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Sumário Direito Administrativo O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da

Sumário

Direito Administrativo

O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula ministrada pelo professor em sala. Recomenda-se a complementação do estudo em livros doutrinários e na jurisprudência dos Tribunais.

1.

Ato Administrativo

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  • 1.1 Elementos/Requisitos

2

  • 1.1.1 Forma

2

  • 1.1.2 Motivo 2 ............................................................................................................

  • 1.1.3 Objeto 2 .............................................................................................................

  • 1.2 Motivação 3 .............................................................................................................

  • 1.3 Mérito do Ato administrativo 4 ...............................................................................

1.4

Atributos

..............................................................................................................

5

  • 1.4.1 Presunção de Legalidade 5 ...............................................................................

  • 1.4.2 Imperatividade 5 ..............................................................................................

  • 1.4.3 Tipicidade 6 ......................................................................................................

  • 1.4.4 Auto executoriedade 6 .....................................................................................

  • 1.5 Anulação do Ato administrativo 7 .............................................................................

  • 1.6 Revogação do Ato administrativo

..........................................................................

8

1.7. Outras formas de extinção do Ato 9 .........................................................................

  • 1.8 Convalidação dos Atos administrativos 9 ..................................................................

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Direito Administrativo O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula

Direito Administrativo

O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir da aula ministrada pelo professor em sala. Recomenda-se a complementação do estudo em livros doutrinários e na jurisprudência dos Tribunais.

  • 1. Ato Administrativo

1.1 Elementos/ Requisitos

  • 1.1.1 Forma

Forma é o elemento de exteriorização do ato administrativo.

A doutrina tradicional entende que a forma do ato administrativo, seja vinculado ou discricionário, é sempre vinculada. O ato administrativo deve ser alterado da mesma forma como foi criado. O ato administrativo não pode ser praticado de forma livre, devendo possuir a forma prevista em lei.

A doutrina moderna, artigo 22 da lei 9784 entende que a forma não seria elemento vinculado, tendo apenas como condição a garantia da segurança jurídica para o administrado.

A forma do ato administrativo, em regra, é escrita. Exceções: ordem verbal, placa de trânsito.

Art. 22. Os atos do processo administrativo não dependem de forma determinada senão quando a lei expressamente a exigir.

  • 1.1.2 Motivo

Não se confunde com motivação. O motivo é elemento que pode ser vinculado (ato vinculado) ou não vinculado (ato discricionário).

Motivo é a situação de fato (acontecimento, algo concreto) ou de direito (hipótese prevista em lei) que autoriza ou determina a prática do ato.

Ex. servidora grávida. Licença `a gestante (ato administrativo) Motivo autorizou = ato discricionário Motivo determinou = ato vinculado

  • 1.1.3 Objeto (= conteúdo)

O objeto se confunde com o próprio conteúdo. É o efeito jurídico imediato decorrente da pratica do ato administrativo.

Ex. servidora grávida. Licença à gestante. Objeto é a licença; Ex. servidor foi punido por infração. Será punido. Objeto é a pena. Pode ser elemento vinculado ou não vinculado. É o efeito imediato decorrente do ato administrativo. São as consequências instantâneas que o ato produz.

Observação: competência é quem pratica?; a finalidade é para que se pratica? A forma é como se pratica? o motivo por quê? E o objeto é o quê se pratica?

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1.2 Motivação Direito Administrativo O presente material constitui resumo elaborado por equipe de monitores a partir

1.2 Motivação

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É a justificativa da prática do ato (expor o motivo). Dizer o porquê da pratica do ato. A motivação é quando se coloca por escrito o motivo.

A situação de fato ou de direito é o motivo. A exposição da situação de fato ou de direito é a motivação

Motivação é a exposição da situação de fato ou de direito que autoriza ou determina a pratica do ato.

Como

regra,

a

discricionários).

motivação

é

obrigatória em todos os atos (vinculados ou

Observação: Todo ato administrativo tem que ter motivo. Agora, nem todo ato precisa de motivação.

Ex. nomeação e exoneração de pessoa cargo em comissão. Artigo 37, II CRFB/88. Ato que não necessita de motivação expressa.

Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:

... II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração;

A regra hoje é que pelo princípio da transparência da administração, é preciso a motivação de todo e qualquer ato administrativo.

Artigo 50 Lei 9784/99. Atos que devem ser motivados. Esta lista é exemplificativa.

Art. 50. Os atos administrativos deverão ser motivados, com indicação dos fatos e dos fundamentos jurídicos, quando:

I - neguem, limitem ou afetem direitos ou interesses; II - imponham ou agravem deveres, encargos ou sanções; III - decidam processos administrativos de concurso ou seleção pública; IV - dispensem ou declarem a inexigibilidade de processo licitatório; V - decidam recursos administrativos; VI - decorram de reexame de ofício; VII - deixem de aplicar jurisprudência firmada sobre a questão ou discrepem de pareceres, laudos, propostas e relatórios oficiais; VIII - importem anulação, revogação, suspensão ou convalidação de ato administrativo.

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ATENÇÃO: A ausência de motivação, quando ela é obrigatória, caracteriza vício de FORMA!

A motivação tem que ser explicita, clara e congruente. Concessão de férias é ato administrativo? Sim. Tem que ter motivação? Sim. A motivação pode ocorrer por meio mecânico. Ex. carimbo.

A motivação pode ser feita em forma de considerandos, por referência. Ex. remete-se a uma decisão anterior (Motivação aliunde).

Ex. exoneração da pessoa do cargo em comissão com exposição de motivo. Não era necessário, mas foi feita a motivação do ato de exoneração. Esta motivação deve ser verdadeira, sob pena de nulidade do ato. A motivação vincula o administrador à comprovação da sua veracidade, surgindo a teoria dos motivos determinantes.

Teoria dos motivos determinantes: Consiste em apurar a ocorrência da justificativa utilizada pela administração na pratica do ato. Não importa se o ato deveria ou não ser motivado. Através desta teoria, o agente público fica vinculado aos motivos expostos, sob pena de nulidade do ato administrativo.

CUIDADO: Esta teoria não transforma o ato vinculado em discricionário. 1.3 Mérito do Ato administrativo

Mérito é a escolha dada ao administrador dentro dos limites da lei. É a possibilidade de o administrador praticar ou não o ato, de acordo com a sua oportunidade e conveniência. É formado pelo conjunto motivo + objeto, nos atos discricionários.

Ex. prazo de validade do concurso. Pode o administrador prorrogar o prazo ou não. Somente existe mérito em ato discricionário, pois aqui há analise de oportunidade e conveniência. ATENÇÃO: Não há mérito em ato vinculado!! No ato discricionário não há liberdade de escolha na competência, finalidade e forma (elementos sempre vinculados). O mérito é restrito ao motivo e ao objeto.

Ex. chefe da repartição tem 3 servidores. 1 está gravida, com licença, o 2 está doente também licenciado. O 3 pede para tirar licença de interesse particular. O chefe tem que dar ou pode dar a licença? Pode. O Ato é discricionário. Haverá a verificação de conveniência e oportunidade. Chefe não concedeu. O 3 entra no judiciário para obter a licença que não foi concedida pelo chefe. O judiciário pode analisar mérito administrativo?

Não. O poder judiciário não analisa mérito administrativo. Somente realiza controle de legalidade.

O controle de legalidade dos atos administrativos pode resultar na anulação do ato administrativo. A anulação pode ser realizada pelo poder judiciário ou pela administração

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pública. Agora, o controle de mérito resulta em revogação, a qual somente pode ser feita pela própria administração pública.

1.4 Atributos do Ato administrativo

Espécie de ato jurídico. Os atributos do ato são as peculiaridades, características do ato administrativo que o diferenciam do ato jurídico.

Reconhecidos por toda a doutrina:

Presunção de legitimidade

Imperatividade

Auto-executoriedade

Tipicidade

A presunção de legitimidade/legalidade é presente em todo ato administrativo. Nasce implícito com o ato. Já os demais atributos nem sempre vão estar presentes.

  • 1.4.1 Presunção de legalidade

O ato nasce com a presunção de legalidade, devendo ser cumprido até que seja demonstrada prova em contrário. É uma presunção relativa. (juris tantum) Como decorrência de tal presunção, os atos administrativos devem ser cumpridos, mesmo que contenham vicio, até que sejam anulados pela autoridade competente.

A Presunção de veracidade é tida por parte da doutrina como um atributo independente do ato administrativo. Outra parte entende como sinônimo de presunção de legalidade e legitimidade e há, ainda, outra parte da doutrina que entende que legalidade, legitimidade e veracidade são atributos independentes (doutrina mais moderna).

Doutrina mais cobrada em provas: Na presunção de legalidade/legitimidade presume- se a conformidade do ato com a lei. Já a presunção de veracidade é a verdade dos fatos narrados.

É responsável pela inversão do ônus da prova, é de quem alega a existência de vicio na formação do ato.

  • 1.4.2 Imperatividade

Vem de imposição, de poder de império. A administração impõe a sua vontade, pois defende o interesse da coletividade.

Ex. Prefeito decreta, ou seja, é uma imposição.

A imperatividade decorre do poder extroverso da administração. Não está presente em todos os atos administrativos. É a possibilidade de administração impor os seus atos aos particulares, independentemente da aquiescência deles (unilateralmente)

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Ex. certidão de nada consta não é imperativa.

  • 1.4.3 Tipicidade

Tipificar é a previsão legal. Decorre do princípio da legalidade (artigo 5º, II CRFB). Ato é infra legal, está abaixo da lei, deve obediência à lei, mas a tipicidade confere respaldo à validade do ato administrativo.

II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei;

É o atributo pelo qual o ato administrativo deve corresponder a figuras definidas previamente pela lei como aptas a produzir determinados resultados.

Não está presente em todos os atos. Ex. atos bilaterais, que dependem de acordo de vontade.

  • 1.4.4 Auto executoriedade

Ato típico do exercício do poder de polícia. Não está presente em todos os atos. É a possibilidade de a administração executar os seus atos direta e imediatamente, independentemente de manifestação prévia do Poder Judiciário. Ex. vigilância sanitária que interdita estabelecimento por má qualidade de produtos, produtos fora de validade.

O

judiciário

pode

fazer

o

controle

de

proporcionalidade do ato realizado.

legalidade

posterior.

Razoabilidade e

Ex. estabelecimento interditado por somente encontrar um saco de arroz fora da validade. Fiscal não foi razoável, não houve proporcionalidade na aplicação da punição.

Observação: A cobrança da multa e dívida ativa deve ser realizada junto ao judiciário. (Atos sem auto executoriedade)

Para alguns autores este atributo só existe quando expressamente previsto em lei ou em situações de urgência.

É um atributo típico dos atos de polícia. Observação: Doutrina Celso Antônio Bandeira de Melo. Outros atributos:

Exigibilidade-

obrigação

que

o

administrado

tem

de

cumprir

o

ato

administrativo. Permite a utilização de meios indiretos de correção.

ex. sistema de refrigeração do estabelecimento não funciona. Aplicação de multa diária até o conserto do sistema.

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Executoriedade- possibilidade de a própria administração praticar o ato administrativo ou compelir o administrado a praticá-lo. Permite a utilização de meios diretos de coerção.

Ex. restaurante irregular. Deve ser interditado. Se não fechar as portas, virá a polícia a fim de que se faça cumprir a interdição.

  • 1.5 Anulação dos Atos Administrativos

Decorre a anulação de uma ilegalidade ou ilegitimidade ou de um vício de formação do ato administrativo. Reflete um controle de legalidade.

Ex. Prefeito nomeado, como seu primeiro ato, desapropria terra de desafeto. Vício na finalidade do ato.

Quem anula o ato administrativo? Poder Judiciário ou a própria Administração Pública. Princípio da autotutela da Administração Pública.

A anulação é exercida pelos três poderes, Executivo, Legislativo e Judiciário. A anulação é realizada pelo próprio poder que emitiu o ato administrativo. O judiciário somente anula ato administrativo dos poderes Legislativo ou Executivo mediante provocação. A Administração não precisa de provocação, podendo anular o ato de ofício ou por provocação de particular, através de processo administrativo.

Os efeitos do ato anulado são retroativos, efeitos ex-tunc, ou seja, não são respeitados direitos adquiridos.

Natureza da anulação: O ato ilegal DEVE ser anulado! É ato vinculado.

A incidência da anulação é sobre ato vinculado ou ato discricionário. Não importa a natureza do ato administrativo, importando se há vício de legalidade.

Súmula 473 do STF.

A administração pode anular seus próprios atos, quando eivados de vícios que os tornam ilegais, porque deles não se originam direitos; ou revogá-los, por motivo de conveniência ou oportunidade, respeitados os direitos adquiridos, e ressalvada, em todos os casos, a apreciação judicial.

Observação:

Tanto na anulação como na revogação

contraditório e a ampla defesa.

tem que

ser garantido o

Ex. servidor aposentado com boa-fé recebe gratificação há anos. Administração notifica aposentado para a retirada da gratificação.

A administração pode retirar o benefício a qualquer tempo?

Há prazo decadencial de

5

anos para anular ato administrativo que beneficia o

destinatário. Artigo 54 da lei 9784/99. Princípio da segurança jurídica.

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Observação: O prazo só é aplicado quando o ato é realizado de boa-fé.

Art. 54. O direito da Administração de anular os atos administrativos de que decorram efeitos favoráveis para os destinatários decai em cinco anos, contados da data em que foram praticados, salvo comprovada má-fé. § 1 o No caso de efeitos patrimoniais contínuos, o prazo de decadência contar-se-á da percepção do primeiro pagamento. § 2 o Considera-se exercício do direito de anular qualquer medida de autoridade administrativa que importe impugnação à validade do ato. Art. 55. Em decisão na qual se evidencie não acarretarem lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiros, os atos que apresentarem defeitos sanáveis poderão ser convalidados pela própria Administração.

1.6 Revogação dos Atos Administrativos

Por que se revoga o ato administrativo? A revogação decorre da inconveniência da prática do ato administrativo. O ato é legal, mas tornou-se inconveniente, inoportuno, não interessa mais à Administração.

Há controle de mérito do ato administrativo. O Judiciário não exerce controle de mérito, ou seja, o Poder judiciário não revoga ato administrativo da Administração Pública. A revogação é a ato do próprio poder que emitiu o ato administrativo. O poder judiciário pode revogar somente os seus próprios atos, agindo, assim, administrativamente.

Quais são os efeitos da revogação?

Produz efeitos proativos, dali para frente. Efeitos ex-nunc. Resguarda-se direito adquirido.

Tanto na revogação quanto na anulação dos atos administrativos deve-se observar o contraditório e a ampla defesa.

Qual é a natureza do ato de revogação? A revogação é ato discricionário, podendo a Administração revogar a seu critério.

A revogação somente pode ocorrer onde há mérito administrativo, portanto somente pode-se revogar ato discricionário. O ato vinculado é irrevogável, em regra. Exceção: licença para construir.

QUESTÃO: Ato ilegal que posteriormente se torna inconveniente. Anula ou revoga? Anula, pois a ilegalidade é pior que o surgimento da inconveniência.

Quanto a revogação existe limitação material, mas não existe limitação temporal. Não há mesmo limitação de tempo, mas há limitação material, porque existem atos que são irrevogáveis: ato consumado (licença do servidor retirada pelo prazo máximo); ato vinculado;

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ato que gera direito adquirido; ato que integra procedimentos administrativos (licitação, concurso público) e; os atos enunciativos de maneira geral.

1.7. Outras formas de extinção do ato administrativo

Cassação vício de execução

Caducidade nova lei

Contraposição efeitos opostos

Na cassação o ato foi concebido de maneira legal, mas tem vicio em sua execução.

Ex. licença para hotel regularmente concedida, mas o proprietário transforma o hotel em um bordel. A licença é para o hotel e não para o bordel.

A caducidade decorre de uma nova lei que passou a não permitir o que era permitido anteriormente.

Ex. hoje, o auditor do Tribunal de contas tem porte de arma. Amanhã, nova lei proíbe o porte de arma para o auditor.

Contraposição é a pratica de outro incompatíveis.

ato que extingue o ato anterior por serem

Ex. nomeação e exoneração de pessoa no cargo público.

1.8 Convalidação dos atos administrativos

Possibilidade de se convalidar o ato administrativo. Teoria dualista. O ato é nulo ou anulável. O ato é nulo quando o vício é insanável. O ato é anulável quando o vício é sanável. A convalidação é a possibilidade que a administração tem de consertar alguns vícios do ato administrativo tornando-o legal.

A convalidação é ato da Administração Pública, não podendo ser realizada pelo Poder Judiciário. Na função administrativa o Poder Judiciário pode convalidar seu próprio ato.

Artigo 55 lei 9784/99. Os atos podem ser convalidados, sendo ato discricionário da Administração.

Art. 55. Em decisão na qual se evidencie não acarretarem lesão ao interesse público nem prejuízo a terceiros, os atos que apresentarem defeitos sanáveis poderão ser convalidados pela própria Administração.

O vício é sanável quando incide sobre a competência, desde que não exclusiva e sobre a forma, desde que não seja essencial e o vício é insanável nos elementos de finalidade, motivo e objeto do ato administrativo.

Ex. Ministro pratica ato de competência não exclusiva do Presidente da República. O presidente ratifica o ato realizado pelo Ministro, ou seja, sanou o ato.

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A convalidação pode ser expressa ou tácita. Tácita é a convalidação automática, pelo decurso do tempo. Também é chamada de confirmação por alguns autores.

QUESTÃO: Um particular, excepcionalmente, pode convalidar um ato administrativo!

Ex. Servidor requer férias, mas esquece de assinar o requerimento (vício de forma). Servidor quando voltou das férias assinou o requerimento.

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