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COLÉGIO TRADIÇÃO DE MAGIA DIVINA DOGMA, CÓDIGO DE ÉTICA E ENTREVISTA COM MESTRE RUBENS SARACENI

COLÉGIO TRADIÇÃO DE

MAGIA DIVINA

DOGMA, CÓDIGO DE ÉTICA E ENTREVISTA COM MESTRE RUBENS SARACENI

Índice

MAGIA DIVIA

03

O QUE É O COLÉGIO TRADIÇÃO DE MAGIA DIVINA?

06

DOGMA

08

CÓDIGO DE ÉTICA

11

ENTREVISTA COM MESTRE RUBENS SARACENI

26

CONTATOS

44

MAGIA

DIVINA

COLÉGIO TRADIÇÃO DE MAGIA DIVINA

MAGIA DIVINA

Mestre Seiman Hamiser Yê, um Ogum Sete Espadas da Lei e da Vida, assumiu a abertura da Magia do Fogo no plano material, por meio de Rubens Saraceni,

Há muitos anos, o médium Rubens Saraceni, que tem uma enorme quantidade de livros psicografados e dezenas deles publicados, recebeu um pedido dos Mestres da Luz, Guias de Lei e de Umbanda, no qual solicitavam que as informações reveladoras, por eles transmitidas, não fossem apenas para seu bel prazer, e sim para que, por meio dele, o conhecimento se multiplicasse. Com isso, Rubens começou a ministrar o curso de Teologia de Umbanda, um curso simples e teórico, visando a uma melhor formação do médium umbandista em relação aos Fundamentos da Umbanda.

Desse convívio, Rubens se deu conta do valor do que havia recebido, pois há muitos anos praticava a Magia Divina ensinada por seus Mentores, que se mostrou fundamental na proteção daqueles que o procuravam.

Foi quando os Mestres da Luz ressaltaram a importância de consolidar-se no lado material um Colégio nos moldes dos Grandes Colégios Astrais, que sustentam toda a formação daqueles que se assentam à direita e à esquerda dos Sagrados Orixás, Tronos e Divindades de Deus não dizer já que tem representantes deles cá, em que a língua malévola, a língua ferina e a língua caluniosa ofende a honra alheia sem prestar conta, e Daí surgiu o Instituto Cultural Colégio Tradição de Magia Divina, conhecido como Colégio Tradição de Magia Divina ou simplesmente Colégio de Magia, para dar formação e sustentação magística.

Mestre Seiman Hamiser Yê, um Ogum Sete Espadas da Lei e da Vida, assumiu a abertura da Magia do Fogo no plano material, por meio de Rubens Saraceni, na qual são ensinados os fundamentos da Magia Riscada dos

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Orixás, a Grafia Sagrada, bem como a correta utilização magística das velas, suas cores e o elemento fogo na arte da Magia.

O primeiro curso do gênero aberto ao plano material por Mestre Seiman, e que deve ser o primeiro na formação do Mago, intitula-se “Magia das Sete Chamas Sagradas”.

Daí surgiu o Instituto Cultural Colégio Tradição de Magia Divina, conhecido como Colégio Tradição de Magia Divina ou simplesmente Colégio de Magia, para dar formação e sustentação magística.

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O COLÉGIO DE MAGIA DIVINA

COLÉGIO TRADIÇÃO DE MAGIA DIVINA

O QUE É O COLÉGIO TRADIÇÃO DE MAGIA

É uma entidade sem fins lucrativos, que vem a atender as necessidades dos Magos, formados nas Magias abertas ao plano material por Rubens Saraceni e Mestre Seiman Hamiser Yê, e da Coletividade.

São necessidades de todos nós: estabelecer o intercâmbio e a troca de informações entre os Magos.

Assim promovendo encontros viabilizando o ingresso e integração, entre aqueles que, por falta de “espaço” ou “segurança”, não encontram meios para expor o conhecimento e outorga que lhes fora confiado, a praticar “Magia Divina” em prol do semelhante.

Através do “Colégio dos Magos” e os “Núcleos de Magia” poderemos nos colocar, de maneira mais atuante, como instrumento do Criador e de sua “Lei Maior” e “Justiça Divina”, assim aos poucos nos direcionando “consciente- mente, na busca do caminho que nos conduzirá a nosso grau ou Degrau”.

Visando viabilizar a integração entre os Magos e principalmente a prática atuante da Magia Divina, convidamos a todos a se associarem e usufruírem dos benefícios oferecidos.

O “Colégio de Magia” disponibiliza aos associados:

• Carteirinha de associado.

• Espaço para a prática de magia.

• Site na internet com todas as informações necessárias e grupo oficial no •

• Facebook, para uma interação maior. • Ouvidoria online, onde você esclarecerá dúvidas, dará sugestões e opiniões.

O colégio dará toda assessoria necessária para que o associado, crie seu

núcleo, em sua região.

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DOGMA

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DOGMA

Carta de Princípios do Colégio de Magia Divina Ditado pelo Mestre Seiman Hamiser Yê (Senhor Ogum Megê Sete Espadas)

Então que seja DOGMA, escrito em todo este regulamento.

“Nenhum irmão de egrégora tem o direito de levantar suspeita, calúnia ou vilipêndio contra outro irmão de egrégora, porque se assim fizer, que seja expulso e que o nome dele seja colocado na mandala punitiva, porque o que destrói muitos dos grandes esforços humanos empreendidos em todos os cantos deste mundo bendito é a calúnia, o vilipêndio e a língua ferina daquele que não tem coragem de dizer à frente, de dizer o que pensa ou o que o seu interior sombrio gera no seu íntimo. Então, diz por trás, diz às costas. Se tem algo a dizer, diga à frente. Se não tem o que dizer, cale-se.”

Então, mais uma vez Seiman Hamiser Yê repete:

É DOGMA. Um irmão é proibido de falar qualquer palavra que denigra, que calunie, que difame seu irmão.

Se algo passa à mente ou no coração tem todo o direito de chegar na frente do irmão e dizer: Peço-lhe licença para fazer este questionamento, esclareça-me por favor”. E diz o que se passa. E que o irmão esclareça e após o esclarecimento, se satisfeito, ali se encerra. Se não satisfeito, que leve ao conhecimento do vosso regente, mas que não permitam o que se passa hoje dentro da Umbanda e que infelizmente não tem como consertar mais, que é de irmão demandando contra irmão por causa das línguas ferinas.

O Astral assiste a tudo em silêncio porque não tem como exteriorizar o que

sente, mas se o que passa na Umbanda e em grande parte também, porque

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não dizer já que tem representantes deles cá, em que a língua malévola, a língua ferina e a língua caluniosa ofende a honra alheia sem prestar conta, e isto separa irmão de um mesmo caminho, seja de Umbanda, seja de Cambomblé, seja de Católico, seja de Evangélicos, não importa.

A falta de respeito para com o semelhante é o que tem atrapalhado muitas boas iniciativas.

Então, que todo aquele que se filiar a esta escola que visa semear conhecimento e semear evolução, evolua a partir disso, começando a pensar no semelhante como um irmão perante o Criador, um irmão perante DEUS e não um adversário nesta Terra, nesta carne.

Que não permitam nenhum de vocês que o vilipêndio, a calúnia e a difamação faça morada dentro de vosso colegiado e de vossos corações. Não deixe causar a discórdia, a dissensão, a inimizade entre irmãos servindo-se unicamente de um pequeno órgão físico, a língua, mas que tem um grande poder de separação.

Isto é DOGMA: irmão que se diz irmão não desrespeita outro irmão de egrégora; não trai, não calunia, não vilipendia porque senão não é irmão.

Se não gosta como uma coisa natural, então trabalha a si, porque com certeza o problema está em si e não naquele que não é amado.

REPITO: Trabalhe em si, porque o problema está consigo e não com aquele que é irmão e ele não consegue amar.

ISTO É DOGMA.”

MESTRE SEIMAN HAMISER YÊ (Senhor Ogum Megê Sete Espadas)

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CÓDIGO DE ÉTICA

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SEÇÃO I – DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS

São princípios e bases fundamentais a serem observados pelos Magos (as), iniciantes, consagrados e reconhecidos por este Código de Ética:

Da integridade – Todo Mago (a) deve agir conscientemente e em conformi- dade com os princípios e valores estabelecidos neste código e nas normas estipuladas pelo Colégio de Magia Divina e seu Regente encarnado no plano material;

Da aceitação – Os Magos (as) iniciados e consagrados na Magia Divina compreendem, aceitam e concordam em contribuir para a semeadura, expansão e sedimentação do conhecimento e aplicação da Magia Divina no plano material ao maior número possível de pessoas;

Do interesse pessoal – É interesse pessoal de todo Mago (a) estimular cotidianamente seus níveis de consciência sobre suas funções ímpares na Criação, buscando o conhecimento de modo a assimilar plenamente o real significado do ser Mago diante do Criador e seus Divinos Tronos;

Da imparcialidade – O Mago (a) deve abster-se em tomar partido no exercício de suas funções, desempenhando-as sempre de forma imparcial, simples, harmoniosa e objetiva em conformidade com os ensinamentos recebidos;

Da transparência – Todas as ações e decisões do Mago (a) no tocante ao atendimento a irmãos necessitados, devem ser silenciosas e em acordo com os ensinamentos recebidos, não sendo permitido em hipótese alguma a alteração do conteúdo ensinado nem mesmo inserido contextos religiosos, místicos, esotéricos, exotéricos ou de qualquer outra natureza que não os recebidos e entendidos como consagrados pelo Mago (a);

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Da honestidade – Todo Mago (a) deve buscar a honestidade em seus atos consigo e com seus assistidos dando credibilidade ao seu potencial magístico outorgado, uma vez que o mesmo recebeu seu grau das Divindades, não sendo admitido em hipótese alguma ao Mago (a) usar o nome do Colégio, seus Regentes, ou mesmo iniciadores na justificativa de seus atos;

Da responsabilidade – Todo Mago (a) é responsável por suas ações e decisões perante seus Mestres de Magia sendo que o Colégio Tradição de Magia Divina sempre poderá exercer tutela sobre suas práticas, devendo prestar esclarecimentos, bem como a sociedade civil, conforme dispuser lei ou regulamento;

Dos resultados – Não é permitido em hipótese alguma ao Mago (a), verbalizar a quem quer seja, promessas de qualquer ordem, comprometendo com isso a Magia Divina;

Da retidão – Deverá o mago (a) agir sempre com retidão e objetividade, inspirando segurança e confiança na palavra empenhada e nos compromis- sos assumidos perante a Divindade durante suas iniciações;

Do respeito – O Mago (a) deve sempre observar a regulamentação do Colégio de Magia Divina no tocante às suas obrigações para consigo, bem como, no que tange ao atendimento público, não sendo permitido o contato físico aos consulentes durante o atendimento em hipótese alguma;

Da divulgação – É proibida a divulgação de qualquer material didático recebido pelo Mago (a) sem suas iniciações, assim como qualquer informação sobre seus fundamentos, atendendo com isso a Lei do Silêncio dos Mistérios Divinos;

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Dos atos discriminatórios – Todo Mago (a) deve tratar seus semelhantes com atenção, igualdade, harmonia, paz e amor sendo vedada e terminante- mente proibida qualquer distinção de credo, raça, gênero, posição econômi- ca ou mesma social;

Da competência – O Mago (a) deve sempre buscar a excelência em seus atos com praticidade, simplicidade e cordialidade no exercício de suas atividades, ou seja, deve buscar por todos os ângulos desenvolver o seu potencial magístico mantendo-se atualizado quanto aos conhecimentos e novas informações necessárias. A base para essa atualização sempre será aquela adotada nos livros publicados pelo Regente original e a constante prática de suas ativações magísticas.

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SEÇÃO II – DOS DEVERES DO MAGO (A)

É dever de todo Mago (a):

1. Agir sempre com honestidade, integridade, silêncio, sigilo e bom senso no

trato dos assuntos inerentes aos graus magísticos adquiridos;

2. Praticar suas outorgas adquiridas com vistas a tornar-se apenas e somente

um ordenador da Criação no plano material, limitando-se em suas atribuições

ao exercício do livre arbítrio de seus semelhantes.

3. Exercer com zelo, honradez, caráter, lealdade, conhecimento de causa e

efeito, simplicidade e dedicação nas atribuições de sua função;

4. Tratar com irmandade e atenção seus semelhantes em acordo com as

normas de Fraternidade exigidas na carta do Mestre Divino Seiman Hamiser

Yê, transcrita ao final deste Código;

5. Ser assíduo, pontual e prático na atuação com os Mistérios, sem inserir

nestas qualquer ação ou ritual que os descaracterizem;

6. Ser leal aos regulamentos legais desta instituição, observando a contento

todas as normas e regras exigidas de forma legal e regulamentar;

7. Fornecer, quando requerido pela diretoria do Colégio, informações precisas e corretas sobre suas funções e ações corriqueiras;

8. Respeitar a hierarquia sem o temor de representar contra qualquer superior

que atente contra este Código;

9. Levar formalmente ao conhecimento da direção do Colégio qualquer

irregularidade que tiver ciência, em razão do cargo ou função exercida de forma errônea por outros irmãos Magos que, de alguma forma venham a

descaracterizar o ensino por esta instituição prestado;

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10. Não será permitido em hipótese alguma declarações falsas que venham

a caracterizar contendas ou demandas pessoais entre os Magos;

11. Manter conduta compatível com a moralidade exigida pelo seu grau

magístico e em acordo com este Código de Ética, de forma a valorizar a imagem e a reputação dos ensinos prestados por esta instituição;

12 Informar sobre qualquer conflito de interesse, real ou aparente, relacionado com seu grau, e função tomando medidas para evitá-los;

13. Ser preciso, objetivo e claro em suas manifestações verbais, escritas ou

por qualquer outro meio. Suas manifestações devem sempre representar o seu entendimento da questão, e não atender a interesses de outrem diante a diretoria do Colégio;

14. Representar, se convocado, contra ações comprometedoras, omissão ou

abuso de poder que tenha tomado conhecimento, indicando elementos de prova, para efeito de apuração em processo apropriado;

15. Trabalhar e contribuir para o crescimento e fortalecimento da Magia

Divina através da prática e eventualmente na abertura de núcleos para atendimento ou iniciação.

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Dos deveres do Mago para com seu grau:

1. A base de conduta moral e ética do mago e seus regulamento, foram

estipulados por Mestre Seimam Hamiser Yê, devendo sempre se dirigir ao Criador e seus Divinos Tronos em atitude de reverência, humildade e amor, determinado como quem pede e nunca como aquele que exige.

2. Não desvirtuar os conhecimentos recebidos e sua simplicidade. O Mago

(a) deve sempre separar sua crença religiosa da Magia Divina, respeitando

sua própria religião assim como a religiosidade de seu semelhante, sem ressalvas.

3. Ter em mente que Magia Divina é conhecimento racionalizador, desmistifi-

cador, despertador, iluminador e conscientizador;

4. Estar atento ao rigor da Lei do Silencio que rege sobre todos os Mistérios

da Criação. O silêncio sobre a Magia Divina mantém o Mistério e a honra em si.

Do compromisso Divino adquirido:

1. Servir a Deus, Nosso Criador seguindo unicamente Sua Lei Maior e Sua

Justiça Divina;

2. Aceitar de forma incontestável e absoluta as Leis Divinas e Espirituais que

regem a Magia Divina assim como toda a Criação;

3. Aceitar de forma incontestável e absoluta a Regência de Mestre Seiman.

É dever, ainda, do Mago (a), diante de qualquer situação, verificar se há conflito com os princípios e diretrizes deste código, devendo questionar se:

4. Seus atos violam lei ou regulamento vigente nos parâmetros legais do

Colégio em vigor;

5. Seus atos priorizam o interesse próprio no tocante ao desenvolvimento do

potencial íntimo;

6. Seus atos tornados públicos, trariam harmonia para seu ser.

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“Servir a Deus,

seguindo Nosso Criador unicamente Sua Lei Maior e Sua Justiça Divina

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SEÇÃO III – DAS VEDAÇÕES

Ao Mago (a) é vedado:

1. Pleitear, sugerir ou aceitar qualquer tipo de suborno financeiro ou vantagem de qualquer espécie, para si ou para outrem, para influenciar ou deixar de fazer algo no exercício de suas funções;

2. Utilizar ou exigir recursos não condizentes para exercer seu grau de Mago

(a), uma vez que se trata de uma iniciação magística e não de atividades particulares que venham a profanar o Sagrado e Divino Mistério no qual foi iniciado;

3. Referir-se de modo depreciativo ou desrespeitoso a outros irmãos Magos (a);

4. Jamais utilizar palavreado descabido, atitudes agressivas ou qualquer

outra forma de expressão que crie dependência emocional, no exercício de seu grau de Mago;

5. Jamais colocar em risco ou desvirtuar o nome, fundamento, ideal do

Colégio de Magia Divina, seu Mago Regente encarnado ou sua hierarquia dentro ou fora do Colégio em meios privados ou públicos de comunicação sob passividade de penalidade jurídica e hierárquica;

6. Jamais iniciar ou consagrar pessoas na Magia Divina sem que tenha a

devida outorga e registro no Colégio de Magia;

7. Não utilizar elementos estranhos à Magia Divina, respeitando sempre as

regras de elementos, ativações e ordens de cada uma;

8. Jamais utilizar de quaisquer outras magias, feitiços ou encantamentos

negativos para prejudicar qualquer Criação do nosso Divino Criador, seja ela encarnada ou não, natural, divina ou espiritual;

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9. Jamais utilizar-se de sacrifícios, aprisionamento ou manipulação magística de qualquer animal ou ser vivo com o fim de uma ativação de magística ou qualquer ato negativo contra si ou seres encarnados e desencarnados;

10. Evitar utilizar-se de sua eventual mediunidade de incorporação como

elemento auxiliar nos atendimentos com a Magia Divina, entendendo que ela

em si é realizadora e competente na solução e condução dos problemas;

11. Jamais declarar-se apto ou realizar a leitura da ancestratilidade de seus

atendidos ou iniciandos (Orixá Ancestral ou Estrela da Vida) utilizando como fundamento as outorgas adquiridas com a Magia Divina respeitando assim a ordem incontestável de Mestre Seimam Hamiser Yê;

12. Evitar comentários aos assistidos sobre o que viu, experimentou, fez, ou

mesmo intuiu sobre as origens dos problemas nos atendimentos com a Magia.

13. Jamais falar de passado, presente ou futuro o exercício de suas práticas

dado que a Magia Divina não tem como missão ser “Oráculo” ou qualquer prática visionária.

14. Jamais prescrever práticas automáticas de atendimento previamente

“receitando” mandalas, cabalas, espaços mágicos ou qualquer outra prática da Magia Divina sem a devida atenção individual aos assistidos.

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Seção IV – DA UTILIZAÇÃO DE RECURSOS MAGÍSTICOS

São considerados recursos e fundamentos magísticos para efeito neste Código de Ética, e objeto de cuidados por parte do Mago (a) tendo o dever de proteger, conservar zelosa e silenciosamente:

1 Suas anotações em aula, cadernos, apostilas e pastas de ordens mágicas, sendo que esses materiais não poderão em hipótese serem de uso ou acesso por pessoas não iniciadas;

2. São considerados ainda elementos de preservação e bem resguardar,

todos os elementos recebidos e conquistados na Magia Divina tais como:

arco e espadas de cobre, cajado, espadas, pedras, mantos, etc, não permitindo que outros magos ou qualquer outra pessoa venha tocá-los ou manipula-los;

3. É dever do Mago (a) orientar ainda encarnado (em vida), parente ou

membro próximo sobre a condução de funeral e destino dos elementos da Magia Divina bem como a comunicação ao Colégio de Magia Divina de seu falecimento, sabendo que apostilas, cadernos e demais elementos deverão ser entregues ou devidamente orientados pelo Colégio no tratamento dos mesmos, afim de que informações e elementos sagrados não sejam profanados ou se tornem de conhecimento público após o desencarne do mago;

4. Ainda são entendidos como materiais utilizados na Magia Divina quaisquer

elementos da natureza, desde que pertinentes a Magia Divina aplicada e em hipótese alguma sendo entendido ou permitido o uso de elementos de ordem animal como ossos, penas, pele, partes de corpos, etc.

5. Tornar a prática constante e utilização da Magia para si mesmo é

imperativo, pois só se torna um doador em potencial aquele que zela por seus graus e os desenvolve com honradez, sabedoria e bom senso.

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Evitar comentários aos assistidos sobre o que viu, experimentou, fez, ou mesmo intuiu sobre as origens dos problemas nos atendimentos com a Magia.

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Sessão V – DA CONDUTA PESSOAL

São consideradas práticas fundamentais referentes à conduta do Mago (a):

1. Jamais agir com leviandade revelando os problemas das pessoas a

quaisquer outras pessoas;

2. Em caso de afastamento temporário do aprendizado ou prática da Magia

Divina manter o contato com o Colégio de Magia até seu restabelecimento;

3. Em caso de afastamento definitivo do aprendizado ou prática da Magia Divina, ainda assim respeitar os Juramentos de Silêncio e o compromisso com os Livros Sagrados da Lei;

4. Respeitar seu Mestre de Magia. Ele como um Ser de Luz enviado pela Lei

Maior para a missão junto a Magia Divina deverá ter o respeito do Mago (a) e

honrado em todos os atos da Magia Divina. Tendo como certeza de que jamais incorpora dentro ou fora dos trabalhos de Magia Divina.

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Seção VI – DA DENÚNCIA

Das formas de comunicação, informação e denúncia:

1. O Colégio de Magia Divina disponibiliza ao Mago um canal de atendimento virtual e físico para as denuncias de procedimentos irregulares ou graves contra as normas e fundamentos da Magia Divina.

2. Todas as denúncias deverão ser feitas de forma escrita e identificada para que ambas partes, protegidas pelo código interno da Comissão de Ética resguardando as partes envolvidas, possam de forma concreta averiguar e tomar as devidas providencias.

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Seção VII – DA DESTITUIÇÃO DE GRAUS NA MAGIA DIVINA

São elementos destituidores dos graus recebidos:

1. O não cumprimento das regras básicas de conduta e vedações, aqui

transcritas, na difusão da Magia Divina, acarretará ao Mago (a) a perda de

seu grau e certificados a ele conferidos.

2. Estes mesmos certificados deverão e serão confiscados pelo Colégio e, quiçá, ser inquirido por vias judiciais tendo por base este Código de Ética, o Regimento Interno e o Estatuto do Colégio de Magia Divina.

3. Tal procedimento sempre será realizado a partir da constatação exata de

denúncias e consequências pela Comissão de Ética na forma estabelecida no Estatuto do Colégio de Magia.

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ENTREVISTA

MESTRE RUBENS SARACENI

COLÉGIO TRADIÇÃO DE MAGIA DIVINA

Fundamentos de Magia Divina – Bases de Princípios

Concedida a Carolina Capelli e Eduardo Belezini, alunos da Universidade Federal de São Carlos (SP), para elaboração de um trabalho acadêmico de campo, onde escolheram o tema MAGIA DIVINA. Este trabalho já foi entregue aos professores da UFSC. Esta entrevista foi nos concedida dia 27 de outubro de 2010, em presença de Eduardo, Carolina e Miriam.

Carolina e Eduardo: O que é a Magia Divina?

partir de uma

determinação de um espírito mensageiro chamado Mestre Seiman, que determinou que eu começasse a ensinar magia às pessoas. Então, em 3 de maio de 1999 começou o primeiro grupo de estudo da Magia Divina, e a partir dali não parou mais. E foi crescendo, alcançando cada vez mais e mais pessoas e que hoje se contam aos milhares que já estudaram a Magia Divina, já se iniciaram em algum dos seus graus e estão ajudando outras pessoas nos seus problemas, dificuldades de cunho espiritual e, mesmo através do espírito delas, estão auxiliando na cura até de doenças físicas.

Mestre Rubens:

O

ensino

da

Magia

Divina

começou a

Porque aprendemos nesses anos todos que se o espírito da pessoa está fragilizado ou fraco, energeticamente falando, só fazendo uma limpeza, uma purificação do espírito dela, aí, a partir disso, ela reage melhor aos tratamentos recomendados pelos médicos. É isso que tem gerado um benefício muito grande para as pessoas e tem feito àqueles que vieram estudar a Magia Divina e aprender como trabalhar com ela, se sentirem servos de Deus aqui na Terra, ajudando o próximo. Próxima pergunta! (risos e continua )

Tá, a Magia Divina se divide em graus. Cada grau é um trabalho em si de Magia, recorrendo a um poder divino específico que responde por invocação do iniciado, que direciona a ação deste poder para as pessoas que o mago deseja auxiliar. A partir daí, aquela pessoa recebe toda uma irradiação divina que irá auxiliá-la segundo o seu merecimento e segundo as suas necessidades, mas sem ultrapassar os limites das leis divinas, porque nós sabemos que há pessoas que têm que passar por uma determinada fase de provação, para que elas mudem seus estados de consciência, os seus sentimentos e, a partir desta mudança, aí elas consigam receber o que Deus sempre esteve reservando pra elas.

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Miriam: Porque ela (a Magia Divina) estava faltando? Porque só agora (1999) veio esta determinação de se implantar a Magia no plano material?

Mestre Rubens: A implantação da magia acontece por duas razões. Uma: a Magia Divina não está ligada a um grupo religioso ou outro, mas sim está aberta a todos. Então ela atende a esse desígnio da espiritualidade superior que determinou isso. A outra, é que precisava de alguém que trouxesse os mistérios da magia em si e pudesse passá-los aqui na Terra para outras pessoas e que, no caso, era eu, que já trazia os mistérios em mim e poderia multiplicá-los. Então, estamos multiplicando e criando novos multiplicadores que, a partir do momento que receberam a imantação inicial, eles também se iniciaram e hoje podem ensinar e iniciar outras pessoas.

Até porque a magia não acontece como na religiosidade. A Magia tem que ter uma transmissão. Como eu trazia a imantação inicial dos graus da Magia Divina desde o meu nascimento, a partir do momento de cada iniciação, eu passo a imantação para as pessoas que se iniciaram e/ou ainda se iniciam comigo. A partir daí elas têm e podem passar para outros, que ao receberem delas, passarão para outros e assim se perpetua no tempo. Então, porque não foi antes? Porque não tinha um espírito encarnado que trouxesse esse mistério, que é a imantação iniciadora.

Carolina: É como se fosse uma semente?

Mestre Rubens: Sim, você pode comparar essa imantação com uma semente, que vai se multiplicando. Porque é um magnetismo específico que eu já trouxe ele comigo. Então, as imantações acontecem, as iniciações acontecem a partir da recepção de uma imantação divina, e depois esta imantação divina, como se fosse uma célula, se replica neles, e é como uma célula deles que se multiplicará nos outros que eles iniciarem. Mas é um magnetismo específico que facilita, ou permite, a palavra certa é essa, que permite aquele que quer iniciar-se, iniciar-se de fato. Este é o fundamento da iniciação, mesmo na Magia Divina. Ela tem que ter um iniciador, alguém que deu início a ela. Mas para dar esse início alguém tem que trazer essa semente, ou esse magnetismo.

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Eduardo: Totalmente fora de outras religiões? Uma coisa totalmente nova?

Mestre Rubens: Totalmente nova!

Eduardo: Mas tem preceitos?

Mestre Rubens: Não, nada, nada. Ela não exige preceitos, não exige a mudança da religião da pessoa. Ela exige sim a crença em Deus, essa é imprescindível, porque se ela não acreditar em Deus não vai acreditar em nada disso tudo. Porque na origem de tudo está Deus; então, de plano em plano a coisa chega aqui na matéria, assim como essa Magia Divina chegou através de mim, outras coisas boas que estão servindo às pessoas chegaram por outros mensageiros, que também traziam as chaves iniciadoras, ativadoras dos seus mistérios aqui no plano material. Então, hoje a Magia Divina já não corre mais o perigo de morrer, porque muitos já estão com esta semente, e eles poderão multiplicá-la.

Carolina: E essa era a missão? Perpetuar a Magia Divina?

Mestre Rubens:

uma Egrégora com 7.777 Magos do Fogo.

Essa era a missão. Perpetuar. A primeira fase era formar

Eduardo: Por que esse número?

Mestre Rubens:

Mistérios de Deus abertos aqui no Planeta Terra.

Porque é o número cabalístico que envolve os 7.777

Eduardo: E esse número já era conhecido, ou não?

Mestre Rubens:

segunda etapa é fechar os vinte e um graus, que estamos começando a fechá-los agora. A terceira etapa é abrir os vinte e um graus, para que todos que se iniciaram possam, daqui para frente, começar a transmitir essa imantação para quem for até eles.

Não, não, não. Ele veio junto com o mistério. E agora a

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“Porque na origem de tudo está em Deus; então, de plano em plano a coisa chega aqui na matéria, assim como essa Magia Divina chegou

através de mim

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Carolina: Essa é a realização completa da missão?

Mestre Rubens: A missão completa envolve os três estágios. O primeiro era formar os 7.777 Magos do Fogo. O segundo estágio, iniciar pessoas nos 21 graus. O terceiro estágio é concluir a abertura desses vinte e um graus que a perpetuarão aqui na Terra. Aí, ela se tornará uma coisa que terá vida própria. Porque aqueles que receberam a imantação comigo vão passar para outros, que passarão para outros, porque tem que ter uma semente original e essa semente original veio comigo.

Carolina: E desse jeito, dá uma emancipação, uma liberdade para aquele que quer conhecer? Não precisa de um mestre que se coloque à disposição para eles?

Não, todo aquele que não quiser trabalhar com esse

mistério e só quer conhecer a magia, basta ler os livros. Mas, para trabalhar

com o mistério tem que receber a iniciação, senão ele não recebe a imantação.

Mestre Rubens:

Carolina: E não sabe ativar?

Mestre Rubens: Não. Saber ativar pode até saber, mas para poder ativar, a chave ativadora é a imantação que vai sendo transmitida de um para o outro. Porque o mistério existe e ele está neutro. Ele existe, sempre existiu, sempre existirá. Mas a pessoa tem que ter a chave ativadora dele magisticamente. A partir do momento que ela tem a chave ativadora magística ela desencadeia as ações mágicas beneficiadoras. Se ela não tiver a chave ela não desencadeia a ação.

Carolina: Então, pensando assim, não tem perigo de escrever livros, de a informação não ser velada, não tem perigo?

Mestre Rubens:

podem ser colocadas no papel. Ela tem essa função, uma parte do conteúdo

de cada grau da magia pode ser revelada. Mas o que é do iniciador,

Não! Tem sim. A iniciação visa revelar coisas que não

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do mago iniciado é só para ele. Porque isso não é um conhecimento totalmente aberto, porque lida com mistérios divinos que não podem ser profanados ou desvirtuados, porque senão eles perdem as suas sustentações e viram simpatia aqui na Terra; e deixa de ser magia.

Simpatia sim, simpatia funciona pra uns, mas não funciona para outros. Mas a magia tem que funcionar para todos, no que se propõe. É lógico que encontrará sempre o merecimento na pessoa a ser ajudada e a lei maior atuando na vida delas. É o que, vamos dizer, limita a ação do mago. Porque senão o mago poderia fazer tudo, e ele não pode fazer tudo, ele está submetido a essa lei divina!

Ele obedece a ela e o seu trabalho se estende até quando ele chega na ação da Lei. Quando chegou na ação da lei, ali o trabalho dele cessa. A própria lei que o rege impede que seja feito algo enquanto a pessoa não passar por uma transformação íntima.

Carolina: Então, neste sentido, não tem problema qualquer um ler um livro de Magia Divina?

Mestre Rubens: Não tem. Ler o livro, ela pode ler. Alguns livros têm algumas “magias abertas”, mas só para benefício pessoal de quem as ler, não para trabalhar com elas para terceiros. Ela pode ativar as magias para seu benefício pessoal, que é para conhecer parte dos benefícios da Magia Divina. E isso já foi codificado no plano astral que elas estão abertas para as pessoas conhecerem parte do poder da magia divina, mas não para trabalhar e interferir na vida de outras pessoas de forma magística. Para uso próprio, sim!

Eduardo: Para poder interferir, precisa…

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Mestre Rubens: Precisa ter se iniciado e ter recebido a imantação que é a chave do poder mágico do mistério.

Carolina: Como se fosse uma outorga?

Mestre Rubens: É uma outorga de trabalho, essa é a palavra certa.

Miriam: É a chave.

Mestre Rubens:

Se você quiser, até pode colocar esse texto no site do

Colégio de Magia, colocar lá para informação das pessoas, certo?

Miriam: Hu hum…

Mestre Rubens: Porque muita gente precisa saber o que é magia, não é só apreender a fazer magia. Ela é um sistema de transmissão de chaves ativadoras dos poderes divinos. É uma transmissão de mistério, através do espírito humano, de um espírito para o outro. Um espírito transmite para o outro, e esse um que tem, ele transmite para outro, e isso é o que tem perpetuado os sistemas de magia na face da Terra.

O que houve é que grandes iniciadores do passado, que criaram suas

escolas, criaram-nas porque traziam esse magnetismo, essa chave iniciatória. A partir do momento em que tinham essa chave iniciatória, eles

iniciaram, e aqueles iniciados por eles iniciaram outros, e isso se perpetuou

no decorrer dos séculos, mas foi sempre mantido como escolas fechadas.

Não eram escolas abertas ao público em geral.

As escolas abertas começaram conosco.

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Ela (Magia Divina) é um sistema de transmissão de chaves ativadoras dos poderes divinos.

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Miriam: Essa é a diferença da Magia Divina com as Magias Antigas?

Mestre Rubens: É, até porque as Magias Antigas eram atreladas a religiões, a maioria delas estava atrelada a alguma prática religiosa, como acontece na Umbanda. Ela tem uma magia religiosa. Todo mundo sabe como fazer uma oferenda a um Orixá, mas só vai fazer se é indicado por um Guia, que é um amparo da espiritualidade. Porque se não tiver um amparo da espiritualidade não funciona.

Porque a chave ativadora está com a espiritualidade, não está com os médiuns. Uma pessoa que não é umbandista, ela pode até se servir religiosamente do poder dos Orixás, mas só religiosamente. Pode acender uma vela, fazer um clamor, que de alguma forma ela será ajudada.

Agora, se ela quer cortar um problema e quer ir à natureza fazer um trabalho para cortar, tem que ter um médium que esteja por trás. Porque, por trás do médium, está o Guia que traz a imantação ativadora.

Carolina: O médium vai na causa?

Mestre Rubens: Não, ele prepara a ação e o espírito por trás do médium, que chamamos de Guia, ou o Mentor. Ele é que é o desencadeador, não é o médium.

Carolina: Ele é o meio?

Mestre Rubens: Ele é o meio, ele não é a origem e não é o fim; ele é o meio. Ele é o que prepara para que aí o poder divino seja ativado pelo Guia Espiritual. Essa é a verdade sobre os médiuns de Umbanda: são eles que preparam tudo, eles fazem todo o lado material, e ali eles oferecem à divindade, e o ativador é o Guia Espiritual da pessoa que preparou a oferenda mágica.

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Miriam: Que é diferente do mago?

Diferente do mago, porque o mago constrói o espaço

mágico, ele desencadeia a ação, ele ativa esse espaço mágico e ele

Mestre Rubens:

direciona toda a ação pra quem ele quer.

Carolina: Tem uma responsabilidade enorme?

Mestre Rubens: Não, não é uma responsabilidade enorme; é um trabalho fundamentado nele, mago.

Carolina: Mas ele que tem que saber como fazer?

Mestre Rubens:

aprendem como direcionar, como dar as determinações mágicas, desencadear o trabalho, direcionar o trabalho pra quem deve ser ajudado, quem ele acha que deva ser ajudado. Porque ali a ordem mágica dele tem a força e o poder de realização. Tem a imantação dele!

Sim, mas isso eles aprendem no curso. No curso eles

Uma vez que tem a imantação dele, que ele recebeu durante as suas iniciações, então ali, naquele momento, o que ele determinar mentalmente ou oralmente, desencadeará a ação do poder. Porque o poder é neutro, ele só é ativado pelo mago.

Carolina: Mas é orientado pelo Mago? É o mago que fala e que decide?

Mestre Rubens: O mago é quem constrói o espaço mágico, é quem o ativa e é quem direciona a ação divina através dele, que foi construído no lado material. Isso na magia elementar. Na parte da magia mental a construção acontece tudo a nível espiritual. Tudo isso acontece em nível espiritual!

Eduardo: Qualquer um pode então aprender a ser um mago?

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Porque o poder é neutro, ele só é ativado pelo mago.

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Mestre Rubens: Qualquer um pode iniciar-se desde que tenha fé em Deus

e queira, aqui na Terra, tornar-se iniciado no mistério e aplicador deste mistério na vida de seus semelhantes, para ajudá-los.

Carolina: Então, para você aprender você também tem que ter a respons- abilidade de poder passar? Não pode parar de crescer?

Mestre Rubens: Não, não tem. A pessoa pode aprender a usar, seja para

benefício próprio ou dos seus familiares, ou até ajudar as outras pessoas, porque está nela o mistério. Uma vez que ela recebeu a imantação, está nela,

ela direciona para quem ela quer.

E,

se tem alguns que gostam de ensinar, eles vão passar isso para frente. E

tem outros que só querem para uso pessoal. Eles não querem para sair ensinando, eles querem para quando precisarem, terem algo que está neles. Eles desencadeiam o poder e esse poder entra em ação, beneficiando-se.

Miriam: Agora eu estava explicando, por exemplo, que nas iniciações existe uma leva de espíritos que também recebem esta imantação.

Mestre Rubens:

começamos uma magia, vêm milhares de espíritos que já estavam aguardan- do para eles poderem receber também a imantação. Aí você pergunta:

Sim, cada vez que fazemos uma iniciação, assim que

porque é que outros espíritos altamente evoluídos não podiam passar para

eles? Porque a chave iniciadora está comigo. Eu já trago ela em mim desde

a minha origem. Desde a minha origem em Deus eu trago essa chave, que eu

não consigo anular e eu não consigo dá-la para alguém. Porque ela não é algo que eu posso tirar de mim, ela está em mim como uma semente divina.

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Carolina: E foi o Mestre Seiman que…

Mestre Rubens:

que, para abrir a Magia Divina no plano material ele precisava de um lado espiritual e um lado material. Precisava criar o lado material primeiro, a

egrégora dos 7.777, depois fechar os vinte e um graus, formando pessoas em cada um dos vinte e um graus que está concluindo agora, nesta segunda parte. Então, tanto é uma missão minha quanto dele.

Ele também traz uma “semente”, uma chave destas.

Enquanto eu arregimento as pessoas ele traz os espíritos para se iniciarem.

Então, com a chave dele e a minha, as duas fecham uma polaridade. Tanto os encarnados quanto os desencarnados recebem as duas chaves de uma vez só.

Mestre espiritual e mestre encarnado são os dois lados do mistério da magia divina!

Aí todos eles vão passar a magia adiante. Mas eles não recebem, nenhum mago iniciado por mim recebe esta minha “semente” iniciadora. O que eles recebem é a chave transmissora e a ativadora dos mistérios nos quais já se iniciaram.

E eles só recebem as chaves transmissoras de imantação divina e ativadoras de mistérios. Porque o mistério que trago em mim, esse mistério que eu já falei, ele tem sete chaves. Uma é a ativadora, a outra é a iniciadora ou transmissora, mas há outras cinco chaves não reveladas, que talvez até eu desconheça quais são, para não revelar coisas que não podem ser reveladas no plano material.

Sete chaves ativadoras dos mistérios. A chave imantadora se ativa quando eu estou passando as imantações das iniciações. Essa chave imantadora é que criou a transmissão e a chave ativadora dos mistérios também vai junto, que é pra ativarem os espaços mágicos.

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Então aquele que recebeu essas duas chaves pode iniciar outras pessoas. E as pessoas que se iniciarem com eles poderão iniciar outras pessoas, e assim sucessivamente, porque as duas chaves lhes foram dadas, e ainda são dadas aqui, por mim.

Agora, as outras cinco que eu trago em mim, e que uma delas abre os 7.777 mistérios, essa é a terceira chave, ela só girou parcialmente. Então eu só posso abrir e comentar sobre as magias que eu puder iniciar. Se eu não puder iniciar uma magia eu não posso abri-la ou falar sobre ela.

Se eu puder iniciar pessoas que depois iniciarão outras pessoas, eu posso abrir mais magias no futuro, porque eu trago em mim as chaves ativadoras delas aqui do lado material, assim como o Mestre Seiman traz essas mesmas sete chaves.

Vão falar que nós dois somos os dois lados de uma mesma coisa, ele no espiritual e eu no material. E isto é verdade!

Carolina: Os dois lados da fechadura?

É, vamos dizer que são os dois lados de uma mesma

moeda, é mais ou menos isso. Eu devo ser a cara e ele a coroa. Eu sou o

rosto que se mostra e ele é a cabeça que conduz. Esse é o sentido de “coroa”. Está bem?

Mestre Rubens:

Carolina: Está ótimo!

Miriam: Tem mais alguma coisa?

Eduardo: Para dar o curso vocês cobram ou exigem algo? Como é que é?

Mestre Rubens: Primeiro, para dar o curso é necessário que a pessoa se inicie, pratique e confirme a validade dela. Depois, que ela se filie no Colégio de Tradição de Magia Divina, porque uma vez que é uma “Chave Iniciadora”, ela tem que estar ligada a esse Colégio de Magia Divina. Senão ela sai fora e

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é desligada da egrégora. Todos que não quiseram ensinar a magia divina através do Colégio de Magia, e criaram suas próprias escolas de magia, eles foram cortados e desligados da Egrégora da Magia Divina e desde então eles não fazem mais parte dela.

Eles estão por conta própria. Daí em diante, é cada um por si. Só que do outro lado, eles vão cair e ficar no vazio. Porque eles não vão ter a raiz original para sustentar o trabalho deles.

Carolina: Eles não têm mais o fundamento original?

Mestre Rubens: Sim, eles não têm fundamento.

Carolina: Têm a prática…

Têm a iniciação, têm a prática, têm a chave iniciadora, a

chave ativadora, mas não têm o respaldo por trás, porque eles saem da Egrégora. É a Egrégora que não dá sustentação para o trabalho de quem não está ligada a ela.

Mestre Rubens:

Então, a gente sabe de alguns que vieram adquirir conhecimento e depois criaram suas próprias escolas de magia. Mas a gente sabe também que essas escolas estão desconectadas de uma Egrégora Espiritual. Porque, quando a gente inicia aqui, quinhentas pessoas no plano material e iniciamos cinquenta mil no plano espiritual, os cinquenta mil no espiritual amparam o trabalho dos quinhentos aqui. Eles são os sustentadores do que fazemos no lado material.

Já esses que se desligaram da Egrégora, e foram desligados dela uma vez que seguiram um rumo próprio, eles foram desligados disso tudo. Aí eles estão por conta própria.

Pode ser que o trabalho deles permaneça por algum tempo, perdure por vários ou muitos anos. Mas pode ser que depois desmorone tudo e desapareça, porque eles não têm os dois lados da coisa. Eles só têm o lado material!

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Tem alguns que começaram, mas vai desaparecendo pouco a pouco, e chega uma hora que aquilo, por falta desse lado espiritual para aquele que está ensinando, desmorona. Aí a pessoa não suporta a carga espiritual, (a reação espiritual negativa), e aí o grupo se desfaz e todo mundo abandona tudo.

Miriam: É porque a sustentação é necessária, porque principalmente do lado de lá, tem muitos espíritos trevosos que não querem que ela vá pra frente.

Sim, tem muitas forças negativas que atuam em sentido

contrário e quem não tiver o amparo desta Egrégora Espiritual, as forças

negativas que são formadas por espíritos trevosos atuam sobre os magos encarnados e eles ficam expostos.

Mestre Rubens:

Então, eles vão aguentando, vão aguentando, até que chega uma hora que (nós tivemos alguns casos que vimos o que foi feito), eles param. Por que isto aconteceu? Porque tinham sido desligados da Egrégora, uma vez que não se mantiveram fiel à raiz da Magia Divina.

Carolina: Como é o procedimento de um Mago?

Não ficar falando sobre a causa do problema, tal como:

você está sofrendo por causa disso, disso e disso! Não, isso aí não é dever

do mago. Ele tem que ouvir o que a pessoa tem a dizer e depois pedir permissão ao seu mestre de magia para saber qual a magia que deve usar para ajudar aquela pessoa.

Mestre Rubens:

Carolina: E o mestre de magia não é o mesmo que o Guia Espiritual?

Mestre Rubens: Não, ele não é um Guia do trabalho, ele é um espírito de alta elevação, e quando o Mago vai trabalhar ele fica ao seu lado, dando sustentação, inspiração de como trabalhar.

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Carolina: É outra linha?

Mestre Rubens: É outra linha. Eles são chamados de Mestres de Magia, não são chamados de Guias Espirituais. Eles não incorporam. Não são incorporantes, e se alguém falar que está incorporado com seu mestre de magia quando pratica a magia, então é um médium dando consulta.

Carolina: Ele está maluco?

Tem que falar para ele: você não está incorporando um

mestre de magia, você está confundindo as coisas. Está incorporando um Guia espiritual, fazendo consulta, e ponto final!

Mestre Rubens:

Miriam: Sim, mas no Colégio de Magia os magos também não têm aquela ostentação, aquele paramento luxuoso, tem que ser bem simples, que é para poder…

Não pode ter ostentação, que é para não criar uma

aparência de superioridade, porque a espiritualidade quer que a Magia Divina prospere entre as pessoas como um recurso colocado ao alcance de

todos, e não de uma minoria privilegiada.

Mestre Rubens:

Porque as escolas do passado privilegiavam alguns em detrimento de muitos e isso elitizou uma prática aberta a todos.

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