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QUALIDADE DE MEDIDAS EM

E PIDEMIOLOGIA

Métodos de Investigação Aplicada Curso de Nutrição Universidade Federal do Rio de Janeiro (Campus UFRJ Macaé)

Thatiana Pinto

Introdução

Introdução Q UALIDADE DE MEDIDAS EM E PIDEMIOLOGIA O QUE SIGNIFICA AFERIR

QUALIDADE DE MEDIDAS EM EPIDEMIOLOGIA

O QUE SIGNIFICA AFERIR

Introdução Q UALIDADE DE MEDIDAS EM E PIDEMIOLOGIA O QUE SIGNIFICA AFERIR
Introdução Q UALIDADE DE MEDIDAS EM E PIDEMIOLOGIA O QUE SIGNIFICA AFERIR
Introdução Q UALIDADE DE MEDIDAS EM E PIDEMIOLOGIA O QUE SIGNIFICA AFERIR

Introdução

QUALIDADE DE MEDIDAS EM EPIDEMIOLOGIA

O objetivo da aferição é representar a quantidade ou tipo de um atributo particular para cada sujeito.

ou tipo de um atributo particular para cada sujeito. Ou seja, medir um parâmetro por meio
ou tipo de um atributo particular para cada sujeito. Ou seja, medir um parâmetro por meio

Ou seja, medir um parâmetro por meio de um estimador

ERRO!

Exemplos:

massa

corporal

e

estatura

(fatores

concretos);

qualidade de vida e sintomas depressivos (fatores abstratos).

Introdução

QUALIDADE DE MEDIDAS EM EPIDEMIOLOGIA

A adequação ou qualidade da aferição é avaliada segundo os erros (esperados ou realizados) envolvidos;

A qualidade na aferição é crucial em qualquer tipo de pesquisa, uma vez que governa nossa habilidade em realizar inferências causais e outras interpretações a partir dos dados.

QUALIDADE DE MEDIDAS EM EPIDEMIOLOGIA

Tipos de erros

Observador
Observador

Investigadores

padronizadas?

treinados,

com

técnicas

- Falha mecânica no instrumento;

- Falta de calibração.

- Falha mecânica no instrumento; - Falta de calibração. Sujeito Instrumento - Modificação da resposta do
Sujeito
Sujeito
Instrumento
Instrumento

- Modificação da resposta do indivíduo devido

ao comportamento do entrevistador ou pela

situação do estudo;

- Flutuações em determinados fatores

biológicos de interesse.

Processamento de dados
Processamento
de dados

QUALIDADE DE MEDIDAS EM EPIDEMIOLOGIA

Tipos de erros

Compromete a validade
Compromete a
validade
Erros sistemáticos
Erros
sistemáticos

Exemplos: Instrumentos não calibrados, observadores destreinados ou não padronizados.

calibrados, observadores destreinados ou não padronizados. Interfere na confiabilidade Erros aleatórios Exemplos:

Interfere na

confiabilidade Erros aleatórios
confiabilidade
Erros
aleatórios

Exemplos: Cansaço ou desatenção; variações no processo.

Tipos de erros

Desejo

X

Realidade

Resultados que reflitam a “verdade”

?

Dessa forma, alguns critérios são necessários para avaliar a qualidade de um estudo

que reflitam a “verdade” ? Dessa forma, alguns critérios são necessários para avaliar a qualidade de

Validade

QUALIDADE DE MEDIDAS EM EPIDEMIOLOGIA

Validade Q UALIDADE DE MEDIDAS EM E PIDEMIOLOGIA  Sucesso do instrumento em medir aquilo para

Sucesso do instrumento em medir aquilo para o qual foi

planejado;

A validade de um estudo epidemiológico está associada à

ausência de erros sistemáticos (concepção, metodologia, coleta e análise de dados).

Confiabilidade

QUALIDADE DE MEDIDAS EM EPIDEMIOLOGIA

Quando um instrumento mede de forma reprodutível sob diferentes circunstâncias;

A confiabilidade do estudo está associada à ausência de erros

aleatórios (variabilidade no dado que não pode ser explicada).

QUALIDADE DE MEDIDAS EM EPIDEMIOLOGIA

Como estamos medindo?

Q UALIDADE DE MEDIDAS EM E PIDEMIOLOGIA Como estamos medindo?

Exercícios

Verdadeiro OU Falso:

QUALIDADE DE MEDIDAS EM EPIDEMIOLOGIA

Um instrumento válido pode não ser confiável, mas a baixa confiabilidade limita o potencial de validade.

Precisão refere-se a capacidade que um instrumento tem de

medir o valor real de um parâmetro (variável).

A validade de um estudo epidemiológico está associada à

ausência de erros sistemáticos.

Avaliando validade

QUALIDADE DE MEDIDAS EM EPIDEMIOLOGIA

Validade (Validade de construto): Obtida após vários testes, várias

comparações entre instrumentos, com base em referencial teórico.

1. Validade de conteúdo

com base em referencial teórico. 1. Validade de conteúdo 2. Validade de critério baseada em revisão

2. Validade de critério

teórico. 1. Validade de conteúdo 2. Validade de critério baseada em revisão bibliográfica e consulta a
teórico. 1. Validade de conteúdo 2. Validade de critério baseada em revisão bibliográfica e consulta a

baseada em revisão bibliográfica e consulta a especialistas;

Relevância e Cobertura: o instrumento é

adequado para medir o parâmetro? Os itens

usados para avaliar o parâmetro dão conta de representá-lo?

Método de avaliação utilizado quando existe

um padrão de referência comunidade científica;

aceito na

Parâmetros avaliados: sensibilidade, especificidade, entre outros.

Avaliando validade

1. Validade de conteúdo

QUALIDADE DE MEDIDAS EM EPIDEMIOLOGIA

Exemplo: Avaliação do consumo alimentar (Parâmetro)

Deve-se utilizar um instrumento com componentes capazes de

cobrir a diversidade desse parâmetro.

Possíveis estimadores? Qual(is) utilizar? Combinar estimadores? Não utilizá-los?

Avaliando validade

2. Validade de critério

QUALIDADE DE MEDIDAS EM EPIDEMIOLOGIA

“Padrão-ouro”

Instrumento

parâmetro;

considerado

‘de

referência’ para aferição do

Pode

ou

desenvolvimento de outros instrumentos.

ser

caro

logisticamente

inviável,

exigindo

o

Teste diagnóstico

QUALIDADE DE MEDIDAS EM EPIDEMIOLOGIA

O estabelecimento de diagnóstico é um processo imperfeito, pois resulta de uma probabilidade ao invés de uma certeza;

Um bom teste diagnóstico deve indicar se a doença é

ou improvável;

provável

O bom teste diagnóstico deve ser capaz de detectar a doença quando o indivíduo está doente e deve ser capaz de detectar a ausência de doença quando o indivíduo não está doente.

Teste e padrão-ouro

QUALIDADE DE MEDIDAS EM EPIDEMIOLOGIA

Padrão-Ouro

Teste Positivo Negativo Total Positivo A B A + B Negativo Total C A +
Teste
Positivo
Negativo
Total
Positivo
A
B
A + B
Negativo
Total
C
A + C
D
B + D
C + D
N
As coisas são o que parecem ser

(C) As coisas são, mas não parecem ser

As coisas não são e não parecem ser

(B) As coisas não são, mas parecem ser

QUALIDADE DE MEDIDAS EM EPIDEMIOLOGIA

Relação entre teste e doença

A relação entre teste e doença

Padrão-Ouro = Doença

Teste

Positivo

Negativo

Total

Positivo

Negativo

Total

Verdadeiro

Positivo

(A) Falso positivo (B)

Falso negativo (C)

A + C

Verdadeiro

Negativo (D) B + D

A + B

C + D

N

QUALIDADE DE MEDIDAS EM EPIDEMIOLOGIA

Definição de diferentes níveis de glicemia

Q UALIDADE DE MEDIDAS EM E PIDEMIOLOGIA Definição de diferentes níveis de glicemia Limite baixo Limite

Limite baixo

Limite alto

Q UALIDADE DE MEDIDAS EM E PIDEMIOLOGIA Definição de diferentes níveis de glicemia Limite baixo Limite

QUALIDADE DE MEDIDAS EM EPIDEMIOLOGIA

Definição de diferentes níveis de glicemia

Limite intermediário

Q UALIDADE DE MEDIDAS EM E PIDEMIOLOGIA Definição de diferentes níveis de glicemia Limite intermediário

T ESTE DE HIPÓTESES E

I NTERVALO DE C ONFIANÇA

Métodos de Investigação Aplicada Curso de Nutrição Universidade Federal do Rio de Janeiro (Campus UFRJ Macaé)

Thatiana Pinto

Teste de Hipóteses

TESTE DE HIPÓTESES

O objetivo é tirar alguma conclusão sobre um parâmetro da população com o uso de uma amostra;

Um teste de hipóteses nos possibilita decidir pela hipótese nula (H 0 ) ou hipótese alternativa (H A ), utilizando com base a informação contida na amostra.

Teste de Hipóteses

De forma geral, existe sempre:

TESTE DE HIPÓTESES

1.

Estabelecimento das hipóteses nula e alternativa

Hipótese nula H 0

Hipótese alternativa ou de pesquisa - H A

2.

Tomada de decisão

Rejeitar a H 0

Teste de Hipóteses

TESTE DE HIPÓTESES

Exemplo: O objetivo é avaliar as concentrações de colesterol segundo categorias de adiposidade corporal (avaliada pelo índice de massa corporal: < 25 kg/m², indivíduo eutrófico/ 25 kg/m² indivíduo com excesso de peso).

1º passo: Vamos definir a nossa hipótese de estudo!

Qual é a nossa hipótese???

TESTE DE HIPÓTESES

µ 1

T ESTE DE H IPÓTESES µ 1 Teste de Hipóteses Hipótese da pesquisa: Indivíduos com excesso

Teste de Hipóteses

Hipótese da pesquisa: Indivíduos com excesso de peso corporal apresentam média de colesterol sérico mais elevada, quando

média de colesterol sérico mais elevada, quando comparada a média de indivíduos eutróficos. µ 0 H

comparada a média de indivíduos eutróficos.

µ 0

H A : µ 1 > µ 0

E a hipótese nula? Como definir?

Dicas:

a)

H 0 e H A são complementares (devem contemplar todos os

valores possíveis);

Teste de Hipóteses

TESTE DE HIPÓTESES

Hipótese nula: As médias são iguais ou indivíduos com excesso de peso apresentam média de colesterol < que a de indivíduos eutróficos 0 ).

H 0 : µ 1 ≤ µ 0

Teste de Hipóteses

TESTE DE HIPÓTESES

2º passo: Rejeitar ou não rejeitar a hipótese nula??

Devemos nos basear no nível de significância;

Rejeitamos a H 0 quando a probabilidade de obtermos µ 1 > µ 0 , por puro acaso, é suficientemente pequena;

Comumente, o nível de significância estatística escolhido é o

Teste de Hipóteses

TESTE DE HIPÓTESES

2º passo: Rejeitar ou não rejeitar a hipótese nula??

O valor de p = 0,05 significa dizer que podemos estar rejeitando a hipótese nula erroneamente 5% das vezes!

A probabilidade de errar é relativamente pequena, mas ela existe.