiram outros técnicos para além do professor; - Ser tão neutro quanto possível; - Controlar a emissão de juízos de valor; - Permitir que se façam escolhas e que se identifiquem valores pessoais; - Demonstrar disponibilidade e confiança; - Utilizar vocabulário adequado do ponto de vista pedagógico e técnico; - Abordar conteúdos adequados à faixa etária dos alunos, que vão de encontro aos seus interesses. - Envolver os pais/encarregados de educação; Objectivos específicos - Conhecer: -- Dimensões da sexualidade; -- Corpo sexuado e seus órgãos internos e externos; -- Componentes anatomo-fisiológicos e fisiológicos da resposta sexual humana; -- Diversidade de expressões do comportamento sexual humano ao longo da vida e das suas diferenças individuais; -- Mecanismos de reprodução humana e contracepção; -- Ideias e valores da sexualidade ao longo dos tempos em diferentes culturas; -- Problemas que possam surgir a este nível e apoios possíveis. - Aceitar de forma positiva o corpo sexuado e a afectividade; - Desenvolver atitudes não sexistas; - Aceitar e não discriminar das orientações e expressões sexuais dos outros; - Ter uma atitude preventiva da doença e promotora da saúde e do bem-estar.

Promover a criação de um perfil desejável do Professor

População alvo

Alunos

Objectivos gerais - Adquirir Conhecimentos

- Trabalhar sentimentos e atitudes

- Desenvolver competências individuais

- Tomar decisões e recusar comportamentos não desejados; - Adquirir vocabulário adequado;

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- Pedir ajuda e saber identificar apoios quando necessário.

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População alvo

Objectivos gerais - Garantir/promover a participação dos pais

Pais/E. E

Objectivos específicos - Informar acerca dos objectivos e desenvolvimento do Projecto - Identificar e discutir dúvidas/receios da família; - Rentabilizar e dar continuidade às intenções educativas da escola a nível da sexualidade; - Evitar a criação de entendimentos/receios infundados acerca das finalidades e dos efeitos das actividades de Educação Sexual.

Actividades
Professores
- Sessões de formação/Sensibilização

Alunos
- Diagnóstico das Necessidades de Formação - Sessões de sensibilização - Trabalho com os alunos: -- a nível individual -- a nível do grupo/turma -- a nível de pares

Pais/E.E.
- Sessões de sensibilização

Conteúdos

Actividades

Estratégias

Calendarização

Público - Alvo

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Educação Sexual

Sessão de Formação Sessão de Sensibilização Diagnóstico das Necessidades de Formação Corpo em crescimento; Saúde Sexual e Reprodutiva. Expressões da Sexualidade; Relações Interpessoais;

- Esclarecimento e promoção de competências formativas por Profissionais da Área da Educação Para a Saúde - Método expositivo; - Esclarecimento de dúvidas; - Técnicas de debate e clarificação de opiniões, valores e atitudes - Elaboração, administração e tratamento dos dados obtidos através de um questionário sobre o nível de conhecimentos e interesse dos alunos; - Método expositivo; - Esclarecimento de dúvidas; - Técnicas de partilha de informação (brainstorming, questionários, fichas de trabalho, recolhas de documentos) - Técnicas de treino de competências específicas (discussão de casos, dramatização…) - Técnicas de debate e clarificação de opiniões, valores e atitudes (barómetro de atitudes, debate pró e contra)

Setembro /Outubro Outubro

Professores

Pais/EE

Outubro

Sessão de Sensibilização

Todo o ano

Alunos

Comemoração de Dias Mundiais

- Elaboração de cartazes; - Amigo secreto;

01 de Dezembro (Sida) 14 de Fevereiro;

Os temas serão desenvolvidos nas áreas curriculares não disciplinares, como: Área de Projecto, Estudo Acompanhado e Formação Cívica. Serão comemorados os Dias Mundiais alusivos às diferentes temáticas.

Intervenientes
- Alunos - Professor Coordenador do projecto - Professores envolvidos nas actividades propostas - Colaboração da Associação de Pais - Centro de Saúde - Câmara Municipal
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- DREC - APF …outras entidades ….

Avaliação
- Actividades • Número de alunos que participam na actividade • Auto e hetero-avaliação das diversas actividades propostas, tendo por base a utilização de grelhas (anexo I) das quais fazem parte diversos parâmetros: - Interesse da actividade - Motivação do tema - Empatia com o dinamizador - Espaço utilizado - Divulgação da actividade. - Projecto • Relatório intermédio e final

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ANEXOS

Grelha de Avaliação da Actividade
Tema da actividade_____________________ 1- Interesse da actividade Muito interessante 2- Motivação para o tema Muito motivante 3- Realização da actividade Oportuna Tardia
Paula Fonseca

Data____________

Interessante

Pouco interessante

Motivante

Pouco motivante

Inoportuna

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4- Empatia com o dinamizador Muito dinâmico 5- Espaço utilizado Muito adequado 6- Divulgação da actividade Muito divulgada Comentários: _____________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ Divulgada Pouco divulgada Adequado Pouco adequado Dinâmico Pouco dinâmico

Sugestões: ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________ ______________________________________________________________________

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