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Plano Individual de Formação | 29-02-2016

Plano Individual de Formação | 29-02-2016 Plano Individual de Formação Internato de Medicina Geral e Familiar

Plano Individual de Formação

Internato de Medicina Geral e Familiar - 2016

de Formação Internato de Medicina Geral e Familiar - 2016 ALBERTO SARMENTO ORIENTADORA: DRª ANA MARIA

ALBERTO SARMENTO ORIENTADORA: DRª ANA MARIA ALMEIDA 21 de fevereiro de 2016 ULS Castelo Branco UCSP S. Tiago

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| 29-02-2016 Internato de Medicina Geral e Familiar - 2016 1. Breve Autobiografia: No contexto dos

1. Breve Autobiografia:

No contexto dos meus graus de mestrado (um pelo IST, UTL, outro “M.Sc. in Electrical&Computer Eng.”, pela Universidade de Connecticut, UCONN, EUA) tive o privilégio de trabalhar em projetos de sucesso internacional (e.g., projetei filtros de micro- ondas para o sistema MONICAP [ 1 ], que tem instalações hoje em cinco países), assim como, nos Estados Unidos da América (EUA) num projeto de investigação financiado pela Raytheon ElectronicSystems (e.g. desenvolvi os modelos físicos e software para o design de dispositivos optoelectrónicos). Como subproduto deste trabalho, resultaram seis artigos científicos. Em 1998, decidi mudar o foco de investigação dos meus estudos conducentes ao doutoramento (Ph.D.) em engenharia elétrica e de computadores para a engenharia biomédica; mas quando consegui os pré-requisitos de entrada, depois dos atentados terroristas, apaixonei-me pela escola médica. E em 2008, entrei na FCS-UBI. A minha sensibilidade pela situação dos mais desprotegidos e preocupação com os desafios da globalização (choque cultural), contribuíram para essa mudança, assim como o incentivo dos

[ 1 ] MONICAP: sistema de vigilância das atividades de pesca, usando comunicações GPS, e via satélite: http://www.inov.pt/pages/monitorizacao/monicap.php

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meus professores nos EUA. Neste sentido, deparei-me com desafios complexos que foram bem-sucedidos, em grande parte pela minha maturidade e fluência em três línguas.

Acresce ainda a minha experiência docente (professor no ensino obrigatório e no superior, em Portugal e nos EUA) conforme se depreende da fotografia com logótipos de algumas instituições onde estudei e/ou trabalhei, assim como o meu CV em anexo. Neste contexto, desenvolvi tecnologia multimédia, sendo sensível às necessidades de aprendizagem dos meus próprios alunos, ou dos que ajudei, enquanto assistente estagiário, "teachingassistant" ou equivalente. Na UCONN tive de ajustar as minhas estratégias e práticas de ensino para me adaptar socioculturalmente a alunos americanos. Com estes estudantes, descobri que uma abordagem divertida é mais produtiva. Comotal, eu próprio criei websites e CDs com tutoriais interativos para poder desenvolver o pensamento visuoespacial dos alunos em Química Orgânica e complementar o ensino de Biologia e Imagiologia Médica (ecografia mamária), com o auxílio da "Yale Medical School", associada ao "New Haven Hospital" (Prof. Liane Philpotts e Dr. Kenneth Taylor) - entre outras informaçõesregistadas na página da web [ 2 ].

Alguns professores associados (Prof. Wikholm e Prof. Moiseff, dos Dept.'s de Química, e de Fisiologia e Neurobiologia, respetivamente, UCONN) ficaram tão impressionados com essas ferramentas que se mostraram interessados em colaborar no seu desenvolvimento. Além disso, esta tecnologia poderia beneficiar as práticas educativas em escolas médicas, por um lado, e a educação para a saúde de utentes e colaboradores, por outro.

Propus, igualmente, técnicas de análise e processamento de imagem, para auxiliar a prática clínica na deteção ajudada por computador de malignidade (tumores de mama) em imagens de ecografia. Publiquei um artigo de revisão sobre os novos métodos de extração de ruído naquelas imagens digitais.

TABELA 1 - IDENTIFICAÇÃO

Nome do Interno

Alberto de Deus Torres e Sousa de Morais Sarmento

Ano e Mês de ingresso no internato MGF

Janeiro de 2016

Orientador

Dra Ana Maria Almeida

Unidade de Saúde

USCP São Tiago

Centro de Saúde

Castelo Branco

ACES

Beira Interior Sul

[ 2 ] Atlas, tutorial & animations for Medicine, Biology & Chemistry (by Alberto Sarmento):

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2. Índice

1. BREVE AUTOBIOGRAFIA

2. ÍNDICE

3. OBJETIVOS DESTE PIF

4. JUSTIFICAÇÃO DA ESCOLHA DA ESPECIALIDADE

5. MOTIVAÇÃO PARA SER MÉDICO DE FAMÍLIA

6. PERTINÊNCIA DOS ESTÁGIOS OPCIONAIS

6.1. ONCOLOGIA

6.2. GASTROENTEROLOGIA

6.3. REUMATOLOGIA

6.4. ORTOTRAUMATOLOGIA

7. APRESENTAÇÃO DOS PRINCIPAIS PROJETOS

7.1. PROPOSTA DE COMUNICAÇÃO ORAL

7.2. CONSULTA DE OBESIDADE INFANTIL

7.3. PROGRAMA DE RASTREIO DO CANCRO DO COLO RETAL

7.4. PROGRAMA DE RASTREIO DO CANCRO DA MAMA

7.5. PROGRAMA DE RASTREIO DO CANCRO DO COLO DO ÚTERO

7.6. CONSULTA DA DOR NA UCSP S. TIAGO

7.7. TRABALHO DE INVESTIGAÇÃO

7.8. ESTÁGIOS DE CURTA DURAÇÃO E PARTICIPAÇÃO EM EVENTOS CIENTÍFICOS

7.9. REUNIÕES / FORMAÇÃO DA COORDENAÇÃO DE INTERNATO MGF ZONA CENTRO

7.10. REUNIÕES DO NÚCLEO DE FORMAÇÃO DA BEIRA INTERIOR

7.11. REUNIÕES DE FORMAÇÃO DO ACES DA BEIRA INTERIOR SUL (BIS)

7.12. LISTA DOS PROJETOS

8. CRONOGRAMA

9. HORÁRIO SEMANAL DAS CONSULTAS / REUNIÃO

10. OBJETIVOS DO ESTÁGIO EM MGF-1 10.A. MEDICINA GERAL E FAMILIAR-COMPETÊNCIAS NUCLEARES 10.B. MEDICINA GERAL E FAMILIAR - COMPETÊNCIAS ADICIONAIS

11. CONCLUSÃO

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3. Objetivos deste PIF

“Medicine is a science of uncertainty and an art of probability”

Reflexão de William Osler

(The Lancet, vol.375, issue 9727, p.1666, 15.5.2010)

Osler ( The Lancet , vol.375, issue 9727, p.1666, 15.5.2010) Ao longo do meu percurso profissional,

Ao longo do meu percurso profissional, no Internato Médico (Internato do Ano Comum, no Hospital de São João, que conclui com aproveitamento em 31.12.2015), tenho tido o cuidado deplanear a minha formação, tendo sempre por base o meu currículo académico e experiência profissional, anteriormente descritos e que incluem várias habilidades computacionais e de engenharia eletrónica e das telecomunicações.

Convém não desperdiçar competências, polivalências, multifuncionalidades, multiprofissionalismos e formações diversas face à atual conjuntura nacional. Há que aproveitá-las e rentabilizá-las ao máximo, personalizando o plano formativo e ajustando-oàs necessidades dointerno.

Por outro lado, as profundas mudanças sociais, económicas e políticas que Portugal atravessa, designadamente as alterações na estrutura familiar, a maior autonomia dos cidadãos na gestão da sua saúde, o envelhecimento demográfico, as alterações dos padrões epidemiológicos, o aumento progressivo daesperança média de vida e, concomitante, o aumento na dependência funcional e a consequente diminuição da qualidade de vida, implicam uma sobrecarga dos serviços de saúde e exigem uma adaptação da cultura médica e da forma como praticamos medicina”[ 3 ].

Este PIF foi pensado e construído como um instrumento de apoio e orientação individual ao longo do meu percurso profissional (Formação Específica do Internato de MGF), como apoio à auto-avaliação para o desenvolvimento de competências clínicas e profissionais.

Escolhi locais e tipos de formação adaptados às minhas necessidades individuais enquanto interno, assim como atividades extracurriculares congruentes com a complexidade dos conteúdos de aprendizagem.

[ 3 ]Internato Médico de MGF: Portfolio do Interno. Coordenação do Internato. Zona Norte, Porto,

Jan.2011

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Desde o início da minha Formação Específica em MGF, em determinadas situações, atuei com os pares (nomeadamente, os novos colegas de internato 2016 da UCSP de S. Miguel), dialoguei com orientadores de centros de saúde e seus homólogos de hospitais, entre outros responsáveis para assegurar que os objetivos de desempenho fossem cumpridos na íntegra. Em conjunto, orientadores, colegas e pares, assumimos o compromisso de atingir os objetivos da forma mais adequada ao contexto em que nos inseríamos, tendo sempre em mente que o utente é prioritário no serviço de saúde.

O PIF inclui reflexões acerca de várias atividades em que participei.

Os conteúdos do PIF foram selecionados, tendo em conta as necessidades atuais e futuras da prática, da Medicina MGF.

4.

Justificação da escolha da especialidade

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A entrada no Internato de Formação Específica de Medicina Geral e Familiar (MGF) foi uma opção ponderada durante a minha trajetória académica e profissional, depois de me apaixonar pela medicina, conforme já mencionei.

Concluí o curso de mestrado integrado em medicina pela UBI, em 2014. Durante o meu percurso pela medicina interessei-me, particularmente, pela formação médica generalista, abordagem abrangente e holística (nas dimensões física, psicológica, social, cultural e existencial) que me proporcionou a Área dos Cuidados de Saúde Primários (ou de primeiro contacto e centrais, segundo a filosofia do SNS). Preferi a especialidade de MGF por estar vocacionada para os cuidados centrados na pessoa e orientados para o indivíduo, a sua família e a comunidade onde estão inseridos.

Tentei superar a falta de experiência clínica e de formação. Nesse sentido, solicitei, a título pessoal, a realização de quatro estágios voluntários, nas férias de Verão de 2011 a 2013: três no Hospital Amato Lusitano e um no C.S. de Belmonte onde fiz MGF, sob a orientação do Dr. EdinsonVilla Robles. Estas experiências inolvidáveis permitiram-me executar os procedimentos clínicos com maior confiança, adquirir várias aptidões e habilidades clínicas e, acima de tudo, ser mais humano.

Conclui com aproveitamento o internato do Ano Comum, pelo Hospital de São João, em 31.12.2015. Desde o início de Outubro de 2015 (sob orientação da Dra. Ana Macedo, ACeS Porto Oriental, USF Novo Sentido, Campanhã) até ao momento (com a Dra Ana Maria Almeida, ultimamente), fiz consultas ombro-a-ombro, onde confirmei a importância da comunicação na relação médico doente. Citando Balint, "o médico é o fármaco mais prescrito em clínica geral". Ou seja, a escuta empática e a atenção dedicadas ao paciente podem ter o efeito terapêutico de um medicamento. Sinto-me realizado porpoder ajudar o meu semelhante, mesmo quando a globalização dificulta essa relação entre o médico e o doente (e.g. tive, por vezes, de comunicar em inglês ou francês com utentes estrangeiros, maioritariamente anglo-saxónicos ou francófonos).

Estou especialmente grato aos meus formadores por me terem incentivado a prosseguir esta trajetória e acompanhado de perto, como verdadeiros pedagogos, com gosto e interesse pelo ensino, o qual integravam na prática clínica. É algo tão precioso que jamaisvou conseguir retribuir-lhes.

5. Motivação para ser médico de família

É sabido que, para a OMS, as doenças crónicas são consideradas uma prioridade na próxima década, tendo a MGF um importante papel a desempenhar no sentido de se garantir uma boa qualidade de vida desses utentes, geralmente idosos.

De facto, no Ocidente, as patologias crónicas têm alterado significativamente os padrões epidemiológicos. Elas exigem cuidados de saúde continuados, cuja eficácia depende muito da

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cooperação da família para se poderem alterar significativamente os comportamentos de risco associados aos novos estilos de vida e, também, para se melhorar a recuperação ou reabilitação do doente. Por outro lado, as patologias alteram a dinâmica familiar. Elas não só influenciam o doente como toda a sua família.

Em MGF, a prática é centrada na pessoa e no seu contexto sociofamiliar, pois a família e a sociedade podem ser tanto um recurso de saúde para o paciente durante uma situação de stress, comouma fonte de distúrbios de dimensão biopsicossocial. Note-se, contudo, que a chamada ”disfunção familiar” é, muitas vezes, uma fase meramente de transição normal do ciclo de vida familiar. O stress familiar que é, então, gerado pode desencadear crises, estados emocionais críticos (medos, angústias…) que podem depois refletir-se a nível psicossomático.

Assim sendo, o verdadeiro profissional de saúde sabe discernir quando é oportuno aplicar as grelhas de avaliação, baseado nos sintomas biopsicossociais que o doente apresenta. Daí a importância de se estabelecer uma relação assistencial com continuidade longitudinal, e de confiança outorgada pelo doente, para se poder resolver o respetivo problema (de origem biopsicossocial) ainda no seu estádio precoce e indiferenciado.

Portanto, os médicos especialistas em Medicina Familiar têm uma posição estratégica na prestação de serviços de prevenção primária e da educação para a saúde, essenciais ao bem-estar da população. Por outro lado, há lugar para melhorias no uso dos recursos disponíveis para esses fins. Recentemente, para apoiar esse tipo de intervenções, têm-se desenvolvido aplicações usando mensagens SMS (de telefone celular). A evidência é de alta qualidade apenas para intervenções destinadas a cessação tabágica [ 4 ]. Resta saber se esta tecnologia é eficaz para outras intervenções no estilo de vida dos pacientes (e.g. grávidas com sobrepeso e obesidade) [ 5 ]. Estas comunicações móveis têm potencial para se melhorar a saúde materna, em regiões tipicamente remotas ou rurais, com acesso limitado à saúde, como é o caso da Beira-Interior Sul [ 6 ], [ 7 ] e [ 8 ]. Espero desenvolver um trabalho de investigação semelhante em equipa multidisciplinar, assumindo um papel de advocacia do paciente sempre que necessário.

[ 4 ]Vodopivec-Jamsek V, de Jongh T, Gurol-Urganci I, Atun R, Car J. Mobile phone messaging for preventive health care. Cochrane Database Syst Rev. 2012 Dec 12;12

[ 5 ]O'Brien OA, McCarthy M, Gibney ER, McAuliffe FM. Technology-supported dietary and lifestyle interventions in healthy pregnant women: a systematic review. Eur J ClinNutr. 2014 Apr 30

[ 6 ]Bloomfield GS, Vedanthan R, Vasudevan L, Kithei A, Were M, Velazquez EJ. Mobile health for non- communicable diseases in Sub-Saharan Africa: a systematic review of the literature and strategic framework for research. Global Health. 2014 Jun 13;10:49.

[ 7 ]Betjeman TJ, Soghoian SE, Foran MP. mHealth in Sub-Saharan Africa. Int J Telemed Appl. 2013;2013. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3867872/

[ 8 ]Aranda-Jan CB, Mohutsiwa-Dibe N, Loukanova S. Systematic review on what works, what does not work and why of implementation of mobile health (mHealth) projects in Africa. BMC Public Health. 2014 Feb 21;14:188. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3942265/

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6. Pertinência dos estágios opcionais

6.1 Oncologia

Em 2010, o cancro é a segunda causa de morte (187 por 100 000 habitantes/ano), depois das doenças cardíacas (193 por 100 000 habitantes/ano), ocupando o AVC o quarto lugar, depois das doenças pulmonares crónicas (sobretudo bronquite crónica e enfisema) não infeciosas. Apesar dos progressos significativos no tratamento dos AVCs e de alguns tipos de cancro, é inegável o facto de que a mortalidade devida a estas doenças, entre outras, tem diminuído muito mais pela prevenção (e.g. deixar de fumar) e pelo diagnóstico precoce do que pelo desenvolvimento do tratamento. Assim sendo, importa intensificar a prevenção primária (estilos de vida, vacinas, proteção contra cancerígenos ambientais e ocupacionais), assim como a prevenção secundária, através de rastreios. A prevalência da doença oncológica em Portugal é elevada (um de cada 3 portugueses nascidos no século XXI terá cancro) e está associada a morbilidade psicológica e psiquiátrica muito significativa e complexa, com grande impacto familiar e socioeconómico a nível nacional. Pelo que, é necessário formar adequadamente profissionais, nomeadamente, Médicos de Família integrados em equipas multidisciplinares, entre outras medidas, de modo a ser possível racionalizar a utilização dos recursos disponíveis, maximizando a eficiência dos cuidados oncológicos, sem qualquer discriminação dos doentes.

Saliento a importância do acompanhamento regular, continuado dos sobreviventes de doença cancerosa, para se prevenir ou detetar recidiva ou a ocorrência de outro cancro. Por outro lado, é necessário aumentar o número de camas atribuídas aos cuidados continuados e paliativos, para os doentes na fase terminal da doença (ou semelhante). Finalmente, convém articular o C.S. com instituições de solidariedade e diversos profissionais de saúde vocacionados para tratar doenças crónicas.

Espero que o estágio de Oncologia no IPO Coimbra me permita inteirar do Plano Oncológico e Rede de Referenciação, assim como, contribuir para a literacia da população sobre o cancro, implementar recomendações de diagnóstico e terapêutica (garantir a centralidade do doente), adotar práticas que distingam o essencial do acessório, conservem o bom senso, a bondade e a compaixão e, sobretudo, o respeito pelo semelhante [ 9 ].

6.2 Gastroenterologia

Várias patologias gastrointestinais (GI) têm um carácter hereditário significativo (em particular, a neoplasia do cólon), pelo que, é importante pesquisar os antecedentes familiares. A construção de genogramas (usados em MGF) pode ajudar, por exemplo, na análise genealógica, na identificação dos portadores de mutações genéticas que lhes conferem maior suscetibilidade para o desenvolvimento de cancro [ 10 ]. Ao contrário do que acontece, por exemplo, com o cancro

[ 9 ] Manuel Sobrinho Simões. O Cancro. FFMS, Maio 2014 [ 10 ] Moreira-Nunes CA, et al. Presence of c.3956delC mutation in familial adenomatous polyposis patients from Brazil. World J Gastroenterol. 2015 Aug 21;21(31):9413-9

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hereditário da polipose adenomatosa familiar, na maior parte dos cancros, a influência do ambiente é muitíssimo mais importante do que a suscetibilidade genética, pelo que, devemos apostar na prevenção.

Importa valorizar a clínica e o exame físico, que são críticos para a abordagem diagnóstica e terapêutica das patologias GI. Por exemplo, os sinais abdominais podem ser mínimos, contudo, se acompanhados por sintomas consistentes, podem ser excecionalmente significativos. Segundo o Harrison, os sinais abdominais podem estar virtualmente ou totalmente ausentes nos casos de peritonite pélvica, pelo que, ele recomenda cuidadosos exames pélvicos e retais obrigatórios em todos os pacientes com dor abdominal. A hipersensibilidade ao exame pélvico ou retal, na ausência de outros sinais abdominais pode ser causada por apendicite perfurada, diverticulite, quisto do ovário torcido e muitos outros com indicações cirúrgicas.

Participei em 2013, na reunião "um dia, um tema: pancreatite aguda grave" que merece a seguinte reflexão: O diagnóstico e tratamento da pancreatite aguda e de outras patologias gastrointestinais, colocam desafios à prestação dos cuidados de saúde, requerendo uma maior organização e colaboração entre várias especialidades (MGF e Áreas hospitalares, tais como, imagiologistas, gastroenterologistas, intensivistas, e cirurgiões), bem como, um atendimento mais personalizado, tendo em conta as características individuais dos pacientes.

6.3

Reumatologia

Os sintomas músculo-esqueléticos estão entre os principais motivos de consulta médica e estima-

se que uma em cada três pessoas serão afetadas pela artrite. A dor nas articulações e músculos não só afeta a qualidade de vida e a incapacita, mas também pode manifestar sintomas de doenças inflamatórias, infeciosas ou neoplásicas graves.

Embora os tecidos conjuntivos estejam na base da reumatologia, esta especialidade abrange um amplo espectro de doenças médicas, a saber: desde processos caracterizados por artropatia monoarticular até doenças multissistémicas com risco de morbimortalidade significativo.

A incidência de doenças reumáticas aumenta com a idade, de modo que 58% da população com

mais de 65 anos terá queixas das articulações. Os distúrbios músculo-esqueléticos em pacientes idosos, muitas vezes, não são diagnosticados porque os sinais e sintomas podem ser insidiosos, passar despercebidos ou estar mascarados por comorbilidades. Essas dificuldades são agravadas pela pouca fiabilidade dos testes laboratoriais nos idosos que, grande parte das vezes, manifestam resultados anormais não patológicos. Por exemplo, a velocidade de sedimentação pode estar erroneamente elevada e os testes positivos do fator reumatoide e anticorpos antinucleares (ANA) com títulos baixos em ~15% dos doentes idosos. Nestes doentes, a entrevista clínica e o exame objetivo são muito importantes.

A abordagem da dor em pacientes com artrite reumatoide (AR) continua a ser um tema atual [ 11 ].

Estuda-se o seu impacto no risco de parto pré-termo em mulheres com AR

[ 12 ]

[ 11 ] Durham CO, et al. Pain management in patients with rheumatoid arthritis. NursePract. 2015 May

15;40(5):38-45

6.4

Ortotraumatologia

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O trauma causa elevada morbimortalidade, especialmente nas sociedades industrializadas.

Portugal é um dos países da Europa com mais vítimas na sequência de acidentes de viação, sendo

as lesões traumáticas, maioritariamente, do foro ortopédico. Os acidentes são emocionalmente perturbadores, além de ameaçarem a integridade física dos indivíduos.

As fraturas do fémur, tanto pela sua frequência como pela sua gravidade, são críticas para os

idosos (sendo o sexo feminino mais atingido do que o masculino, numa relação 3:1), visto que levam ao aumento da dependência e da mortalidade de aproximadamente 50%, ao ano [ 13 ]. Este tipo de fraturas são o motivo da grande parte das cirurgias e ocupação de camas nos serviços de traumatologia, representam um enorme peso socioeconómico para a saúde, sendo uma causa frequente de institucionalização permanente.

O envelhecimento demográfico coloca desafios à Ortotraumatologia. Nomeadamente, a

população geriátrica é menos ágil, tem menor acuidade sensorial e alta prevalência de osteoporose (diminuição do capital ósseo e degeneração da microestrutura óssea), o que origina uma maior

taxa de fraturas. Os idosos têm uma maior predisposição para os traumatismos de baixa energia (incluindo as quedas da própria altura) que são graves naqueles com osteoporose avançada.

O tratamento eficaz da osteoporose passa pela prevenção da perda de massa óssea e pelo seu rastreio.

Além da terapêutica farmacológica, importa aconselhar modificações do estilo de vida. Os agentes farmacológicos de 1ª linha são os bifosfonatos que inibem os osteoclastos e promovem um aumento da DMO e uma redução do risco de fraturas. Os suplementos de cálcio e vitamina D são usados como adjuvantes dos anti-osteoporóticos. A vitamina D promove a absorção intestinal

de

cálcio e a remodelação óssea, sendo recomendada em doentes idosos com fraturas proximais

do

fémur. Tem efeito preventivo na síndrome de fragilidade, diminuindo a taxa de quedas.

7. Apresentação dos principais projetos

7.1 Proposta de Comunicação Oral:

Resumo revisto de apresentação no “VIII Encontro Coração e Família” da Fundação Portuguesa Cardiologia (aguardo confirmação), 10 12 Mar. 2016

Título: Anticoagulação oral na população geriátrica com fibrilhação auricular: Abordagem terapêutica em MGF

Autor: Alberto Sarmento

[ 12 ] Bharti B, et al. Disease Severity and Pregnancy Outcomes in Women with Rheumatoid Arthritis:

Results from the Organization of Teratology Information Specialists Autoimmune Diseases in Pregnancy Project. J Rheumatol. 2015 Aug;42(8):1376-82 [ 13 ] Mesquita GV et al. Morbimortalidade em idosos por fratura proximal do fêmur. Contexto Enfermagem, Florianópolis, vol. 18, nº1, (Jan-Mar 2009); p.67-73.

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Orientadora: Dra Ana Maria Almeida

Introdução (revista): A fibrilhação auricular (FA) é a arritmia sustentada mais comum em países desenvolvidos. A sua prevalência aumentou significativamente com o envelhecimento da população. A FA está associada a um aumento do risco de acidente vascular cerebral. Na faixa etária mais avançada (>75 anos), o risco anual individual de acidente vascular cerebral é >4%. Geralmente, os anticoagulantes orais (ACOs) são recomendados para evitar tromboembolismo e o acidente vascular cerebral em qualquer forma de fibrilhação auricular, isto é, paroxística, persistente ou permanente. Usando ACOs (antagonistas da vitamina K, AVK, como a varfarina, e os não-AVK ACOs, NOACs) em indivíduos idosos, é um desafio, dada a presença comum de comorbilidades, doenças cognitivas, risco de quedas, polimedicação e isolamento social. Isso pode levar a uma subutilização da terapia ACO na população geriátrica, que são os que beneficiariam mais dessa terapia. Contudo, paradoxalmente, o idoso tem também um maior risco relativo de hemorragia. Baseado na estratificação do risco tromboembólico e/ou AVC isquémico (score CHA2DS2VASc) e no risco hemorrágico (HAS - BLED), a terapia anticoagulante tem sido recomendada, ponderando-se assim os riscos de trombose versus hemorragia. Os anticoagulantes orais, como a varfarina e os anticoagulantes não AVK (NOACs) têm sido indicados e comparados quanto à eficácia e segurança. Finalmente, recomendações práticas específicas são fornecidas no tratamento de pacientes que frequentam os cuidados primários.

7.2 Consulta de obesidade infantil

Introdução: A obesidade em idades pediátricas é uma pandemia mundial. Geralmente, os hábitos alimentares formados na infância persistem durante a idade adulta. O tratamento da obesidade pediátrica é complexo e difícil, sendo a terapêutica comportamental o seu pilar de intervenção mais importante.O sucesso da terapêutica é influenciado e facilitado pelo envolvimento ativo dos pais, entre outros pilares de intervenção, a saber: a criança; os pais / família ambiente afetivo; os prestadores de cuidados; o contexto (escola, casa, amigos, ambiente socioeconómico…). O acompanhamento por uma equipa multidisciplinar é essencial. Importa prevenir a obesidade atuando precocemente desde os primeiros 1000 dias da criança.

Foi descontinuada uma consulta de Obesidade Infantil iniciada por Internos do Centro de Saúde de Castelo Branco UCSP São Tiago. Importa continuar este projeto de prevenção e de promoção da saúde.

Objetivo: Proponho-me continuar com essa consulta de obesidade infantil na UCSP S. Tiago em articulação com os outros colegas.

Métodos: Intervir junto de pilares da intervenção preventiva na terapêutica da obesidade pediátrica, promovendo as seguintes 10 boas práticas [ 14 ]:

[ 14 ] Alberto Sarmento, Prof. Dr. Luís Belo, "Obesidade Pediátrica", comunicação oral na Unidade de Saúde Pública do ACeS Porto Oriental, Internato do Ano Comum (Hospital de S. João)

16.12.2015.

1.

Bons hábitos alimentares dos pais

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2. Avaliação regular do estado de nutrição desde a gravidez

3. Leite materno = o alimento ideal

4. Início da diversificação entre os 4 e os 6 meses

5. Legumes e frutos variados

6. Consumo limitado de proteínas animais

7. Consumo equilibrado de gordura de qualidade

8. Respeito pelo apetite da criança

9. Refeições consumidas em família após > 6 meses

7.3 Programa de rastreio do cancro do colo retal

Introdução: O rastreio, diagnóstico e intervenção precoce com armas terapêuticas mais eficazes e redução dos fatores de risco modificáveis permitiu globalmente, a redução da incidência e da mortalidade dos cancros gastrointestinais.

Em Portugal, o CCR é o cancro mais frequente, com uma incidência de 14,5% e uma mortalidade de 15,7%. Nos EUA, as taxas de incidência têm diminuído nos últimos 10 anos (devido à excisão precoce de pólipos colorretais), bem como a mortalidade. Para além da idade e dos fatores associados aos estilos de vida, os principais fatores de risco incluem os seguintes: colite ulcerosa ou doença de Crohn; pólipos no cólon ou reto; doenças hereditárias (e.g. polipose adenomatosa familiar, cancro do cólon hereditário não-poliposo) e antecedentes pessoais ou familiares de cancro colorretal, ovário, endométrio ou mama. O rastreio deve ser implementado em indivíduos com idade igual ou superior a 50 anos que não apresentem sintomas e que não tenham fatores de risco acrescido ou mais precocemente nos indivíduos de risco aumentado. Deverão realizar uma pesquisa de sangue oculto nas fezes (PSOF) de 2 em 2 anos, até aos 70 anos de idade. Se a PSOF for positiva, poderá ser necessária a realização de uma colonoscopia, que permitirá identificar e remover pólipos. O objetivo do rastreio é reduzir a mortalidade por CCR e prevenir o seu aparecimento. Sugere-se uma prática centrada nas preferências do doente assente num modelo clinico de decisão partilhada, focado em estratégias que aumentem a adesão ao rastreio.

Pretendo aumentar a taxa de cobertura deste programa, convocando os utentes que não frequentam as consultas no C.S. para serem inscritos no mesmo.

7.4 Programa de rastreio do cancro da mama

Introdução: A nível mundial e nacional o cancro da mama é a patologia oncológica mais frequente na população feminina. Em 2012, a mortalidade foi de 3,3% para as mulheres portuguesas.

Existem cerca de 5600 novos casos de cancro da mama por ano, o que representa cerca de 11 mulheres diagnosticadas por dia, das quais sete serão sobreviventes.

O

Programa Nacional de Rastreio de Cancro da Mama, consiste na realização de mamografia de 2

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em 2 anos, às mulheres em idade elegível (45 a 69 anos). Pretende-se reduzir a mortalidade por cancro da mama feminina, assim como, reduzir a incidência da forma invasiva desse cancro. Os indicadores de desempenho do Centro de Saúde incluem a periodicidade dos exames realizados nos últimos 2 anos e a taxa de mortalidade padronizada por tumor maligno da mama (/100.000 mulheres) no último triénio, em mulheres com idade inferior a 75 anos. Há lugar para melhoria da adesão ao rastreio.

É sabido que para qualquer rastreio de base populacional a adesão constitui um dos pilares do

sucesso da cobertura. A dispersão geográfica e as dificuldades financeiras podem contribuir para

uma baixa adesão. Contudo, a utilização de uma unidade móvel de rastreio pode aproximar o rastreio da população. Importa, assim, promover o acesso equitativo a estes serviços.

7.5 Programa de rastreio do cancro do colo do útero

Introdução: O objetivo do rastreio do cancro do colo do útero consiste na identificação e tratamento das suas lesões precursoras, ou seja, CIN 2 e CIN 3 (lesões de alto grau) no que diz respeito às neoplasias escamosas e identificação e tratamento do adenocarcinoma in situ, no que concerne às neoplasias do epitélio cilíndrico.

O método do rastreio consiste na citologia esfoliativa do colo do útero. A população alvo do

programa de rastreio é a população feminina, com idade igual ou superior a 25 anos e igual ou inferior a 64 anos, inscrita nos C.S. da ARS do centro. São excluídas do rastreio as mulheres tratadas por cancro do útero, histerectomizadas, virgens ou com incapacidade física que impossibilite a realização do exame ginecológico. Depois de 2 citologias normais com intervalo

de um ano, a citologia é repetida de 3 em 3 anos.

Convém aumentar a taxa de cobertura do rastreio, o fator mais importante para reduzir a incidência e a mortalidade por cancro do colo. De entre as mulheres que não participam no rastreio incluem-se, geralmente, as de estrato socioeconómico e cultural baixo, indigentes e imigrantes. Também as mulheres idosas e solteiras tendem a não participar.

No sentido de se manter a universalidade dos serviços prestados de forma eficiente, deve-se melhorar a qualidade e o acesso efetivo aos mesmos, reforçar o protagonismo e a informação aos cidadãos.

Pretendo acompanhar o ficheiro da minha orientadora. Pretendo familiarizar-me com a plataforma multirastreios SiiMA, para registo e acompanhamento das utentes.

7.6 Consulta da Dor na UCSP S. Tiago

Introdução: A dor condiciona a qualidade de vida e morbilidade do indivíduo. Pretendemos dar maior cobertura desses doentes, apoiando a consulta de dor existente no hospital de referência, após uma fase de formação no controlo da dor, de harmonia com o respetivo Programa Nacional.

7.7

Trabalho de Investigação

Plano Individual de Formação | 29-02-2016

Introdução: Trabalho a definir entre os colegas, aquando da formação da Coordenação do Internato (Centro) “Protocolo de Investigação”, em data a confirmar.

7.8 Estágios de curta duração e participação em eventos científicos

Pretendo colmatar eventuais lacunas na minha formação, não contempladas (cobertas?) pelos estágios opcionais (referidos anteriormente), através da realização de estágios de curta duração, incidindo, principalmente, nas seguintes valências: Endocrinologia, Dermatologia, Pneumologia, Cardiologia, Otorrinolaringologia.

Em algumas dessas áreas, durante o meu Internato do Ano Comum no H. S. João, foram-me concedidas Comissões Gratuitas de Serviço ou fiz formação em serviço ou no horário pós-laboral (detalhes em anexo no meu CV).

Para além do supracitado, em 2016, participei na formação patrocinada pela Boehringer, "Fibrilhação auricular e seu controlo", de 9 de Janeiro, em Castelo Branco, aguardando o respetivo certificado de presença.

Recentemente, participei nos seguintes cursos de formação da ULS de Castelo Branco:

- ECG, que decorreu nos dias 15 e 22 de Janeiro;

- Colocação de Dispositivos de Libertação Intrauterino, em 26 de Janeiro.

Em 5 de Fevereiro, assisti à apresentação do Dr. Rui Costa (Coordenador do GRESP), "O Médico de Família e as Doenças Respiratórias, durante as "Terceiras Jornadas de Patologia Pulmonar Crónica", na Ordem dos Médicos, Porto.

Finalmente, em 25 e 26 de fevereiro de 2016, participei nas XX Jornadas Nacionais Patient Care, assim como, no Curso patrocinada pela VitalAire, "Cuidados Respiratórios Domiciliários (CRD). Boas práticas e a importância dos Cuidados de Saúde Primários", acreditado pela Associação Portuguesa de Sono, de 26 de Fevereiro de 2016, integrado naquelas Jornadas.

Curso de SPSS a ser eventualmente ministrado no Serviço de Investigação e Formação e Ensino (HAL) em horário pós-laboral

7.9 Reuniões / Formação da Coordenação de Internato MGF Zona Centro

Tenho participado em todas as formações recomendadas pela Coordenação do Internato de MGF (zona centro) para 2016, que constam da tabela seguinte (note-se que as Jornadas do Internato MGF Centro são opcionais). Neste âmbito, juntamente com colegas da UCSP S. Miguel desenvolvo o seguinte projeto de melhoria da Qualidade das consultas: “Como minimizar as

de Formação | 21 -02-2016Individual

Plano

interrupções à Consulta Médica”. Conviria manter uma abordagem pedagógica prática em todas estas formações, o que nem sempre tem acontecido.

Estou grato ao Sr. Coordenador, Dr. Rui Nogueira pela sua disponibilidade e prontidão no esclarecimento de uma ou de outra dúvida (via telefone pessoal ou email) sobre o Internato.

17
17

Plano Individual de Formação | 29-02-2016

TABELA 1- PLANO DE FORMAÇÃO DE INTERNOS 2016 TABELA 2- - PLANO DE FORMAÇÃO DE INTERNOS 2016 (ATUALIZADO EM 26.02.2016)

DATAS /

CURSO / REUNIÃO

 

0BSERVAÇÕES

GRUPOS

FORMADOR

05-01-2016

Recepção de Internos MGF 2016

Vários

 

02-02-2016

Avaliação e melhoria contínua da qualidade

Dr. Luís Pisco

 

04-02-2016

Nutrição - conceitos básicos; o q há de novo

Dra Ana Carvalhas

 

05-02-2016

Ética Médica

Prof. Doutor José Augusto Simões

 

11-02-2016

Introdução aos Cuidados de Saúde Primários e MGF

Dr. Rui Nogueira

 
   

Drª Almerinda

 

16-02-2016

Deontologia Médica e Responsabilidade Profissional.

Rodrigues

17-02-2016

Relação médico-doente com base nos conceitos e práticas propostas por Michael Balint

Dr. Manuel Mário

 

09-03-2016

Acesso a Informação Científica: motores e pesquisa especializados.

Drª Helena Donato

 

11-03-2016

Investigação: conceitos elementares. Construção de um protocolo de investigação

Prof. Doutor José Augusto Simões

 

31-03-2016

Como fazer um currículo

   

31-03-2016

Prescrição de exercício físico pelo médico de família

Dra Angela Neves

 

01-04-2016

Avaliação e melhoria contínua da qualidade - apresentação de

Dr. Luís Pisco

 

protocolos

15-04-2016

Investigação: conceitos elementares. Construção de um protocolo de investigação

Prof. Doutor José Augusto Simões

 

20-04-2016

A Família e sua dinâmica

Prof. Doutor José Augusto Simões

 

20-05-2016

A Consulta

Drª Margarida Matos; Drª Raquel Nadais

 

24-05-2016

JORNADAS DE INTERNATO MGF CENTRO

 

OPCIONAL

25-05-2016

JORNADAS DE INTERNATO MGF CENTRO

 

OPCIONAL

00-06-2016

Investigação: conceitos elementares. Apresentação de trabalhos de investigação

 

fim de junho

30-06-2016

Avaliação e melhoria contínua da qualidade - apresentação de trabalhos

Dr. Luís Pisco

 

7.10 Reuniões do Núcleo de Formação da Beira Interior

As reuniões do Núcleo de Formação da Beira Interior programadas para 2016 constam da seguinte tabela:

TABELA 3- REUNIÕES DO NÚCLEO DA BEIRA INTERIOR EM 2016

13-jan

10-fev

09-mar

13-abr

11-mai

08-jun

13-jul

14-set

12-out

16-nov

14-dez

Na segunda reunião do ano corrente, apresentei a comunicação oral, “Pertinência da Aplicação dos Anticoagulantes Orais Não Antivitamina-K (NOACs) na Fibrilhação Auricular,com o seguinte resumo:

de Formação | 21 -02-2016Individual

Plano

A fibrilhação auricular (FA) é considerada a arritmia cardíaca mais comum nos países

desenvolvidos. A sua prevalência tem aumentado significativamente com o envelhecimento das populações. A FA é a causa mais frequente de trombose. Baseado na estratificação do risco tromboembólico e/ou AVC isquémico (score CHA2DS2VASc) e no risco de sangramento (HAS

- BLED), a terapia anticoagulante tem sido recomendada, ponderando-se assim os riscos de

trombose versus sangramento. Os anticoagulantes orais, como a varfarina e os anticoagulantes não antivitamina K (NOACs), têm sido indicados e comparados quanto à eficácia e segurança. Dados de ensaios prospectivos de registos internacionais sobre taxas de adesão e persistência dos NOACs são apresentados. Barreiras à utilização dos anticoagulantes orais e dos NOAC são discutidas. Apresenta-se proposta de apoio remoto á monitorização da anticoagulação oral (+ self- testing?).

7.11 Reuniões de Formação do ACeS da Beira Interior Sul (BIS)

Participei nas reuniões de Formação em Serviço promovidas pelo ACeS BIS, tendo sido considerado pertinente estudarmos as seguintes temáticas:

1. “Depressão e inflamação, diagnóstico e nova abordagem de tratamento”, em 28.01.2016. A palestrante, Dra. Maria Antónia focou o subtema “Tratamento da depressão: uma abordagem multidimensional”. Atendendo à elevada prevalência da doença, sendo habitual uma taxa de remissão de apenas 50%, importa considerar outras abordagens no tratamento, incluindo o exercício físico e a suplementação alimentar (e.g. ácido fólico, vitamina B12, ácidos gordos ómega 3, magnésio, vitamina E, etc.). A toma destes nutrientes em associação com os antidepressivos parece ter efeito potenciador desta terapêutica. Assim, convém vigiar o défice na ingestão de alimentos ricos nestes suplementos. Recomenda-se menor ingestão dos ácidos gordos saturados e maior dos polinsaturados, principalmente os essenciais (ómega 6 e ómega 3)

2. Síndrome de overlap’ Asma + DPOC = ACOS” apresentada pelo Dr. Gonçalo Salvado, em 18.02.2016.

Sugiro que, futuramente, a escolha dos temas e respetiva execução tenha a mais ampla participação e representação possível de ambas as unidades (idealmente, todos os internos de UCSP S. Tiago e UCSP S. Miguel) da ULS de Castelo Branco. Além disso, convinha enriquecer

e tornar mais apelativas as reuniões, incentivando todos esses colegas internos a participarem mensalmente nestas reuniões de ambos os Centros de Saúde, dando-nos oportunidade semelhante de apresentarmos trabalhos (revisões de temas), durante a nossa formação específica. Nesse sentido, gostaria de participar, como corresponsável de equipa no Programa de Vigilância de HTA e Fatores de Risco Cardiovascular ou o programa que for aprovado pela minha orientadora. Finalmente, conforme verificámos na última reunião, falta disponibilizar na Intranet as apresentações feitas até ao momento, para melhor acesso ubíquo a todos os profissionais.

19
19

7.12

Lista dos Projetos

Projecto 2

Plano Individual de Formação | 29-02-2016

 

Ideia

Breve descrição da ideia

Realização

Revisão

Projecto 1

Consulta de

Continuar com a consulta de obesidade infantil, na UCSP São Tiago, em articulação com colegas

1ª Fase formação

Avaliação anual dos indicadores de desempenho

Obesidade

Infantil

2ª Fase Continuação da Consulta na USCP

Ideia

Breve descrição da ideia

Realização

Revisão

Programas

de Rastreio

Cumprir os objectivos do Programa Nacional para as Doenças Oncológicas (Rastreio de Cancro de Mama, Colo-Rectal e Colo Útero).

4 Anos de MGF

Anual

 

Ideia

Breve descrição da ideia

Realização

Revisão

Projecto 3

Consulta

Consulta de Dor, na UCSP S. Tiago, em articulação com a do HAL

1ª Fase formação Controlo Dor

Avaliação anual dos indicadores de desempenho

da Dor

2ª Fase Continuação da Consulta na USCP

Projecto 4

Ideia

Breve descrição da ideia

Realização

Revisão

Trabalho de

A definir com colegas - curso da Coordenação do Internato

1ª Fase Estado da arte

 

investigação

2ª Fase Implementação

Junho.2016

 

Ideia

Breve descrição da ideia

Realização

Revisão

Projecto 5

Projeto

Como minimizar as interrupções à Consulta Médica

1ª Fase Estado da arte

 

Melhoria da

2ª Fase Implementação

Junho.2016

Qualidade

de Formação | 21 -02-2016Individual

Plano

8. Cronograma

 

Plano de Estágios

 
   

Ano

Meses

2016

2017

2018

2019

2020

Janeiro

MGF 1

REUMA

MGF 2 SU Med

MGF 4

Exame

Fevereiro

MGF 1

ORTO/TRAUM

MGF 2

MGF 4

 

Março

MGF 1

S.INF./JUV

S.MULHER

MGF 4

 

Abril

MGF 1

S.INF./JUV

S.MULHER

MGF 4

 

Maio

MGF 1

ONCOLOGIA

MGF 3 SU

MGF 4

 

Junho

MGF 1

ONCOLOGIA

MGF 3 SU

MGF 4

 

Julho

MGF 1

ONCOLOGIA

MGF 3 SU

MGF 4

 

Agosto

MGF 1

MGF 2

MGF 3

MGF 4

 

Setembro

MGF 1

MGF 2 SU Med

MGF 3 SU

MGF 4

 

Outubro

GASTRO

MGF 2 SU Med

MGF 3 SU

MGF 4

 

Novembro

S.MENTAL

MGF 2 SU Med

MGF 3 SU

MGF 4

 

Dezembro

S.MENTAL

MGF 2

MGF 3

MGF 4

 

Plano Individual de Formação | 29-02-2016

   

2016

 

Jan.

Fev.

Mar.

Abr.

Mai.

Jun.

Jul.

Ago.

Set.

Estudo C.S. + Comunidade

X

X

X

X

X

X

História clínica

X

Estudo 30 famílias

X

X

X

X

X

X

X

Estudo Ficheiro

X

X

X

X

X

X

X

Consulta Obesidade Infantil

X

X

X

X

X

X

Programas de Rastreio

X

X

X

X

X

X

Formação - Controlo Dor

X

X

X

Projeto Melhoria Qualidade

X

X

X

X

X

Trabalho de investigação

X

X

X

X

Reuniões do Núcleo

X

X

X

X

X

X

X

X

Relatório final

X

X

X

Avaliação

X

9. Horário semanal das consultas / reunião

Dia \ H

8:00 - 13:00

13:30

14:00

 

14:30 - 17:30

18:00

18:30

19:00

19:30

20:00

2ª F

Consulta HTA + Diabetes

               

3ª F

Saúde Infantil

   

Saúde Materna + Planeamento Familiar

         

4ª F

Saúde Adulto

 

Reunião com Orientadora/Núcleo/ Estudo do Ficheiro

       

5ª F

Planeamento Familiar + Rastreio Oncológico

     

Consulta Complementar

 

6ª F

Saúde Adulto

                 

.

de Formação | 21 -02-2016Individual

Plano

10. Objetivos do estágio em MGF-1 10.A. Medicina Geral e Familiar-competências nucleares

1. Gestão em Cuidados de Saúde Primários (CSP)

Objetivos

Método / Atividade

Data

-

Conhecimentos / Atitudes / Competências

No final do programa de formação o Interno estará apto a:

1.

Gerir o contacto primário com os pacientes, lidando com problemas

   

não selecionados

-

Conhece a epidemiologia dos problemas e queixas que surgem nos CSP

Pesquisa bibliográfica

 

2.

Cobrir todo o leque de problemas de saúde

   

-

Conhece as atividades preventivas necessárias à prestação de CSP

Trabalho de Revisão

 

3.

Coordenar a prestação de cuidados com outros profissionais dos CSP

   

e de outras especialidades

- Conhece a organização da UCSP S. Tiago

Trabalho de Revisão

 

- Domina a comunicação eficiente com membros do pessoal

Orientador como

 

modelo

4.

Dominar a prestação eficaz e adequada de cuidados de saúde e a

   

utilização dos serviços de saúde

-

Conhece a estrutura e da função do SNS em relação aos CSP

Trabalho de Revisão

 

5.

Compreender o contexto dos próprios médicos e o ambiente

   

em que trabalham, incluindo condições de trabalho, comunidade, cultura, estruturas financeira e reguladora

-

Compreende o impacto da comunidade local, incluindo fatores

Pesquisa bibliográfica

 

socioeconómicos, geografia e cultura, sobre o local de trabalho e a prestação de cuidados

Compreende as estruturas financeiras e jurídicas em que são prestados os CSP ao nível do ambulatório

-

Trabalho de Revisão

 

Compreende o impacto do ambiente pessoal (familiar e laboral) do médico sobre os cuidados que presta

-

Feedback da atuação do interno com o orientador

 

2.

Cuidados Centrados na Pessoa

Plano Individual de Formação | 29-02-2016

 

Objetivos

Método / Atividade

Data

-

Conhecimentos / Atitudes / Competências

No final do programa de formação o Interno estará apto a:

 

1.

Adotar uma abordagem centrada na pessoa ao lidar com os

   

pacientes e os seus problemas no seu contexto e circunstâncias

-

Domina os conceitos de doença e dolência

Prática clínica

 

2.

Desenvolver e aplicar a consulta de clínica geral para promover

   

uma eficaz relação médico-paciente, com respeito pela autonomia do paciente

-

É consciente da subjetividade da relação clínica, quer sob a perspetiva

   

do doente (sentimentos, valores e preferências) quer sob a perspetiva do formando (consciência dos seus próprios valores, atitudes e sentimentos)

Prática clínica

3.

Abordagem abrangente

 

Objetivos

Método / Atividade

Data

-

Conhecimentos / Atitudes / Competências

No final do programa de formação o Interno estará apto a:

 

1.

Gerir simultaneamente múltiplas queixas e patologias, tanto

   

problemas de saúde agudos como crónicos

-

Usa adequadamente os registos médicos e outras informações

Prática clínica

 

2.

Promover a saúde e o bem-estar dos doentes aplicando

   

adequadamente as estratégias de promoção da saúde e prevenção da doença

-

Compreende o conceito de saúde em todas as suas facetas

Feedback da atuação do interno com o orientador

 

Compreende o papel do médico de família nas atividades de promoção da saúde na comunidade

-

Orientador como modelo

 

4.

Orientação para a Comunidade

de Formação | 21 -02-2016Individual

Plano

Objetivos - Conhecimentos / Atitudes / Competências

 

Método / Atividade

Data

No final do programa de formação o Interno estará apto a:

 

1. Conciliar as necessidades de cada paciente e as necessidades de saúde da comunidade em que ele vive, de acordo com os recursos disponíveis

   

Compreende as necessidades de saúde das comunidades a partir das características epidemiológicas da população

-

 

Pesquisa bibliográfica

 

Compreende as inter-relações entre cuidados de saúde e assistência social

-

Participação nas atividades de outros profissionais do CS e comunidade

 

Compreende o impacto da pobreza, da etnia e da epidemiologia local sobre a saúde

-

Contacto com o Serviço de Saúde Pública

 

- Tem perceção das desigualdades nos cuidados de saúde

 

Avaliação crítica dos indicadores de saúde

 

- Compreende a estrutura do SNS e suas limitações económicas

 

Pesquisa bibliográfica

 

Trabalha com os outros profissionais envolvidos na política comunitária da saúde e compreende o seu papel

-

Participação nas atividades de outros profissionais do CS e comunidade

 

-

Compreende a importância da informação oriunda da prática clínica e

Participação nas atividades de outros profissionais do CS e comunidade

 

da comunidade como instrumento de garantia da qualidade da consulta

-

Compreende como o médico e o paciente podem utilizar o sistema de

 

Pesquisa bibliográfica

 

saúde (referenciação, comparticipações, baixas, problemas jurídicos, etc.) no seu contexto específico

 

5.

Abordagem Holística

Objetivos - Conhecimentos / Atitudes / Competências

 

Método / Atividade

Data

No final do programa de formação o Interno estará apto a:

 

1. Usar um modelo biopsicossocial levando em conta as dimensões cultural e existencial

     

-

Conhece o conceito holístico e as suas implicações nos cuidados ao

 

Prática clínica

 

Demonstra capacidade de compreender o paciente como um todo biopsicossocial

-

 

Prática clínica

 

Demonstra tolerância e compreensão das experiências, crenças, valores e aspirações do paciente que possam afetar a prestação dos cuidados de saúde.

-

 

Feedback da atuação do interno com o orientador

 

Plano Individual de Formação | 29-02-2016

10.B. Medicina Geral e Familiar - competências adicionais

1. Cuidados à Família

Objetivos

Método / Atividade

Data

-

Conhecimentos / Atitudes / Competências

No final do programa de formação o Interno estará apto a:

1.

Aplicar os principais instrumentos de avaliação da família

   

Conhece as escalas e instrumentos de avaliação dos estádios e funcionalidade familiar

-

Prática clínica

 

-

Aplica adequadamente estes instrumentos na prática clínica

Prática clínica

 

2.

Integrar os cuidados ao indivíduo no contexto familiar

   

Compreende a importância do contexto familiar para a saúde e para a doença de cada um dos seus elementos

-

Orientador como modelo

 

2.

Cuidados no Domicílio

Objetivos

Método / Atividade

Data

-

Conhecimentos / Atitudes / Competências

No final do programa de formação o Interno estará apto a:

1.

Avaliar corretamente as características especiais da consulta

   

no domicílio

Sabe identificar as principais diferenças entre a consulta no domicílio e a consulta no consultório

-

Prática clínica

 

3. Comunicação

Objetivos

Método / Atividade

Data

-

Conhecimentos / Atitudes / Competências

No final do programa de formação o Interno estará apto a:

1.

Estabelecer uma comunicação médico-paciente adequada

   

- Respeita os doentes como parceiros nos cuidados

Prática clínica

 

- Respeita e compreende as crenças individuais sobre saúde e doença

Orientador como modelo

 

Demonstra interesse pelos pacientes: atenção aos seus problemas, delicadeza, consideração e capacidade de escuta ativa

-

Orientador como modelo

 

Tem sensibilidade para diminuir as situações de possível embaraço no exame físico, mantendo a dignidade e privacidade do doente

-

Prática clínica

 

4.

Sistemas de Informação

de Formação | 21 -02-2016Individual

Plano

Objetivos

Método / Atividade

Data

-

Conhecimentos / Atitudes / Competências

No final do programa de formação o Interno estará apto a:

1.

Utilizar os sistemas de informação como instrumento da prática

   

clínica

- Domina o uso dos programas clínicos em vigor na sua área de trabalho

Utilização prática do sistema dos meios informáticos do CS

 

- Tem competências informáticas básicas

Utilização prática do sistema dos meios informáticos do CS

 

Usa de forma seletiva e oportuna os recursos disponíveis na Internet (bases de dados, fontes bibliográficas, comunicação com os doentes, ensino para a saúde, etc.)

-

Utilização prática do sistema dos meios informáticos do CS

 

5.

Sistemas de monitorização e garantia da Qualidade

Objetivos

Método / Atividade

Data

-

Conhecimentos / Atitudes / Competências

No final do programa de formação o Interno estará apto a:

1.

Aplicar os princípios do desenvolvimento contínuo da

   

Qualidade na sua prática diária

-

Conhece os princípios do ciclo de garantia da Qualidade

Curso de Garantia da Qualidade

 

Sabe utilizar aspetos do desempenho como perguntas de investigação em Qualidade

-

Elaboração e aplicação de projeto de Melhoria Contínua de Qualidade

 

Elabora e aplica um projeto de Melhoria Contínua de Qualidade na Unidade de Saúde

-

Discussão de casos

 

6.

Ética Médica

Plano Individual de Formação | 29-02-2016

Objetivos - Conhecimentos / Atitudes / Competências

Método / Atividade

Data

No final do programa de formação o Interno estará apto a:

1.

Lidar com as suas capacidades, valores e ética pessoais

   

-

Está consciente das suas capacidades e valores pessoais, identificando

Prática clínica

 

os aspetos éticos da prática clínica (prevenção/diagnóstico/terapia/fatores que influenciam o estilo de vida)

Está consciente de si: compreende que as atitudes e sentimentos de cada um são importantes para o modo como exerce a sua prática

-

Feedback da atuação do interno com o orientador

 

-

Demonstra valores e atitudes éticos na prática: respeito pela

Feedback da atuação do interno com o orientador

 

privacidade, confidencialidade, dignidade e direitos dos doentes,

confiança, equidade de cuidados

 

Está consciente da mútua interação entre trabalho e vida privada e busca um bom equilíbrio entre ambas

-

Prática clínica

 

7. Investigação e desenvolvimento científico

Objetivos - Conhecimentos / Atitudes / Competências

Método / Atividade

Data

No final do programa de formação o Interno estará apto a:

1.

Adotar uma abordagem crítica da sua prática, baseada na

   

investigação, e mantê-la com recurso à formação contínua e à

melhoria da qualidade

Está familiarizado com os princípios gerais, métodos, conceitos da investigação científica

-

Apresentação de casos

 

- Tem conhecimentos básicos de estatística

Apresentação de casos

 

- Conhece as bases científicas da patologia, sintomas e diagnóstico,

Apresentação de casos

 

terapêutica e prognóstico, epidemiologia, teoria da decisão, teorias da formação de hipóteses e da resolução de problemas, cuidados de saúde preventivos

Demonstra capacidade de distinguira informação relevante para a prática clínica e para o doente

-

Prática clínica

 

-

Demonstra capacidade de formulação de uma pergunta de investigação,

Elaboração de protocolo de investigação

 

identificar os métodos apropriados de investigação, desenvolver um questionário, estudar e discutir os resultados e resumir as conclusões

Demonstra capacidade de encontrar, ler e avaliar criticamente literatura médica;

-

Elaboração de protocolo de investigação

 

-

Realiza um projeto de investigação individual ou em grupo

Elaboração de protocolo de investigação

 

de Formação | 21 -02-2016Individual

Plano

11. Conclusão

Comunicar com os utentes tem sido uma experiência enriquecedora em termos humanos e profissionais, às vezes, é mesmo inesquecível. Surpreendi-me, em particular, com a resiliência, força psicológica, vontade de viver e a alegria expressa verbalmente por algumas idosas num momento (de espera pela cirurgia), especialmente crítico para o seu organismo mais debilitado, mas que, nem por isso, se deixavam abater. Parece-me que não estavam a delirar. De facto, uma delas falava num livro que a inspirava (cujo autor não soube identificar) e onde lera sobre o poder da mente. Prometi-lhe, então, investigar sobre o alcance destes poderes na saúde e bem-estar pessoal. Ironicamente, foi neste grupo etário que consegui obter alento e força, quando mais precisava durante a minha azáfama

Por outro lado, procuro, também, criar boa disposição em todos os utentes, à medida que os vou entrevistando. Aproveito para desenvolver as minhas competências ao nível da comunicação e profissional, ciente da minha responsabilidade social em minorar o sofrimento dos utentes. Penso que me tenho saído bem na minha abordagem aos pacientes, pois, alguns dos “entrevistados” não saem do Centro de Saúde, sem antes se despedirem de mim e me agradecerem pela conversa que tivemos.

Interrogo-me: Afinal, que fiz eu? Simplesmente, participei nos esforços profissionais para valorizar a vida e a qualidade de vida, dos utentes que têm direitos. O meu atendimento prestado, provavelmente, inspirou satisfação, confiança e empatia. São estes agradecimentos que me realizam profissionalmente, porque, como futuro especialista, é meu dever fazer o paciente sentir que pode contar com o meu apoio, designadamente, naquelas situações que poderão deixar o paciente mais fragilizado.

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