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CONSTITUIÇÕES DOS PAÍSES DO MERCOSUL

1996-2000
Textos Constitucionais Argentina,
Bolívia, Brasil, Chile,Paraguai e Uruguai

2001

Biblioteca Digital da Câmara dos Deputados


Centro de Documentação e Informação
Coordenação de Biblioteca
http://bd.camara.gov.br

"Dissemina os documentos digitais de interesse da atividade legislativa e da sociedade.”


CÂMARA DOS DEPUTADOS

Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul


Representação Brasileira
Parlamento Cultural do Mercosul - PARCUM

Textos t::onstitucionais

Argentina, Bolívia, Brasil,


- -Ie, Raraguai e Uruguai

Brasília - 2001
MESA DA
CÂMARA DOS DEPUTADOS
51ª Legislatura - 3ª SessãoLegislativa
2001

Presidente: AÉCIO NEVES (PSDB-MG)

Primeiro-Vice-Presidente: EFRAIM MORAIS (PFL-PB)

Segundo-Vice-Presidente: BARBOSA NETO (PMDB-GO)

Primeiro-Secretário: SEVERINO CAVALCANTI (PPB-PE)

Segundo-Secretário: NILTON CAPIXABA (PTB-RO)

Terceiro-Secretário: PAULO ROCHA (PT-PA)

Quarto-Secretário: CIRO NOGUEIRA (PFL-PI)

Suplentes de Secretário
Primeiro-Suplente: PEDRO VALADARES (PSB-SE)

Segundo-Suplente: SALATIEL CARVALHO (PMDB-PE)

Terceiro-Suplente: ENIO BACCI (PDT-RS)

Quarto-Suplente: WILSON SANTOS (PMDB-MT)

Diretor-Geral: Sérgio Sampaio Contreiras de Almeida

Secretário-Geral da Mesa: Mozart Vianna de Paiva


®
CÂMARA DOS DEPUTADOS

Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul


Representação Brasileira
Parlamento Cultural do Mercosul- PARCUM

CONSTITUiÇÕES DOS PAíSES


DO MERCOSUL
1996 - 2000
Textos Constitucionais
Argentina, Bolívia, Brasil, .
Chile, Paraguai e Uruguai

Memória, regulamento interno, resoluções e atas


dos encontros do Parlamento Cultural do MERCOSUL
e textos constitucionais dos países membros e associados
do MERCOSUL

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Centro de Documentação Jl~fó~M~lç"~bI3U (;OG l\H.i\,iVi.~,:) ,~


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CÂMARA DOS DEPUTADOS
DIRETORIA LEGISLATIVA
Diretor: Afrlsio Vieira Lima Filho
CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO E INFORMAÇÃO
Diretora: Suelena Pln/o Bandeira
COORDENAÇÃO DE PUBLlCAÇOES
Diretora: Nelda Mendonça Raulino

© Master en Gesti6n y Políticas Culturales en el MERCOSUR, 2000


Titulo original: Parlamento Cultural deI Mercosur- PARCUM: 1996-2000: Textos Constitueionales
de: Argentina, Bolivia, Brasil, Chile, Paraguay, Uruguay
Edição original publicada em 2000 por Master en Gesti6n Culturales en el Mercosur com o apoio da Organização
dos Estados Iberoamericanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI) e da Universidade de Palenmo.

Prefácio, Apresentação e Autoridades traduzidos por Santiago Marlin Gallo.

Câmara dos Deputados


Centro de Documentação e Infonmação - CEDI
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Anexo I - 23' andar
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Ação parlamentar
n.153
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Dados Intemacionais de Catalogação-na-publicação (CIP)
Coordenação de Biblioteca. Seção de Catalogação.

Constituições dos paises do Mercosul: 1996-2000 : textos constitucionais Argentina, Bolívia, Brasil, Chile,
Paraguai e Uruguai. - Brasilia : Câmara dos Deputados, Coordenação de Publicações, 2001.
508 p. - (Série ação parlamentar; n. 153) .
Memória, regulamento interno, resoluções e atas dos encontros do Parlamento Cultural do Mercosul e
textos constitucionais dos países membros e associados do Mercosul.
ISBN 85-7365- .
1. Constituição, países do Mercosul. 2. Parlamento Cultural do Mercosul (Pareum). I. Série.
CDU 342.4(8)
ISBN 85-7365-.........

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CAMARA DOS DEPUTADOS
BIBLiOTECA
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SUMÁRIO

I. Autoridades
Comissão Executiva período1999/2001
Comisi6n Ejecutiva período 1999/2001
. Comissão Executiva período1997/1999
Comisi6n Ejecutiva período 1997/1999
Primeira Comissão Executiva (1997)
Primera Comisión Ejecutiva (1997)

11. Prefácio - Deputado Federal Júlio Redecker, Presidente da


Representação Brasileira na Comissão Parlamentar Conjunta
do MERCOSUL
Prefacio - Diputado Federal Júlio Redecker, Presidente de la
Representaci6n Brasilera en la Comisión Parlamentaria Conjunta
dei MERCOSUR

111. Apresentação - Deputada Federal Marisa Serrano, Membro da


Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul e Presidente do
Parlamento Cultural do Mercosul
Presentación - Diputada Federal Marisa Serrano, Miembro de la
Comisión Parlamentaria Conjunta dei MERCOSUR y Presidente dei
Parlamento Cultural dei MERCOSUR

IV. Presentaci6n de la edición Argentina - Identidad Cultural y


Globalizaci6n, por el senador nacional doctor Carlos L. de
la Rosa (Argentina)

V. Parlamento Cultural dei Mercosul (PARCUM)


Memoria 1996/2000
Anexo I: Reglamento Interno
Anexo 11: Actas de los Encuentros.
I Encuentro, Buenos Aires.
11 Encuentro, Assunção.
111 Encuentro, Buenos Aires.
IV Encuentro, Brasília.
V Encuentro, Valparaíso.
VI Encuentro, Montevideo.
VII Encuentro, La Paz

Anexo 111: Resoluciones dei PARCUM


Anexo IV: Convenios suscriptos
- Acuerdo con la Organización de Estados
Iberoamericanos para la Educación, la Ciencia y la
Cultura (OEI)
- Convenio con el Parlamento Latinoamericano
(PARLATINO)
- Convenio de Cooperación con la Universidad de
Palermo
Anexo V: Master en Gestión y Políticas Culturales en el
MERCOSUR

VI. Textos Constitucionais dos países membros e associados do


MERCOSUL

- EI derecho cultural en las constituciones de los países dei MERCOSUR,


por el doctor Lucas de la Rosa '

- Constitución de la Nación Argentina.


Antecedentes y Reformas de la Constitución dela Nación Argentina
Te~o '

- Constitución Política dei Estado de la República de Bolivia


Antecedentes y Reformas de la Constitución Política dei Estado de la
República de Bolivia
Texto

- Constituição da República Federativa do Brasil


Antecedentes de la Constitución de la República Federativa 'dei Brasil
Texto
- Constitución Política de la República de Chile
Antecedentes y Reformas de la Constitución Política de la República de
Chile
Texto

- Constitución de la República dei Paraguay


Antecedentes y Reformas de la Constitución de la República dei
Paraguay
Texto

- Constitución de la República Oriental dei Uruguay


Antecedentes y Reformas de la Constitución de la República Oriental de
Uruguay
Texto
I. AUTORIDADES
COMISSÃO EXECUTIVA PERíODO 1999/2001

Presidenta:
Deputada Federal Marisa Serrano
(Brasil)

1º Vice-Presidente:
Deputado Nacional Sergio Velasco de la Cerda
(Chile)

2º Vice-Presidente:
Deputado Nacional Reinaldo Cuevas Méndez
(Paraguai)

3º Vice-Presidente:
Deputado Nacional Justino Nolasco L1anos
(Bolívia)

Secretário Geral:
Senador Nacional Carlos L. de la Rosa
(Argentina)

Membros:
Senador Nacional Raúl Galván (Argentina)
Senador Artur da Távola (Brasil)
Senador Nacional Roberto Munoz Barra (Chile)
Senador Nacional Ramón Veja (Chile)
Deputado Nacional Luis Brandoni (Argentina)
Deputada Nacional Maria Rita Drisaldi (Argentina)
Deputado Nacional Eduardo Paz Rada (Bolívia)
Deputado Federal Gastão Vieira (Brasil)
Deputado Nacional Felipe Valenzuela (Chile)
Deputado Nacional Amado R. Alsina Notario (Paraguai)
Deputada Nacional Glenda Rondán (Uruguai)

Secretário Técnico: Licenciado Juan Carlos D'Amico (Argentina)

7
I. AUTORIDADES
COMISIÓN EJECUTIVA PER(ODO 1999/2001

Presidenta:
Diputada federal Marísa SERRANO
(Brasil)

Vicepresidente 12 :
Diputado nacional Sergio VELASCO de la CERDA
(Chile)

Vicepresidente 2 2 :
Diputado nacional Reinaldo CUEVAS MÉNDEZ
(Paraguay)

Vicepresidente 3 2 :
Diputado nacional Justino NOLASCO LLANOS
(Bolivia)

Secretario general:
Se.-ador nacional carlos L. de la ROSA
(Argentina)

Vocales:
Senador nacional Raúl GALvÁN (Argentina)
Senador federal Artur DA TÁVOLA (Brasil)
Senador nacional Roberto MUNOZ BARRA (Chile)
Senador nacional Ram6n VEGA (Chile)
Diputado nacional Luis BRANDONl (Argentina)
Diputada nacional Maria Rita DRlSALDI (Argentina)
Diputado nacional Eduardo PAZ RADA (Bolivia)
Diputado Cederal Gastão VIEIRA (Brasil)
Diputado nacional FeUpe VALENZUELA (Chile)
Diputado nacional Amado R. ALSINA NOTARlO (Paraguay)
Diputada nacional Glenda RONDÁN (Uruguay)

Secretario Técnico: Licenciado Juan carlos D'AMICO (Argentina)

9
COMISSÃO EXECUTIVA PERíODO 1997/1999

Presidente:
Senador Nacional Carlos L. de la Rosa
(Argentina)

1º Vice-Presidente:
Senador Nacional Diego Abente Brun
(Paraguai)

2º Vice-Presidente:
Deputado Nacional Sergio Velasco dela Cerda
(Chile)

Secretária Geral:
Deputada Federal Marisa Serrano
(Brasil)

Membros:
Senador Nacional Raúl Galván (Argentina)
Senador Nacional Freitas Neto (Brasil)
Senador Artur da Távola (Brasil)
Senador Nacional Roberto Munoz Barra (Chile)
Senador Nacional Ramón Vega (Chile)
Senadora Nacional Nilda Flores Coronel (Paraguai)
Deputado Nacional Luis Brandoni (Argentina)
Deputada Nacional Irma Roy (Argentina)
Deputado Nacional Edgar Zegarra Bernal (Bolívia)
Deputada Federal Maria Elvira (Brasil)
Deputado Nacional Felipe Valenzuela (Chile)
Deputado Nacional Reinaldo Cuevas Méndez (Paraguai)
Deputado Nacional Daniel Rojas (Paraguai)

Secretário Técnico: Licenciado Juan Carlos D'Amico (Argentina)

11
AUTORIDADES

COMISIÓN EJECUTIVA PERfooo 1997/1999

Presidente:
Sena40r nacional Carlos L. de la ROSA
(Argentina)

Vicepresidente 1°:
Senador nacional Diego ABENTE BRUN
(Paraguay)

Vicepresidente 2°:
Diputado nacional Sergio VELASCO de la CERDA
(Chile)

Secretaria general:
Diputada federal Marisa SERRANO
(Brasil)

Vocales:
Senador nacional Raúl GALvÁN (Argentina)
Senador nacional FREITAS NETO (Brasil)
Senador nacional Artur DA TÁVOLA (Brasil)
Senador nacional Roberto MUNOZ BARRA (Chile)
Senador nacional Ram6n VEGA (Chile)
Senadora nacional Nilda FLORES CORONEL (Paraguay)
Diputado nacional LUIS BRANDONl (Argentina)
Diputada nacional Irma ROY (Argentina)
Diputado nacional Edgar ZEGARRA BERNAL (Bolivia)
Diputada federal MARIA ELVIRA (Brasil)

Diputado nacional Felipe VALENZUELA (Chile)


Diputado nacional Reinaldo CUEVAS MÉNDEZ (Paraguay)
Diputado nacional Daniel ROJAS (Paraguay)

Secretario Técnico: Licenciado Juan Carlos D' AMICO (Argentina)

13
PRIMEIRA COMISSÃO EXECUTIVA
(1997)

Presidente:
Deputado Nacional Ramón Girnézez
(Argentina)

Vice-Presidente:
Senador Nacional Secundino Nufíez
(Paraguai)

Primeiro Secretário:
Deputado Federal Severiano Alves de Souza
(Brasil)

Membros:
Senador Nacional Carlos L. de la Rosa
(Argentina)

Senador Artur da Távola


(Brasil)

Senador Nacional Roberto Mufíoz Barra


(Chile)

Deputado Nacional Edmundo Villouta


(Chile)

Deputado Nacional Juan Servín Sugasti


(Paraguai)

Secretário Técnico: Licenciado Juan Carlos D'Amico (Argentina)

15
AUTORIDADES

PRIMERA COMISIÓN EJECUTIVA


(1997)

Presidente:
Diputado nacional Ram6n GIMÉNEZ
!Argentina)

Vicepresidente:
Senador nacional SeffDdino NúNEz
(ParagJ.lay)

Primer secretario:
Diputado federal Severiano ALVES de SOUZA
(Brasil)

Vocales:

Senador nacional carlos L. de la ROSA


(Argentina)

Senador federal Artur DA TÁVOLA


(Brasil)

Senador nacional Roberto MuNOZ BARRA


(Chile)

Diputado nacional Edmundo VlLLOUTA


(Chile)

Diputado nacional Juan SERvíN SUGASTI


(Paraguay)

Secretario Técnico: Licenciado Juan Carlos D' AMICO (Argentina)


11. PREFACIO

o Tratado de Assunção, que criou o MERCOSUL em 1991, prevê o compromisso dOS

Estados Partes de harmonizar as suas legislações, nas áreas pertinentes, com a finalidade de lograr o
fortalecimento do processo de integração.
Mais tarde, o Protocolo de Ouro Preto, que estabeleceu a estrutura institucional do
MERCOSUL, nela incluiu a Comissão Parlarrientar Conjunta a ela atribuindo, entre outras
competências. a de coadjuvar na harmonização das legislações dos países membros, conforme
requerido pelo processo de integração (artigo 25).
Nada mais apropriado, portanto, do que a oportuna iniciativa do PARCUM, ao trazer à luz
este volume contendo os textos das Constituições dos países' membros do MERCOSUL. Em
primeiro lugar, por permitir aos estudiosos e negociadores identificar os conflitos existentes entre as
legislações constitucionais dos países da sub-região, que impedem ou dificultam a harmonização
dos respectivos ordenamentos jurídicos. Em segundo lugar, por propiciar uma visão comparada das
CartasConsritucionais dos quatro países membros do MERCOSUL e de seus associados. Neste
contexto, a visão comparada configura instrumento da mais alta importância para os meios jurídicos
do MERCOSUL, aos quais cabe refletir sobre a conveniência ou não de se empreender um salto
rumo ao novo patamar do direito comunitário.
Na verdade, tal foi a velocidade da constituição do Mercosul, e talo dinamismo de que se
revestiu o seu desenvolvimento, que não houve tempo para que o meio jurídico se preparasse para
entcnder o alcance do desafio que o processo de integração lhe colocava.
Vemo-nos diante de uma normativa de natureza sui generis, porquanto emanada dos órgãos
negociadores da integração, na figura das Decisões do Conselho do Mercado Comum e das
Resoluções do Gru~o Mercado Comum. Tais normas nem bem pertencem ao âmbito do Direito
Internacional clássico, porquanto não poucas vezes são incorporadas ao direito interno sem que
tenham passado pelo crivo do Congresso Nacional; e nem bem constituem legislação interna, já que
escapam ao processo legiferante previsto pela Constituição Federal.
Trata-se de matéria própria aos processos de integração regional, cuja especificidade deverá
sei' objeto de estudo não só por parte daqueles juristas cujas preocupações estão voltadas para o
Direito Internacional, como também por parte de constitucionalistas e de juristas em geral, uma VêZ.

19
que a integração apresenta todo um quadro revestido de incrível dinamismo, onde as relações
econômicas e comerciais transnacionais estão a carecer de suporte e seguridade jurídicos.
A presente publicação vem à luz, portanto, em momento extremamente oportuno. Servirá em
primeiro lugar de subsídio e informação com vistas à harmonização das legislações dos países
membros, conforme preconiza o Tratado de Assunção; e em segundo lugar contribuirá para a
retlexão e a formação de uma massa crítica entre a comunidade jurídica dos países membros do
MERCOSUL para que se proceda à reformulação, à luz do processo integracionista, de velhos e
arraigados paradigmas, tais como a soberania absoluta do Estado e as questões concernentes à
supranacional idade.
O livro apresenta também uma compilação das Atas e Resoluções do PARCUM, desde a
SU~I fundação em 1996 até os dias de hoje. Além do interesse que suscita a sua divulgação, tais
doculnentos revestem-se de indubitável valor histórico, porquanto servirão de precioso testemunho
para os futuros estudiosos do MERCOSUL quanto à abrangência da integração em curso no Cone
Sul. Esta transcendeu a vertente meramente econômica e comercial, para incorporar a educação e a
cultura. É neste contexto que o PARCUM vem dando a sua inestimável contribuição, ao prover um
espaço dedicado aos aspectos da criatividade e dos valores compartilhados pelo conjunto das
populações do MERCOSUL..

Brasília, de abril de 200 I

Deputado Júlio Redecker


Presidente da Representação Brasileira na Comissão
Parlamentar Conjunta do MERCOSUL

20
PREFACIO

El Tratado de Asuncion, que ha criado el MERCOSuR en 1991, preve el


compromiso de los Estados Partes de armonizar las legislaciones, en las areas pertinentes,
com la finalidad de lograr el fortalecimiento deI proceso de integración.

Mas tarde, el Protocolo de Ouro Preto, que estableció la estructura institucional


deI MERCOSUR, inc1uyó a la Comision Parlamentaria Conjunta deI MERCOSUR a ella
atribuyendo,entre otras competencias, la de coadyuvar. en . la armonización de las
'legislaciones de los paises miembros, conforme requerido por el proceso de integración.
(artículo 25)

Nada mas apropiado, portanto, de lo que esta oportuna iniciativa deI PARCUM, aI
traer a luz este volumen conteniendo los textos de las Constituiciones de los paises miembros
deI MERCOSUR. En primer lugar, por permitir a los estudiosos y negociadores ideíÍÚficar
los conflictos existentes entre las legislaciones constitucionales de los paises de la subregión,
que impiden o dificultan la armonización de los diferentes ordenamientos jurídicos. En
segundo lugar por propiciar, una visión comparada de las Cartas Constitucionales de los
Paises Miembros y de sus asociados. En este contexto, la visión comparada configura un
instrumento de la más alta importancia para los medios jurídicos deI MERCOSUR, a los
cuales cabe la reflexion sobre la conveniencia o no de empreender un salto rumbo aI nuevo
patamar deI derecho comunitario.

A rigor de verdad, tal fue la velocidad de constitución deI MERCOSUR, y es tal


la dinámica que se revestio su desarrollo, que no hubo tiempo para que el medio jurídico se
preparase para entender el a1canze deI desafio que el proceso de integración le colocaba.

Nos vemos delante de la normativa sui-generis, por que emanda de los órganos
negociadores de la integración, en la figura de las Decisones deI Consejo deI Mercado
Comum y de las Resoluciones deI Grupo Mercado Comum. Tales normas no pertenecen aI
ámbito deI Derecho Internacional c1ásico, porque las mismas son incorporadas, en su mayoria,

21
ai derecho interno sin que hayan pasado por el Congreso Nacional; y si bien cosntituyen
legislación interna, ya que escapan ai proceso legislativo previsto en la Constitucion Federal.

Se trata de rnateria propia de los procesos de integración regional, cuya


especificidad deberá ser objeto de estudio no solo por parte de aquellos juristas cuyas
preocupaciones estan dirigidas ai Derecho Internacional, como también por parte de
constitucionalistas y juristas en general, una vez que la integración presenta un cuadro
revestido de increible dinamismo donde las relaciones. económicas y comerciales
transnacionales careceI) de soporte y seguridad jurídica.

La presente publicación viene a la luz, portanto, en un momento extremamente


oportuno. Servirá en primer lugar de subsidio e información com vistas a la armonización de
-Ias legisladones de lospaises miembros, conforme determina el tratado de Asunción; y en
segundo lugar contribuirá para la reflexión y formación de una masa. crítica entre la
comunidad juridica de los paises miembros dei MERCOSUR para que se proceda a la
reformulación, a la luz dei proceso de integración, de viejos y arraigados paradigmas, tales
como la soberania absoluta dei Estado y las cuestiones concernientes a la supranacionalidad.

EI libro presenta también una compilación de las Actas y Resoluciones dei


PARCUM, desde su fundación en 1996 hasta los dias de hoy. Además dei interés que suscita
su divulgación, tales documentos se revisten de indudable valor histórico, porque serviran de
precioso testimonio para I~s futuros estudiosos dei MERCOSUR en relación a el alcanze de la
integración en curso en el Cono Sur. Esta trascendio la vertiente meramente económica y
comercial, para incorporar la educación y la cultura. Es en este contexto, que el PARCUM
esta dando su inestimable contribución, ai proveer un espacio dedicado· a los aspectos de
creatividad y a los valores compartidos por el conjunto de las poblaciones dei MERCOSUR.

Brasilia, de abril de 2001

Diputado Júlio Redecker


Presidente de la Representación Brasilera en la Comisión
Parlamentaria Conjunta dei MERCOSUR

22
111. APRESENTAÇÃO
É com grande satisfação que o PARCUM lança, em parceria com a
Comissão Parlamentar Conjunta do Mercosul - Representação Brasileira, a segunda
edição do livro Textos Constitucionais dos Países do Mercosul. A apresentação
desta segunda edição decorre das inúmeras solicitações formuladas pelos parlamentos,
universidades e entidades culturais interessadas no tema.

Reunir os textos constitucionais dos nossos países em um só volume)


permite-nos conhecer todos os assuntos referentes à ordenação política de cada um. E,
conhecer a Carta Magna de um país, é ter a oportunidade de visualizar como pensam
seus legisladores. Isto possibilita, sobremaneira, a agilização das negociações bilaterais
e multilaterais necessárias em qualquer processo de integração regional.

Essa é uma das ferramentas encontradas pelo PARCUM, no sentido de


confrontar o conteúdo que existe em cada constituição a respeito da cultura.

Ao oferecer este instrumento àqueles que trabalham com a cultura, o


PARCUM está ainda facilitando a integração no Mercosul. Isto porque a indústria
cultural, associada ao turismo e ao lazer, cresce consideravelmente em todo o mundo.
Essa vertente marcará, sobremaneira, a economia dos nossos países, porém, sua
imiJonância maior está em agregar um número imenso de pessoas a uma causa
comJm.

A causa comum é a busca; por todos os Estados Membros ou cidadãos,


de sua identidade cultural, objetivando marcar a diferença enquanto nação. Entretanto,
essa busca não prescinde da presença do poder público, na formulação de políticas
culturais que representem, estimulem e retratem a sensibilidade, o sonho, a maneira de
ser e conviver dela própria.

Este é o motivo pelo qual temos que agregar ao processo de integração


regional do Mercosul fatores que são responsáveis pela amizade, pela cultura, enfim
pelas razões que unem nosso povos e que tendem a se consolidar a partir de um
intercâmbio maior entre eles.

Essa é a idéia da integração. Estreitar os laços de amizade, fortalecer a


democracia e diminuir as barreiras lingüísticas.

Aí se encontra o grande desafio; integrar pela diversidade.

Parafraseando Celso Lafer, Ministro das Relações Exteriores do Brasil, "o


Mercosul constitui destino para o Brasil e não uma opção." Esta é uma verdade
incontestável!

No momento em que as nações colocarem a integração como fator


prioritário de governo, teremos maior facilidade de promover a cultura, utilizando a
ampla rede de produtores culturais existentes em nossas cidades.

23
Neste ano, em que celebramos o décimo aniversário da assinatura do
Tratado de Assunção (1991), que teve como objetivo último a constituição do Mercado
Comum do Cone Sul, nada mais oportuno do que lançar esta publicação.

Deputada Federal Marisa Serrano


Membro da Comissão Parlamentar Conjunta do.Mercosul
Presidente do Parlamento Cultural do Mercosul

24
Presentación ,
Es com gran satisfacción que el PARCUM edita, en conjunto com la
Comisión Parlamentaria Conjunta deI MERCOSUR - Representación Brasilera, la
segunda edición deI libro Textos Constitucinalesde los Países deI MercosuL La
presentación de esta segunda edición
es consecuencia de las inúmeras(?) solicitaciones formuladas por los parlamentos,
universidades y entidades culturales interesadas en el tema

Reunir los textos constitucionales, de nuestros países en un solo


volumen, nos permite conocer todos, los asuntos relaciqnados aI ordenamiento
político de cada uno. Y, conocer la Carta Magna de un país, es tener la oportunidad
de ver como piensan sus legisladores. Esto posibilita, sobremanera" la agilización
de las relaciones bilaterales y multilaterales necesarias en cualquier proceso de
integración regional.

Esa es una de las herramientas encontradas por el PARCUM, en el


sentido de comparar el contenido que existe en cada constitución aI respecto de la
cultura.

AI ofrecer este instrumento para aquellos que trabajan com la cultura,


el PARCUM esta también facilitando la integración en el MERCOSUR. Esto
porque la industria cultural, asociada aI turismo y la recreación, cresce
considerablemente en todo el mundo. Esta linea marcará,sobremanera, la económia
de nuestros países, a pesar, de que su importancia mayor esta en juntar un numero
inmenso de personal a una causa comun.

La causa comun es la busqueda, por todos los Estados Miembros o


ciudadanos, de su identidad cultural, objetivando marcarla diferencia como nación.
Mientras, esa busqueda no prescinde de la presciencia deI poder público, en la
formulación de políticas culturales que representen , estimulen y retraten la
sensibilidad, el suefio y la manera de ser y de convivir de ella propia.

Este es el motivo por el cual tenemos que incorporar aI proceso de


integración regional deI Mercosur factores que son responsables por la amistad, por
la cultura, en fin por las razones que unen nuestros pueblos y que tienden a
consolidarse a partir de un intercambio mayor entre ellos.

Esa es la idea de integración. Estrechar los lazos de amistad, fortalecer


la democrácia y disminuir las barrerras deI idioma.
25
Ahí se encuentra el gran desafio; integrar por la diversidad.

Parafaseando Celso Lafer, Ministro de las Relaciones Exteriores deI


Brasil, "el Mercosur constituye un destino para el Brasil y no una opción". Esta es
una verdad incontestable!.

En el momento en que las naciones coloquen la integración como


factor prioritário de gobierno, tendremos mayor facilidad de promover la cultura,
utilizando la ampla red de productores culturales existentes en nuestras ciudades.

En este afiQ, en que celebramos eldécimo aniversario de la firma deI


Tratado de Asunción ( 1991), que tubo como objetivo ultimo la constitución deI
Mercado Comun deI Cono Sur, nada más oportuno que editar esta publicación.

Dilmtada Federal Marisa Serrano


Mieinbro de la Comisión Parlamentaria Conjunta deI MERCOSUR
Presidente deI Parlamento Cultural deI MERCOSUR

26
IV. PRESENTACIÓN DE
LA EDICIÓN ARGENTINA
((IDENTIDAD CULTURAL
Y GLOBALIZACIÓN))
POR EL SENADOR NACIONAL CARLOS L. DE LA ROSA (ARGENTINA)

a política es una obra colectiva. sus dimensiones se renuevan y amplían permanente-

L mente y su acclonar atane tanto a la vida de los pueblos considerados Individualmente.


como al destino de la humanldad en su conjunto.
Asi. Ia responsabilldad de los hombres y mujeres políticos es de gran trascendencla. En
el caso de los parlamentartos dedicados a los temas culturales aquel compromlso se enfatiza.
Porque somos representantes de nuestros pueblos. trab~ando en la construcclón de paradigmas
e Identidades que den respuesta a las transformaclones culturales de la socledad contempo-
ránea.
Estas transformaclones han Ido configurando un áIllmo predominante de nuestro tiem-
po. Eil este sentido. es Interesante y oportuno en los albores dei slglo XXI. destacar las re-
flexiones dei historiador francés George DUBY cuando se reflere al ano 1000 y al ano 2000.
enhebrando ambas fechas a partir de la .huella de nuestros mledos•.. En el afto 1000. DUBY
habla dei mledo a la mlserla.el mledo al otro. el mledo a las epidemias. el mledo a la vlolen-
cla. el mledo al más aliá. Tal· como sucedia entonces. dlce. .hay ahora una Inquletud. una
angustia en el fondo de nosotros".
Pero los mledos de ayer no son los de hoy. La primera diferencia es que .el hombre.
medieval se hallaba en estado de extrema debilldad ante las fuerzas de la naturaleza y vivia
en estado de precariedad material•. En cambio. el hombre de hoy se halla en una sltuaclón
opuesta: la de un completo domlnlo sobre la naturaleza oue le permite mejorarlncesante-
mente sus condiciones materlales de vida.
La segunda diferencia es que en la época medieval .a la mayoria la vida le resultaba
dura y dolorosa. pero la gente esperaba que. acabado un lapso de terribles penurlas. la huma-
nldad Iria ai paraíso•. En cambio hoy la mayoria slente el vacío de la muerte. no tiene dóilde
poner su fe y se ha quedado sln esperanza en el más aliá.
Dlez slglos separan las culturas de ambos mllenlos. En un extremo está el orlgen de la
época de la crlstlandadeuropea. En el otro. el comlenzo de la época de la computarlzaclón
planetarta.
En este sentido dlce José Joaquín BRÜNNER en Globalización cultural!J posmodemidad:
«Asi mlentras los temores de ayer. hace mil anos. nacían de las calamidades y la Impotencla
dei conoclmlento. los mledos de hoy. en cambio. son los de la alta modemldad. de una clviliza-
clón dominada por el conoclmlento y la comunlcaclón•.
Efectivamente. el mundo que nega al tercer mllenio ha entrado haÇ.ia un nuevo siste-
ma tecnológico. organizado en tomo a la electrónlca. Ia Informática. Ia robótica y la blotecno-
logia.
Tal comO ocurrió en su momento con la Revoluclón Industrial. el actual proceso ha
comenzado a modificar los parâmetros de la sociedad: la dlvislón y organización dei trabajo. Ia
estructura de la familla y de la comunldad. el funclonamlento de las empresas y los merca-
. dos. las formas de partlclpaclón y la política, y ias propias maneras de representamos el mundo.
Dentro de este marco histórico. la cultura ocupa un lugar de trascendencla. dado que en
ella se encuentran los componentes que pueden responder a la construcclón de las Identida-
des Indlviduales y colectlvas de las socleéh'rles actuales. En este sentido dlce el antropólogo
27
PARLAME:tvrO CULTURAL DE:L MERCOSUR (PARCUM)

Clifford GEERI'Z en La interpretación de las culturas: -EI concepto de cultura tlene un Impacto
sobre el concepto de hombre. Cuando se la conclbe como una serie de dispositivos simbólicos
para controlar la conducta. como una serie de fuentes extrasomátlcas de illformaclón. Ia
cultura sumlnistra el vínculo entre lo que los hombres son intrinsecamente capaces de lIe-
gar a ser y lo que realmente lIegan a ser uno por uno. L1egar a ser humano es lIegar a ser
Individuo. y lIegamos a ser Indlvlduos guiados por esquemas culturales. por sistemas de slg-
nlflcaclón hlstóricamente creados en vlrtud de los cuales formamos. ordenamos. sustenta-
mos y dirigimos nuestras vidas•.
Concebida asi la cultura ya no se la plensa únlcamente como el espaclo de los Iibros y
las bellas artes. sino como parte de los procesos simbólicos que contribuyen a la transforma-
clón de las comunidades
Asi. Ia cultura se configura en un Instrumento poderoso para la comprenslón y modlfl-
caclón de las sociedades complejas de la actualldad. en el contexto histórico de la globalizaclón.
En un documento de la Comlslón Social dei Episcopado Francés titulado RehabUitar la
politica se puede leer: -Hoy la globallzaclón asusta. Se presenta más como una suerte de
fatalidad que se Impone a todos que como una nueva dlmenslón de las actlvldades humanas.
En efecto. Ia globallzaclón económlca. flnanclera y medlátlca que barre fronteras se plantea
como un terrible desafio para la democracia y el porvenir de la humanldad. Es una realldad .
que subs.ume los Intercamblos y las representaclones. [... 1En lugar de atribuirle un carácter
diabólico es mejor Intentar humanizaria reforzando la solidaridad entre los pueblos y los gru-
pos. [... ) La globallzaclón se presenta como un enorme desafio para la dlgnldad de cada perso-
na en su singularidad. de cada pueblo en su partlcularidad histórica y cultural. de la humanl-
dad en su unldad y unlversalidad.:
Algunos teóricos dlcen que la globallzaclón cultural es la.expreslón de cuatro fenóme-
nos Interrelaclonados: 1) la unlverzallzaclón de los mercados y el avance dei capitalismo
postlndustrial; 2) la dlfusión dei modelo democrático como forma Ideal de organlzaclón políti-
ca; 3) la revolución de las comunlcaclonesque lIeva a la socledad de la Informaclón; y 4) la
creaclón de un clima cultural de época lIamado posmodernldad.
EI cientista político. reclentemente fallecido. Horaclo GODOY. qulen tuvo un Importan-
teacclonar en la reforma dei Parlamento uruguayo. opina respecto de las reacclones que
generala globallzaclón: -Frente al pioceso de globallzaclón 'acelerado. en permanente expan-
slón y de enormes proyecclones históricas. dos reacclones extremas emplezan a Inslnuarse:
.por una parte. una actltud defensiva. de reslstencla total a la globallzaclón. como si algulen
pudlera detener esta fase histórica que vive la humanidad: son las reacclones tribales. como
algunos grupos étnicos de países africanos. o algunas manlfestaclones de locallsmos. nacio-
nalismos o.reglonalismos excluyentes y agreslvos. Esta reacclón ha sido denominada trlbali-
zaclón.
Por otra parte. una actltud de entrega total a las fuerias de globallzaclón manejadas
desde afuera. como si tuvleran que Imponerse en forma Inexorable y liquidar las raíces cultu-
rales de los diferentes grupos étnicos y soclales que Identlflcan a cada pueblo en la tlerra.
Esta actltud o tendencla es lIamada macdonalizaclón. Porque la empresa McDonald de la
Argentina debe ser Idéntlca a la empresa matriz de los Estados Unidos que. a su vez. Impone
esta obligaclón de Identldad total a todas las empresas mcdonalds dei mundo. Y estas empre-
sas -sln atender al lugar en que se encuentren-. son más perfectas en la medida en que no
tlenen Identldad propla y son idéntlcas a todas las demás en el mundo•.
Dentro de este marco globallzador en las naclones que aflrman lo proplo. el territorio.
la tradlclón. Ias raíces. Ia no contamlnatlón de las culturas. se generan actltudes de Intole-
rancia y fundamentalismo.
En ellnforme de la Comlslón Mundial de Cultura y Desarrollo de la UNESCO. presidida
por Javler PÉREZ de CUÉLLAR. NuestTa Diversidad Creativa. se describe ese proceso en los
slgulentes términos: -La estandarlzaclón de las pautas de Informaclón y consumo se acepta
cim reparos. Las personas se vuelven hacla la cultura como un medlo para deflnlrse. movlll-
zarse y afirmar los valores culturales locales... [... 1... En muchos países se ha producldo un
repliegue convulsivo. un retomo a las tradlclones dei pasado. Incluso al trIballsmo... (... J ... En
parte se trata de una reacclón contra los efectos alienantes de la tecnologia moderna a gran
escala y de la desigual dlstribuclón de los beneficios de la Industriallzaclón. Tras todo ello
28
PRESENTACIÓN / CARLOS DELA ROSA

subyace la preocupaclón de que el desarrollo se traduzca en pérdlda de Identldad. deI sentido


de la comunldad y el valor personal'.
En el nivel colectlvo. Ias Identidades étnicas y religiosas que se slenten amenazadas se
protegen recurrlendo a sus fundamentos. de allí su fundamentallsmo. Este último. en compli-
cldad con exaltaclones de la fuerza y la vlolencla. alimenta viejas y nuevas modalidades de
Intolerancla y fanatismo.
Asi; actualmente en el mundo hay reglones donde la Integraclón cultural es muy difícil
y confllctlva.
Esto se ha hecho presente en algunas naclones de la Europa Centro Orlentalluego de la
deslntegraclón de la Unlón Soviética. Ia cual ha sido reemplazada por una Confederaclón de
Estados Independlentes. conformada por los tres Estados rusoS. Ias repúblicas deI Asla Cen"
tral y Armenla.
Las países que forman parte de esa Confederaclón están buscando su perfil político.
social y cultural. por ello los temas nacional. cultural y étnico se han situado en el centro de
la escena.
Desde 1986 a la fecha los países que conformaban la Unlón Soviética han reasumldo
sus soberanias enfatizando sus Identidades culturales naclonales. Por ejemplo: Estonla. Litua-
nla. Ia Federaclón Rusa. Ucranla. Blelorrusla. Armenla. Turkmenla. Tadjlskistan. Kazajstan.
Checoeslovaqula. Ia cual se dMde en dos: la República Checa y la República Eslovaca.
Además. este desmembramlento de la Unlón Soviética ha conllevado enfrentamlentos
que tlenen como base diferencias étnicas. religiosas y culturales. Asi han sido los dlsturblos
de corte nacionalista en las repúblicas bálticas. Armenla y Georgla; los disturblos en Nagorno
Karabaj. una zona enclavada en Azerbaljân; los sangrlentos choques entre armenlos y azaries
en la región deI Cáticaso.
En los últimos anos de la década deI noventa los confllctos en la ex Yugoeslavia han
mostrado cómo las Identidades étnicas. religiosas y culturales se combaten entre si a muer-
te. Tal es el caso de los confllctos de Bosnla-Herzegovina y el de Kosovo. A todos estos casos se
suma el actual confllcto de Chechenla en Rusla.
En estas naciones de la Europa centro oriental la presencia de corrlentes Ideológicas
basadas en el exclusMsmo fundamentalista de paneslavlstas o Islâmicos. dlf1culta tanto su
Integraclón política y cultural Interna. como la Integraclón multlcultural con otras naclones.
En el continente africano tamblén se puede observar que la Integraclón Interna y ex-
terna de sus naclones tamblén se hace dificultosa. a pesar de la dinâmica globallzadora deI
mundo actual.
Dlce José Joaquin BRÜNNER: .La deslgualdad global. y sus expreslones locales. son
fuerte malestar en el mundo contemporâneo. [...) En un extremo se hallan las reacclones de
pura sobrevivencla. allí donde la devaluaclón humana. el hambre y la violencla acompanan al
hombre desde el naclmlento hasta la muerte. Es la cultura deI sufrlmlento social causado por
la deprlvaclón extrema y la excluslón•.
Asi. es el continente africano el caso típico de confllctos Interétnlcos. enfrentamlentos
culturales. genocldlos. masas empobrecidas. hambre y desnutrlclón.
Desde 1970 más de 30 guerras se han producldo entre los Estados de África. De esta
manera más de la mltad de las muertes por causa de guerra en el mundo ocurrleron en África
y dlchos confllctos produjeron más de 10 millones de refugiados.
Entre las causas de estas guerras. en su mayoria de corte trIballsta. se encuentran: el
trazado arbltrarlo de IaS fronteras heredadas de la época colonial; la presencia de goblernos
autorltarlos; la competencla 'Por los recursos naturales: la exlstencla de factores Internos y
externos Interesados en la prolongaclón de los confllctos; el rechazo a la cultura deI otro.
Casos que ejempliflcan estas realidades son: la lucha entre hutus y tutsl en Rwanda; la
guerra cMI de Llberla. y Angola que enfrenta a facclones con dirigentes que pertenecen a
distintas trIbus; y el actual confllcto en la República democrâtlca deI Congo (ex Zaire). dada la
Invaslón de tropas de Uganda y Rwanda.
Luego de observar estas realidades en la Europa Centro-Urlental y en el continente
africano. vale la pena hacer algunas reflexlones. comparando aquellas sltuaclones con las
que vive América Latina.
29
PARLAMENTO CULTURAL DEL MERCOSUR (PARCUM)

Mlentras en aquellas dos prlmeras los esquemas de Integraclón subreglonal o regional


no son poslbles debldo a la presencia de nacionalismos fundamentallstas y trIballsmos. en
América Latina las sociedades se presentan ablertas ai diálogo y a la búsqueda de soluciones
en conjunto.
Así. en esta reglón. precisamente para dar respuesta a las Incertidumbres globales.
durante los últimos anos dei slglo XX algunas de las naclones latlnoamerlcanas han creado
nuevas formas de asoclaclón y cooperaclón. Ejemplos de este tipo de organlzaclón. el Tratado
de L1bre Comercio. entre México. EEUU y Canadá. y el MERCOSUR.
De esta manera. los contactos Interculturales entre las naclones latinoamericanas se
han acrecentado y sus perspectivas son positivas y alentadoras para el futuro. Reflexionando
sobre los cimlentos que dan base ai diálogo entre las culturas. opina José Joaquín BRÜNNER:
.Porque en toda cultura histórica vive a su vez una mlsma sustancla humana y una verdad
compartida de la que es ser hombre. verdad que está dirigida a la unlón. La Interculturalldad
sólo es poslble por esa potencial unlversalldad inscrita en todas las culturas. [...] Para que ese
potencial pueda reallzarse en hlstorla. se requlere que las culturas se hallen ablertas a las
culturas "otras"; y que ese encuentro no resulte un dano o Imppslclón sino un coambular
hacla formas superiores de Integraclón•.
Para Brasil. Chile. Uruguay. Paraguay. Bolivla y Argentina esa forma superior delnte-
graclón es el MERCOSUR.
En términos históricos. MERCOSUR es ublcado por algunos historiadores. el uruguayo
Alberto METI-lOL FERRÉ por ejemplo. junto con otros momentos decisivos de la hlstorla latl-
noamerlcana. METI-lOL FERRÉ. en un articulo denominado Una bipolaridad cu1h.lTal: MERCOSUR-
NAFTA. dlce: 'Porque la hlstorla de América Latina tlene tres grandes momentos decisivos. EI
prlmero. el nacimlento de América Latina. por la conquista y la colonlzación dei prtmer impe-
rio mundiallusocastellano en la prtmera mitad dei siglo XVI. EI segundo. Ia Independenclá y
la constltuclón de las repúblicas bajo el segundo gran Imperlo mundial de Gran Bretafia. EI
tercero. el que vlvImos con la fundación de MERCOSUR. EI 5 de agosto de 1994 es el análogo
histórico dei 25 de mayo de 1810•.
Para este diálogo Intercultural. Ias naclones latlnoamerlcanas. en general. y las que
conforman el MERCOSUR. en Dartlcular. tl~ la ventajadeconstltulr una de las regiones
eon mayor potenclalidad cultural. nada la presencia de una hlstorla. una lengua. una religión
y valores compartidos. .
Manuel URRIZA en su ensayo Argentina y la UniversaUzacibn integradora corrwjuturo hace
referencia a las realidades políticas. históricas. económicas y culturales que los latlnoamerl-
canos tienen en común. Dice URRIZA que Latlnoamérlca ha transitado por:
-Los mlsmos Inicios de emanclpación y gestas de la independencla.
-Las mlsmas luchas Internas para organizar los nuevos países.
-Las mlsmas élites trasladando desde Europa el mismo modelo en las décadas flnales
dei siglo XIX y principio dei XX.
-Las mlsmas experlenclas llamadas "populistas".
-Las mlsmas mlgraciones rural-urbanasy las mlsmas urbes sobredimensionadas.
-Las mlsmas oleadas guerrllleras de los anos 60.
-Las_mismas dlctaduFas ·de-los·anos-70.
-Los mlsmos retornos democráticos de los anos 80.
-48 mlsmas búsquedas actuales de adecuaclón a la unlversallzaclón económlca.
-Los mismos intentos de Integración como metodología para ser protagonistas en el
mundo.
De esta manera. para los latlnoamerlcanos la integradón regional debe Ir más aliá de
la reducción de aranceles que facl1lten el Intercamblo de mercancías; implica la libre clrcula-
clón qe bienes culturales. mensajes. estilos de vida. en definitiva. de Identidades culturales.
Además. a pesar de su trascendencla histórica e importancla política. actualmente
MERSOSUR atravlesa dlflcultades en los planos de lo económlco. de lo flnanclero y de lo
arancelarlo. Las crlsls de la economía globallzada han repercutido. de diferente manera en
distintos momentos. en los países que conforman este bloque regional.
30
PRESENTACION / CARLOS DE LA ROSA

Estas crisis han generado 'por parte de los países miembros reacciones que tienden a
ponderar las relaciones bilaterales o con otros sub~bloques regionales, en detrimento de la
armonia e integración econômica deI MERCOSUR Esta es una pnleba de lo frágil y de corto
alcance que significa reducir esta integración regional a los intercambioscomerciales y los
acuerdos arancelarios entre los países que la conforman. Por ello el PARCUM no tiene la
categoria de titulares y asociados,.estableciendo la igualdad entre los Estados que conforman
este organismo de integración regional, dado que lo cultural es más profundo que lo econô-
mico.
Porque una integración trascendente y duradera debe incluir necesariamente aquellos
elementos que hacen a la esencia de estas naciones: su historia compartida, su unidad lin-
güística, sus valores comunes: en síntesis, su cultura.
Si MERCOSUR es'capaz de ltegar a la integración por la cultura podrá superar
exitosanlente circunstancias adversas, como la que atraviesa actualinente, en los planos de
la economía y de las finanzas. Porque una verdadera integración fundamentada en lo políti-
co-cultural, es la forma de garantizar que los países dei MERCOSUR sean capaces de aprove-
char las ventajas y transitar exitosamente las dificultades que implica todo proceso de inte-
gración regional.
Cabe entonces preguntarnos a los responsablesde las políticas culturales en los Parla-
mentos de los países dei MERCOSUR, quê transformaciones generan esos protesos en las
identidades nacionales, en el marco de las integraciones regionales y la globalización
Opina Nêstor GARCiA CANCLlNI en Culturas en globalización: .Respecto de los procesos
culturale's, se vuelve más urgente la necesidad de detlnir políticas nacionales que se ubiquen
creativa y responsablemente en la globalización, defiendan el interés público y discieman
con más cuidado los desafios y posibilidades de las culturas nacionales. I... ) Vamos acercán-
donos ai fin de síglo con una visión más compleja de la globalización, que ya no es vista como
sustitutiva de las culturas locales nl de las nacionales•.
En los países miembros y asociados dei MERCOSUR hay un convencimiento generaliza-
do entre políticos, intelectuales y empresarios que evita la identificación deI Estado con una
concepción fundamentalista e intolerante. Por el contrario, tanto desde los distintos niveles
de gobierno -Poder Ejecutivo y Legisl<\tivo- como desde los diferentes ámbitos -prensa, mundo
académico, sector empresarial- se trabaja por consolidar una multiculturalidad democrática.
Desde esa perspectiva, fundamental importancia tienen las Reuniones de Legisladores
de Cultura dei MERCOSUR y la de los parlamentos en la Comisión Parlamentaria.Conjunta
deI MERCOSUR (CPC), dado que el Poder Legislativo tiene una gran potencialidad institucional
por su carácter representativo. Esa característica lo convierte en el ámbito plural de la inte-
gración, transfonnando a este proyecto en una política de Estado que trasciende los límites de
una gestión gubernamental.
Por otro lado. los parlamentos regionales están llamados a desarrollar un papel de cre-
ciente relevancia en el proceso de integrar el grupo de países que forman Latinoamêrica. Esto
para favorecer la annonización de legislaciones que facilite la circulación de bienes y servicios
culturales en el MERCOSUR, consolidando un espacio intercultural latinoamericano.
Así, esta institución parlamentaria regional nace para armonizar, promover, intercam-
biar, investigar y desarroltar todos los temas vinculados con la vida cultural deI MERCOSUR
que tengan lugar en el ámbito legislativo de la región.
De esta fornla, el Parlamento Cultural dei MERCOSUR (PARCUM) significa el apoyo le-
gislativo aI proceso iniciado con el MERCOSUR Cultural por iniciativa de los Poderes Ejecuti-
vos de los Estados Partes.
Con el telón de fondo de una cultura generadora de integración, se han discutido duran-
te los encuentros temas· muy concretos de legislación cultural: la Iibre circulación de bienes
y servicios culturales, la protección y restitución dei patrimonio histórico, la defensa y ges-
tión de derechos de propiedad intelectual, la promoción y consolidación de las industrias cul-
turales y la implicancia de los medios de comunlcación en la difusión cultural. En todos estos
asuntos la propuesta de los parlamentarios es la "armonización" de las legislacioues cultura-
les vigentes en Brasil, Paraguay, Umguay, Chile, Bolivia, Argentina.
En cada una de las temáticas propu estas y acciones el objetivo a seguir ha sidu JJonde-
31
PARLAMENro CULTURAL DEL MERCOSUR (PARCUM)

rar todas aquellas Iniciativas que. desde el Parlamento Cultural dei MERCOSUR, garanticen
la creaci6n de un espacio intercultural latinoamericano. el cual funcione como un bloque
político y cultural dando bases sólidas a la Integraclón económica y social en la región.
Esta publicaclón. en la que se encuentran la hlstoria y los antecedentes dei Parlamento
Cultural dei MERCOSUR -con los anexos correspondlentes a su Reglamento Interno. Ias actas
de los, encuentros. los convenlos suscriptos. Ia expllcaclón dei Master en Gestlón y Políticas
Culturales en el MERCOSUR (que se está desarrollando en la Unlversldad de Palermo. en
Buenos Alres)- y el anállsis dei derecho cultural en las constituciones de los países dei
MERCOSUR. pretende ser un aporte para consolidar la integraclón cultural entre los países
miembros. La idea ha sido mostrar las tareas.que los parlamentanos culturales han realizado
estos últimos afios desde el ámblto legislativo para el logro de aquel objetivo. como así tam-
blén observar el puntode partida que dan las Constituciones de los países mlembros para
trabajar por la cultura y la Integración en el MERCOSUR.
Sabemos que la globallzaclón en el afio 2000plantea temores. pero tamblén plantea
desafios y oportunidades para las regiones que.lncorporen en sus agendas objetivos que con-
tribuyan a una convivencia multicultural dêmocrática..
JUAN PABLO 11 en un mensaje para la XVIII Jornada Mundial de las Comunicaclones
Sociales. realizadas durante el afio 1998. ofrece unas palabras que dan un fundamento de
gran profundldad a estos procesos de integración cultural. Según el Santo Padre. se debe
trabajar para .Ia ....aceptaclón leal de la lógica de la convivencla en la diversidad; el diálogo
como método; el derecho a la, exístencla y a la expreslón de todas las partes; un humanismo
integral fundado en la verdadera dlgnldad y los derechos deI hombre; apertura a la solidaridad
cultural. social y económlca entre las personas; conclencla de que una mlsma vocaclón a,gru-
pa a toda la humanldad•.

32
V.PARLAMENTOCULTURAL
DEL MElRCOSUR
(PARCUM)

MEMORIA 1996 /2000

N
te la necesidad de institucionalizar el MERCOSUR Cultural como parte integrante y
fundamental de la integración político-económica de la región, y ante la ausencia de
na legislación articulada que tienda allogro,de dicho objetivo, en el mes de octubre de
1996 se realizó el ler. Encuentro entre las Comisiones de Cultura de los países miembros
dei MERCOSUR. Dicha iniciativa fue promovida en conjunto por las Comisiones de Cultura
de la Cámara de Senadores y de Dlputados de la República Argentina, la Secretaria de Cultura
de la Presldencla de la Naclón Argentina y la Organizaclón de Estados Iberoamericanos para
la Educación, la Ciencia y la Cultura (OEI).
La Importancia de dlcho prlmer encuentro consistló en la puesta en marcha de un meca-
nismo de trabajo que permltlera dotar de mayor agilidad ai tratamlento y a la apllcaclón de las
normativas legales que requlere el desarrollo y la consolldaclón deI MERCOSUR Cultural.
Las concluslones de esas jornadas quedaron plasmadas en el Acta de Buenos Aires
(Acta deI I Encuentro, ver Anexo m, por la que se dlspuso la creación -Artículo 4 2_ de una
Comlslón para la coordinación de los proyectos comunes reglonales de carácter legislativo.
Como consecuencla de esa prlmera reunlón, en junlo de 1997, se celebró en Asunclón
deI Paraguay, elll Encuentro durante cuyo transcurso sea~robó la creación de la Comisión
que reclbió la denominación de Secretaria Técnica Permanente (ver el Acta correspondlente
en el Anexo m, cuya Inauguración tuvo lugar en noviembre deI mlsmo ano, en el marco de la
realización deI HI Encuentro en Buenos Aires.
La sede de la Secretaria Técnica Permanente dei Parlamento Cultural dei MERCOSUR
está ublcada en Buenos Aires, ante la dlsposlclón deI H. Senado de la Naclón Argentina, en
Hlpólito Yrigoyen 1760, piso 52, oficina 512, cludad de Buenos Aires (1089), compartiendo las
oficinas con la Comlslón de Cultura deI H. Senado de la Naclón Argentina.
Durante el transcurso deI 111 Encuentro, se firmó también un acuerdo de cooperación
entre el PARCUM y la OEI que formalizó una vinculaclón entre las Instltuclones que databa
de los origenes mlsmos deI PARCUM (ver Anexo 111].
Durante esta primera etapa de desarrollo deI PARCUM, eI organismo fue presidido por el
dlputado nacional argentino Ramón GIMÉNEZ qulen concluyó su mandato como legislador en
dlclembre de 1997. Por esa clrcunstancla, un Acta Complementaria dei 111 Encuentro depo-
sltó, por unanimldad, la responsabilldad de asumlr la presidencla deI PARCUM, ya que le
correspondía a la República Argentina, en el senador nacional Carlos L. de la ROSA, presiden-
te de la Comlsión de Cultura deI H. Senado de la Naclón Argentina. EI cargo de secretario
técnico permanente fue asumldo por elllcenclado Juan Carlos D-AMICO.
EI IV Encuentro fue convocado en Brasilia, el28 de mayo de 1998. Durante su realiza-
clón fue aprobado el RegIamento Interno dei PARCUM (ver Anexo nque fijó con preclsión las
mislones y funciones deI organismo y de sus autoridades, refrendándose tamblén todo lo
actuado hasta ese momento. Se suscribió, en dlcha oportunldad, un convenlo de cooperaclón
con el Parlamento Latlnoamericano (PARLATINO) (ver Anexo Im.
En abril de 1999, tuvo lugar en Valparaíso, República de Chile, el V Encuentro dei
PARCUM. Luego de iniciar las seslones en isla Negra, en la casa deI poeta Pablo NERUDA, y
de tributar un homenaje a su memoria, los legisladores deI MERCOSUR concluveron en el
33

[CAmara dos Deoutaoos B,ol,oT8C81


PARLAMENTO CUL7VRAL DEL MERCOSUR (PARCUM)

edificiO deI Congreso chiléno en una intensajornada de trabajo una nueva etapa deI crecien-
te desarrollo institucional deI PARCUM. Se aprobó durante su transcurso una modificación
deI Reglamento Interno, en su Artículo 3 2 , respecto de la estructura de autoridades (ver Anexo
11, el Acta correspondiente) y, tambienpor unanimidad. Ia creación deI primer Master en Ges-
tión y Políticas Culturales en el MERCOSUR (ver Anexo IVl, y la firma de un convenio con la
Universidad de Palermo (ver Anexo lI!), de Buenos Aires. institución universitarla en la que
ya se está desarrollando el primer ano lectivo de esta trascendente iniciativa académica.
Como un signo de vitalidad y continuidad de la gestión deI PARCUM, el 6 y 7 de diciem-
bre de 1999 se lIevó a cabo en Montevideo, República Oriental deI Uruguay, el VI Encuentro
dei Parlamento Cultural dei MERCOSUR. Durante su realización se resolvió aprobar (ver
Anexo 11) los proyectos presentados por el senador federal de la República Federativa deI Brasil
Artur DA TÃVOLA (,La Ú1tegración cultural a través de la radio y de la televisión.) y por ellicencia-
do Octavio GETINO, de Argentina, (.Las Ú1dustrias cult&ales en elMercosur, Ú1cidenciaeconómi-
ca y social-); y la creación de dos comisiones de especialistas para estudios en el ámbito deI
MERCO-SUR, una de la problemática de los incentivos fiscales y la Iibre clrculación de bienes
y servicios culturales, y otra para elaborar un proyecto de armonización de principlos y dispo-
siciones en materia de derecho de autor, artistas intérpretes, productores de fonogramas y
organismos de radiodifusión.
También durante el Encuentro de Montevideo fueron elegidas las nuevas autoridades
deI PARCUM para el periodo 1999/2001 ya que las encabezadas por el senador nacional, por
Argentina, Carlos L. de la ROSA habían concluido su mandato. Resultó electa como presidenta,
la diputada federal por la República Federativa deI Brasil, Marisa SERRANO (ver Autoridades).
Otro de los proyectos anunciados, y que ya está concretado. es el de la edición de esta
publicación que contiene toda la información actualizada sobre el PARCUM, los textos de las
constituciones de los países miembros y asociados deI MERCOSUR y un estudlo de las refe-
rencias constitucionales mencionadas en dichas constituciones. Un sencillo y necesario modo
de conocernos que nos permitirá concretar uno de los objetivos deI PARCUM: integramos.
cada uno con la fuerza de su identidad. cada vez más y mejor.
Como colofón deI periodo presidencial deI senador nacional por Argentina. doctor Carlos
L. de la ROSA, que concluyera el pasado 10 de diciembre, se lIevó a cabo en el Teatro Colón de
la Ciudad de Buenos Aires. el 15 de dicho mes, un .Concierto ExtraordÚ1ario en Homenaje al
Parlamento Cultural del MERCOSUR (PARCUM). deI que participaron la Orquesta Sinfónica Na-
cional, el Coro Polifónico Nacional y solistas deI Grupo Anacrusa (de la Argentina), bajo la
dirección de los maestros Pedro 19nacio CALPERÓN y José Luis CASTINElRA de DIOS que
convocó a más de dos mil asistentes aI máximo coliseo de la música argentina en unajorna-
da de alto vuelo cultural que se constituyó en un digno broche de la gestión.
En el VII Encuentro, realizado recientemente en la ciudad de La Paz, República de
Bolivla, se concretó la integración efectiva de los representantes legislativos de la República
Oriental deI Uruguay y se dispuso iniciar la elaboraclón de un proyecto de ley de incentivos
fiscales para la cultura (mecenazgo) aplicable a los países deI MERCOSUR y realizar una publi-
cación que contenga las leyes consagradas a la protección deI patrimonio cultural y natural
de los países de la región.
Como se desprende de esta apretada síntesis de su memoria, el PARCUM representa
hoy, sin dudas, la voluntad en acción delos legisladores miembros de las comisiones de Cultu-
ra de los parlamentos deI MERCOSUR y se constituye en un espacio insoslayable de integra-
ción.

Buenos Aires, abril del2000.

34
ANEXO I

REGLAMENTOINTERNO

Articulo 1°: EI Parlamento Cultural dei MERCOSUR (PARCUM) está Integrado por todos los
Legisladores de las Comlslones de Cultura y sus equivalentes de los respectivos Parlamentos
de los Estados Miembros y Asoclados dei MERCOSUR quienes se reunirán en Asamblea Ge-
neral por lo menos una (1) vez ai ano.
Articulo 2°: Son objetivos dei Parlamento Cultural dei MERCOSUR (PARCUM) los slgulentes:
a) Elaborar marcos normativos que promuevan la Integraclón cultural dei MERCOSUR.
b) Promover la ratlflcaclón legislativa dei Protocolo de Integración Cultural dei MERCOSUR
y de los demás Acuerdos y Tratados de cooperación cultural que suscriban sus países
Mlembros.
c) Priorizar la generación de marcos normativos regionales orientados a la libre circula-
ción de bienes y serviclos culturales entre los Países Miembros.
d) Estudiar las posibilldades de mejoramiento deI Intercambio de blenes y serviclos
culturales a partir de la puesta en vigencia deI SELLO MERCOSUR CULTURAL. que
distinguirá a los proyectos culturales comunes de los Estados Miembros.
e) Propiciar la creaclón de un sistema de documentación e Informaclón legislativa cul-
tural. con el objetivo de articular la labor de los Congresos y ParlHmentos de los Estados
Mlembros.
fi Conformar un banco de proyectos legislativos culturales de los Estados Mlembros.
Articulo 3°: La Comlslón Ejecutlva dei PARCUM está Integrada por dos representantes. de las
Comlslones de Cultura y sus equivalentes de cada una de las Câmaras Legislativas de los
Congresos de los Estados Miembros y Asociados; los que estarán distribuidos en los slgulen-
tes cargos: un (1) presidente; un (1) vicepresidente primero;un (1) vicepresldente segundo;
un (1) vicepresldente tercero; un (1) secretario general y dlez y nueve (19) vocales. Los desig-
nados para dlchos cargos durarán dos (2) anos en sus funciones. La presldencla será ejerclda
de manera rotativa por representantes de los Estados Miembros dei MERCOSUR. Las personas
que desempeiien estos cargos mantendrán sus funciones mientras conserven su condición
de legislador en cualqulera de las Câmaras Legislativas de los Congresos de los Estados Mlem-
bros y Asoclados.
Articulo 4°: La Comlslón Ejecutlva dei PARCUM tlene las slgulentes atribuclones y funcio-
nes:
a) promover y acompanar el proceso de integraclón cultural regional dei MERCOSUR
manteniendo informados a los Congresos Naclonales respectivos sobre la marcha de
dlcho proceso;
b) desarrollar las acclones necesarlas para facilitar la consolidaclón institucional y
funcionai dei PARCUM;
c) solicitar a los órganos Instltucionales dei MERCOSUR y / o cualquler otro organismo
regional. Informaclones respecto a la evoluclón dei proceso de Integraclón cultural de la .
región;
d) constituir dentro de su organlzaclón subcomlsiones sobre temas específicos vincula-
dos ai proceso de integración cultural dei MERCOSUR;
e) realizar los estudlos e investlgaclones tendientes a la armonlzación de la legislación
35
PARLAMENTO CULTURAL DEL MERCOSUR (PARCUM)

cultural de los Estados Miembros y Asociados, propiciando proyectos que puedan ser
presentados a consideraclón de los Parlamentos Nacionales; emltlendo a estos fines las
recomendaclones y dictâmenes que estime conveniente;
f) contribuir a acelerar los procedlmientos Internos que deberán cumplir los Estados
Miembros para la pronta entrada en vigor de las normas relacionadas con lo cultural;
g) suscribir acuerdos sobre cooperación y asistencla técnica con organismos públicos y
privados de carácter nacional, regional, supranacional e internacional referidos aI âm-
bito de la cultura, y desarrollar tareas de extensión cultural entre los Países Miembros
y Asociados;
h) elaborar y mantener actualizada la recopilación de las normas y documentación le-
gislativa relacionadas con la legislación cultural a los fines de colaborar en la articula-
ción temática de la labor de los Parlamentos de los Estados Miembros y Asociados deI
MERCOSUR;
i) convocar y organizar las Asambleas Generales deI PARCUM; cumplimentar las reso-
luciones y recomendaciones que se aprueben;
j) llevar registro y archivo de las actas, resoluciones y recomendaciones deI PARCUM;
k) administrar los recursos disponibles en cumplimiento de las políticas aprobadas por
la Asamblea General.
Artículo 5·: AI Presidente de la Comisión Ejecutiva compete:
a) presidir la Asamblea General deI PARCUM;
b) dirigir y ordenar la labor de lassubcomisiones;
c) representar aI PARCUM y a la Comisión Ejecutiva;
d) dar conocimiento aI PARCUM y a la Comisión Ejecutiva de toda la información recibi-
da;
e) designar relatores para presentar las propuestas de las delegaciones parlamentarias
en los temas a considerar en las Asambleas Generales deI PARCUM;
f) instituir grupos de estudio y consulta para el examen de los temas indicados por el
PARCUM:
g) resolver las cuestiones de orden:
h) convocar las reuniones de la Comisión Ejecutiva y presidirias;
i) firmar las actas. recomendaciones y demás documentos de la Comisión Ejecutiva,
junto con el Secretario General;
j) gestionar donaciones, contratos de asistencia técnica y otros sistemas de coopera-
ción a título gratuito ante Organismos Públicos o Privados. Naclonales e Internaciona-
les, y administrar los recursos existentes;
k) lIevar adelante todas las actividades que sean necesarias para el buen desempeno de
las actividades deI PARCUM.
Artículo 6·: En los casos dé ausencia o Impedimento, el Presidente será sustltuldo por el
Vlcepresldente Primero y Segundo, en ese ordeno
Artículo 7·: La Comlsión Ejecutlva podrá distribuir su labor en Comfslones. Se constituyen
como permanentes las slgulentes: a) de Pi1trimonio Cultura~ b) de Actividades Artísticas,
Artesanales y Culturales; c) de Industrias Culturales; d) de Legíslación Cultural InJormación y
Comunicación: y e) de Promoción y Financiamiento de las Actividades Culturales. Las comlslones
serán presididas por Vocales de la Comlslón Ejecutiva.
Artículo 8·: La Comlsión Ejecutiva' será asistlda por un Consejo Consultor integrado por ex
mlembros de la mlsma. Podrá además contar con la colaboración de los Asesores y profesiona-
les de las Comisiones de Cultura y sus equivalentes de los Congresos de los Estados Miem-
bros y Asociados. que la misma designe. con relaclón a los temas que requleran colaboración
de especialistas en materias específicas.
Artículo 9·: La Comísión Ejecutiva se reunirá como mínimo tres (3) veces por afio y cuando
fuera convocada por el Presidente. tratando de realizar sus reunlones alternativamente. una
vez en cada uno de los Países Miembros y Asociados,'
Artículo 10·: Las decísiones de la Comlsión Ejecutiva serán adoptadas por el voto afirmativo
36
ANEXO I: REGLAMENTO INTERNO

de la mayoría de los mlembros presentes en cada reunlÓn. EI quórum se conformará con slete
(7) mlembros de la Comlsión Ejecutlva. pudlendo constltulrse tamblén por poder o delegaclón.
Articulo 11°: Créase la Secretaria Técnica. con sede en la cludad de Buenos Aires. dirigida
por un Secretario Técnico aI cual le compete:
a) aslstlr a la Presldencla en la conducclón de los trabajos administrativos y operativos
de la Comlslón Ejecutlva:
b) actuar como Secretario en las reunlones de la Comislón Ejecutiva y elaborar las
respectivas actas:
c) preparar la redacción final de las recomendaciones de la Comlslón Ejecutlva y tra-
mitarias:
d) custodlar y archlvar la documentación de la Comlslón Ejecutlva:
e) coordinar el funclonamiento de las subcomisiones e implementar un plan de dlfu-
sión de las actividades y contenidos deI Parlamento Cultural deI MERCOSUR (PARCUM).
Articulo 12°: Los legisladores de las Comisiones de Cultura. y sus equivalentes. deI MERCOSUR
y países Asociados que cumplieren su mandato. tendrán libre acceso a las dependencias deI
Parlamento Cultural deI MERCOSUR (PARCUM) y mantendrán el derecho de utilizar el título y
la credencial correspondlente con el aditamento MC Mandato Cumplido.
Articulo 13°: Son Idiomas oficiales deI Parlamento Cultural dei MERCOSUR (PARCUM) el es-
panol y el portugués.

DISPOSICIONES FINALES Y TRANSITORlAS


Articulo 14°: En los casos no previstos en este Reglamento se apllcarán en forma supletorta
las dlsposlclones deI Reglamento Interno de la Comislón Parlamentarla Conjunta. el Tratado
de Asunclón y el Protocolo de Ouro Preto.
Articulo 15°: La Comlsión Ejecutlva dictará sus proplas normas de funcionamiento dentro de
los clento veinte (120) dias de la entrada en vlgencla deI presente reglamento.
Articulo 16°: Los actuales mlembros de la Comlsión Ejecutlva finallzarán su mandato el diez
de dlclembre deI afio 1999.

Aprobado en elIV Encuentro. Brasília 28/5/98.


con la modificación realizada en el V Encuentro. Valparaíso 20/4/99
(ver las actas en los Anexos correspondientes).

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ANEXO 11
ACTAS DE LOS ENCUENTROS
IENCUENTRO
BUENOS AIRES. 7 AL 9 DE OCTUBRE DE 1996.
REPÚBLICA ARGENTINA.

os legisladores miembros de las Corpisiones de Cultura de los Honorables Congresos y

L
. Parlamentos de la República Argentina. Ia República Federativa de Brasil y la República
dei Paraguay. convocados por el Honorable Congreso de la Nación Argentina. Ia Secreta-
ria de Cultura de la Presidencia de la Nación Argentina y la Organización de Estados Ibero-
anlericanos para la Educación. Ia Ciencia y la Cultura:
resaltando la satisfacción por la fraterhidad y vivo Interés que han expresado los legis-
ladores de los países dei MERCOSUR en este Primer Encuentro en el que han intercambiado
sus experienclas y conocimientos legislativos, en lo que concleme a la promoción de una
cultura armónicamente compartida. y
haclendo propios los fundamentos expresados en el Protocolo de Integración Cultural
dei MERCOSUR 111, maniflestan:
PRIMERO: Considerar que. dado el avance dei proceso de integración cultural dei MER-
COSUR, éste es un momento especialmente oportuno para que las Câmaras Legislativas
pongan un particular interés en coadyuvar. a través de una armónica labor. a constituir un
marco normativo que facilite las políticas tendlentes a promover la Integración cultural.
SEGUNDO: Agilizar el tratamlento legislativo. en sus respectivos Congresos 'y Parla-
mentos. dei Protocolo de Integración Cultural firmado por los Seiiores Ministros y Secretarlos
de Cultura de los Estados Parte dei MERCOSUR.
TERCERO: Recomendar fa creación. en los Congresos y Parlamentos de los Estados Mlem-
bros dei MERCOSUR, de Comisiones o Subcomisiones permanentes especializadas en asun-
tos culturales. que tengan en cuenta prioritariamente el tratamiento de la legislación cultu-
ral de los países dei MERCOSUR. Para ello, se ha considerado la valiosa experiencia realizada
en el Hoúorable Congreso de la Nación Argentina.
CUARTO: Recomendar la creación de una Comisión Permanente de Legisladores Cul-
turales dei MERCOSUR, integrada por Diputados, Senadores y Técnicos representativos de
ambas Câmaras de los Congreso~ y Parlamentos de los Estados Parte. cuyo objetivo será coor-
dlnar los proyectos comunes regionales de carácter legislativo.
QUINTO: Propiciar la creación de un sistema de documentaclón e Información legisla-
tiva cultural, con el objeto de articular telemáticamente la labor de los Congresos y Parlamen-
tos de los Estados Parte. A tal efecto. se solicita la aslstencla técnica y profeslonal de la Orga-
nizaclón de Estados Iberoamerlcanos para la Educaclón.la Ciencla y la Cultura (OEI).
SEXTO: Estudlar las poslbllidades de mejoramiento dellntercambio de bienes y servi-
cios culturales a partir de la puesta en vigencla dei SELLO MERCOSUR CULTURAL. que dis-
tinguirá a los proyectos culturales comunes de los Estados Parte.
SÉPTIMO: Priorizar la generaclón de marcos normativos reglonales orientados a la libre
clrculaclón de blenes y servlcios culturales de los Estados Parte.
OCTAVO: Elaborar marcos normativos que promuevan la dlfuslón dei MERCOSUR Cul-
tural a través de los medlos masivos de comunlcaclón social.
NOVENO: Convocar aI próximo Encuentro. que se realizará en Asunclón, República deI
Paraguay, los días 10 y 11 de abril de 1997.
39
PARLAMENTO CULTURAL DEL MERCOSUR (PARCUM)

DÉCIMO: Solicitar'a los Congresos y Parlamentos de los Estados Parte la declaración de


interés de lo expresado en este Documento.
DÉCIMO PRlMERO: Poner en conocimiento de las presentes conclusiones a las autoli-
dades competentes dei MERCOSUR.
Finalmente, quieren dejar constancia de su agradecimiento a los Gobiemos de Argen-
tina, Brasil, Chile, Paraguay, Uruguay, Reino de Espana, a sus respectivos Congresos y Parla-
mentos, ya la Organizaclón de los Estados Iberoamericanos para la Educación, la Ciencia y la
Cultura (OEI), por el valioso aporte de sus representantes.
Suscriben:
Senador nacional. Carlos de la ROSA (Argentina), senador nacional. Raúl CALVÁN (Argentina). dipu-
tado nacional Ramón F. GIMÊNEZ (Argentina), diput.ad.qfederalMarisa SERRANO (Brasil), diputa-
dofederal. Severiano ALVES de SOUZA (Brasil), senadbr nacional Secundino NúfílEZ (Paraguay),
diputado nacional. Martín CHIOLA (Paraguay).
Participaron de las deliberaciones:
doctor Mario O'DONNELL (secretario de Cultura de la Presidencia de la Nación, Argentina),
licenciado Juan Carlos D'AMICO (secretario de la Comisión de Cultura dei H. Senado de la
Nación, Argentina), Alejandra SACCONE, Jorge LAZAROVl CH Y Oscar BONAVOTA (de la O.rga-
nización de Estados Iberoamericanos para la Educación, la Ciencia y la Cultura, OEI).
Buenos Aires, 9 de octubre de 1996.

{lI PROTOCOLO DE INTEGRACIÓN CULTURAL DEL MERCOSUR


Los goblernos de la República Argentina, de la República Federativa de Brasil, de la
República dei Paraguay y de la Repúbllca Orientai dei Uruguay, en adelante denominados
"Estados Partes":
En vlrtud de los principios y objetivos enunciados en el Tratado de Asunción firmado eI
26 de marzo de 1991 y deI Memorandum de Entendlmlento suscripto en Buenos AIres el 15 de
marzo de 1995, en el marco de la Primera Reunión Especializada de Cultura:
Conscientes de que la cultura constituye un elemento plimordial de los procesos de
integraclón, 'y que la cooperaclón y el Intercamblo cultural generan nuevos fenómenos y
realidades:
Inspirados en el respeto a la diversidad de las identidades y en el enriquecimiento
mutuo:
Atentos a que la dinámica cultural es factor determinante en el fortaleclmlento de los
valores d·e la democracia y de la convivencla en· las sociedades.
Acuerdan:
Artículo I:
I - Los Estados Partes se comprometen a promover la cooperaclón y el Intercamblo
entre sus respectivas instltuciones y agentes culturales, coh el objetivo de favorecer el
enliquecimiento y la dlfusión de las expreslones culturales y artísticas dei MERCOSUR.
2 - Para ello, los Estados Partes promoverán programas y proyectos conjuntos en eI MER-
COSUR, en los diferentes sectores de la Cultura, que definan acclones concretas.
Artículo 11:
1 - Los Estados Partes facllltarán la creaclón de espacios culturales y promoverán la
reallzación, prlolizando la coproducclón, de acciones culturales que expresen las tradl-
clones históricas, los valores comunes y las diversidades de los países mlembros dei
MERCOSUR.
2 - Las acclones culturales contemplarán, entre otras Iniciativas, el intercamblo de
artistas. escritores, Investigadores, grupos artísticos e Integrantes de entidades públi-
cas o plivadas Vinculadas a los diferentes sectores de la cultura.
Artículo 111: Los Estados Partes favorecerán producciones de cine, video, televlslón, radlo y
multlmedla, bajo el réglmen de coproducción y codlstrlbuclón, abarcando todas las manlfesta-
ciones culturales.
Artículo IV: Los Estados Partes promoverán la formación común de recursos humanos
40
ANEXO /f' ACTAS DELOS ENCUENTROS

Involucrados en la acclón cultural. Para ello. favorecerán el Intercamblo de agentes y gesto-


res culturales de los Estados Partes. en sus respectivas áreas de especlallzaclón.
Artículo V: Los Estados Partes promoverán la Investlgaclón de temas históricos y culturales
comunes. lncluyendo aspectos contemporáneos de la vida cultural de sus pueblos. de modo
que los resultados de las Investlgaclones puedan servir como aporte para la deflnlclón de
Iniciativas culturales conjuntas.
Artículo VI: Los Estados Partes Impulsarán la cooperaclón entre sus respectivos archlvos
históricos. bibliotecas. museos e Instltuclones responsables de la preservaclón dei patrlmo-
nlo cultural. con el f1n de armonlzar los crlterlos relativos a la c1aslficaclón. catalogaclón y
preservaclón. con el objeto de crear un registro dei patrlmonlo histórico y cultural de los
Estados Partes deI MERCOSUR.
Artículo VII: Los Estados Partes recomlendan la utlltzaclón de un Banco de Datos común
Informatizado. confeCCionado en el ámblto dei Sistema de Informaclón Cultural de América
Latina y dei Carlbe (SICLAC). que contenga calendarlos de actlvldades culturales diversas y
un relevarnlento de los recursos humanos e Infraestructuras dlsponlbles en todos los Estados
Partes.
Artículo VIII: Cada Estado Parte protegerá en su ten1torlo los derechos de propledad Intelec-
tual de las obras originarias de los otros Estados Partes. de acuerdo con su leglslaclón Interna
y con los tratados Internaclonales a que haya adherldo o adhlera en el futuro y estén vtgentes
en cada Estado Parte.
Artículo IX: Los Estados Partes fomentaránla organlzaclón y la producclón de actlvldades
culturales conjuntas para su promoclón en terceros países.
Artículo X: Los Estados Partes comprometerán los mejores esfuerzos para que la cooperaclón
cultural dei MERCOSUR abarque todas las reglones de sus respectivos terrltorlos.
Artículo XI: Los Estados Partes estlmularán medidas que favorezcah la producclón. coproduc-
clón y ejecuclón de proyectos que sean considerados de Interés cultural.
Artículo XII:
1 - Los Estados Partes se comprometen a buscar fuentes de f1nanclamlento para las
actlvtdades culturales conjuntas dei MERCOSUR. procurando la partlclpaclón de orga-
nismos Internaclonales. Iniciativas privadas y fundaclones con programas culturales.
2 - En la ejecuclón de emprendlmlentos culturales comunes. los Estados Partes se com-
prometen. aslm1smo. a buscar la cooperaclón y la aslstencla técnica. slempre que sea
necesarlo. de los organismos Internaclonales competentes.
Artículo XIII: Los Estados Partes adoptarán medidas tendientes a facilitar el Ingreso temporarlo.
en sus respectivos terrltorlos. de material destinado a la reallzaclón ·de proyectos culturales
aprobados por las autoridades competentes de los Estados Partes.
Artículo XIV: Los Estados Partes estlmularán la adopclón de medidas que facillten la clrcula-
clón de agentes culturales vinculados a la ejecuclón de proyectos de naturaleza cultural.
Artículo XV: Cada Estado Parte favorecerá en su tenitorlo. por los medlos de comunlcaclón a
su alcance. Ia promoclón y la dlvulgaclón de las manlfestaclones culturales dei MERCOSUR.
Artículo XVI:
1 - Las controverslas que surjan entre los Estados Partes. como consecuencla de la
apllcaclón. Interpretaclón o dei Incumpllmlento de las dlsposlclones contenldas en el
presente Protocolo. serán resueltas mediante negoclaclones diplomáticas dlrectas.
2 - SI mediante tales negoclaclones no se lIegara a un acuerdo. o si la controversla
fuera solucionada parcialmente. serán aplicados los procedlmlentos prevtstos en el Sis-
tema de Soluclón de Controverslas. vigente entre los Estados Partes dei Tratado de
Asunclón.
Artículo XVII: EI presente Protocolo. parte Integrante dei Tratado de Asunclón. entrará en
vigor para los dos prlmeros Estados que lo ratlfiquen trelnta (30) días después dei depósito dei
segundo Instrumento de ratlflcaclón. Para los demás slgnatarlos. entrará en vlgencla en el
trigésimo (30) día después dei depósito dei respectivo Instrumento de ratlftcaclón. en el orden
en el que fueren depositadas las ratlflcaclones.
Artículo XVIII: EI presente Protocolo podrá ser revisado. de común acuerdo. a propuesta de
uno de los Estados Partes.
Artículo XIX: La adheslón por parte de un Estado ai Tratado de Asunclón. Implicará. Ipso lure.
la adheslón ai presente Protocolo.
41
PARLAME:tvrO CUL7VRAL OEL MERCOSUR (PARCUM)

Artículo XX:
1 - EI Goblern.o de la República dei Paraguay será deposltarlo dei presente Protocolo y de
los Instrumentos de ratlflcaclón, y enviará copias debldamente autenticadas de los
mlsmos, a los Goblernos de los demás Estados Partes.
2 - De la mlsma forma, el Goblerno de la República dei Paraguay notificará a los Gobler-
nos de los demás Estados Partes, la fecha de entrada en vigor dei presente Protocolo, asi
como la fecha de depósito de los Instrumentos de ratlficaclón.

HECHü en la cludad de Fortaleza, a los dleclslete dias dei mes de dlclembre de mil
noveclentos noventa y seis, en un originai en los Ic1Iomas espanol y portugués, slendo ambos
t..."t.n" I!!ualmente auténtlcos.

42
ANEXO 11: ACTAS DE LOS ENCUENTROS

11 ENCUENTRO

ASUNCIÓN, 27 Y 28 DE JUNIO DE 1997,


REPÚBLICA DEL PARAGUAY.

'
L
os abajo finnantes. representantes de las Comisiones de Cultura de los Parlamentos
integrantes dei MERCOSUR y países asociados. reunidos en la Cludad de Asunción du-
rante los días 27 y 28 de junlo de 1997 en los recintos de la H. Câmara de Diputados y
Senadores de la República dei Paraguay:
1. Escucharon las dlsertaclones de la doctora Evangelina GARCíA PRlNCE. quien se
reflrió a 'La identidad culturalfrente a los desqfios de la regionalización y la globalización.: dei
doctor Edwln HARVEY sobre .El estado de la legislación cultural de la región.: y dei senor
viceministro de Cultura de la República dei Paraguay. doctor Gerardo FOGEL. sobre .Desafios
y exigencias deI MERCOSUR Cultural•.
2. Desarrollaron un diálogo donde se hlcleron consideraclones de índole filosófica. his-
tórica. jurídica y política.
3. Manlfestaron su vocación de continuar trabajando en forma actlva y conducente en
la búsqueda de la integración cultural dei MERCOSUR.
4. Discutleron la propuesta de la delegación de Paraguay que propuso la creaclón de un
Fondo Cultural dei MERCOSUR (FOCUSUR) y la necesldad de efectuar consultas con los res-
pectivos Poderes Ejecutlvos de los países mlembros y asoclados. aprobando la Iniciativa dei
Fondo y dejando para la próxima reunlón la consideraclón de sus contenidos. fonna y concre-
ción.
5. Analizaron la propuesta de la delegaclón argentina que planteó la creaclón de una
Comisión Pennanente dei Cultura dei MERCOSUR y países asoclados. aprobando la constltu-
ción de dicha Comisión que se denominará LECUM11J. integrada por un (l) presidente. un (l)
vicepresidente. un (l) primer secretario. un (1) segundo secretario y vocales. correspondien-
tes a los miembros titulares y asociados ai MERCOSUR y la confonnaron de la slguiente ma-
nera:
Presidente: Dlputado nacional Ramón GIMÉNEZ (Argentina)
Vicepresidente: Senador nacional Secundino NÚNEZ (Paraguay)
Primer secretario: Diputado federal Severiano ALVES de SOUZA (Brasil)
Segundo secretario: (a designar por la República Oriental dei Uruguay)
Vocales l2J : Senador nacional Carlos L. de la ROSA (Argentina)
Diputado nacional Juan SERVIN SUGASTI (Paraguay)
Senador federal Artur DA TÁVOLA (Brasil)
Senador nacional Roberto MUNOZ BARRA (Chile)
Diputado nacional Edmundo VILLOUTA (Chile)
6. Intercambiaron opiniones sobre la propuesta de la delegación dei Brasil de creación de
un banco de proyectos culturales, resolviendo continuar su anállsis en la próxima reunión.

(I) EI LECUM sería denominado posteriormente PARCUM (Parlamento Cultural dei MERCOSUR).
(2) Los vocales por la República de Bollvla y por la República Orientai dei Uruguay quedaro)1 a designar.
43
PARLAMENTO CUL7VRAL DEL MERCOSUR (PARCUM)

7. Acordaron realizar la próxima reunión deI LECUM en la ciudad de Brasilia, Repúbli-.


ca Federativa deI Brasil, los días 12 y 13 de novíembre de 1997. .

SusCliben:
Senador nacional Carlos L. de la ROSA {Argentina}, diputado nacional Ramón GIMÉNEZ {Argenti-
na}, senadorJederalArtur DA TÁ VaLA (Brasil), diputadoJederal SeverianoALVES de SOUZA (Bra-
sil), senador nacional Roberto MUNOZBARRA {Chile}, diputado nacional Edmundo VIUOUTA {Chi-
lei, senador nacional Secundino NúNEz {Paraguay} y diputado nacional Juan SERVÍN SUGASTI
{Paraguay}.
Asunción. Paraguay, 28 deJunio de 1997

44
ANEXO lI: ACTAS DELOS ENCUENTROS

111 ENCUENTRO

BUENOS AIRES. 12 DE NOVIEMBRE DE 1997,


REPÚBLICA ARGENTINA.

E n la Ciudad de Buenos Aires, a los doce días dei mes de noviembre dei ano mil
novecientos noventa y siete. siendo las qúince horas. se reunieron en el' ámbito
. de la Secretaria Técnica dei PARCUM. con la presidencia dei diputado nacional profe-
sor Ramón F. GIMÉNEZ Y la presencia de los sefiores senadores naclonales Secundlno NlJNEZ.
Dlego ABENTE BRUN Y el sefior diputado Juan SERVÍN SUGASTI, de la República dei Para-
guay; el sefior dlputado federal Severiano ALVES de SOUZA, de la República Federativa dei
Brasil; los sefiores senadores naclonales Carlos L. de la ROSA y Raúl GALVÁN, Y la diputada
nacional Martha MERCADER: los agregados culturales de la Embajada de la República de Boli-
via. Betsl Miriam TRIGO de ROSALES; de la República Federativa dei Brasil, Almerinda FREITAS
CARVALHO y su asesora Maria Elena PROTO: de la República de Chile, Gustavo POBLETE
BUSTAMANTE. yel ministro consejero de la Embajada de la República.de Chile, José Miguel
CRUZ SÁNCHEZ: la asesora parlamentario dei Mlnlsterlo de Cultura de la República Federativa
dei Brasil. Marilane C,. de ALBUQUERQUE; el sefior secretario de la Comlslón de Cultura dei H.
Senado de la Nación Argentina. licenciado Juan Carlos D'AMICO: y los asesores doctora Anabel
GUERRA. deI senadorJ. M. sÁEz; licenciada Teresa SARRAIL. dei senador L. MOREAU: doctora
Leonor MONTOVIO. deI senador R. COSTANZO; sefiora Grlselda RUSSO, deI senador R. GALVÁN:
sefior José KRASINSKY, dei diputado R. GIMÉNEZ: licenciada Monlce GLENZ. licenciada
FIorencia NAUDY, profesor Oscar CASTELLUCCI, sefiora Mlrtha S. CASTRO, sefiora Julieta
GARGIULO y maestro José Luis CASTINEIRA de DIOS. de la Comislón de Cultura dei H. Sena-
do de la Nación Argentina. Oficiaron como secretarios de Actas. los colaboradores técnicos de
la Comisión de Cultura dei H. Senado de la Naclón Argentina, Alejandra RODINO y Ricardo
ZAPPA, con la asistencia de Elina SILVETTI, Maria Elena FERREIRA SOAJE Y Sandra
SALTAMARTINI.
De Ia exposiclón de los representantes de los distintos países surgleron temas
consensuados de los que merecen destacarse la unânime expreslón de beneplácito por la
promoción en cada uno de los Parlamentos de la ratlflcaclón legislativa de todo lo actuado en
cada uno de los Encuentros de Parlamentarios CulturaIes deI MERCOSUR.
Previa lectura deI borrador de Convenlo de la O.E.I. y el PARCUM. se dlo por aprobado eI
mlsmo. cuya copia firmada se adjunta a la presente.
Se suglrió aI sefior presidente dei PARCUM que se tomen los recaudos necesarios para
poner e'n funclonamlento la Secretaría Técnica Permanente.
Ante Ias dlflcuItades acaecldas en Ia convocatorla a este Encuentro, se sefialó la ne-
cesldad de optlmlzar los mecanismos de comunlcaclón.
Se hlcieron conslderaclones por parte de los presentes en tomo a la .necesldad de
ajustar el funclonamiento dei PARCUM a las realidades de cada uno de los países integrantes.
AI haberse observado la existencia de algunos vacíos legislativos y de Interpretaclón, y
tenlendo en cuenta que, por ejemplo, para el caso de la firma de los convenlos Intemaclona-
les, la Iniciativa generalmente parte dei Poder Ejecutlvo. se sugiere la flexibillzaclón de los
mecanismos de funclonamlento legislativo.
Se planteó la necesldad de buscar apoyo en organismos Intemaclonales y empresas
privadas para obtener la colaboraclón en todo tipo de emprendlmlento cultural a reallzarse en
el marco dei PARCUM.
45
PARLAMENTO CULTURAL DEL MERCOSUR (PARCUM)

Se establecló que el próximo Encuentro se realizará los dias velntlcinco y velntlséis


dei mes de marzo dei afio mil noveclentos noventa y ocho en la Ciudad de Brasilla, y se
propusleron algunos temas como ejes de dicho Encuentro:
- La conformaclón de un banco de proyectos culturales (sugerido por representantes de
la República Federativa dei Brasil);
- La deflniclón de la estructura de la Comisión dei PARCUM y de su Integración (suge-
rido por representantes de la República Federativa dei Brasil);
- La elaboraclón de un documento donde consten normas que establezcan el funciona-
miento de la Comislón dei PARCUM (sugerido por representantes de la República Argentina):
- La creaclón de un fondo de f1nanciamlento (sugerido por representantes de la Repú-
blica dei Paraguay);
- EI establecimiento de un nlvel de responsabilidad para la coordinación de las Comi-
siones dei PARCUM (sugerido por representantes de la República Argentina);
- La incorporación de la problemática de los idiomas-en el-MERCOSUR y, en p;uticular.
en el Intercanlbio de documentos oficiales (sugerido por representantes de la República Ar:
gentlna).

ACTA COMPLEMENTARIA
DEL 111 ENCUENTRO
DE PARLAMENTARIOS CULTURALES DEL MERCOSUR

A
los doce dias dei mes de noviembre de mil novecientos noventa y siete, siendo las
dieciséis horas,se reún~ la Cnrnisi6n Permanente deI Parlamento Cultural deI
MERCOSUR (PARCUM) y, considerando el vencimiento deI mamiato mmtl ~IIRtt~
nacional dei profesor Ramón F. GIMÉNEZ, Y que le corresponde a la República Argentina la
presidencia dei PARCUM en el período 1997-1999, resuelve que el senador nacional Carlos
Leonardo de la ROSA se haga cargo de la misma desde el diez de diciembre de mil novecientos
noventa y siete hasta el diez de diciembre de mil novecientos noventa y nueve.

Firmantes:
Senador Díego ABENTE BRUN (Paraguay), diputado Severiano ALVES de SOUZA (Brasil), senador
Raúl CALVÁN (Argentina), diputado Ramón F. GIMÉNEZ (ArgentÚla), diputada Martha MERCADER
(ArgentÜ1a). senador SecundmoNÚNEZ (Paraguay) y diputadoJuan SERVÍN SUGASTI (paraguay).

46
ANEXO I/.' ACTAS DE:LOS ENCUE:NTROS

IV ENCUENTRO

BRASILlA, 28 DE MAYO DE 1998,


REPÚBLICA FEDERATIVA DEL BRASIL.

E
n la Ciudad de Brasilia, a los veintiocho dias deI mes de mayo de mil novecientos
noventa y ocho. se reúnen en el âmbito de la Cámara de Diputados de la Repúbllca
Federativa deI Brasil con la presidencia deI senador nacional Carlos Leonardo de la
ROSA, y la presencia de los seftores senadores nacionales Secundino NÚNEZ y Diego ABENTE
BRUN; Ylos seftores diputados nacionales Juan SERVÍN SUGASTI YCésar ALMADA ALONSO,
de la República deI Paraguay; los seftores senadores federales ARTUR DA TÁVOLA, Benedita
DA SILVA, Emilia FERNANDES y J oel DE HOLANDA, Ylos seftores diputados federales Severlano
ALVES de SOUZA, Martsa SERRANO, Marta ELVIRA, Pedro WILSON y Padre ROQUE, de la Repú-
blica Federativa dei Brasil; los seftores diputados nacionales Rosauro MARTÍNEZ LABBE Y
Sergio VELASCO de la CERDA, de la República de Chile; el seftor senador nacional José Maria
sÁEz y el seftor diputado nacional Luis BRANDONI, de la Repúbllca Argentina; el seftor sena-
dor nacional COUTINHO JORGE, el seftor dipi.ttado nacional Ney LÓPES de SOUZA y ellicen-
ciado Alfredo JIMÉNEZ BARROS, en representación deI Parlamento Latinoameljicano
(PARLATINO); el seftor secretarto técnico deI PARCUM, licenciado Juan Carlos D' AMICO; Ylos
asesores doctora Anabel GUERRA y León REPETUR, licenciado Daniel MARTÍNEZ, en repre-
sentación de la Comisión Parlamentarta Conjunta (CPC). Silvino CIFUENTES, diputado MC
en representación de la seftora diputadanacional Rosa TULIO. de la Repúbllca Argentina; el
agregado cultural Carlos ABARZÚAS ZAPATAy el ministro consejeroJuan Miguel HEIREMANS,
de la República de Chile; el ministro consejero Hugo GUzMÁN ITURRIZ y el consejero Guillermo
GUTIÉRREZ. de la República de Bolivia; el agregado cultural Enrique JARA CAMPOS, de la
Repúbllca deI Paraguay y Virginia MESQUITA, asesora de la República Federativa deI Brasil;
resuelven;
1 - Aprobar el temarto deI IV Encuentro deI PARCUM;
a) Estructurajuridica institucional deI PARCUM,
b) Relación deI PARCUM con Organismos Intemacionales,
c) Incorporación de legisladores a los cargos vacantes de la Comisión Permanente.
d) Proyecto de recopilación de la legislación cultural de los países deI MERCOSURy de
sus asociados.
e) La creación de un Fondo de Financiamiento.
f) La incorporación de la problemática de los idiomas en el MERCOSUR y, en particu-
lar, en el intercambio de documentos oflciales.
g) Firma de convenio con el Parlamento Latinoamerlcano (PARLATINO).
h) Temas vartos,
2 - Aprobar el Reglamento Interno deI PARCUM.
3 - Aprobar la integración de la Comisión Ejecutiva dei PARCUM. quedando de la si-
guiente manera;
Presidente; senador nacional Carlos L. de la ROSA (Argentina).
Vicepresldente 12 ; senador nacional Secundino NúN"EZ (Paraguay) "
Vicepresidente 2 2 ; diputado nacional Sergio VELASCO de la CERDA (Chile).
Vicepresidente 3 2 ; vacante (Uruguay).
47
PARLAMéNrO CULTURAL DéL MERCOSUR (PARCUM)

Secretario general: dlputado federal Severiano ALVES de SOUZA (Brasil).


Vocales: senador federal Artur DA TAVOLA (Brasil)
dlputado nacional Juan SERVÍN SAGASTI (Paraguay)**.
dlputado nacional Luis BRANDONI (Argentina)
Vacantes: Uruguay. Bollvla y Chile***.
* Será reemplazado a partir dei l° dejullo de 1998 porei senador nacional DlegoABENTE
BRUN (Paraguay)
** Será reemplazado a partir dei 1° de Julio de 1998 por un dlputado nacional a designar
por la Cámara de Dlputados de Paraguay.
*** Se encomlenda ai presidente dei PARCUM para que reallce las gestlones que con-
sidere necesarias para lograr la Incorporaclón de legisladores uruguayos a la Comlslón Eje-
cutlva y para que la próxima reunlón se realice en la República Oriental dei Uruguay.
4 - Aprobar el Convenlo PARLATINO-PARCUM.
5 - Incorporar ai PARCUM como órgano asesor permanente en los temas culturales a la
Comlslón Parlamentaria Conjunta (CPC) dei MERCOSUR.
6 - Remitir a través de cada uno de los Parlamentos la totalidad de la leglslaclón cultural
a la Secretaria Técnica Permanente dei PARCUM para realizar un compendio de leglslación
cultural dei MERCOSUR.
7 - Aprobar en general el uso de los Idiomas espanoI y portugués en el MERCOSURy. en
partlCttlar. en el Intercamblo de documentos oficlales.
8 - AprQbar la conformaclón de un Fondo para la promoclón de actlvidades culturales dei
PARCUM y encomendar a los seftores legisladores Dlego ABENTE BRUN YSeveriano ALVES de
SOUZA para que antes dei 30 de junlo de 1998 presenten un proyecto para el flnanclamlento
de programas y / o actlvidades dei PARCUM. que deberá ser anallzado en la próxima reunlón de
la Comlslón Ejecutlva.
Slendo las qulnce horas dei día velntlocho de mayo de mil noveclentos noventa y ocho.
y habléndose agotado !lI temario previsto. se da por clausurado ellV Encuentro dei Parlamento
Cultural dei MERCOSUR (PARCUM).

48
ANEXO lI.' ACTAS DELOS ENCUENTROS

VENCUENTRO
VALPARAíso. 20 DE ABRIL DE 1999,
REPÚBLICA DE CHILE.

la Ciudad de Valparaíso. a los veinte dias deI mes de abril de mil novecientos noventa

Ei nueve. se reunieron los legisladores deI Parlamento Cultural deI MERCOSUR


(PARCUMl. con la presencia de su presidente, senador nacional por la República Argen-
tina, Carlos Leonardo de la ROSA: de su vicepresidente 12 , senador nacional por la República
deI Paraguay, Diego ABENTE BRUN: de su vicepresidente 2 2 , diputado nacional de la República
de Chile, Sergio VELASCO de la CERDA: los senadores Raúl GALVÁN Y Jorge VILLAVERDE, Y
las diputadas Marcela BORDENAVE. Maria Rita DRiSALDI. Maria Isabel CANO y Catalina MEDINA
LAREU, de la República Argentina: el diputado Edgar ZEGARRA BERNAL. de la República de
Bolivia: las diputadas Esther GROSSI y Marisa SERRANO, de la República Federativa deI Bra-
sil: los diputados Sergio CORREA de la CERDA, Felipe VALENZUELA Y Edmundo VILLOUTA, de
la República de Chile: los diputados nacionales Reinaldo CUEVAS MÉNDEZ Y Daniel ROJAS,
de la República dei Paraguay: de su secretario técnico, licenciado Juan Carlos D' AMICO: el
vicepresidente deI Servicio Oficial de Difusión, Radio, Televisión y Espectáculos (SODRE) de
la República Oriental dei Umguay, licenciado Claudio RAMA: el viceministro primero de Cul-
tura de la República de Cuba, doctor Rafael BERNAL: el director dei Instituto Nacional de
Teatro de la República Argentina. Oscar Alberto CRUZ: los asesores dei PARCUM, maestro
José Luis CASTINEIRA de DlOS, profesor Oscar CASTELLUCCI y León REPETUR; la asesora
deI senador nacional de la República Argentina Ramón B. ORTEGA, doctora Ana ROSENFELD:
el representante de la Cátedra UNESCO de la Universidad de Paiermo de la República Argen-
tina. doctor Edwin HARVEY: los conferencistas doctor Pablo LACOSTE y licenciado Carlos LA
ROSA: el representante de la UNESCO en la República de Chile. doctor Ricardo HEVIA; el
representante de la Embajada de la República de Chile en Brasil, Carlos ABALZÚA: la senora
Liliana DAMIANI y el senor Mario GlLARDONI. de la República Argentina: resuelven:
1 - Manifestar su satisfacción por la incorporación efectiva aI PARCUM de los senores
legisladores de la República Oriental dei Umguay expresada en la nota enviada a la Presiden-
cia por ellicenciado Hugo FERNÁNDEZ FAlNGOLD, presidente dei Senado y vicepresidente de
la República.
2 - Aprobar la modificación deI Artículo 3 2 deI Reglamento Interno deI PARCUM que
quedará redactado de la siguiente forma:
'La Comisión Ejecutiva del PARCUM está integrada por dos represeniantes de las Comisíones
de Cultura y sus equivalentes de cada una de la Cámaras Legislativas de los Congresos de los
Estados Miembros y Asociados que estarán distribuidos en los siguientes cargos: un (1) presidente:
un (l) vicepresidente primero: un (1) vicepresidente segundo: Wl (1) vicepresidente tercero: un (1)
secretario general: y diecinueve (19) vocales. Los designados para dichos cargos durarán dos (2)
afios en susJil1lciones. La presidencia será ejercida de manera rotativa por representantes de los
Estados Miembros del MERCOSUR. Las personas que desempefien estos cargos mantendrán sus
funciones mientras conserven su condición de legislador en cualquiera de las Cámaras l.egislativas
de los Congresos de los Estados Miembros y Asociados'.
3 - De acuerdo a lo expresado en el inciso 2, Ia Comisión Ejecutiva deI PARCUM queda
integrada por:
Presidente: senador nacional Carlos L. de la ROSA (Argentina)

49
PARLAMENTO CULTURAL DEL MERCOSUR (PARCUM)

Vicepresidente 12 ; senador nacional Diego ABENTE BRUN (Paraguay)


Vicepresidente 2 2 ; diputado nacional Sergio VELASCO de la CERDA (Chile)
Vice presidente 3 2 : vacante (Uruguay)
Secretaria General: diputada federal Marisa SERRANO (Brasil)
Vocales*: senador nacional Raúl GALvÁN (Argentina)
senador nacional FREITAS NETO (Brasil)
senador nacional Artur DA TÁVOLA (Brasil)
senador nacional Roberto MUNOZ BARRA (Chile)
senador nacional Ramón VEGA (Chile)
senadora nacional Nilda FLORES CORONEL (Paraguay)
diputado nacional Luis BRANDONI (Argentina)
diputada nacional Inna ROY (Argentina)
diputado nacional Edgar ZEGARRA BERNAL (Bolivia)
diputada federal Maria ELVIRA (Brasil)
diputado nacional Felipe VALENZUELA (Chile)
diputado nacional Reinaldo CUEVAS MÉNDEZ (Paraguay)
diputado nacional Daniel ROJAS (Paraguay)
* Pemlanecen vacantes tres cargos correspondientes a la República Oriental deI Uruguay; y
tres a la República de Bolivia.
4 - Realizar las gestiones pertinentes para que las Câmaras legislativas nacionales de
los países miembros dec1aren aI V Encuentro deI PARCUM y a sus conc1usiones de interés
legislativo.
5 - Instrumentar a través de la Secretaría Técnica Pennanente la creación de un
banco de datos y la compilación, comparación y publicación de la legislación cultural de los
países de la región, de acuerdo a la metodología propuesta por el doctor Edwin HARVEY.
6 - Solicitar aI senador Diego ABENTE BRUN Y a la diputada Marisa SERRANO que
continúen con la elaboración deI proyecto para la creación de un Fondo de Financiamiento de
Proyectos Culturales deI PARCUM.
7 - Continuar las gestiones para la incorporación deI PARCUM como .subcomisión de
Cultura de la Comisión Parlamentaria Conjunta deI MERCOSUR (CPC) Y encomendar a la
Comisión Ejecutiva deI PARCUM que lIeve la propuesta a la próxima reunión de la CPC que se
realizará enjunio próximo en.Ia"República deI Paraguay.
8 - Aprobar por unanimidad la creación deI primer Master en Gestión y Políticas Cultu-
rales en el MERCOSUR que se realizará en la Universidad de Palenno de la República Argen-
tina; solicitar a los restantes países deI MERCOSUR que inicien las gestiones con universida-
des públicas o privadas para la creación de masters de similares caractensticas en la región,
y encargar a la Secretaria Técnica Pennanente que coordine la ejecución integral deI men-
cionado progranla e implemente las medidas necesarias para lIevarlo a cabo.
9 - Solicitar a los sefiores legisladores el estudio de factibilidad para la creación de
institutos nacionales de teatro en los países dei MERCOSUR siguiendo el modelo presentado
por la delegación argentina, con el objeto de crear en el futuro un instituto de teatro en el
MERCOSUR.
10 - Realizar la próxima reunión de la Comisión Ejecutiva deI PARCUM en la República
deI Paraguay en el mes de junio de 1999, e invitar a los representantes de la UNESCO de
Argentina. Bolivia, Brasil. Chile. Paraguay y Uruguay para seguir debatiendo ellnfonne ·Nuestra
Di[)ersidad Creati[)w de la Comisión Mundial de Cultura y Desarrollo de la UNESCO.

50
ANEXO 11: ACTAS DE LOS ENCUENTROS

VI ENCUENTRO

MONTEVIDEO, 6 DE DICIEMBRE DE 1999,


REPÚBLICA ORIENTAL DEL URUGUAY.

E
n la Ciudad de Montevideo, de la República Oriental deI Uruguay, a los 6 dias deI mes de
diciembre de 1999, se reúnen los legisladores que integran el Parlamento Cultural dei
MERCOSUR (PARCUM), con la presencia de su presidente, senador nacional por la Re-
pública Argentina, Carlos L. de la ROSA: de su vicepresidente 2·, diputado nacional por la
República de Chile, Sergio VELASCO de la CERDA; de su secretaria general, diputada federal
por la República Federativa deI Brasil, Marisa SERRANO: dei senador nacional Marcelo ROME-
RO, de la República Argentina: de los diputados nacionales Luis BRANDONI, Maria Rita DRI-
SALDI, Maria Isabel GARCÍA de CANO, Fani A. CEBALLOS de MARÍN y Catalina MÉNDEZ de
MEDINA LAREU, por la República Argentina; deI senador federal Artur DA TÁVOLA Y los dipu-
tados federales Fernando MARRONI, Gasta0 VJEIRA, Esther GROSSI, por la República Federativa
deI Brasil; deI diputado nacional Felipe VALENZUELA, por la República de Chile; dei diputado
nacional Eduardo PAZ RADA, por la República de Bolivia: de los diputados nacionales Reinaldo
CUEVAS MÉNDEZ Y Amado R. ALSINA NOTARIO, por la República delParaguay: dei senador
nacional Carlos Julio PEREYRA, por la República Oriental deI Umguay, en carácter de obser-
vador: de su secretario técnico, licenciado Juan Carlos D'AMICO; de la consejera Beatriz
BOSIO, de la República deI Paraguay: de los asesores, doctora Anabel GUERRA, en representa-
ción dei senador nacional José M. sÁEz; doctora Ana ROSENFELD, en representación deI
senador nacional Ramón B. ORTEGA: licenciada María Celia GRASSI, en representación de la
diputada nacional Maria Rita DERRICO: licenciada Valeria TON, maestro José Luis CASTINEIRA
de DIOS y León REPETUR, de la República Argentina: Marta PORTO y Claudia TODDEI, de la
Fundación Arte Sem Fronteras de Brasil: y los invitados especiales licenciado Octavio GETINO,
Mario GlLARDONI, doctor Miguel Ángel EMERY, doctor Gustavo SÁENZ PAZ Ylicenciado Alfredo
JIMÉNEZ BARROS
RESUELVEN:
1 - Aprobar el proyecto presentado por el senador federal de la República Federativa deI
Brasil, Artur DA TÁVOLA, 'La integración cultural a través de la radio y la televisión".
2 - Apoyar el Plan de Educación para el DesarroUo y la Integración de América Latina pre-
sentado por el sefIor coordinador técnico deI Parlamento Latinoamericano (PARLATINO), li-
cenciado Alfredo JIMÉNEZ BARROS.
3 - Aprobar el proyecto presentado por ellicenciado Octavio GETINO 'Las industrias cu/tu-
rales en el MERCOSUR, incidencia económica y social».
4 - Crear una comisión de especialistas para el estudio de la problemática de incentivos
fiscales y libre circulación de blenes y servicios culturales en los países deI MERCOSUR.
5 - Proponer la creación de un banco de proyectos cuya financiación se procurará en
cada caso en particular.
6 - Crear una comisión de especialistas para elaborar un proyecto de armonización de
principias y disposlciones en materia de derecho de autor, artistas intérpretes, productores
de fonogramas y organismos de radiodifuslón para los países deI MERCOSUR.
7 - Realizar la VII reunión dei Parlamento Cultural deI MERCOSUR en la República de
Bolivia, en la segunda quincena deI mes de abril deI 2000.
8 - Desigllarcomo presidenta deI PARCUM, para el período 10 de diciembre de 1999 alIO
51
PARLAMENTO CULTURAL DEL MERCOSUR (PARCUM)

de dlclembre deI 200 I, a la dlputada federal Marlsa SERRANO. de la República Federativa deI
Brasil, tenlendo en cuenta que se ha cumplido el mandato correspondlente a la República
Argentina, cargo que desempenara el senor senador nacional Carlos de la ROSA. a qulen se le
agradece la gestlón realizada.
De tal modo, la Comislón Ejecutiva deI PARCUM quedará Integrada por:
Presldenta: diputada federal Marlsa SERRANO (Brasil)
Vicepresidente )2: diputado nacional Sergio VELASCO de la CERDA (Chile)
Vlcepresidente 2 2 : dlputado nacional Reinaldo CUEVAS MÉNDEZ {Paraguay}
Vicepresidente 3 2 : diputado nacional Justlno NOLASCO {Bolivla}
Secretario General: senador nacional Carlos L. de la ROSA (Argentina)
Vocales*: senador nacional Raúl GALvÁN (Argentina)
senador nacional Artur DA TÁVOLA (Brasil)
senador nacional Roberto MUNOZ BARRA (Chile)
senador nacional Ramón VEGA (Chile)
diputado nacional Luis BRANDONI {Argentina}
dlputada nacional Maria Rita DRlSALDI (Argentina)
diputado nacional Eduardo PAZ RADA (Bolivla)
diputado federal Gasta0 VIEIRA (Brasil)
diputado nacional Felipe VALENZUELA (Chile)
diputado nacional Amado R. ALSINA NOTARlO (Paraguay)
Secretario Técnico Permanente: licenciado Juan Carlos D AMICO (Argentina).

* Quedan vacantes dos cargos (senadores) de la República de Bolivla: un cargo (senador)


de la República Federativa deI Brasil; dos cargos (senadores) de la República deI Paraguay y
cuatro cargos (dos senadores y dos diputados) de la República Oriental dei Uruguay.

52
ANEXO II:AcTAS DELOS ENCUENTROS

VIIENCUENTRO
LA PAZ, 11 DE ABRIL DEL 2000,
REPÚBLICA DE BOLlVIA.

n la ciudad de Nuestra Senora de La Paz, República de Bolivia, a los once dias deI mes

E de abril deI ano 2000, se reúnen los legisladores miembros de la Comisión Ejecutiva
deI PARCUM (Parlamento Cultural deI MERCOSUR): su presldenta, diputada federal
Marisa SERRANO (Brasil): su vicepresidente 12 , diputado nacional Sergio VELASCO de la CER-
DA (Chile): su vicepresidente 2 2 ,diputacLo nacional Reinaldo CUEVAS MÉNDEZ (Paraguay): su
vicepresidente 3 2 , diputado nacional Justino NOLASCn CLANOS-(Boliviah-sus-vocales,-º.iQ!!:"
tado nacional Luis BRANDONI (Argentina), diputado nacional Eduardo PAZ RADA (Bolivia) y
dlputado nacional Felipe VALENZUELA HERRERA (Chile): sus integrantes, senador nacional
Marcelo ROMERO (Argentina), diputada nacional Maria C. MERLO de RUÍZ (Argentina), los
diputados federales Fernando MARRONI y Joao MATOS (Brasil), la diputada nacional Glenda
RONDÁN (Umguay); su secretario técnico, licenciado Juan Carlos D'AMICO; y con la presen-
cia de la alcaldesa Lucia MENARES MALDONADO (San Antonio, Chile); los asesores José Luis
CASTINEIRA de DlOS, Valeria TON, Maria Celia GRASSI y Maria Rosa PARRA (Argentina),
Silvia Rita SOUZA (Brasil); los expositores Edwin HARVEY y Mario GILARDONI (Argentina), y
Luiz M. CUSTODlO (Brasil); y los coordinadores Alfredo BONADONAy David MENDOZA (Boli-
via), y

RESUELVEN:

1) Incorporar a Ia Comisión Ejecutiva deI PARCUM a la senora diputada nacional 8lenda


RONDÁN, en representaclón de la República Oriental deI Umguay.
2) Elaborar un modelo de Proyecto de Ley de Incentivos Fiscales para la Cultura (Mecenazgo)
aplicable a los países deI MERCOSUR, tomando como base las leyes especificas vígentes en la
República Federativa deI Brasil y en la República de Chile.
3) Realizar una publicación que contenga las leyes consagradas a la protección dei patrimo-
nlo cultural y natural de los paises deI MERCOSUR y designar coordinadores de la misma
ante la Secretaria Técnica a los representantes que propongan Brasil y Argentina. Asimismo
se encomienda a los senores legisladores realizar las gestiones necesarias ante sus respec-
tivos Parlamentos que permitan recaudar los fondos para financiar los costos de la obra.
4) Encargar a los senores legisladores que gestlonen ante las respectivas Cámaras de sus
paises la ratificación de todos los convenios y acuerdos internaclonales firmados por los res-
pectivos Poderes Ejecutlvos, correspondientes aI área de cultura.
5) Elevar a la Secretaria Técnica, en el término de velnte dias, el nombre deI coordlnador
técnico de cada pais ante el PARCUM, en representación de cada una de las Cámaras,
6) Elaborar un foBeto publicitario Institucional dei PARCUM, destinado a difundir la impor-
tancla de sus actividades y promover la mayor particlpación de los parlamentarios en sus
proyectos.
7) Solicitar a los legisladores que, a través de un Proyecto de Resolución cuyo modelo será
enviado por la Secretaria Permanente, declare en cada una de las Cámaras de los Parlamen-
tos, de interés cultural las actlvldades deI PARCUM.
8) Invitar a los representantes de Interpol a participar deI VIII Encuentro deI PARCUM para
53
PARLAMEtVrO CULTURAL DEL MERCOSUR (PARCUM)

informar acerca de la .Campana internacional en contra dei tráfico ilícito de bienes cultura-
les•.
9} Elaborar, para la próxima reunión, una propuesta concreta para financiar las actividades
dei PARCUM. La setiora Presidenta, Marisa SERRANO, sugiere dos modelos posibles:
a) que cada legislador integrante deI PARCUM aporte la suma equivalente a quince
dólares mensuales:
b} que se acuerde con los Ministerios de Cultura de cada país, o sus equívalentes, la
creación de una partida específica destinadas a financiar acciones culturales en el
MERCOSUR, para que sea incluida en el próximo presupuesto nacional.
lO} Manifestar la satisfacción de la Comlslón Ejecutiva por la realización dei segundo curso
deI Master en Gestión y Políticas Culturales en el MERCOSUR organizado por el PARCUM en
la Universidad de Palenno, de la ciudad de Buenos Aires: felicitar a sus responsables por el
exitoso desarrollo deI proyecto y reiterar la necesidad de crear posgrados de las mismas ca-
racterísticas y sobre ese modelo en cada país de la región para así cumplir los objetivos previs-
tos en el V Encuentro deI PARCUM realizado en Chile.
11) Reconocer y apoyar la gestión realizada por la setiora presidenta dei PARCUM, diputada
federal Marisa SERRANO, ante el Ministro de Cultura de Brasil, con el propósito de crear un
polo fonográfico y audiovisual en la ciudad de Campo Grande, estado de Matto Grosso do Sul,
consagrado a la realización de prayectos audiovisuales de artistas y creadores de los países
deI MERCOSUR.
12} Solicitar que, sin postergación, antes dei viernes 28 de abril próximo los representantes
de cada uno de los países miembros informen sobre las correcciones, sugerencias o modifica-
ciones que quieran hacer sobre la publicación que contiene los textos constitucionales con
sus antecedentes y refornlas, de cada país integrante dei MERCOSUR. En caso de no respon-
der en el plazo establecido, el libra entra, en las condiciones en que ha sido entregado, a la
etapa de impresión definitiva.
13) Gestionar la participación de los parlamentarios en la próxima reunión de ministros de
cultura dei MERCOSUR a realizarse en la ciudad de Buenos Aires en el próximo mes de junio.
14) Aprobar la realización dei Vlll Encuentro deI PARCUM en las ciudades de Buenos Aires y
Ushuaia, de la República Argentina, que tendrá lugar en la segunda quincena dei próximo
agosto.
15) Auspiciar y enviar una representación dei PARCUM a Valparaíso, República de Chile, para
participar en la reunión organizada por la Comisión de Economía de la Cámara de Diputados
de Chile a realizarse en la segunda quincena deI mes de agosto.
16) Aprabar la realización dei IX Encuentro deI PARCUM, que se Ilevará a cabo en la ciudad de
Florianópolis, República Federativa dei Brasil, en la primer quincena dei próximo mes de
diciembre, en coincidencia con la reunión de la Comisión Parlamentaria Conjunta (CPC).

54
ANEXO 111

RESOLUCIONES

RE5./N!2 1
CONSIDERANDO
Que es necesario adoptar medidas concretas tendientes a dar vigencia a los acuerdos
dei Protocolo de Integración Cultural dei MERCOSUR suscripto por los países mlembros dei
MERCOSUR en Fortaleza, Brasil, el 16 y 17 de novlembre de 1996.
Los legisladores de las Comisiones de Cultura dei MERCOSURyPaíses asociados, re'
unidos en la Ciudad de Asunción, capital de la República dei Paraguay,
RESUELVEN:
l) Trabajar conjuntamente, y en consulta con los respectivos Poderes EJecutivos, en la
redacción de Ufl proyecto de constltuclón de un Fondo Cultural dei MERCOSUR;
2) Someter dicho proyecto a discusión y aprobación en la próxima reunlón de las Comi-
siones de Cultura y Educación dei MERCOSUR a realizarse en Brasilia en noviembre dei
corriente ano;
3) Promover la adopción por parte de los Poderes Ejecutlvos y la ratlficación por parte de
los Poderes Legislativos dei proyecto aprobado en la reunión de Brasilia.

Asunclón, Paraguay, 28 de junio de 1997.

Suscriben:
Senador Diego ABENTE BRUN (Paraguay). diputado Severiano ALVES de SOUZA (Brasil), senador
Carlos de la ROSA (Argentina), senador Raúl GALVÁN (Argentina). diputado Ramón GIMÉNEZ (Ar-
gentina). diputada Ruth B. de LEVERCI (Bolívia). diputado Claudio MIRANDA (Bolívia), senador
Roberto MUNOZ BARRA (Chile). senador Secundino NÚNEZ (Paraguay), diputado Juan SERVÍN
SUGASTI (Paraguay), diputado Andrés sOLÍs (Bolívia).

RE5./N!2 2
CONSIDERANDO
Que el PARLAMENTO LATINOAMERICANO a través de la Comisión de Asuntos Cultura-
les, Educaclón, Ciencla y Tecnologia v1ene trabajando en estos temas desde hace varios anos,
hablendo \legado a la formulación de importantes planes y proyectos;
que dichas actividades persiguen propósitos idénticos a los que anlman ai PARCUM;
que legisladores de prácticamente todas las Comisiones de Cultura de los países miem-
bros dei Parlamento Cultural dei MERCOSUR han participado en las reuniones de la Comisión
de Asuntos Culturales, Educación, Ciencia y Tecnologia dei PARLAMENTO LAT1NOAMERICA-
NO, en las cuales se han elaborado, desarro\lado y perfeccionado los mencionades planes y
proyectos; y
55
PARLAMENTO CULTURAL DEL MERCOSUR (PARCUM)

que el Parlamento Cultural deI MERCOSUR y el PARLAMENTO LATINOAMERlCANO.


en fecha 27 de mayo de 1998 han suscrlpto un acuerdo de cooperaclón Institucional
RESUELVE:
1. Expresar apoyo a las actlvldades que desarrolla la Comisión de Asuntos Culturales.
Educación. Ciencla y Tecnologia deI PARLAMENTO LATINOAMERlCANO. en cuanto a su apli-
caclón en los países dei PARCUM. Siendo estas actividades el plan de .Educaciónpara elDesa-
rroUo y la Integración de América Latina>; el proyecto .La Cultura en el Desarrol!o y la Integración
de América Latina.; el proyecto .Intercambio de Experiencias en Legislación Cultural.; el proyecto
de 'Legislación Comparada en Ciencia y Tecnologia,; y a los que en el futuro se identiflquen y de
común acuerdo se decida desarrollar.
2. Exhortar a los seiíores legisladores miem~ros deI PARCUM para que en sus respec-
tivos Parlanlentos impulsen proyectos de ley y la adopción de elementos que conduzcan a
facilitar y pennitlr la ejecución de los planes y proyectos anterlonnente mencionados.
3. Realizar toda actividad que. de confonnidad con la naturaleza y fines deI PARCUM.
favorezca la cabal ejecución de actividades conjuntas con el PARLAMENTO LATINOAMERlCA-
NO en función dei logro de los altos objetivos comunes de las Instituciones.
Dado en la Ciudad de Brasilia D.F.. Brasil. a los 27 dias dei mes de mayo de 1998.
Suscriben;
Senador Carlos de la ROSA (Presidente): senador Severiano ALVES de SOUZA (Secretario general)

RE5./ N2 3
CONSIDERANDO
Que entre los objetivos prlncipales deI Parlamento Cultural dei MERCOSUR se destacan
los de "elaborar marcos nonnativos que promuevan la integración cultural dei MERCOSUR•.
"propiciar la creación de un sistema de documentación e infonnación legislativa cultural con
el objeto de articular la labor de los Congresos y Parlamentos de los Estados Miembros•. "con-
fonnar un banco de proyectos legislativos culturales de los Estados Miembros. (Reglamento
Interno deI PARCUM. art. 2 2 ).
Que entre las atrlbuciones y funciones de la Comlslón Ejecutlva dei PARCUM se en-
cuentran las de -realizar estudios e investigaciones tendlentes a la armonización de la legis-
lación cultural de los Estados Mlembros y Asociados. y -Elaborar y mantener actualizada la
recopilaclón de las nonnas y documentaclón legislativas relacionadas con la legislaclón cul-
tural» de los países de la región (Reglamento Interno dei PARCUM. art. 4 2 ).
Que en el Encuentro de Legisladores Culturales deI MERCOSUR realizado en la Ciudad
de Buenos Aires los dias 7 ai 9 de octubre de 1996 se dispuso propiciar la creación de un
Sistema de Documentación e lnfornlaclón Legislativa Cultural (Acta. Inciso 5).
Que la Comisión Ejecutiva dei PARCUM tlene entre sus funciones la de -suscrlblr acuer-
dos sobre cooperación y asistencia técnica con organismos públicos y privados de carácter
nacional. supranacional e internacional refendos aI ámbito de la cultura. (Reglamento Inter-
no dei PARCUM. art. 4 2 ).
Que entre el PARCUM y la Oficina Regional Buenos Aires de la Organlzación e Estados
lberoamericanos para la Educación. Ia Ciencia y la Cultura. con fecha 12 de diclembre de
1997. se celebró un acuerdo de cooperaclón entre ambas Instituclones. entre cuyas activlda-
des se dlspuso Ilevar adelante en fonna conjunta la creación de un Centro de Documentación
y Leglslación Cultural.
Que las partes de dicho convenio acordaron. además. hacer poslble la realización de un
estudlo de las legislaciones culturales deI MERCOSUR, en particular. y América deI Sur. en
general. que se vuelque en un manual que pueda ser dlstrlbuldo en todos los países ibero-
americanos.
56
ANEXO 111: RESOLUCIONES

Que con fecha 10 de marzo de 1999 se suscrlbió en la Ciudad de Buenos Aires un acuer-
do de cooperaclón entre el Parlamento Cultural dei MERCOSUR y la Universidad de Palermo
con el objeto. entre otros fines. de 'coordinar actividades de docencia. investigación y difusión
en materla de gestión y administración cultural; derechos. política y financiamiento de la
cultura. tanto a nivel nacional como de los países deI MERCOSUR, de América Latina y de
otras regiones deI mundo,. así como ,establecer mecanismos de cooperación que permitan la
adopción de programas conjuntos. tendlentes ai desarrollo de documentación y estudios sobre
la legislación cultural en los países deI MERCOSUR e Iberoamérlca'.
Que. asimismo. en dicho convenio se acordó propiciar el estudio comparado de las legis-
laciones culturales deI MERCOSUR. en particular. y de América Latina e Iberoamérlca. en
general.
Que el acuerdo citado celebrado entre el PARCUM y la Universidad de Palermo resulta
de gran relevancia para los objetivos seiialados. en razón de que en dicha universidad funcio-
na. desde hace varios afios. Ia Cátedra UNESCO de Derechos Culturales como consecuencia
de un convenio celebrado en 1994 entre la Universidad de Palermo y la Organización de las
Naciones Unidas para la Educación. la Ciencia y la Cultura (UNESCOJ. dentro de la red de
centros de excelencia deI Programa Internacional UNI1WIN y de Cátedras de la UNESCO.
respondiendo a la finalidad de promover en la región un sistema integrado de investigación.
formación y documentación en materla de derechos culturales y de legislación y derecho de
la cult -a.
PÔ ebb0. el Parlamento Cultural dei MERCOSUR, en su reunión celebrada en Valparaíso.
Chile. los días 18. 19 Y20 de abril:
RESUELVE:
1 Manifestar su satisfacción por las gestiones lIevadas a cabo y convenios formaliza-
2)

dos con la Organización de Estados Iberoamericanos para la Educación. Ia Ciencia y la Cultu-


ra (OEI) y la Universidad de Palermo.
2 2 ) Dlsponer que se lIeven adelante. por intermedio de la Secretaria Técnica Perma-
nente deI PARCUM. Ias tramitaciones tendlentes a concretar. en el más breve plazo posible.
con la Organización de los Estados Iberoamerlcanos para la Educación. la Ciencia y la Cultura
(OEI) y con la Universidad de Palenno. Ia formalización y puesta en marcha de los programas
y proyectos reseiiados en los Considerandos de la presente resolución.

Suscrlben:
Senador Carlos de la ROSA (Argentina); senador Diego ABENrE BRUN (Paraguay); diputaciD-Sergio
VELASCO de la CERDA (Chile); senador Raúl GALVÁN (Argentina); senador Jorge VILLAVERDE
(Argentina); diputada Marcela BORDENA VE (Argentina); diputada Maria Rita DRISALDI (Argenti-
na); diputada Maria Isabel CANO (Argentina); diputada CataIina MEDINA LARÉu (Argentina); di-
putado Edgar ZEGARRA BERNAL (Bolívia); diputada Esther GROSSI (Brasil); diputada Marisa SE-
RRANO (Brasil); diputado Sergio CORREA de la CERDA (Chile); diputado Felipe VALENZUELA
(Chile); diputado Edmundo VILLOUTA (Chile); diputado Reinaldo CUEVAS MÉNDEZ (Paraguay);
diputado Daniel ROlAS (Paraguay).

57
ANEXO IV
CONVENIOS SUSCRIPTOS
ACUERDO CON LA ORGANIZACIÓN DE ESTADOS
IBEROAMERICANOS PARA LA EDUCACIÓN, LA CIENCIA
Y LA CULTURA <O. E.!.)
BUENOS AIRES, 12 DE NOVIEMBRE DE 1997,
REPÚBLICA ARGH:NTINA.

E
ntre el Parlamento Cultural deI MERCOSUR en adelante PARCUM. con domicilio en
Hipólito Yrigoyen 1760 - 5· piso - oficina 512, de la Ciudad de Buenos Aires. represen-
tado por su presidente. el senor diputado nacional profesor Ramón F. GIMÉNEZ. por una
parte. y la Oficina Regional Buenos Aires de la Organización de Estados Iberoamericanos para
la Educación, la Ciencia y la Cultura, en adelante OEI. con domicilio en Avenida Santa Fe
1461 -2· piso- de la Ciudad de Buenos Aires, representada en este acto por su director regio-
nal. don Antonio Oscar BONAVOTA. por otra; convienen celebrar el presente acuerdo para;
1. Promover iniciativas que favorezean la cooperaclón entre ambas Instltuciones.
2. Favorecer el desarrollo de las relaciones culturales entre los países mlembros deI
MERCOSUR y los integrantes de la comunidad iberoamericana, promoviendo recíprocamente
la difusión y conocimiento de los creadores y las Instltuciones culturales de los países ibero-
americanos.
3. Impulsar conjuntamente programas de educación. formación y gestlón cultural.
4. Llevar adelante, en forma conjunta. la creación. en el ámbito de la Secretaria Técni-
ca Permanente deI PARCUM, de un Centro de Documentación de Legislación Cultural. me-
diante un acuerdo interinstitucional en el cual la OEl aportará la tecnología informática y la
capacitación, y la Secretana Técnica deI PARCUM pondrá a disposición el espaclo físico, la
infraestructura informática y el personal. La financiación deI programa será establecida en
forma conjunta y los compromisos que se suscrlban se pactarán en cada caso. En función de
la búsqueda de los medlos para la financlación deI Programa se Invitará a entidades oficiales
y privadas a incorporarse aI proyecto. comprometiéndolos mediante convenios específicos.
5. Promover los intercambios de técnicos y especialistas en la materla, con el propósito
de establecer una red que favorezca la compatlbilización de las legislaciones culturales vi-
gentes.
6. Hacer posible la realización de un estudio de las leglslaclones culturales deI
MERCOSUR en particular, y de América deI SUl', en general, que se vuelque en un manual
que pueda ser distribuido en todos los países Iberoamerlcanos.

D. Antonio O. BONAVOTA Prof. Ramón F. GIMÉNEZ


Director Regional Presidente
OEI PARCUM

59
PARLAMENTO CULTURAL DEL MERCOSUR (PARCUM)

CONVENIO CON
EL PARLAMENTO LATINOAMERICANO
(PARLATINO)

BRASILlA, 27 DE MAYO DE 1998


REPÚBLICA FEDERATIVA DEL BRASIL

E
n la ciudad de Brasilla, D. F.. Brasil. a los 28 días deI mes de mayo de 1998; por una
parte. el PARLAMENTO LATINOAMERICANO que. para los efectos deI presente docu-
mento. también se denominará como PARLATINO. representado por su secretario ge-
neral, diputado Ney LOPES de SOUZA; y. por otra parte. e! PARLAMENTO CULTURAL DEL
MERCOSUR que. para los efectos dei presente documento. también se denominará como
PARCUM. representado por su presidente. senador Carlos de la ROSA, debidamente autorIZa-
dos. resuelven suscribir el Acuerdo de Cooperación que se expresa en las siguientes cláusu-
las;
cLÁUSULA PRIMERA
LAS PARTES
EI PARLAMENTO LATINOAMERICANO (PARLATINO) es un organismo regional.
unicameral y de carácter permanente, fundado en 1964 con la finalídad de que actúe a la vez
como un foro político deI más alto nivel. y corp.o un eficaz promotor dei desarrollo y la integra-
ción. en un marco de democracia plena. Está integrado por los Parlamentos Nacionales de 22
países; Antil\as Holandesas. Argentina. Aruba. BoIMa. Brasil. Chile. Colombia. Costa RIca.
Cuba. Ecuador, EI Salvador. Guatemala. Honduras. México. Nicaragua, Panamá. Paraguay,
Peru. República Dominicana. Suriname. Uruguay y Venezuela. Su sede permanente está en
la·cíudad de Sao Paulo, Brasil.
En cuanto a la aplicación deI presente Acuerdo. el PARLAMENTO LATINOAMERICANü
actuará por medio de la Comisión de P.suntos Culturales. Educación. Ciencia y Tecnologia.
EI PARLAMENTO CULTURAL DEL MERCOSUR (PARCUM) es un organismo constituido
por los senadores y diputados de la Comisiones de Cultura de los poderes legislativos de los
países deI MERCOSUR y asociados. esto es; Argentina. Brasil. Paraguay, Uruguay, Bolívia y
Chile. Las tareas dei PARCUM dieron comlenzo en la ciudad de Buenos Aires. Argentina. en
octubre de 1996. Su propósito fundamental es armonlzar. Intercamblar, promover. investigar
y desarrollar todos los temas vinculados con la vida cultural deI MERCOSUR, que tengan lugar
en el ãmblto parlamentario de la reglón.

CLÁUSULA SEGUNDA
OBJETO DEL CONVENIO
Las Partes acuerdan promover la Integración cultural y educacional de sus países miem-
bros. para lo cual se comprometen a;
1. Consultar e intercambiar la Información y documentación que incremente la co-
operación y las actividades conjuntas;
2. Cooperar con los medlos a su alcance para concretar proyectos que relacionen
entidades de países de América Latina y el Caribe entre sí y/ o con organismos afines de otras
reglones deI mundo;
3. Mantenerse reciprocamente informados sobre programas de cooperación para el
desarrollo y la integración de América Latina;
60
ANEXO 111.' CONVENlOS SUSCRIPTOS

4. Coordinar la reallzaclón y promover la partlclpaclón mutua en reunlones y even-


tos. así como Identificar e Impulsar conjuntamente la formulaclón y ejecuclón de políticas,
planes, programas, proyectos y activldades específicas en los campos de Interés común; y,
5. Realizar toda otra tarea que contrlbuya ai logro de los objetivos Instituclonales, en
pro dei desarrollo y la Integraclón de América Latina.

CLÁUSULA TERCERA
INSTRUMENTOS ADICIONALES
Las Partes acuerdan que para la ejecuclón de cuaiquler actlvidad derivada de la aplica-
clón dei presente Convenlo, no es necesarla la suscrlpclón de otros Instrumentos como
subconvenlos, protocolos o memorandos de entendlmlento, slendo suficiente para dlchos efectos
el correspondlente intercambio de notas.

CLÁUSULA CUARrA
DURACIÓN DEL CONVENlO
EI presente convenlo tendrá una duración ilimitada, salvo el caso de denuncia expresa
de alguna de las Partes. En esas clrcunstanclas, la vigencla subsistirá por noventa dias con-
tados a partir de la entrega-recepclón de la notlficaclón por escrito de la denuncia dei Conve-
nio.

En fe de lo anterior, las Partes suscrlben el presente Convenlo en cuatro ejemplares. en


los Idiomas espanol y portugués, de Igual tenor y valor.

Diputado Ney LOPES de SOUZA Senador carlos de la ROSA


Secretario General Presidente
dei PARLAMENTO LATINOAMERlCANO dei Parlamento Cultural dei MERCOSUR

Senador COUTINHO JORGE


Presidente
Senador Secundino NúNEz
de la Comlslón de Asuntos Culturales, Vlcepresldente l'
Educación, Ciencia y Tecnologia dei Parlamento Cultural dei MERCOSUR

61
PARLAMENTO CULTURAL DEL MERCOSUR (PARCUM)

CONVENIO DE COOPERACIÓN CON


LA UNIVERSIDAD DE PALERMO

BUENOS AIRES, 10 DE MARZO DE 1999,


REPÚBLICA ARGENTINA.

E
ntre la Universidad de Palermo, representada en este acto por el Rector de la misma,
irigeniero Ricardo POPOVSKY, con domicilio en Mario Bravo 1302, Ciudad de Buenos
Aires: y el Parlamento Cultural dei MERCOSUR. en adelante PARCUM, con domicilio
en Hipólito YIigoyen 1760, 5º piso, oficina 512, Ciudad de Buenos Aires, representado por su
presidente, el senador nacional Carlos Leonardo de la ROSA, convienen en celebrar el pre-
sente acuerdo de cooperación para:
1. PromoveI' iniciativas que favorezcan la cooperación y el intercambio de expeIiencias
entre las dos entidades;
2. ContIibuir a la difusión y el conocimiento de los creadores y las instituciones cultu-
rales de los paises dei MERCOSUR:
3. Coordinar actividades de docencia, investigación y difusión en mateIia de gestión y
administración cultural: derechos, políticas y financiamiento de la cultura. tanto a nivel na-
cional como de los países dei MERCOSUR, de AméIica Latina y de otras regiones dei mundo;
4. Establecer mecanismos de cooperación que permitan la adopción de programas con-
juntos, tendientes ai desarrollo de documentación y estudio sobre la legislación cultural en
los países dei MERCOSUR e IberoaméIica;
5. Coordinar la realización de cursos de grado y post grado, seminarios y encuentros en
temas relacionados con el presente acuerdo:
6. Propiciar el estudio comparado de las legislaciones culturales dei MERCOSUR, en
particular, y de AméIica Latina e IberoaméIica. en general:
7. Promover ellntercambio y las pasantías de especialistas, investigadores y profesores
en las materias previstas en el presente acuerdo, con el propósito de acceder a diversas
expeIiencias e impulsar la formación de una red de expertos que favorezca la compatibilización
de las legislaciones culturales vigentes y su estudio comparado en el âmbito de las naciones;
8. Establecer los canales institucionales que permitan una comunicación pemlanente
y ágil entre las partes:
9. Profundizar el vínculo, mediante la invitaclón a participar en eventos que realice
cada una de las partes en las áreas comprendidas en el presente acuerdo; y realizar reunio-
nes peIiódlcas de seguimiento de las actividades acordadas.
EI presente Convenlo de Cooperaclón tendrâ una duración indefinida, salvo denuncia
expresapor alguna de las partes.
Por constancla, firman los representantes por ambas partes cuatro ejemplares de un
solo tenor y a un mismo efecto, en la Cludad de Buenos Aires, a los diez días dei mes de marzo
de mil novecientos noventa y nueve.
Ing. Ricardo POPOVSKY Dr. Carlos L. de la ROSA
Rector Senador nacional (Arg.)
Unlversldad de Palermo Preslden te .
República Argentina Parlamento Cultural dei MERCOSUR
62
ANEXO 111" CONVENlOSSUSCRIPTOS

ANEXO DEL CONVENIO DE COOPERACIÓN


CON LA UNIVERSIDAD DE PALERMO

onsiderando en particular los ítems 2. 3, 5. Y 7 deI Convenlo de Cooperaclón entre el

C Parlamento Cultural deI MERCOSUR (PARCUM) y la Unlversldad de Palermo suscripto


el diez de marzo de mil noveclentos noventa y nueve. se dlspone la creación de un
Master en Gestión y Políticas Culturales en el MERCOSUR que tendrá dos anos de duración y
que se Iniciará en el mes de abril deI comente ano, con dependencla administrativa y acadé-
mica de la Facultad de Derecho de la Unlversldad de Palermo. y cuyo objetivo será formar a
profeslonales provenientes de diferentes disciplinas en el dlseiio y la aplicaclón de políticas
culturales y en la gestión y la admlnlstraclón de Instltuclones y empresas culturales en los
países que Integran el MERCOSUR.
Por este Anexo, el Parlamento Cultural deI MERCOSUR (PARCUM) designa a su secreta-
rio técnico y la Unlversldad de Palermo aI decano de su Facultad de Derecho, para convenlr,
de común acuerdo. la elaboraclón deI plan de estudlos. los detalles de la eJecuclón académlca
y las cuestlones administrativas que requlera la reallzaclón dei Master.
Por constancia. firman los representantes por ambas partes, cuatro ejemplares de un
solo tenor y a un mlsmo efecto, en la Cludad de Buenos Aires. a los dlez días deI mes de marzo.

Ing. Ricardo POPOVSKY Dr. Carlos L. de la ROSA


Rector Senador nacional lArg.)
Unlversldad de Palenno Presidente
RepúbUca Argentina Parlamento Cultural dei MERCOSUR

63
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ANEXO V

MASTER EN GESTIÓN
Y POLÍTICAS CULTURALES
EN EL MERCOSUR
Objetivos
Este Master. que se desarrolla en el marco de la cooperación entre el Parlamento Cul-
tural dei MERCOSUR (PARCUM) y la Cátedra UNESCO de Derechos Culturales de la Universi-
dad de Palerma. en el âmbito de su Facultad de Derecho. es un espacio caracterizado por el
trabajo multidisciplinario en torno a la problemática cultural deI MERCOSUR.
Su objetivo es realizar constantes aportes a los nuevos desafios que plantea la cuestión
de la gestión cultural en el subcontinente.
Con esa visión se propone investigar. debatir y difundir las distintas mantfestaciones
dei pensamiento generado en torno aI hecho cultural en sus múltiples aspectos. tanto los
legales como los económicos. los organizativos y los políticos.
La Maestria en Gestión y Políticas Culturales en el MERCOSUR ofrece la oportuni-
dad de organizar y profundizar una serie de conocimientos jurídicos. económicos. políticos y
culturales en torno a la temática dei MERCOSUR, a través de un plan de estudios de moderna
concepción. cuyas características principales son la metodología dinâmica de su ensenanza y
la continua vinculación con el ejercicio profesional a través de talleres. visitas. coloquios y
pasantías.
Además. Ia aplicación dei método de casos y el debate para la resolución de problemáti-
cas concretas o hipotéticas. permiten ai estudlante adaptar una poslción crítica con respecto
a la construcción de una nueva disciplina que interprete la cambiante realidad deI MERCOSUR
y de su construcción.
Su objetivo prioritario es formar a profesionales provenientes de diferentes disciplinas
en el diseno y la aplicación de políticas culturales y en la gestión de instituciones y empresas
culturales en los países que integran el MERCOSUR.
Por consiguiente. sus programas se orientan a brindar aI profesional:
• herramientas teóricas que le sirvan para resolver problemas de la gestión de institu-
ciones y el dlseno de instituciones culturales:
• información actualizada en la materia para analizar creativamente la nueva estruc-
tura de relaciones que plantea el proyecto regional dei MERCl'.SUR.
El Comitê Acadêmico de Honor
EI Consejo de Direcclón cuenta con un Comité Académico de Honor integrado por Im-
portantes personalidades de la cultura y la gestión cultural en la Argentina y en el mundo.
presidido por el senador nacional doctor Carlos Leonardo de la ROSA. presidente de la Comi-
sión de Cultura deI H. Senado de la Nación Argentinay deI Parlamento Cultural deI MERCOSUR
(PARCUM) en el período 1997/1999.
Lo conforman el diputado nacional Luis BRANDONI. los doctores Martín Diego FARRELL.
Gustavo MALEK. David PRlGOLLINI y Gregorio WEINBERG; el presidente de la Comislón Mun-
dial de Cultura y Desarrollo de la UNESCO y ex secretario general de las Naciones Unidas.
embajador Javler PÉREZ de CUÉLLAR; y el secretario general de la OEI. licenciado Francisco
PINÓN.
65
PARLAMENTO CULTURAL DEL MERCOSUR (PARCUM)

EI Claustro Docente
EI Claustro Docente dei Master combina a experimentados profesores con funcionarios
de destacada actuación en el área pública y prestigiosos artistas e investigadores de jerar-
quia nacional e internacional.
Este cuerpo de profesores se caracteriza, además, por su poder de convocatoria en todos los
medios de la vida cultural nacional y deI MERCOSUR, con el propósito de lograr una continua
presencia de los actualesprotagonistas de la gestión y la creación cultural contemporánea.
Lo han integrado en el ano lectivo 1999 el doctor Edwin HARVEY, el licenciado Juan
Carlos D'AMICO (secretario técnico dei PARCUM), el maestro José Luis CASTINEIRA de DlOS,
el profesor Oscar CASTELLUCCI, los doctores Jorge RUBINSZTEIN, Rafael BARBERO, Miguel
Ángel ÉMERY, Gustavo SÁENZ PAZy Leandro Dario RODRÍGUEZ MIGLIO, el economista Claudio
RAMA, la profesora Clarisa OTERO y el licenciado Alejandro DOUBLIER. Para el ciclo que se
inicia en el 2000, se incorporarán ellicenciado Octavio GETINO y el doctor Daniel ÁLVAREZ
ACUNA.
Profesoresinvitados
Participaron el ano anterior como expositores invitados, dictando seminarios o partici-
pando de las cátedras, el doctor Daniel LIPOVETZKY (especialista en temas de integración), el
seflor Oscar 'Lito, CRUZ (ex director dei Instituto Nacional de Teatro, Argentina), el doctor
Jorge GRlNBAUM (especialista en legislación teatral), el licenciado Tomás LOWY (director
nacional de Cultura de la República Oriental deI Uruguay), el seflor Carlos GOROSTIZA (dra-
maturgo, ex secretario de Cultura de la Nación, Argentina), el licenciado Carlos LA ROSA
(sociólogo, ex ministro de Cultura de la provincia de Mendoza, Argentina), el licenciado Luis
DURÁN (ex subsecretario de Cultura de la Nación y presidente dei PRONDEC, Argentina), el
licenciado Toni PUlG PlCART (de Barcelona, Espana), el doctor Mario DRAGO CAMUS (secre-
tario ejecutivo deI Comité de Ministros para la Cultura y las Artes, Chile), la doctora Perla
FONTECILLA (dei Departamento Juridico deI Ministerio de Educación, de Chile), el arquitecto
Gustavo POBLETE BUSTAMANTE (agregado cultural de la Embajada de la República de Chile
en la Argentina), el seflor Luis BRANDONI (actor, presidente de la Comisión de Cultura de la
Cámara de Diputados, Argentina), ellicenciado Octavio GETINO (cineasta, investigador en el
área de industrias culturales), el doctor Gonzalo CARÁMBULA (director dei Departamento de
Cultura de la lntendencia Municipal de Montevideo, R. O. dei Uruguay), el seflor Edgardo
ZEGARRA BERNAL (diputado nacional, ex presidente dei Comité de Cultura de la Cámara de
Diputados, Bolivia), el doctor Manuel suÁREz ÁVILA (diputado nacional, vicepresidente de la
Comisión de Política Internacional de la Cámara de Diputados, Bolivia), el doctor Justino
NOLASCO LLANOS (diputado nacional, presidente deI Comité de Cultura de la Cámara de
Diputados, Bolivia), la doctora Isabel ARETZ (etnomusicóloga), la licenciada Leticia MAQUEDA
(ex secretaria de Cultura de la provincia de San Luis, Argentina), el doctor Salvador CABRAL
ARRECHEA (ex secretario de Cultura de la provincia de Mlsiones, Argentina), el licenciado
Dario LOPÉRFIDO (actual secretario de Cultura y Medlos de Comunicación, Argentina), la
licenciada Eva IBÁNEZ (programadora de los Encuentros Coreográficos Internacionales de
Bagnolet, Francia), el arquitecto Rafael lGLESIAS (ex director dei Museo Nacional de BeIJas
Artes), el seflor Secundino NÚNEZ (ex senador nacional y presidente de la Comisión de Cultu-
ra de la Cánlara de Senadores, Paraguay), el doctor Gerardo FOGEL (ex vlceministro de Cultu-
ra, Paraguay), ellicenciado Ernesto CASTILLO (sociólogo, profesor titular de Integraclón Cul-
tural en la UNLP), la seflora Marisa SERRANO (dlputada federal, miembro de la Comisión de
Cultura de la Cámara de Diputados, Brasil, y actual presidenta deI PARCUM) y el seflor Gasta0
VIEYRA (diputado federal, miembro de la Comisión de Cultura de la Cámara de Dlputados,
Brasil).
Organización dei Plan de Estudios
EI Master comprende 19 cursos, organizados en dos ciclos anuales.
Las materias que se cursan son:
• Derecho de la Cultura,
doctor Edwin HARVEY (24 horas);
• Economia de la Cultura I y 11,
economista Claudio RAMA (Uruguay) (24 horas cada una);
66
ANEXO l/.' MASTER EN GESTlÓN y POLfTlCAS CULTURALES EN EL MERCOSUR

• Introducción a los Movimientos Artisticos Culturales.I y 11.


rnaestro José Luis CASTINElRA de D10S (20 horas cada una);
• Gestión y Politicas Cultu~ales I y 11.
doctor Edwin HARVEY, profesor Oscar CASTELLUCCI
y maestro José Luis CASTINEIRA de D10S (44 Y 62 horas cada una);
• Industrias Culturales.
licenciado Octavio GETINO (30 horas);
• Formulación y Gestión de Proyectos Culturales,
licef)ciado Alfredo JIMÉNEZ BARROS (Colombla) (24 horas);
• Administración Cultural I y lI, '..
doctorJorge RUBINSzTEIN, doctor Rafael BÁRBERO
y doctor Daniel ÁLvAREZ ACUNA (24 horas cada una);
• Sociedades de Gestión y Derechos de Propiedad Intelectual I y 11
doctor Miguel Ángel EMERY, doctor Gustavo SÃENZ PAZ
Ydoctor Dario Leandro RODRÍGUEZ MIGLlO (20 horas cada una);
• Introducción ai MERCOSUR Cultural,
licenciado Juan Carlos D' AMICO Ydoctor Daniel L1POVETZKY (40 horas);
• MERCOSUR Cultural
licenciado Juan Carlos D' AMICO Ydoctor Daniel LIPOVETZKY (40 horas);
• Lengua Portuguesa I y lI,
profesora Clarisa OTERO (40 horas cada una);
• Metodologia de la Investigación I y 11.
licenciado Alejandro DOUBLIER (20 horas cada una).

Conferencias
Se desarrolIa anualmente un ciclo de conferencias que son dlctadas, en el marco de las
cátedras o fuera de eHas, por personalidades nacionales e internactonales dei rntitldo de la
cultura: pensadores e investigadores, funcionarios, legisladores, dlrectlvos de Indust~las cu1-
turales y asociaclones no gubernamentales vinculadas con la cultura, artistas y comunicadores
sociales.
Investigaci6n y tesis
El alumno tiene que cumplir con las necesarias horas de investigación bajo la conduc-
ción de un tutor para presentar, ai término dei prlrner curso anual, el proyecto de su tesis,
cuyo tema, en todos los casos, es orientado y debe ser aprobado por la Dirección de la, Maestría.
La tesis debe ser completada ai finalizar el segundo curso y defendida ante el tribunal
que la juzgue; su aprobación es condición para obtener el título de Master en Gestión y
Políticas Culturales en el MERCOSUR.
Condiciones de Inscripci6n
Para inscribirse es requisito poseer título universitario de carreras de duración no menor
a 4 (cuatro) afios y demostrar aptitud académica y profesional. La Dirección de la Maestria
evaluará, en cada caso, la expeIiencia específica dei aspirante en las diferentes áreas dei
contenldo dei curso.
Duraci6n, carga horaria y título
La Maestría se desarroHa en dos afios lectivos. EI dictado de las clases se concentrará
en una semana por mes, cursándose los días rniércoles de 18 a 22, los jueves y viernes de 9
a 13 y de 16 a 22, y los sábados de 9 a 13.
Adernás de la evaluación correspondlente, se requerlrá para la aprobación de cada asig-
natura, una asistencia a clase no menor dei 80% de la carga horaria respectiva.
Esta Maestria otorga dos diplomas, uno que certifica el grado acadérnico alcanzado (Master
de la Universidad de Palermo) y otro que certifica la oIientaclón elegida (Master en Gestión
y Politicas Culturales en el MERCOSUR).
Auspicios
EI Master está auspiciado y declarado de interés por el H. Senado de la Nación Argenti-
na; el Minlsterio de Cultura y Educación de la República Argentina; el Mlnisterio de Relacio-
67
..
PARLAMENTO ÇULTURAL DEL MERCOSUR (PARCUM)

nes ExteIiores, Comercio Internacional y Culto de la República Argentina; la Secretana de


Cultura de la Presldencia de la Nación Argentina; la Organizaclón de Estados IberoameIica-
nos para la Clencla, la Educaclón y la Cultura (OEI); la Organizaclón de las Naclones Unidas
para la Educaclón, la Clencia y la Cultura (UNESCO); y la Organizaclón de Estados ArneIica-
nos (OEA).
Cuenta con el apoyo, mediante el aporte de becas de tlempo completo y parclales para
los cursantes, de SADAIC (Socledad Argentina de Autores, Intérpretes y Compositores),
ARGENTORES (Socledad General de Autores de la República Argentina), CAPIF (Câmara Ar-
gentina de Productores de Fonogramas, Vldeogramas y sus Reproducclonesl, AADI (Asocia-
clón Argentina de Intérpretes), y dei Fondo Nacional de las Artes, Argentina.

68
VI. TE:XTOS
CONSTITUCIONAIS
/

DOS PAISES
MEMB,ROS E ASSOCIADOS
DO MERCOSUL
EL DERECHO CULTURAL
EN LAS CONSTITUCIONES
DE LOS PAÍSES DEL MERCOSUR
POR EL DR. LUCAS DE LA ROSA

INTRODUCCIÓN
En cada una de lasConstltuciones de los países miembros y/o asociados deI Mercado
Común deI Sur encontramos claúsulas referidas a derechos culturales, ya sea considerados
como derechos fundamentales de la persona, como también normas referidas aI papel que le
cabe aI Estado en relación con el desarrollo cultural de los pueblos, con la preservación deI
patrlmonio cultural. con la difusión de la cultura; en fin. todos estos tópicos, entre otros.
constituyen declaraciones y prlncipios que son un claro reflejo deI fenómeno que en las últi-
mas décadas se ha conocido en doctrlna como -constitucionalismo cultura\».
EI presente trabajo comprende la edición de cada una de las constltuciones vigentes en
el MERCOSUR, y la descrlpción de las normas referidas aI tema que nos ocupa, la cultura.
CONSTITUCIÓN DE LA REPúBLICA ARGENTINA
La Constltución de la República Argentina, sancionada en el afio 1994. en su Prlmera
Parte. Capítulo Segundo. enumera los nuevos Derechos VGarantias. y entre ellos seestable-
ce en el artículo 41. prlmera parte: -Todos los habitantes gozan dei derecho a un arntJl-enre
sano, equilibrado, apto para el desarrollo humano y para que las actlvidades productlvas satls-
fagan las necesidades presentes sln comprometer las de las generaciones futuras; y tlenen
el deber de preservarlo (... l las autoridades proveerári a la protección de este derecho. a la
utllización racional de los recursos naturales. a la preservación deI patrlmonio natural y
cultural y de la diversidad biológica, y a la información y educaclón ambientales».
Asimismo, en su Segunda Parte. referida a las autoridades de la Nación, en la Sección
Prlmera. deI Poder Legislativo, Capítulo Cuarto. de las Atrlbuciones deI Congreso, el artículo
75 delimita aquéllas que corresponden aI mismo. y entre ellas se destaca, en el inciso 17
prlmera parte. Ia de reconocer la preexistencia étnica y cultural de los pueblos indígenas
argentinos. Y también garantlzar el respeto a la entidad y el respeto a una educación bllingüe
e intercultural, así como reconocer la personeríajurídica de sus comunidades.
Por su parte. el inciso 19 tercera parte establece la de dictar leyes que protejanla iden-
tldad y pluralidad cultural, la Iibre creaclón y circulación de las obras deI autor, el patrlmonlo
artístico y los espacios culturales y audiovisuales.
Por último. también en la Segunda Parte, Sección Cuarta. Título Segundo, de los Go-
blemos de provincia. entre las atrlbuciones que competen a éstos, se seiíala, en el artículo
125 segunda parte. que las provincias y la ciudad de Buenos Aires pueden conservar organis-
mos de segurldad social para los empleados públicos y los profesionales, y promover el progre-
so económico, el desarrollo humano, la generaclón de empleo, la educación. Ia ciencia. el
conocimiento y la cultura.
CONSTITUCIÓN DE LA REPÚBLICA DE BOLIVIA
La Constltución de la República de Bolivia establece en su Parte Prlmera. Ia Persona como
mlembro deI Estado, en el Título Prlmero, Derechos y Deberes fundamentales de la Persona.
dentro deI marco de los derechos fundamentales de las personas, y conforme a las leyes que
reglamenten su ejercicio, el de reciblr instrucción y adquirir cultura (Art. 7" inciso el.
71
PARLAMENTO CULTURAL DEL MERCOSUR (PARCUM)

En la Parte Tercera, de los Regímenes Especiales, en el Título Tercero, relativo aI Régi-


men Agrario y Campesino, senala el artículo 174 como functón dei Estado la supervigilancia e
impulso de la alfabetización y educación dei campesino en los ciclos fundamental, técnico y
profesional, de acuerdo a los planes y programas de desarrollorural, fomentando su acceso a
la cultura en todas las manifestaciones. .
Asimismo, el Título Cuarto, relativo ai Régin.en Cultural, establece, entre otras diSpo-
sictones, en el artículo 177 que: -La educacióri es la más alta función dei Estado y, en el
ejercicio de esta función, deberá fomentar la cultura dei pueblo.:
Por su parte, el articulo 189 senala: .Todaslas Universidades deI país tienen la obliga-
ción de mantener Institutos destinados a la capacitación cultural, técnica y social de los
trabajadores y sectores populares•. Con respecto a la protección deI patrimonio cultural, el
articulo 191 primera parte reza: .Los monumentos y objetos arqueológicos son de propiedad
dei Estado. La riqueza artística colonial, la arqueológica, la histórica y documental, así como
la procedente dei culto religioso son tesoro cultural de la Nación, están bajo el amparo dei
Estado y no pueden ser exportadas».
En concordancia con este último articulo Prescribe el 192: .Las manifestaciones dei
arte e industrias populares son factores de la cultura nacional y gozan de especial protección
deI Estado, con el fjn de conservar su autenticidad e incrementar su producción y difusión».
CONSTITUCIÓN DE LA REPÚBLICA FEDERATIVA DE BRASIL
La Constitución de la República Federativa dei Brasil, vigente desde el afio 1988 pero
modificada por enmiendas, en su Título Primero, de los Principios Fundamentales, Capítulo
Primero, relativo a los Derechos y Deberes Individuales y Colectivos, en el artículo 4 segunda
parte reza: -La República Federativa deI Brasil buscará la integración económica, política,
social y cultural de los pueblos de América Latina, con vistas a la formación de una comuni-
dad Latinoamericana de naciones».
Por su lado, el Título Segundo, de los Derechos y Garantías Fundamentales, Capítulo
Primero, de los Derechos y Deberes Individuales y Colectivos, en el artículo 5, primera parte
establece: «Todos son iguales ante la ley, sin distinción de cualquier naturaleza, garantizán-
dose a los brasilenos y a los extranjeros residentes en el país la inviolabilidad dei derecho a la
vida, a la Iibertad, a lá igualdad, a la seguridad y a la prioridad, en los siguientes términos
(apartado LXXVII): -Cualquier ciudadano es parte legítima para proponer la acción popular que
pretenda anular un acto lesivo para el patrimonio público o de una entidad enla que el Estado
participe, para la moralidad administrativa, para el medio ambiente o para el patrimonio
histórico y cultural, quedando el actor, salvo mala fe comprobada, exento de las costas judicia-
les y de los gastos de sucumbencia».
EI Título Tercero, de la Organización deI Estado, Capítulo Primero, de la Organización
Político-Administrativa, establece en el artículo 18 que esta organización en la República
Federativa de Brasil comprende la Unión, los Estados, el Distrito Federal y los Municipios,
todos autónomos, en los témlinos de la Constitución, y en el inciso 4 primer párrafo dispone
que la creación, la integración, la fusión y el desmembramiento de los municipios preservará
la continuidad y la unidad histórico-cultural dei ambiente urbano.
Por su parte, el Capítulo Segundo, de la Unión delimita en el artículo 23 la competencia
común de la Unión, de los Estados, deI Distrito Federal y de los Municipios, y así, los apartados
IX, X Y XI establecen, respectivanlente, que son de competencia común: proteger los docu-
mentos, las obras y otros bienes de valor histórico, artístico y cultural, los monumentos, los
paisajeS naturales notables y los parajes arqueológicos: impedir la evasión, la destrucción y la
descaracterización de las obras de arte y de otros bienes de valor histórico, artístico y cultural;
y, por último, proporcionar los medios de acceso a la cultura, a la educación y a la ciencia. El
artículo 24 establece que compete a la Unión, a los Estados y aI Distrito Federal legislar
concurrentemente sobre protección dei patrimonlo histórico, cultural, turístico y paisajístico
(apartado IX) y sobre educación, cultura, ensenanza y deporte (apartado XI).
EI Capítulo Cuarto, de los Municipios, enumera en el artículo 30 las rnatertas que com-
peten a los mismos, y entre otras, establece en el apartado XV la de promover la protección dei
patrimonio histórico-cultural local, observando la legislación y la acción finalizadora federal y
estatal.
72
EL DERECHO CULTURAL EN LAS CONSTlTUCIONES DELOS PA!SES DEL MERCOSUR

Por otra parte. el Título Ocho. deI Orden Social. Capítulo Tercero. de la Educación. Ia
Cultura y el Deporte. Sección Primera. de la Educación. establece en el artículo 210 que se
fiJarán mínimos para la ensenanza fundamental de manera que se asegure la formación
básica común y el respeto a los valores culturales y artísticos. nacionales y regionales.
Por su parte. en la Sección Segunda. de la Cultura. se prescribe en el artículo 215: .EI
Estado garantizará a todos el pleno ejercicio de los derechos culturales y el acceso a las fuen-
tes de la cultura nacional. y apoyará e incentivará la valorización y la difusión de las manifes-
taciones culturales». También se establece que el Estado protegerá las manifestaciones de
las culturas populares indígenas y afrobrasilenas y de los otros grupos participantes deI proce-
so civilizatorio nacional. Asimismo se senala que una ley dispondrá la fijación de fechas
conmemorativas de elevada significación para los diferentes segmentos étnicos nacionales.
A continuación. el artículo 216 dispone que: .constituyen el patrimonio cultural brasile-
no los bienes de naturaleza material e inmaterial. tomados individualmente o en conjunto.
portadores de referencias a la identidad. a la acción y a la memoria de los diferentes grupos
formadores de la sociedad brasilena». Entre tales bienes se incluyen: .Las formas de expre-
sión lapartado O: los modos de crear. hacer y vivir lapartadOl1); las êreaciones científicas.
artísticas y tecnológicas (apartado 1Il); las obras. objetos. documentos. edificaclones y demás
espacios destinados a manifestaciones artístico-culturales (apartado IV); y los conjuntos ur-
banos y sitios de valor histórico. paisajístico. artístico. arqueológico. paleontológico. ecológico
y científico (apartado V).
'specto de las funciones específicas de los poderes públicos en relaclón aI patrimonlo
cultura.~ste artículo senala; 1) con la colaboración de la comunidad. se promoverá y protege-
rá el patflmonio cultural brasileno. por medio de inventarios. registros. vlgilancias. catastros.
desapropiación y otras formas cautelares y de preservación; 2) corresponde a la administra-
ción pública. mediante la ley. Ia gestión de la documentación gubemamental y las providen-
cias para facilitar su consulta a cuantos necesiten de ella; 3) la ley establecerá incentivos
para la producción y el conocimiento de los bienes y valores culturales; 4) los danos y amena-
zas aI patrimonlo cultural serán penados conforme a la ley; y 5) quedan registrados todos los
documentos.y.sltios_que_contengan_reminiscencias.histódcas.de_los.antiguos.quilomb_o.s,
Asimismo. en el Capítulo Séptimo deI mismo título. relativo a la Familla. el Nino. el
Adolescente y el Anciano. encontramos que en el artículo 227 primera parte se dispone: «Es
deber de la familia. de la sociedad y deI estado asegurar aI nino y ai adolescente. con absoluta
prioridad. el derecho a la vida. a la salud. a la alimentación. a la educación. aI ocio. a la
profesionalización. a la cultura. a la dignidad. aI respeto. a la libertad y a la convivencia fami-
liar y comunitaria. además de protegerlos de toda forma de negligencia. discriminación. ex-
plotación. vioIencia. crueldad y opresión».
Por último en este Título. el Capítulo Oetavo. referente a los indios. reconoce en el
artículo 231 inciso primero que sim tierras tradicionalmente ocupadas por los indios las habi-
tadas por ellos con carácter permanente. las utilizadas para sus activldades productivas. Ias
imprescindibles para la preservación de los recursos ambientales necesarios para su bienes-
tar y las necesarias para su reproducción fislca y cultural. según sus usos. costumbres y
tradiciones.
En el Capítulo Quinto deI mismo Título. relativo a la Comunlcación Social. el artículo
221 senala los principios y pautas a que deberán ajustarse la producción y la programación de
las emisoras de radio y televisión. y. entre otros. expresa: preferencia de las finalidades edu-
cativas. artísticas. culturales e informativas (Inciso 1); promoción de la cultura nacional y
regional y estímulo a la producción independiente que canalice su dlfusión (Inciso 11); y
regionalizaclón de la producclón cultural. artística y perlodística. conforme a porcentajes a
establecer por ley (Inciso 1Il).
Por último. en el Título Nueve. de las Disposiciones Constitucionales Generales. el
artículo 242. inciso primero. dispone que la ensenanza de la historia de Brasil tendrá en cuen-
ta las contribuciones de las diferentes culturas y etnias a la formación deI pueblo brasileno.
CONSTITUCIÓN DE LA REPÚBLICA DE CHILE
La Carta Fundamental de la República de Chile. sancionada en eI ano 1980. senala en
su Capítulo Tercero. de los Derechos y Deberes Constitucionales. en el artículo 19 õelativo a
73
PARLAMENrO CULTURAL DEL MERCOSUR (PARCUM)

los derechos, que la Constitución asegura a todas las personas, Inciso 10 segunda parte, lo
slgulente: .Corresponderá aI Estado, aslmismo. fomentar el desarrollo de la educación en
todos sus niveles; estimular la Investigaclón científica y tecnológica. Ia creaclón artística y la
protecclón e incremento dei patrlmonlo cultural de la Naclón. Es deber de la comunidad con-
trtbulr al desarrollo y perfeccionamiento de la educación•.
Por otro lado, en el Capítulo Décimo Tercero, relativo aI Gobierno y Administración Re-
gional. se establece en el artículo 102 prtmera parte: .EI Consejo Regional tiene por objeto
asesorar aI intendente y contribuir a hacer efectiva la participación de la comunidad en el
progreso económico, social y cultural de la Región•.
Por último. en lo que respecta a la Administración Comunal, expresa el artículo 107
segunda parte: .Las municipalidades son corporaciones de derecho público, con personalidad
juridica y patrtmonios propios, cuya finalidad es satisfacer las necesidades de la comunidad
local y asegurar su participaclón en el progreso económico, social y cultural de la Comuna•.
En forma coincidente, el artículo 110, primera parte, entre las funciones que le competen ai
Consejo de Desarrollo Comunal, establece la de asesorar la AlcaIde y hacer efectiva la particl-
paclón de la comunidad en el progreso económico. social y cultural de la Comuna.
CONSTITUCIÓN DE LA REPúBLICA DE PARAGUAY
La Constitución de la República de Paraguay. vigente desde el afio 1992. en su Parte
Primera, Título Segundo, relativo a los Derechos. Deberes y Garantías. en el Capítulo Segun-
do, de la Libertad, prescrtbe en su artículo 38, dei Derecho a la Defensa de los Intereses
Difusos: .Toda persona tlene derecho, individual o colectlvamente. a reclamar a las autorida-
des públicas medidas para la defensa dei ambíente, de la integridad deI hábitat. de la salubri-
dad pública, deI acervo cultural nacional, de los intereses deI consumidor y de otros que. por
su naturalezajuridica. pertenezean a la comunidad y hagan relación con la calidad de vida y
con el patrimonio colectlvo•.
por su parte, en el Capítulo Tercero. de la Igualdad, el artículo 47, de las Garantías de la
Igualdad, expresa que el Estado garantizará a todos los habitantes de la República, entre otras:
.Ia igualdad de oportunidades en la participación de los beneficios de la naturaleza. de los
bienes materiales y de la cultura. ( inciso 4).
En fornJa coincidente. el artículo 48. de la Igtialdad de Derechos dei Hombre y la Mujer,
seiíala: .EI hombre y la mujer tlenen iguales derechos civiles. políticos, sociales. económicos
y culturales. EI Estado promoverá las condiciones y creará mecanismos adecuados para que la
igualdad sea real y efectlva, allanando los obstáculos que Impidan o dificulten su ejerclcio y
facilitando la particlpaclón de la mujer en todos los ámbltos de la vida nacíonal•.
EI Capítulo Cuarto dei mismo Título. relativo a los Derechos de la Familia, establece en
el artículo 56, de la Juventud. que se promoverán las condiciones para la actlva participación
de la juventud en el desarrollo político, social, económico y cultural dei pais. Asimismo, el
artículo 57, referido a la tercera edad expresa: .Toda persona de la tercera edad tiene derecho
a una protección integral. La faml1ia, la sociedad y los poderes públicos promoverán su bien-
estar mediante servlcios sociales que se ocupen de sus necesidades de al1mentación, salud,
vivlenda, cultura y ocio•.
En el Capítulo Quinto, de los Pueblos indígenas, encontramos derechos reconocldos por
el Estado a los mlsmos, y así el artículo 62, de los Pueblos Indigenas y Grupos Étnicos, dlspone
que la Constitución reconoce la exlstencla de los pueblos Indígenas y los define como grupos
de cultura antertores a la formación y organización. dei Estado Paraguayo. Por su lado, el
artículo 63, de la Identldad Étnica, dispone: .Queda reconocldo y garantizado el derecho de los
pueblos indígenas a preservar y a desarrollar su identidad étnica en el respectivo hábitat.
Tlenen derecho. asimismo, a aplicar I1bremente sus sistemas de organización política, so-
cial, económlca, cultural y religiosa, ai igual que la voluntaria sujeclón a sus normas consue-
tudinarias para la regulación de la convivencia interior siempre que ellas no atenten contra
los derechos fundamentales establecidos en esta Constltución. En los conflictos jurisdiccio-
nales se tendrá en cuenta el derecho consuetudinarto indígena•. A continuación, el artículo
65, respecto dei Derecho a la Participación. garantiza a los pueblos indígenas el derecho a
participar en la vida económica. social, política y cultural, de acuerdo con sus usos consue-
tudlnarios. con la Constitución y con las leyes nacionales. Por último, en este Capítulo, el
74
EL DERECHO CULTURAL EN LAS CONSTrrUCIONES DELOS PA!SES DEL MERCOSUR

artículo 66, referente a la Educaclón y Asistencla, reconoce que el Estado respetará las pecu-
liaridades culturales de los pueblos Indígenas especialmente en lo relativo a la educaclón
formal y que atenderá asu defensa contra la regresión demográfica, la depredaclón de su
hábltat, la contamlnaclón ambientai, la explotación económica y la alienaclón cultural.
En el Capítulo Séptlmo, ·de la: Educación y la Cultura, se destacan entre otras normas, el
artículo 73, relativo ai Derecho a la Educación y a sus fines, que sei\ala que toda persona tlene
derecho a la educación Integral y permanente, que como sistema y proceso. se realiza en el
contexto de la cultura de la comunldad. Entre sus fines enumera: el desarrollo pleno de la
personalidad humana, la promoción de la libertad y la paz, el respeto a los derechos humanos, la
aflrmaclón de la identldad cultural y la formaclón intelectual, moral y cívica, entre otros.
Aslmismo, el artículo 74, en relación ai Derecho de Aprender y a la Libertad de Ensei\ar,
eri.· su primera parte, nos dice que se gararitlzan el derecho de 'aprender y la Igualdad de
oportunidades ai acceso a los beneficios de la cultura humanística, de la clencla y de la tecno- .
logía, sin dlscrimlnación alguna.Por suparte, el artículo 81, dei Patrimonlo Cultural, expre-
sarhente dlspone:.Se arbitrarân lós medios para la conservaclón, el rescate y la restauraclón
de los Qbjetos, documentos y espacios de valor hlstóriCo,ar~ueológlco;-paleontológlco,a rtístico
o científico, así como de los respectivos entornos físicos, que hacen parte dei patrimonlo cul-
tural de la Nación.EI Estado definirá y registrará aquéllos que se encuentren en el país y, en
suo caso, gestionará -Ia recuperación de los que se hallen em el extranjero. Los organismos
competentes se encargarân de la salvaguarda y dei rescate de las diversas expreslones de la
cultura oral y de la memoria colectlva de la nación, cooperando con los particulares que per-
sigan el mismo objetivo. Quedan prohibidos el uso Inapropiado y el empleo desnaturalizante
de dichos bienes, su destrucción, su alteración dolosa, la remoción de sus lugares origlnarlos
y su enajenación con fines de exportaclón•.
Por otro lado, el artículo 82, respecto ai Reconocimiento de la Iglesia Católica, establece
que se reconoce su protagonlsmo en la formación histórica y cultural de la Nación. Por últi-
mo, en este Capítulo, el artículo 83, en referencla a la Dlfuslón Cultural y a la Exoneraclón de
los Impuestos, establece en su primera parte que los objetos, las publicaciones y las actlvlda-
des que posean valor significativo para la dlfusión cultural y para la educaclón, no se grava-
rán con Impuestos -fIscales til munldpales.
Más adelante, la Parte Tercera, dei Ordenamlento Político de la República, Título PrI-
mero, de la Nación y dei Estado, Capítulo Primero, relativo a las Declaraclones Generales,
expresa en el artículo 140, de los Idiomas, que: .EI Paraguay es un país pluricultural y bilin-
güe. Son idiomas oficiales el castellano y el guaranI. La ley establecerá las modalidades de
utilización de uno y otro. Las lenguas indígenas, así como lãs de otras minorías, forman parte
dei patrlmonlo cultural de la Nación'.
EI Capítulo Segundo, de las Relaciones Internacionales, incorpora el artículo 145, rela-
tivo ai Orden Jurídico Supranacional, que, en su prlmera parte, expresa: .La República dei
Paraguay, en condiciones de Igualdad con otros Estados, admite un orden jurídico supranacional
que garantlce la vigencia de los derechos humanos, de la paz, de lajustlcia, de la cooperaclón
y dei desarrollo, en lo político, económlco, social y cultura1«.
Por su parte, en el Capítulo Cuarto, dei Ordenamlento Territorial de la República, Sec-
ción Tercera, de los Munlcipios, se enumeran en el artículo 168 las atrlbuclones de las mu-
nicipalidades en su jurlsdlcclón territorial y con arreglo a la ley y, entre ellas, se destaca en
el inciso 1 lo slguiente: .La libre gestlón en materlas de su competencla, particularmente en
la de urbanismo, ambiente, abasto, educación, cultura, deporte, turismo, aslstencia sanita-
ria y social, Instltuciones de crédito, cuerpos de Inspecclón y de policía•.
EI artículo 171, relativo a las diferentes Categorías y Regímenes Munlcipales, dlce en
su primera parte que éstos serân establecldos por ley, atendlendo a las condiciones de pobla-
. ción, de desarrollo económico, de situación geográfica, ecológica, cultural, histórica y a otros
factores determinantes de su desarrollo.
Por último, el Capítulo Sexto, de la Política Económlca dei Estado, Secclón Prtmera,
relativa ai Desarrollo Económlco Nacional, establece en el artículo 176 prlmera parte, de la
Política Económica y la Promoclón dei Desarrollo, que ésta tendrá como fines, fundamental-
mente, 'Ia promoclón dei desarrollo económlco, social y cultural.
75
PARLAMEIVTO CULTURAL DEL MF.RCOSUR (PARCUM)

CONSTITUCIÓN DE LA REPúBLICA ORIENTAL DEL URUGUAY


La Carta Magna de la República Ortental dei Uruguay en su Seccióp Segunda. Capítulo
Prtmero. relativo a los Derechos. Deberes y Garantías fundamentales de la Persona, estable-
ce en su artículo 34 expresamente: .Toda la rtqueza artística o histórtca deI pais. sea quien
fuere su dueflo, constltuye el tesoro cultural de la Nación. estará bajo la salvaguardia deI
Estado y la Ley establecerá lo que estime oportuno para su defensa•.
Por su parte, en el Capítulo Segundo de la mlsma sección, el artículo 69 seflala: .Las'
instituciones de enseflanza prtvada y las culturales de la misma naturaleza estarán exone-
radas de impuestos naclon'ales y munlclpales como subvenclón por sus servlclos.,
Aslmismo,medlante el artículo 71, prtmera parte. se declara de utilldad social la gratuldad de
la enseflanza oficiai prtmarta, media, supertor, Industrtal y artística y de la educaclón física,
como también la creación de becas de perfeccionanliento y especialJzación cultural, científi-
ca y obrera, y el establecimiento de bibIJotecas populares.
Por último. Ia Sección Décimo Sexta, relativa ai Gobiemo y Administración de los de-
partamentos, en su Capítulo Diez. enumera en el artículo 297 las fuentes de recursos de los
Goblemos departamentales, que decretados y administrados por éstos serán. entre otras, .Ios
Impuestos a la propaganda y avisos de toda c1ase. Están exceptuados la propaganda y los avisos
de la prensa radial, escrtta y televisada, los de carácter político, reIJgioso. gremial, cultural o
deportivo, y todos aquéllos que la ley determina por mayoría absoluta de votos deI total deI
componentes de cada Câmara'. (inciso 7).

76
CONSTITUCIÓN
DELANACIÓN
ARGENTINA
CONSTlTUCIÓN DE LA NACIÓN ARGENTINA

ANTECEDENTESYREFORMAS
DE LA CONSTITUCIÓN
DE LA NACIÓN ARGENTINA

L
argo y penoso fue el trayecto que el pueblo argentino recorrió desde que rompiera las
cadenas que lo unían a Espana. en 1810. hasta la sanción de su Constitución. el l Q de
mayo de 1853.
EI Virreinato dei Rio de la Plata. con Buenos Aires a la cabeza. fue la primera colonia en
insurreccionarse frente ai poderío espanol y la última en Latinoamérica en dlctar su Carta
Magna. Sin embargo. varios Intentos fallidos de constltución se sucedieron durante esos 43
anos de enfrentanllentos que dieron lugar a la Ley Fundamental de la Argentina. expresión
de su Institucionalización como Naclón soberana y democrática.
La Revolución de Mayo de 1810 significó la eclosión de un sistema caduco y obsoleto. y
la primera insubordinaclón contra el absolutismo espanol. ya que el pueblo porteiio reunido
en Cabildo Ablerto depuso ai vlrrey. AI haber caducado la autoridad real. el pueblo la reasumió
para nombrar a la Primera Junta de Goblerno. EI 28 de mayo de 1810. dlcha Junta dictó su
propio Reglamento Interno que se constltuyó en el primer antecedente constitucional.
Con la incorporación de los dlputados deI interior deI país. Ia Primera Junta creció en
número. se transformó en Junta Grande. y en incapacidad. Por ese motivo fue posteriormen-
te creado el Triunvirato como órgano ejecutlvo. EI 22 de octubre de 1811 éste dlctó el Regla-
mento Orgánlco. Se trató de una verdadera constltución que atribuía a la Junta Grande el
ejercicio de funciones legislativas y le asignaba las facultades de declarar la guerra. celebrar
tratados. establecer impuestos, crear tribunales y empleos. y nombrar a los miembros deI
Triunvirato.
Luego de la deposición dei Primer Triunvirato. se convocó en 1812 a una Asamblea
Constituyente que. a pesar de haber preparado diversos proyectos de constituciones. ninguno
de ellos lIegó a sancionarse. EI denominador común de todos ellos era que establecía un esta-
do unitario. punto esenclal ai cual se opusieron los dlputados deI interior que bregaban por un
modelo confederado.
AI ano siguiente. se lIamó a otra Asamblea Constituyente que tampoco logró la sanción
de la independencia ni de una constitución. Sin embargo. Ia denominada Asamblea dei Afio
XlII tomó significativas decisiones de gran trascendencia institucional futura y de igualdad
civil de los habitantes, algunas de las cuales fueron: la aboliclón de los títulos de nobleza. Ia
libertad de vientres (fueron declarados lIbres todos los h~os de esclavos), la abolición de las
torturas. la supresión de los serviclos personales de los Indios (mita. encomienda. yanaconazgo)
y la supresión de los prlvileglos de los hijos mayores (mayorazgo).
En 1815 la Asamblea se disolvió y el Cabildo de Buenos Aires volvió a asumir el poder.
constituyendo un gobierno unlpersonal encabezado por un dlrector supremo. La función le-
gislativa era ejercida por la Junta de Observación que dictó un Estatuto Provisional que esta-
bleció un sistema de gobierno basado en la autorldad dei Cabildo de Buenos Aires. Por primera
vez, se sentaron normas precisas sobre la elección de los diferentes funcionarios que inte-
graban el gobierno nacional y las provincias.
Finalmente. el 9 de julio de 1816 un Congreso reunido eIl la provlncia de Tucumán
declaró la Independencia. En 1817 sancionó un Reglamento que. en !ineas generales. seguía
aI Estatuto de 1815, aunque fijaba un régimen absolutamente unitario en el que los goberna-
dc'es de la provincias serían nombrados por el director supremo.
79
PARLAMENTO CULTURAL DEL MERCOSUR (PARCUM)

Otros dos fracasos constitucionales se dieron en 1819 y en 1826. Su error radicó en la


insistencia de un marcado carácter unitario que provocó el lógico rechazo de las provincias.
En 1820. con la derrota a manos de los caudillos de las provincias de Santa Fe y Entre
Ríos dei Directorio porteflo. último intento de los iniciados en 1810 que aspiraba a continuar
el modelo centralizado virreinal. nació la provincia de Buenos Aires y las demás provincias
asumieron su autonomía sancionando algunas sus constituciones y definiendo sus modos de
gobierno locales. Hasta 1853 éstas mantuvieron vínculos gracias a los acuerdos interpro-
vinciales que dieron paso paulatino a una nueva forma de gobierno: la confederada. El prime-
ro de esos tratados fue el de Pilar. que se celebró en 1820 entre Buenós Aires. Santa Fe y
Entre Ríos. y estableció las bases para la unidad dei pais y la necesidad de organizar aI Estado
en base a un sistema federal.
Le sucedieron el tratado de Benegas. el dei Cuadrilátero. hasta lIegar ai Pacto Federal
dei 4 de enero de 1831 que sentó las bases de una federación y la creación de una Comisión
Representativa. cuyas funciones serían las de ejercer la representación de las provincias
frente a terceras naciones. con las atribuciones de celebrar tratados y declarar la guerra.
entre otras. EI gobernador de la provincia de Buenos Aires. brigadier general Juan Manuel de
ROSAS. asumió las funciones de dicha Comisión hasta su desplazamiento en 1852. con la
batalla de Caseros. por parte dei general entrerriano Justo José de URQUIZA.
Con esta víctoria. URQUlZA logró convocar a todas las províncias para la firma dei Acuerdo
de San Nicolás. en el que fueron sentadas las bases definitivas deI ordenamiento institucional
argentino. Fue debido a dicho acuerdo que se convocó en la provincia de Santa Fe un Congre-
so Constituyente que. en abril de 1853, sancionó la Constitución. EI 12 de mayo de 1853 ésta
fue jurada y comenzó así su vigencia en todo el âmbito nacional. a excepción de la província
de Buenos Aires que fue la única que no participó de la Convención por insistir en la aplica-
ción deI sistema unitario que la favorecía por sobre las demás.
EI enfrentamiento entre la Confederación Argentina y el Estado de Buenos Aires con-
cluyó con la batalla de Cepeda (octubre de 1859) en la que el general URQUIZA derrotó a las
fuerzas bonaerenses aI mando dei general Bartotomé MffRK ~-celebr.ó f'ntonces el pacto de
San José de Flores por el cual se resolvíó la incorporación de Buenos Aires a la Confecteración
y. mediante el cual, esta última provincia se reservó el derecho de enrnendar la Constitución
Nacional.
La primera reforma constitucional se realizó en 1860. en la que fueron aceptadas las
modificaciones propuestas por Buenos Aires. De esta manera, la Nación Argentina quedó
definitivamente integrada bajo el manto de la Constitución Nacional. Sin embargo, faltó toda-
vía una batalla más, la de Pavón (1861), en la que volvieron a enfrentarse los ejércitos de la
Confederación. conducidos por URQUIZA, y los de la província de Buenos Aires, bajo el mando
de MITRE. Un extraflo retiro deI general entrerriano deI campo de batalla. dejó el campo Iibre
para que los porteflos y MITRE impusieran. a partir de allí. su modelo aI resto de las provincias
argentinas.
Posteriormente. la Constltución sufrió rnodificaciones de forma en 1866 y 1898, Y otra
de fondo en 1949.
En 1866 se enmendó un artículo para permitir que los derechos de exportación perma-
necleran bajo el control dei gobierno central. En 1898 se varió la proporción de diputados y se
amplió a ocho el número de ministerios.
En 1949. durante el gobierno dei general Juan Domingo PERÓN. se sanclonó una pro-
funda reforma a la Constltución Nacional, que permitió la reelección inmediata deI presiden-
te. que anteriormente no era posible si no había transcurrido un período de seis aflos. como
mínimo. desde la terminación de su mandato. La ley de convocatoria fue tachada de inconsti-
tucional por los partidos de la oposición. pese a lo cual se convocó a la elecclón de constituyen-
tes y el oflcialismo obtuvo una abrumadora víctoria que le otorgó la mayoría absoluta de con-
vencionales. quienes sancionaron el proyecto impulsado por el peronismo.
En 1957. el goblerno de facto que derrocó a PERÓN. restableció por decreto la vigencia de
la Constitución de 1853, con sus tres primeras reformas; y, mediante una Constituyente
convocada en un marco proscriptivo. se le incorporó un nuevo artículo (14 bis) que trata sobre
los derechos sociales.
80
CONSTlTUCIÓN DE LA NACIÓN ARGENTINA / ANTECEDENTES y REFORMAS

Mención especial merece la reforma constitucional de 1994 debido a su cercania en el


tiempo y a la trascendencia que tuvo en la vida política e institucional deI pais. Mediante un
pacto entre los dos principales partidos políticos argentinos, el justicialismo (peronismo) y el
radicalismo, se dictó una ley por la cual se declaraba la necesidad de la reforma y la elección
de una Asamblea Constituyente.
Se agmpó en el llamado núcleo de coincidencias básicas un listado de trece puntos a
reformar, que fueron: creación de la jefatura de gabinete: reelección presidencial y acorta-
miento dei mandato a cuatro aflos: eliminación deI requisito de fe católica para acceder a la
Presidencia: sistema de doble vuelta o "ballotage" para elegir la fórmula presidencial, en re-
emplazo deI Colegio Electoral: elección directa deI intendente porteflo y autonomia de la Capi-
tal Federal: facultad deI Poder Ejecutivo para dictar decretos de necesidad y urgencia: prolon-
gación deI periodo de sesiones ordinarias deI Congreso: agilízación de los pasos para la aproba-
ción de leyes en el Congreso: incorporación de un tercer senador por cada distrito; reducción
de los mandatos senatoriales de nueve a seis aflos: creación dei Consejo de la Magistratura:
creación deI Jurado de Enjuiciamiento: la Auditoria General de la Nación corno órgano de
contralor de la administración y presidida por un representante deI primer partido opositor: y
necesidad de mayorias legislativas especiales para proyectos de leyes que modifiquen el régi-
men electoral y de partidos políticos. Todos ellos fueron incorporados a la Constitución.
En lo que respecta a sus características esenciales, la Constitución es la ley fundamen-
taI de la Nación, no hay por encima norma suprema. Las demás normas existentes se subor-
dinan a la misma. En el orden de prelación de nomlas, se encuentran los tratados sobre
derechos humanos incorporados: los demás tratados: las leyes de la Nación: y, por último, las
constituciones y leyes provinciales.
En el preámbulo se expresan y sintetizan las intenciones de los constituyentes. Se
confirma, en primer término, la soberania popular: y luego se alude aI cumplimiento de pac-
tos preexistentes, ya que, como se vio anteriormente, los pactos provinciales constituyeron el
cauce instrumental para la realización de la unidad nacional. En él también se consagran los
grandes objetivos que la Constitución propone para la Nación: unión nacional, justicia, paz
interior, defensa común, bienestar general y libertado
La Constitución está compu esta por dos partes: una es la llamada parte dogmática, y la
otra es la parte orgánica, que se refiere a los órganos dei poder, tanto dei Estado federal como
de las provincias.
La Constitución adopta para su gobiemo la forma republicana, representativa y federal.
Se consagra la división de poderes: Ejecutivo, Legislativo y Judicial.
EI Poder Ejecutivo es unipersonal, el sistema es presidencialista y la duración dei man-
dato es de cuatro aflos. EI Poder Legislativo reside en dos cámaras: la de Senadores y la de
Diputados. EI Poder Judicial es ejercido por la Corte Suprema de Justicia, las Cámaras Fede-
rales y los Jueces Ordinarios, los Jueces de Paz y las Cámaras de Apelaciones.
En consonancia con el articulo primero que adopta la fonna federal de la Nación, este
segundo titulo reconoce las autonomias provinciales; es decir, las provincias gozan de la po-
testad de dictarse sus propias constituciones y leyes, siempre y cuando no contradigan la ley
suprema.
Por último, cabe mencionar que con relación a los tratados de integración, le atribuye aI
Poder Legislativo la aprobación de aquéllos que deleguen competencias yjurisdicción a orga-
nizaciones supraestatales en condiciones de reciprocidad e igualdad, y que respeten el orden
democrático y los c1erechos humanos.

81
CONSTlTUCIÓN DE LA NACIÓN ARGENTINA / TEXTO

PREÁMBULO
Nos Los representantes deL pueblo de La Nación Argentina, reunidos en Congreso GeneraL
Constituyente por voLuntad y eLecdón de las provindas que La componen. en cumpLimiento
de pactos preexistentes, con eL objeto de constituir La unión nadonaL afianzar Lajusticia,
consolidar La paz interior, proveer a La deJensa común. promover eL bienestar generaL y
asegurar Los benefidos de La Libertad, para nosotros, para nuestra posteridad, y para
todos Los hombres deL mundo que quieran habitar en eL sueLo argentino; invocando La
protección de Dios,juente de toda razón yjusticia: ordenamos, decretamos y estabLece-
mos esta Constitución para La Nadón Argentina.

PRIMERA PARTE
CAPÍTULO PRIMERO
DECLARACIONES, DERECHOS Y GARANTiAS
Articulo 1. La Nación Argentina adopta para su goblemo la fonna representativa republicana
federal, según la establece la presente Constituclón.
Articulo 2. EI Gobierno federal sostiene el culto católico apostólico romano.
Articulo 3. Las autoridades que ejercen el Goblerno federal, reslden en la cludad que se
declare CapItal de la Repúbllca por una ley especial dei Congreso, prevIa ceslón hecha por
una o más LegIslaturas provlnclales, dei terrltorlo que haya de federallzarse.
Articulo 4. EI Gobiemo federal provee a los gastos de la Nación con los fondos dei Tesoro
nacional, fonnado dei producto de derechos de Importaclón y exportaclón: dei de la venta o
locaclón de tlerras de propledad nacional: de la renta de correos; de las demás contrlbuclones
que equltativa y proporcionalmente a la población impooga el Congreso general, y de los em-
préstitos y operaciones de crédito que decrete el mismo Congreso para urgencias de la Naclón
o para empresas de utilldad nacional.
Articulo 5. Cada provlncia dictará para si una Constitución bajo el sistema representativo
republicano, de acuerdo con los prlnciplos, declaraciones y garantias de la Constltuclón Na-
cional, y que asegure su admlnistraclón de justlcia, su réglmen munIcIpal, y la educación
primaria. Bajo de estas condiciones, el Goblemo federal garante a cada provlncla el goce y
ejerclcio de sus Instltuclones.
Articulo 6. EI Gobierno federal Intervlene en el terrltorlo de las provlnclas para garantir la
fonna republicana de goblerno, o repeler Invaslones exteriores, y a requlslclón de sus autori-
dades constltuldas para sostenerlas o restablecerlas, si hublesen sido depuestas por la sedl-
ción, o por invaslçm de otra provlncia.
Articulo 7. Los actos públicos y procedimientos juplclales de una provincla gozan de entera fe
en las demás: y el Congreso puede por leyes generales detennlnar cuál será la fonna probato-
ria de estos actos y procedlmientos, y los efectos legales que produclrán.
Articulo 8. Los ciudadanos de cada provlncla gozan de todos los derechos, prlvileglos e Inmu-
nldades Inherentes ai título de ciudadano en las demás, La extradlclón de los crlmlnales es
de obllgaclón recíproca entre todas las provlnclas.
Articulo 9. En todo el terrltorlo de la Nación no habrá más aduanas que las naclonales, enlas
cuales reglrán las tarifas que sancione el Congreso.
Articulo 10. En el Interior de la Repúbllca es lIbre de derechos la circulaclón de los efectos de
producclón o fabrlcación nacional, así como la de los géneros y mercancías de todas clases,
despachadas en las aduanas exterIores.
Articulo 11. Los artÍCulos de producción o fabrlcaclón nacional o extranJera, así como los
ganados de toda especle, que pasen por terrltorlo de una provincla a otra, serán lIbres de los
derechos llamados de tránslto, sléndolo tamblén los carruajes, buques o bestlas en que se
transporten: y nlngún otro derecho podrá imponérseles en adelante, cualqulera que sea su
denominación, por el hecho de transitar el terrltorlo.
Articulo 12. Los buques destinados de una provlncla a otra no serán obligados a entrar, an-
83
PARLAMENTO CULTURAL DEL MERCOSUR (PARCUM)

clar y pagar derechos por causa de tránsito: sin que en ningún caso puedan concederse pre-
ferencias a un puerto respecto de otro, por medio de leyes o reglamentos de comercio.
Artículo 13. Podrán admitirse nuevas provincias en la Nación: pero no podrá eIigirse una
provinda en el terIitoIio de otra u otras, ni de valias formarse una sola, sln el consentimien-
to de la Legislatura de las provincias interesadas y deI Congreso.
Artículo 14. Todos los habitantes de la Nación gozan de los siguientes derechos conforme a
las leyes que reglamenten su ejercicio: a saber: de trabajar y ejercer toda industria lícita: de
navegar y comerciar: de peticionar a las autoridades: de entrar, permanecer, transitar y salir
deI terIitoIio argentino: de publicar sus ideas por la prensa sin censura previa: de usar y
disponer de su propiedad: de asociarse con fines útiles: de profesar Iibremente su culto: de
enseflar y aprender.
Artículo 14 bis. EI trabaJo en sus diversas formas gozará de la protección de las leyes,
las que asegurarán aI trabajador: condiciones dignas y equitativas de labor: jornada limitada:
descanso y vacaciones pagados: retribución justa: salalio mínimo vital móvil: igual remune-
ración por igual tarea: participación en las ganancias de las empresas, con control de la
producción y colaboración en la dirección: protección contra el despido arbitralio: estabilidad
deI empleado público: organización sindicallibre y democrática, reconocida por la simple ins-
cIipción en un registro especial.
Queda garantizado a los gremios: concertar convenios colectivos de trabajo: recurrir a
la conciliación y aI arbitraje: el derecho de huelga. Los representantes gremiales gozarán de
las garantías necesarias para el cumplimiento de su gestión sindical y las relacionadas con
la estabilidad de su empleo.
El Estado otorgará los beneficios de la seguridad social, que tendrá carácter de integral
e irrenunciable. En especial, la ley establecerá: el seguro social obligatoIio, que estará a
cargo de entidades nacionales o provinciales con autonomía financiera y económica, admi-
nistradas por los interesados con participación deI Estado, sin que pueda existir superposi-
ción de aportes: jubilaciones y pensiones móviles: la protección integral de la familia: la
defensa deI bien de familia: la compensación económica familiar y el acceso a una vivienda
digna.
Artículo 15. En la Nación Argentina no hay esclavos: los pocos que hoy existen quedan Iibres
desde la jura de esta Constitución; y una ley especial reglará las indemnizaciones a que dé
lugar esta declaración. Todo contrato de compra y venta de personas es un cIimen de que
serán responsables los que lo celebrasen, y el escIibano o funcionalio que lo autoIice. Y los
esclavos que de cualquier modo se introduzcan quedan libres por el solo hecho de pisar el
territorio de la República.
Artículo 16. La Nación Argentina no admite prerrogativas de sangre, ni de nacimiento: no
hay en ella fueros personales ni títulos de nobleza. Todos sus habitantes son iguales ante la
ley, y admisibles en los empleos sin otra condíción que la idoneidad. La igualdad es la base deI
impuesto y de las cargas públicas.
Artículo 17. La propiedad es inviolable, y níngún habitante de la Nación puede ser pIivado de
ella, sino en virtud de sentencia fundada en ley. La expropiación por causa de utilidad pública
debe ser calificada por ley y previamente indemnizada. Sólo el Congreso impone las contIibu-
ciones que se expresan en el artículo 4. Ningún semcio personal es exigible, sino en virtud
de ley o de sentencia fundada en ley. Todo autor o inventor es propietalio exclusivo de su obra,
invento o descubrimiento, por el término que le acuerde la ley. La confiscación de bienes
queda borrada para siempre deI Código Penal argentino. Ningún cuerpo armado puede hacer
requisiciones, ni exigir auxilios de ninguna especie.
Artículo 18. Ningún habitante de la Nación puede s~r penado slnjuicio previo fundado en ley
anteIior aI hecho deI proceso, ni juzgado por comisiones especiales, o sacado de los jueces
designados por la ley antes deI hecho de la causa. Nadie puede ser obligado a declarar contra
sí mismo: ni arrestado sino en virtud de orden escrita de autoIidad competente. Es inviolable
la defensa en juicio de la persona y de los derechos. EI domicilio es inviolable, como también
la correspondencia epistolar y los papeles privados: y una ley determinará en qué casos y con
qué justificativos podrá procederse a su allanamiento y ocupación. Quedan abolidos para siem-
pre la pena de muerte por causas políticas, toda especie de tormento y los azotes. Las cárceles
çe la Nación serán sanas y Iimpias, para seguIidad y no para castigo de los reos detenidos en
84
CONSTITUCIÓN OE LA NACIÓN ARCENI1NA / TEXro

ellas, y toda medida a pretexto de precaución conduzca a mortificarlos mas allá de lo que
aquélla exija, hará responsable ai juez que la autorice.
Artículo 19. Las acciones privadas de los hombres que de ningún modo ofendan ai orden y a la
moral pública, ni perjudiquen a un tercero. están sólo reservadas a Dios. y exentas de la
autoridad de los magistrados. Ningún habitante de la Nación será obligado a hacer lo que '10
manda la ley. ni privado de lo que ello no prohíbe.
Artículo 20. Los extranjeros gozan en el territorio de la Nación de todos los derechos civiles
dei cíudadano: pueden ejercer su industria. comercio y profesíón: poseer bíenes raíces. com-
prarlos y enajenarlos: navegar los rios y costas: ejercer libremente su culto: testq,r y casarse
conforme a las leyes. No están obligados a admítir la ciudadanía, ni a pagar contríbuciones
forzosas extraordinarias. Obtienen nacionalización residiendo dos afios continuos en la Na-
ción: pero la autOlidad puede acortar este término a favor dei que lo solicite, alegando y pro-
bando servicios a la República.
Artículo 21. Todo ciudadano argentino está obligado a armarse en defensa de la patria y de
esta Constítución, conforme a las leyes que ai efecto dícte el Congreso y a los decretos dei
Ejecutivo nacional. Los cíudadanos por naturalización son libres de prestar o no este servicío
por el término de diez anos contados desde el dia en que obtengan su carta de ciudadanía.
Artículo 22. EI pueblo no delibera ni gobierna. sino por medio de sus representantes yautori-
dades creadas por esta Constitución. Toda fuer.la amlada o reunión de personas que se atri-
buya los derechos dei pueblo y peticione a nombre de éste. comete delito de sedición.
Artículo 23. En caso de conmoción interior o de ataque exterior que pongan en peligro el
ejerCicio de esta Constitución y de las autoridades creadas por ella. se declarará en estado de
sitio la provincia o territorio en donde exista la perturbación dei orden, quedando suspensas
allí las garantías constitucíonales. Pero durante esta suspensión no podrá el presidente de la
República condenar por sí ni aplicar penas. Su poder se limitará en tal caso respecto de las
personas. a arrestarlas o trasladarias de un punto a otro de la Nación, si ellas no prefiriesen
salir fuera dei territorio argentíno.
Artículo 24. EI Congreso promoverá la reforma de la actuallegislación en todos sus ramos, y
el establecimíento dei juicio por jurados.
Artículo 25. EI Gobierno federal fomentará la inmigración europea: y no podrá restringir,
limitar ni gravar con impuesto alguno la entrada en .el territorio argentino de los extranjeros
que traigan por objeto labrar la tierra, mejorar las industrias, e introducir y ensefiar las
ciencias y las artes.
Artículo 26. La navegación de los rios interiores de la Nación es libre para todas las banderas.
con sujeción únicamente a los reglamentos que dicte la autoridad nacional.
Artículo 27. EI Gobierno federal está obligado a afianzar sus relaciones de paz y comercio con
las potencias extranjeras por medio de tratados que estén en conformidad con los principios
de derecho público establecidos en esta Constitución.
Artículo 28. Los principios. garantias y derechos reconocidos en los anteriores artículos, no
podrán ser alterados por las leyes que reglamenten su ejercícío.
Artículo 29. EI Congreso no puede conceder ai Ejecutivo nacional. ní las legíslaturas provin-
cíales a los gobernadores de províncía,Jacultades extraordinarias, ní la suma deI poder público. ni
Lltorgarles sumisiones o supremacias por las que la vida. el honor o las fortunas de los argenti-
nos queden a merced de gobiernos o persona alguna. Actos de esta naturaleza llevan consigo
una nulidad insanable, y sujetarán a los que los formulen. consientan o fimlen. a la respon-
sabilidad y pena de los infames traidores a la patria.
Artículo 30. La Constitución puede refornlarse en el todo o en cualquiera de sus partes. La
necesidad de refornm debe ser declarada por el Congreso con el voto de dos terceras partes, ai
menos. de sus miembros: pera no se efectuará sino por una convención convocada aI efecto.
Artículo 31. Esta Constitución. Ias leyes de la Nación que en su consecuencia se dicten por el
Congreso y los tratados con las potencias extranjeras son la ley suprema de la Nación: y las
autoridades de cada provincia están obligadas a conformarse a ella, no obstante cualquiera
disposición en contrario que contengan las leyes o constituciones provinciales, salvo para la
85
PARLAMENTO CULTURAL DEL MERCOSUR (PARCUMJ

provincia de Buenos Aires. los tratados ratificados después deI Pacto de 11 de noviembre de
1859. .
Articulo 32. EI Congreso federal no dictará leyes que restrinjan la Iibertad de Imprenta o
establezcan sobre ella la jUlisdlcción federal.
Articulo 33. Las declaraciones. derechos y garantias que enumera la Constitución. no serán
entendidos corno negaclón de otros derechos y garantias no enumerados. pero que nacen dei
principio de la soberania deI pueblo y de la fonna republicana de gobiemo.
Articulo 34. Los jueces de las cortes federales no podrán serlo al mismo tiempo de los tribu-
nales de provincla. ni el servicio federal. tanto en lo civil corno en lo militar. da residencia en
la provincia en que se ejerza. y que no sea la deI domicilio habitual deI empleado. entendlén-
dose esto para los efectos de optar a empleos en la provincia en que accidentalmente se
encuentre.
Articulo 35. Las denominaclones adoptadas sucesivamente desde 1810 hasta el presente. a
saber: Provúlcias Unidas del Rio de la Plata; RepúbUcaArgentina, Confederación Argentina. serán
en adelante nombres oflciales indistintamente para la designación dei Gobiemo y territorio
de las provincias. empleándose las palabras "Nación Argentina" en la fonnación y sanción de
las leyes.

CAPíTULO SEGUNDO
NUEVOS DERECHOS Y GARANTiAS
Artículo 36. Esta Constitución mantendrá su Imperio aun cuando se interrumpiere su ob-
servancia por actos de fuerza contra el orden institucional y el sistema democrático. Estos
actos serán insanablemente nulos.
Sus autores serán pasibles de la sanción prevista en el artículo 29. inhabilitados a
perpetuidad para ocupar cargos públicos y excluidos de los beneficios deI indulto y la conmuta-
ción de penas.
Tendrán las mismas sanciones quienes. corno consecuencia de estos actos. usurparen
funciones previstas para las autoridades de esta Constitución o las de las provincias. los que
responderán civil y penalmente de sus actos. Las acciones respectivas serán imprescriptibles.
Todos los cludadanos tienen el derecho de resistencla contra quienes ejecutaren los
actos de fuerza enunciados en este articulo.
Atentará asimismo contra el sistema democrático quien incurriere en grave delito
doloso contra el Estado que conlleve enriquecimiento. quedando inhabilitado por el tiempo
que las leyes detenninen para ocupar cargos o empleos públicos.
EI Congreso sancionará una ley sobre ética publica para el ejerclclo de la funciÓn.
Artículo 37. Esta Constituclón gàrantiza el pleno ejercicio de los derechos políticos. con arre-
glo ai principio de la soberania popular y de las leyes que se dicten en consecuencia. EI sufra-
gio es universal. igual. secreto y obligatorio.
La igualdad real de oportl.\l11dades entre varones y mujeres para el acceso a cargos
electivos y partidarios se garantizará por acciones positivas en la regulaclón de los partidos
políticos y en el régimen electoral.
Articulo 38. Los partidos políticos son instituciones fundamentales dei sistema democrático.
Su creación y el ejercicio de sus actividades son libres dentro deI respeto a esta Cons-
titución. la que garantlza su organización y funcionamiento democráticos. Ia representación
de las minorias. Ia competencia para la postulación de candidatos a cargos públicos electivos.
el acceso a la infonnación publica y la difuslón de sus ideas.
EI Estado contribuye aI sostenimiento económlco de sus actividades y de la capacita-
ción de sus dirigentes.
Lcs partidos políticos deberán dar publicidad dei origen y destino de sus fondos y patri-
monio.
Artículo 39. Los ciudadanos tienen el derecho de iniciativa para presentar proyectos de ley
en la Cámara de Diputados. EI Congreso deberá darles expreso tratamlento dentro deI ténni-
no de doce meses.
EI Congreso. con el voto de la mayoria absoluta de la totalidad de los miembros de cada
86
CONSTlTUC/ÓN DE LA NAC/ÓN ARGENTINA / TEXTO

Cámara. sancionará una ley reglamentaria que no podrá exigir más dei tres por ciento dei
padrón electoral nacional. dentro dei cual deberá contemplar una adecuada distrlbución terri-
torial para suscribir la iniciativa.
No serán objeto de iniciativa popular los proyectos referidos a reforma constitucional.
tratados internacionales. tributos. presupuesto y materla penal.
Articulo 40. EI Congreso. a iniciativa de la Cámara de Diputados. podrá someter a consulta
popular un proyecto de ley. La ley de convocatorla no podrá ser vetada. EI voto afirmativo dei
proyecto por el pueblo de la Nación lo convertirá en ley y su promulgación será automática.
EI Congreso o el presidente de la Nación, dentro de sus respectivas competencias, po-
drán convocar a consulta popular no vinculante. En este caso el voto no será obligatorlo.
EI Congreso. con el voto de la mayorla absoluta de la totalidad de los miembros de cada
Cámara. reglamentará las materlas, procedimientos y oportunidad de la consulta popular.
Articulo 41. Todos los habitantes gozan deI derecho a un ambiente sano, equilibrado, apto
para el desarrollo humano y para que las actlvidades productivas satisfagan las necesidades
presentes sin comprometer las de las generaciones futuras; y tienen el deber de preservarlo.
EI dano ambiental generará prioritariamente la obligaciónde recomponer. según lo establez-
ca la ley.
Las autoridades proveerán a la protección de este derecho. a la utllización racional de
los recursos naturales. a la preservación dei patrlmonio natural y cultural y de la diversldad
biológica. y a la información y educación ambientales.
Corresponde a la Nación dictar las normas que contengan los presupuestos mínimos de
protección. y a las provincias, las necesarias para complementarias, sln que aquéllas alteren
las jurlsdicciones l o c a l e s . · .
Se prohíbe el ingreso aI terrltorlo nacional de reslduos actual o potencialmente peligro-
sos, y de los radlactivos.
Articulo 42. Los consumidores y usuarlos de blenes y servicios tienen derecho, en la rela-
ción de consumo, a la protecclón de su salud, segurldad e intereses económlcos; a una infor-
maclón adecuada y veraz; a la Iibertad de elecclón y a condiciones de trato equltatlvo y digno.
Las autoridades proveerán a la protecclón de esos derechos, a la educaclón para el
consumo. a la defensa de la competencia contra toda forma-de distorslórLde los mercados, ai
control de los monopolios naturales y legales. ai de la calidad y eflclencla de los serviclos
públicos, y a la constltución de asociaclones de consumidores y de usuarios.
La leglslaclón establecerá procedimientos eficaces para la prevención y solución de
conflictos. y los marcos regulatorlos de los servicios públicos de competencia nacional, pre-
viendo la necesarla particlpación de las asociaciones de consumidores y usuarlos y de las
provincias interesadas. en los organismos de control.
Articulo 43. Toda persona puede interponer acclón expedita y rápida de amparo. siempre que
no exista otro medio judicial más idóneo, contra todo acto u omlsión de autoridades públicas o
de particulares. que en forma actual o Inmlnente leslOne, restrinja. altere o amenace, con
arbitrarledad o i1egalidad manlflesta. derechos y garantías reconocldos por esta Constltuclón.
un tratado o una ley. En el caso. eljuez podrá declarar la Inconstituclonalidad de la norma en
que se funde el acto u omislón lesiva.
Podrán Interponer esta acción contra cualquier forma de discrlminación y en lo relativo
a los derechos que protegen ai ambiente. a la competencla. aI usuarlo y ai consumidor. así
como a los derechos de Incldencla colectiva en general. el afectado, el defensor dei pueblo y
las asociaciones que propendan a esos fines. registradas conforme a la ley. Ia que determina-
rá los requisitos y formas de su organización.
Toda persona podrá Interponer esta acclón para tomar conoclmlento de los datos a ella
referidos y de su f1nalidad. que consten en registros o bancos de datos públicos. o los privados
destinados a proveer informes. y en caso de falsedad o dlscrlmlnación, para exigir la supre-
slón. rectlficaclón. confldenclalidad o actualizaclón de aquéllos. No podrá afectarse el secreto
de las fuentes de infomlación perlodística.
Cuando el derecho leslonado, restringido. alterado o amenazado fuera la libertad física.
o encaso de agravamlento ilegítimo en la forma o condiciones de detención, o en el de des-
aparlclón forzada de personas, la acción de hábeas corpus podrá ser Interpuesta por el afecta-
do o por cualquiera en su favor y el juez resolverá de Inmedlato, aun durante la vlgencla dei
estado de sitio.
87
PARLAMENTO CULTURAL DEL MERCOSUR (PARCUM)

SEGUNDA PARTE
AUTORIDADES DE LA NACIÓN
TíTULO PRIMERO
GOBIERNO FEDERAL
SECCIÓN PRIMERA
DEL PODER LEGISLATIVO
Artículo 44. Un Congreso compuesto de dos Cámaras, una de diputados de la Nación y otra de
senadores de las provincias y de la ciudad de Buenos Aires, será investido dei Poder Legisla-
tivo de la Nación.

CAPíTULO PRIMERO
DE LA CÁMARA DE DIPUTADOS
Artículo 45. La Cámara de Diputados se compondrá de representantes elegidos directamente
por el pueblo de las provincias, de la ciudad de Buenos Aires, y de la Capital en caso de trasla-
do, que se consideran a este fin como distrttos electorales de un solo Estado y a simple plura-
lidad de sufragios. EI número de representantes será de uno por cada treinta y tres mil habi-
tantes o fracción que no baje de dieciséis mil quinientos. Después de la realización de cada
censo, el Congreso fijará la representación con arreglo aI mismo, pudiendo aumentar pera no
disminuir la base expresada para cada diputado.
Artículo 46, Los diputados para la prtmera Legislatura se nombrarán en la proporción si-
guiente: por la provincia de Buenos Aires, doce; por la de Córdoba, seis; por la de Catamarca,
tres: por la de Comentes, cuatro: por la de Entre Rí.os, dos; por la de Jujuy, dos: por la de
Mendoza, tres: por la de La Rioja, dos; por la de Salta, tres; por la de Santiago, cuatra; por la de
San Juan, dos: por la de Santa Fe, dos: por la de San Luis, dos, y por la de Tucumán, tres.
Artículo 47. Para la segunda Legislatura deberá realizarse el censo general, y arreglarse el
número de diputados; pera este censo sólo podrá renovarse cada diez anos.
Artículo 48. Para ser diputado se requiere haber cumplido la edad de veinticinco anos, tener
cuatro anos de ciudadanía en ejercicio y ser natural de la provincia que lo elija, o con dos anos
de residencia inmediata en ella. .
Artículo 49. Por esta vez las Legislaturas de las provincias reglarán los medias de hacer
efectiva la elección directa de los diputados de la Nación; para lo sucesivo el Congreso expedi-
rá una ley general.
Artículo 50. Los diputados durarán en su representación por cuatro anos, y son reelegibles:
pera la Sala se renovará por mitad cada bienio; a cuyo efecto los nombrados para la primera
Legislatura, luego que se reúnan, sortearán los que deban salir en el prtmer periodo.
Artículo 51. En caso de vacante, el gobiemo de provincia o de la Capital hace proceder a
elección legal de un nuevo miembro.
Artículo 52. A la Cámara de Diputados corresponde exclusivamente la iniciativa de las leyes
sobre contribllciones y reclutamiento de tropas.
Artículo 53. Sólo ella ejerce el derecho de acusar ante el Senado ai presidente, vicepresiden-
te, aI jefe de gabinete de ministros, a los ministros y a los miembros de la Corte Suprema, en
las causas de responsabilidad que se intenten contra ellos, por mal desempeno o por delito en
el ejercicio de sus funciones: o por crímenes comunes, después de haber conocido de ellos y
declarado haber lugar a la formación de causa por la mayorta de dos terceras partes de SllS
miembros presentes.
CAPíTULO SEGUNDO
DEL SENADO
Artículo 54. EI Senado se compondrá de tres senadores por cada provincia y tres por la ciudad
de Buenos Aires, elegidos en forma directa y conjunta, correspondiendo dos bancas aI partido
político que obtenga el mayor número de votos, y la restante ai partido político que le siga en
número de votos. Cada senador tendrá un voto.
88
CONSTlTUC/ÓN DE LA NAC/ÓN ARGENTINA / TEXTO

Artículo 55. Son requisitos para ser elegido senador: tener la edad de treinta afios. haber sido
seis afios ciudadano de la Nación. disfnltar de una renta anual de dos mil pesos fuertes o de
una entrada equivalente. y ser natural de la provincia que lo elija. o con dos afios de residen-
cia inmediata en ella.
Artículo 56. Los senadores duran seis afios en el ejercicio de su mandato. y son reelegibles
indefinidamente, pera el Senado se renovará a razón de una tercera parte de los distIitos
electorales cada dos afios.
Artículo 57. EI vicepresidente de la Nación será presidente dei Senado: pero no tendrá voto
sino en el caso que haya empate en la votación.
Artículo 58. EI Senado nombrará un presidente provisorio que lo presida en caso de ausencia
deI vicepresidente, o cuando éste ejerce las funciones de presidente de la Nación.
Artículo 59. AI Senado corresponde j uzgar en juicio público a los acusados por la Cámara de
Diputados. debiendo sus miembros prestar juramento para este acto. Cuando el acusado sea
el presidente de la Nación. el Senado será presidido por el presidente de la Corte Suprema.
Ninguno será declarado culpable sino a mayoría de los dos tercios de los miembras presentes,
Artículo 60. Su fali o ne tendrá más e(ecto que destituir aI acusado, y aun declararle incapaz
de ocupar ningún empleo de honor, de confianza o a sueldo en-IaNaciónc-Pero-la-parte-conde-
nada quedará. no obstante, sujeta a acusación. juicio y castigo confonne a las leyes ante los
tribunales ordinaríos.
Artículo 61. Corresponde también ai Senado autorizar aI presidente de la Nación para que
declare en estado de sitio uno o varios puntos de la República en caso de ataque exterior.
Artículo 62. Cuando vacase alguna plaza de senador por muerte. renuncia u otra causa, el
Gobierno a que corresponda la vacante hace proceder inmediatamente a la elección de un
nuevo miembro.

CAPíTULO TERCERO
DlSPOSICIONES COM UNES A AMBAS CÁMARAS
Ar.tícul() R3. Ambas Câmaras se reunirán por si mismas en sesiones ordinarias todos los
afios desde el 1 Q de marzo hasta el30 de noviembre-. f'ueden también ser convocadas extraor-
dinariamente por el presidente de la Nación o prorrogadas sus sesiones.
Artículo 64. Cada Cán1ara es juez de las elecciones, derechos y títulos de sus miembros en
cuanto a su validez. Ninguna de ellas entrará en sesión sin la mayoría absoluta de sus miem-
bros: pero un número menor podrá compeler a los miembros ausentes a que concurran a las
sesiones. en los ténninos y bajo las penas que cada Câmara establecerá.
Artículo 65. Ambas Câmaras empiezan y concluyen sus sesiones simultáneamente. Ningu-
na de ellas, mientras se hallen reunidas. podrá suspender sus sesiones más de tres dias, sin
el consentimiento de la otra.
Artículo 66. Cada Cámara hará su reglamento, y podrá con dos tercios de votos corregir a
cualquiera de sus miembros por desorden de conducta en el ejercicio de sus funciones, o
removerlo por inhabilidad física o moral sobreviniente a su incorporación, y hasta excluirle
de su seno; pero bastará la mayoría de uno sobre la mitad de los presentes para decidir en las
renuncias que voluntariamente hicieren de sus cargos.
Artículo 67. Los senadores y diputados prestarán. en el acto de su incorporación, juramento
de desempenar debidamente el cargo, y de obrar en todo en confonnidad a lo que prescribe
esta Constitución.
Artículo 68. Ninguno de los miembr05 dei Congreso puede ser acusado. interrogado judicial-
mente. ni molestado por las opiniones o discursos que emita desempenando su mandato de
legislador.
Artículo 69. Ningún senador o diputado, desde el dia de su elección hasta el de su cese, puede
ser arrestado: excepto el caso de ser sorprendido Ú1fraganti en la ejecuciÓn de algún crímen
que merezca pena de muerte, infamante, u otra aflictiva: de lo que se dará cuenta a la Cáma-
ra respectiva con la infonnación sumaria deI hecho.
Artículo 70. Cuando se forn1e querella por escIito ante las justicias ordinarias contra cual-
89
PARLAMENTO CULTURAL DEL MERCOSUR (PARCUM)

quler senador o dlputado. examinado el mérito dei sumario enjulclo publico. podrá cada Cá-
mara. con dos terclos de votos. suspender en sus funciones aI acusado y ponerlo a dlsposlclón
deI juez competente para su juzgamlento.
Articulo 71. Cada una de las Cámaras puede hacer venlr a su Sala a los ministros dei Poder
Ejecutlvo para recibir las explicaclones e informes que estime convenientes.
Articulo 72. Ningún mlembro deI Congreso podrá reclblr empleo o comlslón deI Poder Ejecu-
tlvo. sin previo consentlmiento de la Cámara respectiva. excepto los empleos de escala.
Articulo 73. Los eclesiásticos regulares no pueden ser mlembros deI Congreso. ni los gober-
nadores de provlncla por la de su mando.
Articulo 74. Los servicios de los senadores y diputados son remunerados por el Tesoro de la
Nación, con una dotaclón que seiialará la ley.

CAPíTULO CUARTO
ATRIBUCIONES DEL CONGRESO
Articulo 75. Corresponde aI Congreso:
1. Legislar en materla aduanera. Establecer los derechos de Importación y exportación.
los cuales, así como las avaluaciones sobre las que recaigan. serán uniformes en toda
la Nación.
2. Imponer contrlbuclones indirectas como facultad concurrente con las provincias.
Imponer contrlbuciones directas. por tiempo determinado. proporcionalmente Iguales
en todo el terrltorlo de la Nación. siempre que la defensa, segurldad común y blen gene-
ral dei Estado lo exijan. Las contrlbuciones previstas en este inciso, con excepción de la
parte o el total de las que tengan asignación especifica. son coparticipables.
Una ley convenio, sobre la base de acuerdos entre la Naclón y las provincias.
instituirá regímenes de coparticlpaclón de estas contrlbuciones. garantizando la auto-
matlcidad en la remisión de los fondos.
La distrlbución entre la Nación. Ias provinclas y la ciudad de Buenos Aires y entre
éstas. se efectuara en relación dlrecta a las competencias, serviclos y funciones de
cada una de ellas contemplando crlterlos objetivos de reparto; será equitatlva. solldarla
y dará prlorldad aI logro de un grado equivalente de desarrollo. calldad de vida e Igualdad
de oportunldad en todo el terrltorlo nacional.
La ley convenio tendrá como Cámara de orlgen el Senado y deberá ser sancionada
con la mayoría absoluta de la totalldad de los miembros de cada Cámara, no podrá ser
modificada unilateralmente ni reglamentada y será aprobada por las provincias.
No habrá transferencia de competenclas, servlclos o funciones sln la respectiva
reslgnación de recursos. aprobada por la ley dei Congreso cuando correspondlere y por la
provincla interesada o la ciudad de Buenos Aires en su caso.
Un organismo fiscal federal tendrá a su cargo el control y flscalización de la ejecu-
clón de lo establecido en este inciso, según lo determine la ley, la que deberá asegurar la
representación de todas las provinclas y la ciudad de Buenos Aires en su composlclón.
3. Establecer y modificar asignaclones específicas de recursos copartlcipables. por tiempo
deternllnado. por la ley especial aprobada por la mayoría absoluta de la totalldad de los
miembros de cada Cámara.
4. Contraer empréstltos sobre el crédito de la Naclón.
5. Dlsponer deI uso y de la enajenaclÓn de las tierras de propiedad nacional.
6. Establecer y reglamentar un banco federal con facultad de emitir moneda. así como
otros bancos naclonales.
7. Arreglar el pago de la deuda interior y exterior de la Naclón.
8. Fljar anualmente. conforme a las pautas establecidas en el tercer pãrrafo deI inciso
2 de este artículo. el presupuesto general de gastos y cálculo de recursos de la adminls-
traclón nacional, en base ai programa general de goblemo y aI plan de Inversiones
públicas y aprobar o desechar la cuenta de inversión.
9. Acordar subsidios dei Tesoro nacional a las provinclas: cuyas rentas no alcancen,
según sus presupuestos. a cubrir sus gastos ordlnarlos.
90
CONSTITUCIÓN DELA NACIÓN ARGENTINA / TEXTO

10. Reglamentar la Iibre navegaclón de los rios Interiores. habilitar los puertos que
considere convenientes. y crear o suprimir aduanas.
11. Hacer sellar moneda. fljar su valor y el de las extranjeras: y adoptar un sistema
uniforme de pesas y medidas para toda la Nación.
12. Dictar los códigos Civil. Comercial. Penal, de Mineria. y dei Trabajo y Segurldad
Social. en cuerpos unificados o separados. sin que tales códigos alteren las jurisdiccio-
nes locales. correspondiendo su aplicación a los tribunales federales o provinciales.
según que las cosas o las personas cayeren bajo sus respectivas jurlsdicciones: yespe-
cialmente leyes generales para toda la Nación sobre naturalización y nacionalidad. con
sujeción aI principio de nacionalidad natural y por opción en beneficio de la argentina:
así como sobre bancarrotas. sobre falsificación de la moneda corrlente y documentos
públicos dei Estado. y las que requiera el establecimiento dei juicio por jurados.
13. Reglar el comercio con las naciones extranjeras. y de las provincias entre si.
14. Arreglar y establecer los correos generales de la Nación.
15. Arreglar definitivamente los limites deI terrltorlo de la Naclón. fijar los de las pro-
vincias. crear otras nuevas. y determinar por una legislación especial la organización.
administración y gobierno que deben tener los terrltorios nacionales que queden fuera
de los limites que se asignen a las provlncias.
t6. Proveer a la seguridad de las fronteras.
17. Reconocer la preexlstencia étnica y cultural de los pueblos indígenas argentinos.
Garantizar el respeto a su identldad y el derecho a una educación bilingüe e
intercultural: reconocer la personeriajuridlca de sus comunidades. y la poseslón y pro-
pledad comunitarias de las tieITas que tradicionalmente ocupan: y regular la entrega
de otras aptas y suficientes para el desarrollo humano: ninguna de ellas será en~ena­
ble. transmisible ni susceptible de gravámenes o embargos. Asegurar su partlcipación
en la gestión referida a sus recursos naturales y a los demás intereses que los afecten.
Las provlncias pueden ejercer concurrentemente estas atrlbuclones.
18. Proveer lo conducente a la prosperidad deI país. ai adelanto y blenestar de todas las
provincias. y aI progreso de la i1ustración. dictando planes de Instrucción general y
universitarla. y promoviendo la industrla. Ia inmlgraclón. Ia construcclón de ferrocarri-
les y canales navegables. Ia colonización de tieITas de propiedad nacional, la introduc-
ción y establecimiento de nuevas industrlas. Ia Importaclón de capitales extranjeros y
la exploración de los rios interiores. por leyes protectoras de estos fines y por concesio-
nes temporales de privllegios y recompensas de estímulo.
19. Proveer lo conducente aI desarrollo humano. aI progreso económlco con justicia
social. a la productivldad de la economía nacional. a la generación de empleo. a la for-
mación profesional de los trabajadores. a la defensa deI valor de la moneda. a la investi-
gación y aI desarrollo científico y tecnológico. su difusión y aprovechamlento.
Proveer aI creclmlento armónlco de la Nación y aI poblamiento de su terrltorio:
promover políticas diferenciadas que tiendan a equilibrar el desigual desarrollo relativo
de provinclas y reglones. Para estas iniciativas. el Senado será Cámara de origen.
Sancionar leyes de organización y de base de la educación que consoliden la uni-
dad nacional respetando las particularidades provinciales y locales: que aseguren la
responsabilidad indelegable deI Estado. Ia participación de la familia y la sociedad. Ia
promoclón de los valores democráticos y la igualdad de oportunidades y posibilidades sin
discriminación alguna: y que garanticen los princlpios de gratuidad y equidad de la
educación pública estatal y la autonomia y autarquia de las universidades naclonales.
Dlctar leyes que protejan la identidad y pluralidad cultural. Ia Iibre creación y
clrculación de las obras dei autor: el patrlmonio artístico y los espaclos culturales y
audiovisuales.
20. Establecer tribunales inferiores a la Corte Suprema de Justicia: crear y suprimir
empleos. f1jar sus atrlbuclones. dar pensiones. decretar honores. y conceder amnistías
generales.
21. Admitir o desechar los motivos de dimlsión dei presidente o vicepresidente de la
República: y declarar el caso de proceder a nueva elección.

91
PARLAMENTO CULTURAL DEL MIfRCOSUR (PARCUM)

22. Aprobar o desechar tratados concluidos con las demás naciones y con las organiza-
ciones internacionales ylos concordatos con la Santa Sede. Los tratados y concordatos
tienen jerarquia supeIior a las leyes.
La Declaración Americana de los Derechos y Deberes dei Hombre: la Declaración
Universal de Derechos Humanos: la Convención Americana sobre Derechos Humanos:
el Pacto Internacional de Derechos Económicos, Sociales y Culturales: el Pacto Interna-
cional de Derechos Civiles y Políticos y su Protocolo Facultativo: la Convención sobre la
Prevención y la Sanción deI Delito de Genocidio: la Convención Internacional sobre la
Eliminación de todas las Formas de DiscIiminación Racial: la Convención sobre la Eli-
minación de todas las Formas de Discriminación contra la Mujer: la Convenc.ión contra
la Tortura y otros Tratos o Penas Crueles, Inhumanos o Degradantes: la Convención
sobre los Derechos deI Nino: en las condicione~ de su vigencla, tienen jerarquia consti-
tucional, no derogan artículo alguno de la pIimera parte de esta Constitucíón y deben
entenderse complementalios de los derechos y garantias por ella reconocidos. Sólo po-
drán ser denunciados, en su caso, por el Poder Ejecutivo nacional, previa aprobación de
las dos terceras parte de la totalidad de los miembros de cada Cámara.
Los demás tratados y convenciones sobre derechos humanos, luego de ser aproba-
dos por el Congreso, requeIirán dei voto de las dos terceras partes de la totalidad de los
miembros de cada Cámara para gozar de lajerarquía constitucional.
23. Legislar y promover medidas de acción positiva que garanticen la igualdad real de
oportunidades y de trato, y el pleno goce y ejercicio de los derechos reconocidos por esta
Constitución y por los tratados internacionales vigentes sobre los derechos humanos,
en particular respecto de los ninos, las mujeres, los ancianos y las personas con
discapacidad.
Dictar un régimen de seguIidad social especial e integral en protección dei nino en
situación de desamparo, desde el embarazo hasta la finalización dei peIiodo de ense-
nanza elemental, y de la madre durante el embarazo y el tiempo de lactancia.
24. Aprobar tratados de integración que deleguen competencias y juIisdicción a organi-
zaciones supraestatales en condiciones de reciprocidad e igualdad, y que respeten el
orden democrático y los derechos humanos. Las normas dictadas en su consecuencia
tienen jerarquia supeIior a las leyes.
La aprobación de estos tratados con Estados de LatinoaméIica requeIirá la mayoría
absoluta de la totalidad de los miembros de cada Cámara. En el caso de tratados con
otros Estados. el Congreso de la Nación, con la mayoría absoluta de los miembros pre-
sentes ele cada Cán1ara. declarará la conveniencia de la aprobación deI tratado y sólo
podrá ser aprobado con el voto ele la mayoría absoluta de la totalidad de los miembros de
cada Cámara. después de ciento veinte dias dei acto declarativo.
La denuncia de los tratados referidos a este inciso, exigirá la previa aprobación de
la mayoría absoluta de la totalidad de los miembros de cada Cámara.
25. Autorizar aI Poder Ejecutivo para declarar la guerra o hacer la paz.
26. Facultar ai Poder Ejecutivo para ordenar represalias. y establecer reglamentos para las
presas.
27. Fijar las fuerzas armadas en tiempo de paz y guerra. y elictar las normas para su
organización y gobierno.
28. Pem1itir la introducción de tropas extranjeras en el terIitoIio de la Nación, y la
salida de las fuerzas nacionales fuera ele él.
29. Declarar en estado de sitio uno o vali os puntos de la Nación, en caso de conmoción
interior, y aprobar o suspender el estado de sitio declarado, durante su receso. por el
Poder Ejecutivo.
30. Ejercer una legislación exclusiva en el territorio de la capital de la Nación y dictar la
leglslación necesaria para el cumplimiento de los fines específicos de los estableci-
mientos de utllldad nacional en el terIitorío de la República. Las autoIidades provincia-
les y munlcipales conservarán los poderes de policía e Imposición sobre estos estableci-
mientos, en tanto no interfieran en el cumplimiento de aquellos fines.
31. Disponer la intervención federal a una provlncia o a la ciudad de Buenos Aires.
Aprobar o revocar la intervención decretada. durante su receso, por el Poder Ejecutivo.

92
CONSTI7VCIÓN DELA NACIÓNARGENTINA / TEXTO

32. Hacer todas las leyes y reglamentos que sean convenientes para poner en ejercicio
los poderes antecedentes. y todos los otros concedIdos por la presente Constltuclón al Gobier-
no de la Nación Argentina.
Artículo 76. Se prohibe la delegación legislativa en el Poder Ejecutlvo. salvo en materias
determinadas de administración o de emergencia pública. con plazo fljado para su ejercicio y
dentro de las bases de la delegación que el Congreso establezca.
La caducidad resultante dei trascurso dei plazo previsto en el pãrrafo anterior no impor-
tará revisión de las relaciones jurídicas nacidas ai amparo de las normas dictadas en conse-
cuencia de la delegaclón legislativa.

CAPíTULO QUINTO
DE LA FORMACIÓN V SANCIÓN DE LAS LEVES
Artículo 77. Las leyes pueden tener principio en cualquiera de las Cámaras dei Congreso. por
proyectos presentados por sus miembros o por el Poder Ejecutivo. salvo las excepciones que
~stablece esta Constitución.
Los proyectos de ley que modifiquen el régimen electoral y de partidos políticos deberán
ser aprobados por mayoría absoluta dei total de los miembros de las Câmaras.
Artículo 78. Aprobado un proyecto de ley por la Câmara de su origen. pasa para su discusión
a la otra Câmara. Aprobado por ambas. pasa ai Poder Ejecutivo de la Naclón para su examen;
y si también obtiene su aprobación. lo promulga como ley.
Artículo 79. Cada Câmara. luego de aprobar un proyecto de ley en general. puede delegar en
sus comisiones la aprobación en particular dei proyecto. con el voto de la mayoría absoluta dei
total de sus miembros. La Câmara podrá. con igual número de votos. dejar sin efecto la dele-
gaclón y retomar el trâmite ordinarlo. La aprobación en comisión requerlrá el voto de la
mayoría absoluta dei total de sus miembros. Una vez aprobado el proyecto en comisión, se
seguirá el trâmite ordlnario.
Artículo 80. Se reputa aprobado por el Poder Ejecutivo todo proyecto no devuelto en el término
de diez dias útiles. Los proyectos desechados parcialmente no podrán ser aprobados en la
parte restante. Sln embargo. Ias partes no observadas solamente podrán ser promulgadas si
tienen autonomia normativa y su aprobación parcial no altera el espiritu nl la unidad dei
proyecto sancionado por el Congreso. En este caso será de aplicación el procedimiento previs-
to para los decretos de necesidad y urgencia.
Artículo 81. Ningún proyecto de ley desechado totalmente por una de las Câmaras podrá
repetirse en las sesiones de aquel ano. Ninguna de las Câmaras puede desechar totalmente
un proyecto que hubiera tenido origen en ella y luego hubiese sido adicionado o enmendado
por la Câmara revisora. Si el proyecto fuere objeto de adiciones o correcciones por la Câmara
revisora. deberá indicarse el resultado de la votación a fin de establecer si tales adiciones o
correcciones fueron realizadas por mayoría absoluta de los presentes o por las dos terceras
partes de los presentes. La Câmara de origen podrá por mayoría absoluta de los presentes
aprobar el proyecto con las adiciones o correcciones introducidas o insistir en la redacción
originaria. a menos que las adiciones o correcciones las haya realizado la revisora por dos
terceras partes de los presentes. En este último caso, el proyecto pasará ai Poder Ejecutlvo
con las adiciones o correcciones de la Câmara revisora. salvo que la Câmara de origen insista
en su redacción originaria con el voto de las dos terceras partes de los presentes. La Câmara
de orlgen no podrá introduCJr nuevas adiciones o correcciones a las realizadas por la Câmara
revisora.
Artículo 82. La voluntad de cada Câmara debe manifestarse expresamente; se excluye. en
todos los casos. Ia sanción tácita o ficta.
Artículo 83. Desechado en el todo o en parte un proyecto por el Poder Ejecutlvo. vuelve con
sus objeciones a la Câmara de su origen; ésta lo discute de nuevo. y silo confirma por mayoría
de dos tercios de votos. pasa otra vez a la Câmara de revisión. Si ambas Cámaras lo sancionan
por igual mayoría, el proyecto es ley y pasa ai Poder Ejecutivo para su promulgación. Las
votaciones de ambas Câmaras serán en este caso nomlnales. por sí o por no; y tanto los
nombres y fundamentos de los sufragantes. como las objeclones dei Poder Ejecutivo. se publl-

93
PARLAMENTO CULTURAL DEL MERCOSUR (PARCUM)

carán Inmediatamente por la prensa. Si las Cámaras difieren sobre las objeciones, el proyec-
to no podrá repetlrse en las sesiones de aquel afio.
Articulo 84. En la sanción de las leyes se usará de esta fórmula: El Senado y la Cámara de
Diputados de la NaciónArgentina, rewlidos en Congreso... decretan o sancionan conJuerza de ley.

CAPíTULO SEXTO
DE LA AUDITORiA GENERAL DE LA NACIÓN
Articulo 85. EI control externo dei sector público nacional en sus aspectos patrimonlales,
económicos, financieros y operativos, será una atribución propia dei Poder Legislativo.
EI examen y la oplnión dei Poder Legislativo sobre el desempeno y sltuaclón general de
la admlnistración pública estarán sustentados en los dictámenes de la Auditoria General de
la Nación.
Este organismo de asistencia técnica deI Conl1'reso, con autonomia funcionai, se inte-
grará dei modo que establezca la ley que reglamenta su creación y funclonamlento, que debe-
rá ser aprobada por maY0IÍa absoluta de los miembros de cada Cámara. EI presidente deI
organismo será designado a propuesta dei partido político de oposlción con mayor número de
legisladores en el Congreso.
Tendrá a su cargo el control de legalidad, gestión y auditoIÍa de toda la actividad de la
adrnlnlstración pública centralizada y descentralizada, cualquiera fuera su modalidad de orga-
nización, y las demás funciones que la ley le otorgue. Intervendrá necesariamente en el trámite
de aprobación o rechazo de las cuentas de percepción e inverslón de los fondos públicos.

CAPíTULO SÉPTIMO
DEL DEFENSOR DEL PUEBLO
Articulo 86. EI Defensor deI Pueblo es un órgano independiente instltuido en el ámbito dei
Congreso de la Nación, qtle-actuaI'á-con_plena_ª.Ytonomía funcional, sin recibir Instrucclones
de ninguna autoridad. Su misíón es la defensa y protección de losaerechos humanos-y-demás
derechos, garantias e intereses tutelados en esta Constitución y las leyes, ante hechos, actos
u omisiones de la Adminlstración; y el control deI ejerclcio de las funciones administrativas
públicas.
EI Defensor dei Pueblo tiene legltimación procesal. Es designado y removido por el Con-
greso con el voto de las dos terceras partes de los miembros presentes de cada una de las
Cámaras. Goza de las inmunldades y privilegios de los legisladores. Durará en su cargo cinco
afios, pudiendo ser nuevamente deSignado por una sola vez.
La organización y el funcionamiento de esta instituclón serán regulados por una ley
especial.
SECCIÓN SEGUNDA
DEL PODER EJECUTIVO

CAPíTULO PRIMERO
DE SU NATURALEZA Y DURACIÓN
Articulo 87. EI Poder Ejecutlvo de la Nación será desempenado por un ciudadano con el título
de "presidente de la Naclón Argentina".
Articulo 88. En caso de enfermedad, ausencla de la Capital, muerte, renuncia o destitución
deI presidente, el Poder Ejecutlvo será ejercido por el v1cepresldente de la Naclón. En caso de
destltución, muerte, dimlslón o inhabilidad deI presidente y vlcepresldente de la Naclón, eJ
Congreso determinará qué funcionario público ha de desempenar la Presidencla, hasta que
haya cesado la causa de la inhabilldad o un nuevo presidente sea electo.
Articulo 89. Para ser elegido presidente o vicepresldente de la Nación, se requlere haber
nacido en eJ tenitorio argentino, o ser hijo de cludadano nativo, habiendo nacldo en país
extranjero; y las demás calidades exigidas para ser elegido senador.
Articulo 90. EI presidente y vicepresldente duran en sus funciones el término de cuatro anos
y podrán ser reelegidos o sucederse reciprocamente por uo. solo peIÍodo consecutivo. SI han
94
CONsnroclóN DE LA NACIÓN ARGENTINA / TEXTO

sido reelectos o se han sucedido recíprocamente no pueden ser elegidos para nlnguno de
ambos cargos. sino con el InteIValo de un período.
Articulo 91. EI presidente de la Naclón cesa en el poder el mlsmo día en que expira su período
de cuatro anos; sln que evento alguno que lo haya Interrompido. pueda ser motivo de que se
le complete más tarde.
Articulo 92. EI presidente y vlcepresldente dlsfrutan de un sueldo pagado por el Tesoro de la
Naclón. que no podrá ser alterado en el período de sus nombramlentos. Durante el mlsmo
período no podrán ejercer otro empleo. nl reclblr nlngún otro emolumento de la Naclón. nl de
provlncla a1guna.
Articulo 93. AI tomar poseslón de su cargo el presidente y vlcepresldentes prestarán jura-
mento. en manos dei presidente dei Senado y ante el Congreso reunido en Asamblea. respe-
tando sus creenclas religiosas. de: "desempefiar con lealtad y patriDtismo el cargo de presidente
(o vicepresidenteJ de la Nadón y observar y hacer observarfielmente la Constitución de la Nación
Argentina".

CAPíTULO SEGUNDO
DE LA FORMA Y TIEMPO DE LA ELECCIÓN
DEL PRESIDENTE Y DEL VICEPRESIDENTE DE LA NACIÓN
Articulo 94. EI presidente y el vlcepresldente de la Naclón serán elegidos dlrectamente por el
pueblo. en doble vuelta. según lo establece esta Constltuclón. A este f1n el terrltorío nacional
conformará un distrito único.
Articulo 95. La elección se efectuará dentro de los dos meses anteriores a la concluslón dei
mandato dei presidente en ejercicio.
Articulo 96. La segunda vuelta electoral. si correspondiere. se realizará entre las dos fórmu-
las de candidatos más votados. dentro de los treinta días de celebrada la anterior.
Articulo 97. Cuando la fórmula que resultare más votada en la prlmera vuelta. hubiere obte-
nldo más dei cuarenta y cinco por clento de los votos afirmativos válidamente emitidos. sus
Integrantes serán proclamados como presidente y vlcepresidente de la Naclón.
Articulo 98. Cuando la fórmula que resultare más votada en la prlmera vuelta hublere obte-
nldo el cuarenta por clento por lo menos de los votos afirmativos válidamente emitidos y.
además. exlstlere una diferencia mayor de dlez puntos porcentuales respecto dei total de los
votos afirmativos válidamente emitidos sobre la fórmula que le slgue en número de votos. sus
integrantes serán proclamados como presidente y vlcepresldente de la Naclón.

CAPíTULO TERCERO
ATRIBUCIONES DEL PODER EJECUTIVO
Articulo 99. EI presidente de Ia Nación tiene las sigulentes atrlbuclones:
1. Es eljefe supremo de la Naclón. jefe dei goblemo y responsable político de la admlnls-
traclón general dei país.
2. Explde las Instrucciones y reglamentos que sean necesarlos para laejecuclón de las
leyes de la Naclón. cuidando de no alterar su espírltu con excepclones reglamentarlas.
3. Participa de la formación de las leyes con arreglo a la Constltuclón. Ias promulga y
hace publicar.
EI Poder Ejecutlvo no podrá en ningún caso bajo pena de nulidad absoluta e insa-
nable. emitir disposlciones de carácter legislativo.
Solamente cuando clrcunstanclas excepcionales hlcleran Imposlble seguir los
trâmites ordinarlos previstos por esta Constltución para la sanción de las leyes. y no se
trate de nom1as que regulen materla penal. tributaria. electoral o el réglmen de los
partidos políticos. podrá dictar decretos por razones de necesldad y urgencia. los que
serán decididos en acuerdo general de ministros que deberán refrendarlos. conjunta-
mente con el jefe de gabinete de ministros.
EI jefe de gabinete de ministros personalmente y dentro de los dlez días someterá
la medida a conslderaclón de la Comislón Blcameral Permanente. cuya composlción

95
PARLAMENTO CUL7VRAL DEL MERCOSUR (PARCUM)

deberá respetar la proporclõn de las representaclones políticas de cada Cámara. Esta


comlslón elevará su despacho en un plazo de dlez dias ai plenario de cada Cámara para
su expreso tratamlento. el que de Inmediato considerarán las Cámaras. Una ley espe-
cial sancionada con la mayoria absoluta de la totalidad de los mlembros de cada Cámara
regulará el trámlte y los alcances de la Intervenclón dei Congreso.
4. Nombra los magistrados de la Corte Suprema con acuerdo dei Senado por dos tercios
de sus miembros presentes. en seslón pública. convocada ai efecto.
Nombra los demás jueces de los tribunales federales inferiores en base a una
propuesta vinculante en tema dei Consejo de la Magistratura. con acuerdo dei Senado.
en sesión pública. en la que se tendrá en cuenta la Idoneidad de los candidatos.
Un nuevo nombramlento. precedido de Igual acuerdo. será necesario para mante-
ner en et cargo a cualqulera de esos magistrados. una vez que cumplan la edad de
setenta y cinco anos. Todos los nombramlentos de magistrados cuya edad sea la indica-
da o mayor se harán por cinco anos. y podrán ser repetidos indefinidamente. por el
mlsmo trámlte.
5. Puede indultar o conmutar las penas por delitos sujetos a la jurlsdlcclón federal.
prevlo informe dei tribunal correspondiente. excepto en los casos de acusaclón por la
Cámara de Dlputados.
6. Concede jubilaclones. retiros. licencias y pensiones conforme a las Ieyes de Ia Nación.
7. Nombra y remueve a los embajadores. ministros pIenlpotenclarios y encargados de
negoclos con acuerdo deI Senado; por si solo nombra y remueve ai jefe de gabinete de
ministros y a los demás ministros deI despacho. los oflclales de su secretaria. los agen-
tes consulares y los empIeados cuyo nombramlento no está regIado de otra forma por
esta Constituclón.
8. Hace anualmente la apertura de Ias seslones deI Congreso. reunidas ai efecto ambas
Cámaras. dando cuenta en esta ocaslón deI estado de Ia Naclón. de Ias reformas prome-
tidas por la Constituclón. y recomendando a su conslderaclón Ias medidas que juzgue
necesarias y convenientes.
9. Prorroga las seslones ordinarias deI Congreso. o lo convoca a seslones extraordina-
rias. cuando un grave interés de orden o de progreso lo requiera.
10. Supervisa el ejerciclo de Ia facultad dei jefe de gabinete de ministros respecto de Ia
recaudación de Ias rentas de la Nación y de su Inverslón. con arregIo a Ia Iey o presu-
puesto de gastos naclonales.
11. Concluye y firma tratados. concordatos y otras negociaciones requerlct'as para eI
mantenimlento de buenas relaciones con las organtzaclones Intemaclonales y Ias na-
ciones extranjeras. recibe sus ministros y admite sus cónsuIes.
12. Es comandante enjefe de todas las fuerzas armadas de Ia Naclón.
13. Provee los empleos militares de la Naclón: con acuerdo deI Senado. en Ia concesión
de los empIeos o grados de oflclales superiores de Ias fuerzas armadas; y por si solo en el
campo de batalIa.
14. Dispone de las fuerzas armadas. y com" con su organtzaclón y dlstribuclón según
Ias necesldades de la Naclón.
15. Declara Ia guerra y ordena represallas con autorlzaclón y aprobaclón deI Congreso.
16. Declara en estado de sitio uno o varlos puntos de Ia Naclón en caso de ataque exte-
rior y por un término limitado. con acuerdo deI Senado. En caso de conmoclón Interior.
sólo tlene esta facuItad cuando el Congreso está en receso. porque es atribución 'que
corresponde a este cuerpo. EI presidente Ia ejerce con Ias limltaclones prescritas en el
artículo 23.
17. Puede pedir ai jefe de gabinete de ministros y a los jefes de todos los ramos y depar-
tamentos de Ia admlnlstraclón. y por su condueto a los demás empIeados. los Informes
que crea convenientes. y eIIos están obllgados a darlos.
18. Puede ausentarse dei terrttorlo de Ia Naclón. con permlso deI Congreso. En eI receso
de éste. sóIo podrá hacerIo sln licencia por razones justificadas de serviclo público.
19. Puede Ilenar Ias vacantes de los empIeos. que requleran el acuerdo deI Senado. y
96
CONSTm.JCIÓN DELA NACIÓN ARGEN77NA / TEXTO

que ocurran durante su receso, por medlo de nombramlentos en comlslón que explra-
rán al f1n de la próxima Legislatura,
20. Decreta la IntelVenclón federal a una provlncla o a la cludad de Buenos AIres en
caso de receso dei Congreso. y debe convocarlo slmultáneamente para su tratamlento.

CAPITULO CUARTO
DEL JEFE DE GABINETE
Y DEMÁS MINISTROS DEL PODER EJECUTIVO
ArtIculo 100. Eljefe de gabinete de ministros y los demás ministros secretarlos cuyo número
y competencla será estableclda por una ley especial. tendrán a su cargo el despacho de los
negoclos de la Naclón. y refrendarán y legallzarán los actos dei presidente por medlo de su
firma. sln cuyo requisito carecen de eflcacla.
AI jefe de gabinete de ministros. con responsabllldad política ante el Congreso de la
Nación. le corresponde:
1. Ejercer la admlnistraclón general dei país.
2. Expedir los actos y reglamentos que sean necesarlos para ejercer las facultades que
le atribuye este artículo y aquellas que le delegue el presidente de la Naclón. con el
refrendo dei ministro secretario dei ramo ai cual el acto o reglamento se refiera.
3. Efectuar los nombramientos de' los empleados de la admlnlstración. excepto los que
correspondan al presidente.
4. Ejercer las funciones y atribuclones que le delegue el presidente de la Nación y, en
acuerdo de gabinete resolver sobre las materias que le Indique el Poder Ejecutlvo, o por
su propla dectsión. en aquellas que por su Importancia estime neçesarlo. en el ámbito
de su competencia.
5. Coordlnar. preparar y convocar las reuniones de gabinete de ministros. presldléndo-
las en caso de ausencla dei presidente.
6. Enviar ai Congreso los proyectos de ley de Minlsterios y de Presupuesto nacional.
prevlo tratamlento en acuerdo de gabinete y aprobaclón dei Poder Ejecutlvo.
7. Hacer recaudar las rentas de la Naclón y ejecutar la ley de Presupuesto'nacionat'
8. Refrendar los decretos reglamentarios de las leyes. los decretos que dlspongan la
prórroga de las seslones ordlnarias dei Congreso o la convocatoria de sesiones extraor-
dinarias y los mensajes dei presidente que promuevan la Iniciativa legislativa.
9. Concurrir a las sesiones dei Congreso y participar en sus debates. pel'o no votar.
10. Una vez que se inlclen las seslones ordlnarias dei Congreso. presentar junto a los
restantes ministros una memoria detallada dei estado de la Naclón en lo relativo a los
negocios de los respectivos departamentos.
11. Productr los Informes y expllcaclones verbales o escritos que cualqulera de las Cá-
maras sollcite ai Poder Ejecutlvo.
12. Refrendar los decretos que ejercen facultades delegadas por el Congreso. los que
estarán sujetos al control de la Comlslón Blcameral Permanente.
13. Refrendar conjuntamente con los demás ministros los decretos de necesldad y ur-
gencla y los decretos que promulgan parcialmente leyes. Someterá personalmente y
dentro de los diez días de su sanclón estos decretos a consideraclón de la Comlsión
Blcameral Permanente.
EI jefe de gabinete de ministros no podrá desempenar slmultáneamente otro mlnisterio.'
ArtIculo 101. Eljefe de gabinete de ministros debe concurrir al Congreso ai menos una vez
por mes. alternativamente a cada una de sus Cámaras. para informar de la marcha dei go-
blerno. sin peIjulclo de lo dispuesto en el artículo 71. Puede ser interpelado a los efectos dei
tratamiento de una moción de censura. por el voto de la mayoría absoluta de la totalldad de los
miembros de cualqulera de las Cámaras. y ser removido por el voto de la mayoría absoluta de
los mlembros de cada una de las Cámaras.
ArtIculo 102. Cada ministro es responsable de los actos que legaliza: y solldariamente de los
que acuerda con sus colegas.
ArtIculo 103. Los ministros no pueden por sí solos. en nlngún caso. tomar resoluclones. a
97
PARLAMENTO CULTURAL DEL MERCOSUR (PARCUM)

excepción de lo concemlente aI rêglmen ·económico y administrativo de sus respectivos de-


partamentos.
Articulo 104. Luego que el Congreso abra sus sesiones. deberán los ministros deI despacho
presentarle una memorla detallada deI estado de la Naclón, en lo relativo a los negoclos de
sus respectivos departamentos.
Articulo 105. No pueden ser senadores nl dlputados. sln hacer dlmlslón de sus empleos de
ministros.
Articulo 106. Pueden los ministros concurrlr a las seslones deI Congreso y tomar parte en
sus debates. pero no votar.
Articulo 107. Gozarán por sus servlcios de un sueIdo establecldo por la ley, que no podrá ser
aumentado ni dlsminuldo en favor o peIjulclo de los que se hallen en ejerclclo.

SECCIÓN TERCERA
DEL PODER JUDICIAL
CAPíTULO PRIMERO
DE SU NATURALEZA YDURACIÓN
Articulo lOS. EI Poder Judicial de la Nación será ejercldo por una Corte Suprema de Justlcia y
por los demás trlbunales Inferiores que el Congreso estableclere en el terrltorlo de la Naclón.
Articulo 109. En nlngún caso el presidente de la Nación puede ejercer funciones judiciales.
arrogarse el conoclmiento de causas pendientes o restablecer las fenecidas.
Articulo 110. Los jueces de la Corte Suprema y de los tribunales inferiores de la Nación
.conservarán sus empleos mientras dure su buena conducta, y recibirán por sus servicios
una compeJ;lsaciÓn que detenninara la ley, y que no podrá ser disminuida en manera a1guna.
mientras pennaneciesen en sus funciones.
Articulo 111. Ninguno podrá ser miembro de la Corte Suprema de Justicla, sin ser abogado
de la Nación con ocho anos de ejercicio. y tener las calldades requeridas para ser senador.
Articulo 112. En la primera instalación de la Corte Suprema. los individuos nombrados pres-
tarán juramento en manos dei presidente de la Nación, de desempenar sus obligaciones,
administrando justicia bien y legalmente, y en confonnldad a lo que prescribe la Constitu-
ción. En lo sucesivo lo prestarán ante el presidente de la misma Corte.
Articulo 113. La Corte Suprema dictará su reglamento interior y nombrará a sus empleados.
Articulo 114, El Consejo de la Magistratura, regulado por una ley especial sancionada por la
mayorla absoluta de la totalidad de los miembros de cada Câmara, tendrá a su cargo la selec-
ción de los magistrados y la administraclón dei Poder Judicial.
, EI Consejo será integrado perlódicamente de modo que se procure el equilibrlo entre la
representación de los órganos políticos resultantes de la elecclón popular. de los jueces de
todas las Instancias y de los abogados de la matricula federal. Será integrado, aslmlsmo. por
otras personas deI âmbito acadêmico y científico. en el número y la fonna que indique la ley.
Serán sus atribuclones:
1. Seleccionar mediante concursos públicos los postulantes a las magistraturas infe-
riores.
2. Emitir propuestas en temas vinculantes, para el nombramiento de los magistrados
de los trlbunales inferiores.
3. AdmiJ;listrar los recursos y ejecutar el presupuesto que la ley aslgne a la admlnistra-
clón de justlcla.
4. Ejercer facultades disciplinarias sobre magistrados.
'5. Decidir la apertura deI procedlmlento de remoción de magistrados, en su caso orde-
nar la suspensión, y fonnular la acusación correspondlente.
6. Dictar los reglamentos relacionados con la organizaclón judicial y todos aquellos que
sean necesarlos para asegurar la independencia de los jueces y la eficaz prestación de los
servicios de justicia.
Articulo 115. Los jueces de los tribunales inferiores de la Nación serán removidos por las
98
CONsnTVClóN DE LA NACIÓN ARGENTINA / TEXTO

causales expresadas en el artículo 53. por un jurado de enjulciamiento Integrado por legIsla-
dores. magistrados y abogados de la matricula federal.
Su fallo. que será irrecurrlble, no tendrá más efecto que destituir ai acusado. Pera la
parte condenada quedará no obstante sujeta a acusaclón. julcio y castigo conforme a las leyes
ante los trlbunales ordlnarlos.
Corresponderá archlvar las actuaclones y. en su caso, reponer ai juez suspendido, si
transcurrleren clento ochenta dias contados desde la declslón de abrir el procedimlento de
remoción, sin que haya sido dlctado el fallo.
En la ley especial a que se reflere el artículo 114. se determinará la integraclón y
procedlmlento de este jurado.

CAPíTULO SEGUNDO
ATRIBUCIONES DEL PODER JUDICIAL
Articulo 116. Corresponde a la Corte Suprema y a los tIibunales inferiores de la Nación:. el
conocimiento y decisión de todas las causas que versen sobre puntos regidos por la Constitu-
ción. y por las leyes de la Nación, con la reserva hecha en ellnciso 12 dei artículo 75; y por los
tratados con las naciones extranjeras; de las causas concemlentes a embajadores, ministros
públicos y cónsules extranjeros; de las causas de almlrantazgo y jurlsdlcción maritima; de los
asuntos en que la Naclón sea parte; de las causas que se susclten entre dos o más provlnclas;
entre una provlncla y los vecinos de otra; entre los vecinos de diferentes provlncias; y entre
una provlncla o sus vecinos. contra un Estado o cludadano extranjero.
Articulo 117. En estos casos la Corte Suprema ejercerá sujurlsdicclón por apelación según
las regias y excepciones que prescrlba el Congreso; pero en todos los asuntos concemientes a
embajadores, ministros y cónsules extranjeros. y en los que alguna provlncia fuese parte. Ia
ejercerá originaria y exclusivamente.
Articulo 118. Todos los julcios crlmlnales ordlnarlos que no se derlven dei derecho de acusa-
clón concedido a la Cámara de Diputados. se terminarán por jurados. luego que se establezca
en la República esta institución. La actuaclón de estas juiclos se hará en la misma provlncla
donde se hubiere cometido el delito; pero cuando éste se cometa fuera de los límites de la
Nación. contra el derecho de gentes. el Congreso determinará por una ley especial ellugar en
que haya de seguirse el juicio.
Articulo 119. La traición contra la Nación consistirá únicamente en tomar las armas contra
ella. o en unlrse a sus enemlgos prestándoles ayuda y socorro. EI Congreso fijará por una ley
especial la pena de este delito; pera ella no pasará de la persona dei delincuente. ni la imamla
dei reo se transmitirá a sus parlentes de cualquier grado.

SECCIÓN CUARTA
DEL MINISTERIO PÚBLICO
Articulo 120. EI Ministerlo Público es un órgano independiente con autonomia funcionai y
autarquia flnanciera, que tiene por funclón promover la actuación de la justlcia en defensa
de la legalidad, de los Intereses generales de la socledad. en coordlnaclón con las demás
autoridades de la República.
Está integrado por un procurador general de la Nacion y un defensor general de la Na-
ción y los demás miembros que la ley establezca.
Sus mlembros gozan de inmunldades funcionales e intanglbilidad de remuneraciones.

TíTULO SEGUNDO
GOBIERNOS DE PROVINCIA
Articulo 121. Las provincias conservan todo el poder no delegado por esta Constltuclón ai
Gobiemo federal. y el que expresamente se hayan reservado por pactos especiales aI tiempo
de su incorporaclón.
Articulo 122. Se dan sus proplas Instituclones locales y se rlgen por ellas. Eligen sus gober-
nadores. sus legisladores y demás funcionarlos de provlncla. sln Intervención dei Gobiemo
federal.
99
PARLAMENTO CULTURAL DEL MERCOSUR (PARCUM)

ArUculo 123. Cada província dicta su propia constituClón. confonne a lo dlspuesto por el
artículo 5 asegurando la autonomia municipal y reglando su alcance y contenldo en el orden
institucional. político. administrativo. económlco y flnanclero.
ArUculo 124. Las provlnclas podrán crear reglones para el desarrollo económlco y social y
establecer órganos con facultades para el cumpllmlento de sus fines y podrán tamblén cele-
brar convenlos internacionales en tanto no sean Incompatlbles con la política exterior de la
Nación y no afecten las facultades delegadas al Goblerno federal o el crédito publico de la
Nación; con conoclmlento dei Congreso Nacional. La cludad de Buenos AIres tendrã el régl-
men que se establezca a tal efecto.
Corresponde a las provlnclas el domlnlo orlglnarlo de los recursos naturales existentes
en su terrltorlo.
ArUculo 125. Las provlnclas pueden celebrar tratados parclales para fines de admlnlstraclón
de justicla. de Intereses económlcos y trabajos de utllidad común. con conoclmlento dei Con-
greso federal; y promover su industrla. Ia Inrnlgraclón. la construcclón de ferrocarrlles y ca-
nales navegables. Ia colonlzaclón de tlerras de propledad provincial. Ia Introducclón y estable-
clmiento de nuevas Industrlas. Ia Importaclón de capltales extranjeros y la exploraclón de
s~s rios. por leyes protectoras de estos fines. y con sus recursos proplos.
Las províncias y la ciudad de Buenos Aires pueden conservar organismos de segurldad
social para los empleados públicos y los profeslonales; y promover el progreso económlco. el
desarrollo humano. la generación de empleo. Ia educaclón. Ia clencla. el conoclmlento y la
cultura.
ArUculo 126. Las provlncias no ejercen el poder delegado a la Naclón. No pueden celebrar
tratados parciales de carãcter político; nl expedir leyes sobre comercio. o navegaclón interior
o exterior; ni establecer aduanas provinclales; nl acufiar moneda; nl establecer bancos con
facultades de emitir billetes. sln autorlzaclón dei Congreso federal; ni dlctar los Códigos Civil.
Comercial. Penal y de Mineria. después que el Congreso los haya sancionado; nl dictar espe-
cialmente leyes sobre ciudadania y naturalizaclón. bancarrotas. falslflcaclón de moneda o
documentos dei Estado; ni establecer derechos de tonelaje; nl armar buques de guerra o le-
vantar ejércltos. salvo el caso de invaslón exterior o de un pellgro tan Inmlnente que no
admita dllación dando luego cuenta ai Goblerno federal; nl nombrar o reciblr agentes extran-
jeros.
Articulo 127. Nlnguna provlncia puede declarar nl hacer la guerra a otra província. Sus
quejas deben ser sometidas a la Corte Suprema de Justlcla y dlrlmldas por ella. Sus hostili-
dades de hecho son actos de guerra civil. callficados de sedlción o asonada. que el Goblerno
federal debe sofocar y reprimir confonne a la ley.
ArUculo 128. Los gobernadores de provlncla son agentes naturales dei Goblerno federal para
hacer cumpllr la Constituclón y las leyes de la Naclón.
ArUculo 129. La cludad de Buenos AIres tendrã un réglmen de goblerno autónomo. con facul-
tades propias de leglslaclón y jurlsdlcclón. y sujefe de goblerno serã elegido dlrectamente por
el pueblo de la cludad.
Una ley garantlzarã los Intereses dei Estado nacional. mlentras la cludad de Buenos
Aires sea capital de la Naclón.
En el marco de lo dlspuesto en este artículo. el Congreso de la Naclón convocarã a los
habitantes de la cludad de Buenos AIres para que. mediante los representantes que elijan a
ese efecto. dicten el estatuto organlzatlvo de sus Instltuclones.

DISPOSICIONES TRANSITORIAS
PRIMERA.- La Nación Argentina ratifica su legitima e Imprescrlptlble soberania sobre las
islas Malvlnas. Georgias dei Sur y Sandwich dei Sur y los espaclos marítimos e Insulares
correspondientes. por ser parte integrante dei terrltorlo nacional.
La recuperación de dlchos terrltorlos y el ejerclclo pleno de la soberania. respetando el
modo de vida de sus habitantes. y confonne a los prlnclplos dei derecho Internacional. consti-
tuyen un objetivo pennanente e lrrenunclable dei pueblo argentino.
SEGUNDA.- Las acclones positivas a que alude el articulo 37 en su último pãrrafo no podrán
100
CONSTITUCIÓN DELA NACIÓN ARGENTINA / TEXTO

ser Inferiores a las vigentes aI tlempo de sancionarse esta Constltuclón y durarán lo que la
ley determine. (Corresponde aI artículo 37).
TERCERA.- La ley que regIamente el ejerclcio de la Iniciativa popular deberá ser aprobada
dentro de los dleclocho meses de esta sanción. (Corresponde aI artículo 39).
CUARTA.- Los actuales integrantes deI Senado de la Naclón desempefiarán su cargo hasta la
extlnclón deI mandato correspondlente a cada uno.
En ocaslón de renovarse un terclo deI Senado en 1995. por finallzaclón de los mandatos
de todos los senadores elegidos en 1986. será designado además un tercer senador por distrito
por cada Legislatura. EI c::onjunto de los senadores por cada distrito se integrará. en lo poslble.
de modo que correspondan dos bancas aI partido político o allanza electoral que tenga el mayor
número de mlembros en la Legislatura. y la restante aI partido político o allanza electoraI que
le siga en número de mlembros de ella. En caso de empate. se hará prevalecer aI partido
político o allanza electoraI que hublera obtenido mayor cantldad de sufraglos en la elecclón
legislativa provincial Inmedlata anterior.
La elecclón de los senadores que reemplacen a aquellos cuyos mandatos vencen en
1998. así como la elecclón de qulen reemplace a cualqulera de los actuales senadores en caso
de apllcaclón deI artículo 62. se hará por estas mlsmas regias de deslgnaclón. Empero. el
partido político o allanza electoral que tenga el mayor número de miembros en la Legislatura
aI tlempo de la elecclón deI senador. tendrá derecho a que sea elegido su candidato. con la
sola IImltaclón de que no resulten los tres senadores de un mlsmo partido político o allanza
electoraI.
E,stas regIas serán tamblén apllcables a la elecclón de los senadores por la ciudad de
Buenos Aires. en 1995 por el cuerpo electoral. y en 1998. por el órgano legislativo de la cludad.
La elecclón de todos los senadores a que se refiere esta cláusula se lIevará a cabo con
una antlclpaclón no menor de sesenta nl mayor de noventa días aI momento en que el sena-
dor deba asumlr su función.
En todos los casos. los candidatos a senadores serán propuestos por los partidos políticos
o aIlanzas electorales. EI cumpllmlento de las exlgencias legaIes y estatutarlas para ser pro-
clamado candidato será certificado por la Justlcia Electoral Nacional y comunicado a la Legis-
latura.
Toda vez que se ellja un senador nacional se designará un suplente. qulen asumlrá en
los casos dei artículo 62
Los mandatos de los senadores elegidos por apllcación de esta cláusula transltorla du-
rarán hasta el 9 de dlciembre deI 2001. (Corresponde aI artículo 54).
QUINTA.- Todos los integrantes deI Senado serán elegidos en la forma Indicada en el artículo
54 dentro de los dos meses anteriores aI 10 de diciembre deI 2001. decldléndose por la suerte.
luego que todos se reúnan. qulénes deban saIir en el prlmero y segundo blenlo. (Corresponde
aI artículo 56).
8EXTA.- Un réglmen de copartlcipaclón conforme lo dispuesto en el Inciso 2 deI artículo 75 y
la reglamentaclón deI organismo fiscal federal. serán establecidos antes de la flnallzación deI
afio 1996: la dlstrlbuclón de competenclas. servicios y funciones vigentes a la sanción de
esta reforma. no podrá modlficarse sln la aprobación de la provincla interesada; tampoco
podrá modlficarse en desmedro de las provincias la distrlbuclón de recursos vigente a la saIl-
ción de esta reforma y en ambos casos hasta el dlctado deI mencionado régimen de copartici-
paclón.
La presente cláusula no afecta los reclamos administrativos o judlciales en trâmite ori-
ginados por diferencias por dlstrlbuclón de competenclas. servicios. funciones o recursos
entre la Naclón y las provlnclas. (Corresponde aI artículo 75. inciso 2).
SÉPTIMA.- EI Congreso ejercerá en la cludad de Buenos Aires. mlentras sea capital de la
Naclón. Ias atrlbuclones legislativas que conserve con arreglo aI artículo 129. (Corresponde aI
artículo 75. inciso 30).
OCTAVA.- La leglslaclón delegada preexistente que no contenga plazo establecido para su
ejerclclo caducará a los cinco afios de la vlgencla de esta disposiclón. excepto aquella que el
Congreso de la Naclón ratifique expresamente por una nueva ley. (Corresponde aI artículo 76).
NOVENA.- EI mandato deI presidente en ejerclclo aI momento de sanclonarse esta reforma.
deberá ser considerado como prlmer período. (Corresponde ai artículo 90).
101
PARLAMENTO CULTURAL DEL MERCOSUR (PARCUM)

DÉCIMA.- EI mandato deI presidente de la Naclón que asuma su cargo el8 de julio de 1995, se
extinguirá el 10 de dlclembre de 1999 (Corresponde al artículo 90).
UNDÉCIMA.- La caducldad de los nombramlentos y la duraclón limitada prev1stas en el artículo
99, Inciso 4, entrarán en v1gencla a los cinco anos de la sanclón de esta reforma constitucional.
(Corresponde al artículo 99. inciso 4).
DUODÉCIMA.- Las prescrlpclones establecldas en los artículos 100 Y 101 deI capítulo cuarto
de la secclón segunda. de la segunda parte de esta Constituclón referidas al jefe de gabinete
de ministros, entrarán en vlgencla el 8 de julio de 1995.
EI jefe de gabinete de ministros será designado por prlmera vez el 8 de julio de 1995,
hasta esa fecha sus facultades serán ejercltadas por el presidente de là República. (Correspon-
de a los artículos 99, inciso 7. 100 Y 101).
DECIMOTERCERA.- A partir de los tresclentos sesenta días de la v1gencla de esta reforma.
los magistrados Inferiores solamente podrán ser designados por el procedlmlento prev1sto en
la presente Constituclón. Hasta tanto se aplicará el sistema v1gente con anterlorldad. (Co-
rresponde el artículo 114).
DECIMOCUARTA.- Las causas en trâmite ante la Câmara de Dlputados al momento de Insta-
larse el Consejo de la Magistratura. les serán remitidas a 'efectos deI inciso 5 deI artículo 114.
Las ingresadas en el Senado contlnuarán allí hasta su termlnaclón. (Corresponde al artículo
115).
DECIMOQUINTA.- Hasta tanto se constltuyan los poderes que smjan deI nuevo réglmen de
autonomía de la cludad de Buenos Aires. el Congreso ejercerá una legislaclón exclusiva sobre
su terrltorlo, en los mlsmos términos que hasta la sanclón de la presente.
Eljefe de goblerno será elegido durante el ano 1995.
La ley prev1sta en los párrafos segundo y tercero deI articulo 129. deberá ser sancionada
dentro deI plazo de dosclentos setenta dias a partir de la v1gencla de esta Constituclón.
Hasta tanto se haya dlctado el Estatuto Organlzatlvo la deslgnaclón y remoclón de los
jueces de la cludad de BuenosAires se reglrá por las dlsposlclones de los artículos 114 Y 115
de esta Constltuclón. (Corresponde al artículo 129).
DECIMOSEXTA.- Esta reforma entra en vlgencla aI día sigulente de su publicaclón. Los mlem-
bros de la Convenclón Constltuyente. el presidente de la Naclón Argentina, los presidentes de
las Câmaras Legislativas y el presidente de la Corte Suprema de Justlcla prestan juramento
en un mlsmo acto el dia 24 de agosto de 1994. en el Palacio San José, Concepclón deI Uru-
guay, prov1ncia de Entre Ríos.
Cada poder deI Estado y las autoridades prov1nclales y munlclpales dlsponen lo necesa-
rio para que sus mlembros y funcionarlos juren esta Constltuclón.
DECIMOSÉPTIMA.- EI texto constitucional ordenado. sancionado por esta Convenclón Cons-
tltuyente. reemplaza aI hasta ahora vigente.
DADA EN LA SALA DE SESIONES DE LA CONVENCIÓN NACIONAL CONSTITUYENTE. EN
LA CIUDAD DE SANTA FE, A LOS VEINTIDóS DIAs DEL MES DE AGOSTO DEL ANO MIL
NOVECIENTOS NOVENTA Y CUATRO.

Esta uersión sigue la edición .Consütl.'ción de la NaciónArgentina. Texto de 1853. con las reformas
de 1860.1866.1898.1949, 1957y 1994. Conla:fedeerratas'deIBoletínOflCialdeI24/8/94y
según la uersión publicada ellO/1/95, coriforme a lo dispuesto por la ley 24.430,. Ediciones
Depalma Buenos Aires. 1995.

102
CONSTITUCIÓN
pOLíTICA
DEL ESTADO
DE LA REPÚBLICA
DE BOLIVIA
CONSTl7VCIÓN POLIrICA DEL EsTADO DELA REPÚBUCA DE BOUVIA

ANTECEDENTES Y REFORMAS DE LA
CONSTITUCIÓN pOLíTICA DEL ESTADO
DE LA REPÚBLICA DE BOLIVIA

nnlnada la guerra de la Independencla. estando el Alto Peru ocupado por las tropas

'D libertarias comandadas por Antonio José de Sucre. se dlctó el Decreto deI 9 deJebrero de
1825 que dlsponía la reunlón de una asamblea de dlputados que debía deliberar acerca
de los destinos de las provinclas y sobre el réglmen provlsorlo de goblemo.
La Asamblea se reunló el día 10 de julio de 1825 en la cludad de La Plata. hoy Sucre. con
los representantes de las provinclas que constituían la Real Audlencla de Charcas: Chuqulsaca.
La Paz. Potosí y Santa Cruz. La mayoría de los constituyentes decldle:ron erigir un estado
soberano e Independlente de todas las naclones. tanto dei vlejo como dei nuevo mundo. EI
Acta de la Independencla fue flnnada finalmente el día 6 de agosto de 1825.
EI 13 de agosto de 1825 se dlctó la prlmera ley constitucional que establecló las bases de
la República regidas por los slgulentes prlriciplos: goblemo representativo republicano; siste-
ma de goblemo concentrado. general. unltarlo y ejercldo por tres poderes: Legislativo. Ejecu-
tivo y Judicial.
Hasta la fecha se han promulgado dleclséls constituclones. aunque para a1gunos-espe~
clalistas en la materla totaltzan dleclslete. puesto que conslderan que las refonnas nevadas
a cabo en elano 1947 dleron lugar a una nueva constituclón.
No obstante las diversas refonnas que ha experimentado. Ia constituclón boliviana ha
mantenldo hasta la actualldad alguna.. características esenclales. tales como su carâcter de
república Independlente. unltarla y un réglmen democrãtico y representativo. La soberanía
reside en el pueblo y es delegada por el sufraglo a los tres poderes dei Estado: Legislativo.
Ejecutlvo y Judicial.
Descrlblremos a continuaclón las refonnas suceslvas y sus características más sobre-
salientes.
La constltuclón promulgada el 19 de novlembre 1826 fuelnsplrada por Slmón BOLÍVAR.
La mlsma hlzo radicar la soberanía en el pueblo. Instauró la presldencla vltallcla de la repú-
blica y creó cuatro poderes dei Estado.
EI Poder Electoral constltuldo por la cludadaxpa que debía sufragar para fonnar los cuer-
pos electorales. designando un elector por cada clen cludadanos.
EI Poder Legislativo quedaba compuesto por tres câmaras: la de los TrIbunos. Ia de Sena-
dores y la de los Censores.
EI Poder Ejecutlvo era ejercldo por el Presidente de la República. el Vlcepresldente y tres
Ministros.
EI Poder Judicial estaba constltuldo por la Corte Suprema de Justlcla y los diferentes
juzgados en todo el terrltoiio nacional. •
La Constltuclón bollvarlana fue sustltulda por la dei 14 de agosto de 1831 que suprimló
el Poder Electoral y proclamó la vlgencla de los poderes Legislativo. Ejecutivo y Judicial. tal
como hasta hoy se conserva sln modlflcaclón alguna.
EI Congreso estaba compuesto por las câmaras de Senádores y Dlputados. Se f!jó para el
Presidente de la República un período constitucional de cuatro anos. Consagró el régimen
presidencialista y creó un Consejo de Estado compuesto de slete mlembros elegidos por el
Congreso.
105
PARLAMENrO CUL7VRAL DEL 't'ERCOSUR (PARCUM)

La Constitución deI 16 de octllbre de 1834 se caracterlzó por establecer seslones btanuales


deI Poder Legislativo. sltuación que se repltló en algunos goblemos de fuerza en el slglo pasado.
La Constitución deI 26 de octllbre de 1834 modlflcó la anterior y establecló el carácter
nacional de senadores y dlputados. Suprlmló la Vicepresldencla de la República e Introdujo
los Concejos Munlclpales.
La Constitución deI 11 deJWlio de 1843 volvló a restablecer la reunlón blanual deI Poder
Legislativo y fljó el período constitucional de ocho afios. AI no exlsttr la Vlcepresldencla de la
República. se dlspuso que en caso necesarlo se haría cargo de la Presldencla de la República
el presidente deI Consejo Nacional, que era un cuerpo de carácter consultivo. Ellmlnó el
capítulo referente ai réglmen municipal y lo hlzo dependlente deI Poder Ejecutlvo.
La Constitucibn deI 20 de septiembre de 1851 fue la que consagró. por prlmera vez, los
derechos y garantias tndlvlduales. Modlflcó el períddo constitucional deI presidente y de los
parlamentarlos fljándolo en cinco afios.
La Constitución deI 29 deJul10 de 18611ncorporó el estado de sitio. Establecló que el Poder
Legislativo fuera ejercldo por una Asamblea Integrada por dlputados. Redujo otra vez el perío-
do presidencial fijándolo en tres afios.
La Constitucibn deI 17 de septiembre de 1868 organlzó la Câmara de Senadores y la de
Representantes. Volvló a modificar el período presidencial establecléndolo en cuatro afios.
La Constitución deI 9 de octllbre de 1871 Impuso nuevamente aI sistema unicameral.
creando una Asamblea de Dlputados que debía reunlrse blanualmente.
La Constitución deI 14 deJebrero de 1878 contlnuó con la tncorporaclón de tnstltutos
afines con los prlnclplos liberales. continuando con la tendencla Iniciada por su similar deI
afio 186l.
EI Poder Legislativo estaba compuesto por la Câmara de Senadores y la Câmara de Dlpu-
tados. Prescribléi el procedlmlento mediante el cual la Corte Suprema de Justlcla debía ser
designada por la Câmara de Dlputados. a propuesta en tema de la Câmara de Senadores.
EI Poder Ejecutlvo estaba formado por el presidente de la República y por los ministros
con un período de cuatro afios. Creó la Vlcepresldencla de la República que debía eleglrse
conjuntamente con el Presidente. Se le reconocló ai Poder Legislativo la facultad fiscalizadora
para censurar a los Ministros deI Gabinete.
La Constitucibn deI afio 1880 declaró la vlgencla de la Constltuclón de 1878. pero la
reformó sustanclalmente en algunos aspectos. Establecló el principio de descentrallzaclón. el
cual se mantuvo como un enunciado, puesto que hasta el presente no se ha dlctado la corres-
pondlente ley reglamentarla.
La Constitucibn deI 24 de enero de 1921 tntrodujo algunas reformas, entre éstas. la su-
preslón de la Vlcepresidencla.
Mediante el procedlmiento de referéndum realizado el 11 de enero de 1931 fueron tn-
corporados, por primera vez, el hábeas corpus, la autonomía unlversltarla y el réglmen econó-
mico social. EI período constitucional se fljó en cuatro afios y se establecló la Imposlbl1ldad de
la reelecclón para el período Inrnedlato para los cargos de presidente y vlcepresldente de la
República. Se Incorporó a la Contraloría General de la República y se tntrodujo la declaraclón
de la descentrallzaclón administrativa.
La Constitucibn deI 30 de octllbre de 1938 se caracterizó por receptar las Influencias deI
constitucionalismo social. Como consecuencla de ello modlflcó algunos de los prlnclplos con-
sagrados en la constltuclón liberal deI afio 1878. En este orden de Ideas, Introdujo los reglme-
nes social. faml1lar. cultural y dei campeslnado. Relatlvlzó el derecho de propledad considera-
do hasta entonces como absoluto. quedando aquél supedltado allnterés social.
La Constitución deI 24 de noviembre de 1945 Incorporó nuevas reformas de contenldo
social .. Establecló la norma según la cuallos Impuestos deben representar un sacrlflclo Igual
para todos en forma proporcionai y progreslva. Otorgó la cludadanía a las mujeres para el
sufragto en elecclones munlclpales. Fijó el período presidencial de seis afios.
La Constitucibn deI 4 de agosto de 1961 consagró el voto universal e Incorporó las refor-
mas logradas por la Revoluclón Nacional de 1952. entre las que cabe mencionar. Ia reforma
agrarla y la naclonallzaclón de las minas.
106
CONSTlTUC/ÓN POL/TlCA DEL ESTADO DELA REPÚBLICA DE BOLN/A / ANrECEDEN7F:S Y REFORMAS

La Constitución deI 2 deJebrero de 1967 adoptó una distinta sistemática. dlvldléndose en


cuatro partes que se Inlclan con un título preliminar que contlene dlsposlclones generales
mediante las que se define la naturaleza dei Estado boliviano y su forma de gobiemo: la parte
prlmera que Incluye los titulos dedicados a los derechos y deberes fundamentales de la perso-
na. sus garantias. Ia naclonalidad y la c1udadania: la parte segunda sobre la organlzaclón y
funclonamlento de los poderes Legislativo. Ejecutlvo y Judicial: la parte tercera se refiere ai
réglmen económlco y financlero. ai réglmen de domlnlo sobre los blenes. a la política econó-
mica dei Estado. a las rentas y presupuestos dei Estado. ai réglmen social. agrarlo y campesi-
no. ai réglmen cultural. ai réglmen familiar. ai réglmen municipal. ai réglmen de las fuerzas
armadas. ai réglmen de la policía nacional. ai réglmen eleetora1, a los partidos y a los órganos
políticos. Cabe destacar que las normas relativas ai réglmen electoral y a los partidos políticos
fueron Incorporadas por prlmera vez en la constltución boliviana de 1967. dado que con ante-
rlorldad esta materla era regulada por la ley electoral. Tamblén signlficó un aporte de rele-
vancia la consagración dei recurso de amparo.
La parte cuarta trata sobre la prlmacía y la reforma de la constltuclón. A dicho efecto
establecía un ngldo procedlmlento que Imposibilltó su modlficación por largo tlempo. La ley
de declaraclón de la necesldad de la reforma podia ser objeto de conslderaclón reclén ai produ-
cirse la renovaclón deI Poder Legislativo. durante las prlmeras seslones dei nuevo penodo
constitucional. oportunidad en la cual debia ser aprobada por ambas câmaras con los dos
tercios de votos.
Por otra parte. Ia constltuclón de 1967 Introdujo modlficaclones en lo referido a la elec-
clón dei presidente y vlcepresldente de la República. Fljó la mayona absoluta de votos para la
elecclón dlrecta y la duraclón dei mandato en cuatro anos Improrrogables. Dlspuso que la
renovaclón total dei Poder Legislativo ctebe efectuarse transcurrtdo Igual penodo.
La últl~a reforma se lIevó a cabo mediante la ley 1585 dei 12 de agosto de 1994. Además
de las caractenstlcas anterlomente definidas en lo que atane a su forma de goblemo demo-
crática y representativa. y a su sistema de estado unltarlo. Ia nueva constltuclón Incorporó
-)05 concepto~-de naclón multlétnica y plurlcultural.
EI terrl'torlo fue dividido polítlcamente en Departamentos. EI Poder Ejecutlvo a nlvel
departamental quedó a cargo de un Prefecto y se ejerce de acuerdo a un réglmen de descen-
trallzaclón administrativa.
Fueron Incorporadas las slgulentes Instltuclones: el TrIbunal Constitucional. el Con-
sejo de la Judicatura. el Mlnlsterlo Público. el Defensor dei Pueblo y la Contralona General de
la República.
Se establecló la prlmacía constitucional y fue previsto un procedlmlento de reforma
más fiexible.

107
CONsmvCIÓN PoLlnCA D~L ESTADO DELA REPúBUCA DEBOUV/A / TEXTO

TíTULO PRE.LIMINAR
DISPOSICIONES GENERALÉS
Articulo 1. Bollvla. IIbre. Independlente. soberana. multlêtnlca y plurlcultural. constltulda
en República unltarla. adopta para su goblerno la forma democrãtlca representativa. fundada
en la unlón y la solldarldad de todos los bolivianos.
Articulo 2. La soberanía reside en el pueblo; es Inallenable e Imprescrlptlble; su ejerclclo
estã delegado a los poderes Legislativo. Ejecutlvo y Judicial. La Independencla y coordlnaclón
de estos poderes eslla base deI Goblemo. Las funciones deI poder público: legislativa. ejecuti-
va y judicial. no pueden ser reunidas en el mlsmo órgano.
Articulo 3. El Estado recdnoce y sostiene la rellglón católica. apostólica y romana. Garantlza
el ejerclclo público de todo otro culto. Las relaciones con la Iglesla Católica se reglrãn me-
diante concordatos y acuerdos entre el Estado Boliviano y la Santa Sede.
Articulo 4.
I. EI pueblo no delibera nl goblema. sino por medlo de sus representantes y de las auto-
ridades creadas por ley.
11. Toda fuerza armada o reunlón de personas Que se atrlhuya la soberanía deI pueblo
comete delito de sedlción.

PARTE PRIMERA
LA PERSONA coMO MIEMBRO DEL ESTADO

TITULO PRIMERO
DERECHOS Y DEBERES FUNDAMENTALES DE LAPERSONA
Articulo 5. No se reconoce nlngún gênero de servidumbre y nadle podrã ser obllgado a prestar
trabajos personales. sln su pleno consentlmlento y justa retrlbuclón. Los serviclos persona-
les sólo podrãn ser exiglbles cuando así lo establezcan las leyes.
Articulo 6.
I. Todo ser humano tlene personalldad y capacldadjuridlca. con arreglo·a las leyes.Goza
de los derechos. IIbertades y garantías reconocldos por esta Constltuclón. sln dlstlnclón
de raza. sexo. Idioma. rellglón. oplnlón política o de otra índole. orlgen. condlclóri econó-
mica o social. u otra cualqulera.
lI. La dlgnldad y la IIbertad de la persona son Invlolables. Respetarlas y protegerias es
deber primordial deI Estado.
Articulo 7. Toda persona tlene los slgulentes derechos fundamentales. conforme a las leyes
que reglamenten su ejerclclo:
a. A la vida. Ia salud y la segurldad;
b. A emitir IIbremente sus Ideas y oplnlones. por cualquier medio de dtfuslón;
c. A reunirse y asociarse para fines lícitos;
d. A trabajar y dedlcarse aI comercio. Ia Industrla o a cualquier activldad lícita. en con-
diciones que no peIjudlquen ai bien colectlvo;
e. A reclblr instrucción y adquirir cultura;
f. A ensenar bajo la vlgtlancla deI Estado;
g. A Ingresar. permanecer. transitar y sallr deI terrltorlo nacional;
h. A formulai peticiones individuaI y colecttvamente;
I. A la propiedad privada. individuai o colectlvamente. siempre que cumpla una función
social;
j. A una remuneración justa por su trabajo que le asegure para sí y su famt1ta una
existencia digna deI ser humano;
k. A la segurldad social. en la forma determinada por esta Constltución y las leyes.
Articulo 8. Toda persona tlene los siguientes deberes flmdamentales:
109
PARLAMENTO CULTURAL
, , DEL MERCOSUR (PARCUM)

a. De acatar y cumplir la Constltución y las Leyes de la República;


b. De trabajar, según su capacldad y poslbilidades, en actlvidades socialmente útiles;
c. De adquirir instrucclón por lo menos primaria;
d. De contribuir, en proporclón a su capacldad económlca, ai sostenlmlento de los servl-
cios públicos;
e. De aslstlr, alimentar y educar a sus hljos menores de edad, asi como de proteger y
socorrer a sus padres cuando se,hallen en sltuaclón de enfermedad, mlseria o desam-
paro;
f. De pr6star los se'rvlclos clviles y militares que la Naclón requlera para su desarrollo,
defensa Iy conservaclón; , '
g. De cooperar con los órganos deI Estado y la Comunidad en el servlcio y la seguridad
soclales;
h. De resgtlardar y proteger los blenes e intereses de la colectlvidad.

TÍTULO SEGUNDO
GARANTiAS DE LA PERSONA
Articulo 9.
I. Nadle puede ser detenido, arrestado ni puesto en prisión sino en los casos y según las
formas establecldas por ley, requiriêndose para la ejecución deI respectivo mandamiento
que êste emane de autoridad competente y sea Intimado por escrito.
11. La incomunicaclón no podrá imponerse sino en casos de notoria gravedad y de nin-
gún modo por más deveintlcuatro horas.
Articulo 10. Todo delincuente "In fragantl" puede ser aprehendido, aún sin mandamiento,
por cualquier persona, para el único objeto de ser conducido ante la autoridad o el juez compe-
tente, quien deberá tomarle su declaración en el plazo máximo de veintlcuatro horas.
Articulo 11. Los enc'ai-gados de las prislones no reciblrán a nadle como detenido, arrestado o
preso sin copúrr en su registro el mandamiento correspondlente. Podrán, sln embargo, reclbir
en el recinto de la prisión a los condticidos, con el objeto de ser presentados, cuando más
dentro de las 24 horas, aI juez competente.
Articulo 12. Queda prohibida toda especle de torturas, coacciones, exacciones o cualquier
forma de violencia física o moral bajo pena de destltuclón Inmedlata y sin perjuicio de las
sanciones a que se harán paslbles quienes las aplicaren, ordenaren, Instlgaren o consintleren.
Articulo 13. Los atentados contra la seguridad personal hacen responsables a sus autores
inmedlatos, sin que pueda servirles de excusa el haberlos cometido por orden superior.
Articulo 14. Nàdie puede ser juzgado por comlsiones especlales o sometldo a otros jueces que
los designados con anterioridad aI hecho de la causa, ni se lo podrá obligar a declarar contra si
mismo en materia penal, o contra sus parientes consanguineos hasta el cuarto grado inclu-
sive, o sus afines hasta el segundo, de acuerdo aI cómputo civil.
Articulo 15. Los funclonarios públicos que, sln haberse dlctado el estado de sitio, tomen me-
didas de persecuclón, confinamlento o destlerro de cludadanos y las hagan ejecutar, asi como
los que c1ausuren tmprentas y otros medlos de expreslón deI pensamiento e incurran en
depredaclones u otro gênero de abusos están sujetos ai pago de una indemnizaclón de danos
y perjulcios, siempre que se compruebe, dentro de julcio civil que podrá seguirse Indepen-
dlentemente de la acclón penal que corresponda, que tales medidas o hechos se adoptaron en
contravenclón a los derechos y garantias que establece esta Constituclón.
Articulo 16.
I. Se presume la inocencia deI encausado mientras no se pruebe su culpabilldad.
11. EI derecho dedefensa de ia persona en julcio es Inviolable.
m. Desde el momento de su detención o apresamiento, los detenidos t1enen derecho a
. ser aslstldos por un defensor.,
IV. Nadie puede ser condenado a pena alguna sln haber sido oido y juzgado previamente
en proceso legal; nl la sufrirá si no ha sido Impuesta por sentencia ejecutoriada y por
autoridad competente. La condena penal debe fundarse en una ley anterior ai proceso y
sólo se aplicarán las leyes posteriores cuando sean más favorables ai encausado.
CONsrrruC/ÓN POLtrtCA DEL ESTADO DE ui REPÚBLICA DE SOL/V/A / TEXTO

Articulo 17. No existe la pena de Infamla. nlla de muerte civil. En los casos de aseslnato.
parrlcldlo y tralclón a la Patrla. se aplicará la pena de trelnta anos de presldlo, sln derecho a
Indulto. Se entlende por tralclón. Ia compllcldad con el enemigo durante el estado de guerra
extranjera.
Articulo 18.
I. Toda persona que creyere estar Indeblda o Ilegalmente perseguida. detenlda. proce-
sada o presa podrá ocurrlr. por sí o por cualqulera a su nombre. con poder notarlado o sln
él. ante la Corte Superior dei Distrito o ante cualquler Juez de Partido. a elecclón suya,
en demanda de que se guarden las formalidades legales. En los lugares donde no hublere
Juez de Partido la demanda podrá Interponerse ante unJuez Instructor.
11. La autoridad judicial seftalará de Inmedlato día y hora de audlencla pública, dlspo-
nlendo que el autor sea conducldo a su presencia. Con dlcha orden se practlcará c1ta-
clón personal o por cédula en la oficina de la autoridad demandada. orden que será
obedecida sln observaclón nl excusa. tanto por aquélla cuanto por los encargados de las
cárceles o lugares de detenclón sln que éstos. una vez citados. puedan desobedecer
arguyendo orden superior.
111. En nlngún caso podrá suspenderse la audlencla. Instrulda de los antecedentes. Ia
autoridad judicial dlctará sentencia en la mlsma audlencla ordenando la IIbertad. ha-
clendo que se reparen los defectos legales o ponlendo ai demandante a dlsposlclón dei
juez competente. EI fallo deberá ejecutarse en el acto. La declslón que se pronuncie se
elevará en reVlslón, de oficio. ante el TrIbunal Constitucional. en el plazo de velntlcua-
tro horas. sln que por ello se suspenda la ejecuclón dei fallo.
IV. SI el demandado después de aslstlr a la audlencla la abandona antes de escuchar la
sentencia. ésta será notificada válldamente en estrados. SI no concurrlere. Ia audlen-
cla se lIevará a efecto en su rebeldía, y oída la exposlclón dei actor o su representante.
se dlctará sentencia.
V. Los funclonarlos públicos o personas particulares que reslstan las declslones judl-
clales. en los casos previstos por este artículo. serán remitidos. por orden de la autori-
dad que conocló el "hábeas corpus". ante el Juez en lo Penal. para sujuzgamlento como
reos de atentado contra las garantias constltuclonales.
VI. La autoridad judicial que no procedlera conforme a lo dlspuesto por este artículo
quedará sujeta a sanclón con arreglo ai Art. 123. atrlbuclón 3 de esta Constltuclón.
Articulo 19.
I. Fuera dei recurso de "habeas corpus" a que se reflere el artículo anterior. se establece
el recurso de amparo contra los actos lIegales o las omlslones Indebldas de los funclona-
rios o particulares que restrlnjan. supriman o amenacen restringir o suprimir los dere-
chos y garantias de la persona reconocldos por esta Constltuclón y las leyes.
11. EI recurso de amparo se Interpondrá por la persona que se creyere agravlada o pór
otra a su nombre con poder suficiente -salvo lo dlspuesto en el Art. 129 de esta Constl-
tuclón- ante las Cortes Superiores en las capltales de Departamento o ante los Jueces
de Partido en las proVlnclas. tramltándoselo en forma sumaríslma. EI Mlnlsterio Públi-
co podrá tamblén Interponer de oficio este recurso cuando no lo hlciere o no pudlere
hacerlo la persona afectada.
111. La autoridad o la persona demandada será citada en la forma prevista por el articulo
anterior a objeto de que preste Informaclón y presente. en su caso. los actuados concer-
nlentes ai hecho denunciado, en el plazo máximo de cuarenta y ocho horas.
IV. La resoluclón final se pronunciará en audlencla pública Inrnedlatamente de reclbl-
da la Informaclón dei denunciado y. a falta de ella, lo hará sobre la base de la prueba que
ofrezca el recurrente. La autoridad judicial examinará la competencla dei funclonarlo o
los actos deI particular y, encontrando cierta y efectlva la denuncia. concederá el ampa-
ro solicitado siempre que no hublere otro medio o recurso legal para la protecclón Inme-
dlata de los derechos y garantias restringidos. suprimidos o amenazados. elevando de
oficio su resoluclón ante el TrIbunal Constitucional para su reVlslón. en elplazo de
velntlcuatro horas.
V. Las determlnaclones previas de la autoridad judicial y la declslón final que conceda
lU
PARLAMENro CULTURAL DEL MERCOSUR (PARCUM)

el amparo serán ejecutadas inrnediatamente y sin observación. aplicándose. en caso de


resistencia. lo dispuesto en el artículo anterior.
ArUculo20.
I. Son inviolables la correspondencia y los papeles privados. los cuales no podrán ser
incautados sino en los casos detennlnados por las leyes y en virtud de orden escrita y
motivada de autoridad competente. No producen efecto legal los documentos privados
que fueren violados o sustraídos.
11. Nila autoridad pública. ni persona u organismo alguno podrán interceptar conversa-
ciones y comunicaclones privadas mediante instalación que las controle o centralice.
ArUculo 21. Toda casa es un asilo inviolable; de noche no se podrá entrar en ella sin consen-
tlmiento dei que la habita. y de día sólo se franqueará la entrada a requisición. escrita y
motivada de autoridad competente. salvo el caso dei delito "in fragantl".
ArUculo22.
I. Se garantlza la propiedad privada siempre que el uso que se haga de ella no sea
perjudiclal al interés colectlvo.
11. La expropiación se impone por causa de utllldad público o cuando la propiedad no
cumple una función social. calificada confonne a ley y previa indemnización justa.
ArUculo 23. Jamás se aplicará la confiscación de bienes como castigo político.
ArUculo 24. Las empresas y súbditos extranjeros están sometldos a las leyes bolivianas. sin
que en ningún caso puedan invocar situación excepcional ni apelar a reclamacionesdiplo-
mátlcas.
ArUculo 25. Dentro de cincuenta kilómetros de las fronteras. los extranjeros no pueden ad-
quirir ni poseer. por ningún título. suelo ni subsuelo. directa o indirectamente. individual-
mente o en sociedad. bajo pena de perder. en beneficio dei Estado. Ia propiedad adquirida.
excepto el caso de necesidad nacional declarada por ley expresa.
ArUculo 26. Ningún Impuesto es obligatorio sino cuando ha sido establecido confonne a las
prescripciones de la Constltución. Los perjudlcados pueden interponer recursos ante el Tri-
bunal Constitucional contra los impuestos i1egales. Los impuestos municipales son obllgato-
rios cuando en su creación han sido observados los requisitos constltucionales.
ArUculo 27. Los lmpuestos y demás cargas públicas obligan igualmente a todos. Su creación.
distribuéión y supresión tendrán carácter general. debiendo detenninarse en relación a un
sacrificio igual de los contribuyentes en fonna proporcional o progresiva. según los casos.
ArUculo 28. Los bienes de la Iglesia. de las órdenes y congregaciones religiosas y de las
instltuciones que ejercen labor educativa. de asistencia y de beneficencia. gozan de los mis-
mos derechos y garantías que los pertenecientes a los particulares.
ArUculo 29. Sólo el Poder Legislativo tlene facultad para alterar y modificar los códigos. así
como para dictar reglamentos y disposiciones sobre procedimientos judiciales.
ArUculo 30. Los poderes públicos no podrán delegar las facultades que les confiere esta Cons-
tltución. ni atribuir ai Poder Ejecutlvo otras que las que expresamente les están acordadas
por ella.
ArUculo 31. Son nulos los actos de los que usurpen funciones que no les competen. así como
los actos de los que ejerzan jurisdicción o potestad que no emane de la ley.
ArUculo 32. Nadie será obligado a hacer lo que la Constltución y las leyes no manden. ni a
privarse de lo que ellas no prohiban.
ArUculo 33. La ley sólo dispone para lo venidero y no tlene efecto retroactivo. excepto en
materia social cuando lo detennine expresamente. y en materia penal cuando beneficie al
delincuente.
ArUculo 34. Los que vulneren derechos y garantías constltucionales quedan sujetos a la
jurisdicción ordinarla.
ArUculo 35. Las declaraciones. derechos y garantías que proclama esta Constltución no se-
rán entendidos como negación de otros derechos y garantias no enunciados que nacen de la
soberania deI pueblo y de la fonna republicana de gobiemo.

112
CONSTITUCIÓN POLfrlCA DEL ESTADO DELA REPÚBLICA DE BOLlVIA / TEXTO

TITULO TERCERO
NACIONALIDAD Y CIUDADANIA
CAPITULO I
NACIONALIDAD
Articulo 36. Son bolivianos de orlgen:
1. Los nacldos en el terrltorlo de la República. con excepclón de los hljos de extranjeros
que se encuentren en Bollvla ai servlclo de su goblemo.
2. Los nacldos en el extranjero de padre o madre bolivianos por el sólo hecho de avecln-
darse en el terrltorlo nacional o de Inscrlblrse en los consulados.
Articulo 37. Son bolivianos por naturallzaclón:
1. Los espaiíoles y latlnoamerlcanos que adquleran la naclonalldad boliviana sln hacer
renuncia de la de su orlgen. cuando existan. a título de reclprocldad. convenlos de na-
clonalldad plural con sus goblemos respectivos.
2. Los extranjeros que hablendo residido dos afios en la República declaren su voluntad
de adquirir la naclonalidad boliviana y obtengan carta de naturallzaclón conforme a ley.
EI tlempo de permanencla se reduclrá a un afio tratándose de extranjeros que se en-
cuentren en los casos slgulente~:
a. Que tenga cónyuge o hljos bolivianos.
b. Que se dedlquen regularmente ai trabajo agrlcola o Industrial.
c. Que ejerzan funciones educativas. cientificas o técnicas.
3. Los extranjeros que a la edad legalmente requerida presten el servlclo militar.
4. Los extranjeros que por sus servlclos ai país la obtengan de la Câmara de Senadores.
Articulo 38. La mt~er boliviana casada con extranjero no plerde su naclonalldad. La mujer
extranjera casada con boliviano adqulere la naclonalidad de su marido. slempre que resida
en el país y manlfleste su conformldad; y no la plerde aún en los casos de viudez o de divorciO:
Articulo 39. La naclonalldad boliviana se plerde por adquirir naclonalldad extranjera. bas-
tando para recobrarIa domlcillarse en Bollvla exceptuando a qulenes se acojan ai réglmen de
naclonalldad plural en vlrtud de convenlos que a este respecto se flnnen.
CAP[TULO 11
CIUDADANIA
Articulo 40. La cludadanía consiste:
1. En concurrlr como elector o eleglble a la formaclón o ai ejerclclo de los poderes públicos.
2. En el derecho a ejercer funciones públicas. sln otro requisito que la Idoneldad. salvo
las excepclones establecldas por ley.
Articulo 41. Son cludadanos los bolivianos. varones y mujeres mayores de dleclocho afios de
edad. cualesqulera sean sus niveles de Instrucclón. ocupaclón o renta.
Articulo 42. Los derechos de cludadanía se suspenden:
1. Por tomar armas o prestar servlclos en ejérclto enemlgo en tlempo de guerra.
2. Por defraudaclón de caudales públicos o qulebra fraudulenta declarada. previa sen-
tencia ejecutorlada y condenatorla a pena corporal.
3. Por aceptar funciones de goblemo extranjero. sln perrnlso deI Senado. excepto los
cargos y mlslones de los organismos Intemaclonales. religiosos. unlversltarlos y cultu-
rales en general.

TITULO CUARTO
FUNCIONARIOS PÚBLICOS
Articulo 43. Una leyespeclal establecerá el Estatuto de Funclonarlo Público sobre la base deI
principio fundamental de que los funclonarlos y empleados públicos son servidores exclusivos
de los lntereses de la colectlvldad y no de parclalldad o partido político alguno.
Articulo 44. EI Estatuto deI Funclonarlo Público establecerá los derechos y deberes de los
113
PARLAMENTO CULTURAL DEL MERCOSUR (PARCUMJ

funcionarlos y empleados de la Administración y contendrá las disposiciones que garanticen


la carrera administrativa, asi como la dignidad y eficacia de la función pública.
Artículo 45. Todo funcionarlo público, civil, militar o eclesiástico está obligado, antes de to-
mar posesión de un cargo público, a declarar expresa y especificamente los bienes o rentas
que tuviere, que serán verificados en la forma que determine la ley.

PARTE SEGUNDA
EL ESTADO BOLIVIANO
TÍTULO I
PODER LEGISLATIVO

CAPíTULO I
DISPOSICIONES GENERALES
Artícul046.
1. EI Poder Legislativo reside en el Congreso Nacional compuesto de dos Câmaras: una
de Diputados y otra de Senadores.
2. EI Congreso Nacional se reunirá ordinariamente cada afio en la capital de la Repúbli-
ca, el dia seis de agosto, aun cuando no hubiese convocatoria. Sus sesiones durarán
noventa dias útiles, prorrogables hasta ciento veinte, a juicio dei mismo Congreso o a
petición deI Poder Ejecutivo. Si ajuicio de éste conviniese que el Congreso no se reúna
en la capital de la República, podrá expedir la convocatoria seiialando otro lugar.
Artículo 47. EI Congreso puede reunirse extraordinariamente por acuerdo de la mayoria ab-
soluta de sus miembros o por convocatoria dei Poder Ejecutivo. En cualquiera de estos casos
sólo se ocupará de los negocios consignados en la convocatoria.
Artículo 48. Las Câmaras deben funcionar con la mayoría absoÍuta de sus miembros, a un
mismo tiempo, en el mismo lugar, y no podrá comenzar o terminar la una sus funciones en
un dia distinto de la otra.
Artículo 49. Los Senadores y Diputados podrán ser elegidos Presidente o Vicepresidente de la
República, o designados Ministros de Estado, o Agentes Diplomáticos, o Prefectos de Departa-
mento, quedando suspensos de sus funciones legislativas por el tiempo que desempeiien
aquel10s cargos. Fuera de el10s no podrán ejercer otros dependientes de los poderes Ejecutivo
o Judicial.
Artículo 50. No podrán ser elegidos representantes nacionales:
1. Los funcionarios y empleados civiles, los militares y policias en servicio activo y los
eclesiásticos con jurisdicción que no renuncien y cesen en sus funciones y empleos
por lo menos sesenta dias antes dei veriflcativo de la elección. Se exceptúan de esta
disposición los rectores y catedráticos de Universidad.
2. Los contratistas de obras y servicios públicos: los administradores, gerentes y direc-
tores, mandatarios y representantes de sociedades o establecimientos en que tiene
participación pecuniarla el Fisco y los de empresas subvencionadas por el Estado: los
administradores y recaudadores de fondos públicos mientras no finiquiten sus contra-
tos y cuentas.
Artículo 51. Los Senadores y Diputados son Inviolables en todo tiempo por las opiniones que
emitan en el ejercicio de sus funciones.
Artículo 52. Nlngún Senador o Diputado, desde el dia de su elección hasta la finalización de
su mandato, sin discontinuldad, podrá ser acusado, perseguido o arrestado en ninguna mate-
ria, si la Cánlara a la que pertenece no da licencia por dos tercios de votos. En materia civil no
podrá ser demandado ni arraigado desde sesenta dias antes de la reunión dei Congreso hasta
el término de la distancia para que se restituya a su domicilio.
Artículo 53. EI Vicepresidente de la República goza en su carácter de Presidente nato deI
Congreso Nacional y deI Senado, de las mismas Inmunidades y prerrogativas acordadas a
Senadores y Dlputados.
114
CONSTrruCIÓN POLfrlCA DEL ESTADO DELA REPÚBLICA DE SOL/VIA / TEXTO

Articulo 54.
I. Los Senadores y Dlputados no podrán adquirir nl tomar en arrendamiento. a su nom-
bre o en el de tercero. blenes públicos. nl hacerse cargo de contratos de obra o de apro-
vlsionamlento con el Estado. nl obtener deI mismo conceslones u otra clase de ventajas
personales. Tampoco podrán. durante el período de su mandato. ser funclonarlos. em-
pleados. apoderados nl asesores o gestores de entidades autárquicas. nl de sociedades o
de empresas que negoclen con el Estado.
11. La contravención a estos preceptos importa pérdlda deI mandato popular. mediante
resoluclón de la respecttva Cámara. conforme aI articulo 67. atribución 4 de esta Cons-
tituclón.
Articulo 55. Durante el periodo constitucional de su mandato los Senadores y Diputados po-
drán dirigir representaciones a los funcionarlos dei Poder Ejecuttvo para el cumplimlento de
las disposiciones legales. Podrán también gestionar mejoras para sattsfacer las necesidades
de, sus distritos electorales.
Articulo 56. Cuando un ciudadano sea elegido Senador y Diputado. aceptará el mandato que
él prefiera. SI fuese elegido Senador o Dlputado por dos o más Departamentos. lo será por el
distrito que él escoja.
Articulo 57. Los Senadores y Dlputados pueden ser reelectos y sus mandatos son renunciables.
Articulo 58. Las sesiones deI Congreso y de ambas Cámaras serán públicas. y sólo podrán
hacerse secretas cuando dos tercios de sus mlembros asi lo determinen.
Articulo 59. Son atribuclones deI Poder Legislativo:
1. Dlctar leyes. abrogarIas. derogarlas. modificarIas e Interpretarias.
2. A Iniciativa dei Poder Ejecutivo. Imponer contribuclones de cualquler clase o natura-
leza. suprimir las existentes y determinar su carácter nacional. departamental o unl-
versltarlo. asi como decretar los gastos flscales. Sln embargo. el Poder Legislativo. a
pedido de uno de sus mlembros. podrá requerir deI Ejecutivo la presentación de proyec-
tos sobre aquellas materias. Si el Ejecutivo. en el término de velnte dias. no presentase
el proyecto solicitado. el representante que lo requlrió u otro parlamentarlo podrá pre-
sentar el suyo para su consideraclón y aprobaclón. Las contribuclones se decretarán
por tlempo indefinido. salvo que las leyes respectivas seiialen un plazo determinado
para su vigencia.
3. FiJar. para cada gestión financlera. los gastos de la Admlnlstraclón Pública. previa
presentación deI proyecto de presupuestopor el Poder Ejecutivo.
4. Considerar los planes de desarrollo que el Poder Ejecutivo pase a su conoclmlento.
5. Autorlzar y aprobar la contratación de empréstltos que comprometan las rentas genera-
les dei Estado. asi como los contratos relativos a la explotación de las riquezas nacionales.
6. Conceder subvenciones o garantias de Interés para la realización e Incremento de
obras públicas y de necesldad social.
7. Autorizar la enajenaclón de blenes naclonales. departamentales. municipales. unl-
versltarlos y de todos los que sean de dominlo público.
8. Autorizar ai Ejecutlvo la adqulslclón de bienes Inmuebles.
9. Autorizar a las universidades la contrataclón de empréstltos.
10. Establecer el sistema monetarlo y el de pesas y medidas.
11. Aprobar aflualmente la cuenta de gastos e inverslones que debe presentar el Ejecu-
tivo en la primera sesión de cada legislatura.
12. Aprobar los tratados. concordatos y convenlos Internaclonales.
13\Ejercltar Influencia diplomática sobre actos no consumados o compromlsos Interna-
clonales dei Poder Ejecutivo.
14. Àprobar. en cada legislatura, la fuerza militar que ha de mantenerse en tiempo de paz.
15. Permitir el trânsito de tropas extranjeras por el terrltorio de la República. determi-
nando el tiempo de su permanencla.
16. Autorizar la sallda de tropas naclonales dei terrltorio' de la República. determinando
el tiempo de su ausencla.
115
PARLAMENTO CULTURAL DEL MERCOSUR (PARCUM)

17. A Iniciativa deI Poder EJecutlvo. crear y suprimir empleos públicos. senalar sus
.atrlbuclones y fijar sus emolumentos.
EI Poder Legislativo podrá aprobar. rechazar o dismlnulr los servicios. empleos o
emolumentos propuestos. pero no podrá aumentarIos. salvo los que correspondan al
Congreso Nacional.
18. Crear nuevos departamentos. provinclas. secclones de provincias y cantones, así
como fijar sus Iímites, habilitar puertos mayores y establecer aduanas.
19. Decretar amnistia por delitos políticos y conceder indulto. previo informe de la Corte
Suprema de Justlcia.
20. Nombrar. en sesión deI Congreso. a los Ministros de la Corte Suprema de Justlcla, a los
Magistrados deI Tribunal Constitucional. a los Consejeros de la Judicatura. al Fiscal Ge-
neral de la República y al defensor deI Pueblo, por dos tercios de votos de sus rnlembros.
21. Designar representantes ante las Cortes Electorales.
22. Ejercer, a través de las Comisiones de ambas Câmaras. Ia facultad de fiscallzación
sobre las entidades autónomas, autárquicas, semiautárquicas y sociedades de econo-
mia mixta. .

CAPíTULO"
CÁMARA DE DIPUTADOS
Articulo 60.
I. La Câmara de Diputados se compone de ciento treinta miembros.
11. En cada departamento. Ia mitad de los Diputados se eligen en circunscrlpciones
uninominales. La otra mitad en circunscripciones plurinominales departamentales,
de listas encabezadas por los candidatos a Presidente. Vicepresidente y Senadores de Ia
República. Los candidatos son postulados por los partidos políticos.
m. Las clrcunscripciones uninomlnales deben tener contlnuidad geográfica. aflnidad y
armonia territorial. no trascender los limites de cada departamento y basarse en crite-
rios de población. La Corte Nacional Electoral delimitará las circunscrlpciones
uninominales.
IV. Los Diputados son elegidos en votación universal. dlrecta y secreta. En las circuns-
crlpciones uninomlnales por simple mayoría de sufragios. En las circunscripciones
plurínominales mediante el sistema de representación que establece la ley.
V. EI número de Diputados debe reflejar la votación proporcional obtenida por cada partido.
VI. La distrlbución deI total de escafios entre los departamentos se determina por ley en
base aI número de habitantes de cada uno de ellos, de acuerdo al último Censo Nacio-
nal. Por equidad la ley asignará un número de escafios mínimo para los departamentos
con menor población y con menor grado de desarrollo económico. Si la distrlbuclón de
escafios para cualquier departamento resultare impar. se dará preferencia a la asigna-
clón de escafios uninomlnales.
VII. Los Diputados ejercen sus funciones por cinco afios y la renovación de la Câmara
será total.
Articulo 61. Para ser Dlputado se requiere:
1. Ser boliviano de origen y haber cumplido los deberes militares.
2. Tener veinticinco afios de edad cumplidos el dia de la elección.
3. Estar Inscrito en el Registro Electoral.
4. Ser postulado por un partido político o por agrupaclones cívicas rc'!presentativas de las
fuerzas vivas deI pais. con personalidadjurídica reconocida. formando bloques o frentes
con los partidos políticos.
5. No haber sido condenado a pena corporal. salvo rehabilltación concedida por el Sena-
do; nl tener pliego de cargo o auto de culpa eJecutoriados. ni estar comprendldo en los
casos de exclusión y de incompatibilldad establecidos por la ley.
Articulo 62. Corresponde a la Câmara de Diputados:
1. La iniciativa en el ejerclclo de las atríbuclones 3. 4. 5 Y 14 deI Art. 59.
2. Considerar la cuenta deI estado de sitio que debe presentar el Ejecutivo. aprobándola
o abriendo responsabllldad ante el Congreso.
116
CONSTITUCIÓN POLfrlCA DEL ESTADO DELA REPÚBLICA DE SOLlVIA / TEXTO

3. Acusar ante el Senado a los Ministros de la Corte Suprema. a los Magistrados dei
Tribunal Constitucional, a los Consejeros de la Judicatura y Fiscal General de la Repú-
blica por delitos cometidos en el ejerclclo de sus funciones.
4. Proponer temas ai Presidente de la República para la deslgnaclón de presidentes de
entidades económlcas y soclales en que participe el Estado.
5. Ejercer las demás atribuclones que le senalen la Constltuclón y las leyes.

CAPíTULO 111
CÁMARADESENADORES
Articulo 63. EI Senado se compone de tres Senadores por cada Departamento, elegidos me-
diante voto universal dlrecto: dos por mayoría y uno por mlnoría, de acuerdo a ley.
Articulo 64. Para ser Senador se neceslta tener trelnta y cinco anos cumplidos y reunir los
requisitos exigidos para Dlputado.
Articulo 65. Los Senadores ejercerán sus funciones por el término senalado para los Diputa-
dos. con renovaclón total ai cumplimlento de este período.
Articulo 66. Sono atribuclones de esta Cámara:
1. Tomar conoclmlento de las acusaciones hechas por la Cámara de Diputados a los
Ministros de la Corte Suprema, Magistrados dei Tribunal Constitucional. Consejeros de
la Judicatura y Fiscal General de la República. conforme a esta Constltuclón y la ley.
EI Senado juzgará en única Instancla a los Ministros de la Corte Suprema, a los
Magistrados dei Tribunal Constitucional, a los Consejeros de la Judicatura y ai Fiscal
General de la República Imponléndoles la sanclón y responsabllldad correspondlentes
por acusaclón de la Cámara de Dlputados motivada por querella de los ofendidos o a
denuncia de cualquler cludadano.
En los casos previstos por los párrafos anteriores será necesario el voto de dos
terclos de los mlembros presentes. Una ley especial dlspondrá el procedimlento y for-
malidades de estos julclos.
2. Rehabllltar como bolivianos, o como ctudadanos, a los que hublesen perdido estas
calldades.
3. Autorizar a los bolivianos el ejerclclo de empleos y la admlslón de títulos o emólu-
mentos de goblemo extranjero.
4. Aprobar las ordenanzas munlclpales relativas a tasas y patentes.
5. Decretar honores públicos a qulenes lo merezcan por servlcios eminentes a la Naclón.
6. Proponer temas ai Presidente de la República para la elecclón de Contralor General
de la República y Superintendente de Bancos.
7. Conceder premlos pecunlarios, por dos terclos de votos.
8. Aceptar o negar, en votaclón secreta, los ascensos a General de Ejérclto, de Fuerza
Aérea, de Dlvlslón, de Brigada, Almirante. Vlcealmlrante, Contralmlrante de las Fuer-
zas Armadas de la Naclón, y General de la Policia Nacional, propuestos por el Poder
Ejecutlvo.
9. Aprobar o negar el nombramlento de Embajadores y Ministros Plenlpotenciarios pro-
puestos por el Presidente de la República.

CAPíTULO IV
ELCONGRESO
Articulo 67. Son atribuctones de cada Cámara:
1. Callficar las credenclales otorgadas por las Cortes Electorales.
Las demandas de inhabllldad de los elegidos y de nulidad de las elecciones sólo
podrán ser interpuestas ante la Corte Nacional Electoral. cuyo fallo será trrevlsable por
las Cámaras. SI ai callficar credenciales no demandadas ante la Corte Nacional Electo-
ral la Cámara encontrare motivos de nulidad, remitirá el caso. por resoluclón de dos
terclos de votos, a conoclmiento y declsión de dicho tribunal. Los fallos se dlctarán en el
plazo de quince días.
117
PARLAMENTO CUL7VRAL OEL MERCOSUR (PARCUMJ

2. Organizar su Mesa Dlrectlva.


3. Dlctar su reglamento y correglr sus Infracclones.
4. Separar temporal o definitivamente, con el acuerdo de dos tercios de votos, a cuales-
qulera de sus miembros por graves faltas cometidas en el ejerciclo de sus funciones.
5. Fljar las dietas que percibirán los legisladores; ordenar el pago de sus presupuestos;
nombrar y remover su personal administrativo y atender todo los relativo a su economia
y réglmen Interior.
6. Realizar las investlgaclones que fueren necesanas para su funclón constitucional,
pudlendo designar comlsiones entre sus miembros para que faclllten esa tarea.
7. Aplicar sanciones a qulenes cometan faltas contra la Câmara o sus mlembros, en la
forma que establezcan sus reglamentos, deblendo asegurarse en éstos, el derecho de
defensa.
Articulo 68. Las Câmaras se reunirán en Congreso para los slgulentes fines:
1. Inaugurar y clausurar sus sesiones.
2. Verificar el escrutlnlo de las actas de elecciones de Presidente y Vlcepresidente de la
República, o designarlos cuando no hubieran reunido la pluralldad absoluta de votos,
conforme a las disposiciones de esta Constltuclón.
3. Recibir el juramento de los dignatanos mencionados en el párrafo anterior.
4. Admitir o negar la renuncia de los mismos.
5. Ejercitar las atrlbuclones a que se refleren los Incisos 11 y 13 deI Art. 59.
6. Considerar las leyes vetadas por el Ejecutlvo.
7. Resolver la declaratorla de guerra a petlclón deI Ejecutivo.
8. Determinar el número de efectlvos de las Fuerzas Armadas de la Nación.
9. Considerar los proyectos de Ley que. aprobados en la Câmara de origen. no lo fueren
por la Câmara revisora.
10. Ejercitar las facultades que les corresponden conforme a los articulos 111. 112. 113
Y 114 de esta Constltución.
11. Autorizar el enjulclamiento deI Presidente y Vlcepresldente de la República, Minis-
tros de Estado y Prefectos de Departamento con arreglo a la atrlbuclón 5 deI Art. 118 de
esta Constltuclón.
12. Designar a los Ministros de la Corte Suprema de Justlcla. a los Magistrados deI
TrIbunal Constitucional. a los Consejeros de la Judicatura. ai Fiscal General de la Re-
pública y ai Defensor deI Pueblo. de acuerdo a lo previsto en los artículos 117. 119. 122,
126 Y 128 de esta Constltuclón.
Articulo 69. En nlngún caso podrá delegar el Congreso a uno o más de sus mlembros, ni a otro
Poder. Ias atrlbuclones que tlene por esta Constltución.
Articulo 70.
I . A Iniciativa de cualquler parlamentano. Ias Câmaras pueden pedir a los Mlinlstros
de Estado Informes verbales o escritos con fines legislativos, de Inspecclón o flscaliza-
clón y proponer Investlgaciones sobre todo asunto de Interés nacional.
11. Cada Câmara puede, a iniciativa de cualquier parlamentano. Interpelar a los Minis-
tros de Estado. IndividuaI o colectlvamente y acordar la censura de sus actos por mayo-
ria absoluta de votos de los representantes nacionales presentes.
m. La censura tlene por flnalidad la modlflcaclón de las políticas y deI procedlmlento
Impugnados. e Implica la renuncia deI o de los Ministros censurados. Ia mlsma que
podrá ser aceptada o rechazada por el Presidente de la República.

CAPíTULO V
PROCEDIMIENTO LEGISLATIVO
Articulo 71.
I. Las leyes. exceptuando los casos previstos por las atrlbuClones 2.3.4, 5 Y 14 deI Art.
59. pueden tener orlgen en el Senado o en la Câmara de Dlputados. a proposlclón de uno
o más de sus mlembros, dei Vlcepresidente de la República. o por mensaje deI Poder
118
CONSTITUCIÓN POLfrlCA DEL ESTADO DELA REPÚBLICA DE SOLlVIA / TEXTO

Ejecutlvo a condlclón. en este caso. de que el proyecto sea sostenldo en los debates por el
Ministro dei respectivo despacho.
11. La Corte Suprema podrá presentar proyectos de ley en materlajudlclal y reforma de
los códigos mediante mensaje dirigido al Poder Legislativo.
Articulo 72. Aprobado el proyecto de ley en la Câmara de orlgen. pasará Inmedlatamente
para su dlscuslón a la Câmara revisora. SI la Câmara revisora lo aprueba. será enviado ai
Poder Ejecutlvo para su promulgaclón.
Articulo73. EI proyecto de ley que fuere desechado en la Câmara de orlgen no podrá ser
nuevamente propuesto. en nlnguna de las Câmaras. hasta la legislatura slgulente.
Articulo 74.
I. SI la Cámara revisora se limita a enmendar o modificar el proyecto. éste se conside-
rará aprobado. en caso de que la Cámara de orlgen acepte por mayoría absoluta las
enmlendas o modlflcaclones.Pero si no las acepta o si las corrige y altera. Ias dos Cá-
maras se reunirão a convocatorla de cualqulera de sus Presidentes dentro de los veln-
te dias para deliberar sobre el proyecto.
11. En caso de aprobaclón será remitido al Ejecutlvo para su promulgaclón como ley de la
República; mas. si fuese desechado. no podrá ser propuesto de nuevo sino en una de las
Legislaturas slgulentes.
Articulo 75. En caso de que la Cámara revisora deje pasar velnte dias sln pronunclarse sobre
el proyecto de ley. Ia Câmara de orlgen reclamará su despacho. con un nuevo término de dlez
dias. al cabo de los cuales será considerado en sesión de Congreso.
Articulo 76.
1. Toda ley sancionada por el Poder Legislativo podrá ser observada por el Presidente de
la República en el término de dlez dias desde aquél en que la hublere recibido.
2. La ley no observada dentro de los dlez dias. será promulgada. SI en este término
recesare el Congreso. el Presidente dela República publicará el mensa,je de sus obser-
vaclones para que se considere en la próxima Legislatura.
Articulo 77.
I. Las observaclones dei Ejecutlvo se dirlglrán a la Câmara de orlgen. SI ésta y la revi-
sora reunidas en Congreso. Ias hallan fundadas y modlflcan la ley conforme a ellas. Ia
devolverão ai Ejecutlvo para su promulgaclón.
11. SI el Congreso declara Infundadas las observaclones. por dos terclos de los mlembros
presentes. el Presidente de la República promulgará la ley dentro de otros dlez dias.
Articulo 78. Las leyes no vetadas o no promulgadas por el Presidente de la República en el
término de dlez dias. desde su recepclón. serão promulgadas por el Presidente dei Congreso.
Articulo 79. Las resoluclones camarales y legislativas no necesltan promulgaclón dei Ejecu-
tlvo.
Articulo 80.
I. La promulgaclón de las leyes se hará por el Presidente de la República en esta forma:
.Por cuanto. el Congreso Nacional ha sancionado la slgulente ley•.
•Por tanto. Ia promulgo para que se tenga y cumpla como ley de la República•.
11. Las declslones parlamentarlas se promulgarão en esta forma:
.EI Congreso Nacional de la República. Resuelve.:
.Por tanto. cúmplase con arreglo a la Constltuclón•.
Articulo 81. La ley es obligatorla desde el dia de su publicaclón. salvo dlsposlclón contraria
de la mlsma ley.

CAPíTULO VI
COMISIÓN DE CONGRESO
Articulo 82.
1. Durante el receso de las Câmaras funcionará una Comlslón dei Congreso compues-
ta de nueve Senadores y dleclocho Dlputados. qulenes con sus respectivos suplentes.
119
PARLAMENTO CULTURAL DEL MERCOSUR (PARCUM)

serán elegidos por cada Cámara de modo que reflejen en lo poslble la composlclón teni-
tOrlal deI Congreso.
2. Estará presidida por el Vlcepresidente de la Repúbllca y la integrarán el Presidente
Electivo deI Senado y el Presidente de la Cámara de Dlputados. en calldad de Vlce-
presidentes prlmero y segundo. respectivamente.
3. EI reglamento correspondlente establecerá la forma y oportunldad de elecclón de la
Comisión deI Congreso y su réglmen interno.
ArticulG 83. Son atrlbuclones de la Comislón deI Congreso:
1. Velar por la observancia de la Constituclón y el respeto a las garantias cludadanas. y
acordar para estos fines las medidas que sean procedentes.
2. Ejercer funciones de investigaclón y supervigilancla general de la Admlnistraclón
Públlca. dirlgiendo ai Poder Ejecutivo las representaclones que sean pertinentes.
3. Pedir ai Ejecutivo. por dos tercios de votos deI total de sus mlembros. Ia convocatoria
a sesiones extraordlnarlas dei Congreso cuando asi lo exija la Importancla y urgencia
de algún asunto.
4. Informar sobre todos los asuntos que queden sin resolución a fln de que sigan
tramitándose en el periodo de seslones.
5. Elaborar proyectos de ley para su conslderaclón por lasCámaras.
Articulo 84. La Comisión deI Congreso dará cuenta de sus actos ante las Cámaras en sus
prlmeras sesiones ordinarlas.

TíTULO SEGUNDO
PODER EJECUTIVO
CAPíTULO I
PRESIDENTE DE LA REPÚBLICA
Articulo 85. EI Poder Ejecutivo se ejerce por el Presidente de la República conjuntamente con
los Ministros de Estado.
Articulo 86. EI Presidente de la República será elegido por sufraglo directo. AI mlsmo tiempo
y en igual forma se elegirá ai Vicepresidente.
Articulo 87.
I. EI mandato improrrogable deI Presidente de la Repúbllca es de cinco afios. EI Presi-
dente puede ser reelecto por una sola vez después de transcunido cuando menos un
período constitucional.
11. EI mandato Improrrogable deI Vlcepresidente es tamblén de cinco afios. EI Vlcepresl-
dente no puede ser elegido Presidente nl Vicepresidente de la Repúbllca en el período
sigulente aI que ejerctó su mandato.
Articulo 88. Para ser elegido Presidente o Vicepresidente de la Repúbllca se requlere las
mlsmas condiciones exigidas para Senador.
Articulo 89. No pueden ser elegidos Presidente nl Vlcepresldente de la Repúbllca:
1. Los Ministros de Estado o presidentes de entidades de funclón económlca o social en
las que tenga partlclpaclón el Estado que no hubleren renunciado ai cargo seis meses
antes deI dia de la elecclón.
2. Los parlentes consanguineos y afines dentro deI segundo grado. de acuerdo ai cómpu-
to civil. de quienes se hallaren en ejerciclo de la Presldencla o Vicepresldencla de la
República durante el último afio anterlor a la elecclón.
3. Los mlembros de las Fuerzas Armadas en serv1clo activo. los deI clero y los ministros
de cualquier culto rellgloso.
Articulo 90.
I. SI en las elecclones generales ninguna de las fórmulas para Presidente y Vlcepresi-
dente de la Repúbllca obtuviera la mayoría absoluta de sufraglos válidos. el Congreso
elegirá por mayoría absoluta de votos válidos. en votación oral y nominal. entre las dos
fórmulas que hubieran obtenido el mayor número de sufragios válidos.
120
CONSTITUCION POLfrlCA DEL ESTADO DELA REPÚBLICA DE BOLlVIA / TEXTO

11. En caso de empate, se repetirá la votaclón por dos veces consecutivas. en forma oral y
nominal. De persistir el empate. se proclamará Presidente y Vlcepresldente a los candi-
datos que hubleran logrado la mayoría slmple de sufraglos válidos en la elecclón general.
111. La elecclón y el cómputo se harán en seslón pública y permanente por razón de
tiempo y materla.
Articulo 91. La proclamaclón de Presidente y Vicepresidente de la República se hará me-
diante ley.
Articulo 92. AI tomar poseslón dei cargo, el Presidente y Vlcepresldente de la República,
jurarán solemnemente. ante el Congreso. fldelldad a la República y a la Constituclón.
Articulo 93.
I. En caso de Impedimento o ausencla temporal deI Presidente de la República, antes o
después de su proclamaclón. lo reemplazará el Vlcepresldente y. a falta de éste y en
forma suceslva, el Presidente deI Senado, el de la Câmara de Dlputados o el de la Corte
Suprema de Justicia.
11. EI Vlcepresidente asumlrá la Presldencla de la República si ésta quedare vacante
antes o después de la proclamaclón deI Presidente Electo, y la ejercerá hasta la finaliza-
clón deI período constitucional.
111. A falta dei Vlcepresldente hará sus veces el Presidente deI Senado y, en su defecto,
el Presidente de la Câmara de Dlputados y el de la Corte Suprema de Justicla. en es-
trlcta prelaclón. En este último caso, si aún no hubleran transcurrldo tres anos deI
período presidencial, se procederá a una nueva elecclón dei Presidente y Vlcepreslden-
te. sólo para completar dlcho período.
Articulo 94. Mlentras el Vlcepresldente no ejerza el Poder Ejecutivo, desempenará el cargo
de Presidente deI Senado, sin peIjulclo de que esta Câmara ellja su Presidente para que haga
las veces de aquél en su ausencla.
Articulo 95. EI Presidente de la República no podrá ausentarse deI terrltorlo nacional sln
permlso deI Congreso.
Articulo 96. Son atrlbuclones deI Presidente de la República:
1. Ejecutar y hacer cumpllr las leyes, expldlendo los decretos y órdenes convenientes,
sln definir privativamente derechos, alterar los definidos por la ley nl contrariar sus
disposlclones. guardando las restIicclones consignadas en esta Constituclón.
2. Negociar y concluir tratados con naclones extranjeras: canjearlos. previa ratifica-
ción deI Congreso.
3. Conduclr las relaciones exteIiores. nombrar funclonarios diplomáticos y consulares.
admitir a los funclonarios extranjeros en general.
4. Concurrlr a la formaclón de códigos y leyes mediante mensajes especiales.
5. Convocar ai Congreso a sesiones extraordlnaIias.
6. Administrar las rentas nacionales y decretar su Inverslón por intermedlo dei respec-
tivo MinlsteIio, con arreglo a las leyes y con estIicta sujeclón aI presupuesto.
7. Presentar aI Legislativo, dentro de las trelnta pIimeras seslones ordinarias. los pre-
supuestos nacional y departamentales para la slgulente gestión financlera y proponer.
durante su vigencla, las modlficaclones que estime necesarias. La cuenta de los gastos
públicos conforme aI presupuesto se presentará anualmente.
8. Presentar ai Legislativo los planes de desarrollo que sobrepasen los presupuestos
ordlnaIios en mateIia o en tlempo de gestión.
9. Velar por las resoluclones munlclpales. especialmente las relativas a rentas e Im-
puestos, y denunciar ante el Senado las que sean contrartas a la Constituclón y a las
leyes. slempre que la Munlcipalldad transgresora no cediese a los requeIimlentos deI
Ejecutlvo.
10. Presentar anualmente aI Congreso. en la Primera Seslón Ordinarta. mensaje es-
cIito acerca dei curso y estado de los negocios de la admlnlstración durante el ano,
acompanando las memoIias ministeIiales.
11. Prestar a las Câmaras. mediante los Ministros. los Informes que sollclten. pudiendo
reservar los relativos a negoclaclones diplomáticas que a sujulclo no deban publlcarsej
121
PARLAMENTO CULTURAL DEL MERCOSUR (PARCUM)

12. Hacer cumplir las sentencias de los trIbunales.


13. Decretar amnlstía por delitos políticos. sln peIjulclo de las que pueda conceder el
Legislativo.
14. Nombrar al Contralor General de la República y ai Superintendente de Bancos. de
las temas propuestas por el Senado Nacional. y a los presidentes de las entidades de
funclón económlca y social en las cuales tlene Intervenclón el Estado, de las temas
propuestas por la Câmara de Dlputados.
15. Nombrar a los empleados de la admlnlstración cuya deslgnaclón no esté reservada
por ley a otro poder. y expedir sus títulos.
16. Nombrar Intertnamente. en caso de renuncia o muerte. a los empleados que deban
ser elegidos por otro poder cuando éste se encuentre en receso.
17. Aslstlr a la Inauguraclón y clausura dei Congreso.
18. Conservar y defender el orden Interno y la segurtdad extertor de la República. con-
forme a la Constltuclón.
19. Designar al Comandante en Jefe de las Fuerzas Armadas y a los Comandantes dei
Ejérclto. Fuerza Aérea. Naval Y' al Comandante General de la Polida Nacional.
20. Proponer ai Senado. en caso de vacancla. ascensos a General de Ejérclto. de Fuerza
Aérea. de Dlvlsión. de Brtgada. a Almirante. Vlcealmirante. Contralmlrante de las Fuer-
zas Armadas de la Nación. y a General de la Polida Nacional con Informe de sus servi-
elos y promociones.
21. Confertr. durante el estado de guerra internacional. los grados a que se refiere la
atrtbución precedente en el campo de batalla.
22. Crear y habilitar puertos menores.
23. Designar a los representantes dei Poder Ejecutlvo ante las Cortes Electorales.
24. Ejercer la autortdad máxima dei Serviclo Nacional de Reforma Agrarta. ütorgar títu-
los ejecutortales en virtud de la redlstrlbución de las tierras. conforme a las disposicio-
nes de la Ley de Reforma Agrarta. asi como los de Colonizaclón.
25. Interponer el recurso abstracto y remedlal. hacer las Impugnaclones y formular las
consultas ante el Tribunal Constitucional previstas en las atrlbuclones 1. 3 Y 8 dei
artículo 120 de esta Constltuclón.
Articulo 97. EI grado de Capltãn General de las Fuerzas Armadas es Inherente a las funcio-
nes de Presidente de la República.
Articulo 98. EI Presldenté de la República visitará los distintos centros dei país. por lo menos
una vez durante el período de su mandato. para conocer sus necesldades.

CAPITULO 11
MINISTROS DE ESTADO
Articulo 99. Los negoclos de la Admlnlstraclón Pública se despachan por los Ministros de
Estiido. cuyo número y atrtbuclones determina la ley. Para su nombramlento o remoclón
bastará decreto dei Presidente de la República.
Articulo 100. Para ser Ministro de Estado se requlere las mlsmas condiciones que para Dlpu-
tado.
Articulo 101.
I. Los Ministros de Estado son responsables de los actos de admlnlstraclón en sus res-
pectivos ramos. juntamente con el Presidente de la República.
11. Su responsabllldad será solidarta por los actos acordados en Consejo de Gabinete.
Articulo 102. Todos los decretos y dlsposlclones dei Presidente de la República deben ser
firmados por el Ministro correspondlente. No serãn válidos nlobedecldos sln este requisito.
Articulo 103. Los Ministros de Estado pueden concurrir a los debates de cualqulera de las
Câmaras. deblendo retlrarse antes de la votaclón.
Articulo 104. Luego que el Congreso abra sus seslones. los Ministros presentarãn sus res-
pectivos Informes acerca dei estado de la admlnlstraclÓn. en la forma que se expresa en el
Art. 96. atrlbuclón 10.
122
CONSTlTUC/ÓN POLfr/CA DEL ESTADO DE LA REPÚBLICA DE SOLlV/A / TEXTO

Artículo 105.
I. La cuenta de lnverslón de las rentas. que el Ministro de Hacienda debe presentar ai
Congreso. l1evará la aprobaclón de los demás Ministros en lo que se reflere a sus res-
pectivos despachos.
11. A la elaboración dei Presupuesto General concurrirán todos los Ministros.
Artículo 106. Ninguna orden verbal o escrita dei Presidente de la República exime de respon-
sabilidad a los Ministros.
Artículo 107. Los Ministros serán juzgados confoIi:ne a la Ley de Responsabilidad por los deli-
tos que cometieren en el ejercicio de sus funciones y con arreglo a la atribución 5 dei articulo
118 de esta Constitución.

CAPíTULO 111
RÉGIMEN INTERIOR
Artículo 108. El terrltorio de la República se divide políticamente en departamentos. provin-
cias. secciones de provlncias y cantones.
Artículo 109. En cada Departamento el Poder Ejecutivo está a cargo y se administra por un
Prefecto. designado por el Presidente de la República.
I. El Prefecto ejerce la funclón de Comandante General dei Departamento, designa y
tiene bajo su dependencia a los subprefectos en las provincias y a los corregidores en los
cantones. asi como a las autoridades administrativas departamentales cuyo nombra-
mlento no esté reservado a otra instancia.
11. Sus demás atribuciones se fljan por ley.
1Il. Los Senadores y Diputados podrán ser designados Prefectos de Departamento. que-
dando suspensos de sus funciones parlamentarias por el tiempo que desempeõen el
cargo.
Artículo 110.
I. EI Poder Ejecutlvo a nivel departamental se ejerce de acuerdo a un régimen de des-
centralización administrativa.
11. En cada departamento existe un Consejo Departamental. presidido por el Prefecto.
cuya composición y atribuciones les establece la ley.

CAPíTULO IV
CONSERVACIÓN DEL ORDEN PÚBLICO
Artículo IH .
.I. En los casos de grave peligro por causa de conmoción interna o guerra internacional
el Jefe dei Poder Ejecutivo podrá, con dictamen afinnativo dei Consejo de Ministros,
declarar el estado de sitio en la extensión dei terrltorio que fuere necesarlo.
li. Si el Congreso se reuniese ordinarla o extraordinariamente. estando la República o
una parte de el1a bajo el estado de sitio, la continuación de éste será objeto de una
autorización legislativa. En igual fonna se procederá si el Decreto de Estado de Sitio
fuese dictado por el Poder Ejecutlvo estando las Câmaras en funciones.
llI. Si el estado de sitio no fuere suspendido antes de noventa dias. cumplido este ténni-
no caducará de hecho. salvo el caso de guerra civil o internacional. Los que hubieren
sido objeto de apremlo serán puestos en libertado a menos de haber sido sometidos a la
jurisdicción de tribunales competentes.
IV. El Ejecutlvo no podrá prolongar el estado de sitio más al1á de noventa dias, ni declarar
otro dentro dei mismo aõo sino con asentimiento dei Congreso. A1 efecto, lo convocará a
sesiones extraordinarlas si ocurrlese el caso durante el receso de las Câmaras.
Artículo 112. La declaración de estado de sitio produce los siguientes efectos:
1. EI EJecutivo podrá aumentar el número de efectivos de las Fuerzas Annadas y l1amar
ai servicio las reservas que estime necesarias.
2. Podrá imponer la anticipaclón de contribuciones y rentas estatales que fueren in-
123
PARLAMENTO CUL7VRAL DEL MERCOSUR (PARCUM)

dlspensables. asi como negociar y exigir empréstitos slempre que los recursos ordlna-
rios fuesen Insuficientes. En los casos de empréstito forzoso el Ejecutlvo aslgnará las
cuotas y las distribuirá entre los contrlbuyentes conforme a su capacldad económlca.
3. Las garantias y los derechos que consagra esta Constltuclón no quedarán suspensos
de hecho y en general con la sola declaratoria dei estado de sitio; pero podrán serlo
respecto de seiialadas personas fundadamente slndlcadas de tramar contra el orden
público, de acuerdo a lo que establecen los slgulentes párrafos.
4. Podrá la autoridad legitima expedir órdenes de comparendo o arresto contra los slndi-
cados. pero en el plazo máximo de cuarenta y ocho horas los pondrá a dlsposlción deI
juez competente. a qulen pasará los documentos que hublesen motivado el arresto. Si
la conservaclón deI orden público exlgiese el alejamiento de los slndlcados. podrá orde-
narse su conflnamlento a una capital de Departamento o de Província que no sea mal-
sana. Queda prohlbido el destlerro por motivos políticos: pero ai confinado. perseguido o
arrestado por estos motivos, que pida pasaporte para el exterior. no podrá serle negado
por causa alguna deblendo las autoridades otorgarle las.garantias necesarias aI efecto.
5. Los ejecutores de órdenes que vlolen estas garantias podrán ser enjuiclados en cual-
quier tiempo. pasado que sea el estado de sitio, como reos de atentado contra las garantias
constltuclonales. sln que les favorezca la excusa de haber cumplldo órdenes superiores.
6. En caso de guerra Internacional. podrá establecerse censura sobre la corresponden-
cia y todo medlo de publicaclón.
Articulo 113. EI Goblerno rendirá cuentas ai próximo Congreso de los motivos que dieron
lugar a la declaraclón deI estado de sitio y deI uso que hublese hecho de las facultades que le
conflere este capitulo, Informando deI resultado de los enjulclamientos ordenados y sugirien-
do las medidas Indispensables para satisfacer las obligaclones que hubiese contraído por prés-
tamos dlrectos y percepclón antlcipada de impuestos.
Articulo 114.
I. EI Congreso dedicará sus prlmeras sesiones ai examen de la cuenta a que se reflere
el articulo precedente. pronunciando su aprobaclón o declarando la responsabl1ldad deI
Poder Ejecutlvo.
11. Las Câmaras podrán. aI respecto. hacer las Investlgaclones que crean necesarias y
pedir aI Ejecutlvo la explicaclón y justlflcaclón de todos sus actos relacionados con el
estado de sitio. aunque no hubiesen sido ellos mencionados en la cuenta rendida.
Articulo 115.
I. NI el Congreso, ni asociaclón alguna o reunlón popular pueden conceder ai Poder
Ejecutlvo facultades extraordlnarias ni la suma deI Poder Público. ni otorgarle suprema-
cías por las que la vida. el honor y los bienes de los habitantes queden a merced deI
goblerno. ni de persona alguna.
11. La invlolabl1ldad personal y las Inmunldades establecldas por esta Constltución no
se suspenden durante el estado de sitio para los representantes nacionales.

TÍTULO TERCERO
PODER JUDICIAL
CAPÍTULO I
D1SPOSICIONES GENERALES
Articulo 116.
I. EI Poder Judicial se ejerce por la Corte Suprema de Justlcla de la Naclón. el TrIbunal
Constitucional. Ias Cortes Superiores de Distrito, los trlbunales y jueces de Instancia y
demás tribunales y juzgados que establece la ley. La ley determinará la organlzaclón y
atribuclones de los tribunales y juzgados de la República. EI Consejo de la Judicatura
forma parte deI Poder Judicial.
11. No pueden establecerse tribunales o juzgados de excepción.
111. La facultad de juzgar en la via ordlnaria. contenciosa y contencloso-adrnnlstratlva y
la de hacer ejecutar lo juzgado corresponde a la Corte Suprema y a los trlbunales y
jueces respectivos. bajo el principio de unldad jurisdicclonal.
124
CONSTITUCIÓN POL/rICA DEL ESTADO DELA REPÚBLICA DE BOL/VIA / TEXTO

IV. EI control de constltuclonalldad se ejerce por el Tribunal Constitucional.


V. El Consejo de la Judicatura es el órgano admnlstratlvo y dlsclpllnarlo dei Poder Judicial.
VI. Los Magistrados y Jueces son Independientes en la admlnlstraclón de justlcla y no
están sometldos sino a la Constltuclón y la ley. No podrán ser destltuldos de sus funcio-
nes, sino previa sentencia ejecutorlada.
VII. La ley establece el Escalafón Judicial y las condiciones de inamovilidad de los Mi-
nistros, Magistrados, Consejeros y Jueces.
VIII. El Poder Judicial tlene autonomia económica y admnlstratlva. EI Presupuesto Ge-
neral de la Naclón asignará una partida anual centralizada en el Tesoro Judicial, que
depende dei Consejo de la Judicatura. EI Poder Judicial no está facultado para crear o
establecer tasas nl derechos judiclales.
IX. EI ejerciclo de lajudicatura es Incompatlble con toda otra actlvldad pública y privada
remunerada, con excepclón de la cátedra unlversltarla.
X. La gratuldad. publicldad, celerldad y probldad en los julclos son condiciones esencla-
les de la admlnlstraclón de justlcia. EI Poder Judicial es responsable de proveer defensa
legal gratuita a los Indigentes. asi como servlclos de traducclón cuando su lengua ma-
terna no sea el castellano.

CAPÍTULO"
CORTE SUPREMA DE JUSTICIA
Articulo 117.
I. La Corte Suprema es el máximo tribunal de justlcla ordlnarla, contenciosa y conten-
cioso-administrativa de la República. Tlene su sede en la cludad de Sucre.
11. Se compone de doce Ministros que se organlzan en salas especializadas, con suje-
ción a la ley.
lll. Para ser Ministro de la Corte Suprema se requlere las condiciones exigidas por los
artículos 64 y 61 de esta Constltuclón con la excepclón de los numerales 2 y 4 dei
artículo 61, tener título de Abogado en Provislón Nacional. y haber ejercldo con idonel-
dad la judicatura. Ia profeslón o la cátedra unlversltarla por lo menos durante dlez anos.
IV. Los Ministros son elegidos por el Congreso Nacional por dos terclos de votos dei total
de sus mlembros, de nómlnas propuestas por el Consejo de la Judicatura. Desempenan
sus funciones por un periodo personal e Improrrogable de diez anos. computables desde
el dia de su poseslón y no pueden ser reelegidos sino pasado un tlempo igual ai que
hublesen ejercido su mandato.
V. EI Presidente de la Corte Suprema es elegido por la Sala Plena por dos terclos de votos
dei total de sus mlembros. Ejerce sus funciones de acuerdo a la ley.
Articulo 118.
I. Son atrlbuclones de la Corte Suprema:
1. Representar ai Poder Judicial:
2. Designar, por dos terclos de votos de los miembros de la Sala Plena. a los vocales de
las Cortes Superiores de Distrito. de nómlnas propuestas por el Consejo e la Judicatura:
3. Resolver los recursos de nulidad y casaclón en la jurlsdicclón ordlnarla y
admnlstratlva:
4. DIrimir las competenclas que se susclten entre las Cortes Superiores de Distrito:
5. Fallar en losjulclos de responsabilldad contra el Presidente y el Vicepresldente de la
República. Ministros de Estado y Prefectos de Departamento por delitos cometidos en el
ejerciclo de sus funciones, a requerlmiento deI. Fiscal General de la República. previa
autorlzación dei Congreso Nacional, fundadajurídlcamente y concedida por dos terclos
de votos dei total de sus miembros. en cuyo caso el sumario estará a cargo de la Sala
Penal y si ésta se pronuncia por la acusación. eI juiclo se sustanclará por las demás
Salas. sln recurso ulterior:
6. Fallar en única Instancla, en las causas de responsabilldad penal seguidas, a reque-
rtmiento dei Fiscal General de la República, previa acusaclón de la Sala Penal. contra el
Contralor General de la República, Vocales de las Cortes Superiores. Defensor dei Pue-
125
PARLAMEN7V CULTURAL DEL MERCOSUR (PARCUM)

blo. Vocales de la Corte Nacional Electoral y Supertntendentes establecidos por ley. por
delitos cometidos durante el ejerclclo de sus funciones;
7. Resolver las causas contenciosas que resulten de los contratos. negociaclones y con-
ceslones deI Poder Ejecutlvo y las demandas contencioso-administrativas a que dieren
lugar las resoluclones deI mlsmo.
8. Decidir las cuestlones de limites que se suscitaren entre los departamentos. provln-
cias. secclones y cantones.
11. La organlzaclón y funclonamlento de la Corte Suprema de Justlcla se establecen
porley.

CAPíTULO 111
TRIBUNAL CONSTITUCIONAL
Artículo 119.
I. EI Tribunal Constitucional es independlente y está sometido sólo a la Constituclón.
·Tlene su sede en la cludad de Sucre.
11. Está integrado por cinco Magistrados que conforman una sola sala y son designados
por el Congreso Nacional por dos tercios de votos de los mlembros presentes.
m. EI Presidente dei Tribunal Constitucional es elegido por dos tercios de votos dei total
de sus miembros. Ejerce sus funciones de acuerdo a la ley.
IV. Para ser Magistrado dei Trtbunal Constitucional se requieren las mismas condicio-
nes que para ser Ministro de la Corte Suprema de Justlcia.
V. Desempeiian sus funciones por un período personal de diez afios improrrogables y
pueden ser reelectos pasado un tiempo igual ai que hublesen ejercido su mandato.
VI. EI enjuiciamiento penal de los Magistrados dei Tribunal Constitucional por delitos
cometidos en .el ejerclcio de sus funciones. se rtge por las normas establecidas para los
Ministros de la Corte Suprema de Justicia.
Artículo 120. Son atrtbuciones dei Tribunal Constitucional conocer y resolver:
1. En única instancia. los asuntos de puro derecho sobre la Inconstitucionalidad de leyes.
decretos y cualquler género de resoluciones no judiclales. Si la acclón es de carácter
abstracto y remedial, sólo podrân Interponerla el Presidente de la República. o cualquier
Senador o Diputado. el Fiscal General de la República o el Defensor dei Pueblo:
2. Los confllctos de competenclas y controversias entre los Poderes Públicos. Ia Corte
Nacional Electoral. los departamentos y los munlclpios;
3. Las impugnaclones dei Poder Ejecutivo a la resoluciones camarales. prefecturales y
municipales:
4. Los recursos contra trtbutos. impuestos. tasas. patentes. derechos o contrtbuciones
creados. modificados o suprtmidos en contravención a los dlspuesto en esta Constitución.
5. Los recursos contra resoluciones dei Poder Legislativo o una de sus Câmaras. cuando
tales resoluclones afecten a uno o más derechos o garantias concretas. cualesquiera
sean las personas afectadas;
6. Los recursos dlrectos de nulidad Interpuestos en resguardo deI artículo 31 de esta
Constitución;
7. La revisión de los recursos de amparo constitucional y .hábeas corpus.;
8. Absolver las consultas dei Presidente de la República. el Presidente dei Honorable
Congreso Nacional y el Presidente de la Corte Suprema de Justlcia. sobre la
constltuclonalidad de· proyectos de ley. decretos o resoluclones. o de leyes. decretos o
resoluclones aplicables a un caso concreto. La oplnlón dei Tribunal Constitucional es
obligatorta para el órgano que efectúa la consulta:
9. La constltucionalidad de tratados o convenlos con goblemos extranjeros u organis-
mos Intemacionales;
10. Las demandas respecto a procedimlentos de la reforma de la Constitución.
Articulo 121.
I. Contra las sentencias deI Tribunal Constitucional no cabe recurso ultertor alguno.
126
CONSTITucróN POLfrlCA DEL ESTADO DE LA REPÚBLfCA DE BOLfVIA / TEXTO

11. La sentencia que declara la Inconstituclonalldad de una ley. decreto o cualquler


género de resoluclôn no judicial. hace Inapllcable la norma Impugnada y surte plenos
efectos respecto a todos. La sentencia que se reflera a un derecho subjetivo controverti-
do. se limitará a declarar su Inapllcabilldad ai caso concreto.
III. Salvo que la sentencia dlsponga otra cosa. subsistirá la vlgencla de la norma en las
partes no afectadas por la Inconstituclonalldad. La sentencia de Inconstituclonalldad no
afectará a sentencias anteriores que tengan calldad de cosajuzgada.
IV. La ley reglamenta la organlzaclôn y funclonarnlento dei Tribunal Constitucional. así
como las condiciones para la admlslôn de los recursos y sus procedlmlentos.

CAPíTULO IV
CON5EJO DE LA JUDICATURA
Articulo 122.
I. EI Consejo de la Judicatura es el ôrgano admnlstratlvo y dlsclpllnarlo dei Poder Judi-
cial. Tlene su sede en la cludad de Sucre.
11. EI Consejo es presidido por el Presidente de la Corte Suprema de Justlcla y está
Integrado por cuatro miembros denominados Consejeros de la Judicatura. con título de
abogado en Provlslôn Nacional y con dlez anos de ejerclcio Idôneo de la profesiôn o la
cátedra unlversltarla.
III. Los consejeros son designados por el Congreso Nacional por el voto de dos terclos de
sus mlembros presentes. Desempenan sus funciones por un período de diez afios no
pudlendo ser reelegidos sino pasado un tiempo igual ai que hublesen ejercldo su man-
dato.
Articulo 123.
I. Son atrlbuclones dei Consejo de la Judicatura:
1. Proponer ai Congreso Nacional nôminas para la designaclôn de los Ministros de
la Corte Suprema de Justicla. y a esta última para la deslgnaclôn de los Vocales de
las Cortes Superiores de Distrito;
2. Proponer nômlnas a las Cortes Superiores de Distrito para la deslgnaclôn de
jueces. notarlos y registradores de Derechos Reales;
3. Administrar el Escalafôn Judicial y ejercer poder dlsclpllnarlo sobre los vocales.
jueces y funclonarlos judlclales. de acuerdo a ley;
4. Elaborar el Presupuesto Anual dei Poder Judicial de conformldad a lo dlspuesto
por el artículo 59. numeral 3 de la presente Constltuclôn. Ejecutar su presupuesto
conforme a ley y bajo control fiscal;
5. Ampliar las nômlnas a que se refleren las atrlbuclones 1 y 2 de este artículo. a
instancia dei ôrgano elector correspondlente.
11. La ley determina la organlzaciôn y demás atrlbuclones administrativas y disciplina-
rias dei Consejo de la Judicatura. .

TíTULO CUARTO
DEFEN5A DE LA 50CIEDAD

CAPíTULO I
MINI5TERIO PÚBLICO
Articulo 124. EI Mlnlsterio Público tiene por flnalldad promover la acclôn de lajusticia. defen-
der la legalldad. los Intereses dei Estado y la socledad. conforme a lo establecldo en la Constl-
tuclôn y las leyes de la República.
Articulo 125.
I. EI Mlnlsterlo Público representa ai Estado y a la socledad en el marco de la ley. Se
ejerce por las comlslones que deslgnen las Cámaras Legislativas. por el Fiscal General
de la República y demás funcionarlos designados conforme a ley.
127
PARLAMEIVTO CULTURAL DEL MERCOSUR (PARCUM)

11. El Ministerio Públlco tiene a su cargo la dirección de las diligencias de policíajudicial.


Articulo 126.
I. EI Fiscal General de la República es designado por el Congreso Nacional por dos ter-
cios de votos de sus miembros presentes. Tiene su sede en la ciudad de Sucre.
11. El Fiscal General de la Repúbllca desempena sus funciones por el plazo improrroga-
ble de diez afios y puede ser reelecto después de transcurrido un tiempo igual aI que
hubiese ejercido su mandato. No puede ser destituidG sino en virtud de sentencia con-
denatoria previa acusación de la Cámarade Diputados y Juicio en única instancia en la
Câmara de Senadores. A tiempo de decretar acusación. Ia Câmara de Dlputados sus-
penderá de sus funciones aI encausado.
111. Para ser Fiscal General de la República se requieren las mismas condiciones que
para ser Ministro de la Corte Suprema.
IV. El Fiscal General dei Repúbllca dará cuenta de sus actos al Poder Legislativo por lo
menos una vez aI afio. Puede ser citado por las comisiones de las Câmaras Legislativas
y coordina sus funciones con el Poder Ejecutivo.
V. La ley establece la estructura. organización y funcionamiento deI Mjnisterio Públlco.

CAPíTULO 11
DEFENSOR DEL PUEBLO
Articulo 127.
I. EI Defensor deI Pueblo vela por la vigencia y el cumplimiento de los derechos y garan-
tias de las personas en relación a la actividad administrativa de todo el sector públlco.
Aslmismo. vela por la defensa. promoción y divulgación de los derechos humanos.
11. EI Defensor deI Pueblo no recibe instrucciones de los Poderes Públlcos. EI Presupues-
to deI Poder Legislativo contemplará una partida para el funcionamiento de esta insti-
tución.
Articulo 128.
I. Para ejercer las funciones de Defensor deI Pueblo se requiere tener como mínimo.
treinta y cinco afios de edad y las condiciones que establece el artículo 61 de esta Cons-
titución. con excepción de los numerales 2 y 4.
lI. EI Defensor deI Pueblo es elegido por dos tercios de votos de los miembros presentes
deI Congreso Nacional. No podrá ser enjuiciado. perseguido ni detenido por causa deI
ejerciclo de sus funciones. salvo la comisión de delitos. en cuyo caso se apllcará el
procedimiento previsto en el artículo 118. atribución 6. de esta Constitución.
111. El Defensor deI Pueblo desempena sus funciones por un penodo de cinco afios y
puede ser reelecto por una sola vez.
IV. EI cargo de Defensor deI Pueblo es incompatible con el desempeno de cualquier otra
actividad pública. o privada renumerada a excepción de la docencia universitaria.
Articulo 129.
I. EI Defensor deI Pueblo tiene la facultad de interponer los recursos de inconstitucionalldad.
directo de nulldad. amparo y .hábeas corpus-o sin necesidad de mandato.
11. EI Defensor deI Pueblo. para ejercer sus funciones. tiene acceso Iibre a los centros de
detención. recIusión e intemación.
111. Las autoridades y funcionarios de la Administración pública ttenen la obllgación de
proporcionar aI Defensor dei Pueblo la información que solicite en relación aI ejercicio
de sus funciones. En caso de no ser debidamente atendido en su sollcitud. el Defensor
deberá poner el hecho en conocimiento de las Câmaras Legislativas.
Articulo 130. EI Defensor deI Pueblo dará cuenta de sus actos aI Congreso Nacional por lo
menos una vez al ano. en la forma que determine la ley. y podrá ser convocado por cualquiera
de las comisiones camarales. en relación aI ejercicio de sus funciones.
Articulo 131. La organización y demás atribuciones deI Defensor deI Pueblo y la forma de
designación de sus delegados adjuntos. se establecen por ley.
128
CONSTITUCIÓN POLITICA DEL ESTADO DE LA REPÚBLICA DE SOLlVIA / TEXTO

PARTETERCERA
REGíMENES ESPECIALES

TíTULO PRIMERO
RÉGIMEN ECONÓMICO Y FINANCIERO
CAPíTULO I
DISPOSICIONES GENERALES
Artículo 132. La organlzaclón económlca debe responder esenclalmente a prlnclplos de jus-
t1cla social que tiendan a asegurar para todos los habitantes, una existencia digna dei ser hu-
mano.
Artículo 133. EI régimen económico propenderá ai fortalecimlento de lalndependencia na-
cional y ai desarrollo dei país mediante la defensa y el aprovechamiento de los recursos natu-
rales y humanos en resguardo de la seguridad deI Estado y en procura deI bienestar deI pueblo
boliviano.
Artículo 134. No se permitirá la acumulaclón privada de poder económlco en grado tal que
ponga en peligro la independencia económlca deI Estado. No se reconoce nlnguna forma de
monopolio privado. Las concesiones de serviclos públicos, cuando excepcionalmente se ha-
gan, no podrân ser otorgadas por un período mayor de cuarenta anos.
Articulo 135. Todas las empresas establecidas para explotaciones. aprovechamiento o nego-
cios en el país se conslderarân nacionales y estarân sometidas a la soberanía. a las leyes y a
las autoridades de la República.

CAPíTULO 11
BIENES NACIONALES
Artículo 136.
I. Son de dominio origlnario dei Estado. además de los bienes a los que la ley les da esa
calidad. el suelo y el subsuelo con todas sus riquezas naturales. Ias aguas lacustres.
fluviales y medicinales. asl como los elementos y fuerzas físicas susceptibles de aprove-
chamiento.
11. La ley establecerá las condiciones de este domlnlo. así como las de su concesión y
adjudicación a los particulares.
Artículo 137. Los bienes dei patrimonio de la Nación constituyen propledad pública. Inviola-
ble, slendo deber de todo habitante deI territorio nacional respetarla y protegerIa.
Artículo 138. Pertenecen aI patrimonlo de la Naclón los grupos mineros nacionalizados como
una de las bases para el desarrollo y dlversiflcación de la economía dei país. no pudiendo
aquéllos ser transferidos o adjudicados en propledad a empresas privadas por nlngún título. La
dlrecclón y admlnlstración superiores de la industria minera estatal estarân a cargo de una
entidad autárquica con las atribuclones que determina la ley.
Articulo 139. Los yacimlentos de hldrocarburos. cualqulera que sea el estado en que se
encuentren o la forma en que se presenten. son dei domlnlo dlrecto. Inalienable e
Imprescriptible dei Estado. Nlnguna conceslón o contrato podrá conferir la propledad de los
yaclmlentos de hldrocarburos. La exploraclón, explotaclón. comerclallzaclón y transporte de
los hldrocarburos y sus derivados. corresponden ai Estado. Este derecho lo ejercerá mediante
entidades autárquicas. o a través de concesiones y contratos por tlempo limitado. a socieda-
des mlxtas de operación conjunta o a personas privadas. conforme a ley.
Artículo 140. La promoción y desarrollo de la energia nuclear es función dei Estado.

CAPíTULO 111
pOLíTICA ECONÓMICA DEL ESTADO
Artículo 141. EI Estado podrá regular. mediante ley. el ejercicio dei comercio y de la Indus-
tria. cuando así lo requieran. con carácter Imperioso. Ia seguridad o necesidad públicas. Podrá
129
PARLAMENTO CULTURAL DEL MERCOSUR (PARCUM)

también, en estos casos, asumir la dirección superior de la economia nacional. Esta inter-
vención se ejercerá en forma de control, de estimulo o de gestión dírecta.
Articulo 142, EI Poder Ejecutivo podrá, con cargo de aprobación legislativa en Congreso, esta-
blecer el monopolio fiscal de determinadas exportaciones, siempre que las necesidades dei
pais asi lo requieran.
Articulo 143. EI Estado determinará la politica monetaria, bancaria y crediticla con objeto de
mejorar las condiciones de la economia nacional. Controlará asimlsmo, las reservas monetarias.
Artículo 144.
I. La programación dei desarrollo económico dei país se realizará en ejercicio y procura de
la soberania nacional. EI Estado formulará periódicamente el plan general de desarrollo
económico y social de la República, cuya ejecución será obllgatoria. Este planeamiento
comprenderá los sectores estatal, mixto y pnvado de la economia nacional.
11. La iniciativa privada recibirá el estimulo y la cooperación dei Estado cuando contri-
buya aI meJoramiento de la economia nacional.
Articulo 145. Las explotaciones a cargo deI Estado se reallzarán de acuerdo a planificación
económica y se ejecutarán preferentemente por entidades autónomas, autárquicas o socie-
dades de economia mixta. La dirección y administración superior de éstas se ejercerán por
dírectorios designados conforme a ley. Los dlrectores no podrán ejercer otros cargos públicos
ni desempenar actividades industriales, comerciales o profesionales relacionadas con aque-
l1as entidades.

CAPíTULO IV
RENTAS Y PRESUPUESTOS
Articulo 146.
I. Las rentas deI Estado se divid'en en nacionales, departamentales y municipales, y se
invertirán independientemente por sus tesoros conforme a sus respectivos presupues-
tos, y en relación ai plan general de desarrol1o económicoy social deI país.
11. La ley c1asificará los ingresos nacionales, departamentales y municipales.
m. Los recursos departamentales, municipales, judiciales y unlversitarios, recaudados
por oficinas dependientes deI Tesoro Nacional, no serán centralizados en dicho tesoro.
IV. EI Poder Ejecutivo determinará las normas destinadas a la elaboraclón y presenta-
ción de los proyectos de presupuestos de todo el sector público.
Articulo 147.
I. EI Poder EJecutivo presentará ai Legislativo, dentro de las treinta primeras sesiones
ordinarias, los proyectos de ley de los presupuestos nacionales y departamentales.
11. Recibidos los proyectos de ley de los presupuestos, deberán ser considerados en
Congreso dentro dei término de sesenta dias.
m. Vencido el plazo indicado, sln que los proyectos hayan sido aprobados, éstos tendrán
fuerza de ley.
Articulo 148.
I. EI Presidente de la República, con acuerdo dei Consejo de Ministros, podrá decretar
pagos no autorizados por la ley deI presupuesto, únlcamente para atender necesidades
Impostergables derivadas de calamidades públicas, de conmoclón interna o dei agota-
miento de recursos destinados a mantener los servicios cuya paralizaclón causaria
graves danos. Los gastos destinados a estos fines no excederán deI uno por clento dei
total de egresos autorizados por el Presupuesto Nacional.
11. Los Ministros de Estado y funcionarios que den curso a gastos que contravengan lo
dispuesto en este articulo serán responsables solidariamente de su reintegro y culpa-
bles dei delito de malversación de caudales públicos.
Articulo 149. Todo proyecto de ley que implique gastos para el Estado debe indicar, al propio
tiempo, la manera de cubrirlos y la forma de su inversión.
Articulo 150. La deuda pública está garantizada. Todo compromlso dei Estado, contraído con-
forme a las leyes, es inviolable.
130
CONSTlTUCIÓN POLfTICA DEL ESTADO OELA REPÚBLICA DE SOLlVIA / TEXTO

Articulo 151. La cllenta general de los Ingresos y egresos de cada gestión flnanclera será
presentada por el Ministro de Haclenda ai Congreso en la primera seslón ordlnarla.
Articulo 152. Las entidades autónomas y autárquicas tamblén deberán presentar anual-
mente ai Congreso la cuenta de sus rentas y gastos. acompanada de un Informe de la
Contraloria General.
Articulo 153.
I. Las Prefecturas de Departamento y los Munlclplos no podrán crear sistemas protecto-
res ni prohlbitlvos que afecten a los Intereses de otras circllnscripclones de la Repúbli-
ca, nl dictar ordenanzas de favor para los habitantes dei Departamento. nl de exclusión
para otros bolivianos.
11. No podrán existir aduanl\las, retenes. nl trancas de nlnguna naturaleza en el terrt,
torto de la República. que no hubleran sido creadas por leyes expresas.

CAPíTULO V
CONTRALORÍA GENERAL
Articulo 154. Habrá una oficina de contabilldad y contralor fiscales que se denominará
Contraloria General de la República. La ley determinará las atribuclones y responsabilidades
dei Contralor General y de los funclonarios de su dependencla. EI Contralor General depende-
rá directamente dei Presidente de la República, será nombrado por éste de la terna propuesta
por el Senado y gozará de la mlsma Inamovilidad y periodo que los Ministros de la Corte Supre-
ma de Justicia.
Articulo 155. La Contraloria General de la República tendrá el control fiscal sobre las opera-
clones de entidades autônomas, autárquicas y sociedades de economia mixta. La gestión
anual será sometida a revlsiones de auditoria especializada. Anualmente publicará memo-
rias y estados demostrativosde su situación financlera y rendlrá las cuentas que senala la
ley. EI Poder Legislativo mediante sus comislones tendrá amplia facultad de f1scalizaclôn de
dlchas entidades. Ningún funcionario de la Contraloria General de la República formará parte
de los directortos de las entidades autárquicas cuyo control esté a su cargo, nl perclblrá emo-
lumentos de dlchas entidades.

TíTULO SEGUNDO
RÉGIMEN SOCIAL
Articulo 156. EI trabajo es un deber y un derecho y constltuye la base dei orden social y
económico.
Articulo 157.
I. EI trabajo y el capital gozan de la protección dei Estado. La ley regulará sus relaciones
estableclendo normas sobre contratos Indlviduales y colectivos, salario mínimo, jorna-
da máxima. trabajo de mujeres y menores, descansos semanales y anuales remunera-
dos. feriados, agulnaldos. primas u otros sistemas de particlpaclón en las utilidades de
la empresa. Indemnizaclón por tiempo de serviclos. desahuclos. formación profesional
y otros beneficios sociales y de protección a los trabajadores.
11. Corresponde ai Estado crear condiciones que garanticen para todos posibllldades de
ocupaclón laboral, estabilidad en el trabajo y remuneración justa.
Articulo 158.
I. EI Estado tiene la obligación de defender el capital humano protegiendo la salud de la
poblaclón; asegurará la continuidad de sus medlos de subslstencla y rehabilitaclón de
las personas inutilizadas; propenderá aslmlsmo aI mejoramlento de las condiciones de
vida dei grupo familiar.
11. Los regímenes de seguridad social se insplrarán en los princlpios de universalidad.
solldaridad. lInidad de gestión. economia. oportunldad y eflcacla. cubriendo las contin-
genclas de enfermedad. maternidad, riesgos profeslonales, Invalidez, vejez. muerte,
paro forzoso. aslgnaclones familiares y vivlenda de interés social.
Articulo 159.
I. Se garantiza la libre asoclaclón patronal. Se reconoce y garantiza la IIbre sindica-
131
PARLAMENTO CULTURAL DEL MERCOSUR (PARCUM)

lización como medio de defensa. representación. asistencia, educación y cultura de los


trabajadores. así como el fuero sindical en cuanto garantía para sus dirigentes por las
actividades que desplieguen en el ejercicio específico de su mandato, no pudiendo éstos
ser perseguidos ni presos.
11. Se establece. asimismo, el derecho de huelga como el ejercicio de la facultad legal de
los trabajadores de suspender labores para la defensa de sus derechos. prevlo cumpli-
miento de las formalidades legales.
Artículo 160. EI Estado fomentará. mediante legislación adecuada. Ia organización de coope-
rativas.
Artículo 161. EI Estado, mediante trlbunales u organismos especiales, resolverá los conflic-
tos entre patronos y trabajadores o empleados, así como los emergentes de la segurldad social.
Artículo 162.
I. Las disposiciones sociales son de orden público. Serán retroactivas cuando la ley
expresamente lo determine.
11. Los derechos y beneficios reconocidos en favor de los trabajadores no pueden renunciarse.
y son nulas las convenciones contrarias o que tiendan a burlar sus efectos.
Artículo 163. Los beneméritos de la Patrla merecen gratitud y respeto de los poderes públicos
y de la ciudadanía. en su persona y patrlmonio legalmente adquirido. Ocuparán preferente-
mente cargos en la Administración Pública o en las entidades autárquicas o semiautárquicas.
según su capacidad. En caso de desocupación forzosa. o en el de carecer de medios económi-
cos para su subsistencia, recibirian dei Estado pensión vltalicia de acuerdo a ley. Son inamo-
vibles en los cargos que desempenen salvo casos de impedimento legal establecido por sen-
tencia ejecutorlada. Quienes desconozcan este derecho quedan obligados ai resarcimiento
personal. ai benemérito perjudicado, de danos económicos y morales tasados en juicio.
Artículo 164. EI servlcio y la asistencia sociales son funciones dei Estado y sus condiciones
serán determinadas por ley. Las normas relativas a la salud pública son de carácter coercitivo
y obligatorlo.

TíTULO TERCERO
RÉGIMEN AGRARIO Y CAMPESINO
Artículo 165. Las tierras son deI dominio ordinarlo de la nación y corresponde al Estado la
distribución, reagrupamientos y redistribución de la propiedad agrarla conforme a las necesi-
dades económico-sociales y de desarrollo rural.
Artículo 166. EI trabajo es la fuente fundamental para la adquisición y conservación de la
propiedad agrarla. y se establece el derecho deI campesino a la dotación de tierras.
Artículo 167. EI Estado no reconoce ellatifundio. Se garantiza la existencia ,!e las propiedades
comunarlas. cooperativas y privadas. La ley fljará sus formas y regulará sus transformaciones.
Artículo 168. El Estado planificará y fomentará el desarrollo económico y social de las comu-
nidades campesinas y de las cooperativas agropecuarlas.
Artículo 169. El solar campesino y la pequena propledad se declaran indMsibles: constituyen el
minimo vital y tienen el carácter de patrlmonio familiar inembargable de acuerdo a ley. La
mediana propiedad y la empresa agropecuarla reconocidas por ley gozan de la protección deI
Estado en tanto cumplan una funclón económico-social de acuerdo con los planes de desarrollo.
Artículo 170. El Estado regulará el régimen de explotación de los recursos naturales renova-
bles precautelando su conservación e incremento.
Artículo 171.
I. Se reconocen. respetan y protegen en el marco de la ley, los derechos sociales, econó-
micos y culturales de los pueblos indígenas que habitan en el terrltorlo nacional, espe-
cialmente los relativos a sus tierras comunitarlas de origen. garantizando el uso y
aprovechamiento sostenible de los recursos naturales. a su identidad, valores, lenguas.
costumbres e instituciones.
11. EI Estado reconoce la personalidadJurídica de las comunidades indígenas y campesi-
nas y de las asociaciones y sindicatos campesinos.
132
C ONSTITUCIÓN POLlTICA DEL ESTADO DELA REPÚBLICA DE BOLMA / TEXTO

m. Las autoIidades naturales de las comunidades indígenas y campesinas podrán ejer-


cer funciones de administración y aplicaclón de normas propias como soluclón alterna-
tiva de conflictos. en conformldad a sus costumbres y procedimientos. siempre que no
sean contraIias a esta Constitución y las leyes. La ley compatibilizará estas funciones
con las atIibuciones de los Poderes dei Estado.
Articulo 172. EI Estado fomentará planes de colonización para el logro de una racional distIi-
bución demográfica y mejor explotaclón de la tierra y los recursos naturales dei país. contem-
plando pIioritaIiamente las áreas fronteIizas.
Articulo 173. EI Estado tiene la obligación de conceder créditos de fomento a los campesinos
para elevar la producclón agropecuaIia. Su conceslón se regulará mediante ley.
Articulo 174. Es función dei Estado la supervlgílancia e impulso de la alfabetización y educa-
ción dei campesino en los ciclos fundamental. técnico y profeslonal. de acuerdo a los planes
y programas de desarrollo rural. fomentando su acceso a la cultura en todas sus manifesta-
clones.
Articulo 175. EI Servicio Nacional de Reforma AgraIia tiene jurisdicción en todo el terIitoIio
de la República. Los títulos ejecutoIiales son definitivos. causan estado y no admiten ulteIior
recurso; estableciendo perfecto y pleno derecho de propiedad para su inscripción definitiva en
el Registro de Derechos Reales.
Articulo 176. No corresponde a la justicia ordinaIia revisar. modificar y menos anular las
decisiones de la judicatura agraIia cuyos fali os constituyen verdadesjuódlcas. comprobadas.
inamovibles y definitivas.

TíTULO CUARTO
RÉGIMEN CULTURAL
Articulo 177.
I. La educación es la más alta función dei Estado. y. en ejerclcio de esta función. deberá
fomentar la cultura dei pueblo.
11. Se garantiza la Iibeitad de enseiianza bajo la tuición dei Estado.
m. La educaclón fiscal es gratuita y se la imparte sobre la base de la escuela unificada
y democrática. En el cicIo pIimaIio es obligatoIia.
Articulo 178. EI Estado promoverá la educación vocaclonal y la enseiianza profesional técni-
ca oIientándola en función deI desarrollo económico y la soberanía dei pais.
Articulo 179. La alfabetizaclón es una necesidad social a la que deben contIibuir todos los
habitantes.
Articulo 180. EI Estado auxiliará a los estudiantes sin recursos económicos para que tengan
acceso a los ciclos supeIiores de enseiianza de modo que sean la vocación y la capacidad las
condiciones que prevalezcan sobre la poslción social o económica.
Articulo 181. Las escuelas de carácter particular estarán sometidas a las mismas autoIidades
que las públicasy se regirán por los planes. programas y reglamentos oficialmente aprobados.
Articulo 182. Se garantiza la Iibertad de enseiianza religiosa.
Articulo 183. Las escuelas sostenidas por instituciones de beneficencla recibirán la coope-
ración dei Estado.
Articulo 184. La educaclón fiscal y pIivada en los ciclos pre-escolar. pIimaIio. secundaIio. nor-
mal 'y especial. estará regida por el Estado mediante el MlnlsteIio dei ramo y de acuerdo ai
Código de Educaclón. EI personal docente es inamovible bajo las condiciones estipuladas por ley.
Articulo 185.
I. Las universidades públicas son autónomas e iguales en jerarquia. La autonomia con-
siste en la Iibre admlnistraclón de sus recursos. el nombramiento de sus rectores.
personal docente y administrativo. Ia elaboración y aprobaclón de sus estatutos. planes
de estudlo y presupuestos anuales. Ia aceptaclón de legados y donaciones y la celebra-
clón de contratos para realizar sus fines y sostener y perfeccionar sus institutos y facul-
tades. Podrán negociar empréstitos con garantia de sus bienes y recursos. previa apro-
bación legislativa.
133
PARLAMENTO CUL"T7.IRAL DEL MERCOSUR (PARCUM)

I!. Las universidades públicas constltulrán. en ejerclcio de su autonomía. Ia Unlversl-


dad Boliviana. Ia que coordlnará y programará sus fines y funciones mediante un orga-
nismo central de acuerdo a un plan nacional de desarroIlo unlversitarlo.
Artículo 186. Las universidades púbI1cas están autorizadas para extender diplomas académl-
cos y títulos en provlsión nacional.
Artículo 187. Las universidades públicas serán obllgatorla y suficientemente subvenciona-
das por el Estado con fondos naclonales, independlentemente de sus recursos departamenta-
les, municlpales y propios, creados o por crearse.
Articulo 188.
I. Las universidades privadas. reconocidas por el Poder Ejecutlvo. están autorizadas
para expedir diplomas académicos. Los títulos en Provlslón Nacional serán otorgados
por el Estado.
I!. EI Estado no subvencionará a las universidades privadas. EI funcionamlento de és-
tas, sus estatutos, programas y planes de estudlo requerlrán la aprobación previa dei
Poder Ejecutlvo.
m. No se otorgará autorlzación a las universidades privadas cuyos planes de estudlo no
aseguren una capacltaclón técnica. científica y cultural ai servlclo de la Naclón y dei
pueblo y no estén dentro dei espírltu que Informa la presente Constltución.
N. Para el otorgamlento de los diplomas académlcos de las universidades privadas. los
trlbunales examinadores, en los exámenes de grado. serán Integrados por delegados de
las universidades estatales, de acuerdo a ler.
Artículo 189. Todas las universidades dei país tlenen la obllgaclón de mantener institutos des-
tinados a la capacitación cultural, técnica y social de los traba,jadores y sectores populares.
Artículo 190. La educación. en todos sus grados. se halla sujeta a la tuición dei Estado ejerci-
da por Intermedio dei Ministerlo dei ramo.
Articulo 191.
I. Los monumentos y objetos arqueológicos son de propledad dei Estado. La riqueza artís-
tica colonial, la arqueológica. Ia histórica y documental. así como la procedente dei culto
religioso son tesoro cultural de la Nación, están bajo el amparo dei Estado y no pueden
ser exportadas.
11. EI Estado organizará un registro de la riqueza artística. histórica. religiosa y docu-
mentai, proveerá a su custodia y atenderá a su conservación.
m. EI Estado protegerá los ediflclos y objetos que sean declarados de valor histórico o
artístico.
Artículo 192. Las manifestaciones dei arte e industrlas populares son factores de la cultura
nacional y gozan de especial protecclón dei Estado. con el fln de conservar su autenticidad e
incrementar su producción y difuslón.

TíTULO QUINTO
RÉGIMEN FAMILIAR
Articulo 193. EI matrlmonio, la familla y la matemidad están bajo la protecclón dei Estado.
Artículo 194.
I. EI matrlmonlo descansa en la Igualdad de derechos y deberes de los cónyuges.
I!. Las uniones IIbres o de hecho. que reúnan condiciones de establlldad y slngularldad
y sean mantenldas entre personas con capacldad legal para contraer enlace. producen
efectos stmllares a los dei matrlmonlo en las relaciones personales y patrlmonlales de
los convlvlentes y en lo que respecta a los hijos nacldos de eIlas.
Artículo 195.
I. Todos los hljos, sin dlstlnción de opgen, tlenen Iguales derechos y deberes respecto a
sus progenitores.
I!. La filiaclón se establecerá por todos los medlos que sean conducentes la) demostrar-
la. de acuerdo ai réglmen que determine la ley.
Artículo 196. En los casos de separaclón de los cónyuges. Ia sltuaclón de los hijos se definirá
teniendo en cuenta el mejor cuidado e Interés moral y material de éstos. Las convenciones
134
CONSTlTUC/ÓN POLtr/CA DEL ESTADO DELA REPÚBLICA DE SOLlV/A / TEXTO

que celebraren o las proposlclones que hlcleren los padres pueden aceptarse por la autoridad
judicial slempre que consulten dlcho Interés.
Articulo 197.
I. La autoridad dei padre y de la madre. así como la tutela. se establecen en Interés de
los hljos. de los menores y de los Inhabilltados. en armonía con los Intereses de la
famllia y de la socledad. La adopclón y las Instltuclones afines aella se organlzarán
Igualmente en beneficio de los menores.
11. Un código especial regulará las relaciones familiares.
Articulo 198. La ley determinará los bienes que formen el patrlmonio famillar Inalienable e
Inembargable. así como las asignaciones familiares de acuerdo ai réghnen de segurldad social.
Articulo 199.
I. EI Estado protegerá la salud fislca. mental y moral de la Infancia. y defenderá los
derechos deI nino ai hogar y a la educación.
11. Un código especial regulará la protección dei menor en armonía con la leglslación
general.

TíTULO SEXTO
RÉGIMEN MUNICIPAL
Articulo 200.
I. El gobiemo y la administración de los municlpios están a cargo de Gobiemos Munici-
pales autónomos y de igual jerarquia. En los cantones habrá agentes municipales bajo
supeIVisión y control dei Gobiemo Municipal de su jurlsdicción.
11. La autonomía municipal consiste en la potestad normativa. ejecutlva. administrati-
va y técnica en el âmbito de su jurisdicción y competencia territorial.
m. EI Gobiemo Municipal está a cargo de un Concejo y un Alcaide.
IV. Los Concejales son elegidos en votación universal. directa y secreta por un periodo
de cinco afios. siguiendo el sistema de representaclón proporcional determinado por
ley. Los agentes municipales se eleglrán de la misma forma. por simple mayoria de
sufragios.
V. Son candidatos a Alcaide quienes están inscritos en prlmer lugar en las listas de
Concejales de los partidos. EI Alcaide será elegido por mayoria absoluta de votos válidos.
VI. Si ninguno de los candidatos a Alcaide obtuvlera la mayoria absoluta. el Concejo
tomará a los dos que hubieran logrado el mayor número de sufragios válidos y de entre
ellos hará la elección por mayoria absoluta de votos válidos deI total de miembros dei
Concejo. mediante votación oral y nominal. En caso de empate se repetirá la votación
oral y nominal por dos veces consecutivas. De persistir el empate se proclamará Alcaide
ai candidato que hublere logrado la mayoria shnple en la elección municipal. La elec-
clón y el cómputo se harán en sesión pública y permanente por razón de tlempo y mate-
ria y la proclamación mediante Resoluclón Municipal.
VII. La ley determina el número de miembros de los Concejos Munlclpales.
Articulo 201.
I. EI Concejo Municipal tlene potestad normatlvay fiscalizadora. Los Gobiemos Munici-
pales no podrán establecer tributos que no sean tasas o patentes cuya creaclón requie-
re aprobación previa de la Câmara de Senadores. basada en un dictamen técnico dei
Poder Ejecutlvo. EI AlcaIde Municipal tlene potestad ejecutlva. administrativa y técnica
en el âmbito de su competencla.
lI. Cumplido por lo menos un afio desde la posesión dei AlcaIde que hubiese sido elegido
conforme ai párrafo VI dei artículo 200. el Concejo podrá censurarlo y removerlo por tres
quintos dei total de sus miembros mediante voto constructlvo de censura siempre que
simultáneamente elija ai sucesor de entre los Concejales. EI sucesor así elegido ejer-
cerá el cargo hasta concluir el periodo respectivo. Este procedhniento no podrá volverse
a Intentar sino hasta cumplido un afio después dei cambio de un AlcaIde. ni tampoco en
el último afio de gestlón municipal.
Articulo 202. Las municipalidades pueden asociarse o mancomunarse entre sí y convenir
135
PARLAMENTO CULTURAL DEL MERCOSLfR (PARCUM)

todo tipo de contratos con personas individuales o colectlvas de derecho público y privado para
el mejor cumpllmlento de sus fines. con excepclón de lo preselito en la atIibuclón 5 dei artículo
59 de esta· Constltuclón.
Articulo 203. Cada Munlcipio tlene unajulisdicción terrttolial continua determinada por ley.
Articulo 204. Para ser elgldo Concejal o Agente Cantonal se requlere tener como mínimo
velntlún anos de edad y estar domiciliado en la julisdlcclón municipal respectiva durante el
ano antelior a la elecclón. .
Articulo 205. La ley determina la organizaclón y atIibuclones deI Goblerno Municipal.
Articulo 206. Dentro dei radlo urbano los propletaIios no podrán poseer extenslones de sueIo
no edificadas mayores que las f!jadas por la ley. Las superflcles excedentes podrán ser expro-
piadas y destinadas a la construcclón de vlvlendas (de interéS social).

TíTULO SEPTIMO
RÉGIMEN DE LAS FUERZAS ARMADAS
Articulo 207. Las Fuerzas Armadas de la Nación están orgánlcamente constltuldas por el
Comando en Jefe. Ejérclto. Fuerza Aérea y Fuerza Naval. cuyos efectlvos serán fijados por el
Poder Legislativo. a proposiclón dei Ejecutivo.
Articulo 208. Las Fuerzas Armadas tienen por mlslón fundamental defender y conservar la
independencia nacional. Ia segulidad y establlldad de la República y el honor y soberania
naclonales; asegurar el impelio de la Constltución Política. garantizar la establlidad dei Go-
bierno legalmente constituido y cooperar en el desarroIlo integral dei país.
Articulo 209. La organlzaclón de las Fuerzas Armadas descansa en su jerarquia y disciplina.
Es esencialmente obediente. no delibera y está sujeta a las leyes y reglamentos militares.
Como organismo institucional no realiza acción política. pero indiv1dualmente sus mlembros
gozan y ejercen los derechos de cludadania en las condiciones establecldas por ley.
Articulo 210.
I. Las Fuerzas Armadas dependen dei Presidente de la República y reclben sus órdenes,
en lo administrativo. por intermedio dei Ministro de Defensa Nacional; y en lo técnico.
dei Comandante en Jefe.
11. En caso de guerra el Comandante en Jefe de las Fuerzas Armadas dlIiglrá las opera-
clones.
Articulo 211.
I. Nlngún extranjero ejercerá mando nl empleo o cargo administrativo en las Fuerzas
Armadas sln previa autoIizaclón dei Capltán General.
11. Para desempenar los cargos de Comandante en Jefe de las Fuerzas Armadas. Jefe dei
Estado Mayor General. Comandantes y Jefes de Estado Mayor deI Ejérclto. Fuerza Aérea.
Fuerza Naval y de grandes unidades. es indlspensable ser boliviano de naclmlento y
reunir los requisitos que senala la ley. Iguales condiciones serán necesaIias para ser
SubsecretaIio dei Mlnlstelio de Defensa Nacional.
Articulo 212. EI Consejo Supremo de Defensa Nacional. cuya composlción. organizaclón y atri-
buclonesdeterminará la ley. estará presidido por el Capttán General de las Fuerzas Armadas.
Articulo 213. Todo boliviano está obllgado a prestar serviclo militar de acuerdo a ley.
Articulo 214. Los ascensos en las Fuerzas Armadas serán otorgados conforme a la ley res-
pectiva.

TíTULO OCTAVO
RÉGIMEN DE LA POLIciA NACIONAL
Articulo 215.
I. La Polida Nacional. como fuerza pública. tlene la mlsión específica de la defensa de la
socledad y la conservaclón dei orden público y el cumpllmlento de las leyes en todo el
terrttolio nacional. Ejerce la funclón policiai de manera Integral y bajo mando único. en
conformidad con su Ley Orgánlca y las Leyes de la República.
136
CONST7TUC/ÓN POLfr/CA DEL ESTADO DELA REPÚBLICA DE SOLlVlA / TEXTO

11. Como Instltuclónno delibera nl participa en acclón política partldarta. pero indivi-
dualmente sus mlembros gozan y ejercen sus derechos cludadanos de acuerdo a ley.
Articulo 216. Las Fuerzas de la Policia Nacional dependen dei Presidente de la República por
Intermedlo deI Mlnlsterlo de Goblerno.
Articulo 217. Para ser designado Comandante General de la Policia Nacional. es Indlspensa-
ble ser boliviano de naclmlento. General de la Instltuclón y reunir los requisitos que seiíala
la ley.
Articulo 218. En caso de guerra Internacional. Ias fuerzas de la Policia Nacional pasan a
depender dei Comando en Jefe de las Fuerzas Armadas por el tlempo que dure el confllcto.

TíTULO NOVENO
RÉGIMEN ELECTORAL
CAPíTULO I
ELSUFRAGIO
Articulo 219. El sufraglo constltuye la base dei réglmen democrático representativo y se
funda en el voto universal, dlrecto e Igual. Individuai y secreto, libre y obligatorlo, en el escru-
tlnlo público y en el sistema de representaclón proporcional.
Articulo 220.
I. Son electores todos los bolivianos mayores de dleclocho anos de edad. cualqulera sea
su grado de Instrucclón y ocupaclón, sln más requisito que su Inscrlpclón obligatorla en el
Registro ElectoraI.
11. En las elecclones munlclpales votarán los cludadanos extranjeros en las condiciones
que establezca la ley.
Articulo 221. Son eleglbles los cludadanos que reúnan los requisitos establecldos por la
Constltuclón y la ley.

CAPITULO 11
LOS PARTIDOS POLfTICOS
Articuio 222. Los ciudadanos tlenen el derecho de organlzarse en partidos políticos con arre-
glo a la presente Constltuclón y la Ley Electoral.
Articulo 223. La representaclón popular se ejerce por medlo de los partidos políticos o de los
frentes o coallclones formadas por éstos. Las agrupaclones civlcas representativas de las
fuerzas vivas dei pais. con personalldad reconoclda, podrán formar parte de dlchos frentes o
coa\lclones de partidos y presentar sus candidatos a Presidente y Vlcepresldente de la Repú-
blica, Senadores, Dlputados y Concejales.
Articulo 224. Los partidos políticos se reglstrarán y harán reconocer su personalldad por la
Corte Nacional ElectoraI.

CAPíTULO 111
LOS 6RGANOS ELECTORALES
Articulo 225. Los órganos electorales son:
1) La Corte Nacional Electoral;
2) Las Cortes Departamentales;
3) Los Juzgados Electorales;
4) Los Jurados de las Mesas de Sufraglos;
5) Los Notarlos Electorales y otros funclonarlos que la ley respectiva Instltuya.
Articulo 226. Se establece y garantlza la autonomia. Independencla e Imparclalldad de los
órganos electorales.
Articulo 227. La composlclón asi como Iajurlsdlcclón y competencla de los órganos electora-
les serán establecldas por ley.
137
PARLAMENTO CULTURAL DEL MERCOSUR (PARCUM)

PARTE CUARTA
PRIMACíA Y REFORMA DE LA CONSTITUCIÓN

TíTULO I
PRIMACíA DE LA CONSTITUCIÓN
Articulo 228. La Constitución Política dei Estado es la ley suprema deI ordenarniento juridico
nacional. Los tribunales. jueces y autoridades la aplicarán con preferencla a las leyes, y éstas
con preferencia a cualesquiera otras resoluciones.
Articulo 229. Los principios, garantias y derechos reconocidos por esta Constitución no pue-
den ser alterados por las leyes que regulen su ejerciclo ni necesitan de reglarnentación pre-
via para su cumplimiento.

TíTULO SEGUNDO
REFORMA DE LA CONSTITUCIÓN
Articulo 230.
I. Esta Constltución puede ser parcialmente reformada, previa declaración de la nece-
sidad de la reforma, la que se determinaria con precisión en una ley ordinarla aprobada
por dos tercios de los miembros presentes en cada una de las Câmaras.
11. Esta ley puede ser iniciada en cualquiera de las Câmaras, en la forma establecida
por esta Constitución.
111. La ley declaratoria de la reforma será enviada ai Ejecutlvo para su promulgación, sin
que éste pueda vetarIa.
Articulo 231.
I. En las prlrneras seslones de la legislatura de un nuevo periodo constitucional se
considerará el asunto por la Câmara que proyectó la reforma y, si ésta fuere aprobada
por dos tercios de votos, se pasará a la otra para su revisión, la que tarnbién requerlrá
dos tercios.
lI. Los demás trâmites serán los mismos que la Constltución seiíala para las relaciones
entre las dos Câmaras.
Articulo 232.
I. Las Cámaras deliberarán y votarán la reforma ajustándola a las disposiciones que
determlnen la ley de declaratoria de aquélla.
11. La reforma sancionada pasará el Ejecutivo para su promulgación, sin que el Presi-
dente de la República pueda observarIa.
Articulo 233. Cuando la enmienda sea relativa ai periodo constitucional dei Presidente de la
República, será cumplida sólo en el siguiente periodo.
Articulo 234. Es facultad deI Congreso dictar leyes interpretativas de la Constltución. Estas
leyes requieren dos tercios de votos para su aprobación y no pueden ser vetadas por el Presi-
dente de la República.
Articulo 235. Quedan abrogadas las leyes y disposiciones que se opongan a esta Constltución.

DISPOSICIONES TRANSITaRIAS
Articulo 1. En tanto el Tribunal Constitucional y el Consejo de la Judicatura no se designen
por el Congreso Nacional, el Poder Judicial continuará trabajando de acuerdo ai Título 111,
Parte Segunda, de la Constltución Política dei Estado de 2 de febrero de 1967.
Articulo 2. EI nombrarniento de Ministros de la Corte Suprema de Justlcia, Vocales, Jueces y
personal subalterno de las Cortes Departamentales, hasta que no se promulgue la ley que
regule el funcionarniento deI Consejo de la Judicatura, se reglrá por lo dispuesto en el Título
111, Parte Segunda de la Constltución Política deI Estado de 2 de febrero de 1967 y la Ley de
Organizaclón Judicial.
Articulo 3. Los nuevos periodos constitucionales dei Presidente y Vicepresldente de la Repú-
138
CONSTITUCIÓN POLfrlCA DEL ESTADO DELA REPÚBLICA DE SOL/VIA / TEXTO

blica y de los Senadores y Dlputados, AlcaIdes y Concejales a los que se reflere la presente ley
se apllcarán a partir de la fecha de la renovaclón deI correspondlente poder. órgano o autOli-
dado En el caso de la prlmera elección para Concejales. Alcaides y Agentes Munlclpales bajo
las normas de la presente ley, los mlsmos ejercerán su mandato por un perlodo compatlble
con el que se requlera para su renovación a mltad dei período constitucional de cinco anos.
Artículo 4: Los juicios de responsabilldad contra el Presidente y el Vicepresldente de la Repú-
blica. Ministros de Estado y Prefectos de Departamento, mlentras no sea promulgada una
nueva Ley de Resposanbilldades, se substanclarán y resolverán de acuerdo a las prevlslones
de la Constltuclón Políttca deI Estado de 2 de febrero de 1967 y las Leyes especlales de 31 de
octubre de 1884 y 23 de octubre de 1944.
Artículo 5. Las adecuaciones y concordanclas de la Constltuclón Política deI Estado a las que
se reflere el artículo transltorlo de la Ley N° 1473 de 1° de abril de 1993. se aprobarán por ley
ordlnaria, con dos terclos de los miembros de cada Câmara, y contendrâ el texto completo de
la Constttuclón.
Remítase ai Poder Ejecuttvo para fines constttuclonales.

Sala de Seslones deI H. Congreso Nacional


La Paz. 30 de enero de 1995.

La Constltución Polltlca deI Estado de la República de Bolivia fue sancionada por la H. Asam-
blea Constltuyente 1966-1967. Promulgada el2 de febrero de 1967. Reformada por la Ley N°
1473 de 1° de abril de 1993 (Ley de Necesldad de Reforma de la Constltuclón Política deI
Estado); Ley N° 1585 de 12 de agosto de 1994 (Ley de Reforma de la Constttuclón Política dei
Estado) y Ley N° 1615 de 6 de febrero de 1995 (Ley de Adecuaclones y Concordancias de la
Constttución Política dei Estado. Texto Completo). Para esta edlclón se ha seguido el texto de
,Constltuclón Política deI Estado. 6 de febrero de 1995. Concordada», Servando Serrano Torlco.
Abogado. Editor Autorizado, Editorial Serrano. Editores e Impresores. Cochabamba, República
de Bolivia, 1995.
139
CONSTITUICÁO
3

DA REPÚBLICA
FEDERATIVA
DO BRASIL
CONSTITUiÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL

ANTECEDENTES DE LA CONSTITUCIÓN
DE LA REPÚBLICA FEDERATIVA DEL BRASIL

L
a evoluclón constitucional brasilefia cuenta con dos importantes momentos específi-
cos. Por una parte. Brasil tuvo durante un amplio período dei siglo XIX una forma monár-
quica de goblerno, durante cuyo transcurso estuvo vigente la Constitución del25 de mar-
zo de 1824. Ia que fue ampliamente reformada en el afio 1834.
Por otra parte, con la Implantacíón de la república el 15 de noviembre de 1889. se esta-
bleció una estructura federal, que se Incorporó en la Constitución del 24 defebrero de 1891 y
que se relteró en las similares dei 16 deJulio de 1934 Y dei 18 de septiembre de 1946, a excep-
ción de la Constitución del 19 de noviembre de 1937, aprobada por Iniciativa dei presidente
Getulio VARGAS.
La Constitución actualmente vigente ha sido elaborada en el marco dei proceso de aper-
tura dei réglmen militar Instaurado en el afio 1964, bajo cuya vlgencla se mantuvo la apa-
riencia de réglmen constitucional matizado por una serle de actas Instituclonales.
Ese proceso de cambio se Inlcló con las elecclones munlclpales y legislativas de 1982.
en las cuales se destacan los resultados positivos obtenldos por la oposlclón pese ai triunfo dei
Partido Democrático Social, en cuyo contexto tuvo lugar en el afio 1985 la elecclón de Tancredo
NEVES como presidente y de José SARNEY como vlcepresldente. ambos avalados por el Partido
dei Movlmlento Democrático Brasilefio (PMDB) y el Partido dei Frente Liberal frente ai candi-
dato oficial. Paulo MALUF.
EI 15 de novlembre de 1986 se celebraron las elecclones constituyentes que arrojaron
un claro triunfo dei PMDB. el cual había liderado la oposlclón ai réglmen militar. El proceso
constituyente quedó concluldo el 5 de octubre de 1988, fecha en la cual quedó promulgada la
nueva constitución que Incluyó innovaclones de relevante importancia para el constitucio-
nalismo brasilefio.
SIn embargo, aquélla dejó abierto el proceso constltuyente dado que su dlsposiclón tran-
sitoria segunda prescribía la reallzaclón de un plebiscito a celebrarse el 7 de septiembre de
1993 mediante el cual el electorado debia definir la forma de goblerno, 'república o monarquia
constitucional,. y el sistema de gobiemo, 'parlamentarismo o presidencialismo'. que debía regir
en el pais. Aslmlsmo. la dlsposlclón transltoria tercera. dlspuso que el mismo afio, el Congre-
so Nacional debía realizar la revlslón de la constltuclón por el voto de la mayona absoluta de
sus Integrantes reunidos en seslón unicameral.
Su constltuclón ai referirse a sus prlnclplos fundamentales (Titulo 1), definló su forma
de goblerno como un Estado democrático de derecho. ejercldo por medlo de sus representan-
tes y bajo un sistema de Unlón de Estados y Munlclplos en República Federal.
En la parte final dei mencionado título, dlspone que la República Federativa dei Brasil
buscará la Integraclón económlca, política, social y cultural con los pueblos de América Lati-
na. con vistas a la formaclón de una comunldad latlnoamericana de naclones.
Se efectuaron numerosas enmlendas constltuclonales desde 1994 hasta la fecha, las
que están Incorporadas aI texto publicado y flguran consignadas específlcamente al fln deI
mlsmo.

143
CONSTITUIÇÃO
Da República Federativa do Brasil

PREÂMBULO

Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia


Nacional Constituinte para instituir um Estado democrático,
destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais,
a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igual-
dade e a justiça como valores supremos de uma sociedade frater-
na, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e
comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução
pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus,
a seguinte Constituição da República Federativa do Brasil.

145
TÍTULO I
. Dos Princípios Fundamentais

Art. l~ A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos


Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado democrático de
direito e tem como fundamentos:
I - a soberania;
11 - a cidadania;
III - a dignidade da pessoa humana;
IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa;
V - o pluralismo político.
Parágrafo único. Todo o poder emana do povo, que o exerce por meio de repre-
sentantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição.
Art. 2~ São Poderes da União, independentes e hannônicos entre si, o Legislativo,
o Executivo e o Judiciário. .

Art. 3~ Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:


I - construir uma sociedade livre, justa e solidária;
11 - garantir o desenvolvimento nacional;
III - erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e
regionais;
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor,
idade e quaisquer outras formas de discriminação.
Art. 4~ A República Federativa do Brasil rege-se nas suas relações internacionais
pelos seguintes princípios:
I - independência nacional;
11 - prevalência dos direitos humanos;
III - autodeterminação dos povos;
IV - não-intervenção;
V - igualdade entre os Estados;
VI - defesa da paz;
VII - solução pacífica dos conflitos;
VIII -repúdio ao terrorismo e ao racismo;
IX - cooperação entre os povos para o progresso da humanidade;
X - concessão de asilo político.
Parágrafo único. A República Federativa do Brasil buscará a integração econô-
mica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formaçào de
uma comunidade latino-americana de nações.

Dos Princípios Fundamentais


146
TÍTULO 11
Dos Direitos e Garantias Fundamentais

CAPÍTULO I
Dos Direitos e Deveres
Individuais e Coletivos

Art. 5! Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantin-
do-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pais a inviolabilidade do direito à
vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
I - homens e mulheres são iguais em direitos e obrigações, nos termos desta
Constituição;
II - ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em
virtude de lei;
III - ninguém será submetido a tortura nem a tratamento desumano ou degra-
dante;
IV - é livre a manifestação do pensamento; sendo vedado o anonimato;
V - é assegurado o direito de resposta, proporcional ao agravo, além da inde-
nização por dano material, moral ou à imagem;
VI - é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o
IhTe exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais
de culto e a suas liturgias;
VII - é assegurada, nos termos da lei, a prestação de assistência religiosa nas
entidades civis e militares de internação coletiva;
VIII - ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de
convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal
a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;
IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artistica, cientifica e de co-
municação, independentemente de censura ou licença;
X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas,
assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua
violação;
XI - a casa é asilo inviolável do individuo, ninguém nela podendo penetrar
sem consentimento do morador, salvo em caso de flagrante delito ou desastre, ou pará
prestar socorro, ou, durante o dia, por determinação judicial;
XII - é inviolável o sigilo da correspondência e das comunicações telegráficas,
de dados e das comunicações telefônicas, salvo, no último caso, por ordem judicial,
rias hipóteses e na forma que a lei estabelecer para fms de investigação criminal ou
instrução processual penal;
XIII - é livre o exercício de qualquer trabalho, oficío ou profissão, atendidas
as qualificações profissionais que a lei estabelecer;

Dos Direitos e Garantias Fundamentais 147


XIV - é assegurado a todos o acesso à infonnação e resguardado o sigilo da
fonte, quando necessário ao exercício profissional;
XV - é livre a locomoção no território nacional em tempo de paz, podendo qual-
quer pessoa, nos tennos da lei, nele entrar, pennanecer ou dele sair com seus bens;
XVI - todos podem reunir-se pacificamente, sem armas, em locais abertos ao
público, independentemente de autorização, desde que não frustrem outra reunião
anterionnente convocada para o mesmo local, sendo apenas exigido prévio aviso à
autoridade competente;
XVII - é plena a liberdade de associação para fms lícitos, vedada a de caráter
paramilitar;
XVIII - a criação de associações e, na fonna da lei, a de cooperativas indepen-
dem de autorização, sendo vedada a interferência estatal em seu funcionamento;
XIX - as associações só podemo ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas
atividades suspensas por decisão judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trânsito
em julgado;
XX - ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a pennanecer associado;
XXI - as entidades associativas, quando expressamente autorizadas, têm legi-
timidade para representar seus filiados judicial ou extrajudicialmente;
XXII - é garantido o direito de propriedade;
XXIII - a propriedade atenderá a sua função social;
XXIV - a lei estabelecerá o procedimento para desapropriação por necessidade
ou utilidade pública, ou por interesse social, mediante justa e prévia indenização em
dinheiro, ressalvados os casos previstos nesta Constituição;
XXV - no caso de iminente perigo público, a autoridade competente poderá
usar de propriedade particular, assegurada ao proprietário indenização ulterior, se
houver dano;
XXVI - a pequena propriedade rural, assim defmida em lei, desde que trabalha-
da pela família, não será objeto de penhora para pagamento de débitos decorrentes de sua
atividade produtiva, dispondo a lei sobre os meios de fmanciar o seu desenvolvimento;
XXVII - aos autores pertence o direito exclusivo de utilização, publicação ou
reprodução de suas obras, transmissível aos herdeiros pelo tempo que a lei fixar;
XXVIII - são assegurados, nos tennos da lei:
a) a proteção às participações individuais em obras coletivas e à reprodução
da imagem e voz humanas, inclusive nas atividades desportivas;
b) o direito de fiscalização do aproveitamento econômico das obras que criarem
ou de que participarem aos criadores, aos intérpretes e às respectivas representações
sindicais e associativas;
XXIX - a lei assegurará aos autores de inventos industriais privilégio tempo-
rário para sua utilização, bem como proteção às criações industriais, à propriedade
das marcas, aos nomes de empresas e a outros signos distintivos, tendo em vista o
interesse social e o desenvolvimento tecnológico e econômico do País;

--------------=-------;----.:-:----=--:------;------,
148 Constituiçõo da República Federativa do Brasil
Art. 52

xxx - é garantido o direito de herança;


XXXI - a sucessão de bens de estrangeiros situados no País será regulada pela
lei brasileira em beneficio do cônjuge ou dos filhos brasileiros, sempre que não lhes
seja mais favorável a lei pessoal do de cujus;
XXXII - o Estado promoverá, na forma da lei, a defesa do consumidor;
XXXIII -- todos têm direito a receber dos órgãos públicos informações de :;0;;:':
interesse particular, ou de interesse coletivo ou geral, que serão prestadas no prazo da
lei, sob pena de responsabilidade, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível
à segurança da sociedade e do Estado;
XXXIV - são a todos assegurados, independentemente do pagamento de taxas:
a) o direito de petição aos poderes públicos em defesa de direitos ou contra
ilegalidade ou abuso de poder;
b) a obtenção de certidões em repartições públicas, para defesa de direitos e
esclarecimento de situações de interesse pessoal;
XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça
a direito;
XXXVI - a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato juódico perfeito e a
coisa julgada;
XXXVII - não haverá juízo ou tribunal de exceção;
XXXVIII - é reconhecida a instituição do júri, com a organização que lhe der
a lei, assegurados:
a) a plenitude de defesa;
b) o sigilo das votações;
c) a soberania dos veredictos;
d) a competência para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida;
XXXIX - não há crime sem lei anterior que o defina, nem pena sem prévia
cominação legal; .
XL- a lei penal não retroagirá, salvo para beneficiar o réu;
XLI - a lei punirá qualquer discriminação atentatória dos direitos e liberdades
fundamentais;
XLII - a prática do racismo constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito
à pena de reclusão, nos termos da lei;
XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia
a prática da tortura, o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os
defmidos como crimes hediondos, por eles respondendo os mandantes, os executores
e os que, podendo evitá-los, se omitirem;
XLIV - constitui crime inafiançável e imprescritível a ação de grupos armados,
civis ou militares, contra a ordem constitucional e o Estado democrático;
XLV - nenhuma pena passará da pessoa do condenado, podendo a obrigação de
reparar o dano e a decretação do perdimento de bens ser, nos termos da lei, estendidas aos
sucessores e contra eles executadas, até o limite do valor do patrimônio transferido;

Dos Direitos e Garantias Fundamentais 149


XLVI - a lei regulará a individualização da pena e adotará, entre outras, as
seguintes:
a) privação ou restrição da liberdade;
b) perda de bens;
c) multa;
d) prestação social alternativa;
e) suspensão ou interdição de direitos;
XLVII - não haverá penas:
a) de morte, salvo· em caso de guerra declarada, nos termos do art. 84, XIX;
b) de caráter perpétuo;
c) de trabalhos forçados;
d) de banimento;
e) cruéis;
XLVIII - a pena será cumprida em estabelecimentos distintos, de acordo com
a natureza do delito, a idade e o sexo do apenado;
XLIX - é assegurado aos presos o respeito à integridade fisica e moral;
L - às presidiárias serão asseguradas condições para que possam permanecer
com seus filhos durante o período de amamentação;
LI - nenhum brasileiro será extraditado, salvo o naturalizado, em caso de crime
comum, praticado antes da naturalização, ou de comprovado envolvimento em tráfico
i,lícito de entorpecentes e drogas afms, na forma da lei;
LII - não será concedida extradição de estrangeiro por crime político ou de
opinião;
LlII - ninguém será processado nem sentenciado senão pela autoridade
competente;
LIV - ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo
legal;
LV - aos litigantes, em processo judicial ou administrativo, e aos acusados em
geral são assegurados o contraditório e a ampla defesa, com os meios e recursos a ela
inerentes;
LVI - são inadmissíveis, no processo, as provas obtidas por meios ilícitos;
LVII - ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença
penal condenatória;
LVIII - o civilmente identificado não será submetido a identificação criminal,
salvo nas hipóteses previstas em lei;
LlX - será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta não for
intentada no prazo legal;
LX - a lei só poderá restringir a publicidade dos atos processuais quando a
defesa da intimidade ou o interesse social o exigirem;

150 Constituiçõo da República Federativa do Brasil


Art. 52

LXI - ninguém será preso senão em flagrante delito ou por ordem escrita e
fundamentada de autoridade judiciária competente, salvo nos casos de transgressão
militar ou crime propriamente militar, defmidos em lei;
LXII - a prisão de qualquer pessoa e o local onde se encontre serão comunicados
imediatamente ao juiz competente e à família do preso ou à pessoa por ele indicada;
LXIII - o preso será informado de seus direitos, entre os quais o de permane::-~r
calado, sendo-lhe assegurada a assistência da família e de advogado;
LXIV - o preso tem direito à identificação dos responsáveis por sua prisão ou
por seu interrogatório policial;
LXV - a prisão ilegal será imediatamente relaxada pela autoridade judiciária;
LXVI - ninguém será levado à prisão ou nela mantido quando a lei admitir a
liberdade provisória, com ou sem fiança;
LXVII - não haverá prisão civil por dívida, salvo a do responsável pelo inadim-
plemento voluntário e inescusável de obrigação alimentícia e a do depositário infiel;
LXVIII - conceder-se-á habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar
ameaçado de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção, por ilegali-
dade ou abuso de poder;
LXIX - conceder-se-á mandado de segurançapara proteger direito líquido e
certo, não amparado por habeas corpus ou habeas data, quando o responsável pela
ilegalidade ou abuso de poder for autoridade pública ou agente de pessoajuridica no
exercício de atribuições do poder público;
LXX - o mandado de segurança coletivo pode ser impetrado por:
a) partido político com representação no Congresso Nacional;
b) organização sindical, entidade de classe ou associação legalmente consti-
tuída e em funcionamento há pelo menos um ano, emdefesa dos interesses
de seus membros ou associados;
LXXI - conceder-se-á mandado de injunção sempre que a falta de norma
reguÍamentadora tome inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e
das prerrogativas inerentes à nacionalidade, à soberania e à cidadania;
LXXII - conceder-se-á habeas data:
a) para assegurar o conhecimento de informações relativas à pessoa do im-
petrante, constantes de registros ou bancos de dados de entidades gover-
namentais ou de caráter público;
b) para a retificação de dados, quando não se prefira fazê-lo por processo
sigiloso, judicial ou administrativo;
LXXIII - qualquer cidadão é parte legítima para propor ação popular que vise
a anular ato lesivo ao patrimônio público ou de entidade de que O Estado participe, à
moralidade administrativa, ao meio ambiente e ao patrimônio histórico e cultural,
ficando o autor, salvo comprovada má-fé, isento de custas judiciais e do ônus da
sucumbência;
LXXIV - o Estado prestará assistência jurídica integral e gratuita aos que com-
provarem insuficiência de recursos;

Dos Direitos e Garantias FundamentaiS 151


LXXV - o Estado indenizará o condenado por erro judiciário, assim como o
que ficar preso além do tempo fixado na sentença;
LXXVI - são gratuitos para os reconhecidamente pobres, na forma da lei:
a) o registro civil de nascimento;
b) a certidão de óbito;
LXXVII - são gratuitas as ações de habeas corpus e habeas data, e, na forma
da lei, os atos necessários ao exercício da cidadania.
§ 1~ As normas defmidoras dos direitos e garantias fundamentais têm aplicação
imediata.
§ 2~ Os direitos e garantias expressos nesta Constituição não excluem outros
decorrentes do regime e dos princípios por ela adotados, ou dos tratados internacionais
em que a República Federativa do Brasil seja parte.

CAPÍTULO 11
Dos Direitos Sociais

Art. 6~* São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a
segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à inf'ancia, a assistência
aos desamparados, na forma desta Constituição.

Art. 7~** São direitos dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que vi-
sem à melhoria de sua condição social:
I - relação de emprego protegida contra despedida arbitrária ou sem justa causa,
nos termos de lei complementar, que preverá indenização compensatória, dentre outros
direitos;
11 - seguro-desemprego, em caso de desemprego involuntário;
III - fundo de garantia do tempo de serviço;
IV - salário mínimo, fixado em lei, nacionalmente unificado, capaz de aten-
der às suas necessidades vitais básicas e às de sua família com moradia, alimentação,
educação, saúde, lazer, vestuário, higiene, transporte e previdência social, com rea-
justes periódicos que lhe preservem o poder aquisitivo, sendo vedada sua vinculação
para qualquer fim;
V - piso salarial proporcional à extensão e à complexidade do trabalho;
VI - irredutibilidade do salário, salvo o disposto em convenção ou acordo
coletivo;
VII - garantia de salário, nunca inferior ao mínimo, para os que percebem
remuneração variável;
VIII - décimo terceiro salário com base na remuneração integral ou no valor
da aposentadoria;
IX - remuneração do trabalho noturno superior à do diurno;
* EC nQ 26/2000.
** EC nQ
20/98 e EC nQ 28/2000.

152 Constituição da República Federativa do Brasil


Am. 5.!a 71

x - proteção do salário na fonna da lei, constituindo crime sua retenção dolosa;


XI - participação nos lucros, ou resultados, desvinculada da remuneração,
e, excepcionalmente, participação na gestão da empresa, conforme definido em
lei;
XII - salário-família pago em razão do dependente do trabalhador de baixa
renda nos termos da lei;
XIII - duração do trabalho normal não superior a oito horas diárias e quarenta
e quatro semanais, facultada a compensação de horários e a redução dajornada, median-
te acordo ou convenção coletivade-traba1h(}f-
XIV - jornada de seis horas para o trabalho realizado em turnos ininterruptos
de revezamento, salvo negociação coletiva;
XV - repouso semanal remunerado, preferencialmente aos domingos;
XVI - remuneração do serviço extraordinário superior, no mínimo, em cin-
qüenta por cento à do normal;
XVII - gozo de férias anuais remuneradas com, pelo menos, um terço a mais
do que o salário normal;
XVIII - licença à gestante, sem prejuízo do emprego e do salário, com a duração
de cento e vinte dias;
XIX - licença-paternidade, nos termos fixados em lei;
XX - proteção do mercado de trabalho da mulher, mediante incentivos espe-
cíficos, nos termos da lei;
XXI - aviso prévio proporcional ao tempo de serviço, sendo no mínimo de
trinta dias, nos termos da lei;
XXII - redução dos riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saú-
de, higiene e segurança;
XXIII - adicional de remuneração para as atividades penosas, insalubrés ou
perigosas, na forma da lei; .
XXIV - aposentadoria;
XXV - assistência gratuita aos filhos e dependentes desde o nascimento até
seis anos de idade em creches e pré-escolas;
XXVI - reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho;
XXVII - proteção em face da automação, na fonna da lei;
XXVIII - seguro contra acidentes de trabalho, a cargo do empregador, sem
excluir a indenização a que este está obrigado, quando incorrer em dolo úu culpa;
XXIX - ação, quanto aos créditos resultantes das relações de trabalho, com
prazo prescricional de cinco anos para os trabalhadores urbanos e rurais, até o limite
de dois anos após a extinção do contrato de trabalho;
a) (Revogada).
b) (Revogada).

Dos Direitos e Garantias Fundamentais 153


xxx - proibição de diferença de salários, de exercício de funções e de crité-
rio de admissão por motivo de sexo, idade, cor ou estado civil;
XXXI - proibição de qualquer discriminação no tocante a salário e critérios
de admissão do trabalhador portador de deficiência;
XXXII - proibição de distinção entre trabalho manual, técnico e intelectual
ou entre os profissionais respectivos;
XXXIII - proibição de trabalho noturno, perigoso ou insalubre a menores de
dezoito-e-de qualquer trabalho a menores de dezesseis anos, salvo na condição de
aprendiz, a partir de quatorze anos;
XXXIV - igualdade-dedireitos-entreotrabalhadorcom :v-ÍDculoempr.egatício
pennanente e o trabalhador avulso.
Parágrafo único. São assegurados à categoria dos trabalhadores domésticos os
direitos previstos nos incisos IV, VI, VIII, XV, XVII, XVIII, XIX, XXI e XXIV, bem
como a sua integração à previdência social.

Art. 8~ É livre a associação profissional ou sindical, observado o seguinte:


I - a lei não poderá exigir autorização do Estado para a fundação de sindicato,
ressalvado o registro no órgão competente, vedadas ao poder público a interferência
e a intervenção na organização sindical;
11 - é vedada a criação de mais de uma organização sindical, em qualquer
grau, representativa de categoria profissional ou econômica, na mesmabase territori-
al, que será defmida pelos trabalhadores ou empregadores interessados, não podendo
ser inferior à área de um Município;
III - ao sindicato cabe a defesa dos direitos e interesses coletivos ou indivi-
duais da categoria, inclusive em questões judiciais ou administrativas;
IV - a assembléia geral fixará a contribuição que, em se tratando de categoria
profissional, será descontada em folha, para custeio do sistema confederativo da repre-
sentação sindical respectiva, independentemente da contribuição prevista em lei;
V - ninguém será obrigado a filiar-se ou a manter-se filiado a sindicato;
VI - é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de
trabalho;
VII - o aposentado filiado tem direito a votar e ser votado nas organizações
sindicais:
VIII - é vedada a dispensa do empregado si:ldicalizado a partir do registro da
candidatura a cargo de direção ou representação sindical e, se eleito, ainda que suplente,
até um ano após o fmal do mandato, salvo se cometer falta grave nos tennos da lei.
Parágrafo único. As disposições deste artigo aplicam-se à organização de sindica-
tos rurais e de colônias de pescadores, atendidas as condições que a lei estabelecer.

Art. 9~ É assegurado o direito de greve, competindo aos trabalhadores decidir sobre a


oportunidade de exercê-lo e sobre os interesses que jevam por meio dele defender.
§ 12 A lei defmirá os serviços ou atividades essenciais e disporá sobre o atendi-
mento das necessidades inadiáveis da comunidade.

154 Constituição da República Federativa do Brasil


Arts. 72 a 12

§ 2~ Os abusos cometidos sujeitam os responsáveis às penas da lei.


Art. 10. É assegurada a participação dos trabalhadores e empregadores nos
colegiados dos órgãos públicos em que seus interesses profissionais ou previdenciários
sejam objeto de discussão e deliberação.
Art. 11. Nas empresas de mais de duzentos empregados, é assegurada a eleição de
um representante destes com a finalidade exclusiva de promover-lhes o entendimento
direto com os empregadores.

CAPÍTULO III
Da Nacionalidade

Art. 12.* São brasileiros:


I - natos:
a) os nascidos na República Federativa do Brasil, ainda que de pais
estrangeiros, desde que estes não estejam a serviço de seu país;
b) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde
que qualquer deles esteja a serviço da República Federativa do Brasil;'
c) os nascidos no estrangeiro, de pai brasileiro ou de mãe brasileira, desde
que venham a residir na República Federativa do Brasil e optem, em qual-
quer.tempo~peJanacionalidade brasileira;
11 - naturalizados:
a) os que, na fonna da lei, adquiram a nacionalidade brasileira, exigidas aos
originários de países de língua portuguesa apenas residência por um ano
ininterrupto e idoneidade moral;
b) os estrangeiros de qualquer nacionalidade residentes na República Federa-
tiva do Brasil há mais de quinze anos ininterruptos e sem condenação penal,
desde que requeiram a nacionalidade brasileira.
§ 1~ Aos portugueses com residência permanente no Pais, se houver reciprocidade
em favor de brasileiros, serão atribuídos os direitos inerentes ao brasileiro, salvo os
casos previstos nesta Constituição.
§ 2~ A lei não poderá estabelecer distinção entre brasileiros natos e naturaliza-
dos, salvo nos casos previstos nesta Constituiçã,).
§ 3~ São privativos de brasileiro nato os cargos:
I - de Presidente e Vice-Presidente da República;
11 - de Presidente da Câmara dos Deputados;
III - de Presidente do Senado Federal;
IV - de Ministro do Supremo Tribunal Federal;
V - da carreira diplomática;

• ECR n~ 3/94 e EC n~ 23/99.

Dos Direitos e Garantias Fundamentais 155


VI - de oficial das Forças Annadas;
VII-- de Ministro de Estado da Defesa.
* 4" Será declarada a perda da nacionalidade do bra..ileiro que:
I - tiver cancelada sua naturalização, por sentença judicial, em virtude de
atividade nociva ao interesse nacional;
11 - adquirir outra nacionalidade, salvo nos casos:
u) de reconhecimento de nacionalidade originária pela lei estrangeira;
h) de imposição de naturalização, pela nonna estrangeira, ao brasileiro resI-
dente em Estado estrangeiro, como condição para pennanência em seu
território ou para o exercício de direitos civis.
Art. 13. A língua portuguesa é o idioma oficial da República Federativa do Brasil.
*I" São símbolos da República Federativa do Brasil a bandeira, o hino, as annas
e o selo nacionais.
* 2" Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão ter símbolos próprios.
CAPÍTULO IV
Dos-Dirdlos PoIítlco-s-

Ar't. 14.* A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto
direto e secreto, com valor igual para todos, e, nos tennos da lei, mediante:
I - plebiscito;
11 - referendo;
III -- iniciativa popular.
* I" O alistamento eleitoral e o voto são:
I - obrigatórios para os maiores de dezoito anos;
11 - facultativos para:
u) os analfabetos;
h) os maiores de setenta anos;
c) os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos,
* 2" Não podem alistar-se como eleitores os estrangeiros e, durante o período do
serviço militar obrigatório, os conscritos.
* 3° São condições de elegibilidade, na fonna da lei:
I - a nacionalidade brasileira;
11 - o pleno exercício dos direitos políticos;
III - o alistamento eleitoral;
IV - o domicílio eleitoral na circunscrição;

* ECR n" 4/94 e EC n~ 16/97.

156 Constituição da República Federativa do Brasil


Arts. 12 a 15

v - a filiação partidária;
VI - a idade mínima de:
a) trinta e cinco anos para Presidente e Vice-Presidente da República e
Senador;
b) trinta anos para Governador e Vice-Governador de Estado e do Distrito
Federal;
c) vinte e um anos para Deputado Federal, Deputado Estadual ou Distrital,
Prefeito, Vice-Prefeito e juiz de paz;
d) dezoito anos para Vereador.
§ 42 São inelegíveis os inalistáveis e os analfabetos.
§ 52 O Presidente da República, os Governadores de Estado e do Distrito Federal,
os Prefeitos e quem os houver sucedido ou substituído no curso dos mandatos poderão
ser reeleitos para um único período subseqüente.
§ 62 Para concorrerem a outros cargos, o Presidente da República, os Governadores
de Estado e do Distrito Federal e os Prefeitos devem renunciar aos respectivos man-
datos até seis meses antes do pleito.
§ 72 São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes
consangüíneos ou afms, até o segundo grau ou por adoção, do Presidente da República,
de Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem
os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de
mandato eletivo e candidato à reeleição.
§ 82 O militar alistável é elegível, atendidas as seguintes condições:
I - se contar menos de dez anos de serviço, deverá afastar-se da atividade;
11 - se contar mais de dez anos de serviço, será agregado pela autoridade supe-
rior e, se eleito, passará automaticamente, no ato da diplomação, para a inatividade.
§ 9 2 Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos
de sua cessação, a fim de proteger a probidade administrativa, a moralidade para o
exercício do mandato, considerada a vida pregressa do candidato, e a normalidade e
legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exer-
cício de função, cargo ou emprego na administração direta ou indireta.
§ 10. O mandato eletivo poderá ser impugnado ante a Justiça Eleitoral no prazo
de quinze dias contados da diplomação, instruída a ação com provas de abuso do
poder econômico, corrupção ou fraude.
§ 11. A ação de impugnação de mandato tramitará em segredo de justiça, res-
pondendo o autor, na forma da lei, se temerária ou de manifesta má-fé.
Art. 15. É vedada a cassação de direitos políticos, cuja perda ou suspensão só se
dará nos casos de:
I - cancelamento da naturalização por sentença transitada em julgado;
11 - incapacidade civil absoluta;
III - condenação criminal transitada em julgado, enquanto durarem seus efeitos;

Dos Direitos e Garantias Fundamentais 157


IV - recusa de cumprir obrigação a todos imposta ou prestação alternativa,
nos termos do art. 5~, VIII;
V - improbidade administrativa, nos termos do art. 37, § 4~.
Art. 16.* A lei que alterar o processo eleitoral entrará em vigor na data de sua
publicação, não se aplicando à eleição que ocorra até um ano da data de sua vigência.

CAPÍTULO V
Dos Partidos Políticos

Art. 17. É livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos,


resguardados a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo, os
direitos fundamentais da pessoa humana e observados os seguintes preceitos:
I - caráter nacional;
11 - proibição de recebimento de recursos financeiros de entidade ou governo
estrangeiros ou de subordinação a estes;
III - prestação de contas à.Justiça Eleitoral;
IV - funcionamento parlamentar de acordo com a lei.
§ l~ É assegurada aos partidos políticos autonomia para definir sua estrutura
interna, organização e funcionamento, devendo seus estatutos estabelecer normas de
fidelidade e disciplina partidárias.
§ 2~ Os partidos políticos, após adquirirem personalidade juridica, na forma da
lei civil, registrarão seus estatutos no Tribunal Superior Eleitoral.
§ 3~ Os partidos políticos têm direito a recursos do fundo partidário e acesso
gratuito ao rádio e à televisão, na forma da lei.
§ 4~ É vedada a utilização pelos partidos políticos de organização paramilitar.

* EC n2 4/93.

158 Constituição da República Federativa do Brasil


TÍTULO 111
Da Organização do Estado

CAPÍTIJLOI
Da Organização Politico-Administrativa

Art. 18.· A organização político-administrativa da República Federativa do Brasil


compreende a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, todos autônomos,
nos termos desta Constituição.
§ 12 Brasília é a Capital Federal.
§ 22 Os Territórios Federais integram a União, e sua criação, transformação em
Estado ou reintegração ao Estado de origem serão reguladas em lei complementar.
§ 32 Os Estados podem incorporar-se entre si, subdividir-se ou desmembrar-se
para se anexarem a outros, ou formarem novos Estados ou Territórios Federais, mediante
aprovação da população diretamente interessada, através de plebiscito, e do Congresso
Nacional, por lei complementar.
§ 42 A criação, a incorporação, a fusão e o desmembramento de Municípios, far-
se-ão por lei estadual, dentro do período determinado por lei complementar federal, e
dependerão de consulta prévia, mediante plebiscito, às populações dos Municípios
envolvidos, após divulgação dos Estudos de Viabilidade Municipal, apresentados e
publioados na forma da lei.
Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o
funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência
ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público;
11 - recusar fé aos documentos públicos;
III - criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si.

CAPÍTIJLo 11
Da União

Art. 20. São bens da União:


I - os que atualmente lhe pertencem e os que lhe vierem a ser atribuídos;
11 - as terras devolutas indispensáveis à defesa das fronteiras, das fortificações
e construções militares, das vias federais de comunicação e à preservação ambiental,
definidas em lei;
III - os lagos, rios e quaisquer correntes de água em terrenos de seu domínio,
ou que banhem mais de um Estado, sirvam de limites com outros países, ou se estendam

• EC n2 15/96.

Da Organização do Estado 159


a território estrangeiro ou dele provenham, bem como os terrenos marginais e as
praias fluviais;
IV - as ilhas fluviais e lacustres nas zonas limítrofes com outros países; as
praias marítimas; as ilhas oceânicas e as costeiras, excluídas, destas, as áreas referidas
no art. 26, 11;
V - os recursos naturais da plataforma continental e da zona econômica
exclusiva;
VI - o mar territorial;
VII - os terrenos de marinha e seus acrescidos;
VIII - os potenciais de energia hidráulica;
IX - os recursos minerais, inclusive os do subsolo;
X - as cavidades naturais subterrâneas e os sítios arqueológicos e pré-históricos;
XI - as terras tradicionalmente ocupadas pelos índios.
§ l~ É assegurada, nos termos da lei, aos Estados, ao Distrito Federal e aos
Municípios, bem como a órgãos da administração direta da União, participação no
resultado da exploração de petróleo ou gás natural, de recursos hídricos para fins de
geração de energia elétrica e de outros recursos minerais no respectivo território,
plataforma continental, mar territorial ou zona econômica exclusiva, ou compensação
fmanceira por essa exploração.
§ 2~ A faixa de até cento e cinqüenta quilômetros de largura, ao longo das fronteiras
terrestres, designada como faixa de fronteira, é considerada fundamental para defesa
do território nacional, e sua ocupação e utilização serão reguladas em lei.

Art. 21.* Compete à União:


I - manter relações com Estados estrangeiros e participar de organizações
internacionais;
11 - declarar a guerra e celebrar a paz;
III - assegurar a defesa nacional;
IV - permitir, nos casos previstos em lei complementar, que forças estrangeiras
transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente;
V - decretar o estado de sítio, o estado de defesa e a intervenção federal;
VI - autorizar e fiscalizar a produção e o comércio de material bélico;
VII -emitir moeda;
VIII - administrar as reservas cambiais do País e fiscalizar as operações de
natureza fmanceira, especialmente as de crédito, câmbio e capitalização, bem como as
de seguros e de previdência privada;
IX - elaborar e executar planos nacionais e regionais de ordenação do território
e de desenvolvimento econômico e social;

• EC n2 8/95 e EC n2 19/98.

160 Constituição da República Federativa do Brasil


Arts. 20 e 21

x - manter o serviço postal e o correio aéreo nacional;


XI - explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão,
os serviços de telecomunicações, nos termos da lei, que disporá sobre a organização
dos serviços, a criação de um órgão regulador e outros aspectos institucionais;
XII - explorar, diretamente ou mediante autorização, concessão ou permissão:
a) os serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens;
b) os serviços e instalações de energia elétrica e o aproveitamento energético
dos cursos de água, em articulação com os Estados onde se situam os
potenciais hidroenergéticos;
c) a navegação aérea, aeroespacial e a infra-estrutura aeroportuária;
d) os serviços de transporte ferroviário e aquaviário entre portos brasileiros
e fronteiras nacionais, ou que transponham os limites de Estado ou
Território;
e) os serviços de transporte rodoviário interestadual e internacional de pas-
sageiros;
f) os portos maritimos, fluviais e lacustres;
XIII - organizar e manter o Poder Judiciário, o Ministério Público e a Defenso-
ria Pública do Distrito Federal e dos Territórios;
XIV - organizar e manter a polícia civil, a polícia militar e o corpo de bombeiros
militar do Distrito Federal, bem como prestar assistência fmanceira ao Distrito Federal
para a execução de serviços públicos, por meio de fundo próprio;
XV - organizar e manter os serviços oficiais de estatística, geografia, geologia
e cartografia de âmbito nacional;
XVI - exercer a classificação, para efeito indicativo, de diversões públicas e de
programas de rádio e televisão;
XVII - conceder anistia;
XVIII - planejar e promover a defesa permanente contra as calamidades
públicas, especialmente as secas e as inundações;
XIX - instituir sistema nacional de gerenciamento de recursos hídricos e defmir
critérios de outorga de direitos de seu uso;
XX - instituir diretrizes para o desenvolvimento urbano, inclusive habitação,
saneamento básico e transportes urbanos;
XXI - estabelecer princípios e diretrizes para o sistema nacional de viação;
_ XXII - executar os serviços de polícia maritima, aeroportuária e de fronteiras;
XXIII - explorar os serviços e instalações nucleares de qualquer natureza e
exercer monopólio estatal sobre a pesquisa, a lavra, o enriquecimento e
reprocessamento, a industrialização e o comércio de minérios nucleares e seus
derivados, atendidos os seguintes princípios e condições:
a) toda ativi~de nuclear em território nacional somente será admitida para
fms pacíficos e mediante aprovação do Congresso Nacional;

Da Organização do Estado 161


b) sob regime de concessão ou pennissão, é autorizada a utilização de radio-
isótopos para a pesquisa e usos medicinais, agrícolas, industriais e
atividades análogas;
c) a responsabilidade civil por danos nucleares independe da existência de
culpa;
XXIV - organizar, mankI' e executar a ins.1'eção do trabalho;
XXV - estabelecer as áreas e as condições para o exercício da atividade de
garimpagem, em fonna associativa.

Art. 22.* Compete privativamente à União legislar sobre:


I - direito civil, comercial, penal, processual, eleitoral, agrário, marítimo, aero-
náutico, espacial e do trabalho;
11 - desapropriação;
III - requisições civis e militares, em caso de iminente perigo e em tempo de
guerra;
IV - águas, energia, infonnática, telecomunicações e radiodifusão;
V - serviço postal;
VI - sistema monetário e de medidas, títulos e garantias dos metais;
VII - política de crédito, câmbio, seguros e transferência de valores;
VIII - comércio exterior e interestadual;
IX - diretrizes da política nacional de transportes;
X - regime dos portos, navegação lacustre, fluvial, marítima, aérea e aeroespacial;
XI - trânsito e transporte;
XII - jazidas, minas, outros recursos minerais e metalurgia;
XIII - nacionalidade, cidadania e naturalização;
XIV - populações indígenas;
XV - emigração e imigração, entrada, extradição e expulsão de estrangeiros;
XVI - organização do sistema nacional de emprego e condições para o exercício
de profissões;
XVII - organização judiciária, do Ministério Público e da Defensoria Pública
do Distrito Federal e dos Territórios, bem como organização administrativa destes;
XVIII - sistema estatístico, sistema cartográfico e de geologia nacionais;
XIX - sistemas de poupança, captação e garantia da poupança popular;
XX - sistemas de consórcios e sorteios;
XXI- nonnas gerais de organização, efetivos, material bélico, garantias,convo-
cação e mobilização das polícias militares e corpos de bombeiros militares;

* EC n2 19/98.

162 Constituição da República Federativa do Brasil


Arts. 21 a 23

XXII - competência da polícia federal e das polícias rodoviária e ferroviária


federais;
XXIII - seguridade social;
XXIV - diretrizes e bases da educação nacional;
XXV - registros públicos;
-X-X\ll- atividades nucleares 4~ qualquer natureza;
XXVII - nonnas gerais de licitação e contratação, em todas as modalidades,
para as administrações públicas diretas, autárquicas e fundacionais da União, Esta-
dos, Distrito Federal e Municípios, obedecido o disposto no art. 37, XXI, e para as
empresas públicas e sociedades de economia mista, nos tennos do art. 173, § l~, III;
XXVIII - defesa territorial, defesa aeroespacial, defesa marítima, defesa civil e
mobilização nacional;
XXIX - propaganda comercial.
Parágrafo único. Lei complementar poderá autorizar os Estados a legislar sobre
questões esp.ecíficas das matérias relacionadas neste artigo.
Art. 23. É competência comum da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios:
I - zelar pela guarda da Constituição, das leis e das instituições democráticas e
conservar o patrimônio público;
11 - cuidar da saúde e assistência pública, da proteção e garantia das pessoas
portadoras de deficiência;
III - proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histórico, artístico
e cultural, os monumentos, as paisagens naturais notáveis e os sítios arqueológicos;
IV - impedir a evasão, a destruição e a descaracterização de obras de arte ede
outros bens de valor histórico, artístico ou cultural;
V - proporcionar os meios de acesso à cultura, à educação e à ciência;
VI - proteger o meio ambiente e combater a poluição em qualquer de suas fonnas;
VII - preservar as florestas, a fauna e .a flora;
VIII - fomentar a produção agropecuária e organizar o abastecimento alimentar;
IX - promover programas de construção de moradias e a melhoria das condições
habitacionais e de saneamento básico;
X - combater as causas da pobreza e os fatores de marginalização, promovendo
a integração social dos setores desfavorecidos;
XI - registrar, acompanhar e fiscalizar as concessões de direitos de pesquisa e
exploração de recursos hídricos e minerais em seus territórios;
XII - estabelecer e implantar política de educação para a segurança do trânsito.
Parágrafo único. Lei complementar fixará nonnas para a cooperação entre a
União e os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, tendo em vista o equilíbrio do
desenvolvimento e do bem-estar em âmbito nacional.

Da Organização do Estado 163


Art. 24. Compete à União, aos Estados e ao Distrito Federal legislar concorrente-
mente sobre:
I - direito tributário, fmanceiro, penitenciário, econômico e urbanístico;
11 - orçamento;
III - juntas comerciais;
IV - custas dos serviços forenses;
V - produção e consumo;
, VI - florestas, caça, pesca, fauna, conservação da natureza, defesa do solo e
dos recursos naturais, proteção do meio ambiente e controle da poluição;
VII - proteção ao patrimônio histórico, cultural, artístico, turístico e paisagístico;
VIII - responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e
direitos de valor artístico, estético, histórico, turistico e paisagístico;
IX - educação, cultura, ensino e desporto;
X - criação, funcionamento e processo do juizado de pequenas causas;
XI - procedimentos em matéria processual;
XII - previdência social, proteção e defesa da saúde;
XIII - assistência jurídica e defensoria pública;
XIV - proteção e integração social das pessoas portadoras de deficiência;
XV - proteção à inf'ancia e à juventude;
XVI - organização, garantias, direitos e deveres das polícias civis.
§ I!! No âmbito da legislação concorrente, a competência da União limitar-se-á a
estabelecer normas gerais.
§ 2!! A competência da União para legislar sobre normas gerais não exclui a com-
petência suplementar dos Estados.
§ 3~ Inexistindo lei federal sobre normas gerais, os Estados exercerão a
competência legislativa plena, para atender a suas peculiaridades.
§ 4~ A superveniência de lei federal sobre normas gerais suspende a eficácia da
lei estadual, no que lhe for contrário.

CAPÍTULom
Dos Estados Federados

Art. 25.* Os Estados organizam~se e regem-se pelas Constituições e leis que ado-
tarem, observados os princípios desta Constituição.
§ I!! São reservadas aos Estados as competências que não lhes sejam vedadas
por esta Con~tituição.
§ 2~ Cabe aos Estados explorar diretamente, ou mediante concessão, os serviços

* EC n2 5/95.
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164 Constituição da República Federativa do Brasil
Arts. 24 a 28

locais de gás canalizado, na fonna da lei, vedada a edição de medida provisória para a
sua regulamentação.
§ 32 Os Estados poderão, mediante lei complementar, instituir regiões metropolitanas,
aglomerações urbanas e microrregiõeS., constituídas por agrupamentos de Municí-
pios limítrofes, para integrar a organiza~ão, o planejamento e a execução de funções
públicas de interesse comum. .
Art. 26. Incluem-se entre os bens dos Estados:
I - as águas superficiais ou subterrâneas, fluentes, emergentes e em depósito,
ressalvadas, neste caso, na fonna da lei, as decorrentes de obras da União;
11 - as áreas, nas ilhas oceânicas e costeiras, que estiverem no seu domínio,
excluídas aquelas sob domínio da União, Municípios ou terceiros;
III - as ilhas fluviais e lacustres não pertencentes à União;
IV - as terras devolutas não ~ompreendidas entre as .da União.

Art. 27.* O número de Deputados à Assembléia Legislativa corresponderá ao tri-


pio da representação do Estado na Câmara dos Deputados e, atingido o número de
trinta e seis, será acrescido de tantos quantos forem os Deputados Federais acima de
doze.
§ 12 Será de quatro anos o mandato dos Deputados Estaduais, aplicando-se-Ihes
as regras desta Constituição sobre sistema eleitoral, inviolabilidade, imunidades,
remuneração, perda de mandato, licença, impedimentos e incorporação às Forças
Annadas.
§ 22 O subsídio dos Deputados Estaduais será fixado por lei de iniciativa da
Assembléia Legislativa, na razão de, no máximo, setenta e cinco por cento daquele
estabelecido, em espécie, para os Deputados Federais, observado o que dispõem os
arts. 39, § 4 2, 57, § 72,150,11,153, m, e 153,§ 22, I.
§ 32 Compete às Assembléias Legislativas dispor sobre seu regimento interno,
polícia e serviços administrativos de sua secretaria, e prover os respectivos cargos.
§ 42 A lei disporá sobre a iniciativa popular no processo legislativo estadual.

Art. 28.** A eleição do Governador e do Vice-Governador de Estado, para mandato


de quatro anos, realizar-se-á no primeiro domingo de outubro, em primeiro turno, e no
último domingo de outubro, em segundo turno, se houver, do ano anterior ao do
ténnino do mandato de seus antecessores, e a posse ocorrerá em primeiro de janeiro
do ano subseqüente, observado, quanto ao mais, o disposto no art.n.
§ 12 Perderá o mandato o Governador que assumir outro cargo ou função na
administração pública direta ou indireta, ressalvada a posse em virtude de concurso
público. e observado o disposto no art. 38, I, IV e V.
§ 22 Os subsídios do Governador, do Vice-Governador e dosSecretários de Estado
serão fixados por lei de iniciativa da Assembléia Legislativa, observado o que dispõem
os arts. 37, XI, 39, § 42,150,11,153, m, e 153, § 22, I.

'" EC n2 1192 e EC n2 19/98.


*'" EC nQ 16/97 e EC n2 19/98.

Da Organização do Estado 165


CAPÍ1lJLON
Dos Municípios
Art. 29.* O Município reger-se-á por lei orgânica, votada em dois turnos, com o
interstício mínimo de dez dias, e aprováda por dois terços dos membros da Câmara
Municipal, que a pronrolgará, atendidos os princípios estabelecidos nesta Constituição,
na Constituição do respectivo Estado e os seguintes preceitos:
I - eleição do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Vereadores, para mandato de
quatro anos, mediante pleito direto e simultâneo realizado em todo o País;
Il- eleição do Prefeito e do Vice-Prefeito realizada no primeiro domingo de
outubro do ano anterior ao término do mandato dos que devam suceder, aplicadas as
regras do art. 77 no caso de Municípios com mais de duzentos mil eleitores;
III - posse do Prefeito e do Vice-Prefeito no dia l~ de janeiro do ano subse-
qüente ao da eleição;
N - número de Vereadores proporcional à população do Município, observados
os seguintes limites:
a) mínimo de nove e máximo de vinte e um nos Municípios de até um milhão
de habitantes;
b) mínimo de trinta e três e máximo de quarenta e um nos Municípios de mais
de um milhão e menos de cinco milhões de habitantes;
c) mínimo de quarenta e dois e máximo de cinqüenta e cinco nos Municípios
de mais de cinco milhões de habitantes;
. V - subsídios do Prefeito, do Vice-Prefeito e dos Secretários Municipais fixados
por lei de iniciativa da Câmara MUIÚcipal, observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39,
§ 4~, 150, n, 153, m, e 153, § 2~, I;
VI - o subsídio dos Vereadores será fIxado pelas respectivas Câmaras
Municipais em cada legislatura para a subseqüente, observado o que dispõe esta
Constituição, observados os critérios estabelecidos na respectiva Lei Orgânica e os
seguintes limites máximos:
a) em Municípios de até dez mil habitantes, o subsídio máximo dos Vereadores
corresponderá a vinte por cento do subsídio dos Deputados Estaduais;
b) em Municípios de dez mil e um a cinqüenta mil habitantes, o subsídio
máximo dos Vereadores corresponderá a trinta por cento do subsídio dos
Deputados Estaduais;
c) em Municípios de cinqüenta mil e um a cem mil habitantes, o subsídio
máximo dos Vereadores corresponderá a quarenta por cento do subsídio
dos Deputados Estaduais;
d) em Municípios de cem mil e um a trezentos mil habitantes, o subsídio
máximo dos Vereadores corresponderá a cinqüenta por cento do subsídio
dos Deputados Estaduais;
e) em Municípios de trezentos mil e um a quinhentos mil habitantes, o subsí-
dio máximo dos Vereadores corresponderá a sessenta por cento do subsí-
dio dos Deputados Estaduais;

• EC n~ 1/92, EC n~ 16/97, EC n~ 19/98 e EC il~ 25/2000.

166 Constituição da República Federativa do Brasil


Arts. 29 a 29-A

j) em Municípios de mais de quinhentos mil habitantes, o subsídio máximo


dos Vereadores corresponderá a setenta e cinco por cento do subsídio dos
Deputados Estaduais;
VII - o total da despesa com a remuneração dos Vereadores hão poderá
ultrapassar o montante de cinco por cento da rec.eita do Município;
VIII - inviolabilidade dos Vereadores por suas opiniões, palavras e votos no
exercício do mandato e na circunscrição do Município;
IX - proibições e incoJP.patibilidades, no exercício da vereança, similares, no
que couber, ao disposto nesta Constituição para os membros do Congresso Nacional
e na Constituição do respectivo Estado para os membros da Assembléia Legislativa;
X - julgamento do Prefeito perante o Tribunal de Justiça;
XI - organização das funções legislativas e fiscalizadoras da Câmara Municipal;
XII - cooperação das associações representativas no planejamento municipal;
XIII - iniciativa popular de projetos de lei de interesse específico do Município,
da cidade ou de bairros, através de manifestação de, pelo menos, cinco por cento do
eleitorado;
XIV - perda do mandato do Prefeito, nos termos do art. 28, parágrafo único l •

Art. 29-A.· O total da despesa do Poder Legislativo Municipal, incluídos os


subsídios dos Vereadores e excluídos os gastos com inativos, não poderá ultrapassar
os seguintes percentuais, relativos ao somatório da receita tributária e das transferên-
cias previstas no § 52 do art. 153 e nos arts. 158 e 159, efetivamente realizado no
exerêício anterior:
I - oito por cento para Municípios com população de até cem mil habitantes;
11 - sete por cento para Municípios com população entre cem mil e um e trezen-
tos mil habitantes;
III - seis por cento para Municípios com população entre trezentos mil eum
e quinhentos mil habitantes;
IV - cinco por cento para Municípios com população acima de quinhentos mil
habitantes.
§ 12 A Câmara Municipal não gastará mais de setenta por cento de sua receita com
folha de pagamento, incluído o gasto com o subsídio de seus Vereadores.
§ 22 Constitui crime de responsabilidade do Prefeito Municipal:
I - efetuar repasse que supere os limites defmidos neste artigo;
11 - não enviar o repasse até o dia vinte de cada mês; ou
III - enviá-lo a menor em relação à proporção fixada na Lei Orçamentária.
§ 32 Constitui crime de responsabilidade do Presidente da Câmara Municipal o
desrespeíto ao § 12 deste artigo.

1 Leia-se "§ 12", por força do disposto na EC n2 19/98, art. 22,


... EC n2 25/2000.

Da Organização do Estado 167


Art. 30. Compete aos Municípios:
I - legislar sobre assuntos de interesse local;
11 - suplementar a legislação federal e a estadual no que couber;
III - instituir e arrecadar os tributos de sua competência, bem como aplicar
suas rendas, sem prejuízo da obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes
nos prazos fIxados em lei;
IV - criar, organizar e suprimir Distritos, observada a legislação estadual;
V - organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concessão ou permissão,
os serviços públicos de interesse local, incluído o de transporte coletivo, que tem
caráter essencial;
VI - manter, com a cooperação técnica e fmanceira da União e do Estado,
programas de educação pré-escolar e de ensino fundamental;
Vli- prestar, com a cooperação técnica e fmanceira da União e do Estado,
serviços de atendimento à saúde da população;
VIII - promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante
planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupação do solo urbano;
IX - promover a proteção do patrimônio histórico-cultural local, observada a
legislação e a ação fiscalizadora federal e estadual.
Art. 31. A fiscalização do Município será exercida pelo Poder Legislativo munici-
pal, mediante controle externo, e pelos sistemas de controle interno do Poder Executi-
vo municipal, na forma da lei.
§ 1~ O controle externo da Câmara Municipal será exercido com o auxílio dos
Tribunais de Contas dos Estados ou do Município ou dos Conselhos ou Tribunais de
Contas dos Municípios, onde houver.
§ 2~ O parecer prévio, emitido pelo órgão competente, sobre as contas que o
Prefeito deve anualmente prestar, só deixará de prevalecer por decisão de dois terços
dos membros da Câmara Municipal.
§ 3~ As contas dos Municípios ficarão, durante sessenta dias, anualmente, à
disposição de qualquer contribuinte, para exame e apreciação, o qual poderá questio-
nar-lhes a legitimidade, nos termos da lei.
§ 4~ É vedada a criação de tribunais, Conselhos ou órgãos de contas municipais.

CAPÍTULO V
Do Distrito Federal
e dos Territórios

SEÇÃO I
Do Distrito Federal

Art. 32. O Distrito Federal, vedada sua divisão em Municípios, reger-se-á por lei
orgânica, votada em dois turnos com interstício mínimo de dez dias, e aprovada por
dois terços da Câmara Legislativa, que a promulgará, atendidos os princípios estabe-
lecidos nesta Constituição.

168 Constituiçõo da República Federativa do Brasil


Arts. 30 a 34

§ 12 Ao Distrito Federal são atribuídas as competências legislativas reservadas


aos Estados e Municípios. .
§ 22 A eleição do Governador e do Vice-Governador, observadas as regras do art.
77, e dos Deputados Distritais coincidirá com a dos Governadores e Deputados Esta-
duais, para mandato de igual duração.
§ 32 Aos Deputados Distritais e à Câmara Legislativa aplica-se o disposto no art. 27.
§ 42 Lei federal disporá sobre a utilização, pelo Governo do Distrito Federal, das
polícias civil e militar e do corpo de bombeiros militar.

SEçÃon
Dos Territórios
Art. 33. A lei disporá sobre a organização administrativa ejudiciária dos Territórios.
§ 1 Os Territórios poderão ser divididos em Municípios, aos quais se aplicará,
2
no que couber, o disposto no Capítulo IV deste Título.
§ 22 As contas do Governo do Território serão submetidas ao Congresso Nacional,
com parecer prévio do Tribunal de Contas da União.
§ 32 Nos Territórios Federais com mais de cem mil habitantes, além do Governador,
nomeado na forma desta. Constituição, haverá órgãos judiciários de primeira e segunda
instâncias, membros do Ministério Público e defensores públicos federais; a lei disporá
sobre as eleições para a Câmara Territorial e sua competência deliberativa.

CAPÍTULO VI
Da Intervenção

Art. 34.* A União não intervirá nos Estados nem no Distrito Federal, exceto para:
I - manter a integridade nacional;
11 - repelir invasão estrangeira ou de uma unidade da Federação em outra;
III - pôr termo a grave comprometimento da ordem pública;
. IV - garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes nas unidades da
Federação;
V - reorganizar as fmanças da unidade da Federação que:
a) suspender o pagamento da dívida fundada por mais de dois anos conse·
cutivos, salvo motivo de força maior;
b) deixar de entregar aos Municípios receitas tributárias fixadas nesta Cons-
tituição dentro dos ~razos estabelecidos em lei;
VI - prover a execução de lei federal, ordem ou decisão judicial;
VII - assegurar a observ,cia dos seguintes princípios constitucionais:
a) forma republicana, sistema representativo e regime democrático;

• EC n!! 14/96 e EC n2 29/2000.

Da Organização do Estado 169


b) direitos da pessoa humana;
c) autonomia municipal;
.d) prestação de contas da administração pública, direta e indireta;
e) aplicação do mínimo exigido da receita resultante de impostos estaduais,
compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e desen-
volvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde.
Art. 35. * O Estado nao intervirá emseus-Municípios, nem-a União nes-Municípios
localizados em Território Federal, exceto quando:
I - deixm- de ser paga, sem motivo de força maior, por dois anos consecutivos,
a dívida fundada;
11 - não forem prestadas contas devidas, na forma da lei;
III - não tiver sido aplicado o mínimo exigido da receita municipal na manuten-
ção e desenvolvimento do ensino e nas ações e serviços públicos de saúde;
IV - o Tribunal de Justiça der provimento a representação para assegurar a
observância de princípios indicados na Constituição estadual, ou para prover a
execução de lei, de ordem ou de decisão judicial.
Art. 36. A decretação da intervenção dependerá:
I - no caso do art. 34, IV, de solicitação do Poder Legislativo ou do Poder
Executivo coacto ou impedido, ou de requisição do Supremo Tribunal Federal, se a
coação for exercida contra o Poder Judiciário;
11 - no caso de desobediência a ordem ou decisão judiciária, de requisição do
Supremo Tribunal Federal, do Superior Tribunal de Justiça ou do Tribunal Superior
Eleitoral;
III - de provimento, pelo Supremo Tribunal Federal, de representação do
Procurador-Geral da República, na hipótese do art. 34, VII;
IV - de provimento, pelo Superior Tribunal de Justiça, de representação do
Procurador-Geral da República, no caso de recusa à execução de lei federal.
§ 1º O decreto de intervenção, que especificará a amplitude, o prazo e as condições
de execução e que,se couber, nomeará o interventor, será submetido à apreciação do
Congresso Nacional ou da Assembléia Legislativa do Estado, no prazo de vinte e
quatro horas.
§ 22 Se não estiver funcionando o Congresso Nacional ou a Assembléia Legislativa,
far-se-á convocação extraordinária, no mesmo prazo de vinte e quatro horas.
§ 3º Nos casos do art. 34, VI e VII, ou do art. 35, IV, dispensada a apreciaçlo pelo
Congresso Nacional ou pela Assembléia Legislativa, o decreto limitar·se·á a suspen·
der a execução do ato impugnado, se essa medida bastar ao restabelecimento da
normalidade.
§ 42 Cessados os motivos da intervençlo, as autoridades afastadas de Seul car-
gos a estes voltarlo, salvo impedimento lesal.

• EC ni 29/2000.

170 Conltltuic;Oo da República F.deratlvo do Brasil


Arts. 34 a 37

CAPÍTULO VII
Da Administração Pública

SEÇÃO I
Disposições Gerais

Art. 37.* A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da


União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedeceráam.princípios de
legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte:
I - os cargos, empregos e funções públicas são acessíveis aos brasileiros que
preencham os requisitos estabelecidos em lei, assim como aos estrangeiros, na forma
da lei;
11 - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia
em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a
complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomea-
ções para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração;
111- o prazo de validade do concurso público será de até dois anos, prorrogável
uma vez, por igual período;
IV - durante o prazo improrrogável previsto no edital de convocação, aquele
aprovado em concurso público de provas ou de provas e títulos será convocado com
pri()ridade sobre novos concursados para assumir cargo ou emprego, na carreira;
V - as funções de confiança, exercidas exclusivamente por servidores ocupan-
tes de cargo efetivo, e os cargos em comissão, a serem preenchidos por servidores de
carreira nos casos, condições e percentuais mínimos previstos em lei, destinam-se
apenas às atribuições de direção, chefia e assessoramento;
VI - é garantido ao servidor público civil o direito à livre associação sindical;
VII - o direito de greve será exercido nos termos e nos limites definidos em lei
específica;
VIII - a lei reservará percentual dos cargos e empregos públicos para as pessoas
portadoras de deficiência e definirá os critérios de sua admissão;
IX -- a lei estabelecerá os casos de contratação por tempo determinado para
atender a necessidade temporária de excepcional interesse público;
X - a remuneração dos servidores públicos e o subsídio de que trata o § 4~ do
art. 39 somente poderão ser fixados ou alterados por lei específica, observada a ini-
ciativaprivativa em cada caso, assegurada revisão geral anual, sempre na mesma data
e sem distinção de indices;
XI - a remuneração e o subsídio dos ocupantes de cargos, funções e empre-
gos públicos da administração direta, autárquica e fundacional, dos membros de
qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios,
dos detentores de mandato eletivo e dos demais agentes políticos e os proventos,

• EC n!! 18/98, EC nQ 19/98 e EC nQ 20/98.

Da Organização do Estado 171


pensões ou outra espécie remuneratória, percebidos cumulativamente ou não, inclu-
ídas as vantagens pessoais ou de qualquer outra natureza, não poderão exceder o
subsídio mensal, em espécie, dos Ministros do Supremo Tribunal Federal;
XII - os vencimentos dos cargos do Poder Legislativo e do Poder Judiciário
não poderão ser superiores aos pagos pelo Poder Executivo;
XIII - é vedada a vinculação ou equiparação de quaisquer espécies remunera-
tórias para o efeito de remuneração de pessoal do serviço público;
XIV - os acréscimos pecuniários percebidos por servidor público não serão
computados nem acumulados para fms de concessão de acréscimos ulteriores;
XV - o subsídio e os vencimentos dos ocupantes de cargos e empregos
públicos são irredutíveis, ressalvado o disposto nos incisos XI e XIV deste artigo e
nos arts. 39, §~, 150,11, 153,III,e 153, § 2Q,I;
XVI - é vedada a acumulação remunerada de cargos públicos, exceto, quando
houver compatibilidade de horários, observado em qualquer caso odisposto no
inciso XI:
a) a de dois cargos de professor;
b) a de um cargo de professor com outro, técnico ou científico;
c) a de dois cargos privativos de médico;
XVII - a proibição de acumular estende-se a empregos e funções e abrange
autarquias, fundações, empresas públicas, sociedades de economia mista, suas
subsidiárias, e sociedades controladas, direta ou indrretamente, pelo poder público;
XVIII - a administração fazendária e seus servidores fiscais terão, dentro de
suas áreas de competência e jurisdição, precedência sobre os demais setores adminis-
trativos, na forma da lei;
XIX - somente por lei específica poderá ser criada autarquia e autorizada a
instituição de empresa pública, de sociedade de economia mista e de fundação, cabendo
à lei complementar, neste último caso, defmir as áreas de sua atuação;
XX - depende de autorização legislativa, em cada caso, a criação de subsidiárias
das entidades mencionadas no inciso anterior, assim como a participação de qualquer
delas em empresa privada;
XXI - ressalvados os casos especificados na legislação, as obras, serviços,
compras e alienações serão contratados mediante processo de licitação pública que
assegure igualdade de condições a todos os concorrentes, com cláusulas que estabeleçam
obrigações de pagamento, mantidas as condições efetivas da proposta, nos termos
da lei, o qual somente permitirá as exigências de qualificação técnica e econômica
indispensáveis à garantia do cumprimento das obrigações.
§ lQ A publicidade dos atos, programas, obras, serviços e campanhas dos ór-
gãos públicos deverá ter caráter educativo, informativo ou de orientação social, dela
não podendo constar nomes, símbolos ou imagens que caracterizem promoção pes-
soal de autoridades ou servidores públicos.
§ 2Q A não-observância do disposto nos incisos 11 e III implicará a nulidade do
ato e a punição da autoridade responsável, nos termos da lei.

172 Constituição da República Federativa do Brasil


Arts. 37 e 38

§ 3!! A lei disciplinará as formas de participação do usuário na administração


pública direta e indireta, regulando especialmente:
I - as reclamações relativas à prestação dos serviços públicos em geral, asse-
guradas a manutenção de serviços de atendimento ao usuário e a avaliação periódica,
externa e interna, da qualidade dos serviços;
11 - o acesso dos usuários a registros administrativos e a informações sobre
atos de governo, observado o disposto no art. 52, X e XXXIII;
III - a disciplina da representação contra o exercício negligente ou abusivo de
cargo, emprego ou função na administração pública.
§ 4!! Os atos de improbidade administrativa importarão a suspensão dos direitos
políticos, a perda da função pública, a indisponibilidade dos bens e o ressarcimento
ao erário, na forma e gradação previstas em lei, sem prejuízo da ação penal cabível.
§ 52 A lei estabelecerá os prazos de prescrição para ilícitos praticados por qualquer
agente, servidor ou não, que causem prejuízos ao erário, ressalvadas as respectivas
ações de ressarcimento.
§ 62 As pessoas jurídicas de direito público e as de direito privado prestadoras
de serviços públicos responderão pelos danos que seus agentes, nessa qualidade,
causarem a terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável nos
casos de dolo ou culpa.
§ 7!! A lei disporá sobre os requisitos e as restrições ao ocupante de cargo ou
emprego da administração direta e indireta que possibilite o acesso a informações
privilegiadas.
§ 8!! A autonomia gerencial, orçamentária e fmanceira dos órgãos e entidades da
administração direta e indireta poderá ser ampliada mediante contrato, a ser firmado
entre seus administradores e o poder público, que tenha por objeto a fixação de metas
de desempenho para o órgão ou entidade, cabendo à lei dispor sobre:
I - o prazo de duração do contrato;
11 - os controles e critérios de avaliação de desempenho, direitos, obrigações
e responsabilidade dos dirigentes;
III - a remuneração do pessoal.
§ 9!! O disposto no inciso XI aplica-se às empresas públicas e às sociedades de
economia mista e suas subsidiárias, que receberem recursos da União, dos Estados,
do Distrito Federal ou dos Municípios para pagamento de despesas de pessoal ou de
custeio em geral.
§ 10. É vedada a percepção simultânea de proventos de aposentadoria decorrentes
do art. 40 ou dos arts. 42 e 142 com a remuneração de cargo, emprego ou função
pública, ressalvados os cargos acumuláveis na forma desta Constituição, os cargos
eletivos e os cargos em comissão declarados em lei de livre nomeação e exoneração.

Art. 38.* Ao servidor público da administração direta, autárquica e fundacional,


no exercício de mandato eletivo, aplicam-se as seguintes disposições:

• EC nº 19/98.

Da Organização do Estado
173
I - tratando-se de mandato eletivo federal, estadual ou distrital, ficará afastado
de seu cargo, emprego ou função;
11 - investido no mandato de Prefeito, será afastado do cargo, emprego ou
função, sendo-lhe facultado optar pela sqa remuneração;
III - investido no mandato de Vereador, havendo compatibilidade de horários,
perceberá as vantagens de seu cargo, emprego ou função, sem prejuízo da remuneração
do cargo eletivo, e, não havendo compatibilidade, será aplicada a norma do inciso
anterior;
IV - em qualquer caso que exija o afastamento para o exercício de mandato
eletivo, seu tempo de serviço será contado para todos os efeitos legais, exceto para
promoção por merecimento;
V - para efeito de beneficio previdenciário, no caso de afastamento, os valores
serão determinados como se no exercício estivesse.

SEçÃon
Dos Servidores Públicos*
Art. 39.** A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios instituirão
conselho de política de administração e remuneração de pessoal, integrado por servi-
dores designados pelos respectivos Poderes.
§ 12 A fixação dos padrões de vencimento e dos demais componentes do sistema
remuneratório observará:
I - a natureza, o grau de responsabilidade e a complexidade dos cargos
componentes de cada carreira;
11 - os requisitos para a investidura;
III - as peculiaridades dos cargos.
§ 22 A União, os Estados e o Distrito Federal manterão escolas de governo para a
formação e o aperfeiçoamento dos servidores públicos, constituindo-se a participação
nos cursos um dos requisitos para a promoção na carreira, facultada, para isso, a celebra-
ção de convênios ou contratos entre os entes federados.
§ 32 Aplica-se aos servidores ocupantes de cargo público o disposto no art.
72, IV, VII, VllI, IX, XII, Xln, :xv, XVI, xvn, XVIn, XIX,:XX, XXII e:XXX, podendo
a lei estabelecer requisitos diferenciados de admissão quando a natureza do
cargo o exigir.
§ 42 O membro de Poder, o detentor de mandato eletivo, os Ministros de Estado
e os Secretários Estaduais e Municipais serão remunerados exclusivamente por sub-
sídio fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação, adicional,
abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória, obedecido, em
qualquer caso, o disposto no art. 37, X e XI. .
§ 52 Lei da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios poderá
estabelecer a relação entre a maior e a menor remuneração dos servidores públicos,
obedecido, em qualquer caso, o disposto no art. 37, XI.

• EC nQ 18/98.
•• EC nQ 19/98.

174 Constituição da República Federativa do Brasil


Arts. 38 a 40

§ 62 Os Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário publicarão anualmente os


valores do subsídio e da remuneração dos cargos e empregos públicos.
§ 72 Lei da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios disciplinará
a aplicação de recursos orçamentários provenientes da economia com despesas
correntes em cada órgão, autarquia e fundação, para aplicação no desenvolvimento de
programas de qualidade e produtividade, treinamento e desenvolvimento, modernização,
reaparelhamento e racionalização do serviço público, inclusive sob a forma de adicional
ou prêmio de produtividade.
§ 82 A remuneração dos seÍvidores públicos organizados em carreira poderá ser
fixada nos termos do § 4!i.

Art. 40.* Aos servidores titulares de cargos efetivos da União, dos Estados, do
Distrito Federal e dos Municípios, incluídas suas autarquias e fundações, é assegura-
do regime de previdência de caráter contributivo, observados critérios que preservem
o equilíbrio fmanceiro e atuarial e o disposto neste artigo.
§ 12 Os servidores abrangidos pelo regime de previdência de que trata este artigo
serão aposentados, calculados os seus proventos a partir dos valores fixados na
forma do § 32:
I - por invalidez permanente, sendo os proventos proporcionais ao tempo de
contribuição, exceto se decorrente de acidente em serviço, moléstia profissional ou
doença grave, contagiosa ou incurável, especificada em lei;
11 - compulsoriamente, aos setenta anos de idade, com proventos proporcionais
ao tempo de contribuição;
m- voluntariamente, desde que cumprido tempo mínimo de dez anos de efetivo
exercício no serviço público e cinco anos no cargo efetivo em que se dará a aposenta-
doria, observadas as seguintes condições:
a) sessenta anos de idade e trinta e cinco de contribuição, se homem, e
cinqüenta e cinco anos de idade e trinta de contribuição, se mulher;
b) sessenta e cinco anos de idade, se homem, e sessenta anos de idade, se
mulher, com proventos proporcionais ao tempo de contribuição.
§ 22 Os proventos de aposentadoria e as pensões, por ocasião de sua conces-
são, não poderão exceder a remuneração do respectivo servidor, no cargo efetivo em
que se deu a aposentadoria ou que serviu de referência para a concessão da pensão.
§ 32 Os proventos da aposentadoria, por ocasião da sua concessão, serão cal-
culados com base na remuneração do servidor no cargo efetivo em que se der a
aposentadoria e, na forma da lei, corresponderão à totalidade da remuneraçijo.
§ 42 É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão
de aposentadoria aos abrangidos pelo regime de que trata este artigo, ressalvados os
casos de atividades exercidas exclusivamente sob condições especiais que prejudi-
quem a saúde ou a integridade física, definidos em lei complementar.
§ 52 Os requisitos de idade e de tempo de contribuição serão reduzidos em cinco
anos, em relação ao disposto no § 12, I1I, a, para o professor que comprove exclusiva-

'" EC n2 3/93 e EC n2 20/98.

Da Organização do Estado
175
mente tempo de efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no
ensino fundamental e médio.
§ 6~ Ressalvadas as aposentadorias decorrentes dos cargos acumuláveis na forma
desta Constituição, é vedada a percepção de mais de uma aposentadoria à conta do
regime de previdência previsto neste artigo.
§ 7~ Lei disporá sobre a concessão do beneficio da pensão por morte, que será igual
ao valor dos proventos do servidor falecido ou ao valor dos proventos a que teria direito
o servidor em atividade na data de seu falecimento, observado o disposto no § 3~.
§ 8~ Observado o disposto no art. 37, XI, os proventos de aposentadoria e pensões
serão revistos na mesma proporção e na mesma data, sempre que se modificar a
remuneração dos servidores em atividade, sendo também estendidos aos aposenta-
dos e aos pensionistas quaisquer beneficios ou vantagens posteriormente concedi-
das aos servidores em atividade, inclusive quando decorrentes da transformação ou
reclassificação do cargo ou função em que se deu a aposentadoria ou que serviu de
referência para a concessão da pensão, na forma da lei.
§ 9~ O tempo de contribuição federal, estadual ou municipal será contado para efei-
to de aposentadoria e o tempo de serviço correspondente para efeito de disponibilidade.
§ 10. A lei não poderá estabelecer qualquer forma de contagem de tempo de
contribuição fictício.
§ 11. Aplica-se o limite fixado no art. 37, XI, à soma total dos proventos de inati-
vidade, inclusive quando decorrentes da acumulação de cargos ou empregos públicos,
bem como de outras atividades sujeitas a contribuição para o regime geral de previ-
dência social, e ao montante resultante da adição de proventos de inatividade com
remuneração de cargo acumulável na forma desta Constituição, cargo em comissão
declarado em lei de livre nomeação e exoneração, e de cargo eletivo.
§ 12. Além do disposto neste artigo, o regime de previdência dos servidores
públicos titulares de cargo efetivo observará, no que couber, os requisitos e critérios
fixados para o regime geral de previdência social.
§ 13. Ao servidor ocupante, exclusivamente, de cargo em comissão declarado em
lei de livre nomeação e exoneração bem como de outro cargo temporário ou de emprego
público, aplica-se o regime geral de previdência social.
§ 14. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios, desde que instituam
regime de previdência complementar para os seus respectivos servidores titulares de·
cargo efetivo, poderão fixar, para o valor das aposentadorias e pensões a serem con-
cedidas pelo regime de que trata este artigo, o limite máximo estabelecido para os
beneficios do regime geral de previdência social de que trata o art. 20 I.
§ 15. Observado o disposto no art. 202, lei complementar disporá sobre as normas
gerais para a instituição de regime de previdência complementar pela União, Estados,
Distrito Federal e Municípios, para atender aos seus respectivos servidores titulares
de cargo efetivo.
§ 16. Somente mediante sua prévia e expressa opção, o disposto nos §§ 14 e 15
poderá ser aplicado ao servidor que tiver ingressado no serviço público até a data da
publicação do ato de instituição do correspondente regime de previdência comple-
mentar.

Constituição da República Federativa do Brasil


176
Arts. 40 a 43

Art. 41.* São estáveis após três anos de efetivo exercício os servidores nomeados
para cargo de provimento efetivo em virtude de concurso público.
§ 12 O servidor público estável só perderá o cargo:
I - em virtude de sentença judicial transitada em julgado;
11 - mediante processo administrativo em que lhe seja assegurada ampla defesa;
III - mediante procedimento de avaliação periódica de desempenho, na forma
de lei complementar, assegurada ampla defesa.
§ 22 Invalidada por sentença judicial a demissão do servidor estável, será ele
reintegrado, e o eventual ocupante da vaga, .se estável, reconduzido ao cargo de
origem, sem direito a indenização, aproveitado em outro cargo ou posto em disponibi-
lidade com remuneração proporcional ao tempo de serviço.
§ 32 Extinto o cargo ou declarada a sua desnecessidade, o servidor estável ficará
em disponibilidade, com remuneração proporcional ao tempo de serviço, até seu ade-
quado aproveitamento em outro cargo.
§ 42 Como condição para a aquisição da estabilidade, é obrigatória a avaliação
especial de desempenho por comissão instituída para essa fmalidade.

SEçÃom
Dos Militares dos Estados,
do Distrito Federal e dos Territórios*'"

Art. 42.*** Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares,


instituições organizadas com base na hierarquia e disciplina, são militares dos Estados,
do Distrito Federal e dos Territórios.
§ 12 Aplicam-se aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios,
além do que vier a ser fixado em lei, as disposições do art. 14, § 82; do art. 40, § 92; e do
art. 142, §§ 22 e 32, cabendo a lei estadual específica dispor sobre as matérias do art.
142, § 32, inciso X, sendo as patentes dos oficiais conferidas pelos respectivos gover-
nadores.
§ 2 2 Aos militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios e a seus
pensionistas, aplica-se o disposto no art. 40, §§ 72 e 82.

SEÇÃO IV
Das Regiões

Art. 43. Para efeitos administrativos, a União poderá articular sua ação em um mesmo
complexo geoeconômico e social, visando a seu desenvolvimento e à redução das
desigualdades regionais.

• EC nQ 19/98.
•• EC nQ 18/98.
••• EC n2 3/93, EC nQ 18/98 e EC nQ 20/98.

Da Organização do Estado 177


§ I~ Lei complementar disporá sobre:
I - as condições para integração de regiões em desenvolvimento;
11 - a composição dos organismos regionais que executarão, na forma da lei, os
planos regionais, integrantes dos planos nacionais de desenvolvimento econômico e
social, aprovados juntamente com estes.
§ 2~ Os incentivos regionais compreenderão, além de outros, na forma da lei:
I - igualdade de tarifas, fretes, seguros e outros itens de custos e preços de
responsabilidade do poder público;
11 - juros favorecidos para fmanciamento de atividades prioritárias;
III - isenções, reduções ou diferimento temporário de tributos federais devidos
por pessoas fisicas ou juridicas;
IV - prioridade para o aproveitamento econQmico e social dos rios e das massas
de água represadas ou represáveis nas regiões de baixa renda, sujeitas a secas
periódicas.
§ 3~ Nas áreas a que se refere o § 2Q, IV, a União incentivará a recuperação de
terras áridas e cooperará com os pequenos e médios proprietários rurais para o esta-
belecimento, em suas glebas, de fontes de água e de pequena irrigação.

178 Constituiçõo da República Federativa do Brasil


TíTULO IV
Da Organização dos Poderes

CAPÍTULO I
Do Poder Legislativo

SEÇÃO I
Do Congresso Nacional

Art. 44. O Poder Legislativo é exercido pelo Congresso Nacional, que se compõe
da Câmara dos Deputados e do Senado Federal.
Parágrafo único. Cada legislatura terá a duração de quatro anos.
Art. 45. A Câmara dos Deputados compõe-se de representantes do povo, eleitos,
pelo sistema proporcional, em cada Estado, em cada Território e no Distrito Federal.
§ I ~ O número total de Deputados, bem como a representação por Estado e pelo
Distrito Federal, será estabelecido por lei complementar, proporcionalmente à população,
procedendo-se aos ajustes necessários, no ano anterior às eleições, para que nenhuma
daquelas unidades da Federação tenha menos de oito ou mais de setenta Deputados.
§ 2~ Cada Território elegerá quatro Deputados.
Art. 46. O Senado Federal compõe-se de representantes dos Estados e do Distrito
Federal, eleitos segundo o princípio majoritário.
§ I~ Cada Estado e o Distrito Federal elegerão três Senadores, com mandato de
oito anos.
§ 2~ A representação de cada Estado e do Distrito Federal será renovada de quatro
em quatro anos, alternadamente, por um e dois terços.
§ 3~ Cada Senador será eleito com dois suplentes.
Art. 47. Salvo disposição constitucional em contrário, as deliberações de cada Casa
e de suas comissões serão tomadas por maioria dos votos, presente a maioria absoluta
de seus membros.

SEÇÃO 11
Das Atribuições do Congresso Nacional

Art. 48.* Cabe ao Congresso Nacional, com a sanção do Presidente da República,


não exigida esta para o especificado nos arts. 49,51 e 52, dispor sobre todas as matérias
de competência da União, especialmente sobre:
I - sistema tributário, arrecadação e distribuição de rendas;
11 - plano plurianual, diretrizes orçamentárias, orçamento anual, operações de
crédito, dívida pública e emissões de curso forçado;

• EC 0 2 19/98.

Do Organização dos Poderes 179


III - fixação e modificação do efetivo das Forças Armadas;
IV - planos e programas nacionais, regionais e setoriais de desenvolvimento;
V - limites do território nacional, espaço aéreo e maritimo e bens do domínio
da União;
VI - incorporação, subdivisão ou desmembramento de áreas de Territórios ou
Estados, ouvidas as respectivas Assembléias Legislativas;
VII - transferência temporária da sede do Governo Federal;
VIII - concessão de anistia;
IX - organização administrativa, judiciária, do Ministério Público e da Defen-
soria Pública da União e dos Territórios e organização judiciária, do Ministério Público
e da Defensoria Pública do Distrito Federal;
X - criação, transformação e extinção de cargos, empregos e funções públicas;
XI - criação, estruturação e atribuições dos Ministérios e órgãos da adminis-
tração pública;
XII - telecomunicações e radiodifusão;
XIII - matéria fmanceira, cambial e monetária, instituições fmanceiras e suas
operações;
XIV - moeda, seus limites de emissão, e montante da dívida mobiliária federal;
XV - fixação do subsídio dos Ministros do Supremo Tribunal Federal, por lei
de iniciativa conjunta dos Presidentes da República, da Câmara dos Deputados, do
Senado Federal e do Supremo Tribunal Federal, observado o que dispõem os arts. 39,
§ 4Q, 150,11,153, I1I, e 153, § 2Q, I.
Art. 49.* É da competência exclusiva do Congresso Nacional:
I - resolver defmitivamente sobre tratados, acordos ou atos internacionais que
acarretem encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional;
11 - autorizar o Presidente da República a declarar guerra, a celebrar a paz, a
permitir que forças estrangeiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam
temporariamente, ressalvados os casos previstos em lei complementar;
III - autorizar o Presidente e o Vice-Presidente da República a se ausentarem
do País, quando a ausência exceder a quinze dias;
IV - aprovar o estado de defesa e a intervenção federal, autorizar o estado de
sítio, ou suspender qualquer uma dessas medidas;
V - sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder
regulamentar ou dos limites de delegação legislativa;
VI - mudar temporariamente sua sede;
VII - fixar idêntico subsídio para os Deputados Federais e os Senadores,
observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39. § 4 Q, 150,11,153, I1I, e 153, § 2 Q, I;
VIII - fixar os subsídios do Presidente e do Vice-Presidente da República e
dos Ministros de Estado, observado o que dispõem os arts. 37, XI, 39, § 4Q, 150,11,
153, I1I, e 15?, § 2Q, I;

• EC nQ 19/98.

180 Constituição da República Federativa do Brasil


Arts. 48 a 51

IX - julgar anualmente as contas prestadas pelo Presidente da República e


apreciar os relatórios sobre a execução dos planos de governo;
X - fiscalizar e controlar, diretamente, ou por qualquer de suas Casas, os atos
do Poder Executivo, incluídos os da admínistração indireta;
XI - zelar pela preservação de sua competência legislativa em face da atribuição
normativa dos outros Poderes;
XII - apreciar os atos de concessão e renovação de concessão de emissoras de
rádio e televisão;
XIII - escolher dois terços dos membros do Tribunal de Contas da União;
XIV - aprovar iniciativas do Poder Executivo referentes a atividades nucleares;
XV - autorizar referendo e convocar plebiscito;
XVI - autorizar, em terras indígenas, a exploração e o aproveitamento de
recursos hídricos e a pesquisa e lavra de riquezas minerais;
XVII - aprovar, previamente, a alienação ou concessão de terras públicas com
área superior a dois mil e quinhentos hectares.
Art. 50.* A Câmara dos Deputados e o Senado Federal, ou qualquer de suas co-
missões, poderão convocar Ministro de Estado ou quaisquer titulares de órgãos dire-
tamente subordinados à Presidência da República para prestarem, pessoalmente,
informações sobre assunto previamente determinado, importando em crime de respon-
sabilidade a ausência sem justificação adequada.
§ 12 Os Ministros de Estado poderão comparecer ao Senado Federal, à Câmara
dos Deputados ou a qualquer de suas comissões, por sua iniciativa e mediante enten-
dimentos com a Mesa respectiva, para expor assunto de relevância de seu Ministério.
§ 22 As Mesas da Câmara dos Deputados e do Senado Federal poderão encaminhar
pedidos escritos de informação a Ministros de Estado ou a qualquer das pessoas referidas
no caput deste artigo, importando em crime de responsabilidade a recusa, ou o não-
atendimento no prazo de trinta dias, bem como a prestação de informações falsas.

SEÇÃO III
Da Câmara dos Deputados

Art. 51.** Compete privativamente à Câmara dos Deputados:


I - autorizar, por dois terços de seus membros, a instauração de processo contra
o Presidente e o Vice-Presidente da República e os Ministros de Estado;
11 - proceder à tomada de contas do Presidente da República, quando não apre-
sentadas ao Congresso Nacional dentro de sessenta dias após a abertura da sessão
legislativa;
III - elaborar seu regimento interno;

* ECR n2 2/94.
** EC n2 19/98.

Da Organização dos Poderes 181


IV - dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, transfor-
mação ou extinção dos cargos, empregos e funções de seus serviços, e a iniciativa de
lei para fixação da respectiva remuneração, observados os parâmetros estabelecidos
na lei de diretrizes orçamentárias;
V - eleger membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII.

SEÇÃO IV
Do Senado Federal

Art. 52.* Compete privativamente ao Senado Federal:


I - processar e julgar o Presidente e o Vice-Presidente da República nos crimes
de responsabilidade, bem como os Ministros de Estado e os Comandantes da Marinha,
do Exército e da Aeronáutica nos crimes da mesma natureza conexos com aqueles;
11 - processar e julgar os Ministros do Supremo Tribunal Federal, o Procurador-
Geral da República e o Advogado-Geral da União nos crimes de responsabilidade;
III - aprovar previamente, por voto secreto, após argüição pública, a escolha de:
a) magistrados, nos casos estabelecidos nesta Constituição;
b) Ministros do Tribunal de Contas_da União indicados pelo Presidente da .
República;
c) Governador de Território;
d) presidente e diretores do Banco Central;
e) Procurador-Geral da República;
f) titulares de outros cargos que a lei determinar;
IV - aprovar previamente, por voto secreto, após argüição em sessão secreta,
a escolha dos chefes de missão diplomática de caráter permanente;
V - autorizar operações externas de natureza fmanceira, de interesse da União,
dos Estados, do Distrito Federal, dos Territórios e dos Municípios;
VI - fixar, por proposta do Presidente da República, limites globais para o
montante da dívida consolidada da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos
Municípios;
VII - dispor sobre limites globais e condições para as operações de crédito
externo e interno da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, de suas
autarquias e demais entidades controladas pelo poder público federal;
VIII - dispor sobre limites e condições para a concessão de garantia da União
em operações de crédito externo e interno;
IX - estabelecer limites globais e condições para o montante da dívida mobi-
liária dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
X - suspender a execução, no todo ou em parte, de lei declarada inconstitu-
cional por decisão defmitiva do Supremo Tribunal Federal;

... EC nQ 19/98 e EC nQ 23/99.

182 Constituição da República Federativa do Brasil


Arts. 51 a 54

XI - aprovar, por maioria absoluta e por voto secreto, a exoneração, de ofício,


do Procurador-Geral da República antes do término de seu mandato;
XII - elaborar seu regimento interno;
XIII - dispor sobre sua organização, funcionamento, polícia, criação, trans-
formação ou extinção de cargos, empregos e funções de seus serviços, e a iniciativa
de lei para a fixação da respectiva remuneração, observados os parâmetros estabeleci-
dos na lei de diretrizes orçamentárias;
XIV - eleger membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII.
Parágrafo único. Nos casos previstos nos incisos I e 11, funcionará como Presi-
dente o do Supremo Tribunal Federal, limitando-se a condenação, que somente será
proferida por dois terços dos votos do Senado Federal, à perda do cargo, com inabili-
tação, por oito anos, para o exercício de função pública, sem prejuízo das demais
sanções judiciais cabíveis.

SEÇÃO V
Dos Deputados e dos Senadores

Art. 53. Os Deputados e Senadores são invioláveis por suas opiniões, palavras e votos.
§ 12 Desde a expedição do diploma, os membros do Congresso Nacional não
poderão ser presos, salvo em flagrante de crime inafiançável, nem processados crimi-
nalmente sem prévia licença de sua Casa.
§ 22 O indeferimento do pedido de licença ou a ausência de deliberação suspende
a prescrição enquanto durar o mandato.
§ 32 No caso de flagrante de crime inafiançável, os autos serão remetidos, dentro
de vinte e quatro horas, à Casa respectiva, para que, pelo voto secreto da maioria de
seus membros, resolva sobre a prisão e autorize, ou não, a formação de culpa.
§ 42 Os Deputados e Senadores serão submetidos a julgamento perante o Supre-
mo Tribunal Federal.
§ 52 Os Deputados e Senadores não serão obrigados a testemunhar sobre infor-
mações recebidas ou prestadas em razão do exercício do mandato, nem sobre as pessoas
que lhes confiaram ou deles receberam informações.
§ 62 A incorporação às Forças Armadas de Deputados e Senadores, embora mili-
tares e ainda que em tempo de guerra, dependerá de prévia licença da Casa respectiva.
§ 72 As imunidades de Deputados ou Senadores subsistirão durante o estado de
sítio, só podendo ser suspensas mediante o voto de dois terços dos membros da Casa
respectiva, nos casos de atos, praticados fora do recinto do Congresso, que sejam
incompatíveis com a execução da medida.

Art. 54. Os Deputados e Senadores não poderão:


I - desde a expedição do diploma:
a) firmar ou manter contrato com pessoa jurídica de direito público, autarquia,
empresa pública, sociedade de economia mista ou empresa concessionária de
serviço público, salvo quando o contrato obedecer a cláusulas uniformes;

Da Organização dos Poderes 183


b) aceitar ou exercer cargo, função ou emprego remunerado, inclusive os de
que sejam demissíveis ad nutum, nas entidades constantes da alínea anterior;
II - desde a posse:
a) ser proprietários, controladores ou diretores de empresa que goze de favor
decorrente de contrato com pessoa jurídica de direito público, ou nela
exercer função remunerada;
b) ocupar cargo ou função de que sejam demissíveis ad nutum, nas entidades
referidas no inciso I, a;
c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se
refere o inciso I, a;
d) ser titulares de mais de um cargo ou mandato público eletivo.

Art. 55. * Perderá o mandato o Deputado ou Senador:


I - que infringir qualquer das proibições estabelecidas no artigo anterior;
II - cujo procedimento for declarado incompatível com o decoro parlamentar;
III - que deixar de comparecer, em cada sessão legislativa, à terça parte das
sessões ordinárias da Casa a que pertencer, salvo licença ou missão por esta autorizada;
IV - que perder ou tiver suspensos os direitos políticos;
.V - quando o decretar a Justiça Eleitoral, nos casos previstos nesta Constituição;
VI - que sofrer condenação criminal em sentença transitada em julgado.
§ 1Q É incompatível com o decoro parlamentar, além dos casos defmidos no regi-
mento interno, o abuso das prerrogativas asseguradas a membro do Congresso Nacional
ou a percepção de vantagens indevidas.
§ 2 Q Nos casos dos incisos I, 11 e VI, a perda do mandato será decidida pela Câmara
dos Deputados ou pelo Senado Federal, por voto secreto e maioria absoluta, mediante
provQcação da respectiva Mesa ou de partido político representado no Congresso
Nacional, assegurada ampla defesa.
§ 3Q Nos casos previstos nos incisos III a V, a perda será declarada pela Mesa da
Casa respectiva, de oficio ou mediante provocação de qualquer de seus membros ou
de partido político representado no Congresso Nacional, assegurada ampla defesa.
§ 4Q A renúncia de parlamentar submetido a processo que vise ou possa levar à
perda do mandato, nos termos deste artigo, terá seus efeitos suspensos até as delibera-
ções finais de que tratam os §§ 2Q e 3Q•

Art. 56. Não perderá o mandato o Deputado ou Senador:


I - investido no cargo de Ministro de Estado, Governador de Território, Se-
cretário de Estado, do Distrito Federal, de Território, de Prefeitura de capital ou chefe
de missão diplomática temporária;
II - licenciado pela respectiva Casa por motivo de doença, ou para tratar, sem
remuneração, de interesse particular, desde que, neste caso, o afastamento não ultra-
passe cento e vinte dias por sessão legislativa.
,
* ECR n~ 6/94.

184 Constituição da República Federativa do Brasil


Arts. 54 a 57

§ 12 O suplente será convocado nos casos de vaga, de investidura em funções


previstas neste artigo ou de licença superior a cento e vinte dias.
§ 22 Ocorrendo vaga e não havendo suplente, far-se-á eleição para preenchê-la se
faltarem mais de quinze meses para o término do mandato.
§ 32 Na hipótese do inciso I, o Deputado ou Senador poderá optar pela remuneração
do mandato.

SEÇÃO VI
Das Reuniões

Art. 57.* O Congresso Nacional reunir-se-á, anualmente, na Capital Federal, de


15 de fevereiro a 30 de junho e de 12 de agosto a 15 de dezembro.
§ 12 As reuniões marcadas para essas datas serão transferidas para o primeiro dia
útil subseqüente, quando recaírem em sábados, domingos ou feriados.
§ 22 A sessão legislativa não será interrompida sem a aprovação do projeto de lei
de diretrizes orçamentárias.
§ 32 Além de outros casos previstos nesta Constituição, a Câmara dos Deputados
e o Senado Federal reunir-se-ão em sessão conjunta para:
I - inaugurar a sessão legislativa;
11 - elaborar o regimento comum e regular a criação de serviços comuns às
duas Casas;
III- receber o compromisso do Presidente e do Vice-Presidente da República;
IV - conhecer do veto e sobre ele deliberar.
§ 42 Cada uma das Casas reunir-se-á em sessões preparatórias, a partir de 12 de
fevereiro, no primeiro ano da legislatura, para a posse de seus membros e eleição das
respectivas Mesas, para mandato de dois anos, vedada a recondução para o mesmo
cargo na eleição imediatamente subseqüente.
§ 52 A Mesa do Congresso Nacional será presidida pelo Presidente do Senado
Federal, e os demais cargos serão exercidos, alternadamente, pelos ocupantes de cargos
equivalentes na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
§ 62 A convocação extraordinária do Congresso Nacional far-se-á:
I - pelo Presidente do Senado Federal, em caso de decretação de estado de defesa
ou de intervenção federal, de pedido de autorização para a decretação de estado de sítio
e para o compromisso e a posse do Presidente e do Vice-Presidente da República;
11 - pelo Presidente da República, pelos Presidentes da Câmara dos Deputados e
do Senado Federa!, ou a requerimento da maioria dos membros de ambas as Casas, em
caso de urgência ou interesse público relevante.
§ 72 Na sessão legislativa extraordinária, o Congresso Nacional somente delibe-
rará sobre a matéria para a qual foi convocado, vedado o pagamento de parcela inde-
nizatória em valor superior ao do subsídio mensal.

* EC n2 19/98.

Da Organização dos Poderes 185


SEÇÃO VII
Das Comissões

Art. 58. O Congresso Nacional e suas Casas terão comissões permanentes e tem-
porárias, constituídas na forma e com as atribuições previstas no respectivo regimen-
to ou no ato de que resultar sua criação.
§ l~ Na constituição das Mesas e de cada comissão, é assegurada, tanto quanto
possível, a representação proporcional dos partidos ou dos blocos parlamentares que
participam da respectiva Casa.
§ 2~ Às comissões, em razão da matéria de sua competência, cabe:
I - discutir e votar projeto de lei que dispensar, na forma do regimento, a com-
petência do plenário, salvo se houver recurso de um décimo dos membros da Casa;
11 - realizar audiências públicas com entidades da sociedade civil;
III - convocar Ministros de Estado para prestar informações sobre assuntos
inerentes a suas atribuições;
IV - receber petições, reclamações, representações ou queixas de qualquer
pessoa contra atos ou omissões das autoridades ou entidades públicas;
V - solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidadão;
VI - apreciar programas de obras, planos nacionais, regionais e setoriais de
desenvolvimento e sobre eles emitir parecer.
§ 3~ As comissões parlamentares de inquérito, que terão poderes de investigação
próprios das autoridades judiciais, além de outros previstos nos regimentos das respectivas
Casas, serão criadas pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal, em conjunto ou
separadamente, mediante requerimento de um terço de seus membros, para a apuração
de fato determinado e por prazo certo, sendo suas conclusões, se for o caso, encaminhadas
ao Ministério Público, para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores.
§ 4 Q Durante o recesso, haverá uma comissão representativa do Congresso
Nacional, eleita por suas Casas na última sessão ordinária do período legislativo, com
atribuições defmidas no regimento comum, cuja composição reproduzirá, quanto pos-
sível, a proporcionalidade da representação partidária.

SEÇÃO VIII
Do Processo L1egislativo

SUBSEÇAoI
Disposição Geral

Art. 59. O processo legislativo compreende a elaboração de:


I - emendas à Constituição;
11 - leis complementares;
III - leis ordinárias;
IV - leis delegadas;
V - medidas provisórias;

186 Constituição da República Federativa do Brasil


Arts. 58 a 61

VI - decretos legislativos;
VII - resoluções.
Parágrafo único. Lei complementar disporá sobre a elaboração, redação,
alteração e consolidação das leis.

SUBSEÇÃO 11
Da Emenda à Constituição
Art. 60. A Constituição poderá ser emendada mediante proposta:
I - de um terço, no mínimo, dos membros da Câmara dos Deputados ou do
Senado Federal;
11 - do Presidente da República;
IH - de mais da metade das Assembléias Legislativas das unidades da
Federação, manifestando-se, cada uma delas, pela maioria relativa de seus membros.
§ 12 A Constituição não poderá ser emendada na vigência de intervenção federal,
de estado de defesa ou de estado de sítio.
§ 22 A proposta será discutida e votada em cada Casa do Congresso Nacional, em
dois turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, três quintos dos votos
dos respectivos membros.
§ 32 A emenda à Constituição será promulgada pelas Mesas da Câmara dos De-
putados e do Senado Federal, com o respectivo número de ordem.
§ 42 Não será objeto de deliberação a proposta de emenda tendente a abolir:
I - a fonna federativa de Estado;
11 - o voto direto, secreto, universal e periódico;
III - a separação dos Poderes;
IV - os direitos e garantias individuais.
§ 52 A matéria constante de proposta de emenda rejeitada ou havida por prejudi-
cada não pode ser objeto de nova proposta na mesma sessão legislativa.

SUBSEÇÃO III
Das Leis

Art. 61.* A iniciativa das leis complementares e ordinárias cabe a qualquer mem-
bro ou' comissão da Câmara dos Deputados, do Sen~,do Federal ou do Congresso
Nacional, ao Presidente da República, ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais
Superiores, ao Procurador-Geral da República e aos cidadãos, na forma e nos casos
previstos nesta Constituição.
§ 12 São de iniciativa privativa do Presidente da República as leis que:
1- ftxem ou modiftquem os efetivos das Forças Armadas;
H - disponham sobre:

• EC 0 2 18/98.

Da Organização dos Poderes 187


a) criação de cargos, funções ou empregos públicos na administração direta
e autárquica ou aumento de sua remuneração;
b) organização administrativa e judiciária, matéria tributária e orçamentária,
serviços públicos e pessoal da administração dos Territórios;
c) servidores públicos da União e Territórios, seu regime jurídico, provimento
de cargos, estabilidade e aposentadoria;
d) organização do Ministério Público e da Defensoria Pública da União, bem
como normas gerais para a organização do Ministério Público e da Defen-
soria Pública dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios;
.e) criação, estruturação e atribuições dos Ministérios e órgãos da administração
pública;
f) militares das Forças Armadas, seu regime jurídico, provimento de cargos,
promoções, estabilidade, remuneração, reforma e transferência para a re-
serva.
§ 2 A iniciativa popular pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos De-
2
putados de projeto de lei subscrito por, no mínimo, um por cento do eleitorado nacio-
nal, distribuído pelo menos por cinco Estados, com não menos de três décimos por
cento dos eleitores de cada um deles.
Art. 62. Em caso de relevância e urgência, o Presidente da República poderá ado-
tar medidas provisórias, com força de lei, devendo submetê-las de imediato ao
Congresso Nacional, que, estando em recesso, será convocado extraordinariamente
para se reunir no prazo de cinco dias.
Parágrafo único. As medidas provisórias perderão eficácia, desde a edição, se
não forem convertidas em lei no prazo de trinta dias, a partir de sua publicação, devendo
o CongreSso Nacional disciplinar as relações jurídicas delas decorrentes.
Art. 63. Não será admitido aumento da despesa prevista:
I - nos projetos de iniciativa exclusiva do Presidente da República, ressalvado
o disposto no art. 166, §§ 32 e 4 2 ;
11 - nos projetos sobre organização dos serviços administrativos da Câmara
dos Deputados, do Senado Federal, dos tribunais federais e do Ministério Público.

Art. 64. A discussão e votação dos projetos de lei de iniciativa do Presidente da


República, do Supremo Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores terão início na
Câmara dos Deputados.
§ 12 O Presidente da República poderá solicitar urgência para apreciação de
projetos de sua iniciativa.
§ 22 Se, no caso do parágrafo anterior, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal
não se manifestarem, cada qual, sucessivamente, em até quarenta e cinco dias, sobre
a proposição, será esta incluída na ordem do dia, sobrestando-se a deliberação quanto
·aos demais assuntos, para que se ultime a votação.
§ 32 A apreciação das emendas do Senado Federal pela Câmara dos Deputados far-
se-á no prazo de dez dias, observado quanto ao mais o disposto no parágrafo anterior.

Constituição da República Federativa do Brasil


188
Arts. 61 a 68

§ 42 Os prazos do § 22 não correm nos períodos de recesso do Congresso Nacional,


nem se aplicam aos projetos de código.

Art. 65. O projeto de lei aprovado por uma Casa será revisto pela outra, em um só
turno de discussão e votação, e enviado à sanção ou promulgação, se a Casa revisora
o aprovar, ou arquivado, se o rejeitar.
Parágrafo único. Sendo o projeto emendado, voltará à Casa iniciadora.
Art. 66. A Casa na qual tenha sido concluída a votação enviará o projeto de lei ao
Presidente da República, que, aquiescendo, o sancionará.
§ 12 Se o Presidente da República considerar o projeto, no todo ou em parte,
inconstitucional ou contrário ao interesse público, vetá-lo-á total ou parcialmente, no
prazo de quinze dias úteis, contados da data do recebírnento, e comunicará, dentro de
quarenta e oito horas, ao Presidente do Senado Federal os motivos do veto.
§ 22 O veto parcial somente abrangerá texto integral de artigo, de parágrafo, de
inciso ou de alínea.
§ 32 Decorrido o prazo de quinze dias, o silêncio do Presidente da República
importará sanção.
§ 42 O veto será apreciado em sessão conjunta, dentro de trinta dias a contar de
seu recebimento, só podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Deputa-
dos e Senadores, em escrutínio secreto.
§ 52 Se o veto não for mantido, será o projeto enviado, para promulgação, ao
Presidente da República.
§ 62 Esgotado sem deliberação o prazo estabelecido no § 42, o veto será colocado
na ordem do dia da sessão imediata, sobrestadas as demais proposições, até sua vota-
ção final, ressalvadas as matérias de que trata o art. 62, parágrafo único.
§ 72 Se a lei não for promulgada dentro de quarenta e oito horas pelo Presidente
da República, nos casos dos §§ 32e 52, o Presidente do Senado a promulgará, e, se este
não o fizer em igual prazo, caberá ao Vice-Presídente do Senado faze-lo.
Art. 67. A matéria constante de projeto de lei rejeitado somente poderá constituir
objeto de novo projeto, na mesma sessão legislativa, mediante proposta da maioria
absoluta dos membros de qualquer das Casas do Congresso Nacional.

Art. 68. As leis delegadas serão elaboradas pelo Presidente da República, que de-
verá solicitar a delegação ao Congresso Nacional.
§ 12 Não serão objeto de delegação os atos de competência exclusiva do Congresso
Nacional, os de competência privativa da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal,
a matéria reservada à lei complementar, nem a legislação sobre:
I - organização do Poder Judiciário e do Ministério Público, a carreira e a
garantia de seus membros;
11 - nacionalidade, cidadania, direitos individuais, políticos e eleitorais;
III - planos plurianuais, diretrizes orçamentárias e orçamentos.

Da Organização dos Poderes 189


§ 2~ A delegação ao Presidente da República terá a fonna de resolução do Con-
gresso Nacional, que especificará seu conteúdo e os tennos de seu exercício.
§ 3~ Se a resolução detenninar a apreciação do projeto pelo Congresso Nacional,
este a fará em votação única, vedada qualquer emenda.

Art. 69. As leis complementares serão aprovadas por maioria absoluta.

SEÇÃO IX
Da Fiscalização Contábil,
Financeira e Orçamentária

Art. 70.* A fiscalização contábil, fmanceira, orçamentária, operacional e patrimonial


da União e das entidades da administração direta e indireta, quanto à legalidade, legi-
timidade, economicidade, aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exer-
cida pelo Congresso Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema de controle
interno de cada Poder.
Parágrafo único. Prestará contas qualquer pessoa física ou jurídica, pública ou
privada, que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiros, bens e valores
públicos ou pelos quais a União responda, ou que, em nome desta, assuma obrigações
de natureza pecuniária.
Art. 71. O controle externo, a cargo do Congresso Nacional, será exercido com o
auxílio do Tribunal de Contas da União, ao qual compete:
I - apreciar as contas prestadas anualmente pelo Presidente da República,
mediante parecer prévio, que deverá ser elaborado em sessenta dias a contar de seu
recebimento;
11 - julgar as contas dos administradores e demais responsáveis por dinheiros,
bens e valores públicos da administração direta e indireta, incluídas as fundações e
sociedades instituídas e mantidas pelo poder público federal, e as contas daqueles que
derem causa a perda, extravio ou outra irregularidade de que resulte prejuízo ao erário
publico;
III - apreciar, para fms de registro, a legalidade dos atos de admissão de pessoal,
a qualquer título, na administração direta e indireta, incluídas as fundações instituídas e
mantidas pelo poder público, excetuadas as nomeações para cargo de provimento em
comissão, bem como a das concessões de aposentadorias, refonnas e pensões, ressalva-
das as melhorias posteriores que não alterem o fundamento legal do ato concessório;
IV - realizar, por iniciativa própria, da Câmara dos Deputados, do Senado
Federal, de comissão técnica ou de inquérito, inspeções e auditorias de natureza
contábil, fmanceira, orçamentária, operacional e patrimonial, nas unidades adminis-
trativas dos Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, e demais entidades referidas
no inciso 11;
V - fiscalizar as contas nacionais das empresas supranacionais de cujo capital
social a União participe, de fonna direta ou indireta, nos tennos do tratado constitutivo;

* EC nQ 19/98.

190 Constituição da República Federativa do Brasil


Arts. 68 a 73

VI - fiscalizar a aplica, u de quaisquer recursos repassados pela União,


mediante convênio, acordo, ajuste ou outros instrumentos congêneres, a Estado, ao
Distrito Federal ou a Município;
VII - prestar as informações solicitadas pelo Congresso Nacional, por qualquer
de suas Casas, ou por qualquer das respectivas comissões, sobre a fiscalização contábil,
financeira, orçamentária, operacional e patrimonial e sobre resultados de auditorias e
inspeções realizadas;
VIII - aplicar aos respopsáveis, em caso de ilegalidade de despesa ou irregu-
laridade de contas, as sanções previstas em lei, que estabelecerá, entre outras
cominações, multa proporcional ao dano causado ao erário;
IX - assinar prazo para que o órgão ou entidade adote as providências neces-
sárias ao exato cumprimento da lei, se verificada ilegalidade;
X - sustar, se não atendido, a execução do ato impugnado, comunicando a
decisão à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal;
XI - representar ao Poder competente sobre irregularidades ou abusos apurados.
§ 12 No caso de contrato, o ato de sustação será adotado diretamente pelo Congresso
Nacional, que solicitará, de imediato, ao Poder Executivo as medidas cabíveis.
§ 22 Se o Congresso Nacional ou o Poder Executivo, no prazo de noventa dias,
não efetivar as medidas previstas no parágrafo anterior, o Tfibunal decidirá a respeito.
§ 32 As decisões do Tribunal de que resulte imputação de débito ou multa terão
eficácia de título executivo.
§ ·42 O Tribunal encaminhará ao Congresso Nacional, trimestral e anualmente,
relatório de suas atividades.
Art. 72. A comissão mista permanente a que se refere o art. 166, § 12 , diante de
indícios de despesas não autorizadas, ainda que sob a forma de investimentos não
programados ou de subsídios não aprovados, poderá solicitar à autoridade governa-
mental responsável que, no prazo de cinco dias, preste os esclarecimentos necessários.
§ ~ Não prestados os ese-lareeime-nte&;-ou-ronsiderados estes insuficientes, a
comissão solicitará ao Tribunal pronunciamento conclusivo sobre a matéria, no prazo
de trinta dias.
§ 22 Entendendo o Tribunal irregular a despesa, a comissão, se julgar que o gasto
possa causar dano irreparável ou grave lesão à economia pública, proporá ao Congresso
Nacional sua sustação.
Art. 73.* O Tribunal de Contas da União, integrado por nove Ministros, tem sede
no Distrito Federal, quadro próprio de pessoal e jurisdição em todo o território naci-
onal, exercendo, no que couber, as atribuições previstas no art. 96.
§ 12 Os Ministros do Tribunal de Contas da União serão nomeados dentre brasi-
leiros que satisfaçam os seguintes requisitos:
I - mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade;

* EC n2 20/98.

Da Organização dos Poderes 191


11 - idoneidade moral e reputação ilibada;
III - notórios conhecimentos juridicos, contábeis, econômicos e fmanceiros
ou de administração pública;
IV - mais de dez anos de exercício de função ou de efetiva atividade profISsional
que exija os conhecimentos mencionados no inciso anterior.
§ 22 Os Ministros do Tribunal de Contas da União serão escolhidos:
I - um terço pelo Presidente da República, com aprovação do Senado Federal,
sendo dois alternadamente dentre auditores e membros do Ministério Público junto
ao Tribunal, indicados em lista tríplice pelo Tribunal, segundo os critérios de antigui-
dade e merecimento;
11 - dois terços pelo Congresso Nacional.
§ 32
Os Ministros do Tribunal de Contas da União terão as mesmas garantias,
prerrogativas, impedimentos, vencimentos e vantagens dos Ministros do Superior
Tribunal de Justiça, aplicand0-se-lhes, quanto à aposentadoria e pensão, as normas
constantes do art. 40.
§ 42 O auditor, quando em substituição a Ministro, terá as mesmas garantias e
impedimentos do titular e, quando no exercício das demais atríbuições da judicatura,
as de juiz de Tribunal Regional Federal.

Art. 74. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judiciário manterão, de forma inte-


grada, sistema de controle interno com a fmalidade de:
I - avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execução
dos programas de governo e dos orçamentos da União;
11 - comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto à eficácia e eficiência,
da gestão orçamentária, financeira e patrimonial nos órgãos e entidades da adminis-
tração federal, bem como da aplicação de recursos públicos por entidades de direito
privado;
III - exercer o controle das operações de crédito, avais e garantias, bem como
dos direitos e haveres da União;
IV - apoiar o controle externo no exercício de sua missão institucional.
§ 12 Os responsáveis pelo controle interno, ao tomarem conhecimento de qualquer
irregularidade ou ilegalidade, dela darão ciência ao Tribunal de Contas da União, sob
pena de responsabilidade solidária.
§ 22 Qualquer cidadão, partido político, associação ou sindicato é parte legítima
para, na forma da lei, denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de
Contas da União.
Art. 75. As normas estabelecidas nesta Seção aplicam-se, no que couber, à organi-
zação, composição e fiscalização dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito
Federal, bem como dos Tribunais e Conselhos de Contas dos Municípios.
Parágrafo único. As Constituições estaduais disporão sobre os Tribunais de
Contas respectivos, que serão integrados por sete conselheiros.

192 Constituição da República Federativa do Brasil


Arts. 73 a ao

CAPÍTULO 11
Do Poder Executivo
SEÇÃO I
Do Presidente e do
Vice-Presidente da República

Art. 76. O Poder Executivo é exercido pelo Presidente da República, auxiliado


pelos Ministros de Estado.

Art. 77.* A eleição do Presidente e do Vice-Presidente da República realizar-se-á,


simultaneamente, no primeiro domingo de outubro, em primeiro turno, e no último
domingo de outubro, em segundo turno, se houver, do ano anterior ao do término do
mandato presidencial vigente.
§ l~ A eleição do Presidente da República importará a do Vice-Presidente com
ele registrado.
§ 2~ Será considerado eleito Presidente o candidato que, registrado por partido polí-
tico, obtiver a maioria absoluta de votos, não computados os em branco e os nulos.
§ 3~ Se nenhum candidato alcançar maioria absoluta na primeira votação, far-se-
á nova eleição em até vinte dias após a proclamação do resultado, concorrendo os
dois candidatos mais votados e considerando-se eleito aquele que obtiver a maioria
dos votos válidos.
§ 4~ Se, antes de realizado o segundo turno, ocorrer morte, desistência ou impedi-
mento legal de candidato, convocar-se-á, dentre os remanescentes, o de maior votação.
§ 5~ Se, na hipótese dos parágrafos anteriores, remanescer, em segundo lugar, mais
de um candidato com a mesma votação, qualificar-se-á o mais idoso.
Art. 78. O Presidente e o Vice-Presidente da República tomarão posse em sessão
do Congresso Nacional, prestando o compromisso de manter, defender e cumprir a
Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a
união, a integridade e a independência do Brasil.
Parágrafo único. Se, decorridos dez dias da data fixada para a posse, o Presi-
dente ou o Vice-Presidente, salvo motivo de força maior, não tiver assumido o cargo,
este será declarado vago.
Art. 79. Substituirá o Presidente, no caso de impedimento, e suceder-lhe-á, no de
vaga, o Vice-Presidente.
Parágrafo único. O Vice-Presidente da República, além de outras atribuições
que lhe forem conferidas por lei complementar, auxiliará o Presidente, sempre que
por ele convocado para missões especiais.
Art. 80. Em caso de impedimento do Presidente e do Vice-Presidente, ou vacância
dos respectivos cargos, serão sucessivamente chamados ao exercício da Presidência o
Presidente da Câmara dos Deputados, o do Senado Federal e o do Supremo Tribunal
Federal.

* EC n
Q
16/97.

Da Organização dos Poderes 193


Art. 81. Vagando os cargos de Presidente e Vice-Presidente da República, far-se-
á eleição noventa dias depois de aberta a última vaga.
§ 1~ Ocorrendo a vacância nos últimos áois anos do período presidencial, a eleição
para ambos os cargos será feita trinta dias depois da última vaga, pelo Congresso
Nacional, na forma da lei.
§ 2~ Em qualquer dos casos, os eleitos deverão completar o período de seus ante-
cessores.
Art. 82. * O mandato do Presidente da República é de quatro anos e terá início em
primeiro de janeiro do ano seguinte ao da sua eleição.

Art. 83. O Presidente e o Vice-Presidente da República não poderão, sem licença


do Congresso Nacional, ausentar-se do País por período superior a quinze dias, sob
pena de perda do cargo.

SEÇÃO 11
Das Atribuições do
Presidente da República
Art. 84. ** Compete privativamente ao Presidente da República:
I - nomear e exonerar os Ministros de Estado;
11 - exercer, com o auxílio dos Ministros de Estado, a direção superior da
administração federal;
111 - iniciar o processo legislativo, na forma e nos casos previstos nesta
Constituição;
IV - sancionar, promulgar e fazer publicar as leis, bem como expedir decretos
e regulamentos para sua fiel execução;
V - vetar projetos de lei, total ou parcialmente;
VI - dispor sobre a organização e o funcionamento da administração federal,
na forma da lei;
VII - manter relações com Estados estrangeiros e acreditar seus representantes
diplomáticos;
VIII - celebrar tratados, convenções e atos internacionais, sujeitos a referendo
do Congresso Nacional;
IX - decretar o estado de defesa e o estado de sítio;
X - decretar e executar a intervenção federal;
XI - remeter mensagem e plano de governo ao ,"'ongres!>0 Nacional por oca-
sião da abertura da sessão legislativa, expondo .a situação do País e solicitando as
providências que julgar necessárias;
XII - conceder indulto e comutar penas, com audiência, se necessário, dos
órgãos instituídos em lei;
* ECR n!l5/94 e EC n2 16/97.
** EC n2 23/99.

194 Constituição da República Federativa do Brasil


Arts. 8la 85

XIII - exercer o comando supremo das Forças Armadas, nomear os


Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, promover seus oficiais-ge-
nerais e nomeá-los para os cargos que lhes são privativos;
XIV - nomear, após aprovação pelo Senado Federal, os Ministros do Supremo
Tribunal Federal e dos Tribunais Superiores, os Governadores de Territórios, o Pro-
curador-Geral da República, o presidente e os diretores do Banco Central e outros
servidores, quando determinado em lei;
XV - nomear, observado o disposto no art. 73, os Ministros do Tribunal de
Contas da União;
XVI - nomear os magistrados, nos casos previstos nesta Constituição, e o
Advogado-Geral da União;
XVII - nomear membros do Conselho da República, nos termos do art. 89, VII;
XVIII - convocar e presidir o Conselho da República e o Conselho de Defesa
Nacional;
XIX - declarar guerra, no caso de agressão estrangeira, autorizado pelo Con-
gresso Nacional ou referendado por ele, quando ocorrida no intervalo das sessões legis-
lativas, e, nas mesmas condições, decretar, total ou parcialmente, a mobilização nacional;
XX - celebrar a paz, autorizado ou com o referendo do Congresso Nacional;
XXI - conferir condecorações e distinções honoríficas;
XXII - permitir, nos casos previstos em lei complementar, que forças estran-
geiras transitem pelo território nacional ou nele permaneçam temporariamente;
XXIII - enviar ao Congresso Nacional o plano plurianual, o projeto de lei de
diretrizes orçamentárias e as propostas de orçamento previstas nesta Constituição;
XXIV - prestar, anualmente, ao Congresso Nacional, dentro de sessenta dias
após a abertura da sessão legislativa, as contas referentes ao exercício anterior;
XXV - prover e extinguir os cargos públicos federais, na forma da lei;
XXVI - editar medidas provisórias com força de lei, nos termos do art. 62;
XXVII - exercer outras atribuições previstas nesta Constituição.
Parágrafo único. O Presidente da República poderá delegar as atribuições
mencionadas nos incisos VI, XII e XXV, primeira parte, aos Ministros de Estado, ao
Procurador-Geral da República ou ao Advogado-Geral da União, que observarão os
limites traçados nas respectivas delegações.

SEÇÃO III
Da Responsabilidade
do Presidente da República

Art. 85. São crimes de responsabilidade os atos do .Presidente da República que


atentem contra a Constituição Federal e, especialmente, contra:
I - li existência da União;

Da Organização dos Poderes 195


11 - o livre exercício do Poder Legislativo, do Poder Judiciário, do Ministério
Público e dos Poderes constitucionais das unidades da Federação;
III - o exercício dos direitos políticos, individuais e sociais;
IV - a segurança interna do País;
V - a probidade na administração;
VI - a lei orçamentária;
VII - o cumprimento das leis e das decisões judiciais.
Parágrafo único. Esses crimes serão defmidos em lei especial, que estabelecerá
as nonnas de processo e julgamento.

Art. 86. Admitida a acusação contra o Presidente da República, por dois terços da
Câmara dos Deputados, será ele submetido a julgamento perante o Supremo Tribunal
Federal, nas infrações penais comuns, ou perante o Senado Federal, nos crimes de
responsabilidade.
§ 12 O Presidente ficará suspenso de suas funções:
I - nas infrações penais comuns, se recebida a denúncia ou queixa-crime pelo
Supremo Tribunal Fe::deral;
11 - nos crimes de responsabilidade, após a instauração do processo pelo Senado
Federal.
§ 22 Se, decorrido o prazo de cento e oitenta dias, o julgamento não estiver con-
cluído, cessará o afastamento do Presidente, sem prejuízo do regular prosseguimento
do processo.
§ 32 Enquanto não sobrevier sentença condenatória, nas infrações comuns, o Presi-
dente da República não estará sujeito a prisão.
§ 42 O Presidente da República, na vigência de seu mandato, não pode ser respon-
sabilizado por atos estranhos ao exercício de suas funções.

SEÇÃO IV
Dos Ministros de Estado

Art. 87. Os Ministros de Estado serão escolhidos dentre brasileiros maiores de vinte
e um anos e no exercício dos direitos políticos.
Parágrafo único. Compete ao Ministro de Estado, além de outras atribuições
estabelecidas nesta Constituição e na lei:
I - exercer a orientação, coordenação e supervisão dos órgãos e entidades da
administração federal na área de sua competência e referendar os atos e decretos
assinados pelo Presidente da República;
11 - expedir instruções para a execução das leis, decretos e regulamentos;
III - apresentar ao Presidente da República relatório anual de sua gestão no
Ministério;
IV - praticar os atos pertinentes às atribuições que lhe forem outorgadas ou
delegadas pelo Presidente da República.

Art. 88. A lei disporá sobre a criação, estruturação e atribuições dos Ministérios.

-. Constituiçõo da República Federativa do Brasil


196
Arts. 85 a 91

SEÇÃO V
Do Conselho da República
e do Conselho de Defesa Nacional

SUBSEÇÃO I
Do Conselho da República

Art. 89. O Conselho da República é órgão superior de consulta do Presidente da


República, e dele participam:
I - o Vice-Presidente da República;
11 - o Presidente da Câmara dos Deputados;
III - o Presidente do Senado Federal;
IV - os líderes da maioria e da minoria na Câmara dos Deputados;
V - os líderes da maioria e da minoria no Senado Federal;
VI - o Ministro da Justiça;
VII - seis cidadãos brasileiros natos, com mais de trinta e cinco anos de idade,
sendo dois nomeados pelo Presidente da República, dois eleitos pelo Senado Federal
e dois eleitos pela Câmara dos Deputados, todos com mandato de três anos, vedada a
recondução.

Art. 90. Compete ao Conselho da República pronunciar-se sobre:


I - intervenção federal, estado de defe.sa e estado de sítio;
11 - as questões relevantes para a estabilidade das instituições democráticas.
§ I ~ O Presidente da República poderá convocar Ministro de Estado para participar
da reunião do Conselho, quando constar da pauta questão relacionada com o respectivo
Ministério.
§ 2~ A lei regulará a organização e o funcionamento do Conselho da República.

SUBSEÇÃO 11
Do Conselho de Defesa Nacional

Art. 91. * O Conselho de Defesa Nacional é órgão de consulta do Presidente da


República nos assuntos relacionados com a soberania nacional e a defesa·do Estado
democrático, e dele participam como membros natos:
I - o Vice-Presidente da República;
11 - o Presidente da Câmara dos Deputados;
III - o Presidente do Senado Federal;
IV - o Ministro da Justiça;
V - o Ministro de Estado da Defesa;

* EC n2 23/99.

Da Organização dos Poderes 197


VI - o Ministro das Relações Exteriores;
VII - o Ministro do Planejamento;
VIII - os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica-.
§ I!! Compete ao Conselho de Defesa Nacional:
I - opinar nas hipóteses de declaração de guerra e de celebração da paz, nos
termos desta Constituição;
II - opinar sobre a decretação do estado de defesa, do estado de sítio-e da
intervenção federal;
III - propor os critérios e condições de utilização de áreas indispensáveis à
segurança do território nacional e opinar sobre seu efetivo uso, especialmente na faixa
de fronteira e nas relacionadas com a preservação e a exploração dos recursos naturais
de qualquer tipo;
IV - estudar, propor e acompannar o desenvolvimento de iniciativas necessárias
a garantir a independência nacional e a defesa do Estado democrático.
§ 2!! A lei regulará a organização e o funcionamento do Conselho de Defesa Nacional.

CAPÍTULO III
Do Poder Judiciário
SEÇÃO I
Disposições Gerais

Art. 92. São órgãos do Poder Judiciário:


I - o Supremo Tribunal Federaí;
II - o Superior Tribunal de Justiça;
III - os Tribunais Regionais Federais e Juízes Federais;
IV - os Tribunais e Juízes do Trabalho;
V - os Tribunais e Juízes Eleitorais'
VI - os Tribunais e Juízes Militares;
VII - os Tribunais e Juízes dos Estados e do Distrito Federal e Têrritórios.
Parágrafo único. O Supremo Tribunal Federal e os Tribunais Superiores têm
sede na Capital Federal e jurisdição em todo o território nacional.

Art. 93. * Lei complementar, de iniciativa do Supremo Tribunal Fe<ieral,disporá


sobre o Estatuto da Magistratura, observados os seguintes princípios:
I - ingresso na carreira, cujo cargo inicial será o de juiz substituto, através de
concurso público de provas e títulos, com a participação da Ordem dos Advogados
do Brasil em todas as suas fases, obedecendo-se, nas nomeações, à ordem de
classificação;

* EC 02 19/98 e EC 0 2 20/98.

198 Constituição da República Federoliva.do Brasil


Arts. 91 a 93

II - promoção de entrância para entrância, alternadamente, por antiguidade e


merecimento, atendidas as seguintes normas:
a) é obrigatória a promoção do juiz que figure por três vezes consecutivas ou
cinco alternadas em lista de merecimento;
b) a promoção por merecimento pressupõe dois anos de exercício na respec-
tiva entrância e integrar o juiz a primeira quinta parte da lista de antiguidade
desta, salvo se não houver com tais requisitos quem aceite o lugar vago;
c) aferição do merecimento pelos critérios da presteza e segurança no exercício
da jurisdição e pela freqüência e aproveitamento em cursos reconhecidos
de aperfeiçoamento;
d) na apuração da antiguidade, o tribunal somente poderá recusar o juiz mais
antigo pelo voto de dois terços de seus membros, conforme procedimento
próprio, repetindo-se a votação até fixar-se a indicação;
III - o acesso aos tribunais de segundo grau far-se-á por antiguidade e mereci-
mento, alternadamente, apurados na última entrância ou, onde houver, no Tribunal de
Alçada, quando se tratar de promoção para o Tribunal de Justiça, de acordo com o
inciso II e a classe de origem;
IV - previsão de cursos oficiais de preparação e aperfeiçoamento de
magistrados como requisitos para ingresso e promoção na carreira;
V - o subsídio dos Ministros dos Tribunais Superiores corresponderá a noventa
e cÍllco por cento do subsídio mensal fixado para os Ministros do Supremo Tribunal
Federal e os subsídios dos demais magistrados serão fixados em lei e escalonados, em
nível federal e estadual, conforme as respectivas categorias da estrutura judiciária
nacional, não podendo a diferença entre uma e outra ser superior a dez por cento ou
inferior a cinco por cento, nem exceder a noventa e cinco por cento do subsídio men-
sal dos Ministros dos Tribunais Superiores, obedecido, em qualquer caso, o disposto
nos arts. 37, XI, e 39, § 4~.
VI - a aposentadoria dos magistrados e a pensão de seus dependentes obser-
varão o disposto no art. 40;
VII - o juiz titular residirá na respectiva comarca;
VIII- o ato de remoção, disponibilidade e aposentadoria do magistrado, por
interesse público, fundar-se-á em decisão por voto de dois terços do respectivo tribunal,
assegurada ampla defesa;
IX - todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e
fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei, se o interesse
público o exigir, limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus
advogados, ou somente a estes;
X - as decisões administrativas dos tribunais serão motivadas, sendo as disci-
plinares tomadas pelo voto da maioria absoluta de seus membros;
XI - nos tribunais com número superior a vinte e cinco julgadores, poderá ser
constituído órgão especial, com o mínimo de onze e o máximo de vinte e cínco mem-
bros, para o exercício das atribuições administrativas e jurisdicionais da competência
do tribunal pleno.

Do Organização dos Poderes 199


Art. 94. Um quinto dos lugares dos Tribunais Regionais Federais, dos tribunais
dos Estados, e do Distrito Federal e Territórios será composto de membros do
Ministério Público, com mais de dez anos de carreira, e de advogados de notório
saber jurídico e de reputação ilibada, com mais. de dez anos de efetiva atividade
profissional, indicados em lista sêxtupla pelos órgãos de representação das res-
pectivas classes.
Parágrafo único. Recebidas as indicações, o tribunal formará lista tríplice, en-
viando-a ao Poder Executivo, que, rios vinte dias subseqüentes, escolherá um de seus
integrantes para nomeação.

Art. 95. * Os juízes gozam das seguintes garantias:


I - vitaliciedade, que, no primeiro grau, só será adquirida após dois anos de
exercício, dependendo a perda do cargo, nesse período, de deliberação do-tribunal a
que o juiz estiver vinculado e, nos demais casos, de sentença judicial transitada em
julgado;
11 - inamovibilidade, salvo por motivo de interesse público, na forma do art.
93, VIII;
III - irredutibilidade de subsídio, ressalvado o disposto nos arts. 37, X e XI,
39, § 42,150,11,153, I1I, e 153, § 22, I.
Parágrafo único. Aos juízes é vedado:
I - exercer, ainda que em disponibilidade, outro cargo ou função, salvo uma
de magistério;
11 - receber, a qualquer título ou pretexto, custas ou participação em processo;
III - dedicar-se a atividade político-partidária.

Art. 96. * Compete privativamente:


I - aos tribunais:
a) eleger seus órgãos diretivos e elaborar seus regimentos internos, com ob-
servância das normas de processo e das garantias processuais das partes,
dispondo sobre a competência e o funcionamento dos respectivos órgãos
jurisdicionais e administrativos;
b) organizar suas secretarias e serviços auxiliares e os dosjuízos que lhes
forem vinculados, velando pelo exercício da atividade correicional res-
pectiva;
c) prover, na forma prevista nesta Constituição, os cargos de juiz de carreira
da respectivajurisdição;
d) propor a criação de novas varas judiciárias;
e) prover, por concurso público de provas, ou de provas e títulos, obedecido
o disposto no art. 169, parágrafo único, os cargos necessários à adminis-
tração da justiça, exceto os de confiança assim definidos em lei;

.. EC n~ 19/98.

200 Constituição da República Federativa do Brasil


Arts. 94 a 99

f) conceder licença, férias e outros afastamentos a seus membros e aos juízes


e servidores que lhes forem imediatamente vinculados;
11 - ao Supremo Tribunal Federal, aos Tribunais Superiores e aos Tribunais
de Justiça propor ao Poder Legislativo respectivo, observado o disposto no art. 169:
a) a alteração do número de membros dos tribunais inferiores;
b) a criação e a extinção de cargos e a remuneração dos seus serviços auxi-
liares e dos juízos que lhes forem vinculados, bem como a fIxação do
subsídio de seus membros e dos juízes, inclusive dos tribunais inferiores,
onde houver, ressalvado o disposto no art. 48, XV;
c) a criação ou extinção dos tribunais inferiores;
d) a alteração da organização e da divisão judiciárias;
III - aos Tribunais de Justiça julgar os juízes estaduais edo Distrito Federal e
Territórios, bem como os membros do Ministério Público, nos crimes comuns e de
responsabilidade, ressalvada a competência da Justiça Eleitoral.
Art. 97. Somente pelo voto da maioria absoluta de seus membros ou dos membros
do respectivo órgão especial poderão os tribunais declarar a inconstitucionalidade de
lei ou ato normativo do poder público.
Art. 98.* A União, no Distrito Federal e nos Territórios, e os Estados criarão:
I - juizados especiais, providos por juízes togados, ou togados e leigos, com-
petentes para a conciliação., o julgamento e a execução de causas cíveis de menor
complexidade e infrações penais de menor potencial ofensivo, mediante os procedi-
mentos oral e sumariíssimo, permitidos, nas hipóteses previstas em lei, a transação e
o julgamento de recursos por turmas de juízes de primeiro grau;
11 - justiça de paz, remunerada, composta de cidadãos eleitos pelo voto direto,
universal e secreto, com mandato de quatro anos e competência para, na forma da lei,
celebrar casamentos, verifIcar, de ofício ou em face de impugnação apresentada, o
processo de habilitação e exercer atribuições conciliatórias, sem caráterjurisdicional,
além de outras previstas na legislação.
Parágrafo único. Lei federal disporá sobre a criação de juizados especiais no
âmbito da Justiça Federal.
Art. 99. Ao Poder Judiciário é assegurada autonomia administrativa e fmanceira.
§ 12 Os tribunais elaborarão suas propostas orçamentárias dentro dos limites esti-
pulados conjuntamente com os demais Poderes na lei de diretrizes orçamentárias.
§ 22 O encaminhamento da proposta, ouvidos os outros tribunais interessados,
compete:
I - no âmbito da União, aos Presidentes do Supremo Tribunal Federal e dos
Tribunais Superiores, com a aprovação dos respectivos tribunais;
11 - no âmbito dos Estados e no do Distrito Federal e Territórios, aos Presidentes
dos Tribunais de Justiça, com a aprovação dos respectivos tribunais.

* EC n~ 22/99.

Da Organização dos Poderes 201


Art. 100.* À exceção dos créditos de natureza alimentícia, os pagamentos devidos
pela Fazenda Federal, Estadual ou Municipal, em virtude de sentença judiciária, far-
se-ão exclusivamente na ordem cronológica de apresentação dos precatórios e à conta
dos créditos respectivos, proibida a designação de-CaSOS--OO--àe-pessoas nas dotações
orçamenta:riãs e nos créaitos adicionais abertos para este fim.
§ I ~ É obrigatória a inclusão, no orçamento das entidades de direito público, de
verba necessária ao pagamento de seus débitos oriundos de sentenças transitadas em
julgado, constantes de precatórios judiciários, apresentados até I ~ de julho, fazendo-
se o pagamento até o fmal do exercício seguinte, quando terão seus valores atualiza-
dos monetariamente.
§ l~-A Os débitos de natureza alimentícia compreendem aqueles decorrentes de
salários, vencimentos, proventos, pensões e suas complementações, beneficios previ-
denciários e indenizações por morte ou invalidez, fundadas na responsabilidade civil,
em virtude de sentença transitada em julgado.
.§ 2~ As dotações orçamentárias e os créâíros abertos serão consignados direta-
mente ao Poder Judiciário, cabendo ao Presidente do Tribunal que proferir a decisão
exeqüenda determinar o pagamento segundo as possibilidades do depósito, e autori-
zar, a requerimento do credor, e exclusivamente para0 caso de preterimento de seu
direito de precedência, o seqüestro da quantia necessária à satisfação do débito.
§ 3~ O disposto no caput deste artigo, relativamente à expedição de precatórios,
não se aplica aos pagamentos de obrigações defmidas em lei como de pequeno valor
que a Fazenda Federal, Estadual, Distrital ou Municipal deva fazer em virtude de
sentença judicial transitada em julgado.
§ 4~ A lei poderá fixar valores distintos para o fim previsto no § 3~ deste artigo,
segundo as diferentes capacidades das entidades de direito público.
§ 5~ O Presidente do Tribunal competente que, por ato comissivo ou omissivo,
retardar ou tentar frustrar a liquidação regular de precatório incorrerá em crime de
responsabilidade.

SEÇÃO 11
Do Supremo Tribunal Federal

Art. 101. O Supremo Tribunal Federal compõe-se de onze Ministros, escolhidos


dentre cidadãos com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade,
de notável saber juridico e reputação ilibada.
Parágrafo único. Os Ministros do Supremo Tribunal Federal serão nomeados
pelo Presidente da República, depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta do
Senado Federal.
Art. 102.** Compete ao Supremo Tribunal Federal, precipuamente, a guarda da
Constituição, cabendo-lhe:
I - processar e julgar, originariamente:

• EC n~ 20/98 e EC n~ 30/2000.
•• EC n~ 3/93, EC n~ 22/99 e EC n~ 23/99.

202 Constituição da República Federativa do Brasil


Arts. 100 a 102

a) a ação direta de inconstitucionalidade de lei ou ato normativo federal ou


estadual e a ação declaratória de constitucionalidade de lei ou ato norma-
tivo federal;
b) -nas-infrações-pena1s comuns, o Presidente da República, o Vice-Presidente,
os membros do Congresso Nacional, seus próprios Ministros e o
Procurador-Geral da República;
c) nas infrações penais comuns e nos crimes de responsabilidade, os Ministros
de Estado e os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica,
ressalvado o disposto no art. 52, I, os membros dos Tribunais Superiores,
os do Tribunal de Contas da União e os chefes de missão diplomática de
caráter permanente;
d) o habeas corpus, sendo paciente qualquer das pessoas referidas nas alí-
neas anteriores; o mandado de segurança e o habeas data contra atos do
Presidente da República, das Mesas da.Câmara dos Deputados "O
do rederaf, do Tribunal de Contas da União, do Procurador-Geral da Re-
Sena-

pública e do próprio Supremo Tribunal Federal;


e) o litígio entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e a União, o
Estado, o Distrito Federal ou o Território;
j) as causas e os conflitos entre a União e os Estados, a União e o Distrito
Federal, ou entre uns e outros, inclusive as respectivas entidades da admi-
nistração indireta;
g) a extradição solicitada por Estado estrangeiro;
h) a homologação das sentenças estrangeiras e a concessão do exequatur às
cartas rogatórias, que podem ser conferidas pelo regiment0 interno a seu
Presidente;
i) o habeas corpus, quando o coator for Tribunal Superior ou quando o coa-
tor ou o paciente for autoridade ou funcionário cujos atos estejam sujeitos
diretamente à jurisdição do Supremo Tribunal Federal, ou se trate de cri-
me sujeito à mesma jurisdição em uma única instância;
j) a revisão criminal e a ação rescisória de seus julgados;
/) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade
de suas decisões;
m) a execução de sentença nas causas de sua competência originária, faculta-
da a delegação de atribuições para a prática de atos processuais;
n) a ação em que todos os membros da magistratura sejam direta ou indireta-
mente interessados, e aquela em que mais da metade dos membros do trIbunal
de origem estejam impedidos ou sejam direta ou indiretamente interessados;
o) os conflitos de competência entre o Superior Tribunal de Justiça e quais-
quer tribunais, entre Tribunais Superiores, ou entre estes e qualquer outro
tribunal;
p) o pedido de medida cautelar das ações diretas de inconstitucionalidade;
q) o mandado de injunção, quando a elaboração da norma regulamentadora for
atribuição do Presidente da República, do Congresso Nacional, da Câmara

Da Organização dos Poderes 203


dos Deputados, do Senado Federal, da Mesa de wna dessas Casas Legislativas,
do Tribunal de Contas da União, de um dos Tribunais Superiores, ou do
próprio Supremo Tribunal Federal;
11 - julgar, em recurso ordinário:
a) o habeas corpus, o mandado de segurança, o habeas data e o mandado de
injunção decididos em única instância pelos Tribunais Superiores, se
denegatória a decisão;
b) o crime político;
III - julgar, mediante recurso extraordinário, as causas decididas em única ou
última instância, quando a decisão recorrida:
a) contrariar dispositivo desta Constituição;
b) declarar a inconstitucionalidade de tratado ou lei federal;
c) julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face desta Consti-
tuição.
§ 12 A argüição de descwnprimento de preceito fundamental, decorrente desta Cons-
tituição, será apreciada pelo Supremo Tribunal Federal, na forma da lei.
§ 22 As decisões defmitivas de mérito, proferidas pelo Supremo Tribunal Fede-
ral, nas ações declaratórias de constitucionalidade de lei ou ato normativo federal,
produzirão eficácia contra todos e efeito vinculante, relativamente aos demais órgãos
do Poder Judiciário e ao Poder Executivo.

Art. 103.* Podem propor a ação de inconstitucionalidade:


I - o Presidente da República;
11 - a Mesa do Senado Federal;
III - a Mesa da Câmara dos Deputados;
IV - a Mesa de Assembléia Legislativa;
V - o Governador de Estado;
VI - o Procurador-Geral da República;
VII - o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil;
VIII - partido político com representação no Congresso Nacional;
IX - confederação sindical ou entidade de classe de âmbito nacional.
§ 12 O Procurador-Geral da República deverá ser previamente ouvido nas ações
de inconstitucionalidade e em todos os processos de competência do Supremo Tribunal
Federal.
§ 22 Declarada a inconstitucionalidade por omissão de medida para tornar efetiva
norma constitucional, será dada ciência ao Poder competente para a adoção das
providências necessárias e, em se tratando de órgão administrativo, para fazê-lo em
trinta dias.

• EC n2 3/93.

Constituição da República Federativa do Brasil


204
Arts. 102 a 105

§ 32 Quando o Supremo Tribunal Federal apreciar a inconstitucionalidade, em


tese, de norma legal ou ato normativo, citará, previamente, o Advogado-Geral da
União, que defenderá o ato ou texto impugnado.
§ 42 Ação declaratória de constitucionalidade poderá ser proposta pelo Presidente
da República, pela Mesa do Senado Federal, pela Mesa da Câmara dos Deputados ou
pelo Procurador-Geral da República.

SEÇÃO III
Do Superior Tribunal de Justiça

Art. 104. O Superior Tribunal de Justiça compõe-se de, no mínimo, trinta e três
Ministros.
Parágrafo único. Os Ministros do Superior Tribunal de Justiça serão nomeados
pelo Presidente da República, dentre brasileiros com mais de trinta e cinco e menos
de sessenta e cinco anos, de notável saber jurídico e reputação ilibada, depois de
aprovada a escolha pelo Senado Federal, sendo:
I - um terço dentre juízes dos Tribunais Regionais Federais e um terço dentre
desembargadores dos Tribunais de Justiça, indicados em lista tríplice elaborada pelo
próprio Tribunal;
11 - um terço, em partes iguais, dentre advog~dos e membros do Ministério
Público Federal, Estadual, do Distrito Federal e dos Territórios, alternadamente, indi-
cados na forma do art. 94.
Art. 1OS. * Compete ao Superior Tribunal de Justiça:
I - processar e julgar, originariamente:
a) nos crimes comuns, os Governadores dos Estados e do Distrito Federal, e,
nestes e nos de responsabilidade, os desembargadores dos Tribunais de
Justiça dos Estados e do Distrito Federal, os membros dos Tribunais de
Contas dos Estados e do Distrito Federal, os dos Tribunais Regionais
Federais, dos Tribunais Regionais Eleitorais e do Trabalho, os membros
dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municípios e os do Ministério
Público da União que oficiem perante tribunais;
b) os mandados de segurança e os habeas data contra ato de Ministro de
Estado, dos Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica ou do
próprio Tribunal;
c) os habeas corpus, quando o coator ou paciente for qualquer das pessoas
mencionadas na alínea a, ou quando o coator for tribunal sujeito à sua
jurisdição, Ministro de Estado ou Comandante da Marinha, do Exército
ou da Aeronáutica, ressalvada a competência da Justiça Eleitoral;
d) os conflitos de competência entre quaisquer tribunais, ressalvado o disposto
no art. 102, I, o, bem como entre tribunal e juízes a ele não vinculados e
entre juízes vinculados a tribunais diversos;
e) as revisões criminais e as ações rescisórias de seus julgados;

* EC nQ 22/99 e EC nQ 23/99.

Da Organização dos Poderes


205
j) a reclamação para a preservação de sua competência e garantia da autoridade
de suas decisões;
g) os conflitos de atribuições entre autoridades administrativas e judiciárias
da União, ou entre autoridades judiciárias de um Estado e administrativas
de outro ou do Distrito Federal, ou entre as deste e da União;
h) o mandado de injunção, quando a elaboração da nonna regulamentadora
for atribuição de órgão, entidade ou autoridade federal, da administração
direta ou indireta, excetuados os casos de competência do Supremo Tribunal
Federal e dos órgãós da Justiça Militar, da Justiça Eleitoral, da Justiça do
Trabalho e da Justiça Federal;
11 - julgar, em recurso ordinário:
a) os habeas corpus decididos em única ou última instância pelos Tribunais
Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e
Territórios, quando a decisão for denegatória;
b) os mandados de segurança decididos em única instância pelos Tribunais
Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito Federal e
Territórios, quando denegatória a decisão;
c) as causas em que forem partes Estado estrangeiro ou organismo interna-
cional, de um lado, e, do outro, Município ou pessoa residente ou domici-
liada no País;
III - julgar, em recurso especial, as causas decididas, em única ou última ins-
tância, pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos tribunais dos Estados, do Distrito
Federal e Territórios, quando a decisão recorrida:
a) contrariar tratado ou lei federal, ou negar-lhes vigência;
.. b) julgar válida lei ou ato de governo local contestado em face de lei federal;
c) der a lei federal interpretação divergente da que lhe haja atribuído outro
tribunal.
Parágrafo único. Funcionarájunto ao Superior Tribunal de Justiça o Conselho
da Justiça Federal, cabendo-lhe, na fonna da lei, exercer a supervisão administrativa
e orçamentária da Justiça Federal de primeiro e segundo graus.

SEÇÃO IV
Dos Tribunais Regionais Federais
e dos Juízes Federais

Art. 106. São órgãos da Justiça Federal:


I - os Tribunais Regionais Federais;
11 - os Juízes Fedet:ais.

Art. 107. Os Tribunais Regionais Federais compõem-se de, no mínimo, sete juízes,
recrutados, quando possível, na respectiva região e nomeados pelo Presidente da República
dentre brasileiros com mais de trinta e menos de sessenta e cinco anos, sendo:
I - um quinto dentre advogados com mais de dez anos de efetiva atividade
profissional e membros doMinistério Público Federal com mais de dez anos de carreira;

Constituiçõo da República Federativa do Brasil


206
Arts. 105 a 109

11 - oJdemais, mediante promoção de juízes federais com mais de cinco anos


de exercício, por antiguidade e merecimento, alternadamente.
Parágrafo único. A lei disciplinará a remoção ou a permuta de juízes dos
Tribunais Regionais Federais e determinará sua jurisdição e sede.
Art. 108. Compete aos Tribunais Regionais Federais:
I - processar e julgar, originariamente:
a) os juízes federais da área de sua jurisdição, incluídos os da Justiça Militar
e da Justiça do Trabalho, nos crimes comuns e de responsabilidade, e os
membros do Ministério Público da União, ressalvada a competência da
Justiça Eleitoral;
b) as revisões criminais e as ações rescisórias de julgados seus ou dos juízes
federais da região;
c) os mandados de segurança e os habeas data contra ato do próprio Tribunal
ou de juiz federal;
d) os habeas corpus, quando a autoridade coatora for juiz federal;
e) os conflitos de competência entrejuízes federais vinculados ao Tribunal;
11 - julgar, em grau de recurso, as causas decididas pelos juízes federais e
pelos juízes estaduais no exercício da competência federal da área de sua jurisdição.
Art. 109. Aos juízes federais compete processar e julgar:
I - as causas em que a União, entidade autárquica ou empresa pública federal
forem interessadas na condição de autoras, rés, assistentes ou oponentes, exceto as de
falência, as de acidentes de trabalho e as sujeitas à Justiça Eleitoral e à Justiça do
Trabalho;
11 - as causas entre Estado estrangeiro ou organismo internacional e Município
ou pessoa domiciliada ou residente no País;
III - as causas fundadas em tratado ou contrato da União com Estado estran-
geiro ou organismo internacional;
IV - os crimes políticos e as infrações penais praticadas em detrimento de
bens, serviços ou interesse da União ou de suas entidades autárquicas ou empresas
públicas, excluídas as contravenções e ressalvada a competência da Justiça Militar e
da Justiça Eleitoral;
V - os crimes previstos em tratado ou convenção internacional, quando, ini-
ciada a execução no País, o resultado tenha ou devesse ter ocorrido no estrangeiro, ou
reciprocamente;
VI - os crimes contra a organização do trabalho e, nos casos determinados por
lei, contra o sistema fmanceiro e a ordem econômico-financeira;
VII - os habeas corpus, em matéria criminal de sua competência ou quando o
constrangimento provier de autoridade cujos atos não estejam diretamente sujeitos a
outra jurisdição;
VIII - os mandados de segurança e os habeas data contra ato de autoridade
federal, excetuados os casos de competência dos tribunais federais;

Da Organização dos Poderes


207
IX - os crimes cometidos a bordo de navios ou aeronaves, ressalvada a com-
petência da Justiça Militar;
X - os crimes de ingresso ou permanência irregular de estrangeiro, a exe-
cução de carta rogatória, após o exequatur, e de sentença estrangeira, após a
homologação, as causas referentes à nacionaliqade, inclusive a respectiva op-
ção, e à naturalização;
XI - a disputa sobre direitos indígenas.
§ l~ As causas em que a União for autora serão aforadas na seção judiciária onde
tiver domicílio a outra parte.
§ 2~ As causas intentadas contra a União poderão ser aforadas na seção judiciária
em que for domiciliado o autor, naquela onde houver ocorrido o ato ou fato que deu
origem à demanda ou onde esteja situada a coisa, ou, ainda, no Distrito Federal.
§ 3~ Serão processadas e julgadas na Justiça estadual, no foro do domicílio dos
segurados ou beneficiários, as causas em que forem parte instituição de previdência
social e segurado, sempre que a comarca não seja sede de vara do juízo federal, e, se
verificada essa condição, a lei poderá permitir que outras causas sejam também
processadas e julgadas pela Justiça estadual.
§ 4~ Na hipótese do parágrafo anterior, o recurso cabível será sempre para o Tri-
bunal Regional Federal na área de jurisdição do juiz de primeiro grau.
Art. 110. Cada Estado, bem como o Distrito Federal, constituirá uma seção judiciá-
ria, que terá por sede a respectiva capital, e varas localizadas segundo o estabelecido
em lei.
Parágrafo único. Nos Territórios Federais, ajurisdição e as atribuições cometi-
das aos juízes federais caberão aos juízes da Justiça local, na forma da lei.
SEÇÃO V
Dos Tribunais e Juízes do Trabalho
Art. 111.* São órgãos da Justiça do Trabalho:
I - o Tribunal Superior do Trabalho;
11 - os Tribunais Regionais do Trabalho;
III - Juízes do Trabalho.
§ l~ O Tribunal Superior do Trabalho compor-se-á de dezessete Ministros,
togados e vitalícios, escolhidos dentre brasileiros com mais de trinta e cinco e menos
de sessenta e cinco anos, nomeados pelo Presidente da República, após aprovação
pelo Senado Federal, dos quais onze escolhidos dentre juízes dos Tribunais Regionais
do Trabalho, integrantes da carreira da magistratura trabalhista, três dentre advoga-
dos e três dentre membros do Ministério Público do Trabalho.
I - (Revogado).
11 - (Revogado).

208 Constituição da República Federativa do Brasil


Arts. 109 a 117

§ 22 O Tribunal encaminhará ao Presidente da República listas tríplices, obser-


vando-se, quanto às vagas destinadas aos advogados e aos membros do Ministério
Público, o disposto no art. 94; as listas tríplices para o provimento de cargos destina-
dos aos juízes da magistratura trabalhista de carreira deverão ser elaboradas pelos
Ministros togados e vitalícios.
§ 32 A lei disporá sobre a competência do Tribunal Superior do Trabalho.
Art. 112.* Haverá pelo menos um Tribunal Regional do Trabalho em cada Estado
e no Distrito Federal, e a lei instituirá as Varas do Trabalho, podendo, nas comarcas
onde não forem instituídas, atribuir sua jurisdição aos .tuÍzes de direito.

Art. 113.* A lei disporá sobre a constituição, investidura, jurisdição, competência,


garantias e condições de exercício dos órgãos da Justiça do Trabalho.

Art. 114.** Compete à Justiça do Trabalho conciliar e julgar os dissídios individuais


e coletivos entre trabalhadores e empregadores, abrangidos os entes de direito públi-
co externo e da administração pública direta e indireta dos Municípios, do Distrito
Federal, dos Estados e da União, e, na forma da lei, outras controvérsias decorrentes
da relação de trabalho, bem como os litígios que tenham origem no cumprimento de
suas próprias sentenças, inclusive coletivas.
§ 12 Frustrada a negociação ~oletiva,-as-par.teS-poderãoeleger árbitros.
§ 22 Recusando-se qualquer das partes à negociação ou à arbitragem, é facultado
aos respectivos sindicatos ajuizar dissídio coletivo, podendo a Justiça do Trabalho
estabelecer normas e condições, respeitadas as disposições convencionais e legais
mínimas de proteção ao trabalho. .
§ 32 Compete ainda à Justiça do Trabalho executar, de oficio, as contribuições
sociais previstas no art. 195, I, a, e 11, e seus acréscimos legais, decorrentes das sen-
tenças que proferir.

Art. 115.* Os Tribunais Regionais do Trabalho serão compostos de_ juízes


nomeados pelo Presidente da República, observada a proporcionalidade estabele-
cida no § 22 do art. 111.
Parágrafo único. Os magistrados dos Tribunais Regionais do Trabalho serão:
I - juízes do trabalho, escolhidos por promoção, alternadamente, por antigui-
dade e merecimento;
11 - advogados e membros do Ministério Público do Trabalho, obedecido o
disposto no art. 94;
III - (Revogado).

Art. 116.* Nas Varas doTrabalho, ajurisdição será exercida por umjuiz singular.
Parágrafo único. (Revogado).

Art. 117.* (Revogado).

• EC nQ 24/99.
•• EC nQ 20/98.

Da Organização dos Poderes 209


SEÇÃO VI
Dos Tribunais e Juízes Eleitorais

Art. 118. São órgãos da Justiça Eleitoral:


I - o Tribunal Superior Eleitoral;
11 ~ os Tribunais' Regionais Eleitorais;
III - os Juí~es Eleitorais; "
IV -as Juntas Eleitorais.

Art. 119. O Tribunal Superior Eleitoral compor-se-á, no mínimo, de sete membros,


escolhidos: ;'
I - mediante eleição, pelo voto secreto:
a) três juízes ,dentre os Mi~istros do Supremo Tribunal Federal;
b) dois juízes dentre os Ministros do Superior Tribunal de Justiça;
, '11 - por nomeação do Presidente da República, dois juízes dentre seis
advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral, indicados pelo Supremo
Tribunal Federal.
Parágrafo único. ' O Tribunal Superior Eleitoral elegerá seu Presidente e o Vice-
Presidente dentre oS Ministros do Supremo Tribunal Federal, e o corre~edor eleitoral
dentre os Ministros do Superior Tripunal de Justiça.

Art. 120. Haverá um Tribunal Regiona~ Eleitoral na capital de cada Estado e no


Distrito Federal.
§ lQ, Os Tribunais Regionais Eleitorais compor-se-ão:
I - mediante eleição, pelo voto secreto: ,
a) de dois juízes,dentre os desembargadores do Tribunal de Justiça;
b) de dois juízes, dentre juízes de direito; escolhidos p'e1o Tribunal de
Justiça;
11 - de um juiz do Tribunal Regional Federal com sede na capital do-Estado ou
no Distrito Federal, ou" não havendo, de juiz federal, escolhido, em qualquer caso,
pelo Tribunal Regional Federal respectivo;
III - por nomeação, pelo Presidente da República, de dois juízes dentre seis
advogados de notável saber jurídico e idoneidade moral, indicados pelo Tribunal de
Justiça.
§ 2Q O Tribunal Regional Eleitoral elegerá seu Presidente e o Vice-Presidente
dentre os desembargadores.

Art. 121. Lei complementar disporá sobre a organização e competência dos


Tribunais, dos juízes de direito e das Juntas Eleitorais.
§ lQ Os membros dos Tribunais, os juízes de direito e os integrantes das Juntas
Eleitorais, no exercício de suas funções, e no que lhes for aplicável, gozarão de plenas
garantias e serão inamovíveis.

210 Constituição da República Federativa do Brasil


Arts. 118 a 124

§ 22 Os juízes dos Tribunais Eleitorais, salvo motivo justificado, servirão por


dois anos, no mínimo, e nunca por mais de dois biênios consecutivos, sendo os subs-
titutos escolhidos na mesma ocasião e pelo mesmo processo, em número igual para
cada clltegoria.
§ 32 São irrecorríveis as decisões do Tribunal Superior Eleitoral, salvo as que
contrariarem esta Constituição e as denegatórias de habeas corpus ou mandado de
segurança.
§ 42 Das decisões dos Tribunais Regionais Eleitorais somente caberá recurso
quando:
I =Jorem proferidas contra disposição expressa desta Constituição ou de
lei;
11 - ocorrer divergência na interpretação de lei entre dois ou mais Tribunais
Eleitorais;
III - versarem sobre inelegibilidade ou expedição de diplomas nas eleições
federais ou estaduais;
IV - anularem diplomas ou decretarem a perda de mandatos eletivos federais
ou estaduais;
V - denegarem habeas corpus, mandado de segurança, habeas data ou
mandado de injunção.

SEÇÃO VII
Dos Tribunais e Juizes Militares

Art. 122. São órgãos da Justiça Militar:


I - o Superior Tribunal Militar;
11 - os Tribunais e Juízes Militares instituídos por lei.

Art. 123. O Superior Tribunal Militar compor-se-á de quinze Ministros vitalícios,


nomeados pelo Presidente da República, depois de aprovada a indicação pelo Senado
Federal, sendo três dentre oficiais-generais da Marinha, quatro dentre oficiais-gene-
rais do Exército, três dentre oficiais-generais da Aeronáutica, todos da ativa e do
posto mais elevado da carreira, e cinco dentre civis.
Parágrafo único. Os Ministros civis serão escolhidos pelo Presidente da
República dentre brasileiros maiores de trinta e cinco anos, sendo:
I - três dentre advogados de notório saberjurídico e conduta ilibada, com mais
de dez anos de efetiva atividade profissional;
11 - dois, por escolha paritária, dentre juízes-auditores e membros do Ministério
Público da Justiça Militar.
Art. 124. À Justiça Militar compete processar e julgar os crimes militares defmi-
dos em lei.
Parágrafo único. A lei disporá sobre a organização, o funcionamento e a com-
petência da Justiça Militar.

Da Organização dos Poderes 211


SEÇÃO VIII
Dos Tribunais e Juízes dos Estados

Art. 125. Os Estados organizarão sua Justiça, observados os princípios estabeleci-


dos nesta Constituição.
§ 12 A competência dos tribunais será definida na Constituição do Estado, sendo
a lei de organização judiciária de iniciativa do Tribunal de Justiça.
§ 22 Cabe aos Estados a instituição de representação de inconstitucionalidade de
leis ou atos normati'Vos estaduais ou municipais em face da Constituição estadual,
vedada a atribuição da legitimação para agir a um único órgão.
§ 32 A lei estadual poderá criar, mediante proposta do Tribunal de Justiça, a Justiça
Militar estadual, constituída, em primeiro grau, pelos Conselhos de Justiça e, em
segundo, pelo próprio Tribunal de Justiça, ou por Tribunal de Justiça Militar nos
Estados em que o efetivo da polícia militar seja superior a vinte mil integrantes.
§ 42 Compete à Justiça Militar estadual processar e julgar os policiais militares
e bombeiros militares nos crimes militares definidos em lei, cabendo ao tribunal
competente decidir sobre a perda do posto e da patente dos oficiais e da graduação
das praças.
Art. 126. Para dirimir conflitos fundiários, o Tribunal de Justiça designará juízes
de entrância especial, com competência exclusiva para questões agrárias.
Parágrafo único. Sempre que necessário à eficiente prestação jurisdicional, o
juiz far-se-á presente no local do litígio.

CAPÍTULO IV
Das Funções Essenciais à Justiça

SEÇÃO I
Do Ministério Público

Art. 127.* O Ministério Público é instituição permanente, essencial à função juris-


dicional do Estado, incumbindo-lhe a defesa da ordem jurídica, do regime democrá-
tico e dos interesses sociais e individuais indisponíveis.
§ 12 São princípios institucionais do Ministério Público a unidade, a indivisibilidade
e a independência funcional.
§ 22 Ao Ministério Público é assegurada autonomia funcional e administrativa,
podendo, observado o disposto no art. 169, propor ao Poder Legislativo a criação e
ex-tinção de seus cargos e serviços auxiliares, provendo-os por concurso público de
provas ou de provas e títulos, a política remuneratória e os planos de carreira; a lei dispo-
rá sobre sua organização e funcionamento.
§ 32 O Ministério Público elaborará sua proposta orçamentária dentro dos limites
estabelecidos na lei de diretrizes orçamentárias.

.. EC n2 19/98.

212 Constituição da República Federativa do Brasil


Arts. 125 a 128

Art. 128.* O Ministério Público abrange:


I - o Ministério Público da União, que compreende:
a) o Ministério Público Federal;
b) o Ministério Público do Trabalho;
c) o Ministério Público Militar;
d) o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios;
11 - os Ministérios Públicos dos Estados.
§ 12 O Ministério Público da União tem por chefe o Procurador-Geral da República,
nomeado pelo Presidente da República dentre integrantes da carreira, maiores de trinta
e cinco anos, após a aprovação de seu nome pela maioria absoluta dos membros do
Senado Federal, para mandato de dois anos, permitida a recondução.
§ 22 A destituição do Procurador-Geral da República, por iniciativa do Presidente da
República, deverá ser precedida de autorização da maioria absoluta do Senado Federal.
§ 32 Os Ministérios Públicos dos Estados e o do Distrito Federal e 'Territórios
formarão lista tríplice dentre integrantes da carreira, na forma da lei respectiva, para
escolha de seu Procurador-Geral, que será nomeado pelo Chefe do Poder Executivo,
para~andato de dois anos, permitida uma recondução.

§ 42 Os Procuradores-Gerais nos Estados e no Distrito Federal e Territórios poderão


ser destituídos por deliberação da maioria absoluta do Poder Legislativo, na forma da
lei complementar respectiva. '
§ 52 Leis complementares daUnião e dos Estados, cuja iniciativa é facultada aos
respeetivos Procuradores-Gerais,estabelecerão a organização, as atribuições e o esta-
tuto de cada Ministério Público, observadas, relativamente a seus membros:
I - as seguintes garantias:
a) vitaliciedade, após dois anos de exercício, não podendo perder o cargo
senão por sentença judicial transitada em julgado;
b) inamovibilidade, salvo por motivo de interesse público, mediante decisão
do órgão colegiado competente do Ministério Público, por voto de dois
terços de seus membros, assegurada ampla defesa;
c) irredutibilidade de subsídio, fixado na forma do art. 39, § 4 2, e ressalvado
o disposto nos arts. 37, X e XI, 150,11,153, I1I, 153, § 22, I;
11 - as seguintes vedações:
a) receber, a qualquer título e sob qualquer pretexto, honorários, percentagens
ou custas processuais;
b) exercer a advocacia;
c) participar de sociedade comercial, na forma da lei;
d) exercer, ainda que em disponibilidade, qualquer outra função pública, salvo
uma de magistério;

* EC n~ 19/98,

Da Organização dos Poderes 213


e) exercer atividade político-partidária, salvo exceções previstas na lei.

Art. 129. São funções institucionais do Ministério Público:


I - promover, privativamente, a ação penal pública, na forma da lei;
11 - zelar pelo efetivo respeito dos poderes públicos e dos serviços de relevância
pública aos direitos assegurados nesta Constituição, promovendo as medidas neces-
sárias a sua garantia;
III - promover o inquérito civil e a ação civil pública, para a proteção do patri-
mônio público e social, do meio ambiente e de outros interesses difusos e coletivos;
IV - promover a ação de inconstitucionalidade ou representação para fms de
intervenção da União e dos Estados, nos casos previstos nesta Constituição;
V - defender judicialmente os direitos e interesses das populações indígenas;
VI - expedir notificações nos procedimentos administrativos de sua compe-
tência, requisitando informações e documentos para instruí-los, na forma da lei
complementar respectiva;
VII - exercer o controle externo da atividade policial, na forma da lei comple-
mentar mencionada no artigo anterior;
VIII - requisitar diligências investigatórias e a instauração de inquérito policial,
indicados os fundamentos jurídicos de suas manifestações processuais;
IX - exercer outras funções que lhe forem conferidas, desde que compatíveis
com sua finalidade, sendo-lhe vedada a representação judicial e a consultoria jurídica
de entidades públicas.
§ 12 A legitimação do Ministério Público'para as ações civis previstas neste artigo
não impede a de terceiros, nas mesmas hipóteses, segundo o disposto nesta Constituição
e na lei.
§ 22 As funções de Ministério Público só poqem ser exercidas por integrantes da
carreira, que deverão residir na comarca da respectiva lotação.
§ 32 O ingresso na carreira far-se-á mediante concurso público de provas e títu-
los, assegurada participação da Ordem dos Advogados do Brasil em sua realização, e
6bservada, nas nomeações, a ordem de classificação.
§ 42 Aplica-se ao Ministério Público, no que couber, o disposto no art. 93, 11 e VI.
Art. 130. Aos membros do Ministério Público junto aos Tribunais de Contas apli-
cam-se as disposições desta Seção pertinentes a direitos, vedações e forma de inves-
tidura. .

SEÇÃO 11
Da Advocacia Pública*

Art. 131. A Advocacia-Geral da União é a instituição que, diretamente ou através


de órgão vinculado, representa a União, judicial e extrajudicialmente, cabendo-lhe,

* EC n~ 19/98.

214 Constituiçõo da República Federativa do Brasil


Arts. 128 a 135

nos tennos da lei complementar que dispuser sobre sua organização e funcionamen-
to, as atividades de consultoria e assessoramento jurídico do Poder Executivo.
§ 1Q A Advocacia-Geral da União tem por chefe o Advogado-Geral da União, de
livre nomeação pelo Presidente da República dentre cidadãos maiores de trinta e cinco
anos, de notável saber jurídico e reputação ilibada.
§ 2Q O ingresso nas classes iniciais das carreiras da instituição de que trata este
artigo far-se-á mediante concurso público de provas e títulos.
§ 3Q Na execução da dívida ativa de natureza tributária, a representação da União
cabe à Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, observado o disposto em lei.

Art. 132.* Os Procuradores dos Estados e do Distrito Federal, organizados em


carreira, na qual o ingresso dependerá de concurso público de provas e títulos, com a
participação da Ordem dos Advoganos do Brasil em todas as suas fases, exercerão a
representação judicial e a cons"Ji~oria jurídica das respectivas unidades federadas.
Parágrafo único. Aos procuradores reh:ridos neste artigo é assegurada estabilida-
de após três anos de efetivo exercício, mediante avaliação de desempenho perante os
órgãos próprios, após relatório circunstanciado das corregedorias.

SEÇÃO III
Da Advocacia e da Defensoria Pública

Art. 133. O advogado é indispensável à administração da justiça, sendo inviolável


por seus atos e manifestações no exercício da profissão, nos limites da lei.
Art. 134. A Defensoria Pública é instituição essencial à função jurisdicional do
Estado, incumbindo-lhe a orientação jurídica e a defesa, em todos os graus, dos ne-
cessitados, na fonna do art. 5Q, LXXIV.
Parágrafo único. Lei complementar organizará a Defensoria Pública da União
e do Distrito Federal e dos Territórios e prescreverá nonnas gerais para sua organização
nos Estados, em cargos de carreira, providos, na classe inicial, mediante concurso
público de provas e títulos, asseguradl1 a seus integrantes a garantia da inamovibilidade
e vedado o exercício da advocacia fora das atribl lições institucionais.
Art. 135.* Os servidores integrantes das carreiras disciplinadas nas Seções 11 e III
deste Capítulo serão remunerados na fonna do art. 39, § 4Q.

'" EC nQ 19/98.

Da Organização dos Poderes


215
TÍTULO V
Da Defesa do Estado
e das Instituições Democráticas

CAPÍTULO I
Do Estado de Defesa e do Estado de Sítio

SEÇÃO I
Do Estado de Defesa

Art. 136. O Presidente da República pode, ouvidos o Conselho da República e o


Conselho de Defesa Nacional, decretar estado de defesa para preservar ou pronta-
mente restabelecer, em locais restritos e determinados, a ordem pública ou a paz social
ameaçadas por grave e iminente instabilidade institucional ou atingidas por calamidarlp~
de grandes proporções na natureza.
§ I Q O decreto que instituir o estado de defesa determinará o tempo de sua duração,
especificará as áreas a serem abrangidas e indicará, nos termos e limites da lei, as
medidas coercitivas a vigorarem, dentre as seguintes:
I - restrições aos direitos de:
a) reunião, ainda que exercida no seio das associações;
b) sigilo de correspondência;
c) sigilo de comunicação telegráfica e telefônica;
11 - ocupação e uso temporário de bens e serviços públicos, na hipótese de
calamidade pública, respondendo a União pelos danos e custos decorrentes.
§ 2Q O tempo de duração do estado de defesa não será superior a trinta dias,
podendo ser prorrogado uma vez, por igual período, se persistirem as razões que
justificaram a sua decretação. . .
§ 3Q Na vigência do estado de defesa:
I - a prisão por crime contra o Estado, determinada pelo executor da medida,
será por este comunicada imediatamente ao juiz competente, que a relaxará, se não
for legal, facultado ao preso requerer exame de corpo de delito à autoridade policial;
11 - a comunicação será acompanhada de declaração., pela autoridade, do estado
físico e men.tal do detido no momento de sua autuação;
III - a prisão ou detenção de qualquer pessoa não poderá ser superior a dez
dias, salvo quando autorizada pelo Poder Judiciário;
IV - é vedada a incomunicabilidade do preso.
§ 4Q Decretado o estado de defesa ou sua prorrogação, o Presidente da República,
dentro de vinte e quatro horas, submeterá o ato com a respectiva justificação ao
Congresso Nacional, que decidirá por maioria absoluta. .
§ 5Q Se o Congresso Nacional estiver em recesso, será convocado, extraordinaria-
mente, no prazo de cinco dias.

Da Defesa do Estado e das Instituições Democráticas


217
§ 62 O Congresso Nacional apreciará o decreto dentro de dez dias contados de seu
recebimento, devendo continuar funcionando enquanto vigorar o estado de defesa.
§ 72 Rejeitado o decreto, cessa imediatamente o estado de defesa.

SEÇÃO 11
Do Estado de Sítio

Art. 137. O Presidente da República pode, ouvidos o Conselho da República e o


Conselho de Defesa Nacional, solicitar ao Congresso Nacional autorização para
decretar o estado de sítio nos casos de:
I - comoção grave de repercussão nacional ou ocorrência de fatos que com-
provem a ineficácia de medida tomada durante o estado de defesa;
11 - declaração de estado de guerra ou resposta a agressão armada estrangeira.
Parágrafo único. O Presidente da República, ao solicitar autorização para decretar
o estado de sítio ou sua prorrogação, relatará os motivos detenninantes do pedido,
devendo o Congresso Nac.ional decidir por maioria absoluta.
Art. 138. O decreto do estado de sítio indicará sua duração, as nonnas necessárias
a sua execução e as garantias constitucionais que ficarão suspensas, e, depois de pu-
blicado, o Presidente da República designará o executor das medidas específicas e as
áreas abrangidas.
§ 12 O estado de sítio, no caso do art. 137, I, não poderá ser decretado por mais de
trinta dias, nem.prorrogado, de cada vez, por prazo superior; no do inciso 11, poderá
ser decretado por todo o tempo que perdurar a guerra ou a agressão armada estrangeira.
§ 2 2 Solicitada autorização para decretar o estado de sítio durante o recesso parla-
mentar, o Presidente do Senado Federal, de imediato, convocará extraordinariamente
o Congresso NacionaI-para se reunir dentro de cmco dias, a fim de apreciar o ato.
§ 32 O Congresso Nacional pennanecerá em funcionamento até o ténnino das
medidas coercitivas.

Art. 139. Na vigência do estado de sítio decretado com fundamento no art. 137, I,
só poderão ser tomadas contra as pessoas as seguintes medidas:
I - obrigação de pennanência em localidade det1enninada;
11 - detenção em edificio não destinado a acusados ou condenados por crimes
comuns;
III - restrições relativas à inviolabilidade da correspondência, ao sigilo das
comunicações, à prestação de infonnações e à liberdade de imprensa, radiodifusão e
televisão, na fonna da lei;
IV - suspensão da liberdade de reunião;
V - busca e apreensão em domicílio;
VI - intervenção nas empresas de serviços públicos;
VII - requisição de bens.

Constituição da República Federativa do Brasil


218
Arts. 136 a 142

Parágrafo único. Não se inclui nas restrições do inciso III a difusão de pronuncia-
mentos de parlamentares efetuados em suas Casas Legislativas, desde que liberada
pela respectiva Mesa.

SEÇÃO III
Disposições Gerais
Art. 140. A Mesa do Congresso Nacional, ouvidos os líderes partidários, designará
Comissão composta de cinco de seus membros para acompanhar e fiscalizar a execu-
ção das medidas referentes ao estado de defesa e ao estado de sítio.
Art. 141. Cessado o estado de defesa ou o estado de sítio, cessarão também seus
efeitos, sem prejuízo da responsabilidade pelos ilícitos cometidos por seus executores
ou agentes.
Parágrafo único. Logo que cesse o estado de defesa ou o estado de sítio, as
medidas aplicadas em sua vigência serão relatadas pelo Presidente da República, em
mensagem ao Congres-gõNaclonal, com especificação e justificação das providências
adotadas, com relação nominal dos atingidos e indicação das restrições aplicadas.

CAPÍTULO 11
Das Forças Armadas

Art. 142.* As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela
Aeronáutica, são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com
base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da Repú-
blica, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por
iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem.
§ I ~ Lei complementar estabelecerá as normas gerais a serem adótadas na organi-
zação, no preparo e no emprego das Forças Armadas.
§ 2~ Não caberá habeas corpus em relação a punições disciplinares militare.s.
§ 3~ Os membros das Forças Armadas são denominados militares, aplicando-
se-lhes, além das que vierem a ser fixadas em lei, as seguintes disposições:
I - as patentes, com prerrogativas, direitos e deveres a elas inerentes, são con-
feridas pelo Presidente da República e asseguradas em plenitude aos oficiais da ativa,
da reserva ou reformados, sendo-lhes privativos os títulos e postos militares e, junta-
mente com os demais membros, o uso dos uniformes das Forças Armadas;
11 - o militar em atividade que tomar posse em cargo ou emprego público civil
permanente será transferido para a reserva, nos termos da lei;
III - o militar da ativa que, de acordo com a lei, tomar posse em cargo, emprego
ou função pública civil temporária, não eletiva, ainda que da administração indireta,
ficará agregado ao respectivo quadro e somente poderá, enquanto permanecer nessa
situação, ser promovido por antiguidade, contando-se-lhe o tempo de serviço apenas
para aquela promoção e transferência para a reserva, sendo depois de dois anos de
afastamento, contínuos ou não, transferido para a reserva, nos termos da lei;

• EC nQ 18/98 e EC n2 20/98.

Da Defesa do Estado e das Instituições Democráticas


219
IV - ao militar são proibidas a sindicalização e a greve;
, V - o militar, enquanto em serviço ativo, não pode estar ftliado ~ partidos políticos;
VI - o oficial só perderá o posto e a patente se for julgado indigno do oficialato
ou com ele incompatível, por decisão de tribunal militar de caráter permanente, em
tempo de paz, ou de tribunal especial, em tempo de guerra;
VII - o oficial condenado na justiça comum ou militar à pena privativa de
liberdade superior a dois anos; por sentença transitada em julgado, será submetido ao
julgamento previsto no inciso anterior; ,
VIII- aplica-se aos militares' ó disposto no art. 7~, incisos VIII, XII, XVII,
~VIII, XIX e XXV, e no art. 37, incisos XI, XIII,XIV e XV;
IX - aplica~se aos militares e a seus pensionistas o disposto no art: 40, §§ 7~ e 8~;
X - a lei disporá sobre o ingresso nas Forças Armadas, os limites de idade, a
estabilidade e outras condições de transferência do militar para a inatividade, os direi-
tos, os deveres, a remuneração, as prerrogativas e outras situações especiais dos mili-
'tares, consideradas as peculiaridades de suas atividades, inclusive aquelas cumpridas
por força de compromissos internacionais e de guerra. .

Art. 143. O serviço militar é obrigatório nos termos da lei.


§ I ~ Às Forças Armadas compete, na forma da lei, atribuir serviço alternativo aos
que, em tempo de paz, após alistados, alegarem imperativo de consciência, entenden-
do~se como tal o decorrente de crença religiosa e de convicção filosófica ou política,
para se eximirem de atividades de caráter essencialmente militar.
§ 2~ As mulheres e os eclesiásticos ficam isentos do serviço militar obrigatório
em tempo de paz, sujeitos, porém, a outros encargos que a lei lhes atribuir.

CAPÍTULO III
Da Segurança Pública
Art. 144.* A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de
todos, é exercida para a preservação da ordem públi-:a e da incolumidade das pessoas
e do patrimônio, através dos seguintes órgãos:
I - polícia federal; ,
11- políciarodoviári~federal;
III- polícia ferroviária federal;
IV - polícias civis;
V - polícias militares e corpos de bombeiros militafes.
, '§ I ~ A polícia federal, instituída por lei como órgão permanente, organizado e
mantido pela União e estruturado em carreira, destina-se a: "
I - apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em detrimento
de bens, serviços e interesses da União ou de suas entidades autárquicas e empresas
públicas, assim como outras infrações cuja prática tenha repercussão interestadual ou
* EC n2 19/98.

Constituição da República Federativa do Brasil


220
Arts. 142 a 144

internacional e exija repressão unifonne, segundo se dispuser em lei;


11 - prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afms, o con-
trabando e o descaminho, sem prejuízo da ação fazendária e de outros órgãos públi-
cos nas respectivas áreas de competência;
III - exercer as funções de polícia marítima, aeroportuária e de fronteiras;
IV - exercer, com exclusividade, as funções de polícia judiciária da União.
§ 2~ A polícia rodoviária federal, órgão pennanente, organizado e mantido pela
União e estruturado em carreira, destina-se, na fonna da lei, ao patrulhamento ostensivo
das rodovias federais.
§ 3~ A polícia ferroviária federal, órgão pennanente, organizado e mantido pela
União e estruturado em carreira, destina-se, na fonna da lei, ao patrulhamento ostensivo
das ferrovias federais.
§ 4~ Às polícias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, incumbem,
ressalvada a competência da União, as funções de polícia judiciária e a apuração de
infrações penais, exceto as militares.
§ 5~ Às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem
pública; aos corpos de bombeiros militares, além das atribuições definidas em lei,
incumbe a execução de atividades de defesa civil.
§ 6~ As polícias militares e corpos de bombeiros militares, forças auxi.liares e
reserva do Exército, subordinam-se, juntamente com as polícias civis, aos Governa-
dores dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios.
§ 7~ A lei disciplinará a organização e o funcionamento dos órgãos responsáveis
pela segurança pública, de maneira a garantir a eficiência de suas atividades.
§ 8~ Os Municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à proteção
de seus bens, serviços e instalações, confonne dispuser a lei.
§ 9~ A remuneração dos servidores policiais integrantes dos órgãos relacionados
neste artigo será fixada na fonna do § 4~ do art. 39.

Da Defesa do Estado e das Instituições Democráticas


221
TíTULO VI
Da Tributação e do Orçamento

CAPÍTULO I
Do Sistema Tributário Nacional
SEÇÃO I
Dos Princípios Gerais

Art. 145. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão instituir


os seguintes tributos:
I - impostos;
11 - taxas, em razão do exercício do poder de polícia ou pela utilização, efetiva
ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, prestados ao contribuinte
ou postos a sua disposição;
III - contribuição de melhoria, decorrente de obras públicas.
§ l~ Sempre que possível, os impostos terão caráter pessoal e serão graduados
segundo a capacidade econômica do contribuinte, facultado à administração tributária,
especialmente para conferir efetividade a esses objetivos, identificar, respeitados os
direitos individuais e nos termos da lei, o patrimônio, os rendimentos e as atividades
econômicas do contribuinte.
§ 2~ As taxas não poderão ter base de cálculo própria de impostos.
Art. 146. Cabe à lei complementar:
I - dispor sobre conflitos de competência, em matéria tributária, entre a União,
os Estados, o Distrito Federal e os Municípios;
11 - regular as limitações constitucionais ao poder de tributar;
IH - estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária,
especialmente sobre:
a) defmição de tributos e de suas espécies, bem como, em relação aos impostos
discriminados nesta Constituição, a dos respectivos fatos geradores, bases
de cálculo e contribuintes;
b) obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência tributários;
c) adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas socie-
dades cooperativas.
Art. 147. Competem à União, em Território Federal, os impostos estaduais e, se o
Território não for dividido em Municípios, cumulativamente, os impostos munici-
pais; ao Distrito Federal cabem os impostos municipais.

Art. 148. A União, mediante lei complementar, poderá instituir empréstimos com-
pulsórios:

Da Tributação e do Orçamento
223
I - para atender a despesas extraordinárias, decorrentes de calamidade pública,
de guerra externa ou sua iminência;
11 - no caso de investimento público de caráter urgente e de relevante interes-
se nacional, observado o disposto no art. 150, m, b.
Parágrafo único. A aplicação dos recursos provenientes de empréstimo com-
pulsório será vinculada à despesa que fundamentou sua instituição.

Art. 149. Compete exclusivamente à União instituir contribuições sociais, de in-


tervenção no dominio econômico e de interesse das categorias profissionais ou eco-
nômicas, como instrumento de sua atuação nas respectivas áreas, observado o dispos-
to nos arts. 146, m, e 150, I e m, e sem prejuízo do previsto no art. 195, § 62, relati-
vamente às contribuições a que alude o dispositivo.
Parágrafo único. Os Estados, o Distrito Federal e os Municípios poderão insti-
tuir contribuição, cobrada de seus servidores, para o custeio, em beneficio destes, de
sistemas de previdência e assistência social.

SEÇÃO 11
Das Limitações
do Poder de Tributar
Art. 150.* Sem prejuízo de outras garantias asseguradas ao contribuinte, é vedado
à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
I - exigir ou aumentar tributo sem lei que o estabeleça;
11 - instituir tratamento desigual entre contribuintes que se encontrem em situa-
ção equivalente, proibida qualquer distinção em razão de ocupação profissional ou
função por eles exercida, independentemente da denominação jurídica dos rendimentos,
títulos ou direitos;
m- cobrar tributos:
a) em relação a fatos geradores ocorridos antes do início da vigência da lei
que os houver instituído ou aumentado;
b) no mesmo exercício fmanceiro em que haja sido publicada a lei que os
instituiu ou aumentou; ,
IV - utilizar tributo com efeito de confisco;
V - estabelecer limitações ao tráfego de pessoas ou bens por meio ge tributos
interestaduais ou intermunicipais, ressalvada a cobrança de pedágio pela utilização
de vias conservadas pelo poder público;
VI - instituir'impostos sobre:
a) patrimônio, renda ou serviços, uns dos outros;
b) templos de qualquer culto;
c) patrimônio, renda ou serviços dos partidos políticos, inclusive suas funda-

>I< EC n~ 3/93.

Constituiçõo da República Federativa do Brasil


224
Arts. 148 a 152

ções, das entidades sindicais dos trabalhadores, das instituições de educação


e de assistência social, sem fins lucrativos, atendidos os requisitos da lei;
d) livros, jornais, periódicos e o papel destinado a sua impressão.
§ 12 A vedação do inciso m, b, não se aplica aos impostos previstos nos arts. 153,
1,11, IV e V, e 154,11.
§ 22 A vedação do inciso VI, a, é extensiva às autarquias e às fundações instituí-
das e mantidas pelo poder público, no que se refere ao patrimônio, à renda e aos
serviços vinculados a suas finalidades essenciais ou às delas decorrentes.
§ 32 As vedações do inciso VI, a, e do parágrafo anterior não se aplicam ao patri-
mônio, à renda e aos serviços relacionados com exploração de atividades econômicas
regidas pelas normas aplicáveis a empreendimentos privados, ou em que haja contra-
prestação ou pagamento de preços ou tarifas pelo usuário, nem exoneram o promitente
comprador da obrigação de pagar imposto relativamente ao bem imóvel.
§ 42 As vedações expressas no inciso VI, alíneas b e c, compreendem somente o
patrimônio, a renda e os serviços relacionados com as finalidades essenciais das enti-
dades nelas mencionadas.
§ 52 A lei determinará medidas para que os consumidores sejam esclarecidos acerca
dos impostos que incidam sobre mercadorias e serviços.
§ 62 Qualquer subsídio ou isenção, redução de base de cálculo, concessão de crédito
presumido, anistia ou remissão relativos a impostos, taxas ou contribuições só poderá ser
concedido mediante lei específica, federal, estadual ou municipal, que regule exclusi-
vamente as matérias acima enumeradas ou o correspondente tributo ou contribuição,
sem prejuízo do disposto no art. 155, § 22, XII, g.
§ 72 A lei poderá atribuir a sujeito passivo de obrigação tributária a condição de
responsável pelo pagamento de imposto ou contribuição, cujo fato gerador deva ocor-
rer posteriormente, assegurada a imediata e preferencial restituição da quantia paga, caso
não se realize o fato gerador presumido.

Art. 151. É vedado à União:


I - instituir tributo que não seja uniforme em todo o território nacional ou que
implique distinção ou preferência em relação a Estado, ao Distrito Federal ou a Muni-
cípio, em detrimento de outro, admitida a concessão de incentivos fiscais destinados
a promover o equilíbrio do desenvolvimento sócio-econômico entre as diferentes
regiões do País;
11 - tributar a renda das obrigações da dívida pública dos Estados, do Distrito
Federal e dos Municípios, bem como a remuneração e os proventos dos respectivos
agentes públicos, em níveis superiores aos que fixar para suas obrigações e para seus
agentes;
m - instituir isenções de tributos da competência dos Estados, do Distrito
Federal ou dos Municípios.

Art. 152. É vedado aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios estabelecer
diferença tributária entre bens e serviços, de qualquer natureza, em razão de sua
procedência ou destino.

Da Tributação e do Orçamento
225
SEÇÃO III
Dos Impostos da União

Art. 153.* Compete à União instituir impostos sobre:


I - importação de produtos estrangeiros;
11 - exportação, para o exterior, de produtos nacionais ou nacionalizados;
III - renda e proventos de qualquer natureza;
IV - produtos industrializados;
V - operações de crédito, câmbio e seguro, ou relativas a títulos ou valores
mobiliários;
VI - propriedade territorial rural;
VII - grandes fortunas, _nos termos de lei complementar.
§ 12 É facultado ao Poder Executivo, atendidas as condições e os limites estabele-
cidos em lei, alterar as alíquotas dos impostos enumerados nos incisos I, 11, IV e V.
§ 22 O imposto previsto no inciso III:
I - será informado pelos critérios da generalidade, da universalidade e da
progressividade, na forma da lei;
11 - (Revogado).
§ 32 O imposto previsto no inciso IV:
I - será seletivo, em função da essencialidade do produto;
11 - será não-cumulativo, compensando-se o que for devido em cada operação
com o montante cobrado nas anteriores;
III - não incidirá sobre produtos industrializados destinados ao exterior.
§ 42 O imposto previsto no inciso VI terá suas alíquotas fIxadas de forma a deses-
timular a manutenção de propriedades improdutivas e não incidirá sobre pequenas
glebas rurais, defmidas em lei, quando as explore, só ou com sua família, o proprietário
que não possua outro imóvel.
§ 52 O ouro, quando defInido em lei como ativo fmanceiro ou instrumento cambial,
sujeita-se exclusivamente à incidência do imposto de que trata o inciso V do caput
deste artigo, devido na operação de origem; a alíquota minima será de um por cento,
assegurada a transferência do montante da arrecadação nos seguintes termos:
I - trinta por cento para o Estado, o Distrito Federal ou o Território, conforme
a origem;
11 - setenta por cento para o Município de origem.
Art. 154. A União poderá instituir:
I - mediante lei complementar, impostos não previstos no artigo anterior, desde
que sejam não-cumulativos e não tenham fato gerador ou base de cálculo próprios
dos discriminados nesta Constituição;

* EC n2 20/98.

Constituição da República Federativa do Brasil


226
Arts. 153 a 155

11 - na iminência ou no caso de guerra externa, impostos extraordinários, com-


preendidos ou não em sua competência tributária, os quais serão suprimidos, gradati-
vamente, cessadas as causas de sua criação.

SEÇÃO IV
Dos Impostos dos Estados
e do Distrito Federal
Art. 155.* Compete aos Estados e ao Distrito Federal instituir impostos sobre:
I - transmissão causa mortis e doação, de quaisquer bens ou direitos;
11 - operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de ser-
viços de transporte interestadual e intennunicipal e de comunicação, ainda que as
operações e as prestações se iniciem no exterior;
IIJ - propriedade de veículos automotores.
§ 12 O imposto previsto no inciso I:
I - relativamente a bens imóveis e respectivos direitos; compete ao Estado da
situação do bem, ou ao Distrito Federal;
11 - relativamente a bens moveis, títulos e créditos, compete ao"Estado onde se
processar o inventário ou arrolamento, ou tiver domicílio o doador, ou ao Distrito
Federal;
IIJ - terá a competência para sua instituição regulada por lei complementar:
a) se o doador tiver domicílio ou residência no exterior;
b) se o de cujus possuía bens, era residente ou domiciliado ou teve o seu
inventário processado no exterior;
IV - terá suas alíquotas máximas fixadas pelo Senado Federal.
§ 22 O imposto previsto no inciso 11 atenderá ao seguinte:
I - será não-cumulativo, compensando-se o que for devido ém cada operação
relativa à circulação de mercadorias ou prestação de serviços com o montante cobrado
nas anteriores pelo mesmo ou outro Estado ou pelo Distrito Federal;
11 - a isenção ou não-incidência, salvo detenninação em contrário da legislação:
a) não implicará crédito para compensação com o montante devido nas ope-
rações ou prestações seguintes;
b) acarretará a anulação do crédito relativo às operações anteriores;
IIJ - poderá ser seletivo, em função da essencialidade das mercadorias e dos
serviços;
IV - resolução do Senado Federal, de iniciativa do Presidente da República
ou de um terço dos Senadores, aprovada pela maioria absoluta de seus membros,
estabelecerá as alíquotas aplicáveis às operações e prestações, interestaduais e
de exportação;

* EC n2 3/93.

Da Tributação e do Orçamento
227
v - é facultado ao Senado Federal:
a) estabelecer alíquotas mínimas nas operações internas, mediante resolução
de iniciativa de um terço e aprovada pela maioria absoluta de seus membros;
b) fixar alíquotas máximas nas mesmas operações para resolver conflito
específico que envolva interesse de Estados, mediante resolução de ini-
ciativa da maioria absoluta e aprovada por dois terços de seus membros;
VI - salvo deliberação em contrário dos Estados e do Distrito Federal, nos
termos do disposto no inciso XII, g, as alíquotas internas, nas operações relativas à
circulação de mercadorias e nas prestações de serviços, não poderão ser inferiores às
previstas para as operações interestaduais;
VII - em relação às operações e prestações que destinem bens e serviços a
consumidor final localizado em outro Estado, adotar-se-á:
a) a alíquota interestadual, quando o destinatário for contribuinte do imposto;
b) a alíquota interna, quando o destinatário não for contribuinte dele;
VIII - na hipótese da alínea a do inciso anterior, caberá ao Estado da localiza-
ção do destinatário o imposto correspondente à diferença entre a alíquota interna e a
interestadual;
IX - incidirá também:
a) sobre a entrada de mercadoria importada do exterior, ainda quando se
tratar de bem destinado a consumo ou ativo fixo do estabelecimento, as-
sim como sobre serviço prestado no exterior, cabendo o imposto ao Esta-
do onde estiver situado o estabelecimento destinatário da mercadoria ou
do serviço;
b) sobre o valor total da operação, quando mercadorias forem fornecidas com
serviços não compreendidos na competência tributária dos Municípios;
X - não incidirá:
a) sobrepperações que destinem ao exterior produtos industrializados, excluí-
dos os semi-elaborados definidos em lei complementar;
b) sobre operações que destinem a outros Estados petróleo, inclusive lubrifi-
cantes, combustíveis líquidos e gasosos dele derivados, e energia elétrica;
c) sobre o ouro, nas hipóteses definidas no art. 153, § 52;
XI - não compreenderá, em sua base de cálculo, o montante do imposto sobre
produtos industrializados, quando a operação, realizada entre contribuintes e relativa
a produto destinado à industrialização ou à comercialização, configure fato gerador
dos dois impostos;
XII - cabe à lei complementar:
a) definir seus contribuintes;
b) dispor sobre substituição tributária;
c) disciplinar o regime de compensação do imposto;

Constituição de; República Federativa do Brasil


228
Arts. 155 e 156

d) fixar, para efeito de sua cobrança e definição do estabelecimento respon-


sável, o local das operações relativas à circulação de mercadorias e das
prestações de serviços;
e) excluir da incidência do imposto, nas exportações para o exterior, serviços
e outros produtos além dos mencionados no inciso X, a;
f) prever casos de manutenção de crédito, relativamente à remessa para outro
Estado e exportação para o exterior, de serviços e de mercadorias;
g) regular a forma como, mediante deliberação dos Estados e do Distrito Federal,
isenções, incentivos e benefícios fiscais serão concedidos e revogados.
§ 32 À exceção dos impostos de que tratam o inciso 11 do caput deste artigo e o
art. 153, I e 11, nenhum outro tributo poderá incidir sobre operações relativas a ener-
gia elétrica, serviços de telecomunicações, derivados de petróleo, combustíveis e mi-
nerais do País.

SEÇÃO V
Dos Impostos dos Municípios

Art. 156.* Compete aos Municípios instituir impostos sobre:


I - propriedade predial e territorial urbana;
11 - transmissão inter vivos, a qualquer título, por ato oneroso, de bens imó-
veis, por natureza ou acessão física, e de direitos reais sobre imóveis, exceto os de
garantia, bem como cessão de direitos a sua aquisição;
III - serviços de qualquer natureza, não compreendidos no art. 155, 11, defmidos
em lei complementar;
IV - (Revogado).
§ 12 Sem prejuízo da progressividade no tempo a que se refere o art. 182, § 4 2,
inciso 11, o imposto previsto no inciso I poderá:
I - ser progressivo em razão do valor do imóvel; e
Il-~iferentes de acordo com a localização e o uso do imóvel.
§ 22 O imposto previsto no inciso 11:
I - não incide sobre a transmissão de bens ou direitos incorporados ao patri-
mônio de pessoa jurídica em realização de capital, nem sobre a transmissão de bens
ou direitos decorrente de fusão, incorporação, cisão ou extinção de pessoa jurídica,
salvo se, nesses casos, a atividade preponderante do adquirente for a compra e venda
desses bens ou direitos, locação de bens imóveis ou arrendamento mercantil;
11 - compete ao Município dasiruação do bem.
§ 32 Em relação ao imposto prev,isto no inciso m, cabe à lei complementar:
I - fixar as suas alíquotas máximas;
11 - excluir da sua incidência exportações de serviços para o exterior.
§ 4 2 (Revogado).

* EC n2 3/93 e EC n2 29/2000.

Da Tributação e do Orçamento
229
SEÇÃO VI
Da Repartição
das Receitas Tributárias

Art. 157. Pertencem aos Estados e ao Distrito Federal:


I - o produto da arrecadação do imposto da União sobre renda e proventos de
qualquer natureza, incidente na fonte sobre rendimentos pagos, a qualquer título, por
eles, suas autarquias e pelas fundações que instituírem e mantiverem;
11 - vinte por cento do produto da arrecadação do imposto que a União instituir
no exercício da competência que lhe é atribuída pelo art. 154, I.
Art. 158. Pertencem aos Municípios:
I - o produto da arrecadação do imposto da União sobre renda e proventos de
qualquer natureza, incidente na fonte sobre rendimentos pagos, a qualquer título, por
eles, suas autarquias e pelas fundações que instituírem e mantiverem;
11 - cinqüenta por cento do produto da arrecadação do imposto da União sobre
a propriedade territorial rural, relativamente aos imóveis neles situados;
III - cinqüenta por cento do produto da arrecadação do imposto do Estado
sobre a propriedade de veículos automotores licenciados em seus territórios;
IV - vinte e cinco por cento do produto da arrecadação do imposto do Estado
sobre operações relativas à circulação de mercadorias e sobre prestações de serviços
de transporte interestadual e intermunicipal e de comunicação.
Parágrafo único. As parcelas de receita pertencentes aos Municípios, mencio-
nadas no inciso IV, serão creditadas conforme os seguintes critérios:
I - três quartos, no mínimo, na proporção do valor adicionado nas operações
relativas à circulação de mercadorias e nas prestações de serviços, realizadas em seus
territórios;
11 - até um quarto, de acordo com o que dispuser lei estadual ou, no caso dos
Territórios, lei federal.
Art. 159. A União entregará:
I - do produto da arrecadação dos impostos sobre renda e proventos de
qualquer natureza e sobre produtos industrializados, quarenta e sete por cento na
seguinte forma:
a) vinte e um inteiros e cinco décimos por cento ao Fundo de Participação
dos Estados e do Distrito Federal;
b) vinte e dois inteiros e cinco décimos por cento ao Fundo de Participação
dos Municípios;
c) três por cento, para aplicação em programas de financiamento ao se-
tor produtivo das Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, através de
suas instituições financeiras de caráter regional, de acordo com os pla-
nos regionais de desenvolvimento, ficando assegurada ao semi-árido

Constituiçõo da República Federativa do Brasil


230
Arts. 157 a 162

do Nordeste a metade dos recursos destinados à região, na fonna que


a lei estabelecer;
11 - do produto da arrecadação do imposto sobre produtos industrializados,
dez por cento aos Estados e ao Distrito Federal, proporcionalmente ao valor das res-
pectivas exportações de produtos industrializados.
§ 12 Para efeito de cálculo da entrega a ser efetuada de acordo com o previsto no
inciso I, excluir-se-á a parcela da arrecadação do imposto de renda e proventos de
qualquer natureza pertencente aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, nos
tennos do disposto nos arts. 157, I, e 158, I.
§ 2 2 A nenhuma unidade federada poderá ser destinada parcela superior a vinte
por cento do montante a que se refere o inciso 11, dev~ndo o eventual excedente ser
distribuído entre os demais participantes, mantido, em relação a esses, o critério de
partilha nele estabelecido.
§ 32 Os Estados entregarão aos respectivos Municípios vinte e cinco por cento
dos recursos que receberem nos termos do inciso 11, observados os critérios estabele-
cidos no art. 158, parágrafo único, I e 11.

Art. 160.* É vedada a retenção ou qualquer restrição à entrega e ao emprego dos


recursos atribuídos, nesta Seção, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios,
neles compreendidos adicionais e acréscimos relativos a impostos.
Parágrafo único. A vedação prevista neste artigo não impede a União e os Esta-
dos de condicionarem a entrega de recursos:
I - ao pagamento de seus créditos, inclusive de suas autarquias;
11 - ao cumprimento do disposto no art. 198, § 22 , incisos 11 e m.

Art. 161. Cabe à lei complementar:


1- defmir valor adicionado para fms do disposto no art. 158, parágrafo único, I;
11 - estabelecer nonnas sobre a entrega dos recursos de que trata o art.
159, especialmente sobre os critérios de rateio dos fundos previstos em seu inci-
so I, objetivando promover o equilíbrio sócio-econômico entre Estados e entre
Municípios;
III - dispor sobre o acompanhamento, pelos beneficiários, do cálculo das quotas
e da liberação das participações previstas nos arts. 157, 158 e 159.
Parágrafo único. O Tribunal de Contas da União efetuará o cálculo das quotas
referentes aos fundos de participação a que alude o inciso 11.

Art. 162. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios divulgarão, até o


último dia do mês subseqüente ao da arrecadação, os montantes de cada um dos tributos
arrecadados, os recursos recebidos, os valores de origem tributária entregues e a
entregar e a expressão numérica dos critérios de rateio.
Parágrafo único. Os dados divulgados pela União serão discriminados por Estado
e por Município; os dos Estados, por Município.

• EC n2 3/93 e EC n2 29/2000.

Do Tributação e do Orçamento
231
CAPÍTULO 11
Das Finanças Públicas

SEÇÃO I
Normas Gerais

Art. 163. Lei complementar disporá sobre:


I - finanças públicas;
11 - dívida pública externa e interna, incluída a das autarquias, fundações e
demais entidades controladas pelo poder público;
III - concessão de garantias pelas entidades públicas;
IV - emissão e resgate de títulos da dívida pública;
V - fiscalização das instituições fmanceiras;
VI - operações de câmbio realizadas por órgãos e entidades da União, dos
Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
VII - compatibilização das funções das instituições oficiais de crédito da União,
resguardadas as características e condições operacionais plenas das voltadas ao
desenvolvimento regional.
Art. 164. A competência da União para emitir moeda será exercida exclusivamen-
te pelo Banco Central.
§ 1~ É vedado ao Banco Central conceder, direta ou indiretamente, empréstimos
ao Tesouro Nacional e a qualquer órgão ou entidade que não seja instituição fmanceira.
§ 2~ O Banco Central poderá comprar e vender títulos de emissão do Tesouro
Nacional, com o objetivo de regular a oferta de moeda ou a taxa de juros.
§ 3~ As disponibilidades de caixa da União serão depositadas no Banco Central;
as dos Estados, do Distrito Federal, dos Municípios e dos órgãos ou entidades do
poder público e das empresas por ele controladas, em instituições fmanceiras oficiais,
ressalvados os casos previstos em lei.

SEÇÃO 11
Dos Orçamentos

Art. 165. Leis de iniciativa do Poder Executivo estabelecerão:


I - o plano plurianual;
11 - as diretrizes orçamentárias;
111 - os orçamentos anuais.
§ 1~ A lei que instituir o plano plurianual estabelecerá, de fotnla regiona-
lizada, as diretrizes, objetivos e metas da administração pública federal para as
despesas de capital e outras delas decorrentes e para as relativas aos programas
de duração continuada.
§ 2~ A lei de diretrizes orçamentárias compreenderá as metas e prioridades da
administração pública federal, incluindo as despesas de capital para o exercício fman-

Constituição da República Federativa do Brasil


232
Arts. 163 a 166

ceiro subseqüente, orientará a elaboração da lei orçamentária anual, disporá sobre as


alterações na legislação tributária e estabelecerá a política de aplicação das agências
fmanceiras oficiais de fomento.
§ 3Q O Poder Executivo publicará, até trinta dias após o encerramento de cada
bimestre, relatório resumido da execução orçamentária.
§ 4Q OS planos e programas nacionais, regionais e setoriais previstos nesta Cons-
tituição serão elaborados em consonância com o plano plurianual e apreciados pelo
Congresso Nacional.
§ SQ A lei orçamentária anual compreenderá:
I - o orçamento fiscal referente aos Poderes da União, seus fundos, órgãos e
entidades da administração direta e indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas
pelo poder público;
11 - o orçamento de investimento das empresas em que a União, direta ou
indiretamente, detenha a maioria do capital social com direito a voto;
III - o orçamento da seguridade social, abrangendo todas as entidades e órgãos
a ela vinculados, da administração direta ou indireta, bem como os fundos e fundações
instituídos e mantidos pelo poder público.
§ 6Q O projeto de lei orçamentária será acompanhado de demonstrativo regiona-
lizado do efeito, sobre as receitas e despesas, decorrente de isenções, anistias, remissões,
subsídios e beneficios de natureza financeira, tributária e creditícia.
§ 7Q OS orçamentos previstos no § SQ, I e 11, deste artigo, compatibilizados com o
plano plurianual, terão entre: suas funções a de reduzir desigualdades inter-regionais,
segundo critério populacional.
§ 8Q A lei orçamentária anual não conterá dispositivo estranho à previsão da receita
e à fixação da despesa, não se incluindo na proibição a autorização para abertura de
créditos suplementares e contratação de operações de crédito, ainda que por antecipação
de receita, nos termos da lei.
§ 9Q Cabe à lei complementar:
I - dispor sobre o exercício financeiro, a vigência, os prazos, a elaboração e a
organização do plano plurianual, da lei de diretrizes orçamentárias e da lei orçamen-
tária anual;
11 - estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial da administração
direta e indireta, bem como condições para a instituição e funcionamento de fundos.

Art. 166. Os projetos de lei relativos ao plano plurianual, às diretrizes orçamentárias,


ao orçamento anual e aos créditos adicionais serão apreciados pelas duas Casas do
Congresso Nacional, na forma do regimento comum.
§ I Q Caberá a uma comissão mista permanente de Senadores e Deputados:
I - examinar e emitir parecer sobre os projetos referidos neste artigo e sobre as
contas apresentadas anualmente pelo Presidente da República;
11 - examinar e emitir parecer sobre os planos e programas nacionais, regionais
e setoriais previstos nesta Constituição e exercer o acompanhamento e a fiscalização

Da Tributação e do Orçamento
233
orçamentária, sem prejuízo da atuação das demais comissões do Congresso Nacional
e de suas Casas, criadas de acordo com o art. 58.
§ 2~ As emendas serão apresentadas na comissão mista, que sobre elas emitirá
parecer, e apreciadas, na forma regimental, pelo plenário das duas Casas do Congresso
Nacional.
§ 3~ As emendas ao projeto de lei do orçamento anual ou aos projetos que o
modifiquem somente podem ser aprovadas caso:
I - sejam compatíveis com o plano plurianual e com a lei de diretrizes orça-
mentárias;
11 - indiquem os recursos necessários, admitidos apenas os provenientes de
anulação de despesa, excluídas as que incidam sobre:
a) dotações para pessoal e seus encargos;
b) serviço da dívida;
c) transferências tributárias constitucionais para Estados, Municípios e o
Distrito Federal; ou
III - sejam relacionadas:
a) com a correção de erros ou omissões; ou
b) com os dispositivos do texto do projeto de lei.
§ 4~ As emendas ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias não poderão ser
aprovadas quando incompatíveis com o plano plurianual.
§ 5~ O Presidente da República poderá enviar mensagem ao Congresso Nacional
para propor modificação nos projetos a que se refere este artigo enquanto não iniciada a
votação, na comissão mista, da parte cuja alteração é proposta.
§ 6~ Os projetos de lei do plano plurianual, das diretrizes orçamentárias e do
orçamento anual serão enviados pelo Presidente da República ao Congresso Nacio-
nal, nos termos da lei complementar a que se refere o art. 165, § 9~.
§ 7~ Aplicam-se aos projetos mencionados neste artigo, no que não contrariar o
disposto nesta Seção, as demais normas relativas ao processo legislativo.
§ 8~ Os recursos que, em decorrência de veto, emenda ou rejeição do projeto de
lei orçamentária anual, ficarem sem despesas correspondentes poderão ser utilizados,
conforme o caso, mediante créditos especiais ou suplementares, com prévia e especí-
fica autorização legislativa.
Art. 167.* São vedados:
I - o início de programas ou projetos não incluldos na lei orçamentária anual;
11- a realização de despesas ou a assunção de obrigações diretas que excedam
os créditos orçamentários ou adicionais;
III - a realização de operações de créditos que e'~cedam o montante das despesas
de capital, ressalvadas as autorizadas mediante créditos suplementares ou especiais
com fmalidade precisa, aprovados pelo Poder Legislativo por maioria absoluta;
• EC nQ 3/93, EC nQ 19/98, EC nQ 20/98 e EC n2 29/2000.

Constituição da República Federativa do Brasil


234
Arts. 166 a 168

IV - a vinculação de receita de impostos a órgão, fundo ou despesa, res-


salvadas a repartição do produto da arrecadação dos impostos a que se referem
os arts. 158 e 159, a destinação de recursos para as ações e serviços públicos de
saúde e para manutenção e desenvolvimento do ensino, como determinado, res-
pectivamente, pelos arts. 198, § 22, e 212, e a prestação de garantias às operações
de crédito por antecipação de receita, previstas no art. 165, § 82, bem como o
disposto no § 42 deste artigo;
V - a abertura de crédito suplementar ou especial sem prévia autorização
legislativa e sem indicação dos recursos correspondentes;
VI - a transposição, o remanejamento ou a transferência de recursos de uma
categoria de programação para outra ou de um órgão para outro, sem prévia autorização
legislativa;
VII - a concessão ou utilização de créditos ilimitados;
VIII - a utilização, sem autorização legislativa específica, de recursos dos or-
çamentos fiscal e da seguridade social para suprir necessidade ou cobrir déficit de
empresas, fundações e fundos, inclusive dos mencionados no art. l65,§ 52;
IX - a instituição de fundos de qualquer natureza, sem prévia autorização le-
gislativa;
X - a transferência voluntária de recursos e a concessão de empréstimos, in-
clusive por antecipação de receita, pelos Governos Federal e Estaduais e suas
instituições fmanceiras, para pagamento de despesas com pessoal ativo, inativo e
pensionista, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios;
XI - a utilização dos recursos provenientes das contribuições sociais de que
trata o art. 195, I, a, e 11, para a realização de despesas distintas do pagamento de
beneficios do regime geral de previdência social de que trata o art, 201.
§ 12 Nenhum investimento cuja-exeeu~apassewnexercíciofinanceiro p0-
derá ser iniciado sem prévia inclusão no plano plurianual, ou sem lei que autorize a
inclusão, sob pena de crime de responsabilidade.
§ 22 Os créditos especiais e extraordinários terão vigência no exercício financeiro
em que forem autorizados, salvo se o ato de autorização for promulgado nos últimos
.quatro meses daquele exercício, caso em que, reabertos nos limites de seus saldos,
serão incorporados ao orçamento do exercício financeiro subseqüente.
§ 32 A abertura de crédito extraordinário somente será admitida para atender a
despesas imprevisíveis e urgentes, como as decorrentes de guerra, comoção interna
ou calamidade pública, observado o disposto no art. 62.
§ 42 É permitida a vinculação de receitas próprias geradas pelos impostos a que se
referem os arts. 155 e 156, e dos recursos de que tratam os arts. 157, 158 e 159, I, a e
b, e 11, para a prestação de garantia ou contragarantia à União e para pagamento de
débitos para com esta.
Art. 168. Os recursos correspondentes às dotações orçamentárias, compreendidos
os créditos suplementares e especiais, destinados aos órgãos dos Poderes Legislativo
e Judiciário e do Ministério Público, ser-lhes-ão entregues até o dia 20 de cada mês,
na forma da lei complementar a que se refere o art. 165, § 92.

Da Tributação e do Orçamento
235
Art. 169.* A despesa com pessoal ativo e inativo da União, dos Estados, do Distri-
to Federal e dos Municípios não poderá exceder os limites estabelecidos em lei com-
plementar.
§ 12 A concessão de qualquer vantagem ou aumento de remuneração, a criação
de cargos, empregos e funções ou alteração de estrutura de carreiras, bem como a
admissão ou contratação de pessoal, a qualquer título, pelos órgãos e entidades da
administração direta ou indireta, inclusive fundações instituídas e mantidas pelo po-
der público, só poderão ser feitas:
I - se houver prévia dotação orçamentária suficiente para atender às projeções
de despesa de pessoal e aos acréscimos dela decorrentes;
11 - se houver autorização específica na lei de diretrizes orçamentárias,
ressalvadas as empresas públicas e as sociedades de economia mista.
§ 22 Decorrido o prazo estabelecido na lei complementar referida neste artigo
para a adaptação aos parâmetros ali previstos, serão imediatamente suspensos todos
os repasses de verbas federais ou estaduais aos Estados, ao Distrito Federal e aos
Municípios queJlà.O-obsenmreIaos referidos limites.
§ 32 Para o cumprimento dos limites estabelecidos com base neste artigo, durante
o prazo fixado na lei complementar referida no caput, a União, os Estados, o Distrito
Federal e os Municípios adotarão as seguintes providências:
I - redução em pelo menos vinte por cento das despesas com cargos em co-
missão e funções de confiança;
11 - exoneração dos servidores não estáveis.
§ 42 Se as medidas adotadas com base no parágrafo anterior não forem suficientes
para assegurar o cumprimento da determinação da lei complementar referida neste
artigo, o servidor estável poderá perder o cargo, desde que ato normativo motivado de
cada um-dos J»oderesespecifique a atividade-funcional, o órgão ou-Unidadeadminis,-
trativa objeto da redução de pessoal.
§ 52 O servidor que perder o cargo na forma do parágrafo anterior fará jus a
indenização correspondente a um mês de remuneração por ano de serviço.
§ 62 O cargo objeto da redução prevista nos parágrafos anteriores será considera-
do extinto, vedada a criação de cargo, emprego ou função com atribuições iguais ou
assemelhadas pelo prazo de quatro anos.
§ 72 Lei federal disporá sobre as normas gerais a serem obedecidas na efetivação
do disposto no § 4 2•

.. EC n2 19/98.

Constituição da República Federativa do Brasil


236
TÍTULO VII
Da Ordem Econômica e Financeira

CAPÍTULO I
Dos Princípios Gerais
da Atividade Econômica

Art. 170.* A ordem econômica, fundada na valorização do trabalho humano e na


livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existência digna, conforme os ditames
da justiça social, observados os seguintes princípio~:
I - soberania nacional;
11 - propriedade privada;
III - função social da propriedade;
IV - livre concorrência;
V - defesa do consumidor;
VI - defesa do meio ambiente;
VII - redução das desigualdades regionais e sociais;
VIII - busca do pleno emprego;
IX - tratamento favorecido para as empresas de pequeno porte constituídas
sob as leis brasileiras e que tenham sua sede e administração no País.
Parágrafo único. É assegurado a todos o livre exercício de qualquer atividade
econômica, independentemente de autorização de órgãos públicos, salvo nos casos
previstos em lei.
Art. 171.* (Revogado).
Art. 172. A lei disciplinará, com base no interesse nacional, os investimentos de
capital estrangeiro, incentivará os reinvestimentos e regulará a remessa de lucros.
Art. 173.** Ressalvados os casos previstos nesta Constituição, a exploração direta
de atividade econômica pelo Estado só será permitida quando necessária aos
imperativos da segurança nacional ou a relevante interesse coletivo, conforme defini-
dos em lei.
§ IQ A lei estabelecerá o estatuto jurídico da empresa pública, da sociedade de
economia mista ede suas subsidiárias que explorem atividade econômica de produção
ou comercialização de bens ou de prestação de serviços, dispondo sobre:
I - sua função social e formas de fiscalização pelo Estado e pela sociedade;
11 - a sujeição ao regime jurídico próprio das empresas privadas, inclusive
quanto aos direitos e obrigações civis, comerciais, trabalhistas e tributários;

• EC n2 6/95 .
.. EC n2 19/98.

Da Ordem Econômica e Financeira


237
III - licitação e contratação de obras, serviços, compras e alienações, observa-
dos os princípios da administração pública;
IV - a constituição e o funcionamento dos conselhos de administração e fiscal,
com a participação de acionistas minoritários;
V - os maridatos, a avaliação de desempenho e a responsabilidade dos admi-
nistradores.
§ 22 As empresas públicas e as sociedades de economia mista não poderão gozar
de privilégios fiscais não extensivos às do setor privado.
§ 32 A lei regulamentará as relações da empresa pública com o Estado e a sociedade.
§ 4 2 A lei reprimirá o abuso do poder econômico que vise à dominação dos mer-
cados, à eliminação da concorrência e ao aumento arbitrário dos lucros.
§ 52 A lei, sem prejuízo da responsabilidade individual dos dirigentes da pessoa
jurídica, estabelecerá a responsabilidade desta, sujeitando-a às punições compatíveis
com sua natureza, nos atos praticados contra a ordem econômica e fmanceira e contra
a economia popular.

Art. 174. Como agente normativo e regulador da atividade econômica, o Estado


exercerá, na forma da lei, as funções de fiscalização, incentivo e planejamento, sendo
este determinante para o setor público e indicativo para o setor privado.
§ 12 A lei estabelecerá as diretrizes e bases do planejamento do desenvolvimento
nacional equilibrado, o qual incorporará e compatibilizará os planos nacionais e regio-
nais de desenvolvimento.
§ 2 2 A lei apoiará e estimulará o cooperativismo e outras formas de associa-
tivismo.
§ 32 O Estado favorecerá a organização da atividade garimpeira em cooperativas,
levando em conta a proteção do meio ambiente e a promoção econômico-social dos
garimpeiros.
§ 42 As cooperativas a que se refere o parágrafo anterior terão prioridade na auto-
rização ou concessão para pesquisa e lavra dos recursos e jazidas de minerais garim-
páveis, nas áreas onde estejam atuando, e naquelas fixadas de acordo com o art. 21,
XXV, na forma da lei.

Art. 175. Incumbe ao poder público, na forma da lei, diretamente ou sob regime de
concessão ou permissão, sempre através de licitação, a prestação de serviços públicos.
Parágrafo único. A lei disporá sobre:
I - o regime das empresas concessionárias e permissionárias de serviços
públicos, o caráter especial de seu contrato e de sua prorrogação, bem como as condi-
ções de caducidade, fiscalização e rescisão da concessão ou permissão;
11 - os direitos dos usuários;
III - política tarifária;
IV - a obrigação de manter serviço adequado.

Constituiçõo da República Federativa do Bras~


238
Arts. 173 a 177

Art. 176.* As jazidas, em lavra ou não, e demais recursos minerais e os potenciais


de energia hidráulica constituem propriedade distinta da do solo, para efeito de
exploração ou aproveitamento, e pertencem à União, garantida ao concessionário a
propriedade do produto da lavra.
§ l~ A pesquisa e a lavra de recursos minerais e o aproveitamento dos potenciais
a que se refere o caput deste artigo somente poderão ser efetuados mediante autoriza-
ção ou concessão da União, no interesse nacional, por brasileiros ou empresa consti-
tuída sob as leis brasileiras e que tenha sua sede e administração no País, na forma da
lei, que estabelecerá as condições específicas quando essas atividades se desenvolve-
rem em faixa de fronteira ou terras indígenas.
§ 2~ É assegurada participação ao proprietário do solo nos resultados da lavra, na
forma e no valor que dispuser a lei.
§ 3~ A autorização de pesquisa será sempre por prazo determinado, e as autori-
zações e concessões previstas neste artigo não poderão ser cedidas ou transferidas,
total ou parcialmente, sem prévia anuência do Poder concedente.
§ 4~ Não dependerá de autorização ou concessão o aproveitamento do potencial
de energia renovável de capacidade reduzida.
Art. 177.** Constituem monopólio da União:
I - a pesquisa e a lavra das jazidas de petróleo e gás natural e outros hidrocar-
bonetos fluidos;
11 - a refinação do petróleo nacional ou estrangeiro;
III - a importação e exportação dos produtos e derivados básicos resultantes
das atividades previstas nos incisos anteriores;
IV - o transporte marítimo do petróleo bruto de origem nacional ou de derivados
básicos de petróleo produzidos no País, bem assim o transporte, por meio de conduto,
de petróleo bruto, seus derivados e gás natural de qualquer origem;
V - a pesquisa, a lavra, o enriquecimento, o reprocessamento, a industrialização
e o comércio de minérios e minerais nucleares e seus derivados.
§ 1~ A União poderá contratar com empresas estatais ou privadas a realização das
atividades previstas nos incisos I a IV deste artigo, observadas as condições estabele-
cidas em lei.
§ 2~ A lei a que se refere o § 1~ disporá sobre:
I - a garantia do fornecimento dos derivados de petróleo em todo o território
nacional;
11 - as condições de contratação;
III - a estrutura e atribuições do órgão regulador do monopólio da União;
§ 3~ A lei disporá sobre o transporte e a utilização de materiais radioativos no
território nacional;

* EC n2 6/95.
** EC n2 9/95.

Da Ordem Econômica e Financeira


239
Art. 178.1< A lei disporá sobre a ordenação dos transportes aéreo, aquático e terrestre,
devendo, quanto à ordenação do transporte internacional, observar os acordos fmnados
pela União, atendido o princípio da reciprocidade.
Parágrafo único. Na ordenação do transporte aquático, a lei estabelecerá as
condições em que o transporte de mercadorias na cabotagem e a navegação interior
poderão ser feitos por embarcações estrangeiras.
Art. 179. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios dispensarão às
microempresas e às empresas de pequeno porte, assim defmidas em lei, tratamento
jurídico diferenciado, visando a incentivá-las pela simplificação de suas obrigações
administrativas, tributárias, previdenciárias e creditícias, ou pela eliminação ou redução
destas por meio de lei.
Art. 180. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios promoverão e
incentivarão o turismo como fator de desenvolvimento social e econômico.
Art. 181. O atendimento de requisição de documento ou informação de natureza co-
mercial, feita por autoridade administrativa ou judiciária estrangeira, a pessoa IlSica ou
jurídica residente ou domiciliada no País dependerá de autorização do Poder competente.

CAPÍTULO 11
Da Política Urbana

Art. 182. A política de desenvolvimento urbano, executada pelo poder público muni-
cipal, conforme diretrizes gerais fixadas em lei, tem por objetivo ordenar o pleno desen-
volvimento das funções sociais da cidade e garantir o bem-estar de seus habitantes.
§ 12 O plano diretor, aprovado pela Câmara Municipal, obrigatório para cidades
com mais de vinte mil habitantes, é o instrumento básico da política de desenvolvi-
mento e de expansão urbana.
§ 2 2 A propriedade urbana cumpre sua função social quando atende às exigências
fundamentais de ordenação da cidade expressas no plano diretor.
§ 32 As desapropriações de imóveis urbanos serão feitas com prévia e justa inde-
nização em dinheiro.
§ 42 É facultado ao poder público municipal, mediante lei específica para área
incluída no plano diretor, exigir, nos termos da lei federal, do proprietário do solo
urbano não edificado, subutilizado ou não utilizado que promova seu adequado apro-
veitamento, sob pena, sucessivamente, de:
I - parcelamento ou edificação compulsórios;
11 - imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana progressivo no
tempo;
III - desapropriação com pagamentomediante títulos da dívida pública de emis-
são previamente aprovada pelo Senado Federal, com prazo de resgate de até dez anos,
em parcelas anuais, iguais e sucessivas, assegurados o valor real da indenização e os
juros legais.

* EC n2 7/95.

Constituição da República Federativa do Brasil


240
Arts. 178 a 186

Art. 183. Aquele que possuir como sua área urbana de até duzentos e cinqüenta
metros quadrados, por cinco anos, ininterruptamente e sem oposição, utilizando-a
para sua moradia ou de sua família, adquirir-Ihe-á o domínio, desde que não seja
proprietário de outro imóvel urbano ou rural.
§ l~ O título de domínio e a concessão de uso serão conferidos ao homem ou à
mulher, ou a ambos, independentemente do estado civil.
§ 2~ Esse direito não será reconhecido ao mesmo possuidor mais de uma vez.
§ 3~ Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião.

CAPÍTULO III
Da Política Agrícola e Fundiária
e da Reforma Agrária

Art. 184. Compete à União desapropriar por interesse social, para fins de reforma
agrária, o imóvel rural que não esteja cumprindo sua função social, mediante prévia e
justa indenização em títulos da dívida agrária, com cláusula de preservação do valor
real, resgatáveis no prazo de até vinte anos, a partir do segundo ano de sua emissão, e
cuja utilização será definida em lei.
§ l~ As benfeitorias úteis e necessárias serão indenizadas em dinheiro.
§ 2~ O decreto que declarar o imóvel como de interesse social, para fms de reforma
agrária, autoriza a União a propor a ação de desapropriação.
§ 3~ Cabe à lei complementar estabelecer procedimento contraditório especial, de
rito sumário, para o processo judicial de desapropriação.
§ 4~ O orçamento fixará anualmente o volume total de títulos da dívida agrária,
assim como o montante de recursos para atender ao programa de reforma agrária no
exercício.
§ 5~ São isentas de impostos federais, estaduais e municipais as operações de
transferência de imóveis desapropriados para fins de reforma agrária.
Art. 185. São insuscetíveis de desapropriação para fins de reforma agrária:
I - a pequena e média propriedade rural, assim definida em lei, desde que seu
proprietário não possua outra;
11 - a propriedade produtiva.
Parágrafo único. A lei garantirá tratamento especial à propriedade produtiva e
fixará normas para o cumprimento dos requisitos relativos a sua função social.

Art. 186. A função social é cumprida quando a propriedade rural atende, simultanea-
mente, segundo critérios e graus de exigência estabelecidos em lei, aos seguintes
requisitos:
I - aproveitamento racional e adequado;
11 - utilização adequada dos recursos naturais disponíveis e preservação do
meio ambiente;

Da Ordem Econômica e Financeira


241
111 - observância das disposições que regulam as relações de trabalho;
IV - exploração que favoreça o bem-estar dos proprietários e dos trabalhadores.
Art. 187. A política agrícola será planejada e executada na forma da lei, com a
participação efetiva do setor de produção, envolvendo produtores e trabalhadores
rurais, bem como dos setores de comercialização, de armazenamento e de transpor-
tes, levando em conta, especialmente:
I - os instrumentos creditícios e fiscais;
11 - os preços compatíveis com os custos de produção e a garantia de comercia-
lização;
111 - o incentivo à pesquisa e à tecnologia;
IV - a assistência técnica e extensão rural;
V - o seguro agrícola;
VI - o cooperativismo;
VII - a eletrificação rural e irrigação;
VIII - a habitação para o trabalhador rural.
§ 12 Incluem-se no planejamento agrícola as atividades agroindustriais, agropecuá-
rias, pesqueiras e florestais.
§ 22 Serão compatibilizadas as ações de política agrícola e de reforma agrária.
Art. 188. A destinação de terras públicas e devolutas será compatibilizada com a
política agrícola e com o plano nacional de reforma agrária.
§ 12 A alienação ou a concessão, a qualquer título, de terras públicas com área
superior a dois mil e quinhentos hectares a pessoa física ou jurídica, ainda que por
interposta pessoa, dependerá de prévia aprovação do Congresso Nacional.
§ 22 Excetuam-se do disposto no parágrafo anterior as alienações ou as conces-
sões de terras públicas para fins de reforma agrária.
Art. 189. Os beneficiários da distribuição de imóveis rurais pela reforma agrária
receberão títulos de domínio ou de concessão de uso, inegociáveis pelo prazo de dez
anos.
Parágrafo único. O título de domínio e a concessão de uso serão conferidos ao
homem ou à mulher, ou a ambos, independentemente do estado civil, nos termos e
condições previstos em lei.
Art. 190. A lei regulará e limitará a aquisição ou o arrendamento de propriedade
rural por pessoa física ou juridica estrangeira e estabelecerá os casos que dependerão
de autorização do Congresso Nacional.
Art. 191. Aquele que, não sendo proprietário de imóvel rural ou urbano, possua
como seu, por cinco anos ininterruptos, sem oposição, área de terra, em zona rural,
não superior a cinqüenta hectares, tomando-a produtiva por seu trabalho ou de sua
família, tendo nela sua moradia, adquirir-lhe-á a propriedade.
Parágrafo único. Os imóveis públicos não serão adquiridos por usucapião.

242 Constituição do República Federativo do Brasil


Arts. 186 a 192

CAPÍTULO IV
Do Sistema Financeiro Nacional

Art. 192. * O sistema financeiro nacional, estruturado de forma a promover o de-


senvolvimento equilibrado do País e a servir aos interesses da coletividade, será regu-
lado em lei complementar, que disporá, inclusive, sobre:
I - a autorização para o funcionamento das instituições fmanceiras, assegurado
às instituições bancárias oficiais e privadas acesso a todos os instrumentos do mercado
fmanceiro bancário, sendo vedada a essas instituições a participação em atividades
não previstas na autorização de que trata este inciso;
11 - autorização e funcionamento dos estabelecimentos de seguro, resseguro,
previdência e capitalização, bem como do órgão oficial fiscalizador;
III - as condições para a participação do capital estrangeiro nas instituições a
que se referem os incisos anteriores, tendo em vista, especialmente:
a) os interesses nacionais;
b) os acordos internacionais;
IV - a organização, o funcionamento e as atribuições do Banco Central e demais
instituições fmanceiras públicas e privadas;
V - os requisitos para a designação de membros da diretoria do Banco Central e
demais instituições financeiras, bem como seus impedimentos após o exercício do cargo;
VI - a criação de fundo ou seguro, com o objetivo de proteger a economia
popular, garantindo créditos, aplicações e depósitos até determinado valor, vedada a
participação de recursos da União;
VII - os critérios restritivos datransfer ência depoupanÇlnte-regiões com tenda
inferior à média nacional para outras de maior desenvolvimento;
VIII - o funcionamento das cooperativas de crédito e os requisitos para que
possam ter condições de operacionalidade e estruturação próprias das instituições
fmanceiras.
§ I ~ A autorização a que se referem os incisos I e 11 será inegociável e intransferivel,
permitida a transmissão do controle da pessoa jurídica titular, e concedida sem ônus,
na forma da lei do sistema fmanceiro nacional, a pessoajurídica cujos diretores tenham
capacidade técnica e reputação ilibada, e que comprove capacidade econômica com-
patível com o empreendimento.
§ 2~ Os recursos financeiros relativos a programas e projetos de caráter regional,
de responsabilidade da União, serão depositados em suas instituições regionais de
crédito e por elas aplicados.
§ 3~ As taxas de juros reais, nelas incluídas comissões e quaisquer outras remune-
rações direta ou indiretamente referidas à concessão de crédito, não poderão ser supe-
riores a doze por cento ao ano; a cobrança acima deste limite será conceituada como
crime de usura, punidó, em todas as suas modalidades, nos termos que a lei determinar.

• EC nQ 13/96.

Da Ordem Econômica e Financeira


243
TÍTULO VIII
Da Ordem Social

CAPÍTULO I
Disposição Geral

Art. 193. A ordem social tem como base o primado do trabalho, e como objetivo o
bem-estar e a justiça sociais.

CAPÍTULO 11
Da Seguridade Social

SEÇÃO I
Disposições Gerais

Art. 194.* A seguridade social compreende um conjunto integrado de ações de


iniciativa dos poderes públicos e da sociedade, destinadas a assegurar os direitos rela-
tivos à saúde, à previdência e à assistência social.
Parágrafo único. Compete ao poder público, nos termos da lei, organizar a se-
guridade social, com base nos seguintes objetivos:
I - universalidade da cobertura e do atendimento;
11 - uniformidade e equivalência dos beneficios e serviços às populações
urbanas e rurais;
III - seletividade e distributividade na prestação dos beneficios e serviços;
IV ~ irredutibilidade do valor dos beneficios;
V - eqüidade na forma de participação no custeio;
VI - diversidade da base de fmanciamento;
VII - caráter democrático e descentralizado da administração, mediante gestão
quadripartite, com participação dos trabalhadores, dos empregadores, dos aposentados
e do Governo nos órgãos colegiados.
Art. 195.* A seguridade social será financiada por toda a sociedade, de forma di-
reta e indireta, nos termos da lei, mediante recursos provenientes dos orçamentos da
União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, e das seguintes contribui-
ções sociais:
I - do empregador, da empresa e da entidade a ela equiparada na forma da lei,
incidentes sobre:
a) a folha de salários e demais rendimentos do trabalho pagos ou creditados,
a qualquer título, à pessoa fisica que lhe preste serviço, mesmo sem vínculo
empregatício;

• EC n2 20/98.

Da Ordem Social
245
b) a receita ou o faturamento;
c) o lucro;
11 - do trabalhador e dos demais segurados da previdência social não incidindo
contribuição sobre aposentadoria e pensão concedidas pelo regime geral de previdên-
cia social de que trata o art. 20 I;
m- sobre a receita de concursos de prognósticos.
§ lQ As receitas dos, Estados, do Distrito Federal e dos Municípios destinadas à
seguridade social constarão dos respectivos orçamentos, não integrando o orçamento
da União.
§ 2Q A proposta de orçamento da seguridade social será elaborada de forma inte-
grada pelos órgãos responsáveis pela saúde, 'previdência social e assistência social,
tendo em vista as metas e prioridades estabelecidas na lei de diretrizes orçamentárias,
assegurada a cada área a gestão de seus recursos.
§ 3Q A pessoa jurídica em débito com o sistema da seguridade social, como esta-
belecido em lei, não poderá contratar com o poder público nem dele receber beneficios
ou incentivos fiscais ou creditícios. '
§ 4Q A lei poderá instituir outras fontes destinadas a garantir a manutenção ou
expansão da seguridade social, obedecido o disposto no art. 154, I. '
§ 5Q Nenhum beneficio ou serviço da seguridade social poderá ser criado, majo-
rado ou estendido sem a correspondente fonte de custeio total.
§ 6Q As contribuições sociais de que trata este artigo só poderão ser exigidas após
decorridos noventa dias da data da publicação da lei que as houver instituído ou mo-
dificado, não se lhes aplicando o disposto no art. 150, m, b.
§ 7Q São isentas de contribuição para a seguridade social as entidades beneficentes
de assistência social que atendam às exigências,estabelecidas em lei.
§ 8Q O produtor, o parceiro, o meeiro e o arrendatário rurais e o pescador artesa-
nal,bem como os respectivos cônjuges, que exerçam suas atividades em regime de
economia familiar, sem empregados permanentes, contribuirão para a seguridade so-
cial mediante a aplicação de uma alíquota sobre o resultado da comercialização da
produção e farão jus aos beneficios nos termos da lei.
§ 9Q As contribuições sociais previstas no inciso 1deste artigo poderão ter alíquotas
ou bases de cálculo diferenciadas, em 'razão da atividade econômica ou da utilização
intensiva de mão-de-obra.
, § 10. A lei defmirá os critérios de transferência de recursos para o sistema único
de saúde e ações de assistência social da União para os Estados, o Distrito Federal e os
Municípios, e dos Estados para os Municípios, observada a respectiva contrapartida
de recursos.
§ 11. É vedada a concessão de remissão ou anistia das contribuições sociais de
que tratam os incisos I, a, e 11 deste artigo, para débitos em montante superior ao
fixado em lei complementar.

Constituição da República Federativa do ,Brasil


246
Arts. 195 a 198

SEÇÃO 11
Da Saúde

Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políti-
cas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos
e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e
recuperação.
Art. 197. São de relevância pública as ações e serviços de saúde, cabendo ao poder
público dispor, nos termos da lei, sobre sua regulamentação, fiscalização e controle,
devendo sua execução ser feita diretamente ou através de terceiros e, também, por
pessoa física ou jurídica de direito privado.
Art. 198.* As ações e serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada
e hierarquizada e constituem um sistema único, organizado de acordo com as seguin-
tes diretrizes:
I - descentralização, com direção única em cada esfera, de governo;
11 - atendimento integral, com prioridade para as atividades preventivas, sem
prejuízo dos serviços assistenciais;
III - participação da comunidade.
§ 12 O sistema único de saúde será financiado, nos termos do art. 195, com re-
cursos do orçamento da seguridade social, da União, dos Estados, do Distrito Federal
e dos Municípios, além de outras fontes.
§ 22 A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios aplicarão, anual-
mente, em ações e serviços públicos de saúde recursos mínimos derivados da aplica-
ção de percentuais calculados sobre:
I - no caso da União', na forma definida nos termos da lei complementar pre-
vista no § 32 ;
11 - no caso dos Estados e do Distrito Federal, o produto da arrecadação dos
impostos a que se refere o art. 155 e dos recursos de que tratam os arts. 157,eJ59,
inciso I, alínea a, e inciso 11, deduzidas as parcelas que forem transferidas aos respec-
tivos Municípios;
III - no caso dos Municípios e do Distrito Federal, o produto da arrecadação
dos impostos a que se refere o art. 156 e dos recursos de que tratam os arts. 158 e 159,
inciso I, alínea b e § 32 •
§ 32 Lei complementar, que será reavaliada pelo menos a cada cinco anos, esta-
belecerá:
I - os percentuais de que trata o § 22;
11 - os critérios de rateio dos recursos da União vinculados à saúde desti-
na,dosaos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios, e dos Estados destina-
dos a seus respectivos Municípios, objet~vando a progressiva redução das dispa-
ridades regionais;

* EC nQ 29/2000.

Da Ordem Social 247


III - as normas de fiscalização, avaliação e controle das despesas com saúde
nas esferas federal, estadual, distrital e municipal;
IV - as normas de cálculo do montante a ser aplicado pela União.
Art. 199. A assistência à saúde é livre à iniciativa privada.
§ I ~ As instituições privadas poderão participar de forma complementar do sistema
único de saúde, segundo diretrizes deste, mediante contrato de direito público ou
convênio, tendo preferência as entidades filantrópicas e as sem fms lucrativos.
§ 22 É vedada a destinação de recursos públicos para auxílios ou subvenções às
instituições privadas com fins lucrativos.
§ 32 É vedada a participação direta ou indireta de empresas ou capitais estrangeiros
na assistência à saúde no País, salvo nos casos previstos em lei.
§ 42 A lei disporá sobre as condições e os requisitos que facilitem a remoção de
órgãos, tecidos e substâncias humanas para fms de transplante, pesquisa e tratamento,
bem como a coleta, processamento e transfusão de sangue e seus derivados, sendo
vedado todo tipo de comercialização.
Art. 200. Ao sistema único de saúde compete, além de outras atribuições, nos ter-
mos da lei:
I - controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substâncias de interesse
para a saúde e participar da produção de medicamentos, equipamentos, imunobioló-
gicos, hemoderivados e outros insumos;
11 - executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como as
de saúde do trabalhador;
III - ordenar a formação de recursos humanos na área de saúde;
IV --" participar da formulação da política e da execução das ações de sanea-
mento básico;
V - incrementar em sua área de atuação o desenvolvimento científico e
tecnológico;
VI - fiscalizar e inspecionar alimentos, compreendido o controle de seu teor
nutricional, bem como bebidas e águas para consumo humano;
VII - participar do controle e fiscalização da produção, transporte, guarda e
utilização de substâncias e produtos psicoativos, tóxicos e radioativos;
VIII - colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho.
SEÇÃOIlI
Da Previdência Social
Art. 201.* A previdência social será organizada sob a forma de regime geral, de
caráter contributivo e de filiação obrigatória, observados critérios que preservem o
equilíbrio financeiro e atuarial, e atenderá, nos termos da lei, a:
I - cobertura dos eventos de doença, invalidez, morte e idade avançada;

* EC n2 20/98.

Constituiçõo da República Federativa do Brasil


248
Arts. 198 a 201

11 - proteção à maternidade, especialmente à gestante;


III - proteção ao trabalhador em situação de desemprego involuntário;
IV - salário-família e auxílio-reclusão para os dependentes dos segurados de
baixa renda;
V - pensão por morte do segurado, homem ou mulher, ao cônjuge ou compa-
nheiro e dependentes, observado o disposto no § 2~.
§ l~ É vedada a adoção de requisitos e critérios diferenciados para a concessão
de aposentadoria aos beneficiários do regime geral de previdência social, ressalvados
os casos de atividades exercidas sob condições especiais que prejudiquem a saúde
ou a integridade fisica, definidos em lei complementar.
§ 2~ Nenhum benefício que substitua o salário de contribuição ou o rendimento
do trabalho do segurado terá valor mensal inferior ao salário mínimo.
§ 3~ Todos os salários de contribuição considerados para o cálculo de beneficio
serão devidamente atualizados, na fotIna da lei.
§ 4~ É assegurado o reajustamento dos benefícios para preservar-lhes, em caráter
permanente, o valor real, conforme critérios definidos em lei.
§ 5~ É vedada a filiação ao regime geral de previdência social, na qualidade de
segurado facultativo, de pessoa participante de regime próprio de previdência.
§ 6~ A gratificação natalina dos aposentados e pensionistas terá por base o valor
dos proventos do mês de dezembro de cada ano.
§ 7~ É assegurada aposentadoria no regime geral de previdência social, nos termos
da lei, obedecidas as seguintes condições:
I - trinta e cinco anos de contribuição, se homem, e trinta anos de contribuição,
se mulher;
11 - sessenta e cinco anos de idade, se homem, e sessenta anos de idade, se
mulher, reduzido em cinco anos o limite para os trabalhadores rurais de ambos os
sexos e para os que exerçam suas atividades em regime de economia familiar, nestes
incluídos o produtor rural, o garimpeiro e o pescador artesanal.
§ 8~ Os requisitos a que se refere o inciso I do parágrafo anterior serão redu-
zidos em cinco anos, para o professor que comprove exclusivamente tempo de
efetivo exercício das funções de magistério na educação infantil e no ensiná
fundamental e médio.
§ 9~ Par.. efeito de aposentadoria, é assegurada a contagem recíproca do tempo
de contribuição na administração pública e na atividade privada, rural e urbana, hi-
pótese em que os diversos regimes de previdência social se compensarão financeira-
mente, segundo critérios estabelecidos em lei.
§ 10. Lei disciplinará a cobertura do risco de acidente do trabalho, a ser
..ttendida concorrentemente pelo regime geral de previdência social e pelo setor
privado.
§ 11. Os ganhos habituais do empregado, a qualquer título, serão incorporados
ao salário para efeito de contribuição previdenciária e conseqüente repercussão em
beneficios, nos casos e na forma da lei.

Da Ordem Social
249
Art. 202.* O regime de previdência privada, de caráter complementar e organiza-
do de forma autônoma em relação ao regime geral de previdência social, será
facultativo, baseado na constituição de reservas que garantam o beneficio contratado,
e regulado por lei complementar.
§ IQ A lei complementar de que trata este artigo assegurará ao participante de
planos de beneficios de entidades de previdência privada o pleno acesso às informações
relativas à gestão de seus respectivos planos.
§ 2Q As contribuições do empregador, os beneficios e as condições contratuais
previstas nos estatutos, regulamentos e planos de beneficios das entidades de previ-
dência privada não integram o contrato de trabalho dos participantes, assim como, à
exceção dos beneficios concedidos, não integram a remuneração dos participantes,
nos termos da lei.
§ 3Q É vedado o aporte de recursos a entidade de previdência privada pela União,
Estados', Distrito Federal e Municípios, suas autarquias, fundações, empresas públicas,
sociedades de economia mista e outras entidades públicas, salvo na qualidade de pa-
trocinador, situação na qual, em hipótese alguma, sua contribuição normal poderá
exceder a do segurado.
§ 4Q Lei complementar disciplinará a relação entre a União, Estados, Distrito Fe-
deral ou Municípios, inclusive suas autarquias, fundações, sociedades de economia
mista e empresas controladas direta ou indiretamente, enquanto patrocinadoras de
entidades fechadas de previdência privada, e suas respectivas entidades fechadas de
previdência privada.
§ 5Q A lei complementar de que trata o parágrafo anterior aplicar-se-á, no que
couber, às empresas privadas permissionárias ou concessionárias de prestação de ser-
viços públicos, quando patrocinadoras de entidades fechadas de previdência privada.
§ 6Q A lei complementar a que se refere o § 4Q deste artigo estabelecerá os requi-
S!tos para a designação dos membros das diretorias das entidades fechadas de previ-
dência.privada e disciplinará a inserção dos participantes nos colegiados e instâncias
de decisa'(H(m que seus interesses sejam objeto de discussão e deliberação.

SEÇÃO IV
Da Assistência Social

Art. 203. A assistência social será prestada a quem dela necessitar, independente-
mente de contribuição à seguridade social, e tem por objetivos:
I - a proteção à família, à mau:rnidade, à inf'ancia, à adolescência e à velhice;
11 - o amparo às crianças e adolescentes carentes;
III - a promoção da integração ao mercado de trabalho;
IV - a habilitação e reabilitação das pessoas portadoras de deficiência e a pro-
moção de sua integração à vida comunitária;
V - a garantia de um salário mínimo de beneficio mensal à pessoa portadora de
deficiência e ao idoso que comprovem não possuir meios de prover à própria manutenção
ou de tê-la provida por sua família, conforme dispuser a lei.

• EC 0 2 20/98.

Constituição da República Federativo doBrâliI


250
Arts. 202 a 207

Art. 204. As ações governamentais na área da assistência social serão realizadas


com recursos do orçamento da seguridade social, previstos no art. 195, além de outras
fontes, e organizadas com base nas seguintes diretrizes:
I - descentralização político-administrativa, cabendo a coordenação e as nor-
mas gerais à esfera federal e a coordenação e a execução dos respectivos programas
às esferas estadual e municipal, bem como a entidades beneficentes e de assistência
social;
11 - participação da população, por meio de organizações representativas, na
formulação das políticas e no controle das ações em todos os níveis.

CAPÍTULO III
Da Educação, da Cultura
e do Desporto

SEÇÃO I
Da Educação

Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promo-
vida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvi-
mento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o
trabalho. .

Art. 206.* o ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
I - igualdade de condições para o acesso e permanência na escola;
11 -liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o,pensamento, a arte
e o saber; .
III - pluralismo de idéias e de concepções pedagógicas, e coexistência de
instituições públicas e privadas de ensino;
IV - gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais;
V - valorização dos profissionais do ensino, garantidos, na forma da lei, planos
de carreira para o magistério público, com piso salarial profissional e ingresso
exclusivamente por concurso público de provas e títulos;
VI - gestão democrática dó ensino público, na forma da lei;
VII - garantia de padrão de qualidade.

Art. 207. ** As universidades gozam de autonomia didático-científica,


administrativa e de gestão fmanceira e patrimonial, e obedecerão ao princípio de in-
dissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão.
§ I ~ É facultado às universidades admitir professores, técnicos e cientistas estran-
geiros, na forma da lei.
§ 2~ O 'disposto neste artigo aplica-se às instituições de pesquisa científica e
tecnológica.

• EC nQ 19/98.
.. EC nQ 11/96.

Da Ordem Social
251
Art. 208.* O dever do Estado com a educação será efetivado mediante a garantia de:
I - ensino fundamentai obrigatório e gratuito, assegurada, inclusive, sua ofer-
ta gratuita para todos os que a ele não tiverem acesso na idade própria;
11 - progressiva universalização do ensino médio gratuito;
III - atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência, pre-
ferencialmente na rede regular de ensino;
IV - atendimento em creche e pré-escola às crianças de zero a seis anos de idade;
V - acesso aos níveis mais elevados do ensino, da pesquisa e da criação artís-
tica, segundo a capacidade de cada um;
VI - oferta de ensino noturno regular, adequado às condições do educando;
VII - atendimento ao educando, no ensino fundamental, através de programas
suplementares de material didático-escolar, transporte, alimentação e assistência à
saúde.
§ 1Q O acesso ao ensino obrigatório e gratuito é direito público subjetivo.
§ 2 Q O não-oferecimento do ensino obrigatório pelo poder público, ou sua oferta
irregular, importa responsabilidade da autoridade competente.
§ 3Q Compete ao poder público recensear os educandos no ensino fundamentai,
fazer-lhes a chamada e zelar, junto aos pais ou responsáveis, pela freqüência à escola.

Art. 209. O ensino é livre à iniciativa privada, atendidas as seguintes condições:


I - cumprimento das normas gerais da educação nacional;
11 - autorização e avaliação de qualidade pelo poder público.

Art. 210. Serão fixados conteúdos mínimos para o ensino fundamental, de manei-
ra a assegurar formação básica comum e respeito aos valores culturais e artísticos,
nacionais e regionais.
§ I Q O ensino religioso, de matricula facultativa, constituirá disciplina dos horários
normais das escolas públicas de ensino fundamentai.
§ 2Q O ensino fundamental regular será ministrado em língua portuguesa, assegu-
rada às comunidades indígenas também a utilização de suas línguas maternas e pro-
cessos próprios de aprendizagem.

Art. 211.* A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios organizarão em


regime de colaboração seus sistemas de ensino.
§ 1Q A União organizará o sistema federal de ensino e o dos Territórios, fmanciará
as instituições de ensino públicas federais e exercerá, em matéria educacional, função
redistribuitiva e supletiva, de forma a garantir equalização de oportunidades
educacionais e padrão mínimo de qualidade do ensino mediante assistência técnica e
fmanceira aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios.
§ 2Q OS Municípios atuarão prioritariamente no ensino fundamentai e na educa-
ção infantil.

... EC n2 14/96.

Constituição da República Federativa do Brasil


252
Arts. 208 a 214

§ 3~ Os Estados e o Distrito Federal atuarão prioritariamente no ensino funda-


mental e médio.
§ 4~ Na organização de seus sistemas de ensino, os Estados e os Municípios deftni-
rão formas de colaboração, de modo a assegurar a universalização do ensino obrigatóriq.
Art. 212.* A União aplicará, anualmente, nunca menos de dezoito, e os Estados, o
Distrito Federal e os Municípios vinte e cinco por cento, no mínimo, da receita resul-
tante de impostos, compreendida a proveniente de transferências, na manutenção e
desenvolvimento do ensino.
§ I ~ A parcela da arrecadação de impostos transferida pela União aos Estados, ao
Distrito Federal e aos Municípios, ou pelos Estados aos respectivos Municípios, não
é considerada, para efeito do cálculo previsto neste artigo, receita do governo que a
transferir.
§ 2~ Para efeito do cumprimento do disposto no caput deste artigo, serão conside-
rados os sistemas de ensino federal, estadual e municipal e os recursos aplicados na
forma do art. 213.
§ 3~ A distribuição dos recursos públicos assegurará prioridade ao atendimento
das necessidades do ensino obrigat6rio,nos termos do plano nacional de educação.
§ 4~ Os programas suplementares de alimentação e assistência à saúde previstos
no art. 208, VII, serão fmanciados com recursos provenientes de contribuições sociais
e outros recursos orçamentários.
§ 5~ O ensino fundamental público terá como fonte adicional de ftnanciamento a
contribuição social do salário-educação, recolhida pelas empresas, na forma da lei.
Art. 213. Os recursos públicos serão destinados às escolas públicas, podendo ser
dirigidos a escolas comunitárias, confessionais ou ftlantrópicas, deftnidas em lei, que:
I - comprovem fmalidade não lucrativa e apliquem seus excedentes fmanceiros
em educação;
I1- assegurem a destinaç&o de seu patrimõnio a outra escola comunilá.rla~ fi-
lantrópica ou confessional, ou ao poder público, no caso de encerramento de suas
atividades.
§ 1~ Os recursos de que trata este artigo poderão ser destinados a bolsas de estudo
para o ensino fundamental e médio, na forma da lei, para os que demonstrarem insu-
ftciência de recursos, quando houver falta de vagas e cursos regulares da rede pública
na localidade da residência do educando, ftcando o poder público obrigado a investir
prioritariamente na expansão de sua rede na localidade.
§ 2~ As atividades universitárias de pesquisa e extensão poderão receber apoio
fmanceiro do poder público.
Art. 214. A lei estabelecerá o plano nacional de educação, de duração plurianual,
visando à articulação e ao desenvolvimento do ensino em seus diversos níveis e à
integração das ações do poder público que conduzam à:
I - erradicação do analfabetismo;

... EC 02 14/96.

Da Ordem Social
253
11 - universalização do atendimento escolar;
III - melhoria da qualidade do ensino;
IV - formação para o trabalho;
V - promoção humanística, científica e tecnológica do País.

SEÇÃO 11
Da Cultura
Art. 215. O Estado garantirá a todos o pleno exercício dos direitos culturais e aces-
so às fontes da cultura nacional, e apoiará e incentivará a valorização e a difusão das
manifestações culturais.
§ I ~ O Estado protegerá as manifestações das culturas populares, indígenas e afro-
brasileiras, e das de outros grupos participantes do processo civilizatório nacional.
§ 2~ A lei disporá sobre a ftxação de datas comemorativas de alta significação
para os diferentes segmentos étnicos nacionais.

Art. 216. Constituem patrimônio cultural brasileiro os bens de natureza material e


imaterial, tomados individualmente ou em conjunto, portadores de referência à iden-
tidade, à ação, à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira,
nos quaís se incluem:
I - as formas de expressão;
11 - os modos de criar, fazer e viver;
III - as criações científicas, artísticas e tecnológicas;
IV - as obras, objetos, documentos, edificações e demaís espaços destinados
às manifestações artístico-culturais;
V - os conjuntos urbanos e sítios de valor histórico, paísagístico, artístico,
arqueológico, pllleont.ológico, ecológico e científico.
§ I ~ O poder público, com a colaboração da comunidade, promoverá e protegerá
o patrimônio cultural brasileiro, por meio de inventários, registros, vigilância, tomba-
mento e desapropriação, e de outras formas de acautelamento e preservação.
§ 2~ Cabem à administração pública, na forma da lei, a gestão da documentação
govemamentále as providências para franquear sua consulta a quantos dela necessitem.
§.3~ A lei estabelecerá incentivos para a produção e o conhecimento de bens e
valores culturais.
§ 4~ Os danos e ameaças ao patrimônio cultural serão punidos, na forma da lei.
§ 5~ Ficam tombados todos os documentos e os sítios detentores de reminiscências
históricas dos antigos quilombos.

SEÇÃO III
Do Desporto
Art. 217. É dever do Estado fomentar práticas desportivas formais e não formais,
como direito de cada um, observados:

Constituição da República Federativa do Brasil


254
Arts. 214 a 220

I - a autonomia das entidades desportivas dirigentes e associações, quanto a


sua organização e funcionamento;
11 - a destinação de recursos públicos para a promoção prioritária do desporto
educacional e, em casos específicos, para a do desporto de alto rendimento;
III - o tratamento diferenciado para o desporto profissional e o não profissional;
IV - a proteção e o incentivo às manifestações desportivas de criação nacional.
§ l~ O Poder Judiciário só admitirá ações relativas à disciplina e às
competições desportivas após esgotarem-se as instâncias da justiça desportiva,
regulada em lei.
§ 2~ A justiça desportiva terá o prazo máximo de' sessenta dias, contados da ins-
tauração do processo, para proferir decisão fmal.
§ 3~ O poder público incentivará o lazer, como forma de promoção social.

CAPÍTULO IV
Da Ciência e Tecnologia

. Art. 218. O Estado promoverá e incentivará o desenvolvimento científico, a pes-


quisa e a capacitação tecnológicas. .,
§ 1~ A pesquisa científica básica receberá tratamento prioritário do Estado, tendo
em vista o bem público e o progresso das ciências.
§ 2~ A pesquisa tecnológica voltar-se-á preponderantemente para a solução dos
problemas brasileiros e para o desenvolvimento do sistema produtivo nacional. e
regional.
§ 3~ O Estado apoiará a formação de recursos humanos nas áreas de ciência,
pesquisa e tecnologia, e concederá aos que delas se ocupem meios e condições espe-
ciais de trabalho.
§ 4~ A lei apoiará e estimulará as empresas que invistam em pesquisa, criação de
tecnologia adequada ao País, formação e aperfeiçoamento de seus recursos hurilanos e
que pratiquem sistemas de remuneração que assegurem ao empregado, desvinculada do
salário, participação nos ganhos econômicos resultantes da produtividade de seu trabalho.
§ 5~ É facultado aos Estados e ao Distrito Federal vincular parcela de sua receita
orçamentária a entidades públicas de fomento ao ensino e à pesquisa científica e
tecnológica. '

Art. 219. O mercado interno integra o patrimônio nacional e será incentivado de


modo a viabilizar o desenvolvimento cultural e sócio-econômico, o bem-estar da
população e a autonomia tecnológica do País, nos termos de lei federal.

CAPÍTULO V
Da Comunicação Social

Art. 220. A manifestação do pensamento, a criação, a expressão e a informação,


sob qualquer forma, processo ou veículo, não·sofrerão qualquer restrição, observado
o disposto nesta Constituição.

Da Ordem Social
255
§ I ~ Nenhuma lei conterá dispositivo que possa constituir embaraço à plena liber-
dade de informação jornalística em qualquer veículo de comunicação social, observado
o disposto no art. 5~, IV, V, X, XIII e XIV.
§ 2~ É vedada toda e qualquer censura de natureza política, ideológica e artística.
§ 3~ Compete à lei federal:
I - regular as diversões e espetáculos públicos, cabendo ao poder público
informar sobre a natureza deles, as faixas etárias a que não se recomendem, locais e
horários em que sua apresentação se mostre inadequada;
11 - estabelecer os meios legais que garantam à pessoa e à família a possibili-
dade de se defenderem de programas ou programações de rádio e televisão que
contrariem o disposto no art. 221, bem como da propaganda de produtos, práticas e
serviços que possam ser nocivos à saúde e ao meio ambiente.
§ 4~ A propaganda comercial de tabaco, bebidas alcoólicas, agrotóxicos, medica-
mentos e terapias estará sujeita a restrições legais, nos termos do inciso 11 do parágrafo
anterior, e conterá, sempre que necessário, advertência sobre os maleficios decorrentes
de seu uso.
§ 5~ Os meios de comunicação social não podem, direta ou indiretamente, ser
objeto de monopólio ou oligopólio.
§ 6~ A publicação de veículo impresso de comunicação independe de licença de
autoridade.
Art. 221. A produção e a programação das emissoras de rádio e televisão atende-
rão aos seguintes princípios:
I - preferência a fmalidades educativas, artísticas, culturais e informativas;
11 - promoção da cultura nacional e regional e estímulo à produção indepen-
dente que objetive sua divulgação;
III - regionalização da produção cultural, artística ejornalística, conforme per-
centuais estabelecidos em lei;
IV - respeito aos valores éticos e sociais da pessoa e da família.
Art. 222. A propriedade de empresa jornalística e de radiodifusão sonora e de sons
e imagens é privativa de brasileiros natos ou naturalizados há mais de dez anos, aos
quais caberá a responsabilidade por sua administração e orientação intelectual.
§ I ~ É vedada a participação de pessoa jurídica no capital social de empresa jor-
nalística ou de radiodifusão, exceto a de partido político e de sociedades cujo capital
pertença exclusiva e nominalmente a brasileiros.
§ 2~ A participação referida no parágrafo anterior só se efetuará através de capital
sem direito a voto e não poderá exceder a trinta por cento do capital social.
Art. 223. Compete ao Poder Executivo outorgar e renovar concessão, permissão e
autorização para o serviço de radiodifusão sonora e de sons e imagens, observado o
princípio da complementaridade dos sistemas privado, público e estatal.
§ l~ O Congresso Nacional apreciará o ato no prazo do art. 64, §§ 2~e4~, a contar
do recebimento da mensagem.

Constituição da República Federativa do Brasil


256
Arts. 220 a 225

§ 22 A não-renovação da concessão ou pennissão dependerá de aprovação de, no


mínimo, dois quintos do Congresso Nacional, em votação nominal.
§ 32 O ato de outorga ou renovação somente produzirá efeitos legais após delibe-
ração do Congresso Nacional, na fonna dos parágrafos anteriores.
§ 42 O cancelamento Ja concessão ou pennissão, antes de vencido o prazo, depende
de decisão judicial.
§ 52 O prazo da concessão ou pennissão será de dez anos para as emissoras de
rádio e de quinze para as de televisão.
Art. 224. Para os efeitos do disposto neste Capítulo, o Congresso Nacional insti-
tuirá, como órgão auxiliar, o Conselho de Comunicação Social, na fonna da lei.

CAPÍTULO VI
Do Meio Ambiente

Art. 225. Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de
uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao poder público
e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações.
§ 12 Para assegurar a efetividade desse direito, incumbe ao poder público:
I - preservar e restaurar os processos ecológicos essenciais e prover o manejo
ecológico das espécies e ecossistemas;
11 - preservar a diversidade e a integridade do patrimônio genético do País e
fiscalizar as entidades dedicadas à pesquisa e manipulação de material genético;
III - defmir, em todas as unidades da Federação, espaços territoriais e seus
componentes a serem especialmente protegidos, sendo a alteração e a supressão
pennitidas somente através de lei, vedada qualquer utilização que comprometa a inte-
gridade dos atributos que justifiquem sua proteção;
IV - exigir, na fonna da lei, para instalação de obra ou atividade potencial-
mente causadora de significativa degradação do meio ambiente, estudo prévio de
impacto ambiental, a que se dará publicidade;
V - controlar a produção, a comercialização e o emprego de técnicas, méto-
dos e substâncias que comportem risco para a vida, a qualidade de vida e o meio
ambiente;
VI - promover a educação ambiental em todos os níveis de ensino e a conscien-
tização pública para a preservação do meio ambiente;
VII - proteger a fauna e a flora, vedadas, na fonna da lei, as práticas que colo-
quem em risco sua função ecológica, provoquem a extinção de espécies ou submetam
os animais a crueldade.
§ 22 Aquele que explorar recursos minerais fica obrigado a recuperar o meio
ambiente degradado, de acordo com solução técnica exigida pelo órgão público
competente, na fonna da lei.
§ 32 As condutas e atividades consideradas lesivas ao meio ambiente sujeitarão
os infratores, pessoas fisicas ou jurídicas, a sanções penais e administrativas, inde-
pendentemente da obrigação de reparar os danos causados.

Da Ordem Social
257
§ 4~ A Floresta Amazônica brasileira, a Mata Atlântica, a Serra do Mar, o Pantanal
Mato-Grossense e a Zona Costeira são patrimônio nacional, e sua utilização far-se-á,
na forma da lei, dentro de condições que assegurem a preservação do meio ambiente,
inclusive quanto ao uso dos recursos naturais.
§ 5~ São indisponíveis as terras devolutas ou arrecadadas pelos Estados, por ações
discriminatórias, necessárias à proteção dos ecossistemas naturais.
-§#' As-usinas que operemÇ9m reator nuclear deverão ter sua localização defmi-
da em lei federal, s~m o que não poderão ser mstãladas.

CAPÍTULO VII
Da FamOia, da Criança, do Adolescente e do Idoso

Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.


§ l~ O casamento é civil e gratuita a celebração.
§ 2~ O casamento religioso tem efeito civil, nos termos da lei.
§ 3~ Para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o
hºrnem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em
casamento.
§ 4~ Entende-se, também, como entidade familiar a comunidade formada por
qualquer dos pais e seus descendentes.
§ 5~ Os direitos e deveres referentes à sociedade conjugal são exercidos igualmente
pelo homem e pela mulher.
§ 6~ O casamento civil pode ser dissolvido pelo divórcio, após prévia separação
judicial por mais de um ano nos casos expressos em lei, ou comprovada separação de
fato por mais de dois anos.
§ 7~ Fundado nos princípios da dign~dade da pessoa humana e da paternidade
responsável, o planejamento familiar é livre decisão do casal, competindo ao Estado
propiciar recursos educacionais e científicos para o exercício desse direito, vedada
qualquer forma coercitiva por parte de instituições oficiais ou privadas.
§ 8~ O Estado assegurará a assistência à família na pessoa de cada um dos que a
integram, criando mecanismos para coibir a violência no âmbito de suas relações.
Art. 227. É dever da família, da sociedad.e e do Estado assegurar à criança e ao
adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à edu-
cação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e
à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de
negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
§ l~ O Estado promoverá programas de assistência integral à saúde da criança e
do adolescente, admitida a participação de entidades não-governamentais e obede-
cendo aos seguintes preceitos:
I - aplicação de percentual dos recursos públicos destinados à saúde na assis-
tência matemo-infantil;
11 - criação de programas de prevenção e atendimento especializado para os
portadores de deficiência fisica, sensorial ou mental, bem como de integração social
I
Constituição do República Federativo do Brasil
258
Arts. 225 a 230

do adolescente portador de deficiência, mediante o treinamento para o trabalho e a


convivência, e a facilitação do acesso aos bens e serviços coletivos, com a eliminação
de preconceitos e obstáculos arquitetônico'!.
§ 22 A lei disporá sobre normas de construção dos logradouros e dos edificios de
uso público e de fabricação de veículos de transporte coletivo, a fim de garantir acesso
adequado às pessoas portadoras de deficiência.
§ 32 O direito a proteção especial abrangerá os seguintes aspectos:
I - idade mínima de quatorze anos para admissào ao trabalho, observado o
disposto no art. 72, XXXIII;
11 - garantia de direitos previdenciários e trabalhistas;
III - garantia de acesso do trabalhador adolescente à escola;
IV - garantia de pleno e formal conhecimento da atribuição de ato infracional,
igualdade na relação processual e defesa técnica por profissional habilitado, segundo
dispuser a legislação tutelar específica;
V - obediência aos princípios de brevidade, excepcionalidade e respeito à con-
dição peculiar de pessoa em desenvolvimento, quando da aplicação de qualquer me-
dida privativa da liberdade;
VI - estimulo do poder público, através de assistênciajurídica, incentivos fiscais
e subsídios, nos termos da lei, ao acolhimento, sob a forma de guarda, de criança ou
adolescente órfão ou abandonado;
VII - programas de prevenção e atendimento especializado à criança e ao ado-
lescente dependente de entorpecentes e drogas afins.
§ 4 2 A lei punirá severamente o abuso, a violência e a exploração sexual da criança
e do adolescente.
§ 52 A adoção será assistida pelo poder público, na forma da lei, que estabelecerá
casos e condições de sua efetivação por parte de estrangeiros.
§ 62 Os filhos, havidos ou não da relação do casamento, ou por adoção, terão os
mesmos direitos e qualificações, proibidas quaisquer designações discriminatórias
relativas à filiação.
§ 72 No atendimento dos direitos da criança e do adolescente levar-se-á em con-
sideração o disposto no art. 204.
Art. 228. São penalmente inimputáveis os menores de dezoito anos, sujeitos às
normas da legislação especial.
Art. 229. Os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos menores, e os
filhos maiores têm o dever de ajudar e amparar os pais na velhice, carência ou enfer-
midade.
Art. 230. A família, a sociedade e o Estado têm o dever de amparar as pessoas
idosas, assegurando sua participação na comunidade, defendendo sua dignidade e
bem-estare garantindo-lhes o direito à vida.
§ 12 Os programas de amparo aos idosos serão executados preferencialmente em
seus lares.

Da Ordem Social
259
§ 2Q Aos maiores de sessenta e cinco anos é garantida a gratuidade dos transpor-
tes coletivos urbanos.

CAPÍTULO VIII
Dos Índios

Art. 231. São reconhecidos aos índios sua organização social, costumes, línguas,
crenças e tradições, e os direitos originários sobre as terras que tradicionalmente
ocupam, competindo à União demarcá-las, proteger e fazer respeitar todos os seus
bens.
§ IQ São terras tradicionalmente ocupadas pelos índios as por eles habitadas em
caráter permanente, as utilizadas para suas atividades produtivas, as imprescindíveis
à preservação dos recursos ambientais necessários a seu bem-estar e as necessárias a
sua reprodução fisica e cultural, segundo seus usos, costumes e tradições.
§ 2Q As terras tradicionalmente ocupadas pelos índios destinam-se a sua posse
permanente, cabendo-lhes o usufruto exclusivo das riquezas do solo, dos rios e dos
lagos nelas existentes.
§ 3Q O aproveitamento dos recursos hídricos, incluídos os potenciais energéticos,
a pesquisa e a lavra das riquezas minerais em terras indígenas só podem ser efetivados
comautorização do Congresso Nacional, ouvidas as comunidades afetadas, ficando-lhes
assegurada participação nos resultados da lavra, na forma da lei.
§ 4Q As terras de que trata este artigo são inalienáveis e indisponíveis, e os direitos
sobre elas, imprescritíveis.
§ 5Q É vedada a remoção dos grupos indígenas de suas terras, salvo, ad referendum
do Congresso Nacional, em caso de catástrofe ou epidemia que ponha em risco sua
população, ou no interesse da soberania do País, após deliberação do Congresso
Nacional, garantido, em qualquer hipótese, o retorno imediato logo que cesse o risco.
§ 6Q São nulos e extintos, não produzindo efeitos jurídicos, os atos que tenham
por objeto a ocupação, o domínio e a posse das terras a que se refere este artigo, ou a
exploração das riquezas naturais do solo, dos rios e dos lagos nelas existentes, ressal-
vado relevante interesse público da União, segundo o que dispuser lei complementar,
não gerando a nulidade e a extinção direito a indenização ou a ações contra a União,
salvo, na forma da lei, quanto às benfeitorias derivadas da ocupação de boa-fé.
§ 7 Q Não se aplica às terras indígenas o disposto no art. 174, §§ 3Qe 4Q.
Art. 232. Os índios, suas comunidades e organizações são partes legítimas para
ingressar em juízo em defesa de seus direitos e interesses, intervindo o Ministério
Público em todos os atos do processo.

Constituição do República Federativo do Brasil


260
TÍTULO IX
Das Disposições Constitucionais Gerais

Art. 233.* (Revogado).

Art. 234. É vedado à União, direta ou indiretamente, assumir, em decorrência da


criação de Estado, encargos referentes a despesas com pessoal inativo e com encargos
e amortizações da dívida interna ou externa da administração pública, inclusive da
indireta.

Art. 235. Nos dez primeiros anos da criação de Estado, serão observadas as se-
guintes normas básicas:
I - a Assembléia Legislativa será composta de dezessete Deputados se a popu-
lação do Estado for inferior a seiscentos mil habitantes, e de vinte e quatro se igualou
superior a esse número, até um milhão e quinhentos mil;
11 - o Governo terá no máximo dez Secretarias;
III - o Tribunal de Contas terá três membros, nomeados, pelo Governador
eleito, dentre brasileiros de comprovada idoneidade e notório saber;
IV - o Tribunal de Justiça terá sete desembargadores;
V - os primeiros desembargadores serão nomeados pelo Governador eleito,
escolhidos da seguinte forma:
a) cinco dentre os magistrados com mais de trinta e cinco anos de idade, em
exercício na área do novo Estado ou do Estado originário;
b) dois dentre promotores, nas mesmas condições, e advogados de
comprovada idoneidade e saber juridico, com dez anos, no mínimo, de
exercício profissional, obedecido o procedimento fixado na Constituição;
VI - no caso de Estado proveniente de Território Federal, os cinco primeiros
desembargadores poderão ser escolhidos dentre juízes de direito de qualquer parte do
País;
VII - em cada comarca, o primeiro juiz de direito, o primeiro promotor de
justiça e o primeiro defensor público serão nomeados pelo Governador eleito após
concurso público de provas e títulos;
VIII - até a promulgação da Constituição estadual, responderão pela Procura-
doria-Geral, pela Advocacia-Geral e pela Defensoria-Geral do Estado advogados de
notório saber, com trinta e cinco anos de idade, no mínimo, nomeados pelo Governador
eleito e demissíveis ad nutum;
IX - se o novo Estado for resultado de transformação de Território Federal, a
transferência de encargos fmanceiros da União para pagamento dos servidores optantes
que pertenciam à administração federal ocorrerá da seguinte forma:

.. EC n2 28/2000.

Das Disposições Constitucionais Gerais


261
a) no sexto ano de instalação, o Estado assumirá vinte por cento dos encar-
gos fmanceiros para fazer face ao pagamento dos servidores públicos, fi-
cando ainda o restante sob a responsabilidade da União;
b) no sétimo ano, os encargos do Estado serão acrescidos de trinta por cento
e, no oitavo, dos restantes cinqüenta por cento;
X - as nomeações que se seguirem às primeiras, para os cargos mencionados
neste artigo, serão disciplinadas na Constituição estadual;
XI - as despesas orçamentárias com pessoal não poderão ultrapassar cinqüenta
por cento da receita do Estado.

Art. 236. Os serviços notariais e de registro são exercidos em caráter privado, por
delegação do poder público.
§ 12 Lei regulará as atividades, disciplinará a responsabilidade civil e criminal
dos notários, dos oficiais de registro e de seus prepostos, e defmirá a fiscalização de
seus atos pelo Poder Judiciário.
§ 22 Lei federal estabele'cerá normas gerais para fixação de emolumentos relati-
vos aos atos praticados pelos serviços notariais e de registro.
§ 32 O ingresso na atividade notarial e de registro depende de concurso público
de provas e títulos, não se permitindo que qualquer serventia fique vaga, sem abertura
de concurso de provimento ou de remoção, por mais de seis meses.
Art. 237. A fiscalização e o controle sobre o comércio exterior, essenciais à defesa
dos interesses fazendários nacionais, serão exercidos pelo Ministério da Fazenda.
Art. 238. A lei ordenará a venda e revenda de combustíveis de petróleo, álcool
carburante e outros combustíveis derivados de matérias-primas renováveis, respeita-
dos os princípios desta Constituição.

Art. 239. A arrecadação decorrente das contribuições para o Programa de Integra-


ção Social, criado pela Lei Complementar n2 7, de 7 de setembro de 1970, e para o
Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público, criado pela Lei
Complementar n2 8, de 3 de dezembro de 1970, passa, a partir da promulgação desta
Constituição, a fmanciar, nos termos que a lei dispuser, o programa do seguro-desem-
prego e o abono de que trata o § 32 deste artigo.
§ 12 Dos recursos mencionados no caput deste artigo, pelo menos quarenta por
cento serão destinados a financiar programas de desenvolvimento econômico, através
do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, com critérios de remu-
neração que lhes preservem o valor.
§ 22 Os patrimônios acumulados do Programa de Integração Social e do Progra-
ma de Formação do Patrimônio do Servidor Público são preservados, mantendo-se os
critérios de saque nas situações previstas nas leis específicas, com exceção da retirada
por motivo de casamento, ficando vedada a distribuição da arrecadação de que trata o
caput deste artigo, para depósito nas contas individuais dos participantes.
§ 32 Aos empregados que percebam de empregadores que contribuem para o Pro-
grama de Integração Social ou para o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor

Constituiçõo do República Federativo do Brasil


262
Arts. 235 a 245

Público, até dois salários mínimos de remuneração mensal, é assegurado o pagamento


de um salário mínimo anual, computado neste valor o rendimento das contas indivi-
duais, no caso daqueles que já participavam dos referidos programas, até a data da
promulgação desta Constituição.
§ 4~ O financiamento do seguro-desemprego receberá uma contribuição adicio-
nal da empresa cujo índice de rotatividade da força de trabalho superar o índice médio
da rotatividade do setor, na forma estabelecida por lei.

Art. 240. Ficam ressalvadas do disposto no art. 195 as atuais contribuições com-
pulsórias dos empregadores sobre a folha de salários, destinadas às entidades priva-
das de serviço social e de formação profissional vinculadas ao sistema sindical.

Art. 241.* A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios disciplinarão


por meio de lei os consórcios públicos e os convênios de cooperação entre os entes
federados, autorizando a gestão associada de serviços públicos, bem como a transfe-
rência total ou parcial de encargos, serviços, pessoal e bens essenciais à continuidade
dos serviços transferidos.

Art. 242. O princípio do art. 206, IV, não se aplica às instituições educacionais
oficiais criadas por lei estadual ou municipal e existentes na data da promulgação
desta Constituição, que não sejam total ou preponderantemente mantidas com recur-
sos públicos.
§ l~ O ensino da História do Brasil levará em conta as contribuições das diferen-
tes culturas e etnias para a formação do povo brasileiro.
§ 2~ O Colégio Pedro 11, localizado na cidade do Rio de Janeiro, será mantido na
órbita federal.

Art. 243. As glebas de qualquer região do País onde forem localizadas culturas
ilegais de plantas psicotrópicas serão imediatamente expropriadas e especificamente
destinadas ao assentamento de colonos, para o cultivo de produtos alimentícios e
medicamentosos, sem qualquer indenização ao proprietário e sem prejuízo de outras
sanções previstas em lei.
Parágrafo único. Todo e qualquer bem de valor econômico apreendido em de-
corrência do tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afms será confiscado e reverterá
em beneficio de instituições e pessoal especializados no tratamento e recuperação de
viciados e no aparelhamento e custeio de atividades de fiscalização, controle, preven-
ção e repressão do crime de tráfico dessas substâncias.
Art. 244. A lei disporá sobre a adaptação dos logradouros, dos edificios de uso público
e dos veículos de transporte coletivo atualmente existentes a fim de garantir acesso ade-
quado às pessoas portadoras de deficiência, conforme o disposto no art. 227, § 2~.

Art. 245. A lei disporá sobre as hipóteses e condições em que o poder público dará
assistência aos herdeiros e dependentes carentes de pessoas vitimadas por crime doloso,
sem prejuízo da responsabilidade civil do autor do ilícito.

... EC n2 19/98.

Das Disposições Constitucionais Gerais


263
Art. 246. * É vedada a adoção de medida provisória na regulamentação de artigo
da Constituição cuja redação tenha sido alterada por meio de emenda promulgada a
partir de 1995.
Art. 247.** As leis previstas no inciso III do § l~ do art. 41 e no § 7~ do art. 169
estabelecerão critérios e garantias especiais para a perda do cargo pelo servidor públi-
co estável que, em decorrência das atribuições de seu cargo efetivo, desenvolva ativi-
dades exclusivas de Estado.
Parágrafo único. Na hipótese de insuficiência de desempenho, a perda do cargo
somente ocorrerá mediante processo administrativo em que lhe sejam assegurados o
contraditório e a ampla defesa.
Art. 248.*** Os beneficios pagos, a qualquer título, pelo órgão responsável pelo
regime geral de previdência social, ainda que à conta do Tesouro Nacional, e os não
sujeitos ao limite máximo de valor fixado para os beneficios concedidos por esse
regime observarão os limites fixados no art. 37, XI.
Art. 249.*** Com o objetivo de assegurar recursos para o pagamento de proven-
tos de aposentadoria e pensões concedidas aos respectivos servidores e seus
dependentes, em adição aos recursos dos respectivos tesouros, A União, os Estados, o
Distrito Federal e os Municípios poderão constituir fundos, integrados pelos recursos
provenientes de contribuições e por bens, direitos e ativos de qualquer natureza, me-
diante lei que disporá sobre a natureza e a administração desses fundos.
Art. 250.*** Com o objetivo de assegurar recursos para o pagamento dos benefi-
cios concedidos pelo regime geral de previdência social, em adição aos recursos de
sua arrecadação, a União poderá constituir fundo integrado por bens, direitos e ativos
de qualquer natureza, mediante lei que disporá sobre a natureza e administração desse
fundo.
Brasília,5 de outubro de 1988. - Ulysses Guimarães, Presidente - Mauro
Benevides, 1~ Vice-Presidente -Jorge Arbage, 2~ Vice-Presidente - Marcelo Cordeiro,
1~ Secretário - Mário Maia, 2~ Secretário - Arnaldo Faria de Sá, 3~ Secretário -
Benedita da Silva, 1~ Suplente de Secretário - Luiz Soyer, 2~ Suplente de Secretário-
Sotero Cunha, 3~ Suplente de Secretário - Bernardo Cabral, Relator Geral- Adolfo
Oliveira, Relator Adjunto - Antônio Carlos Konder Reis, Relator Adjunto - José
Fogaça, Relator Adjunto - AbigailFeitosa - Acival Gomes - Adauto Pereira - Ademir
Andrade - Adhemar de Barros Filho - Adroaldo Streck - Adylson Motta - Aécio de
Borba - Aécio Neves - Affonso Camargo - AfifDomingos - Afonso Arinos - Afonso
Sancho - Agassiz Almeida - Agripino de Oliveira Lima - Airton Cordeiro - Airton
Sandoval - Alarico Abib - Albano Franco - Albérico Cordeiro - Albérico Filho -
Alceni Guerra - Alcides Saldanha - Aldo Arantes - Alércio Dias - Alexandre Costa -
Alexandre Puzyna - Alfredo Campos - Almir Gabriel- Aloisio Vasconcelos - Aloysio
Chaves - Aloysio Teixeira - Aluizio Bezerra - Aluízio Campos - .Álvaro Antônio -
.Álvaro Pacheco - .Álvaro Valle - Alysson Paulinelli - Amaral Netto - Amaury Müller-

• EC 0 2.6/95 e EC 0 2 7/95 .
•• EC 0 2 19/98 .
••• EC 0 2 20/98.

Constituição da República Federativa do Brasil


264
Amilcar Moreira - Ângelo Magalhães - Anna Maria Rattes - Annibal Barcellos -
Antero de Barros - Antônio Câmara - Antônio Carlos Franco - Antonio Carlos Mendes
Thame - Antônio de Jesus - Antonio Ferreira - Antonio Gaspar - Antonio Mariz -
Antonio Perosa - Antônio Salim Curiati - Antonio Ueno - Arnaldo Martins - Arnaldo
Moraes - Arnaldo Prieto - Arnold Fioravante - Arolde de Oliveira - Artenir Werner-
Artur da Távola - Asdrubal Bentes - Assis Canuto - Átila Lira - Augusto Carvalho-
Áureo Mello - Basílio Villani - Benedicto Monteiro - Benito Gama - Beth Azize -
Bezerra de Melo - Bocayuva Cunha - Bonifácio de Andrada - Bosco França - Brandão
Monteiro - Caio Pompeu - Carlos Alberto - Carlos Alberto Caó - Carlos Benevides-
Carlos Cardinal - Carlos Chiarelli - Carlos Cotta - Carlos De 'Carli - Carlos
Mosconi - Carlos Sant 'Anna - Carlos Vinagre - Carlos Virgílio - Carrel Benevides -
Cássio Cunha Lima - Célio de Castro - Celso Dourado - César Cals Neto - César
Maia - Chagas Duarte - Chagas Neto - Chagas Rodrigues - Chico Humberto -
Christóvam Chiaradia - Cid Carvalho - Cid Sabóia de Carvalho - Cláudio Ávila -
Cleonâncio Fonseca - Costa Ferreira - Cristina Tavares - Cunha Bueno - Dálton
Canabrava - Darcy Deitos - Darcy Pozza - Daso Coimbra - Davi Alves Silva - Del
Bosco Amaral- Delfim Netto - Délio Braz - Denisar Arneiro - Dionisio Dal Prá -
Dionísio Hage - Dirce Tutu Quadros - Dirceu Carneiro - Diyaldn SuruagJl- Djena1 .
Gonçalves - Domingos Juvenil- Domingos Leonelli - Doreto Campanari - Edésio
Frias - Edison Lobão - Edivaldo Motta - Edme Tavares - Edmilson Valentim -
Eduardo Bonfim - Eduardo ,Jorge - Eduardo Moreira - Egídio Ferreira Lima -
Elias Murad - Eliel Rodrigues - Eliézer Moreira - Enoc Vieira - Eraldo Tinoco -
Eraldo Trindade - Erico Pegoraro - Ervin Bonkoski - Etevaldo Nogueira - Euclides
Scalco - Eunice Michiles - Evaldo Gonçalves - Expedito Machado - Ézio Ferreira-
Fábio Feldmann - Fábio Raunheitti - Farabulini Júnior- Fausto Fernandes - Fausto
Rocha - Felipe Mendes - Feres Nader - Fernando Bezerra Coelho - Fernando
Cunha - Fernando Gasparian - Fernando Gomes - Fernando Henrique Cardoso-
Fernando Lyra - Fernando Santana - Fernando Velasco - Firmo de Castro - Flavio
Palmier da Veiga - Flávio Rocha - Florestan Fernandes - Floriceno Paixão - França
Teixeira - Francisco Amaral- Francisco Benjàmim - Francisco Carneiro - Francisco
Coelho - Francisco Diógenes - Francisco Dornelles - Francisco Küster- Francisco
Pinto - Francisco Rollemberg - Francisco Rossi - Francisco Sales - Furtado Leite-
Gabriel Guerreiro - Gandi Jamil - Gastone Righi - Genebaldo Correia - Genésio
Bernardino - Geovani Borges - Geraldo Alckmin Filho - Geraldo Bulhões - Geraldo
Campos - Geraldo Fleming - Geraldo Melo - Gerson Camata - Gerson Marcondes -
Gerson Peres - Gidel Dantas - Gil César - Gilson Machado - Gonzaga Patriota -
Guilherme Palmeira - Gumercindo Milhomem - Gustavo de Faria - Harlan Gadelha-
Haroldo Lima - Haroldo Sabóia - Hélio Costa - Hélio Duque - Hélio Manhães -
Hélio Rosas - Henrique Córdova - Henrique Eduardo Alves - Heráclito Fortes-
Hermes Zaneti - Hilário Braun - Homero Santos - Humberto Lucena - Humberto
Souto - Iberê Ferreira - Ibsen Pinheiro - Inocêncio Oliveira - Irajá Rodrigues-
Iram Saraiva - Irapuan Costa Júnior - Irma Passoni - Ismael Wanderley - Israel
Pinheiro - Itamar Franco - Ivo Cersósimo - Ivo Lech - Ivo Mainardi - Ivo Vanderlinde-
Jacy Scanagatta - Jairo Azi - Jairo Carneiro - Jalles Fontoura - Jamil Haddad -
Jarbas Passarinho - Jayme Paliarin - Jayme Santana - Jesualdo Cavalcanti - Jesus
Tajra - Joaci Góes - João Agripino - João Alves - João Calmon - João Carlos
Bacelar - João Castelo - João Cunha - João da Mata - João de Deus Antunes -
João Herrmann Neto - João Lobo - João Machado Rollemberg - João Menezes -

Das Disposições Constitucionais Gerais


265
João Natal - João Paulo - João Rezek - Joaquim Bevilácqua -Joaquim Francisco -
Joaquim Hayckel -Joaquim Sucena -Jofran Frejat - Jonas Pinheiro -Jonival Lucas-
Jorge Bornhausen - Jorge Hage - Jorge Leite - Jorge Uequed - Jorge Vianna - José
Agripino - José Camargo - José Carlos Coutinho - José Carlos Grecco - José Carlos
Martinez - José Carlos Sabóia - José Carlos Vasconcelos - José Costa - José da
Conceição - José Dutra - José Egreja - José Elias - José Fernandes - José Freire-
José Genoíno - José Geraldo - José Guedes - José Ignácio Ferreira - José Jorge -
José Lins - José Lourenço - José Luiz de Sá - José Luiz Maia - José Maranhão -
José Maria Eymael - José Maurício - José Melo - José Mendonça Bezerra - José
Moura - José Paulo Bisol - José Queiroz - José Richa - José Santana de Vasconcellos-
José Serra - José Tavares - José Teixeira - José Thomaz Nonô - José Tinoco - José
U/ísses de Oliveira - José Viana - José Yunes - Jovanni Masini - Juarez Antunes -
Júlio Campos - Júlio Costamilan - Jutahy Júnior - Jutahy Magalhães - Koyu Iha -
Lael Varella - Lavoisier Maia - Leite Chaves - Lélio Souza - Leopoldo Peres - Leur
Lomanto - Levy Dias - Lézio Sathler - Lídice da Mata - Louremberg Nunes Rocha -
Lourival Baptista - Lúcia Braga - Lúcia Vânia - Lúcio Alcântara - Luís Eduardo -
Luís Roberto Ponte - Luiz Alberto Rodrigues - Luiz Freire - Luiz Gushiken - Luiz
Henrique - Luiz Inácio Lula da Silva - Luiz Leal - Luiz Marques - Luiz Salomão -
Luiz Viana - Luiz Viana Neto - Lysâneas Maciel - Maguito Vi/ela - Maluly Neto -
Manoel Castro - Manoel Moreira - Manoel Ribeiro - Mansueto de Lavor - Manuel
Viana - Márcia Kubitschek - Márcio Braga - Márcio Lacerda - Marco Maciel -
Marcondes Gadelha - Marcos Lima - Marcos Queiroz - Maria de Lourdes Abadia-
Maria Lúcia - Mário Assad - Mário Covas - Mário de Oliveira - Mário Lima -
Marluce Pinto - Matheus Iensen - Mattos Leão - Maurício Campos- MaJ,Jrício Correa-
Maurício Fruet - Maurício Nasser - Maurício Pádua - Maurílio Ferreira Lima -
Mauro Borges - Mauro Campos - Mauro Miranda - Mauro Sampaio - Max
Rosenmann - Meira Filho - Melo Freire - Mello Reis - Mendes Botelho - Mendes
Canale - Mendes Ribeiro - Messias Góis - Messias Soares - Michel Temer - Milton
Barbosa - Milton Lima - Milton Reis-- Mira/do-Gomes - Miro Teixeira - Moema
Soo Thiago -- MoysesPimentel - Mozarildo Cavalcanti - Mussa Demes - Myrian
Portella - Nabor Júnior- Naphtali Alves de Souza - Narciso Mendes - Nelson Aguiar-
Nelson Carneiro - Nelson Jobim - Nelson Sabrá - Nelson Seixas - Nelson Wedekin-
Nelton Friedrich - Nestor Duarte - Ney Maranhão - Nilso Sguarezi - Nilson Gibson -
Nion Albernaz - Noel de Carvalho - Nyder Barbosa - Octávio Elísio - Odacir Soares-
Olavo Pires - Olívio Dutra - Onofre Corrêa - Orlando Bezerra - Orlando Pacheco -
Oscar Corrêa - Osmar Leitão - Osmir Lima - Osmundo Rebouças - Osvaldo Bender-
Osvaldo Coelho - Osvaldo Macedo - Osvaldo Sobrinho - Oswaldo Almeida - Oswaldo
Trevisan - Ottomar Pinto - Paes de Andrade - Paes Landim - Paulo Delgado -
Paulo Macarini - Paulo Marques - Paulo Mincarone - Paulo Paim - Paulo Pimentel-
Paulo Ramos - Paulo Roberto - Paulo Roberto Cunha - Paulo Silva - Paulo Zarzur-
Pedro Canedo - Pedro Ceolin - Percival Muniz Pimenta da Veiga - Plínio Arruda
_o

Sampaio - Plínio Martins - Pompeu de Sousa - Rachid Saldanha Derzi - Raimundo


Bezerra - Raimundo Lira - Raimundo Rezende - Raquel Cândido- Raquel Capiberibe-
Raul Belém - Raul Ferraz - Renan Calheiros - Renato Bernardi - Renato Johnsson -
Renato Vianna - Ricardo Fiuza - Ricardo Izar - Rita Camata - Rita Furtado -
Roberto Augusto - Roberto Balestra - Roberto Brant - Roberto Campos - Roberto
D 'Avila - Roberto Freire - Roberto Jefferson - Roberto Rollemberg- Roberto Torres-
Roberto Vital - Robson Marinho - Rodrigues Palma - Ronaldo Aragão - Ronaldo

Constituição da República Federativa do Brasil


266
Carvalho - Ronaldo Cezar Coelho - Ronan Tito - Ronaro Corrêa - Rosa Prata -
Rose de Freitas - Rospide Netto - Rubem Branquinho - Rubem Medina - Ruben
Figueiró - Ruberval Pilotto - Ruy Bacelar - Ruy Nedel - Sadie Hauache - Salatiel
Carvalho - Samir Achôa - Sandra Cavalcanti - Santinho Furtado - Sarney Filho -
Saulo Queiroz - Sérgio Brito - Sérgio Spada - Sérgio Werneck - Severo Gomes -
Sigmaringa Seixas - Sílvio Abreu - Simão Sessim - Siqueira Campos - Sólon Borges
dos Reis- Stélio Dias- Tadeu França - Telmo Kirst- Teotonio Vilela Filho - Theodoro
Mendes - Tito Costa - Ubiratan Aguiar- Ubiratan Spinelli - Uldurico Pinto - Valmir
Campelo - Valter Pereira - Vasco Alves - Vicente Bogo - Victor Faccioni - Victor
Fontana - Victor Trovão - Vieira da Silva - Vilson Souza - Vingt Rosado - Vinicius
Cansanção - Virgildásio de Senna - Virgílio Galassi - Virgílio Guimarães - Vitor
Buaiz - Vivaldo Barbosa - Vladimir Palmeira - Wagner Lago - Waldec Ornélas -
Waldyr Pugliesi - Walmor de Luca - Wilma Maia - Wilson Campos - Wilson Martins-
Ziza Valadares.
PARTICIPANTES: Alvaro Dias-Antônio Britto - Bete Mendes- Borges da Silveira
- Cardoso Alves - Edivaldo Holanda - Expedito Júnior - Fadah Gattass - Francisco
Dias - Geovah Amarante - Hélio Gueiros - Horácio Ferraz - Hugo Napoleão-
Iturival Nascimento - Ivan Bonato - Jorge Medauar - José Mendonça de Morais -
Leopoldo Bessone - Marcelo Miranda - Mauro Fecury - Neuto de Conto - Nivaldo
Machado - Oswaldo Lima Filho - Paulo Almada - Prisco Viana - Ralph Biasi -
Rosário Congro Neto - Sérgio Naya - Tidei de Lima.
IN MEMüRIAM: Alair Ferreira - Antônio Farias - Fábio Lucena - Norberto
Schwantes - Virgílio Távora.

Das Disposições Constitucionais Gerais


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ATO DAS